VI SEREA - Seminário Iberoamericano sobre Sistemas de Abastecimento Urbano de Água
João Pessoa (Brasil), 5 a 7 de junho de 2006
GESTÃO E CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA DE
ABASTECIMENTO E RACIONAMENTO DE ÁGUA NA REGIÃO METROPOLITANA
DO RECIFE - PERNAMBUCO
Júlio César A. L. de Lima1; Daniel Bezerra Genuíno2, José Ricardo Rocha Cantarelli3
Resumo – A população metropolitana do Recife tem o seu abastecimento de água fundamentado na
exploração conjunta de mananciais de superfícies e subterrâneos, sendo a parcela captada em
superfície significativamente maior que a obtida pela exploração através de poços. A exploração
efetiva das águas subterrâneas em fins de 2005, consistia de 65 poços perfurados no aqüífero
Beberibe, com uma oferta de 974,29 L/s correspondendo a um rendimento de 14,7 L/s/poço, sendo
estes utilizados para atender sistemas isolados. Quanto ao uso dos mananciais de superfície,
correspondendo a uma oferta de aproximadamente 10.519 m³/s, sendo que 5390 m³/s correspondem
à captação em barragens e 5129 m³/s referente à captação a fio d´água, que somados a oferta dos
poços perfaz um total de aproximadamente 11.493 m³/s, insuficiente para atender a demanda da
população da RMR sem que haja um processo de racionamento. O racionamento tem como
fundamento administrar os volumes disponíveis nas barragens, de forma a garantir o seu alcance até
o próximo período de chuvas, maximinizando o aproveitamento das captações a fio d´água,
garantindo assim à população, uma oferta de água, que permita suprir suas necessidades básicas.
Abstract - The metropolitan population of Recife have your water supply based in the united
exploration of springs of surfaces and undergrounds, being the portion captured in surface
significantly larger than obtained your by the exploration through wells. The exploration executes
of the underground waters in the end of 2005, it consisted of 65 wells perforated in the Beberibe
aquifer, with an offer of 974,29 L/s corresponding it an income of 14,7 L/s/well, being these used to
assist isolated systems. As for the use of the surface springs, corresponding your an offer of
approximately 10.519 m³/s, and 5390 m³/s correspond to the reception in dams and 5129 m³/s
regarding the capitation of superficial water, that added the offer of the wells, totalize
approximately 11.493 m³/s, insufficient to assist the demand of the population of RMR without
there is a rationing process. The rationing has as foundation administers the available volumes in
the dams, in way to guarantee your reach until the next period of rains, increasing the use of the
captation of superficial water, guaranteeing like this to the population, an offer of water, that allows
to supply their basic needs.
Palavras-Chave: Abastecimento de água, racionamento, gestão, Região Metropolitana do Recife.
1
Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Tecnologia e Geociências. Grupo de Recursos Hídricos. Recife – PE.
Fone: 0xx81 34625023 [email protected].
2
Companhia Pernambucana de Saneamento – Recife- PE. Fone: 0xx81 34211755 [email protected]
3
Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Tecnologia e Geociências. Grupo de Recursos Hídricos. Recife – PE.
Fone: 0xx81 87112403 [email protected].
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INTRODUÇÃO
O CCO - Centro de Controle Operacional atua no monitoramento da operação dos Sistemas
produtores de água na RMR, realizando varreduras horárias para obtenção das variáveis hidráulicas
(vazão, pressão e nível), controlando desta forma a veiculação desde as captações nos mananciais,
até as manobras nos grandes anéis de Distribuição, passando pelas Estações de Tratamento,
Elevatórias e Reservatórios.
METODOLOGIA
O modelo do Controle implantado é o manual centralizado, utilizando para este fim 50 rádios
transceptores, 02 microcomputadores em rede, um quadro sinóptico de todo sistema gerenciado, 23
medidores de vazão, 08 réguas linimétricas e 05 pluviômetros para controle de barragem.
Apesar do modelo ser manual, todo processamento dos dados manipulados estão sendo realizados
por microcomputadores, utilizando um software que vem sendo desenvolvido desde 1991, obtendose excelentes resultados para o gerenciamento contínuo da operação.
