Entrevista
Cultura
EXEMPLAR
GRATUITO
Edição:
393
FOLHA
O idealizador da Revista Fórum, Renato
Rovai, fala como a publicação se consolidou
na imprensa brasileira. “Temos um formato de
construção da pauta editorial, que é ficar de olho
nesses debates que os movimentos sociais começam a fazer e que podem ter alguma importância para a sociedade” (págs. 8 e 9)
Foi inaugurado, em São Paulo, o
espaço Catavento - um interativo e lúdico local onde a Ciência e a Cultura
se misturam. Sediado no Palácio das
Indústrias, o Catavento com 250 instalações promete ao público reações e
sensações das mais diversas. (pág. 17)
UNIVERSITÁRIA
Ano 13 . 30 de março de 2009
Jornal da UNIBAN Brasil
Foto: Rodrigo Góes
UNIBAN Brasil
O trabalho desenvolvido pelos alunos Daniel Scarpim, Fernando Pretti e Rafael Yuri Aoki do curso de Design do campus ABC da UNIBAN foi premiado no concurso iF Concept
Award 2009, realizado em Hannover, Alemanha. (pág. 12)
Na terra dos incas
A expedição começa em Cuzco, passa pelo Vale Sagrado e
termina nas imponentes ruínas de Machu Picchu
Visitar as ruínas de Machu Picchu se tornou o sonho de viajantes, sejam eles mochileiros ou não, das mais diversas nacionalidades. Descoberta em 1911 pelo explorador
norte-americano Hiram Bingham, a cidade
perdida dos incas se tornou um dos destinos mais procurados da América do Sul e é a
principal atração turística do Peru. Encravada no alto de uma montanha a 2.400 metros
acima do nível do mar, numa região onde os
Andes começam a ceder espaço para a floresta amazônica, ela é o único exemplar da ecoarquitetura incaica que escapou da fúria dos
conquistadores espanhóis. (págs. 10 e 11)
02
Editorial
Índice
Editorial
Secretaria da Saúde revela
que um em cada cinco
paulistas é sedentário
3
A função do gestor é saber
delegar. Mas, e na prática...?
4
Aluno do mestrado
conquista bolsa da Fapesp
para custear pesquisa
6
Destaco com orgulho um diferencial que a Folha Universitária tem de sobra. Jovens profissionais com vontade de mostrar trabalho. Digo isso, pois, a
cada semana, em conversas e debates acalorados na redação, a troca de conhecimentos faz o conteúdo deste veículo institucional. Todos sempre com algo
novo para apresentar e ver se há possibilidade de publicação. Na Reportagem
da Semana desta edição, o jornalista Renato Góes, que não se dá folga nem nas
férias, revela a nós sua fascinante expedição turística ao santuário inca, Machu
Picchu, no Peru. Foram dias caminhando entre a história de uma civilização
perdida nos Andes, onde a energia local, a arquitetura e o modo de vida intrigam os visitantes. Vale ainda, leitor, ver as dicas dadas por ele de como ir,
melhor época e valores.
E quando o assunto é conhecimento, lá vamos nós atrás do saber. O Palácio das Indústrias, no Parque Dom Pedro II, virou sede da mais interessante
proposta de educação científica e cultural da capital paulistana. Uma integração entre as secretarias de Cultura e Educação fez surgir o Catavento, espaço
interativo e lúdico, que ajudará a todos numa melhor forma de compreender
a ciência. Não deixe de visitar.
E falando em ciência, lembramos de quê? Invenção, não é? Pois bem. Dedico este editorial a três jovens estudantes e inventores do curso de Design da
UNIBAN: Daniel Scarpim, Fernando Pretti e Rafael Yuri. Com o projeto Ballesta, eles foram reconhecidos e homenageados no importante concurso internacional iF Concept Award 2009, em Hannover, na Alemanha. Parabéns!
Boa leitura!
Renato Rovai – o idealizador
da Revista Fórum
8
Peru – um passeio pelo
império inca
10
Alunos de Design ganham
prêmio internacional
12
Parceria possibilitará CAJ
à comunidade de São José
13
Novo espaço de ciência
e cultura em São Paulo
17
Cleber Eufrasio
Editor
Opine, critique e
dê sugestões sobre as
matérias publicadas na
Folha Universitária.
Mande suas cartas para
[email protected]
R
O
T
EI
R
O
M
O
C
E
L
FA
EXPEDIENTE: Reitor: Prof. dr. Heitor Pinto Filho ([email protected]). Vice-Presidente da Fundação UNIBAN: Américo Calandriello Júnior.
Presidente do Conselho de Comunicação: Eduardo Fonseca. Secretaria Geral de Comunicação: Mariana de Alencar. Editor e Jornalista
responsável: Cleber Eufrasio (Mtb 46.219). Direção de Arte: Ronaldo Paes. Designers : Marcio Fontes e Ricardo Neves. Editor: Renato Góes.
Repórteres: Fabiana Mello, Francielli Abreu, Karen Rodrigues, Manuel Marques e Marisa De Lucia. Fotos: Amana Salles. Diário Oficial UNIBAN
- Edição e Coordenação: Francielli Abreu. Revisora: Marisa De Lucia. Colaboradores: Analú Sinopoli e Karel Langermans. UNIPAN: Alexandra
Oliveira. Impressão: Folha Gráfica. Cartas para a redação: Rua Bela Vista, 739 - 5º andar, Morumbi, São Paulo, CEP 04709-001. Tel. (11) 51809885. E-mail: [email protected] - Home page: www.uniban.br - Tiragem: 30.000.
Saúde
03
Você pratica atividade física?
Por Fabiana Mello
Um estudo da Secretaria do Estado da Saúde revela resultado preocupante: um em cada cinco paulistas
é sedentário ou não pratica atividade
física adequadamente. De acordo
com a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), o ser
humano precisa de 30 minutos de atividades físicas (que exijam movimento corporal) por dia, em pelo menos
cinco dias por semana.
A pesquisa de campo realizada
em 13 regiões do Estado envolveu
2.600 pessoas acima de 14 anos, de
diferentes classes sociais e profissões,
níveis de escolaridade e faixa etária, e
envolveu a Celafiscs, entidade não
governamental de São Caetano do Sul que realiza o programa Agita São Paulo.
Entre os entrevistados, 19,4% não praticam os 30 minutos por
dia, cinco dias por semana. Os totalmente
sedentários, ou seja,
zero de atividade física, somam 3,4%
dos participantes da
pesquisa. Outros
7,4%
realizam
atividades
em
tempo e quantidade de dias insuficientes. E
8,6% pecam
n o
Um em cada cinco
paulistas é sedentário
ou não faz exercícios
adequadamente,
revela estudo da
Secretaria da Saúde
tempo ou no número de dias em que praticam exercícios.
Fotos: www.sxc.hu
Algumas dicas para sair do sedentarismo
de maneira correta
- Faça uma análise multifuncional, ou seja, um check up geral com um médico;
- Converse com um professor de Educação Física e
peça para ele analisar seu estilo de vida, para que
lhe indique a melhor atividade física;
- Saiba se alimentar corretamente, independentemente de você ser magro ou gordo. Se necessário, procure um nutricionista.
De acordo com o levantamento,
64,7% dos entrevistados são ativos
(acumulam pelo menos 30 minutos
diários de exercícios) e 15,9% foram
considerados muito ativos, porque se
exercitam mais do que o recomendado. Em 2006, os números foram de
62,1% e 13,4%, respectivamente.
As mulheres são mais ativas que os
homens, segundo a pesquisa. O sexo
frágil está representado assim: 71%
das mulheres são ativas e 11,9% muito ativas. Em contrapartida, 58,3%
dos homens são ativos e 19,9% muito
ativos.
Para a professora de Educação Física e mestre em Psicologia Tânia Urbanavicius Guerra, coordenadora pedagógica do Instituto Desportivo da
UNIBAN, a recomendação da OMS
de 30 minutos de exercícios diários
por cinco dias da semana ainda é pouco. “É o mínimo para um sistema ósseo-muscular funcionar. O ideal é que
funcione bem, respeitando as diversidades. Por isto há a necessidade de
se observar outros fatores como faixa
etária, estilo de vida, alimentação, padrão de sono e repouso”, alerta.
A professora lembra que o sedentarismo é uma tendência mundial.
“A diminuição ou falta de exercícios
físicos é o novo comportamento da
sociedade. A evolução da tecnologia e
a substituição de atividades de gastos
energéticos por facilidades automatizadas fizeram com que o ser humano se esforçasse cada vez menos fisicamente, diminuindo o consumo de
energia”.
O Dia Mundial da Atividade Física será celebrado neste domingo,
dia 5, com uma caminhada que sai do MASP, na Avenida Paulista, e segue até a Assembléia Legislativa (em frente ao Parque
do Ibirapuera). O evento, promovido pelo Agita São Paulo, terá início às 9h e faz parte das ações do Dia Estadual e Mundial da Atividade Física, com o tema
“Vizinhança Ativa Constrói Saúde”. Trios
elétricos animarão os participantes
durante todo o trajeto.
04
Carreira & Mercado
Como delegar
responsabilidades
Por Karen Rodrigues
Karen Rodrigues
Quem nunca se deparou com um
chefe que gosta de centralizar todas
as funções nele, ao invés de delegálas aos seus subordinados? Por que
alguns gestores se sentem inseguros
na hora de distribuir tarefas? O que
os leva a segurar informações e não
compartilhá-las com a equipe?
