FORMAÇÃO NA ATMOSFERA DO AEROSSOL ORGÂNICO SECUNDÁRIO DE ORIGEM BIOGÊNICA EM FRAGMENTOS DE MATA ATLÂNTICA. (MATALON) Profa. Dra. MARIA CRISTINA SOLCI Proponente/Coordenadora LACA – Laboratório de análise dos componentes do ar Departamento de Química – Centro de Ciências Exatas 2007 1. Identificação do Projeto Edital MCT/CNPq 15/2007 UNIVERSAL Título do projeto: FORMAÇÃO NA ATMOSFERA DO AEROSSOL ORGÂNICO SECUNDÁRIO DE ORIGEM BIOGÊNICA EM FRAGMENTOS DE MATA ATLÂNTICA. Àrea do Conhecimento: QUÍMICA Instituição Proponente: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA Coordenadora: MARIA CRISTINA SOLCI Identificação e vínculo institucional da Coordenadora PROFESSORA ASSOCIADA C, DEDICAÇÃO EXCLUSIVA 2. Equipe executora Nome Titulação Função/instituição MARIA CRISTINA SOLCI Doutora Coordenação/UEL PÉROLA DE CASTRO Doutora Colaboração/IQ-USP, SP Doutor Colaboração/Instituto Max- VASCONCELLOS JUERGEN KESSELMEIER Planck – Mainz, Alemanha JURANDIR PEREIRA PINTO Mestre Colaboração/UEL 02 PÓS-GRADUANDOS DO PMQRN Graduados Colaboração/UEL BOLSISTA PIBIC Graduando Colaboração/UEL BOLSISTA IC Graduando Colaboração/UEL 3. Objetivo geral, metas/atividades Este projeto tem como objetivo geral estudar in situ a formação do material particulado secundário atmosférico originado dos compostos orgânicos voláteis biogênicos, através da investigação sobre a composição química das partículas e sua distribuição por tamanho em escala micrométrica. Metas/atividades (resultados sucessivos a serem obtidos na programação do trabalho) • Verificação da eficiência de separação cromatográfica para os compostos de interesse; • Verificação da taxa de contaminação dos substratos; • Verificação dos índices de recuperação dos analitos no processo de extração fracionada; • Checagem da montagem dos dispositivos de amostragem (impactadores, ciclones) nos sítios amostrais; • Determinação das concentrações dos analitos (orgânicos e inorgânicos) nas distintas frações; • Determinação da distribuição dos analitos em função da faixa de tamanho do material particulado; • Especiação dos compostos orgânicos particulados (hidrocarbonetos alifáticos, hidrocarbonetos aromáticos, aldeídos e cetonas; álcoois e esteróis; ácidos) • Contribuição das diferentes classes dos compostos orgânicos quantificados no aerossol secundário; • Identificação do perfil sazonal dos analitos; • Identificação do perfil dos analitos nos diferentes sítios amostrais; • Identificação dos analitos de origem antrópica; • Identificação dos analitos de origem biogênica; • Estabelecimento da contribuição biogênica e antrópica na formação do aerossol secundário; • Estabelecimento da correlação entre concentrações e parâmetros meteorológicos nos distintos sítios amostrais; • Elaboração de relatórios, dissertações, de resumos e artigos científicos para divulgação dos resultados. 4. Identificação e caracterização do problema Os compostos orgânicos são importantes componentes atmosféricos. Uma fração significativa do material orgânico particulado na atmosfera provém da conversão de gás para partículas (g-p). A química na atmosfera de hidrocabonetos não metânicos de origem biogênica tem grande interesse devido à sua participação na formação do aerossol e dos oxidantes fotoquímicos (Kavouras et al., 2000; Kanakidou et al., 2005) A formação do material particulado orgânico representa um dos processos de remoção dos compostos orgânicos voláteis (COVs). Desta forma, os compostos orgânicos desempenham um papel importante nas reações fotoquímicas, inclusive levando à formação do ozônio. Por outro lado, os compostos orgânicos competem com os compostos inorgânicos