INDICADORES SOCIOECONÔMICOS A superfície do estado do Maranhão – 333.366 quilômetros quadrados – corresponde a 3,9% do território brasileiro e 21,3% da região Nordeste. O estado situa-se na faixa de transição entre as regiões Norte e Nordeste, no oeste dessa última. Limita-se a leste com o estado do Piauí, a sul e a sudoeste com Tocantins, a oeste com o Pará. A norte é banhado pelo oceano Atlântico, numa extensão de 640 quilômetros, a segunda maior costa do país7. O Estado possui a costa recortada (baía de São Marcos); planície costeira, dunas no litoral e planaltos nas demais regiões. Vários são os padrões climáticos, todos tropicais, diferentes índices de precipitação pluviométrica, com temperaturas elevadas e constantes durante o ano. A cobertura vegetal é variada, incluíndo floresta amazônica, cerrado (savanas), campos e manguezais. Os principais rios são: Tocantins, Gurupi, Pindaré, Mearim, Parnaíba, Turiaçu, Itapecuru. Não há registros de secas ou outras catástrofes ambientais naturais8. O potencial turístico do Maranhão é vasto, em função da sua localização geográfica e das características do seu território, que reúne diversos e riquíssimos ecossistemas ainda preservados. Possui uma moderna logística de transporte multimodal. Com localização estratégica, o Estado é uma das portas de acesso à região Norte, integra-se à fronteira agrícola do Centro-Oeste e está inserido na área de influência do eixo Araguaia-Tocantins, além de estar relativamente mais próximo dos mercados norte-americano e europeu que os estados do sudeste brasileiro. Essa localização geográfica privilegiada confere destaque ao porto de Itaqui, situado na baía de São Marcos, no município de São Luís. O complexo portuário de São Luís compreende ainda o Terminal de Ponta da Madeira, da Companhia Vale do Rio Doce – CVRD, e o Terminal da ALUMAR (Consórcio Alumínio do Maranhão S.A.). Dentre as cargas movimentadas no Complexo Portuário de São Luís destacam-se minério de ferro, bauxita, derivados de petróleo, ferro gusa, manganês, alumina, alumínio, carvão/coque, soja, soda cáustica, fertilizante e trigo. 7 8 IBGE. Anuário Estatístico do Brasil, 1998. Ver site do governo do estado: http//www.ma.gov.br. SEADE 36 Pode-se destacar cinco pólos de atração turística no Estado: São Luís e Alcântara, Floresta dos Guarás, Parque dos Lençóis, Delta das Américas e Chapada das Mesas. A ampliação da estrada Translitorânea, de São Luís ao Delta do Parnaíba, na divisa com o Piauí, deverá contribuir para o turismo na região possibilitando o acesso ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. A capital, São Luís, fundada em 1612 pelos franceses, recebeu da UNESCO o título de patrimônio histórico da humanidade, no final de 1997. Alcântara, fundada no século XVII, já foi um dos mais ricos centros urbanos do Maranhão, tombada como Patrimônio Histórico Nacional desde 1948, hoje sedia a primeira base espacial brasileira, inaugurada oficialmente em 1983, Economia A economia maranhense baseia-se no setor de serviços. Na indústria destacam-se a transformação de alumínio e alumina, a produção de alimentos e a indústria madeireira. No extrativismo, o babaçu é o principal produto. Na agricultura predomina a produção de arroz, mandioca, soja, milho, laranja, banana, algodão e cana-de-açúcar. Até os anos 70, os cerrados maranhenses eram praticamente desocupados, considerados impróprios para a agricultura, prevalecendo nessas áreas a pecuária bovina. Na década de 70, a política governamental de infra-estrutura, incentivos e subsídios enfatizou a ocupação empresarial privada. A vinda de agricultores gaúchos para as regiões de Balsas e Alto Parnaíba fêz do pólo graneleiro uma realidade bem sucedida. A partir dos anos 80, o sucesso do plantio de soja permitiu vislumbrar o agronegócio como base para o crescimento econômico. A facilidade para exportação pelo complexo portuário de São Luís, quinto porto em movimentação de carga do Brasil, é uma das mais significativas vantagens da região. Novas áreas produtoras têm surgido no Estado, como o município de Chapadinha, perto da divisa com o Piauí, onde dois fatores tornam o plantio de soja, arroz, algodão e milho ainda mais viável: o menor preço da terra e a proximidade do porto de Itaqui. Na região de Barra do Corda e Codó, a tradicional cultura do algodão está sendo retomada, com incentivos do governo estadual e financiamento do Banco do Nordeste. SEADE 37 O município de Caxias, nas margens da antiga estrada de ferro Teresina – São Luís, destaca-se na extração do babaçu e como importante entreposto comercial. No sudoeste maranhense, Imperatriz, localizada nas margens do rio Tocantins, nos limites do Meio-Norte com o Brasil central, tem apresentado um crescimento econômico e populacional nas últimas décadas. Pioneira na expansão da fronteira agrícola e no comércio de produtos extrativos da Amazônia, situa-se no eixo de desenvolvimento que tem o porto de Itaqui como canal de escoamento da produção. O Maranhão integrou-se em agosto de 2000 ao PEE - Programa Especial de Exportação do governo federal. Esse programa contempla dez setores no Estado, sendo sete deles de agronegócios: grãos, artefatos de madeira, frutos e derivados, couros e peles/calçados, pescados, açúcar e álcool e embutidos9. A tabela a seguir mostra os investimentos na indústria de transformação que foram previstos de serem realizados no Estado entre 1997 e 2000. Mais da metade do montante de investimentos destinavam-se à indústria de celulose, papel e produtos de papel, vindo em seguida a metalurgia básica (23%) e a fabricação de produtos têxteis com 9,9%. Em conjunto, esses três ramos respondem por 86,4% do investimento industrial planejado para o período no Estado. Dentre os outros ramos também presentes na previsão de investimentos incluem-se a fabricação de produtos alimentícios e bebidas (4,4%) e a fabricação de produtos minerais não-metálicos (2,3%). (1) Tabela 6 Previsão dos Investimentos na Indústria de Transformação, segundo Ramos de Atividade Estado do Maranhão 1997-2000 % no Total da Valor (US$ Ramos de Atividade % Região Milhão) Nordeste Total 2.057,20 100,0 8,4 Fabricação de Produtos Alimentícios e Bebidas 90,0 4,4 4,2 Fabricação de Produtos Têxteis 203,0 9,9 6,4 Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios 30,7 1,5 8,5 Fabricação de Produtos de Madeira 34,1 1,7 60,2 Fabricação de Celulose, Papel e Produtos de Papel 1.092,0 53,1 21,9 Fabricação de Produtos Químicos 13,1 0,6 0,3 Fabricação de Artigos de Borracha e Plástico 27,2 1,3 8,2 (continua) 9 Idem SEADE 38 Valor (US$ Milhão) Ramos de Atividade Fabricação de Produtos Minerais Não Metálicos Metalurgia Básica Fabricação de Máquinas e Equipamentos 47,9 481,6 37,6 % no Total da Região Nordeste 2,3 4,6 23,4 26,5 1,8 30,7 % Fonte: Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio. (1) Valor igual ou superior a US$ 5 milhões. Produto Interno Bruto O Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão, em 1998, era de aproximadamente R$ 7,59 milhões, o que representava 7,7% do PIB total da Região Nordeste e 0,98% do PIB total do país (Ipea, 1999). Essas participações foram ampliadas desde 1985, quando eram 6,7% e 0,91% respectivamente (Tabela 7). O setor de serviços representava, em 1998, 7,45% da Região Nordeste e 0,94% do total do Brasil; e a indústria, que participava com 7,07% na região Nordeste, representava 0,80% no total brasileiro. A participação da agropecuária foi de 1,65% no Brasil e 10% na Região Nordeste. Tabela 7 Participação do Maranhão no PIB da Região Nordeste e do Brasil, segundo Setores de Atividade Estado do Maranhão 1985-1998 Em porcentagem Setores de Atividade Agropecuária Indústria Indústria Geral Construção Civil S.I.U.P Serviços Comércio Transportes Comunicações Inst. Financ. Adm. Públicas Alguéis Outros Serviços Subtotal Dummy Financeira PIB a Custo de Fatores 1985 1990 Nordeste Brasil Nordeste 8,034 1,383 10,082 6,404 0,775 8,181 7,335 0,819 11,092 3,663 0,640 3,615 3,014 0,410 2,745 6,657 0,903 8,336 7,896 1,325 9,411 3,029 0,272 4,359 6,426 0,788 7,508 6,779 0,819 8,534 5,685 0,955 8,664 8,894 1,135 10,051 6,375 0,802 6,282 6,757 0,902 8,488 6,779 0,819 8,534 6,755 0,914 8,481 Brasil 1,975 0,835 0,956 0,543 0,367 1,102 1,549 0,404 0,894 0,873 1,371 1,215 0,800 1,077 0,873 1,112 1995 Nordeste 11,157 5,692 7,888 2,807 5,719 7,682 8,091 5,555 7,664 5,113 8,096 10,768 6,070 