ESCOLA ESTADUAL CARLÍRIO GOMES DOS SANTOS – ENSINO FUNDAMENTAL COLÉGIO ESTADUAL VINÍCIUS DE MORAIS – ENSINO MÉDIO PROJETO: CONTAÇÃO DE HISTÓRIA DO NORTE DO PARANÁ. UEL / FAFI / N.R.E. de CORNÉLIO PROCÓPIO A CONTESTAÇÃO DE TERRAS ENTRE ÍNDIOS DA RESERVA INDÍGENA LARANJINHA E BRANCOS DO BAIRRO RIBEIRÃO GRANDE Grasiela Diniz da Luz Marquito Jacqueline de Lourdes Pelegrini Bueno Paula Regina dos Reis Pagliaci Sandra Regina Berti Vera Lúcia de Suoza Pagliaci e, alunos Orientação: Regina C Alegro Santa Amélia – PR 2005 INTRODUÇÃO A reserva Indígena Laranjinha, localiza-se ao sul do município de Santa Amélia, aproximadamente a 5 km da sede da cidade, num total de 60 famílias, ocupando uma área de 284 hectares de terras, onde habitam as tribos Guaranis Nhandevas e Kaingang desde a década de 60. As tribos citadas estão reivindicando as terras do antigo Posto Indígena que está localizado no Bairro Ribeirão Grande, a oeste da sede do município de Abatia. Essas terras possuem uma área de 4,5 hectares. Os antigos moradores indígenas e as novas gerações justificam a reivindicação dessas terras, pois foram os primeiros habitantes dessa região, que era uma Reserva Indígena Guarani e Kaingang. Mas, devido a malária e a gripe espanhola que assolaram a região, muitos índios morreram ou fugiram, ficando apenas 5 famílias no antigo posto velho, quando o governo federal decidiu transferi-los (segundo eles, sobre pressão dos colonizadores). “Na época, nós fomos enganados”, afirma o Cacique Sampaio em entrevista ao Jornal Folha de Londrina em 19/05/05 página 5, referindo-se ao antigo Serviço de Proteção ao Índio, transformando uma decisão provisória, em decisão definitiva. O Bairro Ribeirão Grande faz divisa com o município da Santa Amélia. Quase todas as terras reivindicadas pelos índios pertencem a brancos residentes no município de Santa Amélia. São eles, Manuel Garcia Quintanilha Manzzano, Inês Helbel Martins, Yashuchi Taji, Godoy, Dirceu Marquito, Alberto Helbe, Vantuir Bibeiro. Por outro lado, se os índios não forem reempossados, mais uma vez a história estará discriminando-os, reforçando o descaso para com os primeiros habitantes do Brasil. Como diz Aracy Lopes da Silva em seu livro “Índios”, a questão indígena está longe de ser um “problema dos índios”. Ela diz respeito a todos nós. Cabe a todos nós, brancos e índios, decidirmos se queremos uma nação justa e respeitosa dos direitos das pessoas. Cabe a nós todos pensar sobre a riqueza de experiências humanas que desfruta um povo que sabe respeitar as diferenças culturais. Espera-se com esse trabalho contribuir para uma reflexão sobre algumas ações realizadas no passado, que ainda hoje refletem e acarretam conflitos, e repercussões tanto do lado indígena, quanto do lado do branco, do governo federal e municipal, pois se essas terras forem reintegradas para os índios, segundo os moradores do Bairro Ribeirão Grande, irá causar transtornos sociais e econômicos para os agricultores e para os municípios de Abatiá, Santa Amélia, Ribeirão do Pinhal e Cornélio Procópio. JUSTIFICATIVA Por ser um tema que faz parte da história regional, e ser polêmico, envolvendo os índios e os agricultores brancos do município de Santa Amélia e por não haver nenhum trabalho publicado sobre este tema específico, se justifica o estudo aqui proposto. O indígena Olívio Jekupé, em seu livro de poesia “500 anos de Angústia”, ressalta a dramaticidade dos conflitos entre os índios e brancos em torno da terra: “Muitos deles vivem roubando, As terras do meu povo, E os brancos ainda dizem, A terra é nossa, somos mais fortes“ (1999, p 43). Os autores Edívio Battistelli, Maurício P. Saraiva “Povos Indígenas do Paraná” (1997, p. 20), abordam o abandono, a discriminação da sociedade circundante dos índios Xetá, Kaigangue e Guarani. “Os Kaigangues e Guarani do Paraná”, somam hoje cerca de 9 mil indivíduos, ocorrendo, nos últimos tempos alto índice de natalidade e conseqüente diminuição de espaço nas reservas. Ocupam exatos 84.355m, 2,50 hectares, menos de 0,3% da área original. De acordo com