Chegou o mais novo integrante
da sua escola
A coleção Creche, material didático do
Sistema de Ensino Expoente voltado
aos pequeninos de 3 meses a 3 anos, foi
desenvolvida para aprimorar a atuação
dos professores/educadores que
trabalham em creches, a m de quali car
o atendimento às crianças, articulando
cuidados e educação.
o
d
Agenda
bebê
Flores
Bonamin
b
Danielle
Gloria Gale
Maria da
Coleção do aluno
Minhas primeiras lembranças – de 3 meses a 1 ano.
Descobrindo minha identidade – de 1 a 2 anos.
Descobrindo meu mundo – de 2 a 3 anos.
Agenda do bebê – instrumento de troca de informações entre
instituição e família.
Materiais complementares – reproduções de obras de arte,
metro do crescimento, cartazetes para rotina diária, quadro de
chamada e cartaz para a porta da sala de aula.
CD com cantigas populares.
DVD – conteúdos que promovem a articulação entre instituição e família, modalidades organizativas do tempo didático e
os eixos de trabalho contemplados.
Material de apoio ao professor
Compreendendo o desenvolvimento infantil: de 3 meses a 3 anos
Planejando e praticando
Diferenciais
Promove a integração entre professor/educador e família.
Estabelece uma relação afetiva.
Base teórica apresentada na linguagem do professor para a
realidade da escola.
Tema mensal, de interesse dos pais, para discussão.
Material de acordo com as determinações da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional, Lei 9.394/96, e com as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, pautado em uma
concepção construtivista sociointeracionista.
O material vem acondicionado em duas embalagens, uma para o
professor e outra para o aluno, especialmente desenvolvidas para
permitir a organização e o armazenamento dos trabalhos do dia a dia.
Conheça o material demonstrativo digital, acesse
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Caro(a) professor(a):
Inicialmente queremos agradecer a todos os nossos colaboradores e clientes pelo início
“vitorioso” de 2013. Fruto do trabalho de toda a equipe do Grupo
Expoente, o Sistema de Ensino
Armindo Angerer
Expoente cresceu em 2012 exaDiretor-Geral
Grupo Educacional Expoente
tos 30%, um dos maiores crescimentos do mercado.
Queremos abrir esta edição da revista
Impressão Pedagógica, destacando um dos
grandes diferenciais do Sistema de Ensino Expoente: o tema bianual, que em 2013/2014 é Limites – Respeito e Superação, assim como em
2011/2012 o tema foi Arte – Leitura de Mundo.
Sobre o tema Limites – Respeito e Superação, assim se pronunciou, em matéria da revista,
Celso Antunes: “Trabalhar respeito e superação
rar na escola seu insuperável papel formativo”.
necessário que a escola reconstrua as relações
com os alunos e com a família de maneira que
os limites e o respeito possam ser inegociavelmente restabelecidos. Dentro desse processo,
é fundamental que sejam resgatadas as regras
morais como essenciais a uma relação produtiva entre ensino e aprendizagem”,
De todos os temas que trabalhamos até
aqui, todos muito interessantes, pedagógicos,
formativos e ou de incremento aos valores
humanos, limites, com certeza, é o mais desade o trabalharem com seus alunos, as escolas
devem incentivar os pais a lerem o livro para assim também dominar o assunto, no sentido de
todos andarem juntos, escola, aluno e família.
A autora do livro Limites – Respeito e Superação, Isabel Parolin, demonstrou toda sua
competência e experiência ao escrever sobre
os doze eixos que fazem parte do tema.
A todos uma excelente leitura e um 2013
com muito sucesso.
23
Enem: Redação
nota 1000
26
4
Artigo: O poder
da crítica
Entrevista: Celso
Antunes e Júlio Furtado
falam sobre limites
7
Artigo: Um olhar
sobre o brincar
10
Capa: Escolas
conveniadas se
preparam para
desenvolver
o tema pedagógico
2013/2014
28
Educação ambiental:
Aprendizagem
contextualizada
Armindo Angerer
expediente
Direção-Geral: Armindo Vilson Angerer
Gerência do CEEE: Sandra Poli
Jornalista Responsável: Danielle Ribas
(Mtb 3853/1546v)
Revisão: equipe CEEE
Design: Augusto de Paiva Vidal Neto
Marketing: Jomara Teixeira
Pré-Impressão: Alexandre Straube
Fotolitos e Impressão
Antonio Both
Av. Maringá, 350 – Pinhais-PR
CEP: 83324-000 – Tel.: 41 3312 4350
Fax: 41 3312 4370
Tiragem: 15 000 exemplares.
Impressão Pedagógica é uma publicação semestral,
de circulação nacional, dirigida a diretores de escolas,
coordenadores e professores, distribuída
por mailing personalizado. Não nos responsabilizamos
por opiniões expressas nos artigos assinados.
Todos os direitos reservados.
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14/03/2013 09:05:07
| entrevista
A
visão
mestres
dos
Limites – Respeito e Superação. Nesta entrevista exclusiva, Celso
Antunes e Júlio Furtado falam sobre individualismo, indisciplina e relacionamento entre família e escola.
Autor de mais de 180 livros didáticos, especialista em Inteligência e Cognição e mestre em Ciências Humanas pela Universidade de
São Paulo (USP), Celso Antunes
pela emoção com que trata de temas educacionais ao longo de mais
de 50 anos de carreira. Também é sócio-fundador da instituição Toiniciativa privada e educadores.
Júlio Furtado é mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especialista em Programação Neurolinguística, diplomado em Psicopedagogia e doutor em Ciências da
Educação pela Universidade de Havana, em Cuba. Ministra palestras
e participa de congressos educacionais em todo o país, abordando,
liderança e gestão escolar. É reitor da Uniabeu, em Belford Roxo (RJ).
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Impressão Pedagógica – Em 2013, o
tema pedagógico desenvolvido para
as escolas conveniadas ao Expoente é Limites – Respeito e Superação.
Qual sua visão sobre a importância
de debatermos esse assunto?
Celso Antunes – É um tema que me
encanta e que suponho imprescindível a qualquer escola do país. Atualmente, a quase obsessão por conescola de seu papel também formativo. É indiscutível que passar conimprescindível. Trabalhar respeito e
insuperável papel formativo.
Júlio Furtado – A discussão do tema
é fundamental para que os educadores fortaleçam suas posições e
construam novas estratégias para
um resgate necessário desse tripé (limites, respeito e superação),
essencial a uma aprendizagem signecessário que a escola reconstrua
as relações com os alunos e com
a família de maneira que os limites
e o respeito possam ser inegociavelmente reestabelecidos. Dentro
desse processo, é fundamental que
sejam resgatadas as regras morais
como essenciais a uma relação produtiva entre ensino e aprendizagem.
IP – Uma queixa comum é sobre
crianças e jovens que se transformam em pequenos tiranos, sem
“limites”, que não sabem ouvir não,
dividir ou conviver. Onde estamos
errando?
CA – A triste herança desse erro coanos 1970/1980, quando se popularizaram no Brasil interpretações
incorretas de alguns postulados psicológicos que confundiam ternura e
afeto com permissividade. Os efeitos desse erro se tornaram intensos
e pais e professores ainda confundem uma boa e essencial educação
com o temor de se colocar limites,
ensinar regras e mostrar que não
existe afeto maior que preparar uma
JF – Uma das principais consequêneducativas é o fato de vivermos hoje
em uma sociedade com baixíssimo
índice de maturidade emocional
e com elevado índice de carência
afetiva. Nessa sociedade, passa a
ser frequente o pavor de não ser
olhar a criança e o jovem com olhos
de educador, ou seja, com olhos de
típicos dessas fases do desenvolvimento humano. Aliado a tudo isso,
a crise de valores que assola nosso
mundo em transição nos impede de
ter certeza quanto à atitude certa a
culpa e do sofrimento que ambas
Júlio Furtado
já perceberam, e por isso se armam
de “certezas circunstanciais” para
atingir a nossa já frágil convicção de
educar. “Você está sendo injusto!”;
“Mas você dorme tarde sempre que
ca que não deixa!”; “Pai, você bebe
cerveja, por que eu não posso!?”.
