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Paulo César Boni
Londrina: Midiograf, 2013
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Autor:
Prof. Dr. Paulo César Boni
Consultoria em textos:
Prof. Dra. Simonetta Persichetti
Revisão:
Joaquim Francisco Gonçalves de Brito Amaro
Normatização:
Laudicena de Fátima Ribeiro - CRB 9/1008
Programação visual:
Heliane Miyuki Miazaki
Administração, editoração e distribuição:
Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico
Campus Universitário - Caixa Postal 10.011
Fone/fax: (43) 3371-4328 - e-mail: [email protected]
B715d
Boni, Paulo César.
Discursos fotográficos : catálogo / Paulo César Boni. –
Londrina : Midiograf, 2013.
96 p.: il.
ISSN
1. Fotografia - Catálogo. 2. Discursos fotográficos - Periódico.
CDU: 77.01
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Sumário
O nascimento de um periódico científico ................................................... 7
Pagar para trabalhar: o duro começo ........................................................ 9
Capa da Discursos Fotográficos N.1 ................................................... 11
Sumário da Discursos Fotográficos N.1 ............................................... 13
Uma lição de peso, ou, melhor, do peso ................................................... 15
Capa da Discursos Fotográficos N.2 ................................................... 17
Sumário da Discursos Fotográficos N.2 ............................................... 19
Mais uma surpresa desagradável ............................................................ 21
Capa da Discursos Fotográficos N.3 ................................................... 23
Sumário da Discursos Fotográficos N.3 ............................................... 25
Semestral, mas um pouco mais “magrinha” ............................................ 27
Capa da Discursos Fotográficos N.4 ................................................... 29
Sumário da Discursos Fotográficos N.4 ............................................... 31
SEER ou não SEER? SEER, claro! ......................................................... 33
Capa da Discursos Fotográficos N.5 ................................................... 35
Sumário da Discursos Fotográficos N.5 ............................................... 37
As cores das capas: nada é por acaso ..................................................... 39
Capa da Discursos Fotográficos N.6 ................................................... 41
Sumário da Discursos Fotográficos N.6 ............................................... 43
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Enfim, os indexadores. E um salto: de B-4 para B-3 ............................... 45
Capa da Discursos Fotográficos N.7 ................................................... 47
Sumário da Discursos Fotográficos N.7 ............................................... 49
Em busca do DOI – Digital Object Identifier .......................................... 51
Capa da Discursos Fotográficos N.8 ................................................... 53
Sumário da Discursos Fotográficos N.8 ............................................... 55
Da Fundação Araucária, o primeiro apoio financeiro .............................. 57
Capa da Discursos Fotográficos N.9 ................................................... 59
Sumário da Discursos Fotográficos N.9 ............................................... 61
Mais uma adequação para atender os indexadores ................................. 63
Capa da Discursos Fotográficos N.10 .................................................. 65
Sumário da Discursos Fotográficos N.10 ............................................. 67
Com a internet e o DOI, sumário em inglês, of course ......................... 69
Capa da Discursos Fotográficos N.11 .................................................. 71
Sumário da Discursos Fotográficos N.11 ............................................. 73
Para evitar atrasos no envio, as despesas do correio... ........................... 75
Capa da Discursos Fotográficos N.12 .................................................. 77
Sumário da Discursos Fotográficos N.12 ............................................. 79
Scopus e Qualis B-2: mais duas conquistas ............................................ 81
Capa da Discursos Fotográficos N.13 .................................................. 83
Sumário da Discursos Fotográficos N.13 ............................................. 85
XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia ...................................... 87
Capa da Discursos Fotográficos N.14 .................................................. 89
Sumário da Discursos Fotográficos N.14 ............................................. 91
Mais conquistas e novos desafios, sempre! ............................................. 93
Agradecimentos ....................................................................................... 95
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O nascimento de um periódico científico
A revista Discursos Fotográficos nasceu em 2005, fruto da
consolidação do Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e
Discurso Fotográfico, da Universidade Estadual de Londrina. Ao mesmo
tempo, sua criação foi uma das estratégias preparatórias para a solicitação
de credenciamento do Programa de Pós-Graduação Stricto sensu
(Mestrado) em Comunicação da instituição junto à Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o braço do
Ministério da Educação que cuida da pós-graduação no país.
O curso de especialização se mantém em atividade desde 1997.
Foi o primeiro curso de pós-graduação Lato sensu em fotografia do Brasil.
Nasceu com o objetivo de concentrar esforços – até então insipientes,
isolados, fragmentados – na produção, ensino e geração de conhecimentos
voltados à fotografia. Pretendíamos transformar a cidade de Londrina, e
mais especificamente a Universidade Estadual de Londrina, em um fórum
avançado de discussão, reflexão e produção fotográfica.
Para tanto, promovemos a união entre a teoria e a prática (principal
motivo para o curso trazer práxis em seu nome). Reunimos alguns teóricos
– professores doutores – da área de imagem lotados no CECA (Centro
de Educação, Comunicação e Artes da UEL) e convidamos profissionais de
diversas cidades do Brasil – nomes respeitados na produção fotográfica –
para compor a equipe que iria dar andamento à especialização. Alguns
desses professores e profissionais nunca mais se afastaram do curso.
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Em 2005, como decorrência natural da consolidação do curso de
especialização (Lato sensu), pensamos em criar um programa de pósgraduação Stricto sensu em imagem. Sabíamos que o processo exigiria
alguns anos de preparo: discussões, definições, planejamento e,
principalmente, ações que trouxessem resultados efetivos, palpáveis. Neste
sentido, nos decidimos pela criação da revista Discursos Fotográficos,
que, em um primeiro momento, seria o escoadouro da nossa produção
científica e intelectual, mas, depois, deveria se transformar em um periódico
exógeno e de excelência.
Por que escolhemos o nome Discursos Fotográficos? Isso se
deu dentro de um processo iniciado com o lançamento, pela Editora da
UEL, do livro O discurso fotográfico, feito para difundir os primeiros
Trabalhos de Conclusão de Curso, em 1999. No ano seguinte, um dos
criadores do curso defendeu sua tese de doutoramento na Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP),
intitulada O discurso fotográfico: a intencionalidade de comunicação
no fotojornalismo. Em 2002, sob inspiração dos títulos do livro e da
tese – e para dar continuidade aos estudos neles propostos – a
nomenclatura do curso foi alterada de apenas Curso de Especialização
em Fotografia para Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e
Discurso Fotográfico.
Naturalmente, a revista significaria, para nós, mais uma etapa no
processo de convergência de estudos, pesquisas e produção técnica,
artística, estética, cultural e científica em torno da fotografia. Como a maior
parte de nossos estudos estava voltada para a linguagem e o discurso
fotográfico, não tivemos dúvida: o nome da revista seria Discursos
Fotográficos.
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Pagar para trabalhar: o duro começo
O primeiro número da revista Discursos Fotográficos, cuja
periodicidade original era anual, foi lançado em noite festiva no Dia
Mundial da Fotografia, 19 de agosto de 2005, na Livraria Porto (hoje
Livraria Curitiba) do Catuaí Shopping Center, em Londrina. Esse primeiro
número foi assumidamente endógeno, ou seja, só trouxe artigos de
professores e estudantes do curso. Alguns artigos foram assinados
individualmente, tanto por professores – Isaac Antonio Camargo, Maria
Irene Pellegrino de Oliveira Souza – quanto por estudantes – Gesline
Giovana Braga, Luiz Carlos Bulla Jr.. Um único artigo foi assinado por
dois professores, Miguel Luiz Contani e Jorge Barros Pires. Também
houve um artigo assinado por um pesquisador convidado especialmente
para participar da revista, José de Arimathéia Cordeiro Custódio. Os
demais artigos, que em geral apresentavam resultados do processo de
orientação de Trabalhos de Conclusão de Curso, foram assinados em
coautoria pelos estudantes e seus professores orientadores. Também
foram publicados dois artigos assinados por estudantes de graduação
envolvidos em projetos de Iniciação Científica – Ana Flávia Sípoli Cól e
Renato Forin Junior – em coautoria com seu orientador. Ambos foram
orientados pelo Prof. Dr. Paulo César Boni.
A endogenia do primeiro número é absolutamente compreensível
e aceitável. Afinal, ainda não havia um produto (a revista) para mostrar,
mas apenas uma promessa. Assim sendo, seria muito difícil obter
resultado com chamadas de trabalhos (call papers) ou convites a
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professores e pesquisadores para publicar em uma revista que ainda
não existia. Por isso, conscientemente, trabalhamos apenas com
produção caseira, pois sabíamos que precisávamos ter um produto
em mãos para começar a receber contribuições externas.
Contudo, o Conselho Editorial foi composto previamente à
publicação do primeiro número. Em razão da amizade de professores
do curso com professores e pesquisadores de outras instituições, alguns
“pesos pesados” da produção científica aceitaram o convite para
integrá-lo, num gesto desprendido de solidariedade acadêmica. São
eles os professores Boris Kossoy, da Universidade de São Paulo, Jorge
Pedro Sousa, da Universidade Fernando Pessoa, da cidade do Porto,
em Portugal, Lúcia Rottava, da Universidade Regional do Noroeste
do Estado do Rio Grande do Sul (hoje a professora está na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Simonetta Persichetti,
hoje professora da Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo. A essas
pessoas nunca será demais render os nossos mais efusivos
agradecimentos – os quais renovamos neste momento.
Além das dificuldades de caráter acadêmico, é preciso destacar
que não havia dinheiro para custear a produção, revisão, programação
visual, impressão e distribuição da revista. A maior parte dessas
despesas foi coberta com recursos do curso de especialização, mas
os autores também tiveram que “enfiar a mão no bolso” e fazer suas
doações para “a causa”. Além disso, na noite do lançamento da revista,
conseguimos vender alguns exemplares, o que ajudou a pagar a gráfica
e os revisores. Naquele momento, a realidade da qual não se podia
fugir era clara: “pagar para trabalhar”.
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Sumário
Editorial ........................................................................................... 9
Linha de pesquisa: Imagem e mídia
Imagem e mídia: Apresentação, contextos e relações ................ 11
Isaac Antonio Camargo
A insustentável leveza do clique fotográfico ............................... 23
Ana Flávia Sípoli Cól e Paulo César Boni
O uso de crianças em imagens sensacionalistas ......................... 57
Renato Forin Junior e Paulo César Boni
A trajetória imagética de Lula: de líder sindical
a presidente da República ............................................................ 89
Cristiane Sabino Silva e Paulo César Boni
A premeditação da mensagem na fotografia publicitária .......... 115
Rogério Ferreira Laham e Dirce Vasconcellos Lopes
Fotojornalismo esportivo: a influência da televisão
na imagem impressa ................................................................... 141
Maria Fernanda Cordeiro e Paulo César Boni
Linha de pesquisa: Linguagens e poéticas fotográficas
Imagem física e qualidade mental: a fotografia vista
pela semiótica ............................................................................. 167
Jorge Barros Pires e Miguel Luiz Contani
Prazer e dor: possibilidades presentes em
Heronymus Bosch e Bertrand Vannier ...................................... 183
Maria Irene Pellegrino de Oliveira Souza
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O rebaixamento corporal nas imagens midiáticas .................... 195
José de Arimathéia Cordeiro Custódio
Fotografia e loucura: um olhar sobre a condição humana
na experiência do transtorno mental ......................................... 213
Luiz Carlos Bulla Júnior
Fotografia: meio e linguagem dentro da moda .......................... 231
Valdete Vazzoler de Souza e José de Arimathéia Cordeiro Custódio
A fotografia no imaginário das benzedeiras
de Campo Largo - PR ................................................................. 253
Geslline Giovana Braga
Normas para publicação ............................................................. 281
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Uma lição de peso, ou melhor, do peso
Em 19 de agosto de 2006, novamente no Dia Mundial da Fotografia,
lançamos o número dois da revista Discursos Fotográficos, também na
Livraria Porto, no Catuaí Shopping. Assim como já havia ocorrido com o
primeiro número, a revista foi publicada em formato “livro”, com 300
páginas, miolo em papel couche, 90 gramas/m2, 4x4 cores, para garantir
qualidade às imagens publicadas, muitas coloridas. O formato da capa
também se manteve: em quatro cores, e com a logomarca em alto relevo.
