UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM BOTÂNICA
O CERRADO SENSU STRICTO DA FAZENDA ÁGUA LIMPA, BRASÍLIA, DF:
MUDANÇAS FLORÍSTICAS EM 27 ANOS DE MONITORAMENTO
Raphael Ferreira Almeida
Brasília, DF
Março/2013
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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM BOTÂNICA
O CERRADO SENSU STRICTO DA FAZENDA ÁGUA LIMPA, BRASÍLIA, DF:
MUDANÇAS FLORÍSTICAS EM 27 ANOS DE MONITORAMENTO
Aluno: Raphael Ferreira Almeida
Orientador: Dr. Christopher William Fagg
Dissertação apresentada ao programa de PósGraduação em Botânica como parte dos requisitos
para obtenção do título de mestre em Botânica da
Universidade de Brasília (UnB)
Brasília, DF
Março/2013
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AGRADECIMENTOS
À Deus, que me guia em todos os momentos e me proporciona boa índole, humildade, paciência e
amor ao próximo.
Aos meus pais Antônio e Vera por acreditarem e fazerem parte da minha história, ajudando e
incentivando a vencer cada obstáculo nessa longa jornada; o meu muito obrigado. Amo vocês.
Ao meu irmão Weslley pelos momentos de risos e pelos sobrinhos lindos: Yan Felipe, Ana Luiza
e Pedro Lucas, que me alegravam nos momentos mais tensos.
À Renata Beatriz, prima, irmã, companheira e grande farmacêutica da família, obrigado pelo
apoio, principalmente quando tudo parecia estar perdido. Sorte e sucesso para você sempre gatinha.
À minha tia Sandra pelo incentivo, obrigado pelas sábias palavras antes de minha partida à
Brasília.
À minha namorada Aldeni Silva de Lima, doutoranda em botânica, pelos conhecimentos e
sugestões prestados, companheirismo e paciência incondicionais até os momentos finais deste trabalho.
Obrigado por fazer parte dessa história. Sucesso a você!
À Lamartine Soares, doutorando em engenharia florestal, pelo tempo dedicado em função do meu
aprendizado, pelos conselhos, auxílio no entendimento dos vários dados e principalmente pela verdadeira
amizade. Obrigado por fazer o papel de irmão.
Ao amigo Henrique Augusto Mews, doutorando em engenharia florestal, pela atenção e
esclarecimentos prestados, muito obrigado.
À professora Dra. Ana Angélica pela ajuda, compromisso e principalmente amizade para comigo
e toda a família. Os meus sinceros agradecimentos.
Ao coordenador do curso de Ciências Biológicas do Centro de Ensino Superior de Uberaba
(CESUBE), Neivaldo Miranda Carneiro e ao professor Edson Komori das Faculdades Associadas de
Uberaba (FAZU) pela recomendação ao curso de mestrado em Botânica da Universidade de Brasília.
Obrigado pela confiança.
À Universidade de Brasília, em especial aos professores do Departamento de Botânica pelo apoio
e conhecimento disponibilizado ao longo do curso.
Aos funcionários do Herbário da Universidade de Brasília, Marina e Josemília pela atenção e
amizade.
À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pela concessão da
bolsa de estudo.
Ao professor orientador Dr. Christopher William Fagg, por acreditar no meu trabalho, pela
paciência nos momentos de preocupação e incentivo, muito obrigado. À professora Dra. Cássia Beatriz
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Rodrigues Munhoz, pelos conhecimentos prestados, apoio, confiança e companheirismo, obrigado por
contribuir com o meu crescimento, palavras são poucas para expor o quão especial você é.
À professora Regina Célia Oliveira pelos ensinamentos no pouco tempo em que passamos juntos
em disciplina, por despertar a curiosidade sobre as gramíneas, e pelos momentos de amizade juntamente
com seus orientandos, Anádria Stephanie, André Rodolfo e Priscila Reis. Muito obrigado por me
tornarem parte da família.
À professora Dra. Dalva Graciano Ribeiro pela capacitação na disciplina de microtécnica vegetal
dando auxílio e suporte para o meu aprendizado. Obrigado por tudo.
Aos professores Manoel Cláudio Silva Júnior, José Roberto Rodrigues Pinto, José Felipe Ribeiro,
Maria Cristina de Oliveira e Cássia Beatriz Rodrigues Munhoz por me acompanharem durante o mestrado
fornecendo sugestões e auxílio para o enriquecimento e sucesso do presente trabalho. Ao professor Dr.
Fabrício Alvim Carvalho por disponibilizar parte de seu tempo e compor a banca de defesa final
contribuindo com o mesmo.
Aos companheiros de campo Roberto, Beto e Mabia (funcionário e estagiários do viveiro Cerrado
vivo, respectivamente) e em especial ao Sr. Newton Rodrigues, Dra. Maria Cristina de Oliveira e Aldeni
Silva de Lima que foram fundamentais para a realização e aprendizado deste trabalho. Os meus sinceros
agradecimentos.
Aos amigos da Pós Graduação em Botânica, em especial Chesterton, Ani, Jair, Kadja, Estevão,
Aryanne, Priscila Oliveira, Suzi, Daniele, Juliana Sivestre, Daniel, Claudenir, Renata, Isa, Fernanda, Will,
Jéssica e André Moreira pelos bons momentos que passamos juntos e ao amigo Thiago DeRoure pela
atenção e auxílio nos momentos finais do mestrado. Muito obrigado a todos!
Por fim, agradeço a todos que de forma direta ou indiretamente contribuíram para o sucesso desta
dissertação.
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Aos meus pais,
motivo da minha pessoa e minhas conquistas, dedico.
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SUMÁRIO
RESUMO
ABSTRACT
1 – INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 01
2 – MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................... 02
2.1 Área de estudo............................................................................................................. 02
2.2 Amostragem ................................................................................................................ 05
2.3 Análise de dados ......................................................................................................... 06
2.3.1 Composição florística e diversidade de espécies ..................................................... 06
2.3.2 Estrutura da comunidade.......................................................................................... 07
3 – RESULTADOS ......................................................................................................... 07
3.1 Composição florística e diversidade de espécies ........................................................ 07
3.2 Estrutura da comunidade............................................................................................. 17
4 – DISCUSSÃO.............................................................................................................. 21
4.1 Composição florística e diversidade de espécies ........................................................ 21
4.2 Estrutura da comunidade............................................................................................. 23
5 – CONCLUSÕES ......................................................................................................... 25
6 – REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 26
ANEXOS .......................................................................................................................... 33
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Precipitação média anual dos últimos 28 anos (1985 a 2012). Dados da estação meteorológica
da Reserva Ecológica do IBGE, área contígua ao Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF. ... 03
Figura 2. Localização e distribuição das 21 parcelas permanentes amostradas no Cerrado sensu stricto da
Fazenda Água Limpa, Brasília, DF ............................................................................................................ 04
Figura 3. Linha do tempo representando o início da amostragem das parcelas em 1985 e os quatro
eventos de fogo em 27 anos de estudo contínuo. Em destaque a remedição do presente estudo (2012) na
área de Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa em Brasília, DF. ○= ano de amostragem ............ 05
Figura 4. Índice de diversidade de Shannon-Wiener (H’) entre os monitoramentos realizados ao longo do
tempo no Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF (Teste t, p < 0,05). Asteriscos = anos
influenciados pelo fogo; ○= mudanças não significativas; ●= mudanças significativas............................ 15
Figura 5. Curvas de rarefação espécies-área (Sobs Mao Tau) para as 19 parcelas a cada 3 anos no
Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF. .................................................................................. 16
Figura 6. Escalonamento Não-Métrico Multidimensional (NMDS) das dez amostras (anos) na área de
Cerrado sensu stricto em função da abundância de espécies. Stress = 0,45 ............................................... 17
Figura 7. Distribuição diamétrica dos indivíduos vivos em 27 anos de monitoramento no Cerrado sensu
stricto da Fazenda Água Limpa, Brasília, DF ............................................................................................ 19
Figura 8. Distribuição hipsométrica dos indivíduos vivos em 27 anos de monitoramento no Cerrado
sensu stricto da Fazenda Água Limpa, Brasília, DF .................................................................................. 20
v
LISTA DE TABELAS
Tabela 1. Número de espécies do componente lenhoso e respectivas famílias em 27 anos de
monitoramento das parcelas permanentes no Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, Brasília, DF.
Em negrito o valor das espécies com maior Índice de Valor de Importância (IVI) ................................... 09
Tabela 2. Resumo da composição florística, índices de diversidade (Shannon-Wiener e Simpson) e
equabilidade para o componente arbóreo do Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF. DA –
Densidade Absoluta; AB – Área Basal ....................................................................................................... 14
Apêndice I. Índices de Valores de Importância para as espécies arbóreas do Cerrado sensu stricto da
Fazenda Água Limpa nos dez levantamentos realizados em 27 anos de monitoramento (1985 a 2012)... 33
Apêndice II. Densidade absoluta (DA) e relativa (DR) para as espécies da comunidade arbórea na área de
Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF em dez levantamentos num período de 27 anos de
monitoramento contínuo (1985 a 2012) ..................................................................................................... 37
Apêndice III. Dominância absoluta (DoA) e relativa (DoR) para as espécies da comunidade arbórea na
área de Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF em dez levantamentos num período de 27 anos
de monitoramento contínuo (1985 a 2012) ................................................................................................. 40
Apêndice IV. Frequência absoluta (FA) e relativa (FR) para as espécies da comunidade arbórea na área
de Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF em dez levantamentos num período de 27 anos de
monitoramento contínuo (1985 a 2012) ..................................................................................................... 43
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O Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, Brasília, DF: mudanças florísticas e estruturais
em 27 anos de monitoramento (1985 – 2012).
RESUMO – (O Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, Brasília, DF: mudanças florísticas em 27
anos de monitoramento). O presente estudo objetivou avaliar a composição florística, riqueza, diversidade
e estrutura da comunidade arbórea em uma área de Cerrado sensu stricto na Fazenda Água Limpa,
Brasília, DF num período de 27 anos. Inventários contínuos foram conduzidos na área a cada três anos em
19 parcelas permanentes de 1.000 m² (20 × 50 m), e neste período quatro eventos de fogo ocorreram no
local. Os índices de diversidade de Shannon-Wiener (H’), Simpson (D) e equabilidade (J) foram usados
para comparar a composição e diversidade de espécies ao longo do tempo. Shannon exponencial (He) foi
utilizado para construção das curvas de rarefação em cada período e o Método de Escalonamento NãoMétrico Multidimensional (NMDS) para ordenar as relações florísticas entre os anos amostrados. Os
períodos de queimada não contribuíram com mudanças significativas em diversidade na comunidade
lenhosa estudada, mas a densidade de indivíduos mudou ao longo do tempo. A comunidade em estudo
tem se mantido ao longo do tempo mostrando-se resistente frente aos distúrbios por fogo pelos quais
passou.
Palavras-chave: Dinâmica, vegetação arbórea, fogo, NMDS.
ABSTRACT – (Cerrado “sensu stricto” in Fazenda Água Limpa, Brasília, DF: floristic changes in 27
years of monitoring). The present study aimed to evaluate the floristic composition, richness, diversity
and tree community structure in an area of Cerrado sensu stricto in Fazenda Água Limpa, Brasília, DF
over a period of 27 years. Continuous surveys had been conducted in the area every three years on 19
permanent plots of 1,000 m² and during this time four fire events occurred in the site. Shannon-Wiener
(H’) index, Simpson (D) and evenness (J) were used to compare the composition and diversity of species
over time. Shannon exponential was used for construction of rarefaction curves for each period and the
Method of Non-Metric Multidimensional Scaling (NMDS) was used to order the floristic composition
between the years sampled. Periods of fire did not significantly change the diversity of woody community
studied, but the density of individuals changed over time. In this study, the community has maintained
itself over the period and remained resistent to the fire disturbances.
Key words: Dynamics, woody vegetation, fire, NMDS.
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1 – INTRODUÇÃO
O bioma Cerrado é caracterizado por abrigar grande diversidade de fisionomias e uma flora rica
com 12.356 espécies (Ribeiro & Walter 2008; Mendonça et al. 2008). Quase 50% da cobertura original
do Cerrado já foi devastada, sendo que a maior parte da vegetação remanescente encontra-se modificada
por atividades antrópicas como agropecuária (MMA 2011).
A região do Cerrado ocupa grande gradiente latitudinal, em torno de 20 graus no Brasil central
(Ratter et al. 2003), e tem sido extensivamente substituída pela agricultura e pastagem cultivada (Felfili et
al. 2004), de modo que encontra-se bastante ameaçada, pois espécies nativas de importância ecológica
estão desaparecendo ao longo do tempo (Durigan & Ratter 2006).
Segundo Magurran (1988) a diversidade de espécies pode ser avaliada medindo-se o número das
mesmas, descrevendo sua abundância relativa ou por combinação destes dois componentes. A diversidade
pode influenciar na plasticidade e resistência dos organismos em relação às mudanças ambientais que
ocorrem nas comunidades (Hamilton 1999). Essas mudanças, que ocorrem ao longo do tempo podem ser
avaliadas por estudos de longa duração, pois as florestas tropicais são dinâmicas e tanto os indivíduos
como as comunidades passam por mudanças contínuas (Felfili 1995; Durigan & Ratter 2006). Vários
estudos têm sido conduzidos a nível mundial buscando entender os processos que influenciam a dinâmica
da vegetação e distribuição das espécies como clima, CO2, fogo, água, herbivoria e relação solovegetação, pois são fatores chave em ecologia (Scholes & Archer 1997, Archer et al. 2000, Bond 2008,
Sankaran et al. 2008, Grace 2004, Alo & Wang 2010, Vries et al. 2010, Staver et al. 2011, Rothamstead
Research 2012 e Buitenwerf et al. 2012).
No Brasil, estudos com parcelas permanentes buscando este conhecimento vêm sendo conduzidos
em áreas de Cerrado sensu stricto (Felfili et al. 2000; Aquino et al. 2007; Roitman et al. 2007), matas de
galeria (Felfili 1993; Felfili 1995; Schiavini et al. 2001; Lopes & Schiavini 2007) e florestas estacionais
(Aquino et al. 1999; Carvalho & Felfili 2011; Werneck & Franceschinelli 2004; Paiva et al. 2007).
Mesmo com as altas taxas de desmatamento (Silva et al. 2012), os remanescentes ainda existentes têm
sido utilizados para realização de muitas pesquisas (Silva Júnior & Sarmento 2009).
