Universidade Federal do Ceará
Campus de Crateús
Projeto Pedagógico do Curso de
Sistemas de Informação
Grau: Bacharelado
Novembro – 2013
1
ESTE PROJETO É PROPOSTO PELA PROGRAD/UFC COM BASE NO PROJETO
PEDAGÓGICO DO CURSO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DO CAMPUS DA UFC EM
QUIXADÁ, CRIADO EM 2006, CUJA EQUIPE RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO
FOI FORMADA POR PROFESSORES DO DEPARTAMENTO DE COMPUTAÇÃO DO
CENTRO DE CIÊNCIAS:
Marcelino Cavalcante Pequeno
Ana Teresa de Castro Martins
Fernando Antônio de Carvalho Gomes
Miguel Flanklin de Castro
Tarcísio Pequeno
Para implantação no Campus da UFC em Crateús, o PPC de Sistemas de
Informação foi revisado e atualizado pela PROGRAD em novembro de
2013:
Profa. Bernadete de Souza Porto
Coordenadora de Projetos e Acompanhamento Curricular
Yangla Kelly Oliveira Rodrigues
Divisão de Avaliação de Programas e Ações Acadêmicas
Coordenadoria Planejamento e Avaliação de Ações Acadêmicas
2
PRESIDENTA DA REPÚBLICA
Dilma Vana Rousseff
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
Aloizio Mercadante
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
REITOR
Prof. Jesualdo Pereira Farias
VICE-REITOR
Prof. Henry de Holanda Campos
PRÓ-REITORA DE ADMINISTRAÇÃO
Profa. Denise Maria Moreira Chagas Correa
PRÓ-REITOR DE ASSUNTOS ESTUDANTIS
Prof. Ciro Nogueira Filho
PRÓ-REITORA DE EXTENSÃO
Profa. Márcia Maria Tavares Machado
PRÓ-REITOR DE GRADUAÇÃO
Prof. Custódio Luís Silva de Almeida
PRÓ-REITOR DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
Prof. Gil de Aquino Farias
PRÓ-REITOR DE PLANEJAMENTO
Prof. Ernesto da Silva Pitombeira
PRÓ-REITOR DE GESTÃO DE PESSOAS
Prof. Serafim Firmo de Souza Ferraz
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SUMÁRIO
1. APRESENTAÇÂO ..........................................................................................................................5
2. JUSTIFICATIVA E OBJETIVO DO CURSO ....................................................................................6
5. PRINCÍPIOS NORTEADORES ........................................................................................................9
6. PERFIL PROFISSIONAL ...............................................................................................................11
7. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES .............................................................................................11
8. ÁREAS DE ATUAÇÃO................................................ .................................................................14
9. METODOLOGIAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM ..................................................................19
11. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR ................................................................................................19
12. INTEGRALIZAÇÃO CURRICULAR ............................................................................................23
13. ESTÁGIO SUPERVISIONADO ...................................................................................................28
14. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ...............................................................................29
15. ATIVIDADES COMPLEMENTARES ...........................................................................................30
16. AVALIAÇÃO DO ENSINO E APRENDIZAGEM .........................................................................30
17. AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO ..............................................................................32
ANEXOS
A – Ementas das Disciplinas
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1.
Apresentação
O presente documento apresenta o projeto pedagógico do curso de Sistemas de
Informação da Universidade Federal do Ceará, a ser criado no Campus de Crateús.
A proposta pedagógica do curso de Sistemas de Informação busca uma diretriz
que enfatiza o aspecto tecnológico no âmbito das técnicas computacionais, sem
descuidar, naturalmente, do seu fundamento científico. Pretende-se ter como base as
diretrizes propostas pela Sociedade Brasileira de Computação para Currículos na área
de Sistemas de Informação.
Em outras palavras, este projeto pedagógico busca uma organização de
conhecimentos acadêmicos de modo a aproximar teoria e prática, conteúdo e forma, de
modo a formar um profissional apto a desenvolver e programar soluções na área de
aplicação das tecnologias da informação e da comunicação (TIC). O maior desafio da
formação proposta é apresentar fundamentos teóricos de forma que o egresso seja capaz
de manter-se continuamente atualizado diante do progresso incessante que é uma
característica dessa área de atuação. Por outro lado, visa-se formar um profissional
empreendedor, capaz de lidar com técnicas de gerenciamento de projetos inovadores de
base tecnológica, notadamente na área de Software. Para tanto, propõe-se um modelo
pedagógico capaz de adaptar-se à dinâmica das demandas da sociedade, em que a
graduação passa a constituir-se numa etapa importante de formação no processo de
educação permanente.
O curso de Sistemas de Informação, a ser implementado em Crateús, configurase como Bacharelado, na modalidade de ensino presencial, com oferta anual de 50
vagas, duração ideal de 8 semestres/4 anos, e máxima de 12 semestres/6 anos, e
atividades previstas para os turno da tarde e noite, caracterizando-se, portanto, como
integral, haja vista que de acordo com a Portaria Normativa MEC nº. 40, publicada em
de 12 de dezembro de 2007, republicada em 2010, os cursos de graduação são de turno
integral, caso a oferta de suas disciplinas e atividades sejam inteira ou parcialmente em
mais de um turno (manhã e tarde, manhã e noite, ou tarde e noite) exigindo a
disponibilidade do estudante por mais de 6 horas diárias durante a maior parte da
semana.
5
É importante ressaltar, nesta apresentação que as diretrizes curriculares de
computação e informática preveem 04 modalidades de cursos: Ciência da Computação,
Engenharia da Computação, Sistemas de Informação e Licenciatura em Computação.
Estas diretrizes ainda não foram homologadas pelo Conselho Nacional de Educação.
De suma importância para a elaboração dessa projeção, vale-se dizer, foram as
diretrizes das associações de informática americanas que servem como parâmetros
internacionais para a área. Assim, registra-se que consultamos a edição 2005 do
Computing Curricula (CC2005) elaborada conjuntamente pela Association for
Computing Machinery (ACM); pela Association for Information Systems (AIS); e pela
Computer Society do Institute forEletric and Eletronic Engineers (IEEE-CS). A edição
CC2005 lista 05 modalidades de cursos de Computação: Ciência da Computação,
Engenharia da Computação, Sistemas de Informação, Tecnologia da Informação e
Engenharia de Software. Cada uma destas modalidades periodicamente recebe suas
próprias diretrizes.
Os endereços eletrônicos dos documentos citados seguem abaixo:
(i) Diretrizes Curriculares de cursos da área de computação e informática:
ftp://caracol.inf.ufrgs.br/pub/mec/diretrizes.doc
(ii) Computing Curricula 2005 – The Overview Report – The Joint Task Force for
Computing Curricula 2005, Association for Computing Machinery (ACM) e Institute for
Electrical
and
Electronics
Engineers
(IEEE)
:
http://www.acm.org/education/curricula.html
(iii)
Computer Engineering 2004 – The Joint Task Force on Computing
Curricula, Association for Computing Machinery (ACM) e Institute for Electrical and
Electronics Engineers (IEEE): http://www.acm.org/education/curricula.html
(iv)Sociedade Brasileira de Computação – Currículo de Referência para Bacharelado em
Sistemas de Informação. www.sbc.org.br
(v) Plano Pedagógico para Cursos de bacharelado em Sistemas de Informação. Celso
Costa, Duncan Ruiz, Jorge Audy, José Mazzucco, Olinto Furtado. www.sbc.org.br
(vi)Proposta de Plano Pedagógico para o bacharelado em Sistemas de informação.
Alexandre Cidral, Denise Bandeira da Silva, Avanilde Kemczinski1, Guilherme Liberali,
Aline França de Abreu. www.sbc.org
2.
Justificativa e objetivo do Curso
As exigências de responsabilidade e competência, atributos subjacentes à
proposta de um curso superior, é pressuposto inelutável, pois cabe à universidade
responder às pressões emergentes no que tange ao florescimento de diferentes ramos das
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ciências, da tecnologia e das humanidades. Isto impõe à instituição o diálogo com a
sociedade envolvida, na busca de satisfazer a demanda de formação de profissionais
aptos ao entendimento, projeção e ação contextualizados aos desafios postos.
Com o avanço das TIC, os recursos de hardware e software passaram a ser
componentes dos chamados Sistemas de Informação baseados em computados. O uso
deste tipo de sistema de informação está pautado na melhoria da capacidade de
processamento, qualidade da informação
oferecida e relação custo/benefício
proporcionadas pelo emprego de ferramentas disponibilizadas pela informática e pelas
telecomunicações. Neste sentido, o objetivo da Tecnologia da Informação é dotar os
Sistemas de Informação de maior efetividade.
O Estado do Ceará é reconhecido como um dos maiores pólos de
desenvolvimento de software do país e conta com mais de 200 empresas atuando na
área. O sucesso das leis de incentivo a empresas de base tecnológica instaladas na
Região Nordeste demonstra a competência de empresas locais no cenário atual. No
entanto,
a
formação
de
profissionais
qualificados
contribuirá
para
a
autossustentabilidade das empresas após a retirada dos incentivos.
