Avaliação da aprendizagem:
concepções e práticas de
formadores de professores
Universidade Estadual do Centro-Oeste
Guarapuava - Irati - Paraná - Brasil
www.unicentro.br
Isabel Cristina Neves
Avaliação da aprendizagem:
concepções e práticas de
formadores de professores
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE
UNICENTRO
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Ficha Catalográfica
Catalogação na Publicação
Janete Miti Chihaya – CRB 9/1324
Biblioteca Central Campus Guarapuava
N518
Neves, Isabel Cristina
Avaliação da aprendizagem: concepções e práticas de
formadores de professores. / Isabel Cristina Neves. – – Guarapuava : Unicentro, 2008.
206 p.
ISBN 978-85-89346-89-4
1. Ensino Superior. 2. Avaliação Educacional. I. Título.
CDD 378.16
Copyright © 2007 Editora UNICENTRO
Nota: O conteúdo desta obra é de exclusiva responsabilidade de sua autora.
Sumário
Apresentação................................................................. 13
Introdução......................................................................19
Capítulo 1
Escola, avaliação e constituição de professores no
espaço das licenciaturas...............................................37
1.1. A história da escola.................................................38
1.2. Trabalho e avaliação................................................48
1.3. Avaliação tradicional versus avaliação crítica............... 61
1.4. Constituição profissional dos professores e
espaços de formação......................................................74
Capítulo 2
A avaliação sob o olhar de licenciandos e
formadores: o processo, os resultados e as análises
da pesquisa de campo.................................................. 99
2.1. Conhecendo os sujeitos participantes................... 104
2.1.1. Caracterização dos Professores.......................... 105
2.1.2. Caracterização dos Licenciandos....................... 108
2.2. Concepções e práticas de avaliação nas
licenciaturas................................................................. 111
2.2.1. Predominância de instrumentos de avaliação
considerados tradicionais..............................................113
2.2.2. Preferência dos professores por instrumentos
que poupem tempo, de fácil correção ou ainda, porque
estão habituados...........................................................129
2.2.3. A avaliação como finalização de um processo de
ensino e não como parte do processo de aprendizagem....134
2.2.4. Presença de poucas práticas de avaliação que
colaboram para o desenvolvimento da autonomia do
aluno.............................................................................145
2.2.5. Avaliação do trabalho docente por meio
da avaliação da aprendizagem do aluno........................164
2.2.6. Avaliação como mero registro ou documento
comprobatório dos resultados obtidos pelos alunos......172
Considerações finais................................................. 183
Referências............................................................... 193
Ao meu Deus, autor e consumador da vida,
por sempre estar perto de mim.
À memória da minha mãe Maria Isabel pelo
exemplo de dedicação, honestidade, bondade e
persistência.
Ao meu querido esposo Adolfo, companheiro
amoroso e paciencioso.
Aos meus filhos Jônatas, Israel, Paulo César,
à nora Tatiane e à neta Natasha, minhas
alegrias.
Apresentação
Ocasião feliz esta, em que apresento o livro
de Isabel Cristina, coroação dos esforços que
ela empreendeu durante a sua formação como
pesquisadora no Programa de Mestrado em Educação
da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná.
Ao longo de sua trajetória no Mestrado, tive o
prazer de orientar, acompanhar e discutir os rumos da
investigação de seu objeto de pesquisa – a avaliação da
aprendizagem em cursos de formação de professores,
mas, sobretudo, pude aprender com Isabel Cristina,
nessa trajetória, a seguir com o coração aberto, cheio
de confiança e disponibilidade para aprender mais e
contribuir com a formação dos professores.
Este trabalho, agora transformado em livro, teve
origem nas preocupações de Isabel com os elevados
percentuais de reprovação e de abandono dos alunos
da escola básica. Foi essa realidade que a levou a
questionar a avaliação da aprendizagem na formação
dos professores no ensino superior.
