1 2 Paulo César Boni Londrina: Midiograf, 2013 3 Autor: Prof. Dr. Paulo César Boni Consultoria em textos: Prof. Dra. Simonetta Persichetti Revisão: Joaquim Francisco Gonçalves de Brito Amaro Normatização: Laudicena de Fátima Ribeiro - CRB 9/1008 Programação visual: Heliane Miyuki Miazaki Administração, editoração e distribuição: Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico Campus Universitário - Caixa Postal 10.011 Fone/fax: (43) 3371-4328 - e-mail: [email protected] B715d Boni, Paulo César. Discursos fotográficos : catálogo / Paulo César Boni. – Londrina : Midiograf, 2013. 96 p.: il. ISSN 1. Fotografia - Catálogo. 2. Discursos fotográficos - Periódico. CDU: 77.01 4 Sumário O nascimento de um periódico científico ................................................... 7 Pagar para trabalhar: o duro começo ........................................................ 9 Capa da Discursos Fotográficos N.1 ................................................... 11 Sumário da Discursos Fotográficos N.1 ............................................... 13 Uma lição de peso, ou, melhor, do peso ................................................... 15 Capa da Discursos Fotográficos N.2 ................................................... 17 Sumário da Discursos Fotográficos N.2 ............................................... 19 Mais uma surpresa desagradável ............................................................ 21 Capa da Discursos Fotográficos N.3 ................................................... 23 Sumário da Discursos Fotográficos N.3 ............................................... 25 Semestral, mas um pouco mais “magrinha” ............................................ 27 Capa da Discursos Fotográficos N.4 ................................................... 29 Sumário da Discursos Fotográficos N.4 ............................................... 31 SEER ou não SEER? SEER, claro! ......................................................... 33 Capa da Discursos Fotográficos N.5 ................................................... 35 Sumário da Discursos Fotográficos N.5 ............................................... 37 As cores das capas: nada é por acaso ..................................................... 39 Capa da Discursos Fotográficos N.6 ................................................... 41 Sumário da Discursos Fotográficos N.6 ............................................... 43 5 Enfim, os indexadores. E um salto: de B-4 para B-3 ............................... 45 Capa da Discursos Fotográficos N.7 ................................................... 47 Sumário da Discursos Fotográficos N.7 ............................................... 49 Em busca do DOI – Digital Object Identifier .......................................... 51 Capa da Discursos Fotográficos N.8 ................................................... 53 Sumário da Discursos Fotográficos N.8 ............................................... 55 Da Fundação Araucária, o primeiro apoio financeiro .............................. 57 Capa da Discursos Fotográficos N.9 ................................................... 59 Sumário da Discursos Fotográficos N.9 ............................................... 61 Mais uma adequação para atender os indexadores ................................. 63 Capa da Discursos Fotográficos N.10 .................................................. 65 Sumário da Discursos Fotográficos N.10 ............................................. 67 Com a internet e o DOI, sumário em inglês, of course ......................... 69 Capa da Discursos Fotográficos N.11 .................................................. 71 Sumário da Discursos Fotográficos N.11 ............................................. 73 Para evitar atrasos no envio, as despesas do correio... ........................... 75 Capa da Discursos Fotográficos N.12 .................................................. 77 Sumário da Discursos Fotográficos N.12 ............................................. 79 Scopus e Qualis B-2: mais duas conquistas ............................................ 81 Capa da Discursos Fotográficos N.13 .................................................. 83 Sumário da Discursos Fotográficos N.13 ............................................. 85 XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia ...................................... 87 Capa da Discursos Fotográficos N.14 .................................................. 89 Sumário da Discursos Fotográficos N.14 ............................................. 91 Mais conquistas e novos desafios, sempre! ............................................. 93 Agradecimentos ....................................................................................... 95 6 O nascimento de um periódico científico A revista Discursos Fotográficos nasceu em 2005, fruto da consolidação do Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico, da Universidade Estadual de Londrina. Ao mesmo tempo, sua criação foi uma das estratégias preparatórias para a solicitação de credenciamento do Programa de Pós-Graduação Stricto sensu (Mestrado) em Comunicação da instituição junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o braço do Ministério da Educação que cuida da pós-graduação no país. O curso de especialização se mantém em atividade desde 1997. Foi o primeiro curso de pós-graduação Lato sensu em fotografia do Brasil. Nasceu com o objetivo de concentrar esforços – até então insipientes, isolados, fragmentados – na produção, ensino e geração de conhecimentos voltados à fotografia. Pretendíamos transformar a cidade de Londrina, e mais especificamente a Universidade Estadual de Londrina, em um fórum avançado de discussão, reflexão e produção fotográfica. Para tanto, promovemos a união entre a teoria e a prática (principal motivo para o curso trazer práxis em seu nome). Reunimos alguns teóricos – professores doutores – da área de imagem lotados no CECA (Centro de Educação, Comunicação e Artes da UEL) e convidamos profissionais de diversas cidades do Brasil – nomes respeitados na produção fotográfica – para compor a equipe que iria dar andamento à especialização. Alguns desses professores e profissionais nunca mais se afastaram do curso. 7 Em 2005, como decorrência natural da consolidação do curso de especialização (Lato sensu), pensamos em criar um programa de pósgraduação Stricto sensu em imagem. Sabíamos que o processo exigiria alguns anos de preparo: discussões, definições, planejamento e, principalmente, ações que trouxessem resultados efetivos, palpáveis. Neste sentido, nos decidimos pela criação da revista Discursos Fotográficos, que, em um primeiro momento, seria o escoadouro da nossa produção científica e intelectual, mas, depois, deveria se transformar em um periódico exógeno e de excelência. Por que escolhemos o nome Discursos Fotográficos? Isso se deu dentro de um processo iniciado com o lançamento, pela Editora da UEL, do livro O discurso fotográfico, feito para difundir os primeiros Trabalhos de Conclusão de Curso, em 1999. No ano seguinte, um dos criadores do curso defendeu sua tese de doutoramento na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), intitulada O discurso fotográfico: a intencionalidade de comunicação no fotojornalismo. Em 2002, sob inspiração dos títulos do livro e da tese – e para dar continuidade aos estudos neles propostos – a nomenclatura do curso foi alterada de apenas Curso de Especialização em Fotografia para Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico. Naturalmente, a revista significaria, para nós, mais uma etapa no processo de convergência de estudos, pesquisas e produção técnica, artística, estética, cultural e científica em torno da fotografia. Como a maior parte de nossos estudos estava voltada para a linguagem e o discurso fotográfico, não tivemos dúvida: o nome da revista seria Discursos Fotográficos. 8 Pagar para trabalhar: o duro começo O primeiro número da revista Discursos Fotográficos, cuja periodicidade original era anual, foi lançado em noite festiva no Dia Mundial da Fotografia, 19 de agosto de 2005, na Livraria Porto (hoje Livraria Curitiba) do Catuaí Shopping Center, em Londrina. Esse primeiro número foi assumidamente endógeno, ou seja, só trouxe artigos de professores e estudantes do curso. Alguns artigos foram assinados individualmente, tanto por professores – Isaac Antonio Camargo, Maria Irene Pellegrino de Oliveira Souza – quanto por estudantes – Gesline Giovana Braga, Luiz Carlos Bulla Jr.. Um único artigo foi assinado por dois professores, Miguel Luiz Contani e Jorge Barros Pires. Também houve um artigo assinado por um pesquisador convidado especialmente para participar da revista, José de Arimathéia Cordeiro Custódio. Os demais artigos, que em geral apresentavam resultados do processo de orientação de Trabalhos de Conclusão de Curso, foram assinados em coautoria pelos estudantes e seus professores orientadores. Também foram publicados dois artigos assinados por estudantes de graduação envolvidos em projetos de Iniciação Científica – Ana Flávia Sípoli Cól e Renato Forin Junior – em coautoria com seu orientador. Ambos foram orientados pelo Prof. Dr. Paulo César Boni. A endogenia do primeiro número é absolutamente compreensível e aceitável. Afinal, ainda não havia um produto (a revista) para mostrar, mas apenas uma promessa. Assim sendo, seria muito difícil obter resultado com chamadas de trabalhos (call papers) ou convites a 9 professores e pesquisadores para publicar em uma revista que ainda não existia. Por isso, conscientemente, trabalhamos apenas com produção caseira, pois sabíamos que precisávamos ter um produto em mãos para começar a receber contribuições externas. Contudo, o Conselho Editorial foi composto previamente à publicação do primeiro número. Em razão da amizade de professores do curso com professores e pesquisadores de outras instituições, alguns “pesos pesados” da produção científica aceitaram o convite para integrá-lo, num gesto desprendido de solidariedade acadêmica. São eles os professores Boris Kossoy, da Universidade de São Paulo, Jorge Pedro Sousa, da Universidade Fernando Pessoa, da cidade do Porto, em Portugal, Lúcia Rottava, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (hoje a professora está na Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Simonetta Persichetti, hoje professora da Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo. A essas pessoas nunca será demais render os nossos mais efusivos agradecimentos – os quais renovamos neste momento. Além das dificuldades de caráter acadêmico, é preciso destacar que não havia dinheiro para custear a produção, revisão, programação visual, impressão e distribuição da revista. A maior parte dessas despesas foi coberta com recursos do curso de especialização, mas os autores também tiveram que “enfiar a mão no bolso” e fazer suas doações para “a causa”. Além disso, na noite do lançamento da revista, conseguimos vender alguns exemplares, o que ajudou a pagar a gráfica e os revisores. Naquele momento, a realidade da qual não se podia fugir era clara: “pagar para trabalhar”. 10 11 12 Sumário Editorial ........................................................................................... 9 Linha de pesquisa: Imagem e mídia Imagem e mídia: Apresentação, contextos e relações ................ 11 Isaac Antonio Camargo A insustentável leveza do clique fotográfico ............................... 23 Ana Flávia Sípoli Cól e Paulo César Boni O uso de crianças em imagens sensacionalistas ......................... 57 Renato Forin Junior e Paulo César Boni A trajetória imagética de Lula: de líder sindical a presidente da República ............................................................ 89 Cristiane Sabino Silva e Paulo César Boni A premeditação da mensagem na fotografia publicitária .......... 115 Rogério Ferreira Laham e Dirce Vasconcellos Lopes Fotojornalismo esportivo: a influência da televisão na imagem impressa ................................................................... 