port u gal pelo mu ndo di sperso coordenação Teresa Cid Teresa F. A. Alves Irene Maria F. Blayer Francisco Cota Fagundes lisboa: tinta‑da‑ china MMXIII Índice © 2013, Coordenadores, Autores e Centro de Estudos Anglísticos da UL Edições tinta‑da‑china, Lda. Rua Francisco Ferrer, 6A 1500‑461 Lisboa Tels.: 21 726 90 28/9 | Fax: 21 726 90 30 E‑mail: [email protected] www.tintadachina.pt Título: Portugal pelo Mundo Disperso Coordenação: Teresa Cid, Teresa F. A. Alves, Irene Maria F. Blayer e Francisco Cota Fagundes Autores: Álamo Oliveira, Ana Aguilar Franco, Ana Mafalda Leite, Anabela Branco de Oliveira, Brigitte Paulino‑Neto, Daniel Ribas, Eduardo Bettencourt Pinto, Eduardo Ferreira, Fernanda Dias, Francisco Cota Fagundes, Gilberta Pavão Nunes Rocha, Gustavo Infante, Helder Macedo, Isabel Maria Fernandes Alves, Isabelle Simões Marques, Jorge Fazenda Lourenço, Lélia Pereira da Silva Nunes, Lourdes Câncio Martins, Luís Carlos Patraquim, Maria Beatriz Rocha‑Trindade, Maria Isabel João, Maria Luísa Leal, María Noguera Tajadura, Maria Teresa Nascimento, Maria Zina Gonçalves de Abreu, Mário T. Cabral, Mónica Simas, Onésimo Teotónio Almeida, Paula Mendes Coelho, Pedro Paixão, Rosa Maria Sequeira, Tania Martuscelli, Tiago José Lemos Monteiro Revisão: Tinta‑da‑china Capa e composição: Tinta‑da‑china 1.ª edição: Julho de 2013 isbn: 978‑ 989‑ 671‑165‑8 Depósito Legal n.º 361795/13 Introdução. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 Temas de abertura: Diáspora, identidade, contextos Diáspora. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 Helder Macedo Jorge de Sena e a diáspora, ou o Portugal disperso. . . . . . . . . . . . . . . 29 Jorge Fazenda Lourenço Identidade e diáspora: que fazer com a memória?. . . . . . . . . . . . . . . . . 43 Maria Luísa Leal A população açoriana e a diáspora: factos e contextos (1930‑2000) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 Gilberta Pavão Nunes Rocha e Eduardo Ferreira Perseguição religiosa, emigração e diáspora em Madeirenses Errantes, de Ferreira Fernandes (2004). . . . . . . . 83 Maria Zina Gonçalves de Abreu À volta do Salmo 136 (137). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93 Mário T. Cabral Variações: artes visuais, música, festividades e media Narrando a diáspora em pedra: os monumentos aos emigrantes em Portugal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101 Maria Isabel João Ser português: o ponto de vista de João Canijo sobre a comunidade portuguesa em França. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125 Daniel Ribas A diáspora portuguesa e os mídia: imaginário migrante, senso comum e mitificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137 Tiago José Lemos Monteiro Festas de migrantes: a transnacionalidade das celebrações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Maria Beatriz Rocha‑Trindade Um olhar sobre o Espírito Santo em Santa Catarina: o contributo cultural da diáspora açoriana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Lélia Pereira da Silva Nunes O Correio de Venezuela e a diáspora portuguesa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Maria Teresa Nascimento Gente Feliz com Lágrimas: imagens em diáspora . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Anabela Branco de Oliveira 161 177 193 203 A literatura como espelho das migrações entre Portugal e França: análise de interferências e variações linguísticas . . . . . . Isabelle Simões Marques Lisbonne, Paris, Tôkyô: Jaime Baltasar Barbosa et son monde du spectacle vivant. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Lourdes Câncio Martins As Alucinações de Ao Ge: crises identitárias ou o outro lado da diáspora. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Gustavo Infante Diásporas em português: um encontro Oriente/Ocidente. . . . . . . Rosa Maria Sequeira 319 333 343 353 Modulações literárias aquém e além‑fronteiras J. R. Miguéis, Jorge de Sena, Alberto de Lacerda e outros escritores lusos exilados (asilados?) no universo norte‑americano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Onésimo Teotónio Almeida As pátrias de Miguéis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ana Aguilar Franco Do «coitado Lusíada» e do Marinheiro de Pessoa à escrita nómada de Maria Gabriela Llansol: fragmentos de uma poética do exílio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Paula Mendes Coelho Palavras migrantes: entre Willa Cather e Miguel Torga. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Isabel Maria Fernandes Alves Miguel Torga: Del exilio exterior al exilio interior de un poeta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . María Noguera Tajadura A poesia de um auto‑exilado: Mário‑Henrique Leiria no Brasil. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tania Martuscelli A Quinta‑Essência, de Agustina Bessa‑Luís: memórias de Macau. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mónica Simas Aventuras, desventuras e venturas de um naverrador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Francisco Cota Fagundes 215 231 245 259 271 283 297 309 Ecos Ensaísticos e Poéticos Emigrar os sonhos como se os tivesse. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 365 Álamo Oliveira Poemas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 373 Ana Mafalda Leite Vers un pays lointain. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 381 Brigitte Paulino‑Neto Biografia de uma odisseia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 387 Eduardo Bettencourt Pinto Sendas da arte: vinte anos em Macau. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 395 Fernanda Dias Fragmentos 7 e 8 de «O Escuro Anterior». . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 403 Luís Carlos Patraquim O meu avô da América. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 409 Pedro Paixão Índice onomástico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 413 Colaboradores. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 423 Introdução Os portugueses foram, desde muito cedo, cativados pela ideia de horizon‑ tes mais vastos do que os oferecidos pela sua terra de origem. A própria localização geográfica de Portugal, na encruzilhada de rotas muito anti‑ gas, andadas por muitas e variadas gentes de muitas e variadas proveniên‑ cias, terá contribuído para que sentissem o apelo da partida, por ímpeto aventureiro e de descoberta ou, mais prosaicamente, por necessidade de sobrevivência e procura de condições de vida mais favoráveis. Desde épocas remotas que se podem encontrar sinais de presença portuguesa em todos os continentes. Em tempos mais próximos, o fe‑ nómeno da emigração, tendo embora contornos específicos, privile‑ giando destinos particulares e intensificando‑se em momentos precisos, tornou a questão do que já se pode designar como diáspora portuguesa num fenómeno que fez e continua a fazer parte do quotidiano nacional, e que se impôs como algo que a identidade colectiva do país passou, por assim dizer, a incluir. Na actualidade, outra razão se veio juntar às já conhecidas, diversifi‑ cando o fenómeno: a da globalização do saber e do ensino que desafia os jovens portugueses a partir para prosseguir estudos em instituições de renome. Tantas vezes incitados a nelas permanecer, dada a qualidade do trabalho produzido, adiam, assim, o possível regresso a Portugal. Certo é que, por uma razão ou por outra, há milhões de portugueses em países tão diversos como França, Suíça, Alemanha, Inglaterra, Luxemburgo, Holanda, Espanha, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Venezuela, Argenti‑ na, Austrália, África do Sul, China/Macau ou Timor, para já não falar dos países de língua oficial portuguesa, como Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique. É por isso que continua a ser necessário considerar a diáspora portu‑ guesa no seu dinamismo e constante modificação, para melhor a conhecer 12 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o na diversidade das suas manifestações, sejam elas de ordem geográfica ou cultural em sentido amplo, e, acima de tudo, para melhor a apreciar, valorizando‑a como presença portuguesa no mundo. Acresce que, por ter sido, ao longo da história, marcada pelo relacionamento com comunida‑ des muito diversas, em espírito de intermediação cultural, essa presença se distingue pela sua vocação muito definida de abertura ao outro. Os ensaios que compõem este volume são sinal disso mesmo. Distribuem‑se por quatro secções, tematicamente organizadas e procu‑ rando dar realce a manifestações características do fenómeno migrató‑ rio e dos seus desenvolvimentos, aqui entendidos não só como remissão para o movimento no espaço físico que marca a experiência de disper‑ são pelo mundo e à abertura às mais variadas sinalizações em que essa experiência se traduz. Em primeiro lugar, surgem textos que procuram configurar questões de natureza conceptual e identitária. Segue‑se um segundo grupo, que se ocupa de tradições culturais em domínios dis‑ tintos, que, contudo, são unificados pelas teias que emanam da cultura de origem e, também, pelas influências recebidas das culturas de aco‑ lhimento. São ainda teias de outro tipo as que aglutinam as modulações literárias, também elas oferecendo testemunho de subtis negociações a vários níveis de representação da realidade da diáspora. Por último, o volume acolhe exemplos da criatividade literária e artística em textos autobiográficos, poéticos e de reflexão crítica. Pelo acima exposto, verificar‑se‑á que não se seguiu um critério organizativo de tonalidades uniformes. Uns textos são de ordem mais informativa, outros de natureza essencialmente crítica, outros ainda, animados pelo ímpeto criador dos seus autores — artistas ou escrito‑ res com obra reconhecida. Optou‑se, pois, por traduzir a dispersão, em estilo equivalente ao da própria diáspora portuguesa, sem privilegiar uma grelha regular, mas, talvez, por influência de algumas culturas de acolhimento, seguindo