MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO ESCOLA DE EQUITAÇÃO DO EXÉRCITO A IMPORTÂNCIA DA EQUITAÇÃO PARA A OTIMIZAÇÃO DAS INSTRUÇÕES DE POLICIAMENTO MONTADO NA PMRN: uma proposta de implantação Antoniel Jorge dos Santos Moreira – Ten PMRN Rio de Janeiro 2005 ANTONIEL JORGE DOS SANTOS MOREIRA A IMPORTÂNCIA DA EQUITAÇÃO PARA A OTIMIZAÇÃO DAS INSTRUÇÕES DE POLICIAMENTO MONTADO NA PMRN: uma proposta de implantação Monografia elaborada e apresentada à Escola de Equitação do Exercito, como requisito para a conclusão do Curso de Especialização de Oficiais Instrutores de Equitação – EsEqEx/2005. Orientador: Cap. Cav. Wilson Gimba Junior Rio de Janeiro/RJ 2005 ANTONIEL JORGE DOS SANTOS MOREIRA – Ten PMRN A IMPORTÂNCIA DA EQUITAÇÃO PARA A OTIMIZAÇÃO DAS INSTRUÇÕES DE POLICIAMENTO MONTADO NA PMRN: uma proposta de implantação Aprovado em: ___/___/___ BANCA EXAMINADORA Maj PMERJ Cristiano Luiz Gaspar Cap Cav Sergio Murillo de Almeida Cerqueira Filho Cap Cav Daniel Vieira Leite No semblante do animal que não fala há toda uma expressão que somente os homens mais sensíveis podem compreender. Poema hindu DEDICATÓRIA Dedico o presente trabalho àquele que, com o seu Poder e Força, nos criou e, com certeza, nos acolhe em todas as dificuldades, e se alegra com todas as nossas vitórias. Obrigado Meu DEUS. Aos meus pais Antonio Jorge Moreira e Zenilda dos Santos Moreira, pelos ensinamentos de vida e pelos valores agregados, que norteiam a minha vida. E que somente uma coisa foi maior do que a saudade ao longo desse ano de 2005, o meu imenso amor. O meu eterno agradecimento. À minha amada esposa Synara Patricia, pelo imenso amor, refletido no brilho de seus olhos, únicos, sempre iluminando a minha vida. AGRADECIMENTOS Aos meus irmãos Antonio Junior e Anilda Moreira, pela amizade e companheirismo, constantes em nossa convivência. A Solange Sara e Selma Marcia, pelo apoio que sempre me dispensaram. Ao Sr. Ernesto Teixeira e Srª Francinete Teixeira, pela atenção e apoio eficiente e eficaz que sempre nortearam a nossa convivência. A Ane Beatriz, na esperança de um mundo melhor, mais justo e honrado. Sou imensamente grato por esta obra realizada ao meu orientador Cap. Cav. Wilson Gimba Júnior, pelo incentivo que foi de suma importância para o desenvolvimento das atividades que contribui para a minha especialização e domínio das competências profissionais. Aos capitães Dimas e Franco, que muito ajudaram-me para hoje estar comemorando a conquista das esporas douradas. Aos companheiros do Curso de Equitação, que consideram a profissão como um sacerdócio, e a desempenham com o sacrifício da própria vida. MOREIRA, Antoniel Jorge dos Santos. A IMPORTÂNCIA DA EQUITAÇÃO PARA A OTIMIZAÇÃO DAS INSTRUÇÕES DE POLICIAMENTO MONTADO NA PMRN: uma proposta de implantação /Rio de Janeiro-RJ. Monografia-EsEqEx. Rio de Janeiro, 2005. RESUMO O presente trabalho está dividido em sete planos básicos, sendo resultado da análise de uma das questões mais debatidas nos dias atuais nas tropas de Polícia Montada da PMRN. Referimo-nos à questão da equitação como forma básica para as instruções de policiamento montado, haja visto que o policiamento montado é um derivado da equitação. Inicialmente são abordados considerações históricas sobre o cavalo, e analisado sua serventia para a atividade de policiamento montado; posteriormente, é tratado sobre a realidade atual da cavalaria na PMRN, onde se busca um comparativo com outras Polícias Militares, para fundamentar a implantação da equitação como base na formação das futuras turmas que ingressaram na corporação, bem como a formação continuada dos que já fazem parte dos quadros da tropa montada da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte. Por fim, fizemos uma pesquisa de campo, onde há o escopo de apresentar um diagnóstico do que já acontece em várias Policias Militares do Brasil, e principalmente o que a tropa de policiamento montado da PMRN acha a respeito do tema proposto, através de uma abordagem metodológica, onde é procedida uma análise interpretativa dos dados, incluindo a análise de caso. Neste sentido, pretende-se alertar sobre a situação da cavalaria da PMRN, e principalmente, o papel e forma de atuar do órgão de ensino da Policia Militar no tocante a preparação de seus cavaleiros. Frente a esta problemática, o presente trabalho tem o objetivo de otimizar através da equitação a formação dos cavalarianos. Palavras-chaves: Equitação, Instruções, Tropa, cavalaria, Polícia Militar, Rio Grande do Norte. MOREIRA, Antoniel Jorge dos Santos. A IMPORTÂNCIA DA EQUITAÇÃO PARA A OTIMIZAÇÃO DAS INSTRUÇÕES DE POLICIAMENTO MONTADO NA PMRN: uma proposta de implantação /Rio de Janeiro-RJ. Monografia-EsEqEx. Rio de Janeiro, 2005. ABSTRACT The present work is divided in seven basic plans, being resulted of the analysis of one of the subjects more discussed in the days you act in the troops of Mounted Police of PMRN. We referred to the subject of the horsemanship as basic form for the instructions of mounted policing, have seen that the mounted policing is a derived of the horsemanship. Initially it is approached historical considerations on the horse, and analyzing your servent for the activity of mounted policing; later, it is treated about the current reality of the cavalry in PMRN, where a comparative one is looked for with other military police, to base the implantation of the horsemanship as base in the formation of the future groups that you/they entered in the corporation, as well as the continuous formation of the ones that is already part of the pictures of the mounted troop of the military police of the State of Rio Grande do Norte. Finally, we made a field research, where there is the mark of presenting a diagnosis than it already happens in several you Police Military of Brazil, and mainly the one that the troop of mounted policing of PMRN finds regarding the proposed theme, through a methodological approach, where an interpretative analysis of the data is proceeded, including the case analysis. In this sense, it intends to alert on her the situation of the cavalry of PMRN, and mainly, the paper and it forms of acting of the teaching organ of the it Polices Soldierly concerning your horsemen's preparation. Front the this problem, the present work has the objective of optimizing through the horsemanship the formation of the cavalarian. Word-keys: Riding, Instructions Mounted, Troop, cavalry, military police, Rio Grande do Norte SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 01 1.1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA ................................................................... 02 1.2. PROBLEMATIZAÇÃO ....................................................................................... 03 1.3. OBJETIVOS....................................................................................................... 05 1.3.1. 1.3.2. Objetivos Gerais .................................................................................. 05 Objetivos Específicos........................................................................... 05 1.4. METODOLOGIA EMPREGADA ........................................................................ 