Book de Investimentos
Vetor Norte
Book de Investimentos
Vetor Norte
Setembro 2013
Disclaimer
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1. O presente documento, Book de Investimentos, foi elaborado pela Investor Consulting Partners (“Investor”),
de acordo com a solicitação do Sra. Júlia Caiado e da Sr. Eder Campos, representantes da Associação dos
Desenvolvedores do Vetor Norte (AV Norte) para a elaboração de um relatório voltado para a divulgação das
oportunidades de investimento da região.
2. Todas as informações apresentadas neste documento foram coletadas de fontes confiáveis até 30 de
setembro de 2013.
3. A Investor não realizou verificação independente dos dados coletados, não pode atestar por sua veracidade ou
suficiência, nem tampouco assegurar a ocorrência das projeções aqui apresentadas.
4. A Investor declara que não possui informações privilegiadas a respeito do Vetor Norte, tampouco cotas, ações,
ou participação nos empreendimentos da região, ou qualquer tipo de informação que possa vir a
comprometer a imparcialidade da Investor na elaboração deste Book.
5. Todos os custos referentes à elaboração deste documento foram pagos pela AV Norte.
________________________________________
Lucas Vidigal
Diretor Técnico
Investor Consulting Partners
Alameda da Serra, 119, 12º andar - CEP 34000-000 - Belo Horizonte - MG - Brasil +55 (31) 2127-2270 - www.investorcp.com
Avenida da Marginal, 4159 - Maputo - Moçambique +258 (84) 951-9413 - www.investormz.com - [email protected]
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Índice
I – Introdução ao Book .............................................................................................................................2
II – O ambiente para investimentos no Brasil............................................................................................3
2.1 Introdução ............................................................................................................................................. 3
2.2 Indicadores econômicos ......................................................................................................................... 4
2.3 Setores de destaque ............................................................................................................................... 9
III – O Vetor Norte ..................................................................................................................................23
3.1 Introdução ........................................................................................................................................... 23
3.2 Visão geral do ambiente econômico ..................................................................................................... 33
3.3 Empreendimentos e Oportunidades ..................................................................................................... 35
IV – Parecer da Investor .........................................................................................................................70
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I – Introdução ao Book
O presente Book de Investimentos foi desenvolvido pela Investor Consulting Partners a pedido da
Associação dos Desenvolvedores do Vetor Norte (AV Norte) com o objetivo principal de compilar, em um só
documento, as oportunidades geradas pelo desenvolvimento do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo
Horizonte e os empreendimentos já realizados ou em fase de impolantação na região.
O Vetor Norte é uma das regiões identificadas no Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI) do
Governo do Estado de Minas Gerais, elaborado para possibilitar o desenvolvimento planejado da Região
Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Dentre as regiões previstas no PDDI, o Vetor Norte é, seguramente, a
que mais tem recebido investimentos do Governo Estadual nos últimos anos, contando com algumas das maiores
obras do estado, como a Linha Verde, a Cidade Administrativa e as reformas do Aeroporto Internacional Tancredo
Neves (AITN), dentre outras.
De acordo com o PDDI, cada Vetor deve receber incentivos para o desenvolvimento sustentável de sua
economia de acordo com a vocação de cada região, gerando assim novas centralidades, ou seja, cidades que
atuam como centros regionais atraindo pessoas e investimentos dos municípios vizinhos. No caso do Vetor Norte,
o principal eixo de desenvolvimento é o AITN e a concretização de um grande projeto ao seu redor: a
Aerotrópole. Este conceito, cunhado por John Kasarda – renomado consultor no setor de aviação – consiste
basicamente no desenvolvimento de uma metrópole em torno de um aeroporto internacional atuando como seu
grande vetor de crescimento econômico e social.
A fim de apresentar o estágio de desenvolvimento do Vetor Norte, foram realizadas pesquisas junto ao
Governo do Estado de Minas Gerais, instituições de pesquisa nacionais e internacionais e a iniciativa privada. Os
dados coletados foram então analisados e tratados para apresentação no Book. Contudo, não foram realizadas
verificações independentes dos dados coletados e a Investor não pode atestar por sua veracidade ou suficiência,
e não pode garantir a ocorrência das projeções citadas.
A primeira seção do documento se encarrega de caracterizar o contexto econômico vivido pelo Brasil e o
cenário macroeconômico no qual o Vetor Norte será tratado. Aqui, são analisados alguns dos principais
indicadores econômicos brasileiros, como inflação, taxa básica de juros, desemprego e câmbio, para citar alguns.
A segunda seção entra mais a fundo no Vetor Norte e, com menor ênfase, na economia mineira, citando as
características mais relevantes de cada uma das cidades da região e identificando os seus principais
empreendimentos.
Finalmente, ao se analisar o Book, é possível compreender os planos do Governo do Estado para o Vetor
Norte e todo o potencial econômico existente na região, bem como comparar o que já é realidade em cada uma
das cidades que compõem o Vetor Norte. Por um lado, pode-se perceber que a região já conta com grandes
empresas e empreendimentos de alto nível em diferentes setores econômicos. Por outro lado, tendo em vista o
potencial proporcionado pelo PDDI e os investimentos já em andamento, pode-se concluir que as oportunidades
da região ainda mal começaram a ser descobertas pela iniciativa privada.
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II – O ambiente para investimentos no Brasil
2.1 Introdução
Os indicadores de atividade econômica, nos primeiros meses de 2013, reforçaram o quadro de crescimento
moderado que se observa desde meados do ano passado. O crescimento de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB)
no primeiro trimestre do ano, em comparação ao trimestre imediatamente anterior, acabou ficando abaixo das
expectativas. Porém, o desempenho do segundo trimestre já reflete a recuperação da atividade econômica do
país, com um crescimento de 1,5% do PIB, frente aos três primeiros meses do ano, superando as expectativas do
mercado e favorecendo um melhor cenário para as empresas e consumidores.
Alguns aspectos pontuais, como clima mais propício e câmbio depreciado, favoreceram a recuperação da
produção agropecuária e industrial, no final do 2º semestre, reduzindo a dependência do setor de serviços. Do
lado da demanda, os investimentos tiveram maior relevância do que os gastos do governo e o consumo das
famílias. O cenário positivo é reforçado pelo crescimento da produtividade e pela situação do mercado de
trabalho, no qual a taxa de desemprego atinge seus níveis mais baixos da série histórica recente, e os salários
continuam crescendo acima da inflação, ainda que o ritmo de criação de empregos tenha diminuído
sensivelmente.
O crescimento do PIB, no primeiro semestre de 2013, esteve concentrado no investimento, com alta de
6,0%, em contraste um crescimento mais moderado do consumo das famílias (alta de 2,2%) e do consumo do
governo (alta de 1,3%), havendo ainda contribuição negativa do setor externo, com um aumento das
importações, frente a uma virtual estabilidade das exportações.
Alguns indicadores industriais levam a crer em uma expansão moderada e ainda sujeita a flutuações ao
longo do ano, mas com tendência positiva. A produção industrial acumula crescimento de 1,6% no período
janeiro-abril, em relação ao mesmo período do ano passado, com expansão de 2,1% da indústria de
transformação, de acordo com dados do Ipea. O número da indústria geral só não foi melhor em virtude da
retração de 6,5% da indústria extrativa mineral, reflexo, principalmente, da queda de produção de petróleo,
evento que não deverá se repetir novamente em 2013. É especialmente notável o desempenho do setor de bens
de capital, cuja produção teve alta de 13,4% no período janeiro-abril. Este número, no entanto, deve ser visto
com cautela, tendo em vista a base de comparação atipicamente baixa.
A situação atual está longe de apresentar qualquer risco imediato para o equilíbrio externo, em vista da
manutenção de vultosos influxos de capital, suficientes para financiar com folga o déficit, e considerando o
volume elevado de reservas acumuladas. Nesse sentido, o movimento recente de desvalorização do real ante o
dólar reflete uma alteração da alocação do portfólio de investidores internacionais, em vista de uma possível
modificação da trajetória de política monetária nos Estados Unidos, sinalizada pelo Federal Reserve (Fed) – o
Banco Central americano – e precocemente precificada pelos mercados, o que impactou as cotações das moedas
em todo o mundo.
Com relação às projeções, existem divergências entre os cenários oficiais e aqueles traçados pelos
principais analistas do mercado. Para estes, a expectativa é que a taxa de câmbio se mantenha em um patamar
depreciado no curto prazo (até o final de 2013), em torno dos R$/US$ 2,25. No longo prazo, contudo, a diferença
de produtividade entre as duas economias favorece a tendência de desvalorização do real frente ao dólar. Quanto
à inflação oficial, as projeções dos analistas apontam para um IPCA mais próximo de 6% ao ano em 2013 e um
pouco melhor em 2014. Ainda segundo o mercado, o desemprego deve se manter estável, frente a uma
desaceleração da criação de empregos ao longo do segundo semestre de 2013. Em termos gerais, acredita-se que
a economia brasileira tenha um desempenho ligeiramente superior em 2014, frente a 2013, em linha com uma
recuperação da atividade econômica global, especialmente dos Estados Unidos, União Europeia e China.
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2.2 Indicadores econômicos
PIB:
A expansão do PIB brasileiro será mais forte a partir do
2º semestre de 2013 e ao longo de todo o ano de 2014,
acompanhando uma provável melhora no cenário
internacional. De acordo com o Relatório Focus do dia 23 de
agosto de 2013, divulgado pelo Banco Central (Bacen),
espera-se que o PIB cresça 2,21% em 2013 em relação ao ano
anterior. Já para 2014, o crescimento esperado é de 2,50%,
impulsionado, principalmente, pela demanda doméstica.
Composição do PIB
De forma geral, o crescimento dos países emergentes
será superior ao dos países desenvolvidos até o final da
década. A expansão interna mais significativa requer uma
expressiva recuperação dos investimentos, que diminuíram
em 2012. Isso ocorrerá caso haja uma gradativa redução das
incertezas globais e mantendo-se as perspectivas de
crescimento para China, EUA e Zona do Euro.
O PIB brasileiro deve alcançar, em 2013, US$ 2.456 bilhões, de acordo com o FMI. O setor de serviços segue
sendo o mais representativo da economia brasileira, gerando 68,5% de toda a riqueza produzida internamente,
seguido pela indústria (26,3%) e a agricultura (5,2%).
O PIB per capita, por sua vez, deverá alcançar o patamar de US$ 12.290 em 2013, praticamente estável com
relação a 2012 (US$ 12.078).
PIB Nominal e PIB per Capita
Fonte: International Monetary Fund, World Economic Outlook Database, Abril 2013
INVESTIMENTO DIRETO ESTRANGEIRO (IDE):
Há expectativa de que o volume de IDE no Brasil se eleve no 2º semestre de 2013, recuperando em parte a
dinâmica de 2008. A previsão é de um aumento de 9,4% com relação ao ano passado, chegando a US$ 70 bilhões
até o final de 2013. Para 2014, a previsão é de um crescimento mais modesto. O Credit Suisse, banco suíço de
investimento, acredita que o volume de IDE chegue a US$ 75 bilhões em 2014, em função, principalmente, de
uma atividade global mais aquecida e uma percepção de menor risco de instabilidade global.
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O Brasil se tornou um dos principais destinos de investimentos estrangeiros no mundo, saindo da 21ª
posição dentre os países que mais recebem investimentos em 2006, para a 5ª posição, em 2011. Os setores que
mais têm recebido recursos estrangeiros são aqueles associados ao mercado doméstico (produtos alimentícios e
bebidas, comércio, seguros, previdência e planos de saúde e serviços financeiros) e à produção e extração de
commodities (metalurgia, extração de petróleo e gás natural).
Desde o fim de 2011, a alíquota de IOF e de Imposto de Renda foi zerada para aplicações de estrangeiros
em debêntures de infraestrutura, o que tende a estimular o influxo de mais divisas para o financiamento de obras
de infraestrutura no Brasil. Além disso, no início de junho deste ano, o Governo Federal também zerou o IOF para
aplicações de investidores estrangeiros em renda fixa no Brasil.
Investimento Direto Estrangeiro (IDE) - Valor Nominal (USD Milhões) e Variação Anual (%)
Fonte: Credit Suisse 2012
TAXA DE CÂMBIO:
O volume de divisas ingressando no país seja por IDE, exportações de bens e serviços, ou outros tipos de
aplicações nacionais, tem impactado diretamente o câmbio e favorecido a constituição de reservas
internacionais, que podem ser usadas pelo governo para assegurar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional
(SFN) e financiar investimentos. Tais reservas deverão saltar de US$ 380 bilhões, em 2012, para US$ 415 bilhões
em 2013, chegando a US$ 455 bilhões em 2014 (equivalente a 17% do PIB brasileiro), de acordo com o Credit
Suisse.
A taxa de câmbio refletiu, até o início do ano, o apetite de investidores internacionais pela moeda
brasileira, bem como o efeito de medidas econômicas anticíclicas por parte das autoridades dos principais países
desenvolvidos a fim de reaquecer suas economias após a grave crise financeira de 2008. Ao longo de 2009 até o
final de 2012, o Real se manteve apreciado frente ao Dólar graças, principalmente, às medidas expansionistas
adotadas pelo FED, o Banco Central Americano, além de uma boa dose de pressões especulativas. Porém, nos
últimos 24 meses, a moeda norte-americana voltou a se apreciar frente à brasileira, devido à recuperação da
economia americana e a redução da procura pelo Real.
Mais recentemente, a expectativa de que os ciclos de expansão monetária adotados pelos principais
Bancos Centrais do mundo pudessem estar chegando ao fim, e a consequente realocação de portfólio dos
investidores internacionais, vêm causando uma depreciação do Real frente ao Dólar. A maior produtividade da
economia norte-americana também favorece uma valorização do Dólar no longo prazo.
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Taxa de Câmbio USD / BRL
Fonte: BACEN
De acordo com o Relatório Focus do dia 23 de agosto de 2013, divulgado pelo Banco Central, a projeção da taxa
de câmbio para o fim de 2013 é de R$/US$ 2,28, ao passo que para o fim de 2014 está em R$/US$ 2,30. Os
principais determinantes da taxa de câmbio no curto prazo são o Risco País (+), diferencial entre as taxas de juros
reais doméstica e externa (-), aversão ao risco (+) e índice de preço de commodities (-), tendo em vista que o
Brasil é um país exportador de commodities, principalmente minerais.
INFLAÇÃO:
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medida oficial da inflação no Brasil, fechou o ano de 2012
em 5,84%, patamar acima do centro da meta, que é de 4,50%. Para 2013, de acordo com o Relatório Focus do dia
23 de agosto de 2013, divulgado pelo Banco Central (Bacen), o IPCA deve alcançar 5,80% e, em 2014, 5,85%. São
níveis elevados, mas dentro do teto da meta do Bacen, de 6,50%. Dentre alguns fatores que mais pressionam a
inflação, três deles merecem maior atenção: a taxa de câmbio em patamar mais depreciado, maior aceleração da
atividade econômica e uma maior expectativa de inflação em si. Tal cenário de inflação acima do centro da meta
deve permanecer, pelo menos, até 2016, de acordo com estudos do Credit Suisse.
Taxa de Inflação - IPCA (% a.a.)
Fonte: Série Histórica: FMI 2013
Projeções: Relatório Focus 23 de Agosto 2013
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SELIC:
A taxa básica de juros da economia brasileira, a SELIC, vem sofrendo um ciclo de aumentos sucessivos, ao
longo de 2013, após um longo período de cortes findo no ano anterior. Tal ciclo visa conter as pressões
inflacionárias que se mostram persistentes e têm impedido um crescimento mais sustentável da economia
brasileira. De acordo com o Relatório Focus do dia 23 de agosto de 2013, divulgado pelo Bacen, projeta-se que a
SELIC fechará os anos de 2013 e 2014 no patamar de 9,5%. Em tais patamares, volta a ser atrativa para
investidores internacionais, podendo gerar uma apreciação da taxa de câmbio. Novas medidas de desoneração
tributária podem ajudar a manter a SELIC em patamares menores que 9,5%.
Taxa Básica de Juros - SELIC (% a.a.)
Fonte: BACEN
TAXA DE DESEMPREGO:
A taxa de desemprego tende a permanecer em patamares baixos, devido à atividade econômica
aquecida. Em 2013, espera-se que o nível de desemprego caia para 4,8% e, no ano seguinte, para 4,2%. Uma
piora significativa nesse quadro seria esperada apenas em um cenário econômico de forte retração. Em baixos
níveis, a taxa de desemprego acaba por impactar positivamente o consumo interno e a taxa de inadimplência das
famílias brasileiras, cuja expectativa é de queda no ano.
Taxa de Desemprego
Fonte: IBGE – PME
Projeções: Credit Suisse 2012
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CRÉDITO:
O mercado de crédito no Brasil deverá se expandir, respondendo a uma aceleração da atividade econômica
e estimulada pelas políticas para-fiscais do governo de crédito subsidiado, principalmente através de bancos
públicos.
