Tema – Didática nas diversas tendências pedagógicas
Projeto
Pós-graduação
Curso
Alfabetização e Letramento
Disciplina
Metodologia do Ensino
Tema
Didática nas diversas tendências pedagógicas
Professor
Inge Renate Fröse Suhr
Introdução
Hoje, você está iniciando o estudo sobre como as diversas concepções
pedagógicas caracterizaram a Didática e como isso se reflete até hoje.
Neste encontro, você poderá aprender mais sobre as principais
concepções de educação que tiveram força no cenário nacional e notará que o
papel da Didática em cada uma delas é bem diferenciado. Você também verá
que todas as concepções aqui apresentadas estão presentes no dia a dia das
escolas e influenciam a ação docente.
Agora, assista ao vídeo de apresentação, disponível em seu material
digital, no qual a professora Inge apresentará os objetivos e subdivisões deste
tema.
Problematização
Estamos tão acostumados com o jeito de ser da maioria das escolas que
nem questionamos mais como elas são. Se a escola atender à fase final do
ensino fundamental ou médio, geralmente ela se configura deste modo: um
longo corredor por onde os alunos entram (sempre em fila) em salas
retangulares.
Em cada sala temos: quadro-negro; carteiras, todas viradas para frente,
de modo que os alunos possam prestar atenção no professor; livros; cadernos;
canetas e lápis; e perguntas do professor e respostas dos alunos, sempre de
acordo com o que está no livro ou acaba de ser explicado no quadro. Nesse
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modelo, o professor é o dono do conhecimento e o transmite aos alunos, que
ouvem calados e sem interferir, afinal, eles “não sabem”.
O roteiro de cada aula é mais ou menos o mesmo: o professor relembra
a turma do conteúdo da aula anterior e, a partir disso, expõe oralmente o novo
conteúdo e propõe exercícios para assimilação do que foi explicado... Cada
conteúdo deve ser repetido por meio de exercícios até ser memorizado e,
depois, no momento da prova, os alunos devem responder exatamente o que
foi ensinado, se possível até com as mesmas palavras.
Quando bate o sinal entre as aulas, geralmente acontece um grande
tumulto e cada novo professor a entrar na sala precisa se desdobrar para
manter a disciplina e garantir a aprendizagem. A cada dia os alunos estão mais
agitados, como se não se interessassem pelo currículo, que foi determinado
por instâncias superiores. Desse modo, muitas vezes o único momento de
alívio para professores e alunos é o recreio.
Você já parou para pensar se isso sempre foi assim? Por que é assim?
Já imaginou se poderia ser de outro modo?
Reflita sobre o relato anterior e responda: a escola descrita nesta
problematização está mais próxima de qual das correntes pedagógicas
estudadas?
Antes de responder a esse questionamento, acompanhe o
conteúdo apresentado a seguir e reflita sobre a melhor resposta. Essa
situação será apresentada novamente adiante.
O Contexto Histórico do Surgimento da Escola Tradicional
A escola assim como a conhecemos – um prédio, com salas,
professores, horários e currículo determinados – surgiu com a consolidação do
capitalismo. Naquela época, o que hoje chamamos de escola tradicional foi
extremamente revolucionário. Em um mundo onde a maioria das pessoas era
analfabeta, os burgueses, que assumiram o poder, defendiam a educação para
todos. Isso porque a própria burguesia não tinha acesso à educação, que era
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reservada apenas aos nobres.
Outro objetivo da burguesia com a escolarização de todos era formar o
trabalhador para as fábricas, que cresciam a todo o vapor. Contudo, não
estamos falando de educação profissional, e sim de educação básica, pois ler,
escrever e calcular passaram a ser conhecimentos exigidos para que os
operários pudessem aprender o trabalho nas fábricas.
A visão de mundo precisava ser transformada também, pois no período
anterior (feudalismo) a visão teocêntrica dominava tudo. Era preciso ampliar a
ideia de mundo dessas pessoas para que elas parassem de achar que os
nobres eram eleitos de Deus e para que olhassem o mundo sob a lupa da
ciência e não somente da fé. E nessa fase surgiu o que hoje denominamos
Escola Tradicional.
