Mataram colono só* para roubar um cabrito
r
Vereador foi mais rápido que o tenente.
Filhos prometem vingar a morte do pai.
COOPAVEL EX= PREFEIT DE
CEUAZUL
PEDE SOCORRO
TAMBÉM METEU
AO BNCC.
NOVE BILHÕES A MÃO NO COFRE
Página 4
Página 7
(oopavel pede socorro ao
9 bi
BN((:
A Coopavel - Cooperativa
Agropecuária Cascavel - ao que
tudo indica está prestes a ter
aprovada pelo Banco Central
urna das maiores e mais volumosas operações financeiras já concedidas a um único grupo, no
Oeste do Paraná. Há indícios
de que a cooperativa teria ingressado com um pedido de financiamento da ordem de 9 bilhões de
cruzeiros junto ao BNCC (Banco Nacional de Crédito Cooperativo); depois de analisar os termos de proposta, o Banco Central teria aceito repassar à cooperativa em torno de 50 por cento
dos recursos pleiteados que já estaria na iminência de serem creditados no início da próxima semana; quanto aos 50 por cento
restantes não há confirmação se
o BNCC pretende atender a solicitação posteriormente ou se
afastou a possibilidade de conceder o empréstimo.
Fontes do setor bancário garntiram ontem, que o valor pleiteado pela Coopavel foi mesmo
de 9 bilhões ou 9,1 bilhões; contudo circulou uma informação
posteriormente dizendo que o
BNCC poderia estar reescalonando a dívida da cooperativa
contraída na instituição e nesse
caso o percentual em dinheiro
seria menor,
A Coopavel, com um faturamento bruto no ano passado
de 23 bilhões, é a maior cooperativa do Oeste do Paraná e uma
das mais poderosas do Estado.
Alguns importantes detalhes
do "pacote" são conhecidos por
1?
um reduzido número de pessoas com trânsito nessa área: por
exemplo, tais empréstimos teriam um prazo de carência de
dois anos, no mínimo, para serem resgatados em 8 anos a juros
de 60 por cento ao ano. E esses
juros seriam capitalizados pela
Coopavel na forma de semestralidade, o que significa dizer que
as cooperativas passaria a pagar
parceladamente os juros sobre o
o juro da dívida e mais a principai.
Os avalistas dos empréstimos seriam os quase 8 mil associados da Coopavel (só os que
aceitarem) na forma de adiantamento da conta capital de 1,5
por cento da produção a ser entregue na cooperativa durante os
8 anos; prática que, embora implique na assinatura de notas
promissórias pelo agricultor, é
prática corrente nas cooperativas
Para se ter uma idéia do vulto da transação, basta citar que
para obter metade desse valor a
Cotriguaçu, há pouco mais de
ano, precisou aguardar a reunião
do Conselho Monetário Nacional
(CM N ) As graves dificuldades de
alocação de recursos para formação de capital de giro entre as
cooperativas do Oeste não são
propriamente uma novidade.
Contudo, a Coopavel é a primeira a recorrer ao BNCC e, o que é
mais importante, a uma linha de
financiamentos que faz da instituição uma espécie de "FMI do
Cooperativismo". Para —sanearas que se encontram em maiores
dificuldades, o BNCC possui um
fundo de 10 bilhões.
Existem aspectos políticos a
relevar: parece estar convencionado que uma das condições do
BNCC é realizar uma espécie de
levantamento para conhecer
de perto a situação da empresa a
ser assistida. Em outras palavras,
a cooperativa precisa apresentar
indícios de insolvência, e isto pode ter implicações de outras naturezas. Uma delas é a conveniência de o banco continuar
negociando com a diretoria e o
respaldo que esta deverá ter entre seus associados. Mas parece
nâb ser o caso da Coopavei, que
não apresentou um balanço deficitário em 82. Tampouco o
BNCC estaria fazendo da Coopavel especificamente, exigências
deste tipo. Convém lembrar que
o presidente da Coopavel Luís
Boschirolli já havia admitido ao
NOSSO TEMPO, na semana passada, que recorrer ao BNCC não
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À
deveria ser demérito nenhum para a empresa já que dificuldades
de capital de giro a maioria possui.
Os meios financeiros estão
convencidos de que a situação
vida pela Coopavel originou-se
em seu programa de agro-industrialização implementado quando as taxas de juros principiaram a subir. E, ao contrário da
propalada euforia pela excelente
safra de soja, o governo teria retardado demasiadamente o EGF
e os preços obtidos acham-se
defasados em relação aos custos
de produção e uma série de fatores. Bem ou mal, a cooperativa
aceitou os desafios partindo para a industrialização na tentativa
de abrir mais oportunidades de o
agricultor capitalizar-se buscando outras fontes além do binômio trigo/soja.
FACISA
PROMOVE
SEMINARIO
A FACISA - Faculdade de
Ciências Sociais Aplicadas de
Foz do Iguaçu comunica que nos
próximos dias 14 e 15 estará realizando um seminário sobre economia brasileira. A programação é a seguinte:
Dia 14, das 15 as 18 horas,
a professora Lídia Gosdenstei estará proferindo conferência
sobre o tema "Conjuntura Economica Atual". Ela é professora
da FAAP e pesquisadora do jornal "A Gazeta Mercantil".
No mesmo dia, das 20 as
22 horas, o professor da UNICAMP, José Bonifácio de Souza
Amaral Filho, falará sobre a dívida externa brasileira.
No dia 15 o tema "Alternativas para a Economia Brasileira" será debatido, das 9 às 12
horas, pelo professor Carlos Lessa, professor da UFRJ e UNICAMP e autor do livro "lntroduco à Economia Brasileira.
As palestras serão ministradas no Hotel Salvatti e as inscrições podem ser feitas na Secretaria da FACISA ou neste sábado, no local da realização do
curso, das 14 as 15 horas. Estudantes da FACISA pagam apenas
500 cruzeiros e não estudantes
Cr$ 1.000,00. Todos receberão
certificados de participação.
,^^1
Tempo de
general já acabou
Esta aconteceu no Centro
Executivo da Itaipu Binacional
durante a visita de Miguel Colassuono a Foz do Iguaçu. Uma assessora ligada à área de comunicaç ão daquela empresa chamou
em voz alta:
- General, general.
Ela estava procurando o general Costa Cavalcanti, presidente da Binacional, para que assinasse um documento. O assessor
jurídico da empresa. Paulo Cunha, ralhou:
- Chame ele de ministro.
fase de general já passou.
CONVITE
Dia 20 de maio, às 9
horas no Cemitério Municipal de Foz do Iguaçu, os
companheiros de TEODORO S. MONGELOS (Q.E.P.
D.) estarão lhe prestando
uma homenagem com um
minuto de silêncio pela passagem do aniversário de sua
morte.
Teodoro S. Mongelos f 1cou conhecido como o poeta dos marginados, "lírico
evocador do povo paraguaio, mártir do coloradismo autêntico, lutador incansável para que em seu
país impere a independência
a liberdade e a justiça social
e para que não mais existam
usurpadores e torturadores
do povo guarani".
Ele faleceu no dia 20 de
maio no Brasil. Morreu triste por não poder voltar à
sua pátria, onde tanto lutou
VENDE-SE
Caravan 19t0 ou troca-se
por carro úe menor valor.
Tratar pelo fone 74-1900
falar com Antonio.
psiu
«Caron preto»
será vendido
Agape milionário
Na busca incessante aos dólares para tapar os rombos da
nossa falência, o trio de ouro
Delfim, Galveas e Langoni
- ofereceu semanas atrás um
banquete a banqueiros americanos que custou ao câmbio da
época 3,1 milhões de cruzeiros.
Participaram do "modesto" jantariinho 60 pessoas, distribuídas
em seis mesas, e que eram atendidas por garçãos de luvas imaculadamente brancas.
A "Gazeta Mercantil" noticiou o desenrolar da orgia gastronômica em detalhes:
"Antes do jantar foram oferecidas três bandejas com 45 canapés cada uma, de petit steak
tártaro, ovos com salmão e caviar,
pontas de aspargo envoltas em
presunto alemão da Westfalia e
salsão recheado de queijo azul.
No coquetel houve variedades de
bebidas norte-americanas e
estrangeiras a um custo de Cr$
1.496 e Cr$ 1.593 cada. No total, beberam noventa drinques.
O cardápio oferecia escalope ao
limão, filet mignon com molho
Perigord, salada de espinafre
com palmito.
"A sobremesa foi sorvete de
baunilha com caramelo, amêndoas e opção de chocolate quente. Custou Cr$ 18.654 por
pessoa.
"Para beber, dois tipos de vinhos da Califórnia: Cabernet
Sauvignon Jordan, de 1.977, a
Cr$ 15.545 por garrafa, e Phelps
Chardobais, a Cr$ 17.488 por
unidade. Foram consumidas 31
garrafas no total".
Não foi divulgado o número de arrotos.
O tristemente famoso Galaxïe preto da Prefeitura Municipal de Cascavel, símbolo da ostentação e arrogância da administração anterior, deverá ser
vendido e substituído por veículo de menor porte e mais económico (possivelmente movido a
álcool). O "carón preto", como
se tornou conhecido, raramente
é utilizado pêlo prefeito Tolentino, que prefere deslocar-se de camioneta ou com seu carro particular.
Que há com o
Paulo Pimenta?
Elogios à liberdade
Pintou na praça um bom escritor. Ë Ladisael Bernardo, de
Foz do Iguaçu mesmo. Esteve em nossa redação e trouxe seu livro para que fosse enviado a Juvêncio Mazzarollo.
Na primeira parte, crônicas sobre a liberdade. Na segunda,
poesias. Lindas. Como esta:
Eu sou livre, não como o vento
que pode ser contido
Eu sou livre, não como um pássaro
que pode ser aprisionado
Eu sou livre, não como um sonho
que rápido pode acabar
Eu sou livre, não como a lei,
que logo pode mudar.
Sou livre como o vento forte, que não pode ser contido
Sou livre como o canto dos pássaros
que não pode ser aprisionado.
Sou livre como o sonho eterno
em planos maiores, interminável
Sou livre como as primeiras leis,
ditadas pelo povo, inalteráveis.
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A popu!açao do Oeste do
Paraná está se perguntando que
bicho andou mordendo o ex-governador Paulo Pimenta, que
através de seus órgãos de comunicação vem movendo uma feroz campanha contra o governo
José Richa. Seria uma pulga ou
teria sido mordido por um cão
raivoso? O questionamento dos
oestinos é justo, uma vez que no
tempo do governador Ney Braga
eram cometidas as mais gritantes
irregularidades e os órgãos de imprensa de Paulo Pimenta faziam vistas grossas. Agora, por
qualquer coisa, abrem manchetes
em letras garrafais na primeira
página do "Estado do Paraná".
Pior que isso-.fazem futricas, colocam lenha na fogueira e distorcem fatos.
clima suave.
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II
_.v1
Assembléia na
Vila Paraguaia
A Associação dos Moradores
da Vila Paraguaia em Foz do Iguaçu está convidando para uma assembléia geral extraordinária a
ser realizada no próximo dia 15
de maio, a partir das 10 horas
da manhã, tendo como local a
Avenida JK, fundos da Retificadora Beux.
Assuntos a serem discutidos:
- Questões com a Prefeitura
no que tange ao não-recebimento da escritura por parte dos associados que já pagaram o que
foi exigido.
- Admissão de novos associados.
- Reajuste no valor das contribuições mensais.
- Instalação de um ambulatório para assistência médica
gratuita, em convénio com o Distrito Sanitário.
Nas malhas
do Seproc
Um total de 1.34] pessoas
foram "seprocadas" no mês de
março, por terem deixado de saldar débitos que totalizam 58 milhões de cruzeiros, de acordo
com o Serviço de Proteção ao
Crédito da Associação Comercial
e Industrial de Cascavel. No mesmo período, apenas 612 clientes
foram reabilitados após o pagamento de débitos que totalizavam 10 milhões de cruzeiros.
Sinal dos tempos.
Teotônio
e a explosão
T
Dívida externa, dívida interna ou dívida social: uma delas,
na visão do ex-senador Teotônio Vilela, será o estopim para uma convulsão de grandes
proporções que deverá agitar o
Brasil nos próximos dois anos, se
o regime não atentar urgentemente para o temporal que está
se armando. E no momento em
que uma delas explodir, as outras duas vão explodir também.
Sonho apocalíptico? Não tem
nada de apocalíptico, responde
Vilela, acrescentando: "Nós ternos uma dívida externa que sabemos que não podemos pagar e
o mundo inteiro também (...), e
nos recusamos a tomar uma medida séria. Temos uma dívida interna que já chegou ao ponto da
insolvibilidade. Uma dívida social que chegou ao limite
máximo do tolerável, dali por
diante só o desforço pessoal, só
a violência".
Valores: Dívida externa 100 bilhões de dólares (João
Goulart, que os "revolucionários" derrubaram, devia menos
'de 2 uilhões).
Dívida interna - 9 trilhões
de cruzeiros.
Dívida social - incalculável;
temos no mínimo 32 milhões de
carentes.
Funcionários
da prefeitura
protestam
Os quatro funcionários da
Preta de Foz demitidos sem justa
causa, depois de terem denunciado um diretor que andava armado e ameacando a todos na
repartição, exigiram esta semana que os resultados das sindicâncias se tornassem públicos.
