DOSSIER DE IMPRENSA
PROGRAMAÇÃO JAN / FEV / MAR '15
Assessoria Comunicação Social
ÍNDICE
CONCERTO ANO NOVO ..........................................................................................................................5
CONCERTO DE REIS ................................................................................................................................6
MATRIZ ARCAICA DA SUBLIMAÇÃO DO CORPO .....................................................................................6
OS MAIAS ............................................................................................................................................10
OS FILMES DAS NOSSAS TERÇAS ..........................................................................................................12
LUÍSA SOBRAL......................................................................................................................................12
CHÁ DANÇANTE ...................................................................................................................................13
TIRO E QUEDA......................................................................................................................................14
FREE.....................................................................................................................................................15
BUFFALO..............................................................................................................................................16
CHÁ DANÇANTE ...................................................................................................................................17
CRISTIANA ÁGUAS ...............................................................................................................................18
OS FILMES DAS NOSSAS TERÇAS ..........................................................................................................19
CRÓNICAS AFONSINAS.........................................................................................................................19
ANTÓNIO ZAMBUJO ............................................................................................................................20
TEATROMOSCA "MOBY DICK" .............................................................................................................21
TEATROMOSCA "O SOM E A FÚRIA" ....................................................................................................24
LINDA MARTINI....................................................................................................................................27
CHÁ DANÇANTE ...................................................................................................................................29
OS FILMES DAS NOSSAS TERÇAS ..........................................................................................................29
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APRESENTAÇÃO
O Teatro Aveirense apresenta neste início de 2015 uma programação abrangente com especial
destaque para a música, dança e teatro.
Iniciamos o ano de 2015 com os tradicionais Concertos de Ano Novo e Reis, pela Orquestra
Filarmonia das Beiras, nos dias 1 e 6 de janeiro. Tal como em Viena, soarão as mais
conhecidas Valsas, Polcas e Marchas de Strauss, selecionadas para celebrar o Novo Ano de
2015 em ritmo festivo.
O Ciclo de Dança começa da melhor forma, com uma residência artística de Pedro Ramos que
no dia 9 de janeiro nos apresenta a sua nova criação Matriz Arcaica da Sublimação do
Corpo.
A comprovar a dança como uma das áreas salientes da programação do Teatro Aveirense,
teremos a Companhia Instável que volta ao Aveirense numa co-produção com o Rivoli
Teatro Municipal do Porto. Free é o nome da produção que o coreógrafo Gregory Magoma
nos apresentará. O espetáculo será apresentado no dia 20 de fevereiro.
Janeiro será também um bom mês de música. No dia 23 é a vez de Luísa Sobral cantar e
encantar o seu enorme talento, reconhecido internacionalmente, no palco do Teatro Aveirense
onde virá apresentar as músicas do seu novo álbum.
Fevereiro será um mês do melhor teatro em cena nos palcos de Portugal. Apresentamos, no
dia 7, Tiro e Queda, dos mesmos autores de "Conversa da Treta", é uma comédia com
Eduardo Madeira e Manuel Marques. No dia 21 é a vez de Buffalo subir ao palco do
Aveirense. Uma peça de teatro com três mulheres, as atrizes, Mónica Gamel, Carla Galvão e
Maria Ana Filipe.
O Fado faz-se ouvir no Teatro Aveirense através das melhores vozes atuais. Cristiana Águas,
a que por alguma razão deu voz ao filme Amália. Um concerto indispensável de alguém com o
“fado na alma e o mundo na garganta”, no dia 28 de fevereiro. Março traz-nos António
Zambujo. A Rua da Emenda é o novo trabalho do fadista e músico do mundo que se
apresenta no dia 7 no palco principal do TA.
Março é também mês do teatro, desta feita com duas peças a serem apresentadas pela
companhia Teatromosca. No dia 13 teremos a oportunidade de ver Moby Dick, a partir do
romance de Herman Melville, e no dia 14, a O Som e a Fúria, da obra do americano William
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Faulkner. Estas apresentações resultam de uma parceria com a Universidade de Aveiro
integradas no programa cultural American Corner.
Fechamos o trimestre com o rock de Linda Martini, no dia 21 de março. A banda portuguesa
tem sido presença obrigatória em diversos festivais de música nacionais e é uma das mais
aclamadas pelo público e imprensa musical. Em cada concerto arrastam uma grande legião de
fãs que esperamos ver no Teatro Aveirense.
O Serviço Educativo e as Escolas é outras das fortes apostas para 2015. Visita Encenada é
uma viagem pelos espaços do teatro e uma viagem pelo universo literário de alguns dos
autores maiores da literatura universal. Em Janeiro apresentaremos o filme “Os Maias - Os
Maias, a comédia da vida portuguesa” que promete levar o público escolar ao imaginário de
Eça de Queirós. Em março teremos as Crónicas Afonsinas, teatro sobre a vida de Dom
Afonso Henriques que contará um pouco mais sobre a vida do primeiro rei de Portugal.
A Oficina de Música de Aveiro numa co-produção com a Câmara Municipal de Aveiro e o
Teatro Aveirense promove uma vez por mês a iniciativa Chá Dançante no Salão Nobre do
Teatro Aveirense, dirigida para o público sénior.
O Cinema continuará a ter especial destaque na programação, mas com novidades. A primeira
é que passará a ter “Os Filmes das nossas Terças”, ao invés das habituais quartas-feiras.
Manteremos a exigência com uma seleção de filmes de reconhecida qualidade e que
raramente são vistos nas grandes salas de cinema. A outra novidade é que passará a estar
disponível um cartão Cinema que oferece 50% para quem adquirir o cartão mensal.
Bons espetáculos a todos!
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JANEIRO’15
Qui. 01 Jan 2015, 18h00
CONCERTO ANO NOVO
Orquestra Filarmonia das Beiras
Música | M/4 | 5€
Sala Principal | +- 90m (com intervalo)
Bilheteira |
Para a Orquestra Filarmonia das Beiras nada faz mais sentido do que começar o novo ano com
música!
O já tradicional Concerto de Ano Novo constitui um dos momentos marcantes da temporada
musical da orquestra, não só pelo extraordinário clima festivo que rodeia o programa, mas
também pela habitual participação massiva de um público que, ano após ano, espera com
entusiasmo por este concerto para festejar a chegada do novo ano. Tal como em Viena, soarão
as mais conhecidas Valsas, Polcas e Marchas de Strauss, selecionadas para fazer entrar o
Novo Ano de 2015 em ritmo festivo.
A par desta tradição, a OFB tem também aproveitado esta quadra para convidar intérpretes
portugueses da canção nas suas diversas formas. É assim que, para o início deste ano, a
Orquestra das Beiras se propõe a homenagear um dos maiores artistas da música ligeira
portuguesa do séc. XX, o compositor e cantor Carlos Paião. Sob a direção do maestro António
Vassalo Lourenço, a orquestra e os cantores Daniela Araújo, Teresa Pereira, Raquel Garcia e
André Lacerda, farão uma viagem pelas canções mais reconhecidas do cantor, num espetáculo
que, com toda a certeza, fará do público mais um dos intervenientes deste concerto.
Os desejos da Orquestra das Beiras para este Novo Ano revelam-se em música, em dança, em
canto! Numa explosão de Emoções que se tocam…
Ficha Artística
Orquestra Filarmonia das Beiras
Daniela Araújo, voz
Teresa Pereira, voz
Raquel Garcia, voz
André Lacerda, voz
António Vassalo Lourenço, direção musical
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Links
http://www.orquestradasbeiras.com
https://www.facebook.com/Orquestra.Filarmonia.das.Beiras
http://www.teatroaveirense.pt/evento_detalhe.asp?id=1624
Ter. 06 Jan 2015, 21h30
CONCERTO DE REIS
Orquestra Filarmonia das Beiras
Música | M/4 | 5€
Sala Principal | +-90m (com intervalo)
Bilheteira |
O já tradicional Concerto de Reis constitui um dos momentos marcantes da temporada, não só
pelo extraordinário clima festivo que rodeia este espetacular programa, mas também pela
habitual participação do público que, ano após ano, atende com entusiasmo ao concerto para
festejar os Reis. Para a Orquestra Filarmonia da Beiras nada faz mais sentido do que começar
o novo ano com música com o concerto do novo ano e manter a tradição dos Reis.
