RESOLUÇÃO Nº 006/2006-CEPE/UNICENTRO
OS INCISOS II E III, DO ART. 4°, O ART. 5º E
O ANEXO I, DESTA RESOLUÇÃO, ESTÃO
ALTERADOS
PELA
RESOLUÇÃO
Nº
037/2008-CEPE/UNICENTRO.
Aprova o projeto de extensão Processos
Produtivos Agroecológicos para a Agricultura
Familiar em Sistema de Redes de Propriedades
de Referência e convalida as atividades já
realizadas.
O VICE-REITOR, NO EXERCÍCIO DO CARGO DE REITOR DA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE, UNICENTRO:
Faço saber que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, CEPE, aprovou, por
meio do Parecer n° 716-CEPE, de 19 de dezembro de 2005, contido no Protocolo nº 999, de 1º de
março de 2005, e eu sanciono, nos termos do art. 14, inciso XI, do Regimento da UNICENTRO, a
seguinte Resolução:
Art. 1º Fica aprovado o projeto de extensão Processos Produtivos Agroecológicos
para a Agricultura Familiar em Sistema de Redes de Propriedades de Referência, bem como
ficam convalidadas as atividades já realizadas.
§ 1º O projeto de extensão a que se refere o caput desta artigo realiza-se no período
de 17 de julho de 2005 a 17 de julho de 2006, conforme o anexo I desta Resolução.
§ 2º Esse projeto de extensão é composto por seis subprojetos, conforme o anexo II,
desta Resolução.
Art. 2º O projeto de extensão aprovado no artigo anterior é proposto pela
Universidade Estadual do Centro-Oeste, UNICENTRO, contando com a parceria do Instituto
Agroflorestal Bernardo Hakwoort, IAF.
Art. 3º Esse projeto de extensão é coordenado pelo Prof. Jorge Luiz Fávaro, do
Departamento de Agronomia, DEAGRO, Campus Universitário de Guarapuava, UNICENTRO.
Art. 4º São membros da equipe técnica do projeto de extensão de que trata o art. 1º:
I – Professores da UNICENTRO com horas destinadas ao projeto:
a) Prof. Cristiano André Pott, do DEAGRO;
b) Profª Elisabete Domingues Salvador, do DEAGRO;
c) Prof. Jorge Luiz Fávaro, do DEAGRO;
d) Prof. Juliano Tadeu Vilela de Resende, do DEAGRO;
e) Prof. Marcelo Marques Lopes Muller, do DEAGRO;
f) Prof. Marcos Ventura Faria, do DEAGRO;
g) Profª Hélcya Mime Ishiy, do Departamento de Medicina Veterinária, DEVET,
Campus Universitário de Guarapuava, UNICENTRO;
h) Profª Margarete Kimie Falbo, do DEVET;
II – Professores da UNICENTRO voluntários no projeto:
a) Profª Cacilda Márcia Duarte Rios Faria, do Departamento de Ciências
Biológicas, DEBIO, Campus Universitário de Guarapuava, UNICENTRO;
b) Prof. Nicolau Mallmann, do DEAGRO.
1
III – Profissionais do Instituto Agroflorestal Bernardo Hakwoor, IAF, (Instituição
parceira), com envolvimento no projeto:
a) Oraldo Andrade Gusso, Técnico Agropecuário do Instituto Agroflorestal
Bernardo Hakwoort, IAF;
b) Juçara Elza Hennerich, Engenheira Agrônoma do IAF.
Art. 5º O projeto de extensão de que trata o art. 1º contou com apoio:
I – da Prefeitura Municipal de Turvo/PR;
II – da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, EMBRAPA; e
III – da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado, EMATER/PR.
Art. 6º Os objetivos desse projeto são:
I – objetivo geral: executar projetos de extensão rural em parceria com o Instituto
Agroflorestal Bernardo Hakwoort, IAF, disponibilizando e aperfeiçoando tecnologias apropriadas
para trezentas famílias de agricultores familiares no município de Turvo/PR, com o intuito de
melhorar a qualidade de vida da população rural, por meio de atividades técnicas e educativas nas
cadeias produtivas junto aos agricultores familiares, baseando-se nos princípios básicos da
agroecologia, com o emprego de tecnologias socialmente adaptadas e voltadas à conservação dos
recursos naturais locais;
II – objetivos específicos:
a) capacitar agricultores, agricultoras e jovens rurais para a gestão participativa e
sustentável da propriedade agrícola, por meio das atividades de produção, comercialização e
conservação ambiental;
b) fomentar a produção sustentável de morangos orgânicos, com alternativa de
geração de renda;
c) controle de endo e ectoparasitas em animais domésticos através de fitoterápicos;
d) difundir a produção de espécies nativas com potencial de uso como ornamentais
em áreas de florestas;
e) resgatar e difundir germoplasma vegetal crioulo de milho, feijão e hortaliças;
f) implementar o manejo agroecológico do solo e o uso de biofertilizantes; e
g) difundir metodologias de controle alternativo de doenças em plantas medicinais e
espécies agrícolas.
Art. 7º Revogam–se as disposições em contrário.
Art. 8º Esta Resolução entra em vigor na presente data.
Gabinete do Reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste, UNICENTRO, em 22
de fevereiro de 2006.
Prof. Aldo Nelson Bona,
Reitor em Exercício.
2
ANEXO I DA RESOLUÇÃO Nº 006/2006-CEPE/UNICENTRO
PROJETO DE EXTENSÃO PROCESSOS PRODUTIVOS AGROECOLÓGICOS PARA A
AGRICULTURA FAMILIAR EM SISTEMA DE REDES DE PROPRIEDADES DE REFERÊNCIA.
CRONOGRAMA
FASES DO PROJETO
2005/2006
A S O N D J F M A M J/J
J
Reunião com os professores envolvidos nos sub- projetos X
para definição de atividades e elaboração dos cronogramas
de atividades de cada sub- projeto
Planejamento: discussão das atividades propostas pelo
X X
subprojeto com a entidade parceira (IAF) e com os
beneficiários; seleção de propriedades/produtores a serem
assistidos juntamente com IAF; estabelecer calendário de
atividades práticas;
Lançamento do projeto envolvendo agricultores/
autoridades políticas técnicos e representantes de
entidades envolvidas
Implantação dos projetos: visita as propriedades
selecionadas
Execução: realização das análises laboratoriais;
elaboração das recomendações técnicas; discussão dos
resultados analíticos com os produtores; discussão das
recomendações técnicas com os produtores; discussão dos
resultados parciais do trabalho com outros grupos, não
assistidos especificamente; realização do dia de campo
com treinamento dos produtores assistidos; aplicação de
questionário sobre satisfação dos produtores assistidos
pelo projeto; discussão dos resultados amplos do projeto
com a entidade parceira e com os produtores assistidos,
durante a fase final de execução; discussão sobre ações
futuras de continuidade à assistência técnica.
Reunião com professores envolvidos para avaliação do
projeto
Elaboração de artigos sobre os resultados alcançados e
apresentação em congressos e seminários.
Prestação de contas junto ao CNPq e encerramento e
avaliação final do projeto.
X
X X X
X X X X X X X X
X
X X X X
X
Gabinete do Reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste, UNICENTRO, em 22
de fevereiro de 2006.
Prof. Aldo Nelson Bona,
Reitor em Exercício.
3
ANEXO II DA RESOLUÇÃO Nº 006/2006-CEPE/UNICENTRO
PROJETO DE EXTENSÃO PROCESSOS PRODUTIVOS AGROECOLÓGICOS PARA A
AGRICULTURA FAMILIAR EM SISTEMA DE REDES DE PROPRIEDADES DE
REFERÊNCIA.
SUBPROJETOS COMPONENTES
SUBPROJETO 1
Título: BIOFERTILIZANTES E MANEJO AGROECOLÓGICO DO SOLO EM
PROPRIEDADES SOB AGRICULTURA FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE TURVO/PR.
1.1. OBJETIVOS:
1.1.1. Objetivo Geral:
Este subprojeto, vinculado ao projeto “Redes de Propriedades de Referência, Turvo-Paraná”,
tem por objetivo geral estudar as técnicas utilizadas pelos pequenos produtores rurais de Turvo, que
trabalhem em regime de agricultura familiar e se encontrem em fase de transição para a agricultura
agroecológica, com relação à adubação e ao manejo do solo. Conhecendo as práticas em uso e os
resultados esperados pelos agricultores em função de cada prática, almeja-se adaptá-las, com
embasamento técnico, às diferentes situações locais a fim de que surtam melhores resultados
agrícolas (produtividade), ecológicos (menor impacto e maior sustentabilidade) e financeiros
(menor custo e maior viabilidade), melhorando o nível de vida das famílias e o aproveitamento dos
recursos naturais.
1.1.2. Objetivos Específicos:
Detectar necessidades e recomendar o uso de fertilizantes e corretivos nas propriedades
assistidas;
Estudar os “fertilizantes ecológicos” ou “adubos orgânicos” em uso pelos agricultores;
Realizar um levantamento de informações sobre necessidades nutricionais das diferentes
culturas exploradas pelos produtores;
Promover a rotação de culturas;
Difundir tecnologias na área de solos e agroecologia.





