E E SS T T U U D D O O S D D E M M E E R R C C A A D D O B B rr aa ss ii l – C C ee aa rr á F oo rr tt aa ll ee zz a CM CONSULTORIA 1 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza SUM Á RI O CENÁRIOS DO MERCADO PARA O ENSINO SUPERIOR ........................................... 4 I. 1. Análise dos Fatores Macroeconômicos............................................................................................. 4 1.1 1.2 2. Conjuntura Econômica ......................................................................................................................... 4 Contexto Demográfico das Regiões ...................................................................................................... 5 Fatores Microeconômicos ................................................................................................................ 6 2.1 2.2 2.3 2.4 Domicílios Urbanos e Classe Social...................................................................................................... 6 Potencial de Consumo – Brasil, Ceará e Fortaleza ................................................................................. 7 A Nova Classe C no Ensino Superior .................................................................................................... 8 A Geração Y no Ensino Superior e no Mercado de Trabalho ................................................................10 II. PERSPECTIVAS DO ENSINO SUPERIOR PARA O MERCADO ................................ 12 1. Contexto da Educação Básica ........................................................................................................ 12 2. Contexto do Ensino Superior – Brasil, Ceará e Fortaleza ............................................................... 15 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8 Instituições de Ensino Superior – IES ..................................................................................................15 Quantitativo de Cursos ........................................................................................................................17 Quantitativo de Vagas .........................................................................................................................19 Quantitativo de Candidatos..................................................................................................................20 Quantitativo de Ingressantes ................................................................................................................21 Quantitativo de Matrículas...................................................................................................................23 Quantitativo de Concluintes.................................................................................................................24 Análise dos Processos Seletivos ...........................................................................................................26 III. CONTEXTO DO ENSINO SUPERIOR ............................................................................ 28 1. A Educação Básica e a sua relação com o Ensino Superior ............................................................ 28 1.1 1.2 1.3 2. O Contexto Nacional: Brasil ................................................................................................................28 O Contexto Estadual: Ceará .................................................................................................................30 O Contexto Local: Fortaleza ................................................................................................................31 As Maiores IES privadas – Brasil, Ceará e Fortaleza ..................................................................... 33 2.1 2.2 2.3 2.4 O Cenário Nacional .............................................................................................................................34 O Cenário Estadual: Ceará...................................................................................................................36 O Cenário Local: Fortaleza ..................................................................................................................37 Analisando a concorrência ...................................................................................................................38 IV. CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................. 39 3 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza I. CENÁRIOS DO MERCADO PARA O ENSINO SUPERIOR A análise dos indicadores econômicos e sociais apresentada neste estudo considerou, em especial, o estado do Ceará, mais especificamente sua capital Fortaleza, correlacionando as principais variáveis sociais e econômicas com os dados apresentados no cenário nacional. Ressaltase que as informações em análise, baseiamse em informações disponíveis nos principais institutos de pesquisas socioeconômicas do país, referendados no documento. 1. Análise dos F atores Macroeconômicos 1.1 Conjuntura Econômica O estado do Ceará tem apresentado um novo ciclo de crescimento, subsidiado pelos investimentos da Petrobrás, via implantação de uma refinaria, da Vale do Rio Doce e uma siderúrgica associada a parceiros estrangeiros, entre outras ações empresariais. O Estado do Ceará está segmentado em oito principais áreas. Na região de Cariri/CentroSul, a pecuária é predominante, sendo no município de Juazeiro do Norte, pólo de indústrias ligadas ao agronegócio, metalúrgico e calçadista. No litoral oeste do estado, destacamse as atividades econômicas voltadas à produção de flores, frutas e girassóis (biodiesel). Na região do sertão central, destacamse os laticínios e a agropecuária. As atividades de agricultura por irrigação e pecuária são encontradas na região do sertão dos Inhamuns. Na região de Sobral/Ibiapaba polos de indústrias em geral e calçadista. A região litorânea destacase em especial pelo turismo e pela produção eólica, além das indústrias localizadas na região metropolitana de Fortaleza. O governo do Estado tem apostado na ampliação da infraestrutura do complexo portuário de Pecém, a fim de abrigar além da usina térmica, equipamentos para geração eólica, fábricas de cimento e suplementos animais. A plataforma logística desse porto tem permitido a expansão do comércio exterior, dada a proximidade com o mercado europeu e americano. Destacase que os novos negócios serão impulsionados a partir destes eixos de expansão. Os empreendimentos públicos em áreas de infraestrutura como transporte, estradas, abastecimento de água, saneamento, educação, saúde e segurança pública certamente serão peçaschave para o avanço econômico. Assim, os setores imobiliários e de turismo serão fortes indicadores do dinamismo da economia cearense. Neste mercado, os principais líderes ocupam também destaque na classificação por receita, além de sustentarem perfis diferentes, já que as cinco maiores empresas dividemse em distribuição de energia elétrica (Coelce), bancos (Nordeste), alimentos (M. Dias Branco), comércio varejista (Farmácias PagueMenos) e têxtil, couro e vestuário (Vicunha Têxtil). A formação do produto interno bruto (PIB) do Ceará, segundo dados do IBGE, em 2006 aponta que o valor agregado dos principais setores da economia, representou 2,0% do PIB brasileiro. No âmbito da capital, Fortaleza, o PIB produzido correspondeu por 52,4% da produção estadual, fator que fixa a importância do município em relação ao estado. Em suma, a conjuntura econômica do Ceará apresenta multiplicadores, que tem impulsionado a economia estadual, como os canais de exportação, as energias termelétricas e alternativas (biodiesel e eólica), o canal do trabalhador que formará um anel de águas no Estado e interligará 11 bacias hidrográficas, a agricultura, os grandes grupos empresariais, a indústria têxtil e calçados, de alimentos, mineração, comércio, turismo e imobiliário. Neste sentido, a tabela a seguir, apresenta a formação do PIB, segundo o valor agregado – Brasil, Ceará e Fortaleza e o percentual de participação em relação ao total. 4 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Tabela 1. Produto interno bruto – Brasil, Ceará e Fortaleza em 2006. Localidade / Valor agregado Valor do P I B – 2006 (em R$) Brasil ∆% 1.842.252.999 100% Agropecuária 105.163.000 5,7% Indústria 539.315.998 29,3% 1.197.774.001 65,0% Serviços Ceará Agropecuária Indústria 36.223.996 2,0% 2.179.033 6,0% 8.358.061 23,1% Serviços 25.686.902 70,9% Fortaleza 18.985.442 52,4% Agropecuária Indústria Serviços 38.479 0,2% 3.823.109 20,1% 15.123.854 79,7% Fonte: IBGE, 2009. 1.2 Contexto Demográfico das Regiões A área de abrangência do estado do Ceará perfaz 148.825,5 Km 2 , dos quais o município de Fortaleza ocupa 313 km 2 (0,2% do território estadual). A população estimada em 2008 foi de 8,3 milhões de habitantes, dos quais 2,5 milhões em Fortaleza, representando 29,9%, a população se concentra em sua totalidade na área urbana, segundo dados do IPC Target 1 . Neste contingente populacional, no Estado do Ceará há o predomínio do sexo feminino, com 51,3% do total da população, frente a 48,7% do contingente masculino. Em Fortaleza, o sexo feminino também é mais representativo, sendo a proporção de mulheres maior (53,2%) em relação à população masculina (46,8%). A faixa etária predominante no estado e na capital cearense assemelhase à realidade nacional, ou seja, prevalece o quantitativo de pessoas com idades entre 30 e 49 anos. No âmbito estadual, o percentual dessa faixa etária é de 25,4% e na capital essa proporção aumenta para 28,9%. Notase que em Fortaleza, a representatividade das faixas etárias (20 a 29 anos e 30 a 49 anos), chega a 48,9%, quase metade da população. Estes indicadores se revelam como fatores determinantes para o progresso regional do Ceará, quando associados ao índice de alfabetização que em 2008, abrangeu 71,1% da população. Na capital do estado, o índice apresentase acima do estadual, de 85,3%. O índice nacional de alfabetização é de 80,3%. Outro aspecto preponderante ao desenvolvimento, e comum às metrópoles brasileiras é a densidade demográfica de Fortaleza, que se posiciona no patamar de 7.963,4 habitantes por km 2 . O crescimento demográfico atingiu 2,07% ao ano, acima da média estadual (1,47%) e da média nacional, (1,22%). A tabela a seguir, apresenta os dados populacionais do Brasil, Ceará e Fortaleza: Tabela 2. População – Brasil, Ceará e Fortaleza, 2008. P opulação 2 Á rea ( km ) P opulação Urbana Rural 1 Brasil Dados Ceará (% ) Dados Fortaleza (% ) Dados (% ) 8.502.017 148.825,5 1,8% 313 0,2% 187.114.369 8.350.691 4,5% 2.493.665 29,9% 155.968.290 83,4% 6.216.351 74,4% 2.493.665 100,0% 31.146.079 16,6% 2.134.340 25,6% 0 0,0% Informações segundo o IPC Target 2008 – Brasil em foco. 5 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza P opulação Brasil Ceará Fortaleza Dados (% ) Dados (% ) Dados (% ) Homens 91.517.469 48,9% 4.068.456 48,7% 1.166.501 46,8% Mulheres 95.596.900 51,1% 4.282.235 51,3% 1.327.164 53,2% 04 anos 15.562.575 8,3% 746.350 8,9% 229.947 9,2% 59 anos 16.714.123 8,9% 818.770 9,8% 220.359 8,8% 1014 anos 17.072.264 9,1% 874.416 10,5% 220.223 8,8% 1519 anos 17.217.822 9,2% 858.217 10,3% 241.993 9,7% 2029 anos 34.043.070 18,2% 1.531.018 18,3% 499.484 20,0% 3049 anos 52.081.636 27,8% 2.125.184 25,4% 721.701 28,9% Mais de 50 anos 34.422.879 18,4% 1.396.736 16,7% 359.958 14,4% 150.239.196 80,3% 5.938.881 71,1% 2.128.052 85,3% Gênero Faixa Etária A lfabetizada Crescimento d emog ráfico (% a.a.) 1,22 1,47 2,07 Densidade d emog ráfica (hab/ km 2 ) 22,01 56,11 7.963,4 Fonte: IPC – Target, 2008. 