Ciência e Engenharia de Materiais Prof. Carlos Alberto Torres de Mello Dep. de Engenharia – UCP [email protected] [email protected] Carlos Mello - UCP 1 Bibliografia • Ciência dos Materiais - Calliester. • Princípios de Ciência dos materiais – Van Vlack • Princípios de Ciência e Engenharia dos Materiais – Willian Smith. • Internet, vários sites. Carlos Mello - UCP 2 Introdução ciencia dos materiais conhecimentos básicos sobre materiais engenharia dos materiais conhecimento aplicado sobre materiais ciência e engenharia dos materiais aplicação de conhecimentos sobre estrutura, propriedades, métodos de processamento e comportamento em serviço de materiais de engenharia Carlos Mello - UCP 3 Introdução • A maioria dos materiais de engenharia são divididos em classes: • Materiais metálicos; • Materiais poliméricos – plásticos; • Materiais cerâmicos e vidros; • Materiais compósitos; • Materiais eletrônicos. Carlos Mello - UCP 4 Materiais metálicos; • São materiais caracterizados por possuírem elevadas condutividade elétrica e térmicas, podem ser divididos em ligas ferrosas e não ferrosas. • Ferrosos – possuem elevada quantidades de ferro, como aços e ferros fundidos • Não ferrosos – materiais que não possuem ferro em quantidade elevada, surge apenas em baixa porcentagem. Como exemplo – alumínio, níquel, magnésio, etc. • São deformáveis, podem ser moldados, são resistentes, bons condutores de correntes elétrica. Carlos Mello - UCP 5 Materiais metálicos fundição de aço Carlos Mello - UCP 6 Materiais metálicos não ferrosos ( Al, Cu, Mg, Zn,...) Carlos Mello - UCP 7 Materiais poliméricos – plásticos • Materiais formados por longas cadeias moleculares de elementos leves, tais como carbono, hidrogênio, oxigênio. A maioria dos materiais poliméricos tem uma condutividade elétrica baixa. O polietileno e o cloreto de polivinilo ( PCV) . • São sintético, altamente moldáveis, leves e não frágeis. Carlos Mello - UCP 8 Materiais poliméricos – plásticos Carlos Mello - UCP 9 Materiais poliméricos – plásticos • A ponte é mais nova do que a maioria das que se costuma ver nas rodovias do país, tal como sugere seu asfalto ainda bem escuro e o brilho de galvanização recente nas muradas de proteção. Mas é aquilo que existe por sob a estrutura que a torna realmente diferente. • Em lugar de vigas de concreto ou aço, a estrutura consiste de 23 arcos formados por um tecido de carbono e fibra de vidro. Tratamse de tubos com o diâmetro de 30 cm que foram inflados, dobrados na forma necessária e reforçados com uma resina plástica, e depois instalados lado a lado e recheados com concreto, como se fossem gigantescos canelones. • Cobertos por um revestimento composto e terra compactada, os arcos servem de apoio a uma via de rodagem convencional, formada com cascalho e recoberta de asfalto. • A ponte é a primeira de muitas de seu tipo, pelo menos na expectativa de seus projetistas, uma equipe da Universidade do Maine em Orono, a cerca de 80 km de distância do local. O modelo combina um novo uso de materiais compostos a métodos mais tradicionais de construção, como o concreto. • Fonte :amocaminhoes.wordpress.com Carlos Mello - UCP 10 Materiais cerâmicos e vidros • Materiais formados por compostos de metais com não metais, como O, N, C, P, S. São geralmente duros e frágeis. Os materiais feitos de argila, o vidro e o óxido de alumínio compactado e denzificado a partir de pós, constituem exemplos de materiais cerâmicos. • São resistentes a temperaturas – refratários • São isolantes, frágeis, menos denso que os metais e podem ser transparentes Carlos Mello - UCP 11 Materiais cerâmicos e vidros Carlos Mello - UCP 12 Materiais cerâmicos e vidros • No Laboratório de Cerâmicas Estruturais vêm sendo desenvolvidos processos de obtenção de materiais cerâmicos de alto desempenho com ótimos resultados; entre as aplicações desses materiais avançados, destaca-se a de ferramentas de corte, que exige propriedades singulares do material, como elevada estabilidade química, alta resistência ao choque térmico, elevadas dureza e resistência ao desgaste. Dentre os materiais cerâmicos desenvolvidos destacamse: aqueles à base de nitreto de silício, carbeto de silício, zircônia e alumina. As cerâmicas são processadas, em geral, por sinterização simples, atingindo densidades relativas elevadas e microestrutura otimizada para aumentar a tenacidade à fratura do material, propriedade esta mais comprometida para os materiais cerâmicos. Fonte : www.ipen.br/ Carlos Mello - UCP 13 Materiais compósitos • São materiais que consistem em mistura de dois ou mais materiais. A titulo de exemplo, citam-se os materiais constituídos por fibra de vidro em uma matriz de poliéster ou resina epóxi. • Combinam metais, cerâmicas e polímeros. • Preservam as boas qualidades dos componentes e possuem propriedades superiores a de cada componente em separados. Carlos Mello - UCP 14 Materiais compósitos Carlos Mello - UCP 15 Materiais eletrônicos • Materiais usados em eletrônica e especialmente em microeletrônica. • É um grupo extremamente importante em termos de tecnologia avançada. • O material mais importante é o silício puro, o qual é modificados de várias maneiras a fim de alterarem suas características elétricas. Carlos Mello - UCP 16 Materiais eletrônicos Fonte www.inovacaotecnologica.com.br/noticias Os componentes de germânio/silício nos trouxeram a microeletrônica e as fibras ópticas ajudaram a nos trazer a Internet. Agora, uma equipe de cientistas das Universidades Penn State, Estados Unidos, e Southampton, Inglaterra, desenvolveram uma nova forma de combinar as duas tecnologias. A equipe construiu componentes semicondutores, incluindo um transístor, no interior de fibras ópticas microestruturadas. Carlos Mello - UCP 17 Estrutura e ligações atômicas/ cap-2 • As propriedades naturais dos materiais dependem: • Da estrutura atômica e • Da microestrutura – estrutura em escala intermediaria Carlos Mello - UCP 18 Estrutura e ligações atômicas • Átomo são unidades básica de todos os materiais de engenharia. • Os átomos é composto por um núcleo circundado por elétrons. O núcleo é composto por prótons e nêutrons. • O núcleo é praticamente responsável por toda a massa do átomo. • M prótons = M nêutrons = 1,66 x 10 -24 = 1 amu • Amu = atomic mass unit. Carlos Mello - UCP 19 Estrutura e ligações atômicas Características das Partículas: Prótons: tem carga elétrica positiva e uma massa unitária. Nêutrons: apresenta carga elétrica nula, mas tem massa unitária. Elétrons: tem carga elétrica negativa e quase não possuem massa. Carlos Mello - UCP 20 Estrutura e ligações atômicas • Em uma grama teremos 1g / 1,66 x 10-24 = 6,023 x 10 23 amu Números atômicos – indica o numero de prótons (partículas positivas)do núcleo. Massa atômica - é expressa em gramas. Um átomo-grama sempre contém 6,023 x 10 23 átomos. • 6,023 x 10 23 - número de avogadro Carlos Mello - UCP 21 Estrutura e ligações atômicas • Ex. 1- A massa atômica do cobre e 63,54 g/mol. Uma vez que em 63,54 g de cobre há 6,023 x 1023 átomos, um átomo de cobre é pesa: simples regra de três 63,53 g/mol Cu x g cobre 6,023 x 1023 1 átomo X = 1,05 x 10 -22 g • Ex. 2- Uma liga de prata contém 7,5% em peso de cobre e 92,5% em peso de prata. Quais os valores das respectivas porcentagens atômicas? Base – 10000uma da liga = 9250uma Ag + 750 uma Cu Ag- 9250 uma / 107,87 uma Ag/átomo = 85,75 átomos Cu – 750 uma / 63,54 uma cu/átomo = 11,80 átomos 85,75 at + 11,80at = 97,55 átomos. Simples regra de três – 97,55 -------100% 85,75 ------- x x=88,00% At de Ag e 12% at de cobre. Carlos Mello - UCP 22 Níveis de energia • Prótons – responsável do numero atômico partícula positiva. • Nêutrons – responsável do número do isópoto. • Elétrons – “girando”em volta do núcleo em níveis de energia discretos Carlos Mello - UCP 23 Níveis de energia • Os elétrons são atraídos pelos prótons • Os elétrons se distribuem em orbitais • Níveis de energia bem definidos • Os elétrons não podem assumir níveis intermediários • Para trocar de nível, os elétrons tem que receber a energia exata que diferencia dois níveis • A energia é função da distância dos elétrons ao núcleo • Quanto mais perto do núcleo mais ligado o elétrons, quanto mais longe, menos ligado • Se o elétrons recebe energia suficiente, ele é arrancado, se torna um elétron livre e o átomo é ionizado Carlos Mello - UCP 24 Tipos de ligações atômicas e moleculares • O átomos no estado ligado estão em uma condição energética mais estável do que quando não estão ligados. Podem ser classificados de dois tipos: ligações primárias ou forte e ligações secundárias ou fracas. • Primárias – iônicas, covalentes e metálicas. • Secundárias – dipolos permanentes e dipolos flutuantes Carlos Mello - UCP 25 Ligação iônica • A ligação iônica é formada entre dois átomos que se ionizam • o Na tem apenas 1 elétrons na última camada. Este elétron é fracamente ligado porque os outros 10 elétrons blindam a atração do núcleo • O Cl tem 7 elétrons na última camada. Se adquirir mais um, forma uma configuração estável • O Na perde um elétrons e se ioniza ficando com carga (+) • O Cl ganha o elétron e também se ioniza, ficando (–) • Os íons se ligam devido a atração Coulombiana entre carga opostas. • Note a diferença entre os raio atômicos e o iônico Carlos Mello - UCP 26 Ligação iônica • É uma ligação primária que resulta da atração eletrostática entre ions de carga oposta. • É uma ligação não direcional. • Os pontos de fusão e ebulição são elevados. • Não conduzem corrente elétrica no estado sólido. • Conduzem corrente elétrica em solução aquosa ou fundidos. • São duros e quebradiços. Carlos Mello - UCP 27 Espaçamento interatômico • Considere –se um par de íons de carga opostas (Na+ Cl- ), que se aproxima um do outro a partir de uma grande distância a . • A medida que se aproximam, são mutuamente atraídos pela força de Coulomb, isto é, o núcleo de um dos íons atrai a nuvem eletrônica do outro, originando força repulsivas. • Quando a força atrativa igualar a força repulsiva, estes íons ficarão a uma distância de equilíbrio. • Esta distância chama-se distância interatômica. • F resultante = F de atração + F de repulsão Carlos Mello - UCP 28 Espaçamento interatômico Carlos Mello - UCP 29 Espaçamento interatômico • A força atrativa é calculada considerando os íons como cargas pontuais • F atrat = - Z1Z2 e2 4πє0a2 Onde Z1Z2 = número de elétrons removidos ou adicionados aos átomos durante a formação dos íons. e= carga do elétron 1.6 x 10-19 coulomb a= distância interatômica Є0= permissividade do vácuo = 8,85 x 10-12 