FACESI EM REVISTA Ano 5 – Volume 5, N.1 – 2013 - ISSN 2177-6636 A CONSCIÊNCIA AMBIENTAL DO PROFISSIONAL DE RECURSOS HUMANOS: UM ESTUDO EM EMPRESAS DE GRANDE PORTE DE UMA CIDADE NO NORTE DO PARANÁ Lilian de Lima Pires Pós Graduação em Gestão Contemporânea de Recursos Humanos - Universidade Estadual de Londrina – UEL, Graduação em Administração – Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR, [email protected] RESUMO O objetivo geral da pesquisa foi analisar a consciência ambiental de profissionais de recursos humanos que atuam em grandes empresas de uma cidade do norte do Paraná para verificar seu nível de comprometimento com o meio ambiente. A pesquisa é de natureza quantitativa, com informações viabilizadas por meio de um levantamento do tipo survey, através de um questionário desenvolvido por Gonçalves-Dias et al. (2009). Os resultados apontaram maiores níveis de preocupação ambiental com alguns aspectos como destinação do lixo e no âmbito doméstico; já questões referentes à mobilização e consumo engajado demonstraram que os profissionais não apresentam uma postura proativa. Concluiu-se que a área de recursos humanos é fator essencial para o engajamento da organização nas questões ambientais para que haja compromisso efetivo de todos os escalões da empresa de forma permanente e estruturada, ou não passará de discurso todos os esforços empreendidos para tornar a organização ambientalmente responsável. Palavras-chave: Gestão ambiental, recursos humanos, comportamento ambiental. ABSTRACT The main purpose of this study was to analyze the environmental awareness of human resource professionals, who work in large companies in the city located in northern Paraná, to check their level of commitment to the environment. The research is quantitative, through the use of the scale developed by Gonçalves-Dias et al (2009). The survey results showed higher levels of environmental concern with some aspects such as garbage disposal and domestic environment, for matters relating to mobilization and conscious purchasing demonstrated that professionals do not have a proactive attitude. It was concluded that the area of human resources is vital to the organization's engagement in environmental issues so that there is effective commitment from all levels of the company, in a structured and permanently way, or it will be in vain all the efforts to make a company environmentally responsible. Keywords: environmental management, human resources, environmental behavior. INTRODUÇÃO Segundo Dias (2009), o nível de competitividade de uma empresa está relacionado a um conjunto de fatores mutuamente dependentes, como custos, qualidade de produtos e serviços, capital humano, tecnologia e capacidade de inovação. Nos últimos anos, a gestão ambiental tem adquirido cada vez mais posição de destaque em termos de competitividade devido aos benefícios que traz para o processo produtivo como um todo e devido a alguns fatores em particular que são potencializados. A gestão ambiental é a resposta natural das empresas ao novo cliente, o consumidor verde e ecologicamente correto. A empresa verde é sinônimo de bons negócios e no futuro será a única forma de empreender negócios de maneira duradoura e lucrativa. Em outras palavras, o quanto antes as organizações começarem a enxergar o meio ambiente como seu principal desafio e como oportunidade competitiva maior será a chance de que sobrevivam (TACHIZAWA, 2004). FACESI EM REVISTA Ano 5 – Volume 5, N.1 – 2013 - ISSN 2177-6636 Quanto às organizações empresariais, nota-se atualmente, ao menos em nível de discurso, certa valorização da gestão ambiental como instrumento para avanço no desempenho socioambiental das empresas. A própria Norma ISO 14001 ressalta a importância dos processos de conscientização como um dos elementos centrais para a implementação de um sistema de gestão ambiental (VILELA JUNIOR; DEMAJOROVIC, 2006). Por isso, não se questiona mais a importância da consciência dos indivíduos e da gestão ambiental dentro das organizações, mas ainda há vários desafios para essa área (GONÇAVES-DIAS et al., 2009). Um dos desafios é alinhar as políticas de recursos humanos às práticas de gestão ambiental, considerando que é por meio dessa área que é possível disseminar esses valores aos funcionários, tendo em vista que as atitudes e ações do indivíduo serão influenciadas se este possuir valores que se preocupem com o meio ambiente (BANSAL; ROTH, 2000 apud BACCARO et al., 2012). O desenvolvimento de políticas de gestão de recursos humanos adequadas à gestão ambiental é fator fundamental, visto que são os próprios funcionários que possuem o melhor conhecimento sobre suas atividades e, consequentemente, podem recomendar as soluções mais apropriadas para a melhoria do desempenho ambiental da empresa (MAY e FLANNERY, 1995). A gestão de recursos humanos deve fomentar a difusão dos