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PROPOSTA 1
ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO X ESTADO PARALELO
Texto 1:
Texto 2:
A violência crescente na sociedade brasileira está
ligada à não implantação do real Estado de Direito
no país. Para as classes dominantes, as
prerrogativas do cidadão sempre funcionaram
como referência-encantatória, um simples jogo de
faz-de-conta.
Texto 3:
Leis mais duras e uma política agressiva de
isolamento de líderes do crime organizado não
vão resolver o problema da marginalidade.
Com base nos textos, discuta, em um artigo de opinião, sobre a problemática do Estado oficial X Estado
paralelo no Brasil.
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PROPOSTA 2
IGUALDADE DE OPORTUNIDADES
A IGUALDADE PLENA só é possível se imposta por regimes autoritários. Igualdade plena não rima com plena
liberdade. A democracia não busca nem constrói a igualdade. Ela liberta o mérito como instrumento de ascensão
social: o talento no lugar da herança. Não é um sistema de igualdade, mas de mérito. Mas a meritocracia não é
necessariamente democrática, se for excludente e não oferecer oportunidades.
Só é democrática a sociedade que assegura a igualdade de oportunidades a todos os seus cidadãos,
enriquecendo a sociedade ao incentivar o talento de cada indivíduo. O autoritarismo concentrador empobrece a
sociedade, ao impedir o talento dos excluídos e não exigir talento dos protegidos. O autoritarismo igualitário impõe a
igualdade independentemente do talento; ao desestimular o potencial de cada indivíduo, enfraquece o conjunto da
sociedade.
O papel da democracia é garantir a igualdade de oportunidades e o respeito às diferenças que surgem do uso
individualizado do talento e da persistência. O talento do atleta que se dedica por anos ao desenvolvimento de seu
físico e sua técnica; do profissional liberal que persiste por anos em seus estudos e em sua profissão; dos artistas que
insistem nos repetitivos ensaios de seus dons. A universidade brasileira é um caso claro de meritocracia excludente,
que seleciona as pessoas conforme sua renda. Seu aluno é escolhido pelo mérito que lhe assegura passar no
vestibular, com talento e persistência nos estudos, mas também graças ao privilégio da distribuição desigual de
oportunidades, que evita a concorrência com o talento de milhões de excluídos, sem direito a uma escola básica de
qualidade.
Se todos os jovens brasileiros tivessem estudado em boas escolas, com as mesmas oportunidades, muitos dos
que passaram no vestibular teriam sido desclassificados, perdendo a proteção de escolas especiais desde a infância. É
como se houvesse dois caminhos definidos pela renda: um deles leva à universidade, outro não. Aqueles que têm o
privilégio de acessar o caminho da universidade, no final têm que saltar o muro do vestibular, e disputar com
companheiros de estrada, usando o próprio talento.
Mas os que são empurrados para o outro caminho ficam impedidos de desenvolver seus talentos e de disputar
o vestibular, e vão cair na vala comum dos deseducados.
A democracia das oportunidades desiguais é injusta e estúpida. Injusta porque usa seus recursos para atender
diferentemente aos seus membros; estúpida porque desperdiça o seu potencial, excluindo e desestimulando talentos.
A riqueza intelectual da universidade fica prejudicada pela exclusão de talentos não desenvolvidos e pela
acomodação diante da falta de concorrência entre todos.
Diferentemente da universidade, que faz parte da democracia das oportunidades desiguais, o futebol é uma
atividade de oportunidades iguais. Desde cedo, toda e qualquer criança das cidades brasileiras, desde que
alimentada, tem chances iguais de brincar com a bola em campos improvisados. É o mérito, talento e persistência que
leva alguns ao topo.
O futebol é o setor das oportunidades iguais, por isso é eficiente (o Brasil tem tantos craques e nenhum
Prêmio Nobel), e justo (o Brasil tem tantos craques de origem pobre e tão poucos pobres entre os cientistas).
Não brincando com livros, computadores, sem escolas nem professores valorizados, formados e dedicados, a
imensa maioria de nossas crianças fica sem oportunidades, sem possibilidade de desenvolver seu potencial.
Nossos Prêmios Nobel morreram sem saber ler, sem aprender matemática. E sem participar do democrático
campeonato de talento e das oportunidades iguais. A democracia se diferencia da loteria porque esta só pode
beneficiar a poucos, nunca a todos, e depende da sorte, não do mérito. A democracia é o regime das oportunidades
iguais. E a escola é o ninho onde se constrói a democracia, oferecendo oportunidades iguais a todos.
