PAULA CRISTINA DE SOUZA BATISTA
MEDIÇÃO E CONTROLE DE CONSUMO DE ÁGUA EM
INSTALAÇÕES PREDIAIS
Monografia apresentada ao Curso de
Engenharia de Controle e Automação
da Universidade Federal de Ouro Preto
como parte dos requisitos para a
obtenção do Grau de Engenheiro de
Controle e Automação.
Orientador: Luiz F. Rispoli Alves
Ouro Preto
Escola de Minas – UFOP
Abril/2013
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus pelas pessoas que colocou em meu caminho e por todas as oportunidades
dadas a mim. À minha mãe Clarisberte, meu exemplo, pela criação, confiança depositada e
por nunca medir esforços para que eu conquistasse o meu diploma. Ao meu pai, João Batista e
meus irmãos, Lucas e Arielly, que sempre torceram por mim. Ao Azim, por tornar meus dias
mais felizes. À Escola de Minas e aos professores, pelos valiosos ensinamentos e ao Rispoli,
pela enorme paciência que teve comigo durante esse trabalho. Muito obrigada a todos!
“Todas as vitórias ocultam uma abdicação”.
(Simone de Beauvoir)
RESUMO
A água tem sido utilizada com muito desperdício, principalmente nas grandes cidades, devido
a perdas por vazamentos, fraudes e furtos, que são constantes. A industrialização, os
processos de urbanização e a produção agrícola são os maiores responsáveis por esse fato.
Estima-se que, se nenhuma providência for tomada até 2025, dois terços da população viverão
em condições de séria escassez de água e 1/3 em estado de escassez absoluta. Uma das
medidas para tentar amenizar esse problema visando o uso racional dos recursos hídricos é o
sistema de medição individualizada para prédios multifamiliares, tendo cada unidade
residencial seu próprio medidor hidráulico. Assim, cada condômino passa a pagar somente o
que consumiu de água durante o mês. Isso faz com que a população comece a se conscientizar
sobre a necessidade de se economizar água. Outros benefícios estão ligados à medição
individualizada, como a economia de energia por bombeamento, a fácil detecção de
vazamentos no prédio, a possibilidade da eliminação de fraudes e de leituras erradas e muitos
outros. A ideia base desse trabalho, além de difundir o conceito de medição individualizada
para prédios multifamiliares, é mostrar algumas das tecnologias já existentes no mercado para
o processo de automatização da leitura, como a conectividade por Rádio Frequência, por
Wireless e Power Line, e ainda sugerir novas possibilidades para melhorar a automatização do
sistema, sempre pensando numa maior economia e conforto para o consumidor e ainda
preservando o meio ambiente.
Palavras-chave: Medição Individualizada,
Infrastructure), Automação Residencial.
Hidrômetro,
AMI
(Automatic
Meter
ABSTRACT
Water has been used with much waste, especially in big cities, due to losses by leaks, fraud
and theft, which are common. Industrialization, urbanization processes and agricultural
production are the main reasons for this fact. It is estimated that if no action is taken, by 2025
two thirds of the world population will live in conditions of serious water shortage and one
third in a stage of absolute scarcity. One of the measures to try to assuage this problem
seeking the rational use of water resources is the individualized measurement system for
multifamily buildings where each dwelling unit has its own meter hydraulic. Thus, each
owner shall pay only the amount of water consumed during the month. This way, the
population begins to think about the need to save water. Other benefits are linked to
individual metering as the energy savings for pumping, easy detection of leaks in the building,
eliminating the possibility of fraud and mistaken readings and many others. The main idea of
this dissertation, as well as disseminating the concept of submetering on multifamily
buildings, is to show some of the technologies already on the market for the automation
reading, such as Radio Frequency Connectivity by Wireless and Power Line, and still suggest
new possibilities to improve the automation system, always considering a higher economy
and convenience for the consumer, and preserving the environment.
Keywords: Individualized Measurement, Hydrometer, AMI (Automatic Meter Infrastructure),
Residential Automation.
LISTA DE FIGURAS
1.1 DIFERENÇA ENTRE OS SISTEMAS DE MEDIÇÃO ....................................................... 10
2.1 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DESCENDENTE E ASCENDENTE ................................ 13
2.2 CLASSIFICAÇÕES DOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO ............................................ 14
2.3 ESQUEMAS VERTICAIS SIMPLIFICADOS ................................................................... 16
2.4 SISTEMA DIRETO COM/SEM BOMBEAMENTO........................................................... 17
2.5 SISTEMAS INDIRETOS ............................................................................................. 17
2.6 SISTEMA DE ABASTECIMENTO A SER IMPLANTADO ................................................ 18
3.1 COMPONENTES BÁSICOS DE UM SISTEMA PREDIAL................................................. 19
4.1 ESQUEMÁTICO DOS SISTEMAS HIDRÁULICOS .......................................................... 23
5.1 BATERIA DE MEDIDORES NO BARRILETE ................................................................ 25
5.2 OPÇÕES PARA A MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA ........................................................ 25
5.3 HIDRÔMETROS PARA MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA.................................................. 29
5.4 AUTOMAÇÃO ENTRE A COLETA DE DADOS DE LEITURA E O FATURAMENTO .......... 30
5.5 SÍMBOLO DO BLUETOOTH ...................................................................................... 30
5.6 ILUSTRAÇÃO DO PICONET E DO SCATTERNET ......................................................... 32
5.7 SÍMBOLO DA REDE WIFI......................................................................................... 33
5.8 FUNCIONAMENTO POR RÁDIO FREQUÊNCIA ............................................................ 35
A.1SISTEMA VIA RF .................................................................................................... 45
A.2 SISTEMA VIA RF ................................................................................................... 45
A.3 SISTEMA VIA RF ................................................................................................... 45
A.4 SISTEMA VIA TELEMETRIA .................................................................................... 46
A.5 SISTEMA VIA TELEMETRIA .................................................................................... 46
A.6 SISTEMA VIA TELEMETRIA .................................................................................... 47
A.7 SISTEMA PRÉ-PAGO............................................................................................... 47
A.8 SISTEMA PRÉ-PAGO............................................................................................... 48
A.9 SISTEMA CLASSE C ............................................................................................... 48
A.10 SISTEMA CLASSE C ............................................................................................. 49
A.11 SISTEMA CLASSE C.............................................................................................. 49
A.12 SISTEMAS AUTOMATIZADOS ................................................................................ 50
A.13 SISTEMAS AUTOMATIZADOS ................................................................................ 50
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 8
1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS ......................................................................................... 8
1.2 ORIGEM DO TRABALHO............................................................................................ 9
1.3 METODOLOGIA......................................................................................................... 9
1.4 OBJETIVO GERAL ................................................................................................... 10
1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO .................................................................................... 11
2. TIPOS DE SISTEMAS PREDIAIS DE SUPRIMENTO DE ÁGUA.................... 13
2.1 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DIRETO ................................................................... 14
2.2 SISTEMA DE ABASTECIMENTO INDIRETO ................................................................ 15
2.2.1 SISTEMA INDIRETO POR GRAVIDADE ................................................................... 15
2.2.2 SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO ............................................................... 15
3. COMPONENTES DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO PREDIAL ............. 18
4. AVALIAÇÃO COMPARATIVA DAS SOLUÇÕES UTILIZADAS .................. 22
5. SISTEMA DE MONITORAMENTO DA MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA ... 25
5.1 TECNOLOGIA A.M.I................................................................................................ 26
5.2 QUAIS AS NECESSIDADES DA AMI? ........................................................................ 27
5.3 SISTEMAS DE CONECTIVIDADE RADIOFREQUÊNCIA ................................................. 30
5.3.1 BLUETOOTH ........................................................................................................ 30
5.3.2 ZIGBEE ............................................................................................................... 32
5.3.3 WIFI / ETHERNET ................................................................................................. 33
5.4 SISTEMA PRÉ-PAGO DE UTILIZAÇÃO DA ÁGUA ...................................................... 35
6. CONCLUSÃO ....................................................................................................... 38
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 39
ANEXOS ................................................................................................................... 42
1 INTRODUÇÃO
1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
É de conhecimento de toda a população mundial sobre a enorme importância que a água tem
para a sobrevivência do planeta. Mas isso não nos faz grandes conservadores dela. A cada dia
que se passa, mais e mais a água potável se esgota devido ao seu mau uso. Os processos de
urbanização, a produção agrícola e a industrialização são os que mais contribuem para sua
degradação, pois a grande maioria não possui a estruturação necessária para o seu tratamento
e seu posterior reuso.
