Arcádia
Arcádia
Colégio de Lamego
1
Junho de 2009
Ano 31 - N.º 110 - 25 Junho 2009 - Trimestral - Preço 0,75
A medalha é vossa
A medalha de ouro que, no dia 6 do passado
mês de Junho, o Senhor Presidente da
Câmara, Eng. Francisco Lopes, em sessão
solene, nos paços do conselho, me colocou
ao peito, considerando-me, para o efeito, a
fazer parte da plêiade de ilustres cidadãos de
Lamego, será minha? Não. É vossa, de todos
os campeões nacionais de voleibol desde
19973 a 2009. São mesmo muitos! Mais de
40 títulos ganhos por umas boas duas
centenas de praticantes. Assim, dividida por
todos vós, tocaria um átomo a cada um!
Foram homenageados, pela A.A.A.C.L., as
três primeiras equipas, a de juvenis escolares
de 1973 e as de iniciados federados de 1980
e 1981. Sem espaço nem estruturas, seria
impensável serem todas ao mesmo tempo!
Como não poderia deixar de ser foi descerrada
uma lápide, no pavilhão do Colégio, ao pioneiro
desta linda história, P. Jorge Ferreira e ao João
Rodrigues, exímio distribuidor da primeira
equipa, já precocemente falecidos. A seguir
serão homenageadas, duas a duas, ou, três
a três, todas as outras, por ordem cronológica,
e os seus falecidos, recordo, neste momento,
o brioso campeão nacional de 1983/84,
camisola nº. 5, o Tó Jú.
Eu agradeço-vos muito, e recordo aqueles
dias de glória, em que, irmanados pelas velhas
cores do Colégio de Lamego, branco grenat,
lutámos até à exaustão, chorámos juntos de
alegria, abraçamo-nos com as camisolas
encharcadas em suor, ao som da mítica
palavra de ordem, Colégio, Colégio, Colégio…
tenho presente tantos que me telefonaram a
dar os parabéns, mas eu disse a todos a
mesma coisa, a medalha é vossa. E mais
ainda daqueles que sofreram violentas lesões
de entorses, tíbia e perónio, o Marta, o
Eduardo, o Brites, o Paulo Venâncio, o Eduardo
Marinho, o Tiago Adrega, o Fábio, o Magno, o
Lacerda, o Márcia, o Fernandinho, e tantos
outros que, em cansaço limite, se arrastaram
por pavilhões do país, insensíveis à dor, à fome
e à sede, porque se tratava dum livro de peito
chamado, Colégio de Lamego, sobretudo
Nuno Mansilha, caso inédito, que deixou
bocados de testículos num pavilhão de Braga,
rasgados por um taco de madeira mal
aplainado, está presente, porque recordo
muito bem aquele momento inquietante ao vêlo ser suturado com pontos por uma brigada
médica do Hospital de S. Marcos que aí se
deslocou. Que dores horríveis! Não poderá
haver nada que nos separe!
Obrigado a todos, a medalha é vossa.
Pe.Abel Matias
Chefe de Redacção: Pe. Abel • Director: D. Avelino Martins OSB
O Colégio de Lamego
reabre o 1.º Ciclo
No ano em que o Colégio de Lamego celebra os 150
anos de existência, dá mais uma prenda à cidade, ao
criar, novamente, espaço para um ensino dos quatro anos
primários de competência e seriedade. Não é novidade!
Pois, até ao fim dos anos 70, a ilustre Sra. Professora
D. Maria da Conceição Osório fez história no Colégio
de Lamego ao marcar gerações e gerações de menino e
meninas com o seu cunho de honestidade e amor.
Nos seculares amplos corredores do velho casarão da
Ortigosa, a partir de Setembro de 2009, voltar-se-ão a
ouvir balbucios de candura de crianças que vão iniciar o
1º, 2º, 3º, e 4º ano de escolaridade, uma vida cheia de fé
e esperança, deixando seus pais partir para os empregos descansados e tranquilos.
Lamego entregou a Medalha de Ouro da
Cidade ao P.e Abel Matias, osb
Foi dia de festa para o P.e Abel Matias que recebeu a
Medalha de Ouro da Cidade de Lamego; foi dia de festa
para os seus familiares que quiseram estar com ele; foi
festa para a Ordem Beneditina, presente pelo seu D. Abade; foi festa para o Colégio de Lamego pela homenagem
a um dos seus professores, embora já jubilado, a um dos
seus educadores, a um mestre do desporto, que ali viu o
campeão dos campeões e alguns dos actuais e antigos
alunos do mesmo Colégio; foi festa para os seus amigos,
e tantos que eles são em Lamego e por esse Portugal
fora; foi festa para a sua terra natal, Rates - Póvoa do
Varzim, aqui bem representada.
Parabéns ao P.e Abel Matias pela distinção recebida em
recompensa dos méritos reconhecidos.
Campeões Nacionais de Voleibol 2009
Em baixo: Mónica Silva, Joana Neto, Mariana Santos, Beatriz Marinho
Em Cima: Carlos Marinho, ex-aluno, Catarina Almeida, Beatriz Lourenço,
Marta Magno, Mafalda Parente, Mariana Pimenta, Sara Rodrigues e José
Parente, ex-aluno
Um sonho que é realidade. As meninas do Colégio de Lamego,
em Espinho, pela primeira vez, inscreveram o seu nome na Federação Portuguesa de Voleibol como Campeãs Nacionais de MiniVolei federado a 21 de Junho de 2009, pelas 17:00 horas.
Professora Teresa Fiúza, António Fernando e Luíz Rêgo em Portimão
a 14 de Junho de 2009, sagraram-se Campeões Nacionais de
Juvenis em duplas de Gira-Volei federado
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Junho de 2009
Padre Dr. ABEL MATIAS (Colégio de Lamego)
Galardoado com a Medalha de Ouro do Município de Lamego
Foi com enorme prazer que há
pouco mais de dois meses li nos
jornais locais a atribuição da Medalha de Ouro do Município de Lamego ao Pe. Abel Matias, de forma a distinguir a sua vivência de
quatro décadas “na nobre missão
de educador e formador de sucessivas gerações de jovens, nas
vertentes cívica, pedagógica e cultural”, ao serviço do Colégio de Lamego.
Conheço este ilustre cidadão há
mais de 40 anos. Eu era aluno do
Colégio e o Pe. Abel vivia os seus
primeiros tempos de Lamego,
como Capelão Militar Comando no
C.I.O.E. Depois, por força de várias circunstâncias, entre elas o
Desporto, “segui” o seu percurso
no Colégio de Lamego, como professor ou orientador/treinador dos
jovens estudantes/praticantes na
modalidade de voleibol.
