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ASPECTOS DAS ATIVIDADES DE ESTUDO DO MEIO REALIZADAS PELO
PIBID-BIOLOGIA COM ALUNOS DO ENSINO MÉDIO DO MUNICÍPIO DE
ITABAIANA – SE
GT1 - Espaços educativos, currículo e formação docente (saberes e práticas)
Simone Marcela dos Santos Souza*
Brenda Libório Prado Moraes da Motta**
Fernanda Tatiane dos Santos Reis***
Iris Rianne Santana Alves****
Maria Aldenise Xavier*****
Paulo Sérgio Maroti******
RESUMO
O presente trabalho discute os aspectos principais das atividades realizadas no decorrer do Projeto “O
que tem na água que você bebe?”, desenvolvido pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a
Docência (PIBID/BIOLOGIA) com alguns alunos do Colégio Estadual “Murilo Braga” (CEMB),
Itabaiana/SE. O objetivo principal do projeto consistiu em iniciar os alunos da educação básica nas
metodologias científicas e ao mesmo tempo propiciar o contato dos graduandos participantes do
PIBID/BIOLOGIA com a prática educativa. As atividades foram desenvolvidas em três etapas
constando de discussão teórico/prática referentes a temática da água, realizada na própria instituição
de ensino; a Estudo do Meio ou aula de campo realizado no corpo d’água Açude da Marcela; e análise
dos resultados obtidos a partir da tabulação dos dados coletados.
Palavras chave: ensino de ciências, percepção ambiental, metodologias de ensino.
RESUMEN
Este documento analiza los principales aspectos de las actividades realizadas durante el proyecto
"¿Qué hay en el agua que bebes?" desarrollado por el proyecto de formación de nuevos maestros
(PIBID / BIOLOGÍA) con algunos estudiantes de del colegio provincial "Murilo Braga", Itabaiana SE. El principal objetivo del proyecto fue iniciar a los estudiantes del ensino medio y educación básica
en los métodos científicos y para proporcionar el contacto de estos que participan de la práctica
educativa. Las actividades desarolladas se llevaron a cabo en tres fases que consiste: 1) discusión
teórica y práctica en relación con el tema del agua; 2) la aplicación de la metodología o las charlas de
campo y estudios ambientales en la presa de Marcela (Itabaiana - SE); 3) análisis de los resultados.
Palabras clave: enseñanza de la ciencia, percepción medioambiental, metodologías de la enseñanza.
_______________________
*
Graduanda em Ciências Biológicas Universidade Federal de Sergipe, Campus Profº. Alberto Carvalho bolsista
do PIBID/BIOLOGIA, instituição de fomento CAPES. E- mail: [email protected].
**
Graduanda em Ciências Biológicas Universidade Federal de Sergipe, Campus Prof. Alberto Carvalho e
bolsista do PIBID/BIOLOGIA, instituição de fomento CAPES. E-mail: [email protected]
***
Bióloga, Universidade Federal de Sergipe (UFS), Campus Alberto Carvalho. E-mail:
[email protected]
****
Graduanda em Ciências Biológicas Universidade Federal de Sergipe, Campus Prof. Alberto Carvalho. Email: [email protected]
*****
Graduanda em Ciências Biológicas Universidade Federal de Sergipe, Campus Prof. Alberto Carvalho e
bolsista do PIBID/BIOLOGIA, instituição de fomento CAPES. E-mail: [email protected]
******
Biólogo, Professor do Departamento de Biociências da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Campus
profº Alberto Carvalho. E-mail: [email protected]
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INTRODUÇÃO
É fato que o contato do educador com metodologias inovadoras no ensino
possibilitará novos caminhos para sua formação que irão fomentar novos olhares e práticas no
trabalho deste profissional, principalmente aquele recém-ingressante na profissão da docência.
O pensamento inovador consiste na construção de uma nova visão quanto a
forma de ensinar. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências Naturais
(1998), durante a promulgação das Leis de Diretrizes e Bases da Educação de 1961, o papel
do educador consistia na transmissão dos conhecimentos por meio de aulas expositivas.
