Silva Lusitana 18(1): 27 - 45, 2010
© EFN, Lisboa. Portugal
27
Avaliação de Características Regionais e Sazonais Inerentes
ao Regime de Fogo e ao Pastoreio
Filipa Torres Manso*, João Bento**, Hermínio Botelho**, Rui Pinto***,
Pedro Ferreira***, Marco Magalhães*** e Manuel Gomes***
*Professora Auxiliar
**Professor Associado
***Bolseiro de Investigação
Departamento de Engenharia Florestal e Arquitectura Paisagista. Universidade de
Trás-os-Montes e Alto Douro, Apartado 1013, 5000-801 VILA REAL
Sumário. Para o território de Portugal Continental apresenta-se uma análise de estatísticas
evolutivas de densidades de efectivos pecuários e de população, entre 1930 e 2001, ao nível de
freguesia. Mostra-se, também, a comparação destes dados com indicadores do regime de fogo
entre 1990 e 2007. Analisaram-se, posteriormente, as características e consequências associadas
às ocorrências dos fogos relativos ao período Outono-Primavera de 2007, em três sítios da
região Norte, Alvão/Marão, Montemuro e Barroso/Larouco. Cada ocorrência foi
georreferenciada, foram descritos a dimensão das áreas ardidas e os respectivos efeitos na
vegetação e na erosão e avaliada a severidade do fogo. Dos resultados obtidos no âmbito das
estatísticas evolutivas, salientamos os clusters de freguesias que efectivamente poderão ser
mais problemáticos sob o ponto de vista das conflitualidades entre a floresta, o fogo e pastoreio
no Norte, Centro e Sul. No que respeita à avaliação efectuada nos três sítios referidos, verificouse que as queimadas que decorriam no período de Outono-Primavera, eram geralmente fogos
de baixa a média intensidade e pouco severos com a vegetação existente, exceptuando algumas
ocorrências no Alvão/Marão.
Palavras-chave: Efectivos pecuários; população; floresta; fogo; vegetação
Regional Grazing and Fire Characteristics in the Portuguese Landscape
Abstract. For the mainland Portuguese territory we present a statistical temporal analysis
(1930-2001) based on the densities of grazing animals and population at the "freguesia"
(smallest administrative unit) level. We also compare these data with fire regime indicators
between 1990 and 2007. Subsequently, we study the characteristics and consequences
associated to fire occurrences in the autumn-spring period of 2007, in three areas on northern
Portugal, respectively Alvão/Marão, Montemuro and Barroso/Larouco. Each burned area was
georeferenciated and measured, and assessments were made of fire effects on vegetation,
erosion and fire severity. From the temporal statistical analysis results we highlight the clusters
of "freguesias" where conflicts between forest, fire and grazing are more likely, in the North,
Centre and South regions of Portugal. Concerning the assessment carried out at the three
Northern sites, we have found that traditional burning practices in autumn-spring are generally
1º Autor E-mail: [email protected]
28
Manso, F. T., et al.
characterized by low to moderate intensity with low burn severity on the vegetation;
nonetheless, some exceptions have occurred at Alvão-Marão.
Key words: Grazing animals; population; forest; fire; vegetation
Évaluation des Caractéristiques Régionales et Saisonnières Associées au Régime du Feu et
du Pâturage
Résumé. Pour le territoire du Portugal on présente des analyses statistiques évolutives sur la
densité de la population et des effectifs des animaux, entre 1930 et 2001, au niveau des
«freguesias». On montre, aussi, la comparaison de ces données avec les indicateurs du régime
de feu entre 1990 et 2007. En suite on a étudié les caractéristiques et conséquences qui sont
associées aux feux de la période Automne-Printemps en 2007, en trois endroits de la région
Nord du Portugal, Alvão/Marão, Montemuro et Barroso/Larouco. Chaque surface brûlée a été
georréferrenciée et la dimension des feux, les effets sur la végétation et l'érosion ont été décrits.
On a aussi évalué la sévérité des feux. Des résultats obtenus d'après les statistiques évolutives,
nous avons mis en relief les clusters de «freguesias» qui pourront être plus problématiques du
point de vue des conflits entre la forêt, le feu et le pâturage au Nord, au Centre et au Sud du
Portugal. En ce qui concerne l'évaluation réalisée dans les trois endroits indiqués, nous avons
vérifié que les feux pratiqués en période Automne-Printemps, étaient généralement des feux de
baisse à moyenne intensité et peu sévères avec la végétation existante, a l'exception de certains
cas a Alvão-Marão.