Volume de Crédito, US$ Bilhões
Fonte: BACEN
BALANÇA COMERCIAL:
O saldo negativo da Balança Comercial (exportações menos importações) nos primeiros meses de 2013
reflete alguns movimentos importantes da conjuntura nacional e internacional: a recuperação da economia
doméstica, especialmente o setor industrial, impacta na elevação das importações de matérias-primas e bens
intermediários, inclusive petróleo e derivados; as cotações internacionais das commodities estão com tendência
de redução; e a atividade econômica mundial mantém seu ritmo moderado, dificultando a expansão das
exportações. Além disso, existe ainda o crescimento atípico das importações de petróleo em 2013 causado pelo
registro defasado das compras de 2012, aliado à queda acentuada das exportações do produto por conta da
redução da produção doméstica.
Com a provável recuperação dos níveis de produção e de exportações no segundo semestre de 2013, e
passados os efeitos temporários da mudança no registro das importações de petróleo, a tendência é a melhora
dos saldos com números positivos, mês a mês. Ainda assim, o resultado do ano deverá ser o pior desde o ano
2000, quando a Balança Comercial apresentou um déficit de US$ 718 milhões.
Saldo da Balança Comercial
Fonte: Série Histórica: Credit Suisse
Projeções: Relatório Focus 2013
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2.3 Setores de destaque
SETOR IMOBILIÁRIO:
As perspectivas do mercado imobiliário são bastante favoráveis no país. O Brasil possui a 5ª maior
população do mundo, com cerca de 200 milhões de habitantes e está vivendo o chamado “bônus demográfico”,
período no qual a população economicamente ativa é mais numerosa, o que impacta positivamente a demanda
por imóveis. O crescimento do PIB somado às baixas taxas de desemprego e a melhorias públicas de algumas
cidades, também favorecem o aumento da demanda no setor.
Segundo o Anuário do Mercado Imobiliário Brasileiro 2012, elaborado pela Lopes Inteligência de
Mercado, o Valor Geral de Vendas (VGV) lançado em 2012 foi cerca de R$ 80 bilhões, aproximadamente 7%
menor do que em 2011 (R$ 86 bilhões), demonstrando certa estabilidade no mercado. A amostra do Anuário
2012 foi composta por 1.321 empreendimentos, 2.769 torres e 182.803 imóveis lançados no mesmo ano, por
concorrentes ou pela própria Lopes em 65 municípios e 7 cidades-satélites. Estes dados totalizaram R$ 69 bilhões
de VGV ou 86% do total (R$ 80 bilhões) lançados no país.
Tabela de Empreendimentos Imobiliários
Tipo de
Empreendimento
Nº
Empreendimentos
Residencial Vertical
Torres
Unds Lançadas
VGV (Milhões)
Preço m² (mediano)
1.128
2.539
146.316 R$
55.804 R$
5.110
Comercial
163
195
29.280 R$
11.040 R$
8.460
Flat/Hotel
30
35
6.667 R$
1.321
2.769
182.803 R$
Total
2.063
R$
11.530
68.907 R$
5.590
Fonte: Anuário do Mercado Imobiliário Brasileiro 2012
Em 2012 foram lançados 1.128 residenciais verticais, ante 1.132 em 2011, uma diferença de apenas 1%.
Os empreendimentos comerciais tiveram uma redução mais forte, com um número 15% menor em relação a
2011. O único segmento que teve uma variação positiva foi o número de hotéis/flats, com um aumento de 43%.
O número de unidades lançadas em 2012 foi de 182.803, 15% menor do que as 213.782 unidades de
2011. Já o preço mediano geral de um lançamento teve um aumento de 9% passando de R$ 5.140 para R$
5.590/m². Consequentemente, houve valorização em todos os tipos de empreendimento, sendo a maior alta
referente a hotéis e flats, 15% maior do que em relação a 2011. Residenciais verticais aumentaram 10% e os
comerciais 7%.
Principais Números do Setor / Segmento
Dados
Residencial
% do total
(Residencial)
% do total
(Comercial)
Comercial
Hotéis/Flats
% do total
(Hotéis/Flats)
Empreendimentos
1.128
86%
163
12% R$
30
2%
Torres
2539
92%
195
7% R$
35
1%
146316
80%
29.820
16% R$
6.667
4%
- R$
Unidades lançadas
Unidades, média por empreendimento
VGV lançado
VGV médio por empreendimento
Tíquete médio
130
-
183
R$ 55,8 Bilhões
81%
R$ 11 Bilhões
16%
222
-
R$ 2,1 Bilhões
3%
R$ 49 Mi
-
R$ 68 Mi
R$ 375 Mil
-
R$ 360 Mil
-
R$ 69 Mi
-
-
R$ 307 Mil
-
Fonte: Anuário do Mercado Imobiliário Brasileiro 2012
Players
Cyrela
Considerada uma das melhores incorporadoras do mercado imobiliário brasileiro, possui 50 anos de história com
mais de 200 mil famílias que investiram em seus empreendimentos. Atualmente emprega mais de 10.000
colaboradores e atua em 67 cidades de 16 estados brasileiros. Teve em 2012 um lucro líquido de R$ 571 milhões.
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Gafisa
Fundada em 1954 no Rio de Janeiro, tornou-se no final da década de 80 em Gafisa Imobiliária. Já em 1997, após
uma associação com a GP Investimentos, passou-se a chamar Gafisa S.A. É uma das empresas líderes do mercado
de incorporação e construção no Brasil com foco no mercado residencial. Possui 3 marcas: Gafisa, AlphaVille e
Tenda. É a única incorporadora brasileira com ações negociadas na Bolsa de Nova York.
Brookfield
A empresa é resultado da integração de 3 empresas, Brascan, MB Engenharia e Residential Company, que juntas
formam uma das líderes do mercado imobiliário no Brasil. A Brookfield tem como acionista a Brookfield Asset
Management, gestora global de ativos, que mantém mais de US$ 100 bilhões relacionados ao mercado
imobiliário. Com 110 anos de experiência no Brasil, já entregou cerca de 60 mil imóveis e hoje conta com cerca de
5.500 colaboradores. A companhia apresentou um prejuízo de mais de R$ 160 milhões no 2º trimestre de 2013.
MRV
Sediada em Belo Horizonte, a empresa fundada em 1979 hoje oferece casas em 120 cidades do Brasil. No final de
2012, possuía uma rede de mais de 25.000 colaboradores e quase 40 mil unidades entregues, com um lucro
líquido de R$ 528 milhões.
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SETOR HOTELEIRO:
De acordo com a Jones Lang Lasalle,
consultoria internacional do setor, a oferta
hoteleira no Brasil consiste em 9.861 hotéis e
464.477 quartos (dados de 2012). Apenas 8,3%
dos hotéis, detendo mais de 28,2% dos quartos,
são afiliados a cadeias hoteleiras nacionais ou
internacionais. Os hotéis independentes ainda são
grande maioria no país com cerca de 91,7% do
total de hotéis e 71,8% do total de quartos. Vale
salientar que, de acordo com a metodologia
adotada pela Jones Lang Lasalle, nessa categoria
entram hotéis pertencentes a cadeias nacionais
com menos de 600 quartos.
Fonte: Jones Lang Lasalle
Empregando cerca de 365 mil pessoas e movimentando R$ 20 bilhões por ano, de acordo com a ABIH
(Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), o setor tem grande importância para a economia nacional e passa
por um bom momento. Segundo a Jones Lang Lasalle, o ano de 2012 foi o oitavo ano consecutivo de crescimento
do REVPAR (índice obtido pela multiplicação da taxa de ocupação anual pela diária média) no Brasil, com um
aumento de 8,8% em relação a 2011.
RevPar e Ocupação Média
Fonte: Jones Lang Lasalle
A melhora observada foi impulsionada pelo aumento do preço médio da diária, que foi 15,2% maior do que
2011, já que a taxa de ocupação, outra variável do indicador, foi 5,6% menor que a do ano anterior. O baixo
crescimento da economia em 2012 é apontado como o principal motivo pela queda na taxa de ocupação.
Segmentação
O principal segmento do setor é o de negócios, sendo responsável por aproximadamente 66% da demanda
total dos hotéis, seguido pelo turismo de lazer com menos de 19%. Turismo de eventos, tripulação e outros tipos
completam a lista, porém com menor participação na demanda total do setor.
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12
Diária Média de Hotéis Urbanos por Segmento
Segmento
Diária média acima Diária média entre Diária média abaixo
de R$380
R$220 e R$380
de R$220
Total Hotéis
Urbanos
Negócios
61,40%
67,20%
65,40%
66,00%
Lazer
19,80%
17,70%
19,20%
18,60%
Grupos de Eventos
10,50%
10,30%
9,00%
9,70%
Tripulação
7,10%
2,40%
3,80%
3,30%
Outros
1,20%
2,50%
2,60%
2,50%
Total
100%
100%
100%
100,00%
Fonte: Jones Lang Lasalle
Os hotéis com diária média acima de R$ 380 são considerados de luxo e em geral oferecem todas as
instalações e serviços de alto padrão. Já a faixa entre R$ 220 e R$ 380 são aqueles que incluem instalações e
serviços de padrão médio, oscilando entre 3 e 4 estrelas, dependendo do mercado. Já os hotéis com diárias
abaixo de R$ 220 são considerados econômicos e oferecem instalações e serviços mais simples, enxutos.
Segundo o Anuário do Mercado Imobiliário Brasileiro, 30 empreendimentos foram lançados nos principais
mercados nacionais em 2012, sendo 35 torres, e 6.667 unidades, totalizando um VGV de R$ 2,1 bilhões. O
Sudeste concentra 72% dos empreendimentos do setor.
Origem dos Hóspedes
Em 2012, o Brasil recebeu cerca de 5,7 milhões de turistas estrangeiros, um número 4,5% maior do que
em 2011 segundo a Jones Lang Lasalle. Já o percentual de hóspedes estrangeiros no total da amostragem dos
hotéis urbanos foi de apenas 15,4%, sendo o restante de brasileiros. Nos hotéis com diária média acima de R$
380, os estrangeiros representam pouco mais que um terço (34,1%) dos hóspedes. Já nos hotéis com diária média
entre R$ 220 e R$ 380, essa proporção cai para aproximadamente um quinto do número total de hóspedes. Na
categoria econômica, com uma diária média abaixo de R$ 220, a participação de estrangeiros é ainda menor,
representando pouco mais de 10% da ocupação total dos hotéis.
Origem dos Passageiros por Segmento
Fonte: Jones Lang Lasalle
De acordo com o Ministério do Turismo, o volume de turistas estrangeiros tem evoluído muito pouco no
Brasil nos últimos anos. Estima-se que este número tenha crescido apenas 6,5% entre 2005 e 2012, um
crescimento médio anual inferior a 1%.
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Milhões de Turistas Estrangeiros no Brasil
Fonte: Ministério do Turismo
Players:
Accor
A Accor, líder de mercado na Europa, possui mais de 3.500 hotéis e 450.000 quartos ao redor do mundo, estando
presente em 92 países e nos 5 continentes. Há 45 anos no mercado, tem 160.000 empregados e sua receita
consolidada em 2012 foi de € 5,6 bilhões. No Brasil, a Accor possui 150 hotéis e pretende até 2016 abrir mais 100,
totalizando 250, com investimentos na ordem de US$ 1,5 bilhão. Especificamente para a Copa do Mundo de
Futebol da FIFA em 2014, o grupo Accor pretende investir R$ 522,5 milhões em 23 hotéis nas 12 cidades-sede do
evento.
Atlantica
A Atlantica Hotels International é a maior administradora hoteleira independente multimarcas da América do Sul.
Possui mais de 75 hotéis, em 10 bandeiras divididas em 4 segmentos: Econômico, MidClass, Superior e Luxo. Com
um faturamento de R$ 700 milhões em 2012, segundo a Istoé Dinheiro, a rede pretende dobrar o seu tamanho
até 2016 com investimentos de R$ 3,5 bilhões, especialmente em cidades interioranas.
BHG
A BHG - Brazil Hospitality Group é a terceira maior rede hoteleira do país e se tornou a primeira companha
brasileira operando no segmento imobiliário especializada em hotelaria com foco em turismo de negócios. Foi
também a primeira empresa do setor listada no Novo Mercado da BM&F BOVESPA. Surgindo em 2009, foi
inovadora ao atuar com administração e aquisição de hotéis de terceiros, desenvolvimento e construção de
hotéis 3 e 4 estrelas. Possui contrato de exclusividade com a Golden Tulip Hospitality Group, permitindo o uso das
marcas Royal Tulip, Golden Tulip, Tulin Inn, além do Soft Inn.
A BHG encerrou o primeiro semestre de 2013 com um total de 8.691 quartos em operação, distribuídos em 49
hotéis, sendo 16 hotéis próprios, 26 de terceiros e 7 com participação mista, além de outros 3 hotéis através de
participação minoritária. Até o final de 2015, o objetivo é estar com 13.077 quartos sob gestão, distribuídos por
69 hotéis. Em 2012 sua receita operacional bruta foi de R$ 245,9 milhões.
Blue Tree
A Blue Tree Hotels é uma rede brasileira de hotéis lançada em 1997, com sua sede em São Paulo, atualmente com
24 hotéis em 15 cidades. Administrando as marcas Blue Tree Park, Blue Tree Premium, Blue Tree Towers e Blue
Tree Hotel, a rede teve um faturamento em 2012 de mais de R$ 325 milhões, 27,5% a mais que os R$ 255,4
milhões de 2011, um índice três vezes maior que o crescimento do setor no ano passado.
À parte dos 1.019 quartos somados ao inventário da rede em 2012, mais 5 contratos foram assinados relativos a
empreendimentos com inauguração prevista para o período de 2014 e 2016, somando então 1.340 novos
apartamentos à Blue Tree.
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SETOR EDUCACIONAL:
A educação no Brasil vem evoluindo consideravelmente nos últimos anos, segundo alguns indicadores do
setor. De acordo com o PNAD 2011, (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo em 2011 foi de 8,6% na população com mais
de 15 anos de idade, 1,1 ponto percentual menor que o resultado de 2009. Quase 27% do total de analfabetos
estão na faixa etária acima de 40 anos de idade.
O volume de investimentos públicos em educação gira em torno de 6,09% do PIB em todos os níveis de
ensino, sendo a educação básica o principal destino deste volume com mais de 83% do investimento total ou
5,1% do PIB. Número 11% maior do que os investimentos totais em educação em 2008. Para a educação superior,
apenas 1% do PIB, ou pouco mais de 16% do total, é destinado a este nível de ensino.
Investimentos Públicos em Educação por Nível de Ensino (% sobre o PIB)
Ano
Total Investimento
Educação Infantil
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Educação Superior
2008
5,49%
0,41%
3,41%
0,79%
0,87%
2009
5,72%
0,40%
3,63%
0,77%
0,91%
2010
5,81%
0,45%
3,57%
0,87%
0,92%
2011
6,09%
0,54%
3,45%
1,06%
1,04%
Fonte: MEC/INEP
A destinação de valores elevados para a educação tem impactado diretamente o número de escolas
disponíveis para população. Atualmente, o Brasil possui cerca de 192.676 escolas empregando mais de 5 milhões
de pessoas. As escolas privadas são responsáveis por menos de 20% do total com cerca de 37.551 unidades e
mais de 1 milhão de funcionários, segundo dados do Censo Escolar 2012 realizado pelo INEP.
Educação básica
De acordo com o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas em Educação Anísio Teixeira), incluindo
alunos do ensino técnico, educação especial (pessoas com deficiência), e educação de jovens e adultos, em 2009,
aproximadamente 52,5 milhões de estudantes frequentavam a educação básica. A grande maioria dos
estudantes, 85,4% destes, frequentavam as escolas das redes públicas. Já em 2011, de acordo com o PNAD,
houve uma queda considerável de estudantes matriculados, existindo também uma queda na participação das
escolas públicas. De 85,4% para 78,4% do total.
Matrículas no Ensino Básico
Matrículas Instituições Matrículas Instituições
Públicas
Privadas
Ano
Total Matrículas
2008
53.232.868
46.131.825
2009
52.580.452
2010
51.549.889
2011
2012
Fonte: MEC/INEP
Variação Pública
Variação Privada
7.101.043
-
-
45.270.710
7.309.742
-1,23%
2,94%
43.989.507
7.560.382
-1,96%
3,43%
50.972.619
43.053.952
7.918.667
-1,12%
4,74%
50.545.050
42.222.831
8.322.219
-0,84%
5,10%
As três etapas da educação básica são bem definidas e obviamente possuem objetivos e organização
diferentes. A educação infantil não é obrigatória, mas as crianças de 0 a 3 anos podem ser matriculadas em
creches e as crianças de 4 e 5 anos em pré-escolas. Os objetivos são o desenvolvimento psicológico, físico e social
da criança. As atividades são um complemento à ação das famílias e também da sociedade. Os municípios são
responsáveis pela oferta da educação infantil pública e regulamentação do setor privado.
O ensino fundamental é obrigatório, implicando que todas as crianças de 6 a 14 anos devem estar
matriculadas. O Estado tem o dever de ofertar o ensino público e gratuito e também de regular as instituições
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15
privadas. Os objetivos desta etapa são o desenvolvimento da compreensão do ambiente social e natural, sistema
político, valores básicos da família e da sociedade e a dominar a escrita, a leitura e o cálculo.
Matrículas Ensino Médio
Ano
Número de
Matrículas
População Total 15 a
17 anos
2008
8.366.100
10.262.468
2009
8.337.160
10.289.624
2010
8.357.675
10.399.385
2011
8.400.689
10.580.060
2012
8.376.852
-
O ensino médio com duração de 3 anos tem
como objetivos aprofundar e articular os conhecimentos adquiridos no ensino fundamental de
modo que o adolescente se sinta preparado,
mesmo que basicamente, para a inserção no
mercado de trabalho e para a cidadania. O
Estado tem o dever de garantir o acesso da
população ao ensino médio de qualidade. A rede
pública atende 87,7% do total de matrículas do
ensino médio, seguido por apenas 12,3% da rede
privada.
Fonte: MEC/INEP/Deed; IBGE/Pnads 2007 a 2009 e Censo Demográfico
Educação Superior
Diversos fatores colocam o ensino superior em evidência no País, como o aumento da renda média da
população e a crescente demanda de empresas por mão-de-obra especializada. O segmento é composto por
cursos sequenciais, de graduação, de pós-graduação e de extensão, que podem ser oferecidos tanto a distância
quanto presencialmente, este último com frequência obrigatória de 75% das aulas e avaliações. O ensino a
distância (EAD) é uma modalidade onde a presença do aluno não é necessária dentro de sala de aula, ele recebe
livros, apostilas e utiliza a internet como ferramenta para provas, vídeos de aulas, etc.
O Brasil representa o quinto maior mercado de ensino superior do mundo e o maior mercado de ensino
superior da América Latina, segundo o estudo "Global Education Digest 2012" da Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), com dados de 2010.
De acordo com o Censo da Educação Superior 2011, pesquisa realizada pelo INEP, o Brasil possui 2.365
instituições de ensino superior, sendo 190 universidades, 131 centros universitários, 2.004 faculdades e 40
Institutos Federais (IF’s) e CEFET’s. Deste total o governo tem apenas 12% com 284 instituições de ensino
superior. A vasta maioria (88%) é de instituições privadas.
Educação Superior: Quantidade de Instituições
Organização
Acadêmica
Unidades
Pública
Privada
Proporção
(Públicas/Total)
Proporção
(Privadas/Total)
Universidades
190
102
88
53,60%
46,40%
Centros Universitários
131
7
124
5,40%
94,60%
Faculdades
2004
135
1869
6,80%
93,20%
IF's e Cefet
40
40
-
100,00%
-
2.365
284
2081
12,00%
88%
Total
Fonte: Censo Educação Superior 2011