O sistema produtor da RMR é composto por:
•
•
•
•
•
08 Barragens;
11 Captações a Fio D’água;
06 Estações de Tratamento;
38 Estações Elevatórias;
73 Reservatórios de Distribuição.
Gerando aproximadamente 320 informações por hora.
CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA METROPOLITANO
Características gerais dos grandes anéis.
Toda a referência para as explanações foram obtidas dos Planos e Estudos da COMPESA, dos anos
1968, 1974, 1976, 1980, 1997 e 2003
Os denominados Grandes anéis de distribuição são constituídos por duas grandes alças que se
desenvolvem para o norte e para o sul da cidade, a partir de um eixo comum, na direção oestecentro, materializado pela Av. Engenheiro Abdias de Carvalho.
A alimentação dos anéis é feita em três pontos, correspondentes às principais áreas de captação
localizadas a oeste, norte e sul da RMR.
Atualmente, destina-se para o Recife a contribuição das águas dos seguintes sistemas: a oeste, o de
Tapacurá-Duas Unas, no momento o principal, a partir da ETA Castelo Branco; ao norte, o de
Monjope, a partir da ETA Alto do Céu e de seu reservatório; e ao sul, o de Gurjaú, a partir do
reservatório de Prazeres.
Em futuro próximo, deverão ser incorporados: pelo sul, além do Pirapama, a segunda etapa do rio
Gurjaú, e pelo oeste Várzea do Una.
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Os mananciais acima citados não são exclusivos da cidade do Recife. Pelo contrário, o
desenvolvimento da região metropolitana e a conurbação da sede com os municípios vizinhos
fizeram com que as fontes de produção tivessem uma destinação cada vez maior no contexto da
RMR.
Desta forma, ao sistema Tapacurá-Duas Unas cabe o abastecimento de Jaboatão (Sede, Socorro,
Sucupira), São Lourenço da Mata e Camaragibe; ao Gurjaú, os municípios do Cabo (este
alimentado provisoriamente pelo sistema de Suape) e Jaboatão (Muribeca dos Guararapes, Prazeres
e Pontezinha); ao de Monjope, parte do suprimento de Olinda.
Os excedentes das cidades fontes são, então, encaminhados ao Recife, sendo as injeções nos
Grandes Anéis efetuadas nos três pontos acima citados, mais propriamente: no girador da CEASA,
a oeste; nas imediações do aeroporto, ao sul; e nas proximidades no estádio do Arruda, ao norte.
É importante destacar que, conforme a concepção original do projeto, os Grandes Anéis, bem com a
própria rede de distribuição, não foram dimensionados para transportar água de uma para outra
zona de influência em que foi dividida a cidade do Recife.
Desta forma, a partir de cada ponto de injeção anteriormente mencionado, as tubulações localizadas
no setor sul abasteceriam esta área, às do oeste àquela, e assim por diante.
Apoiaram esta concepção dois fatores básicos, a saber:
A divisão imposta pelos rios Capibaribe, Jiquiá e Tejipió – estabelecendo de imediato, três grandes
setores a oeste, norte e sul da cidade, praticamente independentes entre si, em termos de malha
distribuidora.
O equilíbrio do plano piezométrico, em face da não existência de grandes diferenças entre as cotas
dos níveis d’água nos três reservatórios de partida.
Como resultado da concepção de dimensionamento, verifica-se a diminuição gradual dos diâmetros
das tubulações dos anéis a partir dos pontos de injeção, estabelecendo os denominados pontos de
equilíbrio, que se constituem, na realidade, em pontos de estrangulamento para o escoamento de
maiores vazões e elementos limitantes da capacidade de transporte de água entre setores.
Além desses fatores, convém frisar que entre os pontos de injeção oeste e sul, na parte superior da
denominada alça sul, há um ponto de cota altimétrica relativamente elevada, caracterizando-se
desse modo mais um obstáculo à passagem de maior quantidade de água de um setor para outro.