Mots clés: Effectifs animaux; population; forêt; feu; végétation
Introdução
Portugal é o país da Europa
Mediterrânica onde a média anual da
área ardida registou os maiores
acréscimos nas últimas duas décadas
(CATRY et al., 2006). Entre 2001 e 2005, os
incêndios afectaram uma média anual de
213 000 ha, especialmente nas regiões de
montanha e do interior, ou seja, nas
zonas mais deprimidas do país do ponto
de vista socio-económico (PINHO, 2008).
MATHER e PEREIRA (2006) referem que o
problema dos incêndios florestais em
Portugal tem sido agravado pelas
interacções complexas entre o uso da
terra e a demografia, influenciadas por
processos de modernização. Estas
situações têm sido verificadas nas áreas
rurais durante os últimos cem anos. No
Outono de 2007, registou-se um elevado
número de ocorrências, colocando-se a
hipótese de serem causadas pela
actividade pastoril, nomeadamente para
renovação de pastagens.
Segundo BENGTSSON et al. (2000),
torna-se necessário compreender a
dinâmica dos distúrbios naturais e a
forma como se relacionam com as
perturbações de origem humana. Este
autor considera que as práticas de gestão
e intervenção, são essenciais para
preservar e gerir a biodiversidade nos
ecossistemas humanizados das actuais
florestas europeias, uma vez que estas
evoluíram sob naturais regimes de
perturbação, aos quais se foram
adaptando.
Por isso, se põe igualmente a questão
de equacionar o que acontece, ou
aconteceu, do ponto de vista do regime
de fogo, às regiões do interior, onde se
verificou emigração e o pastoreio foi
praticamente abandonado? E onde,
efectivamente, ainda existe pastoreio,
quais as consequências dos fogos
sazonais com o objectivo de renovação
de pastagens?
Regime de Fogo e Pastoreio
Perante tal conjunto de constatações e
interrogações, este estudo desenvolveuse em duas componentes:
1 - A percepção de características
regionais inerentes ao regime de fogo e
ao pastoreio
2 - Avaliação da dimensão e efeitos
ecológicos dos fogos de OutonoPrimavera
1 - Percepção de características regionais
inerentes ao regime de fogo e ao
pastoreio
Nesta primeira componente, os
objectivos foram tentar reconhecer
padrões locais e tipologias coerentes de
relações entre a evolução dos efectivos
pecuários e da população no território de
Portugal
Continental.
Pretendeu-se
também verificar a influência destes
fenómenos ao nível do número de
incêndios e da dimensão das áreas
ardidas e, desta forma, perceber a
probabilidade
da
existência
de
agrupamentos de freguesias localizadas,
associadas ao fogo de origem pastoril.
Para tal, efectuou-se um levantamento estatístico com base em arrolamentos e
recenseamentos disponíveis no INE
(Instituto Nacional de Estatística). As
freguesias consideradas foram as
classificadas segundo a tipologia das
áreas urbanas definida pelo INE (1998)
como áreas predominantemente rurais
(APR) e moderadamente urbanas (AMU),
tendo sido excluídas as áreas predominantemente urbanas (APU). Assim, foram
utilizados os dados de arrolamentos e
recenseamentos compreendidos entre
1930 e 2001 para as regiões Norte (Norte
de Douro), Centro (entre os rios Douro e
Tejo) e o Sul de Portugal (Sul do rio
Tejo). Constituída a base de dados de
29
referência e considerando a área de cada
freguesia (km2), calculámos a densidade
de cada um dos tipos de efectivos (nº de
animais/km2) e da população (nº de
habitantes/km2),
por
cada
data
seleccionada. Para a classificação e
agrupamento das freguesias de acordo
com as suas características evolutivas em
termos das densidades de efectivos
pecuários de bovinos, ovinos, caprinos e
população, utilizámos uma análise de
"clusters" (PESTANA e GAGEIRO, 2000).
Posteriormente a base de dados acima
citada foi completada com outra base de
dados,
relativa
aos
parâmetros
indicadores do regime de fogo:
percentagem de área ardida (Pard) e a
densidade de incêndios (Di) entre 1990 e
2007 (SGIF/AFN, 2007), também ao nível
da freguesia.
Características regionais do regime de fogo
em Portugal Continental
A nível nacional foram obtidos treze
clusters ou grupos de freguesias, os quais
se agruparam e classificaram, regionalmente, mediante os diferentes tipos de
evolução da densidade dos efectivos
pecuários e da densidade populacional.