2. F atores Microeconômicos 2.1 Domicílios Urbanos e Classe Social Definida como grupo ou camada de pessoas numa sociedade estratificada, o termo classe social 2 se caracteriza pelo nível de vida, direitos ou privilégios e em especial, pelo papel que desempenha na produção econômica. A classificação da ABEP 3 – Associação Brasileira de Estudos Populacionais – segundo o critério padrão de classificação econômica brasileira (CCEB2008) delimita e subdivide essas classes sociais no padrão alfanumérico: Tabela 3. Classes por renda – Brasil, 2008. Classes (CCEB2008) Renda Familiar Média Classe A1 R$ 13.680,00 Classe A2 R$ 8.930,00 Classe B1 R$ 4.408,00 Classe B2 R$ 2.470,00 Classe C1 R$ 1.444,00 Classe C2 R$ 912,00 Classe D R$ 608,00 Classe E R$ 342,00 Fonte: TARGET – Brasil em Foco 2008. Quanto à análise do número de domicílios urbanos do Ceará e sua correlação com a faixa de renda da população, observase que dos mais de 1,6 milhões de domicílios, 29,3% são habitados por famílias/pessoas que se enquadram na faixa de renda da classe C2. Em seguida, a classe D apresenta representatividade próxima (25,2%). No município de Fortaleza, dos 663.974 domicílios, a maior representatividade é da classe social C2 (23,8%), diferentemente da classificação estadual, a segunda classe com mais 2 3 Dicionário eletrônico Houaiss versão 1.0. Critério Padrão de Classificação Econômica Brasil/2008 elaborado em Junho/07, em vigor desde Janeiro/08. 6 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza representatividade quanto à renda, é a classe C1. A média brasileira de domicílios urbanos quanto à faixa de renda, enquadrase na classe C1 e em seguida, a classe C2. A tabela a seguir, apresenta detalhadamente os números de domicílios urbanos (Brasil, Ceará e Fortaleza) e o enquadramento, segundo a faixa de renda da população. Tabela 4. Domicílios urbanos por classe social – Brasil, Ceará e Fortaleza, 2008. Faixa de Rend a Brasil Ceará Fortaleza A 1 330.465 0,7% 5.583 0,3% 5.186 0,8% A 2 1.771.257 3,9% 39.267 2,4% 26.987 4,1% B1 4.115.531 9,0% 87.363 5,3% 50.081 7,5% B2 8.830.984 19,4% 205.502 12,4% 121.517 18,3% C1 10.474.805 23,0% 362.446 21,8% 153.875 23,2% C2 10.386.036 22,8% 489.583 29,5% 158.018 23,8% D 8.882.620 19,5% 418.718 25,2% 135.147 20,4% E 838.830 1,8% 51.598 3,1% 13.163 2,0% 45.630.528 100,0% 1.660.060 100,0% 663.974 100,0% Total Fonte: IPC – Target, 2008. 2.2 Potencial de Consumo – Brasil, Ceará e F ortaleza Outro aspecto analisado no presente estudo foi o índice de potencial de consumo (IPC) em âmbito estadual e municipal em comparação com a média nacional. Este indicador traduz se da participação percentual no potencial total de consumo da população, e, considerando que o potencial de consumo nacional é de 100%, foi possível estabelecer o índice de participação relativa do Ceará e de Fortaleza. A tabela a seguir, destaca o índice IPC e o consumo per capita do Brasil, Ceará e Fortaleza no ano 2008. Tabela 5. Índice IPC – Brasil, Ceará e Fortaleza, 2008. CON SU MO Í ndice P oten cial d e Consumo Consumo per capita urbano Consumo per capita rural Brasil Ceará Fortaleza 100 2,86 1,39 R$ 10.550,79 R$ 7.372,17 R$ 9.675,92 R$ 3.083,87 R$ 1.896,43 R$ 0,00 Fonte: IPC – Target, 2008. Notase que o IPC relativo ao Ceará é de 2,86, ou seja, para cada R$ 100,00 gastos na economia brasileira, R$ 2,86 são gastos no estado cearense. Já o consumo per capita da população urbana apurado foi de R$ 7.372,17 ao ano. Na capital cearense, estimase que para cada R$ 100,00 gastos na economia brasileira, R$ 1,39 são gastos em Fortaleza, sendo o consumo per capita de R$ 9.675,92, acima da média estadual, no entanto, abaixo da média nacional. A análise do percentual de consumo e despesas da população urbana de Fortaleza demonstra que a classe predominante do município (C1) despende maior parte da remuneração com a modalidade alimentação em domicílio (21,2%), em seguida, os gastos com a manutenção do lar (21,1%). Destacase que as despesas em relação à modalidade matrículas e mensalidades apresentase na 10ª posição no rol de prioridades da população do município de Fortaleza, já que despende apenas 2,7% da renda na modalidade. Notase que a classe social A2 é a que despende maior parte da renda em relação às despesas com matrículas e mensalidades. A tabela a seguir, detalha em percentuais, o consumo e despesas da população, estratificada por classe social. 7 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Tabela 6. Consumo e despesas da população urbana – Fortaleza, 2008. Fortaleza Classes A 2 A limentação no domicílio 5,3% 6,7% 12,1% 16,5% 21,2% 24,1% 29,4% 33,3% 16,1% A limentação fo ra do do micílio 2,7% 3,6% 5,1% 5,5% 4,4% 4,5% 5,2% 3,5% 4,7% Bebidas 0,6% 0,8% 0,9% 1,2% 1,2% 1,4% 1,5% 1,6% 1,1% Manutenção do lar B1 B2 C1 C2 D E Total A 1 17,9% 22,9% 21,6% 24,0% 21,1% 25,2% 24,0% 24,8% 22,7% A rtigos de lim peza 0,5% 0,5% 0,7% 0,8% 0,9% 1,2% 1,5% 1,6% 0,8% Mobiliários e artigos do lar 2,3% 1,3% 1,8% 1,6% 2,9% 2,7% 3,0% 3,1% 2,1% Eletrodom ésticos e equipam entos 1,3% 1,2% 1,7% 1,9% 1,9% 2,4% 2,6% 2,5% 1,8% Vestuário confe ccionado 2,1% 3,2% 4,4% 3,7% 4,0% 4,2% 4,3% 4,2% 3,8% Calçados 0,7% 1,2% 1,8% 1,7% 1,8% 1,7% 1,8% 1,6% 1,6% Outras despesas com vestuário 0,4% 0,5% 0,6% 0,5% 0,7% 0,7% 0,5% 0,4% 0,6% Transportes u rbanos 0,4% 1,0% 3,0% 4,1% 4,6% 4,1% 4,1% 5,8% 3,3% Gastos com ve ículo p róprio 4,5% 7,4% 4,4% 3,8% 2,9% 2,3% 1,8% 1,1% 4,0% Higiene e cuidados pessoais 1,3% 2,1% 3,4% 3,2% 3,6% 3,3% 3,3% 3,0% 3,1% Gastos com med icamentos 1,7% 2,3% 2,3% 2,2% 2,7% 2,6% 2,3% 2,5% 2,3% Outras despesas com saúde 3,2% 4,9% 3,9% 2,9% 2,2% 1,7% 1,1% 0,7% 3,0% Livros e mate rial es colar 0,4% 0,8% 0,9% 0,7% 1,2% 0,8% 0,7% 0,7% 0,8% Matrículas e mensalidades 3,5% 3,7% 3,2% 1,1% 2,7% 0,9% 0,5% 0,2% 2,2% Despesas com re cre ação e cultura 2,5% 2,9% 2,4% 2,2% 1,9% 1,2% 0,9% 0,9% 2,1% Despesas com viagens 3,6% 3,8% 2,8% 2,3% 1,8% 1,0% 1,0% 0,9% 2,4% Fumo 0,1% 0,2% 0,3% 0,8% 0,8% 0,8% 1,1% 1,0% 0,6% 44,6% 29,2% 22,8% 19,1% 15,6% 13,2% 9,5% 6,6% 20,8% Outras despesas Consumo urbano (em bilhões) 1,37 3,40 4,31 7,15 4,09 2,21 1,51 0,08 24,13 Fonte: IPC – Target, 2008. 2.3 A Nova Classe C no Ensino Superior O aumento da participação da classe C, no ensino superior nos últimos anos, é consequência não apenas da movimentação das faixas etárias na pirâmide populacional, mas também do aumento do poder de compra das famílias nessa faixa de renda. Em relação aos dados estatísticos do IBGE, em 2007, o Brasil possuía uma população estimada de 184 milhões de pessoas, tomando como base o censo de 2000, quando apresentava que a população jovem na faixa etária de 15 a 29 anos, era de aproximadamente 50 milhões. Embora exista expectativa de crescimento da população idosa para 2025, a distribuição da pirâmide etária brasileira continuará a ser a de um país relativamente jovem. Observase que frente a este cenário e de acordo com dados do MEC em 2007, um terço da população nacional é composta por estudantes, totalizando aproximadamente 60 milhões de alunos matriculados em todos os níveis de ensino, público e privado. O perfil econômico dos jovens da classe C caracterizase por possuir menos dinheiro que as classes acima, mas em alguns casos se comportam da mesma forma que os mais ricos quando vão às compras: a propensão ao consumo ocorre pela preferência a lançamentos e a marcas famosas. Esse fato se comprova quando o site ebit, que hospeda lojas virtuais, divulga que a novidade de um produto é um dos principais atributos exigidos pelos brasileiros de 18 a 24 anos, com renda familiar de até R$1.000 reais. Da mesma forma que os jovens mais pobres estão dispostos a comprometer uma parcela maior de sua renda para adquirir os modelos mais avançados de novos aparelhos, 8 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza considerando inovação e marca, ainda procuram bens de valor mais alto, como notebooks, televisores de LCD e home theaters, que antes eram adquiridos apenas pelos mais ricos. O cenário observado em algumas IES brasileiras é consenso, quando se verifica que está em curso uma mudança no perfil dos consumidores de baixa renda, ou seja, quanto mais jovens são os indivíduos desse estrato, maior é a importância que se dá à qualidade e menor à que se confere a, por exemplo, facilidades de pagamento. É fato que os jovens acabam por elevar o padrão de consumo, mesmo os que têm menor poder aquisitivo, passando a procurar ofertas na internet e a comprar em lojas virtuais. É necessário que as IES tenham cada vez mais atenção ao definir propostas de captação de novos alunos, levando em consideração o novo perfil social, influenciado pelas novas tecnologias digitais, sendo que os gastos com essa nova tecnologia não podem comprometer o ensino superior, já que as perspectivas de crescimento no segmento de jovens trabalhadores de média e médiabaixa renda mostramse cada vez mais positivas. Portanto, a participação da classe C no ensino superior brasileiro tem sido favorecida pelo crescimento do segmento de educação superior para jovens trabalhadores de média e médiabaixa renda, sustentado não apenas pelas tendências demográficas, mas também pela grande demanda ainda não atendida, conforme o sugerido pela UNESCO, os baixos níveis de penetração do ensino superior no Brasil. A ampliação da participação da classe C na economia brasileira foi apresentada num recente estudo da Fundação Getúlio Vargas 4 (FGV), que tem como tema a consolidação dessa nova classe. A pesquisa revelou que 53,8% da população pertence à classe C e que esse crescimento foi alimentado pela diminuição das camadas mais pobres, com a redução de 10,8% na classe E, e de 5,9% na classe D, em 2008. Para efeitos da definição de classes econômicas, o estudo considera como classe E as famílias com renda de até R$804,00, classe D com renda entre R$804,00 e R$1.115,00. A classe C (classe média) composta por famílias com renda entre R$1.115,00 e R$4.807,00 e a classe AB (alta), por famílias com ganho mensal acima de R$4.807,00. Estes valores foram atualizados a preços de dezembro de 2008. Outro indicador da pesquisa referese à parcela da população que já pertencia à classe C, mas que ainda não foi afetada pelos efeitos da crise econômica internacional. O estudo considerou julho de 2007, como data da primeira fase da crise e o mês de setembro de 2008, como o segundo estágio. Revelou também que a classe social afetada, após o segundo estágio, foi a classe AB. Destacase que com o agravamento do cenário econômico no último trimestre de 2008, a classe AB sofreu retração de 0,65%, mesmo assim fechou o ano com crescimento de 4,42%. Esse movimento é atribuído principalmente à queda nas bolsas de valores, o que representou diminuição do capital das classes mais altas. O estudo revela que a mobilidade ascendente é um fato inédito no Brasil, contribuindo com a criação de um “amortecedor” para os efeitos da crise econômica nacional. “Nunca houve uma mudança tão forte por tanto tempo. A única que se assemelha a essa, é a verificada no chamado “milagre econômico” que durou entre os anos de 1969 e 1973, sob o regime militar. Mas, àquela época, o bolo cresceu e não foi distribuído; desta vez o fermento está justamente nas classes mais baixas”, destaca a pesquisa. A mobilidade social mostrada no estudo evidencia as modificações na classe C, tais como: 4 · No acumulado dos últimos seis anos, a classe C apresentou crescimento de 21,6%; · Nos últimos anos, o aumento real na renda alavancou famílias da classe D para a classe C; A nova classe média – Marcelo Côrtes Neri (FGV/IBRE, CPS), 2008. 