princípios da gestão ambiental por toda a organização a fim de identificar as competências e talentos necessários para sua efetivação (BOUDREAU E RAMSTAD apud JABBOUR, 2007). Assim, o objetivo geral da pesquisa é analisar a consciência ambiental de profissionais de recursos humanos, que atuam em grandes empresas de uma cidade do norte do Paraná, para verificar seu nível de comprometimento com o meio ambiente. Para alcançar os objetivos da pesquisa, de natureza exploratória, foi realizada uma pesquisa de natureza quantitativa, com informações viabilizadas por meio de um levantamento do tipo survey. Foi utilizado questionário desenvolvido por Gonçalves-Dias et al. (2009) com 34 afirmações de caracterização do perfil, o qual foi respondido por profissionais de Recursos Humanos de grandes empresas de uma cidade situada no norte do Paraná. 2 GESTÃO AMBIENTAL EMPRESARIAL Com o passar das últimas décadas, após a Revolução Industrial, e sob o subsídio da crescente tecnologia, consolidou-se um modelo econômico pautado em uma globalização crescente e no consumismo desenfreado, o que implicou a criação de instâncias como a Organização Mundial de Comércio (OMC) e das multinacionais, nem sempre preocupadas com o bem comum da grande massa ou com as questões ambientais, a não ser no sentido de garantir a saúde da máquina produtiva (VILELA JUNIOR; DEMAJOROVIC, 2006). Apesar de as discussões relacionadas ao meio ambiente não serem recentes, foi apenas a partir dos anos 1990 que o consumidor, ao tomar consciência dos problemas ambientais e sociais causados pelo homem, passou a querer interagir com organizações que sejam éticas, que tenham boa imagem institucional no mercado e que atuem de forma social e ambientalmente responsável (TACHIZAWA; ANDRADE, 2008). Nesse período, os consumidores começaram a expressar mais intensamente seus interesses em proteger o planeta e a si mesmos, iniciando uma tendência chamada consumerismo ambiental (OTTMAN, 1994). Para atender a essa nova demanda, cumprir com as regulamentações ambientais, ou mesmo suprir o seu próprio anseio de causar menos impacto ambiental, as empresas precisam se adaptar e repensar processos, fontes de recursos e formas de descarte (DIAS, 2009). A estratégia corporativa, atrelada à inovação de processos e produtos verdes, passou a ser fonte de vantagem competitiva, colocando as empresas pioneiras na vitrine e causando boa FACESI EM REVISTA Ano 5 – Volume 5, N.1 – 2013 - ISSN 2177-6636 imagem institucional (DONAIRE, 2009). Nesse sentido, as organizações que se recusam a se adaptar e têm seu nome ligado a desastres ambientais, ou mesmo ao desrespeito com o meio ambiente e com a sociedade como um todo correm o risco de sofrer sanções do governo, perder mercado e ainda sofrer boicotes por parte dos consumidores (DIAS, 2009; DONAIRE, 2009). Nesse âmbito, algumas empresas passaram a considerar a dimensão ambiental em suas atividades e a ter uma atitude proativa, de forma corporativa e mais explícita, para as questões ambientais, com uma integração do meio ambiente em todas as suas atividades, havendo a internalização de custos ambientais (ativos e passivos) e uma explícita preocupação com a responsabilidade social. Em consonância com Barbieri (2007), gestão ambiental diz respeito às diretrizes e atividades administrativas e operacionais, tais como planejamento, direção, controle, alocação de recursos e outras realizadas com a finalidade de obter efeitos positivos sobre o meio ambiente, quer reduzindo ou eliminando os danos ou problemas causados pelas ações humanas, quer evitando que eles surjam. O nível de competitividade de uma empresa está atrelado a um conjunto de fatores, variados e complexos, que se inter-relacionam e são mutuamente dependentes, tais como capacidade de inovação, custos, capital humano, qualidade dos produtos e serviços, nível de controle de qualidade e tecnologia. Acontece que nos últimos anos a gestão ambiental tem alcançado cada vez mais uma posição destacada, em termos de competitividade, devido aos benefícios que proporciona ao processo produtivo como um todo e a alguns fatores específicos que são potencializados. Kotler et al (2010, p.4) enfatizam que: Cada vez mais os consumidores estão em busca de soluções para satisfazer seu anseio de transformar o mundo globalizado num mundo melhor. Em um mundo confuso, eles buscam empresas que abordem suas mais profundas necessidades de justiça social, econômica e ambiental em sua missão, visão e valores. Buscam não apenas satisfação funcional e emocional, mas também satisfação espiritual nos produtos que escolhem. De acordo com Aligleri; Aligleri; e Kruglianskas (2009), o público passou a expressar suas preocupações com o comportamento socioambiental das empresas, determinando maior envolvimento na solução dos problemas, questionando, de certa maneira, o papel da empresa na sociedade. Isso fez com