ISSN 2236-8221
Vitória da Conquista, 15 de agosto de 2011
[email protected]
http://www.marcadefantasia.com/o-corpo-e-discurso.htm
EXPEDIENTE DE O CORPO
BRASILIDADE, SUBJETIVIDADES e CORPO
Coordenação geral – Nilton Milanez
Editores responsáveis – Nilton Milanez e Cecília Barros-Cairo
Revisão – Joseane Bittencourt e Talita Figueredo
Editoração eletrônica (MARCA DE FANTASIA) – Henrique Magalhães
– Em torno da literatura de Túlio
Henrique
Pereira foi mais um evento
internacional organizado pelo LABEDISCO –
Laboratório de Estudos do Discurso e do
O corpo é discurso
Neste número, O CORPO apresenta os resultados da Jornada
Internacional de Estudos Brasilidade, subjetividades e corpo –
Em torno da obra de Túlio Henrique Pereira, realizada pelo
LABEDISCO em Paris. Aqui estão os registros e relatos das
Corpo/UESB e GRUDIOCORPO – Grupo de
Estudos sobre o Discurso e o Corpo/CNPq,
com o apoio da SORBONNE
NOUVELLE
da Maison dudeBrésil.
A jornada
contou
com a e participação
pesquisadores
contou com a participaçãorepresentantes
de pesquisadores
representantes de diversos
de
grupos de pesquisa e seus colaboradores em Paris e discutiu a obra do poeta
Túlio Henrique Pereira por meio de conferências, debates, videoconferências e
conferências que aconteceram nessa jornada e também as
performances artísticas. Foram grandes as contribuições geradas durante a
informações sobre o I Encontro do E-L@adis e NEPPI Informação
jornada no que diz respeito às reflexões em torno da brasilidade, das
e(m) discurso, da USP de Ribeirão Preto, divulgada na edição
subjetividades e da função do corpo na produção literária do autor em
passada de O CORPO. Ao final deste número, seguem as
questão. Uma síntese de como foi essa jornada você pode assistir no link
sugestões do nosso jornal eletrônico. Boa leitura!
http://www.youtube.com/watch?v=vz8SV6DNLTk
REGISTROS DA JORNADA INTERNACIONAL DE ESTUDOS
Brasilidade, subjetividades e corpo – Em torno da obra de Túlio Henrique Pereira
Nilton Milanez
Túlio Henrique Pereira
Jaciane Ferreira
Santuza Amorim
Lúcia Ricotta
Antonio Fernandes
Cleudemar Fernandes
Graziela Andrade &
Beatriz de las Heras
Cynthia Agra
Marisa Gama-Khalil
Renata Mello
Carolina Natal
os
O
U
T
R
O
S
Ciclo
A conferência “Percursos
Internacional de Estudos
do sujeito e da história
Brasilidade, Subjetividade
na literatura brasileira
e Corpo aconteceu com a
contemporânea:
exibição
do
vídeo
“Os
torno da poética de Túlio
outros”,
produzido
pelo
Henrique
A
abertura
do
professor Nilton Milanez
(UESB/Sorbonne Nouvelle Paris III), a partir
de poema homônimo
de
(UESB/Sorbonne
Nouvelle
em
Pereira” foi
proferida pelo professor
An
Antonio
Fernandes
Júnior
(UFG) eé teve
como objetivos focalizar a
No Brasil,
o mundo
canibal:
produçãona poética
do autor
Paris o
III)humor
Túlio Henrique Pereira e apresentou um encadeamento
de imagens
negro que
e o horror
animação
no
contexto
da
poesia
brasileira
mostram uma das marcas da poesia do autor: a obsessão. A obsessão
contemporânea, apontando aspectos gerais de sua obra voltados para a
toma forma por meio de uma paranóia persecutória que coloca no
temática da brasilidade e subjetividade. Mais especificamente, o enfoque
centro o outro, entendida como a presença de outros indivíduos, outras
recaiu sobre os poemas do livro “O observador do Mundo Finito”. Foi
instituições, múltiplos sistemas perceptivos que coagem o sujeito a ser
feito um percurso sobre a poesia brasileira no século XX para, em seguida,
outro, colocando em xeque o lugar da essência do sujeito e sua
caracterizar o cenário poético contemporâneo e nele situar o livro em
dispersão ao tomar o lugar de outras pessoas para se ser quem se é.
