Capítulo 14 Capital de giro e administração do Ativo Circulante slide 1 © 2010 www.netofeitosa.com.br Pearson Prentice Hall.- Todos [email protected] os direitos reservados. Objetivos de aprendizagem 1. Compreender a administração financeira de curto prazo, o capital de giro líquido e a relação entre rentabilidade e risco. 2. Descrever o ciclo de conversão de caixa, suas necessidades de financiamento e as principais estratégias para geri-lo. 3. Discutir a administração de estoques: diferentes enfoques, técnicas comuns e considerações internacionais. slide 2 14-2 www.netofeitosa.com.br - [email protected] 4. Explicar o processo de seleção de crédito e o procedimento quantitativo de avaliação de mudança dos padrões de concessão de crédito. 5. Rever os procedimentos de avaliação quantitativa das alterações em descontos financeiros e outros aspectos dos termos de crédito e do monitoramento de crédito. 6. Compreender a administração de recebimentos e pagamentos, incluindo float, aceleração de cobrança, retardamento de pagamentos, concentração de caixa, contas com saldo nulo e aplicação em títulos de liquidez imediata. slide 3 14-3 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Ativos & passivos de curto & longo prazo Ativos circulantes: Caixa Títulos negociáveis Pré-pagamentos Contas a receber Estoques Ativos fixos: Investimento Instalações & máquinas Terreno e prédio slide 4 Passivos circulantes: Contas a pagar a fornecedores Despesas Dívida de curto prazo Impostos a pagar Financiamento de longo prazo: Capital de terceiros Capital próprio 14-4 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Capital de giro líquido • O capital de giro inclui os ativos circulantes de uma empresa, que se compõem de caixa e títulos negociáveis, além de contas a receber e estoques. • Também consiste de passivos circulantes, incluindo contas a pagar, empréstimos bancários e despesas a pagar. • O capital de giro líquido é definido como o total de ativos circulantes menos o total de passivos circulantes. slide 5 14-5 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Compensação entre rentabilidade e risco • Capital de giro líquido positivo (baixo retorno e baixo risco) baixo retorno Ativos circulantes Capital de giro líquido > 0 Passivos circulantes baixo custo alto custo Dívida de longo prazo alto retorno Ativos fixos slide 6 Capital próprio 14-6 custo mais alto www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Capital de giro líquido negativo (alto retorno e alto risco) baixo retorno Ativos circulantes alto retorno Ativos fixos slide 7 Passivos circulantes Capital de giro líquido < 0 baixo custo Dívida de longo prazo alto custo Capital próprio custo mais alto 14-7 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 14.1 Efeitos da variação do quociente sobre o lucro e o risco slide 8 14-8 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Ciclo de conversão de caixa • A administração financeira de curto prazo – administrar ativos e passivos circulantes – é uma das atividades mais importantes e demoradas do administrador financeiro. • O objetivo da administração financeira de curto prazo é administrar cada um dos ativos e passivos circulantes de uma empresa, para atingir o equilíbrio entre rentabilidade e risco que contribui de modo positivo para o valor geral do negócio. • Entender o ciclo de conversão de caixa de uma empresa é essencial à administração financeira de curto prazo. slide 9 14-9 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Cálculo do ciclo de conversão de caixa O ciclo operacional (CO) de uma empresa é o período de tempo que vai do começo do processo de produção até o recebimento de caixa resultante da venda do produto acabado. O ciclo de conversão de caixa (CCC) representa o ciclo operacional menos o prazo médio de pagamento. slide 10 14-10 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Tanto o CO quanto o CCC podem ser calculados conforme demonstrado a seguir: slide 11 14-11 www.netofeitosa.com.br - [email protected] A MAX Company, fabricante de pratos descartáveis, tem vendas anuais de $ 10 milhões, custo das mercadorias vendidas de 75% das vendas e compras que correspondem a 65% do custo das mercadorias vendidas. A idade média dos estoques (IME) é de 60 dias, o prazo médio de recebimento (PMR) de 40 dias e o prazo médio de pagamento (PMP) de 35 dias. Logo, o ciclo de conversão de caixa da MAX é de 65 dias (60 + 40 – 35). A Figura 14.1 apresenta o ciclo de conversão de caixa da MAX Company em uma linha de tempo. slide 12 14-12 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Figura 14.1 Linha de tempo do ciclo de Conversão de caixa da MAX Company slide 13 14-13 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Os recursos investidos pela MAX nesse ciclo de conversão de caixa (supondo-se um ano de 365 dias) são: Evidentemente, reduzir o IME ou o PMR ou prolongar o PMP diminuirá o ciclo de conversão de caixa, com isso diminuindo a quantidade de recursos a serem comprometidos pela empresa para sustentar as operações. slide 14 14-14 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Necessidades de financiamento resultantes do CCC • Necessidades de financiamento permanente versus financiamento sazonal. – Se as vendas de uma empresa forem constantes, seu investimento em ativos operacionais também deverá ser constante e ela terá apenas necessidade de financiamento permanente. slide 15 – Se as vendas forem cíclicas, o investimento em ativos operacionais variará ao longo do tempo conforme os ciclos de vendas e a empresa terá necessidade de financiamento sazonal, além do financimanto permanente necessário para um investimento mínimo em ativos operacionais. www.netofeitosa.com.br - [email protected] 14-15 • Necessidades de financiamento permanente versus financiamento sazonal. A Nicholson Company mantém, em média, $ 50.000 em caixa e títulos negociáveis, $ 1.250.000 em estoques e $ 750.000 em contas a receber. O negócio é muito estável ao longo do tempo, de modo que seus ativos operacionais podem ser considerados permanentes. Além disso, as contas a pagar a fornecedores de $ 425.000 são estáveis ao longo do tempo. Logo, a empresa tem um investimento permanente em ativos operacionais de $ 1.625.000 ($ 50.000 + $ 1.250.000 + $ 750.000 – $ 425.000). Esse valor também corresponde à sua necessidade de financiamento permanente. slide 16 www.netofeitosa.com.br - [email protected] 14-16 Por outro lado, a Semper Pump Company, fabricante de bombas para pneu de bicicleta, tem necessidades de financiamento sazonal. As vendas são sazonais, atingindo seu pico durante o verão. A Semper mantém, no mínimo, $ 25.000 em caixa e títulos negociáveis, $ 100.000 em estoques e $ 60.000 em contas a receber. Em momentos de pico, os estoques aumentam para $ 750.000 e as contas a receber para $ 400.000. Para obter eficiência de produção, o ritmo de produção é mantido constante durante o ano. Por isso, as contas a pagar a fornecedores permanecem em $ 50.000 o ano todo. slide 17 14-17 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Nesses termos, a Semper tem necessidade de financiamento permanente para sustentar seu nível mínimo de ativos operacionais de $ 135.000 ($ 25.000 + $ 100.000 + $ 60.000 – $ 50.000) e necessidade de financiamento para os picos sazonais (além da permanente) de $ 990.000 [($ 25.000 + $ 750.000 + $ 400.000 – $ 50.000) – $ 135.000]. A necessidade total de financiamento dos ativos operacionais da empresa varia entre um mínimo de $ 135.000 (permanente) e um pico sazonal de $ 1.125.000 ($ 135.000 + $ 990.000), como indica a Figura 14.2. slide 18 14-18 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Figura 14.2 Necessidade total de financiamento da Semper Pump Company slide 19 14-19 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Estratégias agressiva versus conservadora de financiamento sazonal. A Semper Pump Company tem necessidade de financiamento permanente de $ 135.000 em ativos operacionais e de financiamento sazonal que varia entre $ 0 e $ 990.000, com média de $ 101.250 (calculada a partir de dados não apresentados). Se a empresa puder tomar fundos de curto prazo a 6,25% e de longo prazo a 8% e puder ganhar 5% sobre o investimento de qualquer saldo excedente, o custo anual de uma estratégia agressiva de financiamento sazonal será: slide 20 14-20 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Alternativamente, a Semper pode optar por uma estratégia conservadora, segundo a qual os saldos excedentes de caixa serão integralmente investidos (na Figura 14.2, esses saldos serão a diferença entre a necessidade máxima de $ 1.125.000 e a total, que varia entre $ 135.000 e $ 1.125.000 ao longo do ano). slide 21 14-21 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Evidentemente, a alta dependência da estratégia agressiva de financiamento de curto prazo torna-a mais arriscada do que a opção conservadora, devido às oscilações das taxas de juros e de possíveis dificuldades de obtenção rápida do financiamento de curto prazo necessário quando ocorrerem os picos sazonais. A estratégia conservadora evita esses riscos com o ‘congelamento’ da taxa de juros e o financiamento de longo prazo, mas é mais dispendiosa. A decisão final caberá, portanto, à administração. slide 22 14-22 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Estratégias de gestão do CCC 1. Girar o estoque o mais rapidamente possível, sem faltas que resultem em vendas perdidas. 2. Cobrar as contas a receber o mais rapidamente possível sem perder vendas por conta de técnicas de cobrança muito agressivas. 3. Gerir os prazos de postagem, processamento e compensação para reduzi-los ao cobrar dos clientes e prolongá-los ao pagar fornecedores. 4. Quitar as contas a pagar a fornecedores o mais lentamente possível, sem prejudicar o rating de crédito da empresa. slide 23 14-23 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de estoques: fundamentos • Classificação de estoques. – Matérias-primas: itens comprados para uso na manufatura de um produto acabado. – Work-in-progress: todos os itens que estão em produção. – Bens acabados: itens que foram produzidos, mas ainda não foram vendidos. slide 24 14-24 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de estoques: diferentes pontos de vista quanto aos níveis de estoque • Os diversos departamentos de uma empresa (finanças, produção, marketing etc.) costumam ter pontos de vista divergentes quanto aos níveis ‘apropriados’ de estoques. • A inclinação geral do administrador financeiro ante o nível de estoque é mantê-lo baixo para garantir que o dinheiro da empresa seja investido com sabedoria. • O responsável pelo marketing prefere contar com grande estoque de produtos acabados para garantir atendimento rápido a todos os pedidos. • A principal responsabilidade do administrador de produção é implementar o plano de produção de tal maneira que resulte na quantidade desejada de produtos acabados, com qualidade aceitável, disponíveis no prazo e a baixo custo. slide 25 www.netofeitosa.com.br - [email protected] 14-25 Técnicas comuns de administração de estoques • Sistema ABC. – As empresas que usam o sistema ABC de estoques classificam seu estoque em três grupos de ordem decrescente de importância com base no valor monetário investido em cada um. – Um sistema característico contém um grupo A que compreende 20% dos itens mantidos em estoque, mas requer 80% do investimento; o grupo B inclui os itens que respondem pelo segundo maior investimento desse gênero, e assim por diante. slide 26 – Aqueles pertencentes ao grupo A costumam ser monitorados com maior intensidade devido ao elevado investimento monetário. www.netofeitosa.com.br - [email protected] 14-26 slide 27 14-27 www.netofeitosa.com.br - [email protected] slide 28 14-28 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Modelo do lote econômico (EOQ, do inglês, economic order quantity). Suponhamos que a RLB, Inc., um fabricante de equipamentos eletrônicos de teste, utiliza 1.600 unidades de um item ao ano. Seu custo de pedido é de $ 50 por pedido, e o custo de carregamento é de $ 1 por unidade, por ano. Substituindo na equação anterior, temos: EOQ = 2(1,600)($ 50) = 400 $1 O EOQ pode ser usado par avaliar o custo total de estoque, como indicam os slides seguintes. slide 29 14-29 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Modelo do lote econômico (EOQ, do inglês, economic order quantity). Custos de pedido = Custo/pedido × No de pedidos/ano Custos de pedido = $ 50 4 = $ 200 Custos de carregamento = Custos de carregamento/ano × Tamanho do pedido 2 Custos de carregamento = ($ 1 400)/2 = $ 200 Custos totais = Custos de pedido + Custos de carregamento Custos totais = $ 200 + $ 200 = $ 400 slide 30 14-30 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Ponto de emissão de novo pedido. – Uma vez que a empresa tenha determinado seu lote econômico, precisa determinar quando emitir um pedido. – Mais especificamente, o ponto de emissão de novo pedido reflete o número de dias necessários para emitir e receber um pedido. – Supondo-se que o estoque seja usado a um ritmo constante no decorrer do ano (sem sazonalidade), a fórmula do ponto de emissão de novo pedido é: Ponto de emissão de novo pedido = dias de prazo × utilização diária Utilização diária = Utilização anual/360 slide 31 14-31 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Ponto de emissão de novo pedido. Usando o exemplo anterior da RLB, se a empresa sabe que são necessários 10 dias para emitir e receber um pedido, e que a utilização anual é de 1.600 unidades por ano, o ponto de emissão de novo pedido pode ser determinado da seguinte maneira: Utilização diária = 1.600/360 = 4,44 unidades/dia Ponto de emissão de novo pedido = 10 x 4,44 = 44,44 ou 45 unidades Portanto, quando o nível de estoque da RLB atinge 45 unidades, ela deve emitir um pedido de 400 unidades. Entretanto, se a empresa deseja manter um estoque de segurança para se proteger de faltas, deve emitir o pedido antes que o estoque chegue a 45 unidades. slide 32 14-32 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Sistema just-in-time (JIT). – O sistema just-in-time (JIT) é usado para minimizar o investimento em estoques; a ideia é que os materiais cheguem exatamente no momento em que são necessários para a produção. – Para que um sistema JIT funcione, deve haver uma ampla coordenação entre a equipe da empresa, seus fornecedores e as transportadoras, para garantir que os insumos cheguem a tempo. – Além disso, a qualidade e a consistência dos insumos devem estar próximas da perfeição, dada a ausência de estoque de segurança. slide 33 14-33 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Sistemas computadorizados de controle de recursos. – O sistema de planejamento de necessidades de materiais (MRP) é usado para determinar quais materiais pedir, quando emitir o pedido e quais prioridades atribuir aos materiais pedidos. – O MRP aplica os conceitos de EOQ para determinar a quantidade a ser pedida por computador. – Ele simula a lista de materiais, a situação dos estoques e o processo produtivo de cada item. slide 34 14-34 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Sistemas computadorizados de controle de recursos. – Assim como o simples EOQ, o objetivo dos sistemas MRP é reduzir o investimento em estoques sem prejudicar a produção. – Uma extensão bastante popular do MRP é o planejamento de recursos de produção II (MRP II), que usa um sistema computacional sofisticado para integrar dados de diversas áreas, como finanças, contabilidade, marketing, engenharia e produção. – Esse sistema gera planos de produção, além de diversos relatórios financeiros e administrativos. slide 35 14-35 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Sistemas computadorizados de controle de recursos. – Enquanto o MRP e o MRP II tendem a focar as operações internas, os sistemas de enterprise resource planning (ERP) ampliam o foco para o ambiente externo, incluindo informações sobre fornecedores e clientes. – O ERP integra eletronicamente todos os departamentos de uma empresa, de modo que, por exemplo, a produção possa levantar informações de vendas e saber imediatamente o quanto produzir para atender aos pedidos de clientes. slide 36 14-36 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de estoques: administração de estoque em âmbito internacional • A administração internacional de estoque costuma ser muito mais complicada para exportadores e multinacionais. • As economias de escala em produção e fabricação que seriam de se esperar da venda global de produtos podem ser difíceis de obter, se os produtos precisarem ser adaptados a cada mercado local. • O transporte por longas distâncias geralmente acarreta atrasos, confusão, danos, furtos e outras dificuldades. slide 37 14-37 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de contas a receber • O segundo componente do ciclo de conversão de caixa é o prazo médio de recebimento — o período de tempo médio entre uma venda a prazo e a conversão do pagamento em fundos que a empresa possa usar. • O prazo médio de recebimento divide-se em duas partes: – o intervalo entre a venda e o momento em que o cliente remete o pagamento e – o intervalo entre a remessa do pagamento e a entrada de fundos na conta bancária da empresa. slide 38 14-38 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de contas a receber: cinco Cs do crédito • Caráter: o histórico de cumprimento de obrigações pelo solicitante. • Capacidade: a capacidade do solicitante de honrar o crédito pedido. • Capital: a relação entre a dívida do solicitante e seu patrimônio líquido. • Colateral: o valor dos ativos que o solicitante dispõe para dar em garantia do crédito. • Condições: as condições econômicas gerais e setoriais e quaisquer condições especiais vinculadas a uma transação específica. slide 39 14-39 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de contas a receber:scoring de crédito • O scoring de crédito é um procedimento que resulta em uma pontuação (score) que mede a qualidade geral do crédito do solicitante, aplicando-se pesos estatisticamente derivados a diversas características financeiras e de crédito. • O procedimento resulta em uma pontuação (score) que mede a qualidade geral do crédito