LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 1
NOME DO EXAME: ABO-FATOR Rh
Código: ABORH, ABO
Sinonímia: Sorotipagem, ABO-Rh, grupo sanguíneo, tipagem sanguínea.
Amostra Biológica: Sangue com anticoagulante EDTA.
Volume mínimo: 2,0 ml.
Estabilidade e conservação: 15 dias entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum não obrigatório
Método: Hemaglutinação com soro específico.
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante EDTA
Interferentes: Transfusão recente com sangue incompatível, crioaglutininas, anemias hemolíticas
com Coombs direto positivo.
Valores de referência: Não aplicável
Interpretação e Comentários: Exame útil para a determinação do tipo sanguineo antes de
transfusão, perfil pré-natal para aconselhamento, preparo pré-operatório, na suspeita de
incompatibilidade materno-fetal e na seleção de gestantes para imunoterapia anti-D (prevenção de
sensibilização quando o feto é D positivo).
Exames relacionados: Teste de Coombs.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 2
NOME DO EXAME: ÁCIDO LÁTICO
Código: LAC
Sinonímia: Lactato ou ácido lático.
Amostra Biológica: plasma venoso ou arteial colhito com fluoreto.
Volume mínimo: 1 ml.
Estabilidade e conservação: Amostra estável 3 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: O paciente deve estar em repouso.
Método: enzimático colorimétrico.
Materiais de Coleta: tubo fluoretado.
Interferentes: Ácido ascórbico mesmo em baixas concentrações induz a resultados falsamente
diminuídos. Hemoglobina em baixa concentração (hemólise discreta) não interfere. Bilirrubina até
10 mg/dl também não interfere.
Valores de referência: Plasma arterial: 3,0 a 7,0 mg/dl
Plasma venoso: 5,7 a 22,0 mg/dl
Interpretação Clínica: Em medicina esportiva, entre atletas expostos a um mesmo exercíciopadrão, pode avaliar os resultados de melhor preparo físico através da comparação de seus delta
ácido lático ou delta lactato:
Delta= lactato após o exrecício menos lactato em repouso.
Exames relacionados: gasometria arterial e venosa.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 3
NOME DO EXAME: ÁCIDO ÚRICO
Código: URICO
Sinonímia: Uricemia.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Amostra estável 3 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 8 horas.
Método: Enzimático Trinder
Materiais de Coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Vários diuréticos, álcool, salicilatos em pequenas doses e anti-neoplásicos
aumentam os níveis do ácido úrico in vivo. A presença de ácido ascórbico produz resultados
falsamente diminuídos
Valores de referência: Homens: 2,5 a 7,0 mg/dl
Mulheres: 1,5 a 6,0 mg/dl
Interpretação Clínica: A determinação do ácido úrico é útil no diagnóstico das hiperuricemias,
como as encontradas na gota, calculose, nefropatia úricas, insuficiência renal, em neoplasias,
leucemias, linfomas, mieloma, policitemia, toxemia da gravidez, psoríase, glicogenose tipo 1.
Associa-se com hiperlipidemia, obesidade, diabetes, ingestão de álcool, acromegalia, sarcoidose e
hipertensão. Encontra-se diminuído em situações como: síndrome de Fanconi, doença de Wilson,
secreção inapropriada de hormônio antidiurético; diminui ainda sob efeito de drogas como
alopurinol, aspirina em altas doses, contrastes radiológicos, altas doses de vitamina C.
Exames relacionados: Ácido úrico urinário, provas de atividade reumática, pesquisa de fator
reumatóide.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 4
NOME DO EXAME: ÁCIDO ÚRICO NA URINA DE 24 HORAS
Código: URICU
Sinonímia: Uricosúria.
Amostra Biológica: Urina de 24 horas.
Volume mínimo: 5,0 ml.
Estabilidade e conservação: Amostra estável 3 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do paciente: A coleta de urina segue as orientações abaixo:
• Desprezar a primeira urina da manhã e marcar o horário.
• Colher todas as urinas por um período de 24 horas.
• Encerrar a coleta no dia seguinte exatamente no mesmo horário do dia anterior.
• Durante o período da coleta, os frascos devem ser mantidos em geladeira.
Método: Enzimático Trinder
Materiais de Coleta: Coletores plásticos de 500 a 1000 ml fornecidos conforme diurese do cliente.
Interferentes: Vários diuréticos, álcool, salicilatos em pequenas doses e anti-neoplásicos
aumentam os níveis do ácido úrico in vivo. Presença de ácido ascórbico produz resultados
falsamente diminuídos
Valores de referência: 250 a 750 mg/24h
Interpretação e Comentários: O teste é útil no diagnóstico das hiperuricosúrias, encontrando sua
indicação principal para a verificação de clientes com tendências a calculoses. Hiperuricosúria
ocorre, isolada ou associada a outros distúrbios metabólicos, em aproximadamente 15 % destes
Clientes. Dietas ricas em purinas causam aumento na uricosúria, mas nem sempre é
acompanhada de hiperuricemia.
Exames relacionados: Ácido úrico sérico.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 5
NOME DO EXAME: ALBUMINA
Código: ALBUM
Sinonímia: Albuminemia.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Amostra estável 3 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 8 horas.
Método: Colorimétrico Verde de Bromocresol.
Materiais de Coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Lipemia, hemólise, hiperbilirrubinemia.
Valores de referência: 3,5 a 5,5 g/l
Interpretação e Comentários: O teste é útil na avaliação diagnostica das hipoproteinemias, quer
por defeito de síntese protéica (hepatopatias, desnutrição), quer por perda protéica (síndrome
nefrótica, enteropatia com perda protéica).
Exames relacionados: Proteínas e Eletroforese de proteínas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 6
NOME DO EXAME: ALBUMINA URINÁRIA
Código: ALBU
Sinonímia: Urina de 24 horas
Amostra Biológica: Uirna
Volume mínimo: alíquota de 10 ml.
Estabilidade e conservação: Manter refrigerada.
Preparo do Cliente: coleta de urina de 24 horas
Método: Colorimétrico Verde de Bromocresol.
Materiais de Coleta: frasco de 2 litros
Interferentes: hemoglobinúria ou hematúria.
Valores de referência: 50 a 150 mg/24 horas
Interpretação e Comentários:
Exames relacionados: Proteínas urinárias, proteínas séricas e eletroforese de proteínas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 7
NOME DO EXAME: ALFA-GLICOPROTEÍNA ÁCIDA
Código: ALFA
Sinonímia: mucoproteínas, orosomucoídes, seromucoídes.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum
Método: Turbidimétrico
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: lipemia e hemólise.
Valores de referência: 47 a 125 mg/dl
Interpretação e Comentários: Exame útil na vigência de processos infeccciosos e/ou
inflamatórios. É um dos melhores indicadores de atividade inflamatória. Diminui na desnutrição, em
hepatopatias severas, enteropatias, e na gravidez.
Exames relacionados: mucoproteínas, PCR, alfa 1 anti-tripsina, haptoglobina.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 8
NOME DO EXAME: AMILASE
Código: AMILA
Sinonímia: Amilasemia
Amostra Biológica: Soro
Volume mínimo: 0,5 ml de soro
Estabilidade e conservação: Estável por 6 horas entre 15 e 25 ºC e vários meses entre 2 e 8 ºC.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas para a dosagem no soro.
Método: Colorimétrico
Materiais de Coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Anovulatórios e diuréticos podem aumentar os níveis da substância, in vivo.
Contaminação das amostras com saliva resulta em níveis elevados.
Valores referência: 60 a 160 U/l
Interpretação e Comentários: A determinação no soro é útil no diagnóstico de pancreatites e
parotidites. Aumentos são vistos também em infarto ou perfuração intestinal, peritonite, gravidez
ectópica, apendicite, doenças de vias biliares, cetoacidose diabética, alguns tumores pulmonares
ou ovarianos, traumas e queimaduras. Na insuficiência renal há aumentos, mas raramente
chegando a níveis 3 vezes superiores ao normal. Valores elevados no líquido ascítico ocorrem em
pancreatites e perfurações intestinais, no líquido pleural, aumenta em perfurações do esôfago ou
na pancreatite com formação de fístula. Nos líquidos cavitários o valor deve ser superior ao normal
pelo menos 3 vezes para atingir valor diagnóstico.
Exames relacionados: TGO, TGP, Fosfatase Alcalina, Bilirrubinas, Gama GT.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 9
NOME DO EXAME: ANTIBIOGRAMA
Código: ANTIB.
Sinonímia: Sensibilidade a antibióticos, teste de Kirby-Bauer, prova de sensibilidade, sensibilidade
a antimicrobianos.
Amostra Biológica: Cultura positiva ou germe isolado.
Volume Mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Manter a cepa em condições de temperatura e ambiente de acordo
com as características do germe isolado.
Preparo do Cliente: Não Aplicável
Método: Disco difusão de Kirby-Bauer.
Materiais de coleta: Não aplicável
Interferentes: Uso de Antibióticos
Valores de referência: O resultado do antibiograma é expresso como sensível (S), resistente (R)
ou moderadamente sensível (P) ao antibiótico testado, de acordo com tabela internacional de
referência. Tais critérios guardam relação com os níveis habitualmente atingíveis no plasma.
Interpretação e Comentários: O teste é útil no tratamento das infecções bacterianas, onde o
antibiograma pode orientar quais os antibióticos a que a bactéria é sensível ou resistente.
Não é realizado se a bactéria for considerada não patogênica (ex. Staphylococcus coagulase
negativa em materiais como secreção uretral, ou bacilos difteróides em secreção vaginal).
Exames relacionados: Cultura de diversos materiais.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 10
NOME DO EXAME: ANTIESTREPTOLISINA O
Código: ASLO
Sinonímia: ASLO, sorologia para estreptococcias.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Amostra estável 3 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 6 horas. Em crianças abaixo de 2 anos recomenda-se a coleta
antes da próxima alimentação.
Método: Aglutinação em látex.
Materiais de Coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise ou lipemia excessivas.
Valores de referência: Até 200UI/ml
Interpretação e Comentários: É utilizado para o diagnóstico de estreptococcias por
estreptococcos beta hemolítico do grupo A.
Exames Relacionados: Provas de Atividade reumática, Alfa1 glicoproteína, PCR, VHS.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 11
NOME DO EXAME: AUTOVACINA
Código: AUTO
Sinonímia: Vacina Antígena
Amostra Biológica: Secreção de orofaringe, de furúnculo, de amígdalas ou qualquer outro
material.
Volume mínimo: Não aplicável
o
Estabilidade e conservação: Conservação é feita em geladeira entre 2 e 8 C.
Preparo do Cliente: Não aplicável.
Método: Diluição e esterilização pelo calor do(s) microrganismo(s) isolado(s) do próprio paciente.
Materiais de coleta: Placas para cultura
Interferentes: Antibióticos.
Valores de referência: Não aplicável.
Interpretação Clínica: Utilizada no tratamento complementar de determinadas infeções
bacterianas de caráter crônico ou recidiante como faringites e amidalites, furunculose, sinusites e
outras, e também como tratamento auxiliar em processos alérgicos associados, tais como renite,
bronquite, etc.
Exames relacionados: Cultura, antibiograma.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 12
NOME DO EXAME: BACTERIOSCOPIA EM GERAL
Código: BACTE
Sinonímia: Gram.
Amostra Biológica: Qualquer Amostra Biológica ou materiais correlatos.
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Os esfregaços preparados em duas (2) ou três (3) lâminas, com a
amostra biológica coletada podem ser conservadas, após fixação pelo calor, sem coloração, por
prazo indeterminado.
Preparo do Cliente: Evitar interferentes locais, como pomadas, mercúrio cromo, iodo e outros,
evitar o uso de antibióticos nos 3 dias que antecedem o exame.
Método: Microscopia após coloração pelo método de Gram.
Materiais de Coleta: Swab, lâmina com extremidade fosca, alça de platina, espátula de Ayres.
Para líquidos biológicos, utilizar frasco estéril.
Interferentes: Uso de pomadas, Iodo, Mercúrio e outros de maneira tópica.
Valores de referência: Não Aplicável
Interpretação e Comentários: O exame bacterioscópico através da coloração pelo Gram permite
a observar a presença de bactérias e seus tipos morfológicos, bem como de fungos, leucócitos e
outros elementos celulares.
Exames relacionados: Cultura, antibiograma.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 13
NOME DO EXAME: BETA HCG
Código: PACK
Sinonímia: HCG, Teste de gravidez no sangue.
Amostra Biológica: Soro
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC e 2 meses a 20 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Imunocromatografia
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Não aplicável
Valores de referência: Negativo
Interpretação e Comentários: Exame útil no diagnóstico precoce da gravidez. Não tem valor na
avaliação de tempo gestacional.
Exames relacionados: Não aplicável
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 14
NOME DO EXAME: BILIRRUBINAS TOTAIS E FRAÇÕES (Bilirrubina Total, Direta e Indireta)
Código: BILI
Sinonímia: Bilirrubinemia.
Amostra Biológica: Soro protegido da luz.
Volume mínimo: Adultos: 1,0 ml. Recém-nascidos: 0,3 ml
Estabilidade e conservação: Colher sangue, separar o soro e proteger da luz se o exame não for
realizado imediatamente. Amostra protegida da luz é estável 3 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10
ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 3 horas. Recém-nascido: antes da próxima mamada
Método: Sims – Horn
Materiais de Coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador, e após a coleta deve ser protegido
da luz.
Interferentes: Lipemia, intensa hemólise e Luz.
Valores de referência: Bilirrubina Total:
Bilirrubina Direta:
Bilirrubina Indireta:
até 1,2 mg/dl
até 0,4 mg/dl
até 0,8 mg/dl
Interpretação e Comentários: A determinação é útil na avaliação de hepatopatias e de quadros
hemolíticos. Também é utilizada na avaliação da icterícia do recém-nascido.
Exames Relacionados: TGO, TGP, Gama GT, Fosfatase Alcalina.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 15
NOME DO EXAME: CÁLCIO IÔNICO
Código: CAIO, CALIO.
Sinonímia: Calcemia ou cácio ionizável.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Amostra 24 horas entre 2oC e 8 ºC e 7 dias a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: cálculos
Materiais de Coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador.
Interferentes: Uso crônico de diuréticos, uso de vitamina D, e antiácidos podem aumentar a
calcemia; corticosteróides, uso agudo de diuréticos, insulina, podem diminuí-Ia.
Valores de referênicia: 4,6 a 5,4 mg/dl
Interpretação e Comentários: Exame útil no diagnóstico e seguimento de distúrbios do
metabolismo de cálcio e fósforo, incluindo doenças ósseas, nefrológicas e neoplásicas com
repercussões no seu metabolismo. Valores elevados são encontrados no hiperparatiroidismo
primário e terciário, em neoplasias com envolvimento ósseo, em particular tumores de mama,
pulmões e rins e mieloma múltiplo. Certos tumores podem provocar hipercalcemia sem
envolvimento ósseo. Sarcoidose e alguns linfomas induzem hipercalcemia. Esta pode ainda ser
vista na tirotoxicose, acromegalia, intoxicação por vitamina D, excesso de antiácidos e na fase
diurética de necrose tubular aguda. Valores diminuídos são encontrados no hipoparatiroidismo
primário e/ou pós-cirúrgico, no pseudohipoparatiroidismo em déficit da vitamina D, insuficiência
renal crônica pancreatite aguda, hipofunção hipofisária, acidose crônica e hipoalbuminemia.
Exames relacionados: Fósforo sérico, PTH, creatinina, proteínas séricas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 16
NOME DO EXAME: CÁLCIO NA URINA DE 24 HORAS
Código: CA24H
Sinonímia: Calciúria.
Amostra Biológica: Urina de 24 horas.
Volume mínimo: 10 ml
Estabilidade e conservação: Urina colhida com conservante ácido (HCl a 50%, 20 ml por litro de
urina). Amostra estável 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Na rotina o Cliente segue sua dieta normal. A critério do médico assistente o
Cliente pode ser orientado para ingerir dieta pobre em cálcio. A coleta de urina segue as
orientações abaixo:
• Desprezar a primeira urina da manhã e marcar o horário.
• Colher todas as urinas por um período de 24 horas.
• Encerrar a coleta no dia seguinte exatamente no mesmo horário do dia anterior.
• Durante o período da coleta, os frascos devem ser mantidos a temperatura ambiente.
• Atenção, manipular os frascos contendo ácido com muito cuidado, guardar longe do alcance
de crianças. Em caso de acidente, lavar o local com água abundante.
Método: cinético
Materiais de Coleta: Garrafas com capacidade entre 500 e 1000 ml contendo 5 mL de HCl a 50%.
Interferentes: A calciúria pode aumentar, por efeito in vivo, com o uso de acetazolamida, cloreto
de amônio, corticosteróides, vitamina D e diuréticos (efeito inicial). Diminui com o uso crônico de
diuréticos, bicarbonato, estrógenos, lítio, anovulatórios.
Valores de referência: 60 a 200 mg/24 horas
Interpretação e Comentários: A determinação é útil, sobretudo na avaliação de cálculo renal e
eventualmente no seguimento de portadores de hiperparatiroidismo, lesões ósseas metastáticas,
mieloma, intoxicação por vitamina D, acidose tubular renal, tirotoxicose e outros distúrbios
associados.
Exames relacionados: Cálcio e fósforo séricos fosfatase alcalina, uricosúria de 24 horas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 17
NOME DO EXAME: CÁLCIO TOTAL
Código: CA
Sinonímia: Calcemia.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Amostra 1 dia 2 e 8 ºC e 7 dias a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Arsenazo
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador.
Interferentes: Uso crônico de diuréticos, uso de vitamina D, e antiácidos podem aumentar a
calcemia; corticosteróides, uso agudo de diuréticos, insulina, podem diminuí-Ia.