06 1.5. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ..................................................................... 08 2. CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS .................................................................... 09 2.1. ORIGEM DO CAVALO ...................................................................................... 09 2.2. ATIVIDADE DE POLÍCIA MONTADA ............................................................... 10 2.3. DEFINIÇÕES E IDÉIAS BÁSICAS .................................................................... 11 2.4. VANTAGENS DA ATIVIDADE DE POLÍCIA MONTADA.................................. 12 3. REALIDADE ATUAL DA CAVALARIA NA PMRN ........................................... 13 3.1. COMO É A REALIDADE DA CAVALARIA EM OUTRAS PM? ........................ 15 4. INFORMAÇÕES PSICOLÓGICAS SOBRE O CAVALO, IMPORTANTE NA FORMAÇÃO DO CAVALEIRO POLICIAL MILITAR ........................................ 18 4.1. A PSICOLOGIA DO CAVALO ........................................................................... 18 4.2. PRINCÍPIOS DA PSICOLOGIA QUE DEVEM SER ENSINADOS AOS CAVALEIROS POLICIAIS MILITARES, PARA APLICAREM EM SEU RELACIONAMENTO COM OS CAVALOS ...................................................... 19 4.3. CARACTERÍSTICAS PSICOMENTAIS DO CAVALO ...................................... 19 4.3.1. 4.3.2. 4.3.3. 4.3.4. 4.3.5. Boa memória........................................................................................ 20 Senso de imitação ............................................................................... 20 Docilidade ............................................................................................ 21 Paciência ............................................................................................. 21 Gula ..................................................................................................... 22 4.3.6. 5. Ingenuidade ......................................................................................... 22 QUALIDADES DO CAVALO: ENSINAMENTO INDISPENSÁVEL PARA O CAVALEIRO POLICIAL MILITAR .................................................................... 23 5.1. QUALIDADES FÍSICAS .................................................................................... 23 5.2. QUALIDADES MORAIS .................................................................................... 24 5.3. ASPECTOS EMOTIVOS DO CAVALO ............................................................. 24 6. PROPOSTA PARA A NOVA FORMAÇÃO DA CAVALARIA ........................... 26 6.1. DESENVOLVER A TENACIDADE .................................................................... 27 6.2. DESENVOLVER A CONSCIÊNCIA .................................................................. 27 6.3. DESENVOLVER A INICIATIVA E O RACIOCÍNIO ........................................... 27 6.4. DESENVOLVER O AMOR PELO CAVALO ...................................................... 28 6.5. DESENVOLVER A CONFIANÇA ...................................................................... 28 6.6. DESENVOLVER O ASSENTO .......................................................................... 29 7. PESQUISA DE CAMPO .................................................................................... 30 8. CONCLUSÃO .................................................................................................... 39 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 41 Lista de Abreviaturas e Siglas EPMon – Esquadrão de Polícia Montada OPM – Organização Policial Militar PM – Polícia Militar PMPE – Polícia Militar de Pernambuco PMRN – Polícia Militar do Rio Grande do Norte RN – Rio Grande do Norte 1 INTRODUÇÃO No Rio Grande do Norte, desde 1996, foi reimplantada a unidade hipomóvel contando, atualmente, com um efetivo eqüino de 94 cavalos e um efetivo humano de 95 homens. Esta corporação, apesar de já contar com quase dez anos da reimplantação da cavalaria, nunca lançou mão das instruções propriamente ditas de equitação, e sim, de técnicas de policiamento montado. Hoje, a formação dos policiais militares de cavalaria é relativamente desfavorável, porque são firmados em bases de ensinamentos apenas nas técnicas de policiamento ostensivo, cujos objetivos são diferentes, pois o Policial Militar montado a cavalo requer conhecimentos de equitação, bem como ter experiência prática. O presente trabalho pretende expor, de uma forma simples, uma proposta de desencadeamento de uma série de procedimentos inerentes ao desenvolvimento técnico do cavaleiro policial militar, com vistas à melhoria da qualidade do serviço de segurança pública prestado à população, através do Esquadrão de Polícia Montada da PMRN. A escolha do tema deste trabalho pretendeu-se ao afã de tentarmos preencher uma lacuna há muito existente na cavalaria da PMRN. Iniciamos nosso trabalho falando de forma resumida sobre o cavalo: Considerações históricas e sua aplicabilidade no serviço policial militar, realidade atual da cavalaria da PMRN e de algumas outras co-irmãs. Prosseguindo, abordamos alguns aspectos preliminares sobre a psicologia do cavalo, qualidades do cavalo e as vantagens direta sobre a implantação das instruções da equitação na nossa cavalaria. Na pesquisa de campo, foram entrevistados oficiais do EPMont RN, oficiais de outras Polícias Militares do Brasil e praças integrantes EPMont RN, proporcionando algumas conclusões. Por outro lado, não tivemos a intenção de produzir uma obra definitiva, até porque, o trabalho com animais requer uma permanente atualização, com o descobrimento de novas técnicas e procedimentos com o cavalo. 1.1 Contextualização do tema A base para o tema proposto tem a consubstanciação de mostrar que os conhecimentos de equitação tem a possibilidade de otimizar o policiamento montado, no sentido de que os princípios aplicados a equitação podem ser aplicados com o objetivo de inserir no contexto policial o cavalo não como meio de transporte, mas acima de tudo, como um companheiro no policiamento ostensivo. A concepção institucional acerca do policiamento à cavalo, é de formar policiais cavalarianos, quando se buscará neste trabalho, a viabilidade de formar equitadores policiais, onde se fará um paralelo entre os aspectos do policiamento montado e a realidade da equitação, no sentido de melhoria no atendimento das demandas de segurança pública, e muito mais na relação policial e animal. Em guisa de orientação, não há na Instituição policial militar do Rio Grande do Norte, instrumentos que ensinem na formação de cavalarianos os fundamentos da equitação, logo, quando um policial militar aprende a encilhar um cavalo, ter o mínimo de equilíbrio sobre a sela e puxar as rédeas para “freá-lo”, já está apto para realizar policiamento ostensivo montado. Assim sendo, tratamos o cavalo como um meio de transporte e não como um companheiro de trabalho, não há relação de afetividade e em não raras oportunidades, há acidentes de trabalho. Isto posto, pretende-se neste trabalho, sugerir ao comando da PMRN, a implantação da equitação como alicerce para a consecução do policiamento montado o que, entre várias vantagens, desenvolveria em nossa tropa um interrelacionamento entre o cavaleiro e o animal, o tornando bem mais fácil o desenvolvimento das habilidades técnicas dos policiais cavaleiros. 