7,588 5,113 7,723 1998 Brasil Nordeste Brasil 1,869 10,090 1,651 0,561 7,073 0,804 0,598 7,888 0,622 0,419 6,695 1,179 0,720 5,427 0,731 1,004 7,453 0,942 1,390 6,511 1,130 0,476 5,607 0,508 0,954 7,634 0,960 0,517 5,125 0,528 1,205 8,203 1,213 1,145 10,245 0,977 0,791 5,727 0,756 0,937 7,636 0,959 0,517 5,125 0,528 0,965 7,746 0,982 Fonte: Ipea - Produto Interno Bruto por Unidade da Federação – 1985-1998. Considerando-se a estrutura de produção (Tabela 8 e Gráfico 1), observa-se que a economia do Maranhão está centrada principalmente no setor de SEADE 39 serviços, responsável pela geração da maior parte do PIB do Estado (61,0%). Nesse setor, os segmentos de maior destaque em participação no PIB estadual foram administração pública (19,7%), aluguéis (15,8%), outros serviços (9,6%) e comércio (8,2%). A indústria vem a seguir, com 26,9%, destacando-se indústria geral (12,6%) e construção civil (12,2%). Por fim, O setor agropecuário aparece com participação de 14,9% na composição do PIB do Estado. Analisando a evolução na composição dos setores no PIB do Maranhão entre 1985 e 1998, observa-se que a participação do setor de serviços cresceu nesse período em, aproximadamente, 9%. Os maiores crescimentos ocorreram nos segmentos de aluguéis e de administração pública. A participação da indústria apresentou queda significativa, saindo de 40,6% em 1985 para 26,9% em 1998, tendo sido 1996 o ano em que registrou menor porcentagem. A participação da agropecuária apresentou oscilações tendo passado, no período, de 19% para 14,9%, com o ano 1989 apresentando a menor participação (11,58%). SEADE 40 Tabela 8 Estrutura do PIB, segundo Setores de Atividade Estado do Maranhão 1985-98 Setores de Atividade 1985 1986 1987 1988 1989 Agropecuária 19,09 21,48 16,73 18,05 11,58 Indústria 40,69 35,81 43,64 48,88 41,90 Indústria Geral 35,27 30,21 36,85 42,76 34,33 Construção Civil 4,32 4,44 5,48 5,14 6,39 S.I.U.P 1,11 1,16 1,31 0,97 1,17 Serviços 52,30 48,70 50,83 44,13 71,17 Comércio 14,02 14,81 11,68 9,59 10,61 Transportes 1,35 1,53 1,34 1,22 1,39 Comunicações 0,99 0,77 1,02 0,96 0,55 Inst. Financ. 11,86 6,32 11,38 10,98 24,56 Adm. Públicas 8,48 9,16 9,47 8,24 16,50 Aluguéis 4,67 5,78 6,50 4,01 4,82 Outros Serviços 10,94 10,33 9,45 9,13 12,74 Subtotal 112,08 106,00 111,20 111,06 124,65 Dummy Financeira -12,08 -6,00 -11,20 -11,06 -24,65 PIB a Custo de Fatores 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 Fonte: Ipea – Produto Interno Bruto por Unidade da Federação – 1985-1998. SEADE 1990 14,92 29,06 24,46 3,73 0,86 69,66 15,09 1,51 1,11 13,80 23,05 7,07 8,04 113,63 -13,63 100,00 1991 12,47 27,34 23,52 3,05 0,77 70,93 9,70 1,23 1,33 11,43 19,21 17,96 10,07 110,74 -10,74 100,00 1992 12,22 28,39 22,15 5,29 0,95 78,75 8,63 1,18 1,52 20,35 20,51 15,04 11,52 119,37 -19,37 100,00 1993 1994 1995 12,61 18,83 18,97 24,97 23,97 20,54 18,40 17,21 14,61 4,65 4,72 3,97 1,93 2,03 1,96 81,89 65,21 64,08 15,11 14,22 12,82 1,55 1,71 1,72 1,91 1,36 1,51 20,16 8,68 4,27 20,90 20,20 21,10 10,19 9,24 12,86 12,08 9,80 9,81 119,47 108,01 103,59 -19,47 -8,01 -3,59 100,00 100,00 100,00 Em porcentagem 1996 1997 1998 17,36 11,10 14,96 20,44 25,30 26,92 13,55 14,29 12,64 4,62 8,83 12,27 2,27 2,18 2,02 65,19 66,48 61,02 10,03 8,98 8,22 1,59 1,65 1,57 2,04 2,31 2,59 3,66 3,48 3,48 20,96 21,33 19,74 16,49 17,91 15,82 10,40 10,82 9,60 102,99 102,88 102,89 -2,99 -2,88 -2,89 100,00 100,00 100,00 41 Gráfico 1 Evolução do PIB do Maranhão 1985 –1998 80,00 70,00 60,00 PIB (%) 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 0,00 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 A G RO PECUÁ RIA INDÚSTRIA S ERV IÇO S Fonte: Ipea. Elaboração: Fundação Seade. SEADE 42 Evolução das Ocupações e do Emprego A população residente em áreas urbanas ocupada em atividades não-agrícolas aumentou 2,4% ao ano no período 1992-99, segundo informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD). O aumento da população ocupada ocorreu, principalmente, devido às atividades relacionadas a serviços. As maiores taxas anuais de crescimento foram registradas nos ramos de comércio de mercadorias (6%), de transporte ou comunicação (3,1%), e serviços sociais (3,0%). Os ramos que empregam maiores contingentes são o comércio de mercadorias, a prestação de serviços e os serviços sociais (Tabela 9). Tabela 9 População Ocupada em Atividades Não-Agrícolas, Residente em Áreas Urbanas, segundo Ramos de Atividade Estado do Maranhão 1992-1999 Em 1.000 pessoas Ramos de Atividade Total Indústria de Transformação Indústria da Construção Outras Atividades Industriais Comércio de Mercadorias Prestação de Serviços Serviços Auxiliares Transporte ou Comunicação Serviços Sociais Administração Pública Outras Atividades 1992 1993 1995 1996 591 677 648 68 89 63 49 68 40 18 18 9 132 142 156 164 171 194 13 20 11 24 28 33 81 82 93 34 47 43 7 12 7 1997 1998 1999 697 670 727 75 93 71 59 58 57 13 6 16 161 174 193 192 161 205 13 13 21 33 31 31 104 93 85 40 35 41 6 6 7 1992/99 (% a.a.) 727 2,4 *** 72 0,1 55 0,6 11 -7,1 198 6,0 *** 191 2,0 15 1,2 31 3,1 ** 109 3,0 * 39 -0,3 7 -4,7 Fonte: Tabulações Especiais do Projeto RURBANO, IE/UNICAMP. Setembro/2000. ***,**,* indicam, respectivamente, 5%, 10% e 20% de confiança, estimados pelo coeficiente de regressão log-linear contra o tempo. Entre os setores econômicos que apresentaram maior crescimento no número de ocupados, entre 1992 e 1999, destacam-se o transporte público (10,2%), alfaiataria (9,4%), ensino privado (7,6%), comércio de alimentos (7,0%), serviços de saúde pública (6,9%) e serviços pessoais (6,1%). A indústria de alimentos teve uma queda de 9,9% no número de ocupados (Tabela 10 ). Os maiores aumentos, em número de ocupados, ocorreram nas atividades de balconista atendente (13,7%), costureiro alfaiate (11,9%), marceneiro (7,7%), ambulante/outros (7,0%), pedreiro (5,9%), ajudante de mecânica de veículos (5,4%) e serviços por conta própria (5,2%). No total de ocupados, sobressaem-se SEADE 43 os serviços por conta própria (77 mil), serviços domésticos (59 mil) e os balconistas atendentes (58 mil) (Tabela 11). Tabela 10 População Ocupada em Atividades Não-Agrícolas, Residentes em Áreas Urbanas, segundo Setores de Atividade - PEA restrita Estado do Maranhão 1992-1999 Em 1.000 pessoas Setores de Atividade Total Urbano Comércio Alimentos Emprego Doméstico Estab. Ensino Público Comércio Ambulante Construção Alfaiataria Assist. Técnica - Veículos Restaurantes Administração Municipal Industria de Transformação Serviços de Saúde Pública Transporte Público Ensino Privado Industria - Metais Industria de Madeiras Serviços Pessoais Comércio de Art. Transportes Comércio de Vestuário Serviços de Segurança Comércio de Aparelhos Comércio de Artigos Químicos Rendas e Redes Alimentos Caseiros Pequeno Transporte Serviços de Diversões Transporte de Carga Judiciário Lavanderia Insumos Químicos Indústria de Alimentos Sut-total 1992 1993 591 55 59 40 42 49 14 22 28 17 15 10 12 8 9 6 6 8 6 6 11 12 435 1995 677 47 76 51 60 68 19 17 19 27 19 11 6 10 6 13 11 11 8 8 5 10 23 526 1996 648 61 73 53 42 40 15 23 46 22 13 14 9 14 5 8 8 16 6 6 6 11 7 10 507 1997 697 1998 670 49 85 54 48 59 28 26 17 18 13 16 9 16 8 6 8 8 16 6 7 11 8 11 7 533 65 65 48 44 58 17 17 20 15 19 19 12 12 5 11 12 6 15 6 7 12 5 6 21 514 1992/99 (% a.a.) 727 2,4 *** 86 7,0 *** 72 0,6 64 3,3 * 59 3,5 55 0,6 28 9,4 ** 27 3,7 21 -0,2 19 -1,0 18 1,4 18 6,9 * 17 10,2 ** 16 7,6 ** 10 -1,3 10 2,6 10 6,1 8 8 1,6 8 7 7 7 6 6 6 6 6 5 5 5 -9,9 621 3,7 *** 1999 727 72 65 45 67 57 30 25 39 25 16 11 17 12 5 10 14 5 12 5 5 6 7 7 11 569 Fonte: Tabulações Especiais do Projeto RURBANO, IE/UNICAMP. Setembro/2000. ***,**,* indicam, respectivamente, 5%, 10% e 20% de confiança, estimados pelo coeficiente de regressão log-linear contra o tempo. SEADE 44 Tabela 11 População Ocupada em Atividades Não-Agrícolas, Residente em Áreas Urbanas, segundo a Ocupação Principal - PEA restrita Estado do Maranhão 1992-1999 Em 1.000 pessoas 1992/99 % a. a. Total Urbano 591 677 648 697 670 727 727 2,4 *** Serviços Conta Própria 60 39 60 45 55 64 77 5,2 * Serviços Domésticos 55 55 57 69 52 58 59 1,0 Balconistas Atendentes 29 23 52 53 59 56 58 13,7 *** Ambulante - Outros 23 31 26 28 27 43 41 7,0 ** Pedreiro 24 26 18 16 26 41 33 5,9 Professor de Primeiro Grau - Inicial 18 31 33 27 23 32 31 4,5 Motorista 19 16 23 19 22 24 23 4,5 *** Costureiro ou Alfaiate 9 14 12 23 16 23 20 11,9 *** Diversos 20 10 14 9 17 10 20 -0,4 Servente ou Faxineiro 18 21 21 19 22 12 17 -2,9 Ajudante Mecânica de Veículos 15 5 10 13 8 13 15 5,4 Professor de Primeiro Grau 6 7 6 13 7 13 Ajudante Diversos 17 13 10 9 10 13 12 -3,9 Ambulante - Balas Etc. 11 15 6 8 8 16 12 -0,1 Lavadeira ou Doméstica 19 8 9 6 10 Guarda - Vigia 13 16 17 11 9 9 10 -7,4 ** Ajudante Administrativo 10 17 6 8 6 7 10 -6,3 Ajudante Pedreiro 13 26 12 29 17 11 10 -6,3 Auxiliar Serv. Médico 6 6 8 8 10 5 9 3,6 Dirigente de Administração Pública 6 6 5 8 10 9 Forneiro em Olaria 8 11 10 9 13 10 9 1,1 Bordadeira 6 7 7 Marceneiro 5 6 6 11 9 9 7 7,7 * Professor Pré-Escolar 6 6 6 7 6 Passadeira (Não Doméstica) 13 7 6 7 6 Carpinteiro 8 13 9 11 7 6 Vigilância Privada 6 Empregador - Comércio 8 11 8 9 6 5 Ajudante Pintor 6 5 Caixa Recebedor 5 Sub-Total 419 430 444 467 457 500 549 3,4 *** Ocupação Principal 1992 1993 1995 1996 1997 1998 1999 Fonte: Tabulações Especiais do Projeto RURBANO, IE/UNICAMP. Setembro/2000. ***,**,* indicam, respectivamente, 5%, 10% e 20% de confiança, estimados pelo coeficiente de regressão log-linear contra o tempo SEADE 45 Tabela 12 Evolução do Emprego Formal e do Número de Unidades Locais, segundo Ramos de Atividade Estado do Maranhão 1986 – 1997 1997 / 1986 1986 1997 Ramos de Atividade UL PO UL PO UL PO Total 7.440 219.042 Extrativa Mineral Indústria de Transformação Serviços Industriais de Utilidade Pública Contrução Civil 13.414 265.960 80,3 21,4 13 1.455 21 282 61,5 -80,6 860 19.464 1.094 20.514 27,2 5,4 30 2.933 145 5.737 383,3 95,6 316 19.606 599 14.685 89,6 -25,1 Comércio 3.131 24.955 6.276 33.604 100,4 34,7 Serviços 2.934 147.560 4.706 185.323 60,4 25,6 Agricultura, Silvicultura , Criação de Animais, Extrativismo Vegetal e Pesca Outros Fonte:Ministério do Trabalho e Emprego - Rais 1997 139 2.590 440 4.479 216,5 72,9 17 479 133 1.336 682,4 178,9 Analisando-se as Tabelas 12 e 13 (evolução do emprego formal no Estado Maranhão), observa-se que, de 1986 a 1997, o número de postos de trabalho aumentou em 46.918, e o número de novos estabelecimentos aumentou 5974. Em 1986, a média de postos de trabalho por estabelecimento era de 29,4; em 1997 essa média caiu para 19,8. Isso significa um crescimento de estabelecimentos muito maior do que a de postos de trabalho. De fato, pela Tabela 12 observa-se que o número de estabelecimentos cresceu 80,3% entre 1986 e 1997, enquanto o número de postos de trabalho cresceu apenas 21,4%. Os setores em que houve aumento significativo em número de estabelecimentos e crescimento superior a 70% no total de pessoal ocupado, no período 1986/1997, foram os seguintes: serviços médicos, odontológicos e veterinários; ensino; indústria do material de transporte; serviços industriais de utilidade pública; indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos; agricultura, silvicultura, criação de animais, extrativa vegetal e pesca; os transportes e comunicação e a indústria da borracha, fumo, couros, peles, similares. Nos serviços médicos, odontológicos e veterinários, o número de estabelecimentos cresceu 413% e o pessoal ocupado 559%. Isso representou 678 novos estabelecimentos e mais de 9.400 novos postos de trabalho. No ensino surgiram mais de 6.500 novos postos de trabalho. Nos serviços industriais de utilidade pública, o número de estabelecimentos cresceu 383% e o de pessoal ocupado 95%, representando cerca de 2.800 novos postos de trabalho. SEADE 46 As atividades que oferecem maior número de postos de trabalho são a administração pública (44% do emprego formal do Estado), o comércio varejista (10,5%) e os serviços de alojamento, alimentação, bebidas e álcool etílico (aproximadamente 7,5%). Em seguida, vêm a construção civil, ( 5,5%) e aos transportes e comunicações (5,1%). Juntos esses ramos empregam mais de 70% do total de trabalhadores no setor formal da economia no Maranhão. Examinando a evolução da média de postos de trabalho por estabelecimento, percebe-se que poucos segmentos apresentaram aumento no número de empregos por estabelecimento, entre 1986 e 1997: administração pública, ensino, serviços médicos, odontológicos e veterinários, e transporte e comunicações. SEADE 47 Tabela 13 Evolução do Emprego Formal e do Número de Unidades Locais, segundo Ramos de Atividade Estado do Maranhão 1986 – 1997 Ramo de Atividade 1986 UL PO Total 7.440 219.042 Extração Mineral 13 1.455 Ind. de Produtos Minerais Não Metálicos 69 1.952 Indústria Metalúrgica 42 2.805 Indústria Mecânica 7 517 Ind. de Material Elétrico e de Comunicação 4 47 Indústria de Material de Transporte 5 83 Indústria de Madeira e Mobiliário 279 5.763 Ind. de Papel, Papelão, Editorial e Gráfica 51 1.866 Ind. de Borracha, Fumo, Couros, Peles e Similares, Ind. Div 26 216 Indústria Química de Produtos Farmacêuticos, 55 1.204 Veterinários, de Perfumaria e Sabão Ind.Têxtil do Vestuário e Artefatos de Tecidos 26 394 Indústria de Calçados 2 66 Ind. de Produtos Alim., Bebidas e Álcool Etílico 294 4.551 Serv. Industriais de Utilidade Pública 30 2.933 Contrução Civil 316 19.606 Comércio Varejista 2.680 20.617 Comércio Atacadista 451 4.338 Instituições de Crédito, Seguros e Capitalização 324 6.317 Comércio e Administração de Imóveis, Val. Mov., Serviços Tec. Prof., Etc 515 8.222 Transportes e Comunicações 337 7.488 Serviços de Alojamento, Alimentação, Reparo e Manutenção Red., Rádio e TV 800 25.190 Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários 164 1.686 Ensino 131 1.990 Administração Pública Direta e Autárquica 663 96.667 Agricultura, Silvicultura, Criação de Animais, Extração Vegetal e Pesca 139 2.590 Outros 17 479 Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego - Rais 1997. 1990 1995 UL PO 7.947 230.436 16 1.097 61 1.582 48 4.154 16 485 5 33 5 37 264 3.815 57 2.104 1997 UL PO. 10.964 247.925 22 475 67 1.715 80 3.537 6 870 2 3 25 451 194 4.767 90 1.453 UL PO 13.414 265.960 21 282 89 2.525 94 3.754 6 32 4 12 22 259 233 4.824 114 1.862 35 246 45 406 50 49 48 0 245 29 391 2.962 418 296 1.376 783 0 5.435 5.254 10.989 18.965 4.230 7.384 47 72 3 239 156 563 4.232 618 324 1.111 597 5 5.080 6.906 9.459 23.378 4.918 5.645 83 88 4 307 145 599 5.646 630 366 626 169 9.366 9.508 616 467 11.273 13.503 938 538 813 25.122 255 3.557 114 1.848 265 102.518 141 619 1.873 8.675 SEADE 1.002 14.216 662 9.894 288 7.131 194 108.681 297 653 6.714 5.737 1990/1986 (%) 1995 / 1990 (%) 1997 / 1995 (%) 1997 / 1986 (%) 393 UL 6,8 23,1 -11,6 14,3 128,6 25,0 0,0 -5,4 11,8 PO 5,2 -24,6 -19,0 48,1 -6,2 -29,8 -55,4 -33,8 12,8 UL 38,0 37,5 9,8 66,7 -62,5 -60,0 400,0 -26,5 57,9 PO 7,6 -56,7 8,4 -14,9 79,4 -90,9 1118,9 25,0 -30,9 UL 22,3 -4,5 32,8 17,5 0,0 100,0 -12,0 20,1 26,7 PO 7,3 -40,6 47,2 6,1 -96,3 300,0 -42,6 1,2 28,1 UL 80,3 61,5 29,0 123,8 -14,3 0,0 340,0 -16,5 123,5 PO 21,4 -80,6 29,4 33,8 -93,8 -74,5 212,0 -16,3 -0,2 34,6 13,9 28,6 65,0 11,1 -3,2 92,3 81,9 -19,3 -23,8 -6,5 31,4 -13,9 23,3 16,3 -23,6 76,6 22,2 33,3 28,5 -7,1 6,4 33,4 1,9 13,0 29,3 13,9 400,0 -7,2 -16,9 55,2 20,3 11,2 -28,0 50,9 238,5 100,0 4,4 383,3 89,6 110,7 39,7 13,0 19,3 72,6 -62,1 3,5 95,6 -25,1 36,5 26,1 -35,7 1.436 -10,9 14,3 -4,1 680 84,6 98,7 50,0 25 -100,0 -100,0 4.712 -16,7 19,4 -2,4 5.737 -3,3 79,1 437,9 14.685 23,7 -44,0 44,0 28.135 10,5 -8,0 42,9 5.469 -7,3 -2,5 47,8 4.063 -8,6 16,9 9,5 10.943 13.677 21,6 -49,9 13,9 27,0 -1,6 176,3 20,4 42,0 52,3 15,2 -2,9 1,3 82,1 59,6 33,1 82,7 1.406 20.126 842 11.121 373 8.577 243 116.816 1,6 55,5 -13,0 -60,0 -0,3 111,0 -7,1 6,1 23,2 159,6 152,6 -26,8 -43,4 178,2 285,9 6,0 40,3 27,2 29,5 25,3 41,6 12,4 20,3 7,5 75,8 413,4 184,7 -63,3 -20,1 559,6 331,0 20,8 4.479 1,4 -27,7 1.336 3541,2 1711,1 110,6 5,5 258,5 -33,9 48,1 -79,6 -33,3 -76,7 216,5 682,4 72,9 178,9 440 133 48 A distribuição de postos de trabalho por gênero, mostrada na tabela 14, indica predominância de mão-de-obra masculina na maioria dos setores (56% dos postos), ficando as exceções por conta do ramo classificado como “outros/ignorado” e da administração pública, onde 62% da mão-de-obra é feminina. Os homens também são maioria absoluta nos setores onde a mão-deobra é tradicionalmente masculina, como é o caso da indústria extrativa mineral (98,5% dos postos de trabalho), da construção civil (93,6%), da agropecuária (85,4%) e da indústria de transformação (84,2%). Existe maior equilíbrio na distribuição dos postos por gênero nos segmentos de comércio, onde a proporção homens/mulheres é de 1,9, e