As tubulações que constituem os anéis são de aço, ferro fundido e concreto armado, com diâmetro
variando de 1200 a 600mm. As linhas-tronco, que conduzem a água desde as fontes de produção até
os pontos de injeção dos anéis são assim caracterizados:
Sistema Tapacurá-Duas Unas – Linha de aço, com 1500mm de diâmetro, desde a ETA Castelo
Branco até o girador da CEASA.
Sistema Alto do Céu – Linha de concreto armado, com 800mm de diâmetro, desde a ETA Alto do
Céu até as proximidades do estádio Arruda, na Av. Beberibe.
Sistema Gurjaú – Duas linhas de ferro fundido, com 750mm de diâmetro, bastante antigas, desde o
reservatório de Prazeres até as imediações do Aeroporto.
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De acordo com a concepção original, a rede distribuidora da cidade do Recife foi dividida em 53
distritos de distribuições, independentes entre si, e alimentados a partir de derivações dos Grandes
Anéis, onde seriam inseridos medidores para controle da vazão distribuída.
Cada distrito foi objeto de estudo individual, levando em conta suas peculiaridades de ocupação e
demanda, tendo sido projetados, para cada um deles, sistema de anéis secundários para cada um
deles, sistemas de anéis secundários para alimentação da malha distribuidora.
A delimitação dos distritos foi feita tirando-se partido de alguns divisores naturais, ou seja, a malha
fluvial, definidas pelos rios Capibaribe, Tejipió e Jiquiá, e a malha viária, definida pelas grandes
artérias de escoamento de tráfego, a exemplo da BR – 101 e avenidas Mal. Mascarenhas de Morais,
Engenheiro Abdias de Carvalho, Conde da Boa Vista, Central (via férrea) e outras menos
importantes.
Convém ressaltar, que até o momento, o sistema de distribuição concebido na forma de distribuição,
não implantado em sua totalidade, salvo em algumas áreas da cidade. Este fato é sobre maneira
importante, pois a intercomunicação entre distritos fere frontalmente a concepção hidráulica dos
Grandes Anéis.
É, pois, fundamental, que o projeto de setorização, ora a cargo da área técnica da companhia, venha
a ser concretizado, de forma a que possam ser ajustadas as hipóteses básicas de dimensionamento e
operação dos anéis, com as reais necessidades de demanda da malha urbana recifense.
SISTEMA TAPACURÁ/DUAS UNAS
Ano de início de utilização: 1977
Universo de Atendimento: Parte do Recife, São Lourenço da Mata, Camaragibe e Jaboatão (Sede,
Socorro e Sucupira).
Principais Mananciais: Rio Tapacurá e Duas Unas
Rio Tapacurá:
Reservatório de acumulação: sistema de três (03) barragens, sendo uma de concreto (principal, com
vertedor central) e duas auxiliares, de terra, com as seguintes características físicas:
Bacia Hidrográfica a montante: 360 Km²
Área máxima do espelho d’água: 7,9 km²
Volume útil (vertedor inferior = cota 100m): 66 x 106 m³
Toma d’água: No corpo da barragem principal
Descarga regularizável: 2,10 m³/s
Rio Duas Unas:
Reservatório de acumulação: barragem de terra, com vertedor central de concreto, com as seguintes
características físicas:
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Bacia Hidrográfica a montante: 75 km²
Espelho d’água médio: 3,34 km²
Volume útil (vertedor na cota 70m): 23,4 x 106 m³
Tomada d’água: tubulação de 1,0m de diâmetro
Descarga regularizável: 1,0 m³/s
Adutora do Tapacurá:
Por gravidade, com extensão total de cerca de 27,3 km e diâmetro nominal interno de 1600 mm,
sendo 24,8 km em tubos de concreto armado protendido do tipo ponta bolsa e os restantes 2,5 km
em tubos de aço soldado em chapa de 3/8” . Da parte em concreto armado, 11,2 km é enterrada. Os
13,6 km de tubos aparentes tem sofrido problemas de fissuramento do seu revestimento externo e
conseqüente corrosão de sua armadura de proteção periférica, o que motivou os acidentes já
ocorrido e os trabalhos de reforço e recuperação atualmente em andamento. Apesar de ter sido
dimensionada no projeto para a vazão de 3,1 m³/s, nunca chegou a operar com esse valor, estando
limitada a uma faixa de 2,5 a 2,7 m³/s. Seu início de funcionamento se deu em 1977.