Cultivámos desde sempre uma
Amizade recíproca, que se estendeu aos demais familiares a quem
tem testemunhado todos os seus
sentimentos humanos. Por esse
facto, não fiquei, nem podia ficar,
indiferente à distinção com que o
Pe. Abel foi agraciado pelos serviços relevantes prestados no Colégio de Lamego, instituição de referência no ensino e no desporto a
nível nacional, e que honra a cidade de Lamego.
Melhor do que ninguém, podem os jovens estudantes/atletas testemunhar as suas virtudes e qualidades. E têm-no feito, ora demonstrando excelente aproveitamento escolar, como conquistando
dezenas de títulos Nacionais, escolares e federados, na disciplina
de Voleibol, projectando a cidade-verde a todo o país. Também já
adultos, formados e orientados na vida, são inúmeros os testemunhos que nos dão conta da doação, entrega e disponibilidade do Pe.
Abel, atributos alicerçados numa grande experiência, na ética e no
espírito sempre aberto para com o próximo.
Por todas estas razões, mas não só, (a Instituição Militar já lhe
reconheceu, anteriormente, a grandeza moral e intelectual, com
dois louvores do Ministro do Exército e condecoração com a Medalha de Mérito e Valor Militar), entendeu a Autarquia Lamecense,
presidida pelo Eng. Francisco Lopes, que o Pe. Abel constitui “um
A Câmara Municipal de Lamego entregou, no dia 6 de Junho de 2009, a Medalha de Ouro da Cidade ao P.e Abel Matias
Moreira da Silva, numa cerimónia que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Con-
exemplo para as gerações futuras, e por esta razão tornou-se tributário de um reconhecimento especial da comunidade lamecense”.
Honraria que distingue o Homem, o Militar, o Pedagogo, o Desportista e o Beneditino que há muito se dedicou a Lamego e Lamego
acolheu com simpatia e respeito.
De realçar, ainda, a autoria de duas obras marcantes da sua
vivência multifacetada. Em 1993 editou “Angola, Paz só com Muxima”, memórias que nos relatam experiências da sua passagem
pelos serviços religiosos das Forças Armadas, em duas comissões de soberania em Angola e uma no CIOE. Em 1998 publicou
“Colégio de Lamego, 50 Ecos Beneditinos”, que nos historiam os
50 anos do Colégio dirigido pela Ordem Beneditina de Singeverga,
1948/1998, figuras e factos de relevo que prestigiam a Instituição.
Natural da vila de S. Pedro de Rates (Póvoa de Varzim), onde
tem as suas origens familiares, que não esquece, é desde há muito
um Lamecense por adopção, que todos apreciam e respeitam na
sua singularidade e simplicidade.
O Pe. Abel, como referência do Colégio de Lamego que marcou
gerações de estudantes/desportistas, já é uma “lenda viva” da Instituição que em 30 de Maio de 2009 comemorou 150 anos!
Como lamecense e antigo aluno do Colégio, associo-me de alma
e coração à deliberação da Câmara Municipal de Lamego, e manifesto com este texto a minha singela homenagem ao galardoado,
Padre Dr. Abel Matias Moreira da Silva, e à Instituição onde presta
os seus serviços e capacidades, Colégio de Lamego.
Parabéns, Pe. Abel!
celho, sendo a brilhante alocução de apresentação do homenageado, proferida por D. António Francisco dos Santos, bispo de Aveiro.
O P.e Abel Matias desenvolveu um trabalho
multifacetado e polivalente de conjugação da
ética com o espírito de oração, entrega e empenho, tanto como professor e orientador desportivo do Colégio de Lamego, como Capelão
Militar no Centro de Instrução de Operações
Especiais e duas comissões em Angola.
Insigne figura directamente relacionada com
a história do Desporto do Colégio de Lamego,
sempre defendeu que a educação se edifica na
formação integral e holística dos jovens com
mente sã e corpo são, pelo que, na modalidade
de voleibol, conquistou dezenas de títulos nacionais, projectando o nome do Colégio de Lamego e da cidade a nível nacional e internacional.
Assim sendo, o Presidente da Câmara Municipal de Lamego não quis deixar de sublinhar
que o homenageado é, e será sempre, um
exemplo para as gerações vindouras e, por
esta razão, “tornou-se tributário de um reconhecimento especial da comunidade lamecense”. O prelado já tinha sido, anteriormente, reconhecido com louvores e a respectiva
condecoração de valor e mérito militar pelo
Ministério do Exército, mas esta distinção
deve-se à “vivência de quatro décadas na
nobre missão de educador e formador de sucessivas gerações de jovens, nas vertentes
cívica, pedagógica, cultural, escritor e poeta.”
Foi um dia de júbilo para a Cidade, para a
Ordem Beneditina e para o Colégio de Lamego! O P.e Abel é, e será sempre, uma referência para todos os que tiveram o privilégio de fazer parte da sua vida… e para todos os que fizeram, fazem e farão parte do
Colégio de Lamego, nobre instituição que
comemora este ano os seus 150 anos.
João Duarte Rebelo “Festa”, ex-aluno
Mónica Ferreira Lima (actual Professora do Colégio)
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Arcádia
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Junho de 2009
O Adeus tem sempre mais encanto
Saudade
Li e reli o dicionário e a única palavra que encontrei para
descrever o que hoje sinto é SAUDADE. Afinal é verdade, o
tempo passa. O tempo passou. Tenho tantas Saudades do
primeiro dia de aulas do secundário, como sei que vou sentir
do último dia. Saudade…
Saudade, só conhecida em galaico-português, resume
sentimentos que infelizmente existem, de perda e distância.
Parece que foi inventada para realçar que o tempo passa, que
o secundário passa, que o tempo dos professores presentes e
preocupados passa, os bons dias atenciosos de funcionários
e os abraços e conversas importantes sem importância alguma
dos amigos passa…
Tenho vontade de eliminar esta palavra do dicionário
português e da minha colecção de sentimentos. Como não
tenho esses poderes, o tempo continua a passar e a saudade
a aumentar. Terei de continuar o meu caminho de felicidade e
para a felicidade.
Parte importante desse percurso passei no Colégio de
Lamego. Entre batalhas de estudos e intervalos de brincadeira,
união e companheirismo, o caminho do secundário está a
terminar. Mas o caminho para a felicidade continua… Assim,
vou seguir, “avante pela instrução”, já quase fazendo parte
das “gerações que lá vão!”.
Maria Teresa Saavedra Rodrigues
“Memorial de um dia quase como os outros”
- Temos que escrever um texto para o Arcádia, sobre a
nossa turma, sobre o Colégio…
- O que havemos de dizer sobre o Colégio?
- ADEUS COLÉGIO!
- Duas semanas sem treinar que me vão saber pela vida!
- Que seca.
- Queres largar isso, se faz favor?
- O nosso professor tira coisas daí!
-Quanto custou esse livro?
- 30 euros?! Fogo! Mais vale tirar fotocópias!