de serviços, onde a proporção é 1,6. Ainda assim, como se vê, a mão-de-obra masculina continua predominante. Tabela 14 Emprego Formal, por Gênero, segundo Grandes Grupos Estado do Maranhão 1997 Empregados Número de Proporção Setor EstabeleciHomens/ (%) (%) Total mentos Masculino Feminino Mulheres Extração Mineral 21 275 98,5 1,5 67,8 Ind. de Transformação 1094 20513 84,2 15,8 5,3 Serviços Industriais de Utilidade Pública 145 5736 79,1 20,9 3,8 Construção Civil 599 14685 93,6 6,4 14,7 Comércio 6276 33605 65,6 34,4 1,9 Serviços 4463 68507 61,4 38,6 1,6 Administração Pública 243 116817 38,0 62,0 0,6 Agropecuária 440 4486 85,4 14,6 5,8 Outros/Ignorado 133 1336 46,1 53,9 0,9 13414 265960 56,0 44,0 1,3 Total Fonte: Ministério do Trabalho – Rais/1997. A distribuição do emprego formal no estado mostra que, em 1997, 69% dos empregos formais do Maranhão estavam na Aglomeração Urbana de São Luís, sendo 67% desse total no município de São Luís (Mapa 3). SEADE 49 SEADE 50 Com exceção dos setores de extração mineral, agropecuária e indústria de transformação, todos os demais apresentavam mais de 50% dos empregos da Aglomeração de São Luís: construção civil (84,8%), serviços industriais de utilidade pública (79,3%), administração pública (76,2%), serviços (71,4%) e comércio (54,6%). Na indústria de transformação, apenas 38,5% dos empregos formais estavam na aglomeração urbana de São Luís. Já para a agropecuária, esse percentual era de 40,3%. Na extração mineral, apenas 13,1% dos empregos eram na aglomeração da capital, destacando-se no restante do estado os municípios de Codó, com 31%, e Rosário, com 42% dos empregos formais do setor. A Tabela 15 apresenta a distribuição do emprego formal no Maranhão por mesorregiões. O Norte Maranhense, onde se localiza a Aglomeração Urbana da capital, concentra 74,4% do pessoal ocupado e 57,9% dos estabelecimentos do mercado de trabalho formal no estado. Em seguida vem a mesorregião 2, Oeste Maranhense, onde está Imperatriz, segundo município em importância no estado, com 10,7% do pessoal ocupado e 20,3% dos estabelecimentos. A mesorregião Leste Maranhense, onde se localizam os municípios de Caxias, Codó e Timon (conurbado com Teresina-PI), participa com 8,6% do pessoal ocupado formalmente e 10,2% dos estabelecimentos. Nas outras duas mesorregiões, onde os índices de ocupação formal são menores, destacam-se os municípios de Bacabal (Centro Maranhense) e Balsas (Sul Maranhense). Com exceção da indústria de transformação e da agropecuária, todos os setores apresentam participação superior a 50% na mesorregião Norte Maranhense. A indústria de transformação tem 27,8% dos estabelecimentos localizados no Oeste Maranhense, representando 34,8% dos empregos formais do estado. Na agropecuária, destacam-se as mesorregiões Sul Maranhense (21,3% dos postos e 30% dos estabelecimentos) e Oeste Maranhense (19,2% dos postos e 29,5% dos estabelecimentos). SEADE 51 Tabela 15 Distribuição do Emprego Formal e de Unidades Locais, por Região Paer, segundo Ramos de Atividade Estado do Maranhão 1997 Estabelecimentos PO Aglomeração Aglomeração Ramo de Atividade Urbana de Interior Total Urbana de Interior São Luís São Luís Total Extrativa Mineral Indústria de Produtos Minerais Não-Metálicos Indústria Metalúrgica Indústria Mecânica Indústria de Material Elétrico e de Comunicação Indústria de Material de Transporte Indústria de Madeira e Mobiliário Indústria de Papel, Papelão, Editorial e Gráfica Indústria de Borracha, Fumo, Couros, Peles, Sim., Ind. Div. Indústria Química de Produtos Farmacêuticos, Veterinários, Perfumaria e Sabão Indústria Têxtil do Vestuário e Artefatos de Tecidos Indústria de Calçados Indústria de Produtos Alim., Beb. e Álcool Etílico Serviços Industriais de Utilidade Pública Construção Civil Comércio Varejista Comércio Atacadista Instituições de Crédito, Seguros e Capitalização Com. e Adm. Imov., Val.Mov., Serviço Tec. Prof., Etc Transportes e Comunicações Serviços de Aloj., Alim., Rep. e Manut. Red., Rádio, TV Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários Ensino Administração Pública Direta e Autárquica Agric., Silvic., Criação de Animais, Extr. Veg., Pesca Outros 33,3 31,5 62,8 50,0 75,0 50,0 30,0 60,5 54,0 51,8 70,5 50,0 44,6 6,2 79,1 52,4 47,5 38,8 77,2 44,1 63,9 58,0 55,8 24,3 13,0 51,1 53,3 66,7 68,5 37,2 50,0 25,0 50,0 70,0 39,5 46,0 48,2 29,5 50,0 55,4 93,8 20,9 47,6 52,5 61,2 22,8 55,9 36,1 42,0 44,2 75,7 87,0 48,9 46,7 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 12,8 21,8 60,6 50,0 75,0 41,7 11,9 60,0 35,1 47,8 60,0 4,0 42,5 79,3 85,0 57,8 37,9 60,4 80,5 75,1 64,6 70,0 75,0 75,7 40,3 15,0 68,6 87,2 78,2 39,4 50,0 25,0 58,3 88,1 40,0 64,9 52,2 40,0 96,0 57,5 20,7 15,0 42,2 62,1 39,6 19,5 24,9 35,4 30,0 25,0 24,3 59,7 85,0 31,4 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – Rais 1997. SEADE 52 Tabela 16 Distribuição do Emprego Formal e de Unidades Locais, por Setor de Atividade, segundo Mesorregiões Estado do Maranhão 1997 Mesorregiões Total Mesorregião 1 Norte Maranhense Mesorregião 2 Oeste Maranhense Mesorregião 3 Centro Maranhense Mesorregião 4 Leste Maranhense Mesorregião 5 Sul Maranhense Indústria de Transformaçã o Extração Mineral UL PO 100,0 100,0 UL PO 100,0 100,0 Serviços Industriais Utilidade Pública UL PO 100,0 100,0 Construção Civil UL 100,0 Comércio Serviços Administração Agropecuária Pública PO UL PO UL PO UL PO UL PO 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Outros/ Ignorado UL 100,0 Total PO UL PO 100,0 100,0 100,0 55,0 55,1 50,4 41,5 34,5 83,0 81,9 85,8 55,7 57,2 64,9 76,0 40,3 83,8 20,4 46,8 61,2 50,6 57,9 74,4 15,0 4,0 27,8 34,8 11,7 4,1 10,7 7,2 22,1 23,2 17,1 11,8 14,2 2,5 29,5 19,2 16,3 15,4 20,3 10,7 5,0 0,4 6,5 2,8 18,6 4,2 2,5 4,4 8,3 6,5 7,0 4,5 18,6 3,7 11,4 6,4 11,6 7,6 7,9 4,3 5,0 31,0 12,6 15,8 24,8 6,8 3,4 1,9 11,1 10,4 8,3 6,5 20,8 8,9 8,7 6,2 7,8 26,1 10,2 8,6 20,0 9,5 2,7 5,1 10,3 1,8 1,5 0,7 2,9 2,7 2,6 1,1 6,2 1,1 30,0 21,3 3,1 0,3 3,8 1,9 Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – Rais 1997 SEADE 53 Tabela 17 Distribuição do Emprego Formal e de Unidades Locais, por Setor de Atividade, segundo Municípios Estado do Maranhão 1997 Município Extração Mineral Indústria de Serviços Transformaçã Industriais o Utilidade Pública UL PO UL PO UL PO Aglomeração Urbana de São Luís Total 35,0 13,1 47,0 38,5 Paço Do Lumiar 0,0 0,0 0,4 0,4 São José De Ribamar 0,0 0,0 1,2 1,1 São Luís 35,0 13,1 45,5 37,0 Interior do Estado do Maranhão Total 65,0 86,9 53,0 61,5 Imperatriz 0,0 0,0 16,3 13,7 Açailândia 0,0 0,0 6,5 18,2 Caxias 0,0 0,0 3,9 2,5 Timon 0,0 0,0 3,7 3,3 Codó 5,0 31,0 2,7 3,9 Bacabal 0,0 0,0 2,7 0,8 Santa Inês 0,0 0,0 2,2 0,7 Chapadinha 0,0 0,0 0,4 0,0 Balsas 5,0 5,5 1,3 0,3 Pinheiro 0,0 0,0 0,6 0,5 Pedreiras 0,0 0,0 1,7 1,3 Coelho Neto 0,0 0,0 0,4 5,0 Outros Municípios 55,00 50,36 10,61 11,35 Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – Rais 1997 Construção Civil Comércio UL UL PO PO Serviços UL PO Administração Agropecuária Pública UL PO UL PO Outros/ Ignorados UL PO Total UL PO 6,2 0,7 0,7 4,8 79,3 0,1 0,0 79,1 79,4 0,7 2,0 76,7 84,8 1,5 2,3 81,0 52,0 0,6 0,6 50,7 54,6 0,3 0,3 54,0 60,8 0,5 0,8 59,5 71,4 0,4 1,8 69,2 26,1 0,9 0,9 24,3 76,2 0,5 0,9 74,9 13,0 1,4 2,5 9,2 40,3 0,8 3,6 35,9 52,7 1,6 2,3 48,8 15,2 0,1 1,4 13,7 53,5 0,6 0,9 52,0 68,9 0,5 1,2 67,2 93,8 1,4 0,7 1,4 1,4 1,4 1,4 0,7 0,7 1,4 1,4 0,7 0,7 79,31 20,7 2,0 0,4 2,4 1,5 1,1 2,1 0,8 0,2 0,6 0,5 0,3 0,1 8,56 20,6 8,5 0,8 1,2 0,5 0,3 1,5 0,8 0,2 1,3 0,3 0,3 0,2 4,52 15,2 4,6 0,6 0,7 0,1 0,1 0,4 1,8 0,0 0,6 0,2 0,0 0,0 6,23 48,0 15,5 2,0 4,0 1,8 1,2 3,5 2,8 1,0 1,7 1,1 2,0 0,5 10,53 45,4 17,3 2,2 2,8 3,0 1,4 3,2 2,4 0,7 2,0 1,1 1,5 1,1 6,57 39,2 10,6 2,2 2,3 1,0 1,2 2,3 1,8 0,4 1,3 0,6 1,0 0,4 13,74 28,6 7,4 1,8 1,6 1,1 0,8 1,6 1,2 0,3 0,7 0,8 0,8 0,3 8,04 73,9 3,1 0,4 1,8 2,2 1,8 2,7 2,7 1,8 1,3 1,3 1,8 1,3 50,44 23,8 0,8 0,3 1,5 1,1 1,3 0,7 0,6 1,4 0,3 0,8 0,5 0,1 13,08 87,0 15,8 4,1 1,6 0,5 2,5 4,8 0,9 0,0 17,8 0,7 1,1 0,5 36,38 59,7 6,8 7,0 0,9 0,1 2,5 2,4 0,9 0,0 8,4 0,1 0,6 0,4 29,75 47,3 7,0 2,3 2,3 0,8 1,6 2,3 1,6 0,0 3,1 0,8 3,1 0,8 19,38 84,8 0,7 0,9 1,7 0,8 0,6 0,4 0,5 0,0 0,3 0,2 2,3 0,0 75,25 46,5 13,2 2,4 3,2 1,6 1,3 2,9 2,2 0,7 2,1 0,9 1,6 0,5 13,76 31,1 5,9 2,5 1,7 1,5 1,3 1,3 1,0 0,8 0,8 0,8 0,7 0,7 10,97 SEADE 54 População Segundo dados do IBGE – Contagem Populacional, o estado do Maranhão abrigava, em 1996, 3,32% da população brasileira, o