XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Maturidade e desafios da Engenharia de Produção: competitividade das empresas, condições de trabalho, meio ambiente. São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de outubro de 2010. INCENTIVOS À INOVAÇÃO: ESTUDO DE CASO DE MATO GROSSO DO SUL. Mateus Júnior de Oliveira Santos (UFMS) [email protected] Anna Karina Mendes da Silva (UFMS) [email protected] Laudicéia dos Santos Vale (UFMS) [email protected] Jenifer Ferreira Gonzaga (UFMS) [email protected] Valdir Souza Ferreira (UFMS) [email protected] O objetivo do trabalho é mapear e descrever as ações realizadas pelas instituições que atuam no estimulo à inovação no Mato Grosso do Sul, como forma de verificar a existência ou não de políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T & I) no Estado. A metodologia consiste em revisão bibliográfica e análise descritiva com uma abordagem qualitativa dos dados sobre incentivos à inovação tecnológica e seus agentes fomentadores, através de estudo de caso. Com isso, pode-se afirmar a existência de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação no Estado de Mato Grosso do Sul, a partir da constatação de ações realizadas por instituições que estimulam a inovação no Estado. Palavras-chaves: Inovação tecnológica, fomento, Mato Grosso do Sul 1. Introdução A inovação é um processo inerente a evolução da história do homem, desde os primórdios a raça humana busca novas formas de melhorar e adaptar as pequenas coisas do cotidiano a fim de facilitar suas atividades. No mundo globalizado, no qual a competitividade é obtida com base na diferenciação, a capacidade de inovar traz vantagens que possibilitam ao agente inovador destacar-se no mercado frente aos seus pares. Com isso, a inovação é de grande importância na “Sociedade do Conhecimento” por ser o meio pelo qual o homem transforma o ambiente em que atua através da informação e do próprio conhecimento. O Brasil, dentro deste contexto, constitui-se um dos principais players em áreas específicas do conhecimento e setores estratégicos do mercado. Biotecnologia e petróleo exemplificam essa colocação, visto que, no primeiro o país possui vantagens comparativas, dada sua biodiversidade única, e no segundo além das vantagens comparativas, agrega-se ainda o fator mercado, pois através da Petrobrás o Brasil busca ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo (GANEM, 2006). De acordo com dados do IPEA (DE NEGRI, 2006), das 80 mil firmas que tem mais de dez funcionários no Brasil, 30 mil realizaram algum tipo de inovação tecnológica ou possuíam um projeto de inovação em andamento entre 2001 e 2003, isto é, pouco mais de 37 por cento. Já entre as firmas com mais de 500 funcionários, o percentual das que realizaram algum tipo de inovação tecnológica é significativamente maior, sendo por volta de 70 por cento. No que tange ao Mato Grosso do Sul, a partir do ano 2007, alguns setores emergentes que lideram o ciclo de investimentos no Estado – minero-siderúrgico, papel e celulose, sucroalcooleiro, florestal, produção de alimentos, têxtil e confecção, metal mecânico e construção civil - tem trazido consigo ganhos tecnológicos e de produtividade em todo o encadeamento empresarial. Contudo, constata-se que o cenário de industrialização acelerada demonstra a necessidade de apresentar ações que têm por objetivo à estruturação das Micro e Pequenas Empresas (MPE’s) por meio de práticas inovadoras em seus produtos, processos, marketing e organização, visando inovações tecnológicas que elevem a competitividade dentro da cadeia produtiva de bens e serviços (SEBRAE, 2008). Levando-se em consideração essas novas características proporcionadas pela industrialização nascente do Estado de Mato Grosso do Sul, percebe ser de grande valia identificar os agentes que incentivam à inovação no Estado. Conforme Nota Técnica do IPEA(2009), a inovação tecnológica cria postos de trabalho melhor remunerados e de maior estabilidade, referentes ao impacto da Ciência e Tecnologia (C&T) no crescimento das firmas e das nações. Cerca de 1/3 das empresas industriais brasileiras realiza inovação tecnológica de produto ou processo a cada biênio. De acordo com informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), as