RESOLUÇÃO Nº 006/2006-CEPE/UNICENTRO OS INCISOS II E III, DO ART. 4°, O ART. 5º E O ANEXO I, DESTA RESOLUÇÃO, ESTÃO ALTERADOS PELA RESOLUÇÃO Nº 037/2008-CEPE/UNICENTRO. Aprova o projeto de extensão Processos Produtivos Agroecológicos para a Agricultura Familiar em Sistema de Redes de Propriedades de Referência e convalida as atividades já realizadas. O VICE-REITOR, NO EXERCÍCIO DO CARGO DE REITOR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE, UNICENTRO: Faço saber que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, CEPE, aprovou, por meio do Parecer n° 716-CEPE, de 19 de dezembro de 2005, contido no Protocolo nº 999, de 1º de março de 2005, e eu sanciono, nos termos do art. 14, inciso XI, do Regimento da UNICENTRO, a seguinte Resolução: Art. 1º Fica aprovado o projeto de extensão Processos Produtivos Agroecológicos para a Agricultura Familiar em Sistema de Redes de Propriedades de Referência, bem como ficam convalidadas as atividades já realizadas. § 1º O projeto de extensão a que se refere o caput desta artigo realiza-se no período de 17 de julho de 2005 a 17 de julho de 2006, conforme o anexo I desta Resolução. § 2º Esse projeto de extensão é composto por seis subprojetos, conforme o anexo II, desta Resolução. Art. 2º O projeto de extensão aprovado no artigo anterior é proposto pela Universidade Estadual do Centro-Oeste, UNICENTRO, contando com a parceria do Instituto Agroflorestal Bernardo Hakwoort, IAF. Art. 3º Esse projeto de extensão é coordenado pelo Prof. Jorge Luiz Fávaro, do Departamento de Agronomia, DEAGRO, Campus Universitário de Guarapuava, UNICENTRO. Art. 4º São membros da equipe técnica do projeto de extensão de que trata o art. 1º: I – Professores da UNICENTRO com horas destinadas ao projeto: a) Prof. Cristiano André Pott, do DEAGRO; b) Profª Elisabete Domingues Salvador, do DEAGRO; c) Prof. Jorge Luiz Fávaro, do DEAGRO; d) Prof. Juliano Tadeu Vilela de Resende, do DEAGRO; e) Prof. Marcelo Marques Lopes Muller, do DEAGRO; f) Prof. Marcos Ventura Faria, do DEAGRO; g) Profª Hélcya Mime Ishiy, do Departamento de Medicina Veterinária, DEVET, Campus Universitário de Guarapuava, UNICENTRO; h) Profª Margarete Kimie Falbo, do DEVET; II – Professores da UNICENTRO voluntários no projeto: a) Profª Cacilda Márcia Duarte Rios Faria, do Departamento de Ciências Biológicas, DEBIO, Campus Universitário de Guarapuava, UNICENTRO; b) Prof. Nicolau Mallmann, do DEAGRO. 1 III – Profissionais do Instituto Agroflorestal Bernardo Hakwoor, IAF, (Instituição parceira), com envolvimento no projeto: a) Oraldo Andrade Gusso, Técnico Agropecuário do Instituto Agroflorestal Bernardo Hakwoort, IAF; b) Juçara Elza Hennerich, Engenheira Agrônoma do IAF. Art. 5º O projeto de extensão de que trata o art. 1º contou com apoio: I – da Prefeitura Municipal de Turvo/PR; II – da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, EMBRAPA; e III – da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado, EMATER/PR. Art. 6º Os objetivos desse projeto são: I – objetivo geral: executar projetos de extensão rural em parceria com o Instituto Agroflorestal Bernardo Hakwoort, IAF, disponibilizando e aperfeiçoando tecnologias apropriadas para trezentas famílias de agricultores familiares no município de Turvo/PR, com o intuito de melhorar a qualidade de vida da população rural, por meio de atividades técnicas e educativas nas cadeias produtivas junto aos agricultores familiares, baseando-se nos princípios básicos da agroecologia, com o emprego de tecnologias socialmente adaptadas e voltadas à conservação dos recursos naturais locais; II – objetivos específicos: a) capacitar agricultores, agricultoras e jovens rurais para a gestão participativa e sustentável da propriedade agrícola, por meio das atividades de produção, comercialização e conservação ambiental; b) fomentar a produção sustentável de morangos orgânicos, com alternativa de geração de renda; c) controle de endo e ectoparasitas em animais domésticos através de fitoterápicos; d) difundir a produção de espécies nativas com potencial de uso como ornamentais em áreas de florestas; e) resgatar e difundir germoplasma vegetal crioulo de milho, feijão e hortaliças; f) implementar o manejo agroecológico do solo e o uso de biofertilizantes; e g) difundir metodologias de controle alternativo de doenças em plantas medicinais e espécies agrícolas. Art. 7º Revogam–se as disposições em contrário. Art. 8º Esta Resolução entra em vigor na presente data. Gabinete do Reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste, UNICENTRO, em 22 de fevereiro de 2006. Prof. Aldo Nelson Bona, Reitor em Exercício. 2 ANEXO I DA RESOLUÇÃO Nº 006/2006-CEPE/UNICENTRO PROJETO DE EXTENSÃO PROCESSOS PRODUTIVOS AGROECOLÓGICOS PARA A AGRICULTURA FAMILIAR EM SISTEMA DE REDES DE PROPRIEDADES DE REFERÊNCIA. CRONOGRAMA FASES DO PROJETO 2005/2006 A S O N D J F M A M J/J J Reunião com os professores envolvidos nos sub- projetos X para definição de atividades e elaboração dos cronogramas de atividades de cada sub- projeto Planejamento: discussão das atividades propostas pelo X X subprojeto com a entidade parceira (IAF) e com os beneficiários; seleção de propriedades/produtores a serem assistidos juntamente com IAF; estabelecer calendário de atividades práticas; Lançamento do projeto envolvendo agricultores/ autoridades políticas técnicos e representantes de entidades envolvidas Implantação dos projetos: visita as propriedades selecionadas Execução: realização das análises laboratoriais; elaboração das recomendações técnicas; discussão dos resultados analíticos com os produtores; discussão das recomendações técnicas com os produtores; discussão dos resultados parciais do trabalho com outros grupos, não assistidos especificamente; realização do dia de campo com treinamento dos produtores assistidos; aplicação de questionário sobre satisfação dos produtores assistidos pelo projeto; discussão dos resultados amplos do projeto com a entidade parceira e com os produtores assistidos, durante a fase final de execução; discussão sobre ações futuras de continuidade à assistência técnica. Reunião com professores envolvidos para avaliação do projeto Elaboração de artigos sobre os resultados alcançados e apresentação em congressos e seminários. Prestação de contas junto ao CNPq e encerramento e avaliação final do projeto. X X X X X X X X X X X X X X X X X X Gabinete do Reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste, UNICENTRO, em 22 de fevereiro de 2006. Prof. Aldo Nelson Bona, Reitor em Exercício. 3 ANEXO II DA RESOLUÇÃO Nº 006/2006-CEPE/UNICENTRO PROJETO DE EXTENSÃO PROCESSOS PRODUTIVOS AGROECOLÓGICOS PARA A AGRICULTURA FAMILIAR EM SISTEMA DE REDES DE PROPRIEDADES DE REFERÊNCIA. SUBPROJETOS COMPONENTES SUBPROJETO 1 Título: BIOFERTILIZANTES E MANEJO AGROECOLÓGICO DO SOLO EM PROPRIEDADES SOB AGRICULTURA FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE TURVO/PR. 1.1. OBJETIVOS: 1.1.1. Objetivo Geral: Este subprojeto, vinculado ao projeto “Redes de Propriedades de Referência, Turvo-Paraná”, tem por objetivo geral estudar as técnicas utilizadas pelos pequenos produtores rurais de Turvo, que trabalhem em regime de agricultura familiar e se encontrem em fase de transição para a agricultura agroecológica, com relação à adubação e ao manejo do solo. Conhecendo as práticas em uso e os resultados esperados pelos agricultores em função de cada prática, almeja-se adaptá-las, com embasamento técnico, às diferentes situações locais a fim de que surtam melhores resultados agrícolas (produtividade), ecológicos (menor impacto e maior sustentabilidade) e financeiros (menor custo e maior viabilidade), melhorando o nível de vida das famílias e o aproveitamento dos recursos naturais. 1.1.2. Objetivos Específicos: Detectar necessidades e recomendar o uso de fertilizantes e corretivos nas propriedades assistidas; Estudar os “fertilizantes ecológicos” ou “adubos orgânicos” em uso pelos agricultores; Realizar um levantamento de informações sobre necessidades nutricionais das diferentes culturas exploradas pelos produtores; Promover a rotação de culturas; Difundir tecnologias na área de solos e agroecologia. 1.2. JUSTIFICATIVA: De acordo com dados do IPARDES (2003), a mesorregião Centro-Sul Paranaense, que abrange Turvo e Municípios adjacentes, é a que detém, no Estado, os menores valores referentes a três dos quatro componentes do IDH-M (índice de desenvolvimento humano municipal), além das menores medianas de freqüência escolar e de renda. Dos 20 municípios com pior IDH-M no Estado, cinco são desta mesorregião. Considerando-se que aproximadamente 73% da população do Município de Turvo habitam o meio rural, e que a maioria das propriedades é de pequena escala e funciona sobregime de agricultura familiar - 86,2% dos estabelecimentos agrícolas (FÁVARO et al., 2004) é no meio rural que se agravam todos os problemas que, indiretamente, determinam os baixos índices de IDH-M 4 para a região. São 1435 estabelecimentos rurais oficialmente registrados. Cerca de 1230 estabelecimentos encontram-se em regime de agricultura familiar, com área média de 24,4 hectares. Dentre estes, 1039 dedicam-se ao cultivo do milho, 879 dedicam-se ao cultivo do feijão e 1086 exploram a extração vegetal. Entre os agricultores familiares, apenas 13.9% dispõem de assistência técnica, 14% fazem parte de algum tipo de associação ou cooperativa agrícola, 54,3% não dispõem de energia elétrica e 42% utilizam apenas a força manual (INCRA/FAO, 2000). Segundo FÁVARO et al. (20041), a agricultura familiar é a principal geradora de postos de trabalho rural no município de Turvo. A situação descrita acima revela as duras condições de vida da população local. Coincidentemente, a cobertura pedológica na microrregião de abrangência do município, enquanto recurso natural gerador de riquezas e condições de vida, não é das mais favoráveis. De acordo com o Levantamento de Reconhecimento dos Solos do Estado do Paraná (EMBRAPA, 1984), a mesorregião Centro-sul do estado é dominada pela ocorrência dos Latossolos Brunos, com transições para Cambissolos, Terras Brunas Estruturadas e Solos Litólicos. Embora ricos em matéria orgânica, em função de baixas temperaturas e umidade abundante, tais solos, principalmente os Latossolos, são dessaturados (caráter distrófico), ácidos, ricos em acidez trocável (Al3+ - caráter álico), ricos em oxi-hidróxidos de Fe e Al e, majoritariamente, pobres em P, sendo imprescindível o uso de corretivos e fertilizantes para se obter bons índices de produtividade. Além disso, muitos destes solos apresentam limitações de uso em função de declividade acentuada e profundidade limitante (solos rasos), sendo, portanto, suscetíveis à erosão e requerentes de técnicas avançadas de manejo e conservação. Este