Lançam ataques cruéis a nossa geração de adultos portadores de uma
consciência confusa e culpada que,
Celso Antunes
muitas vezes, nos aniquilam e nos
impedem de dizer com
carinho, tranquilisonoro e necessário
NÃO. E, na maioria
das vezes, é isso que
nossas crianças e jovens necessitam e,
bem lá no fundo, até
desejam.
IP – Pais e
escolas vivem um període papéis, um empurra para o outro a
responsabilidade de
ensinar valores. Quais
são os papéis de cada
um nessa relação?
CA – Família e escola
são espaços diferentes
terpessoais desiguais e,
nesse sentido, ambos ofe-
dades de educação, ainda que
uma “linguagem comum” sobre
posturas, princípios, educação e
limites tenham de ser trabalhados.
A criança pequena não mata e não
rouba e se esses problemas
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“Trabalhar respeito
e superação
e restaurar na
escola seu
insuperável papel
formativo.
”
Celso Antunes
acontecem na adolescência é porque se percebem erros imensos no
trajeto educativo.
JF – Tanto escola quanto família tem
responsabilidade de ensinar valores,
cada uma em seu respectivo contexto. Essa transferência recíproca
assumir o que lhes cabe. Em um de
meus livros, utilizo uma tirinha de um
menino que chega em casa e entrega à mãe um bilhete da professora
que contava que ele não havia feito a atividade de aula e pedia que a
mãe tomasse uma providência. A
mãe envia para a professora outro
bilhete, dizendo que o menino não
quis tomar banho no dia anterior e
pedia, igualmente, que a professora
tomasse uma providência. Essa historinha resume o impasse da confusão de papéis e aponta, ao mesmo
tempo, para a solução.
IP – Muitos professores trabalham
amedrontados ou desestimulados
pela indisciplina, violência e a falta de
respeito em sala de aula. Como mudar essa situação?
CA – A mesma criança que desrespeita o pai ou a mãe e que não atente a professora, quando pratica um
esporte coletivo compreende suas
regras e a elas se submete, pois delas depende o entusiasmo do jogo.
Se a criança aprende a jogar, e gosta
de jogar, é porque sabe internalizar
regras, e se elas passam a existir na
sala de aula, a relação interpessoal
se estabelece. Educar é ensinar a
viver, e a vida em sociedade se normatiza por regras de respeito e de
solidariedade. O amor entre duas
pessoas não exclui as regras de resJF – Essa resposta não é nada simples em função dos muitos fatores
que estão envolvidos. Concentrando-me apenas nos elementos que
cabem à escola, eu diria que é essencial que se façam algumas distinções para se enfrentar o problema.
A primeira delas é entre incivilidades
e indisciplina. Incivilidades se referem a condutas que se contrapõem
às regras da boa convivência como,
por exemplo, grosserias, desordens,
ofensas verbais e o que se denomina, sem muita precisão conceitual,
“falta de respeito”. As incivilidades
são rupturas das regras e expectativas tácitas de convivência dos
pactos sociais que perpassam as
relações humanas e cujo sentido,
muitas vezes, supõe-se que seja de
queixa comum entre muitos professores sobre alunos que vêm à escola
“sem limites” poderia ser traduzida
como uma queixa sobre a ausência
de padrões culturais básicos de civilidade, que a família não conseguiu
desenvolver. A indisciplina é a ruptura de acordos tácitos ou não entre a
expectativa da escola e o comportamento do aluno. Facilita bastante se
a escola, compreendendo essa diferença, discutir, clarear e construir
coletivamente esses “contratos”.
cedimentos. Diferenciá-las ajuda a
escola a não dar a mesma importância à cor de uma meia e a uma ofensa
desrespeitosa.
IP – Em uma sociedade baseada no
individualismo, como abrir os olhos
dos alunos para o limite do outro?
CA – O individualismo não é bagagem hereditária. Nenhuma criança cresce individualista. Essa tendência se consolida ao longo do
processo educativo, muitas vezes,
pela ausência de coerência em se
mostrar que todo afeto implica
reciprocidade, que toda amizade
pressupõe respeito e que esse se
fundamenta em superações. Sem
superação não se vence o egoísmo
e sem respeito não se constroem
amizades.
JF – A escola deve promover atividades que levem o aluno a se colocar
no lugar do outro. Participei de uma
dessas atividades em que adolescentes usavam lentes embaçadas,
pesos de dois quilos em cada perna
e um quilo em cada braço para sentirem, aproximadamente, o que sentem as pessoas idosas ao caminhar.
Da mesma forma, podemos desenvolver atividades vivenciais que
contribuam para a tomada de consciência do limite do outro em sala de
aula, somando-se a isso a discussão
e o estabelecimento de regras claras e bem aplicadas.
entre regras morais, que dizem respeito às condutas, e regras convencionais, que dizem respeito aos pro-
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| artigo
Danielle Bonamin Flores | Maria da Gloria Galeb
Um
olhar
sobre o
brincar
Pega-pega, esconde-esconde, casinha... Ao pensar nessas brincadeiras, imaginamos crianças em movimento, brinquedos espalhados, sorrisos e o entusiasmo
típico da infância. Mas, em uma viagem
pela história, percebemos que o brincar,
durante muito tempo, não foi considerado
próprio da infância, uma fase que não era
a criança era considerada um “vir a ser”,
inacabada, um adulto em miniatura. Atualmente, além de ser reconhecida como um
sujeito social e histórico, a criança é vista
não só como um produto da cultura, por
tural no qual está inserida, mas também
como produtora de cultura.
Uma das formas de a criança produzir
cultura é o brincar, um instrumento privilegiado para a construção da identidade, o
desenvolvimento da autonomia e da imaginação e a apropriação da cultura, além
de ser elemento propulsor do desenvolvimento infantil. Considerando todas essas
aprendizagens, as instituições educacionais têm o papel de promover um ambiente favorável ao brincar. Para isso, é necessário estabelecer e planejar os objetivos
de aprendizagens, considerando espaço,
materiais, tempo e formas de organização.
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Observando o espaço
e os materiais
O espaço de brincar deve ser
Não deve oferecer risco às crianças,
nem menosprezar ou superestimar
o desenvolvimento infantil, mas provocar explorações e descobertas.
Para descobrir se o espaço está adeestá organizado? As necessidades
infantis estão sendo consideradas?
Quais oportunidades são criadas
nesse espaço? Qual sua intenciode objetos, materiais e brinquedos?
E quanto à qualidade desses materiais? Há aproveitamento da área externa?
Quando brincar? Na creche e
na pré-escola, é necessário equilibrar o tempo realizando práticas
que desenvolvam diversas aprendidos diferentes eixos propostos pelo
Referencial Curricular Nacional para
a Educação Infantil. Nas atividades
orientadas, o brincar precisa ser
aprendizagem está marcado pela ludicidade. O professor também precisa dividir o tempo entre atividades
orientadas e brincadeiras livres.
As brincadeiras livres são fundamentais, seja no parque de areia,
em que a criança manipula elementos da natureza, ou em outro espaço
externo, com arcos, bolas e cordas.