Ao todo, são oferecidos 30.420 cursos, 9.833 pelas instituições públicas e 20.587 pelas instituições
privadas. A maioria dos cursos oferecidos é de bacharelado com 56% do total, seguido pelos cursos de
licenciatura (26%) e tecnólogo (18%).
Com apenas 6,7 milhões de matrículas no ensino superior, a grande maioria (73,7%), é referente a
instituições privadas. As instituições públicas são responsáveis por 1.773.315, apenas 26,3% do total. Os 6,7
milhões de matrículas representam um número baixo se comparado ao total de estudantes matriculados no
ensino médio todos os anos (8,4 milhões), que teoricamente que deveriam dar prosseguimento aos estudos em
uma instituição de ensino superior.
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Matrículas Educção Superior
Idade
População Total
(IBGE 2010)
Número de
matrículas
18 e 19 anos
6.632.998
723.566
20 a 24 anos
17.245.192
2.687.484
25 a 29 anos
17.104.414
1.402.251
30 a 34 anos
15.744.512
807.320
35 a 39 anos
13.888.579
470831
Ainda segundo os dados do Censo da Educação
Superior 2011 a faixa etária de 20 a 24 anos é a
que possui o maior número de matrículas no
ensino superior com mais de 2,6 milhões de
vagas. Os dados do Censo 2010 do IBGE, indicam
que o mercado pode estar sendo subaproveitado
pela iniciativa privada e mal atendido pelo
governo.
Fonte: IBGE, INEP
Players:
Estácio
Presente em 21 estados do Brasil, a Estácio Participações S.A. é uma das maiores redes de Ensino Superior do
país. Com sede no Rio de Janeiro, é uma empresa de capital aberto que, há mais de 40 anos atuando na área de
ensino, possui cerca de 330 mil alunos em mais de 70 unidades. Oferece uma Universidade, Centros
Universitários e Faculdades.
Kroton
Umas das maiores organizações educacionais privadas do Brasil, com atuação no setor educacional brasileiro há
mais de 45 anos. Com um modelo de negócio abrangente, a Kroton atende segmentos desde o maternal até o
mestrado. A organização possui cerca de 411 mil alunos de ensino superior e pós graduação e 289 mil alunos de
educação básica. Além disso, possui 447 polos de EAD distribuídos em todos os estados brasileiros, 53 campus
localizados em todas as regiões do país e 810 escolas associadas no Brasil, além de 6 no Japão e 1 no Canadá.
Anhanguera
A Anhanguera é uma das maiores Instituições de Ensino do Mundo e uma das maiores empresas de capital aberto
do Brasil no setor de educação. Com 490 mil alunos, o grupo possui 70 campus e mais de 500 Polos, localizados
em todos os estados brasileiros. Em 31 de dezembro de 2012, possuía um valor de mercado de mais de R$ 5
bilhões. O grupo obteve um lucro líquido de R$ 152,1 milhões no final de 2012, representando um avanço de
260,8% em relação a 2011.
Em abril de 2013, aconteceu a fusão entre o grupo Anhaguera e o grupo Kroton, formando o maior grupo
educacional do mundo.
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SETOR DE AVIAÇÃO:
Segundo o Anuário de Aviação Civil feito pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), em 2011 o Brasil
possuía 507 aeronaves e 168 localidades atendidas através de aeródromos (que tiveram pelo menos uma
decolagem em 2011). A maioria dos aeroportos brasileiros está localizada no Sudeste e seis dos 10 mais
movimentados aeroportos do País estão nas capitais ou em grandes centros metropolitanos.
Principais Aeroportos em Número de Decolagens
Cidade
Guarulhos/SP
Congonhas/SP
Brasília/DF
Rio de Janeiro/RJ
Confins/MG
Rio de Janeiro/RJ
Salvador/BA
Campinas/SP
Curitiba/PR
Porto Alegre/RS
Aeródromo
GUARULHOS - GOVERNADOR ANDRÉ FRANCO MONTORO
CONGONHAS
PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHEK
AEROPORTO INTERNACIONAL DO RIO DE JANEIRO/GALEÃO
AEROPORTO INTERNACIONAL TANCREDO NEVES
SANTOS DUMONT
DEPUTADO LUÍS EDUARDO MAGALHÃES
VIRACOPOS
AFONSO PENA
SALGADO FILHO
Partidas
101.083
79.593
77.477
56.417
51.144
49.622
47.402
43.225
41.131
38.194
Fonte: ANAC
As 10 principais rotas domésticas também envolvem os principais aeroportos, seja entre as capitais do
Sudeste, ou tendo uma delas como destino ou origem.
Quantidade de Assentos e Vôos nas 10 Principais Rotas (operação doméstica, 2011)
Rota
São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Santos Dumont)
São Paulo (Congonhas) - Brasília
Salvador - São Paulo (Guarulhos)
São Paulo (Congonhas) - Belo Horizonte (Confins)
Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos)
Recife - São Paulo (Guarulhos)
Salvador - Rio de Janeiro (Galeão)
São Paulo (Congonhas) - Curitiba
Brasília - São Paulo (Guarulhos)
Rio de Janeiro (Galeão) - São Paulo (Guarulhos)
Quantidade de
Assentos Oferecidos
6.540.030
2.976.780
2.819.819
2.357.451
2.261.944
2.257.179
2.166.994
2.016.967
1.908.830
1.837.725
Quantidade de
Vôos
41.073
18.150
17.161
14.500
14.157
12.676
12.919
12.249
13.648
11.655
Fonte: ANAC
Nos últimos anos, o setor de aviação civil brasileiro, vem experimentando um período contínuo de
crescimento. A boa situação da economia, somada à concorrência no setor têm impactado positivamente alguns
de seus mais importantes indicadores. Índices como taxa de aproveitamento, oferta e demanda doméstica têm
crescido ano após ano, caminho inverso ao da tarifa aérea média do mercado interno que tem diminuído
consideravelmente favorecendo o aumento do número de passageiros.
Mesmo com todas estas variáveis positivas em relação ao setor, o ano de 2013 não tem sido favorável para
as empresas de aviação. Além do aumento nos preços do combustível, o ano teve ainda o aumento do custo do
seguro e de manutenção das aeronaves, que formam os principais custos do setor. Combustível, arrendamento,
seguro e manutenção das aeronaves, quase sempre cotados em dólar, representam 47% dos custos e despesas
totais, contribuindo para o encerramento do exercício com um prejuízo líquido superior a R$ 1,5 bilhão no setor.
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Oferta e demanda de transporte aéreo
A oferta de transporte aéreo considera apenas os voos remunerados das empresas brasileiras e
estrangeiras, incluindo os voos regulares, extras, charter, cargueiros não regulares e fretamentos. A tabela abaixo
mostra a variação anual da oferta, em termos de ASK (Available Seat Kilometer) – medida de capacidade de
transporte de uma companhia aérea obtida pelo número total de passageiros possíveis em uma aeronave
multiplicada pela quantidade de quilômetros rodados.
Variação Anual da Oferta de Transporte Aéreo (ASK) - Mercado Doméstico e Internacional
Ano
Doméstico
(ASK x1000)
Variação (%)
Internacional (ASK
x1000)
Variação (%)
2008
75.092.338
11%
27.840.425
19%
2009
86.074.386
15%
28.477.687
2%
2010
102.656.359
19%
31.118.513
9%
2011
116.080.248
13%
33.451.444
7%
Fonte: Anuário do Transporte Aéreo 2011/ANAC
Já a demanda de passageiros é obtida em dados registrados periodicamente na Anac pelas empresas
aéreas brasileiras e estrangeiras e apresenta a quantidade total de passageiros pagos transportados.
Número de Passageiros Transportados
Ano
Passageiros
Domésticos
Passageiros
Internacionais
Total
2008
49.857.578
13.664.250
63.521.828
2009
56.891.532
12.833.993
69.725.525
2010
70.006.559
15.512.925
85.519.484
2011
82.049.177
17.892.320
99.941.497
Fonte: Anuário do Transporte Aéreo 2011/ANAC
O bom momento da economia brasileira reflete a taxa de crescimento de passageiros domésticos. Mesmo
no período de crise no ano de 2009, apesar da queda na demanda de passageiros internacionais, houve um
crescimento na quantidade de passageiros em relação a 2008. Nos anos subsequentes, manteve-se o crescimento
da quantidade de passageiros transportados. Outros fatores que impactam na manutenção do crescimento do
volume de passageiros domésticos transportados são o aumento da taxa de aproveitamento das aeronaves e a
diminuição constante da tarifa aérea média nos últimos anos.
A taxa de aproveitamento doméstica considera apenas os voos remunerados das empresas brasileiras no
ano 2011 (voos regulares, extras, charter e fretamentos), e passou de 56,6% em 2002 para 70,2% em 2011, com
uma melhora de mais de 23%.
Já a tarifa aérea média é um indicador econômico que corresponde ao valor médio pago por passageiro em
uma viagem, independentemente de escalas, conexões e das distâncias de voos. Em 2011 a taxa chegou ao
menor valor em 10 anos, R$ 276,25, um valor 6,8% menor do que os R$ 296,33 de 2010. O valor recorde em 2011
foi um dos maiores influenciadores no aumento da quantidade de passageiros no país.
Outra medida de demanda na aviação é a RPK (Revenue Passenger Kilometer), calculada pela multiplicação
do número de passageiros pagantes transportados pela quantidade de quilômetros voados. Incluem-se nesta
definição as pessoas que viajam em virtude de ofertas promocionais, as que se valem dos programas de
fidelidade, os que se valem dos descontos concedidos pelas empresas e os que viajam com tarifas preferenciais.
Excluem-se as pessoas que viajam gratuitamente, as que se valem dos descontos de funcionários das empresas
aéreas e seus agentes, os funcionários de empresas aéreas que viajam a negócios pela própria empresa e as
crianças que não ocupam assento.
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19
Variação Anual da Demanda de Transporte Aéreo (RPK) - Mercado Doméstico e Internacional
Ano
Doméstico RPK
(x1000)
Variação (%)
Iinternacional RPK
(x1000)
Variação (%)
2008
49.563.355
8%
19.516.329
31%
2009
56.728.594
15%
19.656.773
1%
2010
70.237.904
24%
23.752.904
21%
2011
81.452.332
16%
26.363.500
11%
Fonte: Anuário do Transporte Aéreo 2011/ANAC
Os dados abaixo são referentes às quantidades totais de carga paga, doméstica e internacional
transportada entre 2008 e 2011 no país. A carga doméstica é embarcada em aeroportos brasileiros com destinos
nacionais. A carga internacional é dada pela soma entre a carga embarcada em aeroporto brasileiros com destino
internacional e a carga embarcada no exterior com destino ao Brasil.
Transporte Aereo de Cargas
Ano
Carga Doméstica
(Kg)
Carga Internacional
(Kg)
Total
2008
351.578.513
582.706.311
934.284.824
2009
324.837.496
470.242.469
795.079.965
2010
386.374.057
644.937.398
1.031.311.455
2011
412.880.257
717.733.589
1.130.613.846
Fonte: Anuário do Transporte Aéreo 2011/ANAC
Players
Tam
A TAM (Táxi Aéreo Marília) foi fundada em 1976 com o compromisso de oferecer ao cliente serviços diferenciados
de alta qualidade e a preços competitivos. A empresa é líder do mercado doméstico no Brasil, com market-share
de 42,1% e ocupação de voo de 84,4%, e nas linhas internacionais operadas por companhias aéreas brasileiras
com participação de mercado de 85,6% e ocupação de voo de 82,3%, de acordo com a Agência Nacional de
Aviação Civil (ANAC), em julho de 2013.
Em 27 de junho de 2012, a TAM se associou a LAN Airlines, dando origem ao Grupo LATAM Airlines, o maior
grupo de companhias aéreas da América Latina em malha aérea, oferecendo serviços de transporte de
passageiros para cerca de 135 destinos, em 22 países, e serviços de carga para aproximadamente 144 destinos,
em 27 países, com uma frota de 321 aviões.
Gol
Fundada em 12 de março de 2004 sob a forma de sociedade por ações, a Gol é, de acordo com a IATA
(International Air Transport Association), uma das maiores companhias aéreas de baixo custo (low-cost low-fare)
do mundo em termos de passageiros transportados em 2012, e a maior companhia da América Latina nessa
categoria que oferece voos frequentes em rotas que ligam todas as principais cidades do Brasil entre si e estas às
principais cidades da América do Sul e destinos turísticos seletos no Caribe.
Foi a primeira companhia a introduzir com êxito práticas e tecnologias do segmento de transportes de baixo custo
na América Latina. Possuem uma base de receita diversificada, com clientes que vão desde passageiros executivos
a turistas que viajam para todo o Brasil e para a América do Sul e o Caribe. Em junho de 2013, ofereciam cerca de
970 voos diários para 65 mercados domésticos e 10 internacionais na América do Sul, Caribe e Estados Unidos.
Azul/Trip
Com mais de quatro anos desde sua criação, em março de 2008, a Azul mudou o panorama da aviação comercial
brasileira, com foco em voos regionais e uso de aeroportos secundários e periféricos. Em maio de 2012, um
importante ato marcou a história da companhia: a Azul e a Trip assinaram acordo de associação para criar a
terceira empresa da aviação brasileira. Juntas, Azul e Trip somam mais de 121 aeronaves, 840 voos diários, 100
destinos atendidos e aproximadamente 15% do mercado doméstico.
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20
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA:
Para o desenvolvimento acelerado e sustentável de qualquer nação, os gargalos em infraestrutura e
logística devem ser supridos. Isso envolve, dentre outros, uma ampla e moderna rede aeroportuária, ferroviária,
rodoviária e portuária com uma logística eficiente de integração entre elas e, também, com modicidade tarifária.
De acordo com o governo federal brasileiro, o investimento total previsto em infraestrutura para os
próximos 30 anos é da ordem de R$ 253 bilhões, através, principalmente, do PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento) e do PIL (Programa de Investimento em Logística).
No que tange os aeroportos, o PIL contará com investimentos na ampliação da oferta de transporte aéreo,
reconstrução da rede de aviação regional e melhora na qualidade dos serviços e da infraestrutura aeroportuária.
O Programa prevê investimentos superiores a R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos regionais, além da autorização de
aeroportos privados para aviação em geral, com condições especiais de financiamento. Está previsto para
novembro de 2013 o leilão para a concessão dos aeroportos de Galeão e Confins, com expectativa de atração de
investimentos na ordem de mais de R$ 5 bilhões.
Já para a malha rodoviária, ainda de acordo com o governo federal, estão previstas diversas duplicações
dos principais eixos rodoviários do país, assim como concessões em 7,5 mil km de rodovias federais. Dentre tais
trechos, estão alguns que passam por MG:
- BR-262 ES/MG;
- BR-050 GO/MG;
- BR-153 GO/MG;
- BR-262 MG;
- BR-116 MG; e
- BR-040 DF/GO/MG
O modelo de concessão prevê a execução de obras de duplicação que deverão ser concluídas durante os
primeiros cinco anos de contrato. Os bancos públicos brasileiros poderão financiar até 70% do investimento a
uma taxa de juros de até 2,0% a.a. mais a TJLP. O objetivo principal é melhorar a integração logística entre os
diversos modais de transporte de forma a trazer ganhos de competitividade ao Brasil. É esperado que
investimentos em infraestrutura impulsionem o crescimento econômico e promovam o desenvolvimento
sustentável do País.
No setor ferroviário, o programa prevê investimentos de R$ 99,6 bilhões em construção e/ou
melhoramentos de 11 mil km de linhas férreas. O programa ferroviário tem como diretrizes principais: provisão
de uma rede ferroviária ampla, moderna e integrada; cadeias de suprimentos eficientes e competitivas; e
modicidade tarifária. O programa contempla um novo modelo de concessão, em que os concessionários serão
responsáveis pela infraestrutura, sinalização e controle da circulação de trens. A concessão, pelo prazo de 35
anos, contemplará ferrovias de bitola larga (1.600 mm) com alta capacidade de carga e traçado geométrico
otimizado que permita maiores velocidades (80 km/h). O modelo de concessão prevê investimentos para serem
realizados durante os primeiros cinco anos de contrato. Os bancos públicos poderão financiar até 70% do valor do
investimento com uma taxa de juros de 1,0% mais a TJLP.
O Trem de Alta Velocidade (TAV) é um serviço de transporte ferroviário de passageiros que conectará as
cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. O projeto do TAV representará um marco tecnológico para o
Brasil, ao se tornar uma nova alternativa de transporte que irá proporcionar aos passageiros uma viagem
confortável, segura, rápida, confiável e de alta qualidade. O projeto, que está estimado em R$ 35,6 bilhões,
reduzirá as pressões impostas pelo crescente aumento no fluxo de passageiros ao longo das rodovias e
aeroportos congestionados no eixo Rio - São Paulo.
O processo de implantação do TAV está estruturado em duas etapas. Na primeira, com leilão programado
para 2014, o operador ferroviário será selecionado, com um contrato de concessão de 40 anos. A Agência
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é a responsável pela licitação da concessão da operação do TAV. O
edital contendo as regras do processo foi publicado em 13 de dezembro de 2012. Após a primeira etapa, será
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21
definido o modelo para as obras de infraestrutura (pontes, viadutos, túneis e vias permanentes). O projeto
executivo da infraestrutura será contratado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL). O prazo para o início
da operação do TAV é junho de 2020.
O PIL do setor portuário foi lançado no dia 6 de dezembro de 2012 e prevê aplicação de R$ 54,6 bilhões,
nos próximos cinco anos, para a ampliação e modernização da infraestrutura e gestão do setor. Também serão
investidos R$ 6,4 bilhões em acessos (R$ 3,8 bilhões no aquaviário e R$ 2,6 bilhões no terrestre). O programa
portuário tem como principais diretrizes: planejamento sistêmico; ganhos de escala; licitações por maior
capacidade de movimentação com menor tarifa e/ou menor tempo de movimentação; aumento da concorrência;
reorganização dos portos; planejamento de longo prazo. Os bancos públicos brasileiros poderão financiar até 65%
do valor do investimento com uma taxa de juros de até 2,5% a.a. mais a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo).
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SETOR DE SAÚDE:
De todos os gastos com saúde no Brasil, os entes públicos (governos federal, estadual e municipal)
respondem por 42% do total, enquanto as famílias e instituições sem fins lucrativos respondem pelos outros 58%,
de acordo com os dados mais recentes do IBGE. Os gastos públicos com saúde representaram 3,6% do PIB, ao
passo que os gastos privados somaram 4,9% do PIB do Brasil.
O Brasil vem passando por uma profunda mudança na sua pirâmide demográfica. Em 1980, a expectativa
de vida do brasileiro era de 62 anos. Neste ano, essa expectativa saltou para 74,8 anos, sendo 71,3 para homens e
78,5 para as mulheres. Os idosos representavam, há 33 anos, 6% da população e hoje já são mais de 10%. As