trilhos que enveredam pela improvisação e pela inventividade. Estas são, aliás, características próprias do impulso dias‑ pórico e, por isso, apropriadas a uma obra que não pretende registos em esquadria, antes se norteia pelo tributo a todos os que partiram e se instalaram em novas geografias, sem contudo negligenciarem a memória do mais intrínseco da sua identidade primeira. A escolha de Helder Macedo para abertura do volume é um sinal de como vivências pessoais se podem transmutar em reflexões de or‑ in tr odu ção 13 dem conceptual sobre o tema central deste volume, e ainda a evidên‑ cia de que tempos divergentes convergem no momento actual. Por sua vez, Jorge Fazenda Lourenço retoma os temas da diáspora e do exílio, explorando a amplitude de sentidos de ambos, ao repensar o «Portu‑ gal disperso» de Sena que ressoa em «eu sou eu mesmo a minha pátria». Os ensaios seguintes, de Maria Luísa Leal, Gilberta Rocha com Eduardo Ferreira, e Maria Zina Abreu, abordam cultura, memória e identidade, inter‑relacionando‑as com fenómenos de dispersão, diversificados na geografia e na sua circunstância histórica. A concluir esta primeira parte, que se abre a temas e motivos retomados ao longo do volume, a reflexão de Mário Cabral, por intermédio do Salmo 136 (137), recupera a ambiva‑ lência existencial do migrante entre o partir e o regressar, o lembrar e o esquecer, perspectivada numa dimensão arquetípica tal como se oferece na matriz judaico‑cristã. Na segunda secção, Maria Isabel João, Daniel Ribas, Tiago Montei‑ ro, Maria Beatriz Rocha‑Trindade, Lélia Silva Nunes, Maria Teresa Nas‑ cimento e Anabela Branco de Oliveira abordam testemunhos artísticos, populares e jornalísticos de vários aspectos da diáspora portuguesa tal como tem vindo a ser vivida e registada em diversos locais de origem e de chegada. Inicia‑se com uma reflexão sobre a diversidade das escultu‑ ras que, por todo o Portugal, exprimem o tributo ao imigrante e repre‑ sentam a crescente consciência da relevância do fenómeno da imigração para o país. Da estatuária passa‑se à indagação cinematográfica da alma portuguesa numa comunidade imigrante e à observação da sua situação periférica em França, proporcionando a incidência do olhar uma narra‑ tiva expressiva das diferenças geracionais aí patentes. De França e do contexto visual, viaja‑se em seguida para o Brasil e para o campo musical, discutindo‑se algumas matrizes tradicionais e o carácter paradoxal da sua recepção, bem como a necessidade de se corrigirem, dialogicamen‑ te, as assimetrias de percepção da cultura portuguesa, as quais têm obs‑ curecido dinâmicas culturais realmente existentes no espaço português. Um outro espaço relacional entre comunidade presente e comunidade ausente torna‑se visível na festa, aqui tomada como grelha de interpre‑ tação de processos interactivos entre os residentes e os migrantes, em si mesma uma forma de presença dos ausentes que celebra e integra uma transnacionalidade que, como se discute a propósito da celebração do Espírito Santo em Santa Catarina, no Sul do Brasil, tem manifestações 14 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o muito diversas. Neste espaço privilegiadamente multicultural e multiét‑ nico, esta forma de culto tem dado, desde o século xviii, expressão à açorianidade, transformando‑se ao longo do tempo em resposta às exi‑ gências de novas realidades. A diáspora vive não só desses testemunhos, mas também dos de muita imprensa, como o Correio de Venezuela, o qual tem mantido encontro com a língua portuguesa, devolvendo‑a sema‑ nalmente tanto em notícias circunstanciais como, principalmente, nas «Cartas do Leitor» e «Histórias de Vida» marcadas pelo registo das vivên‑ cias contraditórias da vida migrante. Finalmente, Gente Feliz com Lágri‑ mas é apresentado por Anabela Branco de Oliveira, na dupla perspectiva de obra literária (João de Melo) e cinematográfica (Zeca Medeiros), em qualquer caso, uma reflexão sobre viagem e identidade em imagens que percorrem geografias de alteridade. Pela secção seguinte, a mais extensa deste volume, perpassa a refle‑ xão de vários ensaístas sobre o tema dominante da diáspora em correla‑ ção com o exílio e a emigração. Inicia‑se com um ensaio de Onésimo de Almeida que perscruta «o baú sem fundo» dos autores da diáspora luso ‑norte‑americana, analisando semelhanças e diferenças no modo como lidaram com a questão do exílio e da distância em relação à pátria‑mãe. A dualidade fundamental que preside à experiência migratória é para‑ digmaticamente enunciada pela vida e obra de José Rodrigues Miguéis, «caminheiro» entre duas cidades, comentado por Ana Aguilar Franco. Por sua vez, Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro, oferece a Paula Men‑ des Coelho a oportunidade de viajar pelos territórios do exílio próximos do sentimento pessoano de «sonho contínuo» transmutado por M. G. Llansol em adiamento de horizonte de sentidos. Confrontando a geografia poética de Willa Cather e Miguel Torga, Isabel Alves parte da viagem pessoal pelo mundo literário americano, para melhor compreender o seu mundo transmontano e reflectir so‑ bre a situação do emigrante agricultor no universo literário e social. A emigração de Torga para o Brasil e o sentimento de exílio que esta lhe havia de provocar são retomados por María Noguera Tajadura, que faz remontar a essa emigração a descoberta de uma vocação literária, bem como da dualidade identitária do poeta, expatriado tanto em ter‑ ra alheia como no seu próprio país. Seguidamente, a diferença entre exílio forçado e espontâneo constitui para Tania Martuscelli o ponto de partida para a análise de Mário‑Henrique Leiria e do sentimento de in tr odu ção 15 intensa solidão nos poemas inéditos escritos durante a permanência no Brasil. A escolha de «Magical Realism — 101», como ângulo sobre o univer‑ so de um «Nabogador» que Francisco Cota Fagundes designa como «na‑ verrador», anuncia o que em Onésimo de Almeida é sempre a aventura da escrita, a exuberância da imaginação criadora, que se constrói em tro‑ cadilhos linguísticos e se exprai pelo labirinto das ficções. Por seu lado, dando destaque a estrangeirismos e interferências lexicais na constitui‑ ção do que designa como «interlíngua dos emigrantes», Isabelle Simões Marques, aborda as repercussões linguísticas da emigração em quatro romances portugueses do último meio século, dando visibilidade à voz socialmente desprestigiada de emigrantes portugueses em França. Tam‑ bém da tradição migratória e de bifurcação cultural se ocupa Lourdes Câncio Martins na análise do romance de Brigitte Paulino‑Neto Jaime Baltasar Barbosa, cuja viagem Lisboa‑Paris‑Tóquio se torna pretexto de auscultação de sentidos do presente matizado pela herança do passado e pelo confronto do pós‑moderno com o eixo histórico e estilístico em que ganha plenitude de sentidos. A Quinta‑Essência, de Agustina Bessa‑Luís, é analisada por Mónica Simas como paradigma do hibridismo literário contemporâneo, figuran‑ do Macau como lugar intertextual e polissémico, arquitectura renovada de construção de sentidos. Ainda com o Oriente como pano de fundo, o conto «As alucinações de Ao Ge» permite a Gustavo Infante registar a crise de identidade de um macaense dividido entre duas culturas, a da avó chinesa e a cultura portuguesa, em vésperas da passagem da região para território autónomo chinês. A fechar esta secção, o ensaio de Rosa Maria Sequeira aborda os caminhos da emigração sírio‑libanesa para o Brasil, que ganha expressão específica em romances como os de Milton Hatoum, nos quais geografia, viagem e memória se distinguem pelo diá‑ logo islâmico‑cristão, configurado em estratégias pós‑modernistas que interrogam a própria ficcionalidade. Por último, surgem as vozes de escritores e artistas que, ora em re‑ gisto autobiográfico e ficcional, ora em registo poético, dão testemunho da criatividade portuguesa pelo mundo fora. Do Canadá e dos Estados Unidos da América a Macau, passando por França (e pela língua fran‑ cesa) ou por Moçambique, os textos de Álamo de Oliveira, Ana Mafal‑ da Leite, Brigite Paulino‑Neto, Eduardo Bettencourt Pinto, Fernanda 16 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o Dias, Luís Carlos Patraquim e Pedro Paixão abrem‑se a influências que expandem o espaço cultural de raiz portuguesa a horizontes universais e o devolvem em singulares orquestrações que representam, de forma modelar, a riqueza desta imaginação em permanente movimento. Os Coordenadores Nota: Neste volume, optou‑se por respeitar variantes do português usadas em várias geogra‑ fias da diáspora portuguesa e até a expressão desta noutras línguas. O volume integra, assim, textos em mais de uma variante do português, e também em espanhol e francês. Temas de abertura: diáspora, identidade, contextos 4 12 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o terreno em Campo de Ourique, onde mandou construir uma casa, casa onde veio a morrer e, anos depois, eu nasci. Era conhecido como o Mi‑ lionário de Campo de Ourique e depressa se meteu em negócios em que rapidamente perdeu mais de metade do que tinha. Comprou também algumas terras perto do lugar onde nascera e onde veio a cair, ou deixar ‑se cair, num poço ou mina de volfrâmio, tendo sofrido irreversíveis le‑ sões no cérebro que o levaram, por fim, à morte. O que considero mais espantoso e digno de admiração é a impor‑ tância que o meu avô deu à educação dos filhos. A minha mãe aprendeu, embora contrariada, a tocar piano e o meu tio, a tocar violino. Tinham um camarote perpétuo no São Carlos, onde iam mais de uma vez assistir à mesma ópera. Cultivava as leituras mais diversas de livros e jornais, quase sempre ingleses, e devia ter sucessivas amantes, que nunca inter‑ feriam com a vida familiar. Aos domingos deixava‑se ficar na cama até mais tarde, lendo as notícias com luvas brancas nas mãos para não as sujar. Era dado a depressões e vivia no medo infundado, mas que se es‑ palhou na família, de estar