UMA ABORDAGEM DAS TÉCNICAS DE MENSURAÇÃO DE ATIVOS TANGÍVEIS A PARTIR DE UMA ANÁLISE ESTATÍSTICA TEMA: CONTABILIDADE E CONTROLADORIA AUTORES: MÁRCIA JOSIENNE MONTEIRO CHACON Mestre em Ciências Contábeis – Multiinstitucional UnB / UFPB / UFPE / UFRN MAURÍCIO CORRÊA DA SILVA Mestre em Ciências Contábeis – Multiinstitucional UnB / UFPB / UFPE / UFRN JOSÉ FRANCISCO RIBEIRO FILHO Prof. Dr – Universidade Federal de Pernambuco e do Programa Multiinstitucional de Mestrado em Ciências Contábeis das UnB / UFPB / UFPE / UFRN PUBLICAÇÃO/DIVULGAÇÃO: In: X SEACON- Seminário Acadêmico de Contabilidade, 2005, Petrolina. X SEACON -Seminário Acadêmico de Contabilidade, 2005. 2 RESUMO O artigo tem o objetivo de verificar a partir da utilização de análise estatística, elementos sugestivos em torno dos métodos de mensuração de ativos para o processo decisório do gestor. Destaca os sinônimos de avaliar e de mensurar e os conceitos de ativo. Revisa marcos teóricos sobre os valores de mensuração de ativos a valores de entrada e de saída. Projeta valores de entrada e de saída para um veículo de uma empresa, como base para o estudo. Evidencia métodos de análise estatística de medidas de tendência central e de dispersão. Conclui que os valores de saída apresentam menos objetividade na determinação dos diversos custos que o compõem, haja vista a falta de materialidade na determinação de valores, que o valor do custo histórico encontra-se mais próximo da média e da mediana nos valores de entrada, que o valor do custo equivalente corrente de caixa está mais próximo da média e da mediana nos valores de saída e que os valores de entrada estão menos dispersos (afastados) de sua média em relação aos valores de saída. Palavras-chave: Teoria, estatística, mensuração. CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 3 Title: AN APPROACH ON THE MEASUREMENT TECHNIQUES OF TANGIBLE ASSETS BASED ON A STATISTICAL ANALYSIS. ABSTRACT This article intends to verify suggestive elements around the methods to measure the assets for the manager's decision process based on the use of statistical analysis. It highlights the synonyms of evaluating and of measuring the concepts of assets. It revises theoretical marks on the values of assets measurement you considering the receipt and exit values. It projects receipt and payment values for a vehicle of a company, as a base for the study. It evidences methods of statistical analysis focusing measures of central and dispersion tendency. It concludes that the exit values present less objectivity in the determination of the several costs that compose it, taking in account the lack of materiality in the determination of the values. It also evidences that the value of the historical cost is closer to the average and to the medium of the receipt values and that the value of the equivalent current cost cash is closer to the average and to the medium in the payment values. At last, I concludes that the receipt values are less dispersed (distant) of its average in relation to the payment values. Key word: Theory, statistics, measurement. 1 INTRODUÇÃO Importantes avanços estão sendo constatados após o grande número de críticas pelas quais a Contabilidade vem sendo vítima desde o início do século devido às informações que são por ela propiciada, por não estarem de acordo com o que se deseja. A moderna gestão das empresas descarta a postura convencional de informações centradas em demonstrar o passado. O crescimento da competitividade dos mercados aponta para informações que vislumbrem o presente e o futuro. Muitos valores são utilizados para avaliação de ativos. Criar valor demanda estratégias financeiras e novas formas de medir o sucesso empresarial. É preciso que os valores patrimoniais sejam evidenciados expressando a utilidade de cada um dos itens que compõem CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 4 o patrimônio das entidades, visando cobrir as necessidades de informações dos vários agentes inseridos no processo de gestão empresarial. O estudo da teoria contábil tem cada vez mais se destacado no meio acadêmico e dos pesquisadores. Nos currículos de graduação a teoria da Contabilidade tornou-se disciplina obrigatória, visto a sua relevância para o ensino das Ciências Contábeis. Na questão da mensuração e avaliação das contas patrimoniais, o ativo tem sido ressaltado de grande importância e o imobilizado estudado de forma acurada no sentido de que medidas de mensuração sejam utilizadas com a finalidade de que esse grupo