DOSSIER DE IMPRENSA PROGRAMAÇÃO JAN / FEV / MAR '15 Assessoria Comunicação Social ÍNDICE CONCERTO ANO NOVO ..........................................................................................................................5 CONCERTO DE REIS ................................................................................................................................6 MATRIZ ARCAICA DA SUBLIMAÇÃO DO CORPO .....................................................................................6 OS MAIAS ............................................................................................................................................10 OS FILMES DAS NOSSAS TERÇAS ..........................................................................................................12 LUÍSA SOBRAL......................................................................................................................................12 CHÁ DANÇANTE ...................................................................................................................................13 TIRO E QUEDA......................................................................................................................................14 FREE.....................................................................................................................................................15 BUFFALO..............................................................................................................................................16 CHÁ DANÇANTE ...................................................................................................................................17 CRISTIANA ÁGUAS ...............................................................................................................................18 OS FILMES DAS NOSSAS TERÇAS ..........................................................................................................19 CRÓNICAS AFONSINAS.........................................................................................................................19 ANTÓNIO ZAMBUJO ............................................................................................................................20 TEATROMOSCA "MOBY DICK" .............................................................................................................21 TEATROMOSCA "O SOM E A FÚRIA" ....................................................................................................24 LINDA MARTINI....................................................................................................................................27 CHÁ DANÇANTE ...................................................................................................................................29 OS FILMES DAS NOSSAS TERÇAS ..........................................................................................................29 2 APRESENTAÇÃO O Teatro Aveirense apresenta neste início de 2015 uma programação abrangente com especial destaque para a música, dança e teatro. Iniciamos o ano de 2015 com os tradicionais Concertos de Ano Novo e Reis, pela Orquestra Filarmonia das Beiras, nos dias 1 e 6 de janeiro. Tal como em Viena, soarão as mais conhecidas Valsas, Polcas e Marchas de Strauss, selecionadas para celebrar o Novo Ano de 2015 em ritmo festivo. O Ciclo de Dança começa da melhor forma, com uma residência artística de Pedro Ramos que no dia 9 de janeiro nos apresenta a sua nova criação Matriz Arcaica da Sublimação do Corpo. A comprovar a dança como uma das áreas salientes da programação do Teatro Aveirense, teremos a Companhia Instável que volta ao Aveirense numa co-produção com o Rivoli Teatro Municipal do Porto. Free é o nome da produção que o coreógrafo Gregory Magoma nos apresentará. O espetáculo será apresentado no dia 20 de fevereiro. Janeiro será também um bom mês de música. No dia 23 é a vez de Luísa Sobral cantar e encantar o seu enorme talento, reconhecido internacionalmente, no palco do Teatro Aveirense onde virá apresentar as músicas do seu novo álbum. Fevereiro será um mês do melhor teatro em cena nos palcos de Portugal. Apresentamos, no dia 7, Tiro e Queda, dos mesmos autores de "Conversa da Treta", é uma comédia com Eduardo Madeira e Manuel Marques. No dia 21 é a vez de Buffalo subir ao palco do Aveirense. Uma peça de teatro com três mulheres, as atrizes, Mónica Gamel, Carla Galvão e Maria Ana Filipe. O Fado faz-se ouvir no Teatro Aveirense através das melhores vozes atuais. Cristiana Águas, a que por alguma razão deu voz ao filme Amália. Um concerto indispensável de alguém com o “fado na alma e o mundo na garganta”, no dia 28 de fevereiro. Março traz-nos António Zambujo. A Rua da Emenda é o novo trabalho do fadista e músico do mundo que se apresenta no dia 7 no palco principal do TA. Março é também mês do teatro, desta feita com duas peças a serem apresentadas pela companhia Teatromosca. No dia 13 teremos a oportunidade de ver Moby Dick, a partir do romance de Herman Melville, e no dia 14, a O Som e a Fúria, da obra do americano William 3 Faulkner. Estas apresentações resultam de uma parceria com a Universidade de Aveiro integradas no programa cultural American Corner. Fechamos o trimestre com o rock de Linda Martini, no dia 21 de março. A banda portuguesa tem sido presença obrigatória em diversos festivais de música nacionais e é uma das mais aclamadas pelo público e imprensa musical. Em cada concerto arrastam uma grande legião de fãs que esperamos ver no Teatro Aveirense. O Serviço Educativo e as Escolas é outras das fortes apostas para 2015. Visita Encenada é uma viagem pelos espaços do teatro e uma viagem pelo universo literário de alguns dos autores maiores da literatura universal. Em Janeiro apresentaremos o filme “Os Maias - Os Maias, a comédia da vida portuguesa” que promete levar o público escolar ao imaginário de Eça de Queirós. Em março teremos as Crónicas Afonsinas, teatro sobre a vida de Dom Afonso Henriques que contará um pouco mais sobre a vida do primeiro rei de Portugal. A Oficina de Música de Aveiro numa co-produção com a Câmara Municipal de Aveiro e o Teatro Aveirense promove uma vez por mês a iniciativa Chá Dançante no Salão Nobre do Teatro Aveirense, dirigida para o público sénior. O Cinema continuará a ter especial destaque na programação, mas com novidades. A primeira é que passará a ter “Os Filmes das nossas Terças”, ao invés das habituais quartas-feiras. Manteremos a exigência com uma seleção de filmes de reconhecida qualidade e que raramente são vistos nas grandes salas de cinema. A outra novidade é que passará a estar disponível um cartão Cinema que oferece 50% para quem adquirir o cartão mensal. Bons espetáculos a todos! 