CRISTOVAM BUARQUE, 66, doutor em economia, é senador pelo PDT-DF. Foi reitor da Universidade de Brasília (1985-1989), governador do
Distrito Federal pelo PT (1995-98) e ministro da Educação (2003-04). É autor, entre outras obras, de "A Segunda Abolição" (editora Paz e Terra).
Só é democrática a sociedade que assegura a igualdade de
oportunidades a todos os seus cidadãos, incentivando o talento
de cada indivíduo.
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Refletindo sobre o texto lido e utilizando-se de seu conhecimento de mundo, responda, em um artigo de
opinião, ao seguinte questionamento:
“Vivemos, no Brasil, uma verdadeira democracia?”
PROPOSTA 3
O TIPO DE CIDADÃO QUE O BRASIL PRECISA TER
OS TRISTES ACONTECIMENTOS do mês de maio na cidade de São Paulo trouxeram à tona, mais uma vez,
discussões sobre investimentos que os governos precisam fazer em termos de segurança (objetivos imediatistas e
paliativos) e em educação e programas sociais de inclusão (metas de médio e longo prazos sustentáveis). Mas dados
recentemente divulgados sobre o Orçamento mostram que o governo tem reduzido o percentual de dotação de
recursos para a educação. Não cabe aqui discutir os critérios dessas alocações, mas tão-somente pontuar que não
podemos perder seguidas oportunidades de tratar a educação como investimento fundamental para um país como o
nosso, que pretende se firmar entre as economias mais desenvolvidas do planeta.
As inovações tecnológicas acontecem em prazos sempre mais curtos e o tempo de "adoção" pela população é
ainda menor. Até um operário de chão de fábrica ou um trabalhador do campo precisam ter um nível mínimo de
formação para poder adquirir experiência nesse mundo competitivo.
A educação assume papel decisivo como contribuição para um processo sustentável de desenvolvimento
econômico. Por outro lado, a desqualificação educacional servirá para gerar um clima de insegurança, pela falta de
opções de sobrevida, e para atrair, no limite, empresas apenas interessadas em consumir a energia disponível ou as
matérias-primas básicas, que não respeitam a natureza e que não valorizam as pessoas.
O Brasil precisa agir em duas frentes simultâneas se quiser uma posição de destaque no cenário mundial, se
quiser ser peça de destaque entre os Brics e se quiser almejar um crescimento sustentável por vários anos. A primeira
é "revolucionar" o ensino básico, de modo que seja possível eliminar o analfabetismo, inclusive funcional, e prover à
totalidade dos adolescentes condições adequadas para que concluam o ensino fundamental. Já há experiências muito
bem sucedidas, mesmo no Brasil, ainda que com pequeno raio de cobertura, que podem ser estendidas às escolas
públicas de ensino básico do país, contribuindo para o resgate da cidadania de milhões de pessoas.
A outra frente a que me refiro tem um paralelo no conceito dos anos de "residência" que alunos de Medicina
têm que fazer para completar sua formação e adquirir experiência prática, de forma monitorada. Por que não oferecer
oportunidade semelhante para os formandos de outros cursos superiores, especialmente Direito, Sociologia, Economia
e Administração? E por que não fazer isso envolvendo também o setor púbico nas três esferas políticas?
Penso que todas as Câmaras Municipais, todas as Assembléias Legislativas, a Câmara dos Deputados e o
Senado poderiam estabelecer um determinado percentual, talvez algo ao redor de 25%, dos cargos a que cada
representante tem direito para a concessão de "residência" a jovens recém-formados, nas mais diferentes
especialidades. Esse período, de um ano por exemplo, seria fundamental para aquele cidadão brasileiro, que passaria
a entender mais do nosso país e poderia começar sua vida profissional já com uma rica experiência.
Os políticos, de modo geral, vêm sofrendo críticas da população, muitas lideranças têm sido contestadas, o
nível de admiração pelo trabalho legislativo tem se mantido em patamares baixos. Essa é a realidade em que vivemos;
para mudá-la, é preciso oxigenar todo o sistema e os jovens formandos podem ser o "veículo" essencial nesse
processo.