A água vem sendo utilizada, acima de tudo, com muito desperdício. De acordo com o
Instituto Socioambiental (2005), esse desperdício varia entre 50% e 70% nas cidades. As
perdas na rede de distribuição por roubos e vazamentos atingem entre 40% e 60%, além de
64% das empresas não coletarem o esgoto gerado. Eles afirmam ainda que parte da água no
Brasil já perdeu a característica de recurso natural renovável, principalmente nas áreas
densamente povoadas.
A água disponível no território brasileiro é suficiente para as necessidades do País,
apesar da degradação. Seria necessário, então, mais consciência por parte da
população no uso da água e, por parte do governo, um maior cuidado com a questão
do saneamento e abastecimento. Por exemplo, 90% das atividades modernas
poderiam ser realizadas com água de reuso. Além de diminuir a pressão sobre a
demanda, o custo dessa água é pelo menos 50% menor do que o preço da água
fornecida pelas companhias de saneamento, porque não precisa passar por
tratamento. Apesar de não ser própria para consumo humano, poderia ser usada,
entre outras atividades, nas indústrias, na lavagem de áreas públicas e nas descargas
sanitárias de condomínios. Além disso, as novas construções – casas, prédios,
complexos industriais – poderiam incorporar sistemas de aproveitamento da água da
chuva, para os usos gerais que não o consumo humano (Instituto Socioambiental,
2005).
Um estudo feito pelo grupo Parceiros da Natureza prevê que se os governos e a sociedade não
tomarem providências até 2025, dois terços da população viverão em condições de séria
escassez de água e 1/3 em estado de escassez absoluta. Porém, felizmente, existe perspectiva
de equacionar o problema, se providências forem tomadas. Em seu Relatório para o
10
Desenvolvimento Humano, publicado pela ONU em 2006, a organização apontou que
algumas medidas simples de gestão de água, aliadas às tecnologias adequadas, poderão ajudar
a aliviar o desequilíbrio entre a oferta e a procura da água.
1.2 ORIGEM DO TRABALHO
Foi pensando nesse nível de degradação em que se está e também na preservação ambiental
que surgiu a ideia base desse trabalho, em que a automação poderá, por meio de suas
tecnologias, ajudar na conservação desse nosso recurso natural para que o equilíbrio e o futuro
de nosso planeta sejam conservados.
1.3 METODOLOGIA
Uma solução eficaz e que visa o uso racional dos recursos hídricos é o sistema de medição
individualizada para prédios multifamiliares. Medição individualizada, de acordo com a
construtora ENGEMAG (20--?), é o processo no qual a instalação hidráulica de um edifício
multifamiliar passa a existir com um medidor hidráulico para cada apartamento. Assim, cada
condômino passa a pagar apenas pelo seu consumo e ainda contribuirá para a sustentabilidade
do planeta.
Em prédios mais antigos, o sistema de medição é a coletiva, isto é, existe apenas um
hidrômetro para todo o edifício. No final do mês a conta de água que chega é dividida
igualmente para todos os inquilinos e uma família de três pessoas paga a mesma quantia em
dinheiro que uma família de seis pessoas. E quem economiza paga o mesmo de quem
desperdiça. Além dessa injustiça financeira, dificilmente haverá como saber se existe algum
tipo de vazamento no prédio, pois não há esse controle. E assim, muita água é desperdiçada.
Com a instalação dos medidores individuais, muita coisa muda. “[...] a medição
individualizada quando implantada em condomínios, beneficia a população, o condomínio, os
condôminos, a administradora e a construtora. Além da grande contribuição com a Natureza.”
(TECHMETRIA, 2008).
Além da grande economia de água, muitos são os benefícios de se utilizar a medição
individualizada. Alguns desses benefícios que se pode destacar, de acordo com a Construtora
11
ENGEMAG (20--?) são: a economia de energia por bombeamento; a fácil detecção de
vazamentos no prédio; a possibilidade da eliminação de fraudes e de leituras erradas; o valor
pago na conta de água será realmente devido ao consumo de água que aquele apartamento
consumiu; diminuição de inadimplentes; conscientização da população da necessidade de se
economizar água; maior facilidade para manutenção e uma maior justiça social.
A figura 1.1 esclarece a diferença entre o sistema de medição coletiva e o sistema de medição
individualizada. Neste, cada hidrômetro é instalado individualmente em cada apartamento.
Figura 1.1 - Diferença entre os sistemas de medição.
Fonte: OLIVEIRA, 2010
1.4 OBJETIVO GERAL
O objetivo desse trabalho é difundir o conceito de medição individualizada para prédios
multifamiliares e mostrar algumas das tecnologias já existentes no mercado para o processo
de automatização da leitura.
12
Neste trabalho são estudados e apresentados alguns sistemas de medições disponíveis no
mercado. Será proposto medições individuais automatizadas como forma de incentivar o uso
racional de água e por fim, disponibilizado os resultados da revisão bibliográfica como um
aporte teórico significativo para o tema proposto.
Nas tecnologias já existentes, os hidrômetros podem ser equipados com diferentes tipos de
sistemas de individualização. Entre eles pode-se destacar o convencional, o por telemetria e
por radiofrequência.
Em todos eles o hidrômetro individual fica instalado nas entradas das unidades habitacionais.
No sistema por telemetria, o hidrômetro individual possui um sistema de cabeamento
interligado à central computadorizada do próprio edifício e no sistema por radiofrequência os
medidores são equipados com sensores, permitindo leitura precisa via ondas de rádio através
de uma central de equipamentos computadorizados, o que torna o sistema um pouco mais
caro.
Reuni-se as vantagens tecnológicas estudadas e propõe-se como melhorá-las. Por exemplo,
poder visualizar via celular o quanto foi consumido no dia anterior ou no mês anterior; fazer
um login no seu notebook a qualquer dia do mês e saber o quanto já foi gasto até aquele dia;
poder acessar sua conta de qualquer lugar onde esteja e exista internet. Caso o usuário esteja
viajando, o sistema irá facilitar a descoberta de vazamentos e o usuário poderá desligar o
abastecimento; e ainda, introduzir a ideia de sistemas ‘pré-pago’, em que primeiro paga-se por
uma quantidade do produto (água) para posterior utilização do mesmo. Tudo para trazer mais
segurança e conforto ao consumidor, sempre com agilidade, confiabilidade e economia, e
acima de tudo, preservando o meio ambiente.
