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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS AGRÁRIOS
CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA
RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR
SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA
Tatiele Mumbach
Ijuí, RS, Brasil
2013
1
RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR
SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA
Tatiele Mumbach
Relatório do Estágio Curricular Supervisionado na Área de Clínica Médica de
Grandes Animais e Projeto de Pesquisa apresentado ao Curso de Medicina
Veterinária da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande
do Sul (UNIJUÍ, RS), como requisito parcial para obtenção do grau de
Médica Veterinária.
Orientadora: Profa MSc. Luciane Ribeiro Viana Martins
Ijuí, RS, Brasil
2013
2
UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS AGRÁRIOS
CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA
A Comissão Examinadora, abaixo assinada, aprova o Relatório de
Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária
RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR
SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA
elaborado por
Tatiele Mumbach
como requisito parcial para obtenção do grau de
Médica Veterinária
COMISSÃO EXAMINADORA:
___________________________________
Luciana Ribeiro Viana Martins
(Orientadora)
___________________________________
Denize da Rosa Fraga
(UNIJUÍ)
___________________________________
Juliana Figoletto Comin
(UNIJUÍ)
Ijuí, 31 de janeiro de 2013
3
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho
aos meus pais
Emir e Elisete Mumbach,
razão da minha vida.
4
AGRADECIMENTOS
À Deus por me fortalecer em todos os momentos.
À Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul pela
oportunidade de estudo.
Aos meus pais, Emir e Elisete Mumbach, por estarem sempre ao meu lado, me
incentivando a continuar em frente e não desistir. Agradeço pelo amor, carinho e
compreensão.
Às mestres Denize da Rosa Fraga e Luciane Ribeiro Viana Martins, pela orientação e
supervisão, apoio, amizade e pelos ensinamentos passados durante a minha vida acadêmica.
A todos os professores da Medicina Veterinária da UNIJUÍ, pelo esforço e dedicação
para com os alunos durante os anos de faculdade.
Aos Med. Vet. Fábio Antunes Rizzo, Leomar André Henrich e Paulo Luis Heinzmann
pela oportunidade de estágio, pela seriedade e ética com que transmitiram seus conhecimentos
auxiliando na minha formação acadêmica.
À equipe da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, pela oportunidade de
estágio, pela orientação e ensinamentos durante o período de convivência.
À todos aqueles que de alguma maneira contribuíram para a realização deste sonho.
Muito obrigado!
5
RESUMO
RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM
MEDICINA VETERINÁRIA – ÁREA DE BOVINOCULTURA DE LEITE
AUTORA: TATIELE MUMBACH
ORIENTADORA: LUCIANE RIBEIRO VIANA MARTINS
Data e Local da Defesa: Ijuí, janeiro de 2013
O Estágio Curricular Supervisionado e Clínico II em Medicina Veterinária foi
realizado na EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Pelotas, RS, no
período de 15 de outubro a 04 de dezembro de 2012, perfazendo 210 horas, sob orientação do
Zootecnista Jorge Schafhauser Jr. e supervisão das Profas. Ms. Denize da Rosa Fraga e
Luciane Ribeiro Viana Martins. Durante este período foram acompanhados atendimentos
clínicos, procedimentos cirúrgicos, medicina veterinária preventiva, manejo de bovinos
leiteiros, extensão rural e projeto de pesquisa realizado na Embrapa. O Estágio Curricular
Supervisionado em Medicina Veterinária permitiu o aprendizado de técnicas aplicáveis na
Medicina Veterinária em uma propriedade, bem como o acompanhamento do Médico
Veterinário que atua no campo e do projeto de pesquisa desenvolvido pelos mestrandos na
Embrapa.
6
LISTA DE TABELAS
Tabela 1
Tabela 2
Tabela 3
Tabela 4
Tabela 5
– Resumo das atividades desenvolvidas durante o Estágio Curricular
Supervisionado em Medicina Veterinária na Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária, Pelotas, RS, no período de 15 de outubro a 04
de dezembro de 2012 ..............................................................................
– Atividades em Medicina Veterinária Preventiva desenvolvidas durante
o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária, na
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Pelotas, RS, no período
de 15 de outubro a 04 de dezembro de 2012...........................................
– Atendimentos Clínicos realizados durante o Estágio Curricular
Supervisionado em Medicina Veterinária, na Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária, Pelotas, RS, no período de 15 de outubro a 04
de dezembro de 2012...............................................................................
– Resumo das Atividades de Extensão Rural desenvolvidas durante o
Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária, na
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Pelotas, RS, no período
de 15 de outubro a 04 de dezembro de 2012............................................
– Procedimentos Cirúrgicos realizados durante o Estágio Curricular
Supervisionado em Medicina Veterinária, na Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária, Pelotas, RS, no período de 15 de outubro a 04
de dezembro de 2012...............................................................................
10
10
13
16
16
7
LISTA DE FIGURAS
Figura 1
Figura 2
Figura 3
– Acesso da veia jugular para aplicação de solução fisiológica nos
terneiros com diarréia............................................................................... 13
– Animal diagnosticado com síndrome da vaca caída, com seu
respectivo tratamento............................................................................... 14
– Aplicação de oxido de zinco associado a permetrina em úlcera de
sola........................................................................................................... 15
8
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 9
2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS .............................................................. 10
2.1 Atividades em medicina preventiva ................................................................................. 10
2.1.1 Teste de california mastitis test (CMT) ............................................................................ 11
2.1.2 Coleta de leite das vacas para cultura microbiológica ...................................................... 11
2.1.3 Coleta de sangue para teste de brucelose.......................................................................... 11
2.1.4 Coleta de sangue para teste de sorologia de IBR e BVD ................................................. 12
2.1.5 Vacinação contra febre aftosa........................................................................................... 12
2.1.6 Vacinação contra brucelose .............................................................................................. 12
2.2 Atendimentos clínicos ........................................................................................................ 12
2.2.1 Diarréia neonatal............................................................................................................... 13
2.2.2 Suspeita de anaplasmose .................................................................................................. 14
2.2.3 Hipocalcemia .................................................................................................................... 14
2.2.4 Úlcera da face plantar da segunda falange ....................................................................... 15
2.3 Atividades em extensão rural ........................................................................................... 15
2.4 Procedimentos cirúrgicos .................................................................................................. 16
2.4.1 Amochamento térmico ..................................................................................................... 16
2.4.2 Sutura de teto .................................................................................................................... 17
2.5 Acompanhamento de projeto ........................................................................................... 17
3 DIARRÉIA NEONATAL EM BOVINOS .................................................... 18
4 CARBOIDRATOS NA DIETA DE BOVINOS DE LEITE........................ 28
5 CONCLUSÃO ................................................................................................. 37
6 ANEXO............................................................................................................. 38
9
1 INTRODUÇÃO
O presente Estágio Curricular Supervisionado e Clínico II em Medicina Veterinária foi
realizado na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) Clima Temperado,
na estação experimental Terras Baixas, no Sistema de Pesquisa e Desenvolvimento em
Pecuária Leiteira da Embrapa Clima Temperado - SISPEL, Pelotas/RS. O estágio foi efetuado
sob supervisão do Zootecnista Dr. Jorge Schafhäuser Jr. pesquisador da Embrapa Clima
Temperado, e orientação do Médico Veterinário Cristiano, do mestrando Médico Veterinário
Fábio Antunes Rizzo e do Zootecnista Rudolf Brand Scheibler, na área de bovinocultura de
leite da raça Jersey, de 15 de outubro a 04 de dezembro, perfazendo 210 horas.
