1º Ten Al MARIA MAIA VIEIRA DE FREITAS HOSPITAL MILITAR DE ÁREA DO RECIFE: HÁ 193 ANOS SERVINDO A FAMÍLIA MILITAR. RIO DE JANEIRO 2010 1° Ten Al MARIA MAIA VIEIRA DE FREITAS HOSPITAL MILITAR DE ÁREA DO RECIFE: HÁ 193 ANOS SERVINDO A FAMÍLIA MILITAR. Trabalho de conclusão de curso apresentado à Escola de Saúde do Exército como requisito parcial para aprovação no Curso de Formação de Oficiais do Serviço de Saúde, especialização em Aplicações Complementares às Ciências Militares. Orientador: 1° Tenente Igor Camargo Coorientador: Major Castro RIO DE JANEIRO 2010 F866h Freitas, Maria Maia Vieira de. Hospital Militar de Área do Recife (HMAR: há 193 anos servindo a família militar. / Maria Maia Vieira de Freitas - Rio de Janeiro, 2010. 33 f ; Il color.; 30 cm Orientador: Igor Batista Camargo Trabalho de Conclusão de Curso (especialização) – Escola de Saúde do Exército, Programa de Pós-Graduação em Aplicações Complementares às Ciências Militares, 2010. Referências: f. 29-30. 1. Hospital Militar de Área do Recife. 2. Serviço de Saúde do Exército. 3. Hospital Geral do Recife 4. Hospital Militar de Pernambuco I. Camargo, Igor Batista. II. Escola de Saúde do Exército. III. Título. CDD 355.345 1º Ten Al MARIA MAIA VIEIRA DE FREITAS HOSPITAL MILITAR DE ÁREA DO RECIFE: HÁ 193 ANOS SERVINDO A FAMÍLIA MILITAR. COMISSÃO DE AVALIAÇÃO IGOR BATISTA CAMARGO – 1° Tenente Orientador LUIZ HENRIQUE ALVES DE CASTRO – Major Coorientador CARLA PEREIRA CARLOS - Capitão Avaliador RIO DE JANEIRO 2010 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, por tudo que Ele permitiu que acontecesse comigo até hoje, e especialmente por mais esta conquista. Aos meus pais, Davi e Márcia, que com sabedoria, paciência e amor me ensinaram muito do pouco que sei até hoje. Aos meus irmãos Felipe, Tiago e Daniel; às minhas cunhadas Sílvia e Carolina, e às minhas sobrinhas Letícia e Manuela, dos quais todo o carinho e o apoio foram fundamentais nestes meses distantes. A toda a minha família, tios e tias, primos e primas, e em especial a minha avó Lígia que me ensinou a importância da família e que sempre estará presente independente de qualquer circunstância. A Ana Luiza; Clarissa, Júnior e Vicente; Renata, Flávio, Cauê e Camila; e Marina e San, que das mais diversas maneiras ocupam um lugar importante nos meus dias. A Igor Camargo, orientador desta monografia e companheiro de todas as horas, de quem a dedicação, o apoio, o amor e o conhecimento foram essenciais nesta vitória, e sem os quais nada disso seria possível. Agradeço aos companheiros do Curso de Formação de Oficiais cujas presenças durante esses meses amenizaram a saudade da família e tornaram os dias mais alegres. E a todas as pessoas que sabem que são especiais na minha vida. “Há quem diga que todas as noites são de sonhos, mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.” (William Shakespeare) RESUMO Após a chegada ao Brasil, pelo Decreto Regencial de 09 de fevereiro de 1808, Dom João, com o objetivo de organizar, coordenar e uniformizar os serviços dos cirurgiões e físicos (médicos) do Exército e Armada Reais, nomeou o Frei Custódio de Campos e Oliveira como Cirurgião-Mór dos Exércitos e Armadas Reais em todos os domínios ultramarinos e, por conseqüência, criou a Repartição do Cirurgião-Mór, embrião da hoje denominada Diretoria de Saúde do Exército, iniciando assim, o Serviço de Saúde da Força. Em 07 de agosto de 1820, por Decreto Imperial, foram instituídos os Hospitais Militares do Brasil, entre eles, o Hospital Militar de Pernambuco, ligando-se permanentemente à história do Brasil pela sua atuação no atendimento aos feridos e enfermos dos diversos movimentos revolucionários, destacando-se a Convenção de Beberibe e a Revolução Praieira. Inicialmente foi conhecido como “Hospital Militar de Divisão”, em alusão à tropa expedicionária vinda do Rio de Janeiro para debelar a Revolução de 1817. O Hospital também foi conhecido pela denominação de Hospital Militar Nossa Senhora do Carmo e, em 1844, passou a chamar-se de Hospital Real Militar, sendo depois denominado de Hospital Militar do Recife em 1939, de Hospital Geral do Recife em 1953, quando, finalmente em 2009 recebeu a denominação de Hospital Militar de Área do Recife. Realizou-se uma pesquisa histórica a partir de uma revisão bibliográfica tendo como base o acervo literário existente, disponibilizando conhecimento histórico para registro e pesquisa sobre o tema, bem como embasamento para que eventuais modificações possam ser sugeridas. O Hospital Militar de Área do Recife – HMAR – cumpriu ao longo dos seus 193 anos, e cumpre até os dias de hoje, com dedicação e apreço, a missão de bem acolher os militares e seus familiares. Uma missão que nunca estará terminada, e na qual o amor à profissão e o respeito aos que o procuram, pautam todas as ações do dia-a-dia. Palavras-Chaves: Hospital Militar de Área do Recife - Serviço de Saúde do Exército Hospital Geral do Recife - Hospital Militar de Pernambuco ABSTRACT Upon arrival in Brazil, at Regency Decree of February 9, 1808, Don João, with the objective to organize, coordinate and standardize the services of surgeons and physitians (medical) of the Army and Royal Navy, named Frei Custódio de Campos e