ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE EFICIÊNCIA NA UTILIZAÇÃO DE ATIVOS IMOBILIZADOS: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS POLOS DE ENSINO A DISTÂNCIA DO CAED/UFMG Thatiana Marques dos Santos1, Carolina Moreira Pereira2, Tatiana de Araújo Carvalho3, Ana Maria Maia4, Cintia Carneiro Resende5, Marcia Athayde Matias6. 1 UFMG/CAED, [email protected] 2 UFMG/CAED, [email protected] 3 UFMG/CAED, [email protected] 4 UFMG/CAED, [email protected] 5 UFMG/FACE, [email protected] 6 UFMG/FACE, [email protected] Resumo – Este artigo versa sobre a eficiência da utilização de ativos imobilizados necessários para a implantação e operacionalização de cursos de ensino a distância, tendo como universo de análise bens da UFMG. Dessa forma, o objetivo geral foi o de realizar um levantamento geral dos ativos instalados nos polos de apoio do CAED da UFMG no Estado de Minas Gerais a fim de analisar a eficiência da utilização desses ativos considerando o número de alunos atendidos em cada polo. Para a realização da pesquisa empírica foram escolhidos os cursos de licenciatura em ciências biológicas e o de licenciatura em química. Foi verificado que de maneira geral o índice de não matrícula e evasão são significativos. O polo de apoio de Araçuaí se mostrou o mais eficiente na gestão dos recursos públicos, beneficiando um número maior de alunos mediante os investimentos realizados. Quando observados os cursos, o curso de licenciatura em ciências biológicas se mostrou mais eficiente, considerando valores menores investidos e um número maior de alunos atendidos. Conclui-se que a eficiência do uso de ativos imobilizados nos cursos à distância está associada à retenção do aluno. Assim é necessário que os cursos adotem medidas para evitar a evasão, além de políticas de captação e monitoramento dos mesmos. Palavras Chave: Ensino a distância; polos de apoio; eficiência; ativo imobilizado. Abstract – This paper discusses the efficiency of utilization of fixed assets required for the establishment and operationalization of distance learning courses, with the universe of goods analysis of the Federal University of Minas Gerais. Thus, the overall objective was to conduct a general survey of the assets installed on poles supporting CAED UFMG in the State of Minas Gerais in order to analyze the efficiency of utilization of these assets considering the number of students served at 1 each pole. To carry out the empirical research were chosen two courses: degree in biological sciences and a degree in chemistry. It was found that in general the rate of non-enrollment and dropout are significant. The support pole of Araçuaí was the most efficient in the management of public resources, benefiting a larger number of students by investments, and when courses observed, the degree course in biological sciences is more efficient considering smaller values invested and a larger number of students served. We conclude that the efficiency of the use of fixed assets in distance courses is associated with student retention. Thus it is necessary that the courses take measures to prevent evasion, and funding policies and monitoring them. Keywords: Distance learning, support poles; efficiency; fixed assets. 1. Introdução Este artigo versa sobre a eficiência da utilização de ativos imobilizados necessários para a implantação e operacionalização de cursos de ensino a distância, tendo como universo de análise bens da Universidade Federal de Minas Gerais. Ativo imobilizado, na concepção do Comitê de Pronunciamentos Contábeis são itens tangíveis “[...] mantidos para uso na produção, ou fornecimento de mercadorias ou serviços [...] que se espera utilizar por mais de um período” (CPC 27, 2009, p. 3). Nesse contexto se ressalta a importância da adequada utilização desses bens imobilizados, no sentido de avaliar se a estrutura física existente é ideal para o desempenho da atividade a que se propôs. Esse tema de estudos é particularmente importante quando analisado o ensino na modalidade à distância - EAD e a expansão pelo qual vem passando nos últimos anos no Brasil (MENDES, 2011), isso porque se questiona o quanto a gestão eficiente dos ativos investidos nos projetos de EAD contribui para a sustentabilidade financeira e consequentemente para a longevidade desses projetos. Chiavenato (1991) relata que toda organização deve ser analisada sob o escopo da eficiência, a qual está voltada para a melhor maneira pela qual as coisas devem ser feitas a fim de que os recursos sejam aplicados da forma mais racional possível. Considerando a esfera pública e a finalidade não lucrativa de uma universidade federal, cada vez mais há cobrança pelo uso eficiente dos recursos públicos. Nesse sentido, as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público – NBCASP inovaram ao estabelecer critérios de reconhecimento, mensuração e evidenciação