IV Encontro Nacional de Estudos da Imagem
I Encontro Internacional de Estudos da Imagem
07 a 10 de maio de 2013 – Londrina-PR
PERIÓDICOS: MEMÓRIA VISUAL DAS PÁGINAS POLICIAIS
JORNAL DA BAHIA – A LÍNGUA DO POVO
(1990 – 1993)
Autor: José Jorge dos Santos Almeida
RESUMO
Este trabalho tem por meta investigar e analisar a violência urbana, retratada nas capas
do Jornal da Bahia – A Língua do Povo, no período de 1990 e 1993, na cidade de Salvador
– Bahia, através da representação imagética do indivíduo negro, pobre, adolescente ou jovem
adulto, morto por homicídio individual ou em série. Considerou-se, para isso, a utilização
destas imagens pela imprensa escrita de forma a discutir o preconceito, a discriminação e o
racismo institucionalizado, bem como o aspecto sócio-educativo que tais manchetes podem
provocar, a partir da memória social vigente, promovendo a ideia de delimitação espacial ou
segregação racial e o caráter de jurisprudência ao usar tais imagens como elemento
disciplinador.
O processo metodológico foi composto por uma análise comparativa estética e
iconográfica da mídia local, a partir das mensagens visuais (palavras, texto, expressões,
fotografias, etc.) expostas; considerando-as como signos de uma cultura em que a imagem
possui valor enquanto representação plástica e social.
Palavras – chaves: imagem, mídia impressa, racismo.
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SUMMARY
This work has for goal to investigate and to analyze the urban violence, portraied in the layers
of the Periodical of the Bahia - the Language of the People, in the period of 1990 and 1993, in
the city of Salvador - Bahia, through the imagética representation of the black, poor,
adolescent individual or young adult, died for individual homicide or in series. It was
considered, for this, the use of these images for the written press of form to argue the
preconception, the discrimination and institutionalized racism, as well as the partnereducative aspect that such manchetes can provoke, from the effective social memory,
promoting the idea of space delimitation or racial segregation and the character of
jurisprudence when using such images as disciplinarian element. The metodológico process
was composed for an aesthetic and iconographic comparative analysis of the local media,
from the visual messages (words, text, expressions, photographs, etc.) displayed; considering
them as signs of a culture where the image possesss value while plastic and social
representation.
Words - keys: image, media printed, racism.
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INTRODUÇÃO
Este trabalho tem por objetivo analisar as imagens expostas nas capas do Jornal da
Bahia - A Língua do Povo que circulou na cidade de Salvador, durante o início da década de
90 do século passado, especificamente entre o dia 10 de dezembro de 1990 a 17 de março de
1993. Através da discussão do contexto social vivido e experenciado pela memória social
local, pelas análises das mensagens visuais aqui abordadas, pode-se discutir se a violência
urbana, retratada nas manchetes policiais do jornalismo sensacionalista, intensificou o
preconceito e a discriminação ao negro, em uma sociedade onde a desigualdade e a exclusão
fazem parte da história sociocultural local.
O método de abordagem identificado no processo de análise e investigação das
mensagens visuais foi o indutivo, pois se partiu das particularidades, descritas tanto nas
análises qualitativas quanto nas análises quantitativas, para obter-se um resultado geral destas
investigações realizadas.
O processo metodológico foi composto por uma análise comparativa estética e
iconográfica da mídia local, a partir das mensagens visuais, veiculadas e quantificadas em um
determinado espaço social, impressas nas capas do referido jornal, através das formas de
recortes gráficos: diagramação, desenho fotográfico, espaçamento e tamanho das letras,
palavras e expressões, e cores utilizadas, imagens fotográficas, bem como, percepções do
tempo/ espaço e toda uma gama de substratos envolvidos nas imagens que contribuem para
uma análise mais eficiente e objetiva possível.
1- JORNAL DA BAHIA: HISTÓRIA, POLÍTICA E IMAGEM
O Jornal da Bahia, que realizou suas atividades como meio de comunicação de massa
no contexto midiático do jornalismo impresso durante 36 anos, foi fundado em 21 de
setembro de 1958 na cidade de Salvador, cidade esta conhecida como a mais negra fora do
continente africano, a Roma negra, que possui mais de 70% de negros na sua manta
populacional, testemunhou em 22 de fevereiro de 1994 circular a última edição deste jornal.
Seu fundador foi o Sr. João Falcão, natural da cidade de Feira de Santana, Bahia. Graduado
em direito; atuou na política durante os anos de 1930 a 1960 e foi militante no Partido
Comunista do Brasil durante vinte anos. Abandonando a militância no Partido Comunista,
fundou, em 1958, o Jornal da Bahia onde se manteve na presidência até dezembro de 1983.