Oliveira as Surgeon-Mor of hosts and Royal Armed overseas in all fields and, consequently, created the Office of the Surgeon Mor, now called the embryo of the Board of Army Health, thus beginning the Health Service of the Force. In August 07 1820, by Imperial Decree, Military Hospitals were established in Brazil, among them the Hospital Militar de Pernambuco, connecting permanently to the history of Brazil for his performance in meeting the wounded and sick of the various revolutionary movements, especially the Beberibe Convention and the Praieira Revolution. Initially known as "Hospital Militar de Divisão," in allusion to the expeditionary force coming from Rio de Janeiro to quell the Revolution of 1817. The hospital was also known by the name of the Hospital Militar Nossa Senhora do Carmo, and in 1844, was renamed to Hospital Real Militar, after being named to Hospital Militar do Recife in 1939 and Hospital Geral do Recife in 1953, when finally in 2009, was named Hospital Militar de Área do Recife. We performed a historical study from a literature review based on the existing literary estate, providing historical knowledge to record and research on the topic, as well as basement so that any changes can be suggested. The Hospital Militar de Área do Recife - HMAR - for 193 years accomplished the mission, and meets up to the present day, with dedication and appreciation, and the task of accommodating the military and their families. A mission that is never finished, and in which love and respect for the profession that demand, guided all the actions of day-by-day. Key Words: Hospital Militar de Área do Recife - Health Service of the Army - Hospital Geral do Recife - Hospital Militar de Pernambuco. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Frei Custódio 12 Figura 2 – Ação Solene com Dom João, Frei Custódio e D. Pedro I a 13 Figura 3 – Hospital Militar de Pernambuco – Convento N Sra do Carmo 14 Figura 4 - Hospital Militar de Pernambuco – Igreja da Soledade 16 Figura 5 – Hospital Geral do Recife – Antiga Sede da 7ª. RM/ 7ª. DE 18 Figura 6 – Hospital Militar de Área do Recife – Entrada da Policlínica 19 Figura 7 – Recepção da Policlínica 20 Figura 8 – Ambulatórios do Bloco C 21 Figura 9 – Núcleo de Terapias Integradas - NETI 22 Figura 10 – Clínica Odontológica do HMAR 23 Figura 11 – Consultório Odontológico 23 Figura 12 – Clínica de Fisioterapia - Hidroterapia 24 Figura 13 – Clinica de Fisioterapia – Reabilitação Motora 24 Figura 14 – Edifício Garagem com Heliponto 25 Figura 15 – Unidade de Internação - Enfermaria 26 Figura 16 – Maternidade 26 Figura 17 – Ex-diretores do Hospital Militar de Área do Recife 32 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ------------------------------------------------------------------- 09 2 DESENVOLVIMENTO---------------------------------------------------------- 11 2.1 PASSADO ------------------------------------------------------------------------ 11 2.2 PRESENTE ---------------------------------------------------------------------- 18 2.3 FUTURO -------------------------------------------------------------------------- 26 3 CONCLUSÃO--------------------------------------------------------------------- 31 REFERÊNCIAS ----------------------------------------------------------------------- 32 ANEXO ---------------------------------------------------------------------------------- 34 9 1 INTRODUÇÃO O Serviço de Saúde do Exército está presente desde os primeiros momentos da história da Força, sendo fundamental para apoio nas atividades militares tanto nos tempos de paz como nos de guerra. Com a preocupação de manter higidez não apenas dos seus militares, mas também de seus dependentes, o Serviço de Saúde do Exército foi e continua sendo aperfeiçoado com o passar dos anos. A necessidade da criação das Organizações Militares de Saúde (OMS) com o objetivo de prestar assistência à família militar surgiu a partir do aumento, não apenas da demanda exigida pela quantidade dos seus usuários – anualmente são mais de cinco milhões de atendimentos -, como também pela evolução tecnológica sofrida pela área de assistência à saúde nos últimos anos, tanto no diagnóstico quanto no tratamento das doenças. Tal evolução exige continuamente da administração hospitalar, a organização e a reorganização dos serviços, com o objetivo de aprimorar e qualificar o atendimento ao beneficiário. Em 07 de agosto de 1820, por Decreto Imperial, foram instituídos os Hospitais Militares do Brasil, entre eles, o Hospital Militar de Pernambuco, ligando-se permanentemente à História do Brasil pela sua atuação no atendimento aos feridos e enfermos dos diversos movimentos revolucionários, destacando-se na Convenção de Beberibe e na Revolução Praieira. Inicialmente foi denominado como “Hospital Militar de Divisão” em alusão à tropa expedicionária vinda do Rio de Janeiro para debelar a Revolução de 1817 (SITE DIRETORIA DE SAÚDE, 2010). O Hospital também foi conhecido pela denominação de Hospital Militar Nossa Senhora do Carmo e, em 1844, passou a chamar-se de Hospital Real Militar, sendo depois denominado de Hospital Militar do Recife em 1939 e, de Hospital Geral do Recife (HGeR) em 1953, quando, finalmente em 2009, recebeu