1.2.
JUSTIFICATIVA:
De acordo com dados do IPARDES (2003), a mesorregião Centro-Sul Paranaense, que
abrange Turvo e Municípios adjacentes, é a que detém, no Estado, os menores valores referentes a
três dos quatro componentes do IDH-M (índice de desenvolvimento humano municipal), além das
menores medianas de freqüência escolar e de renda. Dos 20 municípios com pior IDH-M no Estado,
cinco são desta mesorregião.
Considerando-se que aproximadamente 73% da população do Município de Turvo habitam
o meio rural, e que a maioria das propriedades é de pequena escala e funciona sobregime de
agricultura familiar - 86,2% dos estabelecimentos agrícolas (FÁVARO et al., 2004) é no meio rural
que se agravam todos os problemas que, indiretamente, determinam os baixos índices de IDH-M
4
para a região.
São 1435 estabelecimentos rurais oficialmente registrados. Cerca de 1230 estabelecimentos
encontram-se em regime de agricultura familiar, com área média de 24,4 hectares. Dentre estes,
1039 dedicam-se ao cultivo do milho, 879 dedicam-se ao cultivo do feijão e 1086 exploram a
extração vegetal. Entre os agricultores familiares, apenas 13.9% dispõem de assistência técnica,
14% fazem parte de algum tipo de associação ou cooperativa agrícola, 54,3% não dispõem de
energia elétrica e 42% utilizam apenas a força manual (INCRA/FAO, 2000). Segundo FÁVARO et
al. (20041), a agricultura familiar é a principal geradora de postos de trabalho rural no município de
Turvo.
A situação descrita acima revela as duras condições de vida da população local.
Coincidentemente, a cobertura pedológica na microrregião de abrangência do município, enquanto
recurso natural gerador de riquezas e condições de vida, não é das mais favoráveis. De acordo com
o Levantamento de Reconhecimento dos Solos do Estado do Paraná (EMBRAPA, 1984), a
mesorregião Centro-sul do estado é dominada pela ocorrência dos Latossolos Brunos, com
transições para Cambissolos, Terras Brunas Estruturadas e Solos Litólicos. Embora ricos em
matéria orgânica, em função de baixas temperaturas e umidade abundante, tais solos,
principalmente os Latossolos, são dessaturados (caráter distrófico), ácidos, ricos em acidez trocável
(Al3+ - caráter álico), ricos em oxi-hidróxidos de Fe e Al e, majoritariamente, pobres em P, sendo
imprescindível o uso de corretivos e fertilizantes para se obter bons índices de produtividade. Além
disso, muitos destes solos apresentam limitações de uso em função de declividade acentuada e
profundidade limitante (solos rasos), sendo, portanto, suscetíveis à erosão e requerentes de técnicas
avançadas de manejo e conservação.
Este panorama justifica que ações diversas devam ser tomadas por diferentes setores da
sociedade, a fim de remediar os problemas enfrentados pela população local. Tais ações devem
passar, inevitavelmente, pelo setor rural e pela assistência técnica às famílias produtoras. Há que se
melhorar o uso e a conservação do solo, a eficiência no uso de corretivos e fertilizantes, o uso de
espécies de adubação verde e, em consonância com a vocação natural dos produtores, melhorar o
conhecimento sobre as técnicas de agricultura “natural”, que além de proteger o solo e o ambiente,
protege também a qualidade de vida dos agricultores.
A agricultura natural, de forma genérica, tem como princípio básico a liberação completa
das potencialidades do solo, de suas forças naturais. Tecnicamente, essa agricultura é definida como
um sistema de exploração agrícola que se baseia no emprego de tecnologias alternativas, as quais
buscam tirar o máximo proveito da natureza, das ações do solo. A utilização de compostos,
coberturas mortas, adubos verdes e outros recursos naturais, como microorganismos do solo,
controle biológico de pragas, doenças e plantas daninhas, fazem parte das recomendações da
agricultura natural (ALMEIDA, 1998).
Atualmente, tem crescido o interesse dos agricultores familiares do município pela
“agricultura orgânica” ou “agroecológica”. Etimologia à parte, percebe-se que uma agricultura mais
natural e menos dependente do atual paradigma de agricultura tecnológica de larga escala, que
demanda uso intensivo de genética aprimorada, fertilizantes sintéticos concentrados e agroquímicos
de última geração, é hoje almejada por muitos agricultores, até mesmo aqueles sob regime patronal.
Assim, o estudo e a recomendação de práticas de agricultura natural e, principalmente, dos
chamados biofertilizantes, é hoje um assunto de grande importância para os agricultores familiares.
Em Turvo, biofertilizantes como o “Super Magro” e o “Adubo da Independência” têm sido
muito propagados entre os agricultores, sem que, no entanto, se conheçam em detalhe suas
composições e as necessidades de fertilização dos solos. Mesmo sendo o Super Magro um
biofertilizante mais antigo e conhecido, sua formulação não é a mesma em todos os lugares. A
5
elaboração vai desde uma receita simples, com alguns sais de micronutrientes (sulfatos) misturados
a esterco, água e açúcar, até receitas mais complexas, adicionando-se à lista já mencionada
componentes como sais de macronutrientes, leite fresco, sangue, farinha de conchas e outros
(CHABOUSSOU, 1995). Cabe estudar estas diferentes formas de composição dos biofertilizantes e,
de posse dos resultados analíticos dos solos das propriedades assistidas, elaborar receitas de preparo
que sejam as mais adequadas possíveis às realidades locais.
Independentemente de qual esfera de trabalho partam as ações necessárias, cabe a todos
integrar forças em prol da melhoria das condições de vida na região em destaque. Sendo as ações
elaboradas com a ciência da realidade local, a partir de conhecimentos técnicos necessários e em
sintonia com a vocação agrícola da região, sob regime de agricultura familiar e nos moldes de
agricultura natural, espera-se assistir os produtores rurais e melhorar as condições de vida de uma
parcela importante da população.
1.3. METAS E ATIVIDADES:

Atender dez grupos de produtores como referência;

Realizar análises químicas e de granulometria do solo nas propriedades assistidas;

Verificar a necessidade e, se necessário, recomendar o uso de corretivos de acidez e de
fertilizantes pelos produtores;

Melhorar o manejo de adubação para as principais espécies cultivadas pelas famílias assistidas;

Realizar estudos com os biofertilizantes usados pelos produtores, a fim de verificar sua
composição, os teores dos nutrientes presentes, as receitas de fabricação dos biofertilizantes, a
sua efetividade e os custos envolvidos;

Recomendar diferentes formas de compor os fertilizantes ecológicos, com base nas necessidades
do solo nas propriedades e nas necessidades das espécies cultivadas;

Introduzir espécies de adubos verdes, de verão e de inverno, principalmente as leguminosas, a
fim de adicionar nitrogênio ao solo via fixação biológica natural;
Incentivar a rotação de culturas nas propriedades assistidas.
Realizar dia de campo com palestras sobre fertilidade e adubação do solo, rotação de culturas e
biofertilizantes.

1.4. METODOLOGIA:
Para a realização das análises químicas e de granulometria de solo, serão utilizados os
métodos descritos no Manual de Métodos de Análise de Solo (EMBRAPA, 1997). Com base nos
resultados analíticos, o uso de corretivos de acidez e fertilizantes será recomendado de acordo com
as normas técnicas oficiais para o estado do Paraná (EMATER-PR, 1998; IAPAR, 1997).
Para auxiliar na elaboração de novas receitas de biofertilizantes, será utilizada como fonte de
informação a publicação: - PENTEADO, S.R. Adubação orgânica. Preparo fácil de
biofertilizantes e compostos orgânicos. São Paulo: Gráfica Impress, 2002. 93p.
1.5. AVALIAÇÃO
Os resultados das ações propostas serão avaliados através de:

número de agricultores e propriedades rurais assistidas pelo subprojeto;

número de amostras de solo processadas pelo Laboratório de Análises de Solo do
6
Departamento de Agronomia da UNICENTRO, oriundas das propriedades assistidas;

número de propriedades em que corretivos e fertilizantes foram utilizados em função das
recomendações feitas pelo subprojeto;

número de propriedades que passarem a utilizar práticas conservacionistas mais adequadas e
rotação de culturas;

levantamento de mudança de desempenho da produtividade agrícola nas propriedades
assistidas;