O rebanho do SISPEL/Embrapa é composto de 150 animais puros de origem (PO) da
raça Jersey, sendo que atualmente, 50 destes animais estão em lactação. Tem por
características ser um rebanho fechado (não há aquisição de animais de fora), sendo
certificado pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA/Brasil como
rebanho livre de Brucelose e Tuberculose, estando em expansão no que se refere ao número
de fêmeas no plantel, devendo chegar a 200 animais até junho de 2013, sendo 80 vacas em
lactação.
Todos os animais que nascem no rebanho permanecem na propriedade até o
desaleitamento, o qual acontece aos 60 dias de idade, quando então são levados ao Centro de
Recria de Touros e Novilhas Selecionadas da Raça Jersey – CERTON/Embrapa. As novilhas
inseminadas voltam ao SISPEL para reposição de vacas adultas. Os touros selecionados são
disponibilizados aos produtores que ainda utilizam a monta natural na reprodução de suas
fêmeas, e o sêmen para o desenvolvimento de pesquisa em pecuária leite na Embrapa Clima
Temperado.
O estágio teve como objetivo o aprendizado de técnicas que visam o aumento da
produção, da qualidade dos rebanhos e do leite produzido, bem como da participação do
projeto de substituição do farelo de milho por farelo de arroz integral sem casca,
caracterizando uma maneira de interação lavoura pecuária.
10
2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
As atividades desenvolvidas durante o Estágio Curricular Supervisionado em
Medicina Veterinária estão apresentadas resumidamente na Tabela 1.
Tabela 1 – Resumo das atividades desenvolvidas durante o Estágio Curricular Supervisionado
em Medicina Veterinária na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Pelotas, RS, no
período de 15 de outubro a 04 de dezembro de 2012
Tipo de Atividade
Atividades em Medicina Veterinária Preventiva
Atendimentos Clínicos
Procedimentos Cirúrgicos
Atividades em Extensão Rural
Acompanhamento de Projeto1
Total
n
264
13
10
1
1
289
%
91,35
4,49
3,46
0,35
0,35
100
2.1 Atividades em medicina preventiva
As atividades desenvolvidas na área de Medicina Veterinária Preventiva durante o
período do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária encontram-se resumidas na Tabela 2.
Tabela 2 – Atividades em Medicina Veterinária Preventiva desenvolvidas durante o Estágio
Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária, na Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária, Pelotas, RS, no período de 15 de outubro a 04 de dezembro de 2012
Atividade
Teste de California Mastitis Test (CMT)
Coleta de sangue para teste de Brucelose
Coleta de leite das vacas para cultura microbiológica
Coleta de sangue para teste de sorologia de IBR2 e BVD3
Vacinação contra Febre Aftosa
Vacinação contra Brucelose
Total
1
n
102
60
50
30
19
3
264
%
38,63
22,73
18,94
11,36
7,2
1,14
100
Tecnologias para integração lavoura pecuária: novas formas de uso do arroz na alimentação animal, na
substituição do farelo de milho pelo farelo de arroz sem casca.
2
IBR: Rinotraqueíte Infecciosa Bovina.
3
BVD: Diarreia Viral Bovina.
11
2.1.1 Teste de california mastitis test (CMT)
A atividade de realização do teste de California Mastitis Test (CMT) é feita todos os
meses no SISPEL nas vacas em lactação.
O CMT é realizado através da adição de 2 mL de leite à 2mL da solução de CMT¹,
mistura-se por aproximadamente 20 segundos e observa-se o aumento da viscosidade da
mistura em diferentes graus, podendo esta viscosidade ser classificada em cruzes (+), sendo 1
+ casos leves e 3 +, casos graves.
Animais cujo resultado fosse positivo para o teste, o que evidenciava a presença de
mastite subclínica, uma amostra de leite era coletada de cada teto afetado individualmente
para cultura microbiológica, a qual era realizada no Laboratório de Microbiologia da
Embrapa.
2.1.2 Coleta de leite das vacas para cultura microbiológica
A cultura microbiológica é realizada com o intuito de identificar o agente causador da
mastite subclínica. Na maioria dos casos, as vacas do SISPEL são positivas ao agente
contagioso Staphylococcus aureus. Estas vacas são secas com antibiótico a base de
gentamicina2, devido a maior portencentagem de cura durante o período seco. Desta maneira
deixam de ser reservatório do microorganismo para todo o rebanho entre ou durante as
ordenhas.
2.1.3 Coleta de sangue para teste de brucelose
Como o SISPEL é considerado uma propriedade livre de Brucelose é necessária a
realização da coleta de leite para o teste de Brucelose. O teste deve ser realizado em fêmeas
com idade igual ou maior a 24 meses, devendo ter sido vacinadas entre três e oito meses de
idade.
12
2.1.4 Coleta de sangue para teste de sorologia de IBR e BVD
A vacina deve ser realizada nos animais a partir de três meses de idade com um
reforço após quatro semanas, sendo que os animais que já passaram por este processo devem
receber reforço anual.
A coleta de sangue para teste de sorologia de IBR e BVD foi realizada em algumas
vacas casualmente selecionadas para verificar a titulação pós vacinal, sendo que neste
processo não existe diferença na aquisição de anticorpos da doença ou vacinal.
2.1.5 Vacinação contra febre aftosa
A vacinação contra Febre Aftosa, Lab. Merial foi realizada no mês de novembro, via
subcutânea, nos bezerros nascidos durante o ano de 2012, sendo neste período a
recomendação apenas para a vacinação de animais com menos de 24 meses.
2.1.6 Vacinação contra brucelose
A vacinação da Brucelose foi realizada em três bezerras com idade entre três a oito
meses de idade, via subcutânea, com vacina B19³, sem a marcação já que o SISPEL é
designado uma propriedade livre de Brucelose.
2.2 Atendimentos clínicos
Os atendimentos clínicos realizados durante o Estágio Curricular Supervisionado em
Medicina Veterinária totalizaram 4,49% (13/289) das atividades ocorridas no SISPEL e
encontram-se descritos na Tabela 3.
13
Tabela 3 – Atendimentos clínicos realizados durante o Estágio Curricular Supervisionado em
Medicina Veterinária, na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Pelotas, RS, no
período de 15 de outubro a 04 de dezembro de 2012
Diagnóstico
Diarréia Neonatal
Suspeita de Anaplasmose
Síndrome da Vaca Caída
Úlcera da face plantar da segunda falange
Total
n
10
1
1
1
13
%
76,93
7,69
7,69
7,69
100
2.2.1 Diarréia neonatal
Os casos de diarréia foram os atendimentos clínicos mais realizados durante as
atividades, perfazendo 76, 93% (10/13) da casuística dos atendimentos clínicos.
Ao diagnóstico os animais se apresentavam um pouco apáticos, com diarreia e em
alguns casos uma leve desidratação. O tratamento inicial foi realizado com amoxicilina
associado a gentamicina4, mas como não teve resultados satisfatórios, os bezerros que
apresentaram diarreia foram tratados com 5mL de sulfa associada a trimetropim5, e em casos
de desidratação foi realizada a aplicação de 1L de solução fisiológica6. Nos animais com leve
desidratação foi administrado soro caseiro (duas colheres de sopa de açúcar, uma colher de
sobremesa de sal em um litro de água aquecida a 37ºC) via oral.