A "residência" sugerida contempla aspectos ligados à educação e ao alfabetismo funcional; valoriza tudo o
que está atrelado às questões de cidadania; ressalta a importância dos legisladores. Por último, mas não menos
importante, contribui para a "fabricação de líderes". E, tudo isso, sem onerar os cofres públicos, uma vez que estará
inserido nas dotações já previstas nos Orçamentos, pelos cargos vinculados a cada legislador.
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Essa interação da máquina pública com a sociedade, aqui representada por esses jovens universitários, pode
ser mais um fator determinante para a transformação da nossa sociedade, com pessoas mais bem preparadas e com
uma visão mais ampla do país.
Isso levará a melhorias de nossa competitividade e à redução dos índices de criminalidade.
Não podemos esperar mais. Está em nossas mãos decidir que tipo de cidadão o Brasil precisa ter.
DAVID FEFFER é presidente da Suzano Holding.
Não podemos perder seguidas
oportunidades de tratar a educação
como investimento fundamental
para um país como o nosso.
Argumente sobre a necessidade de se priorizar a educação para que o
Brasil se torne um país desenvolvido.
PROPOSTA 4
O trabalho infantil viola os direitos
de meninas e meninos e compromete
seu desenvolvimento físico,
intelectual e psicológico.
Construa um artigo de opinião em que sejam mostradas as causas e as conseqüências do trabalho
infantil, mostre possíveis soluções para o problema.
PROPOSTA 5
Texto 1:
LULA USA COPA PARA ESCAPAR DE CRÍTICAS, DIZ "NEW YORK TIMES"
O jornal "New York Times" desta terça-feira traz reportagem sobre a influência da Copa do Mundo sobre as
eleições brasileiras. Assinada pelo polêmico jornalista Larry Rohter, a reportagem sugere que o presidente Lula usa o
campeonato mundial de futebol para desviar a atenção da população sobre as críticas da oposição.
"Quando a oposição se manifesta sobre a incompetência e a corrupção em seu governo, ele [o presidente
Lula] responde se vinculando ao mais popular e bem-sucedido time nacional", escreve Rohter, logo na abertura de
seu artigo.
O jornalista lembra a conquista de 5 Copas pela seleção brasileira e diz que há um "folclore político" no
Brasil que o sucesso no campeonato mundial beneficia o governante. "Poucos são astutos como o senhor da Silva. Em
suas declarações, ele sempre usa metáforas do futebol para explicar suas ações", afirma Rohter, dizendo ser "quase
inevitável que isso [o clima da Copa] termine envolvendo a campanha eleitoral".
Ele ainda compara Lula − "um entusiasta genuíno por futebol" − com a atitude do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso, "um sociólogo que fala cinco línguas", mas que "jamais pareceu convincente quando simulava
interesse pelo jogo".
Não é a primeira vez que Rohter escreve artigos polêmicos sobre o Brasil ou sobre o presidente Lula. Em
2004, o correspondente do "New York Times" escreveu um artigo com o título "Hábito de bebericar do presidente vira
preocupação nacional", o que levou o governo brasileiro a suspender, brevemente, seu visto de jornalista no país.
(Folha Online, de 27 de junho de 2006)
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Texto 2:
Argumente sobre o uso político do futebol.
PROPOSTA 6
Texto 1:
O sonho e a política
“Mas por que, alguns dizem, a Lua? E eles podem também perguntar: por que escalar a montanha mais alta?
Por que, 35 anos atrás, voar sobre o Atlântico? Por que o Rice joga com o Texas? Nós escolhemos ir à Lua. Nós
escolhemos ir à Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque sejam fáceis, mas porque são difíceis. Porque
aquela meta irá servir para organizar e medir o melhor de nossas energias e habilidades. Porque aquele desafio é o
que estamos dispostos a aceitar, o que não estamos dispostos a adiar e que pretendemos vencer: e os outros,
também.”
Com esse discurso, em 12 de setembro de 1961, o presidente
americano John F. Kennedy justificou os esforços hercúleos dos Estados
Unidos para enviar astronautas à superfície lunar antes dos russos, numa das
mais acirradas competições do período que marcou a Guerra Fria.
Mais que isso, no entanto, o líder da nação americana parecia ter
capturado a noção ancestral do que os humanos entendem como a
necessidade de explorar — da mesma maneira que, nos séculos XV e XVI, os
europeus ganharam os mares e que, no início do século XX, o Ocidente
rumou para a conquista dos pólos terrestres e dos ares, na segunda metade
do século XX, ver-se-ia o espaço se transformar na próxima fronteira a ser
explorada pela humanidade.
