Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II ÍNDICE GERAL ÍNDICE DE FIGURAS …………………………………………………………………………………………………..... 3 ÍNDICE DE QUADROS ………………………………………………………………………………………………...... 5 ÍNDICE DE ANEXOS …………………………………………………………………………………………………...... 6 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................................... 7 1. CARACTERIZAÇÃO FÍSICA .............................................……………………………………………………..... 8 1.1. Enquadramento Geográfico .............................................................................................................. 8 1.2. Hipsometria ........................................................................................................................................ 10 1.3. Declive ............................................................................................................................................... 11 1.4. Exposição ......................................................................................................................................... 12 1.5. Rede Hidrográfica .............................................................................................................................. 13 2. CARACTERIZAÇÃO CLIMÁTICA ................................................................................................................... 14 2.1. Temperatura ..................................................................................................................................... 14 2.2. Humidade Relativa ........................................................................................................................... 15 2.3. Precipitação ....................................................................................................................................... 16 2.4. Ventos .............................................................................................................................................. 17 3. CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO ......................................................................................................... 18 3.1. Densidade Populacional e População Residente .............................................................................. 18 3.2. Índice de Envelhecimento ................................................................................................................. 19 3.3. População por Sector de Actividade ................................................................................................ 20 3.4. Taxa de Analfabetismo .................................................................................................................... 21 4. CARACTERIZAÇÃO DO USO DO SOLO E ZONAS ESPECIAIS ……………………………………………...... 22 4.1. Padrões de Ocupação do Solo ......................................................................................................... 22 4.2. Principais Unidades Territoriais ........................................................................................................ 22 4.3. Ocupação do Solo ............................................................................................................................ 30 4.4. Povoamentos Florestais …………………………………………………………………………………… 31 4.5. Áreas Protegidas ……………………………………………………………………………………………. 33 Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 1 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 4.6. Instrumentos de Gestão Florestal ..................................................................................................... 34 4.7. Zonas de Recreio Florestal – Caça .................................................................................................. 36 4.8. Festas e Romarias …………………………………………………………………………………………. 37 5. ANÁLISE DO HISTÓRICO E DA CASUALIDADE DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS ……………………. ....... 38 5.1. Histórico dos Incêndios Florestais no Concelho do Cartaxo ............................................................. 38 5.2. Grandes Incêndios …………………………………………………………………………………………. 52 6. FONTES DE INFORMAÇÃO ……………………………………………………………………………………. ....... 56 Referências Bibliográficas …………………………………………………………………………………....... 56 Referências Webgráficas …………………………………………………………………………………........ 56 7. ANEXOS CARTOGRAFIA ………………………………………………………………………………………....... 57 Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 2 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 – Mapa do Enquadramento Geográfico do Concelho do Cartaxo … …………………………………. 8 Figura 2 – Mapa Hipsométrico ………………………………………………………………………………………. 10 Figura 3 – Mapa de Declives …………………………………………………………………………………………. 11 Figura 4 – Mapa de Exposição ……………………………………………………………………………………… 12 Figura 5 – Mapa da Rede Hidrográfica ……………………………………………………………………………… 13 Figura 6 – Valores mensais da Temperatura média, média das Temperaturas máximas e valores máximos (1961-1991) ………………………………………………………………………….. 14 Figura 7 – Humidade Relativa mensal (1961-1991) ………………………………………………………………. 15 Figura 8 – Precipitação Mensal (1961-1991) ………………………………………………………………………. 16 Figura 9 – Mapa da População Residente 1981/1991/2001 e Densidade Populacional 2001 ……………… 18 Figura 10 – Mapa do Índice de Envelhecimento 1981/1991/2001 e sua evolução 1981/2001 ………………………………………………………………………………………………… 19 Figura 11 – Mapa da População por Sector de Actividade 2001 ………………………………………………… 20 Figura 12 – Mapa da Taxa de Analfabetismo 1981/1991/2001 ………………………………………………….. 21 Figura 13 – Margem do Rio Tejo ……………………………………………………………………………………. 23 Figura 14 – Lezíria do Tejo ………………………………………………………………………………………….. 24 Figura 15 – Núcleo Urbano do Cartaxo …………………………………………………………………………….. 25 Figura 16 – Mosaico Agrícola ……………………………………………………………………………………….. 27 Figura 17 – Quintas Agrícolas de Média Dimensão ……………………………………………………………… 28 Figura 18 – Áreas Florestais de Grandes Dimensões …………………………………………………………… 28 Figura 19 – Unidade de Paisagem Especial ………………………………………………………………………. 29 Figura 20 – Mapa de Ocupação do Solo ………………………………………………………………………….. 30 Figura 21 – Mapa de Povoamentos Florestais …………………………………………………………………….. 31 Figura 22 – Mapa das Áreas Protegidas …………………………………………………………………………… 33 Figura 23 – Mapa de Instrumentos de Gestão Florestal …………………………………………………………. 34 Figura 24 – Mapa de Zonas de Caça ……………………………………………………………………………….. 36 Figura 25 – Mapa das Áreas Ardidas no Concelho do Cartaxo e Concelhos limítrofes (1990-2006) ..……… 38 Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 3 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II Figura 26 – Distribuição Anual da área ardida e n.º de ocorrências para o período (1980-2006) …………….. 39 Figura 27 – Distribuição da área ardida e n.º de ocorrências em 2006 e média 2001-2005, por freguesia …. 40 Figura 28 – Distribuição da Área Ardida e n.º de Ocorrências em 2006 e média 2001-2005,por Espaço Florestal ………………………………………………………………………………………….. 