estudo. Feito isso, foi mostrado que a obra de Túlio Henrique Pereira
“Eles” no vídeo são ao mesmo tempo aqueles que rodeiam o
problematiza questões atuais sobre o tema brasilidade, mas o faz de
personagem principal quanto o próprio personagem em foco, dividido,
forma crítica e irônica, sem idealizações ou ufanismo, refletindo, por meio
rompido, desonorizado. Nilton Milanez assume a forma do outro,
de um olhar atento, os conflitos e contradições que marcam o tempo
transladando a voz do poeta em imagem, dando a si mesmo o lugar do
presente. Segundo o conferencista, obra flagra percursos de sujeitos
passante que está lá, mas já não mais está, que é ao mesmo tempo ele
ordinários, de sujeitos que vivenciam diferentes experiências com o
mesmo, mas que existe pela presença do outro. Conflito do sujeito: eu
corpo, o sexo, com o(s) outro(s) e consigo mesmo. Trata-se de uma poética
sou eles! -E onde estaria o meu “eu”? Ele realmente existe? “Não.” Eu
marcada pela idéia de finitude, em que diferentes sujeitos são capturados
sou os outros? “Não.”?. A alteridade sem dúvida é o lugar da
e “observados” em situações ordinárias, em momentos fugazes de desejo,
denegação que não nos deixa jamais. O vídeo dessa produção pode ser
dor, solidão. Sujeitos e histórias inventados, materializados na poética e
visto no link http://www.youtube.com/watch?v=29NCB5me-rk
no discurso que constitui o livro “O observador do mundo finito”.
O poema “Espaço” e sua potencialidade
Um diálogo com o campo educacional a partir das
heterotópica e insólita
provocações da obra de Túlio Henrique Pereira – foi
A proposta de análise do poema “Espaço”, do poeta Túlio Henrique
essa a reflexão da professora Santuza Amorim (UEMG) nesta jornada
Pereira, foi da professora Marisa Gama-Khalil (UFU), com o objetivo de
internacional de estudos realizada pelo LABEDISCO em Paris. Segundo a
demonstrar como as espacialidades dos corpos e dos espaços
professora, a sensibilização para com a temática das diferenças culturais é
geográficos, aparentemente separados e distantes, têm seus pontos de
uma conquista recente no ambiente educacional, despontando no cenário
aderência espacial e criam fronteiras e intersecções imaginárias. Segundo
educacional a partir de 1998, com o lançamento dos Parâmetros
a professora, esses pontos de aderência, criadores de fronteiras e
Curriculares Nacionais (PCN’s), no qual a pluralidade cultural foi eleita
intersecções, são criados pelo sujeito que neles se insere; são deflagrados
como um dos temas transversais. No cerne desse movimento iniciou-se
pela posição que ocupa o sujeito e seu corpo nesses espaços. O eu
um diálogo crescente em torno das políticas afirmativas das minorias
poético, expondo sua subjetividade por intermédio em especial da
étnicas em diferentes processos educativos. A escola compreendida como
sexualidade, possibilita a simbiose entre duas espacialidades situadas
um espaço específico de formação humana pode ser considerada, então,
em dois continentes diferentes: Paris e Brasil. Para fundamentar essas
como
intersecções e simbioses espaciais, a professora propõe o uso das teorias
identidade. Assim, o olhar lançado sobre o negro e sua cultura, na escola,
de Foucault e de Deleuze e Guattari. Do primeiro teórico, as noções
tanto pode valorizar identidades e diferenças, quanto pode estigmatizá-
utilizadas são as de utopia e heterotopia; dos últimos teóricos citados,
las, discriminá-las, segregá-las e até mesmo negá-las. Para Santuza
são importantes as noções de espaço liso, espaço estriado e devir. Marisa
Amorim, nesse contexto, pode-se dizer que as produções de Túlio
Khalil demonstrou como o sujeito poético alisa os limites geográficos
Henrique Pereira, tanto a literária, bem como a acadêmico-cientifica
utópicos, estriados pelos mapas e pela História; como ele interroga os
podem se constituir em possível fonte para dialogar com tais propostas,
limites estabelecidos entre as espacialidades do seu corpo e de outros
tendo em vista que a sua obra traz elementos marcantes das questões
corpos e cria uma fronteira insólita caracterizada pela movência e pela
afetas a etnia, identidade e marcas da corporeidade negra, aspectos que
aderência; como ele nos mostra, por meio de metáforas espaciais, que os
começam a ser explorados em materiais didáticos e literários após a
lugares, delineados como uma rede, são espaços de diálogo e embate,
aprovação da referida Lei. De acordo com a professora, pressupostos nos
universos de contato, de abertura. Mais um pouco dessa conferência no
quais foram construídas as reflexões trazidas para essa jornada de
link: http://www.youtube.com/user/labedisco#p/u/0/QQWnwVlUkoQ
estudos.