Valores de referência: de 8,0 a 11,0 mg/dl
Interpretação e Comentários: Exame útil no diagnóstico e seguimento de distúrbios do
metabolismo de cálcio e fósforo, incluindo doenças ósseas, nefrológicas e neoplásicas com
repercussões no seu metabolismo. Valores elevados são encontrados no hiperparatiroidismo
primário e terciário, em neoplasias com envolvimento ósseo, em particular tumores de mama,
pulmões e rins e mieloma múltiplo. Certos tumores podem provocar hipercalcemia sem
envolvimento ósseo. Sarcoidose e alguns linfomas induzem hipercalcemia. Esta pode ainda ser
vista na tirotoxicose, acromegalia, intoxicação por vitamina D, excesso de antiácidos e na fase
diurética de necrose tubular aguda. Valores diminuídos são encontrados no hipoparatiroidismo
primário e/ou pós-cirúrgico, no pseudohipoparatiroidismo em déficit da vitamina D, insuficiência
renal crônica pancreatite aguda, hipofunção hipofisária, acidose crônica e hipoalbuminemia.
Exames relacionados: Fósforo sérico, PTH, creatinina, proteínas séricas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 18
NOME DO EXAME: CAPACIDADE DE LIGAÇÃO DO FERRO
Código: CAPFE
Sinonímia: TIBC, Saturação da transferrina, CFF.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 4 dias entre 15 e 25 ºC e 6 dias entre 2 e 8 ºC ..
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas. Preferencialmente realizar a coleta pela manhã.
Método: Goodwin modificado
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador.
Interferentes: Hemólise
Valores de referência: Capacidade latente de ligação de ferro Capacidade total de ligação de ferro
Índice de saturação de Transferrina
-
140 a 180 ug/dL
250 a 410 ug/dl
20 a 50%
Interpretação e Comentários: Siderofilina, ou tranferrina é a proteína plasmática responsável pelo
transporte do ferro. Sua determinação é útil na investigação das anemias microcíticas e da
hemocromatose. Na hemacromatose, o seu grau de saturação com ferro está acima do normal, ao
contrário dos estados de carência de ferro onde se encontra diminuída.
Exames relacionados: Hemograma, ferro sérico, Transferrina, Ferritina.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 19
NOME DO EXAME: CÉLULAS LE
Código: LE.
Sinonímia: Células do Lúpus eritromatoso ou fenômeno LE
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 e 3 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Direto.
Valores de referência: Negativo
Interferentes: Não aplicável.
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador.
Interpretação e Comentários: Está presente em doenças auto-imunes e no Lúpus eritromatoso
sistêemico.
Exames relacionados: Hemograma
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 20
NOME DO EXAME: CHAGAS
Código: CHAGA, TRIPA.
Sinonímia: Machado Guerreiro, pesquisa de anticorpos anti-Tripanossoma cruzi, sorologia para
tripanossomíase.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 e 3 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Hemaglutinação.
Valores de referência: Não Reagente
Materiais de Coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Amostras de soros, recentemente colhidas, contêm muitas aglutininas naturais
contra uma grande variedade de epítopos antigênicos, que podem permanecer ativas quando da
diluição das amostras com 2 mercaptoetanol e utilização imediata.
Placas com cargas eletrostáticas. Evita-se as colocando sobre papel ou pano úmido
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador.
Interpretação e Comentários: Teste útil no diagnóstico da infecção pelo Tripanossoma cruzi, que
pode corresponder à doença de chagas ou a quadros de infecção latente, sem qualquer expressão
clínica. Reações falsas positivas ocorrem com freqüência em clientes com leishmanioses.
Exames relacionados: Hemograma
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 21
NOME DO EXAME: CITOLOGIA DE SECREÇÃO CONJUNTIVAL
Código: CTOLO
Sinonímia: Citograma ou Citologia de secreção conjuntival e Pesquisa de Eosinófilos
Amostra Biológica: Raspado da Mucosa ocular
Volume Mínimo: Não aplicável.
Estabilidade e conservação: Não aplicável.
Preparo do Cliente: Não usar medicação tópica nas 24 horas que antecedem o exame.
Método: Estudo citológico após coloração pelo Método Leishman.
Materiais de coleta: “Swab”, lâminas.
Interferentes: Medicação tópica.
Valores de referência: Não aplicável
Interpretação Clínica: Exame utilizado para caracterizar processos alérgicos, inflamações ou
infecçãoes da área ocular.
Exames relacionados: Rasts específicos.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 22
NOME DO EXAME: CITOGRAMA NASAL
Código: CITOG, CINAS
Sinonímia: Citograma ou Citologia Nasal e Pesquisa de Eosinófilos
Amostra Biológica: Raspado da Mucosa Nasal
Volume Mínimo: Não aplicável.
Estabilidade e conservação: Não aplicável.
Preparo do Cliente: Não usar medicação tópica nas 24 horas que antecedem o exame.
Método: Estudo citológico após coloração pelo Método Leishman.
Materiais de coleta: “Swab”, lâminas.
Interferentes: Medicação tópica.
Valores de referência: Não aplicável
Interpretação Clínica: Exame utilizado para caracterizar as renite, nos processos alérgicos (asma,
renites) ocorre o aumento de mastócitos e/ou eosinófilos.
Exames relacionados: Rasts específicos.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 23
NOME DO EXAME: CK-MB
Código: CKMB
Sinonímia: Não aplicável
Amostra Biológica: Soro deve ser protegido da luz.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 24 horas entre 15 e 25 ºC e 7 dias entre 2 e 8 ºC , protegido da luz.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Cinético UV
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Lipemia, hemólise.
Valores de referência: até 24 U/L
Interpretação e Comentários: Este exame associado a determinação das atividades de CK total,
TGO, DHL total, tem a finalidade de diagnosticar e acompanhar a ocorrência e evolução de infarto
do miocárdio. Alterações significativas da fração CKMB ocorrem mais precocemente do que as da
CK total. OS valores máximos são obtidos após 12 e 24 horas do Infarto do miocárdio (IM), mas
níveis anormais ja podem ser observados 4 a 6 horas após isquemia. Resultados falso-positivos
podem ocorrer em algumas doenças neurológicas. Resultados falso-negativos podem se
observados quando o exame é realizado muito precocemente, antes de 2 horas, ou 48 horas após
o IM.
Exames relacionados: DHL, TGO, Aldolase, CPK total.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 24
NOME DO EXAME: CLEARENCE DE CREATININA
Código: CLEAR
Sinonímia: Creatininúria, Depuração da cretinina endógena.
Amostra Biológica: Soro e Urina de 24.
Volume mínimo: 5 ml de Urina e 0,5 ml de soro
Estabilidade e conservação: Urina
Soro
-7 dias ente 2 e 8 ºC e 3 meses a 10 ºC negativos.
-1 semana entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas para coleta do sangue. A coleta de urina segue as
orientações abaixo:
• Desprezar a primeira urina da manhã e marcar o horário.
• Colher todas as urinas por um período de 24 horas.
• Encerrar a coleta no dia seguinte exatamente no mesmo horário do dia anterior.
• Durante o período da coleta, os frascos devem ser mantidos em geladeira.
Método: Picrato Alcalino (Jaffé).
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador para o sangue, e garrafas de 500 a
1000 ml sem aditivo para a coleta da urina.
Interferentes: Cefalosporinas, ácido ascórbico e levodopa interferem positivamento no exame.
Valores de referência: Homens
Mulheres
-
97 a 137 ml/minuto
88 a 128 ml/minuto
Interpretação e Comentários: O teste é útil na avaliação funcional renal. A depuração está
diminuída em nefropatias agudas e crônicas e sua determinação é útil no acompanhamento
desses pacientes. Na insuficiência renal terminal o teste é usado para indicar estados onde
processos dialíticos se tornam imperiosos. Pode estar aumentada em diabetes (fase inicial),
hipertiroidismo, acromegalia.
Exames relacionados: Uréia urinária, Creatinina urinária, Uréia e Creatinina sérica.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 25
NOME DO EXAME: CLORETOS
Código: CL, CLORO, CLOSU, CLSU.
Sinonímia: Cloro
Amostra Biológica: Soro, urina, liquor, suor ou saliva.
Volume mínimo: Soro, suor, urina ou líquor-
0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Soro: Estável 7 dias entre 15 e 25 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Urina: Estável 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Líquor: Estável 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Suor: Estável 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Manter a dieta usual.
Método: Colorimétrico
Materiais de Coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador.
Interferentes: Diuréticos aumentam a excreção de cloro.
Valores de referência: Soro
Líquor
Suor
Urina
96 a 105 mEq/l
118 a 132 mEq/l
Até 40 mEq/l
170 a 254 mEq/l
Interpretação e Comentários: O teste é útil na avaliação do metabolismo hidro-salino e na
avaliação de distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico e ácido básico.
Exames relacionados: Sódio, potássio, pH e bicarbonato.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 26
NOME DO EXAME: COAGULOGRAMA
Código: COAII, COAI
Sinonímia: Conjunto de exames composto por Contagem de plaquetas Tempo de sangramento,
Tempo de protrombina, Tempo de tromboplastina parcial ativada e Prova do laço.
Amostra Biológica: Sangue total com EDTA, Citrato de Sódio, (Plasma – citratado)
Volume mínimo: Sangue em tubo seco, Sangue total com EDTA: 3,0 ml. Plasma citratado: 4,0 ml
Estabilidade e conservação: Vide exames acima
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Vide exames individualmente.
Materiais de Coleta: Tubo com EDTA e Tubo com citrato.
Interferentes: Hemólise e microcoágulos.
Valores de referência: Vide exames individualmente.
Interpretação e Comentários: O teste é útil no diagnóstico de coagulopatias, sendo
particularmente utilizado em avaliações pré-operatórias.
Exames relacionados: Fibrinogênio.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 27
NOME DO EXAME: COLESTEROL
Código: COLES
Sinonímia: Colesterolemia.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 8 horas
Método: Enzimático, automatizado.
Interferentes: Não aplicável
Materiais de Coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Valores de referência: Desejável
Limite superior Elevado
-
até 200 mg/dl
até 239 mg/dl
acima de 240 mg/dl
Interpretação e Comentários: Exame útil na avaliação de risco de aterosclerose. Encontra-se
aumentado na hipercolesterolemia primária, na síndrome nefrótica, hipotiroidismo, diabetes
mellitus, cirrose biliar primária e hipoalbuminemia. Níveis baixos podem ser vistos na desnutrição,
hipertiroidismo.
Exames relacionados: LDL-colesterol, HDL-colesterol, VLDL-colesterol, triglicérides.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 28
NOME DO EXAME: COLESTEROL - HDL
Código: HDL
Sinonímia: HDL coleterol
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 12 horas, evitar alimentos ricos em gorduras e carboidratos,
exercícios físicos prolongados e bebídas alcoolicas 24 horas antes da coleta do exame.
Método: Enzimático Colorimétrico Direto – sem precipitação ou HDL –c colesterol por preciptação.
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Anticoncepicionais orais, estrógenos, aumento da dieta de carboidratos,
colestiramine, vitamina C e clofibrato.
Valores de referência: Acima de 35 mg/dl
Interpretação e Comentários: Exame útil na avaliação do risco de doença aterosclerótica. A
fração alfa (HDL) é tida como “protetora” de desenvolvimento de aterosclerose.
Exames relacionados: Lipidograma, colesterol, triglicérides, LDL-colesterol.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 29
NOME DO EXAME: COLINESTERASE
Código: COLI, COLIN, COLI1
Sinonímia: Acetilcolinesterase, colinesterase aguda, CHE, pseudocolinesterase
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 8 horas
Método: Cinético.
Interferentes: Não aplicável
Materiais de Coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Valores de referência: a 37ºC 4970 a 13977 U/l
Interpretação e Comentários: Os agentes organofosforados e carbamatos agem inibindo a ação
da acetilcolinesterase, provocando o acúmulo de acetilcolina endógena na junção neuromuscular,
causando anormalidades na transmissão neuromuscular.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 30
NOME DO EXAME: COOMBS DIRETO
Código: COMBD
Sinonímia: Pesquisa de sensibilização eritrocitária.
Amostra Biológica: Sangue total com EDTA, sangue do cordão umbilical com qualquer
anticoagulante.
Volume mínimo: 1,0 ml.
o
o
Estabilidade e conservação: 8 horas ente 15 e 25 C.
Preparo do Cliente: Jejum não obrigatório.
Método: Hemaglutinação com soro de coombs.
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante EDTA
Interferentes: Não aplicável
Valores de referência: Ausência de anticorpos.
Interpretação e Comentários: Teste útil no diagnóstico das anemias hemolíticas do recémnascido, decorrentes de incompatibilidade ABO-Rh, processos auto-imunes ou induzidos por
drogas.
Exames relacionados: Coombs indireto, reticulócitos, série vermelha.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 31
NOME DO EXAME: COOMBS INDIRETO
Código: COMBI
Sinonímia: Aglutininas anti-Rh
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos
Preparo do Cliente: Jejum não obrigatório.
Método: Hemaglutinação com soro de coombs
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise intensa.
Valores de referência: Ausência de anticorpos Anti-Rh.
Interpretação e Comentários: Teste útil no acompanhamento de gestantes Rh negativas que
tiveram previamente uma sensibilização por hemácias Rh positivas (transfusão, aborto ou
gravidez).
Exames relacionados: Grupo sanguíneo fator Rh.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 32
NOME DO EXAME: CREATINA FOSFOQUINASE
Código: CPK
Sinonímia: CK total, CPK, Creatina quinase.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 24 horas entre 15 e 25 ºC e 7 dias entre 2 e 8 ºC.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Cinético UV
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise.
Valores de referência: de 25 a 160 U/L
Interpretação e Comentários: O teste é útil no diagnóstico de infarto do miocárdio e segmento de
miopatias, incluindo dermatomiose, hipotiroidismo e doenças infeciosas com miopatia. Injeções
intramusculares, intoxicação por barbitúricos e anfotericina B, aumentam a CPK.
Exames relacionados: DHL, TGO, Aldolase, CK-MB.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 33
NOME DO EXAME: CREATININA
Código: CREAT
Sinonímia: Creatininemia.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Amostra é estável 1 semana entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC
negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas
Método: Picrato Alcalino (Jaffé)
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Cefalosporinas, cetonemia elevada, hidantoinatos, ácido ascórbico, metildopa e
trimetoprin podem interferir dando valores falsamente elevados.
Valores de referência: de 0,4 a 1,3 mg/dl
Interpretação e Comentários: Exame útil na avaliação da função renal.
Exames relacionados: Uréia, depuração de creatinina, Urina I
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 34
NOME DO EXAME: CULTURA DE FEZES
Código: FCULT
Sinonímia: Coprocultura.
Amostra Biológica: Fezes recém colhidas
Volume mínimo: 5 g ou "swab" anal, na impossibilidade da coleta de fezes.
Estabilidade e conservação: Colher a amostra em recipiente próprio, manter em temperatura
ambiente e enviar ao laboratório até 1 hora após a coleta.
Preparo do Cliente: Suspender antibioticoterapia, se possível, por 3 dias.
Método: Cultura e isolamento em meios seletivos e indicadores. Identificação em meio Rugai e
Araújo. Bacterioscopia
Materiais de coleta: Latinha para coleta de fezes, swab.
Interferentes: Uso de antibióticos.
Valores de referência: Negativo para bactérias enteropatogênicas.
Interpretação e Comentários: A finalidade da cultura de fezes é identificar germes patogênicos
causadores de toxinfecções e quadros de diarréia aguda ou crônica.
Exames relacionados: Protoparasitológico, hemocultura em casos de salmonelose, exame direto
das fezes, antibiograma.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 35
NOME DO EXAME: CULTURA DE OROFARINGE
Código: OCULT
Sinonímia: Cultura de secreçãqo de orofaringe
Amostra Biológica: Secreção da orofaringe
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Incubado em caldo BHI na estufa 37º até 24, ou realizar a
semeadura logo após a coleta do material biológico.
Preparo do Cliente: Manter o jejum; Não escovar os dentes.
Método: Semear em meios de crescimento e isolamento.
Materiais de coleta: Tubo com BHI, swab.
Interferentes: Uso de antibióticos, desjejum, qualquer tipo de assepsia bucal.
Valores de referência: Cultura Negativa
Interpretação e Comentários: A finalidade da cultura de orofaringe é identificar germes
patogênicos causadores de infecções.
Exames relacionados: Antibiograma, bacterioscopia.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 36
NOME DO EXAME: CULTURA DE PONTA DE CATETER
Código: PCAT
Sinonímia: Não aplicável
Amostra Biológica: 5 cm da ponta de cateter
Volume mínimo: Não aplicável.
Estabilidade e conservação: Realizar a semeadura logo após a coleta do material biológico.
Preparo do Cliente: Não aplicável
Método: Semear o cateter diretamente em meios de crescimento e isolamento.
Materiais de coleta: Tubo seco esterelizado, swab.
Interferentes: Uso de antibióticos
Valores de referência: Cultura negativa
Interpretação e Comentários: O isolamento de qualquer tipo de bactéria é significativo acima de
15 colônias, entretanto requer uma melhor correlação clínica para que seja afastada a
possilibilidade de infecção das amostras.
Exames relacionados: Antibiograma, bacterioscopia.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 37
NOME DO EXAME: CULTURA DE SECREÇÃO NASAL
Código: NCULT
Sinonímia: Não aplicável
Amostra Biológica: secreção nasal
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Incubado em caldo BHI na estufa 37º até 24, ou realizar a
semeadura logo após a coleta do material biológico.
Preparo do Cliente: Não aplicável.
Método: Semear em meios de crescimento e isolamento.
Materiais de coleta: Tubo com caldo BHI, swab.