evidencie de forma correta a capacidade que possui de gerar fluxos futuros. Sob essa ótica uma discussão sobre os efeitos da aplicação dos conceitos de mensuração do ativo sobre um determinado bem do imobilizado, utilizando abordagem de métodos quantitativos pode despertar curiosidades entre a Ciência Contábil e a Estatística. Observa-se que existe um grau de dificuldade quanto a mensuração de ativos, assim, não faz parte desse trabalho escolher a melhor forma de avaliação e sim elencar algumas delas, enfocando conceitos de ativos e demonstrando interpretações sob o ângulo de métodos quantitativos de um determinado bem, para que a partir daí novas escolhas possam ser feitas e pesquisas possam ser desenvolvidas. 1.1 Definição do problema O ativo pode ser mensurado a valores de entrada e de saída. Na literatura contábil os valores de entrada são considerados mais objetivos do que os de saída por serem passíveis de verificação, entretanto, os valores de saídas possuem representatividade por demonstrarem os fluxos futuros, assim, aplicando os conceitos para mensurar um bem do ativo imobilizado, obteremos valores diferentes. Se vários valores são considerados, a decisão da empresa pode se tornar difícil. Dessa forma que elementos o gestor deverá considerar em suas análises em torno dos vários valores possíveis, de acordo com as diferentes abordagens contábeis? 1.2 Objetivos do estudo CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 5 O presente estudo tem como objetivo geral verificar, a partir da utilização de análise estatística, elementos sugestivos em torno dos métodos de mensuração de ativos para o processo decisório do gestor. Como objetivos específicos: a) destacar os sinônimos de avaliar e de mensurar; b) revisar conceitos de ativo; c) evidenciar os métodos de mensuração de ativos mediante aplicação da análise estatística. 1.3 Metodologia Considerando as particularidades da Contabilidade, devemos enfocar tipologias de pesquisas, quanto aos objetivos, aos procedimentos e quanto à abordagem do problema. Segundo Beuren et al (2003), a pesquisa quanto aos objetivos pode ser exploratória, que busca conhecer com maior profundidade o assunto; quanto aos procedimentos pode bibliográfica para conhecer produções científicas existentes e estudo de caso, para concentrar-se em um único caso; e na abordagem do problema, a pesquisa pode ser quantitativa por utilizar métodos quantitativos. A pesquisa abordará os valores de entrada e valores de saída com uma população de oito formas diversas que são utilizadas em nossa literatura com a finalidade de mensurar um ativo imobilizado (um veículo) de uma empresa. A partir de um estudo de caso, são projetados valores, considerando cenários econômicos, financeiros e também éticos, passíveis de questionamentos, pois existe um risco para cenários preditivos, mas não excluem o crédito do estudo, de forma que se forem projetados outros valores, poderá ser também utilizada a mesma abordagem da pesquisa. 1.4 Justificativa CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 6 A Contabilidade deve fornecer aos usuários um conjunto de informações suficientes para que seus usuários possam tomar decisões. Partindo deste objetivo, o estudo justifica-se em evidenciar oito valores para um mesmo bem tangível do ativo imobilizado (veículo de uso da empresa), segundo a mensuração de ativos a valores de entrada e de saída. Desse modo, utilizaremos métodos quantitativos para análise dos valores encontrados. 2 REVISÃO DA LITERATURA Destacaremos os principais conceitos, pesquisas e referenciais teóricos sobre o tema em estudo. 2.1 Sinônimos de avaliar e mensurar Segundo Bueno (1996) avaliar significa estimar, aquilatar, aferir, apreciar e mensurar significa medir, avaliar. Com relação aos imobilizados tangíveis, pode-se dizer que avaliar está diretamente relacionado ao ato de se reconhecer a grandeza, a intensidade ou a força que o bem possui através de sua capacidade de produzir rendimentos e fluxos futuros, enquanto que mensurar determina a medida correta pela qual o bem deve ser avaliado. 