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Como sabemos, há muitas crianças e jovens que passam horas, dias, meses até, internados, por vezes em isolamento total. Estão bem estudadas as propriedades paliativas da música, que ajudam o processo de recuperação e criam um melhor ambiente para todos, pacientes, médicos, enfermeiros. São por isso necessários leitores de CD portáteis para equipar estas unidades hospitalares, bem como gravações com repertório adequado a este tipo de espaços. Este concerto, com um programa que apela ao mundo mágico da infância (com as suites dos bailados O Quebra Nozes e O Lago dos Cisnes, de Tchaikovski), visa recolher fundos para concretizar este projeto. Pela primeira vez desde que está no hospital, o meu filho sorriu outra vez... testemunho de uma mãe quando, subitamente na enfermaria, se ouviu o timbre agudo de um violino. O ambiente hospitalar é inóspito, pouco amigável para uma criança, longe da sua casa, da sua escola e dos seus amigos, sujeita a intervenções que desconhece e que lhe causam pavor ainda antes de lhe causar dor. A ciência tem procurado encontrar evidência de que a música estimula o desenvolvimento cognitivo, melhorando a compreensão da leitura ou a aprendizagem da matemática. Este possível efeito Mozart gerou polémica e foi negado, mas continua a ser reconhecido que tocar um instrumento e ler uma pauta aumenta a concentração, melhora o desempenho e a aquisição de outras competências. Questionam-se também os efeitos terapêuticos da música nas crianças doentes e a mais-valia de momentos musicais nos hospitais. A música acompanha-nos desde a vida intrauterina. O feto aprende o ritmo com os batimentos cardíacos maternos e identifica Mahler, mexendo-se (dançando?) mais ou menos, conforme gosta ou não da sinfonia que a mãe grávida está a ouvir. Os prematuros têm menos apneias (paragens respiratórias) e melhores saturações de oxigénio se, na incubadora, lhes for proporcionado ouvir qualquer das Quatro Estações de Vivaldi. A criança internada no hospital tem um olhar vago, comportamentos regressivos, não percebe a restrição da atividade e o cenário gerador de ansiedade e depressão. Talvez não seja possível encontrar evidência científica de que a música diminui o stress, a dor ou os dias de internamento, mas um músico treinado e a sua linguagem corporal e facial, mais eficaz do que uma gravação, tem um enorme impacto emocional a que ninguém é indiferente e muito menos uma criança doente. Até volta a sorrir. Maria do Céu Soares Machado Diretora do Departamento da Criança do Hospital de Santa Maria Música de Bailado | Orquestra Metropolitana de Lisboa | Christian Ludwig direção musical Piotr Ilitch Tchaikovski (1840-1893) –Suite do bailado O Lago dos Cisnes (arr. de Daryl Griffith) I. Cena II. Valsa III. Dança dos cisnes: Allegro IV. Dança dos cisnes: Andante V. Dança dos cisnes: Tempo de valsa VI. Dança de pares VII. Dança húngara (czardas) VIII. Dança espanhola IX. Dança napolitana X. Cena final Notas ao programa por Rui Campos Leitão As suites de bailado reúnem as «melhores partes» musicais de um espetáculo cénico dançado; uma prática que era habitual no decorrer da segunda metade do século XIX. Neste concerto temos a oportunidade de ouvir duas das mais célebres entre as que nos chegaram. Isso deve‑se, em boa parte, à sua presença recorrente nos meios de comunicação e entretenimento. Com efeito, é impossível escutar estas duas obras sem que logo nos acorra uma agradável sensação de reconhecimento; seja porque soam melodias que sabemos trautear, ou porque identificamos efeitos orquestrais característicos que há muito fazem parte da nossa tradição musical. Valsas, marchas, mazurcas e sucessivos padrões rítmicos de dança evocativos de estereótipos musicais de diferentes culturas – espanhola, italiana, árabe, russa, chinesa… – precipitam‑se numa vertigem que nos leva a questionar sobre os limites do talento que permitiu a Tchaikovski escrever música como esta. Nos nossos dias, de entre as infinitas maneiras de ouvir uma interpretação ao vivo destas partituras (aqui em adaptações de Daryl Griffith para orquestra de dimensão clássica), referem‑se de seguida duas. Numa primeira opção, podemo‑nos abandonar nos meandros da música, em si mesma, deixando os efeitos sonoros invadirem a nossa condição