O fogo pode alterar a estrutura, a composição florística e o recrutamento de plantas (Woods 1989),
causando diminuição na densidade de árvores (Medeiros & Miranda 2005). Sua passagem pode levar à
exclusão de algumas espécies sensíveis a ele, como pela redução no número de indivíduos da
comunidade, levando a uma progressiva simplificação da composição florística e da estrutura da
comunidade ao longo do tempo (Libano & Felfili 2006). Alguns autores descrevem o Cerrado sensu
stricto como uma comunidade em não equilíbrio mantida pelos eventos de queima periódicos e em longo
prazo a supressão do fogo nessa vegetação a levaria para um clímax como Cerradão, com cobertura de
1
dossel variando de 50 a 90% e geralmente com árvores de 8 a 12 metros de altura (Lund 1843). Padrão
semelhante foi relatado em savanas Africanas úmidas, em que uma vez estabelecidas, são frequentemente
mantidas pelo fogo (Backéus 1992).
Nem todas as árvores suscetíveis aos danos ocasionados pelo fogo morrem logo após a queimada,
uma vez que a influência do fogo pode resultar na morte não pela ação direta da chama, mas sim como
resultado da desidratação da copa devido as elevadas temperaturas (Ivanauskas et al. 2003). Tanto a sua
ocorrência como a sua exclusão causarão alterações na estrutura e composição da vegetação apesar da
resiliência do Cerrado frente aos distúrbios (Felfili et al. 2000). Desde que a vegetação do Cerrado tem
estado sujeita à queimadas por tanto tempo, as espécies nativas não são somente tolerantes, mas as vezes
dependentes do evento (Coutinho 1990) e mudanças rápidas induzidas pela supressão do fogo pode levar
à extinção local (Durigan & Ratter 2006; Pinheiro & Durigan 2009). O fogo é possivelmente um fator
cujo efeito já está inserido na adaptação das espécies do Cerrado e na dinâmica deste ecossistema
(Pinheiro & Durigan 2009).
A interação meio biótico e dinâmica da vegetação determina as principais características da
comunidade vegetal, inclusive sua composição florística (Tilman et al.1997). Com isso torna-se
imprescindível que as mudanças na dinâmica natural da vegetação em função do tempo sejam avaliadas
para que os processos e mecanismos que mantém a comunidade sejam entendidos (Arce et al. 2000;
Aquino et al. 2007).
O presente estudo tem como objetivo avaliar as mudanças florísticas e estruturais da comunidade
lenhosa em uma área de Cerrado sensu stricto na Fazenda Água Limpa, Brasília, DF num período de 27
anos (1985 – 2012) buscando responder às seguintes perguntas: 1) Houve mudanças florísticas e
estruturais da comunidade neste período? 2) As mudanças, se presentes, podem estar associadas à
ocorrência de fogo registrada quatro vezes na área desde o primeiro inventáio? Se a comunidade lenhosa
do Cerrado sensu stricto é resistente, então a diversidade não se altera significativamente em 27 anos de
monitoramento, mas a riqueza sim, principalmente em função do maior período sem ocorrência de
queimada na área.
2 - MATERIAIS E MÉTODOS
2.1 Área de estudo
O estudo foi realizado na Fazenda Água Limpa (FAL), localizada nas coordenadas 15º56’ a
15º59’ S e 47º55’ a 47º58’ W no Distrito Federal, distando 20 km ao sul da cidade de Brasília (Libano &
Felfili 2006). É uma Fazenda Experimental e Estação Ecológica da Universidade de Brasília, que ocupa
área de 4000 ha e em conjunto com a Reserva Ecológica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
2
e o Jardim Botânico de Brasília totalizam 9000 ha formando parte da Área de Proteção Ambiental (APA)
Gama Cabeça de Veado (Felfili et al. 1993). A fitofisionomia predominante na FAL é o Cerrado sensu
stricto e grandes áreas de Campo sujo e Campo limpo. Esta área faz parte do sistema “Terras Altas da
Superfície Pratinha” e da Reserva da Biosfera do Cerrado do Distrito Federal (Felfili et al. 2000).
A altitude média é de 1100 m e conforme a classificação de Köpen o clima da região é do tipo
Aw, sendo caracterizado por duas estações bem definidas (quente e chuvosa,) que ocorrem de outubro a
abril, e outra fria e seca de maio a setembro (Nimer 1989). A temperatura média foi de 22,1ºC com
precipitação média anual de 1468,6 mm para os últimos vinte e oito anos (Fig. 1), segundo dados
meteorológicos da estação climatológica da Reserva Ecológica do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (Recor-IBGE), que é contígua a área de estudo. O solo predominante na área é o Latossolo
vermelho-escuro, ácido a muito ácido, com alto teor de alumínio e baixos teores de cálcio e magnésio
(Libano & Felfili 2006).
Figura 1. Precipitação média anual dos últimos 28 anos (1985 a 2012). Dados da estação meteorológica
da Reserva Ecológica do IBGE, área contígua ao Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF.
A vegetação do Cerrado sensu stricto estudado na FAL ocupa uma faixa de 148 ha (400×3700 m)
onde estão distribuídos dois tipos de estratos: o inferior composto por camada descontínua de gramíneas
de até 50 cm de altura, e o superior composto por camada lenhosa com árvores de 3 e 5 metros, sendo que
algumas chegam a atingir 12 metros (Felfili & Silva Júnior 1988). Uma média de 63 espécies lenhosas
estão distribuídas em 31 famílias nesta área (Medeiros et al. 2007). O diâmetro máximo para muitas
3
espécies é 10 cm, no entanto, poucos indivíduos de algumas espécies chegam a atingir até 50 cm de
diâmetro (Felfili & Silva Júnior 1988).
Nesta área foram estabelecidas 21 parcelas permanentes de 20×50 m (1000 m²) em 1984, que vêm
sendo inventariadas a cada três anos desde 1985 com o intuito de se avaliar a dinâmica da vegetação
arbórea (Felfili & Silva Júnior 1988; Felfili et al. 2000; Libano & Felfili 2006) (Fig. 2). As parcelas
foram estabelecidas por meio de sorteio, na faixa de 400×3700 m. No entanto, duas parcelas (parcelas 3 e
18) não têm entrado nas análises da área, devido a extravio de dados da parcela 18 no ano de 1988 e da
colocação indevida de um aceiro contra fogo na parcela três (Libano & Felfili 2006). Assim, os resultados
apresentados neste trabalho consideram somente 19 parcelas para possibilitar a comparação com os
estudos anteriores.
Figura 2. Localização e distribuição das 21 parcelas permanentes amostradas no Cerrado sensu stricto da
Fazenda Água Limpa, Brasília, DF.
4
Em 27 anos de monitoramento (1985 a 2012) houve registro de quatro queimadas na área (Fig. 3),
sendo a primeira em 1984 antes do início do primeiro levantamento (1985), a segunda em 1989, após o
monitoramento de 1988, a terceira em 1994, logo após o estudo e a quarta em 2011, antes do
monitoramento de 2012.
Figura 3. Linha do tempo representando o início da amostragem das parcelas em 1985 e os quatro
eventos de fogo em 27 anos de estudo contínuo. Em destaque a remedição do presente estudo (2012) na
área de Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa em Brasília, DF. ○= ano de amostragem.
2.2 Amostragem
A remedição das parcelas permanentes foi realizada no período seco (maio a junho de 2012)
conforme os monitoramentos anteriores e o critério de inclusão foi o diâmetro mínimo de 5 cm medidos à
altura de 30 cm do solo (D30 ≥ 5 cm) para todas as plantas lenhosas conforme recomendado por Felfili et
al. (2005). O diâmetro foi medido com uso de suta diamétrica de alumínio e a altura com régua
telescópica graduada em metros.
Em 1997 os indivíduos receberam placas de alumínio contendo o seu número identificador e o ano
de sua ocorrência. Nos levantamentos posteriores, incluindo o presente estudo (2012), aqueles que
entraram na área, ou seja, que atingiram o critério de inclusão tiveram numeração sequencial em vista ao
monitoramento anterior. O ano de ocorrência de cada indivíduo recruta também foi registrado nas placas.
A identificação do material botânico ocorreu em campo com o mesmo técnico que acompanha o
experimento desde 1985 e por meio de comparações com exsicatas do Herbário da Universidade de
Brasília (UB). Os exemplares foram classificados em famílias conforme o sistema Angiosperm
Phylogeny Group III (APG III 2009). Os autores dos primeiros trabalhos no Cerrado sensu stricto da FAL
consideraram em seus trabalhos o sistema de Cronquist (1988) em que a família Leguminosae era
subdividida em três famílias: Fabaceae, Mimosaceae e Caesalpiniaceae (Libano & Felfili 2006; Felfili et
al. 2000). Dessa forma, para facilitar a comparação com este estudo as espécies dos respectivos trabalhos
foram consideradas como estando em uma única família (Fabaceae), conforme é apresentado pela APG
III (2009). As sinonímias taxonômicas foram confirmadas nos bancos de dados virtuais do Missouri
5
Botanical Garden (http://www.tropicos.org), Kew Gardens (http://www.theplantlist.org) e Flora do Brasil
(http://floradobrasil.jbrj.gov.br/).
2.3 Análise de dados
2.3.1 Composição florística e diversidade de espécies
A composição, riqueza e diversidade foram comparadas entre os anos de 1985 a 2012. Foi gerada
uma lista de espécies para cada ano de amostragem, onde se observou a entrada e saída destas ao longo do
tempo, bem como a abundância de cada uma.
A diversidade florística em cada ano de inventário foi calculada pelo índice de diversidade de
Shannon-Wiener (H’), que é sensível às espécies raras, e o índice de dominância de Simpson (D), que dá
maior peso às espécies comuns (Magurran 2004). Juntamente ao índice de diversidade de Shannon, foi
calculado o índice de equabilidade de Pielou (J), que avalia a abundância relativa das espécies dentro da
mesma amostra (Magurran 2004). Os índices foram obtidos com uso do software Mata Nativa 3®
(Cientec 2010), que permite a realização de diagnósticos qualitativos e quantitativos de formações
vegetacionais, faz análises fitossociológicas e monitoramento de florestas por meio de inventários
contínuos analisando crescimento e desenvolvimento das espécies.
O teste t de Hutcheson (Zar 2009) foi usado para verificar se há diferenças a 5% de significância
(p < 0,05) nos valores de diversidade de Shannon-Wiener entre os anos monitorados. Este teste foi
aplicado de forma pareada entre os anos (dois a dois), totalizando 45 combinações. O teste foi realizado
com o software PAST versão 2.16 (Hammer et al. 2001). Para analisar ao longo do tempo o quão rica é a
área e em que ponto essa riqueza se estabiliza, foram construídas com auxílio do software EstimateS
(Colwell 2009) curvas de rarefação espécies-área pelo método de Mao Tau (Colwell et al.2004).
Para ordenar as relações florísticas entre os anos amostrados foi usado Método de Escalonamento
Não-Métrico Multidimensional (NMDS) no software PC-ORD (McCune & Mefford 2006) a partir da
matriz de abundância das espécies em cada ano amostrado. Este é um método baseado em uma matriz de
distância, computada por uma medida de distância ou de similaridade, em que o algoritmo busca localizar
os pontos de dados em duas ou mais dimensões (Legendre & Legendre 1998). Uma medida de estresse é
calculada para representar a incompatibilidade entre a ordem de classificação das distâncias nos dados e a
ordem de classificação das distâncias na ordenação (Kent & Coker 1992), sendo que, à medida que o
estresse diminui até chegar a um mínimo, as amostras são deslocadas em uma direção. A NMDS foi
realizada, com as seguintes configurações: distância de medida de Sorensen (Bray-Curtis), melhor
solução em duas dimensões e critério para estabilização = 0,000001.
6
2.3.2 Estrutura da comunidade
Os parâmetros fitossociológicos (área basal (Tab. 2), Índice de Valor de Importância, densidade
absoluta, densidade relativa, frequência absoluta, frequência relativa, dominância absoluta e dominância
relativa (Apêndices I, II, III e IV)) (Müeller-Dombois & Ellenberg 2002) foram obtidos com auxílio do
software Mata Nativa 3® (Cientec 2010) e utilizados para análise da estrutura da vegetação nas dez
amostras (anos de medição).
Os indivíduos vivos foram distribuídos em classes diamétricas e hipsométricas para comparar a
estrutura da comunidade ao longo do tempo. As classes foram definidas por meio do algoritmo de
Sturges: nc = 1 + 3.3 log(n), onde, nc é o número de classes e n é o número de indivíduos, e também pelo
procedimento sugerido por Spiegel (1993) em que A se refere à amplitude. Os intervalos ideais de 3,5
para a distribuição diamétrica ao longo do tempo e 1 para a distribuição hipsométrica foram calculados
em 2012 pela fórmula de Spiegel (1993).
3 - RESULTADOS
3.1 Composição florística e diversidade de espécies
O Cerrado sensu stricto da FAL apresentou mudanças florísticas em 27 anos de monitoramento
(1985 a 2012). O número variou de 57 a 65 espécies, 45 a 52 gêneros e 27 a 30 famílias, sendo que ao
longo do período na área ocorreram um total de 75 espécies, 59 gêneros e 31 famílias (Tab. 1). Ao longo
desse período o número de espécies que apresentou densidade igual ou maior que 20 indivíduos.ha-1
variou de 17 (2000) a 31 (2009) e no ano de 2012 foi de 30.
Das famílias registradas na área ao longo de 27 anos, Fabaceae foi mais representativa com 15
espécies, seguida de Vochysiaceae (6), Primulaceae (4), Malpighiaceae (4) e Erythroxylaceae (4). Estas
cinco famílias contém 44% das espécies que ocorrem na área. Do valor total de famílias (31), 15
(48,38%) apresentaram somente uma espécie. Praticamente não houve mudanças a nível de família na
área, exceto pela entrada de duas espécies em 2012, sendo uma na família Annonaceae e outra em
Asteraceae. A maioria dos gêneros, 81,35% do valor total constatado em todo o período, apresentou uma
única espécie, indicando a elevada diversidade genérica da área. Os gêneros mais representativos na área
foram Erythroxylum com quatro espécies, Byrsonima, Qualea e Vochysia com três, respectivamente.
Ao longo do tempo, 48 (64%) espécies foram comuns a todos os anos, algumas não foram
registradas numa única ocasião e outras apresentaram registro único (Tab. 1). A espécie Tabebuia aurea
(Silva Manso) Benth. & Hook.f. ex S.Moore teve seu destaque nos anos iniciais do trabalho (1985, 1988 e
1991) e a partir de 1994 não houve mais registros para a mesma. Em 27 anos de monitoramento onze
espécies, das quais seis tiveram registro único, deixaram de ocorrer na área e houve cinco novos registros
7
a partir de 2006, como Guatteria sellowiana Schltdl. e Eremanthus goyazensis (Gardner) Sch.Bip.
ocorrentes em 2012, Aegiphila sellowiana Cham. (2006, 2009 e 2012), Myrsine coriacea (Sw.) R.Br. ex
Roem. & Schult (2009 e 2012) e Rapanea crassifolia (R.Br.) Mez (2009). Em todos os inventários as
espécies que desapareceram e surgiram mais de uma vez são pouco abundantes, com três a dez indivíduos
por hectare nos levantamentos. Ao comparar o primeiro monitoramento em 1985 com o de 2012, verificase que 56 espécies foram comuns em ambas as ocasiões e que a comunidade não só alcançou, mas
ultrapassou em número de três a riqueza de espécies de 1985, mesmo com os eventos de fogo.
