Série Prática Clínica
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Série Prática Clínica
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Série Prática Clínica
Atendimento PsicANALÍTICO DE
família
Lisette Weissmann
e cols.
Isabel Cristina Gomes
Coordenação da Série
Isabel Cristina Gomes
z
Zagodoni
Editora
Copyright © 2014 by Lisette Weissmann e Isabel Cristina Gomes
Sobre as Autoras
Todos os direitos desta edição reservados à Zagodoni Editora Ltda. Nenhuma parte desta
obra poderá ser reproduzida ou transmitida, seja qual for o meio, sem a permissão
prévia da Zagodoni.
Editor: Adriano Zago
Tradução (cap. 4): Marta D. Claudino
Revisão: Michele R. Z. Freitas
Capa: Marcelo Brandão
Diagramação: Givaldo Fernandes
CIP-Brasil. Catalogação na publicação
Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ
W461a
Weissmann, Lisette
Atendimento psicanalítico de família / Lisette Weissmann, Isabel Cristina
Gomes ; coordenação Isabel Cristina Gomes. - 1a. ed. - São Paulo : Zagodoni,
2014.
114 p. : il. ; 18 cm.
(Série Prática Clínica ; 12)
Inclui bibliografia
ISBN 978-85-64250-80-2
1. Psicoterapia familiar. 2. Aconselhamento familiar. 3. Famílias com proble­
mas. I. Gomes, Isabel Cristina. II. Gomes, Isabel Cristina. III. Título. IV. Série.
14-13721
CDD: 616.89156
CDU: 615.851-055.5/.7
Lisette Weissmann
Psicóloga. Psicanalista de Casal e Família pela AUPCV. Doutoranda em Psicologia Social pelo IP-USP. Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Professora de
Pós-Graduação BSP. Supervisora habilitante da AUDEPP (Asociación Uruguaya
de Psicoterapia Psicoanalítica). Sócia fundadora da AUPCV (Asociación Uruguaya
de Psicoanalisis de las Configuraciones Vinculares). Membro do Departamento de
Psicanálise do Instituto Sedes de Sapientiae. Membro associado da Associação
Internacional de Psicanálise de Casal e Família (AIPCF).
Isabel Cristina Gomes
Livre-Docente e Professora Titular do Departamento de Psicologia Clínica do Insti-
[2014]
Zagodoni Editora Ltda.
Rua Brig. Jordão, 848
04210-000 – São Paulo – SP
Tel.: (11) 2334-6327
[email protected]
www.zagodoni.com.br
tuto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP). Orientadora de Mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica do IP-USP.
Coordenadora do Laboratório de Casal e Família: Clínica e Estudos Psicossociais
do IP-USP. Coordenadora da Série Prática Clínica. Membro associado da Associação Internacional de Psicanálise de Casal e Família (AIPCF).
Lisette Weissmann / Isabel Cristina G omes
S é r i e P r át i c a C l í n i c a 6
Apresentação da
Série Prática Clínica
Lidia Levy
Psicanalista. Membro da SPID e da SPCRJ. Professora do Departamento de Psicologia da PUC-RJ. Doutora em Psicologia Clínica pela PUC-RJ. Membro associado da Associação Internacional de Psicanálise de Casal e Família (AIPCF).
María Cristina Rojas
Psicóloga, psicanalista. Membro titular da Asociación Argentina de Psicología y
Psicoterapia de Grupo. Docente da pós-graduação na Faculdade de Psicologia da
UBA e na Diplomatura en Vínculos y Carrera de Especialización en Psicoanálisis
con Niños y Adolescentes da Universidade de Ciências Empresariais e Sociais
(UCES). Ex-presidente da Federación Latinoamericana de Psicoterapia Analítica
de Grupo. Publicou em coautoria: “Entre dos siglos. Una lectura psicoanalítica de
la posmodernidad”. Participou dos livros: “Familia e inconciente”; “Clínica familiar
psicoanalítica. Estructura y acontecimiento”; “Patologías actuales de la infancia”;
“Familias y parejas”, entre outros.