Dentre os possíveis motivos dessa postura, o consultor sênior do
Instituto MVC, Eduardo Gebara,
relata que pode ser a crença que o
superior tem de que ele faz melhor
e mais rápido do que qualquer pessoa, ao invés de investir tempo para
ensinar o funcionário. “A delegação
requer tempo, não é algo que dá para
ser feito da noite para o dia. É necessário preparar a equipe, dar recursos e conhecimentos da função. Sem
isso, o subordinado não atenderá à
Delegar é função do
líder. Este gesto ajuda
a equipe a preparar-se
profissionalmente.
“A delegação requer tempo, não
é algo que dá para ser feito da
noite para o dia. É necessário
preparar a equipe, dar recursos
e conhecimentos da função. Sem
isso, o subordinado não atenderá à
expectativa do chefe e será cobrado”,
explica o consultor sênior do
Instituto MVC, Eduardo Gebara
Divulgação
expectativa do chefe e será cobrado.
E por ter sido mal orientado, não saberá executar o trabalho, o que reforçará o comportamento do chefe de
não poder delegar”, explica Gebara.
No momento da delegação, uma
atitude que é muito incoerente é delegar e não acompanhar. “Ao delegar
alguma coisa é preciso uma supervisão. Se colocar à disposição para que
o funcionário possa tirar suas dúvidas. Acompanhar sem interferir. Esse
é um problema sério, delegar e virar
as costas” ressalta o consultor.
Por não delegar, o gestor estará
cada vez mais sobrecarregado e com
uma equipe mal preparada. A responsabilidade de desenvolvimento dos
funcionários é do gestor. “Quando
ele os ajuda a andar com as próprias
pernas em determinadas tarefas está
fazendo o que é a função básica do
gestor, que é desenvolver o indivíduo.
Prepará-los para ser alguém melhor
profissionalmente, capacitados para
assumir novas responsabilidades e
funções”.
Qual é a postura correta
na hora de delegar?
De acordo com o consultor Eduardo Gebara, no momento inicial da
delegação, o gestor precisa dar aos
empregados informações com clareza e objetividade, se certificando que
de fato eles entenderam o que é pra
ser feito, quais os prazos, entre outros. “Tem que estar ali, orientando,
à disposição, sem interferir na tarefa,
mas sem dar a receita do como fazer,
porque aí ele estaria formando clones.
Alguns gestores não delegam porque
não estão dispostos a correr o risco
do erro, de demorar um pouco mais”,
conclui.
Uma dica de leitura para compreender melhor como delegar é
o “Dez princípios para o empowerment: um guia prático para a
delegação de poder e a energização de pessoas”, da autora Diane
Tracy. O livro encontra-se disponível nas bibliotecas da UNIBAN
A personal professional coaching Claudia Watanabe
criou uma lista com dez
importantes dicas a serem
pensadas na hora de delegar
funções:
1- Observe sua equipe. Conheça
cada uma das pessoas que trabalham com você, a personalidade, os pontos fortes e fracos.
2- Seja transparente. Deixe muito
claro os valores, a missão e a
estratégia da empresa.
3- Entenda que esse será um desafio não só para você, mas para
todas as pessoas da equipe. E,
talvez, elas não tenham sido
preparadas para isso antes.
4- Confie no seu time. Você escolheu as pessoas que se reportam a você? Elas estão há
algum tempo na sua equipe?
Então porque não confiar na
capacidade de discernimento
delas? Demonstre confiança.
5- Não espere que os outros façam as coisas exatamente
como você. Entenda que cada
um se organiza de uma forma
diferente e o seu modelo não é
o ideal, é só o seu jeito.
6- Acompanhe os passos dos projetos. Estabeleça a necessidade
de relatórios no início do processo. Trabalhe com cronogramas, prazos e metas para não
deixar ninguém perdido.
7- Baixe o nível de ansiedade. Ao
delegar funções, é possível que
você esteja pedindo algo novo
para alguém. Entenda a possibilidade de o profissional precisar de algum tempo para se organizar e começar a produzir.
8- Saiba que erros serão cometidos. Aceite que eles ocorrerão
da mesma forma que aconteceriam se você fosse o responsável pelas funções. Quando toda
a equipe, porém, aprende com
os erros, a probabilidade de
voltarem a acontecer é menor.
9- Não esconda informações e
mostre-se disponível. Isto é
fundamental para que o time
sinta-se confiante em partilhar
dúvidas e informações quando
achar importante.
10- Sempre dê feedbacks. Essa é
uma ferramenta fundamental
para a evolução de sua equipe.
Aponte os pontos positivos e
negativos, mas o faça como
estímulo para que as pessoas
busquem aperfeiçoamento. Se
for o caso, estabeleça uma parceria com o RH para cursos e
palestras.
05
ESTÁGIO
Vagas na Prefeitura
de São Paulo
O CIEE dispõe de 5.100 vagas, que podem ser conferidas no site
A Prefeitura Municipal de São
Paulo (PMSP) está com 250 vagas
de estágio abertas para atuar no projeto Siga Saúde, sistema de informatização dos estabelecimentos de saúde da rede pública municipal, dando
suporte técnico aos profissionais da rede para sua operacionalização.
Podem participar estudantes do segundo ao penúltimo semestre de todos os cursos de nível superior da área de Informática. O valor da bolsaauxílio é de R$ 484,21, para uma jornada de quatro horas diárias de estágio,
além de auxílio-transporte de R$ 112,20. O contrato é de um ano e pode
ser prorrogado por mais um ano, de acordo com a nova lei de estágio.
As inscrições vão até 13 de abril e devem ser realizadas pelo telefone
(11) 3046-8211 ou pessoalmente, na sede ou em qualquer posto de atendimento do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). A seleção prevê
a realização de dinâmicas de grupo, que serão realizadas nos dias 3, 7, 13 e
15 de abril, na sede da organização (Rua Tabapuã, 540, São Paulo/SP).
PROGRAMA
Inscrições no Fies para
bolsistas do ProUni
foram prorrogadas
Alunos bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni) podem se inscrever no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e obter o financiamento do restante da mensalidade não coberta pela bolsa do
governo federal. Interessados devem preencher a ficha de inscrição até o dia
24 de abril, disponível no http://www3.caixa.gov.br/fies/. Após preencher
o documento, o estudante deve imprimir o protocolo em duas vias e entregá-lo na instituição onde está matriculado, também até o dia 24/04.
Para concorrer ao Fies, o aluno precisa atender a uma série de requisitos,
entre eles, estar matriculado em instituição de ensino superior privada que
tenha aderido ao Fundo de Financiamento Estudantil em 2009 e ser bolsista
parcial do ProUni. Durante o curso, o estudante paga uma taxa de R$ 50, a
cada três meses, recurso que amortiza parte dos juros do financiamento.
Para os alunos não-bolsistas do ProUni, a data de inscrição começa hoje
(30 de março) e vai até o dia 17 de abril de 2009.
SITE
Livros na íntegra e
em vários idiomas
O Google coloca à disposição de seus usuários uma
página da web para facilitar a busca de livros. O objetivo deste serviço
(books.google.com) é simplificar a tarefa, através de um sistema de busca
por conteúdos. Estarão digitalizados até sete milhões de títulos. Há publicações em mais de 100 idiomas. Segundo o acordo, firmado entre editores,
autores e o popular site norte-americano, haverá três tipos de parcerias. No
caso de livros protegidos por direitos autorais, será possível consultar dados
bibliográficos e visualizar fragmentos do texto como em uma livraria convencional. Já os livros de domínio público, uma vez encontrados por meio
da busca de palavras, podem ser visualizados na íntegra. O terceiro tipo de
acordo ainda precisa ser definido. Será comercial e incluirá exemplares que
estão fora de catálogo, além de outros que estão no mercado. Segundo o
Google, os livros que já estão à disposição dos cidadãos poderão ser lidos
na versão online sem nenhum tipo de restrição.
Cursos
Vagas
Adm. de Empresas
9
Adm. em Comércio Exterior
3
Arquitetura e Urbanismo
2
Ciência da Computação
4
Ciências Contábeis
2
Ciências Econômicas
1
Jornalismo
2
Propaganda e Publicidade
7
Contabilidade
1
Desenho Industrial
1
Design
1
Direito
8
Educação Física
1
Engenharia Civil
1
Engenharia de Telecomunicações 1
Engenharia Elétrica
1
Engenharia Eletrônica
1
Engenharia Mecânica
3
Engenharia Química
1
Física
1
Informática
2
Letras
4
Marketing
2
Pedagogia
1
Psicologia
1
Secretariado Executivo
3
Sistemas de Informação
2
Tecnol. em Gestão de Qualidade 1
Turismo
1
Web Design
1
Menor Valor
R$ 450,00
R$ 600,00
R$ 400,00
R$ 550,00
R$ 600,00
R$ 800,00
R$ 900,00
R$ 500,00
R$ 500,00
R$ 700,00
R$ 400,00
R$ 450,00
R$ 200,00
R$ 600,00
R$ 700,00
R$ 700,00
R$ 800,00
R$ 700,00
R$ 700,00
R$ 700,00
R$ 450,00
R$ 300,00
R$ 500,00
R$ 300,00
R$ 300,00
R$ 500,00
R$ 400,00
R$ 500,00
R$ 600,00
R$ 600,00
Maior Valor
R$ 1.000,00
R$ 800,00
R$ 700,00
R$ 650,00
R$ 700,00
R$ 700,00
R$ 1.000,00
R$ 1.300,00
R$ 650,00
R$ 800,00
R$ 650,00
R$ 850,00
R$ 300,00
R$ 850,00
R$ 800,00
R$ 800,00
R$ 1.200,00
R$ 800,00
R$ 800,00
R$ 800,00
R$ 600,00
R$ 600,00
R$ 600,00
R$ 400,00
R$ 415,00
R$ 750,00
R$ 525,00
R$ 600,00
R$ 700,00
R$ 700,00
Site: www.ciee.org.br ou telefone: (11) 3046-8211.