Na Figura 1, podemos observar a
distribuição
geográfica
dos
treze
"clusters", os quais tiveram as seguintes
designações, de Norte para Sul e do
litoral para o interior: Noroeste Litoral,
Noroeste Interior, Cordilheira MinhotoDuriense, Nordeste Transmontano, Alto
Douro e Terra Quente, Litoral Centro,
Transição, Beira, Transumância, Centro
Geográfico, Sul Superior, Sul Interior e
Sul Extremo. Em todo o território
nacional, com excepção dos grupos do
litoral Norte e Centro, os restantes não
têm qualquer continuidade geográfica
perante os objectivos que pretendemos
30
Manso, F. T., et al.
discutir. Entre o Norte e o Centro
poderia surgir a hipótese de existir
alguma continuidade entre o Noroeste
Interior e a Beira, mas efectivamente, a
realidade não é a mesma. Destes treze
grupos distinguimos os que poderão ser
mais problemáticos sob o ponto de vista
das conflitualidades entre a floresta, o
fogo e pastoreio.
Figura 1 – Distribuição espacial dos clusters em Portugal Continental
Regime de Fogo e Pastoreio
Assim, antes de descrevermos as
características específicas de cada uma
das regiões, abordaremos genericamente
os clusters ou grupos de freguesias, entre
os quais, no Norte, destacamos o
Noroeste-Interior e a Cordilheira-Minhoto-Duriense, em que ambos
poderão ter causalidades, quer devido a
fogos derivados da existência de grandes
áreas de monocultura florestal, quer de
origem
pastoril.
Já
no
Centro,
destacamos três clusters dois dos quais,
Beira e Transumância, em que as origens
de fogo poderão ser as mesmas dos dois
grupos destacados no Norte, ou seja,
tanto fogos derivados da existência de
grandes áreas de monocultura florestal,
como de origem pastoril. No Centro,
observamos ainda um cluster com
elevada área ardida em que predomina a
elevada extensão florestal, o Centro
Geográfico. Relativamente ao Sul a
realidade é completamente diferente,
dado que quer as áreas ardidas, quer as
densidades de incêndios são bastante
reduzidas quando comparadas com o
Norte e o Centro.
Os efectivos pecuários e o regime de fogo no
Norte
Especificando cada região caso a caso,
e para a Região Norte, vejamos a
distribuição geográfica dos cinco clusters
de freguesias, observando mais pormenorizadamente o Noroeste-Interior e a
Cordilheira-Minhoto-Duriense (Figura
1). O Noroeste Interior é um agrupamento de freguesias que se localizam
essencialmente no interior do Minho,
integrando as faldas das zonas serranas
do Douro Litoral, Minho e Trás-osMontes. A Cordilheira Minhoto-Duriense
engloba um conjunto de freguesias que
dominam nas zonas serranas do Minho
31
(Peneda, Soajo, Gerês e Cabreira) e Trás-os-Montes (Larouco, Barroso, Alvão,
Marão, Padrela, Nogueira, Bornes e
Mogadouro).
Observando na Figura 2, as variações
da evolução das densidades dos efectivos
pecuários e da população nestes
"clusters", podemos registar igualmente
que em ambos os grupos, Noroeste
Interior e Cordilheira Minhoto-Duriense,
tanto os efectivos pecuários, como a
população têm tendências predominantemente decrescentes, principalmente a
partir de 1955. Verificamos ainda que, no
Noroeste Interior, a densidade de ovinos
entre 1955 e 1989 é a mais elevada dos
agrupamentos, enquanto que a densidade de caprinos sofre um acentuado
decréscimo ao longo do século XX,
apesar de se manter nos níveis mais
elevados.
Quanto à Cordilheira Minhoto-Duriense, podemos acentuar que a
densidade de caprinos se mantém
sempre no nível superior e a população
está permanentemente em decréscimo e
no nível mais baixo.
Quando se comparam os parâmetros
indicadores do regime de fogo (Figura 3),
observamos a maior densidade de
incêndios
no
Noroeste
Litoral
(14,4/1000ha/ano), seguido do Noroeste
Interior (12,5/1000ha/ano), o qual
apresenta a maior percentagem anual de
área ardida (2,5%).
O "cluster" Cordilheira MinhotoDuriense apresenta inferior percentagem
de área ardida (2,0%), quando comparado com o Noroeste Interior, sendo, no
entanto, elevada relativamente aos
restantes "clusters". Este agrupamento
tem uma baixa densidade de incêndios
(3,2/1000ha/ano).
Comparativamente
aos resultados obtidos por Manso (2004),
para o período compreendido entre 1990
32
Manso, F. T., et al.
e 2001, para esta região, não se verificou
uma significativa diferença. Nesta
actualização (1990 – 2007), importa
assinalar, essencialmente, os aumentos
das médias das percentagens das áreas
ardidas para todos os clusters, embora as
proporções entre os mesmos se tenham
mantido.