2.2 Conceitos de ativo Tantas definições possuem os ativos que podemos dizer que é de suma importância o seu estudo e compreensão para a Teoria da Contabilidade. Sua definição e avaliação estão implicitamente ligadas aos inúmeros relacionamentos contábeis envolvendo receitas e despesas. Entender a verdadeira natureza dos ativos é tarefa difícil. De acordo com as definições de Sprouse e Moonitz (1962 apud IUDÍCIBUS, 2000 p. 129) os “ativos representam benefícios futuros esperados, direitos que foram adquiridos pela entidade como resultado de alguma transação corrente ou passada”. Nessa definição observamos a ênfase dada ao processo produtivo dos quais o ativo detém a potencialidade maior. CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 7 Para D’Auria (apud IUDÍCIBUS, 2000, p. 129) o ativo é, finalmente, “o conjunto de meios ou matéria posta à disposição do administrador para que este possa operar de modo a conseguir os fins que a entidade entregue à sua direção tem em vista”. Segundo Iudícibus (2000) o estudo do ativo é o capítulo fundamental da Contabilidade, porque à sua definição e avaliação está ligada a multiplicidade de relacionamentos contábeis que envolvem receitas e despesas (...) o ativo deve ser considerado à luz de sua propriedade e/ou à luz de sua posse e controle, precisa estar incluído algum direito específico a benefícios futuros e precisa ser exclusivo da entidade. Dentro dos ativos, de modo geral, encontram-se os bens tangíveis que são os terrenos, imóveis, veículos, etc., os quais possuem como característica principal a sua utilização no processo produtivo da empresa e que sua vida deve estender-se por um pouco mais de tempo do que a capacidade de produção a que estão destinados, ou seja, são bens de longa duração. Hendriksen e Van Breda (1999) apresentam algumas características fundamentais para se analisar um imobilizado tangível que esteja sujeito a algum tipo de depreciação, afirmando que os bens tangíveis são mantidos dentro da empresa com a finalidade específica de produzir outros bens ou serviços no curso das operações rotineiras, tendo vida limitada que pode consistir em uma quantidade de anos já prevista de acordo com o seu desgaste, precisando ser substituído em algum momento. O imobilizado tangível pode significar muito pouco em algumas empresas, porém, em outras sua significância é considerável. Um dos grandes problemas ligados ao imobilizado tangível é o seu tempo de vida útil, a forma de avaliação e como será depreciado. A Lei 6.404/76 em seu art. 179 define o Ativo Imobilizado como “direitos que tenham por objeto bens destinados à manutenção das atividades da companhia e da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os de propriedade industrial ou comercial”, classificando os bens em tangíveis e intangíveis. Iudícibus et al (1995) observam que no permanente os ativos devem ser classificados em contas distintas para que a depreciação seja diretamente relacionada a estes e apontam uma importância maior para os bens em operação que são todos aqueles que estão em utilização CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 8 na geração da atividade objeto da empresa. Com relação aos veículos, devem ser classificados em contas separadas quando se referem aos utilizados na administração e os que possuem uso direto na produção. 2.3 Mensuração de valor A mensuração de acordo com Hendriksen e Van Breda (1999) é um processo onde valores monetários são atribuídos de forma significativa a objetos ou eventos associados à empresa, sendo obtidos de modo que possam permitir que tais valores sejam agregados ou dispersos quando necessário. Antes que se inicie o processo de mensuração é preciso escolher um atributo a ser medido, no grupo imobilizado, um veículo de uso da empresa, pode-se incluir a capacidade que este possui de gerar receitas futuras, os valores que foram pagos com a sua aquisição e ainda quanto precisaria dispor para a sua reposição no momento presente. Quando se refere ao processo de mensurar, os valores são imaginados em termos monetários, porém, outros dados como a capacidade de produção e números de pessoas relacionadas ao processo produtivo pode ter muita relevância apesar dessa mensuração originar valores não monetários. Ainda conforme Hendriksen e Van Breda (1999) a base que se escolhe para a mensuração de itens determinados é influenciada pelos objetivos da mensuração de ativos. Como na contabilidade já existe uma forma de mensurar, na grande maioria, os objetivos da mensuração são direcionados ao processo contábil. Esses objetivos enquadram-se nos níveis sintáticos – preocupa-se com a síntese ou gramática na contabilidade; semânticos – preocupa-se com o seu significado; e pragmáticos – preocupa-se com o seu emprego. Para Mock e Grove (1979 apud CATELLI et al, 1999, p. 305) mensuração é “um conjunto específico de procedimentos para atribuir números a objetos e eventos com o objetivo de prover informações válida, confiável, relevante e econômica, para os tomadores de decisão”. 