que correspondia a 5,2 milhões de habitantes, distribuídos em 136 municípios10. O Maranhão é o estado brasileiro com a população menos urbanizada, ocupando o décimo lugar entre os estados em relação à população total e o quarto lugar em relação à rural, que corresponde a 7,39% da população rural do país. Embora tenha aumentado muito a urbanização no Estado, nos últimos vinte anos, os resultados preliminares do Censo 2000 mostram que o índice de urbanização continua muito inferior à média nacional. Em 1980, era de 31%, passando para 40% em 1991, 52% em 1996 e 59% em 2000. Em 1996, somente 30 dos 136 municípios tinham mais de 50% de seus habitantes em área urbana. Apenas duas mesorregiões encontravam-se nessa situação: o Norte Maranhense (58,5%) – com 37% da população estadual, e onde está a aglomeração de São Luís, e o Leste Maranhense, com 21% da população estadual, e onde estão Caxias e Timon (Tabela 18). Na mesorregião Oeste Maranhense, segunda em população no Estado, onde se localiza Imperatriz, o grau de urbanização era de 45%. A rede urbana do Maranhão é relativamente equilibrada (Mapa 4). Em 1996, havia oito municípios com mais de 100 mil habitantes, representando 34% da população estadual. A capital, São Luís, com mais de 500 mil habitantes, concentrava sozinha 15%11 da população do estado. Na faixa de população entre 50 mil e 100 mil havia doze municípios, abrigando 16% da população, enquanto aqueles com população entre 20 mil e 50 mil, em número de 58, concentravam 35% dos habitantes. Os 15% restantes viviam em municípios com menos de 20 mil habitantes. 10 11 Em 1997, foram implantados no estado 81 novos municípios, perfazendo um total de 217. A Lei Complementar No 34 de 12/01/1998 instituiu a Região Metropolitana da Grande São Luís composta por São Luís, São José do Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. SEADE 55 SEADE 56 Tabela 18 Número de Municípios e Distribuição da População Segundo Classes de Tamanho de Município Estado do Maranhão 1980–1996 1991 1996 1980 (1) Classes de Tamanho de Municípios População Total Municípios População Total Municípios População Total Municípios Número % Número % Número % Número % Número % Número % Total 136 100,00 3.996.404 100,00 136 100,00 4.930.253 100,00 136 100,00 5.222.183 100,00 Até 5 Mil Habitantes 2 1,47 8.192 0,20 2 1,47 9.514 0,19 2 1,47 9.278 0,18 De 5 Mil a 10 Mil Habitantes 18 13,24 138.786 3,47 12 8,82 90.325 1,83 11 8,09 84.941 1,63 De 10 Mil a 20 Mil Habitantes 49 36,03 760.228 19,02 42 30,88 636.829 12,92 45 33,09 707.588 13,55 De 20 Mil a 50 Mil Habitantes 54 39,71 1.631.547 40,83 60 44,12 1.800.929 36,53 58 42,65 1.844.258 35,32 De 50 Mil a 100 Mil Habitantes 9 6,62 603.943 15,11 14 10,29 938.127 19,03 12 8,82 817.528 15,65 De 100 Mil a 500 Mil Habitantes 4 2,94 853.708 21,36 5 3,68 758.158 15,38 7 5,15 977.757 18,72 Mais de 500 Mil Habitantes 1 0,74 696.371 14,12 1 0,74 780.833 14,95 Fonte: IBGE, Censos Demográficos 1980 e 1991 e Contagem Populacional 1996. Nota: (1) Base 1991. Os dados de população dos seis municípios implantados entre 1980 e 1991 foram desmembrados da população total dos municípios de origem. SEADE 57 A distribuição dos maiores municípios (população superior a 50 mil habitantes) no território estadual guarda também um certo equilíbrio. Apenas na mesorregião Sul Maranhense não existem municípios desse porte. Entre 1980 e 1991, a taxa de crescimento populacional do Maranhão foi a mesma do Brasil – 1,93% ao ano. No período seguinte, entre 1991 e 1996, a população do Maranhão cresceu 1,18% ao ano, enquanto a taxa de crescimento populacional do país ficou em 1,36%. Os municípios com os maiores índices de crescimento foram os localizados nas regiões que sofreram o impacto das transformações econômicas recentes no estado: a frente de expansão da soja na fronteira oeste nordestina, os cerrados e a região de São Luís (Mapa 5). O Norte Maranhense e o Sul Maranhense são as únicas mesorregiões que apresentam taxas de crescimento populacional superiores às médias estaduais nos dois períodos. No Oeste Maranhense, o crescimento foi inferior à média estadual entre 1991 e 1996, o mesmo ocorrendo com o Leste e o Centro nos dois períodos. Vale ressaltar que alguns municípios dessas últimas regiões são exceções, com destaque para Timon, localizado na fronteira com o Estado do Piauí, que tem crescido a taxas muito superiores às médias estaduais. Timon pertence à aglomeração urbana de Teresina e representa uma expansão da capital piauiense. SEADE 58 SEADE 59 Tabela 19 População Total, Taxas de Crescimento e Grau de Urbanização Estado do Maranhão, Mesorregiões Geográficas e Principais Municípios 1980–1996 Taxa de Crescimento Grau de População Total Estado, Mesorregiões e (%) Urbanização (%) Municípios 1980 (1) 1991 1996 1980/1991 1991/1996 1991 1996 Estado do Maranhão Mesorregião 1 Norte Maranhense São Luís São José de Ribamar Pinheiro Paço do Lumiar Vitória do Mearim Tutóia Itapecuru-Mirim Viana Rosário Cururupu Mesorregião 2 Oeste Maranhense Imperatriz Santa Luzia Açailândia Santa Inês Zé Doca João Lisboa Lago da Pedra Bom Jardim Santa Luzia do Paruá Turiaçu Cândido Mendes Mesorregião 3 Centro Maranhense Bacabal Barra do Corda Grajaú Pedreiras Presidente Dutra Mesorregião 4 Leste Maranhense Caxias Timon Codó Coroatá Chapadinha Araioses Coelho Neto Mesorregião 5 Sul Maranhense Balsas 3.996.404 4.930.253 5.222.183 1,93 1,18 40,01 51,92 1.378.668 449.432 32.320 68.640 17.209 50.409 39.611 35.704 43.482 28.325 38.094 1.785.526 696.371 70.571 82.432 53.195 50.294 43.313 42.853 42.161 40.916 41.332 1.951.392 780.833 89.794 87.449 70.804 54.718 47.808 47.570 46.445 42.120 40.827 2,38 4,06 7,36 1,68 10,8 -0,02 0,82 1,67 -0,28 3,4 0,74 1,82 2,36 5,02 1,21 5,99 1,73 2,03 2,15 1,99 0,59 -0,25 32,42 35,36 36,9 39,58 2,16 21,2 23,24 46,84 40,08 48,14 42,32 58,47 97,61 29,76 42,31 1,55 21,03 22,96 46,02 41,83 47,42 49,95 768.276 169.804 82.601 50.291 49.449 46.517 41.961 44.810 31.948 27.416 30.056 19.985 1.080.060 276.502 116.525 83.820 64.713 58.012 53.249 46.877 40.572 46.387 39.599 32.244 1.139.949 274.104 121.823 102.609 68.942 61.851 52.190 48.026 47.039 45.053 43.502 42.107 3,15 4,53 3,18 4,75 2,48 2,03 2,19 0,41 2,2 4,9 2,54 4,44 1,1 -0,18 0,91 4,2 1,3 1,31 -0,41 0,49 3,05 -0,59 1,93 5,58 44,1 75,97 15,42 55,11 83,5 42,74 22,69 37,46 18,94 17,83 13,25 18,4 45,23 78,52 15,97 46,66 84,47 45,33 22,78 45,76 24,92 19,87 16,09 17,7 745.890 81.373 76.672 46.368 48.538 39.763 794.406 98.793 90.820 54.403 50.603 42.721 802.205 104.456 86.575 56.374 55.180 44.118 0,57 1,78 1,55 1,46 0,38 0,65 0,2 1,14 -0,97 0,73 1,78 0,66 42,01 65,57 37,62 33,33 78,44 50,67 47,03 66,66 43,93 40,39 79,94 56,01 934.481 125.507 74.403 108.965 66.916 52.638 44.353 24.462 1.046.936 145.725 107.439 111.967 70.360 56.862 44.029 39.669 1.090.701 146.045 118.428 110.292 74.130 59.521 45.208 41.504 1,04 1,37 3,4 0,25 0,46 0,7 -0,07 4,49 0,84 0,04 2 -0,31 1,07 0,93 0,54 0,92 46,67 57,87 84,53 52,22 40,89 50,46 19,31 78,28 51,67 61,88 85,03 61,43 43,36 56,53 20,86 79,37 169.089 23.700 223.325 41.648 237.936 48.344 2,56 5,26 1,3 3,08 42,5 73,55 47,78 77,77 Fonte: Fundação IBGE. Censos Demográficos 1980 e 1991 e Contagem Populacional 1996. Nota: (1) Base 1991. Os dados de população dos seis municípios implantados entre 1980 e 1991 foram desmembrados da população total dos municípios de origem. SEADE 60 Analisando a distribuição da população por sexo, verifica-se ligeira predominância da população feminina no estado, exceções feitas às mesorregiões Oeste e Sul, onde a situação se inverte. O Norte Maranhense, região mais urbanizada, apresenta a maior diferença (2,11%) entre mulheres e homens. Tabela 20 Distribuição da População, por sexo, segundo Mesorregiões Estado do Maranhão 1996 Estado e Mesorregiões Homens Mulheres 49,70 50,30 Estado do Maranhão 48,94 51,06 Mesorregião 01 - Norte Maranhense 50,34 49,66 Mesorregião 02 - Oeste Maranhense 49,96 50,04 Mesorregião 03 - Centro Maranhense 49,92 50,08 Mesorregião 04 - Leste Maranhense 50,79 49,21 Mesorregião 05 - Sul Maranhense Fonte: Fundação IBGE, Contagem Populacional 1996; Fundação Seade. Perfil Educacional A análise da situação educacional do Estado do Maranhão fundamenta-se nos indicadores de instrução da população (taxa de analfabetismo para 1991 e 1995), de escolarização (taxa líquida de escolarização para 1991 e 1998) e de acesso e permanência