número de agricultores presentes no dia de campo para treinamento em fertilidade e
adubação do solo, rotação de culturas e biofertilizantes;
questionário de avaliação de satisfação dos produtores assistidos em relação às atividades do
subprojeto.
1.6.ORÇAMENTO
A - MATERIAL PERMANENTE
Descrição
Dispersor de solo 220 V
ESPECTROFOTÔMETRO faixa espectral
1100nm
FOTÔMETRO DE CHAMAS digital
bureta digital
Dispensador graduado de precisão
SUB-TOTAL – A
Descrição
325
a
Unid.
Quant.
R$/Unidade
R$ TOTAL
unid.
unid.
1
1
3.100,00
7.500,00
3.100,00
7.500,00
unid.
unid.
unid.
1
1
1
9.500,00
1.400,00
700,00
9.500,00
1.400,00
700,00
22.200,00
B - MATERIAL DE CONSUMO
Unid. Quant.
...vidraria...
Termômetro escala externa –10 a 150 ºC
unid.
Termômetro escala externa –10 a 60 ºC
unid.
Densímetro para sedimentação solo 0,995-1,050
unid.
Pisseta plástica 500 ml
unid.
Pisseta plástica 1000 ml
unid.
Barra magnética
unid.
Almofariz porcelana 1735 ml
unid.
Capsula alumínio 245 ml
unid.
Frasco kitazato 1000 ml
unid.
Balão volumetrico 50ml
unid.
Balão volumetrico 100ml
unid.
Balão volumetrico 500ml
unid.
Balão volumetrico 1000ml
unid.
Balão volumetrico 2000ml
unid.
Frasco erlenmeyer 125 ml
unid.
Funil acrilico 75 mm diâmetro
unid.
Funil acrilico 100100 mm diâmetro
unid.
Pipeta volumetrica de 1 ml
unid.
Pipeta volumetrica de 2 ml
unid.
2
2
2
10
10
6
1
20
1
10
10
5
3
2
30
2
2
2
2
R$/Unidade
R$ TOTAL
20,00
18,00
95,00
5,50
7,00
4,00
180,00
6,00
55,00
20,00
16,00
20,00
30,00
40,00
7,60
17,00
16,00
7,80
10,15
40,00
36,00
190,00
55,00
70,00
24,00
180,00
120,00
55,00
200,00
160,00
100,00
90,00
80,00
228,00
34,00
32,00
15,60
20,30
7
Pipeta volumetrica de 5 ml
Pipeta volumetrica de 10 ml
Pipeta volumetrica de 20 ml
Pipeta volumetrica de 25 ml
Pipeta volumetrica de 50 ml
Pipeta volumetrica de 100 ml
Pipeta graduada de 1 ml
Pipeta graduada de 2 ml
Pipeta graduada de 5 ml
Pipeta graduada de 10 ml
Pipeta graduada de 20 ml
Bastão agitador de vidro
Becker 50 ml
Becker 100 ml
Becker 250 ml
Becker 500 ml
Becker 1000 ml
Proveta graduada de 10 ml
Proveta graduada de 100 ml
Proveta graduada de 500 ml
Proveta graduada de 1000 ml
Papel filtro (resma)
Dessecador de vidro grande
Disco para dessecador
Acetato de cálcio PA 250g
Acido cloridrico 37% PA 1000ml
Acido fosforico 85% PA 1000ml
Acido Sulfurico 98% PA 1000ml
Alcool etilico 95% PA 1000ml
Alcool metílico PA 1000ml
Cloreto Amonio PA 500g
Cloreto cálcio 2H2O PA 500g
Cloreto de potássio PA 500g
Hidroxido sodio 1 N 1000ml
Hexameafosfato de sódio (1000 g)
Fenoftaleina em pó PA 25g
Fosfato de potássio diácido 250g
Dicromato de potássio PA 500g
Cromato potássio PA 100g
Molibdato de amonio 4H2O PA 100g
Solução tampão pH 4.0 500ml
Solução tampão pH 7.0 500ml
sulfato de magnésio 7H2O PA 500g
Sulfato ferroso heptaidratado 250 g
Trietanolamina PA 500ml
EDTA 100g
SUB-TOTAL – B
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
...reagentes...
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
10
5
5
10
10
10
2
2
2
22
2
1
1
11,30
15,50
18,00
20,00
26,10
31,00
4,90
4,90
6,70
7,15
8,90
1,10
5,40
5,30
5,40
5,90
9,30
8,90
8,90
8,90
35,00
30,00
700,00
70,00
22,60
31,00
36,00
40,00
52,20
62,00
9,80
9,80
13,40
14,30
17,80
11,00
27,00
26,50
27,00
29,50
46,50
17,80
17,80
17,80
770,00
60,00
700,00
70,00
1
1
2
4
2
1
1
1
10
30
10
1
1
1
1
3
1
1
1
4
3
3
15,60
8,70
20,30
12,20
10,00
10,70
95,00
15,50
10,00
8,40
20,00
9,90
27,70
40,00
31,40
47,60
5,85
5,85
5,40
50,60
25,00
20,00
15,60
8,70
40,60
48,80
20,00
10,70
95,00
15,50
100,00
252,00
200,00
9,90
27,70
40,00
31,40
142,80
5,85
5,85
5,40
202,40
75,00
60,00
5.322,90
8
ORÇAMENTO TOTAL
SUB-TOTAL – A
SUB-TOTAL – B
TOTAL GERAL
22.200,00
5.322,90
27.522,90
1.6 - JUSTIFICATIVA DAS DESPESAS:
As despesas descritas no orçamento particularizado do subprojeto referem-se, basicamente,
à estruturação do Laboratório de Análises de Solo do Departamento de Agronomia da
UNICENTRO, que atenderá as propriedades assistidas com as análises necessárias, uma vez que o
conhecimento sobre as características dos solos é a base de qualquer projeto que tenha por objetivo
melhorar a produtividade agrícola sem esquecer-se da conservação do ambiente.
Cabe ressaltar que o referido laboratório já possui estrutura física necessária, além de alguns
poucos equipamentos laboratoriais. Após a estruturação, este laboratório continuará à disposição da
sociedade regional, uma vez que o Departamento de Agronomia (DEAGRO) está formalizando seu
“Núcleo de desenvolvimento da Agricultura Familiar”, composto por professores e profissionais de
várias áreas do conhecimento, coordenados pelo DEAGRO em ações múltiplas de assistência ao
desenvolvimento da agricultura familiar.
Em adição a isto, o laboratório estará à disposição da entidade parceira, INSTITUTO
AGROFLORESTAL BERNARDO HAKWOORT (IAF), e outras entidades que trabalham com os
agricultores familiares na região, como EMATER, RURECO (Fund. para o Desenvolvimento
Econômico-Rural da Região Centro-Oeste do Paraná) e Associações de Produtores e Cooperativas,
nas atividades de assistência técnica, elaboração de projetos agrícolas e planos de financiamento
agrícola, estaduais e federais (PRONAF), que exigem ou demandam análises de solo. Como a
microrregião não dispõe de acesso fácil a Laboratórios de Análises Agronômicas, não existindo
laboratórios estatais ou de órgãos públicos, este laboratório poderá atender a todos com um custo
bem menor que o atual.
Despesas com transporte/deslocamentos para as visitas às propriedades (coletas de amostras
de solo, coletas dos biofertilizantes fabricados, repasse das recomendações técnicas, etc) e à
entidade parceira IAF, para discussões sobre estratégias de ação, planejamento do dia de campo e
assuntos correlatos ao trabalho, serão totalizadas pelo projeto como um todo.
1.7. CRONOGRAMA DE TRABALHO
O subprojeto será desenvolvido entre os meses de julho de 2005 a julho de 2006, conforme o
cronograma disposto abaixo.
2005/2006
J A S O N D J F
Planejamento: discussão das atividades propostas pelo X X
subprojeto com a entidade parceira (IAF) e com os
beneficiários; seleção de propriedades/produtores a serem
assistidos juntamente com IAF; estabelecer calendário de
atividades práticas;
Implantação: visita as propriedades selecionadas; coletas
X X
de amostras de solo e de biofertilizantes;
Execução: realização das análises laboratoriais; elaboração
X X X X
das recomendações técnicas; discussão dos resultados
analíticos
com
os
produtores;
discussão
das
recomendações técnicas com os produtores; discussão dos
FASES DO PROJETO
M A M J/J
X X X X
9
resultados parciais do trabalho com outros grupos, não
assistidos especificamente; realização do dia de campo
com treinamento dos produtores assistidos; aplicação de
questionário sobre satisfação dos produtores assistidos
pelo projeto; discussão dos resultados amplos do projeto
com a entidade parceira e com os produtores assistidos,
durante a fase final de execução; discussão sobre ações
futuras de continuidade à assistência técnica.
1.8. EQUIPE/PARTICIPANTES
Prof. Dr. Marcelo Marques Lopes Müller (Solos/UNICENTRO)
Prof. M.Sc. Cristiano André Pott (Solos/UNICENTRO)
1.9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHABOUSSOU, F. A teoria da trofobiose. Novos caminhos para uma agricultura sadia. 2.ed.
Porto Alegre: Fundação Gaia, 1995. 28p.
EMATER PARANA. Análises de Solo. Tabelas para transformação de resultados analíticos e
interpretação de resultados. 5.ed. Curitiba: EMATER-PR, 1998. 64P. (Informação Técnica, 31)
EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA – EMBRAPA. Centro Nacional de
Pesquisa de Solos. Manual de métodos de análise de solo. 2.ed. Rio de Janeiro: Embrapa
Produção de Informação, 1997. 212p.
EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA – EMBRAPA. Levantamento de
reconhecimento dos solos do Estado do Paraná. Tomos I e II. Londrina: IAPAR/SUDESUL,
1984 (EMBRAPA/SNLCS – Boletim técnico no 57).
INSTITUTO PARANAENSE DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL –
IPARDES. Índice de desenvolvimento Humano Municipal – IDHM – 2000. Anotações sobre o
desempenho do Paraná. Curitiba: IPARDES, 2003. 47p.
INCRA/FAO. Novo retrato da agricultura familiar: o Brasil redescoberto. Brasília: 2000.
Disponível em www.mda.gov.br/incra/sade. Acessado em 09/2004.
PAVAN, M.A.; OLIVEIRA, E.L. de Manejo da Acidez do Solo. Londrina: IAPAR, 1997. 86p.
(Circular Técnica, 95).
10
SUBPROJETO 2
Título: DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL DE MORANGOS EM
PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS E INCLUSÃO SOCIAL DO AGRICULTOR
FAMILIAR DE TURVO/PR
2.1. INTRODUÇÃO
A quantidade de estabelecimentos familiares no estado do Paraná (86,9%) é superior a
média do Brasil (85,2%). Já a agricultura patronal apresenta no Brasil um percentual de 11,4%, no
Paraná 12% e da região de Guarapuava em torno de 5,8%, configurando com uma das menores do
Brasil (INCRA/FAO, com base no Censo Agropecuário 1995/96).
A área média dos estabelecimentos familiares (21,7 ha) é muito inferior a dos patronais
(307,9 ha), com grande variação entre municípios, estando intimamente relacionado ao processo
histórico de ocupação da terra. O município que possui a menor área média familiar é Campina do
Simão, com 14,1 ha, e o que possui a maior área é Reserva do Iguaçu, com 34,5 há (INCRA/FAO,
com base no Censo Agropecuário 1995/96).
A agricultura familiar é a principal geradora de postos de trabalho no meio rural na região de
Guarapuava. Mesmo dispondo de apenas 41,0% da área, observar-se que, dos 76.616 postos criados
pela agricultura, 66.603 estão na agricultura familiar, sendo responsável por 86,9% dos empregos.
A agricultura familiar se caracteriza pela produção de uma grande diversidade de espécies e
variedades vegetais. O manejo desta diversidade na pequena propriedade rural é fundamental para a
sobrevivência das famílias. Entretanto, a manutenção e a conservação das espécies vegetais
cultivadas têm sido ameaçadas pela modernização da agricultura (Gliessman, 2000).
Normalmente, a horticultura é a base da exploração agrícola sustentável dessas pequenas
propriedades que empregam basicamente mão-de-obra familiar. Essa característica particular
implica em significativos benefícios do ponto de vista social, uma vez que contribui para diminuir o
desemprego, proporciona a geração de receitas com a possibilidade de se atingirem novos nichos de
mercado e, conseqüentemente, promove a fixação do homem no setor, desestimulando o êxodo
rural e evitando a exclusão social, uma das mais preocupantes conseqüências da economia
globalizada de nosso tempo.
Considerando que a agricultura familiar deve ocupar espaços no mercado com produtos
diferenciados daqueles cultivados pela agricultura empresarial, neste projeto elegeu-se o
desenvolvimento da cultura do morangueiro como alternativa para os pequenos agricultores da
Região Centro-Sul do Paraná, sendo a base de um empreendimento que busca no associativismo a
sua estruturação.
2.2. OBJETIVOS
2.2.1. Objetivo Geral
O Projeto tem como objetivo desenvolver e difundir a cultura do morango orgânico no
município de Turvo, como forma de buscar o desenvolvimento social e econômico sustentável,
fomentar a inovação tecnológica em torno da cadeia produtiva do morango, incluindo a capacitação
técnica, a integração e acesso do pequeno agricultor aos meios de produção, ao crédito e ao
comércio de mercadorias.
2.2.2. Objetivos específicos
A implantação do projeto tem como foco:
11
•
Contribuir para a o aumento da renda familiar;
•
Promover ações de desenvolvimento e incentivo à fixação do trabalhador rural no campo,
evitando o fluxo de saída;
•
Maximizar a exploração das potencialidades agrícolas da região, como clima e localização
geográfica, vocação agrícola dos pequenos produtores da região abrangida pelo projeto;