Ao enviar a revista pelo correio para as bibliotecas das escolas de
Comunicação e Artes de todo o País (pelo sistema de permuta do Sistema
de Bibliotecas da UEL) e para os profissionais, pesquisadores e
professores cadastrados em um mailing list específico, percebemos que
300 páginas, com essa gramatura do papel, ultrapassam o peso de 500
gramas, e correspondências com mais de 500 gramas custam muito mais
caro para serem enviadas pelo correio. Desse episódio tiramos uma lição
administrativa: para manter sempre a revista abaixo dos 500 gramas, com
o mesmo padrão de qualidade, era preciso não ultrapassar as 280 páginas
em cada edição. Passamos a tomar esse cuidado no terceiro número.
Comparado ao que havia sido anunciado no primeiro número, o
Conselho Editorial foi ampliado. Era apenas um nome a mais, mas tratavase (e continua sendo) de um dos nomes mais importantes da pesquisa
brasileira em fotografia: Pedro Afonso Vasquez, criador do Departamento
de Fotografia da Fundação Nacional das Artes (Funarte), responsável
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pelas lendárias e saudosas Semanas Nacionais de Fotografia, atualmente
pesquisador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Também
havíamos anunciado a possibilidade de contribuições externas para o
segundo número e elas, de fato, começaram a chegar. Recebemos um
artigo do pesquisador português Jorge Pedro Sousa (em parceria com a
brasileira Maria Érica de Oliveira Lima): A cobertura fotojornalística
do atentado à escola de Beslan em seis newsmagazines portuguesas e
brasileiras. Também recebemos uma contribuição da crítica em fotografia
Simonetta Persichetti (A encruzilhada do fotojornalismo), de São Paulo,
e mais uma da estudante brasileira radicada em Paris, Maranúbia Barbosa,
que encaminhou o artigo O Brasil é um país de “balangandãs” no
imaginário francês. Com isso, dos 13 artigos publicados – distribuídos
nas duas linhas de pesquisa então em vigência no curso: Imagem e Mídia
e Linguagens e Poéticas Fotográficas –, três eram contribuições
externas. A maioria (10 artigos) ainda ficou sob responsabilidade de
professores e estudantes do Curso de Especialização em Fotografia: Práxis
e Discurso Fotográfico. Até então, a revista tinha uma única seção:
Artigos.
Registre-se que, nessa época, a revista não constava de nenhum
indexador nacional ou internacional, pois estes, para aceitarem o ingresso
de uma publicação, precisam confirmar sua periodicidade com, pelo
menos, três números em circulação. Com o segundo número, apenas
sinalizávamos que pretendíamos manter a periodicidade anual. Anual por
falta de dinheiro, pois ainda eram o Curso de Especialização em Fotografia
e seus professores que se responsabilizavam financeiramente pela produção
e impressão da revista.
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Sumário
Editorial ........................................................................................... 9
Linha de pesquisa: Imagem e mídia
A ética no fotojornalismo da era digital ....................................... 11
Cláudia Maria Teixeira de Almeida e Paulo César Boni
Cidade Maravilhosa: olhares cinematográficos contemporâneos 43
Amanda de Carmargo Mendes e Isaac Antonio Camargo
O Brasil é um país de “balangandãs” no imaginário francês ..... 69
Maranúbia Barbosa
O vale da sombra da vida: reflexões sobre a fotografia
de guerra e suas repercussões ..................................................... 93
Marcello Silva Maciel e Paulo César Boni
A cobertura fotojornalística do atentado à escola de Beslan
em seis newsmagazines portuguesas e brasileiras ................... 111
Jorge Pedro Sousa e Maria Érica de Oliveira Lima
Eternas macas, eternas marcas ................................................. 141
José de Arimathéia Cordeiro Custódio
Um fotógrafo chamado “arquivo”: a complexidade dos
direitos autorais da obra fotográfica .......................................... 159
Camila Bruna Zanetti e Paulo César Boni
A encruzilhada do fotojornalismo ............................................... 179
Simonetta Persichetti
Linha de pesquisa: Linguagens e poéticas fotográficas
O onírico na fotografia do filme 8 ½ .......................................... 191
Mariana Soares Ribeiro, Maria Fernanda Vilela de Magalhães
e Dirce Vasconcellos Lopes
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O papel indicial da fotografia nas lápides de cemitério ............ 219
Cristiane Poliseli Gouveia e Miguel Luiz Contani
Para salvar do esquecimento: da fotografia
ao teatro da morte de Tadeusz Kantor ...................................... 237
Thais Helena D’Abronzo e Maria Irene Pellegrino de Oliveira Souza
Elementos de identidade cultural Yanomami
nas fotografias de Claudia Andujar ............................................ 255
Guilherme Marcondes Tosetto, Dirce Vasconcellos Lopes
e Miguel Luiz Contani
Passeio de ônibus: um exercício de etnografia
no Bairro Cafezal ........................................................................ 277
Janine Damasceno Moura Fé e Maria Irene Pellegrino
de Oliveira Souza
Normas para publicação ............................................................. 297
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Mais uma surpresa desagradável
Ainda fora dos indexadores, com o mesmo Conselho Editorial do
número anterior, em 19 de agosto de 2007 foi lançado, na Livraria Porto, o
terceiro número da Discursos Fotográficos. Sua periodicidade continuava
sendo anual. No lançamento, além da satisfação de ver mais um número
publicado – o que, achávamos, garantia o número de fascículos publicados
exigido pelos indexadores (três números) –, celebrávamos a aprovação,
pelo CTC – Comitê Técnico Científico da Capes, da entrada em
funcionamento do Mestrado em Comunicação da Universidade Estadual
de Londrina. Ou seja, um dos objetivos que pretendíamos atingir com a
criação da revista, acabava de ser concretizado. O mestrado foi aprovado
no final de julho de 2007 e iniciou sua primeira turma em 2008. A revista
passaria, então, a integrar o Programa de Pós-Graduação em Comunicação
da Universidade Estadual de Londrina.
Felizes por haver cumprido a exigência de três números
publicados dentro da periodicidade estipulada, fomos, “puros e
inocentes”, solicitar sua entrada em indexadores nacionais e
internacionais. Mas tivemos uma desagradável surpresa. Descobrimos
que a periodicidade exigida era semestral, não bastava ser anual. Foi
uma ducha de água fria. Havíamos empenhado tanto esforço (e
dinheiro) para produzir e fazer circular uma revista por ano... Mas a
frustração foi logo superada. Como o mestrado havia sido aprovado,
decidimos que, a partir de 2008, a revista passaria a semestral.
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Sabíamos também que seria preciso fazer pelo menos três números
com periodicidade semestral para solicitar as indexações. Mãos à
obra!
As indexações eram prioridade. Queríamos melhorar a qualidade e
a credibilidade da revista para ranqueá-la como um dos mais importantes
periódicos científicos da área de Ciências Sociais Aplicadas no Brasil.
Independente disso, procurando cumprir as regras do jogo e visando atingir
seus objetivos, a revista número três inovou, com a criação de outra seção.
Agora, além da seção Artigos, a revista passava a trazer também a seção
Entrevistas. Nosso primeiro entrevistado foi o mais importante e produtivo
pesquisador da fotografia brasileira, o fotógrafo e professor Boris Kossoy,
autor, até então, de mais de uma dezena de livros sobre fotografia.
O número de contribuições externas, necessárias para amenizar a
endogenia dos dois primeiros números, cresceu substancialmente. No
terceiro número, do total de 11 artigos publicados, seis vinham de
contribuições externas, com destaque para dois nomes de relevo do mundo
acadêmico: Etienne Samain, que dividiu a autoria de um artigo com Adair
Felizardo, e Fernando de Tacca, que contribuiu com um artigo solo.
Fernanda Oliveira e Cristiana Parente, ambas da Universidade de Fortaleza
(Unifor), assinaram um artigo em coautoria. Dois professores paranaenses,
Carlos Alberto Mucelin, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná
(UTFPR), e Luzia Marta Bellini, da Universidade Estadual de Maringá
(UEM), publicaram em coautoria. As outras duas contribuições externas
foram do pesquisador e cineasta Caio Júlio Cesaro, do Rio de Janeiro, e
da jornalista especializada em turismo e doutora pela Universidad Pablo
de Olavide, de Sevilha – Espanha, Sílvia de Oliveira.
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Sumário
Editorial ........................................................................................... 9
Linha de pesquisa: Imagem e mídia
Fotografia e mídia digital: o universo blogueiro
na construção criativa de destinos turísticos ............................... 11
Sílvia Oliveira
A fotografia como modo de representação da identidade:
dos cartões de visita de Disdéri ao ciberespaço ......................... 29
Michele Zambon e Dirce Vasconcellos Lopes
Fotojornalismo: os ataques do PCC nas páginas
da Folha e do Estadão ................................................................. 55
Fernanda Rodrigues Campos e Paulo César Boni
A edição fotográfica como construção de uma
narrativa visual ............................................................................. 81
Fernanda Jansen Mira Catanho
Memória e identidade regional no cinema de Udihara ............... 97
Caio Júlio Cesaro
Linha de pesquisa: Linguagens e poéticas fotográficas
Fotografia: intertextualidades e hibridismos ............................. 113
Fernando de Tacca
Van Gogh – da pintura à fotografia e à música ......................... 133
Cássia Maria Popolin
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A fotografia como registro antropológico das
mulheres líderes no Sertão Central do Ceará ........................... 151
Fernanda Oliveira e Cristiana Parente
O fotógrafo da praça e a praça do fotógrafo ............................. 177
Célio dos Santos Costa e José de Arimathéia Cordeiro Custódio
A fotografia como objeto e recurso de memória ....................... 205
Adair Felizardo e Etienne Samain
A percepção ambiental urbana com uso de
imagens fotográficas: um instrumento semiótico ...................... 221
Carlos Alberto Mucelin e Luzia Marta Bellini
Entrevista
Boris Kossoy ............................................................................... 249
Por: Paulo César Boni
Normas para publicação ............................................................. 265
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Semestral, mas um pouco mais “magrinha”
A revista número quatro inaugurou a periodicidade semestral da
Discursos Fotográficos. A exemplo das três anteriores, foi lançada no
dia 19 de agosto. Por ser uma revista voltada à imagem, mais
especificamente à fotografia, a data, que comemora o Dia Mundial da
Fotografia, tem sido sempre escolhida para os lançamentos. A revista que
circulou em 19 de agosto referia-se ao primeiro semestre (janeiro/junho
de 2008); a referente ao segundo semestre (julho/dezembro de 2008)
seria lançada em 19 de março de 2009, Dia de São José. No quesito
“lançamento”, no entanto, o que aconteceu de extraordinário com este
número foi o “não-lançamento”: a revista ficou pronta e foi logo posta em
circulação, sem nenhuma cerimônia para marcar o fato.