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Em setembro de 2006, depois de dois anos de pesquisa e muito trabalho, lança o livro Não
deixe essa chama se apagar – História do Jornal da Bahia, pela Editora Revan, Rio de
Janeiro. Relata sua experiência frente a um dos maiores jornais do Brasil na época. Ele narra
também as suas desavenças com ex-senador Antônio Carlos Magalhães (*1927-+2007) e as
perseguições por ele sofridas, quando o ex-senador era prefeito biônico da cidade de Salvador
(ou seja, o candidato era eleito por uma câmara de vereadores ou deputados, pois naquela
época não havia eleição direta) nos anos de 1967-1971 e depois governador biônico do Estado
da Bahia durante os anos de 1971-1975/ 1979-1983 (FALCÃO, 2006) 1.
No período de 1990 a 1994, o Sr. Mário de Mello Kertèsz 2 assume a presidência do
grupo Jornal da Bahia. Foi prefeito da cidade de Salvador no período de 1980 – 1984 e era
ligado ao grupo político do ex-senador Antonio Carlos Magalhães. Nesse período, o jornal
assume a logomarca Jornal da Bahia - A Língua do Povo - final do ano de 1990 até o início
de 1993 - em que as reportagens abordam uma linha pertinente à violência da época, expondo
imagens construídas a partir de uma vertente sensacionalista, baseada nas truculências
policiais, no banditismo exageradamente abordado, na mais abjeta pornografia no caderno
"cultural".
O jornal era o palanque eleitoral de um grupo cujos interesses político-partidários
eram os votos do povo nas eleições que se aproximavam, bem como, a sua firmação política
no poder da capital baiana, como no restante do Estado, o que se deu durante os dezesseis
anos seguintes.
2- JORNAL DA BAHIA: A LÍNGUA DO POVO - UMA ICONOGRAFIA
JORNALÍSTICA
A configuração do objeto analisado neste trabalho será observada a partir dos
elementos visuais ali apresentados. Os quais são denominados como “signos figurativos ou
icônicos: representação análoga a uma realidade e os signos plásticos: cores, formas,
composição, textura” (JOLY. 1994: p.75). Os signos icônicos estão relacionados às formas
figurativas da imagem em que expressam uma semelhança com a realidade visível ou
imaginada. Por isso, os signos icônicos aparecem nas capas do jornal através das fotografias
1
2
http://bahiadefato.blogspot.com/2006/09/no-deixe-esta-chama-se-apagar.html. Acesso em 17/01/2009.
site: tar http://br.geocities.com/preserveoam/jornaldabahia01.htm. Acesso em 17/01/2009.
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expostas, desenhos, pinturas e outras manifestações da natureza artística, identificadas e
representadas como ícones de uma realidade social específica.
Os signos plásticos, impressos e expostos nas capas do Jornal da Bahia - A Língua
do Povo, através de sua expressividade e conteúdos próprios, expressam-se na dinâmica do
contraste entre o branco (amarelado) das folhas e o preto, além do azul que é uma
característica muito forte nesse jornal. O desenho das letras, a forma como estão dispostas e a
própria textura do papel onde estes elementos plásticos foram impressos expressam uma
mensagem própria do Jornal da Bahia - A Língua do Povo que é a de ser visto e apreciado
por estas características.
Assim, a mensagem visual aqui definida funciona como um conjunto de signos visuais
(objetos, cores, formas etc.) que insere não só a imagem fotográfica, mas também a palavra e
a imagem diagramática através das suas várias funções, que no âmbito da comunicação de
massa atual, a própria mensagem visual e linguística em conjunto pode oferecer, através de
um código híbrido de linguagem. De acordo com Lucia Santaella e Winfried Noth (2005: p.
69):
Com o crescimento e sofisticação da imprensa e da publicidade, a partir do início do
século, novos campos de possibilidades, no tamanho e variação dos tipos gráficos e
no uso substantivo do espaço, foram se abrindo rumo à exploração da natureza
plástica, imagética, do código alfabético. [...] Além disso, já nos meios gráficos,
impressos, também se assistiam ao desabrochar de uma nova linguagem híbrida,
entretecida nas misturas entre a palavra e a imagem diagramática e fotográfica.
Portanto, as mensagens visuais expressas no Jornal da Bahia – A Língua do Povo
fazem parte de uma iconografia peculiar, a iconografia jornalística a qual é “tomada agora
como registro histórico realizado por meio de ícones, imagens pintadas, desenhadas,
impressas ou imaginadas [...]” (PAIVA, 2002: p.17).
Essa iconografia jornalística inserida em um contexto de violência e agressividade é
exposta no ambiente urbano, e aqui identificada também como “[...] uma fonte histórica das
mais ricas, que traz embutida as escolhas do produtor e todo contexto no qual foi concebida,
idealizada, forjada ou inventada.” (PAIVA. 2002 p.17), sendo possível a sua utilização como
objeto de análises diversas, a partir dos elementos “suporte e conteúdo” como nos apresenta a
teoria de Joly (1994: p.15), na qual, estes são considerados como elementos particulares, na
utilização e compreensão das imagens publicitárias, tanto no jornal impresso, como na
televisão ou no rádio. No caso específico deste trabalho de pesquisa, entendem-se como
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suporte a própria página do jornal e o conteúdo as mensagens visuais ou manchetes nela
impressas.