Figura 1 – Acesso da veia jugular para aplicação de solução
fisiológica nos terneiros com diarréia
14
2.2.2 Suspeita de anaplasmose
Os funcionários solicitaram exame clínico em uma vaca que diminui a produção de
leite de 10 para 4 litros/dia, e se encontrava apática. Ao exame clínico pelo médico
veterinário, a temperatura da vaca estava em torno de 40,1ºC, frequência cardíaca de 84
batimentos/min e frequência respiratória de 24 movimentos/min. Pelo exame clínico foi
suspeitado de Anaplasmose, já que é a doença que mais acomete o rebanho da região. O
tratamento utilizado foi 60mL de oxitetraciclina7 e 15mL de flunixina meglumina8 via
intramuscular. Após o tratamento o animal obteve recuperação.
2.2.3 Hipocalcemia
O animal havia parido durante a noite e no período da manhã se encontrava em
decúbito esternal. O tratamento utilizado foi a aplicação de borogluconato de cálcio9, 60mL
via subcutânea, em torno de 500mL via endovenosa, associado a 500mL de solução
fisiológica6.
Após alguns minutos da aplicação o animal já estava em estado de alerta e em estação
procurando alimentação. Por opção, foi realizada a retirada de dois litros de colostro para
alimentar a bezerra e a ordenha completa só foi realizada na parte da noite.
Figura 2 – Animal diagnosticado com síndrome da vaca caída,
com seu respectivo tratamento
15
2.2.4 Úlcera da face plantar da segunda falange
A vaca que apresentava úlcera da face plantar da segunda falange estava participando
do experimento realizado pela Embrapa Estação Terras Baixas. O tratamento estava sendo
realizado através da limpeza do local com água corrente e solução de iodo10. Após secar o
local com papel toalha era aplicado óxido de zinco associado a permetrina11. A limpeza foi
realizada durante dez dias, obtendo melhora no casco.
Figura 3 – Aplicação de óxido de zinco associado
a permetrina em úlcera de sola
2.3 Atividades em extensão rural
As atividades em Extensão Rural (Tabela 4) foram realizadas através de um dia de
campo, destinado a produtores rurais da região, estudantes e profissionais das áreas. O dia de
campo foi voltado para a cadeia produtiva do leite. Estiveram presentes mais de 560
participantes, principalmente agricultores familiares, estudantes, técnicos de cooperativas e
indústrias de laticínios. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer e discutir,
juntamente com a equipe que trabalha com leite na unidade, algumas das principais
tecnologias que a Embrapa disponibiliza para os produtores, assim como visualizar como
16
essas tecnologias podem ser aplicadas e adaptadas às particularidades de cada unidade
produtiva, nos diferentes contextos regionais e níveis tecnológicos dos sistemas de produção.
Tabela 4 – Resumo das Atividades de Extensão Rural desenvolvidas durante o Estágio
Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária, na Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária, Pelotas, RS, no período de 15 de outubro a 04 de dezembro de 2012
Tipo de Atividade
n
1
1
Dia de campo
Total
%
100
100
2.4 Procedimentos cirúrgicos
Os procedimentos cirúrgicos desenvolvidos durante o período do Estágio Curricular
Supervisionado em Medicina Veterinária encontram-se na Tabela 5.
Tabela 5 – Procedimentos Cirúrgicos realizados durante o Estágio Curricular Supervisionado
em Medicina Veterinária, na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Pelotas, RS, no
período de 15 de outubro a 04 de dezembro de 2012
Tipo de Procedimento
Amochamento Térmico
Sutura de teto
n
9
1
%
90
10
Total
10
100
2.4.1 Amochamento térmico
O amochamento térmico foi realizado nos terneiros machos e fêmeas com dois meses
de idade. O procedimento cirúrgico foi realizado com o animal deitado sob contenção com
cordas nas patas, em alguns casos foi feita a tricotomia da região. O amochamento térmico foi
realizado com ferro candecente nos processos córneos e após aplicação de óxido de zinco
associado a permetrina11.
17
2.4.2 Sutura de teto
Uma vaca de idade avançada pisou em cima do teto e fez um corte sobre o mesmo. A
vaca foi contida em um brete, e uma das patas foi puxada para trás com auxilio de corda. Foi
realizado limpeza do teto com solução seguido da aplicação de 15mL de anestésico local a
base de lidocaína12 de iodo, e após sutura com fio de nailon13 com ponto isolado simples. Este
acontecimento ocorreu pelo fato da vaca ter o úbere caído e os tetos avantajados. O animal
estava se recuperando e a ordenha do teto suturado estava sendo feita com ajuda de cânula.
2.5 Acompanhamento de projeto
O projeto tinha como titulo Tecnologia para integração lavoura pecuária: novas formas
de uso do arroz na alimentação animal, na substituição do farelo de milho pelo farelo de arroz
sem casca. O experimento foi conduzido no SISPEL, pelos mestrandos graduados em
Medicina Veterinária e Zootecnia, tendo como objetivo introduzir o farelo de arroz integral
sem casca na dieta de ruminantes, e unir a atividade agrícola e pecuária.
18
3 DIARRÉIA NEONATAL EM BOVINOS
1
2
3
TATIELE MUMBACH4
4
5
6
- NOTA -
7
8
RESUMO
9
10
Descreve-se o diagnóstico e a conduta terapêutica aplicada em caso de diarreia neonatal
11
em 10 terneiros do Sistema de Pesquisa e Desenvolvimento em Pecuária leiteira da Embrapa
12
Clima Temperado (SISPEL), Pelotas/RS, no período de 15 de outubro a 4 de dezembro de 2012.
13
Os sinais clínicos incluíam diarreia na maioria dos terneiros, sendo que nos casos mais graves os
14
animais apresentavam-se prostrados e desidratados. O tratamento baseou-se na associação de
15
sulfa e trimetropim e promoveu a melhora do quadro clínico dos animais, sugerindo um
16
diagnostico de diarreia causada por protozoários do gênero Eimeria (E. bovis e E. zuernii),
17
conhecida como coccidiose, que acomete em média bezerros de 5 a 15 dias de idade. Como
18
prevenção indica-se manter os animais em ambiente limpo e sem previa contaminação.
19
Palavras-chave: eimeriose, desidratação, diarréia
20
21
Com o passar do tempo as práticas de manejo, nutrição, reprodução, melhoramento
22
genético e instalações, provocaram um aumento da produção de leite e as necessidades de
23
intensificação na atividade levaram a um aumento do número de animais nos rebanhos. No
24
entanto, a criação de bezerros continua apresentando altas taxas de mortalidade, tendo como
4
Graduanda em Medicina Veterinária pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
(UNIJUÍ), Departamento de Estudos Agrários (DEAg), Ijuí – RS, Brasil.
19
1
principais causas de mortalidade a septicemia, diarreia, pneumonia e tristeza parasitária
2
(COELHO, 2009 a).
3
A interação entre patógenos, agentes estressantes e a nutrição de cada animal
4
determinam a susceptibilidade às doenças, sendo necessária a implantação de boas práticas de
5
manejo, além do monitoramento constante dos animais a fim de reduzir a exposição dos
6
mesmos aos fatores de riscos e minimizar as fontes de infecção (COELHO, 2009 a).