•
Promover ações de educação, desenvolvimento pessoal e interação social dos trabalhadores
rurais e suas famílias;
•
Desenvolver e difundir a implementação tecnológica, a produção e a comercialização de
morango;
•
Aproximar a Universidade e seus diferentes cursos em atividades extensionistas como parte da
formação dos acadêmicos integrada ao papel do profissional atuante;
•
Fornecer um modelo de desenvolvimento sustentável para o sistema produtivo de morango,
ecologicamente viável, atendendo às exigências da agricultura familiar;
•
Prestar assistências técnica e administrativa ao pequeno agricultor;
•
Produzir alimentos seguros e de qualidade.
•
Colaborar com o Programa Fome Zero.
2.3. JUSTIFICATIVAS
Dadas às condições sócio-econômicas da Região Centro-Sul do Paraná (quadro de
estagnação econômica nos setores da industria e comércio), o PIB per capta em 1999 foi de R$
4.335,00, distante da média estadual, que foi de R$ 6.644,00. Quanto ao IDH-M, a região
apresentou uma média de 0,573, também muito abaixo da média do Estado, que foi de 0,760 no ano
de 1999 (Fonte: IPEA-Ipardes-2000). A região é a segunda com maior proporção de chefes de
domicílio (63,78%) com mais baixo rendimento mensal – de até dois salários mínimos. Devido a
pouca sustentabilidade da produção agrícola desenvolvida pelos pequenos produtores, ao
desemprego rural e à falta de perspectiva na geração de renda nesse setor, associados à
modernização intrínseca da base produtiva agropecuária, a população rural desses municípios
gradativamente insere-se num processo de esvaziamento, reforçando os fenômenos de fluxos de
saída dos habitantes das comunidades rurais.
O cultivo de morango em sistema orgânico é uma alternativa viável para as pequenas
propriedades rurais que dispõem de resíduos orgânicos, mão-de-obra familiar e área propícia para o
estabelecimento da horticultura. No contexto em que está sendo apresentado o problema, o presente
projeto vislumbra trazer novas perspectivas para atender aos anseios das comunidades rurais ligadas
às atividades primárias, especificas.
A região abriga a Universidade Estadual do Centro-Oeste que, embora jovem, está se
desenvolvendo a passos largos e que vem buscando o fortalecimento do elo entre a pesquisa e a
extensão nas diversas áreas do conhecimento, procurando oferecer, juntamente com outros órgãos
competentes, avanços tecnológicos nas cadeias produtivas.
Solucionado o problema da falta de tecnologia, espera-se que a produção de morango, na
região de turvo, tenha um incremento significativo e, assim, seja possível suprir o mercado local,
bem como atingir outros mercados, tendo sempre como foco principal a capacitação e o
associativismo dos pequenos agricultores, a sustentabilidade da produção, o desenvolvimento das
comunidades rurais, a garantia da cidadania e a melhoria da qualidade de vida das famílias rurais.
12
2.4. METODOLOGIA E AÇÕES ESTRATÉGICAS
A princípio, serão implantados módulos de desenvolvimento do cultivo do morango em
propriedades de agricultura familiar do município de Turvo, atendidas pelo IAF (Instituto de
Agroflorestas). Durante o período produtivo serão realizados dias de campo com o objetivo de
apresentar o desempenho produtivo do morango, bem como informativos para implantação da
cultura em outras propriedades. Serão realizadas palestras sobre a cadeia produtiva do morango
dentro de um sistema de manejo agroecológico, com intuito de tornar a cultura do morango um
seguimento atrativo para um modelo de agricultura familiar sustentável para região.
Serão contempladas como referência cinco propriedades rurais da região, designadas pelo
IAF, para sediarem os módulos, os quais serão caracterizados pela forma de trabalho familiar, onde
serão implantados sistemas de cultivo protegido do tipo túnel baixo, como tecnologia alternativa
para a produção do morango orgânico. Cada módulo será composto por uma área de produção
suficiente para a condução de cerca de 300 mudas de morango, sob condições de manejo orgânico,
o que possibilitará a absorção da mão-de-obra da família na propriedade e a geração de uma receita
relativamente alta.
As matrizes necessárias para implantação do viveiro serão adquiridas inicialmente junto a
empresas especializadas no fornecimento de mudas para cultivo orgânico. O referido viveiro será
implantado no setor de olericultura da UNICENTRO sob estufa plástica, com intuito de produzir a
partir das matrizes, mudas com boa sanidade para repassa-las aos produtores. Para atender a
demanda serão necessárias cerca de 128 matrizes. É relevante ressaltar que as mudas serão
produzidas através de um sistema ecologicamente viável, buscando uma melhor qualidade dentro
do sistema produtivo.
É intenção do projeto que as ações implementadas não sejam de caráter assistencialista
permanente, uma vez que, após a capacitação e implementação do mesmo aos produtores, estes
serão capazes, de a partir de suas próprias lideranças, gerir suas próprias ações de forma
competente.
2.5. ORÇAMENTO DAS FONTES E APLICAÇÕES DE RECURSOS
Discriminação Materiais
Qtde.
Valor Unit.
Matrizes de morango
Túneis em cobertura plástica 30m2 + irrigação gotejamento
Total
* Contrapartida da instituição parceira (IAF)
128 ud
4 ud
1,328
533,75
Total
170,00
2.135,00
2305,00*
2.6. CRONOGRAMA DE AÇÕES
Este projeto será executado juntamente aos pequenos produtores da região de Turvo, com
auxilio dos Departamentos de Agronomia e IAF, dentro de um prazo inicial de 12 meses, podendo
este ser expandido, conforme a abrangência do projeto:
Atividades
Obtenção das matrizes e multiplicação
Implantação da cultura nas propriedades
Acessória técnica
Relatório final
Difusão de tecnologias
2005/2006
J
X
A
X
S
X
O
X
N
X
D
J
X
X
F
M A
M
J/J
X X
X X
X
X
X
X X
X
X
X
X
X
X
13
2.7. RESULTADOS ESPERADOS
Espera-se que o projeto seja referência para expansão da cultura do morango orgânico nas
demais propriedades que compõe a região e também como alternativa na pluriatividade agrícola,
visando a manutenção e o desenvolvimento da agricultura ecológica, sustentável e familiar.
Estima-se que implementação do projeto aumentará de forma substancial a receita dos
produtores, além da fixação dos membros da família no campo. Novos empregos aliados à melhoria
na qualidade de vida seriam outro fator relevante a considerar como resultados esperados.
2.8. EQUIPE ENVOLVIDA
Dr.Juliano Tadeu Vilela de Resende – Professor, DEAGRO/UNICENTRO
Dr.Marcos Ventura Faria – Professor, DEAGRO/UNICENTRO
Ms.Jorge Luís Favaro DEAGRO/UNICENTRO
2.9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BETTIOL, W. (Coord.) Controle Biológico de Doenças de Plantas. Jaguariúna (SP) : EMBRAPA
- CNPDA, 1991.
BURG, I.C.; MAYER, P.H.; Alternativas ecológicas para produção prevenção e controle de
pragas e doenças. 16. ed., Francisco Beltrão: Grafit, 2002. 135p.
GLIESSMAN, Stephen R. (2000). Agroecologia: processos ecológicos em agricultura
sustentável. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS. p. 47
ABREGTS , E.E.; HOWARD, C.M. Effect of poultry manure on strawberry fruiting response, soil
nutrient changes, and leaching. Journal of the Américan Society for Horticultural Science, St.
Joseph, v.106, n. 3, p. 295-298, May 1981.
CASTELLANE, P.D. Nutrição e adubação do morangueiro. In: SIMPÓSIO SOBRE
NUTRIÇÃO E ADUBAÇÃO DE HORTALIÇAS, 1990, Jaboticabal [Anais...] Piracicaba:
POTAFOS, 1993. p. 261-279.
FILGEUEIRA, F.A.R. Novo Manual de Olericultura: Agrotecnia moderna na produção e
comercialização de hortaliças. Viçosa: UFV, 2000.
FURTINI NETO, A.E. Fertilidade do solo. Lavras: UFLA/FAEPE, 2001. 252p.
MALAVOLTA, E. ABC da adubação. 5a. edição. São Paulo: Agronômica Ceres Ltda, 1989.
PASCHOAL, A. D. Produção orgânica de alimentos: agricultura sustentável para os séculos
XX e XXI. Piracicaba: Adilson D. Paschoal, 1994. 191 p.
RAIJ, B. van; CANTARELLA, H.; QUAGGIO, J.A.; FURLANI, A.M.C. Recomendação de
adubação e calagem para o estado de São Paulo. Campinas: IAC, 1996. 286p. (IAC. Boletim
Técnico, 00).
RESENDE, L.A.; MASCARENHAS, M.H.T.; PAIVA, B.M. Panorama da produção e
comercialização do morango. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 20, n. 198, p. 5-19, 1999.
14
SUBPROJETO 3
Título: FITOTERAPIA NO CONTROLE DE ENDO E ECTOPARASITAS EM ANIMAIS
DOMÉSTICOS
3.1. OBJETIVOS
Este projeto tem como objetivo o controle de endo e ectoparasitas através do
levantamento das plantas medicinais utilizadas em animais domésticos de propriedades de
agricultores familiares.
3.2. JUSTIFICATIVA
O uso de plantas medicinais pela população mundial tem sido muito significativo nos
últimos tempos. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 80% da
população mundial fez o uso de algum tipo de erva na busca de alívio de alguma sintomatologia
dolorosa ou desagradável. Desse total, pelo menos 30% deu-se por indicação médica. As plantas
medicinais, que têm avaliadas a sua eficiência terapêutica e a toxicologia ou segurança do uso,
dentre outros aspectos, estão cientificamente aprovadas a serem utilizadas pela população nas suas
necessidades básicas de saúde, em função da facilidade de acesso, do baixo custo e da
compatibilidade cultural com as tradições populares. Atualmente vêm-se difundindo cada vez mais
trabalhos de difusão e resgate do conhecimento de plantas, principalmente nas áreas mais carentes.
Há um aumento consciência do potencial de produtos naturais, os quais podem levar ao
desenvolvimento de novas drogas antiparasitárias (TAGBOTO e TOWNSON, 2001).
Na criação de animais de produção uma das causas de maior perda econômica é o
parasitismo. Dentro dos ectoparasitas, os carrapatos podem levar à grandes prejuízos devido à perda
de peso, baixa conversão alimentar, perdas na qualidade no couro, toxicoses, lesões da pele, anemia,
transmissão de agentes patógenos que provocam grandes enfermidades (CORDOVES, 1997). De
acordo com levantamento feito pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde
Animal (SINDAN), em 1986 o país gastou 13,8 milhões de dólares na compra de carrapaticidas
representando 15% do total gasto com defensivos (HORN, 1988). O método mais usado para o
controle do carrapato é a aplicação de produtos químicos durante a fase parasitária, porém o
controle de ectoparasitas exclusivamente por produtos químicos torna-se cada vez mais difícil
devido à sua capacidade de desenvolver resistência aos carrapaticidas (MERLINI et al, 1998).
As helmintoses gastrintestinais e pulmonares levam à grandes perdas econômicas,
principalmente pela alta morbidade, mortalidade e gastos excessivos com manejo (LIMA e
GUIMARÃES, 1983). Através de um esquema estratégico de controle pode ser possível estabelecer
o número ideal de dosificações em uma determinada propriedade e ao mesmo tempo obter um
controle mais eficiente da verminose através da utilização de plantas medicinais em determinadas
épocas do ano, desfavoráveis aos estágios pré-infectantes dos nematódeos gastrintestinais nas
pastagens.
Muitas espécies vegetais são consideradas possuidoras de propriedades medicinais
segundo a crença popular, entre estas algumas são utilizadas como anti-helmínticas, a exemplo do
gênero Andira (angelim) (CUNHA E SILVA et al, 2003). Franceschini (2004), cita as plantas
Allium sativum (alho) e Mentha spicata (hortelã) possuidoras de ação antiparasitária. Outras plantas
citadas como antiparasitárias são a folha de bananeira, erva de Santa Maria (Chenopodium
ambrosiodes) (LANS et al, 2000), semente de abóbora (Curcubita maxima) (GUARRERA, 1999).
O manjericão (Ocimum graticimum) mostrou atividade ovicida contra Haemonchus contortus em
pequenos ruminantes, segundo Pessoa et al (2002).
15
Para controle de ectoparasitas em cães podem ser utilizadas seiva do tronco da
bananeira (Musa spp), fumo (Nicotiana tabacum), sapoti (Manilkara zapota), erva baleeira (Cordia