Vista, apreciada e incorporada ao cotidiano urbano como elemento formador de
opiniões diversas, a iconografia jornalística apresentada pelo Jornal da Bahia – A Língua do
Povo possibilita estabelecer uma reflexão mais abrangente sobre o tema abordado, o racismo,
enfocando o valor das mensagens visuais através das manchetes do jornal, expostas nas suas
capas ou páginas policiais e a própria banalização da violência provocada pelo excesso e
espetacularização das imagens.
3- JORNAL DA BAHIA – A LÍNGUA DO POVO: COMPOSIÇÃO
Em geral, o Jornal da Bahia - A Língua do Povo era constituído de doze páginas.
Divididas em seções que variavam desde a página policial, que em geral eram as três
primeiras, passando pela política, esporte, lazer e entretenimento. Suas capas apresentam uma
programação visual bastante parecida, através de um padrão de diagramação que possibilita
colocar a manchete principal em evidência, estendida na parte superior da capa (registro nº.
01), tendo um destaque relevante devido à escolha da tipografia, utilizada como elemento
icônico, através das formas, cores, texturas e dimensões exageradas.
Na parte inferior da capa está às manchetes secundárias, que têm o mesmo objetivo da
parte superior da capa: expor os acontecimentos principais do dia. Só que este espaço da capa
contém um número maior de reportagens impressas em tamanhos menores.
A cor azul que será uma marca desse jornal já pode ser vista, numa tentativa de detalhar
melhor as mensagens principais com sua respectiva foto.
4- SUJEITOS SOCIAIS EM CENA
Ao estruturar as categorias de análise, nas tabelas, para apreciação e quantificação das
imagens ou mensagens visuais expostas nas capas do Jornal da Bahia – A Língua do Povo,
eu as associei à violência e ao racismo, os quais foram detectados nas proposições e situações
analíticas.
Por isso, a identificação relativa ao indivíduo negro e ao indivíduo branco parte das
variantes que sugerem a idéia de raça-cor/gênero e classe no espaço social, político,
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econômico e cultural brasileiro. Para tal apreciação, valeram-me as considerações de
Guimarães quando adverte que:
Quando os conceitos de raça e gênero são aplicados aos estudos sobre desigualdades
socioeconômicas ou pobreza, eles têm efeito virtuoso de revelar aspectos que o
conceito de “classe” não poderia explicar. [...] nos estudos de identidade nacional, há
aspectos que só podem ser revelados quando investigamos a imagem racial e de
gênero do nacional. (2002: p.77).
Parte superior:
Manchete
Principal
Logomarca
Linha divisória
Parte inferior
Manchetes
secundárias
01 - Jornal da Bahia – A Língua do Povo, 12 de abril de 1991.
Apesar da dificuldade em distinguir quem é negro e quem é branco nesse país, para
uma parte da sociedade onde o discurso estético, político e econômico vigoram isso não
acontece. Na prática o racismo é exercido de maneira eficaz e contundente, pois a prática
racista é estabelecida pela própria indiferença de algo que está intrínseco nas nossas
convivências diárias, através da instrumentalização do discurso preconceituoso e
discriminador às classes menos favorecidas e em especial ao indivíduo negro, construído
através da história e da memória social, seja nas propagandas de televisão para produtos de
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beleza, nos números das estatísticas de mortos em homicídio por arma de fogo ou nas
abordagens policiais, as quais identificam como indivíduo suspeito, ou até mesmo nas
incursões policiais em áreas de preferência questionáveis. Quanto a isso não parece termos
dúvidas de quem é negro. Enquanto estamos nos indagando por esta questão é certo que “[...]
a polícia, os patrões, os meios de comunicação [...] saibam identificá-los no momento em que
os agridem física e simbolicamente” (OLIVEIRA [ et al] 1998, p. 63).
Também não apenas classe e raça, mas, para fins dessa análise, gênero foi utilizado
como parâmetro no entendimento da identificação do indivíduo negro ou branco, posto que os
casos de violência racial e mortes estão relacionados, na maioria das vezes, a indivíduos do
sexo masculino, identificados como afro-descendentes, moradores de bairros populares ou
periféricos.
5- JORNAL DA BAHIA – A LÍNGUA DO POVO: QUANTIFICAÇÕES,
APRESENTAÇÕES E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS
Neste item devo me concentrar nas pesquisas quantitativas acerca das mensagens
visuais e suas representações expostas nas manchetes das capas do Jornal da Bahia – A
Língua do Povo. Essas pesquisas foram realizadas nos meses de dezembro de 2008 até
meados do ano de 2009, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, localizada do bairro dos
Barris, na capital baiana.