Nesse contexto, o ensino de Ciências Naturais era visto como um saber neutro
e a verdade científica tida como inquestionável. Influenciado pelo movimento da Escola Nova
a proposta de renovação do ensino torna-se uma forte tendência. “Os objetivos
preponderantemente informativos deram lugar a objetivos também formativos. As atividades
práticas passaram a representar importante elemento para compreensão ativa dos conceitos.”
(BRASIL, 1998, p.19).
O desenvolvimento de atividades práticas passa a ter nesse momento um
importante papel nos projetos de ensino como também nos cursos de formação dos
professores. Oportunizando ao aluno, assim como ao professor, de vivenciar os métodos
científicos à partir da observação direta dos fenômenos.
Atualmente observa-se no âmbito educacional a intensificação da busca por
novas metodologias de ensino, as quais possam servir como auxílio para aprendizagem de
crianças e jovens, diante das intempéries vivenciadas na maioria das instituições de ensino
público do país, que na prática, ainda cultivam o caráter puramente tradicional na forma de
ensinar.
Para que as aplicações de metodologias educativas ocorram de forma positiva é
necessário ressaltar a importância do contexto vivenciado pelos agentes envolvidos no
processo de ensino, buscando manter o olhar atento e reflexivo de que para efetivação da
aprendizagem. Cabe destacar que não vão existir receitas prontas, nem modelos perfeitos a
serem seguidos.
Nesse sentido é importante que o profissional de ensino esteja apto a perceber
as diversas vertentes que envolvem a aplicação de determinada metodologia como também
que se mantenha atento a necessidade constante de adequações as quais a mesma está
submetida.
Diante do quadro apresentado, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a
Docência (PIBID) do curso de Ciências Biológicas de Itabaiana-SE, teve dentre seus objetivos
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principais aproximar os licenciandos de metodologias que buscam aliar teoria a prática e, de
alguma forma facilitar o entendimento dos conceitos científicos de maneira contextualizada
através da realização de atividades educativas visando a iniciação dos alunos da educação
básica nas metodologias científicas.
Na tentativa de consolidar seus objetivos o PIBID/BIOLOGIA/ITABAIANA
aliou as metodologias do Estudo do Meio (EM) ou Aula de Campo (AC) a transposição
didática em um projeto educativo de cunho transdisciplinar.
Sorrentino & Lestinge (2008), conceituam o EM como uma atividade dirigida
em que se utiliza determinado local/entorno/paisagem para se aprofundarem conceitos e
conteúdos geralmente relacionados com o currículo escolar. Ainda nesse sentido, sugerem a
inclusão dessa atividade num projeto – pedagógico, pois consideram que um EM
comprometido e bem estruturado, promove um contato entre os participantes, a realidade e o
entorno.
Marandino (2004), considera que a transposição didática refere-se, para fins de
aprendizagem, a modificação do saber e isso pode ser feito de uma forma simplista suprindo a
dificuldade quando ela aparece, ou através de uma reorganização do saber, de uma verdadeira
refundação dos conjuntos de conteúdos.
O EM aliado a transposição didática torna-se uma metodologia que oportuniza
ao educando ser o sujeito ativo no processo de construção e compreensão dos conhecimentos
científicos e contrapõe-se ao ensino puramente tradicional ou educação bancária, no qual o
educando é visto simplesmente como um depósito de informações as quais são absorvidas
através dos sentidos.
Como toda atividade dirigida, o EM exige determinação e elaboração dos
processos a serem desenvolvidos “para que o trabalho de campo ou excursão tenha
significado para aprendizagem, e não apenas como uma atividade de lazer é importante que o
professor tenha clareza dos diferentes conteúdos e objetivos que se pretende explorar.”
(Brasil, 1998, 126).