Eu sou um dos que acreditam que, em discursos como esse, Kennedy expressou algumas das verdades
fundamentais da natureza humana. Agora, que ninguém se deixe inebriar pelo romantismo da situação e ache que o
presidente americano fosse algum tipo de visionário ou poeta. Ele era, pura e simplesmente, um político.
Em 21 de novembro de 1961, apenas dez semanas após seu discurso inflamado e inspirador na Universidade
Rice, Kennedy teve uma reunião com James Webb, então administrador da Nasa, a recém-fundada agência espacial
americana. Webb tentava convencer seu chefe de que apostar tudo na Lua era arriscado demais. “Há verdadeiros
desconhecidos sobre se um homem pode viver no ambiente sem gravidade”, ele disse. Comprometer-se com um
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pouso lunar tripulado, prosseguiu, poderia deixar o país vulnerável a um fracasso. Em vez disso, Webb defendia que o
pouso lunar fosse apenas parte de um grande esforço para entender o ambiente espacial e seus efeitos em humanos.
Mas Kennedy estava resoluto.
“Esta é, gostemos ou não, uma corrida. Tudo que fazemos tem de estar ligado a chegar à Lua antes dos
russos”, respondeu o presidente. “[Essa] é a prioridade número um da agência e, (...) exceto pela defesa, é a
prioridade número um do governo dos Estados Unidos. Não fosse isso, não estaríamos gastando essa montanha de
dinheiro, porque eu não estou tão interessado assim no espaço.”
A conversa foi gravada em fita e apenas recentemente revelada, mostrando que Kennedy era muito mais
político do que visionário em assuntos espaciais — e um grande político. Sua “visão” carregou o país numa jornada,
até hoje inigualada, rumo à Lua, concluída num momento em que os Estados Unidos enfrentavam forte recessão
econômica. Desde 1969, os americanos são vistos como líderes absolutos no campo da alta tecnologia espacial,
ainda que hoje seus ônibus espaciais estejam na garagem, velhos e cheios de problemas, e apenas as naves russas
sigam em suas viagens orbitais para abastecer a ISS (Estação Espacial Internacional).
E isso não é uma aberração. Se olharmos mais de perto, descobriremos que toda a história da exploração
espacial, desde o lançamento do primeiro satélite artificial pela União Soviética, o Sputnik-1, em 4 de outubro de
1957, é permeada — e alimentada — por motivações políticas.
A mesma coisa agora, em versão tupiniquim, com o vôo do astronauta brasileiro Marcos César Pontes à ISS
no próximo dia 30. A real surpresa no fato de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá usar a viagem com fins
políticos é que haja alguma surpresa. É uma conquista importante para o País, e Lula irá aproveitar cada segundo dos
holofotes, como todos os líderes têm feito, em seus países e no exterior, desde 1957.
Ao perceber a oportunidade, e agarrá-la, Lula está apenas mostrando que, como a imensa maioria dos
representantes de sua classe, ele é menos um sonhador e mais um político. E, sinceramente, nada contra; é a política
que faz o mundo andar e homens pisarem na Lua.
O ponto é não confundir os resultados com as motivações. Nos anos 1960, o fato de que a única real
motivação do presidente Kennedy para a jornada lunar fora a disputa com a União Soviética não tornou o feito menos
importante. A conquista da Lua é um momento definidor do século XX e, mais do que isso, do enorme potencial que
aguarda o ser humano na exploração do espaço.
O mesmo, guardadas as devidas proporções, vale para a missão de Pontes: o fato de que sua motivação é
eminentemente política (e é; fontes ligadas ao governo dizem que a missão só saiu mesmo porque Lula se apegou à
idéia de ter o astronauta brasileiro no espaço antes do fim de seu mandato) não desmerece o potencial que ela
oferece.
Pela primeira vez, o programa espacial brasileiro estará nos holofotes por algo de bom — uma chance preciosa
de realizar ciência nacional num ambiente de microgravidade por oito dias seguidos. Não serão dez minutos de batepapo entre Lula e Pontes, durante a primeira comunicação com a Terra em teleconferência, que estragarão a ocasião.
Claro, tudo ficaria mais fácil se Lula tivesse a eloqüência de Kennedy, mas que fazer?