Ao criar o hábito de observar as brincadeiras livres, o professor percebe
o desenvolvimento do vocabulário,
da organização e da ampliação do
pensamento das crianças, do diálogo e do estabelecimento de relações com seus pares.
Defendemos que o brincar deve
ocupar um lugar privilegiado nas instituições de Educação Infantil, mas,
além de oferecer um tempo de brincadeiras para a criança, é necessário valorizá-las no cotidiano, criando
oportunidades para conversar sobre
o tema: o que fez, com que ou com
quem brincou, do que mais gostou
de brincar, como era essa brincadeira... Além dos relatos orais, podem
ser propostos desenhos, elaborapreferidas da turma e textos escritos
(contando como ocorreu uma brincadeira realizada pela turma ou suas
regras, por exemplo), nos quais o
professor assume o papel de escriba.
Planejando o brincar
“Uma das formas
de a criança
produzir cultura
é o brincar.
”
Como o professor deve propor
lidades: individualmente, em pares,
em grupos; em espaços internos ou
externos; com brinquedos que favorecem a concentração ou a interação... Uma das formas de se garantir o brincar é por meio dos cantos
caracterizam pela organização de
diferentes espaços com materiais e
brinquedos. Assim, por exemplo, as
crianças podem escolher com
quem e do que brincar, ainda
que todas estejam na mesma
sala de atividades. Quanta
autonomia desenvolvida!. Variar as propostas
é fundamental! Seguem
algumas possibilidades.
Cantos de faz de conta (salão de beleza, supermercado,
escritório, feira, pet shop).
Cantos de jogos (memória, quebra-cabeça, dominó, jogos de
encaixe).
Cantos de arte
(papéis, canetinhas,
tintas, pincéis, giz de
cera).
Cantos de descobertas (onde a criança realiza experiências com caixinhas
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de areia, pedrinhas, pequenos potes e peneiras).
Cantos de produção (onde a criança cria carros, robôs, bonecos).
Canto da leitura (livros de diferen-
O pedagogo também pode
criar e compartilhar pautas de observação das aprendizagens infantis por meio das brincadeiras. Algumas questões norteadoras podem
Os espaços devem ter materiais em quantidade e qualida-
sionais, como as que seguem.
Brincar gera aprendizagens? Quais?
Na rotina da turma, o brincar livre está previsto? Quanto tempo é
destinado a esse tipo de atividade?
Os jogos e materiais disponíveis
na sala são mais voltados à exploração/manipulação individual ou provocam a interação entre o grupo e o
faz de conta?
Quem escolhe a brincadeira?
Quem escolhe os materiais utilizados na brincadeira?
Como a família vê o brincar na instituição de Educação Infantil?
A compra de materiais e brinquedos – papel do diretor – não
pode ser feita de maneira arbitrária:
é necessário pesquisa para garantir
montem e enriqueçam a brincadeira. Isso não é difícil: muitos jogos
podem ser confeccionados pelas
próprias crianças em momentos de
atividades dirigidas, como os jogos
de percurso. Os móveis dos cantos
de faz de conta, por sua vez, podem
ser feitos com caixas de papelão
pintadas. Dessa forma, a brincadeira enriquece outros momentos da
quisas e produções. Por exemplo,
se no canto da cozinha quisermos
colocar um forno de micro-ondas,
será necessário primeiro conhecê-lo – como funciona, o que se pode
cozinhar nele, qual o seu formato –,pesquisar receitas (brigadeiro,
pipoca), e depois deixar a criança
utilizar o novo objeto no canto da
cozinha.
O pedagogo e o
diretor também
podem enriquecer
o brincar
Para sensibilizar a equipe de
professores, o pedagogo pode retomar as brincadeiras de infância
quanto esse brincar foi necessário
para a constituição de cada indivíduo. Lembrar o quanto se improvisava com qualquer recurso disponível e como a “montagem”, muitas
vezes, gerava mais entusiasmo do
clara a importância de a criança organizar os materiais e construir cenários para o desenvolvimento de
suas brincadeiras.
com o desenvolvimento infantil).
Nesse sentido, a conversa entre
diretor, professores, pedagogo e
crianças se faz indispensável.
cultura é dinâmica. Como na divertida brincadeira de lenço atrás, um
constante ir e vir em que cada criança inesperadamente é escolhida ao
som da cantiga “lenço atrás, corre
mais”, que o brincar seja, ao mesmo
tempo, repetitivo e inovador. Desejamos que as crianças sejam ensinadas a brincar, mas que também
sejam autoras de brincadeiras, e
que o grande lema da Educação Infantil seja “brinca mais, brinca mais”!
Maria da Gloria Galeb e
Danielle Bonamin Flores são autoras
do material de Creche Expoente
Para saber mais
FRIEDMANN, Adriana et al. O direito de brincar. 4. ed. São Paulo: Scritta, 1998.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 2000.
MOYLES, Janet R. Só brincar? O papel do brincar na Educação Infantil. Porto
Alegre: Artmed, 2002.
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| matéria de capa
Limites –
Respeito e
Superação
Escolas conveniadas se preparam para desenvolver
o tema pedagógico 2013/2014
“Limites são fronteiras relacionais. É por meio dos relacionamentos que uma pessoa se conhece, aprende a respeitar o outro e a
superar-se. A aprendizagem é um
ato relacional. Ao tratar desse assunto, o Grupo Expoente oferece
aos educadores uma ferramenta
para aprimorar as relações em sala
de aula, proporcionando melhores
momentos educativos.” É assim
que a psicopedagoga Isabel Parolin resume a importância do tema
pedagógico 2013/2014, Limites –
Respeito e Superação.
bates, a temática estará presente
nas imagens das capas do material
didático, nas agendas escolares e
no Portal Escola Interativa. A obra
Limites – Respeito e Superação, de
Isabel Parolin, servirá de referência
para as escolas conveniadas repensarem, a partir da observação de
sentados pela comunidade educativa.
Ao longo dessa reportagem,
você acompanha alguns dos exemplos descritos no livro. Isabel Parolin
aborda o tema em linguagem clara e objetiva, por meio de 12 eixos,
apresentados detalhadamente, in-
diretor-geral do Grupo Expoente.
“Falar sobre limites é cada vez
mais pertinente. Trata-se de um
tema que precisa ser encarado por
todos, apesar de sua complexidade. É preciso aprender a viver e a
conviver no mundo para construir
um ser humano com condições
para superar seus próprios limites”,
“Ao lerem o livro, os educadores perceberão a grande relevância
do tema também para as famílias
como pai, em diversas situações
descritas. Por isso, recomendo que
a obra seja utilizada não só pela
equipe pedagógica, mas também
em reuniões de pais e eventos fa-
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Expectativa
Utilizar os questionamentos apresentados pelo tema Limites – Respeito e Superação para construir um ambiente de
convivência sadia e produtiva é um dos objetivos do Colégio
Ideal, de Santa Bárbara D´Oeste (SP). A coordenadora Maria
e pela escola precisam ser trabalhados constantemente, pois
a sociedade passa por períodos de confrontos e mudanças
nas relações: “As pessoas vivem cada vez mais conectadas
às redes sociais virtuais, enquanto as relações pessoais, face
a face, acabam sendo deixadas em segundo plano. Nossos
alunos passam por esses mesmos confrontos, fechados em
casa e cultivando amizades virtuais. Por isso, o ambiente escolar é o principal espaço de aprendizado da interação com o
outro e dos limites do grupo”. A equipe pedagógica do Colégio
tema, de acordo com a faixa etária. Para as turmas do Ensino
Fundamental, por exemplo, estão programadas brincadeiras,
mes, discussões em grupos e leituras de livros. Segundo Maria
e debates mais aprofundados sobre limites a partir do estudo do livro Jovens falcões, de Eduardo Lyra. “É uma obra que
apresenta depoimentos inspiradores de jovens brasileiros que
superaram limites de forma positiva e empreendedora”, conta
a coordenadora.