curassavica), entre outras (LANS et al, 2000). Segundo Guarrera (1999), a arruda (Ruta
graviolens), artemísia (Artemisia absinthium) e a cebola (Allium cepa) possuem ação repelente.
Ainda existe uma escassez de informações na literatura sobre o uso de plantas
medicinais na Medicina Veterinária. Por isso, o interesse acadêmico a respeito do conhecimento
que as comunidades detêm sobre plantas medicinais e seus usos, tem crescido. A constatação de que
a base empírica desenvolvida por elas ao longo do tempo pode, em muitos casos, ter uma
comprovação científica que habilitaria a extensão destes usos à sociedade.
3.3. METAS E ATIVIDADES
O projeto será realizado em 30 (trinta) grupos, sendo cada grupo composto de 10
famílias, totalizando 300 (trezentas) famílias.
3.4. METODOLOGIA
•
Reunião com os grupos de produtores para discussão e apresentação da metodologia a ser
aplicada.
•
Levantamento do uso das plantas através da aplicação do questionário
•
Acompanhamento através da realização de exame de fezes e sangue
•
Retorno dos resultados aos produtores
Inicialmente será realizado um questionário junto às famílias da comunidade, para
colheita de dados sobre as principais plantas usadas em animais.
Após tabulação destes dados, serão selecionadas algumas plantas com ação
antiparasitária (endo e ectoparasitas), por ordem decrescente de citação nas entrevistas. A indicação
terapêutica e posológica obedecerão o sistema utilizado pelas pessoas da comunidade. A ação das
plantas contra endoparasitas será avaliada através de exame de fezes (OPG) e hemograma,
correlacionando infestação parasitária e grau de anemia. Adicionalmente, serão realizadas dosagens
séricas de enzimas hepáticas (alaninaaminotransferase, aspartatoaminotransferase e
gamaglutamiltransferase), e níveis séricos de uréia e creatinina, para avaliação das funções hepática
e renal respectivamente. Estas análises laboratoriais serão realizadas para avaliar possíveis efeitos
tóxicos hepáticos e renais das plantas estudadas.
A colheita de amostras de fezes e sangue, assim como a sua periodicidade será
realizada conforme o uso tradicional das plantas nesta comunidade.
3.5. RESULTADOS ESPERADOS
Através dos resultados obtidos espera-se estabelecer um esquema estratégico de utilização
terapêutica para cada planta estudada e assim obter um controle eficaz das parasitoses nos animais
domésticos.
3.6. EQUIPE TÉCNICA
Helcya Mime Ishiy – Profa. Dra. Depto Medicina Veterinária / UNICENTRO
Jorge Fávaro – Prof. MSc. Depto Agronomia / UNICENTRO
Margarete Kimie Falbo – Profa. MSc. Depto Medicina Veterinária / UNICENTRO
16
3.7. ORÇAMENTO
Descrição
Investimento
(material
permanente)
Custeio
Quantidade
Valor
Valor total
unitário
5.000,00
5.000,00
microscópios ópticos binocular
01
Sistema bioquímico semi automático
TOTAL
01
8.500,00
13.500,00
8.500,00
13.500,00
Câmaras de Neubauer
04
228,60
914,40
Câmaras de Mac Master
pipetas automática de 20 a 200
microlitros
Estantes para tubos de 5mL (hemograma)
tubos para hemograma (vacutainer /
tampa roxa)
tubos para análise bioquímica
(vacutainer)
caixas de lâmina de vidro (25x75mm)
Reagentes para Hemograma e Bioquímica
Kits de coloração de Panótico
caixas de luvas de procedimento tamanho
P
caixas de luvas de procedimento tamanho
M
caixas de luvas de procedimento tamanho
G
luvas de palpação retal
15
01
6,00
380,00
90,00
380,00
06
100
17,80
0,55
106,80
55,00
100
0,60
60,00
10
02
03
06
9,50
1500,00
70,00
14,90
95,00
3000,00
210,00
89,40
03
14,90
44,70
03
14,90
44,70
600
6,50 (20
unid)
19,80
13,90
0,30
0,20
0,45
54,00
15,00
195,00
caixas de agulha hipodérmica 40x12
caixas de agulha hipodérmica 30x8
Seringas descartáveis de 5 ml
Pipetas plásticas Pasteur
Seringas descartáveis de 10 ml
Gaze tipo “queijo”
Isopores térmicos de 12 litros
TOTAL Custeio
10
03
200
50
100
05
04
TOTAL GERAL
198,00
41,70
60,00
10,00
45,00
270,00
60,00
5.969,70
19.469,70
3.8. CRONOGRAMA DE TRABALHO: Julho 2005/Julho 2006
Atividades a serem desenvolvidas
Reuniões com os produtores
Aplicação do questionário
Seleção das plantas mais utilizadas
Levantamento bibliográfico das plantas selecionadas
Colheita de material biológico (sangue e fezes) e
realização de exames
Administração das plantas
Tabulação dos dados
Avaliação dos resultados
Retorno dos resultados aos produtores
Redação para publicação
J A S O N D J F M A M J/J
X
X
X
X
X X X X X
X X X X
X
X
X
X
17
3.9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CUNHA E SILVA, S.L.; BORBA, H.R.; BONFIM, T.C.B.; CARVALHO, M.G.; CAVALCANTI,
H.L.; BARBOSA, C.G. Ação anti-helmíntica de extratos brutos de Andira anthelmia (Vell) Macbr e
Andira fraxinifolia Benth., em camundongos naturalmente infectados por Vampirolepis nana e
Aspiculuris tetraptera. Parasitologia Latinoamericana, v.58, n.1-2, p.23-29, 2003.
CORDOVES, C.O. Carrapato: controle ou erradicação. Guaíba: Agropecuária, 1997, 176p.
FRANCESCHINI, S.F. Plantas Terapêuticas. São Paulo: Andrei LTDA, 2004, 334p.
GARRERA, P.M. Traditional antihelminthic, antiparasitic and repelent uses of plants in
Central Italy. Journal Ethnopharmacology, n.68, p.183-192, 1999.
HORN, S.C. Programa Nacional de controle de parasitoses. In: Curso de Parasitologia Animal.
Bagé. Anais... Bagé, p.21-42, 1988.
LANS, C.; HARPER, T.; GEORGES, K.; BRIDGEWATER, E. Medicinal plants used for dogs in
Trinidad and Tobago.
LIMA, W.S.; GUIMARÃES, M.P.; LEITE, A.C.R. Efeito do desmame precoce e da dieta sobre o
comportamento das infecções helmínticas em bezerros. Arq. Bras. Med. Vet. Zoot., v.35, n.6,
p.837-843, 1983.
MERLINI, L.S.; YAMAMURA, M.H. Estudo in vitro da resistência de B.microplus à acaricidas na
pecuária leiteira do norte do estado do Paraná. Semina, v.19, n.1, p.38-44, 1998.
PESSOA, L.M.; MORAIS, S.M.; BEVILAQUA, C.M.; LUCIANO, J.H. Anthelminthic activity of
essential oil of Ocimum graticimum Linn. and eugenol against Haemonchus contortus. Veterinary
Parasitology, n.109, p.59-63, 2002.
TAGBOTO, S.; TOWNSON, S. Antiparasitc properties of medicinal plants and other naturally
occurring products. Adv. Parasitology, n.50, p.199-295, 2001.
18
SUBPROJETO 4
Título: PRODUÇÃO DE ESPÉCIES NATIVAS COM POTENCIAL DE USO COMO
ORNAMENTAIS SOB ÁREAS DE FLORESTA.
4.1. OBJETIVO
O subprojeto possui como objetivo principal à melhoria da qualidade de vida de pequenos
agricultores, pelo cultivo de espécies altamente rentáveis e que requerem pequenos investimentos.
Além disso, também possui objetivos inerentes ao projeto, como permitir a exploração sustentável
de florestas nativas, preservando o meio ambiente; o levantamento e estudo de espécies nativas com
potencial de aproveitamento como ornamentais; a preservação de espécies nativas pela propagação
em larga escala e aumento de sua população em condições naturais.
4.2. JUSTIFICATIVA
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (2004) a floricultura cria 120 mil
empregos diretos em todo o país, e inúmeros empregos indiretos. O setor gera, em média, 4,8
empregos diretos por hectare, que são preenchidos 94,4% com mão-de-obra permanente, sendo
18,7% composta de mão-de-obra familiar. A produção é desenvolvida principalmente em pequenas
propriedades, com média de 3,5 hectares. Do total de 5,2 mil hectares cultivados, 70,4% são
cultivos no campo a céu aberto.
Dentre os principais benefícios sócio-econômicos apresentados pelo setor, principalmente
nas regiões em que está inserido, pode-se verificar:
-
Alto índice de empregos gerados, absorvendo de 3 a 10 trabalhadores por hectare, empregando
mulheres e adolescentes.
-
Diminuição na taxa de desemprego, contribuindo para a permanência do homem no campo e a
diminuição do êxodo rural.
-
Qualificação da mão-de-obra empregada.
-
Uso de pequenas áreas, fortalecendo pequenos e médios produtores, com predomínio de mãode-obra familiar.
-
Possibilita o uso de áreas impróprias para agropecuária, inclusive áreas marginais.
-
Grande diversidade de produtos, se adaptando a qualquer tipo de terreno.
-
Produção durante o ano todo.
-
Setor altamente lucrativo, com alta produtividade por área, fornecendo produtos com alto valor
de mercado.
-
Rápido retorno do capital investido.
-
Grande comércio interno.
-
Aumento de renda regional e da renda per capita de regiões produtoras.
-
Geração de receitas fiscais.
-
Geração de divisas através de exportações.
A floricultura permite uma grande rentabilidade por área, entre R$ 50 mil a R$ 100 mil por hectare,
com alto retorno do capital investido. Os produtos obtidos são de qualidade com preços compatíveis
ao poder aquisitivo do consumidor. O mercado interno movimenta R$ 1,2 bilhão ao ano, sendo que
o consumo interno absorve mais de 90% da produção.
19
4.3. METAS E ATIVIDADES
Levantamento das espécies nativas – pretende-se fazer coleta e identificação de espécies
nativas de interesse ornamental, como aráceas, pteridófitas, bromélias e orquídeas.
1. Propagação das espécies selecionadas – as espécies selecionadas serão propagadas através
de técnicas de produção massal, visando a obtenção de um grande número de plantas em um
curto espaço de tempo.
2. Produção comercial – implantação de uma produção comercial, na área de floresta, em
propriedades de pequenos agricultores.
4.4. METODOLOGIA
Espécies nativas com potencial de uso como flores de corte, plantas e flores envasadas ou
espécies para jardins, serão coletadas e identificadas. Na região já se constatou a presença de
diversas espécies de interesse florístico, como antúrios, filodendro, samambaias, avencas, asplênios,
samambaiaçus, bromélias, orquídeas, algumas liliáceas e diversos arbustos.
Participará do projeto um grupo de produtores de dez famílias, que servirão como difusores
de tecnologia para os demais produtores interessados. O projeto constará de duas fases, uma a
campo para identificação e produção das espécies ornamentais, e uma fase em laboratório, para
propagação das plantas necessárias ao início do cultivo. É importante ressaltar a importância da
produção em grande quantidade, no laboratório, das espécies selecionadas, para o início do
desenvolvimento do projeto. A idéia não é simplesmente se coletar o que já existe na mata e,
somente a multiplicação vegetativa sem o auxílio da biotecnologia, faria com que os produtores
gastassem um período muito grande de tempo para obterem material suficiente para iniciarem sua
produção.
Inicialmente as plantas serão selecionadas e coletadas. Exsicatas serão montadas e enviadas
para identificação ao Instituto de Botânica e Jardim Botânico da Secretaria de Estado do Meio
Ambiente.
Das espécies estudadas serão selecionadas de dois a quatro gêneros diferentes (podendo
cada um conter uma ou mais espécies) para cada propriedade rural. Também serão coletados
exemplares vivos que servirão como matrizes para propagação vegetativa. As espécies serão
propagadas via cultura de tecidos, produzindo-se matrizes em bom estado fitossanitário e em
quantidade suficiente para o início da produção comercial.
Ao mesmo tempo, na propriedade rural a área estará sendo preparada para o início do
cultivo. Quando houver um número suficiente de mudas o plantio será iniciado. Para algumas
espécies pode haver a necessidade de uma aclimatação das mudas, que serão feitas em pequenas
estufas cobertas por plástico.
Vasos com as mudas serão colocados sob a floresta, nas mesmas condições de luminosidade,
temperatura e umidade do ar que se encontram na natureza, mas com algumas diferenças de
manejo. Dependendo da espécie poderão se indicados diferentes manejos, como o uso de substratos
ricos em matéria orgânica com pH adequado, uso de adubos químicos ou orgânicos para melhoria
da qualidade das plantas ou para aumentar florescimento, irrigações em determinadas épocas do
ano, etc.
Durante todo o período haverá um monitoramento das condições climáticas do local.