um
dos
espaços
que
interferem
na
construção
da
O que quer, o que pode ser esse narrador?
O corpo que resta na poesia de THP
A propósito dos imperativos técnicos e estéticos que caracterizam o
Cynthia Agra de Brito Neves, pesquisadora do IEL/UNICAMP e da
nome próprio do autor Túlio Henrique Pereira, o professor Cleudemar
Université Stendhal Grenoble 3 e membro do grupo de pesquisas
Fernandes (UFU) observa que todos os contos reunidos na coletânea
Estudos entre Psicanálise e Arte (Outrarte/CNPq), analisou um
intitulada Hiato apresentam as seguintes características: a) são narrados
poema para o evento “Bresilienneté, Subjectivités et Corps”, ou
em terceira pessoa; b) oferecem o transcorrer do dia, cuja descrição
mesmo um evento poema de Túlio Henrique Pereira, que foi o
caracteriza a atmosfera que envolve as personagens; c) trazem um
“Imagem semelhança? (pais e filhos)”. Observou inicialmente a
erotismo, um despertar sexual que impulsiona os sujeitos personagens
intertextualidade possível entre a poética de Túlio Henrique Pereira e
ao enlace, mas acarreta-lhes frustração, pois o alvo da paixão escapalhes; d) os sujeitos construídos nesses contos, em especial os
protagonistas, encontram-se diante do inalcançável; são marcados por
uma instabilidade e por uma fragilidade decorrente de dada impotência
para alcançar a felicidade; portam certo pessimismo, uma “vitalidade
morta”; são inconformados com o não saber sobre si e entregues à
incerteza, à instabilidade que assola a vida. Segundo o conferencista,
todos buscam o indefinido, “guardam segredos da alma”, pelos quais
são movidos, mas se voltam para algo de contornos imprecisos, para o
não encontrável, o que acentua um decaimento final. Em concordância
com Mallarmé, que acreditava que fazer poesia é sugerir um sentimento
sem dizer o que ele é, Cleudemar Fernandes assegurou que todos esses
a de Carlos Drummond de Andrade, apreciou o trabalho estilístico
do poeta goiano na construção de aliterações, assonâncias e
paranomásias, e analisou a relação entre pai, mãe e filho nessa
instituição familiar na qual se insere o eu-lírico, à procura inquietante
de sua imagem e semelhança. Seus versos narram atitudes de uma
mãe autoritária, que o repreende ao “brincar de boneca” e que lhe
dita comportamentos e posturas, moldando assim “as técnicas de seu
corpo”. O pai é representado metonimicamente em pedaços de corpo,
mudo, estático, cuja imagem também não lhe serve de espelho. Desse
modo, o eu-lírico, que não se reconhece na alteridade do pai nem da
mãe, deixa “soar” seu grito de “avant garde” na última estrofe – eis o
contos atingem
um estado poético. E prosseguiu: “de meu lugar de
seu alumbramento. É um corpo que resta, no sentido de quem
leitor, da subjetividade que nessa interlocução se aflora, é como se
sobrevive, subsiste (à tirania materna, talvez), reage, rejeita, revolta-
perguntasse: O que os contos oferecem deles em mim? O que dos contos
se, reconhece-se, resiste e resta. Seu corpo-poeta resta apenas na
se abre e me enlaça? Nesse Lugar Incomum, já sou mais eu...”
poesia. É nela que seu corpo se molda e “ex-creve”.
