faltam dados... História da Arte e da Técnica 30 de Maio 2011 Manga/Arte Grupo de trabalho composto por: Ana Lúcia Soares Ribeiro. Nº 20100439 , D1 Rudi Malva Moura Rodrigues. Nº 20100437 , D1 Sofia Nazaré Jorge Neto. Nº 20100434 , D1 Introdução O nosso grupo decidiu dividir em partes iguais a pesquisa por nós considerada requerida para se poder avaliar se o Manga é Arte ou não. O grupo então decidiu que a informação necessária para fazer essa avaliação seria um entendimento do que os artistas, críticos e professores consideram que constitui Arte, quais as avaliações destes profissionais sobre o Manga e se consideram ser Arte. O grupo decidiu também ser necessário um sumário breve dos movimentos artísticos e a história da arte no Japão, a história do Manga e uma comparação de vários trabalhos Manga, outros trabalhos Japoneses e trabalhos ocidentais avaliando as diferenças deles. O grupo tem a esperança de que através desta pesquisa se possa conseguir ter o conhecimento necessário para poder afirmar se o Manga é Arte. Trabalho com mérito! No entanto, a falta das referências às fontes no texto impede uma melhor classificação. Há ainda outras correcções e melhorias do conteúdo que poderiam ser feitas (cf. notas abaixo). Recomendo muito a correcção, pelo menos, da 1ª deficiência referida para poder dar outra classificação (cf. site da cadeira, indicações e exemplos gráficos na secção Normas e Metodologia => Requisitos formais => «Fontes», «Bibliografia»). Eis as outras sugestões: --Sem imagens no texto; as que existem em «anexos» não têm legendas nem ind. de fonte --Introd. quase aceitável (falta ref. aos materiais usados e explicar o tema concreto (manga) --Existe uma tentativa de comparação (Manga/ comics) com algum valor, embora genérica e pouco focalizada -- A Conclusão é extensa, mas razoável (não há resultados da análise no trabalho que, de resto, é praticamente inexistente -- inúmeras imagens legendadas como «anexos» no final 1 faltaria apenas a ref. às fontes principais em que os autores se basearam... Análise do Tema de Trabalho fonte desta informação? Que é Arte? De acordo com Salvador Dalí, Autor de ´A persistência da memoria´ (anexo 15), “A arte é uma criação humana com valores estéticos (beleza, equilíbrio, harmonia, revolta) que sintonizam as suas emoções, a sua história, os seus sentimentos e a sua cultura. É um conjunto de procedimentos utilizados para realizar obras, e no qual aplicamos os nossos conhecimentos. Apresenta-se sob variadas formas como: a plástica, a música, a escultura, o cinema, o teatro, a dança, a arquitectura etc. Pode ser vista ou percebida pelo homem de três maneiras: visualizadas, ouvidas ou mistas (audiovisuais). Actualmente alguns tipos de arte permitem que o observador participe da obra. O artista precisa da arte e da técnica para comunicar.” De acordo com artista plástico Damien Hirst, “A Arte não devia de ter medo do dinheiro.” Que é o Manga? O Manga é um termo Japonês referente a desenhos de bonecos em quadradinhos desenvolvido no Japão no fim do século XIX, cuje o estilo se distingue consideravelmente de outros desenhos. Etimologia Os caracteres Chineses usados para escrever a palavra Manga em Japonês são traduzidos como desenhos de fantasia ou desenhos excêntricos. A palavra começou a ser utilizada pelo público em geral no fim do século XVIII com a publicação de trabalhos como o livro Shiji no Yukikai de Santo Kyoden (1798) fonte desta informação? História da arte no Japão. A arte Japonesa consiste numa culminação de vários tipos e meios de práticas de arte desde a sua origem, estes meios incluem mas não se limitam a poesia, escultura em madeira e bronze, pintura com tinta em seda e papel e mais recentemente, Manga. Há evidência de arte no Japão desde a primeira habitação humana do arquipélago Japonês em cerca do X Millenium ac., tendo tido continuação ate ao presente. Como no ocidente, a arte oriental japonesa também foi constituída por períodos artísticos, estes incluem: Arte Jomon (c 11000? – c 300bc) – (Pré História no mundo Ocidental) Neste período os primeiros habitantes do Japão trabalharam vasos de barro elaboradamente decorados, figuras de barro chamadas Dogu e jóias de cristal. 