4 JANEIRO’15 Qui. 01 Jan 2015, 18h00 CONCERTO ANO NOVO Orquestra Filarmonia das Beiras Música | M/4 | 5€ Sala Principal | +- 90m (com intervalo) Bilheteira | Para a Orquestra Filarmonia das Beiras nada faz mais sentido do que começar o novo ano com música! O já tradicional Concerto de Ano Novo constitui um dos momentos marcantes da temporada musical da orquestra, não só pelo extraordinário clima festivo que rodeia o programa, mas também pela habitual participação massiva de um público que, ano após ano, espera com entusiasmo por este concerto para festejar a chegada do novo ano. Tal como em Viena, soarão as mais conhecidas Valsas, Polcas e Marchas de Strauss, selecionadas para fazer entrar o Novo Ano de 2015 em ritmo festivo. A par desta tradição, a OFB tem também aproveitado esta quadra para convidar intérpretes portugueses da canção nas suas diversas formas. É assim que, para o início deste ano, a Orquestra das Beiras se propõe a homenagear um dos maiores artistas da música ligeira portuguesa do séc. XX, o compositor e cantor Carlos Paião. Sob a direção do maestro António Vassalo Lourenço, a orquestra e os cantores Daniela Araújo, Teresa Pereira, Raquel Garcia e André Lacerda, farão uma viagem pelas canções mais reconhecidas do cantor, num espetáculo que, com toda a certeza, fará do público mais um dos intervenientes deste concerto. Os desejos da Orquestra das Beiras para este Novo Ano revelam-se em música, em dança, em canto! Numa explosão de Emoções que se tocam… Ficha Artística Orquestra Filarmonia das Beiras Daniela Araújo, voz Teresa Pereira, voz Raquel Garcia, voz André Lacerda, voz António Vassalo Lourenço, direção musical 5 Links http://www.orquestradasbeiras.com https://www.facebook.com/Orquestra.Filarmonia.das.Beiras http://www.teatroaveirense.pt/evento_detalhe.asp?id=1624 Ter. 06 Jan 2015, 21h30 CONCERTO DE REIS Orquestra Filarmonia das Beiras Música | M/4 | 5€ Sala Principal | +-90m (com intervalo) Bilheteira | O já tradicional Concerto de Reis constitui um dos momentos marcantes da temporada, não só pelo extraordinário clima festivo que rodeia este espetacular programa, mas também pela habitual participação do público que, ano após ano, atende com entusiasmo ao concerto para festejar os Reis. Para a Orquestra Filarmonia da Beiras nada faz mais sentido do que começar o novo ano com música com o concerto do novo ano e manter a tradição dos Reis. Ficha Artística Orquestra Filarmonia das Beiras Daniela Araújo, voz Teresa Pereira, voz Raquel Garcia, voz André Lacerda, voz António Vassalo Lourenço, direção musical Links http://www.orquestradasbeiras.com https://www.facebook.com/Orquestra.Filarmonia.das.Beiras http://www.teatroaveirense.pt/evento_detalhe.asp?id=1624 Sext. 09 Jan, 21h30 MATRIZ ARCAICA DA SUBLIMAÇÃO DO CORPO Nova criação de Pedro Ramos Dança | M/16 6 Bilheteira| 8€ | 5€ (estudantes das escolas de dança) Sala Principal | 90 Min Residência Artística e Ante-Estreia no Teatro Aveirense da peça Matriz Arcaica da Sublimação do Corpo- Nova Criação de Pedro Ramos Trata-se de uma peça de Dança para sete intérpretes, na qual será explorada uma forte fisicalidade na A fala peça relação da da voz procura com do o movimento indivíduo se numa conhecer linguagem e híbrida. transcender. Como é que essa necessidade se reflecte a nível social e global? A necessidade de pensar numa revolução a partir de uma revelação de quem somos como indivíduos e como grupo e de como nos queremos co-criar. O músculo empático da sociedade está enferrujado. O peso das expectativas, da eficácia, da moral e de uma lei exterior e formatada desconectada da verdade do corpo, da vida que nele habita, ensurdecem a percepção do Ser. Procuramo-nos rever no olhar exterior, a partir de um estereótipo de normalidade, a aprovação para existirmos...exigimos ao outro e a nós mesmos, que se compactuemos com a inconsciência de um "eu" fragmentado pelo medo da vida. Vivemos como estilhaços de nós mesmos, num corpo fragmentado, que luta para ser inteiro. Existe uma medida em que o veneno cura. Há uma medida em que o fogo queima, outra, em que apenas aquece. Criação e destruição são espectros opostos do mesmo fenómeno. É no desbravar do inconsciente que podemos aceder a uma consciência mais plena. É na fragilidade, que procuramos esconder, que encontramos a verdadeira força. O real revela-se pelo paradoxo e é nele que se encontra a inteireza do que somos. É na possibilidade de fazer da força dessa luta uma dança que reside na salvação de um homem inteiro. Sinopse Trabalho sobre a vibração do corpo. Danço para encontrar um lugar onde sentir, escutar, fazer e dizer possam coincidir num mesmo movimento. A dança cria uma vibração onde os corpos ressoam, surgem pequenos rasgos na bolha a que se chama real. Ápices de acontecimento, sustentam o mistério onde o absurdo e um sentido oculto coexistem. Uma sucessão de mistérios permitem-nos, neles ocorrer. São esculpidas no espaço, pela electricidade que percorre a carne, pelo respirar e transpirar, pela imobilidade dos corpos em movimento, pelo odor do toque, criam-se imagens externas que evocam e activam as derradeiras imagens interiores. Danço para escavar a alma, e extrairme na sua expressão. Uma experiência coreográfica sobre a matriz a partir do qual o movimento ocorre. 7 O território de investigação deste trabalho coreográfico surge do cruzamento de diferentes áreas, nomeadamente, o Yoga, a Psicologia, a Alquimia e as Artes Performativas, procurando uma visão alargada sobre o Corpo (performativo) enquanto uma unidade psico-física, como “um pedaço de natureza a ser conhecido”. Consiste num sistema prático e alicerçado na criação de uma experiência no domínio do corpo, na abordagem ao movimento a partir de diferentes tarefas perceptivas, que se traduzem em distintas qualidades de movimento relacionadas com as etapas alquímicas e os estados da matéria (sólido, liquido, gasoso e plasma). Um sistema que em si procura integrar a união dos opostos: os princípios do esforço e do não esforço; do Corpo e Consciência, o indivíduo e o colectivo e a relação do seu interior com a sua experiência exterior. Tanto o Yoga como a Alquimia, distinguem-se, dentro das diferenças entre as várias correntes do pensamento Ocidental e Oriental, estes baseiam-se numa visão, comum a ambas, no que diz respeito à procura da essência. A perspectiva do corpo enquanto matéria não ser algo que se opõe à essência, mas sim, uma das suas manifestações em estado latente. Desta forma, a procura da essência não acontece na negação, nem na luta contra o corpo, mas sim na acção sobre a matéria que revele a verdade latente no corpo. A essência reside na própria matéria em estado latente, adormecida e deve sim, ser despertada. "Vejo esta peça como um contexto onde o corpo se empossa de um poder e se transforma na experiência da expressão da sua essência. Tal como a mulher se transforma, se empossa de um poder que a transforma e a torna apta a dar à luz, quero criar um conjunto de acções, de tarefas perceptivas e práticas corporais que habilitem o corpo a entrar num estado original. Torná-lo bicho, torná-lo emoção energia, fazê-lo emergir da letargia urbana para a força de um corpo arcaico e simultaneamente futurista." (Pedro Ramos) Biografia | Pedro Ramos Pedro Ramos é Coreografo/Bailarino, Investigador, Actor, Videasta, Cantor Lírico, Professor de Dança e Hatha Yoga. É Licenciado pela Escola Superior de Dança, tendo frequentado a Pós-graduação em Dança Movimento Terapia e comunicação não Verbal na UAL. Lecciona a Cadeira de Análise e Técnicas de Composição na Escola de Dança do Conservatório Nacional e Leciona a Cadeira de Corpo na ESAD, nas Caldas da Rainha, no Curso Superior de Teatro. É Aluno de Mestrado de Teatro do Movimento, na Escola Superior de Teatro e Cinema. Como interprete tem trabalhado com vários criadores nacionais e internacionais entre os quais destaca: Madalena Vitorino, Clara Andermatt, Stephan Jurgans, José Laginha, Félix Lozano, Claudia Novua, João Lorenço, Luca Aprea, Silke Z., Ana Rita Barata, Sofia Belchior, Né Barros, Sofia Silva, João Brites e Paulo Ribeiro. 