Normais Climatológicas – Total de precipitação Fonte: Sistema de Informações Meteorológicas do Estado de Minas Gerais – SIMGE. A seguir é apresentado o quadro-resumo com as características climáticas da área em estudo, o posto da estação é de Formosa/GO. CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS ESTAÇÃO: FORMOSA - GO CÓDIGO: 83.379 PERÍODO DE OBSERVAÇÃO: 1961 - 1970 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL MÉDIA ANUAL Temperatura média (ºC) 22,2 22,5 22,4 22,0 20,8 18,9 18,9 20,8 22,4 22,4 21,9 22,5 257,7 21,5 Temperatura máxima (ºC) 27,0 27,7 28,0 27,7 27,2 26,2 26,2 28,5 29,7 28,8 27,7 27,1 331,8 27,7 Temperatura mínima (ºC) 18,4 18,5 18,4 17,6 15,8 13,9 13,3 14,5 16,5 17,7 18,1 18,4 201,1 16,8 Amplitude (ºC) 3,8 4,0 4,0 4,4 5,0 5,0 5,6 6,3 5,9 4,7 3,8 4,1 56,6 4,7 Insolação total (horas e décimos) 156,8 163,0 187,2 216,0 243,1 245,9 260,6 267,1 213,4 181,5 253,2 119,9 2.507,7 209,0 Evaporação (mm) 102,9 100,0 105,1 113,2 135,1 148,7 187,4 231,0 233,5 166,4 110,4 87,5 1.721,2 143,4 Umidade relativa (%) 80,0 78,0 78,0 75,0 70,0 65,0 58,0 51,0 53,0 67,0 76,0 81,0 832,0 69,3 Precipitação média (mm) 201,1 153,3 160,6 71,8 15,9 4,4 5,6 6,6 21,2 100,1 210,8 267,4 1.218,8 101,6 Dias de chuva (número) 14 10 11 5 2 1 0 1 3 9 15 17 88,0 7,3 Meses Agência Nacional de águas- Posto: 015460000_Arinos _ 1962-2007 d) Hidrografia Os recursos hídricos se dividem em superficiais e subterrâneos, fortemente interligados entre si. A rede hidrográfica de uma região “se subordina às condições geomorfológicas, às estruturas geológicas e à interação entre esses últimos e às condições climáticas” (CETEC, 1983). O trecho faz parte da bacia hidrográfica do São Francisco que abrange 634.000 km2 de área (8% do país), com 2.700 km de extensão, nasce na Serra da Canastra em Minas Gerais, escoando no sentido 30 sul-norte, pela Bahia e Pernambuco, quando altera seu curso para sudeste, chegando ao Oceano Atlântico entre Alagoas e Sergipe. Na hidrografia local se destacam os ribeirões de São Miguel, Galho da Ilha e Bebedouro. Esses se apresentam na Bacia do Rio São Francisco-Norte (Sub-bacia do rio Urucuia), conforme mapa de bacias abaixo. O rio Garapa e o ribeirão Jibóia constituem os principais acidentes hidrográficos da região de implantação da obra. O ribeirão Uruana está localizado no início do trecho (est. 3), possui a mata ciliar razoavelmente preservada e o leito do ribeirão apresenta um grande carreamento de areia. O córrego Baixarão está localizado na est. 118, a mata ciliar encontra-se pouco preservada. O projeto de obras-de-arte especiais prevê a construção de um BDCC 3,00 x 2,50 em substituição ao pontilhão com tabuleiro de madeira. O córrego Lajeado está localizado, na est. 357, a mata ciliar encontra-se preservada. O projeto prevê substituição do bueiro existente para a construção de um BSCC 2,00 x 2,00. O ribeirão Engenho está localizado na est. 500, a mata ciliar está pouco preservada, a jusante foram identificados alguns focos erosivos. O projeto prevê a substituição do bueiro existente para a construção de um BSCC 2,00 x 2,00. Os demais cursos d’água existentes são de pequena monta e estão drenados através de bueiros tubulares, conforme as suas demandas de vazão. Apresenta-se, a seguir, a relação dos cursos d´água que atravessam o trecho, com as respectivas fotos. FOTOS Est. 3+0 - Ribeirão Uruana Est. 107+10 FOTOS Est. 68+10 Est 118+3 31 FOTOS FOTOS Est. 156+10 198+15 Est. 219 + 15 Est. 255 + 10 – Córrego Pé de Manga Est. 291 – Ribeirão Jibóia Est. 357 – Córrego Lajeado Est. 472 + 16 Est. 500 + 6 – Ribeirão Engenho 32 FOTOS FOTOS Est. 576 + 15 Est. 560 + 7 Est. 631 +17 Est. 614 + 9 Est. 654 + 5 – Ribeirão Passa Gado Est. 1650 – Ribeirão Garapa Est. 1706+ 2 e) Hidrogeologia De acordo com o Serviço Geológico do Brasil/CPRM – Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, vinculado ao Ministério das Minas e Energia, o trecho está inserido na província hidrogeológica São Francisco, em domínio hidrogeológico Fraturado-Cárstico, que corresponde a 23% da área total da província do São Francisco. 33 Este domínio corresponde aos aqüíferos representados por rochas calcárias associadas a sedimentos ou metassedimentos. A água está localizada, principalmente, nas fraturas das rochas e ao longo dos planos de dissolução das rochas calcárias. Em regiões com grande presença de rochas calcárias e elevado grau de carstificação é comum o desenvolvimento de feições como sumidouros e dolinas. As principais unidades geológicas que compõem os sistemas aqüíferos do domínio Fraturado-Cárstico são apresentadas no quadro abaixo. A região estudada está inserida no sistema o Bambuí-Caatinga. É importante destacar que do ponto de vista de produção de água subterrânea, o Bambuí e Caatinga podem ser considerados um sistema aqüífero único. A Formação Caatinga apresenta uma espessura de 15 m (DNPM/CPRM 1981), sendo constituída por rochas calcárias originadas a partir da dissolução de rochas carbonáticas mais antigas do Grupo Bambuí provocada pelas águas superficiais de rios e enxurradas. Na área de ocorrência da Caatinga é possível observar que o aqüífero é captado simultaneamente com o Bambuí. As reservas hídricas mais importantes estão concentradas no sistema aqüífero Bambuí-Caatinga, considerado o mais importante dentro do domínio. Por sua natureza cárstica e fraturada, o Bambuí-Caatinga é extremamente heterogêneo em termos de disponibilidade hídrica e produtividade de poços. Ele pode ser dividido, em função da presença de rochas calcárias, em fraturado (formações Jequitaí e Serra da Saudade, do Grupo Bambuí, e formação Bebedouro, do Grupo Una), fraturado-cárstico (sub-grupo Paraopeba indiviso, do Grupo Bambuí, e formações Desidério, Mamona e Canabravinha) e cárstico (formações Sete Lagoas, Santa Helena e Lagoa do Jacaré, do Grupo Bambuí, formação Salitre, do Grupo Una e formação Caatinga). De forma geral, as áreas de maior produtividade dos poços correspondem às áreas cársticas, em que predominam rochas calcárias. 3.7.2 MEIO BIÓTICO A descrição dos aspectos do meio biótico foi efetuada a partir de levantamentos de dados secundários em fontes bibliográficas, de visitas técnicas de reconhecimento da região e da preparação de dados primários, visando à elaboração de um diagnóstico da flora e da fauna. O meio biótico analisou a situação da cobertura vegetal nas partes lindeiras da estrada e a interferência na sua área de abrangência, direta e indireta, procurando identificar as modificações ocorridas no ambiente natural e utilização atual do solo e da vegetação. Ressalta-se que no projeto de terraplenagem foi analisada a remoção de solo vegetal, remoção de vegetação rasteira e remoção de árvores. a) Flora O território Noroeste apresenta certa homogeneidade topográfica e geológica. Tem como vegetação predominante o cerrado e entre as diversas fisionomias vegetais identificadas dentro desse bioma, destacam-se o cerradão, cerrado, campo cerrado, campo sujo e campo limpo. 34 Segundo estudos da Embrapa Cerrados, esse bioma está associado a um gradiente de fertilidade, profundidade e acidez do solo e sua formação e origem está, entre outros fatores, diretamente associada à carência de água climática durante determinado período do ano, o chamado estresse hídrico. Outro fator que afeta a fisionomia, a flora e a fauna do cerrado são as freqüentes queimadas a que são submetidas. Na área de estudo foi verificada grande presença de áreas antropizadas como pastagem e lavoura, evidenciando a presença de atividades agropecuárias. a.1) Principais Fitofisionomias da Área de Estudo - Campo Limpo É uma fitofisionomia, predominantemente, herbácea, com raros arbustos e ausência completa de árvores. Estaca 2 LD mostrando a vegetação herbácea - Cerrado Caracteriza-se pela presença de árvores baixas, inclinadas, tortuosas, com ramificações irregulares e retorcidas, e geralmente, com evidências de queimadas. Os arbustos e subarbustos encontram-se espalhados, com algumas espécies apresentando órgãos subterrâneos perenes (xilopódios), que permitem a rebrota após queima ou corte. Na época chuvosa, os extratos subarbustivo e herbáceo tornam-se exuberantes devido ao seu rápido crescimento. Os troncos das plantas lenhosas, em geral, possuem cascas com cortiça grossa, fendida ou sulcada, e as gemas apicais de muitas espécies são protegidas por densa pilosidade. As folhas em geral são rígidas e coriáceas. Esses caracteres fornecem aspectos de adaptação às condições de seca. a.2) Vegetação Expressiva ao Longo da Faixa ESTACA EVENTO LADO 2 Vegetação expressiva LD/E 101 Vegetação expressiva LD/E 117 Vegetação LD/E 217 Vegetação LD/E 264 Vegetação (mata) LD/E 560-561 Vegetação LD 620 Vegetação LD/E 700 Vegetação LD/E 35 ESTACA 101 - VEGETAÇÃO EXPRESSIVA ESTACA 101 - VEGETAÇÃO EXPRESSIVA a.3) Principais Área de Proteção Permanente (APP) – Cursos d’Água ESTACA b) EVENTO 3 Ribeirão Uruana 118 Córrego Baixarão (pouca mata ciliar ) 255 Córrego Pé de manga 290 Córrego Jibóia 358 Córrego Lajedo LE 500 Córrego Intermitente 615 Córrego Intermitente 664 Córrego Intermitente 1650 Ribeirão Guarapuava Fauna A fauna mostrou-se bastante diversificada, devido à grande variedade de habitats. A remoção extensiva da vegetação original da maioria das áreas pelas lavouras e pastagens trouxe conseqüências para a herpetofauna, entomofauna e avifauna, fazendo com que as mesmas perdessem parte da sua diversidade e abundância. A agricultura das áreas adjacentes conta com extensas propriedades, onde a agricultura, na sua maioria mecanizada, já adota a técnica do plantio direto em favor dos custos da produção e da conservação dos solos. Essa técnica, que consiste no plantio e preparo do terreno sem a retirada dos restos vegetais das culturas coletadas na safra anterior, tem contribuído de forma significativa para a manutenção da diversidade da fauna local. Na região próxima ao trecho foi verificada a presença de macaco (Cebus apella tanthostemos), (Callithrix penicillata), sagüi (Callithrix penicillata) guariba (Allouata caraya), anta (Tapirus terrestris). As espécies de carnívoras identificadas no trecho foram identificadas: a onça-pintada (Panthera onca), gato-do-mato (Leopardus tigrinus), lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), raposinha-do-campo (Pseudalopex vetulus), furão (Galictis cuja), o cachorro-do-mato-vinagre (Speothos venaticus) e lontra (Lontra longicaudis). Essas espécies têm ampla distribuição e podem ser encontradas, inclusive, em formações abertas. Quanto aos répteis, segundo relato de moradores, é marcante a presença de espécies de cobras peçonhentas como: (Micrurus lemniscatus) e (Micrurus frontalis), coraisverdadeiras; (Bothrops itapetiningae), (B. moojeni e B. neuwiedi), jararacas e cascavel (Crotalus durissus). 36 Os estudos de anfíbios indicam a presença de pererecas e rãs na área. São elas: Hyla biobeba, Hyla pseudopseudis, Hyla rubicundula, Barycholos ternetzi e Proceratophrys goyana. A avifauna da região é caracterizada pela presença freqüente de seriema, (Cariana cristata), jandaia (Aratinga solstitialis auricapilla), curica (Amazona amazonica). c) Interferências com UCs e Proximidade às Áreas de Conservação da Biodiversidade De acordo com o Atlas de Biodiversidade de Minas Gerais, o trecho localiza-se próximo a áreas com potencial importância para invertebrados. A região de Uruana de Minas também é considerada como corredor ecológico para vegetação de Cerrado, conforme relação abaixo. Distância (m) Local Tipo Categoria Coordenada dentro da Área Flora Corredor Cerrado Noroeste Corredor Coordenada dentro da Área Herpeto Urucuia Muito Alta Coordenada dentro da Área Invertebrados Região de Arinos Potencial A área de influência do empreendimento não possui nenhuma Unidade de Conservação – UC. d) Zoneamento Ecológico Econômico O ZEE s eestrutura em eixos temáticos que representam a relação do homem com a natureza (critérios ecológicos e critérios sócioeconomicos), e serão importantes para o desenvolvimento regional, identificando conflito de usos e recursos. Portanto, estão sendo consideradas as potencialidades econômicas, recuperação de áreas degradadas, ocupação territorial integrada e ordenada, bem como para o planejamento dos projetos de infra-estrutura influenciados pela adoção de modelos (parâmetros) de desenvolvimento social, econômica, cultural e ambientalmente sustentáveis, com sensível melhoria na qualidade de vida da população. Por sua vez, cada potencial (produtivo, natural, humano e institucional) é constituído por um conjunto de fatores condicionantes, formando-se uma estrutura metodológica de potencialidade social para diagnosticar a realidade dos municípios. O município de Uruana de Minas está classificado e inserido de acordo com a descrição do zoneamento, nas zonas 5 (Terras de baixa vulnerabilidade em locais de baixo potencial social) e 6 (Terras de baixa vulnerabilidade em locais de baixo potencial social) sendo, em sua maior parte situada em zona 6. De acordo com os dados disponibilizados pelo Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), o município de Uruana de Minas foi caracterizado segundo alguns fatores de importância ambiental. Os fatores condicionantes da vulnerabilidade natural, utilizados neste zoneamento foram: - integridade da flora - integridade da fauna - susceptibilidade dos solos à contaminação - susceptibilidade dos solos à erosão - Município de Uruana de Minas camada Integridade da Flora A flora do município de Uruana de Minas possui camada de integridade classificada desde muito baixa até a classe muito alta, sendo a classe baixa a predominante na região, conforme ilustrado a seguir: 37 CLASSES ÁREA EM (HA) PERCENTUAL Baixa 27.658 46 Muito alta 4.410 8 Alta 11.926 20 Média 10.775 18 Muito baixa 5.562 10 - Município de Uruana de Minas Camada Integridade da Fauna Em relação à fauna do município de Uruana de Minas a camada de integridade é classificada, em sua maior parte, como muito alta, tendo, portanto, o restante da área do município em menores proporções. Está distribuído em classes de integridade baixa, média e alta, conforme ilustrado a seguir: 38 CLASSES ÁREA EM (HA) PERCENTUAL Baixa 8.682,3896484375 15 Muito alta 34.430,69921875 58 Alta 1.159,10998535156 2 Média 16.059,900390625 27 - Município de Uruana de Minas Camada Vulnerabilidade Solo Quanto à vulnerabilidade do solo, o município de Uruana de Minas tem essa camada classificada de muito alta a muito baixa, conforme ilustrado abaixo: CLASSES ÁREA EM (HA) PERCENTUAL Baixa 25.909 43 Muito alta 10.818 18 Alta 19.924 34 Média 3.681 7 - Município de Uruana de Minas Camada Vulnerabilidade Natural O município de Uruana de Minas possui camadas de vulnerabilidade natural bem diversificada, desde a classe muito alta até a classe muito baixa conforme ilustrado a seguir: CLASSES ÁREA EM (HA) PERCENTUAL Baixa 1.844 4 Média 10.731 18 Alta 33.454 56 Muito alta 14.318 24 39 3.7.3 MEIO SOCIOECONÔMICO Apresenta-se, a seguir, as principais características socioeconômicas dos municípios envolvidos, constando de demografia, serviços de saúde, atividades econômicas, atividades agrícolas, infraestrutura, ensino, comunicações e saneamento. a) Município de Uruana de Minas O município de Uruana de Minas está situado no noroeste do Estado de Minas Gerais. a.1) Mapa de Localização Uruana de Minas Uruana de Minas Os municípios limítrofes são: Arinos, Unaí, Riachinho, Bonfinopolis de Minas. a.2) Finanças A renda per capita média do município cresceu muito entre os anos de 1991 e 2000 atingindo mais de 30% do rendimento, passando de R$ 76,48 em 1991 para R$ 102,96 em 2000. A pobreza aumentou em quase 1,0%, passando de 54,41% em 1991 para 54,93% em 2000. Em relação à desigualdade existente 40 na distribuição de indivíduos segundo a renda familiar per capita, observa-se um aumento dessa renda média entre os anos de 1991 e 2000: comparando a renda média dos indivíduos pertencentes ao décimo mais rico da distribuição com a renda média dos indivíduos pertencentes aos quatro décimos mais pobres da mesma distribuição obteve-se um aumento de 16,4% da média passando de 15,96% em 1991 para 18,58% em 2000. Já, comparando a renda média dos indivíduos pertencentes aos dois décimos mais ricos da distribuição com a renda média dos indivíduos pertencentes aos quatro décimos mais pobres da mesma distribuição, observa-se um aumento de 41,7% da média passando de 10,42% em 1991 para 14,77% em 2000. Quanto a Arrecadação Municipal o quadro abaixo mostra os dados no período 2001-2004. (Reais correntes) ANOS ICMS OUTROS TOTAL 2001 86.996 24.102 111.098 2002 123.534 51.888 175.422 2003 113.096 24.833 137.929 2004 116.186 49.235 165.421 Fonte: Secretaria de Estado da Fazenda a.3) População A População Total do Município era de 3.264 de habitantes, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2000). Segundo dados fornecidos pelo IBGE de Censos e Estimativas a taxa de crescimento anual estimada (%) para a população residente teve um aumento entre os anos de 2000 a 2006 de 7,2 e redução de aproximadamente 5 entre o ano de 2007. A evolução da população residente, assim como a população ocupada por setores econômicos, está caracterizada nos quadros abaixo: ANOS URBANA RURAL TOTAL 2000 1.752 1.512 3.264 2005(1) 3.507 Fonte: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1) Dados preliminares De acordo com o quadro acima, observa que a população total no período de 2000 a 2005 teve um crescimento de aproximadamente 7,4%. No período 1991-2000 o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Unaí cresceu 16,14%, passando de 0,601 para 0,698. A dimensão que mais contribuiu para este crescimento foi a Educação com 25,86%, seguida pela Longevidade, com 11,21% e pela Renda, com 9,86%. O melhoramento e pavimentação do trecho em estudo garantirá o escoamento de serviços dos setores econômicos do município de Uruana de Minas e implementará o desenvolvimento regional. - População Ocupada por Setores Econômicos-2000 SETORES Nº. DE PESSOAS Agropecuário, extração vegetal e pesca 478 Industrial 69 Comércio de Mercadorias 38 41 Serviços 322 TOTAL 907 Fonte: Fundação Instituto de Geografia e Estatística - IBGE a.4) Transportes - Rodoviário Principais rodovias que servem de acesso a Belo Horizonte: BR-040, MG-88. a.5) Atividades Econômicas - Agricultura Os quatro principais produtos agrícolas, conforme dados de produção de 2003, foram: PRODUTO ÁREA COLHIDA (HA) Arroz em casca sequeiro PRODUÇÃO (T) RENDIMENTO MÉDIO (KG/HA) 140 182 1.300,00 Feijão (1a.safra) 1.350 3.578 2.650,37 Feijão (2a.safra) 500 1.250 2.500,00 Feijão (3a.safra) 410 1.050 2.560,98 Mandioca 8 96 12.000,00 Milho 1.200 6.480 5.400,00 Soja 3.160 10.270 3.250,00 Trigo 208 749 3.600,96 Sorgo (2a.safra) 530 1.325 2.500,00 Milho (safrinha) 200 960 4.800,00 Fonte: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1) Produção em mil frutos e rendimento em frutos/ha. (2) Produção em mil cachos e rendimentos em cachos/ha. Pecuária Os dois principais efetivos, conforme dados de 2003, foram: ESPECIFICAÇÃO NO. DE CABEÇAS Bovinos Galináceos Suinos Fonte: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a.6) 20.000 5.350 1.050 Produto Interno Bruto (PIB) a Preços Correntes Segundo a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Centro de Estatística e Informações (CEI), o Produto Interno Bruto (PIB) do município de Unaí, no ano de 2002, estavam distribuídos da seguinte forma: 51,3% no setor agropecuário, 4,4% na indústria e 44,3% no setor de serviços. Unidade R$(mil) Ano Agropecuário Indústria Serviço Total 1998 5.486 361 3.473 9.320 1999 4.046 508 3.881 8.435 2000 6.985 587 4.811 12.383 42 2001 5.385 584 5.230 11.199 2002 7.286 620 6.292 14.198 Fontes: Fundação João Pinheiro (FJP) Centro de Estatística e Informações (CEI) a.7) Serviços - Educação Quanto ao ensino, existem, no município, o 1º grau, 2º grau, ensino profissionalizante (e/ou Pósmédio) (dados 2002), sendo o curso de 2º Grau (sem habilitação) e Magistério de 1º. Grau. O nível de educação da população apresentou uma melhora na última década (1991/2000), os dados indicam que houve uma redução no índice de analfabetismo, especialmente entre os jovens de 7 a 24 anos de idade com uma redução média de 15% de redução e de aproximadamente 59% de redução entre os adultos (com 25 anos ou mais), conforme pode ser visto no quadro abaixo. 1991 2000 7 A 14 ANOS 24,640 4,380 10 A 14 ANOS 10,120 1,600 15 A 17 ANOS 8,400 0,630 18 A 24 ANOS 14,680 2,710 ACIMA DE 25 ANOS 40,840 24,100 Fonte: PNUD/Atlas de Desenvolvimento Humano (www.pnud.org.br) - Energia Elétrica A concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica no município é a CEMIG. - Telecomunicação No município não há emissoras de Rádio (dados de 2001), nem Jornais (dados de 2000). - Saúde Quanto ao atendimento de rede assistencial, podemos dizer que o município possui infra-estrutura para atendimento da população incluindo os centros de saúde, hospitais e demais locais de atendimento, conforme pode ser visto na relação abaixo: Existem no município cinco hospitais. Apresenta-se, a seguir, quadro com os indicadores de saúde no período de 2001 a 2006. 43 PACTO DE INDICADORES DE ATENÇÃO BÁSICA – 2006 SÉRIE HISTÓRICA E METAS DOS INDICADORES INDICADOR SÉRIE HISTÓRICA GERAIS 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Proporção da população coberta pelo Programa de Saúde da Família 97,2 95,5 99,0 92,7 95,4 95,6 Média anual de consultas médicas por habitante nas especialidades básicas 1,76 2,02 1,11 0,62 0,62 0,16 Média mensal de visitas domiciliares por família 0,61 0,66 0,45 0,27 0,27 0,09 Fonte: Secretaria de Atenção à Saúde/Departamento de Atenção Básica Secretaria Executiva/Departamento de Informática do SUS – Datasus A taxa de mortalidade do município nos anos entre 1999 a 2005 pode ser analisada segundo o quadro a seguir: OUTROS INDICADORES DE MORTALIDADE Total de óbitos Nº. de óbitos por 1.000 habitantes Total de óbitos infantis 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 4 2 10 3 7 18 21 1,3 0,6 3,0 0,9 2,1 5,3 6,0 1 - 1 - - 1 1 % de óbitos infantis no total de óbitos * 25,0 - 10,0 - - 5,6 4,8 Mortalidade infantil por 1.000 nascido-vivos ** 38,5 - 23,8 - - 26,3 30,3 * Coeficiente de mortalidade infantil proporcional **considerando apenas os óbitos e nascimentos coletados pelo SIM/SINASC Fonte: SIM/SINASC - Saneamento Ambiental e Serviços Básicos O objetivo desse item é melhorar a qualidade do meio ambiente, tendo como pontos fundamentais a gestão e conservação dos recursos hídricos, do solo, da fauna e da flora, melhorando a qualidade dos serviços de esgotamento sanitário e de coleta de lixo prestados à população rural e urbana. Uma vez adequando-se esses serviços básicos pode-se obter a redução da degradação ambiental sobre o solo, a água, vegetação e a vida animal, resultando na melhoria da qualidade ambiental e melhoria na qualidade de vida das pessoas. O saneamento básico compreende o abastecimento de água, o esgotamento sanitário e a remoção e destinação do lixo. O padrão de saneamento de uma região é um dos fatores determinantes do nível de saúde pública da população local. A má qualidade da água disponível para o abastecimento, o esgotamento sanitário e a disposição dos resíduos sólidos influenciam diretamente o índice de mortalidade da população. 44 A captação e distribuição de água no município, segundo a Companhia de Saneamento de Minas Gerais, são de responsabilidade da Prefeitura, sendo que 65,20% dos domicílios utilizam rede geral de captação, 24,62% utilizam poços ou nascentes e 10,17% utilizam outras formas de abastecimento. Segundo a Agência Nacional das Águas (ANA), o município de Uruana de Minas não possui análise da situação da oferta de água até o ano de 2015. Abaixo, quadro da projeção do abastecimento urbano: DEMANDA URBANA (L/S) ANO POPULAÇÃO URBANA (HAB.) CENÁRIO TENDENCIAL CENÁRIO OTIMISTA 2005 2.082 5 5 2015 2.620 6,3 5,8 2025 2.929 7 6,1 Em relação à disposição do esgotamento sanitário é também de responsabilidade da Prefeitura Municipal (dados de 2004), sendo que 0,46% utilizam rede geral de esgoto, 59,96% fossa séptica e 39,58% outras formas de disposição. A coleta e disposição de resíduos sólidos também são de responsabilidade da prefeitura, sendo que 49,83% dos resíduos são coletados pelo serviço de limpeza urbana, 37,69% são queimados, 10,40% são jogados em terrenos baldios e 2,08% possuem outras formas de disposição. Distrito de Garapuava Garapuava é um distrito de Unaí localizado no Noroeste de Minas Gerais, com cerca de 680 habitantes. Os municípios limítrofes do distrito são: Buritis, Cabeceira Grande, Paracatu, Dom Bosco, Natalândia, Bonfinopolis de Minas, Uruana de Minas, Arinos, Brasilândia de Minas e João Pinheiro. Quanto às vias de acesso o distrito é servido pela rodovia federal BR-040, rodovia municipal MG-188 e rodovia federal BR-251. Nos serviços de saneamento e limpeza urbana o distrito possui coleta do lixo diariamente, feito por meio de carroças. Sua disposição se dá em valetas aterradas (aterros simples), considerando-se sua situação melhor que a da sede de Unaí. Em relação ao sistema de saúde o distrito participa do Programa de Agentes Comunitários de Saúde – PACS, abrangido a toda sua localidade rural. Esse programa possui 25 agentes de saúde, sendo que cada um atende 150 famílias, em média. Na educação o distrito de Garapuava possui uma creche, as demais instituições de ensino estão nas localidades vizinhas do distrito. Quanto ao serviço de segurança, Garapuava possui um destacamento do Batalhão da Polícia Militar. a.8 a.8) Uso e Ocupação do Solo - Atividades de Terceiros ESTACA EVENTO LADO 155 Retirada de Material por terceiros LD 255 Exploração de Material na faixa LE 451 Área de Empréstimo LD 45 3.8 CARACTERIZAÇÃO DO PASSIVO AMBIENTAL As áreas que tiveram suas características naturais alteradas, devido à implantação da estrada no passado, provocaram o surgimento de passivos ambientais. A decorrência desse processo foi devido, principalmente, às atividades de terraplenagem, limpeza e desmatamento do terreno, que deixaram o solo exposto e sujeito à ação das chuvas. Ao longo dos anos ocorreram impactos ambientais, sendo de responsabilidade do DER/MG corrigi-los, pois foram causados em decorrência das atividades do empreendimento. Devido à exposição do leito natural e utilização do tráfego, a pista de rolamento tem se deteriorado rapidamente, criando diversos segmentos com grandes espessuras de lama na época das chuvas e grande emissão de poeira na época da seca, tornando a utilização da via impraticável e, por isto, o DER/MG tem realizado periodicamente serviços de conservação, principalmente patrolamento e encascalhamento. De modo geral, na região pode-se perceber a intensa ocupação do solo, principalmente por pastagens, o que acarretou a supressão de grande parte da vegetação original, e, ainda, a susceptibilidade acentuada à erosão dos terrenos, o que implica na instabilidade dos materiais existentes. Essa característica pode acarretar problemas quando da movimentação de terra pertinente aos serviços de terraplenagem. O levantamento do passivo ambiental no trecho Uruana de Minas – Garapuava foi executado através de uma ficha de cadastramento de áreas degradadas, na qual foram identificados, localizados e classificados os impactos ambientais na faixa de domínio e áreas adjacentes, áreas exploradas, botaforas e interferências com o meio antrópico na área de influência direta da rodovia. No trecho foram evidenciados passivos ambientais significativos e estão listados no item de erosão e deslizamento. - Erosões e Deslizamentos (Taludes de Corte e Aterro) No trecho foram identificados grandes erosões e movimentos de massa em taludes de corte e aterro. Foi constatada a ausência de dispositivos de drenagem (sarjeta, valetas de proteção, saídas e decidas d’água) o que acarretou em erosões e sulcos erosivos no bordo da rodovia em determinados pontos. As erosões e deslizamentos identificados no trecho estão listados no quadro de passivo ambiental. Para os processos erosivos listados a seguir deverão ser implantados dispositivos de drenagem superficial, de maneira que a água do escoamento superficial seja direcionada à uma saída d’água que deverá possuir enrocamentos de pedra de mão para dissipar a energia da água em seu deságüe no solo. Para os taludes instáveis listados a seguir, deverá ser feita a remoção do material rompido e a implantação de pequenas banquetas de contenção na base do talude e, posteriormente, realizada a revegetação por meio de hidrossemeadura ou tela vegetal, quando for o caso. Conforme consta no volume 2 do projeto de Drenagem, deverá ser feito o desvio das águas pluviais dos taludes de aterro, através da escavação de canaletas na pista ou construção de leiras e imediata revegetação com gramíneas, com o objetivo de evitar novos processos erosivos e a correção imediata dos existentes. Foram identificadas na área de estudo três erosões grandes que estão em evolução (est. 155 LD, 1650 LE e 1765 LD). A solução para esses processos erosivos é a implantação de dispositivos de drenagem superficial, de maneira que a água do escoamento superficial seja direcionada a uma saída d´água, que 46 deve possuir enrocamentos de pedra de mão para dissipar a energia da água em seu deságüe no solo. E também deverá ser feita a reconformação e, posteriomente a revegetação da área. Segue o quadro resumo com os passivos identificados no trecho. DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO QUADRO RESUMO DOS PASSIVOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS NO TRECHO SOLUÇÕES AMBIENTAIS FOTO Estaca 9 LD Área: 80 m² Erosão causada pelo rompimento do bueiro Substituição do bueiro e revegetação por meio de hidrossemeadura na área erodida. Estaca 34 LE Área: 40 m² Área explorada sem vegetação Estaca 155 LD Área: 540 m² Erosão Estaca 345 – 349 Área: 80 m² Esta intervenção será tratada pelo alargamento e adequação da plataforma no projeto de terraplenagem. Conformação do terreno e revegetação por meio hidrossemeadura. Conformação do terreno, revegetação por meio de hidrossemeadura e plantio de mudas. Erosão LD 47 DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO QUADRO RESUMO DOS PASSIVOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS NO TRECHO SOLUÇÕES AMBIENTAIS FOTO Estaca 350 – 355 Área: 80m² LD Revegetação por meio de hidrossemeadura. Área sem vegetação com focos erosivos. Estaca 451 – 462 LD Área: 1.000 m². Área de empréstimo com focos erosivos Estaca 555 – 556+10 Área: 200 m² Erosão na margem da pista Executar serviços de revegetação por meio hidrossemeadura e plantio de mudas. Esta intervenção será tratada pelo alargamento e adequação da plataforma no projeto de terraplenagem. Estaca 560 – 564+10 LD Área: 1.000 m² Executar serviços de revevegetação por meio de hidrossemeadura e plantio de mudas. Área explorada 48 DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO QUADRO RESUMO DOS PASSIVOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS NO TRECHO SOLUÇÕES AMBIENTAIS FOTO Estaca 579 – 581LD Área: 560 m² Área explorada para retirada de material Executar serviços de revegetação por meio hidrossemeadura Estaca 786-788 LD Área: 50² Talude exposto com focos erosivos Conformação do terreno, vegetação e aplicação de tela vegetal. Estaca 792-794 LD Dimensão: 80 m² Talude instável Revegetação por meio de hidrossemeadura e aplicação de tela vegetal. Estaca 1391- LE Esta intervenção será tratada pelo alargamento e adequação da plataforma no projeto de terraplenagem. Erosão 49 DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO QUADRO RESUMO DOS PASSIVOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS NO TRECHO SOLUÇÕES AMBIENTAIS FOTO Estaca 1649 LD Erosão na margem da pista Estaca 1650 LE Dimensão: ± 800 m² Erosão em evolução. Estaca 1660 LD Erosão Esta intervenção será tratada pelo alargamento e adequação da plataforma no projeto de terraplenagem. Utilização de paliçada e revegetação por meio hidrossemeadura Esta intervenção será tratada pelo alargamento e adequação da plataforma no projeto de terraplenagem. Estaca 1713 LE Área: 600 m² Área sem vegetação com sulcos erosivos. Conformação do terreno e revegetação por meio hidrossemeadura e aplicação de tela vegetal. 