1.2 Problematização Abordar uma marcante realidade na Instituição Policial Militar do Estado do Rio Grande do Norte que trata da falta, em suas fileiras, de oficiais com conhecimentos sobre a equitação, para formar e desenvolver tecnicamente o policial militar cavaleiro. No Esquadrão de Polícia Montada da Polícia Militar do Rio Grande do Norte verifica-se, hoje, a ausência de policiais militares detentores de conhecimentos eqüestres, pois ao longo dos anos, preocupou-se apenas em formar policiais em cursos de policiamento montado, desta forma há uma carência sobre esta modalidade de conhecimento e de seu efetivo repasse a tropa, até porque a equitação precede o policiamento montado. Em meio a esta situação observa-se que a tropa montada necessita desenvolver suas habilidades técnicas de equitação, pois para ser eficaz, não deve limitar-se em ter o cavaleiro apenas montado em determinados setores da cidade, fazendo o policiamento ordinário puro e simples, é preciso ensinar-lhe mais sobre equitação, promover competições internas, elevar sua auto-estima. Neste sentido surge a equitação como o alicerce para a consecução do policiamento montado, seja através dos ensinamentos elementares de suporte ao semovente, como também ensinamentos que produzam um inter-relacionamento entre o cavaleiro e o animal, conforme depreende o ensinamento de Vilanova (1999, p. 113): “sempre na hora da limpeza do cavalo o faça conversando com ele para haver um maior entrosamento com o animal, pra ele conhecê-lo melhor, quanto melhor o tratá-lo, melhor ele vai compreendê-lo e obedecê-lo”. Para muitos esta assertiva é considerada incipiente, contudo, trata-se de um conhecimento que muitas vezes passa desapercebido por todos aqueles que militam diuturnamente na atividade de cavalaria; uma justificativa seria a importância que se dá ao policiamento montado em detrimento ao da equitação que em hipótese alguma deveria-se traduzir em uma realidade factual, devendo pois o conhecimento de equitação ser abrangente e estimulado no âmbito das corporações policiais militares, em especial a Policia Militar do Rio Grande do Norte. Através desta pesquisa, será mostrado alguns motivos pelos quais a Polícia Militar do Rio Grande do Norte tem a necessidade urgente de implementar a equitação como base na formação do cavaleiro policial, objetivando a otimização do policiamento empregado pela PMRN. 1.3 Objetivos 1.3.1 Objetivos Gerais Propor melhoras com embasamento teórico e prático no nível técnico dos policiais cavaleiros, atualizar o currículo daqueles que ingressaram no Esquadrão de Polícia Montada, tendo conseqüentemente um Esquadrão mais preparado e eficiente, como também policiais militares satisfeitos. 1.3.2 Objetivos Específicos a) Verificar junto aos oficiais das tropas de cavalaria da PMRN, como os mesmos avaliam os conhecimentos de seus praças, do ponto de vista técnico de cavalaria, grau de compromisso e de preocupação com a cavalhada e entusiasmo para o trabalho; b) Apresentar uma proposta inovadora na formação dos futuros integrantes das tropas de cavalaria da PMRN; c) Propor a formação continuada para os atuais integrantes das tropas de cavalaria da PMRN. 1.4 Metodologia Empregada Apesar dos limites na aplicação de técnicas de metodologia da pesquisa, especialmente pelo uso de entrevistas e observação direta, a aplicação de tais instrumentos sob critérios estatísticos básicos paralelamente a interpretação qualitativa, representa um campo de pesquisa propício ao entendimento de realidades policiais, especialmente no campo pouco explorado da pesquisa multidisciplinar: A IMPORTÃNCIA DA EQUITAÇÃO PARA A OTIMIZAÇÃO DAS INSTRUÇÕES DE POLICIAMENTO MONTADO NA PMRN: Uma proposta de implantação. A escolha da observação direta como técnica de coleta de dados irá favorecer o conhecimento de procedimentos utilizados pela Corporação quando da forma de emprego operacional e, acima de tudo, como otimizar o policiamento ostensivo utilizando técnicas de equitação. A observação será evidente quando se trata da comprovação do que será dito pelos entrevistados, policiais militares, conforme Maria Lakatos: A observação utilizando os sentidos na observação de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir, mas também de examinar fatos ou fenômenos que se deseja estudar [...] a entrevista é uma conversação efetuada face a face, de maneira metódica; proporciona ao entrevistador, verbalmente, a informação necessária. (LAKATOS, 1992, p.107). A opção pela entrevista se deu em razão de sua flexibilidade, pelo fornecimento de informações mais completas e pelo contato direto com o entrevistado. De acordo com Lakatos, a entrevista é: Um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional. É um procedimento utilizado na investigação social, para coleta de dados ou para ajudar no diagnóstico ou no tratamento de um problema social. (LAKATOS, 1986, p.70). Partindo-se do princípio de que um dos objetivos da pesquisa foi desenvolver uma análise qualitativa e compreensiva, trabalhamos com um número determinado de entrevistados, dentro de um universo delimitado, de forma aleatória, posto que a legitimidade e credibilidade da pesquisa residem na força de seus argumentos e não no tamanho dos números encontrados. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS I. Fundamentação teórica. Leitura de Livros, revistas, artigos publicados na Internet, de monografias e teses referentes ao tema proposto. ♦ Revisão de literatura que aborda especificamente à questão da equitação, como também do policiamento montado; ♦ Pesquisa documental em arquivos de parte de acidentes e junta médica da Polícia Militar, a fim de produzir a caracterização das ações voltadas para a equitação e sua aplicabilidade para policiamento ostensivo; ♦ Análise dos dados coletados, tanto na pesquisa documental como nas entrevistas a partir da orientação teórico-metodológica adotada no trabalho. 