7
Devido à natureza da placenta bovina, não existe transferência de anticorpos da vaca
8
para o bezerro durante a gestação, além do sistema imune dos bezerros recém nascidos ser
9
imaturo e incapaz de produzir quantidades suficientes de imunoglobulinas. O colostro deve
10
ser fornecido nas primeiras doze horas após o nascimento, numa quantidade de quatro litros
11
para raças grandes e três litros para raças de pequeno porte ou baixo peso ao nascimento
12
(COELHO, 2009 a; OLIVEIRA, 2012).
13
No rebanho americano estima-se que a taxa de mortalidade é de 7,8% em bezerros na
14
faixa do aleitamento. A diarreia é uma das principais doenças que acometem os bezerros nas
15
primeiras semanas de vida, sendo a causa mais importante de mortalidade de animais nessa
16
fase, correspondendo a uma taxa de 56% nos rebanhos americanos (OLIVEIRA, 2012;
17
BITTAR & SOARES, 2011).
18
A diarreia é caracterizada por uma disfunção do trato digestivo, sendo um dos
19
principais mecanismos de reação provocada por microorganismos de natureza variada, como
20
protozoários, bactérias, vírus ou dietas com nutrientes indigestíveis. Esta disfunção se traduz
21
em secreção de fluidos e relativa falta de absorção intestinal que resulta em perda de
22
eletrólitos e nutrientes, resultando em fezes com menos que 12% de matéria seca,
23
caracterizada por consistência líquida.
24
No presente estudo foram acompanhados 10 casos clínicos de diarreia em terneiros da
25
raça Jersey com idade média de 37 dias. Apenas um caso clínico será relatado com mais
20
1
detalhes, sendo este de um bezerro macho com sinais clínicos de diarreia líquida por oito dias
2
consecutivos. O primeiro tratamento instituído foi a base de associação de amoxicilina com
3
gentamicina (Gentamox®, Hipra Saúde Animal Ltda), 3mL por via intramuscular durante 3
4
dias.
5
Observou-se que nos dias seguintes o animal parou de se alimentar. Ao exame clínico,
6
os batimentos cardíacos eram de 76/min., frequência respiratória de 12 movimentos/min., e
7
temperatura retal de 38,9oC. As mucosas estavam rosadas, e apresentava desidratação, para a
8
qual foi feita reposição com 1L de solução fisiológica endovenosa.
9
Devido o tratamento anterior não estar surtindo efeito optou-se pela troca de
10
medicamento, sendo então, a partir do 4° dia de diarreia, iniciou-se a aplicação de 5mL de
11
sulfa associado ao trimetropim (Borgal®, Intervet MSD Saúde Animal) , via intramuscular,
12
reposição de fluido com 1L de solução fisiológica (Solução Fisiológica®, de Cloreto de Sódio
13
a 0,9%, Equiplex) e dois litros de soro caseiro, diariamente.
14
Os outros bezerros apresentavam diarreia mais consistente com presença de sangue e
15
muco, e foram também, tratados com 5mL de sulfa associado ao trimetropim (Borgal ®,
16
Intervet MSD Saúde Animal).
17
Nos casos de diarréia, diagnosticados no SISPEL, a suspeita diagnóstica mais
18
consistente foi de casos de coccidiose, o que motivou a troca do medicamento antes utilizado
19
pela associação de sulfa ao trimetropim, apresentando melhora dos animais.
20
No SISPEL o manejo adotado na criação de bezerros era a utilização de casinhas
21
individuais, animais recém nascidos eram colocados em locais antes ocupados por bezerros de
22
idade mais avançada, sem que ocorresse a limpeza ou desinfecção após o uso de cada animal,
23
o que desempenhava uma importante fonte de contaminação de diarreia dos bezerros em
24
crescimento. A alimentação era fornecida a partir de duas semanas de idades, juntamente com
25
feno, para estimular a ruminação e água a vontade.
21
1
Em uma diarreia profusa, a taxa de eliminação de líquido varia entre quatro a sete
2
litros diários, desta maneira a administração de soro previne à seqüela mais grave da doença,
3
que é a desidratação, e que leva invariavelmente o bezerro a morte, se não forem corrigidas
4
rapidamente (OLIVEIRA, 2012).
5
A gravidade da desidratação pode ser determinada a partir do grau no qual o globo
6
ocular está deprimido, e pelo teste da “pele em tenda”, que pode ser realizado nas pálpebras e
7
pescoço. O pescoço deve se manter retilíneo e a pele precisa ser tracionada na direção do eixo
8
longo do pescoço (SMITH, 1993). A avaliação da “pele em tenda” foi realizada na região das
9
costelas, evidenciando diminuição na elasticidade da pele, constatando uma desidratação
10
moderada. O animal também apresentava apatia, decúbito esternal, pois passava a maior parte
11
do dia deitado, porém, quando estimulado erguia-se sem auxilio.
12
13
Segundo Smith (1993), o neonato se torna deprimido, perde o reflexo suctório e fica
debilitado, sinais estes que foram percebidos no terneiro com diarreia.
14
Enquanto o neonato puder compensar as perdas, ele permanecerá bastante ativo e
15
continuará a mamar, caso contrário, se as perdas excederem a ingestão é observado efeitos
16
sistêmicos da desidratação (perda de sal de água), (SMITH, 1993). A perda de líquido ocorre
17
preferivelmente pelo compartimento vascular, resultando em colapso cardiovascular. A
18
acidose metabólica que é consequência da doença gastrointestinal pode ser encontrada em
19
bezerros com sinais de desidratação verificando um aumento das concentrações de d-lactato o
20
que poderá prejudicar a função cardíaca, tanto por efeitos diretos, como pela inibição das
21
catecolaminas (OLIVEIRA, 2012; SMITH, 1993).
22
Os animais devem receber o volume de soro hidrante além do volume diário de leite,
23
que não deve ser eliminado da dieta do terneiro, porque uma simples solução de eletrólitos
24
não contém todas as substâncias necessárias ao desenvolvimento. O leite não possui efeito
25
negativo quando administrado a uma quantidade correspondente a 10% do peso vivo do
22
1
animal (OLIVEIRA, 2012). O leite era fornecido normalmente ao bezerro em um balde, com
2
um volume aproximado de quatro litros ao dia, divididos na parte da manhã e tarde. A
3
ingestão forçada do leite não era realizada.
4
Segundo Oliveira (2012), os bezerros que estão fortes e conseguem se manter em pé a
5
maior parte do tempo podem ser tratados com soro caseiro via oral. A fórmula mais simples
6
do soro caseiro é para cada 5 litros de água, 45 gramas de sal de cozinha (NaCl) e 250 gramas
7
de açúcar, fornecidos ao longo do dia (RIBEIRO, 2006). O animal do caso clínico estava
8
recebendo 2L de soro caseiro com água aquecida a 37ºC, distribuídos duas vezes ao dia.
9
Outra forma de reidratação oral de bezerros pode ser feita com cloreto de sódio,
10
cloreto de potássio, bicarbonato de sódio, glicose fazendo a mistura em água (COELHO,
11
2004b).
12
A quantidade de solução fornecida ao animal deve levar em conta o volume de
13
reposição, aquele que corrige o déficit (grau de desidratação), volume de manutenção, na qual
14
é considerada a ingestão diária de fluidos, sendo em neonatos 150mL x peso vivo (kg). Por
15
último temos o volume correspondente ao que será perdido ao longo do dia do tratamento
16
iniciado (LISBÔA, 2004).