- Eh lá! O Alberto ´tá inspirado! ´Tá a escrever depressa
como tudo!
- Como é, Pilecas?
- Piscina na segunda feira?
- Biii! Já não ouvia esta música há “bué”!
- Vocês vêm amanhã?
- Amanhã vai ´tar um calor do… Espero que chova.
- Estou com média de 16 certinha, já com o exame de
Biologia e Físico/Química e tudo. Portanto já tenho esta
porcaria feita.
- Miguel, também queres aquilo fotocopiado?
- O Pilecas vai estar agora toda a manhã a virar frangos…
- Nem que virasse uma data de frangos por dia ele
conseguia o dinheiro!
- Não! Estou a dizer virar frangos, tipo, tira uma folha,
fotocopia, vira, tira outra fotocópia…
- Sabes o que te digo? Nunca mais toca.
- Só me apetece é ganir…
- Eu ía no carrinho de rolamentos, viro um bocadinho
para um lado, o carro vira todo para o outro, e olha, espeteime contra as sebes, tipo “booom”!
- Nós fizemos três jogos, e elas dois.
- O Freitas não é da minha equipa. É o Falacha.
- O Alberto é da equipa do Falacha. Só há duas equipas.
- É isso. Vou à baliza hoje!
- Olha, tu não jogas nada!
- Então…
- Aliás. Tu jogas, não mandas é nada! És um autêntico
Pinilla.
- Não digas isso, não é verdade.
- Bem, vou às corridas de rolamentos.
-Eu acordo às oito e cinco, levanto-me às oito e dez,
então só chego às oito e meia, e a minha mãe: “- Já viste
as horas?!!”
- As vezes o sono é tanto que eu já não sei se foi verdade
ou se estava a sonhar…
- Fogo! Já só penso é em férias… Não me importava de
ir para a Holanda ou para a Alemanha!
- Acho é que me vou deitar aqui…
- Alberto! Isto não tem lógica!
- Não tem lógica? Isto tem toda a lógica! É uma conversa
do dia-a-dia! Vai ser o texto mais badalado do Arcádia!
- As pessoas caíram num vortéx! Preciso de arranjar
fotos, carago!
- A minha vida parece um filme japonês, que eu não
percebo nada desta porcaria…
- Deve ser um vírus, já me aconteceu. É tudo sempre
um vírus. Depois vendem as curas, os “gajos” que fazem
os vírus…
- Esse homem mete-me um nojo. Fogo!
- Vou leva-la lá amanhã!
- Phoenix! Isso era mal empregado!
- Oh Alberto, vai dormir pá!
A conversa acaba, por agora, e começa a soar um
interessante e ajustado:
- “You gotta let me know… are we human or are we
dancer?”
Alberto Marques,
com a participação especial de :
Catarina, Melissa; Miguel, Joel, Dani; Freitas
Colégio de Lamego,
uma história de
excelência
... Nesta nossa casa crescemos e formamo-nos integralmente em
diversos domínios. No seio desta instituição cristã valorizamo-nos não
só aos olhos dos homens, mas também aos olhos de Deus. Nesta
caminhada pelo Colégio, aprendemos o necessário para podermos
usufruir de um futuro melhor, mais risonho, mais integral e mais feliz.
Para tal, podemos contar com a preciosa e indispensável ajuda dos
senhores padres que muitas vezes desempenham um papel ingrato.
São eles o símbolo máximo da ordem, respeito e disciplina do Colégio.
No entanto, em momentos de maior descontracção, revelam as suas
melhores qualidades no que à empatia e humor diz respeito. São eles
a ponte entre o passado e o presente e são eles a garantia do futuro
do nosso amado Colégio. A sua dedicação, a sua disponibilidade
fazem deles pedras fulcrais na complexa, mas bela, estrutura do Colégio de Lamego. Ainda vibra neles “o eco ingente, das gerações que
lá vão”...
Daniel Filipe Silva Ermida Martins de Freitas - 12.º Ano
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Junho de 2009
Festum Summum
Ecos da memorável celebração dos 150
Anos do Colégio
Foi grande a festa do Colégio, nos dias 29 3 30 de Maio, a encerrar as comemorações dos 150
anos deste “Nobre Estabelecimento de Ensino”, que já vem do longínquo ano de 1959, quando
o novo sistema político do Liberalismo, pretendia criar um país com cultura e futuro.
A tarde do dia 29, sexta-feira, foi de espaço desportivo, torneios de voleibol entre as
diversas gerações de Campeões Nacionais, de 1972 a 2009, as equipas organizaram-se, jogaram
entre si, mais um convívio do que a contagem rigorosa de pontos no marcador, palmas, muitas
palmas, abraços de amizade, condecorações de mérito desportivo, terminando com o descerramento de uma lápide em homenagem ao falecido P. Jorge Ferreira, um dos grandes pioneiros do
voleibol no Colégio e ao Eng. João Rodrigues, já falecido, o eximio distribuidor e estratega da
primeira equipa de campeões nacionais de juvenis, 1972/1973.
Às 20.30, no Teatro Ribeiro Conceição, uma monumental Gala Comemorativa dos 150
anos do Colégio, apresentada por Ana Margarida Maravilha, professora de Português e por
Joaquim Miguel Matos, ex aluno e actual professor de Ciências Físico-Químicas, com o seguinte programa: Números musicais “The winner takes it all” de ABBA e “The lion sleeps tonigth”
dos Tokens, adaptação musical do nosso professor, Rui Alberto Ribeiro e interpretados pelos
actuais alunos do Colégio; Peça de teatro “A Estreia”, representada pelo clube de teatro do
colégio de Lamego, cuja encenação, cenografia e figurinos foi da responsabilidade de Mónica
Ferreira Lima, nossa professora de Filosofia; cinética dos corpos com coreografia de Teresa
Fiúza, tributo à dança protagonizada por alunos do 5º ao 12º ano, evocando épocas e estilos
diferentes de dança; documentário “Colégio de Lamego - Memória e Utopia” com realização de
José Crúzio e argumento dos nossos professores, António Martins e Mónica Ferreira Lima,
este documentário, visou captar os vestígios de uma perenidade mística que percorre os
corredores da centenária instituição que é o Colégio de Lamego; monumental encerramento
com o Hino do Colégio interpretado por professores e alunos. Perante isto posso dizer que os
professores do Colégio de Lamego têm classe e confio que levarão o barco a bom porto!
No dia 30, pela manhã às 10 horas, a Sé Catedral de Lamego encheu-se de alunos
actuais e antigos, famílias, convidados, entidades oficiais, numa Missa de acção de graças
pelo momento presente, bons pronúncios de futuro e a sufragar todos aqueles já falecidos que
um dia passaram pelo Colégio de Lamego. Foi presidida pelo nosso Bispo D. Jacinto, que, em
rica Homilia apropriada, chamou ao Colégio de Lamego um “Altar”. Foi abrilhantada pelo
Orfeão do Colégio, professores e alunos, acompanhada pelo nosso professor de educação
musical Dr. Rui Alberto Ribeiro. Simplesmente uma actuação brilhante.