sempre perto a possibilidade de regressar à miséria, sendo o dinheiro pelo menos tão volátil quanto o álcool. O cer‑ to é que, tal como o resto da família, nunca mais precisou de trabalhar, vivendo no tormento de ser rico e pobre ao mesmo tempo. Embora o meu outro avô também tivesse tido um destino singular, principiando por ter sido abandonado à porta de uma igreja, nunca ten‑ do conhecido qualquer parente nem sequer sabido quem lhe escolheu o nome, Amadeu da Paixão, é o avô Basílio a pessoa da família com a qual mais me identifico, embora nem ele me tenha visto a mim, nem eu a ele. Gosto de contar, e voltar a contar, estas histórias ao meu filho, como o meu pai fazia comigo, para que nunca esqueçamos que viemos da misé‑ ria e que o que somos se deve decisivamente à coragem e à tenacidade de um homem que dobrou com as mãos vazias o seu destino. Índice onomástico Abreu, Maria Zina Gonçalves de: 6, 83, 91, 433 Açores: 36, 53‑ 7, 65, 68, 73, 75, 79, 81‑2, 101, 105, 163, 172, 178, 183, 204‑ 5, 212, 226, 250, 365‑ 71, 389, 391‑2, 423, 425‑ 8, 430, 432‑4 Adão: 31, 94‑ 5, 97, 346, 356 Afonso, José: 110, 153, 155‑ 6 África: 11, 19, 21, 27, 53, 143, 158, 220, 223, 354, 365, 367, 391, 428, 431 África do Sul: 11, 19, 220, 428 Agonia, Manuel Marques de: 106 Agostinho, Aucione Torres: 114 Aguiã, Arcos de Valdevez: 106‑ 7, 122 Albertina, Maria: 103 Alcácer‑Quibir: 148 Aldegundes: 90 Alegre, Manuel: 248, 258 Alemanha: 11 Alentejo: 150, 276, 426 Algarve: 116, 146, 274, 383 Almeida, David de: 400 Almeida, Fialho de: 225, 319 Almeida, Onésimo Teotónio: 6, 215, 229, 243, 309, 317, 434 Alto Douro: 150, 203, 259, 424, 429 Alves, Isabel Maria Fernandes: 6, 259, 429 Alves, Teresa F.A.: 5, 6, 239, 241, 243, 436, 438 Alves, Vera M.: 159 Amado, Jorge: 140, 359, 361 Amazónia: 313, 353, 356 América do Sul: 158, 361, 367 Anciman, André: 217, 229 Anderson, Benedict: 159 Andrade, Eugénio de: 392 Andrade, Laurinda C.: 225, 229, 437 Andrade, Mário de: 358, 361 Andresen, Sophia de Mello Breyner: 220, 258 Angola: 11, 30, 143, 225, 274, 389‑ 90, 392, 425 Antunes, António Lobo: 119, 391, 424 Argentina: 11, 291 Arma, Ada: 400 Arowele, A.P. J.: 31, 40 Ashbery, John: 220 Ásia: 354 Assis, Machado de: 23, 358 Assunção, Lys: 288, 290, 294 Astorga: 384 Atkinson, Robert: 202 Atlântico: 66, 73, 79, 81, 101, 139, 147, 180, 182, 204, 225, 268, 289, 309, 310, 317, 432 Austin (Texas): 220, 222, 243 Austrália: 11, 228 Avanca (Estarreja): 118, 123, 424 Aveiro: 91, 125, 193, 424, 425 Babilónia: 30‑1, 93 Baden, Nancy: 243 Baganha, Maria Ioannis: 54, 81, 367 Baixa da Banheira (Moita): 110, 123 Baker, Katherine: 370 Bandeira, Manuel: 220 Barcelos: 151 Barreno, Maria Isabel: 44, 50, 52 Barrento, João: 304, 307 Barreto, Nuno: 398 Barros, João de: 22 Barros, José Alves da Silva: 113 4 14 Bastos, Gustavo: 113 Batalha, Leopoldo: 107 Batista, Carlos: 44, 52 Batista, José: 50 Baumann, Martin: 40 Beckett, Samuel: 228, 300, 383 Beer, Gillian: 358 Beethoven, Ludwig van: 383‑4, 391 Beiras: 137, 140, 150 Belém: 353 Bellay, Joachim du: 382 Bermuda: 237, 366 Bernardes, José Augusto: 281 Bertaux, Daniel: 202 Bessa‑Luís, Agustina: 15, 297, 299‑300, 306‑ 7 Besse, Maria Graciete: 330 Bettencourt, Urbano: 177 Bhabha, Homi: 144, 159, 301, 307 Blackburn, W. W.: 84, 91 Blanc, Michel: 321‑2 Blanco, Rita: 128 Blayer, Irene Maria F.: 5‑ 6, 428, 438 Bloomfield, Leonard: 321, 330 Boal, Augusto: 141 Bonaparte, Napoleão: 87, 142 Boniface, Pascal: 32, 40 Borba, Antônio Machado: 185 Bordes‑Benayoun, Chantal: 175 Borges, Diniz: 225, 367, 370 Borgonha: 101 Botelho, Emanuel Jorge: 392 Branco, Camilo Castelo: 225, 319 Branco, José Mário: 153 Brasil: 11, 13‑ 5, 19, 27, 32, 34, 36‑ 9, 72, 86, 88, 90, 103, 114, 137‑44, 147, 149, 152, 153, 154, 156, 158, 160, 172, 174, 177‑ 80, 185, 187, 196, 198, 220, 227, 261, 265‑ 7, 271‑2, 275‑ 7, 279, 283, 285‑ 90, 292, 294, 297, 319, 353‑ 5, 359‑ 60, 366, 425, 428, 430, 433, 436‑ 7 Brasil, Luiz António Assis: 366 Brassens, Georges: 382 Braziel, Jana E.: 80‑1 Bristol (Reino Unido): 216, 317, 343, 427 Brito, José João: 109 Brito, Raquel S.: 81 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o Britto, Paulo Jozé Miguel de: 190 Brookshaw, David: 216‑ 7, 229, 232, 238‑ 9, 243, 244, 317 Brown (Massachusetts): 215‑217, 223, 225, 229, 231, 238, 243‑4, 434 Brummel, Maria Fernanda: 267, 269 Buci‑Glucksmann, Christine: 335‑ 6, 340‑1 Bulger, Laura: 225 Burke, Peter: 159, 262, 269 Burns, Sarah: 269 Buruma, Ian: 228‑ 9 Bush, George W.: 23 Cabo Verde: 11 Cabral, George: 90 Cabral, Laurindo: 392 Cabral, Mário T.: 6, 93 Cabral, Osvaldo Rodrigues: 183 Cabrilho: 174 Cachada, Severino: 106‑ 7, 122 Caetano, Marcelo: 46, 58, 160 Caldas da Rainha: 119‑20, 123 Caldwell, Erskine: 236 Calheta, Madeira: 170 Calvet, Louis Jean: 322, 330 Câmara de Lobos (Madeira): 118, 123 Camargo, Hebe: 142 Camões, Luiz Vaz de: 23‑4, 29‑30, 32, 34, 102, 106, 128, 139, 146, 159, 171, 274, 392, 427, 432 Campanella, Camila: 232 Campbell, Roy: 220 Campo Maior: 170 Campos, Álvaro de: 228‑ 9 Campos, João Alexandre de: 187 Canadá: 11, 15, 56, 58‑ 9, 73, 79, 172, 196, 205, 208‑210, 226, 366, 369‑ 70, 387, 392‑3, 425, 428 Canclini, Nestor García: 151, 159 Candeias, Marcolino: 226, 229 Cândido, Armando: 73, 81 Canijo, João: 125‑ 7, 133‑ 5, 425 Caracas: 172, 194‑ 5 Caraíbas: 84‑ 6, 88 Carmo, Carlos do: 137, 153 Carranca, Carlos: 280‑1 Carreira, Maria Helena Araújo: 330‑1 ín d i ce onomást i co Carreiro, José B.: 81 Carreiro, José Bruno: 73 Carvalho, Manuel: 225 Cascaes, Franklin J.: 186, 188, 190, 339, 430 Castel‑Branco, Dorita: 112 Castelo de Neiva (Viana do Castelo): 106, 107, 122 Castro Daire: 119‑20, 123 Castro, Ferreira de: 103, 319 Cataratas de Niagara: 209 Cather, Willa: 14, 259, 262‑ 5, 267‑ 9, 429 Cendrars, Blaise: 382 Cesariny, Mário: 284, 286, 294 Chaliand, Gérard: 175 Chalonge, Christan de: 46 Chan, Kwok‑bun: 352 Char, René: 220 China: 11, 86, 297, 301‑2, 304‑ 7, 347‑ 9, 398, 424, 427 Chorão, João Bigotte: 265, 269, 274, 281 Cid, Teresa: 5, 6, 436, 438 Cintra, Luis Miguel: 339 Cioran: 246, 250‑2, 258 Cirurgião, António: 225 Clímaco, Nita: 330 Coelho, Manoel Joaquim de Almeida: 6, 14, 113, 119, 180, 190, 245, 249, 255, 258, 368, 431, 434 Coelho, Manuel Pinto: 119 Coelho, Paula Mendes: 6, 14, 245, 258, 434 Cohen, Robin: 175, 229 Coimbra: 159, 193, 226, 248, 258, 270, 273, 281, 319, 332, 429, 432, 436 Conrad, Joseph: 383 Cornell, Stephen: 345, 350, 352 Corrêa, José Celso Martinez: 141 Correia, António Rodrigues da Luz: 110 Correia, Clara Pinto: 224, 229 Correia, Natália: 367 Cortesão, Jaime: 147‑ 8, 159 Costa, Francisco Seixas da: 142 Costa, José Francisco: 225 Costa, Maria de la Assuncion da Silva Faria: 202 Costa, Paulo da: 225 Costa, Ricardo: 159 Costa, Ricardo M. da: 81 415 Coutinho, João José: 183 Couto, Diogo: 319 Covilhã: 117 Cristo, Jesus: 87, 94, 114, 172, 209, 240‑1 Cristóvão, Fernando: 317 Cuesta, Pilar Vásquez: 279, 281 Cunha, Eneida Leal: 159 Cunha, Isabel Ferin: 159 Dabène, Louise: 321, 330 Dacosta: 175 Danler, Paul: 332 Dantas, Júlio: 156 Dante, Dominique: 46 Darwin, Charles: 409 Derrida, Jacques: 256‑ 8, 336 Dias, Eduardo Mayone: 34, 39, 41, 222‑3 Dias, Fernanda: 6, 15, 395, 426 Dias, Jorge: 149 Dias, Maduro: 368 D. João VI: 142 D. Miguel I: 90 Dollé, Jean‑Paul: 340‑1 Dona Thereza Christina (imperatriz): 186 Dória, António Álvaro: 269 D. Pedro II: 186, 353 D. Sebastião: 148 Dufoix, Stéphane: 343, 352 Echevarría, Fernando: 384 Eco, Umberto: 334 Egipto: 93, 217 Enes, Carlos: 54, 81 Escócia: 87 Espanha: 11, 26, 37, 180, 428 Espírito Santo: 13, 172, 175, 177‑ 8, 180‑ 90, 430 Esposende: 106 Estados Unidos da América: 15, 23, 36, 38, 53‑ 6, 79, 84, 86, 231‑2, 235, 237, 423, 428, 435‑ 6 Estarreja: 118, 123, 200 Europa: 25‑ 6, 49, 102, 112, 115‑ 6, 137, 151‑3, 158, 266, 274, 284‑ 5, 319, 354, 365, 367 Eva: 31, 95 4 16 Fagundes, Francisco Cota: 15, 34, 40‑1, 243, 309, 426, 437‑ 8 Faial (Açores): 55, 81‑2, 179, 229 Fall River: 225 Fanha, José: 288, 294 Fátima: 46, 128, 139, 170, 172, 370, 390 Fausto (cantor, Fausto Bordalo Dias): 211 Feijó, Elias Torres: 229 Feijó, Elias Torres e: 223 Fellini, Federico: 205 Fermentelos, Águeda: 112, 123, 170 Fernandes, Ferreira: 83‑ 9, 91 Fernandes, Franco: 109 Ferreira, Eduardo: 13, 53, 425, 427 Ferreira, Jo‑Anne S.: 91 Ferreira, José Pardete: 330 Ferreira, Vergílio: 30, 41 Feyo, João Barata: 113 Fiães, Melgaço: 106 Figueiredo, Daniel: 110, 123 Firmino, Almeida: 367 Fishman, Joshua: 321, 330 Fitzgerald, F. Scott: 236, 259‑ 60, 269 Florianópolis: 175, 181‑ 91, 430 Fonseca, Branquinho da: 275, 313, 426 Fontes, Henrique da Silva: 190 Fortes, João Borges: 179, 190 Foucault, Michel: 335 França: 11, 13, 15, 26, 44‑ 52, 112‑3, 125, 128 ‑9, 216, 220, 247, 251, 291, 319‑21, 330, 424, 428‑ 9, 432 França, Álvaro Raposo de: 113 Franco, Ana Aguilar: 14, 231, 423 Franco, António de S.: 81 Freitas, Adelaide: 225 Freitas, Manuel de: 199 Freitas, Vamberto: 241, 242 Funchal: 81, 83‑4, 88, 90, 108‑ 9, 123, 389, 433 Gama, Francisco da: 88 Gama, João Fernandes da: 91 Garcia, José Martins: 223‑4, 229, 368 García Márquez, Gabriel: 313, 316‑ 7 Gardner‑ Chloros, Penelope: 321, 331 Gauvin, Lise: 320, 331 Geertz, Clifford: 159 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o ín d i ce onomást i co Giacometti, Michel: 46, 156 Gibraltar: 49 Gibson, Andrew: 341 Giesteira, Manuel Moreira: 114 Godinho, Sérgio: 153 Goffman, Erving: 30 Gomes, Alberto: 90 Gomes, Renato Cordeiro: 159 Gômez, Joel R.: 223, 229 Gonçalves, Olga: 330‑1, 424, 429 Grã‑Bretanha: 87 Graça, Fernando Lopes: 46, 156 Graciosa, Açores: 179 Grécia: 95 Grinberg, Léon: 283, 294 Grinberg, Rebeca: 283, 294 Grosjean, François: 321, 328, 331 Guerra, Rodrigo: 368 Guillén, Claudio: 30 Guiné: 11, 19 Gurr, Andrew: 283‑4, 286, 294 Índia: 88, 113, 199, 365 Indiana: 175, 196 Índias Ocidentais Britânicas: 83 Infante, Gustavo: 15, 343, 352, 427 Inglaterra: 11, 19, 87, 91, 172, 220, 223, 228, 284, 410, 433 Israel: 30, 93 Hall, Stuart: 131, 135, 143, 159, 234 Hamaoka, Kiwamu: 370 Hamers, Josiane: 321‑2, 331 