a denominação de Hospital Militar de Área do Recife (HMAR) (BOLETIM ALUSIVO, 2010). Desde seu início comporta-se como importante Organização Militar de Saúde para toda a Força, disponibilizando instalações amplas e modernas aos militares e seus familiares nas mais variadas áreas de atendimento à saúde. Com 193 anos de fundação, o Hospital Militar de Área do Recife vive momentos de transformações e inovações na sua história, proporcionando satisfação e bem estar para a família militar na maior unidade hospitalar do Exército em Pernambuco, sendo referência na 10 região Nordeste, e cumprindo a missão de atender de modo competente e com presteza, em um ambiente confortável e com credibilidade (REVISTA DO HGeR, 2009). Dada a grandeza da estrutura construída na atualidade, percebe-se a importância do conhecimento de como ocorreu o surgimento e a estruturação do Hospital Militar de Área do Recife, a sua importância para o Exército Brasileiro e seu papel na prestação de serviços à saúde para a família militar, tornando-se necessária uma revisão de literatura para que a experiência adquirida no passado nos ajude a manter a qualidade da prestação dos serviços no presente e no futuro. Realizou-se uma pesquisa a partir de uma revisão bibliográfica tendo como base o acervo literário existente, disponibilizando conhecimento histórico para registro e futuros estudos sobre o tema, bem como embasamento para que eventuais modificações possam ser sugeridas. 11 2 DESENVOLVIMENTO O presente trabalho foi realizado baseado em informações obtidas por visita in loco de bancos de dados disponíveis no Arquivo Histórico do Exército (AHEx) e na Biblioteca do Exército (BibliEx) ambos localizados no Palácio Duque de Caxias e na Biblioteca Nacional, sendo estes na cidade do Rio de Janeiro. Também foi acessado o Acervo Histórico do Hospital Militar de Área do Recife (HMAR) situado na cidade do Recife. Concomitantemente, executaram-se pesquisas blibliográficas eletrônicas nos sites do Exército Brasileiro, Diretoria de Saúde e do Hospital Geral do Recife. Os dados obtidos foram compilados e organizados didaticamente conforme a exposição que se segue. 2.1 PASSADO Em agosto de 1807 Napoleão enviou um ultimato a Dom João, Príncipe Regente de Portugal, determinando o fechamento dos portos lusitanos à marinha inglesa, seja por acordo ou por ocupação militar, fato que ocorreu meses depois, com a invasão do território português por tropas comandadas pelo General Jean-Andoche Junot. Em resposta, Dom João apoiado pela Inglaterra, decidiu pela transferência da Família Real e toda a corte portuguesa para a sua rica colônia americana, o Brasil, e em 26 de fevereiro zarpou para a cidade do Rio de Janeiro (TIFAMILIAREAL, 2008). Após a chegada ao Brasil, pelo Decreto Regencial de 09 de janeiro de 1808, Dom João, com o objetivo de organizar, coordenar e uniformizar os serviços dos cirurgiões e físicos (médicos) dos Exércitos e Armada Reais, nomeou Frei Custódio de Campos e Oliveira (figura 1) como Cirurgião-Mor dos Exércitos e Armada Reais em todos os domínios ultramarinos e, por conseqüência, criou a Repartição do Cirurgião-Mor, embrião da hoje denominada Diretoria de Saúde do Exército, iniciando assim, o Serviço de Saúde da Força. A partir daí Frei Custódio, considerado o 1° Diretor do Serviço de Saúde, começ ou um trabalho de organização e sistematização, impondo seu método e sua autoridade na área médica, até então, sem nomes e sem comando. Estava assim assentada a primeira pedra (SITE 12 DIRETORIA DE SAÚDE, 2010). Hoje, mais de duzentos anos são passados e a estrutura inicial cresceu, agregando várias áreas num somatório de vitórias e oferecimentos humanitários que dignificam o Serviço de Saúde (BOLETIM ALUSIVO, 2010). Figura 1 – Foto do Frei Custódio de Campos e Oliveira No período de permanência da Família Real Portuguesa em terras brasileiras ocorreu grande avanço na área da saúde, notadamente pela criação, por sugestão do Frei Custódio, da Escola Anatômica, Cirúrgica e Médica no Hospital Real Militar da Corte (hoje Hospital Central do Exército), e da Botica Real Militar (hoje Laboratório Químico-Farmacêutico do Exército), junto ao Hospital Real Militar, todos na cidade do Rio de Janeiro. Concomitantemente, por sugestão do Dr. José Correa Picanço, Cirurgião-Mor do Reino, criou-se, em Salvador, a Escola de Cirurgia no Hospital Real Militar daquela cidade, hoje Hospital Geral de Salvador (SITE DO EXÉRCITO BRASILEIRO, 2010). (Figura 2). 