141 Maria Fernanda Cordeiro e Paulo César Boni Linha de pesquisa: Linguagens e poéticas fotográficas Imagem física e qualidade mental: a fotografia vista pela semiótica ............................................................................. 167 Jorge Barros Pires e Miguel Luiz Contani Prazer e dor: possibilidades presentes em Heronymus Bosch e Bertrand Vannier ...................................... 183 Maria Irene Pellegrino de Oliveira Souza 13 O rebaixamento corporal nas imagens midiáticas .................... 195 José de Arimathéia Cordeiro Custódio Fotografia e loucura: um olhar sobre a condição humana na experiência do transtorno mental ......................................... 213 Luiz Carlos Bulla Júnior Fotografia: meio e linguagem dentro da moda .......................... 231 Valdete Vazzoler de Souza e José de Arimathéia Cordeiro Custódio A fotografia no imaginário das benzedeiras de Campo Largo - PR ................................................................. 253 Geslline Giovana Braga Normas para publicação ............................................................. 281 14 Uma lição de peso, ou melhor, do peso Em 19 de agosto de 2006, novamente no Dia Mundial da Fotografia, lançamos o número dois da revista Discursos Fotográficos, também na Livraria Porto, no Catuaí Shopping. Assim como já havia ocorrido com o primeiro número, a revista foi publicada em formato “livro”, com 300 páginas, miolo em papel couche, 90 gramas/m2, 4x4 cores, para garantir qualidade às imagens publicadas, muitas coloridas. O formato da capa também se manteve: em quatro cores, e com a logomarca em alto relevo. Ao enviar a revista pelo correio para as bibliotecas das escolas de Comunicação e Artes de todo o País (pelo sistema de permuta do Sistema de Bibliotecas da UEL) e para os profissionais, pesquisadores e professores cadastrados em um mailing list específico, percebemos que 300 páginas, com essa gramatura do papel, ultrapassam o peso de 500 gramas, e correspondências com mais de 500 gramas custam muito mais caro para serem enviadas pelo correio. Desse episódio tiramos uma lição administrativa: para manter sempre a revista abaixo dos 500 gramas, com o mesmo padrão de qualidade, era preciso não ultrapassar as 280 páginas em cada edição. Passamos a tomar esse cuidado no terceiro número. Comparado ao que havia sido anunciado no primeiro número, o Conselho Editorial foi ampliado. Era apenas um nome a mais, mas tratavase (e continua sendo) de um dos nomes mais importantes da pesquisa brasileira em fotografia: Pedro Afonso Vasquez, criador do Departamento de Fotografia da Fundação Nacional das Artes (Funarte), responsável 15 pelas lendárias e saudosas Semanas Nacionais de Fotografia, atualmente pesquisador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Também havíamos anunciado a possibilidade de contribuições externas para o segundo número e elas, de fato, começaram a chegar. Recebemos um artigo do pesquisador português Jorge Pedro Sousa (em parceria com a brasileira Maria Érica de Oliveira Lima): A cobertura fotojornalística do atentado à escola de Beslan em seis newsmagazines portuguesas e brasileiras. Também recebemos uma contribuição da crítica em fotografia Simonetta Persichetti (A encruzilhada do fotojornalismo), de São Paulo, e mais uma da estudante brasileira radicada em Paris, Maranúbia Barbosa, que encaminhou o artigo O Brasil é um país de “balangandãs” no imaginário francês. Com isso, dos 13 artigos publicados – distribuídos nas duas linhas de pesquisa então em vigência no curso: Imagem e Mídia e Linguagens e Poéticas Fotográficas –, três eram contribuições externas. A maioria (10 artigos) ainda ficou sob responsabilidade de professores e estudantes do Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico. Até então, a revista tinha uma única seção: Artigos. Registre-se que, nessa época, a revista não constava de nenhum indexador nacional ou internacional, pois estes, para aceitarem o ingresso de uma publicação, precisam confirmar sua periodicidade com, pelo menos, três números em circulação. Com o segundo número, apenas sinalizávamos que pretendíamos manter a periodicidade anual. Anual por falta de dinheiro, pois ainda eram o Curso de Especialização em Fotografia e seus professores que se responsabilizavam financeiramente pela produção e impressão da revista. 16 17 18 Sumário Editorial ........................................................................................... 9 Linha de pesquisa: Imagem e mídia A ética no fotojornalismo da era digital ....................................... 11 Cláudia Maria Teixeira de Almeida e Paulo César Boni Cidade Maravilhosa: olhares cinematográficos contemporâneos 43 Amanda de Carmargo Mendes e Isaac Antonio Camargo O Brasil é um país de “balangandãs” no imaginário francês ..... 69 Maranúbia Barbosa O vale da sombra da vida: reflexões sobre a fotografia de guerra e suas repercussões ..................................................... 93 Marcello Silva Maciel e Paulo César Boni A cobertura fotojornalística do atentado à escola de Beslan em seis newsmagazines portuguesas e brasileiras ................... 111 Jorge Pedro Sousa e Maria Érica de Oliveira Lima Eternas macas, eternas marcas ................................................. 141 José de Arimathéia Cordeiro Custódio Um fotógrafo chamado “arquivo”: a complexidade dos direitos autorais da obra fotográfica .......................................... 159 Camila Bruna Zanetti e Paulo César Boni A encruzilhada do fotojornalismo ............................................... 179 Simonetta Persichetti Linha de pesquisa: Linguagens e poéticas fotográficas O onírico na fotografia do filme 8 ½ .......................................... 191 Mariana Soares Ribeiro, Maria Fernanda Vilela de Magalhães e Dirce Vasconcellos Lopes 19 O papel indicial da fotografia nas lápides de cemitério ............ 219 Cristiane Poliseli Gouveia e Miguel Luiz Contani Para salvar do esquecimento: da fotografia ao teatro da morte de Tadeusz Kantor ...................................... 237 Thais Helena D’Abronzo e Maria Irene Pellegrino de Oliveira Souza Elementos de identidade cultural Yanomami nas fotografias de Claudia Andujar ............................................ 255 Guilherme Marcondes Tosetto, Dirce Vasconcellos Lopes e Miguel Luiz Contani Passeio de ônibus: um exercício de etnografia no Bairro Cafezal ........................................................................ 277 Janine Damasceno Moura Fé e Maria Irene Pellegrino de Oliveira Souza Normas para publicação ............................................................. 297 20 Mais uma surpresa desagradável Ainda fora dos indexadores, com o mesmo Conselho Editorial do número anterior, em 19 de agosto de 2007 foi lançado, na Livraria Porto, o terceiro número da Discursos Fotográficos. Sua periodicidade continuava sendo anual. No lançamento, além da satisfação de ver mais um número publicado – o que, achávamos, garantia o número de fascículos publicados exigido pelos indexadores (três números) –, celebrávamos a aprovação, pelo CTC – Comitê Técnico Científico da Capes, da entrada em funcionamento do Mestrado em Comunicação da Universidade Estadual de Londrina. Ou seja, um dos objetivos que pretendíamos atingir com a criação da revista, acabava de ser concretizado. O mestrado foi aprovado no final de julho de 2007 e iniciou sua primeira turma em 2008. A revista passaria, então, a integrar o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Estadual de Londrina. Felizes por haver cumprido a exigência de três números publicados dentro da periodicidade estipulada, fomos, “puros e inocentes”, solicitar sua entrada em indexadores nacionais e internacionais. Mas tivemos uma desagradável surpresa. Descobrimos que a periodicidade exigida era semestral, não bastava ser anual. Foi uma ducha de água fria. Havíamos empenhado tanto esforço (e dinheiro) para produzir e fazer circular uma revista por ano... Mas a frustração foi logo superada. Como o mestrado havia sido aprovado, decidimos que, a partir de 2008, a revista passaria a semestral. 21 Sabíamos também que seria preciso fazer pelo menos três números com periodicidade semestral para solicitar as indexações. Mãos à obra! As indexações eram prioridade. Queríamos melhorar a qualidade e a credibilidade da revista para ranqueá-la como um dos mais importantes periódicos científicos da área de Ciências Sociais Aplicadas no Brasil. Independente disso, procurando cumprir as regras do jogo e visando atingir seus objetivos, a revista número três inovou, com a criação de outra seção. Agora, além da seção Artigos, a revista passava a trazer também a seção Entrevistas. Nosso primeiro entrevistado foi o mais importante e produtivo pesquisador da fotografia brasileira, o fotógrafo e professor Boris Kossoy, autor, até então, de mais de uma dezena de livros sobre fotografia. O número de contribuições externas, necessárias para amenizar a endogenia dos dois primeiros números, cresceu substancialmente. No terceiro número, do total de 11 artigos publicados, seis vinham de contribuições externas, com destaque para dois nomes de relevo do mundo acadêmico: Etienne Samain, que dividiu a autoria de um artigo com Adair Felizardo, e Fernando de Tacca, que contribuiu com um artigo solo. Fernanda Oliveira e Cristiana Parente, ambas da Universidade de Fortaleza (Unifor), assinaram um artigo em coautoria. Dois professores paranaenses, Carlos Alberto Mucelin, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), e Luzia Marta Bellini, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), publicaram em coautoria. As outras duas contribuições externas foram do pesquisador e cineasta Caio Júlio Cesaro, do Rio de Janeiro, e da jornalista especializada em turismo e doutora pela Universidad Pablo de Olavide, de Sevilha – Espanha, Sílvia de Oliveira. 22 23 24 Sumário Editorial ........................................................................................... 9 Linha de pesquisa: Imagem e mídia Fotografia e mídia digital: o universo blogueiro na construção criativa de destinos turísticos ............................... 11 Sílvia Oliveira A fotografia como modo de representação da identidade: dos cartões de visita de Disdéri ao ciberespaço ......................... 29 Michele Zambon e Dirce Vasconcellos Lopes Fotojornalismo: os ataques do PCC nas páginas da Folha e do Estadão ................................................................. 55 Fernanda Rodrigues Campos e Paulo César Boni A edição fotográfica como construção de uma narrativa visual ............................................................................. 81 Fernanda Jansen Mira Catanho Memória e identidade regional no cinema de Udihara ............... 97 Caio Júlio Cesaro Linha de pesquisa: Linguagens e poéticas fotográficas Fotografia: intertextualidades e hibridismos ............................. 113 Fernando de Tacca Van Gogh – da pintura à fotografia e à música ......................... 133 Cássia Maria Popolin 25 A fotografia como registro antropológico das mulheres líderes no Sertão Central do Ceará ........................... 151 Fernanda Oliveira e Cristiana Parente O fotógrafo da praça e a praça do fotógrafo ............................. 177 Célio dos Santos Costa e José de Arimathéia Cordeiro Custódio A fotografia como objeto e recurso de memória ....................... 205 Adair Felizardo e Etienne Samain A percepção ambiental urbana com uso de imagens fotográficas: um instrumento semiótico ...................... 221 Carlos Alberto Mucelin e Luzia Marta Bellini Entrevista Boris Kossoy ............................................................................... 249 Por: Paulo César Boni Normas para publicação ............................................................. 