1.5 Organização do trabalho O presente trabalho está dividido em sete capítulos, nos quais são buscados suportes teóricos metodológicos que respondam aos objetivos da pesquisa, bem como orientem na elucidação de questionamentos sobre o tema escolhido. No primeiro capítulo há uma visão geral do trabalho, através da introdução. No segundo capítulo trata-se sobre o histórico do cavalo, onde é feito um retrospecto histórico da realidade existente em tempos pretéritos, como também uma análise de seu emprego no policiamento montado. No terceiro capítulo é tratado sobre a realidade atual da cavalaria na PMRN, buscando os aspectos conceituais de equitação, para sua aplicação no Esquadrão de Polícia Montada. No capítulo quarto é abordado informações psicológicas sobre o cavalo, enfatizando o seu efetivo repasse a tropa, através da definição da atividade de ensino do EPMon RN. No capítulo quinto, abordamos as qualidades do cavalo e seus aspectos emotivos, fatores de suma importância para conhecimento dos novos cavalarianos. No capítulo sexto, trazemos uma proposta da implantação da equitação nas instruções de policiamento montado, e especialmente o que ela desenvolve nos praticantes da equitação. No capítulo sétimo, trata-se da pesquisa de campo, com o escopo de produzir um diagnóstico da tropa do EPMon-RN, através de uma abordagem metodológica, em que se procede a uma análise interpretativa dos dados, dando-se ênfase o estudo de caso sobre o tema. 2 CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS 2.1 Origem do cavalo O cavalo tem sido a milhares de anos um dos animais de maior utilidade para o homem. Os povos antigos atribuem ao cavalo uma origem nobre e divina de caráter excepcional. No texto do Alcorão, lê-se: Allah, depois de haver criado o céu e a terra, os animais da terra, os peixes do mar e as aves do ar, resolve conceder ao homem um supremo sinal do seu favor. Chamou o vento sul disse-lhe: -Quero transformar-te numa nova criatura, condensa-te! Depois, Allah olhou os seres que já tinha formado, tomou a arrogância e a altivez do leão, a destreza e a agilidade do tigre, a velocidade do cervo, o olhar meio da gazela, a fidelidade do cão e a memória privilegiada do 1 elefante, o colo airoso do cisne, o seguro pé de ferro do onagro , ligou estas qualidades num todo de harmoniosas propoções e elegantes contornos, e 2 fez o cavalo Isto quanto à sua origem divina e, quanto à sua nobreza, é só observar, ao longo dos tempos, a ligeireza, a ousadia e a fúria com que o cavalo avança aos da guerra, conduzindo o seu cavaleiro, sem temer ao ruído dos instrumentos bélicos e os estampidos das explosões, cenário que causa confusão nos homens, desanima e esmorece a todos os outros animais. Já os estudos arqueológicos e paleontológicos afirmam que a origem do cavalo foi no velho mundo e, também, na América. Nesta, porém por ocasião de seu descobrimento, já não existia mais nenhum eqüino vivo, fruto talvez de uma 1 ONAGRO – Mamífero ungulado selvagem, do Irã e da Índia, intermediário entre o cavalo e o asno. Burro, jumento. 2 Jorge Leal Furtado COELHO, O romance da equitação, pag. 29. epizoatia3 ou de um cataclisma4, que fez desaparecer toda a espécie anterior à préhistória. Entretanto, é fato incontestável ter existido manadas de eqüinos na América, tanto no continente sul-americano, como no norte-americano, pois foram encontrados inúmeros esqueletos representativos de formas de evolução de eqüinos. O gênero “eqüinos” só apareceu na época Plistocena5, continuando vivo até a época atual, muito espalhado pela Europa, Ásia, América e, possivelmente, na África. 2.2 Atividade de polícia montada Em muitos países, os cavalos serviam de montaria para penetrarem em seu interior, tração das diligências, ou no serviço de correios. Ainda hoje, o cavalo está presente nas atividades de polícia montada dos principais países do mundo e apesar de todo desenvolvimento tecnológico, ele está longe de deixar de ser utilizado nesta atividade. Longe de pretender esgotar o assunto apenas neste capítulo, em face a amplitude de que se reveste o tema e de se ter conhecimento da existência de vários trabalhos sobre o mesmo, se deseja dar idéias básicas ao leitor, para que possa se situar sobre o que é a atividade de polícia montada e ter conhecimento dos 3 Epizoatia – Doença contagiosa que atinge grande número de animais. Cataclisma – grande inundação, dilúvio. Alterações violentas devido a quaisquer causas, ocorridas na superfície da terra. 5 Época Plistocena: aquela em que ocorrem glaciações, diluvios e períodos intergláciarios, em que no final aparece o homem com suas características físicas atuais. 4 conceitos que são relevantes, e quais suas vantagens quando corretamente empregada. As necessidades de policiamento montado de determinada área se baseia, em primeiro lugar, na necessidade de policiamento de qualquer espécie, para determinado local; em segundo lugar, nas vantagens de aplicação da patrulha montada ao invés de outro tipo de policiamento. 2.3 Definições e idéias básicas Existem alguns conceitos e idéias de natureza operacional que são de suma importância para a execução da atividade de polícia montada. Por isso, necessita de uma preocupação, por parte de quem vai exercer tal atividade, não só no que se refere aos aspectos das definições e idéias das técnicas de policiamento ostensivo montado, mas, também, no que se refere ao comportamento do componente de apoio e locomoção, que é o cavalo. O cavalo, que executará a atividade de polícia montada, deve ser dotado de um adestramento coerente para esse fim, bem como, o policial militar que juntamente com o cavalo executará tal atividade, deve especialmente ser um bom conhecedor da arte eqüestre, para só então poder atuar junto a sociedade. O militar que conhece sua montada, proporciona a Polícia Militar uma maior tranqüilidade quanto ao manejo de seus cavalos, já que terá com o mesmo uma afinidade conquistada na rotina diária de trabalho, e consequentemente saberá qual a melhor forma de tratar o animal, passando assim a minimizar os riscos de acidentes. 2.4 Vantagens da atividade de polícia montada Foram atribuídas, a esse processo de atividade ostensiva e de preservação da ordem pública, doze vantagens, que facilmente são identificadas por qualquer pessoa que labute na área da segurança pública, ou que simplesmente usufrua, no seu cotidiano, do aparelho da segurança do Estado, pois é impossível ir às ruas e não perceber um policial militar a cavalo. As vantagens da atividade de polícia no processo montado são: a) ostensividade; b) ação de comandamento; c) efeito psicológico; d) transferência de força; e) mobilidade; f) rusticidade; g) flexibilidade; h) aceitabilidade; i) poder preventivo e repressivo; j) diversidade de emprego; k) fator ecológico; e l) economia de efetivo. 3 REALIDADE ATUAL DA CAVALARIA NA PMRN Não podemos negar que a Polícia Militar do Rio Grande do Norte nos últimos oito anos, traz em seu histórico um bom investimento quanto a especialização de oficiais em cursos de cavalaria, pois, ao longo desses anos enviou três oficiais para o curso de equitação na Polícia Militar do Estado de Pernambuco, três oficiais para o curso de policiamento montado na Polícia Militar do Distrito Federal, dois oficiais para o curso de tropa montada na Polícia Militar do Estado de São Paulo e um oficial para escola de equitação dos Carabineiros do Chile. São investimentos importantíssimo para PMRN, porém não se inserem diretamente na equitação, e sim nas técnicas de policiamento montado. Inicialmente é preciso mudar a concepção de se ensinar a tropa exclusivamente as técnicas de policiamento montado; é preciso superar os componentes da doutrina convencional. Desde abril de 2002, no Esquadrão de Polícia Montada da PMRN, nunca houve uma revista da cavalhada, ao passo que na Escola de Equitação do Exercito há revistas da cavalhada três vezes por semana. Também ao longo desse período enviamos policiais militares para participarem de vários cursos, tais como: Curso de Ações Táticas Especiais, Táticas de Treinamento e Combate, Direito Humanos entre outros e só realizamos um curso de policiamento montado para onze policiais