1 CERVICITE E NEOPLASIA IINTRAEPITELIAL CERVICAL (NIC): ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM EMERGÊNCIA OBSTÉTRICA – RELATO DE EXPERIÊNCIA QUEIROZ, Daniele Rocha QUEIROZ, Sandra Mara Rocha SILVA, Ronneyla Nery SOBREIRA, Tanara Távora A cervicite é a inflamação da porção vaginal da cérvix uterina. A Neoplasia Intraepiteial Cervical (NIC) é o conjunto de alterações caracterizadas por atipias celulares dos epitélios do colo do útero. O objetivo do estudo foi relatar a assistência de enfermagem prestada à cliente com cervicite e NIC em emergência obstétrica. Esta pesquisa é um estudo de caso, realizado com uma gestante durante o mês de maio de 2004, em uma emergência obstétrica em uma maternidade em Fortaleza-Ce. Os dados foram coletados através da observação livre, análise de prontuário, entrevista aprofundada e obtenção da história de vida. Aos resultados foram feitas intervenções de enfermagem, a cerca dos problemas de enfermagem diagnosticados. A cliente obteve uma melhora substancial no quadro que apresentava (dor no mesogástrio e cólica associada à febre, cefaléia, adinamia, mialgia difusa e discreto sangramento trans-vaginal) no momento da chegada na emergência. Concluímos que a cliente que apresenta sintomatologia citada acima deve ser assistida pelo profissional de enfermagem, considerando a terapêutica médica, no qual são prescritas intervenções de enfermagem a cada diagnóstico identificado. Palavra chave: Cervicite, NIC, assistência de Enfermagem CERVICITIS AND CERVICAL INTRAEPITHELIAL NEOPLASIA (NIC): ASSISTANCE OF NURSING IN EMERGENCY OBSTÉTRICA - EXPERIENCE STORY The cervicitis is the inflammation of the vaginal portion of cervix uterine. The Cervical Neoplasia Intraepithelial (NIC) is the set of alterations characterized for cellular anomaly of the epithelios of the col of the uterus. The objective of the study was to tell the assistance of nursing given to the customer with cervicitis and NIC in obstetric emergency. This research is a study of case, carried through with a gravid during the month of May of 2004, in a obstetric emergency in a maternity in Fortaleza-Ce. The data had been collected through the free comment, handbook analysis, deepened interview and attainment of the life history. To the results interventions of nursing had been made, about the diagnosised problems of nursing. The customer got a symptom improvement in the picture that presented (pain in the mesogastric and colic associated with the fever, chronic headache, adinamic, diffuse myalgia and discrete vaginal bleed) at the Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 2 moment of the arrival in the emergency. We conclude that the customer who above presents cited symptom must be attended by the nursing professional, considering the therapeutical doctor, in which are prescribed interventions of nursing to each identified diagnosis. Keywords: Cervicitis, NIC, assistance of Nursing 1. INTRODUÇÃO 1.1 HISTÓRICO DE ENFERMAGEM Cliente, C. F. G., sexo feminino, 23 anos, gestante, sétimo mês, natural e proveniente de FortalezaCeará. Adepta da religião Católica, união consensual, dois filhos com um parceiro anterior. Possui ensino fundamental incompleto, de profissão dona de casa. Reside com seu atual companheiro, em casa feita de tijolo, com dois cômodos, água tratada e encanada, rede de esgoto, coleta pública de lixo. Seus dois filho do relacionamento anterior vivem com sua mãe. Refere que na sua casa não existem escadas, tapetes e o piso não é escorregadio. Todas as vacinas estão em dias devido às gestações anteriores. Relaciona-se muito bem com o atual companheiro. Sente um pouco de dispnéia à esforços mínimos. Tem alimentação balanceada rica em vegetais e fibras. Nega etilismo, tabagismo e uso de drogas ilícitas. Não relata qualquer alteração na urina ou fezes, evacuação e diurese regulares. Higieniza-se três vezes ao dia por sentir muito calor e, troca a roupa íntima duas vezes ao dia. Queixa-se de febre nos últimos dias, algo que segunda a cliente não ocorria a bastante tempo. Não possui nenhuma limitação de movimento devido à gravidez, desempenha todas as tarefas domésticas sem ajuda. Relata que seu único lazer é assistir televisão e aos fins de semana ir à casa da mãe para ver os filhos. Manteve relação sexual com o companheiro até o quinto mês de gestação, quando passou a ter desconfortos durante a relação e dispareunia. Concilia sono e repouso, acorda durante a noite apenas para urinar. Refere medo de que algo aconteça com o seu bebê e de que o parto apresente complicações. Na admissão à maternidade, apresentava-se com queixa de dor no mesogástrio e cólica associada à febre, cefaléia, adinamia, mialgia difusa e sangramento trans-vaginal. Relata que realizou apenas uma consulta pré-natal e não fez nenhum dos exames solicitados nesta oportunidade. Refere ainda que suas queixas intensificam-se com o movimento fetal. 