Universidade Federal do Ceará Campus de Crateús Projeto Pedagógico do Curso de Sistemas de Informação Grau: Bacharelado Novembro – 2013 1 ESTE PROJETO É PROPOSTO PELA PROGRAD/UFC COM BASE NO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DO CAMPUS DA UFC EM QUIXADÁ, CRIADO EM 2006, CUJA EQUIPE RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO FOI FORMADA POR PROFESSORES DO DEPARTAMENTO DE COMPUTAÇÃO DO CENTRO DE CIÊNCIAS: Marcelino Cavalcante Pequeno Ana Teresa de Castro Martins Fernando Antônio de Carvalho Gomes Miguel Flanklin de Castro Tarcísio Pequeno Para implantação no Campus da UFC em Crateús, o PPC de Sistemas de Informação foi revisado e atualizado pela PROGRAD em novembro de 2013: Profa. Bernadete de Souza Porto Coordenadora de Projetos e Acompanhamento Curricular Yangla Kelly Oliveira Rodrigues Divisão de Avaliação de Programas e Ações Acadêmicas Coordenadoria Planejamento e Avaliação de Ações Acadêmicas 2 PRESIDENTA DA REPÚBLICA Dilma Vana Rousseff MINISTRO DA EDUCAÇÃO Aloizio Mercadante UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ REITOR Prof. Jesualdo Pereira Farias VICE-REITOR Prof. Henry de Holanda Campos PRÓ-REITORA DE ADMINISTRAÇÃO Profa. Denise Maria Moreira Chagas Correa PRÓ-REITOR DE ASSUNTOS ESTUDANTIS Prof. Ciro Nogueira Filho PRÓ-REITORA DE EXTENSÃO Profa. Márcia Maria Tavares Machado PRÓ-REITOR DE GRADUAÇÃO Prof. Custódio Luís Silva de Almeida PRÓ-REITOR DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO Prof. Gil de Aquino Farias PRÓ-REITOR DE PLANEJAMENTO Prof. Ernesto da Silva Pitombeira PRÓ-REITOR DE GESTÃO DE PESSOAS Prof. Serafim Firmo de Souza Ferraz 3 SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÂO ..........................................................................................................................5 2. JUSTIFICATIVA E OBJETIVO DO CURSO ....................................................................................6 5. PRINCÍPIOS NORTEADORES ........................................................................................................9 6. PERFIL PROFISSIONAL ...............................................................................................................11 7. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES .............................................................................................11 8. ÁREAS DE ATUAÇÃO................................................ .................................................................14 9. METODOLOGIAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM ..................................................................19 11. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR ................................................................................................19 12. INTEGRALIZAÇÃO CURRICULAR ............................................................................................23 13. ESTÁGIO SUPERVISIONADO ...................................................................................................28 14. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ...............................................................................29 15. ATIVIDADES COMPLEMENTARES ...........................................................................................30 16. AVALIAÇÃO DO ENSINO E APRENDIZAGEM .........................................................................30 17. AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO ..............................................................................32 ANEXOS A – Ementas das Disciplinas 4 1. Apresentação O presente documento apresenta o projeto pedagógico do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Ceará, a ser criado no Campus de Crateús. A proposta pedagógica do curso de Sistemas de Informação busca uma diretriz que enfatiza o aspecto tecnológico no âmbito das técnicas computacionais, sem descuidar, naturalmente, do seu fundamento científico. Pretende-se ter como base as diretrizes propostas pela Sociedade Brasileira de Computação para Currículos na área de Sistemas de Informação. Em outras palavras, este projeto pedagógico busca uma organização de conhecimentos acadêmicos de modo a aproximar teoria e prática, conteúdo e forma, de modo a formar um profissional apto a desenvolver e programar soluções na área de aplicação das tecnologias da informação e da comunicação (TIC). O maior desafio da formação proposta é apresentar fundamentos teóricos de forma que o egresso seja capaz de manter-se continuamente atualizado diante do progresso incessante que é uma característica dessa área de atuação. Por outro lado, visa-se formar um profissional empreendedor, capaz de lidar com técnicas de gerenciamento de projetos inovadores de base tecnológica, notadamente na área de Software. Para tanto, propõe-se um modelo pedagógico capaz de adaptar-se à dinâmica das demandas da sociedade, em que a graduação passa a constituir-se numa etapa importante de formação no processo de educação permanente. O curso de Sistemas de Informação, a ser implementado em Crateús, configurase como Bacharelado, na modalidade de ensino presencial, com oferta anual de 50 vagas, duração ideal de 8 semestres/4 anos, e máxima de 12 semestres/6 anos, e atividades previstas para os turno da tarde e noite, caracterizando-se, portanto, como integral, haja vista que de acordo com a Portaria Normativa MEC nº. 40, publicada em de 12 de dezembro de 2007, republicada em 2010, os cursos de graduação são de turno integral, caso a oferta de suas disciplinas e atividades sejam inteira ou parcialmente em mais de um turno (manhã e tarde, manhã e noite, ou tarde e noite) exigindo a disponibilidade do estudante por mais de 6 horas diárias durante a maior parte da semana. 5 É importante ressaltar, nesta apresentação que as diretrizes curriculares de computação e informática preveem 04 modalidades de cursos: Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Sistemas de Informação e Licenciatura em Computação. Estas diretrizes ainda não foram homologadas pelo Conselho Nacional de Educação. De suma importância para a elaboração dessa projeção, vale-se dizer, foram as diretrizes das associações de informática americanas que servem como parâmetros internacionais para a área. Assim, registra-se que consultamos a edição 2005 do Computing Curricula (CC2005) elaborada conjuntamente pela Association for Computing Machinery (ACM); pela Association for Information Systems (AIS); e pela Computer Society do Institute forEletric and Eletronic Engineers (IEEE-CS). A edição CC2005 lista 05 modalidades de cursos de Computação: Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Sistemas de Informação, Tecnologia da Informação e Engenharia de Software. Cada uma destas modalidades periodicamente recebe suas próprias diretrizes. Os endereços eletrônicos dos documentos citados seguem abaixo: (i) Diretrizes Curriculares de cursos da área de computação e informática: ftp://caracol.inf.ufrgs.br/pub/mec/diretrizes.doc (ii) Computing Curricula 2005 – The Overview Report – The Joint Task Force for Computing Curricula 2005, Association for Computing Machinery (ACM) e Institute for Electrical and Electronics Engineers (IEEE) : http://www.acm.org/education/curricula.html (iii) Computer Engineering 2004 – The Joint Task Force on Computing Curricula, Association for Computing Machinery (ACM) e Institute for Electrical and Electronics Engineers (IEEE): http://www.acm.org/education/curricula.html (iv)Sociedade Brasileira de Computação – Currículo de Referência para Bacharelado em Sistemas de Informação. www.sbc.org.br (v) Plano Pedagógico para Cursos de bacharelado em Sistemas de Informação. Celso Costa, Duncan Ruiz, Jorge Audy, José Mazzucco, Olinto Furtado. www.sbc.org.br (vi)Proposta de Plano Pedagógico para o bacharelado em Sistemas de informação. Alexandre Cidral, Denise Bandeira da Silva, Avanilde Kemczinski1, Guilherme Liberali, Aline França de Abreu. www.sbc.org 2. Justificativa e objetivo do Curso As exigências de responsabilidade e competência, atributos subjacentes à proposta de um curso superior, é pressuposto inelutável, pois cabe à universidade responder às pressões emergentes no que tange ao florescimento de diferentes ramos das 6 ciências, da tecnologia e das humanidades. Isto impõe à instituição o diálogo com a sociedade envolvida, na busca de satisfazer a demanda de formação de profissionais aptos ao entendimento, projeção e ação contextualizados aos desafios postos. Com o avanço das TIC, os recursos de hardware e software passaram a ser componentes dos chamados Sistemas de Informação baseados em computados. O uso deste tipo de sistema de informação está pautado na melhoria da capacidade de processamento, qualidade da informação oferecida e relação custo/benefício proporcionadas pelo emprego de ferramentas disponibilizadas pela informática e pelas telecomunicações. Neste sentido, o objetivo da Tecnologia da Informação é dotar os Sistemas de Informação de maior efetividade. O Estado do Ceará é reconhecido como um dos maiores pólos de desenvolvimento de software do país e conta com mais de 200 empresas atuando na área. O sucesso das leis de incentivo a empresas de base tecnológica