265 26 Semestral, mas um pouco mais “magrinha” A revista número quatro inaugurou a periodicidade semestral da Discursos Fotográficos. A exemplo das três anteriores, foi lançada no dia 19 de agosto. Por ser uma revista voltada à imagem, mais especificamente à fotografia, a data, que comemora o Dia Mundial da Fotografia, tem sido sempre escolhida para os lançamentos. A revista que circulou em 19 de agosto referia-se ao primeiro semestre (janeiro/junho de 2008); a referente ao segundo semestre (julho/dezembro de 2008) seria lançada em 19 de março de 2009, Dia de São José. No quesito “lançamento”, no entanto, o que aconteceu de extraordinário com este número foi o “não-lançamento”: a revista ficou pronta e foi logo posta em circulação, sem nenhuma cerimônia para marcar o fato. Com o início de atividades do Mestrado em Comunicação, a revista passou a estampar em suas páginas e no dorso da capa os dizeres: “Revista do Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico e do Mestrado em Comunicação da Universidade Estadual de Londrina”. Com a passagem para semestral, os custos da revista dobraram. Tínhamos de pagar duas produções, duas revisões, duas programações visuais e duas impressões por ano. E continuávamos sem financiadores externos. Mas tínhamos ajuda interna: neste ponto, é preciso destacar a importantíssima ajuda financeira do Curso de Especialização em Comunicação Popular e Comunitária, coordenado pelo Prof. Dr. Rozinaldo Antonio Miani, integrante do corpo docente do mestrado. Sem o seu socorro, a publicação da revista ficaria ainda mais difícil. 27 A revista até saiu um pouco mais “magrinha” para economizar. Caiu das usuais 280 páginas para 240. O planejamento da revista é sempre feito em termos de número de cadernos, para baratear a impressão. Cada caderno tem 16 páginas – e 240 é múltiplo de 16. Se a revista saísse, por exemplo, com 243 páginas, teríamos de pagar mais um caderno (de 16 páginas) para a impressão de apenas três páginas. São observações administrativas e não do âmbito intelectual, mas importantes para garantir espaço para esta atividade. Contudo, vale lembrar, estávamos sempre atentos às regras do jogo para crescer e obter indexações; concordando ou não, achando justas ou não, jogávamos “para ganhar”. Assim, a primeira revista de periodicidade semestral trouxe mais uma inovação: a estreia da seção Resenhas. A partir desse número, trabalharíamos com três seções: Artigos, Entrevistas e Resenhas. Conseguimos uma entrevista internacional: o fotógrafo iraniano, da agência Magnum, Reza Deghati, foi entrevistado pela então estudante da especialização em fotografia Natali Zarth. Esta seção, aliás, trouxe duas entrevistas. A outra foi com um dos maiores nomes da fotografia brasileira contemporânea: Luis Humberto, entrevistado pela crítica de fotografia Simonetta Persichetti, colaboradora da revista. E continuávamos firmes e fortes, na busca pela exogenia. Dos nove artigos publicados, cinco eram contribuições externas e quatro, “pratas da casa”. Até aquele momento, a revista não se preocupava com a titulação dos colaboradores, mas, a partir de 2010, sendo este um requisito imposto pelas regras do jogo, ela passou a ser observada nas submissões de propostas para publicação. 28 29 30 Sumário Editorial ........................................................................................... 9 Artigos Linha de pesquisa: Imagem e mídia Fotografia: uma experiência entre a memória e imaginação ................................................................................. 13 Ana Farache Documentário Imaginário: reflexões sobre a fotografia documental contemporânea .......................................................... 35 Kátia Hallak Lombardi La última rosa de ayer: compromisso social e geração de sentido na obra fotográfica de Tina Modotti .......................... 59 Beatriz Rodrigues Ferreira Expressão e conteúdo: a construção de sentido nas fotografias de Elliott Erwitt .......................................................... 81 Taciana Tomie Iizuka da Costa e Isaac Antonio Camargo A estética da imagem e o discurso de proteção ambiental: a produção de sentido na fotografia e no cinema ........................ 99 Daniele Saifert Picoli e Paulo César Boni Linha de pesquisa: Linguagens e poéticas fotográficas O “Instante Decisivo”: uma estética anárquica para o olhar contemporâneo ....................................................... 127 Raphael Freire Alves e Miguel Luiz Contani 31 Vida e obra de Charles Sanders Peirce e as bases para o estudo da linguagem fotográfica ..................................... 145 Jorge Barros Pires O conceito de ensaio fotográfico ................................................ 161 Beatriz Cunha Fiuza e Cristiana Parente Discursos da percepção da morte na visão dos familiares: uma abordagem fotoetnográfica .............................. 177 Ane Carolina Sarmento Pacola e Rogério Ferreira Lahan Resenhas Família Ferez: novas revelações ................................................ 207 Paulo César Boni Entrevistas Entrevista: Luis Humberto ......................................................... 215 Simonetta Persichetti Entrevista: Reza Deghati ........................................................... 223 Natali Zarth Normas para publicação ............................................................. 237 32 SEER ou não SEER? SEER, claro! A revista número cinco trouxe mais uma inovação: passou a circular também na versão online, pelo Sistema de Editoração Eletrônica de Revistas (SEER). Aliás, foi uma luta a implantação do SEER na UEL. O sistema só entrou em funcionamento graças aos esforços da então diretora do Sistema de Bibliotecas, Laudicena de Fátima Ribeiro, a Lau. A PróReitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG), que acreditávamos ser o órgão que deveria implementá-lo, se fazia de surda às nossas reivindicações (da revista e da diretora do Sistema de Bibliotecas). Não nos fizemos de rogados: a Lau contratou uma profissional para orientá-la na inserção de revistas na plataforma e dar mais algumas dicas na operação do sistema e o Curso de Especialização em Fotografia arcou com os custos para trazer essa profissional a Londrina. Graças ao esforço conjunto, a Discursos Fotográficos foi a primeira revista da instituição a ser inserida e passar a receber contribuições por esse sistema, considerado o mais adequado pelos periódicos científicos brasileiros. Hoje, 24 das 30 revistas da UEL operam com o SEER. O endereço eletrônico da revista é: www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos. Como o SEER era ainda uma novidade, a revista continuou, até o final de 2010, recebendo propostas de publicação encaminhadas diretamente pelo e-mail [email protected] ou pelo correio. Pela primeira vez, ela figurou no ranking de periódicos científicos da Capes, como Qualis B-4. Para nós foi uma boa surpresa, pois pensávamos que entraria como B-5, mas já “debutou” como B-4. 33 Mesmo publicada online, a versão impressa continuou a circular. Assim que a versão eletrônica entra no ar, a arte da versão impressa é encaminhada à gráfica, que, em uma ou duas semanas, entrega os 1.000 (mil) exemplares da revista. A distribuição dos exemplares impressos continuou – e continua até hoje – seguindo via correio para bibliotecas de escolas de Comunicação e Artes de todo o Brasil e para o mailing list da revista, composto por pesquisadores, autores, professores de fotografia e profissionais. Neste sentido, é preciso destacar a colaboração do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), que se responsabilizou pelos custos de circulação do mailing list específico da revista (pelo correio, na modalidade carta – ou encomenda – simples, mais barata), e do setor de comunicação da UEL, responsável pelos custos da distribuição da revista às bibliotecas dos cursos de Comunicação e Artes de todo o país, pelo serviço de permuta do Sistema de Bibliotecas. Dos oito artigos publicados, sete eram contribuições externas, ou seja, havíamos vencido a batalha da exogenia. A seção Resenhas saltou de uma (no número anterior) para seis resenhas. A seção Entrevistas trouxe uma conversa franca e reveladora com Sebastião Salgado, o fotógrafo brasileiro que é festejado em todo o mundo. Mesmo assim, a revista continuava sem indexadores, pois ainda precisaria publicar mais um número para cumprir a exigência de periodicidade: três números semestrais. E, em razão da dificuldade financeira para sua produção e impressão, a revista saiu “magrinha” novamente, com 256 páginas: nesta edição, trabalhamos com 16 cadernos de 16 páginas. 34 35 36 Sumário Editorial ........................................................................................... 9 Artigos Linha de pesquisa: Imagem e mídia Critérios de noticiabilidade e o fotojornalismo ............................ 13 Ivan Luiz Giacomelli Narrativas visuais na página: a fotografia e a diagramação dos sentidos .................................. 37 Hertez Wendel de Camargo Da trajetória de um fotógrafo e da legibilidade da fotografia: esboço interpretativo sobre o trabalho de Claro Jansson .......... 59 Ana Luisa Fayet Sallas e Rafael Ginane Bezerra Um conflito em imagens: representações fotográficas da Revolta dos Posseiros de 1957 ............................................... 81 Éverly Pegoraro Linha de pesquisa: Linguagens e poéticas fotográficas Nos passos da história: o surgimento da fotografia na civilização da imagem ............................................................ 103 Eduardo Ewald Maya A fotografia como evidência histórica: retratos da família Mitsi ............................................................. 131 Márcia Eléia Manha Mitsi e Maria Irene Pellegrino de Oliveira Souza 37 Cidades (in)visíveis: imagens, caminhos, fotografias e representações ...................................................... 159 Lillian Andreza dos Santos Souza e Roberto Berton de Angelo A fotografia como registro da mudança da paisagem urbana: a desativação do antigo cemitério municipal de Frederico Westphalen (RS) ................................................... 179 Fernanda Kieling Pedrazzi e Leandro Antonio Kempka Resenhas O olhar do século ........................................................................ 197 Paulo César Boni Documento do imaginário social ................................................ 207 Simonetta Persichetti A imagem como tragédia ............................................................ 211 Fernando de Tacca A prova da manipulação ............................................................. 217 Laurindo Lalo Leal Filho Flávio Damm: 64 anos de fotojornalismo .................................. 221 Simonetta Persichetti Caçadores de luz: histórias de fotojornalismo ........................... 225 Sérgio Sade Entrevista Entrevista: Sebastião Salgado ................................................... 233 Paulo César Boni 38 As cores das capas: nada é por acaso A Discursos Fotográficos número seis, para não variar, foi lançada em 19 de agosto, o Dia Mundial da Fotografia. Mais: estávamos em 2009, ano em que se comemoravam os 170 anos da fotografia (anunciada ao mundo em uma reunião conjunta das Academias de Artes e Ciência da França, em 19 de agosto de 1839). Para celebrar a data, a revista foi publicada com uma capa dourada. Aliás, as cores de todas as capas tinham razão de ser. Os três primeiros números (2005, 2006 e 2007) tiveram, respectivamente, capas nas cores azul, vermelha e verde, ou seja, as três cores primárias. As capas dos números quatro (preta) e do número cinco (branca) homenageavam a fotografia em preto-e-branco. A do número seis traz a capa dourada, em homenagem aos 170 anos da fotografia. Desde o primeiro número, a revista é produzida em formato de livro, o que, entendemos, facilita seu armazenamento e estimula os leitores a colecioná-la. Nesse sentido, a resposta tem sido altamente comprovadora: muitas pessoas nos escrevem solicitando um ou outro número faltante. Alguns manifestam interesse em obter a coleção toda. Vários números já estão praticamente esgotados – restam deles os exemplares da chamada “reserva técnica”. Esta foi a terceira edição da revista na periodicidade semestral. Com isso, e a partir deste número, podíamos solicitar sua indexação. A revista anunciou suas novas linhas de pesquisa: a antiga linha Imagem e Mídia foi reformulada para Imagem, Mídia e Linguagens; e a antiga linha Linguagens e Poéticas Fotográficas foi ampliada para Imagem, 39 Cultura e Processos Sociais. Por causa do mestrado, estávamos reformulando as linhas de pesquisa, que, mais tarde, seriam novamente alteradas. Continuávamos trabalhando com as três seções: Artigos, Resenhas e Entrevistas. Na seção Entrevistas, o protagonista deste número foi um dos mais importantes pesquisadores da fotografia brasileira: Pedro Afonso Vasquez. Na seção Artigos, dos dez publicados, nove eram contribuições externas, uma dos quais da Espanha, da pesquisadora Beatriz de las Heras. Com isso, a revista tornou-se definitivamente exógena e a titulação dos colaboradores não parava de crescer: cada vez mais doutores participavam de suas edições. A seção Resenhas trouxe quatro resenhas de livros recém-lançados sobre fotografia, todos com a recuperação de importantes acervos iconográficos documentais. A essa altura, quer pelo fato de já ter publicado seis números, quer pela visibilidade que alcançou com a versão online, pela qualidade dos artigos e pela excelência das entrevistas, a revista já estava entre as mais conceituadas do país em imagem. Já cumpria com eficiência seu papel de instrumento auxiliar em salas de aulas e tornava-se uma referência quase obrigatória em pesquisas sobre imagem para a produção de trabalhos na graduação e na pós-graduação e para publicação em periódicos científicos. Contudo, talvez pela falta de indexadores (pelo menos, naquele momento, pensávamos que fosse por isso), a revista continuava sem receber financiamento externo. Seus custos eram cobertos com recursos oriundos do Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico e do Curso de Especialização em Comunicação Popular e Comunitária. 