50 DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO QUADRO RESUMO DOS PASSIVOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS NO TRECHO SOLUÇÕES AMBIENTAIS FOTO Estaca 1765 Área: 1.000 m² Utilização de paliçada e revegetação por meio de hidrossemeadura. Erosão Estaca 1770 Área: 360 m² Área sem vegetação com sulcos erosivos. 3.9 Conformação do terreno, revegetação por meio de hidrossemeadura, plantio de árvores e aplicação de tela vegetal. AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS Foram avaliados os impactos significativos gerados pelo empreendimento, analisando-se, para tanto, as seguintes fases: - planejamento (na fase de planejamento de empreendimentos públicos, o usual é a avaliação estratégica do Plano ou Programa Governamental); - implantação do canteiro de obras; - desmatamento e limpeza do terreno; - terraplanagem, empréstimo e bota-fora; - pavimentação; - drenagem, bueiros, corta-rios e pontes; - exploração de jazidas de material de construção; - desmobilização do canteiro de obras; - operação da rodovia. Para cada atividade, os impactos potenciais nos meios físico, biológico e antrópico são: a) Instalação do Canteiro de Obras e Desmobilização - impactos no meio físico: poluição das águas, poluição do ar, ocorrência de ruídos e vibrações; - impactos no meio biológico: supressão da vegetação; 51 - impactos no meio antrópico: degradação de áreas utilizadas como instalações provisórias, com conseqüente diminuição da qualidade ambiental local; b) Serviços de Desmatamento e Limpeza do Terreno - impactos no meio físico: erosões na faixa de domínio, assoreamento de talvegues; - impactos no meio biológico: supressão de elementos da flora local; c) Instalação de Caminhos de Serviço - impactos no meio físico: erosão de caminhos vicinais e de terrenos vizinhos, assoreamento de talvegues, compactação do solo; - impactos no meio biológico: supressão da camada vegetal; d) Movimentação de Terra - Serviços de Terraplenagem (Empréstimos e Bota-Foras, Cortes e Aterros) - Impactos no meio físico: erosões e assoreamentos, poluição do ar. - Impactos no meio biológico: alteração da estrutura original do solo, com conseqüente perda da biodiversidade local da fauna encontrada no solo; e) Serviços de Drenagem e Construção de Bueiros - impactos no meio físico: causam erosões e assoreamentos - impactos no meio biológico: poluição do ambiente em função de restos de materiais usados na construção f) Exploração de Materiais de Construção - impactos no meio físico: poluição das águas, poluição do ar, ocorrência de ruídos e vibrações; - impactos no meio biológico: supressão da camada vegetal - impactos no meio antrópico: degradação de áreas utilizadas como instalações provisórias, com conseqüente diminuição da qualidade ambiental local; g) Remoção de Material de 3ª Categoria - impactos no meio biológico: poluição do ambiente em função de restos de materiais usados na remoção - impactos h) no meio antrópico: risco de acidentes com trabalhadores, pedestres e motoristas. Interferência do Tráfego com a População As medidas a serem tomadas são principalmente preventivas e se concentram na implantação de sinalização e dispositivos de segurança. A fase do empreendimento em que devem ser adotadas estas medidas será durante a implantação das obras e deve prever o aumento da pressão de ocupação antrópica sobre o trecho asfaltado. 52 Deve ser considerado, também, o risco de ocorrência de acidentes. Os acidentes são considerados em função de atropelamentos potenciais durante a execução das obras, caracterizados, principalmente, pelo tráfego de veículos pesados e equipamentos. MATRIZ DE AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AVALIAÇÃO DO LEGENDA DA AVALIAÇÃO IMPACTO DO IMPACTO Positivo ou benéfico B Negativo ou adverso N Direto D Indireto I Local Regional L R Estratégico E Imediato IME A médio prazo Temporário Permanente MP T P DEFINIÇÃO DO IMPACTO Quando a ação resulta em melhoria da qualidade de um fator ou parâmetro ambiental Quando a ação resulta em danos a um fator ou parâmetro ambiental Resultante de uma relação de causa e efeito (terraplenagem x alteração de relevo) Resultante de reação secundária (terraplenagem x alteração de relevo e paisagem x alteração de drenagem natural x processos erosivos x processo de assoreamento) Quando afeta apenas o sítio e suas imediações Quando o efeito se propaga além do sítio de ocorrência Quando afeta um componente ou recurso natural de importância coletiva e nacional Quando o efeito surge no instante em que se dá a ação (obras de rodovia x empregos na região) Quando o efeito se manifesta depois de certo tempo da ação Quando o efeito permanece apenas por tempo determinado Quando os efeitos permanecem por um horizonte temporal conhecido Quadro de Impactos e Medidas Mitigadoras Meio Físico MF MEIO AFETADO IMPACTOS MEDIDAS MITIGADORAS Solo: - Degradação de áreas utilizadas como empréstimo de material, jazidas e bota-fora; - Abertura de novas lavras face à impossibilidade de continuidade na exploração da lavra em uso; - Destruição da camada de terra orgânica; - Erosões na Faixa de Domínio, atingindo ou não a estrada; assoreamento de talvegues; bloqueio de talvegues; - Escorregamento de taludes - Reserva do solo orgânico; Controle de processos erosivos; Reconformação topográfica; Implantação de dispositivos de drenagem; Recomposição da cobertura Vegetal e/ou instalação de tela vegetal. Água: - Represamentos de fluxo de águas superficiais (rompimento de bueiros da estrada); - Assoreamento de talvegues; - Contaminação das águas superficiais e subterrâneas - Interferências em locais de preservação permanente - limpeza de bueiros e sistemas de drenagem; reabilitação de sistemas de drenagem; implantação de dispositivos de drenagem; verificação da necessidade de revegetação. Ar: - Poluição do ar - Controle de emissões de material particulado; - Aspersão dos caminhos de serviço. Hidrogeologia: Meio Biótico MB redução da infiltração de água pluviais e o aumento do escoamento superficial - Criação de focos de vetores nocivos - Degradação de habitas utilizados como empréstimo, jazidas e bota fora; - Supressão da vegetação - Pressão sobre a fauna - Controle da recomposição topográfica, evitando o acúmulo represamento de água; - Monitoramento da Fauna durante a realização dos serviços de desmatamento em áreas preservadas, mediante licenciamento prévio; - Recuperação de áreas degradadas. 53 Meio Socioeconômico MSE - Surgimento de casos de doenças devido à proliferação de vetores - Acidentes envolvendo trabalhadores e transeuntes; - Ruídos e vibrações - Sobra de material transportado (terra, entulho, rocha, etc.) ao longo dos trajetos de máquinas e caminhões. - Acidente envolvendo material explosivo ocorrente na detonação - Comprometimento de áreas de beleza cênica - Monitoramento da população diretamente afetada pela implantação da rodovia; - Monitoramento da população de trabalhadores com relação a doenças endêmicas; - Implantação de sinalização e dispositivos de segurança; - Disposição adequada de resíduos; - Implantação no canteiro de obras de sistema de esgotamento sanitário; - Implantação de dispositivos de controle de acidentes com óleos e combustíveis. 54 TABELA 1 AVALIAÇÃO DOS PRINCIPAIS IMPACTOS POTENCIAIS POR AÇÕES NECESSÁRIAS A IMPLANTAÇÃO DAS INTERVENÇÕES E RESPECTIVAS MEDIDAS MITIGADORAS INSTALAÇÃO DO CANTEIRO, OPERAÇÃO E DESMOBILIZAÇÃO TIPO DE IMPACTO MEIO AFETADO AVALIAÇÃO Medida Mitigadora a Ser Implantada Favorecimento para o surgimento de focos de vetores de doenças. MSE N/D/L/IME/ - Captação e abastecimento de água adequado, Rede de esgotos T provisória; - Disposição e manejo adequado do lixo. Efetuar a limpeza do canteiro de obras durante a operação e desmobilização dessa atividade. Contaminação das águas superficiais e subterrâneas. MF N/D/L/IME/ - Sistema de filtragem de graxas e óleos nas oficinas (caixa T separadora), dispositivos para recepção de esgotos sanitários e condições de segurança dos tanques de combustíveis (fossa séptica ou fossa negra), lubrificantes e asfalto. Instalar depósitos de materiais em locais afastados de cursos d’água. Degradação das áreas utilizadas. MSE N/D/L/IME/ - Reabilitação das áreas utilizadas e aproveitamento das P edificações existentes, recomposição, contenção de processos erosivos e revegetação; - Remoção de todo material, inclusive bases de construções e destinação adequada. Supressão de vegetação significativa ecologicamente. MB N/D/L/IME/ - Desmatamento restrito às necessidades da construção; P - Remoção da camada de solo fértil e plantio de espécies nativas. Retirada da vegetação e destruição da camada de terra orgânica. MB N/D/L/IME/ - As áreas a serem desmatadas ou limpas deverão se P restringir às que serão efetivamente exploradas, ou seja, aos limites do off-set, acrescidos de uma faixa mínima de operação, acompanhando a linha do mesmo; - As técnicas de desmatamento e de limpeza de terrenos deverão ser compatíveis com as características da cobertura vegetal a ser retirada. Deverá ser expressamente proibido o uso de explosivos, agentes químicos (herbicidas, desfolhantes), processos mecânicos não controlados, e queimados para a realização de desmatamentos e de limpeza de terrenos; - Disposição adequada da camada orgânica e restos de vegetação para futura reincorporação no solo nas áreas a serem recuperadas. Assoreamento de talvegues por carreamento de material. MF N/D/L/IME/ - Impedir depósito de restos de vegetação nos talvegues, bem T como medidas que proporcionem a manutenção em todos os locais onde ocorrem escavações ou aterros. RETIRADA DA VEGETAÇÃO EXISTENTE SERVIÇOS DE TERRAPLENAGEM Acidentes envolvendo trabalhadores e transeuntes; MSE Retenção (represamento) de fluxo de águas superficiais MF N/D/L/IME/ - Controlar velocidade de veículos e máquinas envolvidos na construção; T - Verificar eficiência da sinalização de obra; - Manter limpas as vias de acesso da obra para maior eficiência do tráfego; - Verificar e manter as boas condições dos equipamentos. N/D/L/IME/ - Manter limpas e desimpedidas as drenagens naturais do terreno T 55 Assoreamento de talvegues; MF N/D/L/IME/ - Implantação de “Drenagem de Serviço”; P - Localização adequada de empréstimos e bota-foras; - Implantação de dissipadores de energia; - Obediência às defasagens permitidas entre as frentes de serviço; - Providenciar impedimento ao carreamento e deposição de materiais erodidos. INSTALAÇÃO DO CANTEIRO, OPERAÇÃO E DESMOBILIZAÇÃO TIPO DE IMPACTO MEIO AFETADO AVALIAÇÃO Medida Mitigadora a Ser Implantada Supressão de vegetação significativa ecologicamente MB N/D/L/IME/ P - Desmatamento restrito às necessidades da construção; - Remoção da camada de solo fértil e plantio de espécies nativas. Poluição do ar MF N/D/L/IME/ T - Verificar se as superfícies sujeitas à poeira estão mantidas úmidas; - Observar emissão das descargas dos veículos e máquinas envolvidos na construção. Ruídos e vibrações MF N/D/L/IME/ - Controlar a emissão de ruídos por motores mal regulados ou T com manutenção deficiente. Sobra de material transportado (terra, entulho, rocha, etc) ao longo dos trajetos de máquinas e caminhões. MF N/D/L/IME/ - Controlar o carregamento dos veículos; T - Verificar a superfície de rolamento dos caminhões de serviço; - Controlar velocidade de veículos e máquinas envolvidos no transporte. Degradação das Áreas de empréstimo e bota fora MF/MSE N/D/L/IME/ - Evitar a exploração de empréstimos em áreas P urbanizadas/urbanizáveis; - Recuperação de áreas exploradas ao uso original; - Recuperação das caixas de empréstimos e bota-foras; - Reconformação e compactação dos bota-foras; - Verificar localização de caixas de empréstimo; Proliferação de insetos - Verificar existência de áreas sujeitas a empoçamentos em virtude dos serviços de terraplenagem; - Verificar implantação de “Drenagem de Serviço” (1) nas áreas em terraplenagem. (1) Entende-se por “Drenagem de Serviço” os dispositivos temporários, sem qualquer revestimento, implantados com o objetivo de manter as frentes em terraplenagem livres dos efeitos das águas pluviais, evitando-se, assim, erosões e assoreamento nas áreas das obras e região adjacente. DRENAGEM, BUEIROS, E PONTES Ineficiência do sistema de MF N/D/L/IME/ - Limpeza permanente de talvegues; drenagem P - Cuidados com áreas de preservação permanentes Favorecimento para o surgimento de focos de vetores de doenças Supressão de vegetação significativa ecologicamente Favorecimento para o surgimento de focos de vetores de doenças Degradação de áreas exploradas como jazidas; Sobra de material transportado (entulho, rocha, etc.) ao longo do trajeto de máquinas e caminhões. MSE N/D/L/IME/ - Impedir entulhamento de talvegues e entupimento de bueiros; T - Evitar a formação de poços, quando da locação de bueiros. EXPLORAÇÃO DE JAZIDAS DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO MB N/D/L/IME/ - Desmatamento restrito às necessidades da construção; P - Remoção da camada de solo fértil e plantio de espécies nativas. N/D/L/IME/ - Captação e abastecimento de água adequado, Rede de esgotos MSE T provisória; - Disposição e manejo adequado do lixo. Implantação de drenagem de serviço; - Não permitir formação de depressões na “praça” da pedreira. MSE/MF MSE N/D/L/IME/ - Recuperação da área explorada; P - Atendimento ao método exploratório projetado. N/D/L/IME/ - Controlar o carregamento dos veículos; T - Verificar a superfície de rolamento dos caminhões de serviço; - Controlar velocidade de veículos e máquinas envolvidos no transporte. 56 Supressão de vegetação significativa ecologicamente. MB Sobra de material transportado (terra, entulho, rocha, etc.) ao longo dos trajetos de máquinas e caminhões. MF CAMINHOS DE SERVIÇO N/D/L/IME/ - Desmatamento restrito às necessidades da construção; P - Remoção da camada de solo fértil e plantio de espécies nativas N/D/L/IME/ - Controlar o carregamento dos veículos; T - Verificar a superfície de rolamento dos caminhões de serviço; - Controlar velocidade de veículos e máquinas envolvidos no transporte; INTERFERÊNCIA EM ÁREAS RURAIS Geração de conflitos de uso do solo MSE P/I/R/MP/P - Criação e implantação do Plano Diretor Adensamento da população MSE P/I/R/MP/P - Criação e implantação do Plano Diretor Ruptura nas relações de vizinhanças consolidadas MSE P/I/R/MP/P - Criação e implantação do Plano Diretor FASE DE OPERAÇÃO DA RODOVIA Ocupação indevida de FD MSE N/D/IME/P Criação e implantação do Plano Diretor Ruídos e vibrações MF N/D/L/IME/ P Implantar barreiras naturais acústicas próximas a núcleos urbanos Interação indesejável área urbana-rodovia MSE ND/L/IME/ P - Sinalização adequada - Campanha de conscientização e educação para o trânsito Intensificação do uso do solo MSE P/I/R/MP/P Criação e implantação do Plano Diretor Dinamização da economia regional MSE P/I/R/MP/P Pressão sobre a infra-estrutura sanitária MSE N/I/R/MP/T Criação e implantação de programa para seleção e tratamento de lixo urbano Pressão sobre os recursos naturais MSE/MB N/I/R/MP/P Criação e implantação de programa para seleção e tratamento de lixo urbano Maior segurança no tráfego e no trânsito de pedestres MSE P/D/E/MP/P - Implantação de sinalização - Implantação de faixas de pedestres 3.10 ---- CONSIDERAÇÕES GERAIS As principais considerações relacionadas aos impactos negativos causados pelo empreendimento estão relacionadas às erosões, assoreamento de cursos d’água, intervenção em APP e problemas relacionados à drenagem. Cabe informar que os impactos ambientais na região do trecho não são muito significativos, consistindo basicamente de processos erosivos marginais à rodovia, em sua maioria de pequena magnitude. A abertura e a manutenção da estrada que liga Uruana de Minas – Garapuava geram efeitos negativos principalmente sobre o aspecto geomorfológico, porque ocorrem cortes e aterros que expõem o subsolo, disponibilizando material terroso para sofrer transporte por águas pluviais e causar assoreamento dos cursos hídricos. Além disso, o processo de erosão carreia solo, empobrecendo o substrato dos locais por ela afetado, causando redução de áreas naturais. No primeiro caso o impacto é direto e imediato, porque desde o início da obra os processos erosivos foram desencadeados, é permanente porque sobre qualquer chuva o processo é reiniciado, é reversível caso as fontes de sedimentos sejam estabilizadas. As erosões observadas nesta estrada, somadas às eventuais, decorrentes de remoção da cobertura vegetal, podem ser consideradas com potencial cumulativo. Em decorrência do impacto de assoreamento dos cursos hídricos, ocorrem impactos indiretos no meio biótico, redução de habitats da vida aquática, como algas, fauna e ictiofauna. 57 Com relação à hidrogeologia, a impermeabilização causada pela pavimentação causa redução da infiltração de águas pluviais e aumento do escoamento superficial, reduzindo a recarga do aqüífero e aumento do volume das águas superficiais, o que provoca riscos sobre o tráfego e ao meio ambiente. Com relação ao meio biótico, a supressão de vegetação e redução de habitats configuram um grande risco ambiental. O quantitativo referente à recuperação ambiental proposta neste documento são constantes no Plano de Controle Ambiental – PCA. 58 3.11 RELATÓRIO FOTOGRÁFICO - PARTE I - Vegetação Expressiva ao Longo da Faixa VEGETAÇÃO EXPRESSIVA LD E LE - ESTACA 101 VEGETAÇÃO LD E LE - ESTACA 117 VEGETAÇÃO LD E LE - ESTACA 217 VEGETAÇÃO (MATA) LD E LE - ESTACA 264 VEGETAÇÃO LD E LE - ESTACA 620 VEGETAÇÃO LE E LD - ESTACA 700 59 3.12 BIBLIOGRAFIA - Agência Nacional das Águas – ANA. Disponível em <www.ana.gov.br>. Acesso em 01/2008. - ALMG – Assembléia Legislativa de Minas Gerais, disponível em <www.wikipedia.org>. Acesso em 18/03/08. - BIODIVERSITAS. Levantamento Preliminar da Fauna de Vertebrados, 1989. - CONAMA. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução n° 01, de 23.01.1986. Disponível em www.mma.gov.br/port/conama/. Acesso em: 03/03/2008; - CNM - Confederação Nacional de Municípios, disponível em <http://www.cnm.org.br/>. Acesso em 03/03/08; - Cunha, S. B. da & Guerra, A. J. T. (Org). Geomorfologia do Brasil. Capítulo 5 – Erosão dos Solos. Pág. 181-Rio de Janeiro. Bertrand Brasil. 392 p. 1998. - Diagnóstico ambiental do estado de Minas Gerais, elaborado pela Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (CETEC, 1883); - DNIT - Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Manual de Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários, 1999; - DNIT - Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes Manual Rodoviário de Conservação, Monitoramento e Controle Ambientais, 2005; - EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos, 1998; - GEOMINAS. Zoneamento Agroclimático, mapa de temperatura média anual. Disponível em: <http://www.geominas.mg.gov.br>. Acesso em 03/03/08; - GUERRA, Antônio Teixeira. Dicionário Geológico-Geomorfológico. Rio de Janeiro, 1980. - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Disponível em <www.ibge.gov.br>. Acesso em 01/2008. - Mapa Geológico do Estado de Minas Gerais, modificado pela Companhia Mineradora de Minas Gerais – Comig. Serviço Geológico do Brasil – CPRM – escala 1:1.000.000, 2003. - Mapa Geológico do Estado de Minas Gerais. Instituto de Geociências Aplicadas do Estado de Minas Gerais – IGA – escala 1:1.000.000, 1982. - Mapa Geomorfológico do Estado de Minas Gerais. Instituto de Geociências Aplicadas do Estado de Minas Gerais – IGA – escala 1:1.000.000, 1982. - Mapa de Solos do Estado de Minas Gerais. Instituto de Geociências Aplicadas do Estado de Minas Gerais – IGA – escala 1:1.000.000, 1982. - Recursos Naturais e Meio Ambiente – Uma Visão do Brasil – IBGE – 1993; - Ross, J. L. S. (Org). Geografia do Brasil. São Paulo. Edusp. 552 p. 1995. - Serviço Geológico do Brasil – CPRM. Disponível em <www.cprm.gov.br>. Acesso em 02/2008. - Wikipédia, disponível em <www.wikipedia.org>. Acesso em 18/03/08. - ZEE. Zoneamento Ecológico Econômico do Estado de Minas Gerais. Disponível em: <http://www.zee.mg.gov.br>. Acesso em 03/08/08; 60 4. PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL - PCA 4.1 APRESENTAÇÃO - Empreendedor Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais – DER/MG CNPJ: 17.309.790/0001-97 Endereço: Avenida dos Andradas, 1.120 – 30.190-081, Santa Efigênia, Belo Horizonte – MG Telefone: (0**31) 3235-1395 E-mail: [email protected] Coordenador: Eng. Murilo Fonte Boa G. Moreira - Empresa Projetista ENECON S.A. – Engenheiros e Economistas Consultores CNPJ: 33.830.043/0004-04 Endereço: Rua Martim de Carvalho, 549, Bairro Santo Agostinho, Belo Horizonte – MG. Telefone: (31) 2191-5388 e Fax: 3292-2789 E-mail: [email protected] Coordenador: Dílio Rodrigues - Equipe Técnica TÉCNICO/FORMAÇÃO RESPONSABILIDADE NO PROJETO Engº Elzo Jorge Nassaralla Responsável Técnico Biól. Luiz Henrique Orsini Rodarte Coordenador dos estudos a 4.2 Eng Ambiental Rachel Cristina Talin Ruas Elaboração dos Estudos Ambientais Geóg. Ivete de Paula Teles Pesquisas e Tratamento de dados técnicos Téc M. Ambiente Thâmara Tarla Filsen Tratamento dos dados técnicos LOCALIZAÇÃO O trecho em questão está situado no noroeste do Estado de Minas Gerais, na região da Serra do Pico pertencente à bacia do Rio Preto, na Rodovia LMG-638, Trecho Uruana de Minas – Garapuava, com extensão de 35,94 km. 4.3 OBJETIVO O objetivo do Plano de Controle Ambiental é detalhar e apresentar as ações preventivas, as recomendações técnicas ambientais, as medidas mitigadoras e os projetos executivos objetivando minimizar os impactos ambientais potenciais a serem causados pelo empreendimento nas fases que compõem a obra. 61 As intervenções causadas pela pavimentação asfáltica do trecho causarão impactos positivos e negativos nos meios físico, biótico e antrópico, que foram previamente avaliados no RCA – Relatório de Controle Ambiental. O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais - DER/MG será o órgão responsável pela conservação da via, estrutura local e estadual e funcionamento. 4.4 ATIVIDADES COM POTENCIAIS IMPACTOS Várias são as atividades consideradas como causadoras potenciais de impactos tanto no meio físico quanto no biológico e antrópico, decorrentes da implantação do empreendimento. Esses impactos poderão ser causados, principalmente, pelas seguintes ações geradoras: - instalação do canteiro de obras, operação e desmobilização; - serviços de desmatamento e limpeza do terreno; - instalação de caminhos de serviço; - movimentação de terra - serviços de terraplenagem, locais de empréstimo e bota-fora; - serviços de drenagem, construção de bueiros e corta-rios; - exploração de materiais de construção; - remoção de material de 3ª categoria; - interferências com populações. Para cada atividade, os impactos potenciais nos meios físico, biológico e antrópico são: a) Instalação do Canteiro de Obras e Desmobilização - Impactos no meio físico: poluição das águas, poluição do ar, ocorrência de ruídos e vibrações; - Impactos no meio biológico: supressão da vegetação; - Impactos no meio antrópico: degradação de áreas utilizadas como instalações provisórias, com conseqüente diminuição da qualidade ambiental local. b) Serviços de Desmatamento e Limpeza do Terreno - Impactos no meio físico: erosões na faixa de domínio, assoreamento de talvegues; - Impactos no meio biológico: supressão de elementos da flora local. c) Instalação de Caminhos de Serviço - Impactos no meio físico: erosão de caminhos vicinais e de terrenos vizinhos, assoreamento de talvegues, compactação do solo; - Impactos no meio biológico: supressão da camada vegetal. d) Movimentação de Terra - Serviços de Terraplenagem (Empréstimos e Bota-Foras, Cortes e Aterros) - Impactos no meio físico: erosões e assoreamentos, poluição do ar; - Impactos no meio biológico: alteração da estrutura original do solo, com conseqüente perda da biodiversidade local da fauna encontrada no solo. 62 e) Serviços de Drenagem e Construção de Bueiros - Impactos no meio físico: causam erosões e assoreamentos; - Impactos no meio biológico: poluição do ambiente em função de restos de materiais usados na construção f) Exploração de Materiais de Construção - Impactos no meio físico: poluição das águas, poluição do ar, ocorrência de ruídos e vibrações; - Impactos no meio biológico: supressão da camada vegetal; - Impactos no meio antrópico: degradação de áreas utilizadas como instalações provisórias, com conseqüente diminuição da qualidade ambiental local. g) Remoção de Material de 3ª Categoria - Impactos no meio biológico: poluição do ambiente em função de restos de materiais usados na remoção; - Impactos no meio antrópico: risco de acidentes com trabalhadores, pedestres e motoristas. h) Interferência do Tráfego com a População - As medidas a serem tomadas são principalmente preventivas e se concentram na implantação de sinalização e dispositivos de segurança. - A fase do empreendimento em que devem ser adotadas estas medidas será durante a implantação das obras e devem prever o aumento da pressão de ocupação antrópica sobre o trecho asfaltado. - Deve ser considerado também o risco de ocorrência de acidentes. Os acidentes são considerados em função de atropelamentos potenciais durante a execução das obras, caracterizados principalmente pelo tráfego de veículos pesados e equipamentos. 4.5 RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS AMBIENTAIS Abaixo estão apresentadas as recomendações ambientais e especificações técnicas conforme o tipo de atividade. Essas recomendações ambientais e especificações técnicas possuem o objetivo de proteção e recuperação ambiental e devem ser aplicadas concomitantes com a evolução da obra. a) Instalação do Canteiro e Desmobilização - Abastecimento de Água A água necessária para consumo estimado é dada pela quantidade de trabalhadores e o consumo diário individual (nº. de trabalhadores x l/dia). A água será também utilizada para umedecimento das vias de serviço e junto aos serviços de terraplenagem. A água deverá ser fornecida por caminhões-pipa. Caso a água seja captada em algum curso d’água existente junto ao trecho, a empreiteira deverá proceder com a outorga dessa captação junto ao órgão ambiental responsável. - Controle da Disposição do Lixo 63 A coleta de lixo e o seu transporte para áreas de tratamento ou destinação final ,a ser realizada semanalmente, são ações que impedem o desenvolvimento de vetores transmissores de doenças que encontram alimento e abrigo no lixo, além da contaminação e da poluição do solo e de corpos d’água. Os resíduos sólidos gerados no canteiro de obras, compostos basicamente por resto de concreto, madeira, metais e sucatas em geral, resíduos de borracha, embalagens plásticas, papéis e papelão, e pelo lixo tipicamente doméstico, serão coletados seletivamente pela empreiteira responsável pelas obras. Tais resíduos serão armazenados em caçambas ou coletores específicos e enviados para reaproveitamento ou reciclagem. Os resíduos recicláveis serão segregados através de uma coleta seletiva, realizada pelos próprios usuários/geradores, visando posterior tratamento e reutilização. Estes também serão armazenados em coletores dispostos nas diversas instalações do canteiro de obras, devidamente identificados com as cores estabelecidas pela Resolução Conama Nº. 275. - Sistema de Controle de Efluentes de Drenagem Pluvial da Área Com a retirada da cobertura vegetal do solo e intervenções sobre a topografia natural é comum a instalação de processos erosivos que, com a chegada das chuvas, podem ser acelerados, contribuindo com a degradação da qualidade ambiental dos solos e recursos hídricos. Portanto, a implantação de um sistema de drenagem pluvial visando adequar as instalações do canteiro de obras para a época de chuva torna-se uma necessidade. O sistema aqui proposto serve como diretriz para a execução de intervenções que visem reduzir a probabilidade de ocorrência de empoçamentos, a instalação de processos erosivos e o carreamento de material particulado em direção às drenagens naturais. Para tanto, o projeto de drenagem composto deste projeto de engenharia rodoviária contempla a implantação de dispositivos de drenagem visando proteção ambiental, no qual a finalidade principal é a proteção do solo contra o intemperismo e conseqüente formação de processos erosivos. Os quantitativos estão discriminados no volume 02 do projeto de engenharia. Os quantitativos de drenagem que visam à recuperação de erosões constam neste PCA. - Sistema de Filtragem de Graxas e Óleos nas Oficinas Na oficina e local de lavagem de veículos deverão ser implantados dispositivos para coletar a mistura de água com óleos e graxas oriundos da lavagem de peças e das máquinas e equipamentos quinzenalmente. Este efluente deve ser conduzido através de rede tubular até uma caixa separadora de óleos e graxas. O efluente da caixa separadora será destinado ao sistema de tratamento do esgoto sanitário. O croqui da caixa separadora é apresentado no Volume 2 – Projeto de Execução. Na área das oficinas o piso deverá ser impermeabilizado com uma camada de concreto. Em todo o perímetro da área impermeabilizada será feita uma canaleta de retenção visando impedir que possíveis vazamentos alcancem o solo, contaminando-o. As canaletas conduzirão o material em segurança até uma caixa separadora de óleos onde, por decantação, ocorrerá a separação dos líquidos e, posteriormente, retirada manual do poluente. Algumas medidas de manutenção da caixa separadora deverão ser tomadas pelo empreiteiro, tais como: . Fazer a limpeza e desobstrução das canaletas, a freqüência será diária, ou quando for detectada alguma obstrução que venha a comprometer a vazão; 64 . Fazer a limpeza do material decantado no fundo da caixa separadora semestralmente; . Fazer a limpeza e desobstrução da grade da caixa separadora semestralmente. Os resíduos oleosos extraídos da caixa separadora serão armazenados em recipientes e transportados até o abrigo para resíduos perigosos, de onde sairão para tratamento e destinação final juntamente aos resíduos provenientes de outros setores do canteiro. - Ruído e Vibração As fontes de ruídos e vibrações provenientes da instalação de uma rodovia são decorrentes da operação de máquinas e equipamentos. É importante o controle de emissão de ruídos na fonte sobre o estado de conservação dos veículos (quanto pior o estado, mais cresce a emissão de ruídos). O uso de silenciadores dos equipamentos deverá receber manutenção rotineira para permanecer funcionando a contento. Deverá ser evitado o funcionamento de trabalho no período noturno (das 22 até às 7 horas), em especial próximo ás áreas habitadas, de acordo com a NBR 10.151/00 o horário recomendado para as obras é o diurno. Essas providências visam evitar a transmissão de ruídos e vibrações para áreas habitadas próximas aos canteiros e minimizar a intensidade dessas emissões no seu interior. - Emissões Atmosféricas A geração de emissões atmosféricas na implantação da rodovia é decorrente da movimentação de veículos pesados e utilização de outros maquinários movidos a diesel que tendem a diminuir a qualidade do ar respirado, pois liberam no ar, como conseqüência da combustão, dióxido e monóxido de carbono, ambos nocivos. No período da construção de rodovias é necessário implementar medidas de controle que reduzam a emissão de poluentes atmosféricos, bem como a implantação de um monitoramento permanente, que permita acompanhar a eficiência das medidas adotadas. Algumas medidas deverão ser tomadas, como redução da poluição na fonte, controle da rotulagem dos automóveis e, principalmente ônibus e caminhões, aspergir água permanentemente nos trechos, principalmente nas passagens por áreas habitadas e não executar incineração de resíduos. Estas providências visam evitar a poluição do ar por gases e partículas em suspensão. - Dispositivo para Recepção de Esgotos Sanitários O controle da emissão de efluentes será feito por fossa séptica mensalmente. O sistema de tratamento composto por fossa séptica, seguido de filtro anaeróbio, detém os despejos domésticos por um período de tempo especificamente estabelecido, de modo a permitir a sedimentação dos sólidos e a retenção do material graxo contido nos esgotos, transformando-os, biologicamente, em substâncias e compostos mais simples e estáveis. As vantagens da implantação do sistema de remoção de matérias orgânicas e sólidos em suspensão são: . ocupam pequenas áreas; . produzem pouco lodo já estabilizado; . não consomem energia; . não necessitam de equipamentos eletromecânicos; . requerem construção e operação simples. Nesse sistema, o fluxo é horizontal, ocorrendo à sedimentação do lodo e a decantação da fase líquida, que passa sobre a biomassa decantada. 