8
Tabela 1. Número de espécies do componente lenhoso e respectivas famílias em 27 anos de monitoramento das parcelas permanentes no Cerrado sensu
stricto da Fazenda Água Limpa, Brasília, DF. Em negrito o valor das espécies com maior Índice de Valor de Importância (IVI).
Espécie / Família
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
Annonaceae
Annona crassiflora Mart.
1(0,26)
-
1(0,3)
1(0,3)
1(0,39)
1(0,37)
1(0,3)
1(0,27)
1(0,25)
1(0,27)
Guatteria sellowiana Schltdl.
-
-
-
-
-
-
-
-
-
1(0,24)
Apocynaceae
Aspidosperma macrocarpon Mart.
2(0,59)
8(1,96)
3(1,05)
6(1,67)
2(0,92)
2(0,96)
4(1,05)
3(0,58)
4(0,84)
2(0,82)
Aspidosperma tomentosum Mart.
49(7,51)
39(5,86)
37(6,74)
36(6,22)
35(6,88)
35(6,91)
37(5,44)
38(4,75)
38(4,42)
35(4,84)
Hancornia speciosa Gomes
1(0,25)
-
-
-
-
-
1(0,25)
1(0,23)
1(0,21)
1(0,24)
Araliaceae
Schefflera macrocarpa (Cham. &
Schltdl.) Frodin
38(6,34)
41(6,16)
44(8,19)
52(9,04)
42(9,86)
49(10,59)
79(10,35)
103(10,68)
133(11,76)
126(13,7)
Asteraceae
Eremanthus glomerulatus Less.
Eremanthus goyazensis (Gardner)
Sch.Bip.
25(3,71)
33(5,38)
32(6,12)
97(10,95)
42(7,7)
86(12,75)
236(19,67)
212(16,19)
172(12,45)
49(6,03)
-
-
-
-
-
-
-
-
-
1(0,23)
Piptocarpha rotundifolia (Less.) Baker
28(4,79)
30(5,13)
20(4,12)
18(3,36)
9(2,65)
13(3,25)
26(3,86)
40(4,93)
50(5,28)
36(4,99)
5(1,16)
-
3(0,86)
4(1,13)
6(2,15)
6(2,01)
5(1,3)
5(1,2)
8(1,59)
8(1,78)
-
1(0,25)
-
2(0,55)
-
-
-
1(0,28)
1(0,27)
1(0,26)
5(1,3)
4(1)
2(0,67)
-
-
-
-
-
-
-
Calophyllaceae
Kielmeyera coriacea Mart. & Zucc.
40(5,08)
53(7,15)
30(5,66)
39(6,01)
35(7,18)
34(6,58)
53(6,51)
70(7,5)
101(8,13)
101(9,49)
Kielmeyera speciosa A.St.-Hil.
32(4,77)
12(1,97)
7(1,82)
3(0,64)
1(0,35)
1(0,34)
2(0,53)
2(0,49)
3(0,68)
3(0,75)
Caryocaraceae
Caryocar brasiliense A.St.-Hil.
57(13,14)
58(14,09)
56(14,63)
58(14,04)
51(15,95)
50(15,33)
82(14,49)
94(14,43)
110(13,36)
103(15,41)
Bignoniaceae
Handroanthus ochraceus (Cham.)
Mattos
Handroanthus serratifolius (Vahl)
S.O.Grose
Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. &
Hook.f. ex S.Moore
Continua...
9
Espécie / Família
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
Celastraceae
Plenckia populnea Reissek
Salacia crassifolia (Mart.ex Schult.)
G.Don
7(1,79)
9(2,18)
6(1,72)
5(1,3)
3(1,19)
3(1,17)
3(0,9)
2(0,51)
3(0,7)
2(0,53)
11(2,59)
12(2,71)
9(2,53)
11(2,53)
4(1,39)
2(0,71)
2(0,54)
4(0,94)
3(0,68)
2(0,51)
Connaraceae
Connarus suberosus Planch.
17(2,35)
16(2,38)
7(1,45)
5(1,19)
3(0,59)
3(0,59)
5(0,93)
7(0,97)
12(1,61)
6(1,08)
Rourea induta Planch.
21(3,84)
17(4,45)
11(1,85)
15(2,95)
4(1,15)
4(1,12)
4(0,87)
4(0,75)
4(0,69)
3(0,73)
Dilleniaceae
Davilla elliptica A.St.-Hil.
3(0,83)
2(0,52)
3(0,9)
4(1,1)
3(1,05)
4(1,1)
7(1,22)
15(2,41)
22(2,96)
19(3,14)
Ebenaceae
Diospyros burchellii Hiern
12(2,05)
15(2,1)
11(2,23)
16(2,51)
5(1,55)
5(1,55)
20(3,1)
32(3,62)
42(4,08)
29(3,89)
Erythroxylaceae
Erythroxylum campestre A.St.-Hil.
-
-
-
3(0,81)
-
-
-
-
-
-
Erythroxylum deciduum A.St.-Hil.
10(1,84)
10(2,1)
3(0,88)
4(0,89)
10(2,67)
5(1,43)
18(2,69)
12(1,89)
14(1,84)
7(1,29)
Erythroxylum suberosum A.St.-Hil.
33(4,74)
34(4,88)
13(2,34)
56(6,82)
8(2,24)
18(4,43)
45(6,16)
47(5,1)
52(5,18)
35(4,45)
Erythroxylum tortuosum Mart.
23(3,91)
24(3,94)
10(2,16)
10(2,04)
12(2,3)
12(2,18)
18(2,78)
18(2,27)
17(2,09)
9(1,47)
Euphorbiaceae
Maprounea guianensis Aubl.
-
-
-
-
1(0,34)
-
-
-
-
-
Fabaceae
Acosmium dasycarpum (Vogel)
Yakovlev
15(3,36)
14(3,64)
12(2,91)
8(1,92)
2(0,74)
1(0,37)
2(0,55)
2(0,48)
1(0,24)
-
Andira paniculata Benth.
4(0,77)
1(0,24)
1(0,28)
-
1(0,33)
1(0,33)
1(0,25)
2(0,46)
2(0,43)
2(0,47)
Bowdichia virgilioides Kunth
3(0,75)
1(0,26)
2(0,67)
2(0,64)
2(0,79)
2(0,79)
2(0,62)
3(0,82)
3(0,84)
2(0,58)
Copaifera langsdorffii Desf.
-
-
-
-
-
1(0,33)
1(0,28)
2(0,35)
2(0,37)
2(0,45)
Dalbergia miscolobium Benth.
59(11,52)
61(10,71)
52(11,95)
56(11,61)
46(14,18)
39(12,35)
46(10,38)
58(10,9)
71(10,68)
60(10,77)
Dimorphandra mollis Benth.
Enterolobium gummiferum (Mart.)
J.F.Macbr.
5(1,28)
5(1,06)
4(1,19)
5(1,41)
4(1,44)
6(2,21)
7(2,05)
9(1,99)
10(1,92)
9(2,13)
5(1,75)
5(1,56)
3(1,24)
4(1,48)
4(1,89)
3(1,41)
7(1,72)
11(2,45)
15(2,81)
11(2,27)
Hymenaea stigonocarpa Hayne
13(4,32)
14(4,04)
13(5,24)
14(4,32)
10(4,99)
9(4,31)
11(3,72)
14(3,53)
16(3,94)
9(2,69)
Continua...
10
Espécie / Família
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
Machaerium acutifolium Vogel
-
-
-
-
-
-
4(0,45)
8(0,66)
14(0,95)
10(0,82)
Machaerium opacum Vogel
1(0,26)
2(0,83)
-
1(0,27)
-
-
-
-
-
1(0,24)
Mimosa claussenii Benth.
6(1,59)
13(2,16)
5(1,48)
12(2,17)
4(1,12)
4(0,87)
17(3)
6(1,38)
3(0,64)
-
Pterodon emarginatus Vogel
Tachigali vulgaris L.G.Silva &
H.C.Lima
Stryphnodendron adstringens (Mart.)
Coville
26(6,23)
27(6,32)
21(6,42)
15(4,98)
11(4,16)
10(4,18)
19(4,32)
47(6,43)
73(7,55)
77(9,2)
95(14,95)
108(18,27)
97(20,95)
98(21,16)
68(22,21)
65(22,2)
84(19,87)
92(17,91)
93(16,38)
69(13,98)
64(9,57)
75(9,78)
70(11,78)
63(10,62)
28(7,79)
47(10,58)
73(9,54)
72(8,51)
74(7,8)
30(4,99)
Vatairea macrocarpa (Benth.) Ducke
7(1,39)
2(0,51)
8(2,07)
9(2,01)
8(2,36)
7(1,97)
10(2,26)
10(1,91)
13(2,06)
11(2,05)
Lamiaceae
Aegiphila sellowiana Cham.
-
-
-
-
-
-
-
1(0,23)
2(0,42)
1(0,23)
Loganiaceae
Strychnos pseudoquina A. St.-Hil.
3(0,83)
2(0,51)
3(0,94)
4(0,98)
5(1,58)
4(1,42)
4(1,08)
6(1,27)
8(1,49)
7(1,5)
Lythraceae
Lafoensia pacari A.St.-Hil.
2(0,35)
1(0,25)
2(0,68)
3(0,88)
2(0,8)
2(0,76)
5(1,09)
7(1,3)
8(1,31)
4(0,79)
Malpighiaceae
Byrsonima coccolobifolia Kunth
41(6,06)
39(6,18)
15(3,32)
5(1,41)
2(0,69)
2(0,68)
7(1,58)
5(1,14)
13(1,96)
8(1,75)
Byrsonima crassifolia (L.) Kunth
Byrsonima verbascifolia (L.) Rich. ex
Juss.
82(10,49)
75(10,73)
43(7,39)
41(6,8)
36(7,33)
37(7,21)
48(6,65)
53(6,45)
59(6,38)
59(7,12)
55(7,83)
61(7,17)
35(6,16)
23(4,26)
20(5,13)
14(3,46)
16(3,19)
18(2,92)
24(3,69)
26(4,47)
Heteropterys byrsonimifolia A.Juss.
2(0,61)
1(0,32)
1(0,39)
-
1(0,44)
2(0,78)
5(1,03)
12(1,69)
17(2,2)
16(2,09)
Malvaceae
Eriotheca pubescens (Mart. & Zucc.)
Schott & Endl.
5(1,66)
5(1,4)
6(2,04)
12(2,83)
13(4,02)
15(4,1)
11(2,62)
33(4,36)
40(4,89)
42(5,82)
Melastomataceae
Acinodendron ferrugineum (Desr.)
Kuntze
Acinodendron pohlianum (Cogn.)
Kuntze
11(2,92)
12(2,91)
10(2,77)
13(2,77)
6(2,05)
11(2,9)
15(2,86)
18(2,81)
29(3,47)
29(4,11)
46(8,12)
58(9,29)
56(9,43)
73(10,65)
50(10,21)
55(11,32)
119(13,98)
140(14,29)
169(15,37)
130(15,43)
Miconia albicans (Sw.) Steud.
-
-
-
-
1(0,33)
2(0,44)
1(0,25)
-
-
Continua...
11
Espécie / Família
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
Myrtaceae
Blepharocalyx salicifolius (Kunth)
O.Berg
7(2,11)
10(3,23)
9(3,34)
16(4,35)
18(5,7)
17(5,77)
26(6,2)
36(7,15)
43(7,41)
47(8,87)
Myrcia splendens (Sw.) DC.
1(0,25)
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Psidium laruotteanum Cambess.
1(0,27)
1(0,25)
-
-
-
-
1(0,25)
2(0,46)
2(0,43)
2(0,48)
Nyctaginaceae
Guapira noxia (Netto) Lundell
17(4,12)
19(5,59)
16(4,27)
14(3,63)
10(3,59)
14(4,05)
38(5,77)
49(6,36)
50(6,03)
46(6,29)
Neea theifera Oerst.
-
1(0,24)
1(0,29)
2(0,62)
-
-
3(0,76)
5(0,98)
3(0,67)
2(0,48)
Ochnaceae
Polyouratea hexasperma (A. St.-Hil.)
Tiegh.
233(25,31)
241(24,75)
219(27,03)
263(28,36)
250(34,86)
253(34,41)
275(25,78)
282(22,35)
279(20,55)
231(20,37)
Primulaceae
Cybianthus detergens Mart.
Myrsine coriacea (Sw.) R.Br. ex Roem.
& Schult.
-
-
-
-
-
1(0,33)
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
1(0,21)
1(0,23)
Myrsine guianensis (Aubl.) Kuntze
7(2,07)
9(2,47)
7(2,42)
4(1,33)
2(0,95)
2(0,99)
9(1,56)
23(2,56)
50(4,12)
35(3,81)
Rapanea crassifolia (R. Br.) Mez
-
-
-
-
-
-
-
-
2(0,42)
-
Proteaceae
Roupala montana Aubl.
40(6,88)
36(5,65)
26(5,13)
31(5,59)
17(4,63)
15(4,65)
39(5,95)
70(7,41)
101(8,55)
61(6,9)
77(9)
88(9,2)
67(9,68)
88(11,05)
52(8,82)
33(6,15)
35(4,68)
29(3,8)
31(4,01)
21(3,72)
2(0,33)
3(0,55)
1(0,28)
2(0,35)
4(1,09)
1(0,33)
1(0,25)
1(0,23)
-
-
Salicaceae
Casearia sylvestris Sw.
6(1,04)
-
-
-
-
-
-
1(0,23)
1(0,21)
1(0,23)
Sapotaceae
Pouteria ramiflora (Mart.) Radlk.
38(7,46)
37(7,39)
36(8,21)
40(8,8)
34(9,02)
35(9,09)
39(7,54)
50(7,64)
56(7,26)
50(7,59)
Styracaceae
Styrax ferrugineus Nees & Mart.
22(4,2)
23(4,57)
21(4,57)
24(4,71)
15(4,52)
15(4,5)
41(6,48)
62(7,01)
71(7,53)
27(4,38)
Rubiaceae
Palicourea rigida Kunth
Tocoyena formosa (Cham. & Schltdl.)
K.Schum.
Continua...
12
Espécie / Família
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
Symplocaceae
Symplocos rhamnifolia A.DC.