2.4 Mensuração de valor no ativo Observamos que independente de para quem seja a informação, todo ativo, seja um imobilizado ou um direito a receber ou um gasto ativado para futura amortização como CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 9 despesa, possui características gerais comuns e independem da especificação de seu tipo, possuindo como atributo fundamental à capacidade de gerar benefícios futuros àquela entidade que os controla de forma isolada ou em conjunto com outros ativos, representando mediata ou imediatamente uma promessa futura de caixa. Dessa forma é importante entendermos a conceituação de ativo para cada vez melhor avaliá-lo. Os Ativos são recursos econômicos alocados a operacionalidade da entidade, dentro de suas finalidades específicas em um intervalo de tempo determinado, onde a cada período novas agregações são alocadas as potencialidades que esses ativos poderão gerar. Dessa forma, o problema está intimamente relacionado em visualizar os potenciais que os ativos gerarão e transformar esses potenciais em moeda equivalente. No geral existe uma concordância que a integralização dos ativos sejam efetuadas pelo seu preço de aquisição (entradas) e que as baixas sejam pelo seu preço de venda (saídas). O impasse está acerca de quais valores devem ser utilizados entre a entrada e a saída. Para Iudícibus (2000) os principais conceitos de avaliação para o ativo dividem-se em: - Valores de saída: valores descontados das entradas líquidas de caixa futuras (representa o fluxo de caixa futuro descontado a valor presente, levando em conta a taxa adequada de juros e a probabilidade de receber os valores previstos); preços correntes de venda (valor realizável líquido – valor que está sendo pago pelo comprador marginal); equivalentes correntes de caixa (liquidação ordenada do ativo); e valores de liquidação (venda forçada – hipótese de descontinuidade da empresa). - Valores de entrada: custo histórico (valor na data da compra); custos correntes (de reposição, na data), representa o somatório dos custos correntes dos insumos contidos em bem igual ao originariamente adquirido menos a depreciação, ou seja, representa a avaliação do mesmo ativo adquirido há mais tempo; custos históricos corrigidos (restauração dos custos históricos pelas variações do poder aquisitivo médio geral da moeda); e custo corrente corrigido pelas variações do poder aquisitivo da moeda (combina as vantagens do custo corrente com as do custo histórico corrigido). Sobre os valores de entrada Iudícibus (2000) afirma que são mais adequados que os de saída como base para avaliação de ativos, pois podem representar o valor máximo para a CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 10 empresa e são mais “objetivos” e não permitem o reconhecimento da receita antes de que seja “realizada”. Com relação aos custos históricos enumera que sua utilização é tradicionalmente baseada no custo, verificando-se, portanto, que uma das razões mais fortes é a condição de expressar os potenciais de serviços futuros para a empresa no momento de sua aquisição. Sobre custos correntes observa uma série de vantagens considerando que apesar de pontos fortes e fracos o valor de reposição na data como base de avaliação para o ativo. O custo corrente corrigido seja provavelmente o mais completo entre os métodos de avaliação de ativos, combinando as vantagens do custo histórico com as vantagens do custo corrente. Para Martins (2000), a estrutura conceitual da Contabilidade tem como um dos seus pilares o Princípio do Custo como Base de Valor (ou o Princípio do Registro pelo Valor Original). Esclarece que o alicerce fundamental desse conceito de custo histórico está no seu vínculo ao fluxo de caixa das transações ocorridas, utilizando expressões como espetacular porque amarra o lucro ao fluxo financeiro e útil porque mede o desempenho de uma gestão pelas transações acontecidas que já afetaram ou que o afetarão. Quanto ao custo corrente afirma que fere o princípio do custo histórico possuindo sua versão acoplada aos efeitos da inflação, quando compara o preço de reposição aos valores históricos corrigidos. E Hendriksen e Van Breda (1999) ilustram as bases de mensuração a valores de entrada -que representam o volume de dinheiro que foi pago quando um ativo ingressou na empresa: custos históricos, custos de reposição e custos esperados e a valores de saídas – que representam o volume de caixa recebido quando um ativo deixa a empresa: preços de venda passados, preços correntes de venda e valor realizável esperado. 