E esses sistemas podem ser futuramente utilizados para medição de energia elétrica e gás para
os edifícios.
1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO
Este trabalho foi dividido em seis capítulos. O primeiro apresenta um contexto introdutório
sobre o assunto abordado; no capítulo 2 apresentam-se os tipos de sistemas prediais de
abastecimento de água. No capítulo 3 é apresentado os componentes básicos que fazem parte
desse sistema de abastecimento predial, como o barrilete, as colunas de distribuição etc. É
13
apresentado também uma lei que está em vigor no Rio de Janeiro/RJ e contempla este
assunto. No capítulo 4 há uma apresentação de um trabalho desenvolvido por dois autores
sobre uma avaliação comparativa do posicionamento dos hidrômetros dentro de uma
instalação predial e as conclusões obtidas por eles. O capítulo 5 apresenta algumas
tecnologias existentes no mercado para o monitoramento da medição individualizada. E por
fim, no último capítulo são tratadas as conclusões e considerações finais. Há também um
ANEXO após as referências bibliográficas.
2
TIPOS DE SISTEMAS PREDIAIS DE SUPRIMENTO DE ÁGUA
Os sistemas prediais de suprimento de água podem ter uma distribuição Ascendente ou
Descendente, conforme representado na figura 2.1.
Figura 2.1 - Sistema de abastecimento descendente e ascendente.
Fonte: PAULA, 20--?
No Sistema de abastecimento Ascendente, a água armazenada no reservatório inferior se
distribui pelo prédio por meio do sistema Indireto Hidropneumático. No Sistema de
abastecimento Descendente, a água armazenada no reservatório superior se distribui pelo
prédio por meio do sistema Indireto por Gravidade. Esses termos serão explicados no decorrer
deste trabalho.
15
De acordo com Salgado (2011), o abastecimento de água nos prédios é feito a partir do
distribuidor público por meio de um ramal predial que compreende:
 Ramal predial propriamente dito ou ramal externo – é o trecho do encanamento
compreendido entre o distribuidor público de água e a instalação predial caracterizada
pelo aparelho medidor ou limitador de descarga;
 Alimentador predial ou ramal interno de alimentação – é o trecho do encanamento que
se estende a partir do medidor ou limitador de consumo, isto é, do ramal predial até a
primeira derivação ou até a válvula de flutuador (torneira de boia).
O sistema de abastecimento predial de água também pode ser classificado da seguinte forma,
conforme mostrado na figura 2.2:
Figura 2.2 - Classificações dos Sistemas de Abastecimento.
Fonte: SALGADO, 2011
2.1
SISTEMA DE ABASTECIMENTO DIRETO
No sistema de abastecimento direto, a instalação é a própria rede de distribuição. Não há
reservatório. E dependendo das condições de pressão e vazão da rede pública, o sistema de
distribuição pode ser Com ou Sem Bombeamento. O primeiro caso geralmente é empregado
quando a rede pública de distribuição não oferece as condições de vazão e pressão necessárias
para o abastecimento da instalação, sendo necessário um sistema de bombeamento para que a
água seja elevada até os pavimentos superiores do edifício. No segundo caso, espera-se que a
rede de distribuição ofereça as condições básicas para o abastecimento da instalação.
16
2.2
SISTEMA DE ABASTECIMENTO INDIRETO
No sistema indireto de abastecimento a água que vem da rede de distribuição fica armazenada
em um reservatório superior ou inferior, de onde, posteriormente, alimentará as colunas de
distribuição da instalação. Esse sistema pode ser por Gravidade ou Pneumático.
2.2.1 SISTEMA INDIRETO POR GRAVIDADE
No sistema por gravidade, o reservatório é superior e é a partir dele que a água se distribui
pelas colunas do edifício. O sistema por gravidade pode ser Indireto RS, Indireto Com
Bombeamento ou Indireto RI-RS.
No Indireto RS, o reservatório superior possui uma válvula de boia. Toda vez que há o
consumo de água no prédio e o nível de água no reservatório diminui, há uma abertura da
válvula responsável pelo reabastecimento do reservatório. O sistema Indireto Com
Bombeamento tem o mesmo funcionamento do Indireto RS, porém ele é utilizado quando a
rede de distribuição não oferece as condições necessárias para a elevação da água até o
reservatório superior.
O Indireto RI-RS é composto por dois reservatórios: um superior e um inferior, equipados
com uma chave elétrica de nível (mínimo e máximo). Quando o reservatório superior está em
seu nível mínimo, a chave é acionada e a água do reservatório inferior abastece o superior até
chegar a seu nível máximo e a chave ser desligada. Já o reservatório inferior, além da chave
elétrica de nível que impede o abastecimento superior quando o inferior estiver vazio, ele
possui uma válvula de boia, que se abre quando ele estiver em seu nível mínimo, permitindo o
seu abastecimento pela rede pública de distribuição.
2.2.2 SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO
Nesse sistema a água que chega da rede de distribuição é pressurizada por meio de um tanque
de pressão contendo ar e água. Esse sistema também pode ser bombeado ou não. A diferença
é que a pressurização do tanque é através do sistema de abastecimento (quando não for por
bombeamento) e o tanque é pressurizado através da instalação elevatória quando o sistema for
por bombeamento.
17
O sistema ainda pode ser por Bombeamento + RI. Nesse caso, quando o tanque de pressão
estiver sob pressão máxima, a água no reservatório inferior também deve estar no seu nível
máximo. Quando há consumo de água e o nível no reservatório começa a diminuir, o colchão
de ar expande-se e a pressão no interior do tanque diminui até atingir uma pressão mínima.
Quando isso acontece, um pressostato é acionado fazendo com que o nível de água e a pressão
no interior do RI voltem aos seus valores máximos. Quando for atingida a pressão máxima, o
pressostato é desligado.
A figura 2.3 ilustra os esquemas verticais simplificados, exemplificando os sistemas de
abastecimento.
Figura 2.3 - Esquemas Verticais Simplificados.
Fonte: SALGADO, 2011
18
A figura 2.4 ilustra a diferença existente entre o sistema direto Sem Bombeamento e o Com
Bombeamento.
Figura 2.4 - Sistema Direto Com/Sem Bombeamento.
Fonte: PAULA, 20--?
E na figura 2.5 apresenta-se o sistema Indireto RS; o sistema Indireto RI-RS e o sistema
Indireto Com Bombeamento.
Figura 2.5 - Sistemas Indiretos.
Fonte: PAULA, 20--?
De acordo com Paula (20--?) existem as vantagens e desvantagens de cada tipo de
abastecimento.
No abastecimento Direto Sem Bombeamento, algumas das vantagens citadas por esse autor é
o edifício não necessitar de um reservatório, a economia no espaço físico e acima de tudo na
economia da energia elétrica. Porém, a interrupção no fornecimento de água devido à
19
necessidade de manutenção e o fornecimento sem a pressão adequada são fatores que levam a
não utilização desse processo.
