UNINGÁ – UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR INGÁ
FACULDADE INGÁ
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRÓTESE DENTÁRIA
ALEXANDRE RUBIK
AVALIAÇÃO DA PRECISÃO DE TRÊS MATERIAIS UTILIZADOS NA UNIÃO DE
TRANSFERENTES COM MOLDAGEM ABERTA EM PRÓTESE SOBRE
IMPLANTE
PASSO FUNDO
2010
ALEXANDRE RUBIK
1
AVALIAÇÂO DA PRECISÃO DE TRÊS MATERIAIS UTILIZADOS NA UNIÃO DE
TRANSFERENTES COM MOLDAGEM ABERTA EM PRÓTESE SOBRE
IMPLANTE
Monografia apresentada à unidade de Pósgraduação da Faculdade Ingá – UNINGÁ –
Passo Fundo-RS como requisito parcial
para obtenção do título de Especialista em
Prótese Dentária.
Orientador: Prof. Ms. Christian Schuh
PASSO FUNDO
2010
ALEXANDRE RUBIK
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AVALIAÇÂO DA PRECISÃO DE TRÊS MATERIAIS UTILIZADOS NA UNIÃO DE
TRANSFERENTES COM MOLDAGEM ABERTA EM PRÓTESE SOBRE
IMPLANTE
Monografia apresentada à comissão
julgadora da Unidade de Pós-Graduação da
Faculdade Ingá – UNINGÁ – Passo FundoRS como requisito parcial para obtenção do
título de Especialista em Prótese Dentária.
Aprovada em 20/10/2010.
BANCA EXAMINADORA:
________________________________________________
Prof. Ms. Christian Schuh - Orientador
________________________________________________
Profa. Dra. Lilian Rigo
________________________________________________
Prof. Ms. Aloísio Oro Spazzin
3
DEDICATÓRIA
A minha esposa Vanessa e ao meu filho Eduardo (Dudu), que são fonte de
amor eterno, agradeço o companheirismo e compreensão, principalmente nos
momentos difíceis, que só foram superados graças ao nosso amor.
Aos meus pais João e Dolores, pelo exemplo de humildade e sinceridade a
ser seguido.
A minha sogra Dona Salete, pela sempre calorosa acolhida em Passo Fundo.
Ao meu irmão Tarso e minha cunhada Fernanda, por se mostrarem sempre
prestativos aos auxílios de informática.
4
AGRADECIMENTOS
Ao Professor Ms. Christian Schuh, pela disponibilidade de tempo para a
realização e avaliação do trabalho e pela paciência demonstrada ao longo deste
trabalho, demonstrando ser um exemplo de profissional a ser seguido.
Ao Professor Dr. Cézar Garbin, exemplo maior a ser seguido não só pela
competência profissional, mas pela amizade e humildade. Ao mesmo tempo em que
desmistifica a prótese nos mostra o quanto pequenos detalhes são importantes,
provocando sempre uma análise criteriosa dos trabalhos.
Ao Ms. Leonardo Federizzi, pela paciência extrema demonstrada nas clínicas,
sempre prestativo, ético e preocupado com o bom andamento dos trabalhos,
demonstrando conhecimento profissional e extremo domínio clínico nas diversas
situações.
Ao Ms. Aloísio Spazzin, pela dedicação demonstrada em passar seus
ensinamentos tanto nas aulas teóricas quanto nas clínicas, pela disponibilidade de
tirar as fotos que ilustram o trabalho.
À professora Dra. Lilian Rigo, por se mostrar sempre prestativa a todos em
relação à metodologia dos trabalhos, por realizar a análise estatística presente neste
trabalho.
A especialista em Prótese Dentária Natália Z. Dallosto, pela disponibilização
do modelo mestre e pelo empréstimo de artigos, o que adiantou muito o tempo de
execução desse trabalho.
Ao técnico em prótese dentária Felipe, por disponibilizar o espaço de seu
trabalho para que fosse realizada parte desta pesquisa e pela ajuda imprescindível
em certos momentos.
Aos meus colegas de turma Maurício, Alexandre, Gisele, Ângela, Mariza,
Bruna, Caroline e Litiane, pela ajuda, carinho e motivação demonstrados por todos.
Vai ficar a saudade das gargalhadas e das jantas, porém a amizade irá permanecer.
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RESUMO
A substituição de dentes perdidos por implantes osseointegrados é, sem
dúvida, a melhor opção utilizada atualmente em reabilitações orais. A moldagem
assume um papel importante para o sucesso nessas reabilitações, sendo, entre as
diferentes técnicas de moldagem, a que reproduz mais fielmente a posição dos
implantes a técnica da moldeira aberta, em que os transferentes são esplintados.
Dessa forma, este trabalho teve como objetivo comparar, in vitro, a utilização de três
diferentes agentes de união dos transferentes utilizados na técnica de moldagem
aberta, pois se sabe que durante a fase de polimerização esses materiais sofrem
alterações dimensionais, podendo causar diferença na reprodução da posição dos
implantes pela moldagem. Sobre um modelo mestre com três implantes
simetricamente posicionados e uma barra metálica posicionada, fabricada
previamente, foram instalados minipilares cônicos e, sobre esses, transferentes de
moldeira aberta, os quais foram unidos com fio dental e, após, com um material
rígido, sendo utilizadas a resina acrílica Pattern (GC América Inc., Alsip, IL), a resina
acrílica Dencrilay Speed (Dencril – Brasil) e a resina autopolimerizável Luxatemp
(DMG Chemisch-Pharmazeutische Hamburg - Alemanha). Após o tempo de presa,
os transferentes foram removidos do modelo mestre e foram instalados os análogos
e confeccionados os modelos de gesso correspondentes às transferências dos
implantes do modelo mestre. Os avaliadores passaram a testar, então, a adaptação
da barra metálica inicial sobre os análogos dos modelos de gesso confeccionados,
avaliando visualmente essa adaptação com e sem parafuso, classificando-a em
adaptado ou não adaptado. Os resultados demonstraram que não houve diferenças
estatísticas entre os modelos confeccionados e o modelo mestre; porém, quando as
resinas foram comparadas entre si, a resina acrílica Dencrilay apresentou resultados
estatisticamente superiores à resina Luxatemp.
Palavras-chave: Implantes dentários. Modelos dentários. Técnica de moldagem
odontológica. Prótese dentária fixada por implante.