Ficha Artística
Orquestra Filarmonia das Beiras
Daniela Araújo, voz
Teresa Pereira, voz
Raquel Garcia, voz
André Lacerda, voz
António Vassalo Lourenço, direção musical
Links
http://www.orquestradasbeiras.com
https://www.facebook.com/Orquestra.Filarmonia.das.Beiras
http://www.teatroaveirense.pt/evento_detalhe.asp?id=1624
Sext. 09 Jan, 21h30
MATRIZ ARCAICA DA SUBLIMAÇÃO DO CORPO
Nova criação de Pedro Ramos
Dança | M/16
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Bilheteira| 8€ | 5€ (estudantes das escolas de dança)
Sala Principal | 90 Min
Residência Artística e Ante-Estreia no Teatro Aveirense da peça Matriz Arcaica da Sublimação
do Corpo- Nova Criação de Pedro Ramos
Trata-se de uma peça de Dança para sete intérpretes, na qual será explorada uma forte
fisicalidade
na
A
fala
peça
relação
da
da
voz
procura
com
do
o
movimento
indivíduo
se
numa
conhecer
linguagem
e
híbrida.
transcender.
Como é que essa necessidade se reflecte a nível social e global?
A necessidade de pensar numa revolução a partir de uma revelação de quem somos como
indivíduos e como grupo e de como nos queremos co-criar.
O músculo empático da sociedade está enferrujado. O peso das expectativas, da eficácia, da
moral e de uma lei exterior e formatada desconectada da verdade do corpo, da vida que nele
habita, ensurdecem a percepção do Ser. Procuramo-nos rever no olhar exterior, a partir de um
estereótipo de normalidade, a aprovação para existirmos...exigimos ao outro e a nós mesmos,
que se compactuemos com a inconsciência de um "eu" fragmentado pelo medo da vida.
Vivemos como estilhaços de nós mesmos, num corpo fragmentado, que luta para ser inteiro.
Existe uma medida em que o veneno cura. Há uma medida em que o fogo queima, outra, em
que apenas aquece.
Criação e destruição são espectros opostos do mesmo fenómeno. É no desbravar do
inconsciente que podemos aceder a uma consciência mais plena. É na fragilidade, que
procuramos esconder, que encontramos a verdadeira força. O real revela-se pelo paradoxo e é
nele que se encontra a inteireza do que somos. É na possibilidade de fazer da força dessa luta
uma dança que reside na salvação de um homem inteiro.
Sinopse
Trabalho sobre a vibração do corpo.
Danço para encontrar um lugar onde sentir, escutar, fazer e dizer possam coincidir num mesmo
movimento. A dança cria uma vibração onde os corpos ressoam, surgem pequenos rasgos na
bolha a que se chama real. Ápices de acontecimento, sustentam o mistério onde o absurdo e
um sentido oculto coexistem. Uma sucessão de mistérios permitem-nos, neles ocorrer.
São esculpidas no espaço, pela electricidade que percorre a carne, pelo respirar e transpirar,
pela imobilidade dos corpos em movimento, pelo odor do toque, criam-se imagens externas
que evocam e activam as derradeiras imagens interiores. Danço para escavar a alma, e extrairme na sua expressão. Uma experiência coreográfica sobre a matriz a partir do qual o
movimento ocorre.
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O território de investigação deste trabalho coreográfico surge do cruzamento de diferentes
áreas, nomeadamente, o Yoga, a Psicologia, a Alquimia e as Artes Performativas, procurando
uma visão alargada sobre o Corpo (performativo) enquanto uma unidade psico-física, como
“um pedaço de natureza a ser conhecido”. Consiste num sistema prático e alicerçado na
criação de uma experiência no domínio do corpo, na abordagem ao movimento a partir de
diferentes tarefas perceptivas, que se traduzem em distintas qualidades de movimento
relacionadas com as etapas alquímicas e os estados da matéria (sólido, liquido, gasoso e
plasma).
Um sistema que em si procura integrar a união dos opostos: os princípios do esforço e do não
esforço; do Corpo e Consciência, o indivíduo e o colectivo e a relação do seu interior com a sua
experiência exterior. Tanto o Yoga como a Alquimia, distinguem-se, dentro das diferenças entre
as várias correntes do pensamento Ocidental e Oriental, estes baseiam-se numa visão, comum
a ambas, no que diz respeito à procura da essência. A perspectiva do corpo enquanto matéria
não ser algo que se opõe à essência, mas sim, uma das suas manifestações em estado
latente. Desta forma, a procura da essência não acontece na negação, nem na luta contra o
corpo, mas sim na acção sobre a matéria que revele a verdade latente no corpo. A essência
reside na própria matéria em estado latente, adormecida e deve sim, ser despertada.
"Vejo esta peça como um contexto onde o corpo se empossa de um poder e se transforma na
experiência da expressão da sua essência. Tal como a mulher se transforma, se empossa de
um poder que a transforma e a torna apta a dar à luz, quero criar um conjunto de acções, de
tarefas perceptivas e práticas corporais que habilitem o corpo a entrar num estado original.
Torná-lo bicho, torná-lo emoção energia, fazê-lo emergir da letargia urbana para a força de um
corpo arcaico e simultaneamente futurista." (Pedro Ramos)
Biografia | Pedro Ramos
Pedro Ramos é Coreografo/Bailarino, Investigador, Actor, Videasta, Cantor Lírico, Professor de
Dança e Hatha Yoga.
É Licenciado pela Escola Superior de Dança, tendo frequentado a Pós-graduação em Dança
Movimento Terapia e comunicação não Verbal na UAL. Lecciona a Cadeira de Análise e
Técnicas de Composição na Escola de Dança do Conservatório Nacional e Leciona a Cadeira
de Corpo na ESAD, nas Caldas da Rainha, no Curso Superior de Teatro. É Aluno de Mestrado
de Teatro do Movimento, na Escola Superior de Teatro e Cinema.
Como interprete tem trabalhado com vários criadores nacionais e internacionais entre os quais
destaca: Madalena Vitorino, Clara Andermatt, Stephan Jurgans, José Laginha, Félix Lozano,
Claudia Novua, João Lorenço, Luca Aprea, Silke Z., Ana Rita Barata, Sofia Belchior, Né Barros,
Sofia Silva, João Brites e Paulo Ribeiro.
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Tem feito várias criações como “Coexistência”, “Saindo do Escuro...”,”Minuto”, “VideoDança
06”; “Room” em colaboração e a partir do trabalho do artista plástico Noam Bem Jacocov;
“Diário Metafísico”, “...memória de uma Origem”, “InAdega“ (co-criação com Sofia Belchior),
"Orbita do cérebro na planta da mão" e “Atractor Estranho”.