No Sistema Indireto por Gravidade, as vantagens que o autor cita é o armazenamento de água
para o suprimento contínuo e a diminuição do risco de refluxo na rede de abastecimento.
Porém, a manutenção do reservatório tem que ser feita a cada seis meses, sem contar o maior
carregamento na estrutura predial.
A figura 2.6 fornece algumas dicas de como escolher o melhor sistema de abastecimento para
cada instalação predial.
Figura 2.6 - Sistema de abastecimento a ser implantado.
Fonte: PAULA, 20--?
3
COMPONENTES DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO PREDIAL
A figura 3.1 apresenta os componentes básicos de um sistema predial de abastecimento de
água fria:
Figura 3.1 - Componentes básicos de um sistema predial.
Fonte: PAULA, 20--?
No Rio de Janeiro/RJ já está em vigor um Projeto de Lei de número 1992/2009 que obriga a
instalação de hidrômetro por unidade autônoma, residencial ou comercial, em edifícios, nos
limites do estado. Seu autor foi o deputado estadual Edino Fonseca e a lei foi sancionada em
10 de fevereiro de 2009.
Entre algumas das implicações dessa lei, estão:
Art. 3º - Cada unidade autônoma pagará o valor referente ao seu consumo individual
acrescido do valor correspondente ao rateio do consumo da área comum, [...].
21
Art. 4º - O hidrômetro individual será instalado em área comum e de fácil acesso,
tanto para a leitura quanto para a manutenção e conservação.
Art. 5º - As novas edificações prediais poderão prever, na planta hidráulica, a
possibilidade de instalação de hidrômetro para a aferição do consumo de água global
do condomínio e de instalação de um hidrômetro por unidade autônoma, para a
aferição do consumo individual, de acordo com as disposições desta lei, as portarias
expedidas pelo Inmetro sobre a matéria e as demais disposições legais e técnicas
aplicáveis.
Art. 10 - O Governo do Estado poderá estabelecer parceria com os Municípios para,
através do órgão competente ou empresa pública oferecer assistência e cooperação
técnica visando o cumprimento desta lei.
Entre as justificativas desse projeto de lei estão:
[...] tem como finalidade corrigir distorções em relação ao efetivo consumo e ao valor
pago pela água, conferindo assim aos consumidores maior controle, economia e,
sobretudo, a utilização adequada e responsável do recurso esgotável e essencial à vida,
que é a água.
No mérito, a justiça na cobrança pelo uso da água é o fator maior que impulsiona a
implementação da medição individual em edifícios de apartamentos. Como as
unidades habitacionais não têm o mesmo número de habitantes, fica claro que o rateio
da conta total de água pelo número de apartamentos não se constitui na maneira mais
justa e equilibrada para o consumidor.
O sistema tradicionalmente utilizado para a medição de água nos apartamentos de
edifícios multifamiliares é injusto em virtude de a cobrança dos serviços ser efetuada
pelo consumo médio, obtido através do volume registrado no hidrômetro do ramal
predial do edifício, o qual é rateado pelo número de apartamentos. Além de injusto
socialmente, ele não incentiva a redução do desperdício de água, visto que, mesmo
que o usuário seja cuidadoso e tenha procedimentos compatíveis com a economia de
água, isto não se reflete diretamente na sua conta de água e esgotos.
Assim sendo, independentemente do consumo individual real de cada apartamento,
tenha ele 1 ou 10 pessoas, sempre a cobrança dos serviços é feita de forma igual. E, o
que é mais grave, mesmo que o consumidor viaje de férias e mantenha o apartamento
fechado, sempre pagará como se estivesse normalmente consumindo.
22
Em uma reportagem no ano de 2006 para o jornal online O Globo, o então vereador do estado
do Rio de Janeiro, Fernando Gusmão (PCdoB), argumentou sobre esse assunto. Para ele, “[...]
não é justo que uma pessoa que more só, pague a mesma quantia pela água que seu vizinho
que tem cinco filhos. É preciso instalar hidrômetros individuais para que os moradores da
cidade possam controlar seus gastos. Os moradores da cidade ganham muito com esta lei” disse Gusmão ao jornal.
Porém, em prédios antigos a implantação do sistema de medição individual fica muito restrita.
Salgado (2011) vê o hidrômetro individual como um avanço enorme, mas pelas dificuldades
técnicas de implantação em edifícios antigos, não seria possível tornar sua instalação
compulsória.
Para a empresa SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), a
maior dificuldade encontrada para a medição individual em edifícios já construídos é que a
instalação dos hidrômetros requer altos custos para a troca quase total das instalações
hidráulicas internas, bem como um sistema de medição que exige um remodelamento técnico
e administrativo do imóvel. Já em edifícios novos, os hidrômetros individuais podem ser
previstos no projeto arquitetônico.
4 AVALIAÇÃO COMPARATIVA DAS SOLUÇÕES UTILIZADAS
Pereira e Ilha (20--?) desenvolveram um artigo com o título de ‘Medição Individualizada em
Edificações Verticais de Interesse Social: Avaliação Comparativa das Soluções Utilizadas’.
O objetivo deste artigo é avaliar comparativamente as soluções propostas para o
projeto desses sistemas considerando-se os requisitos mínimos exigidos pela
documentação técnica de três diferentes concessionárias do país. Foi selecionada uma
edificação de interesse social de cinco pavimentos com vinte unidades, para o qual foi
desenvolvido o projeto do sistema predial de água fria. Na sequência, os seguintes
quesitos foram avaliados comparativamente: incremento de material em relação ao
sistema com medição coletiva, perda de carga, facilidade de acesso ao medidor para
leitura, uso de sistemas de leitura remota e facilidade de manutenção. O estudo
permitiu avaliar dentre as soluções projetadas, de acordo com as exigências de cada
concessionária, quais as mais favoráveis levando-se em consideração os quesitos
elaborados (PEREIRA, ILHA, 20--?).
Segundo esses autores o adequado encaminhamento das tubulações e posicionamento dos
demais componentes constituintes, tendo em vista a acessibilidade para a operação e
manutenção, e o funcionamento adequado dos medidores, são alguns dos aspectos
determinantes da eficiência de um sistema de medição.
“[...] a especificação dos hidrômetros e do sistema de aquisição de dados a serem empregados
são alguns exemplos de exigências a serem atendidas na fase de projeto e execução.” (ILHA,
2008).
O posicionamento dos medidores impacta sobremaneira os custos de execução do Sistema de
Medição Individualizada (SMI), pois implicam em diferentes percursos, diâmetros e,
consequentemente, comprimentos das tubulações. Conforme destacado por Peres (2006), os
sistemas de medição individualizada de água podem ser classificados em função do local de
instalação dos hidrômetros. Os hidrômetros podem localizar-se no barrilete do edifício, nos
halls de cada um dos pavimentos ou no térreo da edificação.
24
De posse da planta arquitetônica de um edifício representativo da tipologia
considerada, foram estudadas quatro situações de projeto: a primeira delas com
medição coletiva (MC) e as outras três com medição individualizada, diferenciando-se
pela localização dos medidores: concentrados junto ao barrilete (MI-B); concentrados
no pavimento térreo (MI-T) e, por último, localizados em cada pavimento, no hall de
cada pavimento (MI-H). (PEREIRA, ILHA, 20--?).