C2/(C.m2) • A força repulsiva é inversamente proporcional Carlos Mello - UCP 30 Força e Energia de Ligação • O ponto em que a força de ligação é zero, corresponde ao ponto de mínima energia, logo uma configuração estável. • Valores típicos da a0 são da ordem de 0,3nm ( 0,3 x 10-9m). • Valores típicos para a energia de ligação são entre 600 a 1500 KJ/mol • A energia de ligação está diretamente relacionada como ponto de fusão do material Carlos Mello - UCP 31 Direcionalidade e Coordenação • A ligação iônica é não direcional • A força de ligação é igual em todas as direções.Para formar um material 3D, é necessário que cada íon de um tipo esteja cercado de íons do outro tipo Na+ Cl- Número de coordenação (NC) é o número de vizinhos mais próximo de um dado átomo. Carlos Mello - UCP 32 Exemplo • Calcule a força de atração entre Na+ e Cl- em uma molécula de NaCl, sabendo que o raio de Na é 0.098nm e do Cl é 0.181nm. F atrat = - Z1Z2 e2 4πє0a2 Z1 = +1 para Na+, Z2 = -1 para Cl-, e = 1,60 x 10-19C, є0=8,85x 10-12C2/(N.m2) a = soma dos raios dos ions Na+ Cl- ( 0,095nm + 0,181nm) = 2,76 x 10-10m Substituindo , temos +3,02 x 10-9 N A força atrativa é igual a força repulsiva de sinal contrário Carlos Mello - UCP 33 Ligação Covalente •Gerada pelo compartilhamento de elétrons de valência entre átomos •Os elétrons de valência são os elétrons dos orbitais mais externos. •Um elétron de cada átomo é compartilhado com o outro, gerando uma camada completa para ambos Carlos Mello - UCP 34 Ligação Covalente • A ligação covalente é direcional e forma ângulos bem definidos • Tem uma grande faixa de energia de ligação esta energia é igual ao ponto de fusão. • Energia da ordem de centenas de KJ/mol • Ex: carbono na estrutura de diamante ( 3550 0C), bismutos ( 270 0C). Carlos Mello - UCP 35 Ligação Covalente Formulas estruturais simples dos hidrocarbonetos é uma forma de ligação covalente. Note – a medida que a massa molecular aumenta, aumenta o ponto de fusão. Carlos Mello - UCP 36 Ligação Metálica • Nos metais, existe uma grande quantidade de elétrons quase livre, os elétrons de condução, que não estão presos a nenhum outro em particular. • Estes elétrons são compartilhados pelos átomos, formando uma nuvem eletrônica, responsável pela alta condutividade elétrica e térmica deste materiais. • A ligação metálica é direcional, semelhante à ligação iônica. • Na ligação metálica há compartilhamento de elétrons, semelhante à ligação covalente • As energia de ligação também são da ordem de centenas de KJ/mol Carlos Mello - UCP 37 Ligação Metálica A representação esquemática dos elétrons livres ( nuvem eletrônica) em uma estrutura de íons positivos. A ligação metálica pode ser considerada como uma atração entre íons positivos e os elétrons livres – Ex: cobre Carlos Mello - UCP 38 Ligações Secundárias • É possível obter ligação sem troca ou compartilhamento de elétrons nas ligações secundárias ou ligação de Van der Waals, • A ligação é gerada por pequenas assimetria na distribuição de cargas de átomos, que criam dipolos. • Um dipolos é um par de cargas opostas que mantém uma distância entre si, podem ser permanentes ou induzidos Carlos Mello - UCP 39 Dipolos permanentes •São relevantes na associação de moléculas polares ligadas covalentemente •São gerados pela estrutura da molécula. •Como exemplo a água e os hidrocarbonetos δ+ H O O H δ+ Cl Carlos Mello - UCP Cl 40 Dipolos Induzidos • Permitem a ligação entre átomos e resultam da distribuição assimétrica da carga elétrica no interior dos átomos. • Estas forças são importantes na liquefação e solidificação dos gases nobres Carlos Mello - UCP 41 Ligações mistas • • • • Existem ainda algumas ligações mistas como: Iônica-covalente (semicondutores GaAs) Metálica covalente ( silício com germânio) Metálica iônica (compostos intermetálicos NaZn) Carlos Mello - UCP 42 Estruturas Cristalinas/ cap. 3 • Um material cristalino é aquele no qual os átomos estão situados em um arranjo que se repete ao longo de grandes distâncias atômicas • Todos aos metais, muitos materiais cerâmicos e certos polímeros, formam estrutura cristalina sob condições normais de solidificação, ao se solidificarem, se organizam em uma rede geométrica 3D. • Esta rede dar-se o nome de rede cristalina. • Estes materiais cristalinos, tem uma estrutura altamente organizada. Ex:Titânio • Os materiais amorfos, não há ordem de longo alcance entre seu átomos.Ex: Carbono Carlos Mello - UCP 43 Estruturas Cristalinas • Cristal é uma forma dos átomos,ou moléculas que se arranjam de forma repetitiva em três dimensões • Algumas propriedades dos sólidos cristalinos dependem da sua estrutura cristalina • Ao descrever uma estrutura cristalina, os átomos são considerados como se fossem esferas sólidas que possuem diâmetros bem definidos. • Estas esferas são conhecidas como “modelos da esfera rígida atômica”. Carlos Mello - UCP 44 Estruturas Cristalinas Materiais amorfos • Ordem dede curto Ordem curtoalcance: alcance Ordem de curtoapenas • Organização Organização apenas até o átomo vizinho alcance: Organização apenas Carlos Mello - UCP 45 Estruturas Cristalinas Materiais amorfos Carlos Mello - UCP 46 Célula Unitária • Uma célula unitária é um pequeno grupo de átomos processado cristal simétrico e é definidos por sua dimensões a, b, c. • As células unitárias para a maiorias das estruturas cristalinas são paralelepípedos que possuem três conjuntos de faces paralelas. • Uma célula é escolhidas para representar a simetria da estrutura cristalina. • Existem sete tipos de células unitárias que preenchem totalmente o espaço. Carlos Mello - UCP 47 Célula Unitária • A estrutura da célula unitária é definida por 6 parâmetros: • Os comprimentos das arestas a, b e c, • Os comprimentos entre os ângulos, α, β e γ. • Estes pontos são chamados parâmetros de redes, ou seja a combinação com as 3 arestas e os 3 ângulos Carlos Mello - UCP 48 Sete tipos de Célula Unitária Carlos Mello - UCP 49 Sete tipos de Célula Unitária Carlos Mello - UCP 50 Sistema Cristalinos • Qualquer empacotamento atômico deverá encaixar em um dos sete principais tipos de células unitárias apresentados. • Quando posicionamos átomos dentro destes sistemas, formamos redes ou estrutura cristalinas. • Existem 14 redes que permitem preencher o espaço 3D. • Estaremos estudando as mais simples. Carlos Mello - UCP 51 Sistema Cristalinos • As redes mais simples são: • Cúbica simples – cs ( sc – simple cubic) • Cúbica de corpo centrado – ccc ( bcc – body centered cubic) • Cúbica de face centrada – cfc ( fcc – face centered cubic) • Hexagonal compacta – hc – ( hcp – hexagonal close packed) Carlos Mello - UCP 52 Células unitárias convencionais das14 redes Bravais, agrupadas por sistemas cristalográficos Carlos Mello - UCP 53 Rede cs – cristais cúbicos simples A rede cúbica simples contém 1 átomo em cada vértice da célula unitária Fator de empacotamento atômico FEA = volume do átomo/ volume da célula unitária = (4/3πr3 ) / a3 = 0,52 ou 52% Número de átomos por célula unitária Na = 8 x 1/8 = 1 relação entre a e r 1/8 de átomos 2R = a Único elemento conhecido deste tipo é o Polônio Carlos Mello - UCP 54 Rede ccc – cristais cúbico corpo centrados A rede cúbica de corpo centrado contém 1 átomo em cada vértice da célula unitária e um átomo no centro Fator de empacotamento atômico FEA = volume do átomos/ volume da célula unitária = 2(4/3πr3) / a3 = 0,68 ou 68% Número de átomos por célula unitária Na =1 + 8 x 1/8 = 2 relação entre a e r 4R = a√3 = a = 4R / √3 1 átomo inteiro NC = 8 1/8 átomo Elementos Cr, Fe, K, Si, Mo, Na, Ta e W Carlos Mello - UCP 55 Rede cfc – cristais cúbico de face centrado A rede cúbica de face centrada contém 1 átomo em cada vértice da célula unitária e um átomo no centro de cada face do cubo. 1/2 átomo 1/8 átomo Fator de empacotamento atômico FEA = volume do átomos/ volume da célula unitária = 4(4/3πr3 ) / a3 = 0,74 ou 74% Número de átomos por célula unitária Na =6 x 1/2+ (8 x 1/8) = 42 relação entre a e r 4R = a√2 = a = 4R / √2 Nc = 12 Elementos Al, Ag, Ca, Cu, Ni, Pb, e Pt Carlos Mello - UCP 56 Rede hc – cristais hexagonal compacta A rede cúbica de face centrada contém 1 átomo em cada vértice da célula unitária e um átomo no centro de cada face do cubo. Número de átomos na célula unitária. Na = 12 x 1/6 + 2 x ½ + 3 = 6 FAE = 0.74 ou 74% Elementos Ca, Co,Zn Carlos Mello - UCP 57 Cristais • Nos representamos as estruturas cristalinas como esferas. • Quando as esferas se tocam, existe entre elas uma espaço e estes espaços são diferentes para cada tipo de célula. • Elementos são adicionados na estruturas neste espaços com finalidade de criar ligas e modificar as propriedades. • Dentro da formação natural existem defeitos que são agravados com a adição de novos átomos, como vacâncias, espaços interticiais e outros, que serão vistos mais adiante. Carlos Mello - UCP 58 Calculo da Densidade • Conhecendo a estrutura cristalina de um sólido metálica pode-se calcular a sua verdadeira densidade, ρ. • ρ = (nA / VcNa) • onde: • • • • n= número de átomo da célula unitária A = peso atômico Vc= volume da célula unitária e Na = número de Avogadro Carlos Mello - UCP 59 Polimorfismo ou Alotropia • Quando um material possui mais do que uma estrutura cristalina. A este fenômeno é dado o termo polimorfismo ou alotropia em exemplos puros, como exemplo o ferro e • O exemplo mais prático neste caso é ferro, que sofre alterações em suas propriedades mediante ao tratamentos térmicos, passando de uma estrutura CCC, na temperatura ambiente para uma estrutura CFC quando aquecido. Carlos Mello - UCP 60 Direções Cristalográfica • Direção cristalográfica é definida por um vetor passando pela origem. • Célula unitária: é uma célula que transladado n vezes nas direções x, y, z, gera toda a rede. • Célula primitiva: é a menor célula capaz de gerar a rede. • Células de Bravais: Bravais demonstrou que só existem 14 tipos de células unitárias, agrupados em 7 sistemas. Carlos Mello - UCP 61 Direções Cristalográfica • Uma direção é definida como uma linha entre dois pontos, ou seja um vetor, à partir da origem. Carlos Mello - UCP 62 Direções Cristalográfica • Para poder descrever a estrutura cristalina é necessário escolher uma notação para posições, direções e planos. • Posições são definidas dentro de um cubo com lado unitário Carlos Mello - UCP 63 Direções Cristalográfica • Desenhe um vetor passando pela origem • Suas coordenados são dadas pelos pontos que cruzam o cubo unitário. • Se estes pontos forem fracionados, multiplica-se para obter números inteiros. Carlos Mello - UCP 64 