Maria de Fátima da Cunha, em “Memórias Caipiras Através de Canções”, a memória é de fundamental importância, pois, através dela podemos verificar, “através de vários lugares da memória” (museus, canções, literatura, causos) a lembrança de um tempo que se foi e também do que está no presente. Segundo Nora (1993) “o que permite a utilização da memória como fonte é a possibilidade de poder articulá-la especialmente à memórias subjetivas, ou seja, às lembranças de nossos sentimentos e experiências pessoais e também de memórias sociais”. A definição de Pierre Nora para “lugares de memória” é fundamental para situarmos as questões do tema. Para Cunha, tantos cidades e sertões seriam “lugares da memória”, possuiriam os sentidos materiais, simbólico e funcional, que nos permitiriam ler “sertão e cidade”, não como lugares determinados geograficamente, mas como resultante de investimento simbólico que se lhes confere mudam de sentidos e significados dependendo do grupo social e momento histórico. A autora cita Gilmar Arruda para afirmar que, em qualquer hipótese, é preciso ter claro que a memória é um fenômeno altamente complexo, em que até as palavras usadas para descrevê-las mostram a sua extensão; - reconhecer, recordar, evocar, registrar, comemorar, ou seja, mostram que a memória pode incluir tudo, desde uma sensação mental altamente privada e espontânea, possivelmente mudam até uma cerimônia pública solenizada. A abordagem do presente tema proposto pelas professoras e alunos busca o reconhecimento e valorização dos grupos existentes no município e na nossa escola, bem como sua identidade, já que os mesmos pertencem à mesma comunidade, dando liberdade de discurso para ambas as partes em relação ao tema. Esta identidade está profundamente ligada à questão da terra, ou, aos conflitos pela terra, que envolve a todos no município. OBJETIVO GERAL Analisar, por meio de depoimentos orais e escritos, o olhar de indígenas e brancos a cerca da reivindicação de terras do bairro Ribeirão Grande. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Levantar informações sobre as tribos que habitaram o antigo posto Ribeirão Grande. Verificar as causas do deslocamento dos indígenas para a Reserva Laranjinha, e a entrada dos brancos no bairro Ribeirão Grande. Analisar os motivos da reivindicação das terras do bairro Ribeirão Grande. Coletar e registrar os depoimentos orais e escritos, a cerca do olhar de indígenas e brancos, sobre a reivindicação de terras do bairro Ribeirão Grande. PROCEDIMENTO METODOLÓGICO O projeto será desenvolvido com a participação dos alunos do Ensino Fundamental da Escola Estadual Carlírio Gomes dos Santos – 5ª a 8ª séries, e Colégio Estadual Vinícius de Morais – Ensino Médio, através da prática da metodologia própria da história oral, e da prática do método recepcional – envolvendo as disciplinas: Língua Portuguesa – História – Geografia e Arte. A abordagem do tema será realizada através de pesquisa bibliográfica e análise dos depoimentos coletados pelos alunos participantes. Os alunos serão preparados para esta atividade de acordo com os pressupostos metodológicos da história oral. De acordo com Alberti (1990, p. 191-7), a história oral pode ser compreendida como uma metodologia de pesquisa, que permite o registro de testemunhos não constantes da memória oficial. Dessa forma, amplia as possibilidades de interpretação do passado. O trabalho de coleta neste projeto consiste na realização de entrevistas gravadas com indivíduos que participaram direta ou indiretamente, ou testemunharam acontecimentos e conjunturas do passado e do presente. A história oral constitui-se como uma metodologia interdisciplinar por excelência, pois reconhece e existência de múltiplas histórias, memórias e identidades em uma sociedade. Entretanto algumas das práticas e crenças da chamada história oral “militante” levaram a equívoco que convém evitar. O primeiro deles consiste em considerar que o relato que resulta da entrevista de história oral, já é a própria “História”, levando-se a ilusão de chegar à “verdade