de imobilizados, ao mesmo tempo exigir apuração de custos e do resultado das atividades realizadas na esfera pública, evidenciando para a população o quão eficiente está a gestão de recursos públicos (CFC, 2008). Na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, o Centro de Apoio a Educação a Distância – CAED foi implantado no ano de 2003 e ao final do ano de 2012 contava com cinco cursos de graduação, quatro cursos de pós-graduação lato sensu, seis cursos de aperfeiçoamento e dois cursos de atualização, sendo 32 polos de apoio no Estado de Minas Gerais (CAED, 2012). É nesse universo, que agrega a necessidade de bem administrar e evidenciar o patrimônio público que está à disposição da população, juntamente com a necessidade de 2 garantir a sustentabilidade financeira e a longevidade aos projetos de ensino a distância no Brasil que se define a questão que norteará essa pesquisa: partindo de uma análise comparativa entre os polos de apoio instalados pela UFMG para operacionalização de seus cursos a distância, o quão eficiente é a utilização de seus ativos imobilizados? Dessa forma o objetivo dessa pesquisa será o de realizar um levantamento geral dos ativos instalados nos polos de apoio do CAED da UFMG no Estado de Minas Gerais a fim de analisar a eficiência da utilização desses ativos considerando o número de alunos atendidos em geral, por polo e por curso. Para a realização da pesquisa empírica foram escolhidos dois cursos, que ao mesmo tempo são os mais antigos da modalidade a distância e também os que exigem maior infraestrutura para serem ministrados: curso de licenciatura em ciências biológicas e o de licenciatura em química. Justifica-se essa pesquisa pela importância dos temas aqui discutidos, gestão de ativos (públicos) e sustentabilidade financeira de projetos de educação a distância, sendo útil para gestores de cursos EAD, notadamente da esfera pública federal, pesquisadores e estudantes interessados no assunto. Essa pesquisa está estruturada em cinco partes, sendo essa introdução a primeira etapa contendo contexto, questão de pesquisa, objetivo e justificativa. O segundo capítulo se dedica ao referencial teórico, o qual versará sobre a gestão de bens públicos e aspectos do ensino a distância, no Brasil e na UFMG. O terceiro capítulo se dedica a definição dos aspectos metodológicos, enquanto no quarto capítulo são apresentados os resultados da análise empírica. As considerações finais são apresentadas no quinto e último capítulo. 2. Referencial Teórico 2.1 Ativos A definição de ativo para Iudícibus (2000, p. 124), é a “[...] contraprestação material ou não, possuída por uma empresa e que tenha valor para ela”. Representam o “[...] conjunto de meios ou a matéria posta à disposição do administrador para que este possa operar de modo a conseguir os fins que a entidade entregue à sua direção tem em vista”. Por outro lado, na visão de Hendriksen e Van Breda (1999, p. 286), ativos devem ser definidos como “[...] potenciais fluxos de serviços ou como direitos a benefícios futuros sob o controle da organização”. Observa-se que o conceito de ativo integra duas visões, uma visão tradicional que considera os ativos como um conjunto de meios necessários para que o administrador realize a finalidade da empresa e outra visão mais econômica, por considerar não os bens em si, mas o resultado (ou benefícios obtidos) como o real ativo da empresa. Em ambos os casos é consenso a importância dos ativos na geração de resultado Completando o raciocínio, Iudícibus (2000, p.130) contempla três aspectos a serem observados para definição de um ativo: O ativo deve ser considerado à luz de sua propriedade e/ou à luz de sua posse e controle; normalmente as duas condições virão juntas; Precisa estar incluído no ativo, em seu bojo, algum direito específico a benefícios futuros, ou, em sentido mais amplo, o elemento precisa apresentar uma potencialidade de serviços futuros para a entidade; O direito precisa ser exclusivo da entidade. 3 Os ativos imobilizados são um grupo de ativos formado pelo conjunto de bens e direitos necessários à manutenção das atividades da empresa, caracterizados, de acordo com Iudícibus (2000) por se apresentarem na forma tangível e por terem expectativa de serem utilizados por mais de doze meses. Entre os exemplos de ativos imobilizados, destacam-se: terrenos, edifícios, instalações, máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, veículos e ferramentas (IUDÍCIBUS, 2000). Entende-se que a forma de gerenciamento dos ativos imobilizados que compõem uma entidade afeta a sua situação financeira, tanto em curto como no longo prazo, podendo impactar positivamente ou negativamente no resultado econômico e o caixa da entidade. Qual a medida certa de ativos imobilizados para suportar as operações da entidade sem que haja desperdício de recursos? Nesse contexto destaca-se que uma das funções da contabilidade é controlar o patrimônio, destacando o imobilizado como elemento fundamental para a continuidade da entidade, onde bens são utilizados no processo produtivo, na comercialização de mercadorias e serviços, nas atividades de apoio e o próprio local em que a entidade se estabelece. 