instaladas na Região Nordeste demonstra a competência de empresas locais no cenário atual. No entanto, a formação de profissionais qualificados contribuirá para a autossustentabilidade das empresas após a retirada dos incentivos. O processo de expansão da UFC na direção do interior do estado vem de encontro à antiga demanda da sociedade cearense. O Estado do Ceará conta, há mais de cinquenta anos com a contribuição da UFC na formação de pessoal altamente qualificado, na geração e preservação de conhecimento, na inovação tecnológica e na integração com a sociedade através de atividades e projetos de extensão. Atualmente, a UFC encontra-se estruturada com dois campi no interior do estado: Sobral e Quixadá. O Campus Cariri, antes vinculado à UFC, foi desmembrado e em 05 de junho de 2013, foi criada pela Lei n° 12.826, a Universidade Federal do Cariri.Desde 1975, a UFC oferece cursos de graduação na área de Ciência da Computação e TIC, tendo iniciado com a formação de Tecnólogo em Processamento de Dados, posteriormente transformado em Bacharelado em Computação (1985). O Departamento de Computação da UFC realizou esforços de formação de professores doutores e, em 1995 inaugurou a pós-graduação stricto sensu com o Mestrado em Ciência da Computação. Dez anos mais tarde, em 2005, foi criado o Doutorado em Ciência da Computação. Em 2006, foi criado o curso de Engenharia da Computação (Bacharelado) no município de Sobral, como parte do primeiro movimento de expansão da UFC para o interior do Estado do Ceará. 7 Através do Programa REUNI, foram criados, respectivamente, nos anos de 2007, 2009 e 2012, os cursos de Sistemas de Informação, de Engenharia de Software e de Ciência da Computação, Bacharelados e localizados no Campus de Quixadá. O município de Crateús1 está localizado a 354 km de Fortaleza, na microrregião do Sertão de Crateús. Apresenta uma população estimada em 72.812 habitantes. Sua economia é baseada na prestação de serviços (81,35%), indústrias (9,53%) e agropecuária (9,12%). O PIB do município foi de R$ 244.741.000 reais em 2005, de acordo com o IBGE. Atualmente, a cidade conta com as seguintes instituições de ensino superior: Faculdade Princesa do Oeste (FPO): Enfermagem e Serviço Social; Faculdade de Educação (FAEC), pólo da Universidade Estadual do Ceará (UECE): Ciências Biológicas, Pedagogia e Química; Instituto Federal do Ceará (IFCE): Edificações, Química e Meio Ambiente (Técnico-Profissionalizantes); Letras e Matemática (Licenciaturas) Zootecnia (Bacharelado), Campus Avançado de Difusão Tecnológica da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA); Universidade Norte do Paraná (Unopar) – ensino a distância. A criação do curso de Sistemas da Informação da UFC no novo Campus de Crateús procura atender à demanda por futuros profissionais desta área, na qual têm sido empreendidas algumas iniciativas do governo do estado e de empresas cearenses em criar polos de desenvolvimento tecnológico. Neste contexto, a UFC possui a intenção de liderar o processo de criação de um novo parque regional de tecnologia da informação na microrregião do Sertão de Crateús, projeto esse que conta com a articulação com prefeituras, governo do estado e entidades federais que estão apoiando esta iniciativa. Desta forma, pode-se dizer, com ênfase, que o Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação da UFC em Crateús tem por missão formar recursos humanos habilitados para a aplicação da ciência e o uso da tecnologia da informação, oferecendo conhecimentos e experiências suficientes e relevantes para que os seus egressos possam se profissionalizar. Entende-se por Computação ou Informática o corpo de conhecimentos a respeito de computadores, Sistemas de Informação e suas aplicações, englobando aspectos 1 Fonte: www.ibge.gov.br 8 teóricos, experimentais, de modelagem e de projeto. Os cursos desta área dividem-se naqueles que têm a computação como atividade-fim, naqueles que têm a computação como atividade-meio e nos cursos de Licenciatura em Computação. Cursos que têm a computação como atividade-meio devem ser denominados, Bacharelado em Sistemas de Informação. O Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação visa formar profissionais da área de Computação e Informática para atuação em pesquisa, gestão, desenvolvimento, uso e avaliação de tecnologias de informação aplicadas nas organizações. Para atingir seus objetivos, o Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação deve propiciar formação básica sólida em Ciência da Computação, Matemática e Sistemas de Informação. Além disso, o curso deve investir em formação tecnológica, formação complementar com ênfase no estudo das organizações, formação humanística e formação suplementar. 3. Princípios Norteadores Destaca-se o presente projeto como um empenho político-pedagógico que visa uma formação de profissionais socialmente conscientes e instigados pela ciência a compreenderem e atuarem de modo a protagonizarem os desafios do seu tempo e espaço. Essa vertente analítica reafirma como elementos fundantes, para atuar como profissional de Sistemas da Informação, princípios da ética democrática, tais como: dignidade humana, justiça, respeito mútuo, participação, responsabilidade, diálogo e solidariedade. Os referidos princípios possibilitam, portanto: Que o ser humano seja o princípio e fim de todo processo formativo, possibilitando o desenvolvimento de profissionais comprometidos com a ética e a busca da verdade e do conhecimento; O compromisso com o fortalecimento da cultura acadêmica, através da interação do ensino, pesquisa e extensão; A reflexão e a articulação entre teoria e prática, técnica e humanismo; A capacidade de adaptação à evolução tecnológica. 9 Considerando os elementos em referência, o Projeto Pedagógico do Curso de Sistemas de Informação busca a consolidação de uma identidade própria e está orientado por princípios que compreendem que a formação profissional em Sistemas de Informação, envolvendo uma prática específica, pressupõe saberes e competências que demandam um currículo flexível e que possibilite não só a formação de competências técnicas como também o compromisso da ciência com as transformações sociais. Como os demais cursos criados no Campus de Crateús, em termos curriculares este projeto pedagógico assume como preocupação central, a formulação de uma proposta que seja capaz de formar cidadãos e profissionais que não se limitem apenas ao exercício técnicoprofissional, mas que estejam aptos a uma atuação ético-política, comprometida com as transformações qualitativas do mundo em que vivemos, na perspectiva da promoção de uma sociedade democrática, plural e justa. As orientações curriculares visam, nestes termos: à promoção de uma cultura acadêmica, de caráter não tecnicista, pautada na ampliação dos espaços de aprendizagem, na diversidade e integração crescente dos conteúdos científicos e artísticos e na capacidade de lidar com sua intensa mutação na sociedade contemporânea. Sob esta ótica, defende-se como princípios curriculares: • Flexibilização Curricular – recomenda-se a presença de uma proporção significativa de conteúdos de natureza optativa nos currículos e a redução das exigências de pré-requisitos, sempre que pertinente, de modo a permitir que o aluno participe do processo de definição do seu percurso acadêmico. • Caráter inter e transdisciplinar – compreendido como a valorização da articulação dos diversos campos do saber, vinculando a formação técnica à formação humanística, promovendo a relação teoria/técnica/prática articulada a uma dimensão ético-estética, e dando ao currículo uma perspectiva de conjunto, que favoreça a superação da visão fragmentada do conhecimento. • Atualização Permanente – recomenda-se que o PPC fomente m processo de atualização permanente, que permita estabelecer o aprimoramento e/ou a correção de trajetórias, a incorporação dos avanços científicos e tecnológicos, as inovações artísticas e as conquistas substantivas nos diversos campos do conhecimento. 10 4. Perfil Profissional O profissional egresso do curso de Sistemas de Informação estará apto a lidar com a inovação, planejamento e gerenciamento da informação e da infraestrutura necessária, alinhados aos objetivos organizacionais. Esta área de atuação corresponde à definição de estratégias para o desenvolvimento de tecnologias da informação levando em conta seu alinhamento com as estratégias de negócios das organizações. Este disposição tem desdobramentos no âmbito dos processos e infraestrutura organizacional e tecnológica e objetiva proporcionar vantagens competitivas para as organizações. Neste sentido, o profissional de Sistemas de Informação atuará prioritariamente na prospecção de novas tecnologias da informação e no suporte e/ou gestão da incorporação destas tecnologias às estratégias, planejamento e práticas organizacionais. Outra área de atuação do egresso é no desenvolvimento e evolução de Sistemas de Informação e infraestrutura de informação para uso em processos organizacionais, departamentais e/ou individuais. Este trabalho implica na concretização nos níveis tático e operacional das soluções necessárias à inovação e flexibilidade organizacionais, onde o profissional de Sistemas de Informação atuará prioritariamente numa perspectiva de melhoria contínua dos processos e produtos organizacionais. Com o intuito de possibilitar esta atuação profissional, o egresso do Bacharelado em Sistemas de Informação deve dispor de um rol de competências, o qual será descrito a seguir. 