40 41 42 Sumário Editorial ................................................................................ 9 Artigos Linha de pesquisa: Imagem, Mídia e Linguagem Memória e apagamento no imaginário dos telejornais ............... 13 Renata Marcelle Lara Pimentel Fotografias de um não-lugar e a transposição da comunicação em supermercados de rede .................................... 35 Desire Blum Menezes Torres A interdição das imagens: a construção do outro pelas charges de Maomé ............................................................. 59 Alberto Klein e Maria Luisa Hoffmann De 1965 para cá: contando o tempo de Opalka na pintura e na fotografia ............................................................. 77 Elane Abreu e Nina Velasco Robert Capa: espectador e coadjuvante nos conflitos de seu tempo ........................................................... 99 Rodolpho Cavalheiro Neto e María Dolores Aybar Ramírez Fotógrafos de guerra: la cobertura fotográfica de la Guerra Civil Española en Madrid (1936-1939) ......................... 131 Beatriz de las Heras Linha de pesquisa: Imagem, Cultura e Processos Sociais Ultima Hora: em cena a modernidade fotográfica ................... 161 Silvana Louzada 43 Reterritorializações no orkut: um olhar netnográfico sobre os “Brasileiros no Exterior” ........................................................... 189 Cynthia Harumy Watanabe Corrêa Olhares de pertencimento: novos fotodocumentaristas sociais ............................................ 213 Júlia Mariano Ferreira e Marcelo Henrique da Costa Particularidades da análise fotográfica ..................................... 229 Tatiana Fecchio da Cunha Gonçalves Resenhas Mais uma agradável viagem de trem ........................................ 247 Paulo César Boni Tesouro Imperial ......................................................................... 255 Larissa Ayumi Sato 1860-1960: um século de fotografia no estado do Mato Grosso .......................................................................... 261 Cássia Maria Popolin São Paulo degustada aos poucos ............................................... 267 Maria Zaclis Veiga Ferreira Entrevista Pedro Karp Vasquez ................................................................... 273 Paulo César Boni 44 Enfim, os indexadores. E um salto: de B-4 para B-3 Depois de duas etapas de periodicidade cumpridas, uma anual e outra semestral, enfim entramos nos indexadores. O número sete da revista já trazia cinco indexadores: Latindex (México), Ulrich’s Periodicals Directory (Estados Unidos), BASE (Alemanha), JournalSeek (Estados Unidos) e Sumários de Revistas Brasileiras (Brasil). Temos que destacar a preciosa ajuda da então mestranda e editora adjunta Maria Luisa Hoffmann para alcançar esse objetivo. Ela cuidou da organização da revista no SEER, solicitou seu ingresso em diversos indexadores internacionais e fazia, com competência, a revisão em língua inglesa. Mais uma boa notícia: a revista passou de Qualis B-4 para Qualis B-3 no ranking dos periódicos científicos da Capes. Para nós foi uma ótima surpresa, pois ela figurou como B-4 apenas um ano, ou seja, na segunda avaliação, já subiu um degrau. No número sete, todos os dez artigos publicados eram contribuições externas, ou seja, a revista estava, pela primeira vez, 100% exógena, e pela segunda vez publicou um artigo em espanhol, contribuição recebida de um pesquisador cubano. Em 2009 (números seis e sete), dos 20 artigos publicados, apenas um era “prata da casa”. O Conselho Editorial havia crescido para 13 membros. Alguns nomes consagrados na área de imagem passaram a integrá-lo, como a pesquisadora espanhola Margarita Ledo Andión e o fotógrafo, antropólogo e pesquisador Milton Roberto Ribeiro Monteiro, o Milton Guran, da 45 Universidade Federal Fluminense. A seção Resenhas teve quatro contribuições e a revista trouxe duas entrevistas, uma com o fotógrafo e editor de fotografia Hélio Campos Mello, feita pela jornalista e crítica Simonetta Persichetti, e outra com o mais premiado fotógrafo brasileiro da atualidade, o cearense Tiago Santana, com vida e obra recém-publicada pela coleção Photo Poche (o segundo brasileiro a receber essa honra; o primeiro havia sido Sebastião Salgado), entrevistado em Fortaleza pela colaboradora Fernanda Oliveira, repórter fotográfica e professora de fotojornalismo na capital cearense. Pela primeira vez, os custos de impressão foram pagos com recursos do PROAP – Programa de Apoio à Pós-Graduação, uma ajuda que a Capes repassa anualmente aos programas de pós-graduação e que havia sido recebido pelo Mestrado em Comunicação da UEL também pela primeira vez. Os recursos do PROAP foram suficientes, a partir de então, para pagar a impressão da revista na gráfica que presta serviços à Universidade Estadual de Londrina. Os custos de revisão, programação visual e outros (como deslocamentos para a realização das entrevistas, por exemplo) correram por conta exclusivamente do Curso de Especialização em Fotografia, pois, por eleger prioridades inerentes ao seu objeto de pesquisa na aplicação de seus recursos, o Curso de Especialização em Comunicação Popular e Comunitária havia encerrado sua participação financeira na produção da revista no número anterior. Cada vez mais, a Discursos Fotográficos se consolidava como um fórum privilegiado de discussão de comunicação visual, geradora e democratizadora de conhecimentos, e importante fonte de consulta para pesquisadores, professores e estudantes, tanto em salas de aula e bibliotecas quanto na internet. 46 47 48 Sumário Editorial ........................................................................................... 9 Artigos Linha de pesquisa: Imagem, Mídia e Linguagem Fotojornalismo e ação cultural em Curitiba ................................. 13 Alberto Melo Viana Política e futebol no cinema através das lentes do cinejornal Canal 100 ................................................................ 41 Paulo Roberto de Azevedo Maia Absolut Revolution: Revisitando la imagen cubana de los años 60 (1959–1969) .......................................................... 57 Grethel Morell Otero Mundos fotográficos na imprensa e ethicidade acontecimento: uma tentativa de apropriação ....................................................... 77 Cybeli Almeida Moraes Estratégias de produção de sentidos: uma reflexão sobre a comicidade e a metáfora na ilustração fotográfica .................. 99 Ana Carolina Lima Santos Linha de pesquisa: Imagem, Cultura e Processos Sociais “Sou caipira pira pora...”: representações sobre o caboclo, do parasita da terra a paradigma da realidade nacional (1889-1945) .................................................. 125 Jonathan de Oliveira Molar 49 Braços erguidos e a fabricação do gesto: a imagem como dispositivo disciplinar no interior do MST ....................... 143 Anna Maria Dias Vreeswijk O cotidiano dos negros no exterior dos jornais de Porto Alegre: pistas de fotojornalismo no século XIX ..................................... 161 Beatriz Marocco Retratos do vestir: apontamentos para um ensaio fotoetnográfico da camiseta estampada nas ruas ..................... 181 Márlon Uliana Calza O texto visual de Vidas Passageiras: um olhar semiótico ......... 201 Marcio Luiz Carvalho e Mirian Rufini Galvão Resenhas Fotografias e artistas são sagrados ........................................... 227 Luiz Eduardo Robinson Achutti O aniversário do Pasquim: 22 anos em 5 .................................. 231 Márcia Neme Buzalaf Do daguerreótipo à imagem digital: pela ontologia da imagem fotográfica ........................................ 239 Maria Luisa Hoffmann A riqueza, na forma e conteúdo, de uma coleção ímpar na história militar nacional .............................................................. 245 Márcio Fernandes Entrevistas Hélio Campos Mello ................................................................... 255 Simonetta Persichetti Tiago Santana ............................................................................. 263 Fernanda Oliveira 50 Em busca do DOI – Digital Object Identifier Nesse momento, início de 2010, estávamos nós, da revista Discursos Fotográficos, além da diretora do Sistema de Bibliotecas, Laudicena de Fátima Ribeiro, e do editor da revista Semina Tecnológicas, Henrique Santana, nos antecipando e alertando a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG) da Universidade Estadual de Londrina sobre a necessidade premente de adotar o Digital Object Identifier (DOI) nos periódicos científicos da instituição. Desta vez tivemos apoio imediato da Pró-Reitoria, e a Lau, diretora do SBUEL, ficou responsável por agilizar o processo de implantação do DOI, tarefa que, por sua complexidade e volume de trabalho, demoraria cerca de um ano e meio para ser concluída. O Digital Object Identifier (DOI®) é um sistema de identificação numérico aplicado a conteúdos digitais protegidos por copyright (livros, artigos eletrônicos e outros documentos), desenvolvido pela Association of American Publishers (AAP) com a finalidade de autenticar e localizar o conteúdo digital com um identificador persistente e confiável. O sistema é administrado pela International DOI Foundation (IDF), organização sem fins lucrativos, que gere o desenvolvimento, as políticas e o licenciamento do sistema DOI às agências de registro. Desde 2011, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) disponibiliza, na Plataforma Lattes, um campo específico no qual se pode inserir o código DOI da publicação e estabelecer 51 uma ligação automática entre o Curriculum vitae e o site do artigo publicado. O DOI representa uma certificação digital das produções bibliográficas registradas pelo pesquisador. Também em 2010, estava em curso uma discussão a respeito da cobrança de direitos autorais pelo uso de imagens. Ao mesmo tempo em que significa proteção para os fotógrafos contra o uso indevido de suas imagens, o tema representa uma ameaça de restrição, por razões financeiras, à publicação de imagens em periódicos científicos e livros de caráter não comercial. As duas entrevistas deste número trataram desse assunto: com a pesquisadora iconográfica Elizete Moura Santos, especialista em direitos autorais e de uso da imagem, entrevistada em Londrina (PR) pela editora adjunta Fabiana Aline Alves, e com o presidente da recém-criada Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil (RPCFB, ou simplesmente REDE), Iatã Canabrava, entrevistado em São Paulo (SP) pelo editor Paulo César Boni. Dos 10 artigos publicados neste número, sete eram contribuições externas, sendo um em espanhol, enviado pelo pesquisador espanhol José Manuel Susperregui. A revista continuava se adequando às exigências de qualidade dos indexadores nacionais e internacionais e do sistema avaliador da Capes. Em alguns aspectos, porém, nada mudou desde o primeiro número, especialmente o esmero da programação visual, sob responsabilidade de Heliane Miyuki Miazaki, e a qualidade gráfica, desde a gramatura do papel utilizado para a impressão colorida (papel couche, gramatura 90, para o miolo) até a arte da capa, impressa em quatro cores, em alto relevo e com acabamento em verniz. Além da qualidade do conteúdo, a programação visual e a impressão sempre foram motivos de elogios à revista. 