A Escola Tradicional e a Didática
A Escola Tradicional é uma proposta intelectualista de educação que
pretendia transmitir a moralidade burguesa por meio do método indutivo. Os
pensadores que embasam essa concepção consideram o aluno como uma
página em branco (tábula rasa) que precisa ser preenchida por meio de
experiências sucessivas. Caberia ao professor “imprimir” nessa folha em
branco os conhecimentos considerados necessários.
Nessa proposta, o professor é o ator principal e os alunos a massa que
ele se punha a modelar. Era recomendado que o professor seguisse alguns
passos, segundo o que foi descrito por Herbart.
Os passos da metodologia de Herbart são os seguintes:





Preparação;
Apresentação;
Assimilação;
Generalização;
Aplicação.
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Aprenda mais a respeito de Herbart e os passos da instrução por ele
propostos
lendo
o
texto
disponível
no
link
a
seguir
<http://frankvcarvalho.blogspot.com.br/2011/10/johann-friedrich-herbarteducacao-como.html>.
Para saber mais sobre a Pedagogia Tradicional leia o texto disponível a
seguir:
<http://meuartigo.brasilescola.com/educacao/a-pedagogia-tradicional-
ontem-hoje.htm>.
Assista ao vídeo a seguir, disponível em seu material digital, para
aprender mais sobre a Escola Tradicional e os passos de Herbart.
A Pedagogia “Nova” e a Didática
O pensamento da Escola Tradicional não era único, pois havia autores
que faziam críticas a essa forma de educar e propunham outra didática. Para
Saviani, isso se justificava porque, nessa fase (início do século XX), a
burguesia já tinha conquistado o poder e a Escola Tradicional não tinha
cumprido o que lhe foi colocado como tarefa: promover a igualdade social. Na
verdade a escola nem poderia fazer isso, pois a desigualdade tem origem na
sociedade, e não no sistema educativo.
John Dewey é um dos autores que criticou a Escola Tradicional,
afirmando que ela era abstrata e livresca. Em seu lugar, Dewey propôs a
Pedagogia “Nova”. Sob influência do pragmatismo, essa forma de organizar a
escola propunha uma escola ativa, na qual as experiências advindas da ação
do aluno seriam pressupostos do seu aprendizado.
A Pedagogia da Escola Nova retirou a ênfase do conteúdo e a colocou
no método. O papel do professor não era mais o de transmissor do
conhecimento, mas sim de alguém que organiza o espaço escolar de modo
que favoreça a vivência de experiências necessárias para a aprendizagem
ocorrer.
Segundo Libâneo (1990), o método de ensino da Escola Nova, baseado
na ideia da pesquisa, tinha a seguinte estrutura:
a. Colocar o aluno numa situação de experiência que tenha um
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interesse por si mesma;
b. o problema deve ser desafiante, como estímulo à reflexão;
c. o aluno deve dispor de informações e instruções que lhe
permitam pesquisar a descoberta de soluções;
d. soluções provisórias devem ser incentivadas e ordenadas,
com ajuda discreta do professor;
e. deve-se garantir a oportunidade de colocar as soluções à
prova, a fim de determinar sua utilidade para a vida
(LIBÂNEO, 1990, p. 26).
O respeito às individualidades, os trabalhos em grupo, a avaliação de
processo e a pesquisa escolar foram estratégias metodológicas introduzidas
pela Escola Nova.
Se você tiver interesse em saber mais sobre a Pedagogia da Escola
Nova,
assista
ao
vídeo
disponível
no
link
a
seguir:
<http://www.youtube.com/watch?v=Lr5xe2LXoqs>.
No vídeo a seguir, disponível em seu material digital, a professora Inge
irá apresentar o passo a passo da metodologia da Escola Nova (o caso da
minhoca).
A Tendência Tecnicista
Essa tendência ganhou força no Brasil no período da Ditadura Militar e
buscou adaptar a escola ao modo de agir da fábrica. Ela defendia uma
concepção instrumental de Didática, ou seja, como conjunto de meios e
técnicas que garantissem o sucesso do que foi planejado.