Para um melhor aproveitamento na realização de projeto educativo com
realização de atividade de EM sugere-se a determinação de temas transversais de relevância
social o que possibilita a realização da transposição dos conteúdos científicos pelas diversas
disciplinas do currículo escolar ampliando a visão crítica dos alunos quanto a realidade
observada e rompendo com a principal característica do ensino tradicional a dissociação entre
os conteúdos ensinados.
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Nesse sentido o estudo da problemática ambiental da água, a partir do EM
auxilia na transposição didática e devido a seu caráter transdisciplinar serve como ferramenta
facilitadora para as discussões a respeito da compreensão do homem como integrante do meio
ambiente.
Una enseñanza cuidadosa de los métodos y la ciencia geográfica puede,
pues, ofrecer a la escuela una base racional de respeto al ambiente. Pero no
es lo único; biología, psicologia, historia, zoología, botánica, sociología, etc.,
pueden coincidir com ella. (DEBESSE- ARVISET, 1983, p.34)
Ainda nesse sentido, Sorrentino & Lestinge (2008), consideram que EM pode
contribuir para a formação mais integral do indivíduo, quando se propõe um olhar cuidadoso e
atento para o que está a volta para compreensão e discussão da realidade e do entorno.
Diante do embasamento bibliográfico acima apresentado, o presente trabalho
tem como objetivo apresentar os principais aspectos das atividades de Estudo do Meio
realizadas pelo PIBID/BIOLOGIA/ITABAIANA no decorrer do Projeto “O que tem na água
que você bebe?” com alunos do ensino básico do mesmo município, ao corpo d’água Açude
da Marcela, visando a iniciação dos mesmos nas metodologias científicas.
METODOLOGIA
As atividades de Estudo do Meio foram desenvolvidas com um grupo de seis
alunos do Colégio Estadual “Murilo Braga” (CEMB) de Itabaiana-SE, então participantes do
Projeto “O que tem na água que você bebe?”.
O passo inicial para efetivação da atividade consistiu em parcerias entre o
PIBID/BIOLOGIA, a direção do CEMB e a Secretaria Estadual da Educação (SEED),
principalmente no que se refere a aquisição de transporte e a disponibilidade do espaço da
instituição para realização de discussões teóricas-práticas com os alunos.
Aliado a isso foram desenvolvidas atividades primárias com os discentes
visando a sensibilização destes quanto a importância de estarem participando do projeto,
sendo necessárias discussões aprofundadas quanto aos objetivos e a corresponsabilidade dos
mesmos nesse processo.
Todas as atividades ligadas ao EM e estudo de campo tiveram prévios
esclarecimentos sobre os cuidados para a realização destas atividades (roupas, formas de
comunicação interpessoais adequadas em trilhas e matas, coleta e armazenamento de espécies
e dados).
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O local determinado para realização do estudo também teve de ser
exaustivamente estudado pelos monitores (licenciandos) para depois ser definido como foco
das visitas do projeto: o Açude da Marcela situado no próprio município de Itabaiana-SE
(Figura 1).
O barramento do corpo d'água para estruturação do Açude da Marcela foi
construído nos anos cinquenta visando seu uso para o fornecimento de água para a irrigação
de culturas olerícolas e que, nos dias atuais, apresenta água qualidade imprópria (Classe 4/
Resolução CONAMA n. 20, 18/06/86), somente permitida para o uso para a navegação,
harmonia paisagística e usos menos exigentes, em função dos despejos de esgoto doméstico e
industrial descartados no reservatório sem nenhum tratamento prévio.
Figura 1: Fotografia do Açude da Marcela, retirada por um
dos alunos durante o EM.
Durante a fase de planejamento da realização das atividades foi determinado
que as análises seriam realizadas em três pontos do Açude da Marcela com características
diferenciadas, visando ampliar as variáveis durante a realização do EM.
Desse modo, a primeira atividade de EM buscou a aproximação dos educandos
do ambiente de estudo, consistiu da percepção ambiental que de acordo com Whyte (1977),
refere-se ao conjunto de processos (sensitivos, cognitivos e atitudinais) através dos quais o
homem individual ou coletivamente conhece seu entorno e se predispõe a atuar sobre ele.