do povo”, graças ao levantamento do testemunho oral. Ou seja, a entrevista, em vez de fonte para o estudo do passado e presente, torna-se revelação do real. O equívoco está em considerar que a entrevista publicada já é “História”, e não apenas uma fonte que, como todas as fontes, necessita de interpretação e análise. Outro equívoco decorrente da história oral “militante”, e que interessa considerar aqui, diz respeito ao uso da noção de história “democrática” ou história “vista de baixo”. Será que o pesquisador que entrevista membros da elite – isto é, que investiga visões de mundo e experiências de vida de personagens da história “de cima” – escreve necessariamente “uma História não democrática?” Certamente que não. (Aspásia Camargo, História oral e política. In: Marieta de Moraes Ferreira, 1994, p. 87). De acordo com Portelli ( ), sobre memória dividida, não no sentido que há um conflito entre a memória comunitária pura e “espontânea”, e aquela oficial e “ideológica”, “estamos lidando com uma multiplicidade de memórias fragmentadas e internamente divididas, todas, de uma forma ou de outra, ideológica e culturalmente mediata. O reconhecimento da diversidade constitui, portanto, a melhor alternativa para evitarmos a polaridade simplificadoramente entre “memória oficial” e “memória dominada” e realizarmos uma análise mais rica dos testemunhos obtidos em nossa pesquisa. Ainda, a história oral pode ser particularmente útil ao estudo do cotidiano que permite uma “redefinição” da história política, entendida não mais como História dos “grandes homens” e “grandes feitos”, e sim como estudo das diferentes formas de articulação de atores e grupos de interesse. É útil no estudo de padrões de socialização e de trajetórias de indivíduos e grupos pertencentes a diferentes camadas sociais, gerações, sexos, profissões, e religião. De histórias de comunidades como as de bairro, as de imigrantes, camponeses etc., no registro de tradições culturais, aí incluídas as tradições orais. Segundo Maria Isaura Pereira Queiroz em “Relatos Orais”: “Do Indizível ao Dizível”, no início dos anos 50, a história oral fora utilizada por sociólogos como W. I. Thomas (1863 – 1947)e os antropólogos Franz Boas (1858–1942). No entanto, através dos séculos, o relato oral construíra sempre a maior ponte humana de conservação e difusão do saber. A transmissão do relato oral diz respeito tanto ao passado longínquo, quanto ao passado muito recente, e às experiências do dia-a-dia. Embora haja instrumentos técnicos que favoreçam a gravação de um relato oral, a transcrição ainda é a única forma de conservação desses dados narrativos. Nos Estados Unidos, por exemplo, o desaparecimento de tribos indígenas, levou ao emprego de variadas formas de história oral, como objetivo de conservar pelo menos a lembrança de sua organização e costumes. Na Europa, principalmente na França, a transformação do estilo de vida dos camponeses a partir de fins do século XIX fomentou também a coleta de relatos orais, de depoimentos pessoais, de histórias de vida, visando registrar as maneiras de agir e de pensar existentes numa organização social que se apagava. Para Pierre Nora (Entre Memórias e História) há locais de memória e a memória é um fenômeno sempre atual, um elo vivido no eterno presente; a história uma representação do passado. Procedimentos de Pesquisa Solicitar permissão para realizar a entrevista. Orientações para com os alunos de como se comportar diante de uma entrevista, respeitando o entrevistador, e que o aluno deixe claro ao entrevistado a importância de seu depoimento, em local adequado e silencioso sem interferências de outros. Definição do grupo: definir qual comunidade social será entrevistado, “agricultores e antigo moradores do bairro e os índios”. Quem faz a entrevista: alunos – filhos de agricultores, e filhos de índios, onde um conduzirá a entrevista, e outro fará as anotações em caderno de campo. A entrevista terá um roteiro geral de entrevistas. Após a realização da entrevista, os dados serão transcritos da forma original do entrevistado. Prática do Método Recepcional Os pressupostos teóricos da estética da recepção buscam resgatar o leitor de sua passividade, enfatiza a comparação entre o familiar e o novo, entre o próximo e o distante no tempo e no espaço. O método recepcional oferece status ao leitor, e valoriza as três instâncias que envolvem a leitura: a obra, o autor e o leitor, que de certa forma estão em interação no momento da leitura. Prática do Método Recepcional 1-Tema: A disputa de terra entre índios e brancos. 