GEOVANA GOMES DA SILVA
DIAGNÓSTICO DE RESÍDUOS SÓLIDOS LABORATORIAIS DA ÁREA DA
SAÚDE NA UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE
Criciúma, 2004
GEOVANA GOMES DA SILVA
DIAGNÓSTICO DE RESÍDUOS SÓLIDOS LABORATORIAIS DA ÁREA DA
SAÚDE NA UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE
Monografia apresentada à Diretoria de PósGraduação da Universidade do Extremo Sul
Catarinense – UNESC, para a obtenção do
título de Especialista em Saúde Pública e Ação
Comunitária
Orientador: Prof. Dr. Ednilson Viana
Criciúma, 2004
Dedico esta monografia a minha família a quem
tanto amo, respeito e por estar sempre ao meu
lado.
Agradeço a Deus, pela conquista,
Aos
familiares
que
tanto
amo,
pela
oportunidade;
Aos amigos, por estarem sempre presentes;
Ao
meu
incentivo.
orientador
Ednilson
Viana, pelo
RESUMO
O presente estudo abordou a caracterização dos resíduos sólidos gerados
nos laboratórios da área da saúde e traçou um diagnóstico destes, buscando
conhecer o potencial de coleta seletiva de tais resíduos e as necessidades do
processo de manejo deles para ter um descarte sem riscos ao meio ambiente e
àqueles que o manuseiam. Para tanto foram escolhidos 7 laboratórios, levantadas
as atividades deles no segundo semestre de 2003 e coletados os dados para o
período de setembro e outubro de 2003. Os resultados obtidos eliminam a
possibilidade de uma coleta seletiva devido à reduzida produção de recicláveis
secos e em condições de uso que impem a reciclagem ou reutilização. O manuseio
do lixo pelos técnicos mostrou-se adequado e o sistema de armazenamento está
dentro das normas exigidas pela Vigilância Sanitária. Foi notada uma grande
necessidade de se trabalhar o processo educativo junto aos usuários dos
laboratórios no sentido de melhorar a qualidade da separação dos resíduos e ainda
de reduzir a quantidade de lixo produzido. Em alguns laboratórios a produção de lixo
é baixo mas a demanda de novos cursos e de novas fases que estão surgindo,
tenderão a aumentar essa produção.
SUMÁRIO
LISTA DE TABELAS ................................................................................................. 06
INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 07
1. REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................... 10
2. MATERIAL E MÉTODO ........................................................................................ 19
2.1. Levantamento das Atividades Realizadas pelos Laboratórios .......................... 19
2.2. Caracterização e Diagnóstico dos Resíduos Sólidos Laboratoriais .................. 20
2.2.1. Caracterização................................................................................................ 20
2.2.1. Diagnóstico ..................................................................................................... 21
3. RESULTADOS...................................................................................................... 23
3.1. Laboratórios de Habilidades I e Habilidades II................................................... 25
3.2. Laboratório de Patologia.................................................................................... 29
3.3 Laboratório de Técnica Operatória ..................................................................... 31
3.4. Laboratório de Microbiologia.............................................................................. 34
3.5. Laboratório de Parasitologia .............................................................................. 37
3.6. Laboratório de Imunologia ................................................................................. 39
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 42
REFERÊNCIAS......................................................................................................... 44
ANEXOS ................................................................................................................... 46
Anexo 1 – Laboratório de Habilidades I.................................................................... 47
Anexo 2 - Laboratório de Habilidades II.................................................................... 49
Anexo 3 – Laboratório de Patologia.......................................................................... 51
Anexo 4 – Laboratório de Técnica Operatória .......................................................... 53
Anexo 5 – Laboratório de Parasitologia.................................................................... 56
Anexo 6 – Laboratório de Microbiologia ................................................................... 58
Anexo 7 – Laboratório de Imunologia ....................................................................... 60
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Distribuição das atividades dos laboratórios envolvidos no estudo para os
dias da semana durante e para o segundo semestre de 2003 ................................ 23
Tabela 2 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Habilidades I para o
período de 01/09/03 a 31/10/03................................................................................ 27
Tabela 3 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Habilidades II para o
período 01/09/03 a 31/10/03..................................................................................... 28
Tabela 4 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Patologia para o período
01/09/03 a 31/10/03 .................................................................................................. 30
Tabela 5 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Técnica Operatória para o
período 04/09/03 – 31/10/03..................................................................................... 33
Tabela 6 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Microbiologia para o
período 01/09/03 a 31/10/03..................................................................................... 36
Tabela 7 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Parasitologia para o
período 01/09/03 – 31/10/03..................................................................................... 38
Tabela 8 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Imunologia para o
período 01/09/03 – 31/10/03..................................................................................... 40
INTRODUÇÃO
A geração de resíduos sólidos laboratoriais é um assunto pouco discutido
no Brasil e na América Latina. Por outro lado, estes resíduos, principalmente os da
área da saúde, são constituídos por uma variedade muito grande de tipos, tais como
agulhas, seringas, gaze, lâminas. Por estas características, estes resíduos quando
geridos de forma inadequada podem oferecer riscos tanto àqueles indivíduos onde
são gerados quanto ao meio ambiente.
Em contrapartida, o adequado manejo de resíduos sólidos laboratoriais
exige o conhecimento das características destes e dos caminhos que ele percorre
desde a sua origem até o seu destino final. Além disso, o estabelecimento de
medidas de redução, reutilização ou reciclagem (3R’s) de lixo nos laboratórios, é
praticamente impossível sem as informações mencionadas.
Nos laboratórios da área da saúde da Unesc, ainda não se têm dados
elucidativos sobre a qualidade e tipo de resíduos sólidos ali gerados e tão pouco
com relação aos caminhos que ele percorre desde a origem até o destino final e em
que condições é feito este trajeto. Neste sentido é que se propõe este trabalho,
buscando diagnosticar e conhecer os resíduos sólidos ali gerados para que se possa
realizar o manejo adequado de tais resíduos e reduzir a quantidade que é destinada
ao lixo por uma possível coleta seletiva. Propiciar maior segurança dos técnicos e
usuários dos laboratórios pelo manejo adequado dos resíduos é uma conseqüência
indireta deste projeto.
A investigação desta pesquisa foi os Laboratórios de Habilidades I,
Habilidades II, Imunologia, Microbiologia, Parasitologia, Patologia e Técnica
Operatória.
Os Laboratórios de ensino e pesquisa se diferenciam de outros
laboratórios, devidos
principalmente a grande quantidade de professores,
pesquisadores e acadêmicos que deles se utilizam. Diante do uso intenso dos
laboratórios, não se tem dados qualitativos e quantitativos sobre os resíduos sólidos
ali produzidos e tampouco de mecanismos que possam nortear a implantação de
processos de redução da produção de lixo e possíveis aproveitamentos de resíduos
para uma coleta seletiva e reciclagem.
Outro aspecto a ser considerado é que não se tem conhecimento da
forma de acondicionamento, manuseia dos potenciais riscos que estes resíduos
podem estar representando à saúde da população e ao próprio meio ambiente.
Objetivo Geral
Realizar o diagnóstico e caracterização dos resíduos sólidos laboratoriais
de sete laboratórios da área da saúde do campus da Unesc como ferramenta de
manejo adequado de tais resíduos.
