17 Curva de secagem de frutos de mamona Jacson Zuchi1 RESUMO - O conhecimento da curva de secagem de produtos agrícolas, especialmente, de frutos e sementes é útil para compreender o comportamento dos mesmos durante a secagem. O objetivo deste trabalho foi verificar a curva de dessorção de sementes de mamona em função da temperatura de secagem. Foram utilizados frutos de duas cultivares de mamona IAC 80 e BRS 188 Paraguaçu, cujos cachos foram colhidos de forma manual, quando 70% dos frutos se encontravam secos. Os frutos foram desengaçados dos cachos e determinou-se a teor de água. Foram utilizadas quatro temperaturas de secagem: 40 ºC, 60 ºC, 80 ºC e 100 ºC. Em cada uma dessas analisou-se o desempenho da dessorção de duas amostras de 300g de frutos de mamona, em altura de camada de 5cm. Nas temperaturas de 40 ºC e 60 ºC a taxa de secagem é maior em frutos da cultivar IAC 80 que na BRS 188 Paraguaçu, mas nas temperaturas de 80 e 100 ºC é similar. Termos para indexação: Ricinus communis L., dessorção, camada. Introdução As operações de pós-colheita e pré-beneficiamento de sementes são etapas importantes para o sistema produtivo, pois preservam as características originais dos produtos e os preparam para um armazenamento (Lacerda Filho, 1998). O desenvolvimento e otimização de secadores e sistemas de secagem requerem o estudo das propriedades físicas de cada produto, incluindo as curvas de secagem (Corrêa et al., 2001). Em projetos que envolvam o desenvolvimento e/ou aperfeiçoamento de equipamentos para secagem de grãos, é de fundamental importância a simulação e a obtenção de informações teóricas a respeito do comportamento de cada produto durante a remoção da água (Berbert et al., 1995). A utilização de equações semi-empíricas, para representar a cinética de secagem de grãos visa buscar uma forma de representar o comportamento da secagem que se ajuste melhor aos dados experimentais (Barrozo et al., 1998). A utilização de modelos matemáticos para simular operações de secagem auxilia técnicos na elaboração de projetos, desenvolvimento, avaliação e otimização de secadores (Palacin et al., 2005). A taxa de secagem pode ser acelerada com o aumento da temperatura do ar de secagem e/ou com o aumento do fluxo de ar que passa pelo produto por unidade de tempo. A quantidade de ar utilizada para a secagem depende de vários fatores. Entre eles: a umidade inicial do produto e a espessura da camada (Gouveia et al., 2003). Engenheiro Agrônomo, DSc. em Fitotecnia, Pesquisador em Fitotecnia (Plantas de Lavoura) da Fepagro Nordeste, e-mail: [email protected]. 1 Informativo ABRATES A atual atenção despendida à cultura da mamona, como propulsora do programa brasileiro de biodiesel, gera a necessidade de pesquisas tecnológicas para uma maior agilidade da cadeia produtiva. Deste modo, a secagem artificial de sementes de mamona constitui-se uma ferramenta importante para o rápido fornecimento destas para os produtores, bem como para a obtenção de sementes de melhor qualidade fisiológica, proporcionada pela antecipação da colheita. Uma das etapas a ser otimizada na produção de mamona para biodiesel é a secagem dos frutos. Este processo é comumente conduzido em terreiros cimentados ou de alvenaria, em camadas finas de 5 a 10 centímetros de espessura por um período de 4 a 15 dias, dependendo da região (Silva et al., 2007). Ou seja, o processo de