do solicitante, sendo essa pontuação usada para tomar a decisão de aceitação ou rejeição do crédito. slide 40 14-40 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Seu objetivo é que se tome uma decisão de crédito relativamente bem informada, de maneira rápida e barata. • Para uma demonstração do scoring de crédito, incluindo o uso de planilha, veja o site de apoio do livro www.prenhall.com/gitman_br. slide 41 14-41 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de contas a receber: mudança dos padrões de crédito • Pode ocorrer que uma empresa avalie a possibilidade de alterar seus padrões de crédito, para tentar melhorar os retornos e criar maior valor para os proprietários. slide 42 14-42 www.netofeitosa.com.br - [email protected] slide 43 14-43 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Exemplo de mudança dos padrões de crédito A Dodd Tool, uma empresa fabricante de ferramentas de moldagem, está vendendo seu produto a $ 10 por unidade. As vendas (todas a prazo) do ano passado foram de 60.000 unidades. O custo variável por unidade é $ 6, e o custo fixo total do negócio é $ 120.000. A empresa está avaliando um relaxamento dos padrões de crédito que espera resultar no seguinte: aumento de 5% das vendas unitárias, para 63.000 unidades; aumento do prazo médio de recebimento de 30 dias (o nível atual) para 45 dias; aumento das perdas com créditos incobráveis de 1% das vendas (nível atual) para 2%. O custo de oportunidade dos fundos empatados nas contas a receber, é 15%. Com base nessa informação, a Dodd deve relaxar seus padrões de crédito? slide 44 14-44 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Contribuição das vendas adicionais ao lucro. Análise do relaxamento dos padrões de crédito Contribuição das vendas adicionais ao lucro Nível de vendas antigas — 60.000 Preço/Unidade — $ 10,00 Nível de vendas novas — 63.000 Custo variável/Unidade — $ 6,00 Aumento de vendas — 3.000 Margem de contribuição/Unidade — $ 4,00 Contribuição das vendas adicionais aos lucro (vendas incr margem cont) — $ 12.000 slide 45 14-45 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Custo do investimento marginal em A/R: slide 46 14-46 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Custo do investimento marginal em A/R: slide 47 14-47 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Perdas marginais com créditos incobráveis: slide 48 14-48 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Custo do investimento marginal em A/R: Tabela 14.2 Efeitos do relaxamento dos padrões de crédito na Dodd Tool slide 49 14-49 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Mudança dos termos de crédito • Os termos de crédito especificam as condições de venda a clientes aos quais a empresa tenha concedido crédito. • Os termos de crédio compõem-se de três partes: – descontos financeiros; – prazo do desconto financeiro; – período de crédito. • Por exemplo, condições de 2/10, líquido 30 significam que o cliente pode abater 2% do valor da fatura, se efetuar o pagamento dentro de 10 dias a contar do início do período de crédito ou, alternativamente, pagar o valor integral da fatura dentro de 30 dias. slide 50 14-50 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Exemplos de mudança dos termos de crédito A MAX Company tem prazo médio de recebimento de 40 dias (giro = 365/40 = 9,1). Segundo seus termos de crédito de líquido 30, esse período divide-se em 32 dias até que os clientes remetam os pagamentos (nem todos pagam em 30 dias) e oito dias para receber, processar e transformar em caixa os pagamentos uma vez enviados. A empresa está pensando em implantar um desconto financeiro, alterando seus termos de crédito de líquido 30 para 2/10, líquido 30. Com essa mudança, espera-se reduzir o prazo para remessa do pagamento, levando a um prazo médio de recebimento de 25 dias (giro = 365/25 = 14,6). slide 51 14-51 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 14.3 Análise do oferecimento de um desconto financeiro pela MAX Company slide 52 14-52 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Monitoramento do crédito • O monitoramento de crédito é uma revisão constante das contas a receber da empresa para determinar se os clientes estão pagando de acordo com os termos de crédito pactuados. • Pagamentos atrasados geram custos porque alongam o prazo médio de recebimento e, com isso, aumentam o investimento da empresa em contas a receber. • Duas técnicas frequentemente usadas para monitorar o crédito são o prazo médio de recebimento e a idade das contas a receber. slide 53 14-53 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Monitoramento do crédito: prazo médio de recebimento • O prazo médio de recebimento é o número médio de dias durante o qual as vendas a crédito ficam em aberto. Esse prazo médio tem dois componentes: – o período entre a venda e a remessa do pagamento pelo cliente e – o prazo necessário para receber, processar e transformar em caixa o pagamento efetuado pelo cliente. slide 54 14-54 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Monitoramento do crédito: idade das contas a receber slide 55 14-55 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Monitoramento do crédito: política de recebimento • A política de recebimento de uma empresa representa os procedimentos que ela adota para arrecadar suas contas a receber quando vencem. • A eficácia dessa política pode ser parcialmente avaliada pela avaliação no nível das despesas vencidas. • Como já vimos em exemplos anteriores, esse nível depende não só da política de recebimento, mas também da política de crédito de uma empresa. slide 56 14-56 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Política de cobrança Tabela 14.4 Técnicas comuns de cobrança slide 57 14-57 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de recebimentos e pagamentos: float • Float de recebimento é a defasagem entre o momento em que um pagante deduz um pagamento de sua conta bancária e o momento em que os fundos ficam efetivamente disponíveis ao recebedor. • Float de pagamento é a defasagem entre o momento em que um pagante deduz um pagamento de sua conta bancária e o momento em que os fundos são efetivamente sacados da conta. • Tanto o float de recebimento quanto o de pagamento possuem três componentes distintos: slide 58 14-58 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Float de postagem é o intervalo entre a postagem do pagamento e seu recebimento pelo destinatário. • Float de processamento é o intervalo entre o recebimento do pagamento e seu depósito em conta da empresa. • Float de compensação é o intervalo entre o depósito do pagamento e o momento em que os fundos tornam-se disponíveis para a empresa. Este componente é atribuído ao prazo necessário para que um cheque seja compensado pelo sistema bancário. slide 59 14-59 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de recebimentos e pagamentos: aceleração da cobrança • Sistema de caixa postal. – Um sistema de caixa postal é aquele em que, em vez de remeter os pagamentos à empresa, os clientes fazem a remessa a uma caixa postal. O banco da empresa esvazia regularmente a caixa. – É diferente e superior ao banco de concentração, no sentido de que o banco da empresa efetivamente mantém a caixa postal, o que reduz o float de processamento. – Um sistema de caixa postal reduz o float de recebimento ao encurtar o float de processamento bem como os floats de postagem e compensação. slide 60 14-60 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de recebimentos e pagamentos: retardarmento de pagamentos • Controle de pagamentos – O controle de pagamentos envolve o uso estratégico de pontos de postagem e contas bancárias para alongar, respectivamente, o float de postagem e o de compensação. – Todavia, deve-se ter cautela ao usar essa abordagem, uma vez que prazos de pagamento mais longos podem desgastar a relação com os fornecedores. slide 61 14-61 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de recebimentos e pagamentos: concentração de caixa • Remessas diretas e outras técnicas – Transferências a cabo são uma comunicação eletrônica que, por meio de lançamentos contábeis, retira fundos do banco da fonte pagadora e deposita-os no banco do recebedor — com isso, reduzindo o float de recebimento. – Transferência de CA (compensação automatizada) é uma retirada eletrônica previamente autorizada contra a conta da fonte pagadora. – As ACHs são compensadas em um só dia, o que reduz os floats de postagem, processamento e compensação. slide 62 14-62 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de recebimentos e pagamentos: contas de saldo nulo • As contas de saldo nulo (ZBAs, do inglês, zerobalance account) são contas de desembolso que sempre têm saldo zero ao final do dia. • Seu objetivo é eliminar saldos de caixa não remunerados das contas-correntes da empresa. • Uma ZBA funciona bem como conta para pagamentos dentro de um sistema de concentração de caixa. slide 63 14-63 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Aplicações em títulos negociáveis (continua) slide 64 14-64 www.netofeitosa.com.br - [email protected] (continuação) (continua) slide 65 14-65 www.netofeitosa.com.br - [email protected] (continuação) slide 66 14-66 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Capítulo 15 Administração do passivo circulante slide 67 © 2010 www.netofeitosa.com.br Pearson Prentice Hall.- Todos [email protected] os direitos reservados. Objetivos de aprendizagem 1. Estudar as contas a pagar, os principais componentes dos termos de crédito e os procedimentos de análise desses termos. 2. Compreender os efeitos do alongamento do prazo de pagamento de contas sobre seu custo, bem como o uso de despesas a pagar. 3. Descrever as taxas de juros e os principais tipos de empréstimo bancário de curto prazo sem garantia. slide 68 15-68 www.netofeitosa.com.br - [email protected] 4. Discutir as características básicas dos commercial papers e os principais aspectos dos empréstimos internacionais de curto prazo. 5. Explicar as características dos empréstimos de curto prazo com garantia e o uso de contas a receber como garantia desses empréstimos. 6. Descrever as diversas maneiras pelas quais os estoques podem ser usados como garantia em empréstimos de curto prazo. slide 69 15-69 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Passivos espontâneos • Os passivos espontâneos originam-se das atividades rotineiras da empresa. • As duas principais fontes espontâneas de financiamento de curto prazo são contas a pagar a fornecedores e as despesas a pagar. • O aumento das vendas de uma empresa provoca o crescimento de suas contas a pagar, em reação ao maior volume de compras, salários e impostos. • Normalmente essas formas de passivo circulante não apresentam um custo explícito. slide 70 15-70 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Passivos espontâneos: administração de contas a pagar • As contas a pagar são a principal fonte de financiamento de curto prazo sem garantia. • O prazo médio de pagamento divide-se em duas partes: – O tempo decorrido entre a compra de matérias-primas e a remessa do pagamento pela empresa. – A duração do float (o tempo decorrido entre a remessa do pagamento pela empresa e a retirada, pelo fornecedor, dos fundos da conta da empresa). slide 71 15-71 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • A meta da empresa é estender o prazo de pagamento ao máximo, sem prejudicar seu rating de crédito. Na demonstração do ciclo de conversão de caixa feita no Capítulo 14, a MAX Company tinha um prazo médio de pagamento de 35 dias, resultando em contas a pagar médias de $ 467.466. Assim, as contas a pagar geradas diariamente pela MAX atingiam $ 13.356. Se ela enviasse seus pagamentos em 35 dias em vez de 30 dias, suas contas a pagar aumentariam em $ 66.780. É evidente que isso beneficiaria a MAX, desde que não prejudicasse seu rating de crédito. slide 72 15-72 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Passivos espontâneos: análise dos termos de crédito • Os termos de crédito que os fornecedores oferecem a uma empresa permitem a ela postergar o pagamento das compras realizadas. • Contudo o fornecedor provavelmente já embute no preço de venda o custo de oferecer esses termos. • Portanto, a empresa deve analisar detidamente os termos de crédito para determinar a melhor estratégia de crédito mercantil. • Se forem oferecidos termos de crédito que incluam um desconto financeiro, a empresa terá duas opções — aproveitar ou rejeitar o desconto financeiro. slide 73 15-73 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Aproveitamento do desconto financeiro. – Se a empresa pretende aproveitar o desconto financeiro, deve pagar no último dia do prazo de validade do desconto. – Não há custo associado ao aproveitamento de um desconto financeiro. A Lawrence Industries, operadora de uma pequena rede de videolocadoras, comprou $ 1.000 em mercadorias em 27 de fevereiro de um fornecedor que oferecia termos de 2/10 líquido 30 dias a contar do final do mês (FDM). Se a empresa aproveitar o desconto financeiro, deverá pagar $ 980 [$ 1.000 – (0,02 × $ 1.000)] em 10 de março, economizando $ 20. slide 74 15-74 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Não aproveitamento do desconto financeiro. – Se a empresa optar por rejeitar o desconto financeiro, deverá pagar no último dia do período de crédito. – O custo de renúncia a um desconto financeiro é a taxa de juros implícita paga para postergar o pagamento de uma conta por mais alguns dias. Se a Lawrence renunciar ao desconto financeiro, poderá pagar em 30 de março. Para ficar com seu dinheiro por mais 20 dias, a empresa deve abrir mão da oportunidade de pagar $ 980 por sua compra no valor de $ 1.000. Em outras palavras, adiar o pagamento por 20 dias custará $ 20. slide 75 15-75 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Figura 15.1 Opções de pagamento slide 76 15-76 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Custo = ____2%___ 100% – 2% slide 77 _ 365___ = 37,24% 30 – 10 15-77 www.netofeitosa.com.br - [email protected] O exemplo anterior sugere que a empresa deve aproveitar o desconto financeiro desde que possa tomar empréstimo de outras fontes por menos de 37,24%. Como quase todas as empresas conseguem empréstimo por menos do que isso (até usando cartões de crédito!), elas devem sempre aceitar termos de 2/10 líquido 30 dias. slide 78 15-78 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Uso do custo de renúncia ao desconto financeiro. A Mason Products, que atua no ramo de materiais de construção, tem quatro fornecedores possíveis, cada um com termos de crédito diferentes. A Tabela 15.1 a seguir apresenta os termos de crédito oferecidos pelos fornecedores e o custo de renúncia aos descontos financeiros por transação. Se a empresa precisar de fundos de curto prazo, os quais poderia tomar de seu banco à taxa de juros de 13%, e se cada fornecedor for analisado separadamente, qual dos descontos financeiros ela rejeitará, se é que rejeitará algum? slide 79 15-79 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 15.1 Descontos financeiros e custos correspondentes para a Mason Products slide 80 15-80 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Passivos espontâneos: efeitos de alongar o prazo de pagamento de contas • Alongar o prazo de pagamento de contas envolve simplesmente pagar as contas o mais tarde possível, sem prejudicar seu rating de crédito. • Isso pode reduzir o custo de não aproveitamento de um desconto financeiro. Foram oferecidos à Lawrence Industries termos de crédito de 2/10 líquido 30 dias do final do mês (FDM). O custo de renúncia a esse desconto financeiro era de aproximadamente 36,5%. Se a empresa pudesse esticar o pagamento dessa conta em até 70 dias sem comprometer seu rating de crédito, o custo de renúncia ao desconto financeiro seria de apenas 12,2% [2% × (365 ÷ 60)]. slide 81 15-81 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Passivos espontâneos: despesas a pagar • Despesas a pagar são passivos gerados por serviços recebidos, mas ainda não pagos. • Os itens mais comuns nessa categoria são salários e impostos. • Se, por um lado, os impostos a serem pagos ao governo não podem ser manipulados, aqueles efetuados aos funcionários, até certo ponto, podem. • Isso se faz pelo adiamento do pagamento de salário do funcionário, o qual será pago algum tempo depois da prestação do serviço. slide 82 15-82 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fontes de empréstimos de curto prazo sem garantias: empréstimos bancários • O principal tipo de empréstimo concedido pelos bancos às empresas é o empréstimo autoliquidável de curto prazo, que tem por objetivo simplesmente ajudá-las a superar picos sazonais de necessidade de financiamento. • De modo geral, esses empréstimos são obtidos para que as empresas possam aumentar estoques e recebíveis. • Quando os estoques e os recebíveis são convertidos em caixa, esses empréstimos são liquidados. • Os bancos emprestam fundos de curto prazo sem garantia de três maneiras principais: notas promissórias de pagamento único, linhas de crédito e contratos de crédito rotativo. slide 83 15-83 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Taxas de juros de empréstimos. – A maioria dos empréstimos bancários baseia-se na taxa básica de juros (prime rate), que é a menor taxa de juros cobrada pelos principais bancos em créditos comerciais concedidos aos melhores clientes do segmento de pessoa jurídica. – Os bancos geralmente determinam a taxa a ser cobrada de seus diversos clientes, acrescentando um prêmio à taxa básica para ajustá-la ao ‘risco’ do tomador. slide 84 15-84 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Empréstimos com taxas fixas e taxas flutuantes. – Em empréstimos com taxa fixa, a taxa de juros é determinada na forma de um dado acréscimo à taxa básica vigente na data do empréstimo e permanece nesse nível até a data de vencimento. – Em empréstimos com taxa flutuante, o acréscimo à taxa básica é estabelecido no início e permite-se que a taxa flutue, ou varie, com a taxa básica até a data de vencimento. – De modo geral, o acréscimo à taxa básica será menor em empréstimos com taxa flutuante do que naqueles com taxa fixa. slide 