8 Tem feito várias criações como “Coexistência”, “Saindo do Escuro...”,”Minuto”, “VideoDança 06”; “Room” em colaboração e a partir do trabalho do artista plástico Noam Bem Jacocov; “Diário Metafísico”, “...memória de uma Origem”, “InAdega“ (co-criação com Sofia Belchior), "Orbita do cérebro na planta da mão" e “Atractor Estranho”. Ao longo da sua carreira profissional tem sido várias vezes premiado e reconhecido, tanto a nível individual (melhor bailarino contemporâneo 2008- Gala Dance Awards-RTP1; Medalha de Mérito IPL- 2009) como no Colectivo (Caruma- espetáculo do Ano 2006; Aqui-Espetáculo do ano 2009, Saga - Opera extravagante-Globos de Ouro; Txt – 1º Prémio Experimenta Design, Corpo Todo-15o Caminhos cinemas Português, Menção, Quixote 1º premio da SPA) Ficha Artística Direcção Artística Pedro Ramos Composição Musical Carlos Andrade e Pedro Ramos Cenografia Pedro Ramos e Mariana Ramos Consultor Artístico Paulo Rodrigues Desenho de Luz André Almeida Intérpretes António Calpi, Filipe Baracho, Layla Bucaretchi, Pedro Ramos, Sandra Rosado, Constança Couto e Rita Gonçalves Ficha técnica Produção Andreia Luís Comunicação e Marketing Ricardo Ferreira Sab 10, 21h00 e Dom. 11Jan, 17h00 Concerto de Ano Novo – Jobra CMJ 2015 Música | M/6 Bilheteira| 5€ Sala Principal | 75 Min Sab 10, 21h00 e Dom. 11Jan, 17h00 9 Ter 13 e Qua 14 Jan, 19h00 Concerto de Reis - Conservatório de Música de Aveiro Música | M/6 Bilheteira| 2€ Sala Principal | 75 Min (com intervalo) Ficha artística Dia 13 Coros de Iniciação e Alunos em Regime Articulado Era uma vez uma noite estrelada Orquestração - Hamish Alballucci Texto – João Carlos Soares Coro de Iniciação Canto Natalizio Andrea Basevi Coro dos alunos em Regime Articulado Dia 14 Big Band e Coros de Iniciação e Básico Era uma vez uma noite estrelada Orquestração - Hamish Alballucci Texto – João Carlos Soares Coro de Iniciação White Christmas Mac Huff Big Band e Coro Básico Ter. 20 Jan, 11h00 e 14h30 OS MAIAS Serviço Educativo| M/3 Billheteira| 5 € Sala Principal | 75 Min Eça levou quase sete anos a escrever o romance perfeito. Episódios da vida romântica, chamou-lhe ele, vertiginosa e galopante narrativa de uma família, sim, mas acima de tudo, análise impiedosa de um país a desfazer-se, sem sentido e sem remédio, o Portugal dele, o nosso Portugal. Tão justo, tão violento que 150 anos depois, as situações e as suas palavras nos assentam como uma luva, a luva amarelo-canário de Ega! Quantos Dâmasos Salcedes, 10 Silveirinhas, Condes Ministros Gouvarinhos, os banqueiros Cohen andam por aí à solta. “Para que serve um governo?” – Apenas para contrair empréstimos e cobrar impostos! Mais nada!”. E a decadência das elites, tão evidente que para se manter o raio da raça, já não há ninguém com quem dormir, a não ser com a própria irmã!! E como o pecado é grave, morre Afonso da Maia, a velha e resistente árvore, e com ele Portugal. Bancarrota anunciada e cumprida alguns anos depois. Um empréstimo que levou 99 anos a pagar, a última prestação entregue em 2001! Mas deixemo-nos do vale de lágrimas e pensemos no riso como solução. Nas prodigiosas invenções de Eça, que atiraram o romance clássico do séc. XIX para muitos anos à frente. Não se suicida Carlos da Maia com um tiro na cabeça, Maria Eduarda não vai para nenhum convento. Um viaja dez anos pelo mundo, espalhando o seu tédio, a outra casase com um qualquer, tem filhos e uma vida normal. E o alter-ego de Eça, genialmente dividido em dois: um, representando o tédio rico e aristocrata de Carlos, outro o anarquismo ácido de João da Ega, o autor de obras primas nunca terminadas. No final nem um nem outro correm para o poder, para a glória ou para o amor mas quase galopam para um jantarinho. Ah Portugal, ah os Portugueses! NOTA DO REALIZADOR SINOPSE Entre Afonso da Maia e o seu neto Carlos, constrói-se o último laço forte da velha família Maia. Formado em medicina na Universidade de Coimbra e posteriormente educado numa longa viagem pela Europa, Carlos da Maia regressa a Lisboa no outono de 1875, para grande alegria do avô. Nos catorze meses seguintes, nasce, cresce e morre a comédia e a tragédia de Carlos como a tragédia e a comédia de Portugal. A vida ociosa do médico aristocrata, invariavelmente acompanhado pelo seu par amigo, o génio da escrita e de obras “inacabadas”, o manipulador João da Ega, leva-o a ter amigos, a ter amantes e ao dolce fare niente, cheio de convicções. Até que se apaixona de verdade por uma mulher tão bela como uma madona e tão cheia de mistérios como as heroínas da estética naturalista. Um personagem novo num romance esteticamente revolucionário. A vertigem: paixão louca para lá dos negrumes do passado, um novo e mais negro precipício, o incesto. Mesmo sabendo que Maria Eduarda é a irmã, a paixão de Carlos não morre e vai ao limite. E depois termina abruptamente porque o velho Afonso da Maia morre para expiar o pecado terrível do seu neto, neto que era a razão da sua existência. E então, em vez da morte do herói, nova invenção de Eça: Carlos e Ega partem para uma longa viagem de ócio e de pequenos prazeres. Dez anos depois, voltam a encontrar-se em Lisboa tão diferente e tão igual, a capital de um país a caminho da bancarrota. “Os Maias”, escrito pelo genial Eça de Queiroz, grande, melodramático, divertido e melancólico, aponta um destino sem remédio, tanto para a família Maia, como para Portugal. João Botelho Links http://www.ardefilmes.org/osmaias 11 www.teatrodobairro.org https://www.facebook.com/osmaiasbotelho?ref=hl Ter 20 | 27 Jan, 21h30 OS FILMES DAS NOSSAS TERÇAS com a presença de realizadores Cinema Sala Principal Bilheteira | 4€ - Cartão Mensal com 50% desconto (2€/sessão) As sessões estão de regresso à sala histórica da região, com o apoio do ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual. Programação disponível em www.teatroaveirense.pt Sext.23 Jan, 21h30 LUÍSA SOBRAL Música | M/6 Bilheteira| 12 € Plateia; 10 € Balcão Sala Principal | 50 Min “Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa" é o terceiro álbum de estúdio de Luisa Sobral. Com dois discos editados, a compositora, letrista, intérprete e multiinstumentista Luísa Sobral é um dos maiores talentos da música portuguesa, tendo conquistado público e crítica, não só em Portugal, como internacionalmente. Luísa Sobral edita o seu primeiro disco, “The Cherry On My Cake”, em 2011, tendo alcançado rapidamente o galardão de Platina. Nesse ano, a artista é nomeada para 2 Globos de Ouro nas categorias Revelação e Melhor Intérprete Individual. Sobe ao palco de