que cada vez mais os consumidores demandassem das empresas a produção de produtos e serviços consistentes com os valores ambientais e sociais. Essa perspectiva cria exigências e leva as empresas a mudarem seus propósitos e valores organizacionais, tornando-os mais consistentes com as expectativas da sociedade. Pode-se afirmar que as relações entre as empresas e a sociedade baseiam-se em um contexto social que evolui segundo as mudanças sociais e as expectativas da sociedade (BORGER, 2001). Nesse sentido, a gestão empresarial que atende somente aos interesses dos acionistas torna-se insuficiente. Os gestores são induzidos a buscar uma imagem legítima, de modo que muitas empresas têm implantado estratégias até pouco tempo atrás desnecessárias e negligenciadas. Isso desafia as empresas a reduzir os resíduos de sua produção e praticar uma postura de interação e diálogo com diferentes públicos de relacionamento, procurando novas soluções economicamente viáveis para questões socioambientais. Nesse contexto, muitos investidores já consideram as questões ambientais em suas decisões, pois sabem que os passivos ambientais estão entre os principais fatores que podem corroer a rentabilidade e a substância patrimonial das empresas. O crescimento do número de consumidores que preferem comprar produtos e serviços que respeitem a natureza é o outro fator que impulsiona o tratamento estratégico das questões ambientais (BARBIERI, 2007). FACESI EM REVISTA Ano 5 – Volume 5, N.1 – 2013 - ISSN 2177-6636 Muitas empresas já se mobilizaram e estruturaram projetos voltados para uma gestão ambiental. Apesar de essas iniciativas proporcionarem resultados positivos, na maioria das vezes são ações pontuais, que não estão ligadas à visão, missão, planejamento estratégico e posicionamento da empresa, por isso não expressam um compromisso efetivo para o desenvolvimento sustentável. Essa contribuição é relevante, porém quando é tratada isoladamente, direciona o foco da ação para fora da empresa e não tem poder para influenciar a comunidade empresarial a outro tipo de contribuição, de grande importância para a sociedade: a gestão dos impactos ambientais, econômicos e sociais provocados por decisões estratégicas, práticas de negócio e processos operacionais (ETHOS, 2005). Uma empresa ambientalmente responsável potencializa a reutilização e reciclagem de materiais, o que tem impacto significante na eco-eficiência e suscita ambientes participativos e mais criativos, com o uso de alternativas inteligentes de consumo. Além disso, uma gestão ambientalmente responsável pode agregar valor à marca, que vai além do produto tangível, associando a si valores positivos, gerando relacionamentos mais duradouros com consumidores e impactando em imagem e vendas (ETHOS, 2005). Portanto, tornar-se uma empresa ambientalmente responsável significa engajar-se profundamente no novo modo de ver e fazer as coisas. A integração parcial na perspectiva ambiental não se converterá em vantagem competitiva a médio e longo prazo, quando muito a curto prazo poderá ocorrer melhoria na convivência social da organização com outros agentes sociais, que será dissipada com o passar do tempo, quando se tornar claro que as intenções foram somente de maquiar a realidade, e não transformá-la (DIAS, 2009). 2.1 RECURSOS HUMANOS E QUESTÕES AMBIENTAIS Apesar de alguns autores defenderem a importância da gestão de recursos humanos para que ocorra um efetivo engajamento das organizações no que tange a questões ambientais, a literatura especializada em gestão ambiental empresarial é escassa no tocante à gestão de recursos humanos e a sua importância nesse processo (PATO, 2004). E como observa Rothenberg (apud Jabbour, 2007), embora a maioria dos pesquisadores em gestão ambiental ressalte a importância de recursos humanos no alcance de um desempenho superior, pouco se sabe sobre a dinâmica dessa relação. A análise de algumas das principais obras referentes à gestão ambiental na organização (DONAIRE, 2009; BARBIERI, 2007; TACHIZAWA, 2004) revela que há ênfase, apenas, na gestão de recursos humanos como responsável pelo treinamento em matéria ambiental. Na área de estudo que trata da gestão de recursos humanos, verifica-se que o tema da gestão ambiental empresarial não é devidamente abordado. A carência de maior avanço no conhecimento dessa área de pesquisa é frequentemente ressaltada pelos seus principais autores. Como exemplo, Daily e Huang (apud Jabbour, 2007) afirmam que em termos práticos e empíricos, há pouca sistematização sobre como a gestão de pessoas pode contribuir para a efetividade da gestão ambiental. Brío, Fernándes e Junquera (2007) reafirmam que tal tema de pesquisa não vem recebendo a merecida atenção, e que pesquisas que contemplem a combinação de métodos são necessárias, a fim de se construir conhecimento válido. Donaire (2009) salienta a importância das