consultas médicas, por sua vez, também deram um salto e dobraram entre 1980 e 2010. Naquele tempo, eram
duas consultas médicas anuais por faixa etária e hoje já são 4, de acordo com o IBGE.
De acordo com dados de uma pesquisa da AMS (Assistência Multidisciplinar de Saúde) em parceira com o
IBGE, a quantidade de leitos hospitalares no Brasil se expandiu a taxas inferiores ao aumento da população na
última década. Em 1999, havia 0,9 leitos públicos e 2 leitos privados para cada 1.000 habitantes. Em 2009, eram
0,8 e 1,5, respectivamente. O número atual de leitos hospitalares no Brasil, segundo a CNES - Cadastro Nacional
de Estabelecimento de Saúde é de 451.705, sendo 124.189 privados e o restante, 327.516, do SUS (Sistema Único
de Saúde).
De acordo com o Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos o número de médicos não acompanhou o
ritmo de crescimento da infraestrutura de saúde no país. No período, a oferta de médicos cresceu apenas 13,4%
em comparação com o crescimento de 17,3% de leitos hospitalares, 44,5% de estabelecimentos de saúde e 72,3%
em equipamentos registrados pelo governo federal.
Médicos Ativos no Brasil / Região
Região
Médicos
Norte
17.940
Nordeste
70.598
Centro-Oeste
31.523
Sudeste
224.792
Sul
60.533
2011
405.386
Fonte: CNES 2013
A região Sudeste possui, de maneira discrepante, o maior número
de médicos ativos registrados no CNES no Brasil. Mesmo somando
todos os médicos das outras quatro regiões brasileiras, ainda
teríamos um número muito aquém ao total de médicos de São
Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A média
brasileira é de 1 médico por cada grupo de 510 habitantes e na
região do Sudeste é de 1 médico por grupo de 380 habitantes.
Este dado pode ser explicado pelo número de Faculdades de
Medicina na região e número de vagas oferecidas. Até setembro
de 2013, havia 202 escolas de Medicina no Brasil, sendo 89
destas, apenas no Sudeste.
Em setembro de 2013 o número de unidades de saúde
cadastrados no Ministério da Saúde era de 259.204, sendo a sua
grande maioria, cerca de 72%, constituída por unidades privadas. A
incapacidade do Estado de atender a demanda populacional por
serviços de saúde também pode ser observada na quantidade de
hospitais privados no Brasil. De um total de 6.756 hospitais, de
acordo com o CNES, os hospitais públicos representam apenas
30%, entre as redes municipal, estadual e federal, sendo a grande
maioria dos hospitais do país controlados pela iniciativa privada.
Quantidade de Hospitais no Brasil
Região
Proporção
Municipais
21%
Estaduais
8%
Federais
Privados
Total
1%
70%
6.756 / 100%
Fonte: CNES 2013
Assim como acontece na educação, o setor de saúde oferece muitas oportunidades de investimento no Brasil.
Apesar de ser um serviço altamente regulamentado e cuja oferta e qualidade devem ser garantidas pelo Estado,
muitas regiões, em especial pequenas e médias cidades, possuem deficiência na oferta de alguns serviços,
obrigando a população local a procurar centros regionais e muitas vezes a capital mais próxima em busca de
atendimento de especializado. Por isso, a proliferação de hospitais e unidades de atendimento é vista pelo
governo como estratégica no desenvolvimento de novas centralidades e no crescimento ordenado das cidades.
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III – O Vetor Norte
3.1 Introdução
O Vetor Norte, de acordo com a
Secretaria de Estado Extraordinária de
Gestão Metropolitana (SEGEM), é uma
área dentro da Região Metropolitana de
Belo Horizonte (RMBH), localizada ao norte
da capital mineira, que engloba oito
cidades: Ribeirão das Neves, Pedro
Leopoldo, Confins, São José da Lapa,
Vespasiano, Lagoa Santa, Santa Luzia e
Jaboticatubas (ver mapa ao lado).
O plano de desenvolvimento
proposto para o Vetor Norte se ancora no
projeto de expansão do Aeroporto
Internacional Tancredo Neves (AITN), em
Confins. Trata-se de um planejamento
extensivo do Governo do Estado de Minas
Gerais (GEMG), baseado em um estudo
propositivo direcionado para a criação de
um ambiente ideal para o desenvolvimento
de serviços e bens de alto valor agregado,
estimulando a economia e atraindo investimentos para a região.
As origens do plano de desenvolvimento para o Vetor Norte remontam ao ano de 2004, quando o Estado
de Minas Gerais retoma o planejamento e a gestão da RMBH, com a proposição de um novo arranjo de gestão
para o território em questão. Composto por três órgãos, a Agência de Desenvolvimento da RMBH, a Assembléia
Metropolitana e o Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano, o modelo também pressupõe dois
pilares, sendo um de planejamento, o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI), e outro financeiro, o
Fundo de Desenvolvimento Metropolitano.
A elaboração do PDDI só veio a ser contratada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e
Política Urbana no fim de 2009, junto à Universidade Federal de Minas Gerais. Mas mesmo antes disso já havia no
Governo do Estado um consenso de que era necessário repensar a urbanização da RMBH e desenvolver as
oportunidades de regiões com grande potencial de crescimento social e econômico. Essas ideias ajudaram a criar
o conceito de centralidades que viria a ser adotado pelo PDDI, no qual estão calcadas todas as ações do governo
no desenvolvimento do Vetor Norte e da RMBH.
O aeroporto no centro do crescimento:
O desenvolvimento do AITN voltou à pauta do Governo do Estado a partir de 2002, com o agravamento da
situação no então principal aeroporto de Minas Gerais, o Aeroporto Carlos Drummond de Andrade (Aeroporto da
Pampulha), quando mais de 3 milhões de passageiros transitaram por seus portões. Este volume foi o equivalente
a quatro vezes a capacidade oficial, segundo John Kasarda (consultor internacional do setor), foi um recorde para
o aeroporto na época. Ainda assim, seriam necessários mais de dois anos até que fosse tomada alguma medida
concreta nesse sentido.
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Ano
Passageiros
Variação(%)
2012
10.200.348
6,98
2011
9.534.986
31,32
2010
7.261.041
29,27
2009
5.617.171
8,24
2008
5.189.528
19,57
2007
4.340.129
16,44
2006
3.727.501
28,83
2005
2.893.299
644,58
2004
388.580
Após uma reunião entre a INFRAERO, a Prefeitura de Belo
Horizonte, o antigo DAC (atual ANAC – Agência Nacional de Aviação
Civil), as Companhias Aéreas e o Governo do Estado de Minas Gerais,
foi definido o dia 13 de março de 2005 como a data para a
transferência dos voos de longa distância para o AITN. O impacto da
medida foi imediato. Em 2005, o AITN registrou um aumento de 644%
no volume de passageiros, saindo de pouco mais de 388 mil, em 2004,
para quase 2,9 milhões no ano seguinte, voltando a ser o aeroporto
mais importante do Estado. Este era apenas o início de uma série de
mudanças contempladas no plano do governo para a região, numa
série de investimentos que viriam a compor o leque de projetos do
Vetor Norte.
6,49
Para atender à crescente demanda do renovado Aeroporto
Internacional
Tancredo Neves, foi lançado o maior conjunto de obras
2003
364.910
viárias das últimas décadas na RMBH: a Linha Verde. O projeto, que
Fonte: Infraero
tinha como principal objetivo encurtar a distância entre o AITN e a
região central de Belo Horizonte, contou com investimentos da ordem de R$ 483 milhões, se estendendo por 35,4
km, de acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Concluída em 2008, a
Linha Verde diminuiu significativamente o tempo de deslocamento até Confins e impulsionou a qualidade
logística da região, atraindo ainda mais investimentos para o Vetor Norte.
Já na fase final da construção da Linha Verde, o GEMG deu ainda mais uma demonstração do seu
compromisso com o desenvolvimento da região. Em abril de 2007, foi lançada a Cidade Administrativa, um
megaprojeto de R$ 1,2 bilhão que envolveu a construção da nova sede do Governo do Estado e a transferência de
toda a administração espalhada em diferentes prédios de Belo Horizonte (principalmente na região centro-sul)
para um único complexo, às margens da Linha Verde, entre o AITN e o centro da capital, mais especificamente na
divisa entre as cidades de Vespasiano, Santa Luzia e Belo Horizonte. Uma das propostas da mudança seria o
aumento de produtividade e a diminuição dos gastos da máquina do Estado, com a redução dos custos de
deslocamentos entre as diversas secretarias, autarquias e departamentos do governo, em linha com uma gestão
mais eficiente dos recursos do Estado.
De acordo com o governo de Minas, após sua inauguração, em março de 2010 a Cidade Administrativa
levou para a região um fluxo diário de 17 mil servidores, empregados públicos e prestadores de serviço, além de
aproximadamente 3 mil visitantes por dia, em uma área total construída de 270 mil m².
A magnitude das transformações e a velocidade com que têm sido conduzidas foram tamanhas que
permitiram o desenvolvimento de um novo projeto, ainda maior do que qualquer outro já concebido na região.
Na verdade, um projeto tão grande que engloba os demais como parte integrante de sua implantação e até de
sua concepção. A criação da primeira Aerotrópole da América Latina.
Um conceito, um projeto:
O conceito de Aerotrópole foi criado por John Kasarda, renomado consultor da área, que também é Diretor
do Center for Air Commerce (Centro de Comércio Aéreo, em uma tradução livre), no Kenan Institute of Private
Enterprise da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos; e Professor Honorário de Estratégia e
Empreendedorismo na Kenan-Flagler Business School, na mesma universidade. Uma Aerotrópole consiste em
uma “cidade-aeroporto” com seus corredores de trânsito multimodais, conectando seus distritos de negócios
conectados à aviação (tais como indústrias de transformação sensíveis a prazos, centros de distribuição, hotéis,
varejo, centros de convenções, condomínios comerciais, dentre outros), bem como os empreendimentos
comerciais e residenciais associados. Em linhas gerais, a forma de uma Aerotrópole não difere muito de uma
metrópole tradicional, com um núcleo de negócios no centro da cidade e toda uma comunidade ligada a ele.
Atualmente já existem alguns exemplos de Aerotrópole espalhadas pelo mundo, tais como Amsterdam
(Schipol Airport), na Holanda, Dallas (Dallas Fort Worth), nos EUA, Cingapura (Changi Airport) e Songdo (Incheon
International Airport), na Coreia do Sul, este ainda em desenvolvimento. No Brasil, apenas alguns aeroportos
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possuem condições de abraçarem este conceito, devido a uma série de fatores que limitam ou até mesmo
inviabilizam o desenvolvimento de uma Aerotrópole. O Aeroporto Internacional Tancredo Neves é uma das
poucas exceções do País e a melhor opção para o desenvolvimento de uma Aerotrópole na região Sudeste. Com
um sítio aeroportuário de 15 milhões de m², é o único aeroporto do Sudeste com espaço físico capaz de
comportar a expansão necessária. Ultimamente, investimentos têm sido realizados no aeroporto através da
INFRAERO (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) objetivando uma melhora na qualidade dos
serviços e, principalmente, um aumento da capacidade do AITN, destacando-se*:
1. Reforma do terminal de passageiros 1;
2. Construção do terminal remoto, dotado de infraestrutura completa para o atendimento aos
passageiros;
3. Ampliação das áreas de táxi das aeronaves;
4. Ampliação do pátio de estacionamento de aeronaves de 113 mil m² para 370 mil m²;
5. Ampliação da pista de pouso de 3000m para 3600m, reforçando as condições de segurança e
permitindo o pouso de aeronaves maiores no AITN.
‘* Todas as obras tem previsão de término para maio de 2014, segundo a INFRAERO.
No entorno do Aeroporto, a região do Vetor Norte também possui pleno espaço para instalação e
desenvolvimento de empresas, fábricas, clusters, áreas residenciais, centros de convenções, hotéis e plataformas
logísticas, com toda a malha de acesso multimodal ao AITN e aos empreendimentos em volta. Algumas cidades da
região são caracterizadas por sua alta vacância fundiária e por serem relativamente pouco populosas, se
comparadas às maiores cidades do estado. Como consequência, essas cidades apresentam uma baixa densidade
demográfica (ver tabela abaixo).
Cidade
Jaboticatubas
Confins
Área Territorial (Km²)
Densidade Demográfica
(Hab/Km²)
1.114,97
15,38
42,36
140,15
Pedro Leopoldo
292,95
200,49
Lagoa Santa
229,27
228,27
47,93
413,09
São José da Lapa
Santa Luzia
235,33
862,38
Vespasiano
71,22
1.468,49
Ribeirão das Neves
155,54
1.917,90
Média
273,70
655,77
Belo Horizonte
331,40
7.167,02
Fonte: IBGE
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Observando as imagens abaixo pode-se entender porque o AITN é visto como a principal alternativa de
crescimento dentre os maiores aeroportos do Sudeste.
Foto Aérea Aeroporto de Confins - Minas Gerais
Foto Aérea Aeroporto da Pampulha - Minas Gerais
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Foto Aérea Aeroporto de Congonhas - São Paulo
Foto Aérea Aeroporto de Guarulhos - São Paulo
Foto Aérea Aeroporto Antônio Carlos Jobim (Galeão) - Rio de Janeiro
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Foto Aérea Aeroporto Santos Dumont - Rio de Janeiro
Outro grande diferencial do AITN frente aos demais aeroportos do Brasil é o apoio incondicional do
Governo do Estado ao projeto. Um exemplo disso é que, desde 2004, John Kasarda, considerado o maior
especialista em Aerotrópole do mundo, atua como consultor do Governo de Minas Gerais assessorando no
norteamento dos investimentos relacionados ao desenvolvimento do AITN e na busca pelo sucesso da
Aerotrópole na região. De acordo com o Governo Federal, através de informações divulgadas no site
www.copatransparente.gov.br, estão sendo investidos cerca de R$ 240 milhões nas obras de expansão do AITN,
que devem ser concluídas antes da concessão do aeroporto à iniciativa privada, prevista para o final de 2013.
Adicionalmente, até o fim de 2014 serão investidos outros R$ 570 milhões no desenvolvimento da malha
rodoviária que dá acesso ao aeroporto e ao Vetor Norte.
Todo esse esforço do governo para o desenvolvimento do AITN e da região já foi percebido pela iniciativa
privada. Empreendimentos dos mais diversos setores, de hoteleiro a industrial, já foram anunciados no Vetor
Norte, alguns deles já em implantação, fomentando a geração e riquezas e de oportunidades. A atração de
investimentos privados é parte fundamental do sucesso da Aerotrópole, uma vez que fecha o ciclo virtuoso que
favorecerá o desenvolvimento duradouro e sustentável da região.
Aeroporto Indústria
O conceito do Aeroporto Indústria é muito semelhante ao de Aerotrópole, podendo se dizer que o primeiro
faz parte do conceito macro e da própria estrutura física do segundo.
O modelo que vem sendo estruturado em diversas cidades do mundo, o Aeroporto Indústria, tem como
principal objetivo o alinhamento entre o desenvolvimento econômico local com o funcionamento do aeroporto.
Os empreendimentos que integram o complexo aeroportuário são principalmente indústrias com processos de
distribuição sensíveis ao tempo e com produtos de alto valor agregado. São empresas que necessitam da
agilidade, velocidade e da conectividade oferecidas pelo aeroporto. Assim como na Aerotrópole, é necessário um
acesso rápido ao Aeroporto Indústria, independente da distância onde se encontram as empresas ou plataformas
multimodais no entorno do aeroporto. O elemento essencial para o sucesso do conceito do Aeroporto Indústria é
o tempo médio de acesso ao mesmo, devendo permanecer entre 20 e 40 minutos para as empresas nele
instaladas. Investimentos na malha rodoviária no entorno do aeroporto e também em outros meios de
transporte, tanto de carga quanto de passageiros, são essenciais para um rápido acesso ao Aeroporto Indústria.
Outra característica essencial de um Aeroporto Indústria é a utilização de uma zona de neutralidade fiscal
em uma área no seu interior, ou no seu entorno, onde as empresas possam importar matéria prima e exportar o
produto final com redução de tarifas ou isenção de impostos. Esta zona de neutralidade fiscal é vital no ganho
logístico das empresas, uma vez que existe redução do estoque, economia de tempo no desembaraço da carga e
do transporte, impactando, necessariamente, numa grande redução de custos.
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29
No final de 2005 foi homologado, junto à Receita Federal, o primeiro Aeroporto Indústria do país, no
Aeroporto Internacional Tancredo Neves. À época, o planejamento do AITN como Aeroporto Indústria era
baseado em 3 fases: projeto piloto, fase 1 e fase 2. Porém, por falta de uma melhor estruturação e incentivos
governamentais, o conceito não avançou. Ainda assim, duas empresas se instalaram no entorno do AITN, visando
a oportunidade: a Clamper, empresa especializada na fabricação de DPS (Dispositivos de Proteção contra Surtos
Elétricos) e a Gol Linhas Aéreas, através do seu Centro de Manutenção de Aeronaves. A atual situação e o plano
de desenvolvimento do Aeroporto Indústria dentro do AITN ficarão a cargo do concessionário após a licitação do
aeroporto, que deverá ocorrer no final de 2013.
Através deste hub logístico, o GEMG busca uma diversificação da composição do PIB mineiro com o
incentivo às indústrias de Componentes Eletrônicos, Indústrias de Tecnologia da Informação, Indústrias de
Ciências Biológicas e Indústrias Aeroespaciais e de Defesa. Desta forma, o Aeroporto Indústria fornece suporte
logístico multimodal para empresas voltadas à exportação, que dependem do modal aéreo para assegurar
rapidez, agilidade e acessibilidade a fornecedores e consumidores.
A concessão
O “Programa de Investimentos em Logística: Aeroporto” foi lançado em dezembro de 2012 pelo Governo
Federal e tem como objetivo a melhoria da qualidade da infraestrutura e serviços aeroportuários, além da
ampliação da oferta do transporte aéreo no Brasil. Este conjunto de medidas tem como principal fator, a
concessão dos Aeroportos do Galeão (Rio de Janeiro) e do AITN à iniciativa privada.
Após a aprovação pelo TCU (Tribunal de Contas da União) dos estudos técnicos, econômicos e ambientais
das concessões, o leilão das licitações está previsto para o dia 23 de novembro de 2013. O valor mínimo de
outorga do AITN é de R$ 1,1 Bilhão, com um prazo de 30 anos de concessão e uma série de investimentos
obrigatórios por parte do concessionário.



