CEVALOR ENSAIOS DE TIPO INICIAL PARA MARCAÇÃO CE DA PEDRA NATURAL COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA Centro Tecnológico para o Aproveitamento e Valorização das Rochas Ornamentais e Industriais CEVALOR Marcação CE e Directiva 89/106/CE A marcação CE garante a conformidade de um produto com o conjunto de obrigações que incumbem ao fabricante por força das directivas comunitárias aplicáveis. Para lançar as bases para a implementação da marcação “CE” nos produtos da construção, isto é, nos produtos destinados a serem permanentemente incorporados em obras de construção, incluindo as obras de construção civil e de engenharia civil, foi publicada a Directiva 89/106/CE . COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Directiva 89/106/CE – Directiva dos Produtos da Construção A DPC - 89/106/CE, de 21 de Dezembro de 1988 , estabelece que os produtos devem estar aptos ao uso a que se destinam, por forma a permitir que as obras onde estes sejam incorporados cumpram com os requisitos essenciais da directiva: - Resistência Mecânica e Estabilidade; - Segurança contra Incêndios; - Higiene, Saúde e Ambiente; - Segurança na utilização; - Protecção contra o Ruído, - Economia de energia e Retenção de calor COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Normas Harmonizadas • São normas europeias que obedecem a um mandato emitido pela Comissão, após consulta dos Estados Membros. São normas de características de produto contendo, na maioria dos casos, partes voluntárias ou não-harmonizadas, referentes a características dos produtos não regulamentadas em nenhum Estado-membro. • Todas as normas harmonizadas elaboradas no âmbito da DPC incluem um anexo informativo ZA que identifica os requisitos objecto de regulamentação e as cláusulas da norma onde eles são tratados, constituindo assim a parte harmonizada da norma a partir da qual a marcação CE é atribuída. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Normas Harmonizadas Aplicáveis à Pedra Natural Produto Norma Harmonizada Lajes de pedra natural para pavimentos exteriores - Requisitos e métodos de ensaio EN 1341:2001 Cubos e paralelipípedos de pedra natural para pavimentos exteriores – Requisitos e métodos de ensaio EN 1342:2001 Guias de pedra natural para pavimentos exteriores – Requisitos e métodos de ensaio EN 1343:2001 Produtos de Pedra natural – Placas para revestimentos de paredes – Requisitos EN 1469:2004 Produtos de pedra natural – Ladrilhos modulares - Requisitos EN 12057:2004 Produtos de pedra natural – Placas para pavimentos e degraus – Requisitos EN 12058:2004 Especificações para unidades de alvenaria. Parte 6: Unidades de alvenaria em pedra natural EN 771-6:2005 Ardósias e produtos de pedra para cobertura e revestimentos descontínuos. Parte 1: Especificação dos Produtos EN 12326-1:2004 CEVALOR Sistemas de Avaliação da Conformidade Atribuições Sistemas de avaliação da conformidade Requisitos da certificação 1+ Ensaio inicial do produto Controlo de produção da fábrica Fabricante Ensaio de amostras colhidas na fábrica de acordo com um programa de ensaio previamente estabelecido Ensaio inicial do produto Organismo notificado Inspecção inicial da fábrica e do controlo da produção da fábrica Fiscalização, apreciação e aprovação contínuas do controlo de produção da fábrica Ensaio aleatório de amostras colhidas na fábrica, no mercado, ou no local da obra COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA 1 2+ 2 3 4 CEVALOR O que fazer para obter a marcação CE em pedra natural ? • Ensaios de Tipo Inicial. • Implementação de sistema de controlo na fábrica. • Ensaios de Controlo da produção. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR PEDRA NATURAL - ENSAIOS DE TIPO INICIAL • São necessários para determinar os valores que devem ser declarados em relação a cada propriedade. • Devem ser executados, quando: − a Norma seja aplicada pela primeira vez ou no início da produção de um novo tipo de pedra; − quando ocorram alterações significativas da matéria-prima, verificadas visualmente, ou modificações significativas nos resultados do controlo da produção em fábrica (CPF). COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTO” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA Norma de Produto Propriedades / Norma de Referência Descrição Petrográfica (EN 12407) NP EN 1341 NP EN 1342 NP EN 1343 NP EN 1469 NP EN 12057 NP EN 12058 x x x x x x Comportamento ao Fogo (EN 13501-1) Resist. à Flexão (EN 12372 ou EN 13161) Gelo (EN12371) (Flexão Após Gelo) Resistência à Compressão (EN 1926) Gelo (EN12371) (Compressão Após Gelo) Absorção de Água (EN 13755) x x x x x x M.Vol.Aparente e Porosidade Aberta x x x x x x x x x Resistência ao Desgaste (EN 14157) x x Resist. ao Escorregamento (EN 14231) x (EN 1936) Absorção de Água por Capilaridade (EN 1925) (apenas se Porosidade Aberta ≥1%) Resist. Choque Térmico (EN 14066) Ancoragens (EN 13364) (apenas se as placas se destinarem a ser fixadas mecanicamente) Permeabilidade ao Vapor (EN 12524) Tactilidade (Descrição do perfil da superfície) Legenda: √ - Ensaio Obrigatório X - Ensaio Recomendado CEVALOR Descrição Petrográfica Norma de Ensaio - EN 12407 Objectivo - Identificação detalhada dos minerais constituintes da rocha, através do estudo ao microscópio petrográfico de uma lâmina delgada da pedra. Importância da execução do ensaio: •Estabelecer a classificação petrográfica. • Caracterizar as pedras naturais, não só do ponto de vista dos seus componentes minerais, textura e estrutura, mas também relativamente a qualquer característica da cor, presença de veios, de fósseis, descontinuidades, etc. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência à Compressão Uniaxial Norma de Ensaio – EN 1926 Procedimento - Os provetes (após rectificação das faces de carga, se necessário) são centrados sobre o prato da prensa de ensaio. É aplicada uma força uniformemente distribuída nas faces de carga, cujo incremento é contínuo, até ocorrer a ruptura do provete. N.º de Provetes: Pelo menos, 10 Dimensões: (50x50x50) mm ou (70x70x70) mm Outras dimensões → cilindros rectos de base circular cujo diâmetro e altura sejam iguais a (70 ± 5) mm ou (50 ± 5) mm. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência à Compressão Uniaxial Expressão de Resultados Individuais: A resistência à compressão (R) de cada provete exprime-se em MPa, de acordo com a equação: F R= A F - Carga de ruptura (N) A - Área da secção transversal (mm2) COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência à Compressão Uniaxial Importância da execução do ensaio: • Se a rocha tiver que suportar cargas elevadas, quer durante a fase de transporte e armazenamento (empilhar a pedra) quer durante a fase de utilização; e principalmente: • Se a pedra for utilizada com funções estruturais, como colunas ou pilares, onde actuem cargas verticais. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência à Flexão sob Carga Centrada Norma de Ensaio - EN 12372 Procedimento – Aplicação progressiva de uma carga uniforme no centro do provete, até ruptura do mesmo. Carga Centrada Provete de Ensaio Cilindros de Apoio COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência à Flexão sob Carga Centrada Expressão de Resultados Individuais (MPa): R tf 3Fl = 2 bh 2 F – Força de Ruptura (N) l - Distância entre os cilindros de apoio (mm) (deve ser igual a cinco vezes a espessura (h) ) b – Largura do provete junto ao plano de fractura (mm) h – Espessura do provete junto ao plano de fractura (mm) COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência à Flexão sob Carga Centrada Importância da execução do ensaio: Rochas que ficam sujeitas a fortes solicitações de flexão, como quando são utilizadas em pisos suspensos (degraus de escadas e bancadas). Em revestimentos de fachadas de prédios muito altos com placas de pedra fixas através de ancoragens metálicas, pois as placas precisam de absorver as acomodações do suporte e as pressões do vento. No dimensionamento da espessura das placas para cada utilização. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Gelo Norma de Ensaio - EN 12371 Objectivo – Avaliação das alterações sofridas pela pedra natural na sua aparência visual e/ou nas suas características físico-mecânicas, quando submetida a ciclos sucessivos de gelo-degelo. Ciclo de Gelo - Cada ciclo é constituído por um período de seis horas de gelo ao ar, com temperaturas mínimas que podem chegar aos -12ºC, seguido por um período de seis horas de degelo, durante o qual os provetes estão imersos em água. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Gelo Existem dois procedimentos possíveis: Ensaio de Identificação – Quando o ensaio é executado para avaliar as variações sofridas na estrutura de pedras naturais. Ensaio Tecnológico – Quando o ensaio é executado para determinar o efeito dos ciclos de gelo/degelo em características de desempenho relevantes (por exemplo, resistência à flexão, resistência à compressão, resistência às ancoragens, resistência ao choque térmico). COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Gelo EnsaioTecnológico N.º de Ciclos de Gelo: Especificado na Norma de produto adequada. N.º de Provetes e Dimensões: De acordo com a Norma de referência da propriedade a avaliar (Resistência à Flexão, Resistência à Compressão, entre outras) São necessários 2 conjuntos de provetes, um a ser ensaiado de acordo com a propriedade escolhida, após ter sido submetido aos ciclos de gelo e o outro conjunto a ser ensaiado sem ser submetido a quaisquer ciclos de gelo. A avaliação do efeito dos ciclos de gelo é efectuada através da variação (normalmente decréscimo) numa propriedade específica, considerando-se que a pedra natural não resistiu aos ciclos de gelo quando se obtêm decréscimos ≥ 20%. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Gelo Ensaio de Identificação N.º de Ciclos de Gelo: Especificado pelo Requerente ou até que os provetes sejam classificados como degradados e, no máximo, até 168 ciclos. N.º de Provetes a ensaiar: Pelo menos 7 Um dos provetes é utilizado para monitorizar a temperatura. Dimensões: (300x50x50) mm A avaliação do efeito dos ciclos de gelo é efectuada recorrendo a dois critérios de deterioração: Inspecção Visual; Percentagem de Decréscimo do Módulo de Elasticidade Dinâmico. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Gelo Inspecção Visual Consiste no exame dos provetes, em todas as suas faces, e na atribuição de um valor, de acordo com uma escala definida na Norma de referência: 0 Provete Intacto. 1 Danos muito pequenos (pequeno arredondamento dos cantos e arestas) que não comprometem a integridade do provete. 2 Uma ou várias fissuras (≤ 0,1 mm de largura) ou desprendimento de fragmentos (≤ 30 mm2 por fragmento). 3 Uma ou várias fissuras, orifícios ou desprendimento de alguns fragmentos superiores aos definidos para a classificação “2”, ou alteração do material contido em veios, ou evidencia de sinais significativos de fragmentação ou dissolução. 4 Provete partido em dois ou mais ou com grandes fissuras ou desintegrado. Critério de Deterioração: 2 ou mais provetes com Classificação 3. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Gelo Decréscimo do Módulo de Elasticidade Dinâmico • Medir a frequência de ressonância fundamental de acordo com a Norma EN 14146 antes dos provetes serem submetidos a gelo e no decorrer do ensaio. • Calcular o Módulo de Elasticidade Dinâmico: Ed L = 4 × 10 −6 × l 2 × FL × ρ 2 EdL – Módulo de elasticidade dinâmico longitudinal, em MPa l - Comprimento do provete, em metros FL - Frequência de ressonância fundamental longitudinal, em Hertz Ρ - Densidade aparente do provete, em kg/m3 • Calcular o decréscimo do módulo de elasticidade dinâmico, em percentagem (E − E )×100 ∆E = 0 n E0 Critério de Deterioração: 2 ou mais provetes com Decréscimo ≥ 30%. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Absorção de Água à Pressão Atmosférica Norma de Ensaio - EN 13755 Procedimento - Após secagem a massa constante, cada provete é pesado e seguidamente imerso em água à pressão atmosférica durante 48 horas, após as quais são realizadas pesagens sucessivas (24 em 24 h) até à saturação completa do provete. N.º de Provetes: Pelo menos, 6 Dimensões: (50x50x50) mm Podem ser utilizadas outras dimensões desde que o seu volume aparente, calculado através de medições geométricas, seja de, pelo menos, 60 ml. Em complemento, a razão entre a sua área e o seu volume deve estar compreendida entre 0,08 mm-1 e 0,20 mm-1 COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Absorção de Água à Pressão Atmosférica Expressão dos Resultados Individuais (%): Ab = ms − md × 100 md md - massa do provete seco, em gramas ms - massa do provete saturado (após imersão em água até se atingir massa constante), em gramas COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Absorção de Água à Pressão Atmosférica Importância de execução do ensaio: • Elemento de avaliação da compacidade da rocha, podendo indiciar a sua durabilidade num determinado meio; • Índice decisivo na escolha do material para usos que envolvam o contacto com a água. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Massa Volúmica Aparente e Porosidade Aberta Norma de Ensaio - EN 1936 Procedimento - Após secagem a massa constante, a massa volúmica aparente e a porosidade aberta são determinadas através da absorção de água sob vácuo e da pesagem dos provetes imersos e saturados. A duração total do ensaio é de 24 horas: 2 horas sob vácuo e 22 horas imersos em água destilada à pressão atmosférica. N.º de Provetes: Pelo menos, 6 Dimensões: (50x50x50) mm Podem ser utilizadas outras dimensões desde que o seu volume aparente, calculado através de medições geométricas, seja de, pelo menos, 60 ml. Em complemento, a razão entre a sua área e o seu volume deve estar compreendida entre 0,08 mm-1 e 0,20 mm-1 COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTO” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA Vácuo: (20+7) mbar CEVALOR Massa Volúmica Aparente e Porosidade Aberta Expressão dos Resultados Individuais: md ms − md = × 100 p ρb = × ρ rh o ms − mh m s − mh md - massa do provete seco, em gramas ms - massa do provete saturado, em gramas mh - massa do provete imerso, em gramas ρrh - massa volúmica da água a 20ºC (998 kg/m3 ) ρb – massa volúmica aparente (kg/m3) P0 – porosidade aberta (%) COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Massa Volúmica Aparente e Porosidade Aberta Importância de execução do ensaio: • O ensaio de massa volúmica é útil para os cálculos de massas e volumes específicos, bem como para conhecer, de modo aproximado, o grau de compacidade e a natureza da pedra. • Os valores de porosidade disponibilizam informação acerca da extensão e das características do sistema capilar da pedra. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Coeficiente de Absorção de Água por Capilaridade Norma de Ensaio - EN 1925 (aplicável apenas pedras naturais com Porosidade Aberta ≥ 1%) Procedimento - Após secagem até massa constante, uma das faces do provete (nunca uma face com acabamento) é imersa em (3+1) mm de água e o aumento de massa sofrido é avaliado em função do tempo. N.º de Provetes: Pelo menos, 6 Dimensões: (50x50x50) mm ou (70x70x70) mm Nível da Água COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Coeficiente de Absorção de Água por Capilaridade Os intervalos de tempo variam consoante estamos a tratar de uma pedra de alta ou baixa absorção. Os resultados são apresentados graficamente: • Abcissas: Tempo decorrido sob a forma de raiz quadrada dos segundos. • Ordenadas: Água Absorvida sob a forma de g/m2. Provete X 1800 1600 1400 1200 1000 80 0 60 0 40 0 20 0 0 0 50 10 0 15 0 20 0 25 0 30 0 0,5 Tempo (segundo 35 0 40 0 45 0 ) Provete X y = 19,206x + 62,498 R 2 = 0,9966 1400 O Coeficiente de Absorção de Água por Capilaridade (C) de cada provete corresponde ao declive do segmento de recta que melhor se ajusta aos pontos iniciais do gráfico. 