Adutora de Duas Unas:
Constitui-se de uma linha de regime misto recalque/gravidade, de aço carbono soldado de 800 mm
de diâmetro, com chapas de ¼” de espessura, com uma extensão total de aproximadamente 7,6 Km,
compreendida entre o prédio da elevatória e a caixa de chegada da ETA.
O trecho inicial, por recalque, tem extensão de 2,7 km e o restante, por gravidade, 4,9 Km, sua
capacidade nominal é de 1,0 m³/s.
Elevatória do Duas Unas
A elevatória situa-se junto a barragem de mesmo nome, ambas em terreno próximo à BR -302, cuja
localização é, paisagisticamente, bastante privilegiada para os que trafegam nesta rodovia.
Sua capacidade nominal é de 1,0 m³/s, sendo composta por cinco conjuntos elevatórios do tipo
horizontal, com potência individual de 125 HP, mantendo-se um deles em reserva para
funcionamento alternado. A subestação é do tipo abrigado, com capacidade para 600 KVA.
Tratamento:
A estação Presidente Castelo Branco está localizada no topo de uma elevação situada no Curado,
próxima ao Recife. Foi construída em duas etapas, cada uma com capacidade para 2 m³/s, assim
caracterizadas:
Reservação:
Consta de três reservatórios semi-enterrados, de concreto armado, com volume total de
armazenamento de 81.000 m³, sendo duas unidades de 23.000 m³ cada e a terceira com 35.000 m³.
As alimentações de Camaragibe/São Lourenço da Mata, dos Grandes Anéis, que serão detalhados
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posteriormente, e de algumas vilas da COHAB do Curado, situadas na periferia da ETA, são feitas
através de subadutoras independentes.
SISTEMA ALTO DO CÉU / CAIXA D’ÁGUA
Sistema Alto do Céu
Rios Utinga e Pitanga
A captação desses rios é realizada por meio de duas pequenas barragens de derivação. A bacia
hidrográfica dos dois rios totaliza 66 Km² e a descarga mínima historicamente observada é da
ordem de 100.000 m³/dia, valor este que apresentou sensível redução por ocasião da severa
estiagem ocorrida em 83/84.
A ligação dessas barragens à caixa de areia anexa a elevatória de Monjope é feita por gravidade
através de tubos em concreto armado. A primeira canalização (Utinga), implantada em 1958, tem
diâmetro de 1000 mm e extensão de aproximadamente 2 km; a segunda (Pitanga), foi implantada
em 1960, tendo o diâmetro de 800 mm e extensão de cerca de 1,5 km.
Elevatória de Monjope:
A estação elevatória foi construída em terras do engenho Monjope, tendo sua operação iniciada em
1958. Sua capacidade nominal é de 1,2 m³/s, sendo constituída por cinco conjuntos elevatórios do
tipo horizontal, onde opera 1 para Botafogo e 3 para Alto do Céu sendo 1 de reserva, trabalhando
afogadas, acopladas a motores de 350 HP cada.
A subestação elétrica é do tipo abrigada, com capacidade de 2000 KVA.
Adutora de Monjope:
A adução de água bruta é feita até a ETA Alto do Céu, através de uma linha mista
recalque/gravidade. Os tubos são de concreto armado, porém, de constituição diferentes, porquanto,
nos trechos de maior pressão, são dotados de camisa de aço (pressão de serviço de até 70 mca).
A extensão total é de 18 Km, sendo 8,8 Km por recalque e 10,0 Km por gravidade, com diâmetro
único de 1000 mm.
ETA Alto do Céu
Está localizada no topo de uma elevação existente no bairro do Fundão, de fácil e curto acesso pela
Av. Beberibe. A atual ETA foi construída em um período relativamente longo (1956 a 1965),
tendo, sido antecipadamente posta em operação logo que os floculadores, decantadores e
equipamentos de dosagem (sulfato. cal, e cloro) foram instalados (1957/1958).
Projetada para tratar 1,0 m³/s, está realmente recebendo 1,30 m³/s, com o adicional proveniente do
Rio Beberibe, através de duas linhas de ferro fundido de 400 e 500mm.