2.385 oportunidades de estágio para jovens talentos
Cursos
Administração de Empresas
Administração de Empresas
Administração de Empresas
Análise de Sistemas
Análise de Sistemas
Arquitetura e Urbanismo
Arquitetura e Urbanismo
Branding Design
Comunicação Social
Ciências da Computação
Ciências Contábeis
Decoração e Design
Design Gráfico
Direito
Direito
Direito
Economia
Economia
Engenharia Civil
Engenharia Elétrica
Engenharia Mecânica
Engenharia de Produção
Ensino Médio
Marketing
Psicologia
Publicidade e Propaganda
Publicidade e Propaganda
Técnico em Design Gráfico
Técnico em Informática
Técnico em Logística
Semestre
3º ao 6º sem.
1º ao 7º sem.
1º ao 3º sem.
3º ao 6º sem.
3º ao 6º sem.
9º ao 10º sem.
4º ao 7º sem.
Concl. do 2º sem. de 2009
1º ao 4º sem.
3º ao 8º sem.
3º ao 7º sem.
1º ao 7º sem.
1º ao 4º sem.
7º ao 8º sem.
3º ao 6º sem.
5º ao 7º sem.
4º ao 7º sem.
Concl. do 2º sem. de 2010
5º ao 9º sem.
7º ao 10º sem.
1º ao 7º sem.
4º ao 6º sem.
Concl. do 1º sem. de 2010
5º ao 7º sem.
Concl. do 2º sem. de 2010
3º ao 6º sem.
3º ao 8º sem.
1º ao 5º sem.
Concl. do 1º sem. de 2010
1º ao 4º sem.
Valor
R$ 600,00
R$ 700,00
R$ 900,00
R$ 560,00
R$ 650,00
R$ 900,00
R$ 7,00 / hora
R$ 1.500,00
R$ 500,00
R$ 1.300,00
R$ 600,00
R$ 700,00
R$ 600,00
R$ 7,43 / hora
R$ 1.055,00
R$ 1.015,00
R$ 700,00
R$ 1.015,00
R$ 720,00
R$ 1.500,00
R$ 700,00
R$ 1.000,00
R$ 680,00
R$ 550,00
R$ 913,00
R$ 900,00
R$ 550,00
R$ 550,00
R$ 680,00
R$ 300,00
Site: www.nube.com.br ou telefone: (11) 4082-9360.
Código
63132
63129
63104
62872
62123
63124
63117
63013
56837
42054
62821
62816
63134
63121
62961
62763
62981
62083
62832
63125
63099
62884
63126
63076
58550
44376
62919
63130
63127
62813
06
Pós-Graduação
Destino
Acadêmico
Por Fabiana Mello
“A bolsa de
estudos da
Fapesp tem
viabilizado
minhas
pesquisas, que
é o que mais
gosto de fazer.
O orientador
Wagner
Valente tem me
ajudado muito
e me apoiado
de maneira
imprescindível.
Cada vez que
se descobre
um documento
histórico da
área é uma
vitória. Faz
todo o esforço
valer a pena
para mim”, diz
Leandro Maciel
Depois que o sorocabano Leandro Maciel, graduado em Administração e Licenciatura em Matemática, trabalhou na extinta TV
Educativa no Rio de Janeiro, a atual
TV Brasil, já sabia que seu destino
seria acadêmico. A paixão pela pesquisa em telecursos com o viés matemático, nascida nesse emprego
na televisão, o levou a demitir-se e
deixar a cidade onde morava para
correr atrás de um sonho: o mestrado em Educação Matemática na
UNIBAN. Neste ano, no segundo
semestre da Pós-Graduação, ele
conquistou uma bolsa da Fapesp
(Fundação de Amparo à Pesquisa
do Estado de São Paulo) para fomentar seus estudos.
“Larguei minha vida no Rio de
Janeiro, peguei minha família e voltei
para Sorocaba. Hoje moramos na casa
Divulgação
Leandro Maciel conquistou recentemente
uma bolsa da FAPESP para sua dissertação
de mestrado, que consiste na história do
audiovisual educativo brasileiro
de minha avó enquanto faço o mestrado no campus Marte da UNIBAN.
Vou a São Paulo para a Pós às sextas
e sábados, onde sou orientado pelo
Prof. Wagner Valente, que me encorajou a correr atrás da bolsa de estudos
que obtive com muito sucesso. Tudo
valeu a pena”, diz.
A dissertação de mestrado de
Leandro consiste na vasta pesquisa em história do audiovisual educativo no Brasil, sobre a linha de
pesquisa em Matemática. “O tema
principal de meu trabalho é Telecurso Supletivo A Conquista e o
Ensino da Matemática: Pioneirismo em Tele-Educação. Esta é uma
área pouco explorada. No país, praticamente eu é que pesquiso a história da telenovela educativa com a
ênfase matemática”, revela.
De acordo com o mestrando, o
ensino pela televisão surgiu provavelmente na década de 60 no Rio
de Janeiro e em São Paulo. “Já o ensino à distância utilizando o áudio e
vídeo começou na década de 20 do
século passado. Em radiodifusão,
surgiu em 1923 na Rádio Sociedade
do Rio de Janeiro com, um de seus
fundadores, Edgar Roquette Pinto.
Foi a primeira rádio oficialmente
educativa do Brasil e que, em 1936,
foi transformada na Rádio MEC,
que existe até hoje”, conta.
Para Leandro, que pensa em
trabalhar na UNIBAN num futuro próximo, o resultado final é a
recompensa. “A bolsa de estudos
da Fapesp tem viabilizado minhas
pesquisas, que é o que mais gosto
de fazer. O orientador Wagner Valente tem me ajudado muito e me
apoiado de maneira imprescindível.
Cada vez que se descobre um documento histórico da área é uma
vitória. Faz todo o esforço valer a
pena para mim”.
Divulgação
II Workshop de Educação
Matemática
O Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da UNIBAN realiza
nesta quarta-feira (01/04) o segundo dia do 2º Workshop de Educação Matemática. O
objetivo é disseminar avanços do conhecimento no campo da Educação Matemática,
possibilitando um maior intercâmbio entre as pesquisas específicas da educação básica.
Essa série de palestras apresenta um estado da arte sobre os conceitos fundamentais à
compreensão da matemática na educação básica e a fundamentação cognitiva desses
conceitos. Pretende-se promover um espaço de discussão de pesquisas e métodos inovadores de ensino na área, motivando, desse modo, o aprofundamento de estudos e a
cooperação entre os membros das comunidades nacional e internacional.
A palestra com o Doutor Peter Bryant, da Universidade de Oxfor, será no auditório da Pós-Graduação da UNIBAN, campus Marte - Av. Braz Leme, 3.029. Horário:
das 14h30 às 16h30. Tema: A compreensão do espaço e sua representação numérica
Soluções Clínicas – fundamentos e técnicas
Autor: Luiz Narciso Baratieri - Editora: Ponto - Ano: 2008
Disponível: Biblioteca Maria Cândida
Para cuidar dos dentes
“Soluções Clínicas – fundamentos e técnicas” é uma publicação extremamente importante para a área de Odontologia, tanto para o iniciante
quanto para o profissional. Os temas abordam as técnicas mais recentes
do setor como clareamento de dentes vitais; tratamento estético restaurador de um dente anterior fraturado; odontologia interdisciplinar na estética dental anterior; fabricação automatizada de restaurações dentárias
e microcirurgia plástica periodontal. A obra é rica não só em textos. Em
capa dura, com 606 páginas, disponibiliza ainda mais de 1.500 fotografias
coloridas em papel couchê.
O mestre indica...
Biblioteca
07
“Código da Vida, de Saulo Ramos, é um livro para conhecer de forma divertida a história recente do Brasil e do mundo,
as curiosidades que envolvem as personalidades da política e da
economia e fatos mascarados pela imprensa.
Suas 460 páginas assustam, mas são devoradas ao descortinar histórias como a caçada de Che Guevara, a posse de Fidel,
a ditadura militar, os movimentos estudantis e a reeleição de
Lula. Em forma de ficção, Saulo utiliza como
pano de fundo processos jurídicos que chegavam a seu escritório
costurados com acontecimentos da época. Foi
um excelente presente
de Natal, que ganhei
e quero compartilhar
com quem gosta de ler
sobre o assunto”.
