Folha de Pernambuco - PE 18/03/2013 às 06:25hs
SES prorroga prazo de inscrição
Secretária-executiva de Gestão do Trabalho, Cinthia Alves, esclarece que o motivo do
adiamento deve-se ao quadro pequeno de médicos no Interior
Thulio Falcão
Foram prorrogadas as inscrições para o concurso público da Secretaria Estadual de
Saúde (SES) para médico plantonista na Região Metropolitana do Recife e Interior do
Estado. O prazo, que iria até ontem, segue até o próximo domingo (24). Ao todo, 248
vagas são ofertadas para 21 especialidades. De acordo com a assessoria da SES, até a
última sexta-feira, 1.544 candidatos haviam efetuado a inscrição.
A secretária-executiva de Gestão do Trabalho, Cinthia Alves, esclarece que o motivo do
adiamento deve-se ao quadro pequeno de médicos no Interior. “Como este é um
concurso bastante abrangente e destinado para médicos que atuam em todo Estado, já
que lotaremos esses profissionais em dez regionais de saúde, avaliamos dar mais uma
semana de prazo, para intensificar a divulgação especialmente no Interior, onde temos a
maior carência de médicos”, explicou.
Segundo ela, a expectativa é convocar, ao todo, 500 profissionais até o próximo ano,
uma vez que o concurso terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado pelo mesmo
período. Com isso, o novo quadro de médicos irá se juntar aos 4.832 vinculados à SES.
A inscrição pode ser feita pelo site: www.upenet. com.br e o boleto deve ser pago até a
próxima segunda-feira (25).
Folha de Pernambuco - PE 18/03/2013 às 06:21hs
Idosos são suscetíveis a quedas
Dados são de 2009, mas se refletem, atualmente, nos casos que chegam ao Hospital
Miguel Arraes, em Paulista. O número de cirurgias diárias em pacientes com esse
diagnóstico chega a 40%. A maioria das ocorrências é com mulheres acima dos 60 anos
e que sofrem da doença
Luiz Felipe Freire
A aposentada Luíza Freire de Lima, de 80 anos, sempre foi invejada por ter uma vida
saudável. Ao contrário da maioria dos idosos com a mesma idade, ela nunca teve
grandes problemas de saúde. Sua atividade predileta, por anos, foi frequentar as lojas do
Centro do Recife às sextas-feiras. Mas, em abril de 2010, um susto: dona Luíza caiu e
acabou fraturando o fêmur em plena rua Duque de Caxias, no Centro do Recife. O caso
dela engrossou as listas de idosos que passam por procedimentos cirúrgicos devido a
quedas, ocorrências que, segundo os médicos, têm aumentado nos últimos anos.
Conforme a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, uma em cada quatro
pessoas nessa faixa etária é submetida a intervenções cirúrgicas por causa de fraturas
provocadas por tombos ou por quadros de osteoporose, uma doença caracterizada pelo
enfraquecimento dos ossos. Os dados são de 2009, mas se refletem, atualmente, nos
casos que chegam ao Hospital Miguel Arraes, em Paulista. O número de cirurgias
diárias em pacientes com esse diagnóstico chega a 40%. A maioria das ocorrências é
com mulheres acima dos 60 anos e que sofrem da doença.
O coordenador do setor de Ortopedia do Hospital Miguel Arraes, Francisco Couto,
explica que não há uma afirmativa clara para o aumento do número de casos. Uma
conclusão viável, segundo o médico, pode ser por conta do aumento da população idosa
nos últimos anos. “É recomendável que o idoso passe por cirurgia em até 48 horas após
o ocorrido. Quanto mais tempo o tratamento demorar, maiores os riscos de infecção
respiratória, doenças do sistema vascular, embolia, trombose e até de morte”, alerta
Couto.
Folha de Pernambuco - PE 18/03/2013 às 06:51hs
Folha da Cidade
Frases - “Se o futebol não é mais o ópio do povo, causa, com certeza, um forte efeito
nos cronistas esportivos”. “A Lei Seca salva vidas e dá responsabilidade ao cidadão: por
bem ou por mal” (RS).