6,00
Ln (Nº de efectivos e habitantes/Km2)
5,00
4,00
3,00
2,00
1,00
0,00
Bov34 Bov55 Bov72 Bov89 Bov99
Ov34
Noroeste Litoral
Ov55
Noroeste Interior
Ov72
Ov89
Ov99
Cap34 Cap55 Cap72 Cap89 Cap99
Cordilheira Minhoto-Duriense
Nordeste Transmontano
Hab30 Hab50 Hab70 Hab91 Hab01
Alto Douro e Terra Quente
Figura 2 – Evolução das densidades e dos efectivos pecuários nos cinco clusters da região
Norte
4,5
14
13
4
11
10
3
9
8
2,5
7
2
6
5
1,5
4
1
Média do nº de incêndios/1000 ha/ano
Média das percentagens de área ardida (%)
12
3,5
Pard
Di
3
2
0,5
1
0
0
Noroeste Litoral
Noroeste Interior
Cordilheira MinhotoDuriense
Nordeste Transmontano
Alto Douro e Terra Quente
Figura 3 – Variação dos indicadores do regime de fogo nos cinco clusters da região Norte
Regime de Fogo e Pastoreio
Os efectivos pecuários e o regime de fogo no
Centro
33
cordilheira da Serra da Estrela. O cluster
Transumância integra zonas da antiga
transumância, como a Serra da Estrela,
parte da zona norte do distrito da
Guarda e o concelho de Idanha-a-Nova.
O cluster Centro Geográfico engloba
aproximadamente o centro geográfico de
Portugal, nomeadamente Vila de Rei,
sendo essa zona caracterizada pelo
domínio da floresta de produção.
Se observarmos as variações de
população, de densidades de efectivos
pecuários na Figura 4, e mais concretamente em termos de pequenos
ruminantes (ovinos e caprinos), normalmente mais críticos em termos de regime
de fogo, podemos constatar que os três
agrupamentos têm tendências populacionais
decrescentes
desde
1950.
No respeitante à Região Centro,
podemos observar a distribuição geográfica dos cinco clusters de freguesias,
centrando-nos mais pormenorizadamente nos grupos Beira, Transumância e
Centro Geográfico (Figura 1). O
agrupamento Beira é constituído por um
complexo
montanhoso
Montejunto-Montemuro, que se estende às Serras de
Leomil e Marofa, abrangendo situações
bastante heterogéneas, que poderão ir
desde áreas de floresta de produção
(pinheiro e eucalipto) até áreas
dominadas por pastagens, matos baixos,
matos altos e carvalhais em regeneração,
e que envolvem tendencialmente a
6,000
Ln (nº de efectivos e habitantes/km2)
5,000
4,000
3,000
2,000
1,000
0,000
Bov/34
Bov/72
Bov/99
Litoral
Ovi/34
Ovi/72
Transição
Ovi/99
Beira
Cap/34
Cap/72
Transumância
Cap/99
Hab/30
Hab/70
Hab/01
Centro Geog.
Figura 4 - Evolução das densidades e dos efectivos pecuários nos cinco clusters da região
Centro
34
Manso, F. T., et al.
Verificamos ainda no cluster Beira que a
densidade de ovinos é a segunda mais
elevada e a de caprinos a mais elevada
em 1999. No que concerne ao grupo
Transumância, este apresenta o mais
elevado nível de ovinos, mas o nível de
caprinos é inferior aos agrupamentos
Beira e Centro Geográfico, sendo
tendencialmente decrescente. O Centro
Geográfico surge com um muito
acentuado decréscimo de ovinos, tendo o
nível mais baixo de todos os grupos.
Quanto aos caprinos, apresenta-se com
uma densidade imediatamente abaixo do
cluster Beira. No Centro Geográfico,
salienta-se ainda o maior decréscimo
demográfico dos agrupamentos da
região Centro.
Se efectuarmos uma comparação
entre os clusters relativamente aos
indicadores de regime de fogo,
observamos a superior densidade de
incêndios no cluster Transição, mas no
âmbito
dos
três
clusters
mais
problemáticos, o grupo Transumância
tem uma densidade de incêndios
(2,8/1000ha/ano) ligeiramente superior
(Figura 5). No entanto, em termos das
percentagens das áreas ardidas, destacase claramente o Centro Geográfico (4%),
o qual apesar dum nível intermédio de
caprinos, tem uma baixa densidade de
ovinos e um acentuado decréscimo
populacional.
4,5
14
13
4
12
11
10
3
9
8
2,5
7
2
6
5
1,5
Média do nº de incêndios/1000 ha/ano
Média das percentagens de área ardida (%)
3,5
4
1
3
2
0,5
1
0
0
Litoral
Transição
Beira
Transumancia
Centro Geog.