11(1,82)
9(1,49)
9(1,89)
7(1,52)
7(1,97)
8(2,32)
10(2,01)
10(1,76)
7(1,42)
6(1,42)
Vochysiaceae
Qualea grandiflora Mart.
109(16,7)
125(17,19)
104(17,72)
104(16,43)
80(18,02)
76(16,86)
92(13,57)
107(13,78)
124(13,91)
121(16,79)
Qualea multiflora Mart.
23(5)
25(4,98)
22(5,23)
25(5,72)
16(4,13)
15(3,56)
23(4,01)
29(4,81)
36(4,95)
60(7,73)
Qualea parviflora Mart.
171(32,86)
166(26,46)
130(29,25)
114(22,8)
76(21,25)
78(19,42)
207(24,26)
228(24,99)
205(20,61)
191(22,67)
Vochysia elliptica Mart.
39(5,6)
48(7,87)
43(6,78)
44(6,71)
39(8,73)
34(7,28)
35(5,15)
35(4,54)
40(4,65)
41(5,56)
Vochysia rufa Mart.
-
1(0,63)
-
-
-
-
-
-
-
-
Vochysia thyrsoidea Pohl
27(5,55)
24(5,18)
32(8,42)
36(8,82)
30(9,7)
34(11,94)
35(9,54)
42(9,77)
44(10,27)
42(12,41)
13
O índice de diversidade de Shannon-Wiener (H’) foi elevado e variou de 3,27 a 3,49 e
equabilidade de 0,80 a 0,84 (Tab. 2) ao longo do tempo. A menor diversidade ocorreu nos inventários de
1997 e 2000, enquanto que a maior em 2009. Os valores de Shannon-Wiener (H’) não foram
significativos pelo teste t de Hutcheson (p < 0,05) nos períodos de 1985 a 1994 e 2009 a 2012 (períodos
de ocorrência do fogo em intervalos de cinco anos), porém num tempo maior sem a passagem do evento
(1994 a 1997 e 2003 a 2009) mudanças significativas são observadas na comunidade (Fig. 4).
Tabela 2. Resumo da composição florística, índices de diversidade (Shannon-Wiener) e equabilidade
para o componente arbóreo do Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF. DA – densidade
absoluta; AB – área basal.
Indivíduos (n)
-1
DA (ind., ha )
-1
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
1.801
1.866
1.510
1.720
1.251
1.303
2.072
2.401
2.696
2.180
947,89 982,10 794,73 905,26 658,42 685,78 1090,52 1263,68 1418,94 1147,36
AB (m².ha )
7,21
10,6
6,3
6,9
5,5
5,9
7,7
9,7
10,6
9,2
Famílias
29
27
28
28
29
28
28
30
30
30
Gêneros
51
48
47
45
47
48
51
52
52
50
Espécies
61
59
57
57
57
58
61
63
64
64
Shannon (H')
3.46
3.42
3.36
3.37
3.27
3.27
3.3
3.4
3.49
3.46
Equabilidade (J')
0.84
0.84
0.83
0.83
0.81
0.81
0.8
0.82
0.84
0.83
14
Figura 4. Índice de diversidade de Shannon-Wiener (H’) entre os monitoramentos realizados ao longo do
tempo no Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF (Teste t, p < 0,05). Asteriscos = anos
influenciados pelo fogo; ○= mudanças não significativas; ●= mudanças significativas.
As maiores alterações na área foram observadas na densidade de indivíduos vivos por
levantamento. Em 27 anos de monitoramento a comunidade apresentou acréscimos e decréscimos no
número dos mesmos variando de 1.251 em 1997 até 2.696 indivíduos em 2009. Nos primeiros 15 anos o
número de indivíduos estava abaixo de 2.000 e a partir de 2003 esse número foi ultrapassado. A área
passou por quatro eventos de queimada: o primeiro ocorreu em 1984 antes do primeiro monitoramento
em 1985; o segundo em 1989 após o monitoramento de 1988, o que contribuiu com decréscimo de 356
indivíduos em 1991; o terceiro ocorreu em 1994 logo após o levantamento deste mesmo ano ocasionando
perda de 469 indivíduos em 1997. Por outro lado, um tempo maior sem a passagem de fogo na área de
1997 até 2009 contribuiu com acréscimo de 1.445 indivíduos e consequentemente sua passagem em
setembro de 2011 ocasionou perda de 516 indivíduos em 2012 (Tab.2).
A riqueza da área aumenta a cada ano nas parcelas iniciais e estabiliza a partir da décima parcela
mostrando que a suficiência amostral ocorreu em 1 ha. Esse resultado indica que a amostra foi abrangente
o suficiente para representar a riqueza florística da vegetação na área ao longo do tempo (Fig. 5).
15
Figura 5. Curvas de rarefação espécies-área (Sobs Mao Tau) para as 19 parcelas a cada 3 anos no
Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF.
Os eixos de ordenação 5 e 6 da análise por NMDS (Fig. 6) apresentaram os menores valores de
stress (0,45), que quanto mais próximo de zero menor é a distorção e melhor é a representação das
distâncias entre as amostras e que após cada rodada mantiveram o mesmo padrão. A ordenação mostrou a
separação de dois grupos: o primeiro representado pelos anos que vão de 1985 a 2000, anos que
apresentaram menos do que 2.000 indivíduos e foram marcados pelos intervalos de queima a cada cinco
anos, e o segundo pelos anos de 2003 a 2012, onde houve maior período sem ocorrência de fogo na área e
ultrapassaram o valor de 2.000 indivíduos, sendo que esse valor tendeu a aumentar até 2009 havendo
decréscimo em 2012 devido a queima de 2011, mas mantendo-se acima de 2.000.
16
Figura 6. Escalonamento Não-Métrico Multidimensional (NMDS) das dez amostras (anos) na área de
Cerrado sensu stricto em função da abundância de espécies. Stress = 0,45
3.2 Estrutura da comunidade
Em 27 anos de monitoramento houve acréscimos e decréscimos na densidade e área basal da
comunidade (somente indivíduos vivos). Os menores valores para esses parâmetros são observados em
1997, ano influenciado pela terceira queima de 1994. No período de 2003 a 2009 houve aumento
considerável, sendo que 2009 (14 anos sem ocorrência de fogo desde 1995) apresentou os maiores
valores, no entanto há decréscimo nestes em 2012 após distúrbio ocorrido em 2011 (Tab. 2).
Algumas mudanças na estrutura das espécies ocorreram ao longo dos 27 anos de monitoramento.
Das dez espécies de maior IVI (Tab. 1) em 1985, sete se mantiveram nos três últimos monitoramentos
(2006, 2009 e 2012). Destas, Qualea parviflora Mart. e Polyouratea hexasperma (A.St.-Hil.) Tiegh.
foram as melhores classificadas em todas as ocasiões desde 1985 (1ª a 3ª e 1ª a 2ª posições,
respectivamente). Em 27 anos as 15 espécies melhores classificadas quanto ao IVI contribuíram com
metade do IVI total da comunidade, variando de 50% a 55%. Acréscimos e decréscimos nos valores
17
relativos faz com que haja rearranjo do posicionamento das dez espécies de maior IVI, como por
exemplo, a espécie Tachigali vulgaris L.G.Silva & H.C.Lima, que de terceira posição em 2006 e 2009
passou para sexta posição em 2012. É interessante ressaltar que nos anos iniciais do trabalho em que
houve três ocorrências de fogo na área a cada cinco anos (1984 a 1994), essa espécie subia de quarta
posição para segunda em 1997 e se mantinha em 2000. Num período maior sem ocorrência de fogo (2003
a 2011) a espécie retorna à terceira posição e alcança a sexta em 2012.
Caryocar brasiliense A. St.-Hil. não apresentou mudança considerável ao longo do tempo,
mantendo-se na quinta posição em todas as ocasiões, exceto em 2009 onde ficou em sexta posição.
Acinodendron pohlianum (Cogn.) Kuntze alternou sua posição de décima para quarta ao longo do tempo
e mesmo após o evento de 2011 ela ainda apresentou pequeno acréscimo no IVI em 2012.
A distribuição dos indivíduos nas classes diamétricas (Fig. 7) mostrou que a comunidade
apresenta padrão em J-reverso em todas as ocasiões, ou seja, com a maioria ocorrendo nas menores
classes, onde a maior parte dos processos dinâmicos são mais intensos. Ao longo do tempo (1985 a 2012)
a distribuição variou de 50% a 70% na primeira classe diamétrica com os valores de diâmetro abaixo de 5
até 8,5 cm. Os maiores valores nessa classe são observados nos anos 2006 (1715 indivíduos, 71,42%) e
2009 (1886 indivíduos, 69,95%), que estão entre o período de 17 anos sem ocorrência de fogo na área o
que contribuiu para o recrutamento de mais indivíduos. Nota-se também, que ao longo do tempo as
classes diamétricas para cada levantamento apresentam aumento e diminuição no número de indivíduos
na ausência e presença do distúrbio, respectivamente.
18
Figura 7. Distribuição diamétrica dos indivíduos vivos em 27 anos de monitoramento no Cerrado sensu
stricto da Fazenda Água Limpa, Brasília, DF.
A distribuição dos indivíduos vivos em classes de altura (Fig. 8) ao longo do tempo mostra que a
maioria está distribuída na segunda classe (≥ 1,5 < 2,5) variando de 23% a 40%, terceira (≥ 2,5 < 3,5;
17% a 33%) e quarta (≥ 3,5 < 4,5; 11% a 21%), ou seja, a distribuição é condensada entre 1,5 e 4,5 m de
altura. Em 27 anos de monitoramento houve variações nessa distribuição e as classes são marcadas por
acréscimos e decréscimos no seu número de indivíduos em cada ocasião. A segunda classe apresenta
queda no número de indivíduos nos períodos de 1988 a 1991, 1994 a 1997 e 2009 a 2012. O período de
19
2003 a 2006, mesmo não estando próximo dos eventos de queima apresentou queda no número de
indivíduos para esta classe. A terceira classe também apresenta decréscimo no seu número de indivíduos
no período de 1985 a 1991 e tanto esta classe quanto a quarta são marcadas por decréscimo no número de
indivíduos no período de 2009 a 2012.
Figura 8. Distribuição hipsométrica dos indivíduos vivos em 27 anos de monitoramento no Cerrado
sensu stricto da Fazenda Água Limpa, Brasília, DF.
20
4 - DISCUSSÃO
4.1 Composição florística e diversidade de espécies
Das 75 espécies listadas ao longo do tempo para a área em estudo com exceção de Erythroxylum
campestre, Andira paniculata e Rapanea crassifolia, as demais foram também encontradas entre as 617
registradas por Ratter et al. (2003) em seu trabalho de revisão das 376 áreas da vegetação do Cerrado
Brasileiro. Erythroxylum campestre também foi encontrada em áreas de Cerrado sensu stricto sobre solo
rochoso em Goiás e Tocantins (Felfili & Fagg 2007), assim como Andira paniculata que também teve
ocorrência nestas áreas e em outras de Cerrado (Lopes et al. 2009; Mattos & Felfili 2010; Prado Júnior et
al. 2012 e Ribeiro et al. 2012). Estes dados sugerem que mesmo com os distúrbios por fogo pelo qual
passou, a vegetação da área tem se mostrado estável ao longo do tempo e apresenta grande riqueza, uma
vez que a maioria das espécies encontradas nesta área foram também registradas por Ratter et al. (2003)
em diversos locais.
O destaque para a família Fabaceae é esperado uma vez que é frequentemente registrada entre as
mais importantes nas fitofisionomias de Cerrado sensu stricto no Brasil Central (Felfili & Silva-Júnior
2001; Pereira & Silva 2011) e em áreas disjuntas à área “core” (Moura et al. 2010). Quanto à família
Vochysiaceae, muitas de suas espécies são típicas acumuladoras de alumínio (Haridasan & Araújo 1988)
o que facilita seu estabelecimento nos solos ácidos onde este metal está altamente disponível no Cerrado
sensu stricto estudado (Libano & Felfili 2006). As famílias Malpighiaceae e Erythroxylaceae
apresentaram as mesmas espécies observadas por Felfili & Fagg (2007) o que sugere boa adaptação em
ambas as áreas (latossolo em Cerrado sensu stricto da FAL e afloramentos rochosos no Cerrado sensu
stricto de Goiás e Tocantins). A proporção de gêneros por espécie foi 1:1 para o componente lenhoso do
Cerrado sensu stricto da FAL. Em áreas de Cerrado sensu stricto sobre solos rochosos estes dados
sugerem alta diversidade genérica para o componente lenhoso (Felfili & Fagg 2007).
O total de espécies encontradas ao longo do tempo entre os valores de 50 a 80 é geralmente
encontrado nos cerrados do Distrito Federal, na Chapada Pratinha, na Chapada do Espigão Mestre do São
Francisco (Felfili & Silva Júnior 1992, 2001; Felfili et al. 2004), em Cerrado sensu stricto sobre
afloramentos rochosos (Felfili & Fagg 2007; Moura et al. 2010) e em área de Cerrado sensu stricto na
Bahia (Roitman et al. 2007), assim como os valores de H’ e equabilidade para as mesmas localidades, que
evidenciam a elevada heterogeneidade e baixa dominância ecológica, respectivamente (Balduíno et al.
2005; Mews et al. 2011).
As diferenças observadas com o teste t de Hutcheson (p < 0,05) mostram que o fogo não altera a
diversidade da comunidade lenhosa, uma vez que os anos de sua ocorrência não apresentaram mudanças
significativas e num período maior de sua exclusão essas mudanças apareceram. Isso indica que muitas
21
espécies tem se mantido ao longo do tempo na área, porém com flutuações em sua densidade.
Experimentos estabelecidos no sul da África em 1954 para estudar os efeitos do fogo na flora em regiões
distintas, também mostraram que o distúrbio mantido constante por mais de 50 anos não teve efeito
significativo na densidade arbórea (Buitenwerf et al. 2012), sugerindo que o evento pode afetar a
estrutura da vegetação lenhosa por induzir a morte dos caules a longo prazo, mas raramente matar os
indivíduos (Higgins et al. 2007).
O acréscimo de 1.445 indivíduos no maior período sem ocorrência de fogo (1997 a 2009) e o
decréscimo de 516 em 2012 está relacionado com a presença de algumas espécies sensíveis ao evento e
que apresentaram ganhos e perdas de indivíduos nestes períodos, como por exemplo, Roupala montana e
Styrax ferrugineus. Estas espécies também foram registradas como sensíveis ao fogo e apresentando
acréscimo em abundância na sua ausência (Moreira 2000 e Hoffmann 1999).
O aparecimento e desaparecimento de espécies neste estudo se limitaram às de baixa abundância,
ou raras, fato também observado por Felfili et al. (2000), Hoffmann & Moreira (2002), Libano & Felfili
(2006) e Mews et al. (2011). Estas espécies raras comumente surgem e desaparecem em uma mesma área,
pois qualquer flutuação, como por exemplo, em mortalidade ou recrutamento pode determinar sua
presença ou ausência na comunidade (Aquino et al. 2007).