P.S.: Para quem quiser discutir com outros leitores o conteúdo desta coluna, vale visitar a comunidade no orkut
recentemente criada com esse fim.
(Extraído do site Folha Online, de 2 de março de 2006 - adaptado)
Salvador Nogueira, 26, é repórter de Ciência da Folha e autor de “Rumo ao Infinito: Passado e Futuro da Aventura Humana na Conquista do Espaço”.
Escreve às quintas para a Folha Online
TEXTO 2:
Jogadores da seleção gravam mensagem a astronauta brasileiro
Depois de jogar no Haiti e fazer propaganda para o Fome Zero, a CBF agora irá levar, a pedido do governo, a
seleção ao espaço. Ontem, em Moscou, uma mensagem em vídeo endereçada ao astronauta Marcos Pontes, que se
prepara para a primeira viagem ao espaço de um brasileiro, seria gravada pelos jogadores.
Em nome da Agência Espacial Brasileira, Marco Aurélio Klein, assessor de Ângelo Queiroz no Ministério do
Esporte, esteve ontem na concentração da seleção para negociar o vídeo. A idéia inicial era levar o time até Pontes,
que se prepara na Cidade das Estrelas, próxima a Moscou, ou vice-versa, mas isso não foi possível.
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As imagens serão transmitidas a Pontes durante a viagem, marcada inicialmente para 31 de março, e também
para a TV brasileira. Outro item popular na pirotecnia que vem sendo montada pelo governo brasileiro em torno da
missão. Além da seleção, Pontes terá, em um dos links ao vivo com a Terra a que terá direito, uma conversa com o
presidente Lula.
“Queremos algo na linguagem dos jogadores para servir de incentivo”, afirmou Klein, que trata também em
Moscou de convênios esportivos entre os dois países.
A seleção brasileira enfrenta hoje, às 13h (horário de Brasília), em Moscou, a Rússia, no último amistoso antes
da convocação para a Copa do Mundo, que será disputada de 9 de junho a 9 de julho na Alemanha.
(Extraído do site Folha Online, de 2 de março de 2006 - adaptado)
Escreva um artigo de opinião em que os principais assuntos dos dois textos sejam discutidos.
• Discuta os limites tênues entre Idealismo e pragmatismo político.
PROPOSTA 7
DELAÇÃO PREMIADA
Prática pode livrar co-autores de crimes de pesadas penas
Muitos depoentes de CPMIs (Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito) já tiveram suas penas atenuadas
por praticar delação premiada. Na Itália, durante a “Operação Mãos Limpas” contra o crime organizado, a justiça
também fez uso desse direito para desmontar quadrilhas.
Delação premiada é uma prerrogativa legal que extingue ou atenua a punibilidade de um “réu colaborador” —
participante de um delito que age proativamente no sentido de ajudar a Justiça com informações importantes à
elucidação do crime e da identificação de co-autores. Em síntese, é disso que trata o Código Penal Brasileiro, em seu
artigo 159 § 4º, e a Lei nº 9.807/99, nos artigos 13 e 14. Veja transcrição:
Art. 13 - Poderá o juiz, de ofício ou a requerimento das partes, conceder o perdão judicial e a conseqüente extinção
da punibilidade ao acusado que, sendo primário, tenha colaborado efetiva e voluntariamente com a investigação e o
processo criminal, desde que dessa colaboração tenha resultado:
I. a identificação dos demais co-autores ou partícipes da ação criminosa;
II. a localização da vítima com a sua integridade física preservada;
III. a recuperação total ou parcial do produto do crime. Parágrafo único. A concessão do perdão judicial levará em
conta a personalidade do beneficiário e a natureza, circunstâncias, gravidade e repercussão social do fato
criminoso.
Art. 14 - O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na
identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime, na localização da vítima com vida e na recuperação total
ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um a dois terços.
Art. 159 - Seqüestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem, como condição ou preço
do resgate: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
§ 4º Se o crime é cometido em concurso, o concorrente que o denunciar à autoridade, facilitando a libertação do
seqüestrado, terá sua pena reduzida de um a dois terços.
Delação premiada
Os descaminhos da corrupção colocaram em evidência o instituto da delação premiada, pela qual um
acusado de crimes é capaz de obter benefícios como redução de pena, se colaborar com as investigações, entregando
seus comparsas.