práticas de recursos humanos para a efetiva gestão ambiental: O desempenho de uma organização está fortemente associado à qualidade de seus recursos humanos. Se uma empresa pretende implantar a gestão ambiental em sua estrutura organizacional, deve ter em mente que seu pessoal pode transformar-se na maior ameaça ou no maior potencial para que os resultados esperados sejam alcançados. FACESI EM REVISTA Ano 5 – Volume 5, N.1 – 2013 - ISSN 2177-6636 Assim, a área ambiental deve desenvolver com a área de recursos humanos intenso programa de conscientização, visto que a atividade de meio ambiente inicia-se e concretiza-se alterando o comportamento das pessoas que a integram. Como o público pode acreditar na boa intenção da empresa em relação ao meio ambiente, se o pessoal interno não estiver convencido e motivado para contribuir de forma positiva na questão ambiental? (DONAIRE, 2009, p.102). Conforme Donaire (2009), um aspecto fundamental da área de recursos humanos diz respeito ao treinamento para a gestão ambiental e ao desenvolvimento de competências para lidar com essa questão. Nesse contexto, além da necessidade de conceder informações específicas referentes ao conhecimento da área ambiental, das ações tomadas e de seus reflexos na preservação do meio ambiente, reveste-se de maior relevância a ênfase no treinamento que promova mudança de atitude por parte dos gerentes e subordinados, para que estes possam, em consonância, desenvolver adequado comportamento ambiental em sua atividade diária. A área de recursos humanos e os dirigentes organizacionais devem passar a definir parâmetros de desempenho organizacionais que vão além dos resultados financeiros para compreender aqueles concernentes aos pressupostos da sustentabilidade. Considerando que a adequada gestão ambiental é elemento necessário para o alcance da sustentabilidade, pode-se enunciar que a gestão de recursos humanos passa a ser um dos principais agentes pró-gestão ambiental na empresa (BOUDREAU e RAMSTAD apud JABBOUR, 2007). O engajamento do público interno revela a qualidade da inserção do tema na cultura organizacional. Ou seja, uma organização não consegue consolidar a sua identidade sem que seus colaboradores mais diretos o façam em suas relações cotidianas. Por isso, a gestão ambiental na empresa não pode ser atribuída somente ao nível institucional, mas deve ser ratificada pelo público interno que reconstrói um contexto organizacional mais inclusivo. A gestão de recursos humanos tem um papel essencial nisso. Aligleri; Aligleri; Kruglianskas (2009) postulam que uma gestão responsável e sustentável é construída pelas pessoas, acrescentando que a maneira como a empresa se relaciona com seus colaboradores pode impactar mais no empenho, comprometimento e satisfação do que altos salários. Um bom ambiente de trabalho e a forma como as organizações interagem com as pessoas, tanto o público interno quanto a sociedade em geral, geram oportunidades para o crescimento e sustentabilidade dos negócios. Assim, um dos grandes desafios enfrentados pelas empresas na adoção de programas gerenciais ambientalmente responsáveis é favorecer, nas relações internas e externas, valores culturais que contribuem para um novo comportamento organizacional. Sendo a cultura a forma correta de perceber, sentir e pensar, ela condiciona o que se aprende, a maneira como se aprende e os resultados dessa aprendizagem para a organização. Por conseguinte, é fundamental reconhecê-la como um dos agentes que podem dificultar ou facilitar a aprendizagem do modelo de gestão responsável a fim de evitar a implantação de estratégias preocupadas apenas com o processo e com caminhos e padrões pré-fixados (ALIGLERI; KRUGLIANSKAS, 2009). Essa nova perspectiva demanda novas respostas para a teoria e prática da gestão de pessoas. Para que aconteça o engajamento da organização como um todo nas questões ambientais, a área de recursos humanos precisa internalizar comportamentos éticos e comprometidos junto aos colaboradores. A associação desses conceitos à gestão dos negócios deve necessariamente expressar o compromisso efetivo de todos os escalões da empresa de forma permanente e estruturada. De acordo com Vilela Junior e Demajorovic (2006), em grande parte das iniciativas, os programas de conscientização ambiental se concretizam sob três formatos diferentes. Em primeiro lugar, a partir de eventos pontuais, que são muito comuns em empresas que FACESI EM REVISTA Ano 5 – Volume 5, N.1 – 2013 - ISSN 2177-6636 restringem seus programas de educação ambiental às palestras que envolvem funcionários que ouvem passivamente algum palestrante que aborda temas como água ou resíduos sólidos. Ainda citando Vilela Junior e Demajorovic (2006), uma segunda abordagem empregada pelas empresas é ater seus programas de educação ambiental às ações desenvolvidas com o público externo, como palestras em