pela oxidação de espécies como ozônio, radicais nitrato e hidroxila (Bowman et al., 1995). A formação de núcleos de condensação pode ter sua origem nos aerossóis orgânicos em tamanho submicrométrico e podem afetar as propriedades das nuvens e o ciclo hidrológico na atmosfera (Kanakidou et al., 2005). A presença de aerossóis orgânicos também pode estar contribuindo com a degradação da visibilidade devido à suas propriedades óticas (Alves e Pio, 2005). A presença de alguns componentes na atmosfera, como por exemplo, os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), é causa de preocupação, pois estes compostos tem propriedades carcinogênicas e/ou mutagências (Kawanaka et al., 2004). Uma grande fração do material particulado orgânico está associada com partículas menores que 3µm as quais podem alcançar o sistema respiratório. Os aerossóis orgânicos secundários têm como precursores os gases de origem biogênica e antrópica. A fração do particulado orgânico resultante da conversão de compostos orgânicos voláteis biogênicos é principalmente relevante para o entendimento da química atmosférica devido à significante emissão proveniente da vegetação (Nunes et al., 2000). Como pode ser observada na figura 1, a emissão de compostos orgânicos voláteis é dominada pela liberação da vegetação terrestre (> 1000 Tg/ano) e em quantidade considerável. A alta reatividade destes compostos faz com que contribuam consideravelmente para a formação do “smog” fotoquímico em áreas rurais onde a vegetação é abundante. Desta forma, se desperta o interesse em realizar estudos mais detalhados com o objetivo de propiciar a identificação e quantificação destas espécies nestas áreas. Os compostos orgânicos têm muita importância para a química da troposfera, influenciando a capacidade oxidativa da atmosfera, inclusive na acidez atmosférica e produção de nitratos orgânicos, especialmente em áreas remotas (Kesselmeirer, 2001). Os compostos isoprenóides são as espécies biogênicas mais importantes emitidas da superfície terrestre. A emissão global anual de isopreno e monoterpenos estão na ordem de 250 a 450 e 128 a 450 Tg por anos, respectivamente. Estima-se que as emissões biogênicas anuais excedam de 4 a 9 vezes as emissões de origem antrópica em escala global. Desta forma, as emissões biogênicas em relação às emissões antrópicas assumem maior importância para a química atmosférica global (Guenther et al., 2000) O potencial das emissões biogênicas depende de vários fatores, aqueles relacionados à fisiologia vegetal e seu potencial específico de emissão, idade, metabolismo, e os relacionados aos parâmetros ambientais como temperatura, radiação solar, disponibilidade de água, entre outros (Kesselmeier e Staudt, 1999). O crescente conhecimento sobre o impacto das partículas atmosféricas no clima mundial e as evidências sobre os sérios problemas que os aerossóis de origem antrópica causam na qualidade do ar e na saúde humana tem motivado inúmeros estudos científicos. Alguns estudos enfocaram a contribuição de fontes naturais versus de origem antrópica do aerossol orgânico, no entanto, o conhecimento desta contribuição relativa ainda não foi totalmente explorado. Florestas e áreas semi-rurais constituem um ambiente adequado para o estudo da formação do aerossol resultante da oxidação de hidrocarbonetos naturais levando simultaneamente em consideração a influência antrópica durante o transporte de massas de ar provenientes de áreas urbanas. Estudos sobre os compostos orgânicos voláteis não metânicos de origem biogênica vem sendo realizados em ambientes de florestas principalmente no hemisfério norte (Tsigaridis