Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios
Caderno II
ÍNDICE GERAL
ÍNDICE DE FIGURAS ………………………………………………………………………………………………….....
3
ÍNDICE DE QUADROS ………………………………………………………………………………………………......
5
ÍNDICE DE ANEXOS …………………………………………………………………………………………………......
6
INTRODUÇÃO .....................................................................................................................................................
7
1. CARACTERIZAÇÃO FÍSICA .............................................…………………………………………………….....
8
1.1. Enquadramento Geográfico ..............................................................................................................
8
1.2. Hipsometria ........................................................................................................................................
10
1.3. Declive ...............................................................................................................................................
11
1.4. Exposição .........................................................................................................................................
12
1.5. Rede Hidrográfica ..............................................................................................................................
13
2. CARACTERIZAÇÃO CLIMÁTICA ...................................................................................................................
14
2.1. Temperatura .....................................................................................................................................
14
2.2. Humidade Relativa ...........................................................................................................................
15
2.3. Precipitação .......................................................................................................................................
16
2.4. Ventos ..............................................................................................................................................
17
3. CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO .........................................................................................................
18
3.1. Densidade Populacional e População Residente ..............................................................................
18
3.2. Índice de Envelhecimento .................................................................................................................
19
3.3. População por Sector de Actividade ................................................................................................
20
3.4. Taxa de Analfabetismo ....................................................................................................................
21
4. CARACTERIZAÇÃO DO USO DO SOLO E ZONAS ESPECIAIS ……………………………………………......
22
4.1. Padrões de Ocupação do Solo .........................................................................................................
22
4.2. Principais Unidades Territoriais ........................................................................................................
22
4.3. Ocupação do Solo ............................................................................................................................
30
4.4. Povoamentos Florestais ……………………………………………………………………………………
31
4.5. Áreas Protegidas …………………………………………………………………………………………….
33
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1
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4.6. Instrumentos de Gestão Florestal .....................................................................................................
34
4.7. Zonas de Recreio Florestal – Caça ..................................................................................................
36
4.8. Festas e Romarias ………………………………………………………………………………………….
37
5. ANÁLISE DO HISTÓRICO E DA CASUALIDADE DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS ……………………. .......
38
5.1. Histórico dos Incêndios Florestais no Concelho do Cartaxo .............................................................
38
5.2. Grandes Incêndios ………………………………………………………………………………………….
52
6. FONTES DE INFORMAÇÃO ……………………………………………………………………………………. .......
56
Referências Bibliográficas ………………………………………………………………………………….......
56
Referências Webgráficas …………………………………………………………………………………........
56
7. ANEXOS CARTOGRAFIA ……………………………………………………………………………………….......
57
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2
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Caderno II
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1 – Mapa do Enquadramento Geográfico do Concelho do Cartaxo … ………………………………….
8
Figura 2 – Mapa Hipsométrico ……………………………………………………………………………………….
10
Figura 3 – Mapa de Declives ………………………………………………………………………………………….
11
Figura 4 – Mapa de Exposição ………………………………………………………………………………………
12
Figura 5 – Mapa da Rede Hidrográfica ………………………………………………………………………………
13
Figura 6 – Valores mensais da Temperatura média, média das Temperaturas máximas e
valores máximos (1961-1991) …………………………………………………………………………..
14
Figura 7 – Humidade Relativa mensal (1961-1991) ……………………………………………………………….
15
Figura 8 – Precipitação Mensal (1961-1991) ……………………………………………………………………….
16
Figura 9 – Mapa da População Residente 1981/1991/2001 e Densidade Populacional 2001 ………………
18
Figura 10 – Mapa do Índice de Envelhecimento 1981/1991/2001 e sua evolução
1981/2001 …………………………………………………………………………………………………
19
Figura 11 – Mapa da População por Sector de Actividade 2001 …………………………………………………
20
Figura 12 – Mapa da Taxa de Analfabetismo 1981/1991/2001 …………………………………………………..
21
Figura 13 – Margem do Rio Tejo …………………………………………………………………………………….
23
Figura 14 – Lezíria do Tejo …………………………………………………………………………………………..
24
Figura 15 – Núcleo Urbano do Cartaxo ……………………………………………………………………………..
25
Figura 16 – Mosaico Agrícola ………………………………………………………………………………………..
27
Figura 17 – Quintas Agrícolas de Média Dimensão ………………………………………………………………
28
Figura 18 – Áreas Florestais de Grandes Dimensões ……………………………………………………………
28
Figura 19 – Unidade de Paisagem Especial ……………………………………………………………………….
29
Figura 20 – Mapa de Ocupação do Solo …………………………………………………………………………..
30
Figura 21 – Mapa de Povoamentos Florestais ……………………………………………………………………..
31
Figura 22 – Mapa das Áreas Protegidas ……………………………………………………………………………
33
Figura 23 – Mapa de Instrumentos de Gestão Florestal ………………………………………………………….
34
Figura 24 – Mapa de Zonas de Caça ………………………………………………………………………………..
36
Figura 25 – Mapa das Áreas Ardidas no Concelho do Cartaxo e Concelhos limítrofes (1990-2006) ..………
38
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3
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Figura 26 – Distribuição Anual da área ardida e n.º de ocorrências para o período (1980-2006) ……………..
39
Figura 27 – Distribuição da área ardida e n.º de ocorrências em 2006 e média 2001-2005, por freguesia ….
40
Figura 28 – Distribuição da Área Ardida e n.º de Ocorrências em 2006 e média 2001-2005,por
Espaço Florestal …………………………………………………………………………………………..
41
Figura 29 – Distribuição Mensal da Área Ardida e n.º de Ocorrências em 2006 e Média 1996-2005 ………..
42
Figura 30 – Distribuição Semanal da Área Ardida e n.º de ocorrências em 2006 e Média 1996-2005 ……….
43
Figura 31 – Valores Diários Acumulados da Área Ardida e n.º de ocorrências (1996-2006)…………………..
44
Figura 32 – Distribuição Horária da Área Ardida e n.º de Ocorrências (1996-2006) …………………………….
45
Figura 33 – Distribuição da Área Ardida por Espaços Florestais (1996-2006)…………………………………….
46
Figura 34 – Distribuição da Área Ardida e n.º de ocorrências por Classes de Extensão (1996-2006) ………..
47
Figura 35 – Mapa dos Pontos de Inicio dos Incêndios Florestais …………………………………………………
48
Figura 36 – Distribuição do n.º de ocorrências por Fonte de Alerta (2001-2006) ………………………………..
50
Figura 37 – Distribuição do n.º de ocorrências por Fonte de e Hora de Alerta (2001-2006) ……………………
51
Figura 38 – Mapa das Áreas Ardidas dos Grandes Incêndios no Concelho do Cartaxo ..……………………..
52
Figura 39 – Distribuição Anual da Área Ardida e n.º de ocorrências dos
Grandes Incêndios (1996-2005) …………. …………………………………………………………….
53
Figura 40 – Distribuição Mensal da Área Ardida e n.º de ocorrências dos
Grandes Incêndios (1996-2005) …………………………………………………………………………
54
Figura 41 – Distribuição Semanal da Área Ardida e n.º de ocorrências dos
Grandes Incêndios (1996-2005)………………………………………………………………………….
