ipen
AUTARQUIA ASSOCIADA À UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
DESENVOLVIMENTO DE MÉTODO MULTIRRESÍDUO PARA
DETERMINAÇÃO DE PESTICIDAS BENZIMIDAZÓIS.
CARBAMATOS E TRIAZINAS EM MILHO POR
CROMATOGRAFIA LÍQUIDA ACOPLADA À
ESPECTROMETRIA DE MASSAS EM TANDEM E SUA
CERTIFICAÇÃO
TEREZA ATSUKO KUSSUMI
Dissertação apresentada como parte
dos requisitos para obtenção do Grau
de Mestre em Ciências na Área de
Tecnologia Nuclear - Materiais.
Orientador:
Dr. José Oscar Vega Bustillos
São Paulo
2007
ipen
INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES
A U T A R Q U I A A S S O C I A D A À U N I V E R S I D A D E DE S Ã O P A U L O
DESENVOLVIMENTO DE MÉTODO MULTIRRESÍDUO
PARA DETERMINAÇÃO DE PESTICIDAS
BENZIMIDAZÓIS, CARBAMATOS E TRIAZINAS EM
MILHO POR CROMATOGRAFIA LÍQUIDA ACOPLADA À
ESPECTROMETRIA DE MASSAS EM TANDEM E SUA
CERTIFICAÇÃO
/
/
TEREZA ATSUKO KUSSUMI
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Dissertação apresentada como parte
dos requisitos para obtenção do Grau
de Mestre em Ciências na Área de
Tecnologia Nuclear- Materiais.
Orientador:
Dr. José Oscar Vega Bustillos
S ã o Paulo
2007
AGRADECIMENTOS
A o Dr. J o s é O s c a r Bustillos, pela o r i e n t a ç ã o , incentivo, c o m p r e e n s ã o ,
a m i z a d e e d e d i c a ç ã o q u e f o r a m essenciais para a realização d e s t e trabalho.
À Diretora d o Instituto Adolfo Lutz, D r a . Marta S a l o m ã o ; a o Diretor d a
Divisão de B r o m a t o l o g i a e Q u í m i c a , Dr. Odair Z e n e b o n , e a o Diretor d o S e r v i ç o
d e Química A p l i c a d a , Paulo Tiglea, pela o p o r t u n i d a d e , apoio e confiança.
A o Hélio Martins Júnior, da A p p l i e d B i o s y s t e m s d o Brasil, pelo a p o i o ,
amizade, colaboração
na e x e c u ç ã o
d a parte e x p e r i m e n t a l e orientação
em
LC/MS/MS.
Ao
Instituto
de
Pesquisas
Energéticas
e Nucleares
(IPEN),
pelo
o f e r e c i m e n t o da infra-estrutura necessária para a realização d o trabalho.
À D r a . Maria A p a r e c i d a Faustino Pires, pela contribuição, a u t o r i z a ç ã o e
realização d a etapa e x p e r i m e n t a l do e s t u d o .
A o s colegas d a S e ç ã o de Aditivos e Pesticidas Residuais, d o Instituto
A d o l f o Lutz, p e l a c o m p r e e n s ã o e carinho.
A t o d o s os c o l e g a s e a m i g o s d o Centro d e Q u í m i c a d o Meio A m b i e n t e ,
p e l a a m i z a d e e agradável convívio.
À A p p l i e d B i o s y s t e m s do Brasil, pelo a p o i o d o s u p o r t e instrumental.
A o s meus familiares e a m i g o s , pelo c a r i n h o , incentivo, a p o i o e m o c i o n a l
e compreensão.
A
todos
que,
diretamente
ou
indiretamente,
contribuíram
para
a
realização d e s t e trabalho,
meus agradecimentos.
O e s e n v o l v i m e n t o d e m é t o d o m u l t i r r e s í d u o para d e t e r m i n a ç ã o de pesticidas
b e n z i m i d a z ó i s , c a r b a m a t o s e triazinas e m milho por C r o m a t o g r a f i a Líquida
a c o p l a d a à E s p e c t r o m e t r i a de M a s s a s e m Tandem
e s u a certificação.
T e r e z a Atsul^o K u s s u m I
RESUMO
O presente trabalho a p r e s e n t a o s d a d o s obtidos no e s t u d o para o
desenvolvimento
benzimidazol
de
método
(carbendazim,
multirresíduo
tiabendazol
e
de
pesticidas
tiofanato
dos
metílico),
grupos
de
carbamatos
(aldicarbe, aldicarbe sulfona, aldicarbe suifóxido, carbaril, carbofurano, metomil,
m e t i o c a r b e , pirimicarbe, propoxur) e triazinas (atrazina e simazina) e m a m o s t r a s
d e milho verde. O s pesticidas f o r a m extraídos e m a c e t o n a , sob agitação, diluídos
e m á g u a e injetados no sistema L C / M S / M S . A técnica analítica d e quantificação e
c o n f i r m a ç ã o utilizada foi a Cromatografia Líquida acoplada à Espectrometria de
Massas
em
Tandem
com
ionização
por
Electrospray
no m o d o
positivo.
A
validação d o m é t o d o multirresíduo f o i s u b m e t i d a e m c o n f o r m i d a d e c o m a norma
E C / 2 0 0 2 / 6 5 7 da C o m u n i d a d e E u r o p é i a . Para quantificação d o s analitos utillizous e as c u r v a s analíticas d o s princípios ativos, n a s concentrações que v a r i a r a m de
0,04 a 8,0 ng/ml, c o r r e s p o n d e n t e s a 2,0 a 4 0 0 pgkg"^ na a m o s t r a . Para o estudo
d a recuperação, o s pesticidas f o r a m avaliados e m c i n c o níveis, d e Yi Limite d e
quantificação ( L O Q ) a 5 L O Q , c o r r e s p o n d e n t e s a níveis d e fortificação d e 4,0 a
2 0 0 pg.kg"^ . Os resultados da r e c u p e r a ç ã o a p r e s e n t a r a m , e m níveis aceitáveis,
na faixa d e 80 a 1 1 0 % e c o m precisão satisfatórias, C V < 2 0 % , c o m e x c e ç ã o de
aldicarbe e de aldicarbe sulfona. O s limites d e quantificação d o m é t o d o variaram
d e 8 a 4 0 \iQ.kg^ e
o s limites de d e t e c ç ã o d o m é t o d o , d e 0,2 a 2,9 PQ-kg'^ O s
limites d e quantificação d o m é t o d o a t e n d e m a o s limites m á x i m o s de r e s í d u o s da
legislação brasileira e m vigor. Nas a m o s t r a s e s t u d a d a s , n ã o f o r a m e n c o n t r a d o s
resíduos d e pesticidas a c i m a d o limite de quantificação d o m é t o d o . Por o u t r o lado,
todos o s pesticidas, exceto carbaril e pirimicarbe, f o r a m detectados e m t o d a s as
a m o s t r a s e e m níveis a c i m a dos limites de d e t e c ç ã o d o m é t o d o . A alta incidência
da p r e s e n ç a de resíduos d e pesticidas se d e v e possivelmente a o uso i n a d e q u a d o
d e agrotóxico, q u a n d o não autorizado o seu u s o para a cultura d e milho n o Brasil
o u proveniente d e a l g u m a contaminação, c o m o o t r a t a m e n t o de agrotóxicos
aplicados e m outras culturas p l a n t a d a s no m e s m o solo.
Development
benzimidazolic
of
a
multíresidue
method
pesticides, c a r b a m a t e s
for
the
and triazines
determination
in c o r n
by
of
Liquid
C h r o m a t o g r a p h y c o u p l e d to t a n d e m M a s s S p e c t r o m e t r y a n d its certification.
T e r e z a A t s u k o Kussumi
ABSTRACT
T h e present w o r k p r e s e n t s t h e results of a study of d e v e l o p m e n t a b o u t
a multíresidue m e t h o d for d e t e r m i n i n g pesticides of t h e following g r o u p s in c o r n :
benzimidazolic c o m p o u n d s ( c a r b e n d a z i m , thiabendazol a n d methyl thiofanate),
c a r b a m a t e s (aldicarb, aldicarb sulfone, aldicarb sulfoxide, carbaryl, c a r b o f u r a n ,
methomyl,
methiocarb,
pirimicarb,
propoxur),
and
triazines
(atrazine
and
simazine). T h e pesticides w e r e extracted in a c e t o n e under c o n s t a n t stirring,
diluted in w a t e r a n d injected in t h e L C / M S / M S system. T h e analytical t e c h n i q u e for
quantification a n d confirmation w a s Liquid C h r o m a t o g r a p h y c o u p l e d to t a n d e m
Mass
Spectrometry
validation
of t h e
with
Electrospray
multíresidue
method
ionization
undenvent
in the
the
positive
European
mode
The
Community
E C / 2 0 0 2 / 6 5 7 s t a n d a r d . For t h e quantification of the analytes, calibration curves o f
the s u b s t a n c e s in c o n c e n t r a t i o n s ranging from 0.04 to 8.0 n g / m L w e r e u s e d ,
corresponding t o 2.0 t o 4 0 0
pg.kg'^ in t h e s a m p l e . For recovery tests,
the
pesticides w e r e a s s e s s e d o n f i v e levels, f r o m /a Limit of Quantification (LOQ) t o 5
L O Q , corresponding t o t h e fortification levels of 4.0 to 2 0 0 p g . k g ' \ T h e results o f
the t e s t s s h o w e d a recovery o f 8 0 - 1 1 0 % w i t h satisfactory precision, a n d C V < 2 0 % ,
e x c e p t for aldicarb and aldicarb sulfone. T h e limits of quantification o f the m e t h o d
r a n g e d f r o m 8 t o 4 0 [ig.kg'^
a n d the limits of detection ranged f r o m 0.2 to 2.9
p g . k g ' \ T h e limits of quantification of the m e t h o d m e e t t h e m a x i m u m residue limit
a l l o w e d by t h e Brazilian law. In t h e studied samples, pesticide residues above t h e
limit o f quantification of the m e t h o d w e r e not f o u n d . O n t h e o t h e r hand, all
pesticides, e x c e p t for carbaryl a n d pirimicarb, in all s a m p l e s , w e r e detected a n d
level a b o v e t h e limits of detection o f the m e t h o d . T h e high incidence o f residues of
t h e s e pesticides is probably d u e t o their inadequate use, since it is not allowed o n
corn cultures in Brazil, or any k i n d of contamination like the use of s u c h pesticides
on o t h e r cultures over t h e s a m e s o i l .
SUMARIO
Página
1. INTRODUÇÃO
17
2. OBJETIVOS
22
2 . 1 . Objetivo Geral
22
2 . 2 . Objetivos específicos
22
3. REVISÃO DA L I T E R A T U R A
24
3 . 1 . Milho. Produto agrícola. Importancia alimentar
24
3 . 2 . Defensivos agrícolas. A g r o t ó x i c o s o u pesticidas.
Contexto atual
26
3 . 3 . Pesticidas
28
3 . 3 . 1 . Inseticidas - C a r b a m a t o s
30
3 . 3 . 1 . 1 . A l d i c a r b e , aldicarbe suifóxido e aldicarbe sulfona
30
3.3.1.2. Carbaril
32
3.3.1.3. C a r b o f u r a n o
33
3.3.1.4. M e t i o c a r b e
34
3.3.1.5. Metomil
35
3.3.1.6. Pirimicarbe
35
3.3.1.7. Propoxur
36
3.3.2. Herbicidas - Triazinas
37
3 - 3 . 2 . 1 . Atrazina
37
3.3.2.2. Simazina
38
3.3.3. Fungicidas - Benzimidazóis
39
3.3.3.1. Carbendazim
40
3.3.3.2. T i a b e n d a z o l
40
3.3.3.3. Tiofanato metílico
41
3.4. Método analítico
42
3 . 4 . 1 . M é t o d o multirresíduo
43
3.4.1.1.Extração - M é t o d o multirresíduo
43
3.4.2. Quantificação e/ou c o n f i r m a ç ã o
44
3.4.3. Espectrometria d e m a s s a s
45
3.5. P r o g r a m a d e monitoramento
51
4. METODOLOGIA
62
4 . 1. C o l e t a d e amostras
62
4.2. P r e p a r a ç ã o das a m o s t r a s
63
4.3. R e a g e n t e s
63
4.4. E q u i p a m e n t o s utilizados
64
4.4.1. Sistema HPLC - MS/MS
64
4.5. C u r v a s analíticas
64
4.6. P r e p a r a ç ã o dos extratos
65
4 . 6 . 1 . C á l c u l o s . Análise qualitativa e quantitativa
65
4.7. E s t u d o s d e r e c u p e r a ç ã o
66
4 . 7 . 1 . C r o n o g r a m a do e x p e r i m e n t o d e r e c u p e r a ç ã o
67
4.7.2. C á l c u l o s d e Recuperação
67
4.8. V a l i d a ç ã o d o m é t o d o analítico
68
4.8.1. Linearidade
69
4.8.2. Faixa linear e faixa linear d e trabalho
70
4.8.3. Seletividade
70
4.8.4. Exatidão
70
4.8.5. Precisão
72
4.8.6. Níveis críticos ( C C a e C C p a )
72
4 . 8 . 6 . 1 . Limite d e decisão C C a
73
4.8.6.2. C a p a c i d a d e de detecção ( C C p a )
74
4.8.7. Incerteza
75
4 . 8 . 7 . 1 . C á l c u l o d a s variâncias
76
4.8.7.2. Cálculo d e m e d i d a d e incerteza (U)
77
4.8.8. Limite d e quantificação
77
4.8.9. Limite d e d e t e c ç ã o
78
5. R E S U L T A D O S E D I S C U S S Ã O
79
5 . 1 . O f i m i z a ç ã o d o e q u i p a m e n t o - cromatografia líquida
79
5.2. Espectrometria de m a s s a s
80
5.3. C u r v a s analíficas
81
5.4. E x t r a ç ã o
93
5.5.Teste d e T e s t e m u n h a - S e l e t i v i d a d e
94
5.6. Recuperação
96
5.7. Linearidade d a s r e c u p e r a ç õ e s
96
5.8. Níveis críticos - C C a e C C p
124
5.9. Cálculo d a incerteza
125
5.10. Limite d e quantificação d o m é t o d o
127
5 . 1 1 . Limite d e d e t e c ç ã o do m é t o d o
129
5.12. Resultado d a s a m o s t r a s
134
6. C O N C L U S Õ E S
137
7. R E F E R Ê N C I A S B I B L I O G R Á F I C A S
139
LISTA DE T A B E L A S
Página
Tabela 1
Tabela 2
Pesticidas
estudados
e
seus pesos
moleculares.
Classificação e Limite M á x i m o d e Resíduo (LMR)
e s t a b e l e c i d o n a legislação brasileira, Codex
Alimentanus
e União Européia
19
Resultado d a s amostras
alimentos e m 2003 (EUA)
54
domésticas,
por
grupo
por g r u p o
de
de
54
Tabela 3
R e s u l t a d o s d a a m o s t r a s importadas,
alimentos e m 2 0 0 3 , ( E U A )
Tabela 4
R e s u l t a d o d o p r o g r a m a nacional de m o n i t o r a m e n t o e m
2 0 0 4 , EU
57
Tabela 5
A m o s t r a s in natura
58
Tabela 6
A m o s t r a s d e fiscalização, e m níveis a c i m a L M R E C , de
frutas, v e r d u r a s e cereais
59
Tabela 7
D a t a e coleta d a s a m o s t r a s
62
Tabela 8
P a d r õ e s e s t u d a d o s , p r o c e d ê n c i a e grau d e pureza
63
Tabela 9
Cronograma d o experimento
67
T a b e l a 10
Níveis de r e c u p e r a ç ã o e m é d i a d e recuperação
71
T a b e l a 11
Níveis de r e c u p e r a ç ã o e faixa d e coeficiente de v a r i a ç ã o
72
T a b e l a 12
Programação
do
cromatográfica
79
de frutas, vegetais e cereais
gradiente
de
eluição
da
T a b e l a 13
T e m p o de r e t e n ç ã o (Tr) d o s analitos e s t u d a d o s
T a b e l a 14
C o n d i ç õ e s d e d e t e c ç ã o d o e s p e c t r ó m e t r o de
usando modo M R M
coluna
79
massas
80
T a b e l a 15
Resultados d a curva analítica para aldicarbe
81
T a b e l a 16
Resultados d a curva analítica para aldicarbe sulfona
82
T a b e l a 17
Resultados d a curva analítica p a r a aldicarbe suifóxido
83
T a b e l a 18
R e s u l t a d o s da curva analítica para carbaril
83
T a b e l a 19
R e s u l t a d o s da curva analítica para c a r b o f u r a n o
84
Tabela 20
R e s u l t a d o s da curva analítica para m e t i o c a r b e
85
T a b e l a 21
R e s u l t a d o s da curva analítica para m e t o m i l
85
T a b e l a 22
R e s u l t a d o s da curva analítica para pirimicarbe
86
Tabela 23
R e s u l t a d o s da curva analítica para propoxur
87
Tabela 24
R e s u l t a d o s da curva analítica para atrazina
87
T a b e l a 25
R e s u l t a d o s da curva analítica para simazina
88
Tabela 26
R e s u l t a d o s da curva analítica para c a r b e n d a z i m
89
T a b e l a 27
R e s u l t a d o s d a curva analítica para t i a b e n d a z o l
89
T a b e l a 28
R e s u l t a d o s da curva analítica para tiofanato metílico
90
Tabela 29
L i n e a r i d a d e d a s curvas analíticas
91
T a b e l a 30
R e s u l t a d o da precisão instrumental d a curva analítica
para t o d o s o s analitos e s t u d a d o s n e s t e trabalho
92
R e s u l t a d o d a extração d a s a m o s t r a s
fortificadas c o m diferentes solventes
93
T a b e l a 31
T a b e l a 32
T a b e l a 33
T a b e l a 34
T a b e l a 35
T a b e l a 36
T a b e l a 37
testemunhas
E q u a ç õ e s d a s retas dos e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
aldicarbe
98
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
aldicarbe sulfona
99
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
aldicarbe suifóxido
100
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
carbaril
102
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
carbofurano
103
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
metiocarbe
104
T a b e l a 18
R e s u l t a d o s da curva analítica para carbaril
83
T a b e l a 19
R e s u l t a d o s da curva analítica para c a r b o f u r a n o
84
Tabela 20
R e s u l t a d o s da curva analítica para m e t i o c a r b e
85
T a b e l a 21
R e s u l t a d o s da curva analítica para m e t o m i l
85
T a b e l a 22
R e s u l t a d o s da curva analítica para pirimicarbe
86
Tabela 23
R e s u l t a d o s da curva analítica para propoxur
87
Tabela 24
R e s u l t a d o s da curva analítica para atrazina
87
T a b e l a 25
R e s u l t a d o s da curva analítica para simazina
88
Tabela 26
R e s u l t a d o s da curva analítica para c a r b e n d a z i m
89
T a b e l a 27
R e s u l t a d o s d a curva analítica para t i a b e n d a z o l
89
T a b e l a 28
R e s u l t a d o s da curva analítica para tiofanato metílico
90
Tabela 29
L i n e a r i d a d e d a s curvas analíticas
91
T a b e l a 30
R e s u l t a d o da precisão instrumental d a curva analítica
para t o d o s o s analitos e s t u d a d o s n e s t e trabalho
92
R e s u l t a d o d a extração d a s a m o s t r a s
fortificadas c o m diferentes solventes
93
T a b e l a 31
T a b e l a 32
T a b e l a 33
T a b e l a 34
T a b e l a 35
T a b e l a 36
T a b e l a 37
testemunhas
E q u a ç õ e s d a s retas dos e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
aldicarbe
98
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
aldicarbe sulfona
99
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
aldicarbe suifóxido
100
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
carbaril
102
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
carbofurano
103
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
metiocarbe
104
Tabela 3 8
Tabela 3 9
Tabela 4 0
Tabela 4 1
Tabela 4 2
Tabela 4 3
Tabela 4 4
Tabela 4 5
Tabela 4 6
Tabela 4 7
Tabela 4 8
Tabela 4 9
Tabela 5 0
Tabela 51
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 p a r a
metomil
106
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 p a r a
pirimicarbe
107
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 p a r a
propoxur
108
E q u a ç õ e s das retas d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 p a r a
atrazina
110
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 p a r a
simazina
111
E q u a ç õ e s das retas d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 p a r a
carbendazim
112
E q u a ç õ e s das retas d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 p a r a
tiabendazol
114
E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para
tiofanato metílico
115
Resultados da m é d i a d e exatidão, do d e s v i o padrão e d o
coeficiente de v a r i a ç ã o dos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para
aldicarbe
116
R e s u l t a d o s da m é d i a d e e x a t i d ã o , do d e s v i o padrão e d o
coeficiente d e v a r i a ç ã o dos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para
aldicarbe sulfona
116
R e s u l t a d o s da m é d i a d e exatidão, d o d e s v i o padrão e d o
coeficiente d e v a r i a ç ã o dos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para
aldicarbe suifóxido
116
R e s u l t a d o s da m é d i a d e e x a t i d ã o , d o d e s v i o padrão e d o
coeficiente de v a r i a ç ã o dos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para
carbaril
117
R e s u l t a d o s da m é d i a d e exatidão, d o d e s v i o padrão e d o
coeficiente d e v a r i a ç ã o dos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para
carbofurano
117
R e s u l t a d o s da m é d i a d e exatidão, d o d e s v i o padrão e d o
coeficiente d e v a r i a ç ã o dos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para
metiocarbe
117
T a b e l a 52
T a b e l a 53
T a b e l a 54
T a b e l a 55
T a b e l a 56
T a b e l a 57
T a b e l a 58
T a b e l a 59
Tabela 60
R e s u l t a d o s d a m é d i a de e x a t i d ã o , do d e s v i o p a d r ã o e d o
coeficiente d e variação d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para
metomil
118
Resultados d a m é d i a de e x a t i d ã o , do d e s v i o p a d r ã o e d o
coeficiente d e v a r i a ç ã o d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para
pirimicarbe
118
R e s u l t a d o s d a m é d i a de e x a t i d ã o , do d e s v i o p a d r ã o e d o
coeficiente d e v a r i a ç ã o d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para
propoxur
118
R e s u l t a d o s d a m é d i a de e x a t i d ã o , do d e s v i o p a d r ã o e d o
coeficiente d e v a r i a ç ã o d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para
atrazina
119
R e s u l t a d o s d a m é d i a de e x a t i d ã o , do d e s v i o p a d r ã o e d o
coeficiente d e v a r i a ç ã o d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para
simazina
119
Resultados d a m é d i a de e x a t i d ã o , do d e s v i o p a d r ã o e d o
coeficiente d e v a r i a ç ã o d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para
carbendazim
119
Resultados d a m é d i a de e x a t i d ã o , do d e s v i o p a d r ã o e d o
coeficiente d e v a r i a ç ã o d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
tiabendazol
120
R e s u l t a d o s d a m é d i a d e e x a t i d ã o , do d e s v i o p a d r ã o e d o
coeficiente d e variação d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para
tiofananto metílico
120
R e s u l t a d o s da m é d i a d a s r e c u p e r a ç õ e s , d o s
desvios
p a d r õ e s e d o s coeficientes d e variação.
122
T a b e l a 61
M é d i a de C C a e C C p d o e x p e r i m e n t o 1 a 3
125
T a b e l a 62
R e s u l t a d o s d e variâncias e incerteza d o s e x p e r i m e n t o s
1,2e3
126
R e s u l t a d o s d a s a m o s t r a s d e milho v e r d e
1
T a b e l a 63
LISTA D E F I G U R A S
Página
Figura 1a
Estrutura q u í m i c a de aldicarbe
30
Figura 1b
Estrutura q u í m i c a d e aldicarbe suifóxido
30
Figura 1c
Estrutura q u í m i c a de aldicarbe s u l f o n a
31
Figura 2
Estrutura q u í m i c a d e carbaril
32
Figura 3
Estrutura q u í m i c a de c a r b o f u r a n o
33
Figura 4
Estrutura q u í m i c a de m e t i o c a r b e
34
Figura 5
Estrutura q u í m i c a de m e t o m i l
35
Figura 6
Estrutura q u í m i c a de pirimicarbe
35
Figura 7
Estrutura q u í m i c a de p r o p o x u r
36
Figura 8
Estrutura q u í m i c a de atrazina
37
Figura 9
Estrutura q u í m i c a de s i m a z i n a
38
Figura 10
Estrutura q u í m i c a de c a r b e n d a z i m
40
Figura 11
Estrutura q u í m i c a de t i a b e n d a z o l
40
Figura 12
Estrutura q u í m i c a de tiofanato metílico
41
Figura 13
Total d e v e n d a s por c l a s s e de d e f e n s i v o s agrícolas, no
período d o a n o d e 1 9 8 9 - 2 0 0 5
42
P o r c e n t a g e m d a s a m o s t r a s d e frutas, vegetais e
cereais c o m resíduos múltiplos, n o período d e 1997 a
2004
59
Resultado d e m o n i t o r a m e n t o no período d e 1996 a
2004
60
Figura 16
Cun/a analítica para quantificação d e aldicarbe
81
Figura 17
Cun/a analítica para quantificação d e aldicarbe sulfona
82
Figura 14
Figura 15
Figura 18
C u r v a analítica para quantificação de aldicarbe suifóxido
82
Figura 19
C u r v a analítica para quantificação de carbaril
83
Figura 2 0
C u r v a analífica para quantificação de c a r b o f u r a n o
84
Figura 2 1
C u r v a analítica para quantificação de m e f i o c a r b e
84
Figura 2 2
C u r v a analítica para quantificação de m e t o m i l
85
Figura 2 3
C u r v a analítica para quantificação d e pirimicarbe
86
Figura 2 4
C u r v a analítica para quantificação de propoxur
86
Figura 2 5
C u r v a analítica para quantificação de atrazina
87
Figura 2 6
C u r v a analítica para quantificação de simazina
88
Figura 2 7
C u r v a analítica para quantificação de c a r b e n d a z i m
88
Figura 2 8
C u r v a aniítica para quantificação de
89
Figura 2 9
C u r v a analítica para quantificação de tiofanato metílico
90
Figura 3 0
C r o m a t o g r a m a da amostra t e s t e m u n h a
94
Figura 31
C r o m a t o g r a m a da a m o s t r a fortificada
95
Figura 3 2
E q u a ç ã o d e reta d o e x p e r i m e n t o 1 - A l d i c a r b e
97
Figura 3 3
E q u a ç ã o d e reta d o e x p e r i m e n t o 2 - A l d i c a r b e
97
Figura 3 4
E q u a ç ã o d e reta d o e x p e r i m e n t o 3 - A l d i c a r b e
97
Figura 35
E q u a ç ã o d e reta d o e x p e r i m e n t o 1 - Aldicarbe sulfona
98
Figura 3 6
E q u a ç ã o d e reta d o e x p e r i m e n t o 2 - AldicartDe sulfona
98
Figura 3 7
E q u a ç ã o d e reta d o e x p e r i m e n t o 3 - A l d i c a r b e sulfona
99
Figura 3 8
E q u a ç ã o d e reta d o e x p e r i m e n t o 1 - Aldicari^e suifóxido
99
Figura 3 9
E q u a ç ã o d e reta d o e x p e r i m e n t o 2 - A l d i c a r b e suifóxido
100
Figura 4 0
E q u a ç ã o d e reta d o e x p e r i m e n t o 3 - A l d i c a r b e suifóxido
100
Figura 4 1
E q u a ç ã o d e reta d o e x p e r i m e n t o 1 - Carbaril
101
tiabendazol
Figura 42
E q u a ç ã o de reta d o experimento 2 - Carbaril
101
Figura 43
E q u a ç ã o de reta d o experimento 3 - Carbaril
101
Figura 44
E q u a ç ã o de reta d o experimento 1 - C a r b o f u r a n o
102
F i g u r a 45
E q u a ç ã o de reta d o experimento 2 - C a r b o f u r a n o
102
Figura 46
E q u a ç ã o de reta d o experimento 3 - C a r b o f u r a n o
103
Figura 47
E q u a ç ã o de reta d o experimento 1 - M e t i o c a r b e
103
Figura 48
E q u a ç ã o de reta d o experimento 2 - M e t i o c a r b e
104
Figura 49
E q u a ç ã o de reta d o experimento 3 - M e t i o c a r b e
104
F i g u r a 50
E q u a ç ã o de reta d o experimento 1 - M e t o m i l
105
F i g u r a 51
E q u a ç ã o de reta d o experimento 2 - M e t o m i l
105
F i g u r a 52
E q u a ç ã o de reta d o experimento 3 - M e t o m i l
105
F i g u r a 53
E q u a ç ã o de reta d o experimento 1 - Pirimicarbe
106
F i g u r a 54
E q u a ç ã o de reta d o experimento 2 - Pirimicarbe
106
F i g u r a 55
E q u a ç ã o de reta d o experimento 3 - Pirimicarbe
107
F i g u r a 56
E q u a ç ã o de reta d o experimento 1 - P r o p o x u r
107
F i g u r a 57
E q u a ç ã o de reta d o experimento 2 - P r o p o x u r
108
F i g u r a 58
E q u a ç ã o de reta d o experimento 3 - P r o p o x u r
108
F i g u r a 59
E q u a ç ã o de reta d o experimento 1 - A t r a z i n a
109
Figura 60
E q u a ç ã o de reta d o experimento 2 - A t r a z i n a
109
F i g u r a 61
E q u a ç ã o de reta d o experimento 3 - A t r a z i n a
109
F i g u r a 62
E q u a ç ã o de reta d o experimento 1 - S i m a z i n a
110
F i g u r a 63
E q u a ç ã o de reta d o experimento 2 - S i m a z i n a
110
F i g u r a 64
E q u a ç ã o de reta d o experimento 3 •- S i m a z i n a
111
F i g u r a 65
E q u a ç ã o de reta d o experimento 1 -• C a r b e n d a z i m
111
Figura 6 6
E q u a ç ã o d e reta do e x p e r i m e n t o 2 - C a r b e n d a z i m
112
Figura 6 7
E q u a ç ã o d e reta do e x p e r i m e n t o 3 - C a r b e n d a z i m
112
Figura 6 8
E q u a ç ã o d e reta do e x p e r i m e n t o 1 - T i a b e n d a z o l
113
Figura 6 9
E q u a ç ã o d e reta do e x p e r i m e n t o 2 - T i a b e n d a z o l
113
Figura 7 0
E q u a ç ã o d e reta do e x p e r i m e n t o 3 - T i a b e n d a z o l
113
Figura 71
E q u a ç ã o d e reta do e x p e r i m e n t o 1 - Tiofanato metílico
114
Figura 7 2
E q u a ç ã o d e reta do e x p e r i m e n t o 2 - Tiofanato metílico
114
Figura 7 3
E q u a ç ã o d e reta do e x p e r i m e n t o 3 - Tiofanato metílico
115
Figura 7 4
Cromatograma
ng.mL
129
Figura 75
Figura 7 6
Figura 7 7
Figura 7 8
Figura 7 9
Figura 8 0
Figura 81
Figura 8 2
Figura 8 3
Figura 8 4
de
aldicarbe,
concentração
de
0,05
C r o m a t o g r a m a de aldicarbe sulfona, concentração d e
O.IOng.mL'^
129
C r o m a t o g r a m a de aldicarbe suifóxido, c o n c e n t r a ç ã o d e
0,05ng.mL'^
130
C r o m a t o g r a m a de carbaril, c o n c e n t r a ç ã o d e 0,05
ng.mL"^
130
C r o m a t o g r a m a de c a r b o f u r a n o , c o n c e n t r a ç ã o d e
0,05ng.mL"^
130
C r o m a t o g r a m a de metiocariDe, c o n c e n t r a ç ã o de
0,05ng.mL-^
131
C r o m a t o g r a m a de m e t o m i l , c o n c e n t r a ç ã o d e
0,05 ng.mL"*
131
C r o m a t o g r a m a de pirimicarbe, c o n c e n t r a ç ã o de
0,04 ng.mL"^
131
C r o m a t o g r a m a de propoxur, c o n c e n t r a ç ã o d e
0,05ng.mL"^
132
C r o m a t o g r a m a de atrazina, c o n c e n t r a ç ã o de
0,10ng.mL-^
132
Cromatograma
ng.mL'^
de
simazina,
concentração
de
0,10
132
Figura 85
Cromatograma de carbendazim, concentração de
0,05 n g - m L ^
133
Cromatograma de tiabendazol, concentração
D e 0,05 ng.mL'^
133
C r o m a t o g r a m a d e tiofanato metílico, c o n c e n t r a ç ã o de
0,20 ng.mL""
133
Figura 88
C r o m a t o g r a m a d e cart)endazim d a amostra 7
136
Figura 8 9
Cromatograma d e carbendazim da amostra 7
135
Figura 8 6
Figura 87
17
1. INTRODUÇÃO
Nas últimas d é c a d a s , a agricultura t e m feito u m g r a n d e esforço para
a u m e n t a r a n u a l m e n t e a p r o d u ç ã o d e alimentos para suprir os m e r c a d o s interno
o u externo. O u s o de p e s t i c i d a s está intimamente ligado à n e c e s s i d a d e
de
s u p r i m e n t o d e alimentos e m f u n ç ã o d o crescimento p o p u l a c i o n a l . P r e v e n d o q u e a
p o p u l a ç ã o m u n d i a l duplicará nos p r ó x i m o s trinta e o u q u a r e n t a anos e, a i n d a ,
q u e , no presente m o m e n t o , s o m e n t e u m terço d a h u m a n i d a d e tem a l i m e n t o
suficiente, as perspectivas
demandas.
Segundo
os
futuras mundiais d e alimentos n ã o cumprirão
prognósticos,
as
Nações
Unidas
prevêem
que
as
os
s u p r i m e n t o s alimentares p r e c i s a m ser triplicados até o f i m do s é c u l o , objetivando
proporcionar a t o d o s os p a í s e s d o m u n d o u m nível d e nutrição razoável ( M a c e d o ,
2002).
O a g r o n e g ó c i o o c u p a no Brasil u m a posição d e d e s t a q u e na e c o n o m i a ,
c o m expressivos 3 3 % d o P r o d u t o Interno Bruto (PIB). Este m e r c a d o m o v i m e n t a
bilhões
de
dólares
anualmente,
trazendo
divisas
e
contribuindo
para
o
c r e s c i m e n t o d a e c o n o m i a . N o cenário m u n d i a l , o Brasil ocupa a primeira p o s i ç ã o
c o m o e x p o r t a d o r d e g r ã o s , carne bovina, carne d e frango, t a b a c o , c o u r o e
c a l ç a d o s de c o u r o . A safra d e grãos no Brasil a p r e s e n t o u crescimento d e 1 3 1 %
d e s d e 1990, c o m p r o d u ç ã o relatada e m 2 0 0 2 / 2 0 0 3 d e 5 2 milhões d e t o n e l a d a s d e
grãos
contra
pouco
mais
de quinze
milhões
de
toneladas
produzidas
em
1990/1991 (Martins, 2 0 0 5 ) . Neste contexto, q u e e n q u a d r a o Brasil c o m o u m país
c o m g r a n d e potencial a g r í c o l a , especial a t e n ç ã o d e v e s e r destinada à p r o d u ç ã o e
a o d e s e n v o l v i m e n t o desta á r e a de negócios. O c r e s c i m e n t o da e c o n o m i a d o país
n o s últimos a n o s está d i r e t a m e n t e ligado à produtividade e m larga e s c a l a d o s
principais produtos agrícolas (Martins, 2 0 0 5 ) .
Sob o aspecto d a e s c a s s e z d e alimentos, a produtividade passou a ser
prioridade para o s g o v e r n o s , particularmente e u r o p e u s , propiciando o s u r g i m e n t o
d e novas tecnologias (Pereira, 2005). A t u a l m e n t e , c o m a disponibilidade d e várias
ferramentas que
levam a o
incremento d a p r o d u ç ã o d e alimentos, a
maior
18
p r e o c u p a ç ã o d o s g o v e r n o s p a s s o u a ser e m relação à s e g u r a n ç a e à q u a l i d a d e
d o alimento. A globalização influencia diferentes a s p e c t o s da v i d a
humana,
incluindo a s e g u r a n ç a d a cadeia alimentar, que p o d e ser relacionada à p r e s e n ç a
o u n ã o de c o n t a m i n a n t e s químicos o u m i c r o r g a n i s m o s indesejáveis. A s e g u r a n ç a
alimentar t e m sido u m t e m a cada v e z m a i s importante e m m e t a s g o v e r n a m e n t a i s ,
n ã o a p e n a s n o sentido d e garantir q u e a p o p u l a ç ã o dos p a í s e s t e n h a a c e s s o a
alimentos, m a s que e s t e s estejam dentro de p a d r õ e s d e q u a l i d a d e nutricional e
d e n t r o d o s limites d e resíduos q u í m i c o s ou d e m i c r o r g a n i s m o s q u e
causem
prejuízos à p o p u l a ç ã o .
D e n t r e os produtos q u í m i c o s q u e p o d e m gerar r e s í d u o s n o s a l i m e n t o s
s e e n c o n t r a m os pesticidas, a m p l a m e n t e utilizados no B r a s i l . Esses c o m p o s t o s
s ã o utilizados tanto e m produtos c o n s u m i d o s n o m e r c a d o nacional q u a n t o e m
produtos p a r a e x p o r t a ç ã o .
A intensificação das r e g u l a m e n t a ç õ e s e o a u m e n t o das fiscalizações
indicam q u e , tanto no â m b i t o nacional c o m o internacional, a situação d o m e r c a d o
d e alimentos requer g r a n d e e s f o r ç o d o s países para q u e s u a a d e q u a ç ã o a o s
sistemas
de
controle
e
segurança,
o
que
pode
facilitar
os
acordos
de
r e c o n h e c i m e n t o m ú t u o , beneficiando o comércio internacional.