Sergio Luis Cetnarky e Sandra Regina Meirelles Cetnarky,
proprietários das escolas Estrela Guia e Mundo Real, de São
José dos Pinhais (PR), também acreditam que o tema precisa ser cada vez mais explorado nas escolas e nas famílias.
“Conhecemos o trabalho da Isabel Parolin e sabemos que ela
sempre surpreende. Será um grande diferencial para a nossa
escola discutir este tema entre alunos, professores e família”,
declararam durante o evento de lançamento do livro Limites –
Respeito e Superação
No Colégio Imaculado, de Quedas do Iguaçu (PR), o tema
será tratado de maneira prática no cotidiano dos alunos. De
acordo com a diretora pedagógica, Magda Cristina Fonseca da
Costa, também será desenvolvido um trabalho de conscientização com as famílias. “Nós cobraremos compromisso e responsabilidade não só dos estudantes, mas também dos pais,
que muitas vezes acabam sendo permissivos em casa e depois exigem da escola uma postura mais rígida”, explica. O uso
do celular em sala de aula, segundo ela, é um exemplo de limite
que precisa ser compreendido e respeitado pelos dois lados.
“Os alunos sabem que não podem usá-lo durante a aula, mas,
muitas vezes, são os próprios pais que ligam e interrompem
um momento importante de aprendizado”, conta. Apesar de
considerá-lo bastante amplo e complexo, Magda acredita que
o tema é muito pertinente e pode constituir um questionamento importante para as escolas atuais.
“Ao lerem o livro
Limites – Respeito e
Superação, os
educadores
perceberão a
grande relevância
do tema também
para as famílias
”
de seus alunos.
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Não se aprende só na escola
Uma criança derrubou no chão
lanche do
(aparentemente sem querer) o
“Você não
colega, que fez um escândalo!
nava ele,
stio
olha por onde anda?” – que
o lanche
enfurecido. A menina ofereceu
culpas.
des
o
dela para o colega, pedind
ro o meu
“Eu não quero o seu lanche, que
fessora
de volta!” – gritava. Nisso, a pro
vai mais
chegou: “Fulano, seu lanche não
uo
voltar a sua mão e ela já te explico
pas e
que aconteceu! Ela pediu descul
ida o
ofereceu o lanche dela. Agora dec
o ou
que você quer: continuar brigand
dela.” O
aceitar as desculpas e o lanche
de tão
menino não conseguia conversar
ora
nad
bravo e acabou na sala da coorde
nte. A
para recuperar-se emocionalme
e as
fato
coordenadora relatou à mãe o
A mãe
reações emocionais do menino.
, com
bém
ouviu e comentou: “Mas tam
smo?”
não dá pra achar graça, não é me
nina
Obser vando o modo como a me
s),
ano
9
agiu com o colega (ambos com
edu
nção
percebe-se que ela recebe ate
ustou-se
cativa de seus familiares. Ela ass
a soluum
cou
com o episódio, mas bus
endo
sab
o
ção para o problema, mesm
a privaria
que o caminho que ela escolheu
essa
de seu lanche. É fácil concluir que
erar
sup
a
par
o
and
menina está se prepar
o? Que
lhe ofertará. E a família do menin
fará ele,
tipo de formação dá a ele? O que
queira
mais tarde, caso uma jovem não
O
do?
traí
tir
namorá-lo, e se ele se sen
uém
alg
e,
que ele fará se, acidentalment
bater em seu carro?
Adaptado de: PAROLI N, Isabel.
.
Limites – Respeito e Superação
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Entre dois lados
Uma escola organizou uma palestra
sobre limites
na educação para os pais. Os alun
os estavam em outro
salão, onde par ticipavam de atividad
es próprias para eles.
Repentinamente, começaram a ent
rar no auditório e a
fazer barulho. As professoras tentava
m, sem sucesso, enque não percebiam. A palestrante
então interrompeu sua
fala e convocou os pais a auxiliarem
as professoras, e só
retomou a palestra depois que a ord
em foi restabelecida. Na sequência, uma mãe questio
nou: “Não estamos
Ouvir a palestra. Será esse limite bom
para elas?”
Na situação relatada, as crianças tinh
am seu espaço, e os adultos, o deles. Elas não tinh
am maturidade
para par tilhar a palestra dos adultos
, por isso corriam,
falavam e faziam barulho. Assim, se
a presença delas
da palestra, impediriam que seus pais
ouvissem e pensassem sobre o tema.
Adaptado de: PAROLI N, Isabel. Lim
ites – Respeito e Superação.
O eu e o outro
Quando a mãe chegou,
trou-a brincando com outras crianças.
jogo para casa. A mãe
a criança falou que queria levar aquele
amanhã elas devolfoi logo recolhendo o jogo e dizendo que
, ignorando a mãe, e
veriam. A professora olhou para a criança
os jogos não saem da
lembrou-a do que tinha sido combinado:
à sala de aula. A aluescola, pois são de todos e pertencem
essora, insistiu em
na olhou para a mãe e, sem encarar a prof
Não esqueceremos
levar o jogo. A mãe insistiu, novamente:
e lembrou as duas que a turma da man
hã sentiria falta do jogo.
pra você.
ia o jogo igual ao da
A criança, cuja mãe disse que comprar
ça teria muito mais
escola, vai valorizar esse ganho? Essa crian
dia, ter novameno
outr
ganhos se tivesse de esperar para, no
disso, iria entender o
te o prazer de jogar com os colegas. Além
de aprender a preciosa
conceito de “nosso” e de partilha, além
arte de viver essa pequena frustração.
Adaptado de: PAROLIN, Isabel. Limites
– Respeito e Superação.
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Eixos do tema
Limites – Respeito e Superação
1. Sim!Não!
Os organizadores sim e não são elementos importantes neste processo. O sujeito que não recebe limites
não percebe seu lugar no mundo, e esse desconhecimento o impede de adaptar-se adequadamente ao contexto em que se insere. A maturidade para estar neste
mundo, lê-lo e registrá-lo advém dos norteadores primários, que são dinamizados pelas relações estabelecidas pelo aprendiz. A consciência crítica nasce da leitura
de mundo.
2. Aprendemos com os relacionamentos
Como uma pessoa aprende? Aprendemos só na escola? Só existe uma forma de aprender? O que ela coloca em jogo para aprender? Quais pressupostos facilitam
uma aprendizagem de boa qualidade?
3. Crescer é transpor limites
social de determinado grupo, ela é capaz de empreender
novas formas de ser nesse grupo. Para transpor limites,
é preciso que o organizador regras seja aprendido adequadamente.
4. Os limites no grupo
Este tópico aborda o mundo e os limites do nosso
entendimento. Um sujeito organizado em relação ao seu
contexto consegue perceber que há muita coisa acontecendo que ele não pode captar ou entender. A arte da
escuta, da atenção e a disponibilidade para ler o mundo
favorecem a construção de um sujeito instrumentalizado para ser feliz. A sala de aula é espaço privilegiado para
essas aprendizagens, pois reúne diferenças no mesmo
espaço.
5. O sujeito que sente, age e interage
Construímos pessoas, aprendizes e cidadãos a partir do desempenho dos diferentes papéis que a vida nos
oferece. Todas as relações nos afetam, e vivemos a repercussão dessas relações em nossas vidas. A aprendizagem é processo que passa fortemente pelo sentir, agir
e interagir, já que aprender pressupõe mediação.