2 Arte Yayoi (c 350 ac – c 250 AD) Trabalhos deste período são na maior parte cerâmicas, mas também inclui sinos de bronze chamados dotaku. Arte Asuka e Nara (c 250 AD – 794 AD) Este período foi muito caracterizado pela arquitectura e a escultura. Isto foi em consequência da invasão significante de cultura continental asiática no Japão, oque deu resultado a um grande movimento budista e deu abertura a maior comunicação e contacto cultural entre o Japão a China e a Coreia. Os japoneses facilmente ao longo da história foram sujeitos a invasões quer culturais quer territoriais e com isso obtiveram uma grande capacidade de adaptação e de reconhecimento das qualidades da cultura invasora que podiam absorver e adaptar á sua. Neste período foram reconhecidas pelos japoneses as características da cultura chinesa que era possível absorver e adaptar às suas. Esta absorção provou-se muito valiosa ao mundo artístico pois facilitou a sua evolução especialmente através da conversão de ideias e sons para escrita. Novas tecnologias, novas técnicas de construção vistas nos telhados (anexo 1) que são tão iconográficos do mundo asiático, métodos mais efectivos de trabalho em bronze e novas técnicas de pintura. A maior consequência deste período foi o budismo levando a que grande parte dos trabalhos artísticos deste período fossem constituídos por esculturas do buda em madeira e especialmente em bronze e pinturas também do buda e eventualmente na arquitectura, uma grande aparição de templos e obras em volta do tema do buda. Neste período também houve uma grande conexão com os elementos e varias pinturas e esculturas foram produzidas em honra dos deuses dos quatro elementos. Arte Heian (794 AD – 1180 AD) – (Idade Média no mundo Ocidental) Neste Período as regras estabelecidas pelos artistas do período Nara permaneceram, porem devido á escanção do budismo organizado, surgiram os Mandalas (diagramas do universo espiritual) (anexo 2) que vieram a influenciar a arquitectura dos templos dai a adiante. No último século do período Heian os rolos manuscritos horizontais conhecidos como e-maki surgiram. Em cerca de 1130, o ´Conto de Genji´ (anexo 3) uma ilustração que representa a essência da pintura japonesa da altura foi concebida e executada. Escrita por Murasaki Shikibu uma das damas de corte da Imperadora Akiko, o conto revolve em volta da vida e dos amores de Genji e do mundo da corte de Heian após a sua morte. Os artistas de e-maki do século XII inventaram um sistema de convenções picturais que dão luz ao conteúdo de cada cena. Na segunda metade do século, uma diferente e mais vivaça face de ilustração narrativa contínua a popularizar-se. Esta evolução mostra as figuras em movimento activo, com pinceladas rápidas e bruscas e cores finas mas vibrantes. É neste século que alguns historiadores dizem que estão as raízes do manga que é no fundo uma evolução dos elementos que contam historias em capítulos contínuos e através de maioritariamente, ilustração. 3 Arte Kamakura Neste período houve com base nos períodos antecedentes uma evolução na escultura, a caligrafia e a pintura nomeadamente na documentação histórica através de caligrafia e ilustração Arte Muromachi (1338 – 1573) – (Arte Gótica/Renascimento/ Maneirismo no mundo Ocidental) Este período foi caracterizado pela sua pintura pois através do comércio com outros países incluindo a China, o Japão foi exposto a arte Chinesa, muitas pintura chinesa e objectos de arte Chinesa foram importados para o Japão, influenciando profundamente a arte japonesa na altura. Não só mudaram a matéria em que o trabalho era baseado mas também mudou o uso de cor. Previamente, as pinturas japonesas constituíam-se de cores bastante saturadas e a partir deste período, devido a exposição á arte Chinesa, a arte Japonesa passou a ser bastante monocromática muitas vezes sendo só preto e branco e por vezes variações sob essas duas cores dando tons de cinzento. Isto pode ser observado na essência do uso de cor no Manga pois e essencialmente e pela maior parte a preto e branco. Arte Azuchi-Momoyama (1573-1603) – (Maneirismo/Arte Barroca no mundo Ocidental) A pintura viu uma mudança ligeira neste período havendo uma inclinação severa para paisagens especialmente na técnica desenvolvida por Kano Eitoko (anexo 4) para pintar paisagens nas portas divisórias típicas de um edifício japonês. Arte Edo (1603-1868) – (Arte Barroca/Arte Rococó/Arte Romântica no mundo Ocidental) Este período foi forte no mundo cultural japonês vendo uma forte evolução