Ao longo da sua carreira profissional tem sido várias vezes premiado e reconhecido, tanto a
nível individual (melhor bailarino contemporâneo 2008- Gala Dance Awards-RTP1; Medalha de
Mérito IPL- 2009) como no Colectivo (Caruma- espetáculo do Ano 2006; Aqui-Espetáculo do
ano 2009, Saga - Opera extravagante-Globos de Ouro; Txt – 1º Prémio Experimenta Design,
Corpo Todo-15o Caminhos cinemas Português, Menção, Quixote 1º premio da SPA)
Ficha Artística
Direcção Artística
Pedro Ramos
Composição Musical
Carlos Andrade e Pedro Ramos
Cenografia
Pedro Ramos e Mariana Ramos
Consultor Artístico
Paulo Rodrigues
Desenho de Luz
André Almeida
Intérpretes
António Calpi, Filipe Baracho, Layla Bucaretchi, Pedro Ramos, Sandra Rosado, Constança
Couto e Rita Gonçalves
Ficha técnica
Produção
Andreia Luís
Comunicação e Marketing
Ricardo Ferreira
Sab 10, 21h00 e Dom. 11Jan, 17h00
Concerto de Ano Novo – Jobra CMJ 2015
Música | M/6
Bilheteira| 5€
Sala Principal | 75 Min
Sab 10, 21h00 e Dom. 11Jan, 17h00
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Ter 13 e Qua 14 Jan, 19h00
Concerto de Reis - Conservatório de Música de Aveiro
Música | M/6
Bilheteira| 2€
Sala Principal | 75 Min (com intervalo)
Ficha artística
Dia 13
Coros de Iniciação e Alunos em Regime Articulado
Era uma vez uma noite estrelada
Orquestração - Hamish Alballucci
Texto – João Carlos Soares
Coro de Iniciação
Canto Natalizio
Andrea Basevi
Coro dos alunos em Regime Articulado
Dia 14
Big Band e Coros de Iniciação e Básico
Era uma vez uma noite estrelada
Orquestração - Hamish Alballucci
Texto – João Carlos Soares
Coro de Iniciação
White Christmas
Mac Huff
Big Band e Coro Básico
Ter. 20 Jan, 11h00 e 14h30
OS MAIAS
Serviço Educativo| M/3
Billheteira| 5 €
Sala Principal | 75 Min
Eça levou quase sete anos a escrever o romance perfeito. Episódios da vida romântica,
chamou-lhe ele, vertiginosa e galopante narrativa de uma família, sim, mas acima de tudo,
análise impiedosa de um país a desfazer-se, sem sentido e sem remédio, o Portugal dele, o
nosso Portugal. Tão justo, tão violento que 150 anos depois, as situações e as suas palavras
nos assentam como uma luva, a luva amarelo-canário de Ega! Quantos Dâmasos Salcedes,
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Silveirinhas, Condes Ministros Gouvarinhos, os banqueiros Cohen andam por aí à solta. “Para
que serve um governo?” – Apenas para contrair empréstimos e cobrar impostos! Mais nada!”. E
a decadência das elites, tão evidente que para se manter o raio da raça, já não há ninguém
com quem dormir, a não ser com a própria irmã!! E como o pecado é grave, morre Afonso da
Maia, a velha e resistente árvore, e com ele Portugal. Bancarrota anunciada e cumprida alguns
anos depois. Um empréstimo que levou 99 anos a pagar, a última prestação entregue em
2001! Mas deixemo-nos do vale de lágrimas e pensemos no riso como solução.
Nas prodigiosas invenções de Eça, que atiraram o romance clássico do séc. XIX para muitos
anos à frente. Não se suicida Carlos da Maia com um tiro na cabeça, Maria Eduarda não vai
para nenhum convento. Um viaja dez anos pelo mundo, espalhando o seu tédio, a outra casase com um qualquer, tem filhos e uma vida normal. E o alter-ego de Eça, genialmente dividido
em dois: um, representando o tédio rico e aristocrata de Carlos, outro o anarquismo ácido de
João da Ega, o autor de obras primas nunca terminadas. No final nem um nem outro correm
para o poder, para a glória ou para o amor mas quase galopam para um jantarinho. Ah
Portugal, ah os Portugueses!
NOTA DO REALIZADOR
SINOPSE
Entre Afonso da Maia e o seu neto Carlos, constrói-se o último laço forte da velha família Maia.
Formado em medicina na Universidade de Coimbra e posteriormente educado numa longa
viagem pela Europa, Carlos da Maia regressa a Lisboa no outono de 1875, para grande alegria
do avô. Nos catorze meses seguintes, nasce, cresce e morre a comédia e a tragédia de Carlos
como a tragédia e a comédia de Portugal. A vida ociosa do médico aristocrata, invariavelmente
acompanhado pelo seu par amigo, o génio da escrita e de obras “inacabadas”, o manipulador
João da Ega, leva-o a ter amigos, a ter amantes e ao dolce fare niente, cheio de convicções.
Até que se apaixona de verdade por uma mulher tão bela como uma madona e tão cheia de
mistérios como as heroínas da estética naturalista. Um personagem novo num romance
esteticamente revolucionário. A vertigem: paixão louca para lá dos negrumes do passado, um
novo e mais negro precipício, o incesto. Mesmo sabendo que Maria Eduarda é a irmã, a paixão
de Carlos não morre e vai ao limite. E depois termina abruptamente porque o velho Afonso da
Maia morre para expiar o pecado terrível do seu neto, neto que era a razão da sua existência.
E então, em vez da morte do herói, nova invenção de Eça: Carlos e Ega partem para uma
longa viagem de ócio e de pequenos prazeres. Dez anos depois, voltam a encontrar-se em
Lisboa tão diferente e tão igual, a capital de um país a caminho da bancarrota.
“Os Maias”, escrito pelo genial Eça de Queiroz, grande, melodramático, divertido e melancólico,
aponta um destino sem remédio, tanto para a família Maia, como para Portugal.
João Botelho
Links
http://www.ardefilmes.org/osmaias
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www.teatrodobairro.org
https://www.facebook.com/osmaiasbotelho?ref=hl
Ter 20 | 27 Jan, 21h30
OS FILMES DAS NOSSAS TERÇAS
com a presença de realizadores
Cinema
Sala Principal
Bilheteira | 4€ - Cartão Mensal com 50% desconto (2€/sessão)
As sessões estão de regresso à sala histórica da região, com o apoio do ICA – Instituto do
Cinema e do Audiovisual.
Programação disponível em www.teatroaveirense.pt
Sext.23 Jan, 21h30
LUÍSA SOBRAL
Música | M/6
Bilheteira| 12 € Plateia; 10 € Balcão
Sala Principal | 50 Min
“Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa" é o terceiro álbum de estúdio de Luisa Sobral.
Com dois discos editados, a compositora, letrista, intérprete e multiinstumentista Luísa Sobral é
um dos maiores talentos da música portuguesa, tendo conquistado público e crítica, não só em
Portugal, como internacionalmente.
Luísa Sobral edita o seu primeiro disco, “The Cherry On My Cake”, em 2011, tendo alcançado
rapidamente o galardão de Platina. Nesse ano, a artista é nomeada para 2 Globos de Ouro nas
categorias Revelação e Melhor Intérprete Individual. Sobe ao palco de alguns dos principais
festivais nacionais e esgota algumas das salas portuguesas mais emblemáticas. Ainda no final
de 2011, inicia em Espanha uma promissora carreira internacional, actuando no Festival
Internacional de Jazz de Barcelona, no Festival Jazz Cartagena e na Sala Galileo Galile, em
Madrid.
Em Abril de 2012 apresenta-se no Union Chapel, em Londres, onde faz a primeira parte do
concerto de Ute Lemper. Regressa em N«novembro para a primeira parte do concerto de
Melody Gardot, no Barbican Center, fazendo parte da programação do London Jazz Festival.
Este espectáculo leva-a a acompanhar a tour alemã de Melody Gardot, actuando em Berlim,
Frankfurt, Colónia e Hamburgo. É convidada para interpretar duas canções no mítico programa
britânico “Later with... Jools Holand”, um feito absolutamente impressionante. Ainda em 2012 é
convidada a compor um tema para a campanha de Natal da ZON.
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Compõe e dá voz ao tema genérico da série infantil “O Bairro do Panda”, do Canal Panda, e o
tema de sua autoria, “A Minha Estrela”, é escolhido pela fadista Ana Moura para fazer parte do
aclamado disco Desfado, editado no final de 2012.