2.5 Mensuração e avaliação de um bem do ativo imobilizado tangível - veículo Essas inúmeras formas de avaliação são modos de se observar o mesmo objeto, o patrimônio das empresas. Após o desenvolvimento de conceitos e citações sobre mensuração de ativos que objetivou essa quantificação, caracteriza-se uma situação hipotética de que formas de avaliação são diversas e diversos são os métodos existentes, não demonstrando compreensão sobre uma única forma. Os critérios de mensuração dos elementos do ativo imobilizado de acordo com a Lei 6.404/76 em seu art. 183 são definidos pelo custo de CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 11 aquisição, deduzindo o valor correspondente à depreciação, devendo ser corrigidos com base nos índices de inflação. Assim, a mensuração dos bens tangíveis está diretamente associada ao custo histórico. Quanto a depreciação essa ocorre cada vez que existe diminuição do valor dos bens sendo registrados periodicamente em contas distintas, tendo como base de cálculo o custo corrigido, entendido como sendo o custo histórico ajustado pelo índice da inflação ou o valor da reavaliação de bens realizadas no imobilizado. Iudícibus (2000) considera que poderia expressar a depreciação apenas como a diferença existente entre o valor de mercado no início e no fim dos períodos, mas observa que isso seria consagrar os valores de mercado para a Contabilidade, o que não seria fora de propósito, mas restaria verificar se utilizaríamos um valor de entrada ou de realização. 2.6 Métodos Quantitativos Segundo Beuren et al (2003), a abordagem quantitativa, no tratamento de problemas de pesquisa em Contabilidade, no Brasil, é relativamente recente e que nos Estados Unidos, observam-se vários periódicos de Contabilidade com artigos publicados que usam estatísticas. Para Guimarães e Chaves Neto (2002), o emprego de métodos científicos, especialmente os quantitativos não é uma prática muito difundida no Brasil. Freire, Crisóstomo e Botelho (2003) esclarecem que o método quantitativo para avaliação da satisfação dos clientes constitui um avanço significativo na busca de generalização do modelo venerável da contabilidade financeira no sentido de incorporar a avaliação de intangíveis na empresa. Stevenson (1981) diz que as medidas de tendência central são usadas para indicar um valor que tende a tipificar, ou a representar melhor, um conjunto de números e as medidas de dispersão indicam se os valores estão relativamente próximos uns dos outros, ou separados. Spiegel (1977) define a média como o valor típico ou representativo de um conjunto de dados e a mediana como o valor médio ou a média aritmética dos dois valores centrais de um conjunto de números ordenados em ordem de grandeza. CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 12 Conforme Paiva (1995) o desvio padrão assim como o desvio médio simples, medem o quanto os elementos estão próximos ou afastados da média. O coeficiente de correlação para Silva et al (1999) é uma medida de dispersão relativa mais completa que a média de dispersão absoluta (ex. desvio padrão, amplitude total), pois, leva em consideração a medida de dispersão absoluta e a média de uma série de números e esclarecem que a amplitude total é a diferença entre o maior e menor valor da seqüência e que o desvio médio simples correspondente ao afastamento de cada elemento da seqüência do valor da média. No presente estudo destacamos o uso da média, da mediana, do desvio padrão, amplitude total, desvio médio simples e do coeficiente de variação. 3 ESTUDO DE CASO Determinadas definições servem para demonstrar a tendência que se gera no campo da pesquisa a que se refere à mensuração contábil, onde a importância se caracteriza pelo fato de medir o valor dos ativos, dessa forma, sente-se a necessidade de apurar o mais correto possível os valores relativos a estes, ou seja, o valor de seus fluxos futuros. Assim, para maiores entendimentos apresentamos um caso onde a mensuração e avaliação de um veículo, serão procedidas consoante aos conceitos de valores de entrada e saída. Em uma determinada situação o gestor precisa decidir sobre a compra ou venda de um bem, no caso, um veículo por R$ 150.000,00 que será utilizado na operacionalização da empresa, surgindo dúvidas de como fazê-lo para que o negócio seja bem sucedido. Essas dúvidas com relação às compras são oriundas