65 Ressaltamos que as fossas sépticas deverão ser instaladas a distâncias seguras de poços de abastecimento d'água e de talvegues naturais. O croqui da fossa séptica é apresentado no VOLUME 2 – PROJETO DE EXECUÇÃO. b) Desmatamento e Limpeza do Terreno A seguir é apresentado o quantitativo de desmatamento e limpeza do terreno, a ser executado para o trecho Uruana de Minas – Garapuava. ITEM Desmatamento, Destocamento e Limpeza de Árvores, Arbustos e Vegetação Rasteira QUANTITATIVO (m²) 288.000 - Disposição do material oriundo da limpeza (camada orgânica) A camada orgânica a ser estocada no trecho em estudo compreende as camadas vegetais das jazidas e áreas de empréstimo. O desmatamento consiste na retirada da vegetação para implantação da rodovia. O material removido será diariamente estocado em leiras de 2 x 1 x 1 (m) - c x b x h - devendo permanecer no próprio local de limpeza para posterior espalhamento nas superfícies a serem geradas e para futura reincorporação ao solo nas áreas a serem recuperadas. O monitoramento dessas atividades deve contemplar a verificação das gerações de remoção e eliminação dos restos de vegetação e estocagem da camada orgânica do solo para futura reincorporação ao solo nas áreas a serem recuperadas. Ressalta-se, como citado acima, que os restos de vegetação não devem ser depositados junto aos talvegues e a estocagem do solo orgânico deverá ser feita em áreas livres da ação das águas pluviais. Estas medidas visam minimizar erosões e contaminação de águas superficiais por assoreamento e carreamento de partículas. - Caminhos de Serviços Os caminhos de serviço são abertos para uso provisório durante as obras, seja para permitir uma operação mais eficiente das máquinas de construção, seja para garantir o acesso a áreas de exploração de materiais. Portanto, o abandono desses caminhos, quando se tornam desnecessários, causa problemas, que ameaçam até mesmo a estrada que foi construída. O meio de evitar as perdas relacionadas é a recuperação das condições originais de todo e qualquer terreno afetado pela construção de caminhos de serviço, permitindo que as águas superficiais percorram seus trajetos naturais. Ressalta-se que é necessário que se tomem medidas como: aspergir água permanentemente nos trechos, principalmente nas passagens por áreas habitadas, priorizar a utilização de caminhos e estradas existentes, evitando assim o desmatamento, evitar erosões e conseqüentes assoreamentos, demolição das obras provisórias, desimpedindo o fluxo dos talvegues e evitando a formação de caminhos preferenciais para as águas, recuperação da vegetação nas áreas desmatadas e limpas para a implantação dos caminhos de serviços, recuperar as condições topográficas iniciais, desentupir bueiros e recuperar o fluxo original de águas em talvegues existentes e evitar a formação de novos caminhos para as águas superficiais. Após a utilização dos caminhos de serviço, deverá ser efetuada a recomposição total do terreno e da vegetação, a fim de evitar erosões, barramentos ou uso inadequado, como vias de penetração. d) Terraplenagem, Empréstimos e Bota-Foras As atividades de conformação do terrapleno – cortes e aterros, de empréstimos de materiais e bota-fora – deverão ser executadas tomando-se as seguintes providências para o atendimento dos aspectos ambientais. 66 - Terraplenagem (Taludes de Cortes e Aterros) As obras de terraplenagem normalmente exigem o movimento de grandes volumes, gerando tráfego intenso de veículos pesados. Com isso, a geração de poeira e lama, nos trechos de interferência da obra, bem como o desrespeito as normas de trânsito e de transporte de cargas, faz com se observe um aumento significativo de ocorrência de acidentes. É necessário, assim, que sejam adotadas medidas que garantam a segurança das áreas direta e indiretamente afetadas. As operações destinadas a execução de cortes, exigirão a adoção de alguns procedimentos que visem à preservação do meio ambiente. Quando houver excesso de material de cortes e for impossível incorporá-los ao corpo dos aterros, serão constituídos bota-foras, devidamente compactados. Preferencialmente, as áreas a eles destinadas serão localizadas a jusante da rodovia. O revestimento vegetal dos taludes, quando previsto, deverá ser executado imediatamente após o corte. DESCRIÇÃO 2 ÁREA (m ) Talude Corte 46.112,46 Talude Aterro 283.917,88 Valetão 23.800 Interseção 366,13 - Caixas de Empréstimos Estas deverão ter o material de limpeza (camada orgânica) estocado para posterior retorno após a recomposição do terreno. Deverão receber reforço de vegetação através de hidrossemeadura e plantio de mudas de árvores e arbustos, além da execução de valetas de drenagem com declividade adequada. Ressaltamos, que os materiais de empréstimo não poderão ser obtidos em talvegues para não prejudicar o escoamento natural do curso d’água. As caixas de empréstimo concentrado devem ter seus bordos afastados do talude da rodovia. Deve-se evitar a obtenção de empréstimos próximos a zonas urbanizadas, que terminam sendo usadas como depósitos de lixos, retendo a drenagem e causando a proliferação de vetores, e também não deverão ser explorados empréstimos em áreas de reservas florestais, ecológicas, de preservação cultural. O tráfego de equipamentos e veículos de serviço deverá ser controlado para evitar a implantação de vias desnecessárias. As áreas de empréstimos a serem utilizadas no trecho compreendem uma área de 93.100 m². - Bota-Foras Os bota-foras a serem utilizados no trecho compreendem uma área de 8.834 m². A execução de bota-foras mal dispostos, mal conformados e sem qualquer compactação, causa erosão do material depositado. Recomenda-se que os materiais excedentes ou inadequados para execução de aterros sejam transportados para bota-foras indicados ao longo do trecho, devendo-se tomar as seguintes cuidados: . . . . sempre que possível executar o bota-fora à jusante e em alargamento de aterro; remoção e estocagem de camada vegetal existente no local, para posterior reaproveitamento; execução de bota-fora, com camadas de com espessura máxima de 20 cm, compactadas; conformação dos taludes dos bota-foras, evitando-se arestas vivas e adotando-se taludes suaves; 67 . . . . execução de dispositivos de drenagem superficial, para a captação e condução das águas pluviais. reposição da camada de vegetal estocada, sobre o bota-fora; reforço de vegetação através de semeadura manual e plantio de mudas de árvores e arbustos; a execução dos bota-foras também deverá estar de acordo com a Especificação DNER-ES 287/97, 1997. e) Desmonte de Rocha e Pedreira Recomenda-se, devido às características industriais destas atividades, que a localização da pedreira seja cuidadosamente estudada, evitando a proximidade de núcleos urbanos. f) Drenagem, Bueiros, Corta-rios e Pontes - evitar a formação de poças e piscinas quando da locação dos bueiros. - programar os serviços de execução de bueiros e corta-rios de maneira a minimizar o tempo de exposição às águas de chuva e de corpos d'água; - executar obras provisórias de desvios com proteção adequada e manutenção constante; - não permitir, em hipótese alguma, a paralisação das obras de drenagem antes da conclusão de cada trecho correspondente à sua bacia de contribuição; - evitar os desvios e captações em condições adversas. g) Exploração de Jazidas de Material de Construção Para iniciar as atividades de exploração de jazidas de materiais pétreos, na faixa de domínio, deverão ser atendidas as exigências presentes no Capítulo 4 – Regime de Autorização de Pesquisa e de Concessão de Lavra, do Manual de Orientação Básica ao Pequeno e Médio Minerador, Secretária de Estado de Minas e Energia – SEME, Belo Horizonte, 2001, 60p., e as exigências do Capítulo 6 – Obrigações Complementares, do mesmo manual. Também deverão ser atendidas as exigências da Deliberação Normativa Nº. 03/91 que dispõem sobre atividades de extração de areia, cascalho e argila. Minas Gerais, 02 de novembro de 1991. h) Risco de Ocorrência de Acidente O risco de ocorrência de acidentes é potencializado principalmente pelo tráfego de veículos pesados e equipamentos. A fim de evitar acidentes, deverá haver um planejamento da sinalização provisória a ser implantada durante a execução das obras, bem como o projeto de sinalização definitiva. Os operadores de veículos deverão ser treinados, em especial, sobre os riscos de manobras inadequadas. 4.6 DESENVOLVIMENTO E IMPLANTAÇÃO DO PLANO - O Plano de Controle Ambiental comporá o Projeto Rodoviário de Melhoria e Pavimentação do trecho; - Parte dos trabalhos previstos no Plano é de responsabilidade da Construtora responsável pela construção de empreendimento; - Os itens não dependentes da Construtora serão implementados pelo DER/MG por contratação ou delegação às Coordenadorias Regionais; - Caberá ao DER/MG estipular os parâmetros administrativos para atendimento ao item acima. 68 4.7 MEDIDAS MITIGADORAS A fiscalização da implementação das medidas mitigadoras previstas neste PCA ficará a cargo do DER/MG que deverá exercê-la durante o período de duração das obras previstas no Projeto de Engenharia. O monitoramento das obras neste PCA ficará também a cargo do DER/MG. A seguir são apresentadas as medidas mitigadoras dos impactos a serem causados pelas obras. 4.7.1 a) RECUPERAÇÃO DA ÁREA DEGRADADA Apresentação A medida de recuperação ambiental das áreas de apoio contemplam a sua proteção contra processos erosivos, destacando-se as medidas de readequação da drenagem e o revestimento vegetal, enfatizando-se as ações voltadas à proteção fornecida pelo revestimento vegetal no controle de processos erosivos e de instabilização. b) Objetivos Essas medidas têm por objetivo sistematizar as ações necessárias para reduzir a utilização de áreas externas à faixa de domínio e indicar as medidas que contribuam ecológica e sócio culturalmente para a reinserção das áreas alteradas à paisagem local, em observância aos instrumentos normativos estabelecidos pelos órgãos ambientais competentes. Estabelecer procedimentos e medidas destinadas ao licenciamento ambiental e adequada utilização e recuperação das áreas de apoio às obras, buscando propiciar a retomada do uso original das áreas afetadas e a recomposição do aspecto cênico das mesmas. c) Características Gerais Os serviços de escavação ou deposição de materiais nas áreas de jazidas, empréstimos ou bota-foras e as atividades de revegetação deverão seguir as especificações de serviço apresentadas no item abaixo. O monitoramento será desenvolvido pela Fiscalização do DER que, para tanto, contará com a participação de Firma Consultora encarregada da Gestão Ambiental, atividade esta que se constitui em objeto de um contrato específico. As atividades pertinentes ao Monitoramento terão, basicamente, a finalidade de: - Verificação da adequada execução dos elementos/dispositivos constantes, como soluções, no Projeto de Engenharia e que atendem a várias Medidas Ambientais. - Verificação da conformidade ambiental, no que respeita à observância dos condicionamentos instituídos e que interferem com os procedimentos relacionados com a programação de obras e os processos construtivos. O Monitoramento deverá se estender, contemplando situações específicas, durante a fase de operações, por um período a ser definido. d) Especificações de Serviços d.1) Conformação de Jazidas e Áreas de Empréstimo Os dados referentes às jazidas e empréstimos a serem utilizadas serão descritos nos itens a seguir: d.2) Generalidades 69 Esta medida se aplica às atividades relacionadas com a recuperação das jazidas e caixas de empréstimo que serão utilizadas, tendo estas já sido exploradas ou não. Nesse sentido, esta medida se caracteriza com o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) para as jazidas e caixas de empréstimo, assim como a revegetação com árvores e arbustos, conforme apresentado a seguir. Para efeito desta medida, conformação é uma operação que compreende cortes ou aterros de até 0,40 m de espessura, objetivando direcionar adequadamente o escoamento das águas e regularizar a superfície para posterior reposição de camada vegetal. d.3) Equipamentos Poderão ser empregados: - trator de esteiras com lâminas; - motoniveladora; - rolos compactadores; - caminhão-pipa; - outros, a critério da fiscalização. Todo o equipamento deve ser inspecionado pela Fiscalização, devendo dela receber aprovação, sem o que não deve ser dada autorização para o início dos serviços. A execução dos empréstimos deve ser procedida mediante a utilização racional de equipamentos ou processos adequados, compatíveis com a dificuldade extrativa e as distâncias de transporte que possibilitem a obtenção da produtividade requerida. d.4) Execução Os serviços de conformação das jazidas e caixas de empréstimo exploradas deverão ser executados de forma a respeitar as curvas de nível, o que ocorrerá após a compensação através de cortes e aterros, os quais deverão ser devidamente compactados. Deverão ser implantadas valas de drenagem ao redor das jazidas e caixas de empréstimo para um adequado escoamento das águas superficiais e contenção de processos erosivos. Nas explorações das caixas de empréstimos adotam-se as seguintes recomendações de preservação ambiental: - O material decorrente das operações de desmatamento, destocamento e limpeza executados dentro dos limites da área deve ser retirado e estocado de forma que após a exploração do empréstimo, o solo orgânico seja espalhado na área escavada reintegrando a paisagem; - O material vegetal deve ser removido e estocado conforme as indicações do projeto. A remoção ou estocagem dependerá da eventual utilização, não sendo permitida a permanência de entulhos nas adjacências da plataforma de modo a provocar a obstrução do sistema de drenagem natural da obra ou problemas ambientais; - Evitar a localização de empréstimos em áreas de boa aptidão agrícola; - Evitar a exploração de empréstimos em áreas de reservas florestais, ecológicas, de preservação cultural, ou mesmo, nas suas proximidades; 70 - As áreas de empréstimos, após a escavação, devem ser reconformadas com abrandamento dos taludes, de modo a suavizar contornos e reincorporá-las ao relevo natural, operação realizada antes do espalhamento do solo orgânico; - As áreas de empréstimos devem ser convenientemente drenadas de modo a evitar o acúmulo de águas e os efeitos da erosão, exceto no semi-árido, quando poderão ser executadas caixas de empréstimos para retenção e acúmulo de água; - O trânsito dos equipamentos e veículos de serviço fora das áreas de trabalho, deve ser evitado tanto quanto possível, principalmente onde há alguma área com relevante interesse paisagístico ou ecológico. Os serviços de conformação das caixas de empréstimo e jazidas deverão ser executados de tal forma que as superfícies resultem isentas de depressões ou valas, de modo a oferecer condição adequada de escoamento para as águas superficiais. Os taludes deverão ser regularizados e ter inclinação compatível com o tipo de material utilizado. Quando necessário, a fiscalização determinará a implantação de rede de drenagem para contenção de processos erosivos. A modelagem será realizada nas caixas de empréstimo e nos barrancos das áreas de jazidas, objetivando apresentar um visual suave para os barrancos abruptos, constituindo-se na terraplenagem do mesmo, de modo a permitir o uso futuro da área. d.5) Controle O controle dos serviços será laboratorial, para a determinação do grau de compactação e umidade dos aterros, e topográfico no que se refere à regularização da superfície. d.6) Medição A medição constituirá na determinação da área conformada, expressa em metros quadrados. Apresenta-se, a seguir, o quadro resumo com os quantitativos totais de conformação de jazidas e de empréstimo. SERVIÇO Conformação de Jazidas Conformação de Área de Empréstimo Total e) ÁREA DE CONFORMAÇÃO (m²) 105.000 93.100 256.600 Estocagem e Reposição da Camada Vegetal de Caixas de Empréstimos e Jazidas e.1) Generalidades Estocagem e Reposição da Camada Vegetal: A camada vegetal oriunda das explorações de caixas de empréstimo e jazidas será removida obrigatoriamente para áreas de estocagem previamente escolhidas, dispostas, operadas e protegidas de modo a evitar o carregamento do material pelas águas. Este cuidado tem por objetivo conservar os solos orgânicos para posterior utilização na recuperação ambiental das áreas degradadas pelas obras. A superfície das áreas de estocagem deverá ser protegida contra erosão e lixiviação pelas águas pluviais, bem como contra a insolação direta usando a cobertura por camada de material vegetal morto. 71 A estocagem de material ocorrerá junto à área explorada para retirada do mesmo, o quantitativo da estocagem de material, está relacionado no item f) - Revegetação com Árvores e Arbustos. e.2) Equipamento Este serviço poderá ser executado apenas por trator de lâmina, que deverá proceder ao espalhamento do material das leiras depositadas. e.3) Execução Para a execução de Estocagem e Reposição da Camada Vegetal de Caixas de Empréstimos e Jazidas, devem ser observadas as seguintes recomendações de preservação ambiental: - Efetuar a remoção da camada superficial de solo orgânico das caixas de empréstimo e jazidas juntamente com a vegetação do mesmo local, que será convertida mecanicamente em cobertura morta, ou incorporada ao volume final; - Depositar o solo, de preferência, em camadas de aproximadamente 1,5 m de altura e de 3 a 4 m de largura, com qualquer comprimento, selecionando locais planos e protegidos das “enxurradas” e erosão e evitando a compactação do solo durante a operação de armazenagem. O solo estocado deverá ser protegido por uma cobertura morta (produto de podas, restos de capim, folhas, etc.); - Armazenar o solo orgânico durante o período de exploração das áreas, considerando que o tempo de estocagem deverá ser o menor possível, pois há uma relação direta de queda na qualidade do solo orgânico com o passar dos anos, quando fora das condições biológicas naturais; - Transferir o solo orgânico diretamente para a área preparada previamente em banquetas e/ou em curva de nível, para a recuperação. Esta transferência direta minimiza as perdas microbiais de nutrientes e maximiza o número de sementes que sobrevivem a esta ruptura provocada; - Executar as medidas de readequação da drenagem e o revestimento vegetal. e.4) Medição A medição deve ser feita por metro quadrado, conforme quadros abaixo. SERVIÇO REPOSIÇÃO ÁREA (m²) Estocagem da Camada Vegetal das Jazidas 105.000 Estocagem da Camada Vegetal dos Empréstimos 93.100 Total 198.100 SERVIÇO REPOSIÇÃO Reposição da Camada Vegetal das Jazidas Reposição da Camada Vegetal dos Empréstimos Total ÁREA (m²) 78.750 69.825 148.575 e.5) Pagamento Será pago pelos preços unitários propostos. f) Revegetação com Árvores e Arbustos de Caixas de Empréstimo e jazidas f.1) Objetivo 72 Estabelecer a sistemática para controle da revegetação com árvores e arbustos nas áreas de jazidas e de empréstimos. f.2) Preparo do Terreno Inicialmente o solo deverá ser analisado com vistas à determinação do pH e dos nutrientes existentes. Essa análise permitirá dosar o corretivo e os nutrientes complementares a serem adicionados ao solo. Permitirá, ainda, a escolha da espécie vegetal mais adequada a ser plantada. O plantio das espécies vegetais deve ser feito no início da estação chuvosa. Este período de tempo deve ser suficiente para sua fixação ao solo. Caso o período entre o plantio e o início das chuvas seja superior ao necessário, será indispensável a irrigação constante das áreas trabalhadas. Após a escolha da espécie a ser plantada, será feita a abertura das covas nas dimensões de 0,50 m x 0,50 m x 0,50 m. O espaçamento entre covas será de acordo com a densidade arbórea nas imediações da área a ser revegetada. Após colocar as mudas no interior das covas, estas serão preenchidas com terra vegetal devidamente adubada e corrigida. Em uma das partes do solo retirado da cova deverá ser incorporado calcário (8 kg/m3 de terra), NPK (4-14-8) (7 kg/m3 de terra), e esterco bovino curtido (20%); Concluído o plantio, as covas deverão ser regadas diariamente com 2 litros de água nos primeiros quinze dias, caso não chova. Os trabalhos de manutenção das áreas reabilitadas serão desenvolvidos por um período mínimo de seis meses, sendo considerados: - Replantios - As mudas ou estacas plantadas serão substituídas em caso de perda, após 30 dias. A substituição será feita após uma vistoria em busca das causas das perdas das mudas; - Controle de erosão – Todas as áreas trabalhadas deverão ser monitoradas quanto à erosão para evitar que os serviços executados sejam perdidos; - Controle e combate às formigas - Quatro meses após o plantio, será feita mais uma vistoria em busca do ataque de formigas cortadeiras. A primeira vistoria será feita durante os plantios. Serão utilizadas iscas granuladas nos carregadores e formicida em pó nos olheiros. A aplicação será manual, com equipamento adequado para cada tipo de aplicação. Esses trabalhos deverão ser prolongados até que seja observada a boa formação do equilíbrio ambiental esperado. O espaçamento utilizado variará em função do porte da planta quando adulta. As plantas serão dispostas de forma triangular de acordo com a figura abaixo. 73 Esquema de plantio e disposição das plantas no campo. As plantas arbóreas serão plantadas com espaçamento a princípio considerado de 10 m a 60 m. f.3) Medição A arborização vegetal será medida por unidade plantada. Não serão medidos a adubação complementar, a aquisição das mudas, todos os transportes, a abertura, o preenchimento e a irrigação das covas. Quantitativos de plantio de mudas no trecho em estudo: DISCRIMINAÇÃO Área de Empréstimo PLANTIO DE ÁRVORES E ARBUSTOS (UN) 2.000 Área de Jazida 4.500 Total 6.500 O resumo desses quantitativos é apresentado no Quadro de Quantidades - Serviços de Proteção Ambiental. 4.7.2 a) RECUPERAÇÃO DE PASSIVOS AMBIENTAIS Apresentação As obras rodoviárias utilizam-se de áreas externas à faixa de domínio, modificando assim a paisagem local. As áreas utilizadas para jazidas muitas vezes não recebem tratamento adequado, ficando sujeitas a ações do tempo e até de terceiros. Isto acarreta a degradação dessas áreas sendo necessária a sua reintegração no ambiente local. Passivos ambientais são externalidades à operação do corpo estradal oriundas de atividades anteriormente realizadas para construção do mesmo, mas que colocam em questão a integridade da rodovia. Os passivos ambientais se constituem em problemas estruturais de corte e aterro, degradação de áreas utilizadas como caixas de empréstimos e bota-foras. Muitas vezes os passivos são acarretados por problemas de drenagem que, por falta de monitoramento, acabam se deteriorando com o tempo. b) Objetivos 74 Sistematizar as ações necessárias para reduzir a utilização de áreas externas à faixa de domínio e indicar as medidas que contribuam para a reintegração das áreas alteradas à paisagem local, em observância aos instrumentos normativos estabelecidos pelos órgãos ambientais competentes. Recuperar os Passivos Ambientais, ou situações de degradação ambiental causadas pela implantação da rodovia existente, relacionadas às áreas utilizadas para a obtenção de materiais de construção, áreas afetadas por inadequada condução da drenagem, interferências com estruturas urbanas e áreas com processos erosivos ativos decorrentes de atividades desenvolvidas por terceiros. Enquadrar as caixas de empréstimo e bota-foras situados externamente à Faixa de Domínio, já explorados nas Medidas de Recuperação de Áreas Degradadas, quando for o caso. c) Características Gerais O monitoramento será desenvolvido pela fiscalização do DER que, para tanto, contará com a participação de firma consultora encarregada da gestão ambiental, atividade esta que se constitui em objeto de um programa específico. d) Quantitativos Apresenta-se, a seguir, o quadro resumo com os quantitativos dos passivos ambientais identificados no trecho em estudo. DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO QUADRO RESUMO DOS PASSIVOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS NO TRECHO SOLUÇÕES FOTO AMBIENTAIS QUANTIDADE Estaca 9 LD Área: 80 m² Erosão causada pelo rompimento do bueiro Estaca 34 LE Área: 40 m² Área explorada sem vegetação Substituição do bueiro e revegetação por meio de hidrossemeadura na área erodida. Hidrossemeadura: 80 m Substituição do bueiro: Quantitativos contemplados no projeto de drenagem. Esta intervenção será tratada pelo alargamento e adequação da plataforma no projeto de terraplenagem. - 2 75 DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO Estaca 155 LD Área: 540 m² Erosão Estaca 345 – 349 Área: 80 m² QUADRO RESUMO DOS PASSIVOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS NO TRECHO SOLUÇÕES FOTO AMBIENTAIS Conformação do terreno, revegetação por meio de hidrossemeadura. Conformação do terreno, revegetação por meio de hidrossemeadura e plantio de mudas. QUANTIDADE Conformação: 340 m² Hidrossemeadura: 540 m² Plantio de Mudas: 18 Conformação do terreno: 80 m² Hidrossemeadura: 80 m² Plantio de Mudas: 5 Tela vegetal: 80 m² Erosão LD Estaca 350 – 355 Área: 80m² LD Revegetação por meio de hidrossemeadura. Hidrossemeadura: 80 m² Executar serviços de revegetação por meio de hidrossemeadura e plantio de mudas. Hidrossemeadura: 1.000 m² Plantio de Mudas: 20 Área sem vegetação com focos erosivos. Estaca 451 – 462 LD Área: 1.000 m². Área de empréstimo com focos erosivos 76 DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO Estaca 555 – 556+10 Área: 200 m² Erosão na margem da pista Estaca 560 – 564+10 LD Área: 1.000 m² Área explorada Estaca 579 – 581LD Área: 560 m² Área explorada para retirada de material QUADRO RESUMO DOS PASSIVOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS NO TRECHO SOLUÇÕES FOTO AMBIENTAIS QUANTIDADE Esta intervenção será tratada pelo alargamento e adequação da plataforma no projeto de terraplenagem. - Executar serviços de revegetação por meio de hidrossemeadura e plantio de mudas. Hidrossemeadura: 1.000 m² Plantio de Mudas: 20 Executar serviços de revegetação por meio de hidrossemeadura Hidrossemeadura: 560 m² Conformação do terreno e aplicação de tela vegetal. Conformação: 30m² Tela Vegetal: 50 m² Hidrossemeadura: 30 m² Estaca 786-788 LD Área: 50² Talude exposto com focos erosivos 77 DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO QUADRO RESUMO DOS PASSIVOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS NO TRECHO SOLUÇÕES FOTO AMBIENTAIS QUANTIDADE Estaca 792-794 LD Dimensão: 80 m² Talude instável Estaca 1391- LE Erosão Estaca 1649 LD Erosão na margem da pista Estaca 1650 LE Dimensão: ± 800 m² Erosão em evolução. Revegetação por meio de hidrossemeadura. Hidrossemeadura: 80 m² Tela Vegetal: 80 m² Esta intervenção será tratada pelo alargamento e adequação da plataforma no projeto de terraplenagem. - Esta intervenção será tratada pelo alargamento e adequação da plataforma no projeto de terraplenagem. - Utilização de paliçada e revegetação por meio de hidrossemeadura Paliçada: 396 m² Hidrossemeadura: 800 m² 78 DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO QUADRO RESUMO DOS PASSIVOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS NO TRECHO SOLUÇÕES FOTO AMBIENTAIS Estaca 1660 LD Erosão QUANTIDADE Esta intervenção será tratada pelo alargamento e adequação da plataforma no projeto de terraplenagem. - Conformação do terreno e revegetação por meio de hidrossemeadura. Conformação: 300 m² Hidrossemeadura: 600 m² Tela vegetal: 600 m² Utilização de paliçada e revegetação por meio de hidrossemeadura Paliçada: 154 m² Hidrossemeadura: 970 m² Conformação do terreno, revegetação por meio de hidrossemeadura e plantio de árvores. Conformação:180 m² Hidrossemeadura: 360 m² Plantio de árvores: 11 Tela Vegetal: 360 m² Estaca 1713 LE Área: 600 m² Área sem vegetação com sulcos erosivos. Estaca 1765 Área: 1.000 m² Erosão Estaca 1770 Área: 360 m² Área sem vegetação com sulcos erosivos. A seguir, quadro com os quantitativos das soluções para os passivos levantados no trecho em estudo: Solução Quantidade Hidrossemeadura 6.180 m² Plantio de mudas 74 un 79 Conformação mecânica Tela vegetal Paliçada 4.7.3 a) 930 m² 1.170 m² 550 m² CONTROLE DE EROSÕES E ESTABILIDADE DE TALUDES Apresentação A erosão, tanto em encostas naturais como em taludes de corte e aterro, pode-se dar por escoamento laminar, lavando a superfície do terreno como um todo, sem formar canais definidos. Outra maneira é por escoamento concentrado, formando as ravinas e podendo chegar à configuração de voçorocas, à medida que atinge o lençol freático. Seu poder destrutivo é elevado e envolve outros processos, como a ruptura de suas bordas, em conseqüência do solapamento da base do talude, geralmente de conformação subvertical. Os processos de erosão apresentam normalmente uma peculiaridade, que é a velocidade lenta, porém contínua e progressiva ao longo do tempo. Caracterizam-se por iniciar em pequenos sulcos, evoluindo para ravinas, com dimensões variadas dependentes das diferentes condições de concentração de água e das características do solo local. b) Objetivo O combate à erosão, de um modo geral, torna-se difícil e oneroso, necessitando de acompanhamento e conservação constantes das soluções adotadas. Pelas características deste processo, é mais fácil e menos custoso tratá-lo no início, quando o problema se instala, condição que exige alerta permanente nas regiões mais suscetíveis a este processo. A presente medida tem o objetivo de desenvolver ações de caráter preventivas e corretivas destinadas a promover o controle dos processos erosivos causados pelas diversas intervenções das obras em sua fase de implantação e operação. Dentre as medidas preventivas serão listadas a seguir as de maiores relevância: - Recuperação da cobertura vegetal para a proteção das superfícies expostas à ação das águas pluviais. - Implantação de sistema de drenagem; - Adoção para os taludes de cortes e aterros e nas caixas de empréstimo, jazidas e bota-foras de conformação geométrica compatível com a topografia das áreas e das características geológicogeotécnicas dos materiais. c) Características Gerais Quando a erosão restringe-se à laminar e a erosão associada a obras de drenagem, como é o caso da maioria das erosões na área de influência do trecho em estudo, pode-se recorrer ao plantio de vegetação e à correção da drenagem que deu início à formação de sulcos para que o ecossistema alcance um novo equilíbrio, repondo a fertilidade e a produtividade primária do solo. No caso das voçorocas, as intervenções são obras de engenharia hidráulica, de engenharia de solos e de engenharia agronômica, que se constituem na interceptação e desvio das águas pluviais da voçoroca por meio de dispositivos que as devolvem à rede de drenagem natural após prévia dissipação de sua energia erosiva em estruturas especiais; pequenos barramentos ‘em escada’, formando pequenas bacias de retenção e decantação de sedimentos, destinadas a transformar-se em terraços depois de ser 80 assoreadas ou preenchidas com solo ou plantio de vegetação visando fixar o solo e reduzir a velocidade das águas não interceptadas. No trecho Uruana de Minas - Garapuava, não foram evidenciados em visita a campo voçorocas. O quadro a seguir apresenta as medidas preventivas e corretivas associadas à problemas relacionados à erosões. MEDIDAS PREVENTIVAS E CORRETIVAS ASSOCIADAS À PROBLEMAS DE EROSÕES EROSÃO Taludes de corte e aterro: Sulcos Erosão diferenciada Erosão em plataforma: Erosão longitudinal ao longo da plataforma. Erosão associada a obras de drenagem. MEDIDAS PREVENTIVAS / CORRETIVAS Implantação de sistema de drenagem superficial. Regularização do talude, com implantação de proteção superficial. Dissipação de energia da água através de saídas laterais, caixas de dissipação e bacias de retenção. Regularização da plataforma, com implantação de proteção superficial. Execução de caixa de dissipação de energia nos pontos de lançamento de água. Recomposição do aterro ou corte. Escorregamentos Retaludamento. Sistema de drenagem adequado. Situação envolvendo o lençol freático: drenagem superficial e profunda. Escorregamentos em cortes devido à saturação Situação decorrente da impermeabilização superficial. saturação temporária: Execução de obras de contenção. d) Quantitativos No trecho foram identificados erosões e movimentos de massa em taludes de corte e aterro. Foi constatada a ausência de dispositivos de drenagem (sarjeta, valetas de proteção, saídas e decidas d’água) o que acarretou processos erosivos na faixa de domínio em determinados pontos, no subitem 4.7.2 estão quantificadas e descriminadas as soluções ambientais para as erosões e taludes instáveis identificados no trecho. 