TÍTULO: OS AUXILIADORES DO O AUXILIADOR DA INDÚSTRIA NACIONAL: UM PERFIL DOS REDATORES DO PERIÓDICO DA SOCIEDADE AUXILIADORA DA INDÚSTRIA NACIONAL (1833 - 1896) CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: HISTÓRIA INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SANTOS AUTOR(ES): DAVID FRANCISCO DE MOURA PENTEADO ORIENTADOR(ES): CÉSAR AGENOR FERNANDES DA SILVA 1. RESUMO Na primeira metade do século XIX no Brasil, especialmente na cidade do Rio de Janeiro, surgiram dezenas de periódicos que se propunham a vulgarizar o conhecimento científico e suas técnicas com um objetivo comum: o melhoramento das técnicas produtivas brasileiras e, em última instância, um projeto civilizatório para a recém-nascida nação. Entre esses periódicos, foi fundado, no ano de 1833, um jornal oriundo dessa tradição que se destaca em sua época por sua longevidade, O Auxiliador da Industria Nacional. Criado como órgão de divulgação da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, o jornal existiu durante sessenta anos de idade, sendo extinto apenas em 1896. Responsáveis pelo periódico estavam um redator e uma comissão normalmente composta por três componentes. Buscou-se, no presente trabalho, compreender a biografia dos redatores e de outros homens, que auxiliariam na feitura do segundo periódico mais duradouro do período. E, a partir das informações biográficas pesquisadas no próprio periódico da Sociedade Auxiliadora, demais jornais do período, dicionários biográficos e publicações acadêmicas mais recentes, traçar um perfil prosopográfico desses homens. Os engenheiros, médicos, matemáticos, advogados, professores e, com destaque, aqueles que compunham a administração estatal. 2. INTRODUÇÃO A extinção da proibição para o funcionamento de máquinas tipográficas e da circulação de publicações impressas, ocorrida com a transferência da família real portuguesa em 10 de maio de 1808, e a subsequente elevação do Rio de Janeiro à condição de capital extraoficial do Império Português, trouxeram ao Brasil o fenômeno do periodismo,1 originalmente desenvolvido no continente europeu e já bastante disseminado nos Estados Unidos da América e, em menor escala, no restante do continente americano. 1 Sobre a nomenclatura empregada, comenta Freitas (2006, p. 57), que na época dessas publicações, que hoje chamamos de “periódicos científicos”, eram elas comumente chamadas como “revista literária”, “jornal de cultura”, “jornal de ciências e artes” e, ainda de acordo com a mesma autora, principalmente de “jornal literário”. Nesses lugares, o periodismo, dentre outras temáticas, esteve voltado às ciências. Originado das correspondências realizadas entre os cientistas ou instituições de ciências, e estando sob a forma de periódicos nesse segundo momento, puderam agora serem acessados pelo público leigo2 – ainda que limitados para aqueles que possuíam o domínio da leitura e o poder aquisitivo para comprar. Com início na Europa do século XVIII, o iluminismo, sob o princípio de que os homens eram capazes e deveriam buscar a felicidade ainda durante a vida terrena, inspirou a incipiente imprensa periodista europeia a ver na atividade científica um meio de atingir essa realização.3 Sobre esse período comentou a historiadora da educação Maria Lucia Garcia Pallares-Burke: Aderindo ao otimismo da época, no que diz respeito às possibilidades da educação, a imprensa periódica [europeia] (...) assumiu explicitamente as funções de agente de cultura, de mobilizadora de opiniões e de propagadora de ideias.4 “Em uma época em que florescem as ciências, não há sinal mais seguro de estreiteza de espírito que o de não se sentir atraído por esses nobres afazeres”,5 escreveu o filósofo escocês David Hume em 1748, uma ideia que exemplifica o pensamento comum de parte da elite europeia de seu período sobre a importância da ciência na sociedade. Assim, durante o século XVIII, surgiram na Europa diversos periódicos