Interferentes: Uso de antibióticos
Valores de referência: Cultura negativa
Interpretação e Comentários: O isolamento de qualquer tipo de bactéria é significativo acima de
15 colônias, entretanto requer uma melhor correlação clínica para que seja afastada a
possilibilidade de infecção das amostras.
Exames relacionados: Antibiograma, bacterioscopia.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 38
NOME DO EXAME: CULTURA DE SECREÇÃO TRAQUEAL
Código: TCULT
Sinonímia: Não aplicável
Amostra Biológica: secreção uretral
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Incubado em caldo BHI na estufa 37º até 24, ou realizar a
semeadura logo após a coleta do material biológico.
Preparo do Cliente: Não aplicável.
Método: semear em meios de crescimento e isolamento.
Materiais de coleta: tubo com caldo BHI, swab.
Interferentes: uso de antibióticos
Valores de referência: cultura negativa
Interpretação e Comentários: O isolamento de qualquer tipo de bactéria é significativo acima de
15 colônias, entretanto requer uma melhor correlação clínica para que seja afastada a
possilibilidade de infecção das amostras.
Exames relacionados: antibiograma, bacterioscopia.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 39
NOME DO EXAME: CULTURA DE SECREÇÃO URETRAL
Código: URCUL
Sinonímia: Não aplicável
Amostra Biológica: secreção da uretra
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Incubado em caldo BHI na estufa 37º até 24, ou realizar a
semeadura logo após a coleta do material biológico.
Preparo do Cliente: retenção urinária
Método: semear em meios de crescimento e isolamento.
Materiais de coleta: tubo com caldo BHI
Interferentes: assepsia e micção antes da coleta.
Valores de referência: cultura negativa
Interpretação e Comentários: O isolamento de outras bactérias, além da Neisseria, é discutível e
só deve ser valorizado onde haja presença de cultura pura e ou crescimento considerável.
Exames relacionados: antibiograma, bacterioscopia.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 40
NOME DO EXAME: CULTURA DE CONTEÚDO VAGINAL
Código: VCULT
Sinonímia: cultura de conteúdo vaginal
Amostra Biológica: secreção vaginal
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Incubado em caldo BHI na estufa 37º até 24, ou realizar a
semeadura logo após a coleta do material biológico.
Preparo do Cliente: retenção da primeira urina da manhã não realizar assepsia.,
Método: semear em meios de crescimento e isolamento. Bacterioscopia
Materiais de coleta: tuco com caldo BHI, swab.
Interferentes: uso de antibiótico, miccção antes da coleta e assepsia.
Valores de referência: cultura negativa
Interpretação e Comentários: O isolamento de outras bactérias, além da Neisseria, é discutível e
só deve ser valorizado onde haja presença de cultura pura e ou crescimento considerável.
Exames relacionados: antibiograma, bacterioscopia.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 41
NOME DO EXAME: CULTURA (EM GERAL)
Código: GCULT
Sinonímia: Bacteriológico.
Amostra Biológica: Qualquer Amostra Biológica ou materiais correlacionados.
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Incubado em caldo BHI na estufa 37º até 24, ou realizar a
semeadura logo após a coleta do material biológico.
Preparo do Cliente: Preferencialmente não estar em uso de antimicrobianos nos dias que
antecedem o exame
Método: Cultura em meios apropriados, de acordo com o material.
Materiais de coleta: Swab, tubo com caldo BHI.
Interferentes: Uso de antibióticos.
Valores de referência: Presença de microorganismos habitualmente não patogênicos ou cultura
negativa, dependendo do material biológico.
Interpretação e Comentários: O exame bacteriológico permite avaliar e identificar a presença de
bactérias em diversos materiais.
Exames relacionados: Bacterioscopia, antibiograma.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 42
NOME DO EXAME: CULTURA DE SECREÇÃO OCULAR
Código: CCULT
Sinonímia: Não aplicável.
Amostra Biológica: secreção ocular
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Incubado em caldo BHI na estufa 37º até 24, ou realizar a
semeadura logo após a coleta do material biológico.
Preparo do Cliente: não realizar assepsia da face no dia da coleta; não estar usando antibióticos
ou colírios.
Método: Isolamento em meios seletivos, após descontaminacão da amostra biológica quando
necessário. Bacterioscopia
Materiais de coleta: tubo com caldo BHI e swab.
Interferentes: Uso de colírios ou antibióticos.
Valores de referência: Cultura negativa.
Interpretação e Comentários: O exame é útil no diagnóstico da tuberculose em diversos órgãos.
Em geral são necessárias 8 semanas para a emissão de um resultado final; porem algumas
espécies de micobactérias podem crescer mais rapidamente.
Exames relacionados: Pesquisa de BK, antibiograma, tuberculostáticos.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 43
NOME DO EXAME: CULTURA PARA FUNGOS
Código: MCULT
Sinonímia: Cultura para dermatófitos, cultura para leveduras.
Amostra Biológica: Amostra biológica especificada pelo médico solicitante.
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Raspado de pele, unhas, cabelos e pelos, até 5 dias a temperatura
ambiente. Outros materiais não refrigerar e realizar a semeadura no mesmo dia.
Preparo do Cliente: Suspender medicação antifúngica tópica ou sistêmica, se possível, no mínimo
3 dias antes da colheita da amostra biológica.
Método: Cultura em meio Sabouraud
Materiais de Coleta: Lâminas, placas de petri, swab, pinça, alicate de unha, alça de platina e tubo
estéril.
Interferentes: Medicamentos, principalmente os de uso tópico.
Valores de referência: Cultura Negativa.
Interpretação e Comentários: O exame é útil no diagnóstico das infecções por fungos permitindo
o isolamento e identificação de agentes tais como dermatófitos, Histoplasma capsulatum,
Aspergilius sp, Candida sp, Cryptococcus neoformans e outros causadores de micoses profundas.
Exames relacionados: Micológico direto, sorologia para blastomicose, paracoccidioidomicose,
histoplasmose, candidíase, aspergilose.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 44
NOME DO EXAME: CULTURA PARA BAAR (BK)
Código: BK
Sinonímia: Cultura de bacilos de Kock, cultura de BAAR, cultura para micobactérias.
Amostra Biológica: Escarro, urina de 24 horas, lavado gástrico, lavado bônquico, e outras
amostras biológicas especificadas pelo médico solicitante.
Volume mínimo:
Escarro
Urina
Lavado gástrico
Lavado Brônquico
Outros materiais
5 ml
5 ml
5 ml
5 ml
5 ml
Estabilidade e conservação: Escarro, Urina, lavado gástrico, lavado brônquico, 24 horas entre 8
o
o
C e 15 C.
Preparo do Cliente: Para coleta de escarro, realizar higiene bucal sem a utilização de creme ou
gel dental antes da coleta. Urina, realizar higiene genital a cada amostra colhida. Lavado gástrico
ficar em jejum.
Método: Isolamento em meios seletivos, após descontaminacão da Amostra Biológica quando
necessário.
Materiais de coleta: Frasco de boca larga e estéril para escarro e frasco estéril para outras
amostras biológicas
Interferentes: Uso de tuberculostáticos.
Valores de referência: Cultura negativa.
Interpretação e Comentários: O exame é útil no diagnóstico da tuberculose em diversos órgãos.
Em geral são necessárias 8 semanas para a emissão de um resultado final; porem algumas
espécies de micobactérias podem crescer mais rapidamente.
Exames relacionados: Pesquisa de BK, teste de sensibilidade a tuberculostáticos.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 45
NOME DO EXAME: CURVA GLICÊMICA
Código: GTT
Sinonímia: GTT, teste de tolerância à glicose.
Amostra Biológica:
tubo sem aditivo ou plasma fluoretado
Curva classica: 0, 30, 60, 90 e 120
Tempos especificados pelo médico solicitante.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Após a coleta 4 horas entre 15 e 25 ºC e 6 horas entre 2 e 8 ºC .
Após centrifugação 8 horas entre 15 e 25 ºC e 12 horas entre 2 e 8 ºC .
Preparo do Cliente: Jejum de 08 a 12 horas. Após colheita basal o Cliente recebe 75 g de glicose
por via oral. Crianças recebem 1,75 g por kg de peso. Nos 3 dias que antecedem a prova, o cliente
deve fazer uma dieta rica em carboidratos e não ingerir bebidas alcoólicas na véspera do exame.
Será necessário colher sangue e urina e o cliente irá permanecer no laboratório em repouso.
Método: Dosagem de glicose por método enzimático, automatizado.
Materiais de coleta: tuco seco ou Tubo com anticoagulante Fluoreto de sódio
Interferentes: Corticosteróides, estados hipercatabólicos e stress.
Valores de referência: Jejum: 70 a 110 mg/dl.
Interpretação e Comentários: Este teste é útil para o diagnóstico de distúrbios do metabolismo
dos carboidratos, principalmente no Diabetes Mellitus.
Exames relacionados: Glicemia, hemoglobina glicosilada, proteína glicosilada, frutosamina,
insulina.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 46
NOME DO EXAME: DESIDROGENASE LÁCTICA
Código: DHL
Sinonímia: Lactato dehidrogenase, DHL, LDH.
Amostra Biológica: Soro, separar até 1 hora após a coleta.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Estável 4 dias ente 15 a 25 ºC . Não refrigerar ou congelar pois
ocorre degradação da atividade enzimática
Preparo do Cliente: Jejum mínimo de 4 horas.
Método: Cinético automatizado.
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Valores de normais: 200 a 480 UI
Interferentes: Hemólise aumenta a atividade, refrigeração ou congelamento diminuem a atividade.'
Interpretação e Comentários: Valores elevados são encontrados em neoplasias, doenças cardiorespiratórias com hipoxemia, anemias hemolíticas e megaloblásticas, mononucleose infecciosa e
miopatias. No infarto do miocárdio os aumentos são notados cerca de 12 horas após, e
usualmente se normalizam após a TGO. Aumentos são observados também no infarto pulmonar,
hepatite, alcoolismo, infarto renal, pancreatite aguda, destruição excessiva de células, fraturas,
obstrução intestinal.
Exames relacionados: TGO, TGP, CK, isoenzimas da DHL.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 47
NOME DO EXAME: ELETROFORESE DE HEMOGLOBINA
Código: ELEHB
Sinonímia: Estudo das hemoglobinas, pesquisa de hemoglobinopatias.
Amostra Biológica: Sangue total com EDTA
Volume mínimo: 2,0 ml.
Estabilidade e conservação: 15 dias entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Eletroforese em acetato de celulose com determinação densitométrica.
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante EDTA
Interferentes: Transfusão sangüínea rescente
Valores de referência:
Hemoglobina A
Hemoglobina A2
Hemoglobina fetal
Hemoglobina S
Hemoglobina A2/C
Hemoglobina H
Valores de Referência
96,0 a 98,0%
2,0 a 3,7%
Até 2,0%
Ausente
Ausente
Ausente
Interpretação e Comentários: Exame útil no diagnóstico diferencial das hemoglobinopatias.
Exames relacionados: Hemograma, contagem de reticulócitos, prova de falcização, prova da
resistência globular osmótica e prova da resistência a NaCl a 0,36%.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 48
NOME DO EXAME: ELETROFORESE DE PROTEÍNAS
Código: ELETR
Sinonímia: Proteinograma eletroforético.
Amostra Biológica: Soro
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: 3 dias entre 2 e 8 ºC e 7 dias a 10 ºC negativos
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas. Coleta deve ser realizada preferencialmente no período da
manhã.
Método: Proteínas totais
Biureto
Fracionamento eletroforético em acetato de celulose com leituras densitométrica
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Valores de referência:
Proteína Total
Albumina
Alfa-1 globulina
Alfa -2globulina
Beta globulina
Gama globulina
Relação albumina/globulina
6,58 - 8,00 g/dl
4,39 - 5,33 g/dl
0,16 - 0,34 g/dl
0,49 - 0,85 g/dl
0,49 - 0,85 g/dl
0,64 - 1,30g/dl
1,37 - 3,14
Interpretação e Comentários: Exame é útil na caracterização de disproteinemia, das quais as
mais comuns são:
• Hipoalbuminemia encontrada em síndrome nefrótica, cirrose hepática, desnutrição, enteropatia
com perda protéica, processos inflamatórios crônicos.
• Hipogamaglobulinemia primária ou secundária
• Mieloma múltiplo ou doença de cadeias leves
• Hipergamaglobulinemia policlonal encontrada na cirrose hepática, infecções subagudas e
crônicas, doenças auto-imunes e algumas doenças linfoproliferativas.
• Hipergamaglobulinemia monoclonal encontrado no mieloma múltiplo, macroglobulinemia de
Waldenstrom e outras doenças linfoproliferativas malignas.
Exames relacionados: Proteinúria, proteinúria de Bence Jones, provas funcionais hepáticas,
mielograma.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 49
NOME DO EXAME: ERITROGRAMA
Código: ERITR
Sinonímia: Série vermelha.
Amostra Biológica: Sangue Total com EDTA.
Volume mínimo: 3,0 ml
Estabilidade e conservação: 4 horas temperatura ambiente e 24 horas entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 2 horas
Método: Automatizado STKS ou T890 e estudo morfológico em esfregaços corados com corantes
panóticos.
Materiais de Coleta: Tubo com anticoagulante EDTA.
Interferentes: Hemólise, Crioaglutininas, lipemia, microcoágulos.
Valores de referência: Vide Tabela anexa
Interpretação e Comentários: O exame é particularmente útil no diagnóstico diferencial e
seguimento das anemias e poliglobulias.
Exames relacionados: Hemograma, hematócrito, hemoglobina, reticulócitos, hematimetria.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 50
NOME DO EXAME: ESPERMOCULTURA
Código: ECULT
Sinonímia: Cultura de esperma
Amostra Biológica: esperma
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: A realização do exame deve começar logo após a coleta, ou no
máximo 02 horas após.
Preparo do Cliente: O Cliente deverá ter de 2 a 5 dias de abstinência sexual, não sendo
aconselhável período de menos de 2 dias ou mais de 7 dias.
Assepsia na glande.
Método: semear em meios de crescimento e isolamento.
Materiais de coleta: Frasco plástico de boca larga e estéril.
Valores de referência: negativa
Interferentes: uso de antibióticos.
Interpretação e Comentários: Na gonorréia crônica, o fato de não se conseguir demonstrar a
presença do gonococo não pode ser considerado como indício certo de que esta bactéria esteja
fora de causa. Cumpre lembrar o importante papel desempenhado pela Chlamydia trachomatis nas
uretrites não gonocócicas no homem.
Os patógenos mais freqüentemente isolados deste material são:
Neisseria gonorrhoeae
Staphylococcus aureus
Streptococcus (diversos)
Escherichia coli
Outras enterobactérias em geral
A quantificação destas bactérias permite diferenciar infecção de contaminação uretral.
Obs: Staphylococcus sp coagulase negativos são apenas relatados e realizar antibiograma apenas
quando o médico solicitar (manter a cepa conservada no laboratório para o caso).
Exames relacionados: antibiograma, espermograma.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 51
NOME DO EXAME: ESPERMOGRAMA
Código: ESPER
Sinonímia: Estudo do líquido seminal, estudo do esperma, estudo do líquido espermático.
Amostra Biológica: Todo o volume de uma ejaculação.
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: A realização do exame deve começar logo após a coleta, ou no
máximo 02 horas após.
Preparo do Cliente: O Cliente deverá ter de 2 a 5 dias de abstinência sexual, não sendo
aconselhável período de menos de 2 dias ou mais de 7 dias.
Método: Estudo físico do esperma. Estudo morfológico a fresco e após coloração. Estudo da
vitalidade dos espermatozóides. Dosagem de frutose
Materiais de coleta: Frasco de vidro com boca larga, pré-aquecido.
Interferentes: Não deve ser colhido em preservativos. Cimetidina, citotóxicos, estrógenos,
metiltestosterona podem reduzir o número de espermatozóides.
Valores de referência:
Volume do Esperma: de 2,0 ml a 5,0 ml
Cor: Branco/Opaco para espermograma fertilidade; Branco/Opalescente para espermograma
vasectomia.
Viscosidade: Normal
Coagulação: Presente
Liquefação: no máximo 30 minutos
Concentração de espermatozóides: superior a 20 milhões/ml
Vitalidade: acima de 70% de espermatozóides vivos
Motilidade: Rápidos: 25%
Rápidos/Lentos: 50%
Morfologia: Superior a 30% de formas ovais (férteis)
Leucócitos e Hemácias: Inferior a 1000 / mm3
Interpretação e Comentários: O exame é utilizado para estudo da fertilidade e controle de
vasectomia. O número de espermatozóides diminui progressivamente após a cirurgia e em cerca
de 30 dias, dependendo dos hábitos sexuais do Cliente, os espermatozóides poderão estar
ausentes, ou em número muito reduzido. Disgenesias gonadais, orquite, atrofia testicular (como
após a caxumba) e algumas drogas podem causar oligo ou azoospermia.
Exames relacionados: Não Aplicável
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 52
NOME DO EXAME: EXAME Á FRESCO
Código: FRESC, FUNGO
Sinonímia: Exame a fresco ou exame a fresco para fungo.
Amostra Biológica: Dependente da soliciatação médica.
Volume mínimo: Não aplicável.
Estabilidade e conservação: o exame deve ser realizado logo ápós a coleta.
Preparo do Cliente: Não aplicável
Método: Exame microscópico direto, à fresco.
Material de Coleta: lâminas, lamínulas e solução salina fisiológica.
Interferentes: pomadas ou cremes tópicos.
Valores de referência: dependente do exame solicitado pelo médico
Interpretação e Comentários: Exame útil nos quadros diarréicos para pesquisa de sangue,
leucócitos, muco e protozoários nas fezes.