O início do ano de 2013 vê nascer o segundo disco da artista portuguesa. “There’s a Flower in
My Bedroom” instala-se automaticamente nos lugares cimeiros das tabelas de vendas e nos
corações do público nacional, que oferece a Luísa Sobral mais um Disco de Ouro relativo a
este trabalho. A tour nacional de apresentação do novo álbum leva mais uma vez a cantora a
percorrer o país de Norte a Sul, novamente com salas esgotadas e público rendido. Entretanto,
Luísa Sobral dá seguimento à sua afirmação internacional com espectáculos em importantes
salas e eventos de Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Suíça, Alemanha, Turquia, Israel,
Marrocos e China.
Ficha artística e técnica
Luísa Sobral – voz e guitarra
João Hasselberg – contrabaixo
Luís Figueiredo – piano
Carlos Miguel Antunes – bateria
Rui Guerreiro – técnico de som
Tela Negra – desenho de luz
Links:
www.luisasobral.com
www.facebook.com/luisasobralmusic
www.youtube.com/user/luisasobral
Dom 25 Jan, 15h30
CHÁ DANÇANTE
Dança | Público Sénior
Salão Nobre | 2 horas
Bilheteira | 3,00€ pax | 5,00€ par
A Oficina de Música de Aveiro numa co-produção com a Câmara Municipal de Aveiro e o
Teatro Aveirense promove uma vez por mês a iniciativa Chá Dançante no Salão Nobre do
Teatro Aveirense, dirigida para o público sénior.
O Chá Dançante constitui-se como um espaço de convívio social, de partilha e vivências,
aglutinando a dança, a música e o aroma das memórias!
13
FEVEREIRO’15
Sáb, 07 Fev, 21h30
TIRO E QUEDA
Teatro | M/12
Bilheteira| Plateia 14€ | Balcão – 12€
Sala Principal | 1H30 (sem intervalo)
Dos mesmos autores de Conversa da Treta.
Tiro e Queda é uma comédia com Eduardo Madeira e Manuel Marques, sobre dois
atiradores que estão no topo de um prédio. Não sabemos se são da polícia ou assassinos.
Sabemos apenas que esperam a chegada de alguém que será a vítima. Enquanto isto, Eddie
(Eduardo Madeira), um bronco de coração mole, e Manecas (Manuel Marques) um falso forte,
com um coração mole, falam de uma forma desconcertante dos seus medos e anseios, e
dissertam sobre a política, as redes sociais, o amor, a arte, o país, o futebol, e acabam a
cantar, num registo perto do musical da Brodway, o bonito, leve e revigorante tema "Se Só
Tivesses Uma Bala em Quem Davas Um Balázio?".
Tiro e Queda, uma comédia sobre a condição humana com o dedo no gatilho e outro no
cigano.
Ficha artística
Texto
Eduardo Madeira e Filipe Homem Fonseca
Encenação
Sónia Aragão
Cenário
Eric da Costa
Música
Bruno Vasconcelos e Nuno Rafael
Desenho de Luz
Luís Duarte
Interpretação
Eduardo Madeira e Manuel Marques
Sáb 14 Fev, 21h30. | Dom. 15 Fev. 15h30 e 21h30
Escola de Bailado de Aveiro
Organização Escola de Bailado de Aveiro
Dança
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Sex 20 Fev, 21h30
FREE
Companhia Instável | Criação: Gregory Magoma
Co-Produção: Teatro Rivoli
Dança | M/3
Sala Principal | 70 Min
Bilheteira | 10€
Spaces confine our ability to be free, our ability to see beyond the lines, the rules - we take a
moment to be free, to liberate ourselves from the entrapments of colonial rule, immutable laws
that are man made.
Gregory Maqoma é o coreógrafo escolhido pela Companhia Instável para a nova criação de
2014/2015. A escolha e o convite dirigido a este coreógrafo prendem-se com a curiosidade,
debate e natural desafio em torno dos diálogos inter e multicultural e a sua expressão (e
contaminação) na criação coreográfica.
O trabalho de Maqoma e a sua perspectiva colaborativa são de particular interesse num
projecto como a Companhia Instável, um projecto que nasce e existe para os intérpretes de
dança contemporânea, permitindo a descoberta de novas linguagens coreográficas e criando
oportunidades profissionais. Os intérpretes estão no centro deste projecto que se perspectiva
como propulsor temporário como insinua o seu nome: a cada ano se constitui, convidando
novos criadores e abrindo espaço a novos intérpretes, e a cada ano se dissolve.
Biografia do criador
Gregory Maqoma (Soweto, 1973) formou-se na P.A.R.T.S. e colaborou com diversos criadores,
como Akram Khan, sendo um dos intérpretes e coreógrafos mais inspiradores da sua geração.
O seu trabalho assumiu especial notoriedade através da criação de trilogias, destacando-se as
aclamada Rhythm Thrilogy e Beauty Thrilogy.
O seu mais recente trabalho Exit/Exist foi recentemente premiado com o New York Bessie
Award-Outstanding Music Composition.
Ficha artística e técnica
Direção artística | Gregory Maqoma
Criação musical | Giuliano Modarelli
Assistente de ensaios | Cristina Planas Leitão Interpretação | Anya Seno, Duarte Valadares,
Pedro Rosa, Savina Gargano, Vittoria Ferrari Estágio | João Cardoso Direção técnica | Ricardo
Alves Figurinos | ESAD (sob a orientação de Maria Gambina)
Links:
https://www.youtube.com/watch?v=SPOwuUvXugI
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https://www.youtube.com/watch?v=7BDtgpobPzk
https://www.youtube.com/watch?v=mC4RKzI2Zaw
https://www.youtube.com/watch?v=NFY0S-KPziw
Sáb. 21 Fev. 21h30
BUFFALO
Teatro | M/12
Bilheteira | 10€ normal / 6€ - maiores de 65; estudantes; profissionais da área
Sala Principal
Duração | 75 min (sem intervalo)
Em "Buffalo", juntam‐se ao Teatro e a Dança o Design. Este espetáculo é a sexta criação em
âmbito profissional no percurso artístico de Alexandre Tavares, jovem criador diplomado em
Artes Performativas pela ESTAL – Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa. Conta
com: texto de Alexandre Tavares e Diogo Tavares, jovem ator e dramaturgo; interpretação de
Carla Galvão, Maria Ana Filipe e Mónica Garnel; figurinos de José António Tenente e calçado
da marca Eureka; e produção de João Pires e Mónica Talina, com apoios da ILGA Portugal
(Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero), ESTAL – Escola Superior de
Tecnologias e Artes de Lisboa e Petasil Lda, Direção‐Geral das Artes, Câmara Municipal de
Lisboa, entre outros.
O complexo trio amoroso formado pelas personagens de "Buffalo" põe em perspetiva a questão
das relações entre pessoas do mesmo sexo – a forte presença das atrizes contrasta com a
ambiência criada pela estética singular do movimento, instalação cénica e figurinos, que causa
a ilusão de a cena se tratar de um sonho – resultando na sensação de vivência de um sonho
real.
A natureza de três mulheres é posta a nu, enquanto a ação se desenrola do final para o início.
A ordem original do texto foi invertida, de forma a corresponder à ação, coreografada “de trás
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para a frente” – literalmente ‐ a coreografia é baseada na ideia de "rewind", utilizando apenas
gestos quotidianos realizados do fim para o início.
Sinopse
Três mulheres. A ação, marcada pela estranha leveza de um mundo que gira ao contrário, cria
um ambiente de ilusão e confusão dos sentidos. O tempo volta atrás, o desenrolar dos eventos
que revelam a natureza das relações entre estas mulheres inverte-se; começa-se no fim para
se acabar no início. A interpretação de Carla Galvão, Maria Ana Filipe e Mónica Garnel
iluminam este mundo em "rewind", e a emoção revela-se tão real e tão humana num casal do
mesmo sexo, como o seria de outra forma.