54
Figura 42 – Distribuição horária da Área Ardida e n.º de ocorrências dos
Grandes Incêndios (1996-2005) ……………………………………………………………………….....
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ÍNDICE DE QUADROS
Quadro I – Áreas das Freguesias do Concelho ………………………………………………………………………..
9
Quadro II – Médias Mensais da Frequência e Velocidade dos Ventos no Concelho do
Cartaxo (1961-1991) ………………………………………………………………………………….......
17
Quadro III – Distribuição dos Povoamentos Florestais …………………………… ……………………………….....
32
Quadro IV – Festas e Romarias ………………………………………………………………………………………....
37
Quadro V – Causas dos Incêndios por Freguesia ………………………………………………………………….....
49
Quadro VI – Grandes Incêndios ………………………………………………………………………………………....
53
ÍNDICE DE ANEXOS
Anexo A 1 – Mapa do Enquadramento Geográfico ……………………………………………………………….
58
Anexo A 2 – Mapa Hipsométrico ....……………………………..…………………………………………………...
59
Anexo A 3 – Mapa de Declives ……………...………………………………………………………………………
61
Anexo A 4 – Mapa de Exposição ……………………………………………………………………………………
62
Anexo A 5 – Mapa da Rede Hidrográfica ……………………………………………………………………………
63
Anexo A 6 – Mapa da População Residente 1998/1991/2001 e Densidade Populacional 2001 ………………
64
Anexo A 7 – Mapa de Índice de Envelhecimento ……………………………………………………………………
65
Anexo A 8 – Mapa da População por Sector de Actividade ……………………………………………………….
66
Anexo A 9 – Mapa da Taxa de Analfabetismo ……………………………………………………..……………….
67
Anexo A 10 – Mapa de Ocupação dos Solos ………………………………………………………………………..
68
Anexo A 11 – Mapa de Povoamentos Florestais ……………………………………………………………………
69
Anexo A 12 – Mapa das Áreas Protegidas e Regime Florestal ……………………………………………………
70
Anexo A 13 – Mapa de Instrumentos de Gestão Florestal ………………………………………………………..
71
Anexo A 14 – Mapa de Zonas de Caça ……………………………………………………………………………..
72
Anexo A 15 – Mapa das Áreas Ardidas entre 1990-2006 …………………………………………………………
73
Anexo A 16 – Mapa dos Pontos de Inicio dos Incêndios Florestais ………………………………………………
74
Anexo A 17 – Mapa das Áreas Ardidas dos Grandes Incêndios …………………………………………………..
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INTRODUÇÃO
A informação base tem como objectivo constituir um diagnóstico da região quanto às suas características físicas,
climáticas, populacionais, uso do solo e análise do histórico e da casualidade dos incêndios.
Esta informação serve de suporte à definição dos eixos estratégicos, objectivos operacionais, programas de acções e
metas apresentadas no Caderno I.
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1. CARACTERIZAÇÃO FÍSICA
1.1. ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO
O concelho do Cartaxo localiza-se na margem direita do Rio Tejo. É delimitado por este rio a sul e SE, a norte pelo
concelho de Santarém e a sudoeste pelo concelho de Azambuja.
Pertence ao distrito de Santarém, à Circunscrição Florestal do Sul e ao Núcleo Florestal do Ribatejo, Oeste e AML. Está
situado no eixo dos pólos de Lisboa e Santarém distando destas cidades, 65 e 13 kms, respectivamente.
O Concelho é constituído por 8 freguesias: Cartaxo, Ereira, Lapa, Pontével, Valada, Vale da Pedra, Vale da Pinta e Vila
Chã de Ourique, ocupando uma área de 158,18 km2.
Figura 1 – Enquadramento Geográfico do Concelho do Cartaxo (Anexo A1)
As freguesias do Concelho do Cartaxo ocupam as seguintes áreas:
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Quadro I – Área das freguesias do Concelho do Cartaxo
Freguesia
Área (Ha)
Cartaxo
1905,84
Ereira
630,74
Lapa
631,34
Pontével
2784,57
Valada
4216,43
Vale da Pedra
1410,29
Vale da Pinta
917,63
Vila Chã de Ourique
3321,54
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1.2. HIPSOMETRIA
Figura 2 – Mapa Hipsométrico do Concelho do Cartaxo (Anexo A2)
O mapa hipsométrico foi calculado com base no valor das curvas de nível.
O Concelho do Cartaxo apresenta uma altimetria com cotas entre os 0 – 39 metros, para a zona da Lezíria e Mouchões
do Tejo, e uma altimetria com cotas entre os 39 – 132 metros para o restante concelho.
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1.3. DECLIVES
Figura 3 – Mapa de Declives do Concelho do Cartaxo (Anexo A3)
A carta de declives foi elaborada com base na carta topográfica (curvas de nível e pontos cotados), tendo sido
seleccionadas 5 classes de declives susceptíveis de traduzir diferenciações territoriais capazes de informar decisões de
ordenamento da paisagem:
•
0-6%
•
6-12%
•
12-16%
•
16-25%
•
>25%
No concelho do Cartaxo predominam os declives inferiores a 6%, evidenciados em condições de planície e
vales aluvionares como o vale da Ribeira do Cartaxo, Vale da Pinta e Ribeira do Vale da Pedra, ou a cumeadas largas
associadas ás principais povoações.
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Os declives mais acentuados, correspondentes ás classes de 16-25% e maior que 25% localizam-se de forma
pontual e linear, localizando-se na transição das áreas de vale para os sistemas de colinas.
De destacar que o facto de estas ocorrências estarem associadas a complexos de natureza calcária e argilosa,
torna estas situações vulneráveis à ocorrência de movimentos de massa superficial ou profundo, devendo ser
adoptadas para estas circunstâncias medidas de conservação do solo.
1.4. EXPOSIÇÃO
Figura 4 – Mapa de Exposições (Anexo A4)
Através da análise do gráfico, pode-se constatar existe uma concentração das exposições Norte e NE-NW na vertente
direita do Vale da Ribeira de Pontével e a noroeste do Concelho bem como ao longo das vertentes mais declivosas dos
vales principais,
As exposições a Sul, bem como as SE-SW, concentram-se na margem esquerda da Ribeira de Pontével e surgem de
forma relativamente dispersa ao longo do sistema colinear, em virtude das variações do relevo.
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1.5. REDE HIDROGRÁFICA
Figura 5 – Mapa Hidrográfico do Concelho do Cartaxo (Anexo A5)
A rede hidrográfica é dominada pela presença do Tejo, uma vez que todas as linhas de água do concelho são
subsidiárias do mesmo, sendo as principais hemi-bacias definidas pelas ribeiras de Pontével, Vale de Boi e do Cartaxo.
Estas atravessam de forma quase contínua toda a área municipal, com orientação predominante NW-SE e N-S, até á
Lezíria do Tejo, convergindo para o mesmo ponto de escoamento, na proximidade de Barracão. Na lezíria do Tejo a
ribeira de valada, localizada a uma cota mais baixa que os campos, permite a acumulação das água provenientes da
encosta e das parcelas agrícolas, configurando-se como uma estratégia de defesa face ás condições de inundabilidade
evidenciadas na planície aluviar. A presença de um dique e de valas de drenagem, articuladas com a estrutura fundiária
da planície, constituem acções complementares de adaptação à dinâmica da paisagem da lezíria.