Com essa tendência, buscava-se a neutralidade na educação, os
conteúdos veiculados não podiam ser questionados e professor e alunos
passaram a ser meros executores de algo planejado por outrem. Qualquer
forma de trabalho em grupo, discussões, debates, tudo que abrisse espaço
para o posicionamento autônomo e criativo dos alunos, deveria ser evitado, sob
o risco de atrapalhar a eficiência do ensino.
O tecnicismo tinha por objetivo final a formação das habilidades e dos
conhecimentos que seriam posteriormente necessários no mercado de
trabalho.
Segundo Libâneo (1990), as etapas do processo ensino-aprendizagem
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segundo o tecnicismo são:
a. estabelecimento de comportamentos terminais, através de
objetivos instrucionais;
b. análise da tarefa de aprendizagem a fim de ordenar
sequencialmente os passos da instrução;
c. executar o programa, reforçando gradualmente as respostas
corretas correspondentes aos objetivos (LIBÂNEO, 1990, p.
30).
Para saber mais sobre essas concepções pedagógicas, vá à nossa
biblioteca virtual e leia o capítulo 3 do livro “Teorias do Conhecimento
Pedagógico”.
Para
isso,
acesse
o
link
disponível
a
seguir:
<http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788578389024/page
s/_1>.
No vídeo a seguir, disponível em seu material digital, a professora Inge
irá falar sobre a Didática na Concepção Tecnicista.
A Concepção Dialética de Didática
Com a redemocratização do Brasil, nos anos de 1980, começaram a
surgir estudos que buscaram superar a Didática instrumental e, em seu lugar,
propor a reflexão sobre o processo ensino-aprendizagem.
Nessa concepção – denominada Dialética –, a Didática passa a ter
compromisso com a democratização/socialização do saber sistematizado. Dito
de outra forma, dependendo de como se organiza a escola, de qual
metodologia usamos, podemos contribuir para que todos tenham acesso ao
conhecimento e, com isso, ajudar na transformação social.
Por outro lado, um encaminhamento metodológico automatizado,
descomprometido com a realidade do aluno concreto, faz o oposto: contribui
para a manutenção e o aprofundamento das desigualdades.
Essa forma de compreender a Didática defende uma educação
“multilateral”, que desenvolva todas as possibilidades do ser humano,
superando a formação alienada.
Entende-se, nessa visão, que há uma forte relação conteúdo-forma, ou
seja, o modo de trabalhar em sala depende, em grande medida, do conteúdo a
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ser ensinado-aprendido. Contudo, o conteúdo não é o único determinante da
metodologia, já que os objetivos (que tipo de pessoa desejamos formar)
também precisam ser levados em conta.
Em todos os casos, para ajudar a formar cidadãos conscientes atuantes,
é preciso relacionar o conteúdo à prática social. Dito de outro modo, todo
conteúdo precisa ser abordado de tal modo que os alunos percebam como ele
se relaciona com a vida, com o dia a dia, com a realidade concreta.
Para aprofundar esses pontos, vá ao primeiro capítulo do livro
“Fundamentos de Didática”, de Alessandro Melo e Sandra Terezinha Urbanetz,
publicado pela editora Ibpex em 2008. O link para acessar essa obra é:
<http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788578380205/page
s/_1>.
Agora assista ao vídeo, disponível em seu material digital, em que a
professora Inge irá abordar a Didática na Concepção Dialética.
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Revendo a Problematização
Muito bem! Acredito que já tivemos tempo suficiente para fazer uma
reflexão sobre o caso apresentado no início deste tema. Caso queira, leia a
problematização novamente antes de responder. Caso contrário, analise as
alternativas a seguir e dê a sua resposta. Depois de ter assistido ao vídeo com
a problematização e ter lido o conteúdo teórico, responda ao questionamento
apresentado:
a. A escola descrita na problematização está mais próxima da Escola
Nova.
b. A escola descrita na problematização está mais próxima da corrente
Tecnicista.
c. A escola descrita na problematização está mais próxima da corrente
Tradicional.