escolas, apoio à realização de programas de coleta seletiva e gincanas, atividades vendidas como parte integrante do compromisso socioambiental das empresas. Enfim, uma terceira e última forma de desenvolver a educação ambiental nas empresas é aquela destinada a preparar a organização para cumprir corretamente os procedimentos estabelecidos pela Norma ISO 14001. É importante salientar que as três abordagens citadas não deixam de constituir iniciativas importantes, até enquanto elementos fundamentais de possíveis programas de educação ambiental nas empresas, mas é preciso que essa abordagem simplificada de adoção de estratégias nas empresas seja revista (VILELA JUNIOR; DEMAJOROVIC, 2006). Quando a organização resolve implementar a gestão socioambiental estratégica ou outro programa que envolva suas competências internas, nota-se grande resistência a mudanças por parte dos colaboradores e dos empregadores. Segundo Nascimento; Lemos e Mello (2008), conseguir a adesão de todos os que fazem parte da organização e participam, tanto operacionalmente quanto em nível decisório, é a premissa básica para o sucesso da gestão socioambiental estratégica. Dessa forma, pensar na responsabilidade ambiental da empresa significa não somente investir em passiva transmissão de conhecimentos e informações sobre a temática ambiental ou política ambiental da empresa, mas implica sensibilizar, gerar sentidos de corresponsabilidade, proporcionar a descoberta de potencialidades em cada profissional em todos os níveis hierárquicos, proporcionar abertura ao diálogo e a compreensão dos processos envolvidos. 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Para responder à questão da pesquisa e alcançar os objetivos propostos foi realizada uma pesquisa de natureza quantitativa, com informações viabilizadas por meio de um levantamento do tipo survey. Destaca-se que a pesquisa apresentada é de natureza exploratória, pois o objetivo é proporcionar maior familiaridade com o problema. Para a coleta de dados, foi utilizado um questionário desenvolvido e validado por Gonçalves-Dias et al. (2009) que contempla 34 afirmações referentes à mensuração de consciência ambiental e questões de caracterização do perfil do entrevistado. O questionário foi respondido por profissionais de recursos humanos de grandes empresas de uma cidade do norte do Paraná. O questionário possui 34 afirmações em uma escala de diferencial semântico de 7 pontos, sendo 1 “nunca” e 7 “sempre”, englobando questões de: consumo de produtos e serviços de empresas; cuidados com alimentação saudável; disposição de lixo no lar; disposição de lixo em áreas públicas; economia de energia elétrica; economia de água; reutilização de produtos; participação em iniciativas de defesa ao meio ambiente; e reação diante de posturas ambientalmente incorretas de terceiros (GONÇALVES DIAS et al, 2009, não paginado). Conforme orientação de Hair Jr. e outros (2005), foram combinadas múltiplas respostas referentes aos seguintes temas: consumo de produtos e serviços de empresas; preocupação com alimentação saudável; acondicionamento de lixo na residência; disposição de lixo em áreas públicas; economia de energia elétrica e água; reutilização de produtos; FACESI EM REVISTA Ano 5 – Volume 5, N.1 – 2013 - ISSN 2177-6636 participação em iniciativas de defesa do meio ambiente; e reação diante de posturas ambientalmente incorretas de terceiros. Uma escala diferencial semântica de 7 pontos (1 = Nunca e 7 = Sempre) foi empregada para alcançar o posicionamento dos respondentes. A mensuração do nível de consciência ambiental é representada pelas médias mais altas; entretanto, algumas questões tiveram suas afirmações invertidas, e as médias mais baixas indicam maior consistência ambiental. De acordo com Gonçalves-Dias et al. (2009), a solução final da análise fatorial apontou cinco fatores utilizando o critério do autovalor superior a 1,0: Consumo Engajado, Preocupação com o Lixo, Boicote via Consumo, Mobilização e Ambiente Doméstico. A Tabela 1, a seguir, apresenta as variáveis agrupadas em seus respectivos fatores predominantes utilizados para avaliar os resultados da pesquisa. Tabela 1 – Agrupamento das variáveis em dimensões Dimensão 1: Consumo Engajado Eu já paguei mais por produtos ambientalmente corretos. Eu procuro comprar produtos feitos de material reciclado. Eu já convenci outras pessoas a não comprarem produtos que prejudicam o meio ambiente. As preocupações com o meio ambiente interferem na minha decisão de compra. Leio o rótulo atentamente antes de decidir a compra. Compro comida sem me preocupar se tem conservantes ou agrotóxicos. Procuro me alimentar com comidas naturais. Dimensão 2: Preocupação com o Lixo Quando não tem lixeira por perto, guardo o papel que não quero mais no bolso. Jogo latas de cerveja ou refrigerante vazias no chão. Evito jogar papel no chão. Ajudo a manter as