Ficha artística e técnica
Encenação e coreografia: Alexandre Tavares
Texto: Alexandre Tavares e Diogo Tavares
Intérpretes: Carla Galvão, Maria Ana Filipe e Mónica Garnel
Figurinos: José António Tenente
Cenografia: Alexandre Tavares
Sonoplastia: Hugo Franco
Produção: João Pires e Mónica Talina
Desenho de Luz: Nuno Samora
Design: Fabiana Costa
Fotografia: Mariana Silva
Vídeo: Sofia Marques Ferreira
Links:
https://www.facebook.com/events/1494387634162227/?fref=ts
Dom 22 Fev, 15h30
CHÁ DANÇANTE
Dança | Público Sénior
Salão Nobre | 2 horas
Bilheteira | 3,00€ pax | 5,00€ par
A Oficina de Música de Aveiro numa co-produção com a Câmara Municipal de Aveiro e o
Teatro Aveirense promove uma vez por mês a iniciativa Chá Dançante no Salão Nobre do
Teatro Aveirense, dirigida para o público sénior.
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O Chá Dançante constitui-se como um espaço de convívio social, de partilha e vivências,
aglutinando a dança, a música e o aroma das memórias!
Sáb, 28 Fev, 21h30
CRISTIANA ÁGUAS
Fado – voz filme Amália
A fadista que emprestou a voz à longa metragem de Amália Rodrigues estreia-se em
nome próprio
Música | M/6 |
Bilheteira | 12€ - Plateia | 10€ - Balcão
Sala Principal
O álbum de estreia de Cristiana Águas parece responder a uma pergunta que não nos
cansamos de colocar: o que é, afinal, o fado? Uma fórmula rígida? Um sentir? Uma história?
Uma guitarra a lamentar-se da vida numa esquina de Lisboa? Ou uma melodia soprada pelo
vento até aos morros do Rio de Janeiro? E se for tudo isto? Essa é a proposta da estreia de
Cristiana Águas, álbum produzido por Pierre Aderne que conta com a colaboração de músicos
dos dois lados do Atlântico.
Uma coisa é certa: aqui, neste enorme disco de apresentação formal de uma voz que há muito
se conhece, tudo começa no fado. Em «À porta da Brasileira» Cristiana começa por cantar
«encontrei-te por acaso». E foi assim mesmo, por acaso – outra maneira de dizer destino –,
que Pierre Aderne encontrou Cristiana Águas, no Clube de Fado de Mário Pacheco.
Apresentou-os Cuca Roseta, amiga comum. «Chamou-me a atenção a voz grave e bela
daquela jovem», recorda Pierre Aderne. E como não? Cristiana canta esse fio da história que
se pressente nas ruelas de Alfama desde os seus 11 anos. O fado é para ela uma língua mãe,
um sopro natural que existe sem se questionar.
Pierre Aderne ofereceu-se para produzir o álbum de estreia de Cristiana Águas e adivinhou-lhe
«uma similitude» com Gal Costa. Não nos timbres, que são distintos, «mas pela entrega
às melodias e aos poemas», escreveu o artista brasileiro que tanto Portugal tem dentro de si.
Essa entrega certamente pesou na hora de escolher quem desse voz à Amália Rodrigues do
grande ecrã e Cristiana emprestou-se à alma da grande diva quando o cinema a homenageou.
E é essa entrega que lhe permite na sua estreia viajar pelo fado e por canções de
outras latitudes, casando-se tão bem com a guitarra portuguesa como com o piano, ombreando
segura e mágica com parceiros de aventura como Pedro Moutinho, Cuca Roseta ou
Ney Matogrosso sobre músicas assinadas por Philippe Baden Powell, Paulo Mendonça, Luiz
Caracol, Dadi, Pedro Esteves, Pierre Aderne ou Mário Pacheco.
Com uma equipa estelar de músicos portugueses (Luís Guerreiro, Carlos Leitão, António
Quintino, Henrique Leitão) e brasileiros (Jorge Hélder, Ricardo Silveira, Jurim Moreira, dadi, Um
Carvalho, Nilson Dourado, Gustavo Roriz), com misturas e masterização assinada por Mário
Barreiros, a estreia de Cristiana Águas é um momento singular na produção musical nacional
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de 2014. É a estreia, ambiciosa e destemida, de uma voz com percurso e história, mas que só
agora ousa sair da casa de fados e espraiar-se pelo mundo das canções.
Com o fado na alma e o mundo na garganta, Cristiana Águas supera-se nesta estreia e impõe
a sua voz segura e sabedora, grave e livre, solta e capaz de nos aprisionar sem apelo nem
agravo. E faz tudo isso em 11 momentos de luz, cor e melodia que em breve sustentarão a sua
vida nos palcos. E neste quadro só faltam mesmo os vossos aplausos. Que não vão tardar,
logo que Cristiana Águas se faça ouvir.
Qua 3 | 10 | 24 Fev, 21h30
OS FILMES DAS NOSSAS TERÇAS
com a presença de realizadores
Cinema
Sala Principal
Bilheteira | 4€ - Cartão Mensal com 50% desconto (2€/sessão)
As sessões estão de regresso à sala histórica da região, com o apoio do ICA – Instituto do
Cinema e do Audiovisual.
Programação disponível em www.teatroaveirense.pt.
MARÇO’15
Ter, 03 Mar, Qua, 04 Mar, 10h00 e 14h00
CRÓNICAS AFONSINAS
Teatro sobre a vida de Dom Afonso Henriques
Serviço Educativo | Público Escolar (8 aos 12 anos)
Bilheteira| 4€
Sala Principal | 50 minutos
Dom Afonso Henriques... é o guerreiro lendário que de condado fez reino e assim fundou o
nosso país, Portugal!
Que mais sabemos deste rei primeiro?
Este é um momento para mergulhar na história, indo ao encontro de Afonso. Vamos seguir-lhe
os passos desde pequeno até à morte e sentir a força que o motivou por esse caminho... De
Guimarães a Lisboa percorremos os momentos da sua vida: o legado de seu pai, a sua
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educação, as desavenças com a mãe, o desejo de ser independente e reconhecido, as
guerras, as conquistas, as estratégias, os amores e as mazelas.
De espada em punho e castelo a galope, entramos no espírito de Dom Afonso Henriques, o
Conquistador. O público, com a bravura dos cavaleiros, faz o cerco e dá alento a esta história
que se faz de crenças e de lendas, de vontades e do espírito aceso dos grandes homens
Este é um espectáculo portátil de formato intimista em que a biografia e os factos históricos
relacionados com D. Afonso Henriques são imbuídos do universo lendário que esta figura
alimentou. Um jogo de escalas, luzes e objectos à volta de um castelo, bem como poemas (de
Camões e Pessoa), ritmos e melodias medievais, dão vida a esta história.
Ficha artística
Criação e Interpretação: Tânia Cardoso e Vera Alvelos
Dramaturgia: Vera Alvelos
Arranjo musical, voz e percussões: Tânia Cardoso
Castelo: João Mouro
Links
www.fabulas-de-ama.weebly.com
http://fabulas-de-ama.weebly.com/croacutenicas-afonsinas.html
Sáb, 07 Mar, 21h30
ANTÓNIO ZAMBUJO
Música | M/6
Bilheteira | 20€
Sala Principal | 75 Min
Rua da Emenda, o 6.º álbum de originais de António Zambujo, é, afinal, uma avenida do mundo
onde coabitam as sonoridades do Brasil, França, Uruguai e do continente africano trazidas,
claro está, para a dimensão portuguesa.