N
uma abordagem eminentemente clínica, cada volume da Série Prática Clínica
apresenta casos atendidos por psicanalistas e/ou psicoterapeutas especializados
no tema em questão, de forma a propiciar ao leitor uma oportunidade de acompanhar
as estratégias e os dispositivos empregados pelos autores. Entre esses elementos
estão o raciocínio clínico, as técnicas, o manejo, as possíveis intervenções, a dinâmica
da transferência e contratransferência, a relação com o paciente e os modos de operacionalizar sintomas, impasses e conflitos.
Embora as obras temáticas da Série tenham um enfoque clínico, as questões
teóricas permeiam os relatos de caso do autor, porém de maneira sucinta e correlacionada aos aspectos observados no atendimento.
A Série Prática Clínica privilegia o trabalho transformador da clínica, apresentando os desdobramentos analíticos do profissional para lidar com o sofrimento e a
­angústia do paciente, enfrentar problemas e abrir espaço para caminhos de elaboração e/ou superação pela via da linguagem, do vínculo e dos dispositivos clínicos que
podem levar a novas possibilidades do “vir a ser”.
Isabel Cristina Gomes
Professora Titular do Instituto de Psicologia da USP (IP-USP)
Coordenadora da Série Prática Clínica
Apresentação da Obra
A
proposta deste livro é abrir ao leitor a clínica com famílias como um dispositivo
singular e próprio para o atendimento aos casos nos quais a queixa baseia-
se nas desavenças vinculares e no mal-estar vincular entre os sujeitos que fazem
parte desse grupo específico. As autoras pontuam algumas estratégias clínicas
que se mostram apropriadas a cada caso aqui descrito e as necessidades que as
famílias apresentam em função do sofrimento vincular vivenciado.
Os capítulos trazem, em forma alternada, exemplos de famílias atendidas
em instituições (serviços-escola) e casos recebidos em consultório privado. Esses
contextos diversos estruturam um vértice diferente de trabalho no qual esse tipo de
clínica se desenvolve. Pela variedade e ao mesmo tempo singularidade do material clínico, pretendemos compartilhar com o leitor as adaptações que cada autora
foi elaborando ao longo do percurso com os distintos conjuntos familiares.
No capítulo 1, Tragédia e esfacelamento familiar, Isabel Cristina Gomes discute o emprego da psicoterapia psicanalítica vincular numa situação de rompimento
dos laços familiares causado pela perda parental. A intervenção é realizada numa
clínica-escola e tem por finalidade implicar a nova família assim constituída (avó
materna e netos) na elaboração dos traumas vividos, na diluição dos “segredos” e
“não ditos” como formas de defesa, no fortalecimento da capacidade de se vincular
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Lisette Weissmann / Isabel Cristina G omes
S é r i e P r át i c a C l í n i c a No capítulo 4, Família M: violências imperceptíveis, Maria Cristina Rojas foca
cada um nessa nova configuração familiar. Discutem-se também as limitações do
na clínica privada de famílias com crianças e sustenta que é preciso pesquisar os
atendimento institucional.
caminhos do sofrimento infantil – e adolescente –, buscando seus sentidos e con-
O capítulo 2, intitulado Armando a família, Lisette Weissmann abre ao leitor
dições de produção além do corpo que padece. Pensar na criança, nessa circuns-
um contexto analítico de consultório privado, no qual a analista acompanha o caso
tância, leva-nos a incluir outras figuras, não só as da sua fantasia, para por em jogo
desde a queixa, baseada em um paciente designado, até o atendimento vincular
os outros enquanto sujeitos. Às vezes, os outros da violência. Por meio de um pro-
familiar. Esse percurso é construído na medida em que o encaminhamento assina-
cesso de consulta, no qual se realizam entrevistas com o casal e a família, a autora
la o mal-estar centrado no conflito familiar, o qual impede que este núcleo familiar
analisa as violências imperceptíveis, sustentadas como tais por pactos de negação
se estruture como tal. Para constituir uma família com duas gerações os sujeitos
implícitos. Considera a função testemunhal do analista vincular nessas consultas e
precisam se desligar dos laços com as gerações anteriores, e dessa forma criar
seus modos de intervenção favorável à construção de um vínculo terapêutico e de
uma estrutura própria e inédita. Na presente família os mandatos da geração ante-
uma situação transferencial. Essas permitem abordagens múltiplas, aptas em cada
rior se fazem presentes nos vínculos atuais, impedindo a constituição dos espaços
caso para operar de modo eficaz como borda das violências invisíveis.