no sistema (matrículas por nível de ensino e dependência administrativa em 1991, 1996 e 1998, variações das matrículas, por nível de ensino, entre 1991-1998 e 1996-1998, e dos concluintes entre 1990 e 1997). Para dimensionar as dificuldades de acesso e de permanência da criança e do adolescente na escola, foram utilizados dados sobre a população analfabeta e a taxa de analfabetismo do grupo de idade de 11 a 14 anos, em 1991. Segundo a Unesco, é neste grupo que deve ser mensurado o contingente de analfabetos e o nível de analfabetismo entre crianças e adolescentes que já deveriam estar freqüentando a 5ª série do ensino fundamental, sendo capazes de realizar operações numéricas simples. O contingente de analfabetos e a taxa de analfabetismo entre os jovens – população alvo da educação profissional – podem ser visualizados através dos indicadores para a população de 15 a 24 anos, disponíveis para Estados e Regiões nos anos de 1991 e 1995. Com referência aos Estados da Região Norte (exceto Tocantins), estas informações limitam-se apenas à população SEADE 61 urbana, pois a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD não investiga as características da população rural residente. No Maranhão, em 1991, as taxas de analfabetismo da população de 11 a 14 anos (38%) e de 15 a 24 anos (27%) situavam-se em patamares similares aos da Região Nordeste sendo mais que o dobro das observadas para o Brasil. Ressalte-se que o analfabetismo no segmento de 15 anos e mais (41%) situava-se 4 pontos percentuais acima da Região e 21 pontos percentuais acima da nacional. Em 1995, as taxas de analfabetismo da população de 15 a 24 anos e de 15 anos e mais (16% e 32%) encontravam-se no mesmo patamar que as da Região Nordeste. Apesar da queda verificada em relação a 1991, o analfabetismo continua muito elevado, representando, nos segmentos de 15 a 24 anos e de 15 anos e mais, mais do que o dobro das taxas observadas para o Brasil. SEADE 62 Tabela 21 População Total, População Não-Alfabetizada e Taxa de Analfabetismo, por Situação do Domicílio e Sexo, segundo Grupos de Idade Brasil, Região Nordeste e Estado do Maranhão 1991-1995 Grupos de Idade População Total Urbana Rural Homens Total 1991 Brasil 11 a 14 Anos 15 a 19 Anos 20 a 24 Anos 15 a 24 Anos 15 Anos e Mais Mulheres ... 872.862 756.558 766.266 1.522.824 10.561.449 1.287.858 1.053.678 885.781 1.939.459 8.671.790 ... ... 7.556.982 6.852.443 14.409.425 49.153.347 2.160.720 1.810.236 1.652.047 3.462.283 19.233.239 7.460.490 6.712.435 14.172.925 46.683.696 1.127.382 935.263 2.062.645 9.266.587 2.564.330 2.903.879 2.460.262 5.364.141 16.284.819 1.829.199 1.851.803 1.354.238 3.206.041 9.467.174 ... 2.354.686 1.846.049 4.200.735 12.349.809 ... 2.400.996 1.968.451 4.369.447 13.402.184 1.495.618 1.217.000 1.011.505 2.228.505 9.694.517 538.583 446.151 402.832 848.983 4.307.369 957.035 770.849 608.673 1.379.522 5.387.148 223.235 232.417 175.134 407.551 1.154.571 317.659 304.165 239.811 543.976 1.601.856 ... 267.634 203.449 471.083 1.353.872 ... 268.948 211.496 480.444 1.402.555 203.443 141.029 119.374 260.403 1.142.131 48.316 31.076 27.290 58.366 335.386 ... ... ... ... ... Taxa de Analfabetismo Urbana Rural Homens Mulheres ... ... 682.854 716.784 1.399.638 9.966.652 35,1 27,3 28,8 28,0 40,5 15,1 13,9 14,6 19,8 9,0 10,5 9,7 20,3 ... 769.522 580.550 1.350.072 4.947.985 ... 447.478 430.955 878.433 4.746.532 34,0 25,6 26,5 26,0 37,6 21,0 15,4 16,4 15,8 26,5 52,3 41,6 44,9 43,0 56,9 ... 32,7 31,4 32,1 40,1 ... 18,6 21,9 20,1 35,4 155.127 109.953 92.084 202.037 806.745 ... 87.966 67.024 154.990 586.596 ... 53.063 52.350 105.413 555.535 37,6 26,3 28,8 27,4 41,4 21,6 13,4 15,6 14,3 29,0 48,8 36,1 38,4 37,1 50,4 ... 32,9 32,9 32,9 43,3 ... 19,7 24,8 21,9 39,6 ... ... ... ... ... ... ... ... ... 15.778.383 12.410.258 1.077.149 3.368.125 7.988.596 7.789.787 502.520 13.005.748 10.518.256 981.078 2.487.492 6.435.482 6.570.266 486.302 28.784.131 22.928.514 2.058.227 5.855.617 14.424.078 14.360.053 988.822 103.326.410 83.258.120 20.068.290 49.778.637 53.547.773 16.087.456 9.521.317 Região Nordeste ... ... ... ... ... ... ... 11 a 14 Anos 5.066.354 824.160 3.245.496 1.820.858 2.572.664 2.493.690 339.746 15 a 19 Anos 3.800.518 687.714 2.576.110 1.224.408 1.860.613 1.939.905 289.696 20 a 24 Anos 8.866.872 1.511.874 5.821.606 3.045.266 4.433.277 4.433.595 629.442 15 a 24 Anos 28.556.719 18.677.833 8.708.249 9.878.886 13.653.503 14.903.216 4.127.436 15 Anos e Mais Maranhão ... ... ... ... ... ... ... 11 a 14 Anos 615.036 89.715 304.680 310.356 315.194 299.842 25.862 15 a 19 Anos 408.953 73.550 193.961 214.992 192.348 216.605 18.588 20 a 24 Anos 1.023.989 163.265 498.641 525.348 507.542 516.447 44.450 15 a 24 Anos 3.110.766 986.021 1.420.003 1.690.763 1.521.834 1.588.932 328.135 15 Anos e Mais Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep; Fundação Seade. (...) Dado não disponível. 574.629 494.776 1.069.405 6.566.139 745.401 611.664 1.357.065 7.693.168 331.748 369.414 701.162 8.394.288 6,8 7,5 7,2 15,6 4,0 4,6 4,3 11,4 17,1 19,9 18,3 32,7 9,3 9,5 9,4 15,5 4,3 5,6 4,9 15,7 ... 484.414 398.018 882.432 4.580.813 ... 581.120 445.946 1.027.066 4.530.432 ... 243.040 241.768 484.808 4.177.817 ... 16,3 18,1 17,1 30,5 ... 10,5 11,2 10,8 22,1 ... 26,6 32,5 29,0 46,4 ... 22,6 24,0 23,2 33,2 ... 9,7 12,5 10,9 28,0 ... 63.853 54.962 118.815 657.886 ... 63.849 45.262 109.111 529.385 ... 25.866 28.288 54.154 456.636 ... 14,6 18,0 15,9 31,7 ... 8,5 9,6 8,9 23,1 ... 20,6 25,6 22,6 38,9 ... 20,3 23,5 21,5 34,8 ... 8,6 13,1 10,5 28,7 ... ... Total 8,9 6,8 7,3 7,0 14,2 1995 Brasil 11 a 14 Anos 15 a 19 Anos 20 a 24 Anos 15 a 24 Anos 15 Anos e Mais 3.672.046 3.859.831 3.079.401 6.939.232 21.393.350 Mulheres 16,1 12,1 12,2 12,1 20,1 13.440.733 15.017.472 13.564.878 28.582.350 95.837.043 Região Nordeste 4.393.529 11 a 14 Anos 4.755.682 15 a 19 Anos 3.814.500 20 a 24 Anos 8.570.182 15 a 24 Anos 25.751.993 15 Anos e Mais Maranhão 540.894 11 a 14 Anos 536.582 15 a 19 Anos 414.945 20 a 24 Anos 951.527 15 a 24 Anos 2.756.427 15 Anos e Mais 9.768.687 11.157.641 10.485.477 21.643.118 74.443.693 População Não-Alfabetizada Urbana Rural Homens Total SEADE 63 Quanto à taxa líquida de escolarização, – relação entre número de alunos na faixa etária adequada, matriculados em determinado nível de ensino, e a população nesta mesma faixa etária – , o Maranhão apresentou, em 1991, 36% para a pré-escola superando a taxa do Brasil, 80% para o ensino fundamental superando a da Região Nordeste, e 8% para o ensino médio, ficando aquém do Brasil e da Região Nordeste. Com exceção da pré- escola, em 1998, houve um aumento nas taxas de escolarização do ensino fundamental no Estado (88%) e na Região Nordeste (90%), acompanhando a tendência nacional. No ensino médio, no entanto, as taxas de 17% e 15% continuaram muito aquém dos 31% apresentados pelo Brasil, indicando que tanto o Estado quanto a Região Nordeste ainda enfrentam sérios problemas de acesso e permanência dos jovens, nesse nível de ensino. Tabela 22 Taxas Líquidas de Escolarização, por Nível de Ensino Brasil, Região Nordeste e Estado do Maranhão 1991-1998 Em porcentagem Regiões Brasil Região Nordeste Maranhão Educação Pré-Escolar 1991 1998 34,7 ... 37,6 ... 