2.2 Controle de ativos em entidades públicas A Administração Pública no Brasil passou por várias mudanças até chegar ao estágio atual. A Constituição de 1988 trouxe os princípios da Administração Pública a serem observados nas três esferas do governo: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. A Legalidade significa que o agente público deverá agir em conformidade com a Lei, fazendo estritamente o que esta determina. A Impessoalidade significa que a conduta do agente público deve ser orientada para o interesse público em detrimento de interesses particulares ou de terceiros. A Moralidade consiste no comportamento em representar o interesse público, o ganho para a coletividade. A Publicidade é levar ao conhecimento público o ato administrativo. Já a eficiência significa o consumo adequado dos insumos utilizados em determinado processo, exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros elevando a relação custo/benefício do trabalho público. É através desse princípio que se pode avaliar os resultados da aplicação de recursos públicos pela Administração Pública. Segundo o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público – MCASP (TESOURO NACIONAL, 2013) válido para o exercício de 2013, a Administração Pública, dentro de um exercício financeiro, deve registrar as variações patrimoniais aumentativas (receitas) e diminutivas (despesas), suas classificações, destinações e registros, para permitir a evidenciação e a consolidação das contas públicas nacionais. Assim, segundo os princípios contábeis da competência e da oportunidade, a variação patrimonial aumentativa deve ser registrada no momento da ocorrência do seu fato gerador, independentemente de recebimento, e, a variação patrimonial diminutiva deve ser registrada no momento da ocorrência do seu fato gerador, independentemente do pagamento e da execução orçamentária. Ainda segundo o MCASP (TESOURO NACIONAL, 2013) deve-se também demonstrar a composição, a mensuração, a estruturação e as variações que geram reflexos no patrimônio público, bem como os reflexos da depreciação, a amortização e a exaustão do patrimônio. A depreciação, amortização e exaustão têm como característica fundamental a 4 redução do valor do bem. A depreciação é feita para elementos patrimoniais tangíveis e tem múltiplas causas da redução do valor - o uso, a ação da natureza e obsolescência, de forma que se inicia a partir do momento em que o item do ativo se tornar disponível para uso. A amortização é realizada para elementos patrimoniais de direitos de propriedades e bens intangíveis. A causa que influencia a redução do valor é a existência ou exercício de duração limitada, prazo legal ou contratualmente limitado. E a exaustão é realizada para elementos de recursos naturais esgotáveis e a principal causa da redução do valor é a exploração. A apuração da depreciação, amortização e exaustão deve ser feita mensalmente, quando o item do ativo estiver em condições de uso. Ao final de cada exercício financeiro a entidade deve realizar a revisão da vida útil e do valor residual do item do ativo. Ao fim da depreciação o valor líquido contábil deve ser igual ao valor residual. De acordo com MCASP 2013 a definição de Patrimônio Público é: Patrimônio público é o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor público, que seja portador e represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e suas obrigações. (MCASP, 2013, p.32). Os ativos imobilizados devem ser reconhecidos no momento em que os custos são incorridos, incluindo os custos iniciais e os subsequentes com base no valor de aquisição, produção ou construção. E os estoques, imobilizados e intangíveis devem ser mensurados inicialmente pelo custo ou valor justo, adotando-se, posteriormente, procedimentos como a depreciação para o caso do ativo imobilizado. O Centro de Apoio a Educação a Distância da UFMG - CAED se tornou Unidade Gestora em novembro de 2010, passando a ser responsável pelos atos e fatos contábeis gerados pela gestão administrativa de seus recursos, dessa forma com autonomia para registrar dentro do exercício financeiro as variações patrimoniais aumentativas e diminutivas conforme as regras contábeis descritas acima, em favor da eficiência na Administração Pública. A forma de registro e controle das despesas de capital na contabilidade se dá através do Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAFI, sistema de execução orçamentária do Governo Federal do Brasil. 