Figura 5 - Variação dos indicadores do regime de fogo nos cinco clusters da região Centro
Pard
Di
Regime de Fogo e Pastoreio
Os efectivos pecuários e o regime de fogo no
Sul
Para a Região Sul, vejamos a
distribuição
geográfica
dos
três
agrupamentos de freguesias, os quais
designámos de Sul Superior, Sul Interior
e Sul Extremo (Figura 1). O cluster Sul
Superior abrange essencialmente zonas
do Alto Alentejo, o Sul Interior localizase fundamentalmente entre o Baixo
Alentejo e o Algarve, mas persistindo
mais para o interior do continente. O Sul
Extremo incide quer nas zonas mais
elevadas do Alto Alentejo, serra de
Marvão, quer nas elevações do Baixo
Alentejo e Algarve, nomeadamente na
serra de Monchique.
Os efectivos bovinos exibem uma
evolução com uma tendência de
crescimento nos três clusters. Quanto aos
35
pequenos ruminantes, constata-se um
nível elevado e estável de ovinos no Sul
Superior, embora a densidade de
caprinos seja a mais baixa. O Sul Interior
apresenta uma densidade intermédia de
ovinos, sendo a densidade de caprinos a
mais elevada, embora tendencialmente
decrescente. O Sul Extremo tem as
menores densidades de ovinos e
densidades intermédias de caprinos
(Figura 6).
Quando confrontamos estes dados
com os indicadores de regime de fogo,
verificamos que o Sul Extremo tem a
mais elevada densidade de incêndios
(1,1/1000ha/ano) e percentagens de
áreas ardidas muito próximas do Sul
Interior (0,74%), mas estes valores são
insignificantes quando comparados com
os do Norte e Centro (Figura 7).
Ln (nº de efectivos e habitantes/km2)
5,000
4,000
3,000
2,000
1,000
0,000
Bov/34
Bov/72
Bov/99
Ovi/34
Ovi/72
Ovi/99
Sul Superior
Cap/34
Sul Interior
Cap/72
Cap/99
Hab/30
Hab/70
Hab/01
Sul Extremo
Figura 6 - Evolução das densidades e dos efectivos pecuários nos cinco clusters da região Sul
36
Manso, F. T., et al.
4,5
14
13
4
11
10
3
9
8
2,5
7
2
6
5
1,5
4
1
Média do nº de incêndios/1000 ha/ano
Média das percentagens de área ardida (%)
12
3,5
Pard
Di
3
2
0,5
1
0
0
Sul Superior
Sul Interior
Sul Extremo
Figura 7 - Variação dos indicadores do regime de fogo nos cinco clusters da região Sul
Em síntese, os resultados indicaram
fundamentalmente a existência de
grupos de freguesias abrangendo
características marcadamente regionais
onde se verificam prováveis tendências
de causalidade de ocorrências de
incêndios e de propagação dos mesmos.
No entanto, não foi detectada qualquer
associação indicadora da relação de
causa-efeito entre a densidade de
efectivos pecuários, as percentagens de
áreas ardidas e a densidade de incêndios.
Não podemos, contudo, deixar de referir
a existência de grupos de freguesias onde
as maiores áreas ardidas coincidem com
zonas onde predominam monoculturas
de florestas de produção. ZEDLER e
REGO (2006) consideram que a existência
dum coberto vegetal mais ou menos
contínuo, irá ter sempre a probabilidade
de que sob condições muito severas, um
fogo possa evoluir ao ponto de constituir
uma desordem regional. Destacam-se,
igualmente,
tendências
evolutivas
decrescentes coincidentes na população e
efectivos pecuários a partir de 1955. Este
facto é indicador da problemática do
abandono rural em zonas desfavorecidas, o qual está bastante relacionado com
o aumento de incultos e áreas ardidas.
Estes aspectos, já anteriormente tinham
sido registados por ALMEIDA e MOURA
(1992), que também indicaram a
existência de maior número de incêndios
e maiores áreas ardidas nos concelhos
com mais áreas de pinhal e eucaliptal,
assim como, com maior emigração. Mais
recentemente, MATHER e PEREIRA,
(2006) assinalaram igualmente um
aumento da área ardida nos distritos que
perderam
população
através
da
migração, destacando que a relação entre
a demografia e a incidência do fogo é
mais forte para os povoamentos
florestais do que para as áreas de matos
ou para a área ardida total. Por outro
lado, sem dúvida, que existem grupos de
freguesias
indicadores
de
maior
probabilidade de ocorrências de fogo por
pastoreio, devido às mais diversas
Regime de Fogo e Pastoreio
causas, que vão desde a necessidade de
renovação de pastagens a questões de
conflitualidades diversas.