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Feedback
a. A escola descrita não está próxima da Escola Nova, pois esta defendia o
encaminhamento em sala a partir da pesquisa e da construção do
conhecimento pelo aluno, geralmente em grupos.
b. A Pedagogia Tecnicista se assemelha à Tradicional e, por isso, pode
provocar dúvidas ao analisar o caso, mas a ênfase nos exercícios e na
memorização, nas carteiras enfileiradas e no professor como dono do
conhecimento é típica da Escola Tradicional.
c. Realmente, o caso descrito se aproxima muito da Escola Tradicional,
com ênfase nos exercícios e na memorização, nas carteiras enfileiradas
e no professor como dono do conhecimento, cabendo ao aluno apenas
ouvir e acatar as suas ordens.
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Síntese
Neste
encontro,
estudamos
a
existência
de
diversas
teorias
(concepções) pedagógicas e como cada uma delas conferiu um papel diferente
à Didática. Vimos que na Pedagogia Tradicional começa a preocupação com o
“bem ensinar”, o que resultou nos passos propostos por Herbart. Na Pedagogia
da Escola Nova, o “como fazer” passou a ter muito mais importância do que o
conteúdo,
havendo
uma
desvalorização
exagerada
dos
aspectos
metodológicos. Já a Pedagogia Tecnicista tem um olhar instrumental da
Didática como mero conjunto de técnicas neutras a serem aplicadas para que o
ensino ocorra conforme o planejado.
Finalmente, a partir do fim do século XX ganha corpo a concepção
Dialética de Didática, que alerta para o fato de não haver metodologia neutra.
Nossas opções sobre o como ensinar podem ser o grande diferencial para que
o aluno aprenda ou não. Portanto, a Didática também tem um papel político:
contribuir para a aprendizagem de todos.
Para finalizar esse conteúdo, assista ao vídeo de síntese com a
professora Inge, disponível em seu material digital.
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Referências
LIBÂNEO, J. C. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social
dos conteúdos. 9 ed. São Paulo: Loyola, 1990.
MELO, A.; URBANETZ, S. T. Fundamentos de Didática. Curitiba: Ibpex,
2008.
SUHR, I. R. Teorias do conhecimento pedagógico. Curitiba: Ibpex, 2008.
VEIGA, I. A. P. (Org.). Lições de Didática. Campinas: Papirus, 2006.
_____(Coord.). Repensando a Didática. 23. ed. Campinas: Papirus, 2002.
_____. Didática: o ensino e suas relações. 18. ed. São Paulo: Papirus, 2011.
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Atividades
1. A escola, assim como a conhecemos, surgiu com a consolidação do
capitalismo e, posteriormente, foi denominada Escola Tradicional.
Herbart foi um filósofo dessa época que se preocupou com o “como
ensinar” e propôs 5 passos didáticos para a Pedagogia Tradicional.
Analise as alternativas a seguir e assinale aquela que cita corretamente
os passos didáticos criados por Herbart.
a. Os passos propostos por Herbart são: experiência; estabelecimento de
problema desafiante; estímulo à reflexão; oferta de informações; e
instruções que permitam ao aluno pesquisar a descoberta de soluções,
colocar as soluções à prova, a fim de determinar sua utilidade para a
vida.
b. Os passos propostos por Herbart são: preparação; apresentação;
assimilação; generalização; e aplicação.
c. Os passos propostos por Herbart são: estabelecimento de objetivos
instrucionais; ordenamento sequencial dos passos da instrução;
execução do programa; reforço às respostas corretas correspondentes
aos objetivos.
d. Os passos propostos por Herbart são: prática social; problematização;
instrumentalização; catarse; e retorno à prática social.