4.7.4 a) INTEGRAÇÃO PAISAGÍSTICA DA RODOVIA Apresentação A implantação de uma estrada de rodagem pode causar um grande número de impactos ambientais, com repercussões diretas no sistema da natureza – fauna, flora, cursos d’água. O tratamento paisagístico é necessário por diferentes aspectos, incluindo o funcional e estrutural e, principalmente, para uma melhor integração ambiental e ecológica da rodovia no grande ecossistema na qual ela se insere. b) Objetivos Auxiliar na manutenção e no enriquecimento da cobertura vegetal ao longo da faixa de domínio, recompondo, na medida do possível, pequenas amostras de vegetação nativa; 81 Promover se necessário, a recomposição das formações ciliares na faixa de domínio, oferecendo proteção adicional contra o assoreamento e condições propícias à fauna aquática e terrestre; Contribuir com a segurança rodoviária utilizando o potencial da vegetação como sinalização viva e, dependendo do caso, como barreira vegetativa. c) Quantificação O serviço de revegetação de cunho paisagístico existente no projeto de engenharia se aplicará na revegetação por grama em placa nas ilhas das interseções conforme apresentado a seguir. INTERSEÇÕES Interseção est. 77+10,81 – Acesso Arinos Área plantio grama = 190,84 m 2 Interseção est. 95+3,38 – Acesso a cercado Área plantio grama = 175,29 m TOTAL = 366,13 m 2 2 A DMT considerada para esse serviço é de 66,0 km. 4.7.5 APOIO ÀS OBRAS E SERVIÇOS A medida de Apoio às Obras e Serviços tem o objetivo de adequar as instalações de acordo com as normas de segurança e de meio ambiente. Integram-se a esta medida de controle ambiental a instalação de infra-estruturas de apoio como o canteiro de obras, postos de abastecimento e lubrificação de máquinas e equipamentos, pátios de máquinas ao longo do trecho, a correta sinalização de obra e o manejo adequado dos tanques de betume. O canteiro de obras será equipado com os seguintes dispositivos de controle: - Fossa Séptica: Será utilizada para o tratamento de efluentes sanitários e está apresentada no anexo deste Plano de Controle Ambiental. - Caixa separadora de água e óleo: Será utilizada para o controle de efluentes líquidos contendo óleos e graxas gerados nas oficinas e lavadores de veículos. Está apresentada em anexo neste Plano de Controle Ambiental. - Sistema de controle e disposição de resíduos sólidos (lixo, entulhos, sucatas, etc.). - Bacia de Concentração: É o sistema de controle de vazamentos nos reservatórios de combustíveis. Seu projeto está em anexo neste Plano de Controle Ambiental. Os canteiros de obra normalmente são compostos pelos seguintes elementos: edificações para administração e serviços; almoxarifado; refeitório; posto médico e ambulatório; postos de abastecimento, lavagem e troca de óleo; pátio de brita, areia e bota-fora; carpintaria e pintura; sanitários, guarita e estacionamento. Todos os pontos de despejo da vazão de canaletas e drenos no terreno deverão receber proteção contra erosão, mediante disposição de brita, grama ou caixas de dissipação de energia. Nos casos em que possa haver transporte de sedimentos, deverão ser previstas caixas de deposição de sólidos, que serão objeto de manutenção periódica. 82 Em caso de declividade acentuada, as canaletas deverão ser construídas na forma de escadas, com caixas de dissipação intermediárias, se necessário. Em nenhuma hipótese deverão ser interligados os sistemas de drenagem de águas pluviais e sistemas de esgotamento sanitário, que deverão estar contemplados por sistemas próprios. Independentemente da exigência de sistema separador absoluto, deve-se prever na rede de drenagem caixas separadoras de óleo e graxa, em pontos estratégicos do sistema, antes da disposição final, de forma a recolher e separar águas provenientes da lavagem de máquinas e veículos. Deverão ser sempre evitadas as plataformas planas, que facilitam o empoçamento, garantindo-se declividade mínima de 1% a 2% em qualquer local das obras. Por se tratar de instalações temporárias, o canteiro poderá utilizar sistemas de drenagem simplificados, dispensando-se obras sofisticadas em concreto, como desembocaduras e outras, de caráter duradouro. Dever-se-á evitar a ocorrência de erosão de transporte de sedimentos para os cursos d’água e talvegues receptores. Além disso, a drenagem do canteiro de obras deverá prever estruturas que comportem o tráfego de máquinas e equipamentos. No que diz respeito aos serviços de terraplenagem, os critérios ambientais referem-se, principalmente, à inclusão obrigatória no planejamento e execução desses serviços, de técnica de prevenção contra a erosão, de manutenção dos sistemas de proteção implantados e de monitoramento da eficácia dos mesmos. Além disso, a área, para qualquer terraplenagem que venha a ser executada no canteiro, deverá ser objeto de futura medida de recuperação de áreas degradadas, sendo necessária a remoção, transporte e apropriado armazenamento, em separado, visando futura reutilização, do material retirado da camada fértil do terreno. A empreiteira será responsável pela manutenção das características do material até o momento do reaproveitamento. Os acessos internos de circulação entre os diversos elementos do canteiro deverão ser mantidos em condições permanentes de tráfego para os equipamentos e veículos de construção, montagem e fiscalização, até o encerramento da obra. Qualquer desmatamento que venha a ser necessário para a execução das obras deverá ser autorizado e licenciado pelos órgãos ambientais. Para garantir um abastecimento de água adequado no canteiro, deve-se tomar cuidados especiais contra a contaminação. Quando destinada ao abastecimento, a água deverá ter sua portabilidade atestada por instituição idônea. No caso da utilização de qualquer produto químico para tratamento ou desinfecção, seu armazenamento e sua manipulação deverão ser efetuados de forma segura, evitando riscos às pessoas, animais e ao meio ambiente. Para óleos, graxas etc., deverão ser previstas caixas de separação e acumulação e procedimentos de remoção adequados. Os locais de disposição final deverão ser aprovados pela Equipe de Supervisão Ambiental, que deverá considerar os procedimentos da concessionária local e as restrições ambientais da área de destino. Os pisos da oficina mecânica e dos postos de abastecimento, lavagem e lubrificação de veículos e máquinas, devem ser impermeabilizados para evitar a poluição do solo. Todo o sistema de abastecimento deverá estar protegido contra contaminação, especialmente caixas d’água e poços, pela escolha adequada de sua localização, cercas, sobrelevações etc. No canteiro de obras deverá ser previsto o tratamento de efluentes domésticos, em fossas sépticas. Não é permitido o uso de valas a céu aberto ou de caixas sem tampas adequadas. 83 A coleta, transporte e disposição final de lixo deverão ser realizados de forma e em locais adequados. Todo o lixo produzido no canteiro e demais locais da obra deverá ser recolhido com freqüência, de forma a não produzir odores ou proliferação de insetos e roedores. Recomenda-se a separação de lixo orgânico e inorgânico, podendo-se dar tratamento diferenciado a cada caso no tocante à freqüência de coleta, tratamento e destino final. Os restos de comida, vasilhames etc. deverão ser totalmente retirados dali, não se admitindo qualquer disposição de lixo nas áreas do campo. A população local deve ter prioridade nas contratações. Assim, os trabalhadores manterão seus locais de moradia, evitando-se a concentração de contingentes de população estranha à região e os problemas sociais e sanitários decorrentes. Todos os trabalhadores devem ser vacinados contra febre amarela, tétano e outras enfermidades mencionadas na medida de saúde da mão-de-obra. O empreiteiro deve promover a vacinação por ocasião do exame médico de admissão dos empregados, além de campanhas preventivas contra doenças sexualmente transmissíveis, ingestão de água contaminada e acidentes com animais peçonhentos. Quando for o caso, deverá haver orientação aos empregados quanto aos cuidados com a utilização do refeitório, do ambulatório e da área do canteiro em geral e, ainda, quanto a seus deslocamentos, consumo e lazer, a fim de reduzir os problemas de relacionamento com população local. Os procedimentos de contratação e posterior desmobilização de trabalhadores deverão ser informados à comunidade, como parte da medida de interação com a sociedade. Da mesma forma, o comércio e as áreas de saúde, de educação etc., deverão ser informados de todos os eventos programados para a fase de construção. Quando necessário, os viveres deverão ser instalados em locais mantidos permanentemente limpos e refrigerados no caso de alimentos perecíveis. Deverão ser utilizadas telas e cercas protetoras, a fim de evitar animais e insetos. As instalações do refeitório deverão incluir telas, sistemas de ventilação, sanitários em número e capacidade adequados etc. O transporte das refeições para o campo, caso necessário, deverá ser feito em embalagens hermeticamente fechadas e higienizadas. O ambulatório, destinado ao atendimento de doença, endemias e acidentes, deverá contar com as instalações adequadas, estando dimensionados para o atendimento dos trabalhadores conforme as Normas Regulamentadoras Nº. 18 do Ministério do Trabalho. - Quantitativos QUADRO RESUMO – APOIO ÀS OBRAS E SERVIÇOS SERVIÇO 4.7.6 a) UNIDADE QUANTIDADE Fossa séptica un 1,0 Caixa separadora de óleo un 1,0 Bacia de Concentração un 1,0 SUPERVISÃO AMBIENTAL Apresentação 84 As atividades de supervisão ambiental dizem respeito à execução do monitoramento, acompanhamento, controle e avaliações funcionais qualitativas e quantitativas de todas as atividades ambientais contratadas, sejam elas desenvolvidas na área de influência direta ou indireta do empreendimento. O monitoramento também avalia periodicamente seus efeitos/ resultados propondo, quando necessário, alterações, complementações, ou novas ações e atividades, definindo as fases de estudos e projetos. Desta forma, o produto gerado pela supervisão ambiental será composto de relatórios correspondentes à situação do meio ambiente, referindo-se a impactos no meio físico, biótico e antrópico, após acompanhamento freqüente das obras de terraplenagem, drenagem, pavimentação e sinalização. A supervisão ambiental tem o objetivo de reunir equipe técnica multidisciplinar capaz de analisar de forma sistêmica os fatores ambientais componentes dos meios físico, biótico e antrópico, associandoos com as características intrínsecas do empreendimento rodoviário. A supervisão ambiental irá acompanhar todas as atividades inerentes à execução das obras, compreendendo as etapas de implantação, operação de canteiro de obras, frentes de serviços, áreas de bota-foras e empréstimos. E também o acompanhamento das medidas de controle ambiental especificadas no Plano de Controle Ambiental. Deverá ser feito o acompanhamento permanente das atividades de construção, integrando com a supervisão técnica das obras, constatando o cumprimento das medidas mitigadoras de impacto. Após a conclusão dos serviços é de responsabilidade do DER/MG executar a manutenção preventiva e corretiva da estrada e nos limites da faixa de domínio, incluindo a fiscalização do transporte de cargas perigosas. b) Objetivos Promover o acompanhamento e controle ambiental permanente dos projetos e obras, garantindo que todas as medidas de controle ambiental sejam desenvolvidas com estrita observância à legislação de qualquer nível. Verifica, a conformidade dos planos propostos e da respectiva execução das obras com os requisitos ambientais, bem como garantir que serão realizados nos prazos todos os acordos e condições estabelecidos referentes às licenças e autorizações impostas ao Projeto pelos órgãos ambientais. c) Características Gerais Para a elaboração dessa medida foi feita análise da documentação técnica pertinente que aborda a temática em foco, nas medidas ambientais integrantes do PCA e suas respectivas ações, cuja implementação guarda estreita vinculação com a execução ambientalmente correta das obras. A equipe da supervisão ambiental encaminhará um Relatório Mensal contendo a solução dos problemas observados, além de uma relação das pendências existentes relativas aos aspectos ambientais e uma avaliação das condições ambientais gerais do empreendimento rodoviário. É importante seguir as normas que visem à segurança do trabalhador. A supervisão ambiental será responsável por esta fiscalização. Seguem as especificações e procedimentos que visam à saúde e a segurança do trabalho. - Saúde e Segurança do Trabalho 85 O objetivo deste acompanhamento é reduzir os riscos e atenuar as conseqüências de acidentes, assegurando condições necessárias à preservação da saúde dos trabalhadores das obras, tanto na etapa de construção como na de operação da mesma. Deverão ser propostas uma série de medidas visando à capacitação dos canteiros com equipamentos de saúde, além de orientar Empresas Contratadas no sentido de implementar medidas que previnam a ocorrência de acidentes de trabalho. A Empresa Contratada deverá levantar os equipamentos de saúde existentes no(s) município(s) próximo(s) à obra e avaliá-lo(s), com vistas à possibilidade de conseguir o atendimento da população vinculada à obra. Recomenda-se a instalação de um ambulatório médico no canteiro de obras, com as condições necessárias para prover os primeiros socorros aos trabalhadores e o seu encaminhamento aos serviços de saúde disponíveis na área. O atendimento médico deverá incluir os exames laboratoriais obrigatórios na contratação dos trabalhadores, para o controle das doenças endêmicas, bem como adoção prática de exames médicos dos candidatos a emprego, para evitar a admissão de portadores de doenças contagiosas. De início, recomenda-se que as Empresas Contratadas forneçam todo o apoio às Comissões Internas de Prevenção de Acidentes, analisando suas sugestões e implementando-as sempre que possível. Apresentam-se, a seguir, resumidamente, as práticas de segurança a serem adotadas nas obras: - Sinais de Trânsito nos Locais de Trabalho Quando os serviços de construção ou de conservação interferem com os fluxos de tráfego dos usuários da rodovia, a primeira regra a ser observada se refere à necessidade da prévia instalação dos sinais de trânsito, que orientarão os usuários, diminuindo consideravelmente os riscos de acidentes. Os sinais devem ser colocados nas laterais da pista, em locais onde possam ser vistos, sem, entretanto, restringir a distância de visibilidade ao longo da estrada. Devem ser iluminados ou se forem destinados à orientação noturna. O emprego de homens encarregados da sinalização manual – “sinalizadores” – não elimina a necessidade dos sinais de trânsito. Os “sinalizadores” utilizarão “bandeira” ou sinais manuais. Os dispositivos de controle de trânsito deverão permanecer nos seus lugares durante todo o tempo em que forem necessários, e apenas nesse período. Serão retirados ou cobertos toda vez que, mesmo temporariamente, deixarem de representar a realidade. - Vestuário Protetor Os operários que trabalham junto a máquinas, que lidam com asfalto quente ou permaneçam em áreas onde haja perigo de queda de pedras ou blocos de rocha, devem dispor de botinas protetoras e capacetes especiais. Quem trabalha junto a máquinas em operação não deve usar roupas muito folgadas ou mal-arrumadas, pois mangas soltas ou acessórias inadequados poderão ser envolvidas pelas partes em movimento. 86 O vestuário do pessoal da obra deve sempre apresentar cor berrante, vermelho ou alaranjado, de modo a contrastar sensivelmente com a paisagem do trecho e permitir a identificação dos trabalhadores à distância. Nos trabalhos noturnos devem conter peças refletivas. - Trabalhos com Materiais Betuminosos Para cada tipo de material betuminoso é indicada uma faixa de temperatura para sua aplicação. Se a temperatura subir além dos níveis fixados e atingir o Ponto de Fulgor do asfalto, ele inflamará. Por isso, além dos cuidados para não ultrapassar a temperatura segura, o trabalhador deve manter o corpo sempre protegido, especialmente os pés, para evitar queimaduras que poderão provocar lesões de caráter permanente. - Limpeza dos Bueiros Quando há o entupimento total de um bueiro e represamento de água a montante do mesmo, nunca se deve entrar pela boca de jusante do bueiro para tentar desobstruí-lo, pois o escoamento repentino da água represada poderá constituir sério risco de vida para os trabalhadores. Uma solução para esse problema é a de proceder ao esgotamento da água acumulada, através de bombeamento para o lado oposto da estrada, utilizando-se mangueiras de boa qualidade que suportem bem a passagem de veículos sobre elas. Caso não se disponha dessas mangueiras, pode-se usar mangueiras comuns sobre cavaletes altos, para não impedir o tráfego. Outra solução é a escavação de uma vala, paralelamente ao eixo da estrada, para conduzir a água para a bacia de uma outra obra de arte, próxima àquela que se acha entupida. Uma preocupação que deve ser tomada, quando da limpeza de um bueiro, ou da escavação em solo turfoso é a de evitar fogo, cigarros acessos, etc. no local do trabalho. Acidentes de conseqüências fatais têm ocorrido, devido à inflamação de gases emanados de materiais orgânicos decompostos, que podem ocorrer nesses locais. - Cortes de Árvores O corte de grandes árvores localizadas ao longo da pista deve ser planejado de modo a não causar dano à pista e, muito menos, vitimar os trabalhadores ou os usuários. Muitas vezes a inclinação natural de um tronco de árvore é que determina a direção da queda. Outras vezes, a direção pode ser controlada por pessoal habilitado. Devem ser observadas as seguintes regras de segurança: . somente os trabalhadores, em número estritamente indispensável para proceder ao corte, deverão permanecer dentro de um raio igual à altura da árvore; . não deve haver duas turmas cortando árvores dentro de uma área, onde árvores cortadas por uma turma possam constituir risco para o pessoal que trabalha na outra; . deve haver sempre um homem a uma certa distância, observando os cortadores, para que no momento oportuno avise-os do início da queda da árvore. Deverá ser dado um sinal pré-combinado, que consistirá, de preferência, num apito estridente; . ao ouvirem esse aviso, os cortadores imediatamente largarão suas ferramentas e correrão para um local previamente escolhido, fora da área que a árvore possa alcançar; 87 . a turma encarregada do corte das árvores deve estar equipada com capacetes protetores, devidamente apropriados. - Operações com Equipamentos Descuidos por parte daqueles que operam máquinas e veículos, ou trabalham nas suas vizinhanças, constituem provavelmente a causa de maior número de acidentes ocorridos com o pessoal de obras do que os ocasionados por qualquer outro motivo. O operador do equipamento deverá atender sistematicamente às seguintes recomendações: - não dirigir em velocidade excessiva; - jamais dirigir em velocidade, com a extremidade da caçamba do carregador frontal levantada a mais de 60 cm do solo, pois quando a caçamba está em posição alta, a máquina tem muito mais probabilidade de virar; - jamais permitir uma pessoa extra na cabine de máquina alguma, a não ser que haja assento disponível para essa finalidade; - não permitir que pessoas viajem dentro da caçamba ou do carregador frontal, ou de uma pá de arrasto, ou de modo geral na parte externa de qualquer tipo de equipamento; - não sair do assento do carregador ou trator antes que a caçamba ou lâmina tenha sido abaixada até o solo. Nunca deixar que qualquer uma dessas máquinas fique com a caçamba ou lâmina em posição levantada; - não estacionar o equipamento em taludes íngremes; - nunca operar uma máquina cujas condições de funcionamento não sejam boas, e que apresentem problemas nos freios, na direção, etc; - não permanecer dentro de uma cabine de caminhão de caçamba quando ele estiver sendo carregado com blocos de pedras; - assegurar-se de que as correntes de transmissão e engrenagens possuam cobertas protetoras. 4.7.7 MELHORIA DAS TRAVESSIAS URBANAS a) Apresentação A presença de uma rodovia em zona urbana tende a estabelecer um conflito entre o espaço viário e o espaço urbano, com sérios impactos negativos para ambos. Estes impactos afetam o desempenho operacional da rodovia e provocam a perda da qualidade de vida dos núcleos urbanos. Neste caso, destacam-se como aspectos mais significativos às distorções no uso e ocupação do solo, a segregação urbana e a intrusão visual. Ainda, esta característica do uso e ocupação do solo potencializa o conflito entre o trânsito rodoviário e urbano podendo refletir negativamente no coeficiente de acidentes. b) Objetivos Trazer subsídios que possibilitem um aumento da operacionalidade e da segurança da rodovia sob a ótica tanto dos motoristas quanto dos habitantes das cidades ou grupamentos urbanos lindeiros. Estabelecer diretrizes visando atenuar os conflitos provocados pela presença da rodovia em área urbana, pela eliminação ou redução dos impactos negativos resultantes do empreendimento. Através 88 destas medidas visa reduzir e amenizar a segregação urbana e intrusão visual, e contribuir para um melhor ordenamento do uso e ocupação do solo, eliminando os riscos potenciais de acidentes. c) Características Gerais Será analisada a Minuta do Projeto de Engenharia (Projeto de Desapropriação) nas transposições urbanas, verificando principalmente a qualidade, a pertinência e a adequação dos procedimentos em função do segmento rodoviário de forma a garantir o encaminhamento do mesmo para a solução ou mitigação dos problemas identificados nas fases anteriores. O monitoramento deverá ficar a cargo da empresa de gestão ambiental da obra e terá as seguintes atividades básicas: - Verificação visual do uso e ocupação dos terrenos adjacentes à faixa de domínio da rodovia; - Acompanhamento das mudanças de hábitos da população lindeira, tendo em vista os novos condicionantes locais; - Verificação junto às comunidades lindeiras da adequação dos equipamentos implantados às suas necessidades. d) Quantitativos Apresenta-se, a seguir, o quadro com os pavimentos diferenciados que serão utilizados ao longo do trecho. ENTRE ESTACAS INICIAL FINAL TIPO DE PAVIMENTO LOCALIZAÇÃO QUANTIDADE 0 5 Pavimento em Blocos de Concreto – Tipo Blokret Perímetro Urbano de Uruana de Minas 920 m² 1792 1797 + 0,86 Pavimento em Blocos de Concreto – Tipo Blokret Perímetro Urbano de Garapuava 920 m² 4.7.8 a) CONTROLE DE BOTA-FORAS Apresentação Nas áreas de bota-fora deverá ser espalhado todo o material escavado e não utilizado, proveniente principalmente, da camada superficial, rica em matéria orgânica. Poderão ser utilizadas estruturas simples, adequadas a instalações temporárias, devendo-se, entretanto, tomar as providências necessárias para evitar o carreamento de material para os cursos d’água e talvegues próximos. b) Conformação e Proteção dos Locais de Bota-Foras As áreas de bota-fora, ao término da construção do empreiteiro, serão trabalhadas de modo que as suas novas condições situem-se próximas às condições anteriores à intervenção, procurando devolver a estes locais o equilíbrio dos processos ambientais ali atuantes anteriormente, ou dar destino para novos usos. A execução dos bota-foras deverá ser executada de acordo com a seguinte padronização: b.1) Implantação 89 - Definição e Estocagem da Terra Superficial Delimitar fisicamente a área escolhida para o bota-fora. Remover todo o material vegetal e o horizonte superficial do solo, e estocá-lo nas proximidades, em local protegido da erosão, em forma de leiras, com no máximo 1,50 metros de altura, ou de pilhas com volume de 5 a 8 m3 e altura que não exceda 1,50 metros. Visando manter a atividade biológica desde solo e controlar uma possível erosão, recomenda-se não compactá-lo, e promover a sua semeação com leguminosas herbáceas, como feijão de porco (Canavalia ensiformis), mucuna-preta (Stizolobium aterrinum), guandu (Cajanus cajan), ou similares. Os volumes deste material estocado deverão ser suficientes para a cobertura da área trabalhada com uma camada de 0,30 m de espessura, aproximadamente. - Deposição do Material Bota-Fora Proceder à colocação do solo, de forma ordenada e de modo a ir recobrindo uniformemente toda a área, em camadas sucessivas, de modo e evitar a formação de montes e taludes muito inclinados. - Reafeiçoamento do Local Uma vez encerrados os trabalhos de deposição de material no bota-fora, proceder a um reafeiçoamento do material e suas proximidades, evitando a formação de sulcos, cavidades ou bacias, bem como uma amenização na inclinação dos taludes (1 V X 4 H), em toda a área. - Devolução da Camada Superficial do Solo Uma vez terminados os trabalhos de reafeiçoamento, devolver a camada de solo superficial estocada anteriormente, sobre todo o bota fora, de forma a garantir um recobrimento homogêneo de toda a área trabalhada. - Incorporação de Corretivos e Fertilizantes Aplicar a lanço sobre toda a terra colocada na área do bota-fora, os corretivos de acidez e os fertilizantes. - Plantio de Gramíneas Realizar o plantio mecânico ou manual (matracas), em toda a área trabalhada, de uma mistura de sementes de branquearia (Brachiaria decumbes e Brachiaria humidicola), utilizando-se 10q da mistura por hectare, com 30% de valor cultural. Este plantio deverá ser feito no início da estação chuvosa, ou irrigado se for em outra época, evitando-se a implantação no inverno. - Drenagem Adequar a rede de drenagem local à nova situação topográfica e possibilitar uma adequada conservação do solo e o controle da erosão. b.2) Manutenção - Drenagem As estruturas de drenagem e controle de erosão serão refeitos ou reformados, sempre que necessário, para permitir seu perfeito funcionamento. - Acompanhamento 90 Desenvolver acompanhamento periódico do desenvolvimento da vegetação implantada, dos processos erosivos e do desempenho do sistema de drenagem. b.3) Medição A medição dever ser feita por metro quadrado. Discriminação Localização (Estaca) Lado Volume (m³) Área (m²) Bota – Fora 1 819 - 825 LD 38.096 7.200 Bota – Fora 2 1609 - 1618 LD 1.634 12.100 39.730 19.300 TOTAL b.4) Pagamento Os serviços executados devem ser pagos, mediante medição, com base nos preços unitários contratuais. 4.7.9 CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DAS MEDIDAS A seguir é apresentado o cronograma de implantação. 91 MEDIDAS MITIGADORAS Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 4 Mês 5 Mês 6 Mês 7 Mês 8 Mês 9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 1 Recuperação de Áreas Degradadas 2 Recuperação de Passivo Ambiental Controle de Erosões e estabilidade de 3 taludes 4 Integração Paisagística da Rodovia 5 Apoio às Obras e Serviços Supervisão Ambiental 6 7 Melhoria de Travessias Urbanas 8 Controle de Bota-foras 92 4.8 MONITORAMENTO AMBIENTAL O Monitoramento Ambiental compreende o tipo de monitoramento e a periodicidade dos mesmos frente aos impactos ambientais potenciais das atividades contidas nos quadros abaixo. O monitoramento será feito após o licenciamento da obra, portanto a responsabilidade será do DER. O monitoramento deverá ser implantado pela supervisão ambiental das obras previstas para o trecho. Estão relacionados a seguir os impactos previstos com as obras do trecho e as ações de monitoramento. a) Instalação do Canteiro e Desmobilização IMPACTO - Geração pessoal; de doenças - Baixa qualidade de vida; MONITORAMENTO PERIODICIDADE - Verificar oscilações no contingente humano - Nos sessenta dias iniciais, semanal; - No período restante, mensal. no - Focos de vetores nocivos - Condições de segurança dos tanques de combustíveis, lubrificantes, asfaltos, etc. - Quinzenal - Poluição da água superficial e subterrânea - Verificar se as superfícies dos caminhos de serviço sujeitos a geração de poeira estão mantidas úmidas - Diária - Manter reguladas as usinas de asfalto e usar filtros; verificar ventos predominantes - Poluição do ar - Diária na dispersão da fumaça (evitar que atinjam áreas habitadas) - Degradação de áreas utilizadas - Supervisionar a recuperação das áreas - Semanal com instalações provisórias utilizadas para instalação do canteiro b) Desmatamento e Limpeza do Terreno IMPACTO MONITORAMENTO PERIODICIDADE - As áreas a serem desmatadas ou limpas deverão se restringir às que serão efetivamente exploradas, ou seja, aos limites do off-set, acrescidos de uma faixa mínima de operação, acompanhando a linha do mesmo; - Retirada da vegetação e - As técnicas de desmatamento e de limpeza destruição da camada de terra de terrenos deverão ser compatíveis com - Diária orgânica as características da cobertura vegetal a ser retirada. Deverá ser expressamente proibido o uso de explosivos, agentes químicos (herbicidas, desfolhantes), processos mecânicos não controlados, e queimados para a realização de desmatamentos e de limpeza de terrenos. - Assoreamento de talvegues por - Não permitir o depósito de restos de - Diária carreamento de material. vegetação nos talvegues 93 c) Caminhos de Serviços IMPACTO MONITORAMENTO PERIODICIDADE - Verificar o escoamento nas obras de - Erosões da estrada e terrenos travessias de cursos d'água e talvegues - Verificar demolição das obras provisórias, vizinhos; - Assoreamento de talvegues; desimpedindo o fluxo dos talvegues e evitando - Quinzenal ou diária em - Retenção (represamento) de a formação de caminhos preferenciais para a períodos de chuvas. fluxo de águas superficiais água; (inclusive rompimentos de - Verificar a recuperação da vegetação nas bueiros da estrada). áreas desmatadas e limpas para implantação dos caminhos de serviço. d) Terraplenagem, Empréstimos e Bota-Foras IAS MONITORAMENTO PERIODICIDADE - Acidentes envolvendo - Controlar velocidade de veículos e máquinas trabalhadores e transeuntes; envolvidos na construção; - Assoreamento de talvegues; - Verificar eficiência da sinalização de obra; - Retenção (represamento) de - Verificar se as superfícies sujeitam a geração - Diária fluxo de águas superficiais de poeira estão mantidas úmidas. (inclusive rompimentos de bueiros de estrada). - Verificar se as superfícies sujeitam a geração de poeira estão mantidas úmidas; - Poluição do ar - Diária - Observar emissão das descargas dos veículos e máquinas envolvidos na construção; - Controlar o carregamento dos veículos; - Sobra de material transportado - Verificar a superfície de rolamento dos (terra, entulho, rocha, etc.) ao caminhos de serviço; - Diária longo dos trajetos de máquinas - Controlar velocidade de veículos e máquinas e caminhões. envolvidos no transporte; - Controlar a emissão de ruídos por motores - Ruídos e vibrações - Diária mal regulados ou com manutenção deficiente - Verificar localização de caixas de empréstimo; - Diária - Verificar existência de áreas sujeitas a empoçamentos em virtude dos serviços de - Quinzenal - Proliferação de insetos terraplenagem; - Verificar implantação de “Drenagem de - Semanal Serviço” nas áreas em terraplenagem (1) Entende-se por “Drenagem de Serviço” os dispositivos temporários, sem qualquer revestimento, implantado com o objetivo de manter as frentes em terraplenagem livres dos efeitos das águas pluviais, evitando-se assim, erosões e assoreamento nas áreas das obras e região adjacente. - Evitar a exploração de empréstimo em áreas urbanizadas/urbanizáveis; - Verificar a recuperação de áreas exploradas; - Degradação de áreas - Quinzenal - Verificar a localização das caixas de empréstimos e bota-foras; - Verificar a reconformação dos bota-foras - Verificar a compactação dos bota-foras; - Diária - Verificar a implantação de “Drenagem de - Semanal Serviço” - Verificar localização de empréstimos e bota- Diária - Erosões e assoreamentos foras; - Verificar a implantação de dissipadores de - Diária energia: - Verificar obediência às defasagens permitidas - Semanal entre as frentes de serviço 94 e) Desmonte de Rocha e Pedreira IAS MONITORAMENTO - Não permitir estoque conjunto de materiais explosivos distintos; - Verificar localização segura dos paióis; - Acidente envolvendo material - Não permitir uso de veículos inadequados ao explosivo transporte de explosivos; - Manter os caminhos de serviço em condições de segurança - Verificar comunicação com população local; - Acidentes ocorrentes na - Verificar evacuação região lindeira a área da detonação detonação. - Controlar o carregamento dos veículos - Sobra de material transportado - Verificar a superfície de rolamento dos (entulho, rocha, etc.) ao longo caminhos de serviços; dos trajetos de máquinas e - Controlar velocidade de veículos e máquinas caminhões envolvidos no transporte. f) - A cada recebimento de material - Na implantação dos paióis - Diária - Diária - A cada detonação - Diária Drenagem, Bueiros, Corta-Rios e Pontes IMPACTO - Erosões - Assoreamentos, inundações g) PERIODICIDADE MONITORAMENTO PERIODICIDADE - Verificar limpeza permanente de talvegues; - Verificar se as condições de descarga das obras conduzem à formação de erosões; - Quinzenal - Verificar implantação de desvios e captações em condições adversas. - Verificar colocação de entulhos em talvegues e - Semanal e após incidência entupimento de bueiros; de chuvas - Verificar eficiência do sistema de drenagem. Exploração de Jazidas de Material de Construção IMPACTO - Supressão de vegetação ecologicamente significativa - Favorecimento para o surgimento de focos de vetores de doenças - Degradação de áreas exploradas como jazidas - Sobra de material transportado (entulho, rocha, etc.) ao longo do trajeto de máquinas e caminhões. MONITORAMENTO PERIODICIDADE - Verificar se o desmatamento está restrito às - Quinzenal necessidades da construção - Não permitir formação de depressões na - Semanal e após incidência “praça” da pedreira. de chuvas - Verificar a recuperação de áreas exploradas; - Controlar o carregamento dos veículos; - Verificar a superfície de rolamento dos caminhões de serviço; - Controlar velocidade de veículos e máquinas envolvidos no transporte; 95 h) Risco de Ocorrência de Acidente IMPACTO MONITORAMENTO PERIODICIDADE - Equacionar e dimensionar caminhos alternativos, cruzamentos em desnível, trevos, passarelas e dispositivos de controle rígido de tráfego, barreiras para impedir ou reduzir as interfaces entre veículos, pedestres, ciclistas, rebanhos, etc. - Implantar sinalização nas estradas e caminhos de serviços eficiente e abundante, tanto dentro do perímetro das obras e canteiros como nas vias vicinais às obras; - limitar e controlar a velocidade de veículos e - Acidentes envolvendo usuários equipamentos; - Diária e trabalhadores - Treinar os operadores de veículos e equipamentos, instruindo-os, em especial, sobre os riscos de manobras inadequadas; - Implantar redutores de velocidade próximo a áreas habitadas; - Conscientizar a população no entorno das obras, através de comunicação por meio de placas, panfletos, imprensa escrita e falada, dos riscos inerentes ao tráfego de obra; - Restringir a circulação de veículos e equipamentos a horários diurnos. 