9 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza · A mudança sensível no padrão de vida, possibilitando a compra de mais carnes e chocolates; · A partir do programa PROUNI, os jovens estão se inserindo e se mantendo no ensino superior; · A preferência pelos pagamentos à vista quanto ao consumo de bens duráveis; · As novas possibilidades via reforma da casa e compra do primeiro automóvel; · A inserção digital (acesso a celulares, mp3, computadores e internet). Do ponto de vista do ensino superior, sob esta ótica de crescimento da classe C, observase a expansão de cursos de graduação formatados para atender a demanda das classes C e D, em especial, em IES que se instalaram em cidades do interior e na periferia dos grandes centros. Esse aumento da demanda pelo ensino superior motivou o oferecimento de cursos de graduação na modalidade EAD (educação a distância), o crescimento da graduação tecnológica e a diminuição no valor das mensalidades, considerando os valores praticados nos últimos 10 anos. Atualmente, o ticket médio das mensalidades gira em torno de R$450,00. 2.4 A Geração Y no Ensino Superior e no Mercado de Trabalho A escassez de profissionais adequados às novas exigências do mercado de trabalho acolhe cada vez mais as pessoas com idades próximas aos 40 anos. Essa tendência coloca lado a lado, os profissionais de diferentes gerações, com valores e motivações diferentes, em especial os recémchegados ao mercado de trabalho. Observase que as pessoas nascidas entre os anos de 1960 e início da década de 80, integram a geração X. Estas pessoas vivenciaram momentos históricos como a Guerra Fria e a Perestróica que precipitou a queda do Muro de Berlim. Tratase de um perfil de pessoas céticas e difíceis de serem atingidas pelos meios de comunicação e marketing convencionais. A esta época, efervesciam a MTV, a AIDS, o Nirvana, as Tartarugas Ninjas, o junky food e o movimento punk. No entanto, a geração Y desconhece que as origens ideológicas do ícone Matrix venham diretamente dessa geração. Por outro lado, a geração Y abrange os nascidos nos anos de 1980 e década de 90, chegando atualmente (2009) aos 25 anos de idade. Foram crianças alegres, seguras de si e cheias de energia. É a geração dos powerrangers, da internet, da variedade e das mudanças vertiginosas da tecnologia. As diferenças dessas duas gerações são impactantes, enquanto a geração X espantase com a recusa de trabalho com alto salário por não permitir desfrutar a vida pessoal, a geração Y não apresenta ruptura social evidente. Enquanto os X enfrentam o mundo profissional com relativo ceticismo, os Y são silenciosos e contundentes, parecem saber exatamente o que querem, pois não reivindicam, executam suas decisões a partir de blogs e SMS. Não polemizam, agem. A proximidade com a tecnologia tornaos mais decididos e sua atitude diante da hierarquia é cortês, mas não de estrito respeito ou amor/ódio, como das gerações anteriores. Especificamente, no Brasil, a geração Y chegou à fase adulta sem presenciar a hiperinflação, a ditadura e o desemprego. Nesta fase, o país saiu da condição de subdesenvolvido para ser alçado ao grupo dos emergentes. É importante salientar que as novas tecnologias surgidas nos últimos dez anos, demandam que as atuais IES conheçam seus alunos e se comuniquem na linguagem deles, compartilhando arquivos de áudio e investigando novas notícias que podem ser comentadas e discutidas em sala de aula. A utilização de novas ferramentas é essencial, pois os alunos acabam por ter um compromisso maior na busca por temas atuais e sintonizados com os últimos acontecimentos. O uso de recursos multimídias proporciona a visão mais crítica, despertando também a mobilidade e a formação multicultural. Ferramentas como podcasts aumentam a mobilidade e 10 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza a flexibilidade dos estudantes para aprender e tornar o aprendizado mais dinâmico, cabendo aos docentes criar aulas mais estimulantes e inovadoras. Exemplificando, nas universidades de Stanford, Duke, Berkeley e WisconsinMadison, que participam do projeto iTunes U: o “campus que nunca dorme”, são oferecidos gratuitamente conteúdos de aulas, palestras, debates e discursos. É nesse contexto que as possibilidades de inovação das IES são infinitas, o que pode tornar a prestação de serviços educacionais cada vez mais desafiadora e gratificante para quem souber usar estas novas tecnologias. As características que diferenciam a geração Y de outros coletivos são: · Os jovens conhecem vários idiomas e o nível de educação alto; · Esta geração busca pósgraduação (especialização e mestrado); · A idade é mediana, são cosmopolitas, solteiros ou casados e com poucos filhos; · Possuem grande rede de amizades; · No mercado de trabalho possuem experiências multinacionais; · Estes jovens não se limitam à sua localização geográfica; · São adeptos de variados de esportes, artes, leitura e viagens; · Manejam as novas tecnologias, tornandoas inerentes ao seu cotidiano · Buscam carreiras brilhantes, altos salários, adoram headhunters e multinacionais. Em suma, à luz das grandes transformações globais e da nova ordem mundial com conflitos regionais, novas configurações políticas, novos paradigmas econômicos, a diferenciação entre gerações X ou Y precisa ser entendida. Cabe às IES compreenderem os jovens nativos digitais e utilizarem adequadamente as telas de LCD, plasma e touchscreen, os atuais celulares, a evolução geométrica da capacidade de processamento dos chips e absorver estas inovações, tendo em vista os futuros profissionais que pretendem formar. 11 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza II. PERSPECTIVAS DO ENSINO SUPERIOR PARA O MERCADO A análise em foco revela a importância do ensino superior para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, pois a formação profissional é um instrumento de mobilidade e condicionante para minimizar as desigualdades sociais. Destacase que a análise dos indicadores educacionais ora apresentada foi subsidiada pelos censos da educação básica e superior, não podendo ser vista apenas como um exercício de atualização de conhecimentos, mas como subsídio indispensável à construção de um modelo de tendências do cenário do ensino superior. 1. Contexto da Educação Básica Os dados do Censo da Educação Básica 2008 demonstraram que as matrículas do ensino básico cresceram 0,4%, frente ao ano de 2007, atingindo 53,2 milhões de alunos. É importante observar que o setor de educação profissional, apesar de representar menos de 1,5% do total de matrículas, apresentou o crescimento de 14,7%, frente ao ano de 2007. A tabela a seguir, apresenta as matrículas da educação básica no Brasil, entre os anos de 2007 e 2008 e os percentuais de crescimento. Tabela 7. Matrículas da educação básica – Brasil, em 2008. M atrículas / Ano M odalidades de Educação Básica 2008 (a) Total Educação Básica 2007(b) (a/ b) 53.232.868 53.028.928 0,40% 6.719.261 6.509.868 1.751.736 4.967.525 1.579.581 4.930.287 3,20% 10,90% 0,80% 32.086.700 8.366.100 795.459 32.122.273 8.369.369 693.610 0,10% 0,00% 14,70% 319.924 4.945.424 348.470 4.985.338 8,20% 0,80% 3.295.240 1.650.184 3.367.032 1.618.306 2,10% 2,00% Educação Infantil Creche Préescola Ensino Fundamental Ensino Médio Educação Profissional Educação Especial Educação de Jovens e Adultos Ensino Fundamental Ensino Médio Fonte: MEC/Inep/Deed. Outro aspecto a ser analisado em relação à educação básica, é o número de matrículas nas escolas públicas e privadas. Ressaltase que as escolas privadas apresentaram um crescimento de 11,2% nas matrículas em 2008, comparado aos números apresentados em 2007 e o ensino público apresentou queda de 1,1% no número de matrículas, considerando os números do mesmo ano. A tabela a seguir, apresenta o número de matrículas na educação básica, considerando os setores públicos e privados, no período de 2007 e 2008. Tabela 8. Comparação das matrículas da educação básica – setores públicos e privados – Brasil, em 2007/2008. Matrículas na Educação Básica Modalidade Total 2008 Educação Básica Educação Infantil Ensino Fundamental 2007 53.232.868 53.028.928 P úblico % 2008 2007 P rivado % 2008 2007 % 0,40% 46.131.825 46.643.406 1,10% 7.101.043 6.385.522 11,20% 6.719.261 6.509.868 3,20% 4.993.259 4.948.390 0,90% 1.726.002 1.561.478 10,50% 32.086.700 32.122.273 0,10% 28.468.696 28.928.605 1,60% 3.618.004 3.193.668 13,30% 12 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Matrículas na Educação Básica Modalidade Total 2008 Ensino Médio 8.366.100 Educação 795.459 Profissional Educação 319.924 Especial Educação de 4.945.424 Jovens e Adultos Fonte: MEC/Inep/Deed. P úblico 2007 % 2008 8.369.369 0,00% 7.395.577 693.610 14,70% 348.470 4.985.338 P rivado 2007 7.472.301 % 2008 2007 % 1,00% 970.523 897.068 8,20% 363.808 321.644 13,10% 431.651 371.966 16,00% 8,20% 114.449 124.358 8,00% 205.475 224.112 8,30% 0,80% 4.796.036 4.848.108 1,10% 149.388 137.230 8,90% Destacase que na educação básica, as matrículas do ensino médio e da educação de jovens e adultos (EJA) influenciam diretamente as matrículas do ensino superior. A partir deste cenário, notase que as matrículas do ensino médio se mantiveram estáveis nos anos de 2007 e 2008, ocorrendo apenas um pequeno crescimento de 2% nas matrículas da educação de jovens e adultos. Visando uma análise comparativa, a tabela a seguir detalha as matrículas no ensino médio brasileiro, por estado e região, tornando evidente essa estabilidade nos anos de 2007 e 2008, na maioria dos estados e regiões. As regiões sudeste e nordeste destacamse por apresentar maior quantitativo de matrículas e crescimento de 0,7% e 0,4% respectivamente. As regiões centrooeste, norte e sul apresentaram quedas de 2,9%, 2,1% e 0,3%, respectivamente, no quantitativo de matrículas. Tabela 9. Matrículas no ensino médio – Brasil, em 2007/2008. Unidade da Fe deração Brasil N orte Matrículas 2008 2007 % 8.366.100 714.883 8.369.369 730.499 0,00% 2,10% Rondônia Acre Amazonas 60.428 33.113 159.656 58.595 30.625 149.479 3,10% 8,10% 6,80% Roraima Pará 17.146 337.815 16.835 368.320 1,80% 8,30% Amapá Tocantins N ordeste 35.733 70.992 2.537.615 35.771 70.874 2.526.311 0,10% 0,20% 0,40% Maranhão Piauí Ceará 327.197 185.688 408.992 316.401 181.765 404.240 3,40% 2,20% 1,20% R. G. do Norte Paraíba 155.414 154.209 158.115 155.277 1,70% 0,70% Pernambuco Alagoas Sergipe 440.247 128.931 86.858 437.669 130.453 87.062 0,60% 1,20% 0,20% Bahia Sudeste Minas Gerais 650.079 3.375.414 834.368 655.329 3.353.266 846.225 0,80% 0,70% 1,40% 139.984 656.228 140.780 642.769 0,60% 2,10% 1.744.834 1.143.534 472.244 1.723.492 1.147.062 469.094 1,20% 0,30% 0,70% 241.941 429.349 594.654 237.358 440.610 612.231 1,90% 2,60% 2,90% 91.055 94.566 Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Sul Paraná Santa Catarina R. G. do Sul CentroOeste Mato Grosso do Sul 3,70% 13 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Matrículas Unidade da Fe deração 2008 Mato Grosso Goiás Distrito Fe deral Fonte: MEC/Inep/Deed. 2007 % 148.055 264.267 146.753 272.561 0,90% 3,00% 91.277 98.351 7,20% Associado ao ensino médio temse a educação de jovens e adultos EJA (ensino fundamental) destinada à população jovem acima de 15 anos e EJA (ensino médio) direcionada à população jovem, com idade acima dos 18 anos. O número de matrículas nessa modalidade de ensino deve ser compreendido como fonte expressiva de matrículas para o ensino superior. O quantitativo das matrículas da educação de jovens e adultos (EJA) leva em consideração os alunos que pretendem obter o diploma do ensino fundamental e os que desejam o diploma de ensino médio, apresentando queda de 0,8% em 2008, com relação ao ano anterior. Esse declínio é decorrente da baixa de 2,1% no número de matrículas do ensino fundamental, apesar do crescimento de 2,0% nas matrículas do ensino médio. O crescimento de 2,0% nas matrículas do EJA (ensino médio) demonstra o interesse da população em ampliar a qualificação estudantil, podendo a graduação tecnológica se tornar foco das IES, no oferecimento da formação profissional. Tabela 10. Matrículas na educação de jovens e adultos – Brasil, 2007/2008. Matrícula Edu cação