A pesquisa focalizou, prioritariamente, as formas de apresentação e representação do
indivíduo negro, em relação ao indivíduo branco nas capas do Jornal da Bahia - A Língua
do Povo.
Para o trabalho de catalogação e quantificação dos dados desenvolvi uma primeira
tabela onde constaram todos os tópicos relacionados ao que seria encontrado nas capas do
jornal. Logo depois, tive que desmembrá-la, criando uma tabela específica para as Manchetes
Principais – MP e outra com os resultados totais de cada ano pesquisado e o resultado geral
dos vinte e sete meses e dezessete dias de veiculação e exposição do Jornal da Bahia - A
Língua do Povo. Os tópicos apresentados na primeira tabela foram os seguintes:
1-Manchetes principais: MP: 1.1 - Violência: 1.1.a – Prisões = P; 1.1.b - Homicídio por arma
de fogo = HF; 1.1.c - Homicídio por arma branca = HB; 1.1.d - Homicídio por linchamento =
HL; 1.1.e - Homicídio (outras agressões)= HO; 1.1.f – Suicídio = S; 1.1.g – Tentativa de
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linchamento do homem negro= TLN; 1.1.h – Tentativa de linchamento do homem branco=
TLB;
1.1.i– estupro de criança= ETC; 1.1.j – Estupro de adulto= ETA.
1.2 – Outras representações: 1.2.a - Política = P; 1.2.b - Esporte = ES; 1.2.c - Economia = EC;
1.2.d - Arte e Cultura = AC;
2- a) Representação do Indivíduo Negro Preso: (I.N.P.); b) Representação do Indivíduo
Branco Preso: (I.B.P.).
3- Representação do cadáver do indivíduo negro: a) Exposição do cadáver do indivíduo
negro: homicídio individual (CNI); b) Exposição do cadáver do indivíduo negro: homicídio
em série (CNS); c) Exposição do cadáver do indivíduo negro: por arma de fogo (CNAF); d)
Exposição do cadáver do indivíduo negro: por arma branca (CNAB); e) Exposição do cadáver
do indivíduo negro: por linchamento (CNL); f) Exposição do cadáver do indivíduo negro:
outras agressões (CNO); g) Exposição do cadáver do indivíduo negro: em detalhe: rosto ou
retrato (CN-detalhe); h) Exposição do cadáver do indivíduo negro: até a cintura ou de corpo
inteiro (CN-CCi).
4- Representação do cadáver do indivíduo branco: a) Exposição do cadáver do indivíduo
branco: homicídio individual (CBI); b) Exposição do cadáver do indivíduo branco: homicídio
em série (CBS); c) Exposição do cadáver do indivíduo branco: por arma de fogo (CBAF); d)
Exposição do cadáver do indivíduo branco: por arma branca (CBAB); e) Exposição do
cadáver do indivíduo branco: por linchamento (CBL); f) Exposição do cadáver do indivíduo
branco: outras agressões (CBO); g) Exposição do cadáver do indivíduo branco: em detalhe rosto ou retrato(CB-detalhe); h) Exposição do cadáver do indivíduo branco: até a cintura ou
de corpo inteiro (CB-CCi).
5- Outras representações (OR): a) Representação do indivíduo negro na política = NP; b)
Representação do indivíduo negro no esporte = NES; c) Representação do indivíduo negro no
futebol =NF; d) Representação do indivíduo negro na economia = NEC; e) Representação do
indivíduo negro na arte e cultura = NAC; f) Representação do indivíduo negro na pornografia
= NPO; g) Representação do indivíduo branco na política = BP; h) Representação do
indivíduo branco no esporte = BES; i) Representação do indivíduo negro no esporte = NES; j)
Representação do indivíduo branco na economia = BEC; l) Representação do indivíduo
branco na arte e cultura = BAC; m) Representação do indivíduo branco na pornografia =
BPO; n) Outras representações étnicas = ORE.
6- Textos relacionados à violência (homicídios, linchamentos, chacinas) ao individuo negro
(TRVN). 7- Textos relacionados à violência (homicídios, linchamentos, chacinas) ao
individuo branco (TRVB). 8- Textos relacionados ao futebol (TF). 9- Textos relacionados à
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política (TP). 10- Textos relacionados à cultura e às artes (TCA). 11- Textos relacionados à
economia (TE).
Foram observadas todas as edições veiculadas durante o período de 10 de dezembro de 1990
até 17 de março de 1993, perfazendo um total de 27 tabelas preenchidas com os diferentes
temas estabelecidos de acordo o exemplo seguinte (a imagem não está no tamanho normal):
Foram catalogadas 3191 imagens entre signos visuais e plásticos (fotografias e outras
imagens) e linguísticos (textos, enunciados ou legendas). Os resultados podem ser observados
nas duas tabelas nº 01, 02 e 03 no apêndice.