4.9 QUADROS DE QUANTIDADES a) Serviços de Proteção Ambiental CÓDIGO 7900681000 7900680000 DISCRIMINAÇÃO (MEDIDAS MITIGADORAS) UNIDADE QUANT. Conformação e proteção dos locais de bota-fora m² 19.300 Conformação mecânica de empréstimos e jazidas m² 199.030 2 7910590000 Estocagem da camada vegetal (solo orgânico + expurgo de jazida) m 7920090000 Reposição da camada vegetal m² 148.575 7934133000 Revestimento vegetal com hidrossemeadura m² 244.855 7930033000 Revestimento vegetal com semeadura manual m² 324.004 7930033000 Revestimento vegetal com grama em placa m² 400 7960500000 Transporte de grama DMT 66,0 km km x m² 26.400 7940042000 Plantio de mudas un 6.574 7950090000 Tela Vegetal Aplicada m² 1.170 7-0000-1000 Cerca de arame farpado RT – 02-36 m 1.620 198.100 Paliçada em tora de eucalipto de ø = 0,12m e de altura m² 550 variável, para controle de erosão Ressaltamos que o quantitativo descrito no quadro acima foi alterado de acordo com as modificações do projeto de terraplenagem e pavimentação. 7-40039012 96 b) Definições acerca do Quadro de Quantidades – aplicações, locais e usos b.1) Conformação e Proteção dos Locais de Bota-Fora LOCALIZAÇÃO (ESTACA) LADO Bota – Fora 1 DISCRIMINAÇÃO 819 - 825 LD VOLUME (M³) 38.096 7.200 Bota – Fora 2 1609 - 1618 LD 1.634 12.100 TOTAL ÁREA (M²) 39.730 19.300 b.2) Conformação Mecânica - Jazidas DADOS SOBRE AS OCORRÊNCIAS JAZIDAS 2 ESTACA LADO ÁREA (M ) Jazida J-2 (Onofre) 77 D 31.800 Jazida J-4 (Manuel) 1010 E 32.800 Jazida J-6 (Zildo Batista) 1640 LD 28.300 Jazida J-7 (Gerson) 1695 LD 12.100 Total 105.000 - Empréstimo DISCRIMINAÇÃO LOCALIZAÇÃO (ESTACA) LADO ÁREA (M²) Caixa de Empréstimo 1 305 - 329 LD 55.800 Caixa de Empréstimo 2 448 - 463 LD 18.000 Caixa de Empréstimo 3 819 – 825 LD 7.200 Caixa de Empréstimo 4 1609 - 1618 LD 12.100 TOTAL 93.100 - Passivo TIPO Erosão Erosão DADOS SOBRE AS OCORRÊNCIAS ESTACA 155 345 Talude Exposto Área sem vegetação com sulcos erosivos Área sem vegetação com sulcos erosivos 2 LADO D ÁREA (M ) 340 80 786 D 30 1713 E 300 1770 E 180 Total 930 OCORRÊNCIA ÁREA (M²) Jazidas 105.000 Empréstimos 93.100 Passivos 930 Total 199.030 97 b.3) Estocagem da Camada Vegetal b.4) b.5) OCORRÊNCIA ÁREA (M²) Jazidas 105.000 Empréstimos 93.100 Total 198.100 OCORRÊNCIA ÁREA (M²) Jazidas 78.750 Reposição de Camada Vegetal Empréstimos 69.825 Total 148.575 Hidrossemeadura e Semeadura Manual Esse serviço será aplicado nos cortes e aterros, conforme relação abaixo: Descrição Hidrossemeadura (m²) Semeadura Manual (m²) Talude Corte 46.112 0 Talude Aterro 198.743 85.174 Valetão 0 23.800 Canteiro de Obras 0 1.300 Empréstimos 0 93.100 Jazidas 0 114.450 Passivo 0 6.180 Total 244.855 324.004 b.6) Revestimento Vegetal com Grama em Placa O serviço de grama em placa está previsto para as áreas dos canteiros das interseções previstas. Estes serviços irão ocorrer nos locais e áreas descritas abaixo: INTERSEÇÕES Interseção est. 77+10,81 – Acesso Arinos Área plantio grama = 190,84 m 2 Interseção est. 95+3,38 – Acesso a cercado Área plantio grama = 175,29 m Total = 366,13 m 2 2 A DMT considerada para esse serviço é de 66,0 km. b.7) Plantio de Mudas DISCRIMINAÇÃO PLANTIO DE ÁRVORES E ARBUSTOS (UN) Jazidas 4.500 Empréstimos 2.000 Passivos 74 TOTAL 6.574 98 b.8) Cercamento de Jazidas A área de exploração de material objeto de reabilitação ambiental será totalmente isolada a fim de conservar a área e isolá-la do acesso a gado, efetivando, assim, a proteção vegetal da área. A cerca a ser implantada é de arame farpado tipo RT 02-36 numa área de 1.620 m. Esse serviço será aplicado na recuperação das jazidas a serem exploradas pela obra. 99 4.10 BIBLIOGRAFIA Bidone, E. D., Bellia, V. Rodovias, recursos naturais e meio ambiente. Niterói: EDUFF; [Rio de janeiro]: DNER, 1992. 288 p. BRAGA, Benedito et al. Introdução a Engenharia Ambiental. São Paulo: Prentice-Hall, 1ª ed., 2002. 305 p. Diagnóstico Ambiental do Estado de Minas Gerais – CETEC/MG – 1983; GUERRA, A. J. T. Novo dicionário geológico-geomorfológico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2ª ed., 2001. 648 p. Manual de Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários (DNIT – 1999); Manual Técnico da Vegetação Brasileira – IBGE – 1993; Manual Rodoviário de conservação, Monitoramento e Controles Ambientais – (DNIT 2005); Recursos Naturais e Meio Ambiente – Uma Visão do Brasil – IBGE – 1993; IGAM – Instituto Mineiro de Gestão das Águas – www.igam.gov.br; Referencial de Preços para Obras Rodoviárias do DER/MG; Secretaria de Estado dos Transportes. Departamento de Estradas de Rodagem. Assessoria de Meio Ambiente, Org. manual de Instruções Ambientais para Obras Rodoviárias; 1999,2000; Tabela Padrão de Códigos de Serviços e Obras do DER/MG. 100 GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE TRANSPORTES E OBRAS PÚBLICAS DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS projeto final de engenharia rodoviária para melhoramento e pavimentação de rodovia RODOVIA: Municipal TRECHO: Jenipapo de Minas – Entr° LMG-676 EXTENSÃO: 13,61 km RCA – RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL OUTUBRO / 2008 3 GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE TRANSPORTES E OBRAS PÚBLICAS DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS projeto final de engenharia rodoviária para melhoramento e pavimentação de rodovia RODOVIA: Municipal TRECHO: Jenipapo de Minas – Entr° LMG-676 EXTENSÃO: 13,61 km RCA – RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL Coordenação e Fiscalização: Diretoria de Projetos – DER-MG Elaboração: Planex S/A – Consultoria de Planejamento e Execução Contrato: PJU-24.032/07 OUTUBRO / 2008 4 ÍNDICE 1 Apresentação ..................................................................................................................... 1 1.1 Mapa de Situação .............................................................................................................. 2 2 Justificativa ....................................................................................................................... 3 3 Objetivo............................................................................................................................. 3 4 Legislação Pertinente ........................................................................................................ 3 5 Caracterização do Empreendimento ................................................................................. 4 5.1 Características do Trecho.................................................................................................. 4 5.2 Localização / Acesso......................................................................................................... 5 6 Projeto de Engenharia ....................................................................................................... 5 6.1 Tráfego e Segurança.......................................................................................................... 6 6.2 Projeto Geométrico ........................................................................................................... 8 6.3 Projeto de Interseções ....................................................................................................... 11 6.4 Estudos de Traçado ........................................................................................................... 12 6.5 Obras de Drenagem........................................................................................................... 13 6.6 Projeto de Terraplenagem ................................................................................................. 18 6.7 Projeto de Pavimentação ................................................................................................... 20 6.8 Projeto de Sinalização....................................................................................................... 25 6.9 Obras Complementares ..................................................................................................... 28 7 Infra-Estrutura de Apoio ................................................................................................... 29 7.1 Diagnóstico Ambiental ..................................................................................................... 29 7.2 Usina de Asfalto e Concreto ............................................................................................. 35 7.3 Caminho de Serviço .......................................................................................................... 35 8 Diagnóstico Ambiental ..................................................................................................... 36 8.1 Caracterização da Área ..................................................................................................... 36 8.2 Meio Fisíco ....................................................................................................................... 39 5 8.3 Meio Bótico....................................................................................................................... 51 8.4 Meio SócioEconômico ...................................................................................................... 54 9 Passivo Ambiental............................................................................................................. 59 9.1 Cadastro de Passivo e Recuperação .................................................................................. 60 10 Avaliação dos Impactos Ambientais................................................................................. 67 10.1 Instalação do canteiro de Obras ........................................................................................ 67 10.2 Desmatamento e Limpeza do Terreno .............................................................................. 68 10.3 Terraplenagem, Empréstimos e Bota-Fora ....................................................................... 68 10.4 Drenagem .......................................................................................................................... 68 10.5 Exploração de Jazidas ....................................................................................................... 69 10.6 Operação da Rodovia ........................................................................................................ 69 11 Medidas Mitigadoras......................................................................................................... 76 12 Art do Documento............................................................................................................. 77 13 Bibliografia ....................................................................................................................... 79 6 1. APRESENTAÇÃO PLANEX S/A – Consultoria de Planejamento e Execução, apresenta o RCA – Relatório de Controle Ambiental da Impressão Definitiva do Projeto de Engenharia Rodoviária de Melhoramento e Pavimentação da Rodovia Municipal, trecho Jenipapo de Minas – Entr° LMG-676, em atendimento ao contrato nº PJU-24.032/07, assinado em 12/07/2007 com o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais: Este documento foi elaborado tendo como referência: • Termos de Referência para Elaboração de Projeto Final de Engenharia Rodoviária para Melhoramento e Pavimentação de Rodovias do DER /MG As medidas mitigadoras propostas neste Relatório de Controle Ambiental – RCA, serão detalhadas no Plano de Controle Ambiental – PCA, são: • Plano de controle de ruídos e vibração; • Plano de gestão de resíduos sólidos; • Projeto de drenagem pluvial; • Plano de Controle de Efluentes Líquidos; • Plano de Revegetação • Plano de Monitoramento O Projeto é apresentado em 10 volumes distintos, sendo: • Volume 1 – Relatório de Projeto e Documentos para Concorrência (A-4); • Volume 2 – Projeto de Execução (A-3); • Volume 3 – Memória Justificativa (A-4); • Anexo 3A – Projeto de Desapropriação (A-4); • Anexo 3B – Estudos Geotécnicos (A-4); • Anexo 3D – Notas de Serviço e Cálculo de Volumes (A-4); • Relatório de Controle Ambiental – RCA (A-4); • Plano de Controle Ambiental – PCA (A-4); • Plano Técnico de Reconstituição da Flora - PTRF (A-4); e, • Plano de Recuperação de Áreas Degradadas – PRAD (A-4). 7 2. JUSTIFICATIVA Genericamente, a implantação de uma rodovia possibilita o desenvolvimento de regiões carentes, permitindo maior integração a centros mais desenvolvidos e uma conseqüente melhora do IDH desta região, seja na possibilidade de atração de indústria e serviços ou no incremento do turismo, desde que estas potencialidades sejam exploradas de maneira sustentável. Invariavelmente, as áreas de influências das estradas existentes, em leito natural, apresentam grandes passivos ambientais, decorrentes da ocupação desordenada do solo, exercendo grande pressão sobre os recursos naturais. A implantação de melhorias e adequações proporcionará a recuperação destes passivos, além da adoção de medidas ambientais adequadas nas operações de implementação da rodovia e um efetivo programa de educação ambiental das comunidades lindeiras. 3. OBJETIVO O Relatório de Controle Ambiental –RCA- tem como objetivo, além de atender a legislação ambiental específica, para obtenção Autorização Ambiental de Funcionamento, diagnosticar e prognosticar os impactos ambientais dos meios físico, biótico e antrópico na área de influência do empreendimento, permeando as fases de implantação e operação do mesmo, visando à eliminação, mitigação e/ou compensação dos impactos negativos e otimização dos positivos. 4. LEGISLAÇÃO PERTINENTE O Relatório de Controle Ambiental foi elaborado de acordo com as Normas Técnicas Brasileiras e tendo como referência os Dispositivos Legais vigentes, tais como: • Legislação Ambiental Federal − A Constituição Brasileira – art. 8º - inciso XVII − Código Florestal; − Código de Mineração; − Decreto Lei nº. 1.413 de 14/8/75; − Decreto Lei nº. 76.385 de 03/10/75; − Resoluções CONAMA • Legislação Ambiental Estadual − DN nº.01/79 do COPAM; 8 − DN nº.02/79 do COPAM; − DN nº.03/81 do COPAM; − Lei nº.7.772 de 08/09/80; − Decreto nº. 21.228 de 10/02/81 • Legislação Ambiental Municipal 5. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO Uma rodovia é basicamente composta pelos seguintes elementos: • Plataforma, sobre a qual são implantadas as pistas de rolamentos; • Faixas de domínios; • Sistemas de drenagem; • Pontes e/ou viadutos – OAE; • Acessos, intersecções, etc. 5.1. CARACTERÍSTICA DO TRECHO • Trecho: Jenipapo de Minas – Entr° LMG-676 • Extensão: 13,61 km Porte da obra: de acordo com a DN 74/2004 – PEQUENO; Classe 01. • E-01-03-1 Pavimentação e/ou melhoramentos de rodovias: • Pot. Poluidor/Degradador: - Ar: M Água: M Solo: G Geral: M • Porte: 10 < Extensão < 50 km: pequeno Parâmetros do projeto • Velocidade de Projeto = 60 km/h • Superelevação = 8,00% • Faixa de domínio = 30 m • Valor mínimo de “K” para curvas verticais convexas: - Desejável 18 (V=60 km/h) 9 - Absoluto • 14 (V=60 km/h) Valor mínimo de “K” para curvas verticais côncavas: - Desejável 17 (V=60 km/h) - Absoluto 15 (V=60 km/h) • Seção Transversal • Pista de rolamento (2x3,30m) = 6,60m; • Largura do acostamento (2x0,40m) = 0,80m; • Dispositivo de drenagem (2x0,60m) = 1,20m; • Largura total da plataforma = 8,60m; • Abaulamento na tangente = 3,00% Revestimento • Tratamento Superficial Duplo – TSD (entre as estacas 11 a 111, 136 a 680 + 12,629); • Blocos Pré-Moldados de Concreto – Tipo Blocket (entre as estacas 0 a 11 e 111 a 136) 5.2. LOCALIZAÇÃO/ACESSO O trecho em estudo inicia-se no perímetro urbano do município de Jenipapo de Minas e têm o seu final no entroncamento da rodovia LMG 676. O município de Jenipapo de Minas esta localizado na região do vale Médio do Jequitinhonha, Estado de Minas Gerais, pertencendo à bacia do rio Araçuaí, inserida na bacia do Jequitinhonha. O acesso ao município, a partir de Belo Horizonte, é feito pelas BR-381/116/367 – LMG-676 passando por 678 km de rodovia pavimentada e 56 km de rodovia não pavimentada. • Coordenadas Geográficas de Jenipapo de Minas − Latitude: 17° 04’ 57” S − Longitude: 42° 15’ 32” O − Altitude: 521 m 6. PROJETO DE ENGENHARIA O Projeto de engenharia em sua versão final intitulado Projeto Executivo, é o resultado de estudos e projetos dos componentes necessários para alcançar o objetivo proposto, visando à implantação de melhorias e pavimentação de uma rodovia, ou um trecho da mesma. A seguir, serão sintetizados os vários elementos que compõem o Projeto de Engenharia. 10 6.1. TRÁFEGO E SEGURANÇA O objetivo dos estudos de tráfego é obter, através de métodos sistemáticos de coleta, dados relativos aos cinco elementos fundamentais do tráfego (motorista, pedestre, veículo, via e meio ambiente) e seu inter-relacionamento, visando obter informações para a determinação da Classe da Rodovia, recomendações para o Projeto Geométrico, de Interseções, de Pavimentação, de Sinalização e Segurança do trânsito. Em resumo, os estudos de tráfego se constituem no instrumento de que se serve a Engenharia de Tráfego para atender às suas finalidades, definidas como sendo o planejamento de vias e da circulação do trânsito nas mesmas, com vistas ao seu emprego para transportar pessoas e mercadorias de forma eficiente, econômica e segura. 6.1.1. Volume Médio Diário Anual de tráfego – VMDAT O VMDAT deste segmento foi obtido considerando-se os resultados das pesquisas de campo realizadas em julho de 2007. Foi aplicado um Fator de Impacto de 10%, considerando-se que a estrada atual, com revestimento primário, sofrerá um aumento de tráfego decorrente da sua pavimentação. Cabe destacar que devido à Barragem do Rio Setúbal em construção pela RURALMINAS, para a operação posterior da COPSA, em Jenipapo, e a construção da Barragem do Calhauzinho, em Baixa Quente, houve um crescimento muito expressivo do tráfego nesta região, e, de maneira particularizada, no trecho em estudo, conforme pode ser observado comparando-se os dados obtidos pelo DER/MG nas “Contagens Volumétricas e Classificatórias” realizadas no ano de 2003, apresentadas abaixo, juntamente com a pesquisa feita em 2008. Dados de Tráfego (VMDAT - 2003) Rodovia: LMG-676 Anos 2003 Trecho: Entrº LMG-678 - Francisco Badaró Moto + Pás. + Útilit. Coletivo Carga Total VMDAT (%) VMDAT (%) VMDAT (%) 91 71,65 09 7,09 27 21,26 127 Fonte: Núcleo de Engenharia de Tráfego da Gerência de Segurança Viária da Diretoria de Projetos do DER/MG 11 Composição Percentual do Tráfego (2008) Veículo / Tipo VMDAT Percentual (%) Moto 80 36,87 Passeio + Utilitário 103 47,47 Ônibus 09 4,15 Carga 25 11,52 Total 217 100,00 Gráfico nº1 - Composição Percentual do Tráfego Rodovia: Municipal Trecho: Jenipapo de Minas - Entrº LMG-676 Ano de 2008 Carga 11,52% Ônibus 4,15% M oto 36,87% Pass eio + Utiliário 47,47% A taxa de crescimento geométrico da frota, fornecida pelo DER será: • Moto + Passeio + Utilitários...: 3,00%; • Coletivos.................................: 3,00%; e, • Carga.......................................: 3,00%. Para a determinação dos parâmetros intervenientes, foram consideradas as seguintes condições: • Ano de abertura do tráfego após a conclusão dos melhoramentos previstos: 2008; • Horizonte final de projeto: 10 anos (ano de 2017). O volume de tráfego projetado para os anos subseqüentes estão apresentados no quadro seguinte. 12 Volumes de Tráfego (VMDAT) Ano Veículos-tipo Total Moto Passeio Coletivo Carga 2007 71 92 9 22 194 2008 80 103 9 25 217 2009 82 106 9 26 224 2010 85 109 10 27 230 2011 87 113 10 27 237 2012 90 116 10 28 244 2013 93 119 10 29 252 2014 96 123 11 30 259 2015 98 127 11 31 267 2016 101 130 11 32 275 2017 104 134 12 33 283 Desta forma, com relação à Seção Transversal de Pavimento Acabado, a Consultora propõe, para ambos os segmentos em estudo, as seguintes dimensões para seus elementos componentes: • Largura de semi-pista de rolamento: 3,30m; • Largura do acostamento: 0,40m; e, • Largura do dispositivo de drenagem: 0,60m. A largura total de pavimento acabado da plataforma será de 8,60m. 6.2. PROJETO GEOMÉTRICO O Projeto Geométrico, definido no escritório, teve como subsídios os levantamentos topográficos referente ao cadastro do leito existente e apresenta a extensão total de 13.612,629m (est. 0 a 680+12,629). A velocidade diretriz, que definiu os parâmetros para a elaboração do Projeto Geométrico, foi de 60 km/hora. O trecho apresenta-se com apenas 1 (uma) interseção, dentro do perímetro urbano de Jenipapo de Minas (est. 0), e uma travessia urbana na Vila Santa Luzia da estaca 111 a 136. Quanto às obras-de-arte especiais não foram projetadas nenhuma, ao longo do trecho, sendo o projeto condicionado apenas pelo relevo montanhoso, e pelos acidentes topográficos. 6.2.1. Parâmetros Básicos do Projeto Foram adotados os seguintes parâmetros para elaboração do projeto: • Velocidade de Projeto = 60 km/h • Superelevação = 8,00% 13 • Faixa de domínio • Valor mínimo de “K” para curvas verticais convexas: • = 30 m − Desejável 18 (V=60 km/h) − Absoluto 14 (V=60 km/h) Valor mínimo de “K” para curvas verticais côncavas: − Desejável 17 (V=60 km/h) − Absoluto 15 (V=60 km/h) 6.2.2. Seções Transversais da Rodovia As seções transversais definidas para implantação do trecho segundo os estudos de Tráfego, o Termo de Referência do Edital e a Fiscalização ficou com as seguintes dimensões: • Pista de rolamento (2x3,30m) = 6,60m; • Largura do acostamento (2x0,40m) = 0,80m; • Dispositivo de drenagem (2x0,60m) = 1,20m; • Largura total da plataforma = 8,60m; • Abaulamento na tangente = 3,00% Figura 1: Seção Tipo I 14 Figura 2: Seção Tipo I em curva. Figura 3: Seção Tipo II 15 Figura 4: Seção Tipo II em curva. Figura 5: Seção Tipo III. 6.3. PROJETO DE INTERSEÇÕES A solução geométrica constante do projeto em referência, compreende interseção em rótula, onde foram estudados condições de giro para os ramos, as declividades longitudinais e larguras de pista / plataforma compatíveis com o tráfego previsto. 6.3.1. Interseção de Jenipapo de Minas (est 0) A geometria estudada e projetada, compreende uma interseção em rótula na estaca 0 da rodovia, com raio de giro de 25,00m. A concepção proposta contempla 5 (cinco) acessos, sendo o acesso 3 a via que dá continuidade a rodovia dentro do município, ou seja, a via principal da cidade, os demais acessos são secundários. 16 • • • • • Dimensões da plataforma (Acesso 1 e 3): − Pista (2x2,50) 5,00m − Passeio (1x1,00) 1,00m − Dispositivo de Drenagem (2x0,50) 1,00m Dimensões da plataforma (Acesso 2): − Pista (2x3,30) 6,60m − Passeio (2x1,00) 2,00m − Dispositivo de Drenagem (2x0,50) 1,00m Dimensões da plataforma (Acesso 4): − Pista (2x2,50) 5,00m − Dispositivo de Drenagem (2x0,50) 1,00m Dimensões da plataforma (Acesso 5): − Pista (2x2,50) 5,00m − Passeio (2x1,00) 2,00m − Dispositivo de Drenagem (2x0,50) 1,00m Rotatória: − Pista (2x3,30) 6,60m − Faixa de segurança (1x0,50) 0,50m − Acostamento (1x0,40) 0,40m − Dispositivo de Drenagem (1x0,60) 0,60m 6.4. ESTUDOS DE TRAÇADO O traçado do trecho tem seu início no perímetro urbano do município de Jenipapo de Minas e desenvolve-se segundo a direção geral SSE-NNW, descendo pela margem esquerda do rio Setúbal, e interceptando os talvegues secos de suas drenagens afluentes. Neste segmento a topografia é ondulada, por volta da estaca 250, o traçado se alça para alcançar um braço de espigão, resultante do processo de dissecação de superfície de aplainamento local, situado em torno da elevação 500m. Desenvolve-se por este espigão, inicialmente segundo a direção E-W e em seguida S-N, até atingir o ponto de interseção com a estrada existente, que é a que liga Francisco Badaró com a cidade de Araçuaí. Apresenta-se a seguir, os locais dos principais pontos de passagem e das possíveis melhorias a serem executadas no traçado: 17 • Est. 42 – Curva de raio pequeno – Local de Melhoria de Traçado. • Est. 70 a 160 – Travessia da Vila Santa Luzia. • Est. 131 – Local de elevação de greide. • Est. 200 – Curva de raio pequeno – Local de melhoria de Traçado. • Est. 218 – Curva de raio – Local de melhoria de Traçado. • Est. 305 – Local de elevação de greide. • Est. 330 – Curva de raio – Local de melhoria de Traçado. • Est. 437 – Curva de raio – Local de melhoria de Traçado. • Est. 464 – Local de elevação de greide. • Est. 480 – Curva de raio – Local de melhoria de Traçado. • Est. 496 – Acesso secundário a Francisco Badaró. • Est. 661 – Local de elevação de greide. 6.4.1. Situação Atual do Trecho O segmento viário que vai de Jenipapo de Minas até o entroncamento com a LMG-676 é de rodovia municipal, com revestimento primário. Após a pavimentação do trecho, os trabalhos de conservação deste segmento estarão ao encargo da 22ª Coordenadoria Regional do DER/MG, sediada em Araçuaí. 6.5. OBRAS DE DRENAGEM A drenagem de uma rodovia pode ser definida como um “conjunto de operações e instalações destinadas a remover e/ou impedir os excessos das águas provenientes do escoamento superficial e do escoamento do lençol freático, de forma a proteger o corpo estradal, o meio ambiente e garantir que a vida útil da rodovia estimada para o projeto, seja atingida”. Um sistema de drenagem ineficiente, além de causar danos à operacionalidade da rodovia, aumentar os custos e números de intervenções dos serviços de conservação, causa impactos no meio ambiente, ao provocar erosões e conseqüente carreamento de partículas sólidas para o leito dos corpos d’água, ou assoreando várzeas próximas. Podemos, então, concluir que os custos de conservação de uma rodovia estão diretamente ligados ao projeto de drenagem e a construção dos dispositivos. Neste caso específico, a escolha e dimensionamento dos dispositivos de drenagem devem ser bastante criteriosa, dado à grande suscetibilidade erosiva dos solos da região, como se poderá constatar ao longo deste relatório. 18 Estes dispositivos se agrupam em: • Drenagem de talvegue (bueiro de grota); • Drenagem superficial; • Drenagem profunda; 6.5.1. Drenagem de Talvegue O projeto de drenagem de talvegue teve como objetivo a análise dos bueiros existentes quanto a sua suficiência hidráulica, seu estado de conservação e posicionamento junto à rodovia. Os bueiros tubulares e celulares foram calculados para atenderem respectivamente à capacidade de vazão para períodos de recorrência de 15 e 25 anos. Dos bueiros existentes, cinco serão substituídos, um na estaca 85+17,082 por assoreamento, na estaca 102+12,421, 128+6,726, 322+9,024 e outro na estaca 622+11,566, por apresentarem insuficiência hidráulica e um, na estaca 203+17,966 terá obra complementar. Tabela 1: Obras existentes e a substituir. LOCALIZAÇÃO (ESTACA DO BUEIRO EXISTENTEOBRA PROJETADA EIXO) 0+3,827 BSTC Ø 1,00 6+7,125 BSTM Ø 2,00 BSTM Ø 2,00 9+10,144 21+5,251 39+5,029 70+13,734 77+6,917 85+17,082 BSTC Ø 0,60 BSCC - 1,50 X 2,50 BSTC Ø 0,60 BSTC Ø 0,60 BSTC Ø 0,60 BSTC Ø 0,40 BSTC Ø 0,60 102+12,421 BDTC Ø 1,00 121+15,238 BSTC Ø 0,60 BSTC Ø 0,60 128+6,726 140+19,461 BSTC Ø 0,60 BSTC Ø 0,80 BSTC Ø 0,80 203+17,966 BSTC Ø 0,80 226+0,00 322+9,024 578+9,564 622+11,566 656+0,216 6.5.2. PASSA GADO 2,00m x 2,50m BSTC Ø 0,80 BSTC Ø 1,00 BSTC Ø 0,60 BSTC Ø 1,00 BSTC Ø 0,60 BSTC Ø 0,60 OBSERVAÇÕES Bueiro existente a ser mantido e prolongado ver listagem de interseção de acesso a Jenipapo Fundação direta com empedramento na espessura = 0,60m Construir CX-01 (h=1,30m) à montante. Manter sem necessidade de prolongar. Fora do traçado a ser abandonado. Construir DSA-03A (C=1,30m, L=1,10m) á jusante. Bueiro cem por cento assoreado a ser substituído. Bueiro insuficiente e fora do novo traçado a ser substituído. Construir CX-01 (H=1,70m) à montante. DSA-03A (C=1,00m, L=1,10m) á jusante. Bueiro sem recobrimento a ser substituído. Construir BSCC 1,50x2,00m como obra complementar. Fundação direta com empedramento na espessura = Passa gado 2,00m x 2,5 0,60m Fora do novo traçado a ser substituído. BSTC Ø 1,00 Bueiro insuficiente a ser substituído. BSTC Ø 1,00 Drenagem superficial O projeto de drenagem superficial visou posicionar os diversos dispositivos de coleta das águas superficiais que incidem na plataforma da estrada, conduzindo-as convenientemente para fora de seu corpo. 