6
ABSTRACT
The lost teeth replacement using osseointegrated implants is surely the ideal option
used recently in oral rehabilitation. The impression assumes an important role in
rehabilitation success, resulting that among several techniques the most reliable in
precision terms and implant position is the open moulder technique, where the
transfer components are splinted. So, this paper purpose is compare, in vitro, the use
of three different transfer bonding agent, used in open moulder technique, because is
known that during polymerization phase the materials alter dimensionally, risking the
implant position reproduction when impressing. Using a master model containing 3
implants symmetrically disposed and a previously manufactured metal bar
positioned, were installed conic mini-posts and over these components open moulder
transfers united using dental floss and a solid material: Pattern acrylic resin(GC
América Inc., Alsip, IL), Dencrilay acrylic resin Speed (Dencril – Brasil) or Luxatemp
self polymerization resin (DMG Chemisch-Pharmazeutische Hamburg - Germany).
After hardening time the transfers were removed from the master model and analogs
installed and plaster models obtained corresponding to the implant transferred to
master model. The evaluators tested the initial metal bar adaptation over plaster
model analogs obtained, visually evaluating the adaptation with and without the
screw, classifying under adapted or non-adapted. The results concluded no statistical
difference between the plaster models obtained and the master model, but when
comparing acrylic resins Duralay presented better results then Luxatemp resin.
Key-words: Dental implants. Dental models. Dental Impression Technique. Dental
Prosthesis Implant-Supported.
7
LISTA DE ILUSTRAÇÕES E TABELAS
Figura 1- Resina acrílica Pattern (GC) ................................................................... 22
Figura 2- Resina acrílica Dencrilay ........................................................................... 22
Figura 3- Compósito Luxatemp ................................................................................ 22
Figura 4- Modelo Mestre com os mini-pilares ........................................................... 23
Figura 5- Modelo mestre com a barra metálica ........................................................ 23
Figura 6- Transferentes do minipilar ......................................................................... 24
Figura 7- Torque de 10N .......................................................................................... 24
Figura 8- Transferentes unidos com fio dental ......................................................... 24
Figura 9- Método de utilização das resinas acrílicas ................................................ 25
Figura 10- Método de utilização do Luxatemp .......................................................... 25
Figura 11- União dos transferentes com Pattern ...................................................... 25
Figura 12- União dos transferentes com Dencrilay ................................................... 25
Figura 13- União dos transferentes com Luxatemp .................................................. 26
Figura 14- Gesso tipo IV ........................................................................................... 26
Figura 15- Espatuladora de gesso a vácuo .............................................................. 26
Figura 16- Modelo obtido com a resina Pattern ........................................................ 27
Figura 17- Modelo obtido com a resina Dencrilay .................................................... 27
Figura 18- Modelo obtido com o compósito Luxatemp ............................................. 27
Figura 19- Barra metálica sendo testada sobre o modelo de gesso ......................... 28
Figura 20-Freqüência dos resultados das três resinas - avaliação sem parafuso .... 29
Tabela 1- Comparação entre as resinas ................................................................... 30
Figura 21-Freqüência dos resultados das três resinas – avaliação com parafuso ... 30
Tabela 2- Comparação entre as resinas ................................................................... 31
8
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO ..............................................................................................
09
2
REVISÃO DE LITERATURA.........................................................................
10
3
OBJETIVOS...................................................................................................
21
4
METODOLOGIA............................................................................................
22
4.1 TIPO DE PESQUISA................................................................................
22
4.2 MODELO MESTRE..................................................................................
23
4.3 UNIÃO DOS TRANSFERENTES..............................................................
23
4.4 CONFECÇÃO DOS MODELOS DE GESSO...........................................
26
4.5 ANÁLISE DAS AMOSTRAS OBTIDAS....................................................
28
4.6 ANÁLISE ESTATÍSTICA...........................................................................
28
5
RESULTADOS...............................................................................................
29
6
DISCUSSÃO..................................................................................................
32
7
CONCLUSÂO................................................................................................
34
REFERÊNCIAS......................................................................................................
35
APÊNDICE............................................................................................................
38
9
1 INTRODUÇÃO
Em implantodontia é necessário que haja um planejamento protético e
cirúrgico conjunto para que se obtenha sucesso. Entre as diferentes etapas na
confecção de uma prótese sobre implante a moldagem é um dos passos mais
importantes, pois é por meio dessa que é transferida a posição dos implantes da
boca para o modelo onde a prótese será confeccionada. A precisão de uma
moldagem em implantodontia depende de vários fatores, como a técnica a ser
utilizada, o material de moldagem, o número e a inclinação dos implantes
(ASSUNÇÃO; GENNARI FILHO; GOIATO, 2002; CABRAL; GUEDES, 2004).
Em próteses sobre implantes a moldagem pode ser realizada de duas formas:
técnica direta, também chamada de moldeira aberta, ou técnica indireta, chamada
também de moldeira fechada. A técnica da moldeira aberta transfere a posição dos
implantes diretamente da boca utilizando transferentes quadrados, com o que não
há necessidade de reposicionar os transferentes no molde, evitando, assim, um
passo a mais na moldagem, que pode induzir a um erro de posicionamento. Já na
moldagem fechada os transferentes utilizados são cônicos. Para alguns autores, não
há diferenças no resultado final em relação à transferência do posicionamento dos
implantes utilizando a técnica de moldagem aberta ou fechada (PEREIRA et al.,
2005; DEL’ACQUA et al., 2008).
A fase de moldagem de implantes reside na necessidade de reproduzir
fielmente a forma dos retentores e estabelecer a transferência para o modelo de
trabalho de maneira correta, aumentando, assim, a chance de adaptação passiva da
infra-estrutura metálica sobre os implantes e diminuindo os riscos de insucesso que
podem ocorrer pelo afrouxamento ou fratura do parafuso, sobrecarga nos implantes,
perda óssea e perda do implante (KLEINE et al., 2002; BARNABÉ et al., 2005;
GOMES et al., 2006; SANTOS; SCARSO FILHO, 2007).
O número de implantes está diretamente ligado à técnica de escolha do tipo
de moldagem a ser realizada; quando há a presença de quatro ou mais implantes,
deve ser realizada a esplintagem dos transferentes para uma cópia o mais fiel
possível da posição dos implantes (LEE; HOCHSTELLER; ERCOLI, 2008).
A utilização de resinas acrílicas como agentes de união dos transferentes é
uma técnica comumente utilizada para evitar o deslocamento desses durante a
moldagem. As resinas, porém, sofrem alterações dimensionais em virtude da
10
contração durante o processo de polimerização, o que pode comprometer o objetivo
primário da futura prótese, que é a melhor adaptação possível com o implante, de
forma passiva.