Reservação:
Consta de dois reservatórios semi-enterrados, localizados na área da ETA, com capacidade de 5.000
e 20.000 m³, totalizando portanto 25.000 m³.
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Sistema Caixa d’Água
Rio Beberibe
Sua bacia hidrográfica a montante do ponto de captação é de 23 km² e sua descarga mínima de
estiagem é de 0,41 m³/s.
A captação original era feita numa pequena barragem de derivação situada em Caixa d’Água, local
em que também se encontra a estação elevatória. Posteriormente, em virtude da poluição provocada
pela urbanização da área, a captação foi transferida para local denominado Pedacinho do Céu, 2 km
a montante, aduzindo-se água por gravidade, através de tubulação de concreto armado de 1000 mm
de diâmetro.
Em virtude dos danos provocados pelas cheias verificadas nos últimos anos, voltou-se a fazer a
captação em ponto próximo à elevatória, através de bombas submersíveis, de marca Flygt (298 L/s,
50 HP) instaladas em uma espécie de ensecadeira rudimentar. A água é encaminhada até uma caixa
de areia, com dupla compartimentação e limpeza manual, e daí, até o poço de sucção da estação
elevatória.
Elevatória de Caixa d’Água
As instalações construídas em 1946 continuam sendo aproveitadas, porém, com algumas
modificações.
Até poucos anos atrás, tanto o recalque para a ETA Caixa D’água como para a ETA Alto do Céu, a
primeira situada nas proximidades da elevatória, eram feitos por bombas instaladas no interior do
prédio da estação.
O bombeamento para a ETA do Alto do Céu foi entretanto modificado, instalado-se novos
conjuntos, ao tempo, diretamente sobre o poço de sucção o qual é constituído por unidade anexa,
contudo, não conjugada, com o prédio acima citado.
Os conjuntos são do tipo vertical, de eixo prolongado, com capacidade individual de 720 m³/h,
AMT de 80 metros, acionados por motores de 300 HP e 1750 rpm. Dois conjuntos são mantidos em
operação, com um terceira de reserva, em regime de alteração.
A vazão total aduzida por dois conjuntos é da ordem de 330 L/s.
A subestação elétrica tem capacidade de 1000 KVA, constando de dois transformadores de 500
KVA cada um. Para o recalque de água bruta até a ETA Caixa d’Água, são utilizados 4 conjuntos
instalados no interior do prédio da elevatória, com capacidade diferentes e cujas associações em
paralelo, permitem aduzir vazões desde 110 L/s (capacidade nominal do sistema), até 230 L/s,
quando, por conveniência operacional, utiliza-se o excedente do rio Beberibe em seus períodos
mais caudalosos, sobrecarregando-se, entretanto, a estação de tratamento.
Dos 4 conjuntos, 3 são acionados por motores de 80 HP e um por um de 75 HP. A subestação
elétrica tem capacidade de 337,5 KVA.
Adução:
Como já foi visto, tratam-se de dois recalques distintos, a saber:
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Para a ETA do Alto do Céu: É feito por duas canalizações de ferro fundido, assentados em faixas
distintas, porém com traçados aproximadamente paralelos, com extensão de cerca de 4000m e
diâmetros de 400 e 500 mm. As vazões aduzidas pelas linhas foram estimadas em 112 e 218 L/s,
totalizando, portanto, um máximo de 330 L/s, quando são usadas duas das três bombas.
Para a ETA de Caixa d´Água: É feito por canalização de ferro fundido, diâmetros de 250 e 300 mm,
com extensões aproximadamente de 1000 e 2000mm, respectivamente, o que totaliza cerca de 3000
m. A vazão aduzida, como já foi visto, pode variar de 110 a 230 L/s.
ETA Caixa d´Água
Localiza-se em uma elevação próxima e E.E., em área de acesso íngreme e difícil. É do tipo
convencional, tendo, entretanto, sido objeto de alguma modernização por ocasião da ampliação
(1980) em virtude da ampliação de módulos tubulares no processo de decantação.
Sua capacidade nominal é de 110 L/s, chegando entretanto a operar em regime de grande
sobrecarga, atingindo 230 L/s.