de Jovens e A dultos Unidades da Fed eração Ensino Médio 2008 (a) 2007 (b) 1.650.184 124.849 1.618.306 122.834 Rondônia Acre 31.844 10.315 Amazonas Roraima Pará Ensino Fundamental 2008(c) 2007(d) (c/d) 2,00% 1,60% 3.295.240 405.474 3.367.032 435.212 2,10% 6,80% 30.471 11.467 4,50% 10,00% 41.858 19.448 41.936 22.027 0,20% 11,70% 20.168 7.486 40.067 20.375 8.962 36.082 1,00% 16,50% 11,00% 76.643 7.506 225.429 85.797 8.251 236.513 10,70% 9,00% 4,70% Amapá Tocantins 5.467 9.502 5.113 10.364 6,90% 8,30% 17.815 16.775 18.263 22.425 2,50% 25,20% N ordeste Maranhão Piauí 342.290 26.709 9.811 338.707 21.454 9.085 1,10% 24,50% 8,00% 1.427.199 178.446 98.945 1.474.281 190.142 100.080 3,20% 6,20% 1,10% Ceará R. G. do Norte Paraíba 52.362 13.352 35.856 71.433 10.534 32.415 26,70% 26,80% 10,60% 177.384 85.039 115.130 199.495 97.725 116.056 11,10% 13,00% 0,80% Pernambuco Alagoas 36.237 12.357 31.982 8.944 13,30% 38,20% 240.925 92.776 240.760 93.179 0,10% 0,40% Brasil N orte Sergipe Bahia Sudeste Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Sul Paraná Santa Catarina R. G. do Sul CentroOeste M. G. do Sul Espírito Santo Goiás (a/b) 14.250 13.967 2,00% 51.812 56.944 141.356 138.893 1,80% 386.742 379.900 828.200 795.574 4,10% 996.909 975.690 9,00% 1,80% 2,20% 155.706 32.192 181.749 138.218 33.392 144.844 12,70% 3,60% 25,50% 236.227 35.933 272.061 225.154 33.239 263.759 4,90% 8,10% 3,10% 458.553 213.174 479.120 225.708 4,30% 5,60% 452.688 277.684 453.538 293.457 0,20% 5,40% 77.205 65.156 70.813 84.140 67.977 73.591 8,20% 4,10% 3,80% 107.993 62.097 107.594 113.012 67.147 113.298 4,40% 7,50% 5,00% 141.671 33.635 33.847 135.483 32.269 32.960 4,60% 4,20% 2,70% 187.974 48.235 57.937 188.392 45.020 58.261 0,20% 7,10% 0,60% 37.088 41.595 10,80% 47.466 51.453 7,70% 14 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Matrícula Edu cação de Jovens e A dultos Unidades da Fed eração Ensino Médio 2008 (a) Distrito Fe deral Fonte: MEC/Inep/Deed. 2. 37.101 2007 (b) 28.659 Ensino Fundamental (a/b) 29,50% 2008(c) 34.336 2007(d) 33.658 (c/d) 2,00% Contexto do Ensino Superior – Brasil, Ceará e F ortaleza A divulgação do censo da educação superior 2007 (INEP) apresentou dados educacionais imprescindíveis para estudos de mercado e análises de demandas, fornecendo informações quantitativas a serem utilizadas pelos segmentos do ensino superior brasileiro. A consolidação do cenário educacional ao longo da última década, associado ao aumento do marketshare educacional e da criação de grandes redes e grupos educacionais, são fatores que caracterizam a expressiva evolução do setor. Ressaltase que a presente análise retrata informações anteriores a 2007, porém estimase que em 2009, o ensino de graduação apresenta um quantitativo de matrículas bem mais expressivo, pois os “comunicados relevantes 5 ”, divulgados pelas maiores redes de ensino superior, revelam que algumas já ultrapassaram a “barreira psicológica” de mais de 200 mil matrículas no primeiro semestre de 2009. As informações a seguir, apresentam os dados do censo do ensino superior 2007 e breve análise em relação ao Brasil e em especial, ao Ceará e Fortaleza, objeto de análise deste estudo. 2.1 Instituições de Ensino Superior – IES Observase que as 51 IES localizadas no Estado do Ceará representam 2,2% das 2.281 IES brasileiras. Na capital cearense, as 31 IES respondem por 60,8% das Instituições do Estado, o que demonstra haver forte concentração das Instituições na capital. Assim, entre os anos 2000 e 2007, o número de IES apresentou significativa evolução na região, além da evolução em âmbito nacional. O número de IES brasileiras apresentou a evolução de 93% no período, já a expansão em âmbito estadual agregou 38 novas IES, o que representa a evolução em 292%. No âmbito municipal, foram abertas 21 novas IES o que representa a expansão de 210% de novas IES. Nesta perspectiva, estimase que a evolução no número de IES no Brasil para 2010, considerando a média de crescimento do período 2000 a 2007, será de aproximadamente 3.320 instituições. A mesma perspectiva é observada no âmbito do Estado do Ceará e da capital, Fortaleza. Estimase que em 2010, existirão aproximadamente 145 IES no Estado e 68 IES na capital cearense. O gráfico a seguir, apresenta a evolução do número de IES (2000/2007), a estimativa de evolução (2008/2010) e os percentuais de crescimento no Brasil, Ceará e Fortaleza. 5 Anhanguera Educacional, Estácio Participações, Kroton Educacionae SEB Educacional. 15 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Gráfico 1. Evolução das IES (2000/2007) e estimativa (2008/2010) – Brasil, Ceará e Fortaleza. CRESCIMENTO CRESCIMENTO BRASIL BRASIL CRESCIMENTO CRESCIMENTO CEARÁ CEARÁ CRESCIMENTO CRESCIMENTO FORTALEZA FORTALEZA 93% 292% 210% Fo nte: MEC/ INEP/ Deed O crescimento apresentado nas IES cearenses é mais expressivo quando a evolução é decomposta em relação à categoria administrativa. Nas IES privadas registrouse o crescimento de 400%. Em relação às administradas pelo sistema estadual, essa evolução apresentou expansão de 50% no período em análise. A tabela a seguir, apresenta a ampliação do número de IES, considerando sua localização, categoria administrativa e percentual de crescimento no período (2000/2007), bem como a estimativa de crescimento (2008/2010). Tabela 11. Evolução no número de IES (2000/2007) e estimativa de crescimento para o período (2008/2010) – Brasil, Ceará e Fortaleza. BRASIL 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008E 2009E 2010E CRESCIMENTO 0007 CAPITAL 435 510 592 665 719 769 811 825 917 1.020 1.135 90% INTERIOR 735 881 1.045 1.194 1.294 1.396 1.459 1.456 1.635 1.835 2.060 98% PÚBLICA 176 183 195 207 224 231 248 249 262 275 290 41% PRIVADA 1.004 1.208 1.442 1.652 1.789 1.934 2.022 2.032 2.292 2.585 2.916 102% CEARÁ 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008E 2009E 2010E CRESCIMENTO 0007 292% ESTADO 13 19 25 32 42 47 51 51 72 102 145 PÚBLICA 4 4 5 5 5 6 6 6 6 7 7 50% PRIVADA 9 15 20 7 37 41 45 45 71 111 175 400% CIDADE DE FORTALEZA 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008E 2009E 2010E CRESCIMENTO 0007 210% CAPITAL 10 15 21 24 31 32 31 31 40 52 68 PÚBLICA 2 2 3 3 3 3 3 3 3 3 4 50% PRIVADA 8 13 18 21 28 29 28 28 38 52 70 250% Fo nte: MEC/ INEP/ Deed A ampliação das IES públicas e privadas, no município de Fortaleza, apresentou expressiva expansão no período 2000/2007, sendo as IES privadas responsáveis pelo crescimento de 250%, ou seja, em 2000, existiam 8 IES, passando em 2007 para 28 Instituições. As IES públicas apresentaram o crescimento de 50%, considerando o período em análise. 16 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza A estimativa para 2010 é de continuidade do cenário de expansão na cidade de Fortaleza, com possibilidade de 70 IES privadas, desde que mantida a taxa média de crescimento observada no período de 2000 a 2007. Quanto às IES públicas, esperase a abertura de pelo menos uma IES até o ano 2010. O gráfico a seguir, ilustra a evolução do número de IES públicas e privadas em Fortaleza e a estimativa (2008/2010), considerando o período em análise: Gráfico 2. Evolução – IES públicas e privadas (2000/2007) e estimativa de crescimento para (2008/2010), em Fortaleza. CRESCIMENTO PRIVADA 250% CRESCIMENTO PÚBLICA 50% Fo nte: MEC/ INEP/ Deed 2.2 Quantitativo de Cursos Observase que no Brasil existem 23.488 cursos de graduação, segundo o censo do ensino superior de 2007, justificando o crescimento de 122% no período de 2000 a 2007, já que no ano de 2000, existiam apenas 10.585 cursos em âmbito nacional. No Estado do Ceará, no período de 2000 a 2007 houve o crescimento de 143% na oferta de cursos. Esta realidade demonstra que a expansão acompanhou o ritmo de crescimento das demais localidades, evoluindo de 108 cursos em 2000, para 238 cursos em 2007. Utilizando o período 2000/2007 como subsídio para análise do crescimento dos cursos, é possível projetar para o ano 2010E a existência de 38.020 cursos em âmbito nacional, 683 cursos no Estado do Ceará e 383 cursos em Fortaleza. A evolução dos cursos (2000/2007) e a estimativa de crescimento (2008/2010) no âmbito nacional, estadual e municipal são apresentadas no gráfico a seguir. 17 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Gráfico 3. Evolução no número de cursos (2000/2007) e estimativa (2008/2010) – Brasil, Ceará e Fortaleza. CRESCIMENTO CRESCIMENTO BRASIL BRASIL CRESCIMENTO CRESCIMENTO CEARÁ CEARÁ CRESCIMENTO CRESCIMENTO FORTALEZA FORTALEZA 122% 143% 120% 391 238 22.101 373 230 326 222 18.644 263 181 311 203 16.453 14.399 236 165 12.155 5.000 185 128 10.000 10.585 161 108 15.000 20.407 20.000 23.488 25.000 471 279 27.578 30.000 567 327 32.381 35.000 683 383 38.020 40.000 0 2000 2001 2002 2003 2004 B RASIL 2005 2006 2007 2008E 2009E 2010E CEARÁ FORTAL EZA Fonte: MEC/ INEP/ Deed A evolução na oferta de novos cursos, segundo a categoria administrativa, demonstra que as IES privadas apresentaram maior oferta e que em 2003 equiparouse às IES públicas. Neste período 2000/2007, a evolução da oferta no número de cursos das IES privadas chegou a 271%, passando de 38 cursos em 2000, para 141 cursos em 2007. Em relação às IES públicas, a oferta de cursos não apresentou a mesma evolução; no entanto, houve crescimento de 39%, passando de 38 para 114 cursos. O crescimento da oferta verificado nas IES privadas subsidia o foco ao perfil verificado em relação à demanda do mercado de trabalho que tem buscado formação mais específica, rápida, exigindo menor investimento. A tabela a seguir, apresenta a evolução no quantitativo de cursos pelas IES públicas e privadas, o percentual de crescimento no período 2000/2007 e a estimativa de crescimento para o período de 2008 e 2010. Gráfico 4. Evolução no número de cursos (2000/2007), IES públicas e privadas e estimativa (2008/2010) – Fortaleza. 376 CRESCIMENTO PRIVADA 271% 271 196 70 75 87 78 38 2000 91 110 90 93 2003 2004 134 142 141 88 88 97 102 108 114 CRESCIMENTO PÚBLICA 39% 53 2001 2002 PÚBLICA 2005 2006 2007 2008E 2009E 2010E PRIVADA Fonte: MEC/ INEP/ Deed 18 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza 2.3 Quantitativo de Vagas A ampliação do número de vagas no ensino superior brasileiro apresentou o crescimento de 132%, no período de 2000 a 2007. Notase que em 2000, foram disponibilizadas 1.216.287 vagas. Em 2007, a oferta chegou a 2.823.942 de vagas em âmbito nacional. No âmbito estadual, a ampliação no quantitativo de vagas apresentou a expansão de 181% no período em análise, quando em 2000, foram ofertadas 14.922 vagas e em 2007, 41.953 vagas. Especificamente, no município de Fortaleza, a ampliação no número de vagas também apresentou forte expansão, uma vez que evoluiu de 11.303 vagas em 2000, para 31.027 vagas em 2007, representando o crescimento de 175% no período em análise. A evolução estimada para o ano 2010 permite observar que poderão ser oferecidas aproximadamente 4,7 milhões de vagas pelas IES brasileiras. No âmbito estadual, essa evolução poderá ser ainda maior, se permanecer a tendência de expansão do período 2000/2007 (181%). Estimase para o ano 2010 a oferta de mais de 83 mil vagas. O gráfico a seguir, apresenta a evolução do quantitativo de vagas no Brasil, Ceará e Fortaleza, no período de 2000 a 2007 e a estimativa de crescimento entre os anos 2008 e 2010. Gráfico 5. Evolução do número de vagas – Brasil, Ceará e Fortaleza, 2000/2007. CRESCIMENTO CRESCIMENTO BRASIL BRASIL CRESCIMENTO CRESCIMENTO CEARÁ CEARÁ CRESCIMENTO CRESCIMENTO FORTALEZA FORTALEZA 132% 181% 175% Fo nte: MEC/ INEP/ Deed Em relação ao município de Fortaleza, o gráfico a seguir, apresenta expansão do número de vagas. Considerando o âmbito privado, as 24.509 vagas ofertadas em 2007 contribuíram para o crescimento de 372% no período 2000 a 2007. Já o número de vagas ofertadas pelas instituições públicas no mesmo período possibilitou apenas 7% de crescimento. Nesta mesma perspectiva, levando em conta o crescimento médio anual observado no período de 2000 a 2007, estimase que no ano 2010, poderão ser ofertadas 88.085 vagas pelas IES privadas, no município de Fortaleza e 6.705 vagas pelas IES públicas. O gráfico a seguir, ilustra a ampliação de vagas nas IES públicas e privadas, em Fortaleza, no período 2000/2007 e a estimativa de oferta entre os anos 2008 e 2010. 