Direções Cristalográfica • Certos grupos de direções são equivalentes; ex: um sistema cúbico [100] = [010] Carlos Mello - UCP 65 Direções Cristalográfica • Estes grupos de direções formam uma família que é indicada por {u;v;r} • Ex. família {110} Carlos Mello - UCP 66 Direções Cristalográfica • Famílias de direções formadas por posições semelhantes dentro da estrutura cristalina. - -- - - -- --• <111> = [111],[111], [111], [111],[111],[111],[111],[111] • Ângulos entre direções no sistema cúbico é dado pelo produto escalar entre as direções, tratadas como vetores. • D = ua + vb + wc • D’ = u’a + v’b + w’c • D.D’ = |D||D’|cosΘ • cos Θ= D.D = uu’+ vv’+ ww’ |D||D’| √u2 + v2 + w2 √ u’2 + v’2 + w’2 Carlos Mello - UCP 67 Direções Cristalográfica • Exemplo [ 100] e [010] • cosΘ = 1.0 + 0.1 + 00 √12+02+02 √02+12+02 = 0 = Θ= 900 Carlos Mello - UCP 68 Planos Cristalográficos • A notação para o plano utiliza-se o índice de Miller, que são obtidos da seguinte maneira: • Obtém-se as intersecções do plano com o eixo. • Obtém-se o inverso da mesma e multiplica-se para obter os menores números inteiros Carlos Mello - UCP 69 Planos Cristalográficos Carlos Mello - UCP 70 Planos Cristalográficos da rede hexagonal • Direções equivalentes não irão possuir os mesmos conjuntos de índices. • Sistemas coordenadas de Miller–bravais [uvtw] Carlos Mello - UCP 71 Planos Cristalográficos da rede hexagonal Ex. [010] = [1210] z u = 1/3 (2u’- v’) v = 1/3 (2v’ – u’) a2 t = -1/3 (u’+v’) w = w’ - a3 a1 Carlos Mello - UCP 72 Sistema de deslizamento • A deformação mecânica, a condutividade elétrica e o índice de refração, dependem da direção através do deslizamento de planos. • O deslizamento ocorrerá mais facilmente em certos planos e direções do que em outros. • Em geral, o deslizamento ocorrerá paralelo a planos compactos, que preservam sua integridade. • A combinação entre os planos e as direções forma os sistemas de deslizamentos ( Slip Systems), característicos das diferentes estruturas cristalinas Carlos Mello - UCP 73 Sistema de deslizamento • Esta direcionalidade das propriedades é conhecida por anisotropia. • A anisotropia esta associada a diferença do espaçamento atômico ou iônico em função da direção cristalográfica. • As substâncias nas quais as propriedades medidas independem da direção, são conhecidas como isotrópicas. • Anisotrópico - contendo propriedades diferentes em diferentes direções. Carlos Mello - UCP 74 Sistema de deslizamento •O deslocamento é mais provável em planos e direções compactas; a distancia que a rede precisa se deslocar é mínima, porém outros sistemas de deslizamentos podem estar presentes Carlos Mello - UCP 75 Determinação da estrutura • Os materiais policristalinos possuem orientações cristalográficas totalmente aleatórias. • Algumas vezes, os grãos possuem uma orientação preferencial. • Estas orientações são medidas através da difração de raio-x. • Os raios-x, tem comprimento de onda da ordem de distância entre os planos atômicos, eles sofrem difração quando são transmitidos ou refletidos por um cristal. Carlos Mello - UCP 76 Determinação da estrutura • A difração ocorre quando uma onda encontra uma série de cristais regularmente separados. • Estes obstáculos possuem espaçamentos comparáveis em magnitude ao comprimento de onda ; • Logo, uma difração é uma conseqüência de relações de fases específicas estabelecidas entre duas ou mais ondas que foram dispersa pelo cristais. Carlos Mello - UCP 77 Difração •A difração é um fenômeno de interferência. Carlos Mello - UCP 78 Lei de Bragg • Os raios são de forma de radiação eletromagnéticas que possuem elevadas energias e curto comprimento de onda. • O comprimento de onda são da ordem de magnitude do espaçamento atômicos n os sólidos ( da ordem de 0,1 nm) • Quando um feixe de raio-X incide sobre sólido, parte deste feixe dispersa em todas as direções. • Esta dispersão é realizada pelo elétrons de cada átomo que se encontra na tragetória do feixe. Carlos Mello - UCP 79 Lei de Bragg Diferença de caminho dos dois raios é SQ + QT= 1SQ = 2d senΘ onde a condição para interferência construtiva n =ג2d senΘ. n é um número inteiro e גé o comprimento de onda do raio-x Carlos Mello - UCP 80 Lei de Bragg A lei de Bragg relaciona quatro variáveis n =ג2d senΘ. • = גo comprimento de onda dos raios-X • Podem assumir apenas um valor quando são mono-cromático ou podem assumir muitos valores ( raio-X brancos) quando são policromáticos • d= é espaçamento entre os planos, podem assumir diferentes valores, em função do conjunto de planos que difrata o feixe de raio-X. • Θ= é ângulo de incidência dos raios-X, podem variar continuamente dentro de uma faixa como também podem variar aleatoriamente em função da posição dos diversos mono-cristais que formam uma amostra poli-cristalina. • n= a ordem de difração Carlos Mello - UCP 81 Lei de Bragg • O espaçamento interplanar de uma função dos índice de Miller ( h; k; l), bem como do(s), parâmetro de rede. • Para uma estrutura cristalina com simetria cúbica a distância interplanar é dada por : • d(h;k;l) = a/ √ h2 + k2 +l2 • Onde a = parâmetro de rede • Existem relações mais complexas para os outros seis sistemas cristalinos Carlos Mello - UCP 82 Métodos de difração de raio-X Método Laue Uma amostra mono-cristalina é exposta a raios-X com vários comprimentos de ondas ( poli-cromáticos). A lei de Bragg é satisfeita por diferentes conjuntos de planos, para diferentes comprimentos de onda. Para cada condição satisfeita, haverá uma forte intensidade difratada em uma dado ângulo Carlos Mello - UCP 83 Métodos de difração de raio-X • Difratômetro ( ou método do pó). • Uma amostra poli-cristalina é exposta a raios-X monocromático. O ângulo de incidência varia continuamente. • Para certos ângulos, a lei de Bragg é satisfeita para alguns planos de algum dos mono-cristais, em condições aleatórias. Carlos Mello - UCP 84 Métodos de difração de raio-X z z c a x z c b c y a x b y a x y b Espectro de difração do ferro. Uma amostra desconhecida é analisada e seus picos comparados com os materiais conhecidos e tabelados, permitindo assim a identificação do material. Carlos Mello - UCP 85 Solidificação • A maior parte dos metais metálicos é fundida. • A solidificação pode ser dividida em 2 partes: A formação, no líquido, de núcleos estáveis. Crescimento de núcleos, originando cristais, formando uma estrutura em grãos Carlos Mello - UCP 86 Solidificação Carlos Mello - UCP 87 Defeitos na Estrutura Cristalina • O cristais descritos não são ideais, ou sejam possuem defeitos em sua estruturas, que são classificados por sua dimensionalidade. • Defeitos pontuais, chamados de dimensão zero. Vacâncias • Defeitos lineares, chamados de dimensão um. Discordâncias. • Defeitos planares, chamados de dimensão dois. Interface e fronteiras de grão. • Defeitos volumétricos, chamados de dimensão três. Vazios, fraturas, inclusões e outra interfaces. Carlos Mello - UCP 88 Defeitos Pontuais • Devido a agitação térmica, os átomos de um cristal real estão sempre vibrando. • Quanto maior energia térmica inserida (temperatura), maior será a chance de átomos saírem de sua posições, deixando um vazio em seu lugar. Por outro lado, dentro da rede cristalina existem inúmeros interstícios que são espaços vazios entre os átomos, nos quais é possível alojar outros átomos. É praticamente impossível conseguir um material isento de impureza Carlos Mello - UCP 89 Visualização de Defeitos Pontuais Impureza substitucional átomo diferente átomo interticial vacância Carlos Mello - UCP 90 Concentração de Defeitos • Para formar defeitos é necessário dispor de energia. • Normalmente esta energia é fornecida pela temperatura, logo, quanto maior temperatura, maior concentração de defeitos. • Para muitos tipos de defeitos, vale : • Cd = Nd/N = exp ( -Qd/kT) • onde Cd = concentrações de defeitos. Qd = energia de ativação K = constante de Boltzmann T = temperatura absoluto em Kelvin Carlos Mello - UCP 91 Concentração de Defeitos • Ex – Verificar a concentração de vacâncias do cobre em 2000C e a 10800C. • (Tf = 10840C). Dados: Qd = 0,9 eV/átomo ( 1 elétron-volt = 1,6 x 10-19J K = 8,62 X 10-5 eV/ atom-K. T1 = 200 + 273 = 473K Cd = exp(-0,9 / 8,62 X 10-5 X 473 ) = 2,59 x 10-10. T2 = 1080 + 273 = 1353 K Cd = EXP (-0,9 / 8,62 X 10-5 X 1353 ) =0,445 X 10-3 Carlos Mello - UCP 92 Gráfico de Arrhenius. Carlos Mello - UCP 93 Impurezas • Podem assumir dois tipos de posição na rede cristalina de outro material, podem ser: • Interstícios – espaço vazio na rede ou substituindo um átomo do material. • Como exemplo de impureza intersticial temos o carbono no ferro – aço. O carbono está comprimido nesta posição, o que implica em baixíssima solubilidade do carbono no ferro. Carlos Mello - UCP 94 Solução Sólida Metálica • é uma mistura de dois ou mais metais, ou de um Uma liga metálica metal e um não metal. • Uma solução sólida é um sólido constituído de dois ou mais elementos dispersos atomicamente em uma única fase. • Podem ser de dois tipos; Substitucional intersticial Carlos Mello - UCP 95 Solução Sólida Metálica • Solução sólida substitucional – são formadas por dois elementos, os átomos de soluto podem substituir os átomos do solvente na rede cristalina. Carlos Mello - UCP 96 Solução Sólida Metálica • 1. 2. 3. 