85 15-85 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Método de cálculo dos juros. – Uma vez estipulada a taxa nominal (ou taxa declarada), determina-se o método de cálculo dos juros. – Os juros podem ser pagos no vencimento do empréstimo ou antecipadamente. – Se forem pagos no vencimento, a taxa efetiva — a taxa de juros efetivamente paga — em um período de um ano será igual a: slide 86 15-86 www.netofeitosa.com.br - [email protected] – Quando, porém, pagos antecipadamente, os juros são deduzidos do valor do empréstimo, de tal maneira que o tomador na verdade recebe menos dinheiro do que solicitou. – Empréstimos desse tipo são chamados de empréstimos com desconto. A taxa efetiva anual de um empréstimo com desconto, supondo-se o prazo de um ano, é calculada pela fórmula: slide 87 15-87 www.netofeitosa.com.br - [email protected] A Wooster Company, fabricante de vestuário esportivo, deseja tomar um empréstimo de $ 10.000 a uma taxa de juros nominal anual de 10%, por um ano. Se os juros sobre o empréstimo forem pagos no vencimento, a taxa de juros efetiva pode ser calculada da seguinte maneira: (10% $ 10.000) = 10,0% $10.000 slide 88 15-88 www.netofeitosa.com.br - [email protected] A Wooster Company, fabricante de vestuário esportivo, deseja tomar um empréstimo de $ 10.000 a uma taxa de juros nominal anual de 10%, por um ano. Se os juros sobre o empréstimo forem pagos no vencimento, a taxa de juros efetiva pode ser calculada da seguinte maneira: Se esse for um empréstimo com desconto, a taxa de juros efetiva seria: (10% $ 10.000) = 11,1% $ 10.000 – $ 1.000 slide 89 15-89 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Notas promissórias para pagamento único. – As notas promissórias para pagamento único são um empréstimo singular concedido a um tomador que precisa de fundos para uma finalidade específica e por um prazo curto. – A ‘nota’especifica os termos do empréstimo, inclusive o prazo e a taxa de juros aplicável. – Esse tipo de empréstimo de curto prazo normalmente tem vencimento entre 30 dias e nove meses. – Os juros normalmente ficam atrelados de alguma maneira à taxa básica de juros e podem ser fixos ou flutuantes. slide 90 15-90 www.netofeitosa.com.br - [email protected] A Gordon Manufacturing recentemente tomou $ 100.000 de cada um de seus dois bancos — A e B. O empréstimo A era uma promissória com taxa fixa, enquanto o B, flutuante. Cada um envolvia uma promissória com vencimento em 90 dias e pagamento dos juros no vencimento. A taxa de juros foi fixada em 1,5% acima da prime rate no caso da promissória de taxa fixa do banco A e em 1,0% acima da prime para o B, quando a taxa básica de juros era de 6%. Com base nessa informação, o custo total dos juros sobre o empréstimo A é de $ 1.849 [$ 100.000 × (7,5% × 90/365)]. O custo efetivo é de 1,85% para 90 dias. A taxa efetiva anual pode ser calculada como: TEA = (1 + taxa periódica)m – 1 = (1 + 0,0185)4,06 – 1 = 7,73% slide 91 15-91 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Durante os 90 dias em que o empréstimo B ficou em aberto, a prime rate foi de 6% para os primeiros 30 dias, 6,5% para os 30 dias seguintes e 6,25% para os últimos 30 dias. Com isso, a taxa periódica foi de 0,575% [7% (30/365)] para os primeiros 30 dias, 0,616% para os 30 dias seguintes e 0,596% para os 30 dias finais. Portanto, o custo total dos juros foi $1,787 [$100,000 (0,575% + 0,616% + 0,596%)]. Em suma, o custo efetivo foi de 1,787% para 90 dias. A taxa efetiva anual pode ser calculada como: TEA = (1 + taxa periódica)m – 1 = (1 + 0,01787)4,06 – 1 = 7,46% slide 92 15-92 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Linhas de crédito. – Uma linha de crédito é um contrato firmado entre um banco comercial e uma empresa, especificando o valor de crédito de curto prazo sem garantia que o banco o colocará à disposição da empresa, por um dado período. – Costumam ter vigência de um ano e frequentemente impõem algumas restrições ao devedor. – Embora não se trate de um empréstimo garantido, o valor da linha de crédito é o valor máximo que a empresa pode dever ao banco em um momento qualquer. slide 93 15-93 www.netofeitosa.com.br - [email protected] – Ao solicitar uma linha de crédito, o tomador pode precisar apresentar documentos como orçamento de caixa, demonstrações de resultados pró-forma, balancetes e demonstrações financeiras recentes. – A taxa de juros sobre uma linha de crédito costuma ser estipulada como flutuante e atrelada à prime. – Além disso, os bancos podem impor restrições a mudanças operacionais, que lhes dão o direito de revogar a linha, em caso de mudanças significativas das condições financeiras ou das operações do devedor. slide 94 15-94 www.netofeitosa.com.br - [email protected] – Um saldo mínimo equivale a uma determinada porcentagem do valor tomado em empréstimo (frequentemente de 10 a 20%). – Tanto as linhas de crédito quanto os contratos de crédito rotativo geralmente exigem que os devedores mantenham um saldo mínimo em conta-corrente. – Com efeito, essa exigência eleva o custo dos juros para o tomador do crédito. slide 95 15-95 www.netofeitosa.com.br - [email protected] A Estrada Graphics tomou um empréstimo de $ 1 milhão com base em um contrato de linha de crédito. A taxa de juros nominal é de 10%, e a empresa precisa manter em conta-corrente um saldo mínimo igual a 20% do valor tomado, ou $ 200.000. Na verdade, portanto, tem o direito de usar apenas $ 800.000 e deve pagar $ 100.000 em juros. O saldo mínimo eleva a taxa efetiva anual sobre os fundos em 12,5% ($ 100.000 ÷ $ 800.000), que corresponde a 2,5% a mais do que a taxa nominal. Se a empresa normalmente mantiver um saldo de $ 200.000 ou mais em sua conta-corrente, a taxa efetiva anual será igual à taxa nominal anual. slide 96 15-96 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Contratos de crédito rotativo – Um contrato de crédito rotativo nada mais é do que uma linha de crédito garantida. – Como o banco garante a disponibilidade de fundos, os contratos de crédito rotativo normalmente exigem o pagamento de uma taxa de compromisso aplicável à parcela não utilizada da linha de crédito do cliente. – Essa taxa costuma ser de cerca de 0,5% da parcela média ociosa da linha. – Embora mais cara do que a linha de crédito, o crédito rotativo é menos arriscado do ponto de vista dos tomadores. slide 97 15-97 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • A REH Company firmou com seu banco um contrato de crédito rotativo de $ 2 milhões. A utilização média do contrato no ano anterior foi de $ 1,5 milhão. O banco cobra uma taxa de compromisso de 0,5% sobre o saldo médio não utilizado. Como a parcela ociosa média dos fundos comprometidos foi de $ 500.000 ($ 2 milhões – $ 1,5 milhão), a taxa de compromisso pelo ano foi de $ 2.500 (0,005 × $ 500.000). Além disso, a REH também precisou pagar juros sobre o $ 1,5 milhão efetivamente tomado nos termos do contrato. Supondo-se que tenham sido pagos $ 112.500 em juros pelo $ 1,5 milhão emprestado, o custo efetivo do contrato foi de 7,67% [($ 112.500 + $ 2.500)/ $ 1.500.000]. slide 98 15-98 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fontes de empréstimos de curto prazo sem garantias: notas promissórias comerciais (commercial papers) • As notas promissórias comerciais, ou commercial papers, são uma forma de financiamento de curto prazo sem garantia emitidas por empresas de elevada qualidade de crédito. • De modo geral, somente empresas de grande porte e solidez financeira comprovada conseguem emitir esses títulos. • A maioria das emissões de commercial papers tem vencimento entre 3 e 270 dias, costuma ser emitida em múltiplos de $ 100.000 ou mais e é vendida com deságio em relação ao seu valor de face. • Os commercial papers são negociados no mercado monetário e costumam ser mantidos como títulos negociáveis. slide 99 15-99 www.netofeitosa.com.br - [email protected] A Bertram Corporation acabou de emitir $ 1 milhão em commercial papers com vencimento em 90 dias e vendidos a $ 990.000. Ao final dos 90 dias, o comprador do título receberá $ 1 milhão por seu investimento. A taxa efetiva de 90 dias sobre a nota promissória é de 1,01% ($ 10.000 ÷ $ 990.000). A taxa efetiva anual de juros pode ser calculada da seguinte forma: TEA = (1 + taxa periódica)m – 1 = (1 + 0,0101)4,06 – 1 = 8,41% slide 100 15-100 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fontes de empréstimos de curto prazo sem garantias: empréstimos internacionais • A principal diferença entre as transações nacionais e as internacionais é que os pagamentos por estas são frequentemente feitos ou recebidos em alguma moeda estrangeira. • Uma empresa norte-americana precisa não só arcar com o custo de negociar no mercado de câmbio, mas também se expõe ao risco de taxa de câmbio. • Da mesma forma, o risco para uma importadora norte-americana com contas a pagar denominadas em moeda estrangeira é de depreciação do dólar. slide 101 15-101 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fontes de empréstimos de curto prazo com garantia: características • Embora possa reduzir as perdas, se o devedor tornar-se inadimplente, a existência de garantia não afeta o risco de inadimplência. • Os credores de fundos de curto prazo com garantias preferem que elas tenham duração correspondente ao prazo do empréstimo. • Por isso, para empréstimos de curto prazo, os credores preferem usar contas a receber e estoques como fonte de garantia. slide 102 15-102 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Dependendo da liquidez da garantia, o empréstimo em si costuma ficar entre 30 e 100 por cento do valor contábil da garantia. • O mais surpreendente é que a taxa de juros cobrada sobre empréstimos de curto prazo com garantia costuma ser maior do que a daqueles sem garantias. • Além disso, os credores costumam exigir uma remuneração adicional sob a forma de uma tarifa por serviços, uma taxa de juros mais elevada, ou ambos. slide 103 15-103 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fontes de empréstimos de curto prazo com garantia • Uso de contas a receber como garantia. – O desconto de contas a receber é frequentemente usado para garantir empréstimos de curto prazo. – O credor primeiro avalia essas contas para determinar se são aceitáveis como garantia, e os bancos geralmente emprestam entre 50% e 90% do valor de face das contas a receber aceitáveis. – Além disso, para resguardar seu direito sobre a garantia, o credor registra um gravame sobre a garantia e isso ocorre sem notificação (o cliente cuja conta tenha sido dada em garantia não é informado). slide 104 15-104 www.netofeitosa.com.br - [email protected] – O factoring envolve a venda, pura e simples, das contas a receber, com deságio, a uma instituição financeira. – O factor é uma instituição financeira especializada na compra de contas a receber de empresas e pode ser o departamento de um banco ou empresas especializadas nessa atividade. – O factoring normalmente ocorre com notificação e o factor recebe o pagamento da conta diretamente do cliente. slide 105 15-105 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Uso de estoques como garantia. – A principal característica dos estoques para sua avaliação como garantia de empréstimos é sua facilidade de venda. – Itens perecíveis, como frutas ou verduras, podem ser altamente negociáveis, entretanto, se o custo de manipulação e armazenagem for relativamente elevado, eles poderão não ser interessantes como garantia. – Itens especializados com limitado interesse de compra, também não são desejáveis como garantia. slide 106 15-106 www.netofeitosa.com.br - [email protected] – Um credor pode se dispor a conceder um empréstimo com gravame flutuante sobre estoques, isto é, um direito sobre os estoques em geral. – Esse tipo de arranjo é especialmente atraente quando a empresa tem um nível estável de estoques compostos de um grupo diversificado de mercadorias relativamente baratas. – Por ser difícil para o credor verificar a existência dos estoques, ele costuma oferecer adiantamentos inferiores a 50% do valor contábil do estoque médio. Os juros sobre o gravame flutuante costumam ser de 3% a 5% acima da taxa básica. slide 107 15-107 www.netofeitosa.com.br - [email protected] – Um empréstimo com alienação de estoques é um contrato pelo qual o tomador fica com os estoques e o credor pode adiantar-lhe de 80% a 100% de seu custo em troca do compromisso de quitação do empréstimo quando da venda de cada item. – Os juros cobrados do devedor são normalmente de 2% ou mais acima da taxa básica e são frequentemente concedidos pelas financeiras ligadas a fabricantes, conhecidas como financeiras cativas, aos clientes desses fabricantes. – Podemos citar como exemplos a GE Capital e a GMAC. slide 108 15-108 www.netofeitosa.com.br - [email protected] – Um empréstimo garantido por recibo de depósito é um contrato que outorga ao credor o controle dos estoques oferecidos em garantia, que ficam armazenados por um agente em nome do credor. – O estoque pode ser armazenado em um armazém central (terminal de armazenagem) ou na propriedade do devedor (armazém de campo). – Independentemente do tipo de instalação, a empresa armazenadora mantém guarda sobre os estoques e só pode liberar qualquer parte deles com autorização escrita do credor. – Os custos variam entre 3% a 5% acima da taxa básica. slide 109 15-109 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 15.2 Resumo das principais características de fontes comuns de financiamento de curto prazo slide 110 15-110 www.netofeitosa.com.br - [email protected] slide 111 15-111 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Capítulo 11 Custo de capital slide 112 © 2010 www.netofeitosa.com.br Pearson Prentice Hall.- Todos [email protected] os direitos reservados. Objetivos de aprendizagem 1. Compreender as premissas fundamentais subjacentes ao custo de capital, seu conceito básico e as fontes específicas de capital. 2. Determinar o custo do capital de terceiros de longo prazo e o custo das ações preferenciais. 3. Calcular o custo do capital próprio e convertê-lo no custo dos lucros retidos e no de novas emissões de ações ordinárias. slide 113 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • • • slide 114 Calcular o custo médio ponderado de capital (CMPC, ou WACC na sigla em inglês) e discutir bases de ponderação alternativas. Descrever os procedimentos usados para determinar os pontos de ruptura e o custo marginal ponderado de capital (CMgPC, ou WMCC na sigla em inglês). Explicar o custo marginal ponderado de capital (CMgPC) e seu uso conjunto com a escala de oportunidades de investimento (EOI), para tomar decisões de financiamento e/ou de investimento. www.netofeitosa.com.br - [email protected] Visão geral do custo de capital • O custo de capital funciona como um vínculo entre as decisões de investimento de longo prazo de uma empresa e a riqueza dos proprietários, determinada pelos investidores no mercado. • Trata-se do ‘número mágico’ usado para decidir se um investimento proposto poderá aumentar ou diminuir o preço da ação da empresa. • Formalmente, o custo de capital é a taxa de retorno que uma empresa precisa obter nos projetos em que investe, para manter o valor de mercado de sua ação. slide 115 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Estrutura de capital da empresa slide 116 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Algumas premissas fundamentais • Risco econômico — o risco de que a empresa seja incapaz de fazer face aos custos operacionais — presume-se que seja constante. Essa premissa implica que a aceitação de um determinado projeto não afeta a capacidade da empresa de arcar com o custo operacional. • Risco financeiro — o risco de que a empresa seja incapaz de fazer face às obrigações financeiras — presume-se que seja constante. Essa premissa implica que os projetos serão financiados de tal maneira que a capacidade da empresa de honrar seus custos de financiamento seja constante. • Os custos relevantes são aqueles apurados após o imposto de renda — o custo de capital é medido depois do imposto de renda. slide 117 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Conceito básico • Por que é necessário determinar o ‘custo médio ponderado de capital’ geral de uma empresa? Suponhamos que a empresa ABC possui a seguinte oportunidade de investimento: - Investimento inicial = $ 100.000 - Vida útil = 20 anos - TIR = 7% - Custo da fonte de financiamento de menor custo disponível, Capital de terceiros = 6% Com base nas informações acima fornecidas, o gerente financeiro da empresa tenderia a aceitar e realizar o investimento. slide 118 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Por que é necessário determinar o ‘custo médio ponderado de capital’ geral de uma empresa? Imagine que uma semana depois surja uma nova oportunidade de investimento: - Investimento inicial = $ 100,000 - Vida útil = 20 anos - TIR = 12% - Custo da fonte de financiamento de menor custo disponível, Capital próprio = 14% Com base nas informações acima fornecidas, a empresa rejeitaria essa segunda oportunidade de investimento, embora ela seja claramente mais desejável. slide 119 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Por que é necessário determinar o ‘custo médio ponderado de capital’ geral de uma empresa? • Como o exemplo anterior claramente ilustra, usar essa abordagem fragmentada de avaliação de oportunidades de investimento não atende aos interesses dos acionistas de uma empresa. • No longo prazo, uma empresa deve realizar investimentos que maximizem seu valor. • Isso só poderá ocorrer, se ela empreender projetos que gerem retornos excedentes do custo médio ponderado geral de financiamento da empresa (ou CMPC). slide 120 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fontes específicas de capital: custo da dívida de longo prazo • O custo do capital de terceiros antes do imposto de renda equivale ao rendimento até o vencimento do capital de terceiros de uma empresa ajustado aos custos de lançamento. • Lembre-se de que o rendimento até o vencimento (YTM, na sigla em inglês) de uma obrigação depende de uma série de fatores, tais como seu cupom, prazo de vencimento, valor nominal, condições de mercado e preço de venda. • Após obter o rendimento da