Estratégias a Promover
Nas zonas mais críticas e conflituosas
torna-se necessário realizar todo um
trabalho de carácter sociológico em que
se deverão conhecer as práticas
ancestrais, tentando compatibilizar os
saberes tradicionais com os interesses
dum correcto ordenamento e gestão do
território. Para tal fim, dever-se-á
promover
a
sensibilização
e
o
envolvimento de todos os actores sociais,
tendo aqui elevada preponderância, a
participação pública activa. Segundo
VELEZ (2006), a educação ambiental é
claramente deficitária, não sendo apenas
básica para a população urbana, mas
tendo também muita importância para a
população rural. A criação de condições
para a valorização social do pastor e da
actividade pastoril, salientando a
multifuncionalidade de papéis que esta
actividade poderá realizar num largo
espectro, que vai da vigilância do terreno
até à promoção do turismo de natureza, é
igualmente um passo determinante.
Neste contexto, e inserindo a importância
destas intervenções também à escala da
paisagem, tornam-se fulcrais as acções
concertadas de renovação de pastagens
entre os diversos agentes do território e
os organismos institucionais regionais
(MOORE e SMITH, 2006).
2 - Avaliação da dimensão e efeitos
ecológicos dos fogos de Outono-Primavera
Tendo em linha de conta os "clusters"
obtidos para o Norte, na primeira
componente deste estudo, foram a partir
37
daí, seleccionados locais considerados
casos de estudo concretos, em que se
procedeu no terreno à avaliação da
dimensão dos fogos de OutonoPrimavera e dos respectivos efeitos
ecológicos. Neste sentido pretendeu-se
estudar e caracterizar as ocorrências fora
do período estival, derivadas da
utilização do fogo como processo de
reconverter
pastagens,
desbravar
território, afugentar predadores e/ou
limpeza de restolho, sendo estas, práticas
ancestrais e tradicionais do Homem. Para
este efeito, e porque estas ocorrências
coincidem, em muitas situações, com
Sítios de Importância Comunitária,
classificados pela Rede Natura 2000,
foram executados diagnósticos de
campo, nas serras do complexo
Alvão/Marão, Montemuro, e Barroso/
/Larouco Estes locais têm, para além da
referida classificação, em comum, a
presença ainda significativa de pastoreio
extensivo e a persistência significativa de
áreas ardidas no período Outono/
/Primavera.
A
inventariação
consistiu
na
georreferenciação do perímetro das áreas
ardidas, tendo, em cada uma das
referidas áreas, sido recolhidos, por
observação,
dados
respeitantes
à
caracterização da vegetação original,
respectiva similaridade com a vegetação
envolvente,
e
caracterização
da
recuperação da vegetação pós-fogo. Para
a avaliação da severidade do fogo foi
adaptada a tabela proveniente da USDI
National Park Service (2003) e para os
vestígios de erosão, utilizou-se uma
adaptação da tabela da FAO (1976).
Sítio Alvão/Marão
Na área circunscrita ao Sítio Alvão-Marão foram georreferenciados 237
38
Manso, F. T., et al.
hectares de área ardida, distribuídos por
91 áreas ou locais. A maior parte das
áreas ardidas não ultrapassava os 2,5 ha
(70 áreas em 91 locais), cerca de 15
polígonos situavam-se entre os 2,5 ha e
os 10 ha, enquanto, duas áreas
ultrapassavam os 30 hectares. Registou-se ainda que entre os 10 e os 30 hectares
não se registaram áreas ardidas (Figura
8).
No que respeita à vegetação com
maior incidência do fogo como se pode
observar na Figura 9, as espécies mais
atingidas são as urzes de porte alto (Erica
arborea e E. australis) e a carqueja
(Pterospartum tridentatum), embora esta
raramente tenha um carácter dominante.
Por seu turno, a giesta (Cytisus sp.) surge
em cerca de metade dos locais visitados,
sendo a espécie dominante. Realça-se,
igualmente, o tojo (Ulex sp.) e vegetação
herbácea, os quais se observam em cerca
de um terço dos locais amostrados. Ao
nível da recuperação da vegetação após o
fogo (Figura 10), notou-se uma
significativa recuperação da carqueja, da
vegetação herbácea e da urze (Erica sp.).
Verificou-se igualmente um aumento
significativo da presença de fetos
(Pteridium aquilinum). No entanto,
relativamente
à
capacidade
de
recuperação da cobertura do solo,
registou-se que em 86,8% dos casos das
situações pós-fogo, se observava uma
cobertura do solo inferior a 20%. Nestas
situações o solo fica muito desprotegido,
ficando a mercê da erosão eólica e
hídrica.