Investimento exigido ao longo da concessão: R$3,6 bilhões;
Tempo de concessão – 30 anos, prorrogados por até 5 anos, uma única vez;
Obras obrigatórias:

Construção de novo terminal de passageiros com no mínimo 14 pontes de embarque até
30/04/2016, com estacionamento de veículos e vias terrestres associadas;

Ampliação do pátio de aeronaves até 30/04/2016;

Construção da segunda pista independente até 2020.
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30
Além destes investimentos obrigatórios, foram estipulados pelo Governo, 32 Indicadores de Qualidade de
Serviço (IQS), contemplando diferentes serviços prestados no aeroporto. A avaliação da qualidade será feita por
meio de uma pesquisa de satisfação dos usuários e da própria aferição dos indicadores. Existem também as
melhorias obrigatórias de curto prazo, como internet (Wi-Fi) grátis, reforma das sinalizações e melhorias dos
banheiros.
Poderão participar do leilão, consórcios de empresas integrados por pelo menos um operador
aeroportuário com experiência em operação de aeroportos com movimento superior a 35 milhões de passageiros
por ano. Os operadores deverão ter uma participação de no mínimo 25% no consórcio. A Infraero atua como
sócia minoritária (49% de participação) da iniciativa privada nas concessões, sendo que ambos deverão
integralizar 50% da parte que lhes cabe no capital, antes da assinatura do contrato.
Investimentos em andamento:
Melhora viária do Vetor Norte: Segundo o DRE/MG e o Governo de Minas Gerais, cerca de R$ 570 milhões,
estão sendo investidos em obras para melhoria da malha viária no Vetor Norte. Este é o 2º maior investimento
viário da RMBH, segundo o GEMG, atrás somente da Linha Verde. O projeto prevê a revitalização de 29
quilômetros de rodovias, além da construção de passagens subterrâneas, trincheiras, viadutos, impactando
diretamente na ampliação da capacidade das vias de acesso para o AITN e para a região do Vetor Norte.

Avenida Cristiano Machado: Uma das principais avenidas de acesso à MG-010, MG-424, LMG-800 tem
investimentos previstos de cerca de R$ 202 milhões com objetivo de melhora do fluxo e da capacidade de
suas vias.

Construção de 2 viadutos no cruzamento com a Avenida Sebastião de Brito; investimento de R$ 48
milhões;

Construção de 2 trincheiras sob a Avenida Waldomiro Lobo e um viaduto na Avenida Saramenha;
Investimento de R$ 69 milhões;

Nas imediações da Estação Vilarinho do metrô serão implantadas uma passagem subterrânea e um
Boulevard Vilarinho; investimento de R$85 milhões.

MG-424: Rodovia estadual mineira que liga Belo Horizonte a Vespasiano, São José da Lapa e Pedro
Leopoldo terá investimentos na ordem de R$ 111 milhões. A rodovia está sendo revitalizada entre os
entroncamentos com a MG-10 e a LMG-800, criando então um novo acesso ao AITN.

LMG-800: Serão investidos R$ 238 milhões na duplicação desta via de acesso ao AITN, precisamente entre o
trevo para Confins e o entroncamento com a MG-010. Essa rodovia tem previstos a construção de 7
viadutos e a ampliação da sua ligação com a MG-424.

Construção de uma nova ponte sobre o rio das Velhas, na MG-010, desafogando o trânsito em toda a
região e facilitando o acesso para a serra do Cipó; investimento de R$ 20 milhões.
Investimentos previstos:

Rodoanel: O contorno Metropolitano Rodoviário da RMBH – trecho norte, é um projeto que está sendo
desenvolvido pelo Governo de Minas com a parceria de empresas e grupos econômicos através da
modalidade PPP (parceria público-privada).
A publicação do edital está prevista para janeiro de 2014 e vai conceder a iniciativa privada a exploração
dos serviços por 35 anos. Com extensão de 67,5 km, o chamado rodoanel tem como objetivos aliviar o tráfego do
atual Anel Rodoviário e se tornar uma nova rota para o tráfego de passagem da RMBH, conectando os municípios
de Betim, Contagem, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Sabará, Santa Luzia e São José da Lapa.
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31

TREM (Transporte sobre trilhos Metropolitano): Com um investimento previsto em R$ 1,8 bilhão, este
projeto conduzido pela Agência Metropolitana, em conjunto com a Unidade de Parcerias Público Privadas
(Unidade PPP) e com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico têm como objetivo ser uma
opção de transporte para a população.
A RMBH possui um dos maiores entroncamentos ferroviários do Brasil, contemplando significativas
aglomerações urbanas e algumas das novas centralidades propostas pelo PDDI. A rede que compõe o projeto
TREM tem 505 km e é formada por 3 trechos que passam pela RMBH abrangendo 21 dos 34 municípios que
integram a região metropolitana. Com diferentes características, a malha ferroviária possui trechos utilizados
para transporte de passageiros, cargas ou está subaproveitada, porém a sua recuperação se apresenta como uma
alternativa econômica e viável para ser utilizada como transporte de passageiros dentro da RMBH. Englobando
cidades do Vetor Norte e o próprio AITN, o projeto TREM se torna uma opção de transporte para usuários do
aeroporto e ligação ao hipercentro de Belo Horizonte. A proposta se encontra na etapa de conclusão e
modelagem, sendo a publicação do edital prevista para o 1º semestre de 2014 e sua implantação e operação em
2016/2017.
Toda esta estrutura, aliada aos demais investimentos realizados, em andamento e previstos para o local,
gera um leque de oportunidades no Vetor Norte, principalmente em setores ainda carentes ou com demanda
aquecida para atender ao ritmo acelerado de crescimento observado nos últimos anos. A implementação do
projeto do governo, com seus vários investimentos, tem alavancando as perspectivas de crescimento dos
mercados locais e gerado deficiências na oferta de bens e serviços para determinados setores. A seguir, será
apresentada uma visão geral da economia local e uma análise dos principais setores de destaque na região do
Vetor Norte.
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Cases de Sucesso – Aerotrópole e Aeroporto Indústria em outras cidades do mundo
O Fort Worth International Airport, localizado nos Estados Unidos, precisamente entre as cidades de Dallas
e Fort Worth, no estado do Texas, é o segundo maior aeroporto em área dos Estados Unidos e um exemplo de
Aerotrópole. Moldando e ajudando a desenvolver os negócios no aeroporto e no seu entorno, Fort Worth
International Airport é o centro de uma complexa rede de distribuição de matérias primas e produtos,
principalmente de empresas do segmento tecnológico. O desenvolvimento da multimodalidade através de
estradas interestaduais e ferrovias foi fundamental para o sucesso do aeroporto, já que garantiu um acesso
eficiente aos mercados nacionais e regionais.
O investimento na infraestrutura do aeroporto ao longo dos anos foi essencial para a evolução e o
destaque em âmbito mundial do Forth Worth International Airport.

7 pistas de pouso;

Mais de 50 milhões de consumidores podem ser acessados em menos de 24horas por caminhão;

98% da população americana pode ser acessada por caminhão em menos de 48 horas;

Acesso aéreo para todos os principais mercados Norte Americanos em menos de 4 horas e serviço
ininterrupto para mais de 170 destinos ao redor do mundo;

Completo suporte logístico;

Operacional 24 horas por dia.
Segundo a ACI (Airports Council International), de janeiro a maio de 2013, transitaram mais de 24 milhões
de passageiros no Aeroporto de Fort Worth, considerado o oitavo aeroporto mais movimentado do mundo. No
ano de 2012, o Fort Worth International Airport, manteve a mesma posição com mais de 58 milhões de
passageiros ao longo do ano.
Um ponto crucial no desenvolvimento do Fort Worth foi a inauguração, em 1997, de uma regional da FedEx
(empresa americana de transporte expresso). O impacto foi direto e imediato, com a instalação na área do
aeroporto de mais de 100 grandes empresas mundiais como Dell, AT&T, Nokia, Helicópteros Bell e Gulfstream.
Localizado também no estado norte americano do Texas, a cerca de 35 km de distância do Fort Worth
International Airport, está instalado o Fort Worth Alliance Airport, considerado o primeiro aeroporto totalmente
industrial do mundo, voltado desde a sua inauguração para os negócios e usuários comerciais, operando num
sistema similar a uma zona de negócio livre. Além disso, serviços de valor agregado como empacotamento,
gerenciamento de estoque, transporte e rastreamento de carga são pontos que atraem empresas de manufatura,
os provedores logísticos ou (3PL - Third Part Logistics) companhias de aviação, distribuidoras, etc.

Centro Alliance: Complexo de negócio de alta densidade, com empresas de aviação;

Centro de comércio Alliance voltado para empresas de alta tecnologia;