obrigação, um ajuste simples deve ser feito por conta do fato de que os juros são uma despesa dedutível de imposto. • Isso terá o efeito de redução do custo do capital de terceiros. slide 121 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Recebimentos líquidos A Duchess Corporation, uma grande fabricante de ferramentas, está estudando a possibilidade de vender $ 10 milhões em obrigações com prazo de 20 anos, cupom de 9%, cada uma com valor de face de $ 1.000. Como obrigações com risco semelhante rendem mais do que 9%, a empresa deve vender suas obrigações a $ 980. Os custos de lançamento são de 2% do valor de face da obrigação, ou $ 20. Os recebimentos líquidos pela empresa com a venda de cada obrigação serão, portanto, de $ 960 ($ 980 – $ 20). slide 122 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Custo do capital de terceiros antes do imposto de renda. • O custo do capital de terceiros antes do imposto de renda de uma obrigação pode ser obtido de três maneiras: – Uso de cotações. – Cálculo do custo. – Aproximação do custo. slide 123 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Custo do capital de terceiros antes do imposto de renda. – Uso de cotações. – Quando os recebimentos líquidos com a venda de uma obrigação equivalem a seu valor de face, o custo antes do imposto de renda é simplesmente igual à taxa de cupom. – Uma segunda cotação às vezes usada é o rendimento até o vencimento (YTM, na sigla em inglês) de uma obrigação de risco semelhante. slide 124 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Custo do capital de terceiros antes do imposto de renda. – Cálculo do custo. – Esta abordagem identifica o custo do capital de terceiros antes do imposto de renda por meio do cálculo da taxa interna de retorno (TIR). – Como já vimos, o YTM pode ser calculado usando: (1) tentativa e erro, (b) uma calculadora financeira ou (c) uma planilha. slide 125 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Custo do capital de terceiros antes do imposto de renda. • Cálculo do custo. slide 126 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Custo do capital de terceiros antes do imposto de renda. – Cálculo do custo. slide 127 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Custo do capital de terceiros antes do imposto de renda. • Aproximação do custo. slide 128 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Encontre o custo do capital de terceiros após o imposto de renda da Duchess, admitindo uma alíquota de 40%: ri = 9,4% (1 – 0,40) = 5,6% Isso sugere que o custo após o imposto de renda de levantamento de capital de terceiros da Duchess é de 5,6%. slide 129 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fontes específicas de capital: custo das ações preferenciais A Duchess Corporation está examinando a possibilidade de emitir ações preferenciais a 10%, que espera vender ao valor de face de $ 87 por ação. O custo de emissão e venda deve ser de $ 5 por ação. O dividendo é de $ 8,70 (0,10 × $ 87). Os recebimentos líquidos correspondem ao preço de $ 82 ($ 87 – $ 5). rP = DP/Np = $ 8,70/$ 82 = 10,6% slide 130 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fontes específicas de capital: custo das ações ordinárias • Há duas formas de financiamento com ações ordinárias: lucros retidos e novas emissões de ações ordinárias. • Além disso, duas técnicas são usadas para medir o custo das ações ordinárias. Uma emprega o modelo de avaliação com crescimento constante e a outra o modelo de formação de preços de ativos (CAPM). • Os modelos de avaliação de dividendos baseiam-se na premissa de que o valor de uma ação é igual ao valor presente de todos os seus dividendos futuros. slide 131 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Usando o modelo de crescimento constante, temos: • Também podemos estimar o custo das ações ordinárias, usando o CAPM: slide 132 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • A técnica do CAPM difere do modelo de avaliação com crescimento constante por considerar diretamente o risco da empresa, sob a forma do beta. • Por outro lado, o modelo de crescimento constante não trata explicitamente do risco. • O modelo de crescimento constante usa o preço de mercado (P0) para refletir as preferências dos investidores em relação ao risco e retorno esperados no mercado. slide 133 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Embora sejam técnicas teoricamente equivalentes, a avaliação pelo modelo com crescimento constante é muitas vezes a preferida por serem os dados necessários mais facilmente encontrados. • Outra diferença está no fato de que, quando usamos o modelo de avaliação com crescimento constante para encontrar o custo do capital próprio, ele pode ser facilmente ajustado aos custos de lançamento para se chegar ao custo de novas ações ordinárias. • Isso será demonstrado nos exemplos a seguir. slide 134 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Custo dos lucros retidos (rr). – Modelo de crescimento constante do dividendo. Por exemplo, suponhamos que uma empresa acabou de pagar um dividendo de $ 2,50 por ação, espera que os dividendos cresçam a 10% indefinidamente e o preço de venda corrente seja de $ 50,00 por ação. Primeiro, D1 = $ 2,50(1 + 0,10) = $ 2,75 e rS = ($ 2,75/$ 50,00) + 0,10 = 15,5%. slide 135 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Custo dos lucros retidos (rr). – Enfoque da reta do mercado de títulos. rs = rF + b(rM – rF). Por exemplo, se a taxa corrente da T-bill de três meses for de 5,0%, o prêmio pelo risco de mercado for de 9% e o beta da empresa for de 1,20, o custo dos lucros retidos da empresa será: rs = 5,0% + 1,2 (9,0%) = 15,8%. slide 136 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Custo dos lucros retidos (rr) O exemplo anterior indica que nossa estimativa do custo de lucros retidos está entre 15,5% e 15,8%. Nesse ponto, podemos escolher uma ou outra estimativa, ou uma média das duas. Usando um enfoque gerencial e preferindo errar a maior, usaremos 15,8% como nossa estimativa final do custo de lucros retidos. slide 137 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Custo de novas emissões de ações ordinárias (rn). – Modelo de crescimento constante do dividendo. Prosseguindo com o exemplo anterior, quanto custaria à empresa emitir novas ações, se os custos de lançamento chegassem a $ 4,00 por ação? rn = [$ 2,75/($ 50,00 – $ 4,00)] + 0,10 = 15,97% ou 16%. slide 138 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Custo médio ponderado de capital CMPC = ra = wiri + wprp + wsrr or n • Bases de ponderação. Os pesos nessa equação representam uma combinação específica de financiamento (onde wi = participação do capital de terceiros, wp = participação das ações preferenciais e ws = participação do capital próprio). Especificamente, esses pesos são as metas percentuais de capital de terceiros e de capital próprio que minimizarão o custo geral de levantamento de fundos da empresa. slide 139 www.netofeitosa.com.br - [email protected] CMPC = ra = wiri + wprp + wsrr or n • Bases de ponderação. Um método utiliza os pesos baseados em valores contábeis extraídos do balanço da empresa. Por exemplo, para medir o peso do capital de terceiros, basta dividir o valor contábil da dívida de longo prazo da empresa pelo valor contábil de seus ativos totais. Para estimar o peso do capital próprio, basta dividir o valor contábil total do capital próprio pelo valor contábil dos ativos totais. slide 140 www.netofeitosa.com.br - [email protected] CMPC = ra = wiri + wprp + wsrr or n • Bases de ponderação. Um segundo método usa os valores de mercado do capital de terceiros e do capital próprio da empresa. Para determinar a proporção de valor de mercado da dívida, basta multiplicar o preço das obrigações da empresa pelo número em circulação. Isso equivale ao valor de mercado total da dívida da empresa. A seguir, executa-se o mesmo cálculo para o capital próprio da empresa, multiplicando-se o preço por ação pelo número total de ações em circulação. slide 141 www.netofeitosa.com.br - [email protected] CMPC = ra = wiri + wprp + wsrr or n • Bases de ponderação. Finalmente, soma-se o valor de mercado total do capital próprio da empresa ao valor de mercado total de seu capital de terceiros. Isso resulta no valor de mercado total dos ativos da empresa. Para estimar os pesos do valor de mercado, basta dividir o valor de mercado do capital de terceiros ou do capital próprio pelo valor de mercado dos ativos da empresa. slide 142 www.netofeitosa.com.br - [email protected] CMPC = ra = wiri + wprp + wsrr or n • Bases de ponderação. Por exemplo, vamos supor que o valor de mercado da dívida da empresa seja $ 40 milhões, o valor de mercado de suas ações preferenciais seja $ 10 milhões e o valor de mercado do capital próprio seja $ 50 milhões. Dividindo-se cada componente pelo total de $ 100 milhões, tem-se os pesos do valor de mercado de 40% de capital de terceiros, 10% de ações preferenciais e 50% de ações ordinárias. slide 143 www.netofeitosa.com.br - [email protected] CMPC = ra = wiri + wprp + wsrr or n • Bases de ponderação. Usando os custos já calculados com os pesos do valor de mercado, podemos calcular o custo médio ponderado do custo de capital da seguinte forma: CMPC = 0,40(5,67%) + 0,10(9,62%) + 0,50(15,8%) = 11,13% Isso presume que a empresa possui lucros retidos suficientes para financiar quaisquer projetos de investimento previstos. slide 144 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Custo marginal e decisões de investimento • Custo marginal ponderado de capital (CMgPC, ou WMCC na sigla em inglês). – O CMgPC costuma aumentar à medida que o volume de financiamento levantado durante um dado período aumenta. – Isso é verdadeiro porque as empresas necessitam aumentar o retorno aos investidores para atraí-los a investir e compensá- -los pelo maior risco introduzido por maiores volumes de capital levantado. – Além disso, o custo acabará aumentando quando a empresa esgotar o capital próprio retido, mais barato, e for forçada a levantar novo capital próprio, mais caro. slide 145 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Custo marginal ponderado de capital (CMgPC). – Determinação dos pontos de ruptura. Determinar os pontos de ruptura na escala de CMgPC permitirá que determinemos em que nível de novo financiamento o CMPC aumentará devido aos fatores relacionados anteriormente. slide 146 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Suponhamos que no exemplo que temos analisado a empresa tenha $ 2 milhões de lucros retidos disponíveis. Quando se esgotarem, ela deverá emitir novo capital próprio (mais caro). Além disso, a empresa acredita que possa levantar $ 1 milhão de dívida barata, após o qual custará 7% (após impostos) para levantar capital de terceiros adicional. Com base nessa informação, a empresa poderá determinar seus pontos de ruptura da seguinte maneira: slide 147 www.netofeitosa.com.br - [email protected] PRcapital próprio = $ 2.000.000/0,50 = $ 4.000.000 PRcapital de terceiros = $ 1.000.000/0,40 = $ 2.500.000 Isso implica que a empresa pode financiar até $ 4 milhões de novos investimentos antes de ser obrigada a emitir novo capital próprio e $ 2,5 milhões de novos investimentos antes de ser obrigada a levantar capital de terceiros, mais caro. Com base nessa informação, podemos calcular o CMgPC da seguinte maneira: slide 148 www.netofeitosa.com.br - [email protected] slide 149 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Custo médio ponderado de capital para faixas de novo financiamento total Faixa de novo financiamento total ponderado $ 0 a $ 2,5 milhões Fonte de capital Peso Custo Capital de terceiros Ações preferenciais Ações ordinárias $ 2,5 milhões a $ 4 milhões mais de $ 4 milhões slide 150 www.netofeitosa.com.br - [email protected] WMCC 11,76% 11,75% 11,66% 11,50% 11,25% 11,13% $2.5 slide 151 $4.0 Financiamento total (milhões) www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Escala de oportunidades de investimento (EOI) • Suponhamos que a empresa tenha as seguintes oportunidades de investimento disponíveis: slide 152 Initial Cumulative Ivestment Investment Project IRR A 13.0% $ 1,000,000 $ 1,000,000 B 12.0% $ 1,000,000 $ 2,000,000 C 11.5% $ 1,000,000 $ 3,000,000 D 11.0% $ 1,000,000 $ 4,000,000 E 10.0% $ 1,000,000 $ 5,000,000 www.netofeitosa.com.br - [email protected] 13,0% 12,0% A WMCC B 11,66% Isso indica que a empresa pode aceitar somente os projetos A & B. 11,5% C 11,13% 11,0% D $ 1,0 $ 2,0$ 2,5$ 3,0$ 4,0 slide 153 Financiamento total (milhões) www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 11.4 Resumo das principais definições e fórmulas de custo de capital slide 154 www.netofeitosa.com.br - [email protected] slide 155 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 11.1 Cálculo do custo médio ponderado de capital da Duchess Corporation slide 156 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 11.2 Custo médio ponderado de capital para faixas de novo financiamento total da Duchess Corporation slide 157 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Figura 11.1 Escala de CMgPC slide 158 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 11.3 Escala de oportunidades de investimento (EOI) da Duchess Corporation slide 159 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Figura 11.2 Escalas de EOI e CMgPC slide 160 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Capítulo 12 Alavancagem e estrutura de capital slide 161 © 2010 www.netofeitosa.com.br Pearson Prentice Hall.- Todos [email protected] os direitos reservados. Objetivos de aprendizagem 1. Discutir alavancagem, estrutura de capital, análise do ponto de equilíbrio, ponto de equilíbrio operacional e o efeito da variação dos custos sobre ele. 2. Compreender os conceitos de alavancagem operacional, financeira e total e as relações entre eles. 3. Descrever os tipos de capital, a avaliação externa da estrutura de capital, a estrutura de capital de empresas não norte-americanas e a teoria da estrutura de capital. slide 162 www.netofeitosa.com.br - [email protected] 4. Explicar a estrutura de capital ótima usando uma representação gráfica das funções do custo de capital da empresa e um modelo de avaliação com crescimento nulo. 5. Discutir o enfoque LAJIR-LPA em relação à estrutura de capital. 6. Rever o retorno e o risco de estruturas de capital alternativas, sua vinculação com o valor de mercado e outras considerações importantes. slide 163 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Alavancagem • A alavancagem resulta do uso de ativos ou fundos a custo fixo para multiplicar os retornos aos proprietários da empresa. • De modo geral, aumentá-la resulta em maior retorno e risco, ao passo que reduzi-la, diminui ambos. • O volume de alavancagem na estrutura de capital da empresa — o mix de dívida de longo prazo e capital próprio que ela mantém — pode afetar seu valor de maneira significativa ao afetar o retorno e o risco. slide 164 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 12.1 Demonstração de resultado genérica e tipos de alavancagem slide 165 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Análise do ponto de equilíbrio • As empresas usam a análise do ponto de equilíbrio (breakeven analysis), também conhecida como análise custo-volume-lucro para: – Determinar o nível de operações necessário para cobrir a totalidade dos custos. – Avaliar a lucratividade associada a diferentes níveis de vendas. • O ponto de equilíbrio operacional é o nível de vendas necessário para cobrir todos os custos operacionais. • Nesse ponto, o lucro antes de juros e imposto de renda (LAJIR) é igual a $ 0. slide 166 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Para identificar o ponto de equilíbrio operacional, o custo das mercadorias vendidas e as despesas operacionais devem ser classificados como fixos ou variáveis. • Os custos variáveis variam diretamente com as vendas e em função do volume, não do tempo. • Os custos de mão de obra direta e transporte são exemplos de custos variáveis. • Os custos fixos são função do tempo, e não do volume de vendas. • O aluguel é um exemplo de custo fixo. slide 167 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Análise do ponto de equilíbrio: enfoque algébrico Usando as variáveis a seguir, podemos converter a parte operacional da demonstração de resultado da empresa da seguinte maneira: P = preço unitário de venda Q = quantidade de unidades vendidas CF = custo operacional fixo por período CV = custo operacional variável por unidade • Admitindo LAJIR = 0 e solucionando Q, temos: LAJIR = (P Q) – CF – (CV Q) slide 168 www.netofeitosa.com.br - [email protected] P = preço unitário de venda Q = quantidade de unidades vendidas CF = custo operacional fixo por período CV = custo operacional variável LAJIR = (P Q) – CF – por (CVunidade Q) slide 169 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 12.2 Alavancagem operacional, custos e análise do ponto de equilíbrio slide 170 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Exemplo: a Cheryl’s Posters, um pequeno revendedor de pôster, tem custos operacionais fixos de $ 2.500, seu preço unitário de venda (por pôster) é de $ 10 e seu custo operacional variável unitário, de $ 5. Determine o ponto de equilíbrio operacional. Q = $ 2.500 = 500 unidades $ 10 – $ 5 • Isso implica que, se a Cheryl vender exatamente 500 unidades, sua renda será igual a seus custos (LAJIR = $ 0). slide 171 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Isso pode ser confirmado pelas seguintes substituições: LAJIR = (P Q) – CF – (CV Q) LAJIR = ($ 10 500) – $ 2.500 – ($ 5 500) LAJIR = $ 5.000 – $ 2.500 – $ 2.500 = $ 0 slide 172 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Análise do ponto de equilíbrio: enfoque gráfico Figura 12.1 Análise do ponto de equilíbrio slide 173 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Análise do ponto de equilíbrio: variação de custos e ponto de equilíbrio operacional Vamos supor que a Cheryl’s Posters deseje avaliar o impacto de diversas opções: (1) aumentar os custos operacionais fixos para $ 3.000, (2) aumentar o preço unitário de venda para $ 12,50, (3) aumentar o custo operacional variável unitário para $ 7,50 e (4) implementar simultaneamente as três mudanças