Duas hemi-bacias menos representativas à escala do concelho, são protagonizadas pela ribeira do Vale da
Pedra (a sul) e a nordeste no contacto com o município de Santarém.
Caracterização quantitativa das linhas de água
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O concelho do Cartaxo encontra-se inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Tejo. Esta região é caracterizada por
uma extensa e muito ramificada rede hidrográfica. A parte do concelho que se insere na peneplanície é percorrida por
numerosos pequenos cursos de água, a maioria de carácter temporário, que afluem ao chamado “Canal da Azambuja”
(paralelo ao Tejo). O rio Tejo percorre o concelho numa extensão de cerca de 12 Km. Apresentam caudais naturais
apenas durante uma parte do ano hidrológico, secando na época estival.
Destacam-se do conjunto os seguintes cursos de água e ribeiras:
a) Rio Tejo – 301;
b) Vala da Azambuja – 301 40;
c) Ribeira de Vale da Pedra – 301 40 06;
d) Ribeira de Pontével – 301 40 08;
e) Ribeira do Cartaxo – 301 40 08 01;
f)
Ribeira de Vale de Boi – 301 40 08 01 02.
As linhas de água constituem excelentes oportunidades de compartimentação de manchas contínuas. A requalificação
das margens, através da diminuição de combustíveis nas galerias ripícolas, arborização de espécies menos
combustíveis e a criação de descontinuamentos verticais resultam num mosaico, importante para a redução e
progresso do fogo.
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2. CARACTERIZAÇÃO CLIMÁTICA
Os dados meteorológicos utilizados foram obtidos pela estação meteorológica da Fonte Boa, Freguesia da Póvoa da
Isenta, Concelho de Santarém.
2.1. TEMPERATURA
As temperaturas mensais variam consoante a estação do ano em que nos encontramos. O gráfico apresenta a média
mensal, média das máximas e os valores máximos no concelho do Cartaxo, para o período entre 1961 e 1990.
Valores mensais da temperatura média,média das temperaturas máximas e valores máximos no Concelho
do Cartaxo (1961-1990)
50
45
40
35
30
ºC
25
20
15
10
5
0
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
Média Mensal
10,2
11,2
12,9
14,5
17,0
20,2
22,8
22,9
21,8
18,1
13,4
10,8
Média das máx imas
14,6
15,6
17,9
19,7
22,6
26,5
29,8
30,0
28,6
23,7
18,1
15,0
Valores máx imos
20,5
25,0
27,5
30,0
37,5
43,0
42,1
43,0
42,5
35,0
29,0
23,1
Figura 6 – Valores mensais da temperatura média, média das temperaturas máximas e
valores máximos no Concelho do Cartaxo (1961-1990)
Em relação à média mensal, e à média das temperaturas máximas o mês de Janeiro é o mês que apresenta os valores
mais baixos (média mensal = 10.2 ºC e média das máximas = 14.6 ºC) e o mês de Agosto apresenta os valores mais
elevados (média mensal = 22.9 ºC e média das máximas =30.0ºC).
Os valores máximos mais elevados são registados nos meses de Junho e Agosto, e Janeiro apresenta o valor máximo
mais baixo com 20.5ºC.
Para o período compreendido entre 1961-1990, os valores médios mensais são de 16.3 ºC, de 21.8 ºC para a média
das temperaturas máximas e de 33.1ºC para os valores máximos.
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No período em que as temperaturas são mais elevadas de Junho a Setembro, os combustíveis estão mais secos e a
inflamabilidade da vegetação è muito elevada, reunindo condições essenciais para uma ignição mais fácil.
De acordo com a bibliografia, observa-se ainda um aumento da frequência de trovoadas secas que em conjunto com as
condições de inflamabilidade da vegetação podem iniciar fogos de grande intensidade em várias zonas ao mesmo
tempo.
2.2. HUMIDADE RELATIVA
Hum idade relativa m ensal no Concelho do Cartaxo às 9h e 18h (1961-1990)
100
90
80
70
%
60
50
40
30
20
10
0
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGT
SET
OUT
NOV
DEZ
9h
88
86
81
79
76
75
73
74
80
85
86
87
18h
79
76
72
71
69
67
64
63
67
74
74
77
Figura 7 – Humidade relativa mensal no Concelho do Cartaxo (1961-1990)
A humidade relativa revela um comportamento inversamente proporcional ao da temperatura para o período de
referência (1961-1990).
É feita uma análise em dois períodos diferentes, às 9h e às 18h.
Às 9 Horas o valor mais elevado verifica-se no mês de Janeiro (88%) e o valor mais baixo em Julho (73%). Às 18 Horas
o valor mais elevado regista-se novamente no mês de Janeiro (79%) e o valor mais baixo regista-se no mês de Agosto
(63%).
Menores valores de humidade relativa, contribuem para uma vegetação mais seca, que associada a temperaturas mais
elevadas no mesmo período, resultam em condições de inflamabilidade dos combustíveis mais elevadas, maior
probabilidade de ignição e consequentemente a ocorrência de incêndios com alguma dimensão.
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2.3. PRECIPITAÇÃO
O gráfico da figura seguinte apresenta os valores do total mensal da precipitação e o valor das máximas diárias no
concelho do Cartaxo no período compreendido entre 1961-1990.
Precipitação mensal no Concelho do Cartaxo (1961-1990)
120
100
mm
80
60
40
20
0
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGT
SET
OUT
NOV
DEZ
Total
95,4
93,3
59,8
61,1
45,9
22,5
3,4
5,4
31,9
69,9
100,6
96,5
Máx . (diária)
68,3
53,2
50,5
78,5
50,4
49,0
23,2
29,6
67,4
56,5
111,7
53,8
Figura 8 – Precipitação mensal no Concelho do Cartaxo (1961-1990)
Para o valor total da precipitação, destacam-se o mês de Novembro com o valor mais elevado (100.6mm) e Julho com o
valor mais baixo (3.4mm).
Para as máximas diárias estão em destaque novamente o mês de Novembro que regista o valor mais elevado de
precipitação (111.7mm) e o mês em que se regista um menor valor da precipitação é em Junho (23.2mm).
Para o período referido a precipitação no Concelho do Cartaxo apresenta um valor médio total de 57.1mm e o valor das
máximas diárias é em média de 57.6mm.