19 Os dispositivos utilizados no projeto foram: • Sarjetas; • Valetas de proteção de corte e aterro; • Decidas d’água de aterro; • Decidas d’água de aterro em degraus; • Saídas d’água em corte e aterro; • Decidas d’água de corte; • Caixas coletoras; • Caixa de passagem; • Boca de Lobo. 6.5.2.1. Sarjetas Constituem dispositivos que captam as águas que precipitam diretamente sobre a plataforma e as que provêm de bacias geradas pela implantação dos cortes, conduzindo-as até outros elementos de derivação que vão desaguá-las em terreno natural a jusante da estrada, onde seus efeitos nocivos não mais se farão sentir. Neste projeto, estabeleceu-se que as sarjetas a serem implantadas nas bordas da plataforma serão revestidas de concreto. Assim sendo, o comprimento crítico será atingido, quando estiver para se dar o transbordamento da sarjeta. Foram projetadas as seguintes sarjetas conforme as necessidades da pista: Foram projetadas as seguintes sarjetas conforme as necessidades da pista: • Cortes - sarjeta Tipo SCC 50/10; SCC 50/15; SCC 50/20; • Aterros - sarjeta de aterro SCA 30/10; SCA 30/15 e SCA 30/20; • Banquetas – sarjetas Tipo SCC 70/30. 6.5.2.2. Valetas de Proteção de Corte e Aterro Este dispositivo tem a finalidade principal de interceptar o fluxo superficial difuso ocasionado pelas precipitações à montante das seções em corte ou aterro e conduzi-las adequadamente. Foram utilizadas as dos tipos DR.VP-01 (75/50) e VP-03 (75/50) e VP-03 (125/100) para proteção dos taludes de cortes e DR.VPA para proteção dos taludes de aterros. A VP-03 (125/100) foi utilizada no fundo dos canais de carga e descarga com a finalidade de proteger o terreno à montante/jusante dos bueiros de processos erosivos. 20 6.5.2.3. Descidas D’água de Aterro São dispositivos destinados a conduzir pelos taludes de aterro a águas precipitadas sobre a plataforma, coletadas pelas sarjetas de aterro ou meios-fios. Possuem seção retangular em forma de canal de concreto armado, com ancoragens indeterminadas, dispersor e soleira de dispersão. O comprimento das descidas d’água foram considerados a partir de 2,50m abaixo do bordo da plataforma no talude de aterro, já que as saídas d’água possuem um comprimento máximo igual a esse valor. Foram usadas descidas do tipo DR.DSA-01 para alturas menores ou igual a 4,50m e DR.DSA-01A para alturas maiores. 6.5.2.4. Descida D’água de Aterro em Degraus São dispositivos destinados a conduzir as águas vindas de bueiros que tem seu lançamento na saia do aterro. Possuem seção retangular, em concreto armado, dispersor e soleira à jusante. Foi utilizada a do tipo DR.DSA-03A. 6.5.2.5. Descidas D’água de Corte São dispositivos que captam as águas que fluem por talvegues interceptados pelos taludes dos corte conduzindo-as até as caixas coletoras dos bueiros. Foi utilizada a do tipo DR.DSC-01. 6.5.2.6. Saídas D’água em Corte As saídas d’água em corte são dispositivos posicionados nos extremos das sarjetas de corte, destinadas a dirigir as águas captadas pelas sarjetas para fora do corpo estradal. Foi utilizada a saída tipo DR.SDC-01. 6.5.2.7. Saídas D’água em Aterro As saídas d’água de aterro são dispositivos posicionados nos pontos em que são vencidos os comprimentos críticos das sarjetas e nos pontos baixos dos aterros, com a finalidade de dirigir as águas captadas pelas sarjetas para as descidas d’água de aterro. Foram projetadas as saídas d’água em aterro DR.SDA-01 e DR.SDA-02. 6.5.2.8. Caixas Coletoras Caixas coletoras são dispositivos executados com a finalidade de coletar as águas provenientes das sarjetas e descidas d’água dos cortes, conduzindo-as, através de bueiros de greide, para fora do corpo estradal. Também foram utilizadas caixas coletoras à montante de bueiros de grota segundo a necessidade topográfica. Foi projetada caixa do tipo DR.CX-01. 21 6.5.2.9. Caixas de Passagem Caixas de passagem são dispositivos executados com a finalidade de permitir a ligação das bocas-de-lobo à rede tubular, de permitir as mudanças de declividade, direção e diâmetro das redes tubulares. Foram projetadas caixas de passagem do tipo DR.CP-01e DR-CP-02. 6.5.2.10. Bocas de Lobo Bocas de Lobo são dispositivos executados com a finalidade de coletar as águas provenientes das sarjetas localizadas em perímetro urbano, conduzindo-as, através de bueiros de greide, para fora do corpo estradal. Foi projetada boca de lobo do tipo DR.BL-02. 6.5.3. Drenagem Profunda A drenagem profunda é projetada para evitar os problemas acarretados pela incidência das águas subterrâneas do lençol freático, que afetam a infra e superestrutura da rodovia. A necessidade de implantação foi definida pela situação local do lençol freático nos cortes, pela ocorrência de materiais com excesso de umidade, a existência de materiais rochosos, impermeáveis abaixo do greide projetado. Esses dados foram fornecidos pelos estudos geotécnicos. Tipos de Dispositivos Projetados: 6.5.3.1. Camada Drenante Foram projetadas nos rebaixamento do subleito da rodovia, na espessura de 0,40m, para deixar as águas retidas no subleito, devido à presença de rocha. 6.5.3.2. Drenos Profundos para Cortes em Rocha Foram projetados drenos do Tipo DR.DPR, com dimensão 0,40m x 0,40m, com tubo de polietileno de alta densidade perfurado DN=100mm (DMT da brita = 41,90km, Pedreira 04 localizada a 35,10km da est. 680+12,629), para coletar as águas onde houver cortes em rocha. 6.5.3.3. Drenos Profundos de Corte em Solo Para rebaixar o lençol freático existente, foi projetado o dreno do tipo DR.DP-02(A), onde detectouse excesso de umidade. DR.DP-02(A) - dreno profundo longitudinal de areia sem selo, dimensões 0,40m x 1,50m, com tubo de PVC perfurado DN 100mm encamisado com manta geotêxtil não tecida (DMT da areia = 38,90km, Areal A-03 localizado a 32,10km da est. 680+12,629). 22 6.5.3.4. Terminal de Drenos Profundos Os drenos deverão, na transição corte/aterro, defletir-se cerca de 45º, prolongando-se além do bordo da plataforma, de modo que o deságüe se processe, no mínimo, a um metro do “off-set”. Para proteção na saída dos drenos, são projetados terminais de saída do tipo: DR.TDP - para dreno profundo de corte em solo; DR. TDR – para dreno profundo de corte em rocha. 6.5.4. Obra-De-Arte Especial Neste Trecho não foi projetada nenhuma obra-de-arte especial. 6.6. PROJETO DE TERRAPLENAGEM O Projeto de Terraplenagem foi elaborado de forma a definir as escavações e aterros necessários à implantação da rodovia, de acordo com os elementos fornecidos pelos estudos topográficos, definições do projeto geométrico e do projeto de interseções, além das recomendações dos estudos geotécnicos. 6.6.1. Definições Básicas Os elementos básicos empregados no projeto foram: • Geometria do traçado definido no projeto geométrico; • Largura da plataforma. A geometria dos taludes foi definida pelos estudos geotécnicos, função dos materiais ocorrentes e da observação dos taludes da pista atual (que não apresentam instabilidades). Foram adotados: • Taludes de corte em solo: − Inclinação: 3,0: 2,0 (V/H) • Talude de corte em rocha: − Inclinação: 8,0: 1,0 (V/H) • Taludes de aterro: − Inclinação: 1,0: 1,5 (V/H) Os estudos geotécnicos forneceram indicações para se proceder à classificação e destino dos materiais escavados, bem como locais de empréstimos laterais e concentrados. A movimentação de solo na fase de terraplenagem é apresentada a seguir 23 Volumes de Cortes • Escavação em 1ª categoria: 51.129,00 m³ • Escavação em 2ª categoria: 17.350,00 m³ • Escavação em 3ª categoria: 35.441,00 m³ • Empréstimo • Substituição do. Subleito • Rebaixo em Rocha 105.106,00 m³ 739,00 m³ 32.336,00m³ Destino • Acabamento Terraplenagem 71.065,00m³ • Corpo Aterro 88.801,00m³ • Bota-fora 74.235,00m³ 6.6.2. Taludes de Corte e Aterro A área dos taludes de corte e aterro é gerada automaticamente pelo Topograph, e perfaz um total de 72.102,00m². 6.6.3. Empréstimos São escavações destinadas a prover ou complementar a quantidade de material necessária à construção dos aterros, seja por insuficiência do volume dos cortes, por motivo de ordem tecnológica de seleção de materiais, ou razões de ordem econômica. Áreas de Empréstimos Concentrados Estaca Material Área (m²) Volume (m³) Aplicação 165 (EC-1) Argila 24.000,00 60.000,00 Acabamento de Terraplenagem, corpo de aterro e mistura 430 (EC-2) Argila 24.000,00 60.000,00 Acabamento de Terraplenagem, corpo de aterro e mistura 635 (EC-3) TOTAL Argila amarela 16.800,00 23.520,00 64.800,00 143.520,00 Corpo de Aterro 24 6.6.4. Bota-fora O material excedente da fase de terraplenagem, não utilizável na regularização ou estabilização do leito ou sub-leito será depositado em locais previamente escolhidos, levando-se em conta a topografia, recursos hídricos e vegetação do local. Apresentamos abaixo a relação de áreas indicadas para bota-foras: Estaca Lado Largura(m) 40- 55 LD 21,00 9.004,16 165-179 LE 15,00 5.461,94 230-260 LE/LD 16,00 20.822,50 381-389 LD 25,00 4.865,33 480-490 LD 6,00 1.560,56 515-528 LD 5,00 1.768,72 624-632 LE 1,50 2.032,67 Área Total 6.6.5. Área (m²) 45.768,27 Jazidas Jazida Estaca Distância (km) Coordenadas Área (m²) Volume (m³) J-01 0 2,50 17º03’50”S, 41º53’20”W 10.800,00 5.443,00 J-02 0 3,60 17º03’27”S, 41º53’27”W 17.100,00 9.234,00 27.900,00 14.677,00 Total 6.7. PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO O Projeto Pavimentação foi elaborado visando à concepção e dimensionamento de uma estrutura nova de pavimento para o segmento que está sendo previsto a implantação de pavimento novo, capaz de suportar a atuação das cargas do tráfego em condições conforto e segurança do usuário. 6.7.1. Dimensionamento do Pavimento Pavimento flexível Após o cálculo do dimensionamento, a estrutura definida do pavimento, em função do ISC de projeto encontra-se no quadro a seguir: 25 Segmento (Entre Estacas) 11 a 77 83 a 102+ 10,0 108 a 110 136 a 141 161 + 10,00 a 194 + 10,00 216 + 10,00 a 311 +10,00; 341 a 470 + 10,00 501 a 553 574 + 10,00 a 655 671 a 680 + 12,629 77 a 83 102 + 10,00 a 108 141 a 161 + 10,00 470 + 10,00 a 501 553 a 574 + 10,00 655 a 671 ISC (%) Número N Revestimento TSD (cm) Base (cm) Sub-Base (cm) 11 1,52 x 105 2,5 20 - 11 1,52 x 105 2,5 15 12 Blocos Intertravados de Concreto Apresenta-se, a seguir, um resumo do dimensionamento do pavimento definido após os cálculos. Segmentos Revestimento emBlocos de ( Entre Estacas ) Concreto Colchão de Areia Base ( cm ) ( cm ) – Tipo Blocket ( cm ) 0 11 8,0 4,0 15,0 111 136 8,0 4,0 15,0 194 + 10,00 216 + 10,00 8,0 4,0 15,0 311 341 8,0 4,0 15,0 6.7.2. Materiais, Serviços e Ocorrências de Materiais/Instalações Sintetizam-se a seguir as especificações básicas de materiais e serviços a serem empregadas na execução dos pavimentos, bem como a localização das ocorrências de materiais/instalações indicadas. 26 Revestimento Tratamento Superficial Duplo - TSD A camada de revestimento, dos segmentos entre as estacas 11 a 111, 136 a 194+10,00, 216+10,00 a 311 e 341 a 680+12,629 será do tipo Tratamento Superficial Duplo - TSD, empregando-se: • Emulsão asfáltica tipo RR-2C: • Agregado pétreo britado da Pedreira Pedreira P-4, localizada a 35,10 km da estaca 680+12,629. Todos os serviços deverão seguir a especificação DNER-ES 309/97 − "Tratamento Superficial Duplo". Blocos Pré-Moldados de Concreto – Tipo Blocket O revestimento dos segmentos entre as estacas 0 a 11, 111 a 136, 194+10,00 a 216+10,00 e 311 a 341 deverá ser de blocos pré-moldados de concreto (Blocos Tipo Blocket), fabricados no canteiro de obras com espessura de 8,0 cm e resistência a compressão simples (fck) maior ou igual a 35 MPa. Os blocos devem atender as normas da ABNT NBR 9780 (Peças de Concreto para Pavimentação – Determinação da Resistência à Compressão) e NBR 9781 (Peças de Concreto para Pavimentação). Imprimação Para a imprimação da camada de base deverá empregar como material betuminoso asfalto diluído tipo CM-30, aplicada a uma taxa de cerca de 1,2 l/m2. Todos os serviços deverão seguir a especificação DNER-ES 306/97 − "Imprimação". Base de Solo Estabilizado com Mistura A camada de base deverá ser estabilizada granulometricamente com mistura em pista de 80% de bica corrida e 20% de solo, empregando solos argilosos provenientes dos empréstimos EC-01 e EC02 que estão localizados próximos as estacas 165 e 430, respectivamente e de brita proveniente da Pedreira P-4, localizada a 35,10 km da estaca 680+12,629. Sub-Base de Solo Estabilizado Granulometricamente sem mistura A camada de sub-base base dos segmentos entre as estacas 77 a 83; 102+10,00 a 108; 141 a 161+10,00; 470+10,00 a 501; 553 a 574+10,00 e 655 a 671 será de solo tipo estabilizada granulometricamente sem mistura com espessura de 12,0 cm, utilizando cascalho proveniente das Jazidas J-1 e J-2, localizadas a 2,50 e 3,60 km da estaca 0, respectivamente. Todos os serviços deverão seguir a especificação DNER-ES 301/97 − "Sub-Base Estabilizada Granulometricamente". 27 Regularização do Subleito Os materiais constituintes do subleito deverão apresentar ISC igual ou superior ao adotado no dimensionamento do pavimento como representativo do subleito (ISC ≥ 11) e, expansão < 2%. Todos os serviços deverão seguir a especificação DNER-ES 299/97 − "Regularização do Subleito". 6.7.3. Materiais de Ocorrências Apresentamos a seguir as jazidas e ocorrências indicadas, necessárias para a execução dos serviços: 6.7.3.1. Jazidas (Cascalheiras) • Jazida J-01: Trata-se de uma ocorrência de cascalho de quartzo rolado argiloso, localizada a 2,50 km da estaca 0, em propriedade do Sr. Ademilson da Costa Ferreira, nas coordenadas 17º03’50”S e 41º53’20”W; • Jazida J-02 Trata-se de uma ocorrência de cascalho de quartzo rolado argiloso, localizada a 3,60 km da estaca 0, em propriedade do Sr. Lúcio Lisboa Cruz , nas coordenadas 17º03’27”S e 41º53’27”W; • Jazida J-09: Trata-se de uma ocorrência de cascalho de quartzo micáceo, localizada a 63,50 km da estaca 680+12,629, em propriedade da empresa Arqueana Mineração, nas coordenadas 16º41’58”S e 41º53’42”W; • Jazida J-10: Trata-se de uma ocorrência de quartzo britado, localizada a 57,50 km da estaca 680+12,629, em propriedade da Companhia Brasileira de Lítio, nas coordenadas 16º46’43”S e 41º54’57”W. Os resultados de ensaios foram tratados estatisticamente e comparados com os limites estabelecidos pela Especificação de Base Estabilizada Granulometricamente (DNER-ES 303/97) concluindo-se que os materiais das jazidas J-01 e J-02 não atendem às exigências da especificação por apresentar elevados valores de LL e IP e ISC (Xmín) menor que 60%, podendo as mesmas serem indicadas apenas para execução da camada de sub-base. A jazida J-09 apresenta resultados satisfatórios para a execução da camada de base, porém o proprietário não assume compromisso com o fornecimento e ter disponibilidade de material na época da execução das obras. O tipo de material da jazida J-10 só poderá ser indicado com mistura, com argila e o proprietário também não assume o compromisso de fornecimento de material na época da execução das obras. 6.7.3.2. Areais Para fornecimento de agregados miúdos, foram estudados cinco areais, à saber: 28 • Areal A-1 (Areal Sítio Paraíso I), localizado às margens do Rio Araçuaí, distante 43,50 km da estaca 680+12,629. Trata-se do uma ocorrência de areia quartzosa lavada média explorada comercialmente sem licença ambiental, com produção diária de 100 m3/dia, podendo também produzir areia fina. Localiza-se em Propriedade do Areal Sítio Paraíso I (Márcio Chaves); • Areal A-2 (Areal Sítio Alegre), localizado às margens do Rio Araçuaí, distante 43,10km da estaca 680+12,629. Trata-se de uma ocorrência de areia lavada média explorada comercialmente sem licença ambiental, com produção diária de 100 m3/dia, podendo também produzir areia fina. Localiza-se em Propriedade do Areal Sítio Alegre (Artur Berganholi Filho); • Areal A-3 (Areal Fazenda Barra do Ribeirão), localizado às margens do Rio Araçuaí, distante 32,10 km da estaca 680+12,629. Trata-se de uma ocorrência de areia lavada média explorada comercialmente sem licença ambiental, com produção diária de 80 m3/dia, podendo também produzir areia fina. Localizada em Propriedade do Areal Barra do Ribeirão (Raimundo Cardoso Carvalho); • Areal A-4 (Areal Alto Bravo), localizado às margens do Rio Araçuai, distante 93,70km da estaca 680+12,629. Trata-se de uma ocorrência de areia fina de barranco, não explorado comercialmente, possui volume de 30.000 m3 e não possui licença ambiental para exploração; • Areal A-5 (Areal Sítio Paraíso 2), localizado às margens do Rio Araçuaí, distante 43,20 km da estaca 680+12,629. Trata-se de uma ocorrência de areia média e fina explorada comercialmente com licença ambiental, produção diária de 100 m3/dia e está localizada em Propriedade do Areal Sítio Paraíso 2 (Mário Chaves). O areal indicado será o Areal A-3 por estar mais próximo ao trecho. 6.7.3.3. Pedreiras Para fornecimento de agregados graúdos para o revestimento e obras, foram estudadas 5 (cinco) pedreiras, à saber: • Pedreira P-1 (Pedreira Araçuaí) - Trata-se de uma ocorrência comercial de granito/gnaisse comercial sem licença ambiental e produção diária de 100 m3, localizada a 43,20 km da estaca 680+12,629, em propriedade da Pedreira Comercial Araçuaí; • Pedreira P-2 - (Pedreira Córrego São João) - Trata-se de uma ocorrência virgem sem licença ambiental, localizada 3,20 km da estaca 490, em propriedade da Pedreira Córrego São João; • Pedreira P-3 - (Pedreira Setúbal) - Trata-se de uma ocorrência virgem sem licença ambiental e está localizada 12,10 km da estaca 680+12,629, em propriedade do Sr. José Rodrigues de Oliveira; 29 • Pedreira P-4 - (Pedreira Ribeirão Calhauzinho) - Trata-se de uma ocorrência desativada sem licença ambiental, está localizada a 35,1 km da estaca 680+12,629, em propriedade do Sr. Mauro Vieira da Silva; • Pedreira P-5 (Pedreira Salinas) - Trata-se de uma ocorrência comercial com licença ambiental e produção diária de 60 m3, localizada a 162,70 km da estaca 680+12,629, em propriedade da Pedreira Salinas. A utilização das pedreiras P-02 e P-03 foram descartadas, sendo a pedreira P-02 descartada pelo meio ambiente pois encontra-se próxima ao leito do Córrego São João atualmente seco, e a Pedreira P-3 pelo difícil acesso, com rampas acima de 30%, sendo necessário executar para sua utilização uma terraplenagem para melhoria do acesso numa extensão de 300m. Para a definição da pedreira a ser indicada foi elaborado um estudo comparativo de custo entre a Pedreira Comercial P-1 e a Pedreira Desativada P-4 e em função deste estudo, está sendo indicada a Pedreira P-4. 6.8. PROJETO DE SINALIZAÇÃO O Projeto de Sinalização compreendeu a concepção e o detalhamento dos sistemas de sinalização horizontal e vertical, complementados por dispositivos de segurança, de maneira a proporcionar ao usuário um desempenho seguro no fluxo de tráfego. Adotou-se o tipo - via secundária, para dimensionamento de sinais de regulamentação, advertência e indicativas. A velocidade regulamentada da via é de 60 km/h. 6.8.1. Sinalização Horizontal O Projeto de Sinalização Horizontal consistiu na determinação dos seguintes dispositivos (pinturas a serem feitas no pavimento): • Linhas de Divisão de Fluxos Opostos; • Linhas de Bordo; • Linhas de Continuidade; • Linhas de Canalização; • Dispositivos de Canalização Permanente (Zebrados); • Linhas de Dê a Preferência; • Linhas de Retenção; • Símbolos; • Legendas; 30 • Setas. 6.8.2. Sinalização Vertical O Projeto de Sinalização Vertical consistiu no posicionamento das placas de regulamentação, de advertência e de indicação ao longo da rodovia. As legendas e desenhos das placas de regulamentação e advertência são padronizados, suas dimensões foram adotadas, seguindo as características para as vias rurais com V < 60 km/h. • Placas de Advertência − Quadrada • Placas de Regulamentação − Octogonal − Triangular − Circular • Placas Informativas − Retangular • Placas Educativas • Placas de Identificação Quilométrica • Placas de identificação Nominal de Pontes, Perímetro Urbano • Placas de Serviços Auxiliares 6.8.3. Marcadores de perigo São unidades afixadas em suportes a serem implantados em obstáculos. Serão nas cores amarelo refletivo e preto fosco, devendo ser posicionados de acordo com o fluxo que contorna o obstáculo. Suas dimensões são 0,30 x 0,90 m. 6.8.4. • Tachas Tachas Bidirecionais amarelas com elementos refletivos amarelos nas duas faces (0,10 m x 0,10 m x 0,019 m) foram utilizadas nas Linhas de Eixo, separando trechos com sentidos opostos. • Tachas Bidirecionais brancas com elementos refletivos na cor branca, quando direcionado ao fluxo de veículos e na cor vermelha quando direcionado ao contra-fluxo de veículos. Serão implantadas nos bordos somente em trechos onde a velocidade for igual ou inferior a 40km/h. Nestes casos, terão espaçamento de 4,00m em curvas e de 20,00m em tangentes. 31 • Tachas Monodirecionais brancas com elemento refletivo em uma das faces (0,10 m x 0,10 m x 0,019m), foram utilizadas nas Linhas de Bordo da interseção, uma tacha a cada 20,00 m na tangente e 4,00 m nas curvas; • Tachões Monodirecionais com elemento refletivo branco em somente uma face (0,25m x 0,16m x 0,050m). São utilizados nas Linhas de Canalização de áreas de narizes, separando faixas de mesmo sentido, a cada dois intervalos de pintura. • Tachões Bidirecionais com elementos refletivos amarelos nas duas faces (0,25m x 0,16m x 0,050m). São utilizados nas Linhas de Canalização de áreas de narizes, separando faixas de sentidos opostos, a cada dois intervalos de pintura. 6.8.5. Delineadores Têm por finalidade demarcar os ramos externos de curvas acentuadas. Serão instalados aos pares, em suportes independentes, direcionados ao fluxo e contra fluxo de veículos. Serão instalados com afastamento de 1,20 m do bordo da pista e altura de 0,60 m. 6.8.6. Defensas Foram projetadas defensas singelas “semimaleáveis”, para impedir o acesso de veículos desgovernados a locais próximos à via, que ofereçam riscos de acidentes. Foram posicionadas nas seguintes condições: • Nas entradas e saídas de ponte; • Aterros com aspectos geométricos desfavoráveis como altura e declividade; • Condições de terreno após talude de aterros (terrenos muito íngremes, local com precipício, muro de arrimo ou presença de rios e lagoas). 6.8.7. Bandas rugosas São dispositivos cuja finalidade é alertar os motoristas nas aproximações de eventos que possam comprometer a segurança viária, tais como: perímetro urbano, ponte estreita com passagem para um só veiculo, travessia de pedestres e escolas, etc. 6.8.8. Quantificação Sinalização Vertical Placas: 91,49m² Sinalização Horizontal Pintura: 52.877,87m 32 61,51m² Tacha 1.275,00 un Tachão 19 un Bandas rugosas 116,00m³ Defensa semimaleável 6.9. 214,00m OBRAS COMPLEMENTARES O Projeto de Obras Complementares contemplou os seguintes dispositivos: 6.9.1. Cerca de Arame Farpado As cercas deverão ser executadas com 4 fios de arame farpado, suportes de concreto e esticadores de madeira, conforme indicado no Projeto-Tipo OC.CA-01 do DER-MG. Para o cercamento das áreas em recuperação, serão utilizados 1.420,00 metros de cerca. 6.9.2. Porteiras e Mata-Burros Foram previstas porteiras e mata-burros nas entradas das propriedades lindeiras, segundo o ProjetoTipo OC.PT e OC.MB-01, respectivamente. 6.9.3. Passagem sobre Sarjeta Foram previstas passagens sobre sarjeta nos locais de acesso a propriedades adjacentes à rodovia, segundo Projeto-Tipo OC.PS-02 do DER-MG. 6.9.4. Abrigo Simples de Passageiros Foram projetados 04 (quatro) abrigos simples de passageiros (pré-moldados), nas seguintes estacas: • Est 187 LD / LE. • Est 326 LD / LE. 6.9.5. Quantificação • Implantação de cercas 24.520,00m • Remanejamento de cerca • Remoção de cercas • Mata-burro 13,00un • Porteiras de madeira 13,00un • Passagem sobre sarjeta 13,00un 2.700,00m 25.088,00m 33 • Abrigo simples de passageiro 7. 4,00un INFRAESTRUTURA DE APOIO Os equipamentos de apoio necessários à implantação das obras de melhoramento e pavimentação do trecho constarão de canteiro de obras, áreas de depósito de material asfáltico e caminhos de serviços. 7.1. CANTEIRO DE OBRAS A implantação e localização do canteiro de obras ficarão a cargo da empreiteira responsável pela execução das obras do trecho. Deve ser realizado um estudo para a avaliação das condições específicas das obras objetivando caracterizar os recursos existentes em termos de serviços públicos como abastecimento de água, esgoto, energia elétrica, telefone, etc., e condições de localização compatíveis ao funcionamento da unidade como topografia, acessos, situação das jazidas e outros. De uma forma geral, o programa de necessidades de um canteiro de obras deve abranger guarita de controle e acesso, ambulatório, escritório, laboratório, almoxarifado, oficina mecânica, posto de abastecimento de combustíveis, borracheiro, lavagem, lubrificação, alojamento, área de recreação, atividades industriais (usinas de solos, fábrica de pré-moldados, britagem), pátios de estocagem e depósitos. De acordo com o “Manual de Implantação Básica” do DNIT, sobre os compartimentos relacionados deve-se considerar: • Guarita: Deve localizar-se no acesso ao canteiro e tem por finalidade abrigar o pessoal de vigilância, que controlará o fluxo de entrada e saída de pessoas, veículos e materiais; • Ambulatório: Deverá abrigar as seguintes dependências: recepção, enfermaria, repouso, consultório e pronto-socorro; • Escritório: Deverá se instalar a administração da obra, comportando as seguintes divisões: gerência, divisão administrativa financeira, divisão de engenharia e divisão de produção. • Laboratório: Sediará a realização de todos os estudos e ensaios de controle tecnológico de execução de obra. Compreenderá setores para ensaio de solos, materiais betuminosos e concreto estrutural. • Almoxarifado: Terá por finalidade receber, armazenar, distribuir e controlar os materiais e ferramentas que serão utilizadas nas obras. Comporta recepção de materiais, balcão de atendimento, setor de suprimentos e patrimônio. 34 • Oficina mecânica: Terá por finalidade atender as solicitações de caráter preventivo e corretivo dos equipamentos e veículos em operação na obra. Comporta um galpão em estrutura metálica destinado aos serviços de mecânica pesada e leve e um galpão em estrutura metálica abrigando as dependências para serviços de usinagem, manutenção elétrica, solda, lanternagem e pintura. A implantação do canteiro de obras deve levar em consideração os fatores ambientais relevantes como a disponibilidade de água potável, no caso de alojamento e a proximidade de contribuintes de mananciais de abastecimento urbano a jusante de instalações industriais. Devem ser destacados, especialmente para as áreas de canteiro de obras, o cuidado com as condições de saúde e conforto dos trabalhadores e os impactos para as populações das comunidades situadas nas proximidades das áreas do canteiro. Portanto, para a decisão da localização do canteiro, deve-se considerar a distância significativa entre as instalações industriais e os assentamentos urbanos e as de alojamento e unidades administrativas próximas às comunidades existentes, com a adequada disposição de efluentes líquidos, resíduos sólidos e demais medidas sanitárias de proteção ambiental. O projeto dessas instalações deve contemplar as soluções adequadas para os resíduos gerados pelas atividades em cada área de apoio (efluentes das instalações sanitárias, esgotos, fossas sépticas, filtros de pó e a disposição de lixo de forma adequada), bem como para o armazenamento de produtos perigosos. Neste sentido, os projetos devem seguir as normas dos órgãos competentes e a legislação vigente. São considerações básicas para a instalação do canteiro: • Disponibilidade de água abundante; • Disposição apropriada de esgotos e outros dispositivos afins com relação aos poços de abastecimento d’água e talvegues naturais; • Existência de dispositivos de filtragem e contenção de óleos e graxas provenientes das oficinas de campo; • Localização apropriada das instalações longe de áreas insalubres onde proliferam vetores de transmissão de doenças, incluindo répteis venenosos; • Limpeza das áreas cobertas de vegetação, com o solo vegetal retirado, devendo ser acumulado em área não sujeita a erosão, voltando a ser novamente aplicado sobre a área ocupada após desmobilização, de forma a reconstituir a vegetação; • As áreas destinadas ao estoque de material asfáltico ou agregados devem ser limpas durante as operações. Tanques, tambores, materiais inservíveis, devem ser recolhidos e dispostos em lixeiras determinadas; • Todo o lixo degradável deve ser enterrado ou incinerado, de modo a evitar poluir mananciais subterrâneos e causar incêndios; • O corpo estradal e os talvegues devem ser mantidos limpos e livres de entulhos das obras; 35 • Localização do acampamento em posição favorável em relação à dispersão de poluentes gerados pela obra. • Sempre que possível, implantar o canteiro dentro da faixa de domínio da estrada; • Distância mínima de 30 metros de cursos d’água; • Implantação em áreas já impactadas, preservando os remanescentes florestais; • Implantação distante de aglomerados urbanos. Sistema de Saneamento Básico A contribuição per capita de esgotos para alojamentos temporários é de 80 litros/pessoa x dia1. O volume total gerado de efluentes sanitários deve ser calculado após a estimativa de funcionários alocados para a obra. O efluente sanitário (banheiros, lavatórios e cozinhas) gerado em todas as unidades devem ser destinados a um sistema fossa/filtro. Outros efluentes líquidos são decorrentes de vazamentos e perdas durante o abastecimento, troca de óleo e limpeza de equipamentos. O abastecimento de combustível deverá ser feito através de bomba transferidora manual. Toda a operação envolve pouco volume por vez, no máximo 200 litros. A contaminação ambiental poderá ocorrer em casos de má operação ou vazamentos. Neste caso, caso haja contaminação do solo, a parcela contaminada deverá ser removida e encaminhada para tratamento adequado. Toda troca de óleo deverá ser realizada em local com piso impermeável. A oficina deverá ter uma rampa para troca de óleo e inspeção. Caso ocorra algum vazamento, este deverá, em um primeiro momento, ser contido com serragem. A lavagem das máquinas e equipamentos deverá ser feita neste local. Para os efluentes gerados nas áreas de abastecimento, troca de óleo e limpeza de equipamentos, deverá ser projetado um sistema separador de água e óleo, que possibilite tratamento adequado no material. Resíduos Sólidos • Resíduos Orgânicos Os resíduos orgânicos são gerados nas áreas de refeitório e cozinha e são constituídos por cascas e pedaços de legumes e frutas e sobras de alimentos. • Resíduos Sólidos Recicláveis 36 O resíduo sólido reciclável será gerado em praticamente todas as unidades do canteiro de obras. Tabela 2: Resíduos Sólidos Recicláveis. Material Exemplos Local de geração Papel Jornais, folhas de caderno, formulários, caixas pequenas, envelopes, aparas de papel, etc. Áreas administrativas Papelão Caixas diversas, embalagens,etc. Áreas administrativas e oficinas Plástico Embalagens de produtos de limpeza e alimentícios, copos Todo o canteiro plásticos, sacos plásticos em geral, tubos, etc. Metal Latas de aço, de alumínio, sucatas. Oficinas e áreas de manutenção e refeitório Vidro Recipientes, garrafas, copos, frascos. Todo o canteiro • Resíduos Sólidos Comuns não Recicláveis Várias atividades que serão realizadas no canteiro de obras apresentarão a geração de resíduos não recicláveis. Como exemplo destes materiais são citados: papéis sanitários, papéis sujos e molhados, guardanapos, papéis metalizados, papéis parafinados, papéis carbono, embalagens laminadas, vidros planos e espelhos, clipes, esponjas de aço, pó de varrição, etiquetas e fitas adesivas, etc. • Resíduos Sólidos Perigosos