13 Figura 2 - Gravura que retrata a ação solene do então Príncipe Regente, Dom João, em implantar o ensino médico no Brasil. A figura mostra o Dr. José Correia Picanço entregando ao regente um pedido para a formação de uma primeira universidade de medicina. Estão presentes em tal, além dos já citados, o Frei Custódio de Campos e Oliveira, o príncipe da Beira (posteriormente, D. Pedro I) e o comandante da caravela aonde veio a Família Real. O Cirurgião-Mor Frei Custódio deu, inicialmente, atenção especial ao Hospital Real Militar da Guarnição da Corte, localizado no Morro do Castelo, nas antigas instalações do Colégio dos Jesuítas. Somente a partir de 1820, visando à melhoria do apoio às tropas em nível nacional é que foram criados hospitais militares nas mais diversas guarnições do país (DA SILVA, 2001). A história do Hospital Militar de Área do Recife inicia-se em 19 de julho de 1817, quando o então nomeado Governador da Província de Pernambuco – Capitão General Luiz do Rego Barreto, criava o Hospital Militar, o qual funcionava modestamente ocupando dois pavimentos do Convento de Nossa Senhora do Carmo, junto à Igreja do mesmo nome (SITE DO HGeR), tendo sido nomeado o seu primeiro Diretor, o Físico-Mor Dr. Joaquim de Carvalho, médico honorário da Real Câmara de D. João VI, nascido no Rio de Janeiro em 1768, e formado pela Faculdade de Montpelier, em 1792. Regressou ao Brasil e fixou residência em Pernambuco. Como médico do Hospital Militar lecionou no curso médico-cirúrgico criado neste Hospital. Naquela ocasião foram transferidos para o novo nosocômio todos os doentes e enfermos militares que se encontravam nos hospitais civis São João e Olinda (DA SILVA, 2001). Em 07 de agosto de 1820, por Decreto Imperial, foram instituídos os Hospitais 14 Militares do Brasil, entre eles, o Hospital Militar de Pernambuco, inicialmente conhecido como “Hospital Militar de Divisão”, em alusão à tropa expedicionária vinda do Rio de Janeiro para debelar a Revolução de 1817, ligando-se permanentemente à história do Brasil pela sua atuação nos atendimentos aos feridos e enfermos dos diversos movimentos revolucionários, destacando-se na Convenção de Beberibe e na Revolução Praieira (DA SILVA, 2001). O Hospital também foi conhecido pela denominação de Hospital Militar Nossa Senhora do Carmo (figura 3) e, em 1844, passou a chamar-se de Hospital Real Militar, sendo depois denominado de Hospital Militar do Recife em 1939 e, de Hospital Geral do Recife, em 1953, quando, em 2009, recebeu a denominação de Hospital Militar de Área do Recife (BOLETIM ALUSIVO, 2010). Figura 3 – Hospital Militar de Pernambuco – Convento Nossa Senhora do Carmo Exerceram a medicina nesse hospital ilustres médicos militares como Manuel Henriques Tota, José Joaquim de Carvalho, José Eustáquio Gomes e Manuel Joaquim de Menezes; este, nascido no Rio de Janeiro, em 1789 e formado pela sua Academia Médica-Cirúrgica, lecionou aos alunos do primeiro e segundo anos. Foi inspetor de hospitais e enfermarias em Pernambuco e tomou parte na Campanha da 15 Cisplatina (DA SILVA, 2001). O Dr. Tota veio para o Brasil com a corte portuguesa em 1808. Era natural de Lisboa, Portugal, e nascido em 1773. Iniciou sua vida militar como cirurgião ajudante, em 1793. Foi nomeado Cirurgião-Mor de corpos, em 1808, e Cirurgião-Mor do Exército, em dezembro de 1822, considerado o 2° Diretor do Serviço de Saúde, sempre dando continuidade ao trabalho do Frei Custódio. O período de administração do Cirurgião-Mor Manoel Henrique Tota foi de intensa agitação política com aquartelamentos, motins, sublevações e levantes. Logo no início de sua gestão enfrentou os problemas da Guerra da Independência (1822-1823), seguida da Cisplatina (1825-1828), da Cabanagem (1834-1840), da Farroupilha (1835-1845), da Sabinada (1837-1838), da Balaiada (1838-1841), da Revolta dos Liberais (1842) e da Praieira (1848). Durante o período da Revolução Praieira, os AspirantesMédicos Manuel Adriano da Silva Pontes, Pedro Tito Regis, Praxedes Gomes de Souza Pitanga e Cyrillo José Pereira de Albuquerque integraram as colunas militares (1ª e 2ª) que foram combater os revoltosos pernambucanos, participando dos combates de Maricota, Curanji, Mussupinho e Cacutá. Nestes combates, os “praieiros” perderam mais de quarenta homens, tiveram cem feridos e quase sessenta prisioneiros; o Exército perdeu 23 homens e teve 67 feridos. Os profissionais de saúde prestaram apoio neste movimento encarregados do Hospital Regimental, recebendo elogios por suas destacadas atuações (DA SILVA, 1958). O Dr. José Eustáquio Gomes, natural de Portugal, tendo chegado ao Brasil com D. João VI, cursou as cadeiras de cirurgia teórica e prática no Hospital Militar e, como “pensionista do Estado”, seguiu para Londres, em 1811, para cursar a Universidade de Edinburgo, concluindo quatro anos depois. Em seguida, estagia no Colégio Real de Cirurgiões (foi eleito um dos seus membros) e é nomeado sócio honorário da Sociedade Médica da capital inglesa; antes de voltar ao Rio de Janeiro realiza curso de aperfeiçoamento em Paris. No Rio, revalida seu diploma e passa a clinicar na cidade, com absoluto sucesso. Em 1817, integra a divisão expedicionária enviada para Pernambuco como médico de “Hospital de Divisão” (DA SILVA, 2001). Dr. José Eustáquio Gomes exerceu um papel importante na medicina local (com clínica bem freqüentada) tendo, em 1920, fundado uma Escola de Cirurgia Prática, que funcionou por oito anos, formando bons profissionais (CHEBLI, 2003). Transformado em Hospital Regimental pelo Decreto de 17 de fevereiro de 1832, ocupou no ano de 1833, suas novas instalações no prédio vizinho à Igreja da 16 Soledade (figura 4), recebendo depois a honrosa denominação de Hospital de Guarnição da Corte, de acordo com o Decreto 397, de 25 de novembro de 1844. Em 1848, em face da Revolução Praieira que irrompeu em Pernambuco, todas as suas acomodações foram superlotadas de feridos obrigando a transferência para