1.2 HISTÓRICO GINECOLÓGICO Gesta 3, Para 2, Aborto 0 (G 3 P 2 A 0). Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 3 Primeira gestação: realizou pré-natal, esta transcorreu-se sem nenhuma intercorrência. Parto vaginal, na maternidade onde se desenvolveu este estudo, P: 3400 g, Apgar 08. Segunda gestação: o pré-natal também realizou-se sem intercorrências. Parto vaginal, na mesma maternidade acima citada, P: 3330 g, Apgar 08 (sic). Gestação atual: Última menstruação: 13/11/2003; Data provável do parto: 23/08/2004; Idade gestacional: 25 semanas e 5 dias. Nega doença sexualmente transmissível. Relata um único parceiro sexual nos últimos 20 meses. Menarca aos 14 anos e a primeira relação sexual aos 16 anos. 1.3 HISTÓRICO FAMILIAR Nega história de neoplasias, diabetes, hipertensão ou hanseníase na família. 1.4 HISTORIA PATOLÓGICA PREGRESSA Nega cirurgias gerais e ginecológicas, internamentos hospitalares e tratamentos anteriores. 1.5 EXAME FÍSICO Apresenta-se normocorada, eupnéica, consciente, orientada, verbalizando suas necessidades humanas básicas, deambulando, chorosa, com acesso pérvio no membro superior direito. Ao exame obstétrico apresenta altura de fundo uterino em 24 cm, batimentos cárdio-fetais em 135 bpm, abdome gravídico, simétrico, feto cefálico. Vulva tricotomizada parcialmente, com lesão á região inguinal central descamativa, sugestiva de T. corporis, retração e abaulamento. Ao exame especular cólon cervical branco, bolhoso, presença de lesão vegetante, friável, endurecida, arroseada, ocupando toda a superfície distal do canal vaginal, dolorosa à mobilização. Presença de lesão exsudativa. Presença de sangramento trans-vaginal. Sinais vitais Freqüência Respiratória = 14 mrpm; Pressão Arterial = 110 x 70 mmHg; Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 4 Freqüência Cardíaca = 85 bpm Temperatura = 37,0ºC 2. OBJETIVO - Relatar a assistência de enfermagem prestada à cliente com cervicite e NIC em emergência obstétrica. 3. METODOLOGIA 3.1 TIPO E NATUREZA DO ESTUDO Esta pesquisa é um estudo de caso. Estes estudos têm por objetivo aprofundarem a descrição de determinada realidade1 e é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos objetos, de maneira que permita o seu amplo e detalhado conhecimento2. As referências bibliográficas serão citadas através das normas de Vancouver. 3.2 AMOSTRA Uma gestante atendida na emergência obstétrica, que apresentava dor no mesogástrio e cólica associada à febre, cefaléia, adinamia, mialgia difusa e discreto sangramento trans-vaginal, de uma Maternidade de referência na cidade de Fortaleza-Ceará. 3.3 PERÍODO E LOCAL DO ESTUDO Estudo realizado durante o mês de maio do ano em curso, em uma Maternidade de referência na cidade de Fortaleza-Ceará. 3.4 COLETA DE DADOS Dados coletados através da observação livre, análise de prontuário, entrevista aprofundada e obtenção da história de vida. 3.5 INTERPRETAÇÃO DOS DADOS Através da sintomatologia e queixas considerando sua história clínica e os registros no prontuário. Foram formulados os diagnósticos e intervenções de enfermagem. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 5 3.6 ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS DO ESTUDO Foram seguidas as diretrizes e normas de pesquisa envolvendo seres humanos da Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde-Ministério da Saúde. 4. REVISÃO DE LITERATURA 4.1 CERVICITE A cervicite é a inflamação da porção vaginal da cérvix (colo) uterina. O colo é constituído de dois tipos diferentes de células epiteliais: epitélio pavimentoso e epitélio glandular. A causa da inflamação cervical depende do epitélio afetado. O epitélio ectocervical pode ser inflamado pelos mesmos microorganismos responsáveis pelas vaginites. O epitélio pavimentoso ectocervical é uma extensão e é contínuo com o epitélio da vagina. Trichomonas, Cândida e o vírus Herpes simplex podem causar inflamação podem causar inflamação da ectocérvice. Inversamente, a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis infectam apenas o epitélio glandular e são responsáveis pela endocervicite mucopurolenta3. De acordo com a