Karel H. Langermans,
Mestre em Ciências da
Comunicação pela
ECA/USP, professor
de Marketing e
Comunicação e
Coordenador de
Publicidade e
Comunicação da
UNIBAN
Entrevista
De olho nos
Por Renato Góes
Em 2001, o jornalista Renato
Rovai criou uma revista para cobrir
a primeira edição do Fórum Social
Mundial, que aconteceu em Porto
Alegre (RS). Sem grandes pretensões,
a publicação conquistou leitores no
formato bimestral. Meses depois,
a circulação se tornou mensal e ela
passou a ser comercializada em bancas de jornal. De lá para cá, a revista
Fórum se consolidou como uma das
poucas vozes mais à esquerda da imprensa brasileira, dando espaço para
pautas que nem sempre fazem parte
dos noticiários, e feita integralmente
em papel reciclado.
Num bate-papo na sede da revista, o nosso entrevistado discorreu sobre as dificuldades de se manter uma
publicação no mercado editorial brasileiro, sobre quais pautas lhe interessa e analisa a importância do Fórum
que dá nome à sua publicação.
Folha Universitária – Em tempos
de crise, como uma publicação
como a Fórum se mantém no restrito mercado editorial brasileiro?
Renato Rovai – A Fórum tem um
projeto comercial e editorial diferente das demais publicações tradicionais. Ela tem uma receita financeira
baseada em três pontos: publicidade,
venda em banca e por assinatura.
Só que a
venda por
assinatura
não é só individual, mas também coletiva. Nós vendemos exemplares para entidades, que
por sua vez distribuem para seus associados, o que garante a venda de 8
mil exemplares. Em alguns momentos, isso chegou a ser 60% de nossa
receita. Hoje varia entre 30% e 40%,
de acordo com a edição.
F.U. – No site da revista (www.
revistaforum.com.br) diz que o
Conselho Editorial da revista é
composto por representantes de
vários segmentos da sociedade
brasileira. Quem são eles?
R.R. – São pessoas relacionadas ao
mundo acadêmico e à sociedade civil organizada. Todos apoiadores do
projeto da revista têm uma vaga no
Conselho Editorial e fazemos convites a personalidades que estão ligadas, de uma forma ou de outra,
ao universo associado ao Fórum
Social Mundial.
F.U. – E como é a sua relação
com o Fórum Social Mundial?
Ela vai muito além da simples
cobertura do evento?
R.R. – Não tanto. Minha participação
com o Fórum
Social Mundial é a relação de uma
ntos so
e
ciai
im
s
Renato Rovai foi
o idealizador da
Revista Fórum.
A publicação
mensal nasceu
no primeiro
Fórum Social
Mundial e se
diferencia por
levantar temas
pouco discutidos
na mídia
brasileira
revista
que cobre
o evento. Não faço
parte do conselho internacional e nem participo dos
debates da construção do evento.
Participo de todos os fóruns, conheço as pessoas que fazem parte do
conselho, mas a revista Fórum não é
uma entidade, mas sim uma empresa
privada. Nós somos uma editora. A
gente até promove eventos ou debates, mas não somos um membro da
sociedade civil. Nosso trabalho é um
registro, jornalístico/histórico do
Fórum Social Mundial, e nós sempre estamos presentes no debate da
comunicação.
F.U. – Na edição do Fórum Social Mundial deste ano, o evento
foi central e aconteceu em Belém
(PA). Ano passado, foram eventos
simultâneos em vários países. Em
sua opinião, qual formato é o ideal
para o Fórum?
R.R. – Em 2008, cada um fez de um
jeito. Era um debate ali, um protesto
lá. Eu, sinceramente, acho que não
deu certo. O evento mais central tem
um papel forte. Talvez fosse importante pensar uma forma de como o
evento acontece fora dos eventos.
Como construir conexões entre os
diferentes movimentos para que se
tenham ações em momentos pontuais. Vai ter uma guerra, vamos fazer
ações pontuais e debater o tema, e
o Fórum Social Mundial debate esta
questão. Tem gente que defende que
o Fórum tem que ter posições políticas mais incisivas. Acho perigoso.
Qualquer posição que o Fórum tomar, ele acaba contrariando pessoas que também se identificam
com seu formato. Se o Fórum
Fotos: Amana Salles
m
ov
08
09
“O Fórum Social Mundial, de
2001 pra cá, tem um índice de
credibilidade que as pessoas
deveriam começar a olhar. Em
2004, já se discutia uma possível
crise financeira em um curto
espaço de tempo. Se você pegar
a programação dos fóruns
passados, vai ver debates
e palestras sobre o
tema aos montes”
decidisse tomar uma posição crítica
sobre o bispo de Pernambuco, que
excomungou a menina de 9 anos que
estava grávida e os médicos que fizeram o aborto, uma série de pessoas
ligadas ao Fórum e que são de grupos católicos iriam condenar. Para
cada assunto debatido, se tem 10
opiniões diferentes. Essa pluralidade
é a característica principal do Fórum.
Ele não é um espaço monolítico. Ele
é essas muitas construções pontuais,
que de alguma forma montam um
quebra-cabeça. Da mesma forma que
tem palestino protestando, tem judeu
protestando. Se tem católicos, umbandistas, evangélicos, é preciso que
o Fórum chame a atenção da sociedade civil sem juízo de valor. Talvez
esse seja o caminho, sem intervir na
característica do evento.
F.U. – As principais críticas quanto ao Fórum são a respeito da
eficiência do evento, dos debates
não se tornarem ações concretas.
O que você acha disso?
R.R. – O Fórum Social Mundial, de
2001 pra cá, tem um índice de credibilidade que as pessoas deveriam começar a olhar. Em 2004, já se discutia
uma possível crise financeira em um
curto espaço de tempo. Se você pegar
a programação dos fóruns passados,
vai ver debates e palestras sobre o
tema aos montes. Sobre a crise financeira tudo bem, mas e a ambiental?
Foi Davos que anunciou. Onde está
sendo discutido antes? É claro que o
Fórum Social Mundial tem suas particularidades. Tem gente que vai lá
para dar abraço de graça. Se diverte
fazendo isso. Tem outros que fazem
a cachaça Che Guevara e vão vender.
Isso sempre existiu. São coisas que
fazem parte da cultura dos movimentos sociais populares. Historicamente.
Tem que tratar os assuntos com seriedade, mas não dá pra jogar tudo isso
fora. Tem que fazer parte. O Fórum
Social Mundial é muito mais divertido que o Fórum Econômico Mundial
de Davos, até porque no social tem
acampamento da juventude e lá não.
Só tem velho babão que nem esquiar
esquia (risos).
F.U. – Me fala sobre a edição deste
ano, em Belém do Pará, cujo foco
foi a questão ambiental, que teve
as atenções divididas com a crise
econômica mundial.
R.R. – Acho que os temas são complementares. A crise do sistema financeiro é importante, mas tem outras
crises acontecendo. Tem a crise da
justiça social, da paz. Tem a ecológica, que é seriíssima, do ponto de vista
ambiental de sustentabilidade, da preservação da raça humana, não só do
mico-leão dourado. Mas tem a crise
financeira, que é muito relevante. Alguns chamam de crise do capitalismo,
outros de crise da globalização. Mas
todas estas questões fizeram parte
das discussões, inclusive os combates
na Palestina, que aconteciam enquanto rolava o Fórum. A perspectiva
quanto ao governo Obama foi também uma cereja no meio deste bolo
de assuntos. No Quênia, em 2007,
uma questão debatida foi à crise da
água. Quem foi nas favelas de lá sabe
que nestes locais a água não chega.
Os temas vão muito de acordo com a
realidade do local onde são realizados
os fóruns. Mas essa questão da água é
um tema que, hoje, toca todo planeta. Infelizmente não toca tanto assim
aqui no Brasil. Ainda.
to que pudesse ser libertador em alguns aspectos do ponto de vista do
futuro. Muitos desses softwares estão
derrotando a Microsoft. Muitos governos estaduais e municipais já não
compram mais seu software ou o pacote Office da Microsoft. Estão usando software livre. Estão se libertando
disso. Está fazendo um bem e gera
um debate interessante. Essa pauta a
gente deu há cinco, seis anos. A gente
já falou de economia solidária. Quem
mais falou sobre o tema, sem ser uma
publicação voltada exclusivamente
ao tema, foi a gente. Começamos a
cobrir a América Latina com assiduidade desde o número um da revista.
A gente percebeu que estava aconR.R. – Totalmente. Nós abordamos uma pauta esquecida pela grande
mídia. No dia 18 de novembro, houve
um desastre ambiental do rio Paraíba
do Sul que matou milhares de peixes.
É a primeira reportagem multimídia
da revista Fórum. A matéria que sai
no site você não encontra na revista.
É uma reportagem que, se foi descuido da grande imprensa, ela vai ter
agora que discutir. A gente não sabe
se foi descuido, pois tem grandes empresas por detrás disso.
Saiba mais:
www.revistaforum.com.br/
sitefinal/blog
F.U. – Me cite alguns exemplos.
tecendo um fenômeno na América
Latina que podia modificar o quadro
geopolítico da região. Que tinha um
rastro de mudança. Apostamos nisso e deu capa para o Evo Morales na
primeira disputa dele. No Golpe da
Venezuela, a Fórum estava lá. Agora estamos discutindo Equador nesta
última edição (nº 72 / março 2008).
Futuramente vamos discutir El Salvador, Nicarágua, a eleição do Paraguai
a gente cobriu, portanto a revista vem
sempre trazendo algo além do que a
grande mídia traz para estes debates.