A figura 4.1 ilustra de forma esquemática as situações estudadas para uma edificação de 5
pavimentos.
Figura 4.1 - Esquemático dos Sistemas Hidráulicos.
Fonte: (PEREIRA, ILHA, 20--?)
A facilidade de acesso para efetuar a leitura e realizar a manutenção do sistema e a facilidade
de implantação da medição remota foram também avaliadas nesse estudo.
Em seus resultados e discussões, Pereira e Ilha (20--?) observaram que, com exceção à
tipologia MC (que foi desconsiderada na análise do quesito acesso para leitura e manutenção),
os outros modelos forneceram acesso fácil para a realização dos serviços, desde que haja uma
25
escadaria de acesso ao barrilete na MI-B. O MI-H mostrou-se o mais adequado para o
acompanhamento de leituras pelo usuário final. Ao término do desenvolvimento desse
trabalho, estes autores concluem que “[...] os medidores concentrados em baterias são mais
favoráveis para a utilização de sistemas com cabos. Já para a utilização de sistemas por rádio
frequência, todos os modelos oferecem boas condições para implementação.”
5 SISTEMA DE MONITORAMENTO DA MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA.
Uma das medidas para se evitar o desperdício de água em edifícios é a instalação dos
hidrômetros individuais. “A iniciativa não resolve o problema, mas é uma forma mais justa de
utilização da água. Cada cliente paga somente pelo que consumiu, além do que lhe cabe pelo
uso comum.” (SABESP, 20--?). A figura 5.1 esquematiza a instalação individual dos
hidrômetros:
Figura 5.1 - Bateria de medidores no barrilete.
Fonte: PAULA, 20--?
O que será apresentado a seguir são soluções que servirão de guia conceitual para a
implantação do monitoramento ou de sistemas equivalentes. A figura 5.2 fornece alguns tipos
de sistemas de medição individualizada.
Figura 5.2 - Opções para a medição individualizada.
Fonte: MOBIX, 2009
27
Fundada em 2003 no Brasil, a MOBIX INDIVIDUALIZA S/A é uma empresa voltada para o
desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias em comunicação de dados e medição
individualizada e remota. Suas soluções representam o estado da arte na gestão de sistemas de
comunicação e distribuição, em especial para o combate a perdas, fraudes e furtos.
Esta empresa faz uso de uma tecnologia chamada A.M.I. (Automatic Meter Infrastructure).
5.1 TECNOLOGIA A.M.I.
Automatic Meter Infrastructure (AMI) é um método para se realizar a coleta de dados
e informações de medidores da rede utilizando-se para tanto de modernos recursos de
automação e de meios de comunicação via telefonia, rádio frequência e celular assim
como também utilizando-se dos fios da rede elétrica para envio de informações
(MOBIX, 2009).
Com o uso dos sistemas AMI, “[...] há um significativo aumento de eficiência operacional,
[...] redução de custos de coleta de dados e de corte e religação, redução de perdas e desvios,
além de um rápido acesso às informações críticas que o seu corpo de gerentes precisa para
tomar as decisões no dia a dia.” (MOBIX, 2009).
Entre os principais benefícios da Automatic Meter Infrastructure, estão o aumento da precisão
na leitura; respostas muito rápidas para requisições de informação; detecção automática de
perdas e desvios; informações detalhadas sobre as demandas de todos os pontos da rede; corte
e religação operados remotamente sem a necessidade de deslocamento até o local.
A tecnologia AMI tem sido uns dos segmentos de maior crescimento na indústria de medição,
pois suas distribuidoras buscam sempre meios mais eficientes de operação objetivando
maximizar seus resultados. “A maior velocidade, a precisão da leitura e o envio de comandos
remotos tem se mostrado um caminho seguro para se aumentar o desempenho das empresas.”
(MOBIX, 2009).
28
5.2 QUAIS AS NECESSIDADES DA A.M.I.?
Normalmente as leituras nos hidrômetros são feitas pelo operador/funcionário, que deveria se
deslocar mensalmente a cada residência e assim colher os dados para a concessionária. A
AMI foi desenvolvida pensando em uma maior economia de custos devido à automação da
leitura.
Além disso, a AMI fornece diversas funcionalidades adicionais permitindo o diagnóstico de
problemas e a implementação de soluções em casos como erros de faturamento; identificação
de roubo e desvio; tentativas de adulteração ou fraude de medidores; detecção remota da
necessidade de manutenção de medidores com problemas; aumento da eficiência operacional;
melhoria dos serviços prestados aos clientes; elimina a prática de faturamento estimado
(devido à necessidade de leitura de medidores inacessíveis) e permite a leitura remota dos
dados sempre que a mesma for necessária.
As tecnologias disponíveis para AMI e utilizadas pela empresa MOBIX INDIVIDUALIZA
S/A, são: Linha Telefônica, Conectividade Rádio Frequência, Conectividade Wireless e
Conectividade Power Line. A seguir descreve-se um pouco mais sobre cada uma dessas
tecnologias.

Linha Telefônica:
Esta tecnologia é a mais antiga (30 anos) e só foi utilizada devido ao fato de que
não existiam outras na época. É fácil de se implementar, mas é muito cara. Em
países do Terceiro Mundo, onde roubos e fraudes são comuns, uma linha telefônica
comum não costuma ser a melhor escolha.

Conectividade RF (Rádio Frequência):
Esta tecnologia tem sido utilizada para este tipo de aplicação desde 1980. Instala-se
um transmissor - receptor no medidor e uma unidade adicional na Central de
Controle e os dados trafegam entre eles. Uma das soluções mais comuns para RF
AMI é a chamada "walk-by". Deste modo, uma pessoa que está caminhando na
proximidade carregando um terminal receptor coleta as informações dos medidores
enviadas via RF. Um grande número de medidores pode ser lido em um intervalo
de tempo relativamente curto quando comparado à leitura manual.
29

Conectividade Wireless:
Esta tecnologia é uma ótima solução para AMI. Consegue-se obter uma boa
cobertura mesmo em áreas de consumo remotas. A implementação desta tecnologia
é fácil. Contudo, a utilização de um modem sem fio para cada medidor é muito
cara. Se considerarmos os custos chega a ser quase inviável.

Conectividade Power Line:
Esta tecnologia possibilita o uso da rede elétrica tradicional para a transmissão dos
dados. Esta técnica é feita através da injeção de um sinal de alta frequência AC na
portadora e da sua modulação para carregar os dados de cada medidor. A
tecnologia também propicia uma excelente relação custo benefício, principalmente
em aplicações de áreas com alta densidade. Torna-se, contudo, muito caro
transmitir estes dados pelo transformador de distribuição. Trata-se de uma
tecnologia que está avançando muito (MOBIX, 2009).
Nos locais onde já houve a implantação do AMI – de acordo com recentes relatórios
produzidos nos E.U.A - tem-se verificado uma redução de 2/3 no valor médio de custos de
leitura mensal por medidor após a implementação desse sistema.
Além da redução no valor médio de custos de leitura mensal, a utilização do sistema AMI traz
outros benefícios adicionais, tais como:
 Redução de custos operacionais.
 Faturamento mais preciso.
 Facilidade de acesso aos dados dos medidores.