Reservação
Consta de um reservatório semi-enterrado, de concreto armado, com capacidade de 100m³,
localizado na área da ETA Caixa d´Água.
SISTEMA GURJAÚ/SUAPE
Sistema Gurjaú:
Ano do início de utilização: 1918 (primeiras unidades implantadas por Saturnino de Brito).
Universo de Atendimento: Pontezinha, Prazeres, Muribeca dos Guararapes e Parte do recife.
Rio Gurjaú
A captação é feita em uma pequena barragem construída em 1918, com reduzida capacidade de
regularização e cuja principal função é de e levar o nível da água até a cota em que se encontra a
estação de tratamento.
A regularização propriamente dita é feita logo a montante, em um afluente do Gurjaú, através de
uma pequena represa (Barragem de Sicupema) estando esta última recebendo as contribuições dos
açudes de São Salvador e São Braz.
A bacia hidrográfica a montante da captação é de 114 km² e a descarga regularizada média é de
0,89 m³/s.
Elevatória de Gurjaú.
A estação elevatória de água tratada possui a capacidade nominal de 0,89 m³/s. É constituída por
três conjuntos elevatórios composto por bombas centrífugas, de eixo horizontal, acopladas a
motores elétricos de 200 HP.
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O regime de funcionamento é alternado, permanecendo um sempre de reserva. O bombeamento é
feito para uma caixa de passagem localizada na área da ETA, a partir da qual se inicia a adução por
gravidade.
Adutora de Gurjaú
É constituída de duas canalizações de ferro fundido de juntas de chumbo, já bastante antigas, com
750 mm de diâmetro e 21,2 km de extensão.
Ainda em termos de adução, conta-se com um reforço proveniente do Sistema Suape, através de
uma adutora de ferro dúctil de 500mm, que transporta 400 L/s, dos quais, 125 L/s são utilizados
para a cidade do Cabo e seu distrito industrial, sendo os restantes 275 L/s injetados no reservatório
de Ponte dos Carvalhos.
Além desse reforço quantitativo de vazão, o sistema inclui uma outra estação elevatória, localizada
em Pontezinha, que recebe 588 L/s da segunda adutora de Gurjaú e os recalca para o grande anel de
muribeca através de uma linha de ferro dúctil de 600mm de diâmetro.
Reservatório de Ponte dos Carvalhos e Prazeres.
O sistema Gurjaú dispõe de uma reservação total de 19000 m³, proporcionada por dois reservatórios
apoiados, sendo um em Ponte dos carvalhos cm volume de 9000 m³ e outro, mais antigo, localizado
em Prazeres, o qual contribui ao abastecimento dos Grandes Anéis, com capacidade igual a 10000
m³.
Sistema Suape
Rio Utinga e Rio Bita.
A captação é feita nas barragens de Utinga de baixo e Bita, através de torre de tomada d´água com
dispositivos de comporta e tubulações co diâmetro de 1200 mm.
A descarga regularizada média anual é de 350 L/s e 300 L/s para Utinga de Baixo e Bita
respectivamente.
Na represa de Bita a captação foi construída para atender as vazões de todas as etapas de expansão
previstas no projeto.
Água Bruta
A adutora de Utinga de baixo funciona inteiramente por gravidade.
O trecho barragem / caixa de areia / Stand-pipe, tem extensão de 2359m, e está dimensionada para a
vazão de 441 L/s, que corresponde a média anual de 350 L/s, acrescida do coeficiente K1 = 1,2 e
mais 5% para gastos com tratamento.
A perda de carga total é de 1,65m.
No trecho Stand-pipe á ETA, a adutora recebe a vazão adicional de 380 L/s, proveniente da linha de
recalque do Bita, tendo o trecho dimensionado, portanto, para a vazão de 820 L/s, diâmetro de 1000
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mm e velocidade de 1,04 m/s. A extensão do trecho é de 3006 m. A perda de carga total é de 2,44
m.
A adutora do bita funciona por gravidade da barragem a caixa de areia, com diâmetro de 1200 mm e
a extensão de 272 m.