A presença de grande quantidade de piócitos asssociada ou não à presença de eritrócitos, sugere
infecção bacteriana ou retocolite ulcerativa. Ocasionalmente, ao se fazer esta pesquisa, pode ser
encontrada também formas vegetativas de protozoários e elementos leveduriformes.
Exames relacionados: bacterioscópico.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 53
NOME DO EXAME: FALCIZAÇÃO DE HEMÁCIAS
Código: FALCI
Sinonímia: Pesquisa de hemácias falciformes
Amostra Biológica: sangue total com EDTA
Volume mínimo: 3,0 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos
Preparo do Cliente: Não aplicável.
Método: Incubação de hemácias com metabissulfito de sódio a 2%.
Materiais de coleta: Tubo com EDTA
Interferentes: Hemólise
Valores de referência: Negativo
Interpretação e Comentários: Este é um excelente exame para diagnóstico de anemia falciforme.
A anemia falciforme representa a froma mais grave das doenças falciformes. Seu diagnóstico
precoce e adequada terapia são fudamentais na redução da sua morbidade e mortalidade.
Exames relacionados: hemograma e eltroforese de hemoglobinas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 54
NOME DO EXAME: FATOR REUMATÓIDE
Código: LATEX
Sinonímia: Látex
Amostra Biológica: Soro
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos
Preparo do Cliente: Jejum mínimo de 4 horas.
Método: Reação de aglutinação em látex.
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise e lipemia
Valores de referência: Negativo
Interpretação e Comentários: O fator reumatóide é um auto-anticorpo, em geral da classe IgM,
podendo também ser IgG ou IgA. A sua pesquisa e dosagem são úteis para o diagnóstico da artrite
reumatóide.
Exames relacionados: Waller Rose, PCR.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 55
NOME DO EXAME: FERRO SÉRICO
Código: FE
Sinonímia: Ferro, Iron.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 4 dias entre 15 e 25 ºC e 6 dias entre 2 e 8 ºC.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas. Preferencialmente realizar a coleta pela manhã.
Método: Colorimétrico Ascorbato / Ferrozine
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador.
Interferentes: Hemólise e lipêmia
Valores de referência: 50 a 150 ug/dl
Interpretação e Comentários: O teste é útil na avaliação das anemias hipocrômicas microcíticas.
Para uma melhor avaliação do metabolismo de ferro há a necessidade de realizar sua dosagem
concomitantemente com a tranferrina e a ferritina.
Exames relacionados: Hemograma, ferritina, Transferrina.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 56
NOME DO EXAME: FOSFATASE ÁCIDA PROSTÁTICA
Código: FACPO
Sinonímia: PAP
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: Acificar 1 ml do soro com 0,01 ml de ácido acético 20% (V/V). A
amostra acidificada é estável 2 dias entre 2 e 8 ºC e 1 semana a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Bessey-Lowry modificado
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise
Valores de referência: 0,17 a 2,5 UI/l
Interpretação e Comentários: A utilidade principal do teste é no diagnóstico e seguimento de
neoplasias prostáticas.
Exames relacionados: PSA total e livre.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 57
NOME DO EXAME: FOSFATASE ÁCIDA TOTAL
Código: FAC
Sinonímia: EC 3.1.3.2
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: Acidificar 1 ml do soro com 0,01 ml de ácido acético 20% (V/V). A
amostra acidificada é estável 2 dias entre 2 e 8 ºC e 1 semana a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Bessey-Lowry modificado
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise
Valores de referência: 0,17 a 6,5 UI/l Homens
0,17 a 5,5 UI/l Mulheres
Interpretação e Comentários: A utilidade principal do teste é no diagnóstico e seguimento de
neoplasias prostáticas.
Exames relacionados: PSA total e livre.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 58
NOME DO EXAME: FOSFATASE ALCALINA
Código: FAL
Sinonímia: FAL
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 mI.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Bowes e McComb modificado
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Drogas hepatotóxicas causam aumento, por ação in vivo. Anticoagulantes como
fluoreto, oxalato e EDTA interferem in vitro reduzindo a atividade da enzima.
Valores de referência: Adulto
Crianças até 12 anos
-
27 a 100 UI/L
27 a 215 UI/L
Interpretação e Comentários: A determinação da fosfatase alcalina é útil na avaliação e
acompanhamento de hepatopatias, processos colestáticos em geral e no diagnóstico e seguimento
de processos ósseos que resultam em aumento da sua atividade. Na verdade não se trata de uma
enzima única, mas de uma família de iso-enzimas de origens variadas, porem sua origem é
principalmente hepática e óssea.
Exames relacionados: Bilirrubinas, TGO, TGP, gama-GT, cálcio, isoenzimas da fosfatase alcalina.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 59
NOME DO EXAME: FÓSFORO
Código: P
Sinonímia: P, fosfatemia, fosfato, Fósforo inorgânico sérico.
Amostra Biológica: Soro, separar até 1 hora após a coleta.
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: A amostra é estável 2 dias entre 15 e 25 ºC , 7 dias entre 2 e 8 ºC e
6 meses a 10 ºC negativos
Preparo do Cliente: Jejum de 6 horas, lactantes antes da próxima mamada.
Método: Colorimétrico
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise.
Valores de referência: Adulto
Criança
-
2,5 a 4,8 mg/dl
3,0 a 7,0 mg/dl
Interpretação e Comentários: O teste é útil no diagnóstico das hiperfosfatemias, mielona múltiplo,
metástases ósseas, insuficiência renal crônica, hipoparatiroidismo, cetoacidose diabética;
hipofosfatemias: hiperparatiroidismo, síndrome de Fanconi, alcoolismo agudo, síndrome de máabsorção, deficiência de vitamina D e acidose tubular renal.
Exames relacionados: Cálcio, fosfatase alcalina e ácida, calciúria, fosfatúria, hPTH, vitamina D.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 60
NOME DO EXAME: FÓSFORO NA URINA DE 24 HORAS
Código: PU
Sinonímia: Fosfatúria.
Amostra Biológica: Urina de 24 horas
Volume mínimo: 5,0 ml.
Estabilidade e conservação: Urina colhida com conservador ácido (HCl a 50%, 20 ml por litro de
urina). Amostra estável 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Colher a urina seguindo as orientações abaixo:
•
•
•
•
•
Desprezar a primeira urina da manhã e marcar o horário.
Colher todas as urinas por um período de 24 horas.
Encerrar a coleta no dia seguinte exatamente no mesmo horário do dia anterior.
Durante o período da coleta, os frascos devem ser mantidos a temperatura ambiente.
Atenção, manipular os frascos contendo ácido com muito cuidado, guardar longe do alcance
de crianças. Em caso de acidente, lavar o local com água abundante.
Método: Colorimétrico
Materiais de coleta: Garrafas com capacidade entre 500 e 1000 ml contendo 10 ml de HCl a 50%.
Interferentes: Não Aplicável
Valores de referência: 340 a 1000 mg/dl
Interpretação e Comentários: O teste é útil na avaliação do equilibrio cálcio/fósforo do organismo.
Excreção aumentada de fósforo ocorre em: hiperparatiroidismo, acidose tubular renal, uso de
diuréticos e na síndrome de Fanconi. Excreção diminuída é encontrada no hipoparatiroidismo e
pseudo hipoparatiroidismo.
Exames relacionados: Cálcio e fósforo séricos, Cálcio na urina de 24 horas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 61
NOME DO EXAME: FRAGILIDADE OSMÓTICA
Código: OSMOT, OSMO
Sinonímia: Prova de fragilidade osmótica, resistência osmótica das hemácias, curva de hernólise.
Amostra Biológica: Sangue total com anticoagulante heparina.
Volume mínimo: 2,0 ml
Estabilidade e conservação: 12 horas entre 2 e 8 ºC .
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Creed
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante heparina, colher amostra de cliente normal para
usar como controle.
Interferentes: Não aplicável
Valores de referência:
Concentração de
NaCl
020
0,25
0,30
0,35
0,40
0,45
0,50
0,55
0,60
0,65
0,70
0,75
Valores de Referência
100%
100%
100%
94 a 100%
88 a 100%
47 a 88%
10 a 48%
0 a 11%
0%
0%
0%
0%
Interpretação e Comentários: A prova de resistência globular avalia a capacidade dos glóbulos
vermelhos em incorporar água em seu interior sem que ocorra lise da célula. Esta resistência está
relacionada à superfície/volume do glóbulo vermelho.
Exames relacionados: Hemograma, Eletroforese de Hemoglobina.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 62
NOME DO EXAME: GAMA GT
Código: GAMGT
Sinonímia: GGT, Gama glutamil transferase.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Cinético
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise e lipemia
Valores de referência: Homens: 12,5 a 54 UI/l
Mulheres: 8,0 a 34 UI/l
Interpretação e Comentários: A determinação da atividade da gama GT é útil na avaliação de
hepatopatias agudas e crônicas, estando elevada nos casos de colestase intra ou extra-hepática.
Os níveis de gama GT também se encontram elevados na doença hepática alcoólica aguda ou
crônica, nas neoplasias primárias ou metastáticas.
Exames relacionados: TGP, GGT, Bilirrubinas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 63
NOME DO EXAME: GASOMETRIA ARTERIAL
Código: GASOA
Sinonímia: pesquisa de gases sanguíneos
Amostra Biológica: sangue heparinizado.
Volume mínimo: 1,0 ml
Estabilidade e conservação: exame realizado logo após a coleta
Preparo do Cliente: não aplicável
Método: gasometria.
Materiais de coleta: seringa heaprinizada
Interferentes: pré-analíticos, duirante a coleta. Formação de bolhas de ar, ausência de
homogeinização, coágulos e excesso de heparina.
Valoresde referência:
GASOMETRIA ARTERIAL
pH
7,36 a 7,44
pCO2
36 a 44 mmHg
pO2
65 a 100 mmHg
HCO3- atual
21 a 25 mEq/l
CO2 Total
23 a 27 mEq/l
BE in vitro
-3.0 a 3.0mEq/l
Saturação O2
95 a 98%
Interpretação e Comentários: A gasometria consiste na leitura do pH e das pressões parciais de
O2 e CO2 em uma amostra de sangue. A leitura é obtida pela comparação desses parâmetros na
amostra com os padrões internos do gasômetro. Essa amostra pode ser de sangue arterial ou
venoso, porém é importante saber qual a natureza da amostra para uma interpretação correta dos
resultados. Obviamente, quando se está interessado em uma avaliação da performance pulmonar,
deve ser sempre obtido sangue arterial, pois esta amostra informará a respeito da hematose e
permitirá o cálculo do conteúdo de oxigênio que está sendo oferecido aos tecidos. No entanto, se o
objetivo for avaliar apenas a parte metabólica, isso pode ser feito através de uma gasometria
venosa.
Exames relacionados: gasometria venosa.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 64
NOME DO EXAME: GASOMETRIA VENOSA
Código: GASOV
Sinonímia: pesquisa de gases sanguíneos.
Amostra Biológica: sangue heparinizado.
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: exame realizado logo após a coleta
Preparo do Cliente: não aplicável
Método: gasometria.
Materiais de coleta: seringa heparinizada
Interferentes: pré-analíticos, duirante a coleta. Formação de bolhas de ar, ausência de
homogeinização, coágulos e excesso de heparina.
Valoresde referência:
GASOMETRIA VENOSA
pH
7,31 a 7,41
pCO2
30 a 50 mmHg
pO2
42 a 55 mmHg
HCO3- atual
24 a 28 mEq/l
CO2 Total
25 a 29 mEq/l
BE in vitro
-2,4 a 2,3 mEq/l
Saturação O2
60 a 85%
Interpretação e Comentários: A gasometria consiste na leitura do pH e das pressões parciais de
O2 e CO2 em uma amostra de sangue. A leitura é obtida pela comparação desses parâmetros na
amostra com os padrões internos do gasômetro. Essa amostra pode ser de sangue arterial ou
venoso, porém é importante saber qual a natureza da amostra para uma interpretação correta dos
resultados. Obviamente, quando se está interessado em uma avaliação do desempenho pulmonar,
deve ser sempre obtido sangue arterial, pois esta amostra informará a respeito da hematose e
permitirá o cálculo do conteúdo de oxigênio que está sendo oferecido aos tecidos. No entanto, se o
objetivo for avaliar apenas a parte metabólica, isso pode ser feito através de uma gasometria
venosa.
Exames relacionados: gasometria arterial.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 65
NOME DO EXAME: GLICEMIA
Código: GLICE
Sinonímia: Glicose sérica.
Amostra Biológica: soro ou plasma com anticoagulante fluoreto de sódio.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Após a coleta 4 horas entre 15 e 25 ºC e 6 horas entre 2 e 8 ºC .
Após centrifugação 8 horas entre 15 e 25 ºC e 12 horas entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 8 a 12 horas para adulto, 6 horas para crianças de 1 a 5 anos e 3
horas para cianças abaixo de 1 ano
Método: Enzimático, automatizado.
Materiais de coleta: tubo seco, ou tubo com anticoagulante fluoreto de sódio, ou com gel
separador.
Interferentes: Não aplicável
Valoresde referência: de 70 a 110 mg/dl
Interpretação e Comentários: O teste é útil no diagnóstico das hiper e hipoglicemias. Para o
diagnóstico de Diabetes Mellitus é necessário valor igual ou superior a 125 mg/dL na amostra
colhida em jejum. Em gestantes valores superiores a 105 mg/dL já são supeitos e merecem
investigação. O diagnóstico de hipoglicemia se estabelece com valores abaixo de 50 mg/dL e 40
mg/dL no recém-nascido.
Exames relacionados: Curva glicêrnica, curva insulinêmica, glicosúria.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 66
NOME DO EXAME: GLICEMIA O´ SULLIVAN
Código: GLI50
Sinonímia: glicemia O´ Sullivan, sobrecarga oral de glicose.
Amostra Biológica: soro ou plasma com anticoagulante fluoreto de sódio.
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: Após a coleta 4 horas entre 15 e 25 ºC e 6 horas entre 2 e 8 ºC .
Após centrifugação 8 horas entre 15 e 25 ºC e 12 horas entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: jejum de 8 horas
Método: enzimático
Materiais de coleta: tubo seco, ou tubo com gel separador, ou tubo com anticoagulante
fluoretado.
Interferentes: desjejum
Valores de referência: Até 140mg/dl
Interpretação e Comentários: E utilizado em pacientes com possibilidades de desenvolver
diabetes Mellitus. Em geral apos 1 hora de uma sobrecarga oral a glicemia deve estar proximo aos
valores de jejum. Valores abaixo de 140 mg/dl são considerados normais.
Exames relacionados: glicemia, hemoglobina glicada.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 67
NOME DO EXAME: GLICOSE PÓS PRANDIAL
Código: GLICO
Sinonímia: Glicose 2 horas apos almoco
Amostra Biológica: soro ou plasma com anticoagulante fluoreto de sódio.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Após a coleta 4 horas entre 15 e 25 ºC e 6 horas entre 2 e 8 ºC .
Após centrifugação 8 horas entre 15 e 25 ºC e 12 horas entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Colher 2 horas apos ínicio da refeição ou conforme solicitação médica.
Método: Enzimático, automatizado.
Materiais de coleta: tubo seco, ou tubo com anticoagulante fluoreto de Sódio, ou com gel
separador.
Interferentes: Não aplicável
Valores de referência: Até 140 mg/dl
Interpretação e Comentários: E utilizado em pacientes com possibilidades de desenvolver
Dabetes Mellitus. Ou para avaliação do tratamento de pacientes já sabidamente diabéticos.
Exames relacionados: Glicose Jejum, hemoglobina glicada.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 68
NOME DO EXAME: GLICEMIA APÓS SOBRECARGA
Código: GLI75, GLI1H
Sinonímia: glicemia após 2 horas, sobrecarga oral de glicose.
Amostra Biológica: soro ou plasma com anticoagulante fluoreto se sódio.
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: Após a coleta 4 horas entre 15 e 25 ºC e 6 horas entre 2 e 8 ºC .
Após centrifugação 8 horas entre 15 e 25 ºC e 12 horas entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: jejum de 8 horas
Método: enzimático
Materiais de coleta: em tubo seco, ou com gel separador, ou tubo com anticoagulante fluoreto de
sódio.
Interferentes: desjejum
Valores de referência: de 75 a 120 mg/dl
Interpretação e Comentários: E utilizado em pacientes com possibilidades de desenvolver
diabetes Mellitus. Em geral apos 2 horas de uma sobrecarga oral a glicemia deve estar proximo
aos valores de jejum.
Exames relacionados: glicemia, hemoglobina glicada.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 69
NOME DO EXAME: GLICOSÚRIA
Código: GLIC
Sinonímia: Glicose urinária.
Amostra Biológica: urina ao acaso, Urina de 24 horas, Urina colhida em 4 períodos de 6 horas ou
em tempos solicitados pelo médico assistente.
Volume mínimo: 5 ml
Estabilidade e conservação: Amostra estável 2 dias entre 2 e 8 ºC. Manter a urina refrigerada
durante a coleta.
Preparo do Cliente: Deve seguir sua dieta e medicação habitual.
Método: Enzimático, automatizado.
Materiais de Coleta: Frasco plástico ou vidro para coleta de urina ao acaso. Garrafas com
capacidade entre 500 e 1000 ml para coletas de urina de 24 horas
Interferentes: A presença dos seguintes componentes pode provocar resultados falsamente
elevados: ácido aminossalicílico, carbarnazepina, diuréticos (tiazídicos, furosemide) e carbonato de
lítio.
Valores de referência: Negativo.