5. Competências e Habilidades O desempenho das atividades inerentes às duas grandes áreas de atuação em Sistemas de Informação exige uma ação profissional fundamentada no conhecimento teórico-prático aprofundado da aplicação das soluções tecnológicas oferecidas pela Ciência da Computação a problemas existentes nas unidades de negócio de uma empresa. Inicialmente esta exigência implica em uma capacitação profissional que integre conhecimentos técnico-científicos de Ciência da Computação; Sistemas de Informação; Administração e das áreas de negócio (marketing, produção, finanças, recursos humanos e contabilidade). Além disso, a capacitação deve incluir o desenvolvimento de habilidades de relacionamento interpessoal, comunicação e 11 trabalho em equipe, na medida em que são características cada vez mais importantes na atuação profissional. Assim, o profissional de Sistemas de Informação deve dispor de uma sólida formação conceitual (conhecimento explícito) aliada a uma capacidade de aplicação destes conhecimentos científicos em sua área de atuação (conhecimento tácito) de forma a agregar valor econômico à organização e valor social ao indivíduo. Neste sentido, as competências (conhecimento explícito + conhecimento tácito) do profissional de Sistemas de Informação podem ser agrupadas em: competências tecnológicas e de gestão; competências humanas. Competências tecnológicas e de gestão: O profissional de Sistemas de Informação deve ser capaz de: a) compreender a dinâmica empresarial decorrente de mercados mais exigentes e conscientes de seus direitos e das novas necessidades sociais, ambientais e econômicas; b) participar do desenvolvimento e implantação de novos modelos de competitividade e produtividade nas organizações; c) diagnosticar e mapear, com base científica, problemas e pontos de melhoria nas organizações, propondo alternativas de soluções baseadas em sistemas de informação; d) planejar e gerenciar os sistemas de informações de forma a alinhá-los aos objetivos estratégicos de negócio das organizações; e) modelar, especificar, implementar, implantar e validar sistemas de informação; f) auxiliar os profissionais das outras áreas a compreenderem a forma com que sistemas de informação podem contribuir para as áreas de negócio; g) participar do acompanhamento e monitoramento da implementação da estratégia da organização, identificando as possíveis mudanças que podem surgir pela evolução da tecnologia. Competências humanas: O profissional de Sistemas de Informação deve ter as seguintes competências: 12 a) ser criativo e inovador na proposição de soluções para os problemas e oportunidades identificados nas organizações; b) expressar ideias de forma clara, empregando técnicas de comunicação apropriadas para cada situação; c) participar e conduzir processos de negociação para o alcance de objetivos; d) participar e criar grupos com intuito de alcançar objetivos; e) ter uma visão contextualizada da área de Sistemas de Informação em termos políticos, sociais e econômicos; f) identificar oportunidades de negócio e criar e gerenciar empreendimentos para a concretização dessas oportunidades; g) atuar social e profissionalmente de forma ética. 6. Áreas de Atuação O egresso terá condições de assumir um papel de agente transformador do mundo em que vive, sendo capaz de provocar mudanças através da incorporação de novas tecnologias da informação na solução dos problemas e propiciando novos tipos de atividades, agregando: a) domínio de novas tecnologias da informação e gestão da área de Sistemas de Informação, visando melhores condições de trabalho e de vida; b) conhecimento e emprego de modelos associados ao uso das novas tecnologias da informação e ferramentas que representem o estado da arte na área; c) conhecimento e emprego de modelos associados ao diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação de projetos de sistemas de informação aplicados nas organizações; d) uma visão humanística consistente e crítica do impacto de sua atuação profissional na sociedade e nas organizações. Desta forma, não exclusivamente, o egresso do curso poderá: 13 a) Desenvolver sistemas de informação. Neste sentido, poderá desempenhar os papéis de analista de sistemas, programador de sistemas, gerente de desenvolvimento de sistemas de informação, gerente de projetos de sistemas de informação, consultor/auditor em desenvolvimento de sistemas de informação, etc; b) Atuar na infraestrutura de tecnologia da informação. O egresso poderá desempenhar funções como a de analista de suporte, administrador de banco de dados, gerente de redes de computadores, gerente de tecnologia da informação, consultor/auditor na área de infraestrutura, dentre outros; c) Atuar na gestão de Sistemas de Informação. O bacharel poderá atuar como gerente de sistemas de informação, consultor/auditor em gestão de sistemas de informação, dentre outras possibilidades de gestão. Portanto, o egresso do curso deve ser um profissional apto a resolver as seguintes classes de problemas: a) modelagem dos problemas organizacionais com o uso dos conceitos, métodos, técnicas e ferramentas apresentados no curso; b) identificação de solução computacional, baseada no conhecimento do estado da arte na área de tecnologia da informação e suas aplicações no mundo organizacional; c) montagem de projetos específicos para a viabilização das soluções apontadas, envolvendo a especificação das ferramentas de hardware e software necessárias; d) validação e transmissão da solução do problema de uma forma efetiva e contextualizada ao problema original; e) contextualização no ambiente organizacional e conhecimento da função gerencial. 7. Metodologias de Ensino e Aprendizagem O curso de Sistemas da Informação do Campus da UFC em Crateús compreende a importância, e por isso, pretende desenvolver metodologias de ensino e aprendizagem inovadoras, que façam uso de novas tecnologias, baseiem-se na construção do conhecimento e não na sua mera transmissão, instituindo novos papéis para professores e alunos. 14 Nesse sentido, será incentivada e valorizada a atuação do docente como mediador/facilitador dos processos de ensino e de aprendizagem, intermediando a relação entre os discentes e o conhecimento. Também se espera que os professores procurem atuar de forma comprometida com o PPC, procurando sempre que possível relacionar os assuntos abordados em sua disciplina com outros assuntos, permitindo ao estudante ter a visão holística do curso. A metodologia de ensino poderá incluir aulas expositivas, dialogadas e práticas, assim como o uso de diferentes recursos audiovisuais, visitas técnicas, mini-cursos e palestras. Intercâmbios institucionais também serão recursos importantes e relevantes na formação do graduando. A preocupação com a articulação entre a teoria e prática e a interdisciplinaridade deverá permear a implementação do currículo do curso, cabendo aos professores encontrar estratégias para sua promoção. Quanto aos alunos, será estimulada a sua participação ativa, como seres pensantes e coparticipes da sua formação. Nessa direção, este curso defende como um de seus princípios, a flexibilidade curricular, conforme já citado anteriormente. A flexibilidade ou flexibilização curricular amplia o leque de oferta de componentes de livre-escolha dos alunos (disciplinas optativas, optativas-livres e atividades complementares) de modo que o estudante tenha maior possibilidade de construção do seu percurso formativo, valorizando e incentivando a sua autonomia. As metodologias de ensino e de aprendizagem terão como referencial o desenvolvimento das competências e habilidades definidas neste curso, tendo em vista o perfil do profissional delineado. A organização do processo de ensino/aprendizagem no Bacharelado em Sistemas de Informação deverá contribuir para que: a) os estudantes se responsabilizarem por suas atividades de aprendizagem e desenvolvam comportamentos proativos em relação aos estudos e ao desenvolvimento de suas competências; b) o professor torne-se um gestor do ambiente de aprendizagem e não um repassador de conteúdos conceituais; c) as matérias sejam organizadas de modo a facilitar e estimular os grupos de discussão, visando encorajar a interação entre os estudantes e viabilizar o processo de aprendizagem em grupo; 15 d) o material didático seja organizado de forma que os conceitos venham sendo construídos e apresentados de forma lógica e incremental, evoluindo de conceitos simples para situações problema que levem os estudantes a construírem soluções que articulem os conhecimentos adquiridos ao longo das matérias; e) sejam estabelecidos níveis de competência, de modo a desafiar a habilidade dos estudantes e estimular maior entendimento dos conceitos estudados; f) as avaliações sejam projetadas de forma a permitir aos estudantes verificarem seu nível de compreensão e suas habilidades para usar os conceitos em situações problema. Dentro desta perspectiva