Diario de Pernambuco - PE 18/03/2013 às 07:31hs
Cassio Zirpoli
Cerveja nos estádios
Cassio Zirpoli
Não faz muito tempo e o discurso era quase unânime sobre o foco da violência no
futebol. A bebida alcoólica seria o ponto de partida de tudo. Há quatro anos, um
movimento nacional resultou na proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas
nos estádios nos principais centros. Veto com leis estaduais e decisões das respectivas
federações locais. Em Pernambuco a medida aconteceu em 24 de março de 2009, com o
decreto oficializado na assinatura do governador Eduardo Campos sobre o projeto de lei
nº 932/2009, de autoria do deputado Alberto Feitosa, após a Lei Seca iniciada pelo
Juizado do Torcedor. O tempo passou e os números da violência não corresponderam à
expectativa de redução com o veto à cerveja, como declaram de forma extraoficial
algumas autoridades, enquanto a receita dos clubes diminuiu sem a venda nas partidas.
Os problemas relacionados à (falta de) segurança, ainda vigentes, se mostraram bem
mais complexos. A proximidade da liberação da cerveja nos torneios oficiais da Fifa no
país, na Copa das Confederações em 2013 e no Mundial em 2014, só aumentou a
pressão pela revogação das leis estaduais. O Rio de Janeiro deu o primeiro passo, ainda
que de forma adaptada, numa resolução da Federação de Futebol do Estado do Rio de
Janeiro (Ferj). A venda começa duas horas antes do jogo, sendo suspensa a quinze
minutos do pontapé inicial. Retorna só no intervalo. Nada de venda após a partida. Será
este o caminho a ser seguido por Pernambuco? Aqui, vale lembrar, o ato está
referendado como lei estadual. Trata-se de um processo mais trabalhoso, mas
certamente o ato carioca deve respingar em discussões no futebol local.
Diario de Pernambuco - PE 18/03/2013 às 07:13hs
João Alberto
Movimento
Audes Feitosa, superintendente do Hospital Dom Helder, participa amanhã, em São
Paulo, de evento da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Correio Braziliense - DF 18/03/2013 às 06:22hs
Os movimentos de um senador
Na última quarta, dia do encontro dos governadores no Congresso, Campos chegou
mais cedo e foi ao gabinete de Armando Monteiro. Conversaram a portas fechadas e
dizem ter tratado apenas do que estava na pauta do dia, o pacto federativo
Juliana Colares e Paulo Tarso Lyra
Com o peso de ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o senador
Armando Monteiro (PTB-PE) atua nos bastidores como interlocutor de Eduardo
Campos, provável candidato do PSB à Presidência, junto a empresários. Aliados do
socialista não consideram o petebista figura fundamental quando o assunto é capitalizar
para uma possível campanha ao Planalto. Mas afirmam que o apoio de Monteiro,
personagem conhecido na política e na economia pernambucana, tem importância. Em
troca, o senador espera ser ungido na disputa pelo governo do estado, em 2014.
“Eduardo hoje já tem um trânsito muito grande no empresariado. Ele prescinde de
apresentação. Mas eu já fiz muito contato, pude divulgar e enaltecer o perfil de gestor
dele”, diz Monteiro. O senador diz que, além de ter ajudado no diálogo de Campos com
o parlamento e o empresariado, foi ele quem apresentou ao socialista uma consultoria
que teve importante papel na implantação de novo modelo de gestão no estado. “Eu fiz
a ponte, no início do governo dele, em 2006. Depois, o modelo se desenvolveu, se
transformou. Hoje ele é um dos governadores que têm mais perfil de gestão. Eu ajudei a
levar esse processo lá atrás para Pernambuco, mas o mérito é dele. O papel central é
dele”, pondera.
Na última quarta, dia do encontro dos governadores no Congresso, Campos chegou
mais cedo e foi ao gabinete de Armando Monteiro. Conversaram a portas fechadas e
dizem ter tratado apenas do que estava na pauta do dia, o pacto federativo. Ao falar
sobre a visita, Monteiro disse que não conversou sobre sucessão e que Campos tem o
costume de visitar a bancada do estado quando no Congresso.