militares. Ainda durante esse período, não enviamos para nenhuma outra instituição, nenhum militar para participar de curso de ferradoria, apenas temos um soldado que tem um estágio de ferrador realizado na PMPE na década de 90, e não foi realizado nenhum ato desportivo de cavalaria para incentivar e motivar a tropa. Segundo pesquisas deste trabalho, há nas instituições de Polícias do Rio Grande do Sul, Bahia, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, competições de hipismo clássico, volteio entre outros, voltados exclusivamente para a tropa, e os resultados segundo os entrevistados, são muitos satisfatórios, sobretudo no quesito motivação. Ainda segundo as pesquisas deste trabalho, verifica-se que todos os oficiais que servem atualmente no Esquadrão de Polícia Montada da PMRN, são unânimes em dizer, que há na tropa uma carência nos conhecimentos sobre o cavalo, e ainda concordam que tais conhecimentos só virão quando houver instruções de equitação. As instruções de equitação nas Polícias Militares pesquisadas, tem o objetivo de avaliar cavalo e cavaleiro ensinando e aperfeiçoando as técnicas de equitação aos cavaleiros, condicionando fisicamente os cavalos e seus cavaleiros, bem como testando o uso de determinadas embocaduras (freios e bridões), e também a necessidade ou não do uso de determinadas esporas. Isto tudo, além de ser muito importante para o conjunto cavalo e cavaleiro, ajuda sobremaneira na prevenção de acidentes. Tudo isto é básico, e a implantação da equitação para otimização da formação do policial militar de cavalaria representa profunda mudança de hábitos e de atitudes que, com certeza, implicará na adoção de nova doutrina para o policiamento. A mudança a qual sugere este trabalho na realidade atual da cavalaria da PMRN, se consubstancia em assegurar uma nova era, como instrumento de mudança que irá melhorar a prática de serviço diária do Esquadrão de Polícia Montada da PMRN. 3.1 Como é a realidade da cavalaria em outras Polícias Militares? Qual o conceito de polícia montada que emerge nos Quartéis de Cavalaria de algumas Polícias Militares do Brasil? Muitas vezes, a visão existente, é totalmente diferente do que se vê e pratica no Rio Grande do Norte. A Policia Militar de São Paulo por exemplo, tem um pelotão de volteios, cursos periódicos para a tropa, formação continuada para todo o regimento, competições desportivas internas. Na Polícia de Minas Gerais, quando o soldado é incorporado nas fileiras daquela corporação, depois de passar pelo curso básico de policia militar, ingressa em um período de especialização na cavalaria, o que vai lhe tornar apto para trabalhar à cavalo. Tais instruções também são pautadas na equitação, sendo seu objetivo proporcionar ao cavaleiro uma melhor postura à cavalo, e maior independência de mãos e pernas na condução do cavalo. Na Polícia militar do Rio Grande do Norte, o policial militar é designado para servir na cavalaria e em várias ocasiões sem nunca ter tido contato com o animal, e devido as muitas missões e atribuições do Esquadrão, aquele policial é preparado de forma precária para fazer policiamento ostensivo montado, o que traz riscos tanto para o militar como para a população. O Esquadrão de Polícia Montada é uma OPM, que em sua área de atuação tem que tornar as ruas tão seguras, onde aí possam estar as crianças para brincar e exercer o direito fundamental de ir e vir, e principalmente não correr riscos de se machucar por imperícia do próprio agente do Estado. Partindo do fato de que as ações policiais, pelo seu caráter de relevância, não devem em hipótese alguma sofrer solução de continuidade e nem cometer erros que tragam prejuízos para a sociedade, chega-se à conclusão de que o Esquadrão de Polícia Montada, como parte integrante do representante do Estado na manutenção da segurança pública, tem obrigação de bem formar e preparar seus policiais técnica, física e psicologicamente, passando a utilizar as técnicas policiais bem como as técnicas de equitação. Necessário se faz, inserir o trabalho de picadeiro, pois dá ao cavaleiro maior correção na sua posição e maior precisão nas suas ajudas e reflexão sobre o emprego das forças do cavalo. Na formação dos quadros e da tropa destinada à unidade hipo da PMRN, se faz necessário a intensificação das instruções, e com muito mais ênfase na parte de equitação, pois precede o emprego tático a cavalo. Trata-se da instrução inicial do cavaleiro, que será mantida no corpo da tropa, de forma a se obter sempre a unidade adestrada para qualquer missão que lhe seja atribuída. Observa-se atualmente que as instruções de eqüestres são sumárias e visam mais técnicas de controle de distúrbios civis do que a independência do homem à cavalo. No entanto, a instrução visando o adestramento da tropa de cavalaria tem necessidade de intensificação, principalmente pelo fato de ter se verificado no exercício do ano de 2004, quatro acidentes de trabalho, onde soldados chegaram a se ferir, sendo que um deles durante os treinamentos para a parada do sete de setembro, veio a cair e quebrar o braço após ter tentado se apoiar nas rédeas durante uma curveta6 realizada aleatoriamente pelo cavalo, contrariando ensinamentos básicos da equitação, ensinamento esse que orienta soltar as rédeas em uma situação dessa natureza, e não se apoiar nas mesmas. Isso, é uma prova real que urgentemente tem que se implantar a equitação na formação dos cavalarianos. É lógico que, para qualquer tipo de missão a cavalo, não é suficiente apenas as instruções de equitação, havendo necessidade de instruções técnicas e táticas que constitui o complemento da primeira. Não adianta uma patrulha de policiamento formada por policiais militares que não saibam se deslocar e conduzir suas montadas em via pública empregando as ajudas de condução do animal, que são ensinadas pela equitação. Os manuais de cavalaria já preceituam que as propriedades e características da arma são complementadas pela aptidão da sua tropa para as missões mais diversas e arriscadas, o gosto da sua iniciativa, devido à sua formação peculiar. É fácil concluir que para tal formação é necessária a intensificação das instruções a cavalo, donde se obterá também a vivência do homem com o solípede a fim de se obter as condições psicológicas ideais. 6 É o cavalo levantar as anteriores, se equilibrando nos posteriores. 4 INFORMAÇÕES PSICOLÓGICAS SOBRE O CAVALO, IMPORTANTE NA FORMAÇÃO DO CAVALEIRO POLICIAL MILITAR 4.1 A psicologia do cavalo A psicologia é uma ciência que estuda o comportamento dos animais racionais ou irracionais. Em um dos seus ramos especializa-se no desenvolvimento educacional e nas alterações advindas desse aprendizado. Assim, ao se tratar de uma interação homem cavalo, que é um complexo de ensino, não se poderia deixar de constar neste trabalho algo acerca dessa ciência, pois, para se propor este tema, necessário se faz conhecer um pouco sobre a psicologia de ensino e os princípios básicos determinantes aplicados a essa atividade, bem como conhecer um pouco das características psicomentais do cavalo, porque só assim se saberá a razão pela qual se desenvolvem e se confirmam as qualidades morais do animal, como também se saberá o momento e a intensidade do ensino e das exigências de novas lições. Dará ainda, ao cavaleiro, a capacidade de conhecer um pouco mais do cavalo, tendo com isso mais respaldo para corrigir e afagar, discernir entre a ignorância e a má vontade, a preguiça e o sofrimento. É sempre preferível pressentir e prevenir as resistências do cavalo do que ter necessidade de as combater; mas isto só é possível ao cavaleiro com o tato apurado obtido à custa duma longa prática no ensino. 