4. • Uma grande solubilidade, no estado sólido, de um elemento em outro é favorecida pela regras de HumeRothery : Os raios atômicos não devem ser maiores que 15 %. Devem ter as mesmas estruturas cristalinas. As eletronegatividades sejam similares. Os dois elementos devem ter a mesma valência. Se os raios atômicos forem diferentes, ocorrerá distorção na rede. Carlos Mello - UCP 97 Solução Sólida Metálica • Solução sólida Intersticiais - Os átomos do soluto ocupam os espaços entre os átomos do solvente. • Como exemplo podemos citar é formada pelo carbono no ferro. Átomos de ferro Átomos de carbono Carlos Mello - UCP 98 Discordâncias. • São defeitos lineares. Existe uma linha separando a seção perfeita da seção deformada do material. • São responsáveis pelo comportamento mecânico dos materiais quando submetidos a cisalhamento. • São responsáveis pela maior resistência dos metais, logo, provoca uma maior dureza. • Existem dois tipos de discordâncias, as discordâncias em linhas ( edge dislocation) e as discordâncias em hélice ( screw dislocations) Carlos Mello - UCP 99 Discordâncias em Linha. Carlos Mello - UCP 100 Discordâncias em Linha. Cristal perfeito. O circuito fecha Vetor burgers Cristal imperfeito. Para fechar o circuito, usa-se o Vetor de burgers- b Carlos Mello - UCP 101 Discordâncias em Linha. • A energia de discordância provoca átomos sob o processo de compressão e outros sob tração. • O vetor de burgers é perpendicular à linha de discordância. Carlos Mello - UCP 102 Discordâncias em Hélice. Vetor burgers - b Carlos Mello - UCP 103 Discordâncias em Mista. Carlos Mello - UCP 104 Limite de grãos • São considerados defeitos interfaciais, que separam os grão com diferentes orientações. • São formados durante o processo de solidificação. • Os limites dos grão são impostos pelo crescimento dos grão vizinhos. Carlos Mello - UCP 105 Limite de grãos • A fronteira em que ocorre apenas uma rotação a um eixo contido no plano da interface. • O ângulo de rotação é pequeno (< 150). • Pode ser representado por uma seqüência de discordância em linha. Carlos Mello - UCP 106 Limite de grãos • Outras fronteiras, grande ângulo. • São fronteiras com ângulo > 150, mais difíceis de interpretar. ( unidades estruturais), como: • Falha de empilhamentos: • CFC – deveria ser... ABCABC e vira ABCBCA.... • HC - deveria ser... ABABAB e vira ABBABA ... • Fronteiras magnética ou parede de spin • Em materiais magnéticos, separam regiões com orientações de magnetização diferentes. Carlos Mello - UCP 107 Monocristais • Existem alguns materiais que são formados por um único cristal, chamados de monocristais. • São usados em componentes eletrônicos sólidos como transistores e alguns tipos de diodos. • São constituídos de elementos e compostos semicondutores. • São usados nestas aplicações uma vez que os limites de grãos destrói as propriedades elétricas. Carlos Mello - UCP 108 Monocristais • Nos monocristais , a solidificação ocorre em torno de um único núcleo. • Este fenômeno é atingido regulando a temperatura da interface sólido e líquido, que deve ser ligeiramente inferior a temperatura de fusão do sólido. • Na indústria, é possível fazer crescer estes monocristais de silício até 15 a 20 cm de diâmetro • Este processo é chamado Czochralski. Carlos Mello - UCP 109 Monocristais Produção de um monocristal de silício pelo processo Czochralski. Carlos Mello - UCP 110 Propriedade Elétrica dos Materiais • Os sólidos metálicos são ligados uns aos outros por elétrons de valência – ligação metálica • A ligações metálicas permitem movimento entre os elétrons, uma vez que são partilhados com muitos átomos não ligados a um átomo específico, podendo construir nuvens de carga elétrica. • Lei de Ohm. Considere um fio com as extremidades ligadas a uma bateria. Se aplicar ao fio um a diferença de potencial “V”, haverá uma passagem de corrente ao longo do fio, de acordo com a lei de ohm, a corrente elétrica é proporcional ao potencial “V” aplicado e inversamente proporcional a resistência do fio. Carlos Mello - UCP 111 Propriedade Elétrica dos Materiais • I=V/R • Onde i – corrente elétrica em ampéres. V – diferença de potencial – Volts R – resistência do fio Ohm Carlos Mello - UCP 112 Propriedade Elétrica dos Materiais • R é diretamente proporcional a l e inversamente proporcional a área A. • Esta propriedade é chamada de resistividade elétrica, que é uma constante para cada material a uma dada temperatura. • R = ρ ( l/A ) ou ρ = R ( A/l) = Ω.m2/m = Ω.m • Logo a condutividade elétrica (σ) é o inverso da resistividade elétrica. σ = 1/ ρ = (Ω.m) -1 • maior condutividade – materiais condutores • Baixa condutividade – materiais isoladores • Condutividade intermediaria – semi – condutores. Carlos Mello - UCP 113 Propriedade Elétrica dos Materiais • Tabela de condutividades elétrica de alguns metais e não metais à temperatura ambiente Carlos Mello - UCP 114 Propriedade Elétrica dos Materiais • forma macroscópica da lei de Ohm, os valores i, V e R, dependem da forma geométrica. • A forma microscopia da lei de Ohm independe da forma geométrica do condutor e é expressa como: • J = E / ρ ou J = σ .E • Onde J = densidade de corrente A/m2 E = campo elétrico V/m ρ = resistividade elétrica = Ω.m σ = condutividade elétrica = (Ω.m) -1 Carlos Mello - UCP 115 Propriedade Elétrica dos Materiais Velocidade dos elétrons nos metais. • A temperatura ambiente, os átomos positivos de um cristal metálico, vibram em torno de sua posição. • Logo, os átomos tem energia cinética. • Os elétrons livres trocam continuamente energia com os íons da rede através de colisões. • Como não há um campo elétrico exterior, os movimentos dos elétrons são aleatórios – não há movimento preferencial. • Quando aplicado um campo elétrico de intensidade “E” ao condutor, os elétrons são acelerados até uma determinada velocidade no sentido oposto da aplicação Carlos Mello - UCP 116 Propriedade Elétrica dos Materiais • Os elétrons colidem periodicamente com os átomos da rede e perdem a energia cinética. • Após a colisão, os elétrons são novamente acelerados através do campo elétrico aplicado. • Esta variação no tempo da velocidade aplicada é representada por uma curva em “dente de serra”. • O tempo médio da colisão e de 2Τ , sendo”Τ” o tempo de relaxação. Carlos Mello - UCP 117 Propriedade Elétrica dos Materiais • Os elétrons adquirem, neste processo, uma velocidade média de derivação “vd”, que é diretamente proporcional ao campo aplicado “E “. • A corrente de elétrons em um fio sujeito a uma diferença de potencial, depende do número de elétrons por unidade de volume da carga do elétron –e ( - l,60 x 10 - 19 ) e da derivação da velocidade “vd”, logo o fluxo de carga por unidade de área ocorre e uma taxa - nevd . Por convenção a corrente elétrica é considerada +, logo a densidade de corrente é -, ficando a equação. J= - nevd Carlos Mello - UCP 118 Propriedade Elétrica dos Materiais Resistividade elétrica dos metais • É expressa com a soma de dois termos, uma componente térmica (ρt) e uma componente residual (ρr) . ρ total = ρt + ρr. • a medida que aumenta a temperatura, aumenta a vibração dos átomos, aumentando o número de curvas dente de serra. • Estas ondas dispersam os elétrons de condução, resultando um menor percurso livre médio e do tempo de relaxação. • Assim conforme aumenta a temperatura, a resistividade dos metais puros aumentam Carlos Mello - UCP 119 Propriedade Elétrica dos Materiais Carlos Mello - UCP 120 Propriedade Elétrica dos Materiais • Os componentes residual dos metais puros é pequena devido a imperfeições estruturais como : discordância, limite de grãos, impurezas, que dispersam os elétrons. Para a maior parte dos metais acima de -200 0C, a resistividade elétrica varia aproximadamente de forma linear com a temperatura, nesta condições, a resistividade elétrica de muitos metais podem ser descritas aproximadamente pela equação • ρt = ρ00C ( 1 + αt + T ).onde : ρ00C = resistividade elétrica a zero graus. αt = coeficiente de temperatura da resistividade , 0C -1 T = temperatura do metal, 0C. Carlos Mello - UCP 121 Propriedade Elétrica dos Materiais • Tabela de coeficiente de temperatura da resistividade Carlos Mello - UCP 122 Propriedade Elétrica dos Materiais Adição de elementos de ligas • A adição de elementos de ligas aos metais puros, aumenta a dispersão dos elétrons de condução, com o isso, aumenta a resistividade elétrica dos metais. Carlos Mello - UCP 123 Propriedade Elétrica dos Materiais Isoladores • No isoladores, os elétrons estão fortemente ligados ao átomo ( ligação iônica covalente). • Os elétrons não estão livres para conduzir eletricidade, a não ser quem lhe seja fornecida muita energia. Semi-condutores intrínsecos. • São materiais cuja a condutividade elétrica situa-se entre os bons condutores ( metais) e os isoladores (maus condutores). • São semi-condutores puros ( Si ou Ge) • Possuem ligações cúbicas como a do diamante 124 (ligações covalentes) Carlos Mello - UCP 124 Propriedade Elétrica dos Materiais • Representação bidimensional de uma estruturas cúbica tipo diamante do silício e do germânio. Carlos Mello - UCP 125 Propriedade Elétrica dos Materiais • Na figura anterior, os círculos são átomos de Si ou Ge. • As linha duplas, são as ligações com os elétrons. • Os elétrons não podem se mover na rede cristalina, portanto não podem conduzir eletricidade. • Quando fornecido uma grade quantidade de energia, o elétrons sai de sua posição ligante, transformando-se em um elétrons livre de condução. • Cria-se neste momento um “buraco” na rede positivamente carregado. • A condução elétrica dar-se através dos elétrons e dos buracos formados. Carlos Mello - UCP 126 Propriedade Elétrica dos Materiais • Representação esquemática do movimento dos buracos e elétrons no silício puro Carlos Mello - UCP 127 Propriedade Elétrica dos Materiais • A condutividade elétrica dos semi-condutores intrínsecos é calculada por: • σ = niq ( µn + µp) • onde : • σ – condutividade elétrica • ni - condutividade concentradores de transportadores intrínsecos, transportadores/unid. volume • q – valor absoluto da carga dos elétons/buracos 1.60 x 10-19 C • ( µn + µp ) – mobilidade dos elétrons e dos buracos Carlos Mello - UCP 128 Propriedade Elétrica dos Materiais • Tabela de algumas propriedades físicas do silício de do germânio. Carlos Mello - UCP 129 Propriedade Elétrica dos Materiais • Efeito da temperatura nos semi-condutores intrínsecos. • A 00K, a banda de valência dos semi-condutores intrínsecos do Si e Ge está completamente cheia e a de condução completamente vazia. • A temperatura maiores de 00K, os elétrons são termicamente ativados e excitados através do hiato de energia (Eg) até a banda de condução originando pares de buracos. • Neste caso, os semi-condutores tem ação inversa a dos metais. • Com o aumento da temperatura , aumenta a condutividade. Carlos Mello - UCP 130 Propriedade Elétrica dos Materiais • A condutividade elétrica de um semi-condutor ativado termicamente tem como dependência a temperatura , logo é calculado com: • σ = σ0 e – Eg / 2KT ou Lnσ = Lnσ0 – ( Eg/ 2KT) • Onde • σ = resistividade elétrica • σ0 = constante global que depende da mobilidade dos buracos e dos elétrons • Eg – hiato de energia • K – constante de Boltzmann • T - temperatura em Kelvs. • ( Eg/ 2KT) – função calculada através de gráfico Carlos Mello - UCP 131 Propriedade Elétrica dos Materiais • Condutividade elétrica em função do inverso da temperatura absoluto para o silício intrínsecos Carlos Mello - UCP 132 Propriedade Elétrica dos Materiais Semi-condutores extrínsecos. • São materiais de soluções sólidas substitucionais, muitos diluídas, nas quais, os átomos de impurezas dissolvidos, possuem características de valência diferentes dos átomos da rede cristalina solvente. • Os átomos adicionados, situa-se na faixa entre 100 a 1000 