Na
Tabela
1,
encontram-se
discriminados
os
pesticidas
aqui
estudados, p e s o s moleculares, o s g r u p o s funcionais q u í m i c o s e o Limite M á x i m o
de
Resíduo e outros, não autorizados, pela A g ê n c i a N a c i o n a l d e
Sanitária, r e c o m e n d a d o s pelo Codex Alimentarius
Vigilância
e pela U n i ã o Européia.
O Limite M á x i m o d e Resíduo (LMR) p a r a r e s í d u o d e pesticidas é o
máximo
de
concentração
de
um
resíduo
(expresso
em
mg/kg)
legalmente
permitido n o alimento o u produto agrícola e a n i m a l . Os L M R são b a s e a d o s e m
d a d o s de B o a s Práticas Agrícolas. O s alimentos o u produtos agrícolas q u e e s t ã o
d e acordo c o m os L M R são c o n s i d e r a d o s toxicologicamente aceitáveis. Q u a n d o
o s pesticidas estão e m níveis d e concentração superiores a o s L M R significa q u e
houve
violação
comparados
das
Boas
Práticas
Agrícolas.
à e x p o s i ç ã o da Ingestão
Se
os
Diária Aceitável
LMR
são
excedidos,
(IDA) e/ou
Dose
de
Referência A g u d a ( D R f ) , serão indicativos de u m possível risco de c o n t a m i n a ç ã o
crônica o u a g u d a ( E U , 2 0 0 7 ) .
Os
LMR
para
pesticidas
da
legislação
brasileira
diferem
c o m p a r a d o s c o m os d o s o r g a n i s m o s internacionais c o m o Codex
quando
Alimentarius
19
(Codex
Alimentarius,
2007)
e
a
União
Européia
(EFSA,
2007),
valores
m e n c i o n a d o s na T a b e l a 1.
Tabela 1 - Pesticidas e s t u d a d o s e s e u s p e s o s m o l e c u l a r e s . Classificação e Limite
Máximo
de
Alimentarius
Resíduo
( L M R ) estabelecido
na
legislação
brasileira,
Codex
LMR^
LIWIR^
LMR'
(mg/kg)
(mg/kg)
(mg/kg)
e U n i ã o Européia
Composto
P.M.
(g/mol)
Grupo
Aldicarbe
190,264
Carbamato
NA
0,05
0,05
Aldicarbe Sulfona
222,263
Carbamato
NA
NA
NA
Aldicarbe Suifóxido
206,264
Carbamato
NA
NA
NA
Atrazina
215,683
Triazina
0,25
NA
NA
Carbaril
201,221
Carbamato
NA
0,02
0,5
Carbendazim
191,187
Benzimidazol
NA
NA
0,1
Carbofurano
221,252
Carbamato
0,1*
0,05
0,1
Metiocarbe
225,308
Carbamato
NA
0,05
NA
Metomil
162,211
Carbamato
0,1
0,02
0,05
Pirimicarbe
238,286
Carbamato
NA
NA
NA
Propoxur
209,242
Carbamato
NA
NA
NA
Simazina
201,657
Triazina
0,02
NA
NA
Tiabendazol
201,249
Benzimidazol
0,2*
NA
0,05
Tiofanato metílico
342,482
Benzimidazol
NA
NA
NA
P M : Peso Molecular
NA: Não autorizado
* : autorizado em semente
LMR^: Limite Máximo de Resíduo estabelecido pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, Ministério da Saúde, Brasil (ANVISA, 2006 a).
LMR^: Limite Máximo de Resíduo recomendado pelo Codex Alimentarius (Codex Alimentarius,
2007)
L M R ' ; Limite Máximo de Resíduo estabelecido pela União Européia (EFSA, 2007)
20
Para o s a l i m e n t o s destinados à e x p o r t a ç ã o , neste caso o milho, o s
L M R a serem o b e d e c i d o s s ã o referentes aos p a í s e s d e destino d o p r o d u t o ,
m u i t a s vezes m e n o r e s q u e o s e s t a b e l e c i d o s para o m e r c a d o brasileiro. T e n d o e m
vista
o m e r c a d o externo, v a l e
ressaltar a importância d a escolha de
uma
metodologia analítica c o m alta sensibilidade, principalmente para a e m i s s ã o d e
u m certificado d e análise d e produtos destinados à e x p o r t a ç ã o .
Os d a d o s r e c e n t e s d o monitoramento nacional P A R A ( P r o g r a m a d e
A n á l i s e de R e s i d u o s d e A g r o t ó x i c o s e m A l i m e n t o s ) , e m s e u relatório à A N V I S A
( A N V I S A , 2 0 0 6 b ) , p e n n i t e m concluir q u e o maior p r o b l e m a brasileiro, e m r e l a ç ã o
a o s níveis d e a g r o t ó x i c o s no alimento in natura,
n ã o está na f o r m a d e a p l i c a ç ã o
d o produto e m alimento, m a s s i m no u s o indiscriminado d e agrotóxicos
não
r e c o m e n d a d o s para d e t e r m i n a d o s alimentos, resultando, e m s u a g r a n d e m a i o r i a ,
e m irregularidades. E m relatório recente, referente a o período d e 2 0 0 1 a 2 0 0 6 , a
s i t u a ç ã o brasileira e m relação a resíduos d e pesticidas e m alimentos p e r m a n e c e
inalterada ( A N V I S A , 2 0 0 7 ) .
O u t r o fato a
ressaltar é q u e
o uso g e n e r a l i z a d o e
intensivo
de
agrotóxicos p o d e ocasionar a resistência d e e s p é c i e s c o m b a t i d a s á s s u b s t â n c i a s
e m p r e g a d a s e d a n o s e m e s p é c i e s não v i s a d a s . O desequilíbrio ecológico p o d e
a g r a v a r o s u r g i m e n t o e a proliferação de pragas e d o e n ç a s e, c o n s e q ü e n t e m e n t e ,
a u m e n t a r a n e c e s s i d a d e d e agrotóxicos. O s agrotóxicos p o d e m c a u s a r efeitos
tóxicos e m h u m a n o s , n o s a n i m a i s d o m é s t i c o s e
silvestres, nos
organismos
aquáticos e a o a m b i e n t e . O s c o n s u m i d o r e s d e a l i m e n t o s , s e ingerirem resíduos
a c i m a dos L M R
pemnitidos, p o d e m e s t a r sob
risco
d e e x p o s i ç ã o crônica
a
agrotóxicos.
O d e s e n v o l v i m e n t o d e u m m é t o d o analítico p o d e contribuir para o
fortalecimento d a c a p a c i d a d e técnica de investigação d e resíduos de agrotóxicos,
t r a z e n d o novas informações e c o n h e c i m e n t o s no q u e diz respeito á realidade d e
resíduos de agrotóxicos. O
m é t o d o analítico e s t u d a d o p o d e contribuir
para
e s t a b e l e c i m e n t o s d e L M R na autorização d e uso e m cultura e para verificação d o
uso
abusivo
da
formulação
de
agrotóxicos
não
autorizados
por
órgãos
competentes, contribuindo para a s e g u r a n ç a a l i m e n t a r q u a n t o á q u a l i d a d e d o
a l i m e n t o c o n s u m i d o pela p o p u l a ç ã o .
N e s s e sentido, o presente t r a b a l h o teve p o r objetivo o d e s e n v o l v i m e n t o
d e u m método multirresíduo e s u a validação para d e t e r m i n a ç ã o d e pesticidas d o s
21
g r u p o s b e n z i m i d a z o l , c a r b a m a t o s e triazinas, e m milho v e r d e . A t é c n i c a de
c o n f i r m a ç ã o e quantificação utilizada foi a cromatografia líquida a c o p l a d a ao
e s p e c t r ó m e t r o de m a s s a s c o m ionização e por electrospray
(LC-ESI/MS/MS).
22
2. OBJETIVOS
2.1. Objetivo Geral
Desenvolvimento
e
validação
de
método
multirresíduo
para
a
d e t e m i n a ç ã o d e pesticidas dos g r u p o s benzimidazol ( c a r b e n d a z i m , tiabendazol e
tiofanato metílico), c a r b a m a t o s (aldicarbe, aldicarbe s u l f o n a , aldicarbe sulfoxide,
carbaril, c a r b o f u r a n o , metomil, metiocarbe, pirimicarbe e propoxur) e triazinas
(atrazina e simazina) e m milho v e r d e , utilizando a t é c n i c a d e quantificação e
confirmação por Cromatografía Líquida a c o p l a d a à Espectrometria d e M a s s a s e m
Tandem
c o m ionização por Electrospray
(LC-ESI/MS/MS).
2.2. O b j e t i v o s E s p e c í f i c o s
-
Caracterizar
os
compostos
nos
modos
MS
e
MS/MS
interpretação d o s íons precursores/produtos utilizados no m o d o M R M
Reaction
para
{Multiple
Monitoring);
- D e s e n v o l v e r a técnica d e e x t r a ç ã o e sua a p l i c a ç ã o na d e t e r m i n a ç ã o
dos princípios ativos e m milho;
- D e s e n v o l v e r m e t o d o l o g i a analítica para a d e t e r m i n a ç ã o direta e m
a m o s t r a s de m i l h o ;
- V a l i d a r o m é t o d o multirresíduo s e g u n d o a n o r m a E C / 2 0 0 2 / 6 5 7 d a
C o m u n i d a d e E u r o p é i a e m p r e g a n d o o software
- Discutir
desenvolvido;
o
desempenho
e a
ResVal (versão 2.0);
aplicabilidade
do
método
analítico
23
-
Aplicar
a
metodologia
estudada
em
amostras
comerciais,
p r o v e n i e n t e s d e diferentes locais de v e n d a direta a o consumidor, e discutir o s
resultados c o m o urna f e r r a m e n t a para auxiliar a q u a l i d a d e e s e g u r a n ç a a l i m e n t a r
d o s alimentos c o n s u m i d o s p e l a p o p u l a ç ã o e m relação a agrotóxicos.
24
3. REVISÃO DA LITERATURA
3 . 1 . Milho. P r o d u t o a g r í c o l a . Importância a l i m e n t a r
O milho no Brasil é u m produto agrícola d e expressiva consideração,
d e v i d o s u a g r a n d e produtividade c r e s c e n t e nos últimos anos. A partir d a s e g u n d a
m e t a d e d o século XX, o d e s e n v o l v i m e n t o d e e s p é c i e s híbridas a u m e n t o u a
produtividade e a q u a l i d a d e d o milho. O milho e a soja c o n t r i b u e m c o m cerca d e
8 0 % d e p r o d u ç ã o brasileira d e g r ã o s . E m 2 0 0 1 , a principal região produtora foi o
Estado d o P a r a n á , c o m m a i s de 5 milhões d e t o n e l a d a s , representando 2 6 % da
p r o d u ç ã o nacional, s e g u i d o por M i n a s Gerais ( 1 3 % ) , Rio G r a n d e do S u l (12%),
S ã o Paulo ( 1 0 % ) , Goiás ( 9 % ) e S a n t a Catarina (8%) ( E M B R A P A , 2007).
D e acordo c o m o IBGE (Instituto Brasileiro d e G e o g r a f i a e Estatística),
a p r o d u ç ã o agrícola n a c i o n a l de m i l h o v e m c r e s c e n d o nos últimos anos; d e 1990
a 2004 a p r o d u ç ã o foi d e 2 1 . 3 4 8 p a r a 4 1 . 8 0 6 mil t o n e l a d a s ( M A P A , 2006).
S e g u n d o d a d o s d a F A O ( F o o d A g r i c u l t u r e Organization), os maiores
produtores mundiais d e m i l h o são E s t a d o s U n i d o s , C h i n a e Brasil; que, e m 2005,
p r o d u z i r a m , e m milhões d e t o n e l a d a s , 2 8 0 , 2 ; 1 3 1 , 1 ; e 35,9,
respectivamente
( E M B R A P A , 2007).
O s primeiros registros d o cultivo d e milho, d a t a d o s há 7.300 anos,
f o r a m e n c o n t r a d o s e m p e q u e n a s ilhas próximas a o litoral d o México. S e u n o m e ,
de
origem
caribenha,
escavações
significa
arqueológicas,
"sustento
geológicas
de
vida".
e pelas
Estudos
medições
por
realizados
por
desintegração
radioativa t o r n a m evidente d e q u e é cultivado há pelo m e n o s 5.000 a n o s . Foi a
a l i m e n t a ç ã o básica de v á r i a s civilizações i m p o r t a n t e s a o l o n g o d o s s é c u l o s tais
c o m o : M a i a s , A s t e c a s e I n c a s reverenciavam o c e r e a l na arte e religião e g r a n d e
parte d e s u a s atividades diárias e r a m ligadas a o s e u cultivo.
C o m a d e s c o b e r t a da A m é r i c a e a s g r a n d e s n a v e g a ç õ e s d o século
X V I , a cultura d o milho s e e x p a n d i u p a r a outras partes d o m u n d o . Provavelmente,
o milho é a mais importante planta c o m e r c i a l c o m o r i g e m a m e r i c a n a . L o g o depois
d o d e s c o b r i m e n t o da A m é r i c a , foi l e v a d o para a E u r o p a , o n d e era cultivado e m
25
j a r d i n s , a t é q u e s e u v a l o r alimentício tornou-se c o n h e c i d o ( A B I M I L H O , 2006). N o
Brasil, o cultivo d o m i l h o v e m d e s d e a n t e s da c h e g a d a d o s e u r o p e u s . O s índios,
principalmente os guaranis, t i n h a m o c e r e a l c o m o o principal ingrediente d e s u a
dieta. C o m a c h e g a d a d o s p o r t u g u e s e s , o c o n s u m o a u m e n t o u e n o v o s p r o d u t o s à
b a s e d e milho f o r a m i n c o r p o r a d o s aos hábitos a l i m e n t a r e s dos brasileiros. N o
final d a d é c a d a d e 1 9 5 0 , g r a ç a s a u m a g r a n d e c a m p a n h a e m favor d o trigo, o
c e r e a l c o m e ç o u a p e r d e r e s p a ç o na m e s a brasileira. A t u a l m e n t e , e m b o r a o nível
d e c o n s u m o d o m i l h o no Brasil v e n h a crescendo, a i n d a está l o n g e d e
ser
c o m p a r a d o a países c o m o o M é x i c o e a o s d a região do C a r i b e (Wilkipédia, 2 0 0 7 ) .
O milho é u m dos a l i m e n t o s c o n s i d e r a d o s m a i s nutritivos. N a f o r m a
pura o u c o m o ingredientes d e o u t r o s produtos é u m a importante f o n t e energética
para o ser h u m a n o , rico e m c a r b o i d r a t o s (açúcares), e s s e n c i a l m e n t e o a m i d o
( C a p o b i a n g o et al., 2 0 0 6 , E M B R A P A , 2 0 0 7 ) . A s cascas d o s grãos s ã o ricas e m
fibras e c a d a 100 g r a m a s d o alimento t ê m cerca de 3 6 0 Kcal, s e n d o 7 0 % d e
glicídios, 1 0 % d e protídeos e 4 , 5 % de lipídios (Alessi et al., 2003). A o contrário d o
trigo e d o arroz, q u e s ã o refinados d u r a n t e s e u s p r o c e s s o s d e industrialização, o
milho conserva sua c a s c a , q u e é rica e m fibras, f u n d a m e n t a l para a e l i m i n a ç ã o
d a s toxinas d o o r g a n i s m o h u m a n o .
O grão d e milho é classificado b o t a n i c a m e n t e c o m o u m a cariopse.
Apresenta
basicamente
três
partes:
pericarpo,
endosperma
e
embrião.
O
pericarpo é a c a m a d a fina e resistente q u e constitui a p a r e d e externa d a s e m e n t e ,
rica e m fibra (Callegaro et al., 2 0 0 5 ) . O e n d o s p e r m a é a p a r t e mais v o l u m o s a d o
grão,
envolvida
pelo
pericarpo,
e
é
constituída
de
substância
reserva,
b a s i c a m e n t e o a m i d o . A porção m a i s e x t e r n a d o endospenma e e m c o n t a t o c o m o
pericarpo d e n o m i n a - s e c a m a d a d e aleurona, rica e m proteínas e e n z i m a s q u e
d e s e m p e n h a m papel importante n o p r o c e s s o d e g e r m i n a ç ã o . A p r o p o r ç ã o d o s
c o m p o n e n t e s a n a t ô m i c o s do g r ã o de milho é e n d o s p e r m a , 8 2 , 3 % , e m b r i ã o ,
1 1 , 5 % e pericarpo 5 , 3 % (Alessi et a l . , 2 0 0 3 ) . O g r ã o d e milho é rico
em
carboidratos; proteínas, que c h e g a m até 9,5%; vitaminas (complexo B I , B2 e E);
sais minerais (ferro, fósforo, potássio, cálcio); óleo e g r a n d e s q u a n t i d a d e s d e
a ç ú c a r e s , g o r d u r a s , celulose e calorias ( T h é et al., 1989; E M B R A P A , 2 0 0 7 ) .
N a a l i m e n t a ç ã o h u m a n a é c o m u m e n t e c o n s u m i d o como m i l h o v e r d e in
natura,
produto f a r i n á c e o e constitui ingrediente básico d e u m a série d e produtos
industrializados f o r m u l a d o s (Alessi et al., 2 0 0 3 ) . Cinqüenta g r a m a s d e farinha d e
26
milho f o m e c e m ( e m proteínas) v a l o r e s iguais aos d e u m p ã o z i n h o f r a n c ê s d e
m e s m o peso, m a s c o m 3 3 % a mais d e calorias. Isso significa q u e o produto p o d e
suprir
as
necessidades
nutricionais
da
população,
além
de
ser
excelente
c o m p l e m e n t o alimentar, in natura o u na f o r m a de farinha de m i l h o , d e f u b á , d e
canjica,
de
polenta, de
cuscuz
e
outras
(ABIMILHO,
2006).
Os
produtos
industrializados p o d e m ser c o m p o n e n t e s para a fabricação d e balas, biscoitos,
p ã e s , chocolates, geléias, sorvetes, m a i o n e s e e cerveja.
A l é m d i s s o , g r a n d e parte d e sua p r o d u ç ã o é utilizada na a l i m e n t a ç ã o
a n i m a l , c o m o c o m p o n e n t e d e rações para bovinos (Marques et a l . , 2000), suínos
(Moreira et al., 2 0 0 1 ) e a v e s (Rodrigues et al., 2 0 0 1 ; Freitas et a l . , 2 0 0 5 ) ,
c h e g a n d o até a a l i m e n t a ç ã o h u m a n a na f o r m a d e diversos tipos d e carne (bovina,
suína, a v e s e peixes). A t u a l m e n t e , s o m e n t e
destinam
ao c o n s u m o
humano
e,
mesmo
1 5 % d e p r o d u ç ã o nacional
assim,
de maneira
indireta,
se
na
c o m p o s i ç ã o d e o u t r o s p r o d u t o s . No Brasil, c o m i m e n s a s áreas cultiváveis e c o m
graves
p r o b l e m a s de desnutrição, m a i s d o que s i m p l e s m e n t e
uma
questão
c o m e r c i a l , o c o n s u m o de m i l h o por parte da p o p u l a ç ã o poderia ser, antes d e t u d o ,
uma solução social.
3.2. D e f e n s i v o s a g r í c o l a s , a g r o t ó x i c o s o u p e s t i c i d a s . C o n t e x t o atual
S e g u n d o a F A O , o m e r c a d o m u n d i a l d e agrotóxicos a l c a n ç o u
32
bilhões d e dólares e m 2 0 0 0 , s e n d o q u e a parcela d e contribuição dos p a í s e s e m
d e s e n v o l v i m e n t o foi de 3 bilhões d e dólares. O s países e m d e s e n v o l v i m e n t o t ê m
e m p r e g a d o os agrotóxicos e s s e n c i a l m e n t e na agricultura, mas t a m b é m n a s a ú d e
pública, c o m o , p o r e x e m p l o , os inseticidas para c o m b a t e r o s m o s q u i t o s q u e
p r o v o c a m a malária (FAO, 2 0 0 1 ) .
A partir d o fim d a S e g u n d a G u e r r a Mundial, o e m p r e g o dos pesticidas
e m á r e a s agrícolas p a s s o u a crescer d e f o r n i a ininterrupta, c o m o parte d e u m
c o n j u n t o d e a ç õ e s q u e p e r m i t i u q u e s e obtivesse a c h a m a d a " R e v o l u ç ã o V e r d e " .
D e s d e então, a c o n t a m i n a ç ã o pelos pesticidas t e m sido verificada, principalmente
nos p a í s e s mais d e s e n v o l v i d o s t e c n o l o g i c a m e n t e . O Brasil, e m 1 9 7 0 , t o r n o u - s e o
terceiro c o n s u m i d o r de pesticidas d o m u n d o , p e r d e n d o a p e n a s para F r a n ç a e
E s t a d o s Unidos. S a b e - s e q u e , e m m é d i a , a p e n a s 1 % dos pesticidas a p l i c a d o s
c o n s e g u e atingir e f e t i v a m e n t e as p r a g a s o u insetos a q u e s e d e s t i n a , o restante
27
vai para solo, ar e água. E m 1 9 9 1 , o Brasil utilizou a p r o x i m a d a m e n t e 3,2 milhões
d e toneladas d e defensivos, s e n d o q u e a p e n a s 3 0 0 mil t o n e l a d a s c u m p r e m a s u a
f u n ç ã o (Matos, 2001).
No
mercado
brasileiro
existem
cerca
d e 6 0 0 ingredientes
ativos,
utilizados n a fomnulação d e pesticidas e registrados p a r a uso específico na
agricultura (Galli et a l . , 2 0 0 6 ) . Destes, 3 5 0 c o n t r i b u e m c o m 9 8 % d o s pesticidas
m a i s utilizados, sendo q u e 8 0 % deles s ã o rotineiramente u s a d o s na agricultura d e
p a í s e s da A m é r i c a d o S u l (Galli et al., 2 0 0 6 ) .
O c r e s c i m e n t o d a agricultura n o Brasil t e m p r o v o c a d o o a u m e n t o d a
v e n d a de defensivos agrícolas; d e 1993 a 2 0 0 5 , d e 1.050 p a r a 4.244 m i l h õ e s d e
dólares. E m 1993, d o total d a s v e n d a s d e d e f e n s i v o s agrícolas, c a d a classe
r e p r e s e n t o u , e m milhões d e dólares: herbicidas ( 5 8 9 ) , inseticidas (196), fungicidas
(176), acaricidas (74) e outros (25). E m 2 0 0 5 , a s m e s m a s p a s s a r a m a 1.736,
1.181, 1.090, 8 3 e 155 ( e m milhões d e dólares), r e s p e c t i v a m e n t e ( M A P A , 2 0 0 5 ) .
S e g u n d o o Instituto d e E c o n o m i a A g r i c o l a (lEA, 2 0 0 6 ) , a participação d a s classes
no valor d e v e n d a s d e d e f e n s i v o s agrícolas no E s t a d o d e S ã o Paulo f o i d e 4 0 , 9 % ,
para
herbicidas;
27,8%,
para
inseticidas;
25,7%,
para
fungicidas;
1,9%,
acaricidas, e 3,7%, p a r a outras classes. Vale d e s t a c a r q u e , tanto e m â m b i t o
m u n d i a l c o m o nacional, a classe d o s herbicidas representa a m a i o r parcela.
H á c r e s c i m e n t o nos e s t a d o s , q u a n d o o b s e r v a d o s d a d o s d e 2 0 0 6 ,
obtidos do Sindicato d o s Defensivos Agrícolas. S e g u n d o e s s e s dados, a v e n d a d e
defensivos ( n o valor t o t a l d e U S $ 3 4 8 , 1 milhões) perfizeram 104.233 t o n e l a d a s ;
s e n d o 4 3 , 1 % d e heriDicidas, 3 0 , 1 % d e inseticidas, 1 6 , 6 % d e fungicidas, 7 , 6 % d e
acaricidas e 2 , 6 % d e o u t r a s classes. E m 2 0 0 6 , o E s t a d o d e S ã o Paulo foi o maior
c o n s u m i d o r e m todo o Brasil, p e r f a z e n d o 2 0 , 6 % d o total c o n s u m i d o n o país,
s e g u i d o s d e 1 7 , 9 % p a r a o Estado d e M a t o G r o s s o e 1 3 , 4 % para o P a r a n á . A s
v e n d a s d e herbicidas e m S ã o Paulo e s t ã o v o l t a d a s principalmente para a s
culturas d e cana-de-açúcar, soja, milho e café ( S I N D A G , 2 0 0 7 ) .
No
aspecto
econômico, dados
referentes a 2 0 0 0
indicam q u e o
m e r c a d o m u n d i a l d e a g r o q u í m i c o s m o v i m e n t a U S $ 30 bilhões, s e n d o o Brasil,
atualmente, o quinto m a i o r c o n s u m i d o r d e pesticidas, c o m a m o v i m e n t a ç ã o d e
U S $ 2,5 bilhões. E m 2 0 0 6 , o Brasil v e n d e u U S $ 3,92 b i l h õ e s d e d e f e n s i v o s
agrícolas ( M A P A , 2 0 0 5 ; S I N D A G , 2 0 0 7 ) .
28
O a u m e n t o da p r o d u ç ã o e aplicação d e pesticidas para a agricultura e
outros fins tem c a u s a d o poluição d o ar, solo e superficie d e água, o q u e envolve
sérios riscos ao m e i o a m b i e n t e b e m c o m o à saúde h u m a n a . E s t e s riscos se
d e v e m d a direta e x p o s i ç ã o o u d a ingestão direta p o r m e i o d e alimentos. No
m u n d o é relevante a p r e s e n ç a d e níveis de pesticidas e s e u s metabólitos (Sattier
et al., 2 0 0 7 ) no ar (Duyzer, 2 0 0 3 ; Harner et a l . , 2006; H a m e r s e t al., 2 0 0 1 ) , e m
m a n a n c i a i s e á g u a s superficiais (Palma et a l . , 2 0 0 4 ; W o r r a l e B e s i e n , 2005;
Guzella e t al. 2 0 0 6 ; D u P r e e z e t a l . , 2005), n a s á g u a s para c o n s u m o h u m a n o
(Jones e t al., 1995; L a m b r o p o u l o u et a l . , 2 0 0 7 ) , e m á g u a s m a r i n h a s ( B o c q u e n é et
al., 2 0 0 5 ) , no solo (Graven e Hoy, 2 0 0 5 ; G l o s e et a l . , 1998), b e m c o m o nos
a l i m e n t o s (Veneziano et a l . , 2 0 0 4 ; A N V I S A , 2 0 0 6 b ; A N V I S A , 2 0 0 7 ; Ortelli e t al.,
2 0 0 4 ; F D A , 2005; Looser et a l . , 2 0 0 6 ; E U , 2 0 0 7 ) e materiais biológicos ( P r o e n ç a
et al., 2 0 0 4 ) . Os pesticidas e s t ã o e n t r e os c o n t a m i n a n t e s sintéticos q u e m a i s s e
d e s t a c a m na d e g r a d a ç ã o d o s recursos hídricos e cujos efeitos a t i n g e m diversos
graus d e toxicidade ( M a c e d o , 2 0 0 2 ) . N o Brasil, na s u b - b a c i a do Pirapó, na bacia
d o P a r a n á , 9 7 , 2 % d a s a m o s t r a s d e á g u a de a b a s t e c i m e n t o e 1 0 0 % das a m o s t r a s
p r o c e d e n t e s dos mananciais a p r e s e n t a r a m resíduos d e pesticidas (Matos, 2001).
3.3 Pesticidas
Há inúmeras d e n o m i n a ç õ e s
e definições
na
literatura q u a n t o
agrotóxicos. E inúmeras d e n o m i n a ç õ e s p a r a designar sua a ç ã o :
aos
pesticidas,
agrotóxicos, praguicidas, biocidas, defensivos agrícolas ( L a r a e Batista, 1992).
Dentre
as
definições,
a
legislação
brasileira
estabelece
como
agrotóxicos e afins c o m o os:
produtos e agentes d e p r o c e s s o s , físicos, q u í m i c o s e / o u biológicos
destinados ao u s o n o s setores d e p r o d u ç ã o , no a r m a z e n a m e n t o e
beneficiamento d e p r o d u t o s agrícolas, nas p a s t a g e n s , na proteção d e
florestas, nativas o u plantadas, e de o u t r o s e c o s s i s t e m a s e d e
a m b i e n t e s urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a
c o m p o s i ç ã o da flora o u d a fauna, a f i m de preservá-la d a a ç ã o d a n o s a
d e seres vivos c o n s i d e r a d o s n o c i v o s , b e m c o m o a s substâncias e
produtos e m p r e g a d o s c o m o desfolhantes, d e s s e c a n t e s , estimuladores
e inibidores de c r e s c i m e n t o (Brasil, 2 0 0 2 ) .
29
S e g u n d o R a v e n et al. (1995), pesticidas são g r u p o s d e s u b s t â n c i a s
q u í m i c a s utilizadas na agricultura e e m a n i m a i s para controlar pestes e d o e n ç a s ;
por e x e m p l o , inseticidas para controlar o s insetos, herbicidas para controle d e
plantas d a n i n h a s , fungicidas para f u n g o s , rodenticidas para roedores, n e m a t i c i d a s
para
nematóides,
carrapaticidas
para
agrícolas utilizados na agricultura
controle
de
carrapatos.
recebem também
Os
o nome de
produtos
defensivos
agrícolas e s e u s r e m a n e s c e n t e s s ã o os r e s í d u o s d e pesticidas o u agrotóxicos.
No Codex
Alimentarius,
c o n t a m i n a n t e é qualquer s u b s t â n c i a q u e e s t á
p r e s e n t e e m d e t e r m i n a d o alimento, não a d i c i o n a d a intencionalmente no alimento,
c o m o resultado d a p r o d u ç ã o (incluídas a s o p e r a ç õ e s realizadas na agricultura,
z o o t e c n i a e m e d i c i n a veterinária), d a fabricação, da elaboração, d o tratamento, d o
e n v a s e , do e m p a c o t a m e n t o , d o transporte o u do a r m a z e n a m e n t o d e detemriinado
a l i m e n t o c o m o resultado d a c o n t a m i n a ç ã o ambiental. Este t e r m o n ã o se aplica
a o s f r a g m e n t o s d e insetos, roedores e o u t r o s materiais estranhos ( F A O , 2007).
Pesticidas é q u a l q u e r s u b s t â n c i a destinada a prevenir, destruir, atrair,
repelir o u c o m b a t e r qualquer praga, incluídas as e s p é c i e s indesejadas d e plantas
o u animais, d u r a n t e a
produção, annazenamento,
transporte, distribuição
e
e l a b o r a ç ã o d e alimentos, produtos agrícolas o u alimentos para animais, q u e p o d e
ser a d m i n i s t r a d a aos a n i m a i s para c o m b a t e r os ectoparasitos. O t e r m o inclui
t a m b é m substâncias d e s t i n a d a s c o m o r e g u l a d o r a s d e crescimento d e p l a n t a s ,
desfolhantes,
dessecantes,
agentes
para
reduzir
a densidade
da
fruta
ou
inibidores de g e r m i n a ç ã o e a s s u b s t â n c i a s aplicadas para o s cultivos antes o u
d e p o i s da colheita para proteger o p r o d u t o contra a deterioração durante
o
a r m a z e n a m e n t o e o transporte. O t e n n o n ã o inclui o s fertilizantes, nutrientes d e
o r i g e m vegetal o u a n i m a l , aditivos alimentares e m e d i c a m e n t o s para a n i m a i s
( C o d e x Alimentarius, 2 0 0 7 ) .
Os agrotóxicos p o d e m ser classificados quanto à a ç ã o e ao g r u p o
q u í m i c o . Os g r u p o s q u í m i c o s d e agrotóxicos mais utilizados s ã o : o r g a n o c l o r a d o s ,
organofosforados,
carbamatos,
piretróides,
ditiocarbamatos,
benzimidazóis,
triazinas e o u t r o s . Alguns grupos q u í m i c o s , p o r é m , p o d e m a p r e s e n t a r diversos
m o d o s de ação.
30
O s primeiros pesticidas sintéticos f o r a m introduzidos n o s a n o s 1940,
p o r é m a p ó s várias d é c a d a s de u s o
intenso, tornou-se
evidente q u e
estes
produtos, pela sua característica d e persistência e toxicidade, trariam efeitos
prejudiciais a o s o r g a n i s m o s para o s q u a i s não s e d e s t i n a v a m , inclusive o s seres
h u m a n o s ( M a c e d o , 2 0 0 2 ; B e n n , 1991)
3 . 3 . 1 . Inseticidas - C a r b a m a t o s
O s pesticidas n-metilcarbamatos s ã o inseticidas alternativos d a família
d o s o r g a n o c l o r a d o s q u e t ê m a u m e n t a d o o s e u u s o nos últimos anos d e v i d o à
polaridade, labilidade, baixa persistência no m e i o a m b i e n t e e baixa toxicidade nos
m a m í f e r o s (Delgado et al., 2 0 0 1 ; S u n e t al., 2 0 0 3 ) . Os c a r b a m a t o s são u m grupo
d e c o m p o s t o s c o m estrutura geral R1OCONR2R3, derivados d o ácido c a r b â m i c o ,
c o m a introdução d e diferentes substituintes ( D e l g a d o et al., 2001). D e n t r e os
inúmeros c a r b a m a t o s o s m a i s u s a d o s mundialmente s ã o aldicarbe, aldicarbe
sulfona, aldicariDe s u i f ó x i d o , carbaril, c a r b o f u r a n , metomil, metiocarbe, o x a m i l ,
pirimicarbe e p r o p o x u r ( G o t o et al., 2006). O s c a r b a m a t o s e m geral e
seus
produtos d e t r a n s f o r m a ç ã o s ã o de natureza p o l a r e t e r m i c a m e n t e lábeis; estas
propriedades
limitam
o
uso
de t é c n i c a de
cromatografia
gasosa
para
sua
quantificação (Jeong et al., 1999; D e l g a d o et al., 2 0 0 1 ) .
3 . 3 . 1 . 1 . A l d i c a r b e , a l d i c a r b e s u i f ó x i d o e a l d i c a r b e sulfona
S
O
Figura 1 a - Estrutura q u í m i c a de aldicarbe F i g u r a 1 b - Estrutura q u í m i c a de
aldicarbe suifóxido
31
Figura 1 c - Estrutura q u í m i c a d e aldicarbe sulfona
O
aldicarbe,
nome
(methylthio)propionaldehyde
químico
0-methylcarbamoyloxime,
(lUPAC):
com
2-methyl-2-
estrutura
química
(Figura 1 a), c o n h e c i d o c o m o "Temik", é u m inseticida sistêmico, acaricida e
n e m a t i c i d a com a ç ã o d e contato e e s t o m a c a l . Na planta s u a ação é sistêmica,
c o m toxicidade a g u d a e x t r e m a m e n t e forte e m m a m í f e r o s (Tomiin, 1 9 9 4 ; IPCS,
2007; ANVISA, 2006a).
S e g u n d o a lARC (International A g e n c y for R e s e a r c h o n
C â n c e r ) , o aldicarbe apresenta toxicidade a g u d a alta, m a s n ã o há d a d o s para
avaliar a carcinogenicidade no s e r h u m a n o ( l A R C , 2 0 0 7 ) . O aldicarbe, no ser
h u m a n o , pode ser absorvido via trato gastrintestinal, e m contato c o m a pele e
pela inalação na fomna d e pó. Q u a n t o à toxicologia, o aldicarbe é classificado
c o m o u m potencial c a n c e r í g e n o , indutor d e t u m o r e s , n ã o h a v e n d o evidências d e
m u t a g e n i c i d a d e e t e r a t o g e n i c i d a d e . Aldicarbe é não c u m u l a t i v o e é r a p i d a m e n t e
m e t a b o l i z a d o e m plantas e a n i m a i s . O p r o d u t o inicial d a d e g r a d a ç ã o é muito
tóxico p a r a m a m í f e r o s ( I P C S , 2 0 0 7 ) . Os inseticidas agrícolas n o s locais o n d e s ã o
a p l i c a d o s , além d e a t u a r e m s o b r e o s insetos e pragas, p o d e m causar a morte d e
outros animais, c o m o a v e s , p e i x e s , o que p o d e alterar o e c o s s i s t e m a , atingindo
inclusive o ser h u m a n o .
No solo é aplicado para controle d e diversos tipos d e insetos, aranhas
e n e m a t ó i d e s . T e m s u a a ç ã o d e controle nos p r o d u t o s c o m o :
batata-doce,
b e t e r r a b a , m o r a n g o , batata, alho e centeio. É aplicado t a m b é m e m culturas d e :
uva, a m e n d o i m , soja, frutas cítricas, banana, café, s o r g o , p e c a , a l g o d ã o , batatadoce, c a n a - d e - a ç ú c a r e outros g r ã o s (Tomiin, 1994).
Depois d a aplicação, o aldicarbe é g r a d u a l m e n t e t r a n s f o r m a d o e m
aldicarbe suifóxido (confonme estrutura q u í m i c a na Figura 1 . b), e
aldicarbe
sulfona (conforme Figura 1 . c), q u e pode d e g r a d a r - s e e m o x i m a e na f o r m a d e
nitrila.
E m muitos c a s o s , estes dois p r o d u t o s da d e g r a d a ç ã o p o d e m sofrer
32
hidrólise, f o r m a n d o p r o d u t o s mais tóxicos q u e os d e origem ( J o n e s e Estes, 1995;
N u n e s , 2 0 0 0 ) . O aldicarbe é o x i d a d o
r a p i d a m e n t e para
suifóxido; 4 8 %
da
c o n v e r s ã o p a r a suifóxido ocorrem d u r a n t e 7 dias depois d a aplicação e m certos
tipos de s o l o s . O suifóxido é o x i d a d o m a i s lentamente para sulfona. O aldicarbe
suifóxido é o c o m p o s t o d e maior importância, d e v i d o à alta atividade sistêmica e á
persistência d a atividade inseticida e m s o l o ( N u n e s , 2000). E m geral, a e x p o s i ç ã o
da
população
por aldicarbe o c o r r e principalmente
através
de alimentos.