41 Figura 29 – Distribuição Mensal da Área Ardida e n.º de Ocorrências em 2006 e Média 1996-2005 ……….. 42 Figura 30 – Distribuição Semanal da Área Ardida e n.º de ocorrências em 2006 e Média 1996-2005 ………. 43 Figura 31 – Valores Diários Acumulados da Área Ardida e n.º de ocorrências (1996-2006)………………….. 44 Figura 32 – Distribuição Horária da Área Ardida e n.º de Ocorrências (1996-2006) ……………………………. 45 Figura 33 – Distribuição da Área Ardida por Espaços Florestais (1996-2006)……………………………………. 46 Figura 34 – Distribuição da Área Ardida e n.º de ocorrências por Classes de Extensão (1996-2006) ……….. 47 Figura 35 – Mapa dos Pontos de Inicio dos Incêndios Florestais ………………………………………………… 48 Figura 36 – Distribuição do n.º de ocorrências por Fonte de Alerta (2001-2006) ……………………………….. 50 Figura 37 – Distribuição do n.º de ocorrências por Fonte de e Hora de Alerta (2001-2006) …………………… 51 Figura 38 – Mapa das Áreas Ardidas dos Grandes Incêndios no Concelho do Cartaxo ..…………………….. 52 Figura 39 – Distribuição Anual da Área Ardida e n.º de ocorrências dos Grandes Incêndios (1996-2005) …………. ……………………………………………………………. 53 Figura 40 – Distribuição Mensal da Área Ardida e n.º de ocorrências dos Grandes Incêndios (1996-2005) ………………………………………………………………………… 54 Figura 41 – Distribuição Semanal da Área Ardida e n.º de ocorrências dos Grandes Incêndios (1996-2005)…………………………………………………………………………. 54 Figura 42 – Distribuição horária da Área Ardida e n.º de ocorrências dos Grandes Incêndios (1996-2005) ………………………………………………………………………..... Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal 55 Página 4 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II ÍNDICE DE QUADROS Quadro I – Áreas das Freguesias do Concelho ……………………………………………………………………….. 9 Quadro II – Médias Mensais da Frequência e Velocidade dos Ventos no Concelho do Cartaxo (1961-1991) …………………………………………………………………………………....... 17 Quadro III – Distribuição dos Povoamentos Florestais …………………………… ………………………………..... 32 Quadro IV – Festas e Romarias ……………………………………………………………………………………….... 37 Quadro V – Causas dos Incêndios por Freguesia …………………………………………………………………..... 49 Quadro VI – Grandes Incêndios ……………………………………………………………………………………….... 53 ÍNDICE DE ANEXOS Anexo A 1 – Mapa do Enquadramento Geográfico ………………………………………………………………. 58 Anexo A 2 – Mapa Hipsométrico ....……………………………..…………………………………………………... 59 Anexo A 3 – Mapa de Declives ……………...……………………………………………………………………… 61 Anexo A 4 – Mapa de Exposição …………………………………………………………………………………… 62 Anexo A 5 – Mapa da Rede Hidrográfica …………………………………………………………………………… 63 Anexo A 6 – Mapa da População Residente 1998/1991/2001 e Densidade Populacional 2001 ……………… 64 Anexo A 7 – Mapa de Índice de Envelhecimento …………………………………………………………………… 65 Anexo A 8 – Mapa da População por Sector de Actividade ………………………………………………………. 66 Anexo A 9 – Mapa da Taxa de Analfabetismo ……………………………………………………..………………. 67 Anexo A 10 – Mapa de Ocupação dos Solos ……………………………………………………………………….. 68 Anexo A 11 – Mapa de Povoamentos Florestais …………………………………………………………………… 69 Anexo A 12 – Mapa das Áreas Protegidas e Regime Florestal …………………………………………………… 70 Anexo A 13 – Mapa de Instrumentos de Gestão Florestal ……………………………………………………….. 71 Anexo A 14 – Mapa de Zonas de Caça …………………………………………………………………………….. 72 Anexo A 15 – Mapa das Áreas Ardidas entre 1990-2006 ………………………………………………………… 73 Anexo A 16 – Mapa dos Pontos de Inicio dos Incêndios Florestais ……………………………………………… 74 Anexo A 17 – Mapa das Áreas Ardidas dos Grandes Incêndios ………………………………………………….. 75 Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 5 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II INTRODUÇÃO A informação base tem como objectivo constituir um diagnóstico da região quanto às suas características físicas, climáticas, populacionais, uso do solo e análise do histórico e da casualidade dos incêndios. Esta informação serve de suporte à definição dos eixos estratégicos, objectivos operacionais, programas de acções e metas apresentadas no Caderno I. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 6 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 1. CARACTERIZAÇÃO FÍSICA 1.1. ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO O concelho do Cartaxo localiza-se na margem direita do Rio Tejo. É delimitado por este rio a sul e SE, a norte pelo concelho de Santarém e a sudoeste pelo concelho de Azambuja. Pertence ao distrito de Santarém, à Circunscrição Florestal do Sul e ao Núcleo Florestal do Ribatejo, Oeste e AML. Está situado no eixo dos pólos de Lisboa e Santarém distando destas cidades, 65 e 13 kms, respectivamente. O Concelho é constituído por 8 freguesias: Cartaxo, Ereira, Lapa, Pontével, Valada, Vale da Pedra, Vale da Pinta e Vila Chã de Ourique, ocupando uma área de 158,18 km2. Figura 1 – Enquadramento Geográfico do Concelho do Cartaxo (Anexo A1) As freguesias do Concelho do Cartaxo ocupam as seguintes áreas: Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 7 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II Quadro I – Área das freguesias do Concelho do Cartaxo Freguesia Área (Ha) Cartaxo 1905,84 Ereira 630,74 Lapa 631,34 Pontével 2784,57 Valada 4216,43 Vale da Pedra 1410,29 Vale da Pinta 917,63 Vila Chã de Ourique 3321,54 Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 8 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 1.2. HIPSOMETRIA Figura 2 – Mapa Hipsométrico do Concelho do Cartaxo (Anexo A2) O mapa hipsométrico foi calculado com base no valor das curvas de nível. O Concelho do Cartaxo apresenta uma altimetria com cotas entre os 0 – 39 metros, para a zona da Lezíria e Mouchões do Tejo, e uma altimetria com cotas entre os 39 – 132 metros para o restante concelho. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 9 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 1.3. DECLIVES Figura 3 – Mapa de Declives do Concelho do Cartaxo (Anexo A3) A carta de declives foi elaborada com base na carta topográfica (curvas de nível e pontos cotados), tendo sido seleccionadas 5 classes de declives susceptíveis de traduzir diferenciações territoriais capazes de informar decisões de ordenamento da paisagem: • 0-6% • 6-12% • 12-16% • 16-25% • >25% No concelho do Cartaxo predominam os declives inferiores a 6%, evidenciados em condições de planície e vales aluvionares como o vale da Ribeira do Cartaxo, Vale da Pinta e Ribeira do Vale da Pedra, ou a cumeadas largas associadas ás principais povoações. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 10 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II Os declives mais acentuados, correspondentes ás classes de 16-25% e maior que 25% localizam-se de forma pontual e linear, localizando-se na transição das áreas de vale para os sistemas de colinas. De destacar que o facto de estas ocorrências estarem associadas a complexos de natureza calcária e argilosa, torna estas situações vulneráveis à ocorrência de movimentos de massa superficial ou profundo, devendo ser adoptadas para estas circunstâncias medidas de conservação do solo. 1.4. EXPOSIÇÃO Figura 4 – Mapa de Exposições (Anexo A4) Através da análise do gráfico, pode-se constatar existe uma concentração das exposições Norte e NE-NW na vertente direita do Vale da Ribeira de Pontével e a noroeste do Concelho bem como ao longo das vertentes mais declivosas dos vales principais, As exposições a Sul, bem como as SE-SW, concentram-se na margem esquerda da Ribeira de Pontével e surgem de forma relativamente dispersa ao longo do sistema colinear, em virtude das variações do relevo. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 11 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 1.5. REDE HIDROGRÁFICA Figura 5 – Mapa Hidrográfico do Concelho do Cartaxo (Anexo A5) A rede hidrográfica é dominada pela presença do Tejo, uma vez que todas as linhas de água do concelho são subsidiárias do mesmo, sendo as principais hemi-bacias definidas pelas ribeiras de Pontével, Vale de Boi e do Cartaxo. Estas atravessam de forma quase contínua toda a área municipal, com orientação predominante NW-SE e N-S, até á Lezíria do Tejo, convergindo para o mesmo ponto de escoamento, na proximidade de Barracão. Na lezíria do Tejo a ribeira de valada, localizada a uma cota mais baixa que os campos, permite a acumulação das água provenientes da encosta e das parcelas agrícolas, configurando-se como uma estratégia de defesa face ás condições de inundabilidade evidenciadas na planície aluviar. A presença de um dique e de valas de drenagem, articuladas com a estrutura fundiária da planície, constituem acções complementares de adaptação à dinâmica da paisagem da lezíria. Duas hemi-bacias menos representativas à escala do concelho, são protagonizadas pela ribeira do Vale da Pedra (a sul) e a nordeste no contacto com o município de Santarém. Caracterização quantitativa das linhas de água Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 12 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II O concelho do Cartaxo encontra-se inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Tejo. Esta região é caracterizada por uma extensa e muito ramificada rede hidrográfica. A parte do concelho que se insere na peneplanície é percorrida por numerosos pequenos cursos de água, a maioria de carácter temporário, que afluem ao chamado “Canal da Azambuja” (paralelo ao Tejo). O rio Tejo percorre o concelho numa extensão de cerca de 12 Km. Apresentam caudais naturais apenas durante uma parte do ano hidrológico, secando na época estival. Destacam-se do conjunto os seguintes cursos de água e ribeiras: a) Rio Tejo – 301; b) Vala da Azambuja – 301 40; c) Ribeira de Vale da Pedra – 301 40 06; d) Ribeira de Pontével – 301 40 08; e) Ribeira do Cartaxo – 301 40 08 01; f) Ribeira de Vale de Boi – 301 40 08 01 02. As linhas de água constituem excelentes oportunidades de compartimentação de manchas contínuas. A requalificação das margens, através da diminuição de combustíveis nas galerias ripícolas, arborização de espécies menos combustíveis e a criação de descontinuamentos verticais resultam num mosaico, importante para a redução e progresso do fogo. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 13 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 2. CARACTERIZAÇÃO CLIMÁTICA Os dados meteorológicos utilizados foram obtidos pela estação meteorológica da Fonte Boa, Freguesia da Póvoa da Isenta, Concelho de Santarém. 2.1. TEMPERATURA As temperaturas mensais variam consoante a estação do ano em que nos encontramos. O gráfico apresenta a média mensal, média das máximas e os valores máximos no concelho do Cartaxo, para o período entre 1961 e 1990. Valores mensais da temperatura média,média das temperaturas máximas e valores máximos no Concelho do Cartaxo (1961-1990) 50 45 40 35 30 ºC 25 20 15 10 5 0 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Média Mensal 10,2 11,2 12,9 14,5 17,0 20,2 22,8 22,9 21,8 18,1 13,4 10,8 Média das máx imas 14,6 15,6 17,9 19,7 22,6 26,5 29,8 30,0 28,6 23,7 18,1 15,0 Valores máx imos 20,5 25,0 27,5 30,0 37,5 43,0 42,1 43,0 42,5 35,0 29,0 23,1 Figura 6 – Valores mensais da temperatura média, média das temperaturas máximas e valores máximos no Concelho do Cartaxo (1961-1990) Em relação à média mensal, e à média das temperaturas máximas o mês de Janeiro é o mês que apresenta os valores mais baixos (média mensal = 10.2 ºC e média das máximas = 14.6 ºC) e o mês de Agosto apresenta os valores mais elevados (média mensal = 22.9 ºC e média das máximas =30.0ºC). Os valores máximos mais elevados são registados nos meses de Junho e Agosto, e Janeiro apresenta o valor máximo mais baixo com 20.5ºC. Para o período compreendido entre 1961-1990, os valores médios mensais são de 16.3 ºC, de 21.8 ºC para a média das temperaturas máximas e de 33.1ºC para os valores máximos. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 14 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II No período em que as temperaturas são mais elevadas de Junho a Setembro, os combustíveis estão mais secos e a inflamabilidade da vegetação è muito elevada, reunindo condições essenciais para uma ignição mais fácil. De acordo com a bibliografia, observa-se ainda um aumento da frequência de trovoadas secas que em conjunto com as condições de inflamabilidade da vegetação podem iniciar fogos de grande intensidade em várias zonas ao mesmo tempo. 2.2. HUMIDADE RELATIVA Hum idade relativa m ensal no Concelho do Cartaxo às 9h e 18h (1961-1990) 100 90 80 70 % 60 50 40 30 20 10 0 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGT SET OUT NOV DEZ 9h 88 86 81 79 76 75 73 74 80 85 86 87 18h 79 76 72 71 69 67 64 63 67 74 74 77 Figura 7 – Humidade relativa mensal no Concelho do Cartaxo (1961-1990) A humidade relativa revela um comportamento inversamente proporcional ao da temperatura para o período de referência (1961-1990). É feita uma análise em dois períodos diferentes, às 9h e às 18h. Às 9 Horas o valor mais elevado verifica-se no mês de Janeiro (88%) e o valor mais baixo em Julho (73%). Às 18 Horas o valor mais elevado regista-se novamente no mês de Janeiro (79%) e o valor mais baixo regista-se no mês de Agosto (63%). Menores valores de humidade relativa, contribuem para uma vegetação mais seca, que associada a temperaturas mais elevadas no mesmo período, resultam em condições de inflamabilidade dos combustíveis mais elevadas, maior probabilidade de ignição e consequentemente a ocorrência de incêndios com alguma dimensão. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 15 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 2.3. PRECIPITAÇÃO O gráfico da figura seguinte apresenta os valores do total mensal da precipitação e o valor das máximas diárias no concelho do Cartaxo no período compreendido entre 1961-1990. Precipitação mensal no Concelho do Cartaxo (1961-1990) 120 100 mm 80 60 40 20 0 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGT SET OUT NOV DEZ Total 95,4 93,3 59,8 61,1 45,9 22,5 3,4 5,4 31,9 69,9 100,6 96,5 Máx . (diária) 68,3 53,2 50,5 78,5 50,4 49,0 23,2 29,6 67,4 56,5 111,7 53,8 Figura 8 – Precipitação mensal no Concelho do Cartaxo (1961-1990) Para o valor total da precipitação, destacam-se o mês de Novembro com o valor mais elevado (100.6mm) e Julho com o valor mais baixo (3.4mm). Para as máximas diárias estão em destaque novamente o mês de Novembro que regista o valor mais elevado de precipitação (111.7mm) e o mês em que se regista um menor valor da precipitação é em Junho (23.2mm). Para o período referido a precipitação no Concelho do Cartaxo apresenta um valor médio total de 57.1mm e o valor das máximas diárias é em média de 57.6mm. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 16 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 2.4. VENTOS Quadro II – Médias mensais da frequência e velocidade do vento no N NE E SE v f S f v f v v Janeiro 2,3 5,0 20,8 4,3 0,5 2,8 4,4 4,4 Fevereiro 1,3 3,1 18,2 4,9 0,6 3,0 4,4 Março 0,9 9,0 16,2 5,2 0,8 5,7 Abril 2,0 6,5 8,9 5,8 0,4 Maio 1,1 7,8 4,8 5,9 Junho 0,5 4,2 3,8 Julho 0,4 6,0 Agosto 1,3 Setembro f SW W v f v 0,8 9,4 27,2 5,0 2,1 11,2 4,9 4,0 1,2 3,8 2,9 6,6 0,2 3,0 2,6 4,7 0,0 0,0 3,5 5,2 0,4 7,4 3,0 4,8 0,9 5,6 5,4 Outubro 2,9 3,7 Novembro 3,4 2,6 Dezembro f Concelho do Cartaxo (1961-1990) NW C f v f v f 6,7 2,0 4,3 32,9 4,3 9,0 31,2 8,1 1,6 6,8 36,8 5,5 3,8 8,7 20,5 6,9 4,4 5,2 48,0 5,4 3,2 1,0 12,6 23,6 6,1 3,7 5,6 52,4 6,1 5,1 4,2 0,6 8,6 21,6 6,3 5,3 8,0 59,2 6,6 4,6 3,2 4,2 0,3 5,0 20,3 5,2 7,0 8,1 58,2 5,8 6,7 3,3 1,9 4,1 0,0 0,0 15,7 5,5 4,2 7,3 63,2 6,1 10,7 0,1 2,0 1,1 4,7 0,5 2,4 9,0 4,4 5,9 5,2 70,4 5,9 8,8 3,5 1,8 2,4 2,8 4,2 0,6 4,7 17,9 4,0 8,1 6,7 54,8 4,6 7,7 14,9 3,7 0,1 4,0 7,1 4,2 1,9 6,9 21,0 4,8 5,1 4,6 40,8 4,4 6,2 3,5 20,5 3,5 0,7 5,0 5,1 4,0 1,1 4,3 18,7 5,3 2,5 3,6 38,0 4,7 9,9 3,7 22,6 4,0 0,9 2,8 5,5 4,3 2,2 6,4 19,2 5,3 2,5 3,0 41,0 4,5 3,6 A velocidade e direcção dos ventos desempenham um papel determinante na direcção de propagação dos incêndios florestais. Ventos fortes estão associados a uma propagação mais rápida e incêndios mais violentos, podendo este levar a inúmeras projecções que consequentemente irão provocar focos secundários, dificultando o combate ao incêndio. Nas regiões mais declivosas a irregularidade do terreno modifica substancialmente a velocidade e direcção do vento. A topografia e as diferenças de aquecimento e arrefecimento fazem com que os ventos locais subam as encostas durante o dia e as desça durante a noite. Vales estreitos aceleram o vento através de um efeito de climatização podendo alterar sobremaneira a sua direcção. Nas cumeadas o vento é mais forte e turbulento aumentando assim a probabilidade de focos secundários, especialmente em topografia mais abrupta. Assim fazendo uma breve análise do quadro II, relativamente à velocidade e frequência dos ventos no concelho do Cartaxo, verifica-se que a direcção em que se registam valores mais significativos de frequência é no quadrante Noroeste (NW). Quanto à velocidade dos ventos pode-se constatar que os valores são muito homogéneos ao longo do período referenciado (1961-1990). Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 17 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 3. CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO 3.1. DENSIDADE POPULACIONAL E POPULAÇÃO RESIDENTE Figura 9 – Mapa da população residente 1981/1991/2001 e densidade populacional 2001 no Concelho do Cartaxo (A6) O Concelho do Cartaxo apresenta uma densidade populacional entre os 22,7 e os 528 habitantes/Km2, sendo que a freguesia mais densamente povoada é a freguesia do Cartaxo e a mais deserta a freguesia de Valada. A estrutura de povoamento do concelho do Cartaxo é caracterizada por uma forte concentração populacional na sede de concelho, cerca de 41% da população do concelho residia em 2001 na cidade, não se observando contudo uma forte dispersão, uma vez que apenas 13% da população reside em lugares com menos de 500 habitantes. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 18 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 3.2. ÍNDICE DE ENVELHECIMENTO Figura 10 – Mapa do índice de Envelhecimento (1981/1991/2001) e sua evolução (1981-2001) do Concelho do Cartaxo (A7) Através da análise da figura 10, pode-se constatar que as freguesias com um índice de envelhecimento mais acentuado são as freguesias da Ereira e de Valada, sendo que as freguesias que possuem um índice de envelhecimento mais reduzido são as freguesias do Cartaxo e de Vila Chã de Ourique. De referir, que houve um aumento significativo do índice de envelhecimento no concelho do Cartaxo de 1981 a 2001. Em suma, a percentagem de jovens diminui no concelho do Cartaxo cerca de 3,5%, acompanhando a tendência nacional e regional, concomitantemente, o peso dos idosos aumentos ligeiramente no concelho passando de 16,2 em 1991 para 18,3%, no último recenseamento em 2001. Assim, é de referir que o envelhecimento da população poderá contribuir para o aumento significativo do número de fogos por negligência, devido á realização de queimas e queimadas sem as condições de segurança necessárias. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 19 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 3.3. POPULAÇÃO POR SECTOR DE ACTIVIDADE Figura 11 – Mapa da população por Sector de Actividade (2001) do Concelho do Cartaxo (A8) Analisando o mapa numa perspectiva sectorial, pode-se afirmar que a actividade económica do Cartaxo tem vindo a sofrer uma alteração estrutural com uma nítida expansão do sector terciário e uma forte diminuição do sector secundário. De referir que relativamente á população empregue no sector primário, esta é uma população envelhecida onde 75% dos trabalhadores deste sector tem 55 anos ou mais e possuem um baixo grau de instrução. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 20 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 3.4. TAXA DE ANALFABETISMO Figura 12 – Mapa da Taxa de Analfabetismo (1981/1991/2001) do Concelho do Cartaxo (A9) De referir que a taxa de analfabetismo teve uma diminuição gradual desde a década de 90 até á data do último recenseamento. Pode-se constatar também que a freguesia que possui uma taxa de analfabetismo mais elevada, tanto em 1991 como em 2001, é a freguesia de Valada. Pode-se relacionar esta variável com o índice de envelhecimento, pois esta era também a freguesia mais envelhecida. Neste contexto é de ressalvar que as campanhas de sensibilização para a prevenção de incêndios florestais, adopção de práticas de defesa da floresta contra incêndios e dissuasão de comportamentos de risco são muitas vezes difíceis de passar, sendo que é necessário criar campanhas específicas para este público-alvo. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 21 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 4. CARACTERIZAÇÃO DO USO DO SOLO E ZONAS ESPECIAIS 4.1. PADRÕES DE OCUPAÇÃO DO SOLO Foi realizado um estudo dos principais padrões de ocupação do solo, no sentido de entender a morfologia territoriais, as suas formas de ocupação, a sua dinâmica e as tendências emergentes no quadro actual de desenvolvimento do concelho. O concelho subdivide-se, do ponto de vista pedológico, em duas partes distintas, uma, em correspondência com o “bairro”, naturalmente bem drenada e livre de retenções hídricas superficiais , e outra, correspondente ao “campo”, do domínio dos depósitos aluvionais, onde se verificam retenções do excesso de água e má drenagem dos solos. Na zona do “bairro”, os solos denotam correlação estreita com o material geológico subjacente, aí se considerando duas situações distintas: • Solos relacionados com materiais não ou pouco consolidados do Pliocénico, como grés grosseiros e grés ferruginosos, identificando-se com Podzóis com ou sem surraipa e com determinados tipos de solos Litólicos, em geral de textura grosseira, de excessiva permeabilidade e baixo índice de fertilidade; • Solos relacionados com materiais não ou pouco consolidados do Miocénico e Cretácico/Jurássico, principalmente calcários, grés calcários, margas e calcários margosos, com predomínio dos solos Calcários Pardos e Barros Pardos Calcários, e dos Solos Mediterrâneos Vermelhos de materiais calcários nas situações de melhor drenagem externa, ocorrendo ainda solos Parahidromórficos em relação ás superfícies de relevo aplanado ou levemente conchoidais. Na zona de “campo” os solos reflectem os materiais de deposição recente e antiga que os originam e distribuem-se essencialmente por duas unidades principais a saber: • Aluviossolos modernos, relacionados com as superfícies de cota mais baixa, de potencial produtivo mais ou menos elevado sobretudo numa base de regadio; • Aluviossolos antigos, relacionados, em plena planície fluvial, com as superfícies de cota mais elevada por isso, mais protegidas do excesso de humidade e de inundações que eventualmente sobrevenham. 4.2. USO DO SOLO No concelho do Cartaxo verifica-se um uso agrícola do solo predominante sobre o uso urbano e florestal, embora a tendência seja para uma diminuição da superfície agrícola. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 22 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II A distribuição dos três grandes tipos de utilização referenciados (uso agrícola, uso florestal e uso urbano) é diferenciada quando se consideram as grandes unidades de paisagem que representam a realidade geomorfológica do município já antes referidas – o “campo” e o “bairro” – estendendo-se essa diferenciação aos diferentes aspectos assumidos pelos vários tipos de uso. O aluvião da lezíria do Tejo é praticamente todo consagrado a uso agrícola ao passo que a zona colinear se reparte pelos três usos identificados, mesmo constatando-se que os usos florestais se concentram na transição dos aluviões para a zona colinar e ao longo do limite norte do concelho. Relativamente aos usos florestais, cujas manchas, independentemente das espécies florestais que as constituem, pela sua natureza e/ou extensão não indiciam a existência de espaços de produção florestal com autonomia, antes constituindo manchas de coberto arbóreo complementares à agricultura ou à pecuária, pode-se constatar quanto á respectiva distribuição que: • É visível a concentração de manchas de sobreiro na zona de arenitos, assinalando uma zona com alguma actividade pecuária, com o sistema de montado a ocupar a zona mais erosionável de contacto entre as grandes realidades geomorfológicas e que, com as manchas de pinhal bravo e manso definem a zona sul e sudeste da zona colinar, isolando a zona de maior fragmentação das parcelas de policultura e culturas permanentes a norte e noroeste ; • A mancha de eucalipto sendo no seu todo pouco expressiva e sem qualquer correlação com o território ou com as práticas culturais, apresenta três parcelas mais significativas a norte e noroeste do município. Em paralelo com a diferenciação de utilizações agrícolas e florestais regista-se, ainda, uma diferenciação da distribuição das diferentes classes de dimensão das explorações e parcelas agrícolas, com claro predomínio das explorações e parcelas de pequena dimensão na zona colinar e em particular na região Noroeste do Concelho, zona em que este aspecto de parcelamento fundiário aparece associada uma quase generalizada dispersão do habitat e a presença de um conjunto de quintas de dimensão relativamente grande ocupando parte significativa da zona de contacto entre a área colinar e o aluvião e estendendo-se depois para a zona de aluvião. Em síntese pode então dizer-se que na paisagem do Município do Cartaxo se distinguem em quatro zonas fundamentais: • A zona marginal do Tejo, aplanada e com usos exclusivamente agrícolas, na base de culturas anuais em que predomina a cultura do milho de regadio e em que quase não existem pequenas propriedades fundiárias; Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 23 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios • Caderno II A zona colinear em que se situa praticamente a totalidade das ocupações urbanas e em que, na paisagem rural se podem distinguir: • Uma zona de transição entre o campo e o bairro, de dimensão relativamente pequena, ocupada, sobretudo, com povoamentos de montado e de pinhal manso e bravo, em que predominam as grandes quintas e em que a actividade agrícola fundamental é a pecuária; • Uma outra zona, ocupando em especial o noroeste do concelho, que é marcada fundamentalmente por um mosaico policultural em que avultam a vinha, as fruteiras e o olival. Neste mosaico predominam as pequenas parcelas fundiárias e que se associa a uma quase generalizada dispersão do habitat, e finalmente, com alguns povoamentos pouco representativos de eucalipto. 4.3. OCUPAÇÃO DO SOLO Figura 13 – Mapa de Ocupação dos Solos (Anexo A10) A ocupação do solo no Concelho do Cartaxo, pelo que se pode observar no mapa, é predominantemente agrícola. No que diz respeito aos espaços florestais, são os povoamentos puros de eucaliptos que predominam. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 24 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II A compartimentação de manchas contínuas, em mosaicos de diferentes espécies, nomeadamente espécies menos combustíveis, bem como a descontinuidade horizontal e vertical nos espaços florestais serão medidas importantes na prevenção dos incêndios florestais. 4.4. POVOAMENTOS FLORESTAIS Figura 14 – Mapa de Povoamentos Florestais do Concelho do Cartaxo (Anexo A11) Através da análise da figura, verifica-se que a maior percentagem de povoamentos florestais, existentes no concelho do Cartaxo são eucaliptais, seguido do montado. Os pinhais são os que aparecem em menor quantidade, encontrando-se dispersos um pouco por todo o concelho. Em relação aos eucaliptais, a maior mancha localiza-se nas freguesias de Vila Chã de Ourique e Vale da Pedra. Os eucaliptos, sendo uma espécie com uma inflamabilidade alta poderá originar a ocorrência de incêndios florestais com alguma dimensão, do mesmo modo que poderá dificultar o combate, devido às projecções. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 25 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II Quadro III – Distribuição dos Povoamentos Florestais do Concelho do Cartaxo Pinheiro (ha) Sobreiro (ha) Eucalipto (ha) Área florestal total (ha) Cartaxo 1,15 218,51 136,98 356,64 Ereira 4,89 0,00 0,00 4,89 Lapa 45,55 0,00 10,39 55,94 Pontével 112,89 94,87 103,72 311,48 Valada 7,74 0,00 3,59 11,33 Vale da Pinta 1,96 42,09 0,33 44,38 Vila Chã de Ourique 7,42 314,03 555,61 877,06 Vale da Pedra 115,51 114,06 311,86 541,43 Total 297,11 783,56 1122,48 2203,15 Freguesia No quadro III podemos verificar que a freguesia que apresenta uma maior área florestal é a freguesia de Vila Chã de Ourique com uma área de cerca de 877,06 há seguindo-se Vale da Pedra com uma área de cerca de 541,43ha. A freguesia que apresenta uma menor área florestal é a freguesia da Ereira. Ao nível dos povoamentos predominam os povoamentos de Eucalipto com cerca de 1122,48 há, seguindo-se o Sobreiro com cerca de 783,56 e por fim o Pinheiro com cerca de 297,11 há. 4.5. ÁREAS PROTEGIDAS O concelho do Cartaxo não possui Áreas Protegidas ou integradas na Rede Natura nem áreas em Regime Florestal, apenas os concelhos vizinhos de Azambuja, Santarém e Salvaterra de Magos possuem áreas com estas características, tal como se pode verificar na figura 9. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 26 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II Figura 15 – Mapa das Áreas Protegidas e Regime Florestal do Concelho do Cartaxo e Límitrofes (A12) 4.6. INSTRUMENTOS DE GESTÃO FLORESTAL De salientar que o Concelho do Cartaxo não possui qualquer instrumento de gestão florestal. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 27 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 4.7. ZONAS DE RECREIO FLORESTAL – CAÇA Figura 16 – Mapa de Zonas de Caça (Anexo A14) No Concelho do Cartaxo estão presentes os regimes de caça associativa, municipal e turística e do Ministério da Justiça. A vigilância nas zonas de caça é um factor dissuasor de comportamentos de risco e vandalismo. Por outro lado, a implementação de áreas de pastoreio, poderá constituir uma alternativa para a diminuição da carga de combustível no terreno. Ao nível do ordenamento, a definição de áreas de sementeiras, controle de matos, etc., pode igualmente contribuir para a diminuição de biomassa e reforçar a capacidade de resiliência ao fogo. 4.8. FESTAS E ROMARIAS Quadro IV – Festas e Romarias do concelho do Cartaxo Mês da Realização Dia de início/fim Freguesia Designação Observações Junho 21 - 24 Cartaxo Festa do Vinho Uso de foguetes e Fogo de artifício Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 28 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II Uso de foguetes e Fogo de artifício Uso de foguetes e Fogo de artifício Uso de foguetes e Fogo de artifício Uso de foguetes e Fogo de artifício Uso de foguetes e Fogo de artifício Uso de foguetes e Fogo de artifício Novembro 1º fim de semana Cartaxo Feira dos Santos Agosto 11 e 12 Ereira ___________ Julho último fim de semana Lapa ___________ Setembro 1º fim de semana Pontével ___________ Julho 6-8 Valada Junho 8 - 10 Vale da Pedra __________ Uso de foguetes e Fogo de artifício Uso de foguetes e Fogo de artifício Agosto Último fim de semana Vale da Pinta Festa em honra de Nossa Senhora da Graça Julho Último fim de semana Vila Chã de Ourique _________ As festas e romarias são uma tradição cultural das povoações do Concelho do Cartaxo e verifica-se que a grande maioria destas ocorre durante o período de Verão, não dispensando o lançamento de foguetes e fogo de artifício. Nesta situação é necessário dar cumprimento à legislação em vigor (artigo 29º do Decreto-Lei n.º 124/06 de 28 de Junho). 2 HI Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 29 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 5. HISTÓRICO E CASUALIDADE DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS 5.1. HISTÓRICO Durante o período entre 1990 e 2007 arderam, no Concelho do Cartaxo, cerca de 549,90 ha de povoamentos florestais e de matos, que corresponderam a cerca de 551 ocorrências. Figura 17 – Mapa das Áreas Ardidas no Concelho do Cartaxo e Concelhos Limítrofes (1990-2008) Na figura anterior pode observar-se a distribuição espacial dos incêndios florestais, no período de referência, para o Concelho do Cartaxo e Concelhos limítrofes. Verifica-se que em termos de área ardida, o Concelho do Cartaxo não é um concelho muito problemático, sendo que a freguesia mais vulnerável à ocorrência de incêndios é a freguesia de Vila Chã de Ourique. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 30 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II Distribuição anual da área ardida e do nº de ocorrências (1991-2008) 250 100 90 80 Área ardida (ha) 70 150 60 50 100 40 30 50 Nº de ocorrências 200 20 10 0 Área ardida (ha) Nº de ocorrências 0 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 10,2 197,4 11,5 17,1 76,8 2 6 3 17 90 48 16,5 46,3 20,1 25,9 10,2 22 44 68 63 68 9,7 29 11 29,2 31,0 10,1 16 13 15 4,7 12,5 17,64 24 34 58 Figura 18 – Distribuição Anual da Área Ardida e do N.º de Ocorrências para o período 1991-2008 Ao efectuar-se a análise do gráfico da figura 3 podemos verificar que nos últimos 18 anos a área ardida no concelho do Cartaxo não tem sido muito significativa, exceptuando-se os anos de 1992, 1995 e 1998 respectivamente com 197,4; 76,8 e 46,3 ha de área ardida. 6 Área ardida (ha) 5 4 3 2 1 0 Cartaxo Ereira Lapa V ila Pontéve V ale da V ale da Chã de V alada l Pedra Pinta Ourique Á rea ardida em 2008 3,61 1,65 1,41 5,60 1,23 2,09 2,03 0,03 Média da área ardida 20012007 0,55 1,39 3,99 1,51 0,22 0,92 1,94 4,80 Ocorrências 2008 Média nº ocorrências 20012007 Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal 7 4 6 16 7 8 5 5 3,71 1,28 2,00 3,71 1,28 2,00 3,00 3,28 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 Nº de ocorrências Distribuição da área ardida e do nº de ocorrências em 2008 e média 2001-2007, por freguesia Página 31 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II Figura 19 – Distribuição da Área ardida e do N.º de Ocorrências em 2008 e média 2001-2007, por freguesia Através da análise do gráfico pode-se constatar que as freguesias mais afectadas em termos de área ardida e número de ocorrências de 2001-2007 foram as freguesias de Vila Chã de Ourique e Lapa com 4,80 e 3,99 hectares. Em 2008 temos um cenário diferente, em que as freguesias mais problemáticas foram as freguesias de Pontével e Cartaxo com cerca de 5,60 e 3,61 hectares. 25 25 20 20 15 15 10 10 5 5 0 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Área ardida em 2008 0,00 0,00 0,05 0,00 0,51 1,16 0,06 3,55 0,77 8,60 2,94 0,01 Média da área ardida 2001-2007 0,0 2,3 0,9 0,5 3,0 5,8 17,8 22,8 20,2 5,2 0,5 0,6 0 0 1 0 2 10 8 9 5 13 10 2 1,0 1,5 2,7 1,5 2,3 3,3 10,2 23,5 22,5 10,7 2,7 6,0 Nº ocorrências 2008 Média nº ocorrências 2001-2007 Nº ocorrências Média da área ardida (ha) Distribuição mensal da área ardida e do nº de ocorrências em 2008 e média 2001-2007 0 Figura 20 – Distribuição Mensal da Área ardida e N.