A geração de resíduos sólidos perigosos ocorrerá principalmente nas áreas de oficina e manutenção de veículos e equipamentos, e será constituída por óleos e graxas, desengordurantes, tintas, removedores, etc. • Disposição dos Resíduos A disposição dos resíduos sólidos gerados no canteiro de obras está descrita no Plano de Gestão de Resíduos Sólidos apresentado no Plano de Controle Ambiental – PCA. • Efluentes Atmosféricos Os efluentes atmosféricos gerados nas unidades do canteiro de obras são causados pelo funcionamento de máquinas e veículos e pela movimentação de veículos (descarga dos autos e suspensão de poeiras). Para minimizar os efeitos decorrentes das emissões, recomenda-se: • Manutenção adequada dos veículos que deverão atender aos parâmetros de emissão definidos pelo PROCONVE, em conformidade com a Resolução CONAMA nº 315 de 29 de outubro de 2002. • Manutenção adequada dos equipamentos e demais maquinários; • Umidificação das vias de acesso e demais vias de trânsito de veículos com caminhão pipa. 37 Pessoal Necessário à Execução da Obra (Mão de obra alocada) • Pessoal de Nível Superior − 01 Engenheiro Supervisor − 01 Engenheiro Residente − 01 Engenheiro de Produção • Pessoal de Nível Médio − 01 Encarregado Geral − 01 Encarregado de Terraplenagem − 01 Encarregado de Pavimentação − 01 Encarregado de O.A.E. − 01 Encarregado de Drenagem e O.A.C. − 01 Laboratorista Chefe − 01 Encarregado de Topografia − 01 Chefe de Seção Técnica − 01 Chefe Administrativo − 02 Laboratoristas − 02 Topógrafos − 25 Operadores de Máquina − 30 Motoristas • Pessoal de Nível Auxiliar − 60 Operários Diversos Equipamentos Necessários à Execução da Obra Os equipamentos necessários à implantação do trecho estão descritos na tabela a seguir. Tabela 3: Equipamentos necessários à execução da obra. Nº de Ordem Discriminação do Equipamento Quantidade Exigida 01 Motoniveladora com potência, mínima, de 115 HP 3 02 Trator de esteiras com potência, mínima, de 170 HP, com lâmina 1 03 Trator de esteiras com potência, mínima, de 270 HP, com lâmina 2 04 Trator de esteiras com potência, mínima, de 270 HP, com lâmina e escarifi- 1 38 Nº de Discriminação do Equipamento Ordem Quantidade Exigida cador 05 Moto-escavo-transportador com capacidade de 15,3 m³ coroado 3 06 Carregadeira de rodas com potência de 170 HP 3 07 Caminhão caçamba basculante com capacidade de 8,0 m³ 18 08 Trator de pneus com potência mínima de 90 HP 4 09 Rolo liso vibratório, autopropulcionado, impacto mínimo 30 toneladas 2 10 Grade de disco de 18x24 4 11 Caminhão irrigador de 6.000 litros de capacidade 4 12 Rolo Tandem 2 13 Rolo compactador vibro corrugado, autopropulcionado, impacto mínimo de 30 toneladas 2 14 Rolo autopropulcionado, de pneus, de pressão variável, de 21 toneladas 2 15 Caminhão espargidor de asfalto 2 16 Compressor de ar – 750 pcm 2 17 Perfuratriz – ROC 601 1 18 Vassoura mecânica 1 19 Tanque de estocagem 30 toneladas 2 20 Tanque pré-aquecedor 30 toneladas 2 21 Caldeira para aquecimento 2 22 Compactador tipo sapo 2 23 Laboratório de solo / asfalto / concreto completo 1 24 Aparelhagem completa de topografia 2 25 Retroescavadeira 2 26 Vibro acabadora de asfalto 2 27 Gerador de 30 KVA 1 28 Betoneira de 380 litros com carregador 2 29 Betoneira de 320 litros com carregador 2 30 Serra circular 1 31 Vibrador de imersão 3 32 Caminhão carroceria com Munck 2 33 Moto serra 2 34 Bomba de sucção 2 39 Nº de Discriminação do Equipamento Ordem 35 7.2. Quantidade Furadeira industrial Exigida 2 DEPÓSITO DE MATERIAL ASFÁLTICO E USINA DE CONCRETO A localização dos depósitos de material asfáltico e usinas de concreto devem ficar a cargo da construtora, que deverá observar as seguintes orientações ambientais na escolha do local de instalação: • Instalar os depósitos em locais afastados de cursos d’água e sem restrições ambientais. • Impedir a instalação de equipamentos que emitam efluentes atmosféricos a uma distância inferior a 200 m, medidos a partir do ponto de lançamento, em relação a residências, hospitais, clínicas, centros de reabilitação, escolas, asilos, orfanatos, creches, clubes esportivos, parques de diversões e outras construções comunitárias. • As áreas de implantação dos equipamentos não podem estar sujeitas à instabilidades físicas passíveis de ocorrência em cotas superiores (a exemplo: escorregamentos, deslizamentos, depósitos de tálus, etc.); • As áreas de implantação dos equipamentos não podem ser susceptíveis a cheias e inundações; • As áreas de implantação dos equipamentos não podem situar-se próximas a nascentes de cursos d’água e de núcleos urbanos; • Deve ser evitado que os equipamentos sejam instalados em linha com a direção predominante dos ventos e nucleamentos urbanos; • A instalação dos equipamentos obedecerá à legislação de uso e ocupação do solo vigente nos municípios envolvidos; • Na instalação dessas unidades, será implementado um sistema de sinalização, envolvendo advertências, orientações e riscos de acidentes; • Instalar sistemas de controle de poluição do ar; • Vedar o descarte do refugo de materiais usados na faixa de domínio e em áreas onde possam causar prejuízos ambientais. 7.3. CAMINHOS DE SERVIÇO Os caminhos de serviço são vias implantadas a fim de permitir o tráfego de veículos e equipamentos durante a fase de obras. Devem ser implantados preferencialmente a jusante da plataforma da rodovia e dentro dos limites da faixa de domínio. 40 Após a utilização dos cainhos de serviço, deverá ser efetuada a recomposição total do terreno e da vegetação a fim de evitar erosões, barramentos ou uso inadequado como vias de penetração. A construtora deve executar os caminhos de serviço em observância à localização das outras unidades de apoio e respeitando as orientações de proteção ambiental pertinentes. 8. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL O diagnóstico ambiental da área de implantação do empreendimento foi desenvolvido, considerando-se as definições das áreas de influência, apresentando a exposição circunstanciada dos meios físico, biótico e socioeconômico, observados em campo, em pesquisas bibliográficas e consultas a órgãos públicos. Área de Influência Indireta (AII) – foi considerada de maneira diferenciada, segundo o meio a ser abordado. Assim, para os meios físico e biótico, adotou-se uma faixa de no mínimo 300m para cada lado da rodovia. Para o meio sócio-econômico, consideraram-se os municípios e povoados atingidos pelo traçado da rodovia. Área de Influência Direta (AID) – foi definida, para os meios físico e biótico, como sendo a área de construção da rodovia e a faixa de domínio, incluindo as áreas utilizadas para a instalação de canteiro de obras e eventuais empréstimos e jazidas. Para o meio socioeconômico, consideraram-se como área de Influência Direta, os centros urbanos dos municípios e povoados cortados pela rodovia. 8.1. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA 8.1.1. Localização e Acesso O trecho Jenipapo de Minas – Entrº LMG 676 está localizado na região do vale Médio do Jequitinhonha, estado de Minas Gerais, pertencendo à bacia do rio Araçuaí, inserida na bacia do Jequitinhonha. O trecho inicia-se no perímetro urbano do município de Jenipapo de Minas e termina no entrº da LMG-676. O acesso, a partir de Belo Horizonte, se faz pelas BR-381/116/367 – LMG676, percorrendo 678 km de rodovias pavimentadas e 56 km de rodovias não pavimentadas. Prefixo e localização geográfica do trecho: • Trecho: Jenipapo de Minas – Entr° LMG-676 • Extensão: 13,61 km • km 0 – Perímetro urbano do município de Jenipapo de Minas. • km 13,61 – Entrº da rodovia LMG 676. • Latitude – 17° 04’ 57” S 41 • Longitude - 42° 15’ 32” O • Altitude - 521m 8.1.2. Aspectos Gerais da Região O Polígono das Secas apresenta um regime pluviométrico marcado por extrema irregularidade de chuvas, no tempo e no espaço. Nesse cenário, a escassez de água constitui um forte entrave ao desenvolvimento socioeconômico e, até mesmo, à subsistência da população. A ocorrência cíclica das secas e seus efeitos catastróficos são por demais conhecidos e remontam aos primórdios da história do Brasil. A região em estudo está inserida na bacia do rio Araçuaí, principal afluente do rio Jequitinhonha. Ele percorre o norte e nordeste de Minas Gerais, cortando o sul da Bahia para desaguar no mar. A bacia do rio Araçuaí situa-se na região conhecida como Alto e Médio Jequitinhonha, onde predomina um clima semi-árido, com vegetação de caatinga, cerrado e algumas partes de mata Atlântica. O relevo é formado, principalmente, por grandes chapadas planas com grotas profundas, onde nascem e correm as águas. Enquanto os terrenos das chapadas apresentam pouca fertilidade natural, as grotas possuem terras férteis quanto mais próximas às águas, formando bosques denominados ‘capões’. Nas cabeceiras do rio Araçuaí e ao sul da bacia encontram-se áreas formadas originalmente por Mata Atlântica. A ocupação da região remonta ao período anterior à colonização portuguesa, com populações indígenas de coletores e caçadores, cujos vestígios ainda são encontrados em algumas regiões, como pinturas rupestres, e artefatos de pedra e de cerâmica. Existem registros do século XVIII e início do século XIX dos grupos indígenas Malalí, Makoní, Kaposhó e Panyame e Aruanã (IBGE, 1981), que foram escravizados pelos colonizadores. A região foi povoada pelos colonizadores ainda no século XVII vindos com as frentes de expansão que tomaram conta de Minas Gerais na busca de pedras preciosas e minérios. O rio Araçuaí possuía ouro ao longo de toda sua extensão atraindo a migração de aventureiros, muitos dos quais com escravos. A essa ocupação seguiu-se uma agricultura de subsistência nos chamados ‘capões de mata’. No entanto, no início do século XIX já era notável o esgotamento do ouro de superfície e a diminuição do rendimento das lavouras nos capões, pois o solo não resistia a mais de poucos anos de cultivo. Começou-se, então, a ocupação das regiões de mata. Essas ofereciam diversas vantagens: terra nova, farta e fértil, sem dono, produzindo muito mais com um custo mínimo de trabalho, permanecendo ainda uma constante esperança de encontrar pedras e ouro, além de índios que podiam ser escravizados para o trabalho na lavoura. Somaram-se a esse processo de ocupação, ex42 escravos fugidos da Bahia ou libertos, que se reuniram em Quilombos ao longo de todo o Vale do Jequitinhonha. A agricultura era seguida também de pecuária extensiva que contribuiu, em muito, para o esgotamento dos solos. A mineração praticamente extinguiu-se na bacia, embora ainda persista de forma artesanal; entretanto, a extração de areia tem se expandido, causando sérios problemas de assoreamento dos rios. No final dos anos 60 e início dos 70 iniciou-se uma grande plantação de eucalipto nas áreas de chapada, chegando a constituir-se a maior plantação de eucalipto do mundo. Com incentivos fiscais e a regularização de terras devolutas pela CODEVALE (Companhia de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha) beneficiando grandes empresas reflorestadoras, o eucalipto era considerado a redenção econômica do Vale do Jequitinhonha. Inicialmente empregou-se muita mão-de-obra na fase de plantio e do corte, trabalho que durou um tempo limitado. Atualmente, máquinas substituem os homens e são pouquíssimos os empregados nas empresas reflorestadoras da região. Por outro lado, o impacto ambiental do eucalipto foi extremamente violento. O eucalipto é utilizado principalmente para fazer carvão que alimenta as indústrias siderúrgicas; essa atividade, no entanto, têm levado também à produção de carvão com madeira nativa (de melhor qualidade) e o desmatamento expandiu-se violentamente. A mineração predatória, a agricultura e a pecuária que esgotaram os solos, e as grandes plantações de eucalipto em uma área com clima semi-árido, contribuíram para aumentar a escassez de chuvas e secar a maioria dos rios, levando a uma ausência de alternativas de trabalho que transformaram a região em um grande bolsão de pobreza. Fazem parte da bacia do rio Araçuaí 22 municípios. Metade deles possui menos de 10 mil habitantes, sendo que apenas 4 têm uma população com pouco mais de 30 mil pessoas. A população total da bacia, segundo o censo de 1996, é de aproximadamente 311 mil habitantes, onde quase 200 mil vivem na zona rural. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) dos municípios da bacia em 1991 variou de 0,384 (Novo Cruzeiro) a 0,548 (Couto de Magalhães de Minas), sendo que a mediana era 0,436, o que indica que a região tem um alto nível de pobreza. O índice GINI, do mesmo ano, o que aponta as desigualdades, varia entre 0,41 (Francisco Badaró) e 0,6359 (em Carbonita), sendo a mediana de 0,4933. Carbonita se destaca por sua alta taxa de desigualdade, provavelmente, pelo fato de concentrar um grande número de carvoarias cujas condições de trabalho e de vida são extremamente precárias. Embora apenas uma cidade-pólo da região do Vale do Jequitinhonha – Araçuaí – encontra-se na bacia do rio Araçuaí, mais outras duas exercem influência nos municípios da bacia: 43 Diamantina, e Teófilo Otoni. A cidade de Governador Valadares, embora mais distante, também exerce uma relativa influência na região, por se tratar de um grande centro de comercialização, particularmente de produtos hortifrutigranjeiros, e pedras preciosas e semipreciosas. De uma forma geral a infra-estrutura da bacia é muito pobre. A maior parte das estradas não é pavimentada, não existem aeroportos nem linhas de trem. Existem linhas de ônibus regulares ligando os diversos municípios da bacia, além de linhas para Belo Horizonte e Diamantina. A grande maioria dos municípios da bacia não possui sistema de tratamento de esgoto, embora todas as cidades (ao menos as sedes municipais) tenham água tratada, de responsabilidade da COPASA (Companhia de Saneamento de Minas Gerais). Em alguns municípios a prefeitura mantém poços artesianos com distribuição de água para as casas, principalmente em comunidades rurais. Entretanto, predominam na área rural o uso de poços, cisternas e a coleta de água diretamente dos rios e córregos (quando não estão secos). Na década de 90 o governo estadual implantou um programa de construção de pequenas barragens para perenização dos rios e aumento da oferta hídrica. Entretanto, o programa foi extremamente criticado pelo alto custo e a não conclusão de muitas das obras, embora essa linha de ação demonstre ser a tendência para solucionar o problema de oferta hídrica nas áreas rurais. A energia elétrica está presente nas cidades e também em algumas áreas rurais. A CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais) criou um programa de energia solar em Araçuaí que mantém 65 unidades demonstrativas em residências e escolas de comunidades rurais. 8.2. MEIO FÍSICO 8.2.1. Clima O clima de Araçuaí é do tipo semi-árido, com médias térmicas em torno de 25,80ºC, com chuvas concentradas de novembro a janeiro e uma longa estação de deficiência hídrica que atinge forte aridez no período de agosto a novembro. O índice pluviométrico é baixo, conforme ressaltado por Nimer: o regime hídrico sazonal é representativo das partes baixas, de todo o médio curso do vale do rio Jequitinhonha. A alta taxa de evapotranspiração potencial durante todo o ano e a pouca freqüência de chuvas durante sete a nove meses fazem com que o médio Jequitinhonha seja uma região com totais anuais de chuva (831 mm em média), quase sempre inferiores à necessidade ambiental de água (1.264 mm), havendo, portanto, um déficit pluviométrico de 433 mm em média (1989:114). 44 Figura 6: Mapa Climatológico Figura 7: Mapa pluviométrico de Minas Gerais 45 8.2.2. Geomorfologia O Trecho Jenipapo – Entrº LMG-676 possui extensão aproximada de 13,7 km e se desenvolve integralmente dentro da área de abrangência da Depressão Interplanáltica do Médio Jequitinhonha, uma unidade geomorfológica abrangente no nordeste do Estado de Minas Gerais. Esta unidade se caracteriza por ser uma área rebaixada, resultante da ampliação do médio vale do rio Jequitinhonha, por processos de pediplanação. Corresponde a toda a parte baixa dos vales dos rios Araçuaí e o seu afluente, o rio Setúbal. E apresenta superfícies aplainadas e interflúvios tabulares recobertos por depósitos de cobertura localmente espessos. As formas de relevo que predominam são as do tipo superfícies onduladas em depressão, que são formas resultantes da atuação do escoamento superficial concentrado sobre superfície aplainada. 8.2.3. Geologia Regional O trecho rodoviário em estudo está inserido na região nordeste do Estado de Minas Gerais, na área de ocorrência das litologias do Grupo Macaúbas. O Grupo Macaúbas representa uma seqüência sedimentar pré-cambriana depositada em discordância sobre o Super Grupo Espinhaço e conhecida numa extensão superior a 500km com uma orientação aproximada N-S, dentro dos limites do Estado de Minas Gerais. A seqüência mais completa do Grupo Macaúbas, corresponde às seguintes formações: Na região do trecho em questão ocorre apenas a Formação Ribeirão da Folha, constituída basicamente por metapelitos, metacherts, formação ferrífera e orto-anfibolitos, ocorre topograficamente em um nível inferior, na parte correspondente à vertente leste da Chapada de São Domingos, onde se situa a cidade de Francisco Badaró. 46 A unidade é constituída dominantemente por uma sucessão monótona de quartzo-mica xistos, na grande maioria das vezes bandados. A estrutura bandada reflete o acamamento, que é evidenciado por variações composicionais e granulométricas rítmicas. As bandas são caracterizadas principalmente por proporções variáveis de quartzo, micas e plagioclásio, resultantes da recristalização metamórfica regional após a deposição alternada de sedimentos mais pelíticos e sedimentos mais psamíticos. A principal estrutura geológica regional é a falha de empurrão existente a oeste da seqüência do Grupo Macaúbas, que coloca estas litologias mais recentes em contato com as rochas quartzíticas mais antigas, do Grupo Diamantina Indiviso, Super Grupo Espinhaço. Esta estrutura de falha tem direção geral NNE-SSW, paralela à direção geral da seqüência do Grupo Macaúbas. Figura 8: Mapa Geológico Legenda • NQd: Coberturas detríticas em parte colúrio – eluviais e, eventualmente, lateríticas • NP3εs: Formação Salinas: metagrauvaca • NP2rf: Formação ribeirão da Folha: metassiltito, metachert, formação ferrífera bandada, ortoanfibolito. • NP2ca: Formação Chapada Acauã: quartzo-mica xisto com granada. Fonte: Mapa Geológico do Estado de Minas Gerais – Comig – CPRM 2003. 47 8.2.4. Pedologia Com relação aos solos que ocorrem na região, estes são do tipo: Podzólico Vermelho Amarelo (eutrófico). O solo tipo Podzólico Vermelho Amarelo ocorre na região rebaixada do relevo, na vertente que drena para o rio Araçuaí. Trata-se de um solo de textura média, argilosa, com horizonte A moderado, desenvolvidos em relevo ondulado em fase de caatinga hipoxerófila.. 8.2.5. Características Geológico-Geotécnicas do Traçado Morfologia local A partir da localidade de Jenipapo, situada em torno da elevação 620m, o traçado desenvolve-se segundo a direção geral SSE-NNW, descendo pela margem esquerda do rio Setúbal, e interceptando os talvegues secos de suas drenagens afluentes. Foto 01 – km 0,0 – início do trecho em Jenipapo, mostrando o relevo ondulado que predomina neste segmento. Após um trecho de topografia ondulada, por volta da estaca 250, o traçado se alça para alcançar um braço de espigão, resultante do processo de dissecação de superfície de aplainamento local, situado em torno da elevação 500m. Desenvolve-se por este espigão, inicialmente segundo a direção E-W e em seguida S-N, até atingir o ponto de interseção com a estrada existente, que á que liga Francisco Badaró com a cidade de Araçuaí. 48 Foto 02 – km 8,5 – Trecho de relevo aplainado na região do espigão, que predomina até o final do segmento. Este pequeno platô possui o topo aplainado, suavemente ondulado, com pequena declividade descendente, até a estaca final, situada em torno da elevação 400m. Materiais naturais ocorrentes no subleito da via Os solos ocorrentes no subleito da via são condicionados basicamente por uma característica litológica, que corresponde à intemperização dos quartzo-micaxistos da Formação Ribeirão da Folha, cujo produto é um solo residual de constituição silto-argilosa, com foliação evidente, recoberto por um horizonte coluvio-eluvionar de constituição argilo-siltosa. A espessura da camada argilosa é variável, sendo que é normal encontrarem-se horizontes de 1,0 a 2,0m de espessura. Em alguns casos estas espessuras podem chegar a 4,0m ou mais, em situações onde a deposição coluvionar é facilitada por processos gravitacionais, como nos depósitos de pé de encosta. Por outro lado existem trechos em que o quartzo-mica-xisto ocorre mais resistente e consequentemente aflora à superfície, praticamente sem cobertura coluvio/eluvionar. A separação do trecho em segmentos homogêneos é difícil de se fazer, em função da disposição dos horizontes no perfil de intemperismo, com a camada de constituição mais argilosa sobrepondo o solo residual siltoso, e estando sujeita a ser retirada nos segmentos de cortes mais profundos. Apresenta-se a seguir uma listagem com os segmentos onde foi possível definir uma predominância dos materiais residuais (siltes argilosos) no subleito: 49 • km 0,0 a 3.0 – solo residual/saprolito de xisto em diversas situações, com cortes mais altos, plenos, trechos em meia encosta, e trechos baixos de travessia de drenagens secas. • km 4,1 a 4,2 – o silte argiloso, de alteração do xisto, ocorre no fundo de cortes em meia encosta; • km 4,3 a 4,7 – o silte argiloso ocorre no corte pleno, recém corrigido; • km 6,3 a 6,6 – corte pleno, em rampa descendente, recém corrigido; • km 11,7 a 12,1 – corte pleno, de baixa altura, mas com o silte aflorando, em rampa descendente, recém corrigido; • km 12,7 a 12,8 – corte pleno, de baixa altura, com o silte aflorando, com erosões. Nos demais segmentos, predominam a camada superficial argilo-siltosa coluvio-eluvionar de coloração marrom claro a avermelhada. Ocorrência de materiais de 2ª e 3ª categorias Na região o predomínio é do relevo suave ondulado, onde ocorrem solos de alteração, conformados por litologias brandas, como os quartzo mica xistos e os metapelitos da Formação Rib. da Folha. Nessa situação são raros ou quase inexistentes os afloramentos rochosos ao longo do traçado, predominando os materiais de 1ª categoria, referentes aos solos de alteração e de cobertura. Apenas nos segmentos listados abaixo se pôde observar alguns afloramentos de rocha dura (quartzo-mica xisto), pouco decomposta a decomposta, em taludes de corte e na plataforma da estrada existente. A rocha que aflora é xistosa, de coloração verde acinzentada, com xistosidade bem desenvolvida segundo a direção N75ºE, mergulhando cerca de 65º a 80º ora para SW, ora para NE. Como geralmente a plataforma está estrangulada, deverá haver a necessidade de alargamento, o que poderá gerar cortes em materiais de 2ª ou 3ª categorias nos seguintes trechos: • km 0.2 a km 0,3 – corte com cerca de 3,0m de altura, com afloramento de quartzo-mica-xisto, que constitui material rochoso de 2ª categoria por cerca de 20m de extensão; podendo chegar a conformar 3ª categoria, se houver necessidade de alargar o corte para o LE. • km 1.5 – corte alto, curto, com afloramento de quartzo-mica-xisto duro, constituindo material rochoso de 2ª categoria por cerca de 30m de extensão; • km 2,1 a 2,2 – corte em meia encosta no LE, com afloramento de quartzo-mica-xisto duro, dobrado (material de 2ª categoria). Erodibilidade dos solos A natureza do material de cobertura coluvionar/eluvionar de predominância argilosa constitui uma proteção natural contra a erosão; isto, aliado à topografia relativamente suave da região, limita os 50 processos erosivos, que permanecem ativados apenas nos segmentos mais íngremes, onde o gradiente hidráulico é maior. As litologias do Grupo Macaúbas desenvolvem solos residuais siltosos, que quando expostos ao fluxo de águas pluviais ficam sujeitos ao desenvolvimento de erosões, entretanto o recobrimento argilo-siltoso coluvionar dos solos de cobertura bem como a resistência natural dos solos residuais, restringem este processo, não se observando uma proliferação muito acentuada das erosões na região de entorno da via. A exceção se faz para os locais onde se conjugam a declividade mais acentuada do traçado e a exposição do solo residual silto-arenoso, nos cortes necessários à implantação da via. Os taludes em solo residual apresentam sinais de erosão, como ravinas e sulcos, mas que não chegam a comprometer a sua estabilidade. Os pontos principais foram identificados estão relacionados com as sarjetas de corte e são listados e descritos a seguir. • km 0,7 – pequena erosão no bordo direito estrangulando a plataforma, que ocorre devido a concentração de fluxos sem proteção/dissipação. • km 2,1 – Erosão na lateral da via, por falta de sarjeta/proteção. • km 4,2 – Erosão no LD, com instabilização do talude de corte, (perda de geometria estável). • km 4,3 – Erosão nas laterais da pista em trecho de declividade alta, por falta de dispositivos de proteção, com instabilização dos taludes de corte, devido à perda de geometria estável. • km 11,9 – Erosão no LD da pista por falta de sarjeta, com instabilização de talude de corte, por perda da geometria estável. Transposição de vales e baixadas aluvionares e Fundação de Pontes A característica de clima semi-árido da região faz com que este trecho tenha uma peculiaridade, que é a ausência de travessias de drenagens e também de zonas de baixadas, com umidade elevada e conseqüente acumulação de solos compressíveis. Todas as drenagens são intermitentes e nenhuma drenagem perene é atravessada neste trecho; todas as demais estavam secas quando da inspeção. 51 Foto 14 – km 0,1 – Travessia de drenagem intermitente na saída de Jenipapo, em bueiro tipo Armco. 8.2.6. Disponibilidade de materiais naturais para construção Solos argilosos para empréstimo São comuns os horizontes de solo argiloso, provenientes das coberturas coluvionares, constituídas por argila siltosa a arenosa de cor vermelha e com excelentes características para utilização em aterros, principalmente no segmento final do traçado, a partir do km 3,0. No trecho inicial, ou seja, até o km 3,0, correspondente à parte mais baixa, junto ao vale do rio Setúbal, onde a topografia é mais arrasada, a cobertura argilosa foi suprimida pela erosão, que expôs o solo residual e por vezes até a rocha decomposta. Areias e cascalhos naturais A região é servida por dois grandes rios, a saber, o rio Setúbal e o rio Araçuaí e as ocorrências de areia natural nos leitos destas drenagens são relativamente comuns, em função das características geológicas da rocha matriz regional, de constituição quartzítica. Foram inspecionadas duas ocorrências em exploração, sendo uma no rio Araçuaí e outra no rio Setúbal. A ocorrência indicada está situada na localidade de Gouvêa, um distrito de Leme do Prado, nas seguintes coordenadas: E = 746.011 e N = 8.105.321. 52 Ocorrências de cascalho quartzoso médio a grosso, com fragmentos angulosos, ou com rolamento dos seixos, com ou sem ocorrência de laterita associada, são abundantes ao longo de todo o trecho, predominantemente nas margens do rio Araçuaí e também do Rio Setúbal. Estão associadas à formação de terraços antigos do rio Araçuaí, e também do rio Setúbal, e pela geração da condição de laterização parcial dos horizontes preservados. As principais jazidas indicadas neste estudo são listadas a seguir: • km 16,0, a cerca de 1,8km à esquerda do trecho, no LE. Trata-se de cascalheira atualmente em exploração para a reforma da estrada existente, onde o material é um cascalho de seixos rolados, explorado em alto de encosta, com espessura da ordem de 2,0 metros • Cascalheiras observadas na região de Araçuaí, provenientes de terraços antigos do rio Araçuaí. Trata-se de varias ocorrências, quase todas com a mesma característica, de serem seixos rolados, com 1,0 a 5,0 cm de diâmetro, constituídos de quartzo, contendo fina película de oxidação, e ainda alguns fragmentos de rocha básica. Pose ocorrer uma camada de argila arenosa vermelha recobrindo parcialmente a jazida. • Uma das jazidas vistas não apresenta sinais de rolamento, estando os fragmentos de quartzo irregulares e facetados, • Material Pétreo Para fornecimento de agregados graúdos para o revestimento e obras, foi identificada a pedreira de Araçuaí - Trata-se de uma ocorrência de xisto gnaissificado, explorada comercialmente com licença ambiental e volume suficiente, localizada no final do trecho, em propriedade da empresa Pedreira Araçuaí; A Pedreira Araçuaí, está situada em Araçuaí, com grande potencial de matéria-prima, porém sua instalação é de porte pequeno para atendimento à obra. A rocha é de cor cinza escuro a preto, muito resistente e pouco lamelar, e tem sido explorada para atendimento a diversos trechos da região. 8.2.7. Recursos Hídricos Hidrologia Os rios que drenam a região pertencem à Bacia do Jequitinhonha. São rios de grande importância, tanto do ponto de vista econômico quanto social. Merecem destaque os rios Araçuaí, Gravatá, Setúbal, Piauí e Calhauzinho. O rio Araçuaí, inteiramente perene, embora na grande maioria de seus afluentes não corra água durante todo o ano, havendo rios que já secaram completamente como o de Águas Sujas, no município de Berilo. O rio Araçuaí corre paralelamente ao curso do rio Jequitinhonha, desaguando neste rio próximo à cidade de Araçuaí. Suas águas geralmente claras contrastam com as águas 53 barrentas do Jequitinhonha. Dentre os principais formadores do Araçuaí pela margem direita estão os rios Itacambira, Grande Itanguá, São João, Fanado, Capivari, Gravatá e Setúbal, e os ribeirões Santo Antônio, São Lourenço e Calhauzinho. Os principais tributários da margem esquerda são os ribeirões Soledade, do Atlas e dos Afonsos, o córrego Água Limpa e o rio Preto. A rede de drenagem local apresenta um padrão dendrítico sobre os metamorfitos da Formação Ribeirão da Folha. Nos granitóides têm-se um padrão pinado nas serras e pontões, e os maciços circulares mostram um padrão radial centrífugo. Figura 9: Hidrologia Jenipapo de Minas 54 Hidrologeologia No município de Jenipapo podem-se distinguir dois domínios hidrogeológicos: 1) de rochas metamórficas do Neoproterozóico e granito do Paleozóico; 2) de coberturas detríticas do Cenozóico. Esses domínios hidrogeológicos podem ser enquadrados nos sistemas aqüíferos granular e fissurado. Todo o conjunto é explorado por um total de 14 (quatorze) poços tubulares profundos. O sistema aqüífero granular é representado por sedimentos pouco consolidados que constituem as coberturas detríticas de composição areno-argilosa, eventualmente laterizadas. Em termos hidrogeológicos possuem porosidade primária e boa permeabilidade. Os aqüíferos relacionados ao manto de decomposição são de ocorrência generalizada e mostram grande variabilidade de composição e de espessura (1 a 45m) determinada pelo tipo litológico originário, condições paleoclimáticas e condicionamento morfotectônico. São aqüíferos potencialmente fracos, mas importantes no processo de recarga dos aqüíferos fissurais subjacentes, através de filtração vertical. Somente um poço foi cadastrado nesse sistema. O sistema aqüífero fissurado ocorre em toda extensão do município estando relacionado às rochas xistosas do Grupo Macaúbas (Formação Ribeirão da Folha) e ao granito Mangabeiras. De um modo geral, apresenta baixo potencial hidrogeológico, sendo as feições estruturais responsáveis por variações locais de produtividade. Nesse sistema predominam as fraturas, falhas e xistosidades que fornecem a porosidade secundária. Apresentam, via de regra, baixa vazão o que, no entanto, não diminui sua importância como alternativa de abastecimento em casos de pequenas comunidades ou como reserva estratégica em períodos prolongados de estiagem. O potencial hidrogeológico é dependente da densidade e intercomunicação das descontinuidades, aspecto que geralmente se traduz em reservatórios aleatórios e de pequena extensão. 