sua localização, a cervicite se classifica em: ectocervicite, quando se situa na superfície da ectocérvice; e a endocervicite, quando atinge a mucosa de revestimento do canal cervical (endocérvice). Quanto à evolução, classifica-se em aguda e crônica. A fase aguda é de duração efêmera, razão pela a quase totalidade dos casos de cervicite se apresenta na fase crônica da doença4. Os agentes microbianos causadores de cervicite são: gonococos, chlamydias, mycoplasmas, papilomavírus e herpes vírus tipo II. A instalação da cervicite se dá em três fases: primeiro ocorre a infecção do colo e a queda do epitélio plano estratificado da ectocérvice (erosão). Posteriormente, o epitélio cilíndrico da endocérvice recobre a zona despolida, e este momento é conhecido como “primeira fase de cura” (pseudo-erosão). Finalmente, o epitélio plano estratificado cresce de fora para dentro, readquirindo sua posição inicial, também conhecido como “segunda fase de cura” 5. A principal queixa é de corrimento espesso, por vezes tinto de sangue. O exame de colo de útero revela uma zona avermelhada, de bordas irregulares, de extensão variável, em torno do óstio uterino. Observa-se, freqüentemente, nesta superfície, pequenas vesículas esbranquiçadas, denominadas cistos de Naboth, enquanto que do canal cervical flui corrimento catarral. O diagnóstico da cervicite pode ser etiológico, onde são utilizados testes laboratoriais para identificar o agente causal e indicar o tratamento adequado. Já o diagnóstico clínico utiliza-se da identificação dos sinais e sintomas que possam caracterizar a cervicite, baseada na experiência pessoal de cada profissional6. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 6 O enfermeiro tem como instrumento a abordagem sindrômica para o diagnóstico clínico de cervicite, e de outras doenças sexualmente transmissíveis. O profissional segue fluxogramas de acordo com os sinais e sintomas apresentados pelo cliente. Há fluxogramas individuais para corrimento vaginal, corrimento uretral, úlcera genital e dor pélvica na mulher. Estes fluxogramas foram desenvolvidos pela Coordenação Nacional de DST e Aids – Secretaria de Políticas da Saúde - Ministério da Saúde - Brasil6. O tratamento da cervicite varia de acordo com a fase em que se encontra o processo inflamatório. A cervicite aguda deverá ser tratada com o mínimo possível de manipulação da cérvix. Nesta fase administram-se antibióticos, por via oral e parenteral, e duas aplicações locais diárias de creme à base de antibiótico6. Para o tratamento da cervicite crônica, são vários os recursos disponíveis, como a diatermocoagulação do colo uterino, aplicação de solução concentrada de ácido metacresol-sulfônico com metanal, aplicação de solução de nitrato de parta a 2 ou 5%, tratamento por laser e tratamento cirúrgico. 4.2 NEOPLASIA INTRAEPITELIAL CERVICAL A Neoplasia Intraepiteial Cervical (NIC) é o conjunto de alterações caracterizadas por atipias celulares dos epitélios do colo do útero que, de acordo com o estádio evolutivo do processo, classificam-se em três graus4: - NIC I – displasia leve – as alterações histopatológicas constituem a atipia celular limitando-se ao terço do epitélio que se encontra mais próximo da camada basal4; - NIC II – displasia moderada – a atipia celular encontra-se em cerca de 50% do epitélio, aproximadamente4; - NIC III – displasia acentuada – praticamente todo o epitélio revela atipias e certo desarranjo na estratificação das camadas celulares. São evidenciadas alterações que constituem no aumento da relação núcleo-citoplasma, cromatina densa, agrupamento de células, aumento do número de mitoses e perda da polaridade dos elementos celulares da membrana plasmática. A neoplasia cervical é uma patologia de evolução lenta e a infiltração pode ser o último estágio do processo. Os cálculos de infiltração variam entre 1 e 20 anos e existem neoplasias que nunca chegam a ser infiltrantes4. É de interesse lembrar a teoria multicêntrica do câncer, que pressupõe o conceito de existir um campo potencialmente maligno. Neste campo, que se estende além dos limites de determinado órgão, existem Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 7 possibilidades de ocorrer tumor concomitante, ou em épocas distintas. São conhecidos os casos de clientes que apresentam carcinoma de colo de útero e, mais tarde, desenvolvem carcinoma de paredes vaginais e da vulva, comprovando a teoria multicêntrica5. Algumas condições patológicas têm sido referidas como lesões predisponentes ao aparecimento