anteriores. slide 174 www.netofeitosa.com.br - [email protected] (1) Ponto de equilíbrio operacional = $ 3.000/($ 10 – $ 5) = 600 unidades (1) (2) Ponto de equilíbrio operacional = $ 2.500/($ 12,50 – $ 5) = 333 unidades (1) (3) Ponto de equilíbrio operacional = $ 2.500/($ 10 – $ 7,50) = 1.000 unidades (1) (4) Ponto de equilíbrio operacional = $ 3.000/($ 12,50 – $ 7,50) = 600 unidades slide 175 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 12.3 Sensibilidade do ponto de equilíbrio operacional a aumentos das variáveis fundamentais slide 176 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Alavancagem operacional Figura 12.2 Alavancagem operacional slide 177 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 12.4 LAJIR em diversos níveis de vendas slide 178 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Alavancagem operacional: mensuração do grau de alavancagem operacional • O grau de alavancagem operacional (GAO) mede a sensibilidade a variações no LAJIR em relação a variações em vendas. • O GAO de uma empresa pode ser calculado de duas maneiras: um cálculo fornecerá uma estimativa pontual, enquanto o outro, uma estimativa de intervalo. • Somente as empresas que usam custos fixos no processo de produção terão alavancagem operacional. slide 179 www.netofeitosa.com.br - [email protected] GAO = Variação percentual do LAJIR Variação percentual das vendas • Aplicando essa equação aos casos 1 e 2 da Tabela 12.4, temos: Caso 1: GAO = (+100% ÷ +50%) = 2,0 Caso 2: GAO = (– 100% ÷ –50%) = 2,0 slide 180 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Uma fórmula mais direta para calcular o GAO no nível de vendas de referência, Q, é demonstrada a seguir. Substituindo Q = 1.000, P = $ 10, CV = $ 5 e CF = $ 2.500 temos o seguinte resultado: slide 181 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Alavancagem operacional: custos fixos e alavancagem operacional Suponha que a Cheryl’s Posters substitua parte de seus custos operacionais variáveis por custos operacionais fixos, eliminando as comissões de vendas e aumentando os salários dos vendedores. Essa mudança resulta em uma redução do custo operacional variável por unidade de $ 5 para $ 4,50 e um aumento dos custos operacionais fixos de $ 2.500 para $ 3.000. slide 182 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 12.5 Alavancagem operacional e aumento dos custos fixos slide 183 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Alavancagem financeira • A alavancagem financeira resulta da presença de custos financeiros fixos na estrutura de resultados da empresa. • Podemos definir alavancagem financeira como o uso potencial de custos financeiros fixos para ampliar os efeitos de variações no lucro antes de juros e imposto de renda sobre o lucro por ação. • Os dois custos financeiros fixos que podem ser encontrados na demonstração do resultado são (1) os juros de dívida e (2) os dividendos preferenciais. slide 184 www.netofeitosa.com.br - [email protected] A Chen Foods, uma pequena empresa de comida oriental, espera obter um LAJIR de $ 10.000 no ano em curso. Tem uma obrigação de $ 20.000 com cupom (anual) de 10% e 600 ações preferenciais de $ 4 (dividendo anual por ação) em circulação. Também possui 1.000 ações ordinárias em circulação. O juro anual sobre a emissão de obrigações é de $ 2.000 (0,10 × $ 20.000), e os dividendos anuais para as ações preferenciais, de $ 2.400 ($ 4,00/ação × 600 ações). slide 185 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 12.6 LPA para diversos níveis de LAJIRa slide 186 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Alavancagem financeira: mensuração do grau de alavancagem financeira • O grau de alavancagem financeira (GAF) mede a sensibilidade a variações no LPA em relação a variações no LAJIR. • Como o GAO, o GAF pode ser calculado de duas maneiras: um cálculo fornecerá uma estimativa pontual, enquanto o outro, uma estimativa de intervalo. • Somente as empresas que usam capital de terceiros ou outras formas de financiamento a custo fixo (como ações preferenciais) terão alavancagem financeira. slide 187 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Aplicando essa equação aos casos 1 e 2 da Tabela 12.6, temos: slide 188 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Uma fórmula mais direta para calcular o grau de alavancagem financeira no nível de referência de LAJIR é demonstrada a seguir. Substituindo LAJIR = $ 10.000, I = $ 2.000, DP = $ 2.400 e a alíquota do imposto de renda (T = 0,40) temos o seguinte resultado: slide 189 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Alavancagem total • A alavancagem total resulta do efeito combinado de uso de custos fixos, tanto operacionais quanto financeiros, para ampliar os efeitos de variações nas vendas sobre o lucro por ação da empresa. • A alavancagem total pode, portanto, ser vista como o impacto total dos custos fixos presentes na estrutura operacional e financeira da empresa. slide 190 www.netofeitosa.com.br - [email protected] A Cables Inc., uma fabricante de cabos para computadores, espera vender 20.000 unidades a $ 5 cada no próximo ano e precisa cobrir as seguintes obrigações: custos operacionais variáveis de $ 2 por unidade, custos operacionais fixos de $ 10.000, despesa financeira de $ 20.000 e dividendos preferenciais de $ 12.000. A empresa está na faixa de 40% da alíquota do imposto de renda e tem 5.000 ações ordinárias em circulação. A Tabela 12.7 a seguir resume esses números. slide 191 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Alavancagem total: mensuração do grau de alavancagem total • Aplicando essa equação aos dados da Tabela 12.7, temos: slide 192 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Uma fórmula mais direta para calcular o GAT no nível de referência de vendas, Q, é demonstrada a seguir. Substituindo Q = 20.000, P = $ 5, CV = $ 2, CF = $ 10.000, J = $ 20.000, DP = $ 12.000 e a alíquota do imposto de renda (T = 0,40), temos o seguinte resultado: slide 193 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Alavancagem total: relação entre alavancagem operacional, financeira e total A relação entre o grau de alavancagem total (GAT) e os graus de alavancagem operacional (GAO) e financeira (GAF) é dada pela equação a seguir: GAT = GAO GAF Aplicando isso a nosso exemplo anterior, temos: GAT = 1,2 5,0 = 6,0 slide 194 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 12.7 Efeito da alavancagem total slide 195 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Estrutura de capital da empresa • A estrutura de capital é uma das áreas mais complexas da tomada de decisões financeiras por causa de sua interação com outras variáveis de decisão em finanças. • Decisões equivocadas de estrutura de capital podem resultar em um custo de capital elevado, reduzindo, assim, o VPL dos projetos e fazendo com que um número maior deles seja inaceitável. • Decisões eficazes quanto à estrutura de capital podem reduzir o custo de capital, resultando em VPLs maiores e mais projetos aceitáveis, e, com isso, aumentar o valor de uma empresa. slide 196 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tipos de capital slide 197 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Avaliação externa da estrutura de capital Tabela 12.8 Índices de endividamento para alguns setores e ramos de atividade selecionados (anos fiscais encerrados entre 1o de abril de 2005 e 31 de março de 2006) slide 198 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Estrutura de capital de empresas não norte-americanas • Nos últimos anos, os pesquisadores têm concentrado a atenção nas estruturas de capital não somente das empresas norte-americanas, mas também das estrangeiras. • De modo geral, empresas não norte-americanas apresentam graus de endividamento mais elevados do que seus pares norte-americanos. • Na maioria dos países da Europa e do Pacífico Asiático, grandes bancos comerciais estão mais ativamente envolvidos no financiamento da atividade empresarial do que se verifica nos Estados Unidos. slide 199 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Ademais, em muitos desses países, é permitido aos bancos fazer grandes investimentos de capital próprio em empresas não financeiras — uma prática proibida nos Estados Unidos. • Por outro lado, há semelhanças entre as empresas norte-americanas e as de outros países. • Por exemplo, os mesmos padrões setoriais de estrutura de capital podem ser encontrados em todo o mundo. • Além disso, as estruturas de capital das maiores multinacionais com sede nos Estados Unidos tendem a assemelhar-se às de multinacionais de outros países. slide 200 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Teoria da estrutura de capital • De acordo com a teoria financeira, as empresas possuem uma meta de estrutura de capital que minimizará seu custo de capital. • Infelizmente, ainda não é possível fornecer aos administradores financeiros uma metodologia específica que possa ser usada na determinação da estrutura de capital ótima de uma empresa. • Todavia, em tese, a estrutura de capital ótima de uma empresa vai equilibrar os benefícios e os custos do financiamento com capital de terceiros. slide 201 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • O principal benefício do financiamento com capital de terceiros é o benefício fiscal oferecido pelo governo federal em relação ao pagamento de juros. • O custo do financiamento com capital de terceiros resulta: – da maior probabilidade de falência causada por obrigações de dívida, – da restrição da liberdade de ação da empresa pelos custos de agency do credor e – dos custos associados ao fato de que os administradores têm mais informações sobre as perspectivas da empresa do que seus investidores (informação assimétrica). slide 202 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Teoria da estrutura de capital: benefícios fiscais • Permitir que as empresas deduzam os pagamentos de juros de seu lucro tributável reduz a parcela de seus lucros paga ao imposto de renda. • Por conseguinte, isso aumenta os fluxos de caixa da empresa e deixa maior valor disponível aos investidores. • Em essência, o governo está subsidiando o custo do financiamento com capital de terceiros em relação ao financiamento com capital próprio. slide 203 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Teoria da estrutura de capital: probabilidade de falência • A chance de uma empresa quebrar por se ver incapaz de honrar pontualmente suas obrigações depende muito de seu nível de risco econômico e risco financeiro. • O risco econômico é o risco de uma empresa não ser capaz de cobrir seus custos operacionais. • De modo geral, quanto maior a sua alavancagem operacional — o uso que faz de custos operacionais fixos — maior o risco econômico. • O risco econômico também é afetado pela estabilidade da receita e de custo. slide 204 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • A estrutura de capital de uma emrpesa – o mix entre capital de terceiros e capital próprio – impacta de forma direta a alavancagem financeira. • A alavancagem financeira mede até que ponto uma empresa emprega fontes de financiamento a custo fixo, tais como dívida e ações preferenciais. • Quanto maior a alavancagem financeira de uma empresa, maior seu risco financeiro – o risco de ser incapaz de honrar o pagamento de juros fixos e os dividendos das ações preferenciais. slide 205 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Risco econômico A fabricante de refrigerantes Cooke Company está se preparando para tomar uma decisão de estrutura de capital. Ela obteve de sua equipe de projeções as estimativas de vendas e os níveis de lucros antes de juros e imposto de renda (LAJIR) como mostra a Tabela 12.9. Tabela 12.9 Vendas e cálculo do LAJIR para a Cooke Company (em $ mil) slide 206 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Risco econômico Ao desenvolver a estrutura de capital da empresa, o administrador financeiro deve aceitar esses níveis de LAJIR e as probabilidades a eles associadas como dados. Esses dados de LAJIR refletem um determinado nível de risco econômico que capta a alavancagem operacional, a variabilidade da receita de vendas e a previsibilidade de custo da empresa. slide 207 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Risco financeiro Admitindo que (1) a empresa não tenha passivo circulante, (2) sua estrutura de capital contenha atualmente apenas ações ordinárias e (3) o montante total de capital mantenha-se constante em $ 500.000, o mix de capital de terceiros e próprio associado aos vários índices de endividamento seria como consta da Tabela 12.10. slide 208 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Risco financeiro Tabela 12.10 Estruturas de capital associadas a índices alternativos de endividamento da Cooke Company slide 209 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Risco financeiro Tabela 12.11 Nível de endividamento, taxa de juros e valor monetário dos juros anuais associados às estruturas de capital alternativas da Cooke Company slide 210 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Risco financeiro Tabela 12.12 Cálculo do LPA (em $ mil) para alguns índices de endividamento geral selecionados da Cooke Company slide 211 www.netofeitosa.com.br - [email protected] slide 212 www.netofeitosa.com.br - [email protected] slide 213 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Risco financeiro Tabela 12.13 LPA esperado, desvio padrão e coeficiente de variação para estruturas de capital alternativas da Cooke Company slide 214 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Risco financeiro Figura 12.3 Distribuições de probabilidade slide 215 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Risco financeiro Figura 12.4 LPA esperado e coeficiente de variação do LPA slide 216 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Teoria da estrutura de capital: custos de agency impostos pelos credores • Quando um credor fornece fundos a uma empresa, a taxa de juros cobrada baseia-se em sua avaliação do risco do negócio. • Após obter um empréstimo a uma determinada taxa, a empresa pode aumentar o seu risco ao investir em projetos arriscados ou incorrer em mais dívidas. • Se os investimentos arriscados derem certo, os proprietários receberão todos os benefícios; se derem errado, os credores compartilharão os custos. slide 217 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Para evitar essa situação, os credores impõem determinados custos de monitoramento aos tomadores. • Exemplos desses custos de monitoramento incluem: – aumentar o custo de empréstimos futuros à empresa, – negar solicitações posteriores de empréstimo e – impor cláusulas restritivas nos contratos de empréstimo. slide 218 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Teoria da estrutura de capital: informação assimétrica • A informação assimétrica surge quando os administradores de uma empresa dispõem de mais informações do que os investidores sobre as operações e as perspectivas futuras. • A informação assimétrica pode impactar a estrutura de capital da empresa da seguinte maneira: Suponhamos que a administração tenha identificado um investimento valioso que exigirá financiamento adicional. Ela acredita que as perspectivas sejam muito boas e que o mercado, como indica o atual preço da ação da empresa, não percebe inteiramente seu valor. slide 219 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • A informação assimétrica surge quando os administradores de uma empresa dispõem de mais informações do que os investidores sobre as operações e as perspectivas futuras. • A informação assimétrica pode impactar a estrutura de capital da empresa da seguinte maneira: Nesse caso, a administração levantará os fundos necessários por meio de dívida, por acreditar/saber que as ações estão subavaliadas. Nesse caso, usar dívida para levantar fundos é tido como um sinal positivo aos investidores a respeito das perspectivas da empresa. slide 220 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • A informação assimétrica surge quando os administradores de uma empresa dispõem de mais informações do que os investidores sobre as operações e as perspectivas futuras. • A informação assimétrica pode impactar a estrutura de capital da empresa da seguinte maneira: Se, contudo, o panorama futuro para a empresa for ruim, sua administração poderá entender que a ação esteja ‘superavaliada’. Nesse caso, atenderia melhor aos interesses dos acionistas emitir novas ações. Portanto, os investidores muitas vezes interpretam o anúncio de uma emissão de ações como um sinal ‘negativo’. slide 221 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Estrutura de capital ótima • Acredita-se, de modo geral, que o valor de uma empresa é maximizado quando se minimiza o custo de capital (a taxa de desconto da empresa). • O valor da empresa pode ser definido algebricamente da seguinte maneira: slide 222 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Figura 12.5 Funções de custo e valor slide 223 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Enfoque LAJIR-LPA para análise da estrutura de capital • O enfoque LAJIR-LPA na estrutura de capital envolve selecionar a estrutura de capital que maximiza o LPA na faixa esperada de lucro antes de juros e imposto de renda (LAJIR). • Usando esse enfoque, a ênfase está em maximizar o retorno dos proprietários (LPA). • Uma das limitações desse enfoque é o fato de que os lucros constituem apenas um dos determinantes da maximização de riqueza dos acionistas. • Esse método não avalia de forma explícita o impacto do risco. slide 224 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Exemplo As coordenadas de LAJIR-LPA podem ser encontradas supondo valores específicos para LAJIR e calculando o LPA a eles associado. A Tabela 12.12 mostra esses cálculos para três estruturas de capital — índices de endividamento de 0%, 30% e 60% — da Cooke Company. Para valores de LAJIR de $ 100.000 e $ 200.000, os valores de LPA correspondentes encontram-se resumidos na tabela da Figura 12.6. slide 225 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Figura 12.6 Enfoque LAJIR -LPA slide 226 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Limitação básica da análise LAJIR-LPA • Embora a maximização do LPA seja geralmente boa para os acionistas da empresa, a limitação básica desse método é que ele não necessariamente maximiza a riqueza dos proprietários porque ignora o risco. • Se os investidores não exigissem prêmios pelo risco (retornos adicionais) à medida que aumentasse a proporção de capital de terceiros na estrutura de capital da empresa, a estratégia que envolve a maximização do LPA também maximizaria o preço da ação. • Infelizmente, não é esse o caso. slide 227 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Escolha da estrutura de capital ótima • A discussão a seguir tentará criar uma estrutura para tomada de decisões sobre orçamento de capital que maximize a riqueza dos proprietários — ou seja, que leve em conta tanto o risco quanto o retorno. • Provavelmente a melhor maneira de demonstrar isso seja por meio do seguinte exemplo: A Cooke Company, usando como medida de risco os coeficientes de variação do LPA associados a cada uma das sete estruturas de capital alternativas, estimou os retornos requeridos a elas associados e mostrados na Tabela 12.14. slide 228 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 12.14 Retornos requeridos para as estruturas de capital alternativas da Cooke Company slide 229 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Substituindo na Equação 12.12 o nível esperado de LPA e o retorno requerido a ele associado, podemos estimar o valor por ação de uma empresa, P0. slide 230 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 12.15 Cálculo de estimativas do valor da ação associado às estruturas de capital alternativas da Cooke Company slide 231 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Figura 12.7 Estimativa do valor slide 232 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 12.16 Fatores importantes a serem considerados na tomada de decisões sobre a estrutura de capital slide 233 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Capítulo 13 Política de dividendos slide 234 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Objetivos de aprendizagem 1. Entender os procedimentos de pagamento de dividendos, o tratamento fiscal aplicável e o papel dos planos de reinvestimento de dividendos. 