A
ingestão d e alimentos c o n t a m i n a d o s c o n d u z à incidência d e metabólitos tóxicos
(suifóxido e sulfona).
3.3.1.2. C a r b a r i l
H
, C
F i g u r a 2 - Estrutura q u í m i c a d e carbaril
O carbaril, n o m e químico ( l U P A C ) : 1-naphthyl m e t h y l c a r b a m a t e e c o m
estrutura q u í m i c a , c o n f o r m e a Figura 2, é u m inseticida c o m fraca p r o p r i e d a d e
sistêmica e c o m a ç ã o d e contato e e s t o m a c a l . Fraco inibidor de colinesterase,
t a m b é m a g e c o m o regulador d e plantas (Tomiin, 1994; I P C S , 2 0 0 7 ; A N V I S A ,
2 0 0 6 a ) . Q u a n t o à toxicidade d e carbaril, não há evidências carcinogênicas, e m
c a m u n d o n g o s , pelo c r e s c i m e n t o d e t u m o r e s , q u a n d o administrada a m á x i m a
dose
diária
no
nível
de
400
mg/kg
(20
mg/kg/dia)
por
80
semanas.
A
t e r a t o g e n i c i d a d e é o b s e r v a d a e m d e s c e n d e n t e s d e cachorros, c o m d o s e diária
administrada d e 6,35 m g / k g . N ã o f o r a m o b s e r v a d a s evidências d e u m efeito
potencial m u t a g ê n i c o . O carbaril é m o d e r a d a m e n t e tóxico e m h u m a n o , f a c i l m e n t e
m e t a b o l i z a d o , m a s é provável o risco e m d o s e a g u d a . P o d e ser absorvido pela
m u c o s a da b o c a , inalação do pó e e m contatos extensivo a t r a v é s da p e l e ( I P C S ,
2 0 0 7 ) . Na agricultura é aplicado no controle de insetos de m a i s de 120 tipos d e
grãos, incluindo v e g e t a i s e frutas. Nomrialmente é utilizado e m culturas
de
m a n g a s , b a n a n a , m o r a n g o , noz, videira, oliveira, a m e n d o i m , soja, a l g o d ã o , arroz,
33
fumo,
beterraba,
milho, s o r g o , alfafa, b a t a t a ,
plantas
ornamentais e
matas
(Tomiin, 1994; I P C S , 2007; A N V I S A , 2006a).
3.3.1.3. C a r b o f u r a n o
Figura 3 - Estrutura química de carbofurano
O
carbofurano,
nome
químico
(lUPAC):
2,3-dihydro-2,2-
dimethylbenzofuran-7-yl m e t h y l c a r b a m a t e e c o m estrutura química na Figura 3, é
u m inseticida e u m
nematicida c o m a ç ã o p r e d o m i n a n t e m e n t e
d e contato e
e s t o m a c a l , com a ç ã o de inibidora d a colinesterase ( T o m i i n , 1994; I P C S , 2007;
A N V I S A , 2006). N ã o há e v i d ê n c i a (a longo prazo) d e carcinogenicidade, nas
doses
diárias
administradas
de
100
mg/kg
(em
ratos),
500
mg/kg
(em
c a m u n d o n g o s ) e, e m cachorros d o s e d e 4 0 0 m g / k g . Q u a n t o à teratogenicidade,
não t e m sido o b s e r v a d a s evidências, considerando-se e x p e r i m e n t o s e m rato e m
gestação,
na
camundongos
administração
não
de
consideram
1,20
mg/kg/dia
mutagenicidade
por
para
6
dias.
Estudos
estes a n i m a i s .
No
em
ser
h u m a n o , p o d e ser a b s o r v i d o n o trato gastrintestinal, pelo contato c o m a pele, pela
inalação d o pó o u n a f o r m a d e spray
no controle do s o l o , de
(IPCS, 2 0 0 7 ) . O c a r b o f u r a n o é e m p r e g a d o
insetos foliares e
nematóides
em v e g e t a i s
como:
beterraba, milho, s o r g o , couve-flor, g r ã o s o l e o s o s , batata, alfafa, a m e n d o i m , soja,
cana-de-açúcar, a r r o z , a l g o d ã o , café, tabaco, lavanda, laranja, videira, m o r a n g o ,
b a n a n a s , c o g u m e l o s e outros g r ã o s (Tomiin, 1 9 9 4 ; I P C S , 2007; A N V I S A , 2006a).
E m animais, c o m o e m ratos, o carbofurano é metabolizado c o m
mecanismo
hidrolítico e m e c a n i s m o oxidativo. Depois d e 2 4 horas d e tratamento, 7 2 % da
d o s e é eliminada na urina, 2 % nas f e z e s e e m torno de 4 3 % da d o s e administrada
s ã o hidrolisados. A c i m a d e 9 5 % d o material excretado n a urina é na f o r m a de
metabólitos c o n j u g a d o s 3-cetocarbofurano f e n ó l i c o e 3-hidroxicarbofurano. A m b o s
34
os metabólitos e s t ã o p r e s e n t e s na f o r m a livre. N a s plantas, o c a r b o f u r a n o
é
rapidamente
e
metabolizado
nos
inseticidas
3-hidroxicarbofurano
c e t o c a r b o f u r a n o . E m solo e á g u a , d e c o m p õ e - s e d e 3 0 a 6 0 d i a s a p ó s a a p l i c a ç ã o
( I P C S , 2007).
3.3.1.4. M e t i o c a r b e
CH,
F i g u r a 4 - Estrutura q u í m i c a d e m e t i o c a r b e
O
metiocarbe,
nome
químico
(lUPAC):
4-methyltio-3,5-xylyl
m e t h y l c a r b a m a t e e estrutura q u í m i c a na Figura 4 , é u m inseticida não-sistêmico e
acaricida c o m a ç ã o d e c o n t a t o e e s t o m a c a l . É u m molusquiticida c o m a ç ã o
neurotóxica ( T o m i i n , 1 9 9 4 ; I P C S , 2 0 0 7 ; A N V I S A ,
2006). D e a c o r d o c o m
a
Organização M u n d i a l da S a ú d e , o metiocarbe, c o m o ingrediente ativo e c o m g r a u
técnico, é c o n s i d e r a d o c o m o f o r t e m e n t e tóxico ( W H O , 2 0 0 4 ) . É utilizado
na
cultura de m i l h o , beterraba e t a m b é m n a criação d e aves, c o m o repelente. O
metiocarbe é aplicado t a m b é m c o m o controle de a l g u n s insetos e m p o m a r e s d e
frutas, m o r a n g o s , batatas, milho, vegetais e plantas o r n a m e n t a i s ( T o m i i n , 1 9 9 4 ;
I P C S , 2007; A N V I S A , 2 0 0 6 ) .
35
3.3.1.5. M e t o m i l
-o
H3C
NH
H3C
Figura 5 - Estrutura q u í m i c a d e metomil
O metomil, n o m e químico (lUPAC): S-methyl
t h i o a c e t a m i d a t e e estrutura química
(Figura 5 ) , é u m
N-(methylcarbamoyloxy)
inseticida s i s t ê m i c o
e
acaricida c o m ação d e c o n t a t o e e s t o m a c a l ( T o m i i n , 1994; I P C S , 2 0 0 7 ; A N V I S A ,
2 0 0 6 ) . N ã o há evidências d e carcinogenicidade e m e s t u d o s realizados e m ratos,
t e r a t o g e n i c i d a d e e m c o e l h o s (na administração diária na d i e t a e m níveis d e 5 0 a
1 0 0 mg/kg por 8 a 16 d i a s d e gestação). N ã o há e v i d ê n c i a s d e alterações
celulares e m estudos realizados e m coelhos. No ser h u m a n o , é absorvido n o trato
gastrointestinal, pelo c o n t a t o c o m a p e l e e pela inalação d o pó e na f o r m a d e
spray
( I P C S , 2007). O inseticida t e m largo e s p e c t r o para o controle de i n ú m e r o s
insetos e
aracnídeos de pequeno
porte, s e n d o utilizado e m frutas, videira,
vegetais, p l a n t a s o r n a m e n t a i s , plantação de g r ã o s , fibra, a l g o d ã o , t a b a c o e soja
(Tomiin, 1 9 9 4 ; IPCS, 2 0 0 7 ; A N V I S A , 2 0 0 6 a ) .
3.3.1.6. P i r i m i c a r b e
H3C
F i g u r a 6 - Estrutura química d e pirimicarbe
O
pirimicarbe,
nome
químico
(lUPAC):
2-dimethylamino-5,6-
d i m e t h y l p y r i d i n - 4 - y l - d i m e t y l c a b a m a t e e c o m estrutura química c o n f o r m e Figura 6,
é u m inseticida seletivo c o m a ç ã o d e contato, e s t o m a c a l e respiratório ( T o m i i n ,
1 9 9 4 ; I P C S , 2007; A N V I S A , 2 0 0 6 ) . D e acordo c o m a O r g a n i z a ç ã o Mundial da
36
S a ú d e , o pirimicarbe, c o m o ingrediente a t i v o e g r a u técnico, é
considerado
m o d e r a d a m e n t e t ó x i c o ( W H O , 2 0 0 4 ) . Para m a m í f e r o s n ã o é c a r c i n o g ê n i c o e n ã o
a p r e s e n t a efeitos reprodutivos a d v e r s o s ( T o m i i n 1994). É utilizado e m cereais,
frutas, plantas o r n a m e n t a i s , m o r a n g o s , b a t a t a s , c a n a - d e - a ç ú c a r e f o r r a g e m d e
beterraba, a l g o d ã o , oliva, t a b a c o e grãos ( T o m i i n , 1 9 9 4 ; I P C S , 2 0 0 7 ; A N V I S A ,
2006a).
3.3.1.7. P r o p o x u r
Figura 7 - Estrutura q u í m i c a de p r o p o x u r
O
propoxur,
nome
químico
(lUPAC):
2-isopropoxyphenyl
m e t h y l c a r b a m a t e e estrutura q u í m i c a , c o n f o n n e Figura 7, é u m inseticida n ã o sistêmico c o m a ç ã o de c o n t a t o e e s t o m a c a l ( T o m i i n , 1994; I P C S , 2 0 0 7 ;
A N V I S A , 2 0 0 6 a ) . D e acordo c o m a O r g a n i z a ç ã o M u n d i a l d a S a ú d e , propoxur,
c o m o ingrediente ativo e g r a u técnico, é considerado m o d e r a d a m e n t e tóxico
( W H O , 2 0 0 4 ) . E m e s t u d o s realizados e m c a m u n d o n g o s , o p r o p o x u r
não
a p r e s e n t o u e f e i t o carcinogênico e teratogênico e m c a m u n d o n g o s . E m relação
a o efeito m u t a g ê n i c o , não há d a d o s p a r a avaliação ( I P C S , 2007). É utilizado
n a s culturas, á r e a s d e e s t o c a g e m de alimentos, c a s a s d o m é s t i c a s e animais
domésticos.
É
utilizado
para
combate
em
frutas,
vegetais,
plantas
o r n a m e n t a i s , u v a , milho, alfafa, soja, a l g o d ã o , cana-de-açúcar, a r r o z , cacau e
m a t a (Tomiin, 1994; IPCS, 2 0 0 7 ; A N V I S A , 2006a).
Os c a r b a m a t o s são lipossolúveis e penetram no o r g a n i s m o pela p e l e
íntegra, não n e c e s s i t a n d o de s o l u ç ã o de continuidade. E s s e s p r o d u t o s tóxicos
não s e a c u m u l a m no organismo, m a s os e f e i t o s p o d e m s e prolongar p o r períodos
de v á r i a s s e m a n a s . O s c o m p o s t o s c a r b a m a t o s a t u a m d e maneira similar a o s
organofosforados, inibindo a e n z i m a colinesterase, essencial para t r a n s m i s s ã o d o
impulso dos n e r v o s (Proença et a l . , 2004; M a c e d o , 2 0 0 2 ) . A diferença é que a
37
ligação química d o s c a r b a m a t o s
"reversível"
e
o
com
desacoplamento
a enzima
molecular
é fraca, a
pode
ocorrer
inibição é
dita
rapidamente
e
e s p o n t a n e a m e n t e , m a s é n o r m a l m e n t e d e curta d u r a ç ã o . A e n z i m a colinesterase
inibida pode ser reativada e m questão d e minutos o u horas, e s p o n t a n e a m e n t e , e
s e tornar funcional n o v a m e n t e . Os c o m p o s t o s c a r b a m a t o s não s ã o retidos no
o r g a n i s m o , por isso n ã o a p r e s e n t a m e f e i t o cumulativo. Este grupo é representado
p o r grande n ú m e r o d e inseticidas agrícolas e d o m é s t i c o s ( M a c e d o , 2002).
3 . 3 . 2 . Herbicidas - T r i a z i n a s
O u t r o g r u p o i m p o r t a n t e de herbicidas s ã o as triazina. U m dos quais é a
atrazina q u e , nos Estados U n i d o s , foi u m a das q u e a p r e s e n t o u , n o s últimos a n o s ,
o maior índice d e v e n d a . A d e s c o b e r t a das m o l é c u l a s deste g r u p o q u í m i c o
o c o r r e u no início da d é c a d a d e 1950 p e l a e m p r e s a G e i g y Q u í m i c a , de o r i g e m
s u í ç a . O uso comercial foi iniciado na d é c a d a d e 1960 e, d e s d e e n t ã o , a atrazina
é o herbicida d e maior uso mundial, d e v i d o ao e x t e n s o espectro d e aplicação,
principalmente
no controle
d e folhas
largas
(Solomon
et al.,
1996).
Estes
herbicidas s ã o derivados simétricos c l o r a d o s d a triazina, q u e é o produto d a
polimerização d o cloro d e cianogênio n a p r e s e n ç a d e cloreto d e alumínio a n i d r o
como
catalisador
(Macedo,
2002).
O
estudo
sobre
herbicidas
(atrazina
e
simazina) t e m importância d e v i d o à p r e s e n ç a d e s t e s pesticidas e m solos e á g u a s
d e superfície por suas características d e alta persistência e forte solubilidade,
constituindo-se, a s s i m , g r a n d e p r e o c u p a ç ã o ao m e i o a m b i e n t e (Cai e t al., 2 0 0 4 ) .
3 . 3 . 2 . 1 . Atrazina
CHj
Figura 8 - Estrutura química d e atrazina
38
A atrazina, nonne q u í m i c o ( l U P A C ) : 6-cliioro-N^-ethyl-N^-isopropyl-1,
3,5-triazine-2,4-diamine
e
com estrutura
química
confonne
Figura
8,
é
um
herbicida sistêmico, absorvido principalmente pelas raízes, m a s t a m b é m pelas
folhagens ( T o m l i n , 1994). A atrazina t e m a p r e s e n t a d o toxicidade a l o n g o prazo
e m ratos, c a m u n d o n g o s e c a c h o r r o , mas n ã o é c o n s i d e r a d a c o m e v i d ê n c i a s
convincentes d a carcinogenicidade e m animais ( I P C S , 2 0 0 7 ) . S e g u n d o a l A R C
(2007), é considerada p o s s i v e l m e n t e c a n c e r í g e n a a o ser h u m a n o , c o m limite de
evidência para animais d e e x p e r i m e n t a ç ã o . Q u a n t o à teratogenicidade, a atrazina
d e m o n s t r o u ser tóxica e letal em e m b r i õ e s , m a s n ã o e m ratos e coelhos, q u a n d o
administrada e m doses tóxicas. O s resultados d e testes de ensaio m o s t r a m a
ausência d e m u t a g e n i c i d a d e . A atrazina pode ser absorvida p e l o ser h u m a n o pelo
trato gastrointestinal, inalação e p e l o contato c o m a pele ( I P C S , 2007). A atrazina
é um
herbicida pré e p ó s - e m e r g e n t e c o m eficiente bloqueio fotossintético, além
d o que interfere e m o u t r o s processos enzimáticos. Este herbicida propicia u m
seletivo controle d e g r a m a s ou d e e r v a d a n i n h a e m plantações de: milho, sorgo,
aspargo, uvas, frutas d e p o m a r e s , frutas d e b o s q u e , cana-de-açúcar, b a n a n a ,
abacaxi, g o i a b a , café, palmeira e rosa. Na agricultura, p o d e ser a p l i c a d a e m
c o m b i n a ç ã o c o m outros herbicidas (Tomlin, 1 9 9 4 ; I P C S , 2007; A N V I S A , 2 0 0 6 ) .
3.3.2.2. S i m a z i n a
CH3
NH
'
NH
Y
Figura 9 - Estrutura q u í m i c a de s i m a z i n a
A simazina, n o m e q u í m i c o ( l U P A C ) : 2-chloro-N^, N'* - diethyl- 1 , 3 , 5 triaz¡ne-2,4-diamine e c o m estrutura química c o n f o n n e Figura 9, é u m herbicida
seletivo sistêmico, absorvido pelas raízes ( T o m l i n , 1994; I P C S , 2007; A N V I S A ,
2006). D e a c o r d o c o m a O r g a n i z a ç ã o M u n d i a l da S a ú d e , é d e s c o n h e c i d a a
toxicidade d a simazina c o m o ingrediente ativo e g r a u t é c n i c o e m u s o n o n n a l
( W H O , 2 0 0 4 ) . É utilizada n o controle d e g r a m a s , p o m a r e s de frutas, frutas cítricas
39
e e m culturas de: u v a , m o r a n g o , noz, oliveira, abacaxi, feijão, ervilha, m i l h o ,
c e r e a l d o c e , a s p a r g o , alfafa, cana-de-açúcar, c a c a u , c a f é , b o r r a c h a , palmeira,
c h á , plantas o r n a m e n t a i s e florestas ( T o m l i n , 1994; IPCS, 2 0 0 7 ; A N V I S A , 2 0 0 6 a ) .
T a n t o a simazina c o m o a atrazina são usadas e m plantações de m i l h o
e o u t r o s produtos agrícolas, s e n d o que a primeira tem importante aplicação, pois,
e m altas d o s a g e n s , e x t e n n i n a e r v a s d a n i n h a s de m o d o persistente e n ã o seletivo,
s e n d o u s a d a nas m a r g e n s de rodovias e ferrovias ( B e n n , 1991).
3.3.3. F u n g i c i d a s - B e n z i m i d a z ó i s
Os
pesticidas
fungicidas
são
largamente
utilizados
na
indústria,
agricultura e e m uso d o m é s t i c o , c o m g r a n d e n ú m e r o de propósitos: n o processo
de e s t o c a g e m e d u r a n t e a e m b a r c a ç ã o , para proteção d e g r ã o s e s e m e n t e s . S ã o
e n o r m e s o s efeitos potenciais, c a u s a n d o efeitos a d v e r s o s à s a ú d e
humana
( B l a s c o et a l . , 2003).
Os
pesticidas
sistêmicos
são
fungicidas
largamente
usados
na
agricultura, principalmente no t r a t a m e n t o pré e pós-colheita, para controle d e
pragas
em
frutas,
verduras
e
vegetais
patógenos.
São
pesticidas
muitos
d e t e c t a d o s durante o s p r o g r a m a s de m o n i t o r a m e n t o p a r a avaliar a e x p o s i ç ã o
d e s t e s fungicidas p e l o s alimentos. O s
principais c o m p o s t o s d a família
dos
b e n z i m i d a z ó i s são: b e n o m i l , c a r b e n d a z i m , tiabendazol e tiofanato metílico.
O b e n o m i l é um f u n g i c i d a sistêmico aplicado e m solo p a r a controle d e
d o e n ç a s d e u m a variedade d e frutas. O carbendazim s e d e g r a d a e m
dois
c o m p o s t o s , q u e são o benomil e o tiofanato metílico (Anastassiades e t al., 1998),
fungicidas
sistêmicos
usados
também
no
combate
de
muitas
doenças
( V e n e n z i a n o e t al., 2 0 0 4 ) . É d e s e acreditar q u e a atividade fúngica d o benomil é
devida à p r e s e n ç a d e c a r b e n d a z i m ( G u a n et al., 1994). Por e s t a razão
os
fungicidas b e n z i m i d a z ó i s e m alimentos c o n s t i t u e m um significante risco à s a ú d e
h u m a n a ( B a n k s et a l . , 1997; U r a n i et al., 1995).
40
3.3.3.1. Carbendazim
CH3
Figura 10 - Estrutura q u í m i c a d e c a r b e n d a z i m
O
carbendazim,
nome
químico
(lUPAC):
methyl
benzimidazol-2-
y l c a r b a m a t e e c o m estrutura química (Figura 10), é u m fungicida sistêmico c o m
a ç ã o d e proteção e curativa. É absorvido pela raiz e tecidos v e r d e s (Tomlin, 1994;
I P C S , 2 0 0 7 ; A N V I S A , 2 0 0 6 a ) . Em muitos estudos, efetuados e m c a m u n d o n g o s
e m a m b o s o s s e x o s , a carcinogenicidade d e c a r b e n d a z i m é o b s e r v a d a
pela
presença de tumores. Carbendazim
má-
formações
e anomalias
em
c a u s a crescimento d e células c o m
ratos c o m
7
a
16 d i a s de g e s t a ç ã o ,
quando
administrado e m d o s e s diárias acima d e 10 mg/kg/dia. Não há efeitos d o m i n a n t e s
a d v e r s o s no t e s t e de m u t a ç ã o letal o u fetal e m ratos e c a m u n d o n g o s . N ã o há
d a d o s para a v a l i a ç ã o da absorção h u m a n a , s o m e n t e e m a n i m a i s , nos q u a i s o
c a r b e n d a z i m é absorvido via trato gastrointestinal.
Ele p o d e f r a c a m e n t e
ser
absorvido por inalação e através d e contato c o m a p e l e (IPCS, 2 0 0 7 ) . É aplicado
para o controle d e d o e n ç a s fúngicas nos cereais, frutas (cítricas, m o r a n g o s ,
bananas,
abacaxis,
ornamentais,
magas,
café, algodão,
abacate,
arroz,
uvas
e
fibra, feijão,
outras),
vegetais,
cana-de-açúcar,
plantas
amendoim,
b o r r a c h a , f u m o , c o g u m e l o e outros g r ã o s (Tomlin, 1994; I P C S , 2 0 0 7 ; A N V I S A ,
2006a).
3.3.3.2. T i a b e n d a z o l
~N
N-
Figura 1 1 . - Estrutura q u í m i c a d e t i a b e n d a z o l
41
O t i a b e n d a z o l , nonne q u í m i c o ( l U P A C ) : 2-(thiazol-4-yl)benzimidazole; 2(1,3-thiazol-4-yl)benzimidazole
e
com
estrutura
química
(Figura
11),
é
um
fungicida sistêmico c o m a ç õ e s d e proteção e curativa ( T o m l i n , 1994; I P C S , 2 0 0 7 ;
ANVISA,
2006a).
De
acordo
com
a
Organização
Mundial
da
Saúde,
é
d e s c o n h e c i d a a toxicidade d o t i a b e n d a z o l , c o m o ingrediente ativo e grau técnico,
e m uso n o r m a l ( W H O , 2 0 0 4 ) . É aplicado n a s culturas d e aspargo, abacate,
b a n a n a , c e v a d a , feijão, repolho, aipo, chicória, cereja, f r u t a s cítricas, algodão,
fibra, m a n g a , c o g u m e l o , aveia, c e b o l a , plantas o r n a m e n t a i s , soja, m o r a n g o , frutas
d e p o m a r e s , batata, arroz, b e t e r r a b a , batata-doce, f u m o , t o m a t e , videira e trigo. É
t a m b é m utilizado n o t r a t a m e n t o para controle d e d o e n ç a s d e frutas estocadas
(Tomlin, 1 9 9 4 ; IPCS, 2 0 0 7 ; A N V I S A , 2006a).
3.3.3.3. T i o f a n a t o m e t í l i c o
"hJH
"S'
"O'
Figura 1 2 . - Estrutura q u í m i c a de tiofanato metílico
O tiofanato metílico, cuja n o m e n c l a t u r a s e g u n d o a l U P A C é: dimethyl
4,4'-(o-phenylene)bis(3-thioallophanante) e c o m estrutura q u í m i c a (Figura 12), é
u m fungicida c o m a ç ã o de p r o t e ç ã o e curativa d e diversas d o e n ç a s provocadas
por f u n g o s patogênicos e m plantas (Tomlin, 1 9 9 4 ; IPCS, 2 0 0 7 ; A N V I S A , 2006a).
D e a c o r d o c o m a O r g a n i z a ç ã o M u n d i a l da S a ú d e , é d e s c o n h e c i d a a toxicidade do
tiofanato metílico, c o m o ingrediente ativo e g r a u técnico, e m uso n o r m a l ( W H O ,
2 0 0 4 ) . É utilizado p a r a o c o m b a t e d e inúmeros f u n g o s q u e a p a r e c e m e m : cereais,
p e r a s , m a ç ã s , v e g e t a i s , m o r a n g o , videira, oliveira, a i p o , arroz, b a n a n a , soja,
f u m o , rosa, cana-de-açúcar, f i g o s , a m o r a , chá, c a f é , a m e n d o i m , castanha e outro
g r ã o s ( T o m l i n , 1994; I P C S , 2 0 0 7 ; A N V I S A , 2 0 0 6 a ) .
A tendência atual é o d e s e n v o l v i m e n t o de pesticidas q u e t e n h a m a
meia-vida curta, c o m t e m p o suficiente para o controle d e pragas, tal c o m o os
fungicidas
sistêmicos, e q u e , e m b o r a
a l t a m e n t e tóxicos, a p r e s e n t a m
persistência no meio a m b i e n t e ( M a t o s , 2001).
menor
42
3.4. M é t o d o analítico
A quantidade e a variedade de produtos aplicados na agricultura e na
pecuária a u m e n t a r a m verticalmente no Brasil (Figura 13), t o r n a n d o necessário o
monitoramento
de
eventuais
resíduos
no
meio
ambiente
e
nos
alimentos
(Sanches et al., 2003), b e m c o m o a avaliação de risco pela ingestão de alimentos
(Caldas e Souza, 2000). A tendência das e m p r e s a s fabricantes de defensivos
agrícolas é pesquisar e sintetizar moléculas de maior c o m p l e x i d a d e e caráter
polar c o m alta eficiência d e a ç ã o pesticida. Por outro lado, se faz necessário o
desenvolvimento de m é t o d o s analíticos de alta rastreabilidade para maior n ú m e r o
de principios ativos, c o m alta sensibilidade de quantificação e confirmação. Para
tanto, t ê m sido desenvolvidos m é t o d o s analíticos para quantificar os residuos de
pesticidas, possibilitando m e n s u r a r e avaliar os riscos de c o n t a m i n a ç ã o h u m a n a .
^
3
•o
I
i
i
4.500 4
4.000
3.500
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
500
I
• TOTAL
u
• Herbicida
• Inseticida
• Fungicida
D
#
/
Ano
Fonte: MAPA, 2006
Figura 13 - Total d e vendas por classe d e defensivos agrícolas, no período do
a n o de 1989-2005
O
avanço
do
conhecimento
científico, aliado
ao
desenvolvimento
tecnológico na área laboratorial, t ê m permitido a verificação da qualidade e
segurança alimentar e m
relação á presença de agrotóxicos e m
prejudiciais ao ser h u m a n o (Martins, 2005).
níveis
não
43
3.4.1. Método multirresíduo
O m é t o d o multirresíduo, para d e t e r m i n a ç ã o d e resíduos d e pesticidas é
n o r m a l m e n t e a d o t a d o e m laboratorios, p e l a simplicidade d e d e t e r m i n a ç ã o
de
muitos pesticidas d e diversas c l a s s e s e d e grande n ú m e r o d e principios ativos,
após
uma
simples
monitoramento
extração,
(Hemandez
et
facilitando
al.,
a
demanda
2006).
A
rápida
preparação
e
eficiente
do
da
amostra
é,
f r e q ü e n t e m e n t e , a fase crítica d e u m m é t o d o mutlirresíduo, c o m a possibilidade
da diversidade d e substâncias q u e p o d e m s e r extraídas (Ortelli et al., 2004) e a
ineficiência de e x t r a ç ã o d o s analitos d e interesse a p l i c a d o s e m matrizes c o m
características e c o m p o s i ç ã o próprias. O s pesticidas s ã o m o l é c u l a s d e estruturas
c o m p l e x a s , c o m características q u í m i c a s diferentes, c o m o polarizabilidades
estabilidades, e
muitas v e z e s
se
degradam
rapidamente,
no
e
procedimento
analítico, a seus metabólitos o u a outros produtos.
3 . 4 . 1 . 1 . Extração - M é t o d o m u l t i r r e s í d u o
Muitos estudos d e m é t o d o s multirresíduos d e pesticidas d o grupo d e
c a r b a m a t o s , triazinas e b e n z i m i d a z ó i s t ê m sido descritos utilizando diferentes
s o l v e n t e s ou mistura de s o l v e n t e s na etapa d e extração, aplicados e m diferentes
matrizes.
Pang
determinação
et
de
al.
(2006)
pesticidas
estudaram
do
grupo
o
método
multirresíduo
organoclorados,
para
a
organofosforados,
c a r b a m a t o s , triazinas, piretróides e outros, e m tecidos animais, utilizando, para a
e x t r a ç ã o , uma mistura de s o l v e n t e s ; c i c l o e x a n o e acetato d e etila (1:1).
M é t o d o s multirresíduos t ê m sido descritos utilizando u m único solvente
o u m i s t u r a de solventes p a r a a s e x t r a ç õ e s de pesticidas e m alimentos c o m o
frutas, vegetais, cereais e a l i m e n t o s infantis p r o c e s s a d o s .
Pizzutti et al. (2007) utilizaram u m a mistura de solventes, a c e t o n a ,
diclorometano e éter de petróleo na proporção d e ( 1 : 1 : 1), para o estudo d a
e x t r a ç ã o de pesticidas na soja.
O solvente acetato d e etila foi e m p r e g a d o para a e x t r a ç ã o d e pesticidas
e m diferentes matrizes d e frutas, vegetais e cereais. Ortelli et a l . (2004) utilizaram
e m m a t r i z de f r u t a s (limão, u v a , m o r a n g o , m a ç ã , nectarina) e vegetais (salada
44
v e r d e , p e p i n o , c e n o u r a , espinafre, batata e pepino). Goto e t al. (2006) e x t r a í r a m
e m frutas e vegetais (espinafre, t o m a t e , batata, m a ç ã p e p i n o e a m e n d o i m ) . E m
o u t r o estudo, o solvente acetato de etila, J a n s s o n et al. (2004), utilizaram p a r a a
extração d e pesticidas e m misturas d e frutas e vegetais. A s misturas d e f n j t a s e
vegetais e r a m divididas c o n f o r m e as s u a s propriedades e o c o n s u m o do a l i m e n t o .
O m e s m o solvente foi utilizado para a extração e m frutas, tais c o m o : laranja,
tangerina, p ê s s e g o e nectarina por B l a s c o et al. (2005).
A
mistura d e solventes, acetonitrila
e ácido acético
(99:1),
foram
aplicados p a r a a e x t r a ç ã o d e pesticidas em a l i m e n t o infantil á b a s e d e c e r e a l ,
t o m a t e e b a t a t a ( L e a n d r o et al. 2007); e para m a ç ã , s e n d o esta técnica descrita
p o r Kovalczuki et al. (2006).
H e r n á n d e z e t al. (2006) extraíram os pesticidas c o m solvente m e t a n o l :
á g u a (8:2) e m 1 % d e ácido fórmico e m matrizes d e frutas c o m o t o m a t e , limão,
u v a seca e a b a c a t e .
A s o l u ç ã o d e 2 0 m M (milimolar) de a c e t a t o d e a m o n i o d e m e t a n o l e
á g u a , em p r o p o r ç ã o d e (95:5), foi utilizada para a extração d e pesticidas e m f r u t a s
( m a ç ã , a b a c a t e , laranja); vegetais (cenoura e alface) e c e r e a l (trigo) ( G r a n b y et
al-, 2004).
Em
uvas.
Otero
et
al.
(2007),
para
a
extração
pelo
método
multirresíduo d e fungicidas, utilizaram u m a mistura de d i c l o r o m e t a n o : a c e t o n a
( 7 5 : 2 5 , v/v).
A
mistura
de
solventes,
acetona
-
diclorometano
-
hexano,
na
proporção d e (50:20:30, v/v/v), foi utilizada para extração d e m a ç ã s e p e r a s ,
m é t o d o multirresíduo d e pesticidas (Lacassie et a l . , 1998).
3.4.2. Q u a n t i f i c a ç ã o e / o u c o n f i r m a ç ã o
A quantificação d e resíduos d e pesticidas, nos m a i s diferentes m e i o s e
matrizes, é t r a d i c i o n a l m e n t e realizada u s a n d o - s e técnicas cromatográficas. E s t a s
técnicas t ê m sua importância na análise química e m f u n ç ã o d e sua facilidade para
efetuar as s e p a r a ç õ e s , identificar, quantificar e confirmar a s e s p é c i e s p r e s e n t e s
na amostra, p o r m e i o s d e detectores específicos ( S a n c h e s et al., 2 0 0 3 ) .
45
A s aplicações d a s t é c n i c a s cromatográficas c r e s c e r a m intensamente
nos últimos 50 a n o s ; isto s e d e v e n ã o s o m e n t e ao d e s e n v o l v i m e n t o d e novos
tipos d e técnicas d e p r e p a r a ç ã o , s e p a r a ç ã o e d e t e c ç ã o , m a s t a m b é m
necessidade
crescente
de
técnicas
mais
precisas
e
sensíveis
pela
para
a
caracterização e quantificação de pesticidas d e interesse e m matrizes c o m p l e x a s ,
tais c o m o alimentos, á g u a s , ar, solo e fluidos biológicos ( S a n c h e s et al., 2 0 0 3 ) .
Pesticidas não-voláteis e t e r m o l á b e i s e a l t a m e n t e polares t ê m surgidos
nos ú l t i m o s anos, incluindo carboxiamidas, quinazolinas, pirimidinas, triazóis,
c a r b a m a t o s , neonicotinóides e morfolina. A c r o m a t o g r a f i a líquida t e m s i d o uma
técnica aplicada na d e t e r m i n a ç ã o d e s t e s c o m p o s t o s ( S a n i n o et a l . , 2004).
Para
a
quantificação
de
resíduos
de
pesticidas
do
grupo
de
c a r b a m a t o s , benzimidazóis e triazinas e m diferentes matrizes d e alimentos, a
técnica analítica d e quantificação u s u a l tem s i d o a c r o m a t o g r a f i a líquida d e alta
eficiência ( H P L C ) , c o m diferentes detectores d e ultravioleta (Pinto e J a r d i m , 2000;
Melo et a l . , 2005), diodo
array
( O t e r o et a l . , 2 0 0 7 ; L ó p e z - B l a n c o et a l . , 2002),
fluorescência ( C a b a l l o - L ó p e z e C a s t r o , 2 0 0 3 ; A b a d et a l . , 1999) e a c o p l a d o ao
espectrómetro d e m a s s a s . A t u a l m e n t e , a t é c n i c a de cromatografia líquida (LC)
acoplada a o e s p e c t r ó m e t r o de m a s s a s , c o m diferentes m o d o s de ionização,
analisadores
e detectores,
tem
despontado
como
técnica
analítica
de
alto
potencial, na análise d e resíduos d e pesticidas d e c o m p o s t o s c o m características
polares, iónicos e baixas volatilidade.
3.4.3. E s p e c t r o m e t r i a d e m a s s a s
Um
espectrómetro
de
massas
é
um
instrumento
composto
b a s i c a m e n t e por três u n i d a d e s f u n d a m e n t a i s : u m a f o n t e d e íons, u m analisador
o u filtro d e m a s s a s e u m sistema d e d e t e c ç ã o . A fonte d e íons t e m a finalidade d e
gerar íons a s e r e m a n a l i s a d o s na f a s e g a s o s a a partir d a s a m o s t r a s de interesse
(Bustillos et al., 2 0 0 3 ) . O a n a l i s a d o r de m a s s a s e m p r e g a c o m b i n a ç õ e s entre
c a m p o s elétricos e m a g n é t i c o s para separar íons g e r a d o s na fonte de ionização
d e a c o r d o c o m a s s u a s r a z õ e s massa/carga (m/z). O detector t e m a finalidade d e
quantificar o s íons p r o v e n i e n t e s d o analisador d e m a s s a s (Ashcroff, 1997).
46
C o m o fontes d e ionizaçào, diferentes t é c n i c a s p o d e m ser e m p r e g a d a s
e m virtude d o e s t a d o físico e p r o p r i e d a d e s d a a m o s t r a , tais c o m o a polaridade, a
estabilidade t é r m i c a
e o peso
molecular.
Sâo
muitas fomias
de
ionização
utilizadas e m espectrometria d e m a s s a s : ionização por elétrons ( E l ) , ionização
química
termospray
(Cl),
ionização
por
átomos/íons
( T S P ) , ionização p o r electrospray
rápidos
(FAB/FIB),
ionização
por
(ESI), ionização q u í m i c a à p r e s s ã o
atmosférica ( A P C I ) , fotoionização à p r e s s ã o atmosférica (APPI), ionização p o r
d e s s o r ç ã o a laser assistida pela matriz ( M A L D I ) e o u t r o s (Martins, 2 0 0 5 ) .
Os analisadores d e m a s s a s s ã o responsáveis
resolução d o s íons d e a c o r d o com a
relação m/z.
pela s e p a r a ç ã o
E s t e s analisadores
são
e m p r e g a d o s d e várias f o r m a s , d e p e n d e n d o da n e c e s s i d a d e da resolução
m a s s a s , da compatibilidade c o m a interface e c o m o sistema d e
time
of
fíight
de
ionização
e m p r e g a d o . O s analisadores d e m a s s a s mais c o m u m e n t e e m p r e g a d o s
s i m p l e s , quadrupolo, íon trap,
ou
são:
(TOF) ou tempo de vôo e setor
m a g n é t i c o (Martins, 2 0 0 5 ) .