Pica do 7, o primeiro single, é o reencontro entre Zambujo e um dos seus mais antigos
parceiros, Miguel Araújo. Juntos, desenham o cenário do eléctrico e romantizam a típica figura
do revisor. Outros são os colaboradores habituais que marcam presença em Rua da Emenda,
– de João Monge a Maria do Rosário Pedreira, de José Eduardo Agualusa a Pedro da Silva
Martins, entre outros – uma festa onde ainda há espaço para novos encontros, como acontece
com Samuel Úria e José Fialho Gouveia, para citar alguns.
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Nos 15 temas que completam Rua da Emenda cabem também emocionantes tributos aos
talentos imortais de Noel Rosa (confirmando a paixão de António Zambujo pela música
brasileira), Serge Gainsbourg (com La Chanson de Prévert reinventada pela magia da guitarra
portuguesa), Jorge Drexler (o uruguaio que já ganhou um óscar), Rodrigo Maranhão e Pedro
Luís (mais dois brasileiros da linha da frente).
Ao vivo, António Zambujo enche o espaço e pára o tempo com a sua voz e guitarra, cheias de
recantos e subtilezas, na companhia de músicos de excepção, dirigidos pelo seu contrabaixista
e director musical, Ricardo Cruz. O público é convidado a participar para que, a uma só voz,
ecoem as emoções dos protagonistas e sentimentos universais, a que Zambujo sabe dar vida
de forma ímpar, nas suas canções.
Ficha artística
António Zambujo
Voz + Guitarra
Ricardo Cruz
Contrabaixo + direção musical
Bernardo Couto ou Luís Guerreiro
Guitarra portuguesa
José Miguel Conde
Clarinete
João Moreira
Trompete
Links:
Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=dT4hv-MIf9Y&list=UU2vlrinv59jF4XWvTX5TT1g
Website: www.antoniozambujo.com
Facebook: www.facebook.com/Ant.Zambujo
You Tube: www.youtube.com/user/tzambujo
Twitter: twitter.com/ZambujoAntonio
Sext 13 Março, 21h30
TEATROMOSCA "MOBY DICK"
Teatro | M12
Bilheteira | Plateia 5€ - Bilhete Duplo: Moby Dick+ Som e a Fúria - 7€
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Sala Principal | 75 Min
A partir do romance homónimo de Herman Melville com adaptação de Tiago Patrício, direção
artística de Pedro Alves e Produção teatromosca.
Narrativa de aventuras para alguns, epopeia metafísica para outros, «Moby-Dick», de Herman
Melville, pode ser resumida como a história de uma viagem de caça à baleia, um estudo sobre
a obsessão e a vingança e como estes traços dominantes se tornam a ruína do homem. Uma
narrativa fragmentada, em certo modo, desordenada, dinâmica, entretecendo diferentes modos
literários: conto, sátira, drama, ensaio, enciclopédia, crónica, lírica… Numa primeira fase do
texto (e aqui serve-nos tão bem a teoria cíclica da História tal como foi desenhada por Vico!),
acompanhamos o narrador Ismael nos preparativos para a viagem. É o tempo dos mitos, dos
monstros e em que a luz vai rasgando as trevas primordiais.
Naquilo que podemos considerar a segunda parte, um tempo dos heróis, a bordo do navio
Pequod, Ismael abandona o papel central da narrativa e o foco é deslocado para Ahab e para a
sua perseguição à Baleia Branca. E é tão interessante que os heróis desta grande narrativa
fundadora dos EUA sejam marinheiros, arpoadores, ferreiros, cozinheiros, loucos tamborileiros,
comandados por um influente capitão monomaníaco! Num terceiro momento, Ahab parece
medir forças com o segundo oficial do Pequod, o racional e prudente Starbuck. No entanto, no
derradeiro andamento do texto, é já inevitável o confronto destruidor com a Baleia Branca, que
terminará de forma caótica, com a morte do Capitão Ahab e de toda a tripulação do Pequod, à
exceção de Ismael. Terminada a saga marítima fica esboçada uma nova viagem (il ricorso), em
que Ismael, num gesto maneirista ao melhor jeito de Shakespeare, é recuperado como
narrador.
A Baleia, indefinida, secreta, ilimitada, mistério e vertigem, acaba por constituir a analogia da
própria obra literária de Melville – e, talvez, também do nosso próprio espetáculo. Ahab é
descrito como uma personagem monomaníaca, figura satânica, guiada por um único objetivo,
capaz de vergar tudo e todos pela paixão que lhe arde no peito, a sede de vingança, a vontade
de destruir Moby-Dick. Ahab é um ser atuante, narcisista, por oposição a Ismael, face a MobyDick (objeto-texto-fantasma). Não pensa, apenas sente, tal como o próprio afirma no início do
seu último dia de caça à Baleia. Enquanto Ahab persegue ébrio de paixão, o fantasma do seu
próprio espírito, Ismael segue-o, distanciado, permitindo que este (o fantasma-baleia) se revele
em toda a sua plenitude. Se para Ahab o mar é a onda que o transporta para o confronto com
Moby-Dick, para Ismael o mar representa as ilimitadas ressonâncias/ cogitações de que a
Baleia se faz eco. Ismael é um narrador consciente do seu papel e, ao contrário de Ahab, faz
uma viagem não contemplativa ou fantasista ao encontro do absoluto (Moby-Dick), para logo o
perder, porque nunca o atinge. Ahab, Ismael e até mesmo Starbuck não são homens sozinhos.
Dependem das relações que estabelecem uns com os outros. O navio Pequod (outra
personagem?), à semelhança do Bellipotent em «Billy Bud» ou o San Dominick em «Benito
Cereno», acaba assim por funcionar como pequena «ilha» de homens perturbados, uma
imagem microscópica do mundo como «navio [como palco] numa viagem sem regresso».
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HERMAN MELVILLE [autor]
Herman Melville, escritor, poeta e ensaísta norte-americano, nasceu em Nova Iorque, no ano
de 1819. Aos vinte anos e sem muitas perspectivas, embarca no navio St. Lawrence rumo a
Liverpool. Regressa à sua cidade natal, começa a dar aulas, muda-se para Albany, tenta a
sorte no oeste e, no final de 1840, regressa a Nova Iorque, sem dinheiro e com poucas
perspetivas, o que o leva a embarcar num navio baleeiro. É aí que observa os arpoadores,
especializados na caça à baleia, experiência que marcaria definitivamente Melville. Em julho de
1842, desembarca com um amigo numa ilha no Arquipélago das Marquesas e, depois de ser
abandonado por este, com a perna ferida, é resgatado um mês depois pelo Lucy Ann, um
baleeiro australiano. As aventuras nesse navio, e a descrição do modo de vida dos nativos da
ilha viriam a servir de base para a narrativa de «Typee» (um relativo sucesso literário a par do
seu segundo romance, «Omoo», datado de 1847). Em 1851, na placidez da fazenda comprada
em Pittsfield, ao lado da esposa e dos filhos, termina a história do Capitão Ahab, comandante
do baleeiro Pequod, da baleia branca Moby- Dick, dedicada ao amigo Nathaniel Hawthorne,
obra que viria a ser recebida de forma muito negativa por grande parte da crítica. A sua morte,
a 28 de setembro de 1891, não foi noticiada em nenhum jornal da época. O conjunto da sua
obra inclui artigos em revistas, críticas e outras obras ocasionais e quinze livros editados
(«Mardi: And a Voyage Thither», «White-Jacket; or, The World in a Man-of-War», «Pierre: or,
The Ambiguities», «Bartleby the Scrivener», «Benito Cereno», «The Confidence-Man: His
Masquerade», «John Marr and Other Sailors», «Timoleon», entre outros), entre 1846 e 1924,
data em que foi publicada a novela «Billy Bud», trinta e três anos após a morte do autor.