Financiamento
Naquela tarde, antes de ir à reunião, o socialista também foi à sala do senador Jarbas
Vasconcelos (PMDB-PE). No dia seguinte, Eduardo viajou para o Rio, onde assinou um
termo de compromisso ambiental com a Petrobras. Na quinta, jantou na casa do
presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo e do grupo Riachuelo, Flávio
Rocha, em São Paulo, com cerca de 60 empresários. Na ocasião, disse que o Brasil não
começou com partido A, B ou C e que “dá para fazer muito mais”. Na sexta, deu uma
palestra a empresários varejistas, em que afirmou que para posicionar o Brasil no
mercado global, é preciso fazer as reformas política e tributária.
“Uma candidatura primeiro se viabiliza do ponto de vista político. Não vejo, a priori,
problemas no quesito financeiro”, disse Armando, quando perguntado sobre
necessidade de Campos capitalizar recursos para conseguir entrar na disputa pela
presidência. “Com a dimensão política que ele (Campos) adquiriu, essa questão será
tratada. Nunca fui tesoureiro de campanha de ninguém. Pelas inserções que ele tem, isso
será equacionado a seu tempo”, complementa o senador, enfatizando que os resultados
da gestão do governador são termômetros para o empresariado. O Palácio do Campo
das Princesas nega que tenha sido delegado a Monteiro o papel de interlocutor de
Campos com o empresariado.
Ciente de que o PT local também discute o apoio a seu nome quando trata da disputa
pelo governo estadual em 2014, Monteiro diz que tem bom trânsito com o PT. Mas não
esconde que prefere ser o candidato de Campos e rebate os que apostam que o socialista
prefira alguém da “cozinha” do governo a um político de outra legenda. “Eduardo
recebe todos na sala”, brinca. “A aliança é pluripartidária. Na composição da chapa em
2010, Eduardo revelou um espírito aliancista. Não tem ninguém excluído. Nunca
escondi que tenho esse desejo (de ser governador), mas entre o desejo e a viabilização
do projeto, existe um caminho em que é preciso somar.”
Entre os nomes apontados por políticos locais como possíveis candidatos de Eduardo
Campos, estão o secretário da Casa Civil do governo de Pernambuco, Tadeu Alencar, o
secretário da Fazenda, Paulo Câmara, e o secretário de Saúde, Antônio Figueira. “O
governador é o natural coordenador do processo decisório. Em algum momento, ele vai
discutir critérios, ver quem soma mais. Eu estou na fila. Em que posição da fila, eu não
sei”, complementou Monteiro. Eduardo Campos não comenta sobre o assunto com a
imprensa. Prefere manter o discurso de que só se fala de 2014 em 2014.
Valor Econômico - SP 18/03/2013 às 06:14hs
O ministro que segura a ponte entre Dilma e Eduardo
Planos de Fernando Bezerra Coelho dependem de manutenção da aliança
Caio Junqueira
Fernando Bezerra Coelho, ministro da Integração Nacional indicado pelo PSB de
Eduardo Campos, chamou ao seu apartamento no Recife em dezembro o senador
Humberto Costa, ex-ministro da Saúde no governo Lula e principal liderança do PT em
Pernambuco. Queria iniciar a reaproximação entre os dois partidos após uma eleição
municipal virulenta que rompeu a aliança entre os dois grupos políticos, tal qual agora
ameaça ocorrer no plano nacional.
Depois dessa primeira conversa, outras ocorreram. A última foi neste mês, durante
inspeção de obras da transposição do rio São Francisco. Sozinhos, fizeram um sobrevoo
e trataram de dar seguimento às negociações da missão política que avocaram para si:
distensionar PT e PSB em nível nacional de modo que seus efeitos alcancem
Pernambuco e favoreçam seus projetos políticos.
Bezerra que ser candidato a governador com o apoio de Eduardo, mas enfrenta alguns
obstáculos para se viabilizar. O mais evidente deles é o crescimento da possibilidade do
governador pernambucano sair candidato a presidente em 2014, o que implicaria
rompimento da aliança com o PT e retirada dos cargos que o PSB tem na Esplanada. A
começar pelo seu, o mais relevante deles. Fora da Pasta, perde o comando de algumas
de suas principais apostas para se eleger: as obras da transposição do rio São Francisco,
a construção da ferrovia Transnordestina e de barragens de contenção de cheias no
Estado.