Quanto à severidade do fogo,
verificámos, no caso do Alvão/Marão,
que os fogos de Outono/Primavera
apresentavam ligeira a moderada
severidade. Foram casos de fogos de
baixa a média intensidade que não
afectaram, duma forma drástica, a
capacidade de regeneração da vegetação.
Destaque para a existência de 12,1% de
casos com fogo severo, 55% de situações
de áreas moderadamente queimadas e as
restantes 32,9% ligeiramente queimadas.
Em termos da erosão, observou-se que
29,6% das parcelas visitadas da região do
Alvão/Marão
evidenciavam
graves
problemas de erosão pós-fogo, isto é,
erosão crítica a severa, em 34,1% dos
casos, a erosão era moderada e nos
restantes 36,2% era ligeira ou inexistente.
Figura 8 – Histograma de frequências das áreas ardidas - Alvão/Marão
Regime de Fogo e Pastoreio
39
Figura 9 – Composição florística da vegetação anterior ao fogo no Alvão/Marão
Figura 10 – Composição florística da vegetação posterior ao fogo no Alvão/Marão
As observações mostraram que em
cerca de metade dos casos o fogo se autoextinguia, ou seja, não existia intervenção
humana no acto de supressão do fogo.
Outros factores preponderantes na
contenção
do
fogo
eram
as
descontinuidades criadas pela rede viária
(estradas), linhas de água e áreas ardidas
anteriores.
Sítio Montemuro
Na área circunscrita ao Sítio
Montemuro foi recolhida informação
relativa
a
78
áreas
ardidas,
correspondentes a 484 ha. Neste Sítio, 43
das áreas ardidas não eram superiores a
2,5 ha e no limite em 4 locais arderam
mais de 30 ha (Figura 11).
40
Manso, F. T., et al.
Figura 11 - Histograma de frequências das áreas ardidas – Montemuro
Como se pode observar na Figura 12,
o fogo incide preferencialmente em áreas
onde a espécie arbustiva predominante é
a giesta, ocorrendo em mais de 50% dos
locais amostrados como dominante, e
geralmente acompanhada por vegetação
herbácea.
Nos
restantes
locais,
geralmente associados a zonas mais
elevadas, temos uma dominância
repartida por espécies
arbustivas
pioneiras, de porte mais rasteiro, como
são os casos do tojo, carqueja, urze e
sargaço (Halimium alyssoides).
Ao nível da recuperação da vegetação
pós-fogo (Figura 13), somente em 30%
dos locais inventariados não foi
encontrada vegetação herbácea. Nos
restantes locais, geralmente a vegetação
herbácea surgia como dominante ou subdominante. Verificou-se igualmente um
aumento significativo da presença de
fetos, normalmente circunscritos a
determinadas porções da área ardida. Ao
nível da vegetação arbustiva, a giesta e a
urze apresentaram uma recuperação
bastante fraca e pouco exuberante à
passagem do fogo. Pelo contrário,
registou-se
o
surgimento
de
comunidades pioneiras como o tojo, a
carqueja e o sargaço. Ao nível das
espécies arbóreas observou-se uma
capacidade de regeneração de carvalhal
(Quercus sp.) superior à do pinheiro
bravo (Pinus pinaster) nas situações pós-fogo. Quanto à capacidade de
recuperação da cobertura do solo,
verificou-se que em 80,8% dos casos, a
vegetação ocupava uma cobertura
superior a 50%. Este facto revela uma
elevada capacidade de recuperação da
vegetação.
Relativamente à severidade do fogo,
em 69,2% dos casos a severidade é ligeira
e nos restantes é moderada. Em geral,
estamos em presença de fogos pouco
intensos que não afectam duma forma
drástica a capacidade de regeneração da
vegetação afectada. Os resultados
obtidos mostram que a maior parte dos
locais visitados (91%) não apresentam
graves problemas de erosão e que
somente para um local, temos evidências
de erosão crítica.
Regime de Fogo e Pastoreio
41
Figura 12 – Composição florística da vegetação anterior ao fogo em Montemuro
Figura 13 – Composição florística da vegetação posterior ao fogo em Montemuro
No que respeita à extinção, no Sítio
Montemuro verificou-se que em cerca de
um terço dos casos, o fogo se autoextinguia.
Barroso/Larouco
No inventário efectuado na zona de
interface entre as serras do Gerês e
Barroso/Larouco foram caracterizadas
131 áreas, perfazendo uma área total de
803,19ha. Do total, 70% situava-se na
envolvente agrícola externa às povoações, sendo a restante correspondente a
zonas de incultos. Grande parte das
áreas concentravam-se no intervalo de
0-5 ha, num total de 100 áreas (Figura
14), correspondendo maioritariamente a
terrenos agrícolas nos quais dominava a
giesta associada a vegetação herbácea, 27
áreas correspondem ao intervalo de
5-30 ha e as 4 restantes têm dimensões
superiores a 30 ha.