Os alunos foram divididos em dois grupos que munidos de fichas de campo e
câmeras fotográficas foram instruídos a observar e registrar as características do ambiente
como: detalhes da fauna e flora do corpo d'água, presença ou não de resíduos, condições
climáticas, fluidez da água entre outros.
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Figura 2: Fotografia tirada por um dos alunos mostrando dois momentos da
primeira atividade de EM.
Durante a atividade foram coletadas e discutidas percepções prévias dos alunos
referentes a alguns conhecimentos científicos dentre os quais sua localização, tendo sido
utilizado uma carta de relevo (escala 1:60.000)
e bússola para determinação do norte
geográfico na atividade.
A segunda atividade de EM, consistiu do aprofundamento dos estudos
referente aos aspectos físico- químicos da água (pH, condutividade, nitrato, fosfato, entre
outros) e do ambiente, como
umidade relativa do ar (UR), temperatura do ar e da
água.(Figura 3)
.
Figura 3: Imagens de alguns momentos da aula de EM.
Para a realização dessa atividade, foram utilizados os seguintes materiais:
Ecokit (www.alfakit.com.br), kit educativo composto por frascos, reagentes, fita de pH e
outros materiais necessários para análises físico-químicas; ficha de campo na qual os alunos
realizaram as
anotações dos dados coletados durante o campo; equipamentos como
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anemômetro, oxímetro, condutivímetro, pHmetro, termômetro, psicrômetro, bússola, GPS e
máquina fotográfica. Além de luvas; piceta com água destilada; béquer da 1000 mL; papel
toalha; garrafas PETs e bolsa plástica para descarte. (Figura 4)
Figura 4: Materiais utilizados para as coletas de dados físico – químicos e de
estudo da paisagem: a) visão geral de todo equipamento; b) material de
apoio (água destilada e reagentes); c) material de apoio (picetas e ficha); d)
oxímetro.
Inicialmente os alunos, supervisionados pelos monitores, realizaram a coleta
dos dados no ponto 1. No decorrer da realização de cada coleta eram discutidos os conceitos
científicos envolvidos em cada processo.
As primeiras análises feitas pelos alunos na atividade de EM refere-se à
localização e as coordenadas geográficas com a utilização do GPS, bússola e biruta;
velocidade do vento utilizado o anemômetro, temperatura do ar e a medida da UR com
utilização do psicrômetro.
Posteriormente foram realizadas as análises físico-químicas da água. Após
explicação prévia, uma dupla de alunos foi orientada a coletar a amostra de água do Açude da
Marcela, a qual foi colocada em um béquer e com o termômetro mediu-se a temperatura da
água. Em seguida foi realizada a medida de pH com auxílio da fita e do pHmetro, medidas
estas que foram realizadas por outros dois alunos.
O passo seguinte constou da observação das medidas dos índices de oxigênio
dissolvido e condutividade as quais foram realizadas com o oxímetro e condutivímetro.
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Realizou-se nos ponto 2 e ponto 3 as mesmas na análises do ponto 1. Com
alternância dos alunos na realização das tarefas. A cada mudança de ponto os alunos eram
orientados sobre os procedimentos a serem desempenhados.
RESULTADOS OBTIDOS
A primeira atividade de EM para analise da paisagem possibilitou a observação
da reação dos educandos diante da aplicação de uma nova metodologia de ensino como o EM,
sendo perceptível o desconforto por parte de alguns alunos residentes na zona urbana de
adentrarem ambientes não urbanizados.
Destaca-se também que os alunos oriundos da zona rural interagiram de forma
positiva diante da metodologia adotada, possivelmente devido a identificação com ambiente o
qual faz parte de cotidiano.
A partir das análises dos dados das fichas de campo utilizadas durante o
primeiro EM para análise da paisagem, obteve-se dados referentes as ações antrópicas no
corpo d’água como agricultura, pecuária, pesca e observação de resíduos às margens do corpo
d'água estudado.