19 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Gráfico 6. Evolução das vagas – IES públicas e privadas, Fortaleza, 2000/2010. CRESCIMENTO PRIVADA 372% CRESCIMENTO PÚBLICA 7% Fo nte: MEC/ INEP/ Deed 2.4 Quantitativo de Candidatos O censo educacional de 2007 apontou a existência de 5.191.760 candidatos no cenário nacional, o que permite mensurar uma evolução de 29%, considerando os dados apresentados no censo do ano de 2000. No Estado do Ceará, o quantitativo de candidatos apresentou crescimento um pouco além da média brasileira, em 50%, passando de 99.360 alunos em 2000, para 149.420 alunos em 2007. Especificamente em Fortaleza, registraramse 81.346 candidatos no ano 2000 e 110.020 em 2007, permitindo apontar o crescimento em 35%. Observouse ainda no período 2006/2007, a redução no quantitativo de candidatos. A evolução no quantitativo de candidatos no período 2000/2007 permite projetar para o ano 2010, aproximadamente 5,7 milhões de candidatos nas IES brasileiras. No Estado do Ceará esperase que esse quantitativo chegue a 184.061 alunos e na capital, Fortaleza, estimase que este número chegue a 127.508 candidatos. O gráfico a seguir, apresenta a evolução do número de candidatos no período 2000/2007 e a estimativa para os anos 2008/2010, no Brasil, Ceará e Fortaleza. Gráfico 7. Evolução e estimativa de candidatos – Brasil, Ceará e Fortaleza. CRESCIMENTO CRESCIMENTO BRASIL BRASIL CRESCIMENTO CRESCIMENTO CEARÁ CEARÁ CRESCIMENTO CRESCIMENTO FORTALEZA FORTALEZA 29% 50% 35% Fo nte: MEC/ INEP/ Deed 20 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Ressaltase que as IES públicas apresentaram entre os anos 2000/2006, maior participação no quantitativo de candidatos em Fortaleza; no entanto essa evolução diminuiu no período 2006/2007, contribuindo para a redução de 20% no período 2000/2007. Com base nestes indicadores, estimase que a demanda para o ano 2010 é que as IES privadas tenham 138.375 candidatos. Nas IES públicas, a tendência apresentase negativa, estimandose aproximadamente 45.935 candidatos, em 2010. Na capital, Fortaleza, as IES privadas apresentaram crescimento de 226% no período em análise, o que permitiu em 2007, maior representatividade no quantitativo de candidatos do município. Do total de candidatos em Fortaleza, 59.852 pertencem aos processos seletivos das IES privadas e 50.177 participaram da seleção nas IES públicas. O gráfico a seguir, apresenta a evolução do quantitativo de candidatos em Fortaleza e os percentuais de crescimento (IES públicas e privadas), no período em análise (2000/2007). Gráfico 8. Evolução dos candidatos (2000/2007) e estimativas (2008/2010) – IES públicas e privadas, Fortaleza. CRESCIMENTO PRIVADA 226% 138.375 104.648 62.964 67.672 72.928 72.047 74.666 78.820 78.461 79.142 59.763 59.852 48.721 47.308 45.935 46.877 46.723 39.374 37.525 CRESCIMENTO PÚBLICA 24.863 18.382 50.177 20% 2000 2001 2002 2003 2004 PÚBLICA 2005 2006 2007 2008E 2009E 2010E PRIVADA Fonte: MEC/ INEP/ Deed 2.5 Quantitativo de Ingressantes A evolução na quantidade de ingressantes nas IES brasileiras apresentou no período 2000 a 2007, o crescimento de 65%. Em 2007, o censo educacional registrou o ingresso de 1.481.955 alunos no ensino superior. Em âmbito estadual, o quantitativo de ingressantes apresentou o crescimento de 127% (quase o dobro do crescimento brasileiro), perfazendo 33.058 alunos em 2007. A mesma tendência de crescimento foi observada na capital cearense, onde o número de ingressantes evoluiu 115%, no período 2000/2007, passando de 11.184 alunos, em 2000; para 24.096 alunos, em 2007. A partir da média de crescimento do período 2000/2007, estimase que a tendência de crescimento para 2010 seja de mais de 1,9 milhões de ingressantes no ensino superior, em âmbito nacional. Na esfera estadual e municipal a tendência evolutiva também é positiva. Esperase que em 2010 sejam registrados aproximadamente 54.507 ingressantes no ensino superior, no Estado do Ceará, e destes, 38.093 ingressantes no município de Fortaleza. O gráfico que segue apresenta a evolução de ingressantes no período 2000/2007 e a estimativa para o período 2008/2010, no Brasil, Ceará e Fortaleza. 21 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Gráfico 9. Evolução dos ingressantes (2000/2007) e estimativa (2008/2010) – Brasil, Ceará e Fortaleza. CRESCIMENTO CRESCIMENTO BRASIL BRASIL CRESCIMENTO CRESCIMENTO CEARÁ CEARÁ CRESCIMENTO CRESCIMENTO FORTALEZA FORTALEZA 65% 127% 115% 54.507 38.093 46.138 32.700 39.054 28.070 24.096 1.481.955 33.058 1.448.509 31.182 23.394 28.054 21.924 1.303.110 25.595 18.860 1.262.954 25.639 21.657 21.228 17.965 200.000 17.310 14.175 400.000 897.557 600.000 14.565 11.184 800.000 1.036.690 1.000.000 1.205.140 1.200.000 1.397.281 1.400.000 1.619.798 1.600.000 1.770.462 1.800.000 1.935.139 2.000.000 0 2000 2001 BRASIL 2002 2003 2004 2005 CEARÁ 2006 2007 2008E 2009E 2010E FORTAL EZA Fonte: MEC/ INEP/ Deed O crescimento das IES privadas no município de Fortaleza, segundo a categoria administrativa, apresentou a expansão de 250% no período 2000/2007, enquanto que o crescimento verificado nas IES públicas foi de 4% apenas. Quanto a Fortaleza, no ano de 2000, apresentava 5.078 ingressantes nas IES privadas e 6.106 nas IES públicas. Em 2007, o quantitativo de ingressantes nas IES privadas chegou a 17.759 alunos e 6.337 alunos nas IES públicas. Neste sentido, estimase que para o ano 2010, o número de ingressantes nas IES privadas chegue a 44.352 alunos e nas IES públicas chegue a 6.440 alunos. O gráfico a seguir, apresenta a evolução no número de ingressantes entre os anos 2000 a 2007, e a estimativa de evolução de ingressantes no período 2008/2010, considerando o Brasil, Ceará e Fortaleza. Gráfico 10. Evolução dos ingressantes (2000/2007) e estimativa (2008/2010) – IES públicas e privadas – Brasil, Ceará e Fortaleza. CRESCIMENTO PRIVADA 250% CRESCIMENTO PÚBLICA 4% Fo nte: MEC/ INEP/ Deed 22 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza 2.6 Quantitativo de Matrículas Observase que as mais de 4,8 milhões de matrículas registradas nas IES brasileiras, no censo de 2007, contribuíram para o crescimento de 81% no período 2000/2007. No estado do Ceará, o crescimento das matrículas chegou a 114%, quando do registro de 121.135 matrículas em 2007. A expansão do quantitativo de matrículas, no município de Fortaleza, alcançou 119% no período em análise. Este desempenho positivo é justificado pela evolução das matrículas no período, passando de 43.111 matrículas no ano 2000 e chegando a 94.510 matrículas em 2007. A análise da evolução das matrículas, no período 2000/2007, subsidia a estimativa de crescimento para o período 2008/2010. Esperase que no ano 2010, o quantitativo de matrículas chegue a mais de 6,7 milhões de alunos nas IES brasileiras. No estado do Ceará, estimase mais de 190 mil matrículas nas IES e na capital cearense sendo que para o ano de 2010 são estimadas mais de 151 mil matrículas. O gráfico a seguir, apresenta a evolução das matrículas no Brasil, Ceará e Fortaleza, no período 2000/2007 e a estimativa para o período 2008/2010. Gráfico 11. Evolução das matrículas (2000/2007) e estimativas (2008/2010) – Brasil, Ceará e Fortaleza. CRESCIMENTO CRESCIMENTO BRASIL BRASIL CRESCIMENTO CRESCIMENTO CEARÁ CEARÁ CRESCIMENTO CRESCIMENTO FORTALEZA FORTALEZA 81% 114% 119% Fo nte: MEC/ INEP/ Deed Ainda em relação ao quantitativo de matrículas no município de Fortaleza, observase que no ano 2007, ocorreram 35.066 matrículas vinculadas às IES públicas, que contribuiu para o crescimento de 35% ao longo do período de 2000 a 2007. Nas IES privadas, o crescimento no número de matrículas chegou a 245% no mesmo período, passando de 17.217 matrículas em 2000, para 59.444 matrículas em 2007, sendo que a partir de 2003, as matrículas no município de Fortaleza apresentaram evolução progressiva. A estimativa de matrículas, nas IES privadas de Fortaleza para o ano 2010, apresenta se bastante otimista, segundo a tendência de crescimento percentual ao longo dos anos 2000/2007. Esperase que a demanda ao ensino superior no município, alcance o quantitativo de mais de 146 mil matrículas. A seguir, o gráfico apresenta a evolução das matrículas em Fortaleza, considerando as IES públicas e privadas no período de 2000 a 2007 e a estimativa de crescimento para o período 2008 a 2010. 23 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Gráfico 12. Evolução das matrículas (2000/2007) e estimativa de crescimento (2008/2010) – IES públicas e privadas – Fortaleza. CRESCIMENTO PRIVADA 245% CRESCIMENTO PÚBLICA 35% Fo nte: MEC/ INEP/ Deed 2.7 Quantitativo de Concluintes Em âmbito nacional, a quantidade de concluintes no ano 2007, chegou a 756.799 egressos, o que permite mensurar o crescimento de 115%, no período de 2000 a 2007. Seguindo a mesma tendência, o total de concluintes no estado do Ceará, considerando o período 2000/2007, registrou crescimento de 60%, já que em 2000, o número de concluintes chegava a 7.648 alunos e em 2007, alcançou o total de 12.261 alunos. O número de concluintes em Fortaleza apresentou significativo desempenho, já que a evolução em 70%, no quantitativo, é significativa. Em 2007, foram registrados 5.901 egressos e em 2007, esse número alcançou 10.036. A perspectiva de crescimento para o ano 2010 é de aproximadamente 1,1 milhões de concluintes. No âmbito estadual, a perspectiva de crescimento também é positiva e esperase que o número de egressos chegue a 15.711 alunos e na capital cearense, a 13.362 alunos. O gráfico a seguir, apresenta a evolução do número de concluintes – Brasil, Ceará e Fortaleza, entre os anos 2000 e 2007 e estimativa de crescimento no período 2008 a 2010. 