Com o início de atividades do Mestrado em Comunicação, a revista
passou a estampar em suas páginas e no dorso da capa os dizeres: “Revista
do Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico
e do Mestrado em Comunicação da Universidade Estadual de Londrina”.
Com a passagem para semestral, os custos da revista dobraram. Tínhamos
de pagar duas produções, duas revisões, duas programações visuais e
duas impressões por ano. E continuávamos sem financiadores externos.
Mas tínhamos ajuda interna: neste ponto, é preciso destacar a
importantíssima ajuda financeira do Curso de Especialização em
Comunicação Popular e Comunitária, coordenado pelo Prof. Dr. Rozinaldo
Antonio Miani, integrante do corpo docente do mestrado. Sem o seu
socorro, a publicação da revista ficaria ainda mais difícil.
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A revista até saiu um pouco mais “magrinha” para economizar. Caiu
das usuais 280 páginas para 240. O planejamento da revista é sempre
feito em termos de número de cadernos, para baratear a impressão. Cada
caderno tem 16 páginas – e 240 é múltiplo de 16. Se a revista saísse, por
exemplo, com 243 páginas, teríamos de pagar mais um caderno (de 16
páginas) para a impressão de apenas três páginas. São observações
administrativas e não do âmbito intelectual, mas importantes para garantir
espaço para esta atividade.
Contudo, vale lembrar, estávamos sempre atentos às regras do jogo
para crescer e obter indexações; concordando ou não, achando justas ou
não, jogávamos “para ganhar”. Assim, a primeira revista de periodicidade
semestral trouxe mais uma inovação: a estreia da seção Resenhas. A partir
desse número, trabalharíamos com três seções: Artigos, Entrevistas e
Resenhas. Conseguimos uma entrevista internacional: o fotógrafo iraniano,
da agência Magnum, Reza Deghati, foi entrevistado pela então estudante
da especialização em fotografia Natali Zarth. Esta seção, aliás, trouxe
duas entrevistas. A outra foi com um dos maiores nomes da fotografia
brasileira contemporânea: Luis Humberto, entrevistado pela crítica de
fotografia Simonetta Persichetti, colaboradora da revista.
E continuávamos firmes e fortes, na busca pela exogenia. Dos nove
artigos publicados, cinco eram contribuições externas e quatro, “pratas
da casa”. Até aquele momento, a revista não se preocupava com a titulação
dos colaboradores, mas, a partir de 2010, sendo este um requisito imposto
pelas regras do jogo, ela passou a ser observada nas submissões de
propostas para publicação.
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Sumário
Editorial ........................................................................................... 9
Artigos
Linha de pesquisa: Imagem e mídia
Fotografia: uma experiência entre a memória
e imaginação ................................................................................. 13
Ana Farache
Documentário Imaginário: reflexões sobre a fotografia
documental contemporânea .......................................................... 35
Kátia Hallak Lombardi
La última rosa de ayer: compromisso social e geração
de sentido na obra fotográfica de Tina Modotti .......................... 59
Beatriz Rodrigues Ferreira
Expressão e conteúdo: a construção de sentido nas
fotografias de Elliott Erwitt .......................................................... 81
Taciana Tomie Iizuka da Costa e Isaac Antonio Camargo
A estética da imagem e o discurso de proteção ambiental:
a produção de sentido na fotografia e no cinema ........................ 99
Daniele Saifert Picoli e Paulo César Boni
Linha de pesquisa: Linguagens e poéticas fotográficas
O “Instante Decisivo”: uma estética anárquica
para o olhar contemporâneo ....................................................... 127
Raphael Freire Alves e Miguel Luiz Contani
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Vida e obra de Charles Sanders Peirce e as bases
para o estudo da linguagem fotográfica ..................................... 145
Jorge Barros Pires
O conceito de ensaio fotográfico ................................................ 161
Beatriz Cunha Fiuza e Cristiana Parente
Discursos da percepção da morte na visão dos
familiares: uma abordagem fotoetnográfica .............................. 177
Ane Carolina Sarmento Pacola e Rogério Ferreira Lahan
Resenhas
Família Ferez: novas revelações ................................................ 207
Paulo César Boni
Entrevistas
Entrevista: Luis Humberto ......................................................... 215
Simonetta Persichetti
Entrevista: Reza Deghati ........................................................... 223
Natali Zarth
Normas para publicação ............................................................. 237
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SEER ou não SEER? SEER, claro!
A revista número cinco trouxe mais uma inovação: passou a circular
também na versão online, pelo Sistema de Editoração Eletrônica de
Revistas (SEER). Aliás, foi uma luta a implantação do SEER na UEL. O
sistema só entrou em funcionamento graças aos esforços da então diretora
do Sistema de Bibliotecas, Laudicena de Fátima Ribeiro, a Lau. A PróReitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG), que acreditávamos
ser o órgão que deveria implementá-lo, se fazia de surda às nossas
reivindicações (da revista e da diretora do Sistema de Bibliotecas). Não
nos fizemos de rogados: a Lau contratou uma profissional para orientá-la
na inserção de revistas na plataforma e dar mais algumas dicas na operação
do sistema e o Curso de Especialização em Fotografia arcou com os
custos para trazer essa profissional a Londrina. Graças ao esforço conjunto,
a Discursos Fotográficos foi a primeira revista da instituição a ser inserida
e passar a receber contribuições por esse sistema, considerado o mais
adequado pelos periódicos científicos brasileiros. Hoje, 24 das 30 revistas
da UEL operam com o SEER. O endereço eletrônico da revista é:
www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos.
Como o SEER era ainda uma novidade, a revista continuou, até o
final de 2010, recebendo propostas de publicação encaminhadas
diretamente pelo e-mail [email protected] ou pelo correio. Pela primeira
vez, ela figurou no ranking de periódicos científicos da Capes, como
Qualis B-4. Para nós foi uma boa surpresa, pois pensávamos que entraria
como B-5, mas já “debutou” como B-4.
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Mesmo publicada online, a versão impressa continuou a circular.
Assim que a versão eletrônica entra no ar, a arte da versão impressa é
encaminhada à gráfica, que, em uma ou duas semanas, entrega os 1.000
(mil) exemplares da revista. A distribuição dos exemplares impressos
continuou – e continua até hoje – seguindo via correio para bibliotecas de
escolas de Comunicação e Artes de todo o Brasil e para o mailing list da
revista, composto por pesquisadores, autores, professores de fotografia
e profissionais. Neste sentido, é preciso destacar a colaboração do Centro
de Educação, Comunicação e Artes (CECA), que se responsabilizou pelos
custos de circulação do mailing list específico da revista (pelo correio,
na modalidade carta – ou encomenda – simples, mais barata), e do setor
de comunicação da UEL, responsável pelos custos da distribuição da
revista às bibliotecas dos cursos de Comunicação e Artes de todo o país,
pelo serviço de permuta do Sistema de Bibliotecas.
Dos oito artigos publicados, sete eram contribuições externas, ou
seja, havíamos vencido a batalha da exogenia. A seção Resenhas saltou
de uma (no número anterior) para seis resenhas. A seção Entrevistas
trouxe uma conversa franca e reveladora com Sebastião Salgado, o
fotógrafo brasileiro que é festejado em todo o mundo. Mesmo assim, a
revista continuava sem indexadores, pois ainda precisaria publicar mais
um número para cumprir a exigência de periodicidade: três números
semestrais. E, em razão da dificuldade financeira para sua produção e
impressão, a revista saiu “magrinha” novamente, com 256 páginas: nesta
edição, trabalhamos com 16 cadernos de 16 páginas.
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Sumário
Editorial ........................................................................................... 9
Artigos
Linha de pesquisa: Imagem e mídia
Critérios de noticiabilidade e o fotojornalismo ............................ 13
Ivan Luiz Giacomelli
Narrativas visuais na página:
a fotografia e a diagramação dos sentidos .................................. 37
Hertez Wendel de Camargo
Da trajetória de um fotógrafo e da legibilidade da fotografia:
esboço interpretativo sobre o trabalho de Claro Jansson .......... 59
Ana Luisa Fayet Sallas e Rafael Ginane Bezerra
Um conflito em imagens: representações fotográficas
da Revolta dos Posseiros de 1957 ............................................... 81
Éverly Pegoraro
Linha de pesquisa: Linguagens e poéticas fotográficas
Nos passos da história: o surgimento da fotografia
na civilização da imagem ............................................................ 103
Eduardo Ewald Maya
A fotografia como evidência histórica:
retratos da família Mitsi ............................................................. 131
Márcia Eléia Manha Mitsi e Maria Irene Pellegrino
de Oliveira Souza
37
Cidades (in)visíveis: imagens, caminhos,
fotografias e representações ...................................................... 159
Lillian Andreza dos Santos Souza e Roberto Berton de Angelo
A fotografia como registro da mudança da paisagem urbana:
a desativação do antigo cemitério municipal
de Frederico Westphalen (RS) ................................................... 179
Fernanda Kieling Pedrazzi e Leandro Antonio Kempka
Resenhas
O olhar do século ........................................................................ 197
Paulo César Boni
Documento do imaginário social ................................................ 207
Simonetta Persichetti
A imagem como tragédia ............................................................ 211
Fernando de Tacca
A prova da manipulação ............................................................. 217
Laurindo Lalo Leal Filho
Flávio Damm: 64 anos de fotojornalismo .................................. 221
Simonetta Persichetti
Caçadores de luz: histórias de fotojornalismo ........................... 225
Sérgio Sade
Entrevista
Entrevista: Sebastião Salgado ................................................... 233
Paulo César Boni
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As cores das capas: nada é por acaso
A Discursos Fotográficos número seis, para não variar, foi lançada
em 19 de agosto, o Dia Mundial da Fotografia. Mais: estávamos em 2009,
ano em que se comemoravam os 170 anos da fotografia (anunciada ao
mundo em uma reunião conjunta das Academias de Artes e Ciência da
França, em 19 de agosto de 1839). Para celebrar a data, a revista foi
publicada com uma capa dourada. Aliás, as cores de todas as capas tinham
razão de ser. Os três primeiros números (2005, 2006 e 2007) tiveram,
respectivamente, capas nas cores azul, vermelha e verde, ou seja, as três
cores primárias. As capas dos números quatro (preta) e do número cinco
(branca) homenageavam a fotografia em preto-e-branco. A do número
seis traz a capa dourada, em homenagem aos 170 anos da fotografia.
Desde o primeiro número, a revista é produzida em formato de livro, o
que, entendemos, facilita seu armazenamento e estimula os leitores a
colecioná-la. Nesse sentido, a resposta tem sido altamente comprovadora:
muitas pessoas nos escrevem solicitando um ou outro número faltante.
Alguns manifestam interesse em obter a coleção toda. Vários números já
estão praticamente esgotados – restam deles os exemplares da chamada
“reserva técnica”.
Esta foi a terceira edição da revista na periodicidade semestral.