2. Descrever a teoria residual dos dividendos e os principais argumentos referentes à sua irrelevância ou relevância. 3. Discutir os principais fatores envolvidos no estabelecimento da política de dividendos. slide 235 13-235 www.netofeitosa.com.br - [email protected] 4. Rever e avaliar os três tipos básicos de política de dividendos. 5. Avaliar os dividendos pagos em ações, dos pontos de vista contábil, do acionista e da empresa. 6. Explicar desdobramentos e recompras de ações, bem como a motivação da empresa para realizá-los. slide 236 13-236 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fundamentos dos dividendos • Um dividendo é uma redistribuição de lucros. • A maioria das empresas mantém uma política de dividendos pela qual pagam dividendos periódicos em bases trimestrais. • Algumas empresas pagam um dividendo extra para recompensar os acionistas, se tiveram um ano excepcionalmente bom. A maioria das empresas paga dividendos de acordo com uma payout ratio, que mede a razão entre dividendos e lucros. • Muitas empresas têm pagado dividendos periódicos por mais de um século. slide 237 www.netofeitosa.com.br - [email protected] 13-237 • O crescimento dos dividendos tende a ficar atrás do crescimento dos lucros para a maioria das corporações (ver próximo slide). • Como a política de dividendos é um dos fatores que direciona a decisão de um investidor quanto à compra de uma ação, a maioria das empresas anuncia sua política de dividendos e divulga ao público quaisquer variações esperadas nessa política. • Dessa forma, pode-se ver que muitas empresas usam sua política de dividendos para fornecer informação que de outra forma estaria indisponível aos investidores. slide 238 13-238 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fundamentos dos dividendos: procedimentos de pagamento de dividendos em dinheiro (cash dividend) • Data de registro: a data em que os investidores devem possuir ações, para receber o pagamento do dividendo. • Data ex dividendo: quatro dias antes da data de registro. O dia em que uma ação é negociada sem direito a dividendo. Imprensa financeira. As transações de ações na data sem direito a dividendo são indicadas por um ‘x’ próximo ao volume de transações. Em geral, os preços das ações caem na medida do dividendo trimestral na data ex dividendo. slide 239 www.netofeitosa.com.br - [email protected] 13-239 • Data de registro: a data em que os investidores devem possuir ações, para receber o pagamento do dividendo. • Data ex dividendo: quatro dias antes da data de registro. O dia em que uma ação é negociada sem direito a dividendo. • Data de distribuição: o dia em que um dividendo é pago (data de pagamento) aos acionistas. Normalmente ocorre duas ou mais semanas antes que os titulares das ações no dia de registro recebam seus dividendos. slide 240 13-240 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Exemplo Na assembleia trimestral de dividendos da Rudolf Company, uma distribuidora de material para escritório, realizada em 10 de junho, o conselho de administração anunciou um dividendo em dinheiro de $ 0,80 para os titulares registrados até a sexta-feira, 2 de julho. A empresa tinha 100.000 ações ordinárias em circulação, e a data de pagamento do dividendo era segunda-feira, 2 de agosto. Antes da reunião, as principais contas da empresa eram: Caixa $ 200.000 Dividendos a pagar Lucros retidos slide 241 $0 $ 1.000.000 www.netofeitosa.com.br - [email protected] 13-241 Quando o dividendo foi anunciado pelo conselho de administração, $ 80.000 dos lucros retidos ($ 0,80 por ação × 100.000 ações) foram transferidos para a conta de dividendos a pagar. Com isso, as contas ficaram da seguinte maneira: Caixa $ 200.000 Dividendos a pagar $ 80.000 Lucros retidos slide 242 $ 920.000 13-242 www.netofeitosa.com.br - [email protected] As ações da Rudolf Company começaram a ser negociadas ex dividendo dois dias úteis antes da data de registro, quarta-feira, 30 de junho. Essa data foi determinada subtraindo-se dois dias da data de registro, 2 de julho. Quem comprasse ações da empresa até a terça-feira, 29 de junho, faria jus aos dividendos; quem as comprasse de 30 de junho em diante, não faria. Admitindo-se estabilidade do mercado, o preço da ação da Rudolf deveria cair aproximadamente $ 0,80 por ação quando começasse a ser vendida ex dividendo em 30 de junho. slide 243 13-243 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Em 2 de agosto a empresa remeteu os cheques de dividendos aos titulares registrados em 2 de julho. Isso levou aos seguintes saldos nas principais contas da empresa: Caixa $ 120.000 Dividendos a pagar $ 0 Lucros retidos $ 920.000 O efeito líquido do pagamento dos dividendos foi a redução do ativo total da empresa (por meio de uma redução de caixa) e de seu patrimônio líquido (por meio de uma redução de lucros retidos) em $ 80.000. slide 244 13-244 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Figura 13.1 Linha de tempo do pagamento de dividendos slide 245 13-245 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fundamentos dos dividendos: tratamento fiscal dos dividendos • O Jobs and Growth Tax Relief Reconciliation Act de 2003 alterou significativamente o tratamento fiscal dos dividendos reduzindo a alíquota àquela aplicável aos ganhos de capital, que vai até 15%. • Imediatamente após a aprovação da lei, muitas empresas iniciaram ou aumentaram o pagamento de dividendos aos acionistas, e espera-se que essa redução no grau de bitributação de dividendos seja mantida. slide 246 13-246 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Planos de reinvestimento de dividendos • Os planos de reinvestimento de dividendos (PRDs) permitem aos acionistas usar dividendos recebidos sobre as ações de uma empresa para comprar mais ações — e até mesmo frações delas — a um custo de transação baixo ou nulo. • Com os PRDs, os participantes de um plano podem, normalmente, adquirir ações a um preço cerca de 5% menor do que o vigente no mercado. • Por outro lado, a empresa pode emitir novas ações aos participantes de maneira mais econômica, evitando o underpricing e os custos de lançamento em que incorreria com uma venda pública de novas ações. slide 247 13-247 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Relevância da política de dividendos: teoria residual dos dividendos • A teoria residual dos dividendos sugere que o dividendo pago por uma empresa deve ser encarado como um resíduo — o valor remanescente após terem sido aproveitadas todas as oportunidades aceitáveis de investimento. • Com essa abordagem, a decisão quanto ao dividendo seria tratada em três etapas, como segue: Etapa 1: Determinar o nível ótimo de dispêndios de capital, que seria o nível gerado pela interseção da escala de oportunidades de investimento (EOI) e da escala de custo marginal ponderado do capital — CMgPC. slide 248 13-248 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Etapa 2: Usando as proporções da estrutura de capital ideal, estimar o total de financiamento com capital próprio necessário para sustentar os dispêndios gerados na Etapa 1. Etapa 3: Como o custo dos lucros retidos é menor do que o das novas ações ordinárias, usar esses lucros para fazer frente à necessidade de capital próprio determinada na Etapa 2. Se os lucros retidos forem insuficientes para isso, vender novas ações ordinárias. Se os lucros retidos disponíveis superarem essa necessidade, distribuir o excedente — o resíduo — como dividendos. slide 249 13-249 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Em suma, essa abordagem sugere que não serão pagos dividendos em dinheiro, desde que a necessidade de capital próprio de uma empresa supere o valor dos lucros retidos. • Essa visão dos dividendos também sugere que o retorno requerido dos investidores não é influenciado pela política de dividendos da empresa — uma premissa que, por sua vez, implica a irrelevância da política de dividendos. slide 250 13-250 www.netofeitosa.com.br - [email protected] A Overbrook Industries, uma fabricante de canoas e outras pequenas embarcações, tem disponível para as operações do exercício corrente $ 1,8 milhão, que pode ser retido ou distribuído como dividendos. A estrutura de capital ideal da empresa encontra-se no endividamento geral de 30%, ou 30% de capital de terceiros e 70% de capital próprio. A Figura 13.2 representa a escala de custo marginal ponderado do capital (CMgPC) juntamente com três escalas de oportunidades de investimento. Para cada EOI foi indicado o nível de novo financiamento ou investimento total determinado pelo ponto de interseção da EOI e do CMgPC. slide 251 13-251 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Figura 13.2 CMgPC e EOIs slide 252 13-252 www.netofeitosa.com.br - [email protected] A Tabela 13.1 mostra que, se houver EOI1, a empresa pagará $ 750.000 em dividendos, porque serão necessários apenas $ 1.050.000 dos $ 1.800.000 em lucros disponíveis. A tabela também mostra os pagamentos de dividendos associados a EOI2 e EOI3. Dependendo da EOI, o dividendo de uma empresa será efetivamente o resíduo, caso haja, remanescente após o financiamento de todos os investimentos aceitáveis. slide 253 13-253 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 13.1 Aplicação da teoria residual dos dividendos à Overbrook Industries para cada uma das três EOIs (conforme Figura 13.2) slide 254 13-254 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Relevância da política de dividendos: argumentos favoráveis à irrelevância dos dividendos • Merton H. Miller e Franco Modigliani (M e M) desenvolveram uma teoria segundo a qual, em um mundo financeiro perfeito (na ausência de incertezas, impostos, custos de transação e outras imperfeições de mercado), o valor da empresa não é afetado pela distribuição de dividendos. • Eles argumentam que o valor de uma empresa é determinado exclusivamente pelo retorno e risco de seus investimentos. • Reter lucros ou pagar dividendos não afeta o valor da empresa. slide 255 13-255 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Há estudos que demonstram que grandes variações dos dividendos afetam, sim, o preço da ação. • M e M replicam com o argumento de que esses efeitos podem ser atribuídos não ao dividendo em si, mas ao conteúdo informacional dos dividendos a respeito dos lucros futuros. • Ademais, M e M afirmam que existe um ‘efeito clientela’. • Investidores que preferem dividendos manterão em carteira ações com altos dividendos; aqueles que preferem ganhos de capital manterão ações com baixos dividendos. slide 256 13-256 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Em suma, esses autores e outros defensores da irrelevância dos dividendos argumentam que, em igualdade das demais condições, o retorno requerido de um investidor — e, portanto, o valor da empresa — não é afetado pela política de dividendos por três motivos: 1. O valor da empresa é determinado exclusivamente pelo retorno e risco de seus ativos (investimentos). 2. Se os dividendos afetam o valor, isso ocorre exclusivamente devido a seu conteúdo informacional, que sinaliza as expectativas da administração acerca dos lucros. 3. Há um efeito clientela, que leva os acionistas de uma empresa a receber os dividendos que esperam. slide 257 13-257 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Contrariando os defensores da irrelevância dos dividendos, Gordon e Lintner sugerem que os acionistas preferem dividendos correntes e que há uma relação direta entre a política de dividendos de uma empresa e seu valor de mercado. • Um elemento central dessa proposta é o argumento do “pássaro na mão”, segundo o qual os investidores costumam evitar o risco e consideram os dividendos correntes menos arriscados que os dividendos ou ganhos de capital futuros. • Como os dividendos correntes são menos arriscados, os investidores reduzirão seu retorno requerido — e, com isso, elevam o preço das ações. slide 258 13-258 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fatores que afetam a política de dividendos: restrições legais • A maioria dos Estados norte-americanos proíbe as sociedades por ações de distribuir como dividendos em dinheiro qualquer parcela de seu ‘capital social’, o qual é normalmente medido pelo valor nominal das ações ordinárias. • As empresas às vezes impõem uma exigência em relação aos lucros que limita o valor dos dividendos. Com isso, elas evitam pagar mais dividendos do que a soma dos lucros retidos dos exercícios. • A maioria dos Estados proíbe o pagamento de dividendos, se a empresa tiver obrigações em atraso ou encontrar-se legalmente insolvente ou falida. slide 259 www.netofeitosa.com.br - [email protected] 13-259 • Até a Receita Federal dos Estados Unidos (IRS, do inglês, Internal Revenue Service) estabeleceu regras na área da política de dividendos. • Especificamente, ela proíbe as empresas de acumular lucros para reduzir o imposto de renda dos proprietários. • Se a IRS conseguir provar que uma empresa acumulou lucros em excesso para permitir que seus proprietários adiem o pagamento de impostos sobre os rendimentos representados pelos dividendos recebidos, pode aplicar um imposto sobre a acumulação excessiva de lucros sobre quaisquer lucros retidos acima de $ 250.000, na maioria dos casos. • Todavia, isso raramente ocorre. slide 260 13-260 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fatores que afetam a política de dividendos: restrições contratuais • Em muitos casos, a capacidade da empresa para pagar dividendos é limitada por condições restritivas impostas por contratos de empréstimo e escrituras de emissão. • De modo geral, essas restrições proíbem o pagamento de dividendos até que a empresa atinja um determinado nível de lucros, ou podem limitar os dividendos a um determinado valor ou porcentagem de lucros. • Qualquer violação a essas restrições normalmente acionam a demanda por pagamento imediato. slide 261 13-261 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fatores que afetam a política de dividendos: restrições internas • A capacidade da empresa para pagar dividendos é, de modo geral, limitada pelo valor dos ativos líquidos (caixa e títulos negociáveis) disponíveis, em vez do nível de lucros retidos contra os quais cobrá-los. • Embora seja possível a uma empresa tomar empréstimos para pagar dividendos, os credores costumam relutar em conceder tais créditos, pois não produzem benefícios tangíveis ou operacionais que a ajudem a saldar posteriormente a dívida. slide 262 13-262 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fatores que afetam a política de dividendos: perspectivas de crescimento • De modo geral, as empresas mais novas e em crescimento acelerado pagam pouco ou nenhum dividendo. • Como essas empresas crescem rapidamente, elas devem usar a maior parte dos fundos gerados internamente para sustentar operações ou financiar a expansão. • Por outro lado, empresas grandes e maduras costumam pagar dividendos em dinheiro (cash dividend), visto que têm facilidade de acesso a novo capital e podem ter limitadas oportunidades de investimento. slide 263 13-263 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fatores que afetam a política de dividendos: considerações relacionadas aos proprietários • A empresa deve estabelecer uma política que tenha efeito favorável sobre a riqueza da maioria de seus proprietários. • Se a empresa tiver elevada porcentagem de acionistas ricos, pode optar por distribuir uma porcentagem menor de seus lucros de modo a permitir que os proprietários adiem o pagamento do imposto de renda até que vendam a ação. • Como os dividendos em dinheiro são tributados à mesma alíquota que os ganhos de capital, essa estratégia beneficia os proprietários por meio do adiamento do pagamento de impostos. slide 264 www.netofeitosa.com.br - [email protected] 13-264 • Também é necessário considerar as oportunidades de investimento dos proprietários. • Uma empresa não deve reter fundos para investir em projetos que forneçam retornos menores do que os proprietários poderiam obter com investimentos externos