24 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Gráfico 13. Evolução do número de concluintes (2000/2007) e estimativa (2008/2010) – Brasil, Ceará e Fortaleza. CRESCIMENTO CRESCIMENTO BRASIL BRASIL CRESCIMENTO CRESCIMENTO CEARÁ CEARÁ CRESCIMENTO CRESCIMENTO FORTALEZA FORTALEZA 115% 60% 70% Fo nte: MEC/ INEP/ Deed O gráfico a seguir, apresenta a evolução do quantitativo de concluintes segundo a categoria administrativa, no município de Fortaleza, considerando o período dos anos 2000 a 2007 e a estimativa de crescimento para o período 2008/2010. Considerando todo o período em análise (2000/2010), a expansão das IES privadas em Fortaleza ganha destaque a partir de 2005, quando supera as IES públicas no quantitativo de concluintes. Este ciclo evolutivo mantémse nos anos seguintes e caso mantenha o mesmo ritmo de crescimento, estimase que no ano 2010, o número de concluintes chegue a 14.971 concluintes. O cenário verificado nas IES públicas demonstra que não ocorreu estagnação no setor, mas redução do contingente de concluintes no período em análise, apesar do crescimento no número de ingressantes no mesmo período. O gráfico a seguir, apresenta a evolução no número de concluintes, segundo a categoria administrativa, no município de Fortaleza, considerando o período dos anos 2000 a 2007 e a estimativa de crescimento entre os anos 2008 e 2010. Gráfico 14. Evolução dos concluintes – IES públicas e privadas – Fortaleza, 2000/2007. CRESCIMENTO PRIVADA 247% CRESCIMENTO PÚBLICA 4% Fo nte: MEC/ INEP/ Deed 25 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza O perfil dos concluintes do ensino superior, no Ceará, revela o predomínio do sexo feminino, que somou 6.917 egressos e ainda a preferência pelo período diurno. O perfil dos concluintes, em âmbito nacional, caracterizase pela predominância do sexo feminino e o período noturno. A tabela a seguir, apresenta a evolução de concluintes, por turno e por sexo, no Brasil e no Ceará, nos anos 2000/2007. Os dados referentes à Fortaleza não são divulgados pelo INEP. Tabela 12. Evolução do número de concluintes – Brasil e Estado do Ceará, 2000/2007. BRASIL 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008E 2009E 2010E CAGR 0007 DIURNO 145.422 166.951 193.737 218.615 257.698 272.923 270.403 279.819 316.763 358.584 405.926 92% NOTURNO 206.883 229.037 272.523 309.608 368.919 444.935 466.426 476.980 565.940 671.493 796.731 131% 359.219 423.765 499.909 126% 217.437 246.997 293.309 329.311 391.995 446.724 446.263 452.295 522.085 602.645 695.634 108% MASCULINO 134.868 148.991 172.951 198.912 234.622 271.134 290.566 304.504 FEMININO CEARÁ 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008E 2009E 2010E CAGR 0007 DIURNO 4.332 4.002 4.578 4.983 5.513 5.693 6.185 6.960 7.563 8.219 8.931 61% NOTURNO 3.316 3.104 3.768 4.508 4.980 4.485 4.510 5.301 5.754 6.246 6.781 60% MASCULINO 2.776 2.831 3.063 3.432 3.913 4.502 4.602 5.344 6.050 6.850 7.755 93% FEMININO 4.872 4.275 5.283 6.059 6.580 5.676 6.093 6.917 7.332 7.771 8.237 42% Fo nte: MEC/ INEP/ Deed 2.8 Análise dos Processos Seletivos Os processos seletivos em âmbito nacional demonstram que a relação candidato/vaga reduziu 45%, ou seja, em 2000, havia em média 3,3 candidatos para cada vaga ofertada no ensino superior brasileiro. Em 2007, essa relação chegou a 1,8 candidatos para cada vaga ofertada. A relação ingressante/vaga apresentou 30% de redução em 2007. Em âmbito estadual, a relação candidato/vaga registrou a redução de 46%, um pouco além do percentual apresentado pela evolução brasileira. No município de Fortaleza, o período 2000/2007 foi marcado pela redução de 51% na relação candidato/vaga e a relação ingressante/vaga apresentou a redução em 21 pontos percentuais, passando da relação de 0,99 ingressante/vaga em 2000, para 0,78 ingressante/vaga em 2007. A média nacional da taxa de ociosidade observada em 2007 foi de 47,5%, colaborando para que no período 2000 a 2007, a ociosidade nas IES brasileiras apresentasse 81% de crescimento. Observase que a taxa de ociosidade não pode ser justificada apenas sob a ótica da desaceleração educacional, pois vários fatores colaboram para a expansão desses percentuais, como o crescimento desordenado da oferta de vagas, abertura de novos cursos e aumento da concorrência. Para o ano 2010, estimase que o mercado do ensino superior apresente a média de 1,5 candidatos para cada vaga ofertada. Da mesma forma, a relação ingressante/vaga pode chegar a 0,46. Esses indicadores foram calculados tomando por base os números observados no período 2000/2007. Nesta perspectiva, a taxa de ociosidade e de evasão no estado do Ceará, em 2010 poderá chegar a 200% e 100% respectivamente. O mesmo cenário poderá ser observado no município de Fortaleza. Cabe ressaltar que a ociosidade e a evasão apresentaram redução a partir dos anos 2004 e 2006 respectivamente. 26 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza A tabela a seguir, apresenta a evolução dos processos seletivos no Brasil, Ceará e Fortaleza, no período entre os anos 2000 e 2007, considerando as variáveis candidato/vaga, ingressante/vaga, taxa de ociosidade, taxa de evasão e estimativa para o período 2008/2010. Tabela 13. Evolução dos processos seletivos – Brasil, Ceará e Fortaleza, 2000/2007. BRASIL 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008E 2009E 2010E CAGR 0007 CAND/ VAGA 3,3 3,0 2,8 2,4 2,2 2,1 2,0 1,8 1,7 1,6 1,5 45% ING/VAGA 0,74 0,74 0,68 0,63 0,56 0,57 0,55 0,52 0,50 0,48 0,46 30% OCIOSIDADE 26,2% 26,4 % 32 % 36,9 % 43,8 % 42,6 % 44,9% 47,5% 53,0% 59,2% 66,0% 81% EVASÃO 38,6% 39,2% 37,3% 41,1% 39,6% 40,4% 41,7% 41,9% 42,4% 42,9% 43,5% 9% 2006 2007 2008E 2009E 2010E CAGR 0007 46% CEARÁ 2000 2001 2002 2003 2004 2005 CAND/VAGA 6,7 6,2 5,2 4,0 4,0 4,1 4,3 3,6 3,4 3,1 2,9 ING/VAGA 0,98 0,95 0,80 0,75 0,66 0,72 0,76 0,79 0,77 0,75 0,73 19% OCIOSIDADE 2,4% 4,8% 19,6% 24,6% 33,7% 28% 23,6% 21,2% 44,9% 95,2% 201,7% 783% EVASÃO 21,6% 34,7 39,5 34,8 39,4 52,1 58,3% 52,1% 62,6% 75,2% 90,4% 141% 2008E 2009E 2010E CAGR 0007 51% FORTALEZA 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 CAND/ VAGA 7,2 6,3 5,0 3,7 4,0 3,9 4,4 3,5 3,2 3,0 2,8 ING/VAGA 0,99 0,96 0,80 0,73 0,63 0,69 0,75 0,78 0,76 0,73 0,71 21% OCIOSIDADE 1,1% 3,7% 20,3% 26,5% 37,4% 31,5% 25,3% 22,3% 83,7% 314,1% 1.179% 1927% EVASÃO 21,8% 32,3% 46,3% 36,5% 42,7% 58% 61,7% 46,8% 54,5% 63,4% 73,8% 115% Fo nte: MEC/ INEP/ Deed 27 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza III. CONTEXTO DO ENSINO SUPERIOR 1. A Educação Básica e a sua relação com o Ensino Superior 1.1 O Contexto Nacional: Brasil A correlação entre a população brasileira por idade e as matrículas tanto no ensino básico como no ensino superior brasileiro, apresenta um comparativo mais “estreito” em relação à análise do cenário educacional brasileiro. O quantitativo populacional está apresentado na tabela a seguir e contempla a distribuição por idade, matrículas nos ensinos fundamental, médio e superior, bem como o número de vagas em cursos presenciais e de ensino a distancia (EAD). Tabela 14. Distribuição populacional (faixa etária e matrículas) – Brasil, 2007. Distribuição P opulação A lunos Matricu lados N º Vagas P opulação 0 – 14 anos 15 – 29 anos 30 – 49 anos Mais de 50 anos Fundamental 187.114.369 49.348.962 51.260.892 52.081.636 34.422.872 32.086.700 Médio 8.366.100 Superior 4.880.381 I ES 2.823.942 Vagas P resenciais Vagas EA D 1.541.070 TOTA L de Vagas 4.365.012 Fonte: MEC/Inep/Target. É importante salientar que tomando como base os censos educacionais, o contingente estudantil em relação à população apresenta um breve panorama percentual de inserção na educação brasileira. Observase que do total da população brasileira, os 4,8 milhões de matriculados no ensino superior representam 2,61% da população. Correlacionando o quantitativo de vagas disponíveis no ensino superior brasileiro com o contingente de alunos dos ensinos fundamental e médio, existe no Brasil, um grande mercado de ensino superior a ser desbravado, ou seja, em termos gerais, o público–alvo para o ensino superior poderá chegar a mais de 14 alunos, para cada vaga disponível no âmbito nacional. A tabela a seguir, apresenta essa representatividade da população, em relação às vagas disponíveis no ensino superior, considerando o cenário brasileiro. Tabela 15. Representatividade da população matriculada – Brasil, 2007. A lunos Matricu lados N º Vagas P opulação Fundamental Médio Superior 32.086.700 8.366.10 4.880.381 17,15% 4,47% 2,61% 187.114.369 I ES 2.823.942 A lunos (Fundamental + Méd io) X V agas 14,3 (*) Cursos presenciais Fonte: MEC/Inep/Target. A distribuição das IES brasileiras, que somam 2.281 estabelecimentos, apresentase segundo a organização acadêmica e a categoria administrativa na tabela a seguir, e demonstra a participação de mercado que as IES privadas representam em âmbito nacional. 28 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Tabela 16. Número de Instituições de Ensino Superior, Brasil – 2007. Organ ização A cadêm ica Unive rsidade Centro Unive rsitário Estadual Municipal Fede ral P rivada Total 35 6 55 87 183 0 4 0 116 120 Faculdade 17 46 3 1.288 1.354 Faculdade d e Tecnolo gia 19 0 14 138 171 Faculdades I nteg radas I nstituto Sup erio r ou Esco la Supe rio r Centro de Educação Tecnológ ica TOTA L 0 4 0 122 126 11 1 1 281 294 0 0 33 0 33 82 61 106 2.032 2.281 Fonte: MEC/Inep. A tabela que segue, destaca as 20 maiores Instituições de Ensino Superior Brasileiras, segundo o número de matrículas, organização acadêmica e categoria administrativa: Tabela 17. As 20 maiores IES, segundo o número de matrículas – Brasil, 2007. 20 maiores I ES B rasil Organ ização Categoria A cadêm ica A dministrativa Município Matrículas São Paulo 145.498 Universidade Privada 2. Universidade Estácio de Sá Rio de Janeiro 116.959 Universidade Privada 3. Universidade Nove de Julho São Paulo 84.398 Universidade Privada 4. Universidade Bandeirante de São Paulo São Paulo 69.074 Universidade Privada 5. Universidade Presidente Antônio Carlos Barbacena 57.291 Universidade Privada 6. Universidade de São Paulo São Paulo 49.774 Universidade Estadual São Gonçalo 47.853 Universidade Privada Canoas 43.620 Universidade Privada São Paulo 32.204 Universidade Estadual Belém 32.092 Universidade Pública 11. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Belo Horizonte 30.834 Universidade Privada 12. Universidade de Caxias do Sul Caxias do Sul 30.798 Universidade Privada São Paulo 29.113 Universidade Privada Rio de Janeiro 28.328 Universidade Federal 15. Pontifícia Univ. Católica do Rio Grande do Sul Porto Alegre 26.669 Universidade Privada 16. Universidade do Vale do Rio dos Sinos São Leopoldo 25.908 Universidade Privada 17. Universidade Estadual de Goiás Anápolis 25.607 Universidade Estadual 18. Centro Universitário da Cidade Rio de Janeiro 25.302 Centro Universitário Privada Manaus 23.813 Universidade Estadual 1. Universidade Paulista 7. Universidade Salgado de Oliveira 8. Universidade Luterana do Brasil 9. Universidade Est. Paulista Júlio de Mesquita Filho 10. Universidade Federal do Pará 13. Universidade Presbiteriana Mackenzie 14. Universidade Federal do Rio de Janeiro 19. Universidade do Estado do Amazonas 29 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza 20 maiores I ES B rasil 20. Universidade de Fortaleza Município Matrículas Fortaleza 23.729 Organ ização Categoria A cadêm ica A dministrativa Universidade Privada Fonte: MEC/Inep. 1.2 O Contexto Estadual: Ceará A tabela a seguir, apresenta a distribuição populacional brasileira por idade no Estado do Ceará, o quantitativo de matrículas segundo o ensino fundamental, médio e superior e o número de vagas em cursos presenciais e de ensino a distância (EaD). Tabela 18. Distribuição populacional (faixa etária e matrículas) – Ceará, 2007. Distribuição P opulação A lunos Matricu lados N º Vagas P opulação 8.350.691 0 – 14 anos 15 – 29 anos 30 – 49 anos Mais de 50 anos Fundamental 2.439.536 2.389.235 2.125.184 1.396.736 1.624.943 Médio Superior 408.992 I ES 121.135 41.953 Vagas P resenciais Vagas EA D 10.313 TOTA L de Vagas 52.266 Fonte: MEC/Inep/Target. A tabela a seguir, apresenta a representatividade da população do Estado do Ceará, em relação às vagas disponíveis no ensino superior. Em seguida, correlacionam as matrículas dos ensinos fundamental e médio disponíveis nas IES cearenses e o número de vagas disponíveis. Esta relação demonstra que se encontram matriculados no ensino fundamental e médio, mais de 25 alunos para cada vaga disponível no ensino superior. Tabela 19. Representatividade da população matriculada – Ceará, 2007. A lunos Matricu lados N º Vagas P opulação Fundamental Médio Superior 1.624.943 408.992 121.135 19,5% 4,9% 1,5% 8.350.691 I ES 41.953 A lunos (Fundamental + Méd io) X V agas 48,5 (*) Cursos presenciais Fonte: MEC/Inep/Target. No âmbito estadual, as IES cearenses somam 221 estabelecimentos. A tabela a seguir, apresenta a distribuição segundo a organização acadêmica e a categoria administrativa e a participação de mercado que as instituições representam no Estado. Tabela 20. Número de instituições de ensino superior, Ceará – 2007. Organ ização A cadêm ica Estadual Municipal Fede ral P rivada Total Unive rsidade 3 0 1 1 5 Centro Unive rsitário 0 0 0 0 0 Faculdade 0 0 0 27 27 Faculdade d e Tecnolo gia 0 0 1 9 10 Faculdades I nteg radas 0 0 0 0 0 30 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza I nstituto Sup erio r ou Esco la Supe rio r 0 0 0 8 8 Centro de Educação Tecnológ ica 0 0 1 0 1 3 0 3 45 51 TOTA L Fonte: MEC/Inep. A tabela a seguir, apresenta as 20 maiores instituições de ensino superior no estado do Ceará, segundo o número de matrículas e informa a organização acadêmica e a categoria administrativa em que estão inseridas. Tabela 21. Instituições de ensino superior, segundo o número de matrículas – Ceará, 2007. 