científicos, em parte também motivados pela necessidade intrínseca à ciência moderna de haver discussão entre os pares. O intercâmbio de informações foi grandemente utilizado pela ciência oitocentista, tanto como meio de divulgação como também por propósitos metodológicos.6 A partir desse modelo a divulgação das ciências e a vulgarização do conhecimento cientifico em terras brasileiras tem início, assim como na Europa e no restante do continente americano, em publicações não-especializadas. “Na maioria 2 FREITAS, Maria Helena de Almeida. Considerações acerca dos primeiros periódicos científicos brasileiros. Revista de Ciência da Informação, Brasília, v. 35, n. 3, set/dez 2006, p. 54. 3 DIAS, Maria Odila Leite da Silva. Aspectos da Ilustração No Brasil. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 276, p. 100-170, 1968, p. 106-7. 4 PALLARES-BURKE, Maria Lucia Garcia. A imprensa periódica como uma empresa educativa no século XIX. Cadernos de Pesquisa, FGV, n.104, p.144-161, jul. 1998, p. 145-6. 5 HUME, David. Investigações sobre o Entendimento Humano e Sobre os Princípios da Moral. Tradução de José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: UNESP, 2004, p. 22. 6 OLIVEIRA, José Carlos. A cultura cientifica e a Gazeta do Rio de Janeiro [1808–1821]. Revista da Sociedade Brasileira de História da Ciência, v. 17, p. 29–58, jan./jun. 1997, p. 30-31. do países euro-americanos, a divulgação e a comunicação da ciência no Brasil é iniciada no século XIX em jornais cotidianos, não especializados e voltados ao grande público”, observou também a historiadora da ciência Maria Helena Freitas.7 Em terras brasileiras, o periodismo de vulgarização científica se concentrou em superar o atraso tecnológico da cadeia produtiva brasileira. Este já era levado à tona mesmo durante o período colonial do Brasil, mas pouco se fez para conseguir suprir essa carência. A falta de instrução e as potencialidades naturais das terras brasileiras eram lugar-comum entre os jornalistas do início do século XIX. Hipólito da Costa escreveu, no ano de 1812, que “talvez não há no mundo um território tão rico em produções naturais, e ao mesmo tempo tão desprezado por falta de uma população instruída e industriosa”,8 tal como era o Brasil. Com o sucesso do movimento independentista uma década depois, a grande desigualdade entre as quase-primitivas técnicas brasileiras e aquelas utilizadas em outros países, mesmo os americanos, se tornou um problema de Estado para a recém-criada nação. Essa defasagem limitava não somente a capacidade produtiva e os ganhos do país em sua atividade comercial, mas se remete própria ideia de que nos então tempos modernos o poderio de uma nação está intimamente relacionado a importância econômica da nação.9 Quer fosse a causa desse problema o desconhecimento das classes industrias – termo que, na época, também abarcava a agricultura – ou a falta de interesse na modernização de seus modos produção, o governo brasileiro tentou remediar essa deficiência. Inaugurada em 19 de outubro de 1827 pelo deputado Ignácio Álvares de Pinto de Almeida, que se grandemente se engajou para sua criação, com seus estatutos aprovados pelo monarca Dom Pedro I, a Sociedade Auxiliadora da Indústria surgiu como um esforço em direção ao progresso nacional. No centro das atividades empreendidas pela Sociedade Auxiliadora estava seu jornal de divulgação, comumente chamado de O Auxiliador da Indústria Nacional, 7 FREITAS, Maria Helena de Almeida. Op. cit., p. 55. O Correio Brasiliense ou Armazém Literário, v.IX, nº 52, set., 1812, p. 442. 9 Manoel de Oliveira Fausto, nono redator do jornal da Sociedade, asseverava que “já se não calcula o poder das nações pelo número dos seus soldados, pela organização dos seus exércitos, ou pela força de sua artilheira, mas sim pela importância de seus capitães, e pela natureza de suas instituições econômicas: e pôde-se dizer que só os povos ricos é que são poderosos”. In: O Auxiliador da Indústria Nacional, Segunda Nova Série, n. 1, 1854, v. IV, p. 6. 