Algo sempre estereotipado.
R.R. – Tem o tema do software livre.
Ele foi discutido como um movimen-
F.U. – Como funciona o site da revista? É algo complementar?
F.U. – Voltando à revista, o que é
pauta para a revista Fórum?
R.R. – Em geral, nós temos um formato de construção da pauta editorial que é ficar de olho nesses debates
que os movimentos sociais começam
a fazer e que podem ter alguma importância para o debate geral da sociedade.
10
Reportagem da Semana
Por Renato Góes
Visitar as ruínas de Machu Picchu
se tornou o sonho de viajantes, sejam
eles mochileiros ou não, das mais diversas nacionalidades. Descoberta em
1911 pelo explorador norte-americano Hiram Bingham, a cidade perdida
dos incas se tornou um dos destinos
mais procurados da América do Sul e
é a principal atração turística do Peru.
Encravada no alto de uma montanha
a 2.400 metros acima do nível do mar,
numa região onde os Andes começam a
ceder espaço para a floresta amazônica,
ela é o único exemplar da eco-arquitetura incaica que escapou da fúria dos
conquistadores espanhóis.
Mas antes de conhecê-la, uma parada obrigatória é a cidade de Cuzco,
antiga capital do império inca que abriga vestígios desta civilização e que serve como ponto de partida de passeios
para o Vale Sagrado e Machu Picchu.
É lá que se percebe
a quantidade de turistas estrangeiros
que, literalmente,
invadem a cidade.
Como a viajem foi
realizada entre os
meses de dezembro
e janeiro, nas nossas
“férias de verão”,
brasileiros e argentinos eram a maioria. Europeus e norte-americanos estão em massa no verão
deles, entre os meses de junho e agosto,
na chamada alta temporada.
Aliás, o nosso verão não significa
calor em Cuzco e região. Além de ser
a época de chuvas na Cordilheira dos
Andes, venta e faz frio, principalmente
à noite. Não era de
se estranhar, afinal
de contas estamos
a 3.400 metros acima do nível do mar,
localização propícia
para que o soroche,
o famoso mal da altitude, ataque alguns
turistas recém-chegados com dores de
cabeça e indisposição. Nada que uma
xícara de chá de coca e um pouco de
repouso não resolvam.
Pelas calles
de Cuzco
É verdade que o principal objetivo
dos turistas é conhecer Machu Picchu.
Mas andar pelas calles (ruas) de Cuzco
e conhecer suas ruínas se torna uma experiência riquíssima, que serve como introdução do que está por vir. Nosso guia
é um autêntico cusquenho chamado Roberto Carpio, que começa nosso tour em
Koricancha, que em quéchua (língua dos
incas) significa Templo do Sol.
Ele nos explica que “com a invasão
espanhola, o templo foi derrubado, o
Peru
A expedição
começa
em Cuzco,
antiga
capital do
império
inca, passa
pelo Vale
Sagrado e
termina nas
imponentes
ruínas de
Machu
Picchu
na sua hegemonia
De cima
para baixo:
vista aérea
da Plaza de
Armas em
Cuzco,
o Templo
Koricancha,
a Pedra dos
12 Ângulos,
as ruínas
de Moray e
a calles de
Ollantaytambo
Fotos: Rodrigio Góes
ouro foi roubado e em seu lugar foi construído o Convento de Santo Domingo”.
Só a base da edificação, feita com pedras talhadas à perfeição pelos incas, foi
mantida. No museu, que funciona no
local, se tem contato direto com o trabalho feito pelos antigos peruanos. Blocos de pedra com encaixes em variados
formatos se conectam como um quebra-cabeça, uma forma de minimizar o
impacto provocado
pelos terremotos que
acontecem na região.
Mas não é necessário entrar em museu para se ter contato com história.
Basta transitar pelas
vielas que circundam
a Plaza de Armas,
especialmente a calle Hatum Rumiyoc, onde está a famosa
Pedra dos 12 Ângulos, além de várias
casas no estilo colonial espanhol com
bases de pedra do período inca. Uma
forte demonstração do sincretismo tão
presente na cultura e religião dos povos
andinos.
Nos arredores de Cuzco, uma visita
às ruínas de Sacsayhuaman se torna indispensável. Considerado um dos principais templos religiosos pelos incas,
o local foi tido como fortaleza pelos
espanhóis. Muito se deve ao tamanho
de seus muros, formados por gigantes
blocos de pedra, talhados e encaixados
com perfeição. É próximo ao local que
nosso grupo tem contato com o xamã
Pedro, responsável pelo pago a la tierra,
cerimônia em que são feitas oferendas
à Pachamama (Mãe Natureza) para que
ela abençoe nossa expedição pelas montanhas dos Andes, que no dia seguinte
parte rumo ao Vale Sagrado.
Entre montanhas
Ao invés de pegarmos o trem de
Cuzco direto para Machu Picchu, op-
tamos por pernoitar na pequena cidade de Ollantaytambo, localizada numa
das extremidades do Vale Sagrado. Para
chegarmos até ela, cruzamos paisagens
bucólicas compostas por campos de
plantações, pequenos vilarejos e picos
nevados ao fundo. Durante o trajeto,
uma boa pedida é a cidade de Chinchero, que abriga uma igreja católica construída em cima de ruínas incas, além do
belo artesanato feito com lã de alpaca.
Mais a frente, perto do povoado de
Maras, o destaque é a ruína de Moray,
um antigo laboratório agrícola que se
assemelha a uma arena, ou mesmo a
um teatro, pelo seu formato circular e
simétrico. Em cada um de seus níveis
era cultivado algum tipo de alimento,
já que a temperatura variava de acordo
com a altura do terraço.
Já no nível do rio Urubamba, partimos rumo à Ollantaytambo, “o povoado inca vivo”. A denominação se
justifica pelo fato da cidade manter características originais de suas ruas e casas, datadas da época dos incas. Tanto as
fachadas dos imóveis como os canais de
água vinda direto dos Andes remetem a
uma época distante, um verdadeiro túnel do tempo. Um passeio pelas ruínas
de Ollantaytambo, além de agradar pelo
contexto histórico, tem visual único do
Vale Sagrado. O passeio exige uma boa
caminhada do visitante, um aquecimento para o que viria no dia seguinte.
Pelo “Caminho Sagrado”
Existem duas formas de se chegar a
Machu Picchu. A mais utilizada é o trem
até Águas Calientes, cidade de onde se
pega um ônibus até as ruínas incas mais
famosas do Peru. A outra forma, que
requer obstinação e bom condicionamento físico, é a trilha inca de quatro
dias. Mochileiros de variados lugares,
perfis e idades percorrem a distância
de 42 km e cruzam com belas ruínas e
paisagens.
11
Há um bom tempo surgiram outras opções. Uma delas, conhecida
como “Caminho Sagrado”, é perfeita
para aqueles que não dispõem de tanto
tempo, mas querem sentir o gostinho
de caminhar numa trilha inca de verdade e chegar a Machu Picchu pela porta
principal. Ela tem aproximadamente
13 km de extensão e pode ser feita
num dia (6h com paradas).
A incursão começa no km 104 da
linha férrea, quando o trem faz uma
pequena parada para os mochileiros.
A força do rio Urubamba e a imponência das montanhas impressionam.
Devidamente registrados no posto de
controle, a trilha tem início. A primeira
ruína a ser avistada é Chachabamba,
local utilizado como posto de vigilância dos incas. A partir dela, a subida
efetivamente começa.
Na medida em que avançamos, o
rio Urubamba começa a ficar pequeno
para nós. A trilha é um pouco puxada, mas o visual que se tem dos altos
desfiladeiros faz com que o viajante
esqueça, pelo menos em alguns momentos, do cansaço. O visitante mais
atento pode avistar de longe alguns sí-
Explorando a cidade
perdida
tios arqueológicos que se fundem ao
verde da paisagem. Em pouco mais de
3h30, se chega à ruína de Winaywayna, uma das mais belas do trajeto. Seus
terraços verticais, que abrigavam plantações, e seu complexo urbano, que
se assemelha a um labirinto, são uma
prévia do que nos espera no fim do
caminho.
Após encarar uma matadora sequência de escadas, nosso caminho se conecta com a trilha inca original. Depois
de uma breve parada para o almoço,
seguimos rumo ao nosso destino final.
São quase duas horas mais de caminhada e finalmente chegamos à ruína
de Intipunku, que
em quéchua (língua
falada pelos incas)
significa “Porta do
Sol”. É de lá que se
tem a primeira visão de Machu Picchu. Não há como
não se emocionar,
principalmente com
a “dança das nuvens”, que faz a cidade
desaparecer e se camuflar em meio à
paisagem.
Machu Picchu
vista de dois
ângulos
distintos:
do topo da
montanha
Wayna Picchu
e das ruínas
de Intipunku
(Porta do Sol).
Acima à dir.,
as ruínas de
Chachabamba,
no trajeto
do Caminho
Sagrado. À
esq., a Praça
Central das
ruínas mais
famosas do
Peru
Saiba mais: Confira galeria de fotos no hotsite da Folha Universitária (www.uniban.br/hotsites/folhauniversitaria)
Como chegamos a Machu Picchu no
fim da tarde, a exploração acontece na
manhã seguinte, logo com os primeiros
raios solares. “Em nome de nossos antepassados, os incas, sejam bem-vindos
à Machu Picchu”, diz nosso guia Roberto. Sua companhia é indispensável
para que muitos detalhes não passem
despercebidos. O percurso turístico
pela cidadela leva em torno de 2h30 e
passa pelos principais templos, além de
todo setor urbano e agrícola. Relógios
solares talhados na pedra, rochas com
formatos semelhantes às montanhas
que circundam o local e vestígios e teorias sobre como os incas conseguiam
esculpi-las de forma
tão precisa, sem instrumentos “modernos”, são alguns temas recorrentes na
visita.