Com isso, e a partir deste número, podíamos solicitar sua indexação. A
revista anunciou suas novas linhas de pesquisa: a antiga linha Imagem e
Mídia foi reformulada para Imagem, Mídia e Linguagens; e a antiga
linha Linguagens e Poéticas Fotográficas foi ampliada para Imagem,
39
Cultura e Processos Sociais. Por causa do mestrado, estávamos
reformulando as linhas de pesquisa, que, mais tarde, seriam novamente
alteradas. Continuávamos trabalhando com as três seções: Artigos,
Resenhas e Entrevistas. Na seção Entrevistas, o protagonista deste
número foi um dos mais importantes pesquisadores da fotografia brasileira:
Pedro Afonso Vasquez. Na seção Artigos, dos dez publicados, nove eram
contribuições externas, uma dos quais da Espanha, da pesquisadora Beatriz
de las Heras. Com isso, a revista tornou-se definitivamente exógena e a
titulação dos colaboradores não parava de crescer: cada vez mais doutores
participavam de suas edições. A seção Resenhas trouxe quatro resenhas
de livros recém-lançados sobre fotografia, todos com a recuperação de
importantes acervos iconográficos documentais.
A essa altura, quer pelo fato de já ter publicado seis números, quer
pela visibilidade que alcançou com a versão online, pela qualidade dos
artigos e pela excelência das entrevistas, a revista já estava entre as mais
conceituadas do país em imagem. Já cumpria com eficiência seu papel de
instrumento auxiliar em salas de aulas e tornava-se uma referência quase
obrigatória em pesquisas sobre imagem para a produção de trabalhos na
graduação e na pós-graduação e para publicação em periódicos científicos.
Contudo, talvez pela falta de indexadores (pelo menos, naquele momento,
pensávamos que fosse por isso), a revista continuava sem receber
financiamento externo. Seus custos eram cobertos com recursos oriundos
do Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico
e do Curso de Especialização em Comunicação Popular e Comunitária.
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Sumário
Editorial ................................................................................ 9
Artigos
Linha de pesquisa: Imagem, Mídia e Linguagem
Memória e apagamento no imaginário dos telejornais ............... 13
Renata Marcelle Lara Pimentel
Fotografias de um não-lugar e a transposição da
comunicação em supermercados de rede .................................... 35
Desire Blum Menezes Torres
A interdição das imagens: a construção do outro
pelas charges de Maomé ............................................................. 59
Alberto Klein e Maria Luisa Hoffmann
De 1965 para cá: contando o tempo de Opalka
na pintura e na fotografia ............................................................. 77
Elane Abreu e Nina Velasco
Robert Capa: espectador e coadjuvante
nos conflitos de seu tempo ........................................................... 99
Rodolpho Cavalheiro Neto e María Dolores Aybar Ramírez
Fotógrafos de guerra: la cobertura fotográfica de la
Guerra Civil Española en Madrid (1936-1939) ......................... 131
Beatriz de las Heras
Linha de pesquisa: Imagem, Cultura e Processos Sociais
Ultima Hora: em cena a modernidade fotográfica ................... 161
Silvana Louzada
43
Reterritorializações no orkut: um olhar netnográfico sobre os
“Brasileiros no Exterior” ........................................................... 189
Cynthia Harumy Watanabe Corrêa
Olhares de pertencimento:
novos fotodocumentaristas sociais ............................................ 213
Júlia Mariano Ferreira e Marcelo Henrique da Costa
Particularidades da análise fotográfica ..................................... 229
Tatiana Fecchio da Cunha Gonçalves
Resenhas
Mais uma agradável viagem de trem ........................................ 247
Paulo César Boni
Tesouro Imperial ......................................................................... 255
Larissa Ayumi Sato
1860-1960: um século de fotografia no estado
do Mato Grosso .......................................................................... 261
Cássia Maria Popolin
São Paulo degustada aos poucos ............................................... 267
Maria Zaclis Veiga Ferreira
Entrevista
Pedro Karp Vasquez ................................................................... 273
Paulo César Boni
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Enfim, os indexadores. E um salto:
de B-4 para B-3
Depois de duas etapas de periodicidade cumpridas, uma anual e
outra semestral, enfim entramos nos indexadores. O número sete da revista
já trazia cinco indexadores: Latindex (México), Ulrich’s Periodicals
Directory (Estados Unidos), BASE (Alemanha), JournalSeek (Estados
Unidos) e Sumários de Revistas Brasileiras (Brasil). Temos que destacar
a preciosa ajuda da então mestranda e editora adjunta Maria Luisa
Hoffmann para alcançar esse objetivo. Ela cuidou da organização da revista
no SEER, solicitou seu ingresso em diversos indexadores internacionais e
fazia, com competência, a revisão em língua inglesa. Mais uma boa notícia:
a revista passou de Qualis B-4 para Qualis B-3 no ranking dos periódicos
científicos da Capes. Para nós foi uma ótima surpresa, pois ela figurou
como B-4 apenas um ano, ou seja, na segunda avaliação, já subiu um
degrau. No número sete, todos os dez artigos publicados eram
contribuições externas, ou seja, a revista estava, pela primeira vez, 100%
exógena, e pela segunda vez publicou um artigo em espanhol, contribuição
recebida de um pesquisador cubano. Em 2009 (números seis e sete), dos
20 artigos publicados, apenas um era “prata da casa”.
O Conselho Editorial havia crescido para 13 membros. Alguns
nomes consagrados na área de imagem passaram a integrá-lo, como a
pesquisadora espanhola Margarita Ledo Andión e o fotógrafo, antropólogo
e pesquisador Milton Roberto Ribeiro Monteiro, o Milton Guran, da
45
Universidade Federal Fluminense. A seção Resenhas teve quatro
contribuições e a revista trouxe duas entrevistas, uma com o fotógrafo e
editor de fotografia Hélio Campos Mello, feita pela jornalista e crítica
Simonetta Persichetti, e outra com o mais premiado fotógrafo brasileiro
da atualidade, o cearense Tiago Santana, com vida e obra recém-publicada
pela coleção Photo Poche (o segundo brasileiro a receber essa honra; o
primeiro havia sido Sebastião Salgado), entrevistado em Fortaleza pela
colaboradora Fernanda Oliveira, repórter fotográfica e professora de
fotojornalismo na capital cearense.
Pela primeira vez, os custos de impressão foram pagos com recursos
do PROAP – Programa de Apoio à Pós-Graduação, uma ajuda que a
Capes repassa anualmente aos programas de pós-graduação e que havia
sido recebido pelo Mestrado em Comunicação da UEL também pela
primeira vez. Os recursos do PROAP foram suficientes, a partir de então,
para pagar a impressão da revista na gráfica que presta serviços à
Universidade Estadual de Londrina. Os custos de revisão, programação
visual e outros (como deslocamentos para a realização das entrevistas,
por exemplo) correram por conta exclusivamente do Curso de
Especialização em Fotografia, pois, por eleger prioridades inerentes ao
seu objeto de pesquisa na aplicação de seus recursos, o Curso de
Especialização em Comunicação Popular e Comunitária havia encerrado
sua participação financeira na produção da revista no número anterior.
Cada vez mais, a Discursos Fotográficos se consolidava como
um fórum privilegiado de discussão de comunicação visual, geradora e
democratizadora de conhecimentos, e importante fonte de consulta para
pesquisadores, professores e estudantes, tanto em salas de aula e bibliotecas
quanto na internet.
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Sumário
Editorial ........................................................................................... 9
Artigos
Linha de pesquisa: Imagem, Mídia e Linguagem
Fotojornalismo e ação cultural em Curitiba ................................. 13
Alberto Melo Viana
Política e futebol no cinema através das lentes
do cinejornal Canal 100 ................................................................ 41
Paulo Roberto de Azevedo Maia
Absolut Revolution: Revisitando la imagen cubana
de los años 60 (1959–1969) .......................................................... 57
Grethel Morell Otero
Mundos fotográficos na imprensa e ethicidade acontecimento:
uma tentativa de apropriação ....................................................... 77
Cybeli Almeida Moraes
Estratégias de produção de sentidos: uma reflexão sobre
a comicidade e a metáfora na ilustração fotográfica .................. 99
Ana Carolina Lima Santos
Linha de pesquisa: Imagem, Cultura e Processos Sociais
“Sou caipira pira pora...”: representações sobre
o caboclo, do parasita da terra a paradigma da
realidade nacional (1889-1945) .................................................. 125
Jonathan de Oliveira Molar
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Braços erguidos e a fabricação do gesto: a imagem
como dispositivo disciplinar no interior do MST ....................... 143
Anna Maria Dias Vreeswijk
O cotidiano dos negros no exterior dos jornais de Porto Alegre:
pistas de fotojornalismo no século XIX ..................................... 161
Beatriz Marocco
Retratos do vestir: apontamentos para um ensaio
fotoetnográfico da camiseta estampada nas ruas ..................... 181
Márlon Uliana Calza
O texto visual de Vidas Passageiras: um olhar semiótico ......... 201
Marcio Luiz Carvalho e Mirian Rufini Galvão
Resenhas
Fotografias e artistas são sagrados ........................................... 227
Luiz Eduardo Robinson Achutti
O aniversário do Pasquim: 22 anos em 5 .................................. 231
Márcia Neme Buzalaf
Do daguerreótipo à imagem digital:
pela ontologia da imagem fotográfica ........................................ 239
Maria Luisa Hoffmann
A riqueza, na forma e conteúdo, de uma coleção ímpar na
história militar nacional .............................................................. 245
Márcio Fernandes
Entrevistas
Hélio Campos Mello ................................................................... 255
Simonetta Persichetti
Tiago Santana ............................................................................. 263
Fernanda Oliveira
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Em busca do DOI – Digital Object
Identifier
Nesse momento, início de 2010, estávamos nós, da revista
Discursos Fotográficos, além da diretora do Sistema de Bibliotecas,
Laudicena de Fátima Ribeiro, e do editor da revista Semina Tecnológicas,
Henrique Santana, nos antecipando e alertando a Pró-Reitoria de Pesquisa
e Pós-Graduação (PROPPG) da Universidade Estadual de Londrina sobre
a necessidade premente de adotar o Digital Object Identifier (DOI) nos
periódicos científicos da instituição. Desta vez tivemos apoio imediato da
Pró-Reitoria, e a Lau, diretora do SBUEL, ficou responsável por agilizar
o processo de implantação do DOI, tarefa que, por sua complexidade e
volume de trabalho, demoraria cerca de um ano e meio para ser concluída.
O Digital Object Identifier (DOI®) é um sistema de identificação
numérico aplicado a conteúdos digitais protegidos por copyright (livros,
artigos eletrônicos e outros documentos), desenvolvido pela Association
of American Publishers (AAP) com a finalidade de autenticar e localizar o
conteúdo digital com um identificador persistente e confiável. O sistema é
administrado pela International DOI Foundation (IDF), organização sem
fins lucrativos, que gere o desenvolvimento, as políticas e o licenciamento
do sistema DOI às agências de registro.
Desde 2011, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (CNPq) disponibiliza, na Plataforma Lattes, um campo
específico no qual se pode inserir o código DOI da publicação e estabelecer
51
uma ligação automática entre o Curriculum vitae e o site do artigo
publicado. O DOI representa uma certificação digital das produções
bibliográficas registradas pelo pesquisador.
Também em 2010, estava em curso uma discussão a respeito da
cobrança de direitos autorais pelo uso de imagens. Ao mesmo tempo em
que significa proteção para os fotógrafos contra o uso indevido de suas
imagens, o tema representa uma ameaça de restrição, por razões
financeiras, à publicação de imagens em periódicos científicos e livros de
caráter não comercial. As duas entrevistas deste número trataram desse
assunto: com a pesquisadora iconográfica Elizete Moura Santos,
especialista em direitos autorais e de uso da imagem, entrevistada em
Londrina (PR) pela editora adjunta Fabiana Aline Alves, e com o presidente
da recém-criada Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil
(RPCFB, ou simplesmente REDE), Iatã Canabrava, entrevistado em São
Paulo (SP) pelo editor Paulo César Boni.