Dali passou-se ao Teatro Ribeiro Conceição, para sessão Cultural. Novamente, como na
véspera, encheu-se esta nobre sala. Cantou-se o Hinos do Colégio. Foi orador de serviço desta
efeméride, o D. Geraldo Coelho Dias, ex-director do Colégio nos anos 1973/1974. Brilhante. Não
era de esperar outra coisa deste insigne Professor Catedrático da UP e ilustre Membro da
Academia de História.
Suspendeu o respirar de toda a plateia. O tempo passou sem que se desse conta. Narrou uma
História que ficara no livro doirado deste “Velho Casarão”. Esgotou o dicionário português de
toda a adjectivação possível e imaginária para classificar o Colégio de Lamego de brilhante
pérola que P. António Lopes Roseira fundou em 1859. “Esta roseira floriu rosas de cultura…”.
Seguidamente, usou da palavra o ex-aluno, presidente da Assembleia Geral da Associação
do Colégio de Lamego, Eng. Pinto Sousa. Da sua boca saiu a palavra elegante de um homem
justo, sábio, honesto e bom a agradecer a grandes homens e grandes mulheres que foram seus
professores e a caracterizar o Colégio actual, liderado por grandes personagens. D. Avelino,
actual Director e Prior da Comunidade Beneditina, tinha mesmo de dizer algo. E ele saiu-se
muito bem, a traçar as linhas mais vincadas no Colégio de Lamego no presente e no futuro.
Parabéns e coragem, P. Director. De facto as palavras tocantes que o Eng. Pinto de Sousa usou
para o classificar são as mais apropriadas, no momento em que vai abrir o 1º ciclo, denotando,
sem dúvida, o empreendorismo da actual Direcção pedagógica do Colégio de Lamego.
O nosso Presidente da Câmara, Eng. Francisco Lopes a encerrar a sessão, também usou da
palavra, um discurso breve bem elaborado prestando a sua homenagem pública à história
brilhante de um Colégio que não foi o seu no tempo de menino estudante, mas agora, como
presidente de todos os lamecenses, tem aqui a sua porção de responsabilidade, da qual com
muito gosto partilhamos com ele, agradecendo-lhe muito orgulhosos de o ter.
Depois…depois, durante horas e horas, tarde dentro, no pavilhão gimnodesportivo do Colégio, comeu-se, bebeu-se, contaram-se histórias reconheceram-se velhos amigos que o tempo, muito traiçoeiro, amadureceu e branqueou os cabelos e uma ou outra ruga disfarçada a
começar a despontar. Afinal eram companheiros de Colégio. Mas que Colégio este? Meu Deus!
“Um Colégio é, por natureza uma realidade ou entidade colectiva e, portanto, duradoira, que se
mantém viva e prolongada no tempo, ultrapassando a contingência das pessoas que se vão
sucedendo e tomando lugar no decorrer da nossa fugaz temporalidade. É o edifício ou edifícios, são os professores, os empregados, os alunos e tantos seres ou coisas que nos rodearam
e acompanharam no quotidiano viver dentro dos muros do Colégio: salas, recreios, jogos,
brincadeiras, arvores e lugares dos arredores, onde, bucólica ou distraidamente ou pesarosa e
penitencialmente, íamos estudar, assistir às aulas fazer recreio, jogar e aliviar a mente, carpir
mágoas ou, até, descomplexar fúrias e tirar pequenas vinganças!”
Terminada a festa, lá se foram embora estes bons rapazes e estas boas raparigas, meninos e
meninas das pupilas dos nossos olhos, deixando uma placa para a posterioridade no hall do
colégio com os seguintes dizeres: “150 Anos a Educar e a Formar. Geraçoes atravessaram
estas raízes seculares dando aos pais Homens e Mulheres com formação moral e intelectual
fazendo do Colégio de Lamego um símbolo de conhecimentos e disciplina”
- O actual orfeão do Colégio no palco do Teatro Ribeiro
Conceição no dia da Festa -
Uma família
Quando fui para o 1º ciclo os meus Pais
ponderaram em eu ir para o Colégio, mas como
tive a sorte de me adaptar bem na escola nº 1 de
Lamego e ter uma Senhora
Professora excelente desde a 1ª até a 4ª classe,
mantive-me nesta Escola.
Quando passei para o 2º ciclo então os meus
Pais decidiram que deveria ir estudar para o
Colégio, mas para qual?
Depois da prospecção que fizeram, o Colégio
de Lamego foi o escolhido, dado ainda manter
uma educação com determinados princípios, ser
dirigido por ilustres Senhores Padres e possuir
um staff de Docentes com larga experiencia no
ensino.
Quando a minha Mãe fez a minha pré-inscrição
no Colégio eu estava com um certo receio,
pensando que só iria ter meninos na minha turma,
e depois não teria amigas.
A 1ª vez que vim ao Colégio foi no dia da
apresentação. Fiquei muito contente quando vi que
tinha mais uma menina na minha turma que parecia
ser muito simpática. Depois das apresentações,
os Senhores Professores foram mostrar-nos todo
o Colégio. Fui embora, muito entusiasmada com o
que vi e com a turma que tinha.
A 1ª semana custou-me um pouco, principalmente
por ter de ficar no Colégio até as 19:00 h, dado os
meus Pais não me poderem vir buscar mais cedo.
A partir da 2ª semana tudo começou a entrar na
normalidade e adoro estar neste fantástico Colégio.
Gosto muito dos meus colegas dos meus Senhores
Professores e sinto-me em família.
Agora já fiz muitos e amigos, que estão sempre
dispostos a ajudar-me para tudo que for preciso,
eles também são muito engraçados e brincalhões
comigo. Adoro o colégio, a minha turma, os
senhores professores e os senhores padres.
Todavia, até já agradeci aos meus pais, por
terem optado por este Colégio. Agora, só faço votos
para que os meus pais me consigam manter aqui
até ao 12º ano de escolaridade.
Parabéns a toda a direcção do Colégio de
Lamego.
Carla Maravilha, 5ºano
Pe.Abel Matias
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Junho de 2009
ODE AO COLÉGIO
DE LAMEGO
Salve, Colégio de Lamego!
Eu te saúdo e celebro
na vetustez dos teus 150 anos de ancião,
mas, muito mais, te saúdo
na pujança da tua eterna juventude,
garantia de que o futuro
conta contigo
como parceiro de caminho e de entusiasmo.
O COLÉGIO DE LAMEGO,
ROSEIRA FLORIDA DA NOSSA ALEGRIA.
(150 anos ao serviço da educação).