Além disso, há dúvidas se Eduardo o apoiaria em sua pretensão. Para alguns integrantes
do PSB, o ministro tem características que apavoram o governador-presidenciável. Uma
delas: brilho próprio. Tanto que Eduardo lançou - e elegeu - um desconhecido para a
Prefeitura do Recife em 2012, o secretário municipal de Planejamento Geraldo Júlio - e
agora inclui no rol de cotados para o Palácio do Campo das Princesas outros três mais
desconhecidos ainda. São eles os secretários Antônio Figueira (Saúde), Paulo Câmara
(Finanças) e Tadeu Alencar (Casa Civil). Outro exemplo: Eduardo lançou a mãe para
deputada federal em 2010 para vigiar sua bancada e agora, em 2014, cogita lançar a
mulher, Renata Campos.
A outra característica seria a falta de confiança plena de Eduardo em Bezerra por já
terem estado em lados opostos na política regional. O caso mais lembrado é o ocorrido
após as eleições de 1998. Bezerra apoiou a candidatura à reeleição do avô de Eduardo,
Miguel Arraes, que foi derrotado por Jarbas Vasconcelos. Meses após a eleição, foi para
o PPS e integrou a base de Jarbas. Voltaria ao PSB em 2005. Em 2006, ajudou Eduardo
a vencer a eleição no interior. Virou seu secretário de Desenvolvimento. Quis ser
candidato ao Senado em 2010, mas foi preterido. Ganhou, em troca, o ministério.
Muitos no PSB acham que a "dívida" de Eduardo com ele já está paga.
Ao Valor, ele negou essas avaliações. "Minha relação com Eduardo é muito próxima e
estreita. Não há entre nós uma caderneta aberta de crédito e débito. É uma amizade
herdada da relação de meu pai e meu avô com Arraes. Tem uma referência histórica aí
que é muito mais sólida. Nas disputas políticas em Pernambuco, sempre estivemos com
Arraes". Sobre a fatídica eleição de 1998, afirmou: "Saímos do PSB por questões
internas e fomos para o PPS que apoiou Arraes naquela eleição. Depois que o PPS
acabou indo para a base." Segundo integrantes do partido, a "questão interna" foi a
promessa -não cumprida- de Arraes e Eduardo de lhe dar a presidência do partido no
Estado após a eleição. E sua demora em retornar ao PSB ocorreu pois o partido não o
apoiou nas vezes em que se elegeu prefeito de Petrolina em 2000 e 2004.
Com isso, é certo que o cenário interno e regional não será tão tranquilo. Por isso
Bezerra tenta se cacifar em um movimento de fora para dentro: de Brasília para Recife,
e do PT e aliados para o PSB. Sabe que a presidente Dilma Rousseff e o PT querem
Eduardo Campos mantido na aliança de 2014 tanto quanto sabe que, se assim o for,
quase por inércia, o apoio presidencial o fará candidato certo a governador de
Pernambuco. Ele não confirma essa avaliação, mas fala do interesse em disputar o
governo: "É evidente que estarei posicionado nesse jogo em Pernambuco, pelo trabalho
já desenvolvido no Estado e no governo Dilma. Mas essa discussão é só em 2014",
disse.
Até lá, tentará unir Eduardo e Dilma. "Aposto e trabalho para que Eduardo e Dilma
fiquem juntos. Para que as forças que elegeram Dilma em 2010 continuem juntas em
2014. O melhor caminho para o PSB é esse. Não vejo caracterizado um quadro de
afastamento do PSB do PT".
As conversas que tem mantido com Humberto Costa, que é vice-presidente nacional do
PT, são todas nesse sentido. Encontrou no senador uma voz também favorável à
manutenção da aliança, até porque há o receio nos petistas pernambucanos de que o
PSB possa liquidar o PT em Pernambuco. Como o fez em 2012. Costa começou a
campanha com mais de 40% das intenções de voto e terminou com 17,4%, após uma
luta interna fratricida. "Nosso plano é estarmos juntos com o PSB em 2014", disse Costa
ao Valor.
Para ele, há um intenso fogo-amigo no PSB com o objetivo de enfraquecer Bezerra e,
por consequência, a aliança nacional com o PT. Uma das especulações é a de que, se
Eduardo sair candidato, Bezerra migraria para o PT e se manteria no ministério.