º de Ocorrências em 2008 e média 2001-2007 Como seria de esperar, através da análise do gráfico 4 pode-se verificar que os meses mais problemáticos em termos de incêndios florestais são os meses de Julho, Agosto e Setembro, sendo estes os que registam temperaturas mais elevadas e humidade mais baixa. Estes meses também correspondem ao designado “Período Crítico”, que normalmente tem início a 1 de Julho e termina a 30 de Setembro, podendo ser alargado ou não conforme as temperaturas assim o exigirem. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 32 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 25 16 14 12 10 8 6 4 2 0 Área ardida (ha) 20 15 10 5 0 Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom Á rea ardida em 2008 0,04 0,06 3,59 1,59 2,64 4,69 5,05 Média da área ardida 19962007 9,2 6,1 4,6 9,1 9,0 20,8 12,5 5 4 11 7 8 9 14 9,5 9,6 8,4 9,3 9,9 13,2 12,6 Nº ocorrências 2008 Média nº ocorrências 19962007 Nº de ocorrências Distribuição semanal da área ardida e do nº de ocorrências em 2008 e média 1996-2007 Figura 21 – Distribuição Semanal da Área ardida e N.º de Ocorrências em 2008 e média 1996-2007 Através da análise do gráfico da figura 5 pode-se afirmar que o dia da semana mais problemático é o sábado, sendo neste dia que se verificam um maior número de ocorrências e também de área ardida. Neste último ano esta tendência não se verificou, constatando-se que o dia da semana mais problemático em termos de ocorrências foi a sexta-feira mas em termos de área ardida verificou-se que o dia mais problemático foi a segunda-feira. Distribuição dos valores diários acumulados da área ardida e do nº de ocorrências (1996-2008) 60 Área ardida (ha) 20 Nº de ocorrências 18 16 14 40 12 30 10 8 20 6 Nº de ocorrências Área ardida (ha) 50 4 10 2 25-Dez 11-Dez 27-Nov 13-Nov 30-Out 16-Out 02-Out 18-Set 04-Set 21-Ago 07-Ago 24-Jul 10-Jul 26-Jun 12-Jun 29-Mai 15-Mai 01-Mai 17-Abr 03-Abr 20-Mar 06-Mar 20-Fev 06-Fev 23-Jan 0 09-Jan 0 Figura 22 – Distribuição dos valores diários acumulados de área ardida e do N.º de ocorrências para 1996-2008 Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 33 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II Para o período referido no gráfico, 1996 – 2008, verificou-se que entre o dia 12 de Junho e 16 de Outubro o número de ocorrências e de área ardida foi significativo. Esta referência espacial vai de encontro á época do Período Crítico, que é definido anualmente em portaria. De salientar que estes dias mais significativos foram durante a época de Verão, quando o tempo é mais quente e mais seco e por isso a probabilidade de ocorrência de um incêndio maior. É de referir também que durante o período referido ressalvam-se três dias com áreas ardidas entre 20 a 55 hectares. Distribuição da área ardida e do nº de ocorrências (1996-2008) 140 80 120 70 Área ardida (ha) 50 80 40 60 30 40 Nº de ocorrências 60 100 20 20 10 0 0 00:00 -01:00 - 02:00 - 03:00 -04:00 -05:00 - 06:00 - 07:00 -08:00 -09:00 - 10:00 - 11:00 -12:00 -13:00 - 14:00 - 15:00 -16:00 -17:00 - 18:00 - 19:00 -20:00 -21:00 - 22:00 - 23:00 00:59 01:59 02:59 03:59 04:59 05:59 06:59 07:59 08:59 09:59 10:59 11:59 12:59 13:59 14:59 15:59 16:59 17:59 18:59 19:59 20:59 21:59 22:59 23:59 Área ardida (ha) Nº de ocorrências 11,01 21,72 15,27 8,78 27 17 15 6 3,70 7,55 0,24 2,19 4 3 4 5 1,05 36,63 21,66 4,88 45,90 17,21 53,82 121,65 77,66 60,09 47,46 43,55 26,33 53,72 35,60 17,97 6 8 14 15 43 29 53 62 69 54 62 45 55 60 60 39 Figura 23– Distribuição horária da área ardida e n.º de ocorrências para 1996-2008 Através da análise do gráfico pode-se constatar que o horário mais problemático em termos de área ardida é o horário compreendido entre as 15:00 e as 17:00. Embora em termos de ocorrências se possa considerar o mesmo horário da área ardida, podemos também fazer referência ao horário compreendido entre as 20:00 e as 22:00 horas, sendo estes os dois períodos críticos em termos de horário no que diz respeito ao número de ocorrências. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 34 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II Distribuição da área ardida por espaços florestais (1996-2008) 60 Área ardida (ha) 50 40 30 20 10 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Área ardida - Povoamentos 5,50 0,00 20,50 5,00 0,00 7,00 4,50 0,60 20,50 5,20 1,00 4,80 3,59 16,5016,5025,8015,1025,90 3,20 5,20 28,6031,0010,10 4,70 6,40 14,1 Área ardida - Matos Figura 24 – Distribuição da área ardida por espaços florestais (1996-2008) Em relação à área ardida por espaços florestais, após a análise do gráfico acima, podemos dizer que temos uma maior área ardida de matos do que de povoamentos. Estes resultados traduzem o facto de o concelho do Cartaxo possuir uma área elevada de matos. 350 700 300 600 250 500 200 400 150 300 100 200 50 100 0 Área ardida Nº de ocorrências 0-1 >1 - 5 >5 - 10 >10 - 20 >20 139,57 327,16 132,87 39,00 97,01 593 131 18 3 3 Nº de ocorrências Área ardida (ha) Distribuição da área ardida e do nº de ocorrências por classes de extensão (1996-2008) 0 Figura 25 – Distribuição da área ardida e n.º de ocorrências por classes de extensão (1997-2008) Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 35 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II Em relação á distribuição da área ardida por classe de extensão, pode-se constatar que está compreendida entre a classe > 1 - 5, ou seja a maior parte da área ardida situa-se entre áreas maiores que 1 e 5 hectares. No que diz respeito ao número de ocorrências, esta encontra-se na classe entre 0-1, ou seja entre 0 e 1 hectares. Figura 26 – Mapa dos Pontos de Início dos Incêndios Florestais no Concelho do Cartaxo (Anexo A16) Através da análise do mapa verifica-se que a freguesia mais problemática em termos de incêndios florestais é a freguesia de Vila Chã de Ourique. Quadro IV – Causas dos Incêndios por Freguesias, período 2001 – 2008 Freguesia Cartaxo Causas Desconhecida Total de Incêndios 28 Sub – Total Ereira Sem Dados Sub – Total Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal N.º de incêndios investigados 1 1 9 ----- Página 36 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Sem Dados Lapa Caderno II 16 Sub – Total Negligência Pontével ----2 32 Sub – Total Sem Dados Valada 2 13 Sub – Total Sem Dados Vale da Pedra ----20 Sub – Total Intencional Vale da Pinta ----2 26 Sub – Total Negligência Vila Chã de Ourique Sub – Total TOTAL 2 2 23 2 7 167 De acordo com a tabela e apesar de a amostra ser insuficiente, apenas a 7 em 167 ocorrências foi atribuída uma causa, não havendo informação sobre as restantes, pode-se afirmar que as principais causas dos incêndios são causas desconhecidas ou negligência. Os poucos dados obtidos são indicadores de que se deve apostar em acções de informação e sensibilização junto da população de forma a reforçar conceitos de boas práticas agro-florestais. Distribuição do nº de ocorrências por Fonte de Alerta 117: 23,53% Populares: 67,65% Outros: 8,82% Figura 27 – Distribuição do n.