O processo de expansão da UFC na direção do interior do estado vem de
encontro à antiga demanda da sociedade cearense. O Estado do Ceará conta, há mais de
cinquenta anos com a contribuição da UFC na formação de pessoal altamente
qualificado, na geração e preservação de conhecimento, na inovação tecnológica e na
integração com a sociedade através de atividades e projetos de extensão. Atualmente, a
UFC encontra-se estruturada com dois campi no interior do estado: Sobral e Quixadá. O
Campus Cariri, antes vinculado à UFC, foi desmembrado e em 05 de junho de 2013, foi
criada pela Lei n° 12.826, a Universidade Federal do Cariri.Desde 1975, a UFC oferece
cursos de graduação na área de Ciência da Computação e TIC, tendo iniciado com a
formação de Tecnólogo em Processamento de Dados, posteriormente transformado em
Bacharelado em Computação (1985). O Departamento de Computação da UFC realizou
esforços de formação de professores doutores e, em 1995 inaugurou a pós-graduação
stricto sensu com o Mestrado em Ciência da Computação. Dez anos mais tarde, em
2005, foi criado o Doutorado em Ciência da Computação.
Em 2006, foi criado o curso de Engenharia da Computação (Bacharelado) no
município de Sobral, como parte do primeiro movimento de expansão da UFC para o
interior do Estado do Ceará.
7
Através do Programa REUNI, foram criados, respectivamente, nos anos de
2007, 2009 e 2012, os cursos de Sistemas de Informação, de Engenharia de Software e
de Ciência da Computação, Bacharelados e localizados no Campus de Quixadá.
O município de Crateús1 está localizado a 354 km de Fortaleza, na microrregião
do Sertão de Crateús. Apresenta uma população estimada em 72.812 habitantes. Sua
economia é baseada na prestação de serviços (81,35%), indústrias (9,53%) e
agropecuária (9,12%). O PIB do município foi de R$ 244.741.000 reais em 2005, de
acordo com o IBGE.
Atualmente, a cidade conta com as seguintes instituições de ensino superior:
 Faculdade Princesa do Oeste (FPO): Enfermagem e Serviço Social;
 Faculdade de Educação (FAEC), pólo da Universidade Estadual do Ceará
(UECE): Ciências Biológicas, Pedagogia e Química;
 Instituto Federal do Ceará (IFCE): Edificações, Química e Meio
Ambiente (Técnico-Profissionalizantes);
Letras e Matemática (Licenciaturas)
Zootecnia
(Bacharelado),
 Campus Avançado de Difusão Tecnológica da Universidade Estadual
Vale do Acaraú (UVA);
 Universidade Norte do Paraná (Unopar) – ensino a distância.
A criação do curso de Sistemas da Informação da UFC no novo Campus de
Crateús procura atender à demanda por futuros profissionais desta área, na qual têm sido
empreendidas algumas iniciativas do governo do estado e de empresas cearenses em
criar polos de desenvolvimento tecnológico. Neste contexto, a UFC possui a intenção de
liderar o processo de criação de um novo parque regional de tecnologia da informação
na microrregião do Sertão de Crateús, projeto esse que conta com a articulação com
prefeituras, governo do estado e entidades federais que estão apoiando esta iniciativa.
Desta forma, pode-se dizer, com ênfase, que o Curso de Bacharelado em
Sistemas de Informação da UFC em Crateús tem por missão formar recursos humanos
habilitados para a aplicação da ciência e o uso da tecnologia da informação, oferecendo
conhecimentos e experiências suficientes e relevantes para que os seus egressos possam
se profissionalizar.
Entende-se por Computação ou Informática o corpo de conhecimentos a respeito
de computadores, Sistemas de Informação e suas aplicações, englobando aspectos
1
Fonte: www.ibge.gov.br
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teóricos, experimentais, de modelagem e de projeto. Os cursos desta área dividem-se
naqueles que têm a computação como atividade-fim, naqueles que têm a computação
como atividade-meio e nos cursos de Licenciatura em Computação. Cursos que têm a
computação como atividade-meio devem ser denominados, Bacharelado em Sistemas de
Informação.
O Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação visa formar profissionais
da área de Computação e Informática para atuação em pesquisa, gestão,
desenvolvimento, uso e avaliação de tecnologias de informação aplicadas nas
organizações. Para atingir seus objetivos, o Curso de Bacharelado em Sistemas de
Informação deve propiciar formação básica sólida em Ciência da Computação,
Matemática e Sistemas de Informação. Além disso, o curso deve investir em formação
tecnológica, formação complementar com ênfase no estudo das organizações, formação
humanística e formação suplementar.
3.
Princípios Norteadores
Destaca-se o presente projeto como um empenho político-pedagógico que visa
uma formação de profissionais socialmente conscientes e instigados pela ciência a
compreenderem e atuarem de modo a protagonizarem os desafios do seu tempo e
espaço. Essa vertente analítica reafirma como elementos fundantes, para atuar como
profissional de Sistemas da Informação, princípios da ética democrática, tais como:
dignidade humana, justiça, respeito mútuo, participação, responsabilidade, diálogo e
solidariedade.
Os referidos princípios possibilitam, portanto:
 Que o ser humano seja o princípio e fim de todo processo formativo,
possibilitando o desenvolvimento de profissionais comprometidos com a ética e a
busca da verdade e do conhecimento;
 O compromisso com o fortalecimento da cultura acadêmica, através da
interação do ensino, pesquisa e extensão;
 A reflexão e a articulação entre teoria e prática, técnica e humanismo;
 A capacidade de adaptação à evolução tecnológica.
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Considerando os elementos em referência, o Projeto Pedagógico do Curso de
Sistemas de Informação busca a consolidação de uma identidade própria e está
orientado por princípios que compreendem que a formação profissional em Sistemas de
Informação, envolvendo uma prática específica, pressupõe saberes e competências que
demandam um currículo flexível e que possibilite não só a formação de competências
técnicas como também o compromisso da ciência com as transformações sociais.
Como os demais cursos criados no Campus de Crateús, em termos curriculares este
projeto pedagógico assume como preocupação central, a formulação de uma proposta que seja
capaz de formar cidadãos e profissionais que não se limitem apenas ao exercício técnicoprofissional, mas que estejam aptos a uma atuação ético-política, comprometida com as
transformações qualitativas do mundo em que vivemos, na perspectiva da promoção de uma
sociedade democrática, plural e justa.
As orientações curriculares visam, nestes termos: à promoção de uma cultura
acadêmica, de caráter não tecnicista, pautada na ampliação dos espaços de aprendizagem, na
diversidade e integração crescente dos conteúdos científicos e artísticos e na capacidade de lidar
com sua intensa mutação na sociedade contemporânea.
Sob esta ótica, defende-se como princípios curriculares:
• Flexibilização Curricular – recomenda-se a presença de uma proporção
significativa de conteúdos de natureza optativa nos currículos e a redução das
exigências de pré-requisitos, sempre que pertinente, de modo a permitir que o
aluno participe do processo de definição do seu percurso acadêmico.
• Caráter inter e transdisciplinar – compreendido como a valorização da articulação
dos diversos campos do saber, vinculando a formação técnica à formação
humanística, promovendo a relação teoria/técnica/prática articulada a uma
dimensão ético-estética, e dando ao currículo uma perspectiva de conjunto, que
favoreça a superação da visão fragmentada do conhecimento.
• Atualização Permanente – recomenda-se que o PPC fomente m processo de
atualização permanente, que permita estabelecer o aprimoramento e/ou a correção
de trajetórias, a incorporação dos avanços científicos e tecnológicos, as inovações
artísticas e as conquistas substantivas nos diversos campos do conhecimento.
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4.
Perfil Profissional
O profissional egresso do curso de Sistemas de Informação estará apto a lidar
com a inovação, planejamento e gerenciamento da informação e da infraestrutura
necessária, alinhados aos objetivos organizacionais. Esta área de atuação corresponde à
definição de estratégias para o desenvolvimento de tecnologias da informação levando
em conta seu alinhamento com as estratégias de negócios das organizações. Este
disposição tem desdobramentos no âmbito dos processos e infraestrutura organizacional
e tecnológica e objetiva proporcionar vantagens competitivas para as organizações.
Neste sentido, o profissional de Sistemas de Informação atuará prioritariamente na
prospecção de novas tecnologias da informação e no suporte e/ou gestão da
incorporação destas tecnologias às estratégias, planejamento e práticas organizacionais.
Outra área de atuação do egresso é no desenvolvimento e evolução de Sistemas
de Informação e infraestrutura de informação para uso em processos organizacionais,
departamentais e/ou individuais. Este trabalho implica na concretização nos níveis tático
e operacional das soluções necessárias à inovação e flexibilidade organizacionais, onde
o profissional de Sistemas de Informação atuará prioritariamente numa perspectiva de
melhoria contínua dos processos e produtos organizacionais. Com o intuito de
possibilitar esta atuação profissional, o egresso do Bacharelado em Sistemas de
Informação deve dispor de um rol de competências, o qual será descrito a seguir.
5.
