MARIA GOMES DE SOUZA COELHO
D. COTINHA
Associação de Pais e Amigos do Excepcional
MARIA GOMES DE SOUZA COELHO
D. COTINHA
Nasceu em 16 de abril de 1894 em Casa Branca, Estado de São Paulo,
batizada com o nome de MARIA GOMES DE JESUS por tradição toda
mulher da família recebiam este sobrenome; filha de Germano de Souza
Carvalho e Carolina Gomes de Jesus de Souza Coelho Carvalho, pais vindos
da Ilha da Madeira – Faial – Portugal vindos para a Casa Branca ele em
1850 e ela em 1880, pai comerciante e a mãe do lar mulher simples mas de
grande pulso na educação dos filhos. A terceira filha do casal tendo como
irmãos: o mais velho Dr. Álvaro de Souza Carvalho que iniciou a vida como
telegrafista da Mogiana, tornando-se industrial e economista, teve
participação na revolução de Constitucionalista de 32 e após ela fez parte da
equipe que negociou a divida externa do Brasil em Paris, premiado em 1970
“Industrial do Ano” pela FIESP e de Manoel de Souza Carvalho este foi
maquinista da Mogiana.
Maria Gomes de Jesus, já na infância foi apelidada pelos irmãos de Cotinha
devida sua graça, delicadeza e dedicação; como todas as meninas de sua
época eram preparadas para vida de futuras mães, Cotinha não escapou ao
destino. Teve sua instrução educacional em Casa Branca na antiga Escola
Primaria; nos afazeres domestico aprendeu tudo com sua mãe e mais duas
tias irmãs de Carolina todas da geologia dos Souza Coelho: Tia Cristina
(casada com Manoel Alves) e Tia Leopoldina (casada com José Vieira),
todas moravam no primeiro quarteirão Rua do Mercado atual Rua Altino
Arantes junto a Estação da Mogiana. Assim foi a infância e adolescência de
Cotinha.
Em 1906 chega há Casa Branca seu primo João de Souza Coelho, da
distante Ilha da Madeira, sobrinho de sua mãe. Numa verdadeira empreitada
para aqui chegar saiu da Ilha da Madeira foi parar em Cuba, depois para as
Ilhas das Canárias e finalmente no Brasil que era seu destino. Aqui chegou
foi trabalhar no ramo de hotelaria como cozinheiro e chefe de cozinha
ajuntou umas economias com mais que trouxeras foi o suficiente para montar
sua primeira Pensão o primeiro de vários outros negócios. Com isso, se pos
em coragem para pedir em casamento, desejo que conteve e acalentou
desde de sua chegada, “namorado” com olhares ternos a doce prima Cotinha
de olhos mimosos, pele alvinha, cabelos longos, anelados, louros e de
bronze pingados (avermelhados)! Foi um alvoroço para a Tia Carolina, a
extraordinária mulher disciplinadora, enérgica, forte, de comportamento
penetrante, autoritário e aparentemente intolerante. Foi ela, de certo, quem
ensinou disciplina e que plasmou os embriões dos Carvalhos e Souza
Coelho que , ficados ou saídos de Casa Branca, venceram na vida. Carolina,
é certo, sonhava para filha Cotinha, única entre dois homens, um varão
letrado, de posses no mínimo iguais às suas... João, num esforço para
conquistá-la pôs-se a aprender a ler e escrever! Preso no amor, cativo
Cotinha, conquistou o Tio e futuro sogro Germano, convenceu entre
promessas (que cumpriu) a Carolina.
Eis que chegada a primavera, no dia 08 de junho de 1912, João e Cotinha se
prometeram fielmente caminhar com amor, no trabalho, união, na fidelidade e
na procriação, sem rejeição mútua, enquanto a vida lhes durasse. Cumpriram
o prometido!
Iniciou-se, então uma vida muito árdua para os Souza Coelhos que
passaram a viver de muito trabalho, Forma nascendo os filhos, morrendo
alguns...Vivendo outros... em numero de 17 filhos sendo três gêmeos. Veio a
gripe espanhola 1918 Cotinha e o marido resistiram a ela, Cotinha
rezava!Foram comprando imóveis, foram progredindo lentamente, mudando
o lugar de seu comercio, ampliando-o vencendo a duras penas. O casal com
fruto de seu árduo trabalho e a incansável do doce D. Cotinha que também
criava seus filhos, firmou seu ponto comercial na parte alta de Casa Branca,
em frente à estação velha. Ali adquiriu inicialmente um armazém, um bar,
uma pensão maior do que as que já tinha tido.