O ser literário na escrita de THP:
Entre a submissão
um passeio por seus contos eróticos gays
e a autonomia:
subjetividade,
embaraço e
desamparo
Durante sua fala, a professora Jaciane Ferreira (UFU/FAFICH) discutiu
sobre quatro contos de Túlio Henrique Pereira. Antes de discorrer sobre
os contos, a palestrante destacou a sua experiência como leitora com
relação aos contos eróticos gays do autor. Enfatizou que a leveza e
clareza da escrita a conduziram para dentro de cada um dos contos,
A professora Renata Mello (UFRJ/ Sorbonne Nouvelle Paris VII)
fazendo com que terminasse um, já com vontade de ler o outro. Os
mostrou em sua conferência algumas considerações psicanalíticas
contos em destaque foram “Suis Generis”, “O outro lado da via”, “A
acerca de “Atos de Paixão”, peça de teatro do poeta Túlio Henrique
flor da pele” e “Hercule”. O primeiro deles traz uma conversa no MSN
Pereira. A professora afirmou a sua busca por indicar a forma como se
entre dois garotos dos quais o principal não é nomeado e o ápice do
desenvolve o processo de apreensão e interpretação da obra, levandose em conta o texto e seus efeitos sob o inconsciente do próprio
analista. Em seguida, discutiu sobre o discurso da personagem central
a partir de dois enunciados freudianos contrapostos em relação ao
mal-estar do sujeito no campo da cultura: “Moral sexual civilizada e
doença nervosa moderna” (1908) e “Mal-estar na civilização
(1930[1929]). A professora trabalhou com a hipótese de que o
deslocamento teórico operado por Freud entre estas duas versões
equivale ao deslocamento subjetivo da personagem frente ao
embaraço. Finalmente, a professora Renata Mello demonstrou que o
conto é o fato de um ter imortalizado o outro com uma tatuagem. A
partir disso, a professora discutiu sobre a escrita literária e sua
imortalização. Os segundo e terceiro contos tiveram destaque por
trazerem as mesmas características, a saber: personagens que não têm
nomes e a ausência de um final, fato que leva às características da
literatura fantástica. Do recorte feito, a professora deu maior destaque ao
terceiro deles, Hercule, pois discute sobre fazer literário e sua
comercialização. Um escritor chamado Hercule, personagem principal,
para atender um pedido do editor, começa a contar seu cotidiano sob
um viés poético. Isso faz com que ele repense toda sua vida, ao longo do
texto, ele faz diversos questionamentos a respeito do pedido do editor e
fundamento das diferenças entre os dois discursos encontra-se na
a respeito de si mesmo. Com a mesma “leveza e clareza” que observa na
relação que se estabelece com o desamparo.
escrita do poeta Túlio Henrique, Jaciane Ferreira realizou sua
conferência.
O inverso de um: duelo
O encerramento da Jornada Brasilidade, Subjetividade e Corpo se deu
com um espetáculo de dança. O ponto de partida foi o poema “O
Duelo”, de Túlio Henrique Pereira, e o resultado, uma obra coreográfica.