O ponto de partida da delação premiada provoca a mais vívida repulsa moral. Com efeito, a história abomina
traidores. O nome de Joaquim Silvério dos Reis, por exemplo, o homem que entregou o Tiradentes à Coroa
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Portuguesa, é até hoje sinônimo de perfídia. Pouco importa que o Brasil tenha permanecido um fiel aliado de Lisboa
durante toda a sua história, ostentando um daqueles raros casos em que a “luta” que culminou na independência não
produziu uma única gota de sangue. Judas Iscariotes, então, o outro grande traidor, recebeu do maior dos poetas
italianos, Dante Alighieri, a mais terrível pena imaginável. Foi relegado ao mais extremo círculo infernal e, lá, ao mais
excruciante dos castigos. Ao lado de Brutus e Cássio, que tramaram o assassinato de César, Judas era torturado
pessoalmente por Satanás. Pouco importa que, por algumas hermenêuticas, o discípulo maldito do Cristo tenha
apenas realizado o plano divino, arquitetado desde o início dos tempos.
No caso dos celerados que delatam seus cúmplices, recai uma dupla condenação moral, por delinqüir contra
a sociedade e por não se manter leais para com seus companheiros. O ditado “ladrão que rouba ladrão tem cem anos
de perdão” é, como tantos outros adágios, só às vezes verdadeiro. Que o digam os ladrões que denunciaram seus
cúmplices e, na cadeia, não receberam proteção especial. A “lei do cão” que vigora nos presídios é especialmente
severa com os chamados alcagüetas.
1. Você concorda com esse procedimento jurídico? Por quê? Responda em um ARTIGO DE OPINIÃO.
2. Escreva uma FÁBULA cuja moral seja “Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”.
PROPOSTA 8
Vítimas do tráfico humano têm entre 18 e 21 anos
De acordo com o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (Unodc), as mulheres jovens, entre 18
e 21 anos, solteiras e de baixa escolaridade são as principais vítimas das redes internacionais de tráfico de seres
humanos que operam no Brasil.
As informações fazem parte de um diagnóstico divulgado em abril e realizado pelo Unodc e pelo Ministério
da Justiça nos estados de Goiás, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo. A coleta das informações foi feita de 22 processos
judiciais e 14 inquéritos policias relativos ao tráfico internacional de mulheres, instaurados entre janeiro de 2000 e
dezembro de 2003.
Segundo o Unodc, o baixo nível de escolaridade influi na decisão das vítimas. A principal promessa feita
pelos aliciadores é a de emprego e conseqüente melhoria nas condições de vida. Também há mulheres que já são
profissionais do sexo e entram em contato com as redes de tráfico internacional.
Outra constatação do escritório da ONU é que os responsáveis pela investigação do tráfico internacional de
mulheres consideram esse crime menos importante que o tráfico de drogas e o contrabando de armas, quando, na
verdade, todos os crimes estão interligados.
Os aliciadores são em geral homens entre 31 e 41 anos, com bom grau de escolaridade. Grande parte é de
empresários que trabalham em casas de show, comércio, agências de encontro, bares, agências de turismo e até
salões de beleza.
Os principais destinos das mulheres que servem ao tráfico internacional são Espanha, Itália e Portugal. As
vítimas também são enviadas para a Suíça, Israel, França, Japão e Estados Unidos.
Pesquisa revela que 76% das brasileiras deportadas da Europa poderiam ser vítimas de tráfico sexual.
(Site O POVO, de 28 de junho de 2006)
Argumente sobre as causas e as conseqüências deste crime.
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A PARTIR DAS FRASES ABAIXO, PRODUZA TEXTOS DISSERTATIVOS ARGUMENTATIVOS OU NARRATIVOS:
1. O espaço que o homem habita diz muito de seu modo de ser.
2. Muitos homens, neste final de século, duvidam de que a humanidade possa caminhar para melhor sem a
recuperação daquilo que a competição vem insistentemente abafando: a idéia de coletividade.
3. Não basta saber interpretar o que se lê num texto, é preciso interpretar o mundo em que se vive.
4. Pagam o preço do progresso aqueles que menos desfrutam dele.
5. O grande vencedor é aquele que não se deixa abater pela derrota.
A PARTIR DAS CHARGES ABAIXO, PRODUZA TEXTOS DISSERTATIVOS ARGUMENTATIVOS OU NARRATIVOS:
3939-06red.edvan/Rev.: Vander
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