Relativamente às espécies dominantes
na vegetação anterior ao fogo, é claramente evidente o predomínio da giesta
(60% dos casos) sobre as restantes espécies, seguindo-se vegetação herbácea, a
qual, age como o vector de propagação
do fogo no terreno (Figura 15). Nas zonas
mais elevadas, e associadas a áreas de
42
Manso, F. T., et al.
pastoreio de percurso, observaram-se
como dominantes, as espécies arbustivas,
características de solos mais delgados,
urze,
carqueja
e
sargaço,
com
percentagens de ocupação da ordem dos
20%.
Figura 14 – Histograma de frequências das áreas ardidas – Barroso/Larouco
Figura 15 – Composição florística da vegetação anterior ao fogo no Barroso/Larouco
Regime de Fogo e Pastoreio
Quanto ao efeito do fogo no estrato
arbustivo, a giesta é claramente a espécie
mais perturbada após o fogo, dado a sua
percentagem de dominância cair de 60%
para 2%, ao contrário do verificado na
vegetação herbácea que apresenta a sua
percentagem de dominância elevada de
34% para 72%. No entanto, as comunidades arbustivas pioneiras constituídas por
urze, carqueja e sargaço não apresentam
perturbações significativas à passagem
do fogo, mantendo-se nos mesmos
intervalos (Figura 16). Na capacidade de
recuperação da cobertura do solo,
registou-se que em 96,2% dos casos, a
vegetação ocupava uma cobertura
superior a 50%, o que revela uma
elevada capacidade de recuperação da
vegetação.
Relativamente à severidade do fogo,
das 131 parcelas caracterizadas, aproximadamente 70% apresentavam um grau
moderado de queima, ressalvando que
cerca de 17% apresentavam severidade
43
extrema. As observações mostraram que
a maior parte dos locais visitados (87%)
não apresentavam graves problemas de
erosão, apenas 12 locais tinham erosão
moderada e somente para um local, se
verificaram evidências de erosão crítica e
severa. Também nesta zona se verificou
que, na maior parte dos casos, o fogo se
auto-extinguia.
Em síntese, registámos que a maioria
dos fogos Outono-Primavera abrangia
áreas inferiores a 2,5 ha. Ao nível da
recuperação da vegetação, esta era
significativamente abundante e com
grande capacidade de regeneração no
Barroso/Larouco e na Serra de
Montemuro, sendo, no entanto, mais
fraca no Alvão/Marão. As queimadas
observadas, foram geralmente fogos de
baixa a média intensidade e pouco
severos com a vegetação existente,
surgindo, contudo, as situações mais
críticas no Alvão-Marão.
Figura 16 – Composição florística da vegetação posterior ao fogo no Barroso/Larouco
44
Manso, F. T., et al.
A partir dos resultados obtidos
podemos considerar que o fogo, desde
que utilizado convenientemente no
período de Outono-Primavera, pode ser
uma ferramenta eficiente e económica
para a renovação de pastagens, gestão de
combustíveis e defesa da floresta contra
incêndios. Esta perspectiva está de
acordo com a de ZEDLER e REGO (2006)
quando afirmam que se torna necessário
desenvolver medidas que restrinjam o
fogo a certos limites que possibilitem
manter a biodiversidade, reduzindo para
limites aceitáveis, os prejuízos em vidas,
propriedades, bens e serviços, sendo este
um desafio para a gestão e o
ordenamento do território.
Agradecimentos
CATRY, F., REGO, F.C., BUGALHO, M.N., LOPES,
T., SILVA, J.S., MOREIRA, F., 2006. Effects of
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Impactes e Prevenção. PEREIRA, J.S.;
PEREIRA, J.M.; REGO, F.C.; SILVA, J.M.N.;
SILVA. T.P. (Eds.) ISA/Press, Lisboa,
pp.. 370-384.
PESTANA, M.H., GAGEIRO, J.N., 2000. Análise
Ao Professor Francisco Rego por
todas as sugestões formuladas. Ao
Engenheiro Miguel Galante e à
Autoridade Florestal Nacional que
tornaram viável a finalização deste
trabalho.
Este estudo foi financiado pelo
projecto Forest Focus C - Studies "A
relação entre o pastoreio e os incêndios
florestais", promovido pela Autoridade
Florestal Nacional.
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http:
//www.afn.
min-agricultura.pt.
(SGIF/AFN (2007)
Entregue para publicação em Julho de 2009
Aceite para publicação em Janeiro de 2010
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