2.3 Ensino a distância Existem inúmeros exemplos no mundo em que a modalidade de educação a distância é utilizada com muita qualidade acadêmica. No entanto, de acordo com Campos (2007) inicialmente, a educação a distância se limitava a uma concepção rígida de aprendizagem baseada exclusivamente no envio de materiais didáticos. A responsabilidade pela a aquisição do conhecimento era imputada ao aluno sem explorar o compartilhamento de situações cognitivas capazes de estimular a capacidade humana (CAMPOS, 2007). Essa situação mudou devido à disponibilidade dos recursos tecnológicos, que permitiram a participação ativa de tutores ao longo do processo de aprendizagem permitindo maior interação humana, em ambientes virtuais estruturados e colaborativos. No Brasil a educação a distancia é definida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação 5 (BRASIL, 1996) que define que a educação a distância deve ser compreendida como a atividade pedagógica caracterizada por um processo de ensino-aprendizagem realizado com mediação docente e utilização de recursos didáticos sistematicamente organizados, a partir de diferentes suportes tecnológicos de informação e comunicação, utilizados de forma combinada ou isolada, sem a frequência obrigatória de alunos e professores. Outra definição se dá no Decreto n° 5.622, de 19 de dezembro de 2005, o qual caracteriza a educação a distância como: [...] modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos (BRASIL, 2005). Na história recente da Educação a Distância no Brasil, em 2005 o Ministério da Educação lançou o Projeto da Universidade Aberta do Brasil - UAB, que trouxe para as instituições públicas a possibilidade de participar da oferta de cursos de graduação à distância com o apoio do Ministério da Educação (CAPES, 2013). O Sistema Universidade Aberta do Brasil foi criado com o objetivo de sistematizar as ações, programas, projetos e atividades pertencentes às políticas públicas voltadas para a ampliação e interiorização da oferta do ensino superior gratuito e de qualidade no Brasil. De acordo com dados obtidos do sítio da CAPES (2013) no ano de 2010 eram 88 instituições integrantes do Sistema UAB, entre universidades federais, universidades estaduais e Institutos federais de educação, com 187.154 vagas disponibilizadas e cerca de 720 polos. Na UFMG as atividades em EAD se iniciaram na década de 1970 através do Centro de Ensino de Ciências e Matemática (CECIMIG) o qual desenvolveu entre os anos de 1975 e 1988 o projeto denominado Atividades Matemáticas que Educam. Em 1998 foi criada a Assessoria de Educação a Distância e se deu início a alguns projetos de educação a distância, como o curso de Especialização em Informática na Educação e o curso Redigir, da Faculdade de Letras (CAED, 2013). Em 2002 deu-se o maior passo no sentido de estruturar fisicamente e institucionalizar no âmbito da UFMG os cursos a distância, através de uma parceria estabelecida entre o Estado de Minas Gerais e a UFMG objetivando habilitar professores dos primeiros anos do nível fundamental, em atendimento à exigência legal de nível superior para o exercício do magistério, em um projeto denominado Projeto Veredas (CAED, 2013). No bojo do Projeto Veredas o Centro de Apoio à Educação a distância (CAED) iniciou suas atividades em 2003 sendo responsável pela formação de equipes multidisciplinares; elaboração de material didático, divulgação da educação a distância junto à comunidade interna e externa, disponibilização de uma plataforma de educação a distância para auxílio à oferta dos cursos, elaboração de projetos para financiar tanto a oferta de cursos e a implantação de polos regionais de EAD, além da responsabilidade pela estruturação e melhoria contínua dos polos avançados de educação (CAED, 2013). Em 2005, a UFMG foi credenciada pelo MEC para a criação e a oferta de cursos superiores a distância sendo os primeiros cursos implantados os cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas e Química através do Programa Pró-Licenciatura – Programa de Formação Inicial para Professores dos Ensinos Fundamental e Médio, com o primeiro 6 vestibular ocorrendo em 2007 no qual foram ofertadas para cada um dos cinco polos, cinquenta vagas de cada curso. Em 2008, ocorreram as primeiras ofertas da UFMG no âmbito da UAB – Sistema Universidade Aberta do Brasil, com início das Licenciaturas em Química, Ciências Biológicas e Pedagogia e do Bacharelado em Geografia. E no ano seguinte foi iniciado o curso de Licenciatura em Matemática. Atualmente, a UFMG oferece cinco cursos de graduação, quatro cursos de pósgraduação lato sensu, seis cursos de aperfeiçoamento e dois cursos de atualização, sendo 32 polos de apoio que contam com ampla estrutura física contendo espaços para a execução da educação a distância, assim como biblioteca, laboratório de informática, laboratórios técnicos para os cursos de graduação, salas de aula, salas de coordenação e tutoria, sala de professores e secretaria