alguns dos principais festivais nacionais e esgota algumas das salas portuguesas mais emblemáticas. Ainda no final de 2011, inicia em Espanha uma promissora carreira internacional, actuando no Festival Internacional de Jazz de Barcelona, no Festival Jazz Cartagena e na Sala Galileo Galile, em Madrid. Em Abril de 2012 apresenta-se no Union Chapel, em Londres, onde faz a primeira parte do concerto de Ute Lemper. Regressa em N«novembro para a primeira parte do concerto de Melody Gardot, no Barbican Center, fazendo parte da programação do London Jazz Festival. Este espectáculo leva-a a acompanhar a tour alemã de Melody Gardot, actuando em Berlim, Frankfurt, Colónia e Hamburgo. É convidada para interpretar duas canções no mítico programa britânico “Later with... Jools Holand”, um feito absolutamente impressionante. Ainda em 2012 é convidada a compor um tema para a campanha de Natal da ZON. 12 Compõe e dá voz ao tema genérico da série infantil “O Bairro do Panda”, do Canal Panda, e o tema de sua autoria, “A Minha Estrela”, é escolhido pela fadista Ana Moura para fazer parte do aclamado disco Desfado, editado no final de 2012. O início do ano de 2013 vê nascer o segundo disco da artista portuguesa. “There’s a Flower in My Bedroom” instala-se automaticamente nos lugares cimeiros das tabelas de vendas e nos corações do público nacional, que oferece a Luísa Sobral mais um Disco de Ouro relativo a este trabalho. A tour nacional de apresentação do novo álbum leva mais uma vez a cantora a percorrer o país de Norte a Sul, novamente com salas esgotadas e público rendido. Entretanto, Luísa Sobral dá seguimento à sua afirmação internacional com espectáculos em importantes salas e eventos de Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Suíça, Alemanha, Turquia, Israel, Marrocos e China. Ficha artística e técnica Luísa Sobral – voz e guitarra João Hasselberg – contrabaixo Luís Figueiredo – piano Carlos Miguel Antunes – bateria Rui Guerreiro – técnico de som Tela Negra – desenho de luz Links: www.luisasobral.com www.facebook.com/luisasobralmusic www.youtube.com/user/luisasobral Dom 25 Jan, 15h30 CHÁ DANÇANTE Dança | Público Sénior Salão Nobre | 2 horas Bilheteira | 3,00€ pax | 5,00€ par A Oficina de Música de Aveiro numa co-produção com a Câmara Municipal de Aveiro e o Teatro Aveirense promove uma vez por mês a iniciativa Chá Dançante no Salão Nobre do Teatro Aveirense, dirigida para o público sénior. O Chá Dançante constitui-se como um espaço de convívio social, de partilha e vivências, aglutinando a dança, a música e o aroma das memórias! 13 FEVEREIRO’15 Sáb, 07 Fev, 21h30 TIRO E QUEDA Teatro | M/12 Bilheteira| Plateia 14€ | Balcão – 12€ Sala Principal | 1H30 (sem intervalo) Dos mesmos autores de Conversa da Treta. Tiro e Queda é uma comédia com Eduardo Madeira e Manuel Marques, sobre dois atiradores que estão no topo de um prédio. Não sabemos se são da polícia ou assassinos. Sabemos apenas que esperam a chegada de alguém que será a vítima. Enquanto isto, Eddie (Eduardo Madeira), um bronco de coração mole, e Manecas (Manuel Marques) um falso forte, com um coração mole, falam de uma forma desconcertante dos seus medos e anseios, e dissertam sobre a política, as redes sociais, o amor, a arte, o país, o futebol, e acabam a cantar, num registo perto do musical da Brodway, o bonito, leve e revigorante tema "Se Só Tivesses Uma Bala em Quem Davas Um Balázio?". Tiro e Queda, uma comédia sobre a condição humana com o dedo no gatilho e outro no cigano. Ficha artística Texto Eduardo Madeira e Filipe Homem Fonseca Encenação Sónia Aragão Cenário Eric da Costa Música Bruno Vasconcelos e Nuno Rafael Desenho de Luz Luís Duarte Interpretação Eduardo Madeira e Manuel Marques Sáb 14 Fev, 21h30. | Dom. 15 Fev. 15h30 e 21h30 Escola de Bailado de Aveiro Organização Escola de Bailado de Aveiro Dança 14 Sex 20 Fev, 21h30 FREE Companhia Instável | Criação: Gregory Magoma Co-Produção: Teatro Rivoli Dança | M/3 Sala Principal | 70 Min Bilheteira | 10€ Spaces confine our ability to be free, our ability to see beyond the lines, the rules - we take a moment to be free, to liberate ourselves from the entrapments of colonial rule, immutable laws that are man made. Gregory Maqoma é o coreógrafo escolhido pela Companhia Instável para a nova criação de 2014/2015. A escolha e o convite dirigido a este coreógrafo prendem-se com a curiosidade, debate e natural desafio em torno dos diálogos inter e multicultural e a sua expressão (e contaminação) na criação coreográfica. O trabalho de Maqoma e a sua perspectiva colaborativa são de particular interesse num projecto como a Companhia Instável, um projecto que nasce e existe para os intérpretes de dança contemporânea, permitindo a descoberta de novas linguagens coreográficas e criando oportunidades profissionais. Os intérpretes estão no centro deste projecto que se perspectiva como propulsor temporário como insinua o seu nome: a cada ano se constitui, convidando novos criadores e abrindo espaço a novos intérpretes, e a cada ano se dissolve. Biografia do criador Gregory Maqoma (Soweto, 1973) formou-se na P.A.R.T.S. e colaborou com diversos criadores, como Akram Khan, sendo um dos intérpretes e coreógrafos mais inspiradores da sua geração. O seu trabalho assumiu especial notoriedade através da criação de trilogias, destacando-se as aclamada Rhythm Thrilogy e Beauty Thrilogy. O seu mais recente trabalho Exit/Exist foi recentemente premiado com o New York Bessie Award-Outstanding Music Composition. Ficha artística e técnica Direção artística | Gregory Maqoma Criação musical | Giuliano Modarelli Assistente de ensaios | Cristina Planas Leitão Interpretação | Anya Seno, Duarte Valadares, Pedro Rosa, Savina Gargano, Vittoria Ferrari Estágio | João Cardoso Direção técnica | Ricardo Alves Figurinos | ESAD (sob a orientação de Maria Gambina) Links: https://www.youtube.com/watch?v=SPOwuUvXugI 15 https://www.youtube.com/watch?v=7BDtgpobPzk https://www.youtube.com/watch?v=mC4RKzI2Zaw https://www.youtube.com/watch?v=NFY0S-KPziw Sáb. 21 Fev. 21h30 BUFFALO Teatro | M/12 Bilheteira | 10€ normal / 6€ - maiores de 65; estudantes; profissionais da área Sala Principal Duração | 75 min (sem intervalo) Em "Buffalo", juntam‐se ao Teatro e a Dança o Design. Este espetáculo é a sexta criação em âmbito profissional no percurso artístico de Alexandre Tavares, jovem criador diplomado em Artes Performativas pela ESTAL – Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa. Conta com: texto de Alexandre Tavares e Diogo Tavares, jovem ator e dramaturgo; interpretação de Carla Galvão, Maria Ana Filipe e Mónica Garnel; figurinos de José António Tenente e calçado da marca Eureka; e produção de João Pires e Mónica Talina, com apoios da ILGA Portugal (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero), ESTAL – Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa e Petasil Lda, Direção‐Geral das Artes, Câmara Municipal de Lisboa, entre outros. O complexo trio amoroso formado pelas personagens de "Buffalo" põe em perspetiva a questão das relações entre pessoas do mesmo sexo – a forte presença das atrizes contrasta com a ambiência criada pela