panorama justifica que ações diversas devam ser tomadas por diferentes setores da sociedade, a fim de remediar os problemas enfrentados pela população local. Tais ações devem passar, inevitavelmente, pelo setor rural e pela assistência técnica às famílias produtoras. Há que se melhorar o uso e a conservação do solo, a eficiência no uso de corretivos e fertilizantes, o uso de espécies de adubação verde e, em consonância com a vocação natural dos produtores, melhorar o conhecimento sobre as técnicas de agricultura “natural”, que além de proteger o solo e o ambiente, protege também a qualidade de vida dos agricultores. A agricultura natural, de forma genérica, tem como princípio básico a liberação completa das potencialidades do solo, de suas forças naturais. Tecnicamente, essa agricultura é definida como um sistema de exploração agrícola que se baseia no emprego de tecnologias alternativas, as quais buscam tirar o máximo proveito da natureza, das ações do solo. A utilização de compostos, coberturas mortas, adubos verdes e outros recursos naturais, como microorganismos do solo, controle biológico de pragas, doenças e plantas daninhas, fazem parte das recomendações da agricultura natural (ALMEIDA, 1998). Atualmente, tem crescido o interesse dos agricultores familiares do município pela “agricultura orgânica” ou “agroecológica”. Etimologia à parte, percebe-se que uma agricultura mais natural e menos dependente do atual paradigma de agricultura tecnológica de larga escala, que demanda uso intensivo de genética aprimorada, fertilizantes sintéticos concentrados e agroquímicos de última geração, é hoje almejada por muitos agricultores, até mesmo aqueles sob regime patronal. Assim, o estudo e a recomendação de práticas de agricultura natural e, principalmente, dos chamados biofertilizantes, é hoje um assunto de grande importância para os agricultores familiares. Em Turvo, biofertilizantes como o “Super Magro” e o “Adubo da Independência” têm sido muito propagados entre os agricultores, sem que, no entanto, se conheçam em detalhe suas composições e as necessidades de fertilização dos solos. Mesmo sendo o Super Magro um biofertilizante mais antigo e conhecido, sua formulação não é a mesma em todos os lugares. A 5 elaboração vai desde uma receita simples, com alguns sais de micronutrientes (sulfatos) misturados a esterco, água e açúcar, até receitas mais complexas, adicionando-se à lista já mencionada componentes como sais de macronutrientes, leite fresco, sangue, farinha de conchas e outros (CHABOUSSOU, 1995). Cabe estudar estas diferentes formas de composição dos biofertilizantes e, de posse dos resultados analíticos dos solos das propriedades assistidas, elaborar receitas de preparo que sejam as mais adequadas possíveis às realidades locais. Independentemente de qual esfera de trabalho partam as ações necessárias, cabe a todos integrar forças em prol da melhoria das condições de vida na região em destaque. Sendo as ações elaboradas com a ciência da realidade local, a partir de conhecimentos técnicos necessários e em sintonia com a vocação agrícola da região, sob regime de agricultura familiar e nos moldes de agricultura natural, espera-se assistir os produtores rurais e melhorar as condições de vida de uma parcela importante da população. 1.3. METAS E ATIVIDADES: Atender dez grupos de produtores como referência; Realizar análises químicas e de granulometria do solo nas propriedades assistidas; Verificar a necessidade e, se necessário, recomendar o uso de corretivos de acidez e de fertilizantes pelos produtores; Melhorar o manejo de adubação para as principais espécies cultivadas pelas famílias assistidas; Realizar estudos com os biofertilizantes usados pelos produtores, a fim de verificar sua composição, os teores dos nutrientes presentes, as receitas de fabricação dos biofertilizantes, a sua efetividade e os custos envolvidos; Recomendar diferentes formas de compor os fertilizantes ecológicos, com base nas necessidades do solo nas propriedades e nas necessidades das espécies cultivadas; Introduzir espécies de adubos verdes, de verão e de inverno, principalmente as leguminosas, a fim de adicionar nitrogênio ao solo via fixação biológica natural; Incentivar a rotação de culturas nas propriedades assistidas. Realizar dia de campo com palestras sobre fertilidade e adubação do solo, rotação de culturas e biofertilizantes. 1.4. METODOLOGIA: Para a realização das análises químicas e de granulometria de solo, serão utilizados os métodos descritos no Manual de Métodos de Análise de Solo (EMBRAPA, 1997). Com base nos resultados analíticos, o uso de corretivos de acidez e fertilizantes será recomendado de acordo com as normas técnicas oficiais para o estado do Paraná (EMATER-PR, 1998; IAPAR, 1997). Para auxiliar na elaboração de novas receitas de biofertilizantes, será utilizada como fonte de informação a publicação: - PENTEADO, S.R. Adubação orgânica. Preparo fácil de biofertilizantes e compostos orgânicos. São Paulo: Gráfica Impress, 2002. 93p. 1.5. AVALIAÇÃO Os resultados das ações propostas serão avaliados através de: número de agricultores e propriedades rurais assistidas pelo subprojeto; número de amostras de solo processadas pelo Laboratório de Análises de Solo do 6 Departamento de Agronomia da UNICENTRO, oriundas das propriedades assistidas; número de propriedades em que corretivos e fertilizantes foram utilizados em função das recomendações feitas pelo subprojeto; número de propriedades que passarem a utilizar práticas conservacionistas mais adequadas e rotação de culturas; levantamento de mudança de desempenho da produtividade agrícola nas propriedades assistidas; número de agricultores presentes no dia de campo para treinamento em fertilidade e adubação do solo, rotação de culturas e biofertilizantes; questionário de avaliação de satisfação dos produtores assistidos em relação às atividades do subprojeto. 1.6.ORÇAMENTO A - MATERIAL PERMANENTE Descrição Dispersor de solo 220 V ESPECTROFOTÔMETRO faixa espectral 1100nm FOTÔMETRO DE CHAMAS digital bureta digital Dispensador graduado de precisão SUB-TOTAL – A Descrição 325 a Unid. Quant. R$/Unidade R$ TOTAL unid. unid. 1 1 3.100,00 7.500,00 3.100,00 7.500,00 unid. unid. unid. 1 1 1 9.500,00 1.400,00 700,00 9.500,00 1.400,00 700,00 22.200,00 B - MATERIAL DE CONSUMO Unid. Quant. ...vidraria... Termômetro escala externa –10 a 150 ºC unid. Termômetro escala externa –10 a 60 ºC unid. Densímetro para sedimentação solo 0,995-1,050 unid. Pisseta plástica 500 ml unid. Pisseta plástica 1000 ml unid. Barra magnética unid. Almofariz porcelana 1735 ml unid. Capsula alumínio 245 ml unid. Frasco kitazato 1000 ml unid. Balão volumetrico 50ml unid. Balão volumetrico 100ml unid. Balão volumetrico 500ml unid. Balão volumetrico 1000ml unid. Balão volumetrico 2000ml unid. Frasco erlenmeyer 125 ml unid. Funil acrilico 75 mm diâmetro unid. Funil acrilico 100100 mm diâmetro unid. Pipeta volumetrica de 1 ml unid. Pipeta volumetrica de 2 ml unid. 2 2 2 10 10 6 1 20 1 10 10 5 3 2 30 2 2 2 2 R$/Unidade R$ TOTAL 20,00 18,00 95,00 5,50 7,00 4,00 180,00 6,00 55,00 20,00 16,00 20,00 30,00 40,00 7,60 17,00 16,00 7,80 10,15 40,00 36,00 190,00 55,00 70,00 24,00 180,00 120,00 55,00 200,00 160,00 100,00 90,00 80,00 228,00 34,00 32,00 15,60 20,30 7 Pipeta volumetrica de 5 ml Pipeta volumetrica de 10 ml Pipeta volumetrica de 20 ml Pipeta volumetrica de 25 ml Pipeta volumetrica de 50 ml Pipeta volumetrica de 100 ml Pipeta graduada de 1 ml Pipeta graduada de 2 ml Pipeta graduada de 5 ml Pipeta graduada de 10 ml Pipeta graduada de 20 ml Bastão agitador de vidro Becker 50 ml Becker 100 ml Becker 250 ml Becker 500 ml Becker 1000 ml Proveta graduada de 10 ml Proveta graduada de 100 ml Proveta graduada de 500 ml Proveta graduada de 1000 ml Papel filtro (resma) Dessecador de vidro grande Disco para dessecador Acetato de cálcio PA 250g Acido cloridrico 37% PA 1000ml Acido fosforico 85% PA 1000ml Acido Sulfurico 98% PA 1000ml Alcool etilico 95% PA 1000ml Alcool metílico PA 1000ml Cloreto Amonio PA 500g Cloreto cálcio 2H2O PA 500g Cloreto de potássio PA 500g Hidroxido sodio 1 N 1000ml Hexameafosfato de sódio (1000 g) Fenoftaleina em pó PA 25g Fosfato de potássio diácido 250g Dicromato de potássio PA 500g Cromato potássio PA 100g Molibdato de amonio 4H2O PA 100g Solução tampão pH 4.0 500ml Solução tampão pH 7.0 500ml sulfato de magnésio 7H2O PA 500g Sulfato ferroso heptaidratado 250 g Trietanolamina PA 500ml EDTA 100g SUB-TOTAL – B unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. ...reagentes... unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. unid. 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 10 5 5 10 10 10 2 2 2 22 2 1 1 11,30 15,50 18,00 20,00 26,10 31,00 4,90 4,90 6,70 7,15 8,90 1,10 5,40 5,30 5,40 5,90 9,30 8,90 8,90 8,90 35,00 30,00 700,00 70,00 22,60 31,00 36,00 40,00 52,20 62,00 9,80 9,80 13,40 14,30 17,80 11,00 27,00 26,50 27,00 29,50 46,50 17,80 17,80 17,80 770,00 60,00 700,00 70,00 1 1 2 4 2 1 1 1 10 30 10 1 1 1 1 3 1 1 1 4 3 3 15,60 8,70 20,30 12,20 10,00 10,70 95,00 15,50 10,00 8,40 20,00 9,90 27,70 40,00 31,40 47,60 5,85 5,85 5,40 50,60 25,00 20,00 15,60 8,70 40,60 48,80 20,00 10,70 95,00 15,50 100,00 252,00 200,00 9,90 27,70 40,00 31,40 142,80 5,85 5,85 5,40 202,40 75,00 60,00 5.322,90 8 ORÇAMENTO TOTAL SUB-TOTAL – A SUB-TOTAL – B TOTAL GERAL 22.200,00 5.322,90 27.522,90 1.6 - JUSTIFICATIVA DAS DESPESAS: As despesas descritas no orçamento particularizado do subprojeto referem-se, basicamente, à estruturação do Laboratório de Análises de Solo do Departamento de Agronomia da UNICENTRO, que atenderá as propriedades assistidas com as análises necessárias, uma vez que o conhecimento sobre as características dos solos é a base de qualquer projeto que tenha por objetivo melhorar a produtividade agrícola sem esquecer-se da conservação do ambiente. Cabe ressaltar que o referido laboratório já possui estrutura física necessária, além de alguns poucos equipamentos laboratoriais. Após a estruturação, este laboratório continuará à disposição da sociedade regional, uma vez que o Departamento de Agronomia (DEAGRO) está formalizando seu “Núcleo de desenvolvimento da Agricultura Familiar”, composto por professores e profissionais de várias áreas do conhecimento, coordenados pelo DEAGRO em ações múltiplas de assistência ao desenvolvimento da agricultura familiar. Em adição a isto, o laboratório estará à disposição da entidade parceira, INSTITUTO AGROFLORESTAL BERNARDO HAKWOORT (IAF), e outras entidades que trabalham com os agricultores familiares na região, como EMATER, RURECO (Fund. para o Desenvolvimento Econômico-Rural da Região Centro-Oeste do Paraná) e Associações de Produtores e Cooperativas, nas atividades de assistência técnica, elaboração de projetos agrícolas e planos de financiamento agrícola, estaduais e federais (PRONAF), que exigem ou demandam análises de solo. Como a microrregião não dispõe de acesso fácil a Laboratórios de Análises Agronômicas, não existindo laboratórios estatais ou de órgãos públicos, este laboratório poderá atender a todos com um custo bem menor que o atual. Despesas com transporte/deslocamentos para as visitas às propriedades (coletas de amostras de solo, coletas dos biofertilizantes fabricados, repasse das recomendações técnicas, etc) e à entidade parceira IAF, para discussões sobre estratégias de ação, planejamento do dia de campo e assuntos correlatos ao trabalho, serão totalizadas pelo projeto como um todo. 1.7. CRONOGRAMA DE TRABALHO O subprojeto será desenvolvido entre os meses de julho de 2005 a julho de 2006, conforme o cronograma disposto abaixo. 