Centro de Tecnologia Avançada;
Complexo com restaurantes, lojas e outras empresas de serviço.
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3.2 Visão geral do ambiente econômico
Com aproximadamente 20 milhões de habitantes, Minas Gerais é o segundo maior estado do Brasil em
termos populacionais e o terceiro mais representativo economicamente, atrás apenas de São Paulo e Rio de
Janeiro, com 9,3% do PIB nacional (Itaú BBA). O estado se destaca pela agropecuária, pela indústria extrativa
mineral e pela indústria de transformação, possuindo o segundo maior parque industrial do país, atrás apenas de
São Paulo.
A região central de Minas Gerais, onde se encontra a RMBH, é a mais populosa do estado, reunindo 7
milhões de habitantes (35,6% do total). É também a mais próspera, sendo responsável por 46,6% do PIB, 60,0%
das exportações e 52,1% dos empregos formais em Minas Gerais, segundo a AMM - Associação Mineira de
Municípios. Os setores de maior relevância no PIB da região são as indústrias metalúrgica, automobilística,
petroquímica, alimentícia e extrativista mineral. A região conta ainda com centros de excelência nas áreas de
software e biotecnologia. De acordo com o Itaú BBA, o município de Confins é o que possui o maior PIB per capita
de Minas Gerais (R$ 239.774).
Nos últimos 10 anos, o Vetor Norte vem passando por significativas transformações econômicas e
estruturais, que têm sido majoritariamente impulsionadas, até então, pelo desenvolvimento e implementação de
estratégias, por parte do Governo do Estado, voltadas para o crescimento ordenado da RMBH. Dentre os vetores
regionais, o Vetor Norte é o que recebeu os maiores investimentos do Estado, destacando-se a Linha Verde, a
Cidade Administrativa e o desenvolvimento do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins.
O ano de 2005 foi muito importante no desenvolvimento econômico do Vetor Norte, tendo sido marcado
pelo início das obras da Linha Verde e a recuperação do AITN, após a transferência dos voos de longa distância
para Confins, em 13 de março de 2005, até então concentradas no Aeroporto Carlos Drummond de Andrade
(Aeroporto da Pampulha). Como consequência, o volume de passageiros do AITN em 2005 foi mais de sete vezes
superior ao de 2004. Dois anos depois, em 2007, o Governo de Minas Gerais lançou a Cidade Administrativa, um
complexo localizado às margens da MG-010, na divisa dos municípios de Belo Horizonte, Vespasiano e Santa
Luzia, que contou com investimentos de mais R$ 1,2 bilhão.
Todos estes investimentos tiveram impacto imediato na economia da região, não só através da geração de
empregos diretos nas obras do governo, mas também de empreendimentos da iniciativa privada, atraída pelas
novas perspectivas de crescimento da região. A atração de capital privado vai de encontro com os planos do
governo de promover o desenvolvimento socioeconômico do Vetor Norte, e de toda a RMBH, de maneira
ordenada, conforme explica o PDDI (Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado).
A Agência Metropolitana e o PDDI
O PDDI foi desenvolvido com o objetivo de planejar o desenvolvimento da RMBH, compreendendo a
vocação de cada vetor da região, a relação entre seus municípios e diferentes níveis de centralidade. O elemento
central do plano, principalmente para a RMBH, é a proposta de reestruturação territorial metropolitana que visa
ir além da simples busca por soluções imediatas, para se tornar um norteador das transformações estruturais da
metrópole. Tal reestruturação busca antecipar as futuras demandas sociais, levando-se em conta as
potencialidades e particularidades de cada vetor da RMBH, contemplando questões como o melhor uso da terra e
crescimento ordenado. Para tanto, sua implantação exige um maior controle e regulamentação do poder público
sobre o mercado imobiliário, além de investimentos em infraestrutura, algo essencial para a articulação
necessária e a atração de investimentos.
Outra política específica do PDDI para a RMBH baseia-se no conceito de centralidades em rede. Com o
objetivo de redução da dependência do núcleo central de Belo Horizonte, serão criadas e desenvolvidas novas
centralidades na RMBH. Estas novas centralidades são regiões que têm como objetivo promover uma melhor
distribuição de empregos, serviços e comércio, desafogando o hipercentro de Belo Horizonte. Essa estratégia,
integrante à reestruturação territorial proposta, objetiva a substituição da atual estrutura monocêntrica, com um
sistema de transporte convergente centralizada, por uma nova estrutura policêntrica, organizada em torno de
uma rede de mobilidade multimodal, impactando em uma redistribuição de fluxos e uma melhoria na mobilidade
urbana. Esta rede integrada de mobilidade promoverá a melhoria do fluxo de deslocamentos entre as cidades da
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RMBH e desafogará o hipercentro da capital, sendo essencial a complementação e recuperação do sistema viário
da malha ferroviária existente, para transporte de passageiros e implementação do metrô para as áreas mais
densamente populosas.
Assim, a partir de um processo contínuo de desenvolvimento conjunto, através de estratégias, metas e
objetivos que integram órgãos de todas as esferas e com participação da sociedade, objetiva-se construir um
planejamento metropolitano para a RMBH, conduzido pelas Agências Metropolitanas.
As Agências de Desenvolvimento Metropolitano são autarquias territoriais vinculadas à SEGEM,
representando a RMBH (Região Metropolitana de Belo Horizonte) e RMVA (Região Metropolitana do Vale do
Aço). As Agências são órgãos executivos que possuem autonomia administrativa e financeira, devendo exercer o
relacionamento entre os municípios integrantes das regiões metropolitanas, órgãos estaduais, federais e também
organizações privadas com o objetivo de promover o crescimento ordenado e o desenvolvimento das regiões
metropolitanas, através, principalmente, da execução das metas e prioridades do PDDI.
Um dos três novos Centros Metropolitanos (Sul, Oeste e Norte) será desenvolvido em Ribeirão das Neves,
cidade integrante do Vetor Norte.
Este nível de planejamento proposto pelo governo do estado atrai investimentos da iniciativa privada, na
medida em que identifica as vocações econômicas das regiões se propõe a desenvolvê-las, delineando inclusive as
estratégias, metas e ações que serão utilizadas para tanto. Como consequência, cada vez mais, novos
empreendimentos são anunciados na região. Na próxima seção falaremos um pouco das principais empresas que
já atuam ou têm investimentos previstos no Vetor Norte.
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35
3.3 Empreendimentos e Oportunidades
3.3.1. Empreendimentos
Atualmente, aproximadamente 70 empreendimentos estão em andamento ou já foram anunciados nas
cidades do Vetor Norte. Nesta seção, identificaremos os principais, primeiro através de um mapa geral e, em
seguida, cidade por cidade.
Vetor Norte – Empreendimentos por Segmento:
28
20
12
5
6
Legenda
Imobiliário Residencial
Indústria
Serviços
Aviação
Imobiliário Comercial
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36
Confins
1
Confins é uma das menores cidades do Vetor Norte em área territorial, mas é a mais rica cidade mineira em
termos de PIB per Capita, com um valor de R$ 240 mil por habitante. Localizada a 38 km ao Norte de Belo
Horizonte, o município está estrategicamente localizado no centro do Vetor Norte e conta com o principal eixo de
desenvolvimento da região, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves. A cidade possui dois acessos principais,
pela MG-424 e pela MG-010, onde foram desenvolvidos dois dos maiores projetos de investimento do Governo
Estadual, a Linha Verde e a Cidade Administrativa.
Segundo a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), 100% da população da cidade é
beneficiada pela rede de água tratada. Confins conta com 5 escolas, sendo uma privada, uma estadual e três
municipais, que atendem uma população estimada em aproximadamente 6.300 habitantes.
Além do Centro de Manutenção de Aeronaves da GOL, a cidade conta ainda com um relevante
empreendimento imobiliário da região, o Alphaville Confins. Contudo, a empresa não nos forneceu maiores dados
para que o empreendimento pudesse constar neste Book.
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EMPREENDIMENTOS
1. Centro de Manutenção de Aeronaves GOL: Inaugurado em 15 de setembro de 2006, o Centro funciona no
Aeroporto Internacional Tancredo Neves sendo responsável pela manutenção periódica de todas as aeronaves da
frota da GOL, sendo composto por dois hangares, escritórios, almoxarifado, depósitos e áreas de apoio.
Dados
Investimento: R$ 70 milhões
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Gol Linhas Aéreas
Site: www.voegol.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 1.100 empregos diretos
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Jaboticatubas
3
1
2
Jaboticatubas é a maior cidade do Vetor Norte em área territorial, apresentando uma das mais baixas
densidades demográficas da região, com uma população estimada em aproximadamente 18 mil habitantes e uma
área total de 1.115 km². Localizada a 67 km a Nordeste de Belo Horizonte, o município conta com alguns dos mais
importantes empreendimentos imobiliários do Vetor Norte, com destaque para a Reserva Real, do Grupo Design
Resorts. Saindo de Belo Horizonte, as principais vias de acesso ao município são a MG-010, passando por Lagoa
Santa, e a MG-020, por Santa Luzia.
Até o ano de 2011 (último dado disponível), apenas 52% da população era beneficiada pela rede de água
tratada, reflexo da grande participação da população rural e da grande extensão territorial do município.
Jaboticatubas conta, ainda, com 15 escolas, sendo duas privadas, três estaduais e 10 municipais.
Foram levantados dados de cinco empreendimentos no município, todos do segmento imobiliário, com um
investimento total estimado em mais de R$ 1,5 bilhão.
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EMPREENDIMENTOS
1. Reserva Real: Empreendimento imobiliário do Grupo Design Resorts que se
assume como uma cidade especial, composto por condomínios residenciais,
instalações comerciais e uma infraestrutura diferenciada para atender condôminos e
visitantes.
Dentro do espaço do Reserva Real existem dois outros empreendimentos: o Biovillas
e Cidade da Cultura.
Dados
Investimento*: R$ 1,5 bilhão
Status: Finalização programada para 2014 (algumas etapas já entregues)
Área: 14 milhões de m²
Desenvolvimento: Design Resorts
Site: www.reservareal.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 410 diretos e 6.000 indiretos
*Valores referentes aos 3 empreendimentos (Reserva Real, Biovillas, Cidade da Cultura)
1.1.
Biovillas: Empreendimento imobiliário no formato de um condomínio
de casas padronizadas dentro do Reserva Real.
Dados
Status: Primeiras casas serão entregues em 2015
Área: 607.597m²
Desenvolvimento: Design Resorts
Site: www.biovillas.com.br
1.2. Cidade da Cultura: Empreendimento imobiliário dentro da área do Reserva Real. Será
um complexo de negócios, turismo, lazer e cultura. Composta por praças, parque
aquático, parque temático, boate, uma cidade universitária, uma área para escritórios, um
centro comercial, um parque de exposições, uma arena multiuso, e estacionamentos
somando um total de 7.000 vagas.
Dados
Status: Em construção
Área: 700.000m², dentro do Reserva Real
Desenvolvimento: Design Resorts
Site: -
2. Ecoville: Empreendimento imobiliário no formato de um condomínio residencial
fechado com infraestrutura completa e portaria às margens da MG-010.
Dados
Investimento: R$ 12 milhões
Status: Término das obras em agosto de 2014
Área: 934.313m²
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40
Lotes: 355 lotes de 1.000m² cada
Desenvolvimento: Construir Empreendimentos
Site: www.construirempreendimentos.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 71 diretos
3. Parque Cittá: Empreendimento imobiliário caracterizado por um condomínio
residencial fechado com infraestrutura completa e portaria 24 às margens da MG-010.
Dados
Investimento: R$ 25 Milhões
Status: Início das Operações em fevereiro de 2014
Área: 2.525.829m²
Lotes: 950 lotes de 1.000 m² cada
Desenvolvimento: Construir Empreendimentos
Site: www.construirempreendimentos.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: -
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41
Lagoa Santa
7
3
9
8
9
1
2
5
3
2
2
4
5
6
8
3
4
5
1
1
3
6
2
4
7
4
8
7
1
1
3
6
10
2
9
10
Com mais de 57 mil habitantes e uma área territorial de 229 km², Lagoa Santa está localizada ao Norte de
Belo Horizonte, com acesso pela MG-010, pouco depois da entrada para o AITN. Com o maior úmero de
empreendimentos identificados, Lagoa Santa é uma das cidades mais prósperas do Vetor Norte, apresentando
ainda um elevado PIB per Capita (R$ 16 mil). Toda a população urbana da cidade conta com os serviços de água
tratada e coleta de esgoto. Na cidade existem 45 escolas, sendo 18 privadas, cinco estaduais e 22 municipais.
Lagoa Santa é a única cidade do Vetor Norte que conta com uma rede de fibra ótica atualmente. Ao todo,
foram levantados dados de 87 empreendimentos relevantes no município, sendo 31 indústrias, 34
empreendimentos imobiliários residenciais e comerciais, 19 empreendimentos de serviços e três
empreendimentos relacionados a serviços de aviação.
Além dos empreendimentos listados, outras grandes empresas como Localiza, Locamig, Madeirense,
Dilasa e Grupo Vitória da União podem ser encontradas no município de Lagoa Santa.
Alameda da Serra, 119, 12º andar - CEP 34000-000 - Belo Horizonte - MG - Brasil +55 (31) 2127-2270 – www.investorcp.com
Avenida da Marginal, 4159 - Maputo - Moçambique +258 (84) 951-9413 - www.investormz.com - [email protected]
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EMPREENDIMENTOS
1. Empreendimento GC: Empreendimento imobiliário misto com lotes residenciais, comerciais e de serviços,
localizado no centro de Lagoa Santa a 200m da Lagoa Central.
Dados
Investimento: R$ 90 milhões
Status:Área: 50.000m², com potencial construtivo de 84.000m²
Desenvolvimento: Grupo Cidade
Site: www.gcidade.com.br
2. Outeiro das Gerais: Empreendimento imobiliário localizado a 1,5km da Lagoa
Central e a 10 km do AITN.
Dados
Investimento: R$ 34 milhões
Status: Previsão de lançamento em agosto de 2016
Área: 1.350.000m²
Lotes: 532 lotes que variam de 525m² a 4.000m²
Desenvolvimento: Grupo Cidade
Site: www.gcidade.com.br
3. Fazenda das Bicas: Empreendimento imobiliário no formato de um condomínio residencial, localizado às
margens da Via Leste.
Dados
Investimento: R$ 20 milhões
Status: Previsão de aprovação em abril de 2015
Área: 651.200m²
Lotes: 700 lotes a partir de 360m²
Desenvolvimento: Construir Empreendimentos
Site: www.construirempreendimentos.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 148 diretos
4. Edifício Park Lund: Empreendimento imobiliário.
Dados
Investimento: R$ 25 milhões
Status: Área: Desenvolvimento: Grupo Partners e Grupo Caparaó
Site: www.parklund.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 148 diretos
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5. José Miguel Salomão: Empreendimento imobiliário que consiste em um prédio no
centro de Lagoa Santa.
Dados
Investimento: R$ 21 milhões
Status: Lançamento em maio de 2015
Área: 4.000m²
Apartamentos: 102 de 2 e 3 quartos
Desenvolvimento: Construir Empreendimentos
Site: www.construirempreendimentos.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 148 diretos
6. Condomínio 4 Estações: Empreendimento imobiliário misto com lotes residenciais e comerciais localizado a 3
km da Lagoa Central e a 15 km do AITN.
Dados
Investimento: R$17 milhões
Status: Previsão de lançamento em julho de 2014
Área: 660.000m²,
Lotes: 539 lotes de, no mínimo, 525m² cada
Desenvolvimento: Grupo Cidade
Site: www.gcidade.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: -
7. Golden Garden: Empreendimento imobiliário em formato de um condomínio
residencial.
Dados
Investimento: R$ 15 milhões
Status: Previsão de lançamento em junho de 2014
Área: 984.224m²,
Lotes: 447 lotes a partir de 1.000m² cada
Desenvolvimento: Construir Empreendimentos
Site: www.construirempreendimentos.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 8. Condados do Ipê: Empreendimento imobiliário em formato de condomínio de
casas.
Dados
Investimento: R$ 12,5 milhões
Status: Início das operações em 2013
Área: 26 unidades de casas de 3 e 4 quartos, com duas vagas de garagem
Desenvolvimento: Construir Empreendimentos
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Site: www.construirempreendimentos.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: -
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1. Clamper Indústria e Comércio: Atua na pesquisa, desenvolvimento e fabricação de DPS – Dispositivos de
Proteção contra Surtos elétricos, sendo referência nacional e internacional neste segmento.
Dados
Investimento: R$ 6,9 milhões
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Grupo Clamper
Site: www.clamper.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 158 diretos
1.1. Biometrus Indústria Eletroeletrônica: Atua no desenvolvimento e fabricação de soluções em controle e
segurança eletrônica, principalmente através de tecnologias biométricas.
Dados
Investimento: R$ 321 mil
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Grupo Clamper
Site: www.biometrus.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 7 diretos
1.2. Nanum Nanotecnologia: Atua na pesquisa, desenvolvimento e fabricação de óxidos metálicos nanoestruturados bem como de produtos finais utilizando estes óxidos metálicos.
Dados
Investimento: R$ 12,5 mil
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Grupo Clamper
Site: www.nanum.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 12 diretos
2. Controltec Controles e Montagens Eletromecânicas Ltda: Empresa de Engenharia de Automação que tem
como objetivo a produção de diferentes formas de caixas e painéis de aço, projetos especiais de sistemas de
automação e controles industriais.
Dados
Investimento: R$ 5 milhões
Status: Início das operações em 2014
Área: Desenvolvimento: Controltec
Site: www.controltec.ind.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 80 diretos
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3. Geosedna Perfurações Especiais S/A: Empresa especializada em sondagem rotopercussiva em circulação
reversa, para pesquisa de bens minerais como níquel, ouro, cobre, platina, diamante, fosfato e minério de ferro.
Dados
Investimento: R$ 4 milhões