e apreciação de obras arquitecturais de gravura em madeira e especialmente na pintura o pintor Sotatsu evoluindo sob uma cultura bastante decorativa para desenvolver os seus projectos baseados em grandes obras da literatura clássica. Usando figuras coloridas brilhantemente e padrões do mundo da natureza contracenados por fundos de folha de ouro. Uma das suas obras por muitos considerada a sua melhor obra está exposta na Freer Gallery em Washington D.C. intitulada as ondas em Matushima (anexo 5) é um par de biombos ilustrando essas tais ondas. Arte Pre-Guerra (1868-1945) – (Arte Romântica/ Cultura do Cinema/ Fauvismo/Expressionismo/Dadaísmo/Cubismo/Futurismo/Abstraccionismo Lírcoou Expressivo/Abstraccionismo Geométrico/Surrealismo/Art Decó no mundo Ocidental) Nos meados do século XX formas Europeias já estavam bem expostas á cultura japonesa e a mistura das duas culturas deram á luz várias obras arquitecturais ainda hoje existentes no Japão. Tal como a estacão de comboios de Tokio (anexo6). Os quadradinhos Manga foram introduzidos ao mundo dos espectadores formalmente neste período. 4 Arte Pos- Guerra (1945- CONTEMPORANEA) – (Pop Art/Op Art/ArteAcontecimento/Arte Conceptual/Hiper-Realismo/Abstracção pós-pictórica/Arte Pobre no mundo Ocidental) A arte neste período foi condicionada extremamente pela segunda guerra mundial e consequentemente por uma mudança de pensamento geral no Japão tornando o público ou os espectadores em consumidores dai transformando a sociedade japonesa numa sociedade bastante consumidora tal como o mundo vê os ocidentais. O mundo artístico japonês também recebeu com sucesso a introdução de novos meios artísticos como arte de instalação, conceptual e até arte vestivel. A fotografia também se transformou num meio artístico bastante respeitado e admirado neste período no Japão. No Japão ao contrário do mundo ocidental nunca houve verdareira distinção entre o mundo das belas artes e das artes decorativas e em consequência disso o design e o próprio manga enquanto meio artístico é admirado e recebido como tal lá. Durante o período pos guerra surgiu um período contemporâneo que durou até aos dias de hoje, e na essência igual ao nosso período contemporâneo do mundo artístico ocidental enquanto mantendo as suas raízes japonesas e as influências dos períodos antecedentes isto é claramente visto no manga, um meio artístico cada vez mais gráfico e contemporâneo. fontes desta informação? História do Manga A história do estilo manga ou movimento manga como designado por alguns, teve a sua origem nos rolos manuscritos de origem japonesa no período Heian do século XII é ainda disputado se estes rolos podem ser considerados manga. De qualquer modo é um consenso geral que forma a base do estilo de leitura da direita para a esquerda. Escritores e historiadores de manga descrevem dois vastos embora complementares processos no desenvolvimento do manga moderno, embora diferem na opinião de qual o mais importante na sua influencia, o período pré-guerra ou pós-guerra no Japão. A guerra sendo a segunda guerra mundial. As influências Pre-Guerra seriam baseadas na cultura tradicional japonesa e nos seus períodos artísticos antecedentes, enquanto a influência pós-guerra seria baseada também durante a guerra e seria uma influência em resultado de factores como o bombardeamento de Hiroshima, a ocupação militar Americana do Japão, as censurações sob a imprensa e escrita japonesa dai o manga sendo um meio de revolta, o militarismo da época e ultimamente a nova constituição japonesa proibindo censuramento e dando muita liberdade de expressão aos mangakas. De qualquer modo se a maior influência de facto for o período pós-guerra também diferem os escritores ou historiadores no facto de ser uma influência positiva ou negativa, se é optimista ou pessimista. 