1200 1000 800 600 400 200 0 0 10 20 COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA 30 T empo ( segun do 40 0,5 50 ) 60 70 CEVALOR Coeficiente de Absorção de Água por Capilaridade Importância de execução do ensaio: • Permite estabelecer uma relação entre o perfil de absorção de água e a distribuição dos poros – homogénea ou não homogénea. • Indicador indirecto da durabilidade das rochas, habilitando à previsão do seu comportamento quando utilizadas em exteriores, em particular em climas frios e/ou húmidos. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Desgaste (Método “Capon”) Norma de Ensaio – EN 14157 Procedimento - Expor uma das faces do provete, simultaneamente, à rotação de uma roda de abrasão (75 voltas num minuto) e a um material abrasivo normalizado. N.º de Provetes: Pelo menos, 6 Dimensões: (150x150x30) mm Outras dimensões → obedecer à seguinte condição: Pelo menos (100×70) mm, e incluir a face superior do produto. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Desgaste (Método “Capon”) Expressão dos Resultados Individuais (mm): Medida da corda da calote (Medida ab, em milímetros), corrigida por um factor de calibração e seguidamente arredondada às décimas a intervalos de 0,5 mm. O factor de calibração é a diferença aritmética entre 20,0 mm e o valor de calibração interna registado . COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Desgaste (Método “Capon”) Importância da execução do ensaio: Útil para avaliar o comportamento de pedras naturais utilizadas em pavimentos (interiores e exteriores), nomeadamente, aqueles que se prevêem ter tráfego intensivo, tais como locais, públicos de passagem. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Escorregamento Norma de Ensaio – EN 14231 N.º de Provetes: Pelo menos, 6 Dimensões: (200x200x30) mm Outras dimensões → obedecer às seguintes condições: Cada provete deve dispor de uma superfície de ensaio de 136 mm × 86 mm. Esta superfície deve ser ensaiada com o deslizador largo de 76 mm sobre uma extensão de deslizamento de 126 mm, sendo as leituras efectuadas na escala C. Caso não seja possível dispôr-se da superfície atrás referida, pode-se seleccionar uma superfície de ensaio menor, de 42 mm × 86 mm, e realizar-se o ensaio utilizando o deslizador de 31,8 mm sobre uma extensão de deslizamento de 76 mm, sendo as leituras efectuadas na escala F. Equipamento: Pêndulo de atrito (constituído por um deslizador de borracha normalizada montado na extremidade de um pêndulo e condicionado por uma mola). COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Escorregamento Procedimento: Ajustar o braço do pêndulo de forma que o patim percorra uma superfície de ensaio de (126+1) mm ou (76+1) mm, consoante o patim utilizado seja o patim de 76 mm ou o patim de 31,8mm. Soltar o pêndulo e segurá-lo no seu movimento de retorno. Quando o pêndulo oscila, a força de atrito entre o deslizador e a superfície de ensaio é medida através da redução da amplitude da oscilação, utilizando uma escala normalizada. Pêndulo Escala Distância de deslizamento COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Escorregamento O ensaio é realizado em duas condições: superfície seca e superfície humedecida com água, após imersão dos provetes em água durante 2 horas. Superfície Polida Condições Secas Resultado=48 SRV Superfície Polida Condições Húmidas Resultado = 6 SRV Importância da execução do ensaio: • Avaliar a segurança que oferece a face vista de um elemento de pedra natural, aplicado num pavimento, a quem sobre ele caminha. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Envelhecimento por Choque Térmico Norma de Ensaio – EN 14066 Objectivo - Avaliar as possíveis modificações da pedra natural por efeito de variações súbitas de temperatura, isto é, de ciclos alternantes de calor e de imersão em água a temperaturas moderadas (choque térmico). N.