6- IMAGENS FOTOGRÁFICAS: APRESENTAÇÕES E REPRESENTAÇÕES
SOCIAIS
Devido à limitação de páginas deste artigo, não explanarei acerca de todos os tópicos
da pesquisa que constam na tabela. Será feita a análise dos temas mais relevantes, porém os
resultados totais das tabelas não serão modificados. As imagens fotográficas da capa são, na
sua maioria, pertinentes às mensagens escritas expostas, de acordo com suas funções
específicas, e, o seu caráter estético, empregado na obtenção da construção da imagem de um
individuo “preto e pobre”, como aquele que deve ser sentenciado a uma execução sumária,
pelo fato deste infringir as normas sociais vigentes.
A primeira análise refere-se ao item nº. 2a - Representação do indivíduo negro preso
INP (registro nº. 02) e ao item nº. 2b - Representação do indivíduo branco preso - IBP
(registro nº. 03).
Em geral, essas imagens apresentam homens em situação de constrangimento, vestidos apenas
de cueca ou sunga, que foram presos ou detidos por algum motivo referente a desordem,
roubo, estupro ou outra manifestação desse gênero. Foram catalogadas 166 imagens relativas
a este item, deste total, 125 representações referentes aos indivíduos negros presos, sendo que
dessas imagens fotográficas, 255 alusivas ao sexo masculino e duas ao sexo feminino. No
caso dos indivíduos brancos, são representados em 41 edições do jornal, sendo que se
notificou a aparição de 46 homens, quatro mulheres e uma criança em exposição.
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02 -Jornal da Bahia – A Língua do Povo, 1º de julho de 1991.
5
03- Jornal da Bahia – A Língua do Povo, 26 de fevereiro de 1991.
A segunda análise refere-se ao Item nº. 3a - Representação do cadáver do indivíduo
negro (CN) - registro nº04 e ao Item nº. 4a - representação do cadáver do indivíduo branco
individual (CB) – registro nº05:
De um total de 162 imagens catalogadas, 133 são alusivas a indivíduos negros e 29 a
indivíduos brancos. Sendo que, do total de imagens de indivíduos negros, 137 eram do sexo
masculino e cinco do sexo feminino. Das imagens de indivíduos brancos, duas eram do sexo
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feminino. Ou seja, com este resultado, assim como nas aparições dos presos, indivíduos do
sexo masculino aparecem mais de uma vez nas capas do jornal.
04 - Jornal da Bahia – A Língua do Povo, 9 de janeiro de 1991.
05 - Jornal da Bahia – A Língua do Povo, 11 de janeiro de 1992.
Assim como nos casos de prisão, as imagens relacionadas a cadáveres de indivíduos
negros geralmente o expõem com as mesmas características mencionadas no item anterior, ou
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seja, desnudo, vestido apenas de sunga ou cueca. Enquanto que os cadáveres de indivíduos
brancos aprecem vestidos.
Na terceira análise, os casos de homicídios em série (chacinas), ou seja,
representações com dois corpos ou mais, foram totalizadas 30 imagens fotográficas. Destas,
29 fotografias representaram indivíduos negros (CNS), Item nº. 3b (registro nº.06), sendo que
nessas fotografias foram contabilizados 66 corpos de indivíduos do sexo masculino e duas do
sexo feminino; enquanto que o cadáver do indivíduo branco (CBS), Item nº. 4b, apenas uma
imagem foi correspondente.
06 - Jornal da Bahia – A Língua do Povo, 23 de maio de 1992.
Quarta análise: Item nº.3e Exposição do cadáver do individuo negro por linchamento
– CNL (registro nº07) e o Item nº.4e Exposição do cadáver do individuo branco por
linchamento – CBL (registro nº08).
Nestes itens foram contabilizados os casos de linchamentos, que não foram poucos,
porém apenas 11 foram expostos na capa do jornal, outros foram mostrados apenas nas
páginas policiais ou então apareciam em anúncios menores. Foram quantificadas 10 imagens
de linchamentos envolvendo indivíduos negros e apenas 1 envolvendo indivíduo branco.
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07 - Jornal da Bahia – A Língua do Povo, 11de outubro de 1991.
08 - Jornal da Bahia – A Língua do Povo, 21 de janeiro de 1991
Quinta análise: Item nº 3f - Exposição do cadáver do individuo negro em outras
agressões CNO (registro nº. 59) e o Item nº 4f - Exposição do cadáver do individuo branco:
outras agressões – CBO.
Estes itens foram criados para catalogar os dados referentes a outras formas de
agressões e materiais utilizados na execução dos indivíduos como acidentes de trânsito, outras
ferramentas que não sejam relacionadas a arma branca, enforcamento por terceiros,
carbonização do indivíduo, envenenamento, afogamento por terceiros, etc. Foi catalogado um
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total de 38 imagens, encontradas 32 referentes à exibição de cadáveres de indivíduos negros,
em que duas foram em acidente de trânsito. A imagem do indivíduo branco é representada 6
vezes.