Hartmann, Douglas: 345, 350, 352 Hatoum, Milton: 15, 354‑ 61 Haugen, E.: 323, 328, 331 Havai: 85‑ 6, 88, 366 Hazelton, Hugh: 291, 293‑4 Heidegger, Martin: 298, 306‑ 7 Heng, Lio Chi: 343, 351‑2 Henrich, Carlos: 118 Henriques, Afonso: 146 Heraclito: 95‑ 6 Hermann, Jacqueline: 148, 160 Herrero, Jesús: 265, 268‑ 9 Hitchcock, Alfred: 205‑ 6, 212 Hobsbawm, Eric: 190 Holanda: 11 Homero: 24 Hong Kong: 351 Horta, Maria Teresa: 287, 294 Hutcheon, Linda: 300, 307, 354, 361 Kalley, Robert Reid: 83, 86, 91 Kaufman, Helena: 307 Kellerman, E.: 322 Kelly, Gene: 205 Kerr, John: 236, 242 Klimt, Andrea: 132 Knott, Kim: 29, 40 Kun, Sou Pui: 400 Kuok‑gun, Chan: 349 Iliescu, Maria: 332 Ilinóis: 86, 88 Jacinto, Rui: 175 Jackson, K. David: 259, 269 Jacksonville: 86, 91, 433 Jameson, Frederic: 307 Japão: 335‑ 6, 338, 370, 398, 423 Jardim, Alberto João: 195 Jerusalém: 30, 93‑4, 96‑ 7, 260 Joanesburgo: 172 João, Maria Isabel: 13, 81, 101, 175, 432 Jordânia: 353 José Augusto Bernardes: 280 Joseph, John E.: 347, 352 Joyce, James: 24 Labov, William: 321, 331 Lacerda, Alberto de (Carlos Alberto Por‑ tugal Correia de Lacerda): 215, 218‑ 9, 221, 229 La Fé, Alfredo de: 387 La Haye: 338 Lamego: 170 Lampros, Lukas: 289‑ 90, 294 Langum, David J. Sr.: 84, 91 Laundos, Póvoa de Varzim: 113, 115, 121, 123 Leal, Maria Luísa: 6, 13, 43, 432 Leal, Roberto: 137, 140, 154 Lehning, Maria João: 330 Leiria: 14, 115‑ 6, 123, 283‑1, 293‑ 5, 436 417 Leiria, Mário‑Henrique: 14, 283‑4, 287, 289, 294‑ 5, 436 Leite, Ana Mafalda: 15, 373, 424, 431 Leite, Olivier: 128 Lemos, Tiago José: 137, 160, 437 Lennon, John: 228 Leste Europeu: 116, 158 Letria, José Jorge: 288, 294 Levitt, Peggy: 175 Lewis, Alfred: 225, 368 Líbano: 353, 355‑ 6 Lima, Fernando: 368 Lisboa: 15, 19, 38, 40‑1, 43, 52, 81‑2, 91, 93, 101, 105, 112‑3, 123, 139, 142, 144, 146, 151, 159‑ 60, 173, 175‑ 6, 181, 183, 190, 204‑ 5, 212, 215, 217, 219‑20, 222, 227, 229, 231‑3, 236, 238, 242‑ 5, 254, 258, 269, 270, 278‑ 9, 281, 285, 287, 290, 294, 295, 307, 309, 313, 317, 319, 330‑3, 339‑41, 344, 361, 383, 390, 411, 423‑4, 427‑37 Lisboa, Eugénio: 233, 243 Llansol, Maria Gabriela: 14, 245, 253‑ 8 Lobato, Monteiro: 19 Londres: 19, 23, 27, 218‑20, 228‑ 9, 428 Lopes, J.J.: 183, 190 Lot: 93 Lou Kwai Peng: 398 Loulé: 116‑ 7, 123, 383 Loureiro (Oliveira de Azeméis): 102‑3, 122 Lourenço, Eduardo: 33, 35, 40‑1, 43, 49, 52, 143, 149, 160, 175, 215, 217, 233, 243, 256, 260, 269 Lourenço, Jorge Fazenda: 13, 29, 41, 229, 429 Lourenço Marques: 19, 430 Lüdi, Georges: 331 Ludwig, Ralph: 331 Luxemburgo: 11 Luz, Diniz da: 368 Lyotard, Jean‑François: 333, 341 Macau: 11, 15, 297, 299‑302, 343‑ 5, 347‑ 9, 351‑2, 395, 398, 401, 426, 434 Macedo, Helder: 12, 19, 245, 258, 285, 295, 428 Machado, Joaquim: 110 4 18 Mackey, William: 322, 326, 329, 331 Madeira: 36, 83‑ 91, 101, 105, 108, 118, 123, 163, 170, 193‑ 5, 200‑1, 432‑3 Madison (Wisconsin): 36, 235 Madredeus: 137, 154, 155 Magalhães, Alfredo Ângelo Coelho de: 113 Maia, Armandina: 392 Maingueneau, Dominique: 320, 331 Mallarmé, Stéphane: 384 Manaus: 353 Mann, Thomas: 383 Mannur, Anita: 80‑1 Marceneiro, Alfredo: 156 Mariza: 137 Marques, A.H. de Oliveira: 146, 160 Marques, Álvaro Belo: 290, 295 Marques, Isabelle Simões: 15, 319, 331, 429 Martins, Cristina dos Santos Pereira: 332 Martins, Lourdes Câncio: 15, 333, 430 Martins, Manuel Pereira: 85 Martuscelli, Tania: 14, 283, 436 Marx, Karl: 228 Massachusetts: 36, 309, 426, 436 Matos, António de: 88 Maui: 85 McCullers, Carson: 236 McFarland, Dorothy: 269 McLoughlin, Seán: 40 Medeiros, João Teixeira de: 225 Medeiros, Zeca: 14, 203‑ 6, 208, 210‑2 Médici, Emílio Garrastazu: 140 Mello, Pedro Homem de: 156 Melo, João de: 14, 203‑ 5, 208‑12, 424 Mendes, Alfred Hubert: 90 Mendes, Antonino: 119, 122 Mendes, António: 90 Mendes, Manuel: 185 Mendes, Miguel Gonçalves: 294 Mendes, Sam: 90 Meschonnic, Henri: 320, 332 Mesquita, Roberto de: 250‑1, 258, 367 Miguéis, José Rodrigues: 14, 35, 40, 215‑ 8, 227, 229, 231‑ 9, 241‑4, 319, 423, 437 Miguel, Salim: 354, 358‑ 9, 361 Minho: 137, 140, 144, 150, 156, 196, 269 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o Mio Pang Fei: 400 Mistral, Gabriela: 367 Moçambique: 11, 15, 19, 30, 143, 219, 424, 428, 430‑1 Monção: 112‑3, 123, 431 Moneo, Ignacio: 37, 41 Monteiro, Adolfo Casais: 38 Monteiro, Clotilde: 47 Monteiro, Garcia: 225 Monteiro, George: 237‑ 9, 244 Monteiro, Tiago José Lemos: 160 Montijo: 170 Montréal: 196, 226 Moore, Danièle: 301, 321, 330 Moraes, Wenceslau de: 337 Moreira, H.: 102, 122 Morley, David: 132, 135 Morrison, Robert: 86 Moscovo: 338 Moser, Gerald M.: 232, 237, 239, 244 Murtosa: 108 Muysken, Peter: 332 Nabokov, Vladimir: 383 Naipaul, V. S.: 90 Nascimento, George: 367 Nascimento, Maria Teresa: 13, 193, 432 Nassar, Raduan: 358 Nemésio, Vitorino: 178, 190, 224, 226, 366‑ 8, 426 Neruda, Pablo: 367 Neto, Manuel Morgado: 106 Neves, Mário: 234 Neves, Paulo: 106 Nietzsche, Friedrich: 298‑ 9, 306‑ 7 Nigri, Isaac: 353 Nobre, António: 247‑ 51, 258 Noda, Tetsuya: 400 Noivo, Edite: 132, 135 Norton, Herman: 91 Nova Inglaterra: 172, 223 Nova Iorque: 23, 205, 217, 227‑ 8, 233‑ 6, 238‑ 9, 242, 409, 411, 435, 437 Novo, Eduardo: 278, 281 Núncio, José António Dias: 115 Nunes, Lélia Pereira da Silva: 6, 175, 177, 190, 430 ín d i ce onomást i co Nunes, Sousa: 368 Nunes, Z.G.: 191 Ocidente: 25, 82, 297, 306, 353, 357 Oliveira, Álamo: 365, 423 Oliveira, Anabela Branco de: 13‑4, 203, 424 Oliveira, Joaquim Domingues de: 182 Oliveira, Lólio Lourenço de: 159 Oliveira, Manoel de: 139, 431 Orfeu: 95 Oriente: 15, 21‑2, 82, 276, 284, 297, 352‑3, 356‑ 7, 360‑1, 427, 434 Ortega y Gasset, José: 228 Pacheco, António José: 111 Pacheco, João: 185 Paes, José da Silva: 179 Pageaux, Daniel Henri: 209, 212 Paixão, Pedro: 16, 409, 435 Pampilhosa da Serra: 107‑ 8, 122 Paris: 15, 23, 41, 46, 52, 130, 132, 134, 172, 175, 202, 212, 246‑ 8, 254, 258, 285, 319, 326, 330‑3, 336, 341, 344‑ 5, 383, 424, 429, 431 Pascal: 40, 227 Pateira de Fermentelos (Águeda): 112, 123 Patraquim, Luís Carlos: 16, 403, 424, 430 Paulino‑Neto, Brigitte: 15, 175, 333‑4, 336 ‑7, 339, 341, 381, 424 Paz, Octavio: 220, 339 Pedro, Fernando: 115 Pellegrini, Tânia: 357, 361 Península Ibérica: 30, 101 Perrault, Charles: 339‑40 Pessoa, Fernando: 97, 139, 160, 224, 229, 252‑3, 258, 269, 302, 435 Piazza, W.F.: 185, 191 Picasso, Pablo: 218‑ 9 Pico (Açores): 179, 205, 367, 371 Pimentel, João Sarmento: 37 Pinto, Eduardo Bettencourt: 15, 225, 229, 387, 425 Pinto, Fernão Mendes: 319 Pitt Meadows (British Columbia): 226 Poage, George Rawlings: 84, 91 Poirier, Jean: 197, 202, 332 419 Pombal: 115‑ 6, 123 Ponta Delgada: 81, 113‑4, 123, 317, 390, 427 Ponte da Barca: 113‑4, 123 Pontes, Dulce: 137‑ 8, 148, 154, 156 Portela do Homem (Gerês): 111 Portela, José: 261, 269 Porto: 41, 82, 104, 139, 190, 202, 247, 258, 269, 301, 330, 424, 429, 431, 433 Port‑of‑ Spain (Trindade): 90 Potocki, Jean: 381 Poullet, Hector: 331 Póvoa de Varzim: 106‑ 7, 114, 122, 144, 424 Prieur, Jean‑Marie: 332 Proust, Marcel: 207, 384 Providence: 41, 224, 226, 229, 243‑4, 317, 434 Py, Bernard: 331 Québec: 226, 331‑2 Queirós, Eça de: 23, 223, 310 Quental, Antero de: 367 Racine, Jean‑Baptiste: 385 Rageau , Jean‑Pierre: 175 Ramos, Sérgio da Costa: 184, 189, 191 Ranger, Terence: 190 Reckert, Stephen: 260, 269 Reis, José Mendes da Costa: 191 República Popular da China: 297, 347‑ 8 Ribas, Daniel: 13, 125, 425 Ribeiro, Bernardim: 14, 245, 258 Ribeiro, Luís Silva: 73, 81 Ribeiro, Orlando: 101 Rio Grande do Sul (Paraná): 178 Rocha, Gilberta Pavão Nunes: 53, 427 Rocha, Glauber: 141, 205 Rocha‑Trindade, Maria Beatriz: 13, 161, 175‑ 6, 431 Rockefeller, John D.: 234, 237 Rodrigues, Amália: 137, 140, 153, 155 Rodrigues, Flávia: 160 Rodrigues, Manoel Vargas: 185 Rosa, Alberto Machado da: 223 Rosa, António Ramos: 220 Rosa, Guimarães: 23‑4 Rosa, Nunes da: 368 Rosas, Fernando: 82 420 Rousset, Jean: 335, 338, 341 Ruiz, Raoul: 207, 212 Sabroso de Aguiar: 106 Sabugal: 118, 120, 123 Safran, William: 216 Said, Edward W.: 29, 36, 41, 301, 357, 361 Salazar: 51, 58, 142, 149‑ 50, 204, 220, 249 Samaria: 30 Sanches, A.: 160 San Diego: 174 San‑Payo, Urbino de: 225 Santa Catarina (Brasil): 13, 175, 177‑ 83, 186‑ 91, 359, 430, 433 Santiago de Compostela: 223, 229, 432 Santo Agostinho: 383 Santos, Bartolomeu dos: 398‑ 9, 426 Santos, Boaventura de Sousa: 156‑ 7, 160 Santos, João Camilo dos: 225 Santos, Maria Irene Ramalho: 269 São Félix: 114‑ 5, 123 São João: 97, 181, 423 São Jorge, ilha de (Açores): 151, 179, 428 São Lourenço: 109 São Maron: 355 São Miguel, ilha de (Açores): 53, 58, 81, 113, 179, 434 São Paulo (Brasil): 91, 97, 141, 159‑ 60, 176, 178, 191, 196, 285, 288, 290, 297, 307, 361, 434 São Tomé e Príncipe: 11 Saramago, José: 23, 139, 307, 424, 430 Sayers, Raymond: 236 Schneider, Alan: 228 Seabra, Carlos: 294‑ 5 Seabra, Mário: 285‑ 6, 295 Secco, Lincoln: 160 Seia: 105 Seixas, Artur Cruzeiro: 49, 285, 295 Seixo, Maria Alzira: 258, 300, 307 Sena, Jorge de: 20, 29‑41, 215, 218, 220, 224, 229, 255, 285, 290, 295, 426, 429 ‑30 Sena, Mécia de: 34, 41 Sequeira, Rosa Maria: 6, 15, 353, 435 Setti, Kilza: 140, 160 S. Francisco de Assis: 88 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o Shakespeare, William: 24, 220, 302 Sharwood‑Smith, Mike: 322 Shoichi, Ida: 401 Shumann, Robert: 226 Siller‑Runggaldier, Heidi: 332 Silva, Arsénio Nicos da: 88 Silva, Duarte Leopoldo e: 182 Silva, Fernanda Manuela M. Baptista: 115 Silveira, Pedro da: 367 Simas, Mónica: 6, 15, 297 Simões, Aldírio: 184 Sines: 125 Sintra: 142, 170 Síria: 353, 355 Sitwell, Edith: 219‑20 Soares, Bernardo: 224, 252‑3, 258 Soares, I.: 191 Sousa, Coelho de: 368 Sousa, João da Cruz e: 185, 191 Sousa, Luís Amorim de: 218, 221‑2, 229 Souza, Pedro de: 185 Springfield: 86, 433 Starobinski, Jean: 334 Steckbauer, Sonja M.: 283, 291, 295 Suíça: 11 Suza, Linda de: 121 Tabosa, Eugénia: 285, 292, 295 Tajadura, María Noguera: 6, 14, 271, 431 Techima, Stefania Chiarelli: 353, 358, 361 Terceira, ilha: 81, 179, 225, 233, 236, 239, 243, 423, 426, 433 Terra, Florêncio: 