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto|Herman Melville
Direção artística|Pedro Alves
Adaptação|Tiago Patrício
Interpretação|Pedro Mendes (ator) e Ruben Jacinto (músico)
Assistência de direção|Mário Trigo
Cenografia|Pedro Silva
Design gráfico|Alex Gozblau
Direção técnica|Carlos Arroja
Vídeo|Raul Talukder
Assessoria de imprensa|Joaquim René
Produção|teatromosca
Parcerias|Chão de Oliva, Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
Embaixada dos Estados Unidos da América, Teatro Meridional e Teatro Experimental de
Cascais
TEATROMOSCA
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Nos seus objetivos artísticos, a companhia assume as condições contemporâneas de
expressão artística, nomeadamente, o estilhaçamento dos binómios realidade/ representação,
tema/ expressão, repertório/ atualidade, ator/ interventor, exposição/ interpretação, cultural/
social, arte/ entretenimento etc., constatando a sua falta de sentido essencial. Enquanto
criadores, pretendemos exprimir e problematizar novas conflitualidades que ponham em jogo
questões de identidade social, norma/ transgressão, tradição/ violência, lei/ valor etc. Estas
preocupações (sociais e artísticas) traduzem-se na procura de uma expressividade que confira
ao teatro contemporaneidade temática e formal. Privilegiamos, assim, a constituição de uma
dramaturgia de língua portuguesa atual, com redacção e publicação de textos originais, e/ou a
procura de um repertório internacional identificado com as preocupações.
Procuramos, assim, em termos formais, a simplificação do processo teatral em nome do
máximo de efeitos.
Embora esteja sedeado e tenha tido origem no concelho de Sintra, o teatromosca não esgota a
apresentação dos seus projetos no concelho de Sintra, abrindo-se à itinerância e reposições
noutros locais, ao mesmo tempo que, mercê da rede de colaborações e parcerias de que
resultam, trazem a Sintra o trabalho de criadores e profissionais exteriores ao concelho, assim
como promove a afluência de um público não “nativo”. Assumimos desta forma que Sintra pode
e deve ser um centro de difusão e concentração artística, podendo o trabalho do teatromosca
ser entendido também à luz deste objetivo. É um objetivo do teatromosca garantir colaborações
com estruturas artísticas e culturais afins, de implantação local ou nacional. A diversificação e
consolidação desta rede de colaborações é intenção permanente da companhia.
Links:
http://teatromosca.com.sapo.pt
http://teatromosca.blogspot.com
Sab. 14 Março, 21h30
TEATROMOSCA "O SOM E A FÚRIA"
Teatro | M/14
Bilheteira | Plateia 5€ - Bilhete Duplo: Moby Dick+ Som e a Fúria - 7€
Sala Principal | 75 Min
«O Som e a Fúria» é o segundo espetáculo de uma trilogia que o teatromosca dedica à
literatura americana (em 2013 apresentou «Moby Dick» de Herman Melville e em 2015 será a
vez de «Meridiano de Sangue» de Cormac McCarthy). A partir do romance homónimo de
William Faulkner (Prémio Nobel da Literatura em 1949), adaptado por Alexandre Sarrazola, «O
Som e a Fúria» desfia, através de Benjy (Ruben Chama), Quentin (Filipe Araújo) e Jason (João
Cabral), a ruína da família Compson, antigos aristocratas do sul dos Estados Unidos. Cada um
deles centra a sua narração na relação (verdadeira ou imaginada) com Caddy, a única filha da
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família. E é esta viagem pela verdade de cada um dos irmãos, isolados, presos no passado,
que nos dá conta da desintegração da família e da sua reputação. O desafio de trazer à cena
este romance passa por trabalhar um texto em que a história não evolui de forma tradicional,
em que parece não haver futuro e o presente é sempre um acontecimento passado. E é
precisamente esta noção de Tempo que Pedro Alves explora nesta passagem para teatro do
romance de William Faulkner.
O espetáculo é uma coprodução com o Quorum Ballet, o Theatro Circo de Braga, o Arte
Institute de Nova Iorque e a Embaixada dos EUA, com o financiamento do Governo de Portugal
– Secretário de Estado da Cultura/Direção-Geral das Artes, e conta ainda com as
interpretações do músico Ruben Jacinto e das bailarinas Catarina Correia, Inês Pedruco e
Margarida Costa.
WILLIAM FAULKNER [autor]
William Faulkner nasceu em 1897, no seio de uma antiga família do Sul dos Estados Unidos da
América. Durante a Primeira Guerra Mundial, alistou-se na Royal Air Force canadiana (e, mais
tarde, na britânica), mas a guerra acabou antes de ter participado em combates. Durante algum
tempo, estudou na Universidade do Mississippi e trabalhou, temporariamente, numa livraria de
Nova Iorque e num jornal de Nova Orleães. Com exceção de algumas viagens à Europa e Ásia
e algumas breves estadias em Hollywood (onde trabalhou como argumentista), escreveu os
seus romances e contos numa fazenda em Oxford, Mississipi. Ao lado de Mark Twain, Flannery
O'Connor, Truman Capote, Harper Lee e Tennessee Williams, é considerado um dos mais
importantes escritores da literatura sulista dos EUA. Em 1949, recebeu o Prémio Nobel da
Literatura e, posteriormente, ganhou o National Book Award, em 1951, com «Collected Stories»
e, em 1955, com o romance «A Fable» (com o qual venceu também um Pulitzer e que lhe seria
entregue novamente em 1962, com o seu último romance). Utilizando a técnica do "fluxo de
consciência" consagrada por James Joyce, Virginia Woolf, Marcel Proust e Thomas Mann,
Faulkner narrou a decadência do sul dos Estados Unidos da América, interiorizando-a nas suas
personagens, a maioria delas vivendo situações desesperantes no fictício condado de
Yoknapatawpha. A obra “faulkneriana” é tida por muitos como hermética e desafiadora. É autor
de «Sartoris» (1929), «The Sound and the Fury» (1929), «As I lay Diyng» (1930), «Sanctuary»
(1931), «Light in August» (1932), «Absalom, Absalom!» (1936), «Requiem For A Nun» (1951),
entre outros romances e contos. Faulkner faleceu de complicações cardíacas no dia 6 de Julho
de 1962, logo após o lançamento do seu último romance, «The Reivers».
PEDRO ALVES [diretor artístico]
Nasceu em Sintra, em 1979. Cofundador e diretor artístico do teatromosca, onde tem
desempenhado funções de actor, encenador e produtor. Frequentou cursos de formação de
atores dirigidos por João de Mello Alvim, João Miguel Rodrigues e Adolfo Simón. Como actor,
participou em espetáculos com textos de Eric Bogosian, Eça Leal, Sófocles, Gil Vicente, Stig
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Dagerman, Frederico Garcia Lorca, Filomena Oliveira, Almeida Garrett, Fernando Sousa, Jean
Genet, Oscar Wilde, Goethe, entre outros, dirigido por Nuno Pinto, Antonino Solmer, Filomena
Oliveira, João de Mello Alvim, Mário Trigo, Rui Mário, Paulo Campos dos Reis, João Miguel
Rodrigues e Adolfo Simón, na Companhia de Teatro de Sintra, Dante - Compañia de Teatro de
Madrid, Teatro TapaFuros, teatromosca, Teatro Focus etc.
Trabalhou com as coreógrafas Carla Sampaio, Daniel Cardoso e Célia Alturas. Dirigiu
espetáculos infantis para a Companhia de Teatro de Marionetas Os Valdevinos e para o Pião –
Teatro Infantil. Assistente de encenação no espetáculo «Os Patriotas», de Miguel Real e
Filomena Oliveira. Desde 1997, tem desenvolvido ateliês de Expressão
Dramática para grupos e escolas. Desde 2005, tem concebido e dinamizado projetos de
animação pedagógica na Câmara Municipal de Sintra e, desde 2010, coordena também o
Centro Lúdico das Lopas. Desempenhou funções de formador e encenador do Grupo de Teatro
da Faculdade de Farmácia de Lisboa. Foi responsável pela formação do elenco jovem do
espetáculo «Depois de Julieta», de Sharman Macdonald. Desenhou figurinos e espaço cénico
em «Obscuro Amor», na Companhia de Teatro de Sintra. Colaborou com o Quorum Ballet –
Companhia de Dança, no espetáculo “Impacto”, na função de dramaturgista, e no espetáculo
“Dois Séculos”, na função de dramaturgista e na direção de atores. No teatromosca, dirigiu,
entre outros, os espetáculos “Dog Art”, “Kip”, “As Três Vidas de Lucie Cabrol”, “Europa” e
“Tróia”.