2005/2006 J A S O N D J F Planejamento: discussão das atividades propostas pelo X X subprojeto com a entidade parceira (IAF) e com os beneficiários; seleção de propriedades/produtores a serem assistidos juntamente com IAF; estabelecer calendário de atividades práticas; Implantação: visita as propriedades selecionadas; coletas X X de amostras de solo e de biofertilizantes; Execução: realização das análises laboratoriais; elaboração X X X X das recomendações técnicas; discussão dos resultados analíticos com os produtores; discussão das recomendações técnicas com os produtores; discussão dos FASES DO PROJETO M A M J/J X X X X 9 resultados parciais do trabalho com outros grupos, não assistidos especificamente; realização do dia de campo com treinamento dos produtores assistidos; aplicação de questionário sobre satisfação dos produtores assistidos pelo projeto; discussão dos resultados amplos do projeto com a entidade parceira e com os produtores assistidos, durante a fase final de execução; discussão sobre ações futuras de continuidade à assistência técnica. 1.8. EQUIPE/PARTICIPANTES Prof. Dr. Marcelo Marques Lopes Müller (Solos/UNICENTRO) Prof. M.Sc. Cristiano André Pott (Solos/UNICENTRO) 1.9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CHABOUSSOU, F. A teoria da trofobiose. Novos caminhos para uma agricultura sadia. 2.ed. Porto Alegre: Fundação Gaia, 1995. 28p. EMATER PARANA. Análises de Solo. Tabelas para transformação de resultados analíticos e interpretação de resultados. 5.ed. Curitiba: EMATER-PR, 1998. 64P. (Informação Técnica, 31) EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA – EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Manual de métodos de análise de solo. 2.ed. Rio de Janeiro: Embrapa Produção de Informação, 1997. 212p. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA – EMBRAPA. Levantamento de reconhecimento dos solos do Estado do Paraná. Tomos I e II. Londrina: IAPAR/SUDESUL, 1984 (EMBRAPA/SNLCS – Boletim técnico no 57). INSTITUTO PARANAENSE DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – IPARDES. Índice de desenvolvimento Humano Municipal – IDHM – 2000. Anotações sobre o desempenho do Paraná. Curitiba: IPARDES, 2003. 47p. INCRA/FAO. Novo retrato da agricultura familiar: o Brasil redescoberto. Brasília: 2000. Disponível em www.mda.gov.br/incra/sade. Acessado em 09/2004. PAVAN, M.A.; OLIVEIRA, E.L. de Manejo da Acidez do Solo. Londrina: IAPAR, 1997. 86p. (Circular Técnica, 95). 10 SUBPROJETO 2 Título: DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL DE MORANGOS EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS E INCLUSÃO SOCIAL DO AGRICULTOR FAMILIAR DE TURVO/PR 2.1. INTRODUÇÃO A quantidade de estabelecimentos familiares no estado do Paraná (86,9%) é superior a média do Brasil (85,2%). Já a agricultura patronal apresenta no Brasil um percentual de 11,4%, no Paraná 12% e da região de Guarapuava em torno de 5,8%, configurando com uma das menores do Brasil (INCRA/FAO, com base no Censo Agropecuário 1995/96). A área média dos estabelecimentos familiares (21,7 ha) é muito inferior a dos patronais (307,9 ha), com grande variação entre municípios, estando intimamente relacionado ao processo histórico de ocupação da terra. O município que possui a menor área média familiar é Campina do Simão, com 14,1 ha, e o que possui a maior área é Reserva do Iguaçu, com 34,5 há (INCRA/FAO, com base no Censo Agropecuário 1995/96). A agricultura familiar é a principal geradora de postos de trabalho no meio rural na região de Guarapuava. Mesmo dispondo de apenas 41,0% da área, observar-se que, dos 76.616 postos criados pela agricultura, 66.603 estão na agricultura familiar, sendo responsável por 86,9% dos empregos. A agricultura familiar se caracteriza pela produção de uma grande diversidade de espécies e variedades vegetais. O manejo desta diversidade na pequena propriedade rural é fundamental para a sobrevivência das famílias. Entretanto, a manutenção e a conservação das espécies vegetais cultivadas têm sido ameaçadas pela modernização da agricultura (Gliessman, 2000). Normalmente, a horticultura é a base da exploração agrícola sustentável dessas pequenas propriedades que empregam basicamente mão-de-obra familiar. Essa característica particular implica em significativos benefícios do ponto de vista social, uma vez que contribui para diminuir o desemprego, proporciona a geração de receitas com a possibilidade de se atingirem novos nichos de mercado e, conseqüentemente, promove a fixação do homem no setor, desestimulando o êxodo rural e evitando a exclusão social, uma das mais preocupantes conseqüências da economia globalizada de nosso tempo. Considerando que a agricultura familiar deve ocupar espaços no mercado com produtos diferenciados daqueles cultivados pela agricultura empresarial, neste projeto elegeu-se o desenvolvimento da cultura do morangueiro como alternativa para os pequenos agricultores da Região Centro-Sul do Paraná, sendo a base de um empreendimento que busca no associativismo a sua estruturação. 2.2. OBJETIVOS 2.2.1. Objetivo Geral O Projeto tem como objetivo desenvolver e difundir a cultura do morango orgânico no município de Turvo, como forma de buscar o desenvolvimento social e econômico sustentável, fomentar a inovação tecnológica em torno da cadeia produtiva do morango, incluindo a capacitação técnica, a integração e acesso do pequeno agricultor aos meios de produção, ao crédito e ao comércio de mercadorias. 2.2.2. Objetivos específicos A implantação do projeto tem como foco: 11 • Contribuir para a o aumento da renda familiar; • Promover ações de desenvolvimento e incentivo à fixação do trabalhador rural no campo, evitando o fluxo de saída; • Maximizar a exploração das potencialidades agrícolas da região, como clima e localização geográfica, vocação agrícola dos pequenos produtores da região abrangida pelo projeto; • Promover ações de educação, desenvolvimento pessoal e interação social dos trabalhadores rurais e suas famílias; • Desenvolver e difundir a implementação tecnológica, a produção e a comercialização de morango; • Aproximar a Universidade e seus diferentes cursos em atividades extensionistas como parte da formação dos acadêmicos integrada ao papel do profissional atuante; • Fornecer um modelo de desenvolvimento sustentável para o sistema produtivo de morango, ecologicamente viável, atendendo às exigências da agricultura familiar; • Prestar assistências técnica e administrativa ao pequeno agricultor; • Produzir alimentos seguros e de qualidade. • Colaborar com o Programa Fome Zero. 2.3. JUSTIFICATIVAS Dadas às condições sócio-econômicas da Região Centro-Sul do Paraná (quadro de estagnação econômica nos setores da industria e comércio), o PIB per capta em 1999 foi de R$ 4.335,00, distante da média estadual, que foi de R$ 6.644,00. Quanto ao IDH-M, a região apresentou uma média de 0,573, também muito abaixo da média do Estado, que foi de 0,760 no ano de 1999 (Fonte: IPEA-Ipardes-2000). A região é a segunda com maior proporção de chefes de domicílio (63,78%) com mais baixo rendimento mensal – de até dois salários mínimos. Devido a pouca sustentabilidade da produção agrícola desenvolvida pelos pequenos produtores, ao desemprego rural e à falta de perspectiva na geração de renda nesse setor, associados à modernização intrínseca da base produtiva agropecuária, a população rural desses municípios gradativamente insere-se num processo de esvaziamento, reforçando os fenômenos de fluxos de saída dos habitantes das comunidades rurais. O cultivo de morango em sistema orgânico é uma alternativa viável para as pequenas propriedades rurais que dispõem de resíduos orgânicos, mão-de-obra familiar e área propícia para o estabelecimento da horticultura. No contexto em que está sendo apresentado o problema, o presente projeto vislumbra trazer novas perspectivas para atender aos anseios das comunidades rurais ligadas às atividades primárias, especificas. A região abriga a Universidade Estadual do Centro-Oeste que, embora jovem, está se desenvolvendo a passos largos e que vem buscando o fortalecimento do elo entre a pesquisa e a extensão nas diversas áreas do conhecimento, procurando oferecer, juntamente com outros órgãos competentes, avanços tecnológicos nas cadeias produtivas. Solucionado o problema da falta de tecnologia, espera-se que a produção de morango, na região de turvo, tenha um incremento significativo e, assim, seja possível suprir o mercado local, bem como atingir outros mercados, tendo sempre como foco principal a capacitação e o associativismo dos pequenos agricultores, a sustentabilidade da produção, o desenvolvimento das comunidades rurais, a garantia da cidadania e a melhoria da qualidade de vida das famílias rurais. 12 2.4. METODOLOGIA E AÇÕES ESTRATÉGICAS A princípio, serão implantados módulos de desenvolvimento do cultivo do morango em propriedades de agricultura familiar do município de Turvo, atendidas pelo IAF (Instituto de Agroflorestas). Durante o período produtivo serão realizados dias de campo com o objetivo de apresentar o desempenho produtivo do morango, bem como informativos para implantação da cultura em outras propriedades. Serão realizadas palestras sobre a cadeia produtiva do morango dentro de um sistema de manejo agroecológico, com intuito de tornar a cultura do morango um seguimento atrativo para um modelo de agricultura familiar sustentável para região. Serão contempladas como referência cinco propriedades rurais da região, designadas pelo IAF, para sediarem os módulos, os quais serão caracterizados pela forma de trabalho familiar, onde serão implantados sistemas de cultivo protegido do tipo túnel baixo, como tecnologia alternativa para a produção do morango orgânico. Cada módulo será composto por uma área de produção suficiente para a condução de cerca de 300 mudas de morango, sob condições de manejo orgânico, o que possibilitará a absorção da mão-de-obra da família na propriedade e a geração de uma receita relativamente alta. As matrizes necessárias para implantação do viveiro serão adquiridas inicialmente junto a empresas especializadas no fornecimento de mudas para cultivo orgânico. O referido viveiro será implantado no setor de olericultura da UNICENTRO sob estufa plástica, com intuito de produzir a partir das matrizes, mudas com boa sanidade para repassa-las aos produtores. Para atender a demanda serão necessárias cerca de 128 matrizes. É relevante ressaltar que as mudas serão produzidas através de um sistema ecologicamente viável, buscando uma melhor qualidade dentro do sistema produtivo. É intenção do projeto que as ações implementadas não sejam de caráter assistencialista permanente, uma vez que, após a capacitação e implementação do mesmo aos produtores, estes serão capazes, de a partir de suas próprias lideranças, gerir suas próprias ações de forma competente. 