Fizeram esta exigência através cie
nota à imprensa, onde dizem que
mais uma vez a "panelinha" da
Prefeitura fez mais vítimas. Também querem saber quais os critérios adotados pela "comissão"
de sindicância para demitir quatro funcionários e suspender os
demais. A nota denuncia ainda
que o "prefeito e seus assessores
não querem que sejam feitas reivindicações dentro da Prefeitura.
Agindo desta forma eles pensam
que intimidamos funcionários".
A demissão dos quatro funcionários e a suspensão dos outros deve-se a um abaixo-assinado publicado nos jornais "Nosso
Tempo" e "O Estado do Paraná0 documento, com quinze assinaturas, denunciava Jesus Batista
Rosa. Diretor do Departamento
de Obras da Prefeitura, por portar arma de fogo e ameaçar seus
colegas de trabalho. Aberta uma
sindicância, o diretor foi demitido e os funcionários que fizeram
a denúncia também se viram na
rua.
Não observou a lei
1 ESSE ,EGÓco
/MO 7.4'f'fE
E/.4Ne,, 9E.'t -
O parecer da Consultoria Jurídica da Câmara de Vereadores
de Foz do Iguaçu opinou pela
'nulidade do ato praticado pelo
Chefe do Executivo" no que se
refere 'a colocacão dos novos
abrigos nos pontos de ônibus da
cidade. Como se recorda, a Prefeitura de Foz do Iguaçu instalou novos abrigos nas paradas de
ônibus sem a devida concorrência pública, o que motivou severas criticas formuladas pelo
vereador Severino Sacomori.
Assim sendo, a firma que
executou o serviço (Tissot e
Ferreira Ltda.) não poderá receber dos cofres públicos. Esta é
u 'excelente" administração Clóvis Vianna, onde tudo se faz nas
coxas.
SETOR JOVEM PMDB FOZ/APOIA
c0NAM-PR
O direito de ir
aOsmarum
certo lugar
Lautenschleiger
O direito de ir e vi ré assegurado pela Constituicio. Ou não é?
Violar este direito constitui constrangimento ilegal, e pode ser remediado pelo instituto do "habeas corpus",uma das garantias mais caras
a qualquer regime democrático digno deste nome.
Todavia, este negócio de ir e vir nem sempre é tão simples como
deixam entender os textos legais. Devia ser simples como beber água
na fonte ou no riacho. Ir quando dá vontade; ficar quando se queira.
Ir e vir segundo os ditames do cérebro ou do coração.
Verdade é que Deus criou a liberdade e o diabo fez o preço. Ressalve-se que isto nada tem a ver com o "slogan" de um extinto partido político que dizia ser o preço da liberdade a eterna vigilância...
Efetivamente , tudo tem seu preço, desde que uma parte dos homens
dividiu o mundo entre si, esquecidos de que o criador fez os mundos
e os deu em usufruto para toda a criatura, sem cobrança de taxas e
emolumentos.
Após, o diabo fez o preço e estragou o mundo. Nem mais o sol,
nem o ar, nem a água são de livre acesso e uso para os homens, Polui
ram a fonte crist/ina, e a água necessária ao organismo só é disponível depois de engarrafada e rotulada por companhias multinacionais.
Mas vamos sair do exórdio para ir ao assunto. O que era mesmo?
Ah. sim a liberdade de ire vir. Ir custa dinheiro, tanto quanto o vir.
Que o digam os felizes passageiros da "Princesa dos Campds", que
enfrentam a viagem para Casca vel,para Ponta Grossa ou Curitiba, pagando cada vez mais dinheiro para menos espaço e menor conforto.
Conforto? Sim, o tradicional conforto e fidalguia no trato aos passageiros, quem não os conhece... Empresa que nunca deixa os passageiros na mão quando seus Ônibus novinhos em folha quebram na estrada... Empresa que jamais permite que passageiro, que comprou
passagem de ônibus direto ou semi-direto na Foz, tenha que ser enlatado em ônibus "pinga-pinga", a partir do trajeto Cascavel-Marechal
Cândido Rondon. -. Empresa que, em momento algum permite que os
passageiros sejam tratados como rebanho bovino na "moderníssima"
rodo viária de Cascavel...
É, o negócio de ir e vir tem seu preço, acompanhado de suor e
lágrimas, deixando de lago o sangue, na célebre trilogia de Churchill,
Perdoem os Feitores a divagação, mas o assunto deste escrito visava tratar de um especialíssimo direito de ir. Ou melhor, de uma especialíssima necessidade de ir. O leitor entende. Você viaja horas a
fio, os ossos moídos pela maciez do ônibus, enfim a parada, o terminal rodoviário, e todos aproveitam a pausa para irem aflitos a um certo lugar, vexatório e abençoado lugar.
Antes de prosseguir, um esclarecimento. Em qualquer aeroporto
do mundo, seja Nova lorque, Amsterdam ou Foz do Iguaçu, o serviço de toilere é gratuito. Fazer aquilo não custa nada. O passageiro
elegante, bonitinho e lépido, sai do avião e, se por esquecimento não
o fez na aeronave, vai ás higiênicas dependências sem gastar um tostão ou centavo de dólar.
Agora, o coitado do trabalhador do campo ou da cidade - pois
é ele que viaja de ônibus - quando passa por Toledo, Cascavel, Foz
do Iguaçu, é obrigado a ir a um destes mais/nados lugares, alhures
chamados de "toilettes" mas chamá-los de "latrina" seria eufemismo - se não tiver quinze cruzeiros não passa pela roleta, não entra,
aguente as pontas,sofra as angústias intestinais afe chegar em casa. De
graça, não entra não.
As coisas têm seu preço, principalmente para o pobre. Atéo direito de ira um certo lugar...
Exaprefeito de Céu Azul
também meteu a mão no Jarro
Ao terminar a auditoria na
Prefeitura de Céu AzuI,o prefeito João Canfrides Betto descobriu cobras e lagartos na contabilidade do ex-prefeito Geraldo
"Tiba" Batista Chaves.
O relatório da auditoria feito pelo Escritório de Auditoria
Alfeu de Meio é composto por
19 folhas datilografadas e 102 fotocópias de documentos. Nas
conclusões o auditor opina por
"urgentes medidas que devem
ser tomadas uma vez que o exprefeito, quando no cargo,corneteu inúmeras irregularidades, definidas como CRIME DE RESPONSABILIDADE, devidamente
capituladas no Art. lo. do Decreto Lei 200 de fevereiro de
1.967".
"Os crimes de responsabilidade praticados, enquadram-se
nos seguintes (tens do referido
artigo:
- Apropriar-se de bens ou
rendas públicas e desviá-los em
proveito próprio ou alheio;
2 - Utilizar-se, indevidamente, em proveito próprio ou
alheio, de bens, rendas ou serviços públicos;
3 - Desviar, ou aplicar indevidamente, rendas ou verbas públicas;
4 - Ordenar ou efetuar despesas, não autorizadas por lei, ou
realizá-las em desacordo com as
normas financeiras pertinentes;
5 - Alienar ou onerar bens
imóveis ou rendas municipais,
sem autorização da Câmara em
desacordo com a Lei.
OS "CHUNCHOS" DO
EX-PREFEITO
Uma das acusações ao prefeito do PDS que "reinou" em
Céu Azul, fazendo dos bens públicos uma fazenda particular, é
o recebimento de forma indevida
de importâncias a título de diária. Acontece que estas diárias
são dadas de acordo com o artigo 89 do Estatuto do Funcionário Público, ou seja, em viagem
e no desempenho das funções
é concedida diária a titulo de indenização das despesas de alimentação e pousada. Portanto a
locomoção é por conta de órção (leia-se Prefeitura), mas as
despesas de alimentação e pousada correm por conta do funcionário, que para isto recebe importâncias a título de diária.
Mas "Tiba" no caso recebeu duas vezes. Além das diárias
ele incluiu nas prestações de con-
ta as notas de hospedagem e
refeições.
Outro rolo feito pelos
pedessistas que ocuparam a prefeitura de Céu Azul está na
compra de um ônibus para transporte de estudantes. O veículo
foi comprado pela Prefeitura de
Céu Azul , e o recibo foi passado em nome da Prefeitura de
Vera Cruz do Oeste, criando
assim uma situação esdrúxulo:
um Município compra o veículo
e outro é o proprietário legal.
Mas o pior é que o empenho
foi feito dois meses após a compra. Ou seja, primeiro pagaram e
meses depois foi contabilizado.
Mas o prefeito "chunchero"
não ficou por ai. Durante sua
gestão fez e aconteceu com o
dinheiro do povo. Outorgou procuração para firmas prestadoras
de serviço ou vendedores de máquinas para receber diretamente
o 1CM. Ou seja a Prefeitura fez
compras e alienou o 1CM por
"xis" tempo a favor destas empresas. Mais uma vez cometeu legalidade, pois a autoridade não
pode alienar ou onerar bens
públicos sem autorização da Câmara.
Mas o abuso com o dinheiro
do povo não fica por aí. Além
de firmas como a Fepaco e
Dimaro estarem mamando adoidado nas tetas já enfraquecidas
do município, o ex-prefeito de
Céu Azul usou o dinheiro da prefeitura para pagar as refeições durante uma convenção do PDS.
No dia nove de agosto do ano
passado, 72 refeições foram pagas na Churrascaria Avenida, de
Vera Cruz do Oeste. Neste caso,
inclusive, "Tiba" fez o empenho
na tesouraria da Prefeitura.
E foi na campanha eleitoral
que a grana da prefeitura foi usada de forma desesperada pelos
políticos do PDS. Só para se ter
uma idéia, enquanto de janeiro
até maio de 82 a média mensal
em gastos de viagens, hospitais,
receitas de óculos, etc, foi de
70 mil cruzeiros, nos meses
que antecederam o pleito
eleitoral (junho a dezembro) a
média de gastos foi de 300 mil
cruzeiros.
PDS NO BANCO DOS REUS
Quando foi inaugurada o
prédio da Prefeitura Municipal,
houve uma verdadeira orgia com
os bens públicos. Gastaram adoidado e sempre em função dos
políticos do PDS. Foi feito um•
cheque de alto valor para pagar
notas fiscais de firmas com razões sociais distintas e que se
presume serem fantasmas. São a
Toco Representações e Publicidade,e Araujo Com.e lmpl. Agr.
Publicidade Ltda.
Mas a coisa não fica por
aí. O levantamento feito pela f irma de auditoria apurou casos
escabrosos de esbanjamento do
dinheiro público. Roubaram em
todos os sentidos. Desconfia-se
inclusive que venderam gasolina
da Prefeitura. Os gastos em combustíveis são simplesmente
escandalosos. Vão além das capacidades máxima de consumo dos
veículos lotados na Prefeitura.
Isto é mais um exemplo do
que fazem os políticos do PDS
quando estão no poder. Quanto
a isto a imprensa do senhor Paulo Pimentel não diz uma vírgula. Estão gritanto exatamente
porque já não podem mamar cofl1 Setepr e fizeram.
Schu12
Do you
speak
Os moradores da Baixada,
em Santa Helena, depois de uma
reunião como o vereador Milton
Schulz, decidiram reivindicar da
prefeitura a desapropriação do
terreno que fica nas proximidades do bar Canísio. Com isto estariam dadas as condições para a
construção de uma cancha de esportes naquela localidade.
Atendendo os anseios dos
moradores, o vereador Milton
Shulz encaminhou no dia 2
uma indicação solicitando que a
administração Municipal aprecie
o pedido da população e viabilize a desapropriação do terreno.
Por outro lado os moradores
estão dispostos a arcar com as
despes 1 e construção não somente da cancha de esportes mas
e uma praça.
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Ihadores e dos estudantes.
Quanto ao desenvolvimento
político, houve nos últimos anos
um aumento notável no número
de eleitores, L portanto foram
ampliadiis as cadeiras nas Câmaras Iviunicipais. Surgiram novos
deputados Nelton Friedrich assumiu uma das mais importantes
Secretarias de Estado - a do Interior. Outro fato político relevante para a região é a primeira
secretaria da Assembléia ser ocupada por Gernote Kirinus, enquanto que a juventude desponta com Sérgio Spada na Assembléia.
Baseado então nestas premissas é que Carlos Grellmann,
Rui Pires, Alceu Sperança e Milton Schultz decidiram partir para a formação de uma Executiva
regional, que teria como função
analisar a problemática regional
e coordenar as lutas a este nível.
ria do SJ do PMDB de Foz do
Iguaçu. Esta modificação visou
democratizar ainda mais este
movimento e criar mecanismos
mais efetivos para a viabilização
das propostas.
A diretoria ficou coriposta
por Carlos Albert': 'rellmann
(presidente); Gregótiu Silvero
(vice-presidente); G iovani Luiz
Canal (secretário), Maria das
Graças (2o. secretário); Ciro Dias
(tesoureiro) e Iris da Silva (2o.
1 tesoureiro).
NOVA DIRETORIA
Visando, portanto, incrementar as novas tarefas que estão surgindo é que foram feitas
: lqumas riiod if icações na direto-
1
1
1
1
Os suplentes são: Maro Regina Niklevitz, Rosângela Schuster, Cerli T. Hubner e Vera Lúcia do Amaral. O Conselho Fiscal está constituído por Nelson
Linden, Josemar Silva dos Santos, Lorival Alves e Erotildes Vilgo Batista. Os delegados são: Teimo da Rosa e Altair Frotunato,
tendo como suplentes Adalgiso
Ribeiro e Justo Alfredo Ayala.