Geraldo J. A. Coelho Dias, OSB
Juntamo-nos, exultantes e numerosos, para recordar e viver
uma data significativa para todos quantos passámos pelo
Colégio de Lamego. Com efeito, foi em 1859 que foi fundado o
Colégio de Lamego, já lá vão, portanto, 150 anos, e nós recordamos o facto neste dia 30 de Maio, Dia do Aluno, cuja associação promove este encontro festivo e jubilar. Tributários ainda da tradição cultural da Bíblia, sabemos que o número 50 é
um número de perfeição e de plenitude, e é com ele que se
completa um ano jubilar: “Santificareis o quinquagésimo
ano…Este ano será para vós um Jubileu…porque o deve ser
para vós uma coisa santa” (Lv. 20, 8-12). Desta feita, contamos, precisamente, três vezes cinquenta, o que significa que
estamos perante a celebração dum triplo JUBILEU. Nos tempos bíblicos, um jubileu era, de facto, uma data memorável;
pois quanto mais não o deve ser hoje, quando a vida passa tão
depressa e, por vezes, nem temos tempo de saborear os momentos agradáveis do estar com os outros e muito menos ainda de relembrar os acontecimentos marcantes do bem-fazer
humano?
Se, como dizia Miguel Torga, o Relógio do Sol, aqui bem
perto, indica o amadurecer das cerejas na Penajóia, também a
clépsidra do tempo, na Ortigosa, informa que é hora de reunir
neste Colégio de Lamego para recordar que esta é uma casa
que deixa marcas de honra nas pessoas, e onde se pode afirmar o valor do trabalho, o sentido da disciplina, a aplicação ao
estudo, a estima da camaradagem, a alegria de estar com os
outros. É, pois, ocasião de voltar, mentalmente, às origens
deste Colégio, de fazer festa, porque o Colégio de Lamego,
afinal, já pesa bastante na contagem cronológica do existir
passageiro dos homens e, talvez, mais ainda ao serviço dos
homens e, sobretudo, na vida de todos nós que aqui deixamos
um pouco da nossa alma. Portanto, aqui e agora, podemos
servir-nos daquela beatificante palavra de Jesus, quando disse: “O que fizestes a um desses pequeninos, a mim o fizestes”
(Mt.25,40). No Colégio, aliás, este foi um lema nunca esquecido e sempre presente na missão que aqui se assumia de ensinar e educar jovens, de formar rapazes para a vida.
No Colégio de Lamego, a obra da educação foi sempre um
serviço de devoção aos jovens, uma obra de dedicação e de
carinho. Por isso, como dizia o salmista “facti sumus sicut
consolati” (Sl.125,1), hoje e aqui, estamos como que consolados, e, nesta beatífica consolação, somos nós todos, ora presentes, que ousamos dizer: “Hoje é o dia que o Senhor escolheu para nós o vivermos na alegria” (Sl. 118,24)! Este é o
hino do nosso júbilo neste dia, em qu,e celebrando o DIA DO
ALUNO, repassamos, contentes e felizes, os 150 anos em que
o Colégio de Lamego serviu a Pátria, honrou a Cidade de Lamego, recebeu e formou tantos e tantos alunos!
Na diacronia do Colégio, duas grandes etapas cronológicas
é preciso distinguir: antes e depois dos beneditinos. Na verdade, como obra humana, o Colégio precisou de tempo e teve
de contar com vários agentes. O passado é, por natureza, um
lugar e um tempo distantes. Por conseguinte, é preciso conhecê-lo, trazê-los ao nosso presente, deixá-lo purificar-se no cadinho do nosso coração, porque é através dele que descobrimos o que devemos aos agentes do nosso “in illo tempore”.
Realmente, como dizia o grande pensador alemão, Manuel Kant,
“três sinais há de céu na terra: O céu estrelado sobre as nossas cabeças, o cumprimento do dever, e o sentimento da gratidão”. Neste dia, trazer o passado do Colégio ao nosso presente, significa, precisamente, aviventar o sentimento da GRATIDÃO, que a memória comporta e o coração não pode esquecer. Não somos saudosistas do passado pelo passado, mas
também sabemos que não podemos prescindir dele. Na concepção bíblica do tempo, o futuro é o que está atrás, o AHARÁH, porque se supõe que o homem de bem caminha de costas para o futuro iluminado pela luz e fulgor do do farol do
passado, esclarecedor, enobrecedor, seguro. Na histórica vivência dos 150 anos deste Colégio, o passado conta, indiscutivelmente, muito. Recordemos, pois, ainda que brevemente, o
passado do Colégio de Lamego, porque a recordação do passado é uma nobre obra de gratidão e estímulo, uma forma de
agradecer àqueles que nos precederam e tornaram possível o
nosso hoje aqui...
Tu és, no presente,
a luminosidade que te vem
dos archotes que acendeste
na madrugada dos tempos
e o horizonte de fulgor
que há-de projectar
o foco do teu brilho
em perspectivas de devir.
É na luz que te aplaudo,
bebendo de ti,
deslumbrado, hoje, como ontem,
o eco da tua presença tutelar.
Vivi em ti
como que foras a minha própria casa;
enrosquei-me, ternurento,
por entre os filamentos
em que te transformaste em ninho.
Prolonguei em ti, menino ainda,
o aconchego de um colo de mãe,
ancorando-me à solidez das tuas paredes,
firmadas em valores seculares,
amaciadas pela maciez
de afectos múltiplos,
de múltiplos encantos e doçuras.
Viste-me corar
nos primeiros arroubos de adolescência,
em que os olhares fugidios
se escapuliam de encontro a outros,
que, para meu desconsolo,
tantas vezes se desviavam,
eles também tão adolescentes como os meus,
a ganharem forma e jeito,
pelas ruas da velha Lamego.
Pelos teus cantos e recantos,
sombras e penumbras,
cresci com os meus iguais,
com eles vivendo,
sob serena e paternal vigilância,
o valor matricial do denodo e do trabalho,
da tenacidade e perseverança,
da amizade e companheirismo,
do rigor, da reflexão e da oração,
da cumplicidade.
Foi em ti
que encontrei a vontade e a alegria
de, em cada dia,
ser um pouco melhor,
sublimando fragilidades e insucessos,
ultrapassando medos e desconfortos,
reafirmando virtudes e êxitos.
Sou, no fundo e na essência,
aquilo que de ti colhi,
forjado no corpo e na mente,
no destemor e na hesitação,
na exemplaridade e na incompletude,
na serenidade e no desassossego,
na humildade e na crença.
Sob a auréola da imagem mariana,
que, ainda hoje, me comove e enternece,
deixo correr, liberta e incontida,
a saudade,
em pranto de gratidão,
vergando-me à tua figura de pai e de amigo,
de companheiro e de mestre,
revendo nos olhos do meu filho,
que entreguei aos teus cuidados,
o mesmo deslumbramento,
a mesma esperança
e a mesma certeza de conquista.