Depois deste período, o interessante
é se deixar perder
dentro de Machu
Picchu. Percorrer os
corredores, entrar nos templos, se deparar com simpáticas lhamas e se deitar
na grama de um de seus vários terraços
são experiências únicas que, aliadas à
energia positiva que emana do local, se
tornam inesquecíveis.
Para quem tem pique e não sofre
com medo de altura, uma subida em
Wayna Picchu, a maior montanha que
compõe o tradicional cartão postal de
Machu Picchu, é uma boa opção. A
subida é íngreme e leva quase 2 horas,
ida e volta. No entanto, o esforço vale a
pena. O que se vê lá de cima é a cidade
perdida dos incas num ângulo diferenciado e único. Se restava alguma dúvida
sobre a harmonia do trabalho inca com
a natureza, chamado pelos guias como
eco-arquitetura, ela é prontamente desfeita. Lá de cima se vê detalhadamente
os setores agrícolas e urbanos, moldados com perfeição em meio à floresta.
Um visual arrebatador que permanece
para sempre na memória.
Dicas de viagem
Como ir:
• Avião - não há vôos diretos para Cuzco. É preciso descer em Lima (4h de viagem)
e pegar outro avião para Cuzco (1h30). A passagem ida e volta sai entre 800 e
mil dólares. As principais empresas áreas que operam vôos para o Peru são TACA
(www.taca.com) e LAN (www.lan.com), além da TAM (www.tam.com.br) e da GOL
(www.voegol.com.br).
• Trem – na cidade de Corumbá (MS), acontece a travessia da fronteira entre Brasil
e Bolívia e se pega o famoso “Trem da Morte” (US$ 21), que parte da cidade de
Puerto Quijarro e vai até Santa Cruz de La Sierra. De lá se pega ônibus que passa
por La Paz, pelo Lago Titicaca e atravessa a fronteira com o Peru rumo à Cuzco.
Essa opção é indicada para quem não liga para conforto, quer gastar menos e tem
um bom tempo para viajar, afinal tem várias atrações bacanas no trajeto.
Melhor época:
• De maio a agosto é a época das secas, portanto não há risco de chuva. Mas por ser
alta temporada, os preços de hotéis tendem a ser mais caros, muito pela presença de
europeus e norte-americanos. De novembro a março é época de chuvas com maior
presença de latinos. Uma oferenda à Pachamama e às montanhas pode garantir alguns dias de sol.
Quanto custa:
• Um tour completo de uma semana (hotel, traslados, city tour, boleto turístico e passeios) sai entre 500 e 700 dólares, dependendo do grupo de pessoas e das condições
negociadas. Caso o viajante opte por dormir em albergues, o preço tende a cair. Só
a entrada de Machu Picchu custa 40 dólares (estudantes com a carteirinha mundial
têm 50% de desconto). O mais salgado é o valor do trem, já que existe um monopólio vigente. A passagem de ida e volta sai por quase 100 dólares.
• O artesanato peruano enche os olhos dos turistas. Uma boa dica é sempre pechinchar, mesmo em portunhol. Os comerciantes já estão habituados e costumam baixar
os preços. Peça ao seu guia para explicar a diferença entre a lã de alpaca (macia e
com melhor caimento) e a de lhama (mais dura), para não ser enganado.
• A alimentação é relativamente barata. Os pratos mais comuns são frango e truta,
acompanhados com arroz, batata e milho. Não deixe de provar o bife de alpaca e o
cuy, nosso porquinho-da-índia, uma iguaria degustada apenas em ocasiões especiais.
Mas o grande prato da cozinha peruana é o ceviche, peixe cru marinado no limão e
servido com pimenta, cebola e batata doce. Para beber, uma boa pedida é a chicha,
uma cerveja feita com os mais variados tipos de milho. No caso de uma cerveja mais
tradicional, peça uma Cusqueña, servida à temperatura ambiente dos Andes.
Mais informações podem ser obtidas no site www.peru.info
12
UNIBAN Brasil
Alunos de Design ganham
reconhecido Concurso
Internacional
Por Marisa De Lucia
O trabalho final de graduação desenvolvido pelos alunos Daniel Scarpim, Fernando Pretti e Rafael Yuri
Aoki do curso de Design do campus ABC da UNIBAN, em 2008, foi
premiado no concurso iF Concept
Award 2009, realizado em Hannover,
Alemanha. O projeto ‘Ballesta’ recebeu como prêmio a publicação no
Catálogo Internacional do concurso,
que deverá ser distribuído mundialmente e um incentivo financeiro no
valor de 500,00 euros.
Fotos: Divulgação
Com o projeto
de uma
furadeira
elétrica para
uso doméstico,
três alunos
do curso de
Design vencem
uma categoria
do concurso
iF Concept
Award 2009,
realizado em
Hannover,
Alemanha.
Da esq. para a dir., os alunos
Daniel Scarpim, Fernando
Pretti e Rafael Yuri Aoki
“Estes alunos se
dedicaram muito,
acordavam e dormiam
pensando em Ballesta e
com um detalhe: todos
trabalham, não eram
apenas estudantes. A
recompensa está aí: um
reconhecimento mundial
pelo bom trabalho”, diz
Rubens Pisetti, professor
orientador do projeto
Ballesta é uma furadeira elétrica
para uso doméstico, por pessoas com
pouca experiência no uso de ferramentas. Seus maiores diferenciais são
facilidade de uso e segurança, pois ela
integra diversas características inovadoras que auxiliam na utilização,
como: suporte de apoio que possibilita
a realização de furos sempre na perpendicular; limitador de profundidade
integrado e fácil de usar; coletor de pó
integrado, que impede que o local da
furação fique sujo; sistema para aplicação de força automático e capa de
proteção para isolamento da broca e
redução de ruído. “Tudo isso em uma
ferramenta compacta e sem fio. Não
existe nenhum produto semelhante no
mercado nacional ou internacional”,
explicam os alunos.
Segundo Rubens Pisetti, professor
orientador do projeto, a Ballesta será
feita de materiais recicláveis, o que a
torna extremamente sustentável do
ponto de vista ecológico. Usará baterias que só podem ser trocadas em
assistências técnicas autorizadas, que
darão um fim adequado à bateria usada. O modelo tridimensional que se
encontra em exposição no Centro de
Design na unidade ABC foi feito com
espuma de poliuretano expandido, revestido de resina poliéster e pintado
com tintas automotivas.
Para o aluno Yuri, “ganhar um prêmio internacional, em específico o iF
Design, é uma grande conquista para
jovens designers como nós, e de vital
importância para a carreira profissional. Prova do esforço que iniciamos há
quatro anos, quando ingressamos no
curso de Design. Vale ressaltar também que ‘os alunos’ colocaram a UNIBAN no ranking de universidades do
IF. Feito realizado somente por três
universidades no Brasil inteiro”.
A dedicação ao projeto, desenvolvido durante o ano de 2008, possibilitou
aos discentes trabalhar com pesquisa,
adequar novas tendências ao produto e, acima de tudo, por em prática
o conhecimento adquirido nos anos
de estudo. Daniel revela que a menor
preocupação durante a elaboração do
projeto foi o vencer. “Ficar entre os
vencedores é simplesmente fantástico,
para nós é a confirmação de que tudo
valeu a pena. Nós entramos neste concurso sem nenhuma expectativa de ganhar e acredito que este foi o motivo
de termos ganho. Pois não estávamos
preocupados com o concurso, apenas
em fazer um bom trabalho, desenvolver um conceito sólido e aproveitar ao
máximo tudo aquilo que aprendemos
durante o curso”, diz Daniel.
Este prêmio, para Fernando, “é
importante, pois mostra que uma
equipe bem organizada e estruturada é
capaz de trazer grandes soluções para
diversos tipos de problemas. É muito
gratificante saber que esse projeto foi
premiado internacionalmente, pois
possibilita novas oportunidades no
mercado”.
O orientador Rubens Pisetti fala
do orgulho de ter ajudado os alunos
num significativo reconhecimento.
“Estes alunos se dedicaram muito,
acordavam e dormiam pensando em
Ballesta e com um detalhe: todos trabalham, não eram apenas estudantes.
A recompensa está aí: um reconhecimento mundial pelo bom trabalho.
A diferença está na dedicação, que é
a chave para o sucesso. O dinheiro
ganho, em minha opinião, deve ser
gasto com despesas com patentes.
Meu pagamento já foi feito: eu sou
o orientador do primeiro grupo de
alunos da UNIBAN que ganhou o iF
Design. Isso não tem preço”.
13
Comunidade
ganha com
parceria
Por Marisa De Lucia
Foi assinado, no dia 12 de março
de 2009, o Protocolo de Intenções entre a Câmara Municipal de São José e
a Faculdade UNIBAN, para atuarem
conjuntamente na instalação, manutenção e funcionamento do Centro
de Atendimento Jurídico (CAJ).