Sempre cuidou da educação dos filhos, mandando estudar nos melhores
colégios que lhe indicassem fora de Casa Branca, tão logo tivessem
terminado o curso primário. Criou-os com todo o conforto de que podia dispor
em vida de muitas alegrias e amizades. Sua Casa foi sempre muito
freqüentada por amigos e familiares que gostava de reunir e receber,
conforme seus moldes hospitaleiras, servindo seus quitutes e os melhores
doces em compotas de sua própria fabricação com todo carinho assim como
tudo que fazia.
De seus filhos que sobreviveram foram nove filhos, 6 deles constituíram
família, 2 faleceram ainda criança como os demais, e a terceira filha do casal
Esmeralda filha mais especial para D. Cotinha se dedicava na sua educação
e na sua formação, tendo sido sua eterna dedicação, que na época nascida
em 31 de dezembro de 1915, nenhuma família gostava de expor uma criança
que necessitava de cuidados espaciais. D. Cotinha a tinha como a uma filha
normal dentro de suas capacidades sem nenhuma formação ou orientação
para educação da filha. D. Cotinha usou sempre sua doçura, seus instintos e
mais que isso tudo a sua FÉ. Criou Esmeralda e fez com que todos a vi-sem
uma criança como todas as outras.
No mundo, numa de suas voltas, mostrou uma nova perspectiva de viver. Um
recomeçar. Um reviver. Um novo modo de sonhar. Relatar a história de vida
esta jovem mãe partir de uma dádiva que Deus lhe dera, (era assim que D.
Cotinha via) que mudou completamente o seu modo de viver, devido às
limitações da filha e o pouco conhecimento que tinha em lidar com uma
pessoa tão especial. O relato de sua história, anos, foi intercalado por
episódios engraçados, histórias bem-humoradas, algumas triste de grandes
preocupações com a saúde, que recordam fatos acontecidos. Hoje, fazendo
uma retrospectiva de todas as barreiras superadas, das limitações que tinha
que vencer e foram vencidas, D. Cotinha afirmava: "É ótimo estar viva para
contemplar a beleza que é a vida, as pequenas coisas que a tornam mais
bela". Assim ela via a filha.
A antecedência ao nascimento de um filho traduzia nela momentos de
amplas expectativas, em que aguardava um filho sadio e bonito, coroarem de
bênçãos o lar. Todavia a chegada de uma criança não-correpondente aos
sonhos representa um choque, um sofrimento. Ao encarar o problema, nasce
a rejeição..., se vê em D. Cotinha mãe: “Ah!..., os que assim agem não
tiveram ainda o espírito bafejado pela ternura que um filho doente sabe
inspirar”.
D. Cotinha, demonstrou sua grande capacidade amorosa e bela condição
espiritual: “Diga-me se é justo suprir um anjo desses, sonho da minha alma e
força da minha vida, tão só porque não possa brincar e falar como sucede às
outras crianças”.
Nestes princípios foi o que formou em D. Cotinha a mãe estrema com todos
os filhos, e esses copiosos aos ensinamentos transmitiram aos seus
descendentes, filhos, netos, bisnetos, tataranetos e todos aqueles que
conviveram com D. Cotinha. Neste espírito de que todos somos filhos de
Deus nunca se quer um descendente deixou de lutar por uma causa tão
nobre.
D. Cotinha faleceu, na cidade do Rio de Janeiro - RJ, em 08 de agosto de
1981, na residência de seu filho Dr. João Lúcio de Souza Coelho, e como era
seu desejo de ser sepultada junto de seus filhos e marido foi transladada
para Casa Branca.
Aos filhos dessa mãe que muito ensinamentos e atitudes deixou, temos que
destacar a pessoa do filho Dr. João Lúcio grande benemérito da APAE de
Casa Branca que possibilitou a edificação dessa dedicada instituição em
nossa cidade, que merecida mente homenageou D. Cotinha como patrona.
Turma de 1979 – APAE – na Rua Ricardo Batista, esquina com a
Praça Ministro Costa Manso.
Presidente:- Carolina Pistelli Barros
Vice Presidente:- Maria Hortência Barros B. Correa
Assistente Social:- Sandra Marina de Souza Coelho Legnaro
Psicólogo:- Ary Lilppertty
Jantar de Inauguração do Prédio da APAE
ESCOLA D. COTINHA
Local:- Salão de Festas D. Maria Gomes de Souza Coelho
da Creche Professora Conceição David de Souza.
A mesa foi formada pelos filhos e noras de D. Cotinha.