36,2 ... Ensino Fundamental 1991 1998 86,1 95,3 72,5 90,0 79,8 88,0 Ensino Médio (1) 1991 1998 17,7 30,8 9,4 14,5 8,4 17,0 Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep; Fundação Seade. (1) As faixas etárias utilizadas para o cálculo da taxa líquida de escolarização do ensino médio, foram 15 a 19 anos, em 1991, e 15 a 17 anos ,em 1998. A distribuição das matrículas, no Maranhão, por nível de ensino e dependência administrativa, em 1998, apontou que a da rede federal não participava da pré-escola/classe de alfabetização, e participava com menos de 1% do ensino fundamental e com apenas 2% do ensino médio. A rede estadual mantinha 11% dos alunos da pré-escola/classe de alfabetização, 26% do ensino fundamental e 56% do ensino médio. A rede particular participava com 24% das matrículas da pré-escola/classe de alfabetização, 7% do ensino fundamental e 19% do ensino médio. A rede municipal respondia por 65%, 67% e 23% das matrículas dos três níveis de ensino. As matrículas do ensino fundamental da rede municipal apresentaram crescimento de 47%, entre 1991 e 1998, e de 36% entre 1996 e 1998. SEADE 64 Comparando-se, ainda, a variação do número de matrículas, entre 1991 e 1998, verificam-se quedas acentuadas da pré-escola/classe de alfabetização – 30% na Região Nordeste e 7% para o país. Este fato deve-se provavelmente à diminuição do ritmo de crescimento da faixa etária demandatária desse nível de ensino e também a mudança ocorrida no financiamento da educação, introduzida pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério - Fundef. Este fundo ao vincular constitucionalmente recursos ao ensino fundamental, transferiu para esse nível de ensino valores que, anteriormente, poderiam estar sendo destinados à préescola/classe de alfabetização, tornando mais clara a relação entre a queda de matrícula no período 1996-98, e a implantação, em 1998, do Fundef. Nesse sentido, é provável que alunos com menos de 7 anos tenham sido matriculados no ensino fundamental, e não na pré-escola ou nas classes de alfabetização, como forma de compor a quota de alunos necessários para a realização do repasse de recursos do referido Fundo. Pode-se afirmar , sem sombra de dúvidas, que a educação pré-escolar no Maranhão cresceu graças ao esforço das escolas comunitárias. E cresceu deficientemente, na medida em que a população criou suas escolas sem o mínimo de condições, em espaços físicos improvisados, sem o mínimo de equipamentos e com professores leigos que, muitas vezes, não tinham concluído sequer a 4ª Série do 1º Grau.12 Os aumentos de 37% no número de matrículas do ensino fundamental no Estado, entre 1991 e 1998, e de 102% no número de concluintes, entre 1990 e 1997, indicam avanço no combate ao elevado analfabetismo da população de 11 a 14 anos e na melhoria do acesso da população a este nível de ensino, refletidos, inclusive, na elevação da taxa líquida de escolarização. A análise ressalta também o impacto do Fundef no aumento das matrículas desse nível de ensino na rede municipal, pois, entre 1996-98, cresceu 36%, enquanto a rede particular apresentou queda de 23%, e a estadual de 1%. 12 ROCHA, Roberto Mauro Gurgel. A Educação no Maranhão .Brasília, Unicef, MEC/Fundescola, Banco Mundial/Undime, 1999. 70 p. SEADE 65 O processo de municipalização do ensino fundamental vem ocorrendo sem que haja um entrosamento Estado/Municípios, pois " ...até agora não se conseguiu uma efetiva integração entre os sistemas municipais e o sistema estadual de educação. Fala-se de parcerias, faz-se ofertas de programas integrados, mas as respostas só acontecem quando se faz transferência de benefícios. O sistema estadual procura estimular e apoiar experiências municipais, as quais, todavia, não têm continuidade quando ficam na dependência direta do município. Não se institucionaliza o que surge das experiências. Não se mexe no essencial, no sistema..."13 Em realidade, as experiências de descentralização e municipalização têm sido de pequeno efeito, de resultados pontuais, que não contam sequer com registros históricos. Há tentativas feitas pelo Governo Federal ou pelo Governo Estadual que, cessados os apoios financeiros ou técnicos, passam ao esquecimento. Vale lembrar as experiências do EDURURAL, PRONASEC, PRODASEC entre outros.14 Dentre as experiências de municipalização mais significativas, apontadas preliminarmente e sem um estudo efetivo mais apropriado e, em consonância com informes da DEMEC/MA, a UNDIME identifica as dos municípios de Imperatriz, Rosário, Alto Alegre do Pindaré, Trizidela do Vale, Carolina, Açailândia, Santa Luzia, São Luís, Caxias, Coelho Neto e Buriti, entre outros. Os referidos municípios desenvolvem experimentos nos campos da gestão escolar; da capacitação e qualificação de docentes; da democratização das estruturas educacionais, mediante a implantação de Conselhos Escolares; de organização dos sistemas municipais de ensino, bem como de desempenho no que se refere à execução do FUNDEF e à valorização do magistério.15 O ensino médio, entre 1991 e 1998, apresentou crescimento de 112% do número de matrículas no Maranhão, percentual bem superior ao verificado na Região Nordeste e no Brasil. O número de concluintes, por sua vez, aumentou 94% entre 1990 e 1997, valor que supera o da Região Nordeste em 17 pontos percentuais, mas que está 8 pontos percentuais abaixo do verificado para o Brasil. 13 Idem, ibidem. Idem, ibidem. 15 Idem, ibidem. 14 SEADE 66 Tabela 23 Matrículas e Variação, segundo Níveis de Ensino e Dependência Administrativa Brasil, Região Nordeste e Estado do Maranhão 1991-1998 Níveis de Ensino Dependência Administrativa 1991 Nº Absoluto % 1996 Nº Absoluto 1998 Nº Absoluto % Variação (%) 91/98 96/98 % Brasil Pré-Escola/Classe de Alfabetização Total Federal Estadual Municipal Particular Total Federal Estadual Municipal Particular Total Federal Estadual Municipal Particular 5.283.894 17.240 1.209.937 2.742.849 1.313.868 29.203.724 95.536 16.716.816 8.773.360 3.618.012 3.770.230 103.092 2.472.757 176.769 1.017.612 100,0 0,3 22,9 51,9 24,9 100,0 0,3 57,2 30,0 12,4 100,0 2,7 65,6 4,7 27,0 5.714.303 6.254 997.723 3.446.725 1.263.601 33.131.270 33.564 18.468.772 10.921.037 3.707.897 5.739.077 113.091 4.137.324 312.143 1.176.519 100,0 0,1 17,5 60,3 22,1 100,0 0,1 55,7 33,0 11,2 100,0 2,0 72,1 5,4 20,5 4.917.408 2.585 461.663 3.209.918 1.243.242 35.792.554 29.181 17.266.355 15.113.669 3.383.349 6.968.531 122.927 5.301.475 317.488 1.226.641 100,0 0,1 9,4 65,3 25,3 100,0 0,1 48,2 42,2 9,5 100,0 1,8 76,1 4,6 17,6 -6,9 -85,0 -61,8 17,0 -5,4 22,6 -69,5 3,3 72,3 -6,5 84,8 19,2 114,4 79,6 20,5 -14,0 -58,7 -53,7 -6,9 -1,6 8,0 -13,1 -6,5 38,4 -8,8 21,4 8,7 28,1 1,7 4,3 Total Federal Estadual Municipal Particular Total Federal Estadual Municipal Particular Total Federal Estadual Municipal Particular 2.474.893 5.510 438.368 1.475.062 555.953 8.650.474 9.107 3.456.872 3.998.391 1.186.104 831.009 31.229 472.746 95.078 231.956 100,0 0,2 17,7 59,6 22,5 100,0 0,1 40,0 46,2 13,7 100,0 3,8 56,9 11,4 27,9 2.393.751 3.995 371.072 1.433.722 584.962 10.475.469 6.483 4.146.532 4.947.896 1.374.558 1.202.573 36.635 703.958 163.903 298.077 100,0 0,2 15,5 59,9 24,4 100,0 0,1 39,6 47,2 13,1 100,0 3,0 58,5 13,6 24,8 1.724.851 425 131.369 1.071.848 521.209 12.210.131 5.331 4.176.746 6.931.223 1.096.831 1.515.169 38.578 992.785 186.640 297.166 100,0 0,1 7,6 62,1 30,2 100,0 0,1 34,2 56,8 9,0 100,0 2,5 65,5 12,3 19,6 -30,3 -92,3 -70,0 -27,3 -6,2 41,1 -41,5 20,8 73,4 -7,5 82,3 23,5 110,0 96,3 28,1 -27,9 -89,4 -64,6 -25,2 -10,9 16,6 -17,8 0,7 40,1 -20,2 26,0 5,3 41,0 13,9 -0,3 Total 239.142 100,0 354.347 100,0 276.434 Federal 849 0,4 2.672 0,8 Estadual 30.818 12,9 35.439 10,0 29.042 Municipal 155.096 64,9 241.405 68,1 180.657 Particular 52.379 21,9 74.831 21,1 66.735 Ensino Fundamental Total 1.174.880 100,0 1.361.269 100,0 1.606.227 Federal 2.301 0,2 2.380 0,2 1.059 Estadual 328.085 27,9 426.608 31,3 423.199 Municipal 729.778 62,1 790.583 58,1 1.073.278 Particular 114.716 9,8 141.698 10,4 108.691 Ensino Médio Total 77.664 100,0 127.460 100,0 164.221 Federal 1.781 2,3 2.611 2,0 3.933 Estadual 31.237 40,2 68.202 53,5 91.573 Municipal 12.890 16,6 23.984 18,8 36.885 Particular 31.756 40,9 32.663 25,6 31.830 Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep; Fundação Seade. 100,0 10,5 65,4 24,1 100,0 0,1 26,3 66,8 6,8 100,0 2,4 55,8 22,5 19,4 15,6 -100,0 -5,8 16,5 27,4 36,7 -54,0 29,0 47,1 -5,3 111,5 120,8 193,2 186,2 0,2 -22,0 -100,0 -18,1 -25,2 -10,8 18,0 -55,5 -0,8 35,8 -23,3 28,8 50,6 34,3 53,8 -2,6 Ensino Fundamental Ensino Médio Região Nordeste Pré-Escola/Classe de Alfabetização Ensino Fundamental Ensino Médio Maranhão Pré-Escola/Classe de Alfabetização Tabela 24 Concluintes e Variação, por Nível de Ensino Brasil, Região Nordeste e Estado do Maranhão 1990-1997 Regiões Brasil Região Nordeste Maranhão Ensino Fundamental Variação 1990 1997 90/97 (%) 1.062.707 2.151.835 102,5 238.991 466.801 95,3 27.047 54.525 101,6 Ensino Médio 1990 658.725 158.581 17.429 1997 1.330.150 280.235 33.774 Variação 90/97 (%) 101,9 76,7 93,8 Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep; Fundação Seade. SEADE 67 As matrículas de educação de jovens e adultos/supletivo nos cursos presenciais, entre 1995 e 1998, apresentaram crescimento total de 91% sendo que a rede municipal apresentou a maior taxa de crescimento (352%). Tabela 25 Anos 1995 1997 1998 Variação 95/98 Variação 97/98 Matrículas nos Cursos Presenciais de Jovens e Adultos, com Avaliação no Processo, por Dependência Administrativa Estado do Maranhão 1995-1998 Dependência