52 53 54 Sumário Editorial ........................................................................................... 9 Artigos Linha de pesquisa: Imagem, Mídia e Linguagem A morte no ciberespaço: um estudo etnográfico da comunidade do Orkut “Profiles de Gente Morta” ................. 13 Michele Negrini Os fetiches mágicos da prosperidade .......................................... 35 José de Arimathéia Cordeiro Custódio Imagens mescladas: expressões da arte de rua, a pop art e o cinema ...................................................................... 53 Jheison Holthausen e Glaucia da Silva Brito Enchentes no Nordeste: a humanização da notícia na cobertura fotográfica da Folha de S. Paulo ........................... 79 Carolina Zoccolaro Costa Mancuzo, Renato Pandur de Maria e Paulo César Boni Olimpianos pós-modernos: um rápido olhar sobre as fotografias de celebridades ......................................... 101 Levy Henrique Bittencourt Neto e Simonetta Persichetti Pin-ups: fotografias que encantam e seduzem .......................... 119 Priscilla Afonso de Carvalho e Maria Irene Pellegrino de Oliveira Souza Origen del paradigma de la fotografía publicitaria moderna: el Tenedor de André Kertesz o el Cuello Idestyle de Paul Outerbridge .................................................................... 145 José Manuel Susperregui 55 Linha de pesquisa: Imagem, Cultura e Processos Sociais A UNE somos nós, nossa força e nossa voz... experiência fotográfica e os sentidos da história no século XX .................. 169 Ana Maria Mauad Representação fotográfica e povos indígenas .......................... 195 Paulo Humberto Borges Os passos pedem passagem: um ensaio fotoetnográfico sobre ruínas de estações ferroviárias no sul do RS .................. 213 Beatriz Rodrigues Ferreira e Ana Luiza Carvalho da Rocha Resenhas Um olhar econômico sobre a fotografia ..................................... 233 Bruna Komarchesqui Como analisar e compreender uma fotografia .......................... 239 Adair Felizardo O mosaico fotográfico de ¡No passarán! ................................... 243 Fabiana A. Alves A fascinante fotografia de esporte nas lentes de Gonzales ...... 251 Flora Neves Estive em Alagoas e me lembrei de você .................................. 257 José de Arimathéia Cordeiro Custódio Entrevistas Elizete Moura Santos ................................................................. 263 Fabiana A. Alves Iatã Cannabrava ......................................................................... 273 Paulo César Boni 56 Da Fundação Araucária, o primeiro apoio financeiro Enfim, depois de cinco anos (nove números) circulando dentro de rigorosa periodicidade, a Discursos Fotográficos, pela primeira vez, foi contemplada em um edital de apoio à publicação de livros e periódicos científicos da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná. O valor não chegou a cobrir integralmente os custos de produção, revisão, programação gráfica, impressão e distribuição de um número da revista, mas nos deixou muito felizes: representou o ingresso da revista no universo dos editais de financiamento. Na contracapa, foram exibidas as logomarcas do Governo do Paraná, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Fundação Araucária, enquanto o editorial destacava a conquista: era o reconhecimento, por uma instituição da importância da Fundação Araucária, da qualidade e seriedade do trabalho realizado pela revista. Dos nove artigos publicados, oito eram contribuições externas. Novamente, uma delas era em espanhol, desta feita do historiador e crítico de arte espanhol Juan Albarrán. Outra foi de uma brasileira radicada na França, Maranúbia Pereira Barbosa-Doiron, que escreveu, em português, sobre a intertextualidade na fotografia publicitária. As outras seis contribuições eram de autores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Definitivamente, havíamos vencido o desafio da endogenia: já fazia algum tempo que estávamos exógenos acima das exigências da Capes. 57 Este número também trouxe no expediente o aceite da revista em mais um importante indexador internacional, o DOAJ – Directory of Open Access Journals, da Suécia, seu sexto indexador. Íamos tendo uma demonstração prática do ditado segundo o qual “de grão em grão a galinha enche o papo”. Mais um indexador, aprovação em edital de apoio a publicação, contribuições exógenas acima das exigências, melhor nível de titulação dos autores... Com este número marcamos também o fim das contribuições por e-mail ou pelo correio. A partir do número dez (v.7, n.10, jan./jun. 2011), todas as propostas de contribuição, inclusive as de resenhas, teriam de ser encaminhadas pelo SEER – Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas, no qual o proponente pode acompanhar o processo de avaliação de sua proposta, no regime de duplo-cego. Cada artigo proposto é encaminhado, sem o nome do proponente, para dois pareceristas externos, especialistas no tema. Só depois desse processo os textos são editados e publicados. As seções continuavam as três dos números recentes: Artigos, Resenhas, Entrevistas. Neste número foram publicadas quatro resenhas e duas entrevistas. Cláudia Andujar, uma das mais (senão a mais) importantes fotógrafas de índios no Brasil, foi entrevistada pelo editor Paulo César Boni. Miguel Chikaoka, de Belém do Pará, falou à colaboradora Beatriz Sallet. A revista recebe constantes pedidos de exemplares impressos. Com isso, criamos um consistente e diversificado mailing list de fotógrafos, professores, pesquisadores, produtores culturais e editores ligados à imagem, com ênfase em fotografia. Para nossa satisfação, a cada dia a revista está mais presente em salas de aula e é mais citada em trabalhos acadêmicos. 58 59 60 Sumário Editorial ........................................................................................... 9 Artigos Linha de pesquisa: Imagem, Mídia e Linguagem Waldemar Cordeiro: precursor das imagens tecno-poéticas no Brasil ............................................................... 13 Eduardo Ewald Maya O potencial significativo da fotografia com ênfase em aspectos do tempo .................................................................. 33 Maria Ogécia Drigo e Matheus Mazini Ramos Roland Barthes e a fotografia ...................................................... 53 Rodrigo Fontanari Fontes orais e o método de análise fotográfica oral: perspectivas de atuação do profissional da informação ............. 77 Mariany Toriyama Nakamura e Giulia Crippa Entre a história e a ficção: a minissérie JK como um lugar de memória ........................................................................ 103 Fabiana A. Alves e Florentina das Neves Souza Imagem, cultura e processos sociais “Acordo do Cinturão Verde de Cianorte”: o uso da fotografia como fator de denúncia ............................................................... 127 Aida Franco de Lima e Norval Baitello Jr. Pierre Verger e a construção da memória cultural afro-brasileira em O Cruzeiro: sentidos textuais através das fronteiras ......... 153 Julia Capovilla Luz Ramos e Beatriz Marocco 61 Conhecimento de mundo e leitura de imagem: um estudo sobre a intertextualidade na fotografia publicitária .................. 171 Maranúbia Pereira Barbosa-Doiron Mise en scène: fotografía y escenificación en los albores de la modernidad ......................................................................... 193 Juan Albarrán Resenhas Augusto Malta, o documentarista das transformações urbanas do Rio de Janeiro ......................................................... 213 Paulo César Boni O encontro entre fotografia e arquitetura em Marcel Gautherot Brasília ......................................................... 223 Mariana Ferreira Lopes Más real que la realidad: vida e obra de W. Eugene Smith ...... 231 Daniel de Oliveira Figueiredo Fotograficidade: a perda e a permanência na estética fotográfica ..................................................................... 239 Fabiana A. Alves Entrevistas Claudia Andujar .......................................................................... 249 Paulo César Boni Miguel Chikaoka ........................................................................ 275 Beatriz Sallet Normas para publicação ............................................................. 285 62 Mais uma adequação para atender os indexadores Mais inovações na revista número 10. Pela primeira vez, o editorial saiu com título (até então, era apenas identificado pela palavra Editorial). O primeiro título, aliás, foi bastante sugestivo: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo...” O texto trazia um desabafo. No início de 2011, ao solicitar a inclusão da revista a três importantes indexadores internacionais, descobrimos que não cumpríamos um dos pré-requisitos: a revista devia circular no semestre a que se referia. Não cumpríamos essa regra: o número do primeiro semestre (janeiro/ junho) circulava no dia 19 de agosto, e o do segundo semestre (julho/ dezembro), apenas no dia 19 de março do ano seguinte. Tomamos, então, a decisão de sincronizar as datas de circulação com as referências. Para isso, seria necessário, excepcionalmente, fazer circular três revistas, ao invés de duas, no espaço de um ano. Foi o que aconteceu. A revista número 10, referente ao primeiro semestre de 2011, circulou em 19 de agosto, o Dia Mundial da Fotografia; a referente ao segundo semestre de 2011 (número 11) circulou em 19 de dezembro (Dia da Emancipação Política do Estado do Paraná, em 1853) e a referente ao primeiro semestre de 2012 (número 12) saiu na data tradicional de 19 de março, Dia de São José. Com isso, regularizamos a situação e passamos a atender mais essa exigência dos indexadores. 63 Outra inovação do número 10 foi a estreia de mais uma seção: Dissertações. Razão havia para a introdução desse espaço: os primeiros estudantes a ingressar no Mestrado em Comunicação, em 2008, estavam defendo suas dissertações. A partir desse número, a revista passou a circular com quatro seções: Artigos, Resenhas, Entrevistas e Dissertações. Dos oito artigos publicados, sete eram contribuições externas. A pesquisadora espanhola Beatriz de las Heras enviou um artigo. Sabrina Moura Araújo, pesquisadora brasileira radicada em Paris, também fez sua contribuição, em língua portuguesa. As outras vieram dos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. Neste número, publicamos também nossa segunda entrevista internacional: o fotógrafo dominicano Fausto Ortiz foi entrevistado pelo colaborador Carlos Garrido, da Espanha. A entrevista foi publicada em língua espanhola. Na segunda entrevista, o experiente fotógrafo gaúcho Ricardo Chaves, o Kadão, veio proferir palestra em Londrina e foi entrevistado pela editora adjunta Bruna Mayara Komarchesqui. Mas, sem dúvida, a maior e mais importante inovação deste número foi a introdução do código DOI (Digital Object Identifier), sistema de identificação numérico aplicado a conteúdos digitais protegidos por copyright, em seus artigos e resenhas. Depois de mais de um ano de empenho, o DOI foi instituído na Universidade Estadual de Londrina. Desde o início, as revistas Discursos Fotográficos e Semina Tecnológicas, por meio de seus editores, participaram ativa e decisivamente de sua implantação. Por este motivo, a Semina Tecnológicas foi a primeira revista do Portal de Periódicos da UEL a trazer o código DOI em suas publicações. A Discursos Fotográficos foi a segunda a deter esta honra. Hoje, dos 30 periódicos científicos da instituição, 14 trazem este código identificador. 