Sexta análise: Refere-se à seção nº. 5a Representação do negro na política – NP,
(registro nº09) e a seção 5f Representação do branco na política– BP (registro nº10).
De um total de 166 imagens fotográficas catalogadas, foram encontradas 11 imagens
referentes a indivíduos negros e 155 a indivíduos brancos.
09 - Jornal da Bahia – A Língua do Povo, 12 março de 1991.
10 - Jornal da Bahia – A Língua do Povo, 1º de agosto de 1991.
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Sétima análise: Seção nº. 5b, representação do negro no esporte (NEs), registro nº11 e
a seção de nº. 5h, representação do branco no esporte (BEs), registro nº12. Estas seções
quantificam os indivíduos negros e brancos pelas suas aparições em modalidades do esporte
que não estejam relacionadas ao futebol, como vôlei, ginástica, basquete, entre outras.
Catalogadas 58 imagens nesta seção, o indivíduo negro aparece representado 17 vezes e o
indivíduo branco 41.
11 - Jornal da Bahia – A Língua do Povo, 1º de agosto de 1992.
12 - Jornal da Bahia – A Língua do Povo, 28 de julho 1992.
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Oitava análise: Seção n°.5c, representação do negro no futebol (NF) e a seção 5i
Representação do branco no futebol (BF).
O número de representações relativas à exposição de indivíduos negros foi de 77 e de
indivíduos brancos foi de 72 aparições. perfazendo um total de 149 imagens. Pela primeira
vez, o número de imagens representativas a indivíduos.
Com os resultados aqui apresentados, referentes às representações de indivíduos
negros e brancos nas imagens fotográficas, ficou evidente que a maioria destas manchetes
expunha a violência como forma de persuadir o leitor ou transeunte para uma atenção maior
àqueles signos exibidos, mantendo assim o interesse, a partir de meios sensacionalistas e
espetacularizados de venda daquele produto.
8- O ASPECTO EXEMPLAR DO JORNAL DA BAHIA, A LÍNGUA DO POVO E
SUAS VARIANTES
No período colonial brasileiro, além da discriminação sofrida pelos escravos como
elementos inexistentes socialmente, estes eram representados como inimigos da ordem
pública e privada. Para mantê-los sob o jugo senhorial e na condição que lhes era imposta,
submetiam-lhes “à violência como meio normal de repressão, de disciplina e de controle”
(FERNANDES, 2007: p.119).
Basta retomar a forma como era aplicada a lei para as condenações dos escravos
rebeldes ou que fugiam através de açoites em praça pública, sendo presenciadas por uma
multidão como uma das formas de manifestação de poder da autoridade local. Por isso, não só
os açoites, mas também “dada à manutenção da tortura por tão longo período de tempo, a
população negra assumiu uma atitude de resignação ao longo dos tempos” (PESTANA, 1996,
p.108), registro nº.13. Isso pode mostrar como os castigos sofridos pelos indivíduos
escravizados neste país tiveram um efeito de provocar na classe menos favorecida, constituída
de pessoas em sua maioria negras, uma atitude de conformação com os sofrimentos e as
situações adversas da vida.
Em outros momentos da nossa memória histórica, existem registros de medidas sócioeducativas, em que as mortos são apresentados à comunidade para comprovar o feito e coibir
a ação de outros em seguir o mesmo destino daquele que se encontra tombado. Um destes
exemplos foi à exposição de Lampião e seu bando, registro nº. 13, que, depois de serem
mortos, foram decapitados e as cabeças expostas em praça pública, com pertences, roupas,
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armas e acessórios dos componentes do bando. Esse modo de exposição foi realizada para
comprovar realmente a morte do cangaceiro e, por que não dizer, do cangaço.
13 – Imagens de Pinturas de Jean-Baptiste Debret (1768 - 1848) 3. 99- Imagem da exposição de
Lampião e seu bando, que, depois de serem mortos, foram decapitados (1938) 4.
As representações de indivíduos negros presos ou mortos por homicídio sempre
estiveram presentes no imaginário social brasileiro, pois assim como as imagens pertinentes
ao jornal supracitado, em outros momentos da nossa história esse procedimento foi comum e
continuam sendo através da exposição e veiculação nos jornais atuais, pois “a eliminação pelo
suplício é, assim, substituída por métodos de assepsia: a criminologia, a eugenia, a exclusão
dos degeneradores” (FOUCAULT, 1979, p. 145). Nesse contexto de agressividade e
violência, Vilma Reis (2005, p.145) amparada por Florestan Fernandes acredita que além de
algozes, os jovens criminalizados também são vítimas de um sistema social desigual e
excludente, que aceita esta forma de punição ilegal, por considerar estes indivíduos
indesejáveis e por não admitir o racismo, que se encontra engendrado no próprio seio social.