368 Terras do Bouro: 111 Testa, Michael: 91 Thomas, W. I.: 202, 261, 383 Timor: 11 Tinhorão, José Ramos: 139, 160 Tito: 30 Tondela: 109‑10, 123 Tondeur, Francis: 116 Tóquio: 15, 333, 336‑ 9 Torga, Miguel: 14, 259, 264‑ 81, 319, 427, 429, 431, 433 Toronto: 172, 209, 428 Torres, Alexandre Pinheiro: 31, 41 ín d i ce onomást i co Trás‑os‑Montes: 36, 203, 259‑ 60, 266‑ 7, 274, 424, 429 Trillat, Marcel: 46 Tróia: 96 Truzzi, Oswaldo: 356 Ulisses: 96, 260, 370 União Europeia: 20, 22, 26 Ur, Abrão de: 94 Vala, J.: 65, 82 Valdman, A.: 322, 332 Válega, Ovar: 107 Vancouver: 208, 225 Variot, Frédéric: 46 Várzea, Virgílio: 179, 183, 191 Vasconcelos, António Nogueira: 84, 91 Vasconcelos, Jorge: 113 Vattimo, Gianni: 298, 307 Veitch, Henry: 87 Velho, Gilberto: 146, 160 Venezuela: 11, 14, 193‑202 Vertovec, Steven: 216, 229 Vieira, António: 334, 381 4 21 Vieira, José: 44‑ 5, 47‑ 9, 51‑2 Vigo: 46 Vila de Lobão (Santa Maria da Feira): 107 Vila Nova de Tazém: 107‑ 8, 122 Vila Pouca de Aguiar: 105 Vila Verde: 107‑ 8, 122 Virgílio: 24, 191 Viseu: 140 Vouga: 46 Wagner, Richard: 226 Waley, Arthur: 220 Waugh, Evelyn: 219 Weinreich, Uriel: 321, 332 Wilson, Maria de S. Francisco: 88‑ 9 Wilson, Mary Jane: 88,‑ 9 Wong, James: 398 Yale, Universidade de: 216, 294 Zambézia: 19 Zimbabué: 391 Znaniecki, Forian: 202 Colaboradores Álamo Oliveira (José Henrique do) nasceu na freguesia do Raminho — ilha Terceira, Açores —, em 1945. Depois dos estudos no Seminário de Angra, foi funcionário em diversos departamentos governamentais ligados à cultura. Como escritor, tem 34 livros publicados, entre poesia, romance, conto, teatro e ensaio. Está representado em mais de uma dezena de antologias de poesia e de ficção narrativa, em Portugal e no estrangeiro. Tem poesia e prosa traduzi‑ das para inglês, francês, italiano, espanhol, croata, esloveno e japonês. O seu romance Já não gosto de chocolates foi traduzido e publicado nos Estados Uni‑ dos da América e no Japão. Até hoje, memórias de cão (3.ª ed.) recebeu o prémio «Maré Viva», da Câmara Municipal do Seixal, em 1985; Solidão da Casa do Rega‑ lo (teatro) recebeu o prémio «Almeida Garrett», em 1999. Em Abril de 2002, o Portuguese Studies Program, da Universidade da Califórnia em Berkeley, convidou‑o, na qualidade de «escritor do semestre», a leccionar a sua própria obra aos estudantes de língua portuguesa. Foi o primeiro português a receber tal distinção. Ana Aguilar Franco doutorou‑se em Literatura e Cultura, na especialida‑ de de Estudos Americanos, com a tese José Rodrigues Miguéis: Viajante entre Culturas. É investigadora na Linha de Investigação em Estudos Americanos, do Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (CEAUL). Lec‑ cionou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no Instituto Su‑ perior de Novas Profissões e na Universidade Lusófona. Tem apresentado e publicado comunicações sobre literatura e cultura americana, literatura e cultura portuguesa, ensino do português como língua estrangeira, tradução, luso‑americanidade. Desempenha funções de gestão e direcção pedagógica no Sala d’aula — Centro de Formação e Ensino. Escreveu um conto infanto ‑juvenil. Tem participado em acções de voluntariado ligadas ao ensino, na OIKOS e na Igreja São João de Deus. 424 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o Ana Mafalda Leite é uma poetisa luso‑moçambicana e investigadora científi‑ ca na área das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa. Nasceu em Portugal, mas foi ainda muito nova para Moçambique, onde frequentou a Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo. Depois de uma estada prolongada em Mo‑ çambique, regressou a Portugal, tendo passado a exercer funções de docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Enquanto poetisa, publi‑ cou Em Sombra Acesa (1984), Canções de Alba (1989), Mariscando Luas (1992, em colaboração com Roberto Chichorro e Luís Carlos Patraquim), Rosas da China (1999), Passaporte do Coração (2002) e Livro das Encantações (2005). Em 2002, foi convidada nas jornadas literárias Correntes de Escrita, realizadas na Póvoa de Varzim. Enquanto investigadora e estudiosa das literaturas africanas de língua portuguesa tem publicado diversos ensaios, traduções, etc. Anabela Branco de Oliveira é oriunda de Aveiro, onde nasceu em 1963. É doutorada em Literatura Comparada e docente na Universidade de Trás‑os ‑Montes e Alto Douro. Realiza pesquisa científica e lecciona no âmbito dos estudos interartes, nomeadamente das relações dialógicas entre literatura e cinema, cinema e pintura, e cinema e arquitectura. É autora do livro Entre Vozes e Imagens — A presença das imagens cinematográficas nas múltiplas vozes do romance português (anos 70‑90) (Edições Pena Perfeita, 2007). É autora do cur‑ so “Cinema: Alquimia das Artes” (Fundação de Serralves, Porto, 2009). Tem realizado trabalho sobre o romance português contemporâneo (anos 60‑ 90), nomeadamente a produção literária de Almeida Faria, António Lobo Antu‑ nes, João de Melo, José Saramago, Lídia Jorge, Olga Gonçalves, Vasco Graça Moura, Francisco Lucas Pires e José Viale Moutinho. Participou em júris e workshops em festivais e mostras de escolas de cinema (Avanca, ESAP e Festi‑ val de Cinema de Ourense). Brigitte Paulino‑Neto é uma escritora francesa descendente de uma famí‑ lia de portugueses há muito radicada em França. Viveu e trabalhou em Por‑ tugal (1977‑1989), como professora de Sociologia, de Cultura e Civilização Francesa. Licenciada em Filosofia pela Sorbonne, ligar‑se‑ia ao mundo das artes, quer enquanto crítica (dança, teatro, artes plásticas), primeiro no jor‑ nal Libération e, depois, na revista Vogue, quer enquanto responsável editorial, durante vários anos, na Ópera de Paris. Tem dedicado a Portugal uma subtil atenção, na sua escrita, que inclui romances e outros textos de carácter au‑ tobiográfico e ensaístico. É autora dos romances La Mélancolie du géographe co l aboradores 4 25 (1994), La Connaissance de la fleur (1997), Jaime Baltasar Barbosa (2003) e Dès que tu meurs appele‑moi (2010). Daniel Ribas é doutorando da Universidade de Aveiro (Programa Doutoral em Estudos Culturais) e investigador do Centro de Línguas e Culturas. Os seus interesses de investigação passam pelo cinema português dos anos 80, até ao cinema contemporâneo, assim como a escrita para cinema. A sua tese de dou‑ toramento é sobre a identidade nacional nos filmes de João Canijo. Foi bol‑ seiro de doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. É membro fundador e da direcção da AIM (Associação de Investigadores da Imagem em Movimento). É também professor da EsACT do Instituto Politécnico de Bragança, na área do audiovisual. É, nessa qualidade, director da licenciatura em Multimédia. Licenciou‑se em Som e Imagem (especialização Argumento), na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e tem um percurso profissional como argumentista. É membro da direcção da APAD (Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos) e editor da revista online Drama. É actualmente colaborador do Curtas Vila do Conde — Festival Internacional de Cinema. Eduardo Bettencourt Pinto é um escritor que nasceu no Sul de Angola, numa pequena cidade (Gabela), em 1954. Viveu em vários países após 1975, radicou‑se nos Açores entre 1976 e 1983, ano em que partiu para o Canadá, onde actualmente reside. É funcionário estadual, consultor informático e editor da revista literária Seixo Review, na Internet. Escreve para publicações no Canadá, nos Estados Unidos, em Portugal e no Brasil. É autor de diversos livros de poe‑ sia e ficção, entre os quais se contam, no domínio da poesia, Emoção (1978), Mão Tardia (1981; Prémio Revelação do suplemento cultural «Contexto» do jornal Açoriano Oriental), Emersos Vestígios (1985), a Deusa da Chuva (1991; Prémio Má‑ rio de Sá‑ Carneiro da Association Portugaise Culture et Promotion, St. Den‑ nis, France, 1988, para o original, então intitulado Regresso do Olhar), Menina da Água (1997), Tango nos Pátios do Sul (1999), Um Dia Qualquer em Junho (2000), Travelling with Shadows (Viajar com Sombras, 2008); e, no domínio da ficção, As Brancas Passagens do Silêncio (1988), Sombra Duma Rosa (contos, 1998), o Prínci‑ pe dos Regressos (narrativas, 1999) e A Casa das Rugas (romance, 2004). Eduardo Ferreira é licenciado em Sociologia pela Universidade dos Açores, onde, em 2005, também prestou provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade 426 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o Científica (APCC). Actualmente, é assistente no Departamento de História, Filosofia e Ciências Sociais da mesma universidade e membro do Centro de Estudos Sociais (CES‑UA). Enquanto tal, tem colaborado em vários estudos desenvolvidos dentro de uma linha de investigação orientada para o tema das migrações. Nesta área, é co‑autor dos livros Perfis e Trajectórias dos Imigrantes nos Açores (2010) e Entre Mundos — Emigração e Regresso aos Açores (2011), bem como de alguns artigos científicos sobre a problemática das dinâmicas migratórias neste arquipélago, durante as últimas décadas. Presentemente, encontra‑se a preparar uma tese de doutoramento sobre migrações internacionais e redes so‑ ciais, em torno do caso da emigração açoriana para as Bermudas. Fernanda Dias nasceu em Moura, Baixo Alentejo, tem nacionalidade portu‑ guesa e francesa e é residente permanente de Macau desde 1986, onde leccio‑ nou no liceu e, de 1999 a 2005, na Escola Portuguesa. Estudou gravura sobre cobre com o Professor Bartolomeu dos Santos e durante uma década esteve ligada à Oficina de Gravura da Academia de Artes Visuais de Macau. Para além de exposições individuais e de projectos de pintura e gravura de índole diversa, participou em numerosas exposições colectivas internacionais, nomeadamen‑ te enquanto membro do Círculo de Amigos da Cultura de Macau. A sua obra publicada inclui Poemas de Uma Monografia de Macau (2004), Chá Verde (poesia, 2002), Rio de Erhu (poesia, 1999), Dias da