outros locais adaptados como hospital, tendo como exemplo, o que funcionou provisoriamente na Rua da Glória, num edifício que servia de fábrica de tecido (BOLETIM ALUSIVO, 2010). Figura 4 – Hospital Militar de Pernambuco – Igreja da Soledade No terreno aos fundos do Quartel do Hospício foi construído o Edifício-sede do Hospital com a frente para a Rua Gervásio Pires, aspiração que se tornou realidade graças ao empenho pessoal do então Ministro de Guerra Pedro de Alcântara Bellegarde, o Marquês do Paraná. As obras foram iniciadas em 19 de dezembro de 1854 e concluídas em 1858, pelo Major Eng. J.J. Rodrigues Lopes. A ocupação das instalações foi realizada no ano de 1859. E em 1872 voltou a denominar-se Hospital Militar de Pernambuco de acordo com a Portaria de 13 de dezembro de 1871 (publicada na Ordem do Dia 824, de 16 de dezembro de 1871) (BOLETIM ALUSIVO, 2010). Com a proclamação da República passou a chamar-se de Hospital Militar de 2° classe, de acordo com o decreto 307, de 07 de abril de 1890. Com a reestruturação do Exército, durante a implantação do regime republicano, os hospitais militares 17 passaram a ser dirigidos por oficiais médicos e, nesta fase, o primeiro Diretor do Hospital Militar do Recife foi o Major Médico José de Miranda Cúrio, nomeado após sua promoção ao posto de Major, em 27 de março de 1890. É necessário frisar que essa nomeação visava dar ao Hospital uma melhor organização, tendo em vista a ocupação dos novos pavilhões ali construídos. Os mesmos eram divididos em dois andares e situavam-se em um terreno de forma retangular aos fundos do 14º Batalhão de Infantaria, e possuíam para o tratamento dos doentes, 05 (cinco) enfermarias destinadas às clínicas médicas e cirúrgicas, ao tratamento ambulatorial e a outras atividades relacionadas. A sua atuação à frente do Hospital está bem caracterizada pelo seguinte elogio recebido em 27 de setembro de 1890: Pela atividade incessante que revelou em todos os trabalhos da organização do Hospital Militar, pelos esforços infatigáveis e verdadeira dedicação ao serviço, não poupando cuidados os mais devotados a até despesas por mais de uma vez, para conseguir o resultado brilhante de colocar o hospital de que é digno Diretor, em condições de ser considerado, com justiça, senão o primeiro dos de 2° Classe, cer tamente um dos melhores da República. (DA SILVA, 2001, pag.156). Durante a Campanha de Canudos, o Dr. Cúrio integrou as forças em operações no sertão baiano no ano de 1897, no grupo de quarenta e três médicos que o Serviço de Saúde arregimentou para aquela campanha. Foi considerado um “bravo e, como operador, um benemérito nestas forças”, diz o Comandante-em-Chefe, em elogio consignado. Retorna o Major Cúrio ao Recife, em novembro de 1897, como Chefe do Serviço Sanitário local e somente em 16 de novembro de 1899, é, novamente, nomeado Diretor do Hospital Militar, onde permaneceu até o ano de 1903 (DA SILVA, 2001). A tragédia de Canudos, como vimos, liga-se profundamente ao HMAR, de onde partiram médicos, ambulâncias e material cirúrgico, entre outros (FILHO, 1989). A partir do Decreto-Lei n° 4032, de 19 de janeiro d e 1942, foi elevado a Hospital Militar de 1° classe e, pela Portaria Ministerial n ° 284, de 08 de julho de 1953 (BE n° 28, de 11 de julho de 1953), passou ter a denominação de Hospital Geral do Recife (HGeR – figura 5). Finalmente, com a Portaria nº 729, de 7 de outubro de 2009, do Comandante do Exército, foi transformado a partir de 1º de janeiro de 2010, em Hospital Militar de Área do Recife (HMAR – figura 6), continuando subordinado ao Comando da 7ª Região Militar/7ª Divisão de Exército (DA SILVA, 2001). Um marco na história do HMAR deu-se no dia 21 de agosto de 1989, quando o 18 mesmo foi ampliado. Atendendo ao estudo e a proposta do então Diretor, Coronel Médico do Quadro de Estado Maior da Ativa (QEMA) Severino Ramos de Oliveira, o Exmo Sr General de Divisão Amaury Sá Freire de Lima, Comandante da 7° Região Militar (RM) /7° Divisão de Exército (DE), autorizo u a ocupação das instalações do Quartel General do Comando da 7° RM/7° DE, que fora transferido para os pavilhões do antigo Colégio Militar do Recife, conforme Boletim Regional n° 139, de 26 de julho de 1989 e Boletim Especial n° 03, de 21 de agosto de 1989, do HGeR. Desde então, o Plano Diretor de Modernização e Redimensionamento de suas instalações vem recebendo apoio de todas as direções, chefias, comandos e dos altos escalões do Exército Brasileiro (REVISTA DO HGeR, 2009).. Figura 5 – Hospital Geral do Recife – Antiga sede da 7ª RM/7ª DE 19 Figura 6 – Hospital Militar de Área do Recife – Entrada da Policlínica 2.2 PRESENTE A missão do Hospital Militar de Área do Recife é a atender aos usuários de modo competente, com presteza e atenção, em um ambiente confortável e de acordo com as normas da vigilância sanitária, permitindo o maior grau de satisfação, a fim de melhor preservar a saúde da família militar (REVISTA DO HGeR, 2009). A visão do HMAR é ser um Hospital Militar do Exército Brasileiro, de excelência e referência na área do Comando Militar do Nordeste. Trata-se de um hospital moderno onde são realizados trabalhos de promoção da saúde, prevenção contra as