A composição do polímero, bem como a técnica de utilização desta na união
dos transferentes, ainda é motivo de pesquisas. Recentemente, resinas compostas
autopolimerizáveis têm sido indicadas para esse fim por apresentarem razoável
facilidade de aplicação e rapidez, porém mais trabalhos devem ser realizados para
que esta técnica se torne viável.
11
2 REVISÃO DE LITERATURA
Pinto et al. (2001) realizaram um estudo para avaliar as alterações
dimensionais em modelos de gesso obtidos por meio de um único material de
moldagem, o polissulfeto, variando-se os componentes de moldagens: cônicos,
quadrados e quadrados esplintados.
Em uma mandíbula de polietileno foram
posicionados três implantes e foram realizadas dez moldagens para cada grupo:
grupo 1 - transferentes cônicos pela técnica da moldeira fechada; Grupo 2 transferentes quadrados não unidos; grupo 3 - utilizando transferentes quadrados
esplintados com resina Duralay (Reliance Worth, EUA). Nos grupos 2 e 3 utilizou-se
a técnica da moldagem aberta. Os modelos foram confeccionados com gesso
especial tipo IV. Foram realizadas três medidas para cada modelo: do análogo
intermediário aos das extremidades foram duas medidas e uma entre os análogos
das extremidades. Essas medidas foram realizadas utilizando um perfilômetro,
sendo repetidas por três vezes, das quais foi extraída a média aritmética. Após,
essas medidas foram comparadas com as medidas do modelo mestre utilizado para
as moldagens. Os resultados obtidos não apresentaram diferenças estatísticas entre
os modelos de gesso obtidos e o modelo padrão inicial, porém todas as medidas
obtidas nos modelos de gesso foram maiores que as do modelo inicial. Assim, as
medidas obtidas foram submetidas ao teste t de Student, o qual demonstrou
diferenças estatísticas entre as três técnicas de moldagens utilizadas. A técnica que
utilizou os transferentes unidos foi a que apresentou os melhores resultados quando
comparados aos do modelo inicial.
Daoundi et al. (2001) avaliaram a precisão de duas técnicas de moldagem
sobre implante utilizando dois diferentes materiais de moldagem: polivinilsiloxano
(President) e polieter (Impregum) em nível laboratorial. Em uma maxila acrílica um
implante foi posicionado na região do incisivo central. Foram realizadas dez
moldagens pela técnica da moldeira aberta e dez pela técnica da moldeira fechada
com cada um dos materiais, totalizando quarenta moldagens. Os resultados obtidos
mostraram grande proporção de erro nos casos em que o reposicionamento do
análogo na moldagem se faz necessário (moldagem fechada). Não houve diferença
estatística entre os materiais de moldagem utilizados. Os resultados obtidos em
relação à posição errada na moldagem do implante foram superiores em duas vezes
12
à cópia correta da posição dos implantes, devendo, assim, segundo os autores, ser
preocupação na clínica diária.
Assunção, Gennari Filho e Goiato (2002) realizaram estudo no qual
compararam a precisão de modelos em moldagens de transferência de implantes
com diferentes inclinações. Foi utilizada uma matriz de alumínio com quatro
implantes, sendo um perpendicular à superfície da mesma e os outros com
inclinações de 80, 75 e 65 graus. Os materiais de moldagem utilizados foram a
silicona de condensação (Zetaplus/Oranwash) e uma silicona de adição (Imprint II)
de alta viscosidade. Foram utilizadas duas técnicas de moldagem: moldeira aberta,
com transferentes unidos com fio dental e resina acrílica Duralay (Reliance Worth,
EUA) e transferentes não unidos, formando assim dois grupos. No terceiro grupo a
técnica de moldagem utilizada foi a da moldeira fechada. Foram realizadas dez
moldagens para cada grupo, sendo cinco com cada um dos materiais utilizados no
trabalho, totalizando trinta moldagens. Os modelos foram confeccionados com gesso
tipo IV. A leitura dos corpos-de-prova foi realizada utilizando um perfilômetro, sendo
para cada corpo-de-prova feitas 15 leituras. Os melhores resultados foram obtidos
com a utilização da silicona de adição (Imprint II) associada à união dos
transferentes com a resina acrílica Duralay.
Zuim et al. (2002) compararam diferentes materiais de moldagem em
implantodontia quando empregados sobre transferentes unidos com resina acrílica
ou não. Sobre uma matriz metálica foram instalados quatro implantes com diferentes
inclinações, sendo no primeiro grupo os transferentes unidos com resina acrílica
Dencrilay (Dencril, Brasil) e, no segundo grupo, não unidos. Foram utilizados três
diferentes materiais de moldagem: silicona de adição, poliéter e alginato. Dessa
forma, foram formados diferentes grupos: grupo 1, com os transferentes unidos, e
grupo 2, formado pelos transferentes não unidos. Em cada grupo foram realizadas
moldagens com os diferentes materiais citados. Foram realizadas seis medições em
cada corpo-de-prova, repetidas por três vezes em cada modelo, utilizando um
microscópico e comparando com a matriz inicial. Para a análise estatística foi
utilizado o teste de Kruskal-Wallis com 5% de significância. A silicona de adição foi o
único material que não apresentou diferenças estatísticas na transferência dos
implantes quando comparado com a matriz inicial. Por sua vez, o alginato
apresentou imprecisão na transferência dos implantes tanto quando os transferentes
estavam unidos ou não. O poliéter apresentou certa imprecisão quando os
13
transferentes apresentavam-se unidos com resina acrílica. Dessa forma, os autores
concluíram que a transferência dos implantes quando estão unidos com resina
acrílica mostrou-se eficiente quando o material utilizado para moldagem foi a silicona
de adição, ao passo que o poliéter apresentou imprecisão nessa técnica, mostrando
ser eficiente na técnica dos transferentes não unidos. A falta de paralelismo entre os
implantes não afetou a precisão das transferências quando o material utilizado foi a
silicona de adição ou o poliéter.
Kleine et al. (2002) avaliaram três materiais de moldagem _ silicona de
condensação, silicona de adição e poliéter _ e três diferentes técnicas de moldagem
_ transferentes quadrados unidos com resina acrílica Duralay (Reliance Worth,
EUA), transferentes quadrados esculpidos com resina acrílica Duralay, porém
separados (técnica dos quadrados esculpidos separados) e transferentes cônicos.