Os registros fotográficos da paisagem feitos pelos alunos retratam aspectos de
um problema ambiental real, o que possibilitou aos mesmos a associação direta entre o
conteúdo estudado e a realidade vivenciada. (Figura 5)
Figura 5: Registros fotográficos realizados pelos alunos durante
atividade de EM: a) Agricultura; b) Presença de macrófitas aquáticas
(Eichornia crassipes); c) Presença de resíduos sólidos às margens do
corpo d'água; d) utilização de agrotóxicos.
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A atividade de EM para análise dos aspectos físico-químicos da água foi
bastante produtiva do ponto de vista didático, pois facilitou aproximação dos alunos com
materiais e métodos científicos tratados de forma tão superficial nas aulas teóricas na escola.
Neste momento foi possível a visualização/participação de práticas
laboratoriais e também, o contato dos alunos com conceitos muitas vezes somente vistos e
estudados segundo eles “para se tirar nota e passar na disciplina”. Através das práticas podese verificar, por exemplo, o que um pH ácido pode ocasionar para a biodiversidade de peixes
e organismos aquáticos do corpo d'água estudado.
Além disso, durante a tabulação dos dados foi perceptível o bom desempenho
dos alunos principalmente no aspecto referente a associação entre a teoria e a prática,
demonstrando a eficácia da utilização do EM na transposição de conteúdos científicos. (tabela
1)
Tabela 1: Tabulação realizada pelos alunos, referente aos dados obtidos durante o EM.
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CONCLUSÃO
O Estudo do Meio aliado a transposição didática mostrou-se eficaz no
desenvolvimento de atividades que visam a aprendizagem de conhecimentos científicos de
maneira contextualizada a partir da observação do entorno.
A partir das observações realizadas durante as análises de percepção ambiental
no Açude da Marcela percebeu-se o expressivo distanciamento entre alguns alunos e o
ambiente. Esse distanciamento ocorre divido ao modelo social empregado nos dias atuais o
qual gera pessoas aceleradas e sem tempo para observar o seu entorno o que constitui um
grande problema. Observa-se desse modo, a importância do desenvolvimento de projetos
educativos com a utilização de metodologias, como as apresentada, que visem a aproximação
dos alunos da realidade.
Desse modo, a aliança entre teoria e prática conduziu todos os envolvidos no
projeto a uma esfera ampla do conhecimento, pois as trocas de experiências e a vivência de
um estudo bem conduzido começa aos poucos produzir frutos tanto para aprendizagem como
para a construção da identidade cidadã.
As vantagens da utilização do EM como metodologia educativa são percebidos
quando os alunos passam a interligar os conteúdos através da observação direta dos
fenômenos, nesse instante torna-se preceptivo a transposição didática ocorrendo de forma
contextualizada.
Sugere-se desse modo, que atividades aqui descritas sirvam como incentivo
para os profissionais da educação que desejam desenvolver atividades inovadoras como as
apresentadas. Sendo o papel principal da educação a formação do cidadão, o estudo do meio
ao qual o indivíduo se insere não constitui um complemento, mas uma importante ferramenta
para o ensino.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: Ciências Naturais. Secretaria de Educação
Fundamental. Brasilia. MEC/SEF, 1998.
DEBESSE-ARVISET M. L. El Entorno en la Escuela: Una Revolucion Pedagógica.
Didatica de la geografia. Tercera edidición. Barcelona, 1983.
MARANDINO, M. Transposição ou recontextualização? Sobre a produção de saberes na
educação em museus de ciências. Revista Brasileira de Educação. Universidade de São
Paulo, Faculdade de Educação, Nº 26, 2004.
SORRENTINO, M. & LESTINGE, S. AS CONTRIBUIÇÕES A PARTIR DO OLHAR ATENTO:
ESTUDOS DO MEIO E A EDUCAÇÃO PARA A VIDA. REVISTA CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO, V.14.N. 3
P.601-19, 2008.
WHYTE, A. Guidelines for field studies in environmental perception. MAB technical
notes ; 5. Paris : Unesco, 1977, 117 p.
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