17
Animais debilitados devem ser observados com maior cuidado, cita Oliveira (2012),
18
por provavelmente apresentarem algum grau de desidratação mais grave (> 8%). Estes
19
animais podem ser tratados com líquidos intravenosos, através de uma cateterização, com
20
secção da pele em bezerros muito desidratados. O animal deve ser colocado em decúbito e a
21
região do pescoço tricotomizada para colocação do cateter. Se o bezerro estiver hipotérmico a
22
solução deve ser aquecida, evitando aumentar o debito cardíaco com soluções geladas
23
(SMITH, 1993).
23
1
A perda de sódio nas fezes de um animal com diarreia é a causa basal da desidratação.
2
Por isso, para melhorar a hidratação e manter um adequado fluxo sangüíneo, é muito
3
importante a reposição de sódio em um animal com diarréia (DIAS, 2006).
4
A solução fisiológica era aquecida a 37ºC e administrada no terneiro em decúbito
5
lateral, através do acesso a veia jugular com uma breve limpeza do local com solução de iodo.
6
Nos dias em que o terneiro apresentava fezes fluidas continuou a ser medicado com sulfa
7
associada a trimetropim.
8
A coccidiose provoca diarreia em bezerros de 5 a 15 dias de idade, podendo ocorrer
9
com até um mês de vida. Causada por protozoários coccídios, pelo gênero Eimeria (E. bovis e
10
E. zuernii), é conhecida como eimeriose e pelos sinais clínicos como diarreia de sangue, curso
11
vermelho ou enterite hemorrágica. O bezerro se infecta pela rota fecal oral, ou seja, pela
12
ingestão de oocistos esporulados junto com a água e alimentos contaminados com fezes
13
(LIMA, 2004; REBHUN, 2000).
14
As instalações infectadas tendem a induzir uma alta morbidade dos casos de diarreia
15
devido à falta de mudança das áreas de parto e das baias ou gaiolas contaminadas do solo
16
contaminado antes de um bezerro novo entrar. Nos casos de eimeriose os oocistos
17
esporulados encontrados no ambiente são facilmente infectantes para os bezerros e liberam
18
esporozoítos que infectam primariamente os enterócitos do intestino delgado causando lesões
19
que afetam os processos digestivos (LIMA, 2004; REBHUN, 2000).
20
Para controle da coccidiose os bezerros devem ser trocados de lugares com intuito de
21
evitar contaminações entre os mesmos e/ou passarem contaminações aos sadios. Embora os
22
oocistos sejam resistentes a alguns desinfetantes, altas concentrações de hipoclorito de sódio e
23
amônia têm ação sobre essas formas parasitárias e podem auxiliar no controle da doença.
24
Ainda que os oocistos sejam destruídos pela dessecação, luz solar e calor, dificilmente são
24
1
atingidos por esses agentes por permanecerem protegidos pela matéria orgânica (LIMA,
2
2004).
3
Nesse processo ocorre atrofia vilosa, fusão vilosa e inflamação das criptas intestinais,
4
contribuindo para os sinais clínicos da diarreia. Os animais afetados severamente apresentam
5
diarreia que pode persistir por mais de uma semana, que consiste de um fluido sanguinolento
6
fino ou fezes pouco espessas que contem estrias ou coágulos de sangue, fragmentos de
7
epitélio e muco (REBHUN, 2000; FRASER, 1997). Dentre os animais que apresentaram caso
8
clínico de diarreia, alguns deles apresentavam fezes pouco espessas com estrias de sangue.
9
Os ruminantes desenvolvem imunidade espécie especifica contra coccídios que se
10
infectaram. A imunidade não é absoluta, pois os animais recuperados que se reinfectam
11
apresentam infecções discretas, transformando-os em portadores (LIMA, 2004).
12
A morbidade tende a ser maior que 50% nos bezerros, provocando diarreia,
13
desidratação e uma redução do apetite. A diarreia persiste por sete dias e a maioria dos
14
bezerros não perde a capacidade ou seu interesse em mamar durante esse período. O
15
tratamento consiste na aplicação de fluidos através de qualquer via devido à desidratação
16
clínica, acompanhadas de uma fonte de nutriente de alta qualidade – leite ou sucedâneo lácteo
17
(REBHUN, 2000).
18
O diagnóstico pode ser feito pelo achado de oocistos em flutuação fecal, esfregaço
19
direto ou técnica de McMaster. Os diagnósticos diferenciais incluem salmonelose, Diarreia
20
Viral Bovina, desnutrição, toxinas, outros parasitas intestinais, rotaviroses, colobaciloses
21
(FRASER, 2008b). O resultado é baseado no número de oocistos nas fezes do hospedeiro,
22
porém a diarreia pode preceder a eliminação mais pesada de oocistos, por um a dois dias, e
23
pode continuar após a descarga de oocistos ter retornado a níveis baixos, (FRASER, 1997a).
24
nenhum teste foi realizado para confirmação da suspeita de coccidiose.
25
1
A diminuição do curso de infecção ou a redução da descarga de oocistos pode ocorrer
2
com uso de medicação imediata, aliviando a hemorragia e a diarreia, e diminuindo a
3
probabilidade de infecções secundarias e mortalidade. Animais acometidos devem ser
4
isolados e tratados individualmente até que seja possível garantir níveis terapêuticos da droga,
5
e com isso prevenir contaminações de outros animais (FRASER, 1997a).
6
Segundo LIMA (2004), o tratamento apresenta resultados quando utilizado na fase
7
inicial da doença, pois a maioria das drogas atua nas formas precoces de multiplicação de
8
coccídeos. O tratamento dos animais logo nos primeiro sintomas com sulfas, amprólio,
9
decoquinato, antibióticos ionofóricos (monensina, salinomicina, lasalocida) e toltrazuril são
10
os princípios ativos que mais apresentam resultados.
11
Todos os principais patógenos entéricos são normalmente hospedados por vacas
12
adultas assintomáticas e a disseminação de muitas espécies de agentes patogênicos tende a
13
aumentar em torno da época do parto. O que sugere que quanto melhor o ambiente ao parto,
14
menores as chances dos bezerros serem infectado. Bezerros saudáveis são muitas vezes
15
assintomáticos ou possuem uma infecção subclínica com patógenos entéricos e com isso pode
16
haver uma ampliação da contaminação ambiental, facilitando a transmissão para outros
17
animais, principalmente quando estão agrupados (BITTAR & SOARES, 2011).
18
Conclui-se que pelos sinais clínicos observados de diarréia nos bezerros do SISPEL e
19
a resposta satisfatória ao tratamento com a associação de sulfa e trimetoprim, alguns animais
20
podem ter sido acometidos por coccidiose, mesmo não sendo realizado nenhum teste
21
confirmatório. No entanto, apesar do grande número de bezerros afetados não foi tomada
22
nenhuma medida profilática diante dos casos de diarreia.
23
24
25
26
1
REFERÊNCIAS
2
3
BITTAR, C. M. M.; SOARES, M. C. Diagnóstico de Diarréia Neonatal em Bezerros, 2011.
4
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5
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COELHO, S. G. Desafios na Criação e Saúde de Bezerros. Ciência Animal Brasileira,
7
2009a. Diponivel em:<http://www.revistas.ufg.br>. Acesso em:25.10.2012.
8
COELHO, S. G. Principais Afecções de Animais Jovens – Diarréia e Pneumonia, Parte I.
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Técnicos,
2004b.
Disponível
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http://rehagro.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=1101>. Acesso em:25.10.2012.
11
FRASER, C. M. Coccidiose. Manual Merck de Veterinária. 7. ed. São Paulo: Roca, 1997a.