6. A dinâmica do aprender e ensinar
ção do nosso modelo de aprender ao longo da vida. Assim, nossa tendência é ensinar com base no modo como
aprendemos. Os professores precisam ter claro que as
pessoas têm diferentes estilos de aprender e, por isso, é
preciso ensinar a partir dessa variação de estilos.
maioria das crianças encaminhadas para diagnóstico
sofre da “síndrome do encaminhamento” e não tem di-
É essencial reconstruir a representação social do
e da virtualidade. O descompromisso com o desempenho do papel de professor, associado à crise de autoridade que vivemos hoje, tem deixado o professor em situação difícil na sala de aula.
9. Indisciplina e bullying
ganizadores essenciais à vida em grupo, gerando necessidade de controle, domínio, humilhação e subjugação.
10. Transgressões
A falta de vivências organizadoras evolui para situações de transgressão, que facilmente se confunde com
jovens, principalmente, se fortalecem em grupos, em
atitudes de cumplicidade, tornando-se transgressores.
Isso pode representar ao mesmo tempo perigo e oportunidade. As drogas e os comportamentos sociais inadequados repercutem a falta de limites.
11. Superação
Vencer a si mesmo, perceber a diferença entre os
limites que devem ser transpostos e aqueles que precidos nós que intentamos superar os limites da ignorância
e do conceito de limitação. O conhecimento ilumina as
trajetórias de vida, e a educação é o que nos sustenta e
instrumentaliza para essa caminhada.
A família tem transferido para a escola a tarefa de
responsabilidade para a família. Os limites e a construção de uma fronteira relacional
nítida entre a família e a escola
são essenciais para evitar a
transferência de responsabilidades e o chamado “empurra-empurra”. Quando os
limites não estão claros,
quem perde é a escola,
a família e, por
ça, que não
aprende.
7. Limites e aprendizagem
falta de um organizador que inviabiliza tal processo. A
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| conveniadas
Capacitação
pedagógica
Aperfeiçoar a prática pedagógica por meio de
periências e palestras. A proposta dos Encontros
Temáticos, promovidos anualmente pelo Grupo
Expoente em todo o Brasil, é oferecer aos docentes e gestores uma oportunidade de ampliar e
desenvolver o conhecimento, o espírito crítico e a
sensibilidade na área educacional.
Em 2013, os eventos acompanham o tema
pedagógico Limites – Respeito e Superação. “O
tema será abordado sob diversos aspectos, não
só no sentido do cumprimento de normas e regras, mas principalmente no conceito de ultrapassar, conquistar e superar limites”, ressalta
Sandra Poli, gerente do Centro de Excelência em
Educação Expoente (CEEE). Os participantes são
caso dos educadores, entre um sujeito que tem intenção de ensinar e outro que
deseja e precisa aprender.
O evento, considerado um diferencial do Grupo Expoente, conta com a
encaminhadas diretamente para as instituições de ensino, e também podem
ser preenchidas no site www.escolainterativa.com.br, no canal Encontros Te(41) 3312 4090 ou para
o e-mail [email protected]. A participação é exclusiva para
professores, coordenadores e diretores das escolas conveniadas ao Sistema de
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Reciclagem
e
solidariedade
O Colégio Passos, de Jundiaí
(SP), proporcionou uma lição de solidariedade e respeito à natureza
em um projeto sobre reciclagem,
desenvolvido no segundo semestre
de 2012, que teve a participação de
todos os alunos da instituição (do
minimaternal ao 9º. ano do Ensino
Fundamental). Além de aprender
sobre o reprocessamento de materiais como plástico, papel, alumínio e
madeira, os alunos descobriram que
existem objetos sem uso em suas
casas que podem ser utilizados por
outras pessoas.
A escola promoveu uma gincana entre as turmas, com a colaboração de amigos e familiares dos
alunos, para arrecadar roupas, sapatos e brinquedos. Cada objeto tinha
entrega foi feita pessoalmente pelos
alunos, pais e direção do colégio.
Em sala de aula, os alunos estudaram a separação do lixo e descobriram que existe um leque de
possibilidades para reciclagem, reutilização e reaproveitamento. Depois de assistirem aos vídeos sobre
o processo de transformação dos
materiais, produziram papel reciclado e se envolveram em trabalhos
manuais para transformar embalagens descartáveis em objetos de
decoração. O resultado foi exposto
em uma feira cultural, aberta a toda
a comunidade.
vencedores receberam medalhas
pelo desempenho. Todo o material
arrecadado foi distribuído em três
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Mundo Encantado
Criatividade
O
da
Uma menina que sofre de uma doença terrível – televisite aguda com sintomas
de falta de imaginação – é a protagonista do espetáculo musical “O Mundo Encantado da Criatividade”, apresentado pelo Colégio Criativo, de Aracaju (SE), no Teatro Atheneu. Para se curar, a garota é convidada a conhecer o mundo do Colégio
Criativo, onde viaja pelas obras de Van Gogh, Tarsila do Amaral, Portinari e Milton
da Costa, artistas presentes nos projetos desenvolvidos com o tema pedagógico
Arte – Leitura de Mundo. Vestidos como pintores, girassóis, jardineiros e super-heróis, as estrelas do espetáculo foram os alunos do Berçário, da Educação InfanFeliz, sobre alimentação saudável, respeito à pluralidade cultural e cuidados com o
planeta. “Um lindo espetáculo que encantou a todos e reforçou a alegria imensa de
Jornada
de Biodiversidade
O Colégio Dom Felipe, de São Paulo (SP), promoveu a III Jornada
de Matemática e Ciências da Natureza, com o tema Biodiversidade
– Conhecer, Educar e Preservar. Os visitantes se encantaram com
o empenho dos alunos e professores da Educação Infantil ao Ensieducativas. Cada ambiente transportava o espectador para o tema
por meio da decoração, de vivências dramáticas e de experiências
sensoriais como andar descalço de olhos vendados. Dessa maneira, os alunos buscaram atingir o objetivo de formar pessoas com
conhecimentos, competências, motivações e educação para trabalhar pela preservação da biodiversidade. Entre outros temas, foram abordados: Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Manguezal,
Restinga, Animais em Extinção, Fauna e Flora Brasileiras, Alterações nos Ecossistemas, Ecoturismo, Etanol e
Biodiesel, Patrimônio Genético Brasileiro e Recuperação de Áreas Degradadas.
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Cultura
Popular
Brasileira
A VI Feira Cultural do Colégio da Paz, de São
Paulo (SP), ampliou o conhecimento dos alunos e
da comunidade sobre as diversas manifestações
artísticas das regiões brasileiras. A partir do tema
pedagógico Arte – Leitura de Mundo, as crianças descobriram a beleza da cultura regional e sua
contribuição para a formação da cultura brasileira
como um todo.
As turmas de Educação Infantil e 1º. ano do
Ensino Fundamental apresentaram a história e as
obras de escritores e artistas brasileiros consagrados como Ziraldo, Maurício de Souza, Tarsila do
Amaral e Romero Brito. Os alunos do 2º. ao 9º. ano
do Ensino Fundamental realizaram uma abordagem
mais intensa e focada na história brasileira, enfatizando as tradições de cada região do país, como a
O evento também teve a participação de um
artista plástico do bairro, que apresentou obras
produzidas com pedaços de madeira e elementos
da natureza, além da exposição de releituras de
quadros de Romero Brito e de apresentações de
cultural de nosso país precisa ser explorada no âmbito escolar, e o Material Didático Expoente apreElayne Guimarães Mathias.