secagem torna-se bastante demorado. São raros na literatura trabalhos sobre a secagem de frutos de mamona. Oliveira et al. (2004) trabalharam com secagem de mamona, cultivar Al Guarany 2002, a 50 ºC, e a curva de secagem obtida foi até o período de cinco horas. Goneli (2008) trabalhou com a mesma cultivar e estudou a cinética de secagem dessas sementes, bem como o ajuste de modelos matemáticos as curvas de secagem e equações para o cálculo da umidade de equilíbrio. Corrêa et al. (2007a) trabalharam com a cultivar IAC 80 e obtiveram a curva de secagem para a temperatura de 60 ºC. O objetivo deste trabalho foi verificar a dessorção de sementes de mamona em função da temperatura de secagem. Endereço: BR 285, Km 05, Caixa Postal: 20, CEP.: 95200-000, Vacaria, RS. vol.22, nº.1, 2012 18 Material e Métodos Os frutos de mamona (Ricinus communis L.) utilizados foram das cultivares IAC 80 e BRS 188 Paraguaçu, ambas de porte alto e semi-deiscentes, produzidos na estação sede de pesquisa da Embrapa Clima Temperado, Pelotas (RS). Os racemos foram colhidos de forma manual, com auxílio de tesoura de poda, quando 70% dos frutos se encontravam secos, conforme sugerido em Silva et al. (2007). Foram utilizados somente frutos provindos da segunda floração, que após colhidos foram encaminhados ao Laboratório de Tecnologia de Grãos, da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, Universidade Federal de Pelotas, onde se efetuou o desengaçamento dos frutos e a determinação do teor de água desses, pelo método de estufa à 105 ºC ± 2 por 24 horas (Brasil, 2009). Foram utilizadas quatro temperaturas de secagem: 40 ºC, 60 ºC, 80 ºC e 100 ºC e fluxo de ar continuo. Acompanhou-se a redução do teor de água de duas amostras de 300 g de frutos de mamona, para cada temperatura de secagem. A secagem foi realizada em secador estacionário, dotado de gavetas removíveis, com 20 cm de largura e 20 cm de comprimento, dentro das quais os frutos foram acomodados sobre cestas de plástico perfuradas para circulação do ar de secagem. A camada de frutos para secagem em cada cesta foi de 5 cm. O controle da massa foi realizado em intervalos regulares de 15 minutos durante a secagem, pela pesagem dos frutos em balança de precisão com três casas decimais. Após cada secagem, o teor de água dos frutos de cada amostra foi determinado em estufa à 105 ºC ± 2 por 24 horas (Brasil, 2009). Em intervalos de 30 minutos, aferiam-se as condições psicrométricas do ar de secagem, na entrada e na saída do secador, pela medição da temperatura de bulbo seco (TBS), temperatura de bulbo úmido (TBU) e umidade relativa do ar (UR) com psicrômetro e no interior do secador aferia-se somente a TBS com termômetro de mercúrio. A secagem foi conduzida até que a perda de massa dos frutos se estabilizasse. Tabela 1. Condições psicrométricas (CP), temperatura de bulbo seco (TBS), temperatura de bulbo úmido (TBU) e umidade relativa (UR) do ar ambiente durante a secagem, medidas em três momentos, na entrada e na saída do secador, com as diferentes temperaturas. Temperatura Posição Entrada Saída CP TBS TBU UR TBS TBU UR 1h 27,0 23,8 75,0 33,2 26,5 56,0 40 ºC 3h 27,4 25,0 77,0 36,0 27,9 51,0 5h 27,2 24,0 73,5 36,0 27,2 50,0 0,5 h 24,9 20,2 62,0 35,7 26,6 47,5 60 ºC 1,5 h 25,0 20,2 61,0 35,2 26,2 47,0 Os dados de umidade dos frutos foram calculados na base seca. A umidade de equilíbrio das