5 teria sido preferível inserir as imagens, com legendas completas, no texto (e não Pre-Guerra em «anexos» O período pré-guerra e constituído por uma continuidade cultural japonesa e tradições estéticas como sendo o centro do historial do manga. Schodt (Frederik L. Schodt) tradutor, escritor e interpretador Americano usa a existência de um rolo ilustrado como os chojujinbutsu-giga (anexo 7) como argumento de que esta e a verdadeira essência do manga pois é uma demonstração de historias contadas através de imagens sequentes com humor e esperteza. Schodt também acentua a importância de estilo estético contínuo e visão entre xilogravuras ukiyo-e e manga moderno. A divergências de opinião sobre se o primeiro manga e choju-jinbutsu-giga (anexo 7) ou shigisan-engi (anexo 8) embora ambos sejam do mesmo período. Os historiadores que dão mais importância ao período pré-guerra são da opinião de que a historia do manga e uma historia evolutiva com continuidades e descontinuidades entre estética e um passado cultural enquanto interage com uma inovação e trans-nacionalismo pósguerra. Pós-guerra O manga moderno tem as suas origens na ocupação e na pós-ocupação japonesa pelos Estados Unidos da América, quando um Japão previamente militarismo e ultranacionalista estava a reconstruir a sua infra-estrutura económica e politica. Neste período nasceram duas series manga com bastante sucesso que influenciaram a história futura do manga, estas são o Astro Boy (anexo 9) de Osamu Tezuka e Sazaesan (anexo 10) de Machiko Hasegawa. Shojo Manga Em 1969 um grupo de mangakas feminino mais tarde chamado de grupo do ano 24 fez o seu debut de shojo manga que deu inicio a primeira entrada grande de artistas femininas a uma audiência de raparigas e adultas. Em 1971 a mangaka Ikeda deu inicio a sua serie manga extremamente popular Berusaiyu no Bara (anexo 11) ou a Rosa de Versailles a estoria de Oscar Francois de Jarjayes, uma mulher travesti que era uma capitã ou neste caso um capitão dos guardas no palácio de Maria Antonieta na França pré-revolucionaria. Similarmente o trabalho de Hagio Moto questionava os limites neo-confusionistas sob os papéis e actividades das mulheres na sua serie de 1975 They Were Eleven (anexo 12) ou em Português Eram Onze, uma estoria de ficção científica shojo sobre uma rapariga militar numa academia espacial no futuro. Estas artistas femininas também criaram inovações estilísticas consideráveis. O shojo manga sendo poemas em forma de figura através do seu foco em sentimentos experiencias internas das suas heroínas com desenhos complexos e delicados que em grande parte eliminam as margens dos painéis completamente criando extensões do tempo não-narrativas e 6 prolongadas. Todas estas inovações, personagems femininos fortes e independentes estão ainda hoje emprenhadas nas características do shojo manga moderno. Shõnen, seinen e seijin manga O manga para o público masculino pode ser caracterizado de várias formas diferentes. Uma é pela idade da audiência entendida pelo autor, rapazes até aos 18 anos é shonen manga e dos 18 aos 30 é seinen manga. Outra maneira é pelo seu conteúdo incluindo acção-aventura na maior parte envolvendo heróis masculinos, humor, honra e as vezes sexualidade explícita. O manga com sexualidade explícita sendo designado para maiores e nomeado de seijin. Rapazes e ate homens adultos são dos primeiros a ser leitores de manga pós-guerra. Desde 1950 que o manga foca em tópicos designados como sendo de interesse do rapaz típico, tópicos de ficção científica como robôs e navegação espacial e acção e aventura heróica. Shonen e seinen manga muitas vezes mostram as dificuldades que o protagonista tem de enfrentar e que demonstra as suas capacidades e a sabedoria de que capacidade tem ou não de acordo com os obstáculos que entende enfrentar, isto de acordo com a sua maturidade, incentivando a auto-perfeição, auto-disciplina austero, sacrifício de acordo com as suas responsabilidades e serviço honravel para com a sociedade, comunidade, família e amigos Gegika Gegika traduzido literalmente quer dizer imagens dramáticas e refere a uma forma de realismo estético no manga. O estilo de desenho gegika é emocionalmente escuro, por vezes altamente realístico e gráfico, por vezes bastante violento e foca nas realidades inevitáveis e detestáveis do dia-a-dia, muitas vezes desenhado com modas consideradas feias. O gegika iniciou no fim da década de 1950 e nos anos de 1960 desenhada por estudantes politicamente de esquerda e activistas da classe trabalhista que se transformaram em mangakas e dai tiraram a sua inspiração. Exemplos incluem Chronicles of a Ninja´s military Accomplishments ou Ninja Bugeicho (anexo 13) de Sampei Shirato 1959-1962, a estoria de Kagemaru o líder de um rebelião de plebeus no século XVI que lidava directamente com a opressão e a guerra das classes. E também a obra de Hiroshi Hirata, Satsauma Gishiden (anexo 14) sobre levantamentos contra o shogunate de Tokugawa. 