acadêmica. Percebe-se a importância da estruturação física para a manutenção e expansão dos cursos ofertados pela Instituição, objeto de estudo dessa pesquisa. De acordo com dados do próprio CAED (2013), o curso de graduação em ciências biológicas na modalidade de licenciatura a distância tem como objetivo a formação de profissionais capacitados para o exercício de atividades docentes nas diversas áreas da biologia e foi implantado em 2007. Entre 2007 e 2013 foram realizados três vestibulares, sendo 364 alunos o total de alunos atendidos em seus cinco polos em dezembro de 2012. Já o curso de licenciatura em química na modalidade a distância conta em dezembro de 2012 com 182 alunos e é ofertado na forma semipresencial com momentos a distância e presenciais. A parte presencial do curso consta de práticas de laboratórios, seminários, videoconferências e atividades avaliativas, todas de caráter obrigatório, além das atividades facultativas de tutoria, informática e assistência aos alunos (CAED, 2013). Conforme previsto em seus projetos pedagógicos, os cursos possuem carga horária reservada para conteúdos curriculares de natureza acadêmico-científico-cultural, disciplinas pedagógicas teóricas, atividades práticas, como componente curricular e estágio curricular supervisionado. As atividades presenciais dos dois cursos incluem aulas práticas em laboratórios, saídas a campo, atendimento aos alunos por meio de tutorias, seminários, videoconferências, participação em fóruns e atividades avaliativas. A duração mínima é de quatro anos para o curso de química e de quatro anos e meio para o curso de ciências biológicas (CAED, 2013). Ambos os cursos possuem cinco polos de atuação, os quais são: Araçuaí, Frutal, Governador Valadares, Montes Claros e Teófilo Otoni, em um total de 546 alunos, distribuídos nos polos conforme apresentado na Tabela 1. A Tabela 1 apresenta o número de alunos por entrada no curso, tendo sido realçado com a cor cinza os anos de 2008, 2010 e 2012, que foram os anos com novas entradas de alunos, somando os anos com novas entradas, ressalta-se que foram totalizadas setecentas vagas ofertadas para o curso de ciências biológicas e seiscentas vagas para o curso de química, distribuídas entre os cinco polos analisados. Observa-se que no final do ano de 2012 o polo de Araçuaí contava com 137 alunos, enquanto Frutal dispunha de 40 alunos, Gov. Valadares com 103 alunos, Montes Claros com 140 alunos e Teófilo Otoni com 126 alunos, ou seja: de 1350 vagas ofertadas atualmente cursam 546 alunos, que representa 40% da capacidade originalmente prevista. É importante ressaltar que dessas 1350 vagas formaram 26 7 alunos do curso de Ciências Biológicas e 05 alunos do curso de Química. Polos Araçuaí Tabela 1. Distribuição dos alunos por curso e por polo. Gov. Frutal Montes Claros Teófilo Otoni Valadares Entradas C. Biol. 1º/2008 50 50 49 25 2º/2008 50 34 49 1º/2009 50 31 49 2º/2009 50 23 1º/2010 74 63 45 2º/2010 74 60 45 1º/2011 57 52 2º/2011 46 1º/2012 2º/2012 Totais C. Biol. Quím. C. Biol. Quím. 45 49 34 193 109 8 45 49 14 193 56 7 45 49 14 193 52 49 6 45 49 12 193 41 18 18 66 34 70 50 78 31 333 196 66 34 67 50 78 30 330 192 45 18 59 30 52 42 56 27 269 169 31 17 18 46 14 42 30 46 13 197 106 92 55 24 80 24 87 53 91 36 374 184 82 55 24 16 16 80 23 87 53 91 35 364 182 Quím. C. Biol Quím. 137 40 C. Quím. Biol. 103 C. Biol. Total Quím. 140 126 546 Fonte: Elaborado pelos autores 3. Metodologia Utilizando a tipologia de classificação proposta por Beuren (2008), as pesquisas podem ser classificadas quanto aos objetivos: explicativas, descritivas e exploratórias; quanto aos procedimentos: estudo de caso, levantamento ou survey, pesquisa bibliográfica, pesquisa experimental, pesquisa documental e pesquisa participante; e quanto à abordagem do problema: qualitativa e quantitativa. Nesse sentido, este artigo busca aprofundar em um tema relevante sobre o qual existem poucos estudos e aprofundamento, ficando difícil formular hipóteses precisas e operacionalizáveis, levando a classificação dessa pesquisa, em relação aos objetivos, como uma pesquisa exploratória. De acordo com Gil (1999) a pesquisa exploratória é desenvolvida no sentido de proporcionar uma visão geral acerca de determinado fato. Em relação à abordagem do problema é uma pesquisa quantitativa devido a predominância da utilização de instrumentos estatísticos, ainda que sejam simples, objetivando atingir os propósitos dessa pesquisa. Em relação aos procedimentos, trata-se de uma pesquisa documental. Para a realização da análise empírica, são utilizados materiais, documentos e arquivos do CAED, Notas Fiscais e termos de responsabilidade de transferência de ativos da FUNDEP para a UFMG, que não receberam tratamento analítico ou que podem ser reelaborados de acordo com os objetivos da pesquisa. Além da pesquisa documental foram realizadas visitas aos polos de apoio para confirmação da existência dos ativos imobilizados a disposição para uso por parte dos alunos. 