e Kanakidou, 2007). As florestas tropicais tem sido foco de estudos nos últimos anos, no entanto não há investigação sobre a contribuição das emissões biogênicas provenientes da Mata Atlântica no Brasil. Em estudos brasileiros realizados sobre o perfil dos compostos carbonílicos presentes na atmosfera de cidades e em regiões rurais há a consideração sobre a importância das emissões biogênicas na formação das espécies oxigenadas (Pinto e Solci, 2007). Em Londrina, estudos realizados sobre as precipitações total e úmida, no período de 1998 a 2002, indicaram em média que 35% dos eventos foram considerados ácidos e que a acidez não pôde ser atribuída somente a compostos inorgânicos (Pelicho et al., 2006). Diante destas evidências e interrogações, uma investigação sobre a contribuição das emissões biogênicas neste ecossistema deverá ser conduzida. O objetivo deste trabalho é investigar in situ a formação do material particulado proveniente de compostos orgânicos voláteis biogênicos através de um estudo detalhado da composição do aerossol com foco nos produtos de fotooxidação de COVs biogênicos, nos compostos de elevada massa molar diretamente emitidos da vegetação e nos contaminantes derivados da atividade antrópica. Paralelamente, deverá ser investigado o conteúdo inorgânico do material particulado coletado nos sítios amostrais. 5. Metodologia 5.1. Descrição dos sítios de amostragem Londrina localiza-se na porção norte do Estado do Paraná, na macroregião sul do Brasil, figurando como sua terceira cidade. Com uma área oficial de 1.715,897 Km2, ocupa cerca de 1% da área total do Estado. O território londrinense encontra-se entre os paralelos 23º10’17” e 23º51’10”S e os meridianos 50º52'11” e 51º14'35” O). A linha imaginária do Trópico de Capricórnio (23º27’ Lat Sul) corta o município de Londrina em sua porção central. As altitudes do município decrescem de oeste para leste, pois o mesmo situa-se na macro vertente da margem esquerda da porção inferior da bacia hidrográfica do rio Tibagi. A variação altimétrica aproximada do relevo municipal vai de 750m até 380, sendo na área urbana a altitude mais elevada de 600m (Eller, 2000). Densas matas atlânticas recobriam os solos férteis no início da colonização e ocupação da região. Hoje, esta verde cobertura encontra-se restrita a algumas áreas. Dentre os fragmentos de florestas na região, na cidade de Londrina encontram-se áreas de matas preservadas sendo que duas delas serão foco de estudo das emissões biogênicas no escopo deste trabalho. Sítio 1 (MG): Mata do Godoy – unidade de Conservação do Parque Estadual, ao sul do município; predominância de ventos da zona rural. Sítio 2 (AT): Parque Municipal Arthur Thomas – a sudeste do sítio urbano de Londrina, em região limite do centro urbano, com possível influência de fontes de origem antrópica; Sítio 3 (CE): Centro da cidade, pátio do Museu Histórico de Londrina, margeado por avenidas de intenso tráfego veicular. 5.2. Características das amostragens Serão empregados três impactadores em cascata de cinco estágios (fracionamento das partículas <0,25 µm; 0,25-0,5 µm, 0,5-1,0 µm; 1,0 a 2,5 µm e > 2,5 µm de diâmetro aerodinâmico) (Figura 2) e ciclones com diâmetro de corte de 10 e 2,5 µm. As partículas serão depositadas sobre filtros de fibra de quartzo pré-tratados. Para coletar quantidade adequada de material para análise serão realizadas amostragens semanais (sete dias consecutivos) de forma a garantir massa suficiente dos compostos de interesse maiores que o limite de quantificação do método analítico. As campanhas de medidas serão realizadas mensalmente com início em fevereiro (verão, 