2. Dewey foi um dos autores que fizeram críticas à Escola Tradicional e
propuseram a renovação da escola. Analise as afirmativas a seguir e
assinale aquela que explica as principais proposições da Escola Nova.
a. A Escola Nova propunha uma escola ativa, na qual as experiências
advindas da ação do aluno são pressupostos do seu aprendizado. Ela
retirou a ênfase do conteúdo e a colocou no método. O papel do
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professor não era mais o de transmissor do conhecimento, mas sim de
alguém que organiza o espaço escolar de modo que favoreça a vivência
de experiências necessárias para a aprendizagem ocorrer.
b. A Escola Nova propunha a neutralidade na educação. Os conteúdos
seriam definidos por especialistas de cada área do conhecimento,
cabendo ao professor a execução do que foi planejado usando as
técnicas indicadas. Eram evitadas atividades que abrissem espaço para
o posicionamento autônomo e criativo dos alunos, sendo vistas como
perda de tempo e dificultadoras da eficiência do ensino.
c. A Escola Nova propunha uma educação de cunho intelectualista,
baseada no método indutivo. O aluno era visto como uma página em
branco (tábula rasa), que precisava ser preenchida por meio de
experiências sucessivas. Caberia ao professor “imprimir” nessa folha em
branco os conhecimentos considerados necessários.
d. A Escola Nova propunha um ensino que levasse em conta as
experiências e vivências do aluno, relacionando-as à prática social. O
conteúdo viria das próprias vivências do aluno, devendo-se evitar a
transmissão. O aluno era o personagem central, cabendo ainda à
tecnologia um papel relevante.
3. A partir das décadas de 1980 e 1990 ganhou força no cenário nacional a
Concepção Dialética de Didática. Qual a ideia central dessa concepção?
a. A Concepção Dialética propõe uma Didática não instrumental, e sim que
leve à reflexão sobre o processo ensino-aprendizagem, entendendo que,
dependendo de como se organiza a escola, de qual metodologia o
professor utiliza, pode contribuir para que todos tenham acesso ao
conhecimento.
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b. A Concepção Dialética propõe a Didática como um conjunto de métodos
e técnicas que o professor acessa quando tem necessidade. Ela
compreende a educação como ação neutra e, por isso mesmo, enfatiza
os aspectos técnicos e não as relações políticas implicadas no processo
ensino-aprendizagem.
c. A Concepção Dialética propõe vários passos metodológicos a serem
cumpridos pelos professores para que sejam atingidos os objetivos da
educação: formar todos os cidadãos para a produtividade, a ordem e o
progresso.
d. A Concepção Dialética propõe a formação política dos docentes como
ponto central, ficando a questão metodológica em segundo plano. A
justificativa para isso está na necessidade de formar professores
capazes de compreenderem a realidade social atual e nela interferirem,
modificando-a.
4. Analise as afirmativas a seguir e assinale aquela que descreve
corretamente a concepção de Didática da Pedagogia Tecnicista.
a. Segundo a Pedagogia Tecnicista, a Didática tem papel instrumental, ou
seja, é um conjunto de meios e técnicas que garantem o sucesso do que
foi planejado.
b. Segundo a Pedagogia Tecnicista, a Didática é uma área de
conhecimento teórico-prática que favorece a reflexão do professor, a
partir da qual ele seleciona as estratégias mais adequadas ao conteúdo
e aos objetivos.
c. Segundo a Pedagogia Tecnicista, o principal elemento do processo
ensino-aprendizagem é o método. Todo o ensino deve ser baseado na
pesquisa, e o papel do professor não é mais o de transmissor do
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conhecimento, mas de orientador de estudos.
d. Segundo a Pedagogia Tecnicista, o ponto central do processo ensinoaprendizagem é a relação com a prática social. Por isso, todas as
atividades deverão contemplar uma estreita relação com o que está
acontecendo no mundo, de modo que o aluno sempre compreenda a
razão pela qual está aprendendo determinado conteúdo.
5. “Para ajudar a formar cidadãos conscientes atuantes, é preciso
relacionar o conteúdo à prática social. Dito de outro modo, todo
conteúdo precisa ser abordado de tal modo que os alunos percebam
como ele se relaciona com a vida, com o dia a dia, com a realidade
concreta”. Essa sentença expressa o pensamento de qual concepção de
Didática?
a. Concepção Tradicional de Didática.
b. Concepção Tecnicista de Didática.
c. Concepção Dialética de Didática.
d. Concepção Escolanovista de Didática.
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