de NIC, como por exemplo: a cervicite crônica e infecção virótica causada por herpes vírus tipo II, papilomavírus e citomegalovírus7. Não existem sintoma e sinais característicos de NIC. O corrimento genital é quase constante, quando este decorre de uma cervicite ou colpite3. O diagnóstico de NIC é feito através de citologia cérvico-vaginal, colposcopia, teste do ácido acético, biópsia que deve ser orientada pela colposcopia e pelo teste de Schiller. O tratamento deve ser de acordo com o grau da NIC, pelas características epidemiológicas da cliente e pelo binômio idade-paridade. Em caso de NIC I deve-se manter em observação, pois este pode involuir. Em sinais de cervicite e colpite, tratas os processos inflamatórios. A NIC II deve ser tratada pela cauterização do colo uterino, mesmo que este se apresente epitelizado, mantendo acompanhamento semestral. A NIC III também pode ser tratada pela cauterização do colo uterino e, por conização ou amputação do colo uterino, aplicação de raios laser e eletrocirurgia4. Pode ocorrer coexistência de NIC (I, II ou III) e gravidez, sendo o carcinoma “in situ” diagnosticado pela biópsia. Nesta eventualidade, pode-se aguardar o parto, que se possível será feito por via transpélvica e, depois, procede-se aos demais procedimentos indicados acima4. Neste momento, verifica-se o quão é importante uma assistência pré-natal adequada e que a gestante tenha consciência de que o acompanhamento pré-natal é importante não só para a saúde do seu bebê, com para a sua própria saúde. 5. DIAGNÓSTICOS 5.1 HIPÓTESE DE DIAGNÓSTICO MÉDICO Cervicite crônica externa Neoplasia Intraepitelial de Cólon Uterino 5.2 DIAGNÓSTICOS E INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM Déficit de conhecimento sobre a patologia adquirida; Definição: Ausência ou deficiência de informação cognitiva relacionada à condição ou plano de tratamento. Utiliza-se este diagnóstico quando esta deficiência causa ou pode causar problemas8. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 8 Características definidoras: verbalização do problema; seguimento não acurado de instrução; expressa percepção incorreta acerca do estado de saúde. Fatores relacionados: falta de interesse em aprender; não familiaridade com os recursos de informação. Intervenções: Fornecer informação à cliente acerca de sua patologia; informar todos os procedimentos que irão ser realizados; mostrar opções para que decida qual a forma de tratamento pretende se submeter. Disfunção sexual relacionada ao processo patológico e gravidez; Definição: Estado no qual o indivíduo apresenta ou está em risco de apresentar uma mudança na função sexual que é vista como não compensadora ou inadequada8. Características definidoras: Verbalização do problema; limitações reais ou percebidas, imposta pela patologia. Fatores relacionados: Estrutura da função corporal alterada devido a gravidez e o processo da doença. Intervenções: Investigar, eliminar ou reduzir os fatores causais ou contribuintes, se possível; proporcionar informações apropriadas quanto às limitações causadas pela gravidez e processo patológico sobre o funcionamento sexual; propor modificações possíveis nas práticas sexuais. Dor aguda relacionada a agente biológico lesivo; Definição: estado no qual a pessoa apresenta e relata a presença de desconforto severo ou de uma sensação desconfortável, durando de 1 segundo até menos de 6 meses8. Características definidoras: Comunicação verbal e codificada de descritores de dor; máscara facial de dor; comportamento distraído marcado por gemidos, choros, inquietação. Fator relacionado: agentes lesivos. Intervenções: Investigação da dor (local, início, como descreve, o que pensa que causa a dor, quantificar a dor) e dos efeitos causados por esta; verificar prescrição médica sobre analgésicos; manter sempre a curva de ação do analgésico. Risco para infecção relacionado à internação hospitalar. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 9 Definição: Estado em que o indivíduo está em risco de ser invadido por agente oportunista ou patogênico (vírus, fungo, bactéria, protozoário ou outros parasitas) de origem endógena ou exógena8. Fatores de risco: Procedimentos invasivos, exposição ambiental aumentada. Intervenções: Identificar os indivíduos em alto risco de infecção hospitalar, reduzir a entrada de microorganismos no indivíduo; reduzir a susceptibilidade do cliente à infecção. 