estética singular do movimento, instalação cénica e figurinos, que causa a ilusão de a cena se tratar de um sonho – resultando na sensação de vivência de um sonho real. A natureza de três mulheres é posta a nu, enquanto a ação se desenrola do final para o início. A ordem original do texto foi invertida, de forma a corresponder à ação, coreografada “de trás 16 para a frente” – literalmente ‐ a coreografia é baseada na ideia de "rewind", utilizando apenas gestos quotidianos realizados do fim para o início. Sinopse Três mulheres. A ação, marcada pela estranha leveza de um mundo que gira ao contrário, cria um ambiente de ilusão e confusão dos sentidos. O tempo volta atrás, o desenrolar dos eventos que revelam a natureza das relações entre estas mulheres inverte-se; começa-se no fim para se acabar no início. A interpretação de Carla Galvão, Maria Ana Filipe e Mónica Garnel iluminam este mundo em "rewind", e a emoção revela-se tão real e tão humana num casal do mesmo sexo, como o seria de outra forma. Ficha artística e técnica Encenação e coreografia: Alexandre Tavares Texto: Alexandre Tavares e Diogo Tavares Intérpretes: Carla Galvão, Maria Ana Filipe e Mónica Garnel Figurinos: José António Tenente Cenografia: Alexandre Tavares Sonoplastia: Hugo Franco Produção: João Pires e Mónica Talina Desenho de Luz: Nuno Samora Design: Fabiana Costa Fotografia: Mariana Silva Vídeo: Sofia Marques Ferreira Links: https://www.facebook.com/events/1494387634162227/?fref=ts Dom 22 Fev, 15h30 CHÁ DANÇANTE Dança | Público Sénior Salão Nobre | 2 horas Bilheteira | 3,00€ pax | 5,00€ par A Oficina de Música de Aveiro numa co-produção com a Câmara Municipal de Aveiro e o Teatro Aveirense promove uma vez por mês a iniciativa Chá Dançante no Salão Nobre do Teatro Aveirense, dirigida para o público sénior. 17 O Chá Dançante constitui-se como um espaço de convívio social, de partilha e vivências, aglutinando a dança, a música e o aroma das memórias! Sáb, 28 Fev, 21h30 CRISTIANA ÁGUAS Fado – voz filme Amália A fadista que emprestou a voz à longa metragem de Amália Rodrigues estreia-se em nome próprio Música | M/6 | Bilheteira | 12€ - Plateia | 10€ - Balcão Sala Principal O álbum de estreia de Cristiana Águas parece responder a uma pergunta que não nos cansamos de colocar: o que é, afinal, o fado? Uma fórmula rígida? Um sentir? Uma história? Uma guitarra a lamentar-se da vida numa esquina de Lisboa? Ou uma melodia soprada pelo vento até aos morros do Rio de Janeiro? E se for tudo isto? Essa é a proposta da estreia de Cristiana Águas, álbum produzido por Pierre Aderne que conta com a colaboração de músicos dos dois lados do Atlântico. Uma coisa é certa: aqui, neste enorme disco de apresentação formal de uma voz que há muito se conhece, tudo começa no fado. Em «À porta da Brasileira» Cristiana começa por cantar «encontrei-te por acaso». E foi assim mesmo, por acaso – outra maneira de dizer destino –, que Pierre Aderne encontrou Cristiana Águas, no Clube de Fado de Mário Pacheco. Apresentou-os Cuca Roseta, amiga comum. «Chamou-me a atenção a voz grave e bela daquela jovem», recorda Pierre Aderne. E como não? Cristiana canta esse fio da história que se pressente nas ruelas de Alfama desde os seus 11 anos. O fado é para ela uma língua mãe, um sopro natural que existe sem se questionar. Pierre Aderne ofereceu-se para produzir o álbum de estreia de Cristiana Águas e adivinhou-lhe «uma similitude» com Gal Costa. Não nos timbres, que são distintos, «mas pela entrega às melodias e aos poemas», escreveu o artista brasileiro que tanto Portugal tem dentro de si. Essa entrega certamente pesou na hora de escolher quem desse voz à Amália Rodrigues do grande ecrã e Cristiana emprestou-se à alma da grande diva quando o cinema a homenageou. E é essa entrega que lhe permite na sua estreia viajar pelo fado e por canções de outras latitudes, casando-se tão bem com a guitarra portuguesa como com o piano, ombreando segura e mágica com parceiros de aventura como Pedro Moutinho, Cuca Roseta ou Ney Matogrosso sobre músicas assinadas por Philippe Baden Powell, Paulo Mendonça, Luiz Caracol, Dadi, Pedro Esteves, Pierre Aderne ou Mário Pacheco. Com uma equipa estelar de músicos portugueses (Luís Guerreiro, Carlos Leitão, António Quintino, Henrique Leitão) e brasileiros (Jorge Hélder, Ricardo Silveira, Jurim Moreira, dadi, Um Carvalho, Nilson Dourado, Gustavo Roriz), com misturas e masterização assinada por Mário Barreiros, a estreia de Cristiana Águas é um momento singular na produção musical nacional 18 de 2014. É a estreia, ambiciosa e destemida, de uma voz com percurso e história, mas que só agora ousa sair da casa de fados e espraiar-se pelo mundo das canções. Com o fado na alma e o mundo na garganta, Cristiana Águas supera-se nesta estreia e impõe a sua voz segura e sabedora, grave e livre, solta e capaz de nos aprisionar sem apelo nem agravo. E faz tudo isso em 11 momentos de luz, cor e melodia que em breve sustentarão a sua vida nos palcos. E neste quadro só faltam mesmo os vossos aplausos. Que não vão tardar, logo que Cristiana Águas se faça ouvir. Qua 3 | 10 | 24 Fev, 21h30 OS FILMES DAS NOSSAS TERÇAS com a presença de realizadores Cinema Sala Principal Bilheteira | 4€ - Cartão Mensal com 50% desconto (2€/sessão) As sessões estão de regresso à sala histórica da região, com o apoio do ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual. Programação disponível em www.teatroaveirense.pt. MARÇO’15 Ter, 03 Mar, Qua, 04 Mar, 10h00 e 14h00 CRÓNICAS AFONSINAS Teatro sobre a vida de Dom Afonso Henriques Serviço Educativo | Público Escolar (8 aos 12 anos) Bilheteira| 4€ Sala Principal | 50 minutos Dom Afonso Henriques... é o guerreiro lendário que de condado fez reino e assim fundou o nosso país, Portugal! Que mais sabemos deste rei primeiro? Este é um momento para mergulhar na história, indo ao encontro de Afonso. Vamos seguir-lhe os passos desde pequeno até à morte e sentir a força que o motivou por esse caminho... De Guimarães a Lisboa percorremos os momentos da sua vida: o legado de seu pai, a sua 19 educação, as desavenças com a mãe, o desejo de ser independente e reconhecido, as guerras, as conquistas, as estratégias, os amores e as mazelas. De espada em punho e castelo a galope, entramos no espírito de Dom Afonso Henriques, o Conquistador. O público, com a bravura dos cavaleiros, faz o cerco e dá alento a esta história que se faz de crenças e de lendas, de vontades e do espírito aceso dos grandes homens Este é um espectáculo portátil de formato intimista em que a biografia e os factos históricos relacionados com D. Afonso Henriques são imbuídos do universo lendário que esta figura alimentou. Um jogo de escalas, luzes e objectos à volta de um castelo, bem como poemas (de Camões e Pessoa), ritmos e melodias medievais, dão vida a esta história. Ficha artística Criação e Interpretação: Tânia Cardoso e Vera Alvelos Dramaturgia: Vera Alvelos Arranjo musical, voz e percussões: Tânia Cardoso Castelo: João Mouro Links www.fabulas-de-ama.weebly.com http://fabulas-de-ama.weebly.com/croacutenicas-afonsinas.html Sáb, 07 Mar, 21h30 ANTÓNIO ZAMBUJO Música | M/6 Bilheteira | 20€ Sala Principal | 75 Min Rua da Emenda, o 6.