8 mas com o nome oficial de “O Auxiliador da Industria Nacional, ou Coleção de Memorias e Notícias Interessantes aos Fazendeiros, Fabricantes, Artistas, e Classes Industriosas no Brasil, tanto Originais, como traduzidas das Melhores Obras que Neste Gênero se Publicam nos Estados-Unidos, França, Inglaterra, &c.”, que trazia em sua capa para o que foi criado. Fundado seis anos após a Sociedade, em 1833, logo assumiu um papel de destaque entre os seus empreendimentos para auxiliar a indústria nacional, que percorriam a distribuição de sementes até a exposição e divulgação de maquinários. “Quando a Sociedade Auxiliadora mais nada tivesse feito, bastava só a impressão deste seu periódico para ter rendido ao país relevantes serviços”,10 escreveu o redator Emilio Joaquim da Silva Maia quando o periódico estava há treze anos sendo publicado. 3. OBJETIVOS Identificar e traçar um perfil prosopográfico dos redatores e demais pessoas que contribuíram com o órgão de divulgação da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, intitulado O Auxiliador da Indústria Nacional. 4. METODOLOGIA A pesquisa em busca dos homens por de trás da redação do periódico O Auxiliador da Indústria Nacional teve início com o próprio periódico. A consulta ao órgão de divulgação da Sociedade foi realizada por meio do portal da Biblioteca Nacional Digital (bndigital.bn.br), onde O Auxiliador está organizado em suas edições anuais. Foram analisadas todas as edições do jornal; da primeira, no ano de 1833, até a sua última publicação, do ano de 1896. As informações biográficas presentes no periódico, bem como a informação de quem era o redator do periódico de cada edição, raramente estiveram explicitas em suas páginas. Nas duas primeiras décadas do jornal, os nomes dos responsáveis por sua redação eram apenas mencionados sem apresentação nas atas das sessões do Conselho Administrativo da Sociedade Auxiliadora da Indústria 10 O Auxiliador da Indústria Nacional, Nova Série, n. 7, 1846, v. I, p. 7. Nacional. Dessa forma, a busca pelos nomes dos redatores e seus respectivos períodos de atuação consistiu na etapa mais fastidiosa da pesquisa. A procura pelas biografias desses homens perpassou as referências bibliográficas mais tradicionais para se pesquisar sobre o Brasil oitocentista, como os dicionários Innocencio Francisco da Silva, Augusto Victorino Alves Sacramento Blake e João Francisco Velho Sobrinho, até os discursos elogiosos publicados na revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – de onde muitos eram sócios – em homenagem a vários desses homens quando na ocasião de suas mortes. Um vasto material bibliográfico teve também de ser investigado, dado a escassez de informação de alguns homens estudados. Assim, também foram coletados dados biográficos publicados do Diário da Câmara dos Senadores do Império do Brasil até a Revista Agrícola do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura. 5. DESENVOLVIMENTO O trabalho de pesquisa dos homens por de trás do periódico O Auxiliador da Indústria Nacional apresenta, inicialmente, a composição estrutural dos associados da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional e como essa formação se relacionava com a função de redator do jornal da Sociedade e dos demais colaboradores, como os membros da comissão de redação. Seguida por essa contextualização do funcionamento da Sociedade Auxiliadora, é abordado cronologicamente a história de cada um dos doze redatores que passaram pelo jornal. Suas naturalidades, formações, profissões e as funções que ocuparam dentro da mesma sociedade. A finalização do trabalho é feita com a caracterização de um perfil de todos esses homens, dos redatores aos membros da referida comissão, por meio de uma biografia coletiva. As informações biográficas são estendidas nessa seção, com objetivo