Prosperidade (contos, 1998) e Horas de Papel (poesia, 1992). Francisco Cota Fagundes nasceu na Agualva, na Terceira, Açores, e emigrou para os Estados Unidos em 1963. Frequentou a Universidade da Califórnia, em Los Angeles (1970‑1976), onde se doutorou em Línguas e Literaturas Hispânicas (1976). Professor catedrático de Português na Universidade de Massachusetts Amherst, onde leciona desde 1976, assinou, coordenou, co‑coordenou, tradu‑ ziu e co‑traduziu 28 livros. Entre eles, publicou A Lagoa dos Castores e Outras Narrativas da Minha Diáspora (2010), No Vale dos Pioneiros: Narrativas da Minha Diáspora (2008) e Hard Knocks: An Azorean‑American Odyssey (A Memoir) (2000), cuja tradução e revisão portuguesas feitas pelo autor acabam de ser publicadas com o título No Fio da Vida: Uma Odisseia Açor‑Americana (2013). Traduziu para o inglês Mau Tempo no Canal (Stormy Isles: An Azorean Tale), de Vitorino Nemé‑ sio, e O Barão, de Branquinho da Fonseca, e co‑traduziu os volumes de poesia Metaformoses e Arte de Música, de Jorge de Sena. Recebeu a Comenda do Infante Dom Henrique, conferida pelo Presidente da República Jorge Sampaio (2001), co l aboradores 4 27 e a Medalha de Mérito Municipal — Valor Cultural, pela Câmara Municipal da Praia da Vitória (2013), tendo sido condecorado pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores com a Insígnia Autonómica de Reconhecimento (2013). Gilberta Pavão Nunes Rocha é professora catedrática da Universidade dos Açores e doutorada em Ciências Sociais — Demografia. É directora do Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores (CES‑UA) e membro do Con‑ selho Geral da mesma universidade. É autora de várias publicações nacionais e internacionais nas áreas da dinâmica demográfica, migrações, envelhecimento populacional e ainda de estudos sobre questões de família e género, de que se destacam algumas das mais recentes: “Migrações, Crescimento e Envelheci‑ mento Demográfico nos Açores” (2010), in Lucinda Fonseca (org.), Conferência Internacional — Aproximando Mundos: Emigração, Imigração e Desenvolvimento em Espaços Insulares, Lisboa, Fundação Luso‑Americana para o Desenvolvimento (FLAD): 139‑154; “Territórios e dinâmicas migratórias nos Açores” (2010), in Cidades, Comunidades e Territórios, Lisboa, Centro de Estudos Territoriais (CET)/ ISCTE‑IUL: 97‑110; Perfis e Trajectórias dos Imigrantes nos Açores (2010), Ponta Delgada, Governo dos Açores — Direcção Regional das Comunidades/Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores (coordenação; co‑autoria com Octávio Medeiros, Eduardo Ferreira). Gustavo Infante licenciou‑se em Línguas e Literaturas Clássicas pela Facul‑ dade de Letras da Universidade de Lisboa no ano de 2000. Entre 2003 e 2007, trabalhou como Leitor de Português na Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim, inserido na rede Instituto Camões/Instituto Português do Orien‑ te. Durante a sua estada na China, teve oportunidade de tomar contacto com a língua chinesa (mandarim), bem como com a cultura do país. Esse período fez crescer nele um grande interesse não só pela literatura chinesa moderna e contemporânea, mas também pela procura de pontos de contacto entre as literaturas portuguesa e chinesa do século XX, sobre os quais tem proferido conferências e publicado artigos científicos. Actualmente, ao abrigo de um acordo com o Instituto Camões, lecciona português na Universidade de Bris‑ tol, instituição onde concluirá em breve o doutoramento em literaturas por‑ tuguesa e chinesa comparadas, com um estudo comparativo de Miguel Torga e Han Shaogong. 428 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o Helder Macedo nasceu na África do Sul e passou parte da infância em Mo‑ çambique, tendo vindo com 12 anos para Portugal e partido, em 1960, para Lon‑ dres. É doutorado pela Universidade de Londres, King’s College, onde iniciou a sua carreira docente em 1971, foi Camoens Professor of Portuguese (1982‑2004) e é professor catedrático emérito. Foi professor visitante em universidades nos EUA, França, Espanha e Brasil. Em Portugal, foi secretário de Estado da Cul‑ tura (1979‑ 80), é membro da Academia das Ciências de Lisboa e comendador da Ordem de Santiago da Espada. É autor de cinco livros de poesia (entre os quais Vesperal, em 1957, e Viagem de Inverno e Outros Poemas, em 2000) e de cinco romances (entre os quais, Sem Nome, em 2005, Prémio do PEN Club Português em 2006, e Tão Longo Amor, Tão Curta a Vida, em 2013) publicados em Portugal e no Brasil, com traduções noutras línguas. A sua obra ensaística inclui cerca de 200 artigos e dez livros de estudos medievais, renascentistas e modernos. Fundou e dirigiu a revista Portuguese Studies (Londres, 1985‑2004) foi director associado do Instituto de Estudos Românicos (Londres, 1990‑2000) e presi‑ dente da Associação Internacional de Lusitanistas (1993‑1999), tendo também sido agraciado com diversos prémios e condecorações. Irene Maria F. Blayer é natural de São Jorge, Açores, tendo seguido estudos universitários no Canadá. Concluiu o seu doutoramento em Linguística Ro‑ mânica na Universidade de Toronto (1992), sendo actualmente professora ca‑ tedrática na Faculdade de Humanidades da Brock University, Ontario, Cana‑ dá, onde lecciona Línguas Modernas, Literaturas e Culturas, Linguística, e no Doutoramento em Humanidades Interdisciplinares. Os seus interesses a nível da investigação têm‑se centrado em estudos variados de linguística românica em contexto diacrónico e sincrónico. A sua investigação abrange com incidên‑ cia particular fenómenos linguísticos integrados em narrativas orais e escritas, e a sua relevância para os conceitos de identidade e cultura, a representação da oralidade no discurso literário. Participa regularmente em colóquios nacionais e internacionais, e publica em revistas das referidas especialidades. Contam ‑se, entre outras, as recentes co‑edições Narrating the Portuguese Diaspora. Piecing Things Together (2011), Narrativas em Metamorfose: Abordagens Interdisciplinares (2009), Oral and Written Narratives and Cultural Identity: Interdisciplinary Approa‑ ches (2007). É co‑editora da revista InterDISCIPLINARY Journal of Portuguese Diaspora Studies. Foi agraciada com a Medalha de Mérito, pela Assembleia Le‑ gislativa da Região Autónoma do Governo dos Açores (2009). co l aboradores 4 29 Isabel Maria Fernandes Alves é natural de Carva, Murça, Vila Real. Licen‑ ciada em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Ingleses), pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 1987, é professora de Estu‑ dos Anglo‑Americanos na Universidade de Trás‑os‑Montes e Alto Douro desde 1988, tendo feito um doutoramento sobre a escritora americana Willa Cather — Fragmentos de Memória e Arte: Os Jardins na Ficção de Willa Cather. Nos últimos anos, e para além de estudar autores americanos — Henry D. Thoreau, Sarah O. Jewett, Ruth Suckow, Barbara Kingsolver, Jamaica Kincaid, Mary Oliver —, tem vindo a interessar‑se pela relação entre literatura e paisagem, pela escrita sobre a natureza e ecocriticism. Tem também desenvolvido estudos na área da literatura comparada, e escreveu sobre Júlio Dinis, Miguel Torga e A.M. Pires Cabral. Isabelle Simões Marques é leitora de francês na Faculdade de Letras da Uni‑ versidade de Coimbra. Pertence ao Laboratoire d’Études Romanes da Universi‑ té Paris 8 (França) e ao Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa. Em 2009, concluiu a sua tese de doutoramento — em co‑tutela —, com o título “Le plurilinguisme dans le roman portugais contemporain (1963‑1983): configu‑ rations linguistiques et textuelles”. Já publicou vários artigos e participou em diversos congressos na área da linguística e da literatura. Os seus domínios de interesse prendem‑se com questões ligadas à identidade, à alteridade e ao pluri‑ linguismo literário. Algumas publicações recentes: “O passaporte interior ou a questão da marginalidade em Este verão o emigrante là‑bas de Olga Gonçalves”, Revue Latitudes, Paris, 2011: 3‑ 7; “Identité, alterité et plurilinguisme dans Exílio perturbado d´Urbano Tavares Rodrigues”, Identité et différence, Studii si cercetari filologice. Seria limbi romanice (Etudes et recherches en philologie. Série langues romanes), Université de Pitesti‑Roumanie, 10, 4, 2011: 82‑ 97. Jorge Fazenda Lourenço é poeta, professor de Literatura (Universidade Católica Portuguesa) e coordenador das Obras Completas de Jorge de Sena (Gui‑ marães Editores). Doctor of Philosophy in Hispanic Languages and Literatures (1993) pela Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, com uma tese sobre a poesia de Jorge de Sena, cuja obra estuda desde 1982. A sua actividade como crítico e investigador envolve as literaturas dos séculos XIX e XX, tendo traduzido obras de E. E. Cummings, Wallace Stevens (Harmónio, 2006) e Charles Bau‑ delaire (O Spleen de Paris, 2007), de quem organizou uma antologia de crítica e ensaio (A Invenção da Modernidade. Sobre Arte, Literatura e Música, 2006). A sua 430 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o obra mais recente, Matéria Cúmplice. Cinco Aberturas e Um Prelúdio para Jorge de Sena, recebeu o Prémio Jorge de Sena 2012. Lélia Pereira da Silva Nunes é natural de Tubarão, em Santa Catarina, no Brasil. Vive em Florianópolis, na ilha de Santa Catarina. É socióloga, pós ‑graduada em Sociologia e Direito e mestre em Administração Pública. É pro‑ fessora adjunta iv da Universidade Federal de Santa Catarina, aposentada. É su‑ perintendente da Fundação Franklin Cascaes (1997‑2004), presidente da Fun‑ dação Aníbal Nunes Pires (2004‑2009) e secretária‑geral do Conselho Estadual de Cultura (1999‑2002). Autora de Os Caminhos do Divino, Um Olhar sobre o Es‑ pírito Santo em Santa Catarina (2007 e 2010, 2.