7 esta parte com recurso à estratégia comparativa é interessante - o caminho é por aqui... mas podia estar mais focalizada sobre um aspecto/ exemplo concretos com mais detalhes Comparações entre Manga e Arte Ocidental As origens dos quadradinhos japoneses no ukiyo-e, no período de Edo, foi um estilo criado para retratar pessoas nos prazeres e passatempos da vida, além de comparar os mangás com os quadradinhos ocidentais (refere-se mais especificamente aos quadradinhos dos Estados Unidos desde a década de 1950). Para dar um exemplo, as obras de Arte Pop de Roy Lichtenstein (anexos 16 – 18). Estas imagens mostram o estilo de banda desenhada, devido aos quadradinhos, dos desenhos em si (desenhos animados), os balões das falas dos personagens, e também, onomatopeias. No Japão são chamados Manga que, por sua história e ampla diversidade, merecem um verbete à parte. Os autores japoneses são destacados na década de 2000 como os maiores sucessos comerciais do meio no mundo todo. É nesta época que o manga se popularizou definitivamente por conta das suas altas vendas na Europa, Estados Unidos e Brasil principalmente. Os quadradinhos são muito interessantes pois muitos deles são educativos. Como podemos ver entre as obras de Lichtenstein e estas de artistas de manga, Seri Aoi e Yuka Hanashima (anexos 19 e 20), verificamos que têm semelhanças entre si. Os quadradinhos, os balões, etc. Algumas obras de manga são coloridas no inicio do livro, e também, na capa deste. A maior parte dos desenhos são a preto e branco. Porém, hoje em dia, a arte manga tem ido mais além, já não é feita à base da banda desenhada. Existem pinturas, com os mesmos estilos de manga, mas com temas mais da parte oriental, como, o surrealismo, o expressionismo, etc. tudo em pinturas a óleo. Enquanto na banda desenhada é com meios riscadores e é constituída por, balões, quadrinhos e uma história concreta como já verificámos em cima. Aqui temos uns exemplos das pinturas de manga, de artistas, Kota Yamazaki, Yuri Akai, Shu Torano, Fuko Ueda e Yuka Moriya (anexos 21 – 28). Estas obras, na maior parte, são produzidas em óleo e outras em digital. Mesmo havendo pinturas com as características do manga, também temos pinturas, feitas por artistas japoneses, que não têm nenhuma identificação com o manga em si. São pinturas que reproduzem o que sentem, o que imaginam, o que o instinto deles os leva a pintar. Querem sempre mostrar os sentimentos/emoções através da pintura para os espectadores. Vejamos as imagens de Eri Tanabe e Erisa Sukegawa (anexos 29 e 30). 8 Criticas e opiniões comuns ou diversificadas às artes mangas feitas de várias origens espalhadas á volta do globo. Do ocidental a opiniões sobre a manga são excessivamente violentos e eróticos, mas com opiniões ou criticas há sempre uma diferente, segundo Frederik L. Schodt tradutor América, escritor e interpretador, refere esse tipo de generalização está longe da verdade, ainda que ele admita que há sim mangas em que a pornografia e a violência são excessivas. Schodt refere-se mais especificamente aos quadradinhos dos Estados Unidos que costumavam sofrer autocensura desde a década de 1950). Vale lembrar que no Japão existem vários estilos e tipos de manga destinados a públicos diferentes e idades diferentes. Mesmo dentro do Japão, dão a importância devida ao chocante erotismo da maioria dos mangas. Pais, professores, políticos e a impressa cobraram mais responsabilidade das editoras acerca do conteúdo das mangas e a sua explícita classificação etária. A ma influência que o mangas tinha sobre as crianças, fez com que as editoras criassem um código moral para os mangas e passassem a indicar conteúdos inadequados na capa das publicações utilizado selos específicos. Mas passado pouco tempo o policiamento diminui e as editoras, deixaram de marcar as publicações e depor o código moral em prática. Os artistas, por seu lado, reuniram-se para defender a liberdade de expressão nos mangas. Já nos Estados Unidos os mangas foram alvos de diversas discussões envolvendo exemplares de mangas para maiores de 18 anos em bibliotecas onde adolescentes por volta dos 16 anos tinham acesso. Algumas críticas envolvem a pornografia infantil, os mangas dos géneros lolicon e shotacon (além de videogames e pornografia na internet em geral no Japão) e a sua proibição. Logo os seus defensores argumentam que regulamentações feririam a liberdade de expressão e que os personagens não são reais e, portanto, não são vítimas de violência. 