dos seguintes questionamentos: • Esse é realmente o valor de um veículo? • Será que ele me dará o retorno que desejo? • Quanto será que esse veículo irá agregar ao meu patrimônio? • As necessidades da empresa serão satisfeitas com essa aquisição? Com relação às vendas também existirão questionamentos: CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 13 • Quanto devo pedir por esse veículo? • Esse preço será que está de acordo com o mercado? • Conseguirei comprar outro veículo com esse valor? • Terei vantagens com a venda desse bem? A seguir os dados necessários para o desenvolvimento do estudo: Em 01 Jan 19X0 a Empresa comprou um veículo para uso no valor de R$ 150.000,00. Em 31 Dez 19X0, o gestor deseja saber os valores de seu veículo a valores de entrada e de saída. Para elucidar os cálculos foram considerados: inflação anual de 15%, uma taxa de retorno de 12% ao ano e uma estimativa de receita nos cinco anos seguintes abaixo projetada: Tabela 1 Receita Projetada Ano 19X0 19X1 19X2 19X3 19X4 Valores em R$ 210.000,00 200.000,00 80.000,00 160.000,00 120.000,00 O veículo conforme registrado pelo valor original, deverá possuir as seguintes características contábeis durante os cinco anos: Tabela 2 Aquisição conforme NF 0283 Taxa de depreciação R$ 150.000,00 aa 19x1 19x2 19x3 19x4 19x5 20% Depreciação 30.000,00 24.000,00 19.200,00 15.360,00 12.288,00 120.000,00 96.000,00 76.800,00 61.440,00 49.152,00 De acordo com os valores serão consideradas as funções correspondentes: CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 14 Legenda: CH = Custo Histórico CC = Custo Corrente CHC = Custo Histórico Corrigido CCC = Custo Corrente Corrigido VDELF = Valores descontados das entradas líquidas futuras PCV = Preços correntes de vendas ECC = Equivalentes correntes de caixa VL = Valores de liquidação d = depreciação i = inflação VA = Valor de aquisição RLE = Receitas líquidas esperadas TRE = Taxa de retorno esperada a a = ao ano M = Mercado 3.1 VALORES DE ENTRADAS Tabela 3 Função CH CC = CH – d CHC = CH + i CCC = CC + i Custo Histórico Custo Corrente Custo Histórico Corrigido Custo Corrente Corrigido Valor 150.000,00 120.000,00 172.500,00 138.000,00 3.2 Aplicação de métodos quantitativos Tabela 4 Média Mediana Desvio Padrão Amplitude total Desvio médio simples Coeficiente de Variação 145.125,00 144.000,00 19.073,45 52.500,00 16.125,00 13,14% CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 15 Figura 1 Valores de Entradas 200.000,00 150.000,00 100.000,00 50.000,00 0,00 0 1 2 3 4 5 3.3 Comentários A média de vários valores é obtida pelo somatório dos mesmos, dividido pela sua quantidade. O valor obtido representa o conjunto de valores. A média é sensível a todos os valores do conjunto, alterando qualquer valor, a mesma será modificada. Desse modo, estaticamente, o valor de R$ 145.125,00 representa o conjunto dos valores de entrada. A mediana divide um conjunto ordenado de valores em dois grupos iguais, sendo que a metade terá valores inferiores à mediana e a outra metade terá valores superiores à mediana. O valor encontrado foi de R$ 144.000,00. O desvio padrão verifica quanto os valores de um conjunto estão próximos ou afastados em relação à média do conjunto, ou seja, o quanto estes valores estão dispersos. Verificamos que os quatros valores de entrada em relação à média (R$ 145.125,00) estão afastados no valor de R$ 19.073,45. A amplitude total é o valor resultante da diferença entre o maior e o menor valor do conjunto. Nos valores de entrada esta diferença corresponde a R$ 52.5000,00. O desvio médio simples representa uma média dos desvios de cada elemento do conjunto para a média do conjunto. O valor encontrado foi de R$ 16.125,00. CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 16 O coeficiente de variação analisa a relação existente entre a medida de dispersão absoluta ou simples e a média dos valores em termos de dispersão relativa. Quanto maior a percentagem obtida, maior será a dispersão. Obtivemos a dispersão relativa de 13,14%. Os diversos valores de entrada estão mais concentrados em torno da média, ou seja, o desvio padrão e o desvio médio, combinados com o coeficiente de variação, ratificam tal observação. Os diferentes conceitos de avaliação a valores de entrada são complementares. O alicerce contábil que prevalece no cenário atual tem como base o princípio do registro pelo valor original. Dentro do conjunto de valores de entrada, o custo histórico representa adequadamente essa avaliação quanto a sua aderência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade, observando ainda, que aquele princípio se constitui em informação material e verificável. As demais formas de mensuração a valores de entrada são conseqüência do custo histórico, reforçando sua característica qualitativa tanto em relação aos Princípios Fundamentais de Contabilidade quanto ao referencial teórico base para a Contabilidade. 