ppm. • Se um átomo de impureza de um elemento do grupo 15 da tabela periódica ( ex P), substitui um átomo de Si do grupo 14, haverá um elétron em excesso, além dos quatro necessário para estabelecer uma ligação covalente tetraédrica na rede do silício. • Este elétron fica fracamente ligado ao átomo de P Carlos Mello - UCP 133 Propriedade Elétrica dos Materiais • Basta uma pequena quantidade de energia para que este eletrôn se torne móvel condutor. • Os elementos condutores do grupo 15 usados como semi-condutores do silício e do germânio são: • P; As e Sb. • São chamados átomos de impurezas doadores. • Quando adicionados este elementos os condutores são chamados do semi-condutores negativos ( tipo n), uma vez que os principais transportadores de cargas são os elétrons. Carlos Mello - UCP 134 Propriedade Elétrica dos Materiais • Semi-condutores extrínsecos do tipo n (negativos) Carlos Mello - UCP 135 Propriedade elétrica dos Materiais • Quando adicionados elementos trivalentes (grupos 13), origina um buraco na rede. • Quando aplicado um campo elétrico, o átomo do silício vizinho é atraído para preencher o buraco. • Os elementos usados do grupo 13 são : • B; Al e Ga • São denominados átomos de impurezas aceitadores, • Neste caso são chamados semi-condutores tipo p ( positivos) O processo de adição destas impurezas nos semicondutores dar-se o nome de DOPAGEM Carlos Mello - UCP 136 Propriedade mecânicas dos Metais. • Como os metais são materiais estruturais, o conhecimento de suas propriedades mecânicas é fundamental para sua aplicação. • Quando uma peça é submetida a uma força de tração ocorre uma deformação; se ao retirar esta força o material volta a sua forma original, dar-se o nome de deformação elástica. • se ao retirar esta força o material não volta a sua forma original, dar-se o nome de deformação plástica. Carlos Mello - UCP 137 Propriedade mecânicas dos Metais. • Deformação elástica – a quantidade que um material pode sofrer é pequena, os átomos se afastam de suas posições originais, sem ocuparem novas posições, quando retirado a força a que estão submetidos, voltam as suas posições originais. • Deformação plástica - os átomos se afastam de suas posições originais e não conseguem retornar completamente, quando retirado a força a que estão submetidos; neste caso a deformação torna-se permanente. Carlos Mello - UCP 138 Propriedade mecânicas dos Metais. • • • • • • • • • • • • Tensão nominal σ = F / A0 Onde : σ = tensão F = força de tração unixial média A0 – área da seção reta Extensão nominal Є = (L – L0) / L0 Onde : є = extensão nominal L=comprimento inicial L0 – comprimento final Carlos Mello - UCP 139 Propriedade mecânicas dos Metais. • • • • • • • • A curva gerada pode ser dividida em duas regiões. Região elástica. a σ é proporcional a deformação є σ =Eє onde E = módulo de Young Região plástica A σ não é linearmente proporcional a є. As ligações atômicas são alongadas e se rompem. Carlos Mello - UCP 140 Propriedade mecânicas dos Metais. • Coeficiente de Poisson - v – A deformação elástica longitudinal de um material metálico é acompanhada de uma variação das dimensões transversais. • v = -єx / єz = -єy / єz • O sinal menos apenas indica que uma extensão gera uma contração e vice-versa. • Para materiais isotrópicos, os módulos de cisalhamento estão relacionados entre si e com o coeficiente de Poisson de acordo com a expressão • E = 2G ( 1 + v) Carlos Mello - UCP 141 Propriedade mecânicas dos Metais • Tensões de cisalhamentos - produzem deslocamento de um plano de átomos em relação ao plano adjacente. • a – sem deformação b – deformação por cisalhamento Carlos Mello - UCP 142 Propriedade mecânicas dos Metais • Uma tensão cisalhante causa uma deformação cisalhante, de forma análoga a uma tração. • Tensão cisalhante • τ = S / A0 • Onde A0 é a área paralela a aplicação da força • • • • deformação cisalhante γ = A/ h = tagα no caso de distorção elástica pura, a relação entre a distorção e a tensão é τ=Gγ • Onde G = módulo de elasticidade transversal do material Carlos Mello - UCP 143 Propriedade mecânicas dos Metais Exemplo • Uma peça de cobre de 305 mm é tracionada com uma tensão de 276 MPa. Se a deformação é totalmente elástica, qual será o alongamento? σ = E.є = E.∆L / L0 ∆L = σ. L0 / E • O módulo de Young (E) é Ecu = 11.0 x 104 MPa ( tabelado) Assim ∆L = 276 . 305 / 11.0 x 104 = 0,76mm 0,76 mm x 100 = 76% Carlos Mello - UCP 144 Propriedade mecânicas dos Metais • Estricção e limite de resistência. estricção A partir do limite de resistência começa a ocorrer uma redução de área, (extricção). A tensão se concentra nesta região, levando a fratura. Carlos Mello - UCP 145 Propriedade mecânicas dos Metais • • • • • • • Ductilidade. A ductilidade é uma medida da extensão da deformação que ocorre antes da fratura. É definida como alongamento percentual e redução de área percentual: Along.porcentual =% Al = 100 X (Lf-L0) / L0 L0 comp. Inicial e Lf comp. final ou Red. de área = %Ar = 100 X (A0-Af)/A0 A0 área inicial e Af área final. Carlos Mello - UCP 146 Propriedade mecânicas dos Metais • Resiliência. • É a capacidade que o material possui de absorver energia na fase elástica e devolvê-la quando relaxado. • Área sob a curva dada pelo limite de escoamento e pela deformação no escoamento. • Módulo de resiliência Ur = ∫σdє com limites de 0 a єy • Na região linear Ur = σyєy / 2 = σy(σy/E)/2 = σy2/2E • Assim, materiais de alta resiliência possuem alto limite de escoamento e baixo módulos de elasticidade. • Estes materiais seriam ideais para uso em molas Carlos Mello - UCP 147 Diagrama de fases • Porque estudar os diagrama de fases? • Porque os diagramas de fases são mapas que permitem prever a microestrutura de um material em função da temperatura e composição de cada componente. • Fase – é uma porção homogênea do material que tem propriedades físicas ou químicas uniformes Carlos Mello - UCP 148 Diagrama de fases • Ex: mistura de água/gêlo – duas fases. quimicamente idênticas – H20 fisicamente distintas – líquida/sólido. • Ex : mistura de água/açúcar com açúcar precipitado duas fases. quimicamente distintas – solução H20/açúcar e açúcar puro fisicamente distintas- solução em fase líquida e fase sólida. Carlos Mello - UCP 149 Diagrama de fases Material poli-cristalino com fronteiras de grãos aparentes. Uma única fase Micro-estrutura da perlita Duas fases : ferrita(região clara) e Cementita (região escura). Carlos Mello - UCP 150 Diagrama de fases • Limite de solubilidade. • Corresponde a concentração máxima que se pode atingir de um soluto dentro de um solvente. • O limite de solubilidade depende da temperatura. Em geral, cresce com a temperatura. Carlos Mello - UCP 151 Diagrama de fases • Diagramas binários Carlos Mello - UCP 152 Diagrama de fases • Interpretação dos diagramas. • Fases presentes. - Para uma coordenada qualquer do diagrama, verifica-se quais fases estão presentes. Ponto A – apenas fase alfa. Ponto B – fase alfa e fase liquida. • Composição de cada fase. - Para uma coordenada qualquer do diagrama, verifica-se quantas fase existem. Uma fase – trivial – composição lida direto no gráfico. Duas fases – usa-se o método da linha de conexão - A linha de conexão se estende de uma fronteira a outra. - Marca-se as intersecções entre a linha de conexão e as fronteiras e verifica-se as concentrações correspondente no eixo horizontal. Carlos Mello - UCP 153 Diagrama de fases • Composição de cada fase. Cl Co Fase liquida Cα Fase alfa ( solução sólida) Cl = 32% Ni – 68 % Cu Cα = 43% Ni – 578% Cu Carlos Mello - UCP 154 Diagrama de fases • Uma fase – trivial – 100% da própria faseDeterminação das frações de cada fase. Duas fases – regra da alavanca ( lever rule) Cl Co Cα Carlos Mello - UCP 155 Diagrama de fases • Lógica da regra da alavanca. • A regra da alavanca nada mais é do que a solução de duas equações simultâneas de balanço de massa. -Com apenas duas fases presente, a soma das suas frações tem que iqual a 1 Wα + Wl = 1 -A massa de um dos componentes ( ex Ni) que está presente em ambas fases deve ser igual a massa deste componente na liga como um todo Wα Cα + Sl Cl = Co • A regra da alavanca, na verdade, deveria ser chamada regra da alavanca invertida. Carlos Mello - UCP 156 Diagrama de fases • Até agora nós estudamos diagramas de fase isomorfos, nos quais existem uma faixa de temperatura em que há completa miscibilidade de um constituinte no outro. • Outra condição implicitamente utilizada até agora é de que os diagramas são de equilíbrios. Isto quer dizer que qualquer variação de temperatura ocorre lentamente, o suficiente para permitir um rearranjo entre as fases através de processos difusionais. Também que dizer que as fases presentes a uma dada temperatura são estáveis. Carlos Mello - UCP 157 Diagrama de fases Carlos Mello - UCP 158 Diagrama de fases • Não-equilíbrio e segregação. -Durante o resfriamento, ocorrem mudanças na composição das duas fases. -Estas mudanças dependem de difusão, que é um processo lento na solução sólida. -Na prática não vale a pena manter taxas tão lentas de resfriamento, o que implica que as estruturas obtidas não são exatamente as descritas até agora. -Assim, a região central de cada grão vai ser rica no constituinte de alto ponto de fusão. A concentração do outro constituinte aumenta em direção ao contorno de grão. -Isto implica em uma maior sensibilidade das fronteiras à temperatura. No aquecimento elas derreterão e o material se esfacelará. Carlos Mello - UCP 159 Diagrama de fases Sistemas binários eutéticos Cu Ag Carlos Mello - UCP 160 Diagrama de fases 100% liquido a composição eutética Microestrutura eutética – camadas finas alternadas da fase alfa + fase beta Microestrutura eutética – camadas finas alternadas da fase alfa + fase beta( pequena variação em relação a temperatura) A transição eutética é rápida. Assim não há tempo para ocorrer a difusão substancial. A segregação de átomos do tipo A e B tem que se dar em pequenas escala de distâncias Microestrutura eutérica Carlos Mello - UCP 161 Diagrama de fases composição Carlos Mello - UCP 162 Diagrama de fases A microestrutura para uma composição hipoeutética é simétrica a composição hipereutética. Fase alfa ou beta primária, também chamada proeuteutoide, formada por solidificação paulatina a partir da fase líquida, acima da temperatura eutética. Fase eutética Carlos Mello - UCP 163 Diagrama de fases Composição hipoeuteutoide 100% liqido com composição de 20% beta 50% de alfa em uma matriz liquida 100% de alfa (20%B) 1% de Beta em uma matriz de alfa ( precipitados nos contornos ou dentro dos grãos) 5% de beta em uma matriz de alfa Carlos Mello - UCP 164 Diagrama de fases • Diagrama euteutoide – similar ao diagrama eutético, porém ocorre uma transição tipo eutética no estado sólido. 