Unam-se as mãos em aplausos,
convoquem-se todos os sorrisos
e todos os gestos de festa
e as palavras todas,
abram-se os peitos em abraços,
elevem-se as vozes, em afago,
cantando-te em hinos
de homenagem e de louvor.
Eucaristia Solene na Sé de Lamego
Salve, Colégio de Lamego,
meu permanente regresso,
meu esteio de vida,
meu reduto de esperança,
minha assumida paixão.
José Alberto Soares Marques
Visite o Site Oficial do Colégio de Lamego: www.colegiodelamego.edu.pt
Arcádia
6
Junho de 2009
Pelo Colégio
Viagem de Estudo do 9.º Ano
A viagem de estudo
A nossa viagem de estudo realizou-se na passada quintafeira dia 4 de Maio. Na camioneta estavam o 5º e 6º ano.
Connosco foram os senhores padres Policarpo e Avelino
e as professores: Isabel Malafaia e Ana Margarida Maravilha
Saímos do colégio de Lamego as 7:30. Na camioneta
todos estávamos animados, ríamos, cantávamos (e se
pudéssemos até dançava-mos).
Por fim chegámos a um dos nossos destinos: visitar o
castelo de Guimarães, no castelo vimos as ameias (que
altas que eram! Felizmente ninguém caiu!) a seguir visitámos o Paço dos duques de Bragança (foi pena não termos
visitado o quarto e a igreja pois estavam em obras) a
seguir descemos uma rua Medieval lindíssima parecia do
século XIII…e fomos visitar a magnifica capela de estilo
Românico a da Nossa Senhora da Oliveira.
A barriga começava a dar horas por isso metemo-nos
na camioneta e seguimos estrada fora para o restaurante
onde comemos uma deliciosa refeição com um magnifico
gelado de sobremesa.
Quando paramos fomos ao maravilhoso e esplêndido
mosteiro de Singverga dentro do mosteiro vimos a belíssima igreja e outras coisas maravilhosas.
A seguir fomos à citania de Briteiros lá vimos as casas
dos lusitanos (eram esquisitas mas engraçadas).
Fomos ver o estádio do Paços de Ferreira, entramos e
tudo! …, Mas o mais divertido era andarmos a rebolar na
relva. No final deram-nos uma camisola e um boné amarelos.
Chegamos felizes e parecíamos uns pintainhos amarelos.
Foi uma bela viagem e tudo se deve aos nossos queridos professores e senhores padres mas … também aos
nossos pais que nos deixaram ir!
Adoramos a visita de estudo! No próximo ano contamos com mais……
No passado dia 6 de Maio, o 9º ano realizou uma visita de estudo à barragem do
Lindoso e ao Santuário de Santa Luzia,
em Viana do Castelo.
Partimos logo de manhã, embora não
fosse muito cedo, pois eram 8h00 quando
o autocarro partiu em direcção à barragem
do Lindoso. O início da viagem revelavase um pouco monótono e amorfo, pois os
alunos encontravam-se num estado de
sonolência acentuado, em que os risos e
brincadeiras escasseavam; parecia que
todos estavam adormecidos. Durante algum tempo manteve-se assim, até que
alguém se lembrou que também iam naquele autocarro duas guitarras e 22 boas
vozes, incluindo a nossa Directora de Turma, Professora Carla Oliveira; o Professor
de Físico-química, Joaquim Matos e, claro, o nosso querido Director, Senhor Padre Avelino Martins. As cantorias encheram o autocarro de alegria e os ânimos
ergueram-se em euforia e boa-disposição.
Passando assim, mais ou menos 3horas, por fim avistámos a famosa barragem.
Então surgiram exclamações e perguntas de todos os lados, “Epah!”, “Isto é enorme!”, e a mais frequente pergunta, “ E se
isto rebenta?”. À medida que nos aproximávamos a ansiedade ia aumentando.
Quando demos conta estávamos dentro
de um longo túnel que nos levava ao interior da barragem, onde todas as transfor-
mações de energia ocorriam. Todas as
salas tinham máquinas, cujos tamanhos
eram tão grandes que provocavam algum
medo e receio. Lá dentro, tudo era iluminado por lâmpadas, o que dava uma certa
sensação de escuridão, pois que a artificialidade da iluminação era uma constante, não se visualizando a luz do dia. Pode
dizer-se que apenas uma sala era bonita,
talvez por ser a única que não tinha aquelas enormes e feias máquinas.
Depois de termos visitado todo o interior
seguimos até ao autocarro. Foi muito bom
ver a luz do sol brilhar, ao sair daqueles
longos Km de túnel.
Seguimos então viagem até Viana do
Castelo!
Mal chegámos ao Dolce Vita de Viana,
fomos logo todos comer, pizzas, hamburgers; enfim, a comida de plástico foi a principal eleita pelos alunos do 9ºano. Terminado o almoço, os jovens foram às suas
“comprinhas”, o que não podia deixar de
ser; afinal de contas, hoje em dia, um centro comercial é o paraíso de qualquer adolescente.
De regresso ao autocarro, (um bocado
lento, pois muitos alunos atrasaram-se
devido à variedade de lojas e à curiosidade de as ver todas) seguimos até Sta Luzia, uma viagem em que as guloseimas
foram a companhia predilecta, que se dirigiam num abrir e fechar de olhos.
Chegados ao local do monumento, todos se encantaram pela belíssima paisagem. O interior da catedral era realmente
bonito, mas poucos foram os que se preocuparam em observá-lo com atenção. Também tivemos a oportunidade de subir ao
topo do santuário. Se a paisagem na parte de baixo era linda a que se observava
na parte de cima era soberba e magnífica,
que só vendo com os próprios olhos é que
se pode entender a beleza de tal imagem,
pois a sua descrição é impossível. Do topo
podíamos observar o melhor de três mundos, a beleza dos campos, o encanto da
cidade e o brilho da costa portuguesa.
Estávamos já a sair de Viana, quando
todos nós começámos a pedir para ir à
praia. Depois de muito tempo quase a implorar, o nosso desejo foi concebido e fomos à praia. Tivemos ainda a oportunidade de visitar o Forte de Vila do Conde.
Mais uma vez, de volta ao autocarro seguimos rumo até Lamego. A viagem de
regresso foi igualmente animada, apesar
de muitos terem adormecido, com canções entoadas pelos nossos guitarristas,
que entre cantorias e gargalhadas animaram a viagem até que chegámos ao Colégio de Lamego.