Objetivos Específicos
•
Conhecer os riscos potenciais representados pelos resíduos sólidos
laboratoriais do campus da Unesc;
•
Investigar a qualidade e quantidade dos resíduos sólidos produzidos nos
laboratórios;
•
Verificar o potencial de minimização e de reciclagem dos resíduos sólidos
laboratoriais da área da saúde/Unesc;
•
Pesquisar as condições referentes à coleta e disposição final dos resíduos
sólidos laboratoriais da área da Saúde (LAS).
1. REFERENCIAL TEÓRICO
Os agentes biológicos presentes nos resíduos sólidos podem ser
responsáveis pela transmissão direta e indireta de doenças.
Espera-se, portanto, que as universidades sejam o centro para
desenvolvimento e propagação de mecanismos que visem cuidar melhor do planeta,
adotando procedimentos de vanguarda e respeito à natureza. Estas atitudes é uma
forma de reduzir os riscos tanto ambientais quanto de saúde da população.
No caso dos resíduos, pode-se elencar um conjunto deles que apresentam
risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente devido à presença de agentes
biológicos. Dentre estes resíduos citam-se:
•
sangue, hemoderivados;
•
excreções, líquidos orgânicos;
•
fetos, peças anatômicas, tecidos, órgãos;
•
animais usados em experimentação, bem como materiais que tenham
entrado em contato com os mesmos;
•
objetos perfurocortantes (lâminas de barbear, bisturi, agulhas, escalpes,
vidros quebrados, etc) provenientes de estabelecimentos prestadores de
serviços de saúde;
•
filtros de gases aspirados de área contaminada.
Para evitar maiores complicações, os resíduos mencionados devem ser
esterilizados a vapor para em seguida serem enviados à disposição final. Isto evita
que os agentes biológicos presentes nos resíduos sólidos sejam responsáveis pela
transmissão direta e indireta de doenças.
Por outro lado, microorganismos patogênicos ocorrem nos resíduos
sólidos municipais mediante a presença de lenços de papel, curativos, fraldas
descartáveis, papel higiênico, absorventes, agulhas e seringas descartáveis e
camisinhas, originados da população; dos resíduos de pequenas clínicas, farmácias
e laboratórios e, na maioria dos casos, dos resíduos hospitalares, misturados aos
resíduos domiciliares (COLLINS; KENEDY, 1992; FERREIRA, 2001).
Alguns agentes que podem ser ressaltados são: os agentes responsáveis
por doenças do trato intestinal (Ascaris lumbricoides; Entamoeba coli; Schistosoma
mansoni); o vírus causador da hepatite (principalmente do tipo B), pela sua
capacidade de resistir em meio adverso; e o vírus causador da AIDS, mais pela
comoção social que desperta do que pelo risco associado aos resíduos, já que
apresenta baixíssima resistência em condições adversas. Além desses, devem
também ser referidos os microorganismos responsáveis por dermatites.
A transmissão indireta se dá pelos vetores que encontram nos resíduos
condições adequadas de sobrevivência e proliferação.
Entre os resíduos com presença de microorganismos, merecem ainda ser
mencionados os resíduos infecciosos dos serviços de saúde que, pela falta de uma
melhor compreensão dos modos de transmissão dos agentes associados a doenças
infecciosas, têm sido alvo de receios exagerados da população em geral
(FERREIRA, 2001; RUTALA; MAYHALL, 1992). Contudo, isto não deve servir de
justificativa para que as instituições de saúde não estabeleçam procedimentos
gerenciais que reduzam os riscos associados a tais resíduos (principalmente dos
perfurocortantes) com a sua desinfecção ou esterilização.
A Lei nº. 3316, de 9 de dezembro de 19991, autoriza o Poder executivo a
implantar sistema de tratamento de resíduos sólidos dos serviços de saúde e dá
outras providências.
Art. 2º - Para efeitos desta Lei, definem-se:
a) Resíduos Sólidos de Serviços – RSSS – todo produto resultante das
atividades médico-assistência e hospitalares e de pesquisa na área de
saúde, voltadas para população humana e animal, sendo os produtos
classificados de acordo com suas características de risco quanto à natureza
física, química e patogênica, conforme NBR12. 808 e a Resolução
CONAMA nº 5, de 05 de janeiro de 1993, em infectante, especial e comum;
b) Geradores de resíduos sólidos dos serviços de saúde são todos
estabelecimentos que, em decorrência de suas atividades médicoassistenciais ou de ensino e pesquisa voltadas para as populações
humanas ou animal, geram resíduos mencionados na letra “a” deste artigo;
c) Serviços de coleta de resíduos sólidos dos serviços de saúde são os que os
recolhem nos estabelecimentos geradores e os transportam às unidades de
tratamento ou estações de transbordo;
d) Sistema de tratamento de resíduos sólidos dos serviços dos serviços de
saúde é o conjunto de unidades, processos e procedimentos que alteram as
características físicas, químicas ou patogênicas dos resíduos e conduzem à
minimização de riscos à saúde pública e à qualidade do meio ambiente, de
acordo com as exigências da Resolução CONAMA 05/93;
e) Sistema de disposição final: é o conjunto de unidades, processos de
tratamento e procedimentos que visam o lançamento final de resíduos no
1
Autoriza o Poder Executivo a implantar sistema de tratamento de resíduos sólidos dos serviços de saúde a dá
outras providências.
solo, garantindo-se a proteção de saúde pública e a qualidade do meio
ambiente.
Art. 3º - Os estabelecimentos geradores de resíduos sólidos dos Serviços
de Saúde, de acordo com o Art. 4º da Resolução CONAMA 05/93, são
responsáveis pelos resíduos que geram e têm a obrigação de gerenciá-los
desde a sua produção até o destino final.
1º - Os estabelecimentos referidos no ‘’caput’’ deste Artigo, serão
cadastrados junto ao setor competente, no prazo de até 60 (sessenta)
dias, a partir da publicação desta Lei.
2º - Os estabelecimentos referidos no ‘’caput’’ deste Artigo, que não os
dispuserem de serviços próprios devidamente aprovados pelos órgãos
competentes, deverão utilizar os serviços do sistema de tratamento e
disposição final.
Art. 4º - Os estabelecimentos referidos nesta Lei, deverão efetivar a
segregação dos resíduos de forma a separar os resíduos infectantes,
classificados no Grupo A do Anexo I de Resolução CONAMA, 05/93, dos
resíduos comuns não infectantes e coloca-los à disposição para a coleta,
armazenando-os de conformidade com as Normas NBR-9190 e NBR12.809 da ABNT.