de igual risco. • Uma consideração final é a diluição potencial da propriedade. • Se uma empresa distribuir elevada porcentagem de lucros, o novo capital próprio precisará ser levantado com ações ordinárias slide 265 13-265 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Fatores que afetam a política de dividendos: considerações de mercado • O aspecto mais importante da política de dividendos deve ser o de que a empresa mantenha um nível de previsibilidade. • Acredita-se que os acionistas que preferem ações que paguem dividendos prefiram um nível fixo ou crescente de dividendos. • Os acionistas frequentemente encaram o pagamento de dividendo como um ‘sinal’ das perspectivas futuras da empresa. • Um dividendo estável e contínuo constitui um sinal ‘positivo’, ao passo que o não pagamento de dividendos, devido a prejuízos ou lucros muito baixos, como um sinal ‘negativo’. slide 266 13-266 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tipos de política de dividendos: política de dividendos com taxa de distribuição constante • Uma política de dividendos com taxa de distribuição constante determina que dada porcentagem dos lucros seja paga aos proprietários a cada período. • O problema dessa política é que, se os lucros da empresa caírem ou forem voláteis, os dividendos também poderão ser baixos, ou mesmo inexistentes. • Como já vimos, os investidores consideram os dividendos voláteis como negativos e arriscados — o que pode levar à redução do preço das ações. slide 267 13-267 www.netofeitosa.com.br - [email protected] A Peachtree Industries, uma empresa mineradora de potássio, adota a política de distribuir 40% dos lucros como dividendos. Nos exercícios em que ocorre prejuízo, a política da empresa é não pagar dividendo algum. slide 268 13-268 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tipos de política de dividendos: política de dividendos regulares • A política de dividendos regulares baseia-se no pagamento de um dividendo fixo em valor monetário a cada período. • Essa política fornece aos proprietários informações, de modo geral, positivas, minimizando suas incertezas. • É comum as empresas que adotam essa política aumentarem o dividendo regular assim que ocorre um aumento sustentado dos lucros. slide 269 13-269 www.netofeitosa.com.br - [email protected] A política de dividendos da Woodward Laboratories, fabricante de um popular adoçante artificial, é pagar dividendos anuais de $ 1,00 por ação até que o lucro por ação supere $ 4,00 por três anos consecutivos. Nesse ponto, o dividendo anual eleva-se para $ 1,50 por ação e estabelece-se um novo patamar de lucros. A empresa não prevê diminuir seus dividendos, a menos que sua liquidez esteja em jogo. Os dados de lucros, dividendos e preço médio da ação da Woodward nos últimos 12 anos podem ser encontrados a seguir. slide 270 13-270 www.netofeitosa.com.br - [email protected] slide 271 13-271 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tipos de política de dividendos: política de dividendos regulares baixos mais dividendos extraordinários • Algumas empresas estabelecem uma política de dividendos regulares baixos, complementada por dividendos extraordinários. • Quando ocorrem lucros superiores ao normal, essas empresas pagam um dividendo regular baixo ao qual é acrescido um dividendo adicional, conhecido como dividendo extraordinário, sem a obrigação de mantê-lo por períodos subsequentes. • Essa política é particularmente comum entre empresas que passam por variações cíclicas de lucros. slide 272 13-272 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Outras modalidades de dividendo: dividendos em ações (stock dividends) • Um dividendo em ações consiste no pagamento de um dividendo sob a forma de ações, e não em dinheiro. • Muitos investidores acreditam que os dividendos em ações aumentam o valor de suas carteiras. • Na verdade, do ponto de vista de valor de mercado, os dividendos em ações funcionam como desdobramentos de ações (stock splits). O investidor acaba possuindo mais ações, mas o valor de cada ação é menor. • Do ponto de vista contábil, o pagamento de dividendos em ações representa apenas um remanejamento entre as contas do patrimônio líquido, não uma saída de fundos. slide 273 13-273 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Aspectos contábeis O patrimônio líquido atual, constante do balanço da Garrison Corporation, uma distribuidora de armários préfabricados, é o representado a seguir. slide 274 13-274 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Aspectos contábeis Se a Garrison anunciar um dividendo em ações de 10% e o preço de mercado de suas ações for de $ 15 por ação, $ 150.000 de lucros retidos (10% × 100.000 ações × $ 15 por ação) serão capitalizados. Os $ 150.000 serão distribuídos entre a conta de ações ordinárias e a de ágio na venda de ações. As contas resultantes são mostradas a seguir. slide 275 13-275 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Aspectos contábeis Como são emitidas 10.000 novas ações (10% de 100.000) ao preço vigente de mercado de $ 15 por ação, deslocamse $ 150.000 ($ 15 por ação × 10.000 ações) da conta de lucros retidos para a de ações ordinárias e ágio na venda de ações. slide 276 13-276 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • O ponto de vista do acionista – Do ponto de vista do acionista, os dividendos em ações resultam em uma diluição das ações mantidas. – Por exemplo, suponhamos que um acionista tenha 100 ações a $ 20/por ação ($ 2.000 no total) antes de um dividendo em ações. – Se a empresa declarar um dividendo em ações de 10%, o acionista terá 110 ações. Entretanto, o valor total de suas ações continuará sendo $ 2.000. – Dessa forma, o valor das ações deve cair para $ 18,18 ($ 2.000/110). slide 277 13-277 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • O ponto de vista da empresa. – Desvantagens dos dividendos em ações: • Custo da emissão de novas ações. • Impostos e taxas incidentes sobre as novas ações. • Outros custos de registro. – Vantagens dos dividendos em ações: • As empresas preservam caixa. • Sinalização aos acionistas de que a empresa está reinvestindo o fluxo de caixa em oportunidades de investimento lucrativas. slide 278 13-278 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Outras modalidades de dividendo: desdobramentos de ações (stock splits) • Um desdobramento de ações é uma forma de recapitalização que afeta o número de ações em circulação, o valor nominal, os lucros por ação e o preço de mercado. • O argumento a favor de um desdobramento de ações é que ele reduz o preço da ação, o que a torna mais atrativa aos investidores individuais. A Delphi Company, um negócio de produtos florestais, tinha em circulação 200.000 ações ordinárias com valor nominal de $ 2. O patrimônio líquido total, antes e depois do desdobramento, pode ser visto na tabela a seguir. slide 279 13-279 www.netofeitosa.com.br - [email protected] slide 280 13-280 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Um desdobramento reverso reduz o número de ações em circulação e aumenta o preço da ação — ou seja, o oposto do desdobramento de ações. • O argumento a favor de um desdobramento reverso é que ele aumenta a respeitabilidade da ação e transmite a mensagem de que não se trata de uma ‘junk stock’. De modo geral, pesquisas sobre desdobramentos de ações e dividendos em ações sustentam a teoria de que não afetam o valor das ações. Contudo, são frequentemente usados para enviar um sinal positivo aos investidores sobre o que está por vir. slide 281 13-281 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Outras modalidades de dividendo: recompras de ações (stock repurchases) • Uma recompra de ações é a compra e retirada de circulação de ações pela corporação emitente. • Uma recompra é uma liquidação parcial, visto que diminui o número de ações em circulação. • Também pode ser considerado como uma altenativa aos dividendos pagos em dinheiro. slide 282 13-282 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • As motivações práticas para essas recompras de ações incluem: – Usar as ações para outra finalidade. – Alterar a estrutura de capital da empresa. – Aumentar o LPA e o ROE resultando em um preço de mercado mais elevado. – Reduzir a chance de uma aquisição hostil. slide 283 13-283 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Outras modalidades de dividendo: Stock recompras de ações vistas como dividendo em dinheiro • A recompra de ações resulta em um tipo de diluição reversa. • O efeito líquido de uma recompra assemelha-se ao pagamento de um dividendo em dinheiro. • Entretanto, se a empresa pagar o dividendo, o titular terá de recolher imposto de renda. • Por outro lado, o imposto sobre o ganho decorrente de uma recompra será postergado até a venda da ação. slide 284 13-284 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Capítulo 14 Capital de giro e administração do ativo circulante slide 285 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Objetivos de aprendizagem 1. Compreender a administração financeira de curto prazo, o capital de giro líquido e a relação entre rentabilidade e risco. 2. Descrever o ciclo de conversão de caixa, suas necessidades de financiamento e as principais estratégias para geri-lo. 3. Discutir a administração de estoques: diferentes enfoques, técnicas comuns e considerações internacionais. slide 286 14-286 www.netofeitosa.com.br - [email protected] 4. Explicar o processo de seleção de crédito e o procedimento quantitativo de avaliação de mudança dos padrões de concessão de crédito. 5. Rever os procedimentos de avaliação quantitativa das alterações em descontos financeiros e outros aspectos dos termos de crédito e do monitoramento de crédito. 6. Compreender a administração de recebimentos e pagamentos, incluindo float, aceleração de cobrança, retardamento de pagamentos, concentração de caixa, contas com saldo nulo e aplicação em títulos de liquidez imediata. slide 287 14-287 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Ativos & passivos de curto & longo prazo Ativos circulantes: Caixa Títulos negociáveis Pré-pagamentos Contas a receber Estoques Ativos fixos: Investimento Instalações & máquinas Terreno e prédio slide 288 Passivos circulantes: Contas a pagar a fornecedores Despesas Dívida de curto prazo Impostos a pagar Financiamento de longo prazo: Capital de terceiros Capital próprio 14-288 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Capital de giro líquido • O capital de giro inclui os ativos circulantes de uma empresa, que se compõem de caixa e títulos negociáveis, além de contas a receber e estoques. • Também consiste de passivos circulantes, incluindo contas a pagar, empréstimos bancários e despesas a pagar. • O capital de giro líquido é definido como o total de ativos circulantes menos o total de passivos circulantes. slide 289 14-289 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Compensação entre rentabilidade e risco • Capital de giro líquido positivo (baixo retorno e baixo risco) baixo retorno Ativos circulantes Capital de giro líquido > 0 Passivos circulantes Dívida de longo prazo baixo custo alto custo alto retorno Ativos fixos slide 290 Capital próprio custo mais alto 14-290 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Capital de giro líquido negativo (alto retorno e alto risco) baixo retorno Ativos circulantes alto retorno Ativos fixos slide 291 Passivos circulantes Capital de giro líquido < 0 baixo custo Dívida de longo prazo alto custo Capital próprio custo mais alto 14-291 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 14.1 Efeitos da variação do quociente sobre o lucro e o risco slide 292 14-292 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Ciclo de conversão de caixa • A administração financeira de curto prazo – administrar ativos e passivos circulantes – é uma das atividades mais importantes e demoradas do administrador financeiro. • O objetivo da administração financeira de curto prazo é administrar cada um dos ativos e passivos circulantes de uma empresa, para atingir o equilíbrio entre rentabilidade e risco que contribui de modo positivo para o valor geral do negócio. • Entender o ciclo de conversão de caixa de uma empresa é essencial à administração financeira de curto prazo. 14-293 slide 293 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Cálculo do ciclo de conversão de caixa O ciclo operacional (CO) de uma empresa é o período de tempo que vai do começo do processo de produção até o recebimento de caixa resultante da venda do produto acabado. O ciclo de conversão de caixa (CCC) representa o ciclo operacional menos o prazo médio de pagamento. slide 294 14-294 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Tanto o CO quanto o CCC podem ser calculados conforme demonstrado a seguir: slide 295 14-295 www.netofeitosa.com.br - [email protected] A MAX Company, fabricante de pratos descartáveis, tem vendas anuais de $ 10 milhões, custo das mercadorias vendidas de 75% das vendas e compras que correspondem a 65% do custo das mercadorias vendidas. A idade média dos estoques (IME) é de 60 dias, o prazo médio de recebimento (PMR) de 40 dias e o prazo médio de pagamento (PMP) de 35 dias. Logo, o ciclo de conversão de caixa da MAX é de 65 dias (60 + 40 – 35). A Figura 14.1 apresenta o ciclo de conversão de caixa da MAX Company em uma linha de tempo. slide 296 14-296 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Figura 14.1 Linha de tempo do ciclo de Conversão de caixa da MAX Company slide 297 14-297 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Os recursos investidos pela MAX nesse ciclo de conversão de caixa (supondo-se um ano de 365 dias) são: Evidentemente, reduzir o IME ou o PMR ou prolongar o PMP diminuirá o ciclo de conversão de caixa, com isso diminuindo a quantidade de recursos a serem comprometidos pela empresa para sustentar as operações. slide 298 14-298 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Necessidades de financiamento resultantes do CCC • Necessidades de financiamento permanente versus financiamento sazonal. – Se as vendas de uma empresa forem constantes, seu investimento em ativos operacionais também deverá ser constante e ela terá apenas necessidade de financiamento permanente. – Se as vendas forem cíclicas, o investimento em ativos operacionais variará ao longo do tempo conforme os ciclos de vendas e a empresa terá necessidade de financiamento sazonal, além do financimanto permanente necessário para um investimento mínimo em ativos operacionais. slide 299 14-299 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Necessidades de financiamento permanente versus financiamento sazonal. A Nicholson Company mantém, em média, $ 50.000 em caixa e títulos negociáveis, $ 1.250.000 em estoques e $ 750.000 em contas a receber. O negócio é muito estável ao longo do tempo, de modo que seus ativos operacionais podem ser considerados permanentes. Além disso, as contas a pagar a fornecedores de $ 425.000 são estáveis ao longo do tempo. Logo, a empresa tem um investimento permanente em ativos operacionais de $ 1.625.000 ($ 50.000 + $ 1.250.000 + $ 750.000 – $ 425.000). Esse valor também corresponde à sua necessidade de financiamento permanente. slide 300 14-300 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Por outro lado, a Semper Pump Company, fabricante de bombas para pneu de bicicleta, tem necessidades de financiamento sazonal. As vendas são sazonais, atingindo seu pico durante o verão. A Semper mantém, no mínimo, $ 25.000 em caixa e títulos negociáveis, $ 100.000 em estoques e $ 60.000 em contas a receber. Em momentos de pico, os estoques aumentam para $ 750.000 e as contas a receber para $ 400.000. Para obter eficiência de produção, o ritmo de produção é mantido constante durante o ano. Por isso, as contas a pagar a fornecedores permanecem em $ 50.000 o ano todo. slide 301 14-301 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Nesses termos, a Semper tem necessidade de financiamento permanente para sustentar seu nível mínimo de ativos operacionais de $ 135.000 ($ 25.000 + $ 100.000 + $ 60.000 – $ 50.000) e necessidade de financiamento para os picos sazonais (além da permanente) de $ 990.000 [($ 25.000 + $ 750.000 + $ 400.000 – $ 50.000) – $ 135.000]. A necessidade total de financiamento dos ativos operacionais da empresa varia entre um mínimo de $ 135.000 (permanente) e um pico sazonal de $ 1.125.000 ($ 135.000 + $ 990.000), como indica a Figura 14.2. slide 302 14-302 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Figura 14.2 Necessidade total de financiamento da Semper Pump Company slide 303 14-303 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Estratégias agressiva versus conservadora de financiamento sazonal. A Semper Pump Company tem necessidade de financiamento permanente de $ 135.000 em ativos operacionais e de financiamento sazonal que varia entre $ 0 e $ 990.000, com média de $ 101.250 (calculada a partir de dados não apresentados). Se a empresa puder tomar fundos de curto prazo a 6,25% e de longo prazo a 8% e puder ganhar 5% sobre o investimento de qualquer saldo excedente, o custo anual de uma estratégia agressiva de financiamento sazonal será: slide 304 14-304 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Alternativamente, a Semper pode optar por uma estratégia conservadora, segundo a qual os saldos excedentes de caixa serão integralmente investidos (na Figura 14.2, esses saldos serão a diferença entre a necessidade máxima de $ 1.125.000 e a total, que varia entre $ 135.000 e $ 1.125.000 ao longo do ano). slide 305 14-305 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Evidentemente, a alta dependência da estratégia agressiva de financiamento de curto prazo torna-a mais arriscada do que a opção conservadora, devido às oscilações das taxas de juros e de possíveis dificuldades de obtenção rápida do financiamento de curto prazo necessário quando ocorrerem os picos sazonais. A estratégia conservadora evita esses riscos com o ‘congelamento’ da taxa de juros e o financiamento de longo prazo, mas é mais dispendiosa. A decisão final caberá, portanto, à administração. slide 306 14-306 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Estratégias de gestão do CCC 1. Girar o estoque o mais rapidamente possível, sem faltas que resultem em vendas perdidas. 