Isa Daniela do Carmo Oliveira Gama - 9º Ano
Carolina Isabel Marcos Queijo - 6.º Ano
Viagem de Estudo
do 8.º Ano
Na passada segunda-feira, dia 8 de Junho, a turma do 7ºano e as turmas do 8ºano, acompanhadas
por alguns professores, tiveram uma viagem de
estudo. Às 8h30 da manhã desse mesmo dia, partimos do Colégio em direcção a Santa Maria da
Feira, onde iríamos visitar o Visionarium. Quando
chegámos ao Visionarium, entrámos num auditório onde assistimos a um pequeno espectáculo
muito interessante. No fim desse espectáculo, as
monitoras explicaram-nos que iríamos visitar 5
salas: a sala da Terra, a sala da Matéria, a sala do
Universo, a sala da Vida e a sala da Informação. À
entrada da sala da Terra, estava Fernão de Magalhães numa imagem espectral, a falar dos conceitos e noções científicas ligados à exploração do
nosso planeta. Esta sala estava dividida nas seguintes áreas: Orientação e Cartografia, Máquinas
simples e mecânica, Fluidos em repouso e Fluidos em movimento. A sala da Matéria é dedicada a Mendeleiev, químico russo que estava à entrada da sala a incitar-nos a seguir o mesmo método de investigação que ele próprio utilizou, que foi:
observar, reflectir, compreender e experimentar.
Esta sala estava dividida nas seguintes áreas: A Matéria, Materiais e a sua forma e a Tabela periódica. À entrada da sala do Universo estava o
famoso astrónomo Hubble a falar da imensidão do
Universo. Esta sala estava dividida nas seguintes
áreas: Observar o Universo, a Terra, a Lua e o
Sol e Até ao Infinito. A sala da Vida tinha à
entrada Mendel, um monge de aspecto austero
que nos transmite uma mensagem de alegria, em
que diz que os seres humanos são todos únicos,
mas, ao mesmo tempo, mais parecidos entre si do
que diferentes. Esta sala estava dividida nas seguintes áreas: A dupla hélice e a célula, Um Mundo
para ouvir, O cérebro, Um mundo para tocar e
Um mundo para ver. Por fim, na sala da Informação não havia nenhum explorador científico
como anfitrião da sala porque o mundo da informática ainda está em pleno desenvolvimento. Esta
sala esta dividida nas seguintes áreas: Verdade ou
falso, O computador, por fora e por dentro, A
caravela do cibermundo e A automatização e informatização. Quando acabámos a visita ao Visionarium dirigimo-nos a um centro comercial,
onde estivemos a almoçar. No fim do almoço seguimos em direcção a Vila Nova de Gaia para
continuarmos a nossa visita. Em Gaia, fomos
visitar o Parque Biológico. O Parque Biológico
de Gaia é uma área agro-florestal com 35 hectares,
onde vivem centenas de espécies de animais e plantas. O objectivo do Parque Biológico é que os visitantes compreendam a paisagem da região e do contraste entre essa paisagem agro-florestal, que se preserva no Parque, e a envolvente urbana, por isso o
Parque é, antes de mais, um memorial da paisagem
da região. A visita deste parque foi muito divertida e
muito interessante pois é um espaço realmente espectacular. No final da visita ao Parque Biológico de
Gaia, nós entrámos no autocarro já com destino a
Lamego. As viagens no autocarro também foram
muito animadas e divertidas. Quando chegámos a
Lamego eram aproximadamente 8 horas. Em resumo, acho que foi uma visita de estudo muito divertida e interessante, tanto para os alunos como para os
professores.
Ricardo Monteiro Marinho - 8.º Ano
Visite o Site Oficial do Colégio de Lamego: www.colegiodelamego.edu.pt
Arcádia
7
Junho de 2009
O Voleibol é uma tradição
Forja de Campeões
Nacionais
Fazer a história do desporto do Colégio de Lamego, como actividade “circum escolar”, é introduzir-se, de alguma maneira, no espírito do
seu ideário educativo que assentou sempre na tradição greco-romana, onde tanto o espírito como o corpo necessitavam de permanente
cultivo. O homem bem formado era aquele que vivia e actuava em
perfeita sintonia com as leis da Natureza. Daqui resultou a busca da
plena realização do Homem na Terra, ou seja, a perseguição do ideal
agónico. Procurou-se sempre a sua formação integral, como transparência de uma filosofia da época: Força, Sabedoria, Beleza.
A génese deste “microclima voleibolístico” como um dia lhe chamou
o jornal “A Bola”, terá, certamente, suas raízes bem fundadas no
passado de uma sólida formação moral. “Neste Colégio sempre se
educou sobre o signo do desporto”, é esta a frase que passou de
geração em geração, até que possamos encontrar a ponta da meada
desta história desportiva.
Com a primeira vitória a nível nacional a 1955, Vice-Campeões, no
escalão de Vanguardistas da Mocidade Portuguesa, contra o liceu
Pedro Nunes, realizada na cidade de Santarém, a equipa constituída
pelo José Barros, Manuel Pinto de Sousa, Fausto Gentil, Ivan Santiago, os irmãos d´Orey e Henrique Cabral, estavam lançados, definitivamente, os alicerces de toda esta linda história de cinquenta e cinco
anos de títulos nacionais. Lá está, nas ricas montras do Colégio, um
troféu invulgar, único, que tanto nos orgulha, um campino a cavalo,
cultura local, como lastro de tantas outras que se seguiram.
Surgiu a década de oiro do Colégio de Lamego nos jogos da
Mocidade Portuguesa, orientados pelo muito jovem Pe. Jorge Ferreira que, vindo do Mosteiro de Singeverga em 1962, toma à sua responsabilidade as actividades “circum escolares”, ajudado, no desporto, pelos alunos João Saraiva, ex-atleta e campeão nacional pelo
Sporting Clube de Portugal, o Fernando Augusto Vasconcelos e António José Portugal. Em 1967 ficaram Vice-Campeões nacionais de
Juvenis: Reynolds Marques, Pimentel Borges, António Amaro, João
Guerra, Salvador Lobão, Serafim Froufe e Álvaro Teixeira.
No ano seguinte 1967-68, o Colégio de Lamego, conquistou, novamente, o título de Vice-Campeão Nacional de Cadetes, numa poule
com muito nível, realizada na cidade de Lamego, entre o Externato de
Moscavide, Colégio de Lamego, Escola Industrial de Espinho e o
Colégio dos Carvalhos. Salvador Lobão, João Guerra, Sampaio,
Serafim Froufe, Fiúza Fraga, Abílio Castelo e Caseiro, são os nomes
magníficos que, pela força e brio com que se bateram, abriram, definitivamente, as portas a voos mais altos.
Em 1973, o Colégio de Lamego inscreveu, pela primeira vez, o seu
nome como Campeão Nacional de Juvenis de Voleibol Escolar. Pedro
Marta, José Alberto Marques, Agostinho Caeiro, Lopes de Almeida,
João Rodrigues (falecido), José Dolores, Diamantino Ferreira da Silva e António Taipa, são estes os nomes que retirei do jornal “A Bola”
de então, que fez alarde do milagre deste Colégio do interior, treinados por mim, Pe.Abel, coadjuvado por um aluno, o Brasileiro, ao
conquistar o título de Campeão Nacional e o direito de representar
Portugal na FISEC, na Ilha de Malta, em 1974.