Os s i s t e m a s de d e t e c ç ã o responsáveis pela quantificação dos íons e
c o n v e r s ã o d e s t e s íons e m sinais eletrônicos p o d e m ser classificados
como
detectores c o m e s e m multiplicação de e l é t r o n s . N o primeiro grupo e n c o n t r a m - s e
os
multiplicadores
de
elétrons,
diodos
contínuos
e
fotomultiplicadores.
s e g u n d o grupo e s t ã o incluídos o s c o p o s d e F a r a d a y {Faraday
cups),
No
que s ã o
dispositivos metálicos q u e g e r a m uma corrente elétrica c a p t u r a n d o o feixe d e
íons. Diferentes estratégias e c o n f i g u r a ç õ e s p o d e m ser e m p r e g a d a s e m c a d a
constituinte d o s espectrómetros d e m a s s a s d e a c o r d o c o m a aplicação específica
(Martins, 2005).
E q u i p a m e n t o s m o d e r n o s de L C a c o p l a d o a o e s p e c t r ó m e t r o d e m a s s a s
t ê m mostrado resultados d e altas sensibilidade e seletividade para resíduos d e
pesticidas, e s ã o c a p a z e s d e analisar e m níveis de t r a ç o s d e ppb a p p t (partes p o r
bilhão e partes por trilhão), e m diferentes matrizes e c o m p o s t o s ( S a n i n o e t a l . ,
2004).
47
E m a n o s r e c e n t e s , muitos e s t u d o s d e quantificação e c o n f i r m a ç ã o de
resíduos d e pesticidas d a s ciasses d e carbamatos, triazinas e b e n z i m i d a z ó i s e m
alimentos t ê m sido aplicados à cromatografia líquida a c o p l a d a à espectrometria
de massas
c o m diferentes tipos d e
ionização, analisadores
e sistemas
de
detecção.
F e r n á n d e z et a l . (2001) e s t u d a r a m
benomil,
carbendazim,
imazalil, t i a b e n d a z o l ,
a detenminação
tiofanato
de
metílico
fungicidas
em
laranjas
utilizando a t é c n i c a de cromatografia líquida (LC) acoplada a o e s p e c t r ó m e t r o de
massas
(MS)
com
ionização
à
pressão
atmosférica
(APCI).
A
média
de
r e c u p e r a ç ã o e m quintuplicatas obtidas e m níveis d e 0,05 a 5,0 (mg.kg"*) foi de
7 9 % , para c a r b e n d a z i m e benomil; 7 7 % , imazalil; 7 5 % , para t i a b e n d a z o l , e 5 6 % ,
p a r a tiofanato metílico. A
possivelmente
à
baixa r e c u p e r a ç ã o d e tiofanato metílico s e
conversão
para
carbendazim, que
depende
deveu
do pH,
e
às
c o n d i ç õ e s d e extração.
E s t u d o realizado por N u n e s et al. (2000) utilizou u m a c o m p a r a ç ã o de
técnica d e LC c o m detector d e fluorescência pós-coluna (FL) e a espectrometria
d e m a s s a s c o m ionização A P C I p a r a a d e t e r m i n a ç ã o de aldicarbe, aldicarbe
suifóxido e aldicarbe sulfona e m b a t a t a , laranja e t o m a t e . A técnica d e L C - F L
m o s t r o u resultados d e m e l h o r precisão e exatidão e m nível d e r e c u p e r a ç ã o de
1 0 0 pg. kg'\
O s limites d e d e t e c ç ã o p a r a a técnica L C - F L f o r a m m e n o r e s d e 0,2
n g para aldicarbe e aldicarbe suifóxido e 0,3 ng para aldicarbe sulfona. Para a
técnica L C - M S o s limites f o r a m 0,5; 0,5 e 1,3 n g , respectivamente.
H e r n á n d e z et a l . (2006) e s t u d a r a m 52 pesticidas p o r
ionização electrospray
LC-MS/MS,
(ESI), e m f r u t a s c o m o t o m a t e , limão, uva seca e a b a c a t e .
A s recuperações ( e m nível d e 0,01 e 0,1 mg.kg"") a p r e s e n t a r a m - s e na faixa d e 70
a
110%, c o m precisão satisfatória d e coeficiente d e v a r i a ç ã o < 1 5 % . Três
pesticidas, m e t a m i d o f ó s , aldicabe e etiofencarbe, a p r e s e n t a r a m , e m t o d a s as
matrizes, baixos níveis d e r e c u p e r a ç ã o , principalmente pela parcial d e g r a d a ç ã o
durante
o
mostraram
tratamento
baixa
da
amostra.
r e c u p e r a ç ã o para
Muitos
pesticidas
de
baixa
polaridade
a b a c a t e por s e r e m d e matriz c o m
alta
c o n c e n t r a ç ã o d e lipídio, o q u e provavelmente dificultou a e x t r a ç ã o com m e t a n o l :
á g u a (8:2). O limite de quantificação d o m é t o d o estabelecido f o i d e 0,01 mg.kg"^
p a r a todos o s princípios a t i v o s e s t u d a d o s .
48
G o t o et al. ( 2 0 0 6 ) e s t u d a r a m m é t o d o para a análise de c a r b a m a t o s e m
frutas,
utilizando
recuperação,
em
a
técnica
níveis
LC-MS/MS
de 0,01
e 0,5
com
ionização
pg.g"^
ESI. O
comparados
estudo
durante
3
da
dias
consecutivos d o e x p e r i m e n t o , m o s t r o u - s e insatisfatório para aldicarbe, m e t i o c a r b e
e pirimicarbe. O limite d e quantificação e s t i m a d o é d e 0,005 pg. g"" para c a d a
pesticida e m frutas e v e g e t a i s .
G r a n b y et a l . (2004) p r o p u s e r a m a análise d e 19 pesticidas c o m o
aldicarbe,
aldicarbe
suifóxido,
aldicarbe
sulfona,
carbaril,
carbendazim,
m e t i o c a r b e , propoxur, t i a b e n d a z o l , tiofanato metílico e outros por L C - M S / M S c o m
ionização ESI e m frutas, legumes e cereais. A precisão d o m é t o d o f o i e s t i m a d a
para material d e referência certificado no teste d e proficiência. Para muitos d o s
pesticidas a r e c u p e r a ç ã o variou n a faixa d e 7 0 a 1 1 0 % . O limite de quantificação
para m u i t o s d o s pesticidas e m f r u t a s e vegetais variou d e 0,01 a 0,02 m g . k g ' \
L e a n d r o et
a l . (2007)
estudaram
52
pesticidas, dentre
os
quais:
aldicarbe, aldicarbe suifóxido, aldicarbe sulfona, carbaril, c a r b e n d a z i m , metomil e
t i a b e n d a z o l , para cereal tendo c o m o base a tecnologia utilizada para alimentos
infantis,
laranjas
cromatografía
e
líquida
batatas. A
de
ultra
técnica
performance
de
quantificação
(LC
UP) c o m
e
confirmação
ionização
foi
ESI. A
r e c u p e r a ç ã o d o m é t o d o (%) e o coeficiente d e variação (CV) obtidos na maioria
dos pesticidas fortificados e m níveis de 0,10 e 1,00 mg.kg"* f o r a m de 7 3 a 1 2 4 % ,
C V < 1 8 % para b a t a t a ; laranja, 6 6 - 1 1 8 % , C V < 1 7 % e cereal b a s e a d o
em
alimentos infantis, 7 3 - 1 1 4 % e C V < 1 9 % .
Hiemstra e K o k (2007) e s t u d a r a m m é t o d o multirresíduo e m frutas,
vegetais e cereais utilizando a t é c n i c a de L C - M S / M S , c o m triplo q u a d r u p o l o e c o m
ionização electrospray
(ESI). F o r a m detectados 171 pesticidas e seus metabólitos
e m diferentes matrizes d e grãos. O s resultados d e r e c u p e r a ç ã o , fortificados e m
três níveis q u e variaram d e 0,01 a 0,10 m g . k g " \ f o r a m de 70 a 1 1 0 % , c o m desvio
padrão relativo de a t é
15%. O
limite d e quantificação d e todos o s
analitos
e s t u d a d o s foi d e 0,01 m g . k g V
Z a m o r a et a l . (2004), utilizando a técnica de L C - E S I - M S - M S , validaram
o m é t o d o de d e t e r m i n a ç ã o de fungicidas (tridemorfe c a r b e n d a z i m , t i a b e n d a z o l e ,
imazalil, propiconazole e bitertanol) e m laranjas e bananas. A s a m o s t r a s f o r a m
extraídas e m u m a única etapa d e extração e m a c e t o n a e acetonitrila. Dentre o s
solventes de extração, a acetona a p r e s e n t o u o resultado m a i s eficiente p a r a estes
49
c o m p o s t o s e matrizes. Os limites de d e t e c ç ã o para t o d o s o s c o m p o s t o s v a r i a r a m
d e 0,005 a 0,025 m g . kg "* e o limite d e quantificação f o i de 0,05 mg.kg"" para
t o d o s o s c o m p o s t o s . Para o e s t u d o da r e c u p e r a ç ã o , e m níveis d e 0,05 mg.kg"" e
1,0 m g . k g " \ os resultados d a s médias d e r e c u p e r a ç õ e s n o s dois níveis v a r i a r a m
d e 7 5 a 9 6 % , p a r a banana, e 83 a 9 9 % , para laranja, e os coeficientes d e
v a r i a ç ã o d e 3 a 1 2 % e d e 4 a 1 2 % para b a n a n a e laranja, r e s p e c t i v a m e n t e .
D e n t r e a s 9 a m o s t r a s de b a n a n a s analisadas, e m 3 a m o s t r a s f o r a m detectadas
bitertanol e imazalil, e m 4 a m o s t r a s , t i a b e n d a z o l , e e m 1 a m o s t r a , tridemorfe,
s e n d o q u e e m n e n h u m a a m o s t r a foi d e t e c t a d o c a r b e n d a z i m . Em 1 3 amostras d e
laranja analisadas, todas s e a p r e s e n t a r a m
positivas p a r a imazalil e e m
11
a m o s t r a s foi detectado t i a b e n d a z o l , p o r é m s o m e n t e 1 d a s a m o s t r a s apresentou
( e m níveis acima d o s LMR) imazalil e t i a b e n d a z o l . E m u m a amostra foi detectado
carbendazim
tridemorfe.
e nenhuma
A
presença
das
da
amostras
alta
apresentou
incidência
de
sinais d e
fungicidas
bitertanole
e
pós-emergentes
(tiabendazol e imazalil) e m laranjas s e d e v e á aplicação usual d e s t e s fungicidas
em
frutas cítricas.
Nas a m o s t r a s d e b a n a n a , o c o r r e u d e t e c ç ã o
positiva
t i a b e n d a z o l , bitertanole e imazalil e m 3 amostras, s e n d o que s o m e n t e
de
uma
a m o s t r a d e b a n a n a a p r e s e n t o u níveis a c i m a d o LMR.
J a n s s o n e t al. ( 2 0 0 4 ) a p r e s e n t a r a m resultados da influência do efeito
d a matriz d o m é t o d o multirresíduo para cariDamatos e b e n z i m i d a z ó i s e m misturas
d e frutas e v e r d u r a s , por L C - M S / M S c o m ionização E S I . O efeito da matriz é
variável,
resultando
em
efeitos
de
supressão
ou
sobreposição
para
uma
c o m b i n a ç ã o específica de pesticidas e matrizes. Os resultados d e quantificação
d o s pesticidas p o d e m ser a f e t a d o s e m valores maiores o u m e n o r e s de 3 0 % na
r e s p o s t a d o detector, resultante de efeitos positivo e negativo na matriz. N ã o é
r e c o m e n d a d o aplicar o efeito matriz para u m d e t e n n i n a d o pesticida para predizer
e s t e efeito aos d e m a i s pesticidas. O efeito matriz d e p e n d e de c a d a c o m p o s t o e
d a c o e l u i ç ã o de c o m p o n e n t e s d a matriz q u e interage c o m os pesticidas, na f a s e
d e ionização, na interface. A s médias d e recuperação d o s pesticidas e m níveis d e
fortificações de 0 , 0 1 , 0,05 e 0,5 m g . k g " \ na maioria d o s c a s o s , foi m a i o r q u e 7 0 %
em
cada
nível e
em todas
as misturas d e
matrizes.
O tiofanato
metílico
a p r e s e n t o u baixo resultado d a s médias d e r e c u p e r a ç õ e s e altos coeficientes d e
variação
e m todos
os níveis d e
recuperação
estudados.
Para
o nível
de
fortificação d e 0,01 m g . k g " \ a m é d i a d e r e c u p e r a ç ã o foi d e 4 4 % e o coeficiente d e
50
v a r i a ç ã o cerca d e 8 2 % ; j á e m nível d e 0,05 mg.kg \ 5 4 % e 5 6 % , respectivamente
e p a r a 0,5 m g . k g " \ 4 5 % d e r e c u p e r a ç ã o e 4 3 % d e coeficiente d e variação. Estes
d a d o s são decorrentes d a d e c o m p o s i ç ã o d e tiofanato metílco p a r a c a r b e n d a z i m .
Pizzutti et al. (2007) d e s e n v o l v e r a m m é t o d o multirresíduo e m g r ã o s d e
soja utilizando a técnica L C - M S / M S c o m ionização ESI. D o s 169
pesticidas
e s t u d a d o s , m a i s de 7 0 % d e s t e s pesticidas a n a l i s a d o s a p r e s e n t a r a m r e c u p e r a ç ã o
v a r i a n d o de 7 0 a 1 2 0 % , c o m coeficiente d e v a r i a ç ã o < 2 0 % e m três níveis d e
fortificação, 10, 50, 100 p g . k g ^ O limite d e quantificação d o m é t o d o v a r i o u d e 10
a 50
\^gMg\
E m estudo realizado p o r Fen-er et a l . (2005) utilizando o
multirresíduo
e m frutas e v e g e t a i s foi aplicada
a técnica
método
LC a c o p l a d o
ao
e s p e c t r ó m e t r o d e m a s s a s c o m ionização (ESI) c o m analisador t e m p o d e v ô o
( T O F ) . Foi e s t u d a d o o efeito d a matriz d e 15 pesticidas e m pimenta, limão,
laranja, brócolis, maçã e t o m a t e . O efeito da matriz foi a v a l i a d o e m relação a o
sinal supressão/intensificação c o m p a r a n d o - s e a inclinação d a c u r v a d e calibração
c o m o extrato da matriz/solvente. Dentre os pesticidas e matrizes e s t u d a d o s ,
o b s e r v o u - s e q u e o c a r b e n d a z i m n ã o interfere no efeito da matriz. Por outro lado,
muito dos pesticidas, d e m o n s t r a r a m forte interferência da m a t r i z nos resultados
da análise. O efeito s u p r e s s ã o o u intensificação d a s matrizes e r a f r e q ü e n t e m e n t e
o b s e r v a d o e m valores m a i o r e s q u e 2 0 % , principalmente p a r a brócolis e frutas
cítricas.
Goto
et
al.
(2005)
propuseram
o
método
de
determinação
de
c a r b a m a t o s e m sucos e vinhos utilizando a injeção direta d a s a m o s t r a s e m L C /
E S l / M S / M S a p ó s diluição d a s a m o s t r a s e m água. A s a m o s t r a s d e s u c o s d e uva,
laranja, maçã e vinhos tinto e b r a n c o f o r a m fortificadas e m níveis d e 0,1 a 0,5
p p m , durante u m dia e entre 3 d i a s consecutivos. O s resultados da m é d i a d e
recuperação d o s dois níveis e s t u d a d o s , para a avaliação e n t r e dias, f o r a m e m
valores iguais e maiores q u e 6 3 , 0 % e o coeficiente d e v a r i a ç ã o foi m e n o r q u e
2 2 , 6 % . Para a avaliação diária, a m é d i a d e r e c u p e r a ç ã o foi d e 5 9 , 6 % o u m a i s e o
coeficiente de variação igual o u a b a i x o d e 6,9.
51
3.5. P r o g r a m a de m o n i t o r a m e n t o
Em
alimentos
programas
normalmente
de
monitoramento
são a d o t a d o s
de
métodos
resíduos
de
pesticidas
mutirresíduos. O s
em
resultados
permitem verificar a s a p l i c a ç õ e s d a s b o a s práticas agrícolas, no u s o abusivo da
f o r m u l a ç ã o d e agrotóxicos, c o m respeito à s d o s e s m í n i m a s d o intervalo
carência e
a o uso
i n a d e q u a d o d e agrotóxicos
não a u t o r i z a d o s
por
de
órgãos
c o m p e t e n t e s . Os d a d o s produzidos pelos p r o g r a m a s p e r m i t e m t a m b é m avaliar e
mensurar o potencial
risco
à s a ú d e da p o p u l a ç ã o h u m a n a c o m relação
ao
c o n s u m o d e alimentos. A t r a v é s d o s d a d o s d e p r o g r a m a d e m o n i t o r a m e n t o é
possível c o n h e c e r o c e n á r i o i n t e m a c i o n a l e nacional d e pesticidas d o p o n t o d e
vista, das t e n d ê n c i a s d e resíduos nos alimentos e dos a s p e c t o s importantes para
o p l a n e j a m e n t o de e s t r a t é g i a s d e controle, de m o n i t o r a m e n t o e laboratoriais para
s e atingir o s objetivos d e forma eficiente e obter resultados satisfatórios.
Ortelli et a l . (2004), utilizando a técnica de L C - M S / M S c o m ionização
E S I , p r o p u s e r a m o m é t o d o multirresíduo para o p r o g r a m a d e m o n i t o r a m e n t o e m
frutas e v e r d u r a s (na Suíça) d e 7 4 pesticidas. F o r a m controladas 2.571 a m o s t r a s
d e frutas e verduras n o período d e 2 0 0 2 e 2 0 0 3 , o n d e 4 7 , 9 % d a s a m o s t r a s
a p r e s e n t a r a m resíduos d e u m o u m a i s pesticidas e e m 6 , 6 % f o r a m e n c o n t r a d o s
resíduos
que
excederam
os
Limites
Máximos
de
Resíduos
(LMR).
Muitos
produtos agrícolas, c o m o p e q u e n a s frutas e g r ã o s , frutas cítricas o u vegetais
folhosos, a p r e s e n t a r a m índices d e c o n t a m i n a ç ã o maiores q u e outros alimentos.
Em
muitos
casos
(grãos
e
pequenas
frutas),
foram
encontradas
grandes
q u a n t i d a d e s d e f u n g i c i d a , pela fragilidade que e s t e s p r o d u t o s a p r e s e n t a m . Para
frutas cítricas, o m a i o r
p r o b l e m a e n c o n t r a d o foi e m
relação a o
item
"sem
tratamento pós-colheita", o n d e o s resultados m o s t r a r a m a presença de larga
q u a n t i d a d e d e fungicidas, c o m o o tiabendazol e o imazalil, q u e s ã o fungicidas
aplicados e m t r a t a m e n t o pós-colheita. O u t r o p r o b l e m a identificado foi, a p r e s e n ç a
de
grande
número
de
resíduos
por
amostra,
mais d e
30% das
amostras
continham resíduos múltiplos. No c a s o específico de a m o s t r a s , d e uva, f o r a m
e n c o n t r a d o s mais d e 12 pesticidas diferentes e m b o r a e m c o n c e n t r a ç õ e s a b a i x o
d o LMR.
52
Looser
comercializadas
et
no
al.
(2006)
Estado
de
analisaram
593
amostras
Banden-Württemberg,
de
morangos
Alemanha
que
eram
provenientes d a s a f r a a l e m ã , e s p a n h o l a , italiana e m a r r o q u i n a e o b t i v e r a m 9 8 %
de resultados positivos para resíduos d e pesticidas. A s o m a d a s c o n c e n t r a ç õ e s
d e t o d o s os pesticidas e n c o n t r a d o s por a m o s t r a foi e m média 0,41 m g kg"'. O s
p r o d u t o s provenientes da Itália c o n t i n h a m o s maiores índices e o s da A l e m a n h a ,
as m e n o r e s c o n c e n t r a ç õ e s . O s fungicidas f o r a m mais f r e q ü e n t e m e n t e d e t e c t a d o s
d o q u e o s inseticidas e os herbicidas s e n d o q u e os pesticidas m a i s d e t e c t a d o s
foram
ciprodinila,
fluodioxinila,
fehexamida,
tolifluanida
e
azostrobina,
responsáveis por m a i s de 5 0 % d o total d a s d e t e c ç õ e s .
No Brasil, o m o n i t o r a m e n t o n a c i o n a l , d e n o m i n a d o P r o g r a m a d e A n á l i s e
de R e s í d u o s d e A g r o t ó x i c o s e m A l i m e n t o s , f o i realizado e m 4 . 0 0 1 a m o s t r a s d e
frutas ( b a n a n a , laranja, m a ç ã , m a m ã o , m o r a n g o ) e d e vegetais (alface, batata,
c e n o u r a e t o m a t e ) , no período d e 2 0 0 1 a 2 0 0 4 . Estas a m o s t r a s f o r a m coletadas
e m s u p e r m e r c a d o s d e g r a n d e s c i d a d e s e m 13 estados brasileiros. O critério d a
a m o s t r a g e m foi b a s e a d o e m : d a d o s d e c o n s u m o
a n u a l per capita e m k g ,
a l i m e n t o s fornecidos pelas c e s t a básica, o s sistemas d e cultivo e d e m a n e j o d e
pragas d a s diferentes culturas e a disponibilidade d e s t e s alimentos n o c o m é r c i o ,
nos diferentes e s t a d o s inseridos no p r o g r a m a . A s a n á l i s e s f o r a m realizadas pelo
m é t o d o multirresíduo para 91 princípios ativos, exceto para os d i t i o c a r b a m a t o s ,
para o s quais f o i a d o t a d o u m a m e t o d o l o g i a analítica específica. O s resultados
relatam q u e , d a s 4 . 0 0 1 a m o s t r a s a n a l i s a d a s de j u l h o d e 2 0 0 1 a d e z e m b r o d e
2 0 0 4 , f o r a m d e t e c t a d o s resíduos e m 3.271 amostras, s e n d o q u e 2 . 3 4 0 (71,5%)
f o r a m regulares e 931 (28,5%) d a s a m o s t r a s foram irregulares. V a l e salientar
também
que
dentre
as
amostras
detectadas
positivas,
muitas
a p r e s e n t a r a m r e s í d u o s múltiplos. D a s 9 3 1 amostras irregulares, 7 7 6
amostras
(83,4%)
a m o s t r a s eram d e uso irregular, n ã o autorizado pela A N V I S A , e 155 (16,6%)
e s t a v a m e m níveis acima d e L M R . Estes dados p e r m i t e m concluir q u e , na
realidade brasileira, o maior p r o b l e m a c o m relação a o s níveis d e agrotóxicos n o
a l i m e n t o in natura,
não está n a f o r m a de aplicação d o produto e m alimento, m a s
no uso indiscriminado de agrotóxicos não autorizados p a r a d e t e n n i n a d a s culturas.
Dentre o s alimentos in natura analisados, a s culturas d e alface, c e n o u r a , laranja e
t o m a t e a p r e s e n t a r a m os m a i o r e s índices d e irregularidades ( A N V I S A , 2 0 0 6 b ) .
53
No
programa
de
monitoramento de
pesticidas
em
alimentos
dos
E s t a d o s U n i d o s , realizado p e l a FDA ( F o o d and D r u g A d m i n s t r a t i o n ) e m 2 0 0 3 ,
foram
analisadas
7.234
amostras;
sendo
2.344
amostras
domésticas,
provenientes d e 45 e s t a d o s , e 4 . 8 9 0 amostras i m p o r t a d a s d e 9 9 países, d e n t r e
e l a s , 55 a m o s t r a s de o r i g e m brasileira ( F D A , 2005).
O
método
empregado
m é t o d o s específicos,
alimentos;
destes,
foi
de
multirresíduo,
para a d e t e r m i n a ç ã o d e
foram
encontrados
144
auxiliado
cerca d e
pesticidas.
por
alguns
360 pesticidas
As
amostras
em
foram
coletadas e m rede d e s u p e r m e r c a d o s e mercearias na freqüência d e quatro v e z e s
a o a n o , distribuídas e m quatro regiões geográficas d o país.
As
amostras
foram
consideradas
como
"ausentes",
quando
não
d e t e c t a d o s o s pesticidas, " n ã o violadas" e "presença de r e s í d u o s violáveis". A
presença d e
resíduos violáveis é definida c o m o u m resíduo q u e e x c e d e
a
tolerância o u u m nível de r e s í d u o c o m importância significativa q u e não t e n h a
e s t a b e l e c i d o a tolerância na a m o s t r a alimentar.
F o r a m analisadas 154 a m o s t r a s d o m é s t i c a s e 2 1 5 importadas d e g r ã o s
e
derivados;
das
quais
21
e
59
amostras
domésticas
e
importadas,
r e s p e c t i v a m e n t e , de a m o s t r a s d e leite, o v o s e d e r i v a d o s ; 1 2 2 e 2 7 3 a m o s t r a s d e
p e i x e s e p r o d u t o s aquáticos; 8 1 3 e 1.537 a m o s t r a s d e frutas; 1.132 e 2 . 4 9 4 d e
v e g e t a i s e 1 0 2 domésticas e 312 importadas d o grupo d e "outros" p r o d u t o s .
D e n t r e as a m o s t r a s d o m é s t i c a s , 8 3 % e r a m frutas e vegetais ( F D A , 2 0 0 5 ) .
Nos
Estados
estabelecimento
de
Unidos, o
LMR
para
registro para
alimentos
são
o
da
uso
dos
pesticidas
competência
da
e
o
EPA
( E n v i r o n m e n t a l Protection A g e n c y ) , e x c e t o para c a r n e , aves d o m é s t i c a s e a l g u n s
p r o d u t o s d e o v o s , q u e s ã o d e responsabilidade d o Food Safety a n d Inspection
S e r v i c e (FSIS) d o United States D e p a r t m e n t of Agriculture ( U S D A ) .
Na
domésticas
Tabela
2, encontram-se
analisadas
por
grupo
de
v i o l a d a s e a u s e n t e s e a c i m a d o s LMR.
o s resultados d e t o d a s a s
alimentos
que foram
amostras
não-detectadas,
54
Tabela 2 - Resultado d a s a m o s t r a s d o m é s t i c a s , por g r u p o d e alimentos e m 2003
(EUA)
ND
Violadas
>
Ausência
(%)
(%)
LMR
LMR
154
74,0
0,0
0
0
21
100,0
0,0
0
0
Peixes e derivados
122
76,2
0,0
0
0
Frutas
813
48,6
2,2
0
18
1.132
69,2
1,9
1
21
102
60,8
16,7
8
9
2.344
62,6
2,4
9
48
G r u p o d e produtos
Total
Grãos e derivados
Leite e derivados
Vegetais
Outros
TOTAL
N D : nâo detectado
LMR: Limite Máximo de Resíduo
Fonte: FDA, 2005
Dentre t o d a s a s amostras d o m é s t i c a s analisadas, citadas na T a b e l a 2 ,
2 , 2 % d a s amostras d e frutas f o r a m de c a r á t e r violável, s e g u i d o de vegetais
(1,9%), e amostras d e outros g r u p o s (16,7%). N o grupo d e "outros alimentos" era
composta
por
uma
grande
diversidade
de
alimentos,
como:
caju,
coco,
c o n d i m e n t o s , mel, a l i m e n t o s processados, á g u a , bebidas e outros (FDA, 2 0 0 5 ) .
N a T a b e l a 3, e n c o n t r a m - s e os resultados d a s a m o s t r a s importadas,
classificadas por g r u p o s d e alimentos para o m o n i t o r a m e n t o .
Tabela 3 - Resultados d a amostras importadas, por g r u p o d e alimentos e m 2003,
(EUA)
ND
Violadas
>
Ausência
(%)
(%)
LMR
LMR
215
88,4
1,4
0
3
59
84,8
0,0
0
0
273
89,0
0,0
0
0
Frutas
1.537
63,6
5,3
3
79
Vegetais
2.494
72,5
6,7
15
152
312
78,2
14,1
8
36
4.890
71,8
6,0
26
270
G r u p o d e produtos
Grãos e derivados
Leite e derivados
Peixes e derivados
Outros
TOTAL
N D : nâo detectado
Total
L M R : Limite Máximo de Resíduo
Fonte: FDA, 2005
55
Pelos resultados d a s a m o s t r a s importadas, c o n f o r m e Tabela 3, os
g r u p o s q u e a p r e s e n t a r a m m a i o r e s índices de a m o s t r a s violáveis, f o r a m : 1 4 , 1 % de
o u t r o s alimentos, 6 , 7 % d o g r u p o de vegetais e 5 , 3 % d e frutas. Para o g r u p o de
vegetais e frutas d e a m b a s a s procedências o índice d e a m o s t r a s violáveis c o m
relação a i m p o r t a d o e d o m é s t i c o foi a p r o x i m a d a m e n t e na razão 3 : 1 . A s a m o s t r a s
dos
Estados U n i d o s a p r e s e n t a r a m m a i o r p o r c e n t a g e m
(37,3%) d e a m o s t r a s
violadas q u e a s i m p o r t a d a s (28,2%), a p e s a r do n ú m e r o d e a m o s t r a s analisadas
ser maior e m t o d o s o s g r u p o s (FDA, 2 0 0 5 ) .
O milho foi a n a l i s a d o c o m o u m alimento d e origem cereal e v e g e t a l ,
s e n d o que d a s 7 0 a m o s t r a s d o m é s t i c a s utilizadas, 2 4 era d o g r u p o d e cereal e 4 6
a m o s t r a s d e milho v e g e t a l ; d a s 39 a m o s t r a s d e milho importado, 13 e r a m d o
g r u p o do c e r e a l e 15 a m o s t r a s e r a m d o g r u p o d e v e g e t a i s . Dentre a s a m o s t r a s d e
m i l h o d o m é s t i c a s , e m 8 3 , 3 % d o grupo cereal e e m 9 5 , 7 % d o g r u p o vegetal f o r a m
detectados
resíduos de
pesticidas,
porém não foram
encontrados
resíduos
violáveis e m a m b o s o s g r u p o s .
N a s a m o s t r a s d e milho importadas, e m 6 9 , 2 % do g r u p o cereal e e m
9 6 , 0 % da a m o s t r a g e m v e g e t a l foram d e t e c t a d o s resíduos de pesticidas, p o r é m
n e n h u m a a m o s t r a foi e n c o n t r a d a c o m resíduo violável ( F D A , 2 0 0 5 ) .
F o r a m analisadas 4 3 8 a m o s t r a s d o m é s t i c a s e 60 importadas
com
finalidade d e a l i m e n t a ç ã o a n i m a l . Dentre a s a m o s t r a s d o m é s t i c a s , e m 6 9 , 2 % n ã o
f o r a m detectados resíduos e e m 1,8% o s limites e x c e d i a m a tolerância; e n q u a n t o
q u e , nas a m o s t r a s importadas, e m 8 3 , 3 % não f o r a m d e t e c t a d o s resíduos d e
pesticidas e e m 5 , 0 % houve e x c e s s o d o s LMR.
Duas
amostras
de
milho
domésticas,
provenientes
de
diferentes
regiões, f o r a m e n c o n t r a d a s c o m c o n c e n t r a ç õ e s 0,010 p p m e 0,086 p p m
de
clorpirifós metílico, p o r é m a legislação E P A ( E n v i r o n m e n t a l Protection A g e n c y )
n ã o estabelece o s níveis d e tolerância. Em outras d u a s a m o s t r a s de
milho
c o l e t a d a s e m outros E s t a d o s foi encontrado m a l a t i o n a , nas c o n c e n t r a ç õ e s d e
2 6 , 7 e 11,3 p p m , e x c e d e n d o o limite e s t a b e l e c i d o pela E P A q u e é de 8 p p m e
metoxicloro, (0,642 e 0,249 p p m ) , s e m limite d e tolerância por ter s i d o r e v o g a d o ,
a n t e r i o r m e n t e , o limite de 2 p p m .
Dentre
as
amostras
importadas,
em
uma
amostra
de
milho
da
A r g e n t i n a foi e n c o n t r a d a fenitrotiona na c o n c e n t r a ç ã o d e 1,66 p p m , apesar d e n ã o
existir tolerância d e s t e pesticida para e s t a cultura. E m 135 (30,8%) d a s a m o s t r a s
56
d o m é s t i c a s e 10 (16,7%) das i m p o r t a d a s f o r a m detectados pesticidas múltiplos;
n o total 2 0 6 residuos d e pesticidas, sendo 136 quantificados e 70 e m nivel d e
traços ( F D A , 2 0 0 5 ) .
D e n t r e todas a s a m o s t r a s analisadas, n ã o f o r a m e n c o n t r a d o s residuos
e m 6 2 , 6 % d a s a m o s t r a s d o m é s t i c a s e e m 7 1 , 8 % d a s importadas. S o m e n t e e m
2 , 4 % d a s a m o s t r a s d o m é s t i c a s e e m 6 , 1 % d a s a m o s t r a s i m p o r t a d a s foram
d e t e c t a d o s r e s i d u o s violáveis. D e s t a s amostras, f o r a m quantificados 6 2 resíduos
d e m a l a t i o n a e m níveis q u e v a r i a r a m d e 0,009 a 26,7 p p m ; 13 r e s i d u o s d e
clorpirifós metílico e m níveis 0,009 a 0,560 p p m ; 7 residuos d e metoxicloro (pp' +
op') e m níveis d e 0,010 a 0,642 p p m ; 11 clorpirifós (0,008 a 0,400 p p m ) ; 11 d e
diazinona (0,010 a 0 , 3 0 7 ppm); 9 d e etoxiquin (0,103 a 5 0 , 0 ppm) e outros
pesticidas: pirimifós metílico, azostrobina, tributos, dieldrin, e n d o s u l f a n , etiona,
heptacloro e p ó x i d o e a cialotrina, d e até 3 d e t e r m i n a ç õ e s quantificáveis d e
pesticidas, q u e variaram d e 0,008 a 0 , 2 7 7 p p m (FDA, 2005).
N o p r o g r a m a d e monitoramento d e residuos d e pesticidas d e 2 0 0 4 ,
entre o s m e m b r o s da C o m u n i d a d e Européia e outros países d a Europa ( N o r u e g a ,
Islândia e Liechtenstein), f o r a m a n a l i s a d a s 6 0 . 4 5 0 amostras d e frutas, vegetais e
cereais
e
produtos
processados,
incluindo
alimentos
infantis, pelo
método
multirresíduo. O s resultados d o m o n i t o r a m e n t o e s t ã o na T a b e l a 4 ( E U , 2007).
Dentre t o d a s a s a m o s t r a s analisadas, 8 7 , 5 % f o r a m realizadas e m laboratórios
credenciados.
N a T a b e l a 4 , estão o s
resultados d o m o n i t o r a m e n t o d e frutas
e
vegetais, cereais, a l i m e n t o s infantis p r o c e s s a d o s e cereais p r o c e s s a d o s . Dentre
todas
as
amostras
analisadas,
em
55,6%
foram
detectados
resíduos
de
pesticidas, d o s quais 3 9 , 7 % e m níveis a b a i x o d o s L M R e 2 , 9 % d a s a m o s t r a s
acima
dos
LMR
da
Comunidade
Européia
(LMREC).
Dentre
as
amostras
insatisfatórias, f o r a m quantificados 3 2 4 diferentes pesticidas e seus metabólitos
(EU, 2007).
57
T a b e l a 4 - R e s u l t a d o s d o p r o g r a m a nacional d e m o n i t o r a m e n t o e m 2 0 0 4 (EU)
N ND
N
Grupos
Frutas
e
Verduras*
Frutas
e
verduras**
Cereais*
Produtos
processados, sem
(Al)*
Aumentos infantis
(Al)*
Cereais
processados
Total
(sem
processamento)
Total
(processado)
N
<LMR
ou
<LMREC
%
N
>LMR
ou
>LMREC
%
N
%
%
>LMREC
1.519
3,0
10,2
122
5,5
30
1,1
28
1,0
24
44
1,2
17
0,5
77
6
36
2,7
36
2,7
84
10
13
3
3,8
1
1,3
29.585
53
23.036
42
2.764
5,0
1.670
3,0
33.607
55,6
23.997
39,7
2.846
4,7
1.723
2,9
50.428
26.689
53
21.232
42
2.507
5,0
2.211
963
44
1.022
46
226
2.719
1.912
70
777
29
3.678
2.755
75
879
1.334
1221
92
80
67
55.395
60.450
Fonte: EU, 2007
* Amostras da fiscalização
** Amostras direcionadas
LMR: Limite Máximo de Residuo
N: número de amostras analisadas
N ND: número de amostras nâo detectadas
LMREC: Limite Máximo de Residuo da Comunidade Européia
Para a s a m o s t r a s d e frutas e vegetais, f o r a m a d o t a d a s
diferentes
estratégias d e a m o s t r a g e m . A s amostras d e fiscalização são coletadas
sem
q u a l q u e r suspeita, c o m relação a um produtor o u consignatório. A s a m o s t r a s d e
fiscalização p o d e m s e r incluídas t a m b é m d a s a m o s t r a s objetivando u m especial
p r o b l e m a ; s e n d o e x e m p l o o m e t a m i d o f ó s e m pepinos e c l o r o m e q u a t e e m p e r a s
d e E s t a d o s c o m p r o b l e m a s p r e v i a m e n t e constatados. A s amostras d i r e c i o n a d a s
s ã o c o l e t a d a s e m c a s o de s u s p e i t a ou c o m violação p r e v i a m e n t e e n c o n t r a d a . A
amostragem
direcionada
é
feita
diretamente
para
uma
específica
plantação/produtor o u u m e s p e c í f i c o consignatório ( E U , 2 0 0 7 ) .
F o r a m analisadas 5 0 . 4 2 8 a m o s t r a s d e frutas e vegetais in
p r o v e n i e n t e s da fiscalização,
resíduos, 4 2 % e s t a v a m
em
abaixo
53% das amostras
de
LMR
ou
não foram
LMREC
e
3% d a s
natura,
detectados
amostras
a p r e s e n t a r a m resíduos que e x c e d e r a m o s L M R ( E U , 2 0 0 7 ) .