Dos 10 artigos publicados neste número, sete eram contribuições
externas, sendo um em espanhol, enviado pelo pesquisador espanhol José
Manuel Susperregui. A revista continuava se adequando às exigências de
qualidade dos indexadores nacionais e internacionais e do sistema avaliador
da Capes. Em alguns aspectos, porém, nada mudou desde o primeiro
número, especialmente o esmero da programação visual, sob
responsabilidade de Heliane Miyuki Miazaki, e a qualidade gráfica, desde
a gramatura do papel utilizado para a impressão colorida (papel couche,
gramatura 90, para o miolo) até a arte da capa, impressa em quatro cores,
em alto relevo e com acabamento em verniz. Além da qualidade do
conteúdo, a programação visual e a impressão sempre foram motivos de
elogios à revista.
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Sumário
Editorial ........................................................................................... 9
Artigos
Linha de pesquisa: Imagem, Mídia e Linguagem
A morte no ciberespaço: um estudo etnográfico
da comunidade do Orkut “Profiles de Gente Morta” ................. 13
Michele Negrini
Os fetiches mágicos da prosperidade .......................................... 35
José de Arimathéia Cordeiro Custódio
Imagens mescladas: expressões da arte de rua,
a pop art e o cinema ...................................................................... 53
Jheison Holthausen e Glaucia da Silva Brito
Enchentes no Nordeste: a humanização da notícia
na cobertura fotográfica da Folha de S. Paulo ........................... 79
Carolina Zoccolaro Costa Mancuzo, Renato Pandur de Maria e Paulo César Boni
Olimpianos pós-modernos: um rápido olhar
sobre as fotografias de celebridades ......................................... 101
Levy Henrique Bittencourt Neto e Simonetta Persichetti
Pin-ups: fotografias que encantam e seduzem .......................... 119
Priscilla Afonso de Carvalho e Maria Irene Pellegrino de Oliveira Souza
Origen del paradigma de la fotografía publicitaria
moderna: el Tenedor de André Kertesz o el Cuello Idestyle
de Paul Outerbridge .................................................................... 145
José Manuel Susperregui
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Linha de pesquisa: Imagem, Cultura e Processos Sociais
A UNE somos nós, nossa força e nossa voz... experiência
fotográfica e os sentidos da história no século XX .................. 169
Ana Maria Mauad
Representação fotográfica e povos indígenas .......................... 195
Paulo Humberto Borges
Os passos pedem passagem: um ensaio fotoetnográfico
sobre ruínas de estações ferroviárias no sul do RS .................. 213
Beatriz Rodrigues Ferreira e Ana Luiza Carvalho da Rocha
Resenhas
Um olhar econômico sobre a fotografia ..................................... 233
Bruna Komarchesqui
Como analisar e compreender uma fotografia .......................... 239
Adair Felizardo
O mosaico fotográfico de ¡No passarán! ................................... 243
Fabiana A. Alves
A fascinante fotografia de esporte nas lentes de Gonzales ...... 251
Flora Neves
Estive em Alagoas e me lembrei de você .................................. 257
José de Arimathéia Cordeiro Custódio
Entrevistas
Elizete Moura Santos ................................................................. 263
Fabiana A. Alves
Iatã Cannabrava ......................................................................... 273
Paulo César Boni
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Da Fundação Araucária,
o primeiro apoio financeiro
Enfim, depois de cinco anos (nove números) circulando dentro de
rigorosa periodicidade, a Discursos Fotográficos, pela primeira vez, foi
contemplada em um edital de apoio à publicação de livros e periódicos
científicos da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico
e Tecnológico do Paraná. O valor não chegou a cobrir integralmente os
custos de produção, revisão, programação gráfica, impressão e distribuição
de um número da revista, mas nos deixou muito felizes: representou o
ingresso da revista no universo dos editais de financiamento. Na contracapa,
foram exibidas as logomarcas do Governo do Paraná, da Secretaria de
Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Fundação Araucária,
enquanto o editorial destacava a conquista: era o reconhecimento, por
uma instituição da importância da Fundação Araucária, da qualidade e
seriedade do trabalho realizado pela revista.
Dos nove artigos publicados, oito eram contribuições externas.
Novamente, uma delas era em espanhol, desta feita do historiador e crítico
de arte espanhol Juan Albarrán. Outra foi de uma brasileira radicada na
França, Maranúbia Pereira Barbosa-Doiron, que escreveu, em português,
sobre a intertextualidade na fotografia publicitária. As outras seis
contribuições eram de autores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro
e Rio Grande do Sul. Definitivamente, havíamos vencido o desafio da
endogenia: já fazia algum tempo que estávamos exógenos acima das
exigências da Capes.
57
Este número também trouxe no expediente o aceite da revista em
mais um importante indexador internacional, o DOAJ – Directory of Open
Access Journals, da Suécia, seu sexto indexador. Íamos tendo uma
demonstração prática do ditado segundo o qual “de grão em grão a galinha
enche o papo”. Mais um indexador, aprovação em edital de apoio a
publicação, contribuições exógenas acima das exigências, melhor nível de
titulação dos autores... Com este número marcamos também o fim das
contribuições por e-mail ou pelo correio. A partir do número dez (v.7,
n.10, jan./jun. 2011), todas as propostas de contribuição, inclusive as de
resenhas, teriam de ser encaminhadas pelo SEER – Sistema Eletrônico de
Editoração de Revistas, no qual o proponente pode acompanhar o processo
de avaliação de sua proposta, no regime de duplo-cego. Cada artigo
proposto é encaminhado, sem o nome do proponente, para dois
pareceristas externos, especialistas no tema. Só depois desse processo
os textos são editados e publicados.
As seções continuavam as três dos números recentes: Artigos,
Resenhas, Entrevistas. Neste número foram publicadas quatro resenhas
e duas entrevistas. Cláudia Andujar, uma das mais (senão a mais)
importantes fotógrafas de índios no Brasil, foi entrevistada pelo editor
Paulo César Boni. Miguel Chikaoka, de Belém do Pará, falou à
colaboradora Beatriz Sallet.
A revista recebe constantes pedidos de exemplares impressos. Com
isso, criamos um consistente e diversificado mailing list de fotógrafos,
professores, pesquisadores, produtores culturais e editores ligados à
imagem, com ênfase em fotografia. Para nossa satisfação, a cada dia a
revista está mais presente em salas de aula e é mais citada em trabalhos
acadêmicos.
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Sumário
Editorial ........................................................................................... 9
Artigos
Linha de pesquisa: Imagem, Mídia e Linguagem
Waldemar Cordeiro: precursor das imagens
tecno-poéticas no Brasil ............................................................... 13
Eduardo Ewald Maya
O potencial significativo da fotografia com ênfase
em aspectos do tempo .................................................................. 33
Maria Ogécia Drigo e Matheus Mazini Ramos
Roland Barthes e a fotografia ...................................................... 53
Rodrigo Fontanari
Fontes orais e o método de análise fotográfica oral:
perspectivas de atuação do profissional da informação ............. 77
Mariany Toriyama Nakamura e Giulia Crippa
Entre a história e a ficção: a minissérie JK como um
lugar de memória ........................................................................ 103
Fabiana A. Alves e Florentina das Neves Souza
Imagem, cultura e processos sociais
“Acordo do Cinturão Verde de Cianorte”: o uso da fotografia
como fator de denúncia ............................................................... 127
Aida Franco de Lima e Norval Baitello Jr.
Pierre Verger e a construção da memória cultural afro-brasileira
em O Cruzeiro: sentidos textuais através das fronteiras ......... 153
Julia Capovilla Luz Ramos e Beatriz Marocco
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Conhecimento de mundo e leitura de imagem: um estudo
sobre a intertextualidade na fotografia publicitária .................. 171
Maranúbia Pereira Barbosa-Doiron
Mise en scène: fotografía y escenificación en los albores
de la modernidad ......................................................................... 193
Juan Albarrán
Resenhas
Augusto Malta, o documentarista das transformações
urbanas do Rio de Janeiro ......................................................... 213
Paulo César Boni
O encontro entre fotografia e arquitetura em
Marcel Gautherot Brasília ......................................................... 223
Mariana Ferreira Lopes
Más real que la realidad: vida e obra de W. Eugene Smith ...... 231
Daniel de Oliveira Figueiredo
Fotograficidade: a perda e a permanência na
estética fotográfica ..................................................................... 239
Fabiana A. Alves
Entrevistas
Claudia Andujar .......................................................................... 249
Paulo César Boni
Miguel Chikaoka ........................................................................ 275
Beatriz Sallet
Normas para publicação ............................................................. 285
62
Mais uma adequação para atender
os indexadores
Mais inovações na revista número 10. Pela primeira vez, o
editorial saiu com título (até então, era apenas identificado pela palavra
Editorial). O primeiro título, aliás, foi bastante sugestivo: “Manda quem
pode, obedece quem tem juízo...” O texto trazia um desabafo. No
início de 2011, ao solicitar a inclusão da revista a três importantes
indexadores internacionais, descobrimos que não cumpríamos um dos
pré-requisitos: a revista devia circular no semestre a que se referia.
Não cumpríamos essa regra: o número do primeiro semestre (janeiro/
junho) circulava no dia 19 de agosto, e o do segundo semestre (julho/
dezembro), apenas no dia 19 de março do ano seguinte.
Tomamos, então, a decisão de sincronizar as datas de circulação
com as referências. Para isso, seria necessário, excepcionalmente, fazer
circular três revistas, ao invés de duas, no espaço de um ano. Foi o
que aconteceu. A revista número 10, referente ao primeiro semestre
de 2011, circulou em 19 de agosto, o Dia Mundial da Fotografia; a
referente ao segundo semestre de 2011 (número 11) circulou em 19
de dezembro (Dia da Emancipação Política do Estado do Paraná, em
1853) e a referente ao primeiro semestre de 2012 (número 12) saiu na
data tradicional de 19 de março, Dia de São José. Com isso,
regularizamos a situação e passamos a atender mais essa exigência
dos indexadores.
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Outra inovação do número 10 foi a estreia de mais uma seção:
Dissertações. Razão havia para a introdução desse espaço: os primeiros
estudantes a ingressar no Mestrado em Comunicação, em 2008, estavam
defendo suas dissertações. A partir desse número, a revista passou a circular
com quatro seções: Artigos, Resenhas, Entrevistas e Dissertações.
Dos oito artigos publicados, sete eram contribuições externas. A
pesquisadora espanhola Beatriz de las Heras enviou um artigo. Sabrina
Moura Araújo, pesquisadora brasileira radicada em Paris, também fez
sua contribuição, em língua portuguesa. As outras vieram dos estados do
Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. Neste número,
publicamos também nossa segunda entrevista internacional: o fotógrafo
dominicano Fausto Ortiz foi entrevistado pelo colaborador Carlos Garrido,
da Espanha. A entrevista foi publicada em língua espanhola. Na segunda
entrevista, o experiente fotógrafo gaúcho Ricardo Chaves, o Kadão, veio
proferir palestra em Londrina e foi entrevistado pela editora adjunta Bruna
Mayara Komarchesqui.