Status: Início das operações em 2014
Área: Desenvolvimento: Geosedna
Site: www.geosedna.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 20 diretos
4. Rede Tecnologia em Sondagens: Empresa de sondagem para pesquisa mineral. Executa serviços de sondagem
rotativa diamantada para as principais mineradoras do Brasil.
Dados
Investimento: R$ 4 milhões
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Rede Tecnologia
Site: www.sondagens.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 25 diretos
5. McNeilus Brasil: Produção de betoneiras e centrais de concreto.
Dados
Investimento: R$ 4 milhões
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: McNeilus
Site: www.mcneilusbrasil.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 35 diretos
6. Philips: Produção de aparelhos de ressonância magnética e tomografia computadorizada.
Dados
Investimento: R$ 2 milhões
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Philips
Site: www.philips.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 200 diretos
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7. DiaMed Latino América S.A (Bio-Rad): Atua em pesquisa, desenvolvimento, produção e serviços para
diagnóstico laboratorial no mundo. Subsidiária da Bio-Rad Laboratories, Inc., situada em Hercules/Califórnia.
Dados
Investimento: R$ 4 milhões
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: DiaMed Latino América S.A.
Site: www.diamed.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 120 diretos
8. Marangoni: Atua em diversos setores da indústria de pneus. Suas atividades estão organizadas em seis áreas
de negócio controladas por diferentes unidades de operação.
Dados
Investimento: R$ 5 milhões
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Marangoni
Site: www.marangonidobrasil.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 120 diretos
9. Labtest: Seu portfólio de produtos conta com linha de reagentes e de equipamentos para diversos portes de
laboratórios de análises clinicas. Desenvolve, produz e comercializa kits de reagentes.
Dados
Investimento: R$ 1,6 milhão
Status: Em operação
Área: Cerca de 12 mil m²
Desenvolvimento: Labtest
Site: www.labtest.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 170 diretos
10. Serv - Imagem Assistência Técnica Ltda: Empresa de assistência técnica em equipamentos de diagnóstico por
imagem do Brasil. É única empresa autorizada a prestar serviços de manutenção nos equipamentos da Philips
VMI.
Dados
Investimento: R$ 2 milhões
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Serv Imagem
Site: www.servimagem.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 10 diretos
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1. Verdemar Supermercado & Padaria: Rede de Supermercados baseada em Belo Horizonte, com um público
alvo nas classes A e B, especializada em produtos gourmet, carnes nobres, frutos do mar, etc.
Dados
Investimento: R$ 50 milhões
Status: Área: Desenvolvimento: Verdemar
Site: www.verdemar.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: -
2. Imballaggio: Fabrica uma variada linha de embalagens e artefatos de papel, fornecendo-as a clientes situados
em praticamente todos os estados do Brasil em regime de entregas "Just-in-Time”.
Dados
Investimento: R$ 25 milhões
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Imballaggio
Site: www.imballaggio.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 185 diretos
3. Minas Park Estacionamento: Estacionamento com área coberta para 1.100 veículos,
localizado no acesso ao AITN.
Dados
Investimento: R$ 20 milhões (junto a outro empreendimento)
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Minas Park
Site: www.minaspark.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 4. Hotel Ramada: Hotel instalado em Lagoa Santa, com um total de 140 quartos.
Dados
Investimento: R$ 21 milhões
Status: Em operação
Área: 10.500m²
Desenvolvimento: Ramada
Site: www.ramadabrasil.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 100 diretos
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5. Hotel Super 8: Hotel com projeto prevendo quatro andares, dois elevadores e 100
apartamentos, sendo oito deles com acessibilidade.
Dados
Investimento: R$ 11 Milhões
Status: Início das operações: em dezembro 2013
Área: 3.400m²
Desenvolvimento: HotelPar
Site: www.hotelpar.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 6. Hotel Promenade: Hotel de padrão internacional com infraestrutura moderna e contará com 135 leitos.
Dados
Investimento: R$ 40 Milhões
Status: Início das operações em 2014
Área: Desenvolvimento: Construtora Dominus e Promenade
Site: Dados Complementares:
Empregos gerados: -
7. Hotel Comfort Confins: Hotel localizado em Lagoa Santa, a dois km do
AITN, com 280 apartamentos.
Dados
Investimento: R$ 10 Milhões
Status: Início das operações em 2014
Área: Desenvolvimento: Grupo Caparaó, Grupo Partners
Site: www.caparao.com.br / www.gppl.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: -
8. Hotel Hora: O Hotel com 49 apartamentos e 3 lojas comerciais autônomas, localizado no
centro de Lagoa Santa.
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Dados
Investimento: R$ 5,5 Milhões
Status: Início das operações em 2013
Área: Desenvolvimento: Grupo Partners
Site: www.gppl.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: -
9. L´acqua Shopping: Shopping com uma loja âncora de 800m² e 34 lojas de 40m²
que abrigam um comércio diversificado, com lanchonetes e restaurante
atendendo a população local.
Dados
Investimento: R$ 2 milhões
Status: Início das operações em 2000
Área: 5.000m²
Desenvolvimento: Grupo Vitória da União
Site: www.gvu.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 90 diretos
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1. Metropolitan Business Center: Empreendimento imobiliário no formato de um condomínio de empresas e
indústrias com infraestrutura completa. Oferece ruas largas para tráfego pesado, pavimentadas, sinalizadas para
manobra de grandes caminhões, reservatório com capacidade para 300 mil litros de água, rede interna de fibra
ótica, internet, iluminação e saneamento, rede elétrica trifásica, paisagismo, coleta seletiva de lixo e linha de
ônibus intermunicipal com ponto de parada na portaria.
Numa 2ª fase na mesma área onde serão comercializados os lotes está previsto um Centro Comercial com 30
mil m2. Contará com torres empresariais, hotéis, centro de convenções, restaurante, estacionamento e 2
heliportos.
Dados
Investimento: Status: Área: 339.216m²
Área de Lotes: 149.613m²
Desenvolvimento: Morada Imóveis
Site: www.metropolitanbc.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 2. Laguna Residence Mall: Empreendimento imobiliário que combinará, no mesmo edifício, 90 apartamentos
funcionais, e um shopping que oferecerá um mix de lojas.
Dados
Investimento: R$ 15 milhões
Status: Início das operações em março de 2015
Área: Desenvolvimento: Construtora Castor e Grupo Partners
Site: www.construtoracastor.com.br / www.gbbl.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 3. Wilton Amaral: Empreendimento imobiliário no formato de um edifício comercial com 04 andares, 72 salas, 11
lojas e garagem.
Dados
Investimento: R$ 5 milhões
Status: Área: Desenvolvimento: Grupo Partners
Site:www.gbbl.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 4. Distrito Industrial Carmo Couri: Empreendimento imobiliário no formato de um condomínio de galpões
logísticos, localizados a cerca de 4 km do AITN.
Dados
Investimento: R$ 20 milhões (junto a outro empreendimento)
Área: 60.000m²
Desenvolvimento: -
Status: Em operação
Área Construída: 16.000m²
Site: -
Dados Complementares:
Empregos gerados: 200
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1. CTCA: O CTCA é um distrito de alta tecnologia destinado à instalação de instituições de ensino, pesquisa,
desenvolvimento e empresas do setor aeroespacial e defesa. Nele serão desenvolvidas atividades de treinamento
para profissionais da indústria aeroespacial, defesa e transporte aéreo, fomento à pesquisa e ao desenvolvimento
científico e instalação de empresas dos setores aeroespacial, defesa e transporte aéreo.
Dados
Investimento: R$ 120 milhões do estado (R$ 1,5 bilhão previsto das empresas)
Status: Início das obras em junho de 2012
Área: 1,3 milhão de m²
Desenvolvimento: Site: Dados Complementares:
Empregos gerados: 2. PAMA/FAB: O Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa (PAMA LS) é um estabelecimento industrial que
presta serviços de fabricação, inspeção, manutenção e reparação de uma enorme frota de aeronaves da Força
Aérea Brasileira. Além de auxiliar no controle do espaço aéreo em Lagoa Santa e Confins, o PAMA LS ministra
cursos sobre manutenção de aeronaves e equipamentos, a partir dos mais modernos métodos de revisão,
controle e reparos.
3. CIAAR: O Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR) foi criado em 26 de setembro de 1983, com
o objetivo de atuar no planejamento, coordenação, controle e execução dos planos e programas de ensino
relativos à adaptação militar de pessoal para a Aeronáutica.
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Pedro Leopoldo
1
1
2
1
3
4
1
5
2
Localizada ao Norte de Belo Horizonte e a Oeste de Confins, Pedro Leopoldo é sede para algumas das
maiores empresas do Vetor Norte, como a Precon e a Mineração Lapa Vermelha. Com aproximadamente 293 mil
habitantes e um PIB per Capita de R$ 17,9 mil, a cidade conta ainda com 51 escolas, sendo nove privadas, 10
estaduais e 32 municipais e é sede da Fundação Pedro Leopoldo, Instituição de Ensino Superior que oferece
cursos de Administração, Contábeis, Logística e Direito, além de diferentes cursos de pós-graduação e MBA.
Segundo a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), 100% da população urbana da cidade é
beneficiada pela rede de água tratada e 83% conta com redes de saneamento básico.
Foram levantados dados de 12 empreendimentos relevantes em Pedro Leopoldo, com destaque para os
empreendimentos imobiliários residenciais que totalizam R$ 54 milhões, entre valores realizados e previstos.
Além dos 12 empreendimentos relevantes citados acima, uma série de grandes empresas podem ser
encontradas no município de Pedro Leopoldo como Holcin, Cimentos Cauê, Interciment, Suprema Serviços
Industriais e PHV.
Alameda da Serra, 119, 12º andar - CEP 34000-000 - Belo Horizonte - MG - Brasil +55 (31) 2127-2270 – www.investorcp.com
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EMPREENDIMENTOS
1. Fundação Pedro Leopoldo: Instituição de Ensino que oferece os cursos de
Administração, Ciências Contábeis, Logística e Direito na Graduação. Na Pós-Graduação,
oferece o Mestrado Profissional em Administração, MBA em Finanças e Controladoria,
MBA em Gestão de Projetos, MBA em Logística Estratégica Empresarial e MBA em
Marketing. A instiuição oferece ainda um curso técnico em Gestão.
Dados
Investimento: Status: Em operação
Área: 20.000m²
Área Construída: 5.000m²
Desenvolvimento: Site: www.fpl.edu.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: -
1. Precon Industrial e Precon Engenharia: Fabricação de Estruturas Préfabricadas, Dormentes, Painéis de Concreto Arquitetural, Lajes Alveolares, Lajes
Duplo T, Pontes, Passarelas, Viadutos, Telhas de Fibrocimento, telhas de PVC PreconVC, argamassas industrializadas e rejuntes.
Dados
Investimento: R$ 21,5 milhões
Status: Em operação
Área: 500.000m²
Área Construída: 70.000 m²
Desenvolvimento: PRECON
Site: www.precon.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 308 diretos
2. Mineração Lapa Vermelha: Seu principal trabalho é extrair e beneficiar o calcário. Tradicional fornecedora do
parque siderúrgico nacional e do mercado regional de agregados para a construção civil e de calcário para a
correção de solos, as minas e instalações da Lapa Vermelha situam-se em Pedro Leopoldo e Confins, a apenas 40
km de Belo Horizonte. A empresa também conta com terminal rodo-ferroviário próprio ligado à linha centro da
FCA (Ferrovia Centro Atlântica), com capacidade de embarque da ordem de 150.000 toneladas/mês nas bitolas
larga e estreita. São duas plataformas de embarque, sendo uma equipada com balança de fluxo, realizando o
carregamento de vagões com peso controlado.
Dados
Investimento: Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Site: www.lapavermelha.ind.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 170 diretos e 60 indiretos
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1. Central Park: Empreendimento imobiliário no formato de um bairro residencial,
localizado a 10 minutos do AITN e 20 minutos da Cidade Administrativa.
Dados
Investimento: cerca de R$ 12 milhões
Status: Término em dezembro 2013
Área: 263.021m²
Desenvolvimento: Construir Empreendimentos
Site: http://www.construirempreendimentos.com.br/empreendimentos/2/central-park
Dados Complementares:
Empregos gerados: 52 diretos
2. Portal das Acácias: Empreendimento imobiliário no formato de um bairro
residencial, localizado a apenas 10 minutos do AITN e 20 da Cidade Administrativa.
Dados
Investimento: R$ 8 milhões
Status: Término em dezembro 2013
Área: 180.284m²
Lotes: 261 lotes a partir de 360m²
Desenvolvimento: Construir Empreendimentos
Site: www.construirempreendimentos.com.br/empreendimentos/8/portal-das-acacias
Dados Complementares:
Empregos gerados: 52 diretos
3. Fazenda Ipê: Empreendimento imobiliário no formato de um condomínio residencial com infraestrutura, área
de lazer completa e área verde integrada ao empreendimento.
Dados
Investimento: R$ 4,5 milhões
Status: Previsão de aprovação em abril de 2014
Área: 218.265m2
Desenvolvimento: Construir Empreendimentos
Site: www.construirempreeendimentos.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 29 diretos
4. Portal das Acácias II: Empreendimento imobiliário no formato de um bairro residencial com infraestrutura
completa e localização a 10 minutos do AITN e 20 minutos da Cidade Administrativa.
Dados
Investimento: R$ 7 milhões
Status: Início das Operações em abril de 2014
Área: 163.826m²
Lotes: 262 lotes a partir de 360m² cada
Desenvolvimento: Construir Empreendimentos
Site: www.construirempreendimentos.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 49 diretos
Alameda da Serra, 119, 12º andar - CEP 34000-000 - Belo Horizonte - MG - Brasil +55 (31) 2127-2270 – www.investorcp.com
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5. Residencial José João Teixeira: Empreendimento imobiliário no formato de um bairro residencial localizado no
centro de Pedro Leopoldo.
Dados
Investimento: R$ 5,5 milhões
Status: Previsão de aprovação: em junho de 2014
Área: 134.755m²
Lotes: 176 lotes a partir de 360m² cada
Desenvolvimento: Construir Empreendimentos
Site: www.construirempreendimentos.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 49 diretos
Alameda da Serra, 119, 12º andar - CEP 34000-000 - Belo Horizonte - MG - Brasil +55 (31) 2127-2270 – www.investorcp.com
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1. Fashion City Brasil: O FCTY - Fashion City Brasil é o primeiro
empreendimento one-stop-shop do país e um centro integrado de
negócios do setor de moda na América Latina. O FCTY é um
empreendimento inédito que nasce para atender uma grande
demanda do mercado de atacado de moda nacional, que vem
desejando uma estrutura onde os empresários do setor possam
convergir interesses e buscar potencialização de suas empresas, concentrando em um só lugar, um complexo
dedicado aos negócios.
O shopping reúne uma infraestrutura completa com praça de alimentação, restaurantes, estacionamento para
mais de 1.800 automóveis, 60 vagas para ônibus, agências bancárias, etc. Oferece também um hotel com 150
quartos, área de lazer, espaço fitness, centro de eventos, passarelas, etc.
Dados
Investimento: R$ 141 milhões
Status: Início em março de 2015
Área: 205.000m²
Área Construída: 86.000m²
Desenvolvimento: Precon
Site: www.fashioncitybrazil.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 1.500 diretos e 5.000 indiretos
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58
Ribeirão das Neves
1
Ribeirão das Neves é a maior cidade do Vetor Norte em termos populacionais (desconsiderando-se Belo
Horizonte), com aproximadamente 316 mil habitantes. Localizada a noroeste de Belo Horizonte e a 35 km do
centro da capital mineira, o município tem um dos mais baixos PIB per Capita do Vetor Norte, aproximadamente
R$ 6,5 mil por habitante. Aproximadamente 100% da população da cidade conta com serviços de água tratada e
80% conta com serviços básicos de saneamento.
Outras empresas relevantes instaladas em Pedro Leopoldo são Embrasil e TelhaNorte.
Atualmente, operam na cidade 135 escolas, sendo 24 privadas, 56 estaduais, 54 municipais e uma federal.
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59
EMPREENDIMENTOS
1. SIX Semicondutores: Resultado de uma parceria entre a SIX Soluções Inteligentes, BNDES, o BDMG, a IBM, a
Matec Investimentos, e a Tecnologia Infinita WS-Intecs. para construção da mais moderna fábrica de
semicondutores do hemisfério sul.
Dados
Investimento: R$ 1,2 bilhão
Status: Início em 2015
Área: Desenvolvimento: SIX Soluções Inteligentes, BNDES, BDMG, IBM, Matec Investimentos e a Tecnologia Infinita
WS-Intecs.
Site: www.sixsemicondutores.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 300 diretos
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60
Santa Luzia
1
1
1
A menos de 30 km de distância do centro de Belo Horizonte, Santa Luzia é uma das cidades do Vetor Norte
mais próximas da capital mineira. Localizada a noroeste do centro próximo à região da Pampulha, ainda no
município de Belo Horizonte. Estima-se que a cidade conte com aproximadamente 213 mil habitantes,
apresentando uma das maiores densidades demográficas da região, com mais de 862 habitantes por m². De
acordo com a Copasa, 100% da população conta com os serviços básicos de água tratada e 90% é atendida por
rede de esgoto. Segundo o último levantamento do IBGE, o PIB per capita da cidade é de aproximadamente R$
10,3 mil.
Além dos empreendimentos listados abaixo, grandes empresas como Café 3 Corações, Orthocrin, ASN
Industrial, Fasal, Ingleza, ThyssenKrupp Metalúrgica Santa Luzia, Weber Quartzolit, Roca, Cecrisa, Lafarge, Ambev
e Vale estão instaladas no município de Santa Luzia.
A cidade conta com 80 escolas, sendo 33 privadas, 21 estaduais e 26 municipais.
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EMPREENDIMENTOS:
1. BH International Medical City (BHIMC) e Plataforma Logística: o BHIMC é
um empreendimento inédito que prevê a criação de um complexo
internacional de saúde, educação e pesquisa. Inclui ainda uma área residencial