Apresentação
Assim, partindo da compreensão de que os valores
e os princípios presentes nos cursos de formação inicial
de professores acabam refletidos nos outros níveis de
ensino, por meio do fenômeno da simetria invertida,
Isabel pesquisou as concepções e as práticas de avaliação
da aprendizagem em cursos de Licenciatura.
A pesquisa de campo foi efetivada com professores
e acadêmicos de cursos de licenciatura que apresentavam
índices extremos de aprovação e reprovação, numa
instituição de ensino superior paranaense. Nesse
processo investigativo, Isabel Cristina coletou dados
por meio de questionários e de entrevistas coletivas
que, após análise, geraram categorias que nos permitem
refletir acerca das concepções e das práticas de avaliação
da aprendizagem que dirigem estes cursos.
O seu trabalho é uma defesa da avaliação
na perspectiva crítico-formativa, pois entende
que a avaliação está intrinsecamente ligada ao
aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem,
o que é bastante distinto das formas tradicionais de
avaliar, centradas na classificação dos sujeitos e na
contabilização dos resultados, por meio da somatória
de notas. Além disso, Isabel tece reflexões que remetem
à compreensão da avaliação da aprendizagem como
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15
Apresentação
elemento inerente a uma opção política a ser tomada
pelos educadores, uma vez que é vista, em seu trabalho,
como ato de inclusão, um ato humanitário, cujo
sentido é o da emancipação humana e social.
Isabel mostra em sua pesquisa que a avaliação
tradicional ainda está presente nas licenciaturas, que
deixam, por isso, de cumprir o objetivo primordial
da formação de professores, que é a constituição da
autonomia do sujeito professor frente à construção
do seu próprio conhecimento, seja este conhecimento
da área específica ou da área pedagógica, e frente à
participação cidadã na sociedade que temos.
Apesar das constatações da prevalência
da avaliação tradicional nas licenciaturas, Isabel
não propõe uma atitude simplista de colocar nos
formadores toda a responsabilidade das problemáticas
da avaliação nesse contexto.
Pelo contrário, ela opta por uma reflexão mais
complexa, entendendo que as problemáticas envolvidas
na avaliação não estão circunscritas apenas à dimensão
do processo ensino-aprendizagem no âmbito restrito
das salas de aula, como também compreende que a
superação das visões equivocadas sobre a avaliação da
aprendizagem não depende somente dos professores.
Apresentação
Pensando assim, Isabel propõe um trabalho
contínuo de formação dos formadores nas licenciaturas,
capaz de questionar as representações de avaliação e
de aprendizagem que estes portam, visando à tomada
de consciência dessas representações e das práticas
nelas sustentadas.
Compreende, ainda, que a discussão sobre a
avaliação deve ser ampliada e deve enfrentar outros
questionamentos como, por exemplo: sobre os modelos
vigentes de formação inicial e continuada de professores
baseados na perspectiva neoliberal; sobre as condições
concretas do trabalho docente nas universidades e na
educação básica; sobre a valorização social e econômica
desse trabalho; e, sobre a necessidade de espaços de
reflexão compartilhada no âmbito do ensino superior
nos quais os formadores possam conhecer e criar
alternativas provocadoras de mudanças na avaliação da
aprendizagem dos futuros professores.
Enfim, a leitura deste trabalho pelos professores
e formadores de professores é, sobretudo, um convite
à reflexão e à mudança nas concepções e práticas de
avaliação que se acham cristalizadas no pensar e no
fazer docentes. É um convite à autonomia, numa
sociedade em que avaliar tornou-se sinônimo de
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classificar e escalonar pessoas. Sendo assim, a adesão
a este convite exige o rompimento com as velhas
certezas e o desejo de participar da construção de uma
relação pedagógica mais humana e emancipadora.
Ponta Grossa, 4 de novembro de 2007.
Profª. Drª. Priscila Larocca
Programa de Mestrado em Educação
Universidade Estadual de Ponta Grossa
Apresentação
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