Interpretação e Comentários: A coleta de glicosúria é útil no acompanhamento de pacientes
diabéticos tratados com insulina. Glicemias superiores a 180 mg/dl geralmente já provocam
glicosúria, porém em Clientes diabéticos o limiar renal pode variar de 50 a 400 mg/dl. Crianças com
menos de um ano e gestantes podem apresentar glicosúria por diminuição do limiar renal.
Exames relacionados: Glicemia, curva glicêmica, proteína ou hemoglobina glicosilada.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 70
NOME DO EXAME: GLICOSÚRIA FRACIONADA
Código: GLICF
Sinonímia: não aplicável
Amostra Biológica: urina de 24 horas, colhida em 4 tempos, das 6:00 as 12:00, das 12:00 as
18:00, das 18:00 as 24:00 e das 24:00 as 6:00.
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: conservação de 4 a 8ºC 12 horas
Preparo do Cliente: Não aplicável
Método: enzimático
Materiais de coleta: 4 embalagens plásticas de até 2 litros
Interferentes: A presença dos seguintes pode provocar resultados falsamente elevados: ácido
aminossalicílico, carbarnazepina, diuréticos (tiazídicos, furosemide) e carbonato de lítio.
Valores de referência: Negativo em todos os tempos colhidos.
Interpretação e Comentários: A coleta fracionada de glicosúria é útil no acompanhamento de
pacientes diabéticos tratados com insulina. Glicemias superiores a 180 mg/dl geralmente já
provocam glicosúria, porém em Clientes diabéticos o limiar renal pode variar de 50 a 400 mg/dl.
Crianças com menos de um ano e gestantes podem apresentar glicosúria por diminuição do limiar
renal.
Exames relacionados: glicosúria de 24 horas, glicemia.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 71
NOME DO EXAME: GLOBULINAS
Código: GLOBU
Sinonímia: não aplicável
Amostra Biológica: soro
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Após a coleta 4 horas entre 15 e 25 ºC e 6 horas entre 2 e 8 ºC .
Após centrifugação 8 horas entre 15 e 25 ºC e 12 horas entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 8 a 12 horas para adulto, 6 horas para crianças de 1 a 5 anos e 3
horas para cianças abaixo de 1 ano
Método: vide proteínas e albumina
Materiais de coleta: Tubo seco ou com gel separador
Interferentes: Não aplicável
Valoresde referência: 1,0 a 3,0 g/l
Interpretação e Comentários: As globulinas podem estar elevadas ás custas de suas frações
alfa-1, alfa-2, beta ou gama globulina, oque pode ser identificado pela eletroforese de proteínas.
Exames relacionados: albumina, proteínas totais e frações, albumina e eltroforese de proteínas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 72
NOME DO EXAME: HbsAg Antígeno de Superfície do vírus da Hepatite B
Código: HBSAG, AU.
Sinonímia: Anti-Au, antiantígeno de superfície do vírus da hepatite B, Antígeno Austrália
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Amostra estável 2 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum mínimo de 4 horas.
Método: Imunocromatográfico
Materiais de Coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise Intensa
Valores de referência: Soro Não Reagente
Interpretação e Comentários: O anticorpo anti-HBs é útil no acompanhamento das hepatites
agudas pelo vírus B, torna-se positivo em 90% dos Clientes que entraram em contato com o vírus.
0 anti-HBs surge cerca de 2 semanas após o desaparecimento do HBsAg e permanece positivo
para o resto da vida, conferindo imunidade à doença.
Exames relacionados: Anti-HBs, anti-HBc (IgM e IgG), HBeAg, anti-HBeAg, TGO, TGP e
bilirrubinas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 73
NOME DO EXAME: HEMATÓCRITO
Código: HT
Sinonímia: Htc, Ht.
Amostra Biológica: Sangue total com EDTA.
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: 4 horas temperatura ambiente e 24 horas entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas apos as principais refeicoes. Jejum nao necessario apos
dieta leve.
Método: Automatizado STKS ou T890
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante EDTA.
Interferentes: Hemólise, Crioaglutininas, lipemia, microcoágulos.
Valores de referência: Vide Tabela anexa
Interpretação e Comentários: Hematócrito elevado pode ser encontrado nas policitemias, após
exercício intenso, em altitude elevada e nas hemoconcentrações. Hematócrito baixo está presente
nas anemias e hemorragias.
Exames relacionados: Série vermelha, hemograma.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 74
NOME DO EXAME: HEMOCULTURA
Código: HEMOC
Sinonímia: Cultura de sangue.
Amostra Biológica: Sangue total.
Estabilidade e conservação: Após a punção venosa ou raramente arterial, colocar o material
assepticamente no meio de cultura adequado.
Preparo do Cliente: O paciente nao devera estar no pico febril ou conforme orientacao medica.
Método: Cultura em meio líquido aeróbio e anaeróbio.
Materiais de coleta: Meio de cultura líquido para hemocultura
Interferentes: Uso de antibióticos, contaminação da amostra.
Valores de referência: Negativa.
Interpretação e Comentários: Exame útil no diagnóstico das infecções nas quais ocorrem
bacteremias, como por exemplo, nas endocardites bacteremias originadas de focos urinários,
respiratórios ou de feridas cirúrgicas, na presença de cateteres infectados, na febre tifóide,
leptospirose e brucelose, entre outras. Dependendo do caso, recomenda-se um mínimo de 2
amostras; o intervalo entre as amostras varia de acordo com a suspeita clínica, gravidade, e
necessidade de antibioticoterapia imediata, podendo então variar de 15 minutos entre cada
amostra, até várias horas ou dias, ou a critério médico.
Exames relacionados: Antibiograma, hemograma, poder bactericida do soro.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 75
NOME DO EXAME: HEMOGLOBINA
Código: HB
Amostra Biológica: Sangue total com EDTA.
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: 4 horas temperatura ambiente e 24 horas entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas apos as principais refeicoes. Jejum nao necessario apos
dieta leve.
Método: Automatizado STKS ou T890
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante EDTA.
Interferentes: Hemólise, Crioaglutininas, lipernia, microcoagulos.
Valores de referência: Vide Tabela anexa
Interpretação e Comentários: Exame útil na avaliação da série vermelha. Hemoglobina
anormalmente aumentada pode estar presente em policitemias, após exercício intenso, em
altitudes elevadas e nas hemoconcentrações. Hemoglobina diminuída corresponde a quadros de
anemias.
Exames relacionados: Hemograma, série vermelha, hematócrito.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 76
NOME DO EXAME: HEMOGLOBINA FETAL
Código: HBF
Sinonímia: Hb fetal, HbF, hemoglobina alcali-resistente.
Amostra Biológica: Sangue total com EDTA.
Volume mínimo: 1 ml
Estabilidade e conservação: Deve ser mantida sob refrigeração a 2-8º C, e sua estocagem não
deve ultrapassar 15 dias.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Dosagem por espectrofotometria após desnaturação alcalina pelo hidróxido de sódio.
Materiais de coleta: Tubo de ensaio contendo EDTA.
Interferentes: Transfusões sangüíneas, recém natos, crianças menores que 1 ano.
Valores de referência: ausente.
Interpretação Clínica: Valores aumentados de Hbfetal são encontrados em crianças até 6 meses
de vida, na talassemina minor, nas hemoglobinopatias homozigóticas e heterozigóticas, síndrome
meiloproliferativas.
Exames relacionados: Hemograma, eletroforese de Hb.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 77
NOME DO EXAME: HEMOGLOBINA GLICOSILADA
Código: HBGLI
Sinonímia: HbA1C, Glico-hemoglobina, HbA1 estável e Hemoglobina Glicada.
Amostra Biológica: Sangue total com EDTA.
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: 5 dias entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Imunoturbidimetria
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante EDTA.
Interferentes: Valores falsamente aumentados podem ser encontrados como uso de salicilatos,
penicilinas, em renais crônicos e portadores de níveis anormais de hemoglobina fetal. Nas outras
hemoglobinopatias como HbS, HbC, HbH os valores da HbA1 podem estar falsamente diminuídos.
Valores de referência: 5,3 a 8,0 %
Interpretação e Comentários: É útil como parâmetro de controle do cliente diabético, pois reflete
a média das glicemias durante os últimos 2 meses. Para o diagnóstico do Diabetes Mellitus é um
teste menos sensível que a curva glicêmica.
Exames relacionados: Glicemia, GTT, proteína glicosilada.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 78
NOME DO EXAME: HEMOGRAMA
Código: HEMO
Amostra Biológica: Sangue total com EDTA.
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: 4 horas temperatura ambiente e 24 horas entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas apos as principais refeicoes. Jejum nao necessario apos
dieta leve.
Método: Automatizado (STKS e/ou T890) e estudo morfológico em esfregaços corados com
corantes hematológicos.
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante EDTA.
Interferentes: Crioaglutininas, lipemia, metahemoglobinas, microcoágulos.
Valores de referência: Vide tabela anexa
Interpretação e Comentários: Exame útil na avaliação de anemias, leucemias, infecções
bacterianas, viróticas e inflamações.
Exames relacionados: Contagem de plaquetas, VHS, série branca, série vermelha, reticulócitos.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 79
NOME DO EXAME: HEPATOGRAMA
Código: HEPTG, PFH
Sinonímia: Provas de função hepática (Conjunto de exames composto de TGO, TGP, Fosfatase
Alcalina, Gama GT e Bilirrubinas totais e frações.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Não aplicável
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise.
Valores de referência: vide exames relacionados
Interpretação e Comentários: Estes exames são utilizados para
acompanhamento de hepatopatias, ou para avaliação das funções hepáticas.
o
diagnóstico
Exames relacionados: HbsAg, Anti HBS, HCV e outras sorologias para hepatite, Vit. K.
e
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 80
NOME DO NOME DO EXAME: HIV
Código: HIV1
Sinonímia: Sorologia para AIDS, Anticorpos anti HIV e HIV 1 e 2 .
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: Estabilidade e conservação: Amostra estável 7 dias entre 2 e 8 ºC e
6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: imunocromatografia
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Não aplicável
Valores de referência: Negativo (Ausência de anticorpos)
Interpretação e Comentários: Teste útil no diagnóstico da infecção pelo HIV (vírus da
imunodeficiência humana). Os resultados desta prova devem sempre ser analisados em conjunto
com outros dados clínicos e epidemiológicos. Em casos duvidosos, aconselha-se a realização de
testes confirmatórios.
Exames relacionados: Western Blot, Linfócitos CD4 e CD8.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 81
NOME DO EXAME: LDL-COLESTEROL
Código: LDL
Sinonímia: LDL
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 12 horas.
Método: Equação de Friedwald
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Intensa lipemia e hemólise
Valores referência: Abaixo de 150 mg/dl
Interpretação e Comentários: A determinação da fração colesterol LDL-colesterol é útil na
avaliação do risco de doença coronariana. A relação entre doença aterosclerótica coronariana e
níveis de LDL-colesterol é significativa e direta. Seus níveis também se encontram elevados na
síndrome nefrótica, hipotiroidismo e icterícia obstrutiva.
Exames relacionados: Lipidograma, colesterol, triglicérides.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 82
NOME DO EXAME: LEUCOGRAMA
Código: LEUCO
Amostra Biológica: Sangue total com EDTA.
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: 4 horas temperatura ambiente e 24 horas entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas apos as principais refeicoes. Jejum nao necessario apos
dieta leve.
Método: Automatizado (STKS e/ou T890) e estudo morfológico em esfregaços corados com
corantes hematologicos.
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante EDTA.
Interferentes: Microcoágulos.
Valores de referência: Vide tabela anexa
Interpretação e Comentários: Exame útil para esclarecimento de processos infecciosos,
inflamatórios, tóxicos e leucêmicos. Quadros bastante sugestivos são encontrados em
mononucleose infecciosa, escarlatina, coqueluche, infecções bacterianas e infestação por
helmintos.
Exames relacionados: Hemograma, eritrograma.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 83
NOME DO EXAME: LIPASE
Código: LIPAS
Sinonímia: Não aplicável
Amostra Biológica: soro.
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: 4 a 8 ºC por 7 dia.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: cálculos.
Materiais de coleta: tubo seco.
Interferentes: Anovulatórios e diuréticos podem aumentar os níveis da substância, in vivo.
Contaminações das amostras com saliva resultam em níveis elevados.
Valores de referência: 2,0 a 15 UI
Interpretação e Comentários: A Lipase é uma enzima produzida quase que exclusivamente pelo
pâncreas. Na presença de pancreatite, a Lipase é liberada em altas concentrações no sangue,
persistindo por muito mais tempo que a amilase, possibilitando a confirmação do diagnóstico tardio
da doença. Os valores de Lipase na pancreatite podem alcançar de 5 a 10 vezes o limite superior
de referência, enquanto que nas outras doenças os níveis de Lipase são sempre inferiores a 3
vezes os valores de referência.
A lipase aumenta na pancreatite aguda, pancreatite crônica (câncer da cabeça do pâncreas),
obstrução dos dutos pancreáticos por cálculos ou neoplasias.
Como a excreção da Lipase é feita através dos rins, na insuficiência renal de uma maneira geral,
os níveis de Lipase são altos. No infarto intestinal, na colangite aguda e na obstrução do intestino
delgada valores aumentados da Lipase também podem ser observados.
A Lipase pode ser diminuída fisiologicamente durante a gravidez, no Diabete sacarino, no curso da
tuberculose e de outras infecciosas.
Exames relacionados: amilase.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 84
NOME DO EXAME: LÍQUIDO ASCÍTICO
Código: LIQ5
Sinonímia: Líquido da cavidade abdominal, ascite, líqwuido peritoneal, líquido de paracentese
abdominal
Amostra Biológica: Líquido Ascítico – Amostra recente.
Volume mínimo: Depende das análises a serem realizadas. O volume mínimo para o exame
básico é 5 ml. Volumes menores podem ser utilizados realizando-se somente testes selecionados.
Estabilidade e conservação: Para análises bioquímicas, microbiológicas e citológicas, 2 horas
o
o
entre 15 a 25 C. Exames imunológicos 7 dias entre 2 a 8 C.
Preparo do Cliente: Não aplicável
Método: Vide Exames Realizados. Densidade, proteína total, DHL, citologia, glicose, amilase, pH e
Cultura.
Materiais de coleta: A coleta é realizada pelo médico assistente, e o laboratório fornece quando
necessário o frasco estéril.
Interferentes: Material contaminado com hemácias, devido a acidente de punção.
Valores de referência: Não aplicável
Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação dos derrames cavitários, sobretudo no diagnóstico
diferencial entre exudato e transudato com esse exame podemos diagnosticar cirrose hepatica,
síndrome Nefrótica, Infecções com tuberculose, Peritonite bacteriana, Pancreatite e Neoplasias .
Exames relacionados: LDH no soro.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 85
NOME DO EXAME: LÍQUIDOS CAVITÁRIOS
Código: LIQ6, LICOP, LIQ2
Sinonímia: Líquidos cavitários ou corporais
Amostra Biológica: referente ao líquidoa ser analisado requerido por solicitação médica.
Volume mínimo: 1,0 ml
Estabilidade e conservação: 4 a 8 ºC por 7 dia.
Preparo do Cliente: Não aplicável.
Método: Vide Exames Realizados. Densidade, proteína total, DHL, citologia, glicose, amilase, pH e
Cultura.
Materiais de coleta: referente a solicitação médica.
Interferentes: Vide Exames Realizados
Valores de referência: Não aplicável
Interpretação e Comentários: Vide Exames Realizados
Exames relacionados: análise de líquidos.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 86
NOME DO EXAME: LÍQUIDO PLEURAL
Código: LIQ3
Sinonímia: Líquido da Pleura, derrame pleural e derrames serosos.
Amostra Biológica: Líquido Pleural – Amostra recente
Volume mínimo: Depende das análises a serem realizadas. O volume mínimo para o exame
básico é 5 ml. Volumes menores podem ser utilizados realizando-se somente testes selecionados
Estabilidade e conservação: Para análises bioquímicas, microbiológicas e citológicas, 2 horas
o
o
entre 15 a 25 C. Exames imunológicos 7 dias entre 2 a 8 C
Preparo do Cliente: Não aplicável
Método: Vide exames relacionados. Densidade, proteína total, DHL, citologia, glicose, amilase, pH
e Cultura.
Materiais de coleta: A coleta é realizada pelo médico assistente, e o laboratório fornece quando
necessário o frasco estéril.
Interferentes: Material contaminado com hemácias devido a acidentes de punção.
Valores de referência: Não aplicável
Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação dos derrames cavitários, sobretudo no diagnóstico
diferencial entre exudato e transudato.
Valores alterados de todos os índices analisados indicam a presença de exudato – o que sugere a
presença de doença inflamatória ou Neoplásica.
Exames relacionados: LDH no soro.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 87
NOME DO EXAME: LÍQUIDO SINOVIAL
Código: LIQ4, SINOV
Sinonímia: Líquido das articulações.
Amostra Biológica: Líquido Sinovial – Amostra recente
Volume mínimo: Depende das análises a serem realizadas. O volume mínimo para o exame
básico é 5 ml. Volumes menores podem ser utilizados realizando-se somente testes selecionados
Estabilidade e conservação: Para análises bioquímicas, microbiológicas e citológicas, 2 horas
o
o
entre 15 a 25 C. Exames imunológicos 7 dias entre 2 a 8 C
Preparo do Cliente: Não aplicável
Método: Vide exames relacionados. Densidade, proteína total, DHL, citologia, glicose, amilase, pH
e Cultura.
Materiais de coleta: A coleta é realizada pelo médico assistente, e o laboratório fornece quando
necessário o frasco estéril.
Interferentes: Material contaminado com hemácias devido a acidentes de punção.
Valores de referência: Não aplicável.
Interpretação Clínica: Exame útil no esclarecimento diagnóstico envolvendo as articulações tais
como artrose, processos inflamatórios e infecciosos. É particularmente útil no diagnóstico de gota,
Pseudogota e Androcalcionose.