Administrativa Total Federal Estadual Municipal 32.005 57.864 61.034 90,7 5,5 118 301 155,1 24.433 30.495 33.861 38,6 11,0 4.682 21.493 21.157 351,9 -1,6 Particular 2.890 5.758 5.715 97,8 -0,7 Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep. O desempenho do sistema de ensino visualizado através das taxas de aprovação, reprovação e abandono do ensino fundamental, no período 19951997, aponta avanço nos índices de aprovação do Estado, da Região Nordeste e do Brasil, encontrando-se as taxas do Maranhão, nos dois últimos anos, em patamares equivalentes aos da Região Nordeste e abaixo das do Brasil. Notese, também, que esse movimento foi mais acentuado no Maranhão, com crescimento de 12 pontos percentuais no período, em comparação com os 8 pontos percentuais da Região Nordeste e os 7 pontos percentuais do Brasil. Também ocorreram avanços em relação ao desempenho do ensino médio, entre 1995 e 1997, para o Estado, a Região Nordeste e o Brasil. Os dois últimos apresentaram aumento de 11 pontos percentuais na taxas de aprovação, redução de 3 pontos percentuais na taxa de reprovação e de aproximadamente 8 pontos percentuais na taxa de abandono. O Estado apresentou aumento significativo de 13 pontos percentuais na taxa de aprovação e diminuição de 12 pontos percentuais na de abandono. SEADE 68 Tabela 26 Taxas de Aprovação, Reprovação e Abandono do Ensino Fundamental Brasil, Região Nordeste e Estado do Maranhão 1995-1997 Em porcentagem Regiões Aprovação Brasil 1995 1996 1997 Total Reprovação Abandono (1) Aprovação 1ª à 4ª Série Reprovação Abandono (1) Aprovação 5ª à 8ª série Reprovação Abandono (1) 70,6 73,0 77,7 15,7 14,1 11,5 13,6 12,9 10,8 70,9 73,3 77,1 16,2 14,8 12,8 12,9 11,9 10,1 70,2 72,7 78,7 14,9 13,0 9,4 14,9 14,3 11,9 60,3 62,3 68,2 18,9 17,1 15,5 20,7 20,6 16,2 59,2 60,4 66,4 20,3 19,1 17,7 20,5 20,5 15,9 62,8 66,5 72,1 16,0 12,6 10,9 21,2 20,9 17,0 58,0 62,2 69,5 15,5 15,9 14,5 26,5 22,0 16,0 54,9 58,8 67,5 16,5 17,4 16,4 28,6 23,8 16,1 67,6 71,6 74,9 12,2 11,6 9,5 20,2 16,8 15,6 Região Nordeste 1995 1996 1997 Maranhão 1995 1996 1997 Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep. (1) Abandono = 100 menos a taxa da aprovação menos a taxa de reprovação. SEADE 69 Tabela 27 Taxas de Aprovação, Reprovação e Abandono do Ensino Médio Brasil, Região Nordeste e Estado do Maranhão 1995-1997 Em porcentagem Regiões Brasil 1995 1996 1997 Região Nordeste 1995 1996 1997 Maranhão 1995 1996 1997 Aprovação Reprovação Abandono (1) 67,7 74,4 78,2 10,3 9,9 7,5 22,0 15,7 14,3 63,2 71,1 74,4 10,1 8,7 7,5 26,7 20,2 18,1 62,6 74,3 75,3 9,3 9,4 8,9 28,1 16,3 15,8 Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep. (1) Abandono = 100 menos a taxa da aprovação menos a taxa de reprovação. A relação existente entre qualidade de ensino e formação dos professores aponta que, para complementar a análise do desempenho do sistema, é necessário considerar o perfil dos docentes da educação básica e sua respectiva remuneração. No Brasil, em 1997, 88% dos professores da 1ª à 4ª série, 75% da 5ª à 8ª e 89% do ensino médio apresentavam a formação exigida para o exercício do magistério. Na Região Nordeste, os percentuais eram de 77% para os de 1ª à 4ª série, 53% para os da 5ª à 8ª e 79% para o ensino médio, e no Maranhão de 70% para os de 1ª à 4ª série, 19%, para os de 5ª à 8ª e 61% para o ensino médio, demonstrando que os docentes da 5ª à 8ª série do ensino fundamental e do ensino médio demonstravam perfil de formação exigido pela lei muito inferior ao do país e ao da Região Nordeste. Os valores do salário médio dos docentes, por grau de formação, variavam significativamente, considerando-se, nesta análise, apenas a formação exigida pela lei. Em 1997, eram maiores para o Brasil em todos os níveis de ensino, sendo que o Maranhão mostrava valores inferiores aos da Região Nordeste, tanto da 1ª à 4ª série, quanto da 5ª à 8ª série do ensino fundamental. Por sua vez, no ensino médio, o Estado mantinha remuneração superior a da Região Nordeste. Esse quadro foi alterado no ensino fundamental, em 1998, pela implantação do Fundef nos municípios, pois a exigência da implantação de Planos de Carreira e Remuneração do Magistério, propiciou elevação no salário dos professores, de acordo com a habilitação. SEADE 70 A melhoria das condições salariais dos docentes foi um dado bastante relevante em todos os municípios do Estado. Havia casos de professores que até 1997 recebiam salários mensais de até R$ 24,00 (vinte e quatro reais) e, em 1998, o mínimo pago aos professores leigos era da ordem de R$ 130,00 (cento e trinta reais). Estudo comparativo feito recentemente pela UNDIME-MA nos municípios de Benedito Leite e Buriti pode ser elucidativo da referida melhoria. Neste último município, onde se pode encontrar uma direção municipal competente no setor da educação, pagava-se em média, em 1996, R$ 27,00 (vinte e sete reais) aos seus docentes. Em 1998, em níveis diferenciados, os professores leigos recebiam R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais), os com formação em nível de ensino médio R$ 396,00 (trezentos e noventa e seis reais) e os de formação superior com licenciatura R$ 560,00 (quinhentos e sessenta reais).16 16 Idem, ibidem. SEADE 71 Tabela 28 Docentes e Salários por Grau de Formação, segundo Nível de Ensino em que Lecionam Brasil, Região Nordeste e Estado do Maranhão 1997 Grau de Formação Total Nível de Ensino Nº Absoluto Brasil Pré-Escola/Classe de Alfabetização 1ª à 4ª Série 5ª à 8ª Série Ensino Médio Região Nordeste Pré-Escola/Classe de Alfabetização 1ª à 4ª Série 5ª à 8ª Série Ensino Médio Maranhão Pré-Escola/Classe de Alfabetização 1ª à 4ª Série 5ª à 8ª Série Ensino Médio Fundamental Incompleto/Completo Docentes Salário Médio (%) (R$) Docentes (%) Salário Médio (R$) 204.644 616.956 434.991 238.589 100,0 100,0 100,0 100,0 419,5 425,6 605,4 700,2 14,9 12,2 0,4 0,1 71.567 221.191 100.374 42.681 100,0 100,0 100,0 100,0 195,00 231,17 372,41 507,82 9.694 28.552 13.085 4.429 100,0 100,0 100,0 100,0 172,04 184,91 289,14 480,13 Médio Completo Superior Completo ou Mais Não Informado Docentes (%) Salário Médio (R$) Docentes (%) Salário Médio (R$) Docentes (%) 134,1 147,4 247,0 284,1 59,1 62,0 23,9 10,3 349,9 363,4 329,6 345,8 25,6 25,5 75,3 89,1 715,7 687,6 693,8 739,6 0,4 0,4 0,4 0,6 32,7 22,3 0,7 0,2 107,87 107,68 163,83 217,54 60,3 66,8 46,4 20,6 205,94 228,21 258,74 278,73 6,6 10,5 52,6 78,8 429,98 447,57 474,03 566,08 0,4 0,4 0,3 0,4 38,1 29,8 0,9 0,3 114,58 115,87 140,55 222,87 59,9 67,5 79,5 38,6 199,71 205,00 252,05 259,54 1,6 2,2 19,2 60,6 388,93 362,05 446,74 618,08 0,4 0,5 0,4 0,5 Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep; Fundação Seade. Nota: O mesmo docente pode atuar em mais de um nível/modalidade de ensino e em mais de um estabelecimento SEADE 72 As informações analisadas permitem vislumbrar, por um lado, o relativo avanço no acesso e na permanência no ensino fundamental praticamente universalizado, por outro, a ocorrência de gravíssimos problemas relativos a oferta de préescola/classe de alfabetização e de acesso e permanência de jovens no ensino médio. A significativa redução de matrículas na rede pública e o crescimento da rede particular, na pré-escola/classe de alfabetização evidenciam um situação de desequilíbrio, onde o acesso vem se dando prioritariamente através da rede privada. Ressalte-se, ser consenso, a importância da educação infantil para melhoria do rendimento escolar dos alunos que ingressam no ensino fundamental. No ensino médio, o crescimento das matrículas e o do número de concluintes mostraram-se insuficientes para atender a faixa etária demandatária, uma vez que o Estado ainda apresentou, em 1995, alta taxa de analfabetismo jovem (16%) e, em 1998, baixa taxa de escolarização (17%). Os desafios do ensino público, no Maranhão, apontam para a necessidade de se implementarem os investimentos em todas as etapas da educação básica, do pré-escolar ao ensino médio, propiciando o acesso à pré-escola, garantindo a sustentabilidade do acesso e permanência da criança no ensino fundamental e promovendo a ampliação do ensino médio nas modalidades regular e supletivo, tanto para atender a demanda advinda dos concluintes do ensino fundamental, quanto para trazer para a escola os jovens e adultos que, na idade apropriada, não tiveram oportunidade de ingresso e/ou permanência no sistema de ensino. SEADE 73