de propor uma caracterização possível de abarcar todos eles. 6. RESULTADOS Ao contrário do perfil já conhecido da maioria dos sócios da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional,11 a maior parte dos redatores de seu jornal de divulgação não tiveram destaque na atividade política ou estavam em cargos de altoescalão dentro do Estado brasileiro.12 Os redatores, por outro lado, eram homens de apenas extensa formação científica. Essa característica mereceu nota ao menos uma vez. No ano de 1859, Emílio Joaquim da Silva Maia, um dos doze redatores do periódico, faleceu e, em sua homenagem, Joaquim Manoel Macedo publicou um elogio ao amigo nas páginas da revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, de onde os dois eram sócios, escreveu Macedo que seu nome “não ouviste repetir nem nas lutas ardentes dos comícios públicos, nem nos certames arrebatados da imprensa política: nome que nunca foi endeusado nem proscrito pelos tribunos”.13 Apesar de dedicado para o redator Emílio Joaquim da Silva Maia, essa é uma descrição possível de ser aplicada à maioria dos redatores do jornal. Respectivamente, João Maria Barbosa, o segundo redator, (redator durante os anos de 1837 e 1840), Manoel Ferreira Lagos (1840 – 1842), Lino Antônio Rebello (1843), Emílio Joaquim da Silva Maia (1846 – 1849), Pedro de Alcântara Lisboa (1849 – 1850), Miguel Joaquim Pereira de Sá (1850 – 1851), Berthold Goldschimidt (1851 –1854), Manoel de Oliveira Fausto (1854 – 1857), Frederico Leopoldo César Burlamaqui (1857 – 1866) e, seu último redator, Domingos Sérgio de Carvalho (1896). As exceções para esse perfil foram a de Januário da Cunha Barbosa, o primeiro redator do periódico, que se envolveu nas disputas políticas do pósindependência; e Nicolau Joaquim Moreira, penúltimo redator e que, apesar de também possuir grande formação científica, também ocupou funções políticas de grande importância, como o de Intendente da capital federal, Rio de Janeiro. Os redatores d’O Auxiliador, a parte das exceções mencionadas, eram médicos, professores doutores, diretores do Museu Nacional e engenheiros. E mesmo 11 Cf. BARRETO, Patrícia Regina Corrêa. Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional: o templo carioca de Palas Atena. 2009. 385 f. Tese (Doutorado em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro; 2009. 12 Ibid., 398 f. 13 Joaquim Manoel de Macedo. Discurso do Orador do Instituto Histórico o Sr. Dr. Joaquim Manoel de Macedo. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro, t. 22 [1859], 1973. p. 704-712. quanto aos homens que se destacaram politicamente, seu destaque político rivalizaram em relevância documental com suas carreiras acadêmicas. Ao menos para um número significativo desses homens, o perfil dos responsáveis pelo jornal se distingue do perfil convencionado para os sócios da Sociedade Auxiliadora. O perfil dos sócios que compuseram a Comissão de Redação de Jornais, Programas, e Revisão de Memórias, parcialmente responsável pelos artigos publicados no periódico, já está muito mais próxima à descrição convencional acerca dos membros da Sociedade Auxiliadora, como tendo sido homens de destaque na atividade política e possuidores de cargos de alto-escalão dentro da estrutura administrativa imperial. 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS As primeiras décadas do século XIX foram o marco inicial dos jornais literários no Brasil. Anterior a criação da Sociedade Auxiliadora, outros homens tentaram instruir a população brasileira letrada se utilizando da imprensa periódica. Esse era o objetivo enunciado pelos redatores das primeiras revistas literárias brasileiras, O Patriota (1813-1814), do Annaes Fluminense (1822) e do Jornal Scientifico, Economico e Litterario (1826).14 Infelizmente, seus esforços foram efêmeros, poucas dessas publicações ultrapassaram um ano sendo editadas. Na contramão da tendência de brevidade e de um esforço