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2.4. VENTOS
Quadro II – Médias mensais da frequência e velocidade do vento no
N
NE
E
SE
v
f
S
f
v
f
v
v
Janeiro
2,3
5,0
20,8
4,3
0,5
2,8
4,4
4,4
Fevereiro
1,3
3,1
18,2
4,9
0,6
3,0
4,4
Março
0,9
9,0
16,2
5,2
0,8
5,7
Abril
2,0
6,5
8,9
5,8
0,4
Maio
1,1
7,8
4,8
5,9
Junho
0,5
4,2
3,8
Julho
0,4
6,0
Agosto
1,3
Setembro
f
SW
W
v
f
v
0,8
9,4
27,2
5,0
2,1
11,2
4,9
4,0
1,2
3,8
2,9
6,6
0,2
3,0
2,6
4,7
0,0
0,0
3,5
5,2
0,4
7,4
3,0
4,8
0,9
5,6
5,4
Outubro
2,9
3,7
Novembro
3,4
2,6
Dezembro
f
Concelho do Cartaxo (1961-1990)
NW
C
f
v
f
v
f
6,7
2,0
4,3
32,9
4,3
9,0
31,2
8,1
1,6
6,8
36,8
5,5
3,8
8,7
20,5
6,9
4,4
5,2
48,0
5,4
3,2
1,0
12,6
23,6
6,1
3,7
5,6
52,4
6,1
5,1
4,2
0,6
8,6
21,6
6,3
5,3
8,0
59,2
6,6
4,6
3,2
4,2
0,3
5,0
20,3
5,2
7,0
8,1
58,2
5,8
6,7
3,3
1,9
4,1
0,0
0,0
15,7
5,5
4,2
7,3
63,2
6,1
10,7
0,1
2,0
1,1
4,7
0,5
2,4
9,0
4,4
5,9
5,2
70,4
5,9
8,8
3,5
1,8
2,4
2,8
4,2
0,6
4,7
17,9
4,0
8,1
6,7
54,8
4,6
7,7
14,9
3,7
0,1
4,0
7,1
4,2
1,9
6,9
21,0
4,8
5,1
4,6
40,8
4,4
6,2
3,5
20,5
3,5
0,7
5,0
5,1
4,0
1,1
4,3
18,7
5,3
2,5
3,6
38,0
4,7
9,9
3,7
22,6
4,0
0,9
2,8
5,5
4,3
2,2
6,4
19,2
5,3
2,5
3,0
41,0
4,5
3,6
A velocidade e direcção dos ventos desempenham um papel determinante na direcção de propagação dos incêndios
florestais. Ventos fortes estão associados a uma propagação mais rápida e incêndios mais violentos, podendo este
levar a inúmeras projecções que consequentemente irão provocar focos secundários, dificultando o combate ao
incêndio.
Nas regiões mais declivosas a irregularidade do terreno modifica substancialmente a velocidade e direcção do vento. A
topografia e as diferenças de aquecimento e arrefecimento fazem com que os ventos locais subam as encostas durante
o dia e as desça durante a noite.
Vales estreitos aceleram o vento através de um efeito de climatização podendo alterar sobremaneira a sua direcção.
Nas cumeadas o vento é mais forte e turbulento aumentando assim a probabilidade de focos secundários,
especialmente em topografia mais abrupta.
Assim fazendo uma breve análise do quadro II, relativamente à velocidade e frequência dos ventos no concelho do
Cartaxo, verifica-se que a direcção em que se registam valores mais significativos de frequência é no quadrante
Noroeste (NW).
Quanto à velocidade dos ventos pode-se constatar que os valores são muito homogéneos ao longo do período
referenciado (1961-1990).
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Caderno II
3. CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO
3.1. DENSIDADE POPULACIONAL E POPULAÇÃO RESIDENTE
Figura 9 – Mapa da população residente 1981/1991/2001 e densidade populacional 2001 no Concelho do Cartaxo (A6)
O Concelho do Cartaxo apresenta uma densidade populacional entre os 22,7 e os 528 habitantes/Km2, sendo que a
freguesia mais densamente povoada é a freguesia do Cartaxo e a mais deserta a freguesia de Valada.
A estrutura de povoamento do concelho do Cartaxo é caracterizada por uma forte concentração populacional na sede
de concelho, cerca de 41% da população do concelho residia em 2001 na cidade, não se observando contudo uma
forte dispersão, uma vez que apenas 13% da população reside em lugares com menos de 500 habitantes.
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Página 18
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Caderno II
3.2. ÍNDICE DE ENVELHECIMENTO
Figura 10 – Mapa do índice de Envelhecimento (1981/1991/2001) e sua evolução (1981-2001) do Concelho do Cartaxo (A7)
Através da análise da figura 10, pode-se constatar que as freguesias com um índice de envelhecimento mais acentuado
são as freguesias da Ereira e de Valada, sendo que as freguesias que possuem um índice de envelhecimento mais
reduzido são as freguesias do Cartaxo e de Vila Chã de Ourique.
De referir, que houve um aumento significativo do índice de envelhecimento no concelho do Cartaxo de 1981 a 2001.
Em suma, a percentagem de jovens diminui no concelho do Cartaxo cerca de 3,5%, acompanhando a tendência
nacional e regional, concomitantemente, o peso dos idosos aumentos ligeiramente no concelho passando de 16,2 em
1991 para 18,3%, no último recenseamento em 2001.
Assim, é de referir que o envelhecimento da população poderá contribuir para o aumento significativo do número de
fogos por negligência, devido á realização de queimas e queimadas sem as condições de segurança necessárias.
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Página 19
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Caderno II
3.3. POPULAÇÃO POR SECTOR DE ACTIVIDADE
Figura 11 – Mapa da população por Sector de Actividade (2001) do Concelho do Cartaxo (A8)
Analisando o mapa numa perspectiva sectorial, pode-se afirmar que a actividade económica do Cartaxo tem vindo a
sofrer uma alteração estrutural com uma nítida expansão do sector terciário e uma forte diminuição do sector
secundário.
De referir que relativamente á população empregue no sector primário, esta é uma população envelhecida onde 75%
dos trabalhadores deste sector tem 55 anos ou mais e possuem um baixo grau de instrução.
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Página 20
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Caderno II
3.4. TAXA DE ANALFABETISMO
Figura 12 – Mapa da Taxa de Analfabetismo (1981/1991/2001) do Concelho do Cartaxo (A9)
De referir que a taxa de analfabetismo teve uma diminuição gradual desde a década de 90 até á data do último
recenseamento.
Pode-se constatar também que a freguesia que possui uma taxa de analfabetismo mais elevada, tanto em 1991 como
em 2001, é a freguesia de Valada. Pode-se relacionar esta variável com o índice de envelhecimento, pois esta era
também a freguesia mais envelhecida.
Neste contexto é de ressalvar que as campanhas de sensibilização para a prevenção de incêndios florestais, adopção
de práticas de defesa da floresta contra incêndios e dissuasão de comportamentos de risco são muitas vezes difíceis de
passar, sendo que é necessário criar campanhas específicas para este público-alvo.
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Página 21
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Caderno II
4. CARACTERIZAÇÃO DO USO DO SOLO E ZONAS ESPECIAIS
4.1. PADRÕES DE OCUPAÇÃO DO SOLO
Foi realizado um estudo dos principais padrões de ocupação do solo, no sentido de entender a morfologia territoriais, as
suas formas de ocupação, a sua dinâmica e as tendências emergentes no quadro actual de desenvolvimento do
concelho.
O concelho subdivide-se, do ponto de vista pedológico, em duas partes distintas, uma, em correspondência
com o “bairro”, naturalmente bem drenada e livre de retenções hídricas superficiais , e outra, correspondente ao
“campo”, do domínio dos depósitos aluvionais, onde se verificam retenções do excesso de água e má drenagem dos
solos.