Art. 5º. – Os resíduos infectantes deverão ser apresentados aos serviços
de coleta em embalagens, respeitados os limites de capacidade (volume e
peso), conforme definidas em Normas Técnicas da Associação Brasileira
de Normas Técnicas – ABNT ou laudos expedidos pelo Instituto de
Pesquisa Tecnológica – IPT;
Art. 6º - Os resíduos químicos considerados perigosos, previstos na NBR
–10.004 e rejeitos radioativos, referidos na Resolução CNEM-NE 6.05,
deverão obedecer, respectivamente, às determinações dos órgãos de
Controle Ambiental e da Comissão Nacional de Energia Nuclear;
Art.7º - Os serviços de coleta, transporte, tratamento e disposição final dos
resíduos referidos nesta Lei, deverão ser cobrados por meio de preço
público;
Art. 8º - Os estabelecimentos que não cumprirem o disposto nesta Lei e
nas Normas e Resoluções da CONAMA e da ABNT, serão sujeitos às
sanções administrativas, financeiras e penais;
Art. 9º - A tecnologia a ser utilizada, para efeitos desta Lei, deverá ser a
esterilização a vapor, conforme recomenda a resolução 05/93 do
CONAMA no art. 11, pois trata-se de sistema mais moderno e atual, de
fácil controle quanto aos resíduos finais e não emite efluentes gasosos
que necessitem de tratamento por filtros.
Art. 10º - As despesas resultantes da execução desta Lei correrão por
conta de verbas orçamentárias próprias e, suplementadas, se for
necessário.
Bidoni (2001) diz que resíduos sólidos são documentos integrante do
processo de licenciamento ambiental, que aponta e descreve as ações relativas ao
manejo de resíduos sólidos, contemplando os aspectos referentes à geração,
segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e
disposição final. Ela determina que caberá aos estabelecimentos o gerenciamento
de seus resíduos, desde a geração até a disposição final, atendendo às exigências
ambientais e de saúde pública, e que eles devem ter um responsável técnico
devidamente registrado no conselho profissional. Segundo Silva (2002), este
documento é a principal orientação legal para os resíduos sólidos dos serviços de
saúde.
A resolução define quatro grupos de resíduos:
•
Grupo A: resíduos de natureza biológica e perfuro-cortantes;
•
Grupo B: resíduos de natureza química;
•
Grupo C: rejeitos radioativos;
•
Grupo D: resíduos comuns.
Esta resolução determina, ainda, que os resíduos sólidos pertencentes ao
grupo A não poderão ser dispostos no meio ambiente sem tratamento prévio e
recomenda a esterilização a vapor ou a incineração como alternativa de tratamento.
No entanto, outros processos de tratamento poderão ser adotados, desde que com
aprovação prévia do órgão ambiental e de saúde competentes. Em relação aos
aterros sanitários, estes deverão ter previstos sistemas específicos que permitiam a
disposição de resíduos sólidos pertencentes ao grupo A. Os resíduos pertencentes
a este grupo não poderão ser reciclados e, após tratamento, serão considerados
resíduos comuns. Enquadra-se no grupo A os resíduos que apresentam risco
potencial à saúde pública e ao meio ambiente devido à presença de agentes
biológicos.
Embora os resíduos dos serviços de saúde sejam de competência dos
estabelecimentos geradores, a prefeitura de Florianópolis, por exemplo, executa ou
faz a contratação desses serviços e repassa os custos de operação e manutenção
aos geradores. Ainda para esta cidade, especificamente, a Lei Municipal nº3890/92
dispõe sobre a separação e a coleta e dá outras providências relativas aos resíduos
de serviços de saúde. Essa lei torna obrigatória a separação dos resíduos de
serviços de saúde em três espécies: resíduos infectantes, especiais e comuns,
sendo este dividido em reciclável e rejeito. Estão sujeitos às aplicações desta lei os
seguintes estabelecimentos: hospitais, clínicas de saúde, laboratórios, clínicas
veterinárias, farmácias ou quaisquer outros estabelecimentos de prestação de
serviços, ambulatórios e atendimento de saúde (Legislação Brasileira Referente a
Resíduos Sólidos: 25-26).
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a Companhia de
Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e o Instituto de Pesquisas
Tecnológicas (IPT) elaboram uma série de normas a respeito de resíduos sólidos
dos serviços de saúde, dando subsídios para seu correto gerenciamento. Na
seqüência, são apresentadas as normas mais relevantes em ordem cronológica.
NBR 9190, de dezembro de 1985 – Sacos plásticos para acondicionamento de
lixo
Esta norma classifica os sacos plásticos para acondicionamento de lixo
quanto à finalidade, à espécie de lixo, à capacidade e à tonalidade.
Esta norma classifica os resíduos em Tipo I – lixo domiciliar e Tipo II – lixo
especial, que compreende os resíduos sólidos produzidos por hospitais, portos e
aeroportos e locais onde houver possibilidade de contaminação patológica. Embora
a norma fixe a cor branca leitosa para sacos Tipo II e a tonalidade cinza para os
sacos Tipo I, usados para lixo solto de restaurante e lixo compactado, e tonalidades
claras para lixo domésticas Tipo I, ela não específica o material nem a espessura em
que devem ser confeccionados os sacos plásticos. Esta norma salienta que ‘’ a cor
preta não pode ser utilizada para qualquer tipo de saco’’.
NBR 1183, de novembro de 1988 – Armazenamento de resíduos sólidos
perigosos
Define as condições exigíveis para o armazenamento de resíduos sólidos
perigosos Classe I, que deve ser ‘’em área autorizada pelo órgão de controle
ambiental, à, espera de reciclagem, recuperação, tratamento ou disposição final
adequada’’, de forma a proteger a saúde e o meio ambiente.
NBR 1265, de dezembro de 1989 – Armazenamento de resíduos Classes II –
não-inertes e III – inertes
Fixa as condições exigíveis para obtenção das condições mínimas
necessárias ao armazenamento de resíduos Classes II – não-inertes e III – inertes,
de forma a proteger a saúde pública e o meio ambiente. Os resíduos Classe II – nãoinertes podem ter profundidades como: combustilidade, biodegradabilidade ou
solubilidade em água. E como exemplo de resíduos Classe III – inertes pode-se citar
rochas, tijolos, vidros, e certos plásticos e borrachas que não são decompostos
prontamente.
Estabelece, também, que o local para armazenamento de resíduos
Classes II e III deve minimizar o risco de contaminação ambiental e ser aprovado
pelo Órgão Estadual de Controle Ambiental.
NBR 11175, de julho de 1990 – Incineração de resíduos sólidos perigosos –
Padrões de desempenho
Trata da incineração de resíduos sólidos perigosos, segundo a
classificação adotada pela NBR 10004 quanto ao desempenho dos equipamentos e
aos devidos padrões de desempenho, exceto aqueles classificados apenas por
patogenicidade ou inflamabilidade.
2. MATERIAL E MÉTODO
A pesquisa foi realizada em sete laboratórios localizados no bloco da área
da saúde na Unesc. Os Laboratórios selecionados para o levantamento de dados
foram: Habilidades I, Habilidades II, Patologia e Técnica Operatória, Parasitologia,
Microbiologia e Imunologia. A seleção destes laboratórios se deu por serem
utilizados com grande intensidade pelos docentes e discentes da área da saúde e
também porque produzem resíduos sólidos com certa periculosidade, o que exige o
conhecimento destes para o manejo adequado.
Para conhecer as características dos resíduos sólidos gerados pelos
laboratórios em estudo e ainda realizar um diagnóstico de tais resíduos seguiu-se
um conjunto de etapas como descritas abaixo.