 Capacidade de elaboração de um banco de dados detalhado sobre o perfil de cada
consumidor.
 Redução de custos administrativos.
 Melhoria da confiabilidade nos dados de leitura.
 Plataforma de fornecimento de serviços adicionais.
 Melhoria da qualidade dos serviços prestados aos consumidores.
 Detecção e eliminação de perdas na rede.
 Identificação de roubo e de desvios.
 Identificação de fraudes nos medidores.
 Melhoria nos serviços de manutenção de medidores com defeitos (MOBIX,
2009).
30
E os principais benefícios para os consumidores são:
 Faturamento mais preciso e detalhado.
 Fim da prática de faturas por estimativa.
 Maior confiabilidade no sistema de leituras.
 Automação entre a coleta de dados de leitura e o faturamento, elimina erros que
antes eram comuns.
 Rapidez e eficiência na prestação de serviços de ligação de abertura e de corte
para fechamento de contas, assim como nos de religações em casos de
regularização de fornecimento após, por exemplo, cortes por falta de
pagamento.
 Leitura sob demanda dos medidores.
 Menos interferência do fator humano no processo de leitura.
 Notificação de elevação de consumo quando ocorre (MOBIX, 2009).
As figuras 5.3 e 5.4 fornecem as tecnologias utilizadas pela empresa.
Figura 5.3 - Hidrômetros para medição individualizada.
Fonte: MOBIX, 2009
31
Figura 5.4 - Automação entre a coleta de dados de leitura e o faturamento.
Fonte: MOBIX, 2009
5.3 SISTEMAS DE CONECTIVIDADE RADIOFREQUÊNCIA
Alguns sistemas que utilizam a conectividade Radiofrequência (RF) são o BLUETOOTH, o
ZIGBEE e o sistema WIFI / ETHERNET.
5.3.1 BLUETOOTH
A figura 5.5 ilustra o símbolo do Bluetooth:
Figura 5.5 - Símbolo do Bluetooth.
Fonte: BEZERRA, 2011
Bluetooth é um padrão global de comunicação sem fio e de baixo consumo de energia que
permite a transmissão de dados entre dispositivos, por meio de uma frequência de rádio
32
licenciada e segura. Através dele, diferentes dispositivos como computadores, câmeras
digitais, celulares etc, podem se conectar e trocar informações.
Uma combinação de hardware e software é utilizada para permitir que este
procedimento ocorra entre os mais variados tipos de aparelhos. A transmissão de
dados é feita por meio de radiofrequência, permitindo que um dispositivo detecte o
outro independente de suas posições, sendo necessário apenas que ambos estejam
dentro do limite de proximidade [...]. (ALECRIM, 2008)
O alcance atingido pelo sistema Bluetooth varia de acordo com sua potência máxima e por
isso ele é dividido em três classes. Para se ter um alcance de até 100 metros, sua potência
máxima deve ser de 100 mW (miliwatt) o que corresponde à Classe 1. Para se ter um alcance
de até 10 metros, sua potência máxima deve ser de 2,5 mW (Classe 2) e com uma potência
máxima de 1 mW, ele consegue um alcance de até 1 metro (Classe 3).
A frequência de rádio utilizada pelo Bluetooth é aberta e aceita em praticamente qualquer
lugar do planeta. A conexão Bluetooth foi criada para ser uma rede de curta distância, entre
dispositivos fixos ou móveis, para transmissão de dados com alto nível de segurança.
Quando dois ou mais dispositivos se comunicam por meio de uma conexão
Bluetooth, eles formam uma rede denominada piconet. Nesta comunicação, o
dispositivo que iniciou a conexão assume o papel de master (mestre), enquanto que
os demais dispositivos se tornam slave (escravos). Cabe ao master a tarefa de regular
a transmissão de dados na rede e o sincronismo entre os dispositivos.
Cada piconet pode suportar até 8 dispositivos (um master e 7 slaves), no entanto, é
possível elevar este número a partir da sobreposição de piconets. Em poucas
palavras, este procedimento consiste em fazer com que uma piconet se comunique
com
outra
que
esteja
dentro
do
limite
de
alcance,
esquema
este
denominado scatternet. Note que um dispositivo slave pode fazer parte de mais de
uma piconet ao mesmo tempo, no entanto, um master pode ocupar esta posição
somente em uma única piconet (ALECRIM, 2008).
33
A figura 5.6 esclarece os tipos de rede citados anteriormente.
Figura 5.6 - Ilustração do Piconet e do Scatternet.
Fonte: ALECRIM, 2008
5.3.2 ZIGBEE
A rede conhecida como ZigBEE, é um padrão de rede sem fio (padrão IEEE 802.15.4) criada
pelo IEEE em conjunto com a ZigBEE Alliance, desenvolvido para aplicações embarcadas
que exigem autonomia, disponibilizando uma rede de baixa potência de operação, baixa
latência, baixa complexidade dos nós de rede, baixas taxas de transmissão para aplicações de
monitoramento e controle, pequenos circuitos, possibilita a implementação de redes com
elevado número de dispositivos e possui um baixo consumo de energia. Esse baixo consumo
de energia estende a vida útil das baterias, o que as fazem durar anos. São utilizadas
principalmente na domótica, iluminação inteligente, coletores de dados, sistemas de
segurança, controle de temperatura etc.
IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) ou Instituto de Engenheiros Elétricos
e Eletrônicos é o instituto que estabelece padrões para uma variedade de protocolos
eletrônicos e usa um sistema de numeração para classificá-los.
Quando o protocolo foi criado suas principais finalidades eram a automação e o controle
remoto. Algumas características são ressaltadas:
 Diferentes frequências de operação e taxa de dados: 868 MHz e 20Kbps; 915
MHz e 40Kbps; 2.4 GHz e 250 Kbps;
34
 Um mesmo nó pode executar diferentes papéis em uma mesma rede;
 São possíveis as configurações em diversas topologias de rede;
 Habilidade de se auto-organizar e auto-reestruturar – self-organizing e selfhealing;
 Permite um número elevado de dispositivos conectados à rede (máximo de
65535 dispositivos por cada dispositivo coordenador);
 Alta durabilidade da bateria dos dispositivos;
 Interoperabilidade, ou seja, a capacidade de se comunicar de forma transparente
com outros sistemas (VASQUES, 2010).
Apesar de não ser muito recente, esse protocolo ainda é pouco documentado, o que pode ser
uma desvantagem na tentativa do seu uso. Mas suas principais finalidades são a diminuição
do consumo de energia, o aumento da segurança e da confiabilidade dos dados que trafegam
em redes sem fio.
Comparada a outras redes sem fio, o protocolo ainda possui um custo não muito
sedutor, porem se faz muito interessante seu uso em redes particulares como
edifícios, empresas, hospitais, universidades. Para as redes sem fio que atuam em
sistemas de controle e automação o ZigBee se faz a opção sem fios mais
conveniente (VASQUES, 2010).
5.3.3 WIFI / ETHERNET
Abaixo, o símbolo da rede WiFi representado pela figura 5.7.
Figura 5.7 - Símbolo da rede WiFi.