2.5. ORÇAMENTO DAS FONTES E APLICAÇÕES DE RECURSOS Discriminação Materiais Qtde. Valor Unit. Matrizes de morango Túneis em cobertura plástica 30m2 + irrigação gotejamento Total * Contrapartida da instituição parceira (IAF) 128 ud 4 ud 1,328 533,75 Total 170,00 2.135,00 2305,00* 2.6. CRONOGRAMA DE AÇÕES Este projeto será executado juntamente aos pequenos produtores da região de Turvo, com auxilio dos Departamentos de Agronomia e IAF, dentro de um prazo inicial de 12 meses, podendo este ser expandido, conforme a abrangência do projeto: Atividades Obtenção das matrizes e multiplicação Implantação da cultura nas propriedades Acessória técnica Relatório final Difusão de tecnologias 2005/2006 J X A X S X O X N X D J X X F M A M J/J X X X X X X X X X X X X X X X 13 2.7. RESULTADOS ESPERADOS Espera-se que o projeto seja referência para expansão da cultura do morango orgânico nas demais propriedades que compõe a região e também como alternativa na pluriatividade agrícola, visando a manutenção e o desenvolvimento da agricultura ecológica, sustentável e familiar. Estima-se que implementação do projeto aumentará de forma substancial a receita dos produtores, além da fixação dos membros da família no campo. Novos empregos aliados à melhoria na qualidade de vida seriam outro fator relevante a considerar como resultados esperados. 2.8. EQUIPE ENVOLVIDA Dr.Juliano Tadeu Vilela de Resende – Professor, DEAGRO/UNICENTRO Dr.Marcos Ventura Faria – Professor, DEAGRO/UNICENTRO Ms.Jorge Luís Favaro DEAGRO/UNICENTRO 2.9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BETTIOL, W. (Coord.) Controle Biológico de Doenças de Plantas. Jaguariúna (SP) : EMBRAPA - CNPDA, 1991. BURG, I.C.; MAYER, P.H.; Alternativas ecológicas para produção prevenção e controle de pragas e doenças. 16. ed., Francisco Beltrão: Grafit, 2002. 135p. GLIESSMAN, Stephen R. (2000). Agroecologia: processos ecológicos em agricultura sustentável. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS. p. 47 ABREGTS , E.E.; HOWARD, C.M. Effect of poultry manure on strawberry fruiting response, soil nutrient changes, and leaching. Journal of the Américan Society for Horticultural Science, St. Joseph, v.106, n. 3, p. 295-298, May 1981. CASTELLANE, P.D. Nutrição e adubação do morangueiro. In: SIMPÓSIO SOBRE NUTRIÇÃO E ADUBAÇÃO DE HORTALIÇAS, 1990, Jaboticabal [Anais...] Piracicaba: POTAFOS, 1993. p. 261-279. FILGEUEIRA, F.A.R. Novo Manual de Olericultura: Agrotecnia moderna na produção e comercialização de hortaliças. Viçosa: UFV, 2000. FURTINI NETO, A.E. Fertilidade do solo. Lavras: UFLA/FAEPE, 2001. 252p. MALAVOLTA, E. ABC da adubação. 5a. edição. São Paulo: Agronômica Ceres Ltda, 1989. PASCHOAL, A. D. Produção orgânica de alimentos: agricultura sustentável para os séculos XX e XXI. Piracicaba: Adilson D. Paschoal, 1994. 191 p. RAIJ, B. van; CANTARELLA, H.; QUAGGIO, J.A.; FURLANI, A.M.C. Recomendação de adubação e calagem para o estado de São Paulo. Campinas: IAC, 1996. 286p. (IAC. Boletim Técnico, 00). RESENDE, L.A.; MASCARENHAS, M.H.T.; PAIVA, B.M. Panorama da produção e comercialização do morango. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 20, n. 198, p. 5-19, 1999. 14 SUBPROJETO 3 Título: FITOTERAPIA NO CONTROLE DE ENDO E ECTOPARASITAS EM ANIMAIS DOMÉSTICOS 3.1. OBJETIVOS Este projeto tem como objetivo o controle de endo e ectoparasitas através do levantamento das plantas medicinais utilizadas em animais domésticos de propriedades de agricultores familiares. 3.2. JUSTIFICATIVA O uso de plantas medicinais pela população mundial tem sido muito significativo nos últimos tempos. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 80% da população mundial fez o uso de algum tipo de erva na busca de alívio de alguma sintomatologia dolorosa ou desagradável. Desse total, pelo menos 30% deu-se por indicação médica. As plantas medicinais, que têm avaliadas a sua eficiência terapêutica e a toxicologia ou segurança do uso, dentre outros aspectos, estão cientificamente aprovadas a serem utilizadas pela população nas suas necessidades básicas de saúde, em função da facilidade de acesso, do baixo custo e da compatibilidade cultural com as tradições populares. Atualmente vêm-se difundindo cada vez mais trabalhos de difusão e resgate do conhecimento de plantas, principalmente nas áreas mais carentes. Há um aumento consciência do potencial de produtos naturais, os quais podem levar ao desenvolvimento de novas drogas antiparasitárias (TAGBOTO e TOWNSON, 2001). Na criação de animais de produção uma das causas de maior perda econômica é o parasitismo. Dentro dos ectoparasitas, os carrapatos podem levar à grandes prejuízos devido à perda de peso, baixa conversão alimentar, perdas na qualidade no couro, toxicoses, lesões da pele, anemia, transmissão de agentes patógenos que provocam grandes enfermidades (CORDOVES, 1997). De acordo com levantamento feito pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN), em 1986 o país gastou 13,8 milhões de dólares na compra de carrapaticidas representando 15% do total gasto com defensivos (HORN, 1988). O método mais usado para o controle do carrapato é a aplicação de produtos químicos durante a fase parasitária, porém o controle de ectoparasitas exclusivamente por produtos químicos torna-se cada vez mais difícil devido à sua capacidade de desenvolver resistência aos carrapaticidas (MERLINI et al, 1998). As helmintoses gastrintestinais e pulmonares levam à grandes perdas econômicas, principalmente pela alta morbidade, mortalidade e gastos excessivos com manejo (LIMA e GUIMARÃES, 1983). Através de um esquema estratégico de controle pode ser possível estabelecer o número ideal de dosificações em uma determinada propriedade e ao mesmo tempo obter um controle mais eficiente da verminose através da utilização de plantas medicinais em determinadas épocas do ano, desfavoráveis aos estágios pré-infectantes dos nematódeos gastrintestinais nas pastagens. Muitas espécies vegetais são consideradas possuidoras de propriedades medicinais segundo a crença popular, entre estas algumas são utilizadas como anti-helmínticas, a exemplo do gênero Andira (angelim) (CUNHA E SILVA et al, 2003). Franceschini (2004), cita as plantas Allium sativum (alho) e Mentha spicata (hortelã) possuidoras de ação antiparasitária. Outras plantas citadas como antiparasitárias são a folha de bananeira, erva de Santa Maria (Chenopodium ambrosiodes) (LANS et al, 2000), semente de abóbora (Curcubita maxima) (GUARRERA, 1999). O manjericão (Ocimum graticimum) mostrou atividade ovicida contra Haemonchus contortus em pequenos ruminantes, segundo Pessoa et al (2002). 15 Para controle de ectoparasitas em cães podem ser utilizadas seiva do tronco da bananeira (Musa spp), fumo (Nicotiana tabacum), sapoti (Manilkara zapota), erva baleeira (Cordia curassavica), entre outras (LANS et al, 2000). Segundo Guarrera (1999), a arruda (Ruta graviolens), artemísia (Artemisia absinthium) e a cebola (Allium cepa) possuem ação repelente. Ainda existe uma escassez de informações na literatura sobre o uso de plantas medicinais na Medicina Veterinária. Por isso, o interesse acadêmico a respeito do conhecimento que as comunidades detêm sobre plantas medicinais e seus usos, tem crescido. A constatação de que a base empírica desenvolvida por elas ao longo do tempo pode, em muitos casos, ter uma comprovação científica que habilitaria a extensão destes usos à sociedade. 3.3. METAS E ATIVIDADES O projeto será realizado em 30 (trinta) grupos, sendo cada grupo composto de 10 famílias, totalizando 300 (trezentas) famílias. 3.4. METODOLOGIA • Reunião com os grupos de produtores para discussão e apresentação da metodologia a ser aplicada. • Levantamento do uso das plantas através da aplicação do questionário • Acompanhamento através da realização de exame de fezes e sangue • Retorno dos resultados aos produtores Inicialmente será realizado um questionário junto às famílias da comunidade, para colheita de dados sobre as principais plantas usadas em animais. Após tabulação destes dados, serão selecionadas algumas plantas com ação antiparasitária (endo e ectoparasitas), por ordem decrescente de citação nas entrevistas. A indicação terapêutica e posológica obedecerão o sistema utilizado pelas pessoas da comunidade. A ação das plantas contra endoparasitas será avaliada através de exame de fezes (OPG) e hemograma, correlacionando infestação parasitária e grau de anemia. Adicionalmente, serão realizadas dosagens séricas de enzimas hepáticas (alaninaaminotransferase, aspartatoaminotransferase e gamaglutamiltransferase), e níveis séricos de uréia e creatinina, para avaliação das funções hepática e renal respectivamente. Estas análises laboratoriais serão realizadas para avaliar possíveis efeitos tóxicos hepáticos e renais das plantas estudadas. A colheita de amostras de fezes e sangue, assim como a sua periodicidade será realizada conforme o uso tradicional das plantas nesta comunidade. 3.5. RESULTADOS ESPERADOS Através dos resultados obtidos espera-se estabelecer um esquema estratégico de utilização terapêutica para cada planta estudada e assim obter um controle eficaz das parasitoses nos animais domésticos. 