4.2 Princípios da psicologia que devem ser ensinados aos cavaleiros policiais militares, para aplicarem no relacionamento com seus cavalos O ensino de um animal como o cavalo, que é simultaneamente tão vigoroso como pouco inteligente, não constitui uma questão de força, pois é, sobretudo, um problema de observação, reflexão, paciência e de método. Ao leitor vale chamar a atenção para a importância do assunto que será agora abordado, porque é fundamental conhecer a psicologia de ensino aplicada ao cavalo, pois é sem dúvida o entendimento básico de todo o processo da educação do cavalo. É como entender uma língua para comunicar com outras pessoas, porque para ensinar, a uma pessoa ou a um animal, tem que estabelecer uma linguagem comum e um método de ensino que, por sua vez, fundamenta em princípios que têm de ser bem compreendidos, para que estabeleça um processo eficaz de ensino, aprendizagem e de uma boa reciprocidade entre os desejos do cavaleiro e do cavalo. 4.3 Características psicomentais do cavalo Os estudiosos e praticantes da arte eqüestre chegaram a conhecimentos interessantes sobre algumas características da constituição mental do cavalo, que são de fundamental importância e devem ser bem exploradas para se tirar partido, durante todo os ensinamentos ao cavalo, devido a sua influência na educação do animal. Descobriram, assim, que o cavalo possui algumas características psicomentais, que são: a) boa memória; b) senso de imitação; c) docilidade; d) paciência; e) gula; e f) ingenuidade. 4.1.1 Boa memória O cavalo possui uma boa memória incomum e muito privilegiada. É, talvez, a faculdade mental mais desenvolvida e figura como elemento básico do adestramento, que o facilita quando se sabe aproveitá-la. Mas, por outro lado, torna os erros perigosos, porque é difícil se readestrar um cavalo, quer dizer, fazê-lo esquecer as más lições. Essa grande capacidade de memorizar pode significar para o cavaleiro o melhor dos meios de submissão, ou, ao contrário, uma fonte de muitas dificuldades. 4.1.2 Senso de imitação O cavalo tem um senso de imitação muito desenvolvido e, por ser um animal gregário, é levado a se comportar e agir de acordo com os outros cavalos e até com seu cavaleiro ou tratador na situação em que, quando puxado à mão, os seguem e até chega a transpor alguns obstáculos. 4.1.3 Docilidade O cavalo é geralmente dócil, tem boa vontade e é fácil de ser ensinado e conduzido. É sensível aos bons e maus tratos, à voz e as carícias, chegando, muitas vezes, a se aproximar de seu cavaleiro ou outras pessoas para cobrar um afago. É também sensível às punições, por isso que estas devem ser aplicadas por justo motivo e com muito critério, caso contrário o torna muito irritado e nervoso. 4.1.4 Paciência A principal característica, a que desperta a paixão maior por estes animais sem dúvidas é a paciência. O cavalo é em geral paciente, tem a capacidade de agüentar com resignação a dor, os infortúnios e as importunações de um cavaleiro medíocre e inocente (aqueles que tem uma formação eqüestre deficiente). Porém, sua paciência é limitada. Conhecer o limite de exigências que o cavalo pode suportar, é necessidade básica para o cavaleiro policial militar. Deus é sábio, pois quem conseguiria dominar ou criar estes animais tão fortes, se não fossem dóceis? 4.1.5 Gula O cavalo é guloso, tem desejo de comer sempre. Isso pela própria natureza da sua constituição orgânica, que o impõe a comer grandes quantidades de vegetação, quando no seu ambiente natural, ou quando solto, para se sustentar. 4.1.6 Ingenuidade O cavalo é comumente ingênuo, não vê malícia e tem uma inocência franca que, zelosamente conservada e bem aproveitada pelo trabalho diário, torna-o franco e corajoso. Do contrário, um cavaleiro mal formado, que açoita, maltrata e mal conduz um cavalo, na primeira experiência que lhe for novidade, tal cavalo será covarde e medroso. É essa característica que explica o fato de um cavalo avançar para uma batalha sangrenta, com estampidos de tiros de canhões enquanto que, em outra situação, se assusta com um simples pedaço de papel, que o vento desloca. 5 QUALIDADES DO CAVALO: ensinamento indispensável para o cavaleiro policial militar Algumas qualidades são essenciais para um bom cavalo: boas e corretas andaduras no passo, trote e galope; bom equilíbrio e bons aprumos, flexibilidade natural, vontade de andar para frente e elegância de movimentos. É preciso que apresente vivacidade, bom caráter, coragem, seguro de si, benevolente e com personalidade. As qualidades físicas e morais do cavalo são de importância capital para qualquer atividade que é empregado. Elas, com certeza, diferenciam um cavalo medíocre de um cavalo excepcional. Muitas são inerentes ao próprio animal, como as características psicomentais que podem ter origens em sua árvore genética. Outras necessitam ser despertadas, diferentemente das psicomentais que necessitam apenas ser conservadas e desenvolvidas. Então é preciso conhecer as qualidades físicas e morais do cavalo, para então buscar despertá-las, desenvolvê-las, reforçá-las e conservá-las. 5.1 Qualidades físicas São qualidades materiais inerentes à compleição do animal com a sua boa conformação de exterior e sua formação e capacidade orgânicas, fruto de um correto equilíbrio fisiológico, que, se bem trabalhadas, podem produzir e promover a longevidade ao animal. Para facilitar a compreensão do assunto, pode-se dizer que os potenciais são determinados geneticamente, e que as capacidades e ou habilidades expressas são decorrentes do fenótipo. 5.2 Qualidades morais São qualidades que personalizam o cavalo, em geral a generosidade, a calma e a docilidade, ou seja, como o animal se conduz e se comporta frente às variáveis que lhe são impostas, quer no trabalho, quer estabulado, quer no seu manejo, demonstrando seu bom “estado de espírito”, disposição e ânimo. É difícil entender como um animal tão forte é, ao mesmo tempo, capaz de se submeter a ordens sutis do homem, sem perder a vitalidade. O cavalo não é um animal agressivo, sua primeira reação ao pressentir o perigo é fugir. Não é um predador, apenas se defende. O cavalo só ataca quando não há outra saída ou quando está em situação de competição, como é o caso, por exemplo, de dois garanhões à disputa de um égua. 5.3 Aspectos emotivos do cavalo O cavalo é um animal extremamente emotivo nas reações rotineiras de seu comportamento. Cabe ao homem saber identificar os aspectos indicativos de um estado emocional, objetivando manter o cavalo em seu estado psíquico normal. Com a domesticação, o cavalo perdeu algumas de suas emoções naturais, porém desenvolveu outras, quase sempre indesejáveis, talvez como forma de demonstrar a sua aversão a um sistema de criação inadequado, confinado em um espaço reduzido. As principais reações emotivas do cavalo relacionam-se com a raiva, o medo, a afeição, a curiosidade, a alegria, a proteção, a amizade e, as vezes ao ciúme. 