64 65 66 Sumário Editorial .................................................................................................... 9 Artigos Linha de pesquisa: Imagem e Linguagens O olhar reflexivo de Pedro Meyer: a fotografia como problematizadora da própria mediação fotográfica .......................... 13 Ana Carolina Lima Santos Fotoassessorismo: a imagem fotográfica na assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Maringá ................................ 33 Cibele Abdo Rodella O uso de materiais analógicos para o aprendizado da tecnologia digital na fotografia ............................................................ 57 Djalma J. Patrício Linha de pesquisa: Cultura Visual e Memória Considerações sobre a constituição e a utilização de um corpus fotográfico na pesquisa antropológica .................................. 77 Milton Guran Imagem fotográfica, cultura e sociedade ........................................ 107 Itamar de Morais Nobre e Vânia de Vasconcelos Gico A edição da coleção Photo Poche e as políticas culturais em favor da fotografia na França (1980) ......................................... 127 Sabrina Moura de Araújo Madrid y Burgos, 1936-1939: representación visual de las mujeres a través del fondo fotográfico de la guerra civil española de la biblioteca nacional .................................................... 147 Beatriz de las Heras Herrero A arquitetura de defesa no Brasil Colonial .................................... 173 José de Arimathéia Cordeiro Custódio Resenhas A fotografia para além das suas margens ....................................... 197 Silvio Demétrio 67 A imagem... 21 anos depois ............................................................... 203 Antônio Augusto Braighi A devoração do holograma: reflexões sobre os espaços midiáticos revisitados por Norval Baitello Junior ........................ 209 Alberto Klein e Dulce Mazer Um panorama da história da fotografia por imagens de grandes mestres ............................................................................ 215 Anderson Coelho Entrevistas Fausto Ortiz ......................................................................................... 223 Carlos Garrido Castellano Ricardo Chaves, o Kadão .................................................................. 243 Bruna Komarchesqui Dissertações Imagens e Memórias: a fotografia como documento e fonte de pesquisa para a recuperação histórica da Colônia Esperança (1935-1963) ...................................................................... 271 Larissa Ayumi Sato Da Áustria ao Paraná: a trajetória imagética de Hans Kopp, primeiro fotógrafo de Rolândia (PR) ............................................... 273 Cássia Maria Popolin TV Digital: o aparelho e a representação do real na edição de imagens no telejornalismo ........................................................... 275 Fernanda Aiex Boni Fotojornalismo: taxonomias e categorização de imagens jornalísticas .......................................................................................... 277 Lauriano Atilio Benazzi Sobre a luz da escuridão: memória e sentidos presentes em acervos visuais anônimos .................................................................. 279 Edson Luiz da Silva Viera Fotoassessorismo: a imagem fotográfica na assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Maringá ........................ 281 Cibele Abdo Rodella Normas para publicação ..................................................................... 285 68 Com internet e DOI, sumário em inglês, of course Mais uma inovação na Discursos Fotográficos número 11 (v.7, n.11, jul./dez. 2011). Na realidade, merece antes ser chamada de adequação. Com a revista integralmente disponível na rede mundial de computadores, o Digital Object Identifier (DOI) implantado e seus conteúdos (artigos, resenhas, entrevistas e dissertações) colocados à disposição para sites de busca e publicadores internacionais, foi necessário introduzir os títulos em inglês no Sumário. Eles já constavam nos materiais publicados, mas, a partir deste número, passaram a figurar também no Sumário, para facilitar a inserção desses materiais nos publicadores internacionais e a busca dos leitores de outros países. Outra adequação: a revista passava a circular no semestre a que se refere. Este número, excepcionalmente, circulou no dia 19 de dezembro de 2011, para regularizar o calendário. Para a produção deste “número a mais”, pois o seguinte circularia em 19 de março de 2012, foi preciso muito esforço da equipe. Nesse sentido, seria uma enorme injustiça histórica não ressaltar a competência, disposição e esforço da editora adjunta Fabiana Aline Alves. Ela tem méritos inquestionáveis na história de sucesso e na qualidade da revista. Tanta dedicação e capacidade, evidentemente, não passariam despercebidas: assim que concluiu seu mestrado, foi aprovada em processo seletivo da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e está cursando doutorado em História na Universidade 69 Estadual Paulista (Unesp) de Assis (SP). É uma das pessoas mais produtivas e competentes que já passou pela revista e pelo o Mestrado em Comunicação da UEL. Todos os nove artigos publicados eram contribuições externas. Uma veio do exterior (Espanha), as outras dos estados do Ceará, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Neste número, excepcionalmente, estávamos 100% exógenos e com 100% da participação de doutores nos artigos, sendo cinco artigos individuais de doutores, e quatro em coautoria, assinados por doutores, doutorandos e mestres. Três dos nove artigos publicados referiam-se a resultados parciais e/ou finais de projetos de pesquisa. Também foram publicadas seis resenhas, cinco de livros e uma de DVD, todos com lançamentos recentes no mercado editorial. A entrevista foi com o fotógrafo paranaense Sérgio Sade, responsável pela criação da Editoria de Fotografia da revista Veja, na década de 1970. Sade é um dos mais ricos e lúcidos “arquivos vivos” da fotografia brasileira. Parte dessa riqueza – e muitas histórias cheias de detalhes curiosos e engraçados – estão nas páginas da revista. O editorial, intitulado “Expondo as fraturas...”, falava do XIII Encontro Nacional de Editores Científicos (ABEC), realizado em Gramado (RS), de 8 a 11 de novembro de 2011. Nesse encontro, foram debatidos temas de grande relevância para a consolidação das publicações científicas brasileiras, como a profissionalização do editor científico, as dificuldades do processo de avaliação por pares (o conhecido método “duplo-cego”) e a necessidade de internacionalização dos periódicos. A Discursos Fotográficos conhece bem essas dificuldades, e outras tantas. Não obstante, resiste, insiste e persiste. 70 71 72 Sumário Editorial .............................................................................................................. 9 Artigos Linha de pesquisa: Imagem e Linguagens Fotografias de conflito: o que permanece? .......................................................... 13 Photographs of conflicts: what remains? Kátia Hallak Lombardi O realismo entre as tecnologias da imagem e os regimes de visualidade: fotografia, cinema e a “virada imagética” do Século XIX .................................. 33 The realism between the image technologies and the scopic regimes: photography, cinema and the “imagery turnaround” of the 19th century Daniel B. Portugal El valor de la fotografía como objeto de estudio y en las investigaciones sobre comunicación: reflexiones teóricas ................................ 55 The value of photography as study subject and in research on communication: theoretical proposals Maria del Mar Ramírez Alvarado Videopoéticas contemporâneas: um olhar sobre a produção imagética ............. 77 Contemporary video poetics: a view about the imagery production Evelyse Lins Horn e Silas de Paula O fotográfico no romance espanhol contemporâneo ........................................... 93 The photographer in the contemporary spanish romance Fernando de Tacca Linha de pesquisa: Cultura Visual e Memória Entre o ausente e o duplo corpo: apropriações mortuárias da fotografia na cultura religiosa japonesa ............................................................................ 115 Between the absentee and the duo body: mortuary appropriations of photography in the Japanese religious culture Richard Gonçalves André Fotografia de família e memória: deslocamentos da arte contemporânea ........ 137 Family photos and memory: shifts of contemporary art Nina Velasco e Cruz 73 Fotografias na cidade, imaginários urbanos: uma experiência com álbuns de família em Porto Alegre Imaginada ......................................... 157 Photos in the city, urban imaginaries: an experience with family albums in Porto Alegre Imaginada Nara Magalhães, Angela Zamin, Lourdes Silva, Márcia Anselmo e Reges Anselmo Fotografia e documentação no interior paulista: o “batuque da umbigada” por Rodolpho Copriva ............................................... 175 Photograph and documentation at São Paulos’ countryside: “batuque da umbigada” dance by Rodolpho Copriva Marcelo Eduardo Leite Resenhas O fotógrafo: fotojornalismo, quadrinhos e relato memorial ............................ 199 The photographer: photojournalism, comics and memorial reporting Daniel de Oliveira Figueiredo e Regina Krauss Imagem: uma rica discussão disponibilizada em DVD ..................................... 205 Image: a rich discussion available on DVD Prof. Ms. Emerson dos Santos Dias A história de Lins contada pelos próprios linenses .......................................... 211 The history of the city of Lins told by its own inhabitants Juliana de Oliveira Teixeira O elogio da superficialidade: uma reflexão sobre a imagem de Flusser .......... 217 The praise of superficiality: a reflection on the image of Flusser Patrícia Resende Pereira Uma introdução às características, singularidades e trajetória das histórias em quadrinhos ................................................................................... 223 An introduction to the characteristics, singularities and trajectory of comics Halisson Júnior da Silva O fotojornalismo das páginas impressas à internet ......................................... 227 The photojournalism from the press pages to the internet Carolina Zoccolaro Costa Mancuzo Entrevista Sérgio Sade ....................................................................................................... 235 Paulo César Boni Dissertações ...................................................................................................... 273 Normas para publicação .................................................................................... 