doenças, diagnóstico, tratamento, recuperação, reabilitação, ensino e pesquisa, e perícias médicas, tudo de acordo com a conceituação da Organização Mundial de Saúde (REVISTA DO HGeR, 2009). Após algumas mudanças ao longo da história o Hospital Militar de Área do Recife orgulha-se de ser destaque na Região Nordeste. Para melhor servir a família militar investiu nos melhores aparelhos para realização de exames médicos, contando com um dos melhores laboratórios do Estado, além de reformas e ampliação da estrutura física de diversos setores (BOLETIM ALUSIVO, 2010). A Policlínica do HMAR (figuras 7 e 8) é parte atuante no atendimento 20 ambulatorial dos militares, dependentes e pensionistas. Para comportar a grande demanda de pacientes, sua estrutura está dividida em três blocos, nos quais estão distribuídas várias especialidades médicas. Devido à grande quantidade de especialistas, a Policlínica é o local onde circula o maior fluxo de pacientes, onde cerca de 6000 a 8000 atendimentos são realizados por mês (REVISTA DO HGeR, 2009). Figura 7 – Recepção da Policlínica 21 Figura 8 – Ambulatórios do Bloco C O Serviço Médico e Estatístico (SAME) gerencia os atendimentos e marcações de consultas, além de controlar os prontuários médicos. Em 27 de maio de 2004 foi implantado o Núcleo de Terapias Integradas (NETI), o primeiro do país. Com os bons resultados do NETI, o Exmo Sr General Médico Maynard Marques de Santa Rosa, quando na chefia do Departamento Geral do Pessoal (DGP), assinou em 27 de janeiro de 2009, a portaria n° 07 do DGP implantando, no âmbito do Serviço de Saúde do Exército Brasileiro, a prática da acupuntura (REVISTA DO HGeR, 2009). Recentemente em função da portaria n° 048 do DGP de 25 de fevereiro de 2010 houve a nomeação do HMAR como NETIESCOLA, o qual ficou responsável pela capacitação, aperfeiçoamento e atualização dos profissionais dos NETIs das OMS junto ao Programa de Capacitação e Atualização Profissional dos Militares de Saúde (PROCAP/SAU). Para tanto foi 22 realizada a ampliação do NETI incluindo salas destinadas à administração, à coordenação e espera de pacientes, salão de eventos, auditório, copa, vestiários, alojamentos para oficiais alunos, área de lazer e jardim de inverno (BOLETIM ALUSIVO, 2010) (figura 9). Figura 9 – Núcleo de Terapias Integradas - NETI A Clínica Odontológica conta com equipe bastante especializada e com capacidade de realizar todos os atendimentos odontológicos, desde a triagem e exame clínico até a colocação de próteses e implantodontia. Reforma recente proporcionou a troca do telhado, aquisição de novos gabinetes odontológicos e instrumentais, além da adequação do espaço para compressor (BOLETIM ALUSIVO, 2010). Dentro de sua estrutura, oferece um curso técnico de Auxiliar de Consultório Dentário, que é voltado para aquelas pessoas de menor renda. O curso, além de ser reconhecido pelo Conselho Regional de Odontologia, também prepara as pessoas para uma profissão no mercado de trabalho (REVISTA DO HGeR, 2009). No nível de ensino superior são oferecidos pela Odontoclínica pósgraduações Latu Sensu nas especialidades de Dentística Restauradora, Ortodontia e Periodontia, e o curso de aperfeiçoamento em Cirurgia Buco-Maxilo-Facial (figuras 10 e 11). 23 Figura 10 – Clínica Odontológica do HMAR Figura 11 – Consultório Odontológico O setor de fisioterapia do HMAR oferece aos seus beneficiários uma das melhores clínicas fisioterápicas da cidade e, buscando melhor atender aos pacientes, em dezembro de 2005 teve suas instalações reformadas e ampliadas, tornando-a umas das mais bem equipadas da região. Com a qualificação do setor, a clínica de fisioterapia passou a oferecer um bom espaço físico para a realização de atividades, incluindo área destinada à prática de Pilates, aparelhos de ponta, além 24 de profissionais extremamente capacitados. Ao saberem da qualidade dos tratamentos que são realizados e da estrutura que lhes é oferecida, as principais instituições educacionais de nível superior buscam conveniar-se com o Hospital de modo que os seus discentes possam ter a experiência necessária para a conclusão do curso (REVISTA DO HGeR, 2009) (figuras 12 e 13). Figura 12 – Clínica de Fisioterapia – Hidroterapia Figura 13 – Clínica de Fisioterapia – Reabilitação motora 25 Vários setores sofreram reforma nos últimos anos visando à melhoria no atendimento aos usuários. Em 2008 houve a construção do Edifício Garagem com heliponto, bem como construção de duas passarelas que ligam o mesmo ao interior do hospital. As 2ª, 4ª, 6ª e 8ª Unidades de Internação (UI) foram aperfeiçoadas com reforma de apartamentos, postos de enfermagem, ambientes para repouso, corredores, copa e setores de prescrição médica, além da construção 5ª Unidade de Internação, composta de 12 apartamentos destinados a pacientes cirúrgicos. Houve ainda reforma de suítes destinadas a oficiais-generais, de leitos da Unidade de Terapia Intensiva, criação de leitos para hemodiálise, reformas do Centro Obstétrico e do Posto Médico (BOLETIM ALUSIVO, 2010) (figuras 14, 15 e 16). Figura 14 – Edificio Garagem com Heliponto 26 Figura 15 – Unidade de Internação – Enfermaria Figura 16 – Maternidade Para dar suporte a toda essa nova estrutura foi necessária a construção