Competências e Habilidades
O desempenho das atividades inerentes às duas grandes áreas de atuação em
Sistemas de Informação exige uma ação profissional fundamentada no conhecimento
teórico-prático aprofundado da aplicação das soluções tecnológicas oferecidas pela
Ciência da Computação a problemas existentes nas unidades de negócio de uma
empresa. Inicialmente esta exigência implica em uma capacitação profissional que
integre conhecimentos técnico-científicos de Ciência da Computação; Sistemas de
Informação; Administração e das áreas de negócio (marketing, produção, finanças,
recursos humanos e contabilidade). Além disso, a capacitação deve incluir o
desenvolvimento de habilidades de relacionamento interpessoal, comunicação e
11
trabalho em equipe, na medida em que são características cada vez mais importantes na
atuação profissional. Assim, o profissional de Sistemas de Informação deve dispor de
uma sólida formação conceitual (conhecimento explícito) aliada a uma capacidade de
aplicação destes conhecimentos científicos em sua área de atuação (conhecimento
tácito) de forma a agregar valor econômico à organização e valor social ao indivíduo.
Neste sentido, as competências (conhecimento explícito + conhecimento tácito) do
profissional de Sistemas de Informação podem ser agrupadas em:
 competências tecnológicas e de gestão;
 competências humanas.
Competências tecnológicas e de gestão:
O profissional de Sistemas de Informação deve ser capaz de:
a) compreender a dinâmica empresarial decorrente de mercados mais exigentes e
conscientes de seus direitos e das novas necessidades sociais, ambientais e econômicas;
b) participar do desenvolvimento e implantação de novos modelos de competitividade e
produtividade nas organizações;
c) diagnosticar e mapear, com base científica, problemas e pontos de melhoria nas
organizações, propondo alternativas de soluções baseadas em sistemas de informação;
d) planejar e gerenciar os sistemas de informações de forma a alinhá-los aos objetivos
estratégicos de negócio das organizações;
e) modelar, especificar, implementar, implantar e validar sistemas de informação;
f) auxiliar os profissionais das outras áreas a compreenderem a forma com que sistemas
de informação podem contribuir para as áreas de negócio;
g) participar do acompanhamento e monitoramento da implementação da estratégia da
organização, identificando as possíveis mudanças que podem surgir pela evolução da
tecnologia.
Competências humanas:
O profissional de Sistemas de Informação deve ter as seguintes competências:
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a) ser criativo e inovador na proposição de soluções para os problemas e oportunidades
identificados nas organizações;
b) expressar ideias de forma clara, empregando técnicas de comunicação apropriadas
para cada situação;
c) participar e conduzir processos de negociação para o alcance de objetivos;
d) participar e criar grupos com intuito de alcançar objetivos;
e) ter uma visão contextualizada da área de Sistemas de Informação em termos
políticos, sociais e econômicos;
f) identificar oportunidades de negócio e criar e gerenciar empreendimentos para a
concretização dessas oportunidades;
g) atuar social e profissionalmente de forma ética.
6.
Áreas de Atuação
O egresso terá condições de assumir um papel de agente transformador do
mundo em que vive, sendo capaz de provocar mudanças através da incorporação de
novas tecnologias da informação na solução dos problemas e propiciando novos tipos de
atividades, agregando:
a) domínio de novas tecnologias da informação e gestão da área de Sistemas de
Informação, visando melhores condições de trabalho e de vida;
b) conhecimento e emprego de modelos associados ao uso das novas tecnologias da
informação e ferramentas que representem o estado da arte na área;
c) conhecimento e emprego de modelos associados ao diagnóstico, planejamento,
implementação e avaliação de projetos de sistemas de informação aplicados nas
organizações;
d) uma visão humanística consistente e crítica do impacto de sua atuação profissional na
sociedade e nas organizações.
Desta forma, não exclusivamente, o egresso do curso poderá:
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a) Desenvolver sistemas de informação. Neste sentido, poderá desempenhar os papéis
de analista de sistemas, programador de sistemas, gerente de desenvolvimento de
sistemas
de
informação,
gerente
de
projetos
de
sistemas
de
informação,
consultor/auditor em desenvolvimento de sistemas de informação, etc;
b) Atuar na infraestrutura de tecnologia da informação. O egresso poderá
desempenhar funções como a de analista de suporte, administrador de banco de dados,
gerente de redes de computadores, gerente de tecnologia da informação,
consultor/auditor na área de infraestrutura, dentre outros;
c) Atuar na gestão de Sistemas de Informação. O bacharel poderá atuar como gerente
de sistemas de informação, consultor/auditor em gestão de sistemas de informação,
dentre outras possibilidades de gestão.
Portanto, o egresso do curso deve ser um profissional apto a resolver as
seguintes classes de problemas:
a) modelagem dos problemas organizacionais com o uso dos conceitos, métodos,
técnicas e ferramentas apresentados no curso;
b) identificação de solução computacional, baseada no conhecimento do estado da arte
na área de tecnologia da informação e suas aplicações no mundo organizacional;
c) montagem de projetos específicos para a viabilização das soluções apontadas,
envolvendo a especificação das ferramentas de hardware e software necessárias;
d) validação e transmissão da solução do problema de uma forma efetiva e
contextualizada ao problema original;
e) contextualização no ambiente organizacional e conhecimento da função gerencial.
7.
Metodologias de Ensino e Aprendizagem
O curso de Sistemas da Informação do Campus da UFC em Crateús compreende
a importância, e por isso, pretende desenvolver metodologias de ensino e aprendizagem
inovadoras, que façam uso de novas tecnologias, baseiem-se na construção do
conhecimento e não na sua mera transmissão, instituindo novos papéis para professores
e alunos.
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Nesse sentido, será incentivada e valorizada a atuação do docente como
mediador/facilitador dos processos de ensino e de aprendizagem, intermediando a
relação entre os discentes e o conhecimento. Também se espera que os professores
procurem atuar de forma comprometida com o PPC, procurando sempre que possível
relacionar os assuntos abordados em sua disciplina com outros assuntos, permitindo ao
estudante ter a visão holística do curso.
A metodologia de ensino poderá incluir aulas expositivas, dialogadas e práticas,
assim como o uso de diferentes recursos audiovisuais, visitas técnicas, mini-cursos e
palestras. Intercâmbios institucionais também serão recursos importantes e relevantes na
formação do graduando. A preocupação com a articulação entre a teoria e prática e a
interdisciplinaridade deverá permear a implementação do currículo do curso, cabendo
aos professores encontrar estratégias para sua promoção.
Quanto aos alunos, será estimulada a sua participação ativa, como seres
pensantes e coparticipes da sua formação. Nessa direção, este curso defende como um
de seus princípios, a flexibilidade curricular, conforme já citado anteriormente. A
flexibilidade ou flexibilização curricular amplia o leque de oferta de componentes de
livre-escolha
dos
alunos
(disciplinas
optativas,
optativas-livres
e
atividades
complementares) de modo que o estudante tenha maior possibilidade de construção do
seu percurso formativo, valorizando e incentivando a sua autonomia.
As metodologias de ensino e de aprendizagem terão como referencial o
desenvolvimento das competências e habilidades definidas neste curso, tendo em vista o
perfil do profissional delineado.
A organização do processo de ensino/aprendizagem no Bacharelado em
Sistemas de Informação deverá contribuir para que:
a) os estudantes se responsabilizarem por suas atividades de aprendizagem e
desenvolvam comportamentos proativos em relação aos estudos e ao desenvolvimento
de suas competências;
b) o professor torne-se um gestor do ambiente de aprendizagem e não um repassador de
conteúdos conceituais;
c) as matérias sejam organizadas de modo a facilitar e estimular os grupos de discussão,
visando encorajar a interação entre os estudantes e viabilizar o processo de
aprendizagem em grupo;
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d) o material didático seja organizado de forma que os conceitos venham sendo
construídos e apresentados de forma lógica e incremental, evoluindo de conceitos
simples para situações problema que levem os estudantes a construírem soluções que
articulem os conhecimentos adquiridos ao longo das matérias;
e) sejam estabelecidos níveis de competência, de modo a desafiar a habilidade dos
estudantes e estimular maior entendimento dos conceitos estudados;
f) as avaliações sejam projetadas de forma a permitir aos estudantes verificarem seu
nível de compreensão e suas habilidades para usar os conceitos em situações problema.
Dentro desta perspectiva de organização do processo de ensino/aprendizagem, podem
ser sugeridas atividades tais como:
a) organização do currículo por projetos de trabalho capazes de integrar diferentes
matérias de uma mesma fase do curso, ou, até mesmo, matérias de diferentes fases;
b) implementação de estágios para professores e alunos junto a organizações;
c) organização de laboratórios que permitam a simulação de situações de trabalho que
poderão ser encontradas pelos futuros profissionais;
d) projetos de integração entre as diferentes unidades organizacionais da instituição de
ensino superior que contribuem para a formação profissional dos estudantes;
e) realização de atividades extracurriculares e/ou complementares capazes de oferecer
maiores informações a respeito das atividades exercidas na atuação profissional em
Sistemas de Informação.