3.4 VALORES DE SAÍDAS Tabela 5 Valores desc. das entradas liquidas futuras Preços correntes de vendas Equivalentes Correntes de Caixa Função VDELF=RLF/TRE PCV=RLF-d ECC = M Valores de liquidação VL=CH/2 Valor 187.500,00 180.000,00 100.000,00 75.000,00 3.5 Aplicação de métodos quantitativos Tabela 6 Média Mediana 135.625,00 140.000,00 Desvio Padrão Amplitude total 49.001,75 112.500,00 Desvio médio simples Coeficiente de Variação 48.125,00 36,19% CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 17 Figura 2 Valo res d e S aíd as 200.000,00 150.000,00 100.000,00 50.000,00 0,00 0 1 2 3 4 5 3.6 Comentários A média de vários valores de saída é R$ 135.625,00. Este valor representa o conjunto desses valores. O valor da mediana foi de R$ 140.000,00. Valor este que dividiu o conjunto de valores de saída em dois grupos iguais. Os quatros valores de saída em relação à média (R$ 135.625,00) estão afastados no valor de R$ 49.001,75. Este valor representa o desvio padrão, desse conjunto. A diferença entre o maior e o menor valor do conjunto, amplitude total, foi de R$ 112.500,00. O desvio médio simples foi de R$ 48.125,00. A dispersão relativa, ou seja, o coeficiente de variação foi de 36,19%. A existência de uma dispersão considerável nos valores de saída é conseqüência das projeções efetuadas principalmente nos valores descontados de entradas líquidas futuras e nos preços correntes de vendas. Esses valores sofrem influência dos vários ambientes ou agentes, podendo ser ‘manipulados’ de acordo com a melhor situação. CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 18 Dentro dos valores de saída os equivalentes correntes de caixa podem ser justificados por existir um mercado de seguros que os suporta. Os valores de liquidação por constituírem uma venda forçada supondo a descontinuidade representa o menor valor, mas passível de verificação. Ambos, dentro do conjunto de valores de saída situam-se próximos a média dos valores de entrada e ao custo histórico. Constitui uma ficção contábil estabelecer valores futuros, para tanto, seria necessário que os contadores possuíssem conhecimentos em métodos quantitativos, ciência econômica e social, além de finanças internacionais e ética. A possibilidade de predição envolve riscos e implica em considerar a probabilidade de realização dos valores projetados. Os valores de saída por serem projetados constituem em um grande atrativo sob o ponto de vista gerencial, o conjunto de valores torna-se bem mais significativo, porém, estão formulados sobre cenários preditivos que a maioria das vezes são variáveis, inviabilizando a utilização. Para trazer fluxos futuros a valor presente é necessário utilizar uma taxa de juros para o cálculo do desconto, difícil de se definir, nesse caso, é importante ressaltar que se dois ou mais fluxos futuros forem iguais tanto em valor quanto na distribuição do tempo, não deverão produzir o mesmo valor presente, considerando riscos diferentes no negócio, existindo fatores que deverão ser considerados em longo prazo que poderão interferir como inflação e mercados competitivos. 3.7 Comparando os valores de entrada e de saída CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 19 Figura 3 200.000,00 150.000,00 Valores de Entradas 100.000,00 Valores de Saidas 50.000,00 0,00 1 2 3 4 O coeficiente de variação dos valores de saída apresentou um percentual quase três vezes a mais que os valores de entrada. Estatisticamente, significa que os valores de saída estão mais dispersos, mais afastados da média. Outra inferência que podemos fazer ao calcularmos a média das médias dos valores de entrada e de saída é que o valor obtido (R$ 140.375,00) se aproxima do custo histórico. Pela análise global, podemos observar que os valores de entrada por possuírem variações em torno da média e dispersão menor possuem maior representatividade considerando que a essência sobre a forma, de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade, deve prevalecer. O custo histórico resulta de um consenso entre os agentes e em observância ao princípio da prudência que enfatiza o menor valor para os