empresas industriais que inovam e diferenciam produtos pagam 80,5% a mais para os seus funcionários do que a média dos funcionários empregados na indústria. As frentes de trabalho geradas nas empresas que inovam e diferenciam produtos exigem 20,9% a mais de escolaridade do trabalhador. Os funcionários destas empresas permanecem em média 30,4% a mais do que a média dos industriários. (IPEA, 2009) Dentro deste contexto, o objetivo do trabalho é mapear e descrever as ações realizadas pelas instituições que atuam no estimulo à inovação no Mato Grosso do Sul, como forma de verificar a existência ou não de políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T & I) no Estado. 2. Incentivos à inovação tecnológica em perspectiva 2 A respeito de seus aspectos sociais e mercadológicos, a inovação se faz necessária para o aumento da competitividade de determinada empresa ou país, com a intenção de promover uma transformação no processo produtivo ou da prestação de um serviço, possibilitando o desenvolvimento de um “produto” que satisfaça de forma mais eficiente às necessidades daqueles a quem se destina, ou que traga um aumento do bem-estar social. Outro aspecto relevante do ato de inovar é verificado no aumento da produtividade que uma nova idéia pode agregar a fase de produção, o que por sua vez, pode refletir nos custos de se produzir e nos lucros das empresas. Portanto, a inovação tem um papel de destaque para garantir a uma firma ou um país, vantagens competitivas frente aos seus concorrentes na produção e na comercialização de bens e serviços. De acordo com o Manual de Oslo (2005), a inovação é a implementação de um produto (bem ou serviço), processo, método de marketing ou método organizacional, novos ou significativamente melhorados. Um produto novo ou significativamente melhorado é implementado quando introduzido no mercado. Novos processos, métodos de marketing ou métodos organizacional são implementados quando efetivamente utilizados nas operações das empresas. Segundo Assafim (2008) apud Manual para la Transferencia de Tecnologia (1992), a tecnologia, do ponto de vista amplo, pode ser definida como o conjunto de conhecimentos científicos cuja adequada utilização possa fornecer utilidade ou benefícios para a sociedade. Numa visão mais restrita, a tecnologia pode ser conceituada como o conjunto de conhecimentos e informações, próprio da criação, que pode ser utilizado de forma sistemática para o desenho, desenvolvimento e produção de produtos ou a prestação de serviços. Para o autor, a “inovação tecnológica” consiste na inovação aplicada a um conjunto de conhecimentos que torna possível desenvolver estágios de produção e comercialização de novos produtos, processos e/ou serviços. Usualmente, a P&D é uma das fases que compreende a inovação tecnológica. A inovação é um processo complexo que vai além da pesquisa, da ciência e da tecnologia. A produção de conhecimento e de inovações fazem parte de um mesmo processo que não é linear, nesse contexto as Políticas de Ciência e Tecnologia (C&T) têm muito a contribuir. A inviabilização da utilização de mecanismos tradicionais de Política Industrial, em virtude da regulamentação do comércio internacional, traz a necessidade de uma maior interação entre esta e a Política de C &T em prol do desenvolvimento econômico (SALLESFILHO;CORDER, 2003). Na extremidade da pesquisa básica do espectro, o processo de aprendizagem envolve a aquisição de conhecimentos referente às leis da natureza. Parte desse conhecimento demonstra ter utilidade para a atividade produtiva. Na extremidade da P&D procuram-se e descobrem-se as características ótimas de projeto de um produto. Nessa fase, a aprendizagem é orientada na direção das dimensões comerciais do processo de inovação. (ROSENBERG, 2006) Nelson (1959) e Arrow (1962) apud Freeman e Soete, (2008) argumentaram que a pesquisa básica é incerta; os pesquisadores não sabem se alguém irá se beneficiar de seus resultados. Conseqüentemente, é improvável que as firmas financiarão pesquisa básica, por desconhecerem quais ramos industriais ou firmas poderão se apropriar do retorno desses investimentos. Independentemente da origem dos recursos, sejam públicos ou privados, os instrumentos