Para os cereais, d a s
2.719 a m o s t r a s
a n a l i s a d a s provenientes
da
fiscalização, e m 7 0 % n ã o f o r a m encontrados resíduos, 2 9 % e s t a v a m abaixo d o s
L M R e 1 , 1 % acima d o s L M R . O s índices d e a m o s t r a s detectadas, maiores o u
58
m e n o r e s q u e L M R E C e m cereais a p r e s e n t a r a m v a l o r e s m e n o r e s q u e o s d a s
frutas e vegetais ( E U , 2 0 0 7 ) .
Nas a m o s t r a s d e frutas e v e g e t a i s , e m 1 0 , 2 % (direcionadas) e e m 5 %
(de fiscalização) e x c e d e r a m o s L M R . Estes d a d o s r e v e l a m q u e a s a m o s t r a s d e
fiscalização e a s direcionadas são distintas, d e s d e a estratégia d e a m o s t r a g e m
até a análise d o s resultados.
Para o s alimentos infantis, f o r a m analisadas 1.334 a m o s t r a s , e m 9 2 %
n ã o f o r a m e n c o n t r a d o s r e s i d u o s d e pesticidas, e m 6 % f o r a m d e t e c t a d o s , m a s
abaixo d o LMR, e 2 , 7 % d a s a m o s t r a s e s t a v a m acima d o L M R E C ( E U , 2 0 0 7 ) .
C o m relação à s a m o s t r a s c o m resíduos múltiplos, v a r i a n d o a p r e s e n ç a
d e 2 a 8 o u mais resíduos presentes e m u m a m e s m a a m o s t r a , o s d a d o s relatados
e s t ã o na Tabela 5.
T a b e l a 5 - A m o s t r a s in natura d e frutas, v e g e t a i s e c e r e a i s
2*
o u mais
2*
3*
4*
5*
6*
7*
8*
o u mais
N
55.395
12.986
5.695
3.220
1.850
955
544
283
439
%
100
23,4
10,3
5.8
3,3
1.72
0.98
0,51
0,79
N; número de amostras analisadas
*: pesticidas
Fonte: EU, 2007
Pelos resultados, a p r e s e n t a d o s na Tabela 5, a maior p o r c e n t a g e m d e
pesticidas dentre a s a m o s t r a s foi entre o s q u e a p r e s e n t a r a m 2 pesticidas; esta
p o r c e n t a g e m d e c r e s c e à m e d i d a q u e a u m e n t a o n ú m e r o de pesticidas p r e s e n t e s
e m uma mesma amostra.
Pelos d a d o s do m e s m o p r o g r a m a (de 1998 a 2003), e m 1998, 2 % d a s
a m o s t r a s a p r e s e n t a r a m 4 o u mais pesticidas; e m 2 0 0 2 , 2,8%; e m 2003, 6 , 5 % , e,
e m 2 0 0 4 , 7,3% d a s a m o s t r a s a p r e s e n t a m 4 o u mais pesticidas ( E U , 2007).
Na f i g u r a 14 a p r e s e n t a - s e o s resultados d a p r e s e n ç a de r e s í d u o s
múltiplos de 2 o u m a i s pesticidas no p e r í o d o d e 1997 a 2 0 0 4 , p a r a amostras d e
frutas e vegetais e cereais e m forma d e p e r c e n t a g e m .
59
Fonte: EU. 2007
Figura 14 - P o r c e n t a g e m das amostras d e frutas, vegetais e cereais c o m
resíduos múltiplos, no período de 1997 a 2 0 0 4
Pelos resultados apresentados na Figura 14, observa-se crescimento
no n ú m e r o percentual de amostras c o m 2 o u mais resíduos a partir d e 2000.
Na T a b e l a 6, exclarece-se à procedência das amostras que e s t a v a m
e m níveis acima do L M R E C .
T a b e l a 6 - A m o s t r a s d e fiscalização, e m níveis a c i m a d o L M R E C , para frutas,
verduras e cereais
N
N > LMREC
%
42.359
1.020
2,4
Importado
9.523
650
6,8
Desconhecido
1.265
77
6,1
53.147
1.747
3,3
ORIGEM
União Européia
Total
Fonte: EU, 2007
N: número de amostras analisadas
N>LMREC: número de amostras acima do Limite Máximo de Resíduo da Comunidade Européia
Conforme
os
resultados
do
programa.
Tabela
6,
os
produtos
importados a p r e s e n t a r a m maiores índices e m valores percentuais de a m o s t r a s
q u e e s t a v a m a c i m a dos L M R E C q u e o s produzidos na Europa.
Na Figura 15, estão os resultados d o monitoramento no período d e
1996 a 2 0 0 4 , q u a n t o à tendência d a s amostras não-detectadas, detectadas e m
níveis m e n o r e s e maiores e m relação à legislação de L M R E C .
60
7Û
60
59
61
60
S
37
40
36
36
37
35
32
56
56
38
38
5,5
5í
2002
2003
63
£
ît
30
1996
3,4
3,3
4.3
1997
1998
1999
45
3,9
2000
2001
— A m o s t r a s não detectados resíduos
«—AmoSti.iscom l e d d u o s
Amosti.iscom lesiduos
2004
AnO
LMR ou
LMR ou
LMREC
LMREC
Fonte: EU. 2007
Figura 15 - Resultado do monitoramento no período de 1996 a 2 0 0 4 .
A Figura 15 mostra a tendência ao longo dos anos 1996 a 2 0 0 4 da
d i m i n u i ç ã o e m porcentagem c o m relação à ausência d e resíduos de pesticidas
nas amostras monitoradas. Por outro lado, há crescimento quanto à presença de
resíduos, tanto e m níveis m e n o r e s quanto acima dos LMR. Este a u m e n t o se deve
a vários fatores, c o m o a capacidade analítica laboratorial, atingindo
menores
limites de quantificação e maior n ú m e r o substâncias analisadas. Outro fato se
d e v e a o s programas d e monitoramento, que diferem consideravelmente a cada
ano.
Em
muitos
países
a
prioridade
dos
programas
de
monitoramento
é
direcionada para níveis nacionais e são freqüentemente objetivados para um
específico problema, tais c o m o a s informações de infrações recebidas na Europa
e as infrações detectadas no próprio país ( E U , 2007).
Dentre as amostras analisadas de frutas e verduras, as c o m maior
Incidência da presença de pesticidas foram: m a ç ã , tomate, alface, morango, alhoporó,
suco
de
frequentemente
laranja,
repolho,
encontrados
foram:
aveia
e
grupo
do
centeio.
manebe,
Os
pesticidas
clorpirifós,
mais
imazalil,
procimidone, grupo de benomil, iprodione, tiabendazol, clormequate, brometos e
orto-fenilfenol.
Entre os cereais, os pesticidas mais encontrados foram:
metílico,
mationa,
clorpirifós,
clorpirifós
glifosato, brometos, diclorvos e mepiquate.
metílico,
clormequate,
pirimifós
deltametrina,
61
E m frutas e vegetais, a s c l a s s e s de pesticidas m a i s encontradas f o r a m
d o s fungicidas e, nos c e r e a i s , a d o s inseticidas.
A
encontrados
partir
em
dos
resultados
do
monitoramento,
para
os
alta c o n c e n t r a ç ã o
em
u m alimento, calcula-se
pesticidas
a dose
de
referência a g u d a para estimar o risco d a e x p o s i ç ã o crônica a u m d e t e r m i n a d o
pesticida. A d o s e de referência a g u d a (ARfD) é estimada pela q u a n t i d a d e d a
substância n o alimento, e x p r e s s a e m p e s o de m a s s a c o r p ó r e a , q u e p o d e ser
ingerida s o b r e u m p e r í o d o d e t e m p o , u s u a l m e n t e d u r a n t e u m a refeição o u u m d i a ,
s e m risco p a r a o c o n s u m i d o r . Este d a d o é c o m p a r a d o c o m a IDA do pesticida e m
d e t e n n i n a d o alimento. S e ARfD é maior, indica risco de i n g e s t ã o do pesticida e m
d e t e r m i n a d o alimento ( E U , 2007).
P e l o s resultados do p r o g r a m a d e m o n i t o r a m e n t o , muitos L M R E C d o s
pesticidas, e m d e t e n n i n a d o alimento, e s t ã o s e n d o revistos, dentre o s quais, o s
pesticidas: deltametrina, d i m e t o a t o , a cialotrina, metomil e metidationa,
para
alface e m a ç ã .
D e n t r e os pesticidas q u e o f e r e c e r a m m a i o r potencial d e risco, e s t ã o :
m e t a m i d o f ó s para alface, grupo d e m a n e b e e o x i d e m e t o n , para alface e m a ç ã
( E U , 2007).
A avaliação d e risco c r ô n i c o d a ingestão de resíduos d e pesticidas na
dieta
européia
é
estimada
monitoramento (EU, 2007).
pelos
resultados
obtidos
pelo
programa
de
62
4. METODOLOGIA
A etapa e x p e r i m e n t a l analítica do t r a b a l h o foi realizada n o Laboratório
d e Centro d e Q u í m i c a d o M e i o A m b i e n t e do Instituto d e Pesquisas Energéticas e
Nucleares (IPEN).
4 . 1 . C o l e t a das a m o s t r a s
Foram
coletadas
10 a m o s t r a s d e
milho v e r d e disponível
para
o
c o n s u m i d o r final, n a região S u l da c i d a d e d e S ã o Paulo, adquiridas e m r e d e d e
s u p e n n e r c a d o s , f e i r a s livres e nos p o p u l a r m e n t e d e n o m i n a d o s "sacolões", nos
meses d e agosto e s e t e m b r o d e 2 0 0 5 (Tabela 7 ) . Para o estudo d e recuperação,
f o r a m utilizadas a m o s t r a s d e milho verde d e origem "orgânica", d e n o m i n a d a s
também
como
amostras
testemunhas,
cultivadas
sem
tratamento
com
agrotóxicos, adquiridas e m u m a rede d e s u p e r m e r c a d o s
Tabela 7 - Data e l o c a l de coleta das amostras
Amostra
D a t a de coleta
1
05/08/2005
Feira - Bairro J a b a q u a r a
2
05/08/2005
S u p e r m e r c a d o - Bairro S ã o J u d a s
3
03/09/2005
S u p e r m e r c a d o - Bairro S a n t a Catarina
4
03/09/2005
Feira - Bairro J a b a q u a r a
5
04/09/2005
Feira - Bairro S a n t a Catarina
6
03/09/2005
Feira - Bairro C o n c e i ç ã o
7
03/09/2005
Feira - Bairro J a b a q u a r a - Vila G u a r a n i
8
03/09/2005
S a c o l ã o - Bairro J a b a q u a r a
9
04/09/2005
S a c o l ã o - Bairro Santa Catarina
10
08/09/2005
Feira - Bairro S a ú d e
Local
63
4.2. P r e p a r a ç ã o d a s a m o s t r a s
A s a m o s t r a s d e milho verde, após a s coletas, f o r a m c o r t a d a s
e
trituradas e m trituradores d o m é s t i c o s e a r m a z e n a d a s e m freezer, até a realização
das análises. T o d a s as a m o s t r a s foram a r m a z e n a d a s e m a n t i d a s e m freezer á
t e m p e r a t u r a d e -A °C, a t é a realização d a s análises. O m e s m o p r o d e d i m e n t o f o i
a d o t a d o para a amostra t e s t e m u n h a .
4.3. R e a g e n t e s
O s p a d r õ e s d o s princípios ativos utilizados f o r a m d e alta p u r e z a (97,1 9 9 , 9 9 % ) , c o m certificação d o próprio fabricante, c o n f o r m e T a b e l a 8.
Tabela 8 - Padrões e s t u d a d o s , procedência e g r a u de p u r e z a
Nome
Procedência
P u r e z a (%)
Aldicarbe
Riedel - de H ä e n
99,0
Aldicarbe sulfona
R i e d e l - de H ä e n
99,0
A l d i c a r b e suifóxido
Riedel - de H ä e n
97,1
Carbaril
Riedel - de H ä e n
99,8
Carbofurano
F M C Q u í m i c a d o Brasil Ltda
99,6
Metiocarbe
Riedel - de H ä e n
99,7
Metomil
Riedel - de H ä e n
99,8
Pirimicarbe
Riedel - de H ä e n
99,8
Propoxur
R i e d e l - de H ä e n
99,9
Atrazina
Riedel - de H ä e n
99,2
Simazina
Riedel - de H ä e n
99,9
Carbendazim
Riedel - de H ä e n
99,6
Tiabendazol
Dr. Ehrenstorfer G m b H
99,5
Tiofanato metílico
Riedel - de H ä e n
99,7
Os solventes f o r a m t o d o s de g r a u analítico H P L C d e diferentes m a r c a s :
a c e t o n a , Mallinckrodt; a c e t a t o d e etila, E M Sccience (Merck); acetonitrila, E M D
(Omnisolv); e m e t a n o l , J.T. Baker. A água utilizada f o i d e grau analítico H P L C .
64
4 . 4 . E q u i p a m e n t o s utilizados
A p e s a g e m d o padrões certificados d o s analitos f o i efetuada e m u m a
balança analítica, m a r c a Sartorius, M C 210 S , c o m precisão d a m e d i d a
de
p e s a g e m d e ± 0,00001 g r a m a .
A s a m o s t r a s f o r a m p e s a d a s e m u m a b a l a n ç a analítica, marca Mettler,
N** 2 0 6 0 3 0 , tipo H16, precisão da m e d i d a de p e s a g e m d e ± 0,0001 grama.
A g i t a d o r m a r c a Kline, m o d e l o 255.
Centrífuga, m a r c a Solumix.
4.4.1. Sistema HPLC- MS/MS
A s quantificações e confimnações f o r a m realizadas e m p r e g a n d o - s e u m
sistema L C - M S / M S c o m p o s t o d e um e s p e c t r ó m e t r o d e m a s s a s triploquadrupolar
A P I 4000 ™ acoplado a u m cromatógrafo líquido Agilent 1 1 0 0 Series e o
Analyse,
versão
1.4.1. O
espectrómetro de
massas
software
utilizado foi o A p p l i e d
B i o s y s t e m s / M D S S c i e x (Sciex, C o n c o r d , CA), e q u i p a d o c o m cela de colisão
LINAC®, f o n t e
de
ionização
Turbo
™, operada
no
modo
TurbolonSpray®
(electronspray), g e r a d o r d e g a s e s P E A K G e n e r a t o r ( P E A K Scientific Instruments,
Escócia)
e
bomba
de
infusão
Harvard A p p a r a t u s
(Holliston, MA,
EUA).
O
c r o m a t ó g r a f o líquido utilizado foi o Agilent, m o d e l o 1100, c o m b o m b a quaternária,
injetor a u t o m á t i c o , degaseificador e f o r n o para coluna analítica. A s a m o s t r a s
f o r a m injetadas e m c o l u n a Inertsil O D S - 3 c o m d i m e n s õ e s d e 7,5 c m x 4,6 m m x 3
p m sob f l u x o d e fase m ó v e l d e 700 pL m i n V
4 . 5 . Curvas analíticas
A s soluções p a d r õ e s e s t o q u e para c o n s t r u ç ã o d a s curvas analíticas
f o r a m p r e p a r a d a s individualmente e m balões v o l u m é t r i c o s pela dissolução d o s
padrões
dos
principios
ativos
em
lOmL
de
metanol,
variando-se
nas
c o n c e n t r a ç õ e s de 8 0 , 0 0 p g / m L a 4 0 0 , 0 0 pg/mL, e s t o c a d o s a - 2 0 ° C . A s o l u ç ã o de
trabalho f o i preparada através de u m a diluição e m á g u a d e u m a mistura da
solução e s t o q u e nas c o n c e n t r a ç õ e s q u e variaram d e 80 a 4 0 0 n g / m l .
65
Para a c o n s t r u ç ã o da c u r v a analítica, f o r a m e f e t u a d a s diluições da
solução d e trabalho d e u m a mistura d o s principios ativos, e m triplicata, e m 6
níveis d e c o n c e n t r a ç õ e s d e : 0,05; 0,10; 0,20; 0,40; 1,00 e 2 , 0 0 n g / m L para
aldicarbe
suifóxido,
metomil,
carbendazim,
propoxur, c a r b o f u r a n o e metiocarbe.
carbaril,
tiabendazol,
aldicarbe,
Para s i m a z i n a , atrazina e aldicarbe sulfona,
a s diluições f o r a m de: 0 , 1 0 ; 0,20; 0 , 4 0 ; 0,80; 2 , 0 0 e 4 , 0 0 n g / m L . Para tiofanato
metílico, a s c o n c e n t r a ç õ e s f o r a m d e : 0,20; 0,40; 0,80; 1,60; 4 , 0 0 e 8,00 n g / m L .
Para pirimicarbe f o r a m d e : 0,04; 0,08; 0,16; 0,32; 0,80 e 1,60 n g / m L .
A s misturas d e padrões f o r a m filtradas (filtros d e porosidade 0,45 pm) e
injetadas 2 0 pL d e v o l u m e no e q u i p a m e n t o , 2 injeções para c a d a mistura d e
padrões. Para a c o n s t r u ç ã o da curva analítica f o r a m c o n s i d e r a d o s os resultados
d e 6 injeções. Para testar a repetibilidade d o e q u i p a m e n t o f o r a m injetadas seis
replicatas (n=6) d a s o l u ç ã o m a i s diluída.
4.6. Preparação dos extratos
P e s o u - s e 1,0000 g r a m a d a amostra d e m i l h o verde triturada e m a n t i d a
à
temperatura
ambiente
em
um t u b o
com
capacidade
de
20
mL.
Foram
a d i c i o n a d o s 5 m L de a c e t o n a grau resíduo, a g i t a d o s (agitador orbital) p o r 20
minutos e centrifugados p o r 15 m i n u t o s a 2 . 0 0 0 r p m . Pipetaram-se 100 p L do
extrato, diluídos p a r a 1 m L , c o m água. O extrato f o i filtrado e m filtro d e p o r o s i d a d e
0,45 p m e injetado 20 p L d e v o l u m e no e q u i p a m e n t o L C - E S I / M S / M S . P a r a o
e s t u d o d a fortificação a d o t o u - s e o m e s m o p r o c e d i m e n t o , utilizando a a m o s t r a
testemunha.
4 . 6 . 1 . C á l c u l o s . A n á l i s e qualitativa e quantitativa
Os
construção
analitos
d e curvas
foram
quantificados
analíticas d o s
com
compostos
padronização
externa
descritos
item 4 . 4 .
no
pela
As
c o n c e n t r a ç õ e s d o s analitos f o r a m calculadas c o n s i d e r a n d o o fator d e diluição e a
m a s s a da a m o s t r a , pela e q u a ç ã o 1:
R= C X V
m
X f
(í)
66
onde:
R: resíduo d o analito n a a m o s t r a (|jg/kg);
C: c o n c e n t r a ç ã o do analito na s o l u ç ã o final extraída (ng/mL);
V : v o l u m e d a solução extraída ( m L ) ;
m: massa p e s a d a e e x t r a í d a (g);
f: fator de diluição.
T o d o s os resultados f o r a m e x p r e s s o s e m pg/kg ( m i c r o g r a m a d o analito
por q u i l o g r a m a d e amostra).
4.7. E s t u d o d e r e c u p e r a ç ã o
S e g u n d o o M a n u a l d e orientação d o I N M E T R O (2003), a r e c u p e r a ç ã o
do analito p o d e ser e s t i m a d a pelas a n á l i s e s d e a m o s t r a s adicionadas
quantidades c o n h e c i d a s do m e s m o (spike).
com
A s amostras p o d e m ser a d i c i o n a d a s
e m pelo m e n o s quatro diferentes c o n c e n t r a ç õ e s , c o m o por e x e m p l o , próximo a o
limite d e detecção, próximo à c o n c e n t r a ç ã o m á x i m a permissível, e e m
uma
concentração m á x i m a permissível e m u m a c o n c e n t r a ç ã o próxima á média d a
faixa d e uso d o m é t o d o .
Para o e s t u d o de recuperação, foi preparada u m a mistura d e padrões
e m c o n c e n t r a ç õ e s d e : 80 n g / m L para pirimicarbe; 100 n g / m L para aldicarbe,
aldicarbe
suifóxido,
carbaril,
carbofurano,
metiocarbe,
metomil,
propoxur
e
c a r b e n d a z i m ; 2 0 0 n g / m L para aldicarbe s u l f o n a , atrazina, simazina e t i a b e n d a z o l
e 4 0 0 n g / m L para tiofanato metílico. Estas m i s t u r a s d e p a d õ e s foram fortificadas
e m a m o s t r a s t e s t e m u n h a s d e m i l h o , p r e v i a m e n t e p r e p a r a d a s (conforme o item
4.2), e m a n t i d a s à temperatura a m b i e n t e , p a r a o e s t u d o d a r e c u p e r a ç ã o e m cinco
níveis: Y2 L O Q (Limite d e quantificação), 1 L O Q , 1 Yz L O Q , 2 LOQ e 5 L O Q . Para
o nível d e Y2 L O Q , f o r a m adicionados v o l u m e s d e : 50 pL d a mistura d e padrões
acima citada; 100 pL para o nível d e 1 L O Q ; 150 pL para 1 14 L O Q ; 2 0 0 pL, 2
LOQ e 5 0 0 p L para o nível de 5 L O Q . A p ó s a s fortificações, as a m o s t r a s f o r a m
submetidas a o procedimento descrito n o item 4 . 6 e, para quantificação, item
4.7.2.
67
4.7.1. Cronograma d o experimento de recuperação
O s pesticidas f o r a m fortificados nas a m o s t r a s t e s t e m u n h a s e m c i n c o
diferentes níveis d e v a l i d a ç ã o , correspondentes a !4, 1 , 1 14, 2 e 5 L O Q , descritos
nos itens 4.7. O e x p e r i m e n t o f o i realizado e m 4 etapas, confonme a T a b e l a 9.
T a b e l a 9 - C r o n o g r a m a do e x p e r i m e n t o
"
Experimento
1
Experimento
2
Experimento
3
1
Branco
Branco
Branco
6
Vt L O Q
Vz L O Q
Vz L O Q
6
1 LOQ
1 LOQ
1 LOQ
6
1 Vz L O Q
1 Vz LOQ
1 Vz L O Q
1
2 LOQ
2 LOQ
2 LOQ
1
5 LOQ
5 LOQ
5 LOQ
n
Experimento
4
10
Branco
10
1 LOQ
n: número de determinações.
Os experimentos d e 1 a 4 foram executados em 4 dias, conforme a
T a b e l a 9, consistindo e m 2 1 e x p e r i m e n t o s durante o s 3 dias diferentes e, no
q u a r t o dia, 2 0 e x p e r i m e n t o s , totalizando 8 3 e x p e r i m e n t o s . O b r a n c o foi a n a l i s a d o
e m a m o s t r a s t e s t e m u n h a s , isentas d e pesticidas.
4.7.2. Cálculos de recuperação
Para o p r o c e d i m e n t o de v a l i d a ç ã o do m é t o d o analítico q u e
será
descrito a seguir no item 4 . 8 , faz-se necessário o cálculo da r e c u p e r a ç ã o q u e é
feito s e g u n d o a e q u a ç ã o 2:
Rec (%)=
R
xlOO
C
onde:
R e c (%): r e c u p e r a ç ã o (%)
R: c o n c e n t r a ç ã o d a amostra fortificada (pg/kg);
C: c o n c e n t r a ç ã o e s p e r a d a (pg/kg).
(2)
68
O s resultados f o r a m e x p r e s s o s e m "% d o r e c u p e r a d o " e m relação à
quantidade
adicionada
durante
a
fortificação
da
matriz.
Neste
estudo,
os
resultados f o r a m reportados e m c o n c e n t r a ç ã o (pg/kg) e e m % d e r e c u p e r a ç ã o ,
b e m c o m o a m é d i a de r e c u p e r a ç õ e s , desvio padrão e o coeficiente d e variação
e m t o d o s os níveis e nos analitos e s t u d a d o s .
4 . 8 . V a l i d a ç ã o d o m é t o d o analítico
P a r a garantir q u e um n o v o m é t o d o analítico possa gerar i n f o r m a ç õ e s
confiáveis e interpretáveis sobre a a m o s t r a , ele d e v e s o f r e r u m a
avaliação
c h a m a d a d e validação. A validação d e u m m é t o d o é u m p r o c e s s o c o n t í n u o q u e
c o m e ç a no p l a n e j a m e n t o da estratégia analítica e continua a o longo d e t o d o o
d e s e n v o l v i m e n t o e transferência.
A v a l i d a ç ã o é o processo d e definir uma exigência analítica e confirmar
q u e o m é t o d o s o b investigação t e m c a p a c i d a d e d e d e s e m p e n h o consistente c o m
o q u e a a p l i c a ç ã o r e q u e r . Na prática, a a d e q u a ç ã o a o uso d o s m é t o d o s analíticos
aplicados a e n s a i o s rotineiros é g e r a l m e n t e avaliada pelos e s t u d o s d e m é t o d o s .
T a i s e s t u d o s p r o d u z e m d a d o s q u a n t o a o d e s e m p e n h o total e aos fatores d e
influência q u e p o d e m s e r aplicados à estimativa d a incerteza a s s o c i a d a
aos
resultados d o m é t o d o e m u s o normal ( E u r a c h e m W o r k i n g G r o u p , 1998).
Os
parâmetros
de validação
de
métodos têm
s i d o definidos
em
diferentes g r u p o s de t r a b a l h o d e organizações nacionais o u internacionais
a l g u m a s d e f i n i ç õ e s s ã o diferentes entre diversos grupos. U m a tentativa
e
para
hamnonizar e s t a s diferenças foi feita para aplicações famnacêuticas, pela ICH
(International
Conference
of Harmonization).
O
que
se
pode
notar
é
que
o r g a n i s m o s nacionais d e c r e d e n c i a m e n t o , c o m o A N V I S A e I N M E T R O , e ó r g ã o s
internacionais d e credenciamento c o m o , l U P A C , ISO (ISO/IEC 17025) e I C H , e m
c a s o d e c r e d e n c i a m e n t o , exigem o item "validação d e m é t o d o s analíticos" c o m o
um
requisito f u n d a m e n t a l para a q u a l i d a d e assegurada e d e m o n s t r a ç ã o
da
competência técnica (ANVISA, 2003; INMETRO, 2003; l U P A C , 2002; ISO/IEC
1 7 0 2 5 , 1999; I C H , 1995a e ICH, 1995b). E m relação à s n o r m a s , pode-se observar
q u e n ã o há u m procedimento n o r m a t i z a d o que estabeleça c o m o e x e c u t a r a
validação de m é t o d o s instrumentais d e separação.
69
N o Brasil, s ó há u m a resolução e s p e c í f i c a de v a l i d a ç ã o d e metodologia
analítica para r e s í d u o s de pesticidas, p o r é m
c o m objetivos q u e d i f e r e m
ao
d e s e n v o l v i m e n t o d e u m a metodologia. A r e s o l u ç ã o enfatiza os p r o c e d i m e n t o s
para a c o n d u ç ã o d e e n s a i o s d e c a m p o e para o estudo d e ensaios d e laboratório
específicos e alguns critérios m í n i m o s para quantificar o s pesticidas presentes ou
ausentes,
resultados
de
estudos
experimentais
no
campo.
Os
pesticidas
quantificados serão avaliados para fins d e registro e e s t a b e l e c i m e n t o d e L M R
para d e t e n n i n a d a cultura (ANVISA, 2 0 0 6 b ) .
A validação d o m é t o d o neste t r a b a l h o foi c o n d u z i d a e m c o n f o r m i d a d e
com
a
nornia
EC/2002/657
e m p r e g a n d o o software
recomendada
ResVal
(versão 2.0)
pela
Comunidade
Européia,
(Council Directive, 2002).
Esta
v a l i d a ç ã o é conduzida dentro d e u m único laboratório, c h a m a d a d e validação
laboratório
{in house
reprodutibilidade
validation)
interna.
no
alguns autores reportam c o m o u m a avaliação da
Muitos
resultados
obtidos
t r a t a m e n t o s estatísticos, auxiliados pelo p r o g r a m a Resval
foram
submetidos
a
2.0.
A escolha d a nomria para a c o n d u ç ã o d a avaliação do d e s e m p e n h o do
método
foi
por d i v e r s a s
razões:
pela
infra-estrutura
laboratorial
adequada,
principalmente a instrumental; por atender aos objetivos propostos e por ser u m a
n o r m a internacional, c o m melhor aceitabilidade e credibilidade.
U m a d a s estratégias para alcançar o s objetivos, inicialmente, foi a de
efetuar a s o t i m i z a ç õ e s analíticas d o m é t o d o : c o m o a e s c o l h a de solvente para
extração
dos
pesticidas
na
matriz
e
as
condições
cromatográficas
do
c r o m a t ó g r a f o líquido, c o m o o e s p e c t r ó m e t r o d e m a s s a s para os pesticidas e a
matriz
estudada.
Os
parâmetros
de
avaliação
do d e s e m p e n h o
do
método
e s t u d a d o f o r a m : linearidade e intervalo d e t r a b a l h o , seletividade, especificidade,
exatidão, precisão, repetibilidade, níveis críticos {CCa e CCp),
limite d e d e t e c ç ã o
e limite d e quantificação.
4.8.1. Linearidade
Linearidade
é a habilidade
de
um
método
analítico
em
produzir
resultados q u e s e j a m diretamente porporcionais á concentração d o analito e m
a m o s t r a s , e m u m a d a d a faixa d e c o n c e n t r a ç ã o ( I N M E T R O , 2003).
70
A n o r m a Council Directive (2002) r e c o m e n d a no m í n i m o quatro pontos
para a curva analítica.
4.8.2. Faixa linear e faixa linear d e t r a b a l h o
A faixa linear d e t r a b a l h o
de u m método d e ensaio é o intervalo entre
os níveis inferior e superior d a c o n c e n t r a ç ã o do analito no q u a l foi d e m o n s t r a d o
ser possível a d e t e m i i n a ç ã o c o m a precisão, a exatidão e a linearidade exigidas,
sob c o n d i ç õ e s específicas para o ensaio. A faixa d e trabalho d e v e cobrir a faixa
de aplicação p a r a o qual o e n s a i o vai ser u s a d o . A c o n c e n t r a ç ã o mais esperada
da a m o s t r a d e v e , s e m p r e q u e possível, s e situar no c e n t r o da faixa d e trabalho e
linearmente correlacionada à s c o n c e n t r a ç õ e s . Isto r e q u e r que o s valores m e d i d o s
p r ó x i m o s ao limite inferior d a faixa de trabalho p o s s a m ser distinguidos d o s
b r a n c o s dos m é t o d o s ( I N M E T R O , 2 0 0 3 ) .
C o m e s t e propósito, f o r a m e f e t u a d a s as análises d o s reagentes e d a s
a m o s t r a s t e s t e m u n h a s d o m é t o d o ( I N M E T R O , 2003), apesar d a n o r m a (Council
Directive, 2002) n ã o fazer n e n h u m a m e n ç ã o a respeito.
4.8.3. Seletividade
U m a matriz p o d e c o n t e r c o m p o n e n t e s q u e interferem no d e s e m p e n h o
na m e d i ç ã o d o detector s e l e c i o n a d o , s e m causar u m sinal visível no teste d e
especificidade. O s interferentes p o d e m a u m e n t a r ou reduzir o sinal e a m a g n i t u d e
do e f e i t o pode d e p e n d e r da c o n c e n t r a ç ã o ( R i b a n i et a l . , 2004).
A seletividade d o m é t o d o foi a v a l i a d a c o m p a r a n d o a matriz isenta d e
substância e a matriz a d i c i o n a d a
c o m o analito (padrão), para verificar
os
possíveis interferentes q u e p o s s a m eluir na região d e interesse. Para avaliar a
seletividade, foi realizado o e x p e r i m e n t o 4 , c o n f o r m e c r o n o g r a m a d o experimento
disponível na T a b e l a 9, item 4 . 7 . 1 .
4.8.4. E x a t i d ã o
A e x a t i d ã o do m é t o d o é definida c o m o s e n d o a c o n c o r d â n c i a entre o
resultado de u m ensaio e o valor d e referência aceito c o m o c o n v e n c i o n a l m e n t e
71
verdadeiro. Q u a n d o aplicada a uma s é r i e de resultados d e e n s a i o , implica u m a
combinação
de componentes
de e r r o s aleatórios e sistemáticos
(tendência)
(INMETRO, 2003).
O s p r o c e d i m e n t o s n o r m a l m e n t e utilizados para avaliar a exatidão d o
m é t o d o s ã o : u s o de materiais d e referência certificados, participação d e e n s a i o s
interlaboratoriais e relização d e ensaios d e recuperação ( I N M E T R O , 2003).
P a r a avaliar o parâmetro e x a t i d ã o da n o r m a a d o t a d a para este e s t u d o ,
f o r a m e x e c u t a d a s 6 repetições no V2 L O Q (limite d e quantificação), 1 LOQ e 1 1/2
L O Q e u m a repetição para 2 L O Q e 5 L O Q . Este p r o c e d i m e n t o é e x e c u t a d o e m
t r ê s diferentes dias. O limite d e quantificação, n e s t e caso, c o m p r e e n d e o limite d e
quantificação alvo para avaliação d o d e s e m p e n h o do m é t o d o analítico (Council
Directive, 2 0 0 2 ) . Na T a b e l a
10, e s t ã o os níveis de m é d i a d e
recuperação
e s t a b e l e c i d a pela n o r m a C o u n c i l Directive (2002).
T a b e l a 10 - Nível d e r e c u p e r a ç ã o e m é d i a de r e c u p e r a ç ã o
Nível d e r e c u p e r a ç ã o
Intervalo d e r e c u p e r a ç ã o (%)
^ 1 pg/kg
-50% a +20%
> 1 pg/kg a i o p/kg
-30% a+10
> 10 pg/kg
- 2 0 % a 10%
Fonte: Council Directive, 2002
P a r a outros ó r g ã o s , o inten/alo d e aceitabilidade
para os
valores
individuais d e recuperação é d e 7 0 a 1 1 0 % ( F A O / W H O , 1993) e na faixa d e 7 0 a
1 2 0 % ( A N V I S A , 2 0 0 6 b ; EPA, 1996).
E m relação à n o r m a , a m e d i d a da m é d i a d e r e c u p e r a ç ã o d e v e ser
avaliada
em
concordantes
função
em
da
relação
resultados e x p e r i m e n t a i s
concentração
a
em
estudos
do
nível
de
experimentais.
fortificação,
Oberva-se
geral, q u a n t o m e n o r o nível d e
avaliada m a i o r e s são a s c h a n c e s de s e obter baixas recuperações.
aspectos
que,
pelos
concentração
72
4.8.5. P r e c i s ã o
Precisão é u m termo g e r a l para avaliar a d i s p e r s ã o d e resultado entre
ensaios
independentes,
experimentais
definidas.
repetidos
É
de
uma
normalmente
mesma
amostra,
determinada
para
em
condições
circunstâncias
específicas de m e d i ç ã o e a s d u a s formas específicas d e e x p r e s s á - l a s s ã o por
meio d a repetitividade e d a reprodutibilidade, sendo u s u a l m e n t e e x p r e s s a c o m o
desvio p a d r ã o o u d e s v i o p a d r ã o relativo ( I N M E T R O , 2 0 0 3 ; l U P A C , 2 0 0 2 ) .
A precisão é avaliada p e l a nomria p o r meio d e d e s v i o s p a d r ã o relativos
ou coeficiente d e v a r i a ç ã o calculado individualmente e m relação à m é d i a d e
r e c u p e r a ç õ e s o b t i d a s n o s e x p e r i m e n t o s d e r e c u p e r a ç ã o e m c a d a nível e e m
diferentes e x p e r i m e n t o s .
Na T a b e l a 1 1 , estão descritos o s níveis d e coeficiente d e variação
aceitáveis r e c o m e n d a d o s
pela n o r m a C o u n c i l Directive (2002), a p l i c a d o s
no
presente estudo.
T a b e l a 11 - Níveis de r e c u p e r a ç ã o e faixa d e coeficiente de v a r i a ç ã o
Nível d e r e c u p e r a ç ã o
Coeficiente d e v a r i a ç ã o (CV)
(%)
> 10 pg/kg a 100 p/kg
20
> 100 pg/kg a 1.000 p/kg
15
> 1.000 pg/kg
10
Fonte: Council Directive, 2002
A n o r m a e s t a b e l e c e os níveis de coeficiente d e v a r i a ç ã o e m relação ao
nível d e r e c u p e r a ç ã o c o r r o b o r a m e m resultados experimentais d e r e s í d u o s d e
pesticidas. Q u a n t o m e n o r a concentração avaliada, m a i o r e s s ã o as c h a n c e s da
d i s s i p a ç ã o dos resultados das r e c u p e r a ç õ e s . A A N V I S A (2006b) e s t a b e l e c e o
coeficiente de v a r i a ç ã o aceitável d e a t é 2 0 % .
4.8.6. N í v e i s críticos ( C C a e C C p )
O s níveis d o limite de decisão ( C C a ) e a c a p a c i d a d e d e d e t e c ç ã o
(CCp) f o r a m c a l c u l a d o s e avaliados e m confomriidade c o m a s r e c o m e n d a ç õ e s da
nomria C o u n c i l Directive (2002).
73
4 . 8 . 6 . 1 . Limite de d e c i s ã o
(CCa)
A nomria Council Directive ( 2 0 0 2 ) define q u e limite d e d e c i s ã o (CCa) é o
limite a partir d o qual s e p o d e concluir q u e u m a a m o s t r a é n ã o c o n f o r m e c o m u m a
probabilidade d e erro a. O e r r o a m e d e a t a x a d e resultados falsos
não-
conformes.