I Encontro
E-L@DIS e
NEPPI:
Informação
e(m) discurso
Duas bailarinas em cena, Carol Natal e Grazi Andrade, exploraram seus
“inversos” sob a ótica do universo apresentado à Alice: o sujeito do
Aconteceu no dia 17 de junho na USP de Ribeirão Preto o evento
poema agora na dança. Tal dualidade que paira e pressiona devorando
“Informação e discurso – como o profissional pode lidar com isso?”,
os pensamentos de Alice fora sugestionada como sua própria sombra,
promovido pelo E-L@adis - Laboratório Discursivo - rede eletrônica,
seu duplo, possivelmente um corpo imaginário como reflexo dela
sujeitos e sentidos em movimento (FAPESP) e NEPPI - Núcleo de Estudos
mesma. A investigação prática concentrou-se em como encontrar a
do Profissional da Informação (CNPQ), sob coordenação dos professores
representação deste estado corporal fugidio, instável e conflituoso que
pudesse refletir não um indivíduo outro, mas sim, uma outra Alice, uma
outra representação do seu próprio estado corporal. As duas bailarinas
representaram, portanto, o inverso de um, de Alice, que diante da
própria desordem íntima não fora capaz de enxergar-se a si mesma, nem
seus múltiplos. Para fortalecer esta idéia do desencontro de si, um novo
espaço fora criado entre as duas bailarinas, um espaço móvel, retangular,
que se deslocava à medida que o corpo se apoiava sobre este, forçando a
mobilidade e provocando o movimento de seu inverso. Um espaço que
não permitia transparência, pois apenas o público enxergava as duas
Dr. Cláudio Marcondes Castro Filho e Dra. Lucília Maria Sousa Romão. A
metáfora da navegação tem sido mobilizada com insistência em relação à
Internet: navegar no ciberespaço e surfar na infomaré eletrônica materializam
modos de o sujeito constituir movimentos no entremeio de arquivos
dispostos no espaço virtual. Tema muito atual e instigante, pois coloca em
movimento efeitos de transbordamento já que aparentemente é possível
tudo poder-dizer no espaço virtual, tudo-ser e tudo-fazer nas malhas do
digital. Soma-se a isso o imaginário de um lugar discursivo sem fronteira
nem tempo rígidos, o que inscreve sócio-historicamente a ilusão da suposta
completude e potência das tecnologias digitais. Fica naturalizado o sentido
de que, em se teclando, tudo dá e todas as rotas estão disponíveis sem fim e
Alices. Ela mesma só enxergava o que não era ela, o espaço móvel. Tal
sem parada. No encontro, que contou com a presença de mais de 120
espaço intermediário fora transformado, diante da apropriação da dança
pesquisadores, o trabalho de discussão ocorreu no sentido de pensar as
em outro corpo, um espaço-corpo, que ao dançar com a Alice e seu
contradições e as fissuras desse processo, problematizando seus limites e
inverso, facilitou a revelação e o encontro de seu próprio duelo.
furos e provocando os leitores a observar a navegação em sua opacidade.
Dica de O Corpo
TRABALHOS DE TÚLIO HENRIQUE PEREIRA
O OBSERVADOR DO MUNDO FINITO
POETA, MOSTRA A TUA CARA 6
de Túlio Henrique Pereira
BACCA, Ademir & GONÇALVES, Claudia (Orgs.)
Scortecci - 2008
Grafite
À venda na Livraria Cultura
2009
ANTOLOGIA POÉTICA AMANTE DAS LEITURAS
POESIA DO BRASIL - VOLUME 11
COSTA, Ana Maria (Org.)
BACCA, Ademir & GONÇALVES, Claudia (Orgs.)
Edium Editores
Grafite
2008
2010
Poesia - Literatura Brasileira
2010 -342 páginas
POESIA DO BRASIL - VOLUME 9
ANTOLOGIA POÉTICA AMANTE DAS LEITURAS
BACCA, Ademir & GONÇALVES, Claudia (Orgs.)
COSTA, Ana Maria & FERNANDES, Julio (Orgs.)
Grafite
Temas Originais
2009
2009
V
POESIA DO BRASIL - VOLUME 10
ANTOLOGIA POÉTICA AMANTE DAS LEITURAS
BACCA, Ademir & GONÇALVES, Claudia (Orgs.)
COSTA, Ana Maria & FERNANDES, Julio (Orgs.)
Grafite
Temas Originais
2009
2010
Poesia - Literatura Brasileira
Dica de O Corpo:
ANÁLISE DE DISCURSO:
TEORIZAÇÕES E MÉTODOS
de Roberto Leiser Baronas
&
Valdemir Miotello (Orgs.)