2.1. Levantamento das Atividades Realizadas pelos Laboratórios
Inicialmente foi feito um levantamento junto aos laboratórios em estudo,
das atividades programadas para serem ali realizadas relativo ao segundo semestre
de 2003, período de estudo do projeto. O objetivo desta etapa foi identificar o
período de geração de resíduos com base nas atividades e com isso realizar o
planejamento do trabalho de caracterização e diagnóstico e ainda a duração da
coleta de dados.
O levantamento das atividades dos laboratórios envolvidos foi feito junto
aos técnicos responsáveis pelos laboratórios, os quais recebem tais informações das
coordenações de cursos e da coordenação dos laboratórios.
Antes de iniciar a caracterização e diagnóstico dos resíduos sólidos foi
feita uma busca de informações sobre a função de cada laboratório, os
equipamentos e materiais disponíveis, o modo de agendamento das atividades e o
espaço ocupado. Esta coleta de dados foi feita junto aos técnicos responsáveis por
cada laboratório e a coordenação dos laboratórios.
2.2. Caracterização e Diagnóstico dos Resíduos Sólidos Laboratoriais
Com base na distribuição semanal das atividades dos laboratórios, definiuse o período de estudo como sendo de 01 de setembro a 31 de outubro, período
este que envolveria a ocupação máxima dos laboratórios para os segundo semestre
de 2003. Este período busca representar ainda as características do lixo produzido
pelos laboratórios.
2.2.1. Caracterização
A caracterização dos resíduos sólidos laboratoriais foi feita através da
pesagem dos diversos tipos de resíduos gerados nas datas de uso destes, conforme
dados levantados no item 3.1 descrito acima. A balança utilizada para esta finalidade
foi uma balança digital, marca Welmy, com capacidade para 100kg.
No final da atividade laboratorial os resíduos eram dispostos sobre um
freezer, feita a observação visual para aqueles com periculosidade e manuseados
aqueles ditos comuns e sem risco de contaminação. Em seguida eles foram pesados
de acordo com a separação que é feita para cada laboratório, verificado o conteúdo
e condições de separação, conforme descrito abaixo:
•
Habilidades I e II: Pesagem para resíduos em recipiente leitoso,
perfurante e normal;
•
Patologia: Pesagem para resíduos em recipiente leitoso, perfurante e
normal;
•
Técnica Operatória: Pesagem para resíduos em recipiente leitoso,
perfurante, normal e para os coelhos utilizados;
•
Laboratório de Microbiologia: Pesagem para resíduos em recipiente
leitoso, perfurante, normal e para os coelhos utilizados;
•
Parasitologia:
Pesagem para
resíduos
em recipiente leitoso,
perfurante e normal;
•
Imunologia: Pesagem para resíduos em recipiente leitoso, perfurante
e normal.
2.2.1. Diagnóstico
Semelhantemente à caracterização, o diagnóstico dos resíduos sólidos
nos laboratórios envolvidos foi feito através do acompanhamento dos resíduos nas
datas programadas de uso de tais laboratórios, desde a sua origem até o seu
destino final. Assim, foram observadas as condições de segurança do indivíduo que
manuseia o lixo, o tipo de acondicionamento, o volume ocupado pelos resíduos no
coletor, o horário de coleta, o local externo de acondicionamento e o horário externo
de coleta pela prefeitura municipal de Criciúma.
3. RESULTADOS
O levantamento das atividades dos laboratórios envolvidos neste estudo
mostrou que estas se encontravam bastante dispersas durante os dias da semana,
apresentando o menor número de atividades durante o sábado, conforme mostra a
Tabela 1 abaixo.
Tabela 1 – Distribuição das atividades dos laboratórios envolvidos no estudo
para os dias da semana durante e para o segundo semestre de 2003
TABELA DE HORARIOS
Laboratórios
Segunda
Terça
Quarta
Parasitologia
Sexta
Sábado
08:30 – 10:15 07:30-09:00
Imunologia
Microbiologia
Quinta
13:30-17:00
13:00-17:00
08:20-10:00
07:30-09:10
08:10-10:00
07:30-10:10
10:15-11:55
09:10-11:05
10:15-11:55
13:30-15:10
13:30-15:10
15:10-17:05
08:00-12:00
13:15-17:40
13:30-18:00
13:30-16:00
08:20-12:00
15:10-17:00
09:10-11:55
13:30-18:40
13:15-17:40
08:00-12:00
Técnica
08:00-12:00
Operatória
Habilidades I
Habilidades II
07:30-10:00
13:30-18:45
15:10-17:55
09:00-11:00
09:10-11:55
15:10-17:55
13:30-16:00
13:30-18:45
15:00-17:40
10:30-12:00
Observação: Nos dias da semana em que não são agendadas as aulas, são realizados estudos
pelos alunos. Ressalta-se ainda que no laboratório de Técnica Operatória ocorre a prática de técnica
cirúrgica por 1 semana, sendo esta na última semana do último mês de cada semestre, no período
matutino e vespertino.
Ressalta-se que os resíduos sólidos gerados nos laboratórios em estudo
são vistoriados pelo técnico responsável pelo laboratório no final da atividade, sendo
depois encaminhados ao subsolo do bloco da saúde pelos próprios técnicos ou
pessoas da limpeza, onde são dispostos em uma sala própria para tal lixo.
Este tipo de coleta é feito com os cuidados devidos, ou seja, uso de luvas.
O transporte ocorre em carrinho de rodas ou em pequenas quantidades levadas em
mãos até o depósito de lixo.
Conforme as Normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e
o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) os técnicos dos Laboratórios estão
desenvolvendo seu trabalho respeitando a NBR.
O transporte dos resíduos laboratoriais para a vala séptica do município de
Forquilhinha é realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Criciúma, em um
veículo possuindo a seguinte identificação: Coletora Pioneira e Coletora Hospitalar
(A serviço da Prefeitura Municipal de Criciúma).
Ao coletar o lixo, que é feito pelo próprio motorista, este usa botas, mas
nem sempre usa luvas e seu macacão branco é sempre muito sujo. O
compartimento do veículo onde fica armazenado o lixo é muito sujo, com cheiro
forte. O automóvel muitas vezes está cheio e o profissional coloca os resíduos no
lado da frente do carro (caroneiro).
O lixo fica no máximo 48hs armazenado, pois o transporte vem até a
Universidade três vezes na semana sendo segunda, quarta e sexta-feira nos
horários das 11:00.
Uma
descrição
dos
laboratórios, os
resultados
obtidos
para
a
caracterização e o diagnóstico dos resíduos sólidos ali gerados são descritos abaixo
para cada laboratório, ou seja, Habilidades I, Habilidades II, Técnica Operatória,
Patologia, Parasitologia, Microbiologia e Imunologia.
3.1. Laboratórios de Habilidades I e Habilidades II
Os laboratórios de Habilidades I e II atendem os cursos de Farmácia,
Enfermagem e Medicina e têm por objetivo aplicar os conhecimentos adquiridos em
aulas teóricas, desenvolvendo habilidades, práticas de exame físico geral, clínico,
manuseio de aparelhos, equipamentos de diagnósticos e terapia em condições
simuladas e reais.
Tais laboratórios possuem uma sala com várias macas para a realização
de aulas práticas e 4 consultórios. Estes consultórios são salas com diversas
finalidades, conforme descrito abaixo.