Nessa perspectiva, foram analisados não só os casos em que o sujeito praticava o
crime, mas também os textos relacionados às vítimas desses crimes, pois nos dois casos, os
termos utilizados, em geral, depreciam, humilham e deturpam a imagem do indivíduo, exceto
em alguns casos. Outro fator é a própria banalização da violência, exposta nas manchetes do
jornal pesquisado, ocasionada pelas palavras e expressões utilizadas de maneira jocosa e
depravada. Os textos que não apresentavam a violência como tema, ou seja, relacionadas a
política, ao esporte, principalmente o futebol, a cultura, a arte e a economia, utilizavam à
mensagem textual, com o mesmo método torpe e distorcido.
3
Disponível em: www.terrabrasileira.net/.../castigo3.jpg Acesso em: 25/02/2009.
4
www.terra.com.br/.../imagens/lampiao42_5.jpg/ img154.imageshack.us/.../080906clampiaorg1.jpg Acesso
em: 25/02/2009
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9- CONSIDERAÇÕES FINAIS
As imagens analisadas neste trabalho de pesquisa, enquanto representação
compreendida pelo social apresenta o discurso próprio daquele que a condicionou num
determinado espaço midiático, o jornal ao qual me refiro acima. Estes fatos foram aqui
expostos, pois se assemelham muito a uma forma de punição, comum na Europa, no período
medieval até meados do século XVIII, a execução pública.
Era aplicado àqueles que
perturbassem a ordem social por crime ao outro ou maculassem a imagem do rei. Segundo as
normas, o corpo do condenado deveria ser “mostrado, passeado, exposto, supliciado [...]; nele,
sobre ele, o ato da justiça deve-se tornar legível para todos” (FOUCAULT, 2009, p. 44).
Essa forma de apresentação e representação do corpo do condenado, utilizado como
elemento de repressão e correção dos desvios sociais, era publicizada e caracterizada como
um espetáculo do terror, já que “procurava-se dar o exemplo não só suscitando a consciência
de que a menor infração correria sério risco de punição, mas provocando um efeito de terror
pelo espetáculo do poder tripudiando sobre o culpado” (FOUCAULT, 2009, p. 56). Todos
viam e apreciavam o corpo flagelado, que após horas de sofrimento e dor, perece, devendo ser
arrastado, esquartejado e os seus pedaços exibidos em diversos lugares ou no local onde o
crime fora cometido, para que todos saibam e, sobretudo, vejam, também, o porquê daquela
condenação.
É uma forma de manifestar a soberania de alguém ou de um grupo sobre outro, através
da relação de poder existente naquele espaço social e, em se tratando de um espaço de
desigualdade e exclusão, este fato torna-se a forma ideal de manutenção desse poder
hegemônico.
Este formato de julgamento e exemplaridade no jornalismo, não é algo específico da
cultura baiana. Outros jornais no Brasil, como o “Notícias Populares” em São Paulo, “Extra”
e “O Dia” no Rio de Janeiro e o “Diário Gaúcho” no Rio Grande do Sul também adotaram e
adotam este sistema, sendo que no Jornal da Bahia – A Língua do Povo os contornos são
mais delineados devido à faixa da população que é apresentada e representada em suas capas.
Em geral as punições estão associadas ao extermínio individual ou em série,
apresentando a foto do indivíduo morto ao lado de uma outra imagem que anuncia o ato,
praticado em grande parte das vezes por policiais e exposto de forma a justificar tal ação pelos
atos cometidos dos supostos bandidos. Ou seja, “permite que o crime seja reproduzido e
voltado contra o corpo visível do criminoso; faz com que o crime, no mesmo horror, se
manifeste e se anule” (FOUCAULT, 2009, p.55). Nesse sentido, roubar, matar ou seqüestrar
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é sentenciado por um outro crime, o qual é socialmente aceito, pois o discurso veiculado é
determinado pela própria mídia impressa, identificando o suposto bandido como aquele que
primordialmente cometeu o delito e assim se justifica tal punição.
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Citação: NBR – 10520/AGO
2002. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos; 2ª ed. Revisada. São Paulo:
Global, 2007.
FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Organização e tradução Roberto Machado –
Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão; tradução Raquel Ramalhete. 36.
ed. Petrópolis, Rj: Vozes, 2009.
JOLY, Martine. Introdução à análise da imagem; Trad. Marina Appenzeller. Campinas, SP:
Papirus, 1996. (Coleção Ofício de Arte e Forma).
MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas.
11. ed. – São Paulo: Atlas, 2009.
MAIO, Marcos C.. A medicina de Nina Rodrigues: análise de uma trajetória científica. Cad.
Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 11, n. 2, Junho 1995. Disponível em:
<http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102311X1995000200006&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 04/04/ 2009. doi: 10.1590/S0102311X1995000200006.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 2. ed. Rio
de Janeiro: Vozes, 1993.
OLIVEIRA, Dijaci David; GERALDES, Elen Cristina; LIMA, Ricardo Barbosa; SANTOS,
Sales Augusto dos (organizadores). A cor do medo: homicídios e relações raciais no Brasil.