Fonte: APPLE, 2013
Registrado pela WiFi Alliance, a marca WiFi, sinônimo da tecnologia IEEE 802.11 permite a
conexão entre vários dispositivos sem a necessidade de cabeamento. As redes WiFi
35
funcionam por meio de ondas de radiofrequência e são transmitidas pelo “roteador”, um
adaptador que recebe os sinais, os decodifica e os emite a partir de uma antena. Ele envia a
informação para a Internet usando uma conexão física Ethernet com fios.
“[...] o WiFi hoje busca novos padrões, de forma a alcançar velocidades cada vez mais altas
na transferência de dados.” (LANDIM, 2012).
De acordo com o tipo de roteador e a antena que estiver sendo utilizada, o raio de ação de
uma rede WiFi pode variar muito. Para ambientes internos, a distância pode chegar a 100
metros. Já para ambientes externos, a rede pode alcançar 300 metros.
“[...] O mesmo tráfego de dados ocorre no sentido oposto estabelecendo, assim, a
comunicação entre os dispositivos.” (LANDIM, 2012).
Para que um dispositivo, qualquer que seja, tenha acesso aos sinais da rede WiFi, ele deve
estar dentro de uma área ou raio de ação, conhecida como Hotspot. Quando o periférico que
emite a rede encontra um Hotspot, o periférico pode conectar-se à rede sem fio.
Em Mogi das Cruzes, município brasileiro do estado de São Paulo, 1,2 mil residências e
edifícios já contam com hidrômetros de radiofrequência.
Veja um pequeno texto pertencente ao site da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes
(2011): “Na prática, o hidrômetro de radiofrequência realiza a medição do consumo de água a
cada hora, 24 horas por dia. Os dados são enviados por sinal de rádio ao SEMAE (Serviço
Municipal de Águas e Esgotos), que armazena as informações em um banco de dados. No
final do mês, o cliente recebe sua conta de água sem a necessidade da leitura manual e pode,
se quiser, pedir um demonstrativo detalhado, com os dados de cada dia ou hora em que houve
o consumo.”
O inquilino pode ainda obter a informação caso algum hidrômetro esteja parado, se há sobrevazão, sub-vazão ou retorno. Tudo isso sem aquela falta de segurança e a falta de privacidade
que traz um leiturista aos condôminos do prédio todos os meses durante a leitura.
“O princípio de transmissão de dados de telemetria por radiofrequência proporciona
praticidade, agilidade, segurança, confiabilidade e economia, pois o sistema de transmissão de
36
dados não depende de cabos e todo o trânsito de dados é efetuado em protocolo proprietário e
criptografado.” (Hidro Meter, 20--?).
A telemedição por radiofrequência é a forma de leitura automática mais usual, principalmente
nos Estados Unidos. Uma cobrança justa, economia nos gastos, transparência de contas e
respeito ao meio ambiente são os principais pontos positivos dessa tecnologia.
A seguir tem-se uma exemplificação simples de seu funcionamento, conforme a figura 5.8.
Figura 5.8 - Funcionamento por Radio Frequência.
Fonte: HIDROLUZ, 20--?
5.4 SISTEMA PRÉ-PAGO DE UTILIZAÇÃO DA ÁGUA
O sistema de medição Pré-Pago de utilização da água, cujos testes iniciaram-se no Brasil em
2003, consiste na medição eletrônica do consumo de água, que por meio de cartões ou Smart
Cards, uma quantidade limitada de litros de água é liberada ao consumidor.
O sistema de medição eletrônica é composto por um medidor eletrônico, um cartão
de consumo e um gerenciador de consumo. O medidor eletrônico é um equipamento
que deverá substituir o hidrômetro comum, com a função de permitir ou interromper
37
a passagem de água. O cartão de consumo é cartão descartável, semelhante aos
cartões pré-pagos de rede de telefonia. Cada cartão possui uma senha, que deve ser
digitada e no gerenciador para que, assim, seja liberada determinada quantidade de
créditos correspondentes ao volume de água a ser consumido. (JURISWAY, 2007).
Na residência do usuário será instalado o gerenciador de consumo. Esse gerenciador possui
teclas e um visor digital. Utilizando essas teclas o usuário digita a senha impressa no cartão e
abastece o domicílio, podendo visualizar pelo visor digital a quantidade de litros disponíveis
para o seu consumo. O cartão pode ser comprado em terminais de venda que são conectados à
própria companhia de abastecimento.
A tecnologia ainda possui um sistema de aviso sonoro que informa ao consumidor quando sua
residência possui água para somente mais três dias, tempo suficiente para que o usuário faça
uma nova recarga. Há também a opção de um ‘empréstimo’ de uma determinada quantidade
de litros de água, que pode ser feita apenas uma vez por mês e é descontada no próximo
cartão de recarga.
Porém, quando não há a recarga, o fornecimento de água é suspenso até o reabastecimento
com novos créditos. Essa é uma das desvantagens desse sistema.
Em 1996, na Inglaterra, as companhias instalaram mais de 16 mil pré-pagos,
ocasionando o aumento dos cortes de abastecimento de água devido ao término dos
créditos dos cartões sem recarga. Na cidade de Birmingham houve 2.500 cortes em
um mês, relacionados ao sistema pré-pago, um índice de cortes bastante alto para a
cidade. (CAMARGO, 2004).
Um dos objetivos do sistema Pré-Pago é oferecer à população uma nova tecnologia de
comercialização para a água, atuar como elemento de controle de gastos pessoais, fornecer
uma opção a clientes de baixa renda que não dispõe de muito crédito, reduzir os custos
operacionais, economia resultante da dispensa da emissão de faturas e melhorar a prestação de
serviços à comunidade. Além, claro, de incentivar o uso racional da água. Algumas vantagens
serão citadas a seguir:
 O medidor envia mensagens diretamente ao seu celular em caso de "Baixo
Crédito" ou de "FIM DE CRÉDITO".
 Permite recarregar o seu medidor pré-pago utilizando o seu celular.
38
 Permite obter um "crédito a mais" antes que ocorra o desligamento da energia.
 Permite o pagamento através de diversas modalidades incluindo a Operadoras de
celulares e os bancos virtuais.
 Controle de Tarifação Remota pela Central de computação da Companhia de
Eletricidade.
 Sistema seguro com autenticação encriptada (MOBIX, 2009).
Existem no mercado várias empresas que oferecem outras alternativas de medidores
eletrônicos digitais de baixo custo. Por meio deles, a concessionária poderá obter todos os
benefícios que os sistemas automatizados oferecem e permitirá a implantação de sistemas
multi-tarifários e o controle remoto dos aparelhos.
No ANEXO encontra-se um material rico em informações sobre a tecnologia AMI e sobre as
soluções que a empresa MOBIX INDIVIDUALIZA S/A traz aos seus clientes em relação aos
diferentes sistemas automatizados de medição individualizada da água.
Nessa revisão teórica, pelas dificuldades encontradas por se tratar de um tema relativamente
novo, julgou-se importante disponibilizar a partir do ANEXO, informações complementares
como um produto da pesquisa realizada para esse trabalho.
6 CONCLUSÃO
As diferentes formas de medições individuais automatizadas que foram explicitadas nesse
trabalho incentivam o uso racional da água e trazem muitos benefícios para o consumidor,
benefícios esses que foram diversas vezes decorrentes no texto.
A pesquisa realizada sobre os sistemas de distribuição e medição de água nas edificações
proporcionou uma boa revisão teórica do assunto e propiciou um volume significativo de
informações, que agora estão disponibilizadas de forma estruturada, como um bom aporte
teórico para os pesquisadores da área.