º álbum de originais de António Zambujo, é, afinal, uma avenida do mundo onde coabitam as sonoridades do Brasil, França, Uruguai e do continente africano trazidas, claro está, para a dimensão portuguesa. Pica do 7, o primeiro single, é o reencontro entre Zambujo e um dos seus mais antigos parceiros, Miguel Araújo. Juntos, desenham o cenário do eléctrico e romantizam a típica figura do revisor. Outros são os colaboradores habituais que marcam presença em Rua da Emenda, – de João Monge a Maria do Rosário Pedreira, de José Eduardo Agualusa a Pedro da Silva Martins, entre outros – uma festa onde ainda há espaço para novos encontros, como acontece com Samuel Úria e José Fialho Gouveia, para citar alguns. 20 Nos 15 temas que completam Rua da Emenda cabem também emocionantes tributos aos talentos imortais de Noel Rosa (confirmando a paixão de António Zambujo pela música brasileira), Serge Gainsbourg (com La Chanson de Prévert reinventada pela magia da guitarra portuguesa), Jorge Drexler (o uruguaio que já ganhou um óscar), Rodrigo Maranhão e Pedro Luís (mais dois brasileiros da linha da frente). Ao vivo, António Zambujo enche o espaço e pára o tempo com a sua voz e guitarra, cheias de recantos e subtilezas, na companhia de músicos de excepção, dirigidos pelo seu contrabaixista e director musical, Ricardo Cruz. O público é convidado a participar para que, a uma só voz, ecoem as emoções dos protagonistas e sentimentos universais, a que Zambujo sabe dar vida de forma ímpar, nas suas canções. Ficha artística António Zambujo Voz + Guitarra Ricardo Cruz Contrabaixo + direção musical Bernardo Couto ou Luís Guerreiro Guitarra portuguesa José Miguel Conde Clarinete João Moreira Trompete Links: Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=dT4hv-MIf9Y&list=UU2vlrinv59jF4XWvTX5TT1g Website: www.antoniozambujo.com Facebook: www.facebook.com/Ant.Zambujo You Tube: www.youtube.com/user/tzambujo Twitter: twitter.com/ZambujoAntonio Sext 13 Março, 21h30 TEATROMOSCA "MOBY DICK" Teatro | M12 Bilheteira | Plateia 5€ - Bilhete Duplo: Moby Dick+ Som e a Fúria - 7€ 21 Sala Principal | 75 Min A partir do romance homónimo de Herman Melville com adaptação de Tiago Patrício, direção artística de Pedro Alves e Produção teatromosca. Narrativa de aventuras para alguns, epopeia metafísica para outros, «Moby-Dick», de Herman Melville, pode ser resumida como a história de uma viagem de caça à baleia, um estudo sobre a obsessão e a vingança e como estes traços dominantes se tornam a ruína do homem. Uma narrativa fragmentada, em certo modo, desordenada, dinâmica, entretecendo diferentes modos literários: conto, sátira, drama, ensaio, enciclopédia, crónica, lírica… Numa primeira fase do texto (e aqui serve-nos tão bem a teoria cíclica da História tal como foi desenhada por Vico!), acompanhamos o narrador Ismael nos preparativos para a viagem. É o tempo dos mitos, dos monstros e em que a luz vai rasgando as trevas primordiais. Naquilo que podemos considerar a segunda parte, um tempo dos heróis, a bordo do navio Pequod, Ismael abandona o papel central da narrativa e o foco é deslocado para Ahab e para a sua perseguição à Baleia Branca. E é tão interessante que os heróis desta grande narrativa fundadora dos EUA sejam marinheiros, arpoadores, ferreiros, cozinheiros, loucos tamborileiros, comandados por um influente capitão monomaníaco! Num terceiro momento, Ahab parece medir forças com o segundo oficial do Pequod, o racional e prudente Starbuck. No entanto, no derradeiro andamento do texto, é já inevitável o confronto destruidor com a Baleia Branca, que terminará de forma caótica, com a morte do Capitão Ahab e de toda a tripulação do Pequod, à exceção de Ismael. Terminada a saga marítima fica esboçada uma nova viagem (il ricorso), em que Ismael, num gesto maneirista ao melhor jeito de Shakespeare, é recuperado como narrador. A Baleia, indefinida, secreta, ilimitada, mistério e vertigem, acaba por constituir a analogia da própria obra literária de Melville – e, talvez, também do nosso próprio espetáculo. Ahab é descrito como uma personagem monomaníaca, figura satânica, guiada por um único objetivo, capaz de vergar tudo e todos pela paixão que lhe arde no peito, a sede de vingança, a vontade de destruir Moby-Dick. Ahab é um ser atuante, narcisista, por oposição a Ismael, face a MobyDick (objeto-texto-fantasma). Não pensa, apenas sente, tal como o próprio afirma no início do seu último dia de caça à Baleia. Enquanto Ahab persegue ébrio de paixão, o fantasma do seu próprio espírito, Ismael segue-o, distanciado, permitindo que este (o fantasma-baleia) se revele em toda a sua plenitude. Se para Ahab o mar é a onda que o transporta para o confronto com Moby-Dick, para Ismael o mar representa as ilimitadas ressonâncias/ cogitações de que a Baleia se faz eco. Ismael é um narrador consciente do seu papel e, ao contrário de Ahab, faz uma viagem não contemplativa ou fantasista ao encontro do absoluto (Moby-Dick), para logo o perder, porque nunca o atinge. Ahab, Ismael e até mesmo Starbuck não são homens sozinhos. Dependem das relações que estabelecem uns com os outros. O navio Pequod (outra personagem?), à semelhança do Bellipotent em «Billy Bud» ou o San Dominick em «Benito Cereno», acaba assim por funcionar como pequena «ilha» de homens perturbados, uma imagem microscópica do mundo como «navio [como palco] numa viagem sem regresso». 22 HERMAN MELVILLE [autor] Herman Melville, escritor, poeta e ensaísta norte-americano, nasceu em Nova Iorque, no ano de 1819. Aos vinte anos e sem muitas perspectivas, embarca no navio St. Lawrence rumo a Liverpool. Regressa à sua cidade natal, começa a dar aulas, muda-se para Albany, tenta a sorte no oeste e, no final de 1840, regressa a Nova Iorque, sem dinheiro e com poucas perspetivas, o que o leva a embarcar num navio baleeiro. É aí que observa os arpoadores, especializados na caça à baleia, experiência que marcaria definitivamente Melville. Em julho de 1842, desembarca com um amigo numa ilha no Arquipélago das Marquesas e, depois de ser abandonado por este, com a perna ferida, é resgatado um mês depois pelo Lucy Ann, um baleeiro australiano. As aventuras nesse navio, e a descrição do modo de vida dos nativos da ilha viriam a servir de base para a narrativa de «Typee» (um relativo sucesso literário a par do seu segundo romance, «Omoo», datado de 1847). Em 1851, na placidez da fazenda comprada em Pittsfield, ao lado da esposa e dos filhos, termina a história do Capitão Ahab, comandante do baleeiro Pequod, da baleia branca Moby- Dick, dedicada ao amigo Nathaniel Hawthorne, obra que viria a ser recebida de forma muito negativa por grande parte da crítica. A sua morte, a 28 de setembro de 1891, não foi noticiada em nenhum jornal da época. O conjunto da sua obra inclui artigos em revistas, críticas e outras obras ocasionais e quinze livros editados («Mardi: And a Voyage Thither», «White-Jacket; or, The World in a Man-of-War», «Pierre: or, The Ambiguities», «Bartleby the Scrivener», «Benito Cereno», «The Confidence-Man: His Masquerade», «John Marr and Other Sailors», «Timoleon», entre