2- Clientela: Alunos do Ensino Fundamental (5ª a 8ª séries) e Ensino Médio. 3- Material: filme Thainá – Ensino Fundamental - Memória de contação de causos com os moradores da Reserva Indígena Laranjinha e Agricultores. (história contada pelos avós – referente às terras). - Leitura de jornais, noticiários sobre índios e brancos. - Índios no Brasil – MEC. - Leitura da revista Superinteressante “Uma língua falada por 177 pessoas” – (árvore genealógica). - Livro de Poesia – Olívio Jekupé. - Música - Todo dia era dia de índio (Baby Consuelo). 4- Procedimentos Didáticos. 4.1- Determinação do Horizonte de expectativa. 4.2- Atendimento do Horizonte de expectativa. 4.3- Ruptura do Horizonte de expectativa. 4.4- Questionamento do Horizonte de expectativa. 4.5- Ampliação do Horizonte de expectativa. Prática na Escola Estadual Carlírio Gomes dos Santos – Ensino Fundamental. 1. Tema: A disputa de terras entre índios e brancos. 2. Clientela: Alunos da 5ª A, 6ªA, 6ªB, 8ªC da Escola Estadual Carlírio Gomes dos Santos – Ensino Fundamental. 3. Material: 3.1- Livros: 3.1.1- 500 Anos de Angústia – Poesias. Olívio Jekupé. 3.1.2- E assim começou a história que já havia começado... APEART. 3.1.3- De olho nas penas. Ana Maria Machado (Obra literária). 3.2- Vídeo: 3.2.1- Thainá. 3.2.2- Índios no Brasil. Documentário. Programas de 1 a 10 – SEF/SEED. 3.3- Jornal: 3.3.1- Folha de Londrina (noticiário sobre índios da Reserva indígena Laranjinha e brancos). 3.4- Revistas: 3.4.1- Superinteressante: “Uma língua falada por 177 pessoas”. (árvore genealógica). 3.5- Música: 3.5.1- Todo dia era dia de índio. (Baby Consuelo). 3.6- Relato Oral: 3.6.1- História contada pelos índios da Reserva Indígena Laranjinha, sobre as terras. 4- Procedimentos didáticos: 4.1- Determinação do horizonte de expectativas: - Exibição do filme “Thainá”. Paralelo: índio da Amazônia e o índio da Reserva Indígena Laranjinha. (cultura, sobrevivência, valorização da natureza-terra). 4.2- Atendimento do horizonte de expectativas: - Leitura em voz alta pelo professor do livro “E assim começou a história que já havia começado..., APEART”. - Discussão dos diversos temas: Educação no Brasil; O Emocionante Broto de Taquara; O Computador na vida do Índio; Eu amo a minha raça; Problemas do Alcoolismo na reserva; A visão que o índio tem sobre o índio; A visão que o não – índio sobre o índio; O índio hoje e ontem o índio tinha um paraíso; Hoje o Índio só tem ruína. - Comentar que esses temas estão internalizados no livro 500 anos de Angústia – Olívio Jekupé. -Projeto Descobrindo Talentos – Apresentação dos alunos das 6ª séries A e B, tocando instrumentos e cantando músicas em Tupi-Guarani. 4.3- Ruptura do horizonte de expectativas; - Poesias: 500 anos de Angústia. Olívio Jekupé. - Vídeo: Índios no Brasil. Documentário. - Revista: Superinteressante. “Uma língua falada por 177 pessoas”. Leitura informativa. - Jornal: Folha de Londrina. Leitura dos noticiários sobre índios da Reserva Indígena Laranjinha e brancos. _ Relato Oral: Histórias contadas pelos índios da Reserva Indígena referente às terras. 4.4- Questionamento do horizonte de expectativas: - Analisar e comparar os diversos textos trabalhados, enfocando a visão do índio e do branco, sobre a disputa de terras. 4.5- Ampliação do horizonte de expectativas: - Leitura do livro “De olho nas penas”, Ana Maria Machado. Conclusão – Produção final: - Produção artística e escrita referente ao tema “Solução harmoniosa, sem perca, para a disputa de terras entre índios e brancos”, através de desenhos na 5ª série A e produção de texto nas 6ª séries A e B e 8ª série C. Prática no Colégio Estadual Vinícius de Moraes – Ensino Médio 1- Tema: Disputa de terras entre índios e brancos. 