de uma subestação de energia elétrica, de um novo almoxarifado central, de novas instalações da seção de Serviços Gerais, com espaços destinados a manutenção de viaturas, sala de eletricista, serralharia e depósito para material de saúde, de uma central de gás e de uma sala para a equipe de Engenharia Clínica (BOLETIM ALUSIVO, 2010). Visando ao bem estar dos que servem no HMAR, foi realizada a ambientação do 27 pátio interno, com a construção de uma praça e um quiosque destinado a lanchonete, reforma dos cassinos de oficiais, subtenente, sargentos, cabos e soldados, melhorias nas instalações do alojamento de cabos e soldados, melhoria na segurança orgânica e aquisição de mobiliário para os diversos setores do Hospital (BOLETIM ALUSIVO, 2010). Os setores de Ouvidoria e Comunicação Social do Hospital Militar de Área do Recife são os canais de acesso entre os beneficiários e a direção do Hospital. Usuários podem resolver suas pendências de maneira imediata e eficaz, recebendo informações instrutivas e solucionárias para suas questões (REVISTA DO HGeR, 2009). No quadro de oficias e praças do HMAR existem inúmeros profissionais que prestaram serviços em Missões de Paz no exterior, nas quais o Exército Brasileiro está envolvido. Tiveram participantes nos contingentes da Missão no Timor Leste e em vários contingentes que compõem a atual Missão no Haiti (MINUSTAH - Mission des Nations Unies pour la stabilisation en Haiti). Importante ressaltar que o atual comandante do HMAR, o Sr Coronel Francisco Madeiro Monteiro, participou por dois contingentes consecutivos como chefe do Serviço de Saúde da MINUSTAH. Médicos do HMAR também fazem ação social buscando utilizar a profissão para ajudar a população carente. A creche “Lar do Amanhecer”, no Cabo de Santo Agostinho, e que é coordenada pelo cantor Nando Cordel, tem parceria com o Hospital desde 2002. A creche ajuda cerca de 250 crianças da faixa etária entre 2 e 10 anos; contudo, quando os militares vão prestar atendimento, também atendem à população adulta que mora nas redondezas da instituição (REVISTA DO HGeR, 2009). 2.3 FUTURO Visando ao melhor atendimento à família militar, a direção do Hospital Militar de Área do Recife está procurando, a cada dia, melhor estruturar a maior unidade médica do Exército no Nordeste, proporcionando maior conforto em suas dependências, e garantindo qualidade e agilidade dos profissionais no momento do atendimento médico. 28 Recentemente a Diretoria de Saúde adquiriu para o Hospital novos mamógrafos e um tomógrafo. Com isso, o Setor de Radiologia está planejamento e caminhando no sentido da reestruturação do serviço de imagem com intuito de se adequar às normas de proteção radiológica da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Dando prosseguimento ao plano de contínua melhoria outros projetos serão implantados e desenvolvidos, e novas metas serão alcançadas. A atual e a futura direção têm projetos para criação do Serviço de Quimioterapia nas dependências do hospital no intuito de diminuir os altos gastos gerados ao Fundo de Saúde do Exército (FUSEX) com este tipo de tratamento, além de disponibilizar as suas instalações para os pacientes. Outro projeto é a reforma da atual e a criação de uma nova fármácia hospitalar em um amplo espaço localizado abaixo da passarela que liga o Edifício Garagem às enfermarias (nova 5ª UI). Com o crescimento do Hospital Militar de Área do Recife faz-se necessário a reformulação do seu atual Quadro de Cargos Previstos na intenção de melhor oferecer serviços ao crescente número de usuários que se dá a cada momento. Este crescimento tem sido possibilitado não só pela sua ampliação física, mas também pela alta resolutividade permitida pelas modificações acima descritas. O objetivo das reformas foi e é, exclusivamente, a melhoria no acolhimento aos beneficiários. Com isso, a satisfação é garantida no momento em que eles mais necessitem. 29 4 CONCLUSÃO Escrever uma memória histórica do Serviço de Saúde do Exército, englobando a sua evolução e o desempenho dos seus chefes ao longo da história da própria Força, não é uma tarefa fácil, tendo em vista as dificuldades inerentes à manipulação da documentação existente, esparsa em vários arquivos brasileiros e, principalmente, ao descuido dos responsáveis pela memória da nossa história (DA SILVA, 2001). A existência de Organizações Militares de Saúde que prezem, não apenas pela restauração, mas também pela preservação da saúde da família militar, é fator essencial para que todos aqueles que compõem o Exército Brasileiro continuem firmes na realização de sua jornada, com determinação e tranqüilidade, tendo em vista que o Serviço de Saúde estará a postos sempre que for preciso. O Hospital Militar de Área do Recife – HMAR – cumpriu durante todos esses anos, e cumpre até os dias de hoje, com dedicação e apreço, a missão de bem acolher os militares e seus familiares. Uma missão que nunca estará terminada, e na qual o amor à profissão e o respeito aos que o procuram, pautam todas as ações do dia-a-dia. 30 REFERÊNCIAS 193 anos de criação do Hospital Militar de Área do Recife. Boletim alusivo. Arquivo do Hospital Militar de Área do Recife. CHEBLI, Túlio Fonseca. O Serviço de Saúde do Exército, ontem e hoje. Revista do Exército Brasileiro. Vol. 140, 3° Quadrimestre de 2003, pag. 58 – 61. DA SILVA, General Dr. Arthur Lôbo, O Serviço de Saúde no Exército Brasileiro (História evolutiva desde os seus primórdios até os dias atuais). Rio de Janeiro, Janeiro, 1958. DA SILVA, General Médico Alberto Martins, Serviço de Saúde do Exército (memorial). Rio de Janeiro, 2001. DIRETORIA DE SAÚDE. Portaria nº 048, de 25 de fevereiro de 2010. Disponível http://dsau.dgp.eb.mil.br/docs/Port%20nº%20048%20em < %20DGP%2025%20Fev%202010%20NETI.pdf >. Arquivo consultado em 08.08.2010. DIRETORIA DE SAÚDE. Resumo histórico. Disponível http://dsau.dgp.eb.mil.br/ >. Arquivo consultado em 26.04.2010. em < EXÉRCITO BRASILEIRO. 