De modo a desenvolver as competências necessárias para a atuação em Sistemas
de Informação e, com isso, atender o perfil do egresso desejado, os conteúdos que
compõem o currículo podem ser abordadas em profundidade ou em abrangência. Uma
matéria abordada com profundidade proporciona ao estudante o domínio sobre
conceitos, métodos, técnicas e ferramentas, de forma que possa aplicá-los na sua
atuação direta como profissional de Sistemas de Informação. Uma matéria abordada em
abrangência proporciona uma visão contextualizada daquele conteúdo, permitindo uma
maior compreensão por parte do estudante da relação entre sua atuação profissional
futura e os conhecimentos daquela matéria. Sob essa ótica, os conteúdos foram
organizados e serão da seguinte forma:
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a) Formação básica em Ciência da Computação, Matemática, Sistemas de
Informação
Em Ciência da Computação, serão abordadas com profundidade Programação
(metodologias, técnicas e ferramentas de desenvolvimento de programas), Estruturas de
Dados e Pesquisa e Ordenação de Dados. Adicionalmente, e de acordo com o perfil do
egresso, espera-se uma formação em abrangência em Teoria da Computação,
Algoritmos e Arquitetura de Computadores.
Em Matemática, serão abordadas, com profundidade, a Matemática Discreta e a Lógica
Matemática. Adicionalmente, e de acordo com o perfil do egresso, espera-se uma
formação em abrangência em Matemática Contínua, Probabilidade e Estatística,
Modelagem Matemática e Métodos Quantitativos para resolução de problemas.
Em Sistemas de Informação serão abordados, com profundidade, Teoria Geral de
Sistemas e Fundamentos de Sistemas de Informação.
b) Formação tecnológica
Em Engenharia de Software, serão abordados com profundidade o processo de
desenvolvimento de software (Análise, Projeto, Construção, Testes, Conversão e
Manutenção), gerenciamento de projetos de software e qualidade de software.
Além disso, considera-se que sejam abordadas, com profundidade, as tecnologias de
Banco de Dados, Redes de Computadores, Sistemas Operacionais e Sistemas
Distribuídos. É importante destacar que deve ser estimulada a prática relativa ao uso
destas tecnologias. O objetivo é capacitar o egresso do Bacharelado em Sistemas de
Informação na seleção e aplicação destas tecnologias no desenvolvimento e uso de
sistemas de informação nas organizações.
Na área de Sistemas de Informação Aplicados serão abordados em profundidade:
Gestão da Informação e de Sistemas de Informação, Segurança e Auditoria de Sistemas
de Informação, Trabalho Cooperativo Baseado em Computador, Sistemas de Apoio a
Decisão, Avaliação de Sistemas. Adicionalmente, e de acordo com o perfil do egresso, o
mesmo terá uma formação abrangente e contextualizada à realidade de suas aplicações,
dos conteúdos de Compiladores, Sistemas Multimídia, Interface Homem-Máquina,
Realidade Virtual, Computação Gráfica, Processamento de Imagens, Inteligência
Artificial.
17
c) Formação complementar
Em se tratando de Sistemas de Informação, a matéria Administração se destaca,
pois capacita o egresso nos aspectos relativos à dimensão organizacional dos sistemas
de informação. A ênfase deve estar nos aspectos relacionados à aplicação de sistemas de
informação e seus impactos organizacionais, do ponto de vista dos níveis decisórios
(estratégico, tático e operacional), das funções empresariais (produção, marketing,
finanças, recursos humanos, contabilidade) e dos processos de negócio. Neste sentido, é
preciso abordar com profundidade os fundamentos da administração, incluindo a
dinâmica do processo administrativo (planejamento, organização, direção e controle) e
os modelos e dinâmica do processo decisório.
Adicionalmente, e de acordo com o perfil do egresso, espera-se uma formação
abrangente e contextualizada à realidade de suas aplicações nas funções empresariais
básicas (marketing, finanças, contabilidade, produção, recursos humanos). O estudo das
funções empresariais estará centrado na compreensão dos principais processos de
negócio, nas respectivas necessidades de informação e no papel dos sistemas de
informação para viabilizar a automação, racionalização e melhoria da competitividade
destes processos de negócio. Além disso, de acordo com o perfil do egresso, faz
necessária uma formação abrangente em economia e direito para que os profissionais de
Sistemas de Informação possam interagir com profissionais de outras áreas na busca de
soluções computacionais para problemas organizacionais.
Em especial, na área do comportamento organizacional devem ser abordados
aspectos focados nas relações dentro de grupos humanos em processos de mudança e
relacionados ao impacto das novas tecnologias no ambiente.
O curso de Sistemas de Informação adotará alguns procedimentos e projetos
acadêmicos visando dar suporte às suas estratégias pedagógicas, cujo princípio explicita
uma concepção educativa agenciadora de uma formação ampla e real diante dos seus
objetivos propostos. Nesta perspectiva, destacam-se as seguintes iniciativas para dar
suporte às estratégias pedagógicas do curso:
I) Uso Intensivo de Laboratórios:
Um curso de Sistemas de Informação se caracteriza por uma intensa interação
entre hardware e software, sendo, portanto, importante o incentivo ao desenvolvimento
18
de atividades nos laboratórios específicos do curso, notadamente de Engenharia de
Software. Note-se que privilegiamos uma formação que transcenda a sala de aula e que
privilegie a interação entre o prático e o teórico, reforçando uma vez mais o papel dos
laboratórios e biblioteca como elementos centrais de qualidade do curso.
II) Atividades de Nivelamento :
O curso demanda conhecimentos prévios de matemática do ensino médio.
Alguns alunos nos primeiros semestres do curso necessitarão de reforço escolar em
matérias ligadas à matemática. Pretende-se aqui fornecer atividades extracurriculares
para o ensino da matemática do ensino médio.
III) Atividades Conjuntas da Graduação e Pós-graduação :
O Departamento de Computação de Fortaleza, na qualidade de tutor do curso
poderá contribuir fazendo com que suas atividades de pós-graduação stricto e lato sensu
interaja com o curso de Sistemas de Informação em Crateús.

oferta de seminários de pesquisa abertos à participação de professores e
alunos de Crateús;

projetos e grupos de pesquisa envolvendo as duas unidades;

palestras ofertadas tanto em Fortaleza quanto em Crateús;

oportunidade de qualificação acadêmica para professores e alunos em
seus cursos de pós-graduação.
IV) Mobilidade Acadêmica
O MEC introduziu o programa de Mobilidade Acadêmica que permite o
intercâmbio entre alunos de IFES. Este programa mostra-se amplamente adequado para
que alunos dos cursos de Crateús e Fortaleza possam por períodos determinados
conhecer a realidade da formação do outro curso, ampliando suas possibilidades de
formação.
8.
Organização Curricular
As tabelas a seguir apresentam as matérias a serem observadas na construção de
projetos pedagógicos de cursos de Bacharelado em Sistemas de Informação. Para cada
19
matéria está indicado se a mesma deve ser estudada em profundidade ou em
abrangência. Pode-se observar ainda que matérias cuja recomendação é que sejam
abordadas em abrangência, podem ser operacionalizadas como unidades dentro do
conteúdo programático de determinadas disciplinas de acordo com o projeto pedagógico
do curso proposto pela instituição de ensino superior.
As disciplinas foram agrupadas nas seguintes Unidades Curriculares:
1. Matemática
2. Ciência da Computação
3. Sistemas de Informação
4. Tecnologia da Computação
5. Formação Complementar
6. Formação Humanística e Suplementar
A carga horária total do curso é de 3.168 horas, tendo sido distribuída da
seguinte forma:
PERCENTUAL SOBRE
A CARGA HORÁRIA TOTAL
DO CURSO
CARGA-HORÁRIA
No. DE
HORAS
No. DE
CRÉDITOS
Disciplinas Obrigatórias
1.504
94
50,00%
Disciplinas Optativas
384
24
12,77%
Disciplinas Optativas-livres
320
20
10,64%
Estágio Supervisionado
320
20
10,64%
Trabalho Final de Curso
192
12
6,38%
Atividades Complementares
288
18
9,57%
TOTAL
3.008
188
100%
O currículo do curso foi organizado em 5 (cinco) eixos de formação, quais
sejam:
I. Formação Básica
II. Formação Tecnológica
III. Formação Complementar
IV. Formação Humanística
V. Formação Profissional
20
I. Formação Básica
A área de formação básica é composta pela Formação Básica em Ciência da
Computação e Formação Básica em Matemática. Adicionalmente propostas da
Sociedade Brasileira de Computação levaram a proposição de uma Formação Básica em
Sistemas de Informação.
I.1 Formação Básica em Ciência da Computação
Matéria
Programação
Computação e Algoritmos
Arquitetura de Computadores
Conteúdo
Técnicas de Programação
Linguagens de Programação
Estruturas de Dados
Pesquisa e Ordenação
Computabilidade
Linguagens Formais
Complexidade
Arquitetura de Computadores
Abrangência
Profundidade
X
X
X
X
X
X
X
X
I.2 Formação Básica em Matemática
Matéria
Matemática
Conteúdo
Matemática Discreta
Lógica Matemática
Cálculo Diferencial e Integral
Probabilidade e Estatística
Abrangência
Profundidade
X
X
X
X
I.3 Formação Básica em Sistemas de Informação
Matéria
Sistemas de Informação
Conteúdo
Teoria Geral dos Sistemas
Fundamentos de Sistemas de
Informação
Abrangência
Profundidade
X
X
II. Formação Tecnológica
A área de formação tecnológica é composta por um conjunto de matérias
relacionadas às tecnologias de informação empregadas em sistemas de informação.
Adicionalmente as discussões no âmbito da Sociedade Brasileira de Computação
levaram a proposição de uma Formação Tecnológica em Sistemas de Informação
Aplicados.