e uma Plataforma Logística Multimodal, sendo projetada para ser uma cidade
inteligente e sustentável.
Dados
Investimento 1ª etapa: R$ 500 milhões
Status: Masterplan em desenvolvimento
Área total: 7 milhões de m²
Área Plataforma Logística: 2,7 milhões de m²
Desenvolvimento: Medical City Ltda.
Site: www.medicalcity.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: -
1. Hotel Super8: Hotel prevendo quatro andares, dois elevadores e cem apartamentos, sendo oito deles com
acessibilidade.
Dados
Investimento: R$ 11 Milhões
Status: Início em abril de 2014
Área: 3.400m²
Desenvolvimento: HotelPar
Site: Dados Complementares:
Empregos gerados: -
1. Engefril: Planta para fabricação de equipamentos frigoríficos abrangendo túneis de congelamento contínuo,
evaporadores condensadores, chiller, máquina de gelo.
Dados
Investimento: R$ 5 milhões
Status: Em operação
Área: 22 mil m²
Desenvolvimento: Engefril
Site: www.engefril.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 400 diretos
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62
São José da Lapa
1
1
O município de São José da Lapa está localizado ao norte de Belo Horizonte, às margens da MG-424, pouco
depois da saída para Confins. Com aproximadamente 21 mil habitantes, a cidade possui um elevado PIB per
capita (R$ 16 mil) e uma forte vocação para serviços voltados para o setor aeronáutico, tendo em vista sua
proximidade do AITN (18 km), e da capital (28 km).
Segundo a Copasa, 100% da população urbana da cidade conta com serviços de água tratada e 100% do
esgoto produzido é coletado, embora apenas 51% seja tratado, um índice elevado para padrões nacionais. A
cidade conta com apenas 11 escolas, sendo duas estaduais e nove municipais.
Outros empreendimentos relevantes situados em São José da Lapa, além dos listados abaixo, são o
Laboratório Globo e a Ical – Indústria de Calcinação.
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63
EMPREENDIMENTOS
1. IAS: A IAS possui capacidade e experiência na manutenção de motores e de componentes dos sistemas de
combustível, elétrico, hidráulico e pneumático para o setor aeronáutico.
Dados
Investimento: R$ 15,5 milhões
Status: Em operação
Área:
Desenvolvimento: IAS
Site: http://www.ias.ind.br/
Dados Complementares:
Empregos gerados: 180 diretos
1. Residencial Monte Bello: Empreendimento imobiliário no formato de um condomínio residencial com
infraestrutura completa, composto por 640 lotes urbanizados com metragem a partir de 360m².
Dados
Investimento: R$ 16,5 milhões
Status: Previsão de aprovação em outubro de 2014
Área: 728.304m²
Lotes: 640 lotes a partir de 360 m²
Desenvolvimento: Construir Empreendimentos
Site: http://www.contruirempreendimentos.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: -
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Vespasiano
1
2
3
4
6
7
3
5
1
2
5
4
6
1
Com uma população de 114 mil habitantes e uma área de apenas 71 km², Vespasiano possui uma das
maiores densidades demográficas do Vetor Norte. Localizada ao Norte de Belo Horizonte, com acesso pela MG010, a cidade foi uma das mais beneficiadas pelas obras de infraestrutura logística do governo e tem atraído
muitos investimentos, tendo em vista sua localização entre Belo Horizonte (29 km) e o AITN em Confis (12 km). O
PIB per capita da cidade é de R$ 12,5 mil.
Segundo a Copasa, 100% da população de Vespasiano conta com serviços de água tratada e 100% do
esgoto produzido é coletado, embora apenas 64% seja tratado, a maior proporção do Vetor Norte. A cidade conta
com 55 escolas, sendo 13 privadas, 12 estaduais e 30 municipais.
Ao todo obtemos informações sobre 18 empreendimentos relevantes no município com destaque para os
segmentos imobiliário residencial e industrial (oito cada). Além destes, outras grandes empresas sediadas no
município são Soecon, Tenda, BMS, Bramex, Hermes Pardini, Sandvik, Premo, DDM, Convap Engenharia e MDE
Manufatura e Desenvolvimento de Equipamentos.
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EMPREENDIMENTOS
1. Alphaville: Empreendimento imobiliário composto em sua grande maioria por lotes
residenciais e alguns lotes comerciais. Reúne em uma área de 873.283m², 542 lotes
residenciais entre 450m² e 791m², 14 lotes comerciais de 1.000m² e 1 lote de
12.000m² destinado a uma Instituição de Ensino ou Mall. Possuirá também um clube
social com lazer completo, spa, academia e 9 praças temáticas dentro do condomínio.
Dados
Investimento: R$ 68 milhões
Status: Lançamento em 2012
Área: 873.283m²
Dados Complementares:
Empregos gerados: 325 durante as obras e 2.168 durante a ocupação
2. Serra do Curral Residence: Empreendimento imobiliário no formato de um edifício residencial, com
apartamentos de 2 quartos com suíte e 2 opções de planta. Ao todo são 40 apartamentos de 71 m² a 86 m².
Dados
VGV: R$ 12 milhões
Status: Término em dezembro de 2013
Área: Apartamentos: 40 apartamentos de 71 a 86m²
Desenvolvimento: Alsa Engenharia
Site: www.alsaengenharia.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 3. Serra do Cipó Residence: Empreendimento imobiliário no formato de um edifício residencial com 5 opções de
planta.
Dados
VGV: R$ 17,5 milhões
Status: Área: Apartamentos: 36 apartamentos de 3 ou 4 quartos
Desenvolvimento: Alsa Engenharia
Site: www.alsaengenharia.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 4. Serra da Canastra: Empreendimento imobiliário no formato de um edifício com 11 apartamentos de
aproximadamente 200m², 2 suítes e 2 semi-suítes, uma unidade por andar, com estrutura de lazer e ginástica.
Dados
VGV: R$ 10 milhões
Status: Área: Apartamentos: 11 apartamentos com aproximadamente 200m²
Desenvolvimento: Alsa Engenharia
Site: www.alsaengenharia.com.br
Dados Complementares:
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66
Empregos gerados: 5. Serra da Gandarela: Empreendimento imobiliário no formato de um edifício residencial.
Dados
VGV: R$ 4,3 milhões
Status: Área: Apartamentos: 20 apartamentos
Desenvolvimento: Alsa Engenharia
Site: www.alsaengenharia.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 6. Serra das Aroeiras: Empreendimento imobiliário no formato de um edifício residencial.
Dados
VGV: R$ 10 milhões
Status: Área: Apartamentos: Desenvolvimento: Alsa Engenharia
Site: www.alsaengenharia.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 7. Serra dos Cocais: Empreendimento imobiliário no formato de um edifício residencial.
Dados
VGV: R$ 11 milhões
Status: Término em dezembro de 2013
Área: Apartamentos: 18 apartamentos de 3 quartos
Desenvolvimento: Alsa Engenharia
Site: www.alsaengenharia.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: -
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1. Cimentos Liz: Fábrica de cimento de alcance nacional.
Dados
Investimento: R$ 564 milhões
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Cimentos Liz
Site: www.cimentosliz.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 800 diretos
2. Tecnometal: Exploração do ramo de mecânica industrial, no que se refere à elaboração de projetos, fabricação
e reparos de equipamentos e componentes. O grupo fornece sistemas de manuseio de granéis, equipamentos
para processamento mineral e peças e componentes para diversos segmentos da indústria brasileira.
Dados
Investimento: R$ 50 milhões
Status: Em operação
Área: 170.000m²
Área Construída: 20.000m²
Desenvolvimento: Tecnometal
Site: www.tecnometal.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 1.000 diretos
3. DELP Engenharia Mecânica: Atua no desenvolvimento e implementação de projetos desde a engenharia básica
e detalhamento até a fabricação e entrega dos equipamentos. Hoje o foco concentra-se nos mercados de Óleo e
Gás, Geração de Energia, Naval, Indústria e Serviços.
Dados
Investimento: R$ 9,2 milhões
Status: Em operação
Área: 300.000m²
Área Construída: 33.479 m²
Desenvolvimento: DELP
Site: www.delp.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados:
4. Belgo Mineira Bekaert Artefatos de Arames Ltda: Indústria metalúrgica que produz cabos de aço e arames
para reforço de pneus e mangueiras de alta pressão para o mercado da América do Sul.
Dados
Investimento: Plano de expansão de US$ 3 milhões ao ano
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Belgo
Site: www.belgobekaert.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados:
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5. Orguel Plataformas: Fabricante e locadora de equipamentos, especificamente
plataformas de trabalho aéreo, são equipamentos de acesso a trabalho em altura, que
atingem de 8 a 43 metros.
Dados
Investimento: R$ 10 milhões
Status: Em operação
Área: Desenvolvimento: Grupo Orguel
Site: www.orguelplataformas.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 25
6. Mecan: Empresa metalúrgica que fabrica máquinas e equipamentos para a
construção civil, petróleo, óleo e gás, mineração, etc.
Dados
Investimento: R$ 20 milhões
Status: Em operação
Área Total: 350.000m²
Área Construída: 50.000m²
Desenvolvimento: Grupo Orguel
Site: www.mecan.com.br
Dados Complementares:
Empregos gerados: 1.000
Alameda da Serra, 119, 12º andar - CEP 34000-000 - Belo Horizonte - MG - Brasil +55 (31) 2127-2270 – www.investorcp.com
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1. Hotel San Diego Express: Hotel administrado pela rede Arco, com 85 quartos.
Dados
Investimento: R$ 12 milhões
Status: Em operação
Área: 4.224m²
Desenvolvimento: Rede Arco
Site: www.hoteisarco.com.br/pt/index.php
Dados Complementares:
Empregos gerados: 23 diretos e 177 indiretos
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IV – Parecer da Investor
Nesta seção, a Investor se propõe a desenvolver uma análise do Vetor Norte sob a ótica de oportunidade
de investimentos. Para tanto, foram estabelecidas duas grandes premissas básicas sem as quais é muito difícil se
extrair uma conclusão dos dados aqui apresentados. A primeira delas diz respeito à continuidade das políticas
gerais do Governo do Estado de Minas Gerais, em especial o PDDI, com o desenvolvimento e fortalecimento das
centralidades e a intenção de se desenvolver uma aerotrópole em volta do AITN.
A segunda grande premissa é a de que, muito embora os indicadores macroeconômicos brasileiros e
globais influenciem significativamente o desempenho econômico regional, a microeconomia da região é mais
determinante para o desempenho regional que os indicadores do país ou do mundo. Ora, mesmo que o país
passe por um período de crescimento vigoroso, por exemplo, é possível que algumas regiões menos competitivas,
que apresentam indicadores socioeconômicos mais fracos, não acompanhem o crescimento nacional, podendo
inclusive apresentar desempenho contrário ao da média nacional (redução do PIB, aumento do desemprego,
deflação, etc.) e a recíproca também é verdadeira. Exemplos deste fenômeno podem ser facilmente encontrados
em um país tão diverso e de proporções continentais como o Brasil, onde, em qualquer período de tempo, alguns
estados e municípios prosperam significativamente, ao mesmo tempo em que outros apresentam uma
deterioração do seu quadro socioeconômico. Tal situação pode ser encontrada, inclusive, em diferentes
municípios do mesmo estado ou região.
A partir destas premissas e com base nos dados apresentados, entrevistas com empresários e profissionais
ligados ao governo, foi desenvolvida esta análise do Vetor Norte enquanto oportunidade de investimento. Para
tanto, citamos alguns fatores que podem ser determinantes na identificação de uma tendência, positiva ou
negativa, na economia regional.
Os impactos da continuidade do PDDI vão muito além da geração de renda na região através de obras do
governo. A manutenção da política de desenvolvimento da RMBH, bem como a implantação de obras e medidas
concretas para o atingimento das metas e objetivos estabelecidos criam um cenário de estabilidade política e
redução de riscos na região, favorecendo investimentos. A proposta de se desenvolver um aeroporto indústria e,
posteriormente, uma Aerotrópole na região, também favorece a instalação de empresas ligadas à aviação, ou que
se beneficiam da agilidade e conveniência proporcionadas pela proximidade física de um aeroporto. Aqui vale
ressaltar, que nem o desempenho do Vetor Norte, nem a primeira premissa aqui estabelecida, se baseiam no
sucesso da implantação de uma Aerotrópole em torno do AITN. A manutenção deste objetivo e o
comprometimento do Governo do Estado para sua realização através dos investimentos já realizados e ainda
previstos na região, devem continuar sendo suficiente para atrair empreendimentos em áreas relacionadas,
propiciando o crescimento econômico da região, o fortalecimento de centralidades ao norte de Belo Horizonte e,
eventualmente, o desenvolvimento de um centro metropolitano com um forte eixo de crescimento baseado em
seu principal aeroporto, o AITN.
Se o número de empreendimentos na região é, em alguma medida, um bom indicador da confiança da
iniciativa privada, a região apresenta um cenário muito favorável para novos investimentos. A Investor
identificou, em parceria com a AV Norte, 133 empreendimentos relevantes espalhados pelas sete cidades da
região, dentre projetos em fase pré-operacional e em operação. Destes, 54 são empreendimentos imobiliários
residenciais, totalizando mais de R$ 2,1 bilhões em investimentos, sendo a grande maioria (47) ainda em fase préoperacional. Os demais empreendimentos estão distribuídos entre os setores Industrial (45), Serviços (22),
Imobiliário Comercial (8) e Aviação (4).
A atração de novos negócios para a região em si é um importante aliado do crescimento regional e do
desenvolvimento das novas centralidades. A geração de oportunidades e renda no Vetor Norte, propiciada pelos
empreendimentos, têm criado as condições ideais para o lançamento de empreendimentos imobiliários voltados
para os novos moradores da região, atraídos pelas oportunidades, pelo contato com a natureza e pela facilidade
de acesso através de um renovado complexo viário. Algumas das maiores empresas do estado e do País já
lançaram ou estão desenvolvendo empreendimentos deste tipo na região, muitas vezes com surpreendente
sucesso de vendas. Tal sucesso tende a atrair ainda mais empreendimentos para o local, o que deve,
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eventualmente, equilibrar a curva de oferta e demanda por imóveis residenciais na região, à medida que os
empreendimentos vão sendo lançados.
Mas se por um lado o espaço para empreendimentos imobiliários residenciais esteja cada vez mais restrito,
ainda há muito espaço para serviços complementares que certamente serão demandados por um número tão
grande de novos moradores. A demanda por serviços relacionados à saúde, como hospitais, clínicas, e centros
laboratoriais e de diagnóstico; ou à educação, tende a se aquecer muito nos próximos anos. Foram identificados
poucos empreendimentos nesses setores, sendo que alguns dos projetos levantados encontram-se ainda em fase
de concepção. Com a inauguração de tantos empreendimentos residenciais prevista para os próximos dois anos,
acreditamos que haja grandes oportunidades de investimentos nesses setores na região.
No setor industrial, seja na manufatura de produtos de alto valor agregado, na indústria de bens de capital,
bens de consumo, ou no segmento de peças e serviços para a aeronáutica, acreditamos que um crescimento mais
acelerado na região depende mais da implantação do aeroporto indústria, com incentivos fiscais à instalação
dessas empresas no entorno do AITN, do que em outros setores. Ainda assim, foram identificados 14
empreendimentos do setor na região, seis dos quais ainda em fase de implantação, totalizando um investimento
de mais de R$ 1 bilhão, o que tende a impulsionar a atração de outras indústrias para a região em busca de
ganhos de sinergia dentro da cadeia de valor do segmento.
Em termos macroeconômicos, não contamos com nenhuma grande alteração no cenário econômico
brasileiro ou global. Se por um lado os problemas estruturais da economia brasileira têm pesado negativamente
no desenvolvimento do País, por outro não há indícios de crises severas ou grandes riscos eminentes, com alguma
ressalva para a inflação, que deve ser acompanhada de perto nos próximos anos. No cenário internacional, os
principais focos de preocupação com maior impacto potencial para o Brasil se referem principalmente à (i)
insolvência de alguns países da Zona do Euro e a recuperação econômica do bloco; (ii) aos impasses políticos nos
Estados Unidos relativos ao orçamento, com impacto direto na qualidade da dívida do país; (iii) ao receio quanto
à recuperação da economia norte-americana; e (iv) ao crescimento econômico chinês. Em termos gerais, não
acreditamos que nenhum destes pontos venha a causar uma grande ruptura ao cenário de crescimento
moderado previsto pelo FMI e alguns dos principais analistas de mercado. Sendo assim, a menos que algo
realmente catastrófico ocorra, como um calote da dívida dos Estados Unidos, por exemplo, um cenário com o
qual não trabalhamos, não acreditamos que o cenário econômico global seja capaz de interromper as tendências
de crescimento do Vetor Norte nos próximos dois a três anos.
Finalmente, tendo em vista que os planos de desenvolvimento do Vetor Norte traçados pelo governo do
estado tendem a se manter na mesma direção e que a economia da região apresenta características diferenciadas
que apontam para uma tendência de crescimento acelerado nos próximos anos, acreditamos que a região
apresenta boas oportunidades de ganhos para empresários e investidores. Dos 133 empreendimentos levantados
na região, 69 estão em fase pré-operacional, a maioria já em fase de lançamento ou implantação. Isto significa
que mesmo dentre as empresas que ainda não operam na região, a vasta maioria dos empreendimentos
levantados já são uma realidade e já geram demandas, renda e oportunidades. A atração de novos
empreendimentos tende a alimentar ainda mais o ciclo virtuoso de desenvolvimento da região gerando
oportunidades em áreas das mais variadas. As chances de sucesso na implantação da Aerotrópole são reais tendo
em vista a confirmação da tendência de crescimento na região, sustentada pelos dados aqui colocados. Nesse
sentido, é provável que o Vetor Norte seja a região que disponha das oportunidades de investimento mais
variadas e singulares no País. Sendo assim, a Investor acredita que o Vetor Norte irá se consolidar, nos próximos
10 anos, como uma das principais regiões metropolitanas na atração de investimentos do Brasil.
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Book de Investimentos Vetor Norte