9 Conclusão Através de uma pesquisa rigorosa feita pelo grupo, foi concluído que a maior parte dos artistas e críticos de arte designam arte como um fenómeno de beleza, não necessariamente relativo à beleza dada como convencional, mas a algo revolucionário, algo que provoque uma reacção significativa no público, que pode ser feita através de vários meios (fotografia, desenho, instalação, etc.) e não ser limitada meramente à pintura. Daí, também se considerar o design como uma forma de arte. Finalmente, neste trabalho, também se verifica que a arte não é limitada a uma integridade artística mas simultaneamente a comercialização artística (por exemplo, trabalhos por comissão). Com estas definições do que constitui arte, o grupo conclui que Manga é uma forma de arte, pois incorpora esses critérios acima mencionados. Assim, o Manga, é belo no seu traço, na sua apresentação organizada e na forma humana desenhada para maximizar o belo e positivo e minimizar o negativo, lutando eternamente contra a imperfeição. O Manga também foi um meio usado como condutor reactivo do povo e como expressão de descontentamento no tempo durante e pós-guerra (WWII) e durante a consequente ocupação Americana no Japão quando todos os outros meios de expressão eram censurados. Desde estes momentos históricos, o Manga reflecte a cultura e responsabilidades do dia-a-dia Japonês e mundial mantendo a responsabilidade à lealdade para com a tradição Japonesa Artística e cultural. O Manga provocou uma reacção mundial especialmente através das suas cenas eróticas para maiores de idade. Tradicionalmente, os Manga são feitos em capítulos e vendidos como livros semanais ou mensais, fazendo lembrar os nossos `Comic Books´. A sua popularidade, resultou na formação de algumas das corporações mundiais mais lucrativas o que faz dos Manga um exemplo perfeito da comercialização artística. Olhando para os movimentos artísticos ocidentais, é difícil reconhecer o Manga como arte, mas por outro lado, olhando para a história da arte no Japão e os movimentos de que dela fazem parte, é fácil de se observar uma evolução que deu origem ao Manga enquanto arte. O movimento artístico que pode ser considerado mais similar ao Manga no Ocidente é a Pop Art de que fazem parte grandes nomes como Roy Lichtenstein e Andy Warholl. Este 10 movimento teve na sua essência uma reacção ao mundo consumista ocidental tendo tido inicio nos Estados Unidos da América. O Manga pós-guerra continua a reflectir o mesmo no Japão até os dias de hoje. A arte parece criar conexões que facilitam trocas culturais e parece reflectir um meio pelo qual o abstracto emerge na consciência humana que provoca uma reacção emocional no espectador. O Manga lida com a fantasia e realidade, realidade essa que reflecte no significado do real e que tem tido um observável impacto na cultura global. O Manga inegavelmente arte. 11 Bibliografia dados da bibliografia incompletos Beyond Kawaii http://beyondkawaii.com/about.htm Wikipédia Roy Lichtenstein http://pt.wikipedia.org/wiki/Roy_Lichtenstein Wikiédia http://pt.wikipedia.org/wiki/ Livro História da Cultura e da Arte, Porto Editora 12 Índice Folha de Rosto Introdução P1 Análise do tema de trabalho P2-P9 Que é arte? P2 Que é o Manga? P2 Etimologia P2 História da arte no Japão P2-P5 História do Manga P5-P7 Comparações entre Manga e Arte Ocidental Criticas e opiniões comuns ou diversificadas às artes mangas feitas de várias origens P8 espalhadas á volta do globo. P9 Conclusão P10-P11 Bibliografia P12 Índice P13 Anexos P14-P21 13 Anexos Anexo 1 Anexo 2 Anexo 3 Anexo 4 14 Anexo 5 Anexo 6 Anexo 7 Anexo 8 15 Anexo 10 Anexo 9 Anexo 11 Anexo 12 16 Anexo 13 Anexo 14 Anexo 15 17 Anexo 17 Anexo 16 Anexo 18 Anexo 19 Anexo 20 18 Anexo 21 Anexo 22 Anexo 23 Anexo 24 19 Anexo 25 Anexo 26 Anexo 28 Anexo 27 20 Anexo 30 Anexo 29 21 págs. que seguem é a apresentação feita na aula Que é Arte Que é o Manga? Historia da Arte no Japão: • • • • • • • • • Jomon Yayoi Asuka e Nara Heian Kamakura Muromachi Azuchi-Momoyama Edo Pre e pós- guerra Asuka e Nara Heian Azuchi-Momoyama Edo Pre- Guerra Pós-Guerra Shojo Manga Gegika Comparações entre Manga e Arte Ocidental Roy Lichtenstein