2. Cobrar as contas a receber o mais rapidamente possível sem perder vendas por conta de técnicas de cobrança muito agressivas. 3. Gerir os prazos de postagem, processamento e compensação para reduzi-los ao cobrar dos clientes e prolongá-los ao pagar fornecedores. 4. Quitar as contas a pagar a fornecedores o mais lentamente possível, sem prejudicar o rating de crédito da empresa. slide 307 14-307 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de estoques: fundamentos • Classificação de estoques. – Matérias-primas: itens comprados para uso na manufatura de um produto acabado. – Work-in-progress: todos os itens que estão em produção. – Bens acabados: itens que foram produzidos, mas ainda não foram vendidos. slide 308 14-308 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de estoques: diferentes pontos de vista quanto aos níveis de estoque • Os diversos departamentos de uma empresa (finanças, produção, marketing etc.) costumam ter pontos de vista divergentes quanto aos níveis ‘apropriados’ de estoques. • A inclinação geral do administrador financeiro ante o nível de estoque é mantê-lo baixo para garantir que o dinheiro da empresa seja investido com sabedoria. • O responsável pelo marketing prefere contar com grande estoque de produtos acabados para garantir atendimento rápido a todos os pedidos. • A principal responsabilidade do administrador de produção é implementar o plano de produção de tal maneira que resulte na quantidade desejada de produtos acabados, com qualidade aceitável, disponíveis no prazo e a baixo custo. slide 309 14-309 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Técnicas comuns de administração de estoques • Sistema ABC. – As empresas que usam o sistema ABC de estoques classificam seu estoque em três grupos de ordem decrescente de importância com base no valor monetário investido em cada um. – Um sistema característico contém um grupo A que compreende 20% dos itens mantidos em estoque, mas requer 80% do investimento; o grupo B inclui os itens que respondem pelo segundo maior investimento desse gênero, e assim por diante. slide 310 – Aqueles pertencentes ao grupo A costumam ser monitorados com maior intensidade devido ao elevado investimento monetário. 14-310 www.netofeitosa.com.br - [email protected] slide 311 14-311 www.netofeitosa.com.br - [email protected] slide 312 14-312 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Modelo do lote econômico (EOQ, do inglês, economic order quantity). Suponhamos que a RLB, Inc., um fabricante de equipamentos eletrônicos de teste, utiliza 1.600 unidades de um item ao ano. Seu custo de pedido é de $ 50 por pedido, e o custo de carregamento é de $ 1 por unidade, por ano. Substituindo na equação anterior, temos: EOQ = 2(1,600)($ 50) = 400 $1 O EOQ pode ser usado par avaliar o custo total de estoque, como indicam os slides seguintes. slide 313 14-313 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Modelo do lote econômico (EOQ, do inglês, economic order quantity). Custos de pedido = Custo/pedido × No de pedidos/ano Custos de pedido = $ 50 4 = $ 200 Custos de carregamento = Custos de carregamento/ano × Tamanho do pedido 2 Custos de carregamento = ($ 1 400)/2 = $ 200 Custos totais = Custos de pedido + Custos de carregamento Custos totais = $ 200 + $ 200 = $ 400 slide 314 14-314 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Ponto de emissão de novo pedido. – Uma vez que a empresa tenha determinado seu lote econômico, precisa determinar quando emitir um pedido. – Mais especificamente, o ponto de emissão de novo pedido reflete o número de dias necessários para emitir e receber um pedido. – Supondo-se que o estoque seja usado a um ritmo constante no decorrer do ano (sem sazonalidade), a fórmula do ponto de emissão de novo pedido é: Ponto de emissão de novo pedido = dias de prazo × utilização diária Utilização diária = Utilização anual/360 slide 315 14-315 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Ponto de emissão de novo pedido. Usando o exemplo anterior da RLB, se a empresa sabe que são necessários 10 dias para emitir e receber um pedido, e que a utilização anual é de 1.600 unidades por ano, o ponto de emissão de novo pedido pode ser determinado da seguinte maneira: Utilização diária = 1.600/360 = 4,44 unidades/dia Ponto de emissão de novo pedido = 10 x 4,44 = 44,44 ou 45 unidades Portanto, quando o nível de estoque da RLB atinge 45 unidades, ela deve emitir um pedido de 400 unidades. Entretanto, se a empresa deseja manter um estoque de segurança para se proteger de faltas, deve emitir o pedido antes que o estoque chegue a 45 unidades. slide 316 14-316 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Sistema just-in-time (JIT). – O sistema just-in-time (JIT) é usado para minimizar o investimento em estoques; a ideia é que os materiais cheguem exatamente no momento em que são necessários para a produção. – Para que um sistema JIT funcione, deve haver uma ampla coordenação entre a equipe da empresa, seus fornecedores e as transportadoras, para garantir que os insumos cheguem a tempo. – Além disso, a qualidade e a consistência dos insumos devem estar próximas da perfeição, dada a ausência de estoque de segurança. slide 317 14-317 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Sistemas computadorizados de controle de recursos. – O sistema de planejamento de necessidades de materiais (MRP) é usado para determinar quais materiais pedir, quando emitir o pedido e quais prioridades atribuir aos materiais pedidos. – O MRP aplica os conceitos de EOQ para determinar a quantidade a ser pedida por computador. – Ele simula a lista de materiais, a situação dos estoques e o processo produtivo de cada item. slide 318 14-318 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Sistemas computadorizados de controle de recursos. – Assim como o simples EOQ, o objetivo dos sistemas MRP é reduzir o investimento em estoques sem prejudicar a produção. – Uma extensão bastante popular do MRP é o planejamento de recursos de produção II (MRP II), que usa um sistema computacional sofisticado para integrar dados de diversas áreas, como finanças, contabilidade, marketing, engenharia e produção. – Esse sistema gera planos de produção, além de diversos relatórios financeiros e administrativos. slide 319 14-319 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Sistemas computadorizados de controle de recursos. – Enquanto o MRP e o MRP II tendem a focar as operações internas, os sistemas de enterprise resource planning (ERP) ampliam o foco para o ambiente externo, incluindo informações sobre fornecedores e clientes. – O ERP integra eletronicamente todos os departamentos de uma empresa, de modo que, por exemplo, a produção possa levantar informações de vendas e saber imediatamente o quanto produzir para atender aos pedidos de clientes. slide 320 14-320 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de estoques: administração de estoque em âmbito internacional • A administração internacional de estoque costuma ser muito mais complicada para exportadores e multinacionais. • As economias de escala em produção e fabricação que seriam de se esperar da venda global de produtos podem ser difíceis de obter, se os produtos precisarem ser adaptados a cada mercado local. • O transporte por longas distâncias geralmente acarreta atrasos, confusão, danos, furtos e outras dificuldades. slide 321 14-321 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de contas a receber • O segundo componente do ciclo de conversão de caixa é o prazo médio de recebimento — o período de tempo médio entre uma venda a prazo e a conversão do pagamento em fundos que a empresa possa usar. • O prazo médio de recebimento divide-se em duas partes: – o intervalo entre a venda e o momento em que o cliente remete o pagamento e – o intervalo entre a remessa do pagamento e a entrada de fundos na conta bancária da empresa. slide 322 14-322 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de contas a receber: cinco Cs do crédito • Caráter: o histórico de cumprimento de obrigações pelo solicitante. • Capacidade: a capacidade do solicitante de honrar o crédito pedido. • Capital: a relação entre a dívida do solicitante e seu patrimônio líquido. • Colateral: o valor dos ativos que o solicitante dispõe para dar em garantia do crédito. • Condições: as condições econômicas gerais e setoriais e quaisquer condições especiais vinculadas a uma transação específica. slide 323 14-323 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de contas a receber:scoring de crédito • O scoring de crédito é um procedimento que resulta em uma pontuação (score) que mede a qualidade geral do crédito do solicitante, aplicando-se pesos estatisticamente derivados a diversas características financeiras e de crédito. • O procedimento resulta em uma pontuação (score) que mede a qualidade geral do crédito do solicitante, sendo essa pontuação usada para tomar a decisão de aceitação ou rejeição do crédito. slide 324 14-324 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Seu objetivo é que se tome uma decisão de crédito relativamente bem informada, de maneira rápida e barata. • Para uma demonstração do scoring de crédito, incluindo o uso de planilha, veja o site de apoio do livro www.prenhall.com/gitman_br. slide 325 14-325 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de contas a receber: mudança dos padrões de crédito • Pode ocorrer que uma empresa avalie a possibilidade de alterar seus padrões de crédito, para tentar melhorar os retornos e criar maior valor para os proprietários. slide 326 14-326 www.netofeitosa.com.br - [email protected] slide 327 14-327 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Exemplo de mudança dos padrões de crédito A Dodd Tool, uma empresa fabricante de ferramentas de moldagem, está vendendo seu produto a $ 10 por unidade. As vendas (todas a prazo) do ano passado foram de 60.000 unidades. O custo variável por unidade é $ 6, e o custo fixo total do negócio é $ 120.000. A empresa está avaliando um relaxamento dos padrões de crédito que espera resultar no seguinte: aumento de 5% das vendas unitárias, para 63.000 unidades; aumento do prazo médio de recebimento de 30 dias (o nível atual) para 45 dias; aumento das perdas com créditos incobráveis de 1% das vendas (nível atual) para 2%. O custo de oportunidade dos fundos empatados nas contas a receber, é 15%. Com base nessa informação, a Dodd deve relaxar seus padrões de crédito? slide 328 14-328 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Contribuição das vendas adicionais ao lucro. Análise do relaxamento dos padrões de crédito Contribuição das vendas adicionais ao lucro Nível de vendas antigas — 60.000 Preço/Unidade — $ 10,00 Nível de vendas novas — 63.000 Custo variável/Unidade — $ 6,00 Aumento de vendas — 3.000 Margem de contribuição/Unidade — $ 4,00 Contribuição das vendas adicionais aos lucro (vendas incr margem cont) — $ 12.000 slide 329 14-329 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Custo do investimento marginal em A/R: slide 330 14-330 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Custo do investimento marginal em A/R: slide 331 14-331 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Perdas marginais com créditos incobráveis: slide 332 14-332 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Custo do investimento marginal em A/R: Tabela 14.2 Efeitos do relaxamento dos padrões de crédito na Dodd Tool slide 333 14-333 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Mudança dos termos de crédito • Os termos de crédito especificam as condições de venda a clientes aos quais a empresa tenha concedido crédito. • Os termos de crédio compõem-se de três partes: – descontos financeiros; – prazo do desconto financeiro; – período de crédito. • Por exemplo, condições de 2/10, líquido 30 significam que o cliente pode abater 2% do valor da fatura, se efetuar o pagamento dentro de 10 dias a contar do início do período de crédito ou, alternativamente, pagar o valor integral da fatura dentro de 30 dias. slide 334 14-334 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Exemplos de mudança dos termos de crédito A MAX Company tem prazo médio de recebimento de 40 dias (giro = 365/40 = 9,1). Segundo seus termos de crédito de líquido 30, esse período divide-se em 32 dias até que os clientes remetam os pagamentos (nem todos pagam em 30 dias) e oito dias para receber, processar e transformar em caixa os pagamentos uma vez enviados. A empresa está pensando em implantar um desconto financeiro, alterando seus termos de crédito de líquido 30 para 2/10, líquido 30. Com essa mudança, espera-se reduzir o prazo para remessa do pagamento, levando a um prazo médio de recebimento de 25 dias (giro = 365/25 = 14,6). slide 335 14-335 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Tabela 14.3 Análise do oferecimento de um desconto financeiro pela MAX Company slide 336 14-336 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Monitoramento do crédito • O monitoramento de crédito é uma revisão constante das contas a receber da empresa para determinar se os clientes estão pagando de acordo com os termos de crédito pactuados. • Pagamentos atrasados geram custos porque alongam o prazo médio de recebimento e, com isso, aumentam o investimento da empresa em contas a receber. • Duas técnicas frequentemente usadas para monitorar o crédito são o prazo médio de recebimento e a idade das contas a receber. slide 337 14-337 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Monitoramento do crédito: prazo médio de recebimento • O prazo médio de recebimento é o número médio de dias durante o qual as vendas a crédito ficam em aberto. Esse prazo médio tem dois componentes: – o período entre a venda e a remessa do pagamento pelo cliente e – o prazo necessário para receber, processar e transformar em caixa o pagamento efetuado pelo cliente. slide 338 14-338 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Monitoramento do crédito: idade das contas a receber slide 339 14-339 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Monitoramento do crédito: política de recebimento • A política de recebimento de uma empresa representa os procedimentos que ela adota para arrecadar suas contas a receber quando vencem. • A eficácia dessa política pode ser parcialmente avaliada pela avaliação no nível das despesas vencidas. • Como já vimos em exemplos anteriores, esse nível depende não só da política de recebimento, mas também da política de crédito de uma empresa. slide 340 14-340 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Política de cobrança Tabela 14.4 Técnicas comuns de cobrança slide 341 14-341 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de recebimentos e pagamentos: float • Float de recebimento é a defasagem entre o momento em que um pagante deduz um pagamento de sua conta bancária e o momento em que os fundos ficam efetivamente disponíveis ao recebedor. • Float de pagamento é a defasagem entre o momento em que um pagante deduz um pagamento de sua conta bancária e o momento em que os fundos são efetivamente sacados da conta. • Tanto o float de recebimento quanto o de pagamento possuem três componentes distintos: slide 342 14-342 www.netofeitosa.com.br - [email protected] • Float de postagem é o intervalo entre a postagem do pagamento e seu recebimento pelo destinatário. • Float de processamento é o intervalo entre o recebimento do pagamento e seu depósito em conta da empresa. • Float de compensação é o intervalo entre o depósito do pagamento e o momento em que os fundos tornam-se disponíveis para a empresa. Este componente é atribuído ao prazo necessário para que um cheque seja compensado pelo sistema bancário. slide 343 14-343 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de recebimentos e pagamentos: aceleração da cobrança • Sistema de caixa postal. – Um sistema de caixa postal é aquele em que, em vez de remeter os pagamentos à empresa, os clientes fazem a remessa a uma caixa postal. O banco da empresa esvazia regularmente a caixa. – É diferente e superior ao banco de concentração, no sentido de que o banco da empresa efetivamente mantém a caixa postal, o que reduz o float de processamento. – Um sistema de caixa postal reduz o float de recebimento ao encurtar o float de processamento bem como os floats de postagem e compensação. slide 344 14-344 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de recebimentos e pagamentos: retardarmento de pagamentos • Controle de pagamentos – O controle de pagamentos envolve o uso estratégico de pontos de postagem e contas bancárias para alongar, respectivamente, o float de postagem e o de compensação. – Todavia, deve-se ter cautela ao usar essa abordagem, uma vez que prazos de pagamento mais longos podem desgastar a relação com os fornecedores. slide 345 14-345 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de recebimentos e pagamentos: concentração de caixa • Remessas diretas e outras técnicas – Transferências a cabo são uma comunicação eletrônica que, por meio de lançamentos contábeis, retira fundos do banco da fonte pagadora e deposita-os no banco do recebedor — com isso, reduzindo o float de recebimento. – Transferência de CA (compensação automatizada) é uma retirada eletrônica previamente autorizada contra a conta da fonte pagadora. – As ACHs são compensadas em um só dia, o que reduz os floats de postagem, processamento e compensação. slide 346 14-346 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Administração de recebimentos e pagamentos: contas de saldo nulo • As contas de saldo nulo (ZBAs, do inglês, zerobalance account) são contas de desembolso que sempre têm saldo zero ao final do dia. • Seu objetivo é eliminar saldos de caixa não remunerados das contas-correntes da empresa. • Uma ZBA funciona bem como conta para pagamentos dentro de um sistema de concentração de caixa. slide 347 14-347 www.netofeitosa.com.br - [email protected] Aplicações em títulos negociáveis (continua) slide 348 14-348 www.netofeitosa.com.br - [email protected] (continuação) (continua) slide 349 14-349 www.netofeitosa.com.br - [email protected] (continuação) slide 350 14-350 www.netofeitosa.com.br - [email protected]