Exames relacionados: Proteínas Totais no soro e Glicose.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 88
NOME DO EXAME: LIQUOR
Código: LIQUO
Sinonímia: Líquido cefalorraquiano, LCR. Exame básico inclui análise física, bioquímica, citológica
e microbiológica.
Amostra Biológica: LCR, amostra recente.
Volume mínimo: Depende das análises a serem realizadas. O volume mínimo para o exame
básico é de 5 mL. Volumes menores podem ser utilizados realizando-se somente testes
selecionados.
Estabilidade e conservação: Para análises bioquímicas, microbiológicas e citológicas, 2 horas
entre 15 e 25 ºC . Exames imunológicos 7 dias entre 2 e 8 ºC .
Preparo do Cliente: Nao aplicável.
Método: Vide exames realizados Densidade, proteína total, DHL, citologia, glicose, cloretos,
amilase, pH e Cultura.
Materiais de coleta: A coleta é realizada pelo médico assistente, e o laboratório fornece quando
necessário o frasco estéril.
Interferentes: Material contaminado com hemacias devido a acidente de punção e coloração
devido a icterícia acentuada do paciente e medicamento.
Valores de referência: Vide tabela anexa
Interpretação e Comentários: Utilizado no diagnóstico de processos infecciosos principalmente
das meninges. O resultado de LCR deve sempre ser analisado em conjunto com outros dados
clínicos e laboratoriais.
Clientes submetidos à punção lombar deverão permanecer em repouso absoluto por 48 horas. Em
geral não há necessidade de cuidados especiais após outros tipos de punção.
Exames relacionados: Não aplicável
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 89
NOME DO EXAME: LITIO
Código: LITIO, LI
Sinonímia: Litemia.
Amostra Biológica: Soro
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: 5 dias entre 15 e 25 ºC e 2 semanas entre 2 e 8 ºC .
Preparo do Cliente: Jejum de 8 horas.
Método: fotometria de chama
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: hemólise.
Valores de referência: Níveis terapêuticos
Níveis tóxicos
-
0,60 a 1,20 mEq/L
acima de 1,5 mEq/L
Interpretação e Comentários: O teste é útil na monitorização da terapêutica com lítio. A
toxicidade do lítio ocorre quando os níveis sangüíneos se tornam superiores a 1,50mEq/L,
podendo ser severa com níveis superiores a 2 mEq/L.
Exames relacionados: Sódio, potássio, cálcio.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 90
NOME DO EXAME: MAGNÉSIO
Código: MG
Sinonímia: magnesemia.
Amostra Biológica: Soro
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: 5 dias entre 15 e 25 ºC e 2 semanas entre 2 e 8 ºC .
Preparo do Cliente: Jejum de 8 horas.
Método: colorimétrico
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Contaminação do material utilizado para a dosagem com traços de magnésio.
Valores de referência: de 1,6 a 2,4 mg/dl
Interpretação e Comentários: O teste é útil na avaliação dos distúrbios hidro-eletrolíticos. O
magnésio é cofator de várias enzimas intracelulares, estando presente em todos os tecidos.
Os níveis de magnésio sérico podem se manter normais mesmo quando há uma depleção do
magnésio corporal de até 20%. Sintomas de hipomagnesemia ocorrem com níveis em geral
inferiores a 1,2 mg/dl. Por outro lado, a hipermagnesemia produz efeitos adversos com níveis
superiores a 3,0 mg/dl.
Exames relacionados: Sódio, potássio, cálcio.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 91
NOME DO EXAME: MAGNÉSIO EM URINA DE 24 HORAS
Código: MGU
Sinonímia: Magnésio urinário.
Amostra Biológica: urina de 24 horas
Volume mínimo: 3,0 ml.
Estabilidade e conservação: 4 a 8ºC por 24 horas .
Preparo do Cliente: colher urina sem desprezar nenhuma alíquota por 24 horas.
Método: colorimétrico
Materiais de coleta: frasco plástico coletor de 2 litros
Interferentes: Contaminação do material utilizado para a dosagem com traços de magnésio.
Valores de referência: Urina: 48 a 152 mg/24h (variável com alimentação) mg/dL
Interpretação e Comentários: O teste é útil na avaliação dos distúrbios hidro-eletrolíticos. O
magnésio é cofator de várias enzimas intracelulares, estando presente em todos os tecidos.
Exames relacionados: Sódio, potássio, cálcio.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 92
NOME DO EXAME: MICOLOGICO DIRETO
Código: MICOL, MIC
Sinonímia: Pesquisa de fungos, pesquisa de leveduras, pesquisa de dermatófitos.
Amostra Biológica: Amostra biológica especificada pelo médico solicitante.
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Raspado de pele, unhas, cabelos e pelos, até 5 dias a temperatura
ambiente. Outros materiais não refrigerar e realizar a semeadura no mesmo dia.
Preparo do Cliente: Suspender medicação antifúngica tópica ou sistêmica, se possível, no mínimo
3 dias antes da colheita da amostra biológica.
Método: A amostra biológica geralmente é clarificada com Hidróxido de potássio a 30% antes da
observação ao microscópio. As secreções em geral são examinadas a fresco. Em alguns casos
colorações especiais são realizadas.
Materiais de coleta: Lâminas, lamínulas, placas de petri, swab, pinça, alicate de unha, alça de
platina e tubo estéril.
Interferentes: Medicamentos, principalmente os de uso tópico.
Valores de referência: Negativo.
Interpretação e Comentários: Prova útil no diagnóstico das infeccões causadas por fungos
dermatológicos ou sistêmicos.
Exames relacionados: Provas intradérmicas com antígenos fúngicos, cultura de fungos.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 93
NOME DO EXAME: MONONUCLEOSE
Código: MONOT
Sinonímia: Sorologia para mononucleose, Monoteste, Hoff e Bauer, sorologia para vírus Epistein
Barr
Amostra Biológica: Soro
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC e 3 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum 4 horas.
Método: Aglutinação.
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Presença de anticorpos IgM específicos para outras doenças infecciosas podem
produzir resultados falso positivo.
Valores de referência: Não Reagente
Interpretação e Comentários: Teste útil no diagnóstico da mononucleose infecciosa, na qual
ocorrem anticorpos heterófilos da classe IgM.
Exames relacionados: Série branca, sorologia para citomegalovírus e toxoplasmose.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 94
NOME DO EXAME: MUCOPROTEÍNAS
Código: MUCO
Sinonímia: Não aplicável
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Amostra estável 3 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 8 horas.
Método: colorimétrico
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: limemia e hemólise.
Valores de referência: 1,9 a 4,9 mg/dl
Interpretação e Comentários: A mucoproteína é uma proteína de fase aguda e encontra-se
elevada na vigência de processos infecciosos e/ou inflamatórios.
Está elevada em: traumas, queimaduras, infarto, e estados de proliferação celular exagerada.
Diminuída: na desnutrição e hepatopatias severas.
Exames relacionados: alfa 1 glicoproteína,VHS, PCR, látex, ASLO
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 95
NOME DO EXAME: PARASITOLÓGICO DE FEZES
Código: FEZ1, FEZ2, FEZ3
Sinonímia: Protoparasitológico, pesquisa de helmintos e protozoários nas fezes.
Amostra Biológica: Fezes.
Volume mínimo: 20 g de fezes
Preparo do Cliente: Seguir a orientação médica, e se possível não fazer uso dos seguintes
medicamentos: antibióticos, antiinflamatórios, antidiarréicos, antihelminticos, bário, bismuto,
magnésio, carbonato de cálcio, laxantes, antiácidos e contrastes radiológicos via oral, por pelo
menos 3 dias antes da coleta.
Procedimento da coleta: As fezes devem ser colhidas em recipientes de boca larga ou frascos
cuidadosamente limpos;
Evacuar sobre papel, jornal, plástico ou dentro de um recipiente grande;
Colher aproximadamente 30g de fezes de vários pontos da evacuação com uma espátula ou palito
de sorvete, e acondicionar no recipiente apropriado;
Evitar contaminação com urina, água ou outro elemento;
Enviar o mais rápido ao laboratório;
Em casos de constipação intestinal, aguardar a evacuação normal e nunca usar laxantes.
Método: Hoffman. O exame Direto será realizado se a amostra biológica apresentar-se liquefeita,
com muco ou sangue.
Interferentes: Urina, água (do vaso sanitário), medicamentos.
Valores de referência: Negativo para o material examinado.
Interpretação e Comentários: O exame é útil no diagnóstico das parasitoses intestinais e tem
como objetivo o encontro de trofozoitas ou cistos de protozoários e ovos ou larvas de helmintos.
Exames relacionados: Coprocultura, pesquisa de rotavírus, anal swab.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 96
NOME DO EXAME: PAUL BUNNEL
Código: BUNEL, PAULL
Sinonímia: Paul Bunnel-Davidsohn
Amostra Biológica: soro
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: Amostra estável 3 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos
Preparo do Cliente: jejum de 4 horas
Método: Aglutinação com diluições
Materiais de coleta: tubo sem aditivo.
Interferentes: lipemia e hemólise
Valores de referência: Soro não reagente
Interpretação e Comentários: Teste útil no diagnóstico da mononucleose infecciosa, na qual
ocorrem anticorpos heterófilos da classe IgM.
Exames relacionados: mononucleose
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 97
NOME DO EXAME: PESQUISA DE ÁCAROS
Código: MICOL
Sinonímia: Pesquisa de Sarcoptes scabiei
Amostra Biológica: Raspado de lesões de pele (vesículas, pápulas, sulcos e galeriais).
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Não aplicável
Preparo do Cliente: Não usar qualquer tipo de medicação tópica 24 horas antes da coleta.
Método: Microscópico direto para pesquisa de parasita.
Materiais de coleta: Lâminas
Interferentes: Medicação tópica.
Valores de referência: Negativo.
Interpretação Clínica: O teste é utilizado no auxilio de escabiose ou sarna. O achado do parasita
no material obtido das lesões de pele confirma a suspeita clínica.
Exames relacionados: Não aplicável
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 98
NOME DO EXAME: PESQUISA DE BAAR (BK)
Código: BK, BK2, BK3
Sinonímia: Pesquisa de Bacilo Álcool Acido Resistente, Pesquisa do Bacilo de Koch
Amostra Biológica: Muco nasal, linfa do lóbulo da orelha ou material de lesão cutanea.
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Não aplicável.
Preparo do Cliente: O exame é realizado a partir de diferentes materiais conforme solicitação
médica.
Método: Exame microscópico do material após coloração de Ziehl-Neelsen.
Materiais de coleta: Lâminas e Swabs.
Interferentes: Sangue misturado ao material dificulta a realização do exame.
Valores de referência: Negativo.
Interpretação Clínica: O teste é útil no diagnóstico da tuberculose e hanseníase. O
Mycobacterium leprae, um bacilo álcool ácido resistente é o agente etiológico da hanseníase.
Exames relacionados: Teste de Mantoux.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 99
NOME DO EXAME: PESQUISA DE CHLAMYDIA
Código: PCHLA
Sinonímia: Pesquisa de Chlamydia.
o
Amostra Biológica: Urina 1 jato, secreção uretral, secreção vaginal, secreção ocular e raspado
de uretra.
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Colher no laboratório.
o
Preparo do Cliente: Estar há pelo menos 2 horas sem urinar para coleta da urina de 1 jato.
Não estar menstruada.
Não estar usando medicação tópica para coleta de secreção ocular.
Método: Microscopia (coloração Leishman)
Materiais de coleta: Swab, lâminas.
Interferentes: Coleta inadequada, uso de antibióticos ou outra medicação tópica, amostra
paucicelular.
Valores de referência: Negativo
Interpretação Clínica: O teste é útil no diagnóstico das uretrites, cervicites e conjuntivites por
Chlamydia trachomatis.
Exames relacionados: Sorologia para Chlamydia, isolamento de Chlamydia, bacterioscópico,
cultura de secreção uretral e secreção ocular.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 100
NOME DO EXAME: PESQUISA DE EOSINÓFILOS
Código: EOSIN
Sinonímia: Pesquisa de eosinófilos.
Amostra Biológica: sangue colhido com EDTA
Volume mínimo: 3,0 ml
Estabilidade e conservação: 24 horas de 2º a 8º C
Preparo do Cliente: Não aplicável.
Método: Microscopia (coloração Leishman)
Materiais de coleta: tubo com anticoagulante EDTA
Interferentes: presença de coágulos.
Valores de referência: Negativo
Interpretação Clínica: O teste é útil no diagnóstico alergias, parasitismos e infecções qunado os
resultados estão aumentados.
Exames relacionados: Hemograma completo e rast..
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 101
NOME DO EXAME: PESQUISA DE LEUCÓCITOS NAS FEZES
Código: FLEUC, LEUFZ, LEUCF
Sinonímia: não aplicável
Amostra Biológica: Fezes
Volume mínimo: 5g
Estabilidade e conservação: as fezes devem ser recentes, se necessário conversação manter de
2 a 8º C por até 6 horas.
Preparo do Cliente: Não aplicável
Método: Exame direto
Materiais de coleta: lata parasitológica ou coletora universal.
Interferentes: má conservação do material, e o tempo elevado para a realização do exame.
Valores de referência: leucócitos: raros
Interpretação Clínica: exame útil nos quadros diarréicos para pesquisa de “pus” ou leucócitos. A
presença de grande quantidade de piócitos associada ou não à presença de eritrócitos, sugere
infecção bacteriana ou retocolite ulcerativa.
Exames relacionados: parasitológico.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 102
NOME DO EXAME: PESQUISA DE HEMATOZOÁRIOS
Código: ZOA
Sinonímia: Não aplicável
Amostra Biológica: Sangue Total com EDTA.
Volume mínimo: 3,0 ml
Estabilidade e conservação: 4 horas temperatura ambiente e 24 horas entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Coleta do sangue na ascensão do pico febril ou a critério do clínico.
Método: Pesquisa em gota espessa e em esfregaços corados
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante EDTA.
Interferentes: Não aplicável
Valores de referência: Negativo
Interpretação e Comentários: Exame útil no diagnóstico da malária, onde os parasitas podem ser
encontrados nos esfregações e com mais facilidade na gota espessa.
Exames relacionados: Hemograma
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 103
NOME DO EXAME: PESQUISA DE OXIURUS
Código: PESQO, SWAB
Sinonímia: ”swab anal”, pesquisa de Enterobius.
Amostra Biológica: Material obtido da pele da região perianal, com auxilio de tubos ou espátulas
revestidas com uma camada adesiva.
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Não aplicável
Preparo do Cliente: Não utilizar anti-helminticos nos 30 dias que antecedem o exame. Não fazer
higiene anal antes da coleta do material.
Método: Observação microscópica da fita adesiva e da solução fisiológica onde foi colocado o
“swab”.
Materiais de coleta: Tubo de ensaio e fita gomada.
Interferentes: Medicamentos anti-helminticos.
Valores de referência: Ausentes.
Interpretação Clínica: Exame útil para detectar infestação parasitaria por Enterobius vermiculares.
Exames relacionados: Parasitológico de Fezes.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 104
NOME DO EXAME: PESQUISA DE TREPONEMA
Código: TREPO, TPHA
Sinonímia: Não aplicávcel
Amostra Biológica: raspado da lesão.
Volume mínimo: não aplicável.
Estabilidade e conservação: analisada logo após a coleta
Preparo do Cliente: não aplicável.
Método: Bacterioscopia impregnação por Fontana Tribondeau
Materiais de coleta: lâminas
Interferentes: Uso de antibióticos e secreção superficial ou contaminação com sangue.
Valores de referência: negativo
Interpretação e Comentários: Para diagnóstico presuntivo de Sífilis
Exames relacionados: VDRL, FTABS
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 105
NOME DO EXAME: PLAQUETAS
Código: PLAQ
Sinonímia: contagem de plaquetas
Amostra Biológica: sangue total com EDTA
Volume mínimo: 3,0 ml
Estabilidade e conservação: 4 horas temperatura ambiente e 24 horas entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Não aplicável
Método: automatizado STKS, T890 e manual.
Materiais de coleta: tubo com anticoagulante
Interferentes: coágulos.
Valores de referência: 130.000 a 400.000 milhões/mm3
Interpretação e Comentários: O aumento no número de plaquetas é encontrado em doenças
mieloproliferativas (Policitemia Vera, LMC, mielofibrose com metaplasia mielóide), doenças
inflamatórias (febre reumática, arteite reumática, colite ulcerativa, e outras) e doenças malignas
(carcinomas, doença de Hodgkn e outros linfomas).
As plaquetopenias podem ser hereditárias (síndrome de WISKOT-ALDRICH, síndrome de Bernaro
SOULIER, síndrome de Franconi) ou adquiridas (púrpura trombocitopênica idiopática secundária,
doenças auto-imunes, anemia megaloplasticas, coagulopatias de cosumo etc)
Exames relacionados: hemograma
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 106
NOME DO EXAME: POTÁSSIO
Código: K
Sinonímia: K e caliemia
Amostra Biológica: Soro
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: 8 h entre 15 e 25ºC
Preparo do Cliente: Soro - jejum de 4 horas.
Método: Fotometria de Chama
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador para a coleta de sangue.
Interferentes: Hemólise
Valores de referência: 5,0 mEq/L
Interpretação e Comentários: O teste é útil na avaliação do equilíbrio hidroeletrolítico e ácidobásico, no acompanhamento de clientes em diureticoterapia, nefropatias, cetoacidose diabética, no
manejo da hidratação parenteral e na insuficiência hepática.