6 PROPOSTA PARA A NOVA FORMAÇÃO DA CAVALARIA NA POLÍCIA MILITAR DO RIO GRANDE DO NORTE A boa imagem de uma instituição ou de uma corporação militar, é atualmente uma das maiores preocupações de seus administradores, por isso, envidam todos os esforços no sentido de aparecer perante o público como um espelho de eficiência, confiança e segurança. A PM dispõe através do cavalo de um dos maiores veículos de propaganda pública utilizado em todos os grandes países do mundo, portanto, não se pode falhar na formação dos profissionais que estarão nas nossas ruas dominando este imponente animal, pois, uma mínima falha que seja no preparo técnico dos nossos cavaleiros, poderá nos render muitas críticas perante a população. Não basta preparar nossos cavaleiros técnica e taticamente para as missões da subunidade; necessário se torna que estejam preparados tanto para o emprego em missão de policiamento como em operação de controle de distúrbios, portanto para isso é preciso que a tropa seja animada, entusiasmada, moralizada dotada do espirito da arma de cavalaria, para estar pronta para cumprir qualquer missão que lhe seja atribuída. O valor da Polícia Montada por ser oriunda da Cavalaria, reside não só na potência material que resulta do armamento, do cavalo e do cavaleiro, convenientemente preparados para o emprego, mas também, da força moral, que torna quadros e homens capazes de vencer as mais duras provas. 6.1 Desenvolver a tenacidade Trata-se de prepará-los submetendo-os à ação dos fatores que podem influir na tenacidade, são eles, a fadiga e o sofrimento físico. O cavaleiro deve ligar-se aos movimentos do cavalo pelo amortecimento dos seus ângulos articulares. O peso do cavaleiro nunca deve estar em atraso sobre o movimento do cavalo. Devem portanto, os instrutores mostrar-se exigentes e severos, sem brutalidade, porque a tenacidade não se cultiva com pequenas abdicações. 6.2 Desenvolver a consciência É extremamente necessário a disciplina consciente porque o cavalariano isolado, em missão de policiamento ou de segurança de local, escapa ao olhar disciplinador do chefe, que somente o fiscaliza ao executar a supervisão. 6.3 Desenvolver a iniciativa e o raciocínio Ter iniciativa é exercer livremente a atividade no quadro de ordem recebida, ou atuar, mesmo na eventualidade de falta de ordens, segundo a vontade de seu chefe. Ao cavaleiro compete por si só escolher a decisão a tomar, quando por uma circunstância fortuita o chefe não estiver presente. Em hipótese alguma deve o cavaleiro permanecer parado à espera de ordens para cumprir uma determinada ação em proveito da coletividade; entra em ação nesse momento o raciocínio do cavaleiro. 6.4 Desenvolver o amor pelo cavalo Acima de tudo deve se procurar desenvolver ao grau máximo, o amor ao cavalo, estimulando os graduados e praças a escolher a sua montada, dispensar todos os cuidados ao bem estar do animal. O cavalo é a razão básica de uma tropa hipo, é o seu meio disponível e essencial para o cumprimento de todas as missões que lhe sejam atribuídas. O cavalo é o companheiro dileto e leal de todo cavalariano. 6.5 Desenvolver a confiança Tal desenvolvimento pode ser resumido na palavra "encorajamento", pois o trabalho montado oferece diversos riscos que a técnica apurada, a fixidez e o equilíbrio pode reduzir, porém nunca extinguir. O cavaleiro deve ser encorajado em todas as situações durante as instruções, sendo levado a confiar em sua capacidade mesmo nos exercícios mais difíceis. Um cavaleiro confiante em si mesmo e em seu cavalo, diminui os riscos de acidente, pois aumenta sua capacidade de raciocínio para solucionar problemas que por ventura surjam. Todavia, a confiança não deve ser excessiva, pois o cavaleiro deve conhecer os seus limites e de sua montada para nunca ultrapassá-los, evitando assim que as ocorrências de acidentes se tornem rotina nos treinamentos e serviços da tropa hipo. 6.6 Desenvolver o assento O assento é a qualidade que permite ao cavaleiro permanecer senhor de seu equilíbrio em todas as circunstâncias, sejam quais forem as reações do cavalo. É a principal qualidade a se buscar, pois, constitui a base da solidez em seguimento a obtenção da confiança, e é garantia da boa mão de rédea, sem a qual não há conduta do cavalo. Só o assento liga realmente o cavaleiro ao cavalo, é no assento que o cavaleiro sente a união da sua coluna com a do animal. Para consegui-lo porém, é preciso longa prática e por isso procurar grande perfeição desde o trabalho preparatório. Portanto, as instruções para a tropa de Polícia Montada, deve seguir muito mais a equitação pura e simples, do que as técnicas de policiamento montado, sendo tais técnicas repassado a tropa após se obter um nível razoável da evolução do militar nas instruções de equitação. Desenvolve os conhecimentos sobre o cavalo, estabelecendo a doutrina de emprego da Polícia Montada, e eleva a moral, a iniciativa, a confiança, o amor ao cavalo, a mística e o orgulho de ser de cavalaria. 7 PESQUISA DE CAMPO Para a realização deste trabalho monográfico, foi aplicado o método hipotético-dedudivo, com a utilização dos instrumentos questionários e entrevistas, como também pesquisas bibliográfica e documental, tudo em níveis explicativos, para se conseguir afirmar o que, inicialmente, seriam só opiniões: de que a cavalaria da Polícia Militar do Rio Grande do Norte tem uma tropa com um reduzido conhecimento sobre equitação. Tais opiniões (hoje afirmativa), podem muito bem ser fundamentadas pela exposição dos instrumentos aplicados, o que será feito a seguir. Contudo, cabe frisar que foram de grande valia os questionários aplicados a policiais militares, executantes da atividade de polícia montada. Este questionário teve, como público-alvo, os praças (sargentos, cabos e soldados) que diariamente labutam na atividade de polícia ostensiva no processo montado. Foram aplicados setenta e sete (77) questionários, para um efetivo de 91 praças existente no Esquadrão de Polícia Montada. 7.1 Durante o seu curso de montador Policial militar, você teve ensinamentos voltados para a equitação? 29% sim não 71% Análise: A resposta acima obtida deixa evidente que, a tropa executante da atividade de polícia montada, não foi formada e preparada para dominar com técnica suficiente, os eqüinos com que fazem o policiamento preventivo ostensivo, e sim tiveram uma formação muito mais voltada para as técnicas de policiamento montado, suprimindo assim ensinamentos eqüestres indispensáveis na formação de um militar que depende do cavalo para fazer o policiamento. 7.2 Como você define o cavalo? 