0.8 0.8 Fe % carbono Carlos Mello - UCP 165 Diagrama de fases Diagrama ferro- carbono – característica básicas • Fases do ferro puro -Temp. amb. - 912 0C - Fe na forma de ferrita – (alfa-Fe – CCC) -9120C – 13940C – Fe na forma austenita ( gama-Fe – CFC) -13940C– 15380C – Fe na forma delta ferrita – (CCC). • Solubilidade do C no ferro. -Na fase alfa – máximo 0,022%. -Na fase gama – máximo 2,11%. • Cementita – Fe3C -Composto estável que se forma nas fase alfa e gama quando a solubilidade máxima é excedida, até 6.,67% de Carbono. -É dura e quebradiça. A resistência dos aços é aumentada pela sua presença. Carlos Mello - UCP 166 Diagrama de fases • Diagrama ferro- carbono – característica básicas • Reação eutética - a 11480C L( 4,3%C ) = austenita 2,11%C + cementita 6,67%C • Reação euteutóide - a 723 0C Austenita (0,77%C) = ferrita 0,022% C + cemrntita 6,67% C que é extremamente importante no tratamento térmico de aços. • Classificação de ligas ferrosas - 0 – 0,008%C – considerado ferro puro - 0,008% a 2,11% C – aços (na prática menor que 1% de C) - 2,11% de C a 6,67% de C – Ferros fundidos (na prática menor que 4,5% C). Carlos Mello - UCP 167 Diagrama de fases Concentração euteutoide Inicialmente, temos apenas a fase gama, ( austenita). A uma temperatura imediatamente abaixo da euteutoide toda a fase gama se transforma em perlita de acordo com a reação euteutoide. Estas duas fase tem concentrações de carbonos muito diferentes. Esta reação é rápida. Não há tempo para haver grande difusão de carbono. 0.8% C Carlos Mello - UCP As fase se organizam como lamelas alternadas de ferrita e cementita. 168 Diagrama de fases Concentração hipo-euteutoide Inicialmente, teremos apenas a fase gama. Em seguida começa a surgir fase alfa nas fronteiras de grãos das fases gama. A uma temperatura imediatamente acima da euteutoide, a fase alfa já cresceu, ocupando completamente as fronteiras das fases gama. A concentração das fase alfa é 0,022% de C, a concentração da fase gama é 0,8% de C, euteutoide. A uma temperatura imediatamente abaixo da euteutoide toda a fase gama se transforma em perlita. A fase alfa, que não muda, é denominada ferrita pró-euteutoide. Carlos Mello - UCP 169 Diagrama de fases Concentração hiper-euteutoide Inicialmente, teremos apenas a fase gama. Em seguida começa a surgir fase cementita nas fronteiras de grãos das fases gama, a concentração de carbono da cementita é de 6,67% de C. A a concentração de carbono da austenita cai com a temperatura seguindo a linha que separa o campo gama + cementita do campo gama.A uma temperatura imediatamente acima da euteutoide, a concentração das fase gama é 0,8% de C, euteutoide. A uma temperatura imediatamente abaixo da euteutóide toda a fase gama se transforma em perlita. A fase cementita, que não muda, é denominada cementita próeuteutoide. Carlos Mello - UCP 170 Diagrama de fases Aço hipo-euteutoide com 0,38% C, composto por ferrita próeuteutoide (fase clara) e perlita [fase com lamelas claras(ferrita) e escuras (cementita)]. Aço hiper-euteutoide com 1,40% C, composto por cementita próeuteutoide (fase clara e perlita) Ampliação 1000X Ampliação 635X Carlos Mello - UCP 171 Diagrama de fases • Proporção das fases 0.8 Hiper-euteutoide Hipo-euteutoide Fração de perlita = 6.7 – C1 6.67 – 0,8 Fração de perlita = Co – 0.022 0.8 – 0,022 Fração de ferrita pró-euteutoide = 0.8 – Co 0,8 – 0,022 Fração de ferrita pró-euteutoide = C1 – 0,8 6,7 – 0,8 Carlos Mello - UCP 172 Glossário • • • • • • Austenita – ferro fase gama. Ferrita – ferro fase alfa. Perlita – ferrita + cementita em lamelas alternadas. Hipo- menor que Hiper – maior que Ferrita pro-euteutoide – ferrita que se forma na temp. maior que temp. euteutoide. • Cementita pro-euteutoide – cementita que se forma a temp. maior que temp. euteutoide. Carlos Mello - UCP 173 Ensaios Físicos nos Metais. Ensaio de tração • Um grande número de propriedades pode ser derivado de um único tipo de experimento, o chamado ensaio de tração. • Neste tipo de teste, um material é tracionado e se deforma até faturar. Mede-se o valor da força e do alongamento a cada instante, e gera-se uma curva tensão-deformação. Carlos Mello - UCP 174 Ensaios Físicos nos Metais. Ensaio de tração • Neste ensaio registra-se alguns dos mais importantes valores das propriedades mecânica dos metais: • Módulos de elasticidade. • Limite de escoamento. • Tensão de ruptura. • Alongamento porcentual. • Estricção. Carlos Mello - UCP 175 Ensaios Físicos nos Metais. Ensaio de tração Corpo de prova Carlos Mello - UCP 176 Ensaios Físicos nos Metais. Dureza • Um outro ensaio muito importante é o chamado ensaio de dureza. • Dureza é uma medida da resistência de um material metálico à deformação plástica permanente. • A dureza é medida, forçando um penetrador na superfície da amostra, que geralmente é uma esfera, uma pirâmide ou um cone, fabricado de um material muito mais duro do que o material ensaiado. (aço temperado, carboneto de tungstênio ou diamante). Carlos Mello - UCP 177 Ensaios Físicos nos Metais. Dureza Carlos Mello - UCP 178 Ensaios Físicos nos Metais. Ensaio de Charpy( impacto) • Tem a finalidade de medir a tenacidade do metal. • Tenacidade é uma medida de quantidade de energia que um material absorve antes de sofrer fratura. • O ensaio de Charpy pode ser utilizado para determinar o intervalo de temperatura em que ocorre a transição do comportamento dúctil para o frágil de metais e ligas, à medida que a temperatura abaixa. Carlos Mello - UCP 179 Ensaios Físicos nos Metais. Ensaio de Charpy( impacto) •Um martelo cai como um pendulo e bate na amostra que fratura. •A energia necessária para fraturar- energia de impacto – é obtida diretamente da diferença entre a altura final e altura inicial do martelo Carlos Mello - UCP 180 Ensaios Físicos nos Metais. Ensaio de Charpy( impacto) Carlos Mello - UCP 181 Ensaios Físicos nos Metais. Ensaio de Charpy( impacto) Efeito da porcentagem de carbono na tenacidade do aço Carlos Mello - UCP 182 Ensaios Físicos nos Metais. fadiga • É um tipo de falha que ocorre em material sujeitos à tensão que varia com o tempo • Esta falha pode ocorrer a uma baixa tensão, mais baixa que o limite de resistência do material • A fadiga é responsável para aproximadamente 90% de todas as falhas de metais afetando também polímeros e cerâmicas, ocorre subitamente. Carlos Mello - UCP 183 Ensaios Físicos nos Metais. fadiga Carlos Mello - UCP 184 Ensaios Físicos nos Metais. fadiga • Quanto maior o valor médio de tensão, menor é a vida da peça. • A maior parte das trincas se iniciam por falhas superficiais no material, logo, nos corpos de provas ou peças, deve-se evitar os cantos vivos, e na superfície, deve-se eliminar marcas ou arranhões através de polimentos. • A superfície cementadas gera tensões compressivas que compensam parcialmente as tensões externas. Carlos Mello - UCP 185 Ensaios Físicos nos Metais. fluência • É a deformação plástica que ocorre em materiais sujeitos a tensões constantes, a temperaturas elevadas, como exemplos as turbinas de jatos, geradores a vapor, etc. • É muitas vezes o fator limitante na vida útil da peça. • Se torna importante, para metais a temperaturas aproximadamente 0,4Tf. Carlos Mello - UCP 186 Ensaios Físicos nos Metais. fluência •Na região primária o material encrua, torna-se rígido e taxa de crescimento da deformação diminui com o tempo. • Na região secundária a taxa de crescimento é constante ( estacionário), devido a uma competição entre encruamento e recuperação. •Na região terciária ocorre uma aceleração da deformação causada por mudanças microestruturais tais como, rompimento das fronteiras dos grãos. Carlos Mello - UCP 187 Ensaios Físicos nos Metais. fluência •À medida que a tensão aumenta, a velocidade de extensão aumenta. Carlos Mello - UCP 188 Mecanismo de Aumento da Resistência. • A deformação plástica depende diretamente do movimento das discordâncias. Quanto maior a facilidade de movimento, menos resistente é o material. • Para aumentar a resistência, procura-se restringir o movimento das discordâncias. Para isso: » Redução do tamanho de grão » Solução sólida » Deformação a frio Carlos Mello - UCP 189 Mecanismo de Aumento da Resistência. • • • • • Redução do tamanho de grãos As fronteiras de grão são barreiras para o movimento das discordâncias. Ao passar de um grão com uma certa orientação para outro com orientação muito diferente a discordância tem que mudar de direção, o que envolve muitas distorções locais na rede cristalina. A fronteira é uma região desordenada, o que faz com que os planos de deslizamentos sofram descontinuidades. Como um material com grãos menores tem mais fronteiras de grãos, ele será mais resistente Carlos Mello - UCP 190 Mecanismo de Aumento da Resistência. As fronteiras de grãos atuam como fronteiras do deslizamentos das discordâncias Linhas de escorregamentos Fronteira de grãos Carlos Mello - UCP 191 Mecanismo de Aumento da Resistência. • Solução sólida • Introdução de átomos de impurezas substitucionais ou intersticiais, aumentam a resistência do material. Carlos Mello - UCP 192 Mecanismo de Aumento da Resistência. • • Deformação a frio Este fator ocorre por: • • O número de discordâncias aumenta com a deformação • Isto causa maior interação entre as discordâncias. • Dificulta o aumento das discordâncias, aumentando a resistência. Este fenômeno dar-se a temperaturas muito abaixo da temperatura de fusão, é chamado deformação à frio. Carlos Mello - UCP 193 Mecanismo de Aumento da Resistência. Carlos Mello - UCP 194 Recuperação e recristalização • A deformação plástica nos materiais a baixa temperaturas causam deformação microestruturais e de propriedades. • Estes efeitos podem se revertidos, e as propriedades restauradas através de tratamentos térmicos a altas temperaturas. • Existem dois processos básicos: • Recuperação- parte das deformações acumuladas é eliminada através do movimento de discordâncias, facilitado pro maior difusão a altas temperaturas. • Recristalização – formação de novos grãos, não deformados, que crescem até substituir completamente o material original Carlos Mello - UCP 195 Recuperação e recristalização Carlos Mello - UCP 196 Recuperação e recristalização Temperatura de recristalização é a temperatura para a qual ocorre recristalização total após uma hora de tratamento térmico. Tipicamente entre 1/3 a 1/2 