destinados a financiar investimentos em inovação tecnológica não são os mesmos do financiamento convencional, especialmente por conta dos riscos envolvidos e do tempo de retorno, que tendem a ser superiores aqueles geralmente vinculados aos investimentos em 3 modernização ou em ampliação de capacidade produtiva em condições de tecnologias preexistentes. (SALLES-FILHO; CORDER, 2006) Em conformidade com Freeman e Soete (2008), desde a Segunda Guerra Mundial, as políticas para a ciência e a tecnologia dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) têm atravessado diferentes fases. No imediato pós-guerra, a ênfase manteve-se intensamente no lado da oferta do sistema de ciência e tecnologia, especialmente no estabelecimento de forte capacitação em P&D. Nas décadas de 1960 e 1970, destacou-se o ambiente econômico geral, afetando o processo de progresso técnico e de inovação como um todo. Nos anos mais recentes vêm ocorrendo progressivas tentativas de integrar estas abordagens e de vincular as políticas para a ciência e tecnologia com políticas para a indústria e para a economia em geral. Elementos das abordagens de “oferta” e de “meio ambiente” também estiveram presentes na maior parte dos países durante todo o período. Os incentivos à inovação têm como base a fragilidade da proteção deste novo conceito criado e a imprevisibilidade do retorno do capital investido. De acordo com Krugman e Obtsfeld (2005), a firma pioneira, não consegue internalizar todos os benefícios gerados pela sua inovação, pois parte destes “transborda” para outras empresas, que podem utilizar destas mesmas técnicas e idéias, por vezes sem nenhum custo. Desta forma, sem a intervenção de um agente externo àquele mercado, as empresas não estariam tão dispostas a investir seus recursos matérias, financeiros e humanos em inovação, quanto deveriam. As falhas de mercado, como este transbordamento tecnológico, são o ponto em que se justifica a intervenção de agentes estatais e privados nas ações e políticas de incentivo à inovação. A análise econômica mostra que há uma tendência de que os bens que geram externalidades positivas, sejam produzidos abaixo da necessidade do mercado, dando espaço para a intervenção do governo (JONES, 2000). Em geral, os benefícios sociais dos bens tecnológicos são superiores aos benefícios do setor privado, causando assim, uma insuficiência da produção destas tecnologias. Alguns historiadores econômicos como Douglas North, afirmam que o crescimento econômico moderno advém de uma probabilidade real de grandes retornos via mercado, dos investimentos realizados para inovar. Isto é, a partir do fortalecimento do sistema de direitos à propriedade intelectual, verificou-se um incentivo à inovação, que culminou no progresso tecnológico e no crescimento da economia. Assim, segundo estes autores, a partir de um instrumento de incentivo à inovação, no caso os direitos à propriedade intelectual, logrou-se, durante um processo de acumulação do capital através da história, insumos necessários à elevação do produto econômico (JONES, 2000). A Organização Mundial do Comércio (OMC), de acordo com Bastos (2003), apesar de restringir com base em seus preceitos determinadas políticas voltadas para a indústria e comércio, assenti alguns auxílios governamentais para “alavancar” a tecnologia e a inovação. Os instrumentos mais comuns apontados referem-se a políticas de compra do governo, desoneração fiscal, empréstimos e fiança de empréstimos, doações e aporte de capital. A autora ainda aponta outros instrumentos de incentivo à inovação tecnológica como, a criação de bancos de desenvolvimento, fundos públicos de poupança compulsória e políticas de crédito seletivo, privilegiando apenas os setores intrafirma voltados à criação e aplicação do conhecimento. 