Matéria
Sistemas operacionais, Redes
de computadores e Sistemas
Distribuídos
Conteúdo
Sistemas Operacionais
Redes de Computadores
Sistemas Distribuídos
Compiladores
Banco de Dados
Engenharia de Software
Compiladores
Banco de Dados
Processo de Desenvolvimento
de Software (Análise, Projeto,
Construção,Testes, Conversão e
Manutenção, etc.).
21
Abrangência
Profundidade
X
X
X
X
X
X
Sistemas Multimídia, Interface
homem-máquina e Realidade
Virtual
Inteligência Artificial
Sistemas de Informação
Aplicados
Gerência de projetos de
Software
Qualidade de Software
Multimídia
X
Interfaces Homem-Máquina
X
Inteligência Artificial
Gestão da Informação e dos
Sistemas de Informação
Auditoria e Segurança de
Sistemas de Informação
Sistemas de Apoio a Decisão
Avaliação de Sistemas
Trabalho Cooperativo Apoiado
por Computador
X
X
X
X
X
X
X
X
III. Formação Complementar
A área de formação complementar é composta por um conjunto de matérias que
visa a preparação do egresso para interação com profissionais de outras áreas. Para o
Bacharelado em Sistemas de Informação destacam-se aquelas matérias que visam dar ao
egresso o embasamento organizacional da atuação em Sistemas de Informação.
Matéria
Administração
Conteúdo
Abrangência
Teoria Geral da Administração.
Profundidade
X
Organização, Sistemas e
X
Métodos
Tomada de Decisão
Gestão do conhecimento
X
X
Funções, Empresariais:
Marketing, Finanças, Produção
X
e Logística
Contabilidade e Custos
Contabilidade e Custos
X
Métodos quantitativos
Métodos quantitativos
X
Direito e Legislação
Direito e Legislação
X
Economia
Economia
X
Comportamento Organizacional
Comportamento Organizacional
X
22
IV. Formação Humanística
A área de formação humanística é composta por um conjunto de matérias que
visa subsidiar a discussão e compreensão da dimensão humana dos sistemas de
informação.
Matéria
Sociologia
Filosofia
Ética
Educação em Direitos Humanos
Relações étnico-Raciais e
Africanidades
Educação Ambiental
LIBRAS
Conteúdo
Sociologia
Filosofia
Ética
Direitos Humanos
Sociologia, Educação e História
Educação e Ciências Naturais,
Direito Ambiental
LIBRAS
Abrangência
X
X
X
X
Profundidade
X
X
X
V. Formação Profissional
A Sociedade Brasileira de Computação levantou a proposição de uma Formação
Profissional composta por matérias que não se enquadram perfeitamente nas áreas de
originalmente propostas pelos referenciais curriculares da referida sociedade.
Matéria
Trabalho de Conclusão
Estágio Profissional
Empreendedorismo
9.
Conteúdo
A atribuir
A atribuir
Empreendedorismo
Abrangência
Profundidade
X
X
X
Integralização Curricular
Hodiernamente não mais se concebe que a formação do futuro profissional possa
se dar restrita exclusivamente à sala de aula, através de conteúdos ministrados em
disciplinas. Embora esta constitua ainda a principal parte da formação, é fundamental
uma diversificação de experiências, estratégias e ambientes pedagógicos que venham a
complementar a formação. Assim, o contato do formando com seu campo de atuação, a
experiência em resolver problemas em sua área de atuação que afetam a sociedade, a
busca, individual ou em equipe e supervisionadas por um professor, por conhecimentos
que aprofundem os conteúdos cobertos pelo curso, são atividades de igual relevância na
formação.
23
A integralização curricular compreenderá uma formação de 3.008 horas
(equivalendo a 188 créditos2) com tempo recomendado para conclusão em 4 (quatro)
anos ou 8 (oito) semestres e tempo máximo de 6 (seis) anos ou 12 (doze) semestres.
Compreende disciplinas obrigatórias, optativas, optativas- livres e atividades
extraclasse: estágio supervisionado, trabalho de conclusão de curso e atividades
complementares, como extensão, monitoria, iniciação científica, participação e
organização de seminários e palestras etc. Eventualmente, respeitado o limite de até
20% da carga horária total do curso, em conformidade com a Portaria MEC nº.
4.059/2004, algumas disciplinas poderão ser ministradas a distância.
Segue a integralização curricular do curso de Sistemas de Informação do
Campus Crateús:
2
Na UFC um crédito é equivalente a 16 horas-aula.
24
INTEGRALIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DO CAMPUS UFC EM CRATEÚS
Componentes Curriculares Obrigatórios
Semestre Nome do Componente
Carga
Carga
Carga
Pré-requisito(s)
Curricular
Horária
Horária
Horária
Teórica
Prática
Total
1º
Fundamentos de Programação
48 h
48 h
96 h
1º
Introdução à Ciência da Computação e Sistemas
64 h
0h
64 h
de Informação
1º
Teoria Geral da Administração
64 h
0h
64 h
1º
Matemática Básica
64 h
0h
64 h
1º
Pré-Cálculo
32 h
0h
32 h
2º
Arquitetura de Computadores
64 h
0h
64 h
2º
Cálculo Diferencial e Integral I
64 h
0h
64 h
Matemática Básica
2º
Programação Orientada a Objetos
32 h
32 h
64 h
Fundamentos de Programação
2º
Matemática Discreta
64 h
0h
64 h
Matemática Básica
2º
Teoria Geral de Sistemas
64 h
0h
64 h
3º
Estrutura de Dados
32 h
32 h
64 h
Fundamentos de Programação
3º
Fundamentos de Banco de Dados
64 h
0h
64 h
3º
Probabilidade e Estatística
32 h
32 h
64 h
Matemática Básica
3º
Sistemas Operacionais
48 h
16 h
64 h
Arquitetura de Computadores
4º
Análise e Projeto de Sistemas
64 h
0h
64 h
Programação Orientada a Objetos
4º
Gestão da Informação e dos Sistemas de
64 h
0h
64 h
Informação
4º
Linguagens de Programação
64 h
0h
64 h
Fundamentos de Programação
4º
Lógica para Computação
48 h
16 h
64 h
Matemática Básica
5º
Construção de Sistemas de Gerência de Banco de 64 h
0h
64 h
Fundamentos de Banco de Dados
Dados
5º
Engenharia de Software
64 h
0h
64 h
Programação Orientada a Objetos
5º
Desenvolvimento de Software
64 h
0h
64 h
Linguagens de Programação
5º
Redes de Computadores
64 h
0h
64 h
6º
Auditoria e Segurança de Sistemas de Informação 64 h
0h
64 h
6º
Gerência de Projetos de Software
64 h
0h
64 h
Engenharia de Software
25
7º
7º
7º
Estágio Supervisionado I
Projeto de Pesquisa Científica e Tecnológica
Trabalho de Conclusão de Curso I
Estágio Supervisionado II
8º
Trabalho de Conclusão de Curso II
8º
Componentes Curriculares Optativos
Avaliação de Sistemas
Compiladores
Contabilidade e Custos
E-Business
Economia e Finanças
Empreendedorismo
Ética, Direito e Legislação
Filosofia da Ciência
Funções Empresariais
Gerência de Redes
Inglês Instrumental I
Inglês Instrumental II
Inteligência Artificial
Interface Humano-Computador
Introdução à Computação Gráfica
Linguagens Formais e Autômatos
Projeto e Análise de Algoritmos
Qualidade de Software
Sistemas Distribuídos
Sistemas Multimídia
Sociologia
Teoria da Computação
Tópicos Avançados em Banco de Dados
0h
16 h
160 h
16 h
160 h
32 h
32 h
0h
0h
0h
160 h
96 h
32 h
160 h
96 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
26
Auditoria e Segurança de Sistemas de Informação
e
Gerência de Projetos de Software
Estágio Supervisionado I
Trabalho de Conclusão de Curso I
Linguagens de Programação
Inglês Instrumental I
Lógica para Computação
Matemática Básica
Estrutura de Dados
Engenharia de Software
Sistemas Operacionais
Matemática Discreta
Fundamentos de Banco de Dados
e
Tópicos Avançados em Redes de Computadores
Trabalho Cooperativo Baseado em Computadores
Tópicos Especiais I
Tópicos Especiais II
Tópicos Especiais III
Tópicos Especiais IV
Redes Sociais
Sistemas Multiagentes
Governança Estratégica de Tecnologia da Informação
Programação Linear
Língua Brasileira de Sinais
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
48 h
32 h
64 h
48 h
64 h
0h
0h
0h
0h
0h
0h
16 h
32 h
0h
16 h
0h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
64 h
27
Análise e Projeto de Sistemas
Desenvolvimento de Software para Web
Programação Orientada a Objetos
Gestão da Informação e dos Sistemas de Informação
Estrutura de Dados
-
10.
Estágio Supervisionado
O estágio visa assegurar o contato do formando com situações, contextos e
instituições, permitindo que conhecimentos, habilidades e atitudes se concretizem em
ações profissionais, promovendo a articulação entre teoria e prática, contribuindo para a
consolidação das competências desenvolvidas ao longo do curso, tendo em vista o perfil
de profissional que se deseja formar e pressupõe supervisão sistemática, feita
conjuntamente por professor supervisor e por profissional do campo, com base em
planos de estágio elaborados em conjunto pelas unidades de ensino e organizações que
oferecem estágio.