ativos, devendo haver prudência sempre que existir incertezas quanto a valores, considerando, neste caso, que o custo histórico, também representa o valor prudente a ser utilizado na avaliação. Muitas são as cobranças com relação a contabilidade a custos históricos, mais por parte ‘daqueles’ que se interessam apenas com o futuro sem se incomodarem com a subjetividade e riscos que esse cenário representa. Essa falta de objetividade e planos fundamentados nas avaliações a valores de saída não significa necessariamente que não se possa trabalhar com esses valores, ou a sua adoção, não deve implicar no abandono dos valores de entrada, ao contrário, valores de saída na tomada de decisão podem e devem ser considerados. CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 20 4 CONCLUSÕES O presente estudo discutiu questões relacionadas com mensuração de valor, conceitos de ativo e mensuração de valor do ativo. Especificamente o estudo tratou de particularizar a mensuração de um bem do ativo imobilizado (veículo de uso). Os elementos sugestivos advindos na utilização de análise estatística em torno dos métodos de mensuração de ativos a valores de entrada e saída para o processo decisório do gestor são: a) o valor do custo histórico encontra-se mais próximo da média e da mediana nos valores de entrada; b) o valor do custo equivalente corrente de caixa está mais próximo da média e da mediana nos valores de saída; c) os valores de entrada estão menos dispersos (afastados) de sua média em relação aos valores de saída. Os valores de saída apresentam menos objetividade na determinação dos diversos custos que o compõem, haja vista a falta de materialidade na determinação de valores. Os elementos possíveis que devem ser considerados de acordo com as várias abordagens contábeis, observados quanto a decisão operacional, os valores de entrada são mais apropriados devido a prudência como base dos princípios fundamentais de contabilidade e teoria contábil. Sob a ótica gerencial, os valores de saída merecem considerações apesar de não possuírem aderência física, pois a forma de trazer os valores projetados ao presente, nada mais é que utilizar os valores históricos da data. Futuro e transações não ocorridas não terão significado se considerações incertas como inflação e mercados não forem levados em conta. Existe uma grande diferença em avaliar as transações ocorridas e aquelas que se espera ocorrer. A perspectiva temporal é carregada de responsabilidades precisando ser definida a quem atribuí-las. Além de todos esses valores (entrada e saída) é preciso considerar que todo veículo ao ser adquirido (custo histórico) tem um custo de oportunidade, mas as considerações de oportunidade foram deixadas como viés para pesquisas que poderão surgir, sem, contudo, descartá-las no momento da decisão. CHACON, M. J. M. ; SILVA, M. C. ; RIBEIRO FILHO, J. F. . Uma abordagem das técnicas de mensuração de ativos tangíveis a partir de uma análise estatística.. In: X SEACON-Seminário Acadêmico de Contabilidade., 2005, Petrolina. X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005. 21 Diante de tais considerações, o estudo atingiu seus objetivos ao enaltecer a relação das disciplinas da Teoria da Contabilidade e a Estatística, especialmente em fornecer subsídios conceituais para a reflexão no ensino de conteúdos de Contabilidade Introdutória e Análise Contábil. Não podemos deixar de ressaltar a complexidade existente em mensurar um ativo. Os valores são sempre probabilísticos, não existe um processo ainda considerado inquestionável na atribuição de valores. Desse modo, ficam as sugestões de estudo sobre o tema aqui abordado e o desafio para os pesquisadores encontrarem um método mais adequado possível de mensurar contas do ativo. REFERÊNCIAS ARAÚJO, Adriana Maria Procópio de; ASSAF NETO, Alexandre. A contabilidade tradicional e a contabilidade baseada em valor. Revista Contabilidade & Finanças – USP. São Paulo, nº 33, p. 16 – 32, setembro/dez. 2003. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação: referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2002. _______. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos – apresentação. Rio de Janeiro, 2002. _______. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos – apresentação. Rio de Janeiro, 2002. BEUREN, Ilse Maria. Como elaborar trabalhos monográficos em contabilidade. Teoria e prática. 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X SEACONSeminário Acadêmico de Contabilidade., 2005.