de estar, numa aparente passividade que requer todavia a mais generosa disponibilidade. A segunda, remete para o baú da nossa experiência de vida: para quem já assistiu a representações destes bailados, será pretexto para revisitar essas memórias; para a maior parte dos restantes, será porventura possível recordar cenas de uma mão cheia de filmes, jogos de computador, livros, musicais ou anúncios publicitários. Para alimentar a fantasia valerá aqui a pena evocar muito sinteticamente os enredos sobre os quais o compositor russo trabalhou –Suite do bailado O Quebra-Nozes (arr. de Daryl Griffith) I. Abertura miniatura II. Marcha III. Dança da fada do açúcar IV. Dança russa, Trépak Christian Ludwig direção musical Orquestra Metropolitana de Lisboa Cesário Costa direção artística Nascido em Colónia em 1978, estudou violino com o Prof. Saschko Gawriloff, na University of Music and Performing Arts de Colónia, tendo mais tarde ingressado na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, na classe do Prof. David Takeno. A sua formação em música de câmara foi realizada com o Quarteto Alban Berg. Como solista, apresentou‑se com a Berliner‑Sinfonie‑ Orchester, Radio Symphony Orchestra (Saarbrücken), Radio Symphony Orchestra (Pequim) e a Franz Liszt Chamber Orchestra (Budapeste). Participou igualmente em vários festivais de música, incluindo o Festival de Davos (Suíça), Dresdner Musikfestspiele e o Rheingau Musikfestival. Christian Ludwig viu a sua carreira de violinista interrompida por um problema que lhe afetou uma das mãos, tendo então começado a estudar direção de orquestra, com o Prof. Klaus Arp, e de coros, com o Prof. Georg Grün, na University of Music and Performing Arts de Mannheim. O programa de estudos incluía a direção de várias orquestras estatais: Stuttgart Philharmonic Orchestra, Württembergisches Chamber Orchestra (Heilbronn), Reutlinger Phiharmonie, Südwestdeutsche Philharmonie (Konstanz) e também a State Orchestra of the Krim (Ucrânia). Como bolseiro, dirigiu A história do soldado, de Stravinsky, e o Concerto de Violino de Lou Harrison. Participou em masterclasses dirigidas por Mario Venzago, Sylvain Cambreling e Dmitri Kitajenko. Em setembro de 2005, Christian Ludwig iniciou um mestrado em direção de orquestra na Royal Academy of Music, em Londres, com Sir Colin Davis, Colin Metters e George Hurst. Em novembro de 2007, foi convidado para dirigir a Cologne Chamber Orchestra. O sucesso alcançado em Munique (Prinzregententheater), Colónia (Philharmonie) e Paris (Théatre des Champs‑Elysées) levou a novos convites. A partir da temporada de 2008/2009, foi nomeado diretor musical da Cologne Chamber Orchestra. O seu nome aparece igualmente ligado à direção de produções de óperas como «O Barbeiro de Sevilha» de Rossini, «Cosi fan tutte» de Mozart e «Turandot» de Puccini na National Opera of Korea. O seu CD de estreia será lançado ainda em 2011, para a etiqueta Naxos, com a integral das Serenatas de Robert Fuchs. A Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) estreou‑se no dia 10 de Junho de 1992. Desde então, os seus músicos asseguram uma extensa atividade que compreende os repertórios barroco, clássico e sinfónico – integrando, neste último caso, os jovens intérpretes da Orquestra Académica Metropolitana. Distingue‑se igualmente pela versatilidade que lhe permite abordar géneros tão diversos como a Música de Câmara, o Jazz, o Fado, a Ópera ou a Música Contemporânea, proporcionando a criação de novos públicos e a afirmação do caráter inovador do projeto da Metropolitana. Esta entidade, que tutela a orquestra, tem como singularidade o inter‑relacionamento das práticas artística e pedagógica, beneficiando da convivência quotidiana de músicos profissionais com alunos das suas escolas – a Academia Superior de Orquestra, o Conservatório e a Escola Profissional Metropolitana. Este desígnio faz parte da identidade da OML, à semelhança de uma participação cívica que se traduz na regular apresentação em concertos de solidariedade e eventos públicos relevantes. Cabe‑lhe, ainda, a responsabilidade de assegurar programação anual junto de várias autarquias da região centro e sul, para além de promover a descentralização cultural por todo o país. Desde o seu início, a OML é referência incontornável do panorama orquestral nacional. Além‑fronteiras, e