5.3 PRESCRIÇÃO MÉDICA Dieta Geral – Dieta sem nenhuma restrição. Ringer Lactato – 1000 ml – endovenoso – 8 em 8 horas – Solução que contém potássio e cálcio, além de cloreto de sódio. É usada para corrigir a desidratação e a depleção de sódio, bem como para repor as perdas gastrointestinais. Contém, também, precursores do bicarbonato. São comercializadas com discretas variações, sob diversos nomes comerciais9. Dipirona – se necessário -analgésico / dor (em geral) e antitérmico / febre (em geral) Plasil – se necessário – É um antagonista dos receptores dopamínicos, que atua na zona de gatilho quimiorreceptora. Possui ação antiemética e, também, ações periféricas, aumentando a motilidade do estômago e do intestino, o que contribui para o seu efeito antiemético, podendo ser usado na terapia de distúrbios gastrointestinais. Os efeitos indesejáveis estão relacionados com o bloqueio de outros receptores dopamínicos do Sistema Nervoso Central10. Curva térmica – Gráfica realizado após a mensuração periódica da temperatura corporal do cliente. È um ótimo instrumento para a verificação de oscilações na temperatura, que pode ser indicativo de infecção. Sinais vitais – Temperatura, pulso, padrões respiratórios e pressão sanguínea – São um meio rápido e eficiente para se monitorar as condições de um paciente ou identificar presença de problemas. As medidas podem ser alteradas por diversos fatores como: temperatura ambiental, esforços físicos e os efeitos das doenças sobre o organismo11. 6. RESULTADOS A cliente foi assistida com a terapêutica prescrita pelo médico, onde foram verificados os sinais vitais, sinais de dor, presença de hemorragia ou, sinais de choque hipovolêmico. Após atendimento Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 10 emergencial, a cliente foi encaminhada para internação, onde ficou a espera de um diagnóstico definitivo e uma terapêutica indicada. Foram feitas intervenções de enfermagem, a cerca dos problemas de enfermagem diagnosticados. A cliente obteve uma melhora substancial no quadro que apresentava (dor no mesogástrio e cólica associada à febre, cefaléia, adinamia, mialgia difusa e discreto sangramento trans-vaginal) no momento da chegada à emergência. 7. CONCLUSÃO Concluímos que a gestante que apresenta sintomatologia de dor no mesogástrio e cólica associada à febre, cefaléia, adinamia, mialgia difusa e discreto sangramento trans-vaginal, com hipótese diagnóstica de cervicite crônica externa e neoplasia intraepitelial do cólon uterino, deve ser assistida pelo profissional de enfermagem, considerando a terapêutica médica, no qual são prescritas intervenções de enfermagem a cada diagnóstico identificado. É de grande valia que a enfermagem acompanhe essa cliente e possa intervir nas condições básicas e necessárias para a melhora do quadro clínico apresentado. É importante, também, que a enfermagem utilizese de vários instrumentos, como a visita domiciliária, para acompanhar com maior eficácia o pré-natal de gestantes que abandonam o tratamento, pois se nesta situação estes preceitos tivessem sido levados em consideração, estas patologias já teriam sido identificadas no início da gestação. Não necessitando, assim, que a gestante se descolasse para uma emergência. 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987. 2. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa- 3ª ed. São Paulo: Atlas, 1991. 3. HOWARD, W. J. Tratado de Ginecologia. 11ª ed . Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1998. 4. BASTOS, A. C. Ginecologia. 10ª ed. revisada e atualizada – São Paulo: Atheneu Editora, 1998. 5. FREDERICKSON, H. L. & WILKIS, L. H. Claves en Ginecologia y Obstetrícia – Tuercas – Espanha: Eurocolor, 1993. 6. SAÚDE, M. Doença Sexualmente Transmissível – Manual de Bolso – Brasília, 2000. 7. CEARÁ, S. S. Saúde Reprodutiva e sexual: um manual para a atenção primária e secundária (nível ambulatorial) / Secretaria de Saúde do Ceará – Fortaleza: SESA – CE, 2002. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version 11 8. NANDA. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificações – 1999 – 2000 – Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. 9. BRUNNER & SUDDARTH´S. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgico . Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A., 2002. 10. RANG H. P., DALE M. M., RITTER J. M.. Farmacologia . Rio de Janeiro: Editora Koogan S. A., 2001. 11. POTTER P. A., PERRY A. G. Grande Tratado de Enfermagem Prática : Clínica e prática hospitalar .3ª ed. São Paulo: Livraria Santos Editora Ltda, 2002. Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version