Mas, sem dúvida, a maior e mais importante inovação deste número
foi a introdução do código DOI (Digital Object Identifier), sistema de
identificação numérico aplicado a conteúdos digitais protegidos por
copyright, em seus artigos e resenhas. Depois de mais de um ano de
empenho, o DOI foi instituído na Universidade Estadual de Londrina.
Desde o início, as revistas Discursos Fotográficos e Semina
Tecnológicas, por meio de seus editores, participaram ativa e decisivamente
de sua implantação. Por este motivo, a Semina Tecnológicas foi a primeira
revista do Portal de Periódicos da UEL a trazer o código DOI em suas
publicações. A Discursos Fotográficos foi a segunda a deter esta honra.
Hoje, dos 30 periódicos científicos da instituição, 14 trazem este código
identificador.
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Sumário
Editorial .................................................................................................... 9
Artigos
Linha de pesquisa: Imagem e Linguagens
O olhar reflexivo de Pedro Meyer: a fotografia como
problematizadora da própria mediação fotográfica .......................... 13
Ana Carolina Lima Santos
Fotoassessorismo: a imagem fotográfica na assessoria de
imprensa da Prefeitura Municipal de Maringá ................................ 33
Cibele Abdo Rodella
O uso de materiais analógicos para o aprendizado da
tecnologia digital na fotografia ............................................................ 57
Djalma J. Patrício
Linha de pesquisa: Cultura Visual e Memória
Considerações sobre a constituição e a utilização de um
corpus fotográfico na pesquisa antropológica .................................. 77
Milton Guran
Imagem fotográfica, cultura e sociedade ........................................ 107
Itamar de Morais Nobre e Vânia de Vasconcelos Gico
A edição da coleção Photo Poche e as políticas culturais
em favor da fotografia na França (1980) ......................................... 127
Sabrina Moura de Araújo
Madrid y Burgos, 1936-1939: representación visual de las
mujeres a través del fondo fotográfico de la guerra civil
española de la biblioteca nacional .................................................... 147
Beatriz de las Heras Herrero
A arquitetura de defesa no Brasil Colonial .................................... 173
José de Arimathéia Cordeiro Custódio
Resenhas
A fotografia para além das suas margens ....................................... 197
Silvio Demétrio
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A imagem... 21 anos depois ............................................................... 203
Antônio Augusto Braighi
A devoração do holograma: reflexões sobre os espaços
midiáticos revisitados por Norval Baitello Junior ........................ 209
Alberto Klein e Dulce Mazer
Um panorama da história da fotografia por imagens
de grandes mestres ............................................................................ 215
Anderson Coelho
Entrevistas
Fausto Ortiz ......................................................................................... 223
Carlos Garrido Castellano
Ricardo Chaves, o Kadão .................................................................. 243
Bruna Komarchesqui
Dissertações
Imagens e Memórias: a fotografia como documento
e fonte de pesquisa para a recuperação histórica da Colônia
Esperança (1935-1963) ...................................................................... 271
Larissa Ayumi Sato
Da Áustria ao Paraná: a trajetória imagética de Hans Kopp,
primeiro fotógrafo de Rolândia (PR) ............................................... 273
Cássia Maria Popolin
TV Digital: o aparelho e a representação do real na edição
de imagens no telejornalismo ........................................................... 275
Fernanda Aiex Boni
Fotojornalismo: taxonomias e categorização de imagens
jornalísticas .......................................................................................... 277
Lauriano Atilio Benazzi
Sobre a luz da escuridão: memória e sentidos presentes em
acervos visuais anônimos .................................................................. 279
Edson Luiz da Silva Viera
Fotoassessorismo: a imagem fotográfica na assessoria
de imprensa da Prefeitura Municipal de Maringá ........................ 281
Cibele Abdo Rodella
Normas para publicação ..................................................................... 285
68
Com internet e DOI, sumário em inglês,
of course
Mais uma inovação na Discursos Fotográficos número 11 (v.7,
n.11, jul./dez. 2011). Na realidade, merece antes ser chamada de
adequação. Com a revista integralmente disponível na rede mundial de
computadores, o Digital Object Identifier (DOI) implantado e seus
conteúdos (artigos, resenhas, entrevistas e dissertações) colocados à
disposição para sites de busca e publicadores internacionais, foi necessário
introduzir os títulos em inglês no Sumário. Eles já constavam nos materiais
publicados, mas, a partir deste número, passaram a figurar também no
Sumário, para facilitar a inserção desses materiais nos publicadores
internacionais e a busca dos leitores de outros países.
Outra adequação: a revista passava a circular no semestre a que se
refere. Este número, excepcionalmente, circulou no dia 19 de dezembro
de 2011, para regularizar o calendário. Para a produção deste “número a
mais”, pois o seguinte circularia em 19 de março de 2012, foi preciso
muito esforço da equipe. Nesse sentido, seria uma enorme injustiça histórica
não ressaltar a competência, disposição e esforço da editora adjunta
Fabiana Aline Alves. Ela tem méritos inquestionáveis na história de sucesso
e na qualidade da revista. Tanta dedicação e capacidade, evidentemente,
não passariam despercebidas: assim que concluiu seu mestrado, foi
aprovada em processo seletivo da Universidade Estadual do Centro-Oeste
(Unicentro) e está cursando doutorado em História na Universidade
69
Estadual Paulista (Unesp) de Assis (SP). É uma das pessoas mais produtivas
e competentes que já passou pela revista e pelo o Mestrado em
Comunicação da UEL.
Todos os nove artigos publicados eram contribuições externas. Uma
veio do exterior (Espanha), as outras dos estados do Ceará, Minas Gerais,
Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Neste número, excepcionalmente, estávamos 100% exógenos e com 100%
da participação de doutores nos artigos, sendo cinco artigos individuais
de doutores, e quatro em coautoria, assinados por doutores, doutorandos
e mestres. Três dos nove artigos publicados referiam-se a resultados
parciais e/ou finais de projetos de pesquisa. Também foram publicadas
seis resenhas, cinco de livros e uma de DVD, todos com lançamentos
recentes no mercado editorial. A entrevista foi com o fotógrafo paranaense
Sérgio Sade, responsável pela criação da Editoria de Fotografia da revista
Veja, na década de 1970. Sade é um dos mais ricos e lúcidos “arquivos
vivos” da fotografia brasileira. Parte dessa riqueza – e muitas histórias
cheias de detalhes curiosos e engraçados – estão nas páginas da revista.
O editorial, intitulado “Expondo as fraturas...”, falava do XIII
Encontro Nacional de Editores Científicos (ABEC), realizado em Gramado
(RS), de 8 a 11 de novembro de 2011. Nesse encontro, foram debatidos
temas de grande relevância para a consolidação das publicações científicas
brasileiras, como a profissionalização do editor científico, as dificuldades
do processo de avaliação por pares (o conhecido método “duplo-cego”)
e a necessidade de internacionalização dos periódicos. A Discursos
Fotográficos conhece bem essas dificuldades, e outras tantas. Não
obstante, resiste, insiste e persiste.
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71
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Sumário
Editorial .............................................................................................................. 9
Artigos
Linha de pesquisa: Imagem e Linguagens
Fotografias de conflito: o que permanece? .......................................................... 13
Photographs of conflicts: what remains?
Kátia Hallak Lombardi
O realismo entre as tecnologias da imagem e os regimes de visualidade:
fotografia, cinema e a “virada imagética” do Século XIX .................................. 33
The realism between the image technologies and the scopic regimes:
photography, cinema and the “imagery turnaround” of the 19th century
Daniel B. Portugal
El valor de la fotografía como objeto de estudio y en las
investigaciones sobre comunicación: reflexiones teóricas ................................ 55
The value of photography as study subject and in research
on communication: theoretical proposals
Maria del Mar Ramírez Alvarado
Videopoéticas contemporâneas: um olhar sobre a produção imagética ............. 77
Contemporary video poetics: a view about the imagery production
Evelyse Lins Horn e Silas de Paula
O fotográfico no romance espanhol contemporâneo ........................................... 93
The photographer in the contemporary spanish romance
Fernando de Tacca
Linha de pesquisa: Cultura Visual e Memória
Entre o ausente e o duplo corpo: apropriações mortuárias da fotografia
na cultura religiosa japonesa ............................................................................ 115
Between the absentee and the duo body: mortuary appropriations
of photography in the Japanese religious culture
Richard Gonçalves André
Fotografia de família e memória: deslocamentos da arte contemporânea ........ 137
Family photos and memory: shifts of contemporary art
Nina Velasco e Cruz
73
Fotografias na cidade, imaginários urbanos: uma experiência
com álbuns de família em Porto Alegre Imaginada ......................................... 157
Photos in the city, urban imaginaries: an experience with family
albums in Porto Alegre Imaginada
Nara Magalhães, Angela Zamin, Lourdes Silva, Márcia Anselmo e Reges Anselmo
Fotografia e documentação no interior paulista:
o “batuque da umbigada” por Rodolpho Copriva ............................................... 175
Photograph and documentation at São Paulos’ countryside:
“batuque da umbigada” dance by Rodolpho Copriva
Marcelo Eduardo Leite
Resenhas
O fotógrafo: fotojornalismo, quadrinhos e relato memorial ............................ 199
The photographer: photojournalism, comics and memorial reporting
Daniel de Oliveira Figueiredo e Regina Krauss
Imagem: uma rica discussão disponibilizada em DVD ..................................... 205
Image: a rich discussion available on DVD
Prof. Ms. Emerson dos Santos Dias
A história de Lins contada pelos próprios linenses .......................................... 211
The history of the city of Lins told by its own inhabitants
Juliana de Oliveira Teixeira
O elogio da superficialidade: uma reflexão sobre a imagem de Flusser .......... 217
The praise of superficiality: a reflection on the image of Flusser
Patrícia Resende Pereira
Uma introdução às características, singularidades e trajetória das
histórias em quadrinhos ................................................................................... 223
An introduction to the characteristics, singularities and trajectory of comics
Halisson Júnior da Silva
O fotojornalismo das páginas impressas à internet ......................................... 227
The photojournalism from the press pages to the internet
Carolina Zoccolaro Costa Mancuzo
Entrevista
Sérgio Sade ....................................................................................................... 235
Paulo César Boni
Dissertações ...................................................................................................... 273
Normas para publicação .................................................................................... 287
74
Para evitar atrasos no envio,
as despesas do correio...
A partir do número 12, que circulou no primeiro semestre de 2012,
a Discursos Fotográficos passou a cumprir mais uma exigência dos
indexadores internacionais, circulando no semestre a que a revista se refere.
Então, solicitamos sua indexação no Scopus, importante organização com
sede na Holanda.
Também aguardávamos ansiosamente o resultado de uma avaliação
de periódicos científicos da área de Ciências Sociais Aplicadas pela Capes.
Essa é a área a que pertence o curso de Comunicação Social e suas pósgraduações. A avaliação referia-se ao ano de 2010 e a área de Ciências
Sociais Aplicadas foi uma das últimas a divulgar o resultado. Fechamos o
número 12 sem saber nossa classificação. Até então, a Discursos
Fotográficos era Qualis B-3. Em áreas afins, a revista havia tido excelente
desempenho. Havia sido alçada à honrosa classificação de Qualis B-1 na
área de Artes e Música e também Qualis B-1 na área de Educação.
Em tese, não havia mais nada a adequar na revista. Já havíamos
cumprido todos os critérios para ser alçados, numa próxima avaliação da
Capes (referente ao ano de 2011), ao status de Qualis B-1. Mas ainda
esperávamos o resultado da avaliação de 2010, para a qual apostávamos
na elevação de Qualis B-3 para Qualis B-2. Sempre mantivemos a
preocupação de manter a alta qualidade editorial e gráfica da revista.