Sobre uma matriz metálica simulando uma mandíbula foram instalados cinco
análogos, de forma a imitar um protocolo. Foram realizados cinco moldes para cada
material de moldagem e para cada técnica de transferência. Os modelos de gesso
foram confeccionados utilizando um gesso tipo IV. Um microscópio foi utilizado para
medir as distâncias entre os análogos nos modelos de gesso, sendo medida a
distância entre os dois análogos mais distantes, entre os análogos posicionados no
mesmo hemi-arco e entre os análogos mais próximos entre si, mas posicionados em
lado opostos da linha média. Foram obtidas três medidas para cada distância
avaliada e realizada média aritmética. Essas medidas foram comparadas com o
modelo inicial moldado. As amostras foram submetidas à análise de variância e as
médias, ao teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade. Os resultados
apontaram que a menor alteração dimensional linear entre os implantes mais
distantes entre si ocorreu na utilização da silicona de adição e com o poliéter
associado aos transferentes esplintados. Já na distância entre os implantes na
mesma arcada não houve alterações referenciais na posição dos análogos em
relação ao modelo inicial com os três materiais de moldagens e técnicas de
moldagens utilizadas. Em relação à menor distância entre os implantes dispostos
entre uma hemi-arcada e outra, os melhores resultados foram obtidos com
transferentes quadrados unidos e separados com o poliéter. O poliéter foi o material
que apresentou a maior estabilidade dimensional na transferência dos análogos e a
técnica da moldeira aberta associada à união dos transferentes foi a que melhor
reproduziu a posição inicial dos implantes.
14
Naconecy et al. (2004) compararam três técnicas de impressão para próteses
sobre implantes com múltiplos pilares. Em uma mandíbula edentada fabricada com
resina epóxi foram instalados cinco análogos, e sobre esses foi fabricada uma
armação metálica com o objetivo de simular uma prótese. Posteriormente, os cinco
análogos foram removidos do modelo inicial e parafusados nos cilindros de ouro da
armação metálica. Esse conjunto foi então fixado nos buracos da mandíbula de
resina epóxi utilizando-se uma fresadora. As moldagens foram realizadas utilizando
um poliéter de viscosidade regular (Impregum F). Foram formados três grupos: a
primeira técnica utilizou transferentes quadrados, que foram esplintados com pinos
de aço e resina acrílica (Pattern Resin; GC Corporation); a segunda amostra foi
obtida utilizando-se moldagem direta sem esplintagem com transferentes quadrados;
o terceiro grupo foi obtido pela técnica de moldagem indireta com transferentes
cônicos. Os modelos foram confeccionados com gesso tipo IV. Foi obtido um total de
15 modelos, sendo cinco para cada grupo. Com o objetivo de avaliar a deformação
da armação metálica em cada modelo foram utilizados 16 extensômetro, que foram
fixados na armação metálica nas suas faces anterior, superior, posterior e inferior,
sendo tomadas duas avaliações para cada amostra. Para o apertamento dos
parafusos foi utilizado um torque padrão de 10Ncm. Para a análise estatística foi
utilizado o teste de Tukey com níveis de significância de 05 e 01. Os resultados mais
satisfatórios foram obtidos utilizando-se a técnica de moldagem direta com
esplintagem dos transferentes quando comparados à não esplintagem dos
transferentes com moldeira aberta ou fechada.
Rodrigues (2006) comparou quatro diferentes formas de moldagens em
implantodontia. Sobre um modelo mestre com três análogos foi confeccionada uma
barra metálica, e sobre o modelo mestre foi realizado um total de vinte moldagens,
sendo cinco para cada grupo: transferentes quadrados unidos com fio dental e
resina acrílica Duralay (Reliance Worth, EUA), transferentes quadrados unidos com
barras de acrílico pré-fabricadas e resina acrílica Duralay, transferentes cônicos (não
unidos) e transferentes quadrados unidos com lâminas de resina acrílica
fotopolimerizável. Após a confecção dos modelos, a barra metálica previamente
confeccionada sobre o modelo mestre foi parafusada sobre cada modelo e testada
sua adaptação com o auxílio de um microscópico óptico. Os melhores resultados
foram obtidos com a utilização da barras de acrílico pré-fabricadas unidas com
15
resina acrílica na técnica da moldeira aberta, porém não houve diferenças
estatísticas entre as técnicas utilizadas.
Cabral e Guedes (2007) avaliaram in vitro quatro técnicas de moldagens com
o objetivo de avaliar a alteração dimensional dessas. Sobre um modelo mestre em
metal foram instalados dois implantes. As moldagens foram divididas em quatro
grupos: Grupo 1 - moldagem realizada em duas etapas utilizando transferentes
cônicos; Grupo 2 - moldagem em passo único, com a utilização de transferentes
quadrados não unidos; Grupo 3 - moldagem em passo único, com a utilização de
resina acrílica Pattern Resin LS (GC América Inc., Alsip, IL) unindo os transferentes
quadrados; Grupo 4 - moldagem e passo único com transferentes quadrados unidos
por resina acrílica Pattern (GC América Inc., Alsip, IL), sendo seccionados após 17
minutos de sua polimerização e novamente unidos com a mesma resina acrílica. A
mensuração das medidas foi realizada três vezes para cada modelo. Para a análise
estatística foi aplicada a análise de variância e utilizado o teste de Tukey. Os
melhores resultados foram obtidos utilizando-se a técnica do Grupo 4, onde a resina
acrílica foi seccionada e novamente unida, não apresentando diferenças estatísticas
quando na comparação com o modelo inicial.
Conrad et al. (2007) compararam a técnica da moldeira fechada com a da
moldeira aberta, variando-se o número de implantes e as angulações dos implantes.
Foram criados sete modelos com três implantes posicionados sobre esses, dos
quais dois apresentavam angulações diferentes em relação ao implante central,
formando um triângulo. O implante central encontrava-se perpendicular à base do
modelo, ao passo que os outros implantes estavam com angulações que variavam
entre 5, 10 e 15 em relação ao implante central, convergindo ou divergindo deste. O
modelo do grupo de controle apresentava os três implantes paralelos entre si e
perpendiculares à base do modelo. Foram realizadas dez moldagens para cada um
dos sete modelos, sendo cinco com moldeira aberta e cinco com moldeira fechada,
totalizando um total de setenta moldagens. O material utilizado para moldagem foi o
polivinilsiloxano – Imprint II. Os modelos foram confeccionados com gesso tipo IV.
Para a análise estatística foi utilizado Anova para mensurações repetidas com testes
post-hoc de interações significativas. Foi utilizado um software para avaliar as
diferenças em graus entre os implantes no modelo mestre e nos modelos obtidos
nas moldagens. A conclusão do trabalho evidenciou que não houve diferenças
estatísticas significantes entre as amostras obtidas e seus modelos mestres iniciais,
16
pois a angulação e o número dos implantes não influenciaram nos resultados das
amostras; assim, como não houve diferenças estatísticas entre a técnica da moldeira
aberta e a fechada.