8.2.8. Solos As coberturas detríticas, em parte colúvio-eluviais e com ocorrência eventual de lateritas, recobrem parte das seqüências anteriores e ocupam, em geral, as cotas mais elevadas. Para esses sedimentos pode-se atribuir uma origem residual pela atuação de ciclo erosivo em rochas mais antigas, resultando na desagregação, alteração e laterização. Esses depósitos superficiais são caracterizados por sedimentos diversificados, tanto na sua composição, quanto na sua distribuição; via de regra, são formados de cascalho fino, areia, material síltico-argiloso, e porções limonitizadas, em finas camadas ou em blocos e concreções. 55 Nas áreas de chapadas, ocorre o predomínio dos solos latossolo vermelho-amarelo-húmico e vermelho-amarelo-húmico álico, enquanto nos rebordos verifica-se a presença dos litossolos. Nas áreas de depressões, constata-se o predomínio dos solos podzólicos e cambissolos eutróficos e, nos trechos fluviais, os aluviais eutróficos. 8.3. MEIO BIÓTICO 8.3.1. Flora O Instituto Estadual de Floresta (IEF), em um mapeamento feito em 1994, para o programa prófloresta, constatou que a vegetação secundária ocupa grande parte da região. A cobertura vegetal original predominante é o cerrado, caracterizado por uma estrutura arbórea de esgalhamento profuso, folhas grandes, coriáceas e perenes com cascas corticosas. Em alguns trechos, apresenta-se como uma savana arborizada ou campo cerrado, caracterizado por estrato gramíneo-lenhoso contínuo, entremeado de árvores gregárias, sujeitas a queimadas induzidas. As espécies mais encontradas nessa área são as Eugenias Dysenterica (Cagaiteira), Magonia pubescens (Tingui), Qualea Parviflora (pau-da-terra - folha-úmida), e Qualea Grandiflora (pau-daterra-folha-larga) dentre outras. Outros tipos de formações vegetais também são encontradas, como as florestas de galeria, que têm os vales dos principais rios como área de ocorrência. Apresentam-se bastante degradadas em decorrência do desmatamento, principalmente para a prática da agropecuária. Encontram-se, ainda, áreas de caatinga, evidenciando a transição da cobertura vegetal que caracteriza esse município. Tabela 4: Relação de Espécies Vegetais de Importância Ecológica Nome Científico Nome Vulgar Nível de Extinção2 Cinnamomum zeylanicum Canela Não ameaçado Lecythis sp Sapucaia Não ameaçado Anadenanthera colubrina Angico branco Não ameaçado Lophius sp Tamboril Não ameaçado Hymenaea courbaril Jatobá Não ameaçado Melanoxylon brauna Braúna-preta Vulnerável Piptadenia communis Jacaré Não ameaçado Plathymenia reticulata Vinhático Não ameaçado Genipa americana Genipapo Não ameaçado Ficus sp Gameleira Não ameaçado Guazuma ulmifolia Mutamba Não ameaçado 56 Cecropia sp Embauba Não ameaçado Eriotheca macrophylla Imbiruçu Não ameaçado Guatteria nigrescens Pindaíba-preta Não ameaçado Cedrela sp Cedro Não ameaçado Tibouchina granulosa Quaresmeira Não ameaçado Tabebuia sp Ipê Vulnerável Cecropia pachystachya Embaúba Não ameaçado Lista Oficial de Flora Ameaçada de Extinção Através da Portaria Nº 37-N, de 3 de abril de 1.992, IBAMA - Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção e Deliberação COPAM Nº 85, de 21 de outubro de 1997. 8.3.2. Fauna Conforme indicado nas observações e na bibliografia consultada a fauna da região é bastante diversa e rica. Foram encontrados indivíduos de todos os grupos animais com exceção dos Anfíbios do tipo Caudata (Samalandras). Por se tratar de uma área altamente antropizada a biodiversidade de fauna tende a diminuir ficando apenas as espécies mais resistentes ou que se adaptaram melhor às alterações. A seguir listaremos todas as espécies encontradas via observação direta, indireta e por revisão bibliográfica. Relação de Espécies Da Fauna Mamíferos Nome Científico Nome Vulgar Nível de Extinção3 Cerdocion thous Cachorro do Mato Vulnerável*,** Leopardus wiedii Gato do Mato ou Gato Vulnerável*,** Maracajá Didelphidae (Família) Gambá Não ameaçado Hydrochaeris hydrochaeris Capivara Não ameaçado Conepatus semistriatus Jaritataca Não ameaçado Lontra longicaudis Lontra Não ameaçado Cerdocyon thous Raposa caranguejeira, Não ameaçado raposa, Cachorro do mato, Graxaim Nasua nasua Quati Não ameaçado Eyra barbara Irara Não ameaçado Callicebus personatus Guigó Vulnerável*, Ameaçada vulnerável** 57 Dasypus novemcinctus Tatu-galinha Não ameaçado Cabassous unicinctus Tatu-do-rabo-mole Ameaçada – vulnerável** Callithrix sp Soim ou Mico Algumas espécies estão em estado Vulnerável*, Ameaçada criticamente em perigo** ou Ameaçada - em perigo** * - Lista MMA ** - Lista Estadual Aves Nome Científico Nome Vulgar Nível de Extinção2 Columbina sp Rolinha Não ameaçado Thraupis sayaca Assanhaço cinzento Não ameaçado Piranga flava Sanhaço-de-Fogo Não ameaçado Zonotrichia capensis Tico-tico Não ameaçado Colaptes campestris Pica-pau Não ameaçado Turdus leucomelas Sabiá-barranco Não ameaçado Vanellus chilensis Quero-quero Não ameaçado Buteogallus meridionalis Gavião-cabolco Não ameaçado Strigiformes (Ordem) Coruja Não ameaçado Hemithraupis ruficapilla Saira-da-mata Não ameaçado Tangara cayana Saira amarelo Não ameaçado Cariama cristata Seriema Não ameaçado Crypturellus parvirostris Inhambu-xororó Não ameaçado Furnarius rufus João de Barro Não ameaçado Pitangus sulphuratus Bem-te-vi Não ameaçado Phacellodomus sp João-graveteiro Não ameaçado Ceryle torquatus Martim pescador grande Não amaeaçado Guira guira Anu-branco Não amaeaçado * - Lista MMA ** - Lista Estadual 58 8.4. MEIO SOCIOECONÔMICO 8.4.1. Histórico O surgimento do município de Jenipapo de Minas teve como origem um cemitério situado na margem esquerda do rio Setúbal, onde foi sepultado um escravo de nome Joaquim, cuja alma virtuosa concedia graças a muitas pessoas. Em 1931, um dos moradores da vizinhança, o senhor Manoel Rodrigues dos Santos, teve a idéia de construir uma capela próxima ao cemitério, e com a ajuda do carpinteiro David Lisboa, vindo de uma comunidade vizinha, construíram a primeira capelinha de Jenipapo. A partir daí, a paróquia de Araçuaí começou a enviar padres para celebrarem missas mensalmente na capela, que foi restaurada por voluntários em 1983, sendo, hoje, Patrimônio Histórico do Município. No ano de 1954, o vigário Willy, holandês, da paróquia de Berilo, começou a celebrar missas na Vila de Jenipapo todos os meses e ajudou o senhor Manoel Rodrigues dos Santos a dar continuidade ao povoamento da vila, adquirindo áreas para a construção de praças, igrejas, escolas e doando lotes para aqueles que sonhavam construir sua casa e não tinham terreno. Devido a grande quantidade de jenipapeiros existentes ao redor de uma lagoa, que dava ao local um aspecto pitoresco, recebeu o nome de Jenipapo, que permaneceu por muito tempo, até a sua emancipação político-administrativa, em 21 de dezembro de 1996, quando passou a se chamar Jenipapo de Minas. Figura 10: Capela São Sebastião 59 8.4.2. Considerações sobre o Município Jenipapo de Minas é um município localizado no Médio Jequitinhonha, com área correspondente a 285,6 km². Possui uma população de 6.461 habitantes, sendo 2.022 na Zona Urbana e 4.439 na Zona Rural, emancipado há 10 anos, encontra-se ainda no seu terceiro mandato administrativo e, por ser um Município novo, tem muitos problemas de infra-estrutura. Apresenta um relevo predominantemente de planície apresentando elevação em pontos isolados, com altitude na Zona Rural correspondente a 1200 m e na Zona Urbana a 480 m. Limita-se ao Norte com Francisco Badaró, ao Sul com Novo Cruzeiro a Leste com Araçuaí e a Oeste com Chapada do Norte. O Município fica a 590 km da Capital. Possui um solo argiloso e areno-argiloso; seu clima é quente e seco, a vegetação predominante é o cerrado, a caatinga e árvores caducifólias. Possui um índice de analfabetismo de 30,4% de acordo com Censo de 2000, sendo que essa taxa tem-se diminuído, graças aos programas oferecidos. A sede localiza-se à margem do Rio Setúbal, não muito longe da confluência com o rio Araçuaí. Sua economia baseia-se em maior parte na agricultura e pecuária de subsistência que sofre graves conseqüências por causa da seca assola a região, levando grande número de pessoas a deixarem as suas famílias e migrarem para outros estados para trabalharem no corte de cana-de-açúcar e na colheita de café, durante as temporadas para ajudarem no sustendo das famílias. Existem também alguns comércios, pequenas oficinas de transformações, nas quais se destacam: marcenarias de móveis em artesanato, alambiques, engenhos, produção artesanal de queijos, requeijões, doces, licores, tendas de farinha e artesanato em teares, toalhas, cobertores, tapetes, etc. O Município de Jenipapo de Minas conta com doze escolas municipais rurais, atendendo alunos do Ensino Fundamental - 1ª à 4ª série, na faixa etária de 6 a 14 anos e uma escola, na sede, de Educação Infantil com 07 turmas, atendendo crianças do 1º, 2º e 3º períodos, e uma creche que atende crianças de 0 a 3 anos. O Município é atendido pela água da COPASA, e está em fase de implantação o Sistema de Esgotamento Sanitário e expansão do Sistema de Abastecimento de Água pelo IGAM e em fase de implantação o Sistema de Destinação Final de Resíduos Sólidos (SEDRU). Está ainda em vistas de receber a Obra de Construção da Barragem de Setúbal encontrando-se a montante a 12 km de distância da sede. 60 8.4.3. Demografia População por Situação de Domicílio, 1991-2000. 1991 2000 População Total 5.265 6.490 Urbana 1.663 2.022 Rural 3.602 4.468 Taxa de Urbanização 31,59% 31,16% No período 1991-2000, a população de Jenipapo de Minas teve uma taxa média de crescimento anual de 2,44%, passando de 5.265 em 1991 para 6.490 em 2000. A taxa de urbanização diminuiu 1,36, passando de 31,59% em 1991 para 31,16% em 2000. Em 2000, a população do município representava 0,04% da população do Estado e 0,00% da população do País. Estrutura Etária, 1991 e 2000. 1991 2000 Menos de 15 anos 2.317 2.485 15 a 64 anos 2.716 3.622 65 anos ou mais 232 383 Razão de Dependência 93,9% 79,2% Indicadores de Longevidade, Mortalidade e Fecundidade, 1991e 2000. 1991 2000 Mortalidade até 1 ano de idade (por 1000 nascidos vivos) 55,9 48,9 Esperança de vida ao nascer (anos) 60,1 64,3 Taxa de Fecundidade Total (filhos por mulher) 6,4 4,2 No período de 1991-2000, a taxa de mortalidade infantil do município diminuiu 12,39%, passando de 55,86 (por mil nascidos vivos) em 1991 para 48,94 (por mil nascidos vivos) em 2000, e a esperança de vida ao nascer cresceu 4,16 anos, passando de 60,10 anos em 1991 para 64,26 anos em 2000. 61 8.4.4. Educação Nível Educacional da População Jovem, 1991 e 2000. Faixa Taxa de % com menos de % com menos de 8 % freqüentando Etária Analfabetismo 4 anos de estudo anos de estudo a escola (anos) 1991 - 2000 1991 - 2000 1991 - 2000 1991 - 2000 7 a 14 45,5 - 20,9 10 a14 29,1 - 8,3 87,5 - 56,1 15 a 17 19,5 - 4,7 56,1 - 19,2 95,3 - 79,2 34,0 - 76,0 18 a 24 24,7 - 13,8 56,2 - 37,3 87,8 - 72,0 - - - - - 77,5 - 95,8 - - 79,2 - 96,0 - Nível Educacional da População Adulta (25 anos ou mais), 1991 e 2000. 8.4.5. 1991 2000 Taxa de analfabetismo 61,1 49,2 % com menos de 4 anos de estudo 84,0 74,0 % com menos de 8 anos de estudo 96,8 91,6 Média de anos de estudo 1,5 2,3 Renda Indicadores de Renda, Pobreza e Desigualdade, 1991 e 2000. 1991 2000 Renda per capita Média (R$ de 2000) 53,4 84,6 Proporção de Pobres (%) 80,0 67,8 Índice Gini 0,47 0,55 A renda per capita média do município cresceu 58,34%, passando de R$ 53,43 em 1991 para R$ 84,40 em 2000. A pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 75,50, equivalente à metade do salário mínimo vigente em agosto de 2000) diminuiu de 15,20%, passando 80% em 1991 para 67,8% em 2000. A desigualdade cresceu: o índice Gini passou de 0,47 em 1991 para 0,55 em 2000. 62 Porcentagem da Renda Apropriada por Extratos da População, 1991 e 2000. 1991 2000 20% mais pobres 5,0 3,1 40% mais pobres 14,2 10,9 60% mais pobres 28,4 22,7 80% mais pobres 49,7 41,4 20% mais ricos 50,3 58,7 1991 2000 Geladeira 13,9 27,9 Televisão 13,4 33,7 Telefone 0,0 6,5 Computador ND 0,2 1991 2000 Água Encanada 17,2 31,0 Energia Elétrica 29,5 44,0 Coleta de Lixo 1,1 50,6 Acesso a Bens de Consumo, 1991 e 2000. ND = não disponível 8.4.6. Habitação Acesso a Serviços Básicos, 1991 e 2000. 8.4.7. Vulnerabilidade Indicadores de Vulnerabilidade Familiar, 1991 e 2000. 1991 2000 % de mulheres de 10 a 14 anos com filhos ND 0,1 % de mulheres de 15 a 17 anos com filhos 19,5 2,6 % de crianças em famílias com renda inferior à 1/2 salário mínimo 89,1 79.7 % de mães chefes de família, sem cônjuge, com filhos menores 8,8 8,5 ND = não disponível 63 8.4.8. Desenvolvimento Humano Indicador de Desenvolvimento Humano. 1991 2000 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 0,515 0,618 Educação 0,523 0,685 Longevidade 0,585 0,654 Renda 0,437 0,514 Evolução 1991-2000. No período 1991-2000, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Jenipapo de Minas cresceu 20,0%, passando de 0,515 em 1991 para 0,618 em 2000. A dimensão que mais contribuiu para este crescimento foi a Educação, com 52,6%, seguida pela Renda, com 25,0% e pela Longevidade,com 22,4%. Neste período, o hiato de desenvolvimento humano (a distância entre o IDH do município e o limite máximo do IDH, ou seja, 1 – IDH) foi reduzido em 21,2%. Se mantivesse esta taxa de crescimento do IDH-M, o município levaria 18,9 anos para alcançar São Caetano do Sul (SP), o município com o melhor IDH_M do Brasil (0,919), e 14,6 anos para alcançar Poços de Caldas (MG), município com o melhor IDH-M do Estado (0,841). Situação em 2000 Em 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Jenipapo de Minas é 0,618. Segundo a classificação do PNUD, o município está entre as regiões consideradas de médio desenvolvimento humano (IDH entre 0,5 e 0,8). Em relação aos outros municípios do Brasil, Jenipapo de Minas apresenta uma situação ruim: ocupa a 4330ª posição, sendo que 4329 municípios (78,6%) estão em situação melhor e 1177 municípios (21,4%) estão em situação pior ou igual. Em relação aos outros municípios do Estado, Jenipapo de Minas apresenta uma situação ruim: ocupa a 807ª posição, sendo que 806 municípios (94,5%) estão em situação melhor e 46 municípios (5,55) estão em situação pior ou igual. 9. PASSIVO AMBIENTAL O conceito de Passivo Ambiental pode ser entendido como toda pendência ambiental gerada na implantação ou operação de um empreendimento, ou seja, qualquer degradação da qualidade 64 ambiental (débito) não recuperado ou mitigado (pago) fazendo com que, sobre aquela degradação, continuem incidindo novos impactos indesejáveis com conseqüente acréscimo de custo para a sua regularização. Os impactos ambientais cadastrados ao longo do segmento compreenderam o passivo ambiental instalado a partir da implantação da rodovia e atividades antrópicas danosas ao corpo estradal, à faixa de domínio e à região lindeira. 9.1. • CADASTRO DE PASSIVOS E RECUPERAÇÃO Estaca 5 LD - Talude exposto Revegetar com hidrossemeadura. Foto 1: Estaca 5. 65 • Estaca 15 LE - Talude O talude será reconformado com a implantação do projeto de melhoria. Foto 2: Estaca 15. • Estaca 16 LD - Talude exposto O passivo será totalmente recuperado com a implantação da obra. • Estaca 21 LE - Talude exposto O passivo será totalmente recuperado com a implantação da obra. Foto 3: Estaca 21. 66 • Estaca 45 LE - Erosão no bordo Será recuperado com a terraplenagem Foto 4: Estaca 45. • Estaca 70 LE - Erosão em talude Reconformação do talude e aplicação de hidrossemeadura. Foto 5: Estaca 70. 67 Foto 6: Estaca 70. • Estaca 90 LD - Erosão no bordo - LE Talude A erosão no bordo será recuperada na terraplenagem. Com a implantação do projeto, o talude será reconformado e receberá revegetação por hidrossemeadura. Foto 7: Estaca 90. 68 • Estaca 105 LE - Erosão no bordo Será recuperado na terraplenagem Foto 8: Estaca 105. • Estaca 115 LE - Talude sem reconformação. O passivo será totalmente recuperado com a implantação do projeto. Foto 9: Estaca 115. 69 • Estaca 160 - LD/LE - Talude desnudo O passivo será totalmente recuperado com a implantação do projeto. Foto 10: Estaca 160 LE Foto 11: Estaca 160 LD. 70 • Estaca 205 LD - Talude a reconformar - LD/LE Erosão no bordo Reconformar o talude e aplicar semeadura manual Os bordos serão recuperados na operação de terraplenagem Foto 12: Estaca 205 LD. Foto 13: Estaca 205 LE. 71 • Estaca 590 LD - Erosão em talude O passivo será totalmente recuperado com a implantação do projeto. Foto 14: Estaca 590 - Erosão em talude 10. AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS A avaliação dos impactos relaciona todos aqueles que deverão ser mitigados ou compensados no Plano de Controle Ambiental. As principais ações modificadoras do meio ambiente a serem avaliadas são: • Implantação e desmobilização do canteiro de obras; • Desmatamento, destoca e limpeza do terreno; • Terraplenagem, empréstimo e bota-fora; • Drenagem; • Exploração de jazidas; e, • Operação da rodovia. 10.1. INSTALAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS A instalação do Canteiro de Obras envolve a construção e montagem do acampamento, oficinas e depósitos de material asfáltico, podendo gerar os seguintes impactos: • Acidentes envolvendo operários e prováveis usuários; • Proliferação de vetores indesejáveis; 72 • Falta de higiene no acampamento; • Obstrução de talvegues e obras de drenagem; • Degradação da área utilizada para a instalação do canteiro; • Poluição da água superficial e subterrânea; • Poluição do ar; • Aumento na geração de ruídos e vibrações; e, • Supressão de vegetação. 10.2. DESMATAMENTO E LIMPEZA DO TERRENO O desmatamento na implantação de rodovias pode causar os seguintes impactos: • Expor os solos e os taludes naturais à erosão; • Facilitar o assoreamento e sobrecarga dos sistemas de drenagem; • Perda de proteção a escorregamentos e quedas de pedras; e, • Focos de incêndios. 10.3. TERRAPLENAGEM, EMPRÉSTIMOS E BOTA-FORA Nesta fase, podem ser gerados os seguintes impactos: • Ocorrência de acidentes, provocados pela poeira e lama, interferência com o público nas aéreas mais povoadas; • Desrespeito às normas de trânsito; • Assoreamento de talvegues; • Degradação de áreas; • Erosões e assoreamentos; • Represamento de fluxo de água; • Proliferação de insetos; e, • Supressão de vegetação. 10.4. DRENAGEM Os sistemas de drenagem, quando ineficientes podem causar problemas para a conservação da rodovia e afetar as propriedades lindeiras: • Inundação das áreas marginais de cidades; 73 • Perda de vegetação; • Erosões; e, • Assoreamentos. 10.5. EXPLORAÇÃO DE JAZIDAS • Supressão de vegetação; • Erosões; • Assoreamentos de cursos d’água; e, • Alteração da topografia. 10.6. OPERAÇÃO DA RODOVIA A operação de uma rodovia gera uma série de modificações no meio ambiente original, sendo as principais: • Aumento dos níveis de ruídos e vibrações; • Poluição da água e do ar; • Problemas de segurança da comunidade; e, • Alteração no uso e ocupação do solo. Os canteiros de obra serão instalados e reconformados após a sua desativação, conforme as medidas adotadas pelo PCA. De acordo com os dados apresentados relativos a volume de empréstimos, bota-foras e áreas a serem recuperadas, ocupação de áreas lindeiras, pode-se avaliar que os impactos negativos decorrentes da implantação da camada asfáltica da rodovia são de pequena monta e possíveis de mitigações. Cuidados especiais devem ser tomados na execução das mudanças de traçado propostas, já que haverá supressão de vegetação e esta deverá ser restrita ao máximo à área necessária para a sua implantação. 74 Matriz de Correlação de Impactos Ambientais Fatores Ambientais Meio Biótico Meio Físico Meio Antropico Ações de Empreendimento FASES ESTUDOS PROJETOS ENGENHARIA E OBRAS 1 Estudo de Viabilidade Estudo do Traçado/Projeto Básico Desapropriação de Terras Alocação de Mão-de-Obra Infra-estrutura e Obras de Apoio Remoção de Cobertura Vegetal Terraplenagem Remoção de Rocha Extração de Minerais Classe II Preparação de Base e Pavimentação Acessos e Serviços Obras-de Arte Obras de Drenagem Depósito de Material Asfáltico Regulamentação de Tráfego Abertura de Tráfego Conservação e Manutenção OBS.: D – EFEITO/IMPACATO DIRETO 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 D D 13 D D 14 15 I I D D D D I I D I D D D D D D D D D D D I D D D D D D D D D D D D D D I D I D I D D D D I I D I I I I I D D D I I I D I D D D D D I I D I D D D D I I I I D D I I I D D I D D D D 17 D D D I D D D 16 D D D D D D D 18 19 I D D I D D D D D D 20 D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D DD I – EFEITO/IMPACTO INDIRETO 1 – Qualidade do Ar 6 – Água Superficial 11 – Paisagem 16 – Estrutura Produtiva de Serviços 2 – Microclima 7 – Água Subterrânea 12 – Patrimônio Natural/Cultural 17 – Organização Social 3 – Ruídos e Vibrações 8 – Vegetação 13 – Uso e Ocupação do Solo 18 – Saúde e Segurança 4 – Relevo 9 – Fauna Terrestre 14 – Dinâmica Populacional 19 – Impostos e Tributos 5 – Solo 10 – Ecossistemas Aquáticos 15 – Nível de Vida 20 – Renda e Emprego 75 Quadro de Avaliação de Impacto de Obras Rodoviárias Fase de Estudos Projetos Ação Estudo de viabilidade Impacto/Efeitos Ambientais Atributos Geração de renda e emprego Benéfico, direto, regional, Expectativa de desenvolvimento regional temporário, imediato e Medidas Mitigadoras reversível. Especulação imobiliária; geração de Adverso, direto/indireto, Compatibilidades com planos e programas conflitos de uso e ocupação do solo; pressão regional, temporário, governamentais; esclarecimento público sobre o patrimônio natural e cultural; tensão curto prazo e reversível. sobre o empreendimento; considerações social. dos recursos ambientais e unidades de conservação. Estudo de Traçado/Projeto Básico Geração de renda e emprego; perspectiva de Benéfico, direto/indireto, regional desenvolvimento regional; estratégico, imediato, médio e longo prazo e reversível. Especulação imobiliária; geração de Adverso, direto/indireto, Compatibilidades com planos e programas conflitos de uso e ocupação do solo; pressão regional, temporário, governamentais; discussão das alternativas sobre o patrimônio natural e cultural; tensão curto prazo e reversível. de traçado; avaliação dos conflitos de uso social; aumento do fluxo de tráfego e do do solo; análise das condições físicas, risco de acidentes; potencial de degradação biológicas e sócio-econômicas; observação das áreas de intervenção. dos aspectos de segurança de tráfego; plano de reabilitação das áreas degradadas. 76 Fase de Engenharia de Obras Ação Desapropriação de Terras Alocação de Mão-de-Obra Infra-estrutura e Obras de Apoio (canteiro de obras e alojamento) Remoção da Cobertura Vegetal Impactos/Efeitos Ambientais Parcelamento do solo alteração da modalidade de uso; Deslocamento de população; Perdas de áreas produtivas relocamento de infra-estrutura. Geração de renda, emprego, impostos e tributos; Incremento de estrutura produtiva e estrutura de serviços. Potencial de atração de imigrantes; Aumento dos riscos de doenças socialmente transmissíveis; Aumento da demanda de infraestrutura urbana; Alteração de hábitos e costumes. Alteração do perfil das encostas; Disposição de efluentes do solo; Contaminação das águas superficiais e subterrâneas; Remoção da cobertura vegetal; Conflito de uso do solo. Alteração de micro-clima; Degradação de solos; Alterações de habitats e da paisagem Atributos Medidas Mitigadoras Adverso, direto, local permanente imediato e irreversível. Estudo de alternativas de traçado; Avaliação real do patrimônio; Planejamento de assentamento Benéfico, direto, local temporário, imediato e reversível. Adverso, direto, local temporário, imediato e irreversível. Recrutamento local de mão-de-obra; prevenção e controle de saúde humana; Aplicação de recursos em investimentos sociais; Melhoria dos serviços de assistência social e segurança pública. Adverso, direto/indireto, local temporário imediato e reversível. Implantação em locais adequados; terrenos favoráveis; controle de drenagem; efluentes e resíduos sólidos; reabilitação das áreas degradadas. Adverso, direto/indireto, local permanente, imediato/médio e longo prazo e irreversível. Revegetação da faixa de domínio; Desmate restrito às áreas de intervenção; Proteção de árvores de valor paisagístico e/ou imunes de corte; Obter licença de desmatamento junto aos órgãos florestais competentes. 77 Ação Terraplenagem (cortes, aterros, bota-foras e áreas de empréstimos). Impactos/Efeitos Ambientais Emissão de material particulado, ruído e vibrações; Alterações do perfil de encostas; Degradação dos solos e riscos de erosão; Aumento de carga sólida e redução da disponibilidade hídrica; Alteração da paisagem e degradação do patrimônio natural e cultural; Modificação na forma de ocupação do solo. Emissão de gases e material particulado; ruído e vibrações; alteração do perfil das encostas; degradação dos solos e riscos de erosão; alteração da paisagem e degradação do patrimônio natural e cultural. Atributos Medidas Mitigadoras Adverso, direto/indireto, local permanente, imediato/médio e longo prazo e reversível/irreversível. Otimização da compensação de cortes e de aterros; Limitação da terraplenagem às áreas de intervenção; Controle de estabilidade geotécnica de taludes; Controle de erosão e reabilitação das áreas degradadas; Proteção de nascentes e cursos d’água. Adverso, direto, local, permanente, imediato, irreversível. Plano de fogo adequado; controle de estabilidade geotécnica; controle de erosão e reabilitação das áreas degradadas; proteção do patrimônio natural e cultural. 78 Fase de Engenharia e Obras Ação Impactos/Efeitos Ambientais Emissão de material particulado; ruídos e vibrações; alteração do perfil das encostas; degradação dos solos e riscos de erosão; Extração de Minerais Classe II poluição hídrica e degradação dos (brita, areia, cascalho) ecossistemas aquáticos; alteração da paisagem e degradação do patrimônio natural e cultural; degradação da vegetação. Preparação Pavimentação da Acessos e Serviços Base Alteração do micro-clima; e Ruídos e vibrações; Alteração no “run-off”. Alteração do perfil das encostas; degradação dos solos e dos riscos de erosão; aumento da carga sólida e redução da disponibilidade hídrica; degradação da vegetação, da paisagem e patrimônio natural e cultural. Atributos Adverso, direto/indireto, local, permanente, imediato/médio e longo prazo e reversível/irreversível. Adverso, direto/indireto, local temporário/permanente, imediato e reversível/irreversível. Adverso, direto/indireto, local temporário/permanente, imediato/médio e longo prazo e reversível/irreversível. Obras e Drenagem Adverso, direto/indireto, local, Degradação dos solos e riscos de erosão, permanente, imediato e alteração no “run-off” irreversível. Obras-de-arte Degradação de vegetação ciliar, alteração da Adverso, paisagem e degradação do patrimônio permanente, natural e cultural; irreversível. Alteração da modalidade de uso do solo direto, local, imediato, Medidas Mitigadoras Plano de fogo adequado; controle de estabilidade geotécnica; controle de erosão e reabilitação de áreas degradadas; proteção do patrimônio natural e cultural; avaliação ambiental dos locais dos jazimentos. Revegetação adequada da faixa de domínio; Dimensionamento adequado do sistema de drenagem. Restrição à abertura de vias de acesso; Controle de reabilitação das áreas degradadas; Proteção de nascentes e cursos d’água; Proteção do patrimônio natural e cultural Dimensionamento adequado do sistema de drenagem; Dissipação de energia e controle de erosão Limitação da área de intervenção; Redução das áreas de desmate; Proteção do patrimônio natural e cultural; 79 Ação Impactos/Efeitos Ambientais Depósito de Material Asfáltico Atributos Emissão de gases e material particulado; Adverso, Ruídos e vibrações; temporário, Alteração de paisagens e conflitos de uso de irreversível. solo local Medidas Mitigadoras Reabilitação das áreas degradadas Implantação de sistemas de direto, local, tratamento de emissões; imediato, Avaliação ambiental dos locais de reabilitação das áreas degradadas. Fase de Operação Ação Abertura de Tráfego Impactos/Efeitos Ambientais Emissão de gases particulados; Aumento de pressão sonora; Aumento do fluxo de tráfego; Risco de acidente. Gerações de impostos e atributos; Fomento da estrutura produtiva e de serviços; Melhoria das condições de acessibilidade; Melhoria do fluxo de circulação de mercadorias e produtos; Indução do crescimento econômico; Melhoria do nível de vida Acompanhamento e controle de erosão e reabilitação de áreas degradadas; Proteção e limpeza da faixa de domínio; Campanhas de educação ambiental e de trânsito; Proteção da sinalização de segurança Atributos Medidas Mitigadoras Monitorização e controle de ruíAdverso, direto, local/regional, per- dos e emissões atmosféricas; sinamanente, imediato, irreversível. lização de segurança; fiscalização de tráfego. Benéfico, Direto/indireto, Regional, Permanente, Imediato/médio e longo prazo, irreversível Benéfico, direto, regional, Permanente, curto prazo, irreversível. 80 11. MEDIDAS MITIGADORAS A implantação de medidas mitigadoras se traduz pela materialização de um elenco bastante vasto e diversificado de ações, que, em termos de sua correlação com as obras e a operação rodoviária, pode ser enfocado segundo os seguintes aspectos: • Ações que independentemente de seu enfoque ou prioridade ambiental são ordinariamente desenvolvidas dentro do processo rodoviário, objetivando dotar a rodovia de condições adequadas de segurança operacional, bem como garantir comportamento satisfatório ao longo de toda vida útil, com vistas à preservação do investimento, protegendo-o contra a ação do próprio tráfego e de agentes externos; • Ações que propriamente, não se traduzem em incorporação ao patrimônio físico da rodovia, mas que afetam as atividades meio e que têm como objetivo o atendimento a condicionantes a serem observadas nos processos construtivos e operacionais, com a finalidade de atenuar os impactos ambientais na fase de execução das obras, afetando os usuários da rodovia, moradores das faixas lindeiras e os próprios operários da obra; • Ações que não guardam qualquer identificação direta ou imediata com o processo construtivo e operacional em si e que tem objetivo de resguardar o meio ambiente em sua abrangência mais ampla, dos efeitos induzidos e/ou restrições que eventualmente possam advir em decorrência da execução das obras. As medidas mitigadoras serão detalhadas no Plano de Controle Ambiental. A seguir, apresentamos o Quadro de Impactos e as Medidas Mitigadoras correspondentes. 76 12. ART DO DOCUMENTO 77 78 13. • BIBLIOGRAFIA DER – DEPARTAMENTO DE ESTRADAS E RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS, 1999 – Manual de Procedimentos Ambientais em Empreendimentos Rodoviários. • DER – RT – 01.46 – Critérios de Projetos para Vias de Ligação com Reduzido Volume de Tráfego. • DNIT – DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES – MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES. 1996. Manual Rodoviário de Conservação, Monitoramento e Controle Ambientais. Rio de Janeiro – RJ • DNPM – DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL – MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA, 1975. Carta Geológica do Brasil ao Milionésimo – Coordenação Carlos Shobbenhaus et al. Brasília - DF • IGAM – INSTITUTO MINEIRO DE GESTÃO DAS ÁGUAS. Belo Horizonte, 2001. Disponível em: <http://www.igam.mg.gov.br> Acesso em: 28.jul.2003 • IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Brasília, 2002. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br> Acesso em: 29.jul.2003 • IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Brasília, 2002. Censo Demográfico de Minas Gerais, 1991, 1996, 2002. Contagem da população de 2002. Brasília – DF • IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Brasília, 2002. Censo Agropecuário de Minas Gerias, IBGE – 1985, 1995/96. Brasília – DF • MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA, 1981. PROJETO RADAM BRASIL Levantamento de Recursos Naturais, vol. 31. Rio de Janeiro – RJ. 79