A suficiência amostral do presente estudo mostra que mais de 90% do número total de espécies foi
encontrado em 50% das parcelas em todas as ocasiões e que a amostra foi representativa para composição
florística e estrutura da área. Outros trabalhos (Gomes et al. 2011; Felfili et al. 2000, 2002; Moura et al.
2007 e Maracahipes et al. 2011) também apresentaram que amostragens com área total de 1 hectare são
suficientes para registrar a riqueza das comunidades arbóreas em Cerrado sensu stricto.
A ordenação sugere que a comunidade vem mudando com o tempo, com poucas mudanças
ocorrendo a cada três anos, mas havendo grande variação ao longo de 27 anos de monitoramento quando
se observa a posição inicial do primeiro monitoramento (1985) com o último (2012). A ordenação foi
determinada pela flutuação das populações das espécies reduzindo e aumentando ao longo do tempo
frente aos distúrbios por fogo pelos quais a área tem passado.
Estudos da composição florística e descrição dos tipos vegetacionais em diferentes fitofisionomias
do bioma Cerrado no Estado de São Paulo mostraram que a vegetação remanescente do Cerrado sensu
lato tornou-se mais densa em 44 anos talvez pela supressão dos incêndios (Durigan et al. 2003 e Pinheiro
& Durigan 2009). Em Floresta Estacional Semidecidual, após o fogo as espécies foram aparecendo
novamente na área ao longo do tempo, recuperando gradativamente a riqueza da comunidade (Melo &
Durigan 2010). A vegetação lenhosa de um Cerrado sensu stricto estudado em quatro anos (2002 a 2006)
22
apresentou baixa mortalidade e aumento na densidade de indivíduos na ausência do fogo, sugerindo boa
resiliência para a comunidade (Mews et al. 2011).
4.2 Estrutura da comunidade
Em período maior sem distúrbio por fogo a comunidade da FAL tende a aumentar em densidade e
área basal, e em intervalos menores de sua ocorrência, os mesmos diminuem. Resultados semelhantes
foram constatados por Ribeiro et al. (2012) ao analisarem duas áreas de Cerrado sensu stricto (área 1 –
2003 a 2009 e área 2 – 2006 a 2009) com ocorrência de fogo em 2007 e Roitman et al. (2007) ao
estudarem uma área de Cerrado sensu stricto na Bahia protegido do fogo por 13 anos. O fogo tem ação de
desbaste no componente arbóreo e sua exclusão leva ao aumento em densidade e área basal desse estrato
após alguns anos (Hoffman & Moreira 2002). A comunidade lenhosa do Cerrado parece se recuperar da
perturbação ocasionada pelo fogo e por meio de mudanças ao nível de população retornar à sua densidade
e área basal anteriores, provavelmente por ser muito resistente (Felfili et al. 2000).
Muitos indivíduos também atingiram o critério de inclusão (DAP ≥ 5 cm) no maior período de
exclusão do fogo e o contrário contribuiu para que indivíduos recém recrutados em 2009 tenham sido
acometidos pelo evento em 2011 sem resistência ocasionando no decréscimo de 2012. Em estudo de duas
áreas de Cerrado (sensu stricto e rupestre) os indivíduos lenhosos vivos apresentaram altos valores de
densidade e área basal e se não houvesse queima quatro meses antes do levantamento, estes valores
seriam maiores (Gomes et al. 2011). Menor número de indivíduos (1.574) e área basal (11,24 m²) também
foi observado em área queimada do que não queimada (1.677 e 14,38m²) (Lopes et al. 2009).
Os melhores posicionamentos de Tachigali vulgaris L.G.Silva & H.C.Lima em relação aos curtos
períodos de queima e o contrário num tempo maior de supressão ao fogo, sugerem adaptação desta
espécie a eventos de queima frequentes para sua manutenção. Aquino et al. (2007) propuseram o aumento
em densidade de Tachigali vulgaris estar associado à sua adaptação aos distúrbios por fogo, que
favoreceram seu estabelecimento em relação a outras espécies.
A baixa dominância contribuiu para a queda em posição de Caryocar brasiliense A.St.-Hil. no ano
de 2009, mesmo assim ela se manteve entre as 10 mais importantes em IVI ao longo do tempo e pode ser
apontada como uma das espécies características do Cerrado sensu stricto da FAL, assim como foi para a
área do Parque Estadual da Serra de Caldas Novas (PESCAN) (Silva et al. 2002). Acinodendron
pohlianum (Cogn.) Kuntze apresentou acréscimo em IVI devido o maior período sem fogo na área (1995
a 2009), sugerindo que seja sensível ao distúrbio, pois sua densidade diminuiu após a passagem do evento
em 2011. O pequeno acréscimo em IVI no ano de 2012 mesmo após a queimada que ocorreu em 2011,
mostra que num intervalo maior sem queima na área houve recrutamento de novos indivíduos dessa
23
espécie e na ocasião de queima a perda destes não foi suficiente para alterar sua hierarquia, o que a
manteve na quarta posição em 2012.
O padrão de J-reverso para a distribuição diamétrica no presente estudo é comum de populações
consideradas auto-regenerativas (Aquino et al. 2007; Assunção & Felfili 2004; Felfili et al. 2004; Lopes
et al. 2009 e Roitman et al. 2007). Outros trabalhos também apresentaram o mesmo padrão em que
grande parte dos indivíduos estão distribuídos na primeira classe diamétrica (Gomes et al. 2011 e Mews
et al. 2011). O maior número de indivíduos distribuídos na primeira classe com valores de diâmetro
abaixo de 10 cm e altura variando de 1,5 a 4,5 m nas classes posteriores também foi encontrado por
Assunção & Felfili (2004), Felfili & Fagg (2007), Lopes et al. (2009) e Medeiros et al. (2007). Muitas
espécies são de tamanho pequeno e não alcançaram maiores classes de altura, padrão também encontrado
nas matas de galeria do Brasil central (Felfili 1995).
A queda no número de indivíduos nos períodos de 1988 a 1991, 1994 a 1997 e 2009 a 2012 para a
segunda classe de altura está diretamente ligada com os eventos de queima de 1989, 1994 e 2011 na área.
Para os anos de 2003 a 2006 nessa classe, anos mais afastados dos eventos de queima, o decréscimo
sugere que alguns indivíduos tenham atingido novas alturas e migrado para a terceira classe uma vez que
nesta houve aumento deste número no mesmo período. O ganho em altura dos indivíduos da terceira
classe contribuiu para que o seu número diminuísse no período de 1985 a 1991, posicionando-os na
quarta classe, a qual no mesmo período apresentou acréscimo. Por outro lado, a queima de 2011 levou à
diminuição do número de indivíduos em ambas as classes no período de 2009 a 2012.
Por fim, este estudo vem a corroborar os questionamentos realizados no início do mesmo. A
comunidade arbórea nas parcelas permanentes do Cerrado sensu stricto da FAL apresentou mudanças
florísticas e estruturais ao longo de 27 anos influenciadas pela ausência e presença do fogo na área.
24
5 – CONCLUSÕES
•
A comunidade lenhosa do Cerrado sensu stricto em estudo é muito resistente, uma vez que vem
se recuperando dos eventos de fogo ocorridos entre os 27 anos de monitoramento;
• A ausência do fogo num período maior (set/1994 a set/2011) proporcionou à vegetação arbórea do
Cerrado sensu stricto ganho em densidade e área basal e mesmo com os períodos onde houve
redução nestes parâmetros a maioria das espécies mantiveram-se na área ao longo do tempo;
• A continuidade dos inventários na área é necessária para verificar se o observado no presente
estudo se manterá nos próximos monitoramentos ou se a comunidade tenderá a mudanças;
• Estudos focando a ecologia das espécies, como reprodução, sensibilidade ao fogo, fenologia e a
relação entre os dois componentes (arbóreo e herbáceo arbustivo) poderão contribuir com o
entendimento da dinâmica da vegetação local.
25
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Apêndice I. Índices de Valores de Importância para as espécies arbóreas do Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa nos dez levantamentos realizados em 27 anos de monitoramento (1985 a 2012).
Espécies
Índice de Valor de Importância (IVI)
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
Qualea parviflora Mart.
32,86
26,46
29,25
22,80
21,25
19,42
24,26
24,99
20,61
22,67
Polyouratea hexasperma (A. St.-Hil.) Tiegh.
25,31
24,75
27,03
28,36
34,86
34,41
25,78
22,35
20,55
20,37
Qualea grandiflora Mart.
16,70
17,19
17,72
16,43
18,02
16,86
13,57
13,78
13,91
16,79
Acinodendron pohlianum (Cogn.) Kuntze
8,12
9,29
9,43
10,65
10,21
11,32
13,98
14,29
15,37
15,43
Caryocar brasiliense A.St.-Hil.
13,14
14,09
14,63
14,04
15,95
15,33
14,49
14,43
13,36
15,41
Tachigali vulgaris L.G.Silva & H.C.Lima
14,95
18,27
20,95
21,16
22,21
22,20
19,87
17,91
16,38
13,98
Schefflera macrocarpa (Cham. & Schltdl.) Frodin
6,34
6,16
8,19
9,04
9,86
10,59
10,35
10,68
11,76
13,70
Vochysia thyrsoidea Pohl
5,55
5,18
8,42
8,82
9,70
11,94
9,54
9,77
10,27
12,41
Dalbergia miscolobium Benth.
11,52
10,71
11,95
11,61
14,18
12,35
10,38
10,90
10,68
10,77
Kielmeyera coriacea Mart. & Zucc.
5,08
7,15
5,66
6,01
7,18
6,58
6,51
7,50
8,13
9,49
Pterodon emarginatus Vogel
6,23
6,32
6,42
4,98
4,16
4,18
4,32
6,43
7,55
9,20
Blepharocalyx salicifolius (Kunth) O.Berg
2,11
3,23
3,34
4,35
5,70
5,77
6,20
7,15
7,41
8,87
Qualea multiflora Mart.
5,00
4,98
5,23
5,72
4,13
3,56
4,01
4,81
4,95
7,73
Pouteria ramiflora (Mart.) Radlk.
7,46
7,39
8,21
8,80
9,02
9,09
7,54
7,64
7,26
7,59
Byrsonima crassifolia (L.) Kunth
10,49
10,73
7,39
6,80
7,33
7,21
6,65
6,45
6,38
7,12
Roupala montana Aubl.
6,88
5,65
5,13
5,59
4,63
4,65
5,95
7,41
8,55
6,90
Guapira noxia (Netto) Lundell
4,12
5,59
4,27
3,63
3,59
4,05
5,77
6,36
6,03
6,29
Eremanthus glomerulatus Less.
3,71
5,38
6,12
10,95
7,70
12,75
19,67
16,19
12,45
6,03
Eriotheca pubescens (Mart. & Zucc.) Schott & Endl.
1,66
1,40
2,04
2,83
4,02
4,10
2,62
4,36
4,89
5,82
Vochysia elliptica Mart.
5,60
7,87
6,78
6,71
8,73
7,28
5,15
4,54
4,65
5,56
Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville
9,57
9,78
11,78
10,62
7,79
10,58
9,54
8,51
7,80
4,99
Continua...
33
Espécies
Índice de Valor de Importância (IVI)
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
Piptocarpha rotundifolia (Less.) Baker
4,79
5,13
4,12
3,36
2,65
3,25
3,86
4,93
5,28
4,99
Aspidosperma tomentosum Mart.
7,51
5,86
6,74
6,22
6,88
6,91
5,44
4,75
4,42
4,84
Byrsonima verbascifolia (L.) Rich. ex Juss.
7,83
7,17
6,16
4,26
5,13
3,46
3,19
2,92
3,69
4,47
Erythroxylum suberosum A.St.-Hil.
4,74
4,88
2,34
6,82
2,24
4,43
6,16
5,10
5,18
4,45
Styrax ferrugineus Nees & Mart.
4,20
4,57
4,57
4,71
4,52
4,50
6,48
7,01
7,53
4,38
Acinodendron ferrugineum (Desr.) Kuntze
2,92
2,91
2,77
2,77
2,05
2,90
2,86
2,81
3,47
4,11
Diospyros burchellii Hiern
2,05
2,10
2,23
2,51
1,55
1,55
3,10
3,62
4,08
3,89
Myrsine guianensis (Aubl.) Kuntze
2,07
2,47
2,42
1,33
0,95
0,99
1,56
2,56
4,12
3,81
Palicourea rigida Kunth
9,00
9,20
9,68
11,05
8,82
6,15
4,68
3,80
4,01
3,72
Davilla elliptica A.St.-Hil.
0,83
0,52
0,90
1,10
1,05
1,10
1,22
2,41
2,96
3,14
Hymenaea stigonocarpa Hayne
4,32
4,04
5,24
4,32
4,99
4,31
3,72
3,53
3,94
2,69
Enterolobium gummiferum (Mart.) J.F.Macbr.
1,75
1,56
1,24
1,48
1,89
1,41
1,72
2,45
2,81
2,27
Dimorphandra mollis Benth.
1,28
1,06
1,19
1,41
1,44
2,21
2,05
1,99
1,92
2,13
Heteropterys byrsonimifolia A.Juss.
0,61
0,32
0,39
-
0,44
0,78
1,03
1,69
2,20
2,09
Vatairea macrocarpa (Benth.) Ducke
1,39
0,51
2,07
2,01
2,36
1,97
2,26
1,91
2,06
2,05
Handroanthus ochraceus (Cham.) Mattos
1,16
-
0,86
1,13
2,15
2,01
1,30
1,20
1,59
1,78
Byrsonima coccolobifolia Kunth
6,06
6,18
3,32
1,41
0,69
0,68
1,58
1,14
1,96
1,75
Strychnos pseudoquina A. St.-Hil.
0,83
0,51
0,94
0,98
1,58
1,42
1,08
1,27
1,49
1,50
Erythroxylum tortuosum Mart.
3,91
3,94
2,16
2,04
2,30
2,18
2,78
2,27
2,09
1,47
Symplocos rhamnifolia A.DC.
1,82
1,49
1,89
1,52
1,97
2,32
2,01
1,76
1,42
1,42
Erythroxylum deciduum A.St.-Hil.
1,84
2,10
0,88
0,89
2,67
1,43
2,69
1,89
1,84
1,29
Connarus suberosus Planch.
2,35
2,38
1,45
1,19
0,59
0,59
0,93
0,97
1,61
1,08
Continua...
34
Espécies
Índice de Valor de Importância (IVI)
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
Machaerium acutifolium Vogel
-
-
-
-
-
-
0,45
0,66
0,95
0,82
Aspidosperma macrocarpon Mart.