A primeira à direita, Srª. Laura de Souza Coelho Castro (filha); Ercila
Rodrigues de Souza Coelho (nora esposa do Dr. João Lucio de Souza
Coelho); Sr. Dr. João Lucio de Souza Coelho (filho e benfeitor da APAE); Srª.
Carolina Pistelli Barros Presidenta da APAE; Drª. Maria Ignês de Souza
Coelho Benazzi; Srª. Hélia Rodrigues de Souza Coelho (esposa do Sr. Álvaro
de Souza Coelho); Sr. Álvaro de Souza Coelho (filho).
Netos de D. Cotinha:Srª. Pedagoga; Assistente Social Sandra Marina de Souza Coelho Legnaro;
Leia Benazzi; Dr. João Renato S. C. Benazzi; Drª. Andréia de Souza Coelho,
Dr. Adelino Duarte Walterquemper, Drª. Doroteia de Souza Coelho
Walterquemper, Sr. Fernando de Souza Coelho Castro, Drª. Rosângela
Carvalheiro Coelho Castro, Drª. Adriana S. Coelho Benazzi Piranda.
Desfile do Aniversário da Cidade de Casa Branca 2000.
Fotos da Patrona
A Família :- da direita, Esmeralda de S. Coelho, Maria de Lurdes de S. Coelho
Graça, D. Maria G. de Souza Coelho, Álvaro de Souza Coelho, Sr. João de Souza
Coelho, sentado Marcelo de Souza Coelho, com a bicicleta João Lucio de Souza
Coelho
Natal de 1974
Biografia do Bem Feitor da APAE
JOÃO LÚCIO DE SOUZA COELHO
Nasceu em casa Branca, Estado de São Paulo, no dia 4 de
novembro de 1914. Seus pais, João de Souza Coelho, (filho de Manoel de
Souza Coelho e Maria Gomes de Souza) e Maria Gomes de Souza
Coelho, pai português da Ilha da Madeira, e a mãe casa-branquense,
(filha de Germano de Souza Carvalho e Carolina Gomes de Souza Coelho
Carvalho portugueses da Ilha da Madeira ela tia de João de Souza
Coelho).
Por ser o primogênito, lhe era exigido, mas lhe dava certos
privilégios, mas não o direito de infringir os princípios conservadores da
família, estimulado que era ao cumprimento dos deveres comuns a cada
qual dos seus membros: estudo, trabalho, religião e disciplina. Fora
casado com D. Ercília Rodrigues de Souza Coelho, com quem teve três
filhas Maria José de S. Coelho Turqueto, Vera de S. Coelho Wanderley e
Teresa Cristina de Souza Coelho Lenz César, e delas muitos netos e
bisnetos. Formado em Perito/Contador pelo Liceu Coração de Jesus dos
Padres Salesianos – São Paulo - 1932; Bacharel em Direito pela
Faculdade de Direito da Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro, 1939.
Dr. Lúcio iniciou seus estudou em Casa Branca no então Grupo
Escolar Dr. Rubião Jr.; completando no “Sagrado Coração de Jesus” de
Campinas.
Um lar feliz e uma infância vivida alegremente, entre amigos de uma
comunidade onde, ainda hoje, todos se conhecem e se querem bem: a
sua Casa Branca. Essa vivência marcou a personalidade de Dr. Lúcio
Coelho, fazendo-o no trato, amável, sincero, franco responsável,
generoso.
Intelectualmente dotado, perseverante, sequioso de conhecimentos,
mantinha-se atualizado com tudo quanto se relacionasse com suas
atividades profissionais, estendendo mais além os seus estudos, ao
panorama nacional, econômico e social.
Aos 73 anos, tinha criado um patrimônio de seis fabricas e mais de
6.500 empregados, dos quais ele chamava carinhosamente de meus
colaboradores; já tinha alcançado no Amazonas e no Pará, Brasil Juta
(1958). No Espírito Santo – Vitória, (Jucutuquara – 1939), e no estado do
Rio de Janeiro – em Duque de Caxias (Brasil Juta S. A – 1957), juta e
polipropileno; no mesmo Espírito Santo a Braspérola (fundada em 1951),
tecido do mais puro linho (conhecido internacionalmente). Em
Pernambuco–Camaragibe, a Braspérola Nordeste(1981), exclusivamente
algodão do mais puro, desenvolvido com alta tecnologia (que em 1987 foi
um investimento por volta de 50milhões de dólares).
Acreditava ele- “...o caminho é o mesmo para todos nós brasileiros:
a independência econômica do nosso País será alcançada por via do
trabalho e da produção qualificada.”