Raiou, fatídico, o dia 25 de Abril! Tínhamos acordado ao som de
“Grândola vila morena…” “ Uma gaivota voava, voava…!” Dava-se
a revolução já há tanto tempo cozinhada nos bastidores dos quartéis.
Por toda a parte reinava a confusão e a insegurança. Nós, desportivamente, entrámos no deserto, num êxodo angustiante de cerca de
seis anos, a representar o Ginásio Clube de Lamego, pela mão do
capitão Almeida Ferreira.
Tudo iria começar de novo. Eu próprio abordei o director do Colégio de Lamego, D. Agostinho Fernandes, para me deixar inscrever
uma equipa de iniciados, 13/14 anos, na Federação Portuguesa de
Voleibol. Era uma aventura de risco imiscuir-me na alta competição do
mundo do voleibol federado, sendo obrigado a tirar o curso de treinador com três graus sucessivos.
Decorria o ano de 1957. Mário João Faria (cap.), José Augusto,
Rui Pulquério, Pontes, João Laranjo, Sobral, Esteves, João Henrique, Emídio, Albino e Zé Manuel, era a primeira equipa federada do
Colégio. Ganhava-mos a Série A- Zona Norte. Perdíamos na fase
final Norte, frente ao Sporting de Espinho e F. C. Porto.
Em 1978 a equipe era ainda mais forte e mais experiente. Sobral
(cap.), Aires, Maçãs, Aguiar, Brites, Zé Manuel, Pinheiro, Moura Alves, Martins, Parente, Paulo Venâncio e Paulo Vieira Gomes, era este
o conjunto do Colégio que brilhava e encantava os Pavilhões do País.
O imprevisto iria acontecer. Um brutal acidente, que atirou o nosso
capitão de equipa, Sobral, para o estado de coma no Hospital de
Coimbra, afastar-nos-ia da luta pelo título, pois desistimos do campeonato!
Surge o ano lectivo 1979-80. Começámos a competir nos campeonatos da Federação Portuguesa de Voleibol. Sem condições de espécie alguma, eu e o Manuel Venâncio continuávamos a treinar afinca-
damente, ao ar livre, e disputávamos os nossos encontros no paupérrimo pavilhão camarário. A nossa equipa de iniciados era uma realidade. De Norte a Sul vencíamos todos os encontros. O Martins, o Moura
Alves, o Paulo Venâncio (Cap.), o Brites, o Hélder Reis, o Parente, o
Carlos Marinho, o Vieira Gomes, o Eduardo Marinho e o Pedro venceram o campeonato “ex-aequo” com o Sporting de Espinho, com
uma vitória em Lamego e uma derrota em Espinho.
Em 1980-81, aparece a equipa do famoso Paulo Brites, o melhor
valor a nível nacional, o nº 4 do Colégio de Lamego e, mais tarde,
sucessivamente jogador do F.C. do Porto e do Leixões, capitaneada
pelo experiente levantador Paulo Venâncio. Ganhávamos todos os
encontros, Ac. de S. Mamede, Ginásio St.º Tirso, Ac. de Espinho, Ala
de Gondomar, Sporting de Espinho, F.C do Porto e o Técnico de
Lisboa, festa rija, éramos novamente campeões nacionais federados.
O jornal “A Bola” consagrou-nos o seguinte título: “ O Colégio de
Lamego passeou classe pelos pavilhões do País”. E o seu director, Dr.
Silva Resende, vem a Lamego, terra onde no Seminário Maior hauriu
grande parte da sua cultura, entregar uma taça “A Bola” ao Colégio.
Chama-se a atenção de todos: Estas 3 equipas foram justamente homenageadas, porque pioneiras, no dia 29 de Maio,
dia do antigo aluno. A história continua com todas as outras
equipas, muito mais jovens, a serem homenageadas, por ordem cronológica., nos anos que se seguem.
Pe. Abel Matias
Campeões Nacionais de Juvenis de 1973
homenagedos pela AAACL no dia da Festa
Campeões Nacionais de Iniciados de 1980 e 1981, homenagedos pela AAACL no dia da Festa
Eis a história desta briosa equipa que há quatro anos vem defendendo as cores do Colégio pelos pavilhões do País: 2006/2007,
3.º lugar no Campeonato Nacional de Mini-Volei federado. 2007/2008, Campeões Nacionais. 2008/2009, Campeões de Infantis do
Campeonato da Associação do Porto e Vice-Campeões Nacionais de Voleibol federado.
Visite o Site Oficial do Colégio de Lamego: www.colegiodelamego.edu.pt
Arcádia
8
Junho de 2009
Área de Projecto - 9.º Ano
Pintura da Via-Sacra em vitral
Os alunos do 9.º ano, em Área de Projecto,
realizaram ao longo do ano lectivo de 2008/2009, a
pintura da Via-Sacra em vitral.
Este conjunto de 15 vitrais encontra-se exposto no
Museu Diocesano de Lamego até dia 30 de Junho,
inserido nas comemorações dos 150 anos do Colégio
de Lamego. Até ao momento a exposição já foi
visitada por diversas centenas de pessoas.
Arcádia
PORTUGAL
O trabalho realizado pelos alunos do 9.º ano mostra
o fruto do trabalho e da dedicação de 19 alunos ao
longo deste ano lectivo.
Finda a exposição os vitrais regressam ao Colégio e
irão fazer parte da belíssima capela do Colégio. Será
assim uma forma de cada um destes alunos deixar a
sua marca, no histórico edifício da Ortigosa.
I - ESTAÇÃO
II - ESTAÇÃO
III - ESTAÇÃO
IV - ESTAÇÃO
Jesus é condenado à morte
Jesus carrega a sua cruz
Jesus cai pela primeira vez
Jesus encontra Maria, sua Mãe
V - ESTAÇÃO
VI - ESTAÇÃO
Jesus é ajudado por Cireneu
Verônica enxuga a face de Jesus
VII - ESTAÇÃO
VIII - ESTAÇÃO
Jesus cai pela segunda vez
Jesus fala às mulheres de Jerusalém
IX - ESTAÇÃO
X - ESTAÇÃO
XI - ESTAÇÃO
XII - ESTAÇÃO
Jesus cai pela terceira vez
Jesus é despojado de suas vestes
Jesus é pregado na cruz
Jesus morre na cruz
XIII - ESTAÇÃO
XIV - ESTAÇÃO
XV - ESTAÇÃO
Jesus é retirado da cruz
Jesus é sepultado
A Ressurreição
CORREIO
EDITORIAL
5100-076 LAMEGO
TAXAPAGA
Colégio de Lamego - 5100 Lamego
- Inauguração da exposição no Museu Diocesano -
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