ª ed.), além de biografias, crónicas e ensaios sobre a cultura catarinense de aporte açoriano, tem colaboração em periódicos e jornais brasileiros, açorianos e luso‑americanos. É co‑editora do Blogue Comunidades da RTP‑Açores. Coordena e produz o programa «1 Li‑ vro em 2 Minutos» da TV Câmara Municipal de Florianópolis. Publicou ainda Zumblick, uma história de vida e de arte (1993); Entre Penas e Pincéis (org., 1998); O Italiano em Santa Catarina (co‑autora, 2002); e Na Esquina das Ilhas (2011). Home‑ nagens recentes incluem a Medalha Antonieta de Barros (Câmara Municipal de Florianópolis, 2003) e a Medalha Dante de Laytano, pela sua contribuição para a Cultura Popular de Santa Catarina (2009). Lourdes Câncio Martins é professora de Estudos Franceses e Comparados na Universidade de Lisboa. Os seus interesses a nível da investigação abrangem a modernidade e a pós‑modernidade, a literatura de viagens, a utopia e o diálo‑ go interartes. Tem publicado sobre estes tópicos, sendo autora de Jean Genet e o Imaginário do Vegetal. Enraizamento e Explicação do Mundo (2003), Problemas e Lei‑ turas (2004), e co‑autora de Reler José Saramago — Paradigmas Ficcionais (2005). Foi, até 2011, responsável pela revista da Associação Portuguesa de Literatura Comparada, Dedalus. Luís Carlos Patraquim nasceu em Lourenço Marques (actual Maputo), Mo‑ çambique, em 1953. É poeta, jornalista e roteirista de cinema, e colaborador do jornal A Voz de Moçambique. Refugiu‑se na Suécia em 1973, e regressou ao país em Janeiro de 1975, integrando os quadros do jornal A Tribuna. Membro do nú‑ cleo fundador da AIM (Agência de Informação de Moçambique) e do Instituto Nacional de Cinema (INC), onde se mantém, de 1977 a 1986, como roteirista/ argumentista e redactor principal do jornal cinematográfico Kuxa Kanema, tam‑ co l aboradores 4 31 bém cria e coordena a Gazeta de Artes e Letras (1984/86) e a revista Tempo. Desde 1986 residente em Portugal, colabora na imprensa moçambicana e portugue‑ sa, em roteiros para cinema e escreve para teatro. Foi consultor do programa “Acontece”, de Carlos Pinto Coelho, e é comentador na RDP‑África. Entre as suas contribuições para teatro, destacam‑se Karingana Wa Karingana, Bica Tea‑ tro; No Estaleiro Geral, Teatro A Comuna/Bica Teatro, encenação de João Mota; Tremores Íntimos Anónimos, com António Cabrita, Bica Teatro/Teatro da Trinda‑ de, Lisboa. É autor de, entre outros, Monção (1980), Vinte e tal novas formulações e uma elegia carnívora (1992), Mariscando Luas, com Chichorro e Ana Mafalda Leite (1992), Lidemburgo Blues (1997), e A Canção de Zefanias Sforza (2010). Foi distinguido com o Prémio Nacional de Poesia de Moçambique (1995). María Noguera Tajadura é professora de História do Cinema e de Crítica Cinematográfica na Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra. Foi investigadora convidada na Universidade do Porto. A sua tese de doutora‑ mento realiza uma análise temática da narrativa breve de Miguel Torga, autor sobre o qual tem escrito vários artigos: “La reinterpretación de los clásicos en ‘El regreso’ de Miguel Torga”; “Vida y arte en ‘Sésamo’ de Miguel Torga”; “Una lectura de ‘El secreto’ de Miguel Torga”, entre outros. Actualmente, combina o estudo dos contos torguianos com a investigação sobre a história do cinema no âmbito do realismo, e também a relação entre a reflexão crítica sobre a arte cinematográfica e a sua projecção em filmes de directores europeus, como Ma‑ noel de Oliveira. Maria Beatriz Rocha‑Trindade nasceu em Faro, licenciou‑se em Ciências Antropológicas e Etnológicas pelo ISCSP da Universidade Técnica de Lisboa, e é doutorada em Sociologia pela Faculté des Lettres et Sciences Humaines de Paris — Université René Descartes, Paris V (Sorbonne), e agregada em Socio‑ logia pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa. É professora catedrática na Universidade Aberta, onde fundou (em 1994) o Centro de Estudos das Migra‑ ções e das Relações Interculturais (CEMRI), unidade de I&D da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Introduziu o ensino da Sociologia das Migrações no Curso de Teologia da Universidade Católica, em 1994, e, a partir de 1996, na Universidade Aberta. É autora de estudos sobre migrações e membro do Comi‑ tato Scientifico da revista Studi Emigrazione (Centro Studi Emigrazione/Roma), correspondente da Revue Européenne des Migrations Internationales (AEMI — Paris) e representante portuguesa na Association of European Migration 432 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o Institutions (AEMI). Integra a Comissão Científica do Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA), do projecto em rede «Diáspora Açoriana» e do curso internacional, realizado anualmente pela cátedra UNESCO 226 sobre Migrações, na Universidade de Santiago de Compostela, na Galiza. É titular da Ordre National du Mérite, de França, com o grau de Chevalier, e da Grã‑ Cruz da Ordem da Instrução Pública, de Portugal. Maria Isabel João é doutorada em História Contemporânea, pela Univer‑ sidade Aberta, onde exerce actividade como professora na área de História. Os seus domínios de investigação preferenciais são a história contemporânea de Portugal, com trabalhos no âmbito da história regional (Açores), bem como a história política e cultural de Portugal. Além de dezenas de artigos e de co‑ municações publicados em actas, são de salientar os seguintes títulos de livros ou de capítulos: Os Açores no Século XIX, Economia, Sociedade e Movimentos Auto‑ nomistas (1991); O Infante D. Henrique na Historiografia (1994); “A Organização da memória”, Cap. I, Parte V, Vol. IV, da História da Expansão Portuguesa no Mundo (1998); Memória e Império. Comemorações em Portugal (1880‑1960), (2002); Identi‑ dades Nacionais em Debate (co‑org.) (2006); Mito e Memória do Infante D. Henrique (2004); “O ensino, a cultura e as artes num processo de laicização (1836‑1895)”, Cap. V, Parte IV, da História dos Açores (2008); Sínteses Afectivas. Teófilo Braga e os Centenários (2011), “The Colonial Journey. Confrontations between Europe and Africa” in Intercultural Crossings. Conflict, Memory and Identity (2012). Maria Luísa Leal é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Português ‑Francês) e mestre em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi docente do ensino secun‑ dário, assistente da Universidade da Madeira, leitora do Instituto Camões e é professora colaboradora da Universidade da Extremadura. Tem várias publica‑ ções no âmbito da literatura portuguesa, da literatura comparada e, principal‑ mente, da literatura de viagens, domínio em que coordenou, em colaboração, as obras Literatura de Viagem: Narrativa, História, Mito (Cosmos, 1997) e Invitación al Viaje (GIT, 2006). Maria Teresa Nascimento doutorou‑se em Letras, na Universidade de Coimbra, e é professora auxiliar na Universidade da Madeira. Entre as suas pu‑ blicações, contam‑se: «Ilhas desconhecidas: fragmentos de olhar, entre o céu e o mar», in Literatura de Viagens: Narrativa, História, Mito (org. de Ana Margarida co l aboradores 4 33 Falcão, Teresa Nascimento, Luísa Leal), Lisboa, 1997: 489‑496; “História e His‑ tórias de um século de colonização do Brasil, em diálogo”, in Livro de Comuni‑ cações do Colóquio Caminhos do Mar, Funchal, 2001: 157‑163; «A Configuração da Ilha na Obra Poética de Ruy Cinatti», in Livro de Comunicações do Colóquio As Ilhas e a Mitologia, Funchal, 1998: 107‑116; “Figurations du sacré dans les azulejos de l’Église du Collège des Jésuites à Funchal et de la Cathédrale de Porto”, in Emblemata Sacra, Rhétorique et Herméneutique du Discours Sacré dans la littérature en images, Colloque Emblemata Sacra, Louvain (ed.Ralph Dekoninck et Agnès Guiderdoni‑Bruslé), Imago Figurata Studies Vol. 7, Brepols, Bélgica, 2007: 187 ‑197; “O Portugal de Miguel Torga”, a minha verdadeira imagem está nos livros que escrevi (coord. Isabel Ponce de Leão), Porto, Vol. I, 2008, 329‑341. Maria Zina Gonçalves de Abreu é professora associada da Universida‑ de da Madeira, tendo como áreas científicas de investigação a cultura anglo ‑americana e os estudos do género. Desenvolve o projecto de investigação “Estudo da Fundação, Integração e Evolução Sócio‑ Cultural das Comunidades Pioneiras Fundadas por Protestantes Madeirenses em Springfield e Jacksonvil‑ le, Illinois, USA, em Meados do Século XIX”. Entre as suas publicações, são de referir: O Sagrado Feminino: da Pré‑história à Idade Média (2006), a Reforma da Igreja em Inglaterra: Acção Feminina, Protestantismo e Democratização Política e dos Sexos (2003), “Robert Filmer: Who or What a Witch Is”, in Novos Caminhos da História e da Cultura: Actas do XXVII Encontro da APEAA, Associação Portu‑ guesa de Estudos Anglo‑Americanos (2007: 601‑13); “Queen Elizabeth I’s Reli‑ gious Convictions”, in Gloriana’s Rule: Literature, Religion and Power in the Age of Elizabeth (2006); e “O Pensamento Político de Mary Wollstonecraft”, in Entre o Estético e o Político: a Mulher nas Literaturas de Línguas Estrangeiras (Santa Catari‑ na, Brasil, 2006: 269‑279). Mário Cabral é natural da Terceira, Açores, sendo professor no liceu de An‑ gra. É doutor em Filosofia Portuguesa Contemporânea, pela Universidade de Lisboa, com a tese Via Sapientiae — Da Filosofia à Santidade, publicada pela Im‑ prensa Nacional‑ Casa da Moeda em 2008. Para além de ensaio, publica poesia e romance. De entre os volumes de poesia, poderão referir‑se O Meu Livro de Receitas (2000) e Tratados (2012). O seu livro de ficção O Acidente (Porto, Campo das Letras) ganhou o Prémio John dos Passos para o melhor romance publicado em Portugal em 2007. Está traduzido em inglês, castelhano e letão. Também é pintor, com várias exposições realizadas. 