0,59
1,96
1,05
1,67
0,92
0,96
1,05
0,58
0,84
0,82
Lafoensia pacari A.St.-Hil.
0,35
0,25
0,68
0,88
0,80
0,76
1,09
1,30
1,31
0,79
Kielmeyera speciosa A.St.-Hil.
4,77
1,97
1,82
0,64
0,35
0,34
0,53
0,49
0,68
0,75
Rourea induta Planch.
3,84
4,45
1,85
2,95
1,15
1,12
0,87
0,75
0,69
0,73
Bowdichia virgilioides Kunth
0,75
0,26
0,67
0,64
0,79
0,79
0,62
0,82
0,84
0,58
Plenckia populnea Reissek
1,79
2,18
1,72
1,30
1,19
1,17
0,90
0,51
0,70
0,53
Salacia crassifolia (Mart.ex Schult.) G.Don
2,59
2,71
2,53
2,53
1,39
0,71
0,54
0,94
0,68
0,51
Psidium laruotteanum Cambess.
0,27
0,25
-
-
-
-
0,25
0,46
0,43
0,48
Neea theifera Oerst.
-
0,24
0,29
0,62
-
-
0,76
0,98
0,67
0,48
Andira paniculata Benth.
0,77
0,24
0,28
-
0,33
0,33
0,25
0,46
0,43
0,47
Copaifera langsdorffii Desf.
-
-
-
-
-
0,33
0,28
0,35
0,37
0,45
Annona crassiflora Mart.
0,26
-
0,30
0,30
0,39
0,37
0,30
0,27
0,25
0,27
Handroanthus serratifolius (Vahl) S.O.Grose
-
0,25
-
0,55
-
-
-
0,28
0,27
0,26
Machaerium opacum Vogel
0,26
0,83
-
0,27
-
-
-
-
-
0,24
Guatteria sellowiana Schltdl.
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,24
Hancornia speciosa Gomes
0,25
-
-
-
-
-
0,25
0,23
0,21
0,24
Myrsine coriacea (Sw.) R.Br. ex Roem. & Schult.
-
-
-
-
-
-
-
-
0,21
0,23
Casearia sylvestris Sw.
1,04
-
-
-
-
-
-
0,23
0,21
0,23
Aegiphila sellowiana Cham.
-
-
-
-
-
-
-
0,23
0,42
0,23
Eremanthus goyazensis (Gardner) Sch.Bip.
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,23
Mimosa claussenii Benth.
1,59
2,16
1,48
2,17
1,12
0,87
3,00
1,38
0,64
Continua...
35
Espécies
Índice de Valor de Importância (IVI)
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
Rapanea crassifolia (R. Br.) Mez
-
-
-
-
-
-
-
-
0,42
-
Acosmium dasycarpum (Vogel) Yakovlev
3,36
3,64
2,91
1,92
0,74
0,37
0,55
0,48
0,24
-
Tocoyena formosa (Cham. & Schltdl.) K.Schum.
0,33
0,55
0,28
0,35
1,09
0,33
0,25
0,23
-
-
Miconia albicans (Sw.) Steud.
-
-
-
-
0,33
0,44
0,25
-
-
-
Cybianthus detergens Mart.
-
-
-
-
-
0,33
-
-
-
-
Maprounea guianensis Aubl.
-
-
-
-
0,34
-
-
-
-
-
Erythroxylum campestre A.St.-Hil.
-
-
-
0,81
-
-
-
-
-
-
Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. & Hook.f. ex S.Moore
1,30
1,00
0,67
-
-
-
-
-
-
-
Vochysia rufa Mart.
-
0,63
-
-
-
-
-
-
-
-
Myrcia splendens (Sw.) DC.
0,25
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Total
300,00
300,00
300,00
300,00
300,00
300,00
300,00
300,00
300,00
300,00
36
Apêndice II. Densidade absoluta (DA) e relativa (DR) para as espécies da comunidade arbórea na área de Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF em dez levantamentos num período de 27 anos de
monitoramento contínuo (1985 a 2012).
Espécies
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
Acinodendron ferrugineum
5,8
0,6
6,3
0,6
5,3
0,7
6,8
0,8
3,2
0,5
5,8
0,8
7,9
0,7
9,5
0,8
15,3
1,1
15,3
1,3
Acinodendron pohlianum
24,2
2,6
30,5
3,1
29,5
3,7
38,4
4,2
26,3
4,0
28,9
4,2
62,6
5,7
73,7
5,8
88,9
6,3
68,4
6,0
Acosmium dasycarpum
7,9
0,8
7,4
0,8
6,3
0,8
4,2
0,5
1,1
0,2
0,5
0,1
1,1
0,1
1,1
0,1
0,5
0,0
-
-
Aegiphila sellowiana
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,5
0,0
1,1
0,1
0,5
0,1
Andira paniculata
2,1
0,2
0,5
0,1
0,5
0,1
-
-
0,5
0,1
0,5
0,1
0,5
0,1
1,1
0,1
1,1
0,1
1,1
0,1
Annona crassiflora
0,5
0,1
-
-
0,5
0,1
0,5
0,1
0,5
0,1
0,5
0,1
0,5
0,1
0,5
0,0
0,5
0,0
0,5
0,1
Aspidosperma macrocarpon
1,1
0,1
4,2
0,4
1,6
0,2
3,2
0,4
1,1
0,2
1,1
0,2
2,1
0,2
1,6
0,1
2,1
0,2
1,1
0,1
Aspidosperma tomentosum
25,8
2,7
20,5
2,1
19,5
2,5
18,9
2,1
18,4
2,8
18,4
2,7
19,5
1,8
20,0
1,6
20,0
1,4
18,4
1,6
Blepharocalyx salicifolius
3,7
0,4
5,3
0,5
4,7
0,6
8,4
0,9
9,5
1,4
8,9
1,3
13,7
1,3
18,9
1,5
22,6
1,6
24,7
2,2
Bowdichia virgilioides
1,6
0,2
0,5
0,1
1,1
0,1
1,1
0,1
1,1
0,2
1,1
0,2
1,1
0,1
1,6
0,1
1,6
0,1
1,1
0,1
Byrsonima coccolobifolia
21,6
2,3
20,5
2,1
7,9
1,0
2,6
0,3
1,1
0,2
1,1
0,2
3,7
0,3
2,6
0,2
6,8
0,5
4,2
0,4
Byrsonima crassifolia
43,2
4,6
39,5
4,0
22,6
2,9
21,6
2,4
18,9
2,9
19,5
2,8
25,3
2,3
27,9
2,2
31,1
2,2
31,1
2,7
Byrsonima verbascifolia
28,9
3,1
32,1
3,3
18,4
2,3
12,1
1,3
10,5
1,6
7,4
1,1
8,4
0,8
9,5
0,8
12,6
0,9
13,7
1,2
Caryocar brasiliense
30,0
3,2
30,5
3,1
29,5
3,7
30,5
3,4
26,8
4,1
26,3
3,8
43,2
4,0
49,5
3,9
57,9
4,1
54,2
4,7
Casearia sylvestris
3,2
0,3
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,5
0,0
0,5
0,0
0,5
0,1
Connarus suberosus
8,9
0,9
8,4
0,9
3,7
0,5
2,6
0,3
1,6
0,2
1,6
0,2
2,6
0,2
3,7
0,3
6,3
0,5
3,2
0,3
Copaifera langsdorffii
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,5
0,1
0,5
0,1
1,1
0,1
1,1
0,1
1,1
0,1
Cybianthus detergens
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,5
0,1
-
-
-
-
-
-
-
-
Dalbergia miscolobium
31,1
3,3
32,1
3,3
27,4
3,4
29,5
3,3
24,2
3,7
20,5
3,0
24,2
2,2
30,5
2,4
37,4
2,6
31,6
2,8
Davilla elliptica
1,6
0,2
1,1
0,1
1,6
0,2
2,1
0,2
1,6
0,2
2,1
0,3
3,7
0,3
7,9
0,6
11,6
0,8
10,0
0,9
Dimorphandra mollis
2,6
0,3
2,6
0,3
2,1
0,3
2,6
0,3
2,1
0,3
3,2
0,5
3,7
0,3
4,7
0,4
5,3
0,4
4,7
0,4
Diospyros burchellii
6,3
0,7
7,9
0,8
5,8
0,7
8,4
0,9
2,6
0,4
2,6
0,4
10,5
1,0
16,8
1,3
22,1
1,6
15,3
1,3
Enterolobium gummiferum
2,6
0,3
2,6
0,3
1,6
0,2
2,1
0,2
2,1
0,3
1,6
0,2
3,7
0,3
5,8
0,5
7,9
0,6
5,8
0,5
Eremanthus glomerulatus
13,2
1,4
17,4
1,8
16,8
2,1
51,1
5,6
22,1
3,4
45,3
6,6
124,2
11,4
111,6
8,8
90,5
6,4
25,8
2,3
Continua...
37
Espécies
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
Eremanthus goyazensis
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,5
0,1
Eriotheca pubescens
2,6
0,3
2,6
0,3
3,2
0,4
6,3
0,7
6,8
1,0
7,9
1,2
5,8
0,5
17,4
1,4
21,1
1,5
22,1
1,9
Erythroxylum campestre
-
-
-
-
-
-
1,6
0,2
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Erythroxylum deciduum
5,3
0,6
5,3
0,5
1,6
0,2
2,1
0,2
5,3
0,8
2,6
0,4
9,5
0,9
6,3
0,5
7,4
0,5
3,7
0,3
Erythroxylum suberosum
17,4
1,8
17,9
1,8
6,8
0,9
29,5
3,3
4,2
0,6
9,5
1,4
23,7
2,2
24,7
2,0
27,4
1,9
18,4
1,6
Erythroxylum tortuosum
12,1
1,3
12,6
1,3
5,3
0,7
5,3
0,6
6,3
1,0
6,3
0,9
9,5
0,9
9,5
0,8
8,9
0,6
4,7
0,4
Guapira noxia
8,9
0,9
10,0
1,0
8,4
1,1
7,4
0,8
5,3
0,8
7,4
1,1
20,0
1,8
25,8
2,0
26,3
1,9
24,2
2,1
Guatteria sellowiana
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,5
0,1
Hancornia speciosa
0,5
0,1
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,5
0,1
0,5
0,0
0,5
0,0
0,5
0,1
Handroanthus ochraceus
2,6
0,3
-
-
1,6
0,2
2,1
0,2
3,2
0,5
3,2
0,5
2,6
0,2
2,6
0,2
4,2
0,3
4,2
0,4
Handroanthus serratifolius
-
-
0,5
0,1
-
-
1,1
0,1
-
-
-
-
-
-
0,5
0,0
0,5
0,0
0,5
0,1
Heteropterys byrsonimifolia
1,1
0,1
0,5
0,1
0,5
0,1
-
-
0,5
0,1
1,1
0,2
2,6
0,2
6,3
0,5
8,9
0,6
8,4
0,7
Hymenaea stigonocarpa
6,8
0,7
7,4
0,8
6,8
0,9
7,4
0,8
5,3
0,8
4,7
0,7
5,8
0,5
7,4
0,6
8,4
0,6
4,7
0,4
Kielmeyera coriácea
21,1
2,2
27,9
2,8
15,8
2,0
20,5
2,3
18,4
2,8
17,9
2,6
27,9
2,6
36,8
2,9
53,2
3,8
53,2
4,6
Kielmeyera speciosa
16,8
1,8
6,3
0,6
3,7
0,5
1,6
0,2
0,5
0,1
0,5
0,1
1,1
0,1
1,1
0,1
1,6
0,1
1,6
0,1
Lafoensia pacari
1,1
0,1
0,5
0,1
1,1
0,1
1,6
0,2
1,1
0,2
1,1
0,2
2,6
0,2
3,7
0,3
4,2
0,3
2,1
0,2
Machaerium acutifolium
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
2,1
0,2
4,2
0,3
7,4
0,5
5,3
0,5
Machaerium opacum
0,5
0,1
1,1
0,1
-
-
0,5
0,1
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,5
0,1
Maprounea guianensis
-
-
-
-
-
-
-
-
0,5
0,1
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Miconia albicans
-
-
-
-
-
-
-
-
0,5
0,1
1,1
0,2
0,5
0,1
-
-
-
-
-
-
Mimosa claussenii
3,2
0,3
6,8
0,7
2,6
0,3
6,3
0,7
2,1
0,3
2,1
0,3
8,9
0,8
3,2
0,3
1,6
0,1
-
-
Myrcia splendens
0,5
0,1
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Myrsine coriácea
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,5
0,0
0,5
0,1
Myrsine guianensis
3,7
0,4
4,7
0,5
3,7
0,5
2,1
0,2
1,1
0,2
1,1
0,2
4,7
0,4
12,1
1,0
26,3
1,9
18,4
1,6
Neea theifera
-
-
0,5
0,1
0,5
0,1
1,1
0,1
-
-
-
-
1,6
0,1
2,6
0,2
1,6
0,1
1,1
0,1
Palicourea rígida
40,5
4,3
46,3
4,7
35,3
4,4
46,3
5,1
27,4
4,2
17,4
2,5
18,4
1,7
15,3
1,2
16,3
1,2
11,1
1,0
Continua...