A Comissão Cultural Feminina
está sob a responsabilidade de
Nadagil Garcia; Comunicação
Social é com Solange Hamuu e
Esportes com Aldair Fagundes.
Pessoal do Setor Jovem do PMDB iguaçuense
Jovens vão apresentar chapa
1
ao Diretório do PMDB
A nota política mais importante desta semana em Foz do 1.
guaçu foi a decisão tomada pela
Executiva do Setor Jovem do
PMDB, de lançar chapa própria
na Convenção Municipal de junho. Até o momento somente
duas chapas estavam no páreo.
Uma é encabeçada por José Leopoldino Neto e a outra pelo
atual presidente, Dobrandino
Gustavo da Silva. Com a decisão
tomada pelo SJ,uma terceira força vai surgindo.
Esta decisão começou a ser
amadurecida durante a Convenção Estadual realizado no mês
passado, onde as delegações de
Foz do Iguaçu e Cascavel foram
as mais volumosas. De Foz do
Iguaçu saíram mais de quarenta
jovens com bandeiras e faixas
surpreendendo aquees que não
estavam acreditando no trabalho
de base. Aliás, o Oeste paranaense começa a ter um peso todo especial no atual cenário polí-
tico paranaense. As velhas estruturas começam a ser quebradas
com o surgimento de novas
forças políticas.
Capitaneados por Carlos
Grellmann,os jovens peemedebistas de Foz estiveram em Curitiba
onde deram uma demonstração
de posicionamento político-ideológico e puxaram as lutas políticas para dentro da Convenção.
Enquanto a maioria dos convencionais discutiam composição de
chapa pura e simplesmente, Carlos Grellmann e Teimo da Rosa
tentaram colocar em discussão
questões tais como a luta contra
a LSN, campanha por libertação
de Juvêncio Mazzarollo e eleições para prefeito nas "áreas de
segurança".
Preocupados em direcionar
melhor as lutas, as reivindicações
e as novas forças que se liberam
na região Oeste, alguns dirigentes do SJ oestino estão mantendo contatos visando criar uma
coordenadoria específica para a
região.
Para tanto já está marcada
uma reunião ainda este mês, na
cidade de Medianeira. Os dirigentes que estão na perspectiva de
criação da coordenadoria regional partem do princípio que o
Oeste do Paraná transformou-se
em um dos três principais eixos
estaduais de desenvolvimento.
Este desenvolvimento se dá
em todos os níveis. Economicamente por possuir o Oeste algumas das terras mais férteis do
mundo, sendo hoje a região
maior produtora do Estado. Socialmente é uma das regiões que
mais se organiza para as lutas
nacionais. A luta em favor da autonomia dos municípios ainda
sob o tacão dos interventores. A
luta pela terra, desenvolvida em
sua forma mais avançada que é a
reivindicação pura e simplesdos latifúndios improdutivos. Avanço
a nível de organização dos traba-
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VERBAS DA FINEP
Os projetos de maior releváncia do Paraná no que se refere ao apoio tecnológico e pesquisas na área da indústria terão
toda a ajuda necessária da FINEP - Finariciadora de Estudos
e Projetos.
A promessa foi obtida pelo
secretário Francisco Simeão na
semana passada, em contatos
mantidos com dirigentes do órgão da Seplan, ocaiSão em que
apresentou as diretrizes da Secretaria da Indústria e do Comércio
para o Paraná.
Durante o encontro, os dirigentes da FINEP mostraram-se
especialmente interessados nas
metas da SEIC em implantar micro-destilarias de álcool no Esta-
Simeâ'o aos empresários: apontem vocês soluções práticas
4
Nenhuma indú stria
vai cair do céu
*
SIMEÃO PREGA A INDUSTRIALIZAÇÃO A PARTIR
DA MOTIVAÇÃO DA COMUNIDADE
O secretário da Indústria e
Comércio do Paraná, Francisco
Simeão, não poderia ter sido
mais claro: diante de algumas dezenas de empresários reunidos na
Associação dos Engenheiros, sexta-feira à noite (6 de maio), em
Cascavel, ele definiu exatamente
o novo estilo de trabalho que
norteia sua Pasta, e, de resto,
o governo Richa como uni todo:
diante dos boquiabertos
empresários acostumados a lamuriar-se diante do poder,
Simeão explicou que ao invés de
soluções já prontas, fabricadas
em refrigerados gabinetes governamentais, os problemas vividos
pelo comércio e indústria paranaense devem ter suas soluções
apontadas a partir das bases, numa radical inversão de papéis
a que se convencionou chamar
de "governo participativo".
Simeão foi enfático ao explicar que a experiência destes
últimos anos tem demonstrado
que refinados planos elaborados
por tecnocratas fechados entre
quatro paredes em muitos casos
não têm dado certo justamente
porque não tiveram como esteio
a motivação das comunidades
aos quais se destinam.
Entrando especificamente
no aspecto da industrialização uma questão levantada com insistência pelo empresariado
cascavelense - Simeão disse que
qualquer empreendimento deve
partir, necessariamente, com
base em decisão da comunidade.
"E preciso que vocês mesmos encontrem novas alternativas, apontem novos rumos", disse o
secretário, deixando claro ao empresariado que o processo de industrialização de Cascavel só poderá ter sucesso a partir do consenso comunitário.
A era do paternalismo, em
que o poder público ditava regras e o empresariado esperava as
soluções caírem do céu, parece
estar acabando. Ficou evidente
que a proposta do governo estadual vai exigir, e muito,uma alta
dose de criatividade daqueles
que querem participar do projeto
de industrialização (e parar de
investir o dinheiro auferido em
Cascavel em enormes latifúndios
no Mato Grosso). O prefeito Fidelcino Tolentino observou, durante o encontro com os empresários, que "talvez o pessoal precise de um impulso para partir
para a industrialização, em termos de criatividade", obtendo
do titular da Pasta da Indústria e
Comércio a confirmação de que,
em termos de apoio técnico e
também de linhas de crédito,
a SEIC está disposta a colaborar.
Ficou a impressão de que o
empresariado cascavelense que
deve sua existência à agricultura, está um tanto desorientado: afinal, onde investir numa
economia como a brasileira onde
a picaretagem financeira rende
mais do que qualquer ramo útil
de atividade?
A Secretaria de Indústria e
Comércio entende que qualquer
projeto industrial só deve ser
levado a efeito depois de uma
pesquisa de mercado que apontaria as várias possibilidades de
investimento existentes em Cascavel, cidade que por força de
sua localização geográfica é um
dos maiores entrepostos distribuídores de produtos do Sul do
País.
Para Simeão, qualquer proeto --- mesmo de pequeno porte e até do tipo "fundo de quintal" - é válido, pois são justamente as pequenas e as microempresas que utilizam mão deobra em maior quantidade, contribuindo para fazer ao frente
ao desemprego.
Mas é preciso que a própria
comunidade, a partir do debate,
mobilize o seu potencial latente
no rumo da industrialização pois
só com a motivação comunitária há possibilidades de se levar
a efeito tal processo com relativo sucesso. À S E I C e aos seus escritórios regionais (em Cascavel
existe um) caberia o papel de
agente catalizador desse processo, dando apoio técnico (pesquisa de mercado, formação de
mão-de-obra, formulação dos
projetos, etc.).
A questão foi inteligentemente jogada nas mãos dos supostos maiores interessados: os
próprios empresários. Cabe a eles
e à comunidade - e não ao poder público - a definição dos rumos da economia cascavelense,
apontando soluções práticas (e
não divagações teóricas), de execução quase que imediata.
Em Toledo este exemplo já
foi dado com a criação e a instalação da lncopesa, empreendimento do qual participam dezenas de pequenos empresários. E
possível que experiências como
esta também frutifiquem em
Cascavel, onde emerge uma nova
classe empresárial composta por
jovens de maior visão e que vêm
na industrialização a única saída
para que a cidade Contorne o
fantasma da estagnação.
;-
do. Seaundo Simeão, tão logo sejam dprovados os projetos de
apoio à industrialização paranaense, o governo José Richa estará negociando os primeiros financiamentos com o governo federal. O secretáiio da Indústria
e do Comércio manteve ainda
contatos com dirigentes da
Cacex, formalizando a participação do Paraná no intercâmbio
comercial acertado pelo presidente João Figueiredo com o
México. Disse que os paranaenses deverão assegurar sua fatia
no "bolo" das negociações que
permitirão aos brasileiros, em
troca de petróleo mexicano, oferecerem suas mercadorias de
maior produção.
RICHA DESTACA
A FORÇA DO RÁDIO
Ao participar do encerramento dos trabalhos do VIII
Congresso Paranaense de Radiodifusão, no último dia 4, em
Caiobá, o governador José Richa
surpreendeu os radialistas ao
questionar até que ponto a comunicação social do governo pode sensibilizar os vários segmentos da sociedade. Mais adiante,
ao abordar o baixo índice de leitura no Estado e no País, Richa,
culpou o "sistema capenga de
educação", no qual avulta a precariedade do ensino, marginalizando e condenando ao subdesenvolvimento milhões de pessoas.
Richa falou ainda da força
do rádio, que mesmo com o advento da televisão participa efetivamente da comunidade a que
serve. No Estado há quase duas
centenas de emissoras, "com
uma riquíssima variedade de padrões e de características e com
elevado grau de identificação
com o universo de sua abrangência", comentou o governador.
Ao término de seu discurso,
Richa enalteceu a responsabilidade da radiodifusão: "Ela está
muito acima do interesse empresarial, como veículo de transformação da sociedade, como analisadora dos fatos e como forma-
dora de opinião".
Durante o conclave foi escolhida a nova diretoria da AERP,
que agora tem como presidente
o radialista Ludowico Mickoz,
da Rádio Difusora de Paranaguá,
em substituição de Jaime Zeni,
de Toledo. 179 radialistas participaram do VIII Congresso Paranaense de Radiodifusão, representando 106 emissoras.
Richa: o poder do microfone
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Dívida de 550
milhões DreocUDa
Terra Roxa '
Para regularizar a situação
das finanças municipais que estão apresentando desequilíbrio
em virtude de um endividamento
da ordem de 550 milhões, o prefeito José Teixeira (PMDB), de
Terra Roxa, está apelando ao governador José Richa de quem espera uma verba de emergência
que permita ao Executivo os resultados da racionalização administrativa que esta sendo posta
em prática.
O prefeito Teixeira aisse ter
esperanças de que Richa destine uma parcela de um financiamento que está tentando obter
junto ao Banco Mundial para socorrer os Municípios paranaenses
em situação de quase insolvência: "Na última audiência que
mantive com o governador ele
me afirmou estar pleiteando um
financiamento em dólar junto ao
banco Mundial. O dinheiro seria
destinado aos municípios com
população inferior a 50 mil habitantes. O prazo de resgate da
dívida, da ordem de apenas 35
por cento, pois 65 por cento seriam a fundo perdido, poderá vir
a ser de 15 anos com juros da ordem de 10 por cento ao ano",
Prefeito
José Teixeira
EROSAO TEM CONVÊNIO
Uma verba de Cr$ 80 miIhôes será gasta no combate à
erosão, principal entrave do Município, além de um desemprego
crônico. Contudo, a verba do Palácio Iguaçu que Terra Roxa do
Oeste espera receber seria aplicada em obras de infra-estrutura,
principalmente pavimentação asfáltica e eletrificação rural.
O prefeito José Teixeira,
que ocupa a chefia do executivo
pela segunda vez, classificou o
desemprego no Município como
alarmante. Ele contudo tenta explicar o número de bóias-friasque aportam na periferia da cida-
—
de: para ele não se trata de
pessoas que sempre residiram na
cidade, mas sim trabalhadores
que chegaram à procura de emprego nas fazendas de café, e,
como não conseguiram, preferiram construir- barracos nas vilas e
ali permanecer. O prefeito não
tem idéia de como minimizar o
problema social criado mas vai
levar o assunto a outras entidadescomunitárias eprovocar uma
dicusssãó a nível municipal na
tentativa de encontrar unia saida que certamente será a criação
de mais empregos. Nos últimos
cinco anos, por exemplo, algumas lideranças tentaram instalar
uma cooperativa de pequenos
produtores que se dedicariam ao
cultivo da mandioca. Foram elaborados projetos de industrialização da mandioca - uma destilaria de álcool com capacidade
para 120 litros diários. Passados
os anos o projeto mostrou-se inviável por causa de inúmeros fatores e a indústria que geraria
empregos transformou-se numa
pequena cooperativa que recebe
mandioca e a transforma em fécula.
Transporte de passageiros
Cascavelense disputa
mercado na Venezuela
Assis Gurgacz, empresário
de Cascavel, político (foi viceprefeito pelo PDS), depois de impor o monopólio dos transportes rodoviários de passageiros na
Amazônia, está agora partindo
para sua mais ousada aventura:
ele quer estender suas linhas até
a Venezuela, com destino a Caracas, numa extensão de milhares
de quilô mel ros
Tenta ndo demonstrar que a
atitude não faz parte de qual quer plano megalomaníaco e
tão somente uma iniciativa empresarial válida, Gurgacz informa
que já está chegando à Venezuela, isto quando estaciona seus
ônibus com a marca de Cascavel
na cidadezinha fronteiriça de
Santa Helena, portal daquele
Pais produtor de petróleo.