"Ninguém no PT nunca falou disso comigo. Nem Lula, nem [o presidente do PT] Rui
Falcão", disse Costa, que complementa: "Até acho que seria um movimento difícil. Já se
cogitou isso há alguns anos e o PT de Petrolina rejeitou a ideia com muita
contundência".
Bezerra também disse nunca ter havido sequer uma sondagem: "Nunca fui convidado
para ir ao PT." Assegurou ainda que, se Eduardo optar pela candidatura presidencial, ele
deixa o ministério: "Se o partido tomar essa decisão, eu perco todas as condições de
ficar no governo, já que o que me trouxe aqui foi exatamente o fato de estar no PSB."
No Recife, os flagelos da disputa municipal ainda acirram os ânimos de PT e PSB.
Petistas, divididos, ainda não definiram se são base, oposição, ou mesmo
"independentes" em relação ao prefeito eleito Geraldo Júlio. Ainda assim, mantiveramse na Secretaria de Habitação. No Estado, a relação é menos tensa, mas permeada de
suspeitas. O PT tem ali duas secretarias, Cultura e Transportes.
A oposição no Estado, reduzida hoje ao PSDB, DEM e ao PPS, aposta na divisão das
duas forças e tem seus interesses nessa estratégia. Eduardo fica alguma coisa mais fraco
sem o PT. Em 2010, com o PT, Dilma e Lula, reelegeu-se governador com 82,5% dos
votos. Em 2012, sem o PT, por 1,15% de votos não houve segundo turno. Além disso, a
oposição sabe que se tensioná-los regionalmente a repercussão nacional será imediata.
Cenário ideal para seu pré-candidato, o senador Aécio Neves (PSDB).
Por essas razões, Costa e Bezerra ampliam o diálogo e se firmam hoje como alguns dos
que mais terão influência no destino da relação de Dilma e Eduardo. Relação essa que
pode resultar em uma revisão do atual pacto político entre PT e PMDB e uma chapa
conjunta da presidente com o governador pernambucano na vice, hipótese ainda
acalentada em muitos setores dos dois partidos. A musculatura que Eduardo tem
ganhado no meio político pode ser revertida em 2014 a essa formulação. Um sinal disso
é que Bezerra chamou Costa em sua casa com o apoio de Eduardo.
Folha de Pernambuco - PE 18/03/2013 às 06:24hs
Jaboatão ganha um novo tomógrafo
Equipamento atenderá exclusivamente pacientes do SUS
Bárbara Franco
Pela primeira vez, moradores de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do
Recife (RMR), não precisarão se deslocar para outras cidades para realizar uma
tomografia computadorizada. O exame, considerado de alta complexidade, é capaz de
identificar diversas patologias e passa a ser disponibilizado no município por meio do
Hospital Memorial Jaboatão (HMJ), localizado no Centro da cidade. O equipamento e a
construção da área física que vai abrigar a máquina contaram com investimentos
conquistados por meio do Ministério da Saúde, um total de quase R$ 650 mil. O
serviço, que começa a funcionar hoje, será oferecido exclusivamente para pacientes
vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Uma equipe formada por quase dez profissionais já foi montada para a realização do
serviço que funcionará todos os dias da semana. O grupo conta com um médico
radiologista, técnicos radiologistas, enfermeiras e um auxiliar administrativo. Segundo o
diretor administrativo da unidade hospitalar, Marcelo Aurélio Mingati, demandas de
outros municípios serão aceitas, se encaminhadas pela Central da Secretaria Estadual de
Saúde (SES). O usuário deve realizar a marcação do procedimento de segunda a sexta,
das 8h às 18h. O foco principal é garantir o atendimento para moradores de Jaboatão.
“O tomógrafo é um serviço de alta complexidade e esse é o primeiro a ser oferecido no
município. Dessa forma, vamos trazer mais conforto e eficácia para os pacientes, sem
que eles tenham que ser deslocados”, disse.