da temperatura de fusão. Carlos Mello - UCP 197 Fratura • Fratura é a separação de um sólido sob duas ou mais partes, através da formação da trinca e propagação da mesma. • A trinca pode assumir dois modos: dúctil e frágil. • Fratura dúctil • O material se deforma antes do processo de fratura, relativamente lento. A deformação é à medida que a trinca se propaga. • Este tipo de trinca é denominado estável, porque pode parar, a não ser que haja um aumento ee tensão aplicada no material. Carlos Mello - UCP 198 Fratura-dúctil Carlos Mello - UCP 199 Fratura-frágil • Na fratura f’rágil o material se deforma pouco antes da fratura. O processo d propagação da trinca pode ser muito veloz, gerando situações catastróficas. • A partir de um certo ponto, a trinca é dita instável porque se propagará mesmo sem aumento da tensão aplicada sobre o material Carlos Mello - UCP 200 Fratura - transição dúctil-frágil • A ductilidade dos materiais é função da temperatura e presença de impurezas- os materiais dúcteis se tornam frágeis a temperaturas baixas. Os navios Liberty, da época da segunda guerra , literalmente quebraram ao meio. Eles eram fabricados de aço com baixa concentração de carbono, que tornou frágeis em contado com as águas frias do mar. Carlos Mello - UCP 201 Ligas metálicas • São divididas em dois tipos: ferrosas e não ferrosas. • Ligas ferrosas – aços e ferros fundidos • Os aços podem ser – baixa ligas e altas ligas » Os aços baixa ligas – aços baixo, médio ou alto teor de carbono. » Os aços altas ligas – aços ferramentas, aços inox. Carlos Mello - UCP 202 Ligas metálicas • Os ferros fundidos – » ferros cinzento, dúcteis ou nodulares, branco ou maleáveis. • Ligas não ferrosas – » que não possuem ferro como metal base Carlos Mello - UCP 203 Ligas metálicas- aços • Os aços são ligas de Ferro carbono que podem conter outros elementos. • A propriedade mecânica dependem do teor de carbono. • Os aços podem ser classificados em grupos, em base de propriedades comuns: • A) composição, como aços carbonos e aços ligas. • B) processos de acabamento, como aços laminados a quente ou aços laminados a frio. • C) forma e produtos acabados, como barras, chapas grossa, finas, tiras, tubos ou perfis. Carlos Mello - UCP 204 Ligas metálicas- aços • Há subdivisões entre os grupos dos aços baixo, médio ou alto teor de carbono, como: hipoeuteutoide, euteutoides e hipereuteutoides. • Os aços ligas são classificados de acordo com o principal elemento de liga presente. • Os principais classificações é da “AISI” – (American Iron and Steel Institute) – SAE – (Society od Automotive Engineers), entre outras. Carlos Mello - UCP 205 Ligas metálicas- aços • Aços ligas. • Os elementos de ligas introduzidos nos aços carbonos é realizado quando se deseja um ou diversos dos seguinte efeitos: • Aumentar a dureza e a resistência mecânica; • Conferir resistência uniforme de toda seção do fundido. • Conferir resistência à corrosão; • Aumentar a resistência ao calor; • Aumentar a resistência ao desgaste; • Aumentar a capacidade de corte; • Melhor as propriedades elétrica e magnéticas. Carlos Mello - UCP 206 Ligas metálicas- ferros Os ferros fundidos podem se divididos em ferros cinzento, dúcteis ou nodulares, branco, maleáveis, ou de grafita compactada. • Ferro cinzento – a fratura mostra-se em uma coloração escura caracterizada por apresentar como elemento de liga fundamentais o carbono e o silício e estrutura em que uma parcela relativamente grande de carbono está na forma livre ( lamelar) e outra em forma de carbono combinado. Carlos Mello - UCP 207 Ligas metálicas- ferros Ferro fundido cinzento, ampliação 100X Grafita tipo “ A” predominante e “B”, com alguma presença de “C” – matriz perlitica -nital 3% Ferro fundido cinzento em microscópio de varredura eletrônica, mostrando uma grafite tipo “B” – ampliação 130 X Carlos Mello - UCP 208 Ligas metálicas- ferros • dúcteis ou nodulares – caracterizado por apresentar, devido a um tratamento ainda no estado líquido, com Magnésio e terras raras, o carbono livre na forma de esferas, o que lhe confere boa ductilidade. • Ferro branco – fratura clara, devido as condições de fabricação ter um menor teor de silício, apresentando o carbono quase que inteiramente na forma combinada. Carlos Mello - UCP 209 Ligas metálicas- ferros Ferro fundido nodular – matriz ferritica/perlitica – nódulos 1, ataque nital 5% - aum. 100X Ferro fundido nodular – microscópio de varredura eletrônica – amp. 130 X Carlos Mello - UCP 210 Ligas metálicas- ferros • Maleáveis – caracterizado por ser obtido à partir do ferro branco, mediante a um tratamento térmico especial; ( maleabilização), resultando uma transformação do ferro combinado em grafita na forma de nódulos. • grafita compactada – caracterizado pela grafita se apresentar em forma de escamas, é considerado um material intermediário entre o ferro cinzento e o nodular. Carlos Mello - UCP 211 Ligas metálicas- ferros Ferro fundido maleável – matriz ferrítica, ampliado 100 X Carlos Mello - UCP 212 Ligas não ferrosas • Não possuem ferro como metal de base, porém podem ou não conter ferro em suas composições. • As mais comuns são: • • • • • ligas de alumínio; ligas de cobre; ligas de magnésio; ligas de titânio; ligas de níquel Carlos Mello - UCP 213 Ligas não ferrosas - alumínio • Ligas de alumínio – São classificadas de acordo com o elemento de ligas em maior ou menor quantidade. • Usa-se a designação de quatro dígitos para identificar as ligas de alumínio para trabalho mecânico. O primeiro indica o grupo de ligas que contém o elemento de liga específico. Os dois últimos indicam a liga do alumínio ou indicam o grau de pureza. O segundo indica modificações da liga original ou limite de impurezas. Carlos Mello - UCP 214 Ligas não ferrosas - alumínio • • • • • • • • • Grupos de ligas pra trabalho mecânico Alumínio puro ( 99%) .........1XXX Alumínio – Cobre ................2XXX Alumínio - Manganês ..........3XXX Alumínio-Silício ...................4XXX Alumínio- Magnésio ............5XXX Alumínio- Mg-Silício ........... 6XXX Alumínio- Zinco ...................8XXX Outros elementos ................9XXX Carlos Mello - UCP 215 Ligas não ferrosas - alumínio • Ainda é acrescentado outra nomenclaturas de tratamento térmicos como: • F – tal como fabricado; • O – recozido e recristalizado; • H – encruada; • T – tratamento térmicos específico, que podem ser: • T1 – envelhecida natural; • T4 – solubilizada • T5 – envelhecida • T6- solubilizada e envelhecida • T7 – solubilizada e super-envelhecida. Carlos Mello - UCP 216 Ligas não ferrosas - cobre • Ligas de cobre – • O cobre é uma elemento muito usado na engenharia, que puro, não ligado, ou quer combinado com outros metais, formando ligas. • O cobre puro, possuem extraordinárias aplicações industriais devido as suas características de elevada condutibilidade térmica e elétrica, boa resistência a corrosão, facilidade de fabricação, média resistência, propriedade de recozimento controláveis com boas características gerais de brazagem e união. • Ligas como latões de bronzes permitem atingir resistências mecânicas elevadas, indispensáveis em muitas aplicações de engenharia Carlos Mello - UCP 217 Ligas não ferrosas - cobre • Ligas de cobres • Cobre – zinco ( latões) varia na faixa de 5% até 40% de zinco. O cobre forma solução sólida substitucionais com o zinco, até um teor máximo de 35%- podem encontrar outros elementos de ligas na composição • Cobre – estanho ( bronzes) - são produzidas por adição de estanho na faixa de 1% até 10%,em caso excepcionais maior que 10%, formando ligas endurecida pro solução sólida. Podem encontrar outros elementos de ligas na composição, formando novas ligas. • Outras ligas de cobre podem ser encontradas, como cobre-belírio, bronzes alumínio, entre outros. Carlos Mello - UCP 218 Ligas não ferrosas - cobre Cobre eletrolítico- apresenta cavidades internas formadas por vapor d’águaaumento 150 X sol,. Ataque -Dicromato de potássio Latão ( 70:30) – recozido – aumento 75 X Sol. Ataque – hidroxico de amônea com peróxido de hidrogênio Carlos Mello - UCP 219 Aços inoxidáveis • • • • • São materiais de excelente resistência à corrosão em diversos meios. Esta resistência deve-se ao seu elevado teor de cromo ( mim 12%) De acordo com a teoria clássica, o cromo forma um óxido superficial que protege da corrosão a liga de ferro-cromo superficial. Existem 4 tipos principais de aços inoxidáveis. Ferriticos; martensítico, austeniticos e os endurecidos por precipitação. Carlos Mello - UCP 220 Aços inoxidáveis • Aços inoxidáveis ferríticos – são ligas binárias ferrocromo, com cerca de 20 a 30% de cromo- são denominados ferriticos porque sua estrutura mantém-se essencialmente ferritica. • Aços inoxidáveis matensíticos – são ligas binárias ferrocromo, com cerca de 12 a 17% de cromo e com carbono suficiente para a formação da martensita( 0,15 a 1,0%)são denominados matensíticos porque sua estrutura transforma-se em estrutura martensitica quando austenizados e temperados. • Aços inoxidáveis austeniticos – são ligas ternária ferrocromo-niquel, com cerca de 16 a 25% de cromo e7 a 20% de Niquel. Carlos Mello - UCP 221 Aços inoxidáveis 2 1 2- martensítico endurecido – ataque picral – 100X 1- ferrítico- matriz ferrítica – ataque picral 100X 3 – austenítico recozido 250X 3 Carlos Mello - UCP 222 Polimeros • polímeros são materiais inorgânicos ou orgânicos, de alto peso molecular. • A sua estrutura molecular consiste na repetição de pequenas unidades chamadas monômeros, sendo que a união de vários monômeros dá origem a um polímero. • Devido ao seu tamanho avantajado, a molécula de um polímero é chamada macromolécula. A reação que produz o polímero é denominada reação de polimerização. A molécula inicial (monômero) vai sucessivamente se unindo a outras, dando o dímero, trímero, tetrâmero, até chegar ao polímero. É interessante destacar que normalmente esses monômeros são compostos covalentes. Carlos Mello - UCP 223 Polimeros A figura, ilustra o polietileno de alta densidade (HDPE): uma molécula de cadeia longa elinear, feita pela polimerização do etileno, um composto cuja fórmula estrutural é CH2=CH2. O HDPE é bastante duro e resistente, sendo utilizado em garrafas, brinquedos, etc.. Polietileno de baixa densidade (LDPE). O impedimento espacial provocado pelas ramificações dificulta um "empilhamento" das cadeias poliméricas. Por esta razão, as forças intermoleculares que mantém as cadeias poliméricas unidas tendem a ser mais fracas em polímeros ramificados. Por isso o LDPE é bastante flexível e pode ser