parentais organizadores do grupo familiar. Acompanhamos a evolução no proces-
Finalizando, no capítulo 5, Precisamos deixar o passado para trás, Lisette
so de desligamento das três gerações, situação que habilita a constituição de um
Weissmann apresenta um caso de atendimento familiar institucional no qual tra-
espaço para os avós como família ampliada, diferenciada da família nuclear que
balha com uma família de três membros: a mãe, a filha biológica e o filho adotivo.
aqui se consulta.
O pai foi morto na rua, como “acerto de contas”, segundo relata sua esposa. Esse
A família labirinto, compondo o capítulo 3, sob autoria de Isabel Cristina Go-
núcleo familiar está atravessado por situações de violência, a partir das quais as
mes e Lidia Levy, discute as estratégias clínicas implementadas num atendimento
mulheres desejam desacreditar o homem que restou na família. O vínculo entre
de uma clínica-escola. Por conta das características específicas da família que
eles liga-se a situações violentas externas que os invadem e não lhes permitem se
procura ajuda, são utilizadas entrevistas individuais, familiares e técnicas lúdicas
relacionar de outro modo. Parecem viver em um constante luto não elaborado pela
para o entendimento do sintoma que atinge duas gerações de mulheres (mãe e
filha) englobando-se a família extensa. A partir do paciente identificado, filha/neta,
discute-se o significado do sintoma e sua circulação geracional, bem como a dificuldade do exercício de uma maternidade que surge precocemente e associada a
Atendim ento Psic analítico d e F A M Í L I A
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como possibilidade criativa e na instauração e adaptação das funções e papéis de
morte do pai, que se faz presente na violência e o destrato vincular. A intervenção
analítica visa acompanhá-los no percurso da elaboração do luto e da estruturação
da família atual.
O livro, em sua totalidade, pretende abrir uma discussão baseada e focada
um abandono conjugal. Busca-se na psicoterapia vincular mãe/filha o resgate ou
nesse tipo de prática como guia para futuras reflexões. Os casos clínicos relatados
reconstrução desse laço afetivo.
em cada capítulo são uma mostra diversificada de diferentes demandas e queixas,
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Lisette Weissmann / Isabel Cristina G omes
levando o profissional a se utilizar de vários dispositivos terapêuticos: entrevistas,
desenhos, interpretações, quefazeres vinculares, assinalamentos, jogos e material lúdico como facilitadores no processo terapêutico para o entendimento da real
Sumário
demanda por atendimento, quebrando a noção do “paciente identificado” ou “bode
expiatório da família”.
As autoras, por meio do uso da transferência e da contratransferência, permitem ao leitor, a partir da singularidade de cada caso e observando as características dos mesmos, ir diferenciando a clínica institucional e privada. O texto pretende
ser um espaço para o exercício de diferentes estilos terapêuticos e diversas formas
de trabalho na clínica com famílias, como um modo de abertura das portas do(s)
consultório(s) para estabelecer-se trocas e intercâmbios.
Fica lançada a tarefa para o leitor avaliar as diferenças e semelhanças entre
os dois contextos clínicos aqui apresentados: institucional e privado.
Apresentação da Série............................................................................................ 7
Isabel Cristina Gomes
Apresentação da Obra............................................................................................ 9
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S é r i e P r át i c a C l í n i c a Capítulo 1. Tragédia e Esfacelamento Familiar................................................ 14
Isabel Cristina Gomes
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Capítulo 2. Armando a Família.......................................................................... 28
Lisette Weissmann
Capítulo 3. A Família Labirinto........................................................................... 62
Isabel Cristina Gomes / Lidia Levy
Capítulo 4. Família M. – Violências Imperceptíveis........................................... 76
María Cristina Rojas
Capítulo 5. Precisamos Deixar o Passado para Trás . ..................................... 96
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