de organização do processo de ensino/aprendizagem, podem ser sugeridas atividades tais como: a) organização do currículo por projetos de trabalho capazes de integrar diferentes matérias de uma mesma fase do curso, ou, até mesmo, matérias de diferentes fases; b) implementação de estágios para professores e alunos junto a organizações; c) organização de laboratórios que permitam a simulação de situações de trabalho que poderão ser encontradas pelos futuros profissionais; d) projetos de integração entre as diferentes unidades organizacionais da instituição de ensino superior que contribuem para a formação profissional dos estudantes; e) realização de atividades extracurriculares e/ou complementares capazes de oferecer maiores informações a respeito das atividades exercidas na atuação profissional em Sistemas de Informação. De modo a desenvolver as competências necessárias para a atuação em Sistemas de Informação e, com isso, atender o perfil do egresso desejado, os conteúdos que compõem o currículo podem ser abordadas em profundidade ou em abrangência. Uma matéria abordada com profundidade proporciona ao estudante o domínio sobre conceitos, métodos, técnicas e ferramentas, de forma que possa aplicá-los na sua atuação direta como profissional de Sistemas de Informação. Uma matéria abordada em abrangência proporciona uma visão contextualizada daquele conteúdo, permitindo uma maior compreensão por parte do estudante da relação entre sua atuação profissional futura e os conhecimentos daquela matéria. Sob essa ótica, os conteúdos foram organizados e serão da seguinte forma: 16 a) Formação básica em Ciência da Computação, Matemática, Sistemas de Informação Em Ciência da Computação, serão abordadas com profundidade Programação (metodologias, técnicas e ferramentas de desenvolvimento de programas), Estruturas de Dados e Pesquisa e Ordenação de Dados. Adicionalmente, e de acordo com o perfil do egresso, espera-se uma formação em abrangência em Teoria da Computação, Algoritmos e Arquitetura de Computadores. Em Matemática, serão abordadas, com profundidade, a Matemática Discreta e a Lógica Matemática. Adicionalmente, e de acordo com o perfil do egresso, espera-se uma formação em abrangência em Matemática Contínua, Probabilidade e Estatística, Modelagem Matemática e Métodos Quantitativos para resolução de problemas. Em Sistemas de Informação serão abordados, com profundidade, Teoria Geral de Sistemas e Fundamentos de Sistemas de Informação. b) Formação tecnológica Em Engenharia de Software, serão abordados com profundidade o processo de desenvolvimento de software (Análise, Projeto, Construção, Testes, Conversão e Manutenção), gerenciamento de projetos de software e qualidade de software. Além disso, considera-se que sejam abordadas, com profundidade, as tecnologias de Banco de Dados, Redes de Computadores, Sistemas Operacionais e Sistemas Distribuídos. É importante destacar que deve ser estimulada a prática relativa ao uso destas tecnologias. O objetivo é capacitar o egresso do Bacharelado em Sistemas de Informação na seleção e aplicação destas tecnologias no desenvolvimento e uso de sistemas de informação nas organizações. Na área de Sistemas de Informação Aplicados serão abordados em profundidade: Gestão da Informação e de Sistemas de Informação, Segurança e Auditoria de Sistemas de Informação, Trabalho Cooperativo Baseado em Computador, Sistemas de Apoio a Decisão, Avaliação de Sistemas. Adicionalmente, e de acordo com o perfil do egresso, o mesmo terá uma formação abrangente e contextualizada à realidade de suas aplicações, dos conteúdos de Compiladores, Sistemas Multimídia, Interface Homem-Máquina, Realidade Virtual, Computação Gráfica, Processamento de Imagens, Inteligência Artificial. 17 c) Formação complementar Em se tratando de Sistemas de Informação, a matéria Administração se destaca, pois capacita o egresso nos aspectos relativos à dimensão organizacional dos sistemas de informação. A ênfase deve estar nos aspectos relacionados à aplicação de sistemas de informação e seus impactos organizacionais, do ponto de vista dos níveis decisórios (estratégico, tático e operacional), das funções empresariais (produção, marketing, finanças, recursos humanos, contabilidade) e dos processos de negócio. Neste sentido, é preciso abordar com profundidade os fundamentos da administração, incluindo a dinâmica do processo administrativo (planejamento, organização, direção e controle) e os modelos e dinâmica do processo decisório. Adicionalmente, e de acordo com o perfil do egresso, espera-se uma formação abrangente e contextualizada à realidade de suas aplicações nas funções empresariais básicas (marketing, finanças, contabilidade, produção, recursos humanos). O estudo das funções empresariais estará centrado na compreensão dos principais processos de negócio, nas respectivas necessidades de informação e no papel dos sistemas de informação para viabilizar a automação, racionalização e melhoria da competitividade destes processos de negócio. Além disso, de acordo com o perfil do egresso, faz necessária uma formação abrangente em economia e direito para que os profissionais de Sistemas de Informação possam interagir com profissionais de outras áreas na busca de soluções computacionais para problemas organizacionais. Em especial, na área do comportamento organizacional devem ser abordados aspectos focados nas relações dentro de grupos humanos em processos de mudança e relacionados ao impacto das novas tecnologias no ambiente. O curso de Sistemas de Informação adotará alguns procedimentos e projetos acadêmicos visando dar suporte às suas estratégias pedagógicas, cujo princípio explicita uma concepção educativa agenciadora de uma formação ampla e real diante dos seus objetivos propostos. Nesta perspectiva, destacam-se as seguintes iniciativas para dar suporte às estratégias pedagógicas do curso: I) Uso Intensivo de Laboratórios: Um curso de Sistemas de Informação se caracteriza por uma intensa interação entre hardware e software, sendo, portanto, importante o incentivo ao desenvolvimento 18 de atividades nos laboratórios específicos do curso, notadamente de Engenharia de Software. Note-se que privilegiamos uma formação que transcenda a sala de aula e que privilegie a interação entre o prático e o teórico, reforçando uma vez mais o papel dos laboratórios e biblioteca como elementos centrais de qualidade do curso. II) Atividades de Nivelamento : O curso demanda conhecimentos prévios de matemática do ensino médio. Alguns alunos nos primeiros semestres do curso necessitarão de reforço escolar em matérias ligadas à matemática. Pretende-se aqui fornecer atividades extracurriculares para o ensino da matemática do ensino médio. III) Atividades Conjuntas da Graduação e Pós-graduação : O Departamento de Computação de Fortaleza, na qualidade de tutor do curso poderá contribuir fazendo com que suas atividades de pós-graduação stricto e lato sensu interaja com o curso de Sistemas de Informação em Crateús. oferta de seminários de pesquisa abertos à participação de professores e alunos de Crateús; projetos e grupos de pesquisa envolvendo as duas unidades; palestras ofertadas tanto em Fortaleza quanto em Crateús; oportunidade de qualificação acadêmica para professores e alunos em seus cursos de pós-graduação. IV) Mobilidade Acadêmica O MEC introduziu o programa de Mobilidade Acadêmica que permite o intercâmbio entre alunos de IFES. Este programa mostra-se amplamente adequado para que alunos dos cursos de Crateús e Fortaleza possam por períodos determinados conhecer a realidade da formação do outro curso, ampliando suas possibilidades de formação. 8. Organização Curricular As tabelas a seguir apresentam as matérias a serem observadas na construção de projetos pedagógicos de cursos de Bacharelado em Sistemas de Informação. Para cada 19 matéria está indicado se a mesma deve ser estudada em profundidade ou em abrangência. Pode-se observar ainda que matérias cuja recomendação é que sejam abordadas em abrangência, podem ser operacionalizadas como unidades dentro do conteúdo programático de determinadas disciplinas de acordo com o projeto pedagógico do curso proposto pela instituição de ensino superior. As disciplinas foram agrupadas nas seguintes Unidades Curriculares: 1. Matemática 2. Ciência da Computação 3. Sistemas de Informação 4. Tecnologia da Computação 5. Formação Complementar 6. Formação Humanística e Suplementar A carga horária total do curso é de 3.168 horas, tendo sido distribuída da seguinte forma: PERCENTUAL SOBRE A CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO CARGA-HORÁRIA No. DE HORAS No. DE CRÉDITOS Disciplinas Obrigatórias 1.504 94 50,00% Disciplinas Optativas 384 24 12,77% Disciplinas Optativas-livres 320 20 10,64% Estágio Supervisionado 320 20 10,64% Trabalho Final de Curso 192 12 6,38% Atividades Complementares 288 18 9,57% TOTAL 3.008 188 100% O currículo do curso foi organizado em 5 (cinco) eixos de formação, quais sejam: I. Formação Básica II. Formação Tecnológica III. Formação Complementar IV. Formação Humanística V. Formação Profissional 20 I. Formação Básica A área de formação básica é composta pela Formação Básica em Ciência da Computação e Formação Básica em Matemática. Adicionalmente