A carga-horária do estágio será de 320 horas, distribuída nos dois últimos
semestres do curso, através das atividades “Estágio Supervisionado I”, com 160 horas,
no 7º semestre e “Estágio Supervisionado II”, com 160 horas, no 8º semestre, realizadas
fora do âmbito da UFC na área de Computação.
Para o efetivo acompanhamento e avaliação das atividades de estágio deverá ser
elaborado um Manual específico em conformidade com a Resolução CEPE/UFC nº.
32/2009 e com a Lei nº. 11.788/2008.
11.
Trabalho de Conclusão de Curso - TCC
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) objetiva capacitar os alunos na
elaboração e apresentação de um trabalho acadêmico produzido a partir da inter-relação
de conhecimentos vistos durante o curso, seguindo normas técnicas relativas à
formatação do documento, às referências bibliográficas e às citações, podendo ser
desenvolvido de diferentes formas, monografia, produto, projeto, artigo científico.
O curso de Bacharelado em Sistemas de Informação possui um Trabalho de
Conclusão de Curso (TCC) a ser realizado através de duas atividades: TCC I, no 7º
semestre, com carga horária de 32 horas; e TCC II, no 8º semestre, com 160 horas.
28
Para o acompanhamento, desenvolvimento e avaliação deste componente
curricular será elaborado um Manual que aborde, de modo claro e objetivo, os
diferentes tipos de trabalhos aceitos para a conclusão do curso.
12.
Atividades Complementares
As atividades complementares possibilitam o reconhecimento de habilidades e
competências do aluno, inclusive adquiridas fora do ambiente escolar, contribuindo para
a flexibilização do currículo com a contabilização no histórico escolar de vivências
adquiridas fora da sala de aula. Trata-se, portanto, de componentes curriculares
enriquecedores da formação.
Na UFC, essas atividades encontram-se normatizadas pela Resolução CEPE Nº.
7/2005, segundo a qual:
Art. 2º. – São consideradas atividades complementares:
I – Atividades de iniciação à docência;
II – Atividades de iniciação à pesquisa;
III – Atividades de extensão;
IV - Atividades artístico-culturais e esportivas;
V – Atividades de participação e/ou organização de eventos;
VI – Experiências ligadas à formação profissional e/ou correlatas;
VII – Produção Técnica e/ou Científica;
VIII – Vivências de gestão;
IX – Outras atividades, estabelecidas de acordo com o Art. 3o. desta Resolução.
Art. 3°. – As Coordenações de Cursos de Graduação poderão aprovar normatizações
específicas, incluindo estratégias pedagógico-didáticas não previstas no Art. 2o. desta
Resolução e estipulando carga horária mínima integralizada ou período cursado das
Atividades Complementares.
Considerando a especificidade de um curso na área de Computação, ênfase será
dada ao desenvolvimento de experiências práticas requisitadas pelo mercado de
Tecnologia da Informação e Comunicação. Nesse sentido, os alunos serão incentivados
29
a realizarem atividades diversas nos laboratórios de ensino de informática, de forma a
contemplarem situações fictícias e reais e aprenderem a trabalhar nas mesmas. Os
professores do curso, por sua vez, serão estimulados a ofertar oportunidades de trabalho
em equipe a serem desenvolvidos nos laboratórios do campus com a participação dos
alunos nos projetos do Núcleo de Práticas. O curso de Sistemas de Informação terá
carga horária de 288 horas a serem integralizadas em atividades complementares.
Os regulamentos e modos de avaliação serão explicitados em manual específico a
ser encaminhado para as instâncias responsáveis.
13.
Avaliação do Ensino e Aprendizagem
De modo geral, os mecanismos de avaliação da aprendizagem do aluno em sala
são muito particulares a cada professor que os determina no momento da elaboração do
plano de ensino. Entretanto, o curso de Sistemas de Informação de Crateús pretende
incentivar a definição conjunta entre docentes e discentes das formas de avaliação e a
utilização de instrumentos diversos, que além das provas objetivas, possam contemplar
a realização de seminários, a elaboração de relatórios, a construção de projetos,
protótipos, entendendo que a aprendizagem não se dá através da simples memorização
de conteúdos, mas sim, a partir da sua compreensão e contextualização. Ao lado disso,
pretende-se a cada início de ano, realizar alguns fóruns de avaliação dos resultados do
desempenho dos alunos em relação aos objetivos de cada disciplina e atividade, a fim de
detectar dificuldades na aprendizagem, replanejar e tomar decisões que diminuam o
represamento e evasão de alunos.
Institucionalmente, a avaliação dos processos de ensino e de aprendizagem
seguirá as normas estabelecidas pelo Regimento Geral da UFC, segundo o qual,
citamos:
Art. 109. A avaliação do rendimento escolar será feita por disciplina e, quando se fizer
necessário, na perspectiva de todo o curso, abrangendo sempre a assiduidade e a
eficiência, ambas eliminatórias por si mesmas.
§ 1º Entende-se por assiduidade a frequência às atividades correspondentes a cada
disciplina.
§ 2º Entende-se por eficiência o grau de aproveitamento do aluno nos estudos
desenvolvidos em cada disciplina.
30
Art. 110. A verificação da eficiência em cada disciplina será realizada
progressivamente durante o período letivo e, ao final deste, de forma individual ou
coletiva, utilizando formas e instrumentos de avaliação indicados no plano de ensino e
aprovados pelo Departamento.
§ 1º As avaliações escritas, após corrigidas, e suas notas transcritas nos mapas de
notas pelo professor, serão devolvidas ao aluno.
§ 2º A devolução de que trata o parágrafo anterior deverá fazer-se pelo menos até 07
(sete) dias antes da verificação seguinte.
§ 3o Será assegurada ao aluno a segunda chamada das provas, desde que solicitada,
por escrito, até 03 (três) dias úteis decorridos após a realização da prova em primeira
chamada.
§ 4º É facultado ao aluno, dentro de 03 (três) dias úteis após o conhecimento do
resultado da avaliação, solicitar justificadamente a respectiva revisão pelo próprio
docente, encaminhando o pedido através do chefe do Departamento correspondente.
Art. 111. Os resultados das verificações do rendimento serão expressos em notas na
escala de 0 (zero) a 10 (dez), com, no máximo, uma casa decimal.
Art. 112. A verificação da eficiência compreenderá as avaliações progressivas e a
avaliação final.
§ 1º Entende-se por avaliações progressivas, aquelas feitas ao longo do período letivo,
num mínimo de duas, objetivando verificar o rendimento do aluno em relação ao
conteúdo ministrado durante o período.
§ 2º Entende-se por avaliação final, aquela feita através de uma verificação realizada
após o cumprimento de pelo menos 90% (noventa por cento) do conteúdo programado
para a disciplina no respectivo período letivo.
Art. 113. Na verificação da assiduidade, será aprovado o aluno que frequentar 75%
(setenta e cinco por cento) ou mais da carga horária da disciplina, vedado o abono de
faltas.
Art. 114. Na verificação da eficiência, será aprovado por média o aluno que, em cada
disciplina, apresentar média aritmética das notas resultantes das avaliações
progressivas igual ou superior a 07 (sete).
§ 1º O aluno que apresentar a média de que trata o caput deste artigo, igual ou
superior a 04 (quatro) e inferior a 07 (sete), será submetido à avaliação final.
§ 2º O aluno que se enquadrar na situação descrita no parágrafo anterior será
aprovado quando obtiver nota igual ou superior a 04 (quatro) na avaliação final,
média final igual ou superior a 05 (cinco), calculada pela seguinte fórmula:
MF = NAF + ∑ NAP/n
2
onde: MF = Média Final;
NAF = Nota de Avaliação Final;
NAP = Nota de Avaliação Progressiva;
n = Número de Avaliações Progressivas.
§ 3º Será reprovado o aluno que não preencher as condições estipuladas no art. 113,
no caput e § 2º do art. 114.
31
Art. 115. Constará da síntese de rendimento escolar o resultado final de aprovação do
aluno, expresso por:
a) Média aritmética das avaliações progressivas;
b) nota de avaliação final;
c) média final;
d) frequência
32
14. Avaliação do Projeto Pedagógico
Esta avaliação terá como objetivo possibilitar a retroalimentação do processo de
elaboração e implementação do projeto para que seja possível detectar os pontos a
serem revistos, ajustados e reformulados. Parte-se do entendimento do projeto
pedagógico como um processo dinâmico, aberto e flexível que se constrói
continuamente com a participação de toda a comunidade acadêmica diretamente
relacionada ao curso (docentes, discentes e técnico-administrativos), bem como com a
colaboração de representantes da sociedade civil, com o intuito de manter o curso
sintonizado com as necessidades do ambiente externo e propiciar o aperfeiçoamento
constante das suas condições de ensino.
Esse esforço de construção coletiva implica a seleção de valores e conhecimentos.
Para tal, é necessário a construção de um espaço democrático de tomada de decisões,
que estimule o diálogo constante entre os participantes envolvidos, procurando construir
uma a dinâmica no cotidiano educativo e, consequentemente, assumir o compromisso
com um pacto pedagógico (Veiga, 1998).