O resultado d e u m a análise é c o n s i d e r a d o c o n f o r m e s e o c o n t e ú d o d e
u m a d e t e r m i n a d a substância é m e n o r q u e o limite d e d e c i s ã o (CCa). Neste c a s o ,
a s u b s t â n c i a n ã o está presente, o u não f o i identificada o u está e m c o n c e n t r a ç ã o
m e n o r que CCa. O resultado d e u m a a n á l i s e d e v e s e r c o n s i d e r a d o n ã o - c o n f o r m e
c a s o s e e x c e d a o limite d e d e c i s ã o (CCor) d o m é t o d o d e c o n f i r m a ç ã o p a r a o
analito. A substância é identificada e e m c o n c e n t r a ç ã o m a i o r ou igual a CCa.
r e s u m o , o limite d e decisão (CCa)
Em
m e d e o limite a c i m a d o qual p o d e - s e concluir
c o m u m a probabilidade de erro a= 1 % q u e u m a a m o s t r a é n ã o - c o n f o r m e .
O
CCa
é
calculado
pelos
resultados
da
reprodutibilidade
intralaboratorial para cada analito. Para o cálculo d e CCa são c o n s i d e r a d o s o s
d a d o s das 3 e q u a ç õ e s d e reta d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3, c o n f o r m e o c r o n o g r a m a
do e x p e r i m e n t o descrito na T a b e l a 9, i t e m 4 . 7 . 1 , resultados d e r e c u p e r a ç õ e s ,
p a r a c a d a princípio ativo.
Para calcular o CCa
( para a= 0,01), p o d e ser calculado s e g u n d o a
e q u a ç ã o 3:
nn
(y_inters. + 2 , 3 3 x s t d e v y _ i n t e r s . ) - y _ i n t e r s . )
(3)
coef. a n g u l a r
onde:
y_ inters:
o valor d a o r d e n a d a na o r i g e m ;
stdev y j n t e r s : desvio padrão d a reprodutibilidade intralaboratorial, e r r o
relativo d e regressão d o e s p e r a d o para c a d a valor d e y na regressão;
coef. angular:
coeficiente angular.
74
Para calcular o e r r o relativo d e regressão d o e s p e r a d o para c a d a valor
d e y e X na regressão ( s t e y x ) , aplicou-se a e q u a ç ã o 4 :
s =
(4)
steyx
onde:
s: d e s v i o padrão d e b, na e q u a ç ã o d a reta {y= ax +b);
Xj: nivel d o d e s e m p e n h o ;
x: m é d i a do d e s e m p e n h o d o s níveis.
Para
cada
principio
ativo,
foram
calculados
CCa
aplicando
as
e q u a ç õ e s 3 e 4 , c o m d a d o s provenientes d a e q u a ç ã o d a s retas o b t i d o s dos
resultados dos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3, citados n a T a b e l a 9, item 4 . 7 . 1 . Para avaliar
o
CCa
d e cada analito, c o n s i d e r o u - s e a m é d i a d a d e t e n n i n a ç ã o d o s
CCa,
calculadas a partir dos resultados d a s e q u a ç õ e s das retas dos e x p e r i m e n t o s 1, 2
e3.
Os
resultados f o r a m d e t e r m i n a d o s
pela
média
CCa,
obtidos
nos
e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para c a d a analito e expressos e m u n i d a d e s d e (pg/kg).
4.8.6.2. C a p a c i d a d e de d e t e c ç ã o (CCjS)
A c a p a c i d a d e d e d e t e c ç ã o (CCjS) é o teor mais b a i x o (ou a m e n o r
q u a n t i d a d e d e substância q u e pode ser detectada), identificado o u quantificado
n u m a a m o s t r a c o m um e r r o d e probabilidade jS (5%). O erro j8 m e d e a t a x a de
resultados falsos confomnes.
O
CCjS
é
calculado
pelos
resultados
da
reprodutibilidade
intralaboratorial, d a m e s m a f o r m a q u e o CCa.
Para calcular o C C /S ( p a r a a = 0,95), utilizou-se a e q u a ç ã o 5:
(yjnters. + 2,33xstdev yjnters.+
UU|3 =
1,64xstdevyjnters.)-yjnters.)
¡
coef. angular
(5)
75
onde:
y _ inters.:
o valor d a o r d e n a d a na origem;
stdev y j n t e r s . : desvio padrão d a reprodutibilidade intralaboratorial;
coef. angular:
coeficiente angular.
O s resultados de CC/S foram obtidos da m e s m a forma q u e
CCa,
aplicados a s f ó m i u l a s a c i m a . Para cada principio ativo, f o r a m calculados CQS n o s
e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3, c o n f o n n e o c r o n o g r a m a d o e x p e r i m e n t o descrito n a T a b e l a
9, item 4 . 7 . 1 . Para avaliar o CCp d e c a d a analito, considerou-se a s m é d i a s d e
d e t e r m i n a ç õ e s d o s C C p , calculadas individualmente, pelas e q u a ç õ e s d a s retas d o
experimento 1 , 2 e 3.
Os
resultados
foram d e t e r m i n a d o s
pela m é d i a
CCj8, o b t i d a s
nos
e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para c a d a analito, e f o r a m e x p r e s s o s e m u n i d a d e s d e
(MQ/kg).
4.8.7. Incerteza
Incerteza é u m parâmetro a s s o c i a d o a o resultado de u m a m e d i ç ã o ,
que
caracteriza
a
dispersão
de
valores
que
poderiam
ser
razoavelmente
atribuídos ao m e n s u r a d o . Para quantificar a incerteza é necessário c o n h e c e r t o d o
o p r o c e d i m e n t o analítico e identificar as f o n t e s . Há muitas f o r m a s de m e n s u r a r a s
incertezas e m m e d i d a s , por m e i o d e m é t o d o s estatísticos o u por urna série d e
observações
(Eurachem
Worthing
calculadas a s incertezas no
Group,
1998).
Para
este
estudo
foram
limite de quantificação do m é t o d o p a r a todos o s
pesticidas, o b e d e c e n d o a s r e c o m e n d a ç õ e s d a n o r m a (Council Directive, 2 0 0 2 ) .
Para d e t e r m i n a r a m e d i d a de incerteza foi necessário c o n h e c e r
variância
da
reprodutibilidade
(SR),
que
experimentos (5¿^) e a repetibilidade (Sr).
é
a
soma
das
variâncias
a
entre
A incerteza f i n a l , c o n h e c i d a c o m o
incerteza c o m b i n a d a , é quantificada levando-se e m consideração a variância d a
reprodutibilidade (experimentos 1 a 3), c o n f o r m e o c r o n o g r a m a do e x p e r i m e n t o
descrito na T a b e l a 9, i t e m 4.7.1 e a variância da repetibilidade p r o d u z i d a pelo
efeito matriz ( e x p e r i m e n t o 4).
76
4.8.7.1. Cálculo d a s variâncias
A v a r i â n c i a da repetibilidade ( 5 / ) foi calculada d e acordo c o m
a
e q u a ç ã o 6;
(6)
p
/•=1
once:
5r^: variância da repetibilidade;
p:
n ú m e r o de e x p e r i m e n t o s ;
n ij'. n ú m e r o de a n á l i s e de c a d a experimento e m um n í v e l ;
s
d e s v i o padrão d e cada e x p e r i m e n t o e m u m nível.
A variância entre e x p e r i m e n t o s {Si^) é o cálculo das variâncias e n t r e os
e x p e r i m e n t o s ( 1 + 2 + 3 ) , com a s e q u a ç õ e s 7 a 9.
2
2
(7)
(8)
=
^4-
p - \
(9)
p-l
;=1
onde:
Yij:
média
aritmética dos
resultados de u m e x p e r i m e n t o e m
d e t e n n i n a d o nivel;
Yj". m é d i a geral d e todos o s resultados e m d e t e n n i n a d o nivel.
um
77
A variância d a reprodutibilidade (SR^) é calculada p e l a da e q u a ç ã o 10:
2 _
- ^ r
2
2
' ^ ^ L
(10)
onde:
S/:
variância d a reprodutibilidade;
5 / : variância entre e x p e r i m e n t o s .
4.8.7.2.
C á l c u l o de m e d i d a de incerteza (U)
O cálculo d a incerteza (U) é realizado e m função d a variância ( S r ^ ) , d a
reprodutibilidade e d a matriz ( S ^), pela e q u a ç ã o 1 1 :
U
= 2^S^
+
S'matriz
(11)
onde:
Sr^
: variância d a reprodutibilidade ( e x p e r i m e n t o s 1 + 2+3);
S^matriz'- variância da matriz (experimento 4 ) .
A m é d i a d e incerteza n o e s t u d o foi calculada n o valor d o limite d e
quantificação d o método obtido para cada analito {X±U),
e m n i v e l d e confiança d e
aproximadamente 95% .
O s resultados d o limite d e quantificação d o s analitos e s t u d a d o s f o r a m
e x p r e s s o s e m valor e n c o n t r a d o para c a d a analito ( L O Q ±U),
valores e x p r e s s o s
e m u n i d a d e s d e pg/kg.
4 . 8 . 8 . Limite d e quantificação ( L O Q )
M u i t o s c o n c e i t o s t ê m s i d o atribuídos a o limite d e quantificação ( L O Q ) ,
q u e r e p r e s e n t a a m e n o r c o n c e n t r a ç ã o d o analito e m e x a m e e q u e p o d e s e r
m e d i d o , utilizando-se u m d e t e r m i n a d o p r o c e d i m e n t o experimental
(INMETRO,
2 0 0 3 ; I C H , 1995b).
É a característica d e d e s e m p e n h o q u e define a habilidade d e
um
p r o c e s s o d e medida q u í m i c a d e quantificar um analito a d e q u a d a m e n t e (Currie,
1995).
78
O limite d e quantificação d o m é t o d o neste t r a b a l h o é definido c o m o a
menor c o n c e n t r a ç ã o q u e o m é t o d o analítico p o d e operar c o m precisão aceitável
(lUPAC, 2002).
O cálculo para a detemriinação d o limite de quantificação d o m é t o d o
para os principios ativos e s t u d a d o s , e m confomnidade c o m a n o r m a
Council
Directive (2002), f o i feito a partir d e r e s u l t a d o s obtidos nos e x p e r i m e n t o s de
estudo d a s recuperações, c o n f o r m e o o r g a n o g r a m a ( T a b e l a 9, item 4.7.1). O
limite d e quantificação do m é t o d o , para cada analito e s t u d a d o , foi estabelecido a
partir d o s resultados de r e c u p e r a ç ã o dos e x p e r i m e n t o s d e 1 a 4 , avaliadas e
satisfeitas a s c o n d i ç õ e s de d e s e m p e n h o d e exatidão ( i t e m 4.8.4, T a b e l a 10) e
precisão (item 4.8.5,Tabela 11) r e c o m e n d a d a s pela n o r m a .
O limite d e quantificação d o m é t o d o neste trabalho é e x p r e s s o e m
unidades d e pg/kg, acrescido d a m e d i d a d e incerteza.
4.8.9. L i m i t e de d e t e c ç ã o ( L D )
Existem muitos c o n c e i t o s a respeito d o limite d e detecção d e m é t o d o s
analíticos. O limite d e d e t e c ç ã o (LD) representa a m e n o r c o n c e n t r a ç ã o d o analito
q u e p o d e ser d e t e c t a d a , m a s não n e c e s s a r i a m e n t e quantificada, utilizando um
d e t e n n i n a d o procedimento e x p e r i m e n t a l ( I N M E T R O , 2 0 0 3 e ICH, 1995b).
É a m e n o r quantidade d o analito q u e pode s e r medida c o m certeza
estatisticamente r a z o á v e l ( A O A C , 1998).
É estabelecido por m e i o d e análises d e c o n c e n t r a ç õ e s conhecidas e
d e c r e s c e n t e s do analito até o m e n o r nível detectável. P o d e ser estabelecido
utilizando-se a relação de três v e z e s o ruído d a linha de b a s e (ANVISA, 2 0 0 6 b).
Neste e s t u d o , o limite d e d e t e c ç ã o instrumental f o i calculado e m função
de
sinal/ruído, e m
virtude
da
norma
não
referenciar
o
procedimento
para
detemninar o limite d e d e t e c ç ã o . O limite d e d e t e c ç ã o d o m é t o d o foi e x p r e s s o e m
unidades d e pg/kg.
79
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
5 . 1 . O t i m i z a ç ã o d o e q u i p a m e n t o - c r o m a t o g r a f i a líquida
Para estudo d e u m a m e t o d o l o g i a analítica é essencial a o t i m i z a ç ã o
q u a n t o às c o n d i ç õ e s operacionais d o e q u i p a m e n t o . Para o c r o m a t ò g r a d o líquido,
o s i s t e m a utilizado para a f a s e m ó v e l foi á g u a tratada e o solvente acetonitrila, e m
diferentes g r a u s d e eluição, a u m fluxo constante d e 7 0 0 p L m i n " \ d u r a n t e a
corrida cromatográfica, a p r e s e n t a d a na T a b e l a 12.
Tabela 1 2 - P r o g r a m a ç ã o d o g r a d i e n t e de eluição da coluna c r o m a t o g r á f i c a
T e m p o (min)
Fase A
Fase B
-3,00
35
65
1,00
35
65
4,00
5
95
6,00
5
95
6,01
35
65
7,00
35
65
Fase A: solução de água com 1,25 mmol L"' de carbonato de amonio PA
Fase B: acetonitila grau HPLC
T a b e l a 13 - T e m p o d e retenção (Tr) dos analitos e s t u d a d o s
Analito
T r (min)
Analito
T r (min)
Aldicarbe
2,69
Pirimicarbe
4,42
A l d i c a r b e sulfona
1,41
Propoxur
3,22
A l d i c a r b e Suifóxido
2,64
Atrazina
4,91
Carbaril
3,90
Simazina
3,83
Carbofurano
3,27
Carbendazim
2,64
Metiocarbe
5,75
Tiabendazol
3,44
Metomil
1,59
Tiofanato metílico
3,16
80
N a Tabela 13, e s t ã o os resultados d o t e m p o d e retenção dos analitos
e s t u d a d o s ; o aldicarbe sulfona foi o primeiro a eluir na c o l u n a c r o m a t o g r á f i c a e o
pirimicarbe foi o último, c o m o t e m p o d e retenção d e 4,42 minutos. A o t i m i z a ç ã o
d a s c o n d i ç õ e s cromatográficas contribuiu para a rapidez d o m é t o d o .
5.2. Espectrometria de massas
O s c o m p o s t o s f o r a m caracterizados
por ionização electrospray
no
m o d o positivo, no q u a l o s p a r â m e t r o s d o potencial de orifício ( D P ) , e n e r g i a de
colisão ( C E ) e potencial d a saída d e colisão (CXP) f o r a m o t i m i z a d o s
o p e r a ç ã o d o e s p e c t r ó m e t r o d e m a s s a s no m o d o Múltiple
Reaction
para
Monitoring
( M R M ) , a p r e s e n t a d o s na T a b e l a 14.
T a b e l a 1 4 - C o n d i ç õ e s d e d e t e c ç ã o d o espectrómetro d e m a s s a s u s a n d o m o d o
MRM.
Composto
Aldicarbe
Aldicarbe sulfona
Aldicarbe Suifóxido
Carbaril
Carbofurano
Metiocarbe
Metomil
Pirimicarbe
Propoxur
Atrazina
Simazina
Carbendazim
Tiabendazol
Tiofanato metílico
Transição
(m/z)
Propósito
(V)
208,1 > 89,1
208,1 > 116,1
223,1 > 86,2
C
Q
C
223,1 > 48,1
160,1 >132,2
160,1 > 105,1
202,1 > 127,1
Q
Q
Q
C
202,1 > 145,1
???,1 > 123,1
Q
0
222,1 > 165,2
226,2 > 121,2
Q
0
Q
0
Q
C
Q
C
226,2 > 169,1
163,1 > 122,0
163,1
239,2
239,2
210,0
> 88,1
> 182,3
> 72,1
> 168,2
2 1 0 , 0 > 111,2
216,0 > 132,0
216,0 > 174,1
202,0 > 104,1
202,0 > 132,1
192,2 > 132,0
192,2
202,1
202.1
343,0
343,0
>
>
>
>
>
160,1
131,2
175,1
311,2
151,2
DP: Potencial de orifício
CXP: Potencial de saída de colisão
DP
31
71
106
56
66
61
51
56
CE
(eV)
23
11
23
CXP
15
31
26
22
39
45
15
31
18
22
24
22
17
23
13
9
13
23
35
13
23
35
25
33
27
43
25
45
35
17
27
28
20
30
20
14
30
12
28
10
21
30
8
22
22
28
22
30
28
16
56
Q
C
36
Q
C
36
Q
C
56
Q
0
86
Q
C
76
Q
Q: Quantificação
CE: Energia de colisão
(V)
16
20
14
Dwell
Time (ms)
40
40
40
40
40
40
40
40
40
40
40
40
40
40
81
5.3. C u r v a s analíticas
Para a o b t e n ç ã o d a s curvas analíticas d o s principios ativos, foi injetada
e m duplicata, misturas d e seis padrões c o m concentrações correspondentes a
1/4, 1/2, 1 , 2 , 5 e 10 L O Q (Limite d e Quantificação), descritos n o item 4 . 5 . N a s
Figuras d e 16 a 29, e n c o n t r a m - s e a s curvas analíticas, considerando o s d a d o s d e
seis injeções e o s valores d e área d e integração cromatográfica na faixa d e
trabalho q u e variaram d e 0,04 a 8,0 n g / m L para o s princípios ativos estudados.
Nas Tabelas d e 15 a 28, encontram-se a s concentrações teóricas, o resultado d a s
m é d i a s d e concentrações obtidas, o desvio padrão, o coeficiente d e variação (CV)
e a exatidão d a s curvas analíticas d o s princípios ativos estudados.
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ij
1.2
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1.4
15
i.'e
i.'7
1.8
1.8
a.o
Figura 16 - Curva analítica para quantificação d e aldicarbe
Tabela 15 - Resultados d a curva analítica para aldicarbe
Concentração
(ng/mL)
Média*
(ng/mL)
Desvio
Padrão
CV
Exatidão
(%)
(%)
0,05
0,0623
0,0063
10,15
124,64
0,10
0,1111
0,0151
13,59
111,11
0,20
0,1983
0,0227
11,44
99,18
0,40
0,3858
0,0196
5,14
96,47
1,00
0,9844
0,0632
6,42
98,44
2,00
2,0099
0,0898
4,47
100,50
CV(%): coeficiente de variação
Média*: concentração média
82
Figura 17 - Curva analítica para quantificação d e aldicarbe sulfona
Tabela 16 - Resultados d a curva analítica para aldicarbe sulfona
(%)
(%)
0,1066
Desvio
Padrão
0,0147
13,94
106,57
0,20
0,2124
0,0300
14,13
106,18
0,40
0,4155
0,0177
4,25
103,87
0,80
0,7947
0,0493
6,20
99,33
2,00
1,9464
0,1099
5,66
97,32
4,00
4,0256
0,0941
2,34
100,64
Concentração
(ng/mL)
0,10
Média*
(ng/mL)
CV(%): coeficiente de variação
CV
Exatidão
Média*: concentração média
ton .T*)"v*lgrtlngi: y - 1.9»^005 x + - M O « = O.SW&I»
4.0»6
aa>6
a.6e6
a-tas
3,Os5
2.8^
Z6e6
a.4«6
Z2a&
2.0^
l.eeS
i.as6
t.4«6
1.0«6
ao»t
&0m*
dl
d2
ds
d4
ds
de
d?
ds
da
1.0
1.1
1.2
CGnc«*aíion. r > a M
1.3
1.4
i.e
i'7
1.8
1.9
2.0
Figura 18 - Curva analítica para quantificação d e aldicarbe suifóxido
83
Tabela 17 - Resultados da curva analítica para aldicarbe suifóxido
Exatidão
CV
Média*
Desvio
Concentração
Padrão
(ng/mL)
(ng/mL)
(%)
(%)
0,05
0,0526
0,0070
13,22
105,28
0,10
0,1004
0,0104
14,13
100,44
0,20
0,2016
0,0054
2,68
100,78
0,40
0,3927
0,0165
4,21
98,18
1,00
1,0028
0,0402
4,01
100,29
2,00
1,9997
0,0653
3,26
99,99
CV(%): coeficiente de variação
Média*: concentração média
1.5a6
1.4aS
1.3*S
1.2^
1.1«B
1.0a6
ao»4
ao»4
7.0»4
&0»4
•4<M
aO*4
ZOm*
1.0»4
az
Q3
0.4
as
as
q.7
as
aa
i.o
CrticrtirntKtx
1.1
1.2
1.3
1.4
i.e
1.6
1.7
i.s
ng/rrL.
Figura 19 - Curva analítica para quantificação d e carbaril
Tabela 18 - Resultados d a curva analítica para carbaril
Concentração
(ng/mL)
Média*
(ng/mL)
Desvio
Padrão
(%)
(%)
0,05
0,0609
0,0075
12,32
121,83
0,10
0,1111
0,0083
7,47
111,07
0,20
0,2066
0,0119
5,75
103,29
0,40
0,4207
0,0242
5,75
105,18
1,00
0,9127
0,0324
3,56
91,27
2,00
2,0380
0,0373
1,83
101,90
CV(%); coeficiente de variação
Média*: concentração média
CV
Exatidão
84
aooB
2.8a6
Z6m5
Z2aB
ZOae
1.8«6
1.6e6
/""'^
1.*BB
1.2*S
^.^••'•'"^
1.0^
aCN»4
&(M
Z09^
ao B
ai
a2
a3
a 4
ae
ae
a?
as
aa
1.2
1.0 1 .
1.3
1,4
1,6
1.6
17
1,8
1.8
ZO
>hTL
Figura 2 0 - Curva analítica para quantificação d e carbofurano
Tabela 19 - Resultados d a curva analítica para carbofurano
Exatidão
Concentração
(ng/mL)
Média*
(ng/mL)
Desvio
Padrão
CV
(%)
(%)
0,05
0,0511
0,0095
18,51
102,37
0,10
0,1022
0,0073
7,11
102,21
0,20
0,2077
0,0132
6,38
103,84
0,40
0,4024
0,0218
5,42
100,60
1,00
0,9758
0,0288
2,96
97,58
2,00
2,0107
0,0523
2,60
100,53
CV(%): coeficiente de variação Média*: concentração média
m e<p«ffrner«o_l_R»wdxit}<hMI<xsrt>e_.¿«.i:/
1.5.5
1.4»6
1.3e6
1.2^
1.1.5
1.0^
ao»4
ao*4
7.0&4
&0e4
5.0^
2.0«4
1.0»4
ao
a2
a3
a 4
as
ae
a7
ae
aa
1.0 1.1
1.2
Ccnc»*iHton. ng*wi.
1.3
1.4
1.E
1.G
1.7
Figura 21 - Curva analítica para quantificação d e metiocarbe
85
Tabela 20 - Resultados d a curva analítica para metiocarbe
Concentração
(ng/mL)
Média*
(ng/mL)
Desvio
Padrão
CV
Exatidão
(%)
(%)
0,05
0,0605
0,0091
15,12
121,08
0,10
0,1174
0,0128
10,90
117,42
0,20
0,2091
0,0171
8,19
104,55
0,40
0,4167
0,0280
6,73
104,18
1,00
0,9032
0,0536
5,93
90,32
2,00
2,0430
0,0280
1,37
102,15
CV(%): coeficiente de variação Média*: concentração média
rMrto_l_R»svalJdb (H*lo»rtl_l63.1 /88.I1: TAi« « - Regrasskn i-Np- vvvls^noi: y = 4. IC«-HX>* x + - 1 4 0 ir = 0.9985»
•
a6»4
ao*4
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7.5**
7.0e4
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a5«4
S.Om*
4.6^
4.0*4
3.S»4
ao^
2.5^
2.0^
I.Swt
1.0»4
sooao
^«-^
ai
a2
as
a4
as
ae
a7
as
a9
i.o
1.1
1.2
1.3
1.4
1.5
i.e
1.7
1.8
1.9
20
Figura 2 2 - Curva analítica para quantificação d e metomil
T a b e l a 21 - Resultados d a curva analítica para metomil
Concentração
(ng/mL)
Média*
(ng/mL)
Desvio
Padrão
(%)
(%)
0,05
0,0553
0,0088
15,83
110,62
0,10
0,1084
0,0148
13,66
108,41
0,20
0,1954
0,0216
11,04
97,69
0,40
0,3977
0,0106
2,66
99,41
1,00
0,9857
0,0665
6,75
98,57
2,00
2,0075
0,0790
3,94
100,38
CV(%): coeficiente de variação Média*: concentração média
CV
Exatidão
86
1.8e5
1.7.G
8
1.6^
•
1.5a6
i.4«e
1.3e6
1.1«6
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ao^
7.0*4
atM.
5.0*4
4.0*4.
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2.0B4
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CcnosrtraUcn. ngYri.
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aao
a34
a36
028
aao
Figura 2 3 - Curva analítica para quantificação de pirimicarbe
T a b e l a 22 - Resultados d a curva analítica para pirimicarbe
Concentração
(ng/mL)
0,04
Média*
(ng/mL)
Desvio
Padrão
(%)
(%)
0,0363
0,0038
10,57
96,66
0,08
0,0749
0,0032
4,31
99,90
0,16
0,1523
0,0058
3,80
101,53
0,30
0,2990
0,0121
4,07
99,67
CV(%): coeficiente de variação.
CV
Exatidão
Média*: concentração média
Ui B < p « l n w # o _ l _ B » s « a l j * . . P r f l p « ( « ^ I O . O / I I I . 2 . : - l * > « i - R a í > « 5 » q n , - N ( > - v w W t » « , : y = 5 . 3 » W 4 x
1.10.6
1.05«G
1.00.G
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7.50*4
7.00*4
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5.60*1
5.00»*
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4.00*4
3^60*4
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Z50*4
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1.50*4
1.00*4
a2
a3
a4
a5
ae
a7
as
aa
i.o
i.i
1.2
1.3
1.4
1.5
1.6
1.7
1.6
Figura 2 4 - Curva analítica para quantificação de propoxur
'y¿ d'il.''-
>.;ÜCüLí.R/SF-'-IPEíiÍ
87
Tabela 23 - Resultados da curva analítica para propoxur
CV
Desvio
Média*
Concentração
(ng/mL)
Padrão
(ng/mL)
(%)
10,43
0,0568
0,0059
0,05
Exatidão
(%)
113,63
0,10
0,1036
0,0116
11,19
103,57
0,20
0,2062
0,0170
8,26
103,09
0,40
0,4029
0,0326
8,10
100,72
1,00
0,9642
0,0466
4,84
96,42
2,00
2,0164
0,0767
3,80
100,82
CV(%): coeficiente de variação.
Média*: concentração média
,tar*o_ 1_R«svoíjdb , f l 6 a * w _ p 16:0 / t74. Ii: "Lk>«»"R»gT«sdan
i-TkTvM^
3.0*6
Z8*6
a6«6
2.4«6
a2*B
2.0.6
1.8«5
1.6«»6
o
1.4*6
1.3o6
1.0*5
ao*4
6.0*4
4.0*4
a.o*4
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ae
as
i.o
1,2
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i.e
i.s
zo
Z2
Z4
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ze
zs
3.0
3.2
a4
ae
as
4.0
Figura 25 - Curva analítica para quantificação d e atrazina
Tabela 2 4 - Resultados da curva analítica para atrazina
Concentração
(ng/mL)
Média*
(ng/mL)
Desvio
Padrão
(%)
(%)
0,10
0,1182
0,0099
8,38
118,18
0,20
0,2138
0,0137
6,44
106,91
0,40
0,4118
0,0193
4,68
102,96
0,80
0,7754
0,0375
4,84
96,92
2,00
1,9564
0,0862
4,41
97,82
4,00
4,0244
0,0892
2,22
100,61
CV(%): coeficiente de variação Média*: concentração média
CV
Exatidão
88
Figura 26 - Curva analítica para quantificação d e simazina
Tabela 25 - Resultados d a curva analítica para simazina
Média*
(ng/mL)
Concentração
(ng/mL)
Exatidão
Desvio
Padrão
CV
(%)
(%)
110,90
0,10
0,1109
0,0147
13,27
0,20
0,2030
0,0144
7,10
101,49
0,40
0,3990
0,0195
4,90
99,78
0,80
0,7906
0,0261
3,30
98,83
2,00
1,9898
0,0744
3,74
99,49
4,00
4,0066
0,1597
3,99
100,17
CV(%): coeficiente de variação
Média*: concentração média
Õ;
2.006
^,4
1.9e6
1.8«B
1.7*6
1.5*6
1.4*6
1.3*6
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1.0a6
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ao*5
7.0*6
6.0*6
5.0*6
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2.0*6
1.0*6
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a3
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as
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Q7
Q8
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1,1
1.2
1.3
1.4
i.s
1.6
1.7
1.8
t.9
ZO
Figura 2 7 - Curva analítica para quantificação d e carbendazim
89
Tabela 26 - Resultados d a curva analítica para c a r b e n d a z i m
Concentração
(ng/mL)
Média*
(ng/mL)
Desvio
Padrão
CV
Exatidão
(%)
(%)
0,05
0,0586
0,0018
3,02
117,17
0,10
0,1051
0,0070
6,67
105,10
0,20
0,1964
0,0044
2,21
98,23
0,40
0,3902
0,0104
2,67
97,55
1,00
0,9956
0,0093
0,94
99,56
2,00
2,0040
0,0213
1,07
100,20
CV(%): coeficiente de variação.
Média*: concentração média
D0l_2D2.1 / 1 7 5 . 1 I J r a a ' R » 9 * !
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4.5*5
4.0*B
3,5*5
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1.0*5
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aa
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i.i
i,
Figura 28 - Curva analítica para quantificação de tiabendazol
Tabela 2 7 - Resultados da cun/a analítica para tiabendazol
Concentração
(ng/mL)
Média*
(ng/mL)
Desvio
Padrão
(%)
(%)
0,05
0,0565
0,0033
5,89
112,95
0,10
0,1023
0,0044
4,29
102,30
0,20
0,1976
0,0077
3,88
98,78
0,40
0,4006
0,0107
2,68
100,15
1,00
0,9864
0,0337
3,42
98,64
2,00
2,0066
0,0443
2,21
100,33
CV(%): coeficiente de variação
CV
Média*: concentração média
Exatidão
90
2.3*
1.S«S
1.2b6
1.0.6
a.o«4.
20«*
a5
1.0
1.5
ao
20
as
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OrTtc«T<ra«Wv rtgfrinL
5.0
5.5
6,0
65
7,0
7.5
aO
Figura 29 - Curva analítica para quantificação de tiofanato metílico
Tabela 28 - Resultados da curva analítica para tiofanato metílico
Exatidão
Desvio
CV
Média*
Concentração
(ng/mL)
Padrão
(ng/mL)
(%)
(%)
120,67
0,0307
12,71
0,2413
0,20
0,40
0,4128
0,0324
7,86
103,19
0,80
0,8154
0,0473
5,80
101,93
1,60
1,6060
0,0607
3,78
100,38
4,00
3,8577
0,1842
4,78
96,44
8,00
8,0667
0,2317
2,87
100,83
CV(%): coeficiente de variação
Média*: concentração média
A partir d o s d a d o s analisados, as curvas analíticas d e quantificação d e
t o d o s os analitos e s t u d a d o s a p r e s e n t a r a m coeficientes d e variação m e n o r e s d o
q u e 18,5%, e m todas as concentrações estudadas. Estes valores de coeficientes
d e variação s ã o maiores q u e 1 0 % , para concentrações m a i s baixas analisadas,
na concentração correspondente a % L O Q (Limite de quantificação) a Yz L O Q ,
níveis abaixo de L O Q d o m é t o d o . Para as a s concentrações mais altas, estes
coeficientes de variação são da o r d e m d e 6 % na sua maioria.
A exatidão obtida para a s curvas d e calibração situam-se n u m intervalo
d e 90 a 1 2 4 % e para valores d e exatidão maiores q u e 1 0 0 % , e m geral são
resultados referentes à s baixas concentrações c o r r e s p o n d e n t e s a % L O Q e Vi
L O Q . Para concentrações iguais e maiores q u e o L O Q , apresentou média de
exatidão de 9 9 % .
91
Na T a b e l a 2 9 estão relacionados o s d a d o s d a e q u a ç ã o d a reta d a s
curvas analíticas d e t o d o s os analitos e s t u d a d o s neste t r a b a l h o .
T a b e l a 2 9 - Linearidade d a s curvas analíticas
Faixa
(ng/mL)
Analito
Inclinação
(a)
Intersecção
(b)
Correlação
(r^)
Aldicarbe
0 , 0 5 - 2,00
60.700
-427
0,9979
Aldicarbe
sulfona
w U I I V I t%M
0 , 1 0 - 4,00
36.000
-480
0,9987
0 , 0 5 - 2,00
11.200
138
0,9982
0 , 0 5 - 2,00
87.000
-511
0,9978
Carbofurano
0 , 0 5 - 2,00
153.000
-522
0,9992
Metiocarbe
0 , 0 5 - 2,00
8.340
-886
0,9972
Metomil
0 , 0 5 - 2,00
42.100
-140
0,9983
Pirimicarbe
0 , 0 4 - 1,60
554.000
2.500
0,9978
Propoxur
0 , 0 5 - 2,00
5.300
-382
0,9983
Atrazina
0 , 1 0 - 4,00
73.100
-2.210
0,9992
Simazina
0 , 1 0 - 4,00
41.000
-393
0,9988
Carbendazim
0 , 0 5 - 2,00
950.000
-6.240
0,9999
Tiabendazol
0 , 0 5 - 2,00
30.700
-2.980
0,9995
Tiofanato
metílico
0 , 2 0 - 8,00
32.100
-753
0,9988
Aldicarbe
suifóxido
Carísaril
Os d a d o s d a Tabela 2 9 sâo referentes a u m a e q u a ç ã o d a reta,
d e n o m i n a d a t a m b é m d e curva analítica descrita pela e q u a ç ã o y = ax + b, obtida a
partir 6 injeções a c a d a ponto no e q u i p a m e n t o , e m u m c o n j u n t o d e 6 níveis.
Foi utilizado o m é t o d o d e regressão linear para cálculo d o s coeficientes
a (angular), b (intersecção) e r^ (correlação) obtidos a partir d e
resultados
experimentais, p e n n i t i n d o estimar a qualidade d a curva. Verificando-se o s dados
das c u r v a s analíticas, q u a s e t o d o s os analitos a p r e s e n t a r a m v a l o r e s de
r^
próximos a 0,999; s e g u n d o Ribani et al. ( 2 0 0 4 ) , são c o n s i d e r a d a s c o m o ajuste
ideal d o s d a d o s para a linha de regressão.
A norma I N M E T R O (2003) r e c o m e n d a u m a correlação (r^) d e valores
acima d e 0,90.
Na T a b e l a 3 0 , e n c o n t r a m - s e os resultados d a precisão instrumental d a
curva analítica p a r a t o d o s o s analitos.
92
Tabela 3 0 - Resultados da p r e c i s ã o instrumental d a curva analítica p a r a
t o d o s os analitos estudados n e s t e t r a b a l h o
Faixa
(ng/mL)
M é d i a da P r e c i s ã o
(%)
Desvio
Padrão
(%)
Aldicarbe
0,05-2,00
105,06
10,89
10,3
Aldicarbe sulfona
0,10-4,00
102,32
3,80
3,7
Aldicarbe suifóxido
0,05-2,00
100,83
2,37
2,4
Carbaril
0,05 - 2,00
105,76
10,17
9,6
Carbofurano
0,05-2,00
101,19
2,16
2,1
Metiocarbe
0,05 - 2,00
106,62
11,16
10,4
Metomil
0,05-2,00
102,52
5,54
5,4
Pirimicarbe
0,04-1,60
99,44
2,03
2,0
Propoxur
0,05-2,00
103,04
5,77
5,6
Atrazina
0,10-4,00
103,90
7,88
7,6
Simazina
0,10-4,00
101,77
4,55
4,5
Carbendazim
0,05-2,00
102,97
7,45
7,2
Tiabendazol
0,05 - 2,00
102,19
5,43
5,3
Tiofanato metílico
0,20 - 8,00
103,91
8,52
8,2
Analito
CV
CV: coeficiente de variação
C o m relação aos resultados d a Tabela 3 0 , o coeficiente de v a r i a ç ã o
( C V ) , para t o d o s os pesticidas e s t u d a d o s e m todas as c o n c e n t r a ç õ e s , a p r e s e n t o u
variações d e 2,0 a 1 0 , 4 % . O s pesticidas q u e a p r e s e n t a r a m C V e m torno d e 1 0 %
f o r a m : aldicarbe, carbaril e metiocarbe; p o r é m carbaril e metiocarbe a p r e s e n t a r a m
resultados satisfatórios de m é d i a s d e recuperações, p o s s i v e l m e n t e d e v i d o
dispersão
de
dados
instrumentais
não
influenciar
no
comprometimento
a
da
quantificação d o s analitos e s t u d a d o s . O aldicarbe, c o m C V d e 1 0 , 3 % da p r e c i s ã o
instrumental d a curva analítica, a p r e s e n t o u baixa p o r c e n t a g e m d e r e c u p e r a ç ã o ,
mas
C V satisfatórios
concentração.
de m é d i a s d e
recuperações
em
todos
os
níveis
de
93
5.4. E x t r a ç ã o
Para
a escolha
do s o l v e n t e na fase d e e x t r a ç ã o dos
pesticidas
e s t u d a d o s e m milho, f o r a m avaliados os resultados das a m o s t r a s t e s t e m u n h a ,
fortificadas e extraídas
p o r diferentes solventes. Foi a d i c i o n a d o na
amostra
t e s t e m u n h a u m v o l u m e d e c o n c e n t r a ç ã o para o nível 1 LOQ d e uma mistura d e
padrões d e t o d o s os principios a t i v o s e s t u d a d o s (item 4.7), s u b m e t i d o a o m e s m o
procedimento descrito n o item 4.6, utilizando 5 diferentes solventes: á g u a , acetato
d e etila, acetonitrila, m e t a n o l e a c e t o n a , c o n f o n n e resultados a p r e s e n t a d o s na
Tabela 3 1 .