3. Metodologia A metodologia deste trabalho consiste em revisão bibliográfica e análise descritiva com uma abordagem qualitativa dos dados sobre incentivos à inovação tecnológica e seus agentes fomentadores, através de estudo de caso. 4 De acordo com Lakatos e Marconi (2004): “O Estudo de Caso refere-se ao levantamento com mais profundidade de determinado caso ou grupo humano sob todos os seus aspectos”. Sendo o Estudo de Caso um Método Monográfico, onde se tem que, partindo do pressuposto de que qualquer observação sobre um caso que se estude com profundidade pode ser representativo de vários outros, verifica-se que este também pode ser enquadrado como um método indutivo. Sobre o método indutivo, Cervo e Bervian (1978) mencionam que: “pode-se afirmar que as premissas de argumento dedutivo correto sustentam ou atribuem certa verossimilhança a sua conclusão. Assim, quando premissas são verdadeiras, o melhor que se pode dizer é que a sua conclusão é, provavelmente, verdadeira”. Este estudo é uma das atividades previstas no Projeto intitulado de "Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica do Centro Oeste (REDENIT-CO)" - aprovado pela FINEP em 30/04/2009 na Chamada Pública MCT/FINEP/AT-PRO-INOVA 01/2008. 4. Incentivos à Inovação no Brasil Diante da necessidade de ampliação da competitividade das empresas no mercado doméstico e fortalecimento da inserção externa do Brasil, observa-se que o Governo Brasileiro, na segunda metade da década de 2000, optou por estabelecer uma maior integração entre a Política Industrial e a Política de Ciência e Tecnologia. Esta integração pode ser vista como um esforço na promoção do desenvolvimento e consolidação da ciência, tecnologia e a inovação. Conforme exposto pelo MDIC (2010), a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) foi anunciada em março de 2004, e objetivava fortalecer e expandir a base industrial brasileira por meio da melhoria da capacidade inovadora das empresas. Com o lançamento da PITCE, o governo brasileiro deu início a um conjunto de iniciativas visando enfrentar os desafios do desenvolvimento produtivo. As principais conquistas obtidas por esta Política são: - A construção do moderno marco legal, formado pela Lei de Inovação (Lei 10.973/2004), pela Lei do Bem (Lei 11.196/2005), pela Lei de Biossegurança (Lei 11.105/2005) e pela Política de Desenvolvimento da Biotecnologia (Decreto 6.041/2007), com o qual foram criadas condições favoráveis à promoção da inovação no País. - A edificação de uma engenharia institucional apta a dar coesão às ações propostas e fortalecer o diálogo entre o setor público e o setor privado, com a criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial – CNDI e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI. - Os progressos conquistados no âmbito dos processos relacionados ao registro de propriedade intelectual, cuja a reestruturação do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) contribuiu notadamente. - A criação de programas de financiamento específicos, pelo BNDES, para alguns dos setores estratégicos definidos pela PITCE, como o Profarma e o Prosoft. Com a instituição da Lei no 10.973, de 2 de dezembro de 2004 - Lei de Inovação regulamentada pelo Decreto nº 5.563, de 11 de outubro de 2005, estabeleceu-se medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, com vistas à capacitação e ao alcance da autonomia tecnológica e ao desenvolvimento industrial do País. Outro importante instrumento legal de fomento à inovação é a Lei nº 11.196 de 21 de novembro de 2005 – Lei do Bem – que instituiu o Regime Especial de Tributação para a Plataforma de Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação – REPES, o Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras – RECAP – e o Programa de Inclusão Digital; dispondo sobre incentivos fiscais para a inovação tecnológica. 5 Em novembro de 2007, foi anunciado o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia & Inovação (PACTI 2007-2010), o mesmo está inserido no conjunto de planos de ação elaborados pelo Governo Brasileiro. Esse instrumento pretende dar maior governança e articulação às ações necessárias ao desenvolvimento e ao fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação no País. O PACTI se articula com os outros planos de ação, sendo um deles a Política de Desenvolvimento Produtivo, visto que, todos os planos têm em comum a geração, absorção e utilização de conhecimentos científicos e tecnológicos para sua execução. Esses planos têm como meta organizar, estruturar e dar visibilidade às ações do Governo Federal, cujo sucesso depende do engajamento de outras esferas do poder público, governos estaduais e municipais, bem como de