Essa participação é fundamental, pois determina a legitimidade do projeto, mas
não deve ser imposta; deve ser conquistada por uma equipe coordenadora (Veiga,
1998), pois a imposição só gera projetos burocráticos que se revelam ineficientes
(Gadotti, 1997).
Por outro lado, ainda de acordo com Veiga (2003), a compreensão do projeto
como processo inscreve-o numa inovação emancipatória ou edificante, que enfatiza o
desenrolar da construção e reconstrução do projeto, pautada pelo debate entre os atores
envolvidos sobre a realidade interna da instituição e o contexto social mais amplo.
Nesse caso, o desenvolvimento do projeto dá-se: (i) pela via democrática; (ii) de dentro
para fora; (iii) numa perspectiva globalizante e sistêmica; (iv) sem separação entre fins e
meios, uma vez que a ação incide sobre ambos; (v) e pressupõe uma ruptura que, acima
de tudo, predisponha as pessoas e a instituição para a indagação e para a emancipação.
Assumir essa perspectiva, implica conceber que o PPC não se restringe a um
programa de estudos, a um agrupamento de planos de ensino ou a um conjunto de
atividades ordenadas; implica reconhecer que o PPC não é algo estático, um documento,
que uma vez construído deve ser arquivado ou enviado para as instâncias competentes
como
prova do
cumprimento
de formalidades
33
burocráticas (Veiga,
1995).
Contrariamente, a (re)construção de um projeto educativo decorre continuamente ao
longo de um processo, pois o projeto não é um produto fechado. O seu processo de
construção traduz-se nas tarefas de pensar/elaborar o projeto, pensar/realizar o projeto,
pensar/avaliar o projeto e pensar/reformular o projeto, pois o que se pretende vai além
da reorganização da educação, aquilo que se busca é a melhoria da qualidade de todo o
processo vivenciado.
Para efetivação dessa avaliação poderão se instrumentos e técnicas diversas, tais
como questionários, entrevistas, grupos focais, entre outras metodologias que permitam
o levantamento de dados acerca da implementação do curso de Sistemas de Informação
do Campus de Crateús.
Como estratégias de ação, planeja-se levar a cabo:
- A discussão ampla do projeto pedagógico com o corpo docente do curso para
avaliação da proposta formativa, buscando averiguar sua adequação aos
parâmetros curriculares da área das TIC, bem como sua relação com o contexto
local e regional em que o curso está inserido e com a qualificação e experiência
acadêmica e profissional de seus professores. Entende-se que o colegiado do
Curso
será
proponente
e
executor
dessa
conjectura,
desenvolvendo
adequadamente os seus instrumentos e metodologias. Contudo, pode-se adiantar,
sabe-se que a necessidade de avaliação do projeto pedagógico é permanente,
então se subentende que semestralmente o ensino, o currículo e o PPC deverão
ser objeto de discussão, refletindo sobre o prescrito nesta projeção e o exequível.
- A escuta dos alunos, semestralmente, no decorrer da instalação do curso, para
averiguar se suas expectativas em relação à formação estão sendo atendidas,
para levantar as possíveis dificuldades existentes nas disciplinas, nos processos
de ensino e de aprendizagem, como também se as condições de infraestrutura
(salas de aula, laboratório, acervo da biblioteca) atendem as suas necessidades.
- A promoção de encontros e debates, anuais, incluindo representantes da
sociedade sejam lideranças comunitárias, membros de associações profissionais,
empresários, entre outros, para avaliar se o curso vai ao encontro das demandas
sociais e econômicas.
34
Por fim, sobre o acompanhamento e avaliação do Projeto Pedagógico do Curso
de Computação, expõe-se o entendimento da necessidade de que o acompanhamento e a
avaliação desta projeção sejam feitos por todos os membros da comunidade acadêmica,
e com a mesma regularidade. Assim, dizemos que professores e estudantes
semestralmente farão avaliação da proposta, analisando sua concepção, sua execução e
o atendimento aos objetivos expostos neste documento. Pretende-se seguir as
recomendações da CPA, analisando: o planejamento docente, a atuação do professor na
execução do planejado, as formas de acompanhamento da aprendizagem discente. Do
mesmo modo, entende-se a importância de que professores e estudantes se autoavaliem, identificando-se, possivelmente, procedimentos, hábitos e métodos capazes de
progressão do ensino e obtenção de qualidade na formação profissional dos estudantes.
35
ANEXO A
Ementa das Disciplinas
Técnicas de Programação
Desenvolvimento de algoritmos e programas de computador. Metodologias, técnicas e
ferramentas de programação de computadores.
Linguagens de Programação
Conceitos de linguagens de programação. Paradigmas de linguagens de programação:
imperativas, funcionais, lógicas e orientadas a objetos. Noções de semântica formal.
Teoria dos tipos: sistemas de tipos, polimorfismo. Verificação e inferência de tipos.
Semântica formal de tipos.
Estruturas de Dados
Tipos básicos de dados. Listas lineares e suas generalizações: listas ordenadas, listas
encadeadas, pilhas e filas. Aplicações de listas. Árvores e suas generalizações: árvores
binárias, árvores de busca, árvores balanceadas (AVL), árvores B e B+. Aplicações de
árvores.
Pesquisa e Ordenação
Algoritmos para pesquisa e ordenação em memória principal e secundária.
Organização de arquivos. Técnicas de recuperação de informações.
Computabilidade
Maquina de Turing, Maquina. de Registradores, Funções recursivas, Outras
formulações de Algoritmos, Tese de Church, Problemas insolúveis, Interatividade
(concorrência, paralelismo, sincronismo, algoritmos paralelos etc)
Linguagens Formais
Linguagens, Gramáticas, Autômatos, Hierarquia de Chomski, Semântica de linguagens
de programação.
Complexidade
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Desenvolvimento de algoritmos. Técnicas de projeto de algoritmos eficientes. Análise
assintótica de limites de complexidade. Técnicas de prova de cotas inferiores.
Exemplos de análise de algoritmos iterativos e recursivos. Programação dinâmica.
Algoritmos probabilísticos.Complexidade Pessimista, Complexidade Media,
Complexidade Mínima do problema, Classes de problemas: P, NP, NPCompleta.
Arquitetura de Computadores
Sistemas numéricos. Aritmética binária: ponto fixo e ponto flutuante. Organização de
computadores: memórias, unidade central de processamento, unidades de entrada e
unidades de saída. Linguagens de montagem. Modos de endereçamento, conjunto de
instruções. Mecanismos de interrupção e de exceção. Barramento, comunicações,
interfaces e periféricos. Organização de memória. Memória auxiliar. Arquiteturas RISC
e CISC. Pipeline. Paralelismo de baixa granularidade. Processadores superescalares e
superpipeline. Multiprocessadores. Multicomputadores. Arquiteturas paralelas e não
convencionais.
Matemática Discreta
Conjuntos. Álgebra dos conjuntos. Relações. Funções. Estruturas algébricas.
Reticulados. Álgebra Boolena. Teoria dos Grafos.
Lógica Matemática
Lógica sentencial e de Primeira ordem. Sistemas dedutivos naturais e axiomáticos.
Completeza, consistência e coerência. Formalização de problemas. Formalização de
programas e sistemas de computação simples.
Cálculo Diferencial e Integral
Números reais. Funções. Limites. Continuidade. Derivação. Integração. Seqüências e
séries. Equações diferenciais ordinárias.
Probabilidade e Estatística
Fundamentos de análise combinatória. Conceito de probabilidade e seus teoremas
fundamentais. Variáveis aleatórias. Distribuições de probabilidade. Conceito e
objetivos da estatística. Estatística descritiva. Noções de amostragem. Distribuições
amostrais: discreta e contínua. Inferência estatística: teoria da estimação e testes de
hipóteses. Regressão linear simples. Correlação. Análise de variância.
Teoria Geral de Sistemas
37
A origem e o conceito da Teoria Geral de Sistemas. O conceito de sistema.
Componentes genéricos de um sistema. As relações entre sistema e ambiente.
Hierarquia de sistemas. Classificações dos sistemas. Enfoque sistêmico. O pensamento
sistêmico aplicado na resolução de problemas. O pensamento sistêmico aplicado às
organizações. Modelagem de Sistemas.
Fundamentos de Sistemas de Informação
Bases conceituais e filosóficas da área de Sistemas de Informação. Os conceitos,
objetivos, funções e componentes dos sistemas de informação. As dimensões
tecnológica, organizacional e humana dos sistemas de informação. Os tipos de sistemas
de informação. Áreas de pesquisa em Sistemas de Informação. Conhecimento
científico e metodologia de pesquisa em Sistemas de Informação.
Sistemas Operacionais
O histórico, o conceito e os tipos de sistemas operacionais. A estrutura de sistemas
operacionais. Gerenciamento de memória. Memória virtual. Conceito de processo.
Gerência de processador: escalonamento de processos, monoprocessamento e
multiprocessamento. Concorrência e sincronização de processos. Alocação de recursos
e deadlocks. Gerenciamento de arquivos. Gerenciamento de dispositivos de
entrada/saída.
Redes de Computadores
Evolução das redes de computadores. Organização das redes de computadores. O
modelo OSI e a arquitetura TCP/IP. Padrões da ISO e do IETF. Redes Locais. Projeto
de Redes. Redes de longa distância. Equipamentos de conectividade. TCP/IP.