20 maiores I nstituições de Ensino Supe rio r Organ ização Categoria A cadêm ica A dministrativa Município Matrículas 1. Universidade de Fortaleza Fortaleza 23.729 Universidade Privada 2. Universidade Federal do Ceará Fortaleza 22.286 Universidade Federal 3. Universidade Estadual do Ceará Fortaleza 14.624 Universidade Estadual 4. Faculdade Integrada do Ceará Fortaleza 12.436 Faculdade Privada 5. Universidade Estadual do Vale do Acaraú Sobral 6.208 Universidade Estadual 6. Universidade Regional do Cariri Crato 5.482 Universidade Estadual 7. Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará Fortaleza 3.811 Faculdade Privada 8. Faculdade Nordeste Fortaleza 2.904 Faculdade Privada Juazeiro do Norte 2.671 Faculdade Privada 10. Faculdade Sete de Setembro Fortaleza 2.576 Faculdade Privada 11. Faculdade Christus Fortaleza 2.005 Faculdade Privada 12. Faculdade Integrada da Grande Fortaleza Fortaleza 1.984 Faculdade Privada 13. Faculdade Ateneu Fortaleza 1.843 Faculdade Privada 14. Faculdade de Tecnologia e Aperfeiçoamento Humano Fortaleza 1.826 Faculdade Privada 15. Faculdade Cearense Fortaleza 1.785 Faculdade Privada 16. Faculdade Farias Brito Fortaleza 1.400 Faculdade Privada 17. Instituto Filosófico Teológico Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão Quixada 1.334 Faculdade Privada 18. Faculdade Evolutivo Fortaleza 1.203 Faculdade Privada 19. Instituto de Ensino Superior do Ceará Fortaleza 731 Faculdade Privada 20. Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza Fortaleza 650 Faculdade Privada 9. Faculdade de Ciências Aplicadas Doutor Leão Sampaio Fonte: MEC/Inep. 1.3 O Contexto Local: Fortaleza A tabela a seguir, apresenta a distribuição populacional por idade no município de Fortaleza, o quantitativo de matrículas segundo o ensino fundamental, médio e superior e o número de vagas em cursos presenciais e de ensino a distância (EaD). Tabela 22. Distribuição populacional (faixa etária e matrículas) – Fortaleza, 2007. Distribuição P opulação A lunos Matricu lados N º Vagas P opulação 0 – 14 anos 15 – 29 anos 30 – 49 anos Mais de 50 anos Fundamental Médio Superior I ES 31 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza 2.493.665 670.529 741.477 721.701 359.958 399.093 125.094 94.510 31.027 Vagas P resenciais Vagas EA D 10.313 TOTA L de Vagas 41.340 Fonte: MEC/Inep/Target. A tabela a seguir, apresenta a representatividade da população do estado do Ceará, em relação às vagas disponíveis no ensino superior. Em seguida, correlaciona as matrículas dos ensinos fundamental e médio disponíveis nas IES cearenses e o número de vagas disponíveis. Esta relação demonstra que se encontram matriculados no ensino fundamental e médio, acima de 25 alunos para cada vaga disponível no ensino superior. Tabela 23. Representatividade da população matriculada – Fortaleza, 2007. A lunos Matricu lados N º Vagas P opulação Fundamental Médio Superior 399.093 125.094 94.510 16,0% 5,0% 3,8% I ES 2.493.665 31.027 A lunos (Fundamental + Méd io) X V agas 16,9 (*) Cursos presenciais Fonte: MEC/Inep/Target. Em âmbito municipal, as IES de Fortaleza somam 51 estabelecimentos, dos quais as geridas pelo sistema público, uma é administrada pelo governo estadual e duas pelo sistema federal de ensino superior. Tabela 24. Número de instituições de ensino superior, Fortaleza – 2007. Organ ização A cadêm ica Estadual Municipal Fede ral P rivada Total Unive rsidade 1 0 1 1 3 Centro Unive rsitário 0 0 0 0 0 Faculdade 0 0 0 19 19 Faculdade d e Tecnolo gia 0 0 0 3 3 Faculdades I nteg radas 0 0 0 0 0 I nstituto Sup erio r ou Esco la Supe rio r 0 0 0 5 5 Centro de Educação Tecnológ ica 0 0 0 1 1 1 0 1 29 31 TOTA L Fonte: MEC/Inep. A tabela a seguir, apresenta a totalidade das instituições de ensino superior no município de Fortaleza e informa a organização acadêmica e a categoria administrativa que estão inseridas. Tabela 25. Instituições de ensino superior, segundo o número de matrículas – Fortaleza, 2007. Organ ização A cadêm ica Categoria A dministrativa 1. Faculdade Ateneu FATE Faculdade Privada 2. Faculdade Católica do Ceará FCC Faculdade Privada 3. Faculdade Católica Stella Maris FCSM Faculdade Privada 4. Faculdade Cearense FaC Faculdade Privada I nstituições de Ensino Superior 32 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Organ ização A cadêm ica Categoria A dministrativa 5. Faculdade Cenecista de Fortaleza FACEFOR Faculdade Privada 6. Faculdade Christus Christus Faculdade Privada 7. Faculdade de Ciências Humanas de Fortaleza FCHFOR Faculdade Privada 8. Faculdade de Ciências Tecnológicas de Fortaleza FCTFOR Faculdade Privada 9. Faculdade de Tecnologia CDL de Fortaleza Faculdade Privada 10. Faculdade de Tecnologia Darcy Ribeiro FTDR Faculdade Privada 11. Faculdade de Tecnologia do Nordeste FATENE Faculdade Privada 12. Faculdade de Tecnologia e Negócios FTN Faculdade Privada 13. Faculdade de Tecnologia Evolução FECET Faculdade Privada 14. Faculdade de Tecnologia Informática FATI Faculdade Privada 15. Faculdade de Tecnologia Intensiva FATECI Faculdade Privada 16. Faculdade Evolutivo FACE Faculdade Privada 17. Faculdade Farias Brito FFB Faculdade Privada 18. Faculdade Integrada da Grande Fortaleza FGF Faculdade Privada 19. Faculdade Integrada do Ceará FIC Faculdade Privada 20. Faculdade Latino Americana de Educação FLATED Faculdade Privada 21. Faculdade Lourenço Filho FLF Faculdade Privada 22. Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza FAMETRO Faculdade Privada 23. Faculdade Nordeste Fanor Faculdade Privada 24. Faculdade Sete de Setembro FA7 Faculdade Privada 25. Instituto Ceará de Ensino e Cultura ICEC Faculdade Privada 26. Instituto de Ciências Religiosas ICRE Faculdade Privada 27. Instituto de Ensino Superior de Fortaleza IESF Faculdade Privada 28. Instituto de Ensino Superior do Ceará IESC Faculdade Privada Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Federal 30. Instituto Teológico Pastoral do Ceará ITEP Faculdade Privada 31. Ratio Faculdade Teológica e Filosófica RATIO Faculdade Privada 32. Universidade de Fortaleza UNIFOR Universidade Privada 33. Universidade Estadual do Ceará UECE Universidade Estadual 34. Universidade Federal do Ceará UFC Universidade Federal I nstituições de Ensino Superior 29. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Fonte: MEC/Inep. 2. As Maiores IES privadas – Brasil, Ceará e F ortaleza O cenário altamente competitivo tem ocasionado o avanço de algumas IES e o declínio de outras. Notase um processo de estagnação do mercado em geral, tornando necessária a oferta de melhores produtos (cursos e programas), com múltiplas escolhas e diferenciais competitivos a serem percebidos pelos clientes. Observase que a expansão do ensino superior brasileiro rumou, ano após ano, à concentração do mercado pelas grandes redes, que passaram a deter um número cada vez maior de matrículas. Logo, o perfil atual das IES requer a acomodação dessas transformações, já que algumas se consolidam como organizações ao forte apelo à pesquisa acadêmica e outras como excelentes escolas de negócios. A análise que segue apresenta as 10 maiores IES privadas, considerando o número de 33 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza matrículas, segundo o censo do ensino superior de 2007, no Brasil, no estado do Ceará e na capital, Fortaleza. 2.1 O Cenário Nacional Os principais indicadores do ensino superior brasileiro, segundo o censo 2007, permitem que a análise do ranking das 10 maiores IES privadas demonstre a expressiva representatividade destas instituições que são responsáveis por: · 13,9% do total das matrículas no ensino superior privado; · 11,3% dos cursos de graduação do Brasil; · 13,6% dos candidatos ao ensino superior; · 18,5% das vagas ofertadas; · 19% dos ingressos no ensino superior; · 13,1% dos concluintes (egressos). A tabela a seguir, apresenta o ranking das 10 maiores IES privadas brasileiras segundo o número de matrículas divulgadas no censo do ensino superior de 2007. Tabela 26. Ranking das 10 maiores IES privadas (dados quantitativos), Brasil – 2007. MATRÍCULAS Nº CURSOS VAGAS INGRESSOS CANDIDATOS CONCLUINTES 1º Universidade Paulista INSTITUIÇÃO 145.498 637 251.615 67.033 120.160 24.789 2º Universidade Es tácio de Sá 116.959 446 45.583 47.423 26.534 17.093 3º Universidade Nove de Julho 84.398 151 69.099 62.124 74.855 4.573 4º Universidade Bandeirante de São Paulo 69.074 178 41.030 28.173 144.361 9.385 5º Universidade Presidente Antô nio Carlos 57.291 481 21.724 19.567 30.927 10.953 6º Universidade Salgado de Oliveira 47.853 116 50.580 15.499 41.613 9.469 7º Universidade Luterana d o Brasil 43.620 157 20.992 17.930 15.651 5.670 8º Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais 30.834 100 13.550 13.537 28.874 7.240 9º Universidade de Caxias d o Sul 30.798 85 7.484 7.878 10.931 2.907 10º Universid ad e Presbiteriana Mackenzie Subtotal (%) d o Total d o País Total no Brasil 29.113 30 8.560 7.816 29.278 5.603 678.763 2.660 522.754 281.095 704.694 99.026 13,9% 11,3% 18,5% 19,0% 13,6% 13,1% 4.880.381 23.488 2.823.942 1.481.955 5.191.760 756.799 Fonte: MEC/ INEP/ Deed A expressiva participação das 10 maiores IES privadas, no ensino superior em âmbito nacional, apresenta os indicadores qualitativos positivos. Sob esta ótica, a Universidade de Caxias do Sul (UCS) conta com 30.798 matrículas e apresenta demanda média de 12,85 candidatos aos serviços educacionais para cada vaga ofertada. Quanto à relação de 1,1 ingressantes para cada vaga ofertada, o déficit de 10% do número de vagas pode ser considerado um fator positivo para a UCS, já que não apresenta ociosidade na oferta dos serviços acadêmicos. Outros fatores positivos também podem ser considerados, como o da Universidade Estácio de Sá que não apresentou ociosidade e o da Universidade Nove de Julho que apresentou o índice de 13,58 concluintes para cada ingressante. Na relação das 10 maiores IES privadas brasileiras, quatro localizamse no estado de São Paulo. Os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, participam com duas IES cada uma. Este cenário permite mensurar o potencial que as grandes instituições representam no ensino superior brasileiro. A tabela a seguir, apresenta o ranking das 10 maiores IES privadas brasileiras, segundo o número de matrículas e os dados qualitativos de cada uma, conforme o censo do ensino 34 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza superior de 2007. 