Cerca de 10% das plantas produzidas servirão para o repovoamento das florestas da região.
Além de aumentar o número de plantas dentro das florestas, pretende-se manter um banco de
matrizes em condições naturais.
20
4.5.ORÇAMENTO
4.5.1. Financiamento CNPq
N0 Descrição
Material Permanente
01 Medidor de Bancada Digital pH / MV / Temperatura 0
a 14.00 pH de 0 A 100øc 110 Volts - Mod.PHS-3B:
(Lg-001)
02 Balanca Precisao Eletronica 2200 Gramas - Modelo
MARK 2200: (BE 001)
03 Condutivímetro de Bancada
Subtotal
Material de uso a campo:
01 Vaso tipo cuia
02 Vaso pote 20
04 Casca de pínus, vermiculita, casca de arroz carbonizada
07 Sacos plástico para mudas
08
Jogo de peneiras (7 peneiras com fundo e tampo)
09
Materiais diversos de uso a campo (tesouras de poda,
regadores, enxada, pás manuais, escarificadores, anéis
de PVC, papel absorvente, etc)
Materiais de papelaria (elásticos, sacolas plásticas,
sacos de papel, etiquetas, etc)
11 Aquisição de mudas de espécies ornamentais
12 Serviço de terceiros – Classificação botânica das
espécies selecionadas – Instituto de Botânica do Estado
de São Paulo
Subtotal
Quantidade
(unid)
Valor
unitário (R$)
Valor Total
(R$)
1
820,00
820,00
1
2.265,15
2.265,15
1
684,00
684,00
3.769,15
5.000
2.000
15
20.000,00
0,50
1,50
15,00
0,02
2.500,00
3.000,00
225,00
400,00
1
670,00
670,00
350,00
350,00
200,00
200,00
500,00
20,00
500,00
600,00
10
Total
30
8.475,00
12.214,15
21
Cronograma de trabalho:
Ano
2005
Mês
Julho
Atividade desenvolvida
Reunião com grupo de produtores para motivação e definição de prioridades.
Levantamento de espécies nativas com potencial de uso ornamental.
Monitoramento das condições ambientais locais.
Agosto
Levantamento de espécies nativas com potencial de uso ornamental.
Identificação de espécies coletadas.
Aquisição de materiais, permanentes e de consumo, necessários para a implantação
do projeto.
Desenvolvimento de protocolo para micropropagação in vitro.
Monitoramento das condições ambientais locais.
Setembro / Identificação de espécies coletadas.
Outubro
Preparo das áreas para a implantação do projeto.
Desenvolvimento de protocolo para micropropagação in vitro.
Início da propagação vegetativa de espécies selecionadas, nas propriedades rurais.
Reunião com grupo de produtores para repasse de tecnologia.
Monitoramento das condições ambientais locais.
Novembro/ Montagem das áreas de produção nas propriedades rurais.
Dezembro Propagação in vitro das espécies selecionadas.
Propagação vegetativa à campo das espécies selecionadas.
Reunião com grupo de produtores para repasse de tecnologia e capacitação técinca.
Monitoramento das condições ambientais locais.
Janeiro2006 Início da produção comercial.
a Junho
Condução do projeto de produção comercial de plantas sob condições de florestas.
2006
Propagação in vitro das espécies selecionadas.
Reunião com grupo de produtores para repasse de tecnologia e capacitação técinca.
Acompanhamento do projeto e assistência técnica aos produtores.
Monitoramento das condições ambientais locais
Junho/Julho Condução do projeto de produção comercial de plantas sob condições de florestas.
2006
Acompanhamento do projeto e assistência técnica aos produtores.
Monitoramento das condições ambientais locais.
Reunião com grupo de produtores para análise dos resultados obtidos e avaliação de
perspectivas futuras.
EQUIPE ENVOLVIDA:
Dra. Elisabete Domingues Salvador – Professora de Floricultura e Silvicultura do DEAGRO/
UNICENTRO.
Dr. Marcos Ventura Faria – Professor de Melhoramento Genético do DEAGRO/ UNICENTRO
22
SUBPROJETO 5
Título: RESGATE E DIFUSÃO DE GERMOPLASMA VEGETAL CRIOULO:
DIVERSIDADE DE TIPOS LOCAIS DE MILHO, FEIJÃO E OLERÍCOLAS
COMPATÍVEIS COM AS NECESSIDADES E CONDIÇÕES DA AGRICULTURA
FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE TURVO/PR.
5.1. OBJETIVOS
Resgatar as variedades crioulas de milho, feijão e hortaliças em detenção dos agricultores
locais e promover o intercâmbio dos conhecimentos tradicionais acumulados entre os agricultores;
Propiciar aos agricultores a oportunidade de conhecer ou rever materiais (variedades
crioulas ou melhoradas), possibilitando sua difusão;
Repassar informações sobre as condições atuais de conservação das variedades crioulas das
espécies cultivadas e propor medidas efetivas para conservação, a curto, médio e longo prazos;
Propor mecanismos para ampliação do uso dessas variedades no sistema agroecológico, quer
diretamente pelo agricultor, quer por meio do melhoramento genético;
Orientar sobre a recuperação e/ou manutenção das características genéticas das variedades.
Implantar um banco de germoplasma de variedades crioulas de milho, feijão e hortaliças na
UNICENTRO, que vise à catalogação, conservação, multiplicação e difusão dos acessos adquiridos
aos agricultores.
5.2. JUSTIFICATIVA
A adesão dos agricultores aos sistemas de produção agrícola definidos como modernos deuse de forma heterogênea nas diferentes regiões do País e dentro das diferentes categorias sociais
(Delgado, 1985). Esse processo de modernização tem mostrado sinais de insustentabilidade
econômica, ambiental e principalmente social, manifestada pela exclusão de agricultores e
comunidades que não conseguiram ou não puderam se adaptar.
A mecanização, o uso de sementes híbridas de elevado potencial produtivo, adubos
formulados e outros insumos modernos foram praticados de forma diferenciada. Como
conseqüência, percebeu-se a gradativa e acentuada fragmentação e perda do conhecimento
acumulado ao longo do tempo nas unidades familiares de produção agrícola. Em contrapartida,
ainda assim, muitas propriedades mantiveram, em parte ou no todo, o sistema de produção original,
em que o uso de sementes crioulas ou próprias é um dos seus principais componentes. Esses
agricultores vêm realizando de forma empírica e sistemática o trabalho de melhoramento e seleção
de cultivares e são fonte referencial em termos de tecnologia e conhecimento desse material
genético, sendo elementos-chave no fornecimento de sementes para multiplicação e difusão.
Entre os motivos que justificam a manutenção dos sistemas locais de produção agrícola está
a preservação dos conhecimentos tradicionais associados, com forte ação cultural e educativa e de
comprometimento com a promoção social. Nesse contexto, o emprego de variedades crioulas
proporciona maior autonomia das famílias, em relação ao sistema de produção, gera independência
de mercado e fortalece a relação entre o trabalho e a gestão das propriedades. Ainda, como
vantagens, proporciona ao agricultor a manutenção das características específicas das variedades de
seu interesse, dando maior ênfase na preservação ambiental, na manutenção da biodiversidade·e na
durabilidade dos recursos naturais, garantindo a segurança alimentar dos produtos.
A produção e a utilização de sementes de variedades voltadas à agricultura agroecológica é
23
uma atividade que precisa ser fomentada, uma vez que grande parte das sementes atualmente
disponíveis são híbridos ou variedades obtidas por métodos de melhoramento que promoveram a
redução da variabilidade genética, tornando-as inadequadas para este sistema de produção.
O uso de variedades crioulas, ou mesmo aquelas melhoradas por métodos que não reduzem
a variabilidade genética, muitas vezes, de forma equivocada, é julgado ultrapassado. Ao se referir às
unidades familiares que praticam a produção agrícola de forma ecológica e sustentável, faz-se
referência a grupos e categorias sociais heterogêneas e com necessidades distintas. A partir desta
concepção, é possível presumir que os sistemas de cultivo, as formas de organização e as
tecnologias de produção podem ser diversas dentro dos diversos grupos e categorias sociais.
Somente esta diversidade pode explicar por que muitos agricultores vêm mantendo, ao longo do
tempo, sementes crioulas nas propriedades.
Merece destaque o sentido de autonomia e o controle do processo produtivo que as sementes
crioulas representam para os agricultores. Eles detêm a genética, realizam a experimentação, fazem
a observação e a seleção, repassam a experiência e os conhecimentos acumulados, de forma que
todo o processo está sob seu domínio.
As populações crioulas, também conhecidas como raças locais ou landraces, são materiais
importantes pelo elevado potencial de adaptação que apresentam para condições ambientais
específicas (Paterniani et al., 2000). Embora, de maneira geral, em condições convencionais de
cultivo as populações crioulas sejam menos produtivas que as cultivares comerciais, essas
populações são importantes por apresentarem variabilidade genética e podem, portanto, ser
exploradas na busca por maior tolerância e/ou resistência aos estresses bióticos e abióticos em
sistemas alternativos de produção. A agroecologia (inseparável das sementes crioulas) e os circuitos
de comercialização direta são algumas alternativas para a melhoria da qualidade de vida, no sentido
mais amplo, dos agricultores familiares do município do Turvo.
As sementes produzidas e utilizadas pela agricultora familiar, embora não sigam as normas e
regulamentos de certificação, são os componentes mais importantes deste sistema e são legais, e,
portanto, não devem ser confundidas com sementes comercializadas ilegalmente por pessoas
inescrupulosas, que, burlando normas estabelecidas, por alguma razão, vendem sementes de
variedades não permitidas (Dominguez et al., 2000). Segundo García (2004), até agosto de 2003, a
legislação em vigor no Brasil criminalizava o uso das sementes crioulas. Graças à pressão exercida
por grupos de pequenos agricultores, movimentos sociais e associações, em 5 de agosto de 2003 foi
aprovada a Lei no. 10.711 que reconhece a existência desse tipo de semente e deixa a porta aberta
para a sua possível comercialização.
5.3. METAS/ATIVIDADES
Realização de um diagnóstico das variedades crioulas de milho, feijão e hortaliças ainda
cultivadas pelos agricultores atendidos pelo IAF, no município do Turvo.
Elaboração de uma lista das variedades crioulas das espécies em questão, com
caracterização detalhada de cada material, com o intuito de potencializar sua utilização.
Aplicação de estratégia para a coleta e implantação de um banco de germoplasma.
Difusão dos materiais e tecnologias associadas, visando a disponibilização das sementes
para os grupos de produtores.
Incentivar a recuperação/manutenção das características genéticas de variedades locais e
tradicionais de milho, feijão e hortaliças.
Realização de reuniões e dias de campo com ênfase no intercâmbio de conhecimentos
acumulados, na troca de experiências entre agricultores e na difusão de tecnologias adaptadas às
24
variedades abrangidas.
Verificar o potencial produtivo dessas variedades em sistemas ecologicamente viáveis.
5.4. METODOLOGIA
A) Realização do diagnóstico das variedades crioulas ainda produzidas, com o objetivo de
potencializar sua utilização: o diagnóstico será feito com a participação dos grupos de produtores,
englobando as culturas do milho, feijão e as espécies olerícolas. Os agricultores serão contatados
por intermédio do IAF e convocados para reuniões em grupos, nas quais serão apresentadas as
diretrizes operacionais e as implicações práticas do subprojeto em questão. Será solicitado aos
produtores a disponibilização de sementes/propágulos das variedades que possuem. Cada acesso
recolhido será acompanhado de um questionário para identificação e descrição das variedades
crioulas das espécies em questão.
Para cada acesso coletado deverão ser incluídas, no mínimo, as seguintes informações:
- dados taxonômicos;
- nome popular da variedade;
- fenologia e insetos polinizadores;
- origem do material (aquisição das primeiras sementes da variedade);
- período acumulado (anos) que cultiva o material na propriedade;