38
Espécies
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
DA
DR
Piptocarpha rotundifolia
14,7
1,6
15,8
1,6
10,5
1,3
9,5
1,1
4,7
0,7
6,8
1,0
13,7
1,3
21,1
1,7
26,3
1,9
18,4
1,6
Plenckia populnea
3,7
0,4
4,7
0,5
3,2
0,4
2,6
0,3
1,6
0,2
1,6
0,2
1,6
0,1
1,1
0,1
1,6
0,1
1,1
0,1
Polyouratea hexasperma
122,6
12,9
126,8
12,9
115,3
14,5
138,4
15,3
131,6
20,0
133,2
19,4
144,7
13,3
148,4
11,8
146,8
10,4
121,6
10,6
Pouteria ramiflora
20,0
2,1
19,5
2,0
18,9
2,4
21,1
2,3
17,9
2,7
18,4
2,7
20,5
1,9
26,3
2,1
29,5
2,1
26,3
2,3
Psidium laruotteanum
0,5
0,1
0,5
0,1
-
-
-
-
-
-
-
-
0,5
0,1
1,1
0,1
1,1
0,1
1,1
0,1
Pterodon emarginatus
13,7
1,4
14,2
1,5
11,1
1,4
7,9
0,9
5,8
0,9
5,3
0,8
10,0
0,9
24,7
2,0
38,4
2,7
40,5
3,5
Qualea grandiflora
57,4
6,1
65,8
6,7
54,7
6,9
54,7
6,1
42,1
6,4
40,0
5,8
48,4
4,4
56,3
4,5
65,3
4,6
63,7
5,6
Qualea multiflora
12,1
1,3
13,2
1,3
11,6
1,5
13,2
1,5
8,4
1,3
7,9
1,2
12,1
1,1
15,3
1,2
18,9
1,3
31,6
2,8
Qualea parviflora
90,0
9,5
87,4
8,9
68,4
8,6
60,0
6,6
40,0
6,1
41,1
6,0
108,9
10,0
120,0
9,5
107,9
7,6
100,5
8,8
Rapanea crassifólia
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
1,1
0,1
-
-
Roupala Montana
21,1
2,2
18,9
1,9
13,7
1,7
16,3
1,8
8,9
1,4
7,9
1,2
20,5
1,9
36,8
2,9
53,2
3,8
32,1
2,8
Rourea induta
11,1
1,2
8,9
0,9
5,8
0,7
7,9
0,9
2,1
0,3
2,1
0,3
2,1
0,2
2,1
0,2
2,1
0,2
1,6
0,1
Salacia crassifólia
5,8
0,6
6,3
0,6
4,7
0,6
5,8
0,6
2,1
0,3
1,1
0,2
1,1
0,1
2,1
0,2
1,6
0,1
1,1
0,1
Schefflera macrocarpa
20,0
2,1
21,6
2,2
23,2
2,9
27,4
3,0
22,1
3,4
25,8
3,8
41,6
3,8
54,2
4,3
70,0
4,9
66,3
5,8
Tachigali vulgaris
50,0
5,3
56,8
5,8
51,1
6,4
51,6
5,7
35,8
5,4
34,2
5,0
44,2
4,1
48,4
3,8
48,9
3,5
36,3
3,2
Strychnos pseudoquina
1,6
0,2
1,1
0,1
1,6
0,2
2,1
0,2
2,6
0,4
2,1
0,3
2,1
0,2
3,2
0,3
4,2
0,3
3,7
0,3
Stryphnodendron adstringens
33,7
3,6
39,5
4,0
36,8
4,6
33,2
3,7
14,7
2,2
24,7
3,6
38,4
3,5
37,9
3,0
38,9
2,7
15,8
1,4
Styrax ferrugineus
11,6
1,2
12,1
1,2
11,1
1,4
12,6
1,4
7,9
1,2
7,9
1,2
21,6
2,0
32,6
2,6
37,4
2,6
14,2
1,2
Symplocos rhamnifolia
5,8
0,6
4,7
0,5
4,7
0,6
3,7
0,4
3,7
0,6
4,2
0,6
5,3
0,5
5,3
0,4
3,7
0,3
3,2
0,3
Tabebuia áurea
2,6
0,3
2,1
0,2
1,1
0,1
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Tocoyena formosa
1,1
0,1
1,6
0,2
0,5
0,1
1,1
0,1
2,1
0,3
0,5
0,1
0,5
0,1
0,5
0,0
-
-
-
-
Vatairea macrocarpa
3,7
0,4
1,1
0,1
4,2
0,5
4,7
0,5
4,2
0,6
3,7
0,5
5,3
0,5
5,3
0,4
6,8
0,5
5,8
0,5
Vochysia elliptica
20,5
2,2
25,3
2,6
22,6
2,9
23,2
2,6
20,5
3,1
17,9
2,6
18,4
1,7
18,4
1,5
21,1
1,5
21,6
1,9
Vochysia rufa
-
-
0,5
0,1
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Vochysia thyrsoidea
14,2
1,5
12,6
1,3
16,8
2,1
18,9
2,1
15,8
2,4
17,9
2,6
18,4
1,7
22,1
1,8
23,2
1,6
22,6
2,0
Total geral
947,9
100
982,1
100
794,7
100
905,3
100
658,4
100
685,8
100
1090,5
100
1263,7
100
1418,9
100
1147,4
100
39
Apêndice III. Dominância absoluta (DoA) e relativa (DoR) para as espécies da comunidade arbórea na área de Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF em dez levantamentos num período de 27 anos
de monitoramento contínuo (1985 a 2012).
Espécies
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
Acinodendron ferrugineum
0,0
0,5
0,1
0,7
0,0
0,5
0,0
0,5
0,0
0,2
0,0
0,5
0,0
0,5
0,1
0,5
0,1
0,8
0,1
0,8
Acinodendron pohlianum
0,2
2,7
0,4
3,3
0,2
2,7
0,2
3,3
0,2
3,4
0,2
3,9
0,4
5,1
0,5
5,5
0,7
6,3
0,6
6,3
Acosmium dasycarpum
0,0
0,5
0,1
1,3
0,0
0,5
0,0
0,3
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,0
-
-
Aegiphila sellowiana
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
Andira paniculata
0,0
0,2
0,0
0,0
0,0
0,0
-
-
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
Annona crassiflora
0,0
0,0
-
-
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
Aspidosperma macrocarpon
0,0
0,1
0,0
0,5
0,0
0,3
0,0
0,4
0,0
0,3
0,0
0,4
0,0
0,3
0,0
0,1
0,0
0,2
0,0
0,4
Aspidosperma tomentosum
0,2
2,1
0,1
1,3
0,1
1,7
0,1
1,6
0,1
1,5
0,1
1,7
0,1
1,4
0,1
1,1
0,1
1,0
0,1
1,1
Blepharocalyx salicifolius
0,1
1,0
0,2
1,6
0,1
1,5
0,1
1,7
0,1
1,9
0,1
2,2
0,2
2,4
0,3
2,9
0,3
3,2
0,4
3,9
Bowdichia virgilioides
0,0
0,2
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,1
Byrsonima coccolobifolia
0,1
1,4
0,1
1,2
0,0
0,5
0,0
0,2
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,2
0,0
0,1
Byrsonima crassifolia
0,2
2,9
0,4
3,7
0,1
1,5
0,1
1,5
0,1
1,2
0,1
1,4
0,1
1,4
0,1
1,1
0,1
1,2
0,1
1,2
Byrsonima verbascifolia
0,1
1,9
0,1
1,4
0,1
1,4
0,1
0,8
0,0
0,8
0,0
0,6
0,0
0,6
0,0
0,4
0,1
0,5
0,1
0,6
Caryocar brasiliense
0,5
6,9
0,8
8,0
0,5
7,3
0,5
7,6
0,4
7,9
0,5
7,6
0,6
7,2
0,7
7,4
0,7
6,2
0,7
7,3
Casearia sylvestris
0,0
0,2
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
Connarus suberosus
0,0
0,5
0,0
0,3
0,0
0,2
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,1
Copaifera langsdorffii
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,2
Cybianthus detergens
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,0
-
-
-
-
-
-
-
-
Dalbergia miscolobium
0,4
5,0
0,4
4,0
0,3
4,9
0,3
4,9
0,4
6,3
0,3
5,3
0,4
4,7
0,5
5,2
0,5
5,1
0,5
5,0
Davilla elliptica
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,2
0,0
0,3
0,0
0,3
Dimorphandra mollis
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,4
0,0
0,4
0,0
0,4
0,0
0,4
0,0
0,5
Diospyros burchellii
0,0
0,3
0,0
0,2
0,0
0,3
0,0
0,4
0,0
0,2
0,0
0,3
0,0
0,5
0,1
0,6
0,1
0,7
0,1
0,6
Enterolobium gummiferum
0,1
0,8
0,1
0,6
0,0
0,4
0,0
0,5
0,0
0,6
0,0
0,5
0,0
0,5
0,1
0,6
0,1
0,8
0,0
0,4
Eremanthus glomerulatus
0,0
0,5
0,1
0,8
0,0
0,8
0,1
2,0
0,1
1,1
0,1
2,3
0,4
5,0
0,4
4,3
0,3
3,1
0,1
0,8
Continua...
40
Espécies
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
Eremanthus goyazensis
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,0
Eriotheca pubescens
0,0
0,7
0,0
0,4
0,0
0,6
0,1
0,8
0,1
1,1
0,1
1,1
0,0
0,6
0,1
1,1
0,1
1,3
0,1
1,6
Erythroxylum campestre
-
-
-
-
-
-
0,0
0,1
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Erythroxylum deciduum
0,0
0,2
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,3
0,0
0,1
0,0
0,4
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,1
Erythroxylum suberosum
0,0
0,6
0,1
0,7
0,0
0,3
0,1
1,1
0,0
0,2
0,0
0,5
0,1
1,2
0,1
0,7
0,1
0,8
0,1
0,5
Erythroxylum tortuosum
0,0
0,6
0,0
0,3
0,0
0,3
0,0
0,3
0,0
0,4
0,0
0,4
0,0
0,4
0,0
0,3
0,0
0,3
0,0
0,2
Guapira noxia
0,1
0,8
0,2
2,3
0,1
0,8
0,0
0,7
0,1
0,9
0,1
0,9
0,1
1,2
0,1
1,2
0,1
1,2
0,1
1,2
Guatteria sellowiana
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,0
Hancornia speciosa
0,0
0,0
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
Handroanthus ochraceus
0,0
0,2
-
-
0,0
0,1
0,0
0,3
0,0
0,3
0,0
0,2
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,2
0,0
0,2
Handroanthus serratifolius
-
-
0,0
0,0
-
-
0,0
0,1
-
-
-
-
-
-
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,0
Heteropterys byrsonimifolia
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
-
-
0,0
0,1
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,3
0,0
0,4
0,0
0,5
Hymenaea stigonocarpa
0,1
1,8
0,1
1,3
0,1
2,2
0,1
1,6
0,1
2,1
0,1
1,8
0,1
1,5
0,1
1,2
0,2
1,7
0,1
1,2
Kielmeyera coriacea
0,1
1,1
0,2
2,0
0,1
0,9
0,1
1,0
0,1
1,1
0,1
1,0
0,1
1,2
0,2
1,7
0,2
1,6
0,2
1,9
Kielmeyera speciosa
0,1
1,0
0,0
0,3
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
Lafoensia pacari
0,0
0,1
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,1
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,1
Machaerium acutifolium
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,1
0,0
0,2
0,0
0,3
0,0
0,2
Machaerium opacum
0,0
0,0
0,0
0,4
-
-
0,0
0,0
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,0
Maprounea guianensis
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,0
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Miconia albicans
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
0,0
-
-
-
-
-
-
Mimosa claussenii
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,1
0,0
0,3
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,3
0,0
0,1
0,0
0,0
-
-
Myrcia splendens
0,0
0,0
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Myrsine coriacea
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,0
0,0
0,0
Myrsine guianensis
0,1
0,8
0,1
0,9
0,1
1,0
0,0
0,3
0,0
0,3
0,0
0,4
0,0
0,4
0,1
0,6
0,1
0,8
0,1
0,8
Neea theifera
-
-
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
-
-
-
-
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,0
Palicourea rigida
0,1
1,7
0,2
1,5
0,1
2,2
0,2
2,4
0,1
1,4
0,1
0,9
0,1
0,8
0,1
0,5
0,1
0,6
0,0
0,5
Continua...
41
Espécies
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
DoA
DoR
Piptocarpha rotundifolia
0,1
0,9
0,1
1,2
0,0
0,6
0,0
0,6
0,0
0,3
0,0
0,4
0,0
0,6
0,1
0,7
0,1
1,0
0,1
0,7
Plenckia populnea
0,0
0,3
0,0
0,3
0,0
0,3
0,0
0,2
0,0
0,3
0,0
0,3
0,0
0,2
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
Polyouratea hexasperma
0,6
8,9
0,9
8,4
0,6
8,9
0,7
9,6
0,6
10,7
0,6
10,9
0,7
9,2
0,7
7,3
0,8
7,1
0,6
6,6
Pouteria ramiflora
0,2
2,8
0,3
2,7
0,2
3,0
0,3
3,8
0,2
3,3
0,2
3,4
0,2
3,1
0,3
3,1
0,3
2,9
0,3
3,0
Psidium laruotteanum
0,0
0,0
0,0
0,0
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
Pterodon emarginatus
0,2
2,6
0,3
2,6
0,2
2,6
0,1
2,0
0,1
1,4
0,1
1,6
0,1
1,4
0,2
1,9
0,2
2,2
0,3
3,0
Qualea grandiflora
0,5
7,4
0,8
7,3
0,5
7,2
0,5
6,9
0,4
7,5
0,4
6,9
0,4
5,8
0,6
6,2
0,7
6,4
0,7
8,1
Qualea multiflora
0,1
1,4
0,1
1,3
0,1
1,4
0,1
1,8
0,1
1,0
0,0
0,8
0,1
0,9
0,1
1,0
0,1
1,2
0,2
2,0
Qualea parviflora
1,4
19,9
1,5
14,2
1,1
16,8
0,9
12,5
0,6
11,0
0,5
9,1
0,8
10,8
1,2
12,2
1,1
9,9
1,0
10,6
Rapanea crassifolia
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,0
0,0
-
-
Roupala montana
0,1
1,4
0,1
0,9
0,1
1,0
0,1
1,1
0,0
0,7
0,1
1,0
0,1
1,1
0,2
1,6
0,2
2,0
0,1
1,4
Rourea induta
0,0
0,5
0,1
1,4
0,0
0,3
0,0
0,3
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
Salacia crassifolia
0,0
0,4
0,0
0,3
0,0
0,3
0,0
0,3
0,0
0,2
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
Schefflera macrocarpa
0,1
1,5
0,1
1,3
0,1
1,9
0,2
2,5
0,1
2,6
0,2
2,7
0,2
3,0
0,3
3,1
0,4
3,7
0,4
4,7
Tachigali vulgaris
0,5
6,2
1,0
9,1
0,7
10,7
0,8
11,8
0,7
12,8
0,8
13,3
1,0
12,5
1,1
11,0
1,1
10,0
0,7
8,0
Strychnos pseudoquina
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,2
0,0
0,3
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,2
0,0
0,3
Stryphnodendron adstringens
0,2
2,9
0,3
2,5
0,2
3,5
0,2
3,3
0,1
2,3
0,2
2,9
0,2
2,7
0,2
2,4
0,2
2,1
0,1
1,1
Styrax ferrugineus
0,1
0,8
0,1
1,2
0,1
1,0
0,1
1,0
0,1
1,0
0,1
1,1
0,1
1,4
0,1
1,5
0,2
2,1
0,1
1,0
Symplocos rhamnifolia
0,0
0,5
0,0
0,3
0,0
0,5
0,0
0,3
0,0
0,5
0,0
0,6
0,0
0,6
0,0
0,5
0,0
0,3
0,0
0,4
Tabebuia aurea
0,0
0,1
0,0
0,1
0,0
0,1
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Tocoyena formosa
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,3
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
-
-
-
-
Vatairea macrocarpa
0,0
0,3
0,0
0,0
0,0
0,3
0,0
0,3
0,0
0,6
0,0
0,5
0,0
0,5
0,0
0,5
0,0
0,4
0,0
0,5
Vochysia elliptica
0,1
1,1
0,3
2,8
0,1
1,3
0,1
1,4
0,1
2,6
0,1
1,5
0,1
1,1
0,1
0,8
0,1
0,9
0,1
1,0
Vochysia rufa
-
-
0,0
0,4
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Vochysia thyrsoidea
0,2
2,2
0,2
2,3
0,3
4,3
0,3
4,8
0,3
5,4
0,4
7,1
0,4
5,8
0,6
6,1
0,7
6,8
0,8
8,5
Total
7,2
100,0
10,6
100,0
6,3
100,0
7,0
100,0
5,5
100,0
6,0
100,0
7,7
100,0
9,7
100,0
10,7
100,0
9,2
100,0
42
Apêndice IV. Frequência absoluta (FA) e relativa (FR) para as espécies da comunidade arbórea na área de Cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, DF em dez levantamentos num período de 27 anos de
monitoramento contínuo (1985 a 2012).