Exames relacionados: Sódio, creatinina, depuração de creatinina.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 107
NOME DO EXAME: POTÁSSIO URINÁRIO
Código: K, KU
Sinonímia: potassiúria
Amostra Biológica:
Urina ao acaso
Urina de 24 horas
Volume mínimo:
Urina ao acaso -5 ml
Urina de 24 horas-5 ml
Estabilidade e conservação: Urina ao acaso -12 h entre 15 e 25ºC e 3 dias entre 2 e 8ºC
Urina 24 horas -3 dias entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Urina ao acaso - colher no mínimo 10 ml. Urina de 24 horas - seguir as
orientações abaixo:
• Desprezar a primeira urina da manhã e marcar o horário.
• Colher todas as urinas por um período de 24 horas.
• Encerrar a coleta no dia seguinte exatamente no mesmo horário do dia anterior.
• Durante o período da coleta, os frascos devem ser mantidos em geladeira.
Método: Fotometria de Chama
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador para a coleta de sangue, frasco para
coleta de urina e garrafas de 500 a 1000 ml sem aditivo para a coleta da urina de 24 horas.
Interferentes: urina contaminada com sangue.
Valores de referência: Urina 24 horas - 25 a 125 mEq/24 horas: varia com a dieta.
Interpretação e Comentários: O teste é útil na avaliação do equilíbrio hidroeletrolítico e ácidobásico, no acompanhamento de clientes em diureticoterapia, nefropatias, cetoacidose diabética, no
manejo da hidratação parenteral e na insuficiência hepática.
Exames relacionados: Sódio, creatinina, depuração de creatinina.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 108
NOME DO EXAME: PROTEÍNA C REATIVA
Código: PCR
Sinonímia: PCR.
Amostra Biológica: Soro
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas
Método: Reação de aglutinação em látex e Imunoturbidimetria.
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise e lipemia
Valores de referência: Até 5 mg/L
Interpretação e Comentários: A proteína C reativa é uma das proteínas de fase aguda usada
como indicador de processos infecciosos ou inflamatórios. Sua concentração aumenta em doenças
do colágeno, neoplasias, pós-operatórios, infarto do miocárdio e doenças infecciosas agudas e
crônicas. É útil também no seguimento terapêutico das doenças reumáticas em geral, sobretudo na
febre reumática, onde seu reaparecimento pode sugerir a volta do processo agudo, e nas
vasculites sistêmicas onde pode servir de parâmetro para acompanhamento do tratamento.
Exames relacionados: ASO, VHS.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 109
NOME DO EXAME: PROTENA DE BENCE-JONES
Código: JONES
Sinonímia: Cadeias leves de imunoglobulinas, cadeias kappa e lambda.
Amostra Biológica: Urina de 24 horas (preferível) ou urina ao acaso.
Volume mínimo: 20 ml.
Estabilidade e conservação: 3 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos
Preparo do Cliente: Urina ao acaso não necessita preparo especial. Urina de 24 horas seguir
orientações citadas abaixo:
•
•
•
•
Desprezar a primeira urina da manhã e marcar o horário.
Colher todas as urinas por um período de 24 horas.
Encerrar a coleta no dia seguinte exatamente no mesmo horário do dia anterior.
Durante o período da coleta, os frascos devem ser mantidos em geladeira.
Método: Precipitação pelo calor e metanol
Interferentes: Não usar creme ou óvulo vaginal por 24 horas antes da coleta
Materiais de coleta: Frasco para coleta de urina e garrafas de 500 a 1000 ml sem aditivo para a
coleta da urina de 24 horas
Valores de referência: Negativo
Interpretação e Comentários: O exame em urina de 24 horas aumenta a sensibilidade do
método. Exame útil no diagnóstico; de síndromes mielomatosas. São encontradas em cerca de 2/3
das síndromes de gamopatias monocionais (mieloma múltiplo, macroglobulinemia de Waldenstrom,
linfomas). Cadeias leves livres na urina são também encontradas em situações de estimulação
imune policlonal e em tubulopatias. Nestas condições, porém, são policionais. Podem ser
encontradas também na amiloidose.
Exames relacionados: Eletroforese e Imunoeletroforese de proteínas séricas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 110
NOME DO EXAME: PROTEINAS TOTAIS
Código: PROT
Sinonímia: Proteínas totais e frações
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 3 dias entre 2 e 8 ºC e 7 dias a 10 ºC negativos
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas. Coleta deve ser realizada preferencialmente no período da
manhã.
Método: Biureto
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise
Valores de referência: de 6,0 a 8,0 g/dL
Interpretação e Comentários: O teste é útil na avaliação diagnostica das hipoproteinemias, por
defeito de síntese proteíca, ou por perda proteíca.
Exames relacionados: Albumina, Globulinas, Eletroforese de proteinas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 111
NOME DO EXAME: PROTEÍNAS TOTAIS E FRAÇÕES
Código: PROT2
Sinonímia: PTF, Dosagens de Proteínas totais, Albumina e Globulinas.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 3 dias entre 2 e 8 ºC e 7 dias a 10 ºC negativos
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas. Coleta deve ser realizada preferencialmente no período da
manhã.
Método: Albumina, Verde de Bromocresol, Proteínas Totais, Biureto.
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise
Valores de referência:
Proteínas Totais
Albumina
Globulinas
6,0 – 8,0 g/dl
3,5 – 5,5 g/dl
1,0 – 3,0 g/dl
Interpretação e Comentários: O teste é útil na avaliação diagnostica das hipoproteinemias, por
defeito de síntese proteíca, ou por perda proteíca. As globulinas podem estar elevadas devido as
suas frações alfa-1, alfa-2, beta ou gama globulina, o que pode ser identificado pela eletroforese de
proteínas.
Exames relacionados: Eletroforese de proteínas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 112
NOME DO EXAME: PROTEINÚRIA DE 24 HORAS
Código: PROTU
Sinonímia: Albuminúria de 24 horas.
Amostra Biológica: Urina de 24 horas.
Volume mínimo: 5,0 ml.
Estabilidade e conservação: 2 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: A coleta de urina segue as orientações abaixo:
• Desprezar a primeira urina da manhã e marcar o horário.
• Colher todas as urinas por um período de 24 horas.
• Encerrar a coleta no dia seguinte exatamente no mesmo horário do dia anterior.
• Durante o período da coleta, os frascos devem ser mantidos em geladeira.
Método: Precipitação pelo ácido sulfossalicílico
Materiais de coleta: Garrafas plásticas de 500 a 1000 ml fornecidos conforme diurese do cliente.
Interferentes: Esforço físico antes da coleta.
Valores de referência: 28 a 141 mg/24 horas
Interpretação e Comentários: O teste é útil na avaliação de doenças renais, glomerulares e
tubulares, tais como: nefropatia diabética, síndromes nefróticas, glomerulopatias, nefrites tubulointersticiais, hipertensão arterial, nefropatia da gravidez, etc. Perda urinária de cadeias leves de
imunoglobulinas (proteinúria de Bence Jones) e lesão renal estão presentes nas paraproteinemias.
O excesso de filtração de proteínas nos casos de mioglobinúria e hemoglobinúria resultam em
proteinúria em excesso, sem implicar necessariamente em doença renal.
Exames relacionados: Urina tipo 1, eletroforese de proteínas, pesquisa de proteínas de BenceJones, beta-2-microglobulina urinária, microalbuminúria.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 113
NOME DO EXAME: PROVA DO LAÇO
Código: LACO, PROVA
Sinonímia: Prova de fragilidade capilar, teste do torniquete, teste de Rumpel Leede.
Amostra Biológica: Não aplicável
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e Conservação: Não aplicável
Preparo do Cliente: Jejum não necessário
Método: Garroteamento.
Materiais de coleta: Cronômetro, garrote.
Interferentes: Uso de ácido acetil salicílico, período imediato pós-menstrual e pós-menopausa e
uso de esteróides.
Valores de referência: Petéquias em número inferior a 5 na área marcada = Negativo
Petéquias em número superior a 5 na área marcada = Positivo
Interpretação e Comentários: Este teste permite uma avaliação grosseira da integridade capilar.
Exames relacionados: Contagem de plaquetas, coagulograma.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 114
NOME DO EXAME: PROVAS DE ATIVIDADE REUMÁTICA
Código: PREU
Sinonímia: Conjunto de exames composto Antiestreptolisina O, Proteína C Reativa, Fator
Reumatóide, Eletroforese de proteínas, mucoproteínas e VHS.
Amostra Biológica: Soro; Sangue total colhido com citrato de sódio 3,8%; sangue total colhido
com EDTA 10%.
Volume mínimo: Sangue total. Soro (recomenda-se colher no mínimo 5 ml)
Estabilidade e conservação: Sangue total e soro: 7 dias entre 2 a 8 ºC .
Preparo do Cliente: 4 horas de jejum.
Método: vide cada exame individualmente.
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante citrato de sódio a 3,8%, edta 10%, tubo sem aditivo
ou com gel separador.
Interferentes: Hemólise e lipemia.
Valores de referência: vide cada exame individualmente.
Interpretação e Comentários: Este conjunto de exames é utilizado no monitoramento de
pacientes com febre reumática, principalmente quando existe suspeita de reativação. Também
pode ser útil no diagnóstico da própria doença
Exames relacionados: exames ligados a atividades reumáticas, como: waller rose, alfa 1
glicoproteína.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 115
NOME DO EXAME: RETICULÓCITOS
Código: RET
Sinonímia: contagem de reticulócitos.
Amostra Biológica: Sangue com EDTA.
Volume mínimo: 1,0 ml.
Estabilidade e conservação: 4 horas temperatura ambiente e 12 horas entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas apos as principais refeicoes. Jejum nao necessario apos
dieta leve.
Método: esfregaço corado com azul cresil brilhante.
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante EDTA.
Interferentes: Não aplicável
Valores de referência: de 0,5 a 2,0%
Interpretação e Comentários: Exame útil no diagnóstico diferencial das anemias. Os reticulócitos
se encontram aumentados nas anemias hemolíticas, devido a um aumento da eritropoiese, nas
anemias por perda de sangue (antes de se desenvolver deficiência de ferro) e no início de
terapêutica específica de algumas anemias (deficiência de ferro ou anemia megaloblástica).
Encontram-se diminuidos nas anemias arregenerativas (anemias aplásticas).
Exames relacionados: Série vermelha, teste de Coombs.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 116
NOME DO EXAME: RETRAÇÃO DO COÁGULO
Código: COAGU
Sinonímia: Não aplicável
Amostra Biológica: Sangue com EDTA e sangue sem anticoagulante em tubo cônico graduado
Volume mínimo: 1 ml de sangue no tubo cônico graduado
Estabilidade e conservação: Não aplicável.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Mac Farlane.
Materiais de coleta: Tubo de vidro cônico.
Interferentes: Medicamentos que alterem a função plaquetária.
Valores de referência: de 45 a 55%.
Interpretação e Comentários: A retração do coágulo é usada como índice indireto de avaliação
do número e da atividade plaquetária.
Exames relacionados: Contagem de plaquetas, fibrinogênio, prova do laço.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 117
NOME DO EXAME: SANGUE OCULTO NAS FEZES
Código: OCUL
Sinonímia: Não aplicável
Amostra Biológica: Fezes após dieta alimentar
Volume mínimo: 40 gramas
Estabilidade e conservação: 12 horas entre 15 e 25 ºC
Preparo do Cliente: Fazer dieta prévia 3 dias antes e no dia da coleta conforme orientação
abaixo:
• Não ingerir carnes (bovina, suína, aves, peixes, etc.)
• Não ingerir verduras e frutas como: banana, uvas pretas e ameixas.
• Não ingerir legumes de cor verde (ex: xuxu, abobrinha, vagem, pimentão, etc), beterraba,
rabanete e nabo.
• Não tomar medicamentos que contenham ferro, ácido acetil salicilico (ex: aspirina, melhoral,
doril, etc) e tetraciclina.
• O material (fezes) deverá ser colhido no quarto dia em frasco plástico fornecido pelo
laboratório.
• Encaminhar ao laboratório o mais rápido possível.
Atenção: Deve-se ter muito cuidado ao escovar os dentes para não provocar sangramentos
das gengivas. As escovações devem ser realizadas de forma leve e delicada. Não é
aconselhável o uso de fio dental. Qualquer sangramento deve ser comunicado ao
laboratório.
Método: Reação de Meyer-Johannessen
Interferentes: Dieta inadequada, uso de medicamentos.
Valores de referência: Negativo.
Interpretação e Comentários: O teste é útil no diagnóstico das lesões da mucosa do trato
digestivo, desde lesões do esôfago e estômago até patologias dos cólons. 0 exame é usado como
triagem no diagnóstico precoce do câncer dos cólons em indivíduos acima dos 40 anos. A
pesquisa deve ser feita preferencialmente em 3 amostras, colhidas em dias diferentes, e a dieta
deve ser seguida rigorosamente.
Exames relacionados: Parasitológico de fezes, hemograma.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 118
NOME DO EXAME: SÓDIO
Código: NA
Sinonímia: Na, Natremia.
Amostra Biológica: Soro
Preparo do Cliente: Jejum 8 horas.
Materiais utilizados na coleta: tubo seco
Método: Fotometria de Chama
Interferentes: amostras hemolisadas e lipêmicas.
Valores de referência: 130 a 146 mEq/l
Interpretação e Comentários: Avaliação eletrolítica, balanço ácido-básico, balanço da água,
intoxicação aquiosa, diabetes insipidus e hiperglicemia.
Exames relacionados: Pótássio.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 119
NOME DO EXAME: SÓDIO URINÀRIO
Código: NA
Sinonímia: Na urinário, Natriúria
Amostra Biológica: urina.
Preparo do Cliente: Jejum 8 horas.
Materiais utilizados na coleta: frasco para coleta de urina 24 horas, ou alíquota de urina.
Método: Fotometria de Chama
Interferentes: uso de medicação, armazenamento inadequado..
Valores de referência: 27 a 287 mEq/ 24 horas
Interpretação e Comentários: Avaliação eletrolítica, balanço ácido-básico, balanço da água,
intoxicação aquiosa, diabetes insipidus e hiperglicemia.
Exames relacionados: Pótássio.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 120
NOME DO EXAME: SÓDIO NO SUOR
Código: NA, NASU
Sinonímia: Não aplicável
Amostra Biológica: suor
Preparo do Cliente: envolver o paciente com plástico preto e agasalha-lo.
Materiais utilizados na coleta: saco plástico preto e tubo seco
Método: Fotometria de Chama
Interferentes: amostras hemolisadas e lipêmicas.
Valores de referência: 10 a 40 mEq/l
Interpretação e Comentários: Avaliação eletrolítica, balanço ácido-básico, balanço da água,
intoxicação aquiosa, diabetes insipidus e hiperglicemia.
Exames relacionados: Pótássio.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 121
NOME DO EXAME: TEMPO DE COAGULAÇÃO
Código: TC
Sinonímia: TC, tempo de Lee-White.
Amostra Biológica: 2 tubos com 0,5 ml de sangue total em cada.
Estabilidade e conservação: Não aplicável
Preparo do Cliente: Jejum não obrigatório.
Método: Lee-White.
Materiais de coleta: Tubos sem aditivos, cronômetro e Banho Maria 37 ºC
Interferentes: Uso de anticoagulantes, punção venosa difícil ou traumática e demora na coleta do
sangue.
Valores de referência: até 10 minutos.
Interpretação e Comentários: É exame útil na avaliação da via intrínseca da coagulação, porém é
teste de pouca sensibilidade. Um resultado anormal demonstra a existência de defeito hemostático
sério de um dos fatores da coagulação, exceto o fator VIl. Um tempo de coagulação prolongado
quase sempre significa (exceto nos casos de administração de heparina) severas hemofilias A ou
B, presença de anticoagulante circulante inespecífico ou específico (inibidor de fator VIII, inibidor
lúpico) ou deficiência de fator XIl. Cerca de 1/3 dos hemofílicos, porém, apresentam este teste
normal.
Exames relacionados: TTP, coagulograma.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 122
NOME DO EXAME: TEMPO DE PROTROMBINA
Código: TP
Sinonímia: INR, TP e TAP.
Amostra Biológica: Plasma colhido com citrato de sódio 3,8%
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: 8 horas entre 15 e 25 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas
Método: Técnica de Quick
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante citrato de sódio 3,8% proporção 4,5/0,5
Interferentes: Hemólise, microcoágulos.
Valores de referência: Atividade de Protrombina
I
INR
70 a 100%
1,15 a 0,85
Interpretação e Comentários: Este teste é utilizado na avaliação de alterações congênita e
adquirida de fatores da via extrinseca da coagulação, no controle da anticoagulação oral e como
teste de triagem pré-operatória.
Exames relacionados: Coagulograma, Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada, Tempo
Coagulação, Tempo de Sangramento.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 123
NOME DO EXAME: TEMPO DE SANGRAMENTO
Código: TS
Sinonímia: TS e Tempo de sangria.
Amostra Biológica: Não aplicável
Volume mínimo: Não aplicável
Estabilidade e conservação: Colher no laboratório.
Preparo do Cliente: Jejum não obrigatório.
Método: de QUICK.
Materiais de coleta: agulha e papel filtro.
Interferentes: Não aplicável
Valores de referência: Até 3 minutos.
Interpretação
Clínica:
O
TS
é
um
teste
de
baixa
sensibilidade.
O TS prolongado ocorre em situações de alterações vasculares, plaquetopenias primárias ou
3
secundárias com número de plaquetas inferior a 20.000 /mm ; alterações qualitativas adquiridas
das plaquetas e pelo uso de inibidores da função plaquetária.
Exames relacionados: Coagulograma, contagem de plaquetas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 124
NOME DO EXAME: TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADA
Código TTP
Sinonímia: TTPA, Tempo de recalcificação do plasma.