- condição de propagação do acesso na propriedade;
- condição de conservação (pós-colheita) do acesso na propriedade;
- condições de germinação;
- adaptação a estresses bióticos (incidência de pragas e doenças);
- adaptação a estresses abióticos e condições de armazenamento;
- potencial produtivo;
- uso atual (principais utilizações) na propriedade;
- distribuição geográfica destas variedades locais na área de abrangência do projeto;
B) Difusão do diagnóstico preliminar e discussão das ações a serem implementadas, por
meio de reuniões nas quais serão apresentadas e discutidas:
-
relação final dos acessos locais/variedades crioulas previstas na proposta
-
as perspectivas de cultivo dos materiais que despertarem maior interesse.
-
formas de ampliar o aproveitamento de cada material e identificação dos eventuais
fatores que possam dificultar a sua utilização, observados os critérios de maiores
benefícios sociais, econômicos e ambientais
-
conclusões e recomendações, inclusive com indicação para futuros trabalhos de pesquisa
a serem desenvolvidos junto à UNICENTRO.
C) Realização de plantios em módulos demonstrativos em propriedades referência nas
comunidades, dos materiais que se mostrarem mais promissores e que despertarem mais
interesse dos grupos.
D) Difusão de metodologias e procedimentos para promover a recuperação das
características genéticas das variedades locais e tradicionais de milho, feijão e hortaliças que
sofreram alterações, em função de cruzamentos naturais e/ ou mistura mecânica de sementes,
25
ocorridos ao longo do tempo. Os grupos de produtores serão orientados com relação aos processos
que podem ser aplicados para a recuperação/manutenção dessas características ao longo das
sucessivas gerações de cultivo. Serão abordados procedimentos de seleção e de isolamento
reprodutivo, em função do sistema de reprodução da espécie em questão (autogamia ou alogamia);
demonstração de aspectos diferenciais relevantes relacionados a áreas de produção de sementes ou
de grãos.
E) Implantação de um banco de germoplasma das variedades crioulas, com ênfase no milho,
feijão e espécies olerícolas. Esse banco de germoplasma deverá ser instalado nas dependências do
Departamento de Agronomia da UNICENTRO, junto ao laboratório de sementes. Todos os acessos
coletados (sementes) serão identificados e caracterizados junto aos agricultores, com o maior
detalhamento possível e vão compor os acessos do banco de germoplasma que terá como funções
principais a catalogação, a manutenção, o armazenamento, a multiplicação e difusão desses
materiais para os agricultores/comunidades interessados.
F) Criação de um banco de sementes, com a finalidade de disponibilizar sementes aos
agricultores, na quantidade suficiente para a área de cultivo, conforme a disponibilidade e, por
ocasião da colheita, o agricultor retornará essa mesma quantia para servir a outro agricultor
interessado.
5.5. ORÇAMENTO
Discriminação
Câmara fria
Bandejas plásticas
Caixas plásticas tipo colheita
TOTAL
Unidade
01
15
20
Valor unitário (R$)
7.000,00
6,50
12,00
Valor total (R$)
7.000,00
97,50
240,00
7337,50
5.6. CRONOGRAMA DE TRABALHO: Julho 2005/Julho 2006
2005/2006
J A S O N D J F M A M J/J
Convocação dos grupos de produtores e discussão das diretrizes X
do projeto
Diagnóstico/coleta de sementes crioulas
X X X
Catalogação (identificação e descrição) dos acessos
X X X
Difusão do diagnóstico e implementação de ações preliminares
X X X X X X
Implementação do banco de germoplasma de sementes crioulas
X X X X X X
na UNICENTRO
Orientação de procedimentos para recuperação/manutenção das
X X X X
propriedades genéticas das variedades.
Implantação dos módulos demonstrativos em propriedades X X X X
referência
Criação do banco de sementes crioulas de milho, feijão e
X X
olerícolas
X X X
X
X X X
X
X X X
X
X
EQUIPE ENVOLVIDA
Marcos Ventura Faria (Doutor em Agronomia/Genética e Melhoramento de Plantas)–Coordenador.
Nicolau Mallmann (Mestre em Agronomia/Fitotecnia)
Juliano Tadeu Vilela de Resende (Doutor em Agronomia/Fitotecnia)
Cacilda Márcia Duarte Rios Faria (Doutora em Agronomia/Fitopatologia)
26
Sidnei Osmar Jadoski (Doutor em Agronomia)
REFERENCIAL BIBLIOGÁFICO
DELGADO, G. C. Capital financeiro e agricultura no Brasil: 1965 - 1985. São Paulo: Ícone.
Editora da Unicamp, 1985. 239 p.
DOMINGUEZ O, C.E.; PESKE, S.T.; VILLELA, F.A.; BAUDET L., L.B. Sistema informal de
sementes: causas, conseqüências e alternativas. Pelotas: Editora Universitária/UFPEL, 2000.
207p.
GARCÍA, M. C. Experiências brasileiras com sementes crioulas: relato de uma viagem
(bio)diversa. PESAGRO-RIO, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro.
2004. Disponível em http://biotech.indymedia.org/es/2004/08/3223.shtml.
PATERNIANI, E.; NASS, L.L.; SANTOS, M.X. O valor dos recursos genéticos de milho para o
Brasil: uma abordagem histórica da utilização do germoplasma. In: UDRY, C.W.; DUARTE, W.
(Org.) Uma história brasileira do milho: o valor dos recursos genéticos. Brasília: Paralelo 15,
2000. p.11-41.
27
SUBPROJETO 6
Título: DIFUSÃO DE MÉTODOS ALTERNATIVOS DE CONTROLE DE DOENÇAS EM
PLANTAS MEDICINAIS EM CULTIVOS ORGÂNICOS NO MUNICÍPIO DE TURVO-PR.
6.1. OBJETIVOS
Diagnosticar as principais doenças que ocorrem
cultivadas/exploradas nas propriedades de agricultura familiar;
nas
plantas
medicinais
Difundir o conhecimento sobre o manejo de técnicas alternativas de controle de doenças em
plantas;
Propor mecanismos para ampliação do uso dessas tecnologias de manejo no sistema
orgânico.
6.2. JUSTIFICATIVA
A preocupação da sociedade com o impacto da agricultura no ambiente e a contaminação da
cadeia alimentar com pesticidas, vem alterando o cenário agrícola, demandando novas tecnologias,
dentre as quais se insere a agricultura sustentável, que se baseia em quatro alicerces fundamentais:
sustentabilidade (habilidade para manter o sistema em existência por um longo período de tempo
quando submetido a estresse), estabilidade (obtenção consistente de rendimento a curto ou longo
prazo), produtividade (capacidade de produção por área) e equidade (distribuição relativa de riqueza
na sociedade) (Michereff & Barros, 2003). Essas pressões têm levado ao desenvolvimento de
sistemas de cultivo mais sustentáveis e, portanto, menos dependentes do uso de agrotóxicos. As
alterações nesses sistemas implicam na redução da dependência de produtos químicos e outros
insumos energéticos e no maior uso de processos biológicos nos sistemas agrícolas (Bettiol &
Ghini, 2003). Nesses sistemas o controle das pragas e doenças, é baseado no equilíbrio nutricional
(químico e fisiológico) da planta, buscando-se uma maior resistência da planta pelo seu equilíbrio
energético e metabólico e uma maior atividade biodinâmica no solo.
O uso intensivo de agrotóxicos na agricultura tem, reconhecidamente, promovido diversos
problemas de ordem ambiental, como a contaminação dos alimentos, do solo, da água e dos
animais; a intoxicação de agricultores; a resistência de patógenos, de pragas e de plantas invasoras a
certos agrotóxicos; o desequilíbrio biológico, alterando a ciclagem de nutrientes e da matéria
orgânica; a eliminação de organismos benéficos e a redução da biodiversidade (Bettiol & Ghini,
2003).
O uso contínuo e exclusivo de agrotóxicos tem resultado na ocorrência de pragas ou
patógenos resistentes a determinados produtos, que nem sempre são diagnosticadas (Ghini &
Kimati, 2000). Assim, esses agrotóxicos continuam a ser aplicados, mesmo tendo sua eficiência
comprometida pela ocorrência de resistência no organismo-alvo.
Em contraste com a agricultura convencional, os sistemas alternativos buscam obter
vantagens das interações de ocorrência natural. Os sistemas alternativos dão ênfase ao manejo das
relações biológicas, como aquelas entre praga e predadores, e em processos naturais, como a
fixação biológica do Nitrogênio ao invés do uso de métodos químicos. O objetivo é aumentar e
sustentar as interações biológicas nas quais a produção agrícola está baseada, ao invés de reduzir e
simplificar essas interações (National Research Council, 1989). O resgate de princípios e
mecanismos que operam nos sistemas da natureza pode auxiliar a obtenção de sistemas agrícolas
mais sustentáveis. Dentre esses mecanismos encontramos o plantio em consorciação (Liebman,
1989; Trenbath, 1993); o controle biológico e físico que já vêm sendo adotados em forma de vários
produtos naturais. (Abreu Junior, 1998; Costa & Campanhola, 1997); o uso de cultivares resistentes,
28
apesar de que os métodos de melhoramento aplicados para a obtenção de variedades resistentes
utilizadas nos sistemas convencionais nem sempre são os mais eficientes para os sistemas
alternativos (Costa & Campanhola, 1997); resgate de métodos de controle cultural (Bettiol & Ghini,
2003); equilíbrio nutricional das plantas, pois diversos trabalhos mostram os efeitos dos nutrientes
sobre doenças de plantas, e conseqüentemente a redução da necessidade de controle com uma
equilibrada nutrição de plantas (Engelhard, 1989); uso de matéria orgânica, tanto por meio de
incorporação ao solo ou no uso de biofertilizantes que pode ser usado em pulverizações foliares ou
aplicações diretas ao solo (Bettiol et al., 1998).
Entre estes aspectos, o desenvolvimento da proteção de plantas em sistemas alternativos de
cultivo com maior grau de sustentabilidade requer conhecimento sobre a estrutura e o
funcionamento dos agrossistemas. Por esta razão, em muitos pontos, há a necessidade de um maior
estudo, principalmente com relação ao conhecimento dos métodos já adotados, principalmente
aqueles relacionados com o pequeno produtor.
Quando as culturas relacionadas são as espécies medicinais que normalmente apresentam
alta resistência ao ataque de doenças e pragas precisam-se evitar qualquer motivo para o
desequilíbrio deste sistema, pois neste caso o ataque de doenças e pragas pode ocorrer em níveis
prejudiciais. Num ambiente equilibrado, com plantas bem nutridas, a possibilidade de ataque
diminui. O uso de produtos químicos (agrotóxicos) é condenado para o cultivo de espécies
medicinais, isto se justifica pela ausência de produtos registrados para estas espécies, conforme
exigência legal, e pelas alterações que tais produtos podem ocasionar nos princípios ativos. Tais
alterações vão desde a permanência de resíduos tóxicos sobre as plantas até a veiculação de metais
pesados como o cádmio e o chumbo. Se para os alimentos já se buscam alternativas para evitar o
uso de produtos tóxicos, para a produção de fitoterápicos a atenção deve ser redobrada.
Atualmente, de acordo com informações fornecidas pelos técnicos do IAF, há legítima
preocupação dos produtores de Turvo com relação à ocorrência de doenças nas plantas medicinais
cultivadas, para as quais ,atualmente, ainda não foram apresentadas alternativas de controle.
6.3. METAS/ATIVIDADES
Realizar diagnóstico das doenças presentes nas plantas medicinais na região de Turvo.
Catalogar as principais doenças, por espécie medicinal e por classe de patógeno, para melhor
seleção de métodos alternativos para o controle dessas doenças.
Averiguar a adaptação e da eficiência das técnicas alternativas de controle já praticadas
pelos grupos de agricultores da região e de outras regiões.
Incentivar o emprego das metodologias alternativas de controle de doenças no campo.
Difundir as tecnologias identificadas entre os produtores da região, através de dias de campo
e palestras, mostrando aos agricultores as melhores tecnologias selecionadas e a sua utilização
dentro do manejo alternativo de doenças de plantas.
6.4. METODOLOGIA
A) Reunião com os grupos de produtores da região, assistidos pelo IAF, para o
levantamento dos problemas relacionados à ocorrência de doenças nas plantas
medicinais e discussão das diretrizes do projeto;