(2011)
SUMÁRIO
- As qualificações do saber, do dever e do poder: uma análise lingüística do
discurso de autoajuda - Anna Flora Brunelli & Marize Mattos Dall’Aglio-Hattnher
(UNESP – IBILCE - São José do Rio Preto)
- A crítica do documento de Michel Foucault: apontamentos sobre modalização
empírica - Alexandre Ferreira da Costa (UFG - PPGL)
- Trabalhar os discursos na pluridisciplinaridade: exemplos de uma maneira de
fazer em Análise do Discurso - Alice Krieg-Planque (Université de Paris XII Céditec)
- Argumentação e Análise do Discurso: reflexões a partir da segunda
Provincial - Dominique Maingueneau (Université de Paris XII - Céditec)
- Notas sobre a análise de corpora intersemióticos - Heloisa M. Mendes (UFU –
ILEEL)
- Análise do Discurso: para além das vertentes sociológica e formalista da
Linguística - Kátia Menezes de Sousa (UFG – PPGL)
- Opacidade e incompletude: essa estranha tessitura do sujeito no discurso Lucília Maria de Souza Romão (USP – FFCL – RP)
- Análise do Discurso ao lado da língua, da imagem e da história - Pedro Navarro
(UEM – PPGL)
- Do interdiscurso à interdiscursividade cultural: análise discursiva de charges e
caricaturas políticas - Roberto Leiser Baronas (UFSCar – DL- PPGL)
- Duas possibilidades analíticas em um conto literário - Samuel Ponsoni (PPGLUFSCar)
- Teorias de texto e de discurso: inconciliáveis? - Sírio Possenti (UNICAMP – IEL)
- Trabalho espinhoso no espaço da contradição: uma análise de “notícias em
tempo real” - Solange Mittmann (UFRGS – PPGLL)
- Plebiscitos em revista: a sátira da fórmula - Sônia Aparecida Lopes Benites (UEMPPGL)
- Responsabilidade e enunciação na imprensa cotidiana: questionamentos sobre
os observáveis e as categorias de análise - Sophie Moirand (Université de Paris III)
- A escrita midiática do escândalo dos cartões: enunciar ou não enunciar « CPI
da Tapióca » - Sidnay Fernandes dos Santos (UNEB – UFSCar – PPGL)
- Para uma leitura do texto materialmente heterogêneo - Valdemir Miotello &
Carlos Turatti (UFSCar- DL-PPGL)
Dica de O Corpo:
I Encontro de PESQUISAdores em ESTUDOS DISCURSIVOS:
discurso, sociedade e cultura
O I EPED – Encontro de PESQUISAdores em ESTUDOS DISCURSIVOS:
discurso, sociedade e cultura será realizado nos dias 05 e 06 de setembro de 2011,
na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, organizado pelo Círculo de
Estudos em Análise do Discurso da Paraíba - CEAD-PB com apoio do Programa
de Pós-Graduação em Letras - PPGL e do Centro de Ciências Humanas, Letras e
Artes – CCHLA. Focalizando investigações referentes às pesquisas sobre
linguagem, o encontro reúne trabalhos dedicados às questões do discurso, na
interface linguagens, discurso, sociedade e cultura. O Encontro objetiva promover
debates e amostras de pesquisas que focalizem a temática central da linha de
pesquisa
Discurso,
Sociedade
e
Cultura
desenvolvida
no
PPGL/UFPB,
viabilizando, assim, o diálogo entre diversos campos de conhecimento (linguística,
filosofia, ciências sociais, comunicação, administração, educação, psicologia dentre
outros) e grupos de pesquisadores, professores e estudantes na área de estudo do
discurso e cultura. A programação constará de conferências, mesas redondas,
grupos de debates, pôsteres, lançamento de livros e revistas e de atividades
culturais. Serão aceitas inscrições de trabalhos cuja pesquisa investigue questões
relativas ao discurso, na interface linguagens, discurso, sociedade e cultura. O
período para inscrição de trabalho é de 15 a 19 de agosto de 2011. Para mais
informações entre em contato pelo e-mail: [email protected] ou pelo telefone
do PPGL da UFPB: (83) 3216-7289.
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O Corpo é Discurso – Nº. 5