35 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza Tabela 27. Ranking das 10 maiores IES privadas (dados qualitativos), Brasil – 2007. MATRÍCULAS CAND/ VAGA ING/ VAGA CONC/ INGR TX. OCI. IQCD ITI 1º Universidade Pau lista 145.498 0,48 0,27 2,7 73,36% 2,55 38,69 2º Universidade Est ác io de Sá 116.959 0,58 1,04 2,77 4,04% 2,5 34,89 3º Universidade Nove de Julho 84.398 1,08 0,9 13,58 10,09% 2,82 35,21 4º Universidade B andeirant e de São Paulo 69.074 3,52 0,69 3 31,34% 2,41 26,43 5º Universidade Pres idente Antônio Carlos 57.291 1,42 0,9 1,79 9,93% 2,17 1,68 6º Universidade Salgado de Oliveira 47.853 12,1 1,06 1,61 69,36% 2,55 10,52 7º Universidade Lut erana do Bras il 43.620 0,82 0,31 1,64 14,59% 3,01 27,11 8º Pontifícia Universidad e Católica de Minas Gerais 30.834 0,75 0,85 3,16 0,10% 3,01 27,11 9º Universidade de Caxias do Sul 30.798 12,85 1,1 1,32 5,26% 3,29 20,96 10º Universidad e Presbiteriana Mackenzie 29.113 7,54 0,98 1,06 8,69% 3,22 31,99 4.880.381 1,84 0,52 1,96 47,52% 3,37 33,57 INSTITUIÇÃO Total no Brasil Fo nte: MEC/ INEP/ Deed 2.2 O Cenário Estadual: Ceará Atualmente existem no Ceará, 51 IES que oferecem 391 cursos de graduação. A análise das informações relativas ao ensino superior neste estado estratificou que as 10 maiores IES representam 44,4% de participação no total das matrículas do estado cearense e respondem também, pela oferta de 31,5% dos cursos de graduação e 48,3% das vagas oferecidas. A demanda das maiores IES privadas do Ceará, caracterizase pela participação de 73,4% dos ingressantes e 34,9% dos candidatos. Da mesma forma, respondem por 42,5% dos concluintes. A tabela a seguir, apresenta essas 10 maiores IES, segundo número de matrículas, em 2007. Tabela 28. Ranking das 10 maiores IES privadas (dados quantitativos), Ceará – 2007. INSTITUIÇÃO MATRÍCULAS Nº CURSOS VAGAS INGRESSOS CANDIDATOS CONCLUINTES 1º Universidade de Fortaleza 23.729 32 4.710 8.064 8.770 3.034 2º Faculdade Integrada do Ceará 12.436 16 3.987 7.617 29.376 1.038 3º Faculdade Nordeste 2.904 9 2.084 2.530 2.494 387 4º Faculdade de Ciências Aplicadas Doutor Leão Sampaio 2.671 8 1.820 1.442 1.716 72 5º Faculdade Sete de Setembro 2.576 6 1.600 777 2.093 201 6º Faculdade Christus 2.005 7 1.098 765 1.659 228 7º Faculdade Integrada da Grande Fortaleza 1.984 10 2.080 558 545 128 8º Faculdade Ateneu 1.843 6 1.200 609 1.751 69 9º Faculdade de Tecnologia e Aperfeiçoamento Humano 1.826 5 700 803 845 60 10º Faculdade Cearense 1.785 6 1.000 1.086 2.848 Subtotal (%) do Total de Ceará 53.759 44,4% 123 31,5% 20.279 48,3% 24.251 73,4% 52.097 34,9% 5.217 42,5% Total no Ceará 121.135 391 41.953 33.058 149.420 12.261 Fonte: MEC/ INEP/ Deed A análise das informações qualitativas das 10 maiores IES privadas do Ceará, possibilitam observar o registro da média de 1,8 candidatos/vaga e a média de 0,8 ingressante/vaga, além da relação de 5,08 ingressante/concluinte. A ociosidade média apresentouse negativa em 4,55%. 36 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza A tabela a seguir, apresenta os indicadores das 10 maiores IES privadas em relação aos dados qualitativos, do estado do Ceará. Tabela 29. Ranking das 10 maiores IES privadas (dados qualitativos), Ceará – 2007. MATRÍCULAS CAND/ VAGA INGR/ VAGA INGR/ CONC TX. OCI. IQCD ITI 1º Universidad e de Fortaleza 23.729 1,86 1,71 2,66 71,21% 3,14 37,07 2º Faculd ade Integrad a do Ceará 12.436 7,37 1,91 7,34 91,05% 2,68 43,08 3º Faculd ade Nordeste 2.904 1,2 1,21 6,54 21,40% 2,71 15,85 4º Faculd ade de Ciências Ap licadas Do uto r Leão Samp aio 2.671 0,94 0,79 20,03 20,77% 2,62 12,07 5º Faculd ade Sete d e Setembro 2.576 1,31 0,49 3,87 51,44% 2,91 7,86 6º Faculd ade Christus 2.005 1,51 0,7 3,36 30,33% 2,99 37,02 7º Faculd ade Integrad a da Grande Fortaleza 1.984 0,26 0,27 4,36 73,17% 2,6 0,81 8º Faculd ade Ateneu 1.843 1,46 0,51 8,83 49,25% 2,36 23,08 9º Faculd ade de Tecnolo gia e Ap erfeiçoamento Humano 1.826 1,21 1,15 13,38 14,71% 2,46 21,43 1.785 2,85 1,09 8,60% 2,6 14,29 121.135 1,8 0,8 5,08 4,55% INSTITUIÇÃO 10º Faculdad e Cearense To tal no Ceará Fo nte: MEC/ INEP/ Deed 2.3 O Cenário Local: Fortaleza Na capital cearense existem 31 IES que representam 1,4% do total das 2.281 IES brasileiras e 60,8% das IES do Ceará. Notase que, entre os anos 2000 e 2007, houve significativa evolução na oferta dos serviços educacionais no âmbito local (Fortaleza), ao apresentar a expansão de 210% no período. Destacase que a criação de novas IES pela iniciativa privada promoveu o crescimento de 250%, passando de 8 para 28 IES, em 2007. A tabela a seguir apresenta o marketshare das 10 maiores IES privadas do município de Fortaleza, com base nas informações do censo do ensino superior de 2007. Tabela 30. Marketshare das 10 maiores IES privadas de Fortaleza, 2000/2007. FORTALEZA – 2007 TOTAL DE MATRÍCUL AS % TOTAL DO MUNICÍPIO 1º Universid ade d e Fo rtaleza 23.729 25,1% 2º Faculdade Integ rada d o Ceará 12.436 13,2% 3º Faculdade No rd este 2.904 3,1% 4º Faculdade Sete de Setemb ro 2.576 2,7% 5º Faculdade Christus 2.005 2,1% 6º Faculdade Integ rada d a Grande Fo rtaleza 1.984 2,1% 7º Faculdade Ateneu 1.843 2,0% 8º Faculdade d e Tecno log ia e Aperfeiçoamento Humano 1.826 1,9% 9º Faculdade Cearense 1.785 1,9% 10º Faculd ade Farias Brito 1.400 1,5% Subtotal das 10 maiores IES p articulares 52.488 55,5% Total Geral d e Fortaleza (IES púb licas e privadas) 94.510 100,0 INSTITUIÇÃO Fo nte: MEC/ INEP/ Deed 37 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza O marketshare apresentado pelas 10 maiores IES privadas de Fortaleza, considera o quantitativo de matrículas dessas IES e o total das matrículas (públicas e privadas) no município, segundo as informações do censo do ensino superior de 2007. O percentual de participação de 55,5% sobre o total de matrículas do município mostra se mais evidente quando, do total de 94.510 matrículas, 52.488 estão concentradas nas 10 maiores IES do município. Destacase que a maior IES do município de Fortaleza, segundo o número de matriculas registrado pelo censo educacional em 2007 é também a maior do estado do Ceará. A Universidade de Fortaleza (UNIFOR) abrangeu 23.729 matrículas em 2007, quase o dobro do quantitativo da segunda maior IES do município, que apresentou em 12.436 no mesmo ano. Estes indicadores subsidiam o marketshare de 25,1% da UNIFOR, na inserção do mercado educacional do município. Observase que a fragmentação observada no setor apresenta também um custo fixo elevado de manutenção, em especial pelas IES de pequeno porte, a exemplo da exigência de professores especializados (maior remuneração), bibliotecas e laboratórios, o que compromete a capacidade de expansão das IES de pequeno e médio porte. Em sintonia com a tendência de expansão do mercado da educação superior no Brasil, as fusões e aquisições tendem a fortalecer as marcas existentes, ampliar a infraestrutura e o capital das instituições, além de conquistar novos alunos. 2.4 Analisando a concorrência O momento atual exige discernimento frente à crise econômica mundial, soluções e estratégias que indiquem o caminho para o sucesso das IES frente à concorrência acirrada. Tratase de um desafio que requer nova postura: profissionalização da gestão e posicionamento pautado na relevância. Neste cenário competitivo, tanto do cenário nacional, quanto no âmbito do Estado da Bahia é preciso sustentabilidade para superar crises, é preciso abertura e posições ofensivas, ou seja, sair da zona de conforto. Neste enfrentamento da concorrência, alguns posicionamentos são evidentes: · Oportunidade: os momentos de crise devem promover o crescimento das IES, viabilizando o processo criativo e a inovação, pois é em meio à turbulência, que a criatividade aflora e permite inúmeras possibilidades. · Entender de gente: é preciso dar atenção às pessoas (clientes internos e externos), compreendendo seus desejos, sonhos e expectativas, pois só assim será possível vencer a inércia, a indiferença, o medo e os hábitos arraigados. · Tomada de decisão: é necessário que as IES façam escolhas e renúncias, refletindo sobre sua realidade, lembrando que a resiliência é essencial para lidar com as situaçõesproblema. · Promoção da excelência: é imprescindível buscar a excelência, no oferecimento dos produtos e serviços, aproveitando os ventos contrários, transformandoos em força propulsora para vôos mais altos e significativos. · Diálogo: é preciso transparência, determinação e diferenciação, dando atenção ao processo de comunicação e ao comprometimento das pessoas com o inevitável processo de mudança. · Proatividade: a regra é sair da zona de conforto, desafiar limites, aptidões e talentos e contribuir cada vez mais. Toda conquista exige sacrifícios, porém é o que dá sentido à existência das pessoas e das organizações. Certamente, isto levará os dirigentes institucionais a agirem proativamente em relação a concorrência, aperfeiçoando o cotidiano, agregando conceitos, gestos e atitudes mais significativos. 38 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza IV. CONSIDERAÇÕES F INAIS O estado do Ceará está situado na região Nordeste do Brasil, fazendo limites ao sul com o estado de Pernambuco, ao norte com o Oceano Atlântico, a oeste com o estado do Piauí e a leste com os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. É composto por 184 municípios e ocupa uma área de 148.825.602 quilômetros quadrados, sendo sua capital a cidade de Fortaleza. Fortaleza é nos dias atuais uma das mais importantes cidades do Brasil. A cada dia, amplia sua rede hoteleira para receber os milhares de turistas. Segundo as estimativas do IBGE, Fortaleza tornouse, a partir do início de 2006, a quarta capital mais populosa do País, ficando atrás somente de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A densidade demográfica é considerável, girando em torno de 6.845 habitantes por Km². O produto interno bruto (PIB) do Ceará, representou 2,0% do PIB brasileiro. No âmbito da capital, Fortaleza, correspondeu por 52,4% da produção estadual, fator que fixa a importância do município em relação ao estado. A faixa etária predominante no estado e na capital cearense é de pessoas com idades entre 30 e 49 anos, sendo no Estado (25,4%) e na capital (28,9%). O índice de alfabetização em 2008, abrangeu 71,1% da população no Estado e 85,3% na capital. O índice nacional de alfabetização é de 80,3%. O crescimento demográfico atingiu 2,07% ao ano, acima da média estadual (1,47%). Quanto à análise do número de domicílios urbanos do Ceará, 29,3% são habitados por famílias/pessoas que se enquadram na faixa de renda da classe C2 e (25,2%) pela classe D. Em Fortaleza, dos 663.974 domicílios, a maior representatividade é da classe social C2 (23,8%), O IPC relativo ao Ceará é de 2,86, ou seja, para cada R$ 100,00 gastos na economia brasileira, R$ 2,86 são gastos no estado cearense. Já o consumo per capita da população urbana apurado foi de R$ 7.372,17 ao ano. Em Fortaleza, estimase que para cada R$ 100,00 gastos na economia brasileira, R$ 1,39 são gastos na capital cearense, sendo o consumo per capita de R$ 9.675,92, acima da média estadual, no entanto, abaixo da média nacional. Quanto ao ensino superior, observase que as 51 IES localizadas no Estado do Ceará representam 2,2% das 2.281 IES brasileiras. Na capital cearense, as 31 IES respondem por 60,8% das Instituições do Estado, o que demonstra haver forte concentração das Instituições na capital. Notase que a expansão, consolidação e estruturação do ensino superior vêm se desenvolvendo de forma acelerada. Os dados estatísticos demonstram crescimento, porém sinalizam tempo de tempestade, ao invés de céu de brigadeiro. Notase o crescimento no número de IES, de cursos e de vagas, a ampliação no número de matrículas das camadas menos favorecidas da população. Assim, pessoas com menos poder aquisitivo e nível cultural baixo sonham com o diploma de um curso superior. É o desejo de consumo da classe ‘C’. As taxas de evasão, inadimplência e ociosidade dispararam e a prática de descontos e ‘bolsas de estudo’ atingiram patamares inadequados. A ‘guerra de preços’ não está considerando resolução de custos, gerando a ‘não receita’ que cresce na maioria das IES. Associada a todas essas variáveis, existe a questão da regulação, na qual cresce os mecanismos de controle de qualidade oriundos do MEC e seus diferentes setores. Saiba mais sobre o mercado do ensino superior no Brasil e, especificamente, em relação ao Ceará e Fortaleza, participando do Seminário “O Futuro da Universidade Brasileira. Cenários, Tendências e Desafios. O Período 2009 – 2025, a ser realizado em 06 de maio de 2009, no Hotel Luzeiros, Avenida Beira Mar, 2.600, das 08:30 às 18:00 horas. Fonte: CM Consultoria 39 Estudos de Mercado – Brasil – Ceará – Fortaleza 40