Sala de curativo: possui todo o material para a realização da prática do
curativo.
Sala de pediatria: possui simuladores, balanças e materiais necessários
para o ato de uma consulta de pediatria.
Sala de ausculta: possui aparelhos que simulam os sons normais e
anormais do nosso corpo, como sons do coração, pulmão, intestino.
Sala de ginecologia: possuem vários simuladores de parto, aparelhos na
área de ginecologia.
O laboratório de habilidades II possui também uma sala para que todos os
alunos possam apreciar as técnicas em macas. São realizadas práticas em grupo,
que necessitam de maior espaço físico tais como: técnicas de injetáveis, lavagem
das mãos, verificação de pressão arterial, temperatura, entre outros.
Para ter acesso a este laboratório é preciso um agendamento prévio tanto
do professor quanto do aluno. Antes da aula, o técnico do Laboratório deixa todo o
material que foi solicitado, preparado para a aula ou estudo de pesquisa. Foi com
base neste agendamento que se planejou o período de coleta de dados deste
trabalho.
Os equipamentos e materiais mais utilizados pelos laboratórios de
Habilidades I e II foram aparelhos de ausculta, balança pediátrica e antropométrica,
bonecos para simulações, diapasão, esfigmomanômetro, estetoscópio, martelo de
percussão, negatoscópio, otoscópio, simuladores de parto, tala de primeiros
socorros, termômetro, lanterna clínica, seringas, agulhas, sondas.
Foi com base no uso de equipamentos e materiais mais utilizados que se
pôde ter uma noção prévia dos tipos de resíduos que seriam gerados.
O lixo perfurante no período estudado compunha-se de lâminas de bisturi,
agulhas e seringas. O lixo recolhido em saco leitoso constituiu-se de sonda suja de
sangue, luvas algodão e gaze e o lixo comum continha apenas papel toalha.Todos
os resíduos mencionados foram quantificados para o período estudado, conforme
descrito nas Tabelas 2 e 3 abaixo.
Tabela 2 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Habilidades I para o
período de 01/09/03 a 31/10/03
Descarte leitoso
Descarte
Descarte Normal
Total por semana
(kg)
Perfurante (kg)
(g)
(kg)
01/09-05/09
2.5
3.2
6
5,706
08/09-13/09
4.0
5.0
10
9,01
15/09-20/09
5.0
3.0
47
8,047
22/09-27/09
4.5
3.5
27
8,027
29/09-30/09
6.0
4.0
20
10,02
01/10-04/10
2.0
3.3
*
5,3
06/10-11/10
4.0
5.0
29
9,029
13/10-18/10
6.0
5.0
14
11,014
20/10-25/10
*
*
16
0,016
27/10-31/10
*
*
10
0,01
Total Geral
34,0
32,00
179
66,179
Data
* Não houve descarte de resíduos sólidos, sendo o espaço apenas ocupado para exposição de aula
aos acadêmicos.
Segundo os dados da Tabela 2, verifica-se que a quantidade de lixo
normal ou comum, com potencial para ser reciclado é extremamente pequena, ou
seja, foi da ordem de várias gramas. Além disso, verificou-se que essa pequena
quantidade era composta apenas por folhas de papel toalha, o que inviabiliza uma
coleta seletiva para reciclagem. A média de resíduos produzidos no período
estudado foi de 1,10 kg por dia.
Pela Tabela 2 conclui-se ainda que a quantidade de lixo perfurante foi
32,0kg praticamente a mesma quantidade de lixo leitoso que foi de 34,0kg para o
período estudado.
Tabela 3 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Habilidades II para o
período 01/09/03 a 31/10/03
Data
Descarte leitoso
Descarte Perfurante
Descarte Normal
Total por semana
(kg)
(kg)
(g)
(kg)
01/09-06/09
1.0
3.2
214
4,414
08/09-13/09
4.0
5.0
144
9,144
15/09-20/09
3.5
2.0
47
5,547
22/09-27/09
6.5
4.5
27
11,027
29/09-30/09
5.5
3.5
18
9,018
01/10-04/10
3.0
3.2
*
6,2
06/10-11/10
4.0
5.0
22
9,522
13/10-18/10
5.5
3.5
35
9,035
20/10-25/10
*
*
25
0,025
27/10-31/10
*
*
13
0,013
33,0
29,9
545
63,907
Total Geral
* Não houve descarte de resíduos sólidos, sendo o espaço apenas ocupado para exposição de aula
aos acadêmicos.
Segundo os dados da Tabela 3, semelhantemente ao laboratório de
Habilidades I, houve a produção de pouco lixo normal e a produção de lixo média
por dia foi de 1,065 kg.
Com relação ao diagnóstico feito, observou-se que nos laboratórios de
habilidades I e II a separação do lixo é feita em coletores especiais como coletor
para lixo perfurante (possui identificação e é constituído de papelão com
revestimento interno de plástico), coletor para lixo leitoso (com identificação e
constituído de plástico) e coletor para lixo comum (possui tampas e com
identificação em lixo de papel, plástico e vidro com saco plástico comum de lixo).
3.2. Laboratório de Patologia
No laboratório de patologia, que atende os cursos de Farmácia,
Enfermagem e Medicina, são utilizadas peças humanas no estudo. O objetivo é
proporcionar aos acadêmicos o conhecimento dos mecanismos básicos dos
processos patológicos e o conhecimento das principais doenças a partir das peças
anatômicas estudadas, através de técnicas de visualização microscópicas e
macroscópicas.
As peças anatômicas são formalizadas para poder conservá-las, sendo
que o formol, utilizado para limpar uma peça é descartado no ralo da pia.
Há aproximadamente 400 peças patológicas neste laboratório, que ao
serem adquiridas são analisadas por um médico patologista, identificadas e
catalogadas pelos técnicos do laboratório. As peças são armazenadas em potes
plásticos fechados, com solução de formol, objetivando a sua conservação.
Os
tanques
existentes
neste
laboratório
são
utilizados
para
o
armazenamento de peças maiores, como amputações de pernas e braços. O
laboratório de patologia também possui uma sala de preparo, onde os técnicos
formalizam as peças amputadas.
Os equipamentos e materiais mais utilizados no laboratório de patologia
são pinça anatômica, pote plástico, formol, água, exaustão e luvas. Ao preparar as
peças usa-se os EPIs equipamento de proteção individual e equipamentos de
proteção individual EPC equipamento de proteção coletiva.
Com relação ao diagnóstico dos resíduos sólidos, observou-se que a
separação do lixo é feita em coletores perfurante, leitoso e comum.
O lixo perfurante compunha-se de lâminas de bisturi, o lixo leitoso possui
luvas e papel toalha, algum restos de peças humanas e alguns potes que continham
as peças doadas. O lixo comum era constituído de papel toalha.Os potes do médico
patologista são lavados e entregues a ele para poder doar mais peças ao laboratório
de patologia. Todos os resíduos mencionados foram quantificados para o período
estudado, conforme descrito na Tabelas 4 abaixo.