8 4. Análise empírica 4.1 Apresentação dos investimentos Cabe aqui discorrer sobre a singularidade que permeia a aquisição de bens permanentes que compõem o ativo imobilizado do CAED/UFMG. Tal aquisição tem seus recursos basicamente oriundos de projetos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) os quais são gerenciados pela Fundação de Desenvolvimento de Pesquisa (FUNDEP) em sua maioria. A CAPES através do programa UAB e o CAED/UFMG determinam o que deverá ser adquirido e a FUNDEP em conformidade com a legislação vigente o faz. O ativo é entregue ao CAED/UFMG sob a forma de comodato e após dois anos de uso, quando doado definitivamente à UFMG, o status de comodato é alterado para doação. O CAED/UFMG embora tenha sido criado em 2003 se torna Unidade Gestora somente em 2010, o registro e controle de seus bens permanentes dentro do Sistema de Controle Patrimonial da UFMG (SICPAT) era realizado pelo setor de patrimônio da Pro Reitoria a qual pertencia (PROGRAD). O SICPAT dá suporte a Contabilidade da UFMG para que ela cumpra as exigências referentes ao Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI). O acesso ao SICPAT pelo CAED só passa a acontecer a partir de dezembro de 2012. É importante ressaltar que as prefeituras onde estão localizados os polos de apoio, tomados como objeto de análise desse artigo, mantêm parcerias com a UFMG. Após o levantamento interno de documentos e a realização de visitas in loco para conferência e confirmação dos ativos a disposição dos alunos em cada um dos cinco polos de apoio, foram inventariados todos os bens existentes em cada polo. Os resultados encontrados, por polo, estão apresentados nos gráficos de número 1 a 3 a seguir. O Gráfico 1 apresenta os valores investidos em imobilizado para implantação e funcionamento do curso de química a partir do ano de 2007, por polo. Gráfico 1. Investimentos realizados no curso de Licenciatura em Química. Investimentos em Imobilizado - Química 90.000 80.000 70.000 60.000 50.000 40.000 30.000 20.000 10.000 - 82.783 69.460 60.677 52.368 52.053 Araçuaí Frutal Gov. Valadares Montes Claros Teófilo Otoni Fonte: Elaborado pelos autores Observa-se que todos os polos receberam investimentos, e o valor médio investido foi R$ 63.468 a partir do ano de 2007 quando iniciaram os investimentos para funcionamento dos 9 cursos. O total investido em todos os polos até o ano de 2012 foi de R$ 317.342,00. O Gráfico 2, por sua vez, apresenta os valores investidos em imobilizado para implantação e funcionamento do curso de ciências biológicas a partir do ano de 2007, por polo. Gráfico 2. Investimentos realizados no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas. Investimentos em Imobilizado - Biologia 70.000 65.352 64.195 60.000 54.370 55.898 50.000 36.429 40.000 30.000 20.000 10.000 Araçuaí Frutal Gov. Valadares Montes Claros Teófilo Otoni Fonte: Elaborado pelos autores Para o curso de biologia observa-se que o valor médio investido foi de R$ 55.249,00 a partir do ano de 2007. O total investido em todos os polos até o ano de 2012 foi de R$ 276.245,00. Ressalta-se aqui que existem alguns investimentos denominados de infraestrutura que atendem aos dois cursos, os quais podem ser observados na Tabela 2, dessa forma, o Gráfico 3 apresenta o total investido por polo, incluindo os gastos específicos por curso e ainda os gastos em infraestrutura. Tabela 2. Investimentos em infraestrutura, por polo. Polos de apoio Valores investidos – em R$ Araçuaí 1.190 Frutal - Governador Valadares 9.520 Montes Claros 2.900 Teófilo Otoni 20.730 Fonte: Elaborado pelos autores Observa-se que os investimentos em infraestrutura são baixos, isso ocorre porque em todos os polos são feitas parcerias com as prefeituras locais, as quais cedem as salas de aula e demais recursos para realização dos cursos. O Gráfico 3 apresenta os valores totais investidos desde o ano de 2007 para funcionamento dos cursos de Licenciatura em Química e em Biologia, incluindo os gastos específicos de cada curso e os gastos em infraestrutura. Percebese ainda que os valores investidos são próximos entre os polos, tendo sido o menor investimento no polo de Araçuaí e o maior no polo de Montes Claros. O valor médio dos investimentos foi de R$ 125.585,00 e o valor total investido até 2012 foi de R$ 627.927,00. 