outros), entre 1846 e 1924, data em que foi publicada a novela «Billy Bud», trinta e três anos após a morte do autor. FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA Texto|Herman Melville Direção artística|Pedro Alves Adaptação|Tiago Patrício Interpretação|Pedro Mendes (ator) e Ruben Jacinto (músico) Assistência de direção|Mário Trigo Cenografia|Pedro Silva Design gráfico|Alex Gozblau Direção técnica|Carlos Arroja Vídeo|Raul Talukder Assessoria de imprensa|Joaquim René Produção|teatromosca Parcerias|Chão de Oliva, Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Embaixada dos Estados Unidos da América, Teatro Meridional e Teatro Experimental de Cascais TEATROMOSCA 23 Nos seus objetivos artísticos, a companhia assume as condições contemporâneas de expressão artística, nomeadamente, o estilhaçamento dos binómios realidade/ representação, tema/ expressão, repertório/ atualidade, ator/ interventor, exposição/ interpretação, cultural/ social, arte/ entretenimento etc., constatando a sua falta de sentido essencial. Enquanto criadores, pretendemos exprimir e problematizar novas conflitualidades que ponham em jogo questões de identidade social, norma/ transgressão, tradição/ violência, lei/ valor etc. Estas preocupações (sociais e artísticas) traduzem-se na procura de uma expressividade que confira ao teatro contemporaneidade temática e formal. Privilegiamos, assim, a constituição de uma dramaturgia de língua portuguesa atual, com redacção e publicação de textos originais, e/ou a procura de um repertório internacional identificado com as preocupações. Procuramos, assim, em termos formais, a simplificação do processo teatral em nome do máximo de efeitos. Embora esteja sedeado e tenha tido origem no concelho de Sintra, o teatromosca não esgota a apresentação dos seus projetos no concelho de Sintra, abrindo-se à itinerância e reposições noutros locais, ao mesmo tempo que, mercê da rede de colaborações e parcerias de que resultam, trazem a Sintra o trabalho de criadores e profissionais exteriores ao concelho, assim como promove a afluência de um público não “nativo”. Assumimos desta forma que Sintra pode e deve ser um centro de difusão e concentração artística, podendo o trabalho do teatromosca ser entendido também à luz deste objetivo. É um objetivo do teatromosca garantir colaborações com estruturas artísticas e culturais afins, de implantação local ou nacional. A diversificação e consolidação desta rede de colaborações é intenção permanente da companhia. Links: http://teatromosca.com.sapo.pt http://teatromosca.blogspot.com Sab. 14 Março, 21h30 TEATROMOSCA "O SOM E A FÚRIA" Teatro | M/14 Bilheteira | Plateia 5€ - Bilhete Duplo: Moby Dick+ Som e a Fúria - 7€ Sala Principal | 75 Min «O Som e a Fúria» é o segundo espetáculo de uma trilogia que o teatromosca dedica à literatura americana (em 2013 apresentou «Moby Dick» de Herman Melville e em 2015 será a vez de «Meridiano de Sangue» de Cormac McCarthy). A partir do romance homónimo de William Faulkner (Prémio Nobel da Literatura em 1949), adaptado por Alexandre Sarrazola, «O Som e a Fúria» desfia, através de Benjy (Ruben Chama), Quentin (Filipe Araújo) e Jason (João Cabral), a ruína da família Compson, antigos aristocratas do sul dos Estados Unidos. Cada um deles centra a sua narração na relação (verdadeira ou imaginada) com Caddy, a única filha da 24 família. E é esta viagem pela verdade de cada um dos irmãos, isolados, presos no passado, que nos dá conta da desintegração da família e da sua reputação. O desafio de trazer à cena este romance passa por trabalhar um texto em que a história não evolui de forma tradicional, em que parece não haver futuro e o presente é sempre um acontecimento passado. E é precisamente esta noção de Tempo que Pedro Alves explora nesta passagem para teatro do romance de William Faulkner. O espetáculo é uma coprodução com o Quorum Ballet, o Theatro Circo de Braga, o Arte Institute de Nova Iorque e a Embaixada dos EUA, com o financiamento do Governo de Portugal – Secretário de Estado da Cultura/Direção-Geral das Artes, e conta ainda com as interpretações do músico Ruben Jacinto e das bailarinas Catarina Correia, Inês Pedruco e Margarida Costa. WILLIAM FAULKNER [autor] William Faulkner nasceu em 1897, no seio de uma antiga família do Sul dos Estados Unidos da América. Durante a Primeira Guerra Mundial, alistou-se na Royal Air Force canadiana (e, mais tarde, na britânica), mas a guerra acabou antes de ter participado em combates. Durante algum tempo, estudou na Universidade do Mississippi e trabalhou, temporariamente, numa livraria de Nova Iorque e num jornal de Nova Orleães. Com exceção de algumas viagens à Europa e Ásia e algumas breves estadias em Hollywood (onde trabalhou como argumentista), escreveu os seus romances e contos numa fazenda em Oxford, Mississipi. Ao lado de Mark Twain, Flannery O'Connor, Truman Capote, Harper Lee e Tennessee Williams, é considerado um dos mais importantes escritores da literatura sulista dos EUA. Em 1949, recebeu o Prémio Nobel da Literatura e, posteriormente, ganhou o National Book Award, em 1951, com «Collected Stories» e, em 1955, com o romance «A Fable» (com o qual venceu também um Pulitzer e que lhe seria entregue novamente em 1962, com o seu último romance). Utilizando a técnica do "fluxo de consciência" consagrada por James Joyce, Virginia Woolf, Marcel Proust e Thomas Mann, Faulkner narrou a decadência do sul dos Estados Unidos da América, interiorizando-a nas suas personagens, a maioria delas vivendo situações desesperantes no fictício condado de Yoknapatawpha. A obra “faulkneriana” é tida por muitos como hermética e desafiadora. É autor de «Sartoris» (1929), «The Sound and the Fury» (1929), «As I lay Diyng» (1930), «Sanctuary» (1931), «Light in August» (1932), «Absalom, Absalom!» (1936), «Requiem For A Nun» (1951), entre outros romances e contos. Faulkner faleceu de complicações cardíacas no dia 6 de Julho de 1962, logo após o lançamento do seu último romance, «The Reivers». PEDRO ALVES [diretor artístico] Nasceu em Sintra, em 1979. Cofundador e diretor artístico do teatromosca, onde tem desempenhado funções de actor, encenador e produtor. Frequentou cursos de formação de atores dirigidos por João de Mello Alvim, João Miguel Rodrigues e Adolfo Simón. Como actor, participou em espetáculos com textos de Eric Bogosian, Eça Leal, Sófocles, Gil Vicente, Stig 25 Dagerman, Frederico Garcia Lorca, Filomena Oliveira, Almeida Garrett, Fernando Sousa, Jean Genet, Oscar Wilde, Goethe, entre outros, dirigido por Nuno Pinto, Antonino Solmer, Filomena Oliveira, João de Mello Alvim, Mário Trigo, Rui Mário, Paulo Campos dos Reis, João Miguel Rodrigues e Adolfo Simón, na Companhia de Teatro de Sintra, Dante - Compañia de Teatro de Madrid, Teatro TapaFuros, teatromosca, Teatro Focus etc. Trabalhou com as coreógrafas Carla Sampaio, Daniel Cardoso e Célia Alturas. Dirigiu espetáculos infantis para a Companhia de Teatro de Marionetas Os Valdevinos e para o Pião – Teatro Infantil. Assistente de encenação no espetáculo «Os Patriotas», de Miguel Real e Filomena Oliveira. Desde 1997, tem desenvolvido ateliês de Expressão