O ex-vice-prefeito Assis Gurgacz diz estar satisfeito com o
desempenho de suas empresas:
hoje, a União Cascavel - a Eucatur, que tem urna cobra como
principal logotipo - está chegando às mais remotas regiões da
Amazônia, como por exemplo
à quase inacessível Boa Vista, capital de Roraima. Quem pretender conhecer esta parte do Pais,
pode também adquirir passagens
para Manaus e Porto Velho. Mas
é em Rondônia que Gurgacz possui uma espécie de quartel general, mais precisamente em Ji-
Paraná, onde é conhecido como
uma espécie de vice-rei, por
manter contatos bastantes próximos com os políticos mais influentes.
Este ano, só para homenagear a empresa de Assis, a empresa estatal telefônica do Estado explorou na capa do catálogo telefônico a temática das migrações de paranaenses para
aquele Estado, exibindo uma foto onde aparecem os colonos
sulistas recém-desembarcados de
um ônibus da frota da Eucatur.
Assis diz, orgulhoso, que os assinantes do catálogo telefônicc
são 200 mil somente naquele Estado.
IMPÉRIO
O ex-vice prefeito Assis Gurgacz dificilmente revela a extensão de seu império sobre rodas.
Aos que insistem ele se limita a
dizer que a empresa é a segunda
maior do Paraná, perdendo apenas para a poderosa Viação Garcia, de Londrina. Em termos de
País, é a sétima colocada. Seu
mais recente trunfo foi obter autorização para transportar em
definitivo passageiros de Cascavel a Porto Velho. Esse transporte já era feito com regularidade,
porém em caráter provisório. A
inauguração solene da linha será
em Cascavel, em breve, com a
presença de importantes autoridades.
CC À\IL€ M1)ø S11^
1F IR IÀt J,I € Á
Donnei estima em
38 por cento
a quebra da soja
Dificuldades climáticas as
mais variadas estio sendo responsáveis pela frustração de 30
por cento das safras de soja e milho nas lavouras de Medianeira,
São Miguel do Iguaçu e Santa
Helena, conforme previsão feita
pelo presidente da Cotrefal, lgnácio Aloysio Donnel. Para dar
uma idéia das dificuldades enfrentadas pelo produtor na área
de cooperativa, Donnel acrescentou que 17 sojicultores recorreram ao Proagro, o que significa
dizer que não chegaram a colher
para pagar os financiamentos de
custeio. A seca foi a principal
causa da quebra do milho, enfatizou o dirigente cooperativista.
Ignácio Donnel, ex-presidente da Cotriguaçu, disse ao NOSSO TEMPO que a morosidade
na liberação do EGF (Empréstimos do Governo Federal) gerou urna grande insatisfação entre os produtores, que acabaram
comercializando suas safras
forçadamente antes da chegada
dos recursos. Acrescentou que
dos 11 bilhões contratados o
Banco do Brasil liberou apenas
2,5 bilhões de cruzeiros, "E esses recursos têm de ser utilizados na medida em que chegam
e rapidamente, sob o risco de retornar ao órgão de origem para
serem re-d istribu (dos".
O presidente da Cotrefal está estranhando que alguns tecnocratas ligados às áreas governamentais estejam anunciando uma
supersafra: "Nem mesmo as cotações do produto são de
supersafra", ironizou, acentuando que a tendência é de redução
da área cultivada. E esclareceu:
"E que alguns certamente plantarão menos, quando não deixarem simplesmente de plantar,
principalmente os que têm uma
certa estrutura". Ignácio Donnel
estava fazendo referência aos juros agrícolas que vigorarão para
as culturas de verão, deste ano:
- Pelas informações que nos
chegam, os juros serão de 70 por
cento das ORTNs, mais 5 por
cento, ou seja, 75 por cento. O
pior é que os preços finais dos
produtos no momento da comercialização não vão ter esta valorização, o que se traduzirá no
desestímulo do produtor.
Se os prognósticos do presidente da Cotrefal estiverem corretos, cerca de 15 mil hectares
cultivados com soja estarão afetados, concluída a safra, pois
seus 3.975 associados ocuparam
nesta safra 50 mil hectares.
No ano passado, a cooperativa
recebeu em seus armazéns pouco
mais de 2 milhões de sacas. Para a presente safra foram financiados 28.747 hectares, num
montante de 1,4 bilhão de cruzeiros. Área menor se comparada
aos 40 mil hectares produzidos
em 1.980. Já a área do milho é
inexpressiva, com seus 8 mil hectares e financiamento para
formação de lavouras da ordem
de 331 milhões.
INDÚSTRIA
A Cotrefal, segundo seu presidente, está perseguindo a meta
industrial que é esmagar e processar 300 mil toneladas de soja
em sua unidade industrial de Céu
Azul (antiga Oleolar). A cooperativa está fechando contratos de
compra de matéria-prima de suas
co-irmãs, pois a produção dos associados de sua área de abrangência não lhe dá auto-suficiência.
Esse desempenho industrial
da Cooperativa Três Fronteiras
representará mais que a duplicação de sua produção, pois em
1.982 ela esmagou 116 mil toneladas de soja sendo 93.394 em
farelo e 23.261 em óleo. A consequência do ingresso da Cotrefal na agro-industrialização está
sendo sentida no desempenho
comercial, que teve um aumento
de 136 por cento em razão das
vendas de farelo, óleo de soja e
grãos, da ordem de 5,6 bilhões
de cruzeiros.
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Cascavel, sábado. 73 cle
O Paraná
- -
O
PMD8,
ao
1
ri
Emir Sfair
e seus
editoriais
pró-PDS:
nunca um
analista
político (?)
se enganou
tanto
de 1982.
Nfolina, 3
divulgar
seu comício na Praça
João XXIII, •m Coscavei, com o presença
de seu candidato a governador, cdlcolou IS mil pessoas naquela Coflc•fltração. Partindo des)o hipótese, o POS
teria no mínimo 20 mil pessoas na sua
reunião de quinta-feira à noite, mesmo
com chuva e com a impossibilidade do
chegada de Sou! • Ney.
-
novimbro
FOR U
_ POLITICO
A multidão Q ue gssitiy co comício d
r»-- -- '-'-
jflram.r1to
ulodo em 70 mil pessoas e como fQJ
er oticamente o dobro do p ovo que e
teve no comício do PMDB, pode-se of ir-
mar qye a capacidade de prreglm'-
fação do partido maior do oposição
represento hoje 50% do jç,rçg dos homens do PDS, o que coloca. em Cos-
cavei, a candidatura de David em
posição de vantagem.
Efetivamente, o pleito eleitoral p0-
j
diria até ser considerado decidido se
fôssemos tomar como base o movi-
m.ntação dos comícios - o POS realizou
no mesma noite um comício de Loarival Neves com 5 rol! pessoas - o que representa mais força de arregim.n-
fação e em consequéncia teoricamen-
te, mais capacidade eleitoral Das-
toque-se que David conseguiu nesta
sua reta final um api5io ainda mais
consistente: muitos pioneiros de Cas-
cavei, que aparentemente estavam
com um dos candidatos de oposição.
passaram o apoiar o candidatura de
David em homenagem a Joc-y Sconagotta. que também um pioneiro.
O resultado da eleição dcv. favoc.cer,
portanto, o candidatura que of.rec.
melhor opção administrativo à cidade
• principolm.ne mais segurança à
população. Dific,tm.nte o povo de Cascavei votará naqueles que desejam
ganhar as eleições usando om.oços,
tentativos de violéocias ou mesmo
ameaçando transformar uma praça de
esportes em praça de guerra. A componha de David Cheri.gote foi perfeito
em organização, em trabalho conlunto
e em apelo à opinião pública. O resuitodo não poderá ser dlfer.nte do
trabalho de campanha pois o povo,
nesta semana que •std chegando ou
fim, sentiu a tendéncio do eleitorado e
no final da componha está em suo
grande maioria
lado de David.
ao
Só o otimismo vencerá
eleitor vai às urnas na segun-
da-feira para eleger, 18 anos
depois, os seus governadores,
•'Eie cF:ào pai dar xrrne:iir dr uns novo Paraná
O
"Pi'la-
inào.x
ck
sua
geiih' ('a.'icar'I Lai chegar lá"
que trouxe de sua vitoriosa vida Sconogatta não s• curvou diante
EM CASCAVEL, REACIONÁRIOS SE ORGANIZAM
neg ócio é liquidar Tolen*tino
0
^
O
Exatamente seis meses depois da acachapante derrota de
15 de novembro - prova (leque
os regimes municipal e estadual
aos quais serviam e dos quais
também se serviam (e como9 não
estavam com i idua as cabeças pensantes da ala jacysista começam a se rearticular em
Cascavel, para colocar em xeque
a administração do PMDB.
Nesta nova empreitada pol(tica, patrocinada sobretudo por
aqueles que tiveram interesses
imediatos feridos com a vitória
da Oposição, misturam-se as
mais variadas tendências: - uma
espécie de casa-da-mãe-joana
abrigando desde pedessistas ortodoxos, ex-marajás do regime municipal anterior, mascates da imprensa, vigaristas da política cai'dos no ostracismo que querem
"ressurgir" e até, suspeita-se, um
ou outro idiota do próprio
PMDB que ainda não avaliou
bem o preço da traição.
Nunca se viu tantas "posições" ideológicas diferentes convergindo para um mesmo propósito: a desestabilização a qualquer custo e por quaisquer meios
da administração inaugurada pelo prefeito Fidelcino Tolentino.
O foco da conspirata parece
ser o jornal do ex-prefeito Scanagatta ("O Paraná"), que tem
como editor o sr. EmirSfair, jornalista a serviço do PDS. Foi
Emir Sfair o mentor intelectual
da feroz campanha que "O Paraná" moveu nos últimos meses de 82 contra os então candidatos a prefeito Fidelcino Tolentino e Roberto Wypych, na desesperada tentativa de fazer do
engenheiro David Cheriegatte o
próximo prefeito. Foi também
Emir Sfair quem apostava na manutenção do "neysmo", ironizando através de termas notas
diariamente publicadas pelo jornal várias candidaturas peemedebistas, como se fora do PDS não
houvesse salvação. Para se ter
uma idéia do que ocorreu em
Cascavel, basta dizer que o jornal "O Paraná" esteve totalmente fechado, durante a campanha, para os candidatos da
Oposição, e Emir estava tão confiante na vitória dos pedessistas
que apoiava ostensiva e deslavadamente, que chegou a publicar
uma "pesquisa" fajuta mostrando que David Cheriegatte seria
imbatível nas urnas.
Veio a grande lavada de 15
de novembro. Tolentino fez sozinho 30 mil votos, mais do que
todos os demais candidatos reunidos.
Passados seis meses e já refeito do erro crasso de avaliação
política que o fez embarcar
numa aventura suicida, Emir
Sfair começa a concentrar em
torno de si, por força do próprio
jornal, os náufragos de 15 de
novembro. O objetivo é um só:
"O Paraná"
de 13/11/82
4•SA•
á. 1.4.6,. C..' 4,6 ••
.4.4,. .i .4._* .4.
á. p#flIS.
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I.I..H,,. .4. á
.,._.. .•,,_u E •
tentar desestabilizar , tal como
Paulo Pimentel faz em Curitiba, o governo municipal do
PMDB em Cascavel.
Só que no caso local o que
se tenta fazer é um interessante
jogo duplo: enquanto escreve editoriais e mais editoriais
elogiando o governo Richa (antes de novembro os elogios eram
endereçados ao "neysmo"), o editor de "O Paraná" tenta escorar Tolentino e seu secretariado contra a parede. A infame
campanha contra o professor
Giovani Paludo, secretário de
Educação e homem de reconhecida capacidade, foi só um exemplo. Vem muito mais por aí.
Na qualidade de porta-voz e
de ideólogo do "jacysismo",
Emir Sfair aposta na divisão do
PMDB cascavelense. Já deve ter
identificado dois ou três candidatos à traição, e possivelmente
vai usá-los.
Essa salada política promete
ficar ainda mais interessante a
partir do momento em que o exprefeito Scanagatta retornar ao
cenário político e passar a exigir
de "O Paraná" um engajamento
ainda maior contra aqueles que o
derrotaram em novembro. Ele
seria, afinal, o proprietário de fato da rotativa e do prédio situados na Rua Pernambuco, que
apenas teriam sido arrendados à
editora OPR, na qual Emir figura como um dos sócios.
FIQUE LIGADO NA
I)14711S01PA
LP 1
- .aw.-. n-. ,.-,-nU •á......9á4. .,,4..',4•.
Do PRIMA
.$.
MAREC HAL
CANDIDO RONDON
GOVE NADOR
SÁBADO EM
TRÊS BARRAS
R
O governador José Richa estará neste sábado em
Três Barras do Paraná, para
participar das festividades
alusivas ao primeiro aniversário do Município. Será recepcionado pelo prefeito
Hélio João Laurindo (PMDB) e outras autoridades,
que também deverão apresentar ao chefe do Executivo estadual uma série de reivindicações.