Lopes Júnior (2008) comparou in vitro três diferentes técnicas de esplintagem
de transferentes utilizando quatro diferentes tipos de resinas acrílicas em quatro
períodos diferentes. As resinas acrílicas utilizadas foram Dencrilay (Dencril, Brasil),
Pattern (GC América Inc., Alsip, IL), Duralay I (Reliance Worth, EUA) e Duralay II
(Reliance Worth, EUA). Os transferentes foram unidos de três diferentes formas:
com fio dental, barras de acrílico pré-fabricadas e barras metálicas pré-fabricadas.
Após a união dos transferentes as resinas foram avaliadas em diferentes tempos: 20
minutos, 3, 24 e 36 horas. A técnica utilizada para avaliação foi a da fotoelasticidade.
Foram confeccionados três modelos, cada um com dois implantes posicionados e
sobre os quais foram parafusados transferentes quadrados. Após a união dos
transferentes pelas diferentes formas, foi utilizado um polariscópio circular para
avaliar a distorção na região apical dos implantes e a força gerada sobre os
transferentes em cada experimento. Em relação às quatro resinas utilizadas, a
análise estatística demonstrou que não houve diferenças estatísticas quando foi
utilizada a técnica de união dos transferentes com barras de metal; entretanto,
quando foram utilizados barras de acrílico pré-fabricadas e fio dental, os resultados
mostraram
significante
diferença
estatística.
Os
piores
resultados
foram
demonstrados quando utilizada a resina Dencrilay, ao passo que as resinas Duralay
II e GC obtiveram as menores alterações na técnica que utiliza barras préfabricadas. Na técnica de união com fio dental as menores alterações foram obtidas
com a utilização do GC e do Duralay I. Em relação às técnicas utilizadas para a
união dos transferentes, a união com hastes metálicas apresentou as menores
alterações com as resinas GC, Duralay I e Dencrilay. Para a técnica de barras préfabricadas os melhores valores foram conseguidos com a utilização da resina
Duralay II, ao passo que a técnica que utiliza o fio dental apresentou os piores
resultados para todas as resinas. O autor concluiu que a melhor técnica de união foi
a que utilizou hastes metálicas e as resinas que apresentaram as menores
alterações dimensionais foram GC Pattern, Duralay I e Duralay II.
Assunção et al. (2008) compararam três técnicas de transferência de
implantes osseointegrados. Sobre uma matriz metálica foram fixados dois implantes,
um perpendicular à base da matriz e outro inclinado em 65 graus. Grupo 1: foram
17
utilizados transferentes quadrados esplintados com uma barra de acrílico
autopolimerizável pré-fabricada e resina acrílica Duralay. Grupo 2: foram utilizados
transferentes quadrados esplintados com barras de resina composta pré-fabricadas
e esplintadas com resina acrílica Duralay (Reliance Worth, EUA). Grupo 3: foram
utilizados transferentes quadrados isolados jateados com óxido de alumínio. Para a
realização da moldagem foi utilizado o Impregum Soft e utilizadas moldeiras
individuais, sendo realizado um total de trinta moldagens, dez para cada grupo. A
análise dos modelos obtidos foi realizada por um programa de computador Autocad,
onde as imagens dos modelos foram digitalizadas em scaner. As análises
concluíram que não houve diferenças estatísticas entre o grupo 1 e 2, porém estes
se mostraram superiores ao grupo 3. Quanto à inclinação dos implantes, não houve
diferenças estatísticas entre os grupos.
Martins et al. (2008) realizaram uma pesquisa onde foram instalados quatro
implantes de diferentes marcas comerciais sobre uma matriz metálica. Sobre esses
implantes foram instalados transferentes da mesma marca comercial e de outras
marcas comerciais. As marcas utilizadas foram: Nobel Biocare, Conexão, Neodente
e Dentoflex. Após a instalação dos transferentes intersistemas e intrasistemas,
procedeu-se à realização das moldagens utilizando uma silicona de adição. Para
realizar as medições foi utilizado um projetor de perfil Pantec, sendo as medições
eram realizadas de cada análogo até o centro do modelo de gesso e as possíveis
rotações em relação ao plano horizontal. Essas medidas, então, eram comparadas
com o modelo inicial. Pela análise de variância (Anova) observou-se que em todas
as combinações os análogos apresentaram diferenças estatísticas em relação à
posição dos implantes no modelo inicial. Assim, nenhum dos modelos foi capaz de
reproduzir com exatidão a posição dos implantes, apresentando diferenças
estatisticamente significantes. Na comparação intersistemas, o melhor resultado foi
obtido pelo conjunto de transferente e implante Nobel Biocare, tanto na comparação
da alteração da distância quanto na rotação. Já na comparação intrasistemas, o
menor resultado na diferença da distância horizontal foi na utilização do transferente
Nobel Biocare sobre o implante Conexão e a menor alteração rotacional, na
utilização do transferente Nobel Biocare sobre o implante Neodent.
Gennari Filho et al. (2009) compararam quatro técnicas de transferências de
implantes com angulações diferentes. Foram utilizados transferentes quadrados sem
união, transferentes quadrados unidos com resina acrílica autopolimerizável e fio
18
dental, transferentes unidos com resina autopolimerizável e fio dental; após foram
seccionados e novamente unidos com resina acrílica Duralay (Reliance Worth, EUA)
e transferentes unidos com barras de acrílico pré-fabricadas com resina acrílica
Duralay. O material de moldagem utilizado foi o poliéter. Foi utilizada uma matriz
metálica onde foram instalados dois implantes com angulações diferentes em
relação ao plano oclusal, 65 e 90 graus. As amostras tiveram suas imagens
escaneadas e foram analisadas por um programa de computador. Para a análise
estatística foram utilizados a análise de variância e o teste de Tukey (p<0,05). As
imagens foram comparadas com as do modelo inicial e calculadas as diferenças de
angulações. Todas as amostras apresentaram diferenças significativas nas
angulações dos implantes quando comparadas com o modelo padrão, entretanto os
piores resultados foram obtidos quando os transferentes não foram unidos, seguidos
pelos unidos com fio dental, fio dental segmentado e novamente unidos.
As
menores alterações foram observadas onde foi realizada a união com barrras de
acrílico pré-fabricadas. Quando comparada a inclinação dos implantes em relação
ao ângulo reto, todos mostraram alterações significativas em relação ao modelo
mestre, com exceção do grupo que utilizou barras de acrílico pré-fabricadas.