Em 24 horas, o tomógrafo tem capacidade de realizar 250 exames. “A quantidade de
pessoas atendidas vai depender da nossa demanda. Apesar de a máquina conseguir
funcionar durante 24 horas, vamos usá-la apenas durante 12 horas, de segunda a
segunda”, afirmou Mingati. Além dos pacientes que tiverem exames marcados, o
equipamento também vai atender aqueles que se encontram na Unidade de Tratamento
Intensivo (UTI) do próprio hospital.
Folha de Pernambuco - PE 18/03/2013 às 07:16hs
Humanização em Saúde: um caminho a seguir
Humanizar entra em cena como uma garantia do sensibilizar com uso da linguagem,
toque, olhar, palavra e encontro com o outro e a sua dignidade ética
A humanização é hoje um tema frequente nos serviços públicos de saúde, nos textos
oficiais, congressos de saúde e nas publicações da área da saúde coletiva. Há alguns
anos, quando o assunto humanização chegou aos serviços de saúde, a reação dos
profissionais de saúde foi variada. Algumas pessoas (que já desenvolviam ações
humanizadoras) sentiram-se finalmente reconhecidas e encontraram ainda mais
motivação, mas a maioria (que não fazia a mínima ideia do que se tratava) reagiu sem
dar muita importância. Humanizar os serviços soava como um insulto. Entretanto, tão
logo se começava a discutir a humanização como o processo de construção de uma ética
relacional que recuperava valores humanísticos esquecidos pelo cotidiano institucional
ora acelerado, ora desvitalizado, ficava claro a importância de trazer tal discussão para o
campo da saúde. Humanizar entra em cena como uma garantia do sensibilizar com uso
da linguagem, toque, olhar, palavra e encontro com o outro e a sua dignidade ética.
Então onde entra a palavra e o encontro com o outro? Para que o sentimento humano, as
percepções de dor ou de prazer sejam humanizadas, é preciso que as palavras que o
sujeito expressa sejam reconhecidas pelo outro. A humanização depende de nossa
capacidade de falar e de ouvir, depende do diálogo com nossos semelhantes. Humanizar
a assistência à saúde é dar lugar não só à palavra do usuário como também à palavra do
profissional de saúde, de forma que tanto um quanto outro possam fazer parte de uma
rede de diálogo. A humanização em saúde é resgatar o respeito à vida humana, levandose em conta as circunstâncias sociais, éticas, educacionais e psíquicas em todo
relacionamento humano.
É através do corpo que a pessoa se sente fragilizada, pois a doença instala o estresse, os
próprios valores são questionados, a finitude da vida, e novas situações se apresentam à
frente, por vezes agravando problemas anteriores ao evento “hospitalização”, enquanto
situação nova e às vezes inusitada para o individuo, mostrando o momento de crise em
que a doença revela e alimenta a fragilização do ser humano.
Neste contexto a afetividade, mostra-se no ser gentil, amável, sorridente, compreensível,
respeitoso e que demonstra consideração pelo outro. O tocar o ombro ou as mãos de
quem está precisando de ajuda é um ato intuitivo e multicultural. E embora não se
resuma a um mero contato físico, é parte ativa do cuidado emocional. Sabemos o quanto
isso é importante em nosso dia a dia.
Muitos estudos têm mostrado que o paciente bem informado tende a se sentir mais
seguro e colaborar no processo de cuidar. Isso implica que o profissional de saúde lhe
passe informações corretas e seguras sobre seu tratamento e sobre os procedimentos e
exames a que será submetido por exemplo. Em caso de internação, a família também
deve ser esclarecida sobre os acontecimentos de modo a se sentir menos angustiada e
ansiosa, a compreender bem a situação real e prestar o necessário apoio ao parente
doente e a equipe cuidadora.
O cuidar implica um processo cuja meta principal não é a cura, mas uma ação que
explore procedimentos técnicos e conhecimentos, englobando atitudes e
comportamentos que busquem o alívio do sofrimento, a manutenção da dignidade e a
facilidade de meios para manejar situações de crise e experiências ligadas à vida e a
morte.
Assim, o cuidar supera um ato, uma ação mecânica ou automatizada, sendo, portanto,
mais caracterizado por uma atitude. Vale lembrar que quem ama cuida, preocupa-se e se
envolve afetivamente como o outro, porque consegue ver no outro uma vida que não se
resumo somente no corpo.