Espécies
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
Acinodendron ferrugineum
52,6
1,8
47,4
1,6
42,1
1,6
42,1
1,6
31,6
1,4
36,8
1,6
47,4
1,7
47,4
1,6
52,6
1,6
57,9
2,0
Acinodendron pohlianum
84,2
2,9
84,2
2,9
79,0
3,0
84,2
3,1
63,2
2,8
73,7
3,2
89,5
3,1
89,5
2,9
89,5
2,8
94,7
3,2
Acosmium dasycarpum
57,9
2,0
47,4
1,6
42,1
1,6
31,6
1,2
10,5
0,5
5,3
0,2
10,5
0,4
10,5
0,3
5,3
0,2
-
-
Aegiphila sellowiana
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
10,5
0,3
5,3
0,2
Andira paniculata
10,5
0,4
5,3
0,2
5,3
0,2
-
-
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
10,5
0,3
10,5
0,3
10,5
0,4
Annona crassiflora
5,3
0,2
-
-
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
Aspidosperma macrocarpon
10,5
0,4
31,6
1,1
15,8
0,6
26,3
1,0
10,5
0,5
10,5
0,5
15,8
0,6
10,5
0,3
15,8
0,5
10,5
0,4
Aspidosperma tomentosum
79,0
2,7
73,7
2,5
68,4
2,6
68,4
2,5
57,9
2,6
57,9
2,5
63,2
2,2
63,2
2,1
63,2
2,0
63,2
2,1
Blepharocalyx salicifolius
21,1
0,7
31,6
1,1
31,6
1,2
47,4
1,7
52,6
2,3
52,6
2,3
73,7
2,6
84,2
2,8
84,2
2,6
84,2
2,8
Bowdichia virgilioides
10,5
0,4
5,3
0,2
10,5
0,4
10,5
0,4
10,5
0,5
10,5
0,5
10,5
0,4
15,8
0,5
15,8
0,5
10,5
0,4
Byrsonima coccolobifolia
68,4
2,4
84,2
2,9
47,4
1,8
26,3
1,0
10,5
0,5
10,5
0,5
31,6
1,1
26,3
0,9
42,1
1,3
36,8
1,2
Byrsonima crassifolia
89,5
3,1
89,5
3,0
79,0
3,0
79,0
2,9
73,7
3,2
68,4
3,0
84,2
3,0
94,7
3,1
94,7
3,0
94,7
3,2
Byrsonima verbascifolia
84,2
2,9
73,7
2,5
63,2
2,4
57,9
2,1
63,2
2,8
42,1
1,8
52,6
1,9
52,6
1,7
73,7
2,3
79,0
2,7
Caryocar brasiliense
89,5
3,1
89,5
3,0
94,7
3,6
84,2
3,1
89,5
3,9
89,5
3,9
94,7
3,3
94,7
3,1
100,0
3,1
100,0
3,4
Casearia sylvestris
15,8
0,5
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
Connarus suberosus
26,3
0,9
36,8
1,3
21,1
0,8
21,1
0,8
5,3
0,2
5,3
0,2
15,8
0,6
15,8
0,5
31,6
1,0
21,1
0,7
Copaifera langsdorffii
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
Cybianthus detergens
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
-
-
-
-
-
-
-
-
Dalbergia miscolobium
94,7
3,3
100,0
3,4
94,7
3,6
94,7
3,5
94,7
4,2
94,7
4,1
100,0
3,5
100,0
3,3
94,7
3,0
89,5
3,0
Davilla elliptica
15,8
0,5
10,5
0,4
15,8
0,6
21,1
0,8
15,8
0,7
15,8
0,7
21,1
0,7
47,4
1,6
57,9
1,8
57,9
2,0
Dimorphandra mollis
26,3
0,9
21,1
0,7
21,1
0,8
26,3
1,0
21,1
0,9
31,6
1,4
36,8
1,3
36,8
1,2
36,8
1,2
36,8
1,2
Diospyros burchellii
31,6
1,1
31,6
1,1
31,6
1,2
31,6
1,2
21,1
0,9
21,1
0,9
47,4
1,7
52,6
1,7
57,9
1,8
57,9
2,0
Enterolobium gummiferum
21,1
0,7
21,1
0,7
15,8
0,6
21,1
0,8
21,1
0,9
15,8
0,7
26,3
0,9
42,1
1,4
47,4
1,5
42,1
1,4
Eremanthus glomerulatus
52,6
1,8
84,2
2,9
84,2
3,2
89,5
3,3
73,7
3,2
89,5
3,9
94,7
3,3
94,7
3,1
94,7
3,0
89,5
3,0
Continua...
43
Espécies
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
Eremanthus goyazensis
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
Eriotheca pubescens
21,1
0,7
21,1
0,7
26,3
1,0
36,8
1,4
42,1
1,9
42,1
1,8
42,1
1,5
57,9
1,9
68,4
2,1
68,4
2,3
Erythroxylum campestre
-
-
-
-
-
-
15,8
0,6
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Erythroxylum deciduum
31,6
1,1
42,1
1,4
15,8
0,6
15,8
0,6
36,8
1,6
21,1
0,9
42,1
1,5
36,8
1,2
36,8
1,2
26,3
0,9
Erythroxylum suberosum
68,4
2,4
68,4
2,3
31,6
1,2
68,4
2,5
31,6
1,4
57,9
2,5
79,0
2,8
73,7
2,4
79,0
2,5
68,4
2,3
Erythroxylum tortuosum
57,9
2,0
68,4
2,3
31,6
1,2
31,6
1,2
21,1
0,9
21,1
0,9
42,1
1,5
36,8
1,2
36,8
1,2
26,3
0,9
Guapira noxia
68,4
2,4
68,4
2,3
63,2
2,4
57,9
2,1
42,1
1,9
47,4
2,1
79,0
2,8
94,7
3,1
94,7
3,0
89,5
3,0
Guatteria sellowiana
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
Hancornia speciosa
5,3
0,2
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
Handroanthus ochraceus
21,1
0,7
-
-
15,8
0,6
15,8
0,6
31,6
1,4
31,6
1,4
26,3
0,9
26,3
0,9
36,8
1,2
36,8
1,2
Handroanthus serratifolius
-
-
5,3
0,2
-
-
10,5
0,4
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
Heteropterys byrsonimifolia
10,5
0,4
5,3
0,2
5,3
0,2
-
-
5,3
0,2
10,5
0,5
15,8
0,6
26,3
0,9
36,8
1,2
26,3
0,9
Hymenaea stigonocarpa
52,6
1,8
57,9
2,0
57,9
2,2
52,6
1,9
47,4
2,1
42,1
1,8
47,4
1,7
52,6
1,7
52,6
1,6
31,6
1,1
Kielmeyera coriacea
52,6
1,8
68,4
2,3
73,7
2,8
73,7
2,7
73,7
3,2
68,4
3,0
79,0
2,8
89,5
2,9
89,5
2,8
89,5
3,0
Kielmeyera speciosa
57,9
2,0
31,6
1,1
31,6
1,2
10,5
0,4
5,3
0,2
5,3
0,2
10,5
0,4
10,5
0,3
15,8
0,5
15,8
0,5
Lafoensia pacari
5,3
0,2
5,3
0,2
10,5
0,4
15,8
0,6
10,5
0,5
10,5
0,5
21,1
0,7
26,3
0,9
26,3
0,8
15,8
0,5
Machaerium acutifolium
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
Machaerium opacum
5,3
0,2
10,5
0,4
-
-
5,3
0,2
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
Maprounea guianensis
-
-
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Miconia albicans
-
-
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
-
-
-
-
-
-
Mimosa claussenii
31,6
1,1
36,8
1,3
26,3
1,0
31,6
1,2
15,8
0,7
10,5
0,5
52,6
1,9
31,6
1,0
15,8
0,5
-
-
Myrcia splendens
5,3
0,2
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Myrsine coriacea
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
5,3
0,2
Myrsine guianensis
26,3
0,9
31,6
1,1
26,3
1,0
21,1
0,8
10,5
0,5
10,5
0,5
21,1
0,7
31,6
1,0
47,4
1,5
42,1
1,4
Neea theifera
-
-
5,3
0,2
5,3
0,2
10,5
0,4
-
-
-
-
15,8
0,6
21,1
0,7
15,8
0,5
10,5
0,4
Palicourea rigida
89,5
3,1
89,5
3,0
79,0
3,0
94,7
3,5
73,7
3,2
63,2
2,7
63,2
2,2
63,2
2,1
73,7
2,3
68,4
2,3
Continua...
44
Espécies
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
FA
FR
Piptocarpha rotundifolia
68,4
2,4
68,4
2,3
57,9
2,2
47,4
1,7
36,8
1,6
42,1
1,8
57,9
2,0
79,0
2,6
79,0
2,5
79,0
2,7
Plenckia populnea
31,6
1,1
42,1
1,4
26,3
1,0
21,1
0,8
15,8
0,7
15,8
0,7
15,8
0,6
10,5
0,3
15,8
0,5
10,5
0,4
Polyouratea hexasperma
100,0
3,4
100,0
3,4
94,7
3,6
94,7
3,5
94,7
4,2
94,7
4,1
94,7
3,3
100,0
3,3
100,0
3,1
94,7
3,2
Pouteria ramiflora
73,7
2,5
79,0
2,7
73,7
2,8
73,7
2,7
68,4
3,0
68,4
3,0
73,7
2,6
73,7
2,4
73,7
2,3
68,4
2,3
Psidium laruotteanum
5,3
0,2
5,3
0,2
-
-
-
-
-
-
-
-
5,3
0,2
10,5
0,3
10,5
0,3
10,5
0,4
Pterodon emarginatus
63,2
2,2
68,4
2,3
63,2
2,4
57,9
2,1
42,1
1,9
42,1
1,8
57,9
2,0
79,0
2,6
84,2
2,6
79,0
2,7
Qualea grandiflora
94,7
3,3
94,7
3,2
94,7
3,6
94,7
3,5
94,7
4,2
94,7
4,1
94,7
3,3
94,7
3,1
94,7
3,0
94,7
3,2
Qualea multiflora
68,4
2,4
68,4
2,3
63,2
2,4
68,4
2,5
42,1
1,9
36,8
1,6
57,9
2,0
79,0
2,6
79,0
2,5
89,5
3,0
Qualea parviflora
100,0
3,4
100,0
3,4
100,0
3,8
100,0
3,7
94,7
4,2
100,0
4,3
100,0
3,5
100,0
3,3
100,0
3,1
100,0
3,4
Rapanea crassifolia
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
10,5
0,3
-
-
Roupala montana
94,7
3,3
84,2
2,9
63,2
2,4
73,7
2,7
57,9
2,6
57,9
2,5
84,2
3,0
89,5
2,9
89,5
2,8
79,0
2,7
Rourea induta
63,2
2,2
63,2
2,1
21,1
0,8
47,4
1,7
15,8
0,7
15,8
0,7
15,8
0,6
15,8
0,5
15,8
0,5
15,8
0,5
Salacia crassifolia
47,4
1,6
52,6
1,8
42,1
1,6
42,1
1,6
21,1
0,9
10,5
0,5
10,5
0,4
21,1
0,7
15,8
0,5
10,5
0,4
Schefflera macrocarpa
79,0
2,7
79,0
2,7
89,5
3,4
94,7
3,5
89,5
3,9
94,7
4,1
100,0
3,5
100,0
3,3
100,0
3,1
94,7
3,2
Tachigali vulgaris
100,0
3,4
100,0
3,4
100,0
3,8
100,0
3,7
89,5
3,9
89,5
3,9
94,7
3,3
94,7
3,1
94,7
3,0
84,2
2,8
Strychnos pseudoquina
15,8
0,5
10,5
0,4
15,8
0,6
15,8
0,6
21,1
0,9
21,1
0,9
21,1
0,7
26,3
0,9
31,6
1,0
26,3
0,9
Stryphnodendron adstringens
89,5
3,1
94,7
3,2
94,7
3,6
100,0
3,7
73,7
3,2
94,7
4,1
94,7
3,3
94,7
3,1
94,7
3,0
73,7
2,5
Styrax ferrugineus
63,2
2,2
63,2
2,1
57,9
2,2
63,2
2,3
52,6
2,3
52,6
2,3
89,5
3,1
89,5
2,9
89,5
2,8
63,2
2,1
Symplocos rhamnifolia
21,1
0,7
21,1
0,7
21,1
0,8
21,1
0,8
21,1
0,9
26,3
1,1
26,3
0,9
26,3
0,9
26,3
0,8
21,1
0,7
Tabebuia aurea
26,3
0,9
21,1
0,7
10,5
0,4
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Tocoyena formosa
5,3
0,2
10,5
0,4
5,3
0,2
5,3
0,2
10,5
0,5
5,3
0,2
5,3
0,2
5,3
0,2
-
-
-
-
Vatairea macrocarpa
21,1
0,7
10,5
0,4
31,6
1,2
31,6
1,2
26,3
1,2
21,1
0,9
36,8
1,3
31,6
1,0
36,8
1,2
31,6
1,1
Vochysia elliptica
68,4
2,4
73,7
2,5
68,4
2,6
73,7
2,7
68,4
3,0
73,7
3,2
68,4
2,4
68,4
2,2
73,7
2,3
79,0
2,7
Vochysia rufa
-
-
5,3
0,2
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Vochysia thyrsoidea
52,6
1,8
47,4
1,6
52,6
2,0
52,6
1,9
42,1
1,9
52,6
2,3
57,9
2,0
57,9
1,9
57,9
1,8
57,9
2,0
Total
2910,5
99,9
2947,3
100,0
2615,8
100,0
2715,8
100,0
2273,7
100,0
2310,5
100,0
2847,4
99,9
3052,7
99,9
3215,8
100,0
2973,7
100,0
45
46
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O CERRADO SENSU STRICTO DA FAZENDA ÁGUA LIMPA