segmentos da sociedade civil, especialmente do setor empresarial (MCT, 2010). A atual Política Industrial do país, a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), foi lançada em 2008, com o objetivo central dar sustentabilidade ao ciclo de expansão econômico. No entanto, para dar sustentabilidade ao crescimento um dos desafios a ser enfrentado é a elevação da capacidade de inovação das empresas brasileiras, essa condição é indispensável para agregação de valor aos produtos nacionais, ampliação da competitividade das empresas no mercado doméstico e fortalecimento da inserção externa do Brasil. Dentre as macrometas da PDP para 2010, está a elevação do Dispêndio Privado em P&D. (MDIC, 2010) 5. Incentivos à Inovação em Mato Grosso do Sul O Estado de Mato Grosso do Sul caracteriza-se economicamente pela produção agropecuária, devido principalmente as suas vantagens climáticas e territoriais que favorecem o desenvolvimento deste setor. No entanto, com a entrada de novas indústrias no Estado, a economia sul-mato-grossense volta-se para o setor de transformação, proporcionando maiores demandas em relação à tecnologia e inovação. Embora o Estado ainda não tenha aprovado uma legislação específica sobre a inovação, e conseqüentemente sobre seus incentivos, foi apresentado em plenário no dia 1º de julho de 2009, o Projeto de Lei nº 122/09 que dispõe sobre o incentivo a inovação tecnológica no Mato Grosso do Sul, que até o presente momento está em tramitação na Assembléia Legislativa. O referido projeto estabelece em seu Art. 1º que o Estado adotará medidas de incentivo à pesquisa científica e tecnológica nas atividades produtivas, com vistas à obtenção de autonomia tecnológica, capacitação e competitividade no processo de desenvolvimento industrial do Estado. A submissão deste Projeto de Lei pode ser considerado com uma tentativa de normatizar a Lei de Inovação no âmbito estadual. Mato Grosso do Sul tem uma cadeia de agentes que direcionam seus trabalhos para a divulgação da necessidade de inovar, dando subsídios não só financeiros, mas também de caráter técnico, buscando por meio destes a dinamização do processo inovativo no Estado. Assim, é importante destacar quais são estes atores voltados para a difusão da inovação tecnológica e quais são as formas por eles utilizadas para, gerir e executar, ações no meio econômico que resultem na disseminação da inovação. 5.1 A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia no Estado do Mato Grosso do Sul A FUNDECT é uma instituição ligada ao governo de Mato Grosso do Sul através da Secretaria de Ciência e Tecnologia (C&T), criada em 1998, que tem como intuito dar amparo ao ensino e incentivo à pesquisa em C&T, que são aspectos relevantes para o desenvolvimento econômico, social e cultural do Estado. Assim, a FUNDECT desempenha um papel estratégico no que diz respeito ao crescimento e fortalecimento das políticas estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T &I). Suas principais ações estão voltadas para o custeamento de projetos de pesquisa científica e tecnológica, custeamento parcial da 6 instalação de novas unidades de pesquisa, e para a promoção de estudos sobre o quadro geral de pesquisa em Mato Grosso do Sul, verificando os principais gargalos, objetivando estabelecer níveis de prioridade para prover o fomento necessário (FUNDECT 2010). O Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas fornecido por esta instituição, oferta “... incentivos e oportunidades para que as empresas de base tecnológica, existentes ou em criação, e preferencialmente aquelas associadas a incubadoras de empresas, desenvolvam atividades inovadoras em termos tecnológicos (P,D&E) de impacto comercial ou social” (MANUAL DA INOVAÇÃO, 2008, pg 67). Nota-se, portanto, como a FUNDECT atua no setor empresarial, auxiliando principalmente aquelas empresas incubadas de forma a fortalecer o mercado sul-mato-grossense. 