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alto com
o
zerra, Santa Edwiges e Itaperi - conveniadas ao Sistema de Ensino
inesquecível: um voo panorâmico sobre a cidade de Fortaleza em
um avião ultraleve Pelican.
de 9 no ano letivo de 2012. Os sorteados, acompanhados dos pais
“Foi uma manhã bastante envolvente e emocionante, pois foi a
Responsabilidade
Social
O Centro de Ensino Positivo, de Natal (RN), estimula os alunos a
compreenderem a realidade social da comunidade que os cerca com
o projeto intitulado “Feira da Solidariedade”. Em 2012, a instituição selecionou vinte famílias carentes da região para receberem os alimentos arrecadados pelos alunos em uma gincana. A entrega foi feita na
escola pelos próprios estudantes, em um evento emocionante. “Foi
um momento de interação e de responsabilidade social. Ficamos sem
palavras ao ver a alegria nos olhos dos nossos alunos por poderem ajuo projeto em 2010.
Nos primeiros anos, a proposta da Feira da Solidariedade era um pouco diferente. As
salas de aula eram transformadas em lojas e os alunos do Centro de Ensino Positivo eram
os “vendedores” das doações arrecadadas. Os compradores eram alunos, com idade entre 7 e 13 anos, de uma escola carente da comunidade. Cada convidado recebia a quantia
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Sala de
aula
ao ar livre
“E se mudássemos nossa visão do brincar ao ar livre? E se adotássemos a natureza como
sala de aula, com todas as oportunidades de aprendizado que ela proporciona, tendo-a como
aliada do processo educacional? E se as crianças pudessem utilizar na escola um ambiente ao
ar livre, bem planejado, para encontrar vivências sensoriais, experiências de matemática, física,
musica? E se esse ambiente fosse agradável e instigante, que provocasse o pensamento critico, a resolução de problemas e habilidades cooperativas?”
A resposta para as questões levantadas pela
equipe pedagógica da Escola Sandbox, de Fortaleza
(CE), é o projeto “Sala de Aula ao Ar Livre”, que integra práticas de aprendizagem a vivências consistentes no cotidiano das crianças. “Eu tive o privilégio e a
oportunidade de experimentar e contribuir com essa
abordagem, pioneira no Brasil, em uma sala de aula
ao ar livre. Constatei que, em 2012, o aprendizado da
minha turma foi particularmente mais rápido e divertido. Com esse método, nós provocamos e
aguçamos a curiosidade das crianças sobre os conteúdos das disciplinas e suas conexões com
a natureza”, conta a professora Luana Holanda.
celebra
Gonzagão
Piancó
Comemorando o ano do centenário do Rei do Baião, o Instituto Educacional Eliseu Freires Mariz
encerrou 2012 com a apresentação do projeto “Piancó X Gonzagão – A Propagação de uma História”. Criado para incentivar e estimular as habilidades artísticas dos alunos, o evento uniu artes
visuais, música, dança e teatro. Além da homenagem ao artista Luiz Gonzaga, o projeto objetivou
apresentar problemas sociais, políticos e econômicos por meio da história e da cultura nordestina.
Ao longo do ano, os alunos participaram de inúmeras atividades, como uma aula de campo no
tes também apresentaram um teatro coreografado com as músicas Asa Branca e A volta da asa
branca. De acordo com a equipe pedagógica, a instituição tem o compromisso educacional de
preparar os jovens não só para o ingresso nas grandes universidades, mas também para a vida.
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Arte
Cultura
Semana de
e
Para marcar o encerramento do ano letivo de 2012, a Escola Nossa Senhora de Fátima, de
Penedo (AL), promoveu a IV SAC- Semana de Arte e Cultura, realizada de 28 de novembro a 1º.
de dezembro. Com o tema Arte – Leitura de Mundo, o evento envolveu as turmas da Educação
Infantil à 2ª. série do Ensino Médio.
Os alunos usaram a criatividade para representar as mais variadas formas de o ser humano
se comunicar por meio da arte, como música, escultura, cinema, teatro, dança, literatura, arquições artísticas e exposições de painéis abordando os subtemas indicados pelos educadores. A
plateia, formada por pais e familiares, se divertiu e pôde conferir o que as crianças aprenderam
durante o ano.
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Como surgem os tsunâmis?
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| enem
Redação
1000
nota
Utilizar os critérios de correção do Enem em sala
de aula ajuda a preparar os alunos
pensamento.” É assim, ironicamente errando a regência do verbo preferir, que o professor de Língua
Portuguesa Élio Antunes, do Colégio Expoente, de
Curitiba (PR), resume um dos principais pontos para
uma redação exemplar – argumentos consistentes.
Alvo de ações judiciais, a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) reacendeu a polêmica
sobre critérios e metodologias de avaliação. No início do ano, mais de 30 mil estudantes protestaram
nas redes sociais contra as notas e exigiram o direito de vista da redação e a possibilidade de revisão
da pontuação.
“Em um universo de mais de 4 milhões de candidatos, é natural que uma parte se sinta prejudicada. Os critérios de avaliação são objetivos, mas
o olhar do avaliador”, analisa o professor Élio.
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Produção
de texto
Análises textuais
e encaminhamentos para a
produção de
textos dos mais
variados gêneros
compõem o
material complementar oferecido
pelo Sistema de
Ensino Expoente
para os alunos do
Ensino Médio.
A proposta
contempla as
exigências do
Enem e de
vestibulares de
todo o país.
Muitos alunos se consideraram injustiçados após mostrarem
o rascunho da redação para seus
professores de cursinhos e escolas,
que discordaram da nota atribuída.
Outros alegam que sempre tiraram notas mais altas. Na opinião do
professor Élio, a possibilidade de falhas na correção existe, assim como
existem alunos acostumados a tirar
“falsos 10” em sala de aula. “Alguns
recebem notas altas como um incentivo dos professores, depois estranham a nota baixa no vestibular
ou Enem”, ressalta.
Para evitar essa confusão, há
dois anos o professor de Produção
de Texto Iranildo Mota da Silva utiliza
o mesmo critério do Enem para corrigir as redações dos alunos do Centro Educacional Novo Horizonte, de
Natal (RN). As cinco competências
avaliadas são colocadas na folha de
redação, com pontuação separada
por item. Acostumados com esse
sistema de correção, nenhum aluno
das turmas do professor Iranildo demonstrou insatisfação com a nota
rigir o rascunho de alguns estudantes, eu cheguei a dar exatamente a
mesma nota do Enem, com diferença de milésimos”, conta.
Entretanto, segundo ele, a
quantidade de redações analisadas
por avaliador pode sim prejudicar a
objetividade. “Cada um corrigiu
uma média de 1500 textos,
Seria hipocrisia dizer que a primeira
redação foi corrigida da mesma maneira que a milésima.”
Preparação
Para tornar a metodologia de
correção mais transparente, o Ministério da Educação (MEC) lançou
o guia A redação do Enem 2012, que
apresenta os novos critérios, as cinco competências avaliadas e uma
análise da proposta de redação e de
textos que receberam nota máxima
no Enem 2011. O arquivo está disponível para download no canal Enem
do Portal Escola Interativa
<www.escolainterativa.com.br>.
“Ao ler cinco linhas de um texto,
já é possível saber se o aluno escreve
bem ou não, pelo vocabulário, estilo
e opinião. No entanto, a estrutura da
redação do Enem é rígida e segue
sempre o mesmo padrão: tese, argumentos e proposta. Se não seguir
essa estrutura, está errada”, explica
o professor Élio Antunes.
O formato proposto no Enem é
um texto opinativo, com a defesa de
um ponto de vista sobre determinado assunto, seguindo um raciocínio
coerente e consistente. “Contradição e infantilidade neste gênero são
falhas mais graves do que as orto-
por correção. Qualquer
professor sabe que
o cansaço e a
pressa prejudicam.