Tabela 4 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Patologia para o
período 01/09/03 a 31/10/03
Data
Descarte leitoso
Descarte Perfurante
Descarte Norma
Total por semana
(kg)
(kg)
(g)l
(kg)
01/09-05/09
2.5
0,050
*
2,55
08/09-12/09
3.0
*
*
3,0
15/09-19/09
2.0
*
2
2,002
22/09-26/09
2.0
0,006
*
2,006
29/09
1.0
*
13
1,013
01/10-03/10
2.5
3.2
*
5,7
06/10-10/10
4.0
5.0
*
9
13/10-17/10
3.2
2.0
*
5,2
20/10-24/10
*
*
*
*
27/10-31/10
4.0
*
14
4,014
Total Geral
24,2
10,256
29
34,485
* Não houve descarte de resíduos sólidos, sendo o espaço apenas ocupado para exposição de aula
aos acadêmicos.
Segundo os dados da Tabela 4, houve a produção de pouco lixo normal e
a produção de lixo média por dia foi de aproximadamente 0,56 kg. A produção de
lixo perfurante para o período estudado foi de10,256 kg, de lixo leitoso foi de24,2kg
e de lixo normal ou comum foi de 29g. A pequena quantidade de lixo normal ou
comum inviabiliza qualquer tentativa de coleta seletiva para reciclagem dos resíduos
sólidos do Laboratório de Patologia.
Com relação ao diagnóstico feito, observou-se que a separação do lixo é
feita em coletores especiais como coletor para lixo perfurante (possui identificação e
é constituído de papelão com revestimento interno de plástico), coletor para lixo
leitoso (com identificação e constituído de plástico) e coletor para lixo comum (possui
tampas e com identificação em lixo de papel, plástico e vidro com saco plástico
comum de lixo).
3.3 Laboratório de Técnica Operatória
O Laboratório de Técnica Operatória, utilizado pelo curso de Medicina,
possui várias salas tais como vestuário feminino, vestuário masculino, lavado e salas
de cirurgia, onde estas últimas exigem cuidados especiais para que não haja
contaminação.
O objetivo deste laboratório é capacitar o acadêmico a realizar cirurgias
com práticas em animais, possibilitando a aprendizagem no ser humano e ainda
buscar o desenvolvimento de habilidades com as técnicas cirúrgicas.
Os vestuários servem para as pessoas realizarem a troca de roupa, ou
seja para a colocação de roupas estéreis e próprias para a realização das aulas. Nos
tanques é onde ocorrem as realizações das técnicas de assepsia das mãos antes do
ato cirúrgico.
No laboratório de Técnica Operatória são realizadas cirurgias em cobaias,
utilizando-se principalmente os coelhos. Os materiais utilizados nas aulas práticas,
ou seja, instrumentais e vestimentas, são esterilizados e lavados após o uso.
Os equipamentos e materiais mais utilizados no laboratório de patologia
são instrumentais cirúrgicos, exaustão, mesas cirúrgicas, anestesiador, balança,
estufa, freezer, foco cirúrgico, cuba redonda, cuba redonda, seringas, agulhas,
sondas, lâmina bisturi, campo comum, campo fenestrado, aventais, calças, camisas,
toucas, máscaras e propé.
No laboratório de técnica operatória o lixo é separado conforme a sua
descrição e as vísceras são colocadas em saco plástico e congeladas em freezer
para futuro descarte. Estas vísceras congeladas ali permanecem por um período
máximo de 48 horas.
Todos os coletores de lixo possuem identificações. O saco de lixo onde
está o animal (coelho), o técnico identifica como Risco Biológico (coelho). A partir do
mês de novembro os coelhos estão sendo encaminhados ao curso de Ciências
Biológicas para a técnica de taxidermia.
As roupas de cirurgias são encaminhadas para a lavanderia e os
instrumentais são esterilizados no laboratório.
Os resíduos leitosos compunham-se de gaze suja de sangue, sondas,
todo material utilizado na prática com o animal, com exceção das agulhas de vários
calibres que são colocadas em coletor perfurante. O perfurante era constituído de
agulhas, lâminas de bisturi, angiocath, agulhas de suturas, etc e o comum de papel
toalha.
A quantidade de resíduos sólidos produzidos no laboratório de técnica
operatória para o período estudado é descrito no Tabela 5 abaixo.
Tabela 5 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Técnica Operatória
para o período 04/09/03 – 31/10/03
Data
Descarte
Descarte
Descarte de
Descarte
Total por
leitoso (kg)
Perfurante (kg)
Coelhos (kg)
Normal (g)
semana (kg)
04/09-05/09
2.0
2.5
12
10
16,51
11/09-12/09-
4.0
5.0
*
4
9,004
18/09-19/09
4.0
2.0
13
17
19,017
25/09-26/09
4.0
2.0
10
6
16,006
02/10-03/10
5.0
3.0
16
550
24,55
09/10-10/10
4.0
5.0
14
350
23,35
16/10-17/10
6.0
3.0
18
140
27,14
23/10-24/10
5.0
3.0
14
116
22,116
30/10-31/10
*
*
*
122
0,122
Total Geral
34,0
25,5
97,0
1315
157,815
* Não houve descarte de resíduos sólidos, sendo o espaço apenas ocupado para exposição de aula
aos acadêmicos.
* A prática do laboratório de Técnica Operatória iniciou no dia 04/09/03.
Como para os outros laboratórios acima descritos, a quantidade de lixo
normal ou comum foi muito pequena. Por outro lado, a quantidade total de lixo
produzido
foi
de
significativamente
aproximadamente
diferente
do
2,6kg
produzido
por
em
dia.
outros
Esta
quantidade
laboratórios
é
devido
principalmente aos coelhos descartados. A quantidade de leitoso e perfurante
permaneceu próxima do que é produzido nos outros laboratórios acima descritos. A
produção de lixo perfurante para o período estudado foi de 25,5kg e de lixo leitoso
foi de 34,0 kg e de lixo normal ou comum foi de 1315g. A pequena quantidade de
lixo normal ou comum inviabiliza qualquer tentativa de coleta seletiva para
reciclagem dos resíduos sólidos do Laboratório de Técnica Operatória.
Foi observado no acompanhamento dos resíduos produzidos que não
havia cuidado na separação do lixo realizada pelos acadêmicos para as roupas
cirúrgicas no hamper, o que poderia acarretar o descarte de roupas como lixo e
assim contribuir para o desperdício de recursos.
3.4. Laboratório de Microbiologia
No laboratório de microbiologia são estudados todos os tipos de
microorganismos, como bactérias, fungos, vírus. Os microorganismos são
estudados e observados em lâminas prontas e também em lâminas preparadas
durante a aula, as quais são observadas em microscópio. Além das lâminas, podese observá-los pelo cultivo em meios específicos, como meios de cultura. São
realizadas muitas aulas práticas identificando estes microorganismos a partir de
amostras de urina, fezes, água, leite, unhas, entre outros.
A prática de cultivo destes microorganismos são realizadas tanto ao redor
do fogo como em capela de fluxo laminar, conforme o microorganismo em estudo,
para a proteção da amostra e do manipulador. O desenvolvimento de bactérias e
fungos no laboratório é feito em estufa com placa de petri com ambiente,
temperatura e umidade adequada.
Antes da lavagem, todos os materiais utilizados e considerados
contaminados são esterilizados em Autoclave ou Estufa de Esterilização e somente
após a primeira esterilização é que eles são lavados.