º de Provetes: 13 (um dos quais será utilizado como provete de referência na inspecção visual) Dimensões: (280x70x20) mm Indicações da Norma de ensaio: Pelo menos 6 provetes com dimensões de (200x200x20) mm → Não é possível executar a verificação de controlo relativa ao Módulo de Elasticidade Dinâmico, devido ao conflito entre as dimensões dos provetes e o equipamento. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Envelhecimento por Choque Térmico Procedimento • Submeter as amostras a 20 ciclos de choque térmico. • Cada ciclo consiste em variações de temperatura de acordo com o seguinte procedimento: (18±1) horas em estufa ventilada a (105±5) ºC, imediatamente seguidas por (6 ± 0,5) horas de imersão completa em água destilada ou desmineralizada a (20 ± 5) ºC. • Antes e após dos 20 ciclos de choque térmico são realizadas verificações de controlo, nomeadamente, inspecção visual, pesagem e medição do módulo de elasticidade dinâmico. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Resistência ao Envelhecimento por Choque Térmico Expressão dos Resultados Individuais: • Modificações observadas visualmente (oxidação, alteração na cor, fissuração, escamação, etc.) por comparação com o provete de referência; • Percentagem de variação de massa; • Variação do Módulo de Elasticidade Dinâmico. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Outras características a determinar Comportamento ao fogo “As pedras naturais são consideradas Classe A1 quanto ao comportamento ao fogo, de acordo com a emenda à Decisão 96/603/CE da CE, com as seguintes excepções: − Devem ser ensaiadas quanto ao comportamento ao fogo e classificadas de acordo com a EN 13501-1, as pedras naturais que contenham asfalto em mais de 1 % em massa ou em volume (…) − Devem ser ensaiadas quanto ao comportamento ao fogo e classificadas de acordo com a EN 13501-1, as pedras naturais cujo processamento envolve a utilização de produtos orgânicos de reconstituição superficial, de preenchimento ou produtos similares para colmatar orifícios, falhas, fracturas ou similares em mais de 1 % em massa ou em volume (…)” COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR Outras características a determinar Carga de ruptura ao nível de um orifício de ancoragem Característica a ser declarada apenas em Placas para revestimento de paredes (Norma Harmonizada EN 1469:2004) e quando as estas se destinarem a ser fixadas mecanicamente utilizando cavilhas inseridas nos seus bordos. Determinada de acordo com a metodologia descrita na EN 13364. Permeabilidade ao vapor de água Esta característica deve ser declarada quando solicitado (por exemplo, quando as placas se destinam a ser utilizadas num local sujeito a requisitos de controlo do vapor e sejam fixada com argamassas ou colas). Deve ser fornecida fazendo referência aos valores tabelados na EN 12524. Tactilidade Esta característica deve ser declarada apenas para ladrilhos destinados a pavimentos e degraus, quando existam requisitos regulamentares ou quando for solicitado. A tactilidade é expressa por uma descrição do perfil da superfície obtido por intermédio de acabamentos mecânicos. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR A caracterização físico-mecânica da pedra natural não deve ser encarada apenas como o cumprimento de um requisito legal, mas sim como um factor de valor acrescentado, uma vez que conhecer, o melhor possível, as propriedades de um produto permite não só saber aplicá-lo melhor, como auxilia a conseguir tornar o seu tempo de vida mais longo. COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA CEVALOR CONTACTO LEM (Laboratório de Ensaios Mecânicos) Responsável Técnica e da Qualidade – Paula Rebola CEVALOR – Centro Tecnológico para o Aproveitamento e Valorização das Rochas Ornamentais e Industriais Estrada Nacional 4, km 158, EC Borba, Apartado 48, 7151-912 Borba Telefone: 268 891 510 Fax: 268 891 529 Endereço electrónico: [email protected] Obrigado pela Vossa atenção ! COLÉGIO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS SEMINÁRIO “EXPLORAÇÕES A CÉU ABERTO: NOVOS DESENVOLVIMENTOS” 23 DE MARÇO 2011, PAULA REBOLA