12
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13
FRASER, C. M. Sistema Digestivo, Coccidiose. Manual Merck de Veterinária. 7. ed. São
14
Paulo: Roca, 2008b, p. 138-143.
15
LIMA, J. V. Coccidiose dos Ruminantes Domesticos. XIII Congresso Brasileiro de
16
Parasitologia Veterinária & I Simpósio Latino-Americano de Ricketisioses, Ouro Preto,
17
MG, 2004.
18
LISBÔA, J. A. N. Fluidoterapia em Ruminantes: Uma Abordagem Prática. In: Congresso
19
Paulista
20
HTTP://ucbweb.castelobranco.br>. Acesso em: 25.10. 2012.
21
OLIVEIRA, M. C. de S. Cuidados com Bezerros recém-nascidos em Rebanhos leiteiros.
22
Embrapa Pecuária Sudeste. Curricular Técnica, 68., 1º edição on line, INSS 1981 – 2086,
23
São Carlos, 2012.
24
REBHUN, W. C. Doenças infecciosas do trato gastro intestinal. Doenças do Gado Leiteiro.
25
1. ed. São Paulo: Roca, 2000. cap. 6, p. 188-219.
de
Medicina
Veterinária,
2004,
Santos,
SP.
Disponível
em:<
27
1
RIBEIRO, A. C. de C. L. Cuidados Sanitários na criação de Bezerros. Embrapa Gado de
2
Leite. 2º edição, INSS 1518 – 3254, MG, 2006.
3
SMITH, B. P. Diarréia em ruminantes neonatos. In: NAYLOR, J. M. Tratado de Medicina
4
Interna de Grandes Animais. Volume 1. 1. ed. São Paulo: Manole ltda., 1993, p. 355-374.
5
6
28
4 CARBOIDRATOS NA DIETA DE BOVINOS DE LEITE
1
2
3
TATIELE MUMBACH5
4
5
6
RESUMO
7
8
Os carboidratos são os principais constituintes das plantas forrageiras, sendo sua
9
energia um importante combustível para as atividades vitais de um animal. O presente estudo
10
conduzido no Sistema de Pesquisa e Desenvolvimento em Pecuária leiteira da Embrapa Clima
11
Temperado (SISPEL) testa novas formas de uso do arroz na alimentação animal. O uso de
12
alimentos alternativos ao farelo de milho é uma opção de redução de custos, desde que se
13
consiga manter um valor nutricional adequado aos animais. Como resultado parcial os sólidos
14
do leite com 66% de adição de farelo de arroz na dieta obteve diferenças estatísticas
15
significativas entre si. Conclui-se que o farelo de arroz pode ser substituído pelo farelo de
16
milho como fonte de carboidratos na dieta de ruminantes.
17
Palavras-chave: arroz, milho, metabolismo.
18
19
INTRODUÇÃO
20
21
As principais fontes de energia são os carboidratos (CHO) e os lipídios, e no caso de
22
ruminantes, os carboidratos têm maior importância, já que são os principais constituintes das
23
plantas forrageiras, correspondendo de 50 a 80% da matéria seca (MS) das forrageiras e
24
cereais (LUCCI, 1997; BIANCHINI et al, 2007).
5
Graduanda em Medicina Veterinária pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
(UNIJUÍ), Departamento de Estudos Agrários (DEAg), Ijuí – RS, Brasil.
29
1
Os CHO podem ser classificados como carboidratos estruturais (CE) e carboidratos
2
não estruturais (CNE). Os carboidratos estruturais encontram-se na parede celular e são
3
responsáveis pela sustentação das plantas, já os carboidratos não estruturais localizam-se em
4
menor proporção no interior das células e são geralmente mais digestíveis que os estruturais
5
(BERCHIELLI, 2006; CORRÊA et al, 2010).
6
A maior parte de carboidratos ingeridos em ruminantes é fermentado pelos
7
microorganismos ruminais, passando por um processo fermentativo no rúmen que resulta
8
produção de ácidos graxos voláteis (AGV). A partir deste composto o ruminante extrai a
9
maior parte da energia necessária para suas atividades de manutenção e produção
10
(BERCHIELLI, 2006).
11
As fibras em forma de partículas grandes são essenciais para o estímulo da ruminação,
12
ou seja, estimulam a contração ruminal e aumentam o fluxo de saliva para o rúmen. Os
13
carboidratos não fibrosos são rapidamente fermentados no rúmen, contudo não estimulam a
14
ruminação e produção de saliva, e se em excesso, podem prejudicar fermentação das fibras
15
(WATTIAUX & ARMENTANO, 1999).
16
Os concentrados de uma dieta têm baixa porcentagem de fibras e alta quantidade de
17
energia, e ao contrário de forragens, não estimulam a ruminação. Normalmente fermentam
18
mais rapidamente que forragens no rúmen, aumentando a acidez ruminal, o que pode impedir
19
a fermentação ruminal normal. Os grãos, com exemplo, cevada, milho, sorgo, arroz e trigo,
20
são típicos alimentos de alta energia pra bovinos, contudo possuem pouca proteína. Os grãos
21
de arroz aumentam a fibra da dieta e contém cerca de 14 a 17% de proteína (WATTIAUX &
22
HOWARD, 1999).
23
O presente estudo tem por objetivo observar a possibilidade do uso do farelo de arroz
24
integral sem casca em substituição ao farelo milho na dieta de ruminantes, abrindo a
25
possibilidade do uso em sistemas de produção que trabalhem com a atividade agrícola e
30
1
pecuária de forma integrada, diretamente na propriedade, agregando valor ao arroz pela sua
2
transformação em carne e leite. Bem como balizar uma nova possibilidade da utilização do
3
farelo de arroz na alimentação animal, reduzindo os impactos negativos dos excedentes de
4
arroz no mercado.
5
6
MATERIAIS E MÉTODOS
7
8
O experimento de campo foi conduzido no sistema de Pecuária de Leite – SISPEL,
9
localizado na Estação Experimental de Terras Baixas (EETB) da EMBRAPA Clima
10
Temperado, situada no município de Capão do Leão – RS, por um período de 60 dias.
11
Foram utilizadas 8 vacas Jersey puras de origem (PO), selecionadas de um rebanho de
12
cerca de 50 animais, estando entre a segunda e a quarta lactação, com datas de parição
13
distintas, porém, aproximadas, produzindo em média, 20 kg de leite, sendo 30kg no pico da
14
lactação, com peso vivo médio de 450kg, mantidas em galpão free stall em canzil individual,
15
com disponibilidade de água. Os períodos experimentais foram de 15 dias, sendo os primeiros
16
10 dias de adaptação às dietas e os últimos cinco dias de cada período para realização das
17
coletas de leite. Cada animal foi considerado como uma parcela experimental.
18
As vacas eram ordenhadas mecanicamente, duas vezes ao dia, com intervalo de 10
19
horas entre a ordenha da manhã (7h e 30min.) e a tarde (17h e 30min.), sendo as produções
20
individuais de leite medidas em cada ordenha para efeito de controle experimental.
21
Diariamente, antes de iniciar a ordenha, eram realizados testes com a caneca de fundo
22
preto para verificação da presença de mastite clínica, e, mensalmente era realizado o teste de
23
CMT (California Mastitis Test) para verificação de mastite subclínica.
24
25
No início da fase experimental e ao final de cada período as vacas eram pesadas
durante dois dias consecutivos, sendo a média utilizada como a média de cada período.