T a b e l a 3 1 - Resultados d a e x t r a ç ã o das a m o s t r a s t e s t e m u n h a s fortificadas c o m
diferentes solventes.
E (%)
B
c
(%)
(%)
(%)
(%)
10 m i n
20 m i n
30
min
0,20
85
25
70
70
85
85
85
A i d . sulfona
0,40
58
63
60
60
108
98
118
A i d . suifóxido
0,20
50
25
80
95
85
85
95
Carbaril
0,20
55
10
95
100
85
95
95
Carbofurano
0,20
85
10
95
90
105
90
75
Metiocarbe
0,20
35
10
95
85
105
110
95
Metomil
0,20
55
55
75
60
80
80
90
Pirimicarbe
0,20
65
10
60
70
80
85
85
Propoxur
0,20
105
20
90
105
110
100
85
Atrazina
0,40
45
13
100
90
95
80
90
Simazina
0,40
58
13
90
100
88
88
85
Carbendazim
0,20
60
25
85
75
80
90
90
Tiabendazol
0,20
65
20
110
110
110
110
105
Tiof. metílico
0,80
70
10
101
94
109
101
109
Fortificação
(ng/mL)
Aldicarbe
Analito
A: Água
B: Acetato de etila
A
C: Acetonitrila
D
D: Metanol
E: Acetona
Dentre os s o l v e n t e s t e s t a d o s , para o s analitos e s t u d a d o s , o a c e t a t o de
etila d e m o n s t r o u ser o m e n o s eficaz, seguido d e á g u a . O s solventes acetonitrila e
metanol n ã o a p r e s e n t a r a m r e c u p e r a ç ã o satisfatória para m u i t o s dos analitos, tais
c o m o : aldicarbe, m e t o m i l , pirimicarbe e cariDendazim. A a c e t o n a m o s t r o u ser o
melhor solvente para e x t r a ç ã o , a p r e s e n t a n d o níveis d e r e c u p e r a ç ã o q u e variaram
d e 8 0 a 1 1 0 % , para t o d o s o s princípios ativos e s t u d a d o s , e x c e t o para aldicariDe
94
sulfona, para u m a extração d e 30 minutos d e 1 1 8 % . Motohashi et a l . (1996)
estudaram vários solventes d e extração (acetonitrila, metanol-água, acetato d e
etila e acetona) e m frutas, vegetais e solos para a determinação d e c a r b a m a t o s ,
triazinas e outros, considerando a acetona mais a d e q u a d a para estes grupos d e
pesticidas. Hiemstra et a l . (1995) t a m b é m utilizaram a acetona c o m o
melhor
solvente
o que
para
a extração
d e benzimidazóis
e m frutas
e vegetais,
corroboram c o m os d a d o s obtidos neste trabalho.
Q u a n t o a o t e m p o d e d a fase d e extração ( c o m acetona), n ã o s e
observaram variações a c e n t u a d a s n a s recuperações d o s analitos, q u a n d o este
varia d e 10 a 3 0 minutos, s e n d o o t e m p o a d e q u a d o para extração d o s princípios
ativos estudados na matriz d e milho foi d e 20 minutos d e agitação.
5.5. Teste t e s t e m u n h a - seletividade
Para avaliar a seletividade d o m é t o d o , f o r a m avaliados o s resultados
d o cronograma d o experimento 4 , Tabela 9, item 4 . 7 . 1 . N o experimento 4 , f o r a m
analisadas 10 amostras d e branco (testemunha) e 10 amostras fortificadas n o
limite d e quantificação.
A s figuras 30 e 31 ilustram c o m o e x e m p l o s , o c r o m a t o g r a m a d e u m a
amostra t e s t e m u n h a e amostra fortificada, respectivamente.
XIC of + M R M (32 pairs)
1 6 0 1 / 1 0 5 1 amu from Sample 1 (Branco Miltio) of Experimen!o_1 wilf (Torbo Spray)
Viax
6.0e4
5.5e4
5.0e4
4.5e4
4 Oe4
3.Se4
3.0e4
2.Se4
2.0e4
1.5e4
1 .Oe4
5000.0
O.O
A
3
4
Time. min
Figura 3 0 - C r o m a t o g r a m a da amostra t e s t e m u n h a
igOO • cp:
95
XlCQr*MRM(3;pairs) 160.1/105,1 amufromSample 21 (Rec 5 L0Q_1) of Experimento_1 wiff (Turbo Spray)
1.18e5
Max 1,604 CPS
Carbendazim
1.10e5
Tiofanato metílico
1,00e5
9,00e4
8,00e4
^
7,00e4
¿
6,00e4
S
5,0064
Pirimicarbe
Ifóxido
Tiabendazol
Simazina
4,00e4
3,00e4
2,00e4
/
/ Carb(/furan Atrazina
U
/Carbaril
Metiocarbe
1,00e4
0,00
0.5
1.0
1.5
2.5
3.0
3.5
Time, min
4.0
4.5
5.0
5,5
6,0
6.5
F i g u r a 31 - C r o m a t o g r a m a da amostra fortificada
Por meio dos resultados c o m o dos c r o m a t o g r a m a s das Figuras 30 e 31
d o experimento 4 , não foi detectada a presença de possíveis
interferentes,
c o m p o s t o s de produtos da d e g r a d a ç ã o (metabólitos ou decomposição) o u outras
substâncias q u e p o s s a m estar presentes na matriz e q u e p o s s a m c o m p r o m e t e r a
quantificação d o s analitos ou seja, não f o r a m detectados interferentes (sinal, pico,
traços d e íons) que poderiam eluir na região de interesse.
O teste mostrou q u e a metodologia está isenta da falsa identificação e
efeitos de supressão ou intensificação de sinais provenientes da matriz, para os
analitos estudados.
A identificação e a quantificação d o analito não sâo influenciadas pela
presença de u m ou mais interferentes provenientes da matriz e m estudo.
As
avaliações foram
efetuadas
pela técnida
LC-ESI/MS/MS,
com
sistema de monitoramento de reações múltiplas (MRM) e analisadores de m a s s a
triploquadrupolo, técnica de alta sensibilidade de quantificação e especificidade no
aspecto de confirmação e quantificação d o s analitos e dos possíveis interferentes
q u e p o s s a m influenciar ou c o m p r o m e t e r na avaliação dos resultados do presente
estudo.
A norma Council Directive (2002) d e n o m i n a os testes acima relatados
c o m o um parâmetro de d e s e m p e n h o da especificidade do método.
96
5.6. R e c u p e r a ç ã o
O s pesticidas f o r a m fortificados nas a m o s t r a s t e s t e m u n h a s e m c i n c o
diferentes níveis d e v a l i d a ç ã o , c o r r e s p o n d e n t e s a Yz, ^, ^ Yi, 2 e 5 L O Q , descritos
nos itens 4.7 e 4 . 7 . 1 . O e x p e r i m e n t o foi realizado e m 4 etapas, c o n f o r m e o
c r o n o g r a m a d o e x p e r i m e n t o n a T a b e l a 9, item 4 . 7 . 1 .
5. 7. L i n e a r i d a d e d a s r e c u p e r a ç õ e s
Os
resultados
de
concentração
das
recuperações,
obtidos
nos
e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 e x e c u t a d o s c o n f o n n e c r o n o g r a m a d a Tabela 9, item 4 . 7 . 1
foi t r a t a d o na f o r m a d e e q u a ç õ e s d e retas, por m é t o d o d e regressão linear. P a r a
cada
princípio
ativo,
foram
avaliadas
3
equações
de
retas
obtidas
nos
e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3, totalizando 42 e q u a ç õ e s d e retas para t o d o s o s analitos
e s t u d a d o s . A s retas a p r e s e n t a r a m , no eixo d a s a b s c i s s a s , os resultados
concentração
da
(coordenada).
Os
recuperação
níveis de
em função
da
área
r e c u p e r a ç ã o estudados
do
pico
da
cromatográfico
p a r a todos
os
analitos
v a r i a r a m na faixa d e 4 a 2 0 0 pg/kg. A s avaliações d a linearidade d a s c u r v a s
m o s t r a m o c o m p o r t a m e n t o d o m é t o d o d e n t r o d e faixa d e c o n c e n t r a ç ã o e s t u d a d a ,
q u a n d o o s pesticidas são fortificados por várias d e t e r m i n a ç õ e s e e m
níveis
c r e s c e n t e s d e concentração. A s avaliações f o r a m e f e t u a d a s de v á r i a s f o n n a s :
d i a r i a m e n t e , a a v a l i a ç ã o d e repetivividade, e, durante t r ê s dias diferentes, a
reprodutibilidade
intema. Com
o s resultados
d a s retas
obtidas,
através
de
t r a t a m e n t o s estatísticos, f o r a m d e t e r m i n a d o s o s níveis críticos: limite d e d e c i s ã o
( C C a ) e c a p a c i d a d e d e d e t e c ç ã o (CCP).
A s Figuras 3 2 a 7 3 r e p r e s e n t a m o s gráficos p a r a cada analito, n o s
e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3.
A s T a b e l a s 32 a 4 5 a p r e s e n t a m o s resultados n a forma d e e q u a ç õ e s
d e retas, sendo: a, coeficiente angular, b, intersecção, e r^, coeficiente
de
c o r r e l a ç ã o e desvio p a d r ã o d o e r r o relativo de y ( S t D e v ) , n o s experimentos 1, 2 e
3, p a r a t o d o s os analitos. O e r r o relativo (StDev) é o e r r o relativo d a regressão
e s p e r a d o para cada v a l o r de y n a regressão, calculado a partir da e q u a ç ã o 4 , i t e m
4.8.6.1.
97
Experimento 1 -Aldicarbe
50000
y=859,146x +961,882
R^= 0,9842
20
30
40
50
60
Concentração (pgfkg)
Figura 3 2 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 1 - A l d i c a r b e
Experimento 2 -Aldicartie
y=893,662x+277,765
R^= 0,9895
20
30
40
50
60
Concentração (pg/kg)
Figura 3 3 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 2 - A l d i c a r b e
Experimentos - Aldicarbe
y = 869,12x+357,65
= 0,9932
20
30
40
50
60
Concentração (|ig/kg)
Figura 3 4 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 3 - A l d i c a r b e
98
T a b e l a 3 2 - E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para aldicarbe
StDeV-y
Experimento
n
1
21
859,146
961,882
0,9842
385,5707
2
21
893,622
277,765
0,9895
325,9994
3
21
869,118
357,647
0,9932
254,2208
n: número de amostra
a. coeficiente angular
b: coeficiente de intersecção
: coeficiente de correlação StDeV-y: erro relativo y
Experimento 1 - Aldicarbe sulfona
60000
50000
40000
30000
<
20000
y=509,81x+1686,5
10000
= 0,95967
40
60
80
100
120
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 35 - E q u a ç ã o d a reta d o e x p e r i m e n t o 1 - A l d i c a r b e sulfona
Experimento 2 - Aldicarbe sulfona
60000 -j
50000 40000
»
•<
30000
20000
y=499,77x + 4 0 4 1 , 8
10000
R ' = 0,9524
0 '
20
40
60
80
100
120
Concentração (pg/kg)
Figura 3 6 - E q u a ç ã o d a reta d o e x p e r i m e n t o 2 - A l d i c a r b e sulfona
99
Experimentos - Aldicarbe sulfona
•< 30000 -
y=526,98x+5490,9
= 0,9486
40
60
100
80
120
Concentração (pg/kg)
Figura 3 7 - E q u a ç ã o da reta do e x p e r i m e n t o 3 - A l d i c a r b e sulfona
T a b e l a 33 - E q u a ç õ e s d a s retas dos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para aldicarbe
sulfona
Experimento
n
a
b
r^
StDeV-y
1
21
509,808
1.686,471
0,9596
740,122
2
21
499,766
4.041,765
0,9524
790,670
3
21
526,983
5.490,882
0,9486
868,454
n: número de amostra
a: coeficiente angular
b: coeficiente de intersecção
r^: coeficiente de correlação StDeV-y: erro relativo y
Experimentei - Aldicarbe suifóxido
120000 100000 80000 ^
s
•<
60000
40000 y=1965,1x+382,35
20000 -
R^ = 0,9935
20
30
40
50
60
Concentração(pg/kg)
Figura 3 8 - E q u a ç ã o da reta do e x p e r i m e n t o 1 - Aldicarbe suifóxido
100
Experimento 2 - Aldicarbe suifóxido
120000
100000
80000
m
s
60000 -
•<
40000
20000 -
y= 1892,5x+1372,9
. R^ = P.994
10
20
30
60
40
Nivel de validacão(p9n(g)
F i g u r a 39 - E q u a ç ã o d a reta d o e x p e r i m e n t o 2 - AldicartDe suifóxido
Experimento 3 - Aldicarbe suifóxido
y=1937,7x+548,53
R^ = 0,993
20
30
40
50
60
Mvel de validação (iigAig)
F i g u r a 4 0 - E q u a ç ã o d a reta d o e x p e r i m e n t o 3 - A l d i c a r b e suifóxido
Tabela 3 4 - E q u a ç õ e s d a s retas d o s experimentos 1 , 2 e 3 para aldicarbe
suifóxido
Experimento
n
1
21
1.965,082
382,353
0,9935
563.926
2
21
1.892,513
1.372,941
0,9940
622,085
3
21
1.937,724
548,529
0,9930
577,023
StDeV-y
n: número de amostra
: coeficiente de correlação
a: coeficiente angular
StDeV-y: erro relativo y
b: coeficiente de intersecção
m
Experimento 1 -Carbaril
80000
60000 -
s 40000
•<
20000
y=1463,1x+1617,4
R^ = 0,9924
10
20
30
40
50
60
Concentração (pg/kg)
Figura 4 1 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 1 - Carbaril
Experimento2 -Carbaril
y = 1544,59x-97,94
R^ = 0,9935
20
30
40
50
60
Concentração ftig/kg)
Figura 4 2 - E q u a ç ã o da reta d o experimento 2 - Carbaril
Experimentos -Carijaril
y = 1585,7x-391,18
= 0,9952
20
30
40
50
60
Concentração (pg/kg)
Figura 4 3 - E q u a ç ã o da reta d o experimento 3 - Carbaril
102
Tabela 3 5 - E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para carbaril
StDeV-y
Experimento
n
a
b
1
21
1.463,062
1.617,353
2
21
1.544,587
3
21
1.585,659
n: número de amostra
0,9924
454,479
-97,941
0,9935
442,946
-391,176
0,9952
389,166
a: coeficiente angular
b: coeficiente de intersecção
: coeficiente de correlação StDeV-y: erro relativo y
Experimento 1 -Carbofurano
140000
•<
60000
y=2419,6x+2785,3
R^ = 0,9939
20
30
40
50
60
Coiicentração<|ig/kg)
Figura 4 4 - E q u a ç ã o d a reta do e x p e r i m e n t o 1 - C a r b o f u r a n o
Experimento2 -Carbofurano
140000
y = 2573,1 x +644,12
R^= 0,9967
20
30
40
50
60
Concentração (pg/kg)
Figura 4 5 - Equação d a reta do e x p e r i m e n t o 2 - C a r b o f u r a n o
103
Experimentos -Carbofurano
y = 2564,4x - 176,47
= 0,9975
20
30
40
50
60
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 4 6 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 3 - C a r b o f u r a n o
Tabela
36
-
Equações
das
retas dos
experimentos
1, 2 e 3
carbofurano
Experimento
n
1
21
2.419,635
2.785,294
0,9939
670,6224
2
21
2.573,094
644,118
0,9967
523,2253
3
21
2.564,424
-176,471
0,9975
457,3344
n: número de amostra
StDeV-y
a; coeficiente angular
b: coeficiente de intersecção
: coeficiente de correlação StDeV-y: erro relativo y
Experimento 1 - Metiocarbe
y= 1663,6x +646,53
R^ = 0,9935
10
20
30
40
50
60
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 4 7 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 1 - Metiocarbe
para
104
Experimento 2 -IMetiocarbe
y = 1637,4 x+135,53
R^ = 0,9951
20
30
40
50
60
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 4 8 - E q u a ç ã o da reta do e x p e r i m e n t o 2 - Metiocarbe
Experimentos - Metiocarbe
y = 1442,3x + 1396,6
= 0,9898
20
30
40
50
60
Concentração (|ig/kg)
F i g u r a 4 9 - E q u a ç ã o da r e t a do e x p e r i m e n t o 3 - Metiocarbe
T a b e l a 3 7 - E q u a ç õ e s das retas dos e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para m e t i o c a r b e
Experimento
n
1
21
1.663,564
646,529
0,9935
477,2569
2
21
1.637,444
135,529
0,9951
405,0430
3
21
1.442,311
1.396,588
0,9898
517,5696
n: número de amostra
StDeV-y
a: coeficiente angular
r^ : coeficiente de correlação StDeV-y: en-o relativo y
b: coeficiente de intersecção
105
Experimento 1 - Metonãl
40000
30000
y = 618,73x+524,12
R^ = 0.9875
20
30
40
50
60
Concentração (pgfkg)
Figura 5 0 - E q u a ç ã o d a reta d o experimento 1 - Metomil
Expérimentez -Metomil
40000
30000
y = 644,17x+33,235
R^ = 0,9943
20
30
40
50
60
Concentração (pg/kg)
Figura 5 1 - E q u a ç ã o d a reta d o e x p e r i m e n t o 2 - Metomil
Experimento 3 - Metomil
40000
30000 -
y = 601,03x + 469,12
R^ = 0.9918
20
30
40
50
60
Concentração (pg/kg)
Figura 5 2 - E q u a ç ã o d a reta d o experimento 3 - Metomil
106
T a b e l a 3 8 - E q u a ç õ e s das retas d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para m e t o m i l
StDeV-y
Experimento
n
1
21
618,734
524,118
0,9875
246,2038
2
21
644,168
33,235
0,9943
172,1484
3
21
601,034
469,118
0,9918
193,6115
n: número de amostra
a: coeficiente angular
b: coeficiente de intersecção
: coeficiente de correlação StDeV-y; erro relativo y
Experimento 1 -Pirimicarbe
40Ò000
y=8993.3x +2935,3
= 0.996
10
20
30
40
50
Concentração (|ig/Kg)
F i g u r a 5 3 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 1 - Pirimicarbe
Experimento 2 - Pirimicarbe
y=8887,8x+3635,3
= 0,9962
10
20
30
40
50
Concentração (Mg/kg)
F i g u r a 5 4 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 2 - Pirimicarbe
107
Experimento 3 - Pirimicarbe
y=9066,9x +629,41
= 0,9969
10
20
30
40
50
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 55 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 3 - Pirimicarbe
T a b e l a 3 9 - Equações d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para pirimicarbe
StDeV-y
Experimento
n
1
21
8.993,294
2.935,294
0,9960
1.617,5213
2
21
8.887,794
3.635,294
0,9962
1.557,7618
3
21
9.066,912
629,412
0,9969
1.423,6996
n : número de amostra
a: coeficiente angular
b: coeficiente de intersecção
1^ : coeficiente de correlação StDeV-y: erro relativo y
Experimento 1 -Propoxur
50000
40000 -
s
30000 -
• < 20000 -
10000 0 1
3
y = 937,35x-197,94
R^ = 0,9927
^.A^
1
I
1
1
1
1
10
20
30
40
50
60
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 5 6 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 1 - Propoxur
108
Experimento 2 - Propoxur
y = 802,55x+1116,8
R' = 0,9882
20
30
40
50
60
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 5 7 - E q u a ç ã o <ja reta cio experimento 2 - Propoxur
Experimentos - Propoxur
y=B28,38x+889,71
R^ = 0,9849
20
30
40
50
60
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 5 8 - E q u a ç ã o da reta d o experimento 3 - Propoxur
T a b e l a 40 - E q u a ç õ e s d a s retas d o s experimentos 1 , 2 e 3 para p r o p o x u r
Experimento
n
1
21
937,347
-197,941
0,9927
283,8856
2
21
802,552
1.116,765
0,9882
310,6555
3
21
828,385
889,706
0,9849
363,1954
n: número de amostra
StDeV-y
a: coeficiente angular
: coeficiente de correlação StDeV-y: erro relativo y
b: coeficiente de intersecção
109
Experimento 1 -Atrazina
y=1357,5x-88,235
R'= 0,9968
40
60
80
100
120
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 5 9 - E q u a ç ã o cia reta do e x p e r i m e n t o 1 - Atrazina
Experimento2 -Atrazina
20
40
60
80
100
120
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 6 0 - E q u a ç ã o d a reta do e x p e r i m e n t o 2 - Atrazina
Experimentos - Atrazina
y=1366,2x-305,88
= 0,9949
40
60
80
100
120
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 6 1 - E q u a ç ã o d a reta do e x p e r i m e n t o 3 - Atrazina
110
T a b e l a 4 1 - E q u a ç õ e s d a s retas d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 p a r a atrazina
StDeV-y
Experimento
n
a
b
1
21
1.357,506
-88,235
0,9968
542,6801
2
21
1.302,065
379,412
0,9960
582,8740
3
21
1.366,247
-305,882
0,9949
690,0240
n: número de amostra
a: coeficiente angular
b: coeficiente de intersecção
: coeficiente de correlação StDeV-y: erro relativo y
Experimento 1 - Simazina
y = 772,59x-278,82
R^= 0,9935
40
60
80
100
120
Concentração (|ig/kg)
F i g u r a 6 2 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 1 - Simazina
Experimento2 -Simazina
80000
70000
60000 •
50000
s
40000
30000
20000
y = 733,78x + 411,47
= 0,9941
10000 -
40
60
80
100
120
Concentração (Mg/kg)
F i g u r a 6 3 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 2 - Simazina
111
Experimentos - Simazina
y = 798,42x-556,18
= 0,9943
40
60
100
80
120
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 6 4 - E q u a ç ã o d a reta do e x p e r i m e n t o 3 - S i m a z i n a
T a b e l a 4 2 - E q u a ç õ e s das retas dos e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para simazina
StDeV-y
Experimento
n
1
21
772,591
278,824
0,9935
441,6764
2
21
733,778
411,471
0,9941
399,7964
3
21
798,419
556,176
0,9943
426,3233
n: número de amostra
a: coeficiente angular
b; coeficiente de intersecção
r^: coeficiente de correlação StDeV-y: erro relativo y
Experimento 1 - Carbendazim
y = 1502X+ 1243,8
R' = 0,9967
10
20
30
40
50
60
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 65 - Equação d a reta do e x p e r i m e n t o 1 - C a r b e n d a z i m
112
Experimento 2 - Carbendazim
y=1534,1x + 450,29
20
30
60
40
Concentração (pg/kg)
F i g u r a 6 6 - E q u a ç ã o d a reta d o e x p e r i m e n t o 2 - C a r b e n d a z i m
Experimentos -Carbendazim
y=1555,7x+225
= 0,9956
20
30
40
50
60
Concentração (|ig/kg)
F i g u r a 6 7 - E q u a ç ã o d a reta d o e x p e r i m e n t o 3 - C a r b e n d a z i m
Tabela 43
-
Equações
das
retas d o s
experimentos
1, 2
e 3
carbendazim
Experimento
n
1
21
1.502,039
1.243,824
0,9967
305,1641
2
21
1.534,055
450,294
0,9980
244,8855
3
21
1.555,700
225,000
0,9956
364,8459
n: número de amostra
StDeV-y
a: coeficiente angular
: coeficiente de correlação StDeV-y: erro relativo y
b: coeficiente de intersecção
para
113
Experimento 1 - Tiat>endazoi
350000
y=3022x+1414,2
R^= 0,9927
40
60
80
100
120
Concentração (ug/kg)
Figura 6 8 - E q u a ç ã o cia reta d o e x p e r i m e n t o 1 - T i a b e n d a z o l
Experimento2 -Tiabendazol
y=3214,7x-1090,6
40
60
80
100
120
Concentração (ug/kg)
Figura 6 9 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 2 - T i a b e n d a z o l
Experimentos - Tiabendazol
y=3224,2x-3970,6
= 0,9987
40
60
80
100
120
Concentração (ug/kg)
Figura 7 0 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 3 - T i a b e n d a z o l
114
Tabela
44 - Equações
das
retas dos
experimentos
1, 2
e
3
tiabendazol
StDeV-y
Experimento
n
1
21
3.022,025
1.414,176
0,9927
1.828,4837
2
21
3.214,665
1.090,588
0,9951
1 603,2203
3
21
3.224,165
3.970,588
0,9987
810,0546
n: número de amostra
a: coeficiente angular
b: coeficiente de intersecção
1^ : coeficiente de correlação StDeV-y: erro relativo y
Experimento 1 - Tiofanato metílico
y=615,84x+841,18
R^ = 0,9945
100
150
200
250
Concentração (ug/kg)
F i g u r a 71 - Equação d a reta d o e x p e r i m e n t o 1 - Tiofanato metílico
Experimento 2 - Tiofanato metílico
y=604,41x+1708,8
R2 = 0,9908
100
150
200
250
Concentração (ug/kg)
F i g u r a 72 - E q u a ç ã o da reta d o e x p e r i m e n t o 2 - Tiofanato metílico
para
115
Experimento 3 - Tiofanato metílico
150000
120000
90000
60000
y = 602,23x+955,88
R^ = 0,9916
30000
O
50
100
1 50
250
200
Concentração (ug/kg)
F i g u r a 7 3 - Equação da reta d o e x p e r i m e n t o 3 - Tiofanato metílico
T a b e l a 4 5 - E q u a ç õ e s d a s retas dos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para tiofanato
metílico
StDeV-y
Experimento
n
a
b
1
21
615,835
841,176
0,9945
650,9331
2
21
604,415
1.708,824
0,9908
823,2733
3
21
602,226
955,882
0,9916
784,5608
n: número de amostra
a: coeficiente angular
b: coeficiente de intersecção
: coeficiente de correlação StDeV-y: erro relativo y
C o m r e l a ç ã o aos resultados das e q u a ç õ e s d e retas, o coeficiente de
correlação (r^) foi d e valores iguais a o u m a i o r e s que 0,99 e m todos os analitos e
experimentos, com
experimento
exceção
a aldicarbe, q u e a p r e s e n t o u valor d e 0,98
1 e aldicarbe sulfona, na faixa de 0,95
a 0,96, e m t o d o s
no
os
e x p e r i m e n t o s . O s resultados pemnitem concluir que n ã o houve a dispersão d o
conjunto d e concentrações d e recuperações na faixa e s t u d a d a e m todos o s
analitos e experimentos. O s resultados d a s c o n c e n t r a ç õ e s d a s
demonstraram
uma
linearidade
em
níveis
fortificados
e
recuperações
uma
correlação
r e c o m e n d a d a até para curva analítica, d e valores a c i m a de 0,90
(INMETRO,
2003).
N o e s t u d o seguinte, estão o s resultados do c á l c u l o da exatidão, desvio
padrão, coeficiente d e variação d a variação d o s níveis d e validação d e : Vz L O Q , 1
LOQ e 1
LOQ, n o s experimentos 1 , 2 e 3; p a r a cada pesticida. Nas T a b e l a s 4 6
116
a 5 9 , e n c o n t r a m - s e o s d a d o s d e resultados d e m é d i a d e exatidão, desvio p a d r ã o ,
coeficiente d e
variação
dos
experimentos
1 , 2,
3, para todos
os
analitos
estudados.
T a b e l a 46 - R e s u l t a d o s d a m é d i a de exatidão, d e s v i o padrão, coeficiente d e
v a r i a ç ã o dos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para aldicarbe
N i v e l de
Experimento 1
Experimento 2
Experimento 3
E
(%)
DP
CV
(%)
E
(%)
DP
CV
(%)
E
(%)
DP
CV
(%)
5
85,4
8,2
9,6
83,0
1,3
1,6
88,4
6,3
7,1
10
89,7
6,9
7,7
79,4
7,7
9,7
77,1
6,1
8,0
15
78,6
8,5
10,8
80,6
7,9
9,8
75,6
5,0
6,7
E: Média de exatidão (%)
DP: Desvio padrão
CV: Coeficiente de variação (%)
T a b e l a 47 - R e s u l t a d o s d a m é d i a de exatidão, desvio padrão, coeficiente d e
v a r i a ç ã o dos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para aldicarbe sulfona
validaç'/o
(Mg/kg)
Experimento 1
Experimento 2
Experimento 3
Ë
Ë
Ë
DP
CV
(%)
(%)
DP
CV
CV~
(%)_
(%)
(%)
10
100,0
15,7
15,7
163,4
20,8
12,7
171,5
26,2
15,3
20
81,8
6,7
8,2
98,7
7,4
7,5
125,5
3,4
2,7
30
78,9
5,4
6,8
84,1
8,7
10,3
91,0
9,8
10,8
E: Média de exatidão (%)
(%)
DP
DP: Desvio padrão
CV: Coeficiente de variação (%)
T a b e l a 48 - Resultados d a m é d i a d e exatidão, d e s v i o p a d r ã o , coeficiente d e
v a r i a ç ã o dos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 para aldicarbe suifóxido
N i v e l de
validação
(jjg/kg)
Experimento 1
E
(%)
DP
5
92,1
10
15
Experimento 2
CV
(%)
(%)
3,5
3,8
90,5
7,8
85,4
6,6
E: Média de exatidão (%)
E
Experimento 3
DP
CV
(%)
E
(%)
DP
CV
(%)
90,8
12,0
13,2
92,3
6,2
6,7
8,7
89,7
4,6
5,1
94,4
7,3
7,8
7,7
91,7
5,0
5,5
83,4
2,1
2,6
DP: Desvio padrão
CV: Coeficiente de variação (%)
117
T a b e l a 4 9 - Resultados d a média d e exatidão, desvio p a d r ã o , c o e f i c i e n t e de
variação d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 p a r a carbaril
Nível d e
Experimento 1
vaiiaaçao
E
(pg/kg)
(%)
DP
CV
Experimento 2
E
(%)
DP
(%)
Experimento 3
CV
E
(%)
(%)
DP
CV
(%)
102,8
7,4
7,2
96,8
8,1
8,4
94,3
8,8
9,3
10
99,3
3,6
3,6
90,5
7,1
7,9
89,9
5,5
6,1
15
91,8
4,8
5,2
90,3
7,0
7,7
93,0
5,5
5,9
5
E: Média de exatidão (%)
DP: Desvio padrão
CV: Coeficiente de variação (%)
T a b e l a 5 0 - Resultados d a média d e exatidão, desvio p a d r ã o , c o e f i c i e n t e de
variação d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 p a r a carbofurano
Nível d e
validação
(Mg/kg)
Experimento 1
E
DP
(%)
CV
Experimento 2
E
(%)
DP
(%)
Experimento 3
CV
E
(%)
(%)
DP
CV
(%)
5
106,5
6,4
6,0
104,7
4,4
4,2
102,2
8,2
8,0
10
98,4
5,7
5,8
92,0
4,3
4,6
87,2
3,0
3,4
15
91,3
3,4
3,7
92,8
4,1
4,4
89,4
3,0
3,4
E: Média de exatidão (%)
DP: Desvio padrão
CV: Coeficiente de variação (%)
T a b e l a 5 1 - Resultados d a média d e exatidão, desvio p a d r ã o e coeficiente de
variação, d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 p a r a m e t i o c a r b e
Nível d e
validação
(Mg/kg)
Experimento 1
E
(%)
DP
Experimento 2
DP
CV
(%)
Expenmento 3
DP
(%)
E
(%)
CV
CV
(%)
5
108.2
15,8
14,6
108,7
9,8
9,0
96,4
9,1
9,5
10
115,1
4,5
3,9
102,6
5,4
5,3
104,6
2,7
2,6
15
106.3
6,6
6,2
105,9
4,0
3,7
100,1
5,9
5,9
E: Média de exatidão (%)
DP; Desvio padrão
CV: Coeficiente de variação (%)
118
T a b e l a 5 2 - R e s u l t a d o s da m é d i a de e x a t i d ã o , desvio p a d r ã o e coeficiente d e
v a r i a ç ã o , dos e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para m e t o m i l
Nível d e
vdiiviciyav
(pg/kg)
Experimento 1
E
DP
Experimento 2
CV
(%)
(%)
E
(%)
DP
Experimento 3
CV
(%)
E
DP
CV
(%)
{%)
5
97,0
6,1
6,3
91,2
9,4
10,4
91,7
7,4
8,0
10
93,1
7,2
7,8
78,6
6,8
8,6
85,1
6,1
7,2
15
79,8
7,9
9,9
84,9
3,7
4,4
80,5
7,8
9,6
CV: Coeficiente de variação (%)
DP: Desvio padrão
E: Média de exatidão (%)
T a b e l a 5 3 - R e s u l t a d o s da m é d i a de e x a t i d ã o , desvio p a d r ã o e coeficiente d e
v a r i a ç ã o , dos e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para pirimicarbe
Nível de
veiiiuci^ciu
Experimento 1
E
(|jg/kg)
(%)
4,0
90,5
8,0
12,0
DP
CV
Experimento 2
Experimento 3
E
E
(%)
(%)
1,3
1,4
93,8
90,2
2,4
2,6
84,9
4,7
5,6
E: Média de exatidão (%)
DP
CV
DP
CV
(%)
(%)
(%)
5,6
6,0
90,9
5,0
5,5
85,3
47
5,5
86,5
2,3
2,7
88,8
4,3
4,8
84,7
4,8
5,7
DP: Desvio padrão
CV: Coeficiente de variação (%)
T a b e l a 5 4 - R e s u l t a d o s da m é d i a de e x a t i d ã o , d e s v i o p a d r ã o e coeficiente d e
v a r i a ç ã o dos e x p e r i m e n t o s 1, 2 e 3 para propoxur
Nível de
(pg/kg)
Experimento 1
E
DP
(%)
Experimento 2
CV
E
(%)
(%)
DP
Experimento 3
CV
E
(%)
(%)
DP
CV
(%)
5
86,4
8,8
10,2
95,7
8,9
9,3
100,3
6,1
6,1
10
98,6
6,0
6,0
91,5
8,4
9,1
85,5
8.0
9,3
15
94,0
9,0
9,6
97,3
1,5
1,6
101,5
4,7
4,6
E: Média de exatidão (%)
DP: Desvio padrão
CV: Coeficiente de variação (%)
119
T a b e l a 5 5 - Resultados d a m é d i a d e exatidão, desvio padrão e coeficiente d e
v a r i a ç ã o , d o s e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 p a r a atrazina
Nível d e
Experimento 1
(Mg/kg)
E
(%)
DP
10
108,7
20
30
Experimento 2
CV
(%)
103,8
7,7
7,4
6,7
102,9
5,8
5,6
4,2
98,5
5,8
5,9
(%)
5,2
4,9
96,4
6,5
98,1
4,1
E
(%)
(%)
6,4
5,9
105,7
103,9
5,7
5,5
95,1
3,4
3,5
E
CV: Coeficiente de variação (%)
DP: Desvio padrão
E: Média de exatidão {%)
DP
CV
(%)
CV
DP
Experimento 3
T a b e l a 56 - Resultados d a m é d i a d e exatidão, d e s v i o padrão e coeficiente d e
v a r i a ç ã o , d o s experimentos 1 , 2 e 3 p a r a simazina
Nível d e
validação
(Mg/kg)
Experimento 1
E
DP
(%)
Experimento 2
CV
E
(%)
(%)
DP
Experimento 3
CV
(%)
(%)
E
DP
CV
(%)
10
95,0
8,8
9,2
101,5
4,7
4,6
98,9
2,5
2,5
20
92,7
6,4
6,9
93,7
5,6
6,0
99,7
4,3
4,3
30
93,7
4,0
4,3
92,9
8,1
8,8
93,7
5,2
5,5
E: Média de exatidão (%)
DP: Desvio padrão
CV: Coeficiente de variação (%)
T a b e l a 5 7 - Resultados d a m é d i a d e exatidão, desvio padrão e coeficiente d e
v a r i a ç ã o , d o s experimentos 1 , 2 e 3 p a r a carbendazim
Nível d e
Ciin/lfn'>
Experimento 1
Experimento 2
E
CV
E
(%)
(%)
DP
(%)
DP
Experimento 3
CV
E
(%)
(%)
DP
CV
(%)
5
96,5
4,6
4,8
94,3
4,1
4,3
95,1
7,0
7,4
10
89,2
4,4
4,9
84,5
1,9
2,3
85,4
3,8
4,4
15
87,7
3,5
4,0
85,3
4,1
4,8
84,7
4,9
5,8
E: Média de exatidão {%)
D P : Desvio padrão
CV: Coeficiente de variação (%)
120
Tabela 5 8 - R e s u l t a d o s d a m é d i a d e exatidão, d e s v i o p a d r ã o e coeficiente d e
Nível d e
validação
(Mg/kg)
Experimento 1
E
DP
(%)
Experimento 2
CV
E
(%)
(%)
DP
Experimento 3
CV
E
(%)
(%)
DP
CV
(%)
10
107,0
5,6
5,2
115,9
3,1
2,7
104,7
4,2
4,0
20
105,2
9,9
9,4
102,2
7,7
7,6
102,1
3,0
3,0
30
106,6
7,7
7,2
108,5
6,8
6,2
102,7
3,0
2,9
E: Média de exatidão (%)
DP: Desvio padrão
CV: Coeficiente de variação (%)
Tabela 5 9 - Resultados d a m é d i a d e exatidão, d e s v i o p a d r ã o e coeficiente d e
Nível d e
validação
(Mg/kg)
Experimento 1
E
DP
(%)
Experimento 2
CV
(%)
(%)
E
DP
Experimento 3
CV
E
(%)
(%)
DP
CV
(%)
20
103,0
6,0
5,8
104,1
4,2
4,1
101,6
5,0
4,9
40
102,2
8,2
8,0
100,1
7,8
7,8
102,7
2,7
2,6
60
101,6
5,3
5,2
108,4
2,4
2,3
101,5
8,6
8,5
E: Média de exatidão (%)
DP: Desvio padrão
CV: Coeficiente de variação (%)
A n o r m a E C / 2 0 0 2 / 6 5 7 não m e n c i o n a o nível d e aceitabilidade d e C V e m
cada e x p e r i m e n t o e e m níveis de fortificações.