O laboratório de microbiologia possui além dos microscópios, um
microscópio de acoplar em que o professor mostra aos alunos, via TV, a mesma
imagem focada no microscópio.
Os equipamentos e materiais mais utilizados no laboratório de
microbiologia são capela de fluxo, lâmina, autoclave, luva e jaleco.
O laboratório tem que estar estéril, pois pode contaminar o preparo das
bactérias, sendo que para isto é feita a assepsia utilizando hipoclorito, álcool 70% e
desinfetante.
O laboratório possui equipamentos de proteção coletiva como capela de
fluxo laminar e autoclave. Os equipamentos de proteção individual, exigido para
todos os alunos, são as luvas, jalecos, máscaras e toucas.
Os acadêmicos precisam lavar as mãos antes e depois da técnica no
laboratório, ter as unhas curtas, sem anel e usar jaleco, mas a maioria não procede
desta maneira.
Os resíduos produzidos no período estudado foram normal ou comum
constituído de papel toalha. O leitoso compunha-se de gaze, algodão e o perfurante
de lamínula, lâmina. Foram produzidos no período de 01/09 à 31/10/03 13 kg de
resíduo leitoso, 16,4 kg de resíduo perfurante e 2,24 kg de resíduo normal, conforme
mostra a Tabela 6 abaixo.
Tabela 6 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Microbiologia para o
período 01/09/03 a 31/10/03
Data
Descarte leitoso
Descarte Perfurante
Descarte Normal
Total por semana
(kg)
(kg)
(g)
(kg)
01/09-06/09
2.5 kg
3.2 kg
60
5,76
08/09-13/09
4.0 kg
5.0 kg
500
9,5
15/09-20/09
*
*
50
0,05
22/09-27/09
*
*
30
0,03
29/09-30/09
*
*
15
0,015
01/10-04/10
2.5 kg
3.2 kg
700
6,4
06/10-11/10
4.0 kg
5.0 kg
800
9,8
13/10-18/10
*
*
20
0,02
20/10-25/10
*
*
40
0,04
27/10-31/10
*
*
27
0,027
Total Geral
13,0
16,4
2242
31,642
* Não houve descarte de resíduos sólidos, sendo o espaço apenas ocupado para exposição de aula
aos acadêmicos.
A produção média por dia de lixo no Laboratório de Microbiologia para o
período estudado foi de aproximadamente 0,52 kg por dia. A pequena quantidade de
lixo normal ou comum inviabiliza qualquer tentativa de coleta seletiva para
reciclagem dos resíduos sólidos do Laboratório de Microbiologia.
A separação neste laboratório dos diversos tipos de resíduos sólidos foi
considerada ruim, pois em muitos dos dias observados havia muitas misturas, o que
dificulta o correto destino de cada tipo.
3.5. Laboratório de Parasitologia
No laboratório de Parasitologia são realizados, na maioria das vezes,
exames de fezes. Através da análise das fezes pode-se identificar os parasitas tanto
macro como microscopicamente. Os materiais não mais utilizados em aula são
descartados em um vaso especial (esburgo) contido no próprio laboratório.
Os equipamentos e materiais mais usados no laboratório de patologia são
cabine de Segurança Biológica (cabine de fluxo laminar), centrífuga, fibrilômetro,
geladeira, lâminas Prontas de Parasitologia, microscópio, reagentes, TV e Vídeo e
vidrarias.
No laboratório de parasitologia o professor traz as fezes e o técnico as
deixa guardadas em potes, diluídas com uma solução conservante. O descarte das
fezes é no expurgo e possui todos os lixos com identificações e a limpeza do
laboratório de parasitologia é feita com hipoclorito, álcool 70% e desinfetante.
Os equipamentos de proteção individual são luvas, jaleco e máscara e os
equipamentos de proteção coletiva são capela de fluxo laminar e chuveiro.
Os resíduos produzidos no laboratório de parasitologia foram perfurante,
(constituído de lâmina, lamínula), leitoso (composto de algodão e gaze) e normal,
contendo apenas papel toalha, conforme mostra a Tabela 6 abaixo.
Tabela 7 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Parasitologia para o
período 01/09/03 – 31/10/03
Data
Descarte leitoso
Descarte Perfurante
Descarte Normal
Total por semana
(kg)
(kg)
(g)
(kg)
01/09-06/09
2.5 kg
3.2 kg
500
6,2
08/09-13/09
4.0 kg
5.0 kg
600
9,6
15/09-20/09
*
*
800
0,8
22/09-27/09
*
*
65
0,065
29/09-30/09
*
*
80
0,08
01/10-04/10
2.5 kg
3.2 kg
600
6,3
06/10-11/10
4.0 kg
5.0 kg
700
9,7
13/10-18/10
*
*
30
0,03
20/10-25/10
*
*
25
0,025
27/10-31/10
*
*
20
0,02
Total Geral
13,0
16,4
3420
32,82
* Não houve descarte de resíduos sólidos, sendo o espaço apenas ocupado para exposição de aula
aos acadêmicos.
A quantidade de lixo produzido para o período estudado neste laboratório
foi de aproximadamente 0,534 kg por dia. A produção de lixo perfurante para o
período estudado foi de 16,4 kg, de lixo leitoso foi de 13,0 kg e de lixo normal ou
comum foi de 3420 g. A pequena quantidade de lixo normal ou comum inviabiliza
qualquer tentativa de coleta seletiva para reciclagem dos resíduos sólidos do
Laboratório de Parasitologia.
A separação dos resíduos nos coletores foi boa e a proteção no manuseio
do lixo para ser encaminhado ao armazenamento externo foi feito em mãos até o
depósito de lixo.
3.6. Laboratório de Imunologia
O laboratório de Imunologia busca através de aulas práticas entender o
funcionamento do Sistema Imune (SI) e seus componentes e estudar as bases
moleculares da interação antígeno-anticorpo dos processos celulares evolutivos.
Neste laboratório estuda-se fenômeno imunológico que ocorre em diferentes
organismos e os estudos são feitos em animais (ratos e camundongos) ou in vitro.
O laboratório oferece reagentes para práticas de tipagem sanguínea,
eletroforese (estudo de DNA), cultura de células, contagem de células (glóbulos
vermelhos e brancos), enxerto de pele, inoculação de células em animais de mesma
linhagem, tolerância imunológica, entre outras.
Além dos equipamentos comuns de laboratório há 20 microscópios
binoculares e 01 de Imunoflorescência que fica em uma sala mantida com condições
de pouca luminosidade, necessário para a técnica de imunoflorescência. Também
possui uma centrífuga refrigerada, ideal para se trabalhar com células inalteradas.
Os equipamentos e materiais mais utilizados no laboratório de imunologia
são balanças, banho-maria, cabine de Segurança Biológica (cabine de fluxo
laminar), cabine de Segurança Química, centrífuga, estufa de CO2, estufa de
Esterilização e Secagem, geladeira, microscópios, reagentes, TV e Vídeo e vidrarias.
No laboratório de imunologia são realizadas técnicas com camundongo
para observações de tecidos avaliando a imunidade.