Augustin et al. (2009) avaliaram in vitro dois materiais utilizados na união de
transferentes sobre minipilares. Os materiais utilizados foram a resina acrílica
Pattern (GC América Inc., Alsip, IL) e um compósito autopolimerizável Luxatemp
(DMG Chemisch-Pharmazeutische Hamburg - Alemanha). Foram realizadas dez
transferências com cada um dos materiais. Um modelo em acrílico foi confeccionado
sobre uma placa de articulador semiajustável, onde foram instalados quatro
implantes. Após a instalação dos transferentes sobre esses, procedeu-se à união
com resina acrílica GC e com a resina composta autopolimerizável Luxatemp. Após
a união, o conjunto foi removido, sendo instalados os análogos para a confecção dos
modelos de gesso, que foram comparados ao modelo inicial, do qual foram extraídas
medidas em milímetros na extremidade superior dos pilares sobre a plataforma de
Ericson. Os modelos foram avaliados por três examinadores, que compararam as
distâncias entre os pilares e transferentes nos modelos inicial e final. Para a análise
estatística foi utilizado o teste de Mann-Whitney, o qual permitiu concluir que não
houve diferenças estatísticas entre os dois materiais utilizados para esplintagem dos
transferentes.
19
Dallosto (2009) comparou diferentes técnicas de moldagens sobre implantes.
Sobre uma mandíbula de acrílico foram instalados três implantes e, sobre esses,
minipilares. No primeiro grupo esses foram unidos com resina acrílica Pattern (GC
América Inc., Alsip, IL) e pregos de inox; no segundo grupo os transferentes foram
unidos com fio dental e resina acrílica Pattern. Nesses grupos a técnica de
moldagem utilizada foi a da moldeira aberta. No terceiro grupo os transferentes não
foram unidos e a técnica de moldagem utilizada foi a da moldeira fechada. O
material utilizado para a realização das moldagens foi a silicona de adição (Express3M). Foram realizadas três moldagens para cada grupo estudado, e o gesso
utilizado para confecção dos modelos foi um gesso tipo IV. Após, a barra metálica
previamente confeccionada no modelo mestre foi analisada sobre os modelos
obtidos com as moldagens. Três avaliadores compararam a adaptação da barra
fundida sobre os modelos, estabelecendo três escores: desadaptado, desadaptado
aceitável e adaptado. A análise foi realizada sem parafusar a barra sobre o modelo e
parafusando manualmente a barra, sendo a análise tátil e visual. Os resultados
foram submetidos à análise estatística de Kruskal-Wallis, Mann-Whitney e à análise
de freqüência de resultados. Os melhores resultados foram obtidos com a utilização
de técnica da moldeira aberta, a qual que mostrou superior estatisticamente à
técnica da moldeira fechada, porém não houve diferenças estatísticas entre as duas
técnicas de moldagem aberta.
Braga (2010) avaliou a precisão de quatro técnicas de moldagem em
implantodontia. Foram instalados três implantes sobre uma infra-estrutura metálica,
sobre a qual foi confeccionada uma estrutura metálica simulando uma prótese. Após,
foram realizadas as moldagens, que foram divididas em quatro grupos: transferentes
cônicos com moldeira fechada, transferentes quadrados sem união com moldeira
aberta, transferentes quadrados unidos com bastões de resina e resina acrílica
autopolimerizável e transferentes quadrados unidos com uma resina Bis-acrílica
autopolimerizável com moldeira aberta. A resina acrílica utilizada foi a Pattern (GC
América Inc., Alsip, IL), e um compósito autopolimerizável utilizado foi o Luxatemp
(DMG Chemisch-Pharmazeutische Hamburg - Alemanha). O material de moldagem
utilizado foi a silicona de adição Honigum-Mono. Foram realizadas dez moldagens
para cada técnica. O gesso utilizado para confecção dos modelos foi um gesso tipo
IV. A supra estrutura metálica previamente fabricada foi então testada nos modelos
obtidos com as moldagens, sendo avaliada com um microscópico óptico para avaliar
20
desajustes, assim como as tensões geradas foram avaliados por um extensômetro.
O teste de Kruskal-Wallis não paramétrico com significância de 5% foi utilizado para
avaliar se havia diferenças estatísticas entre os grupos. Foi calculado o coeficiente
de correlação de Pearson para as variáveis tensão e desajuste, o qual indicou
correlação positiva entre as variáveis tensão e desajuste. Os demais valores
encontrados não apresentaram significância estatística. Os melhores resultados
obtidos foram conseguidos com a utilização dos transferentes unidos com bastões
de resina acrílica, porém não houve diferença estatística em relação aos outros
grupos, e houve correlação direta entre desajuste marginal e tensões geradas à
supra estrutura.
Assunção et al. (2010) avaliaram in vitro duas técnicas de esplintagem de
transferentes quadrados em moldagens sobre implantes. Foi utilizada uma matriz de
alumínio, onde foram instalados quatro implantes com angulações diferentes: 90, 80,
75 e 65 graus. Os materiais utilizados para união dos transferentes foram a resina
acrílica autopolimerizável Duralay (Reliance Worth, EUA) e a silicona de
condensação Zetalabor. Foram confeccionadas vinte moldeiras individuais e o
material de moldagem utilizado foi o Impregum. Após a presa do material, os
transferentes foram desparafusados e os análogos, instalados; a confecção dos
modelos foi realizada com a utilização de gesso tipo IV. Um programa de
computador foi utilizado para medir as inclinações dos análogos nos modelos de
gesso, comparando essas medidas com o modelo inicial. Para a análise estatística
foram utilizados a análise de variância e o teste de Tukey (<0,05). O estudo concluiu
que não houve diferenças estatísticas entre os dois grupos formados pela união dos
transferentes utilizando diferentes materiais. O grupo que utilizou resina acrílica para
esplintagem
dos
materiais
não
apresentou
diferenças
estatísticas
quando
comparado ao modelo mestre, porém o grupo que utilizou silicona de condensação
apresentou medidas que diferem estatisticamente quando comparadas às do modelo
mestre. Em relação à inclinação dos implantes, os piores resultados foram obtidos
nos implantes com inclinação de 75 graus. Assim, os autores concluíram que a
inclinação dos implantes pode afetar a posição da transferência dos implantes, razão
por que não recomendam a utilização da silicona de condensação como material a
ser utilizado na esplintagem dos transferentes em moldagens de próteses sobre
implantes.
21
3 OBJETIVOS
O objetivo desta pesquisa foi avaliar a precisão de polímeros utilizados como
agentes de união de transferentes, na técnica de moldagem aberta em
implantodontia, avaliando se a diferença de adaptação entre os modelos transferidos
com os agentes de união e o modelo mestre.