200 anos da chegada da Família Real no Brasil. Disponível em < http://www.exercito.gov.br/05notic/paineis/2008/famreal/hger/historico.htm > Acessado em 08.08.2010. EXÉRCITO BRASILEIRO. Instituição/Armas, quadros e serviços/ Saúde. Disponível em < http://www.exercito.gov.br/01inst/armas/Saude/indice.htm >. Arquivo consultado em 26.04.2010. FILHO, Paulo Maia. O HGeR e a expedição de Canudos. Revista do Exército Brasileiro. Vol. 120, n° 2, pag. 61 – 76, ABR/JUN 1989. HGER ON LINE. Resumo histórico. Disponível em http://www.hger.com.br/exibir.php?id=24 >. Arquivo consultado em 28.04.2010. < PASSOS, Carla Cristina. A pedra angular da enfermagem militar: as irmãs de 31 caridade no Hospital Militar da Corte – 1° parte. A Defesa Nacional. Ano LXXXIX N° 769 MAI/JUN/JUL/AGO 2003, pag. 135 – 144. REVISTA DO HGeR, 1° edição, 2009, Hospital Geral do Recife. SHAKESPEARE, William. Sonho de uma noite de verão. Rio de janeiro, Editora Objetiva, 2010. TIFAMILIAREAL, Duzentos anos da Vinda da Família Real - O início do desenvolvimento do Brasil. Disponível em < http://Tifamiliareal.Blogspot.Com/2008/06/Motivos-Da-Vinda-Da-Famlia-Real-ParaO.html > Arquivo consultado em 08.08.2010. 32 ANEXO DIRETORES DO HOSPITAL MILITAR DE ÁREA DO RECIFE São os seguintes oficiais que dirigiram o Hospital Militar de Área do Recife após a implantação do regime republicano (figura 17): Major Médico José de Miranda Cúrio (1890/1903) Major Médico Gabriel Arcanjo Dutra de Andrade (1905/1911) Major Médico Sebastião Ivo Soares (1916/1917) Major Médico Alfredo de Barros Loureiro Brandão (1917/1921) Major Médico Antônio Ribeiro Couto (1921/1923) Major Médico Manuel Guedes Correia Gondim (1924/1925) Major Médico Manços Chastinet Contreiras (1925/1927) Capitão Médico Manoel Teófilo Gaspar de Oliveira (1931/1933) Major Médico Pedro Pereira de Aguiar (1933/1935) Capitão Médico Manuel Felinto Tenório (1936/1939) Major Médico Artur José da Silveira (1939/1940) Capitão Médico Manuel Felinto Tenório (1941/1942) Tenente Coronel Médico Herbert Maya (1942/1943) Tenente Coronel Médico Arlindo Ramos Brandão (1943/1945) Tenente Coronel Médico José de Azevedo Câmara (1946/1947) Tenente Coronel Médico Frederico Eisenlohr (1947/1950) Major Médico Paulo de Oliveira Ribeiro (1950/1951) Tenente Coronel Médico Vivaldo de Almeida Pontes (1952/1954) Tenente Coronel Médico Lourival Cezar Rezende (1955/1960) Coronel Médico York Ferreira Jorge (1962/1963) Coronel Médico Breno Duarte da Cunha (1962/1963) Coronel Médico Oldano Amorim Pontual (1963/1966) Coronel Médico Cezar Motezuma Filho (1963/1974) Coronel Médico Sebastião Coelho de Matos (1974/1976) 33 Coronel Médico QEMA Antônio Luiz Coimbra de Castro (1976/1979) Coronel Médico Aderbal Vieira Santos Filho (1979/1983) Coronel Médico José Daniel de Sena e Silva (1983/1986) Coronel Médico Pedro Maia Filho (1986/1989) Coronel Médico QEMA Severino Ramos de Oliveira (1989/1993) Coronel Médico QEMA Anderson Viana Salgado (1993/2000) Coronel Médico QEMA Ary Paes (2000/2003) Coronel Médico Waldir da Silva Lucena (2003/2008) Coronel Médico Francisco Madeiro Monteiro (2008 - ) 34 Figura 17 - Ex-diretores do Hospital Militar de Área do Recife 35 TERMO DE CESSÃO DE DIREITOS SOBRE O TRABALHO MONOGRÁFICO Eu, Maria Maia Vieira de Freitas, regularmente matriculada no Curso de Formação de Oficiais, da especialidade Pediatria, na Escola de Saúde do Exército, autora do Trabalho de Conclusão de Curso intitulado de “Hospital Militar de Área do Recife: há 193 anos servindo a família militar”, autorizo a Escola de Saúde do Exército – EsSEx, a utilizar meu trabalho para uso específico no aperfeiçoamento e evolução da Força Terrestre, bem como a divulgá-lo por publicação em revista técnica ou outro veículo de comunicação. A EsSEx poderá fornecer cópia do trabalho mediante ressarcimento das despesas de postagem e reprodução. Caso seja de natureza sigilosa, a cópia somente será fornecida se o pedido for encaminhado por meio de uma organização militar, fazendo-se a necessária anotação do destino no Livro de Registro existente na Biblioteca. É permitida a transcrição parcial de trechos dos trabalhos para comentários e citações desde que sejam transcritos os dados bibliográficos dos mesmos, de acordo com a legislação sobre direitos autorais. A divulgação do trabalho, por qualquer meio, somente pode ser feita com a autorização do autor e da Diretoria de Ensino da EsSEx. __________________________________ MARIA MAIA VIEIRA DE FREITAS - 1º Ten Aluna do CFO 2010