propostas da Sociedade Brasileira de Computação levaram a proposição de uma Formação Básica em Sistemas de Informação. I.1 Formação Básica em Ciência da Computação Matéria Programação Computação e Algoritmos Arquitetura de Computadores Conteúdo Técnicas de Programação Linguagens de Programação Estruturas de Dados Pesquisa e Ordenação Computabilidade Linguagens Formais Complexidade Arquitetura de Computadores Abrangência Profundidade X X X X X X X X I.2 Formação Básica em Matemática Matéria Matemática Conteúdo Matemática Discreta Lógica Matemática Cálculo Diferencial e Integral Probabilidade e Estatística Abrangência Profundidade X X X X I.3 Formação Básica em Sistemas de Informação Matéria Sistemas de Informação Conteúdo Teoria Geral dos Sistemas Fundamentos de Sistemas de Informação Abrangência Profundidade X X II. Formação Tecnológica A área de formação tecnológica é composta por um conjunto de matérias relacionadas às tecnologias de informação empregadas em sistemas de informação. Adicionalmente as discussões no âmbito da Sociedade Brasileira de Computação levaram a proposição de uma Formação Tecnológica em Sistemas de Informação Aplicados. Matéria Sistemas operacionais, Redes de computadores e Sistemas Distribuídos Conteúdo Sistemas Operacionais Redes de Computadores Sistemas Distribuídos Compiladores Banco de Dados Engenharia de Software Compiladores Banco de Dados Processo de Desenvolvimento de Software (Análise, Projeto, Construção,Testes, Conversão e Manutenção, etc.). 21 Abrangência Profundidade X X X X X X Sistemas Multimídia, Interface homem-máquina e Realidade Virtual Inteligência Artificial Sistemas de Informação Aplicados Gerência de projetos de Software Qualidade de Software Multimídia X Interfaces Homem-Máquina X Inteligência Artificial Gestão da Informação e dos Sistemas de Informação Auditoria e Segurança de Sistemas de Informação Sistemas de Apoio a Decisão Avaliação de Sistemas Trabalho Cooperativo Apoiado por Computador X X X X X X X X III. Formação Complementar A área de formação complementar é composta por um conjunto de matérias que visa a preparação do egresso para interação com profissionais de outras áreas. Para o Bacharelado em Sistemas de Informação destacam-se aquelas matérias que visam dar ao egresso o embasamento organizacional da atuação em Sistemas de Informação. Matéria Administração Conteúdo Abrangência Teoria Geral da Administração. Profundidade X Organização, Sistemas e X Métodos Tomada de Decisão Gestão do conhecimento X X Funções, Empresariais: Marketing, Finanças, Produção X e Logística Contabilidade e Custos Contabilidade e Custos X Métodos quantitativos Métodos quantitativos X Direito e Legislação Direito e Legislação X Economia Economia X Comportamento Organizacional Comportamento Organizacional X 22 IV. Formação Humanística A área de formação humanística é composta por um conjunto de matérias que visa subsidiar a discussão e compreensão da dimensão humana dos sistemas de informação. Matéria Sociologia Filosofia Ética Educação em Direitos Humanos Relações étnico-Raciais e Africanidades Educação Ambiental LIBRAS Conteúdo Sociologia Filosofia Ética Direitos Humanos Sociologia, Educação e História Educação e Ciências Naturais, Direito Ambiental LIBRAS Abrangência X X X X Profundidade X X X V. Formação Profissional A Sociedade Brasileira de Computação levantou a proposição de uma Formação Profissional composta por matérias que não se enquadram perfeitamente nas áreas de originalmente propostas pelos referenciais curriculares da referida sociedade. Matéria Trabalho de Conclusão Estágio Profissional Empreendedorismo 9. Conteúdo A atribuir A atribuir Empreendedorismo Abrangência Profundidade X X X Integralização Curricular Hodiernamente não mais se concebe que a formação do futuro profissional possa se dar restrita exclusivamente à sala de aula, através de conteúdos ministrados em disciplinas. Embora esta constitua ainda a principal parte da formação, é fundamental uma diversificação de experiências, estratégias e ambientes pedagógicos que venham a complementar a formação. Assim, o contato do formando com seu campo de atuação, a experiência em resolver problemas em sua área de atuação que afetam a sociedade, a busca, individual ou em equipe e supervisionadas por um professor, por conhecimentos que aprofundem os conteúdos cobertos pelo curso, são atividades de igual relevância na formação. 23 A integralização curricular compreenderá uma formação de 3.008 horas (equivalendo a 188 créditos2) com tempo recomendado para conclusão em 4 (quatro) anos ou 8 (oito) semestres e tempo máximo de 6 (seis) anos ou 12 (doze) semestres. Compreende disciplinas obrigatórias, optativas, optativas- livres e atividades extraclasse: estágio supervisionado, trabalho de conclusão de curso e atividades complementares, como extensão, monitoria, iniciação científica, participação e organização de seminários e palestras etc. Eventualmente, respeitado o limite de até 20% da carga horária total do curso, em conformidade com a Portaria MEC nº. 4.059/2004, algumas disciplinas poderão ser ministradas a distância. Segue a integralização curricular do curso de Sistemas de Informação do Campus Crateús: 2 Na UFC um crédito é equivalente a 16 horas-aula. 24 INTEGRALIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DO CAMPUS UFC EM CRATEÚS Componentes Curriculares Obrigatórios Semestre Nome do Componente Carga Carga Carga Pré-requisito(s) Curricular Horária Horária Horária Teórica Prática Total 1º Fundamentos de Programação 48 h 48 h 96 h 1º Introdução à Ciência da Computação e Sistemas 64 h 0h 64 h de Informação 1º Teoria Geral da Administração 64 h 0h 64 h 1º Matemática Básica 64 h 0h 64 h 1º Pré-Cálculo 32 h 0h 32 h 2º Arquitetura de Computadores 64 h 0h 64 h 2º Cálculo Diferencial e Integral I 64 h 0h 64 h Matemática Básica 2º Programação Orientada a Objetos 32 h 32 h 64 h Fundamentos de Programação 2º Matemática Discreta 64 h 0h 64 h Matemática Básica 2º Teoria Geral de Sistemas 64 h 0h 64 h 3º Estrutura de Dados 32 h 32 h 64 h Fundamentos de Programação 3º Fundamentos de Banco de Dados 64 h 0h 64 h 3º Probabilidade e Estatística 32 h 32 h 64 h Matemática Básica 3º Sistemas Operacionais 48 h 16 h 64 h Arquitetura de Computadores 4º Análise e Projeto de Sistemas 64 h 0h 64 h Programação Orientada a Objetos 4º Gestão da Informação e dos Sistemas de 64 h 0h 64 h Informação 4º Linguagens de Programação 64 h 0h 64 h Fundamentos de Programação 4º Lógica para Computação 48 h 16 h 64 h Matemática Básica 5º Construção de Sistemas de Gerência de Banco de 64 h 0h 64 h Fundamentos de Banco de Dados Dados 5º Engenharia de Software 64 h 0h 64 h Programação Orientada a Objetos 5º Desenvolvimento de Software 64 h 0h 64 h Linguagens de Programação 5º Redes de Computadores 64 h 0h 64 h 6º Auditoria e Segurança de Sistemas de Informação 64 h 0h 64 h 6º Gerência de Projetos de Software 64 h 0h 64 h Engenharia de Software 25 7º 7º 7º Estágio Supervisionado I Projeto de Pesquisa Científica e Tecnológica Trabalho de Conclusão de Curso I Estágio Supervisionado II 8º Trabalho de Conclusão de Curso II 8º Componentes Curriculares Optativos Avaliação de Sistemas Compiladores Contabilidade e Custos E-Business Economia e Finanças Empreendedorismo Ética, Direito e Legislação Filosofia da Ciência Funções Empresariais Gerência de Redes Inglês Instrumental I Inglês Instrumental II Inteligência Artificial Interface Humano-Computador Introdução à Computação Gráfica Linguagens Formais e Autômatos Projeto e Análise de Algoritmos Qualidade de Software Sistemas Distribuídos Sistemas Multimídia Sociologia Teoria da Computação Tópicos Avançados em Banco de Dados 0h 16 h 160 h 16 h 160 h 32 h 32 h 0h 0h 0h 160 h 96 h 32 h 160 h 96 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 26 Auditoria e Segurança de Sistemas de Informação e Gerência de Projetos de Software Estágio Supervisionado I Trabalho de Conclusão de Curso I Linguagens de Programação Inglês Instrumental I Lógica para Computação Matemática Básica Estrutura de Dados Engenharia de Software Sistemas Operacionais Matemática Discreta Fundamentos de Banco de Dados e Tópicos Avançados em Redes de Computadores Trabalho Cooperativo Baseado em Computadores Tópicos Especiais I Tópicos Especiais II Tópicos Especiais III Tópicos Especiais IV Redes Sociais Sistemas Multiagentes Governança Estratégica de Tecnologia da Informação Programação Linear Língua Brasileira de Sinais 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 48 h 32 h 64 h 48 h 64 h 0h 0h 0h 0h 0h 0h 16 h 32 h 0h 16 h 0h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 64 h 27 Análise e Projeto de Sistemas Desenvolvimento de Software para Web Programação Orientada a Objetos Gestão da Informação e dos Sistemas de Informação Estrutura de Dados - 10. Estágio Supervisionado O estágio visa assegurar o contato do formando com situações, contextos e instituições, permitindo que conhecimentos, habilidades e atitudes se concretizem em ações profissionais, promovendo a articulação entre teoria e prática, contribuindo para a consolidação das competências desenvolvidas ao longo do curso, tendo em vista o perfil de profissional que se deseja formar e pressupõe supervisão sistemática, feita conjuntamente por professor supervisor e por profissional do campo, com base em planos de estágio elaborados em conjunto pelas unidades de ensino e organizações que oferecem estágio. A carga-horária do estágio será de 320 horas, distribuída nos dois últimos semestres do curso, através das atividades “Estágio Supervisionado I”, com 160 horas, no 7º semestre e “Estágio Supervisionado II”, com 160 horas, no 8º semestre, realizadas fora do âmbito da UFC na área de Computação. Para o efetivo acompanhamento e avaliação das atividades de estágio deverá ser elaborado um Manual específico em conformidade com a Resolução CEPE/UFC nº. 32/2009 e com a Lei nº. 11.788/2008. 