Dramática para grupos e escolas. Desde 2005, tem concebido e dinamizado projetos de animação pedagógica na Câmara Municipal de Sintra e, desde 2010, coordena também o Centro Lúdico das Lopas. Desempenhou funções de formador e encenador do Grupo de Teatro da Faculdade de Farmácia de Lisboa. Foi responsável pela formação do elenco jovem do espetáculo «Depois de Julieta», de Sharman Macdonald. Desenhou figurinos e espaço cénico em «Obscuro Amor», na Companhia de Teatro de Sintra. Colaborou com o Quorum Ballet – Companhia de Dança, no espetáculo “Impacto”, na função de dramaturgista, e no espetáculo “Dois Séculos”, na função de dramaturgista e na direção de atores. No teatromosca, dirigiu, entre outros, os espetáculos “Dog Art”, “Kip”, “As Três Vidas de Lucie Cabrol”, “Europa” e “Tróia”. TEATROMOSCA Nos seus objetivos artísticos, a companhia assume as condições contemporâneas de expressão artística, nomeadamente, o estilhaçamento dos binómios realidade/ representação, tema/ expressão, repertório/ atualidade, ator/ interventor, exposição/ interpretação, cultural/ social, arte/ entretenimento etc., constatando a sua falta de sentido essencial. Enquanto criadores, pretendemos exprimir e problematizar novas conflitualidades que ponham em jogo questões de identidade social, norma/ transgressão, tradição/ violência, lei/ valor etc. Estas preocupações (sociais e artísticas) traduzem-se na procura de uma expressividade que confira ao teatro contemporaneidade temática e formal. Privilegiamos, assim, a constituição de uma dramaturgia de língua portuguesa atual, com redacção e publicação de textos originais, e/ou a procura de um repertório internacional identificado com as preocupações. Procuramos, assim, em termos formais, a simplificação do processo teatral em nome do máximo de efeitos. Embora esteja sedeado e tenha tido origem no concelho de Sintra, o teatromosca não esgota a apresentação dos seus projetos no concelho de Sintra, abrindo-se à itinerância e reposições noutros locais, ao mesmo tempo que, mercê da rede de colaborações e parcerias de que resultam, trazem a Sintra o trabalho de criadores e profissionais exteriores ao concelho, assim como promove a afluência de um público não “nativo”. Assumimos desta forma que Sintra pode e deve ser um centro de difusão e concentração artística, podendo o trabalho do teatromosca ser entendido também à luz deste objetivo. É um objetivo do teatromosca garantir colaborações 26 com estruturas artísticas e culturais afins, de implantação local ou nacional. A diversificação e consolidação desta rede de colaborações é intenção permanente da companhia. Ficha artística e técnica Texto|William Faulkner Direção artística|Pedro Alves Adaptação|Alexandre Sarrazola Direção de movimento|Daniel Cardoso Interpretação|Pedro Mendes, Ruben Chama e Mário Trigo (atores), Inês Godinho, Inês Pedruco e Mathilde Gilhet (bailarinas) e Ruben Jacinto (músico) Assistência de direção|Mário Trigo e Maria Cenografia|Pedro Silva Figurino|Carlos Coxo Design gráfico|Alex Gozblau Direcção técnica|Carlos Arroja Vídeo|Raul Talukder Fotografia|Catarina Lobo Direção de produção|Joaquim René Produção|teatromosca Coprodução|Quorum Ballet, Chão de Oliva, Theatro Circo de Braga, Arte Institute (NY) e Festival Les Eurotopiques (Lille) Parcerias|Embaixada dos EUA, Teatro Meridional e Teatro Experimental de Cascais Financiamento|Governo de Portugal – Direção-Geral das Artes Links: http://teatromosca.com.sapo.pt http://teatromosca.blogspot.com Sex 20 Mar, 21h30 Concerto Banda Sinfónica CMACG Música | M/6 Bilheteira | Plateia 2€. | Descontos Sala Principal | 120 Min (20 minutos intervalo) Sab, 21 março, 21h30 LINDA MARTINI 27 Música| M/6 Sala Principal | 60 minutos sem intervalo Bilheteira| 10€ Os Linda Martini nasceram em 2003 e são uma banda de Rock. Da sua formação actual fazem parte 4 dos seus 5 membros fundadores – André Henriques, Cláudia Guerreiro, Hélio Morais e Pedro Geraldes. Desde a edição do primeiro EP, em Janeiro de 2006, que a banda tem sido bastante acarinhada, quer pelo público, quer pela imprensa musical e promotores. Prova disso mesmo, são as várias distinções de “disco do ano” para os leitores da Blitz, a presença e espaço de antena constantes nos principais veículos de comunicação e a presença assídua nos festivais de grande dimensão e queimas das fitas. Em 2006, o single “Amor Combate” foi considerado o single do ano pelo Henrique Amaro da Antena 3 e, no mesmo ano, o disco de estreia – “Olhos de Mongol” - é distinguido como “disco do ano” para os leitores da revista Blitz. Em 2008 a banda edita um EP em vinil, exclusivamente, e esse mesmo disco é considerado o “segundo disco do ano” para os leitores da revista Blitz. 2009 é ano de reedição do álbum de estreia – “Olhos de Mongol” - em conjunto com o primeiro EP – “Linda Martini” -, ambos esgotados há muito. É também o ano em que a banda é convidada a fazer um disco gravado ao vivo, pela Optimus Discos, até hoje esgotado e um dos discos com mais downloads do ciclo de edições desta nova editora. Em 2010 é editado o segundo longa duração – “Casa Ocupada” - , disco que eleva a banda para um outro patamar, arrancando nova distinção de “disco do ano” para os leitores da Blitz e merecendo os mais rasgados elogios das pessoas do meio, como Pedro Ramos (Radar), Henrique Amaro (Antena 3) e Zé Pedro (Xutos & Pontapés), a título de exemplo. No ano em que a banda comemorou 10 anos, editou o seu terceiro longa duração o – “Turbo Lento” -, pela Universal Music Portugal, disco que foi considerado “disco do ano” para os leitores da Blitz. Foi este mesmo disco que levou a banda a ser capa do Ípsilon e editora convidada da revista Blitz. Nos concertos de apresentação, a banda encheu a sala 1 do HardClub, no Porto, e a sala tejo da MEO Arena, em Lisboa. O disco entrou directamente para número 2 da tabela de discos mais vendidos da AFP e chegou a número 1 no iTunes e no Spotify, em Portugal. Ficha artística: Músico: Hélio Morais Músico: Cláudia Guerreiro Músico: André Henriques Músico: Pedro Geraldes Técnico de som: João Tereso 28 Links: Facebook: www.facebook.com/lindamartinirock Videos: Ratos: https://www.youtube.com/watch?v=Zp0j9CIyUR8 Volta: https://www.youtube.com/watch?v=nTM4mC40bEw Sáb 28 Mar, 21h00 Sociedade Musical Santa Cecília Dança | M/6 Sala Principal Dom 29 Mar, 15h30 CHÁ DANÇANTE Dança | Público Sénior Salão Nobre | 2 horas Bilheteira | 3,00€ pax | 5,00€ par A Oficina de Música de Aveiro numa co-produção com a Câmara Municipal de Aveiro e o Teatro Aveirense promove uma vez por mês a iniciativa Chá Dançante no Salão Nobre do Teatro Aveirense, dirigida para o público sénior. O Chá Dançante constitui-se como um espaço de convívio social, de partilha e vivências, aglutinando a dança, a música e o aroma das memórias! Ter 3 | 10 | 17 | 24| 31 Março 21h30 OS FILMES DAS NOSSAS TERÇAS com a presença de realizadores Cinema | 4€ - Cartão Mensal com 50% desconto (2€/sessão) Sala Principal As sessões estão de regresso à sala histórica da região, com o apoio do ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual. Programação disponível em www.teatroaveirense.pt 29