º de ocorrências por fonte alerta (2001-2007) Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 37 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II No que diz respeito ao número de ocorrências por fonte de alerta, através da análise do gráfico acima, pode-se constatar que são os populares quem comunica o alerta no caso de um incêndio florestal, ou seja, num universo de 167 ocorrências entre 2001 e 2008, cerca de 67% dos alertas foram dados por populares. Distribuição do nº de ocorrências por fonte e hora de alerta (2001-2008) Nº de ocorrências 25 20 2 3 8 15 9 5 10 5 0 7 10 1 4 2 2 00:00 00:59 CDOS 5 1 2 2 2 1 02:00 02:59 1 2 1 04:00 04:59 2 1 1 1 06:00 06:59 117 5 3 2 08:00 08:59 2 1 3 1 10:00 10:59 2 7 1 1 1 12:00 12:59 Outros 1 4 4 7 4 2 9 8 7 5 8 2 5 3 14:00 14:59 4 7 2 2 3 1 1 16:00 16:59 18:00 18:59 Populares 3 20:00 20:59 1 10 9 5 3 22:00 22:59 PV Figura 28 – Distribuição do n.º de ocorrências por fonte e hora de alerta (2001-2007) Através da análise do gráfico da figura 37, pode-se verificar que a hora durante a qual surgem um maior número de alertas é durante o período das 14:00 às 17:00 e que estes alertas são dados maioritariamente pelos populares, facto este já verificado através do gráfico anterior. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 38 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 5.2. GRANDES INCÊNDIOS Figura 29 – Mapa da área ardida dos grandes incêndios no Concelho do Cartaxo (Anexo A17) O concelho do Cartaxo não é um concelho muito problemático em termos de incêndios florestais, sendo que a sua área ardida e número de ocorrências não é muito significativo ressalvando apenas um incêndio com uma área de cerca de 25 hectares em 2003, na freguesia de Pontével. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 39 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 30 1,2 25 1 20 0,8 15 0,6 10 0,4 5 0,2 0 Área ardida (ha) Nº de ocorrências 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 25,0 0,0 0,0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 Nº de ocorrências Área ardida (ha) Distribuição anual da área ardida e do nº de ocorrências (19962005) 0 Figura 30 – Distribuição anual da área ardida e n.º de ocorrências dos grandes incêndios 1996-2005. Tal como já tinha sido referido anteriormente, para o período de tempo entre 1996 e 2005, o concelho do Cartaxo apenas possui um grande incêndio em 2003 com uma área de 25 hectares. Esta área não é muito significativa se compararmos com outros concelhos cujas áreas ardidas ultrapassam os 1000 hectares, mas para um concelho com o histórico do Cartaxo, estes 25 hectares são um número bastante significativo. Quadro V I – Grandes Incêndios Anos Classes de Área (ha) TOTAL 100 - 500 500 - 1000 > 1000 1996 0 0 0 0 1997 0 0 0 0 1998 0 0 0 0 1999 0 0 0 0 2000 0 0 0 0 2001 0 0 0 0 2002 0 0 0 0 2003 0 0 0 0 2004 0 0 0 0 2005 0 0 0 0 2006 0 0 0 0 De salientar que em termos de área ardida o concelho do Cartaxo, não é um dos concelhos mais fustigados pelos incêndios, tendo o seu maior incêndio a área de 25 hectares. Esta área não se enquadra em nenhuma das classes de área ardida do quadro acima, sendo por isso que o quadro apenas possui valores iguais a zero Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 40 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II Distribuição mensal da área ardida e n.º de ocorrências dos grandes incêndios 1996-2005 1400,0 5 1200,0 Área ardida (ha) 1000,0 3 800,0 600,0 2 400,0 N.º de ocorrências 4 1 200,0 0,0 Área ardida Nº. Ocorrências 0 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGT SET OUT NOV DEZ 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0 0 0 25,0 0,0 € 0,0 1 0 0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 Figura 31 – Distribuição mensal da área ardida e n.º de ocorrências dos grandes incêndios 1996-2005 Relativamente à distribuição da área ardida dos grandes incêndios verifica-se que foi no mês de Julho que ocorreu o único grande incêndio. 30 1,2 25 1 20 0,8 15 0,6 10 0,4 5 0,2 0 Área ardida (ha) Nº de ocorrências Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sabado Domingo 25,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 1 0 0 0 0 0 0 Nº de ocorrências Área ardida (ha) Distribuição semanal da área ardida e do nº de ocorrências dos grandes incêndios (1996-2005) 0 Figura 32 – Distribuição semanal da área ardida e nº. Ocorrências dos grandes incêndios 1996-2005 Através da análise do gráfico verifica-se que o dia da semana mais problemático, em termos dos grandes incêndios foi a segunda-feira. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 41 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II Distribuição horária da área ardida e n.º de ocorrências dos grandes incêndios 1996-2005 1500,0 4 2 500,0 N.º de ocorrências Área ardida (ha) 3 1000,0 1 0,0 0.00 1:00 2:00 3:00 4:00 5:00 6:00 7:00 8.00 9.00 10.0011.0012:0013:0014:0015:0016:0017:0018:0019:0020:0021:0022:0023:00 0 0:59 1:59 2:59 3:59 4:59 5:59 6:59 7:59 8:59 9:59 10:5911:5912.5913:5914:5915:5916:5917:5918:5919:5920:5921:5922:5923:59 Área ardida total Nº. Ocorrências 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 25,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 Figura 33 – Distribuição horária da área ardida e n.º de ocorrências dos grandes incêndios 1996-2005 Relativamente á distribuição horária da área ardida e número de ocorrências dos grandes incêndios para o período compreendido de 1996 a 2005, verificou-se que o período mais complicado deu-se entre as 18:00 e as 18:59. Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 42 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II 6. FONTES DE INFORMAÇÃO Referências Bibliográficas • DGRF (2007) – Guia Metodológico para a elaboração do Plano Municipal/Intermunicipal de Defesa da Floresta contra Incêndios, DGRF, Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas. • Pereira, J.S, Pereira, J.M.C, Rego, F.C, Silva, J.M.N e Silva, T.P (2006) Instituto Superior de Agronomia, Lisboa. ISA Press. • Silvicentro (2006) – Plano Regional de Ordenamento Florestal do Ribatejo e Oeste. DGRF. Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas. • ISA (2005) – Proposta Técnica para o Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndio, DGRF, Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas. Referências Webgráficas Autoridade Florestal Nacional – www.afn.pt Instituto Nacional de Estatística – www.ine.pt Instituto de Meteorologia – www.meteo.pt Rede de Informação de Situações de Emergência – www.scrif.pt Instituto Geográfico do Exercito – www.igeoe.pt Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 43 Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios Caderno II ANEXOS Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal Página 44