3.6. EQUIPE TÉCNICA Helcya Mime Ishiy – Profa. Dra. Depto Medicina Veterinária / UNICENTRO Jorge Fávaro – Prof. MSc. Depto Agronomia / UNICENTRO Margarete Kimie Falbo – Profa. MSc. Depto Medicina Veterinária / UNICENTRO 16 3.7. ORÇAMENTO Descrição Investimento (material permanente) Custeio Quantidade Valor Valor total unitário 5.000,00 5.000,00 microscópios ópticos binocular 01 Sistema bioquímico semi automático TOTAL 01 8.500,00 13.500,00 8.500,00 13.500,00 Câmaras de Neubauer 04 228,60 914,40 Câmaras de Mac Master pipetas automática de 20 a 200 microlitros Estantes para tubos de 5mL (hemograma) tubos para hemograma (vacutainer / tampa roxa) tubos para análise bioquímica (vacutainer) caixas de lâmina de vidro (25x75mm) Reagentes para Hemograma e Bioquímica Kits de coloração de Panótico caixas de luvas de procedimento tamanho P caixas de luvas de procedimento tamanho M caixas de luvas de procedimento tamanho G luvas de palpação retal 15 01 6,00 380,00 90,00 380,00 06 100 17,80 0,55 106,80 55,00 100 0,60 60,00 10 02 03 06 9,50 1500,00 70,00 14,90 95,00 3000,00 210,00 89,40 03 14,90 44,70 03 14,90 44,70 600 6,50 (20 unid) 19,80 13,90 0,30 0,20 0,45 54,00 15,00 195,00 caixas de agulha hipodérmica 40x12 caixas de agulha hipodérmica 30x8 Seringas descartáveis de 5 ml Pipetas plásticas Pasteur Seringas descartáveis de 10 ml Gaze tipo “queijo” Isopores térmicos de 12 litros TOTAL Custeio 10 03 200 50 100 05 04 TOTAL GERAL 198,00 41,70 60,00 10,00 45,00 270,00 60,00 5.969,70 19.469,70 3.8. CRONOGRAMA DE TRABALHO: Julho 2005/Julho 2006 Atividades a serem desenvolvidas Reuniões com os produtores Aplicação do questionário Seleção das plantas mais utilizadas Levantamento bibliográfico das plantas selecionadas Colheita de material biológico (sangue e fezes) e realização de exames Administração das plantas Tabulação dos dados Avaliação dos resultados Retorno dos resultados aos produtores Redação para publicação J A S O N D J F M A M J/J X X X X X X X X X X X X X X X X X 17 3.9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CUNHA E SILVA, S.L.; BORBA, H.R.; BONFIM, T.C.B.; CARVALHO, M.G.; CAVALCANTI, H.L.; BARBOSA, C.G. Ação anti-helmíntica de extratos brutos de Andira anthelmia (Vell) Macbr e Andira fraxinifolia Benth., em camundongos naturalmente infectados por Vampirolepis nana e Aspiculuris tetraptera. Parasitologia Latinoamericana, v.58, n.1-2, p.23-29, 2003. CORDOVES, C.O. Carrapato: controle ou erradicação. Guaíba: Agropecuária, 1997, 176p. FRANCESCHINI, S.F. Plantas Terapêuticas. São Paulo: Andrei LTDA, 2004, 334p. GARRERA, P.M. Traditional antihelminthic, antiparasitic and repelent uses of plants in Central Italy. Journal Ethnopharmacology, n.68, p.183-192, 1999. HORN, S.C. Programa Nacional de controle de parasitoses. In: Curso de Parasitologia Animal. Bagé. Anais... Bagé, p.21-42, 1988. LANS, C.; HARPER, T.; GEORGES, K.; BRIDGEWATER, E. Medicinal plants used for dogs in Trinidad and Tobago. LIMA, W.S.; GUIMARÃES, M.P.; LEITE, A.C.R. Efeito do desmame precoce e da dieta sobre o comportamento das infecções helmínticas em bezerros. Arq. Bras. Med. Vet. Zoot., v.35, n.6, p.837-843, 1983. MERLINI, L.S.; YAMAMURA, M.H. Estudo in vitro da resistência de B.microplus à acaricidas na pecuária leiteira do norte do estado do Paraná. Semina, v.19, n.1, p.38-44, 1998. PESSOA, L.M.; MORAIS, S.M.; BEVILAQUA, C.M.; LUCIANO, J.H. Anthelminthic activity of essential oil of Ocimum graticimum Linn. and eugenol against Haemonchus contortus. Veterinary Parasitology, n.109, p.59-63, 2002. TAGBOTO, S.; TOWNSON, S. Antiparasitc properties of medicinal plants and other naturally occurring products. Adv. Parasitology, n.50, p.199-295, 2001. 18 SUBPROJETO 4 Título: PRODUÇÃO DE ESPÉCIES NATIVAS COM POTENCIAL DE USO COMO ORNAMENTAIS SOB ÁREAS DE FLORESTA. 4.1. OBJETIVO O subprojeto possui como objetivo principal à melhoria da qualidade de vida de pequenos agricultores, pelo cultivo de espécies altamente rentáveis e que requerem pequenos investimentos. Além disso, também possui objetivos inerentes ao projeto, como permitir a exploração sustentável de florestas nativas, preservando o meio ambiente; o levantamento e estudo de espécies nativas com potencial de aproveitamento como ornamentais; a preservação de espécies nativas pela propagação em larga escala e aumento de sua população em condições naturais. 4.2. JUSTIFICATIVA Segundo dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (2004) a floricultura cria 120 mil empregos diretos em todo o país, e inúmeros empregos indiretos. O setor gera, em média, 4,8 empregos diretos por hectare, que são preenchidos 94,4% com mão-de-obra permanente, sendo 18,7% composta de mão-de-obra familiar. A produção é desenvolvida principalmente em pequenas propriedades, com média de 3,5 hectares. Do total de 5,2 mil hectares cultivados, 70,4% são cultivos no campo a céu aberto. Dentre os principais benefícios sócio-econômicos apresentados pelo setor, principalmente nas regiões em que está inserido, pode-se verificar: - Alto índice de empregos gerados, absorvendo de 3 a 10 trabalhadores por hectare, empregando mulheres e adolescentes. - Diminuição na taxa de desemprego, contribuindo para a permanência do homem no campo e a diminuição do êxodo rural. - Qualificação da mão-de-obra empregada. - Uso de pequenas áreas, fortalecendo pequenos e médios produtores, com predomínio de mãode-obra familiar. - Possibilita o uso de áreas impróprias para agropecuária, inclusive áreas marginais. - Grande diversidade de produtos, se adaptando a qualquer tipo de terreno. - Produção durante o ano todo. - Setor altamente lucrativo, com alta produtividade por área, fornecendo produtos com alto valor de mercado. - Rápido retorno do capital investido. - Grande comércio interno. - Aumento de renda regional e da renda per capita de regiões produtoras. - Geração de receitas fiscais. - Geração de divisas através de exportações. A floricultura permite uma grande rentabilidade por área, entre R$ 50 mil a R$ 100 mil por hectare, com alto retorno do capital investido. Os produtos obtidos são de qualidade com preços compatíveis ao poder aquisitivo do consumidor. O mercado interno movimenta R$ 1,2 bilhão ao ano, sendo que o consumo interno absorve mais de 90% da produção. 19 4.3. METAS E ATIVIDADES Levantamento das espécies nativas – pretende-se fazer coleta e identificação de espécies nativas de interesse ornamental, como aráceas, pteridófitas, bromélias e orquídeas. 1. Propagação das espécies selecionadas – as espécies selecionadas serão propagadas através de técnicas de produção massal, visando a obtenção de um grande número de plantas em um curto espaço de tempo. 2. Produção comercial – implantação de uma produção comercial, na área de floresta, em propriedades de pequenos agricultores. 4.4. METODOLOGIA Espécies nativas com potencial de uso como flores de corte, plantas e flores envasadas ou espécies para jardins, serão coletadas e identificadas. Na região já se constatou a presença de diversas espécies de interesse florístico, como antúrios, filodendro, samambaias, avencas, asplênios, samambaiaçus, bromélias, orquídeas, algumas liliáceas e diversos arbustos. Participará do projeto um grupo de produtores de dez famílias, que servirão como difusores de tecnologia para os demais produtores interessados. O projeto constará de duas fases, uma a campo para identificação e produção das espécies ornamentais, e uma fase em laboratório, para propagação das plantas necessárias ao início do cultivo. É importante ressaltar a importância da produção em grande quantidade, no laboratório, das espécies selecionadas, para o início do desenvolvimento do projeto. A idéia não é simplesmente se coletar o que já existe na mata e, somente a multiplicação vegetativa sem o auxílio da biotecnologia, faria com que os produtores gastassem um período muito grande de tempo para obterem material suficiente para iniciarem sua produção. Inicialmente as plantas serão selecionadas e coletadas. Exsicatas serão montadas e enviadas para identificação ao Instituto de Botânica e Jardim Botânico da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Das espécies estudadas serão selecionadas de dois a quatro gêneros diferentes (podendo cada um conter uma ou mais espécies) para cada propriedade rural. Também serão coletados exemplares vivos que servirão como matrizes para propagação vegetativa. As espécies serão propagadas via cultura de tecidos, produzindo-se matrizes em bom estado fitossanitário e em quantidade suficiente para o início da produção comercial. Ao mesmo tempo, na propriedade rural a área estará sendo preparada para o início do cultivo. Quando houver um número suficiente de mudas o plantio será iniciado. Para algumas espécies pode haver a necessidade de uma aclimatação das mudas, que serão feitas em pequenas estufas cobertas por plástico. Vasos com as mudas serão colocados sob a floresta, nas mesmas condições de luminosidade, temperatura e umidade do ar que se encontram na natureza, mas com algumas diferenças de manejo. Dependendo da espécie poderão se indicados diferentes manejos, como o uso de substratos ricos em matéria orgânica com pH adequado, uso de adubos químicos ou orgânicos para melhoria da qualidade das plantas ou para aumentar florescimento, irrigações em determinadas épocas do ano, etc. Durante todo o período haverá um monitoramento das condições climáticas do local. Cerca de 10% das plantas produzidas servirão para o repovoamento das florestas da região. Além de aumentar o número de plantas dentro das florestas, pretende-se manter um banco de matrizes em condições naturais. 20 4.5.ORÇAMENTO 4.5.1. Financiamento CNPq N0 Descrição Material Permanente 01 Medidor de Bancada Digital pH / MV / Temperatura 0 a 14.00 pH de 0 A 100øc 110 Volts - Mod.PHS-3B: (Lg-001) 02 Balanca Precisao Eletronica 2200 Gramas - Modelo MARK 2200: (BE 001) 03 Condutivímetro de Bancada Subtotal Material de uso a campo: 01 Vaso tipo cuia 02 Vaso pote 20 04 Casca de pínus, vermiculita, casca de arroz carbonizada 07 Sacos plástico para mudas 08 Jogo de peneiras (7 peneiras com fundo e tampo) 09 Materiais diversos de uso a campo (tesouras de poda, regadores, enxada, pás manuais, escarificadores, anéis de PVC, papel absorvente, etc) Materiais de papelaria (elásticos, sacolas plásticas, sacos de papel, etiquetas, etc) 11 Aquisição de mudas de espécies ornamentais 12 Serviço de terceiros – Classificação botânica das espécies selecionadas – Instituto de Botânica do Estado de São Paulo Subtotal Quantidade (unid) Valor unitário (R$) Valor Total (R$) 1 820,00 820,00 1 2.265,15 2.265,15 1 684,00 684,00 3.769,15 5.000 2.000 15 20.000,00 0,50 1,50 15,00 0,02 2.500,00 3.000,00 225,00 400,00 1 670,00 670,00 350,00 350,00 200,00 200,00 500,00 20,00 500,00 600,00 10 Total 30 8.475,00 12.214,15 21 Cronograma de trabalho: Ano 2005 Mês Julho Atividade desenvolvida Reunião com grupo de produtores para motivação e definição de prioridades. Levantamento de espécies nativas com potencial de uso ornamental. Monitoramento das condições ambientais locais. Agosto Levantamento de espécies nativas com potencial de uso ornamental. Identificação de espécies coletadas. Aquisição de materiais, permanentes e de consumo, necessários para a implantação do projeto. Desenvolvimento de protocolo para micropropagação in vitro. Monitoramento das condições ambientais locais. Setembro / Identificação de espécies coletadas. Outubro Preparo das áreas para a implantação do projeto. Desenvolvimento de protocolo para micropropagação in vitro. Início da propagação vegetativa de espécies selecionadas, nas propriedades rurais. Reunião com grupo de produtores para repasse de tecnologia. Monitoramento das condições ambientais locais. Novembro/ Montagem das áreas de produção nas propriedades rurais. Dezembro Propagação in vitro das espécies selecionadas. Propagação vegetativa à campo das espécies selecionadas. Reunião com grupo de produtores para repasse de tecnologia e capacitação técinca. Monitoramento das condições ambientais locais. Janeiro2006 Início da produção comercial. a Junho Condução do projeto de produção comercial de plantas sob condições de florestas. 