O CAJ funcionará sob a supervisão da faculdade. Alunos do curso
de Direito serão os responsáveis por
orientar a população para ações jurídicas. Essa melhor humanização da
justiça visa implantar ações de pleno
exercício da cidadania, gerando cultu-
ra de democracia
participativa, integrada
com a comunidade e garantindo
acesso à medida de solução de conflitos.
As obras para a instalação do CAJ
já estão sendo providenciadas e a
intenção é iniciar as atividades logo
após a Páscoa.
Estiveram presentes na assinatura
do documento, vereadores, além do
presidente da Câmara de São José,
Amauri Valdemar da Silva, o dire-
Faculdade UNIBAN e Câmara
Municipal de São José firmam
parceria de instalação do Centro
de Atendimento Jurídico à
população
À esq., Américo Calandriello e à
dir., Aumari Valdemar da Silva
tor prótempore
Gilson
Junckes e o
representante do
reitor da UNIBAN,
Sr. Américo Calandriello.
Para Calandriello, com essa ação
pioneira de instalar um Centro de
Atendimento Jurídico dentro da casa
de lei (Câmara Municipal), o aluno
terá oportunidade de aprender praticando, ao mesmo tempo em que
vivencia o legislativo local. “Quando
a faculdade se instala, seu objetivo
passa a ser não só o de passar o saber
e de estar certificando a graduação,
mas de firmar o compromisso com
a comunidade de atendê-la em suas
necessidades”.
Compareceu à solenidade, a aluna Ana Maria Schutz, representante
dos alunos do curso de Direito, para
quem a construção desse escritóriomodelo é fundamental. Segundo ela,
a faculdade tem excelentes professores, mas só aprender não adianta, é
preciso colocar em prática o conhecimento. “A concorrência lá fora é muito grande. Espero que aconteça logo,
pois aprender é uma coisa, vivenciar
é outra”, diz ela.
10 anos de compromisso e solidez
Curso de Ciência da Computação da UNIPAN comemora uma década
formando profissionais altamente qualificados
Por Alexandra Oliveira
Há dez anos, o curso de Ciência
da Computação da UNIPAN tem
preparado profissionais com sólida
formação acadêmica para a área da
computação. E o colegiado de Computação tem muito a comemorar.
Atualmente, a UNIPAN conta com
um dos melhores cursos na área de
Informática, completo e abrangente, e ainda com ótimo conceito no
Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).
O curso já formou oito turmas e,
atualmente, são 220 alunos e 16 professores. “Comemoramos 10 anos.
Uma data que marca todo o nosso esforço pela educação e vamos continuar a trabalhar”, afirma o coordenador
do curso de Ciência da Computação
da UNIPAN, Alan Gaviolli. O professor lembra ainda que o curso vem
alcançando marcas históricas. Se tornou tradicional na oferta de graduação
para a área de Informática e o respeito
foi conquistado com muita luta e comprometimento. “Este é um momento
de muito orgulho para todo corpo discente e docente. A preocupação nunca
foi com a quantidade de alunos, isso
veio ao longo do tempo. Estivemos
sempre preocupados com a qualidade.
E mostramos que fez a diferença”.
Em 10 anos, o curso acompanhou
as novidades da tecnologia, tornando-se referência na região para a área
de sistemas. Com os avanços exigidos
pelo mercado de trabalho, passou por
reformulações, mantendo-se sem-
“Conseguimos ganhar respeito junto
às empresas de toda a região. Nossos alunos e egressos sempre conseguem ótimas colocações no mercado
de trabalho. As companhias buscam
acadêmicos dentro da faculdade”,
ressalta Alan.
Hoje, além de oferecer o curso de
graduação em Ciência da Computação, a UNIPAN se destaca também
na Pós-Graduação. São dois cursos
nesta modalidade para profissionais
da área de informação: Software Livre (Ênfase em Redes de Computadores) e Tecnologia Java.
“Conseguimos ganhar
respeito junto às
empresas de toda a
região. Nossos alunos
e egressos sempre
conseguem ótimas
colocações no mercado
de trabalho”, afirma Alan
Gaviolli
pre atualizado e preocupado com a
base da ciência. Hoje, a computação
está em tudo do nosso dia-a-dia. E
o campo de emprego para profissionais de Informática também está em
constante expansão. O graduado sai
da academia com trabalho garantido.
Classificados
Vende-se Corsa Super 4p 96, ótimo estado, com manual. Vidros e travas elétricas,
limp. e des. traseiro, ar quente, alarme. Valor: R$ 11.500. Kleber. Tel.: 3779-5596. Email: [email protected]
Vende-se Palio Weekend 2001 - Ar quente. Valor: R$ 8 mil - transfere dívida. 2º
dono, nota fiscal, chave reserva. Marcio.
Tel.: 8545-9499. E-mail: barcelosmaia@
bol.com.br
Vende-se Gol CL 93 em ótimo estado, rodas de liga leve. Valor: R$ 12 mil.
Thais. Tel.: 8219-4498. E-mail: [email protected]
Vende-se ônibus mod. 371-U Urbano,
ano 93/94. Jerônimo. Tel.: 9425-8017. Email: [email protected]
Vende-se Prisma 1.4 econoflex Max. Urgente p/ compra de apartamento, único dono, Ipva pago, som mp3, direção
hidráulica, insul-film. Valor: R$ 28 mil.
Jéssica. Tel.: 4479-7130. E-mail: [email protected]
Vende-se Fiat Siena 2005 – vermelho,
gasolina, 4p., vidros e travas elétricas,
placa final 5 - Km 40.000. Valor: R$ 22
mil. Laerte. Tel.: 8370-2033. E-mail: [email protected]
Vende-se moto Falcon 400, 2001, perfeito estado, doc. ok. Vermelha. Rafael. Tel.:
3431-8995. E-mail: [email protected]
Vende-se Fiat Uno CS 1.5 i.e, vermelho
pérola (escuro), ano 95. Travas elétricas,
alarme e Cd-player. Carro super econômico. Valor: R$ 8.500,00. Vinicius. Tel.:
9102-7983. E-mail: [email protected]
Vende-se moto Kasinski Flash 150 CC,
seminova, preta, 08/08, - 1.500 km rodados, docs. ok, inclusos: 1 capacete, 1 trava e 1 capa de chuva. Valor: R$ 3.750,00.
Itamar. Tels.: 3333-3472 / 9774-0982. Email: [email protected]
Vende-se/Troca. Uno Mille EP 1996,
azul escuro metálico, 1.0 com injeção eletrônica. Completo (- direção), 4 portas.
Veículo econômico. Valor: R$ 9.900,00.
Aguinaldo. Tel.: 9406-8468. E-mail: [email protected]
Vende-se moto Honda Biz preta ano
2005, Ipva 2009 pago, 18 mil km, único
dono. Conservada, lona de freio e relação novos, alarme de presença. Valor: R$
3.600,00. Simone. Tel.: 8631-3488.
Vende-se Celta 1.0, gasolina, 4 portas,
prata, limpador traseiro, desemb. traseiro, alarme, travas, insul-film, motor
revisado, IPVA pago. Valor: R$ 3 mil
+ transferência de dívida. Patrícia. Tel.:
4166-1209. E-mail: [email protected]
Vende-se XT600r, 2004, zerada, doc. ok,
preta, 26 mil km. Valor: R$ 15 mil. Sauro. Tel.: 9534-0387. Sauro. E-mail: [email protected]
Vende-se DT 200R zerada, ano 1997,
nunca fez trilha - cor azul - km 40000 cilindro STD novo. Valor: R$ 6.500,00.
Renato. Tel.: 7886-2757. E-mail: [email protected]
Vende-se moto Honda Bros 2003, 150
cc, em ótimo estado. Valor: R$ 5.500,00.
Merylin. Tel.: 9370-6541. E-mail: [email protected]
Vende-se aparelho Motorola V3i c/ linha
nova, cor: chumbo. Bom estado, mp3
i-tunes, câmera 1.3mp, memória expansível, bluetooth, chip Claro - linha ainda
não habilitada+cabo usb+fone+cartão
memória 126mb. Valor: R$ 250,00. Joyce.
Tels.: 8036-8516 / 8926-6810.
Vende-se câmera fotográfica Nikon FM10
(toda manual) com lentes originais do kit.
Valor: R$ 450,00. Wagner. Tel.: 94078168. E-mail: [email protected]
Vende-se celular Nokia N95-1, sem uso,
desbloqueado, adquirido na TIM em
02/2009 com garantia de 1 ano. Valor R$
800,00. Clesio. Tel.: 9419-6151. E-mail:
[email protected]
Vende-se TV LG Lcd Scarlet 42”, nova,
com nota fiscal no nome do comprador,
garantia de 1 ano. Valor: R$ 2.400,00. Tel.:
8301-6383. Vinicius. E-mail: vinyvend@
gmail.com
Vende-se diskman mp3 com carregador
de pilhas, antichoque e rádio FM/AM.
Roberto. Tel.: 3499-0628. E-mail: [email protected]
15
Vende-se livro de TMG. Idalberto Chiavenatto. Novo. Valor: R$ 70,00. Denis. Tel.:
9191-7683.
Vendem-se livros de Pedagogia: “Fundamentos da educação infantil” e “ Modelo
Neoliberal e Políticas Educacionais”. Valor: R$ 35,00. Márcia. Tel.: 7180-811.