Diante de tudo isso, a emoção é aquilo que mexe com o coração e, quando esquecemos
das mensagens do coração, acabamos por nos aprisionar a um sistema muito
materialista e por esquecer nossa perspectiva maior, desviando nossos caminhos.
De qualquer modo, humanizar a relação com a pessoa doente exige que o profissional
de saúde valorize a afetividade e a sensibilidade enquanto elementos necessários do
cuidado, caracterizando um encontro entre pessoas que podem compartilhar saberes,
poderes e experiências vividas, em um processo construtivo de relação saudável.
*Biólogo, Psicopedagogo, Especialista em Análises Clínicas, Mestre em Micologia,
Doutor em Microbiologia, Professor do Departamento de Micologia da UFPE,
Pesquisador da Micoteca URM, Escritor de Literatura Infantil, Coordenador da
Palhaçoterapia do Hospital das Clínicas da UFPE (Programa Manifestações de Arte
Integradas à Saúde) e Assessor Técnico Cientifico da Pastoral da Saúde - CNBB-NE2 e
Palhaço de Hospital.
Folha de Pernambuco - PE 18/03/2013 às 06:19hs
Tratamento odontológico gratuito
De acordo com a organização local do evento, em um só dia pretende-se selecionar 600
crianças e adolescentes com o perfil descrito acima. Em um processo simples e rápido,
elas são submetidas a um exame visual da condição bucal
Wellington Silva
Crianças e adolescentes de baixa renda, com idade entre 11 e 17 anos, que necessitam
de variados tipos de tratamento odontológico, poderão participar da maior triagem
odontológica do mundo. O evento acontece simultaneamente, hoje, em todo o País,
além de outros dez países da América Latina e Portugal. No Recife, irão participar do
mutirão os alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Porto Digital, no Bairro do
Recife, Centro da Cidade, e da Escola Estadual Professor Motta e Albuquerque, na
Tamarineira, Zona Norte da Capital, a partir das 14h.
De acordo com a organização local do evento, em um só dia pretende-se selecionar 600
crianças e adolescentes com o perfil descrito acima. Em um processo simples e rápido,
elas são submetidas a um exame visual da condição bucal. As mais precárias são
priorizadas, assim como os mais velhos. Os participantes também preenchem uma ficha
com dados sobre a saúde bucal e a condição socioeconômica da família.
Os dados serão analisados na central da ONG em São Paulo, juntamente com o exame
bucal. A partir disso, serão escolhidos os beneficiados, que receberão em suas casas
uma carta com o nome, endereço e telefone do consultório dentário mais próximo à sua
residência para agendar o atendimento. Eles serão encaminhados a cirurgiões-dentistas
voluntários do projeto Dentista do Bem, projeto da ONG TdB (Turma do Bem), que
está promovendo o mutirão.
Os selecionados farão todo o tratamento odontológico gratuitamente até completarem
18 anos, independente do problema apresentado. Entre os tratamentos estão curativos,
preventivos ou educativos, incluindo a realização de radiografias, ortodontia, próteses e
implantes, por exemplo.
Jornal do Commercio - PE 18/03/2013 às 06:32hs
Governo veta envio de kit ANTI-DST/AIDS
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mandou suspender a distribuição de revistas em
quadrinhos sobre educação sexual enviadas a 13 Estados do Norte e Nordeste
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mandou suspender a distribuição de histórias
em quadrinhos sobre temas relacionados à educação sexual elaboradas no governo Lula
para auxiliar professores em salas de aula. Além disso, o ministro determinou a abertura
de um processo administrativo para identificar os responsáveis pelo envio do material a
13 Estados das Regiões Norte e Nordeste.
As revistas de histórias em quadrinhos com foco no público adolescente foram
elaboradas em 2010 como parte do programa de prevenção de doenças sexualmente
transmissíveis (DST) e aids e, neste ano, chegaram a ser remetidas às Secretarias de
Saúde nos Estados.
O material tem seis volumes. Um deles trata especificamente das relações
homossexuais, da homofobia nas escolas e da transmissão da doença nas relações entre
pessoas do mesmo sexo. O Ministério da Saúde já expediu ofícios às secretarias dos 13
Estados determinando que não haja distribuição das revistas nas escolas e começou a
investigar de onde partiu a remessa do material educativo.