Richa virá de avião até
Cascavel, deslocando-se em
seguida para Três Barras de
carro. O prefeito Tolentino
receberá o governador no
aeroporto.
OUTROS VISITANTES
Nesta quinta-feira estará
na região Oeste, para uma
visita às Delegacias de Polícia e unidades da Polícia
Militar, o secretário de Segurança Pública, Luiz Felipe
Haj Mussi. Manterá contatos
em Palotina, Toledo e
Cascavel. Amanhã, sexta-feira, será a vez do secretário
da Agricultura, Claus Ger mer: irá a Medianeira e à
noite participará do encerramento de um seminário
sobre engenharia agrícola na
Faculdade de Ciências e Letras de Cascavel.
Prefeito Hélio Joio Laurindo
VENDE-SE
Urna lanchonete na BR 277,
ao lado do Posto Ipiranga. em
Três Lagoas, com terreno medindo 8 x 12 m e instalações
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nos fundos uma residência. A
lanchonete está com todas as
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urna cozinha muito bem montada. Tratar na BR 277, ao
lado do Posto lpiran. Aceita-se carro no negócio.
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A megalomaníaca obra de Itaipu...
E
UM CONDOMÍNIO DE
NTERESSE INTERNACIONA
Ao analisar o projeto de
Itaipu, em entrevista à imprensa
na semana passada, o físico Luis
Pingueili Rosa, professor da
Coordenadoria de Programas Especiais de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade do Rio
de Janeiro, lembrou que "dos
quatro consórcios que operam
na usina, dois são americanos,
um europeu e Outro japonês,
com pequena participação dos
brasileiros". Isto torna Ituipu um
condomínio de interesses internacionais onde o gigantismo do
projeto exige equipamentos
especiais que precisam ser importados.
Para se ter uma idéia da dependência ao capital internacional criada pela construção da
Usina de Itaipu, há uma grande
preocupação por parte dos técnicos pelo uso de uma tecnologia
ainda não dominada suficientemente. Isto sem falar na dívida
externa criaoa pura a construção
de Itaipu.
Ainda no mês passado o diretor-presidente da Asea Elétrica
Carlos Nunes Dias, admitiu que
no contrato de fornecimento do
linhão de corrente contínua de
ltaipu, firmado pela Asea com a
empresa Furnas, não consta nenhuma cláusula de indenização
por perdas e danos. Isso quer
dizer que a Asea nada pagará à
Furnas por eventuais defeitos em
seus equipamentos que resultem
na interfYpção no fornecimento
da energia proveniente de Foz
do Iguaçu.
Esta confissão do diretorpresidente da Asea (empresa de
origem sueca e formada com
capital multinacional) é mais um
entre os muitos escândalos criados pelo favoritismo nos contratos. Aliás, fato altamente benéfico à empresa de origem sueca,
já que a cada hora de paralisação
no abastecimento de energia,
Furnas deixará de faturar Cr$
157,5 milhões a preço de hoje.
Assim, possíveis defeitos nas insta iaçôes da empresa multinacional Asea serão bancados pela
população brasileira, que será
contemplada com o repasse do
prejuízo às suas contas de luz.
Este é um entre os muitos
problemas criados pela construção de uma super-usina para
atender a megalomania de alguns
poucos. Boa parte da população
brasileira, que assistiu o carnavalesco fechamento das comportas
de Itaipu antes de 15 de novembro, foi levada a acreditar que
ela já está funcionando. Não está. Há um atraso de um ano na
construção da linha de transmissão, o que vai fazer com que
a primeira unidade geradora daquela usina fique ociosa por quase 12 meses, gerando energia em
baixa carga (da ordem de 20 por
cento de sua potência, que é de
700 megalowatts e que será
transmitida para o Paraguai).
Será uma das 18 turbinas a
operar, corri previsão de abastecer o Paraguai a partir de dezembro. A Eletrobrás pretende instalar as demais turbinas até 1.984,
à razão de três por uno.
u projeto de Itaipu foi um
grande erro. Elaoorauo numa
época em que o Brasil vivia um
clima de euforia, a crise que o
País enfrenta não foi prevista e o
resultado é o atual excesso de
energia. Os efeitos desses erros se
farão sentir junto às concessionárias, como é o caso da Cerj
(Rio),Cesp (São Paulo) e CEE
(RS), que terão de comprar, por
imposição, uma energia de que
não precisam.
Foram vários os problemas
técnicos que surgiram durante a
construção de ltaipu, isto sem
falar dos políticos e sociais. Os
problemas com o Paraguai começaram quando este Pais recusouse a rnuaar sua frequência de 50
para 60 ciclos. O Brasil teve então que providenciar a instalação de um linhão de 830 quilômetros, de Foz do Iguaçu a São
Roque (SP), para conversão da
energia de 50 ciclos em corrente
contínua (que o Paraguai não vai
usar) em corrente alternada de
60 ciclos.
A ganhadora desta concorrência foi a Asca Elétrica, subsidiária tia matriz sueca AB, que se
esforçava para conseguir um
grande contrato internacinal.
Comenta-se que para tal emissários da AB fizeram vários contatos com os dirigentes da Itaipu.
E num dos jantares teriam conseguido "dobrar" algumas resisténcias. Banqueiros internacionais
também teriam entrado na linha
para que este contrato fosse
amarrado. O mais escandaloso
neste contrato é que a Fumas
"esqueceu-se" de exigi; indeniza
ção da Asca Elétrica, no caso de
defeito na linha. A pie
ços de 78, o orçamento para o
linhão é de US$ 839 milhões.
Uma nota preta.
e o "faraó" Costa Cavalcanti
Paraná quer
os royalties
O projeto de Itaipu provocou na região Oeste do Paraná
um forte impacto social ao inundar 800 quilômetros quadrados
de terras férteis, além de deslocar milhares de habitantes. A
construção da usina alterou o
lençol freático, modificando o
regime dos rios, enquanto o espelho do reservatório está trazendo modificações no clima.
A reivindicação que o Paraná tem feito, para que os "royalties" que Itaipu pagará à União
sejam transferidos para o Estado,
tem tido cada vez maiores defensores. Agora com a Oposição no
governo, a viabilidade desta proposta se torna cada vez mais
possível. Isso seria uma forma
de ltaipu indenizar os Municípios que tiveram seus territórios sacrificados. Só para se ter
uma idéia,a perda da receita tributária pelos Municípios afetados
por inundações será em média de
8,5 por cento. Mas alguns serão
mais duramente castigados,
como São Miguel do Iguaçu em
21 por cento, Santa Helena com
26 por cento e Foz do Iguaçu
com 31,2 por certo
Em termos mais amplos, os
projetos hidrelétricos existentes
ou a construir no Paraná representam uma queda de 10 bilhões
de cruzeiros anuais na produção
agrícola e na receita do 1CM.
O mais grave é que a construção de Itaipu inviabilizou o
futuro econômico de urna vasta
AJW
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região do Estado, que não participa dos lucros do empreendimento e é obrigada a assumir todos os custos sociais desta obra
tão adversa para a economia regional.
Não resta dúvida que a luta
pelo pagamento de "royalties"
ao Estado do Paraná está na ordem-do-dia e deve ser uma bandeira empunhada por todos os
paranaenses. O Paraná está
absorvendo todos os prejuízos
causados pela construção das hidrelétricas, enquanto a produção de energia elétrica irá beneficiar Outros Estados.
Sendo executados todos os
projetos programados para o'
rios Paraná e Paranapanema at1
1.990, o Estado terá uma cadeia de lagos que se estenueru
ao longo de 730 quilômetros de
suas divisas com São Paulo, Mato Grosso do Sul e o Paraguai.
Somente com estas represas,
mais de 300 mil hectares de terras férteis serão inundados, sendo que ao preço de hoje - setembro de 1.982 - valeriam cerca de 300 bilhões de cruzeiros.
Ao todo, mais de 6 por cento do
total de terras férteis serão cobertas pelas águas para a produção de energia elétrica ao final
dos projetos em andamento ou a
executar.
Os investimentos na construção de hidrelétricas no Paraná
estão por volta de 25 bilhões de
dólares - mais de 25 por cento
Produto (é' concreto
alta qualidade.
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Após a luta dos agricultores pelas inclenizaçoes, o tarana se
prepara para nova batalha: o recebimento de royalties.
de nossa dívida externa - sem regiões cio Iais; nosso Estado
nenhum resultado palpável para não receberá nenhum centavo.
A exportação desta energia
a economia paranaense.
O estudo feito pela empresa representará, a partir de 1.983,
Milder Kaiser Engenharia S/A, mais de 500 milhões de dólares
por solicitação da Copel,diz que anuais, e a partir de 1987 mais
houve falta de planejamento e de 1 bilhão de dólares, sem que
enorme desperdício no aprovei- o Paraná tenha benefício algum.
tamento do potencial hidrelétri- Por esta razão é que a luta pelo
co do Paraná, com resultados pagamento de "royalties" para o
economicamente perversos e me- Estado é mais do que justa. O
díocres. Este estudo revela que deputado Hélio Duque apresensomente em 1.983 o Estado do tou uma proposta de que fossem
Paraná terá um excesso de ener- pagos ao Estado 4 por cento e
gia superior a 5 milhões de qui- aos Municípios que tiveram suas
lowats e que em 1.988 o exces- áreas inundadas, um por cento.
so será de 10 milhões de qui- Estes "royalties" seriam calculalowats. De toda a energia aqui dos sobre os quilowats gerados
gerada, o Paraná consumirá me- por Itaipu, representando uma
ios de 20 por cento. O restan- pequeníssima retribuição às perte será exportado para outras das sofridas pelo Paraná.
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TEREZINHA VERA TOMA POSSE NA IRE
PMDB repara injustiça
A professora Eva Terezinha
Vera tomou posse no dia 3 como nova inspetora regional de
ensino em Foz. Ela foi nomeada pelo decreto 526, de 22 de
abril, depois de ter sido indicada
numa assembléia dos professores
e ter seu nome referendado pelo Diretório Municipal do PMDB
de Foz do Iguaçu.
Eva Terezinha Vera foi diretora durante 10 anos da Escola
Bartolomeu Mitre, até que em
abril do ano passado foi demida sumariamente do cargo por
1não aceitar imposições do depuado Tércio Albuquerque. Outro
motivo da demissão da professora Terezinha foi o seu posicionamento ao lado dos alunos
e colegas em torno da reivindicação de melhorias na escola.
Quando os alunos decidiram se
manifestar publicamente por estas reivindicações, a então diretora do Mitre não vacilou e se
juntou no protesto contra o
abandono em que se encontrava
o estabelecimento por parte dos
órgãos ptblicos. Foi o suficiente
para que os mordomos do regime (leia-se Tércio Albuquerque, Arnaldo Chemin e outros)
pedissem a sua cabeça. Acusada
de "subversiva" por pedir melhorias num prédio que colocava a vida dos alunos em risco,
Eva viu-se demitida.
Aliás, os atritos entre Eva
Terezinha Vera e Tércio Albuquerque começaram quando ela
se negou a ir num encontro marcado por este num hotel de Foz
do Iguaçu. Neste encontro, ele
pretendia fazer uma barganha
com a professora: o cargo de inspetora regional do Ensino em
troca do seu apoio político. Ela
se negou a ir, e denunciou na
ocasião que nunca antes pensaia que a sua ascensão profissional dependeria de um deputado
com sofrível formação secundá-
0
A
A professora Eva Terezinha
Vera (à direita) toma posse
Vera no dia 3 foi a vitória de
quem não sedobrou perante o
arbítrio. Foi um justo prêmio
por merecimento a quem se dedicou ao ensino e que de acordo
com vários ex-alunos possui todas as qualificações profissionais
para tanto.
O cargo foi passado pela professora Glaci, que havia assumido
interinamente a Inspetoria a pedido do deputado Sérgio Spada.
Em seu discurso, Spada parabenizou a professora Eva Terezinha
Vera, e disse ser este "um dos
cargos de maior importância em
Nosso Município. Sabemos da situação do ensino em Foz do
Iguaçu, no Paraná e no Brasil.
Temos muito o que fazer; é
preciso muita vontade, muita
garra, para vencer os obstáculos".
Sérgio Spada fez questão de
ressaltar que ele não participou
na escolha da nova inspetora Regional do Ensino. "Mais uma vez
quero dizer que abro mo do tal
mando político. Estou em Curitiba para ser o elo de ligação entre o povo de Foz do Iguaçu e
o governo estadual. Acatei a decisão dos professores, do diretório do PMDB e dos vereadores',
conclu u
Convênio pode gerar
34 mil empregos na
regia o do lago
"Gerar 34 mil novos empregos através da aplicação de 2
bilhões de cruzeiros nos próximos 3 anos na região do lago de
Itaipu é a meta da Embratur-Empresa Brasileira de Turismo" a noticia foi transmitida no início desta semana pelo presidente
da empresa, Miguel Colassuono,
ao assinar em Foz do Iguaçu
convênio com a direção da Itaipu Binacional visando explorar
em conjunto as potencialidades
do lado formado com o fechamento das comportas da hidrelética em outubro de 1982.