O laboratório possui os lixos com identificações para que todos façam o
descarte corretamente, mas nem sempre ocorre desta maneira. Até pouco tempo
gaze, algodão e luvas eram colocados em lixo comum e agora existem identificações
para cada tipo de lixo. No lixo perfurante ficam as seringas, agulhas e lâminas de
bisturi. Lixo leitoso procura-se colocar o algodão, luvas gaze e papel toalha. E possui
o lixo comum onde o técnico tem que observar todos os lixos para verificar se os
lixos não estão misturados.
Os resíduos produzidos no laboratório de parasitologia foram perfurante,
(constituído de lâminas, lamínulas), leitoso (composto de gaze e algodão) e normal
(contendo papel toalha), conforme mostra a Tabela 7 abaixo.
Tabela 8 - Resíduos Sólidos produzidos no Laboratório de Imunologia para o
período 01/09/03 – 31/10/03
Data
Descarte leitoso
Descarte Perfurante
Descarte Normal
Total por semana
(kg)
(kg)
(g)
(kg)
04/09-05/09
2.5
3.2
300
6,0
11/09-12/09-
4.0
5.0
800
9,8
18/09-19/09
*
*
60
0,06
25/09-26/09
*
*
50
0,05
02/10-03/10
2.5
3.2
500
6,2
09/10-10/10
4.0
5.0
1000
10,0
16/10-17/10
*
*
30
0,03
23/10-24/10
*
*
50
0,05
30/10-31/10
*
*
80
0,08
Total Geral
13,0
16,4
2870
32,27
* Não houve descarte de resíduos sólidos, sendo o espaço apenas ocupado para exposição de aula
aos acadêmicos.
A produção média de resíduos sólidos por dia para o laboratório estudado
e para o período envolvido foi de aproximadamente 0,53 kg/ dia. A produção de lixo
perfurante para o período estudado foi de 16,4kg, de lixo leitoso foi de 13,0 kg e de
lixo normal ou comum foi de 2870 g. A pequena quantidade de lixo normal ou
comum inviabiliza qualquer tentativa de coleta seletiva para reciclagem dos resíduos
sólidos do Laboratório de Imunologia.
A separação dos resíduos nos coletores foi boa e a proteção no manuseio
do lixo para ser encaminhado ao armazenamento externo foi feito com a fiorino da
Prefeitura Municipal de Criciúma, sendo as condições de proteção não muito
adequadas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Segundo os dados obtidos para o período de estudo de 01/09 à 31/10/03
nos sete laboratórios da saúde, conclui-se que é inviável a organização de uma
coleta seletiva, considerando a pequena quantidade de recicláveis secos produzidos
e chamados neste trabalho de lixo normal ou comum.
De modo geral a quantidade de separação dos resíduos produzidos nos
laboratórios estudados pode ser considerada baixa, apontando para a necessidade
de um programa de educação dos usuários no sentido de separar corretamente os
resíduos e ainda evitar desperdícios de materiais, mesmo não sendo esta uma
situação presente em todas as atividades desenvolvidas. Também notou-se a
necessidade de alertar o motorista da prefeitura que faz a coleta dos resíduos, para
que não haja descuidos como os notados em diversos dias de coleta. Além disso, no
final de cada semestre há a necessidade de que a prefeitura disponibilize com
espaço maior ou faça duas coletas para suprir o grande descarte de coelhos que
ocorre neste período. Pois mesmo que alguns coelhos estão sendo doados depois
da técnica operatória para o curso de ciências biológicas em técnica de taxidermia,
ainda ficamos com muitos coelhos a serem descartados pela a coleta da prefeitura.
A produção média de resíduos sólidos dos laboratórios no 60 dias de
estudo foi de 1,10 kg/dia para o Laboratório de Habilidades I; 1,06 kg/dia para o
Laboratório de Habilidades II; 0,56 kg/dia para o Laboratório de Patologia; 2,6 kg/dia
para o Laboratório de Técnica Operatória; 0,52 kg/dia para o Laboratório de
Microbiologia 0,534 kg/dia para o Laboratório de Parasitologia e 0,53 kg/dia para o
Laboratório de Imunologia. Esta produção mostra que quem produz mais resíduos é
o Laboratório de Técnica Operatória com 2,6 kg/dia, devido à presença de muitas
cobaias utilizadas nos estudos. No geral, a produção de resíduos sólidos nos demais
laboratórios estudados pode ser considerada baixa, ficando em torno de 0,61
kg/dia/laboratório.
Observou-se
também
que
o
sistema
de
armazenamento
e
acondicionamento do lixo na área da saúde, está de acordo com as normas exigidas
pela Vigilância Sanitária.
REFERÊNCIAS
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http://www.kompac.com.br/noticias/residuos%20hospitalares.htm. Acesso em: 03 de
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eliminação e valorização. Porto Alegre: Prosab 2, 2001.
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Ambiental. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2002.
COLETA
de
resíduos
líquidos
de
laboratório.
Disponível
http://www.reitoria.ufsc.br/cga/Rll.htm. Acesso em: 04 de maio de 2003.
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clinical. Wastes. Journal of Applied Bacteriology, v. 1, p. 01-06, 1992.
DO LIXO dos estabelecimentos de assistência médico - hospitalar. Disponível em:
http://www.fbh.com.br/documentos/paginas/normas/FBH-Residuos_EAS.doc.
Acesso em: 04 de maio de 2003.
ELIMINAÇÃO
de
resíduos
de
laboratório.
Disponível
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http://www.quimica.ufpr.br/~ssta/elimina.html. Acesso em: 04 de maio de 2003.
FERREIRA, J. A. & ANJOS, L. A. dos. Aspectos de saúde coletiva e ocupacional
associados à gestão dos resíduos sólidos municipais. Cad. Saúde Pública, São
Paulo, v. 17, n. 3, p. 689-696, maio/jun. 2001. Disponível em:
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GERENCIAMENTO de Resíduos Químicos em laboratórios de Ensino e Pesquisa.
Disponível em: http://www.quimica.ufpr.br/~tecnotrat/gerenciamentoresiduos.htm.
Acesso em: 04 de maio de 2003.
JUCÁ, J. F. T. Destinação final dos resíduos sólidos no Brasil: situação atual.
10º SILUBESA – Simpósio Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental,
2002. Disponível em: http://www.foro-z.com/showartikel_new.asp?ID=47. Acesso
em: 25 de abril de 2003.
REICHERT, G. A. Gerenciamento integrado de resíduos sólidos: uma proposta
inovadora. Ciência & Ambiente, Santa Maria, n. 18, p .52-67, jan./jun. 1999.
RUTALA, W. A.; MAYHALL C.G. Society of Hospital Epidemiology of America.
1992.
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<http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102311X2002000500033&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 03 de maio de 2003.
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pensam mulheres residentes na periferia de um grande centro urbano. Cad. Saúde
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<http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102311X2002000600012&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 03 de maio de 2003.
ANEXOS
Anexo 1
Laboratório de Habilidades I
Anexo 2
Laboratório de Habilidades II
Anexo 3
Laboratório de Patologia
Anexo 4
Laboratório de Técnica Operatória
Anexo 5
Laboratório de Parasitologia
Anexo 6
Laboratório de Microbiologia
Anexo 7
Laboratório de Imunologia
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GEOVANA GOMES DA SILVA DIAGNÓSTICO DE