11. Trabalho de Conclusão de Curso - TCC O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) objetiva capacitar os alunos na elaboração e apresentação de um trabalho acadêmico produzido a partir da inter-relação de conhecimentos vistos durante o curso, seguindo normas técnicas relativas à formatação do documento, às referências bibliográficas e às citações, podendo ser desenvolvido de diferentes formas, monografia, produto, projeto, artigo científico. O curso de Bacharelado em Sistemas de Informação possui um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) a ser realizado através de duas atividades: TCC I, no 7º semestre, com carga horária de 32 horas; e TCC II, no 8º semestre, com 160 horas. 28 Para o acompanhamento, desenvolvimento e avaliação deste componente curricular será elaborado um Manual que aborde, de modo claro e objetivo, os diferentes tipos de trabalhos aceitos para a conclusão do curso. 12. Atividades Complementares As atividades complementares possibilitam o reconhecimento de habilidades e competências do aluno, inclusive adquiridas fora do ambiente escolar, contribuindo para a flexibilização do currículo com a contabilização no histórico escolar de vivências adquiridas fora da sala de aula. Trata-se, portanto, de componentes curriculares enriquecedores da formação. Na UFC, essas atividades encontram-se normatizadas pela Resolução CEPE Nº. 7/2005, segundo a qual: Art. 2º. – São consideradas atividades complementares: I – Atividades de iniciação à docência; II – Atividades de iniciação à pesquisa; III – Atividades de extensão; IV - Atividades artístico-culturais e esportivas; V – Atividades de participação e/ou organização de eventos; VI – Experiências ligadas à formação profissional e/ou correlatas; VII – Produção Técnica e/ou Científica; VIII – Vivências de gestão; IX – Outras atividades, estabelecidas de acordo com o Art. 3o. desta Resolução. Art. 3°. – As Coordenações de Cursos de Graduação poderão aprovar normatizações específicas, incluindo estratégias pedagógico-didáticas não previstas no Art. 2o. desta Resolução e estipulando carga horária mínima integralizada ou período cursado das Atividades Complementares. Considerando a especificidade de um curso na área de Computação, ênfase será dada ao desenvolvimento de experiências práticas requisitadas pelo mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação. Nesse sentido, os alunos serão incentivados 29 a realizarem atividades diversas nos laboratórios de ensino de informática, de forma a contemplarem situações fictícias e reais e aprenderem a trabalhar nas mesmas. Os professores do curso, por sua vez, serão estimulados a ofertar oportunidades de trabalho em equipe a serem desenvolvidos nos laboratórios do campus com a participação dos alunos nos projetos do Núcleo de Práticas. O curso de Sistemas de Informação terá carga horária de 288 horas a serem integralizadas em atividades complementares. Os regulamentos e modos de avaliação serão explicitados em manual específico a ser encaminhado para as instâncias responsáveis. 13. Avaliação do Ensino e Aprendizagem De modo geral, os mecanismos de avaliação da aprendizagem do aluno em sala são muito particulares a cada professor que os determina no momento da elaboração do plano de ensino. Entretanto, o curso de Sistemas de Informação de Crateús pretende incentivar a definição conjunta entre docentes e discentes das formas de avaliação e a utilização de instrumentos diversos, que além das provas objetivas, possam contemplar a realização de seminários, a elaboração de relatórios, a construção de projetos, protótipos, entendendo que a aprendizagem não se dá através da simples memorização de conteúdos, mas sim, a partir da sua compreensão e contextualização. Ao lado disso, pretende-se a cada início de ano, realizar alguns fóruns de avaliação dos resultados do desempenho dos alunos em relação aos objetivos de cada disciplina e atividade, a fim de detectar dificuldades na aprendizagem, replanejar e tomar decisões que diminuam o represamento e evasão de alunos. Institucionalmente, a avaliação dos processos de ensino e de aprendizagem seguirá as normas estabelecidas pelo Regimento Geral da UFC, segundo o qual, citamos: Art. 109. A avaliação do rendimento escolar será feita por disciplina e, quando se fizer necessário, na perspectiva de todo o curso, abrangendo sempre a assiduidade e a eficiência, ambas eliminatórias por si mesmas. § 1º Entende-se por assiduidade a frequência às atividades correspondentes a cada disciplina. § 2º Entende-se por eficiência o grau de aproveitamento do aluno nos estudos desenvolvidos em cada disciplina. 30 Art. 110. A verificação da eficiência em cada disciplina será realizada progressivamente durante o período letivo e, ao final deste, de forma individual ou coletiva, utilizando formas e instrumentos de avaliação indicados no plano de ensino e aprovados pelo Departamento. § 1º As avaliações escritas, após corrigidas, e suas notas transcritas nos mapas de notas pelo professor, serão devolvidas ao aluno. § 2º A devolução de que trata o parágrafo anterior deverá fazer-se pelo menos até 07 (sete) dias antes da verificação seguinte. § 3o Será assegurada ao aluno a segunda chamada das provas, desde que solicitada, por escrito, até 03 (três) dias úteis decorridos após a realização da prova em primeira chamada. § 4º É facultado ao aluno, dentro de 03 (três) dias úteis após o conhecimento do resultado da avaliação, solicitar justificadamente a respectiva revisão pelo próprio docente, encaminhando o pedido através do chefe do Departamento correspondente. Art. 111. Os resultados das verificações do rendimento serão expressos em notas na escala de 0 (zero) a 10 (dez), com, no máximo, uma casa decimal. Art. 112. A verificação da eficiência compreenderá as avaliações progressivas e a avaliação final. § 1º Entende-se por avaliações progressivas, aquelas feitas ao longo do período letivo, num mínimo de duas, objetivando verificar o rendimento do aluno em relação ao conteúdo ministrado durante o período. § 2º Entende-se por avaliação final, aquela feita através de uma verificação realizada após o cumprimento de pelo menos 90% (noventa por cento) do conteúdo programado para a disciplina no respectivo período letivo. Art. 113. Na verificação da assiduidade, será aprovado o aluno que frequentar 75% (setenta e cinco por cento) ou mais da carga horária da disciplina, vedado o abono de faltas. Art. 114. Na verificação da eficiência, será aprovado por média o aluno que, em cada disciplina, apresentar média aritmética das notas resultantes das avaliações progressivas igual ou superior a 07 (sete). § 1º O aluno que apresentar a média de que trata o caput deste artigo, igual ou superior a 04 (quatro) e inferior a 07 (sete), será submetido à avaliação final. § 2º O aluno que se enquadrar na situação descrita no parágrafo anterior será aprovado quando obtiver nota igual ou superior a 04 (quatro) na avaliação final, média final igual ou superior a 05 (cinco), calculada pela seguinte fórmula: MF = NAF + ∑ NAP/n 2 onde: MF = Média Final; NAF = Nota de Avaliação Final; NAP = Nota de Avaliação Progressiva; n = Número de Avaliações Progressivas. § 3º Será reprovado o aluno que não preencher as condições estipuladas no art. 113, no caput e § 2º do art. 114. 