10 Gráfico 3. Investimentos totais realizados nos cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas e em Química. Investimento Total em Imobilizado 151.036 160.000 140.000 120.000 126.619 117.439 115.047 117.786 Araçuaí Frutal Gov. Valadares 100.000 80.000 60.000 40.000 20.000 Montes Claros Teófilo Otoni Fonte: Elaborado pelos autores 4.2 Análise geral acerca da eficiência da utilização dos ativos imobilizados O primeiro ponto a ser levantado, quando o foco de discussão é a eficiência da utilização de bens públicos, é o preenchimento das vagas ofertadas. É dado que atualmente os cinco polos analisados possuem 546 alunos matriculados, que correspondem a 40% das 1350 vagas ofertadas por vestibulares no período. Os cursos de Química e Ciências Biológicas tiveram três ofertas através do programa UAB, sendo a primeira oferta em 2008, a segunda em 2010 e a terceira em 2012. A Tabela 3 apresenta o número de vagas ofertadas, o número de alunos originalmente matriculados em cada oferta e o número de alunos matriculados em 2012 (evidenciando assim o número de alunos evadidos) dos cursos de Ciências Biológicas e Química por polo. Tabela 3. Alunos por curso e por polo distribuídos em: vagas ofertadas, alunos matriculados, alunos em 2012, vagas não preenchidas no vestibular, e alunos evadidos por curso e por polo. Alunos Vagas não Vagas ofertadas Alunos em 2012 Alunos Evadidos matriculados preenchidas Polos C. Biol. Quím. C. Biol. Quím. C. Biol. Quím. C. Biol. Quím. C. Biol. Quím. Araçuaí 150 150 150 118 82 55 0 32 68 63 Frutal Governador Valadares Montes Claros Teófilo Otoni Totais 100 150 53 65 24 16 47 85 29 49 150 100 144 65 80 23 6 35 64 42 150 150 144 78 87 53 6 72 57 25 150 100 147 78 91 35 3 22 56 43 Percentuais 1350 1042 546 308 496 100% 77% 40% 23% 37% Fonte: Elaborado pelos autores A partir da Tabela 3 observa-se que de 1350 vagas ofertadas apenas 1042 foram 11 inicialmente preenchidas (77%) do total. Esse fato pode ter ocorrido por se ter um número insuficiente de alunos aprovados nos vestibular ou por não haver demanda suficiente para o curso nos polos, demandando para esclarecer esse fato outra análise não prevista para essa pesquisa. Além disso, percebe-se que existe uma evasão considerável nos cursos, no montante de 496 alunos (representando 37% do total de vagas ofertadas). Esses números indicam um problema na eficiência da utilização dos recursos públicos, pois, se a instituição possui capacidade de ativos imobilizados que atenderiam a 1350 alunos em 2012, porém atende apenas a 546 alunos, apresenta capacidade ociosa e desperdício de recursos. O Quadro 1 abaixo organiza o raciocínio acerca do custo da utilização do ativo imobilizado, por aluno. Quadro 1. Investimento por aluno. Investimento total - R$ 627.927 Capacidade de alunos 1.350 Investimento inicial previsto por aluno - R$ 465 Numero de alunos em 2012 546 Custo do investimento real por aluno - R$ 1.150 Diferença a maior em % 147% Fonte: Elaborado pelos autores Inicialmente observa-se que o investimento por aluno seria de R$ 465,00 se os polos estivessem sendo ocupados em sua totalidade. No entanto, devido à ausência de alunos, o investimento por aluno é de R$1.150,00 o que equivale a 147% a maior do que inicialmente previsto. 4.3 Análise da eficiência da utilização dos ativos imobilizados comparativa por polo de apoio A segunda análise é a comparação do investimento realizado por polo de apoio, considerando o número de alunos que atualmente lá estudam. Dessa forma não se pretende medir o nível de eficiência individual de cada polo, mas realizar uma análise a qual identifique os polos que são mais eficientes na utilização dos seus ativos, considerando o número de alunos atendidos. A Tabela 4 apresenta o número total de alunos por polo de apoio, o investimento realizado e a relação entre eles. Tabela 4. Comparativo do investimento por polo. Valores de investimento em R$. Polo de apoio Investimento Numero de alunos Investimento por aluno Araçuaí 117.439 137 857 Frutal 115.047 40 2.876 Gov. Valadares 117.786 103 1.144 Montes Claros 151.036 140 1.079 Teófilo Otoni 126.619 126 1.005 Fonte: Elaborado pelos autores Observa-se um resultado bastante interessante, no qual o investimento por aluno varia de R$ 857,00 em Araçuaí, até R$ 2.876,00 em Frutal, com uma variação de 235%. A despeito dos investimentos serem muito próximos, mais uma vez se destaca que a variável que impacta 12 na eficiência é o reduzido número de alunos do polo de apoio de Frutal. Quando comparados com a média geral de investimento, que foi de R$ 1.150,00 observa-se que os demais municípios da análise estão próximos a média. 