A informação sobre o envio das revistas para os serviços de combate a DST/aids e sobre
o posterior veto do ministro foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo no sábado.
A reportagem informa que, além da homossexualidade, as revistas tratam de assuntos
como gravidez na adolescência e uso de camisinha. A interrupção na distribuição do kit
de prevenção à aids — 15 mil revistas já teriam sido remetidas aos Estados - partiu do
próprio Palácio do Planalto, conforme a reportagem.
Por pressão da bancada evangélica no Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff
já vetou a produção de um kit anti-homofobia que seria distribuído nas escolas, a cargo
dos Ministérios da Educação e da Saúde. A bancada parlamentar passou a chamar o
material educativo de "kit gay" e conseguiu do governo, em maio de 2011, a promessa
de que o material não iria seguir adiante.
Os seis volumes de histórias em quadrinhos, também vetados, foram elaborados numa
parceria entre os Ministérios da Educação, da Saúde, a Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Fundo das Nações Unidas para a
Infância (Unicef) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Segundo o
Ministério da Saúde, não se trata do mesmo material vetado em 2011.
As revistas foram produzidas na gestão de José Gomes Temporão, que antecedeu
Padilha. O ministério já sabe que o envio aos 13 eEstados partiu do Departamento de
DST/Aids, vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde.
O argumento da pasta é de que as revistas não contemplam duas mensagens essenciais
no combate à aids: a de que a doença não tem cura e uma cultura de prevenção junto aos
jovens. Além disso, segundo o ministério, a decisão pelo veto ao material foi tomada em
razão de o kit não ter passado por "mecanismos de controle" do conselho editorial da
pasta nem por uma revisão do Ministério da Educação.
Jornal do Commercio - PE 18/03/2013 às 08:13hs
Claúdio Humberto
Sem remédio
O Ministério Público Federal em SP abriu inquérito para apurar o fim da
comercialização do Elspar, para leucemia. O laboratório avisou o fim da produção ao
governo federal e os estoques estão acabando.
Diario de Pernambuco - PE 18/03/2013 às 06:14hs
Mãe impedida de amamentar
Segundo a arte-educadora que abordou a universitária, cujo nome foi preservado, o
pedido se deu por conta da estrutura do local fechado
Internautas se preparam para realizar um “mamaço” no Instituto Ricardo Brennand
(IRB), no bairro da Várzea, no Recife. O protesto, que consiste em juntar lactantes para
amamentar os filhos em público, foi criado depois que uma universitária teria sido
impedida de alimentar o filho de 8 meses na Pinacoteca da instituição. De acordo com
Ellis Lombardi Romaguera, o incidente ocorreu na tarde do último sábado, quando ela
tentou dar de mamar ao bebê em um dos ambientes climatizados do castelo. “Uma
funcionária chegou até mim dizendo que eu não poderia “fazer isso” naquele ambiente,
me indicando outro lugar “mais apropriado”. Quando perguntei por que, ela me disse
que era por conta da umidade. Meu filho não escolhe hora para comer!”, afirma.
Segundo a arte-educadora que abordou a universitária, cujo nome foi preservado, o
pedido se deu por conta da estrutura do local fechado. “Como há peças que têm vários
séculos, tapeçaria e etc., há um controle grande de temperatura e umidade, o que
favorece a proliferação de micróbios e bactérias. Essa é a recomendação que fazemos a
todas as mães lactantes”, explica. Em comunicado oficial, o IRB afirma que a conduta
visa a preservação da saúde de mãe e criança e que não é permitido alimentar-se nas
áreas de exposição tanto quanto não se pode tirar fotos com flash, mas que a
amamentação é livre nas demais áreas da instituição e que nenhuma mãe é convidada a
se retirar das dependências do instituto.
O caso é semelhante à manifestação realizada em março de 2011 por 30 mães nas
dependências do Espaço Itaú Cultural, em São Paulo, motivado por uma situação bem
semelhante. No estado, o direito à amamentação em locais públicos e privados foram
reafirmados e garantidos há pouco, pela Lei 14.801/12, de autoria do deputado Daniel
Coelho, sancionada no último mês de outubro.
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clipping saúde 18.03.2013