2008) durante 12 meses. Os dados meteorológicos serão fornecidos mensalmente pelo SIMEPAR (Sistema Meteorológico do Paraná) Figura 2. Impactador de cinco estágios Sioutas (Singh et al., 2003) 5.3. Medidas de massa do material particulado Para a medida da concentração gravimétrica do material particulado (massa -3 m ) das frações PM10, PM2,5 e do fracionamento em escala micrométrica coletadas com o impactador Sioutas (Singh et al., 2003), os substratos (filtros) serão pesados antes e após cada evento de amostragen utilizando a Ultramicrobalança analítica (Metler Toledo), em condições controladas de umidade relativa (~50%) e temperatura (22-240C). Ao final de cada experimento os filtros serão estocados na sala com condições controladas de temperatura e umidade (Laboratório LACA) por 24 horas, antes da pesagem. 5.4. Extração e quantificação do material particulado orgânico Os filtros contendo o material particulado semanal serão submetidos à extração (Alves et al, 2001). Primeiramente o material particulado sobre os filtros será extraído com diclorometano (DCM) e a seguir com metanol (MeOH). Após evaporação dos solventes, os resíduos dos extratos terão suas massas determinadas por pesagem. Os extratos serão fracionados utilizando solventes de crescente polaridade, com eluição através de sílica-gel ativada sob corrente de nitrogênio. Serão obtidas cinco frações de diferentes polaridades: Fração 1: n-hexano (alifáticos) Fração 2: tolueno/hexano (HPAs – hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) Fração 3: n-hexano/DCM (compostos carbonílicos e oxi-HPAs) Fração 4: acetato de etila/n-hexano (álcoois) Fração 5: ácido fórmico/metanol (ácidos) Após cada eluição, as diferentes frações serão concentradas a vácuo e evaporadas em leve corrente de nitrogênio. Antes da análise cromatográfica, as frações 4 e 5 serão submetidas a derivatização com N,O-(trimetilsilil)trifluoroacetamida (BSTFA)/Trimetilclorosilano e diazometano, respectivamente. As cinco classes orgânicas resultantes do fracionamento serão analisadas por cromatografia em fase gasosa acoplada a um detector de massas (a ser adquirido no âmbito deste projeto). As condições cromatografias são bem estabelecidas (Oliveira et al, 2007), empregando coluna capilar (25 m, 0,25 mm d.i., 0,25 µm de espessura de filme), hélio como gás de arraste a 1,0 mL min-1 e temperatura programada (60 a 2900C com rampa). A aquisição de dados será obtida no modo de impacto de elétrons (70 eV) com varredura de 33 a 800 unidades de massa. A identificação dos compostos deverá ser baseada na biblioteca de espectros do equipamento e através da coinjeção de padrões certificados. A eficiência de recuperação dos compostos será realizada contaminando os filtros de fibra de quartzo com quantidades conhecidas de mistura padrão e aplicando o mesmo procedimento de extração, derivatização e quantificação. Serão obtidos os brancos de campo junto às amostras do local coletado, sendo usado para determinar alguma contaminação. O branco do método (solvente) e brancos dopados (padrões adicionados ao solvente) serão também analisados. O limite de detecção para cada analito será definido em função dos valores médios de branco acrescidos de 3 vezes do desvio padrão. 5.5. Extração e quantificação do material particulado solúvel em água. Os filtros contendo o material particulado coletado com os impactadores serão submetidos à extração aquosa e sonicação. Os íons orgânicos e inorgânicos (formiato, acetato, cloreto, nitrato, sulfato) serão determinados por cromatografia de íons e detecção de condutividade. 