5.2 Movimento Mato Grosso do Sul Competitivo O Movimento Mato Grosso do Sul Competitivo (MS Competitivo) é uma organização oficializada em 2005, com o apoio financeiro de instituições como o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e o SEBRAE e de empresas como a Petrobrás e Gerdau. Ele tem como função agregar as lideranças do Estado para melhorar organizações dos três setores da economia, no que diz respeito à qualidade, produtividade e por conseqüência competitividade, procurando dessa maneira consolidar o setor produtivo do Estado. Entre seus objetivos destaca-se a necessidade de introduzir inovação e tecnologia nestes setores em Mato Grosso do Sul (MS COMPETITIVO, 2010). Outra atividade realizada pelo MS Competitivo é a organização do concurso do Prêmio Qualidade da Gestão MS – PQG-MS, que foca a disseminação de técnicas modernas de administração e também o reconhecimento de boas práticas, dando estímulos às empresas de Mato Grosso do Sul para o aperfeiçoamento constante de sua gestão empresarial (MANUAL DA INOVAÇÃO, 2008). 5.3 Superintendência de Ciência e Tecnologia A Superintendência de Ciência e Tecnologia (SUCITEC) é um setor vinculado à Secretária de Meio Ambiente, da Cidade, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia, que tem entre suas principais competências (SEMAC, 2010): - Reconhecer, promover e orientar as demandas de desenvolvimento do ensino superior, ciência e tecnologia e inovação e promover a difusão de técnicas e conhecimentos tecnológicos inovadores; - Promover, orientar, coordenar e supervisionar a política de desenvolvimento de ciência e tecnologia e inovação; - Incentivar a formação, o desenvolvimento e a capacitação de recursos humanos nas áreas de ensino, pesquisa, ciência e tecnologia; - Implementar programas e ações de popularização da ciência tecnologia e inovações, com vistas a sua apropriação pela sociedade. - Estimular a realização e divulgação de pesquisas científicas e tecnológicas. No ano de 2010, a SUCITEC promoveu a Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia & Inovação, como encontro preparatório para a fase nacional da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia & Inovação. 5.4 Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) foi criado em 1988 pela nova Constituição Federal, como um fundo de crédito para a promoção do desenvolvimento socioeconômico da região Centro-Oeste do país. Tanto empresários quanto agricultores 7 podem dispor do Fundo para o financiamento de seus projetos, obtendo prazos e juros diferentes daqueles praticados no mercado (BANCO DO BRASIL, 2010). A disponibilização dos recursos do FCO pelo Banco do Brasil se dá por quatro programas: i) desenvolvimento do turismo regional; ii) desenvolvimento dos setores comercial e de serviços; iii) infra-estrutura econômica; iv) desenvolvimento industrial. Estes programas financiam topos os tipos de bens e serviços que são essenciais para a implantação, ampliação e modernização de seus respectivos negócios. Logo, o FCO no Centro-Oeste é um ator importante para munir os empreendedores desta região de meios para executar seus processos de inovação tecnológica (MANUAL DA INOVAÇÃO, 2008). 5.5 Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), é uma agência de fomento que, através de seu trabalho, auxilia as micro e pequenas empresas em seu desenvolvimento. Desta forma, o SEBRAE tem como foco a disponibilização de seus consultores para orientar aos empreendedores principalmente na elaboração de projetos de viabilidade econômica. De acordo com o Guia Prático à Inovação (2009) o SEBRAE tem dois instrumentos básicos de apoio e incentivo à inovação que estão presentes no Estado de Mato Grosso do Sul: - Programa de Consultoria Tecnológica (SEBRAEtec) – este programa visa fornecer aos pequenos e médios empresários acesso aos conhecimentos tecnológicos disponíveis sobre C,T & I. Dentre suas modalidades está, por meio de um consultor, a prestação de informações específicas para solucionar problemas existentes na empresa, o que gerará uma inovação tecnológica. - Projeto Agentes Locais de Inovação (ALI) – Com a contratação de pessoas com perfil multidisciplinar, fomenta-se uma maior relação entre as empresas e as instituições científicas e tecnológicas, para atender as necessidades destas empresas. Sendo assim, o SEBRAE faz a ligação entre os ativos tecnológicos e as empresas de pequeno porte para o desenvolvimento das mesmas. 