Continuamos trabalhando firme com esse propósito. Naquilo que podia
ser melhorado, nos dedicamos a tornar mais ágil a avaliação intrapares,
75
pelo sistema duplo-cego. Uma iniciativa simples facilitou muito o
processo: antes de encaminhar a proposta de publicação ao avaliador
pelo SEER, passamos a encaminhar um e-mail consultando-o sobre sua
disponibilidade e interesse em realizar a avaliação. Com isso, nosso índice
de respostas – dentro do prazo estabelecido – aumentou bastante. Nesse
aspecto e na operação do SEER, destaque e agradecimentos especiais
à editora adjunta Renata de Paula dos Santos.
Nesse número, o editorial, intitulado Será que os melhores perfumes
estão mesmo nos menores frascos?, explicava porque a revista, mesmo
contrariando orientações “veladas” dos órgãos de regulamentação e
avaliação dos periódicos científicos, estava publicando alguns artigos e
entrevistas mais longos do que se devia esperar. Assim o fazia porque
queríamos oferecer ao público certos conteúdos e informações que,
especialmente nas entrevistas, se constituíam em “verdadeiras
preciosidades”. Dos sete artigos publicados, apenas um era “prata da
casa”, os outros seis eram contribuições externas, uma das quais da
Espanha. Havia autores do Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul,
Santa Catarina e São Paulo. Todas as contribuições externas eram
assinadas por doutores, quatro em artigos individuais, e dois em artigos
com coautoria.
A seção Entrevistas trouxe a experiência e desenvoltura – e
revelações inéditas – do fotógrafo baiano de nascimento, mas carioca de
coração, Evandro Teixeira, um dos mais evidentes ícones do fotojornalismo
brasileiro.
Registre-se: a partir deste número, passamos a pagar também as
despesas de correio para que a UEL encaminhasse a revista, sem atrasos,
pelo sistema de permuta, para as bibliotecas dos cursos de Comunicação
e Artes de todo o País.
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Sumário
Editorial .................................................................................................... 9
Artigos
Linha de Pesquisa: Imagem e Linguagens
O poder de construção de realidades pela mídia:
o incidente na mina San José (Chile) ................................................ 13
The power of reality construction by the media: the incident
at San José’s coal mine (Chile)
Alissar de Almeida Ayoub Ayoub, Ayoub Ayoub e Letícia Albanez de Oliveira
Cinco hipóteses sobre o fotojornalismo em cenários
de convergência .................................................................................... 31
Five hypotheses about photojournalism in convergence scenes
José Afonso da Silva Junior
A função informativa da legenda fotográfica: o massacre
de Realengo ........................................................................................... 53
The informative function of photographic captions: the Realengo massacre
Luiza Lusvarghi e Mônica Zarattini
As novas mídias e manifestações de protesto:
casos no Brasil e Egito ........................................................................ 79
The new media and protest marches: cases in Brazil and Egypt
Susana Branco de Araújo Santos e Carla Candida Rizzotto
A composição mítica do filme publicitário ....................................... 101
The mythical composition of the advertisement film
Hertez Wendel de Camargo
Linha de pesquisa: Cultura Visual e Memória
Los iconos del bombardeo de Guernica y sus conflictos ............. 129
The icons of the bombing of Guernica and its conflicts
José Manuel Susperregui
79
Ética, imagem e fotografia na mídia informativa impressa ........... 161
Ethics, image and photography at informative print media
Isaac Antonio Camargo
Resenhas
Publicação gratuita fortalece a produção de
animações brasileiras ......................................................................... 197
Free publication strengthens Brazilian production of animations
Emerson S. Dias
A fotografia contemporânea: reestabelecendo
o valor da image .................................................................................. 203
Contemporany photography: reestablishing the value of de image
Andrea Eichenberger
Os mitos do marketing global e da globalização ............................ 207
Global marketing and globalization miths
Renato Rodrigues Martins
Entrevista
Evandro Teixeira ................................................................................ 217
Paulo César Boni
Dissertações ........................................................................................ 253
Normas para publicação ..................................................................... 267
80
Scopus e Qualis B-2: mais duas conquistas
Quando estávamos no processo de revisão da Discursos
Fotográficos número 13 (v.8, n.13, jul./dez. 2012), recebemos a notícia
de que a revista havia sido indexada no Scopus (Holanda), respeitado
indexador internacional que reúne um importante banco de dados de
resumos e citações de artigos para periódicos científicos. O Scopus abrange
mais de 18.000 títulos de 5.000 editoras internacionais, incluindo a
cobertura de aproximadamente 17 mil revistas de caráter científico, e
oferece como vantagem a indicação do número de citações dos artigos na
própria base. Ficamos muito felizes com mais esta conquista e, de imediato,
acrescentamos o indexador ao expediente da revista, destacando com
orgulho mais esse degrau em seu editorial.
E não foi só isso. Quando estávamos revisando a prova de impressão
da revista, ou seja, com tudo pronto para sua impressão, saiu o resultado
da avaliação dos periódicos científicos da área de Ciências Sociais
Aplicadas. Aconteceu exatamente o que esperávamos: a Discursos
Fotográficos subiu de Qualis B-3 para Qualis B-2 no ranking da Capes.
Infelizmente, essa notícia não chegou a tempo de ser comentada no editorial.
Fizemos apenas um modesto registro na contracapa, mas a comemoração
foi muito grande. Com dois Qualis B-1 (Artes e Música, e Educação) e
um Qualis B-2, passamos a ser um dos três periódicos científicos mais
bem qualificados dos 30 publicados pela Universidade Estadual de
Londrina. Com isso, a revista leva e eleva o nome da instituição nacional
81
e internacionalmente, mas, mesmo assim, continuamos arcando com as
despesas de correio para garantir sua circulação, sem atrasos, pelo sistema
de permuta do Sistema de Bibliotecas da UEL.
Nosso entrevistado nesse número foi Alan Taylor, o fundador do
blog Big Picture, que pertence ao jornal The Boston Globe. Como sugere
o nome, o blog traz extensas coberturas fotográficas em grande formato,
com pontos de vista de diferentes fotógrafos. Essa novidade significou
uma espécie de revolução no tratamento e acesso de fotografias na internet.
O editorial, intitulado “Piano, piano si va lontano...”, provérbio italiano
que significa “devagar se vai longe”, narrava as novas conquistas e
anunciava metas para 2013, como conquistar mais um indexador, subir
de Qualis B-2 para Qualis B-1, começar a publicar artigos em inglês e
concorrer – e ser aprovado – em editais de apoio à publicação de
periódicos científicos, pois os recursos para arcar com as despesas de
produção, impressão e distribuição da versão impressa da revista estão
cada vez mais escassos. Os custos de impressão têm sido pagos com
recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação (PROAP), que o
Mestrado em Comunicação recebe da Capes, e os demais custos têm
sido cobertos com recursos oriundos do Curso de Especialização em
Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico.
Mais uma vez, mantivemos altíssimo o índice de exogenia. Dos nove
artigos publicados, oito eram contribuições externas, uma das quais veio
da Espanha. As outras sete vieram do Distrito Federal e dos seguintes
estados: Bahia, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e
São Paulo. Para encerrar a edição, foram publicadas cinco resenhas e
seis resumos de dissertações.
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Sumário
Editorial .................................................................................................... 9
Artigos
Linha de Pesquisa: Imagem e Linguagens
A fotografia em Tron: ambiguidades visuais no espaço fílmico ..... 13
Photography in Tron: visual ambiguities in filmic space
Tiago Mendes Alvarez
“Toma que o filme é teu”: Sai de Baixo entre o
teleteatro e a sitcom ............................................................................. 37
You do it, it’s your movie!: Sai de Baixo between teleplay and sitcom
Édison Trombeta de Oliveira e Tiago Souza Machado Casado
Três visões da fotografia: autor, turista e pesquisador .................. 55
Three views about photography: author, tourist and researchers
Bruna Alves Lôbo e Maria Lúcia Bastos Alves
Fotojornalismo:entre a opacidade e a transparência ...................... 71
Photojournalism: between opacity and transparency
Sandra Maria Lúcia Pereira Gonçalves
Portraits de Hiroshi Sugimoto: sobre realismo e retratos ............. 93
Portraits of Hiroshi Sugimoto: about realism and portraits
Angela Prada de Almeida
Linha de pesquisa: Cultura Visual e Memória
O terremoto no Japão pela Folha.com: banalização e
consumo de fotografias na internet .................................................. 109
Japan’s earthquake by Folha.com: trivialization and consumption of
photographs on internet
Carolina Zoccolaro Costa Mancuzo e Paulo César Boni
Controversias sobre el catalogo razonado de Gerda Taro ........... 137
Controversies on the reasoned catalogue of Gerda Taro
José Manuel Susperregui
85
Memória do Fotoclubismo na Bahia ................................................ 175
Bahia’s photo clubs memory
Telma Cristina Damasceno Silva Fath
Olhares cruzados sobre Santarém (PA) .......................................... 197
Crossed views about Santarém (Pará State)
Lila Rosa de Sousa Bemerguy
Resenhas
A fotografia: diversidade de abordagens em
práticas diversas ................................................................................. 227
Photography: diversity of approaches in different practices
Tássia Ruiz
Conceitos possíveis para uma fotografia contemporânea ............ 233
Possibles concepts for a contemporary photography
Karina Rampazzo Morelli
A Segunda Guerra Mundial pelas lentes de Robert Capa ........... 239
II World War by Robert Capa’s lens
Ana Carolina Felipe Contato
Fotografia e escravidão: a segunda metade do
século XIX contada por imagens ...................................................... 247
Photography and slavery: the second half of the XIX century told by images
Renata de Paula dos Santos
Não confie em ninguém: existe verdade por
trás da fotografia? ............................................................................... 253
Trust no one: there is truth behind the photography?
Guilherme Henrique de Oliveira Cestari
Entrevista
Entrevista: Alan Taylor ...................................................................... 261
Cristiane Fontinha
Dissertações ........................................................................................ 271
Normas para publicação ..................................................................... 285
86
XII Prêmio Funarte Marc Ferrez
de Fotografia
No final de 2012, inscrevemos a Discursos Fotográficos no
XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, edital da Fundação
Nacional de Artes (Funarte) para premiar os melhores projetos em
fotografia do País. Inscrevemo-nos na modalidade “reflexão crítica sobre
fotografia”, e qual não foi a nossa surpresa – boa – quando, em
dezembro, saiu o resultado e havíamos sido contemplados. O Prêmio
Marc Ferrez é uma espécie de Oscar da fotografia brasileira e, para
nós, essa premiação foi uma honraria inesperada, mas merecida.
Inesperada em razão do volume e da altíssima qualidade da concorrência;
merecida porque há anos, independente de verbas, a revista trabalha
pela fotografia e pela cultura.
Além desta edição (v.9, n.14, jan./jun. 2013), o projeto que enviamos
propunha a edição de um catálogo que narrasse com detalhes a história
da revista, desde seu primeiro número, lançado em 19 de agosto de 2005
(Dia Mundial da Fotografia) até este, o de número 14, lançado no primeiro
semestre de 2013. Assim como sempre foi com os editoriais, nossa opção
foi a de ser 100% honestos nas informações deste catálogo.