Na zona do “bairro”, os solos denotam correlação estreita com o material geológico subjacente, aí se
considerando duas situações distintas:
•
Solos relacionados com materiais não ou pouco consolidados do Pliocénico, como grés
grosseiros e grés ferruginosos, identificando-se com Podzóis com ou sem surraipa e com determinados tipos
de solos Litólicos, em geral de textura grosseira, de excessiva permeabilidade e baixo índice de fertilidade;
•
Solos relacionados com materiais não ou pouco consolidados do Miocénico e
Cretácico/Jurássico, principalmente calcários, grés calcários, margas e calcários margosos, com predomínio
dos solos Calcários Pardos e Barros Pardos Calcários, e dos Solos Mediterrâneos Vermelhos de materiais
calcários nas situações de melhor drenagem externa, ocorrendo ainda solos Parahidromórficos em relação ás
superfícies de relevo aplanado ou levemente conchoidais.
Na zona de “campo” os solos reflectem os materiais de deposição recente e antiga que os originam e
distribuem-se essencialmente por duas unidades principais a saber:
•
Aluviossolos modernos, relacionados com as superfícies de cota mais baixa, de potencial
produtivo mais ou menos elevado sobretudo numa base de regadio;
•
Aluviossolos antigos, relacionados, em plena planície fluvial, com as superfícies de cota mais
elevada por isso, mais protegidas do excesso de humidade e de inundações que eventualmente sobrevenham.
4.2. USO DO SOLO
No concelho do Cartaxo verifica-se um uso agrícola do solo predominante sobre o uso urbano e florestal,
embora a tendência seja para uma diminuição da superfície agrícola.
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Página 22
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Caderno II
A distribuição dos três grandes tipos de utilização referenciados (uso agrícola, uso florestal e uso urbano) é
diferenciada quando se consideram as grandes unidades de paisagem que representam a realidade geomorfológica do
município já antes referidas – o “campo” e o “bairro” – estendendo-se essa diferenciação aos diferentes aspectos
assumidos pelos vários tipos de uso.
O aluvião da lezíria do Tejo é praticamente todo consagrado a uso agrícola ao passo que a zona colinear se
reparte pelos três usos identificados, mesmo constatando-se que os usos florestais se concentram na transição dos
aluviões para a zona colinar e ao longo do limite norte do concelho.
Relativamente aos usos florestais, cujas manchas, independentemente das espécies florestais que as
constituem, pela sua natureza e/ou extensão não indiciam a existência de espaços de produção florestal com
autonomia, antes constituindo manchas de coberto arbóreo complementares à agricultura ou à pecuária, pode-se
constatar quanto á respectiva distribuição que:
•
É visível a concentração de manchas de sobreiro na zona de arenitos, assinalando uma zona
com alguma actividade pecuária, com o sistema de montado a ocupar a zona mais erosionável de contacto
entre as grandes realidades geomorfológicas e que, com as manchas de pinhal bravo e manso definem a zona
sul e sudeste da zona colinar, isolando a zona de maior fragmentação das parcelas de policultura e culturas
permanentes a norte e noroeste ;
•
A mancha de eucalipto sendo no seu todo pouco expressiva e sem qualquer correlação com
o território ou com as práticas culturais, apresenta três parcelas mais significativas a norte e noroeste do
município.
Em paralelo com a diferenciação de utilizações agrícolas e florestais regista-se, ainda, uma diferenciação da
distribuição das diferentes classes de dimensão das explorações e parcelas agrícolas, com claro predomínio das
explorações e parcelas de pequena dimensão na zona colinar e em particular na região Noroeste do Concelho, zona
em que este aspecto de parcelamento fundiário aparece associada uma quase generalizada dispersão do habitat e a
presença de um conjunto de quintas de dimensão relativamente grande ocupando parte significativa da zona de
contacto entre a área colinar e o aluvião e estendendo-se depois para a zona de aluvião.
Em síntese pode então dizer-se que na paisagem do Município do Cartaxo se distinguem em quatro zonas
fundamentais:
•
A zona marginal do Tejo, aplanada e com usos exclusivamente agrícolas, na base de
culturas anuais em que predomina a cultura do milho de regadio e em que quase não existem pequenas
propriedades fundiárias;
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•
Caderno II
A zona colinear em que se situa praticamente a totalidade das ocupações urbanas e em que,
na paisagem rural se podem distinguir:
•
Uma zona de transição entre o campo e o bairro, de dimensão relativamente pequena,
ocupada, sobretudo, com povoamentos de montado e de pinhal manso e bravo, em que predominam as
grandes quintas e em que a actividade agrícola fundamental é a pecuária;
•
Uma outra zona, ocupando em especial o noroeste do concelho, que é marcada
fundamentalmente por um mosaico policultural em que avultam a vinha, as fruteiras e o olival. Neste mosaico
predominam as pequenas parcelas fundiárias e que se associa a uma quase generalizada dispersão do
habitat, e finalmente, com alguns povoamentos pouco representativos de eucalipto.
4.3. OCUPAÇÃO DO SOLO
Figura 13 – Mapa de Ocupação dos Solos (Anexo A10)
A ocupação do solo no Concelho do Cartaxo, pelo que se pode observar no mapa, é predominantemente agrícola. No
que diz respeito aos espaços florestais, são os povoamentos puros de eucaliptos que predominam.
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Caderno II
A compartimentação de manchas contínuas, em mosaicos de diferentes espécies, nomeadamente espécies menos
combustíveis, bem como a descontinuidade horizontal e vertical nos espaços florestais serão medidas importantes na
prevenção dos incêndios florestais.
4.4. POVOAMENTOS FLORESTAIS
Figura 14 – Mapa de Povoamentos Florestais do Concelho do Cartaxo (Anexo A11)
Através da análise da figura, verifica-se que a maior percentagem de povoamentos florestais, existentes no concelho do
Cartaxo são eucaliptais, seguido do montado.
Os pinhais são os que aparecem em menor quantidade, encontrando-se dispersos um pouco por todo o concelho.
Em relação aos eucaliptais, a maior mancha localiza-se nas freguesias de Vila Chã de Ourique e Vale da Pedra. Os
eucaliptos, sendo uma espécie com uma inflamabilidade alta poderá originar a ocorrência de incêndios florestais com
alguma dimensão, do mesmo modo que poderá dificultar o combate, devido às projecções.
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Caderno II
Quadro III – Distribuição dos Povoamentos Florestais do Concelho do Cartaxo
Pinheiro (ha)
Sobreiro (ha)
Eucalipto (ha)
Área florestal total (ha)
Cartaxo
1,15
218,51
136,98
356,64
Ereira
4,89
0,00
0,00
4,89
Lapa
45,55
0,00
10,39
55,94
Pontével
112,89
94,87
103,72
311,48
Valada
7,74
0,00
3,59
11,33
Vale da Pinta
1,96
42,09
0,33
44,38
Vila Chã de Ourique
7,42
314,03
555,61
877,06
Vale da Pedra
115,51
114,06
311,86
541,43
Total
297,11
783,56
1122,48
2203,15
Freguesia
No quadro III podemos verificar que a freguesia que apresenta uma maior área florestal é a freguesia de Vila Chã de
Ourique com uma área de cerca de 877,06 há seguindo-se Vale da Pedra com uma área de cerca de 541,43ha. A
freguesia que apresenta uma menor área florestal é a freguesia da Ereira.
Ao nível dos povoamentos predominam os povoamentos de Eucalipto com cerca de 1122,48 há, seguindo-se o
Sobreiro com cerca de 783,56 e por fim o Pinheiro com cerca de 297,11 há.