31 Art. 115. Constará da síntese de rendimento escolar o resultado final de aprovação do aluno, expresso por: a) Média aritmética das avaliações progressivas; b) nota de avaliação final; c) média final; d) frequência 32 14. Avaliação do Projeto Pedagógico Esta avaliação terá como objetivo possibilitar a retroalimentação do processo de elaboração e implementação do projeto para que seja possível detectar os pontos a serem revistos, ajustados e reformulados. Parte-se do entendimento do projeto pedagógico como um processo dinâmico, aberto e flexível que se constrói continuamente com a participação de toda a comunidade acadêmica diretamente relacionada ao curso (docentes, discentes e técnico-administrativos), bem como com a colaboração de representantes da sociedade civil, com o intuito de manter o curso sintonizado com as necessidades do ambiente externo e propiciar o aperfeiçoamento constante das suas condições de ensino. Esse esforço de construção coletiva implica a seleção de valores e conhecimentos. Para tal, é necessário a construção de um espaço democrático de tomada de decisões, que estimule o diálogo constante entre os participantes envolvidos, procurando construir uma a dinâmica no cotidiano educativo e, consequentemente, assumir o compromisso com um pacto pedagógico (Veiga, 1998). Essa participação é fundamental, pois determina a legitimidade do projeto, mas não deve ser imposta; deve ser conquistada por uma equipe coordenadora (Veiga, 1998), pois a imposição só gera projetos burocráticos que se revelam ineficientes (Gadotti, 1997). Por outro lado, ainda de acordo com Veiga (2003), a compreensão do projeto como processo inscreve-o numa inovação emancipatória ou edificante, que enfatiza o desenrolar da construção e reconstrução do projeto, pautada pelo debate entre os atores envolvidos sobre a realidade interna da instituição e o contexto social mais amplo. Nesse caso, o desenvolvimento do projeto dá-se: (i) pela via democrática; (ii) de dentro para fora; (iii) numa perspectiva globalizante e sistêmica; (iv) sem separação entre fins e meios, uma vez que a ação incide sobre ambos; (v) e pressupõe uma ruptura que, acima de tudo, predisponha as pessoas e a instituição para a indagação e para a emancipação. Assumir essa perspectiva, implica conceber que o PPC não se restringe a um programa de estudos, a um agrupamento de planos de ensino ou a um conjunto de atividades ordenadas; implica reconhecer que o PPC não é algo estático, um documento, que uma vez construído deve ser arquivado ou enviado para as instâncias competentes como prova do cumprimento de formalidades 33 burocráticas (Veiga, 1995). Contrariamente, a (re)construção de um projeto educativo decorre continuamente ao longo de um processo, pois o projeto não é um produto fechado. O seu processo de construção traduz-se nas tarefas de pensar/elaborar o projeto, pensar/realizar o projeto, pensar/avaliar o projeto e pensar/reformular o projeto, pois o que se pretende vai além da reorganização da educação, aquilo que se busca é a melhoria da qualidade de todo o processo vivenciado. Para efetivação dessa avaliação poderão se instrumentos e técnicas diversas, tais como questionários, entrevistas, grupos focais, entre outras metodologias que permitam o levantamento de dados acerca da implementação do curso de Sistemas de Informação do Campus de Crateús. Como estratégias de ação, planeja-se levar a cabo: - A discussão ampla do projeto pedagógico com o corpo docente do curso para avaliação da proposta formativa, buscando averiguar sua adequação aos parâmetros curriculares da área das TIC, bem como sua relação com o contexto local e regional em que o curso está inserido e com a qualificação e experiência acadêmica e profissional de seus professores. Entende-se que o colegiado do Curso será proponente e executor dessa conjectura, desenvolvendo adequadamente os seus instrumentos e metodologias. Contudo, pode-se adiantar, sabe-se que a necessidade de avaliação do projeto pedagógico é permanente, então se subentende que semestralmente o ensino, o currículo e o PPC deverão ser objeto de discussão, refletindo sobre o prescrito nesta projeção e o exequível. - A escuta dos alunos, semestralmente, no decorrer da instalação do curso, para averiguar se suas expectativas em relação à formação estão sendo atendidas, para levantar as possíveis dificuldades existentes nas disciplinas, nos processos de ensino e de aprendizagem, como também se as condições de infraestrutura (salas de aula, laboratório, acervo da biblioteca) atendem as suas necessidades. - A promoção de encontros e debates, anuais, incluindo representantes da sociedade sejam lideranças comunitárias, membros de associações profissionais, empresários, entre outros, para avaliar se o curso vai ao encontro das demandas sociais e econômicas. 34 Por fim, sobre o acompanhamento e avaliação do Projeto Pedagógico do Curso de Computação, expõe-se o entendimento da necessidade de que o acompanhamento e a avaliação desta projeção sejam feitos por todos os membros da comunidade acadêmica, e com a mesma regularidade. Assim, dizemos que professores e estudantes semestralmente farão avaliação da proposta, analisando sua concepção, sua execução e o atendimento aos objetivos expostos neste documento. Pretende-se seguir as recomendações da CPA, analisando: o planejamento docente, a atuação do professor na execução do planejado, as formas de acompanhamento da aprendizagem discente. Do mesmo modo, entende-se a importância de que professores e estudantes se autoavaliem, identificando-se, possivelmente, procedimentos, hábitos e métodos capazes de progressão do ensino e obtenção de qualidade na formação profissional dos estudantes. 35 ANEXO A Ementa das Disciplinas Técnicas de Programação Desenvolvimento de algoritmos e programas de computador. Metodologias, técnicas e ferramentas de programação de computadores. Linguagens de Programação Conceitos de linguagens de programação. Paradigmas de linguagens de programação: imperativas, funcionais, lógicas e orientadas a objetos. Noções de semântica formal. Teoria dos tipos: sistemas de tipos, polimorfismo. Verificação e inferência de tipos. Semântica formal de tipos. Estruturas de Dados Tipos básicos de dados. Listas lineares e suas generalizações: listas ordenadas, listas encadeadas, pilhas e filas. Aplicações de listas. Árvores e suas generalizações: árvores binárias, árvores de busca, árvores balanceadas (AVL), árvores B e B+. Aplicações de árvores. Pesquisa e Ordenação Algoritmos para pesquisa e ordenação em memória principal e secundária. Organização de arquivos. Técnicas de recuperação de informações. Computabilidade Maquina de Turing, Maquina. de Registradores, Funções recursivas, Outras formulações de Algoritmos, Tese de Church, Problemas insolúveis, Interatividade (concorrência, paralelismo, sincronismo, algoritmos paralelos etc) Linguagens Formais Linguagens, Gramáticas, Autômatos, Hierarquia de Chomski, Semântica de linguagens de programação. Complexidade 36 Desenvolvimento de algoritmos. Técnicas de projeto de algoritmos eficientes. Análise assintótica de limites de complexidade. Técnicas de prova de cotas inferiores. Exemplos de análise de algoritmos iterativos e recursivos. Programação dinâmica. Algoritmos probabilísticos.Complexidade Pessimista, Complexidade Media, Complexidade Mínima do problema, Classes de problemas: P, NP, NPCompleta. Arquitetura de Computadores Sistemas numéricos. Aritmética binária: ponto fixo e ponto flutuante. Organização de computadores: memórias, unidade central de processamento, unidades de entrada e unidades de saída. Linguagens de montagem. Modos de endereçamento, conjunto de instruções. Mecanismos de interrupção e de exceção. Barramento, comunicações, interfaces e periféricos. Organização de memória. Memória auxiliar. Arquiteturas RISC e CISC. Pipeline. Paralelismo de baixa granularidade. Processadores superescalares e superpipeline. Multiprocessadores. Multicomputadores. Arquiteturas paralelas e não convencionais. Matemática Discreta Conjuntos. Álgebra dos conjuntos. Relações. Funções. Estruturas algébricas. Reticulados. Álgebra Boolena. Teoria dos Grafos. Lógica Matemática Lógica sentencial e de Primeira ordem. Sistemas dedutivos naturais e axiomáticos. Completeza, consistência e coerência. Formalização de problemas. Formalização de programas e sistemas de computação simples. Cálculo Diferencial e Integral Números reais. Funções. Limites. Continuidade. Derivação. Integração. Seqüências e séries. Equações diferenciais ordinárias. Probabilidade e Estatística Fundamentos de análise combinatória. Conceito de probabilidade e seus teoremas fundamentais. Variáveis aleatórias. Distribuições de probabilidade. Conceito e objetivos da estatística. Estatística descritiva. Noções de amostragem. Distribuições amostrais: discreta e contínua. Inferência estatística: teoria da estimação e testes de hipóteses. Regressão linear simples. Correlação. Análise de variância. Teoria Geral de Sistemas 37 A origem e o conceito da Teoria Geral de Sistemas. O conceito de sistema. Componentes genéricos de um sistema. As relações entre sistema e ambiente. Hierarquia de sistemas. Classificações dos sistemas. Enfoque sistêmico. O pensamento sistêmico aplicado na resolução de problemas. O pensamento sistêmico aplicado às organizações. Modelagem de Sistemas. Fundamentos de Sistemas de Informação Bases conceituais e filosóficas da área de Sistemas de Informação. Os conceitos, objetivos, funções e componentes dos sistemas de informação. As dimensões tecnológica, organizacional e humana dos sistemas de informação. Os tipos de sistemas de informação. Áreas de pesquisa em Sistemas de Informação. Conhecimento científico e metodologia de pesquisa em Sistemas de Informação. Sistemas Operacionais O histórico, o conceito e os tipos de sistemas operacionais. A estrutura de sistemas operacionais. Gerenciamento de memória. Memória virtual. Conceito de processo. Gerência de processador: escalonamento de processos, monoprocessamento e multiprocessamento. Concorrência e sincronização de processos. Alocação de recursos e deadlocks. Gerenciamento de arquivos. Gerenciamento de dispositivos de entrada/saída. Redes de Computadores Evolução das redes de computadores. Organização das redes de computadores. O modelo OSI e a arquitetura TCP/IP. Padrões da ISO e do IETF. Redes Locais. Projeto de Redes. Redes de longa distância. Equipamentos de conectividade. TCP/IP. Algoritmos e protocolos de roteamento. Protocolos de transporte TCP e UDP. Protocolos de aplicação. Qualidade de Serviço em redes de computadores. Multicast. ATM. Administração de redes de computadores. Gerência de redes de computadores. Sistemas Distribuídos Conceitos básicos: histórico, terminologia, sistemas centralizados, distribuídos, paralelos ou de alto desempenho. Paradigmas de comunicação entre processos (IPC). Programação de aplicações cliente/servidor em uma rede de computadores com Sockets e TCP/IP. Sincronização em sistemas distribuídos. Algoritmos distribuídos. Sistemas distribuídos tolerantes a falhas. Sistemas operacionais distribuídos. Objetos distribuídos. Compiladores Fundamentos de linguagens formais. O conceito e a estrutura dos compiladores. O modelo análise-síntese. Análise léxica. Análise sintática. Recuperação de erros. 