ruas limpas. Dimensão 3: Boicote via Consumo Compro produtos de uma empresa mesmo sabendo que ela polui o meio ambiente. Evito usar produto fabricado por empresa que polui o meio ambiente. Dimensão 4: Mobilização Chamo a atenção de pessoas que jogam papel no chão. Falo sobre a importância do meio ambiente com outras pessoas. Já denunciei quem polui o meio ambiente Mobilizo as pessoas para a conservação dos espaços públicos. Procuro reduzir o meu consumo de recursos naturais escassos. Dimensão 5: Ambiente Doméstico Deixo a torneira aberta enquanto escovo os dentes. Na minha casa eu separo o lixo conforme seu tipo. Tomo banho demorado. Fico com a geladeira aberta muito tempo, olhando o que tem dentro. Quando estou em casa, deixo as luzes acesas em ambientes que não são usados. Gonçalves-Dias et al. (2009) sublinham que as dimensões do comportamento ambiental podem ser agrupadas da seguinte maneira, como se ilustra no Quadro 1, a seguir. Quadro 1 – Dimensões do comportamento ambiental DIMENSÃO DESCRIÇÃO Responsável pela maior parte da variância dos dados, agrupa variáveis relativas às Consumo atitudes dos respondentes quanto ao consumo. Expressam o nível de conscientização Engajado dos indivíduos sobre as questões ambientais que envolvem a postura dos fabricantes e também um caráter mais ativo na procura de opções de produtos ecologicamente FACESI EM REVISTA Ano 5 – Volume 5, N.1 – 2013 - ISSN 2177-6636 Preocupação com o Lixo Boicote via Consumo Mobilização Ambiente Doméstico corretos. Reuniu variáveis ligadas à atitude dos indivíduos quanto ao lixo e limpeza de ambientes domésticos e públicos. Também aglutinou variáveis comportamentais relacionadas ao consumo, todavia o caráter da postura dos indivíduos indica maior propensão a penalizar produtos e serviços ecologicamente incorretos. Agregou variáveis comportamentais relacionadas a uma postura proativa na busca da sensibilização de outros indivíduos no que se refere às questões ambientais. Agrupou variáveis ligadas ao comportamento do indivíduo na vida domiciliar. As variáveis estão relacionadas ao uso cotidiano de recursos naturais, como energia elétrica e água. A estratégia de construir o modelo fatorial e, posteriormente, aglomerar os dados é adotada por uma série de estudos em Administração (FURSE, PUNJ, STEWART, apud Gonçalves-Dias et al., 2009) e se mostrou bastante útil para avançar na compreensão do comportamento ecológico de graduandos em Administração. A descrição das dimensões do comportamento ambiental descritas por Gonçalves Dias et al. (2009) orientam a avaliação dos resultados da pesquisa. 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram respondidos 34 questionários por profissionais de Recursos Humanos de grandes empresas de uma cidade no norte do Paraná, cujas empresas foram selecionadas a partir do Cadastro das Indústrias – 2013, catálogo editado pelo CIN/PR – Centro Internacional de Negócios do Paraná, em sua 15ª edição. Os questionários foram encaminhados por e-mail, no período de 14 de fevereiro a 8 de março de 2013, as 57 empresas cadastradas no catálogo. Aguardou-se a devolutiva dos profissionais interessados em responder à pesquisa, obteve-se um retorno de 34 questionários respondidos; assim, aceitaram participar da pesquisa 59,65% das empresas selecionadas. Os resultados obtidos por meio dos questionários recebidos foram transcritos em forma de tabelas para análise de acordo com o agrupamento das variáveis em dimensões do comportamento ambiental. Tabela 2 – Consumo engajado Questão Consumo engajado Total nunca 01 02 03 04 05 06 sempre 07 1 As preocupações com o meio ambiente interferem na minha decisão de compra. 34 0 4 6 13 5 3 3 3 Compro comida sem me preocupar se tem conservantes ou agrotóxicos. 34 1 3 8 4 7 6 5 5 Eu já convenci outras pessoas a não comprarem produtos que prejudicam o meio ambiente. 34 12 6 4 9 2 0 1 6 Eu já paguei mais por produtos ambientalmente corretos. 34 5 7 5 5 6 4 2 7 Eu procuro comprar produtos feitos de material reciclado. 34 3 7 2 10 5 5 2 14 Procuro me alimentar com comidas naturais. 34 0 2 5 5 10 6 6 Na dimensão consumo engajado, a pesquisa revela que a maioria dos respondentes não está sempre preocupada com o meio ambiente ao fazer suas compras, apenas 9% consideram as questões ambientais em todas as compras. Observou-se também que boa parte desses profissionais não está disposta a pagar mais caro por produtos ambientalmente corretos, 51% dos entrevistados assinalaram entre 1 e 3 as escalas mais baixas de concordância com a FACESI EM REVISTA Ano 5 – Volume 5, N.1 – 2013 - ISSN 2177-6636 afirmação. Já o item “procuro me alimentar com comidas naturais” foi a afirmativa que representou maior preocupação dos entrevistados, representando 65% dos respondentes. Tabela 3 – Preocupações com o lixo Preocupações com o lixo Total nunca 01 02 03 04 05 06 sempre 07 8 Evito jogar papel no chão. 34 0 0 0 0 0 0 34 11 Jogo latas de cerveja ou refrigerante vazias no chão. 34 30 1 1 0 0 0 2 18 Quando não tem lixeira por perto, guardo o papel que não quero mais no bolso. 