434 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o Monica Simas é professora de Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo (USP) e colaboradora do Centro de Estudos Comparatistas da Universi‑ dade de Lisboa. Fez a sua graduação, mestrado e doutorado na PUC‑Rio, uni‑ versidade em que leccionou até 2003. Actualmente, no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas (DLCV) da FFLCH — USP, coordena dois projectos de pós‑graduação; um em grupo de pesquisa internacional — «Macau na escrita. Escritas de Macau», e um segundo, individualmente, «Literatura Portuguesa e o Contemporâneo: paisagens, vazios e afetos». Da sua produção bibliográfica, destaca‑se Margens do Destino: Macau e a literatura em língua portuguesa (2007). É autora de inúmeros capítulos de livro sobre a literatura diaspórica, entre eles «Identidade e memória no espaço literário de língua portuguesa em Macau», in Oriente, Engenho e Arte (org. Hélder Garmes), e de publicações sobre a poesia portuguesa contemporânea. Em 2008, recebeu o prémio Talentos 2007, do Mi‑ nistério de Negócios Estrangeiros de Portugal, pelo ensino, divulgação e crítica das literaturas lusófonas. Onésimo Teotónio Almeida nasceu em São Miguel, Açores, estudou na Uni‑ versidade Católica em Lisboa e, em 1972, partiu para os Estados Unidos, onde é professor no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University (Providence, RI). Tem dedicado parte da sua escrita à problemática luso‑americana. Nessa vertente, fundou e co‑dirige a revista Gávea‑Brown — Journal of Portuguese‑American Letters and Studies. Autor de centenas de cróni‑ cas, ensaios, peças de teatro e escritos vários, contam‑se entre os livros de sua autoria Utopias em Dói Menor — conversas transatlânticas com Onésimo, conduzi‑ das por João Maurício Brás (2012); O Peso do Hífen. Ensaios sobre a experiência luso‑americana (2010); Aventuras de um Nabogador & outras estórias‑em‑sanduíche (2007); Livro‑me do Desassossego (2006); (Sapa)teia Americana (1983); Ah! Mònim dum Corisco! (teatro, 1978); Da Vida Quotidiana na L(USA)lândia (1975). O Clube do Autor editou uma antologia de textos criativos, sobretudo luso‑americanos, a que deu o título de Onésimo. Português sem Filtro (2011). Paula Mendes Coelho é docente de Literatura Comparada no Departamen‑ to de Humanidades da Universidade Aberta de Lisboa, onde implementou e coordena desde 2007 a licenciatura em Estudos Artísticos, bem como o mes‑ trado em Estudos Comparados — Literatura e Outras Artes. Doutorada em Es‑ tudos Franceses, na especialidade de Literatura Comparada, a sua investigação tem‑se desenvolvido no âmbito dos Estudos Comparados (poesia portuguesa e co l aboradores 4 35 francesa dos séculos xix‑xxi; literatura e outras artes). É autora da obra Questões de Poética Simbolista — do Romantismo à Modernidade (FCT/FCG, 2006) e de arti‑ gos e ensaios no âmbito dos estudos comparados. É investigadora do Centro de Estudos sobre o Imaginário Literário (CEIL), da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e do Centro de Estudos das Mi‑ grações e das Relações Interculturais (CEMRI), da Universidade Aberta. Tem igualmente desenvolvido actividades de promoção da leitura, com a concepção e docência de seminários de leitura e formação de leitores, no âmbito da univer‑ sidade, e a concepção e orientação de comunidades de leitores em bibliotecas municipais e outras instituições. Pedro Paixão é romancista, contista e cronista. Nasceu em Lisboa, em 1956, filho de uma farmacêutica luso‑descendente de Rhode Island, nos EUA, e de um engenheiro agrónomo proveniente da Abrunhosa do Mato, na Beira Alta. Os EUA, e principalmente Nova Iorque, vieram a revelar‑se uma influência grande na sua vida e obra: muitas das suas histórias têm a cidade como pano de fundo. Fez lá um curso de cinema — que foi o ponto de partida para o ro‑ mance Portokyoto. Nuvens à deriva — e voou imediatamente para Nova Iorque após o 11 de Setembro, experiência que viria a dar origem ao livro de crónicas A Cidade depois. Já no ano anterior, os livros Saudades de Nova Iorque e 47W17 (complementares um do outro) mostravam uma necessidade de regresso epi‑ sódico a essa cidade onde se sente em casa. Licenciou‑se em Filosofia na Bél‑ gica e doutorou‑se, em 1986, na Universidade Católica de Lovaina, tendo sido professor auxiliar na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Em 1988, com Miguel Esteves Cardoso, fundou a empresa de publicidade Massa Cinzenta e colaborou na fundação do jornal O Independente. Estreou‑se na literatura com A Noiva Judia, em 1992. Publicou 21 livros, dois álbuns de fotografia, tendo es‑ crito ainda duas peças de teatro e um texto para ópera, além de guiões para filmes. Rosa Maria Sequeira é professora na Universidade Aberta, no Departa‑ mento de Humanidades. Doutorada em Teoria da Literatura, tem‑se consa‑ grado ao ensino da literatura e à comunicação intercultural. Foi conferencista convidada de universidades portuguesas e estrangeiras e professora convi‑ dada da Universidade de Viena, em 2002. Pertence ao Conselho Científico da revista Lusorama. É autora, entre outros, dos seguintes estudos: A imagem da cidade na poesia moderna: Cesário Verde e Fernando Pessoa, suplementos do 436 p o rt u g a l pel o m un d o d is pers o Lusorama, 2.ª série, Frankfurt am Main, TFM, 1990; O Poder e o Desejo — o ensino da literatura a estrangeiros na universidade, Lisboa, Ministério da Educa‑ ção, 2003; Comunicar Bem — Práticas e estruturas comunicativas, Lisboa, Fonte da Palavra, 2010. Tania Martuscelli é professora assistente na cadeira de Estudos Luso ‑Brasileiros do Departamento de Espanhol e Português da Universidade do Co‑ lorado, em Boulder. Recebeu o título de doutora pela Universidade de Massa‑ chusetts Amherst. Tem diversos artigos publicados em revistas literárias como Colóquio/Letras, Modernism/Modernity, Portuguese Studies, Brasil/Brazil, Forma Breve, Abril, etc., além de ensaios em livros. Especialista no surrealismo portu‑ guês, tem trabalhado sobretudo com a obra inédita de Mário‑Henrique Leiria. O seu estudo mais recente intitula‑se “Livro de Linhagem do Surrealismo Por‑ tuguês”, em que faz a génese do movimento em Portugal, tendo em conta as correntes estéticas que lhe antecederam. Desenvolve, também, um trabalho de viés transatlântico, mais abrangente, em que lida com as intersecções culturais e literárias do mundo falante de português. Teresa Cid é professora associada de Estudos Americanos na Faculdade de Le‑ tras da Universidade de Lisboa, directora do Instituto de Cultura Americana e investigadora do CEAUL/ULICES. As suas áreas de interesse principais são o modernismo, a ficção, a literatura luso‑americana e a cultura popular. Os seus ensaios publicados incluem: “Preferring not to: Bartleby’s No in… Silence!” (Lis‑ boa, 2013); “Walking the Lisbon Night Through with Johnny Guitar” (Lisboa, 2009); “Lively Modernism(s): the Comic Strip as/and Modern American Art” (Bern, 2008); “Fate, Diaspora and the Melody of Storytelling: The Portuguese ‑American Fado/Blues of Katherine Vaz” (Lisboa, 2007); “The Siren at the Edge: Nathanael West, Modernism and Popular Culture” (Coimbra, 2004); “Antigas Raízes e Novos Rumos: o fado/blues de Katherine Vaz e a Diáspora Portuguesa nos EUA” (Rio de Janeiro, 2001). É co‑autora de Literatura Norte‑Americana (Lis‑ boa, 1999) e co‑editora de Ceremonies and Spectacles: Performing American Culture (Amsterdam, 2000), Feminine Identities (Lisboa, 2002), From the Edge: Portuguese short stories/Onde a Terra Acaba: contos portugueses (Lisboa, 2006) e Narrating the Portuguese Diaspora: Piecing Things Together (Nova Iorque, 2011). Teresa F. A. Alves é professora jubilada de Estudos Americanos e coorde‑ nadora do Grupo de Investigação 3 “Interfacing Cultures and Identities” do co l aboradores 4 37 CEAUL/ULICES, Universidade de Lisboa. Das suas várias áreas de interesse, destacam‑se a escrita autobiográfica, a ficção contemporânea e as artes visuais. Traduziu dois romances de Nathanael West. É autora de Cânone e Diversidade (Lisboa, 2003) e co‑autora de Literatura Norte‑Americana (Lisboa, 1999) e de Fe‑ minine Identities (Lisboa, 2002). Co‑editou, entre outras, Narrating the Portuguese Diaspora: Piecing Things Together (Nova Iorque, 2011), From the Edge: Portuguese short stories/Onde a Terra Acaba: contos portugueses (Lisboa, 2006) e Ceremonies and Spectacles: Performing American Culture (Amsterdam, 2000). Mais recentemente, ocupou‑se da literatura e cultura de emigrantes portugueses e seus descenden‑ tes nos Estados Unidos, tendo publicado ensaios sobre as obras autobiográficas de Laurinda C. Andrade, José Rodrigues Miguéis, Charles Reis Felix e Fran‑ cisco Cota Fagundes, bem como sobre a ficção de Miguéis e Frank X. Gaspar, e a poesia deste último. É membro da direcção da Society for the Study of the Short Story. Tiago José Lemos Monteiro é doutorado em Comunicação pela Universida‑ de Federal Fluminense, mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006), e bacharel em Comunicação Social (Radialis‑ mo) pela mesma instituição (2004). Desde 2010, é professor efectivo do Curso de Produção Cultural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, responsável pelo sector de Audiovisual. É membro do Labo‑ ratório de Pesquisa em Culturas e Tecnologias da Comunicação (LabCULT), na Universidade Federal Fluminense, e encontra‑se vinculado ao Núcleo de Pesquisa Comunicação e Culturas Urbanas do INTERCOM. A sua produção bibliográfica inclui artigos nas revistas E‑Compós (“Como é linda a minha aldeia: o papel dos gêneros musicais massivos na construção de uma imagem mítica de Portugal”), Matrizes (“Muito além da ‘Casa Portuguesa’: uma análise dos inter‑ câmbios musicais populares massivos entre Brasil e Portugal”), Comunicação & Sociedade (“Entre a Sé de Braga e Nova Iorque ou formas tradicionais e quadros de modernidade na música popular midiática portuguesa — o caso António Va‑ riações”), ECO‑Pós (“Autenticidade juvenil: consumo midiático, investimento afetivo e disputa simbólica no interior de uma comunidade de fãs”), bem como na edição 2009 do Anuário Internacional de Comunicação Lusófona e na colectânea Comunicação e Música Popular Massiva (org., 2006). Portugal pelo Mundo Disperso foi composto em caracteres Hoefler Text e impresso pela Guide, Artes Gráficas em papel Coral Book de 80 gramas, numa tiragem de mil exemplares, no mês de Julho de 2013.