Algoritmos e protocolos de roteamento. Protocolos de transporte TCP e UDP.
Protocolos de aplicação. Qualidade de Serviço em redes de computadores. Multicast.
ATM. Administração de redes de computadores. Gerência de redes de computadores.
Sistemas Distribuídos
Conceitos básicos: histórico, terminologia, sistemas centralizados, distribuídos,
paralelos ou de alto desempenho. Paradigmas de comunicação entre processos (IPC).
Programação de aplicações cliente/servidor em uma rede de computadores com
Sockets e TCP/IP. Sincronização em sistemas distribuídos. Algoritmos distribuídos.
Sistemas distribuídos tolerantes a falhas. Sistemas operacionais distribuídos. Objetos
distribuídos.
Compiladores
Fundamentos de linguagens formais. O conceito e a estrutura dos compiladores. O
modelo análise-síntese. Análise léxica. Análise sintática. Recuperação de erros.
38
Banco de Dados
Visão geral do gerenciamento de banco de dados. Arquitetura de um Sistema
Gerenciador de Banco de Dados. Modelagem e projeto de banco de dados.
Gerenciamento de transações. Controle de concorrência. Recuperação e otimização.
Segurança. Bancos de dados distribuídos. Bancos de dados hierárquico, relacional,
orientado à objetos. Datawarehouse, Datamarts. Datamining e OLAP.
Engenharia de Software
Histórico da produção de software e a origem e os objetivos da Engenharia de
Software. O processo de software e o produto de software. Ciclo de vida de sistemas e
seus paradigmas. Uso de modelos, metodologias, técnicas e ferramentas de análise e
projeto de sistemas (paradigma estruturado e paradigma orientado a objetos). Processo
de desenvolvimento de sistemas de informação para suporte ao processo decisório e
estratégico.
Gerência de projetos de software
O conceito e os objetivos da gerência de projetos. Abertura e definição do escopo de
um projeto. Planejamento de um projeto. Execução, acompanhamento e controle de um
projeto. Revisão e avaliação de um projeto. Fechamento de um projeto. Metodologias,
técnicas e ferramentas da gerência de projetos. Modelo de gerenciamento de projeto do
Project Management Institute.
Qualidade de software
O histórico e o conceito de qualidade. O conceito de qualidade de software. Métricas
de qualidade de software. Normas de qualidade de software. Técnicas de garantia da
qualidade de software. Teste de software: conceitos, tipos e aplicação no contexto da
qualidade. Modelos de melhoria do processo de software. Planejamento de sistemas de
qualidade de software. Padrões: ISO, SEI, CMM.
Multimídia
Conceitos de multimídia e sistemas multimídia. Arquitetura e aplicações multimídia,
classificação dos tipos de sistemas multimídias. Dispositivos de entrada e saída em
ambientes multimídia. Fundamentos do processamento de imagens. Fundamentos de
animação. Fundamentos de processamento de som. Critérios de seleção de soluções
multimídia. Recursos básicos de softwares de autoria. Noções de ambientes de
realidade virtual.
39
Interface Homem-Máquina
Os conceitos de interação e interface homem-máquina. Dispositivos de entrada e saída
em sistemas interativos homem-máquina. Fundamentos de interface de interação
homem-máquina. Técnicas de diálogo homem-máquina. Ergonomia de software.
Arquiteturas de software e padrões para interfaces de usuários. Metodologias, técnicas
e ferramentas de concepção, projeto e implementação de sistemas interativos.
Metodologias, técnicas e ferramentas de avaliação de interfaces.
Inteligência Artificial
Histórico da IA. Fundamentos da IA. Resolução de problemas: mecanismos de busca
em espaço de estados; planejamento; jogos. Representação de conhecimento: lógica
clássica; lógicas não-clássicas; redes semânticas, frames, scripts; engenharia do
conhecimento. Sistemas especialistas: tratamento de incertezas; raciocínio baseado em
casos. Tópicos especiais em IA.
Gestão da Informação e dos Sistemas de Informação
Os conceitos de dado, informação e conhecimento. A Tecnologia da Informação como
diferencial estratégico nas organizações. Planejamento, implementação e avaliação de
estratégias na área de Sistemas de informação. O alinhamento estratégico entre
Tecnologia da Informação e negócios. O planejamento estratégico de sistemas de
informação.
Segurança e Auditoria de Sistemas de Informação
Os conceitos e os tipos de ameaças, riscos e vulnerabilidades dos sistemas de
informação. O conceito e os objetivos da segurança de informações. O planejamento,
implementação e avaliação de políticas de segurança de informações. O conceito e os
objetivos da auditoria de sistemas de informação. Técnicas de auditoria em sistemas de
informação. Softwares de auditoria. Estrutura da função de auditoria de sistemas de
informação nas organizações.
Sistemas de Apoio à Decisão
Sistemas de informação de suporte ao processo decisório tático e estratégico (SAD,
SIG, EIS). Tecnologias de informação aplicadas à sistemas de informação de suporte
ao processo decisório estratégico e tático. Desenvolvimento de sistemas de informação
de suporte ao processo decisório tático e estratégico. Características e funcionalidades
de sistemas de informação de nível tático e estratégico nas organizações.
40
Avaliação de Sistemas
Avaliação quantitativa X avaliação qualitativa. Classificação e caracterização dos
métodos de avaliação e tipos de problemas envolvidos.
Trabalho Cooperativo Baseado em Computador
Modelos para ambientes de trabalho cooperativo baseado em computador (CSCW).
Tecnologias de comunicação, sistemas distribuídos e engenharia de software para
suportar o trabalho cooperativo. Sistemas de apoio a decisão em grupo. Projeto e
desenvolvimento de ferramentas para suportar o trabalho em grupo cooperativo nas
organizações.
Teoria Geral da Administração
O conceito de Administração. A evolução das escolas do pensamento administrativo.
As atividades do processo administrativo: planejamento, organização, direção e
controle. A relação entre níveis organizacionais, processo decisório e sistemas de
informação. Visão geral das funções empresariais básicas: Marketing, Finanças e
Contabilidade, Produção e Logística, Recursos Humanos.
Organização, Sistemas e Métodos
O conceito e as tipologias de estrutura organizacional. Análise estrutural e requisitos de
informação. Conceito e gestão de processos de negócio. Metodologias, técnicas e
ferramentas de mapeamento e melhoria de processos. Requisitos de informação para a
gestão de processos de negócio.
Tomada de Decisão
As escolas do pensamento administrativo e o papel gerencial. Os conceitos, níveis e
tipos de decisão nas organizações. Os estágios do processo decisório. Os modelos
individuais de tomada de decisão. Os modelos organizacionais de tomada de decisão.
Teorias, metodologias, técnicas e ferramentas aplicáveis à análise de decisões.
Gestão do Conhecimento
Sociedade do conhecimento. Gestão do capital intelectual/ativos intangíveis. Modelos
de gestão e organização baseados em conhecimento. Organização de aprendizagem e
aprendizagem organizacional. Tecnologias para gestão do conhecimento. Inovação.
41
Finanças
O papel da função empresarial finanças e seus objetivos. Principais processos de
finanças. O conceito e os objetivos da administração financeira. As necessidades de
informação de finanças. A relação entre sistemas de informação e a função empresarial
finanças.
Produção/Operações e logística
O papel da função empresarial produção/operações e logística e seus objetivos.
Principais processos de produção/operações e logística. O conceito e os objetivos da
administração da produção/operações e logística. Modelos de administração da
produção/operações e logística. As necessidades de informação de produção/operações
e logística. A relação entre sistemas de informação e a função empresarial
produção/operações e logística.
Marketing
O papel da função empresarial marketing e seus objetivos. Principais processos de
marketing. O conceito e os objetivos da administração de marketing. As necessidades
de informação de marketing. A relação entre sistemas de informação e a função
empresarial marketing.
Contabilidade e Custos
Princípios, terminologia e fundamentos da contabilidade. Conceito e objetivos da
contabilidade gerencial. O inventário e as demonstrações contábeis. A análise
econômico-financeira. O parecer de análise e diagnóstico da empresa. Conceito e
terminologias de custos. Filosofias de custeio. Setorização nas empresas para avaliação
de custos. Etapas da implantação do sistema de custos. Sistema de custos por ordem
específica, lote, Sistema de custos por processo.
Métodos Quantitativos
Origem, conceitos, objetivos e aplicações da pesquisa operacional. Programação linear.
Programação inteira. Programação envolvendo modelos em grafos e redes e suas
aplicações. Programação dinâmica. Teoria das filas. Ambientes de modelagem e
simulação
Direito e Legislação
Noções de legislação trabalhista, comercial e fiscal. Crime e abuso na área de Sistemas
de Informação. Propriedade intelectual e Legislação na área de informática.
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OBSERVAÇÃO FINAL
Todos os componentes curriculares do Curso de Sistemas de Informação só
poderão ser ofertados no sistema de gestão acadêmica, após a regulamentação de
cada um deles pelas instâncias competentes: Coordenação do Curso, Conselho do
Campus e Câmara de Graduação do CEPE.
43
Download

Projeto do Curso de Sistemas de Informação