2006 Propagação in vitro das espécies selecionadas. Reunião com grupo de produtores para repasse de tecnologia e capacitação técinca. Acompanhamento do projeto e assistência técnica aos produtores. Monitoramento das condições ambientais locais Junho/Julho Condução do projeto de produção comercial de plantas sob condições de florestas. 2006 Acompanhamento do projeto e assistência técnica aos produtores. Monitoramento das condições ambientais locais. Reunião com grupo de produtores para análise dos resultados obtidos e avaliação de perspectivas futuras. EQUIPE ENVOLVIDA: Dra. Elisabete Domingues Salvador – Professora de Floricultura e Silvicultura do DEAGRO/ UNICENTRO. Dr. Marcos Ventura Faria – Professor de Melhoramento Genético do DEAGRO/ UNICENTRO 22 SUBPROJETO 5 Título: RESGATE E DIFUSÃO DE GERMOPLASMA VEGETAL CRIOULO: DIVERSIDADE DE TIPOS LOCAIS DE MILHO, FEIJÃO E OLERÍCOLAS COMPATÍVEIS COM AS NECESSIDADES E CONDIÇÕES DA AGRICULTURA FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE TURVO/PR. 5.1. OBJETIVOS Resgatar as variedades crioulas de milho, feijão e hortaliças em detenção dos agricultores locais e promover o intercâmbio dos conhecimentos tradicionais acumulados entre os agricultores; Propiciar aos agricultores a oportunidade de conhecer ou rever materiais (variedades crioulas ou melhoradas), possibilitando sua difusão; Repassar informações sobre as condições atuais de conservação das variedades crioulas das espécies cultivadas e propor medidas efetivas para conservação, a curto, médio e longo prazos; Propor mecanismos para ampliação do uso dessas variedades no sistema agroecológico, quer diretamente pelo agricultor, quer por meio do melhoramento genético; Orientar sobre a recuperação e/ou manutenção das características genéticas das variedades. Implantar um banco de germoplasma de variedades crioulas de milho, feijão e hortaliças na UNICENTRO, que vise à catalogação, conservação, multiplicação e difusão dos acessos adquiridos aos agricultores. 5.2. JUSTIFICATIVA A adesão dos agricultores aos sistemas de produção agrícola definidos como modernos deuse de forma heterogênea nas diferentes regiões do País e dentro das diferentes categorias sociais (Delgado, 1985). Esse processo de modernização tem mostrado sinais de insustentabilidade econômica, ambiental e principalmente social, manifestada pela exclusão de agricultores e comunidades que não conseguiram ou não puderam se adaptar. A mecanização, o uso de sementes híbridas de elevado potencial produtivo, adubos formulados e outros insumos modernos foram praticados de forma diferenciada. Como conseqüência, percebeu-se a gradativa e acentuada fragmentação e perda do conhecimento acumulado ao longo do tempo nas unidades familiares de produção agrícola. Em contrapartida, ainda assim, muitas propriedades mantiveram, em parte ou no todo, o sistema de produção original, em que o uso de sementes crioulas ou próprias é um dos seus principais componentes. Esses agricultores vêm realizando de forma empírica e sistemática o trabalho de melhoramento e seleção de cultivares e são fonte referencial em termos de tecnologia e conhecimento desse material genético, sendo elementos-chave no fornecimento de sementes para multiplicação e difusão. Entre os motivos que justificam a manutenção dos sistemas locais de produção agrícola está a preservação dos conhecimentos tradicionais associados, com forte ação cultural e educativa e de comprometimento com a promoção social. Nesse contexto, o emprego de variedades crioulas proporciona maior autonomia das famílias, em relação ao sistema de produção, gera independência de mercado e fortalece a relação entre o trabalho e a gestão das propriedades. Ainda, como vantagens, proporciona ao agricultor a manutenção das características específicas das variedades de seu interesse, dando maior ênfase na preservação ambiental, na manutenção da biodiversidade·e na durabilidade dos recursos naturais, garantindo a segurança alimentar dos produtos. A produção e a utilização de sementes de variedades voltadas à agricultura agroecológica é 23 uma atividade que precisa ser fomentada, uma vez que grande parte das sementes atualmente disponíveis são híbridos ou variedades obtidas por métodos de melhoramento que promoveram a redução da variabilidade genética, tornando-as inadequadas para este sistema de produção. O uso de variedades crioulas, ou mesmo aquelas melhoradas por métodos que não reduzem a variabilidade genética, muitas vezes, de forma equivocada, é julgado ultrapassado. Ao se referir às unidades familiares que praticam a produção agrícola de forma ecológica e sustentável, faz-se referência a grupos e categorias sociais heterogêneas e com necessidades distintas. A partir desta concepção, é possível presumir que os sistemas de cultivo, as formas de organização e as tecnologias de produção podem ser diversas dentro dos diversos grupos e categorias sociais. Somente esta diversidade pode explicar por que muitos agricultores vêm mantendo, ao longo do tempo, sementes crioulas nas propriedades. Merece destaque o sentido de autonomia e o controle do processo produtivo que as sementes crioulas representam para os agricultores. Eles detêm a genética, realizam a experimentação, fazem a observação e a seleção, repassam a experiência e os conhecimentos acumulados, de forma que todo o processo está sob seu domínio. As populações crioulas, também conhecidas como raças locais ou landraces, são materiais importantes pelo elevado potencial de adaptação que apresentam para condições ambientais específicas (Paterniani et al., 2000). Embora, de maneira geral, em condições convencionais de cultivo as populações crioulas sejam menos produtivas que as cultivares comerciais, essas populações são importantes por apresentarem variabilidade genética e podem, portanto, ser exploradas na busca por maior tolerância e/ou resistência aos estresses bióticos e abióticos em sistemas alternativos de produção. A agroecologia (inseparável das sementes crioulas) e os circuitos de comercialização direta são algumas alternativas para a melhoria da qualidade de vida, no sentido mais amplo, dos agricultores familiares do município do Turvo. As sementes produzidas e utilizadas pela agricultora familiar, embora não sigam as normas e regulamentos de certificação, são os componentes mais importantes deste sistema e são legais, e, portanto, não devem ser confundidas com sementes comercializadas ilegalmente por pessoas inescrupulosas, que, burlando normas estabelecidas, por alguma razão, vendem sementes de variedades não permitidas (Dominguez et al., 2000). Segundo García (2004), até agosto de 2003, a legislação em vigor no Brasil criminalizava o uso das sementes crioulas. Graças à pressão exercida por grupos de pequenos agricultores, movimentos sociais e associações, em 5 de agosto de 2003 foi aprovada a Lei no. 10.711 que reconhece a existência desse tipo de semente e deixa a porta aberta para a sua possível comercialização. 5.3. METAS/ATIVIDADES Realização de um diagnóstico das variedades crioulas de milho, feijão e hortaliças ainda cultivadas pelos agricultores atendidos pelo IAF, no município do Turvo. Elaboração de uma lista das variedades crioulas das espécies em questão, com caracterização detalhada de cada material, com o intuito de potencializar sua utilização. Aplicação de estratégia para a coleta e implantação de um banco de germoplasma. Difusão dos materiais e tecnologias associadas, visando a disponibilização das sementes para os grupos de produtores. Incentivar a recuperação/manutenção das características genéticas de variedades locais e tradicionais de milho, feijão e hortaliças. Realização de reuniões e dias de campo com ênfase no intercâmbio de conhecimentos acumulados, na troca de experiências entre agricultores e na difusão de tecnologias adaptadas às 24 variedades abrangidas. Verificar o potencial produtivo dessas variedades em sistemas ecologicamente viáveis. 5.4. METODOLOGIA A) Realização do diagnóstico das variedades crioulas ainda produzidas, com o objetivo de potencializar sua utilização: o diagnóstico será feito com a participação dos grupos de produtores, englobando as culturas do milho, feijão e as espécies olerícolas. Os agricultores serão contatados por intermédio do IAF e convocados para reuniões em grupos, nas quais serão apresentadas as diretrizes operacionais e as implicações práticas do subprojeto em questão. Será solicitado aos produtores a disponibilização de sementes/propágulos das variedades que possuem. Cada acesso recolhido será acompanhado de um questionário para identificação e descrição das variedades crioulas das espécies em questão. Para cada acesso coletado deverão ser incluídas, no mínimo, as seguintes informações: - dados taxonômicos; - nome popular da variedade; - fenologia e insetos polinizadores; - origem do material (aquisição das primeiras sementes da variedade); - período acumulado (anos) que cultiva o material na propriedade; - condição de propagação do acesso na propriedade; - condição de conservação (pós-colheita) do acesso na propriedade; - condições de germinação; - adaptação a estresses bióticos (incidência de pragas e doenças); - adaptação a estresses abióticos e condições de armazenamento; - potencial produtivo; - uso atual (principais utilizações) na propriedade; - distribuição geográfica destas variedades locais na área de abrangência do projeto; B) Difusão do diagnóstico preliminar e discussão das ações a serem implementadas, por meio de reuniões nas quais serão apresentadas e discutidas: - relação final dos acessos locais/variedades crioulas previstas na proposta - as perspectivas de cultivo dos materiais que despertarem maior interesse. - formas de ampliar o aproveitamento de cada material e identificação dos eventuais fatores que possam dificultar a sua utilização, observados os critérios de maiores benefícios sociais, econômicos e ambientais - conclusões e recomendações, inclusive