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dos candidatos é muito jovem. Falta
leitura, experiência, opinião e poder
de argumentação. E isso quem ensina não é só o professor, é o tempo”,
da aos alunos a leitura dos principais
jornais e revistas. “Independentemente de serem tendenciosos ou
não, existem ótimos textos de articulistas em todos eles, sobre os
professor, que também indica a sessão de cartas. “É a primeira parte
que eu leio, porque quero conhecer
as opiniões a favor e contra. O aluno precisa saber os argumentos dos
outros para balizar sua própria opinião.”
Seguindo o mesmo raciocínio, o
professor Iranildo Mota da Silva promove debates em sala de aula para
cada redação proposta. “A partir
de temas do cotidiano, eles fazem
questionamentos e levantam os argumentos pró e contra. Então, apresento um texto motivador sobre o
assunto, e seguimos para a redação”, explica. Com a nota em mãos,
o professor conversa com cada estudante sobre os acertos e os pontos que podem ser melhorados. “É
um trabalho de investigação da cor-
de 2012 – “O movimento imigratório para o Brasil no século XXI” – era
mais adequado para exposição do
conteúdo do que para uma dissertação argumentativa. “O MEC deveria
apresentar itens mais instigantes
e polêmicos. Além disso, o formato obriga a apresentação de uma
solução do problema. Se os governantes ainda não encontraram essa
solução, como eles esperam que um
adolescente de 17 anos faça uma
proposta plausível?”, brinca.
Iranildo é contra a ideia de que
essa é uma forma de elevar o nível
seria melhor abrir o leque de gêneros para carta argumentativa,
artigo ou editorial, por exemplo.
Seria mais seletivo porque obrigaria o aluno a estudar mais sobre os
diferentes formatos de textos. É
isso que os principais vestibulares
Iranildo Mota da Silva
As competências na redação
A nota máxima da redação do Enem é 1000 pon-
reescritos”, conta Iranildo, que leciona para alunos a partir do 6º. ano do
Ensino Fundamental até a 3ª. série do
Ensino Médio. “A produção de texto proposta no material didático do
Ensino Fundamental do Expoente é
mais lúdica, mas a partir do 9º. ano
passa a ter um teor mais argumentativo, perceptível na apresentação
das propostas dos textos. Assim, o
aluno se prepara desde cedo para
esse formato questionador e investigativo.”
tos, formada pela avaliação de cinco competên-
Tema
4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos
A enorme gama de assuntos
sociais, culturais ou políticos que podem ser propostos no Enem é mais
uma barreira para os candidatos. Na
opinião do professor Iranildo, o tema
cias, que valem 200 pontos cada.
1. Demonstrar domínio da norma-padrão da língua escrita.
2. Compreender a proposta de redação e aplicar
conceitos das várias áreas de conhecimento para
desenvolver o tema dentro dos limites estruturais
do texto dissertativo-argumentativo.
3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar
informações, fatos, opiniões e argumentos em
defesa de um ponto de vista.
linguísticos necessários para a construção da argumentação.
5. Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
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| artigo
..
Dionísio Muller
O
poder
crítica
da
coletor de dados sobre a satisfação (ou não) dos pais
de alunos? Não se trata de nenhuma máquina, mas
de uma pessoa – o ouvidor. Criar uma ouvidoria é um
problemas, correr riscos e se expor não é a intenção ou
a expectativa da maioria das pessoas que lidam com o
postas e soluções rápidas e precisas. No entanto, as
reclamações e críticas podem se transformar em expressivos resultados. A ouvidoria é um mecanismo de
busca por respostas, soluções e melhorias, que acabam se transformando em diferenciais competitivos.
Mais do que somente um canal de livre comunicação,
é uma valiosa técnica de aprendizado, aperfeiçoando o
funcionamento das instituições de ensino.
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As informações, críticas, sugestões ou questionamentos recebidos pela ouvidoria são importantíssimos para alcançar a qualidade desejada e
conquistar a satisfação de pais e alunos. A ouvidoria
ajuda a escola a estabelecer uma relação de respeito
relacionamento, a instituição se aprimora e cumpre
melhor seu papel social.
Assim como as escolas avaliam o ensino e a
aprendizagem de seus alunos, por meio de avaliações, a ouvidoria testa o conhecimento, a habilidade,
a postura e a competência da escola. As reclamaresposta ou a solução adequada para cada questão.
Isso torna a ouvidoria um verdadeiro laboratório de
dos produtos e serviços ofertados. É uma excelente
descobrir o que o deixa plenamente satisfeito.
Em seu código de postura, o ouvidor precisa
considerar que uma reclamação deve sempre fundamentar-se em fatos, utilizando o bom senso e a justiça. É a constatação dos fatos que permite comprovar se a queixa procede ou não. Em todos os lugares,
existem pessoas que tecem críticas fundamentadas,
enquanto outras simplesmente reclamam de tudo.
Para o ouvidor, é tão importante reconhecer os erros
quanto defender os acertos da escola. Por isso, não
deve tirar conclusões ou fazer julgamentos precipitadamente. Uma postura isenta assegura melhores
resultados.
Todas as críticas devem ser encaminhadas ao responsável pelo departamento ou área onde o problema se originou. Nunca diretamente à pessoa criticada. Cabe ao gestor tomar providências e informar ao
reclamante.
Para as instituições de ensino, uma situação
sempre muito delicada são as queixas sobre o corpo docente. A forma mais adequada é usar o bom
senso e a psicologia para mostrar à pessoa criticada
originou, e o encerramento do caso no menor prazo possível, acompanhando o processo até que tudo
A resposta deve ser apresentada rapidamente, pois em geral o reclamante recorre à ouvidoria
quando já fez várias tentativas e não obteve retorno,
quando se sentiu “enrolado” e quando perdeu a paciência. A partir desse momento, a credibilidade da
do que o descaso quando o reclamante está apenas
reivindicando seus direitos. Muitas vezes, o simples
fato de sermos bons ouvintes, educados e prestativos, torna a situação menos crítica.
situações problemáticas e tirar proveito delas, promovendo a mudança de hábitos que não agradam e
de procedimentos que não funcionam mais. Porém,
mudanças só acontecem quando tomamos atitudes
conscientes e ousadas. São elas que nos levam às
transformações necessárias para atingirmos a melhoria de objetivos e metas.
Ao logo de todo meu período como ouvidor do
Grupo Expoente, foram muitas as experiências vividas que se transformaram em expressivas melhorias
nas diversas áreas de atuação da empresa, como o
aumento do comprometimento dos colaboradores
e o desenvolvimento de novos processos. Desde a
vamente a cada ano.
No Expoente, a ouvidoria nos leva a praticar e a
honrar continuamente o slogan “Excelência em Educação”, que não se refere unicamente à qualidade do
ensino e dos produtos e serviços, mas à postura e às
todos os clientes que recorrem à ouvidoria, que já se
transformou em um grande diferencial competitivo
do Sistema Expoente de Ensino.
de erros e acertos. São as críticas e os elogios que
sinalizam se o que fazemos é bom ou ruim. Quando
aceitamos essa realidade, com humildade, nos tornamos melhores em tudo o que fazemos. (Da mesma forma, o elogio também deve ser comunicado.
Ele atua nas pessoas como um tônico revigorador do
ânimo e da motivação, enfraquecendo o pessimismo
Ao contrário do que muitos imaginam, não é
papel do ouvidor solucionar o problema. Ele apenas
pede uma resposta ou uma solução satisfatória ao
responsável do departamento onde o problema se
..