6. Infra-estrutura disponível LACA - Laboratório de Análise dos Componentes do Ar Laboratório de 100 m2, com sala em condições controladas de temperatura e pressão, sala para equipamentos e para preparo e manipulação de amostras. Equipamentos Com os equipamentos disponíveis serão realizadas três simultaneamente (Centro, Mata do Godoy, Arthur Thomas) 03 Impactadores em cascata, 5 estágios, Sioutas 06 Coletores de material particulado com ciclone, PM10 e 2,5 Bombas de diafragma. Ultramicrobalança analítica (Metler Toledo), Cromatógrafo de íons com detecção de condutividade, Sycam. amostragens 7. Justificativa A 1a Conferência Municipal de Meio Ambiente iniciou a implantação da Agenda 21 de Londrina onde foram definidas metas, políticas ambientais e estratégias para a construção de uma sociedade sustentável. Na conservação e gestão dos recursos naturais, a proteção da atmosfera é contemplada através de ações que, conhecendo-se o ambiente atmosférico, irão propiciar a implantação da Política Municipal Ambiental. Londrina apresentou um crescimento urbano de forma espontânea de suas áreas pericentrais e periféricas, o que acarretou o aparecimento de problemas relativos à queda da qualidade de vida da população, sendo que aqueles relativos ao ambiente atmosférico ainda são foco de pouca atenção. Para que as políticas de desenvolvimento sustentável possam ser adequadamente propostas e executadas, há necessidade de conhecimento das características e processos dos sistemas naturais, visando inclusive conhecer a estabilidade e a resiliência. O Programa de Avaliação dos Recursos Atmosféricos na região de Londrina (PARALON) vem atuando, caracterizando o recurso natural atmosférico através do estudo dos aerossóis atmosféricos (gases e material particulado) e as precipitações pluviais quanto ao seu conteúdo inorgânico e orgânico. Foram publicados artigos científicos contribuindo para o desenvolvimento da ciência brasileira, relativamente carente na área da Química Atmosférica. Dissertações foram defendidas e publicadas com temas relacionados às emissões provenientes dos processos de combustão das misturas oxigenadas e fósseis. Uma nova abordagem e avanço na linha de pesquisa em Química Atmosférica da UEL resultarão no fortalecimento da Pós-Graduação em Química no Estado do Paraná. 8. Orçamento detalhado DESCRIÇÃO EQUIPAMENTOS 1 (um) Sistema completo de cromatografia em fase gasosa com detecção por massas de alto desempenho com as seguintes características técnicas: 1 (um) cromatógrafo a gás com forno, acesso frontal, programação de temperatura, injetor capilar split/splitless, controle eletrônico digital de fluxo e pressão dos gases; rotina de autodiagnóstico para verificação de falhas em todos os circuitos eletrônicos, sensores e válvulas. 1(um) analisador de massa tipo Quadrupolo, com faixa de 1 a 1050 u.m.a. e resolução unitária. Pré-filtro Quadrupolo curvado, velocidade de varredura acima de 10.000 u/s. Modos de varredura Full Scan, monitoramento de pion selecionado (SIM). Full Scan + SIM simultâneos, segment scanning. Capacidade de programação para até 100 segmentos de tempo, com monitoramento no modo SIM de até 240 íons por segmento de tempo. Fonte de íons intercambiável de ultra-eficiência, com filamento tipo cartucho de substituição rápida para ionização por impacto de elétrons (EI). Detector de íons com capacidade de detecção de íons positivos e negativos com dinodo conversor de 10 KVA e elétronmultiplicadora montada diretamente na placa eletrônica. Bomba rotativa e bomba turbomolecular de 70 L s-1. Aquisição de dados através de computador (processador Pentium 4, 2,4 GHz com 512K Cachê, 256 MB 266 MHz DDR SDRAM, 32MB ATI Radeon 7500 4xAGP