somente um ano após a sua criação, apresentou‑se em Estrasburgo e Bruxelas. Deslocou‑se depois a Itália, Índia, Coreia do Sul, Macau, Tailândia e Áustria. Em 2009 tocou em Cabo‑Verde, numa ocasião histórica em que, pela primeira vez, se fez ouvir uma orquestra clássica naquele arquipélago. No final de 2009 e início de 2010, efetuou uma digressão pela China. Tem gravados onze CDs – um dos quais disco de platina – para diferentes editoras, incluindo a EMI Classics, a Naxos e a RCA Classics. Ao longo de quase duas décadas de atividade, colaborou com maestros e solistas de grande reputação nos planos nacional e internacional, de que são exemplos os maestros Christopher Hogwood, Theodor Guschlbauer, Michael Zilm, Arild Remmereit, Nicholas Kraemer, Lucas Paff, Victor Yampolsky, Joana Carneiro, Brian Schembri, ou os solistas Monserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, José Cura, José Carreras, Felicity Lott, Elisabete Matos, Leon Fleisher, Maria João Pires, Artur Pizarro, Sequeira Costa, António Rosado, Natalia Gutman, Gerardo Ribeiro, Anabela Chaves, António Meneses, Sol Gabetta, Michel Portal, Marlis Petersen, Dietrich Henschel, Thomas Walker, Mark Padmore, entre outros. Em sucessivos períodos, a direção artística esteve confiada aos maestros Miguel Graça Moura, Jean-Marc Burfin, Álvaro Cassuto e Augustin Dumay, sendo desde a temporada de 2009/2010 da responsabilidade de Cesário Costa. V. Dança árabe VI. Dança chinesa VII. Dança das flautas de mirlitão VIII. Valsa das flores e que fez subir ao palco do Teatro Bolshoi, na ocasião com recurso ao movimento dançado. N’O lago dos cisnes tudo acontece no reino do feiticeiro Rothbart, que transformou a princesa Odette num cisne branco. À noite, esta recuperava a aparência humana, mas só poderia ser libertada do feitiço por um homem que a amasse verdadeiramente. Com efeito, o príncipe Siegfried enamora‑se de Odette durante uma caçada. Porém, quando tudo parecia bem encaminhado, Rothbart disfarça ‑se juntamente com sua filha Odile, iludindo o príncipe e levando‑o a quebrar o nobre juramento que havia feito. O final não é feliz. Prevalece o amor verdadeiro, mas o feiticeiro, furioso, inunda as margens do lago fazendo Siegfried afogar‑se. Odette também morre, com o sofrimento causado pela perda do seu amado; por amor, portanto. Já n’O Quebra‑Nozes, conta‑se a história de uma menina que se deixou encantar por um brinquedo. Clara e seu irmão Fritz esperavam ansiosamente a chegada dos seus familiares na noite de Natal; em particular de seu tio, que construía brinquedos mecânicos. Este ofereceu a Clara um presente muito estranho, um quebra‑nozes de madeira com aparência de soldadinho de chumbo. Ao deitar‑se, a menina entrou num sonho… espetacular. Ao comando de outros soldados, também de brincar, o corajoso Quebra‑Nozes enfrenta o Rei dos Ratos e seu exército, conseguindo vencer com a ajuda de Clara. É este o início de uma amizade muito especial que conduz depois a grandes aventuras. Vão juntos à Terra dos Doces, conhecem a Rainha das Neves e a Fada do Açúcar. Entretanto, o Quebra‑Nozes transforma‑se num belo e jovem príncipe e juntos dançam sem parar. De uma maneira ou de outra – e de tantas outras, ainda –, a experiência de escuta é sempre determinada pelas preferências e disposição individuais. Embalados por música de sonhar, tudo fica entregue à imaginação de cada um. A ouvir vamos, pois então! ORQUESTRA METROPOLITANA DE LISBOA Primeiros Violinos Ana Pereira (concertino) Adrian Florescu Diana Tzonkova Carlos Damas Alexêi Tolpygo Liviu Scripcaru Segundos Violinos Ágnes Sárosi Eldar Nagiev José Teixeira Daniela Radu Anzela Akopyan Elena Komissarova Violas Irma Skenderi Valentin Petrov Gerardo Gramajo Andrei Ratnikov Flautas Ricardo Alves (convidado) Violoncelos Marco Pereira Peter Flanagan Ana Cláudia Serrão Jian Hong Clarinetes Jorge Camacho Ana Maria Santos ** Tímpanos Fernando Llopis Fagotes Franz Dörsam Percussão Carlos Almeida (convidado) Trompas Ricardo Silva (convidado) Jerôme Arnouf Harpa Stéphanie Manzo Contrabaixos Ercole de Conca Vladimir Kouznetsov * Alunos da Academia Superior de Orquestra da Metropolitana **Ex-Aluno da Academia Superior de Orquestra Oboés Bryony Middleton Trompetes Sérgio Charrinho Rui Mirra Trombones Reinaldo Guerreiro ** Piano Alexandra Simpson