5.6 Sistema Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul O sistema FIEMS – composto pela Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (FIEMS), Serviço Social da Indústria do Mato Grosso do Sul (SESI/MS), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Mato Grosso do Sul (SENAI/MS), e pelo Instituto Euvaldo Lodi de Mato Grosso do Sul (IEL/MS) –tem buscado estimular a inovação no Estado, por meio de apoio técnico e gerencial. O SENAI/MS disponibiliza serviços de assessoria técnica e de desenvolvimento tecnológico, promove a inovação e a transferência de tecnologias, e além disto, oferece cursos para a formação profissional em diversos níveis de qualificação. A instituição presta atendimento a empresas para orientar e solucionar problemas técnicos na administração ou produção de bens e serviços, bem como diagnosticar problemas, recomendar ações necessárias e orientar a adoção de medidas. (MANUAL DE INOVAÇÃO, 2008) O Edital SENAI/SESI de Inovação lançado em 2010, embora seja uma ação de abrangência nacional, é voltado para os Departamentos Regionais (DR´s) e Cetiqt do SENAI e os DR’s do SESI, incluindo os de Mato Grosso do Sul, e envolve suas unidades e profissionais, em parceria com empresas do setor industrial. O objetivo do edital é promover o apoio a projetos 8 de inovação tecnológica e social que compreendam o desenvolvimento de produtos, processos e serviços elaborados pelos DR, em parceria com empresas do setor industrial. (SENAI, 2010) O IEL/MS tem contribuído para o processo de inovação no Estado no sentido de estimular a aproximação entre universidades e empresas através da inserção de estudantes no mercado de trabalho. As principais formas de concretizar isto são a concessão de bolsas e a promoção de estágios. (MANUAL DE INOVAÇÃO, 2008) 5.7 O Projeto Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica do Centro-Oeste e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Em 5 de dezembro de 2008, o Projeto Rede de NIT’s do Centro-Oeste (REDENIT-CO) foi um dos oito aprovados pela Chamada Pública MCT/FINEP/AT – PRO-INOVA - 01/2008. O Projeto contempla oito instituições da região Centro-Oeste, entre elas a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e a Universidade Federal da Grande Dourados. O referido projeto tem por objetivo a estruturação de um arranjo dos Núcleos de Inovação Tecnológica das Instituições Científicas e Tecnológicas da região Centro-Oeste, com a finalidade de fortalecer os NIT´s já implantados e apoiar a estruturação dos Núcleos nascentes, por meio de capacitação, do compartilhamento de recursos e experiências e da difusão de boas práticas, com vistas ao desenvolvimento sustentável e à maior competitividade da região. A Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS foi criada nos termos do Art. 39, da Lei Complementar nº 31, de 11 de outubro de 1977, através da Federalização da Universidade Estadual de Mato Grosso, com sede na cidade de Campo Grande, Estado de Mato Grosso do Sul, é uma entidade de ensino superior, de natureza multicampi, vinculada ao Ministério da Educação, e respeitando o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. De acordo com o estabelecido no artigo 16 da Lei de Inovação, a Instituição Científica e Tecnológica (ICT) deverá dispor de Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), próprio ou em associação com outras ICT, com a finalidade de gerir sua política de inovação. Em atendimento ao referido artigo, em 20 de dezembro de 2007 foi criada a Agência de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia (APITT), como unidade técnica de apoio vinculada a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, por meio do Projeto de implantação da APITT subsidiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). A Agência tem por objetivo dar apoio técnico e operacional as atividades de proteção e à transferência ao ambiente produtivo ou social dos conhecimentos em forma de produtos, processos e serviços gerados no âmbito da UFMS e de suas parcerias, previstas no Decreto nº 5.563/2005. A missão da APITT é fortalecer o relacionamento da UFMS com a comunidade, envolvendo órgãos governamentais, empresas públicas e privadas e demais organizações da sociedade civil, com a meta de criar oportunidades para que as atividades de ensino, pesquisa e extensão se beneficiem dessas interações e promover, como