Amostra Biológica: Plasma colhido com citrato de sódio 3,8%
Volume mínimo: 0,5 ml
Estabilidade e conservação: 8 horas entre 15 e 25 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas
Método: Recalcificação do plasma e coagulação por cefalina ativada.
Materiais de coleta: Tubo com anticoagulante citrato de sódio 3,8% proporção 4,5/0,5
Interferentes: Hemólise, microcoágulos.
Valores de referência: 22 a 43 segundos (crianças)
22 a 35 segundos (adultos)
Interpretação e Comentários: É o teste de escolha para avaliação da via intrínseca da
coagulação e para monitoração do uso de heparina clássica (não-fracionada).
Exames relacionados: Coagulograma, Tempo Coagulação, Tempo de Sangramento, Tempo de
Protrombina.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 125
NOME DO EXAME: TESTE IMUNOLOGICO – PESQUISA HCG
Código: NEO, PREG, ALLIN
Sinonímia: Pregnosticon, Teste de Gravidez
Amostra Biológica: Urina
Volume mínimo: 5 ml.
Estabilidade e conservação: Não há necessidade de conservador, mas o material deve ser
recente. Excepcionalmente o material pode ser refrigerado., a amostra é estável por 7 dias entre 2
o
o
a 8 C e 3 meses a 10 C negativos.
a
Preparo do Cliente: Colher a 1 urina da manhã ou urina isolada, pelo menos 2 horas após a 1
micção.
Método: Aglutinação de partículas de látex e teste de fitas reativas
Materiais de coleta: Frasco coletor plástico.
Interferentes: Neoplasias podem levar a alta excreção de HCG urinaria.
Valores de referência: Não grávidas = Negativo
Grávidas = Positivo
Interpretação e Comentários: A gonadotrofina corionica humana (HCG) é um hormônio
glicoproteico produzido por ativação placentária após a fecundação. A rápida elevação de sua
concentração na urina faz do HCG um excelente marcador para a confirmação de gravidez.
O nível de HCG na urina após 2 a 4 dias de ausência da menstruação é cerca de 0,2 UI/ml. Os
níveis mais elevados de HCG são verificados no final do primeiro trimestre de gravidez.
Exames relacionados: BHCG no soro.
a
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 126
NOME DO EXAME: TESTE DE TOLERÂNCIA A LACTOSE
Código: LACTO
Sinonímia: Absorção da lactose, teste de deficiência de dissacaridase ou de lactase.
Amostra Biológica: plasma fluoretado.
Volume mínimo: 0,5 ml de plasma para cada tempo da prova. Jejum, 30min, 60min, e 90min.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas para crianças e de 8 horas para adultos. Administrar 2 g de
lactose/Kg de peso corporal até a dose máxima de 50g.
Método: Hexoquinase.
Materiais de coleta: tubo fluoretado, ou com gel separador, ou tubo seco.
Interferentes: etanol pode impedir a conversão da lactose a glicose e galactose. Paciente
estressado.
Valores de referência: Normal: elevação de 20 a 25 mg/dl na glicemia em relação ao tempo
basal.
Deficiência: elevação inferior a 20mg/dl.
Interpretação e Comentários: Teste útil no diagnóstico de deficiência de lactase (betagalactosidade). Uma curva achatada com aumento de glicemia inferior a 20mg/dl ocorre em mais
de 95% dos pacientes com deficiência de lactase. Entrtanto, resultados falso-positivos ou falsonegativos podem ocorrrer.
Exames relacionados: Absorção de triglicérides, Pesquisa de gordural fecal e Absorção da dxilose.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 127
NOME DO EXAME: TESTE DE MANTOUX
Código: PPD
Sinonímia: Teste de Tuberculina, PPD, Intradermorreação para Tuberculose, Mantoux.
Amostra Biológica: Não aplicável
Volume mínimo: Não aplicavel
Estabilidade e conservação: Não aplicável
Preparo do Cliente: Não utilizar produtos tópicos no antebraço, onde será utilizado para aplicação
do teste.
Método: Intradermorreação
Materiais de coleta: Não aplicavel, pois se trata de uma injeção com seringa de 1 ml e agulha de
calibre 26 ou 27.
Interferentes: aplicação profunda
Valores de referência: Até 5 mm : Negativo
De 5 a 9 mm : Inconclusivo
Maior que 10 mm: Positivo
Interpretação e Comentários: Considere somente o endurecimento na interpretação (anote em
milímetros) e deve ser feita inspeção e palpação transversal na zona de endurecimento (não o
eritema). Desconsidere o eritema menor que 10 mm; Já o eritema maior 10 mm e sem
endurecimento desconsiderar e sugerir novo teste.
Exames relacionados: Pesquisa BAAR, Cultura BAAR
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 128
NOME DO EXAME: TGO
Código: TGO
Sinonímia: Transaminase Oxalacética, AST, GOT, Aspartato transferase.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Cinético UV
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise.
Valores de referência: 4 a 36 U/L
Interpretação e Comentários: A determinação da atividade sérica dessa enzima pode ser útil em
hepatopatias, infarto do miocárdio e miopatias.
Exames relacionados: TGP, GGT, Bilirrubinas, CPK, CK-MB.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 129
NOME DO EXAME: TGP
Código: TGP
Sinonímia: Transaminase Piruvíca, ALT, GPT, Alanina transferase.
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 m.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: Cinético UV
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Não aplicável
Valores de referência: 4 a 32 U/L
Interpretação e Comentários: O teste é útil na avaliação de hepatopatias, sendo sensível para
lesão hepatocítica e recomendado para o rastreamento de hepatites.
Exames relacionados: TGO, GGT, Bilirrubinas, CPK, CK-MB.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 130
NOME DO EXAME: TOXOPLASMOSE
Código: TOXOI, RST
Sinonímia: hemaglutinação
toxoplasmose IgM
para
toxoplasmose,
Toxoplasma
gondii,
toxoplasmose
IgG,
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: Amostra estável 3 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 8 horas.
Método: hemaglutinação e Elisa
Materiais de Coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: não palicável
Valores de referência:
Toxoplasme Hemaglutinação
SORO NÃO REAGENTE
IgG
REAGENTE: acima de 15 IU/ml
INDETERMINADO: de 13 A 17 IU/m
NÃO REAGENTE: abaixo de 13 IU/ml
IgM
REAGENTE OU SORO NÃO REAGENTE
Interpretação Clínica: A principal aplicação da pesquisa de IgG é verificar se um indivíduo já teve
ou não infecção prévia pelo Toxoplasma gondii.
A presença de IgM pode traduzir infecção aguda e a mesma pode sr severa em pacientes
imunodeprimidos e m neonatos infectados no úter, podendo ser fatal.o
Exames relacionados: Sorologia para Citomegalovrus e Epstein-Barr
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 131
NOME DO EXAME: TRIGLICÉRIDES
Código: TRI
Sinonímia: Não Aplicável
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 2 dias entre 2 e 8 ºC .
Preparo do Cliente: Jejum de 12 a 14 horas, evitar alimentos ricos em gorduras e carboidratos,
exercícios físicos prolongados e bebídas alcoolicas 24 horas antes da coleta do exame.
Método: Enzimático
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Anticoncepicionais orais, estrógenos, aumento da dieta de carboidratos,
colestiramine, vitamina C e clofibrato.
Valores de referência: Até 29 anos
30 a 49 anos
40 a 49 anos
Acima de 70 anos
-
10 a 140 mg/dl
10 a 150 mg/dl
10 a 160 mg/dl
10 a 190 mg/dl
Interpretação e Comentários: Os triglicérides são formados pela esterificação do glicerol a três
ácido graxos, contituindo-se em uma das gorduras de interesse na avaliação do metabolismo
lipídico. Considerando que há grande variação biológica, cerca de 20%, é importante o clínico não
se basear em dosagens isoladas. Variações na dieta, na atividade física e o uso de bebidas
alcoólicas são as causas mais freqüentes de grandes variações nos níveis de triglicérides.
Exames relacionados: Lipidograma, colesterol, HDL-colesterol, LDL-colesterol, VLDL-colesterol.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 132
NOME DO EXAME: URÉIA
Código: UREIA
Sinonímia: Uremia
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 12 horas entre 15 e 25 ºC e 7 dias entre 2 e 8 ºC .
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas
Método: Enzimático UV
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Não aplicável
Valores de referência: 15 a 40 mg/dl
Interpretação e Comentários: Seu uso clássico como parâmetro de avaliação da função renal,
vem aos poucos sendo substituído pela dosagem de creatinina. A uréia sofre mais que a
creatinina, a influência do catabolismo protéico, aumento com as dietas hiperproteicas, uso de
esteróides, infecções, traumas, hemorragias digestivas. Sua depuração renal também sofre mais
que a creatinina, variações com o fluxo urinário, diminuindo nos estados de oligúria. No entanto, o
encontro de níveis séricos elevados de uréia ainda levanta em primeiro lugar a hipótese de
insuficiência renal, devendo o paciente ser investigado nesse sentido. A relação uréia/creatinina no
soro pode ser um bom indicador do ritmo de catabolismo protéico.
Exames relacionados: Creatinina, depuração de creatinina, Urina I
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 133
NOME DO EXAME: URINA I
Código: URINA, URIN1
Sinonímia: Urina Tipo I.
Amostra Biológica: Urina
Volume mínimo: 10 ml.
Estabilidade e conservação: Não há necessidade de conservador, mas o material deve ser
o
recente. Excepcionalmente o material pode ser refrigerado, (2 a 8 C) – por 48 horas, mas nunca
congelado.
Preparo do Cliente: Recomenda-se a realização de assepsia e despreza-se o primeiro jato de
a
urina, colhendo-se o jato médio. Caso não possa colher a 1 urina da manhã, esperar pelo menos
2 horas após a ultima micção.
Método: Tiras reagentes são utilizadas para caracteres físicos e químicos.
Densidade: Refratometria ou tira reagente
pH: Tira reagente
Microscopia óptica
Materiais de coleta: Frasco coletor plástico.
Interferentes: Contraste iodado interfere na densidade, Vitamina C em várias reações, Pyridium
interfere em várias dosagens.
Valores de referência:
Cor: amarelo ouro
Aspecto: límpido
Cheiro: “sui-generis”
pH: 5,0 a 7,0
Densidade: 1010 a 1025
Proteínas: ausentes
Glicose: ausente
Corpos cetônicos: ausentes
Urobilinogênio: ausente
Bilirrubinas: ausentes
Pigmentos biliares: ausentes
Hemoglobina: ausente
Leucócitos: até 10 por campo 400 mm de diâmetro
Hemácias: até 7 por campo 400 mm de diâmetro
Cilindros: ausentes
Filamento de Muco: ausentes
Cristais: ausentes
Bactérias: ausentes
Outros elementos: ausentes
Nitrito: ausente
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 134
Interpretação e Comentários: Exame de urina tipo I abrange vários parâmetros dos elementos
figurados orgânicos e inorgânicos e, é útil no diagnóstico das mais variadas patologias ligadas ao
trato urinário.
A urina da manhã, em geral é concentrada com densidade superior a 1025 e ácido com pH inferior
a 6,5. A proteinúria é negativa ou inferior a 0,05 g/l, assim como a glicose ou corpos cetônicos e a
Bilirrubina.
Glicosúria indica hiperglicemia ou redução da capacidade reabsortiva do túbulo proximal.
Cetonúria indica cetose diabética, jejum prolongado ou erro inato do metabolismo com cetogênese
aumentada.
Urobilinogênio normalmente está presente até 1/20.
Bilirrubina positiva indica aumento da fração conjugada, hidrossolúvel no plasma. Aumenta em
algumas hepatites.
Aumento de leucócitos indica processo inflamatório do trato urinário, localizado em qualquer local,
do glomérulo à uretra podendo ser de causa infecciosa ou não.
Nas hematúrias, é feita a pesquisa de dismorfismo eritrocitário (presença de acantócitos ou
codócitos). Hematúrias glomerulares apresentam-se com dismorfismo. As não glomerulares não o
apresentam. A sensibilidade e a especificidade diagnosticadas desta pesquisa estão em torno de
95%. Presença de cristais de cistina faz o diagnóstico de cistinúria, mas a sensibilidade diagnostica
é baixa (40% a 50%). O encontro de outros cristais tem menor valor diagnóstico.
Exames relacionados: Uréia, Creatinina, Depuração de Creatinina, cultura de urina.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 135
NOME DO EXAME: UROCULTURA
Código: UCULT, JCULT, UCUL1
Sinonímia: Cultura de Urina jato médio ou primeiro jato
Amostra Biológica: Urina
Volume mínimo: 10 ml.
Estabilidade e conservação: Manter sobre refrigeração de 2 a 8oC por 24 horas.
Preparo do Cliente: Colher a primeira urina da manhã após higiene dos órgãos genitais.
Desprezar o primeiro jato de urina e colher o segundo jato em frasco estéril, fornecido pelo
laboratório. A coleta é feita obrigatoriamente no laboratório.
Método: Cultura quantitativa em meios apropriados para isolamento de diversos microrganismos.
Materiais de coleta: Frasco de boca larga estéril ou coletor próprio para crianças.
Interferentes: Antibióticos.
Valores de referência: Negativa ou contagens inferiores a 10.000 UFC/ml dependendo do caso
clínico.
Interpretação e Comentários: Exame útil no diagnostico etiológico das infecções do trato urinário.
A presença de quaisquer microrganismos, dependendo da quantidade pode indicar um processo
infeccioso.
Exames relacionados: Urina Tipo I, Sedimento quantitativo, antibiograma.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 136
NOME DO EXAME: VDRL
Código: VDRL (qualitativo), VDRLQ (quantitativo)
Sinonímia: Sorologia para Sífilis qualitativo ou quantitativo, LUES.
Amostra Biológica: Soro
Volume mínimo: 1 ml.
Estabilidade e conservação: Amostra estável 3 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos.
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas:
Método: Reação de floculação com antígeno não treponêmico.
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separados.
Interferentes: Lipemia
Valores de referência: Não Reagente. Se reagente realizar a diluição (resultado quantitativo),
valor de referência: se negativo: não reagente, se positivo
Interpretação e Comentários: Exame útil no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com
sífilis. Os títulos apresentam altos (superiores a 1/32) nas fases primárias ou secundárias da
doença e tendem a se normalizar após o tratamento. Títulos baixos (1/2, 1/4) podem permanecer
após o tratamento, caracterizando uma cicatriz sorológica. Títulos variando 1/1 até 1/8 podem ser
ncontrados com micro-hemaglutinação, FTA-ABS ou teste imonoeznimático com antígenos
treponêmico negativos, caracterizando reações falso-positivas. Tal ocorrência pode estar
associada a doenças auto-imunes, principalmente lúpus eritematoso sistêmico.
Exames relacionados: Sorologia para sífilis, FTA-ABS, TPHA.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 137
NOME DO EXAME: VELOCIDADE DE HEMOSSEDIMENTAÇÃO
Código: VHS
Sinonímia: Hemossedimentação, Velocidade de Sedimentação das hemácias.
Amostra Biológica: sangue total colhido com EDTA 10%.
Volume mínimo: 2 ml
Estabilidade e conservação: 6 horas entre 15 e 25 ºC e 12 horas entre 2 e 8 ºC .
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas
Método: Westergreen com leitura na primeira e segunda hora
Materiais de coleta: Tubo contendo anticoagulante citrato de sódio 3,8%.
Interferentes: Vibrações durante a realização do exame.
Valores de referência: Homens: até 8 mm na 1ª hora.
Mulheres: até 10 mm na 1ª hora
Homens: até 20 mm na 2ª hora
Mulheres: até 25 mm na 2ª hora
Interpretação e Comentários: O VHS está aumentado em processos infecciosos, inflamatórios e
neoplásicos. Altera-se também nas hiperproteinemias e gravidez. Na síndrome nefrótica
descompensada altera-se em função do aumento de alfa e gama globulinas.
É um exame inespecífico, porém bastante sensível no rastreamento dos processos acima citados e
como controle de tratamento de determinadas doenças, como a artrite temporal.
Exames relacionados: Hemograma, Provas de Atividades Reumáticas.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 138
NOME DO EXAME: VLDL-COLESTEROL
Código: VLDL
Sinonímia: VLDL
Amostra Biológica: Soro.
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC
Preparo do Cliente: Jejum de 12 horas, evitar alimentos ricos em gorduras e carboidratos,
exercícios físicos prolongados e bebídas alcoolicas 24 horas antes da coleta do exame.
Método: Equação de Friedwald
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Anticoncepicionais orais, estrógenos, aumento da dieta de carboidratos,
colestiramine, vitamina C e clofibrato.
Valores de referência: Inferior a 30 mg/dl
Interpretação e Comentários: Este parâmetro só é utilizado para o cálculo do LDL-colesterol. Não
tem interesse isoladamente.
Exames relacionados: Lipidograma, colesterol, triglicérides, LDL-colesterol.
LABORATÓRIO BIOANÁLISE
MANUAL DE EXAMES
Página 139
NOME DO EXAME: WAALER-ROSE
Código: WALER
Sinonímia: WR
Amostra Biológica: Soro
Volume mínimo: 0,5 ml.
Estabilidade e conservação: 7 dias entre 2 e 8 ºC e 6 meses a 10 ºC negativos
Preparo do Cliente: Jejum de 4 horas.
Método: aglutinação em látex com diluições
Materiais de coleta: Tubo sem aditivo ou com gel separador
Interferentes: Hemólise e lipemia
Valores de referência: soro não reagente
Interpretação e Comentários: O fator reumatóide é um auto-anticorpo, em geral da classe IgM,
podendo também ser IgG ou IgA. A sua pesquisa e dosagem são úteis para o diagnóstico da artrite
reumatóide.
Exames relacionados: Fator reumatóide, PAR, Hemograma.
Download

LABORATÓRIO BIOANÁLISE MANUAL DE EXAMES Página 1