TEATROMOSCA
Nos seus objetivos artísticos, a companhia assume as condições contemporâneas de
expressão artística, nomeadamente, o estilhaçamento dos binómios realidade/ representação,
tema/ expressão, repertório/ atualidade, ator/ interventor, exposição/ interpretação, cultural/
social, arte/ entretenimento etc., constatando a sua falta de sentido essencial. Enquanto
criadores, pretendemos exprimir e problematizar novas conflitualidades que ponham em jogo
questões de identidade social, norma/ transgressão, tradição/ violência, lei/ valor etc. Estas
preocupações (sociais e artísticas) traduzem-se na procura de uma expressividade que confira
ao teatro contemporaneidade temática e formal. Privilegiamos, assim, a constituição de uma
dramaturgia de língua portuguesa atual, com redacção e publicação de textos originais, e/ou a
procura de um repertório internacional identificado com as preocupações.
Procuramos, assim, em termos formais, a simplificação do processo teatral em nome do
máximo de efeitos.
Embora esteja sedeado e tenha tido origem no concelho de Sintra, o teatromosca não esgota a
apresentação dos seus projetos no concelho de Sintra, abrindo-se à itinerância e reposições
noutros locais, ao mesmo tempo que, mercê da rede de colaborações e parcerias de que
resultam, trazem a Sintra o trabalho de criadores e profissionais exteriores ao concelho, assim
como promove a afluência de um público não “nativo”. Assumimos desta forma que Sintra pode
e deve ser um centro de difusão e concentração artística, podendo o trabalho do teatromosca
ser entendido também à luz deste objetivo. É um objetivo do teatromosca garantir colaborações
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com estruturas artísticas e culturais afins, de implantação local ou nacional. A diversificação e
consolidação desta rede de colaborações é intenção permanente da companhia.
Ficha artística e técnica
Texto|William Faulkner
Direção artística|Pedro Alves
Adaptação|Alexandre Sarrazola
Direção de movimento|Daniel Cardoso
Interpretação|Pedro Mendes, Ruben Chama e Mário Trigo (atores), Inês Godinho, Inês
Pedruco e Mathilde Gilhet (bailarinas) e Ruben Jacinto (músico)
Assistência de direção|Mário Trigo e Maria
Cenografia|Pedro Silva
Figurino|Carlos Coxo
Design gráfico|Alex Gozblau
Direcção técnica|Carlos Arroja
Vídeo|Raul Talukder
Fotografia|Catarina Lobo
Direção de produção|Joaquim René
Produção|teatromosca
Coprodução|Quorum Ballet, Chão de Oliva, Theatro Circo de Braga, Arte Institute (NY) e
Festival Les Eurotopiques (Lille)
Parcerias|Embaixada dos EUA, Teatro Meridional e Teatro Experimental de Cascais
Financiamento|Governo de Portugal – Direção-Geral das Artes
Links:
http://teatromosca.com.sapo.pt
http://teatromosca.blogspot.com
Sex 20 Mar, 21h30
Concerto Banda Sinfónica CMACG
Música | M/6
Bilheteira | Plateia 2€. | Descontos
Sala Principal | 120 Min (20 minutos intervalo)
Sab, 21 março, 21h30
LINDA MARTINI
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Música| M/6
Sala Principal | 60 minutos sem intervalo
Bilheteira| 10€
Os Linda Martini nasceram em 2003 e são uma banda de Rock.
Da sua formação actual fazem parte 4 dos seus 5 membros fundadores – André Henriques,
Cláudia Guerreiro, Hélio Morais e Pedro Geraldes.
Desde a edição do primeiro EP, em Janeiro de 2006, que a banda tem sido bastante
acarinhada, quer pelo público, quer pela imprensa musical e promotores.
Prova disso mesmo, são as várias distinções de “disco do ano” para os leitores da Blitz, a
presença e espaço de antena constantes nos principais veículos de comunicação e a presença
assídua nos festivais de grande dimensão e queimas das fitas.
Em 2006, o single “Amor Combate” foi considerado o single do ano pelo Henrique Amaro da
Antena 3 e, no mesmo ano, o disco de estreia – “Olhos de Mongol” - é distinguido como “disco
do ano” para os leitores da revista Blitz.
Em 2008 a banda edita um EP em vinil, exclusivamente, e esse mesmo disco é considerado o
“segundo disco do ano” para os leitores da revista Blitz.
2009 é ano de reedição do álbum de estreia – “Olhos de Mongol” - em conjunto com o primeiro
EP – “Linda Martini” -, ambos esgotados há muito. É também o ano em que a banda é
convidada a fazer um disco gravado ao vivo, pela Optimus Discos, até hoje esgotado e um dos
discos com mais downloads do ciclo de edições desta nova editora.
Em 2010 é editado o segundo longa duração – “Casa Ocupada” - , disco que eleva a banda
para um outro patamar, arrancando nova distinção de “disco do ano” para os leitores da Blitz e
merecendo os mais rasgados elogios das pessoas do meio, como Pedro Ramos (Radar),
Henrique Amaro (Antena 3) e Zé Pedro (Xutos & Pontapés), a título de exemplo.
No ano em que a banda comemorou 10 anos, editou o seu terceiro longa duração o – “Turbo
Lento” -, pela Universal Music Portugal, disco que foi considerado “disco do ano” para os
leitores da Blitz. Foi este mesmo disco que levou a banda a ser capa do Ípsilon e editora
convidada da revista Blitz. Nos concertos de apresentação, a banda encheu a sala 1 do
HardClub, no Porto, e a sala tejo da MEO Arena, em Lisboa. O disco entrou directamente para
número 2 da tabela de discos mais vendidos da AFP e chegou a número 1 no iTunes e no
Spotify, em Portugal.
Ficha artística:
Músico: Hélio Morais
Músico: Cláudia Guerreiro
Músico: André Henriques
Músico: Pedro Geraldes
Técnico de som: João Tereso
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Links:
Facebook: www.facebook.com/lindamartinirock
Videos:
Ratos: https://www.youtube.com/watch?v=Zp0j9CIyUR8
Volta: https://www.youtube.com/watch?v=nTM4mC40bEw
Sáb 28 Mar, 21h00
Sociedade Musical Santa Cecília
Dança | M/6
Sala Principal
Dom 29 Mar, 15h30
CHÁ DANÇANTE
Dança | Público Sénior
Salão Nobre | 2 horas
Bilheteira | 3,00€ pax | 5,00€ par
A Oficina de Música de Aveiro numa co-produção com a Câmara Municipal de Aveiro e o
Teatro Aveirense promove uma vez por mês a iniciativa Chá Dançante no Salão Nobre do
Teatro Aveirense, dirigida para o público sénior.
O Chá Dançante constitui-se como um espaço de convívio social, de partilha e vivências,
aglutinando a dança, a música e o aroma das memórias!
Ter 3 | 10 | 17 | 24| 31 Março 21h30
OS FILMES DAS NOSSAS TERÇAS
com a presença de realizadores
Cinema | 4€ - Cartão Mensal com 50% desconto (2€/sessão)
Sala Principal
As sessões estão de regresso à sala histórica da região, com o apoio do ICA – Instituto do
Cinema e do Audiovisual.
Programação disponível em www.teatroaveirense.pt
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DOSSIER DE IMPRENSA - Câmara municipal de Aveiro