estratégia deliberada à transferência do conhecimento gerado em prol do desenvolvimento econômico, tecnológico e social do país. No intuito de disseminar a cultura de inovação no âmbito acadêmico, a APITT elaborou um folder e um livreto com os conhecimentos básicos de Propriedade Intelectual, bem como realizou diversos eventos: Cursos Básicos de Propriedade Intelectual; Curso de Estruturação de NITs; Seminário de Propriedade Intelectual de MS, Workshop Conhecimento Tradicional e Acesso ao Patrimônio Genético; Curso de Capacitação em Informação Tecnológica e Redação de Patentes. Atualmente a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul possui 6 (seis) Depósitos de Pedidos de Patentes, sendo 4 (quatro) de Invenção e 2 (dois) de Modelo de Utilidade, e em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/MS), a Agência possui 1 (um) registro de Software. 9 A APITT realizou um estudo junto a Coordenadoria de Pesquisa, em junho de 2009, onde constatou-se que 64% do total de projetos de pesquisa cadastrados poderiam ser alinhados aos programas estruturastes para sistemas produtivos da PDP. Contudo, apenas 36% dos projetos em questão possuíam fomento externo. A partir desse estudo, verificou-se a potencialidade de cooperação entre a UFMS e o setor produtivo, no tocante ao desenvolvimento de atividades de pesquisas científica e tecnológica e de inovação. 6. Considerações Finais Pode-se afirmar a existência de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação no Estado de Mato Grosso do Sul, a partir da constatação de ações realizadas por instituições que estimulam a inovação no Estado, como: a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia, o Movimento Mato Grosso do Sul Competitivo, a Superintendia de Ciência e Tecnologia, o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas, o Sistema Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul, o Projeto Rede de NIT’s do Centro-Oeste e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Infere-se, portanto, que se torna imprescindível a identificação dos agentes que fomentam a inovação no Estado, como forma de promover ações que visem à estruturação das empresas sul-mato-grossenses, por meio de práticas inovadoras que elevem a competitividade dentro de cadeia produtiva de bens e serviços. Com isso, é possível sugerir políticas públicas que tenham por finalidade o aumento do conjunto de ações que incitem a criação de produtos, processos e métodos inovadores, como a construção de uma Rede Estadual de Inovação que congregue esses atores, para o compartilhamento de experiências, informações e até mesmo de recursos, de maneira a estabelecer atividades conjuntas e complementares para o fortalecimento da cadeia inovativa de Mato Grosso do Sul. O Projeto de Lei nº 122/09 que dispõe sobre o incentivo a inovação tecnológica no Estado – se aprovado - será uma importante ferramenta de apoio às instituições que procuram introduzir novidades em seus procedimentos de transformação de insumos em produtos e/ou serviços. Assim, o governo estadual se tornaria mais ativo na execução de políticas voltadas para C,T & I, se alinhando com a tendência já incorporada pelo governo federal e outros estados brasileiros. No entanto, este estudo limita-se pela ausência de indicadores de ciência, tecnologia e inovação que demonstrem a evolução do Estado de Mato Grosso do Sul no que se referem a recursos aplicados, patentes e produção científica. Sendo assim, sugere-se para trabalhos futuros o levantamento e a análise dos indicadores acima mencionados para que possam contribuir na identificação e na solução de gargalos tecnológicos e industriais no Estado. Referências ASSAFIM, J. M. L. A Transferência de Tecnologia no Brasil (Aspectos Contratuais e Concorrências da Propriedade Industrial). Rio de Janeiro. Editora Lumen Juris: 2005. BANCO DO BRASIL. Informações Gerais. Disponível em: http://www.bb.com.br/docs/pub/gov/dwn/Cartilha.pdf. Acesso em: 29 de abr de 2010. BASTOS, V.D. Fundos Públicos para Ciência e Tecnologia. . Revista do BNDES, Rio de Janeiro, Vol 10, n 20, p. 229-260, dez 2003. CERVO, A. L.; BERVIAN, P.A. Metodologia científica: para uso dos estudantes universitários. 2 ed. 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