34 0 0 1 0 1 1 31 21 Ajudo a manter as ruas limpas 32 0 0 0 9 10 7 6 Questão Os resultados obtidos no grupo “preocupações com o lixo” reuniu variáveis relacionadas à atitude dos indivíduos quanto ao lixo e limpeza de espaços domésticos e públicos; essa dimensão representou um grande nível de preocupação dos entrevistados, já que 100% dos respondentes afirmaram que evitam jogar papel no chão, 91% guardam papel no bolso e 72% assinalaram as opções entre 5 e 7 no que diz respeito ao item “ajudo a manter as ruas limpas”. A análise desse grupo revelou que esses profissionais têm alto nível de preocupação com a destinação do lixo. Tabela 4 – Boicote via consumo Questão Boicote via consumo Total nunca 01 02 03 04 05 06 sempre 07 12 Evito usar produto fabricado por empresa que polui o meio ambiente. 34 2 3 3 5 10 7 4 22 Compro produtos de uma empresa mesmo sabendo que ela polui o meio ambiente. 32 21 5 4 2 0 0 0 Os entrevistados atribuíram notas mais baixas ao quesito “compro produtos de uma empresa, mesmo sabendo que ela polui o meio ambiente”, o que significa que a maioria das pessoas que responderam ao questionário evita comprar de empresas que não demonstram responsabilidade ambiental. A maior parte dos respondentes adota uma postura ativa no quesito “evito usar produto fabricado por empresa que polui o meio ambiente”, as médias mais altas representaram 62%. Tabela 5 – Mobilização Questão Mobilização Total nunca 01 02 03 04 05 06 sempre 07 2 Chamo a atenção de pessoas que jogam papel no chão. 34 1 1 3 4 4 10 11 9 Falo sobre a importância do meio ambiente com outras pessoas. 34 0 3 5 9 8 4 5 17 Já denunciei quem polui o meio ambiente. 34 26 2 1 2 2 1 0 19 Procuro reduzir o meu consumo de recursos naturais escassos. 34 0 3 8 6 9 3 5 23 Mobilizo as pessoas para a conservação dos espaços públicos. 33 25 1 1 2 2 1 1 Na dimensão mobilização, os respondentes adotaram uma postura mediana; em algumas questões, como “procuro reduzir o meu consumo de recursos naturais escassos” e “falo sobre a importância do meio ambiente com outras pessoas”. 76% dos entrevistados afirmaram que nunca denunciaram quem polui o meio ambiente ou mobilizaram pessoas para a conservação de espaços públicos. A análise desse quesito aponta que os profissionais não apresentam uma postura proativa no tocante à sensibilização de outros indivíduos para causas ambientais. FACESI EM REVISTA Ano 5 – Volume 5, N.1 – 2013 - ISSN 2177-6636 Tabela 6 – Ambiente doméstico Questão Ambiente doméstico Total nunca 01 02 03 04 05 06 Sempre 07 4 Deixo a torneira aberta enquanto escovo os dentes. 34 25 4 2 1 2 0 0 10 Fico com a geladeira aberta muito tempo, olhando o que tem dentro. 34 10 10 4 2 1 5 2 13 Na minha casa eu separo o lixo conforme seu tipo. 34 1 1 2 3 1 4 22 16 Quando estou em casa, deixo as luzes acesas em ambientes que não são usados. 34 13 14 4 1 1 1 0 20 Tomo banho demorado. 34 9 5 6 7 4 2 1 Quanto ao ambiente doméstico, 74% dos respondentes afirmam que não deixam a torneira aberta enquanto escovam os dentes e 79% dos entrevistados atribuíram maiores médias no quesito “na minha casa eu separo o lixo conforme seu tipo”. E a maior parte dos entrevistados assegura que não fica com a geladeira aberta por muito tempo, deixa as luzes acesas ou toma banho demorado. Esse âmbito da pesquisa revelou que os respondentes tomam ações favoráveis ao meio ambiente no âmbito de sua vida doméstica. Dos 34 profissionais que responderam ao questionário, 62% são do gênero feminino e 38% do masculino; vale lembrar que a maior parte dos profissionais de recursos humanos é do gênero feminino; desse público, 32% têm entre 18 e 24 anos e 47% têm entre 25 e 34 anos, o que mostra que os respondentes são, em sua maioria, pessoas jovens. Quando questionados sobre o interesse pelo meio ambiente, foi solicitado que se atribuísse uma nota de 1 a 7 e 88% dos respondentes atribuíram notas entre 5 e 7, o que representa um grande interesse dos profissionais entrevistados pelas questões ambientais. O fator de interesse dos profissionais de recursos humanos pelo meio ambiente é essencial para o efetivo engajamento do público interno e da inserção do tema na cultura organizacional. Observou-se também que pessoas que declaram ter estudado sobre meio ambiente apresentaram médias superiores nas afirmações, demonstrando maior comprometimento ambiental; 85% dos profissionais declararam que já estudaram sobre meio ambiente, e destes, 15% estudaram no Ensino Fundamental, 32% no Ensino Médio, 35% na graduação e 18% na pós-graduação. Conforme estudo realizado por Gonçalves-Dias et al. (2009), a pesquisa suporta a proposição de que a transformação do comportamento ecológico não é efetivamente alterada através