4.4 Análise da eficiência da utilização dos ativos imobilizados comparativa por curso ofertado A terceira análise é a comparação do investimento realizado por curso ofertado, considerando o número de alunos que atualmente estudam. Novamente não se pretende medir o nível de eficiência individual de cada curso, mas realizar uma análise a qual identifique os polos que são mais eficientes na utilização dos seus ativos, considerando o número de alunos atendidos. A Tabela 4 apresenta o número total de alunos por curso, o investimento realizado e a relação entre eles. Tabela 5. Comparativo do investimento por curso. Valores de investimento em R$. Curso ofertado Investimento Numero de alunos Investimento por aluno Licenciatura em Química 317.342 182 1.744 Licenciatura em Ciências Biológicas 276.245 374 739 Fonte: Elaborado pelos autores Observa-se que o curso de química demandou um investimento em ativos imobilizados maior do que o curso de ciências biológicas, no entanto apresenta um número reduzido de alunos. Dessa forma, considerando o curso ofertado, o investimento por aluno foi de R$ 1.744,00 no curso de química e R$ 739,00 para o curso de ciências biológicas, podendo-se inferir que o curso de ciências biológicas tem sido mais eficiente na gestão de seus recursos. No caso da análise por curso não se ignora a especificidade de cada um, que possui necessidades individualizadas de equipamentos e laboratórios. Das 650 vagas oferecidas ao curso de licenciatura em ciências biológicas, 638 foram preenchidas por vestibular (98%), o que denota uma alta procura pelo curso. No entanto, 274 alunos já haviam evadido do curso até o final de 2012 (43% entre os que se matricularam). Considerando o curso de química, das 650 vagas oferecidas foram preenchidas 404 (62%) o que denota uma razão diferente para a redução do número de alunos. Entre os 404 alunos que ingressaram por vestibular, até o final do ano de 2012 o número de evasões foi de 222 alunos (55% entre os que se matricularam). Nesse sentido destaca-se o levantamento de Bruno-Faria e Franco (2011) os quais, através de pesquisa junto ao INEP atestaram que apenas 29.581 alunos dos 369.766 matriculados em 2.281 Instituições privadas e públicas (Federais, Estaduais e Municipais) completaram cursos a distância no Brasil (INEP, 2009), não chegando a 10% do total de alunos. Ressalta-se que diante desse cenário não é possível avaliar o quão eficiente é, ou deixa de ser, um curso que retém 57% de seus alunos (no caso da biologia) e 45% de seus alunos (no caso da química). Considerando essa limitação, infere-se somente que o primeiro é mais eficiente no uso e gestão dos bens públicos. 5. Considerações finais Esse artigo teve como objetivo realizar um levantamento geral dos ativos instalados nos polos de apoio do CAED da UFMG no Estado de Minas Gerais a fim de analisar a eficiência da 13 utilização desses ativos considerando o número de alunos atendidos em geral, por polo e por curso. Após o levantamento dos dados e realizadas as análises necessárias, primeiramente se observou que em 2012 o número de alunos que findou o ano estudando foi de 40% do total das vagas ofertadas ao longo do funcionamento do projeto, o que denota uma situação que merece atenção. Nesse contexto destaca-se que no modelo de administração proposto pela União, o cidadão passa a ser visto como um cliente que investe no Estado através dos impostos que recolhe. Deve ele, portanto, ter o respectivo retorno na forma de serviços públicos bem providos e administrados, isso significa otimização no uso dos recursos públicos para, dentro de um limite aceitável, atender e beneficiar o máximo de cidadãos possível. Caminhando nas análises, foi verificado que o polo de apoio do município de Araçuaí se mostrou o mais eficiente na gestão dos recursos públicos, beneficiando um número maior de alunos mediante os investimentos realizados, denotando maior produtividade e otimização dos recursos públicos no benefício aos cidadãos. Quando analisada a eficiência sob a ótica do curso ofertado, observou-se que o curso de licenciatura em ciências biológicas se mostrou mais eficiente, considerando valores menores investidos e um número maior de alunos atendidos. Assim, a análise em epígrafe retoma para a discussão sobre o aproveitamento e a retenção do aluno do ensino a distância. Para se ter um melhor aproveitamento dos ativos imobilizados dos cursos, bem como a utilização dos recursos públicos, é necessário que os cursos adotem medidas para evitar a evasão, estimulando que os alunos permaneçam nos cursos. Além de políticas de captação e monitoramento desses alunos que precisam ser implementadas para promoverem o ingresso e a retenção dos mesmos nos cursos de graduação. Referências BEUREN, Ilse Maria (Organizadora). Como elaborar trabalhos monográficos em contabilidade: teoria e prática. 3. ed. – 3. reimpr. – São Paulo: Atlas, 2008, 195 p. BRUNO-FARIA, Maria de Fátima; FRANCO, Angélica Lopes. Causas da evasão em curso de graduação a distância em administração em uma universidade pública federal. Rev. Teoria e Prática da Educação, v. 14, n. 3, p. 43-56, set./dez. 2011 CAMPOS, F. 2007. Formação de Professores a Distância: Construindo Projetos de Qualidade. Revista Educação em Foco. Faculdade de Educação da UFJF. março –agosto/2007. Disponível em: http://www.ufjf.br/revistaedufoco/edicoes-anteriores/ano-2007/formacaode-professores-e-politicas-educacionais-na-america-latina-e-caribe/. Acesso em 01/12/2011. COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUPERIOR (CAPES). 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