31
1
As dietas foram formuladas levando em consideração o peso dos animais, e uma
2
estimativa do seu potencial de produção. As dietas, aplicadas às vacas eram previamente
3
testadas em um simulador de desempenho de dietas (NRC, 2001). A dieta era composta por
4
volumosos a base de silagem de milho e feno de alfafa, em uma relação de aproximadamente
5
50:50 respectivamente, sendo fornecidos 2 vezes ao dia, objetivando sobras de 5 – 10%, para
6
garantir que o consumo seja à vontade. Os concentrados eram a base de farelo de trigo, farelo
7
de soja e milho grão e grão de arroz integral sem casca, o qual era fornecido separado
8
objetivando o consumo total, em três momentos do dia. Neste experimento foi preconizada
9
uma relação volumoso:concentrado de aproximadamente 50:50.
10
Foram testando níveis crescentes (0, 33, 66, 100%) de inclusão de arroz integral sem
11
casca, em substituição ao grão de milho, sendo as dietas isoproteicas, isofibrosas e
12
isoenergéticas. Os resultados da análise dos componentes do leite foram analisados pelo
13
programa Genes (teste comparativo de médias) através do teste de tukey conforme Cruz
14
(2006).
15
O consumo de matéria seca foi obtido pela diferença entre a quantidade de alimento
16
consumido e as sobras diárias, durante os 5 dias de coleta experimental. Os coeficientes de
17
digestibilidade das dietas e seus componentes nutricionais serão determinados com base na
18
mensuração de consumo e estimativa da excreção de fezes, utilizando como marcador cromo
19
(Cr2O3).
20
Os ingredientes e respectivas dietas foram analisadas bromatologicamente, bem como
21
as fezes de cada período, a fim de determinar a digestibilidade individual de cada constituinte
22
nutricional.
23
proteína bruta (PB), extrato etéreo (EE), fibra insolúvel em detergente neutro (FDN) e fibra
24
insolúvel em detergente ácido (FDA), lignina em detergente ácido (LDA), nitrogênio
25
insolúvel em detergente neutro (NIDN) e nitrogênio insolúvel em detergente ácido (NIDA)
Foram analisados os teores de matéria seca (MS), matéria orgânica (MO),
32
1
segundo técnicas descritas em Silva & Queiroz (2002), no Laboratório de Nutrição Animal
2
(LABNUTRI) da EMBRAPA Clima Temperado. Os teores Cálcio, Fósforo, Magnésio,
3
Cromo segundo Silva & Queiroz (2002), Amido e frações conforme Hall (2000) e Walter
4
(2005), após análises estas serão utilizadas para os cálculos do fracionamento dos carboidratos
5
metodologia descrita por Sniffen et al. (1992), no Núcleo Integrado em Desenvolvimento de
6
Análises Laboratoriais (NIDAL) do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos
7
(DTCA) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
8
Foi analisado o perfil metabólico sanguíneo, sendo realizadas as análises de glicose,
9
colesterol total e frações, triglicerídeos, uréia, macrominerais e as concentrações de aspartato
10
aminotransferase (AST), gama glutamil transferase (GGT), beta-hidroxibutirato (BHBA),
11
ácidos graxos não esterificados (AGNE), em laboratório comercial, na cidade de Pelotas, RS.
12
As análises do leite para gordura, proteína, caseína, sólidos totais, lactose,e uréia
13
foram realizados por espectroscopia infra vermelho e por citometria de fluxo, executadas no
14
LABLEITE da Embrapa Clima Temperado.
15
O perfil de ácidos graxos (incluindo os CLA: C18:2 cis-9 trans-11 e C18:2 trans-10
16
cis-12 e o ácido trans vacênico-precursor de CLA) das amostras foi determinado após
17
extração da fração lipídica, seguida de saponificação e esterificação dos ácidos graxos, por
18
cromatografia gasosa (equipamento Agilent 6890) com detector de ionização de chama (FID),
19
utilizando-se coluna capilar de sílica fundida, SP-2560 (100m x 0,2mm x 0,2μm; Supelco). As
20
corridas tiveram uma duração de cerca de 70 minutos. A temperatura do injetor era de 250°C
21
e do detector de 300°C. A injeção foi no modo “split”, com relação 21:1. O gás de arraste foi
22
o hidrogênio com fluxo de 40ml/minuto e 18psi de pressão na cabeça da coluna. Os picos dos
23
ácidos graxos foram identificados por comparação com os tempos de retenção de padrões
24
(CLA: mix de ésteres do ácido octadecadienoico cis-9, trans-11 e cis-10, trans-12 Sigma;
25
ácido vacênico: éster metílico do ácido trans 18:1 Sigma; demais ácidos graxos: mix com 37
33
1
ésteres de ácidos graxos Supelco), no NIDAL. Também foi realizado o fracionamento do
2
nitrogênio total (NT) do leite em nitrogênio não protéico (NNP), nitrogênio da proteína
3
verdadeira (N-PV), nitrogênio caseínico (N-cas) e nitrogênio do soro (N-soro), conforme
4
Silva et al. (1997) no NIDAL.
5
6
DISCUSSÃO E RESULTADOS PARCIAIS
7
8
O uso de alimentos alternativos ao milho é uma opção para a redução desses custos.
9
No entanto, alguns fatores como a composição nutricional, a presença de princípios tóxicos e
10
de fatores anti-nutricionais devem ser levados em consideração no momento da utilização dos
11
mesmos na alimentação de uma determinada categoria animal. Uma característica é que o
12
arroz apresenta um teor de amido entre 72 e 82%, segundo FREI et al. (2003), variando
13
conforme o cultivar e o grau de processamento, apresentando diferença na relação entre
14
amilose e amilopectina de outros cereais amiláceos, o que pode vir a modificar o processo
15
digestivo ruminal. Além disso, o custo desse alimento deve ser considerado e comparado, não
16
apenas no que se refere a custo por tonelada de ração, mas também no desempenho produtivo,
17
qualidade do leite, condições metabólicas e digestivas que possam ocorrer devido a utilização
18
deste ingrediente.
19
A possibilidade do uso do arroz integral sem casca não polido para alimentação de
20
ruminantes, abre a possibilidade do uso, em sistemas de produção que trabalhem com as
21
atividades agrícola e pecuária de forma integrada, diretamente na propriedade, agregando
22
valor ao arroz pela sua transformação em carne e leite, desonerando o produtor do desembolso
23
para aquisição de milho.
24
No teste de comparação entre as médias, pelo programa Genes, através do teste de
25
tukey a gordura não apresentou diferença significativa entre os tratamentos. O mesmo
34
1
aconteceu com a proteína e lactose, ou seja, não houve diferença significativa entre os
2
tratamentos realizados. O farelo de arroz apresenta 70% de nutrientes digestíveis totais, 13 a
3
15% de proteína bruta na matéria seca, sendo pobre em cálcio e rico em fósforo. Apresenta
4
alto teor de lipídios (30% de extrato etéreo) fazendo com que o farelo de arroz rancifique-se
5
prejudicando o paladar e o consumo dos animais (LANA, 2007).