Brasília: Editora da UnB; Goiânia: Editora da UFG, 1998. (série violência em manchete).
PAIVA, Eduardo França. Histórias e imagens. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
PESTANA, Maria A. V. L. A Iconografia do Negro na Obra de Jean Baptiste Debret.
Dissertação de Mestrado em Estudos Ibero-Americanos. Universidade Portucalense. 1996.
REIS, Vilma. Atucaiados pelo Estado. As políticas de segurança pública implementadas nos
bairros populares de Salvador e suas representações, 1991-2001. 2005. 239f. Dissertação
(Mestrado em Ciências Sociais) – Faculdade de Filosofia, Universidade Federal da Bahia,
Salvador, Bahia.
SANTAELLA, Lucia. NÖTH, Winfriend. Imagem: cognição, semiótica, mídia. São Paulo:
Editora Iluminuras, 4ª ed. 2005.
1575
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APÊNDICE 1
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TABELA PARA CATALOGAÇAO E ANÁLISE DAS MENSAGENS VISUAIS APRESENTADAS OU REPRESENTADAS
NO JORNAL DA BAHIA – A LÍNGUA DO POVO.
REAPONSÁVEL: JOSÉ JORGE DOS SANTOS ALMEIDA. APÊNDICE 2
Mês/ano
SPV/SL
10 a 31 de
dezembro
1990.
1991
1992
1º de janeiro
a 17 de
março de
1993.
Média geral
1990-1993
3
62/108-1m
56/136-1m
4/12
125/256h-2m
0
14/22- 1me
22/19
5/5h-4m
41/46h-1me-4m
8
87/96-3m
38/41h-2m
0
133/137h-5m
0
18/43
11/23h-2m
0
29/66h-2m
3
61
34
0
98
2
14
4
0
20
0
9
1
0
10
1- I.N. P
2- I.B.P.
3-a) C. N. I.
b) C. N. S.
c) C.N. A.
F.
d) CNA B.
e) CN-L
f) CN-O
0
22
10/2 acid
0
32/2acid
g) CNdetalhe
3
52
25
0
80
h) CN-CCi
5
53
27
0
85
4 -a) CBI
0
18
11/2m
0
29/2m
b) CBS
0
1
0
0
1
c) CBAF
0
13
8
0
21
d) CBAB
0
1
1
0
2
e) CBL
0
1
0
0
1
f) CBO
g) CB detalhe
h) CBCCi.
0
4
2
0
6
0
9
5
0
14
0
9
7
0
16
5- O.R.
14
279
288
55
636
6- TRVN
11
208
102
6
327
7- TRVB
2
40
26
4
72
8- TF.
9
135
144
43
331
9- TP.
15
232
254
53
554
10- TCA
8
122
157
56
343
11- TE
12- ma
8
66
79
32
185
91
1530
1312
258
3191
1577
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RESULTADO QUADRIENAL (10/12/1990 A 17/ 3 / 1993). Data do result. final da pesquisa
APÊNDICE 03
TABELA DAS OUTRAS REPRESENTAÇÕES (OR) PARA CATALOGAÇAO E ANÁLISE DAS MENSAGENS VISUAIS APRESENTADAS OU
REPRESENTADASNO JORNAL DA BAHIA – A LÍNGUA DO POVO.
REAPONSÁVEL: JOSÉ JORGE DOS SANTOS ALMEIDA.
Tabela QUADRIENAL: 1990-1993 DATA DA PESQUISA: __27___/_08_/__2009___ APÊNDICE 50
Anos
OR
a) Representação do negro na política =
NP
Dezembro
1990
1991
1992
Janei-març
1993
Média
Geral
0
4
4
3
11
0
3/boxe
13
1
17/5boxe
1
34/4
25
17
77/4
d)Representação do negro na economia =
NEc
0
0
0
0
0
e) Representação do negro na arte e
cultura = NAC
0
25
39
27
91
f) Representação do negro na pornografia
= NPO
3
53
38
0
94
g) Representação do branco na política =
BP
0
26
112
17
155
h) Representação do branco no futebol.
BEs.
0
15
22
4
41
2
24
30
16
72
j) Representação do branco na economia =
BEc
0
0
2
0
2
l)Representação do branco na arte e
cultura = BAC
3
56
104
40
203
m) Representação do branco na
pornografia = BPO
9
202
183
0
394
0
1
1
0
2
18
443
573
125
1.159
b) Representação do negro no futebol.
NEs
c) Representação do negro no futebol. NF
i) Representação do branco no futebol. BF
n) Outras representações étnicas = ORE
o) média mensal
1991-não identificado 13/12; não consta representação 31/12. 1992- não identificado 20-23-24/11.
15- Obs. boxe= modalidade de esporte.
Considera
çõe finais:
LEGENDA:
mm = Média Mensal
ma: Média anual.
1578
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José Jorge dos Santos Almeida