sementes de mamona, para cada condição de secagem, foi calculada pela equação de Halsey Modificada, Me = [exp (a-bT) / - ln (UR)]1/c, utilizando os coeficientes a, b e c de dessorção de grãos de mamona indicados por Goneli (2008), 0,000478, 0,0140, 2,3129, respectivamente, e a equação do Modelo de Page com os valores de k e n, também sugeridos por este autor, 0,5078 e 0,6730, respectivamente. Resultados e Discussão Houve diferença de taxa de secagem dos frutos entre as cultivares na temperatura 40 ºC. Com uma hora de Informativo ABRATES 2,5 h 25,0 20,0 58,0 33,9 25,2 46,0 0,5 h 24,0 20,5 74,0 52,0 35,2 <50 80 ºC 1,5 h 24,5 21,2 75,0 >50 36,4 <50 2,5 h 24,5 21,2 75,0 >50 36,9 <50 0,5 h 27,5 23,0 70,0 >50 41,5 <53 100 ºC 1,5 h 26,9 24,5 70,0 >50 39,8 <50 2,5 h 27,2 22,7 71,5 >50 40,2 <50 secagem, a razão de umidade dos frutos da cultivar IAC 80 foi aproximadamente 0,45, enquanto na cultivar BRS 188 Paraguaçu foi 0,65. Os frutos da cultivar IAC 80 precisou de 1,25 horas de secagem para atingir a razão de umidade 0,4, enquanto o BRS 188 Paraguaçu necessitou 3,5 horas (Figura 1). Provavelmente, as sementes da cultivar IAC 80, por serem menores, permitam maior velocidade de secagem. A equação do Modelo de Page se ajustou as curvas de secagem dos frutos das cultivares, porém esse ajuste foi melhor para a cultivar IAC 80 (Figura 1). No entanto, Corrêa et al. (2007a), trabalhando com a cultivar IAC 80 e com temperatura de ar 60 ºC, precisaram de 11 horas de secagem para que os frutos de mamona atingissem a umidade adequada para debulha. vol.22, nº.1, 2012 19 BRS 188 Paraguaçu Razão de umidade Razão de umidade BRS 188 Paraguaçu 1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 0 1 2 3 4 5 6 1 2 3 Razão de umidade 1 1,5 2 2,5 3 3,5 IAC 80 Razão de umidade 0 0,5 IAC 80 1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 0 Tempo (horas) Tempo (horas) 1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 4 5 6 Tempo (horas) 1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 Tempo (horas) Figura 1. Curva de secagem de frutos de mamona a 40 ºC, em função do tempo, em duas cultivares, BRS 188 Paraguaçu e IAC 80. ■ Dados experimentais ▬ Modelo de Page. Figura 2. Curva de secagem de frutos de mamona a 60 ºC, em função do tempo, em duas cultivares, BRS 188 Paraguaçu e IAC 80. ■ Dados experimentais ▬ Modelo de Page. Comportamento similar foi observado na temperatura 60 ºC, pois os frutos da cultivar IAC 80 com uma hora de secagem atingiu a razão de umidade 0,4. Os frutos da cultivar BRS 188 Paraguaçu se aproximaram deste valor apenas no final da secagem (três horas), quando, então os frutos da cultivar IAC 80 apresentava razão de umidade 0,2 (Figura 2). A equação do Modelo de Page se ajustou as curvas de secagem das cultivares para esta temperatura e, novamente, esse ajuste foi melhor para a cultivar IAC 80 (Figura 2). A secagem das sementes de mamona a 60 ºC reduziu 2,5 horas o tempo de secagem, em relação à secagem a 40 ºC. Esta economia de tempo é interessante, tanto do ponto de vista econômico como técnico, pois se trata de uma temperatura mediana para secagem de grãos, que provavelmente não afetaria a qualidade do óleo das sementes.Observou-se que com o aumento da temperatura do ar de secagem ocorreu maior taxa de remoção de água dos frutos de mamona, o que também já foi observado em outros produtos agrícolas, por Corrêa et