Na atualidade já é plenamente possível e viável técnica e economicamente a adoção de
medições individuais automatizadas nas instalações prediais como forma de um bom controle
do consumo de água, utilizando tecnologias seguras e confiáveis.
Fica como recomendação propor que em trabalhos futuros sejam incluídos as medições de
energia elétrica, gás e demais serviços em um sistema de tarifação e controle individualizados
e com seus valores também agregados.
40
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2013.
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o
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BEZERRA, Luiz. 2011. Significado dos símbolos do mundo digital. Disponível em:
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Ementa.
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42
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<http://www.cesec.ufpr.br/sispred/atas/artigos/208_final.pdf> Acesso em: 16 Mar. 2013.
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Universidade Federal de Goiás, Goiás, 2006.
SABESP. Disponível em: <http://site.sabesp.com.br/site/Default.aspx> Acesso em: 15 Mar.
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SALGADO, M.S. Arquitetura, Materiais e Tecnologia – Universidade Federal do Rio de
Janeiro – UFRJ. Centro de Letras e Artes – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Agosto,
2009. Revisão 1 – Agosto, 2011. Disponível em <http://nova.fau.ufrj.br/material_did
atico/FAT360-%20Apostila%20PC3.pdf> Acesso em: 18 Mar. 2013.
TECHMETRIA. 2008.
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TECMUNDO. O que é WiFi? Disponível em: < http://www.tecmundo.com.br/wi-fi/197-oque-e-wi-fi-.htm> Acesso em: 03 Abr. 2013.
VASQUES, L. R. P. et al. ZigBee. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Redes de
Computadores I, 2010. Disponível em: <http://www.gta.ufrj.br/grad/10_1/zigbee/intr
oducao.html> Acesso em: 02 Abr. 2013.
43
ANEXO
44
ANEXO
Como já foi dito, nessa revisão teórica, pelas dificuldades encontradas e por se tratar de um
tema relativamente novo, neste ANEXO apresenta-se informações complementares como um
produto da pesquisa realizada para esse trabalho.
A seguir, um material rico em informações sobre a tecnologia AMI e sobre as soluções que a
empresa MOBIX INDIVIDUALIZA S/A traz aos seus clientes em relação aos diferentes
sistemas automatizados de medição individualizada da água.
Essa revisão teórica do assunto propiciou um volume significativo de informações, que agora
estão disponibilizadas como um bom aporte teórico para os pesquisadores da área.
45
ANEXO - A
ANÁLISE DAS TECNOLOGIAS A.M.I.
Entre as suas soluções e tecnologias, encontram-se:
 PLC – para Rede Elétrica
 RF – Rádio Frequência
 TU – Unidade de Telemetria
 MPPA – Medidor de Água Pré Pago
 MCC – Medidor Classe C
A empresa MOBIX em seu sistema de Rádio Frequência dá acesso à leitura em tempo real de
múltiplos medidores; bloqueio e desbloqueio parcial ou total, operados remotamente;
informação automática de perdas, desconexões e desvios; configurações e gerenciamento de
tarifas diferenciadas; banco de dados local com função de arquivo; telemetria para grandes
consumidores; capacidade para impressão e envio de contas; geração, emissão e apresentação
de relatórios customizados; sinalização para permitir a intervenção; map browser e web
interface.
Seu sistema via RF contempla as Unidades de Controle, Repetidor e Concentrador e foi
desenvolvido especialmente para executar a leitura e monitoramento remoto em áreas
externas com grande número de consumidores.
46
As figuras A.1, A.2 e A.3 ilustram o esquema utilizado pela empresa:
Figura A.1 – Sistema via RF.
Fonte: MOBIX, 2009
Figura A.2 – Sistema via RF.
Fonte: MOBIX, 2009
Figura A.3 – Sistema via RF.
Fonte: MOBIX, 2009
47
Com relação à Unidade de Telemetria, a empresa promete medição remota de grandes
consumidores de água; bloqueio e desbloqueio remoto; web interface; leitura e
monitoramento de consumidores isolados; compatibilidade com medidores de saída pulsada,
analógica e Mbus; envio de dados via rede GPRS.
As figuras A.4, A.5 e A.6 abaixo ilustram o sistema utilizado pela empresa.
Figura A.4 – Sistema via Telemetria.
Fonte: MOBIX, 2009
Figura A.5 – Sistema via Telemetria.
Fonte: MOBIX, 2009
48
Figura A.6 – Sistema via Telemetria.
Fonte: MOBIX, 2009
Com o Medidor Pré-Pago de Água, a MOBIX oferece a opção de pagamento antecipado do
consumo de água; não há mais ‘contas’; não utiliza fios ou conexões; medições precisas e
seguras; bloqueio/desbloqueio automático do fornecimento através de válvula interna; utiliza
cartões de indução ou smart card; cartões transferíveis e intransferíveis; válvula anti “golpe de
aríete”; caixa a prova de intempérie; medição mecânica e eletrônica; combate a fraudes e
desperdícios.
Abaixo, as figuras A.7 e A.8 com a tecnologia utilizada pela empresa:
Figura A.7 – Sistema Pré-Pago.
Fonte: MOBIX, 2009
49
Figura A.8 – Sistema Pré-Pago.
Fonte: MOBIX, 2009
Através do sistema MCC (Medidor Classe C), a empresa atende os mais rigorosos itens de
qualidade e desempenho.
Os requisitos técnicos e construtivos foram desenvolvidos de acordo com o regulamento
metrológico INMETRO 246/2000. O medidor LHS-8 proporciona medições precisas e
retorno do investimento esperado (MOBIX, 2009).
As figuras A.9, A.10 e A.11 ilustram o medidor MCC:
Figura A.9 – Sistema Classe C.
Fonte: MOBIX, 2009
50
Figura A.10 – Sistema Classe C.
Fonte: MOBIX, 2009
Figura A.11 – Sistema Classe C.
Fonte: MOBIX, 2009
51
As próximas figuras A.12 e A.13 apresentam a facilidade e a rapidez na coleta da leitura de
distribuição de água que a automação trouxe a esse prédio.
Figura A.12 – Sistemas Automatizados.
Fonte: MOBIX, 2009
Figura A.13 – Sistemas Automatizados.
Fonte: MOBIX, 2009
52
ANEXO – B
OS SERVIÇOS DA EMPRESA MOBIX DISPONÍVEIS NO BRASIL PARA SEUS
CLIENTES:
 Consultoria e Planejamento de Projetos.
 Gerenciamento de Projetos.
 Serviços Gerais de Instalação.
 Implementação de nossos sistemas.
 Serviços de Gerenciamento de Dados.
 Suporte Total ao Cliente.
 Treinamento.
 Serviços de Engenharia de Transmissão.
 Fornecimento de TECNOLOGIA AMI.
 Contratos de prestação de serviços de leitura de medidores.
 Tecnologias de Concentradores, de PLC e RF correlatas.
 Consultoria de Sistemas de AMI.
 Sistemas de Gerenciamento para Controle de Medidores.
 Engenharia de Aplicação.
 Estudos de Otimização de processos (MOBIX, 2009).
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medição e controle de consumo de água em instalações prediais