"Esse plano para a exploração do turismo - disse Colassuono à imprensa - deverá ficar
concluído dentro de 12 meses,
mas nós não vamos esperar o término para dar início ao processo de implantação do que foi
programado". Acrescentou que
"é nossa intenção investir cerca
de 2 bilhões de cruzeiros nos
próximos 36 meses em toda a região do lago e nesse contexto
Foz do Iguaçu possui, do ponto
de vista de polarização turística,
uma condição privilegiada".
"Com isso - ponderou CoIassuono - pretendemos criar 34
mil novos empregos diretamente
e isso implicará num esforço
enorme do envolvimento do setor privado em complementação
à ação da Prefeitura e da Embratur, como apoio da Paranatur,
que é a implantação do Centro
de Convenções de cuja época de
entrega final estamos a poucos
dias".
O presidente da Embratur
garantiu que o convênio realizado com a Itaipu "tem a dupla finalidade de incorporar o lago
como um dos maiores fatores de
atração do turismo que o Brasil
tem para o mercado interno e internacional". Ele explicou que
"um recente estudo elaborado
pela Embratur provou que o projeto de Itaipu, mais a região de
Foz do Iguaçu e o lago poderá
resultar para que a região venha
a ser o quarto 'stand' de turis
mo interno e o sétimo 'stand'
conhecido turisticamente no exterior".
Paia Colassuono, "o Brasil
comeca a entender o turismo
não mais como uma questão frívola ou superficial (levianamente entendido até bem pouco
tempo), mas como algo decisivo
para arrecadação de divisas tão
necessárias ao País em nossos
dias".
"Estou convencido --- acres-
1
centou - que poderemos transformar nossa indústria turística
assim como aconteceu na Itália, Espanha e Inglaterra, senão na principal, mas numa das
principais fontes de arrecadação
da receita que servirá para amortização da dívida internacional
brasileira".
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Cavalcanti e Colassuono assinaram o convênio
1
Autoridades e empresários discutiram as vantagens do convên i oT
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Mataram colono
para roubar cabrito
Há cerca de três meses atrás
o agricultor iguaçuense Joaquim
Ferreira da Silva estava em casa
dormindo, quando foi acordado
por uma algazarra infernal que
seus cachorros promoviam no
quintal. Intrigado com o fato,
Joaquim levantou-se disposto a
ver o que estava acontecendo.
Tomando cuidado para não fazer
nenhum ruído, o agricultor avançou cuidadosamente até o local
de onde partiam os latidos, e
notou a presença de três vultos
que tentavam apossar-se de um cabrito. Sem nada temer, o agricultor berrou:
- Larguem o animal Ele é
meu.
Foram suas últimas palavras.
Um tiro ecoou na calada da noite e Joaquim tomou morto,
com um certeiro tiro na testa.
O crime entrou para o rol
dos insolúveis, até que na semana passada a Polícia de São Miguel do Iguaçu prendeu para averiguações os indivíduos Valcir
Rodriques dos Santos, vulgo "Bi-
Em Francisco Beltrão há 5 mil desempregados
suca", e Valdir Bottega, proprietário do Bar e BoIão São Miguel
Após várias horas de interrogatório os dois confessaram terem
sido ees os autores do assassinato do agricultor. Além disso, dedaram mais duas pessoas que os
acnmpanhavam na noite do crime: Pedro Paulo Miranda e Hélio
de tal.
Eles confessaram tambénu
que roubaram o cabrito para fazer um churrasco após um jogo
que seria realizado no boIão de
propriedade de Valdir Bottega, o
que de fato aconteceu um dia
após o crime. "Se ele não tivesse
saído de casa, não teria morrido", explicaram.
Pedro Paulo de Miranda já
tem passagens pela Polícia. Ele
praticou um homicídio em Três
Lagoas, Município de Foz do
Iguaçu, e confessou ter roubado
vários objetos que foram vendidos a lvo Pereira Soares e Lauri Brizola, residentes no Rincão
São Francisco, em Foz.
«F Aonra lnãn?»
EM BELTRÃO, A PASSEATA DOS DESEMPREGADOS
O desemprego já foi tema de
muito debate em Francisco Beltrão. Até agora, pouca ação. Da
fome e miséria, o povo já está
cansado, mas muitc disposto a
lutar. Nesta cidade, que é um
dos pólos regionais do Sudoeste
paranaense, já chega perto da casa dos 5 mil o número de desempregados. A maioria deles é
oriunda do meio rural, ex-minifundiários que trocaram seu pedaço de terra pela ilusão de uma
vida melhor na cidade.
A passeata pacífica dos de-
sempregados de Francisco Bel- classe operária de Francisco Beltrão, realizada dia 7, foi o primei- trão. E como dizia um dos lidero protesto publico de uma res do movimento dos desempreclasse que está se organizando gados, João Antunes, pedreiro
nos bairros. O Sindicato dos Tra-
"agora, mais do que nunca, e
balhadores na Indústria da Cons- preciso repartir o pão. Não é
trução do Mobiliário, e justo que a maioria explorada
pedido dos próprios desempre- continue passando fome, engados, encampou o movimento, quanto a riqueza que ajudamos
Entre as reivindicações estão a a produzir fique nas mãos de
abertura "urgente" de frentes de poucos". Um dos tantos cartatrabalho e o congelamento por zes que estavam nas mãos dos
um ano das prestações das ca- desempregados trazia uma frase
sas populares.
simples, expressando a preocupaA propalada reforma agrá- ção de-todos: "E agora, João?"
ria também faz parte da luta da
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EM FOZ DO IGUACU,
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PARAGUAI E ARGENTINA
TOLDOS E COBERTURAS EM LONA E METÁLICOS
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.
UAZO
AS NOITES
«Serra Pelada» poderá
ser julgado a revelia
QUEM ESTÁ POR TRÁS DESTE POLICIAL BANDIDO?
O cotidiano voltou a dar
provas de que cadeia só existe para
o pobre, desprotegido da Lei. O
policial-bandido Antonio Carlos
Pissoulato, vulgarmente conhecido por "Serra Pelada", "Cai lão"
ou "Cacá", que deveria estar
atrás das grades, foi visto na última semana desfilando por
Foz. Chegou, inclusive, a fazer
festa na Boate "Agua na Boca".
Na Delegacia de Policia Civil
de Maringá, onde é acusado de
ser o chefe da "gangue de caranguejeiros", não se apresentou e
continua sendo procurado. Aqui
em Foz existem dois processos:
um por homicídio e outro por
tentativa. Além disto esta pessoa
causa temor nos lugares onde
chega. Mas, no entanto, contiua solto. Quem é que está por
etrás da gangue? Juizes e promotores do Forum local estio
interessados em saber quem é o
seu protetor. -
QUEM E "CACA"
"Serra Pelada", "Cario",
ou "Cacá" é um agente da Polícia Federal lotado em Foz há
anos. Mesmo ganhando 140 mil
cruzeiros mensais, era visto pela
cidade com um Voyage do ano,
muitas jóias no pescoço e pulso
e sempre frequentando a noite
cara de Foz do Iguaçu, acompanhado por lindas mulheres. Um
moleco de 24 anos que vivia
igual um "filhinho de papai"
muito rico.
Sempre houve muita suspeita sobre suas atividades.
Uma jovem iguaçuense teve o
seu Passat furtado e tempiena
.ertezaU que o autor do roubo
o agente, mas por temor nunca
denunciou-o. Mas o comentário
em Foz é que o maior negócio
de "Cacá" ou "Serra Pelada" seria
contrabando de café, o qual envolveria"gente milionária". Falase até do "dia em que as luzes da
ponte se apagaram" referindo-se
a um contrabando de 10 a 13
carretas carregadas de café que
passaram pela Ponte Internacional que liga o Brasil com o Paraguai. Este fato é comentado, porém, em rodas muito reservadas.
A alegação é de que o "testa-deferro" para passar o café na ponte foi o agente e que por isto hojá ele corre risco de vida e pode amanhecer no Puranazão a
qualquer dia, eliminando assim o
elo entre os "grandes gangsters"
e a bandidagem.
"UM SANGUE FRIO"
No dia 10 de janeiro do ano
passado, por volta de duas horas, "Serra Pelada" matou a sangue frio,em frente à Discoteca
Salvatti, Lu iz Antonio Gonçalves.
A vítima estava sentada ao volante do Volks placas PS-5145,
conversando com o amigo Luiz
Carlos Samudio Barbosa. O policial-bandido ao trafegar por ali
com o seu carro do ano, tendo
como acompanhante uma mulher, cortou a frente do veículo
da vítima, saltou do seu carro e
perguntou: "Estás tirando sarro
da minha cara?",e acionou o
gatilho de uma pistola 7,35, cujo projétil perfurou a cabeça de
Luiz Gonçalves. Os motivos são
desconhecidos e o comentário é
que havia uma "transa"
entre "Cacá" e a vítima.
Mas a violência não para ai'.
Em 11 de novembro José Albertino Brasil foi violentamente espancado por "Carlão" dentro da
Delegacia da Polícia Federal. A
vítima fez exames de lesões corporais e o promotor da justiça
José Deretti Netto já ofereceu
denúncia contra o acusado. Mas
as aprontadas de "Serra Pelada" não param por ai. Há pouco
tempo espancou a noiva no bar do
late Clube na frente de diversas
pessoas.
PROTEGIDO PELA JUSTIÇA
'Serra Pelada" já cumpriu
pena em Foz do Iguaçu,
mas isto foi abafado, pois caso
contrário ele seria removido e isto prejudicaria a "gangue". Em
função do assassinato em frente
a Discoteca Salvatti, o promotor
Hélio Airton Lewin ofereceu denúncia, na qual citou: "Nessa
oportunidade, o denunciado demonstrou inicialmente sua intenção de parlamentar, entretanto,
armado, empunhou sua arma,
agiu de inopino e tão surpreendentemente que impossibilitou a
vítima de qualquer gesto de defesa".
O Juiz de Direito João Kopytowski acatou a denúncia e no
dia 12 de maio do ano passado
decretou a prisão preventiva, determinando que o mesmo fosse
recolhido à Divisão de Policia
Federal, argumentando que o
mesmo é "violento e provalecido" e que dá a impressão de ser
um dos "protegidos pela justiça':,
entre aspas, fato este que já fora
citado na denúncia da promotoria.
Ocorre que no dia 13 de junho o desembargador Ildefonso
Marques, do Tribunal de Justiça
do Estado do Paraná, determinou a sustação do mandado de
prisão preventiva contra o agente, para que aguardasse o julgamento em liberdade. Que argumento teria usado a defesa de
"Serra Pelada" para convencer
um desembargador?
Por outro lado a Delegacia
da Polícia Federal de Foz do
Iguaçu alega que está em Brasilia
um inquérito administiativo, cujo pedido é pela demissão do
agente. Porém é de se perguntar
por que um processo destes leva um ano para ser julgado? Em
Maringá, onde "Serra Pelada" foi
acusado por um ladrão de carros
de ser o chere da gangue, ele não
apareceu para prestar depoimentos e o inquérito policial, juntamente com chaves micha, placas frias, uma metralhadora e um
revólver, encontrado no porta
malas do Passat roubado que es-
tava em poder de "Serra Pelada",já deu entrada no Fórum daquela Comarca. O delegado Zora
José Sobrinho informou que o
acusado não apareceu para prestar depoimento e vai ser julgado
a revelia,
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Competitivos, os
«Mulíatão» estão
brilhando na F-2
ff—
Político (foi prefeito de Cascavel pelo antigo MDB e se mudou para a Arena); empresário foi um dos únicos cascavelenses
a saber aproveitar as oportunidades (benéficas) proporcionadas pelo ciclo de ouro de Itaipu;
silenciosa e pacientemente construiu uma rede com 12 supermercados abrangendo atacado e
varejo. Ainda recentemente incorporou a TV Tarobá ao grupo.
Trata -se de Pedro Muffato. Apesar de envolver-se em tantas e diversificadas atividades, Muffato
gosta mesmo é de corridas de automóveis. E tenta levar a sério
esse caro, perigoso, mas apaixonante esporte. Ele tem se inscrevido para as provas do Campeonato Brasileiro de Fórmula 2 do
qual é um dos maiores incentivadores e, quando a burocracia
argentina permite, gosta também
de testar a eficiência de seus carros no Campeonato Sul Americano de Velocidade que se desenrola em pistas brasileiras, argentinas, chilenas e na Venezuela.
Pedro Muffato leva tão a sério seu "hobby" que chegou a
montar uma pequena fábrica onde constrói seus próprios carros.
E hoje grande parte dos carros
da F2 são da linha "Muffatão",
que só não são mais competitivos no Sul Brasileiro porque,segurido o próprio Pedro, "perdemos para os carros argentinos
cujos motores são mais potentes
que os nossos,pois possuem 15
cavalos (HP) a mais". Com motores Passat, a potência dos Muffatão atinge 166 cavalos, mas
Muftato nega ter qualquer interesse comercial na fabricação
desses veículos: 'Não montei a
fábrica para ganhar dinheiro.
Aliás, preciso vender mais um ou
dois carros para obter o retorno
dos investimentos que já fiz".