38 Banco de Dados Visão geral do gerenciamento de banco de dados. Arquitetura de um Sistema Gerenciador de Banco de Dados. Modelagem e projeto de banco de dados. Gerenciamento de transações. Controle de concorrência. Recuperação e otimização. Segurança. Bancos de dados distribuídos. Bancos de dados hierárquico, relacional, orientado à objetos. Datawarehouse, Datamarts. Datamining e OLAP. Engenharia de Software Histórico da produção de software e a origem e os objetivos da Engenharia de Software. O processo de software e o produto de software. Ciclo de vida de sistemas e seus paradigmas. Uso de modelos, metodologias, técnicas e ferramentas de análise e projeto de sistemas (paradigma estruturado e paradigma orientado a objetos). Processo de desenvolvimento de sistemas de informação para suporte ao processo decisório e estratégico. Gerência de projetos de software O conceito e os objetivos da gerência de projetos. Abertura e definição do escopo de um projeto. Planejamento de um projeto. Execução, acompanhamento e controle de um projeto. Revisão e avaliação de um projeto. Fechamento de um projeto. Metodologias, técnicas e ferramentas da gerência de projetos. Modelo de gerenciamento de projeto do Project Management Institute. Qualidade de software O histórico e o conceito de qualidade. O conceito de qualidade de software. Métricas de qualidade de software. Normas de qualidade de software. Técnicas de garantia da qualidade de software. Teste de software: conceitos, tipos e aplicação no contexto da qualidade. Modelos de melhoria do processo de software. Planejamento de sistemas de qualidade de software. Padrões: ISO, SEI, CMM. Multimídia Conceitos de multimídia e sistemas multimídia. Arquitetura e aplicações multimídia, classificação dos tipos de sistemas multimídias. Dispositivos de entrada e saída em ambientes multimídia. Fundamentos do processamento de imagens. Fundamentos de animação. Fundamentos de processamento de som. Critérios de seleção de soluções multimídia. Recursos básicos de softwares de autoria. Noções de ambientes de realidade virtual. 39 Interface Homem-Máquina Os conceitos de interação e interface homem-máquina. Dispositivos de entrada e saída em sistemas interativos homem-máquina. Fundamentos de interface de interação homem-máquina. Técnicas de diálogo homem-máquina. Ergonomia de software. Arquiteturas de software e padrões para interfaces de usuários. Metodologias, técnicas e ferramentas de concepção, projeto e implementação de sistemas interativos. Metodologias, técnicas e ferramentas de avaliação de interfaces. Inteligência Artificial Histórico da IA. Fundamentos da IA. Resolução de problemas: mecanismos de busca em espaço de estados; planejamento; jogos. Representação de conhecimento: lógica clássica; lógicas não-clássicas; redes semânticas, frames, scripts; engenharia do conhecimento. Sistemas especialistas: tratamento de incertezas; raciocínio baseado em casos. Tópicos especiais em IA. Gestão da Informação e dos Sistemas de Informação Os conceitos de dado, informação e conhecimento. A Tecnologia da Informação como diferencial estratégico nas organizações. Planejamento, implementação e avaliação de estratégias na área de Sistemas de informação. O alinhamento estratégico entre Tecnologia da Informação e negócios. O planejamento estratégico de sistemas de informação. Segurança e Auditoria de Sistemas de Informação Os conceitos e os tipos de ameaças, riscos e vulnerabilidades dos sistemas de informação. O conceito e os objetivos da segurança de informações. O planejamento, implementação e avaliação de políticas de segurança de informações. O conceito e os objetivos da auditoria de sistemas de informação. Técnicas de auditoria em sistemas de informação. Softwares de auditoria. Estrutura da função de auditoria de sistemas de informação nas organizações. Sistemas de Apoio à Decisão Sistemas de informação de suporte ao processo decisório tático e estratégico (SAD, SIG, EIS). Tecnologias de informação aplicadas à sistemas de informação de suporte ao processo decisório estratégico e tático. Desenvolvimento de sistemas de informação de suporte ao processo decisório tático e estratégico. Características e funcionalidades de sistemas de informação de nível tático e estratégico nas organizações. 40 Avaliação de Sistemas Avaliação quantitativa X avaliação qualitativa. Classificação e caracterização dos métodos de avaliação e tipos de problemas envolvidos. Trabalho Cooperativo Baseado em Computador Modelos para ambientes de trabalho cooperativo baseado em computador (CSCW). Tecnologias de comunicação, sistemas distribuídos e engenharia de software para suportar o trabalho cooperativo. Sistemas de apoio a decisão em grupo. Projeto e desenvolvimento de ferramentas para suportar o trabalho em grupo cooperativo nas organizações. Teoria Geral da Administração O conceito de Administração. A evolução das escolas do pensamento administrativo. As atividades do processo administrativo: planejamento, organização, direção e controle. A relação entre níveis organizacionais, processo decisório e sistemas de informação. Visão geral das funções empresariais básicas: Marketing, Finanças e Contabilidade, Produção e Logística, Recursos Humanos. Organização, Sistemas e Métodos O conceito e as tipologias de estrutura organizacional. Análise estrutural e requisitos de informação. Conceito e gestão de processos de negócio. Metodologias, técnicas e ferramentas de mapeamento e melhoria de processos. Requisitos de informação para a gestão de processos de negócio. Tomada de Decisão As escolas do pensamento administrativo e o papel gerencial. Os conceitos, níveis e tipos de decisão nas organizações. Os estágios do processo decisório. Os modelos individuais de tomada de decisão. Os modelos organizacionais de tomada de decisão. Teorias, metodologias, técnicas e ferramentas aplicáveis à análise de decisões. Gestão do Conhecimento Sociedade do conhecimento. Gestão do capital intelectual/ativos intangíveis. Modelos de gestão e organização baseados em conhecimento. Organização de aprendizagem e aprendizagem organizacional. Tecnologias para gestão do conhecimento. Inovação. 41 Finanças O papel da função empresarial finanças e seus objetivos. Principais processos de finanças. O conceito e os objetivos da administração financeira. As necessidades de informação de finanças. A relação entre sistemas de informação e a função empresarial finanças. Produção/Operações e logística O papel da função empresarial produção/operações e logística e seus objetivos. Principais processos de produção/operações e logística. O conceito e os objetivos da administração da produção/operações e logística. Modelos de administração da produção/operações e logística. As necessidades de informação de produção/operações e logística. A relação entre sistemas de informação e a função empresarial produção/operações e logística. Marketing O papel da função empresarial marketing e seus objetivos. Principais processos de marketing. O conceito e os objetivos da administração de marketing. As necessidades de informação de marketing. A relação entre sistemas de informação e a função empresarial marketing. Contabilidade e Custos Princípios, terminologia e fundamentos da contabilidade. Conceito e objetivos da contabilidade gerencial. O inventário e as demonstrações contábeis. A análise econômico-financeira. O parecer de análise e diagnóstico da empresa. Conceito e terminologias de custos. Filosofias de custeio. Setorização nas empresas para avaliação de custos. Etapas da implantação do sistema de custos. Sistema de custos por ordem específica, lote, Sistema de custos por processo. Métodos Quantitativos Origem, conceitos, objetivos e aplicações da pesquisa operacional. Programação linear. Programação inteira. Programação envolvendo modelos em grafos e redes e suas aplicações. Programação dinâmica. Teoria das filas. Ambientes de modelagem e simulação Direito e Legislação Noções de legislação trabalhista, comercial e fiscal. Crime e abuso na área de Sistemas de Informação. Propriedade intelectual e Legislação na área de informática. 42 OBSERVAÇÃO FINAL Todos os componentes curriculares do Curso de Sistemas de Informação só poderão ser ofertados no sistema de gestão acadêmica, após a regulamentação de cada um deles pelas instâncias competentes: Coordenação do Curso, Conselho do Campus e Câmara de Graduação do CEPE. 43