287 74 Para evitar atrasos no envio, as despesas do correio... A partir do número 12, que circulou no primeiro semestre de 2012, a Discursos Fotográficos passou a cumprir mais uma exigência dos indexadores internacionais, circulando no semestre a que a revista se refere. Então, solicitamos sua indexação no Scopus, importante organização com sede na Holanda. Também aguardávamos ansiosamente o resultado de uma avaliação de periódicos científicos da área de Ciências Sociais Aplicadas pela Capes. Essa é a área a que pertence o curso de Comunicação Social e suas pósgraduações. A avaliação referia-se ao ano de 2010 e a área de Ciências Sociais Aplicadas foi uma das últimas a divulgar o resultado. Fechamos o número 12 sem saber nossa classificação. Até então, a Discursos Fotográficos era Qualis B-3. Em áreas afins, a revista havia tido excelente desempenho. Havia sido alçada à honrosa classificação de Qualis B-1 na área de Artes e Música e também Qualis B-1 na área de Educação. Em tese, não havia mais nada a adequar na revista. Já havíamos cumprido todos os critérios para ser alçados, numa próxima avaliação da Capes (referente ao ano de 2011), ao status de Qualis B-1. Mas ainda esperávamos o resultado da avaliação de 2010, para a qual apostávamos na elevação de Qualis B-3 para Qualis B-2. Sempre mantivemos a preocupação de manter a alta qualidade editorial e gráfica da revista. Continuamos trabalhando firme com esse propósito. Naquilo que podia ser melhorado, nos dedicamos a tornar mais ágil a avaliação intrapares, 75 pelo sistema duplo-cego. Uma iniciativa simples facilitou muito o processo: antes de encaminhar a proposta de publicação ao avaliador pelo SEER, passamos a encaminhar um e-mail consultando-o sobre sua disponibilidade e interesse em realizar a avaliação. Com isso, nosso índice de respostas – dentro do prazo estabelecido – aumentou bastante. Nesse aspecto e na operação do SEER, destaque e agradecimentos especiais à editora adjunta Renata de Paula dos Santos. Nesse número, o editorial, intitulado Será que os melhores perfumes estão mesmo nos menores frascos?, explicava porque a revista, mesmo contrariando orientações “veladas” dos órgãos de regulamentação e avaliação dos periódicos científicos, estava publicando alguns artigos e entrevistas mais longos do que se devia esperar. Assim o fazia porque queríamos oferecer ao público certos conteúdos e informações que, especialmente nas entrevistas, se constituíam em “verdadeiras preciosidades”. Dos sete artigos publicados, apenas um era “prata da casa”, os outros seis eram contribuições externas, uma das quais da Espanha. Havia autores do Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Todas as contribuições externas eram assinadas por doutores, quatro em artigos individuais, e dois em artigos com coautoria. A seção Entrevistas trouxe a experiência e desenvoltura – e revelações inéditas – do fotógrafo baiano de nascimento, mas carioca de coração, Evandro Teixeira, um dos mais evidentes ícones do fotojornalismo brasileiro. Registre-se: a partir deste número, passamos a pagar também as despesas de correio para que a UEL encaminhasse a revista, sem atrasos, pelo sistema de permuta, para as bibliotecas dos cursos de Comunicação e Artes de todo o País. 76 77 78 Sumário Editorial .................................................................................................... 9 Artigos Linha de Pesquisa: Imagem e Linguagens O poder de construção de realidades pela mídia: o incidente na mina San José (Chile) ................................................ 13 The power of reality construction by the media: the incident at San José’s coal mine (Chile) Alissar de Almeida Ayoub Ayoub, Ayoub Ayoub e Letícia Albanez de Oliveira Cinco hipóteses sobre o fotojornalismo em cenários de convergência .................................................................................... 31 Five hypotheses about photojournalism in convergence scenes José Afonso da Silva Junior A função informativa da legenda fotográfica: o massacre de Realengo ........................................................................................... 53 The informative function of photographic captions: the Realengo massacre Luiza Lusvarghi e Mônica Zarattini As novas mídias e manifestações de protesto: casos no Brasil e Egito ........................................................................ 79 The new media and protest marches: cases in Brazil and Egypt Susana Branco de Araújo Santos e Carla Candida Rizzotto A composição mítica do filme publicitário ....................................... 101 The mythical composition of the advertisement film Hertez Wendel de Camargo Linha de pesquisa: Cultura Visual e Memória Los iconos del bombardeo de Guernica y sus conflictos ............. 129 The icons of the bombing of Guernica and its conflicts José Manuel Susperregui 79 Ética, imagem e fotografia na mídia informativa impressa ........... 161 Ethics, image and photography at informative print media Isaac Antonio Camargo Resenhas Publicação gratuita fortalece a produção de animações brasileiras ......................................................................... 197 Free publication strengthens Brazilian production of animations Emerson S. Dias A fotografia contemporânea: reestabelecendo o valor da image .................................................................................. 203 Contemporany photography: reestablishing the value of de image Andrea Eichenberger Os mitos do marketing global e da globalização ............................ 207 Global marketing and globalization miths Renato Rodrigues Martins Entrevista Evandro Teixeira ................................................................................ 217 Paulo César Boni Dissertações ........................................................................................ 253 Normas para publicação ..................................................................... 267 80 Scopus e Qualis B-2: mais duas conquistas Quando estávamos no processo de revisão da Discursos Fotográficos número 13 (v.8, n.13, jul./dez. 2012), recebemos a notícia de que a revista havia sido indexada no Scopus (Holanda), respeitado indexador internacional que reúne um importante banco de dados de resumos e citações de artigos para periódicos científicos. O Scopus abrange mais de 18.000 títulos de 5.000 editoras internacionais, incluindo a cobertura de aproximadamente 17 mil revistas de caráter científico, e oferece como vantagem a indicação do número de citações dos artigos na própria base. Ficamos muito felizes com mais esta conquista e, de imediato, acrescentamos o indexador ao expediente da revista, destacando com orgulho mais esse degrau em seu editorial. E não foi só isso. Quando estávamos revisando a prova de impressão da revista, ou seja, com tudo pronto para sua impressão, saiu o resultado da avaliação dos periódicos científicos da área de Ciências Sociais Aplicadas. Aconteceu exatamente o que esperávamos: a Discursos Fotográficos subiu de Qualis B-3 para Qualis B-2 no ranking da Capes. Infelizmente, essa notícia não chegou a tempo de ser comentada no editorial. Fizemos apenas um modesto registro na contracapa, mas a comemoração foi muito grande. Com dois Qualis B-1 (Artes e Música, e Educação) e um Qualis B-2, passamos a ser um dos três periódicos científicos mais bem qualificados dos 30 publicados pela Universidade Estadual de Londrina. Com isso, a revista leva e eleva o nome da instituição nacional 81 e internacionalmente, mas, mesmo assim, continuamos arcando com as despesas de correio para garantir sua circulação, sem atrasos, pelo sistema de permuta do Sistema de Bibliotecas da UEL. Nosso entrevistado nesse número foi Alan Taylor, o fundador do blog Big Picture, que pertence ao jornal The Boston Globe. Como sugere o nome, o blog traz extensas coberturas fotográficas em grande formato, com pontos de vista de diferentes fotógrafos. Essa novidade significou uma espécie de revolução no tratamento e acesso de fotografias na internet. O editorial, intitulado “Piano, piano si va lontano...”, provérbio italiano que significa “devagar se vai longe”, narrava as novas conquistas e anunciava metas para 2013, como conquistar mais um indexador, subir de Qualis B-2 para Qualis B-1, começar a publicar artigos em inglês e concorrer – e ser aprovado – em editais de apoio à publicação de periódicos científicos, pois os recursos para arcar com as despesas de produção, impressão e distribuição da versão impressa da revista estão cada vez mais escassos. Os custos de impressão têm sido pagos com recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação (PROAP), que o Mestrado em Comunicação recebe da Capes, e os demais custos têm sido cobertos com recursos oriundos do Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico. Mais uma vez, mantivemos altíssimo o índice de exogenia. Dos nove artigos publicados, oito eram contribuições externas, uma das quais veio da Espanha. As outras sete vieram do Distrito Federal e dos seguintes estados: Bahia, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. Para encerrar a edição, foram publicadas cinco resenhas e seis resumos de dissertações. 82 83 84 Sumário Editorial .................................................................................................... 9 Artigos Linha de Pesquisa: Imagem e Linguagens A fotografia em Tron: ambiguidades visuais no espaço fílmico ..... 13 Photography in Tron: visual ambiguities in filmic space Tiago Mendes Alvarez “Toma que o filme é teu”: Sai de Baixo entre o teleteatro e a sitcom ............................................................................. 37 You do it, it’s your movie!: Sai de Baixo between teleplay and sitcom Édison Trombeta de Oliveira e Tiago Souza Machado Casado Três visões da fotografia: autor, turista e pesquisador .................. 55 Three views about photography: author, tourist and researchers Bruna Alves Lôbo e Maria Lúcia Bastos Alves Fotojornalismo:entre a opacidade e a transparência ...................... 71 Photojournalism: between opacity and transparency Sandra Maria Lúcia Pereira Gonçalves Portraits de Hiroshi Sugimoto: sobre realismo e retratos ............. 93 Portraits of Hiroshi Sugimoto: about realism and portraits Angela Prada de Almeida Linha de pesquisa: Cultura Visual e Memória O terremoto no Japão pela Folha.com: banalização e consumo de fotografias na internet .................................................. 109 Japan’s earthquake by Folha.com: trivialization and consumption of photographs on internet Carolina Zoccolaro Costa Mancuzo e Paulo César Boni Controversias sobre el catalogo razonado de Gerda Taro ........... 137 Controversies on the reasoned catalogue of Gerda Taro José Manuel Susperregui 85 Memória do Fotoclubismo na Bahia ................................................ 175 Bahia’s photo clubs memory Telma Cristina Damasceno Silva Fath Olhares cruzados sobre Santarém (PA) .......................................... 197 Crossed views about Santarém (Pará State) Lila Rosa de Sousa Bemerguy Resenhas A fotografia: diversidade de abordagens em práticas diversas ................................................................................. 227 Photography: diversity of approaches in different practices Tássia Ruiz Conceitos possíveis para uma fotografia contemporânea ............ 233 Possibles concepts for a contemporary photography Karina Rampazzo Morelli A Segunda Guerra Mundial pelas lentes de Robert Capa ........... 239 II World War by Robert Capa’s lens Ana Carolina Felipe Contato Fotografia e escravidão: a segunda metade do século XIX contada por imagens ...................................................... 247 Photography and slavery: the second half of the XIX century told by images Renata de Paula dos Santos Não confie em ninguém: existe verdade por trás da fotografia? ............................................................................... 253 Trust no one: there is truth behind the photography? Guilherme Henrique de Oliveira Cestari Entrevista Entrevista: Alan Taylor ...................................................................... 261 Cristiane Fontinha Dissertações ........................................................................................ 271 Normas para publicação ..................................................................... 