utilizado como filme plástico para embalagens. Carlos Mello - UCP 224 Polimeros Principais polimeros Carlos Mello - UCP 225 Polímeros termoplásticos • Polímeros denominados termoplásticos podem ser amolecidos, o que permite a deformação desses a partir da aplicação de pressão. Quando resfriados, tais polímeros retomam a sua rigidez inicial. O comportamento desse tipo de polímero viabiliza a produção em larga escala de artefatos através de meios como a extrusão e a moldagem por injeção. Outro importante aspectos desses polímeros é que eles podem ser reciclados a partir de rejeitos e refugos, já que são facilmente remodelados através da aplicação combinada de pressão e temperatura. • Exemplos desse tipo de polímero são o polietileno, polipropileno, PMMA [poli(metacrilato de metila)], politetrafluoretileno (Teflon®), Nylon®, etc. • Polímeros termoplástico são caracterizados por possuir ligações química fracas (van der Waals) entre as cadeias que assim podem ser facilmente rompidas com a introdução de energia. Carlos Mello - UCP 226 Polímeros termorrígidos • polímeros termorrígidos são aqueles que não amolecem com o aumento da temperatura e por isso, uma vez produzidos, não podem ser re-deformados ou re-processados. Para esse tipo de polímero, uma elevação contínua da temperatura leva à degradação do material (queima) antes de que qualquer alteração mais dramática nas propriedades mecânicas ocorra. Sendo assim, tais materiais são de difícil reciclagem e após terem adquirido sua forma final, apenas etapas de processamento via usinagem são possíveis. • Exemplos desse tipo de material englobam as borrachas vulcanizadas, os hidrogéis, as resinas epoxidícas e fenólicas, entre outras. • polímeros termorrígidos apresentam cadeias conectadas entre si por ramificações ou braços compartilhados. Assim, ligações químicas primárias (covalentes) são responsáveis pelas ligações cruzadas entre cadeias, as quais só são rompidas com a introdução de elevadas quantidades de energia que usualmente levam também ao rompimento das ligações constituidoras das cadeias poliméricas (com a conseqüente degradação - queima - do polímero). Carlos Mello - UCP 227 Materiais cerâmicos • Materiais cerâmicos são geralmente uma combinação de elementos metálicos e não-metálicos (formam óxidos, nitretos e carbetos) • Geralmente a ligação é iônicae/ou covalente. • Geralmente são isolantes de calor e eletricidade • São mais resistentes à altas temperaturas (devido ao elevado PF) e à ambientes severos que metais e polímeros • Com relação às propriedades mecânicas, as cerâmicas são duras, porém frágeis • Em geral são leves Carlos Mello - UCP 228 Materiais cerâmicos A extrema fragilidade e dureza dos cerâmicos vem da natureza das suas ligações atómicas iônicas ou covalentes • As estruturas cristalinas, quando presentes,são extremamente complexas Exemplo: O óxido de Silício (SiO2) pode ter três formas cristalinas distintas: quartzo, cristobalite e tridimite PROPRIEDADES TÉRMICAS E FÍSICAS • Densidade: 2-3 g/cm3 • Embora os materiais cerâmicos sejam em geral isolantes de calor e eletricidade, há uma classe de materiais cerâmicos que são supercondutores • A dilatação térmica é baixa comparada com metais e polímeros Carlos Mello - UCP 229 Materiais cerâmicos PROPRIEDADES TÉRMICAS E FÍSICAS • Densidade:entre 2 a 3 g/cm3 • Embora os materiais cerâmicos sejam em geral isolantes térmicos e eletricos, existem uma classe de materiais cerâmicos que são supercondutores, altamente usado em componentes elétricos • A dilatação térmica é baixa quando comparada com metais e polímeros PROPRIEDADES MECÂNICAS • Apresentam baixa resistência ao choque • São duros e frágeis em relação à tração (~17 kgf/mm2) • São resistentes em relação à compressão • O módulo de elasticidade é alto: ~45.500kgf/mm2 (aço: 20.000 kgf/mm2) • Têm alta dureza e alta resistência ao desgaste Carlos Mello - UCP 230 Materiais cerâmicos • As, que se cerâmica se dividem basicamente em duas definições: aqs tradicionais baseiam principalmenre nas argilas e as cerâmicas técnica ou de engenharia. • Cerâmicas tecnicas - aplicações desses materiais avançados, destaca-se a de ferramentas de corte, que exige propriedades singulares do material, como elevada estabilidade química, alta resistência ao choque térmico, elevadas dureza e resistência ao desgaste. • Dentre os materiais cerâmicos desenvolvidos destacamse: aqueles à base de nitreto de silício, carbeto de silício, zircônia e alumina. • As cerâmicas são processadas, em geral, por sinterização simples, atingindo densidades relativas elevadas e microestrutura otimizada para aumentar a tenacidade à fratura do material, propriedade esta mais comprometida para os materiais cerâmicos. Carlos Mello - UCP 231 Materiais cerâmicos A tecnologia moderna vem oferecendo revestimentos cerâmicos nas camisas dos motores de motocicletas. Através dessas tecnologias, adequam-se as diferenças dos coeficientes de dilatação térmica e melhora-se substancialmente a dissipação de calor. O cilindro é revestido internamente com uma fina camada de material cerâmico composto de partículas de níquel, fósforo, fator metalúrgico determinante para aumentar a dureza e diminuir o atrito. Também possui altíssima resistência ao desgaste e por ser mais liso, preserva a película de óleo sobre as suas paredes. www.motoesporte.com.br/dicas/revesti%20cerami Carlos Mello - UCP .. 232 Materiais compósitos • Compósito é um material em cuja composição entram dois ou mais tipos de materiais diferentes. Alguns exemplos são metais e polímeros, metais e cerâmicas ou polímeros e cerâmicas. • Os materiais que podem compor um material compósito podem ser classificados em dois tipos: matriz e reforço. • O material matriz- é o que confere estrutura ao material compósito, preenchendo os espaços vazios que ficam entre os materiais reforços e mantendo-os em suas posições relativas. • Os materiais de reforço- são os que realçam propriedades mecânicas, eletromagnéticas ou químicas do material compósito como um todo. • Pode ainda surgir uma sinergia entre material matriz e materiais reforços que resulte, no material compósito final, em propriedades não existentes nos materiais originais. • Sinergia é definida como o efeito ativo e retroativo do trabalho ou esforço coordenado de vários subsistemas na realização de uma tarefa complexa. Carlos Mello - UCP 233 Materiais compósitos • Um grande material de reforço são as fibras usadas principalmente em matrizes plásticas. • As principais características das fibras são: • Elevada razão peso/resistência – boas estabilidade dimensional – boa resistência ao calor e a baixas temperaturas – boa resistência a unidade- boa resistência a corrosão e baixo custo de fabricação. • as principais são: fibra de vidro, fibras de carbono e fibra de aramidos. Carlos Mello - UCP 234 Materiais compósitos • Fibra de vidro são duas as mais importantes: Fibra de carbono tipo E – Composição: 52 a 53% de SiO2 12 a 16% de Al2O3 6 a 25% de CaO 8 a 13 % de B2O3 Fibra de carbono tipo S – Composição: 65% de SiO2 25% de Al2O3 10% de MgO Carlos Mello - UCP 235 Materiais compósitos Fibras curtas de origem mineral, constituídas, predominantemente, de sílica amorfa, foram caracterizadas e avaliadas quanto a sua viabilidade de utilização como agente de reforço em matrizes de resina epóxi. As fibras naturais de sílica amorfa, denotadas por FNSA, foram incorporadas em matrizes de resina epóxi e as propriedades mecânicas avaliadas através de ensaios de tração. www.scielo.br/scielo.php?script=sci_a rttext. Carlos Mello - UCP 236 Materiais compósitos • Fibra de carbono – sua fabricação passa por 3 fases: • Fase 1 – composição poliacrilonitrilo(PAN), breu/piche • Fase 2 – carbonatação – a fibra do PAN organizada são aquecidas e se transformam em fibra de carbono pela eliminação de O, H, e N. Este tratamento ocorre na faixa de 1000 a 1500 0C ( Pirolise) • Fase 3 – grafitização – finalidade da umentar o módulo de elesticidade – esta operação é realizada acima de 18000C Carlos Mello - UCP 237 Materiais compósitos Imagem de microscopia eletrônica de varredura do supercimento: os nanotubos de carbono entrelaçam as partículas do clínquer de cimento. O físico Luiz Orlando Ladeira, professor da UFMG, conseguiu adicionar nanotubos de carbono à matéria-prima do cimento – o clínquer –, por meio de um novo processo que pode ser incorporado à indústria tradicional do produto. Até então, pesquisas feitas no mundo todo adicionavam os nanotubos ao cimento pronto. O resultado seria um material extremamente caro: um saco de cimento com adição de nanotubos de carbono custaria R$ 15 mil, enquanto o valor da mesma quantidade de cimento tradicional é de apenas R$ 15. cienciahoje.uol.com.br/noticias/nanociencia/s. Carlos Mello - UCP 238 Materiais compósitos • Fibra aramida ( Kevlar 29 e 49) • Kevlar 29 – foi concebida para aplicação em proteção balística, corda e cabos • Kevlar 49 – usada para reforço polimétrica com aplicação em industria aeronáutica, marítima e automotiva • Composição básica – poliamida aromática Carlos Mello - UCP 239 Existem vários tipos de Kevlar; o que é produzido pela polimerização de pfenilenodiamina com cloreto de tereftaloila tem fórmula básica (-CO-C6H4-CO-NHC6H4-NH-)n Carlos Mello - UCP 240 Materiais compósitos • Comparação das resistência mecânicas entre as fibras Característica mecânicas Fibra de vidro Fibra de carbono Kvelar 49 Resistência à tração (Mpa) 2410 3100 3617 Modulo de elsticidade GPa 69 220 124 Alongamento % 3,5 1,40 2,5 Densidade g/cm3 2,54 1,75 1,48 Carlos Mello - UCP 241 Materiais compósitos Materiais compósitos na construção civil Betão–(concreto protendido)-composto cerâmico Composição:7 a 15% cimento Portland 14 a 21 % de água 0,5 a 8% de ar 24 a 30% de agreg. finos( areia) 31 a 51% de agreg. grosso (britas) Carlos Mello - UCP 242 Materiais compósitos • Cimento Portland • Composição: Cal ( CaO) Sílica (Sio2) alumina (Al2O3) óx. de ferro (Fe2O3) Todo material é aquecido a uma temperatura entre 1400 a 1650 0C e adicionado gesso (CaSO4.2H2O) Todo Betão é usado de várias maneiras com diversos reforços. Carlos Mello - UCP 243 Materiais compósitos • Asfalto – é um betume, constituído de hidrocarbonetos com algum O2, S2 e impurezas apresentado características mecânicas similar a um polímero termoplástico Carlos Mello - UCP 244 Materiais compósitos • • • • • • • Concreto: Cimento-matriz Areia e brita- particulados Cermetos (metais + cerâmicas): WC + Co (micrografia ao lado) ou Ni TiC + Co ou Ni Dureza(cerâmico) + tenacidade(metal) Carlos Mello - UCP 245