al. (2007b), em feijão e por Martinazzo et al (2007), por capim limão. Na secagem de 80 ºC, os frutos das cultivares apresentaram razão de umidade bastante similar ao longo do tempo, sendo que a cultivar BRS 188 Paraguaçu teve maior taxa de secagem nesta temperatura, em ralação as anteriores. Por outro lado, os frutos da cultivar IAC 80, que na secagem a 60 ºC atingira a razão de umidade 0,4 com uma hora, na secagem a 80 ºC alcançou este valor com 1,75 horas (Figura 2). As curvas de secagem a 80 ºC e 100 ºC foram muito similares entre as cultivares, entretanto, a taxa de secagem da cultivar BRS 188 Paraguaçu nos primeiros 30 minutos foi maior na temperatura 100 ºC que na de 80 ºC. A razão de umidade na temperatura 100 ºC naquele momento foi inferior a 0,6, enquanto que a 80 ºC foi superior (Figura 3). Isto, provavelmente, é devido à menor umidade relativa do ar proporcionada pela temperatura de 100 ºC. A secagem a 100 ºC reduziu o tempo de secagem em 0,75 horas. Isto é prejudicial para a qualidade das sementes, pois essa rápida secagem além de promover danos internos na estrutura da semente, desnatura as proteínas (Marcos Filho, 2005). O Modelo de Page ajustou-se as curvas de secagem a 100 ºC, porém foi melhor para a cultivar BRS 188 Paraguaçu (Figura 4). O ajuste do Modelo de Page as curvas de secagem de mamona deste experimento revelaram um fato aparentemente contraditório. O ajuste deste modelo foi melhor para a cultivar IAC 80 nas temperaturas de secagem 40 ºC e 60 ºC, porém para a secagem a 100 ºC foi melhor para a cultivar BRS 188 Paraguaçu. Informativo ABRATES vol.22, nº.1, 2012 20 BRS 188 Paraguaçu Razão de umidade Razão de umidade BRS 188 Paraguaçu 1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 Tempo (horas) 0 0,5 1 1,5 0,5 2,5 3 Tempo (horas) 1,5 2 IAC 80 2 1 Tempo (horas) Razão de umidade Razão de umidade 1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 0 IAC 80 1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 0 0,5 1 1,5 2 Tempo (horas) Figura 3. Curva de secagem de frutos de mamona a 80 ºC, em função do tempo, em duas cultivares, BRS 188 Paraguaçu e IAC 80. ■ Dados experimentais ▬ Modelo de Page. Figura 4. Curva de secagem de frutos de mamona a 100 ºC, em função do tempo, em duas cultivares, BRS 188 Paraguaçu e IAC 80. ■ Dados experimentais ▬ Modelo de Page. Conclusões BIODIESEL, 2., 2007, Brasília, DF. Anais... Brasília, DF: MCT/ABIPTI, 2007a. Nas temperaturas de 40 ºC e 60 ºC a taxa de secagem é maior em frutos da cultivar IAC 80 que na BRS 188 Paraguaçu, mas nas temperaturas de 80 ºC e 100 ºC é similar. O Modelo de Page se ajusta adequadamente as curvas de secagem de frutos de mamona. Referências BARROZO, M.A.S.; SARTORI, D.J.M.; FREIRE, J.T. Transferência de calor e massa em leito deslizante e escoamentos cruzados. Secagem de sementes de soja. In: FREIRE, J.T.; SILVEIRA, A.M. da. Tópicos especiais em sistemas particulados. São Carlos: UFSCar, 1998, cap.4, p.119-159. CORRÊA, P.C.; RESENDE, O.; GONELI, A.L.D.; BOTELHO, F.M. Modelagem matemática para a descrição do processo de secagem do feijão (Phaseolus vulgaris L.) em camadas delgadas. Engenharia Agrícola, v.27, p.501-510, 2007b. http://www.scielo.br/pdf/eagri/v27n2/a20v27n2.pdf CORRÊA, P.C.; MACHADO, P.F.; ANDRADE, E.T. de. Cinética de secagem e qualidade de grãos de milho-pipoca. 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