285 86 XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia No final de 2012, inscrevemos a Discursos Fotográficos no XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, edital da Fundação Nacional de Artes (Funarte) para premiar os melhores projetos em fotografia do País. Inscrevemo-nos na modalidade “reflexão crítica sobre fotografia”, e qual não foi a nossa surpresa – boa – quando, em dezembro, saiu o resultado e havíamos sido contemplados. O Prêmio Marc Ferrez é uma espécie de Oscar da fotografia brasileira e, para nós, essa premiação foi uma honraria inesperada, mas merecida. Inesperada em razão do volume e da altíssima qualidade da concorrência; merecida porque há anos, independente de verbas, a revista trabalha pela fotografia e pela cultura. Além desta edição (v.9, n.14, jan./jun. 2013), o projeto que enviamos propunha a edição de um catálogo que narrasse com detalhes a história da revista, desde seu primeiro número, lançado em 19 de agosto de 2005 (Dia Mundial da Fotografia) até este, o de número 14, lançado no primeiro semestre de 2013. Assim como sempre foi com os editoriais, nossa opção foi a de ser 100% honestos nas informações deste catálogo. Semestralmente, nos editoriais, acusamos nossos erros, evidenciamos nossos aprendizados, esclarecemos nossos objetivos, agradecemos os colaboradores, manifestamos nossas indignações, elogiamos ou criticamos circunstâncias e situações. Neste catálogo estamos fazendo exatamente a 87 mesma coisa. Esperamos que a narrativa da trajetória da revista Discursos Fotográficos possa nortear e orientar pessoas e instituições que estejam pensando em criar ou consolidar um periódico científico. O fato é que ficamos extremamente felizes e orgulhosos com a premiação e estamos comemorando-a efusivamente. Consideramos uma honra, um importante reconhecimento trazer na contracapa da revista e deste catálogo as logomarcas do Governo Federal, do Ministério da Cultura e da Funarte. Por conta desta premiação, pela primeira vez em sua história foram impressos e distribuídos dois mil exemplares da revista e dois mil exemplares deste catálogo, que será utilizado como ferramenta de divulgação em congressos e eventos de diversas áreas do conhecimento. Ambos, revista e catálogo, também estão disponíveis para consulta e download nas páginas da revista (www.uel.br/revistas/uel/index.php/ discursosfotograficos), do Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico (www.uel.br/pos/fotografia) e do Mestrado em Comunicação (www.uel.br/pos/mestradocomunicacao). Neste número, aliás, mais uma adequação: passamos a constar na página de abertura do artigo as datas de seu recebimento e aprovação pelo SEER. Dos oito artigos publicados, sete são contribuições externas, dois dos quais internacionais. Temos uma contribuição da Argentina, em língua espanhola, e uma da Colômbia, em língua inglesa. As outras cinco contribuições externas vieram dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Cinco resenhas, seis dissertações e duas entrevistas fecham a edição. Mais uma longa e reveladora entrevista: o fotógrafo Flávio Damm, que trabalhou na revista O Cruzeiro, em seus anos de ouro do fotojornalismo (décadas de 1940 e 1950), conta causos e revela histórias que só quem as viveu pode contar. 88 89 90 Sumário Editorial .................................................................................................... 9 Artigos Linha de Pesquisa: Imagem e Linguagens A fotografia como linguagem para a formação cidadã ..................... 13 Photography as language to civil education Luzia Mitsue Yamashita Deliberador, Fabiana A. Alves e Mariana Ferreira Lopes Leitura de imagens e o vintage em editoriais de moda nas revistas Vogue e Rolling Stone ...................................................... 37 Image reading and the vintage in fashion editorials of Vogue and Rolling Stone magazines Miguel Luiz Contani e Thaís Tiemi Yamanari Crise sistêmica: um novo olhar para a fotografia ............................ 55 Systemic crisis: a new view to photography Matheus Mazini Ramos e Silvia Laurentiz Tempo revelado: fotojornalismo e construção de sentidos ........... 71 Time revealed: photojournalism and the construction of meanings Gutemberg Medeiros Linha de pesquisa: Cultura Visual e Memória Símbolos do inferno: imagens de lugar nenhum e de algum lugar ............................................................................................ 99 Symbols of hell: images of nowhere and somewhere Ana Taís Martins Portanova Barros O trabalho infantil nos Estados Unidos pelas lentes de Lewis Hine ..................................................................................... 123 The child labor in the United States by Lewis Hine’s lens José Pacheco dos Santos Júnior, Kamilla Dantas Matias e Rita de Cássia Mendes Pereira 91 Images of the unimaginable: photography and the (re)presentation of the event ............................................................ 141 Imagens do inimaginável: fotografia e a (re)presentação do evento Sergio Roncallo e Juan Carlos Arias La fotografía irónica durante la dictadura militar argentina: un arma contra el poder ..................................................................... 173 The ironic photography during the military dictatorship in Argentina: an weapon against the power Cora Gamarnik Resenhas Pelos caminhos da fotografia ............................................................. 201 By photograph ways Maria Luisa Hoffmann A representação da memória do Brasil em capas de revistas ..... 205 The representation of Brazil’s memory in magazine covers Gisele Krodel Rech Um ótimo documento fotográfico, sem imagens ............................ 209 A good photographic document, without images Paulo César Boni Getúlio antes da Presidência visto por jornais e revistas ............ 217 Getúlio before the presidency viewed by newspapers and magazines Márcio Fernandes Lendo fotografias e produzindo sentido .......................................... 225 Reading photos and producing meaning Muriel Emídio Pessoa Amaral Entrevistas ........................................................................................... 229 Entrevista: Carlos Carvalho ............................................................. 231 Letícia Silva de Jesus Entrevista: Flávio Damm ................................................................... 243 Paulo César Boni Dissertações ........................................................................................ 271 Normas para publicação ..................................................................... 285 92 Mais conquistas e novos desafios, sempre Depois de havermos enviado a revista número 14 para impressão, recebemos a confirmação de sua indexação no EBSCO Publishing, dos Estados Unidos, um publicador internacional. Os artigos publicados pela Discursos Fotográficos poderão ser encontrados na plataforma de busca do EBSCO. É da praxe, nesta plataforma, que o interessado, ao fazer download de algum artigo, tenha de recolher uma taxa, da qual um percentual é repassado para a publicação original. No nosso caso, isto não será necessário, já que abrimos mão oficialmente de receber tal repasse, pois o nosso interesse é que o conteúdo da revista seja lido e útil. Nossa função, em um periódico científico ligado à academia e a dois cursos de pós-graduação específicos – Lato sensu em Fotografia e Stricto sensu em Comunicação – é a de gerar e democratizar conhecimentos. Buscamos recursos, sim, mas para garantir a continuidade da revista, e existem outros modos de procurar por eles. Para o próximo número da revista (v.9, n.15, jul./dez. 2013), fomos aprovados, pela segunda vez, em um edital de apoio a publicações científicas da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná. O valor aprovado é suficiente para pagar os custos de impressão dos 1.000 exemplares. As demais despesas serão cobertas pelo Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discurso Fotográfico. Para 2014, buscaremos novos editais de apoio a publicações científicas de instituições de fomento à pesquisa. Até lá, esperamos que a 93 revista tenha sido alçada a Qualis B-1 na nova avaliação da área de Ciências Sociais Aplicadas da Capes e que tenha entrado em mais algum indexador. Este ano, solicitamos sua indexação no Scielo, porém essa deve demorar de dois a três anos, pois o Scielo é um dos indexadores mais rigorosos na observação dos critérios para aceitar uma publicação. Para nós, não tem problema, estamos aqui para trabalhar e ter paciência. Como dissemos em um de nossos editoriais: “Piano, piano se va lontano”. Para o número que irá circular no segundo semestre de 2013, já temos propostas avaliadas e aprovadas e em fase de avaliação. Entre elas, duas contribuições internacionais, uma da Argentina, outra da Espanha. O índice de autores doutores publicando na revista continua em ascensão. Apostamos firmemente que, quando a revista for elevada a Qualis B-1 em Ciências Sociais Aplicadas, o número de propostas e o nível de titulação dos proponentes irão crescer ainda mais. Também já temos algumas resenhas recebidas pelo SEER para a próxima edição. A entrevista será com um dos nomes mais respeitados da fotografia brasileira, a fotógrafa Nair Benedicto, uma das fundadoras, na década de 1970, da emblemática Agência F4. Esperamos – e, mais importante, trabalhamos incessantemente para isso – que a Discursos Fotográficos continue cumprindo seu papel de geradora e democratizadora de conhecimentos na área de visualidade, que continue e seja cada vez mais um instrumento auxiliar de ensino em sala de aula e, principalmente, que se consolide como imprescindível fonte de pesquisa para a produção de trabalhos de graduação e pós-graduação, assim como para a elaboração de artigos para periódicos científicos e de livros. 94 Agradecimentos Em nove anos de história, temos muitas pessoas e instituições às quais agradecer. Mesmo correndo o risco de alguma omissão, gostaríamos de fazer as seguintes nominações: Agradecemos à Universidade Estadual de Londrina (UEL), ao Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA) e ao Departamento de Comunicação (NIC) por toda ajuda dispensada ao longo desses anos; Agradecemos à Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná pelo apoio financeiro na produção de dois números da revista, um dos quais ainda a ser publicado; Agradecemos à Fundação Nacional de Artes (Funarte) pelo apoio financeiro por meio do XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, que viabilizou a última edição da revista (v.9, n.14, jan./jun. 2013), excepcionalmente com tiragem de 2.000 exemplares, e deste catálogo, também com tiragem de 2.000 exemplares; Agradecemos ao professor Rozinaldo Antonio Miani, coordenador do Curso de Especialização em Comunicação Popular e Comunitária, pela ajuda financeira em algumas edições, em momentos em que a revista estava com a água pelo pescoço; Agradecemos aos professores do Curso de Especialização em Fotografia: Práxis e Discursos Fotográficos: Isaac Antonio Camargo e Miguel Luiz Contani; Agradecemos aos professores do Mestrado em Comunicação: Alberto Carlos Augusto Klein, André Azevedo da Fonseca, Florentina das Neves Souza, Miguel Luiz Contani, Rozinaldo Antonio Miani e Silvio Ricardo Demétrio; 95 Agradecemos ao professor Ayoub Hanna Ayoub por suas revisões esporádicas e observações pertinentes e ao colega jornalista Joaquim Francisco Gonçalves de Brito Amaro, pelas revisões do último número da revista e deste catálogo; Agradecemos os professores doutores Alberto Carlos Augusto Klein e André Azevedo da Fonseca pela elaboração do projeto encaminhado à Funarte; Agradecemos à professora Simonetta Persichetti pela consultoria em textos e imagens do último número da revista e dos textos deste catálogo; Agradecemos aos bolsistas (Capes) Ana Carolina Felipe Contato e Guilherme Henrique de Oliveira Cestari, do Mestrado em Comunicação, pela ajuda na revisão de língua estrangeira e elaboração de projetos; Agradecemos de forma especial ao professor José de Arimathéia Cordeiro Custódio, revisor atento e criterioso, à professora Vera Lúcia Suguihiro, pela força e entusiasmo de sempre, e às editoras adjuntas que passaram pela revista: Maria Luisa Hoffmann, Fabiana Aline Alves, Bruna Mayara Komarchesqui e Renata de Paula dos Santos; Agradecemos de forma especialíssima a duas pessoas que, desde o surgimento do projeto, sempre estiveram com a revista: a bibliotecária Laudicena de Fátima Ribeiro, a Lau, e a programadora visual Heliane Miyuki Miazaki. É uma satisfação trabalhar com profissionais do nível de competência e comprometimento de vocês. Foi ótimo, durante a trajetória da revista, trabalhar com pessoas tão competentes, dedicadas, comprometidas e, principalmente, amigas. A todos que, em um ou outro momento, com maior ou menor intensidade, deram sua contribuição para que a revista chegasse ao nível que tem hoje, nossos mais sinceros agradecimentos. Vocês fazem parte da história de sucesso da Discursos Fotográficos. Orgulhem-se disso. Prof. Dr. Paulo César Boni 96