2- Clientela: 1ºA e B e 3º ano matutino. 3- Material: 3.1- Livros: 3.1.1- Leópolis Inesquecível – Olívio Zeferino da Silva. 3.1.2- E assim começou a história que já havia começado... APEART 3.1.3- 500 anos de Angústia – Olívio Jekupé. 3.2- Vídeo: 3.2.1- Índios no Brasil – Programas 1 a 10 – documentário – SEF-SEED. 3.3- Jornal: 3.3.1- Folha de Londrina (notícias sobre os índios da Reserva Indígena Laranjinha e brancos). 3.4- Revista: 3.4.1- Leitura da revista Superinteressante “Uma língua falada por 177 pessoas” (árvore genealógica). 3.5- Música: 3.5.1- Todo dia era dia de índio. (Baby Consuelo). 3.6- Relato oral e escrito: 3.6.1- História contada pelos indígenas da Reserva Indígena Laranjinha sobre às terras. 4- Procedimentos Didáticos: 4.1- Determinação do horizonte de expectativas: - Leitura e relato das histórias contadas pelos avós dos alunos; - Momento de “Contação de histórias” (pessoas da comunidade). 4.2-Atendimento do horizonte de expectativas: - Leitura em voz alta pelo professor do livro “E assim começou a história que já havia começado..., APEART”. - Discussão dos diversos temas: Educação no Brasil; O Emocionante Broto de Taquara; O Computador na vida do Índio; Eu amo a minha raça; Problemas do Alcoolismo na reserva; A visão que o índio tem sobre o índio; A visão que o não – índio sobre o índio; O índio hoje e ontem o índio tinha um paraíso; Hoje o Índio só tem ruína. - Comentar que esses temas estão internalizados no livro 500 anos de Angústia – Olívio Jekupé. - Comemoração do mês do índio – 19 de abril – com danças, músicas, artesanato e vestimentas indígenas. 4.3- Ruptura do horizonte de expectativa: - Relato Oral: História contada pelos índios da Reserva Indígena Laranjinha sobre as terras; - Poema: Leópolis Inesquecível – Olívio Zeferino da Silva. - Música: Todo dia era dia de índio. (Baby Consuelo). - Vídeo: Índios no Brasil. Documentários. - Jornal: Leituras das notícias sobre os índios da Reserva Indígena Laranjinha e brancos. - Revista: Leitura informativa “Uma língua falada por 177 pessoas” (árvore genealógica). 4.4- Questionamento do horizonte de expectativas: - Analisar e comparar as histórias contadas pelos índios e pelos brancos sobre as posses das terras (valor da terra para o branco e para o índio). 4.5- Ampliação do horizonte de expectativas: - Leitura do livro 500 anos de Angústia – Olívio Jekupé. Conclusão – Produção Final: - Produção de um texto dissertativo – argumentativo, a partir das leituras realizadas para uma exposição dos textos a comunidade escolar. CRONOGRAMA 1ª Etapa: a- Encontros para análise para materiais, elaboração do Projeto. b- Levantamento bibliográfico para elaboração do projeto de pesquisa. – 09/07 à 05/12/2005. 2ª Etapa: A- Desenvolvimento de pesquisa (1º semestre 2006). B- Exposição pública de trabalhos coletados pelos alunos. (final do 2º semestre de 2006). D- Redação do Artigo. (fevereiro a julho 2007). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BATTISTELLI, Edívio & SARAIVA, Maurício P. – “Os Povos Indígenas do Paraná” – Curitiba. 1997. CUNHA, Maria de Fátima da – “Memórias Caipiras Através de Canções” – In: Boletim do Laboratório de Ensino de História. Londrina, Ed. UEL. n.24, Jan/Abr. 2002. Grupo de Pesquisa Rede de Estudos sobre Ensino Aprendizagem em História – UEL – Manual do Entrevistador. JEKUPÉ, Olívio. “500 Anos de Angústia” – Poesias. Gráfica Laser LTDA. 1999. Jornal Folha de Londrina, 18 de maio de 2005. Caderno Principal, página 1. Jornal Folha de Londrina, 19 de maio de 2005. Caderno Cidades, página 5. SILVA, Aracy Lopes da. “Índios”. SP: Ed. Ática. Série Ponto por Ponto. 1988. QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de. Variações sobre a técnica de gravador no registro da informação viva. In: Von Sinson, Olga de M. (org) Experimentos com Histórias de Vida: Itália/Brasil. São Paulo; Vértice, Editora Revista dos Tribunais, 1988.