De qualquer forma, o piloto está contente com o desempenho
dos carros: "Não era para menos. Os Muffatão conquistaram
todas as melhores colocações de
1.982, do primeiro ao quarto lugar". "Moderno, novo", são as
duas qualidades ressaltadas pelo
piloto cascavelense nos "Muffatao Em que pese os compromissos que o prendem em Cascavel, Muífato sempre comparece às reuniões da Associação que
engloba os pilotos de Fórmula
2, presidida por Antonio Souza
Filho. Quanto às perspectivas da
F-2 para esta temporada, Pedro
opina: "este ano temos esperança de provas melhores. Em 82,
os carros quebraram com muita
frequência. Por isso nas reuniões
da associação tem havido uma
preocupação muito grande com
a qualidade dos equipamentos.
Pretende-se construir carros mais
resistentes que consigam competir até o final das provas. Além
disso vai-se tentar dotar todos os
pilotos de equipamentos mais ou
menos da mesma eficiência com
a finalidade de elevar o nível técnico das competições".
SUL-AMERICANO:
BUROCRACIA
Pedro Muff ato tem
participado de algumas provas
do Sul Americano. Contudo faz
algumas críticas à burocracia argentina, que tem impedido grande parte dos pilotos brasileiros
de correrem por causa das dificuldades de ingresso naquele
País, porta de entrada oara ou-
tros países que também sediam
as provas:
- Eu, por exemplo, me recusei a participar das provas de
Punta DeI Leste, no início do
ano, em virtude de problemas
que já havia tido na Aduana de
Puerto Iguazu. E tanta a burocracia que alguns pilotos brasileiros chegam a ficar retidos até
uma semana sem poder se deslocar para a cidade-sede do circuito das provas. O Automóvel Clube da Argentina precisa se comunicar com a Aduana Central,
em Buenos Aires,e esta, de novo
ao Automóvel Clube, para poder
liberar um caminhão contendo
os equipamentos pelos quais fora
responsável. Parece que existe
desconfiança; pensam que os caminhões podem conter contrabando. Tudo isto e ainda temos
de nos envolver com o DNER,
Delegacia da Receita Federal e a
Polícia Federal só para obte
uma autorização para ingressar
em Puerto Iguazu ou Uruguaiana". Pedro disse que o prêmio de
largada, de 1 mil dólares (está
para ser reajustado para 2 mil,
aproximadamente), chega a compensar os gastos com a viagem
e a manutenção dos carros preparados para as provas. A Vera
Cruz Seguradora é um de seus
patrocinadores, mas Pedro salientou que vai assinar contratos
com outras empresas
o
Do
Dr. Álvaro
W. Albuquerque
Dr. Agenor
de Paula Marins
Dr. José
Cláudio Rorato
Dr. Antonio
Vanderli Moreira
Dr. Ademir
Flor
Dr. Santo
R ai ag n i n
PARANATUR TERÁ
EXTENSÃO EM
FOZ DO IGUAÇU
O diretor técnico da Paranatur, Eduardo Pereira, esteve no
início da semana passada em Foz
do Iguaçu, para um contato com
empresários visando debater os
programas que a empresa está
elaborando. "Nós queremos em
conjunto com a comunidade
diagnosticar os problemas, no
sentido de irmos prá frente. Na
reunião foi proposto um plano
de ação para se tentar resolver a
problemática do empresariado
ligado ao turismo em Foz do
Eguaçu. Analisamos a questão da
confusão que está havendo entre
Sete Quedas e as Cataratas, o
problema do Centro de Convenções, e discutimos sobretudo a
possibilidade de investimentos
em novos segmentos tais como
turismo jovem, turismo de
terceira idade e turismo para os
deficientes físicos. Nosso objetivo é ampliar o leque dos que fazem turismo", disse Pereira.
Eduardo Pereira, escolhido
pelo governador José Richa devido aos seus conhecimentos técnicos na área de turismo, será o
responsável pela elaboração dos
programas a serem desenvolvidos
A reunião com os empresários
de Foz do Iguaçu faz parte da
política de participação comu-
nitária: primeiro colher dados
nas áreas para que as soluções sejam adequadas. Um dos primeiros
passos da Paranatur será a regionalização do turismo. Para isto
será instalada em Foz do Iguaçu
uma extensão da empresa. Ainda
não se sabe se vai ser um escritório, uma delegacia, ou simplesmente urna representação,
mas de concreto desta vez
Foz do iguaçu poderá influir no
programa turístico do Paraná.
De imediato a Paranatur
pretende trabalhar numa pesquisa em cima do folclore, do artesanato e de outras expressões
culturais do povo paranaense.
Por outro lado há o plano de
investimentos em Foz do lguaçu.
nas Cataratas, na represa de Itaipu e no lago: 'Pretendemos
em um ano no máximo estar explorando a pleno vapor as potencialidades turísticas de Foz do
lguaçu. Senti as inquietações do
empresariado e juntos vamos traçar as metas. Vamos explorar este lago para o turismo. Vamos
incentivar a competição náutica1
a maratona (nado) e outras promoções periódicas e permanentes. Precisamos reter o turista
por mais tempo aqui", disse o diretor da Paranatur.
IN
Eduardo Pereira, da Paranatur
R. Benjamim
Constant, 45
Foz do Iguaçu
FIQUE LIGADO NA
101 2uisorit
P0 P8%I'MIht
MARECHAL
CÂNDIDO RONDON
PETROBAS
o
091
COPPELLI & MILAN LTDA.
Rua Jorge Schimmelpfeng, 440 - Fone (0455) 74-1742
CEP 85.890 - FOZ DO IGUAÇU - PARANÁ
EN
(71
el,
em Curitiba,
de junho, pao governador
nidades alusisário do TriParaná. Abinciar confedas solenida•
i?(i(; gerente
-anã" (Foz),
is para trazer
São Paulo e
últimas novimoda outoSI.
Empresário Sidilei l-ihas,
comandante da Sipeças (Foz),
completando mais um ano de vida. Recepcionou os amigos com
churrasco e chopp.
SI.
"No Partio dos Trabalhadoes iiâo existem coronéis e nem
membros da burguesia. Os militantes do partido são trabalhadores que vivem do trabalho e por
isso ninguém tem condições de
sustentar o partido mesmo em
época no eleitoral" - do advogado .Iíírio Kato, secretário do
PT em Cascavel ao anunciar que
a executiva decidiu passar a cobrar mensalidades dos filiados,
mas em valores que ficarão a critério de cada um.
SI.
Pessoal do PMDB Jovem de
Foz voltou entusiasmado da convenço regional recentemente
realizada em Curitiba. A caravana iguaçuense foi das mais animadas. Levou até uma bateria.
SI.
Prefeito
\ii,jldo
Kru,;er
P — 08-Guarapuava),
uarapuava), presidente
\ssociaç&, dos Municípios do
propôs a supressão das
disdas das Prefeituras para com
a União mediante o repasse de
verbas correspondentes aos débitos, só que a fundo perdido.
"De nada adianta a União ter
créditos junto aos Municípios
brasileiros relativos ao nã'o recolhimento de obrigações sociais
como o FGTS, Ipase, INPS e
outros, se ela sabe que nunca vai
receber este dinheiro'", disse Nivaldo.
III
vereador tmerson svagrier
Sidilei Ribas
Assim como Santa Terezinha de Itaipu, também Braganey
comemorou dia 3 Seu primeiro
aniversário. Sob o comando do
prefeito Joio Gippcllczw foram
desenvolvidas diversas solenidades prestigiadas maciçamente pela população.
II.
Médico \'Jlssa,: YC)liSef Sitnaln, já instalou sua clínica em
Santarém, no Estado do Pará.
Ele deixou saudades em Foz do
Iguaçu, onde fez inúmeros amigos e era respeitado pela população como excelente profissional.
A clínica de Santarém fica no
seguinte endereço: Travessa dos
Bandeirantes
6
-
fone
091-522-1621.
SI.
Com uma churrascada no
Clube Caça e Pesca de Toledo,
Clêrio/Maria Helena Barzotto receberam os amigos para comemorar o aniversário de sua filha
latiaiu', que completou quatro
aninhos.
II.
Rotary Club reuniu seus
membros do Distrito 464 para a
IX Conferência Distrital. Foi em
Foz do Iguaçu dias 29, 30 de
aril e lo. de maio, tendo como
local o luxuoso Hotel Carimã.
.S-r, 7j ( , Let'y (governador do Distrito) e JoJo 1 aldir Lentos (presidente do Rotary/Foz) mostraram-se excelentes anfitriões.
5..
Country Club de Foz convidando seus associados para o
baile de aniversário a ser realizado no dia 28 de maio. Brazilian
Star Show vai animar a festa,
que terá inclusive um recital com
o renomado pianista Jorre i'illa.
SI.
Ao falar da Tribuna da Cáfiara de Vereadores na semana
passada, o vereador L,nerson
lit . iier defendeu uma melhor
qualidade de ensino para as escolas estaduais e municipais de
Foz, e se posicionou ao lado dos
mestres "que estão sem condições de melhor transmitir seus
ensinamentos, devido as parcas
remunerações que estão recebendo'.
III
E, 7,, w,,.
Os empresários Gersoii e foiro lire (los Santos, diretores da
0 presidente da Paranatur,
Alceus Veizozzo, também participou em Foz do lguçau, dia 3,
da assinatura do convênio entre
Itaipu e Embratur, visando a exploração do lago de itaipu para fins turísticos. Na ocasiâo,
afirmou ser tal feito "altamente
positivo", dizendo que o governo federal "veio ao encontro
das necessidades regionais e de
Foz do iguaçu. Vemos a assinatura deste convénio como parte
de um elenco de novas atividades
e aplicações que serão organizadas nos próximos anos. Isso nos
dá muita tranquilidade a respeito da preocupação do governo
Federal, e o governo do Estado,
através da Paranatur, se coloca
ao lado, juntamente com a Prefeitura de Foz e os empresários
ligados ao turismo para que juntos vençamos este momento diU
cii que estamos atravessando".
SI.
Deltamar Imóveis, anunciando
para breve o lançamento do loteamento Jardim Carajás. Foram
muito bem sucedidos com as
vendas do Jardim Amazonas e
Jardim Manaus, com lotes situados em área privilegiada, que foram comercializados em tempo
record.
011
A Expomiro está instalando
o setor de balcões fornos e fogões na (iiso das Iassas 1Y Oro,
situada na rua Jorge Schimmelpfeng. E mais uma loja que prefere os serviços da Expomiro.
III
Rosalvo Tavares da Silva, gerente da Habitasul - agência Foz
do Iguaçu, aniversariou no último domingo e recebeu os "mais
chegados" para uma churrascada. Os parabéns de NT.
•7,
J4 -,. ...-
1
Alceu Vezzozzo, presidente da Paranatur
'*-
k-
Gama
1
1
à
L
NO dia das mães o Pfl3fc'itu de Cascavel, Fidelcino Tolentino homenageou as mães que
trabalham na Prefeitura.
.onvenção
o Rotary Club,
Distrito 464:
m destaque
empresário
Ricardo
Presci notti
Pereira sai do isamerinaus...
e rica a espera, com o jornal esconaenao o revolver.
Ao ver Perci Lima, Pereira abre fogo.
COM 4 TIROS PERCI MATA SEU AGRESSOR
No dia 10, terça-feira, o z4ue
se temia aconteceu. Num confronto que se daria a qualquer
momento, o empreiteiro oficial
da Prefeitura, José Pereira
da Silva, e o vereador Perci Lima (PM)B) acabaram trocando
tiros e o segundo morreu a caminho da Santa Casa Monsenhor
Guilherme. Enquanto o dramático acontecimento raumatizava
a população de Foz do Iguaçu,
o pivÔ do tiroteio se encontrava
em São Paulo. O coronel-prefeito Cunha Vianna havia viajado
pela manhã em companhia dos
vereadores Severino Sacomori
(PMDB) e Sérgio Lobato (PDS).
para São Paulo,
Em Foz do Iguaçu todos temiam ser este o epílogo do "aifaire" entre o líder da bancada
oposicionista e o principal aefensor da administração municipal.
As 11h30min, o vereador
Perci Lima saiu de seu es.ritório
de cciitabilidade, localizado na
Avenida Brasil, 1111, e atravessou a rua em direção ao carro,
estacionado defronte ao Hotel
rtega. Momentos antes o tenente reformado e principal benefiiário das concorrências no
lIiunici'pio, José Pereira da Silva,
saíra do banierindus e se postara na calçada do lado direito (esquina da rua Tiradentes com a
avenida Brasil). Pereira encostou-se no muro da residência de
Inácio l3atista, e ali ficou, com
um jornal nas mãos. Ao se dar
conta que o tenente reformado
estava ali em posição de tocaia
e pronto para atirar, Perci ficou
de sobreaviso. Em fração de segundos Pereira deixou cair o jornal e exibiu o seu revólver Tauros 38, apontando-o e acionando
o gatilho. Perci sacou uma pistola 6.35, atirando na mão do seu
agressor. Ato seguido ,mais três
tiros foram deflagrados pelo
der da bancada do PMDB na
Cámara Municipal. Um atingiu o
tenente Pereira na boca e os outros dois no peito.
Ele caiu, esvaindo-se em
sangue.
LOJA DAMA
PROTEGIDO PELAS
AUTORIDADES
Nos dias que se sucederam à
agressão sofrida por Perci Lima
em freite au Banco Real (dia
29 de abril), quando o tenente
reformado espancou o vereador
peemedebista com tapas e pontapés enquanto com uma das mãos
apontava o Taurus 38, a população de Foz já esperava pelo pior.