Pelos d a d o s d a s T a b e l a s 4 6 a 5 9 , o coeficiente d e variação (CV) d a
média d o s resultados d e recuperações v a r i o u d e 1,6 a 15,7 %, para t o d o s o s
analitos, nos níveis d e validação e s t u d a d o s e n o s e x p e r i m e n t o s de 1 a 3. O m e n o r
valor d e C V refere-se a o propoxur (1,6%) e o m a i o r a o aldicarbe sulfona (15,7%).
Os analitos q u e a p r e s e n t a r a m v a l o r e s de C V m a i o r e s q u e 1 0 % e m t o d o s o s
experimentos e s t u d a d o s foram: aldicarbe, aldicarbe suifóxido, aldicarbe sulfona,
metiocarbe, metomil e propoxur. O aldicarbe apresentou resultados d e C V d e
10,8%, no nível d e v a l i d a ç ã o de 15 pg/kg, s o m e n t e no experimento 1 . A l d i c a r b e
suifóxido apresentou C V d e 13,2%, n o nível d e validação d e 5 pg/kg, e x p e r i m e n t o
2. O aldicarbe sulfona f o i o que a p r e s e n t o u m a i o r e s incidências de v a l o r e s de C V
121
m a i o r e s q u e 10%, n o nível d a v a l i d a ç ã o d e 10 [ig/kg, nos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3 e
no nivel d e 30 p g / k g , nos e x p e r i m e n t o s 2 e 3. O s d e m a i s pesticidas, aldicarbe
suifóxido, metiocarbe, metomil e propoxur, a p r e s e n t a r a m valores d e C V m a i o r e s
q u e 1 0 % no nivel d e validação d e 5 p g / k g , c o r r e s p o n d e n t e a 1/2 L O Q , s o m e n t e
e m u m d o s e x p e r i m e n t o s . N ã o h o u v e similaridade entre o s analitos d a m e d i d a d e
d i s p e r s ã o (CV), c o m relação a o nivel c r e s c e n t e d e concentração d a r e c u p e r a ç ã o .
E x p e r i m e n t a l m e n t e , o b s e n / a - s e q u e e m outras técnicas d e cromatografía g a s o s a
utilizando
diferentes
metodologias
de
detecção,
na
avaliação
em
menores
c o n c e n t r a ç õ e s de r e c u p e r a ç ã o , maiores valores d e CV.
N a T a b e l a 60, e s t ã o os resultados d a s m é d i a s e m c o n c e n t r a ç ã o e
p o r c e n t a g e m de r e c u p e r a ç õ e s , e m 5 níveis d e : Yz, ^, ^ Yz, 2 e 5 L O Q , d e s v i o
p a d r ã o , coeficiente d e v a r i a ç ã o e n ú m e r o d e detemninações, p a r a t o d o s
os
principios afivos e s t u d a d o s . A s r e c o m e n d a ç õ e s d a norma s ã o estabelecidas p a r a
p o r c e n t a g e m da m é d i a de r e c u p e r a ç ã o , c o n f o n n e T a b e l a 10, i t e m 4.8. 4 , e
coeficiente d e variação. Tabela 11 item 4.8.5.
A n o r m a r e c o m e n d a , para níveis d e r e c u p e r a ç ã o entre > 1 pg/kg a 10
pg/kg, q u e o s valores de m é d i a de r e c u p e r a ç ã o d e v e m estar na faixa d e 7 0 a
1 1 0 % e e m nivel > 10 p g / k g , média d e recuperação d e 80 a 1 1 0 %. Pelos
resultados d a T a b e l a 6 0 , t o d o s o s analitos e s t u d a d o s e m níveis d e r e c u p e r a ç ã o ,
apresentaram
resultados satisfatórios, e x c e t o para o s pesticidas aldicarbe
e
aldicarbe sulfona. O aldicarbe a p r e s e n t o u média d e recuperação d e 7 3 a 7 8 % , e m
níveis d e 15 a 50 p g / k g , e o aldicarbe sulfona, d e 1 4 5 % p a r a nivel d e 10 p g / k g , e
7 7 % , para nivel d e 100 p g / k g . C o m relação a o coeficiente de v a r i a ç ã o , C V ( % ) ,
r e c o m e n d a d o pela n o r m a , p a r a níveis d e recuperação entre ^ 1 0 pg/Kg a 100
p g / k g , e s t e d e v e ser d e até 2 0 % e entre 100 a 1000 p g / k g , d e até 1 5 % . T o d o s o s
analitos a p r e s e n t a r a m C V d e n t r o da faixa r e c o m e n d a d a pela n o r m a , exceto para
aldicarbe sulfona, q u e a p r e s e n t o u C V d e 2 5 , 5 % e m nivel d e 10 p g / k g .
122
T a b e l a 6 0 - Resultados d a média d a s recuperações, d o s d e s v i o s padrões e d o s
coeficientes d e variação.
Composto
Aldicarbe
Aldicarbe
Sulfona
Aldicarbe
Suifóxido
Carbaril
Carbofurano
Metiocarbe
Metomil
Pirimicarbe
Propoxur
Nível
(pg/Kg)
Recuperação
(pg/Kg)
Recuperação
(%)
DP
CV
(%)
5.0
10,0
15,0
20,0
50,0
10,0
20,0
30,0
40,0
100,0
5,0
10,0
15,0
20,0
50,0
5,0
10,0
15,0
20,0
50,0
5,0
10,0
15,0
20,0
50,0
5,0
10,0
15,0
20,0
50,0
5,0
10,0
15,0
20,0
50,0
4,0
8,0
12,0
16,0
40,0
5,0
10,0
15,0
20,0
50,0
4,4
8,0
11,7
15,5
36,5
14,5
20,4
27,5
40,4
77,3
4,6
8,9
13,0
17,1
43,5
4,9
9,4
13,8
18,1
44,5
5,2
9,4
13,7
17,8
44,5
5,2
10,5
15,6
19,2
47,9
4,7
8,4
12,3
16,0
40,0
3,7
7,0
10,3
13,7
33,7
4,7
9,2
14,6
19,6
45,0
85
80
78
78
73
145
102
92
101
77
92
89
87
86
87
98
94
92
91
89
104
94
91
89
89
104
105
104
96
96
94
84
82
80
80
93
88
86
86
84
94
92
97
98
90
0,3
1.0
1.0
0,7
0,5
3,7
3,7
6,0
2,0
5,3
0,4
0,7
0,9
1.1
1,1
0,4
0,6
0,7
1,8
1,9
0,3
0.7
0,5
0.8
1,9
0,6
0,7
0,9
0.9
3,9
0,4
0,8
1.0
0,2
1.6
0,2
0,3
0,6
1.0
0,5
0,5
0,9
1,0
0,9
3,9
7,0
13,1
8,3
4,4
1,4
25,5
18,1
20,0
5,0
6,9
8.7
7.8
6,9
6,4
2,5
8,1
6,4
5,0
9,9
4,3
5,7
7.4
3,6
4,5
4,3
11,5
6,6
5,8
4,6
8,1
8,5
9.5
8,1
1,3
3,0
5,0
4,3
5,8
7,3
1,3
10,6
9,8
6,8
4,6
8,7
n
18
28
18
3
3
18
28
18
3
3
18
28
18
3
3
18
28
18
3
3
18
28
18
3
3
18
28
18
3
3
18
28
18
3
3
18
28
18
3
3
18
28
18
3
3
123
C o n t i n u a ç ã o da T a b e l a 6 0
Nível
(MQ/Kg)
Composto
10,0
20,0
30,0
40,0
100,0
10,0
20,0
30,0
40,0
100,0
5,0
10,0
15,0
20,0
50,0
10,0
20,0
30,0
40,0
100,0
20,0
40,0
60,0
80,0
200,0
Triazina
Simazina
Carbendazim
Tiabendazol
Tiofanato
metílico
DP= Desvio Padrão
Recuperação
(MQ/Kg)
Recuperação
(%)
DP
CV
0.6
5,7
106
6,0
100
1,2
1,4
4,8
97
3,3
91
1,2
2,8
3,0
94
0,6
99
6,1
96
5.8
1,1
93
1,7
6,1
11.1
95
4,2
94
4.4
4,7
96
0,6
6,1
4,6
86
0,4
4,7
86
0,6
0.4
2,5
80
2,0
82
0,8
5,5
109
0,6
105
14,6
1.5
80
6,0
1,9
2.4
105
1.0
103
4,0
3,9
103
4,9
1,0
8,4
99
3,3
104
3.9
6,3
98
7.6
9,7
95
2,4
1,2
n= número de determinações
10,6
19,9
29,2
36,6
93,7
9,9
19,1
28,0
37,9
94,3
4,8
8,6
12,9
16,1
41,0
10,9
21,1
31,8
41,8
103,4
20,6
39,5
62,3
78,1
189,2
CV= coeficiente de variação
n
(%)
18
28
18
3
3
18
28
18
3
3
18
28
18
3
3
18
28
18
3
3
18
28
18
3
3
O s resultados obtidos para aldicarbe e aldicarbe sulfona p o d e m ser
explicados
pela possibilidade
de degradação
do
princípio ativo aldicarbe
a
aldicarbe sulfona e m a l g u m a d a s etapas analíticas d o m é t o d o .
S e g u n d o N u n e s et a l . (2000), o aldicarbe d e g r a d a a aldicartse suifóxido
e sulfona. D e n t r e eles, aldicarbe suifóxido é o m a i s importante pela f o r t e atividade
sistêmica e presistência no solo. O m e s m o e s t u d o , realizado c o m batata no nível
d e 100 p g / K g , e n c o n t r o u média d e recuperações (%) e C V (%) de: 6 8 e 12,3 %,
r e s p e c t i v a m e n t e , para aldicarbe; 8 3 e 8,4 %, para aldicartDe suifóxido, e 75 e 13,0
%, para aldicarbe s u l f o n a , o q u e corrobora c o m o s d a d o s o b t i d o s neste trabalho.
124
H e r n á n d e z et a l . (2006) e s t u d a r a m as recuperações d e aldicarbe e m
t o m a t e , limão, uva seca e a b a c a t e e m níveis de 10 pg/Kg e 100 p g / K g . O
aldicarbe a p r e s e n t o u m é d i a s d e r e c u p e r a ç ã o (%) e C V (%) e m t o m a t e d e : 31 e 16
%, r e s p e c t i v a m e n t e , para nível d e 10 p g / K g ; 4 5 e 4 % , para nível d e 100 pg/Kg.
Para o limão, a s m é d i a s d e recuperações (%) e C V (%) foram de: 5 8 e 8 % ,
respectivamente, p a r a nível d e 10 p g / K g ; 71 e 4 %, p a r a nível d e 100 p g / K g . Para
uva s e c a , de 5 8 e 10 %, p a r a nível de 10 p g / K g ; 4 2 e 9 %, para nível d e 100
pg/Kg; e para a b a c a t e : 6 0 e 10 %, para nível d e 10 p g / K g , e 61 % d e recuperação
e 7 % d e CV, para nível d e 100 p g / K g .
O e s t u d o e m leite o b t e v e média d e recuperação (%) e coeficiente d e
variação (%) d e 7 2 e 5 %, para aldicarbe e m nível d e fortificação d e 100 pg/Kg
(Boglialli et al. 2 0 0 4 ) .
Pelos e s t u d o s d e metodologias validadas, o aldicarbe t e m a p r e s e n t a d o
baixo nível m é d i o d e r e c u p e r a ç ã o para diferentes matrizes e e m níveis d e
fortificação, c o n c o r d a n d o c o m o s valores q u e s e obteve neste trabalho.
5. 8. N í v e i s c r í t i c o s - C C a e CCp
S e g u n d o a n o r m a C o u n c i l Directive ( 2 0 0 2 ) , os níveis críticos d e n o m i n a d o s
de limite d e d e c i s ã o (CCa) e c a p a c i d a d e d e d e t e c ç ã o (CCjS) f o r a m calculados d e
acordo
com equações
3 e 4 , item 4.8.6.1
e e q u a ç ã o 5, d o
item
4.8.6.2,
respectivamente. N a T a b e l a 6 1 , e n c o n t r a m - s e os resultados da média d e CCor e
CCj8.
125
T a b e l a 61 - Média de CCa e CCp d o e x p e r i m e n t o 1 a 3
CCa
(Mg/Kg)
CCp
(pg/Kg)
Pirimicarbe
0,40
0.68
6,20
Propoxur
0,88
1,49
0,67
1,14
Atrazina
1,05
1,79
Carbaril
0,65
1,12
Simazina
1,28
2,18
Carbofurano
0,51
0,87
Carbendazim
0,46
0,79
Metiocarbe
0,69
1,12
Tiabendazol
1,05
1,79
Metomil
0,77
1,31
Tiofanato
metílico
2,89
4,93
CCa
(pg/Kg)
CCp
(Mg/Kg)
Aldicarbe
0,88
1,50
Aldicarbe sulfona
3,64
Aldicarbe suifóxido
Analito
Analito
P e l a Tabela 6 1 , a m é d i a d e CCa para t o d o s os analitos variou d e 0,40
a 3,64 (pg/Kg) e o aldicarbe sulfona foi o que a p r e s e n t o u o maior valor. P a r a os
valores d e CCp, todos os pesticidas a p r e s e n t a r a m valores m e n o r e s q u e o limite
d e quantificação do m é t o d o . O m e n o r valor CCp
foi obtido para o pirimicarbe
(0,68 pg/Kg) e o limite d e quantificação alvo do m é t o d o de 8 p g / K g e o maior valor
p a r a aldicarbe sulfona (6,20 pg/Kg) p a r a o limite d e quantificação alvo d e 20
Mg/Kg.
5.9. Cálculo d a incerteza
O c á l c u l o da incerteza (U), d e s c r i t o no item 4.8.7, é d e t e n n i n a d o e m f u n ç ã o
d a s variâncias, da variância (Sp^)
d a repetibilidade, pela e q u a ç ã o 6 d o
item
4 . 8 . 7 . 1 ; (Sl^) d a variância entre e x p e r i m e n t o s , e q u a ç õ e s d e 7 a 9, d o item 4 . 8 . 7 . 1 ;
e d a variância da reprodutibilidade (Sr^), e q u a ç ã o 10, d o item 4 . 8 . 7 . 1 ; e da
incerteza, e q u a ç ã o 11 d o item 4.8.7.2. O s resultados da m e d i d a d e incerteza, no
limite de quantificação d o m é t o d o d o s analitos, e n c o n t r a m - s e na T a b e l a 6 2 .
As m e d i d a s d e incerteza para o s analitos avallados no nivel do limite de
quantificação
variaram
de
14
a
1 9 % , exceto
para
aldicarbe
sulfona,
que
a p r e s e n t o u incerteza d e 4 5 , 5 % , no nivel de 2 0 pg/kg. Estudos d e m é t o d o s
multirresíduos para e s t e s pesticidas n ã o relatam dados q u a n t o á m e d i d a
de
incerteza, o q u e dificulta a predição e m relação aos resultados obtidos neste
estudo.
126
T a b e l a 6 2 - Resultados d e v a r i â n c i a s e incerteza dos e x p e r i m e n t o s 1 , 2 e 3
Nível de
validação
(Mg/kg)
Analito
5,0
10,0
15,0
10,0
20,0
30,0
5,0
10,0
15,0
5,0
10,0
15,0
5,0
10,0
15,0
5,0
10,0
15,0
5,0
10,0
15,0
4,0
8,0
12,0
5,0
10,0
15,0
10,0
20,0
30,0
10,0
20,0
30,0
5,0
10,0
15,0
10,0
20,0
30,0
20,0
40,0
60,0
Aldicarbe
Aldicarbe.
sulfona
Aldiarbe
suifóxido
Carbaril
Carbofurano
Metiocarbe
Metomil
Pirimicarbe
Propoxur
Atrazina
Simazina
Carbendazim
Tiabendazol
Tiofanato
metílico
_r .
,
V,
SL : variância entre experimentos
U
0,0886
0,4839
1,2007
3,1129
1,4880
6,0134
0,0425
0,4540
0,5519
0,1100
0,3125
0,7621
0,0901
0,1973
0,2793
0,2770
0,1896
0,7064
0,0765
0,4528
1,0222
0,0140
0,0702
0,3067
0,0963
0,5621
0,7880
0,3313
1,4331
1,8718
0,2776
1,2066
3,2725
0,0585
0,1249
0,3961
0,1617
2,2355
3,4245
0,8070
7,2524
12,9836
0,0036
0,3741
0,0000
14,8216
19,2142
2,2883
0,0000
0,0000
0,3228
0,0293
0,2279
0,0000
0,0000
0,2858
0,0182
0,0752
0,4147
0,1483
0,0127
0,4504
0,0004
0,0030
0,0293
0,0261
0,1104
0,3365
0,1885
0,0058
0,4214
0,0000
0,0597
0,3714
0,0000
0,0000
0,0403
0,0000
0,3196
0,0000
0,2162
0,0000
0,0000
3,4459
0,0922
0,8580
1,2007
17,9345
20,7022
8,3018
0,0425
0,4540
0,8747
0,1393
0,5403
0,7621
0,0901
0,4831
0,2975
0,3522
0,6043
0,8548
0,0892
0,9032
1,0226
0,0169
0,0994
0,3328
0,2066
0,8987
0,9765
0,3371
1,8545
1,8718
0,3373
1,5780
3,2725
0,0585
0,1651
0,3961
0,4813
2,2355
3,6406
0,8070
7,2524
16,4295
U: incerteza da medida (pg.kg"^)
1,85
9,1
1,35
1,47
1,51
1,55
1,9
0,72
1,9
2,72
2,91
1,15
2,99
5,83
127
5 . 1 0 . Limites de q u a n t i f i c a ç ã o d o m é t o d o
Os limites d e q u a n t i f i c a ç ã o do m é t o d o , para o s pesticidas e s t u d a d o s , f o r a m
e s t a b e l e c i d o s após a s a v a l i a ç õ e s dos resultados d a T a b e l a 60 e satisfeitas a s
condições
da
recuperação
nornia
Council
(exatidão)
Directive
(2002)
e precisão (incerteza)
quanto
dos
à
porcentagem
resultados
da
de
média
de
r e c u p e r a ç ã o e m diferentes níveis de fortificação.
O s limites d e quantificação d o m é t o d o e a incerteza f o r a m : aldicarbe,
1 0 , 0 ± 1,9 p g / K g ; aldicarbe sulfona, 2 0 , 0 ± 9,1 p g / K g ; aldicarbe suifóxido, 10,0 ±
1,3 pg/Kg; carbaril, 10,0 ± 1,5 p g / K g ; c a r b o f u r a n o , 10,0 ± 1,5 p g / K g ; m e t i o c a r b e ,
1 0 , 0 ± 1,6 p g / K g ; m e t o m i l , 10,0 ± 1,9
pg/Kg; pirimicarbe, 8,0 ± 0,7 p g / K g ;
propoxur, 10,0 ± 1,9 p g / K g ; atrazina, 2 0 , 0 ± 2,7 p g / K g ; simazina, 2 0 , 0 ± 2,9 p g / K g ;
c a r b e n d a z i m , 10,0 ± 1 , 2 p g / K g ; t i a b e n d a z o l , 20,0 ± 3,0 pg/Kg e tiofanato metílico,
4 0 , 0 ± 5,8 p g / K g .
Os
limites
de
quantificação
do
método
dos
analitos
estudados
a p r e s e n t a m alta sensibilidade e confiabilidade, e m níveis q u e v a r i a r a m de 8,0 a
4 0 , 0 p g / K g , para 14 princípios ativos de 3 grupos q u í m i c o s d e pesticidas.
O s limites d e quantificação d o s analitos e s t u d a d o s a t e n d e m ao Limite
Máximo
de
Resíduo
da
legislação
internacionais, c o m o o Codex Alimentarius
brasileira,
bem
como
de
organismos
(Codex Alimentarius, 2 0 0 7 ) e a U n i ã o
Européia (EFSA, 2 0 0 7 ) .
Os
LMR
estabelecidos
em
todo
o
território
brasileiro,
quando
c o m p a r a d o s c o m ó r g ã o s internacionais ( C o d e x A l i m e n t a r i u s , 2 0 0 7 ; E F S A , 2 0 0 7 ) ,
m u i t a s vezes s ã o v a l o r e s m e n o r e s , c o m o é o c a s o d o carbofurano (0,05 m g / k g ) ,
m e t o m i l (0,02 mg/kg) e tiabendazol (0,05 mg/kg). P a r a produtos d e s t i n a d o s à
e x p o r t a ç ã o , o s L M R d o s pesticidas a s e r e m o b e d e c i d o s s ã o referentes aos p a í s e s
d e destino d o p r o d u t o . A metodologia e s t u d a d a a t e n d e à quantificação
dos
pesticidas no produto milho destinado à e x p o r t a ç ã o , países que a d o t a m os L M R
a c i m a citados.
Os
estudos
realizados
de
métodos
multirresíduos
validados
em
diferentes a l i m e n t o s n o r m a l m e n t e são referidos a u m a faixa de v a l o r e s de limite
d e quantificação do m é t o d o o u n o nível d a m e n o r c o n c e n t r a ç ã o de r e c u p e r a ç ã o .
128
G r a n b y et al. (2004) d e s e n v o l v e r a m m é t o d o multirresíduo p a r a frutas,
vegetais e cereal e os limites de quantificação d o m é t o d o v a r i a r a m na faixa d e 0,1
a 0,02 m g . k g ' \ O s pesticidas e s t u d a d o s f o r a m : aldicarbe, aldicarbe suifóxido,
aldicarbe
sulfona,
carbaril,
carbendazim,
metiocarbe,
metomil,
propoxur,
tiabendazol, tiofanato metílico e outros.
B l a s c o et al. ( 2 0 0 5 ) p e s q u i s a r a m m é t o d o multirresíduo e m m a t r i z e s d e
diferentes e s p é c i e s d e laranja e e n c o n t r a r a m limite d e quantificação de 0,025 a
0,25 m g / k g . Dentre o u t r o s pesticidas, e s t u d a r a m : c a r b e n d a z i m , tiibendazol e
metiocarbe.
Pelo m é t o d o multin-esíduo e s t u d a d o por H e r n á n d e z e t al. ( 2 0 0 6 ) e m
t o m a t e , limão, uva seca e abacate, o limite de quantificação d o m é t o d o foi d e 0,01
m g / k g . O s pesticidas e s t u d a d o s f o r a m : aldicarbe, aldicarbe suifóxido, aldicarbe
sulfona,
carbendazim,
metomil,
tiabendazol,
carofuram,
propoxur,
atrazina,
metiocarbe e outros.
J a n s s o n et al. (2004) v a l i d a r a m m é t o d o multirresíduo d e u m a mistura
d e frutas e vegetais c o m limite d e quantificação d e 0,01 m g / k g . A o
autores
e s t u d a r a m o s pesticidas: aldicarbe, aldicarbe s u l f o n a , aldicarbe suifóxido, carbaril,
c a r b e n d a z i m , carbofurano, metiocarbe, m e t o m i l , propoxur, tiabendazol, tiofanato
metílico e outros.
Ortelli et al. (2004) p e s q u i s a r a m m é t o d o multirresíduo de pesticidas
como:
aldicarbe,
carbaril,
carbendazim,
carbofurano,
metomil,
metiocarbe,
pirimicarbe, tizbendazol e tiofanto metílico a p l i c a d o s e m frutas e vegetais; c o m
limite d e quantificação d o m é t o d o d e 0,01 m g / k g .
Pizzutti et al. (2007) e s t u d a r a m 169 pesticidas e m s o j a e o limite d e
quantificação d o m é t o d o v a r i o u na f a i x a de 10 a 50 p g k g " \ O limite de d e t e c ç ã o
instrumental foi d e 0,1 a 0,25 n g . m L " \ O s pesticidas e s t u d a d o s foram: a l d i c a r b e
suifóxido,
aldicarbe
sulfona,
metomil,
carbendazim,
propoxur,
carbofurano,
t i a b e n d a z o l , metiocarbe e outros.
Ferrer et al. (2005) d e s c r e v e r a m m é t o d o multirresíduo para f r u t a s e
verduras. O limite de d e t e c ç ã o instrumental foi d e 0,0005 a 0,03 mg/kg. O limite
d e quantificação d e c a r b e n d a z i m f o i d e : 4 p g k g ' \ para laranja; 5 pg k g " \ para
pimenta, e 8 p g Kg'\
para brocoli; d e t i a b e n d a z o l : 5 p g kg'^; 10 p g kg"^ e 5 p g kg"^
e, para m e t o m i l , d e 10, 30 e 5 0 pg k g " \ respectivamente.
129
5 . 1 1 - Límites d e d e t e c ç ã o d o m é t o d o
O limite d e d e t e c ç ã o (LD) d o m é t o d o para c a d a analito foi calculado e m
relação a o sinal da concentração padrão no nível de % LOQ d e c a d a analito para
o sinal ruído d o equipamento, na proporção de (3/1), conforme a s Figuras 74 a 87.
68
488
43)
S/N =[ 2 9 8
Aldicarbe
2,5 Mg.kg^
400
350
300
293
300
150
100
50
0
1
A
/\a,-.
,/'\A,AA1 A/IA
2
»
'
4
3
6
5
Tima min
Figura 7 4 - C r o m a t o g r a m a d e aldicarbe, concentração d e 0,05 ng.mL'^
500
4S0
S/N =
Aldicarbe
sulfona
5,0 ijgkg"^
25-5
400
360
300
2S0
200
150
100
l
i
'
^t^\
í
A
A A
3
...
4
Time, min
\A
A
5
/w>
....
6
hf'A
Figura 75 - C r o m a t o g r a m a d e aldicarbe sulfona, concentração d e 0,10
n g . m L -1
130
1183
Aldicarbe
suifóxido
2,5 jjgkg"^
1100
S/N
100O
17,9
=t
900
SOO
700
600
500
400
300^
200
100
O
Figura 76 - C r o m a t o g r a m a d e aldicarbe suifóxido, concentração de
0,05 ng.mL"^
600
550
S/N J: 12,1 Carbaril
500
2,5 MO-kg"'
450
400
350
30O
250
20O
1ED
1001
50
/ V: /V
O
3
»4
Figura 77 - C r o m a t o g r a m a de carbaril, concentração de 0,05 ng.mL-1
3,36
1073
1000
27,1
5/H--
900
Carbofurano
2,5 Mg.kg"^
1
SOO
700
600
500
400
300
j
20O
100
0
1
3
^
' 4
5
6
TBua min
Figura 7 8 - C r o m a t o g r a m a d e carbofurano, concentração d e
ng.mL"
0,05
131
574
797
750
Metiocarbe
2,5 ^lg.kg•'
700
660
^ == 2 7 , 3
600
550
500
450
400
350
300
250
2CD
19D
100
50
0
Figura
ng.mL
A
3
1
.
.
4
..A
5
.
1'
'
6
Tims. min
79 - C r o m a t o g r a m a
de metiocarbe, concentração d e
0,05
-1
=
Metomil
2,5tjg.kg-^
v^Ai
Figura 8 0 - C r o m a t o g r a m a d e metomil, concentração de 0,05 ng.mL-1
3323
3200
3CO0
S/N 1 ^ ' ^
2800
Pirimicarbe
2,0pg.kg''
2I3D0
2400
2200
2ax)
laoo
1600
1400
12D0
1000
800
6CD
400
200
O
3
Figura
n g . m L -1
81 - C r o m a t o g r a m a
4
T
d e pirimicarbe, concentração
de
0,04
132
a
8CD
7sa
S/N = 22,1
700
6S0
Propoxur
2,5 pg.kg"^
533
501
450
403
353
30D
2»
20O
150
100'
0
A A
h
50
i
2
*
3 *
Tlma n*!
4
5
6
Figura 8 2 - C r o m a t o g r a m a d e propoxur, concentração d e 0,05 ng.mL"^
991
Atrazina
5,0 pgkg"^
SCO
80O
s/N
28,5
700
600
50O
400
300
200
100
O
3
4
Tuna min
t
»s
Figura 8 3 - C r o m a t o g r a m a d e atrazina, concentração d e 0,10 ng.mL-1
3,82
IMO
10X
S/H-¡24,4
900
Simazina
5,0 Mg-kg"^
800
700
600
500
40D
300
200
1
\
ICO"
0
. A A/\-,/\A-''\
1
3
'
' 4
Timamin
5
6
Figura 8 4 - C r o m a t o g r a m a d e simazina, concentração d e 0,10 n g . m L-1
133
8000
7500
s/N
7D0O
Carbendazim
2,5 Mg.kg-'
18,7
6500
6000
550O
5000|
45Ü0
A
4000
/
i
3500
300O
2500
2000
AaAí
1500
1
:M
2
*
4
'3
5
6
Time, min
Figura 85 - C r o m a t o g r a m a d e c a r b e n d a z i m , concentração de 0,05
n g . m L -1
343
1400
f
1300
Tiabendazol
2,5 ug.kg-'
S/N
ia»
1100
1000
900
800
700
600
500
400
300
1
200
1
100,
1
l\
•X'^:^-.
3
1
* * 4
Tlme.m«
.... A a . . .. A a ,
5
6
a.
Figura 86 - C r o m a t o g r a m a d e tiabendazol, concentração de
0,05
n g . m L -1
319
900
s/N =
8CD
10,4
700
Tiofanato metílico
10,0 jjgkg^
500
400
300
¡1
200
íi
100
Q
1
2
3 '
' 4
Tlrmtrtn
5
6
Figura 8 7 - C r o m a t o g r a m a de tiofanato metílico, concentração de 0,20
n g . m L -1
134
O s limites d e d e t e c ç ã o do m é t o d o para os analitos f o r a m : aldicarbe,
carbofuran, m e t i o c a r b e , pirimicarbe e propoxur, 0,3 p g / k g ; aldicarbe sulfona,
carbaril, m e t o m i l , s i m a z i n a , 0,6 pg/kg; aldicarbe suifóxido e c a r b e n d a z i m , 0,4
pg/kg; atrazina, 0,5 p g / k g ; tiabendazol, 0,2 pg/kg e tiofanato metílico, 2,9 p g / k g .
Estes
limites
representam
a menor concentração
do analito q u e
pode
ser
detectada, m a s não quantificada.
5.12. Resultado das amostras
Para a a v a l i a ç ã o do m é t o d o desenvolvido, analisou-se 10 a m o s t r a s d e
milho v e r d e in natura,
q u e f o r a m provenientes d e redes d e s u p e r m e r c a d o s e
hortifrutas d a cidade d e São P a u l o , z o n a S u l . N a tabela 6 3 , e n c o n t r a m - s e o s
resultados obtidos p a r a a m o s t r a s analisadas.
T a b e l a 6 3 - R e s u l t a d o d a s amostras d e milho verde
I MR
Pesticidas
Aldicarbe
Aldicarbe sulfona
Aldicarbe
1
2
(mg/kg)
NA
+
_
NA
-
+
-
-
4
5
6
7
+
_
+
+
+
-
+
+
+
+
+
-
+
+
+
+
+
+
-
-
-
-
NA
-
0,1*
+
+
+
-
+
-
Metiocarbe
NA
+
+
+
+
+
_
Metomil
0,1
+
+
+
+
+
+
+
Pirimicarbe
NA
-
Propoxur
NA
-
-
+
+
_
+
_
Atrazina
0,25
-
+
+
+
+
+
+
Simazina
0,02
+
+
+
+
+
_
Carbendazim
NA
+
+
+
+
+
Tiabendazol
0,2*
+
+
+
+
+
Carbofurano
8
9 1 0
^.
suifóxido
Carbaril
3
-
-
_
+
-
+
_
+
+
+
+
+
+
_
+
+
+
+
_
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
_
Tiofanato
...
metílico
NA
^
^
_
LMR: Limite Máximo de Residuo (ANVISA, 2006a)
"
NA: nao autorizado
* : autorizado para tratamento em semente
+ : presença de resíduos > LD e < LOQ
- : ausência de residuos < LD
_
'
135
A s Figuras 88 e 89 apresentam-se c r o m a t o g r a m a s d e u m a dentre as
amostras
analisadas o n d e se mostra
as transições para a quantificação
e
confirmação d e carbendazim, a título d e ilustração.
2,56
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
Carbendazim
m/z 192,2 > 132,0
Confirmação
3,0
35
Time, min
4,0
4,5
5,0 5,5
6,0
6,5
F i g u r a 8 8 - C r o m a t o g r a m a d e c a r b e n d a z i m da amostra 7
A/«,ï ).!Jinl(l5C0(lllfS H«!lllt IWîhWcas
RT.
Inirin
Carbendazim
m/z 192,2 > 160,1
Detectado
2,56
1,5e4
0,51
],5
1,42. 1,60 1,92
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
3 5 4,0
Time, min
45
5,0 5,5
65
F i g u r a 8 9 - C r o m a t o g r a m a d e carbendazim da amostra 7
Nas amostras d e milho verde analisadas, resultados na Tabela 63, não
foram encontrados residuos d e pesticidas acima d o limite d e quantificação d o
método. Por outro lado, todos os pesticidas estudados, exceto para carbaril e
pirimicarbe, f o r a m detectados residuos d e pesticidas, s e g u n d o técnica utilizada e
ilustrada para carbendazim, nas Figuras 88 e 89.
136
Pela legislação brasileira m u i t o s d o s pesticidas e s t u d a d o s n ã o s ã o
a u t o r i z a d o s para u s o na cultura de m i l h o . Dentre as a m o s t r a s , 2 0 % a p r e s e n t a r a m
a p r e s e n ç a de aldicarbe suifóxido, 4 0 % d e propoxur e tiofanato metílico, 7 0 %
a l d i c a r b e e metiocarbe, 8 0 % aldicarbe sulfona e 1 0 0 % c a r b e n d a z i m .
Em
muitas
amostras
foram
detectadas
a
presença
de
resíduos
múltiplos. Estes resultados c o r r o b o r a m c o m os d a d o s da literatura q u a n t o à
p r e s e n ç a d e r e s í d u o s múltiplos e m u m a m e s m a a m o s t r a (Ortelli e t al., 2 0 0 4 ; E U ,
2007;
FDA, 2 0 0 5 ) , o q u e é
uma t e n d ê n c i a
mundial constatada através
de
r e s u l t a d o s de p r o g r a m a s d e m o n i t o r a m e n t o . A presença de r e s í d u o s múltiplos d e
pesticidas
em
alimentos t e m
sido
uma
das
preocupações
das
autoridades
g o v e r n a m e n t a i s d e muitos p a í s e s . Esta alta incidência d e presença nas a m o s t r a s
a n a l i s a d a s se d e v e , possivelmente, a o uso i n a d e q u a d o de agrotóxico para esta
cultura, o u proveniente d e a l g u m a f o n t e d e c o n t a m i n a ç ã o , c o m o o tratamento d e
agrotóxicos
aplicados
em
outras
lavouras
cultivadas
em
um
mesmo
solo.
137
6. CONCLUSÕES
C o m base n o e s t u d o teórico e e x p e r i m e n t a l realizado e nos resultados
obtidos neste trabalho, conclui-se q u e :
•
O estudo d e m é t o d o multirresíduo d e pesticidas dos g r u p o s d e
c a r b a m a t o s , atrazinas e d e benzimidazóis e m a m o s t r a s d e milho
v e r d e utilizando
a técnica
d e quantificação
e
confirmação
por
C r o m a t o g r a f i a Líquida acoplada à Espectrometria de M a s s a s e m
Tandem
com
apresentou
desempenho
ionização
resultados
do
por
em
método,
Electrospray
níveis
em
aceitáveis
todos
os
(LC-ESI/MS/MS)
na
avaliação
analitos,
exceto
de
para
aldicarbe e aldicarbe sulfona. A v a l i d a ç ã o do m é t o d o foi c o n d u z i d a
pela
da
nornia
EC/2002/657
recomendada
Européia, e m p r e g a n d o - s e o software
•
pela
Comunidade
R e s V a / ( v e r s ã o 2.0).
O método a p r e s e n t o u alta sensibilidade d e d e t e c ç ã o e quantificação
para os analitos
estudados.
O
limite de d e t e c ç ã o
do
método
a p r e s e n t o u - s e na faixa de 0,2 a 2,9 p g / k g e o limite de quantificação
d o m é t o d o foi de 8 a 4 0 pg/kg e m uma matriz não citada
em
literatura: o milho v e r d e na fornia v e g e t a l .
•
O s limites d e quantificação d o m é t o d o para o s princípios ativos
e s t u d a d o s d e pesticidas a t e n d e m a o s limites m á x i m o s d e resíduos
( L M R ) permitidos pela legislação brasileira e m vigor e por outros
organismos
Alimentanus.
internacionais, c o m o a
União Européia e o
Codex
138
•
Os níveis de r e s í d u o s d e pesticidas para o s analitos e s t u d a d o s nas
a m o s t r a s de m i l h o v e r d e c o l e t a d a s na z o n a sul da c i d a d e d e Sao
Paulo e s t ã o a b a i x o d o s L M R e s t a b e l e c i d o s e não significam u m
risco p a r a a s a ú d e d o c o n s u m i d o r , dentro d a área e s t u d a d a . Por
outro lado, foi d e t e c t a d a alta incidência de residuos múltiplos.
•
A
metodología
desenvolvida
neste
estudo
poderá
auxiliar
em
e s t u d o s de m é t o d o s multirresíduos e m matrizes e o u t r o s principios
ativos c o m características similares, t o r n a n d o viável a aplicação e m
programa
de
monitoramento
de
residuos
de
pesticidas,
principalmente e m alimentos.
•
A metodología contribuí para a m p l i a ç ã o d e tecnología q u a n t o aos
princípios ativos e s t u d a d o s , q u a n d o aplicados, para a q u a l i d a d e e a
segurança
agrotóxicos.
alimentar
da
população
em
relação
ao
uso
de
139
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transporte,
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