TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS Tribunal de Contas do Estado do Amazonas DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS VISTORIAS OPERACIONAIS DO TCE/AM MANAUS - AMAZONAS - BRASIL 2 0 1 2 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB PRESIDENTE Conselheiro Érico Xavier Desterro e Silva VICE-PRESIDENTE Conselheiro Josué Cláudio de Souza Filho CORREGEDOR Conselheiro Ari Jorge Moutinho da Costa Júnior OUVIDOR Conselheiro Lúcio Alberto de Lima Albuquerque Coordenador-Geral da Escola de Contas Públicas Conselheiro Júlio Assis Corrêa Pinheiro CONSELHEIROS Conselheiro Antônio Júlio Bernardo Cabral Conselheiro Raimundo Michiles AUDITORES Yara Amazônia Lins Rodrigues dos Santos Mário José de Moraes Costa Filho Alípio Reis Firmo Filho PROCURADOR GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESPECIAL DO TCE/AM Carlos Alberto Souza de Almeida PROCURADORES Fernanda Cantanhede Veiga Mendonça Evanildo Santana Bragança Evelyn Freire de Carvalho Langaro Pareja Ademir Carvalho Pinheiro Roberto Cavalcanti Krichanã da Silva Elizângela Lima Costa Marinho João Barroso de Souza Ruy Marcelo Alencar de Mendonça Elissandra Monteiro Freire de Menezes SECRETÁRIO-GERAL DE CONTROLE EXTERNO Pedro Augusto Oliveira da Silva EQUIPE DE VISTORIA Anete Jeane Marques Ferreira (DEAMB) Juliana Meirelles Silva (DEAOP) Nilson José Araújo Brandão (DEAOP) Otacílio Leite da Silva Júnior (DEAOP) REVISÃO Sérgio Augusto Meleiro da Silva (DEAMB) Keila Graça Castro Uchôa (DEAOP) APOIO TÉCNICO Lany Mary Iglesias Reis (DEAMB) PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Sumário TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB INTRODUÇÃO 04 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA 05 OBJETIVOS E IDENTIFICAÇÃO 06 RESULTADO DAS VISTORIAS 07 PANORAMA DOS MUNICÍPIOS VISTORIADOS SITUAÇÕES GERAIS 08 SITUAÇÕES ESPECÍFICAS 09 PARINTINS 10 FONTE BOA 13 TABATINGA 16 BENJAMIN CONSTANT 19 IRANDUBA 22 ITACOATIARA 25 APUÍ 28 MAUÉS 31 BORBA 34 RECOMENDAÇÕES 37 CONCLUSÃO 39 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 41 PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Introdução TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB No momento que em que o governo federal impõe aos municípios a missão de interferir decisivamente para mudar o panorama da destinação final dos resíduos sólidos no Brasil, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) contribui para a discussão local ao mostrar a situação real dos municípios do Amazonas, quanto à destinação final dos resíduos. A realização dessa amostragem feita em nove municípios, em 2011, atendeu determinação do Tribunal Pleno, frente à legislação vigente e as notícias veiculadas quanto à situação de perigo aviário e possível contaminação ambiental. Essa pequena amostragem trouxe a tona uma triste realidade que não é exclusiva dos municípios do Amazonas, uma vez que se repete em regiões do nordeste, centro oeste, sudeste e sul: a falta de gerenciamento dos resíduos e a destinação a céu aberto. A conjuntura atual exige soluções para a destinação final ambientalmente adequada dos resíduos no sentido de implementar e ampliar a coleta seletiva, com a conseqüente diminuição do volume de resíduos enviados aos aterros, e o aumento sua vida útil, além de promover a inclusão sócio-econômica dos catadores e a geração emprego e renda aos verdadeiros agentes ambientais. O TCE/AM ao iniciar este trabalho, que foi destacado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em sessão do dia 31 de agosto de 2011, assume uma postura de vanguarda frente às questões ambientais, sociais e de saúde pública, e contribui para encontrar soluções para o desenvolvimento sustentável e controle quanto à aplicabilidade dos recursos públicos, bem como o controle preventivo ambiental. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 04 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Contextualização do Tema TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB O crescimento urbano, decorrente da elevação dos patamares de consumo e a industrialização provocam o aumento da geração de resíduos sólidos nas cidades brasileiras, e impõem ao poder público, grandes demandas a serem manejadas. Essa situação é agravada quando aliada a falta de políticas para o gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos, o que leva a manejos incorretos, à poluição ambiental, paisagística e danos à saúde. Para intervir nesse cenário o Governo Federal editou a Lei 12.305/2010, Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada pelo Decreto 7.404/2010, que obriga os municípios a elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS), até agosto de 2012 e a implantação de aterros sanitários, até o ano de 2014. A lei busca também interferir decisivamente no controle dos resíduos sólidos por meio da atribuição de responsabilidades aos geradores dos resíduos, com, por exemplo, a adoção do processo de logística reversa por parte do setor industrial., Para efeito da Lei, os resíduos sólidos urbanos englobam os resíduos domiciliares, oriundos de atividades domésticas, resíduos de limpeza urbana (varrição, limpeza de logradouros e vias públicas). Considera-se ambientalmente adequada a distribuição ordenada de rejeitos em aterros sanitários, ao contrário da disposição final de resíduos em vazadouros a céu aberto ou lixões e em aterros controlados que é inadequada, pois o lixo descarregado diretamente no solo, sem o processo de impermeabilização e sem nenhum tratamento, ainda que haja cobertura com terra, gera efeitos nocivos à saúde pública e ao meio ambiente. A pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), realizada pelo IBGE em 2008, indica que o manejo dos resíduos sólidos (que inclui coleta, limpeza pública e destinação final do lixo) passou a existir em todos os municípios brasileiros, apesar da disposição final ainda se apresentar de forma inadequada em 73% destes. Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) publicou na edição 2010, o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, onde o volume de resíduos sólidos urbanos gerados pela população, em 2010, foi superior ao registrado em 2009, em 6,8%. A produção de lixo chegou a 61 milhões de toneladas. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 05 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Objetivos e Identificação TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB O objetivo das vistorias foi verificar a situação das áreas de Depósito de Resíduos Sólidos (DRS) nos municípios e identificar os possíveis danos ambientais, além dos fatores que influenciam na coleta e destinação final do lixo. A escolha dos municípios seguiu uma amostragem feita a partir da divulgação, pelo Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (IPAAM), da lista dos municípios com risco aviário e demandas junto ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas. As vistorias foram feitas no período de Abril a Dezembro de 2011. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 06 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB Por determinação do Tribunal Pleno, em abril de 2011 o Departamento de Auditoria Operacional (DEAOP) em parceria com o Departamento de Auditoria Ambiental (DEAMB) iniciou vistorias operacionais nos municípios de Parintins, Fonte Boa, Tabatinga, Benjamin Constant, Iranduba, Itacoatiara, Apuí, Maués e Borba (Figura 01). Foram examinados aspectos que vão desde o marco legal, passando pelo planejamento e operacionalização da coleta pública e destinação final dos resíduos. Os relatórios apontam para a falta de controle na gestão dos resíduos sólidos urbanos; deficiência na coleta e transporte dos resíduos; a falta de capacitação técnica nas prefeituras; a descontinuidades das ações durante os mandatos seqüentes e à seleção e/ou compra de área destinada a aterros sanitários sem estudos ou com estudos incompletos, muitas vezes sem anuência do órgão estadual de meio ambiente. Esse trabalho não teve a pretensão de extrapolar para todos os municípios as constatações elencadas nesta consolidação. No entanto há uma realidade exposta que serve como referência para alguns problemas recorrentes observados e que são graves. No Amazonas, segundo dados do Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (IPAAM) o Panorama Geral da destinação final de Resíduos Sólidos no Amazonas apresenta 01 Aterro Controlado em Manaus e 61 lixões a céu aberto. As análises realizadas foram feitas, de acordo a Lei 12.305/2010 - que instituiu a Política dos Resíduos Sólidos - Resoluções estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e Normas Técnicas, entre outros. Ao final de cada relatório são apresentadas sugestões ao executivo municipal a fim de minimizar os impactos sociais, ambientais e de saúde. Figura 01 - No destaque em vermelho os municípios vistoriados Fonte: DEAMB/TCE 2012 PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 07 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB Panorama dos Municípios Vistoriados SITUAÇÕES GERAIS Não há tratamento do lixo e a destinação final do mesmo é deficiente, pois é coletado e disposto de forma inadequada (lixão), o que acarreta problemas sociais, urbanísticos, saúde pública e poluição ambiental; Descarte de resíduos diretamente em valas sem o devido tratamento e sem a correta impermeabilização do solo; Os municípios não possuem Plano Gestor de Resíduos Sólidos Urbanos (PGRSU); Há carência de profissionais com formação específica para atuar na área de gestão dos resíduos sólidos; A coleta é deficiente e não cobre toda a malha viária das sedes e em alguns casos chega a ser precária; Os veículos não são adequados à coleta de resíduos e também são utilizados em outros setores (obras); Há presença de crianças entre os catadores nos lixões; O lixo não é visto como uma possibilidade real de ganho; Não há programas de coleta seletiva ou política que contemple o gerenciamento integrado de resíduos sólidos; Não existe articulação para mobilização ou organização dos catadores em associações; Os resíduos de saúde não são manejados da forma correta e acabam nos lixões a céu aberto, queimados ou enterrados; A queima prevalece na maioria dos municípios como forma de redução da volumetria do lixo. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 08 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB Panorama dos Municípios Vistoriados SITUAÇÕES ESPECÍFICAS Município recebeu recursos para construção de um Aterro Sanitário, não concluiu todas as etapas conforme as Normas Técnicas, não implantou programas complementares (coleta seletiva) e a área voltou a ser um lixão; Município com Aterro Sanitário a ser inaugurado e uma área de DRS (lixão) a ser desativada e recuperada por meio de Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD); Município que fez aquisição de terreno para Aterro Sanitário sem a realização dos estudos de viabilidade técnica; Quadro 1 – Informações dos municípios POPULAÇÃO GERAL POPULAÇÃO URBANA DESTINAÇÃO FINAL PARINTINS 102.033 69.905 LIXÃO / COBERTURA FONTE BOA 22.817 15.039 LIXÃO TABATINGA 52.272 36.371 LIXÃO B. CONSTANT 34.411 20.132 LIXÃO IRANDUBA 40.781 28.928 LIXÃO / COBERTURA ITACOATIARA 86.839 58.175 LIXÃO APUÍ 18.007 10.606 LIXÃO / COBERTURA MAUÉS 52.236 25.836 LIXÃO BORBA 34.961 14.434 LIXÃO MUNICÍPIO PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 09 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB PARINTINS Área - 5.952 Km² População Geral - 102 066 habitantes População Urbana – 69.905 habitantes Economia – Agricultura, Pecuária e Turismo Mesorregião Centro Amazonense – Microrregião Parintins A vistoria foi realizada de 11 a 15 de abril de 2011, com visitas técnicas na área do Depósito de Resíduos Sólidos (DRS), Associação de Catadores de Parintins (ASCALPIN), Aeroporto Júlio Belém e outras setores. O município de Parintins tem o Depósito de Resíduos Sólidos localizado na Área de Segurança Aeroportuária (ASA) do Aeroporto Júlio Belém. Sua situação foi agravada em função do risco aviário proveniente da enorme quantidade de urubus (coragyps atratus) que transitam entre o aeroporto, fazendas de gado próximas e o Lixão. O risco aviário em Parintins foi denunciado pela Agência Nacional de Regulação de Viagens (ANAC), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (IPAAM), sendo os dois últimos, órgãos de controle ambiental, federal e estadual respectivamente. Esse cenário levou o Ministério Público Federal a mover uma Ação Civil Pública (Processo n. 7835282010 04013200) para interdição do Aeroporto Júlio Belém, e culminou com a decisão da Justiça Federal, em setembro de 2010, pelo fechamento do Aeroporto para pousos e decolagens em horários diurnos. Em Maio de 2011, o aeroporto foi reaberto, mas novamente fechado em agosto de 2011. A lixeira de Parintins localiza-se no bairro Djard Vieira há mais de 20 anos. A área ocupa uma superfície de 300 x 350 m, correspondente a 10,5 hectares, a uma distância de aproximada de 4,6 km da ASA do Aeroporto Júlio Belém. Desde PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 10 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB fevereiro de 2011 a administração municipal, seguindo orientação do IPAAM, iniciou um processo de remediação da área lixão com a construção de cerca e guarita, melhorias no acesso, estabelecimento de via secundária e espaço de manobra, com acesso para circulação em todo o DRS, a fim de facilitar o descarregamento, separação dos resíduos por área e recobertura em valas. Também foram construídas valas para destinação dos resíduos de saúde e de carcaças. O ponto de descarregamento foi transferido da via de acesso, para a parte interna do lixão. A equipe do TCE esteve no galpão da Associação dos Catadores de Parintins (Ascalpin) que conta com 50 associados, mas na época apenas 15 estavam operantes e o restante atuava por conta própria. Figura 02: Urubus na região da lixeira Figura 03:Avião durante a decolagem desvia de urubus PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 11 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB Também há catadores que não são associados, em função da falta de estrutura e de apoio da Prefeitura. Durante a visita ao DRS as principais falhas verificadas foram: a) A cerca de isolamento da área e a guarita para controle de entrada das pessoas estranhas a atividade não impedem o acesso de pessoas, veículos e catadores ao local; b) A localização da lixeira da área residencial não obedece a NBR 13896/97 que estabelece uma distância mínima maior que 500 metros. As consequências imediatas para a comunidade local é a transmissão de doenças, o mau cheiro e a degradação paisagística; c) Vazamento de gases do interior da massa de lixo e de áreas de chorume; d) Ausência do sistema de drenagem de águas pluviais provocando maior infiltração na célula, aumentando o volume de chorume gerado; e) Ausência de impermeabilização do solo antes do início dos trabalhos de recobrimento; f) Área possui um passivo de 20 anos; g) Resíduos frigoríficos jogados na vala específica não são recobertos imediatamente após o descarregamento dos veículos. Os resíduos do frigorífico levam de dois a três dias para serem recobertos nas valas. h) A vala para deposição dos resíduos de saúde não é corretamente operacionalizada; encontra-se com grande volume de águas pluviais ao fundo. O Relatório de Vistoria foi apresentado na 18ª Sessão do Tribunal Pleno, em 26 de maio de 2011, com recomendações. Foi enviado às instituições competentes, como IPAAM, Vara de Meio Ambiente e Prefeitura de Parintins. O relatório também foi enviado a 7ª. Vara Federal de Meio Ambiente da Justiça Federal no Amazonas. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 12 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB FONTE BOA Área - 12.111 Km² População Geral - 22.817 habitantes População Urbana – 15.039 habitantes Economia – Agricultura, Pesca e Pecuária Mesorregião Centro Amazonense – Microrregião Alto Solimões A vistoria foi realizada de 24 a 27 de julho de 2011. Visitas técnicas foram feitas no DRS, feiras, hospital e aeroporto. O Relatório Anual de Gestão da Prefeitura de Fonte Boa, referente ao ano de 2010, indica que a geração de resíduos/dia é de 4.600Kg. Os resíduos produzidos no município são provenientes dos setores: domiciliar, público (incluindo capina, poda e os resíduos da feira e mercado), serviços de saúde (único não coletado pelo serviço municipal), entulho e outros. O município, apesar de possuir um Instituto de Desenvolvimento Social, o IDSFB, que tem como escopo a conservação, preservação e melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida, voltou-se apenas para a área rural. Não houve ampliação para projetos específicos na área urbana, seja no saneamento básico outro setor. Há 13 anos o Depósito de Resíduos Sólidos (DRS) da cidade de Fonte Boa funciona na Estrada da Baré, próximo de conjuntos habitacionais. O marco da utilização da área foi o início da coleta pública de resíduos em 1998. O terreno tem 01 (um) hectare e está localizado nas coordenadas 02º30'46,6”S e 66º04'42,6”W. Os resíduos dos serviços de saúde não são coletados pela Prefeitura. No Hospital Manuel Paes Lemos, o lixo hospitalar é recolhido e jogado numa vala de 3 metros de profundidade, sem impermeabilização localizada no terreno da própria unidade. Quando a vala está cheia o lixo é queimado. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 13 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS Figuras 4 e 5 – Vista geral dos resíduos espalhados no terreno onde está instalado o lixão. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 14 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB O sistema operacional da coleta pública apresenta sérias deficiências, desde carros e equipamentos inadequados até o período de retorno nos bairros, que ultrapassa 20 dias. A demora na coleta leva os moradores a uma prática inadequada de armazenamento do lixo: as sacolas são penduradas em árvores ou varais e se multiplicam conforme o número de dias, aguardando o carro coletor. O lixo orgânico acumulado ou disposto de forma inadequada cria um ambiente propício ao desenvolvimento de organismos patogênicos. O município não possui matadouro, e portanto, não há controle dos resíduos gerados pelo abate de animais. As carcaças são jogadas no rio, enterradas ou abandonadas nas cercanias das fazendas. Durante a visita ao DRS as principais falhas verificadas foram: a) Constatação da existência de lixão a céu aberto; b) Manejo inadequado de resíduos sólidos dos serviços de saúde; c) Presença de crianças entre os catadores no lixão; d) Existência de catadores sem processo de organização; e) Igarapé a 200m do limite do terreno do lixão; f) O acesso ao local é livre, não há cercas ou guaritas para impedir a presença de catadores; g) Os resíduos não são recobertos; h) O local está apenas a 1,0 km do aeroporto da cidade, o que vai de encontro às normas de seguranças aeroportuárias (Resolução CONAMA 04/95). O relatório foi apresentado na 29ª Sessão do Tribunal Pleno em 22 de setembro de 2011. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 15 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB TABATINGA Área - 3.225 Km² População Geral - 52.272 habitantes População Urbana – 36.371 habitantes Economia – Comércio e Pesca Mesorregião Centro Amazonense – Microrregião Alto Solimões A vistoria foi realizada de 28 a 29 de Julho de 2011. Foram realizadas visitas técnicas ao Matadouro, DRS de Tabatinga, Aeroporto Internacional de Tabatinga, Procuradoria da República no Amazonas/Ministério Público Federal, Prefeitura e Hospital de Guarnição. A região Alto Solimões é de relevante interesse à soberania nacional, por se localizar na tríplice fronteira do Brasil, Colômbia e Peru, além de concentrar um grande número de terras indígenas. O cenário descrito é uma situação característica dos municípios do Alto Solimões, quanto ao alto percentual de terras indígenas o que muitas vezes, representa limitações quanto à expansão das sedes ou localização estratégica de portos, aeroportos e outras áreas públicas. O DRS de Tabatinga foi um dos maiores lixões a céu aberto inspecionado (cerca de 8 hectares), sem nenhum tipo de tratamento, com o agravante da presença de catadores peruanos e colombianos, que juntamente com os filhos, passam o dia no lixão em abrigos improvisados. É importante destacar que além da população oficial, Tabatinga tem uma população flutuante de colombianos e peruanos. A cidade tem 12 bairros, a Prefeitura operacionaliza a coleta pública e atende diariamente aos bairros centrais e aos bairros periféricos, em dias alternados. Os veículos de coleta são alugados e cumprem rotas sob fiscalização da Secretaria Municipal de Limpeza Pública. Os garis trabalham sem equipamentos PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 16 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB de proteção e os carros de coleta são inadequados ao serviço. A Prefeitura cadastrou os catadores brasileiros, mas enfrenta dificuldades na legalização dos catadores estrangeiros (peruanos e colombianos) que não possuem documentação de origem. Figuras 05 e 06 – Veículos inadequados na coleta e abrigos improvisados no lixão. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 17 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB Na pesquisa documental sobre o risco aviário nos Relatórios do Cenipa 2010 e 2011, constatou-se a ocorrência de 5 colisões com aves da espécie urubu (coragyps atratus), nos últimos 3 anos na área do Aeroporto Internacional de Tabatinga. Uma Ação Civil Pública (N° 32.01.000386-2) foi proposta pelo Ministério Público Federal/ Procuradoria da República em Tabatinga (MPF), para que a Prefeitura Municipal adotasse providências a fim de adequar a lixeira municipal para um aterro controlado. O IPAAM também recomendou a adoção de medidas a fim de remediar á área do DRS, para reduzir o risco aviário, a contaminação do solo, do lençol freático e dos cursos d'água e diminuir assim os riscos ambientais. Durante a visita ao DRS de Tabatinga, que está localizado nas coordenadas geográficas 04° 13' 16,70098”S e 69° 55' 03,03712”W, na Estrada do INCRA, as principais falhas verificadas foram: a) Não implementação das recomendações do IPAAM quanto à remediação do lixão e sua permanência a céu aberto; b) Disposição inadequada dos resíduos sólidos dos serviços de saúde, jogados a céu aberto, misturados ao lixo comum; c) Presença de catadores peruanos e colombianos instalados em abrigos no lixão; d) Existência de catadores sem processo de organização; e) Ausência de cercas ou guaritas para impedir a presença de catadores e crianças. O relatório foi apresentado na 29ª Sessão do Tribunal Pleno em 22 de setembro de 2011. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 18 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB BENJAMIN CONSTANT Área - 8.793 Km² População Geral - 34.411 habitantes População Urbana – 20.132 habitantes Economia – Agricultura e Pecuária Mesorregião Centro Amazonense – Microrregião Alto Solimões A vistoria foi realizada de 29 a 30 de Julho de 2011. Em função de denúncia ao Tribunal de Contas, a equipe que se encontrava em Tabatinga deslocou-se ao município de Benjamim Constant, para verificar as condições do DRS que se localiza no centro da cidade. Benjamin Constant também integra a Tríplice Fronteira e está muito próxima ao Distrito de Islândia, no Peru. A sede, além da população local tem uma média de 120 famílias de peruanos residentes que exploram atividades comerciais, além de uma população flutuante de peruanos e colombianos, em função do comércio. A cidade não possui Plano Diretor. O volume médio diário de lixo recolhido pelo serviço de limpeza pública é de aproximadamente 40 m3, excetuando-se o lixo hospitalar que é queimado no terreno do próprio hospital. Esse cálculo é baseado no número de deslocamentos das caçambas até o Lixão. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 19 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS Figuras 07 e 08 – O terreno em declive segue em direção aos cursos d´agua Forno crematório dos resíduos de saúde PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 20 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB O Depósito de Resíduos Sólidos de Benjamin Constant está situado em área urbana, no bairro da Colônia, (Coordenadas 04° 23' 11,4”S e 70° 01' 16,1”W), ao lado do cemitério da cidade. O local é utilizado há mais de 20 anos. O terreno do lixão tem 5,0 hectares. A área apresenta forte declividade e está entre dois cursos d'água, os afluentes dos igarapés Santo Antônio e Boa Esperança. O Relatório de Análise da Disposição Final dos Resíduos Sólidos, feito pelo Serviço Geológico Brasileiro, em 2008, informa que em função da declividade do terreno, as águas pluviais são drenadas juntamente com os resíduos líquidos do aterro (chorume) para o leito do afluente do igarapé Santo Antônio. A coleta de resíduos é deficiente e os veículos também são utilizados no setor de obras. Os resíduos dos serviços de saúde são queimados num forno crematório localizado no terreno do próprio hospital, sem nenhum tipo de manejo. O crematório não tem qualquer sistema de isolamento que impeça o acesso de animais e crianças que brincam no local. No mesmo terreno, às margens do Rio Javari, está localizada uma vala destinada aos resíduos dos serviços de saúde do Grupo A, que são potencialmente infectantes, como restos humanos. Assim, o manejo dos RSSS não atende as normas da Resolução nº 306/2004 da Diretoria Colegiada (RDC), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que dispõe sobre o gerenciamento de RSSS, editada de acordo com o Conselho Nacional do Meio Ambiente. Durante a visita ao DRS as principais falhas verificadas foram: a) Área imprópria para instalação de um DRS uma vez que o mesmo está no meio da cidade; b) Contaminação de dois cursos d'água a poucos metros do Igarapé, cujos laudos técnicos integram o Relatório do CPRM; c) O Lixão está a 150m de distância das residências mais próximas, do afluente do igarapé Boa Esperança e é limítrofe com o afluente do igarapé Santo Antônio; d) Presença de catadores; e) Constatação da existência de lixão a céu aberto; f) Manejo inadequado de resíduos sólidos dos serviços de saúde; g) Catadores sem processo de organização; h) Cobertura parcial dos resíduos após períodos prolongados. O relatório foi apresentado e aprovado na 29ª Sessão do Tribunal Pleno, em 22 de setembro de 2011. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 21 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB IRANDUBA Área - 2.214 Km² População Geral - 40.787 habitantes População Urbana – 28.928 habitantes Economia – Indústria, Agricultura e Pesca Mesorregião Centro Amazonense – Microrregião Manaus A vistoria técnica foi realizada de 08 a 10 de agosto de 2011. O município de Iranduba está a 22 quilômetros de distância de Manaus em linha reta, e é uma das maiores cidades do Amazonas. O município foi incluído pela Lei Complementar nº 52, de 30 de maio de 2007, (alterada pela Lei 59/207) na Região Metropolitana de Manaus. A coleta pública no município iniciou em 1997, após a Prefeitura adquirir um terreno para instalar o DRS. Atualmente, a coleta dos resíduos é estimada em 70 metros cúbicos diários. A coleta atinge toda a cidade e está sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Limpeza Pública. No total, oito (8) bairros (Centro, Novo Amanhecer, Cidade Nova, São Francisco, Bairro Alto, Graça Lopes, Eduardo Braga e Laranjal) são atendidos, além de 4 Distritos Urbanos: Ariaú, Cacau Pirêra, Lago do Limão e Paricatuba. Os veículos usados na coleta apresentavam bom estado de conservação e eram adequados ao serviço. A Prefeitura também fiscaliza o destino dos resíduos sólidos gerados pelo setor de turismo, produzido pelos hotéis de selva, restaurantes flutuantes, restaurantes rodoviários e barracas instaladas nas praias. Os resíduos sólidos dos serviços de saúde são coletados pela Prefeitura nos mesmos veículos utilizados na coleta comum. O único manejo feito pelas PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 22 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB unidades de saúde é a separação do material pérfuro-cortante, acondicionado em caixas descartech. Todo o lixo hospitalar segue para o DRS. Iranduba não dispõe de programa de Coleta Seletiva, mas um grupo de 10 catadores, basicamente da mesma família e moradores das áreas próximas, trabalham regularmente no Lixão Municipal. Desde 1997 o Depósito de Resíduos Sólidos (DRS) da cidade de Iranduba funciona na rodovia Carlos Braga, no Ramal de Janauary, Km 6 a Km 7 Km da sede. O terreno de 15 hectares localiza-se nas geográficas 03°14'588”S e S060°14'588”W. Figura 09 – Catadora em meio ao lixão Figura 10 - Operacionalização da cobertura dos resíduos PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 23 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB O terreno é plano o que facilita o descarregamento dos carros coletores. No entorno do lixão foram construídos acessos não pavimentados, o que permite o tráfego dos caminhões e caçambas em toda a extensão. A Prefeitura tem um projeto para construção de Aterro Sanitário na mesma área. Análises preliminares do CPRM indicam que o local tem viabilidade técnica. No DRS as principais falhas verificadas foram: a) Livre acesso de pessoas e animais; b) Existência de moradias a menos de 500 m do loca, apesar do lixão localizar-se em área rural; c) Ausência de técnica estabelecida para a cobertura dos resíduos e de impermeabilização do solo; d) Resíduos sólidos dos serviços de saúde queimados a céu aberto; e) Não há separação de resíduos; f) Presença de catadores sem equipamentos de proteção individual adequados g) Queima do lixo hospitalar sem o manejo correto. O relatório foi apresentado e aprovado na 36ª Sessão do Tribunal Pleno, em 07 de dezembro de 2011. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 24 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB ITACOATIARA Área - 8.892 Km² População Geral - 86.839 habitantes População Urbana – 58.175 habitantes Economia – Indústria madeireira, pesca e pecuária Mesorregião Centro Amazonense – Microrregião Itacoatiara A vistoria técnica foi realizada de 10 a 13 de agosto de 2011. O município de Itacoatiara localiza-se a 272 quilômetros de Manaus; é a terceira cidade em densidade populacional do Estado e pertence à Região Metropolitana de Manaus pela Lei Complementar nº 52, de 30 de maio de 2007 (alterada pela Lei 59/2007). O município possui arcabouço legal para gestão urbana (Plano Diretor, Código de Postura, Código Ambiental, Código de Obras etc.). Em 2001 a administração municipal, por meio de convênio (SIAFI n° 432825) com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) recebeu R$ 800 mil reais para construção de um aterro sanitário. O projeto aprovado no MMA consistia na construção de lagoas de chorume e guarita; aquisição de equipamento (balança, trator de esteira e caçamba), além de obras de urbanização. O aterro seria construído num terreno de 847.000 m2, no mesmo local aonde os resíduos eram depositados. A vigência do convênio foi de 31 de dezembro de 2001 a 30 de abril de 2003. Na vistoria a equipe do TCE constatou que as obras realizadas não caracterizam a existência de um aterro sanitário. As lagoas de chorume foram construídas, assim como a guarita, mas está tudo abandonado em meio ao lixo e vegetação rasteira. Os equipamentos comprados estão sucateados e abandonados e não há vestígios de urbanização. Também não existe evidência que o local tenha sido operacionalizado como um Aterro Sanitário. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 25 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB O serviço de coleta é realizado em 27 bairros. A Prefeitura também mantém a coleta nas comunidades rurais Novo Remanso, Vila de Lindóia e Engenho. Não existe quantificação da geração de resíduos, mas apenas estimativas. Segundo a Prefeitura são recolhidas 196 toneladas/dia de resíduos. Dados do IPAAM indicam uma geração per capita de 0,5 kg hab/dia. Os RSSS são coletados pela Prefeitura em veículo apropriado para o transporte. Apesar do transporte atender a norma de forma correta, todo o resíduo de saúde é jogado no lixão sem nenhum tratamento. Não há valas para a destinação dos resíduos de saúde. Figura - 11 – Grande concentração de Urubus Figura 12 - Abrigo dos catadores na estrada de acesso PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 26 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB Itacoatiara tem uma Associação de Catadores composta por 25 pessoas. Durante a vistoria no DRS, os catadores estavam acampados em barracos improvisados nas margens da estrada de acesso e também coletavam resíduos recicláveis/reutilizáveis sem nenhum equipamento de proteção. A lixeira municipal ocupa um terreno de 15 hectares, situado na Rua Dr. Luzardo de Mello, bairro do Jauary II, (Coordenadas 03° 08' 53,0”S e 58° 25' 43,9”W), dentro da zona urbana, desde 1997. A área também é próxima do Lago Canaçari e dos igarapés Piramiri e Igaipauá que deságuam no Rio Amazonas. Durante a vistoria técnica foram verificadas as seguintes irregularidades: a) Resíduos depositados sem nenhum tipo de separação, tratamento ou cobertura; b) Presença de residências a menos de 100 metros (área urbana) e uma área de invasão nos fundos do lixão; c) Risco aviário, a lixeira está a menos de 7 km do aeroporto local, infringindo a Resolução CONAMA 004/95; d) Descarregamento desordenado dos resíduos; e) Resíduos sem recobrimento; f) Cerca de 8,0 (oito) hectares de resíduos a céu aberto; g) Presença de catadores, inclusive crianças; h) Ausência de cerca de isolamento e guarita; i) Proximidade com frigorífico, separado apenas pelo muro do estabelecimento; j) Queima inadequada dos resíduos; k) Ausência de drenagem de águas pluviais; l) Mistura dos resíduos de serviço de saúde com os resíduos comuns; Além da vistoria no Depósito de Resíduos Sólidos (DRS) a equipe participou de audiência pública na Câmara de Vereadores para aprovação da área pré-selecionada pela Prefeitura Municipal para implantação do Aterro Sanitário. O relatório foi apresentado e aprovado na 36ª Sessão do Tribunal Pleno, em 07 de dezembro de 2011. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 27 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB APUÍ Área - 54.240 Km² População Geral - 18.007 habitantes População Urbana – 10.606 habitantes Economia – Agricultura e Pecuária Mesorregião Centro Amazonense – Microrregião do Madeira A vistoria técnica foi realizada de 20 a 22 de outubro de 2011. O município de Apuí foi fundado a partir da migração de colonos da região Sul do Brasil, que se tornaram assentados da Reforma Agrária. Se destaca no cenário econômico do Amazonas devido ao seu grande potencial agropecuário. O município tem todo o arcabouço legal para gestão urbana. Na área de resíduos iniciou há dois anos o “Diagnóstico dos Serviços de Limpeza Urbana”, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM/Humaitá) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O documento serve como ferramenta estratégica para as ações da gestão de resíduos sólidos. A coleta domiciliar na sede iniciou oficialmente em 1987 e hoje atende aos 10 bairros da cidade (Centro, Juscelino Kubischeck, Morena, São Sebastião, Cachoeirinha, Vila Nova, Liberdade, Vila Rica, Vila da Palha e Comunicação). A Prefeitura também mantém o serviço de coleta nas estradas vicinais do Assentamento do Juma uma vez na semana. A produção de resíduos sólidos domiciliares e comerciais na cidade de Apuí, segundo o Diagnóstico de Resíduos Sólidos, corresponde a 2,8 toneladas p/dia. A produção de lixo per capita de cada habitante/dia está estimada em 0,78 kg/hab. Os RSSS são coletados pela administração hospitalar e dispostos em vala específica no DRS. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 28 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB Não há programa de coleta seletiva, mas seis catadores recolhem materiais reutilizáveis/recicláveis no lixão e outros 10, recolhem embalagens de alumínio descartadas em eventos na cidade e nos bares. Não existe nenhuma associação ou infra-estrutura de apoio a estes catadores. Figura 13 – Vala com resíduos misturados Figura 14 - Identificação do DRS na estrada de acesso PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 29 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB O Depósito de Resíduos Sólidos localiza-se à margem da BR-230, Km 63, no sentido Apuí – Humaitá, em terreno de propriedade particular, distante aproximadamente 4 Km do Centro Urbano. As coordenadas geográficas são 07° 12' 52,6”S e 59° 54' 55,8”W. A área localiza-se numa elevação, mas com acesso fácil e tem como vizinhança alguns sitiantes e fazendas agropecuárias, já instalados antes da implantação do DRS. A visita in loco constatou que a administração municipal, tem se esforçado para executar o gerenciamento integrado de resíduos sólidos urbanos, tanto é que buscou cumprir algumas orientações do IPAAM no DRS, a fim de acabar com o processo de queima dos resíduos. Assim efetivaram a abertura de valas especificas para resíduos domésticos, resíduos de saúde, além de uma pré-seleção dos resíduos por origem. Esse sistema mesmo rudimentar não deixa de ser um indicativo que o gestor busca alternativas para a questão. Também foram registradas boas práticas no estabelecimento de parcerias e no envolvimento da comunidade. Preocupada em dar celeridade à construção do novo aterro sanitário, a Prefeitura de Apuí já pré-selecionou duas áreas para avaliação. No processo de remediação do antigo lixão, é relevante evidenciar que houve um pequeno avanço, uma vez que o método utilizado, mesmo rudimentar, é melhor do que o lixão a céu aberto, mas destacamos irregularidades das ações mediante as normas técnicas e a legislação: a) A localização do DRS está há 500 metros de sítios e pequenos imóveis rurais; b) Ausência de impermeabilização nas valas de resíduos de saúde e resíduos orgânicos; c) Ausência de sistema de drenagem dos líquidos percolados (chorume) e de águas pluviais; d) Não observância dos padrões técnicos para os serviços de recobertura; e) Resíduos misturados nas valas; f) Não há sistema de tratamento de lixiviados (chorume e água de infiltração); g) Não há sistema de isolamento para evitar o acesso de pessoas e animais. O relatório foi apresentado e aprovado na 12ª Sessão Administrativa do Tribunal Pleno, em 29 de março de 2012. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 30 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB MAUÉS Área - 39.990 Km² População Geral - 52.236 habitantes População Urbana – 25.836 habitantes Economia – Agricultura e Pecuária Mesorregião Centro Amazonense – Microrregião de Parintins A vistoria técnica foi feita de 07 a 10 de novembro de 2011 - A situação dos resíduos sólidos no município de Maués é grave pelos danos ambientais observados a partir das inadequações técnicas, legais e operacionais do atual Depósito de Resíduos Sólidos (DRS) que é uma lixeira com aproximadamente 10 hectares a céu aberto, sem recobertura dos resíduos, onde prevalece a queima. O município trata da gestão dos resíduos há quase 10 anos quando foi elaborado o “Estudo preliminar para Elaboração do Plano de gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos e Implantação do Aterro Sanitário de Maués”. Seguido a este trabalho foi feito um Diagnóstico e estudo para implantação de um Aterro Sanitário com sobrevida de 15 anos. O projeto executivo de construção do Aterro sanitário foi elaborado, em 2003, e atualmente, o município vive a expectativa de sua inauguração (coordenadas geográficas 3º32'44”S e 57º41'30”W). O aterro foi construído com recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente/Ministério do Meio Ambiente, com investimentos da ordem de R$ 448.580,00 (quatrocentos e quarenta e oito mil, quinhentos e oitenta Reais), e contrapartida do Município de R$ 145.800,00 (cento e quarenta e cinco mil e oitocentos Reais). PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 31 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB Figura 15 – Lixo a céu aberto e queima Figura 16 - Preparação das Valas do Aterro a ser inaugurado PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 32 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB O serviço de coleta recolhe todos os resíduos sem separação por origem em 9 bairros (Centro, Maresia, Santa Tereza, Senador José Esteves, Santa Luzia, Mario Fonseca, Ramalho Junior, Donga Michiles e Éden). São coletadas, aproximadamente, 40 (quarenta) toneladas de lixo/dia. Como o lixão está localizado em área urbana, moradores e comerciantes se deslocam frequentemente para jogar todo tipo de lixo na área, inclusive na estrada de acesso. O maior problema detectado foi deficiência na regularidade da coleta, uma vez que os caminhões e equipamentos utilizados são os mesmos que servem a Secretaria de Obras, no transporte de seixo e asfalto, além de não serem adequados ao transporte de resíduos. Os resíduos de saúde também tem como destinação final o lixão. A cidade de Maués não tem programa de coleta seletiva, mas uma média de 6 (seis) famílias de catadores percorrem o lixão em busca de metais (alumínio e cobre). Constatou-se que crianças acompanham os pais na coleta desses materiais. O lixo produzido na área urbana na cidade de Maués é disposto no Depósito de Resíduos Sólidos (DRS) que se configura como uma lixeira a céu aberto com 3 hectares, localizada no Km 3 da estrada Maués-Mirim, há cerca de 6 anos. A área apresenta, nos aspectos técnico, legal e operacional, condições completamente inadequadas de funcionamento, uma vez que o lixo é depositado a céu aberto, em terreno semi-saturado, próximo às vertentes de igarapés. Dessa forma o relatório de vistoria recomenda aos gestores a elaboração imediata do Plano de desmobilização da atual lixeira, juntamente com o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) a fim de minimizar os impactos ambientais e sanitários, e outros danos causados pela disposição de resíduos direta no solo, degradação paisagística, poluição ambiental do solo, das águas e do ar e degradação social. Assim as principais irregularidades do DRS são: a) Aproximadamente 10 hectares de lixo a céu aberto; b) Área sem delimitação, cercas ou guarita para controle da atividade; c) Queima inadequada de resíduos para redução da volumetria; d) Presença de catadores e crianças; e) Deposição de resíduos de saúde a céu aberto; f) Carcaças de animais jogados a céu aberto; g) Ausência de sistema de drenagem dos líquidos percolados (chorume) e de águas pluviais; h) Ausência de sistema de tratamento de lixiviados (chorume e água de infiltração); i) Grande concentração de urubus (Coragyps atratus) e roedores. O relatório foi apresentado e aprovado na 12ª Sessão Administrativa do Tribunal Pleno, em 29 de março de 2012. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 33 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB BORBA Área - 44.252 Km² População Geral - 34.961 habitantes População Urbana – 14.434 habitantes Economia – Agricultura e Pecuária Mesorregião Centro Amazonense – Microrregião do Madeira A vistoria técnica foi feita de 21 a 25 de novembro de 2011. No âmbito da coleta de resíduos, do manejo e da destinação final, a administração município de Borba apresentou grandes dificuldades, seja pela falta de técnicos capacitados para operacionalizar o setor, falta de recursos e ainda pela falta de planejamento estratégico. Essas deficiências levam a um cenário de insegurança ambiental e sanitária. Apesar de possuir um arcabouço legal o município na prática não tem uma ação estruturada para a gestão urbana e ambiental, uma vez que na composição institucional uma única secretária com recursos humanos escassos é responsável por 4 pastas: Esporte, Cultura, Turismo e Meio Ambiente. A coleta atende 8 bairros (Centro, Recreio, Ipiranga, Cristo Rei, Sham, Bela Vista, São Sebastião e São José) e é realizada todos os dias nos bairros do Recreio e Centro, e, de forma alternada nos demais bairros da cidade. São coletadas na zona urbana, aproximadamente 40 toneladas/dia, sendo que somente o resíduo domiciliar responde por 30 toneladas. A deficiência na frequência dos serviços de coleta foi verificada no período da vistoria, pela ocorrência de focos de lixo espalhados na cidade. Os veículos também são utilizados em outras atividades e nem sempre tem disponibilidade para cumprir a agenda estabelecida. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 34 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB Figura 17 – Vista parcial do DRS Figura 18 - Coletores sem EPIs PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 35 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Resultado das Vistorias TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB Os RSSS são transportados em caminhão comum para uma vala sem impermeabilização, no quintal da garagem municipal. Posteriormente o lixo hospitalar é queimado. A equipe evidenciou ainda grande quantidade de lixo hospitalar espalhado no lixão, queimado a céu aberto, em conjunto com o lixo comum. O município não tem programa de coleta seletiva, mas o município possui uma associação com 20 (vinte) catadores que percorrem o lixão e as ruas da cidade, e coletam por mês aproximadamente 2,5 toneladas de recicláveis sem nenhum apoio logístico e/ou material da prefeitura. O lixo é disposto na lixeira municipal, localizada no Km 3 do ramal Belo Horizonte, coordenadas geográficas 04° 24' 41,8”S e 59° 35' 38,4”W há mais de 10 (dez) anos. Os resíduos são dispostos de maneira aleatória, sem separação por origem e sem nenhuma técnica para controle e tratamento de efluentes gerados pela decomposição de resíduos orgânicos, chorume e gases. Não há sistema de isolamento na área, o que facilita a presença de catadores. A dimensão do lixão chega a 05 (cinco) hectares e o ponto de descarregamento está muito próximo da via de acesso. As principais irregularidades constatadas são: a) Ausência de qualquer tipo de separação, tratamento ou cobertura; b) Descarregamento desordenado dos resíduos; c) Resíduos sem recobrimento; d) Cerca de 5,0 (cinco) hectares de resíduos a céu aberto; e) Presença de catadores, inclusive crianças; f) Ausência de cerca de isolamento e guarita; g) Queima dos resíduos; h) Ausência de drenagem de águas pluviais; i) Mistura dos resíduos do serviço de saúde aos resíduos comuns. Houve a compra de um terreno para abrigar o futuro aterro sanitário, sem nenhum estudo técnico prévio para verificar as condições de adequação da área ao seu fim, tampouco a área foi licenciada pelo IPAAM para essa finalidade. O relatório foi apresentado e aprovado na 12ª Sessão Administrativa do Tribunal Pleno, em 29 de março de 2012. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 36 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Recomendações TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB No âmbito geral as recomendações propostas nos relatórios tem como objetivo, dentre outros, servir como referencial à tomada de decisões das autoridades responsáveis pela coordenação, elaboração e execução de políticas públicas na área de saneamento, com ênfase na gestão dos resíduos sólidos. As principais recomendações técnicas apresentadas pelas vistorias atendem aos indicativos feitos pelo Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas, para remediação das áreas onde são depositados os resíduos sólidos: 1. Elaborar, em caráter de urgência, o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos seguindo os princípios descritos da Lei nº 12.305/10, regulamentada pelo Decreto nº 7.404/10, de forma a tratar a coleta seletiva como instrumento fundamental para o êxito da Política Nacional de Resíduos Sólidos; 2. Elaborar, em caráter de urgência, um programa para a retirada dos catadores do lixão, promovendo sua inserção social, a formação de associações e a articulação de suas atividades com um sistema de coleta seletiva domiciliar; 3. Inicio imediato de uma campanha abrangente e eficiente, de conscientização e educação ambiental, especifica para a gestão de resíduos sólidos incluindo a coleta seletiva. A campanha deverá ser veiculada por todos os meios de comunicação possíveis, além de incluir as instituições como escolas, universidades, igrejas e outras de influência sobre a comunidade; 4. Realizar, em anuência às orientações do IPAAM, as ações técnicas para remediação do atual lixão com atendimento prioritário aos seguintes itens: a) Adequar o lixão em um aterro controlado até a concepção de um projeto de Aterro Sanitário a ser implantado em área compatível para a atividade; b) Apresentar um plano de desmobilização e recuperação da área atualmente utilizada como depósito de RSU; c) Dotar imediatamente a área atual de depósito de RSU, de dispositivos limitantes (cerca) e com portão de entrada provida de guarita para impedir o acesso da área por catadores; d) Dotar a área de drenagem superficial a fim de evitar a formação de lagoas e impedir a percolação de líquidos; e) Realizar estudos para implantação de drenagem e tratamento de efluentes gasosos e líquidos; f) Evitar a atividade de queima de resíduos, visando impedir a possível ocorrência de inflamabilidade dos gases gerados na área mais antiga de disposição de resíduos; g) Avaliar as condições do lençol freático da área por meio de poços piezométricos e apresentar relatórios técnicos conclusivos; PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 37 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Recomendações TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB h) Adotar procedimentos para manutenção da condição de operação do atual depósito de resíduos sólidos, tais como: movimentação, conformação de massa de resíduos, cobertura, eliminação de fogo e fumaça; i) Adotar, imediatamente, procedimentos adequados para a coleta, transporte e destinação final dos RSSS – Resíduos Sólidos de Serviço de Saúde. 5. Providenciar o devido licenciamento ambiental da área definida para construção do futuro aterro sanitário, bem como os estudos técnicos e o projeto do aterro sanitário; 6. Cumprir o prazo legal, até agosto de 2014, para construção e entrada em operação do Aterro Sanitário do Município; 7. Conjugar as ações normativas, de planejamento, operacionais e financeiras para estruturar o sistema de coleta seletiva no município; 8. Realizar parcerias com empresas privadas a fim de gerar mecanismos e incentivos para a reciclagem potencializar o mercado de recicláveis no município ou fora dele. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 38 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Conclusão TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB As vistorias operacionais na área de resíduos apresentaram informações contundentes sobre o desafio que representa a implantação da nova política Nacional de Resíduos Sólidos, a qual estabelece meta para erradicação de lixões até 2014. A situação dos resíduos sólidos nos município vistoriados é grave não somente pelos danos ambientais observados, a partir das inadequações técnicas, legais e operacionais da disposição final e coleta, mas principalmente pela degradação social e pelos danos a serem considerados e mensurados, seja na deterioração paisagística ou na poluição ambiental do solo, das águas e do ar. A presença dos catadores nos lixões expõe um problema social, um triste cenário, uma situação de vulnerabilidade, sujeitos a riscos não apenas em questão da saúde, mas também riscos sociais. É tocante a situação das crianças, evidenciada pela desassistência e falta de rendimento escolar. Meninos e meninas perdem o direito a infância, a possibilidade de estudar, brincar e alçar novos horizontes. Os resíduos dos serviços de saúde parte importante do total de resíduos sólidos urbanos, pelo potencial de risco que representam à saúde e ao meio ambiente, não recebem o manejo correto e a destinação final adequada em atenção às normas. Este pequeno recorte também mostrou fragilidades institucionais semelhantes. A exemplo, o problema dos resíduos sólidos se arrasta há décadas, e não obstante a passagem de diversas administrações municipais, com raras exceções, todas dão o mesmo tratamento: ações paliativas. O cenário evidencia diversas causas entre as quais, a falta de ações efetivas de planejamento e dotação orçamentária. Este último item sempre é citado como justificativa para a descontinuidade de processos iniciados nos DRSs e em seguida abandonados. É evidente que as dificuldades financeiras perpetradas por frágeis economias, tornam muitos municípios dependentes dos repasses financeiros estaduais e federais, mas a realização investimentos nessa área enfrenta relutância dos gestores, em função de outras prioridades ou mesmo da folha de pagamentos. Também é fato que a questão dos resíduos sólidos, na agenda municipal, não é tratada como prioridade e nem o lixo é visto como uma real possibilidade de ser reciclado e/ou reutilizado e nem como fonte de renda. Portanto, qualquer intervenção sempre fica condicionada ao aporte de recursos externos. A partir do marco legal estabelecido pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), que estipula prazos e punições, essa realidade deve se transformar, deixando de ser uma atitude política, para ser uma imposição legal passível de fiscalização e possíveis sanções, inclusive por essa Corte de Contas. A elaboração do Plano de Gestão Integrada é condição estabelecida pela PNRS para que o município tenha acesso aos recursos da União, ou por ela controlados, destinados aos empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos, ou para serem beneficiados por incentivos ou financiamentos de entidades federais de crédito ou fomento. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 39 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Conclusão TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB A mesma PNRS, também prioriza os municípios que implantarem a coleta seletiva com a participação de associações de catadores formadas por pessoas de baixa renda a terem acesso aos recursos da União. Nesse aspecto é importante destacar que os municípios vistoriados pelo TCE aderiram ao Programa de Apoio à Elaboração dos Planos Municipais de Saneamento e de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos dos Municípios do Estado do Amazonas (PLAMSAN), coordenado pela Associação dos Municípios do Estado do Amazonas (AAM) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (SDS), onde o município recebe assessoria para elaboração do Plano Gestor de Resíduos Sólidos Urbanos (PGRSU). O programa recebeu adesão de 59 municípios do Amazonas. É evidente que no contexto da adequação à Lei 12.305/2010 os municípios precisam e devem investir em capacitação técnica para acompanhar as etapas do processo; precisam de orientação quanto aos recursos que podem ser acessados para construção dos aterros, e principalmente conscientizar-se que estes devem funcionar e não sofrer solução de continuidade a cada mudança de gestão. E por fim a convicção de que as políticas públicas devem permear por todos os segmentos da sociedade, na repartição de responsabilidades, como uma estratégia para a gestão eficiente dos resíduos sólidos. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 40 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Referências bibliográficas TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB - ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 306/2004; - ABRELPE, Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, edição 2010; - ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT NBR's 10157/87 e 13896/97, (NBR 10/004).); - CPRM, Serviço Geológico Brasileiro - Avaliação da qualidade das águas subterrâneas da cidade de Parintins - 2005; - CPRM, Serviço Geológico Brasileiro - Relatório de Avaliação das águas do Abastecimento Público e de Resíduos Sólidos dos municípios do Alto Solimões – 2010; - CPRM, Serviço Geológico Brasileiro – Relatório de Análise de Área para Aterro Sanitário em Iranduba – 2006; - CPRM, Serviço Geológico Brasileiro - Relatório de Análise de Área para Aterro Sanitário em Itacoatiara 2011; - FIOCRUZ, Fundação Oswaldo Cruz - Centro de Pesquisa Leônidas e Maria Deane - Caracterização Física dos Resíduos Sólidos Urbanos do Lixão Municipal de Fonte Boa/AM - "Saúde Ambiental na Amazônia: Desafios e Perspectivas"; - CENIPA, Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos Planilha de Risco Aviário, 2009, 2010 e 2011; - UEA - Centro de Estudos Superiores da Universidade do Estado do Amazonas em Tabatinga, Estudos sobre os Resíduos Sólidos Plásticos Dispostos no Solo do Lixão de Tabatinga – 2008; - CONAMA, Conselho Nacional do Meio Ambiente - Resoluções nº 04/1995, 357/2005; - Decreto Lei nº 7.404/10; - Hospital José Mendes - Relatório de Pesagem do Resíduo Hospitalar, junho de 2011; - IDSFB, Estatuto do Instituto de Desenvolvimento Sustentável de Fonte Boa – 2002; - IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Censo 2010; - IBAMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Relatório dos Resíduos Sólidos – Parintins 2009; - IBAMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Relatório de Vistoria Técnica NUFAS/IBAMA/AM – 2011; - IPAAM, Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas - Relatório Técnico de Fiscalização nº 006/10-GEPE - 2010; PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 41 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Referências bibliográficas TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB - IPAAM, Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas - Relatório Técnico de Fiscalização - RTF nº013/11 – GEPE – 2011; - IPAAM, Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas - Relatório Técnico de Fiscalização do Lixão de Fonte Boa – 2008; - IPAAM, Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas - Relatório Técnico de Fiscalização N.º 061/2007; - IPAAM, Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas - Notificação 035/07 – GCAQ/IPAAM; - IPAAM, Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas - Relatório Técnico de Monitoramento – RTM 015/2007; - IPAAM, Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas - notificação (N. 001373, de 15/01/2009; - IPAAM, Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas - Parecer Técnico nº 025/2010 – Gerência de Projetos Especiais (GEPE);. - IPAAM, Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas - Termo de Ajustamento de Conduta TACA Nº 050/2011; - INFRAERO - Relatório do Projeto Voando Seguro em Tabatinga - 2007; - MPF, Ministério Público Federal - Recomendação N. 003/2008; - MPF, Ministério Público Federal – Tabatinga, 32.01.000386-2 – 2008; Ação Civil Pública n. - MPF, Ministério Público Federal (Processo n. 7835282010/04013200); - MMA, Ministério do Meio Ambiente – Convênio SIAFI n0 432825 – 2002; - Prefeitura Municipal de Parintins - Plano de Operação e Monitoramento do lixão de Parintins – 2010; - Política Nacional de Resíduos Sólidos - Lei nº 12.305/10; - Prefeitura Municipal de Iranduba, Plano Diretor (PD) – 2006; - Prefeitura Municipal de Iranduba - Projeto de Aterro Sanitário Celular, elaborado 2005; - Prefeitura Municipal de Fonte Boa Relatório Anual de Gestão - 2010; - Prefeitura Municipal de Apuí - “Diagnóstico dos Serviços de Limpeza Urbana”, 2010; - Prefeitura Municipal de Apuí – Informativo Apuí mais verde, 2011; - Prefeitura Municipal de Maués - Projeto Executivo do Complexo de Destinação Final dos Resíduos Sólidos Urbanos de Maués – 2003; PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 42 Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Referências bibliográficas TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE AUDITORIA OPERACIONAL - DEAOP DEPARTAMENTO DE AUDITORIA AMBIENTAL - DEAMB - Prefeitura Municipal de Maués - Estudo preliminar para Elaboração do Plano de gerenciamento de resíduos Sólidos Urbanos e Implantação do Aterro Sanitário de Maués - 2002; - Plano de Controle Ambiental (PCA) do Aterro de Maués – 2007; - SEPLAN, Secretaria de Estado de Planejamento - Anuário Estatístico do Amazonas, 2011; - SECT, Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia - Relatório da Reunião Regional da SBPC Mirim no Alto Solimões , 2009. PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM NOVE MUNICÍPIOS DO AMAZONAS 43