Os materiais utilizados como agentes de união foram:
- Resina acrílica Pattern (GC América Inc., Alsip, IL);
- Resina acrílica Dencrilay (Dencril, Brasil);
- Compósito autopolimerizável Luxatemp (DMG Chemisch-Pharmazeutische
Hamburg - Alemanha).
22
4 METODOLOGIA
4.1 TIPO DE PESQUISA
A pesquisa realizada é do tipo experimental, na qual foram utilizados três
diferentes polímeros como agentes de união de transferentes de implantes na
técnica de moldagem com moldeira aberta. Os materiais utilizados foram: resina
acrílica Pattern Resin LS (GC América Inc., Alsip, IL), resina acrílica Dencrilay
(Dencril, Brasil) e o compósito autopolimerizável Luxatemp (DMG ChemischPharmazeutische Hamburg - Alemanha), formando assim três grupos.
Figura 1– Resina acrílica Pattern
Figura 3 – Compósito Luxatemp
Figura 2 - Resina acrílica Dencrilay
23
4.2 MODELO MESTRE
Foi utilizada como modelo mestre uma mandíbula de acrílico edêntula (Nacional
Ossus), na qual foram realizadas três perfurações e instalados análogos de
implantes de titânio com plataforma 4.1 hexágono externo (Neodent® Implante
Osseointegrável, Curitiba-PR, Brasil), de forma a ficarem paralelos entre si. Sobre
cada análogo foi instalado um minipilar cônico (Neodent® Implante Osseointegrável,
Curitiba-PR, Brasil) com altura de cinta de 1 mm (Figura 4). Após foi dado torque de
20N em cada minipilar.
Inicou-se, então, o processo de confecção da barra metálica, utilizando o sistema
de assentamento passivo da Neodent. Foram adaptados os cilindros de latão sobre
os minipilares do modelo-mestre e, sobre esses, os cilindros calcináveis; após, foi
encerada uma barra para, então, ser realizada a fundição desse conjunto. Após a
fundição, os cilindros de latão foram substituídos pelos de titânio, que foram fixados
aos minipilares do modelo mestre com torque de 10N, e a barra foi adaptada a esses
cilindros (Figura 5). Para a cimentação foi utilizado um cimento resinoso (U100 3M), conforme Dallosto (2009).
Figura 4 - Modelo mestre com os minipilares
Figura 5 – Modelo-mestre com a barra metálica
4.3 UNIÃO DOS TRANSFERENTES
Sobre os minipilares foram utilizados transferentes de moldeira aberta (Neodent)
(Figura 6), com um torque de 10N (Figura 7), os quais foram unidos com fio dental
através de amarrias sem causar tensionamento (Figura 8). Sobre os transferentes e
o fio dental foi aplicado um agente de união rígido, sendo realizadas dez
24
esplintagens com cada resina acrílica e nove com o compósito autopolimerizável,
totalizando um total de 29 transferências.
Figura 6 – Transferentes do minipilar
Figura 7 – Torque de 10N
Figura 8 – Transferentes unidos com fio dental
As resinas acrílicas Pattern e Dencrilay foram aplicadas sobre o fio dental
utilizando a técnica do pincel (Figura 9). O compósito autopolimerizável foi aplicado
sobre o fio dental utilizando uma pistola própria que acompanha o material (Figura
10). O tempo de presa de cada material foi respeitado, conforme instruções de seus
respectivos fabricantes, sendo de 4min para a resina acrílica Pattern e de 7min para
o compósito Luxatemp. Já para o acrílico Dencrilay a empresa não estabelece um
tempo preciso, mas recomenda aguardar, em média, 5min, o que foi respeitado.
25
Figura 9- Método de utilização das resinas acrílicas Figura 10- Método de utilização do Luxatemp
Após cada união ser realizada, os transferentes foram removidos do modelo
mestre e adaptou-se a esses seus respectivos análogos, realizando o aperto
manualmente. A cada três uniões realizadas procedia-se à confecção dos modelos
de gesso, com exceção do terceiro grupo de união, onde foram realizadas quatro
uniões, totalizando um total de dez uniões de transferentes para as resinas acrílicas
e nove uniões para o compósito autopolimerizável.
Figura 11-União dos transferentes com Pattern Figura 12-União dos transferentes com Dencrilay
26
Figura 13 – União dos transferentes com Luxatemp
4.4 CONFECÇAO DOS MODELOS DE GESSO
Para a confecção dos modelos de gesso foi utilizado um gesso tipo IV Durone
(Dentsply, Brasil) (Figura 14), o qual foi espatulado em uma espatuladora a vácuo
(Figura 15) conforme proporção e tempo estipulado pelo fabricante (100g de pó/ 19
mL de água, por 1 minuto).
Figura 14– Gesso tipo IV
Figura 15 – Espatuladora de gesso a vácuo
27
Após a espatulação, o gesso foi colocado em recipientes individuais com
volumes muito próximos uns dos outros, já que correspondem à base de copos
plásticos recortados, onde o conjunto análogo-transferente foi posicionado.
Aguardou-se o tempo de presa do gesso conforme instruções do fabricante e, após,
os transferentes foram removidos.
Dessa forma, foi obtido um total de 29 modelos de gesso com os análogos do
minipilar.
Figura 16 – Modelo obtido com a resina Pattern
Figura 17 – Modelo obtido com a resina Dencrilay
Figura 18 – Modelo obtido com o
compósito Luxatemp
28
4.5 ANÁLISE DAS AMOSTRAS OBTIDAS
Os modelos obtidos foram numerados aleatoriamente com números de 1 ao
29, sendo anotado o número correspondente ao material utilizado. Destaca-se que
os responsáveis pela análise dos modelos desconheciam o material que havia sido
utilizado para união dos transferentes em cada modelo examinado. A análise foi
realizada por dois avaliadores. Sobre esses modelos foi testada a barra metálica
fabricada inicialmente sobre o modelo mestre (Figura 19). A classificação utilizada
sobre cada amostra foi adaptada ou desadaptada, conforme Anexo 1.
Figura 19– Barra metálica sendo testada
sobre o modelo de gesso
4.6 ANÁLISE ESTATÍSTICA
Foram avaliadas as freqüências dos resultados de adaptação sobre os
modelos de acordo com os três materiais utilizados com o objetivo de esplintar os
transferentes
Para a análise estatística foi utilizado o teste de Kappa para os três materiais
utilizados na união dos transferentes e foram separados pelo modo de avaliação
proposto.