Graphics, 20GB 7200 RPM EIDE hard drive, 3.5” FDD, 48xmax DVD-RW drive, 17” SVGA color monitor, Gigabit Ethernet NIC, 10/100/1000, 2x USB, 2X serial, 1X parallel port, teclado, mouse óptico, sistema operacional Windows XP, Microsoft Office XP (Excel, Powerpoint, Word, Acess, Mail), pacote de processamento e quisição de dados XCALIBUR, para controle completo do CG/EM e periféricos. Biblioteca NIST 02 com mais de 200.000 espectros de massa. Valor (R$): 132.000,00 Justificativa da necessidade para o projeto: Para identificar e quantificar os compostos orgânicos presentes no material particulado atmosférico. O equipamento deverá ter sensibilidade suficiente para detecção de traços dos analitos. Não há na Universidade Estadual de Londrina um equipamento com estas características para emprego na área de Química Ambiental/Atmosférica. 1 (um) Amostrador automático com capacidade para 8 vials de 2 mL; frasco de descarte; lavagem avulsa com solventes; seleção automática da velocidade de injeção; alerta de segurança; auto-alinhamento do injetor automático e vials; manual de instruções. Valor (R$): 11.600,00 Justificativa da necessidade para o projeto: Para ser acoplado ao cromatógrafo a gás. O emprego do amostrador automático reduz os erros no processo de injeção das amostras. MATERIAL DE CONSUMO 2 (duas) colunas capilares em tubo de sílica fundido (25 m, 0,25 mm de diâmetro interno, fase estacionária M5). Completa com conexões. Valor (R$): 840,00 Justificativa da necessidade para o projeto: Necessária para a separação dos compostos orgânicos no sistema cromatográfico. Padrões cromatográficos Valor (R$): 3400,00 Justificativa da necessidade para o projeto: Para verificação da recuperação dos analitos no processo de extração e determinação quantitativa Solventes (n-hexano, tolueno, diclorometano, acetato de etila, metanol, ácido fórmico) Valor (R$): 2.000,00 Justificativa da necessidade para o projeto: Para extração dos analitos da fase particulada atmosférica coletada no impactador em cascata e no ciclone. Orçamento previsto resumido Item Descrição Valor (R$) Equipamentos 01 Cromatográfo a gás com detector de massas (CG-EM) 02 Amostrador automático 132.000,00 11.600,00 Sub-total 143.600,00 Material de consumo 03 Colunas cromatográficas 840,00 04 Padrões, reagentes 3.400,00 05 Solventes 2.000,00 Sub-total 6.240,00 Total 149.840,00 9. Referências bibliográficas Eller, C. C. Atlas do município de Londrina, SMAA (2000) 89 p. Guenther, A.; Geron, C.; Pierce, T.; Lamb, B.; Harley, P.; Fall, R. Atmos. Environ. 34(2000) 2205-2230. Kanakidou, M.; Seinfeld, J.H.; Pandis, S.N.; Barnes, I.; Dentener, F.J.; Fachini, M.C.; van Dingene, R.; Ervens, B.; Nenês, a.; Nielsen, C.J.; Swietlicki, E.; Putaud, J.P.; Balkanski, Y.; Fuzzi, S.; Horth, J.; Moortgat, G.K.; Winethalter, R.; Myhre, C.E.L.; Tsigaridis, K.; Vignati, E.; Stephanou, E.G.; Wilson, J. Atmos. Chem. and Physics 5(2005)1053-1123. Kavouras, I.G.; Mihalopoulos, N.; Stephanou, E.G. J. Aerosol Sci. 31 (2000) S172S173. Kesselmeier J. J. Atmos. Chem. 39(2001) 219-233. Kesselmeier, J.; Staudt, M. J. Atmos. Chem. 33(1999) 28-88. Nunes, F.M.N.; Pereira, P.A.P., de Andrade, J.B. Qui. Nova 23(2000)794-804 Oliveira, T.S.; Pio, C.A.; Alves, C.A.; Silvestre, A.J.D.; Evtyugina, M.; Afonso, J.V.; Fialho, P.; Legrand, M.; Puxbaum, H.; Gelencser, A. J. Geophys. Res. 112(2007)1-20. Pelicho, A.F.; Martins, 40(2006)6827-6835 L.D.; Nomi, S.N.; Solci, M.C. Atmos. Pinto, J.P.; Solci, M.C. J. Braz. Chem. Soc. 18(2007)928-936. Singh, M., Misra, S., Sioutas, C. Atmos. Environ. 379(2003)4781-4793. Tsigaridis, K.; Kanakidou, M. Atmos. Environ. 41(2007)4682-4692. Environ.