unicamente individual dos jornais dessa espécie até então publicados, O Auxiliador da Indústria Nacional foi lançado por uma associação vinculada ao Estado brasileiro, a Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, criada poucos anos antes de seu órgão de divulgação. Imbuídos do ideal iluminista partilhado pelos criadores dos periódicos do início do século, quanto a visão otimista quanto o conhecimento científico e as benesses que suas aplicações nas atividades produtivas poderiam gerar, os sócios da Sociedade Auxiliadora acreditaram e agiram para vulgarizar em terras brasileiras as técnicas derivadas ciência produzida em alhures. E, para realizar tal empreendimento de vulgarização científica, os homens responsáveis pelo periódico 14 FREITAS, Maria Helena de Almeida. Considerações acerca dos primeiros periódicos científicos brasileiros. Revista de Ciência da Informação, Brasília, v. 35, n. 3, set/dez 2006. deveriam ser conhecedores dos mais recentes inventos e dotados de formação necessária para noticia-los para um público leigo. Responsáveis pelo principal esforço da Sociedade estiveram homens de ilustre e extensa formação científica do Império Brasileiro. Muitos deles possuíam várias diplomações. Emilio Joaquim da Silva Maia, por exemplo, era doutor em medicina, bacharel em filosofia, ciências físicas e matemática.15 E apesar de nem todos os demais redatores possuírem um currículo tão extenso como o do doutor Maia, eles não fogem a esse perfil. Os redatores eram graduados em engenharia, engenharia química e agrônoma, direito, doutores em matemática e filosofia. Suas profissões eram a de professores universitários, engenheiros, advogados, médicos, médicos homeopatas, engenheiros e diretores do Museu Nacional e do Jardim Botânico. As relações desses homens com os negócios do Estado também não passam despercebidas. Poucos são os nomes daqueles que, em algum momento de suas vidas, não pertenceram a administração imperial. Não eram em sua maioria, no entanto, homens políticos. Uma definição coletiva possível de um redator do jornal da Sociedade é a de um homem de letras que muitas vezes prestavam auxílio para o Estado.16 Parafraseando um excerto de um texto do d’O Auxiliador, escrito por Nicolau Joaquim Moreira nas páginas do periódico, no qual elogia os demais redatores que passaram por sua função, diz ele que nas páginas do periódico se encontravam imensas riquezas colhidas pelas ilustres inteligências que personificam os Januários, os Cunha Mattos, os Burlamaquis e tantos outros ilustres que ofereceram as horas de seus lazeres em benefício de seus compatriotas e em glória do seu país.17 8. FONTES CONSULTADAS Periódicos: Diário da Câmara dos Senadores do Império do Brasil. Rio de Janeiro: Typ. Imperial e Nacional, 1826-1833. 15 SILVA, Inocêncio Francisco da. Dicionário bibliográfico português. Lisboa: Imprensa Nacional, 1870, tomo 9, p. 170. 16 A titulação honorífica de Conselheiro era comum entre os redatores do jornal da Sociedade Auxiliadora. 17 O Auxiliador da Indústria Nacional, Segunda Nova Série, n. 1, 1869, v. XXIV, p. I-IV. Diário Fluminense. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1824-1831. O Auxiliador da Indústria Nacional. Rio de Janeiro: Tipografia de Seignot-Planchet, 1833-1892; 1896. Revista Agrícola do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura. Rio de Janeiro: Typ. Do Imperial Instituto Artísitico, 1869-1891. Revista de Engenharia. Rio de Janeiro: Tipografia Econômica, 1879-1891. Revista trimestral do Instituto Historico e Geographico, e Ethonographico do Brazil. Rio de Janeiro: Tipografia Universal de Laemmert, 1839. SOCIEDADE AUXILIADORA DA INDUSTRIA NACIONAL. Estatuto da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional. Rio de Janeiro: Typographia Imperial D’ Émile Seignot Plancher, 1831 Dicionários: BLAKE, Augusto Victorino Alves Sacramento. 5.v. 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