com indicação para futuros trabalhos de pesquisa a serem desenvolvidos junto à UNICENTRO. C) Realização de plantios em módulos demonstrativos em propriedades referência nas comunidades, dos materiais que se mostrarem mais promissores e que despertarem mais interesse dos grupos. D) Difusão de metodologias e procedimentos para promover a recuperação das características genéticas das variedades locais e tradicionais de milho, feijão e hortaliças que sofreram alterações, em função de cruzamentos naturais e/ ou mistura mecânica de sementes, 25 ocorridos ao longo do tempo. Os grupos de produtores serão orientados com relação aos processos que podem ser aplicados para a recuperação/manutenção dessas características ao longo das sucessivas gerações de cultivo. Serão abordados procedimentos de seleção e de isolamento reprodutivo, em função do sistema de reprodução da espécie em questão (autogamia ou alogamia); demonstração de aspectos diferenciais relevantes relacionados a áreas de produção de sementes ou de grãos. E) Implantação de um banco de germoplasma das variedades crioulas, com ênfase no milho, feijão e espécies olerícolas. Esse banco de germoplasma deverá ser instalado nas dependências do Departamento de Agronomia da UNICENTRO, junto ao laboratório de sementes. Todos os acessos coletados (sementes) serão identificados e caracterizados junto aos agricultores, com o maior detalhamento possível e vão compor os acessos do banco de germoplasma que terá como funções principais a catalogação, a manutenção, o armazenamento, a multiplicação e difusão desses materiais para os agricultores/comunidades interessados. F) Criação de um banco de sementes, com a finalidade de disponibilizar sementes aos agricultores, na quantidade suficiente para a área de cultivo, conforme a disponibilidade e, por ocasião da colheita, o agricultor retornará essa mesma quantia para servir a outro agricultor interessado. 5.5. ORÇAMENTO Discriminação Câmara fria Bandejas plásticas Caixas plásticas tipo colheita TOTAL Unidade 01 15 20 Valor unitário (R$) 7.000,00 6,50 12,00 Valor total (R$) 7.000,00 97,50 240,00 7337,50 5.6. CRONOGRAMA DE TRABALHO: Julho 2005/Julho 2006 2005/2006 J A S O N D J F M A M J/J Convocação dos grupos de produtores e discussão das diretrizes X do projeto Diagnóstico/coleta de sementes crioulas X X X Catalogação (identificação e descrição) dos acessos X X X Difusão do diagnóstico e implementação de ações preliminares X X X X X X Implementação do banco de germoplasma de sementes crioulas X X X X X X na UNICENTRO Orientação de procedimentos para recuperação/manutenção das X X X X propriedades genéticas das variedades. Implantação dos módulos demonstrativos em propriedades X X X X referência Criação do banco de sementes crioulas de milho, feijão e X X olerícolas X X X X X X X X X X X X X EQUIPE ENVOLVIDA Marcos Ventura Faria (Doutor em Agronomia/Genética e Melhoramento de Plantas)–Coordenador. Nicolau Mallmann (Mestre em Agronomia/Fitotecnia) Juliano Tadeu Vilela de Resende (Doutor em Agronomia/Fitotecnia) Cacilda Márcia Duarte Rios Faria (Doutora em Agronomia/Fitopatologia) 26 Sidnei Osmar Jadoski (Doutor em Agronomia) REFERENCIAL BIBLIOGÁFICO DELGADO, G. C. Capital financeiro e agricultura no Brasil: 1965 - 1985. São Paulo: Ícone. Editora da Unicamp, 1985. 239 p. DOMINGUEZ O, C.E.; PESKE, S.T.; VILLELA, F.A.; BAUDET L., L.B. Sistema informal de sementes: causas, conseqüências e alternativas. Pelotas: Editora Universitária/UFPEL, 2000. 207p. GARCÍA, M. C. Experiências brasileiras com sementes crioulas: relato de uma viagem (bio)diversa. PESAGRO-RIO, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro. 2004. Disponível em http://biotech.indymedia.org/es/2004/08/3223.shtml. PATERNIANI, E.; NASS, L.L.; SANTOS, M.X. O valor dos recursos genéticos de milho para o Brasil: uma abordagem histórica da utilização do germoplasma. In: UDRY, C.W.; DUARTE, W. (Org.) Uma história brasileira do milho: o valor dos recursos genéticos. Brasília: Paralelo 15, 2000. p.11-41. 27 SUBPROJETO 6 Título: DIFUSÃO DE MÉTODOS ALTERNATIVOS DE CONTROLE DE DOENÇAS EM PLANTAS MEDICINAIS EM CULTIVOS ORGÂNICOS NO MUNICÍPIO DE TURVO-PR. 6.1. OBJETIVOS Diagnosticar as principais doenças que ocorrem cultivadas/exploradas nas propriedades de agricultura familiar; nas plantas medicinais Difundir o conhecimento sobre o manejo de técnicas alternativas de controle de doenças em plantas; Propor mecanismos para ampliação do uso dessas tecnologias de manejo no sistema orgânico. 6.2. JUSTIFICATIVA A preocupação da sociedade com o impacto da agricultura no ambiente e a contaminação da cadeia alimentar com pesticidas, vem alterando o cenário agrícola, demandando novas tecnologias, dentre as quais se insere a agricultura sustentável, que se baseia em quatro alicerces fundamentais: sustentabilidade (habilidade para manter o sistema em existência por um longo período de tempo quando submetido a estresse), estabilidade (obtenção consistente de rendimento a curto ou longo prazo), produtividade (capacidade de produção por área) e equidade (distribuição relativa de riqueza na sociedade) (Michereff & Barros, 2003). Essas pressões têm levado ao desenvolvimento de sistemas de cultivo mais sustentáveis e, portanto, menos dependentes do uso de agrotóxicos. As alterações nesses sistemas implicam na redução da dependência de produtos químicos e outros insumos energéticos e no maior uso de processos biológicos nos sistemas agrícolas (Bettiol & Ghini, 2003). Nesses sistemas o controle das pragas e doenças, é baseado no equilíbrio nutricional (químico e fisiológico) da planta, buscando-se uma maior resistência da planta pelo seu equilíbrio energético e metabólico e uma maior atividade biodinâmica no solo. O uso intensivo de agrotóxicos na agricultura tem, reconhecidamente, promovido diversos problemas de ordem ambiental, como a contaminação dos alimentos, do solo, da água e dos animais; a intoxicação de agricultores; a resistência de patógenos, de pragas e de plantas invasoras a certos agrotóxicos; o desequilíbrio biológico, alterando a ciclagem de nutrientes e da matéria orgânica; a eliminação de organismos benéficos e a redução da biodiversidade (Bettiol & Ghini, 2003). O uso contínuo e exclusivo de agrotóxicos tem resultado na ocorrência de pragas ou patógenos resistentes a determinados produtos, que nem sempre são diagnosticadas (Ghini & Kimati, 2000). Assim, esses agrotóxicos continuam a ser aplicados, mesmo tendo sua eficiência comprometida pela ocorrência de resistência no organismo-alvo. Em contraste com a agricultura convencional, os sistemas alternativos buscam obter vantagens das interações de ocorrência natural. Os sistemas alternativos dão ênfase ao manejo das relações biológicas, como aquelas entre praga e predadores, e em processos naturais, como a fixação biológica do Nitrogênio ao invés do uso de métodos químicos. O objetivo é aumentar e sustentar as interações biológicas nas quais a produção agrícola está baseada, ao invés de reduzir e simplificar essas interações (National Research Council, 1989). O resgate de princípios e mecanismos que operam nos sistemas da natureza pode auxiliar a obtenção de sistemas agrícolas mais sustentáveis. Dentre esses mecanismos encontramos o plantio em consorciação (Liebman, 1989; Trenbath, 1993); o controle biológico e físico que já vêm sendo adotados em forma de vários produtos naturais. (Abreu Junior, 1998; Costa & Campanhola, 1997); o uso de cultivares resistentes, 28 apesar de que os métodos de melhoramento aplicados para a obtenção de variedades resistentes utilizadas nos sistemas convencionais nem sempre são os mais eficientes para os sistemas alternativos (Costa & Campanhola, 1997); resgate de métodos de controle cultural (Bettiol & Ghini, 2003); equilíbrio nutricional das plantas, pois diversos trabalhos mostram os efeitos dos nutrientes sobre doenças de plantas, e conseqüentemente a redução da necessidade de controle com uma equilibrada nutrição de plantas (Engelhard, 1989); uso de matéria orgânica, tanto por meio de incorporação ao solo ou no uso de biofertilizantes que pode ser usado em pulverizações foliares ou aplicações diretas ao solo (Bettiol et al., 1998). Entre estes aspectos, o desenvolvimento da proteção de plantas em sistemas alternativos de cultivo com maior grau de sustentabilidade requer conhecimento sobre a estrutura e o funcionamento dos agrossistemas. Por esta razão, em muitos pontos, há a necessidade de um maior estudo, principalmente com relação ao conhecimento dos métodos já adotados, principalmente aqueles relacionados com o pequeno produtor. Quando as culturas relacionadas são as espécies medicinais que normalmente apresentam alta resistência ao ataque de doenças e pragas precisam-se evitar qualquer motivo para o desequilíbrio deste sistema, pois neste caso o ataque de doenças e pragas pode ocorrer em níveis prejudiciais. Num ambiente equilibrado, com plantas bem nutridas, a possibilidade de ataque diminui. O uso de produtos químicos (agrotóxicos) é condenado para o cultivo de espécies medicinais, isto se justifica pela ausência de produtos registrados para estas espécies, conforme exigência legal, e pelas alterações que tais produtos podem ocasionar nos princípios ativos. Tais alterações vão desde a permanência de resíduos tóxicos sobre as plantas até a veiculação de metais pesados como o cádmio e o chumbo. Se para os alimentos já se buscam alternativas para evitar o uso de produtos tóxicos, para a produção de fitoterápicos a atenção deve ser redobrada. Atualmente, de acordo com informações fornecidas pelos técnicos do IAF, há legítima preocupação dos produtores de Turvo com relação à ocorrência de doenças nas plantas medicinais cultivadas, para as quais ,atualmente, ainda não foram apresentadas alternativas de controle. 6.3. METAS/ATIVIDADES Realizar diagnóstico das doenças presentes nas plantas medicinais na região de Turvo. Catalogar as principais doenças, por espécie medicinal e por classe de patógeno, para melhor seleção de métodos alternativos para o controle dessas doenças. Averiguar a adaptação e da eficiência das técnicas alternativas de controle já praticadas pelos grupos de agricultores da região e de outras regiões. Incentivar o emprego das metodologias alternativas de controle de doenças no campo. Difundir as tecnologias identificadas entre os produtores da região, através de dias de campo e palestras, mostrando aos agricultores as melhores tecnologias selecionadas e a sua utilização dentro do manejo alternativo de doenças de plantas. 