B) Visita as propriedades de cultivo de plantas medicinais para verificação de sintomas
(diagnose), coleta de material no campo e elaboração de uma listagem, identificando o
material conforme:
-
Propriedade
29
-
Espécie de planta medicinal;
-
Sintomatologia no campo;
-
Verificação de fatores associados (manejo, condições ambientais, etc) à
ocorrência de doenças;
-
Classe do patógeno (fungo, bactéria, nematóide ou vírus)
-
Análise detalhada do patógeno, sendo crucial o isolamento e identificação no
laboratório.
C) Realização de análises laboratoriais dos materiais coletados no campo para a
identificação do patógeno causador da doença; classificação desses e seleção dos
métodos alternativos de controle adequados para cada classe.
D) Difusão, junto aos produtores, de possíveis técnicas alternativas já utilizadas por estes e
verificação da adaptação e viabilidade dessas, utilizando-se de testes realizados no
campo e com dados confirmados por trabalhos de pesquisa desenvolvidos junto à
UNICENTRO.
E) Difusão de novos métodos eficientes de controle de doenças e das metodologias
selecionadas para o controle destas na região através de palestras e demonstrações
práticas.
6.5. ORÇAMENTO
MATERIAL PERMANENTE
ÍTEM
Centrífuga para 4 tubos de 50 mL
Microscópio estereoscópico
Câmara de crescimento B.O.D.
TOTAL
QUANT.
01
01
01
PREÇO UNITÁRIO (R$)
3855,60
1773,00
3351,61
PREÇO TOTAL (R$)
3855,60
1773,00
3351,61
8980,21
MATERIAL DE CONSUMO
ÍTEM
QUANT.
VIDRARIAS
Tubos de ensaio (15x2,4 cm)
100
Placas de Petri (9cm de diâmetro)
100
Lâmina para microscopia (caixa
10
c/50)
Lamínula (caixa c/ 100)
10
Câmara de Neubauer
2
TOTAL VIDRARIAS
REAGENTES
Ágar bacteriológico (Kg)
3
Dextrose
1
Caseína ácida
1
TOTAL REAGENTES
OUTROS
Material de escritório
Material de limpeza
Material de laboratório
TOTAL OUTROS
TOTAL GERAL
PREÇO UNITÁRIO (R$)
PREÇO TOTAL (R$)
0.37
5.66
4.40
37.00
56.60
44.00
3.34
79.00
33.40
158.00
329.00
160.00
18.00
175.00
480.00
18.00
175.00
673.00
250.00
200.00
500.00
950.00
2060.50
30
6.6. CRONOGRAMA DE TRABALHO: Julho 2005/Julho 2006
Atividade
A
B
C
D
E
Divulgação dos resultados
J.
X
A.
X
X
S.
O.
N.
X
X
X
X
X
D.
J.
F.
X
X
X
X
X
X
X
X
M.
A.
M.
J/J.
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
6.7. EQUIPE ENVOLVIDA
Cacilda Márcia Duarte Rios Faria (Doutora em Agronomia/Fitopatologia).
Nicolau Mallmann (Mestre em Agronomia/Fitotecnia).
6.8. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABREU JUNIOR, H. Práticas alternativas de controle de pragas e doenças na agricultura.
Campinas: EMOPI, 1998. 111p.
BETTIOL, W.; GHINI, R. Proteção de plantas em sistemas agrícolas alternativos. In:
CAMPANHOLA, C.; BETTIOL, W. (Eds.) Métodos alternativos de controle fitossanitário.
Jaguariúna: Embrapa Meio Ambiente, 2003. 289p.
BETTIOL, W.; TRATCH, R.; GALVÃO, J.A.H. Controle de doenças de plantas com
biofertilizantes. Jaguariúna: Embrapa-CNPMA, 1998. 22p. (Embrapa-CNPMA. Circular Técnica,
2).
COSTA, M.B.B.; CAMPANHOLA, C. A agricultura alternativa no estado de São Paulo.
Jaguariúna: Embrapa-CNPMA, 1997. 63p. (Embrapa-CNPMA. Documento, 7).
ENGELHARD, A.W. Soilborne plant pathogens: management of diseases with macro- and
microelements. St. Paul: APS, 1989. 217p.
EHLERS, E. Agricultura sustentável: origens e perspectivas de um novo paradigma. 2ª ed. –
Guaíba: Agropecuária, 1999. 157p.
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Ambiente, 2000. 78p.
LIEBMAN, M. Sistemas de policulturas. In: ALTIERI, M.A. Agroecologia: as bases científicas da
agricultura alternativa. Rio de Janeiro: PTA/FASE, 1989. 240p.
MICHEREFF, S.J.; BARROS, R. Proteção de Plantas na Agricultura Sustentável. Recife:
UFRPE, 2003. 368p.
NATIONAL RESEARCH COUNCIL. Alternative agriculture. Washington, D.C.: National
Academy Press, 1989. 448p.
TRENBATH, B.R. Intercropping for the management of pests and diseases. Field Crops Research,
v.34, p.381-405, 1993.
VI. ORÇAMENTO DA PROPOSTA, COM A DISCRIMINAÇÃO DOS GASTOS DE
BOLSA, CUSTEIO E CAPITAL ESTE ÚLTIMO QUANDO PERTINENTE E
DEVIDAMENTE JUSTIFICADO
1- RESUMO ORÇAMENTÁRIO - Valor aprovado Recurso CNPq
1.1 Custeio - R$ 40.840,00
1.2 Capital – R$ 50.000,00
1.3 Bolsas Iniciação Científica :
31
Modalidade
Valor (R$)
Iniciação Científica
2.898,12
Iniciação Científica
2.898,12
Iniciação Científica
2.898,12
Total Geral CNPq – 90.840,00
2- RESUMO ORÇAMENTÁRIO - CONTRAPARTIDA
Instituição
UNICENTRO*
IAF e agricultores **
CNPq
TOTAL (R$)
Custeio total
*Honorário de trabalho dos professores envolvidos
(R$)
167.559,18 Anexo
71.360,00 ** Técnicos da
90.840,00
438.380,00
JUSTIFICATIVA PARA O VALOR SOLICITADO
Em virtude da existência do “Núcleo de desenvolvimento da Agricultura Familiar”, em
processo de formalização, coordenado pelo Departamento de Agronomia da UNICENTRO há o
anseio dos professores dos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária para a implantação e
desenvolvimento do referido projeto. No entanto, considerando que a UNICENTRO é uma
universidade bastante jovem e que os referidos cursos foram oficialmente incorporados há menos de
um ano, ocorre um déficit na infraestrutura, a qual precisa ser fortalecida para poder atender as
propostas deste projeto proposto, bem como a outros projetos que virão a ser desenvolvidos.
Neste contexto é que a disponibilização do valor total solicitado no projeto, detalhado em
cada subprojeto, se torna crucial para a aquisição de alguns equipamentos e para a estruturação
básica e o funcionamento de alguns Laboratórios dos Cursos de Agronomia e Medicina Veterinária
da UNICENTRO. Essa estrutura básica é imprescindível para a execução dos subprojetos que
demandam análises e diagnósticos laboratoriais, bem como, em alguns casos, etapas de processos
produtivos. Tais laboratórios, com as devidas estruturas, permanecerão à disposição de ações
conjuntas da UNICENTRO com o IAF e outras entidades de assistência ao desenvolvimento da
agricultura familiar na região (SEAB-PR, EMATER-PR, RURECO, associações e cooperativas),
dando, desta forma, o aporte inicial tão necessário para que sejam consolidadas as primeiras ações
do recém criado “Núcleo de desenvolvimento da Agricultura Familiar”.
Incluem-se, também, despesas com o pagamento de duas bolsas na modalidade DTI para
profissionais recém formados, já capacitados através de estágio promovido pelo convênio
MDA/IICA/SAF/UNICENTRO, desenvolvido junto a entidades ligadas á agricultura familiar. Os
referidos bolsistas estarão à disposição exclusiva do projeto no município de Turvo. Ainda, três
acadêmicos bolsistas farão parte da equipe, atuando diretamente no campo, com responsabilidades
definidas e sob orientação dos coordenadores dos subprojetos.
A contrapartida da Universidade é referente aos honorários profissionais dos professores
participantes no projeto, implementados na folha de pagamento.
VII. EXPERIÊNCIA DO COORDENADOR EM AGRICULTURA FAMILIAR E EM
PROCESSOS DE DESENVOLVIMENTO
1- Funcionário da EMATER _ Paraná no Período: 27/03 de 1978 até 02/02/2004
Principais atividades executadas na EMATER PR
32
-
Responsável pela organização do conteúdo pedagógico nas áreas de comunicação,
condicionantes de ação pedagógicas, metodologias de ação grupal, métodos demonstrativos e de
observação de ação extensionista.
-
Atuou como instrutor de cursos de formação extensionista na empresa na área de comunicação
extensionista.
-
Coordenador regional de pecuária, exercendo gerência técnica/administrativa ás equipes de
técnicos municipais na região de Santo Antônio da Platina - PR de 1984 a 1988
-
Coordenador regional de pecuária de pecuária exercendo gerências técnicas de equipes de
técnicas municipais na região de União da Vitória, de 1988 até dezembro de 1994
-
Executor Municipal de programas de produção animal, administração rural dos municípios de:
Toledo, Londrina, São João do Ivaí, Campo do tenente, Lapa, período de 1978 a 1988.
-
Atuou como assessor de comunicação interpessoal junto às equipes locais e regionais
-
Atuou como instrutor em treinamentos para agricultores e técnicos em áreas especificas de
produção animal em nível de Estado.
-
Áreas técnicas de produção animal com atuação mais expressiva em bovinocultura de leite,
ovinocultura, avicultura, tração animal, agroindústria (processamento artesanal de carne suína e
processamento artesanal de pele de ovelha).
-
Responsável Estadual pelo processo de formação de conselheiros
desenvolvimento rural junto aos programas PRONAF e Paraná 12 meses
municipais
de
2- Secretário Municipal de Assuntos Especiais do Município de União da Vitória –Pr
-
Funções Exercidas na Secretaria: Coordenador Geral do Orçamento Participativo - responsável
pela implantação e coordenação do programa do Orçamento Participativo, como também pelo
processo de comunicação interpessoal.
Período: 01/01 de 1997 a 31/12 /2000
(Convenio EMATER-PR/ Prefeitura Municipal de União da Vitória Pr.
3- Orientação de trabalhos acadêmicos em Agricultura familiar
Orientador de oito trabalhos desenvolvidos pelos alunos do Curso de Especialização em
Desenvolvimento Rural Sustentável e Agricultura familiar da UNICENTRO – Universidade
Estadual do Centro Oeste em Guarapuava Paraná , em associação com a Secretaria de Agricultura
Familiar do Ministério de Desenvolvimento Agrário – MDA e o Instituto Interamericano de
Cooperação para a Agricultura – IICA. Abril 2004
Professor das disciplinas de Extensão Rural, Desenvolvimento Rural, Sociologia Rural nos cursos
de Agronomia e Medicina Veterinária na UNICNTRO– Universidade Estadual do Centro Oeste em
Guarapuava Paraná
Período : Março de 2003 até a presente data.
VIII. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ABRAMOVAY,
Ricardo.
Agricultura
familiar:
Conceitos.
Disponível
http://gipaf.cnptia.embrapa.br/temas/conceitos/index.html. Acesso em 13/07/2004
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WILDLIFE
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Biodiversity Support Program, Washington, D.C., USA. 140 pp
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INSTITUTO PARANAENSE DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL –
IPARDES. Paraná: diagnóstico social e econômico. Curitiba: IPARDES, 2003a. 114p.
___________________. Tipologia dos municípios paranaenses segundo indicadores sócioeconômicos e demográficos. Curitiba: IPARDES, 2003b. 92p.
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Anotações sobre o desempenho do Paraná. Curitiba: IPARDES, 2003c. 41p.
MAHLAKO, C. De agricultor para agricultor o papel da participação rural na geração e na difusão
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PASSINI, J.J. Validação de tecnologia como ferramenta para a geração e adaptação de tecnologia
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SCHNEIDER, Sergio. A pluriatividade na agricultura familiar. Porto Alegre: Editora da
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SOUZA, R. M. de. Transformações econômicas e sociais e trajetória na agricultura familiar:
estudo de caso sobre a desconstrução da autonomia da agricultura familiar no Faxinal
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Dissertação (mestrado).
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TUXILL, J.; NABHAN, G.P. Plantas, comunidades y áreas protegidas – um guia para el
manejo in situ. Montevideo: Editorial Nordan-Comunidad, 2001. 227p.
YU, C.M. Sistema faxinal: uma forma de organização camponesa em desagregação no centro-sul
do Paraná. Boletim Técnico, n.22, Londrina: IAPAR, 1988.
IX. ANEXOS
Carta de anuência da Pro-Reitoria de extensão da Unicentro.
Endosso formal do IAF assegurando a disponibilidade de pessoal, instalações e
equipamentos para execução do projeto.
35
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RESOLUÇÃO Nº 006/2006-CEPE/UNICENTRO Aprova o projeto de