Semestralmente, nos editoriais, acusamos nossos erros, evidenciamos
nossos aprendizados, esclarecemos nossos objetivos, agradecemos os
colaboradores, manifestamos nossas indignações, elogiamos ou criticamos
circunstâncias e situações. Neste catálogo estamos fazendo exatamente a
87
mesma coisa. Esperamos que a narrativa da trajetória da revista Discursos
Fotográficos possa nortear e orientar pessoas e instituições que estejam
pensando em criar ou consolidar um periódico científico.
O fato é que ficamos extremamente felizes e orgulhosos com a
premiação e estamos comemorando-a efusivamente. Consideramos uma
honra, um importante reconhecimento trazer na contracapa da revista e
deste catálogo as logomarcas do Governo Federal, do Ministério da Cultura
e da Funarte. Por conta desta premiação, pela primeira vez em sua história
foram impressos e distribuídos dois mil exemplares da revista e dois mil
exemplares deste catálogo, que será utilizado como ferramenta de
divulgação em congressos e eventos de diversas áreas do conhecimento.
Ambos, revista e catálogo, também estão disponíveis para consulta e
download nas páginas da revista (www.uel.br/revistas/uel/index.php/
discursosfotograficos), do Curso de Especialização em Fotografia: Práxis
e Discurso Fotográfico (www.uel.br/pos/fotografia) e do Mestrado em
Comunicação (www.uel.br/pos/mestradocomunicacao).
Neste número, aliás, mais uma adequação: passamos a constar na
página de abertura do artigo as datas de seu recebimento e aprovação
pelo SEER. Dos oito artigos publicados, sete são contribuições externas,
dois dos quais internacionais. Temos uma contribuição da Argentina, em
língua espanhola, e uma da Colômbia, em língua inglesa. As outras cinco
contribuições externas vieram dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul
e São Paulo. Cinco resenhas, seis dissertações e duas entrevistas fecham
a edição. Mais uma longa e reveladora entrevista: o fotógrafo Flávio Damm,
que trabalhou na revista O Cruzeiro, em seus anos de ouro do
fotojornalismo (décadas de 1940 e 1950), conta causos e revela histórias
que só quem as viveu pode contar.
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Sumário
Editorial .................................................................................................... 9
Artigos
Linha de Pesquisa: Imagem e Linguagens
A fotografia como linguagem para a formação cidadã ..................... 13
Photography as language to civil education
Luzia Mitsue Yamashita Deliberador, Fabiana A. Alves e Mariana Ferreira Lopes
Leitura de imagens e o vintage em editoriais de moda
nas revistas Vogue e Rolling Stone ...................................................... 37
Image reading and the vintage in fashion editorials of Vogue
and Rolling Stone magazines
Miguel Luiz Contani e Thaís Tiemi Yamanari
Crise sistêmica: um novo olhar para a fotografia ............................ 55
Systemic crisis: a new view to photography
Matheus Mazini Ramos e Silvia Laurentiz
Tempo revelado: fotojornalismo e construção de sentidos ........... 71
Time revealed: photojournalism and the construction of meanings
Gutemberg Medeiros
Linha de pesquisa: Cultura Visual e Memória
Símbolos do inferno: imagens de lugar nenhum e de
algum lugar ............................................................................................ 99
Symbols of hell: images of nowhere and somewhere
Ana Taís Martins Portanova Barros
O trabalho infantil nos Estados Unidos pelas lentes
de Lewis Hine ..................................................................................... 123
The child labor in the United States by Lewis Hine’s lens
José Pacheco dos Santos Júnior, Kamilla Dantas Matias e
Rita de Cássia Mendes Pereira
91
Images of the unimaginable: photography and the
(re)presentation of the event ............................................................ 141
Imagens do inimaginável: fotografia e a (re)presentação do evento
Sergio Roncallo e Juan Carlos Arias
La fotografía irónica durante la dictadura militar argentina:
un arma contra el poder ..................................................................... 173
The ironic photography during the military dictatorship in Argentina:
an weapon against the power
Cora Gamarnik
Resenhas
Pelos caminhos da fotografia ............................................................. 201
By photograph ways
Maria Luisa Hoffmann
A representação da memória do Brasil em capas de revistas ..... 205
The representation of Brazil’s memory in magazine covers
Gisele Krodel Rech
Um ótimo documento fotográfico, sem imagens ............................ 209
A good photographic document, without images
Paulo César Boni
Getúlio antes da Presidência visto por jornais e revistas ............ 217
Getúlio before the presidency viewed by newspapers and magazines
Márcio Fernandes
Lendo fotografias e produzindo sentido .......................................... 225
Reading photos and producing meaning
Muriel Emídio Pessoa Amaral
Entrevistas ........................................................................................... 229
Entrevista: Carlos Carvalho ............................................................. 231
Letícia Silva de Jesus
Entrevista: Flávio Damm ................................................................... 243
Paulo César Boni
Dissertações ........................................................................................ 271
Normas para publicação ..................................................................... 285
92
Mais conquistas e novos desafios, sempre
Depois de havermos enviado a revista número 14 para impressão,
recebemos a confirmação de sua indexação no EBSCO Publishing, dos
Estados Unidos, um publicador internacional. Os artigos publicados pela
Discursos Fotográficos poderão ser encontrados na plataforma de busca
do EBSCO. É da praxe, nesta plataforma, que o interessado, ao fazer
download de algum artigo, tenha de recolher uma taxa, da qual um
percentual é repassado para a publicação original. No nosso caso, isto
não será necessário, já que abrimos mão oficialmente de receber tal repasse,
pois o nosso interesse é que o conteúdo da revista seja lido e útil. Nossa
função, em um periódico científico ligado à academia e a dois cursos de
pós-graduação específicos – Lato sensu em Fotografia e Stricto sensu
em Comunicação – é a de gerar e democratizar conhecimentos. Buscamos
recursos, sim, mas para garantir a continuidade da revista, e existem outros
modos de procurar por eles.
Para o próximo número da revista (v.9, n.15, jul./dez. 2013), fomos
aprovados, pela segunda vez, em um edital de apoio a publicações
científicas da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico
e Tecnológico do Paraná. O valor aprovado é suficiente para pagar os
custos de impressão dos 1.000 exemplares. As demais despesas serão
cobertas pelo Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discurso
Fotográfico. Para 2014, buscaremos novos editais de apoio a publicações
científicas de instituições de fomento à pesquisa. Até lá, esperamos que a
93
revista tenha sido alçada a Qualis B-1 na nova avaliação da área de Ciências
Sociais Aplicadas da Capes e que tenha entrado em mais algum indexador.
Este ano, solicitamos sua indexação no Scielo, porém essa deve demorar
de dois a três anos, pois o Scielo é um dos indexadores mais rigorosos na
observação dos critérios para aceitar uma publicação. Para nós, não tem
problema, estamos aqui para trabalhar e ter paciência. Como dissemos
em um de nossos editoriais: “Piano, piano se va lontano”.
Para o número que irá circular no segundo semestre de 2013, já
temos propostas avaliadas e aprovadas e em fase de avaliação. Entre
elas, duas contribuições internacionais, uma da Argentina, outra da
Espanha. O índice de autores doutores publicando na revista continua em
ascensão. Apostamos firmemente que, quando a revista for elevada a
Qualis B-1 em Ciências Sociais Aplicadas, o número de propostas e o
nível de titulação dos proponentes irão crescer ainda mais. Também já
temos algumas resenhas recebidas pelo SEER para a próxima edição. A
entrevista será com um dos nomes mais respeitados da fotografia brasileira,
a fotógrafa Nair Benedicto, uma das fundadoras, na década de 1970, da
emblemática Agência F4.
Esperamos – e, mais importante, trabalhamos incessantemente para
isso – que a Discursos Fotográficos continue cumprindo seu papel de
geradora e democratizadora de conhecimentos na área de visualidade,
que continue e seja cada vez mais um instrumento auxiliar de ensino em
sala de aula e, principalmente, que se consolide como imprescindível fonte
de pesquisa para a produção de trabalhos de graduação e pós-graduação,
assim como para a elaboração de artigos para periódicos científicos e de
livros.
94
Agradecimentos
Em nove anos de história, temos muitas pessoas e instituições às
quais agradecer. Mesmo correndo o risco de alguma omissão, gostaríamos
de fazer as seguintes nominações:
Agradecemos à Universidade Estadual de Londrina (UEL), ao
Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA) e ao Departamento de
Comunicação (NIC) por toda ajuda dispensada ao longo desses anos;
Agradecemos à Fundação Araucária de Apoio ao
Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná pelo apoio
financeiro na produção de dois números da revista, um dos quais ainda a ser
publicado;
Agradecemos à Fundação Nacional de Artes (Funarte) pelo apoio
financeiro por meio do XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia,
que viabilizou a última edição da revista (v.9, n.14, jan./jun. 2013),
excepcionalmente com tiragem de 2.000 exemplares, e deste catálogo,
também com tiragem de 2.000 exemplares;
Agradecemos ao professor Rozinaldo Antonio Miani, coordenador
do Curso de Especialização em Comunicação Popular e Comunitária, pela
ajuda financeira em algumas edições, em momentos em que a revista estava
com a água pelo pescoço;
Agradecemos aos professores do Curso de Especialização em
Fotografia: Práxis e Discursos Fotográficos: Isaac Antonio Camargo e
Miguel Luiz Contani;
Agradecemos aos professores do Mestrado em Comunicação: Alberto
Carlos Augusto Klein, André Azevedo da Fonseca, Florentina das Neves
Souza, Miguel Luiz Contani, Rozinaldo Antonio Miani e Silvio Ricardo
Demétrio;
95
Agradecemos ao professor Ayoub Hanna Ayoub por suas revisões
esporádicas e observações pertinentes e ao colega jornalista Joaquim
Francisco Gonçalves de Brito Amaro, pelas revisões do último número da
revista e deste catálogo;
Agradecemos os professores doutores Alberto Carlos Augusto Klein
e André Azevedo da Fonseca pela elaboração do projeto encaminhado à
Funarte;
Agradecemos à professora Simonetta Persichetti pela consultoria em
textos e imagens do último número da revista e dos textos deste catálogo;
Agradecemos aos bolsistas (Capes) Ana Carolina Felipe Contato e
Guilherme Henrique de Oliveira Cestari, do Mestrado em Comunicação,
pela ajuda na revisão de língua estrangeira e elaboração de projetos;
Agradecemos de forma especial ao professor José de Arimathéia
Cordeiro Custódio, revisor atento e criterioso, à professora Vera Lúcia
Suguihiro, pela força e entusiasmo de sempre, e às editoras adjuntas que
passaram pela revista: Maria Luisa Hoffmann, Fabiana Aline Alves, Bruna
Mayara Komarchesqui e Renata de Paula dos Santos;
Agradecemos de forma especialíssima a duas pessoas que, desde o
surgimento do projeto, sempre estiveram com a revista: a bibliotecária
Laudicena de Fátima Ribeiro, a Lau, e a programadora visual Heliane Miyuki
Miazaki. É uma satisfação trabalhar com profissionais do nível de
competência e comprometimento de vocês.
Foi ótimo, durante a trajetória da revista, trabalhar com pessoas tão
competentes, dedicadas, comprometidas e, principalmente, amigas. A todos
que, em um ou outro momento, com maior ou menor intensidade, deram sua
contribuição para que a revista chegasse ao nível que tem hoje, nossos mais
sinceros agradecimentos. Vocês fazem parte da história de sucesso da
Discursos Fotográficos. Orgulhem-se disso.
Prof. Dr. Paulo César Boni
96
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