6.4. METODOLOGIA A) Reunião com os grupos de produtores da região, assistidos pelo IAF, para o levantamento dos problemas relacionados à ocorrência de doenças nas plantas medicinais e discussão das diretrizes do projeto; B) Visita as propriedades de cultivo de plantas medicinais para verificação de sintomas (diagnose), coleta de material no campo e elaboração de uma listagem, identificando o material conforme: - Propriedade 29 - Espécie de planta medicinal; - Sintomatologia no campo; - Verificação de fatores associados (manejo, condições ambientais, etc) à ocorrência de doenças; - Classe do patógeno (fungo, bactéria, nematóide ou vírus) - Análise detalhada do patógeno, sendo crucial o isolamento e identificação no laboratório. C) Realização de análises laboratoriais dos materiais coletados no campo para a identificação do patógeno causador da doença; classificação desses e seleção dos métodos alternativos de controle adequados para cada classe. D) Difusão, junto aos produtores, de possíveis técnicas alternativas já utilizadas por estes e verificação da adaptação e viabilidade dessas, utilizando-se de testes realizados no campo e com dados confirmados por trabalhos de pesquisa desenvolvidos junto à UNICENTRO. E) Difusão de novos métodos eficientes de controle de doenças e das metodologias selecionadas para o controle destas na região através de palestras e demonstrações práticas. 6.5. ORÇAMENTO MATERIAL PERMANENTE ÍTEM Centrífuga para 4 tubos de 50 mL Microscópio estereoscópico Câmara de crescimento B.O.D. TOTAL QUANT. 01 01 01 PREÇO UNITÁRIO (R$) 3855,60 1773,00 3351,61 PREÇO TOTAL (R$) 3855,60 1773,00 3351,61 8980,21 MATERIAL DE CONSUMO ÍTEM QUANT. VIDRARIAS Tubos de ensaio (15x2,4 cm) 100 Placas de Petri (9cm de diâmetro) 100 Lâmina para microscopia (caixa 10 c/50) Lamínula (caixa c/ 100) 10 Câmara de Neubauer 2 TOTAL VIDRARIAS REAGENTES Ágar bacteriológico (Kg) 3 Dextrose 1 Caseína ácida 1 TOTAL REAGENTES OUTROS Material de escritório Material de limpeza Material de laboratório TOTAL OUTROS TOTAL GERAL PREÇO UNITÁRIO (R$) PREÇO TOTAL (R$) 0.37 5.66 4.40 37.00 56.60 44.00 3.34 79.00 33.40 158.00 329.00 160.00 18.00 175.00 480.00 18.00 175.00 673.00 250.00 200.00 500.00 950.00 2060.50 30 6.6. CRONOGRAMA DE TRABALHO: Julho 2005/Julho 2006 Atividade A B C D E Divulgação dos resultados J. X A. X X S. O. N. X X X X X D. J. F. X X X X X X X X M. A. M. J/J. X X X X X X X X X X 6.7. EQUIPE ENVOLVIDA Cacilda Márcia Duarte Rios Faria (Doutora em Agronomia/Fitopatologia). Nicolau Mallmann (Mestre em Agronomia/Fitotecnia). 6.8. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABREU JUNIOR, H. Práticas alternativas de controle de pragas e doenças na agricultura. Campinas: EMOPI, 1998. 111p. BETTIOL, W.; GHINI, R. Proteção de plantas em sistemas agrícolas alternativos. In: CAMPANHOLA, C.; BETTIOL, W. (Eds.) Métodos alternativos de controle fitossanitário. Jaguariúna: Embrapa Meio Ambiente, 2003. 289p. BETTIOL, W.; TRATCH, R.; GALVÃO, J.A.H. Controle de doenças de plantas com biofertilizantes. Jaguariúna: Embrapa-CNPMA, 1998. 22p. (Embrapa-CNPMA. Circular Técnica, 2). COSTA, M.B.B.; CAMPANHOLA, C. A agricultura alternativa no estado de São Paulo. Jaguariúna: Embrapa-CNPMA, 1997. 63p. (Embrapa-CNPMA. Documento, 7). ENGELHARD, A.W. Soilborne plant pathogens: management of diseases with macro- and microelements. St. Paul: APS, 1989. 217p. EHLERS, E. Agricultura sustentável: origens e perspectivas de um novo paradigma. 2ª ed. – Guaíba: Agropecuária, 1999. 157p. GHINI, R.; KIMATI, H. Resistência de Fungos a Fungicidas. Jaguariúna: Embrapa Meio Ambiente, 2000. 78p. LIEBMAN, M. Sistemas de policulturas. In: ALTIERI, M.A. Agroecologia: as bases científicas da agricultura alternativa. Rio de Janeiro: PTA/FASE, 1989. 240p. MICHEREFF, S.J.; BARROS, R. Proteção de Plantas na Agricultura Sustentável. Recife: UFRPE, 2003. 368p. NATIONAL RESEARCH COUNCIL. Alternative agriculture. Washington, D.C.: National Academy Press, 1989. 448p. TRENBATH, B.R. Intercropping for the management of pests and diseases. Field Crops Research, v.34, p.381-405, 1993. VI. ORÇAMENTO DA PROPOSTA, COM A DISCRIMINAÇÃO DOS GASTOS DE BOLSA, CUSTEIO E CAPITAL ESTE ÚLTIMO QUANDO PERTINENTE E DEVIDAMENTE JUSTIFICADO 1- RESUMO ORÇAMENTÁRIO - Valor aprovado Recurso CNPq 1.1 Custeio - R$ 40.840,00 1.2 Capital – R$ 50.000,00 1.3 Bolsas Iniciação Científica : 31 Modalidade Valor (R$) Iniciação Científica 2.898,12 Iniciação Científica 2.898,12 Iniciação Científica 2.898,12 Total Geral CNPq – 90.840,00 2- RESUMO ORÇAMENTÁRIO - CONTRAPARTIDA Instituição UNICENTRO* IAF e agricultores ** CNPq TOTAL (R$) Custeio total *Honorário de trabalho dos professores envolvidos (R$) 167.559,18 Anexo 71.360,00 ** Técnicos da 90.840,00 438.380,00 JUSTIFICATIVA PARA O VALOR SOLICITADO Em virtude da existência do “Núcleo de desenvolvimento da Agricultura Familiar”, em processo de formalização, coordenado pelo Departamento de Agronomia da UNICENTRO há o anseio dos professores dos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária para a implantação e desenvolvimento do referido projeto. No entanto, considerando que a UNICENTRO é uma universidade bastante jovem e que os referidos cursos foram oficialmente incorporados há menos de um ano, ocorre um déficit na infraestrutura, a qual precisa ser fortalecida para poder atender as propostas deste projeto proposto, bem como a outros projetos que virão a ser desenvolvidos. Neste contexto é que a disponibilização do valor total solicitado no projeto, detalhado em cada subprojeto, se torna crucial para a aquisição de alguns equipamentos e para a estruturação básica e o funcionamento de alguns Laboratórios dos Cursos de Agronomia e Medicina Veterinária da UNICENTRO. Essa estrutura básica é imprescindível para a execução dos subprojetos que demandam análises e diagnósticos laboratoriais, bem como, em alguns casos, etapas de processos produtivos. Tais laboratórios, com as devidas estruturas, permanecerão à disposição de ações conjuntas da UNICENTRO com o IAF e outras entidades de assistência ao desenvolvimento da agricultura familiar na região (SEAB-PR, EMATER-PR, RURECO, associações e cooperativas), dando, desta forma, o aporte inicial tão necessário para que sejam consolidadas as primeiras ações do recém criado “Núcleo de desenvolvimento da Agricultura Familiar”. Incluem-se, também, despesas com o pagamento de duas bolsas na modalidade DTI para profissionais recém formados, já capacitados através de estágio promovido pelo convênio MDA/IICA/SAF/UNICENTRO, desenvolvido junto a entidades ligadas á agricultura familiar. Os referidos bolsistas estarão à disposição exclusiva do projeto no município de Turvo. Ainda, três acadêmicos bolsistas farão parte da equipe, atuando diretamente no campo, com responsabilidades definidas e sob orientação dos coordenadores dos subprojetos. A contrapartida da Universidade é referente aos honorários profissionais dos professores participantes no projeto, implementados na folha de pagamento. VII. EXPERIÊNCIA DO COORDENADOR EM AGRICULTURA FAMILIAR E EM PROCESSOS DE DESENVOLVIMENTO 1- Funcionário da EMATER _ Paraná no Período: 27/03 de 1978 até 02/02/2004 Principais atividades executadas na EMATER PR 32 - Responsável pela organização do conteúdo pedagógico nas áreas de comunicação, condicionantes de ação pedagógicas, metodologias de ação grupal, métodos demonstrativos e de observação de ação extensionista. - Atuou como instrutor de cursos de formação extensionista na empresa na área de comunicação extensionista. - Coordenador regional de pecuária, exercendo gerência técnica/administrativa ás equipes de técnicos municipais na região de Santo Antônio da Platina - PR de 1984 a 1988 - Coordenador regional de pecuária de pecuária exercendo gerências técnicas de equipes de técnicas municipais na região de União da Vitória, de 1988 até dezembro de 1994 - Executor Municipal de programas de produção animal, administração rural dos municípios de: Toledo, Londrina, São João do Ivaí, Campo do tenente, Lapa, período de 1978 a 1988. - Atuou como assessor de comunicação interpessoal junto às equipes locais e regionais - Atuou como instrutor em treinamentos para agricultores e técnicos em áreas especificas de produção animal em nível de Estado. - Áreas técnicas de produção animal com atuação mais expressiva em bovinocultura de leite, ovinocultura, avicultura, tração animal, agroindústria (processamento artesanal de carne suína e processamento artesanal de pele de ovelha). - Responsável Estadual pelo processo de formação de conselheiros desenvolvimento rural junto aos programas PRONAF e Paraná 12 meses municipais de 2- Secretário Municipal de Assuntos Especiais do Município de União da Vitória –Pr - Funções Exercidas na Secretaria: Coordenador Geral do Orçamento Participativo - responsável pela implantação e coordenação do programa do Orçamento Participativo, como também pelo processo de comunicação interpessoal. Período: 01/01 de 1997 a 31/12 /2000 (Convenio EMATER-PR/ Prefeitura Municipal de União da Vitória Pr. 3- Orientação de trabalhos acadêmicos em Agricultura familiar Orientador de oito trabalhos desenvolvidos pelos alunos do Curso de Especialização em Desenvolvimento Rural Sustentável e Agricultura familiar da UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste em Guarapuava Paraná , em associação com a Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério de Desenvolvimento Agrário – MDA e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura – IICA. Abril 2004 Professor das disciplinas de Extensão Rural, Desenvolvimento Rural, Sociologia Rural nos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária na UNICNTRO– Universidade Estadual do Centro Oeste em Guarapuava Paraná Período : Março de 2003 até a presente data. VIII. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ABRAMOVAY, Ricardo. Agricultura familiar: Conceitos. Disponível http://gipaf.cnptia.embrapa.br/temas/conceitos/index.html. Acesso em 13/07/2004 em 33 BIODIVERSITY SUPPORT PROGRAM, CONSERVATION INTERNATIONAL, THE NATURE CONSERVANCY, WILDLIFE CONSERVATION SOCIETY, WORLD RESORURCES INSTITUTE, AND WORLD WILDLIFE FUND 1995. A regional analysis of geographic priorities for biodiversity conservation in Latin America and the Caribbean. Biodiversity Support Program, Washington, D.C., USA. 140 pp BRANDENBURG, A. Agricultura familiar: ONGs e desenvolvimento sustentável. Curitiba: Ed. da UFPR, 1999. 326p. CARVALHO, H.M. Da Aventura à Esperança: a experiência autogestionária no uso comum da terra. Curitiba: 1984. (mimeo.) CEPAGRO. Produto Agroecológico. Para quem não quer só comida. Caxias do Sul: Cepagro, 2003. CHAMBERS, R. Rural appraisal: rapid, relaxed and participatory. London: Institute of Development Studies, 1992 (Discussion Paper 311). DINERSTEIN E.; OLSON J.M.; GRAHAM D.J.; WEBSTER A.L.; PRIMM S.A.; BOOKBINDER M.P.; LEDEC G. 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