Reservação
Localiza-se a montante do sistema (junto à ETA), possui volume útil de 14600 m³, distribuídas em
duas câmaras independentes. O projeto prevê 03 (três) etapas de ampliação em módulos iguais com
capacidade total de 43800 m³.
Reforço do SAA da RMR através do Sistema de Produção de Suape.
Adução Suape-Cabo.
A adutora por gravidade inicia-se num ponto de derivação da rede de Suape, apresentando um
comprimento de 4753m, no diâmetro de 600mm, indo até a (EE)1. Está dimensionada para a vazão
de 600 L/s, sendo 200 L/s para o atendimento das indústrias a serem implantadas ao longo da
rodovia, e 400 L/s, destinados ao abastecimento público.
A (EE)1, está equipada com 03 (três) conjuntos motor-bombas, cada um com capacidade para
recalcar, isoladamente, a vazão de 200 L/s a uma altura de 55 m.c.a, devendo funcionar 02 (dois)
em paralelo (400L/s), ficando outro de reserva.
A adutora por recalque, inicia-se na (EE)1 e vai até o reservatório apoiado do Cabo, e possui um
extensão de 6330 m e diâmetro de 700 mm, sendo 2130 m em tubos de ferro dúctil K-7 JE e 4200m
em tubos de aço JS.
Sub-Sistema:
Cabo-ponte dos Carvalhos.
O reservatório apoiado do cabo (4500 m³), atende a zona baixa, funcionando também como poço de
sucção de duas elevatórias, uma delas atende o sistema de Ponte dos carvalhos e a outra, destina-se
ao recalque para o reservatório apoiado do Cabo (750 m³), através de uma adutora em ferro dúctil
K-7 de 250mm, 780m de extensão e vazão de projeto de 32,46 L/s. O referido reservatório atende a
zona alta I, e, por sua vez, funciona como poço de sucção de uma pequena elevatória para o Alto do
Cruzeiro, que recalca a vazão de 2,78 L/s para o reservatório elevado do Alto do Cruzeiro (20 m³),
o qual supre a rede de distribuição da zona alta II.
Observa-se que a vazão fornecida pelo Sistema Suape (400 L/s), parte da mesma, ou seja, 125 L/s,
destina-se a cidade do Cabo e os restantes 275 L/s são recalcados pela elevatória para Ponte dos
Carvalhos para: Cervejaria BRAHMA (25 L/s), Ponte dos Carvalhos (135 L/s) e reforço do Sistema
Gurjaú (115 L/s).
CONCLUSÃO
A evolução da tecnologia voltada para a área de saneamento, tem proporcionado nos últimos anos,
um menor custo dos equipamentos de medição, bem como de automação dos sistemas e controle de
processos.
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A COMPESA tem acompanhado esta nova tendência e vem desenvolvendo estudos visando à
futura incorporação do controle a distância, o que será facilmente absorvido por seus, dada à larga
experiência e conhecimento dos sistemas produtores controlados.
A importância do controle para a COMPESA – Companhia Pernambucana de Saneamento foi
evidenciada pela necessidade de se dispor de um suporte confiável, capaz de promover uma
distribuição eqüitativa e controlar as perdas em suas unidades operacionais.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE SANEAMENTO – Plano Geral do Sistema de
Abastecimento de Água da Área Metropolitana do Recife – DSE/SUDENE. Recife. 1968. 10
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COMPANHIA PERNAMBUCANA DE SANEAMENTO – Projeto dos Grandes Anéis de
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COMPANHIA PERNAMBUCANA DE SANEAMENTO - Projeto de Distritação da Cidade do
Recife, Acquaplan. Recife. 1976. 327 pp.
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE SANEAMENTO – Plano Diretor do Abastecimento de
Água da Região Metropolitana do Recife, PDAA. Acquaplan. Recife. 1980. 6 volumes, 1460 pp.
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE SANEAMENTO – Programa de Recuperação das Águas
dos Rios Capibaribe, Tejipió e Jaboatão - PQA. Diagonal. Recife. 1997. 480 pp.
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE SANEAMENTO – Estudos e Projetos do Sistema
Produtor Sul. Engeconsult. Recife. 2003, 621 pp.
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