29
RESULTADOS
Conforme análise estatística Kappa, a concordância entre os examinadores no
grupo sem parafuso ficou em 0,9 (1,0-0,53) com valor de p<0,001. Dessa forma, a
concordância foi considerada ótima. Já no grupo com parafuso a concordância entre
os examinadores foi considerada boa, ficando em 0,66 (1,0- 0,32) com valor de
p<0,001.
O Gráfico 1 apresenta os resultados obtidos nos diferentes grupos de resinas
sem a utilização dos parafusos. Os maiores índices de adaptação foram observados
com a resina acrílica Dencrilay e os maiores índices de desadaptaçâo, na resina
Luxatemp.
100
90
80
80
61,1
60
38,9
Adaptado (%)
Desaptado (%)
40
20
10
20
0
GC
DE
LX
Figura 20 – Freqüência dos resultados com as três resinas – avaliação sem parafuso.
No teste não paramétrico de Kruskal Wallis sem a utilização do parafuso não
houve diferença estatística significante com valor de p=0,102, não havendo
diferenças estatísticas entre os três grupos de resinas (p>0,05).
30
TABELA 1 – Comparação entre as resinas.
Resinas
Média dos
Postos
N
*p
0,102
GC
20
28,80
DE
20
25,90
LX
18
34,28
Total
58
*p <0,05 – Diferença estatisticamente significativa.
100
95
85
80
61,1
60
38,9
Adaptado (%)
Desaptado (%)
40
15
20
5
0
GC
DE
LX
Figura 21- Freqüência dos resultados das três resinas – avaliação com parafuso.
Na análise dos modelos com parafuso utilizando o teste de Kruskall Wallis houve
diferenças estatísticas entre as resinas utilizadas com valor de p=0,026, havendo
diferença estatística entre a resina Dencrilay e a resina Luxatemp (p=0,012), ao
passo que entre a resina GC e a resina Dencrilay não houve diferenças estatísticas,
assim como entre a resina GC e a resina Luxatemp, como evidenciado na Tabela 4.
31
TABELA 2- Comparação entre as resinas
Resinas
N
Média dos
Postos
Soma dos
Postos
*p
0,026
GC
20
28,35 ab
28,35
DE
20
25,45 a
25,45
LX
18
35,28 b
35,28
Total
58
*p <0,05 – Diferença estatisticamente significativa
32
6 DISCUSSÃO
Este trabalho avaliou os materiais utilizados na união dos transferentes
quadrados em moldagens abertas de implantes, pois muitos trabalhos mostram ser
esta a melhor técnica de moldagem para a confecção de uma prótese múltipla sobre
implantes (PINTO et al., 2001; DAOUND et al., 2001; ASSUNÇÃO, GENNARI
FILHO, GOIATO, 2002; ZUIM et al., 2002; KLEINE et al., 2002; NACONECY et al.,
2004; RODRIGUES, 2006; CABRAL, GUEDES, 2007; ASSUNÇÃO et al., 2008;
GENNARI FILHO et al., 2009; DALLOSTO, 2009).
A utilização de implantes paralelos entre si no modelo mestre buscou não
incluir fatores adicionais de alterações nas moldagens, já que alguns autores
encontraram que a inclinação dos implantes pode afetar a posição da transferência
dos implantes (GENNARI FILHO et al., 2009; ASSUNÇÃO et al., 2010). Porém,
outros autores não encontraram diferenças entre a transferência de implantes
paralelos ou inclinados (ZUIM et al., 2002; CONRAD et al., 2007; ASSUNÇÃO et al.,
2008).
No presente trabalho utilizaram-se apenas componentes de uma mesma
marca comercial, pois, como demonstrou Martins (2008), a utilização de
componentes entre marcas de implante diferentes deve ser evitada, pois pode
apresentar níveis de adaptação variados.
Buscando comparar apenas o material de união dos transferentes, não a
técnica de moldagem, a metodologia empregada, baseada em Dallosto (2009),
justifica a não utilização de materiais de moldagem e a utilização da técnica do fio
dental, deixando as possíveis alterações apenas para área de união.
A metodologia apresentada por Dallosto (2009) busca avaliar a adaptação de
forma tridimensional (NACONECY et al., 2004; RODRIGUES, 2006; BRAGA, 2010),
não apenas de forma linear (KLEINE et al., 2002; AUGUSTIN et al., 2009), já que as
alterações vão representar falta de passividade na peça final, e a passividade deve
ser avaliada tanto horizontal, quanto verticalmente.
Nos resultados encontrados neste trabalho não houve diferença estatística
entre a união dos transferentes com a resina Dencrilay e a resina Pattern,
diferentemente do encontrado por Lopes Júnior (2008), que, utilizando em seu
estudo a fotoelasticidade, encontrou resultados inferiores estatisticamente para a
resina Dencrilay. A diferença encontrada pode ser devido a maior dificuldade
33
encontrada em sua utilização, podendo, assim, apresentar resultados não tão
padronizados, porém isso precisa ser comprovado em trabalhos futuros.
Já os resultados estatisticamente similares encontrados entre a união com a
resina Pattern e a Luxatemp correspondem aos encontrados por Augustin et al.
(2009) e Braga (2010).
Não foi encontrado na literatura outro trabalho comparando a união dos
transferentes quadrados com a resina Dencrilay e a resina Luxatemp. A resina
Luxatemp demonstrou neste trabalho ter fácil utilização, através da pistola de
aplicação, porém com um tempo de presa maior. Porém, a resina Luxatemp não foi
desenvolvida para ser utilizada para este fim.
34
7 CONCLUSÃO

Não houve diferenças na adaptação da barra metálica sobre os
modelos obtidos com os três materiais utilizados nas transferências dos
implantes.
 A resina acrílica Dencrilay (Dencril, Brasil) apresentou os melhores
resultados, seguida pela resina acrílica Pattern (GC América Inc., Alsip, IL) e,
por fim, do compósito autopolimerizável Luxatemp (DMG ChemischPharmazeutische Hamburg - Alemanha).
 Não houve diferenças na precisão entre a resina acrílica Dencrilay e a
resina acrílica Pattern; e entre a resina acrílica Pattern e o compósito
autopolimerizável Luxatemp. Porém a precisão obtida com a resina Dencrilay
foi superior ao compósito Luxatemp.
35
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38
APÊNDICE
Os avaliadores deverão classificar visualmente os modelos em adaptado (A) ou desadaptado (D), utilizando o
apertamento dos parafusos e sem a utilização dos parafusos.
Sem parafuso
1234567891011121314151617181920212223242526272829-
Com parafuso
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UNINGÁ – UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR INGÁ