4.5. ÁREAS PROTEGIDAS
O concelho do Cartaxo não possui Áreas Protegidas ou integradas na Rede Natura nem áreas em Regime Florestal,
apenas os concelhos vizinhos de Azambuja, Santarém e Salvaterra de Magos possuem áreas com estas
características, tal como se pode verificar na figura 9.
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Caderno II
Figura 15 – Mapa das Áreas Protegidas e Regime Florestal do Concelho do Cartaxo e Límitrofes (A12)
4.6. INSTRUMENTOS DE GESTÃO FLORESTAL
De salientar que o Concelho do Cartaxo não possui qualquer instrumento de gestão florestal.
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Caderno II
4.7. ZONAS DE RECREIO FLORESTAL – CAÇA
Figura 16 – Mapa de Zonas de Caça (Anexo A14)
No Concelho do Cartaxo estão presentes os regimes de caça associativa, municipal e turística e do Ministério da
Justiça.
A vigilância nas zonas de caça é um factor dissuasor de comportamentos de risco e vandalismo.
Por outro lado, a implementação de áreas de pastoreio, poderá constituir uma alternativa para a diminuição da carga de
combustível no terreno. Ao nível do ordenamento, a definição de áreas de sementeiras, controle de matos, etc., pode
igualmente contribuir para a diminuição de biomassa e reforçar a capacidade de resiliência ao fogo.
4.8. FESTAS E ROMARIAS
Quadro IV – Festas e Romarias do concelho do Cartaxo
Mês da
Realização
Dia de
início/fim
Freguesia
Designação
Observações
Junho
21 - 24
Cartaxo
Festa do Vinho
Uso de foguetes
e Fogo de
artifício
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Caderno II
Uso de foguetes
e Fogo de
artifício
Uso de foguetes
e Fogo de
artifício
Uso de foguetes
e Fogo de
artifício
Uso de foguetes
e Fogo de
artifício
Uso de foguetes
e Fogo de
artifício
Uso de foguetes
e Fogo de
artifício
Novembro
1º fim de
semana
Cartaxo
Feira dos Santos
Agosto
11 e 12
Ereira
___________
Julho
último fim de
semana
Lapa
___________
Setembro
1º fim de
semana
Pontével
___________
Julho
6-8
Valada
Junho
8 - 10
Vale da Pedra
__________
Uso de foguetes
e Fogo de
artifício
Uso de foguetes
e Fogo de
artifício
Agosto
Último fim de
semana
Vale da Pinta
Festa em honra
de Nossa
Senhora da
Graça
Julho
Último fim de
semana
Vila Chã de Ourique
_________
As festas e romarias são uma tradição cultural das povoações do Concelho do Cartaxo e verifica-se que a grande
maioria destas ocorre durante o período de Verão, não dispensando o lançamento de foguetes e fogo de artifício.
Nesta situação é necessário dar cumprimento à legislação em vigor (artigo 29º do Decreto-Lei n.º 124/06 de 28 de
Junho). 2 HI
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Página 29
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Caderno II
5. HISTÓRICO E CASUALIDADE DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS
5.1. HISTÓRICO
Durante o período entre 1990 e 2007 arderam, no Concelho do Cartaxo, cerca de 549,90 ha de povoamentos florestais
e de matos, que corresponderam a cerca de 551 ocorrências.
Figura 17 – Mapa das Áreas Ardidas no Concelho do Cartaxo e Concelhos Limítrofes (1990-2008)
Na figura anterior pode observar-se a distribuição espacial dos incêndios florestais, no período de referência, para o
Concelho do Cartaxo e Concelhos limítrofes. Verifica-se que em termos de área ardida, o Concelho do Cartaxo não é
um concelho muito problemático, sendo que a freguesia mais vulnerável à ocorrência de incêndios é a freguesia de Vila
Chã de Ourique.
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Página 30
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Caderno II
Distribuição anual da área ardida e do nº de ocorrências (1991-2008)
250
100
90
80
Área ardida (ha)
70
150
60
50
100
40
30
50
Nº de ocorrências
200
20
10
0
Área ardida (ha)
Nº de ocorrências
0
1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
10,2 197,4 11,5 17,1 76,8
2
6
3
17
90
48
16,5 46,3 20,1 25,9 10,2
22
44
68
63
68
9,7
29
11
29,2 31,0 10,1
16
13
15
4,7
12,5 17,64
24
34
58
Figura 18 – Distribuição Anual da Área Ardida e do N.º de Ocorrências para o período 1991-2008
Ao efectuar-se a análise do gráfico da figura 3 podemos verificar que nos últimos 18 anos a área ardida no concelho do
Cartaxo não tem sido muito significativa, exceptuando-se os anos de 1992, 1995 e 1998 respectivamente com 197,4;
76,8 e 46,3 ha de área ardida.
6
Área ardida (ha)
5
4
3
2
1
0
Cartaxo Ereira
Lapa
V ila
Pontéve
V ale da V ale da
Chã de
V alada
l
Pedra
Pinta
Ourique
Á rea ardida em 2008
3,61
1,65
1,41
5,60
1,23
2,09
2,03
0,03
Média da área ardida 20012007
0,55
1,39
3,99
1,51
0,22
0,92
1,94
4,80
Ocorrências 2008
Média nº ocorrências 20012007
Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal
7
4
6
16
7
8
5
5
3,71
1,28
2,00
3,71
1,28
2,00
3,00
3,28
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
Nº de ocorrências
Distribuição da área ardida e do nº de ocorrências
em 2008 e média
2001-2007, por freguesia
Página 31
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Caderno II
Figura 19 – Distribuição da Área ardida e do N.º de Ocorrências em 2008 e média 2001-2007, por freguesia
Através da análise do gráfico pode-se constatar que as freguesias mais afectadas em termos de área ardida e número
de ocorrências de 2001-2007 foram as freguesias de Vila Chã de Ourique e Lapa com 4,80 e 3,99 hectares. Em 2008
temos um cenário diferente, em que as freguesias mais problemáticas foram as freguesias de Pontével e Cartaxo com
cerca de 5,60 e 3,61 hectares.
25
25
20
20
15
15
10
10
5
5
0
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Área ardida em 2008
0,00
0,00
0,05
0,00
0,51
1,16
0,06
3,55
0,77
8,60
2,94
0,01
Média da área ardida 2001-2007
0,0
2,3
0,9
0,5
3,0
5,8
17,8
22,8
20,2
5,2
0,5
0,6
0
0
1
0
2
10
8
9
5
13
10
2
1,0
1,5
2,7
1,5
2,3
3,3
10,2
23,5
22,5
10,7
2,7
6,0
Nº ocorrências 2008
Média nº ocorrências 2001-2007
Nº ocorrências
Média da área ardida (ha)
Distribuição mensal da área ardida e do nº de ocorrências em 2008 e média
2001-2007
0
Figura 20 – Distribuição Mensal da Área ardida e N.º de Ocorrências em 2008 e média 2001-2007
Como seria de esperar, através da análise do gráfico 4 pode-se verificar que os meses mais problemáticos em termos
de incêndios florestais são os meses de Julho, Agosto e Setembro, sendo estes os que registam temperaturas mais
elevadas e humidade mais baixa. Estes meses também correspondem ao designado “Período Crítico”, que
normalmente tem início a 1 de Julho e termina a 30 de Setembro, podendo ser alargado ou não conforme as
temperaturas assim o exigirem.
