[email protected] Aula 10 – 1° Colegial - Filosofia PLATÃO E O MITO DA CAVERNA [email protected] LIVRO VII DE A REPÚBLICA Uma caverna, no fundo da qual estão vários prisioneiros, acorrentados, imobilizados, com as cabeças presas na direção de uma parede. Em suas costas, desfilam figuras, espécies de marionetes, que têm suas sombras projetadas na direção da parede e se movimentam com a ajuda de algumas pessoas. Os prisioneiros, que só veem as sombras, acham que elas são seres verdadeiros e que as vozes ouvidas são delas. [email protected] ALGUMAS IMAGENS [email protected] [email protected] Certo dia, um dos prisioneiros consegue se libertar. Ele dá as costas à parede para onde olhava até então. Inicialmente, fica ofuscado pela luz, uma vez que até então só vira sombras, mas logo vê as marionetes sendo manipuladas e a chama que projetava as sombras na parede. Em seguida, o prisioneiro, agora liberto, caminha para fora da caverna e, finalmente, contempla o sol. A luz quase o cega, mas ele acaba aprendendo a lidar com tanta claridade e começa a ver as coisas verdadeiras. Ele percebe que elas são muito mais belas e claras que as sombras no fundo da caverna. Conclui que a luz do sol é a origem de toda beleza que existe. [email protected] [email protected] [email protected] Sabendo que ainda existem várias pessoas acorrentadas, o ex-prisioneiro decide voltar para a caverna para libertá-las. Voltando à escuridão, tem dificuldade de ver nas sombras (uma vez que agora já se acostumou à luz). Mesmo assim, tenta convencer as pessoas de que aquilo que elas veem não é a realidade, mas uma cópia muito imperfeita dela. Os demais prisioneiros não conseguem conceber que exista algo além das sombras: eles riem e, por não acreditarem nele, acabam matando-o [email protected] COM ISSO, NARRA A VIDA DE SÓCRATES... [email protected] E DESCREVE A MISSÃO DO FILÓSOFO [email protected] UMA RELEITURA INTERESSANTE DO MITO [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] ATIVIDADES (UFU – 2003) “(…) Que pensamentos então que aconteceria, disse ela, se a alguém ocorresse contemplar o próprio belo, nítido, puro, simples, e não repleto de carnes, humanas, de cores e outras muitas ninharias mortais, mas o próprio divino belo pudesse em sua forma única contemplar? Porventura pensas, disse, que é vida vã a de um homem olhar naquela direção e aquele objeto, com aquilo [a alma] com que deve, quando o contempla e com ele convive? Ou não consideras, disse ela, que somente então, quando vir o belo com aquilo com que este pode ser visto, ocorrer-lhe-á produzir não sombras de virtude, porque não é em sombras que estará tocando, mas reais virtudes, porque é no real que estará tocando?” Platão. O Banquete. Trad. José Cavalcante de Souza. São Paulo: Abril Cultural, 1979, pp.42-43. A partir do trecho de Platão, analise as assertivas abaixo: I – O belo verdadeiro para Platão encontra-se no conhecimento obtido pela observação das coisas humanas. II – A contemplação do belo puro e simples é atingida por meio da alma. III – Cores e sombras são virtudes reais, visto que se possa, ao tocar nelas, tocar no próprio real. IV – Há, como na Alegoria da Caverna, uma relação direta para Platão entre o conhecimento e a virtude. Assinale a alternativa que contém as assertivas corretas. A) I e II são corretas. B) II e IV são corretas. C) III e IV são corretas. D) I, II e III são corretas. [email protected] OBRIGADO E ATÉ A PRÓXIMA AULA...