Entre muitos títulos recebidos uns dos maiores foi seu
reconhecimento como “Personalidade têxtil de 1987”, pelo Sindicato da
Indústria de Fiação e Tecelagem em Geral, do Estado de São Paulo.
Doutor Honório Causas pela Universidade de Brasília pelas mãos do
Reitor Dr. Prof. Eurico Rezende (ex-Senador, ex-Deputado Federal pelo
estado do Espírito Santo). Sócio Honorário do Rotary Club de Casa
Branca – SP, pelo então presidente Senhor Bel. Luiz C. Lucchesi. Cidadão
Honorário concedeu a Câmara Municipal de Casa Branca em 1986 –
Presidente Dr. José Renato Furlaneto Romano; e outras.
Em Casa Branca terra que nunca esqueceu deixou para seus
compatriotas o Cine Casa Branca, (construído pela Companhia
Melhoramentos Casa Branca, da qual foi Vice–Presidente e fundador), a
APAE D.Cotinha de Souza Coelho (donativo para construção do prédio),
colaborou com a reforma e restauro do Santuário do Desterro e da Igreja
Matriz de Nossa Senhora das Dores; colaborou com a fundação da Banda
Municipal de Casa Branca; apoio as Exposições de Orquídeas de Casa
Branca, colaborou com Guarda Mirim de Casa Branca; colaborador ativo
com a Assistência Social do Município da Casa Branca – SP, colaborador
da Associação do Câncer de Casa Branca; por seu intermédio presenteou
Casa Branca em 1986 com uma apresentação única do pianista Arthur
Moreira Lima na Praça Barão de Mogi-Guaçu e muitas outras obras
culturais e sociais de Casa Branca; Rio de Janeiro; Duque de Caxias – RJ;
Vitória ES, Recife - PE.
Sua família ainda aqui representada pelos descendentes de seus
irmãos o Sr. Álvaro e D. Laura de Souza Coelho, pelos seus sobrinhos e
primos; que ainda vivem na terra querida que Dr. João Lúcio de Souza
Coelho nunca deixou de amar, pois sempre que queria descansar era
para cá que se refugiava; aqui estando seus maiores prazeres eram
passear pela cidade visitando seus amigos; o licor de Jabuticaba, chupar
a jabuticaba, os biscoitos da padaria do Hugo, os doces caseiros e os
almoços e jantares em família; que fazia questão de ter toda a família
reunida na residência de seu irmão Álvaro, todos eram recepcionados
pela sua esposa D. Hélia.
Por essas realizações todas se pode medir e avaliar a estatura de
um “HOMEM” que fez do trabalho, da honradez, da sobriedade, da
temperança e da lealdade, a razão de ser da sua vida.
E é certamente por tudo isso que Dr. João Lúcio de Souza Coelho,
foi um dos grandes casa-branquense que existiu entre nos, e o amigo de
uma multidão de tantos outros amigos. Que nos deixou no dia 15 de
outubro de 2004. Mas sempre estará vivo na memória e no coração
daqueles que com ele puderam viver. Com muitas saudades de todos os
seus parentes e amigos casa-branquenses.
Foto Dr. João Lucio de Souza Coelho
Foto tira por ocasião da entrega da “Medalha Mérito Santos
Dumont”,
“Medalha Mérito Santos Dumont”, honraria dada pela Aeronáutica
Brasileira, decreto nº. 39.905/1956, Detenção concedida a militares e
pessoas civis que se tenham tornado credores de homenagem especial
da FORÇA AÉREA BRASILEIRA, por serem prestadores notáveis
serviços à Aeronáutica. Entregue pelo TEN.BRIG. do Ar Octávio Júlio
Moreira Lima – Ministro da Aeronáutica - ano de 1989.
Algumas Correspondências de Dr. Lucio à
D. Carolina Pistelli de Barros (D. Kali)
Bibliografia:-
Fontes Primárias:
- Museu Histórico Pedagógico “Alfredo e Afonso de Taunay” de Casa
Branca – SP.
Caixa Arquivos de Dr. João Lucio de Souza Coelho.
- Arquivos da Família Souza Coelho
Pesquisa:- Legnaro Filho, Prof. Mestre Adolpho
Pedagogo (UNESP), Turismologo (FACAB), Mestre em Patrimônio
Histórico Arquitetônico (USP - São Carlos) Mestre em Educação (UFCAR
- SP).
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maria gomes de souza coelho - Prefeitura Municipal de Casa Branca