Vende-se livro: Introdução a Teoria Geral da Administração (Edição Compacta).
Idalberto Chiavenato. Para alunos do 1º
ano de ADM. Valor: R$ 80,00. Jonas. Tels.:
8146-9523 / 8019-5060.
Vendem-se livros: Atlas de Anatomia Humana do Sobotta vol. 1 e vol. 2, novos e
encapados. Valor: R$ 500,00. Suelen. Tels.:
2949-4868 / 7269-7926. E-mail: [email protected]
Vendem-se livros de Enfermagem: Atlas
Visual Compacto do Corpo Humano e
Dicionários de Administração de Medicamentos 2007 e 2008. Maria Gorete. Tel.:
3337-0661. E-mail: mariagorete.brandao@
gmail.com
Vende-se computador Intel P4 3.0GHz
HT 1MB, 3GB de RAM, placa de vídeo, 512MB, HD3850 GDD3, HD IDE
160GB, placa de TV, Webcam, unidade LG
DVD-RW, monitor LCD DELL 19” com
4 entradas USB. Valor: R$ 2.200,00. Renato. Tel.: 9682-1356. E-mail: mr.renats@
gmail.com
Vende-se celular Claro, seminovo, tira fotos, filma, com Internet e jogos. Thiago.
Tel.: 4158-5679. E-mail: [email protected]
Vende-se telefone Sony Ericsson W580i.
Valor: R$ 450,00, com nota fiscal, caixa,
manual, fones, Cd e garantia estendida de 2
anos, sem defeitos. Diego. Tel.: 8116-3836.
E-mail: [email protected]
Vendem-se livros de Enfermagem: Anatomia, Fisiologia, Histologia Básica, Parasitologia, Patologia e Processos Gerais, Fundamentos da Enfermagem e o Tratado de
Enfermagem Médico-Cirúrgico vols. 1, 2,
3, 4. Tels.: 2953-7829 / 8094-5722. Marina.
E-mail: [email protected]
Vendem-se três livros: Resistência dos Materiais - R. C. Hibbeler / Dinâmica - Mecânica para Engenheiros - R. C. Hibbeler /
Mecânica dos Fluídos – Franco Brunetti.
Valor: R$ 200,00. Marco. Tel.: 7390-0950.
E-mail: [email protected]
Vende-se Kit Gás de 15m³ - Super Oferta.
Valor: R$ 500,00. Felippe. Tel.: 7449-1937.
E-mail: [email protected]
Vendem-se dois uniformes de Educação
Física, masculinos completos, tamanho G.
Valor: R$ 200,00. Rodrigo. Tel.: 9335-7773.
Vende-se uniforme completo de Educação
Física, feminino, em perfeito estado. Valor
a combinar. Camila. Tel.: 8985-1926. Email: [email protected]
Vende-se chiqueirinho, berço, carrinho
e uma banheira com suporte. Valor: R$
500,00. Gilson. Tels.: 5825-8877 / 83842918. E-mail: [email protected]
Vende-se jogo de 4 rodas originais do
FOX (Volkswagem) aro 15” (5 furos)
novos. Valor: R$ 500,00. Fabiana. Tels.:
4619-4151 / 7156-7390. E-mail: [email protected]
Novo espaço
de ciência e
cultura na
Capital
Antiga sede da Prefeitura, de 1992
a 2002, e prédio tombado como patrimônio histórico, o Palácio das Indústrias passa a abrigar desde sábado passado o Catavento. Sem querer associar
sua imagem a um museu tradicional,
o espaço interativo tem a proposta
de aguçar a curiosidade de crianças,
jovens e, por que não, adultos para
com o mundo das ciências. Divididas
em quatro espaços principais, com
os temas: Universo, Vida, Engenho e
Sociedade, as mais de 250 instalações
provocam no público reações e
sensações das mais diversas.
Ao total são oito mil metros quadrados de exposição
e se o visitante quiser aproveitar o espaço, ao máximo,
deverá dispor de um dia
inteiro. O tour tem início
no espaço Universo, cuja
principal atração é uma maquete realista do Sol (foto5),
em que as imperfeições de
sua superfície ficam evidentes.
Neste bloco da exposição está
exposto um fragmento de meteorito vindo da Argentina e uma série
de atrações interativas.
2
No setor Vida, grandes aquários
de água salgada reproduzem o ambiente natural de corais e peixes. Ao
lado, uma instalação com borboletas
amazônicas. Mais à frente, um espaço
dedicado a Charles Darwin e sua Teoria da Evolução. Na caminhada, na
entrada da Sala das Ilusões, se chega
ao espaço Engenho, dedicado a experimentos ligados à mecânica, calor e
som, entre outros. Uma atração em
específico, a instalação “Eletromag-
1
3
Fotos: Divulgação
Por Renato Góes
netismo” (foto 3)s, deixa os visitantes
literalmente de cabelos em pé.
Após encarar as belas escadarias
do Palácio das Indústrias, se tem
acesso ao setor dedicado ao tema Sociedade. História, política, consciência global e ambiental dão o tom do
espaço, que mantém o nível do Catavento no quesito interatividade. O
amplo espaço “Jogos do Poder” conta com uma tela digital (foto2) em que
o visitante “pincela” e aparecem quadros importantes com algum contexto histórico e cultural. No outro lado,
quem quiser encarar um rapel (foto 1)
pode tocar nas telas de vídeo penduradas no íngreme trajeto. Cada
personalidade histórica presente no monitor faz questão de
se apresentar ao escalador.
Quem não quiser bancar o
esportista, basta entrar no
túnel logo atrás da parede
de alpinismo. No mesmo
andar, outros destaques são
o espaço de nanotecnologia
e o de arte cinética.
O projeto é uma parceria
das secretarias estaduais de Cultura e Educação. Tanto que está
prevista a visita de 15 mil alunos
(foto 4) da rede estadual de ensino,
4
Cultura
17
O Catavento,
sediado no
Palácio das
Indústrias,
se propõe a
ensinar ciência
de forma
interativa e
lúdica
uma forma de complemento para
alunos e aprimoramento para professores.
Apesar do fácil acesso, a região
em que o espaço cultural/educacional está instalado é uma das mais degradas do centro velho paulistano. O
abandono dos vizinhos Parque Dom
Pedro II e edifícios São Vito e Mercúrio é visto de longe. Junto com o
Mercado Municipal, que vai bem
obrigado, o Catavento é mais uma
tentativa de revitalização do local.
Outro ponto positivo é a (boa) utilização do Palácio das Indústrias, patrimônio histórico e arquitetônico da
cidade de São Paulo.
Catavento
End.: Palácio das Indústrias –
Parque Dom Pedro II
Horários: De terça a domingo,
das 9h às 17h (bilheteria fecha às
16h)
Preços: R$ 6. Meia-entrada para
estudantes e idosos
Como chegar: Estação de metrô
Pedro II e terminal de ônibus Parque Dom Pedro II
Estacionamento no local: 220
vagas / R$ 8
5
Entretenimento
TV UNIBAN
Destaques da semana de 30/03 a 05/04
P2 : Adestramento:
O programa mostra a relação amistosa entre cães e cavalos e seus adestradores do Centro de Adestramento da
Polícia Militar. CNU/SP: 4ª – 12h e 21h / 5ª – 2h30 e
10h / 6ª – 4h / Sáb. – 0h, 6h30 e 18h / Dom. – 12h
SALADA MISTA: Acampamentos
Instituições que se preparam para receber crianças e jovens nos períodos de férias. Blitz: A turnê da banda Blitz,
um dos maiores sucessos dos anos 80. CNU/SP: 3ª – 4h,
12h e 19h / 5ª – 1h e 8h / 6ª – 19h / Sáb. – 4h e 12h
REVISTA UNIBAN:
Jornada de Iniciação Científica - Palestra / Atendimentos: Clínica de Fisioterapia / Clínica de Psicologia/ Visita
à Unidade Morumbi I / CRU. CNU/SP: 2ª – 12h e 21h /
3ª – 6h/ 4ª – 19h / 5ª – 4h, 16h / 6ª – 12h / Sáb. – 9h.
REFERÊNCIAS: Vida Alves
Pioneira da televisão brasileira, atriz e apresentadora, Vida
Alves conta sua trajetória que, em muitos momentos, se
confunde com a história da televisão no Brasil. CNU/
SP: 4ª – 0h30 / 5ª – 22h / Sáb. – 21h / Dom. – 16h
São Paulo - canal 11 (NET); São Paulo - canal 71 (TVA);
Osasco - canal 20 (NET Osasco); ABC - canal 18 (Net ABC).
PROMOÇÃO
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seguinte pergunta:
Em sua opinião, quem é o maior sabe tudo da atualidade e por quê?
O criador da resposta mais criativa leva o prêmio,
e seu nome sai na próxima edição da Folha Universitária.
Resultado da promoção
A pergunta da semana passada foi a seguinte: Quem foi o criador da história
em quadrinhos The Spirit? Acertou quem assinalou a alternativa c) Will Eisner. Os
alunos Adão Filho, do campus Osasco (OS), e Elisabete Furquim de Mattos Mergulhão, do campus Maria Cândida (MC). Os pares de ingressos podem ser retirados a
partir de quinta-feira nas respectivas secretarias de campus.
CRUZADAS
19
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