E o clima foi ficando cada vez
mais tenso, na medida em que os
dois sairam a dar suas versões
do fato em entrevistas à imprensa. Pereira disse publicamente
que dera vários tapas na cara do
vereador peemedebista e que voltaria a fazer o mesmo se ele não
parasse de criticar o prefeito Cunha Vianna. Os iguaçuesnes passaram a viver sob o imiSério do
terror, depois que num telefonema para a Câmara Municipal o
tenente Pereira ameaçou de morte todos os vereadores e mais
aqueles que se opôem ao coronel
prefeito.
Aconselhado por amigos, o
vereador Perci Lima, resolveu andar armado, pois o seu desafeto
já havia dito a várias pessoas que
w
-''
, ir,
na primeira
iria "apagá-lo"
oportunidade.
Na manhã do dia 10, o vel
readur do PMDB fôra avisadc!
que Pereira andava com o 38 ria
cintura e fora visto na calçada
do edifício onde este tem escritorio na Avenida Brasil. Perci
supôs ser uma mera casualidad
pois a sede da Construtora J. Pereira fica no número l'135, portanto ao lado do edifício onde
está o escritório de contabilidade
de Perci Lima. As 11h20min o
vereador atravessou a Avenida
Brasil em direção ao seu carro,
que estava estacionado na rua Tiradentes, na esquina, Momentos antes José Pereira havia
saído do t3amerindus e atravessado a mesma avenida. Perci se
aproximou do carro, pois tinha
uma reunião às 11 h30min na Câmara Municipal. Ao ver que
empreiteiro estava em posk:io
suspeita, colocou-se em gur:
diante da possibilidade de u
atentado. Não deu outra quuid
viu o temível Taurus 38 surgir
de Pereira.
na mão
"ELES ANDAM ARMADOS"
Depois dos disparos, ao ver
Pereira caído no chão, e parafugir ao flagrante, Perci Lima entrou em seu carro e saiu em direção iqnorada. Em sequida uma
ORAÇÃO DAS
13 ALMAS BENDITAS
José Pereira, a vitima
Funerária Bom Jesus
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Comunica aos seus clien tes o recebimento de grandes novidades
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e qualidade. E mais. - - diversas outras novidades para esta estação.
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venio nem corretores de necrotério. Foz do Iguaçu
Não aceite negociata.
PLANTÃO
PERMANENTE
Oh' minhas 13 almas benditas,
sabidas e entendidas. A vás peço
pelo amor de Deus, atendei o meu pedido.
Minhas 13 almas benditas, sabi.
das e entendidas, a vós peço pelo Sangue que Jesus derramou, atendei
o meu pedido. Pelas gotas de suor
que Jesus derramou do seu sagrado
corpo, atendei o meu pedido. Meu
Senhor Jesus Cristo, que a Vossa Proteção me cubra,que os Vossos braços
me guardem no Vosso coração e me
protejam os Vossos Olhos.
Oh' Deus da bondade. Vós sois
meu advogado na vida e na morte. Peço-vos que atendeis meus pedidos,
me livrai dos males, e dai-me sorte e
vida. Segui meus inimigos. Que os
olhos do mal não me vejam.
Cortais as forças dos meus inimigos. Minhas 13 Almas Benditas,
sabidas e entendidas, se me fizeres alcançar estas graças (fazer o pedido)
ficarei devota de Vós,mandarei publicar esta oração, mandando rezar
uma missa.
Reza-se- 13 Pai Nosso e 13 Ave'
Viaria durante 13 dias.
Vera Lucia Barutta
----
Ú vereador reage...
viatura da RP que passava pelo
local recolheu a vitima e partiu
em direção à Santa Casa Monsenhor Guilherme. Pereira chegou
furto.
Às 1 lh45min, na calçada da
Tiradentes esquina com Avenida Brasil,só havia uma poça ce
sangue ainda fresca. Dezenas de
Populares comentavam o fato.
Com a chegau0 da policia civil,
aqueles que assistiram o tiroteio
ficaram quietos, corri medo de
complicações.
Em frente ao seu hotel,
Laurindo Orteqa evitava dar explicações aos curiosos, mas dizia
que seus funcionários estavam
ainda assustados. No local em
que a viima havia cai'do, ainda
estavam espalhadas as folhas do
jornal que serviram para esconder a arma do tenente
Jose Pereira, Um vendedor ambulante dizia que foi tudo muito
rapido. "Vi que a coisa por aqui
ia esquentar quando os dois se
Fiquei observando de
Dizem que Pereira chaior Perci. O que eu vi foi
;'.rma na mão dele (Pereira)
elil seguida o Perci sacar a pistola e disparar". O vigilante do
Bamerindus diz que ouviu o tiroteio, mas quando foi ver o que
acontecia J. Pereira já estava estendido no chão.
As 12h15min, na Santa Casa
Monsenhor Guilherme, o secretário de Obras da Prefeitura, Jairo Oliveira, recolheu os pertences de José Pereira, O revólver
Taurus 38, com a coronha lascada pelo primeiro tiro desfechado por Perci Lima, ficou na
cintura de um soldado da PoliMilitar. Uma cápsula estava
deflagrada, o que leva a crer que
Pi eira deu o primeiro tiro, mas
em seguida foi desarmado pela
pistola 6 35 de Perci Lima. O engenheiro Jairo, antes de sair do
hospital, advertiu o soldado da
PM para cuidar dos filhos de José Pereira: "Eles podem fazer
qualquer tipo de besteira e andarn armados",
"HOJE SERIA
HOMEM MORTO"
No IML o médico—legista
Ajuilio Meio constatou uma perfuração no lábio superior à esquerda da linha média, outras
duas no peito e uma terceira no
braço esquerdo. As 16h o corpo
foi levado pelos familiares para
ser velado,
Se :ra i os
mor r.
acerta um tiro na mão de Pereira ... ...
empreiteiro José Pereira significa
o fim de um reinado de terror
em Foz do Iguaçu, para outros
isto é somente o começo. Comenta-se que os seus dois filhos
Poderão tentar vingar a morte do
pai. Ainda na quarta-feira, os filhos da vitima teriam prometido
vingar o pai, e disseram para os
empresários Vitório Basso o Nadir Rafain, que estavam em frente à residência de Perci, que
"muito sangue ainda vai correr".
Isto foi o suficiente para que
dois soldados da Policia Militar
passassem a cuidar da residência
do vereador.
Espera-se que hoje à tarde,
passadas 48 horas do acontecimento, Perci Lima se apresente
à autoridade policial. O advogado José Claudio Roratto, defensor de Perci Lima, já arrolou diversas testemunhas e declarou
que não há nenhuma dúvida de
que foi legitima defesa: "Se Perci não sacasse da pistola,lioje seria um
homem morto".
Na Delegacia ficou o processo que Perci começou a mover
contra o tenente reformado,apôs
ter sido agredido ,e os registros
de ameaça de morte recebidos
por ele e Severino Sacomori,de
José Pereira,
Por outro lado a mesa diretora da Câmara Municipal resolveu suspender as sessões por esta
semana, sob a alegação de que o
clima está tenso e que novos fatos violentos ainda podem ocorrer. Uma manifestação que seria
promovida pelos partidos de
oposição, no dia 14, em solidariedade ao povo paraguaio, foi
suspensa.
Na eventualidade de Perci
Lima pedir licença na Câmara de
Vereadores, assumirá o suplente
Osmarino da Silva. Acredita-se
entretanto que o líder da bancada peernedebista continuará desempenhando suas funções no legislativo iguaçuense.
Perci
Lii.ia
foi mais
rápido o
salvou a
vida
-
e faz mais três disparos. Pereira cai ao chão, agonizante.
((Dei dois tapas no pé do
ouvido dele))
As relações inamistosas entre o tenente Pereira e membros
da Câmara Municipal de Foz, em
especial o vereador Perci Lima,
já catavam de algum tempo. Ferrenho defensor do prefeito Cio
vis Cunha Vianna,o empreiteiro
José Pereira não admitia, de forma alguma, as críticas endereçaclãs pela Oposição ao interventor
de Foz. Não foram poucas as vezes em que tentou atemorizar os
vereadores adentrando o
plenário da Câmara, durante as
sessões, ostentando na cintura o
inseparável revólver calibre 38.
No último dia 29 de abril, Pereira agrediu o líder do PMDB na
rua, e iniciava-se ar a fase
mais aguda da desavença
que desaguaria na tragédia da última terça-feira. Entrevistados
pela TV logo após o incidente
cio dia 29 de abril1 Perci e Pereira
trocaram acusações mútuas, que
servirão de base para esclarecer
o que ocorreu onteontem.
Eis o que eles disseram naquela
ocasião:
PERCI LIMA - "A polêmica em
Foz do Iguçau resulta de nossos
pontos de vista contrários 'a atividade do prefeito e, consequentemente, está atingindo os jagunços que acho que ele tem na Prev
feitura para defendê-lo contra as
pessoas que querem zelar pelo
progresso de Foz uo Iguacu".
JOSÉ PEREIRA - "Primeiro, eu
não sou jagunço do prefeito. O
prefeito é um homem de bem,
trabalhador. Eu defendi o meu
nome e não o nome do prefeito.
Ouanõo vi o Perci na frente dc
ranco Real chamei ele pra falar
comigo. Ele não quis, dizendo
que não tinha satisfações a dar
pra mim. Tirei ele de dentro do
carro pra falar comigo, mas não
puxei a arma. Eu. estava sozinho.
Arrastei ele de dentro do carro e
ele apertava, acochava (sic) e disque não tinha sido ele e sim o
acomori
PtRCI LIMA —"Então raiu uma
entrevista no jornal Nosso Tempo (foi uma nota - N R) a respeito do prefeito, e citando o nome
deste individuo que se diz tenen
acredito que seja tenente porque
um tenente não cometeria uma
atituoe tão grosseira... O que eu
penso é que um prefeito se conhece por seus assessores. Depois
que fui agredido, comuniquei o
fato à Câmara de Vereadores,
chamei meu advogado, fiz exame
de lesões corporais e foi abertc
inquérito policial"
PEREIRA -. "Ele disse que
quem botou aquela entrevista no
Nosso Tempo foi o Sacornori e
não ele. Daí eu disse pra ele:
Nem você e nem o Sacomori prestam para apanhar.
Vai embora porque tu é um cabra safado'
Não nego o que fiz (NR- a
agressão a Perci Lima). Não usei
o nome do prefeito. O prefeito
é meu amigo, mas é um homem
de bem, Nunca me falou nada e
não me disse coisa alguma deles.
,A,ora , cies vivr. atacando o
prefeito direto e n.o têm coragemo de ir falar com ele, como
não tiveram coragem de falar comigo. Dizem que ele (NR - Perci)
tem uma arma 45 no carro, mas
eu não tenho medo".
PERCI - "Foi uma atitude muito covarde e infantil até. O Sr.
prefeito tinha conhecimento deste ato. O mais irônico é que enquanto o prefeito participava de
uma convenção do Rotary onde
se fazia uma campanha pela paz
mundial, o lacaio dele me agredia em pleno centro de Foz do
lguaçu",
PEREIRA - "Falei com ele pessoalmente e não puxei a arma
porque ele não é homem de puxar a arma. Foi no tapa mesmo.
E ele não reagiu. Eu estava sozinho. Dei dois tapas no pé do
ouvido dele e ele não reagiu. Isso
eu falo e não tenho medo de dizer a verdade",
NOVO DELEGADO
EM FOZ
Estará em Foz tio Iguaçu amanhã o secretário Estadual de
Segurança Pública, Luiz Felipe
Haj Mussi. Ele virá para dar posse às 9 horas da manhã ao novo delegado, Hildobrando de
Souza. Mussi virá acompanhado
pelo Diretor Geral da Polícia Civil, Ribas Quadros, e assessores.
Logo depois da posse, o secretário fará uma visita às instalações
da Delegacia de Polícia e irá almoçar na Companhia da Policia
Ív.ilitar, quando deverá se inteirar
dos problemas de segurança existentes em Foz do Iguaçu.
Ás 15 horas Mussi estará
acompanhando Mário Stamm na
posse de Rogério Silveira como
novo Chefe da Ciretran, Gregório que é o vice-presidente do
Setor-Jovem do PMDB,pronmeteu
grandes mudanças rio órgão.
Uma de suas primeiras medidas
sena dar a este órgão maior respeitabilidade,
Luiz
Felipe- Mussi
1 guaçu para conhecer detalhadamente os seríssimos problemas
de segurança na cidade. Em várias oportunidades tem demonstrado sua preocupação com o clima de violência e os desvios da
polícia, que tem saído de sua
missão prioritária de dar proteção à população.
Há uma grande expectativa
com a chegada do novo "le'
gado, que já prometeu fazer
'limpa" na Delegacia. De Hik.
brando de Souza sabe-se que tem um caráter bastante firme. Tanto
que não aceitou trabalhar ao lado de Alrneri Kochinski por te- E
rem metodos diferentes, Inclusive Hildebrando prometeu t-abalhar junto à comunidade organizada. Para tanto dará uma conferência ao Setor Jovem do
PMDB no próximo sábado.
Participando da caravana estará o chefe de gabinete do secretário de Segurança, Helio Lewmn, que já foi promotor com Foz
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