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Caderno II
25
16
14
12
10
8
6
4
2
0
Área ardida (ha)
20
15
10
5
0
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sáb
Dom
Á rea ardida em 2008
0,04
0,06
3,59
1,59
2,64
4,69
5,05
Média da área ardida 19962007
9,2
6,1
4,6
9,1
9,0
20,8
12,5
5
4
11
7
8
9
14
9,5
9,6
8,4
9,3
9,9
13,2
12,6
Nº ocorrências 2008
Média nº ocorrências 19962007
Nº de ocorrências
Distribuição semanal da área ardida e do nº de ocorrências em
2008 e média 1996-2007
Figura 21 – Distribuição Semanal da Área ardida e N.º de Ocorrências em 2008 e média 1996-2007
Através da análise do gráfico da figura 5 pode-se afirmar que o dia da semana mais problemático é o sábado, sendo
neste dia que se verificam um maior número de ocorrências e também de área ardida. Neste último ano esta tendência
não se verificou, constatando-se que o dia da semana mais problemático em termos de ocorrências foi a sexta-feira
mas em termos de área ardida verificou-se que o dia mais problemático foi a segunda-feira.
Distribuição dos valores diários acumulados da área ardida e do
nº de ocorrências (1996-2008)
60
Área ardida (ha)
20
Nº de ocorrências
18
16
14
40
12
30
10
8
20
6
Nº de ocorrências
Área ardida (ha)
50
4
10
2
25-Dez
11-Dez
27-Nov
13-Nov
30-Out
16-Out
02-Out
18-Set
04-Set
21-Ago
07-Ago
24-Jul
10-Jul
26-Jun
12-Jun
29-Mai
15-Mai
01-Mai
17-Abr
03-Abr
20-Mar
06-Mar
20-Fev
06-Fev
23-Jan
0
09-Jan
0
Figura 22 – Distribuição dos valores diários acumulados de área ardida e do N.º de ocorrências para 1996-2008
Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal
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Caderno II
Para o período referido no gráfico, 1996 – 2008, verificou-se que entre o dia 12 de Junho e 16 de Outubro o número de
ocorrências e de área ardida foi significativo. Esta referência espacial vai de encontro á época do Período Crítico, que é
definido anualmente em portaria. De salientar que estes dias mais significativos foram durante a época de Verão,
quando o tempo é mais quente e mais seco e por isso a probabilidade de ocorrência de um incêndio maior. É de referir
também que durante o período referido ressalvam-se três dias com áreas ardidas entre 20 a 55 hectares.
Distribuição da área ardida e do nº de ocorrências (1996-2008)
140
80
120
70
Área ardida (ha)
50
80
40
60
30
40
Nº de ocorrências
60
100
20
20
10
0
0
00:00 -01:00 - 02:00 - 03:00 -04:00 -05:00 - 06:00 - 07:00 -08:00 -09:00 - 10:00 - 11:00 -12:00 -13:00 - 14:00 - 15:00 -16:00 -17:00 - 18:00 - 19:00 -20:00 -21:00 - 22:00 - 23:00 00:59 01:59 02:59 03:59 04:59 05:59 06:59 07:59 08:59 09:59 10:59 11:59 12:59 13:59 14:59 15:59 16:59 17:59 18:59 19:59 20:59 21:59 22:59 23:59
Área ardida (ha)
Nº de ocorrências
11,01 21,72 15,27 8,78
27
17
15
6
3,70
7,55
0,24
2,19
4
3
4
5
1,05 36,63 21,66 4,88 45,90 17,21 53,82 121,65 77,66 60,09 47,46 43,55 26,33 53,72 35,60 17,97
6
8
14
15
43
29
53
62
69
54
62
45
55
60
60
39
Figura 23– Distribuição horária da área ardida e n.º de ocorrências para 1996-2008
Através da análise do gráfico pode-se constatar que o horário mais problemático em termos de área ardida é o horário
compreendido entre as 15:00 e as 17:00. Embora em termos de ocorrências se possa considerar o mesmo horário da
área ardida, podemos também fazer referência ao horário compreendido entre as 20:00 e as 22:00 horas, sendo estes
os dois períodos críticos em termos de horário no que diz respeito ao número de ocorrências.
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Caderno II
Distribuição da área ardida por espaços florestais (1996-2008)
60
Área ardida (ha)
50
40
30
20
10
0
1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
Área ardida - Povoamentos 5,50 0,00 20,50 5,00 0,00 7,00 4,50 0,60 20,50 5,20 1,00 4,80 3,59
16,5016,5025,8015,1025,90 3,20 5,20 28,6031,0010,10 4,70 6,40 14,1
Área ardida - Matos
Figura 24 – Distribuição da área ardida por espaços florestais (1996-2008)
Em relação à área ardida por espaços florestais, após a análise do gráfico acima, podemos dizer que temos uma maior
área ardida de matos do que de povoamentos. Estes resultados traduzem o facto de o concelho do Cartaxo possuir
uma área elevada de matos.
350
700
300
600
250
500
200
400
150
300
100
200
50
100
0
Área ardida
Nº de ocorrências
0-1
>1 - 5
>5 - 10
>10 - 20
>20
139,57
327,16
132,87
39,00
97,01
593
131
18
3
3
Nº de ocorrências
Área ardida (ha)
Distribuição da área ardida e do nº de ocorrências por classes
de extensão (1996-2008)
0
Figura 25 – Distribuição da área ardida e n.º de ocorrências por classes de extensão (1997-2008)
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Página 35
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Caderno II
Em relação á distribuição da área ardida por classe de extensão, pode-se constatar que está compreendida entre a
classe > 1 - 5, ou seja a maior parte da área ardida situa-se entre áreas maiores que 1 e 5 hectares. No que diz respeito
ao número de ocorrências, esta encontra-se na classe entre 0-1, ou seja entre 0 e 1 hectares.
Figura 26 – Mapa dos Pontos de Início dos Incêndios Florestais no Concelho do Cartaxo (Anexo A16)
Através da análise do mapa verifica-se que a freguesia mais problemática em termos de incêndios florestais é a
freguesia de Vila Chã de Ourique.
Quadro IV – Causas dos Incêndios por Freguesias, período 2001 – 2008
Freguesia
Cartaxo
Causas
Desconhecida
Total de Incêndios
28
Sub – Total
Ereira
Sem Dados
Sub – Total
Município Do Cartaxo – Gabinete Técnico Florestal
N.º de incêndios investigados
1
1
9
-----
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Sem Dados
Lapa
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16
Sub – Total
Negligência
Pontével
----2
32
Sub – Total
Sem Dados
Valada
2
13
Sub – Total
Sem Dados
Vale da Pedra
----20
Sub – Total
Intencional
Vale da Pinta
----2
26
Sub – Total
Negligência
Vila Chã de Ourique
Sub – Total
TOTAL
2
2
23
2
7
167
De acordo com a tabela e apesar de a amostra ser insuficiente, apenas a 7 em 167 ocorrências foi atribuída uma causa,
não havendo informação sobre as restantes, pode-se afirmar que as principais causas dos incêndios são causas
desconhecidas ou negligência.
Os poucos dados obtidos são indicadores de que se deve apostar em acções de informação e sensibilização junto da
população de forma a reforçar conceitos de boas práticas agro-florestais.