42% 58% Como meio de transporte para o policiamento montado como um companheiro de trabalho Análise: O resultado dessa Segunda resposta, reforça incisivamente o item anterior, pois é inadmissível haver em uma tropa de cavalaria um índice tão alto de profissionais que tratam o cavalo como meio de transporte, certamente, se houvesse uma formação voltada para a equitação, teríamos um índice bem menor dessa definição, pois um dos principais objetivos da equitação, é criar no homem um amor pelo cavalo, e consequentemente melhorar a relação homem-animal, o que traz mais confiança para o cavaleiro e também ajuda na prevenção de acidentes, haja visto que o homem passa a conhecer melhor seu animal. 7.3 Você praticou ou pratica algum esporte eqüestre? 13% sim não 87% Análise: Vem comprovar que grande parte do efetivo da cavalaria na PMRN, tem um laço de relação meramente profissional com o cavalo, ao passo, que se pudéssemos agregar ao montador policial militar, a oportunidade de praticar qualquer esporte eqüestre, ganharíamos no quesito técnico e motivador do homem, pois, de uma forma espontânea e voluntária desenvolveríamos seus conhecimentos técnicos, e ainda teríamos um profissional motivado e mais comprometido com a cavalaria. 7.4 Se você não pratica queria a oportunidade de praticar? 29% sim não 71% Análise: Deixa evidente que a grande maioria de nossa tropa, não pratica esporte eqüestre, porquê não tem a disponibilidade institucional para praticar. 7.5 Você concorda que a prática da equitação ajudaria a melhorar tecnicamente o montador policial militar quanto ao domínio dos eqüinos? 93% 7% sim não Análise: A questão mostra claramente que o policial militar não vai para o serviço bem seguro quanto aos seus conhecimentos técnicos, pois, a maioria declarou que não teve ensinamentos de equitação em seu curso de formação profissional, que nunca praticou nenhum esporte eqüestre, que tem vontade de praticar, e agora afirmam a prática da equitação ajuda a melhorar tecnicamente quanto ao domínio do cavalo. Ou seja, não os formamos equitadores, sua formação continuada é voltada para as técnicas de policiamento montado e ainda não lhes proporcionamos a oportunidade de praticar nenhum esporte eqüestre, logo, não temos excelentes cavaleiros, e consequentemente, não desempenha bem a ação preventiva, porque dispensa grande parte de sua atenção e energia em conduzir, controlar e se manter montado ou segurar seu cavalo. 7.6 Você já presenciou algum acidente envolvendo montadores policiais no serviço montado? 13% sim não 87% Análise: Essa resposta mostra uma incidência grande de acidentes em serviço, isso nos faz refletir, e pensar em várias causas para esses acidentes, não temos fundamentos em pesquisas ou em documentos para afirmar se a causa principal é a falta de preparo técnico de nossos montadores, mas, se tivéssemos cavaleiros experientes através dos ensinamentos da equitação, certamente diminuiríamos em muito os índices de acidentes em serviço. 7.7 A maioria dos acidentes que você presenciou envolvendo policiais militares montados, você atribui a que? 33% 67% a má formação dos montadores péssimo adestramento dos animais Análise: Mostra claramente que há uma maior atribuição de culpa ao mal adestramento dos cavalos, porém há também uma razoável atribuição de culpa a má formação dos policiais, ficando óbvia a dedução sobre a necessidade urgente formar equitadores policiais militares, pois, só assim teríamos melhores montadores e adestradores, haja visto que a iniciação do cavalo novo e o seu adestramento, está diretamente ligado a equitação. 7.8 Você concorda com atual formação dos montadores, que ingressam no EPMon da PMRN? 16% sim não 84% Análise: Mais uma vez temos uma clara demonstração de insatisfação da própria tropa, sobre a forma como ela está sendo formada e aperfeiçoada ao longo dos anos, isso leva-nos a pensar que o profissional do Estado especializado em prestar este serviço para a sociedade, não esta devidamente preparado, e que em várias oportunidades, deixou de ser solução e apoio, para ser problema e empecilho. 7.9 Qual a sua relação de afetividade com o cavalo que você trabalha? 13% 65% 22% muito boa, venho inclusive nas minhas folgas tratá-lo normal, apenas o trato(doa a ducha, etc.) quando montá-lo inexistente Análise: esta ultima questão nos traz uma surpresa desagradável, verificar que treze porcento da tropa da cavalaria da PMRN declaram que não tem nenhum vinculo de afetividade com o animal que deveria ser seu principal companheiro, sessenta e cinco porcento afirma que tem um relacionamento normal, e apenas vinte e dois porcento se relacionar como todos deveriam proceder, ou seja, “cuidar do animal como se fosse seu”. Sem dúvidas é urgente a necessidade de intervir na formação de nossos cavalarianos, pois a manutenção da cavalaria policial tão útil a sociedade no policiamento ordinário, de eventos e de distúrbios civis, dependem diretamente de um relacionamento de companheirismo profissional, dispensado através do cuidado do homem com o animal. 8 CONCLUSÃO Ao ser realizado o presente trabalho monográfico, verifica-se que a proposta apresentada à Polícia Militar do Rio Grande do Norte, não trará nenhum desgaste de ordem econômica, política, social, histórica, cultural e psicológica, pois fica evidenciado que a equitação precede o policiamento montado, sendo este, um derivado da própria equitação. A temática trazida a lume reflete uma constatação de que a PMRN, vem administrando sua cavalaria de modo diferente de outras importantes Polícias Militares Brasileiras, e com isso perde na motivação de sua tropa, e principalmente no desenvolvimento técnicos de seu cavaleiros. Pelo que foi exposto no presente trabalho monográfico, acreditamos ter traçado uma verdadeira imagem do que é a cavalaria na PMRN, sendo mister que o binômio homem-cavalo, não seja visto como apenas uma modalidade de policiamento, mas, principalmente como dois seres vivos que precisam de ensinamentos muito além do que os de técnicas de policiamento ostensivo, para poderem prestar um excelente serviço à sociedade Norte-Rio Grandense. A otimização da equitação nas instruções para as atividades de polícia montada deve, antes de tudo, passar por uma revisão de concepções profissionais que alicerçam a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, buscando questionar se o modelo empregado hoje, no trato com cavaleiros e cavalos. Deve a Instituição proporcionar ao seu efetivo, mecanismos para que se possa adotar uma postura mais reflexiva sobre a temática, no sentido de se implementar uma atuação mais efetiva e afetiva na relação homem e animal, e deste modo, buscar o aperfeiçoamento das ações de policiamento preventivo e, por via de conseqüência, a eficácia na atuação de segurança pública, pois teria cavaleiros mais motivados e melhores tecnicamente. Por tudo o que foi explanado acima, sentimos a necessidade básica de treinamento e adestramento de homens e animais para se atingir o suficiente preparo técnico visando seu emprego, quer seja no policiamento, ou em qualquer outra atividade realizada pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARROS, Aidil de Jesus Paes de. Projeto de Pesquisa: Propostas metodológicas. Petrópolis, RJ: Vozes, 1990. CAVALCANTI, Péricles. Equitação Global. 1ª edição, Editora Nobel, 1993. CERVO, A. L. BERVIAN, P.A. Metodologia Científica. 4ª ed. 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