Dionísio Muller
ouvidor do Grupo Expoente
[email protected]
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13/03/2013 09:23:54
| educação ambiental
Lições
da
terra
Hortas escolares encantam e ensinam de maneira
A visita do “Mago Jardineiro” é
sempre aguardada com ansiedade
pelas crianças do Colégio Expoente,
em Curitiba (PR). O apelido do educador ambiental Ademar Silva Brasileiro representa bem o deslumbramento provocado nos alunos pelo
contato com a natureza durante as
atividades desenvolvidas na horta
escolar. Um espaço pequeno que
se transforma em um valioso instrumento de aprendizagem.
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A educação ambiental faz parte da
grade curricular dos alunos da Educação Infantil e Fundamental I do
colégio. O projeto, coordenado pelo
”Mago Jardineiro”, também prevê a
capacitação periódica dos professores envolvidos no tema. Em palestras e treinamentos mensais, eles
recebem dicas sobre as características das plantas, técnicas de plantio e
sobre como envolver as crianças nas
diversas etapas do processo.
Além de gerenciar um minijardim, desde a drenagem da terra até
os cuidados para regar a planta, os
alunos aprendem a lidar com uma
diversidade de sentimentos que vão
do deslumbramento ao ver o nascimento da planta à frustração quando ela morre por não receber os cuidados necessários.
“Quando as crianças mantêm
um sistema vivo, em um espaço reduzido, elas certamente aprenderão
a cuidar melhor do planeta e usufruir
dos recursos naturais de maneira
criativa e sustentável”, diz Brasileiro.
Segundo ele, observando e imitando a natureza, pode-se aprender
com ela.
As atividades práticas complementam as informações apresentadas pelos professores em sala
de aula, como conceitos de jardins,
plantações, cuidado e respeito ao
meio ambiente. Além da construção
das hortas, os alunos participam de
passeios em parques e estufas.
Para o educador ambiental, a falta
de espaço não impede a implantação do projeto, pois mesmo em locais fechados como salas de aulas –
por menores que sejam –, é possível
realizar verdadeiros laboratórios de
ciências naturais e sistemas de canteiros produtivos. “Existem algumas
plantas que podem enfeitar, colorir,
alegrar e tornar mais puro o ar do
ambiente, ainda que sem muita ilu-
minação natural”.
A professora de
Educação Infantil do
Colégio
Expoente,
ma que as atividades
desenvolvidas na horta
escolar proporcionam
aos alunos a exploração
dos quatro passos da
– observação, registro,
questionamento e conclusão. Ela conta que sua
e empolgada ao realizar a
primeira colheita de rabanetes.
Em geral, os alimentos colhidos na escola são preparados coletivamente, na cozinha pedagógica.
Eventualmente, as crianças levam os
legumes e as verduras para serem
consumidos em casa, com a família.
Aprendizagem
A Escola Infantil Elefantinho
Azul, de Araras (SP), também desenvolve um projeto para os alunos
do Maternal II e do Jardim I, que une
atividades práticas e aprendizado na
horta escolar. “As crianças acompanham e participam ativamente de
todas as etapas do cultivo. Vivenciam o contato com a terra no preparo dos canteiros, a descoberta de
tem e convivem. Experimentam o
encanto com as sementes que brotam como mágica; realizam a prática
diária do cuidado – regar, transplantar, tirar matinhos, espantar formigas. Também exercitam a paciência
e a perseverança até que a natureza
nos brinde com a transformação de
pequenas sementes em verduras
e legumes viçosos e coloridos, que
servirão de alimento para toda a
Franchine, idealizadora do projeto.
Segundo ela, os educadores
podem utilizar a horta para abordar
tualizada, promovendo vivências
que resgatam valores. Na Escola
Elefantinho Azul, os alunos desenvolveram pesquisas sobre as propriedades nutricionais de verduras
e legumes, a importância do solo na
produção de alimentos e receitas
familiares utilizando itens cultivados
na horta.
Na opinião da professora Mariavo é fundamental. Para incentivar a
plantio de espinafre, por exemplo,
ela apresentou uma história em que
o personagem clássico dos quadrinhos Popeye reclama da qualidade
da hortaliça enlatada e resolve fazer
sua própria plantação.
A melhora na socialização das
crianças e a criação de uma consciência ambiental são apontadas
como principais resultados do projeto. “Foi um grande aprendizado para
os alunos, que demonstraram interesse e preocupação durante todo
o processo, passando a valorizar não
somente a horta, mas também os
a professora Mariane. A cada ano,
novas turmas darão continuidade ao
projeto.
impressão Pedagógica | 29
Revista-51final_sangra.indd 29
13/03/2013 09:23:59
Livro Limites – Respeito e Superação
Para respaldar o trabalho dos professores em sala
de aula, o Expoente lança o livro Limites – Respeito e
Superação, de Isabel Cristina Hierro Parolin.
A proposta do livro é trabalhar conteúdos que
favoreçam outras formas de responder ao
questionamento que nos é comum: como melhorar a
qualidade da educação de crianças e jovens?
Pensar sobre limites é debruçar-se sobre um dos
aspectos que nos permitem estabelecer relações
de boa qualidade ao longo da vida. Esse tema está
diretamente ligado ao respeito e à superação.
A temática é dividida em 12 eixos, sequenciais e
interdisciplinares, permitindo a discussão de cada
aspecto abordado e facilitando a compreensão geral.
1. Sim! Não!
2. Aprendemos com os relacionamentos
3. Crescer é transpor limites
4. Os limites no grupo
5. O sujeito que sente, age e interage
6. A dinâmica do aprender e ensinar
7. Limites e aprendizagem
8. O desa o de ser professor
9. Indisciplina e bullying
10. Transgressões
11. Superação
12. Limites, família e escola
Atividade para
Educação Infan
Ensino Fundame
til e
ntal I
Brincadeira: Dança
das cadeiras
Colocar um número
de cadeiras igual
Quando a música
ao número de
parar, todas devem
crianças e tocar
çar. Elas precisam
sentar-se. Em
uma música.
seguida,
organizar-se para
se sentarem. Observar tirar uma cadeira e recomecomo estão se
uma só. Discutir
organizando
com os alunos
o modo como
dimento entre
se organizaram
eles.
e a importância
do enten-
Atividade para
e adultos (pro Ensino Médio
fessores e
pais)
Jogo: Redes relaciona
is
Atividade para
Fundamental Ensino
II
Jogo
: Escravos de Jó
Colocar os alunos
em círculo, sentados
cada um pegue
no chão, e pedir
um objeto pessoal
que
po vai passando
e o coloque a sua
o objeto para a
frente. O grumão do colega
tando:
a sua direita, canEscravos de Jó
jogavam caxangá,
56
Organizar o grupo
em círculo. Um
mar um novelo
dos participan
de lã e, segurand
tes deve tooutro participan
o
te. O primeiro
participante, conserva
ndo presa a
ergunta a outro,
que deve responde
r
Continuar nessa
ro, fazendo outra
mesma dinâmica
pergunta.
dido e feito uma
, até que todos
tenham responpergunta.
e todos estarão
ligados por meio
dessa espécie
o emaranhado,
de rede.
a partir do último
pergunta cada
participante, lembrandDesfazer
um respondeu
o a que
e devolven
atividade é interessa
nte para trabalhar do o novelo à pessoa. A
ginário do grupo
(as perguntas feitas) as redes relacionais, o imapara cumprir a
e o modo como
tarefa.
o grupo agiu
Guerreiros com
guerreiros fazem
zigue-zigue-zá.
Guerreiros com
guerreiros fazem
zigue-zigue-zá.
Durante o jogo,
os participantes
devem combinar
como irão
consiga acertar.
Discutir a importân
po funcione bem.
cia dos ajustes
para que o gru-
57
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Proposta pedagógica
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Diferenciais – 1ª. e 2ª. séries
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Diferenciais 3ª. série
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Coleção do aluno - Escola Interativa