de estratégias pedagógicas genéricas, já que a maioria dos entrevistados teve a formação ambiental e boa parte realizou trabalhos acadêmicos na área. A presente pesquisa suporta a proposição de que o acesso ao tema ambiental ou até mesmo a própria formação ambiental no ambiente escolar ou universitário não provoca o avanço da consciência ambiental. Os homens demonstraram maior preocupação com as questões ambientais nas dimensões ambiente doméstico e preocupação com o lixo; nos grupos consumo engajado e boicote via consumo as mulheres atribuíram as maiores notas. Quanto à mobilização, homens e mulheres obtiveram baixas médias, com diferença mínima entre os gêneros. Quanto ao estado civil, observou-se que pessoas casadas demonstraram maior preocupação com o meio ambiente que as solteiras, o que suporta o estudo de Iseri, Silva e Silva (2011) referente ao consumo consciente e Baccaro et al. (2012) sobre consciência ambiental; nesses estudos, foi verificado que as pessoas casadas tendem a possuir comportamentos ambientais mais conscientes se comparadas às solteiras. FACESI EM REVISTA Ano 5 – Volume 5, N.1 – 2013 - ISSN 2177-6636 5 CONCLUSÕES O principal propósito desta pesquisa foi analisar a consciência ambiental de profissionais de recursos humanos em uma cidade norte paranaense para verificar seu nível de comprometimento com o meio ambiente. Considerando que é por meio dessa área que os valores de responsabilidade ambiental são disseminados para os funcionários, levando em conta que as ações e atitudes dos indivíduos são estimuladas, uma vez que estes possuam valores que se preocupem com o meio ambiente. Apesar de alguns autores destacarem a importância da área de recursos humanos para o efetivo engajamento da organização quanto às questões ambientais, a análise de algumas das principais obras referentes à gestão ambiental na organização mostra que há ênfase, somente, da gestão de recursos humanos como responsável pelo treinamento sobre educação ambiental. Os resultados desta pesquisa apontaram que os respondentes demonstram alto nível de preocupação com a destinação do lixo e que tomam ações favoráveis ao meio ambiente no âmbito de sua vida doméstica. Na esfera denominada “boicote via consumo”, o caráter da postura dos indivíduos indica maior propensão a penalizar produtos e serviços ecologicamente incorretos. Contudo, a análise dos resultados a partir das dimensões do comportamento ambiental “mobilização” e “consumo engajado” revela que os profissionais não apresentam uma postura proativa no que tange à sensibilização de outros indivíduos para causas ambientais e que não demonstram grande preocupação com a responsabilidade ambiental ao realizar suas compras. Os entrevistados revelaram grande interesse pelas questões ambientais; o fator de interesse dos profissionais de recursos humanos pelo meio ambiente é essencial para o efetivo engajamento do público interno e da inserção do tema na cultura organizacional. Notou-se também que pessoas que declaram ter estudado sobre meio ambiente apresentaram médias superiores nas afirmações, demonstrando maior comprometimento ambiental. Conclui-se que para que a cultura de responsabilidade ambiental seja incorporada pela organização é necessário que os horizontes sejam ampliados, implicando que uma nova cultura seja estabelecida. Além dos treinamentos para funcionários, ao lidar com pessoas é necessário considerar suas individualidades, valores, crenças histórias de vida e culturas, isto é, hábitos que determinam comportamentos e consolidam um cenário muito mais complexo que demanda ações tanto no ambiente interno quanto no ambiente externo da empresa. Também se faz necessário considerar a área de recursos humanos como fator estratégico e essencial para que haja o engajamento da organização como um todo nas questões ambientais. A gestão de recursos humanos tem um papel fundamental ao favorecer a internalização de comportamentos éticos e comprometidos junto aos colaboradores. A associação desses conceitos à gestão dos negócios deve necessariamente expressar o compromisso efetivo de todos os escalões da empresa, de forma permanente e estruturada, ou não passará de discurso todos os esforços empreendidos para tornar a organização ambientalmente responsável. REFERÊNCIAS ALIGLERI, Lilian; ALIGLERI, Luiz A.; KRUGLIANSKAS, Isak. Gestão Socioambiental: responsabilidade e sustentabilidade do negócio. São Paulo: Atlas, 2009. BACCARO, Thais Accioly; GALÃO, Fabiano Palhares; GROSS, Geovani. O profissional de recursos humanos e sua consciência ambiental: um estudo em uma universidade do norte do Paraná. XV Semead, outubro de 2012. FACESI EM REVISTA Ano 5 – Volume 5, N.1 – 2013 - ISSN 2177-6636 BARBIERI, José Carlos. Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos. São Paulo: Saraiva, 2007. BORGER, F. G. 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