6
Os sólidos totais do leite apresentaram diferença significativa, ou seja, os tratamentos
7
0, 33, 66, e 100% de adição de arroz integral sem casca apresentaram diferenças estatísticas
8
entre si. Deste modo, o tratamento que não continha adição de arroz integral sem casca diferiu
9
dos tratamentos que tinham adição do mesmo. O tratamento com 33% de adição de arroz
10
integral sem casca não diferiu do restante dos tratamentos. O tratamento com 66% de adição
11
de arroz apresentou o maior nível de sólidos, condizendo ser o nível mais adequado para
12
aumentar os sólidos dentre os tratamentos.
13
14
CONCLUSÃO
15
16
Sendo assim, conclui-se parcialmente que a substituição do milho pelo arroz na
17
concentração de 66% na dieta de CHO para bovinos, aumenta os sólidos produzidos no leite,
18
sem que haja alterações na produção de gordura, proteína e lactose no leite. Sendo que nesta
19
mesma concentração de arroz a gordura e lactose obtiveram seu maior valor, ainda que não
20
obtendo diferenças estatísticas entre si. Podendo ser utilizado como fonte de carboidratos na
21
dieta de bovinos de leite, diminuindo os custos na propriedade.
22
23
24
25
35
1
REFERÊNCIAS
2
3
BERCHIELLI, T. T.; PIRES, A. V.; OLIVEIRA, S. G. de. Metabolismo de Carboidratos
4
Estruturais e Metabolismo de Carboidratos não estruturais. Nutrição de Ruminates. Editora
5
afiliada, 2006, cap 7 e 8, pag 183-248.
6
BIANCHINI, W. et al. Importância da Fibra na Nutrição de Bovinos. REDVET, Revista
7
Eletrônica de Veterinária, vol. VIII, nº 2, fevereiro/2007.
8
CORRÊA, M. N., GONZÁLEZ, F. H. D., SILVA, S. C. da. Bioquímica Ruminal.
9
Transtornos Metabólicos nos Animais Domésticos. Pelotas: Editora e Gráfica
10
Universitária, 2010. p. 41-69.
11
CRUZ, C.D. Programa Genes: Biometria. Editora UFV. Viçosa (MG). 382p. 2006
12
FREI, M. et al. Studies on in vitro starch digestibility and the glycemic index of six different
13
indigenous rice cultivars from the Philippines. Food Chemistry, v.83, p.395-402, 2003.
14
HALL, M.B. Neutral detergent-soluble carbohydrates, nutritional relevance and
15
analysis. A laboratory manual. Florida: University of Florida, 2000. 42p. (Bulletin 339)
16
LANA, R. de P. Alimentos e suas composições. Nutrição e Alimentação Animal (mitos e
17
realidades). 2ª Ed. Viçosa: UFV, cap 5, pag 125-140, 2007.
18
LUCCI, C. de S. Energia e Alimentação. Nutrição e Manejo de Bovinos Leiteiros. 1a
19
edição, 1997, São Paulo: Manole Ltda, cap. 3, pag 43-61.
20
NRC. NATIONAL RESEARCH COUNCIL. Nutrient Requeriments of Dairy Cattle.
21
Seventh Revised Edition. Washington, D. C. National Academy Press. 2001.
22
SILVA, D.J.; QUEIROZ, A.C. de Análise de alimentos: métodos químicos e biológicos.
23
Viçosa: UFV, 2002. 235p.
36
1
SNIFFEN, C.J.; O’CONNOR, J.D.; Van SOEST, P.J. et al. A net carbohydrate and protein
2
system for evaluating cattle diets: II. Carbohydrate and protein availability. Journal Animal
3
Science, v.70, n.11, p.3562-3577, 1992.
4
WALTER, M. Amido resistente: metodologias de quantificação e resposta biológica em
5
ratos. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, 2005. 96p. Dissertação (Mestrado
6
em Ciência e Tecnologia de Alimentos) - Universidade Federal de Santa Maria, 2005.
7
WATTIAUX, M. A.; ARMENTANO, L. E. O Metabolismo de Carboidratos em Bovinos de
8
Leite. Essenciais em Gado de Leite. Babccock Institute for International Dairy Research and
9
development, cap. 3, 1999.
10
WATTIAUX, M. A.; HOWARD, W. T. Alimentos para Bovinos de Leite. Essenciais em
11
Gado de Leite. Babccock Institute for International Dairy Research and development, cap. 6,
12
1999.
37
5 CONCLUSÃO
O Estagio Curricular abriu portas para novas experiências na Medicina Veterinária na
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, sendo possível adquirir novos conhecimentos
teóricos e práticos, principalmente no que se refere à área da pesquisa.
A bovinocultura de leite nos dias de hoje requer cada vez mais cuidados especiais, o
que deve ser feito pelos médicos veterinários na busca de novos conhecimentos diários. A
pesquisa busca novos conhecimentos em diversas áreas de bovinos de leite, valorizando a
diversificação da alimentação nos períodos de balanço energético negativo.
38
ANEXO
39
Anexo A – Lista de nomes comerciais dos fármacos utilizados no SISPEL durante o
Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária, na área de Clínica de
Grandes Animais
1. CMT® – Solução. Tadabras. Estrada Bragança – Amparo, S/N, Km 7, Bairro Mãe dos
Homens, Bragança Paulista, São Paulo – SP, Brasil.
2. Mastifin® Vaca Seca. Ouro Fino. Rodovia Anhanguera, SP 330, KM 298, Distrito
industrial, Cravinho – SP, Brasil.
3. Anabortina® B19. Merial Saúde Animal. Condomínio Rochaverá Corporante Towers,
Avenida das Nações Unidas, 1471, Torre C – Crystal Tower, 8º andar, Vila Gertudes, São
Paulo –SP, Brasil.
4. Gentamox®. Hipra Saúde Animal Ltda. Avenida do Lami 6133, Bairro Bélem Novo, Porto
Alegre – RS, Brasil.
5. Borgal®. Intervet – MSD Saúde Animal. Condomínio Rochaverá Corporante Towers,
Avenida das Nações Unidas, 1471, Torre C – Crystal Tower, 8º andar, Vila Gertudes, São
Paulo –SP, Brasil.
6. Solução Fisiológica® de Cloreto de sódio a 0,9%. Equiplex. Rua Thubégia Qd. Km 233,
Setor Expansul, Aparecida de Goiânia –GO, Brasil.
7. Oxitetra® plus LA. Ouro Fino. Rodovia Anhanguera, SP 330, KM 298, Distrito industrial,
Cravinho – SP, Brasil.
8. Banamine® Injetável. MSD Saúde Animal. Condomínio Rochaverá Corporante Towers,
Avenida das Nações Unidas, 1471, Torre C – Crystal Tower, 8º andar, Vila Gertudes, São
Paulo –SP, Brasil.
9. Calfimag®. Leivas Leite S/A – Industrias Químicas e Biológicas. Rua Benjamin Cosntante,
nº 1637, Centro, Pelotas – RS, Brasil.
10. Iodophor-S®. Tadabras. Estrada Bragança – Amparo, S/N, Km 7, Bairro Mãe dos
Homens, Bragança Paulista, São Paulo – SP, Brasil.
11. Unguento® Pearson. Euro Farma. Avenida Ver. José Diniz, 3465, Campo Belo, São
Paulo – SP, Brasil.
12. Bravet®. Bravet Ltda. Rua Visconde de Santa Cruz, 276, Engenho Novo, Rio de Janeiro –
RJ, Brasil.
13. Fio Nailon® agulhado. Bioline Comercial Ltda. Rua José Getúlio, 579, 14º andar,
Aclimação, São Paulo – SP, Brasil.
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relatório do estágio curricular supervisionado em medicina veterinária