Distribuição do nº de ocorrências por Fonte de Alerta
117: 23,53%
Populares: 67,65%
Outros: 8,82%
Figura 27 – Distribuição do n.º de ocorrências por fonte alerta (2001-2007)
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Página 37
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No que diz respeito ao número de ocorrências por fonte de alerta, através da análise do gráfico acima, pode-se
constatar que são os populares quem comunica o alerta no caso de um incêndio florestal, ou seja, num universo de 167
ocorrências entre 2001 e 2008, cerca de 67% dos alertas foram dados por populares.
Distribuição do nº de ocorrências por fonte e
hora de alerta (2001-2008)
Nº de ocorrências
25
20
2
3
8
15
9
5
10
5
0
7 10
1
4
2
2
00:00
00:59
CDOS
5
1
2
2
2
1
02:00
02:59
1
2
1
04:00
04:59
2
1
1
1
06:00
06:59
117
5
3
2
08:00
08:59
2
1
3
1
10:00
10:59
2 7
1
1
1
12:00
12:59
Outros
1
4
4
7
4
2
9
8
7
5
8
2
5
3
14:00
14:59
4
7
2
2
3
1
1
16:00
16:59
18:00
18:59
Populares
3
20:00
20:59
1 10
9
5
3
22:00
22:59
PV
Figura 28 – Distribuição do n.º de ocorrências por fonte e hora de alerta (2001-2007)
Através da análise do gráfico da figura 37, pode-se verificar que a hora durante a qual surgem um maior número de
alertas é durante o período das 14:00 às 17:00 e que estes alertas são dados maioritariamente pelos populares, facto
este já verificado através do gráfico anterior.
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Caderno II
5.2. GRANDES INCÊNDIOS
Figura 29 – Mapa da área ardida dos grandes incêndios no Concelho do Cartaxo (Anexo A17)
O concelho do Cartaxo não é um concelho muito problemático em termos de incêndios florestais, sendo que a sua área
ardida e número de ocorrências não é muito significativo ressalvando apenas um incêndio com uma área de cerca de
25 hectares em 2003, na freguesia de Pontével.
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Caderno II
30
1,2
25
1
20
0,8
15
0,6
10
0,4
5
0,2
0
Área ardida (ha)
Nº de ocorrências
1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
25,0
0,0
0,0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
Nº de ocorrências
Área ardida (ha)
Distribuição anual da área ardida e do nº de ocorrências (19962005)
0
Figura 30 – Distribuição anual da área ardida e n.º de ocorrências dos grandes incêndios 1996-2005.
Tal como já tinha sido referido anteriormente, para o período de tempo entre 1996 e 2005, o concelho do Cartaxo
apenas possui um grande incêndio em 2003 com uma área de 25 hectares.
Esta área não é muito significativa se compararmos com outros concelhos cujas áreas ardidas ultrapassam os 1000
hectares, mas para um concelho com o histórico do Cartaxo, estes 25 hectares são um número bastante significativo.
Quadro V I – Grandes Incêndios
Anos
Classes de Área (ha)
TOTAL
100 - 500
500 - 1000
> 1000
1996
0
0
0
0
1997
0
0
0
0
1998
0
0
0
0
1999
0
0
0
0
2000
0
0
0
0
2001
0
0
0
0
2002
0
0
0
0
2003
0
0
0
0
2004
0
0
0
0
2005
0
0
0
0
2006
0
0
0
0
De salientar que em termos de área ardida o concelho do Cartaxo, não é um dos concelhos mais fustigados pelos
incêndios, tendo o seu maior incêndio a área de 25 hectares. Esta área não se enquadra em nenhuma das classes de
área ardida do quadro acima, sendo por isso que o quadro apenas possui valores iguais a zero
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Página 40
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Caderno II
Distribuição mensal da área ardida e n.º de
ocorrências dos grandes incêndios 1996-2005
1400,0
5
1200,0
Área ardida (ha)
1000,0
3
800,0
600,0
2
400,0
N.º de ocorrências
4
1
200,0
0,0
Área ardida
Nº. Ocorrências
0
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGT SET OUT NOV DEZ
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0
0
0
0
0
0
25,0 0,0 € 0,0
1
0
0
0,0
0,0
0,0
0
0
0
Figura 31 – Distribuição mensal da área ardida e n.º de ocorrências dos grandes incêndios 1996-2005
Relativamente à distribuição da área ardida dos grandes incêndios verifica-se que foi no mês de Julho que ocorreu o
único grande incêndio.
30
1,2
25
1
20
0,8
15
0,6
10
0,4
5
0,2
0
Área ardida (ha)
Nº de ocorrências
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sabado
Domingo
25,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
1
0
0
0
0
0
0
Nº de ocorrências
Área ardida (ha)
Distribuição semanal da área ardida e do nº de ocorrências dos grandes
incêndios (1996-2005)
0
Figura 32 – Distribuição semanal da área ardida e nº. Ocorrências dos grandes incêndios 1996-2005
Através da análise do gráfico verifica-se que o dia da semana mais problemático, em termos dos grandes incêndios foi
a segunda-feira.
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Caderno II
Distribuição horária da área ardida e n.º de ocorrências
dos grandes incêndios 1996-2005
1500,0
4
2
500,0
N.º de ocorrências
Área ardida (ha)
3
1000,0
1
0,0
0.00 1:00 2:00 3:00 4:00 5:00 6:00 7:00 8.00 9.00 10.0011.0012:0013:0014:0015:0016:0017:0018:0019:0020:0021:0022:0023:00
0
0:59 1:59 2:59 3:59 4:59 5:59 6:59 7:59 8:59 9:59 10:5911:5912.5913:5914:5915:5916:5917:5918:5919:5920:5921:5922:5923:59
Área ardida total
Nº. Ocorrências
0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 25,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
Figura 33 – Distribuição horária da área ardida e n.º de ocorrências dos grandes incêndios 1996-2005
Relativamente á distribuição horária da área ardida e número de ocorrências dos grandes incêndios para o período
compreendido de 1996 a 2005, verificou-se que o período mais complicado deu-se entre as 18:00 e as 18:59.
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Página 42
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Caderno II
6. FONTES DE INFORMAÇÃO
Referências Bibliográficas
•
DGRF (2007) – Guia Metodológico para a elaboração do Plano Municipal/Intermunicipal de Defesa da Floresta
contra Incêndios, DGRF, Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.
•
Pereira, J.S, Pereira, J.M.C, Rego, F.C, Silva, J.M.N e Silva, T.P (2006) Instituto Superior de Agronomia,
Lisboa. ISA Press.
•
Silvicentro (2006) – Plano Regional de Ordenamento Florestal do Ribatejo e Oeste. DGRF. Ministério da
Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.
•
ISA (2005) – Proposta Técnica para o Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndio, DGRF, Ministério
da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.
Referências Webgráficas
Autoridade Florestal Nacional – www.afn.pt
Instituto Nacional de Estatística – www.ine.pt
Instituto de Meteorologia – www.meteo.pt
Rede de Informação de Situações de Emergência – www.scrif.pt
Instituto Geográfico do Exercito – www.igeoe.pt
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Caderno II
ANEXOS
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Caderno II - PMDFCI 2009 - Câmara Municipal do Cartaxo